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Fundamentos Psicológicos de Desenvolvimento da Aprendizagem

Profa. Karen e Profa. Márcia

1. Diferenças e Semelhanças ente Construtivismo (PIAGET) e Construcionismo (PAPERT)

 Semelhanças:
Ambos são construtivistas porque defendem que a criança é construtora da sua própria
cognição, assim como, a sua realidade externa. Para ambos, o conhecimento é construído e
constantemente reconstruído através da experiência pessoal.Ambos são desenvolvimentistas
porque compartilham da mesma ideia do desenvolvimento cognitivo. Ambos definem inteligência
como adaptação, ou como a habilidade de manter um equilíbrio entre o que já é conhecido e o
novo. Na perspectiva de Piaget entre assimilação e acomodação.

 Diferenças:
O construtivismo de Piaget argumenta que as crianças constroem significado a partir das
estruturas de conhecimento que já possuem e que essas estruturas perpassam níveis de
complexidade cada vez mais elevados, à medida que a criança cresce e se desenvolve. Já o
pensamento construcionista vê a aprendizagem como um processo ativo em que as crianças
estão construindo ativamente modelos mentais e teorias do mundo ao seu redor. Estão
conectados à aprendizagem experiencial. No construcionismo a ênfase é dada à forma de
aprendizado. Isto também é referido como a arte de aprendizagem. Papert se interessava em
analisar a conversa entre o aprendizado e os artefatos, o que levou à aprendizagem auto-
dirigida. O processo de auto-aprendizagem da criança, se baseia em contextos, ou seja,
compreende o conhecimento como a formação e transformação de ideias em diferentes
contextos. Enquanto no Construtivismo, atenção é dada às habilidades de crianças em
diferentes estágios de desenvolvimento, no Construcionismo o foco é na aprendizagem baseada
na criação.

2. Como Papert enxergava o computador como um recurso que ajudava as crianças a "pensar
sobre modos de pensar"?

Papert pensava no computador como uma “ferramenta” ou recurso que o aluno utilizaria para
realizar alguma coisa. Através dele, as crianças seriam capazes de ativamente analisar e
interpretar vivências em termos de ideias mais gerais, construindo o conhecimento.
Ao interagir com o computador, a criança viaja numa exploração sobre a maneira como ela
própria pensa. Pensar sobre modos de pensar faz a criança tornar-se um epistemólogo.

3. Objetos para pensar.

Dentro da variedade de objetos que nos fazem pensar, destaco a Realidade Virtual. Coloca o
aluno como protagonista, vivenciando o objeto de estudo. Permite experiências com o
conhecimento de forma imersiva e interativa; ou seja, possibilita que ocorra aprendizagem sobre
um determinado tema inserido no contexto, e com isso a cada ação que fizer, o aluno receberá
um feedback. O poder de ilustração da realidade virtual para alguns processos e objetos é muito
maior do que outras mídias. O aluno está longe, mas de perto, experenciando as suas
descobertas e/ou habilidades, de acordo com seu ritmo e características, porque as múltiplas
situações e contextos permitem a flexibilização da aprendizagem