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Educacao Apos A Independencia em Mocambique

1) Após a independência, o governo da Frelimo organizou o sistema educacional em fases, priorizando expandir o acesso à educação para todos os moçambicanos. Isso levou a aumentos significativos no número de crianças na escola entre 1975-1981. 2) Em 1981, o governo implementou o Sistema Nacional de Educação para planejar o desenvolvimento educacional do país. No entanto, a guerra civil dificultou esses esforços entre 1981-1992. 3) Após os Acordos de Paz em 1992, uma nova constit

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Educacao Apos A Independencia em Mocambique

1) Após a independência, o governo da Frelimo organizou o sistema educacional em fases, priorizando expandir o acesso à educação para todos os moçambicanos. Isso levou a aumentos significativos no número de crianças na escola entre 1975-1981. 2) Em 1981, o governo implementou o Sistema Nacional de Educação para planejar o desenvolvimento educacional do país. No entanto, a guerra civil dificultou esses esforços entre 1981-1992. 3) Após os Acordos de Paz em 1992, uma nova constit

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1.

a) Moçambique depois de ficar independente o Governo da Frelimo preocupou-se a


organizar o sistema de educação. E ela dividiu-se em fazes ou períodos.

1a Fase: Os primeiros anos (1975-1981)


O primeiro governo de Moçambique depois da independência, em meio a outros objetivos,
almejou a construção de uma economia independente e também a promoção do avanço social
e cultural de Moçambique.
Desde o primeiro momento da independência, a área da educação foi considerada o fator
principal para o desenvolvimento do país e a concretização da democracia popular. O
aparelho judicial do novo Estado de Moçambique, a chamada Constituição da República de
1975, considerou o acesso à educação um dever e direito de toda a população, na qual o
Estado assumiu o papel de promover as condições necessárias para que todos moçambicanos
pudessem ter esse direito.
Após mais de dois meses de independência, com a responsabilidade do Estado em expandir o
acesso à educação para moçambicanos, o governo acabou com o funcionamento de ensino
privado no país e o Ministério da Educação e Cultura (MEC) passou a ter a responsabilidade
de executar e organizar as políticas educacionais. O governo e os próprios moçambicanos se
esforçaram bastante para a construção de um Moçambique próspero, onde foi registrado um
enorme progresso em direção a melhores níveis de educação nos primeiros momentos depois
da independência.
Nos anos de 1975 a 1981, houve avanços importantes na área da educação, em 1975 havia
600.000 crianças e jovens frequentando as escolas, em 1980, quando foi feito o
recenciamento nacional pós-independência, esse número subiu para 2,3 milhões de crianças e
jovens frequentando as escolas e o número percentual das meninas, que nos anos de 1975 era
de 35%, nos anos de 1980 subiu para 43%. As campanhas para alfabetização da população
ajudaram bastante na redução da taxa de analfabetismo, em 1970, de 90% se reduziu para 70
%, em 1980, 84% correspondia às mulheres e 55% aos homens. As mudanças na área da
educação não aconteceram só através da expansão ou mudança dos conteúdos de ensino, mas
também na maneira como sistema foi administrado, com a participação de um número
significativo da comunidade. Depois da independência, muitas dificuldades abalaram o país,
muito embora com tantos esforços feitos pelo governo e funcionário públicos, com a
obtenção da independência, o país foi abandonado por técnicos portugueses o que originou
crises por falta de pessoas qualificadas. O governo tinha o objetivo de expandir em nível do
país as experiências obtidas nas zonas libertadas, mas este objetivo sofreu impacto porque
houve a mudança da conjuntura, o movimento da libertação passou a ser partido-Estado, o
referido movimento não continuou resolvendo somente os problemas de um grupo restrito de
pessoas que compartilhavam as mesmas ideias, mas sim passou a tratar das questões de
milhares de pessoas com ideias diferentes e um território vasto.

