Gestão de Conflitos Laborais em Escola
Gestão de Conflitos Laborais em Escola
0
UNIVERSIDADE CATÓLICA DE MOҪAMBIQUE
Faculdade de Gestão de Recursos Naturais e Mineralogia
TETE,
AGOSTO DE 2016.
1
ÍNDICE
DECLARAҪÃO ........................................................................................................................ 0
AGRADECIMENTOS ............................................................................................................. II
2
2.2.1 Conflito ............................................................................................................................. 7
2.7.1.A gestão dos conflitos laborais nos negócios: um estudo na empresa Homecenter na
cidade de Tete (2012-2014). .................................................................................................... 24
3
3.1 Tipo de Pesquisa/Estudo .................................................................................................... 27
5.2. Recomendações................................................................................................................. 38
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS..................................................................................... 39
4
DECLARAҪÃO
O presente trabalho foi realizado pelo estudante da universidade católica de Moçambique em
2016. Este trabalho é da sua autoria excepto as citações que aqui foram referenciadas. Nunca
foi e nunca será submetido a nenhuma outra universidade, nenhuma parte deste trabalho pode
ou poderá ser reproduzido sem a autorização do autor ou da universidade católica de
Moçambique.
Nome do Autor
___________________________
Treva Ricardo Candini
Data:_______________
A Supervisora:
___________________________
Mestre Paula Cristina Six-Pence de Sousa
Data:______________
I
AGRADECIMENTOS
Em primeiro lugar, agradeço à Deus por ter me dado forças para lutar no decorrer de toda esta
jornada, desde a fase do inicio do curso até a esta parte, principalmente por ter me dado saúde
para honrar o mérito que ele me concedeu de estar fazendo este curso superior.
O próximo agradecimento vai para minha Família que sempre me apoiou em todos os
momentos, altos e baixos e sempre foram compreensivos comigo em todas as situações
ocorridas ao longo da elaboração da monografia, tentando-me sempre ajudar nas
dificuldades, premiando me nas soluções e dando-me uma força enorme.
Sem deixar de lado agradeço à minha supervisora a Mestre Paula Cristina SixPence de
Sousa, pela sua sábia orientação e suas imensuráveis contribuições, sobretudo pela sua
paciente supervisão para esta pesquisa.
II
SUMÁRIO EXECUTIVO
A presente pesquisa subordinada ao tema “ Análise das estratégias de gestão de conflitos
laborais para o desenvolvimento organizacional”: Um estudo de caso na Escola Secundária
de Jécua- Cristo Rei em Manica (2013-2015), na qual o desenvolvimento do tema situa-se
essencialmente no âmbito de analisar as estratégias usadas para a gestão de conflitos laborais
nesta escola para que haja o desenvolvimento, uma vez que a escola antes estava encabeçado
pelo estado e recentemente passou se para a Igreja Católica. Portanto, o ponto central deste
estudo é analisar as estratégias usadas para a gestão de conflitos laborais na sua organização,
desde esta transição numa perspectiva de desenvolver a sua instituição. Assim, para
respondermos a nossa pergunta de pesquisa que é: Quais são os mecanismos mais
evidenciados na Escola Secundária de Jecúa- Cristo Rei de Manica perante os conflitos, bem
como procurar saber quais são os verdadeiros problemas que estariam por de trás destes
conflitos naquela instituição, recorreu-se a revisão da literatura teórica, baseando nas obras já
publicadas em relação ao tema, bem como através da literatura empírica e focalizada, onde
foi possível encontrar estudos realizados fora e dentro do país para posterior fazer
comparação destas abordagens com o retrato desta pesquisa. Tratando de uma abordagem
qualitativa, utilizou se a entrevista estruturada com perguntas fechadas para os entrevistados.
Dos resultados obtidos e recolhidos no campo: verificamos que a maioria na Escola
Secundária de Jecúa usa principalmente as estratégias que possam resolver o conflito em
causa naquele momento, enquanto apenas a menor percentagem, prefere a estratégia de
ganha- ganha.
Palavras-chave: Conflitos laborais, Organização e Desenvolvimento Organizacional.
III
LISTA DE TABELAS
Tabela 1: Género dos respondentes…………………………………………....................30
IV
LISTA DE GRÁFICOS
Gráfico 1 – Análise da 1ª pergunta…………………………………………………………...34
Gráfico 2 – Análise da 2ª pergunta…………………………………………………………...34
Gráfico 3 – Análise da 3ª pergunta…………………………………………………………...35
Gráfico 4 – Análise da 4ª pergunta…………………………………………………………...35
Gráfico 5 – Análise da 5ª pergunta…………………………………..……………………….36
V
LISTA DE APÊNDICES
Questionários para os funcionários da Escola Secundária de Jécua - Manica
VI
LISTA DE ABREVIATURAS
VII
“A menos que modifiquemos a nossa maneira de pensar,
não seremos capazes de resolver os problemas causados
pela forma como nos acostumamos a ver o mundo”.
