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ESCOLA JOÃO XXIII

Avenida Penha de França, 35


São Paulo,
Fone: 2227-8400 - Penha ____/____/19

Prova Bimestral de Língua Portuguesa e Literatura Prof.:Maura Angela TURMA:2

ALUNO: NOTA:

INSTRUÇÕES:

Destaque a resposta certa em vermelho

Use as estratégias de texto para ajudar na


interpretação

01) Todas as alternativas apresentam características de Nove noites, de Bernardo


Carvalho, EXCETO:
a) Virtualmente, o “você” a quem a carta se dirige inclui não apenas o esperado
amante de Quain, como também qualquer um que esteja em posição de lê-la.
b) Nessa narrativa tudo é ou se torna suspeito; todas as personagens
aparentam saber mais do que dizem e toda a investigação parece estar fadada a não
descobrir e sim e encobrir.
c) O narrador-jornalista é o único personagem que apresenta um discurso verossímil,
isento de suspeitas e de motivos secretos.
d) Esse romance retrata a morte violenta e inexplicável que se impôs o jovem
antropólogo Buell Quain.

02) Com base na leitura de Nove noites, de Bernardo Carvalho, é INCORRETO


afirmar que, nessa obra, a linguagem:
a) Reflete uma alternância de fragmentos jornalísticos e tons memorialísticos.
b) Manifesta-se através de tempos que coexistem,num ritmo quebrado e não linear.
c) Apresenta-se em diversas passagens como descritiva e objetiva.
d) Afirma-se na teatralidade que veicula o comportamento das personagens.

03) A partir da leitura da obra Nove noites, de Bernardo Carvalho, é


INCORRETO afirmar que:
a) O suicídio de Buell Quain trata-se do ponto de partida dessa narrativa: um caso
trágico, perdido nos anos e na memória.
b) O autor insere fotos e personagens da década de 30 na história, como pessoas reais e de
um fato real e registrado.
c) Buell Quain é personagem do mundo real, etnólogo reconhecido que deixou estudos
antropológicos e documentação importante sobre a língua Krahô, falada por
indígenas brasileiros.
d) Buell Quain conviveu com os mais ilustres antropólogos que lhe foram
contemporâneos, como o Professor Castro Faria e Lévi-Strauss..

04) Sobre a narrativa Nove noites, é INCORRETO afirmar que:


a) Os três tempos do relato do narrador-jornalista não absorvem aspectos que
marcam a vida do antropólogo americano.
b) Em seu primeiro parágrafo uma advertência ao leitor ou ao pesquisador que decidiu
investigar as razões do suicídio do antropólogo: trata-se de um território do
indiferenciado, em que falso e verdadeiro combinam.
c) O narrador-repórter, em busca de respostas sobre a morte de Quain, entrevistou
parentes e antropólogo, pesquisou documentos e concluiu que imigrar do jornalismo
para a ficção era uma saída honrosa.
d) Ao procurar traços da identidade de Quain, o narrador-jornalista expõe a própria
intimidade e os mecanismos da criação literária.

05) Todas as alternativas retratam questões abordadas pela obra Nove noites, de
Bernardo Carvalho, EXCETO:
a) Choque cultural.
b) Memorialismo.
c) Nacionalismo xenófobo.
d) Verdade e mentira.

06) Todas as alternativas apresentam uma relação corretamente estabelecida entre as


personagens de Nove noites e suas características principais, EXCETO:
a) Manoel Perna – o silêncio do sertanejo era a prova de sua amizade que ia
conquistando Quain.
b) Ruth Landes – jovem geógrafa que estava no Brasil com o objetivo de
estudar os rios e florestas da região norte.
c) Professor Pessoa – traduziu uma das cartas, em inglês, deixada por Buel e
acalmou os índios, garantindo que eles não tinham nenhuma responsabilidade na
tragédia.
d) Buell Quain – achava que estava sendo perseguido ou vigiado onde quer
que estivesse e era marcado por uma inquietação existencial.

07) Todas as alternativas contêm afirmações corretas sobre a história de Buell Quain,
EXCETO:
a) O antropólogo se matou na noite de 2 de agosto de 1939, no ano de abertura da
Segunda Guerra.
b) Quain, nas últimas horas que precederam o seu suicídio, escreveu aos prantos
pelo menos sete cartas.
c) Buell Quain chegou ao Brasil em fevereiro de 1938 e cinco meses depois estava
morto.
d) Buell chegou ao Brasil às vésperas do Carnaval, no Rio de Janeiro, e foi morar
numa pensão da Lapa, reduto de vícios, malandragem e prostituição.