2a Fase: A implementação do Sistema Nacional da Educação (SNE) num contexto de


conflito (1981-1992)
Os primeiros momentos depois da independência foram considerados como momentos de
voluntarismo e de pouca planificação, que abrangiam vários setores do país, e devido às
dificuldades ou falta de pessoas qualificadas e falta de reorganização do aparelho do Estado,
cada área funcionava quase sem depender das demais áreas, embora dando seguimento à
política básica da FRELIMO. O governo tinha conhecimento de que era importante fazer um
planejamento para o desenvolvimento das suas próprias políticas da governação, donde, em
1977, foi instalada a Comissão Nacional de Planejamento (CNP) que coordenaria os
trabalhos dos diferentes ministérios.
De acordo com AfriMAP (2012), na área da educação, em 1981 ocorreram às primeiras
iniciativas tomadas para uma planificação a nível nacional, isto aconteceu devido à aprovação
dos princípios e objetivos gerais de sistema nacional de educação. As normas da política da
educação concentravam-se na democratização do ensino e na sua articulação com as políticas
do desenvolvimento nacional e foi reafirmada a importância da educação para o progresso
econômico e social, onde alguns objetivos foram estabelecidos, tais como:
 Acabar com o analfabetismo e oferecer acesso ao c onhecimento científico à toda a
população;
 Inserir a obrigatoriedade da escola consoante o desenvolvimento do país, como sendo o
fator de garantir a educação básica para os jovens de Moçambique;
 Formar os professores profissionalmente conscientes e educadores, com uma nova e vasta
organização política, ideológica, pedagógica e científica com capacidade de educar outras
pessoas através dos conceitos socialistas;

 Formar cientistas e especialistas bem q ualificados para possibilitar o desenvolvimento da


pesquisa científica consoante o que o país necessita. As normas pedagógicas estabelecidas
tinham como objetivo o desenvolvimento dos alunos através da educação, incluindo a
modificação do país, estas normas eram para orientar a futura organização do Sistema
Nacional da Educação em nível do país, que foi aprovado pela Assembleia Nacional Popular
(ANP) através da lei quadro em 1983.

A área da educação teria uma estrutura de cinco subsistemas de acordo com as normas do
Sistema Nacional da Educação, que são:
 Educação geral;
 Educação de adultos;

 Educação técnico-profissional;
 Formação de professores;
 Educação superior.
Existiam quatro níveis, que são:
 Primário;

 Secundário;
 Médio
 Superior.
O subsistema da educação geral foi estruturado em Ensino Primário (EP) que tem duração de
sete classes, ou com a duração mínima de sete anos, cinco anos para 1º grau (EP1) e dois
anos para 2º grau (EP2), e Ensino Secundário Geral (ESG) com a duração de cinco anos e
com subdivisão de dois períodos, o primeiro período que vai da 8ª à 10ª classe (ESG1), o
segundo período que vai da 11ª à 12ª classe (ESG2). Muitas normas administrativas e
regulamentares foram adotadas com o estabelecimento do Sistema Nacional da Educação, no
qual a escola passou a ser obrigatória até 7ª classe.
O SNE proibia a discriminação e exigia a garantia de acesso à formação sem considerar a cor
da pele, sexo, religião ou raça, exigia também a existência da igualdade de oportunidade para
toda a população de Moçambique. O Sistema Nacional de Educação procurava estabelecer
uma nova fase da educação no país, possibilitando a diminuição do analfabetismo e dando ao
povo o acesso ao conhecimento científico, para possibilitar o seu desenvolvimento, mas como
já foi dito, o governo enfrentava várias dificuldades para estabelecer o seu programa na área
da educação, no que diz respeito à democratização do ensino e suas estruturas, como por
exemplo, aconteceu nos primeiros momentos da independência em que o governo tinha
objetivos ambiciosos, mas por outro lado existiam muitas dificuldades de caráter financeiro,
as escolas em si e a disponibilidade de professores de qualidade. Os recursos existentes,
muitas vezes não eram utilizados de uma boa forma e não existia uma gestão financeira de
qualidade profissional. (AfriMAP, 2012).
As dificuldades socioeconômicas que Moçambique enfrentava após a independência, os
governos racistas e minoritários da África do Sul e da Rodésia somavam-se às pressões para
desestabilizar o país. O governo da FRELIMO era considerado marxista-leninista e o apoio
que a FRELIMO recebeu dos outros movimentos de libertação de outros países,
principalmente na África, não tiveram êxito nestes dois países vizinhos de Moçambique.

