Você está na página 1de 30

1

UNIVERSIDADE ESTADUAL DE MONTES CLAROS-UNIMONTES


CENTRO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS E DA SAÚDE-CCBS
DEPARTAMENTO DE EDUCAÇÃO FISICA E DESPORTO - DEFD
CURSO DE EDUCAÇÃO FÍSICA (LICENCIATURA)

INSERÇÃO DE ESCOLARES AUTISTAS NAS AULAS DE


EDUCAÇÃO FÍSICA: LIMITES E POSSIBILIDADES

VANDERLÉIA ALVES DOS SANTOS

MONTES CLAROS - MG
OUTUBRO / 2018
2

VANDERLÉIA ALVES DOS SANTOS

INSERÇÃO DE ESCOLARES AUTISTAS NAS AULAS DE


EDUCAÇÃO FÍSICA: BARREIRAS E POSSIBILIDADES

Projeto apresentado ao curso de Educação Física


Universidade Estadual de Montes Claros, como
requisito parcial à obtenção de notas da disciplina
Seminário de pesquisa II ou TCCI.

Área de concentração: Educação Física Escolar


Orientador: Prof. Dr. José de Andrade Matos
Sobrinho

Montes Claros - MG
3

2º semestre / 2018

RESUMO PROPOSTA

O autismo é um transtorno neurológico, caracterizado por comportamentos que


prejudicam a capacidade da criança se socializar e se comunicar com eficiência,
trazendo prejuízos também motores e cognitivos. Na escola para que haja o
desenvolvimento das crianças autistas torna-se necessário o desenvolvimento de
algumas habilidades e neste sentido a Educação Física escolar assume grande
importância possibilitando, por meio de atividades lúdicas, promover a inclusão e a
melhora nas áreas psicomotora, comunicativa e social, além de diminuir
comportamentos de falta de atenção. Objetiva-se analisar os processos pedagógicos
relacionados à inserção do aluno autista nas aulas de educação física. Na busca da
compreensão da importância, benefícios, barreiras e potencialidades dos processos
de ensino ao aluno autista nas aulas de Educação Física optou-se por realizar um
estudo de caso qualitativo. Serão sujeitos do estudo os alunos de um Centro
Municipal de Educação Infantil – CEMEI da cidade de Montes Claros/MG com laudo
médico que comprove o autismo, assim como o professor de Educação Física
destes alunos. Além da revisão de literatura sobre o tema, realizada em artigos e
trabalhos de conclusão de curso publicados em bases online de dados científicos
será utilizada como metodologia a observação da prática educativa adotada pelo
professor de Educação Física. A observação participante será realizada após
aprovação deste projeto pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade
Estadual de Montes Claros. Um questionário respondido pelo(s) professor(es) de
Educação Física possibilitará identificar a percepção do mesmo sobre o autismo,
assim como as estratégias que ele(s) adota(m) para atender as necessidades dos
alunos com TEA e as barreiras e potencialidades dos processos de ensino ao aluno
autista nas aulas de Educação Física. Os produtos pretendidos são: aprovação em
Trabalho de Conclusão de Curso; publicação de um artigo em revista especializada.

Palavras-chave: Autismo. Educação Física. Barreiras. Possibilidades.

ii

viii
4

SUMÁRIO

1 – INTRODUÇÃO................................................................................................… 5

6
1.1 – Objetivos........................................................................................................
6
1.1.1 - Objetivo geral..........................................................................................…...
7
1.1.2 - Objetivos específicos................................................................................….
7
1.2 – Justificativa.....................................................................................................
2 - REFERENCIAL TEÓRICO.............................................................................. 9
2.1 - Autismo: definição e características gerais................................................... 9
2.1.2 Causas e diagnóstico do Autismo................................................................ 12
2.2 – Desenvolvimento cognitivo do autista.......................................................... 14
2.3 – Barreiras e potencialidades dos processos de ensino ao aluno autista nas
aulas de Educação Física..................................................................................... 16
18
3 - METODOLOGIA.............................................................................................
18
3.1 - Caracterização do Estudo............................................................................
18
3.2 - População.....................................................................................................
18
3.4 - Identificação dos Métodos e Instrumentos Utilizados...................................
18
3.5 - Procedimentos de Coleta de Dados.............................................................
19
3.6 – Tratamento dos dados.................................................................................
19
3.7 – Cuidados. Éticos..........................................................................................
4- CRONOGRAMA............................................................................................... 21
5- PRODUTOS PRETENDIDOS.......................................................................... 22
6- RISCOS E BENEFÍCIOS................................................................................. 23
7-CUSTOS........................................................................................................... 24
REFERÊNCIAS.................................................................................................... 25
27
APÊNDICES.........................................................................................................
5

1 – INTRODUÇÃO

O Transtorno do Espectro Autista – TEA é contextualizada pela síndrome de


Asperger, um transtorno conhecido como uma perturbação neurológica,
caracterizado por comportamentos que prejudicam a capacidade da criança se
socializar e se comunicar com eficiência.
Marques (2000, p. 25) informa que o termo autismo origina-se da palavra
grega “autos” que significa “ próprio/eu” e Ismo que indica um estado, uma forma
própria de agir e que ganharam o significado de “condição ou estado de alguém que
aparenta estar invulgarmente absorvido em si próprio”.
Não existem números oficiais sobre o autismo. Pesquisa nos Estados Unidos
no ano de 2014 indicou que em cada 68 crianças 1 seja autista. Número que
representa quase 1% de toda a população do planeta (CASTANHEIRA, 2016). O
que se sabe é que o transtorno é predominante no sexo masculino. Sendo que de
cada cinco autistas quatro são homens. Por esse motivo a síndrome é simbolizada
pela cor azul.
O autismo abrange amplo nível de funcionamento e transtornos, que vão
desde o autismo não verbal até a Síndrome de Asperge, e se encontra dividido em
três grupos: no primeiro grupo encontram-se os autistas graves que não falam, não
interagem com outras pessoas, mantendo-se isolados. No segundo grupos estão os
autistas clássicos que possuem memória fotográfica, falam, mas apresentam
dificuldades para se comunicar ou responder perguntas simples, enquanto no
terceiro grupo estão os portadores da Síndrome de Asperge que possuem as
mesmas dificuldades dos outros níveis, mas em medida reduzida. Além disso são
verbais e muito inteligentes (MAZETTO, 2010).
Jordan (2000, p. 32) cita como característica do autismo a incapacidade de
interação social, dificuldade de comunicação verbal e não verbal, assim como do
desenvolvimento da imaginação e destaca a importância da intervenção pedagógica
para um melhor desenvolvimento cognitivo e social do autista. Matos et al (2012)
compreende que os educadores que trabalham com os alunos que apresentam este
distúrbio enfrentam várias desafios no processo de ensino, mesmo porque eles
apresentam níveis e dificuldades diferentes de aprendizagem, de comportamento e
de interação social.
6

