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Matheus Castro durante muitos anos foi sócio da empresa Vigilância Atenta Ltda.

, porém,
resolveu se retirar da sociedade empresária de modo regular, averbando esta condição no
contrato social. Um ano após sua saída da sociedade, Eduardo Cambraia, empregado da
empresa, ingressou com ação trabalhista buscando que lhe fossem pagas verbas trabalhistas
inadimplidas pela sociedade. De acordo com a reforma trabalhista responda: a) Matheus
Castro poderá responder pelo pagamento destas verbas? b) Se sim, sua responsabilidade será
solidária? Antes da entrada em vigor da reforma trabalhista preconizada pela Lei nº
13.467/2017 já havia jurisprudência trabalhista que entendia que caso o sócio tenha se
retirado da sociedade há mais de dois da data do ajuizamento da ação, não havia que se falar
na responsabilidade dele pelos débitos trabalhistas porventura devidos ao empregado, ante os
termos dos artigos 1.003 e 1.032 do Código Civil. Com a nova redação do art.10-A da CLT,
passou a constar que o sócio retirante responde subsidiariamente pelas obrigações
trabalhistas da sociedade relativas ao período em que figurou como sócio, somente em ações
ajuizadas até dois anos depois de averbada a modificação do contrato, observada a seguinte
ordem de preferência: a) empresa devedora; b) sócios atuais; c) sócios retirantes. Porém, se o
sócio retirante agir com fraude na alteração societária decorrente da modificação do contrato,
sua responsabilidade seria solidária. No presente caso, como Eduardo ingressou com a ação
trabalhista após um ano da saída de Matheus dos quadros societários e este não agiu de modo
fraudulento, a sua responsabilidade será subsidiária.

João Andrade, emp reg ado da emp res a Cheiro C hei ros o Ltda., exerc e a funçã o
de anal is ta de recurs os humanos . Depois de ter a dquirido o pe rí o do de féri a
s , resolve ques ti onar a o s eu emp reg a dor s e el e poderia fra ci onar as s uas
féri as em três perí odos ,15 dia s em feverei ro, 10 dia s em junho e 5 dia s em s
etembro, es te últi mo pe rí odo inic ia ndo um d ia ant es do fer iad o de 7 de set
emb ro (Ind ep end ên c ia do Br asil ) . Ao receber es s e ques ti onamento, o don o
da emp res a enca mi nhou- o a o advoga do. Na qual idade des te advog ado, dis c
orra s obre a ( im)pos s i bil idade.

R; C OM RELAÇ AO AO FR AC IO NAMENTO DAS FÉRIAS NOS 3 PER IO DO S SUGER IDO S


E POSSIVEL T END O EM VIST A A PREVISAO DO AR T. 134 PAR 1 C L T POR EM A

SO L ICIT AC AO DO EMPR EGADO DE VE SER IND EFE RIDA QUANTO AO INIC IO DE UM


DO S PERIO DO S NO DIA Q UE ANT EC E DE FERIADO TENDO E M VISTA A E XPRESSA PR OIB
IÇ AO LE GAL D O ART . 134 PAR 3 C LT.

Emanuel M endes tr abalha na empresa Zempa Mix Ltda. em Ribeirão Preto,


tendo
sido co ntratado t ambém nesta cid ade. Diante do não pagament o de algu mas
verbas
t rabalhistas, o refer ido e mpr egado ingres sou com uma r eclamação t rabalhista na c
idade
de Ca mp inas, e m vir tude de seu primo, que é advo gado , t er promet ido lhe auxiliar
nest a
ação. Na qualidad e de advogado da empresa r eclamada responda:
A) Qual o foro compet ente para julgar a ação?
Justiça d o Trabalho d a Comarca de Ribeirão Preto/SP, ou seja, onde Emanuel
prestava serviços.

B) Na hipót ese de se const at ar a incomp et ência da Vara T rabalhist a de


Campinas, que inst r umento processual a empresa poderá utilizar para impug
nar esse fato ?
A emp resa deverá apresentar uma exceção de competência no prazo de 5 duas
a
conta da notificação, antes da audiência e em peça apartada que sinalize essa
exceção d e acord o com o artigo 800 CLT