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Matriz do teste de avaliação modelo IAVE – Unidade 1

Teste n.° 1 – Fernando Pessoa (ortónimo)

Domínios – Educaçã o Literá ria; Leitura / Gramá tica; Escrita


Objetivos Conteúdos
Objetivos Conteú dos Estrutura e Percentagem (%) Perguntas/ cotação

Educação Literária Parte A Parte A A.


Ler e interpretar textos Texto literá rio: 3 itens de resposta 1. 20 pontos
literá rios (EL10 e EL12; 14) Texto poético de curta 2. 20 pontos
Fernando 3. 20 pontos
Pessoa (ortó nimo)
Grupo I
Parte B 50% Parte B B.
Texto literá rio: 2 itens de resposta 4. 20 pontos
excerto da Crónica curta 5. 20 pontos
de D. João I, de
Fernã o Lopes
Total – 100 pontos
Leitura Texto de leitura nã o 1.1 5 pontos
Ler e interpretar textos de literá ria – relato de 1.2 5 pontos
viagem 5 itens de escolha
diferentes géneros e graus 1.3 5 pontos
mú ltipla e/ou de
de complexidade (L12; 7) 1.4 5 pontos
associaçã o
1.5 5 pontos

Gramática
a) Explicitar aspetos da a) Semântica – 3.1
semântica do português a) formas de
(G12; 19) expressão do
Grupo II
tempo 20%
b) Construir um conhecimento b) Ponto 1 – retoma
reflexivo sobre a estrutura dos conteúdos 2.1 5 pontos
e o uso do português de 10º ano e 3 itens de resposta 2.2 5 pontos
(G12; 17) restrita
11º anos – 2.3 5 pontos
sintaxe: funções
sintáticas e a
frase complexa:
coordenação e
subordinação
Total – 40 pontos
Escrita
a) Planificar a escrita de textos a) Planificaçã o
(E12; 10)
b) Escrever textos de diferentes b) Texto de opinião
géneros e finalidades (E12;
11) 1 item de resposta
c) Redigir textos com coerência c) Redação / Grupo III Item
extensa
e correçã o linguística textualizaçã o 30% único – 60 pontos
(200 a 300 palavras)
(E12; 12)
d) Rever os textos escritos d) Revisã o
(E12; 13)

Total – 200 pontos


GRUPO I

A
Lê o texto.

_ À s VEZES, em sonho triste,


_ Aos meus desejos existe
_ Longinquamente um país
_ Onde ser feliz consiste
5 Apenas em ser feliz.
_
Vive-se como se nasce
_
Sem o querer nem saber
_ Nessa ilusã o de viver
_ O tempo morre e renasce
1 Sem que o sintamos correr.
0
O sentir e o desejar
_
Sã o banidos dessa terra
_ O amor nã o é amor
_ Nesse país por onde erra
_ Meu longínquo divagar.
1
5 Nem se sonha nem se vive
É uma infâ ncia sem fim.
_
Parece que se revive
_ Tã o suave é viver assim
_ Nesse impossível jardim.
_
2 21-11-1909
0

______________

Fernando Pessoa, Poesia do eu, edição de Richard Zenith, Lisboa, Assírio & Alvim, 2014, p. 37.

1. Explicita os conceitos de consciência e de inconsciência presentes no texto.

2. Explica em que sentido o sujeito poético pode afirmar que, nessa terra sonhada, «O amor nã o é
amor» (verso 13).

3. Identifica, transcrevendo-a, a metá fora referente ao espaço sonhado.


B

Lê o texto.