Existe um consenso entre os pesquisadores sobre a necessidade da escola


dispor de tempo, espaço adequado e profissionais capacitados para atender esses
alunos, proporcionando oportunidades para que se desenvolvam social,
cognitivamente e, consequentemente, para que apresentem crescimento individual,
uma vez que para vencer com sucesso as etapas de desenvolvimento infantil, no
que concerne aos aspectos cognitivo, social, físico e motor, o aluno autista necessita
de uma atenção especial do professor, inclusive com adoção de técnicas e métodos
de ensino específicos para lidar com um distúrbio do desenvolvimento que afeta
todo o processo de aquisição de experiências e que interfere na processo educativo
em relação aos não autistas, assim como no modo como eles mesmos aprendem
(ESTEVES; REIS; TEIXEIRA, 2014).
Cada indivíduo com TEA apresenta características comportamentais e
cognitivas próprias o que exige uma intervenção pedagógica especializada. A
Educação Física apresenta-se de extrema importância para o desenvolvimento
pleno da corporeidade dos alunos com TEA, mas que exige toda uma ação especial
do professor (SILVA, 2013). Diante das exigências educacionais que envolve esse
processo de inclusão, como tem sido a prática pedagógica dos professores de
Educação Física que ministram aulas em turmas onde há a presença de alunos com
TEA?

1.1 - OBJETIVOS

1.1.1 - Objetivo Geral


- Analisar os processos pedagógicos dos professores relacionados à inserção do
aluno autista nas aulas de Educação Física em uma escola pública de Educação
Infantil de Montes Claros/MG.

1.1.2 - Objetivos Específicos


- Compreender os limites e potencialidades dos processos de ensino ao aluno
autista nas aulas de Educação Física;
- Compreender o movimento nos alunos de espectro autista;
- Compreender a relação dos alunos com TEA com o restante da turma.
1.2 - JUSTIFICATIVA
7

Segundo o Manual de Diagnóstico e Estatística de Transtornos Mentais


(DSM), o TEA se manifesta por prejuízos na linguagem, na comunicação e na
interação social, além de apresentar comportamentos repetitivos e estereotipados
(APA, 2013). Os dados do Ministério da Saúde sugerem que milhares de alunos com
esse diagnóstico estão inseridos no ensino regular, cerca de 25.624 (NUNES;
AZEVEDO; SCHMIDT, 2013). Fatores que indicam a necessidade da área
educacional prover a esses indivíduos a garantia do acesso, permanência e
participação na aprendizagem, conforme determina a Política Nacional de Educação
Especial na perspectiva da Educação Inclusiva, e para isso são necessárias muitas
adequações tanto estruturais, quanto técnicas e pedagógicas.
Algumas crianças autistas, especialmente as diagnosticadas com autismo
moderado à grave necessitam de assistência e supervisão intensiva de adultos e
possuem um tempo próprio de aprendizagem e interesses. A família do autista
necessita de um acompanhamento profissional desde o início do distúrbio, porém,
muitas vezes isso não acontece pelas condições econômicas e a dificuldade de
acesso (FERRARI, 2015). Esse fato causa implicações na escola onde nem sempre
o autista encontra o apoio adequado para desenvolver suas capacidades, assim
como não conta com uma equipe multidisciplinar para acompanhar essa criança fora
dali.
O interesse por esse tema surge através do crescente aumento de crianças
autistas nas escolas regulares e o despreparo dessas instituições em atendê-los, de
acordo com as suas dificuldades e habilidades, para que as suas capacidades sejam
exploradas. O autismo é um assunto bastante discutido na comunidade escolar,
entretanto na comunidade acadêmica ainda é preciso se estudar mais, e o
desenvolvimento deste estudo representa a importante oportunidade de conhecer
como a Educação Física escolar e o trabalho pedagógico desenvolvido pelo
professor desta disciplina podem contribuir com a melhora do desempenho cognitivo
e social dos alunos com autismo.
8

2 – REFERENCIAL TEÓRICO

2.1 - Autismo: definição e características gerais

O Transtorno do Espectro Autista – TEA, é contextualizada pela síndrome


de Asperger, um transtorno conhecido como uma perturbação neurológica,
caracterizado por comportamentos que prejudicam a capacidade da criança se
socializar e se comunicar com eficiência.
O autismo, de acordo com Tamanaha; Perissinoto; Chiari (2008, p. 1):

[...] foi definido por Kanner, em 1943, sendo inicialmente denominado


Distúrbio Autístico do Contato Afetivo, como uma condição com
características comportamentais bastante específicas, tais como:
perturbações das relações afetivas com o meio, solidão autística
extrema, inabilidade no uso da linguagem para comunicação,
presença de boas potencialidades cognitivas, aspecto físico
aparentemente, normal, comportamentos ritualísticos, início precoce
e incidência predominante no sexo masculino.

Com relação ao conceito, segundo a literatura especializada existem


muitas definições de autismo. A Organização Mundial da Saúde (OMS), por
exemplo, define autismo infantil como:

uma síndrome presente desde o nascimento, que se manifesta


invariavelmente antes dos 30 meses de idade. Caracteriza-se por
respostas anormais a estímulos auditivos ou visuais, e por problemas
graves quanto à compreensão da linguagem falada. A fala custa a
aparecer e, quando isto acontece, nota-se ecolalia, uso inadequado
dos pronomes, estrutura gramatical imatura, inabilidade de usar
termos abstratos. Há também, em geral, uma incapacidade na
utilização social, tanto da linguagem verbal quanto corpórea
(OMS,2010, p.81).

O autismo é conceituado por Silva (2012, p. 6), como “um padrão de


comportamento produzido de forma complexa, como um resultado final de uma
longa seqüência de causas. É uma síndrome, ou seja, um conjunto de sintomas, que
agrupados, recebem a denominação de autismo” e que se manifesta
invariavelmente antes dos 3 anos de idade.
De acordo com Moraes (2008) o autismo é uma alteração
cerebral/comportamental que afeta a capacidade da pessoa de se comunicar, de
9

