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Faculdade Rebouças De Campina Grande

Centro Técnico de Ensino – Infogenius


Curso: Técnico em Saúde Bucal
Disciplina: Prática Odontológica

Introdução à Prática –
Regulamentação Da Profissão
Docente: Lunna Farias
Mestranda em Clínica Odontológica - UEPB
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1. DEFINIÇÃO
Definição de prática:
Teoria
• Aplicação das
regras e dos
princípios de uma
Conhecimento
Conhecimento
arte ou de uma
ciência;
Fonte: Dicionário Aurélio
Prática

(Silva et al., 2017)

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1. DEFINIÇÃO

https://bit.ly/2K7baOn
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1. DEFINIÇÃO

Lei 11.889/2008 Consolidação das Normas para Procedimentos


nos Conselhos de Odontologia - 2012

Resolução CFO 085-2009


Resolução CFO 63-2005

Código de Ética Odontológica- 2013

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2. HISTÓRICO
• 1913 – EUA - Dr. Alfred Civilion Fones: Fundador da profissão de
Higienista Dental implantando treinamentos para um grupo de
profissionais com o objetivo de assumir a responsabilidade de aplicar
métodos preventivos direcionados à redução da cárie dentária.

https://bit.ly/2nddWso
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2. HISTÓRICO
• 1952 - A Fundação SESP – Incorporou a figura do THD para
desenvolvimento de Ações de Educação, Prevenção e Promoção de
Saúde e para auxiliar nas atividades clínicas em escolas da zona rural
de estados menos desenvolvidos.

• 1975 - O Conselho Federal de Educação (CFE) e o Ministério da


Educação e Cultura (MEC) criaram as habilitações de auxiliares e
técnico. Esses órgãos, ao definirem o ACD e o THD, estabeleceram os
requisitos essenciais para o exercício da função e os currículos dos
cursos de formação.
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2. HISTÓRICO
Década 80 – O Conselho Federal de Odontologia (CFO) decide
regulamentar o exercício dessas profissões odontológicas. Sendo assim,
o curso de THD deveria seguir as regulamentações do Conselho Federal
de Educação e do CFO para ser aprovado e autorizado pelos Conselhos
Estaduais de Educação.

https://bit.ly/2M40iWF 7
2. HISTÓRICO
• 1987- Exigência do diploma para se inscrever nos Conselhos.

• Carta de experiência profissional de 1 ano.

https://bit.ly/2ADZu6m

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2. HISTÓRICO
• 1996 - Lei de Diretrizes e Bases da Educação: Estabelece os 3 níveis da
educação profissional: o básico, o técnico e o tecnológico.

• A formação técnica é o complemento da Educação geral e traz como


objetivo a articulação da educação com o mundo do trabalho.

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2. HISTÓRICO
• 2004 - Ministério da Saúde realizou um levantamento que mostra que
o Brasil tinha cerca de 30 milhões de desdentados; que três em cada
quatro idosos de 65 aos 74 anos são desdentados; e que 13% dos
adolescentes nunca foram ao dentista. Os números da pesquisa
confirmaram ainda a forte relação entre pobreza e a falta de cuidados
com a boca.

• Política Nacional de Saúde Bucal


https://bit.ly/2M35oTb
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2. HISTÓRICO
• Investimentos: prevenção, distribuição de kits de higiene bucal,
expansão na fluoretação das águas de abastecimentos públicos e a
busca do acesso universal à assistência odontológica com ações
voltadas para todas as faixas etárias.

• Necessidade de se ampliar as equipes que trabalham com a saúde


bucal - Competências profissionais do THD E ACD.

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2. HISTÓRICO
• 2008 -Lei Federal nº 11.889 que regulamenta as profissões de Técnico
em Saúde Bucal e Auxiliar em Saúde Bucal.

Técnico em Higiene Dental – Técnico em Saúde Bucal


Auxiliar de Consultório Dentário – Auxiliar em Saúde Bucal

Competências e Vetos

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3. EXERCÍCIO LEGAL
• Obrigação do registro no CFO e inscrição no CRO

O Conselho Federal e os Conselhos Regionais de Odontologia,


instituídos pela Lei 4.324 de 14/04/1964, têm por finalidade a
supervisão da ética profissional em toda a República.

