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Resumos microeconomia

Microeconomia I (Universidade Catolica Portuguesa)

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Baixado por Ema Amaro (emaamaromakeup@hotmail.com)
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Bens e Serviços
O que é um bem (FETVA)?
- tem uma forma
- existe num determinado espaço
- existe num determinado tempo
- os seres humanos atribuem-lhe determinados valor
- está sujeito a um determinado modo de apropriação pelos seres humanos

Apropriabilidade dos bens e serviços


A apropriabilidade tem dois momentos: - acesso ao consumo do bem/serviço; - ato de consumo desse bem/serviço.
Grau de Exclusão no acesso ao consumo: condições tecnológicas ou naturais que condicionam o acesso ao consumo do
bem ou serviço (dinheiro)
Grau de Rivalidade no ato do consumo: relaciona-se com o facto do consumo de um bem/serviço por um indivíduo
reduz ou não a quantidade/qualidade desse bem/serviço que depois fica disponível para consumo por outros.
100%

Exclusão total bens e serviços de clube bens e serviços privados


Ausência total de exclusão bens públicos bens e serviços de livre acesso
100%
Ausência total de rivalidade Rivalidade total

Externalidades
Há uma externalidade quando alguém produz ou consome um bem/serviço tendo isso consequências para outras
pessoas, e não faz nada para os reduzir ou para compensar quem é prejudicado, no caso de serem negativas, ou
quem beneficia com eles não faz nada para contribuir para a sua produção ou para compensar quem os produz, no caso
de serem positivas.

Externalidade negativa - prejudica o bem-estar


Custos Sociais > Custos privados
Custos privados - custos da ação que causa essa externalidade suportados por quem a realiza (não incluem os custos
dos efeitos negativos suportados pelas outras pessoas)
Custos sociais - custos da ação que causa essa externalidade para a sociedade
Externalidade positiva - melhora o bem-estar
Benefícios sociais > Benefícios privado
Benefícios privados - benefícios da ação que causa essa externalidade recebidos por quem a realiza (não incluem os
benefícios dos efeitos positivos recebidos pelas outras pessoas)

Internalização de uma externalidade:


- Externalidade negativa – quando quem a cria essa externalidade faz alguma coisa para reduzir os efeitos negativos
sobre outras pessoas ou para compensar quem é prejudicado  redução dos efeitos negativos da externalidade.
- Externalidade positiva – quando quem beneficia dessa externalidade faz alguma coisa para contribuir para a sua
produção ou para compensar quem a produz  aumento dos efeitos positivos da externalidade.

Bens de livre acesso e sobre-exploração


Problema: como não há exclusão e há rivalidade dá-se uma sobre-exploração dos recursos, pois toda a gente tem
acesso ao uso do recurso e a qualidade/quantidade do recurso vai diminuindo, representado este uso uma
externalidade negativa visto que existe uma ignoração dos custos que esse uso pode ter para outras pessoas.
Internalização: Ações possíveis: restringir conjunto de pessoas com acesso ao uso
Um bem de livre acesso transforma-se em propriedade comum quando é limitado o acesso ao uso a um grupo de
pessoas. Ex: terrenos baldios nas zonas de montanha do Norte e Centro de Portugal.

Bens Públicos e free riding


Como são bens sem exclusão e sem rivalidade, todos os indivíduos que querem têm acesso a esse bem (tendo
contribuído ou não para a sua produção) e o seu uso não diminui a qualidade/quantidade do bem que fica disponível
para ser consumido por outras pessoas.
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Deste modo, quem não contribui para a sua produção vai “andar à boleia” de quem contribuiu (“free riding”). Assim,
free riding consiste no facto de que existem menos recursos disponíveis para manter a produção do bem público do que
os que haveria se todos os seus consumidores contribuíssem na medida dos benefícios que daí retiram.
Internalização: Ações possíveis: aumento das contribuições voluntárias dos seus consumidores, imposição de
formas de contribuição coerciva (impostos), criação de mecanismos de exclusão transformando o bem num bem de
clube.

Relação de Mercado, Especialização e Vantagens Comparativas


Relação de Mercado – é uma relação social (relação entre pessoas e organizações), um processo de transação
(circulação de direitos sobre as coisas), um processo voluntário sendo livremente negociado entre as partes, recíproco e
onde as coisas são transacionadas enquanto valores de troca (funcionalidade, comensurabilidade e permutabilidade).

Condições necessárias para a existência de uma Relação de Mercado:


- Mínimo de direitos humanos (liberdade de negociação, direitos de propriedade privada).
- Existirem mecanismos de exclusão (direitos de propriedade privada) e rivalidade no consumo dos bens e serviços.
- Processo de diferenciação dos agentes económicos (especialização) e existências de vantagens mútuas potenciais na
transação para potenciais vendedores e compradores.
- Existirem mecanismos de garantia da reciprocidade da relação de mercado (valores morais, estado de direito).

Especialização – é o processo voluntário através do qual um agente económico transfere recursos produtivos de uma
atividade para outra, ou passa a utilizar produtivamente recursos que antes estavam “desempregados”.

A causa económica fundamental da especialização está associada às VANTAGENS COMPARATIVAS.

Vantagens Absolutas - um agente tem uma vantagem numa atividade quando a sua produtividade é superior nessa
atividade, isto é, o número de unidades produzidas por hora de trabalho é superior.