estabelecer relacionamentos e de responder aos estímulos do ambiente que o


rodeia.
Gauderer (1991), por sua vez, conceitua o autismo como um transtorno
invasivo que envolve dificuldades nas habilidades sociais e comunicativas,
provocando alheamento do indivíduo em relação ao seu mundo exterior.
Marques (2000, p. 25) informa que o termo autismo origina-se da palavra
grega “autos” que significa “ próprio/eu” e Ismo que indica um estado, uma forma
própria de agir e que ganharam o significado de “condição ou estado de alguém que
aparenta estar invulgarmente absorvido em si próprio”.
Não existem números oficiais sobre o autismo. Pesquisa nos Estados
Unidos no ano de 2014 indicou que em cada 68 crianças 1 seja autista. Número que
representa quase 1% de toda a população do planeta (CASTANHEIRA, 2016). O
que se sabe é que o transtorno é predominante no sexo masculino.
O autismo abrange amplo nível de funcionamento e transtornos, que vão
desde o autismo não verbal até a Síndrome de Asperge, e se encontra dividido em
três grupos: no primeiro grupo encontram-se os autistas graves que não falam, não
interagem com outras pessoas e mantém-se isolados. No segundo grupo estão os
autistas clássicos que possuem memória “fotográfica”, falam, mas apresentam
dificuldades para se comunicar ou responder perguntas simples, enquanto no
terceiro grupo estão os portadores da Síndrome de Asperge, que possuem as
mesmas dificuldades dos outros níveis, mas em uma medida reduzida. Além disso
são verbais e muito inteligentes (MAZETTO, 2010).
Jordan (2000, p. 32) citando como características do autismo a
incapacidade de interação social, dificuldade de comunicação verbal e não verbal,
assim como do desenvolvimento da imaginação define que:

É esta tríade que define o que é comum a todas elas, consistindo em


dificuldades em três áreas do desenvolvimento mas nenhuma dessas
áreas, isoladamente e por si só, se pode assumir como reveladora de
“autismo”. É a tríade, no seu conjunto, que indica se a criança estará,
ou não, a seguir um padrão de desenvolvimento anômalo e, no caso
de se registar uma deficiência numa das áreas apenas, ela poderá
radicar numa causa completamente diferente.
10

Para Nogueira (2011), os autistas, além de resistência às mudanças de


rotina, apresentam dificuldades no estabelecimento de relações sociais, na
comunicação verbal e não verbal, no desenvolvimento do jogo simbólico e da
imaginação.
Nascimento e Cruz (2014), por sua vez, descreve o autismo como sendo
uma deficiência crônica que manifesta-se antes dos três anos de idade,
comprometendo o desenvolvimento normal das crianças que e cujos sintomas
perduram por toda sua vida, alguns com melhorias no comportamento.

“A categoria de Desordens do Espectro do Autismo (DEA) baseia-se


em quatro critérios: atraso e desvios sociais; problemas de
comunicação; comportamentos incomuns, tais como movimentos
estereotipados e maneirismos e início antes dos 30 meses de idade”
(PIMENTEL, FERNANDES, 2014, p. 172).

A manifestação das características do autismo nem sempre são fáceis de


serem identificadas. Um dos principais sinais são os movimentos estereotipados, e
conforme explicação de Gardia, Bordini e Portolese (2013), a memória de um autista
pode ser comparada com um “quebra-cabeça” algumas vezes o cérebro desregula
como se seu “quebra-cabeça” se desmontasse. Os movimentos repetitivos faz com
que ele se reorganize, colocando tudo de volta no seu devido lugar cognitivo. Além
disso, o autista tem suas necessidades de rotina ele faz tudo igual todos os dias,
também não consegue distinguir a realidade da ficção . (fonte)
O autista entende literalmente; uma simples frase do dia a dia vira um
desafio para ele. Como exemplo, Gardia, Bordini e Portolese (2013, p. 12) citam que
se alguém falar, que não vai ao shopping ‘’Nem Que a Vaca Tussa’’ ele vai imaginar
uma vaca tossindo, mas não vai entender que a pessoa não vai ao lugar de forma
alguma.
Apesar de algumas características serem reconhecidas como definidoras
do autismo, é importante observar que cada indivíduo é singular e, portanto, cada
um deve ser observado e tratado de forma particular, ou seja, cada paciente
11

estabelece acompanhamento individual, de acordo com suas deficiências e


necessidades.(fonte)
Gardia, Bordini e Portolese (2013) ressaltam que os autistas apresentam
comportamento imaturo e que necessitam de muitos anos de trabalho educativo
para que possam aprender comportar-se de forma adequada tanto em casa como
na sociedade de um modo geral. Afirma ainda que apesar de ser uma patologia
irreversível, com uma intervenção adequada muitas das incapacidades e maneiras
de se comportar podem ser reduzidas.

2.1.1 Causas e diagnóstico do Autismo

As causas do autismo ainda são desconhecidas. Estudos indicam que o


autismo pode ter causa genética, pode ter sua causa no parto prematuro,
sangramentos durante a gravidez, gestação complicada. Pode estar relacionada a
idade dos pais, já que na gestação cujos pais tenham idade acima de 40 anos o
risco de ter uma criança autista aumenta (GADIA, TUCHMAN, ROTA, 2004).
Por ser um transtorno cerebral o autismo é complexo e de difícil
entendimento, os pais devem ficar atentos às crianças desde os primeiros meses de
vida, pois o diagnóstico é difícil de ser fechado (GOMES et al, 2015).
Nos três primeiros anos de vida a criança começa a registrar um maior
desenvolvimento mental, motor e social. Nessa idade é que o transtorno começa a
se tornar mais visível. Descobrir o transtorno não é fácil para família, pode ser
observado e percebido pelos movimentos como, por exemplo, uma criança quando
ao sentar fica batendo a cabeça no sofá, movimentando os olhos e fazendo
movimentos repetitivos, gostam de olhar o ventilador que fica girando
repetitivamente (GOMES et al, 2015).
Quanto ao diagnóstico de autismo, segundo Araújo, Lotufo Neto (2014, p.
70):

[...] os Transtornos Globais do Desenvolvimento (TGD), que incluíam


o Autismo, Transtorno Desintegrativo da Infância e as Síndromes de
Asperger e Rett foram absorvidos por um único diagnóstico,
Transtornos do Espectro Autista. A mudança refletiu a visão científica
de que aqueles transtornos são na verdade uma mesma condição
com gradações em dois grupos de sintomas: déficit na comunicação
e interação social; padrão de comportamentos, interesses e
12

atividades restritos e repetitivos. Apesar da crítica de alguns clínicos


que argumentam que existem diferenças significativas entre os
transtornos, a APA entendeu que não há vantagens diagnósticas ou
terapêuticas na divisão e observa que a dificuldade em subclassificar
o transtorno poderia confundir o clínico dificultando um diagnóstico
apropriado.

O diagnóstico do autismo é clínico, realizado a partir da observação de


um conjunto de sintomas apresentados pela pessoa e que incluem:

a) Anormalidades no ritmo do desenvolvimento e na aquisição de


habilidades físicas, sociais e de linguagem;
b) Respostas anormais aos sentidos: o autista pode ter uma
combinação qualquer dos sentidos (visão, audição, olfato, equilíbrio,
dor e paladar); a maneira como a criança equilibra o seu corpo pode
ser também inusitada;
c) Ausência ou atraso de fala ou de linguagem, embora possam se
apresentar algumas capacidades específicas de pensamento;
d) Modo anormal de relacionamento com pessoas, objetos, lugares
ou fatos (SILVA, 2012, p. 21).