A Rodésia do Sul (atual Zimbábue) desempenhou papel importante na criação de movimento


de guerrilha para prejudicar o governo da FRELIMO, este movimento que veio a ter apoio do
governo do apartheid da África do Sul com a queda do regime separatista da Rodésia, esse
conflito deu origem à guerra civil, o movimento existente ou apoiado pelos esses dois países
vizinhos transformou-se em Resistência Nacional de Moçambique (RENAMO), em oposição
ao regime da FRELIMO, recebia financiamento externo e era apoiado por diversas áreas da
sociedade moçambicana que não se contentavam com as políticas ideológicas da Frente.
e por fim a fase que concerni de 1992 ate os dias actuais:

3a Fase: Educação após os Acordos da Paz (1992)


No ano de 1990 com o fim da guerra civil, uma nova constituição foi anunciada, a
Constituição da República de Moçambique, onde o monopartidarismo deu o espaço ao
multipartidarismo, no qual os valores do socialismo democrático foram trocados e o país
adotou os valores da democracia liberal.
Os acordos da paz foram assinados em Roma, capital da Itália em 1992 e em 1994 foram
organizadas as primeiras eleições multipartidárias. A mudança do sistema foi seguida do
processo de modernização e reforma das áreas públicas e subsequentemente de mudanças na
área da educação. O Ministério da Educação em diálogo com os seus parceiros
internacionais, que estavam ajudando bastante o país, lançou um plano-diretor para o ensino
técnico e geral em 1994 e neste plano, alguns pontos foram estabelecidos como prioridades:
 Descentralizar as escolas e suas gestões, o s governos das províncias devem passar a tomar
decisões em gestão e controle das escolas;
 Inserir as línguas locais ou línguas maternas nos materiais escolares;
 Apropriar os métodos do ensino com a realidade dos professores;
 Dar incentivo ao setor privado da área da educação. Foi publicada pelo governo a sua
Política de Educação em 1995, que estabelecia os objetivos da área da educação, suas
prioridades, a sua organização e seu modo de funcionar. Em seguida o governo estabeleceu
um plano estratégico para a área da educação focado na prioridade, constituindo então a
Política Nacional da Educação (PNE).
Depois de novas discussões com os parceiros internacionais, em 1997, o governo apresentou
o seu Plano Nacional para o Setor da Educação, este plano além de ajudar a coordenar e
planejar a médio-prazo as atividades, ajudou também por ser um meio tão benéfico para o
encaminhamento da ajuda externa, no sentido de apoiar a área de educação do país. Em 1997
foi apresentado o Plano Estratégico para o Setor da Educação (PEE-I), que abarcou o período
de 1999-2005, neste plano, o Ministério da Educação reforçou sua concordância com os
pontos prioritário estabelecidos no Plano Nacional da Educação, que destacavam o aumento
do acesso à educação para o povo moçambicano, a melhoria da qualidade da educação e o
desenvolvimento das instituições educacionais.
Com o fim da guerra civil, a área da educação se desenvolveu principalmente com o esforço
que foi dado na reabilitação das infraestruturas e instituições educacionais, as escolas
afetadas pela guerra, principalmente as escolas primárias e secundárias, foram reabilitadas,
houve aumento de professores qualificados em nível das escolas primárias e secundárias em
todo o país, o índice da desistência baixou e o número das meninas aumentou nas escolas e
foi reorganizado o sistema de alfabetização e educação de adultos.

Fonte: RGPH97, IAF 2002/2003, IFTRAB 2004/2005, MICS 2008. As percentagens foram
arredondadas. Em 1997 e 2002-2003, as faixas etárias usadas eram 20-29, 30-39 e 40-49, e,
portanto, as percentagens foram repetidas.
2. a) Implementaçao do SNE num contexto conflito armado

b) Objectivos da SNE:

O SNE orienta-se pelos seguintes princípios gerais:

a) educação, cultura, formação e desenvolvimento humano equilibrado e inclusivo é direito