Bem X Bem Y
Neste exemplo, cada agente dispõe de apenas um fator de produção
Agente A 10 6
(tempo de trabalho).
Agente B 5 10

 A tem uma vantagem absoluta sobre B na produção do bem X, pois A tem produtividade maior do que B a
produzir X ( A produz 10 unidades de X por hora de trabalho enquanto B só produz 5).
 B tem uma vantagem absoluta sobre A na produção do bem Y, pois B tem produtividade maior do que A a
produzir Y ( B produz 10 unidades de Y por hora de trabalho enquanto A só produz 6).

A tem uma vantagem absoluta sobre B na produção de X e B tem uma vantagem absoluta sobre A na produção de Y,
sendo que assim este é um caso com vantagens absolutas recíprocas.

Bem X Bem Y  Deslocando-se 1 hora de trabalho de uma atividade para outra de acordo
Agente A 10 -6 com as vantagens absolutas de cada agente:
Agente B -5 10 o A desloca 1 hora de trabalho da produção do bem Y para o bem X.
TOTAL 5 4 o B desloca 1 hora de trabalho da produção do bem X para o bem Y.
Assim, se a produção for transacionada entre o Agente A e o Agente B o consumo também aumenta e por isso o nível
de vida de A e B melhora.

Caso sem vantagens absolutas recíprocas


Por exemplo, se um agente A, quando comparado com outro agente B, tem vantagens absolutas na produção dos 2
bens analisados, será viável os agentes se especializarem consoante as suas vantagens absolutas? Não, pois senão o
Agente B não se iria especializar em nada. Deste modo, prova-se que as vantagens absolutas não são a razão essencial
que leva à especialização.

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Quando um agente reduz a produção de determinado bem/serviço e aumenta a produção daquele onde se especializa,
a essa produção a menos é chamada de CUSTO DE OPORTUNIDADE.
CUSTO DE OPORTUNIDADE - valor da quantidade de bens/serviços X que o agente A tem que deixar de produzir para
aumentar a produção de Y em 1 unidade.
Caso Excecional: se custo de oportunidade for igual a ZERO os recursos utilizados nesse bem ou serviço estavam
“desempregados” antes de serem utilizados para esse fim.

Vantagens comparativas - O agente A tem uma vantagem comparativa em relação aos outros agentes quando tem um
custo de oportunidade de um determinado bem/serviço X mais baixo do que o dos outros agentes económicos.

Cálculo dos custos de oportunidade


 Cálculo dos custos de oportunidade de X em termos de Y, para o agente A:
(em quanto é que A tem que reduzir a produção de Y para aumentar a produção de X em 1 unidade?)
1h na produção de X ----------- 10 unidades de X Bem X Bem Y
x h na produção de X -------------- 1 unidade de X Agente A 10 6
x = 0,1h Agente B 5 10
A seguir, calcula-se quantas unidades de Y é que vão deixar de ser produzidas se lhe retirarem 0.1h de trabalho.
0,1h na produção de Y ----------- x unidades de Y
1h na produção de Y --------------- 6 unidades de Y
x = 0,6 unidades de Y
Assim, conclui-se que o custo de oportunidade de X em termos de Y, para o agente A é de 0,6 unidades de Y.

 Cálculo dos custos de oportunidade de X em termos de Y para o agente B:


(em quanto é que B tem que reduzir a produção de Y para aumentar a produção de X em 1 unidade?)
1h na produção de X ----------- 5 unidades de X Bem X Bem Y
x h na produção de X -------------- 1 unidade de X Agente A 10 6
x = 0,2h Agente B 5 10
0,2 h na produção de Y ----------- x unidades de Y
1 h na produção de Y --------------- 10 unidades de Y
x= 2 unidades de Y
Assim, conclui-se que o custo de oportunidade de X em termos de Y, para o agente B é igual a 2 unidades de Y.

Globalização – é a expansão à escala mundial das relações de mercado, ou seja, é a crescente integração e
interdependência das economias de todo o mundo através de uma intensificação das relações de mercado.

Princípios básicos da Teoria Económica Neoclássica


Racionalidade Instrumental do Consumidor- consiste no facto de cada agente económico ter determinados objetivos,
sendo que para os atingir tem ao seu dispor determinados meios e utiliza-os da melhor maneira possível para atingir os
fins desejados.
Variáveis endógenas - variáveis cujo valor o modelo em questão vai pretender explicar
Variáveis exógenas - variáveis cujo valor o modelo em questão não pretende explicar, mas que considera como tendo
influência sobre as variáveis endógenas

Teoria neoclássica do consumidor: Conjunto das Possibilidades de Consumo


A teoria neoclássica do consumidor é constituída por duas componentes básicas:
- o conjunto das possibilidades de consumo (“cabazes de consumo” alternativos que o consumidor pode adquirir de
acordo com o seu rendimento)
- a relação de preferências do consumidor sobre esses cabazes

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Conjunto das Possibilidades de Consumo


 Pressupostos sobre características físicas dos bens e serviços:
- São em número fixo
- São em número finito
- Perfeitamente divisíveis - as quantidades de cada bem ou serviço são medidas por números reais
- Bens ou serviços de consumo final (e não de consumo intermédio)
- Perecíveis – não são consideradas situações de poupança
 Pressuposto sobre o modo de apropriabilidade dos bens e serviços: os bens e serviços de consumo final são todos
privados.

 Pressupostos sobre os processos de transação de bens e serviços:


- Os bens e serviços têm que ser adquiridos no mercado
- A economia de mercado é uma economia monetária (o dinheiro é aceite por todos na troca de bens ou serviços)
- Um indivíduo só é um consumidor se possuir quantia monetária para poder adquirir os bens e serviços de que precisa
- A economia de mercado é de concorrência perfeita (cada consumidor não tem poder para influenciar os preços dos
bens e serviços que quer adquirir).
 Pressuposto sobre o rendimento do consumidor de bens e serviços: O rendimento do consumidor é uma variável
exógena.

