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O Desenvolvimento da Criança: de 2 e 3 anos

Características do crescimento e desenvolvimento


Orientação
● Melhor coordenação motora, tanto para flexão como para extensão.
Controle do polegar.

● Maior progresso na linguagem.

● Interdependência das atividades mentais e motoras.

● Aprende, ainda, principalmente por imitação.

● Maior desenvolvimento da inteligência e poder de dedução.

● Memória mais desenvolvida.

● Negativismo acentuado.

● Habilidade maior para expressar emoções.

● Capaz de dramatizar (3 anos).

● Observação de detalhes.

● Atenção mais desenvolvida.


● A criança necessita de espaço para correr e pular. Deixar ao seu alcance
tesoura sem ponta.
● Conversar normalmente com a criança. Não imitar a fala infantil.
● Oferecer espaços para o faz-de-conta.
● Ter paciência, pois é uma condição normal do crescimento. Evitar as
oportunidades de alternativas: pôr o assunto em termos definidos, falar
clara e simplesmente com ela.
● Dar oportunidades de dramatizar.
● Solicitar que descreva gravuras.
O Desenvolvimento da Criança: de 4 e 5 anos
Características do crescimento e desenvolvimento
Orientação
● Melhor coordenação dos músculos grandes. Pequenos músculos das
mãos mais desenvolvidos.

● Capacidade para concentrar a atenção durante 15 – 20 minutos, aos 4


anos.

● Imaginação muito fértil.

● Tem senso de iniciativa; percebe que pode planejar, ter e executar


idéias.

● Afetuosa – Curiosa.

● É capaz de concentrar a atenção por períodos mais longos, 20 – 40


minutos, a partir dos 5 anos.

● É mais seguro de si mesma, tem capacidade de autocrítica.

● Aparece o interesse pelo mundo fora do lar.


● Oferecer brinquedos para que possa exercitar seus sentidos e músculos.

● Contar histórias, ora reais ora fictícios, para que ela aprenda as
diferenças.

● Responder sempre as perguntas.

● Ajudar a aceitar os limites necessários.

● Dar oportunidade para compartilhar experiências com a família.


O Desenvolvimento da Criança: de 6 e 7 anos
Características do crescimento e desenvolvimento
Orientação
● Maior amadurecimento neuromuscular.

● Vocabulário até 2.500 palavras.

● Faz perguntas sobre tudo que a rodeia.

● Tem iniciativa.

● Distingue melhor a realidade da fantasia.

● Curiosidade sexual mais acentuada.

● Período de transição entre individualismo e participação em grupos


maiores.

● Mostra algum grau de pensamento abstrato.

● Aumenta o poder de concentração da atenção.

● Conhece e usa palavras descritivas e de ação.

● Maior capacidade de compreender, discutir e enfrentar situações


emocionais.
● Dar tempo para completar as tarefas.

● Dar oportunidades para usar a iniciativa, deixando-a agir por si


mesma.

● Encorajar a criança a tomar posse em grupos, mas não forçar.

● Contar e fazer contar histórias.

● Evitar chamar atenção, procurar colocar a criança à vontade. Evitar


discussões.
Regina Magna Bonifácio de Araújo
Pró-reitora de Graduação no Centro Universitario Metodista – IPA
Professora na Universidade de Juiz de Fora
Universidade de Campinas
Universidade Católica de Minas Gerais

O Desenvolvimento da Criança na Educação Infantil


Por Vera Lucia Fernandes*
Quando falamos de desenvolvimento infantil, não podemos deixar de ressaltar aspectos importantes, tais como:
 A criança não se desenvolve de forma linear; muitas vezes, ocorrem avanços e retrocessos.
 O desenvolvimento infantil é um processo gradativo; ele possui várias fases.
 Cada criança é um ser único, por isso é preciso respeitar o seu tempo e suas necessidades.
 O excesso ou a falta de estímulos pode interferir nesse processo, levando a dificuldades futuras.
 Se cada criança é um ser único, não devemos fazer comparações entre elas, mesmo que tenham a mesma
idade.

