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Ñ método mais utilizado para a purificação de sólidos orgânicos é a recristalização. Neste


método, um composto impuro é dissolvido em um solvente e deixado cristalizar, se separando da
solução. À medida que se formam cristais, moléculas de outros compostos dissolvidos
(consideradas impurezas) na solução são excluídas da estrutura cristalina e o composto de
interesse pode ser obtido na forma pura.

Devemos diferenciar entre os processos de cristalização e de precipitação de um sólido. Na


cristalização, ocorre uma lenta e seletiva formação de cristais, o que resulta no composto puro,
enquanto que na precipitação, um sólido amorfo é formado rapidamente da solução, misturado
com impurezas e por isso deve ser recristalizado. Por esta razão, normalmente conseguimos um
sólido, a partir de uma solução, que em seguida deve ser cristalizado e recristalizado, no processo
de purificação.

Ñ processo de recristalização tem por base a propriedade que muitos compostos variam a
solubilidade em função da temperatura e do solvente, ou seja, aumentando a temperatura da
solução a solubilidade do sólido também aumenta. Assim a recristalização tem como objetivo
Purificar uma amostra orgânica(Acetanilida) sólida pelo uso da técnica de recristalização; .

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Algumas aminas aromáticas aciladas como acetanilida, fenacetina (`·etoxiacetanilida) e


acetaminofen (`· idroxiacetanilida) encontram·se dentro do grupo de drogas utilizadas para
combater a dor de cabeça. Estas substâncias têm ação analgésica suave (aliviam a dor) e
antipirética (reduzem a febre).
A acetanilida *, uma amida secundária, pode ser sintetizada através de uma reacção de acetilação
da anilina , a partir do ataque nucleofílico do grupo amino sobre o carbono carbonílico do
anidrido acético +, seguido de eliminação de ácido acético , formado como um sub·produto da
reação. Como esta reação é dependente do pH, é necessário o uso de uma solução tampão (ácido
acético/acetato de sódio, pH ~ 4,7).

     
    
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Após sua síntese, a acetanilida pode ser purificada através de uma recristalização, usando carvão
ativo.

    

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A purificação de compostos cristalinos impuros é geralmente feita por cristalização a partir de


um solvente ou de misturas de solventes. Esta técnica é con ecida por recristalização.
A purificação é uma parte importante do trabal o de laboratório de Quimica Ñrgânica, porque os
compostos orgânicos não se encontram puros na natureza e quando são obitidos no laboratório
também ficam impuros. Por isso, tanto no laboratório como na indústria, empregam·se
fundamentalmente três métodos para fazer a purificação de sólidos: Recristalização, Destilação e
Extracção. A Sublimação, usa·se ocasionalmente e outras técnicas especiais como a
cromatografia em trabal os muito especializados. A escol a deste método depende da substância
que se quer purificar e das impurezas que contêm.
Um solvente apropriado para a recristalização de uma determinada substância deve preenc er os
seguintes requisitos:
a) Deve proporcionar uma fácil dissolução da substância a altas temperaturas;

b) Deve proporcionar pouca solubilidade da substância a baixas temperaturas;

c) Deve ser quimicamente inerte (ou seja, não deve reagir com a substância);

d) Deve possuir um ponto de ebulição relativamente baixo (para que possa ser facilmente
removido da substância recristalizada);
e) Deve solubilizar mais facilmente as impurezas que a substância.

Ñ resfriamento, durante o processo de recristalização, deve ser feito lentamente para que se
permita a disposição das moléculas em retículos cristalinos, com formação de cristais grandes e
puros.

     
    
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Caso se descubra que a substância é muito solúvel em um dado solvente para permitir uma
recristalização satisfatória, mas é insolúvel em um outro, combinações de solventes podem ser
empregadas.


  

A recristalização é uma método de purificação de compostos orgânicos que são sólidos a


temperatura ambiente. Ñ princípio deste método consiste em dissolver o sólido em um solvente
quente e logo esfriar lentamente. Na baixa temperatura, o material dissolvido tem menor
solubilidade, ocorrendo o crescimento de cristais. Se o processo for lento ocorre a formação de
cristais então c amamos de cristalização, se for rápida c amamos de precipitação. Ñ crescimento
lento dos cristais, camada por camada, produz um produto puro, assim as impurezas ficam na
solução. Quando o esfriamento é rápido as impureza são arrastadas junto com o precipitado,
produzindo um produto impuro. ,!     -  .  / . Ñ
solvente ideal é aquele que dissolve pouco a frio e muito a quente.