(Albert Einstein)
VIII
GLOSSÁRIO
Diferenças de interesses ou Metas: quando as pessoas buscam atingir metas diversificadas,
em função de uma divergência de interesses.
Negociação: o conflito é superado por uma negociação que busca uma solução intermediária,
onde cada parte cede um pouco. É indicado quando os envolvidos têm igual poder e querem
reduzir as diferenças, ou quando se precisa chegar a uma solução temporária e cada parte
aceita ganhos e perdas. Resultados: ninguém fica totalmente satisfeito; tende a criar um
conflito do tipo ganhar/ perder.
IX
CAPÍTULO I: INTRODUÇÃO
Breve Introdução
Neste trabalho de pesquisa com o tema: “Análise das estratégias de gestão de conflitos
laborais para o desenvolvimento organizacional”: Um estudo de caso na Escola Secundária
de Jécua- Cristo Rei em Manica (2013 – 2015), na qual o tema levantado procura
compreender o estilo de gestão de conflitos e a respectiva estratégia usada na Escola
Secundária de Jécua- Cristo Rei em Manica para a gestão de conflitos laborais.
Neto (2005), afirma que os conflitos estão presentes em todos os ambientes, quer nas
organizações ou não, pois sempre que houver a convivência entre um grupo de pessoas,
inevitavelmente haverá divergências de ideias, objectivos, entre outros factores.
Diante disso se torna importante estudar e conhecer este assunto, que algumas organizações
ainda não conhecem, embora que seja de estrema importância para uma boa gestão de
pessoas
“A sobrevivência e evolução das empresas estão cada vez mais dependentes da sua
capacidade de adoptar e aperfeiçoar condutas marcadas pela seriedade, humildade, justiça e
pela preservação da integridade e dos direitos das pessoas. É fundamental gerir conflitos de
forma a desenvolver em vez de um ambiente de trabalho hostil e pouco produtivo, pouco
motivador ou mesmo improdutivo” (Figueiredo, 2012, p.29).
Portanto as organizações devem sempre gerir os conflitos laborais, para que não haja
situações que possam prejudicar o seu desenvolvimento.
Neste trabalho é abordado as estratégias de gestão de conflitos laborais, com ênfase nos seus
impactos e resultados nas organizações. Portanto iremos apresentar conceitos, tipos, factores
causadores de conflitos e formas de administrá-los, tudo para que se torne mais claro e
compreensível esse assunto tão relevante na actualidade tanto para os gestores quanto para as
organizações.
1
1.2 Contextualização
1.3. Problemática
“A formulação do problema prende se ao tema em questão, porque esclarece a dificuldade
específica com a qual se defronta e que se pretende resolver por intermédio da pesquisa”
(Marconi, 1996, p.49).
Dizendo que os conflitos existem no local de trabalho não é um facto desconhecido, mas é
assunto que não é assumido com facilidade. Muitas vezes as organizações resistem em
admitir que o conflito existe no seio das suas organizações (Chiavenato, 2005).
Porém, a maioria das organizações acham que a existência de conflito representa uma falha,
ou seja perda de controlo sobre os seus empregados, indicando que a organização não está
funcionando correctamente.
2
Diariamente, as pessoas se deparam com os conflitos dentro de suas organizações e na
maioria das vezes não sabem como devem proceder para que haja soluções desses
problemas.
Esses conflitos são dos mais variados, pode se citar alguns deles como: interesses pessoais
acima dos interesses do grupo ou seja, o individualismo, ciúmem, inveja, os quais são muito
comuns nas organizações. A acomodação na parte dos dirigentes, figura dentre eles, porque o
indivíduo fica na sua zona de conforto e muitas vezes não permite que a tirem desse conforto,
principalmente quando ouve a palavra mudança, a pressão por resultados, as diferenças
pessoais, problema de comunicação e problemas com o gestor, entre outras.
Portanto, leva-nos a uma profunda reflexão em torno das relações existentes entre as
organizações e os seus trabalhadores, uma vez que as organizações não conseguem gerir os
conflitos duma forma passível ou seja rápida, resultando em conflitos que possam
comprometer com as suas actividades laborais, na qual prejudicarão o desenvolvimento da
própria organização.