 Pressuposto sobre o horizonte de decisão do consumidor: não são analisadas decisões de poupança ou endividamento
do consumidor.

Restrição Orçamental – a despesa do consumidor não pode exceder o seu rendimento monetário
𝒏

∑ 𝒑𝒊 𝒒𝒊 ≤ 𝒎 𝑝𝑖 > 0 ; 𝑞𝑖 ∈ [0, +∞] ; 𝑖 = 1,2, … , 𝑛


𝒊=𝟏

Como é que a expressão matemática da restrição orçamental representa os pressupostos sobre o conjunto das
possibilidades de consumo?
 o número de bens e serviços disponíveis para consumo final é fixo e finito → n é um número natural positivo e
constante
 os bens e serviços são perfeitamente divisíveis → as quantidades qi consumidas de cada bem ou serviço são
números reais
 os bens e serviço são de consumo final → as quantidades qi consumidas de cada bem ou serviço são números reais
positivos ou nulos
 os bens e serviços de consumo final são privados e transacionados numa economia de mercado → todos têm um
preço pi, preço esse que é positivo
 a economia de mercado é uma economia monetária → o rendimento m do consumidor disponível para consumo é
uma quantia monetária
 a economia de mercado é de concorrência perfeita → os preços pi de todos os bens e serviços são fixos, não
dependendo das quantidades qi que o consumidor individual está disposto a comprar
 o rendimento do consumidor é uma variável exógena → m tem um valor fixo que não depende das quantidades qi
que o consumidor individual está disposto a comprar
 o horizonte de decisão do consumidor só tem um período → as variáveis que intervêm na expressão da restrição
orçamental não estão datadas, referindo-se todas ao mesmo período de tempo (presente)

Reta do Orçamento – é a fronteira superior do conjunto das possibilidades de consumo, ou seja, a parte do conjunto das
possibilidades de consumo que corresponde aos cabazes que esgotam o rendimento do consumidor.

Quando existem 2 bens ou serviços de consumo, a expressão da reta do orçamento é:

𝑝1 𝑚
𝑝1 𝑞1 + 𝑝2 𝑞2 = 𝑚 (=) 𝑞2 = − 𝑞1 +
𝑝2 𝑝2

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Qual o significado económico de ser uma reta?


- Matematicamente é uma reta porque p1, p2 e m têm uma valor fixo.
- Economicamente isto significa o seguinte:
- p1 e p2 serem fixos significa que a estrutura dos mercados dos bens e serviços de consumo final é de
CONCORRÊNCIA PERFEITA pelo que, as decisões do consumidor individual não alteram os preços dos bens e serviços
que pretende adquirir
- m é fixo (o rendimento do consumidor é uma variável exógena) o que significa que ficam fora do âmbito
explicativo desta teoria as decisões do consumidor que influenciam o seu rendimento.

Qual o significado económico das coordenadas do ponto de intersecção da reta com o eixo das abcissas?
- É o ponto que representa o cabaz de consumo correspondente à situação onde o consumidor gasta todo o seu
rendimento no bem 1, sendo m/p1 essa quantidade do bem 1 que esgota o rendimento do consumidor.
𝑚
𝑞2 = 0 𝑒 𝑞1 =
𝑝1
Qual o significado económico das coordenadas do ponto de intersecção da reta com o eixo das ordenadas?
- É o ponto que representa o cabaz de consumo correspondente à situação onde o consumidor gasta todo o seu
rendimento no bem 2, sendo m/p2 essa quantidade do bem 2 que esgota o rendimento do consumidor.
𝑚
𝑞1 = 0 𝑒 𝑞2 =
𝑝2
Qual o significado económico do declive da reta do orçamento?
- É a redução na quantidade do bem 2 que o consumidor tem que fazer para poder aumentar a quantidade consumida
do bem 1 em 1 unidade, dado o seu rendimento e os preços dos dois bens. Dito de outro modo, é o CUSTO DE
OPORTUNIDADE do bem 1 em termos do bem 2.

Como é que se representa graficamente uma situação onde só varia o rendimento do consumidor?
- Como os preços não variam, o declive da reta mantém-se.
- Como o rendimento m varia, alteram-se as coordenadas dos pontos de intersecção da reta com os eixos.
- A reta do orçamento desloca-se paralelamente a si própria, para cima se o rendimento aumenta, e para baixo se o
rendimento diminui.

Como é que se representa graficamente uma situação onde só varia p1?


- Como não variam as coordenadas do ponto de intersecção da reta do orçamento com o eixo das ordenadas (m/p2)
esse ponto mantém-se.
- Como variam as coordenadas do ponto de intersecção da reta com o eixo das abcissas (m/p1) esse ponto altera-se.
- Como varia p1 o declive da reta altera-se.
- A reta do orçamento roda em torno do ponto de intersecção com o eixo das ordenadas, para a direita se p1 baixar e
para a esquerda se p1 aumentar.

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Teoria Neoclássica do Consumidor: Relações de Preferências


Para se saber quais os cabazes que o consumidor está disposto a consumir é necessário conhecer-se as suas
preferências, visto que é insuficiente só se conhecer o conjunto de possibilidades de consumo do consumidor, visto que
consumidores com conjuntos de possibilidades de consumo iguais podem escolher cabazes de consumo diferentes
porque podem não ter as mesmas preferências.

