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RESENHA DOS CAPÍTULOS:

BONIN, Jiani Adriana. Nos bastidores da pesquisa: a instância metodológica


experienciada nos fazeres e nas processualidades de construção de um projeto. In:
MALDONADO, Alberto Efendy et al. Metodologias de pesquisa em comunicação:
olhares, trilhas e processos. Porto Alegre: Sulina, 2006. p. 21-40.

ISER, Fabiana. Pesquisa exploratória: a relevância da aproximação empírica para as


definições da pesquisa. In: MALDONADO, Alberto Efendy et al. Metodologias de
pesquisa em comunicação: olhares, trilhas e processos. Porto Alegre: Sulina,
2006. p. 193-216.

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Tiago Mateus Pereira,
acadêmico do curso de Comunicação Social –
Habilitação em Publicidade e Propaganda
da Universidade Federal do Pampa.

No primeiro texto, “Nos bastidores da pesquisa: a instância metodológica


experienciada nos fazeres e nas processualidades de construção de um projeto”, Bonin (2006)
trata sobre qual a melhor maneira de fazer o encaminhamento para um projeto de pesquisa,
sugerindo quais passos seguir conforme o tipo de pesquisa a ser realizada.
Inicialmente, a autora comenta as principais dificuldades encontradas pelos
acadêmicos na elaboração dos projetos de pesquisa, principalmente na área das Ciências da
Comunicação. Embasa suas colocações nas experiências que teve como orientadora de
Programas de Pós-graduação e no contato com outros estudiosos da área.
Bonin (2006) compreende que a elaboração de um projeto de pesquisa é algo bastante
complexo, por isso exige esforço, dedicação e atenção, principalmente em certos aspectos.
Nesse viés, relata um modelo de projeto, ponderando cada elemento incluso nele, desde o
problema norteador da pesquisa até a análise dos dados. Ao fazer essas colocações, indica
métodos e técnicas muito úteis no que tange a elaboração de cada item do projeto.
Após elucidar os caminhos para um melhor desenvolvimento e aproveitamento do
projeto, a autora caracteriza os três tipos de pesquisa – cada uma na sua esfera – que dão
suporte ao estudo científico: a “pesquisa da pesquisa” (p. 31), a “pesquisa exploratória” (p.
35), e a “pesquisa metodológica” (p. 37). Através da afirmação de que todo empreendimento
científico é uma atividade de caráter coletivo (p. 30), Bonin (2006) exemplifica cada tipo de
pesquisa que pode ser executada, avaliando a melhor maneira de desenvolvê-la.
Pelo observado, o texto em questão é uma ótima fonte de estudo para todos que irão
ou estão desenvolvendo algum projeto de pesquisa. Por meio de uma linguagem clara e
objetiva, a autora transmite os principais fundamentos que devem estar presentes em um
estudo científico, como também fornece dicas para a correta elaboração e extração do máximo
de conteúdo do projeto que se pretende executar.
O segundo capítulo analisado é parte integrante do livro que congrega também o texto
anteriormente resenhado. Em “Pesquisa exploratória: a relevância da aproximação empírica
para as definições da pesquisa”, Iser (2006) relata como procedeu para desenvolver a
metodologia utilizada no projeto de pesquisa que culminou em sua dissertação do mestrado,
reconstruindo o caminho que trilhou para a elaboração do seu estudo.
No primeiro momento, Iser (2006) argumenta à respeito da importância de conhecer
previamente o corpus a ser estudado, pois assim é possível elaborar o projeto de pesquisa de
modo que contemple todos os pontos fundamentais ao estudo, tornando-o rico em
observações e análises. Ao usar o termo “pesquisa exploratória”, a autora está justamente
aludindo a este fato, pois afirma que através da aproximação com o objeto a ser estudado é
possível perceber peculiaridades que indicam qual o melhor rumo adotar na elaboração do
projeto de pesquisa.
Na seqüência, Iser (2006) justifica o que a motivou estudar a recepção da mídia
televisiva a partir de identidades étnicas. Ao proceder esta explicação, ela passa a
contextualizar o local escolhido para análise (Ijuí-RS), como também os objetos tomados para
o estudo (Jornal do almoço – RBSTV e grupos étnicos).
Após estas considerações, a autora descreve como realizou a pesquisa exploratória que
possibilitou o desenvolvimento da questão problema. Segundo ela, somente através da
aproximação com os grupos étnicos de Ijuí-RS, por meio de entrevistas e observações da
cultura de cada grupo, foi possível definir corretamente o corpus para análise.
Desse modo, depreende-se que em determinadas situações é preciso, antes mesmo da
elaboração do projeto e coleta de dados, realizar um levantamento básico de informações,
com a finalidade de nortear nossas idéias e auferir nossos objetivos para com o estudo a ser
empreendido. De uma maneira bastante didática, Iser (2006) nos mostra uma nova ferramenta
para os estudos em comunicação, exemplificando seu uso por meio das experiências que teve
na área estudada.