Mesmo para os especialistas concluir o diagnóstico final do TEA é muito


difícil, pois pode ser confundida com atraso de desenvolvimento, hiperatividade ou
deficit de atenção (fonte). Os neurologistas, pediatras, psicólogos ou psiquiatras
podem apontar uma causa de um transtorno, mas é necessário que mais de um
profissional feche o diagnóstico para que não haja equívoco. (fonte)
Ainda não existe exame específico que comprove a síndrome, mas alguns
podem ser necessários para identificar causas e doenças associadas ao transtorno.
Quanto mais cedo iniciar o diagnóstico e o tratamento melhor será o
desenvolvimento (SILVA, 2012).
Não existe medicamento específico para tratar o autismo, mas quando
necessárias as medicações “são utilizadas para tratamento dos sintomas periféricos
que podem estar associados com o quadro (insônia, hiperatividade, agressividade) e
até o momento não existem medicações para o tratamento dos sintomas centrais do
quadro” (GARDIA; BORDINI; PORTOLESE, 2013, p. 12).

2.2 – Desenvolvimento cognitivo do autista

O desenvolvimento adequado ainda na infância é muito importante para a


vida de qualquer pessoa, o que faz com que o investimento e o cuidado com essas
13

crianças se tornem essenciais para que desenvolvam dentro das suas limitações e
que possam ter uma melhor comunicação e relação com a família e o ambiente em
que vive (fonte). O lúdico é citado por Massaneiro, Guimarães e Ludovico (2016, p.
2) como “uma forma de desenvolver algumas habilidades e auxiliar no conhecimento
através de jogos e brincadeiras” .
No que diz respeito ao desenvolvimento cognitivo, Silva (2012) ressalta
que normalmente as crianças autistas apresentam bom potencial intelectual, mas
que necessita de acompanhamento dos pais e professores para o desenvolvimento
pleno e integrado de todas as dimensões desse aluno. Segundo o Manual de
Diagnóstico e Estatística de Transtornos Mentais – DSM, o TEA se manifesta por
prejuízos na linguagem, na comunicação e na interação social e por apresentar
comportamentos repetitivos e estereotipados (APA, 2013). Os dados do Ministério da
Saúde sugerem que milhares de alunos, cerca de 25.624, com esse diagnostico
estão inseridos no ensino regular (NUNES; AZEVEDO; SCHMIDT, 2013).
Esse fatores apontados acima indicam a necessidade da área
educacional garantir o acesso, a permanência e a participação na aprendizagem,
conforme determina a Política Nacional de Educação Especial na perspectiva da
Educação Inclusiva, e para isso são necessárias muitas adequações.
Algumas crianças autistas, especialmente as diagnosticadas com autismo
moderado a grave, necessitam de assistência e supervisão intensiva de adultos,
demoram mais que outras crianças a adquirir habilidades comuns para a sua idade.
A família do autista necessita de um acompanhamento profissional desde o início do
distúrbio, porém, muitas vezes isso não acontece pelas condições econômicas e a
dificuldade de acesso (FERRARI, 2015). Fato que reflete na escola, onde, nem
sempre o autista encontra apoio adequado para desenvolver suas capacidades,
assim como não conta com uma equipe multidisciplinar para acompanhar essa
criança fora dali.
Ressaltando a importância da intervenção pedagógica para um melhor
desenvolvimento cognitivo e social do autista, Matos et al (2012) destaca que os
educadores que trabalham com os alunos que apresentam este distúrbio enfrentam
várias desafios no processo de ensino, mesmo porque eles apresentam níveis e
dificuldades diferentes de aprendizagem, de comportamento e de interação social,
inclusive alguns mostrando-se agressivos.
14

O modo de educar indivíduos com DEA é significativamente limitado,


devido às alterações envolvidas nesse espectro (comportamento,
socialização e comunicação) e à falta de profissionais
especializados. O profissional deve manter-se informado,
participando de ações de formação contínua e precisa receber
suporte de equipes multidisciplinares e da instituição (PIMENTEL;
FERNANDES, 2014, p. 172).

Existe um consenso entre os pesquisadores sobre a necessidade da


escola dispor de tempo, espaço adequado e profissionais capacitados para atender
esses alunos, proporcionando oportunidades para que se desenvolvam social,
cognitivamente e, consequentemente para que apresentem crescimento individual. A
inclusão escolar também é benéfica tanto para o autista quanto para os alunos ditos
“normais”, mas encontra em profissionais despreparados e desmotivados a
dificuldade para que esta inclusão de fato aconteça (PIMENTEL; FERNANDES,
2014).
No caso do aluno autista, para tornar a inclusão uma realidade mais
abrangente, foi promulgada a Lei 12.764, de 27 de dezembro de 2012 que
institui a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do
Espectro Autista, que, além de reconhecer este transtorno como uma deficiência,
garantiu o acesso à educação e ao ensino profissionalizante (FERRARI, 2015).
Para vencer com sucesso as etapas de desenvolvimento infantil, no que
concerne aos aspectos cognitivo, social, físico e motor, o autista necessita de uma
atenção especial do professor, inclusive com a adoção de técnicas e métodos de
ensino específicos, pois o autismo é um distúrbio do desenvolvimento que afeta todo
o processo de aquisição de experiências, fazendo com que elas manifestem
diferenças, em relação aos não autistas, no modo como aprendem (ESTEVES;
REIS; TEIXEIRA, 2014).

2.3 – Barreiras e potencialidades dos processos de ensino ao aluno autista nas


aulas de Educação Física

A Educação Física é uma disciplina que trata pedagogicamente, na escola, de


uma área específica referente a cultura corporal e por meio deste aspecto
educacional utiliza-se das técnicas metodológicas específicas para trabalhar seus
conteúdos programáticos embutindo-se nestes objetos ao desenvolvimento
15

cognoscitivo, corporal, relacionamento interpessoal, socialização e conhecimento


intrínseco (ANAIS, Federação Nacional das APAES, 2001, p. 48)
No caso do aluno autista, a educação física escolar é de grande importância
porque em sua prática pedagógica trabalha com atividades expressivas corporais
como jogos, esportes, lutas, ginásticas, dança, atividades lúdicas que configuram a
cultura corporal e que, além de contribuir para o desenvolvimento da personalidade
da criança, favorece a socialização que, conforme Souza (2000, p. 11) entende-se
como “a seqüência de experiências de aprendizagem social às quais todo ser
humano está sujeito, cujo resultado é a integração do indivíduo na sociedade”.
Neste contexto e levando em consideração as limitações dos alunos com
autismo, em seus processos sociais, a educação física escolar torna-se importante
por:

Propiciar condições para o desenvolvimento [de pessoas com autismo] por


meio do contato significativo e interativo com o outro é caminhar para além
da caridade social, compreendendo suas ações como participações
significativas no meio social. Cabe ressaltar que o processo educacional
dessas pessoas focado para o desenvolvimento e a participação efetiva na
cultura é primordial (CRUZ, 2009, p. 44).