O consumidor decide que cabaz deseja consumir de acordo com as suas: possibilidades de consumo + preferências

O consumidor compara e escolhe cabazes de consumo, ou seja, combinações de quantidades (ex: comprar “beber 1 chá
por dia e nenhum café” ou “beber 2 chás por dia e 1 café”). Portanto o consumidor não compara entre si tipos
diferentes de bens (ex: comparar café com chá).

Notação das Preferências:

Estritamente preferido a Indiferente a

Pressupostos das Preferências do Consumidor:

 O consumidor é sempre capaz de comparar dois ou mais cabazes quaisquer → Pressuposto da COMPARABILIDADE
 As comparações que o consumidor faz são logicamente consistentes → Pressuposto da RACIONALIDADE
 Mantendo as quantidades dos outros bens constantes, o consumidor prefere o cabaz que tem mais quantidade de
um determinado bem do que um que tem menos → Pressuposto da MONOTONICIDADE POSITIVA
 O consumidor prefere a diversidade → Pressuposto da CONVEXIDADE

Curva de Indiferença - Conjunto de todos os cabazes que o consumidor considera indiferentes ao cabaz q

Curva de indiferença

Taxa Marginal de Substituição

TMS do bem 2 pelo bem 1 - quantidade do bem 2 que o consumidor está disposto a deixar de consumir para consumir
mais uma unidade do bem 1, de tal maneira que lhe é indiferente consumir o cabaz inicial (o cabaz antes destas
variações no consumo dos dois bens) ou o cabaz final

A TMS está associada a dois cabazes que o consumidor considera indiferentes entre si e que, portanto, pertencem à
mesma curva de indiferença. Ao longo da curva de indiferença a TMS pode ser diferente de uns cabazes para os outros.

Se a curva de indiferença for diferenciável, a TMS é igual ao declive da tangente à curva, no ponto que representa o
cabaz em questão.

𝛥𝑞2
𝑇𝑀𝑆21 =
𝛥𝑞1

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Preferências racionais

Características das relações de preferências racionais:

 Relação de preferências estrita. Características:

- assimétrica na comparação de dois cabazes -

- transitiva na comparação de três ou mais cabazes -

 Relação de indiferença. Características:

- reflexiva na comparação do cabaz com ele próprio -

- simétrica na comparação de dois cabazes -

- transitiva na comparação de três ou mais cabazes -

Monotonicidade Positiva (“Quanto mais melhor”) - Consumidor prefere cabaz com quantidade maior deste bem
- curvas de indiferença com declive negativo
- quanto mais alta estiver a curva de indiferença, maior é o nível de satisfação que representa

Convexidade (“Preferência pela diversidade”) - Dados dois cabazes q0 e q1 que o consumidor considera indiferentes e
um terceiro q2 que é uma combinação linear destes dois, isto é, q2 é composto por parte das quantidades de bens que
estão no cabaz q0, combinadas com parte das quantidades de bens que estão no cabaz q1, sendo que prefere um cabaz
com mais diversidade dos vários bens ele prefere este a qualquer um dos outros dois.

Forma simples de identificar um conjunto convexo:


considerando dois pontos quaisquer desse conjunto
e traçando o segmento de reta que os une, a
totalidade deste segmento pertence ao conjunto
convexo em questão, não ficando nenhuma parte
desse segmento fora do dito conjunto.

Se as preferências de uma pessoa forem convexas então quanto mais ela consome de um determinado bem, menos
está disposta a reduzir o consumo dos outros bens para aumentar o consumo desse bem sem diminuir a sua satisfação.
Matematicamente, isto representa-se pelo facto da taxa marginal de substituição diminuir à medida que se desce numa
mesma curva de indiferença.

Curvas de Indiferença “Bem Comportadas”


As Curvas de Indiferença verificam todos os pressupostos das Preferências:
- Convexidade (TMSxy decrescente)
- Monotonicidade positiva (“mais é sempre melhor”)
- Racionalidade (Curvas de Indiferença não se intersetam)

Baixado por Ema Amaro (emaamaromakeup@hotmail.com)


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Curvas de Indiferença “Mal Comportadas”

 Bens substitutos perfeitos – o consumidor considera 2 cabazes indiferentes um ao outro, sendo que a Taxa Marginal
de Substituição é constante ao longo das curvas de indiferença (neste caso são retas).

𝑛1
𝐷𝑒𝑐𝑙𝑖𝑣𝑒 = −
𝑛2

O ponto em que as retas intersetam os eixos representa o


momento em que o cabaz só tem quantidade de um dos
bens e nada do outro.

 Bens complementares perfeitos – bens/serviços que o consumidor consome em proporções fixas, sendo que a Taxa
Marginal de substituição é nula ou infinita, ou sem definição.
Assim sendo, o bem-estar do consumidor não melhora se se aumentar a quantidade consumida de um bem e a do
outro bem se mantiver constante. Deste modo, para um consumidor com este tipo de preferências é indiferente
consumir um cabaz A (q1, q2), ou um cabaz B (q1, q2 + x). Logo, o bem-estar do consumidor só melhora se a quantidade
de ambos os bens aumentar, mantendo-se a proporção fixa.

𝑞2
𝐷𝑒𝑐𝑙𝑖𝑣𝑒 = =𝛼
𝑞1

As curvas de indiferença dos bens complementares perfeitos


formam um ângulo reto, tendo os vértices alinhados pela bissetriz
que parte da origem dos eixos, sendo o seu declive o valor da
proporção fixa em que o consumidor prefere consumir os bens (α).

Como é que o consumidor decide?