_ Onde sabee1 que como o Meestre e os da cidade souberom a viinda del-Rei de Castela,
_ e esperarom seu grande e poderoso cerco, logo foi ordenado de recolherem pera a cidade
_ os mais mantimentos que haver podessem, assi de pam e carnes, come quaes quer outras
_ cousas. E iam-se muitos aas liziras 2 em barcas e batees, depois que Santarem esteve por
5 Castela, e dali tragiam muitos gaados mortos que salgavom em tinas, e outras cousas de
_ que fezerom grande açalmamento3; e colherom-se4 dentro aa cidade muitos lavradores
_ com as molheres e filhos, e cousas que tiinham; e doutras pessoas da comarca d’arredor,
_ aqueles a que prougue 5 de o fazer; e deles6 passarom o Tejo com seus gaados e bestas e o
_ que levar poderom, e se foram contra 7 Setuval, e pera Palmela; outros ficarom na cidade e
1 nom quiserom dali partir; e taes i 8 houve que poserom todo o seu 9, e ficarom nas vilas que
0 por Castela tomarom voz.
_ Os muros todos da cidade nom haviam mingua 10 de boom repairamento11; e em
_ seteenta e sete torres que ela teem a redor de si, foram feitos fortes caramanchõ es de
_ madeira, os quaes eram bem fornecidos d’escudos e lanças e dardos e bestas de torno 12, e
_ doutras maneiras com grande avondança13 de muitos viratõ es14.
1 ______________

5 Fernão Lopes, in Teresa Amado (apresentação crítica), Crónica de D. João I de Fernão Lopes (textos escolhidos),
Lisboa, Seara Nova Comunicação, 1992, p. 72.

______________
1
sabei; 2 lezírias (grandes campos do Ribatejo); 3 abastecimento; 4 refugiaram-se; 5 a quem entendeu por bem; 6 e alguns; 7 em
direçã o a; 8 aí; 9 «que poseram todo o seu» – que puseram em segurança os seus haveres; 10 necessidade; 11 reparaçã o,
fortificaçã o; 12 «beestas de torno» – armas que disparavam setas a grandes distâ ncias; 13 abundâ ncia; 14 setas grandes

4. Indica duas atitudes tomadas pelos «da cidade» (linha 1) derivadas do conhecimento do «grande e
poderoso cerco» (linha 2) que se aproximava.

5. Refere a funçã o da enumeraçã o presente no ú ltimo pará grafo.

GRUPO II

Lê o texto.

_ 8-fevereiro (segunda). Regressamos a Lisboa para tratarmos de vá rias coisas. E como


