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Tratamento farmacológico da esquizofrenia

- tratamento farmacológico
Esse tratamento não possibilita, nem muito menos tem o objetivo de curar as causas da
Esquizofrenia, mas sim de tratar os sintomas associados ao transtorno.

O tratamento farmacológico dos sintomas da esquizofrenia é realizado por meio de


medicamentos antipsicóticos; que são a base da terapia aguda e de manutenção para a
esquizofrenia.

- Os antipsicóticos são classificados em dois grupos:


- Agentes antipsicóticos de 1ª geração (mecanismo de ação), também chamados de
clássicos ou típicos (história da criação). O desenvolvimento desses fármacos teve como
base a hipótese de hiperatividade da Dopamina, ou seja, receptores hipersensíveis de
Dopamina estariam associados aos sintomas da esquizofrenia, sobretudo os sintomas
positivos, tais como alucinações e delírios, por exemplo. Assim, os agentes de 1º geração
atuam nos receptores de Dopamina do tipo 2, provocando uma diminuição da atividade
dopaminérgica, o que, por sua vez, reduz os sintomas.

No geral, esses agentes são de alta potência e, na maioria das vezes, provocam efeitos
colaterais adversos aos sujeitos, principalmente efeitos extrapiramidais, que são
alterações que comprometem o movimento, a postura, o tônus. Alguns exemplos de
efeitos extrapiramidais são a discinesia tardia (associada a movimentos musculares
involuntários, geralmente na face) e a acatisia (que é a incapacidade de se manter
imóvel).

- O outro grupo são os Agentes Antipsicóticos de 2ª geração ou atípicos, que estão


associados a menores riscos de efeitos extrapiramidais. Isso não quer dizer que esses
efeitos não ocorrem, mas são menos recorrentes, se comparados aos de 1º geração. Outra
vantagem do uso desses medicamentos é a eficácia dos agentes orais de 2ª gera ção para
prevenção de recaídas e para o manejo de sintomas negativos e neurocognitivos. A
Clozapina é considerada o 1º antipsicótico atípico XXXXXX.

(mostrar a tabela dos efeitos comparando 1ª e 2ª geração);


Se existem diversos medicamentos para o tratamento da esquizofrenia, como escolher o
mais adequado para cada caso.

O Guideline Austraniano apresenta algumas recomendações sobre a escolha da


medicação de pacientes no 1º episódio psicótico.
Durante o planejamento é necessário que o profissional considere:
- a preferência do paciente, após terem sido explicados os riscos e benefícios associados
ao medicamento.

- a resposta anterior do paciente ao medicamento, caso o profissional tenha ciência do


ocorrido.

- resposta clínica do paciente a um teste de tratamento.

- os possíveis efeitos do fármaco a longo prazo.

- É importante que o plano do manejo do medicamento seja discutido integralmente com


o paciente e sua família/cuidadores, sempre que possível.

Além disso, é necessário que o médico responsável esteja atento à quantidade da dose do
medicamento que será prescrito, buscando associar a diminuição dos sintomas e a
aceitação do individuo ao tratamento.

- por fim, outro ponto importante é o monitoramento do tratamento e dos possíveis


efeitos adversos do medicamento.

Cumpre mencionar que os medicamentos antipsicóticos devem ser usados em


combinação com intervenções psicossociais, incluindo estratégias para encorajar a
adesão aos medicamentos.

ADESÃO AO TRATAMENTO
Encontrei um artigo que falava sobre a adesão de pessoas diagnosticadas com
esquizofrenia ao tratamento. O autor comparou as crenças de pacientes aderentes e não-
aderentes sobre o transtorno e a medicação. Nesse estudo foi constatado em 80% dos
pacientes não-aderentes por comportamento intencional uma descontinuidade do
tratamento em virtude dos efeitos colaterais do medicamento e da crença de que o
fármaco pode prejudicar. Além disso, foi observado um conhecimento insuficiente desses
pacientes sobre a esquizofrenia, sendo que alguns sequer sabiam mencionar o nome do
transtorno. Em relação aos pacientes não-aderentes por comportamento não intencional, a
maioria apresentou dificuldades para se lembrar de tomar o medicamento. Entre os
pacientes aderentes, foi notada uma relação entre a percepção dos benefícios do
tratamento e à crença de que o medicamento é necessário.
- “Esquizofrenia: adesão ao tratamento e crenças sobre o transtorno e terapêutica
medicamentosa”.

Paula Silva Nicolino, Kelly Graziani Giacchero Vedana, Adriana Inocenti Miasso,
Lucilene Cardoso, Sueli Aparecida Frari Galera (2011)

Tais “jogos” não são novos; a diferença agora está na técnica. Mechling, Ahern & McGuinness (2013)

Jogos de sufocação não são novos; em vez disso, eles evoluíram nas últimas duas décadas. Em meados da década de 1990
até o início dos anos 2000, os jogos de asfixia tendiam a ser jogados em pares ou grupos e a asfixia era induzida por um
colega usando as mãos (Andrew et al., 2009). No entanto, em meados da década de 2000, os incidentes de jogos
individuais e o uso de ligaduras tornaram-se mais comuns

Embora esse comportamento de risco seja conhecido por muitos eufemismos (Tabela 1), tem sido chamado de “jogo de
asfixia” pela mídia, o que Sauvageau (2010) afirma ser um equívoco. Uma definição médica de asfixia envolve um corpo
estranho obstruindo a via aérea interna. No entanto, o jogo de asfixia implica que a pressão externa no pescoço foi aplicada

“auto-estrangulamento [auto-asfixia] ou estrangulamento [asfixia] por outra pessoa com as mãos ou um laço para alcançar
um breve estado eufórico

Atualmente, a tendência alarmante é o uso de ligaduras no pescoço ou pressão prolongada no tórax, pescoço ou abdômen,
resultando em maior risco de lesões graves, danos cerebrais ou mesmo morte, especialmente quando se joga sozinho

Adolescentes que participaram de jogos de asfixia foram significativamente mais propensos a conhecer alguém
que também participou (CDC, 2008; Ramowski, Nystrom, Rosenberg, Gilchrist, & Chaumeton, 2012).