Segundo Rosales (1985, p. 134), é necessário elaborar “procedimentos


diferenciados que favoreçam as bases para uma metodologia de ensino adaptado
para o encontro da igualdade de possibilidades na formação dos alunos”, pois cada
criança tem um ritmo diferenciado de desenvolvimento que deve ser respeitado.
Assim, levando em consideração que o autismo caracteriza-se por uma série de
anomalias comportamentais como: limitação ou ausência de comunicação verbal,
falta de interação social e padrões de comportamento restritos, estereotipados e
ritualizados, o trabalho pedagógico desenvolvido nas aulas de Educação Física com
o aluno diagnosticado como autista deve fazer uso das mesmas atividades que
oferece aos demais, porém deve dedicar ao mesmo um acompanhamento individual,
com estratégias metodológicas mais adequadas para alunos com este tipo de
transtorno.
Sobre as potencialidade do processo de ensino aos alunos com autismo nas
aulas de Educação Física, Aguiar (1998) ressalta o benefício das atividades lúdicas,
jogos, desafios e brincadeiras, constantemente utilizadas visando o desenvolvimento
integral dos alunos.
16

A atividade lúdica é o berço obrigatório das atividades intelectuais da criança,


sendo por isso, indispensável à pratica educativa. E, pelo fato de o jogo ser
um meio tão poderoso para a aprendizagem das crianças que em todo lugar
onde se consegue transformar em jogo a iniciação a leitura, ao calculo ou à
ortografia, observa-se que as crianças se apaixonam por essas ocupações,
geralmente tidas como maçante (AGUIAR, 1998, p.37).

Mesma opinião de Chicon, Sá e Fontes (2013) para quem na educação física


escolar o brincar é uma possibilidade pedagógica para o trabalho com a criança
autista (CHICON; SÁ; FONTES, 2013).
Boato et al (2013, p. 5) destaca que a dança como recurso pedagógico nas
aulas de Educação Física apresentam-se como de extrema importância para o
desenvolvimento da expressão corporal do aluno autista, pois “[...] a pessoa com
deficiência, no caso específico desse trabalho, com Autismo, precisa vivenciar o
próprio corpo em atividades sensório-motoras que lhe tragam a noção de sua
condição tônica na relação consigo, com o outro e com o meio”.
As barreiras para o trabalho pedagógico nas aulas de Educação Física com
os alunos autistas Chicon e Siqueira (2011, p.3) destacam que a grande dificuldade
é o professor e colegas perceberem o aluno autista “como um ser único e que está
aberto para muitas possibilidades, com múltiplas capacidades de transformação e
criação”. Infelizmente a criança autista ainda é vitima de muitos preconceitos sendo
“necessário um outro entendimento sobre a escolarização de crianças e
adolescentes com autismo” (CHICON e SIQUEIRA, 2011, p. 4).
17

3 – METODOLOGIA

Essa pesquisa se caracteriza por ser qualitativa, quer dizer, utilizará


argumentos e informações que sejam relevantes aos objetivos da investigação e ao
objeto de estudo de tal trabalho (Trivinos, 1987).
Suas fundamentações epistemológicas se baseiam fundamentalmente
nas Ciências Humanas, particularmente nas ciências educacionais, onde o
fundamento está na descrição pormenorizada da realidade onde está inserido o
fenômeno estudado, no levantamento dos elementos empíricos que compõem o
quadro, a captação das informações dos sujeitos envolvidos na pesquisa e na
observação sistemática da realidade (Trivinos, 1987).
Essa pesquisa será realizada de forma articulada às três diferentes
possibilidades de pesquisa qualitativa: a pesquisa documental, a etnografia e o
estudo de caso, que resultarão na aplicação de diferentes técnicas de pesquisa para
levantar todas as informações necessárias ao estudo (Trivinos, 1987).
A observação da realidade no espaço e tempo onde ocorre o fenômeno
estudado, o levantamento de informações documentais existentes, a entrevista com
os sujeitos envolvidos na pesquisa e o contato com as aulas serão, em síntese, o
conjunto de técnicas aplicadas.

3.1 – Caracterização do Estudo

Levando-se em consideração os objetivos propostos para o estudo optou-se


por realizar uma pesquisa qualitativa, de caráter exploratória e descritiva.

3.2 – População

Serão sujeitos do estudo o(s) professor(es) de Educação Física em relação


pedagógica com a turma de educação infantil estudada de ambos os sexos, numa
escola da rede CEMEI da área urbana de Montes Claros no período delimitado para
realização do estudo onde existirem alunos com diagnóstico comprovado de TEA.
18

3.3 - Identificação dos Métodos e Instrumentos Utilizados

Como instrumento para coleta de dados da pesquisa além de pesquisa


bibliográfica sobre o tema, realizada em artigos e trabalhos de conclusão de curso
publicados em bases online de dados científicos será utilizada como metodologia a
observação da prática educativa adotada pelo professor de Educação Física. A
observação participante será realizada após aprovação deste projeto pelo Comitê de
Ética em Pesquisa da Universidade Estadual de Montes Claros.
Um questionário respondido pelo(s) professor(es) de Educação Física
possibilitará identificar a percepção do mesmo sobre o autismo, assim como as
estratégias que ele(s) adota(m) para atender as necessidades dos alunos com TEA
e as barreiras e potencialidades dos processos de ensino ao aluno autista nas aulas
de Educação Física. Será realizada a análise da proposta pedagógica do CEMEI e a
observação sistêmica das aulas de Educação Física para verificar estratégias
pedagógicas adotadas pelo professor para a inclusão e desenvolvimento corporal
dos alunos autistas.

3.4 – Procedimentos / coleta de dados

- No primeiro momento será elaborado o Projeto de Pesquisa;


- Em seguida será realizado o contato com as escolas onde serão realizadas
a pesquisa e coleta de dados para solicitar assinatura no Termo de Consentimento
Livre e Esclarecido para participar de pesquisa - TCLE (Apêndice 1) e o Termo de
Concordância da Instituição para participar da pesquisa (Apêndice 2).
- Após isso, o projeto será encaminhado para o Comitê de Ética em Pesquisa
(CEP) para apreciação;
- Logo após a aprovação do CEP, terá inicio a coleta de dados.
- Apresentar a estrutura da pesquisa e o projeto, e entrar em contato com os
sujeitos para observação das aulas de educação física e aplicação do questionário;
- Após assinar o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido - TCLE
(Apêndice 1), o questionário estruturado (Apêndice 3), elaborado pela pesquisadora,
será respondido individualmente, pelo(s) professor(es) de Educação Física da
CEMEI delimitada para o desenvolvimento da pesquisa, em horário previamente
combinado.
19

- Após aplicação dos questionários, os dados serão tabulados e analisados para em


seguida realizar a escrita do TCC.
- Após a escrita será feita uma revisão das normas ortográficas. Em seguida, o
trabalho será encaminhado e apresentado à banca examinadora.