08) Todas as passagens, do romance Nove noites, evidenciam uma combinação


entre memória e imaginação, EXCETO:
a) “O que agora lhe conto é a combinação do que ele me contou e da minha
imaginação ao longo de nove noites.”
b) “Mas a idéia de uma relação ambígua com a irmã, embora imaginária,
nunca mais me saiu da cabeça, como uma assombração cuja verdade nunca poderei
saber.”
c) “Assim como o que tento lhe reproduzir agora, e você terá que perdoar a
precariedade das imagens de um humilde sertanejo que não conhece o
mundo e nunca viu a neve e já não pode dissociar a sua própria imaginação do eu
ouviu.”
d) “Meu pai morreu há mais de onze anos, às vésperas da guerra que antecedeu a
atual e que de certa forma a anunciou. Hoje, as guerras são permanentes.”

09. Assinale a característica não-aplicável à poesia romântica:


a) O artista goza de liberdade na metrificação e na distribuição rítmica.
b) O importante é o culto da forma, a arte pela arte.
c) A poesia é primordialmente pessoal, intimista e amorosa.
d) Enfatiza-se a auto-expressão, o subjetivismo, o individualismo.
e) A linguagem do poeta é a mesma do povo: simples, espontânea.
Dizem que há gozos nas mundanas galas,
Mas eu não sei em que o prazer consiste.
- Ou só no campo, ou no rumor das salas,
Não sei por quê
- mas a minh'alma é triste!

10 -Nos versos acima encontra-se típico exemplo do estado de espírito do poeta que:
a) Se considerava "arauto das inquietações populares".
b) Experimentou o "mal do século".
c) Cantou as tradições indígenas, na primeira geração romântica.
d) Procurava a perfeição técnica na descrição objetiva das coisas.
e) Queria combater o "mau gosto" barroco e procurava imitar os clássicos gregos e latinos.

11-Em relação ao Romantismo é correto afirmar que


a) os símbolos nacionais são exaltados e idealizados como expressão de amor à Pátria e
formação de uma identidade.
b) valoriza, na obra literária, o indivíduo e toda a sua complexidade, enfatizando a necessidade
do controle racional.
c) os textos literários traçam o perfil de anti-heróis que agem, sofrem e superam obstáculos
para se qualificarem como exemplares.
d) a literatura romântica combate os valores burgueses, dentre os quais estão a honra, o
trabalho, a sinceridade e o heroísmo.
e) a linguagem dos textos românticos é marcada pela rigidez, em que as fórmulas literárias
contribuem para a expressão dos sentimentos.

12- Em relação ao Romantismo, é verdadeiro afirmar que foi uma corrente literária
a) da segunda metade do século XVII que se caracterizou pela total obediência às regras
vigentes na época.
b) cujos seguidores eram contra o arrebatamento lírico e preconizavam a arte pela arte, o
virtuosismo técnico e o primado da razão sobre o sentimento.
c) cujas principais características foram a liberdade de criação, a primazia da emoção sobre a
razão, o subjetivismo, o culto da natureza, a evasão no tempo e no espaço.
d) surgida logo após a Primeira Guerra Mundial e caracterizada por obras em prosa
profundamente marcadas pela angústia da existência e pelo absurdo da condição humana.
e) extremamente rica, que veio à luz na época do Renascimento e cujas primeiras
manifestações revalorizavam os ideais clássicos de beleza, tais como: o equilíbrio, a harmonia
e a clareza de expressão.

13- Assinale a série em que estão devidamente classificadas as formas verbais : “Ao chegar da
fazenda, espero que já tenha terminado a festa”.
a) futuro do subjuntivo, pretérito perfeito do subjuntivo
b) infinitivo, presente do subjuntivo
c) futuro do subjuntivo, presente do subjuntivo
d) infinitivo, pretérito imperfeito do subjuntivo
e) infinitivo, pretérito perfeito do subjuntivo

14) No trecho: “...fui obrigado a dá-lo de presente a um bandido, seu amigo, quando, provou
que completara na véspera o seu vigésimo nono assassinato”, o mais-que-perfeito foi
empregado com seu valor normal; na linguagem literária ele pode também aparecer no valor
de:
a) imperativo afirmativo
b) pretérito imperfeito do subjuntivo
c) pretérito perfeito do indicativo
d) infinito pretérito
e) futuro do pretérito composto

 15) Em todas as alternativas, a lacuna pode ser preenchida com o verbo indicado entre
parênteses, no subjuntivo, exceto em:
a) Olhou para o cão, enquanto esperava que lhe _______ a porta (abrir).
b) Por que foi que aquela criatura não ________ com franqueza? (proceder)
c) É preciso que uma pessoa se ________ para encurtar a despesa. (trancar).
d) Deixa de luxo, minha filha, será o que Deus ________. (querer)
e) Se isso me ______ possível, procuraria a roupa. (ser)

16) Uma das alternativas abaixo está errada quanto à correspondência no emprego dos
tempos verbais. Assinale-a.
a) Porque arrumara carona, chegou cedo à cidade.
b) Se tivesse arrumado carona, chegaria cedo à cidade.
c) Embora arrume carona, chegará tarde.
d) Embora tenha arrumado carona, chegou tarde.
e) Se arrumar carona, chegaria cedo à cidade.

