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OBJETIVOS

Determinação do ponto de fusão do ácido benzóico P.A e de uma amostra


deste ácido recristalizada e determinação da pureza. Determinação do ponto
de ebulição do álcool etílico

INTRODUÇÃO

O Ponto de Fusão pode ser definido como a temperatura em que um sólido


passa ao estado líquido. A temperatura mantém-se constante durante todo o
processo de fusão; a energia cedida ao sistema durante a fusão (calor de
fusão) é utilizada para romper as “ligações” intermoleculares que mantêm as
moléculas organizadas no cristal, vale dizer, que são responsáveis pela
existência do cristal.

O Ponto de Ebulição é a temperatura em que um líquido passa ao estado


vapor. De forma semelhante à que ocorre com os sólidos, a temperatura
mantém-se constante durante todo o processo de ebulição (ou de vaporização)
e a energia cedida ao sistema durante a ebulição (calor de vaporização) é
utilizada para romper as “ligações” intermoleculares que mantêm as moléculas
organizadas – o tipo e o grau de organização das moléculas no estado líquido
são diferentes daqueles cristal – responsáveis pela existência daquela fase
líquida.

Tanto o Ponto de Fusão e Ebulição são constantes físicos muito usados para a
caracterização de organoquímicos, pelas seguintes razões: São propriedades
do organoquímico, isto é, constituem uma característica própria do químico;
são fáceis de ser determinados experimentalmente, são poucos sensíveis a
condições externas ( afora a impureza – apenas a pressão afeta o valor da
constante física, sendo muito pouco importante para o Ponto de Fusão, mas
bastante importante para o ponto de Ebulição); a presença de impurezas tende
a alargar a faixa de fusão etc.

Os Métodos e procedimentos para o ponto de Fusão são determinado por dois


métodos principais, que são a Detecção Visual da Fusão, cujo são sensíveis,
isto é, permitem o uso de amostas muito pequenas; são reprodutíveis, de
aparelho para aparelho, de analista para analista; são de baixo custo; são fácil
manipulação; restringem-se a fornecer o Ponto de Fusão; e a Análise Térmica
Diferencial, que são muito sensíveis e reprodutíveis; apresentam, entretanto
um custo alto; sua utilização requer um treinamento especializado.

Os Métodos e procedimentos para o ponto de Ebulição pode ser determinada


por três métodos principais, Método da Destilação – Pode ser definida como
uma função que relaciona o volume destilado de um líquido com a temperatura
em que se deu a destilação; Método de Siwoloboff (do capilar invertido) –
Baseia-se no princípio de que um líquido aquecido no seu ponto produz uma
quantidade de vapor, o qual, se for contido e se for esfriado a uma temperatura
ligeiramente abaixo do Ponto de Ebulição, em grande parte se condensa,
criando uma depressão no volume que continha o vapor; e do Método do
Percolador – Procura reproduzir, em escala pequena, o princípio da
aparelhagem de Cotrell para ebuliometria, na qual uma situação de equilíbrio
líquido vapor, a mais íntima possível, pode ser estabelecida.¹

MATERIAL E REAGENTES

 Chapa aquecedora;
 Termômetro;
 Tubos capilares;
 Béquer de 250 mL;
 Gral e pistilo;
 Tubo de vidro;
 Vidro relógio;
 Durex;
 Tubo de ensaio;
 Lamparina;
 Suporte universal com garra;
 Glicerina;
 Ácido benzóico P.A;
 Ácido benzóico recristalizado;
 Álcool etílico P.A.
PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL

O procedimento experimental iniciou-se com a solda da extremidade de dois


capilares usando uma lamparina.

1. Primeiramente, duas amostras de ácido benzóico, uma pura e a outra


recristalizada foram pesadas.
Em um capilar foi colocado a substância pura, e no outro a substância
impura. Para a substância ser introduzida no capilar, houve a necessidade
de colocar o capilar na posição vertical com a extremidade aberta voltada
para cima, e sutilmente foi solto o mesmo dentro de um tubo de vidro com
as extremidades abertas, para que o sólido ao se chocar na bancada, se
acumulasse no fundo. Posteriormente, conectou-se o capilar paralelamente
a um termômetro, de modo que sua extremidade soldada ficasse voltada
para baixo e atingisse aproximadamente metade do líquido que estava no
tubo de ensaio (glicerina, cuja fórmula molecular é CH3CH2OH). Após esse
procedimento, prendeu-se o capilar ao termômetro com um pequeno
elástico (fita durex).
Iniciou-se o aquecimento do banho de glicerina, de forma moderada,
anotando as temperaturas de minuto a minuto (facilitando o seu controle),
até o sólido branco ficar transparente.
2. O mesmo procedimento foi realizado no ponto de ebulição, porém, a
substância utilizada no tubo de ensaio foi o álcool etílico (fórmula molecular
CH3CH2OH).
Outro capilar foi soldado e preso ao termômetro. Entretanto, esse capilar foi
preso com a parte soldada voltado para cima, e inserido em um tubo de
ensaio com álcool etílico, ao invés de glicerina. Assim, foi iniciado o seu
aquecimento (tubo de ensaio) na chapa. Quando foi percebido uma corrente
contínua e rápida de bolhas saindo do capilar, a chapa foi desligada. O
liquido foi resfriando aos poucos, até ocorrer a sua elevação pelo capilar,
para então ser anotada a temperatura (temperatura de ebulição do liquido).
RESULTADOS E DISCUSSÃO

Experimento 1)

No experimento 1, o ácido benzoico puro, que é um composto aromático, de


fórmula química C7H6O2, pertencente ao grupo dos ácidos carboxílicos1, teve
sua temperatura inicial de fusão em 122,6ºC e terminou de se fundir em
123,3ºC. Obtendo assim, uma variação de temperatura de fusão igual a 0,7ºC.