Podemos observar quatro áreas no desenvolvimento de uma criança, as quais são: a física, a cognitiva, a
emocional e a social. Essas áreas necessitam estar sintonizadas e precisam se desenvolver na mesma proporção.
Uma criança que no dia a dia tem contato com livros, com a internet, com jogos de construção, mas que, ao
mesmo tempo, não tem o hábito de frequentar playgrounds, praticar esportes e ter pequenas responsabilidades,
como tomar banho ou vestir-se sozinha, indiscutivelmente terá uma área cognitiva prevalecendo sobre as outras.
É comum nos depararmos com crianças com menos de cinco anos que já leem e escrevem algumas palavras,
comportamento que gera dúvidas nos pais, os quais começam a se questionar se seu filho se encontra na série
correta ou se não deveria frequentar uma turma mais “avançada”.
Nesse caso, não podemos esquecer que essa competência se apresenta nos momentos em que a criança quer,
sem que o escrito ou a leitura possua um significado ou uma função social. Se exigirmos a escrita como tarefa
diária dessa criança, ela apresentará dificuldades, pois emocionalmente estará em outra fase. Além disso, essa
atividade, antes prazerosa, passará a ser cansativa, pois suas habilidades motoras não estarão preparadas para o
momento.
Por fim, é preciso mencionar o aspecto social. Em uma turma mais avançada, o relacionamento da criança com
os colegas da sala poderá ser comprometido, afinal ela buscará brincadeiras de sua idade e não da idade das
crianças do grupo em que ela se encontrará, o que não permitirá a criação ou o fortalecimento de vínculos.
A primeira infância é uma fase muito importante e deve ser tratada como tal, pois é a base para o
desenvolvimento do indivíduo como um todo. A curiosidade é nata nas crianças, o que faz com que elas
constantemente busquem respostas. À medida que elas desenvolvem as competências linguísticas, elas
começam a se expressar de outras formas; nesse momento, as competências físicas, emocionais e sociais se
integram, propiciando o desenvolvimento cognitivo.
Onde e como a criança pode construir e interiorizar regras, saber compartilhar, aprender a lidar com as
frustrações, conquistar autonomia, ser autoconfiante, desenvolver a coordenação motora e ser protagonista da
sua história?
A Educação Infantil pode proporcionar tudo isso e muito mais. Por isso, o espaço escolar deve oferecer
condições, meios e oportunidades para que a criança utilize seus conhecimentos prévios e construa novas
aprendizagens.
A criança aprende através de desafios, em um ambiente atrativo e organizado. Ao ser desafiada, ela adquire
novas formas de pensar, provocando a imaginação, o desenvolvimento da sensibilidade e a construção do
conhecimento.
O convívio com outras pessoas é outro aspecto fundamental, pois ele proporcionará a aprendizagem da
diversidade, como também o aprendizado de regras sociais e de convivência.
A parceria entre escola e família é o que vai consagrar todo o trabalho realizado na Educação Infantil, e o
respeito e a confiança são as bases que garantirão o sucesso dele.
*Vera Lucia Fernandes é pedagoga e psicóloga, com especialização em Psicopedagogia no Centro
Universitário FIEO, coordenadora pedagógica da Educação Infantil e do 1º ano do Ensino Fundamental do
Colégio Objetivo, unidade Alphaville.

