Você está na página 1de 6

1.

Resposta: O poeta deve adotar, em conformidade com os temas tratados, as convenientes


modalidades métricas e estilísticas. A infração desta norma, que em termos de gramática do
texto poderíamos considerar como reguladora da coerência textual desqualifica radicalmente
o poeta. Horácio concebia, portanto, os gêneros literários como entidades perfeitamente
diferenciadas entre si, configuradas por distintos caracteres temáticos e formais, devendo o
poeta mantê-los cuidadosamente separados, de modo a evitar, por exemplo, qualquer
hibridismo entre o gênero cômico e o gênero trágico. Assim se fixava a regra da unidade de
tom, de tão larga aceitação no classicismo francês e na estética neoclássica, que prescreve a
separação rígida dos diversos gêneros e que esteve na origem imediata de importantes
polêmicas literárias ocorridas desde o século XVI até ao triunfo do romantismo.” (AGUIAR
E SILVA, 1988, p. 347).

2. Resposta: Os géneros literários só são, distinguíveis pelos meios da imitação (ritmo, canto
e verso), pelos objetos que imitam (pelas personagens que são superiores ao próprio homem,
como na epopeia e na tragédia. García Berrio e J. Huerta(1992). Já na função poética não está
presente, ela se encontra nos textos escritos em prosas, a função poética nunca dominante.

3. Resposta: A teoria Jakobsoniana ela consiste nos esquemas de comunicação e as funções


da linguagem propõe que se considerem os fatores que fazem parte de qualquer atividade
comunicativa, levando em conta as intencionalidades dos interlocutores, a função poética está
centrada sobre a própria mensagem. a teoria de Jakobson, ela tem propósito de analisar a
natureza específica da linguagem literária, isto é, a literariedade, estabeleça a existência de
uma função poética (ou estética, ou estilística, ou formal) da linguagem, situada no mesmo
plano de uma função referencial, de uma função emotiva, vicia radicalmente a análise do
discurso literário. A teoria pressupõe que tanto um texto literário como qualquer texto
linguístico constituem mensagens dependentes do mesmo código e por isso, logicamente,
Roman Jakobson define a poética como «aquela parte da linguística que trata da função
poética nas suas relações com as outras funções da linguagem (Jakobson,1971, pp275-286).
4. Resposta: Os Períodos Literários são: Classicismo, Renascimento, Barroco, e o
Romantismo.

Classicismo - é o nome dado ao período literário que surgiu na época do Renascimento


(Europa séc. XV a XVI). Um período de grandes transformações culturais, políticas e
econômicas, nas letras de um movimento cultural amplo denominado Renascimento, houve
manifestações renascentistas em diversos âmbitos da sociedade: política, ciências, religião,
artes plásticas, arquitetura, literatura (RAMOS, Feliciano,1967).

Renascimento - é um período literário caracterizado pelos momentos culturais, incidindo na


literatura, artes plásticas, história, educação, ciência, filosofia moral e política, registado entre
a segunda metade do séc. XIV e os primórdios do séc. XVII em vários países da Europa
ocidental ( Murray, C, 1997).

Barroco - Esse estilo iniciou-se por volta de 1600 e por isso o nome de Seiscentismo. Além
disso, trazia forte influencia de Portugal, das manifestações barrocas. Esse estilo de literatura
e de artes se caracterizava pelo apelo às contradições e o uso de um linguajar difícil e
rebuscado, tanto nos escritos, como nas artes em geral. E esse momento histórico também foi
marcado pelos conflitos espirituais. As obras têm características de angústia e oposição entre
o mundo material e o espiritual ( FARACO, Carlos Eduardo, 1988).

Romantismo - foi um período literário do final do século XVIII, onde o sentimento,


imaginação, fantasia, sonho e idealização prevaleceram à análise crítica. Esse período
literário é caracterizado pela sua Subjetividade: Tendência a reduzir toda existência ao
pensamento em geral. Egocentrismo: O eu tomado como sendo o centro único de interesses.

5.Resposta: René Wellek definiu o período literário como “uma seção de tempo dominada
por um sistema de normas, convenções e padrões literários, cuja introdução, difusão,
diversificação, integração e desaparecimento podem ser seguidos por nós”. Esta definição
apresenta o período literário como uma “categoria histórica” ou como uma “idéia
reguladora”, excluindo quer a tendência nominalista, quer a tendência metafísica, pois os
caracteres distintivos de cada período estão enraizados na própria realidade literária e são
indissociáveis de um determinado processo histórico.
6. Resposta: Estilística é a disciplina que se ocupa dos efeitos produzidos pela linguagem
que se utiliza num dado contexto e com um dado fim. Distingue-se habitualmente da
gramática, porque não se ocupa das formas linguísticas e das funções que desempenham na
comunicação verbal ( Rodrigues Lobo,1959). Ao passo que Estilo é um facto histórico
determinado pela ideologia de um dado momento e suas manifestações culturais.

7. Resposta: Texto lírico é aquele em que conseguimos ver uma expressão dos sentimentos
do narrador. Onde é possível passar emoções através das palavras, ritmo e musicalidade do
texto.

8. Resposta: Aguiar e Silva (1983). segundo esse autor o texto dramático, exceção feita ao
monólogo, caracteriza-se por uma pluriaxialidade das instâncias do enunciação, constituindo
os atos linguísticos produzidos por várias instâncias onde estão demarcados fatores
substantivos de outros textos ou contextos culturais.
9. Selecione um texto romântico e identifique a temática, período literário e os recursos
estilísticos.

Soneto de fidelidade

De tudo, ao meu amor serei atento


Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.

Quero vivê-lo em cada vão momento


E em louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento.

E assim, quando mais tarde me procure


Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama

Eu possa me dizer do amor (que tive):


Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.

Vinicius de Moraes
Conclusão
Bibliografia

FARACO, Carlos Eduardo; MOURA, Francisco Marto. Língua e Literatura. São Paulo:
Ática, 1988.

GARCÍA Berrio e J. Huerta: Los géneros literarios (1992); C. Segre: "Géneros", in


Enciclopédia.

MELO NETO, João Cabral de. In: Marly de (Org.) João Cabral de Melo Neto: obra
completa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1994. pp. 95-96.

MURRAY, C. (org.) História do Renascimento (1997)

RAMOS, Feliciano. História da literatura portuguesa. Braga, Livraria Cruz, 1967.

ROMAN Jakobson poéticien», in Poétique, 1971, 7, pp. 275-286).

SILVA, Vítor Manuel de Aguiar e. Teoria da Literatura. 5 ed. Coimbra: Almedina, 1983.