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MELOPEIA, FANOPEIA E LOGOPEIA

Os três modos retóricos que Ezra Pound, em ABC of Reading (1934), definiu para “carregar de
energia” a linguagem poética. A teoria de Pound, primeiramente apresentada no ensaio “How
to Read” (1927, in Literary Essays, 1954), visa criar uma espécie de semiótica para os registos
possíveis da linguagem poética dominada por todas as formas de inspiração.

A melopeia é, na sua origem grega melopoiía («composição de cantos líricos»), a arte de


musicar a poesia, e passou a significar qualquer melodia (recitada ou cantada) em ritmo calmo
e monótono; remete-nos para o mundo criativo dos sons no texto poético.

A fanopeia traduz o poder visual da imagem ("throwing the object (fixed or moving) on to
the visual imagination", nas palavras de Pound); é particularmente significativa na poesia
visual chinesa

A logopeia deriva do grego logopoeía, “criação de palavras”, e traduz a capacidade de


combinação da forma e do conteúdo das palavras com o objectivo de obter a obra sublimada
pela beleza estética. As três categorias são redutoras na análise do texto poético, porque
ignoram os restantes aspectos da linguagem.

A POESIA (Melopeia, Fanopeia, Logopeia)


Em sentido restrito, os antigos entendiam por poesia ("poíesis") a habilidade de construir bem
uma composição de palavras. É ainda esse o sentido básico do vocábulo na atualidade, que
enfatiza a noção de poesia como arte de refinada construção verbal. O objeto inventado pela
poesia chama-se poema, de modo que este vem a ser um artefato, isto é, o produto acabado
resultante do fazer artístico. Poema é a obra de arte verbal realizada concretamente. Poética é
o nome da disciplina que estuda a poesia e suas obras, considerando o que elas têm de
específico, ou seja, aquilo que lhes é próprio: o poético. Este, por sua vez, é constituído dos
elementos fundamentais do poema; o poético é matéria da poesia, é tudo aquilo de que ela
pode falar e o modo como ela fala num poema. Todos esses elementos devem ser conhecidos
para que avancemos em nossos estudos. São três os elementos básicos que constituem um
poema, tradicionalmente escrito em versos:

1) som -- elemento musical: sistema de harmonias, ritmos e melodias criados pelas palavras;

2) imagem -- dados visuais de um poema;

3) pensamento -- estrutura intelectual de escolha, combinação e disposição de palavras para a


expressão de conteúdos: ideias, sensações sentimentos etc.

Esses três elementos fundamentais do poema chamam-se melopeia, fanopeia e logopeia,


respectivamente.
Melopeia é a música de palavras, é o conjunto de técnicas aplicadas para criar efeitos acústicos
por meio da palavras. Ela insere o poema no tempo, mas o leva a sobrepor-se à cronologia,
segundo Ezra Pound (1882-1972). Fanopeia é matéria visual do poema, é o conjunto de
técnicas aplicadas para criar imagens que afetam a imaginação visual. A fanopeia configura o
poema no espaço físico e imaginário, mas o faz transpor fronteiras. Logopeia é a matéria
intelectual do poema; é o elemento que se revela na sintaxe do texto, na lógica de sua
organização, em sua carga semântica, nas referências e influências artísticas e culturais que
contém. Por meio da logopeia o poema viaja no tempo e no espaço, dialogando com a
memória da civilização. Desse modo, chama-se poesia de melopeia àquela em que predomina
o elemento sonoro, poesia de fanopeia à que tem a imagem como elemento principal e poesia
de logopeia àquela em que prevalece o elemento intelectual.

A RAIZ HEBRAICA DA PALAVRA PECADO.


No contexto geral o pecado é único...é a transgressão da lei;Yochanam=joão 3,4.

No Yvrit=hebraico a palavra pecado é hatah=errar o alvo, ou mudar de direção!

No grego é hamartia=sair da rota;

No latim é pecare=cair fora do caminho!