Diante deste problema aqui apresentado e havendo uma necessidade de responder a esse
questionamento, pode se encontrar as verdadeiras respostas partindo da seguinte pergunta de
partida: Quais são as estratégias mais evidenciadas pela direcção e os funcionários da Escola
Secundária de Jecúa- Cristo Rei de Manica para a gestão de conflitos laborais, para o
desenvolvimento Organizacional?
1.4.Delimitação do Estudo
Com esta pergunta de partida, permitiu-se estabelecer a delimitação do estudo desta pesquisa,
deste modo, o presente estudo focalizou-se no distrito de Manica, uma região situada no
centro do País, no território da Província de Manica, com uma extensão de 62,272 km²,
porém para a presente pesquisa foi feito um estudo na Escola Secundária de Jécua - Cristo
Rei em Manica, uma escola privada, num horizonte temporal compreendido entre 2013 á
2015.
3
1.5. Objectivos
1.6. Justificativa
Ao estudar os conflitos em uma organização, precisa-se reconhecer a existência de diversas
forças actuando simultaneamente, dentre elas, a mais significativa que é a interacção entre os
indivíduos que a compõe (Calvacanti, 2005, p.11). É ainda importante lembrar que o conflito,
em uma organização, ocorre dentro do contexto de um sistema em funcionamento e, portanto,
dentro de um contexto de relacionamento contínuo entre pessoas, grupos e unidades de
trabalho (Calvacanti, 2005).
4
O interesse pelo tema deveu-se a situação que tivemos neste espaço em 2015, no âmbito de
uma pesquisa sobre “Gestão de conflitos interpessoais numa organização”. Foi com este
propósito, de pesquisar, que deparamos com esta realidade na Escola Secundária de Jécua-
Cristo Rei em Manica.
Ainda a escolha do tema surgiu por parte, das dificuldades que as empresas têm em gerir os
conflitos e da importância que se tem vindo a dar bons resultados no trabalho, dessa forma
justifica-se o tema escolhido, também pela relevância do assunto na área da gestão de
pessoas.
1.7.Relevancia do Estudo
5
1.8. Estrutura da Monografia
O presente trabalho apresenta-se em quatro capítulos estruturados da seguinte forma:
No segundo capítulo, temos o marco teórico, onde são apresentadas as teorias que serviram
de base para a sustentação do estudo, através da fundamentação teórica, a fundamentação
empírica e por fundamentação focalizada.
6
CAPÍTULO II.CAPÍTULO II: REVISÃO DA LITERATURA
A revisão de literatura e resultante da consulta de todos possíveis livros de ensino que tratam
sobre o tema em causa. Também consta na revisão de literatura, o enquadramento teórico em
relação ao conflito, tipos de conflitos, entre outros. Foi também destacado os estilos de gestão
dos conflitos, as causas de conflitos laborais, as visões de conflitos e as formas de resolução
dos conflitos laborais numa organização, neste caso na escola secundária de Jécua- Cristo Rei
em Manica. Portanto o enfoque desta pesquisa foi de avaliar as estratégias usadas na Escola
Secundaria de Jécua na gestão de conflitos laborais, para o seu próprio desenvolvimento.
2.2.1 Conflito
De acordo com Ferreira (1996, p. 363), “conflito vem do latim conflictu, embate dos que
lutam; discussão acompanhada de injúrias e ameaças; guerra, combate, colisão, choque; o
elemento básico determinante da acção dramática, a qual se desenvolve em função da
oposição e luta entre diferentes forças”.
McIntyre (2007, p. 297) salienta que “não existe uma definição simples de conflito”Antes de
se começar a definir em que consiste o conflito convém distingui-lo do conceito de
desacordo. Apesar de ambos serem substantivos, o conflito pode significar guerra, luta,
combate, uma série de ideias, estilos ou interesses diferentes, por sua vez o desacordo
significa diferenças de opinião e pode ser produtivo conduzindo a uma maior produtividade.
Os conflitos existem sempre que houver desacordos numa situação.
De acordo com Murteira (2007, p. 214) “conflito é uma situação na qual uns agentes
procuram metas diferentes ou defendem valores contraditórios, ou tem interesses opostos e
distintos, ou procuram de uma forma simultânea e competitiva, uma mesma meta, sendo
7
comum nestas situações a prestação de controlar a conduta do adversário, seja como meio
para conseguir os objectivos”.
Dai pode se concluir que para que haja conflito devem verificar-se as seguintes
circunstancias:
Que exista interacção de, pelo menos, dois indivíduos ou grupos de indivíduos;
Que se perceba ou exista uma incompatibilidade entre as metas, condutas, interesses
ou valores próprios;
Que pelo menos uma das partes considere uma situação como injusta ou
incompatível.