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3. EXERCÍCIO LEGAL
• Outras finalidades:

1. Defender o livre exercício da profissão


2. Julgar dentro de sua competência, as infrações à lei e à ética
profissional
3. Funcionar como órgão consultivo do Governo, no que tange ao
exercício e aos interesses profissionais
4. Contribuir para o aprimoramento científico e tecnológico da
odontologia e de seus profissionais

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3. EXERCÍCIO LEGAL
• Preenchimento do requerimento e apresentação de documentos para
inscrição
Dados a serem declarados no requerimento:

a) nome completo; b) filiação c) nacionalidade;


d) data, município e estado do nascimento; e) estado civil; f) sexo;
g) número do CPF; h) número, data de emissão e órgão do RG;
i) número, zona e seção do título de eleitor; j) número, data e órgão
expedidor de documento militar; k) órgão expedidor do diploma ou certificado;
l) data da conclusão do curso ou da colação de grau;
m) endereço da residência;
n) tipo sanguíneo; o) doador ou não de órgãos. 15
Documentação específica
3. EXERCÍCIO LEGAL
a) original e cópia de diploma,
Documentação geral certificado ou qualquer outro
a) xerox do CPF documento que habilite o
b) xerox do RG requerente, nos termos da
legislação, ao exercício
c) xerox do título de eleitor
profissional;
d) xerox da reservista (se for
homem) b) para Técnico em Saúde Bucal
e) xerox da certidão de deverá ser apresentada, ainda,
casamento ou nascimento cópia da portaria de abertura do
f) xerox do histórico escolar curso publicada no Diário Oficial;
do ensino fundamental (ASB)
ou médio (TSB) c) duas fotografias 3x4
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3. EXERCÍCIO LEGAL
• Os valores das anuidades devidas aos Conselhos Regionais pelo
Técnico em Saúde Bucal e pelo Auxiliar em Saúde Bucal e das taxas
correspondentes aos serviços e atos indispensáveis ao exercício das
profissões não podem ultrapassar, respectivamente, 1/4 (um quarto)
e 1/10 (um décimo) daqueles cobrados ao cirurgião-dentista.

https://bit.ly/2LSt3q6
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4. COMPETÊNCIAS x VETOS
• Limites da profissão

• Competências 1. Participar do treinamento e capacitação de


Auxiliar em Saúde Bucal e de agentes
multiplicadores das ações de promoção à
saúde.

2. Participar das ações educativas atuando na promoção da saúde e na prevenção


das doenças bucais;

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4. COMPETÊNCIAS x VETOS
3. Participar na realização de levantamentos e estudos epidemiológicos, exceto na
categoria de examinador;

4. Fazer a remoção do biofilme e realizar a prevenção das doenças bucais por meio
da aplicação tópica do flúor, de acordo com a indicação técnica e orientação do
cirurgião-dentista;

5. Supervisionar, sob delegação do cirurgião-dentista, o trabalho dos


auxiliares de saúde bucal;
4. COMPETÊNCIAS x VETOS
6. Realizar fotografias e tomadas radiográficas de uso odontológicos
exclusivamente em consultórios ou clínicas odontológicas;

7. Processar filme radiográfico;

8. Manipular materiais de uso odontológico;

9. Selecionar moldeiras e preparar modelos em gesso;


4. COMPETÊNCIAS x VETOS
10. Inserir e distribuir no preparo cavitário materiais odontológicos na restauração
dentária direta, vedado o uso de materiais e instrumentos não indicados pelo
cirurgião-dentista;

11. Registrar dados e participar da análise das informações relacionadas ao


controle administrativo em saúde bucal.

12. Proceder à limpeza e à antissepsia do campo operatório, antes e após atos


cirúrgicos, inclusive em ambientes hospitalares;

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4. COMPETÊNCIAS x VETOS
13. Executar limpeza, assepsia, desinfecção e esterilização do instrumental,
equipamentos odontológicos e do ambiente de trabalho;

14. Remover suturas;

15. Aplicar medidas de biossegurança no armazenamento, manuseio e descarte de


produtos e resíduos odontológicos;
4. COMPETÊNCIAS x VETOS
16. Realizar isolamento do campo operatório;

17. Preparar o paciente para o atendimento;

18. Realizar o acolhimento do paciente nos serviços de saúde bucal;

19. Exercer todas as competências no âmbito ambulatorial e hospitalar.


4. COMPETÊNCIAS x VETOS

Prestar assistência direta


Exercer a atividade de
ou indireta ao paciente,
forma autônoma
sem a supervisão do CD

