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FACULDADE DE DIREITO

DIREITO DA FAMÍLIA

EXERCICIOS 2020

Ex. 1

Fundamentando as respostas com base na lei, diga se concorda ou não com as


seguintes afirmações:

a) Toda as relações jurídico-familiares têm por fontes factos jurídicos


voluntários;

As fontes de relações jurídicas familiares estão taxativamente enumeradas no artigo


7 da Lei da Família (LF), e são eles: a procriação, o parentesco, o casamento, a
união de facto, a afinidade e a adopção.
Como se pode constatar, nem todas as fontes de relações jurídicas familiares são
factos jurídicos voluntários. A afirmação é incorrecta.

b) O incumprimento dos deveres resultantes de relações jurídicas


familiares pode sempre ser sanado mediante condenação judicial no
cumprimento coercivo;

Uma das características dos deveres familiares é a sua fraca coercibilidade, tendo
em conta a sua natureza. Não pode o cônjuge exigir, judicialmente, do outro o

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cumprimento do dever de fidelidade, do dever de confiança ou do dever de
solidariedade, embora, nos termos do artigo 97, nºs 2 e 3, o ofendido possa exigir
indemnização pelos danos causados, desde que se trate de danos indemnizáveis.
O que se acaba de afirmar não significa que toda a violação dos deveres familiares
não seja passível de sanação mediante condenação judicial; é o que sucede,
designadamente, no caso de incumprimento da obrigação de prestar alimentos ou
de contribuição para as despesas domésticas, casos em que o lesado pode recorrer
ao tribunal para a condenação do faltoso.
O incumprimento dos deveres de natureza patrimonial poderá, regra geral, ser
corrigido por via de acções judiciais. O cônjuge tem a faculdade de exigir
judicialmente a condenação do outro no pagamento das dívidas de que seja
responsável ou intentar a acção de anulação dos negócios jurídicos celebrados sem
consentimento, quando este seja legalmente necessário.
A afirmação feita, portanto, não é correcta, pois nem sempre o incumprimento de
deveres familiares pode ser sanado por via judicial.

c) O casamento celebrado existindo um impedimento matrimonial não


produz efeitos desde o momento da celebração;

A afirmação não é correcta. Os impedimentos matrimoniais podem ser dirimentes


(artigos 32 e 33 da LF) e impedientes (artigos 34 a 37 da LF).
Os impedimentos dirimentes, existindo, tornam o casamento anulável, tal como
dispõe o artigo 60, alínea a), da LF.
A excepção à sanção de anulabilidade ocorre na situação do impedimento do
casamento anterior não dissolvido, previsto no artigo 32, alínea c), porque, neste
caso, o segundo casamento do bígamo é nulo, por força do nº 1 do artigo 58 da LF.
O casamento celebrado existindo um impedimento impediente não é inválido,
podendo apenas implicar a aplicação de algumas sanções, como se alcança da
previsão dos artigos 77 e 78 da LF.
Como se pode constatar, só pelo facto de os impedimentos impedientes não
implicarem invalidade, a afirmação de que “o casamento celebrado existindo
impedimento matrimonial não produz efeitos (…)” é falsa. Com efeito, o casamento