Dentro dos possíveis cabazes, o consumidor escolhe o que satisfaz melhor as suas preferências.
Assim, o cabaz escolhido pelo consumidor tem 2 características:
- É um cabaz possível, isto é, pertence ao conjunto das possibilidades de consumo do consumidor
- É o melhor desses cabazes possíveis de acordo com as preferências do consumidor, ou seja, pertence à curva de
indiferença mais alta que inclui pelo menos um cabaz pertencente ao conjunto das possibilidades de consumo, sendo
esse o cabaz escolhido por este tipo de consumidor.
Deste modo, um determinado conjunto das possibilidades de consumo é representado pelo ponto de contacto (pode
ser ou não um ponto de tangência) entre a reta do orçamento e a curva de indiferença mais alta que contem pelo
menos um cabaz possível.

Equilíbrio Interior - escolha de um cabaz que contém quantidades não nulas de todos os bens e serviços, sendo
representado por um ponto de tangência entre uma curva de indiferença e a reta do orçamento.

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Propriedade que caracteriza o equilíbrio interior: A quantidade do bem 2 que o consumidor está disposto a sacrificar
para consumir mais uma unidade do bem 1 é igual à quantidade do bem 2 que o consumidor tem que reduzir para
consumir mais essa unidade do bem 1, isto é, a taxa marginal de substituição de 2 por 1 é igual ao custo de
oportunidade do bem 1 em termos do bem 2. Graficamente, o declive da tangente à curva de indiferença é igual ao
declive da reta do orçamento.

Equilíbrio de Canto - escolha de um cabaz que contém quantidade nula de um dos bens.
Neste caso, a taxa marginal de substituição não é igual ao custo de oportunidade, podendo ser maior ou menor.
Graficamente, o equilíbrio de canto é representado por pontos de contacto entre a reta do orçamento e a curva de
indiferença mais alta que a toca, sendo que normalmente esses pontos de contacto correspondem a um dos extremos
(“cantos”) da reta do orçamento.

O que o consumidor está disposto a sacrificar do


consumo do bem 2 para aumentar o consumo do
bem 1 em mais uma unidade é sempre menos do
que o custo de oportunidade do bem 1 em termos
do bem 2. Por isso, o consumidor está disposto a
reduzir o seu consumo do bem 1 até ao ponto de o
tornar nulo, aplicando todo o seu rendimento no
consumo do bem 2.

Representação matemática de Relações de Preferências


Se a relação de preferências do consumidor for racional e se tiver adicionalmente a propriedade de “continuidade”
então pode ter representação matemática, sendo umas das possíveis representações matemáticas das preferências a
“função de utilidade direta”.

Relação de ordem entre os cabazes e relação de ordem entre os números reais


A ideia fundamental das funções de utilidade direta passa por usar a relação de ordem dos números reais (“maior do
que”, “menor do que”, “igual a”) para representar a relação de ordem que o consumidor estabelece entre os cabazes
de consumo (“preferido a”, “preterido a”, “indiferente”).

Conceito de Função de utilidade


Função de utilidade é definida por duas propriedades:
1ª – Como é uma função, é uma RELAÇÃO entre o CONJUNTO DE TODOS OS CABAZES DE CONSUMO EXISTENTES (sejam
ou não possíveis para o consumidor) e o CONJUNTO DOS NÚMEROS REAIS;
2ª - Como usa ordem entre os números reais para representar ordem de preferências entre os cabazes, deve
estabelecer uma relação entre o conjunto dos cabazes existentes e o conjunto dos números reais de forma que:
 A um cabaz A que o consumidor prefere a outro cabaz B faz corresponder um número real superior ao que faz
corresponder a B;
 A dois cabazes que o consumidor considera indiferentes faz corresponder o mesmo número real.

Utilidade Marginal - variação da utilidade (aumento/diminuição) quando consumo de um dos bens aumenta uma
unidade e todos os restantes mantêm o mesmo nível de consumo e as preferências se mantêm constantes.

Exercício da Taxa Marginal de Substituição e Utilidades Marginais


Dados dois cabazes A e B pertencentes à mesma curva de indiferença ambos com a mesma utilidade, mas com
diferentes quantidades dos dois bens.
∆UAB = ∆q1 UM1 + ∆q2 UM2 = 0

∆q2 UM2 = −∆q1 UM1


∆q2 UM1
= − = TMS21
∆q 1 UM2

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Teoria neoclássica do consumidor: Análise Custo-Benefício das Decisões do


Consumidor
Análise Custo-Benefício – análise do tipo de decisões do consumidor

Procedimento numa análise custo-benefício:


- Há uma situação inicial (ex: determinado cabaz possível que consumidor considera poder vir a consumir)
- Há várias situações finais possíveis que resultam das várias ações alternativas possíveis que o decisor pode tomar (ex:
outros cabazes possíveis para além do inicial que o consumidor pode adquirir)
- Por fim o agente económico questiona se é melhor sair da sua situação inicial e realizar as ações que lhe permitem
atingir uma das situações finais ou se o melhor é não fazer nada deixando-se ficar onde está.

Assim, se o agente económico for racional usa seguinte regra decisória: Os benefícios ou custos “a mais”
- Identifica os custos a mais (ou os benefícios a menos) que terá com essa mudança ou “a menos” definem-se por
- Identifica os benefícios a mais (ou os custos a menos) que terá com essa mudança comparação com os benefícios
ou custos da situação inicial.
Deste modo:
- Se os custos a mais (ou os benefícios a menos) forem inferiores aos benefícios a mais (ou aos custos a menos), o
agente fica melhor se sair da situação inicial para a situação final – diz-se que a situação inicial estava em desequilíbrio.
- Se os custos a mais (ou os benefícios a menos) forem superiores aos benefícios a mais (ou aos custos a menos), o
agente fica melhor se ficar na situação inicial – diz-se que a situação inicial estava em equilíbrio.