Assim, pode-se entender que o conflito parte das divergências de ideias por parte de duas
partes em que cada parte tem as suas ideias ou seus interesses, ou quando duas ou mais
pessoas lutam pelo mesmo objectivo.
2.2.2. Organização
Para Chiavenato (1993), as organizações são a forma dominante de instituição na sociedade,
intervêm em todos os aspectos da vida moderna e envolvem atenção, tempo e energia de
imensas pessoas. São a característica de uma sociedade especializada e interdependente, que
se caracteriza por um crescente padrão de vida. Deste modo, verifica-se que actualmente as
organizações desempenham um papel muito importante no quotidiano das nossas vidas, pois
os indivíduos necessitam das organizações para viver. Nas sociedades industrializadas, as
organizações integram diferentes grupos profissionais.
“Assim, as organizações são formadas por pessoas para sobreporem suas limitações
individuais com as organizações, a limitação final para alcançar muitos objectivos humanos
8
não é mais a capacidade intelectual ou de força, mas a habilidade de trabalhar eficazmente”
(Chiavenato, 1990, pp. 20-21).
Giddens (2000, pp. 348-349) afirma que “uma organização é em vasto grupo de pessoas,
estruturado em linhas impessoais e constituído para se alcançarem objectivos específicos
(…)”. Ou seja, as organizações assumem-se como uma grande associação de pessoas
constituída com a finalidade de alcançar determinados objectivos, estas organizações podem
ser empresas, hospitais, escolas, entre outros.
Conforme Lakatos (2007, p.23) “Organizações são formações sócias articuladas em sua
totalidade, com um número necessário de membros”. Tem funções diferenciadas, possuem de
maneira consciente, fins objectivos específicos e estão ordenadas de forma racional, pelo
menos intencionalmente, tendo em vista o cumprimento desses fins e objectivos.
Partindo das definições dos três autores acima citados pode-se salientar que a organização é
um conjunto de pessoas unidas para alcançar um certo objectivo, portanto há sempre relação
entre os colaboradores, onde os colaboradores desempenham tarefas diferenciadas mas com o
mesmo objectivo organizacional.
Referem que o termo conflito foi estudado pela teoria das relações industriais e pela teoria
organizacional. A primeira, Teoria das Relações Industriais, perspectiva o conflito como um
“fenómeno integrante das relações empregador-empregado e as relações entre as diferentes
unidades organizacionais como expressão de interesses simultaneamente convergentes e
divergentes. Por seu lado, a teoria organizacional defendia que o conflito era um sob-ponto
disfuncional de uma gestão inadequada, que era necessário eliminar. Entre estas duas teorias,
10
situava-se a teoria das relações humanas que reconhecia que o conflito nem sempre era
considerado como um fenómeno criador/gerador de disfunção, vê o conflito organizacional
como fenómeno normal nas organizações. Caetano e Valá (2002). Não se opõem a ele, mas
também não percebe quais os benefícios reais da sua existência
(Beck, 2009). Neste sentido, a escola das Relações Humanas na segunda metade do século
XX, explicou que o conflito é natural, espontâneo e inevitável em qualquer organização ou
grupo e, por isso, deve ser aceite e não evitado. Desta forma, o conflito pode não ser negativo
(mau) mas também pode ser positivo pois pode ser necessário para a eficácia de um grupo ou
organização, na medida em que se for devidamente orientado poderá provocar inovações e
mudanças. Cavalcanti (2006, p. 21, citando Robbins, 2002) refere que esta visão começou por
volta do final dos anos 1940 até meados dos anos de 1970, assumindo “que o conflito é
consequência natural nos grupos e organizações e que, por ser natural, é inevitável e deve ser
aceite. (…) O conflito não é necessariamente ruim, sendo que sua existência pode ser
racionalizada – o conflito tem potencial de ser uma força positiva para o desempenho do
grupo, havendo ocasiões em que ele pode ser benéfico”.
Esta visão interacionista considera que o conflito é positivo e negativo, bom ou mau,
funcional ou disfuncional, se tiver em conta a situação concreta em que ele ocorre. Nesta
abordagem o conflito é reconhecido não apenas como inevitável, mas que em determinadas
situações ele deve ser fomentado, com o objectivo de surgirem novas ideias e promover a
inovação e a mudança. O conflito é resolvido pela identificação das causas e solução de
problemas. O conflito pode ser uma força positiva para melhorar uma organização.