_ de costume, encontro um monte de correio acumulado durante a semana. Livros, cartas.
_ Entre elas uma de meu irmã o César que me escreve da aldeia. Notícias vá rias que eu
_ absorvo como meu alimento natural. Mas a certa altura fala-me da nossa irmã. O espírito
5 apaga-se-lhe precipitadamente e tudo aquilo que a ligava ao mundo se lhe confunde num
_ caos. A filha, o marido, todas as pessoas de família lhe sã o figuras estranhas como toda a
_ perspetiva do tempo se lhe perdeu. Tento situar-me em face da minha irmã e nã o sei.
_ Quando voltar a vê-la decerto me nã o conhece. Todo o passado da nossa infâ ncia comum
_ vem ter comigo e de sú bito ele está morto nela a uma distâ ncia de vertigem. Que significa
1 ela estar viva e real na realidade que é a sua? É morta minha irmã . No fundo de mim o sei.
0 E nas vá rias questõ es a arrumar, tive de ir à Baixa. Havia um problema a resolver no
_ fundo da rua Augusta. Entã o lembrei-me de ir ao café Martinho da Arcada, onde nunca
_ fora. Fui à procura de Pessoa e da sua legenda. Pouco antes de morrer, Gaspar Simõ es
encontrou-o ali. Tinha a gabardina com
1 nódoas, diz-nos Simões. Conhecia, das fotografias, o seu recanto habitual, procurei-o para me
5 sentar. Estavam lá dois sujeitos, sentei-me um pouco ao lado. Queria tocar a ausência do pobre
_ poeta do desacerto da vida, viver o seu espírito um instante, irmanado à sua memória. Mas a
_ sua memória não estava. Estava só o grande ruído de tráfego da praça e a conversa dos dois
_ sujeitos terrestres, sentados onde eu me queria sentar. E acabei por nem tomar café. Tomei uma
_ droga sem cafeína para ao menos salvar a noite de uma insónia.
2
0 12-fevereiro (sexta). Que ridículo e mesmo estúpido dizer-se de um livro que está bem
escrito. Não é «bem escrito» que está. Está é sentido, originalmente, original nas observações,
_ inteligente na reflexão. E por isso que não se pode imitar. Pode-se é ser original de outra
_
maneira. Há realmente livros que são apenas «bem escritos». São os livros banais, com
_ palavras trabalhadas ao torno, frases que se pretendem «despojadas», reduzidas ao «essencial»,
_ e cruas. Mas como o que nelas está não representa um sentir originário, nem uma observação
2
imprevista, nem uma reflexão que nos surpreenda pela justeza e profundidade, o que delas
5
_
resulta é uma construção pretensiosa, estéril e quase sempre irritante. Decerto um romance
_
(como a poesia segundo Mallarmé e como creio já ter dito), faz-se com palavras. Pois com que
_
é que havia de fazer-se? Mas antes disso faz-se com o impulso animador a essas palavras e que
assim não passa bem por elas mas por entre elas, fazendo delas apenas um apoio para passar
_
além, como o som passa pelas cordas mas existe por entre elas e é nesse som o indizível que
3
0
nos emociona. O que nos fica de um livro «bem escrito» é essa emoção que já não lembra as
_ palavras e vive por si. Eis porque tal livro é inimitável e apenas poderá repetir-se, ou seja
_ plagiar-se. Imitar verdadeiramente esse livro é recompor uma emoção afim 1 e inventar outras
_
palavras que traduzam esse sentir, ou seja que lhe sirvam de pretexto ou estratagema para que
_
esse sentir (e pensar/sentir) se realize como a música nas cordas de um instrumento. O escritor
medíocre imagina que todo o seu trabalho deve incidir no trabalhar uma frase. Ora não é a
3
5 frase que tem de se trabalhar: é aquilo que há de passar por ela. Os autores célebres que
_ trabalharam a frase, na realidade trabalharam apenas aquilo que haviam de exprimir; testaram
_ na frase a realização de uma expressão. O escritor medíocre dá como já adquirido o que haveria
_ a dizer e todo o seu esforço é secar o período, burilar 2 ou envernizar o vocábulo. E no fim de
_ contas, este é que «escreve bem». Mas quem assim escreve bem, escreve bastante mal. Não
4
digo rasamente que o «conteúdo» preceda a sua «expressão». Mas o que preexiste à expressão
0 não é um puro nada. Exprimir é operar e concretizar esse algo. Mas esse algo existe. Escrever
_ bem, como se diz, é realizar pela escrita um «bem» que aí se revela mas que está antes e depois
_ disso em que se revela. Escreve-se bem com o espírito e a sensibilidade – não com um
_ dicionário. Embora seja no dicionário que está toda a obra-prima. Como na pedra está toda a
_ melhor escultura.
______________
4
Vergílio Ferreira, Conta-corrente 4, Lisboa, Bertrand Editora, 1982, pp. 24, 25 e 26.
5
_
_
_

______________
1
idê ntica, parecida; 2 retocar para aperfeiçoar

1. Para responderes a cada um dos itens de 1.1 a 1.5, seleciona a única opção que permite obter uma
afirmação correta.
1.1 A morte da irmã – «É morta minha irmã.» (linha 10) – a que se refere o diarista na entrada do dia 8
de fevereiro, é de natureza
(A) física. (B) psíquica. (C) temporal. (D) familiar.
1.2 A utilizaçã o das palavras destacadas em «procurei-o para me sentar. Estavam lá dois
sujeitos,» (linhas 15 e 16) contribui para a construçã o da coesã o
(A) referencial.
(B) interfrá sica.
(C) temporal.
(D) frá sica.