Custo de Oportunidade
- declive da reta do orçamento
- mede os custos para o consumidor, em termos de redução na quantidade consumida de um bem, se quiser aumentar
o seu consumo do outro bem em uma unidade, com o rendimento constante

Taxa Marginal de Substituição


- declive da tangente a uma curva de indiferença em cada um dos seus pontos
- mede o benefício (utilidade) para o consumidor correspondente ao aumento do consumo de um determinado bem
em uma unidade associado à quantidade que está disposto a sacrificar do consumo do outro bem.
TMS = utilidade ganha pela aquisição de mais uma unidade de um bem expressa em unidades do outro bem

Seja a seguinte situação inicial:


• Um cabaz de consumo representado por um ponto de interseção ente uma curva de indiferença e a reta do
orçamento;
• Para este cabaz, em valor absoluto, a TMS é maior que o declive da reta do orçamento.

Assim, se o consumidor aumentar o consumo do bem 1 em uma unidade, mantendo-se sobre a reta do orçamento,
acontece o seguinte:
• O custo de oportunidade dessa unidade a mais do bem 1 é menor do que o respetivo benefício (medido pela TMS);
• Ao aumentar o consumo do bem 1 em uma unidade o benefício a mais para o consumidor (benefício da unidade
adicional) é maior do que o custo a mais (custo de oportunidade da unidade adicional), logo o consumidor fica melhor
com esse acréscimo de consumo do bem 1 e a consecutiva redução do bem 2. Por isso, deve aumentar o consumo do
bem 1, caso isso seja possível.
Obviamente a conclusão inverte-se se a situação inicial for oposta da anterior. Se a situação inicial corresponder a um
cabaz tal que o custo de oportunidade do bem 1 seja superior (em valor absoluto) à taxa marginal de substituição do
bem pelo bem 1, então o consumidor fica melhor se reduzir o seu consumo do bem 1, enquanto isso seja possível.

Isto pode ser representado matematicamente através da maximização de uma função de utilidade que represente a
relação de preferências do consumidor em ordem às quantidades dos vários bens e serviços de consumo, sujeito à
restrição orçamental.

Quando surge este tipo de problema matemático e é preciso achar o máximo de uma função sujeito a restrições,
recorre-se à função de Lagrange. Neste caso esta função tem a seguinte forma:

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λ - representa o multiplicador de Lagrange


U (q1, q2) - representa a satisfação que o consumidor obtém através do consumo do cabaz (q1, q2) onde gasta parte ou
a totalidade do seu rendimento;
se gastar a totalidade do seu rendimento, o termo λ (m−p1q1−p2q2) é igual a zero e o valor da função L é o mesmo que
o valor da função de utilidade U;
se deixar por gastar uma parte do seu rendimento (m−p1q1−p2q2), então o consumidor obtém satisfação não só
através do consumo do cabaz (q1, q2) mas também através de retenção em dinheiro do que não utiliza para despesas
de consumo;

Se o rendimento do consumidor aumentar para m+1 a função de Lagrange para a utilidade do consumidor ficaria:

As condições que caracterizam os pontos máximos da função de Lagrange são as respetivas derivadas parciais em
ordem às variáveis endógenas (q1, q2, λ), que são iguais a zero no caso de um equilíbrio interior. Geometricamente,
significa que o declive da tangente à curva que representa a função de Lagrange (as suas primeiras derivadas) é igual a
zero (a tangente é horizontal).

igualdade entre a taxa de marginal de substituição do bem 2 pelo bem


1 e o custo de oportunidade do bem 1em termos do bem 2
geometricamente, é representada pelo ponto de tangência entre a reta
do orçamento e a curva de indiferença mais alta que toca nessa reta.

Assim, resolvendo o sistema das 3 condições obtem-se as funções de procura X(m, Px , Py ) e Y(m, Px , Py ):
𝑚 𝑚
X(m, Px , Py ) = 𝑋 = 2𝑃 Y(m, Px , Py ) = 𝑌 = 2𝑃
𝑥 𝑦

Alterações no equilíbrio do consumidor


Quando varia o rendimento do consumidor o conjunto das possibilidades de consumo altera-se e, portanto, o
consumidor modifica as suas decisões de consumo.

Assumindo que, por exemplo, o rendimento do consumidor aumenta e que tudo o resto se mantém constante, pode-se
distinguir as seguintes situações quando esse aumento do rendimento tem influência nas decisões do consumidor:
- a quantidade consumida aumenta quando o rendimento do consumidor aumenta – bem normal;
- a quantidade consumida diminui quando o rendimento do consumidor aumenta – bem inferior;

O conjunto de cabazes de consumo escolhidos pelo consumidor para os vários níveis do seu rendimento disponível,
mantendo-se tudo o resto constante, chama-se curva consumo-rendimento.

curva consumo-rendimento

Baixado por Ema Amaro (emaamaromakeup@hotmail.com)


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Alterações resultantes de variações no preço do próprio bem


Quando varia o preço do próprio bem o conjunto das possibilidades de consumo altera-se.
- o preço do bem 1 baixa/aumenta, aumenta/diminui o consumo deste bem - o bem 1 é um bem Ordinário.
- o preço do bem 1 aumenta/baixa, aumenta/diminui o consumo deste bem - o bem 1 é um bem Giffen.