2.3.2.Tipos de Conflitos
Segundo Chiavenato (2004) os tipos de conflitos, são:
11
grupo mas também para o grupo mas também para o próprio indivíduo que, desta forma,
pode ser afectado o seu auto - conceito, sua auto - estima ou qualquer outra variável
individual.
Diferenças de personalidades;
Existência de actividades interdependentes no trabalho;
Metas diferentes;
Recursos compartilhados;
Diferenças na acessória de informação e
Percepções diferentes.
Segundo Guilande (2002,p.19), citado por Gribeth (2014,p.23) as causas dos conflitos
laborais são:
Segundo Samuelson (2005), empregado é a pessoa encontrada para prestar serviços para um
empregador, numa carga horária definida mediante um salário, considera-se empregador a
12
empresa, individual ou colectiva, que assumindo os riscos da actividade económica admite,
assalaria e dirige a prestação pessoal de serviços.
A fonte dos conflitos, no nosso país (Moçambique) segundo Guilande (2000) é possível
destacar tais como:
13
alimentação subsidiada ou gratuita, transporte subsidiado ou gratuito, locais de lazer e
de repouso, serviço social, estacionamento gratuito, creches, etc.
Segundo Chiavenato (2004, p.498) “a greve é uma suspensão temporária, colectiva e pacífica
do trabalho como forma de conquistar certa reivindicação trabalhista, geralmente
determinada pelo sindicato dos trabalhadores ou pelos trabalhadores”.
A greve é também uma paralisação parcial ou integral das actividades por parte dos
trabalhadores como meio de pressão na negociação dos seus interesses ou no alcance dos seus
objectivos.
A resolução de conflitos apresenta-se como uma parte bastante importante nesta matéria da
gestão de conflitos e consiste na cessação do conflito através do acordo entre as partes
envolvidas, satisfazendo os objectivos ou eliminando as causas que levaram ao conflito.
Relativamente às estratégias de gestão de conflitos, temos que demarcar duas fases, uma até
aos anos 60 em que estas estratégias eram percepcionadas numa lógica unidimensional e
outra fase mais recente em que a lógica é bidimensional (Dimas et al., 2005). Existem vários
estilos de comportamentos com que uma pessoa ou grupo pode lidar com o conflito. Estes
estilos denominam-se “estratégias básicas para gerir uma situação em que as partes
consideram os seus interesses como incompatíveis” (McIntyre, 2007, p. 299).
Rahim (1983, citado por Dimas e tal., 2005, p. 10), caracteriza os cinco estilos de gestão de
conflitos numa organização que se destaca:
Estilo “Integração” tem como finalidade encontrar uma solução benéfica para ambas
as partes, através da partilha de informação. Para isso é fundamental que se sigam
duas fases (Prein, 1976, citado por Rahim, 1992): a fase da confrontação onde as
partes exploram as diferentes formas de percepcionar o problema, fala abertamente
sobre as divergências e procuram as causas dos conflitos; e a fase da resolução do
problema onde as partes procuram soluções adequadas aos interesses envolvidos;
14
Estilo “Acomodação” tem como finalidade a satisfação dos objectivos de uma parte.
Consiste na tentativa de satisfazer os interesses do outro, negligenciando os próprios,
a parte que adopta este estilo sai sacrificada e prejudicada;
Estilo “Dominar” tem como finalidade a estratégia de ganha-perde, em que os
objectivos de uma parte são considerados prioritários perante os da outra parte, sendo
extremamente difícil chegar-se a uma solução mútua;
Estilo “Evitamento” tem como finalidade a fuga ou negação do conflito, um meio
de adiamento da resolução do conflito ou até um meio de fuga perante uma situação
ameaçadora;
Estilo “Compromisso” tem como finalidade procurar uma solução aceitável para
ambas as partes, sendo que cada uma das partes abdica de algo. Representa a
tentativa de satisfazer, moderada, mas incompletamente, os interesses de ambas as
partes. Daí pode resultar uma busca parcial de um objectivo.
Ainda Gonçalves (2010) diz que os bons administradores de conflitos preferem lidar com os
conflitos em suas fases iniciais. Fica mais fácil identificar possíveis diferenças permitindo
preparar planos de acções que sejam mais adequados para lidar com o problema. Barreiras
que são tangíveis são removidas eliminando boa parte dos conflitos e os que persistirem são
aplicadas as ferramentas de administração de conflito mais adequadas procurando tirar o
máximo de proveito da situação conflituante em benefício dos objectivos da empresa.