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celebrado existindo impedimento impediente produz efeitos deste o momento da sua
celebração.
Mesmo em relação aos impedimentos dirimentes, não se pode afirmar que o
casamento celebrado, apesar da existência de qualquer deles, não produz efeito
desde o momento da celebração.
Na verdade, estabelece a Lei da Família, no seu artigo 61, que anulabilidade do
casamento, incluindo a que decorre dos impedimentos dirimentes, não é invocável
antes do trânsito em julgado da sentença de anulação.
Aquela solução tem como consequência o seguinte: o casamento celebrado existindo
impedimento dirimente produz normalmente os seus efeitos, desde o momento da
celebração, até que seja anulado por decisão com trânsito em julgado, desde que,
dentro do prazo, as pessoas com legitimidade tenham requerido a anulação.
E não se pense que, com a anulação, os efeitos do casamento são destruídos
retroactivamente, como sucederia nos negócios jurídicos no geral, tal como previsto
no artigo 289º do Código Civil.
É que, no caso do casamento, tendo sido celebrado de boa-fé, por ambos ou por um
deles, ficam salvaguardados todos ou alguns dos efeitos do casamento, até ao
momento do trânsito da sentença de anulação, é o que decorre da consagração do
chamado “casamento putativo”, no artigo 75 da LF.
Mesmo no caso da nulidade, que por força do nº 3 do artigo 75 da LF, não produz
efeitos putativos, poderá suceder que os seus efeitos sejam salvaguardados desde o
momento da celebração, bastando que o primeiro casamento do bígamo seja
anulado (artigo 59 da LF).
Mesmo que seja declarado nulo o segundo casamento do bígamo, também por força
do artigo 75, nº 3, ele pelo menos produz efeitos em relação à presunção de
maternidade e paternidade, havendo filhos, claro. O casamento anulado e que não
produz efeitos putativos, por ter sido contraído de má-fé por ambos, também releva
para efeitos de presunção de maternidade e paternidade (artigo 220 da LF).
Do que ficou dito, conclui-se que:
 O casamento contraído existindo impedimento matrimonial nem sempre é
inválido, como sucede nos casos de impedimentos impedientes;

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 O casamento contraído existindo impedimento dirimente, excepto a
bigamia, produz efeitos desde o momento da celebração até ao trânsito em
julgado da sentença de anulação;
 Mesmo depois de anulado, se tiver sido contraído de boa fé por ambos ou
por um deles, o casamento produz efeitos putativos desde o momento da
celebração até à data do trânsito em julgado da sentença de anulação;
 O casamento nulo, convalida-se com a anulação do primeiro casamento do
bígamo;
 O casamento anulado e contraído de má-fé por ambos os cônjuges e o
casamento declarado nulo, produzem efeitos em relação à presunção de
maternidade e paternidade, desde o momento da celebração.
Assim sendo, não se pode concordar com a afirmação de que o “casamento
celebrado existindo um impedimento matrimonial não produz efeitos desde o
momento da celebração”, por ser incorrecta.

Ex. 2

Betinho, filho de Antónia, é irmão uterino de Carmona. Carmona é parente


de Ivaldo no segundo grau da linha recta ascendente materna.

Em 1988, Betinho adoptou Katia.

No dia 10 de Maio de 1990, Betinho contraiu casamento civil com Berta,


filha de Hermínio; do casamento entre Betinho e Berta nasceram os filhos
Ferdinande e Goba. Em Fevereiro 2008, Betinho e Berta adoptaram Otilia,
filha de Quaresma e irmã biológica mais nova de Joana.

No mês de Maio de 2009, Betinho abandonou o lar conjugal e passou a


viver em comunhão de cama, mesa e habitação com Nhamato e desta
relação nasceu Xavier, em Março de 2011.

Em Outubro de 2010, foi decretado o divórcio litigioso entre Betinho e


Berta.

Fundamentando as respostas com base na lei, diga qual a relação jurídico-


familiar existente entre:
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a) Kátia e Ivaldo

R: Antes de mais, importa esclarecer, por força do disposto nos artigos 399 e 409 da
LF, da adopção resultam para o adoptante e adoptado relações familiares
semelhantes às da filiação natural, ou seja, o adoptado adquire a situação de filho
do adoptante para todos os efeitos (excepto para efeitos de impedimentos
matrimoniais). Temos, por isso, que considerar Kátia como filha de Betinho para
todos os efeitos.

Nos termos do artigo 9 da LF, diz-se de parentesco o vínculo que une duas pessoas
em consequência de uma delas descender da outra.

No caso da hipótese, considera-se, por força da adopção, que Kátia descende de


Ivaldo e, portanto, entre eles existe uma relação de parentesco.

De acordo com a primeira parte do nº 1 do artigo 11 da LF, a linha diz-se recta


quando um dos parentes descende do outro. No caso da hipótese considera-se que
Kátia descende de Ivaldo, sendo por isso uma relação de parentesco na linha recta.