1.3 O diarista entrou no café Martinho da Arcada com a intençã o de


(A) encontrar e falar com Fernando Pessoa.
(B) ver o «recanto» no qual Pessoa se sentava.
(C) recordar Fernando Pessoa.
(D) tomar um café com Fernando Pessoa.

1.4 Para o diarista, um bom livro nã o se pode imitar porque quem tenta imitar nã o consegue
(A) reproduzir as mesmas emoçõ es do autor do livro original.
(B) utilizar o mesmo material verbal do autor do livro original.
(C) ser justo e profundo como o autor do livro original.
(D) refletir nem sentir de modo original.

1.5 No contexto, o enunciado «como de costume, encontro um monte de correio acumulado»


(linhas 1 e 2) indica uma situaçã o
(A) terminada. (B) habitual. (C) genérica. (D) iterativa.

2. Responde, de forma correta, aos itens apresentados.


2.1 Indica o valor temporal da formal verbal «conhece», na frase «Quando voltar a vê-la decerto
me nã o conhece» (linha 8).
2.2 Indica a funçã o sintá tica do pronome pessoal presente em «uma reflexã o que nos surpreenda»
(linha 27).
2.3 Classifica a oraçã o subordinada presente em «Tomei uma droga sem cafeína para ao menos
salvar a noite de uma insó nia.» (linhas 19 e 20).

GRUPO III
É através do sonho ou dos sonhos que a Humanidade tem tantas vezes chegado à realizaçã o de
grandes conquistas de vá ria ordem, desde tecnoló gicas até culturais e histó ricas.
Redige um texto de opiniã o, no qual comproves esta perspetiva, apresentando, pelo menos, dois
argumentos e respetivos exemplos.
O teu texto deve ter entre 200 e 300 palavras e deve estruturar-se em três partes ló gicas.
CRITÉRIOS ESPECÍFICOS DE CLASSIFICAÇÃO
Grupo I ................................................................................................................... 100 pontos

A
Pergunta 1 .............................................................................................................................. 20 pontos
Aspetos de conteúdo (C) ...................................................................................................... 12 pontos

Níveis Descritores do nível de desempenho Pontuaçã o


Explicita, adequadamente, os conceitos de consciência e de inconsciência presentes
4 12
no texto.
Explicita, de modo nã o totalmente completo ou com pequenas imprecisõ es, os
3 9
conceitos de consciência e de inconsciência presentes no texto.
Explicita, de modo nã o totalmente completo e com pequenas imprecisõ es, os
2 6
conceitos de consciência e de inconsciência presentes no texto.
Explicita, de modo incompleto e impreciso, os conceitos de consciência e de
1 3
inconsciência presentes no texto.

Aspetos de estruturação do discurso e correção linguística (F) ....................................... 8 pontos


Estruturaçã o do discurso............................................................................................................................ 4 pontos
Correçã o linguística ...................................................................................................................................... 4 pontos

Cenário de resposta:
O sujeito poético sonha com um espaço inexistente onde a inconsciência reina, onde nã o há consciência da
morte ou do amor e os problemas que acarreta. Trata-se de um espaço que vive num tempo mítico
caracterizado pela inconsciência em que vivem as crianças.

Pergunta 2 ........................................................................................................................................ 20 pontos


Aspetos de conteúdo (C) ............................................................................................................. 12 pontos

Níveis Descritores do nível de desempenho Pontuaçã o


Explica adequadamente o sentido da afirmaçã o do sujeito poético relativamente ao
4 12
verso 13.
Explica, de modo nã o totalmente completo ou com pequenas imprecisõ es, o sentido
3 9
da afirmaçã o do sujeito poético relativamente ao verso 13.
Explica, de modo nã o totalmente completo e com pequenas imprecisõ es, o sentido
2 6
da afirmaçã o do sujeito poético relativamente ao verso 13.
Explica, de modo incompleto e com imprecisõ es, o sentido da afirmaçã o do sujeito
1 3
poético relativamente ao verso 13.