Robbins (2002) salienta que existem cinco técnicas a ser utilizada pelos gestores na gestão de
conflitos são eles:
Geralmente a decisão tomada por esta técnica nem sempre é a mais adequada. A solução é
rápida e não é questionada pelos integrantes. Não ajuda no desenvolvimento das equipes.
16
Colaborar: Neste método as partes em conflito buscam colaborar para que o conflito
seja resolvido buscando resultados benéficos a todos. Aqui a filosofia adoptada é a do
ganha/ganha. Neste método buscam resolver as divergências através da avaliação de
alternativa escolhendo a solução que conte com o apoio e a concordância de todos os
envolvidos. Vale salientar que este método é o mais difícil de ser aplicado, pois
requer um clima de confiança e concordância e ponderação. Serve para criar clima de
confiança e aumentar o relacionamento.
Evitar: As pessoas tentam ignorar a existência do conflito. A cooperação é
inexistente, buscam o distanciamento. É conhecido como relação perde/perde, pois
nenhuma das partes envolvidas consegue lidar com o problema quanto mais resolve-
lo.
Acomodar-se: Quando uma parte procura abrir mão para a outra parte com o
objectivo de se solucionar aquele problema a qualquer custo, sendo capaz de colocar
os interesses da outra pessoa em primeiro lugar. É o método perder/ganhar, a pessoa
não deseja resolver o problema prefere evitar o conflito para que o relacionamento
seja mantido e que uma situação desagradável não se abatam no ambiente de
convívio sendo uma solução temporária acalmando as relações da equipe e
discussões.
Conceder: As partes envolvidas no conflito abrem mão de alguma coisa com o
objectivo de resolver o problema, ou seja, ambas as partes cedem com o objectivo de
se chegar a um consenso. Conhecida como ganhar/perder –ganhar/perder, pois a parte
envolvida ganha parte do que deseja, mas também abre mão da outra parte. Neste
método não existe vencedor ou vencido. O que existe é a disposição das partes
envolvidas havendo uma compartilha de interesses. Geralmente a decisão tomada é
uma mistura dos dois lados do argumento.
Através delas é possível definir o objectivo de cada participante. Mas vale ressaltar que toda
situação é mutável. Durante um conflito estas intenções podem mudar devendo o gestor estar
atento a reacção de cada pessoa envolvida e se adaptar rapidamente a uma nova situação.
17
2.3.7. Resolução de Conflitos laborais no Centro de Mediação e Arbitragem Laboral.
A resolução de conflitos na mediação é feita a partir da negociação e gestão de conflitos
portanto podemos obter de forma resumida as definições de vários autores que aqui são
apresentadas.
O processo de mediação, encontra-se exaustivamente descrito nos artigos 186º e 187º da lei
23/2007 de 1 de Agosto, mas, o essencial a reter, é que ela também constitui um meio,
auxiliar de negociação directa, na qual as partes encarregam uma terceira pessoa (mediador),
para procurar uma solução para o conflito que as opõem. Este elabora propostas de resolução
do conflito que propõe as partes, e que estas, são livres de aceitar ou rejeitar. E caracteriza-se
por ser uma solução: voluntária; confidencial; económica; rápida; eficaz e segura.
Na mediação, o mediador não toma decisão da disputa mas sim procura fazer com que as
partes envolvidas explorem as várias alternativas positivas para permitir que os intervenientes
possam buscar uma solução por conta própria, o que deixa claro que o mediador somente
controla o processo e não os resultados. O mediador deve ser imparcial e profissional para
todos efeitos positivos na disputa.
18
questionamentos que auxilie na reflexão e que abra o discurso para novas possibilidades de
abordagem.
Apesar de ser um método difícil de ser aplicado é o único que busca entender e aceitar os
sentimentos da outra pessoa. Por isto é chamado processo ganha/ganha. Ambas as partes
acabam chegando a um entendimento e abrindo mão de algum ponto em favor da outra parte
envolvida chegando assim em um acordo viável para ambos.
Todas as técnicas aqui apresentadas são apropriadas para cada situação, mas deve-se salientar
que a utilização de apenas uma técnica de cada vez pode limitar o gestor no momento de
conflito. O ideal é utilizar o máximo das técnicas possível para ter garantias de qual será mais
adequada dada a situação. A habilidade de escolher e utilizar a mais variadas técnicas
demonstra a habilidade do administrador a lidar com conflitos de maneira mais rápida e
eficiente.
19
2.3.8.1.Passos para um Planeamento de uma Negociação de Conflitos.
Devemos separar as pessoas envolvidas no problema com o objectivo de se
concentrar na negociação. É comum confundir as pessoas com o problema
envolvendo questões pessoais.