A linha recta diz-se ascendente quando, tal como estabelece a última parte do n.º 2
do artigo 11 da LF, se considera como partido do descendente para o progenitor. No
caso em análise, parte-se de Kátia para Ivaldo, por isso a linha é ascendente.

Prevê o n.º 1 do artigo 12 da LF que na linha recta há tantos graus quantas as


pessoas que formam a linha de parentesco, excluindo o progenitor comum. Na
hipótese, temos quatro pessoas formando a linha (Kátia, Betinho, Antónia e Ivaldo)
e, excluindo o progenitor comum, ficamos com três, o que significa que a relação
entre Kátia e Ivaldo é no terceiro grau.

Concluindo, entre Kátia e Ivaldo existe uma relação de parentesco, na linha recta e
no terceiro grau. Podemos ainda considerar que a linha é paterna, porquanto é da
linhagem do pai adoptivo da Kátia.

b) Betinho e Carmona

R: Nos termos do artigo 9 da LF, é de parentesco o vínculo que une duas pessoas
em consequência de ambas procederem de um progenitor comum, como é o caso
da hipótese, já que Betinho e Carmona procedem da mesma progenitora, a Antónia.

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A linha diz-se colateral quando nenhum dos parentes descende do outro, mas ambos
procedem de um progenitor comum, tal como resulta do nº 1 do artigo 11 da LF.
Por isso, na hipótese, a linha de parentesco entre Betinho e Carmona é na linha
colateral, precisamente porque nenhum descende do outro, mas procedem da
mesma progenitora.

Quando aos graus de parentesco, dispõe o nº 2 do artigo 12 da LF que na linha


colateral os graus contam-se tal como na linha recta (contando as pessoas que
formam a linha), subindo por um dos ramos e descendo pelo outro, mas sem contar
o progenitor comum. Na hipótese, formam a linha Betinho, Antónia e Carmona e,
excluindo a progenitora comum, ficamos com duas pessoas, o mesmo que dizer que
o parentesco é no segundo grau.

Em síntese, a relação entre Betinho e Carmona é de parentesco, na linha colateral e


no segundo grau.

c) Berta e Carmona

R: A afinidade é, nos termos do artigo 14 da LF, o vínculo que liga cada um dos
cônjuges aos parentes do outro.

O artigo 15 da LF determina que a afinidade conta-se pelos mesmos graus e linhas


que definem o parentesco e não cessa pela dissolução do casamento.

No caso da hipótese, Berta é casada com Betinho, que por sua vez é parente de
Carmona, na linha colateral e no segundo grau. Assim sendo, entre Berta e os
parentes do seu cônjuge Betinho existe uma relação de afinidade.

Visto que entre Betinho e Carmona o parentesco é na linha colateral e no segundo


grau, a relação de afinidade entre Berta e Betinho é igualmente na linha colateral e
no segundo grau.

Embora o casamento entre Betinho e Berta tenha sido dissolvido por divórcio, por
aplicação do artigo 15 da LF, a afinidade não cessou.

Resumindo, entre Berta e Carmona existe uma relação de afinidade, na linha


colateral e no segundo grau.

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d) Hermínio e Antónia

R: Entre Hermínio e Antónia não existe nenhuma relação jurídica familiar. Na


verdade, apesar de Hermínio ser afim de Betinho e Antónia ser afim de Berta, a
afinidade não gera afinidade.

e) Berta e Xavier

R: A afinidade, nos termos do artigo 15 da LF, não cessa com a dissolução do


casamento. Tal significa que, uma vez constituída (por efeito do casamento e
parentesco), a afinidade continua a existir depois do divórcio. Porém, no caso em
apreciação, Xavier nasce depois da dissolução do casamento de Betinho e Berta, não
se podendo constituir relação de afinidade (precisamente porque já não subsistia
uma das suas fontes, que é o casamento).

Assim, entre Berta e Xavier não existe nenhuma relação jurídica familiar.

f) Otília e Joana

Com a adopção extinguem-se as relações familiares entre o adoptado e os seus


ascendentes e colaterais naturais, por força do disposto no nº 1 do artigo 409 da LF.