de todos os moçambicanos;
b) educação como direito e dever do Estado;
c) promoção da cidadania responsável e democrática, da consciência patriótica e dos valores
da paz, diálogo, família e ambiente;
d) promoção da democratização do ensino, garantindo o direito a uma justa e efectiva
igualdade de oportunidades no acesso e sucesso escolar dos cidadãos;
e) organização e promoção do ensino, como parte INTEGRANTE da acçao educative, nos
termos definidos na Constituição da República, visando o desenvolvimento, formar o
cidadao com uma solida preparacao cientifica, tecnica, cultural e fisica solida e elevada
educacao moral, etica, civica e patriotica;
f) promover o uso de novas tecnologias de informação e comunicação;
g) formar o professor como educador e profissional consciente com profunda preparação
científica, pedagógica, ética, moral capaz de educar a criança, o jovem e o adulto com
valores da moçambicanidade;
h) formar cientistas e especialistas devidamente qualificados que possam permitir o
desenvolvimento tecnológico e investigaçao cientifica;
i) desenvolver a sensibilidade técnica e capacidade artística da criança, do jovem e do
adulto, educando-os no amor pelas artes e gosto pelo belo;
j) valorizar as línguas, cultura e história moçambicanas com o objectivo de preservar e
desenvolver o património cultural da nação;
k) desenvolver as línguas nacionais e a língua de sinais, promovendo a sua introdução
progressiva na educação dos cidadão, visando a sua transformação em língua de acesso ao
conhecimento científico e técnico, à informação bem como de participação nos processos
de desenvolvimento do País;
l) desenvolver o conhecimento da língua portuguesa como língua oficial e meio de acesso
ao conhecimento cientifico e tecnico, bem como de comunicaçao entre os moçambicanos
com o mundo;
m) promover o acesso à educação e retenção da rapariga, salvaguardando o princípio de
equidade de género e igualdade de oportunidades para todos.

3. O Sistema Nacional de Educação é constituído pelos seguintes subsistemas: Subsistema


de Educação Geral; Subsistema de Educação de adultos; Subsistema de Educação técnico
profissional; Subsistema de Formação de Professores e; Subsistema de Educação Superior.

a) De forma detalhada a cada subsistema, teremos a seguinte tese:

1) Subsistema de Educação Geral

Artigo 11: Caracterização

1. O Subsistema de Educação Geral é o eixo central do sistema nacional de educação e


confere a formação integral e politécnica, base para o ingresso em cada nível dos diferentes
subsistemas.
OSubsistema de Educação Geral compreende:

 Ensino Primário;
 Secundário e
 Pré-Universitário

3. A educação pré-escolar e o ensino especial e vocacional fazem parte do subsistema de


educação geral.

4. O Subsistema de Educação Geral é frequentando em princípio, por jovens dos 7 aos 19


anos.

Artigo 12: Objectivos

São objectivos do Subsistema de Educação Geral:

1. Assegurar o direito a educação toda as crianças e jovens moçambicanos, com base na


escolaridade obrigatória e universal.

2. Dar uma formação integral e unificada, assente no conhecimento dos fundamentos das
ciências e das técnicas no desenvolvimento das capacidades intelectuais, físicas e manuais, e
na aquisição de uma educação político-ideológica, politécnica, estética e ética

3. Desenvolver na juventude moçambicana as qualidade básicas do homem novo com uma


personalidade personalista dotada.

4. Dar uma formação que responda as necessidades matérias e culturais do desenvolvimento


económico e social do país.

5. Detectar e incentivar aptidões, habilidades e capacidades especiais nomeadamente


intelectuais, técnicas, artísticas, desportivas e outras.

6. Proporcionar uma educação especial e adequada para crianças e jovens deficientes e


dificuldades de integração social.

Artigo 13: Educação Pré-Escolar


1. A educação pré-escolar destina-se as crianças com idade inferior a 7 anos e realiza-se em
creches e jardins-de-infância.

2. É o objectivo da educação pré-escolar estimular o desenvolvimento psíquico, físico


intelectual das crianças e contribuir para formação da sua personalidade, integrando as
crianças num processo harmonioso de socialização favorável ao pleno desabrochar das suas
aptidões e capacidades.

Artigo 14: Ensino Primário

1. O ensino primário compreende as sete primeiras classes e é frequentado em princípios


por crianças dos 7 aos 14 anos e compreende dois graus.
 1º Grau, da 1ª à 5a classes;
 2º Grau, da 6a à 7a classes.

Este ensino prepara os alunos para acesso ao nível secundário dos diferentes níveis.