17) Assinale a frase em que aparece o pretérito mais-que-perfeito do verbo ser:


a) Não seria o caso de você se acusar?
b) Quando cheguei, ele já se fora, muito zangado.
c) Se não fosse ele, tudo estaria perdido.
d) Bem depois se soube que não fora ele o culpado.
e) Embora não tenha sido divulgado, soube-se do caso

18- Assinale a alternativa não-aplicável à poesia romântica;


a) O artista goza de liberdade na metrificação e na distribuição rítmica.
b) O importante é o culto da forma, a arte pela arte.
c) A poesia é primordialmente pessoal, intimista e amorosa.
d) Enfatiza-se a auto-expressão, o subjetivismo, o individualismo.
e) A linguagem do poeta é a mesma do povo: simples, espontânea.

Nunca conheci quem tivesse levado porrada.


Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.

E eu, tantas vezes reles, tantas vezes porco, tantas vezes vil,
Eu tantas vezes irrespondivelmente parasita,
Indesculpavelmente sujo,
Eu, que tantas vezes não tenho tido paciência para tomar banho,
Eu, que tantas vezes tenho sido ridículo, absurdo,

Que tenho enrolado os pés publicamente nos tapetes das etiquetas,


Que tenho sido grotesco, mesquinho, submisso e arrogante,
Que tenho sofrido enxovalhos e calado,
Que quando não tenho calado, tenho sido mais ridículo ainda;

Eu, que tenho sido cômico às criadas de hotel,


Eu, que tenho sentido o piscar de olhos dos moços de fretes,
Eu, que tenho feito vergonhas financeiras, pedido emprestado sem pagar,
Eu, que, quando a hora do soco surgiu, me tenho agachado

Para fora da possibilidade do soco;


Eu, que tenho sofrido a angústia das pequenas coisas ridículas,
Eu verifico que não tenho par nisto tudo neste mundo.
Toda a gente que eu conheço e que fala comigo

Nunca teve um ato ridículo, nunca sofreu enxovalho,


Nunca foi senão príncipe - todos eles príncipes - na vida...

Quem me dera ouvir de alguém a voz humana


Que confessasse não um pecado, mas uma infâmia;
Que contasse, não uma violência, mas uma cobardia!

Não, são todos o Ideal, se os oiço e me falam.


Quem há neste largo mundo que me confesse que uma vez foi vil?

Ó príncipes, meus irmãos, Arre, estou farto de semideuses!


Onde é que há gente no mundo?
Então sou só eu que é vil e errôneo nesta terra?

Poderão as mulheres não os terem amado,


Podem ter sido traídos - mas ridículos nunca!

E eu, que tenho sido ridículo sem ter sido traído,


Como posso eu falar com os meus superiores sem titubear?
Eu, que venho sido vil, literalmente vil,
Vil no sentido mesquinho e infame da vileza.
Álvaro de Campos

19-Sobre Poema em linha reta, obra prestigiada de Fernando Pessoa, é correto afirmar:
a) o eu lírico coloca-se crítico em relação a si próprio.
b) o poema não apresenta ironias em relação às convenções sociais da época.
c) a essência do poema é enaltecer pessoas falsas.
d) não deixa claro que as etiquetas da sociedade são motivos para marginalização de muitos.
e) Álvaro de Campos não usa conceitos do mundo convencional para tecer suas reflexões.

É bela a noite, quando grave estende


Sobre a terra dormente o negro manto
De brilhantes estrelas recamado;
Mas nessa escuridão, nesse silêncio
Que ele consigo traz, há um quê de horrível
Que espanta e desespera e geme n'alma;
Um quê de triste que nos lembra a morte!

20-Os versos acima:


a) Ilustram a característica romântica da projeção do estado de espírito do poeta nos elementos
da natureza.
b) Exemplificam a característica romântica do pessimismo, mal-do-século, que vê na natureza
algo nefando, capaz de matar o poeta.
c) Exploram a característica romântica do sentimentalismo amoroso, que vê em tudo a tragédia
do amor não correspondido.
d) Apontam a característica romântica do nacionalismo, que valoriza a paisagem de nossa
terra.
e) Apresentam a característica romântica do descritivismo, capaz da valorização exagerada da
natureza.