Características das Crianças em cada Faixa Etária


A Criança de 0 a 6 anos
Este texto foi organizado com o propósito de oferecer aos professores (as) das crianças as Escola Bíblicas,
algumas informações acerca do desenvolvimento da criança de 0 a 6 anos.
Acreditamos que uma base teórica que lhes proporcionem a compreensão de como ocorre o desenvolvimento da
criança de 0 a 6 anos em seus aspectos cognitivo, afetivo e social poderá oferecer-lhes subsídios para que
possam relacionar nesses princípios à maneira como atuar nas classes ajudando nossas crianças a tornarem-se
cristãos mais conscientes, autônomos, críticos, criativos e felizes.
A criança, ao nascer, não traz hereditariamente formas prontas de conhecimento que evoluíram através dos anos
com a maturação. Tampouco, podemos considerar a criança uma “massa amorfa” que vai saindo modelada aos
poucos pela influência e reforços do mundo ao seu redor.
A criança constrói os seus conhecimentos interagindo com o mundo em que vive e que seu pensamento cresce
partindo de ações e não de palavras. O conhecimento não pode ser dado às crianças. Ele tem de ser descoberto e
reconstruído através das suas atividades. As crianças aprendem melhor partindo de experiências concretas.
Por natureza, as crianças estão continuamente em atividade. Elas têm de descobrir e dar sentido ao seu mundo.
Quando elas estão fazendo isto, elas refazem as estruturas mentais que permitem tratar de informações cada vez
mais complexas.
Este refazer de estruturas mentais torna possível a genuína aprendizagem – aprendizagem que é estável e
duradoura. Quando essas estruturas, que são necessárias, não estão presentes, a aprendizagem é superficial.
Esperamos com a Educação Cristã que nossas crianças façam parte da Missão, que tenham “uma compreensão
da vida e da sociedade, que sejam comprometidas com uma prática libertadora, recriando a vida e a sociedade
segundo o modelo de Jesus Cristo e questionando os sistemas de dominação e morte, à luz do Reino de Deus”.
Para atingirmos esse objetivo precisamos estabelecer um currículo de Educação Cristã para a Escola Bíblica
fundamentado nas Escrituras Sagradas e que atende as características do desenvolvimento da criança e que
proponha uma metodologia de ensino compatível com esse desenvolvimento.

A Criança de 0 a 2 anos
Ao nascer, a conduta da criança é determinada hereditariamente. Ela desenvolve os reflexos inatos, como, por
exemplo o de sugar, por meios de exercícios funcionais, que são exercícios de repetição de seus atos. Na
interação com os objetos e pessoas, a criança vai assimilando suas próprias reações aos estímulos que recebe. A
partir dessas repetições e, conseqüentemente, assimilações, a criança vai construindo aos poucos uma lógica de
ação. Por meio da ação, a criança de refere aos acontecimentos, recorda-os e pode produzi-los. O universo que
inicialmente estava centrado no corpo da criança e em sua ação, vai sendo descentrado de tal forma que ela
acaba por situar-se como alguém num universo maior, num universo de objetos permanentes.
A Criança de 2 a 7 anos
A criança, neste período, reconstrói conceitualmente tudo o que, desde o seu nascimento, constituiu como ação.
Os esquemas sensórios-motores já não são os únicos instrumentos de aprendizagem e desenvolvimento. A
criança possui a capacidade de representação verbal e de pensamento. A criança agora é capaz de interagir com
o objeto, mesmo ausente, criando significantes que o representam como desenhos, gestos, palavras ou outros
objetos. A capacidade de representação da criança se manifesta de diferentes formas: a imitação, a brincadeira
de faz-de-conta, o desenho, a imagem mental e a linguagem. A linguagem escrita também surge neste período,
que além de fazer parte do sistema de representação, começa a ser objeto de interesse da criança. Nesta fase a
criança amplia muito, sua capacidade lingüística, com o uso de verbos simples, adjetivos e advérbios de tempo e
de lugar. Enquanto as crianças mais novas falam para si mesmas ainda que estejam juntas com outras crianças,
as mais velhas já são capazes de estabelecer trocas verbais com seus pares e os adultos. Conhecer como as
crianças se desenvolvem e aprendem, com certeza, vai nos auxiliar na escolha das melhores estratégias para
uma educação cristã mais afetiva e compromissada com a construção de um ser humano mais feliz. Vejamos
agora a descrição das características do crescimento e desenvolvimento da criança, bem como algumas breves
orientações de acordo com cada idade. Vale lembrar que este quadro representa uma síntese de diversos estudos
na área do desenvolvimento infantil e que por isto não pode ser considerado completo e definitivo.