3.5 – Tratamento dos dados

A metodologia será a análise de conteúdo, onde as respostas das entrevistas


com os docentes serão gravadas e transcritas para posterior categorização de
acordo com semelhanças e particularidades nas respostas dadas pelos
entrevistados.

3.6 – Cuidados éticos

A coleta de dados somente acontecerá após a aprovação do Comitê de Ética


e Pesquisa (CEP) da Universidade Estadual de Montes Claros. A observação dos
alunos com TEA nas aulas de Educação Física só acontecerão com autorização de
seus pais ou responsáveis e concordância do professor da disciplina.
Em concordância com o Conselho Nacional de Saúde (resolução 466/12),
será garantido o anonimato dos participantes e o caráter confidencial das
informações obtidas durante esta pesquisa. Assim, os participantes serão
informados sobre os objetivos e finalidade da pesquisa, e receberão a garantia de
que seus nomes não serão divulgados de forma alguma, quando da divulgação dos
resultados do estudo.
Os resultados do estudo serão apresentados aos para os professores que
contribuírem com o estudo, assim como para o CEMEI, após entrega do relatório
final para o Comitê de Ética e Pesquisa (CEP) da Universidade Estadual de Montes
Claros.
20

4- CRONOGRAMA

2018 2019
Período/Atividades Ago Set Out Nov Dez Jan Fev Mar Abr Maio
1. Revisão da Literatura
2. Elaboração do Projeto
3. Encaminhamento ao
CEP
4. Pesquisa de Campo
(observação e entrevista)
5. Análise dos Dados

6. Relatório Final
7. Apresentação do TCC

2018 2019
Período/Atividades Ago Set Out Nov Dez Jan Fev Mar Abr Maio
1. Revisão da Literatura
2. Elaboração do Projeto
3. Encaminhamento ao
CEP
4. Pesquisa de Campo
(observação e entrevista)
5. Análise dos Dados

6. Relatório Final
5-
7. Apresentação do TCC

PRODUTOS PRETENDIDOS

Esse estudo vai gerar uma monografia e 1 artigo cientifico.


21

6- RISCOS E BENEFÍCIOS

As perguntas para a realização das entrevistas podem trazer, por ventura,


riscos de constrangimento e por isso a pesquisa colocará para os entrevistados que
é permitida a interrupção da mesma a qualquer momento ao qual desejar.
Os benefícios dessa pesquisa será proporcionar um quadro mais amplo das
práticas pedagógicas mais utilizadas pelos professores de Educação Física na sua
ação educativa o que poderá trazer importantes conhecimentos e subsídios aos
docentes que estão atuando nas escolas com essa disciplina.
22

7-CUSTOS
Discriminação Quant. Valor Unit (R$) Valor Total (R$)
Material Permanente
Papel Chamex 500fls 2 10,00 20,00
Corretivo 1 1,00 1,00
Lápis 1 0,50 0,50
Borracha 1 0,40 0,40
Grampeador 1 9.00 9,00
Clíps cx 1 2,50 2,50
CD-RW 2 2,00 4,00
Sub-Total
38,00
Fonte: Comércio de Montes Claros )2018)
23

Todas as despesas correrão por conta dos pesquisadores.

REFERÊNCIAS

ASSOCIAÇÃO PSQUIÁTRICA AMERICANA - APA. Manual de desordem mental


(DSM-V). Arlington, VA: APA, 2013.

CASTANHEIRA, Maria do Carmo. Perturbação do Espetro do Autismo –


Estratégias de intervenção em situações de crise de agressividade protagonizadas
por crianças com PEA. Disponível em:
http://repositorio.esepf.pt/bitstream/20.500.11796/2370/1/PEA.pdf. Postado em 2016.
Acesso em: 08 set.2018.

ESTEVES, Anabela; REIS, Ana Cláudia; TEIXEIRA, Liliana. A Aprendizagem e o


Ensino Cooperativos como práticas inclusivas na educação de alunos com
Perturbações do Espectro do Autismo: Comparação entre escolas dos 2º e 3º Ciclos
com e sem Unidades de Ensino Estruturado para crianças com PEA. Revista de
Psicologia da Criança e do Adolescente. Lisboa, 5(1) 2014. Disponível em:
file:///D:/Downloads/4%20-%201139-7261-1-PB.pdf. Acesso em: 02 set.2018.
24

FERRARI, A.C.V. Contribuições da psicopedagogia para o desenvolvimento do


ensino e aprendizagem da criança autista. Educar FCE. v.01, n.01, junho/2015.

GARDIA, Carlos; BORDINI, Daniela; PORTOLESE, Joana. ESTRATÉGIAS DE


IDENTIFICAÇÃO: Autismo - como identificar. IN: BRUNI, Ana Rita; GADIA, Carlos;
MARCO, Carmén Lydia da Silva Trunci et al. Autismo e realidade. Cartilha: Autismo
e educação. São Paulo: S/E., 2013. Disponível em:
http://www.mpsp.mp.br/portal/page/portal/cao_civel/aa_ppdeficiencia/aa_ppd_autism
o/aut_diversos/Cartilha-AR-Out-2013%20-%20autista%20na%20escola.pdf. Acesso
em: 20 set.2018.

GOMES, Paulyane T.M.; LIMA, Leonardo H.L.; BUENO, Mayza K.G.;


ARAÚJO, Liubiana A.; SOUZA, Nathan M. Autismo no Brasil, desafios
familiares e estratégias de superação: revisão sistemática. J.
Pediatr. vol.91 no.2 Porto Alegre Mar./Abr. 2015

JORDAN, Rita. A Educação de Crianças e Jovens com Autismo. Lisboa: Instituto


da Inovação Educacional, 2000.

MARQUES, C. E. (2000), Perturbações do Espectro do Autismo. Ensaio de uma


Intervenção Construtivista e Desenvolvimentista com Mães. Coimbra: Quarteto
Editora, 2000.

MASSANEIRO, Ana Paula Desplanches; GUIMARÃES, Briana Mendes; LUDOVICO,


Renata Lima. Ludicidade no processo de ensino aprendizagem das crianças com
autismo nos anos iniciais do ensino fundamental. Anais do XI EVINCI — Centro
Universitário Autônomo do Brasil — UniBrasil, 2016.