Aspetos de estruturação do discurso e correção linguística (F) ...................................... 8 pontos


Estruturaçã o do discurso ......................................................................................................................... 4 pontos
Correçã o linguística .................................................................................................................................... 4 pontos
Cenário de resposta:
Esta afirmaçã o prende-se com a questã o da inconsciência infantil. O amor que se sente é um amor descompli-
cado, como o que uma criança sente pelos pais.

Pergunta 3 ..................................................................................................................................................... 20 pontos


Aspetos de conteúdo (C) ........................................................................................................................ 12 pontos

Níveis Descritores do nível de desempenho Pontuaçã o

4 Identifica adequadamente a metáfora referente ao espaço sonhado, transcrevendo-a. 12

Identifica, de modo nã o totalmente completo ou com pequenas imprecisõ es, a


3 9
metá fora referente ao espaço sonhado, transcrevendo-a.
Identifica, de modo nã o totalmente completo e com pequenas imprecisõ es, a
2 6
metá fora referente ao espaço sonhado, transcrevendo-a.
Identifica, de modo incompleto e com imprecisõ es, a metá fora referente ao espaço
1 3
sonhado, transcrevendo-a.

Aspetos de estruturação do discurso e correção linguística (F) ................................... 8 pontos


Estruturaçã o do discurso .......................................................................................................................... 4 pontos
Correçã o linguística .................................................................................................................................... 4 pontos

Cenário de resposta:
«impossível jardim», no último verso do poema.

B
Pergunta 4 ........................................................................................................................................ 20 pontos
Aspetos de conteúdo (C) .............................................................................................................. 12 pontos

Níveis Descritores do nível de desempenho Pontuaçã o


Indica adequadamente duas atitudes tomadas pelos «da cidade» derivadas do
4 12
conhecimento do «grande e poderoso cerco» que se aproximava.
Indica, de modo nã o totalmente completo ou com pequenas imprecisõ es, duas
3 atitudes tomadas pelos «da cidade» derivadas do conhecimento do «grande e 9
poderoso cerco» que se aproximava.
Indica, de modo nã o totalmente completo e com pequenas imprecisõ es, duas
2 atitudes tomadas pelos «da cidade» derivadas do conhecimento do «grande e 6
poderoso cerco» que se aproximava.
Indica, de modo incompleto e com imprecisõ es, duas atitudes tomadas pelos «da
1 cidade» derivadas do conhecimento do «grande e poderoso cerco» que se 3
aproximava.
Aspetos de estruturação do discurso e correção linguística (F) ...................................... 8 pontos
Estruturaçã o do discurso .......................................................................................................................... 4 pontos
Correçã o linguística .................................................................................................................................... 4 pontos

Cenário de resposta:
A primeira atitude foi recolher no interior da cidade os mantimentos que pudessem conseguir; a segunda foi
fazer reparaçõ es nas muralhas de Lisboa.

Pergunta 5 ..................................................................................................................................................... 20 pontos


Aspetos de conteúdo (C) ........................................................................................................................ 12 pontos

Níveis Descritores do nível de desempenho Pontuaçã o

6 Refere, adequadamente, a funçã o da enumeraçã o presente no ú ltimo pará grafo. 12

Refere, de modo não totalmente completo ou com pequenas imprecisõ es, a funçã o
5 9
da enumeraçã o presente no ú ltimo pará grafo.
Refere, de modo nã o totalmente completo e com pequenas imprecisõ es, a função da
4 6
enumeraçã o presente no ú ltimo pará grafo.
Refere, de modo incompleto e com imprecisõ es, a função da enumeraçã o presente
3 3
no ú ltimo pará grafo.