Objectivos

São objectivos deste nível:

 Dar aos alunos uma formação básica nas áreas da comunicação, das ciências naturais,
sociais, político-ideológica, histórico-cultural, matemática e da educação física;
 Dar conhecimento de técnicas básicas e desenvolver aptidões de trabalho manual,
atitudes e convicções que proporcionem o ingresso na vida produtiva;
 Assegurar uma formação básica da personalidade socialista integrando os alunos na
prática revolucionaria, dotando-os de capacidade de compreensão dos factos sociais e
económicos do país;

Artigo 15: Ensino Secundário

1. O Ensino Secundário, 2º nível de Educação Geral, compreende três classes, 8ª, 9ª, 10ª e é
frequentado, em princípio por jovens dos 14 aos 17 anos. O ensino prepara os alunos para o
ingresso no nível médio dos vários subsistemas.

2. O Ensino Secundário visa ampliar, aprofundar e consolidar a formação adquirida e deve


principalmente:
 Aumentar os conhecimentos nas áreas da comunicação, ciências matemáticas, naturais e
sociais, político-ideológica, histórico-cultural e da educação física, desenvolver
capacidades de aplicação de métodos de trabalho e pensamento científico;

Artigo 16: Ensino Pré-universitário

1. O Ensino Pré-Universitário, 3º nível de educação geral, compreende duas classes, 11ª e


12ª, e é frequentado em princípio por jovens dos 17 aos 19 anos. Este nível da uma formação
ampliada, consolidada e aprofundada, preparando os alunos para o ingresso no nível superior.

2. São objectivos de ensino pré-universitário:

 Consolidar, ampliar e aprofundar os conhecimentos dos alunos nas ciências matemáticas,


naturais e sociais, político-ideológica, histórico-cultural e da educação física, permitindo
o domínio a compreensão dos fundamentos teóricos de uma visão cientifica da realidade
nacional e internacional, do processo de desenvolvimento da natureza, da sociedade e do
pensamento;
 Desenvolver o pensamento lógico, abstracto e a capacidade de avaliar a aplicação a
aplicação de modelos e métodos científicos na resolução de problemas da prática real;
 Levar o aluno a assumir a posição do homem como ser transformador do mundo, da
sociedade e do pensamento.

Ensino Superior

1. Ao ensino superior compete, assegurar a formação ao nível mais alto de técnicos e


especialistas nos diversos domínios do conhecimento científicos necessários ao
desenvolvimento do país.

2. O ensino superior realiza-se em estreita ligação com a investigação científica.

3. O ensino superior destina-se aos graduados com a 12a classe do ensino geral ou
equivalente.

Artigo 18: Ensino Especial

1. O ensino especial consiste na educação de crianças e jovens com deficiências físicas e


mentais ou difícil enquadramento social e realiza-se em escolas especiais.
2. É objectivo do ensino especial proporcionar uma formação que permita a integração
destas crianças e jovens na sociedade e na vida laboral.

Artigo 19: Ensino Vocacional

Ensino vocacional consiste na educação de jovens que demonstram especiais talentos e


aptidões particulares nos domínios das artes, ciências, educação física e outros e realiza-se
em escolas vocacionais.

A formação vocacional é feita sem prejuízo da formação básica e geral, própria do


subsistema de educação geral, de forma a permitir um desenvolvimento global e equilibrado
da personalidade do aluno.

2. Subsistema de Educação de Adultos

A Educação de adultos é o subsistema em que se realiza a alfabetização e educação para o


jovem e adulto, de modo a níveis de educação técnico-profissional, ensino superior
e formação de professores.

A formação conferida por este subsistema corresponde à que é dada pelo subsistema de
educação geral, devendo ser adequada às necessidades de desenvolvimento sócio-económico
do País e é e adulto e, tendo em conta os princípios andragógicos.

O Subsistema de Educação de Adultos compreende:

a) o ensino primário;

b) o ensino secundário.

São objectivos da educação de adultos:

a) assegurar o acesso à educação do jovem e do adulto que não tenham tido a oportunidade
de efectuar os estudos na idade regular;

b) proporcionar formação científica geral que confira competências necessárias para o


desenvolvimento integral, sentido de responsabilidade individual e colectiva e
aprendizagem ao longo da vida.

 Tem acesso ao ensino de adultos:

a) o indivíduo com idade a partir dos 15 anos, para nível do ensino primário;
b) o indivíduo com idade a partir dos 18 anos, para o nível do ensino secundário.