Realizar na cavidade Fazer propaganda de


bucal do paciente seus serviços, exceto em
procedimentos não revistas, jornais e
discriminados na Lei nº folhetos especializados
11.889/2008 da área odontológica.
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4. COMPETÊNCIAS x VETOS
• O cirurgião-dentista que, tendo Técnico em Saúde Bucal ou Auxiliar
em Saúde Bucal sob sua supervisão e responsabilidade, permitir que
esses, sob qualquer forma, extrapolem suas funções específicas
responderá perante os Conselhos Regionais de Odontologia,
conforme a legislação em vigor.

• O exercício das atividades privativas do técnico em saúde bucal só é


permitido com a observância do disposto nestas normas.

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5. CÓDIGO DE ÉTICA

Acordo que estabelece os direitos e deveres de uma empresa,


instituição, categoria profissional, a partir da
sua missão, cultura e posicionamento social, e que deve ser seguido
pelos funcionários no exercício de suas funções profissionais.

https://bit.ly/2LRLf2Z
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5. CÓDIGO DE ÉTICA

• Art. 1º. O Código de Ética Odontológica regula os direitos e deveres


do cirurgião-dentista, profissionais técnicos e auxiliares, e pessoas
jurídicas que exerçam atividades na área da Odontologia, em âmbito
público e/ou privado, com a obrigação de inscrição nos Conselhos de
Odontologia, segundo suas atribuições específicas.

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5. CÓDIGO DE ÉTICA
DIREITOS
• Recusarem-se a executar atividades que não sejam de sua
competência técnica, ética e legal, ainda que sob supervisão do
cirurgião-dentista.
• Executar, sob a supervisão do cirurgião-dentista, os procedimentos
constantes na Lei nº 11.889/2008.
• Recusar-se a exercer a profissão em âmbito público ou privado onde
as condições de trabalho não sejam dignas, seguras e salubres.

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5. CÓDIGO DE ÉTICA
DEVERES
• Comunicar ao CRO fatos de que tenham conhecimento e caracterizem
possível infringência do presente Código e das normas que regulam o
exercício da Odontologia.
• Manter regularizadas suas obrigações financeiras junto ao CRO.
• Manter seus dados cadastrais atualizados junto ao CRO.
• Manter atualizados os conhecimentos profissionais, técnico-
científicos e culturais, necessários ao pleno desempenho do exercício
profissional;

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5. CÓDIGO DE ÉTICA
DEVERES
• Resguardar o sigilo profissional
• Promover a saúde coletiva no desempenho de suas funções
• Apontar falhas nos regulamentos e nas normas das instituições em
que trabalhe, quando as julgar indignas para o exercício da profissão
ou prejudiciais ao paciente, devendo dirigir-se, nesses casos, aos
órgãos competentes
• Assumir responsabilidade pelos atos praticados, ainda que estes
tenham sido solicitados ou consentidos pelo paciente ou seu
responsável
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5. CÓDIGO DE ÉTICA
DEVERES
• Resguardar sempre a privacidade do paciente
• Não manter vínculo com entidade, empresas ou outros desígnios que
os caracterizem como empregado, credenciado ou cooperado quando
as mesmas se encontrarem em situação ilegal, irregular ou inidônea;
• Comunicar aos Conselhos sobre atividades que caracterizem o
exercício ilegal da Odontologia

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5. CÓDIGO DE ÉTICA

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5. CÓDIGO DE ÉTICA
INFRAÇÃO ÉTICA
• Discriminar o ser humano de qualquer forma ou sob qualquer
pretexto;
• Delegar a profissionais técnicos ou auxiliares atos ou atribuições
exclusivas da profissão de cirurgião-dentista;
• Executar procedimentos como técnico em prótese dentária, técnico
em saúde bucal, auxiliar em saúde bucal e auxiliar em prótese
dentária, além daqueles discriminados na Lei que regulamenta a
profissão e nas resoluções do Conselho Federal;

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5. CÓDIGO DE ÉTICA
INFRAÇÃO ÉTICA
• Assumir emprego ou função sucedendo o profissional demitido ou
afastado em represália por atitude de defesa de movimento legítimo
da categoria ou da aplicação deste Código;
• Ser conivente em erros técnicos ou infrações éticas, ou com o
exercício irregular ou ilegal da Odontologia;
• Delegar funções e competências a profissionais não habilitados e/ ou
utilizar-se de serviços prestados por profissionais e/ou empresas não
habilitados legalmente ou não regularmente inscritos no Conselho
Regional de sua jurisdição.
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5. CÓDIGO DE ÉTICA
INFRAÇÃO ÉTICA
• Revelar, sem justa causa, fato sigiloso de que tenha conhecimento em
razão do exercício de sua profissão.