Aspetos de estruturação do discurso e correção linguística (F) ...................................... 8 pontos


Estruturaçã o do discurso .......................................................................................................................... 4 pontos
Correçã o linguística .................................................................................................................................... 4 pontos

Cenário de resposta:
Esta enumeraçã o comprova os bons preparativos de defesa realizados.

Grupo II ........................................................................................................................................................... 40 pontos

Níveis Descritores do nível de desempenho Pontuaçã o


1.1 B 5
1.2 A 5
1.3 C 5
1.4 A 5
1.5 B 5
2.1 Valor de futuro 5
2.2 Complemento direto 5
2.3 Oraçã o subordinada adverbial final 5
Grupo III .............................................................................................................................. 60 pontos
Estruturaçã o temá tica e discursiva (ETD) ........................................................................... 35 pontos
Correçã o linguística (CL) ....................................................................................................... 25 pontos

Os critérios de classificaçã o relativos à estruturaçã o temá tica e discursiva (ETD) apresentam-se orga-
nizados por níveis de desempenho nos parâ metros seguintes: (A) tema e tipologia, (B) estrutura e
coesã o, (C) léxico e adequaçã o discursiva.

Descritores dos níveis de desempenho (ETD)

Pontuaçã o
17 12 11 8 5
Parâ metro
(A) – Trata, sem desvios, o tema – Trata o tema proposto, – Aborda lateralmente o
Tema e proposto. embora com alguns tema proposto.
tipologia – Mobiliza informaçã o desvios. – Mobiliza muito pouca
ampla e diversificada – Mobiliza informaçã o informaçã o relativamente
relativamente à tipologia suficiente, relativamente à à tipologia textual
textual solicitada: produz tipologia textual solicitada: produz um
um discurso coerente e solicitada: produz um discurso geralmente
sem qualquer tipo de discurso globalmente inconsistente e, por vezes,
ambiguidade. coerente, apesar de ininteligível.
algumas ambiguidades.

Pontuaçã o
12 11 9 5 3
Parâ metro
(B) – Redige um texto bem – Redige um texto – Redige um texto com
Estrutura estruturado, constituído satisfatoriamente estruturaçã o muito
e coesã o por três partes estruturado nas três deficiente, em que nã o se
(introduçã o, partes habituais, nem conseguem identificar
desenvolvimento, sempre devidamente claramente três partes
conclusã o), articuladas entre si ou (introduçã o,
proporcionadas e com desequilíbrios de desenvolvimento e
articuladas entre si de proporçã o mais ou menos conclusã o) ou em que
modo consistente; notó rios; estas estã o
•• marca corretamente os •• marca pará grafos, mas insuficientemente
pará grafos; com algumas falhas; articuladas;
•• utiliza, adequadamente, •• utiliza apenas os •• raramente marca
conectores diversificados conectores e os pará grafos de forma
e outros mecanismos de mecanismos de coesã o correta;
coesã o textual. textual mais comuns, •• raramente utiliza
embora sem incorrecçõ es conectores e mecanismos
graves. de coesã o textual ou
utiliza-os de forma
inadequada.

Pontuaçã o
6 4 3 2 1
Parâ metro
(C) – Mobiliza, com – Mobiliza um repertó rio – Mobiliza um repertó rio
Léxico e intencionalidade, recursos lexical adequado, mas lexical adequado, mas
adequaçã o da língua expressivos e pouco variado. pouco variado.
discursiva adequados. – Utiliza, em geral, o registo – Utiliza, em geral, o registo
– Utiliza o registo de língua de língua adequado ao de língua adequado ao
adequado ao texto, texto, mas apresentando texto, mas apresentando
eventualmente com alguns afastamentos que alguns afastamentos que
esporá dicos afastamentos, afetam pontualmente a afetam pontualmente a
que se encontram, no adequaçã o global. adequaçã o global.
entanto, justificados pela
intencionalidade do
discurso e assinalados
graficamente (com aspas
ou sublinhados).
Dada a natureza deste item, nã o é apresentado cenário de resposta.