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DIREÇÃO-GERAL DOS ESTABELECIMENTOS ESCOLARES

DIREÇÃO DE SERVIÇOS DA REGIÃO CENTRO


2019/2020 Escola Secundária Campos Melo

CLC1 – CULTURA, LÍNGUA E COMUNICAÇÃO


Curso de Educação e Formação de Adultos – Tipo: C Área de Competência: CLC1

NG7: Saberes Fundamentais – DR3: Ciência e controvérsias Públicas


Data: 25/09/2019-20
Formando: Gabriel Saraiva e francisco Lopes TURMA: A O Professor: Sebastião Pimenta

FICHA Nº 2

Drones Vs Invasão da privacidade e segurança

O presente trabalho é sobre o uso do Drone e a invasão da privacidade provocada


pelo mesmo. Temos como objetivo mostrar os possíveis problemas causados pelo uso do
Drone e como preveni-los do mesmo.

Inicialmente, os Drones foram criados e desenvolvidos para fins militares, mas com
o avançar dos anos, estes dispositivos passaram a ser também utilizados para muitas
outras coisas como por exemplo para captar imagens que apenas seriam possíveis através
de um helicóptero.

Os Drones estão na moda e esta moda pode trazer muitos inconvenientes e muitas
dores de cabeça às autoridades. Contudo, não é o ato de capturar o vídeo que poderá
trazer problemas, mas sim o facto de partilhar esse vídeo em qualquer plataforma online.
Cada vez são mais os casos de acidentes e invasão de privacidade onde estes estão
envolvidos.

A metodologia utilizada foi a pesquisa documental, enriquecida por artigos e


entrevistas e alguma opinião pessoal sobre o assunto posto em causa.

Ser filmado ou fotografado em sua intimidade por um drone sem a autorização,


certamente é uma violação à intimidade do indivíduo. Considerando o direito de
personalidade que todo cidadão possuí, é de suma importância regulamentar a utilização
do drone para existir limites legais para que estes equipamentos não se tornem
instrumentos de violação à privacidade das pessoas. O medo de estar a ser vigiado e a
sensação constante de ter a privacidade invadida pode irritar os seus moradores. Os
Drones podem sobrevoar próximos das casas o que podem gerar uma onda de
preocupação de quem as habita. Inclusive, os moradores têm tendência a ameaçar
derrubar estes mesmos aparelhos, para poderem se ver livres do incómodo gerado pelo
Drone.
Mesmo que um drone esteja a invadir espaço privado de forma ilegal, “isso não nos
dá direito de destruir o drone” e de “tomar o assunto pelas próprias mãos”, indica-nos
fonte da PSP. O que fazer? Se se sentir incomodado por um drone deve-se ligar para as
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autoridades locais, PSP ou GNR, e reportar o caso. O problema para muitos, com a
solução de chamar a polícia, é que nem sempre é rápida ou eficaz. Se for possível, pode-
se tentar identificar ou falar com o piloto do drone para que possa deixar de fazer o voo,
mas não mais do que isso. O passo óbvio será sempre chamar as autoridades para tratar
do caso. Se há dúvidas sobre se algo foi ou não gravado da propriedade privada de
alguém, a polícia pode apreender o drone, pedir as gravações e avaliar a posterior se
houve invasão da privacidade.
A verdade é que existem várias regras que limitam o uso de drones, que deve ser feito
longe de pessoas e bens, embora haja um espaço aberto a interpretação. A legislação
atual requer os drones mantenham “uma distância segura de pessoas e bens patrimoniais,
de forma a evitar danos em caso de acidente ou incidente”.

Como dito na Introdução, os drones são utilizados para fins militares, em ações de
espionagem, patrulhamento e auxílio à artilharia. Contudo, nos últimos anos sua utilização
para fins recreativos cresceu muito, pois, qualquer cidadão pode adquirir um drone, seja
em sites de vendas ou diretamente em lojas especializadas.
Com esta evolução, também surgem alguns problemas legais. Muitos dos Drones
comercializados hoje em dia permitem aos seus proprietários gravar vídeos enquanto o
mesmo se encontra no ar, depois estes partilham nas redes sociais e noutras plataformas
online e aí os problemas começam e podem ser graves. As coimas e sanções não são
nada brandas e poderão ser agravadas com a massificação deste tipo de tecnologias. A
violação das regras de utilização de Drones será punida com uma coima máxima de até
2.500 euros, valor que terá que ser revisto, afirmou o presidente da Autoridade Nacional
da Aviação Civil (ANAC), Luís Ribeiro.
Assim, se faz uso de imagens que capta com o seu Drone, saiba que pode estar a cometer
um crime e pode, pelo mesmo ser penalizado.

Com a regulamentação, os 'drones' apenas podem voar de dia e até uma altura de 120
metros, fora das áreas sujeitas a restrições e dos aeroportos, estando os mapas com as
zonas interditas e permitidas publicadas na página na Internet “www.voanaboa.pt”. Os
voos acima de 120 metros acima da superfície (400 pés) têm que receber autorização
expressa da ANAC. Para a maioria dos drones poderem operar, é necessário que o piloto
peça autorização à ANAC. O regulamento proíbe voos de drones ao ar livre por cima de
mais de 12 pessoas ou em zonas de sinistro em que estejam a decorrer operações de
socorro. Para operar drones com mais de 25 kg ou à noite, é preciso permissão da
Autoridade Nacional de Aviação Civil. Os drones brinquedo com massa máxima
operacional inferior a 250 gr não podem voar acima de 30 metros, segundo o
Regulamento 1093/2016.

O desrespeito das regras constitui contraordenação grave ou muito grave e está sujeito a
coimas entre mil e 7500 euros, consoante sejam cometidas por pessoas singulares ou
coletivas.

Neste trabalho, abordamos o assunto dos problemas causados pelo uso do Drone, em
termos de segurança e de invasão de privacidade. Depois da elaboração deste trabalho,
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podemos concluir que os drones vieram para ficar no dia-a-dia militar, e na verdade já
operam há bastante tempo. E como acontece com toda tecnologia militar, acaba sendo
disseminada em aplicações civis, e em pouco tempo fará parte de nossas vidas, como nos
projetos de sistema de entregas imediatas da Amazon, ou para vigilância de fronteiras,
análises de plantações, uso policial, entre outros. Porém, estes mesmos podem causar
distúrbios no que toca a privacidade da pessoa. No nosso entender, a legislação vai no
caminho certo, por exemplo, nesta legislação, a ANAC vai criar uma plataforma de registo
obrigatório para drones com mais de 250 gramas, sendo a sua declaração obrigatória. É
crucial, por isso, disciplinar a utilização desta tecnologia que tem apresentado um
crescimento exponencial, onde também nos chegam com regularidade notícias dos riscos
associados aos mesmos.