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5. CÓDIGO DE ÉTICA
INFRAÇÃO ÉTICA
• Fazer referência a casos clínicos identificáveis, exibir paciente, sua
imagem ou qualquer outro elemento que o identifique, em qualquer
meio de comunicação ou sob qualquer pretexto, salvo se o cirurgião-
dentista estiver no exercício da docência ou em publicações
científicas, nos quais, a autorização do paciente ou seu responsável
legal, lhe permite a exibição da imagem ou prontuários com
finalidades didático-acadêmicas.

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5. CÓDIGO DE ÉTICA
COMUNICAÇÃO E PROPAGANDA
• É vedado aos profissionais auxiliares fazer anúncios, propagandas ou
publicidade dirigida ao público em geral.
• Serão permitidas propagandas em revistas, jornais ou folhetos
especializados, desde que dirigidas aos cirurgiões-dentistas, e
acompanhadas do nome do profissional e do número de inscrição no
CRO
• O profissional inscrito pode utilizar-se de veículos de comunicação
para conceder entrevistas ou divulgar palestras públicas sobre
assuntos odontológicos de sua atribuição, com finalidade educativa e
interesse social.
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5. CÓDIGO DE ÉTICA
PENALIDADES
-
1. Advertência confidencial, em aviso reservado;
2. Censura confidencial, em aviso reservado;
3. Censura pública, em publicação oficial;
4. Suspensão do exercício profissional até 30 (trinta) dias;
5. Cassação do exercício profissional ad referendum do CFO.
+
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5. CÓDIGO DE ÉTICA
PENALIDADES
• Casos de alta gravidade - aplicação imediata de penalidade mais grave

1. Imputar a alguém conduta antiética de que o saiba inocente


2. Acobertar o exercício ilegal ou irregular da profissão
3. Exercer, após ter sido alertado, atividade odontológica em
entidade ilegal, inidônea ou irregular.
4. Manter atividade profissional durante o período de suspensão.
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5. CÓDIGO DE ÉTICA
PENALIDADES

A alegação de ignorância ou a má compreensão dos preceitos


deste Código não exime de penalidade o infrator.

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5. CÓDIGO DE ÉTICA
PENALIDADES
• Atenuação de pena: Não ter sido antes condenado por infração ética; Ter
reparado ou minorado o dano.

• Pena pecuniária - 1 (uma) e 25 (vinte e cinco) vezes o valor da anuidade.

• Reincidência - a pena de multa será aplicada em dobro.

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REFERÊNCIAS
BASSOLI, F. Practical activities and the teaching and learning of science(s): myths, trends and
distortions. Ciênc. Educ., Bauru, v. 20, n. 3, p. 579-593, 2014
BRASIL. LEI 11.889 de 24 de DEZEMBRO DE 2008: Regulamenta o exercício das profissões de
Técnico em Saúde Bucal - TSB e de Auxiliar em Saúde Bucal – ASB
CONSELHO FEDERAL DE ODONTOLOGIA. Código de Ética Odontológica. Disponível em:
https://www.crosp.org.br/uploads/etica/6ac4d2e1ab8cf02b189238519d74fd45.pdf. Acesso em 29 jul.
2018
MANUAL DE BOAS PRÁTICAS. Biossegurança em Odontologia. Disponível em:
http://www.crosc.org.br/wp-content/uploads/2012/02/manual_biosseguranca.pdf. Acesso em 29 jul.
2018
SILVA, D.R. et al. Projeto Jovem Doutor: o aprendizado prático de estudantes de medicina por meio
de atividade socioeducativa. Rev. Med., São Paulo, v. 96, n. 2, p. 73-80, abr-jun. 2017.

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Dúvidas?

lunna_farias@hotmail.com

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