No caso, tendo Otília sido adoptada por Betinho, não existe qualquer relação jurídica
familiar entre Otília e Joana.

g) Ferdinande e Ivaldo

R: Entre Ferdinande e Ivaldo existe uma relação de parentesco na linha recta


ascendente paterna e no terceiro grau (NB: NA RESPOSTA, DEVE SER SEGUIDA
A MESMA LÓGICA DE FUNDAMENTAÇÃO APRESENTADA NA ALÍNEA B.)

Ex. 3

Em Setembro de 1980, Amélia, filha mais nova de Pedro, contraiu


casamento católico com Alfredo, filho de Sandramo e irmão germano de
Obadias. Do casamento entre Amélia e Alfredo nasceram os filhos

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Bernardo, Calisto e Deolinda. Antes do casamento com Alfredo, Amélia
teve a filha Joana.

Em 2000, Amélia abandonou o lar conjugal e passou a viver em comunhão


de cama, mesa e habitação com Francisco; desta relação nasceram os
filhos Xavier e Graça.

Joana, que não concordou com o novo relacionamento da mãe, continuou


a viver com Alfredo, a quem chama de pai.

Alfredo sempre cuidou da Joana como se fosse sua filha biológica, estando
presentemente a custear a sua formação superior em Direito, numa das
universidades privadas. Alfredo pretende agora formalizar legalmente a
sua relação com Joana, para que esta passe a ter os mesmos direitos que
os seus filhos biológicos.

Justificando as suas respostas com base na lei, diga qual a relação


jurídico-familiar existente entre:

a) Joana e Obadias

R: Para melhor compreensão da resposta, é imperioso atender ao momento em que


o casamento entre Amélia e Alfredo foi celebrado, em Setembro de 1980.

Embora o Código Civil de 1966 contemplasse, como uma das modalidades de


casamento, o casamento católico, com a entrada em vigor da Constituição 1975, por
força da consagração do princípio da laicidade do Estado, no seu artigo 9, aquelas
disposições (que apenas reconheciam validade ao casamento católico) passaram a
ser inconstitucionais. Na verdade, com a consagração do princípio da laicidade, o
Estado não podia atribuir relevância jurídica apenas ao casamento católico, com
exclusão do casamento celebrado de acordo com as demais religiões.

Entre Joana e Obadias, porque o casamento católico não era reconhecido, não existe
nenhuma relação jurídica familiar. Se entre Amélia e Alfredo tivesse sido celebrado
casamento reconhecido pela nossa ordem jurídica, também não existiria uma relação
jurídica familiar, porque a afinidade não gera afinidade.

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b) Alfredo e Graça

R: Não existe nenhuma relação, dada a irrelevância jurídica do casamento entre


Alfredo e Amélia

c) Joana e Deolinda

R: Entre Joana e Deolinda existe uma relação de parentesco, na linha colateral e no


segundo grau (NB: FUNDAMENTAR, COMO FOI FEITO NO EX. 2)

d) Alfredo e Pedro

R: Dada a irrelevância do casamento entre Alfredo e Amélia, não existe nenhuma


relação jurídica. Se o casamento fosse reconhecido, existiria uma relação de
afinidade, no primeiro grau da linha recta ascendente (NB: A FUNDAMENTAÇÃO
SERIA NOS MESMOS TERMOS FEITOS NO EX. 2)

e) Calisto e Sandramo

R: Entre Calisto e Sandramo existe uma relação de parentesco, na linha recta


ascendente e no segundo grau. (NB: A FUNDAMENTAÇÃO DEVE SER FEITA NOS
MESMOS MOLDES QUE NAS RESPOSTAS DO EX. 2)

Ex. 4

António, nascido no dia 8/04/2000, contraiu casamento civil com Berta,


de 35 aos de idade, em Setembro de 2017.
Do casamento entre António e Berta nasceram os filhos Celso e Deolinda.
Berta é filha de Maria e Jeremias, falecido em 2015, vítima de doença.
Berta foi cônjuge de Francisco, tendo o casamento entre ambos sido
dissolvido por divórcio decretado judicialmente em Dezembro de 2016.
Da relação entre Berta e Francisco nasceu o filho Nelson.
Duma relação extraconjugal, António teve o filho Onório, que nasceu em
Outubro de 2019.