Foco no interesse básico examinando os interesses de todos os envolvidos
determinando aqueles que são comuns e aqueles que são conflituantes.
Buscar alternativas que proporcione ganhos mútuos.
Encontrar alternativas contundentes para a solução do problema. Buscando o melhor
acordo possível beneficiando as partes envolvidas.
Todos estes passos devem ser permeados dentro de um padrão justo independentemente da
vontade dos envolvidos, portanto é importante que se estabeleça padrões razoáveis que seja
um consenso entre as partes envolvidas.
20
haverá um dos quatro resultados possíveis: 1) uma parte ganha, e o rival perde; 2) o rival é
que ganha, e a outra parte perde; 3) chega-se a um compromisso e ambas as partes perde até a
um certo ponto para ganharem noutros, e; 4) ambas as partes procuram uma solução
integrativa em que cada parte acaba por ganhar” (McIntyre, 2007, cita os autores Caetano &
Vala, 2002; Rahim, 1991).
De acordo com o resultado obtido no final do conflito, as estratégias que permitem enfrentar
um desafio podem ser classificadas em “Ganhar-Perder”, “Perder- Perder” e “Ganhar -
Ganhar”. Ou seja, segundo Almeida (1995), existem estes três tipos de resoluções ou
soluções possíveis para o conflito.
Na estratégia “Ganhar-Perder”, uma das partes alcança o objectivo pretendido e a outra não,
uma das partes é mais poderosa que a outra e através do seu poder impõe-se à outra, ou seja,
uma ganha a outra perde. A longo prazo, esta estratégia acaba por enfraquecer a autoridade e
pode criar sentimentos de vingança ou ressentimentos, produzindo maus resultados. Por
exemplo, na parte que ganha existe um sentimento de vitória, um reforço da auto-estima, na
parte que perde cria-se um sentimento de contrariedade. Por conseguinte, podem ficar com
ressentimentos relativamente ao resultado alcançado, e poder influenciar ou dificultar as
futuras negociações (Chiavenato, 1999; Caetano, Vala, 2002, citados por Beck, 2009, p. 23).
Perder-perder: esta estratégia não satisfaz ninguém, pois ninguém ganha objectivamente.
Nesta situação o objectivo é impedir que a outra parte ganhe. Por exemplo numa discussão a
propósito do destino de férias, escolhe-se uma terceira opção para que o destino eleito não
satisfaça nenhuma das partes.
21
Chiavenato 2002) o conflito pode proporcionar resultados construtivos ou efeitos positivos e
resultados destrutivos ou indesejáveis:
Um estudo idêntico foi desenvolvido por Nascimento (2010), em Brasil, com o tema “A
gestão de conflitos interpessoais nas organizações Públicas de ensino profissionalizante:
uma análise da Experiência de nova Iguaçu – RJ.”que tinha como objectivo analisar e
esclarecer alguns pontos sobre os principais tipos de conflitos, suas causas, as formas de
gerenciamento utilizadas e seus impactos nas Organizações Públicas.
Para uma melhor abordagem do tema foi realizada uma pesquisa de campo em duas
instituições públicas de ensino profissionalizante do município de Nova Iguaçu, a Unidade de
Ensino Descentralizada de Nova Iguaçu do CEFET/RJ e a Escola Técnica Estadual João Luiz
do Nascimento, com o objectivo de analisar como os servidores dessas organizações
observam os tópicos abordados na teoria. Para isso foram realizadas entrevistas com esses
servidores e posterior análise de conteúdo. A partir da análise de dados foi possível concluir
que nas organizações estudadas não existem mecanismos de gestão de conflitos nesses
órgãos, sendo este gerenciamento realizado de forma pessoal. Além disso, os servidores
públicos consideram a existência dos conflitos algo natural. Esses servidores lidam de forma
pessoal, isto é, de acordo com sua personalidade e visão de mundo, com as situações
conflituosas na medida em que elas ocorrem, sem se preocupar em gerar mecanismos de
solução. Pode-se perceber que conflitos em instituições de ensino afectam significativamente
a qualidade da educação oferecida aos alunos e que, por isso, os conflitos devem ser geridos
de forma que não haja prejuízo para o aluno. Os impactos às relações de trabalho também se
mostraram muito importantes, acarretando em desmotivação, insatisfação e
descomprometimento com a instituição. Não foi verificado nessas instituições nenhum
mecanismo de solução de conflitos definido institucionalmente, sendo a gestão dos conflitos
23
completamente pessoal, baseada nas concepções que o gestor tem de como as situações
conflituosas devem ser conduzidas e pelo seu estilo de liderança.