 A educação de adultos realiza-se em duas modalidades, a monolingue e a bilingue.

Ensino a Distância

O ensino a distancia, mediante o recurso as novas tecnologias de informação constitui não só


uma forma complementar do ensino regular, mas também uma modalidade alternativa do
ensino escolar, na qual tem a sua particular tendência na formação de professores.

2. Subsistema de Educação Técnico-Profissional

Constitui o principal instrument para a formaçao tecnico-profissional da força de trabalho


qualificada, necessaria para o desenvolvimento economico e social do pais.

Objectivos

a) desenvolver as capacidades da força de trabalho através de:

i. introdução de métodos, currículo e modalidades de formação que respondam às


necessidades do mercado do trabalho;

ii. melhoria das competências profissionais dos trabalhadores, das suas perspectivas de
trabalho e mobilidade laboral;

iii. aumento da produtividade e competitividad das empresas;

iv. promoção do auto-emprego.

b) promover a participação do formando em estágios curriculares no local de trabalho;

c) promover a equidade de género, através do aumento da taxa de participação da rapariga e


da mulher nos programas de educaçao professional;

d) estimular a participacao dos trabalhadores em accoes de formacao profissoional;

e) melhorar as perspectivas de empregabilidade e de emprego dos formando e graduacao da


educacao professional;

f) aumentar os niveis de investimerntos na educacao professional e incrementar o retorno


sobre esse investimento;
g) incentivar ao empregador a:

i) utilizer o local de trabalho como um ambiente active de aprendizagem;

ii) proporcionar ao trabalhador a oportunidade de adquirir novas competencias;

iii) fornecer oportunidades aos recem-formado para adquirir expreriencia laboral.

g) garantir a qualidade e a relevancia da educcao profissionall no Mercado de trabalho.

4. Subsistema de Formação de Professores

Artigo 32:Caracterização

O subsistema de formação de professores assegura uma qualificação pedagógica,


metodológica, científica e técnica do corpo docente para os vários subsistemas e tem um
carácter profundamente ideológico que confere ao professor a consciência de classe que o
torna capaz de educar o aluno nos princípios marxismo-leninismo.

O subsistema de formação de professor compreende dois níveis: nível Médio e nível


Superior.

Objectivos:

a) assegurar a formação integral do professor, capacitando-o para assumir a responsabilidade


de educar e formar a criança, o jovem e o adulto;

b) conferir ao professor uma soliada formacao geral cientifica, psicopedagógica, didáctica,


ética e deontológica;

c) proporcionar uma formação que, de acordo com a realidade social, estimule uma atitude
simultaneamente,

5. Subsistema de Educação Superior

Artigo 36: Caracterização

O subsistema de educação superior compete assegurar a formaçao ao nivel mais alto nos
diversos dominios do conhecimneto tecnico, cientifico e tecnologico necessario ao
desenvolvimento do pais.

Este subsistema Destina-se aos graduados da 12a classe do ensino geral ou equivalente.
Objectivos

a) formar, nas diferentes áreas do conhecimento, técnicos e cientistas com elevado grau de
qualificaçao;
b) incentivar a investigaçao cientifica, tecnologica e cultural como meio de formação, de
solução dos problemas com relevância para a sociedade, desenvolvimento do pais,
contribuindo para o patrimonio cientifico da humanidade;

c) Assegurar o alto grau de formação político-ideológico, cientifica, técnica e cultural num


ramo ou especialidade das diferentes esferas de actividade produtiva e social, que confira aos
jovens e adultos capacidades.