Lei da Procura e decomposição do efeito preço


Normalmente, a quantidade de um bem que um consumidor está disposto a consumir tende a variar em sentido
contrário ao respetivo preço, se tudo o resto se mantiver constante (preferências do consumidor, preços dos bens
substitutos e complementares e o rendimento do consumidor).
Assim, os bens que satisfazem a Lei da Procura são os bens ordinários e os que a violam são os bens Giffen.

Quando varia o preço de um bem e não varia mais nada, acontecem duas coisas ao mesmo tempo:
- uma variação nos custos de oportunidade dos bens;
- uma variação no poder de compra, ou no rendimento “real” do consumidor.

Exemplo:

Quando aumenta o preço de um bem o seu custo de oportunidade aumenta e o rendimento real do consumidor
diminui. Neste caso, os impactos sobre o comportamento do consumidor são os seguintes:
- O aumento do custo de oportunidade tende a reduzir o consumo desse bem  EFEITO DE SUBSTITUIÇÃO
- A baixa no poder de compra do consumidor tende a reforçar essa redução no consumo, se o bem for normal para o
consumidor  EFEITO DE RENDIMENTO
O resultado destes dois efeitos é a redução no consumo, ou seja, o bem é ordinário, verificando-se a Lei da Procura.

Efeito-preço direto: caso de Bens Normais - Bens Ordinários


Um bem normal tem de ser necessariamente ordinário,
pois os efeitos substituição e rendimento de uma variação
do preço tem o mesmo sinal.

Efeito-preço direto: caso de Bens Inferiores - Bens


Ordinários

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Efeito-preço direto: caso de Bens Inferiores - Bens de Giffen

Alterações resultantes de variações no preço de outro bem


Quando varia o preço de outro bem (bem j), isso pode ter influência na quantidade que o consumidor pretende
consumir de um outro bem (bem i). Admitindo que o bem j é um bem ordinário, e assumindo que tudo o resto se
mantém constante, há dois tipos de situações que podem ocorrer neste caso, considerando, por exemplo, um aumento
do preço do bem j:
• a quantidade consumida do bem i aumenta quando o preço do bem j aumenta;
• a quantidade consumida do bem i diminui quando o preço do bem j aumenta.

O que se passa no primeiro destes dois casos é que, aumentando o preço do bem j, a sua quantidade consumida
diminui por ser um bem ordinário, e que a quantidade consumida do bem i aumenta. Como as quantidades consumidas
dos dois bens variam em sentido contrário diz-se que os bens são substitutos.

No segundo caso atrás apresentado, como as quantidades consumidas dos dois bens variam no mesmo sentido diz-se
que os bens são complementares.

Curva da Procura Individual Inversa


Relação entre cada a quantidade consumida de um bem ou serviço e o preço mais alto que o consumidor está disposto
a pagar para aumentar o seu consumo desse bem ou serviço em uma unidade, supondo que tudo o resto se mantém
constante.

𝑃̅−𝑖 - preços de todos os outros bens exceto o do bem i (preços dos outros bens constantes)
̅̅̅ - rendimento do consumidor (rendimento constante)
𝑚

- Se o bem for ordinário a curva da


procura inversa terá um declive negativo.

- Se o bem for Giffen a curva da procura


inversa terá um declive positivo.

Preço de reserva do consumidor - preço mais alto que o indivíduo está disposto a pagar para consumir mais uma
unidade.

Curva da Procura Individual Direta


Relação entre cada preço possível de um bem ou serviço e a respetiva quantidade que o consumidor está disposto a
consumir a esse preço, supondo que tudo o resto se mantém constante.

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Deslocações ao longo da curva da procura individual


Quando varia o preço do bem e tudo o resto se mantém constante, graficamente isso representa-se pela passagem de
um ponto para outro da respetiva curva da procura individual.

Deslocações da curva da procura individual - Variações do rendimento


- Quando aumenta (diminui) o rendimento do consumidor e tudo o resto se mantém constante e o bem é normal para
essa pessoa, isso representa-se graficamente por uma deslocação para a direita (esquerda) da curva da procura
individual.
- Quando aumenta (diminui) o rendimento do consumidor e tudo o resto se mantém constante e o bem é inferior para
essa pessoa, isso representa-se graficamente por uma deslocação para a esquerda (direita) da curva da procura
individual.

Deslocações da curva da procura individual - Variações nos preços de bens substitutos ou complementares
- Quando aumenta (diminui) o preço de um bem substituto e tudo o resto se mantem constante, isso representa-se
graficamente por uma deslocação para a direita (esquerda) da curva da procura individual.
- Quando aumenta (diminui) o preço de um bem substituto e tudo o resto se mantem constante, isso representa-se
graficamente por uma deslocação para a esquerda (direita) da curva da procura individual.

Curva de Engel
A curva de Engel para um determinado bem ou serviço é a relação entre a quantidade consumida desse bem ou serviço
e os vários valores possíveis para o seu rendimento, mantendo-se tudo o resto constante.

Função de Procura Individual


As quantidades que um consumidor está disposto a consumir de um bem depende do preço desse bem (pi) e de:
preferências do consumidor; rendimento do consumidor (m); preços de bens substitutos ou complementares (𝑃−𝑖 ).

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Curva da Procura Agregada


É a quantidade do bem i que os consumidores K, no seu conjunto, estão dispostos a consumir por um determinado
preço 𝑝𝑖0 .

Quando se está a trabalhar com curvas da procura inversa, a curva da procura agregada é calculada pela soma, na
horizontal, das curvas da procura individual.

Todos os outros valores


possíveis do bem em
questão obtêm-se os
restantes valores (e pontos
representativos) da curva da
procura agregada inversa
Quando
se está a trabalhar com curvas da procura direta, a curva da procura agregada é calculada pela soma, na vertical, das
curvas da procura individual.