I Em hebraico há algumas palavras que estão relacionadas ao conceito de pecado.


Entretanto, a principal palavra (existem outras, é claro) utilizada para descrever o
pecado é a palavra hebraica hata', cujo sentido básico é o de "errar um alvo ou um
caminho", ou ainda "ficar aquém do padrão".[1] Essa palavra pode ser encontrada em
uma de suas várias formas verbais, por exemplo, em Jz 20.16, onde lemos sobre a
existência de "setecentos homens escolhidos, canhotos, os quais todos atiravam uma
pedra com a funda a um cabelo, e não erravam (yahati')". A partir desse conceito
básico, podemos dizer que "pecar é errar a mosca". Calma, não estou me referindo ao
"inseto" chamado mosca. Antes, estou me referindo à mosca em seu sentido técnico-
militar, fazendo alusão ao "ponto central do alvo nos exercícios de tiro". Acredito que
este fato deveria servir para despertar em cada um de nós o seguinte questionamento:
"Que nota eu tenho recebido do Mestre em meu tiro ao alvo espiritual?". Ou melhor
dizendo: "a vida na emunah-fé que tenho vivido ultimamente tem sido aprovada ou
rejeitada por Yahweh?". Ou ainda, para usar uma linguagem mais militarizada: "que
'nota' yahweh daria para a minha 'pontaria' de hoje"? Pense nisso.

II - O Pecado e a Sua Raiz Grega

Já na língua grega, a palavra que melhor caracteriza a idéia de pecado é a palavra


hamartia, cujos significados básicos são: "falha, culpa, pecado".Isso nos faz
compreender as palavras do Apostolo Shaul=Paulo "Porque todos pecaram e
destituídos estão da glória de Yahweh",...Todos se extraviaram, e juntamente se
fizeram inúteis...Ro,3,12,23

"O termo grego aqui traduzido como 'pecado' é uma palavra que, entre os gregos
pagãos, significava 'errar o alvo' ou 'falhar no desempenho'. Os atletas gregos, mirando
um alvo, algumas vezes erravam na pontaria. Assim também a raça humana inteira
errou o alvo, a saber, uma vida conduzida para a glória de Yahweh".[3]

Ao lermos esse texto, percebemos que o conceito de "pecado" por trás da palavra
hamartia é muito parecido com o conceito encontrado no hebraico hata',
principalmente quanto à idéia de "errar o alvo".

III - O Pecado e a Sua Raiz Latina

Por fim, nos deparamos com o conceito de "pecado" em latim. Sabe-se que o verbo
português "pecar" é derivado do latim peccare que, em seu uso primitivo, significava:
"fazer passo em falso, perder o pé, e, portanto, cair, falando-se dos cavalos e outras
montarias; depois, figuradamente, fazer mau passo moral, errar, cometer falhas".[4]
Tal palavra tem ligação com a palavra latina pecus, que significa: "pé defeituoso, pé
incapaz de percorrer o caminho".[5] Em outras palavras, "pecar" é "coxear, manquejar,
capengar". Aliás, a partir desses dados, poderíamos muito bem concluir que "pecar" é
"dar mancadas com Yahweh". Dito de outra maneira, quando pecamos estamos dando
um "passo em falso" em nossa relação com Yahweh.

Conclusão

De forma bem geral, podemos resumir esse breve texto dizendo que a "raiz" do
pecado encontra-se basicamente em dois fatores: "errar o alvo" e "pisar em falso no
caminho do Eterno Criador Yahweh". Quando não atingimos o "alvo" proposto por
Yahweh para a nossa vida (que é glorificá-lo por meio de todo o nosso viver) e também
quando não andamos "corretamente" nos seus caminhos, tais atitudes se traduzem
em pecado diante dele.

Àquele que é poderoso para ajudar-nos em nossa "pontaria" e em nosso "caminhar"


seja a glória e o louvor para todo o sempre! hallelu