4. O conflito aramdo entre a Frelimo e a Renamo impos duras perdas a Educaçao a


Moçambique, houve grandes problemas, sobretudo com a destruição das infraestruturas
escolares. Nos anos de 1981 a 1987, 50% das escolas primárias, 13% da rede escolar
secundária, 22,5% dos centros de formação de professors e muitos centros de alfabetização
da população adulta fecharam, o deslocamento de milhares de pessoas para as zonas urbanas,
em busca de segurança, levou ao esvaziamento das escolas de várias regiões de Moçambique.
No ano de 1992, só restava 1,2 milhão de alunos do ensino primário, número igual ao que
existia em 1983. Este conflito teve consequências sofridas ao longo das últimas décadas,
muito embora o conflito não fosse responsável por todas as consequências sofridas pela área
da educação, pois nem todas as regiões do país sofreram igualmente as consequências da
guerra, como o centro do país, Zambézia, Sofala e Tete. Por outro lado, muitas políticas
públicas estabelecidas pelo governo para o funcionamento do Estado tiveram consequências
negativas, como por exemplo o futuro reajustamento da estrutura dos advogados pelo FMI e
Banco Mundial (BM) e a expansão da área da educação. O governo continuou de modo
centralizado o sistema herdado do sistema colonial e continuou com escassez de quadros para
fiscalizar as ações que estavam na fase de implementação dos níveis considerados mais
baixos da administração pública, existindo um impacto na formação de professores.
No ano de 1987, alguns anos depois da independência, quando o país aderiu ao BM e ao FMI,
estas organizações internacionais orientaram o governo a estabelecer o Programa da
Reabilitação Econômica (PRE), que levou em consideração a alteração funcional do aparelho
do Estado e também a alteração da sociedade. Os efeitos da guerra causaram impacto nas
várias áreas importantes do país, principalmente na área da educação, onde o governo cortou
gastos públicos e estes cortes afetaram a área da educação, pois estas verbas que foram
cortadas, passaram a ser encaminhadas para a reabilitação dos efeitos gerados pela guerra
civil.
Quando se deu o fim da guerra civil, no domínio da PRE, os novos acordos políticos em
termo das estratégias de desenvolvimento e da prestação efetiva de serviços públicos foram
assinados e estes acordos estabeleceram as bases para a construção do quadro legislativo e
constitucional da área da educação.
5. As reformas efectuadas na Educaçao.

Já com o Governo de Transição em funções e nos primeiros anos da independência são


tomadas medidas importantes no campo educacional, nomeadamente:

 realização de encontros nacionais sobre a educação no país

a) Seminário da Beira (Dezembro de 1974 a Janeiro de 1975);

b) Reunião de Mocuba (Fevereiro de 1975);

c) Seminário Nacional de Alfabetização (Abril de 1975);

d) III Reunião Nacional do MEC (Julho de 1979);

e) Seminário Nacional de Língua Portuguesa (Outubro de 1979);

f) Seminário Nacional do Ensino de Matemática (Maio de 1980);

 mobilização do povo para a construção das chamadas “escolas do povo” e promoção de


campanhas de alfabetização sob a liderança de estruturas locais denominadas “Grupos
Dinamizadores” (Matavele, 2002);
 reestruturação dos programas de ensino retirando tudo o que fosse contrário à ideologia
da FRELIMO (Mazula, 1995);
 introdução das disciplinas de História e Geografia de Moçambique, Educação Política e
Actividades Culturais” (Gómez, 1999: 238-239).

Este período caracteriza-se por um duplo esforço. Por um lado, e numa fase inicial, há um
esforço por parte da FRELIMO para a “organização e institucionalização do sector
educacional” (Gómez, 1999: 305) e, numa segunda fase, uma “tentativa de planificação e
exercício de um maior controlo das escolas pelo aparelho estatal central da educação” (idem,
ibidem). Ou seja as principais mudanças que se registam incidem sobre os curricula, a
estrutura e funcionamento da escola, os mecanismos de gestão e administração central e local
do sistema educativo e a participação da população na vida da escola.

No entanto, e apesar de todo o esforço levado a cabo para adequar a Educação às condições
concretas que uma revolução daquele tipo exigia, havia grandes problemas no que diz
respeito à cobertura da rede escolar, à relevância curricular para os interesses das
comunidades, à escassez de material didáctico, à eficácia e eficiência da educação, entre
outros problemas. É assim que em Março de 1983 é aprovada a Lei do Sistema Nacional de
Educação.

6. O SNE foi baseado em duas leis distintas, a lei 4/83 e 6/92.

A lei 4/83 dispoe-se da actuais condiçoes sociais e economicas o pais, tanto do ponto de vista
´pedagogico como organizativo.

Ja a lei 6/92 lei alterou a lei 4/83, nela e afirmado que estado moçambicano apenas se
organizava e promove o ensino “como parte integrante da acção educativa nos termos
definidos da republicana constituição referida no que diz respeito a educação nesta
constituição sustentado que”na Republica de Moçambique a educação constitui o direito e um
dever o cidadão, respectivamente.

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