MAZETTO, Camila Teresa Martini. Reflexões acerca das construções cognitivas


no autismo: contribuições Piagetianas para uma leitura da terapia de troca e
desenvolvimento. Dissertação de Mestrado. Programa de Pós-Graduação em
Psicologia. São Paulo: USP, 2010.

NASCIMENTO, Fabiana Ferreira do; CRUZ, Mara Lúcia Reis Monteiro da. Da
realidade à inclusão: uma investigação acerca da aprendizagem e do
desenvolvimento do/a aluno/a com transtornos do espectro autista – TEA nas séries
iniciais do I segmento do ensino fundamental. Polyphonía v. 25, n. 2, p. 375-390,
jul./dez. 2014.

NOGUEIRA, Maria “A família com criança autista: apoio de enfermagem”, Revista


Portuguesa de Enfermagem de Saúde Mental, (Online). Disponível em:
http://www.scielo.mec.pt/scielo.php?pid=S1647-
21602011000100003&script=sci_arttext. Postado em 2011. Acesso em: 20.set.2018.

NUNES, D. R. P., AZEVEDO, M. Q. O., & SCHMIDT, C. (2013). Inclusão educacional


de pessoas com Autismo no Brasil: uma revisão da literatura, Revista Educação
Especial, 26(47), 557-572.

PIMENTEL, A. G. L; FERNANDES, F. D. M. A perspectiva dos professores sobre


autismo. Audiol Commun Res. 2014;19(2):171-8.
25

SILVA, A. B. B. Mundo singular: entenda o autismo. Rio de Janeiro: Objetiva, 2012

SILVA, Thalita Narciso da. O trabalho de profissionais da educação física com


alunos com autismo: revisão de literatura. Trabalho de Conclusão de Curso
(graduação). Campinas: Universidade Estadual de Campinas, Faculdade de
Educação Física, 2013. Disponível em: www.bibliotecadigital.unicamp.br/document/?
down=000949195 Acesso em: 21 set.2018.

APÊNDICES

APÊNDICE 1 – CONSENTIMENTO LIVRE E ESCLARECIDO


PARA PARTICIPAÇÃO EM PESQUISA

Título da pesquisa: Inserção de escolares autistas nas aulas de educação física:


barreiras e possibilidades
Instituição promotora: Universidade Estadual de Montes Claros
Patrocinador:_Não existe patrocínio
Coordenador: José de Andrade Matos Sobrinho
Atenção
Antes de aceitar participar desta pesquisa, é importante que você leia e
compreenda a seguinte explicação sobre os procedimentos propostos. Esta
declaração descreve o objetivo, metodologia/procedimentos, benefícios, riscos,
desconfortos e precauções do estudo. Também descreve os procedimentos
alternativos que estão disponíveis a você e o seu direito de sair do estudo a
qualquer momento. Nenhuma garantia ou promessa pode ser feita sobre os
resultados do estudo.
26

1-Objetivo: Analisar os processos pedagógicos relacionados à inserção do aluno


autista nas aulas de educação física em uma escola pública de Educação Infantil de
Montes Claros/MG.
2-Metodologia/procedimentos: A proposta de estudo consiste em desenvolver um
estudo de caso qualitativo. Serão sujeitos do estudo os alunos de um Centro
Municipal de Educação Infantil – CEMEI da cidade de Montes Claros/MG com laudo
médico que comprove o autismo, assim como o professor de Educação Física
destes alunos. Além da revisão de literatura sobre o tema, realizada em artigos e
trabalhos de conclusão de curso publicados em bases online de dados científicos
será utilizada como metodologia a observação da prática educativa adotada pelo
professor de Educação Física. A observação participante será realizada após
aprovação deste projeto pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade
Estadual de Montes Claros. Um questionário respondido pelo(s) professor(es) de
Educação Física possibilitará identificar a percepção do mesmo sobre o autismo,
assim como as estratégias que ele(s) adota(m) para atender as necessidades dos
alunos com TEA e as barreiras e potencialidades dos processos de ensino ao aluno
autista nas aulas de Educação Física.
3-Justificativa: O autismo é um assunto bastante discutido na comunidade escolar,
entretanto na comunidade acadêmica ainda é preciso se estudar mais, e o
desenvolvimento deste estudo representa a importante oportunidade de conhecer
como a Educação Física escolar e o trabalho pedagógico desenvolvido pelo
professor desta disciplina podem contribuir com a melhora do desempenho cognitivo
e social dos alunos com autismo.
4-Benefícios: Os participantes poderão ser beneficiados a partir da divulgação dos
resultados da pesquisa, uma vez que estes poderão chamar a atenção sobre a
importância da Educação Física escolar para o desenvolvimento do aluno com TEA.
5-Desconfortos e riscos: Não estão previstos desconfortos ou riscos físicos para
os participantes.
6-Danos: A qualquer momento, se você sofrer algum dano comprovadamente
decorrente desta pesquisa, você terá direito a indenização e caso tenha algum gasto
relacionado à pesquisa, terá seu ressarcimento. No entanto, não será cobrado valor
algum para a execução desta pesquisa, não haverá gastos e não estão previstos
ressarcimentos ou indenizações.
7- Metodologia/procedimentos alternativos disponíveis: Não estão previstos
procedimentos alternativos.
8-Confidencialidade das informações: Seu nome não será utilizado em qualquer
fase da pesquisa, o que garante seu anonimato, e a divulgação dos resultados será
feita de forma a não identificar os participantes.
9-Compensação/indenização: Não será cobrado valor algum para a execução
desta pesquisa, não haverá gastos e não estão previstos ressarcimentos ou
indenizações.
10- Outras informações pertinentes: Você terá acesso ao resultado dessa
pesquisa da seguinte forma: após apresentação do relatório final para o Comitê de
Ética e Pesquisa (CEP) da Universidade Estadual de Montes Claros você será
informada de todos os resultados da pesquisa.
Gostaríamos de deixar claro que sua participação é voluntária e que poderá
recusar-se a participar ou retirar o seu consentimento, ou ainda descontinuar sua
participação se assim o preferir, sem penalização alguma ou sem prejuízo ao seu
cuidado. Seu nome não será utilizado em qualquer fase da pesquisa, o que garante
27

seu anonimato, e a divulgação dos resultados será feita de forma a não identificar os
participantes.
11-Consentimento:
Li e entendi as informações precedentes. Tive oportunidade de fazer perguntas e
todas as minhas dúvidas foram respondidas a contento. Este formulário está sendo
assinado voluntariamente por mim, indicando meu consentimento para participar
nesta pesquisa, até que eu decida o contrário. Receberei uma cópia assinada deste
consentimento.