Deslocação ao longo da curva da procura agregada


Quando varia o preço do bem e não varia mais nada isso representa-se graficamente pela passagem de um ponto para
outro da respetiva curva da procura agregada.

Deslocações da curva da procura agregada

 Variação no número de consumidores


Quando varia o número de consumidores e não varia mais nada isto representa-se graficamente pela deslocação da
curva da procura agregada:
- Deslocação para a direita, se aumentar o número de consumidores
- Deslocação para a esquerda, se diminuir o número de consumidores

 Variação no rendimento dos consumidores


- Quando aumenta (diminui) o rendimento dos consumidores e não varia mais nada e o bem é normal para todos eles,
ou para aqueles que mais peso relativamente à quantidade total consumida, isso representa-se graficamente por uma
deslocação para a direita (esquerda) da curva da procura agregada.

- Quando aumenta (diminui) o rendimento dos consumidores e não varia mais nada e o bem é inferior para todos eles,
ou para aqueles que mais peso relativamente à quantidade total consumida, isso representa-se graficamente por uma
deslocação para a esquerda (direita) da curva da procura agregada.

 Variação nos preços de bens substitutos ou complementares


- Quando aumenta (diminui) o preço de um bem substituto e não varia mais nada, isso representa-se graficamente por
uma deslocação para a direita (esquerda) da curva da procura agregada.

- Quando aumenta (diminui) o preço de um bem complementar e não varia mais nada, isso representa-se graficamente
por uma deslocação para a esquerda (direita) da curva da procura agregada.

Função da procura agregada


As quantidades que o conjunto dos consumidores de um determinado bem estão dispostos a consumir dependem do
preço desse bem pi e também do: número de consumidores (K), preferências dos consumidores, rendimentos dos
consumidores (mk), preços de bens substitutos ou complementares (preços de outros bens que não o bem i que vamos
resumidamente representar por p-i )

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Elasticidade e Elasticidades da Procura


Elasticidade é definida através do quociente entre duas variações percentuais:
• No denominador está a variação percentual na “CAUSA” - alterações nas variáveis exógenas que influenciam a procura
de um determinado bem;
• No numerador está a variação percentual no “EFEITO” - variações da quantidade procurada desse bem.

A Elasticidade mede em quantos por cento reage uma determinada variável y (“efeito”) em resultado da variação em
1% numa outra variável x que a influencia (“causa”).

Elasticidade de y em relação a x =

Elasticidade da procura

Informação relevante a retirar de uma elasticidade da procura: o seu sinal; a sua magnitude.
- O sinal da elasticidade informa sobre o tipo de bem através do modo como a sua quantidade procurada varia em
função da variável exógena em questão (ex: se for um bem ordinário ou Giffen há uma variação da quantidade
consumida consequente da variação do seu preço).
- A magnitude da elasticidade informa sobre em quantos por cento varia a quantidade consumida quando a variável
exógena em questão varia 1%.

Como há três tipos de possibilidades (preço do próprio bem, preço de bens substitutos/complementares e o
rendimento) existem três tipos de elasticidades da procura: Elasticidade-preço direta, Elasticidade-preço cruzada e
Elasticidade-rendimento.

Elasticidade preço direta da procura - variação percentual na quantidade procurada de um bem quando o seu preço
varia em 1%, mantendo-se tudo o resto constante.

Se 𝜀𝑖𝑖 > 0, é um bem Giffen.

Se 𝜀𝑖𝑖 < 0, a variação da quantidade consumida do bem i (Δqi) e a variação do seu preço (Δpj ) são de sinal contrário,
significando que é um bem ordinário (satisfaz a Lei da Procura).
Quando o bem é ordinário, há dois casos a distinguir:
- a elasticidade situa-se entre 0 e -1 – é um bem com procura inelástica (ex: o preço do bem sobe 1% e a sua
quantidade consumida baixa menos do que 1%, tendo este bem uma procura pouco elástica relativamente ao preço).
- a elasticidade situa-se abaixo de -1 – é um bem com procura elástica (ex: o preço do bem sobe 1% a sua quantidade
consumida baixa mais do que 1%).

Elasticidade preço cruzada da procura - variação percentual na quantidade procurada de um bem ou serviço quando o
preço de um bem substituto ou complementar varia em 1%, mantendo-se tudo o resto constante

Se o sinal elasticidade for positivo e o bem j for um bem ordinário:


- se preço do bem j aumenta a sua quantidade consumida diminui e a quantidade consumida do bem i aumenta, logo
são j e i são bens substitutos.

Se o sinal da elasticidade for negativo e o bem j for um bem ordinário:


- se preço do bem j aumenta a sua quantidade consumida diminui e a quantidade consumida do bem i diminui, logo são
j e i são bens complementares.

Baixado por Ema Amaro (emaamaromakeup@hotmail.com)


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Elasticidade rendimento da procura - variação percentual na quantidade procurada de um bem ou serviço quando o
rendimento do consumidor varia em 1%, mantendo-se tudo o resto constante.

- bem inferior: ηi < 0 - bem de primeira necessidade: 1 > ηi > 0

- bem normal: ηi > 0 - bem de luxo: ηi > 1

Cálculo das elasticidades da procura

Elasticidade preço cruzada

Elasticidade preço direto Elasticidade rendimento

O resultado destas três expressões são funções cujos argumentos são os preços e rendimento. Assim, obtém-se valores
concretos substituindo na função os preços e o rendimento pelos seus valores na situação inicial, antes das respetivas
alterações.

Baixado por Ema Amaro (emaamaromakeup@hotmail.com)

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