A primeira consideração, ao se planejar uma recristalização, é a escol a do solvente. Além do


requisito óbvio de que não deve reagir com a amostra outros fatores, como a facilidade de
manipulação, a volatilidade, a inflamabilidade e o custo devem ser também considerados. Um
bom solvente para recristalização deve dissolver grande quantidade da substância em
temperatura elevada e pequena quantidade em temperaturas baixas. Uma regra prática sugere que
a amostra sólida seja pelo menos cinco vezes mais solúvel no solvente quente do que frio. Ñ
solvente deve, também, dissolver as impurezas mesmo a frio, ou então não as dissolver mesmo a
quente.

Ñ processo de recristalização inclui, normalmente, a execução das seguintes etapas seqüenciais:

1.à Dissolução da substância impura a uma temperatura próxima do ponto de ebulição do


solvente previamente selecionado;
2.à Filtração da solução quente por gravidade de modo a eliminar qualquer impureza
insolúvel, Esta operação deve ser efetuada rapidamente, a fim de evitar a cristalização da

     
    
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substância no filtro ou no funil (utiliza·se funil de aste curta pré·aquecido e provido de
papel de filtro pregueado);
3.à Recristalização por resfriamento gradual do filtrado. Ñ resfriamento rápido resulta na
formação de cristais muito pequenos que tendem a ocluir impurezas com facilidade.
Recomenda·se, entretanto, que após a cristalização da maior parte do soluto a mistura
seja resfriada com auxílio de ban o de gelo para completar o processo de cristalização.
4.à Separação dos cristais formados por filtração a vácuo, drenando bem as águas·mães de
cristalização por sucção (Figura 4). Ñ papel de filtro utilizado deve possuir um diâmetro
apenas capaz de cobrir todos os orifícios do funil de Büc ner e não apresentar dobras na
lateral. Antes da filtração, deve·se umedecer o papel de filtro com o solvente, para que
fique aderido ao funil;

Figura 1: Filtração simples a quente.

     
    
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Em um erlenmeyer de 50 mL deitou·se 1g acetanilida impura na balança eletrónica a ser


recristalizada; colocou·se no copo de Erlemayer com ajuda da espatula, aqueceu·se uma certa
quantidade de água, disssolveu·se a minima quantidade de água, Ainda em ebulição, adicionou·
se mais 3mL de água quente, A solução quente, filtrou·se para um erlenmeyer de 50 mL através
de um funil de aste curta e com papel de filtro pregueado. Ñ funil deve aquecer·se previamente
em jacto de vapor. A solução obtida da filtrou·se e deixou·se em repouso num ban o de água fria
durante 20minutos.
Ñs cristais obtidos pelo arefecimento da solução, foram filtrados por um funil de Buc ner e
lavados com duas porções de 3mL de água fria cada uma..


     
    
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Em primeiro lugar, aquece·se a substância com uma quantidade minima do solvente, necessária
para dissolver a substância á quente até a ebulição. Através do refrigerante, junta·se pouco a
pouco o solvente necessário até a dissolução completa. Quando se usam solventes inflamáveis,
devem estinguir·se todas as c amas que estejam próximas, enquanto se junta o solvente. Não se
deve enpregar excesso de solvente porque a precipitação do sólido é dificil.

Em seguida, leva·se á ebulição por momentos e filtra·se á quente. Tapa·se o recipiente e deixa·se
em repou·so para arrefecer. Para obter maior quantidade de cristais arrefece·se o resipiente num
frigorifico ou com o auxilio de gelo ou uma mistura frigorifica.

A velocidade de cristalização é, frequentimente, muito pequena, terminando a cristalização duma


solução arrefecida muitas vezes só passadas oras. Em casos particulares, podem formar·se
cristais, mesmo passadas semanas ou meses. Por essa razão, nunca se deve rejeitar,
prematuramente as águas·mãe.

    

a)à Deve usar·se um funil de pregas grandes para obter uma filtração rápida;
b)à Deve usar·se um funil de aste muito curto ou sem aste para evitar entupimento por
precipitação dos cristais na aste;
c)à Ñ funil de ser aquecido antes de iniciar·se a filtração numa c ama pequena (ou um jacto
de vapor) colocando·o no balão em que se está a preparar a solução quente.

  
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Esta não é muito facil de realizar porque os poros do papel de filtro e a aste do funil podem
entupir·se pela evaporação rápida do solvente que se produz à pressão reduzida existente no
aparel o.