____________________________ ____________________________
___/___/____
Nome do participante Assinatura do participante Data

____________________________ ____________________________
___/___/____
Nome da testemunha Assinatura da testemunha Data

_____________________________ ___________________________________
___/___/____
Nome do Coordenador da pesquisa Assinatura do coordenador da pesquisa
Data

ENDEREÇO DO PESQUISADOR:
TELEFONE:

APÊNDICE 2 – TERMO DE CONCORDÂNCIA DA INSTITUIÇÃO PARA


PARTICIPAÇÃO EM PESQUISA

Título da pesquisa: Inserção de escolares autistas nas aulas de educação física:


barreiras e possibilidades
Instituição promotora: Universidade Estadual de Montes
Claros_______________________
Patrocinador:_Não existe patrocínio
____________________________________________
Coordenador: José
Andrade______________________________________________
Endereço____________________________________________________________
___________________________________________________________________
______________
Atenção:
Antes de aceitar participar desta pesquisa, é importante que o responsável pela
Instituição leia e
compreenda a seguinte explicação sobre os procedimentos propostos. Esta
declaração descreve o
objetivo, metodologia/ procedimentos, benefícios, riscos, desconfortos e precauções
do estudo.
28

Também descreve os procedimentos alternativos que estão disponíveis e o seu


direito de interromper o
estudo a qualquer momento. Nenhuma garantia ou promessa pode ser feita sobre os
resultados do
estudo.
1-Objetivo: Analisar os processos pedagógicos relacionados à inserção do aluno
autista nas aulas de educação física em uma escola pública de Educação Infantil de
Montes Claros/MG.
2-Metodologia/procedimentos: A proposta de estudo consiste em desenvolver um
estudo de caso qualitativo. Serão sujeitos do estudo os alunos de um Centro
Municipal de Educação Infantil – CEMEI da cidade de Montes Claros/MG com laudo
médico que comprove o autismo, assim como o professor de Educação Física
destes alunos. Além da revisão de literatura sobre o tema, realizada em artigos e
trabalhos de conclusão de curso publicados em bases online de dados científicos
será utilizada como metodologia a observação da prática educativa adotada pelo
professor de Educação Física. A observação participante será realizada após
aprovação deste projeto pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade
Estadual de Montes Claros. Um questionário respondido pelo(s) professor(es) de
Educação Física possibilitará identificar a percepção do mesmo sobre o autismo,
assim como as estratégias que ele(s) adota(m) para atender as necessidades dos
alunos com TEA e as barreiras e potencialidades dos processos de ensino ao aluno
autista nas aulas de Educação Física.
3-Justificativa: O autismo é um assunto bastante discutido na comunidade escolar,
entretanto na comunidade acadêmica ainda é preciso se estudar mais, e o
desenvolvimento deste estudo representa a importante oportunidade de conhecer
como a Educação Física escolar e o trabalho pedagógico desenvolvido pelo
professor desta disciplina podem contribuir com a melhora do desempenho cognitivo
e social dos alunos com autismo.
4-Benefícios: Os participantes poderão ser beneficiados a partir da divulgação dos
resultados da pesquisa, uma vez que estes poderão chamar a atenção sobre a
importância da Educação Física escolar para o desenvolvimento do aluno com TEA.
5-Desconfortos e riscos: Não estão previstos desconfortos ou riscos físicos para
os participantes.
6-Danos: A qualquer momento, se você sofrer algum dano comprovadamente
decorrente desta pesquisa, você terá direito a indenização e caso tenha algum gasto
relacionado à pesquisa, terá seu ressarcimento. No entanto, não será cobrado valor
algum para a execução desta pesquisa, não haverá gastos e não estão previstos
ressarcimentos ou indenizações.
7- Metodologia/procedimentos alternativos disponíveis: Não estão previstos
procedimentos alternativos.
8-Confidencialidade das informações: Seu nome não será utilizado em qualquer
fase da pesquisa, o que garante seu anonimato, e a divulgação dos resultados será
feita de forma a não identificar os participantes.
9-Compensação/indenização: Não será cobrado valor algum para a execução
desta pesquisa, não haverá gastos e não estão previstos ressarcimentos ou
indenizações.
10- Outras informações pertinentes: Você terá acesso ao resultado dessa
pesquisa da seguinte forma: após apresentação do relatório final para o Comitê de
Ética e Pesquisa (CEP) da Universidade Estadual de Montes Claros você será
informada de todos os resultados da pesquisa.
29

Gostaríamos de deixar claro que sua participação é voluntária e que poderá


recusar-se a participar ou retirar o seu consentimento, ou ainda descontinuar sua
participação se assim o preferir, sem penalização alguma ou sem prejuízo ao seu
cuidado. Seu nome não será utilizado em qualquer fase da pesquisa, o que garante
seu anonimato, e a divulgação dos resultados será feita de forma a não identificar os
participantes.
11-Consentimento:
Li e entendi as informações precedentes. Tive oportunidade de fazer perguntas e
todas as minhas dúvidas foram respondidas a contento. Este formulário está sendo
assinado voluntariamente por mim, indicando meu consentimento para participar
nesta pesquisa, até que eu decida o contrário. Receberei uma cópia assinada deste
consentimento.

____________________________ ____________________________
___/___/____
Nome do responsável Assinatura do responsável Data

____________________________ ____________________________
___/___/____
Nome da testemunha Assinatura da testemunha Data

_____________________________ ___________________________________
___/___/____
Nome do Coordenador da pesquisa Assinatura do coordenador da pesquisa
Data

APÊNDICE 3

QUESTIONÁRIO A SER RESPONDIDO PELOS PROFESSORES DE EDUCAÇÃO


FÍSICA

1 – Identificação:
Sexo: ( ) Masculino ( ) Feminino
Idade: ______
Turmas para as quais leciona nesta escola: ( ) 1º ano ( ) 2º ano ( ) 3º ano

2 – Tempo de serviço como professor de Educação Física:


( ) menos de 1 ano
( ) 1 a 5 anos
( ) 5 a 10 anos
( ) Acima de 10 anos

3 – Nesta escola a disciplina Educação Física desempenha o papel de:


( ) Desenvolvimento afetivo, social e cultural dos alunos
( ) Recreação e lazer
( ) Preparação Física
( ) Outros: ______________________________
30

4 – Sobre a participação dos alunos com laudo de TEA nas aulas de Educação
Física
( ) A maioria se sente motivado a participar
( ) A maioria demonstra desmotivação para participar

5 – Como você considera que as aulas de Educação Física colaboram com o


desenvolvimento dos alunos com autismo?
___________________________________________________________________
___________________________________________________________________
6 – Quais as estratégias que você adota em suas aulas para atender as
necessidades dos alunos com TEA ?
___________________________________________________________________
___________________________________________________________________

7 – Quais as barreiras para os processos de ensino ao aluno autista nas aulas


de Educação Física?
___________________________________________________________________
___________________________________________________________________

8 – Quais as potencialidades dos processos de ensino ao aluno autista nas


aulas de Educação Física?
___________________________________________________________________
___________________________________________________________________