A temperatura do ácido benzoico puro foi a esperada, ou seja, a mesma


encontrada nas literaturas, que vai de 122ºC a 123ºC. Isso ocorreu pois, um
sólido puro apresenta uma fusão bem definida, já que as forças de atração
entre suas partículas são as mesmas.

A presença do grupo “COOH” confere aos ácidos carboxílicos, entre outras


propriedades, a de serem ácidos fracos em meio aquoso e de apresentarem
elevados pontos de fusão e ebulição devido à facilidade com que formam
interações intermoleculares do tipo ligações de hidrogênio. 2

Figura 01 – Fórmula estrutural do ácido benzoico

Já a mistura impura de ácido benzoico, teve sua temperatura inicial de fusão


igual a 122,8º C e seu término em 124,5º C. Obtendo assim, uma variação de
temperatura de fusão igual a 1,7ºC.

O ácido benzoico impuro, também teve sua variação de fusão como esperada,
pois substâncias que contém impurezas têm um intervalo de fusão de acordo
com sua impureza. Nesse caso, a variação foi de aproximadamente 2ºC,
indicando que a mistura impura possui cerca de 2% de impurezas.
Experimento 2)

No experimento 2, o álcool etílico, C2H6O, teve seu ponto de ebulição em


78,4ºC.

Figura 02 – Fórmula estrutural do álcool etílico

Um líquido entra em ebulição quando a pressão de vapor do líquido torna-se


igual a pressão existente sobre a superfície do líquido.

Quanto maior for a pressão de vapor nas condições ambientes, o líquido


ferverá mais facilmente, isto significa que, quanto menor for o ponto de
ebulição, mais volátil será o líquido.

Portanto, conforme a temperatura aumenta, a pressão máxima de vapor


também aumenta. Sendo assim, o álcool etílico entra em ebulição sob a
temperatura de 78,4°C, pois nesta temperatura a sua pressão máxima de vapor
se iguala à pressão atmosférica (760 mmHg à nível do mar). 4

Existem três fatores principais que interferem na temperatura de ebulição dos


compostos orgânicos, que são: o tipo de interação intermolecular, a polaridade
e o tamanho da molécula.

A polaridade e o tipo de interação intermolecular estão intimamente


relacionados, pois a polaridade da molécula define o tipo de interação
intermolecular que haverá.

As funções orgânicas, tais como os álcoois, as cetonas, as aminas, as amidas,


os aldeídos e os ácidos carboxílicos, possuem átomos de elementos com a
eletronegatividade mais acentuada (oxigênio e nitrogênio). Assim, tais
moléculas são polares e a intensidade da força de atração entre elas é maior,
pois elas realizam ligações de hidrogênio. 5

Quanto maior for o tamanho das moléculas, maior será a sua superfície,
propiciando maior número de interações com moléculas vizinhas, o que
acarreta uma elevação no seu ponto de ebulição. 3

Quanto maior a Maior a energia Maior a


intensidade das necessária para temperatura de
forças a mudança de ebulição.
moleculares estado físico

Quanto maior Maior o


Maior a Maior o ponto
o tamanho das número de
superfície de ebulição.
moléculas interações

CONCLUSÃO:
De acordo com a análise dos resultados, pode-se concluir que a prática foi
satisfatória, já que foi possível determinar o ponto de fusão para o ácido
benzóico P.A e impuro e, o ponto de ebulição para o álcool etílico e obter
resultados próximos da literatura. Foi de suma importância as informações
adquiridas, pois é possível determinar a pureza de substâncias e a
identificação de amostras desconhecidas.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

1. Análise Orgânica – Claudio Costa Neto, Métodos e Procedimentos para a


Caracterização de Organoquímicos. VOLUME 2 ( p. 937)

2 http://www.infoescola.com/quimica/acido-benzoico/. acessado em
11/04/2014.

3 http://qnint.sbq.org.br/qni/visualizarConceito.php?idConceito=14.
Acessado em 11/042014.

4
http://www.rumoaoita.com/site/attachments/472_Propriedades_Fisicas_Com
postos_Organicos_Quimica.pdf. Acessado em 11/04/2014.

5 http://www.colegioweb.com.br/trabalhos-escolares/quimica/propriedades-
coligativas/pressao-de-vapor-e-ponto-de-ebulicao.html. Acessado em
11/04/2014.

6 http://www.mundoeducacao.com/quimica/temperatura-ebulicao-dos-
compostos-organicos.htm. Acessado em 11/04/2014.
http://www.coladaweb.com/quimica/fisico-quimica/ponto-de-fusao.
Acessado em 12/04/2014.
http://www.ebah.com.br/content/ABAAAejLgAL/relatorio-ponto-fusao-1.
Acessado em 12/04/2014.