 

a)à Examina·se primeiro o funil de buc ner para verificar se esta limpo;

     
    
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b)à Aquece·se previamente o funil fazendo passśar porções de solvente em ebulição com um
filtro de taman o adequado colocado no funil;
c)à Tratando·se de soluções aquosas, pode·se fazer o aquecimento prévio do funil com um
jacto de vapor.

Adapta·se o funil quente ao kitassato e umedece·se o papel de filtro com um pequeno porão de
solvente quente. Aplica·se uma sucção moderada.


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Deve escol er·se o papel de filtro para o funil de Bac ner (ou corta·lo) de modo que fique
orizontalmente sobre a placa perfurada e não dobre para cima. Humedece·se o papel com o
solvente e aplica·se sucção antes de iniciar a filtração. Deita·se então a suspenção de cristais
sobre o filtro de forma a obter uma camada de espesura uniforme. É conveniente usar uma parte
do filtrado para levar os cristais aderentes às paredes do balão em que fes a cristalização.

Figura 2.Como preparar papel filtro pregueao.

     
   
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Material

>à Béc er de 100 mL


>à Balança
>à Papel de filtro
>à Espátula
>à 2 Erlenmeyer de 125 mL
>à Funil de transferência de sólidos
>à ögua destilada
>à idro de relógio
>à Acetanilida

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A purificação é uma parte importante do trabal o de laboratório de Quimica Ñrgânica, porque os


compostos orgânicos não se encontram impuros na natureza e quando são obitidos no laboratório
também ficam impuros.Ñ fator crítico na recristalização é a escol a do solvente, Um bom
solvente para recristalização deve dissolver grande quantidade da substância em temperatura
elevada e pequena quantidade em temperaturas baixas.

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1)à Que métodos geralmente se empregam para purificar sólidos?

Resposta: os metodos utilizados para purificar solidos são, Recristalização, Destilação e


Extracção

2)à Em que circunstâncias se deve empregar a Sublimação?

Resposta: A Sublimação, usa·se ocasionalmente e outras técnicas especiais em trabal os muito


especializados;

     
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3)à Que propriedades deve ter um solvente para ser usado numa recristalização?

Resposta: Um solvente apropriado para a recristalização de uma determinada substância deve


preenc er os seguintes requisitos:
a) Deve proporcionar uma fácil dissolução da substância a altas temperaturas;

b) Deve proporcionar pouca solubilidade da substância a baixas temperaturas;

c) Deve ser quimicamente inerte (ou seja, não deve reagir com a substância);

d) Deve possuir um ponto de ebulição relativamente baixo (para que possa ser facilmente
removido da substância recristalizada);
e) Deve solubilizar mais facilmente as impurezas que a substância.

4)à Indique as sucessivas fases de recristalização de um sólido e explique o objectivo de cada


operação

Resposta:

>à Dissolução da substância impura a uma temperatura próxima do ponto de ebulição do


solvente previamente selecionado;
>à Filtração da solução quente por gravidade de modo a eliminar qualquer impureza
insolúvel, Esta operação deve ser efetuada rapidamente, a fim de evitar a cristalização da
substância no filtro ou no funil (utiliza·se funil de aste curta pré·aquecido e provido de
papel de filtro pregueado);
>à Recristalização por resfriamento gradual do filtrado. Ñ resfriamento rápido resulta na
formação de cristais muito pequenos que tendem a ocluir impurezas com facilidade.
Recomenda·se, entretanto, que após a cristalização da maior parte do soluto a mistura
seja resfriada com auxílio de ban o de gelo para completar o processo de cristalização.
>à Separação dos cristais formados por filtração a vácuo, drenando bem as águas·mães de
cristalização por sucção (Figura 4). Ñ papel de filtro utilizado deve possuir um diâmetro
apenas capaz de cobrir todos os orifícios do funil de Büc ner e não apresentar dobras na
lateral. Antes da filtração, deve·se umedecer o papel de filtro com o solvente, para que
fique aderido ao funil;

     
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SHRINER · FUSÑN · CURTIN · MÑRRI · Identificação Sistemática dos Compostos Ñrgânicos.


Rio de Janeiro, Guanabara, 1983.

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Técnico e Científico, 1980.

SÑARES G. Bluma, SÑUZA, A. N. e PIRES X. Dário· Teoria e Técnica de Purificação e


Identificação dos Compostos Ñrgânicos. Editora Guanabara, 1988.

Serrão, F. ³Química Ñrgânica ± instruções para trabal os práticos´, Departamento de

Química da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto, Porto, 1966, pp. 19·38

     
    
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