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Fundamentando as suas respostas com base na lei, responda:

1. É válido o casamento entre António e Berta?

R: Nos termos do artigo 32, alínea a), da LF, constitui impedimento dirimente
absoluto a idade inferior a 18 anos.
No momento do casamento, António tinha 17 anos, o que significa que o mesmo foi
celebrado existindo aquele impedimento dirimente.
O casamento celebrado existindo impedimento dirimente, é anulável nos termos do
artigo 60, alínea a), da LF.
A anulabilidade deve ser invocada por pessoas com legitimidade, previstas no artigo
67 da LF, e no prazo legal. No caso do impedimento da falta de idade nupcial, por
força do disposto no artigo 71, nº 1, alínea a), da LF, o prazo para a instauração da
acção de anulação é de até 6 meses depois de atingir a maioridade, caso seja
proposta pelo próprio incapaz, ou até um ano depois da celebração do casamento,
se a acção for proposta por outras pessoas.
Tendo o casamento sido celebrado em Setembro de 2017, qualquer outro
interessado (diferente do próprio menor) poderia intentar a acção até Setembro de
2018.
Visto que, por força do artigo 122º do Código Civil, é menor a pessoa com menos de
21 anos, constata-se que António ainda não atingiu a maioridade, o que só sucederá
no dia 08/04/2021.
Assim sendo, atento ao disposto no já referido artigo 71, alínea a), António ainda
está dentro do prazo para instaurar a acção de anulação do casamento.
Embora o casamento, produza normalmente os seus efeitos (por ainda não ter sido
anulado por sentença com trânsito em julgado), ainda é anulável, a pedido de
António.

2. Pode Francisco contrair validamente casamento com Maria?

R: É de afinidade o vínculo que liga um dos cônjuges aos parentes do outro, nos
precisos termos do artigo 14 da LF.

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Sendo Maria parente de Berta, entre aquela e Francisco estabeleceu-se um vínculo
de afinidade.
Porquanto Berta e Maria são parentes na linha recta e no segundo grau (artigos 9,
10 e 11 da LF), a relação entre Francisco e Maria é também de afinidade na linha
recta e no segundo grau (artigo 15 da LF).
Dispõe o artigo 15 da LF que a afinidade não cessa com a dissolução do casamento.
Tal significa que, apesar do casamento entre Maria e Francisco ter sido dissolvido
por divórcio em 2016, mantém-se o vínculo de afinidade entre Francisco e os
parentes de Berta (como é o caso da Maria).
A afinidade na linha recta constitui um impedimento dirimente relativo, previsto na
alínea c) do artigo 33 da LF.
Tal como estabelece o próprio artigo 33 da LF, o impedimento dirimente obsta ao
casamento entre si das pessoas a quem respeita, sob pena de nulidade, nos termos
do artigo 60, alínea a), da LF.
Portanto, porquanto existe um impedimento dirimente absoluto, que é o vínculo da
afinidade, Francisco não poderá celebrar validamente casamento com Maria.

3. Qual a relação jurídico-familiar entre:

a) Celso e Maria

R: Entre Celso e Maria existe uma relação de parentesco na linha recta ascendente
materna no seguindo grau (FUNDAMENTAR COMO NAS RESPOSTAS AO EX. 2)

b) Francisco e Deolinda

R: Nenhuma relação jurídica familiar existe entre Francisco e Deolinda (esta nasceu
depois da dissolução do casamento entre Francisco e Berta)

c) António e Jeremias

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R: Entre António e Jeremias existe uma relação de afinidade na linha recta
ascendente no primeiro grau (FUNDAMENTAR TAL COMO NAS RESPOSTAS DO EX.
2).

d) Nelson e Onório;

R: Não existe nenhuma relação entre Nelso e Osório. A afinidade não gera afinidade.

e) Celso e Nelson

R: Entre Celso e Nelso existe uma relação de parentesco na linha colateral e no


segundo grau.

f) Onório e Maria

R: Entre Onório e Maria não existe nenhuma relação jurídica familiar. A afinidade
não gera afinidade.

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