Portanto o nosso estudo assemelha-o, tendo em conta, o nosso objectivo era analisar as
estratégias de gestão de conflitos laborais para uma produção de resultados, ainda nós
fizemos a mesma questão de desenvolver o nosso estudo, utilizando a abordagem qualitativa.
No âmbito dessa abordagem, foram utilizadas as técnicas de entrevistas em profundidade e,
sequencialmente a história de vida profissional dos entrevistados, a mesma abordagem usada
nesta literatura empírica. O aspecto mais relevante que difere os dois estudos recai na
delimitação espacial, uma vez que desenvolvemos o nosso estudo na província de Manica, e
ainda numa única instituição que é a Escola Secundária de Jecúa- Cristo Rei de Manica
enquanto a pesquisa de campo de Talita Almeida foi realizada em duas instituições públicas
de ensino profissionalizante do município de Nova Iguaçu, a Unidade de Ensino
Descentralizada de Nova Iguaçu do CEFET/RJ e a Escola Técnica Estadual João Luiz do
Nascimento.
2.7.1.A gestão dos conflitos laborais nos negócios: um estudo na empresa Homecenter
na cidade de Tete (2012-2014).
Através do estudo focalizado, foi possível fazer o levantamento de outras pesquisas
realizadas dentro de Moçambique em relação ao tema desta pesquisa. Deste modo, foi
seleccionado o estudo feito pelo Gribeth (2014), com o seguinte tema “A gestão dos conflitos
laborais nos negócios: um estudo na empresa Homecenter na cidade de Tete (2012-2014) ”,
que tinha como o objectivo geral de analisar profundamente as reais causas dos conflitos
laborais nos negócios na empresa Homecenter em Tete. O seu estudo baseou se nas obras já
publicadas em relação ao seu tema, através da literatura empírica e focalizada e
posteriormente fez a comparação destas abordagens com a sua pesquisa.
Portanto a sua pesquisa teve como a pergunta de partida: de que forma, podem ser resolvidos
os conflitos laborais no negócio da empresa Homecenter em Tete, de modo que estes
conflitos não possam desestabilizar a actividade negocial daquela empresa?
24
Identificar as causas dos conflitos laborais entre a entidade patronal e dos seus
trabalhadores?
Indicar a relação existente entre a gestão de conflitos dos mesmos colaboradores e
a satisfação profissional existente?
Identificar a melhor solução para minimizar os conflitos laborais nos negócios.
O seu estudo optou a abordagem qualitativa, onde utilizou a entrevista semi-etruturada para
os trabalhadores e não estruturada com perguntas fechadas, direccionada apenas para os
administradores da Homecenter e pessoal do topo dessa empresa. Dos dados obtidos e
recolhidos no campo, foi possível obter os seguintes resultados em relação as principais
causas dos conflitos laborais na empresa Homecenter: a falta de cultura de trabalho
principalmente dos trabalhadores naturais e residente da cidade de Tete; a natureza da política
do mercado de mobiliária; as jornadas semanais de trabalho; a falta de seriedade e
compromisso por parte dos trabalhadores, elevados números de faltas que chegam a pôr em
causa o funcionamento do supermercado, entre outros problemas.
Portanto, o estudo desenvolvido por Gribeth (2014), apresenta também uma linhagem similar
com esta pesquisa em relação ao desenho metódico, técnica de recolha de dados, tipo de
pesquisa e as fundamentações teóricas, diferenciando apenas na forma ou processo de
resolução de conflitos.
Gribeth (2014) diz que para minimizar tais conflitos é sugerido uma resolução pacífica, com
intermediação dos profissionais externos para que possam actuar como mediador pois este
transmite confiança para ambas as partes.
Ainda um dos aspectos que difere os dois estudos assenta no processo de resolução de
conflito, onde o Gribeth diz que existem 3 formas para a resolução de conflitos que são:
evita-lo através da supressão das situações dos conflitos, normalmente, através de
comportamentos de fuga, adormecendo, refugiando se no trabalho e mudando de assunto, ou
ainda, acomodando-se fingindo que tudo esta bem enquanto no nosso estudo vem
assertividade e a cooperação como as estratégias básicas para a resolução de conflitos
organizacionais.
25
26
CAPITULO III: METODOLOGIA
Portanto neste trabalho o tipo de pesquisa quanto aos objectivos, baseia-se nos estudos
exploratórios. Segundo Vilelas (2009), pesquisas exploratórias examinam um tema pouco
estudado ou um fenómeno que se manifesta numa situação nova e específica. Faz para uma
realidade desconhecida como visitar uma biblioteca nova, para nos familiarizarmos com
fenómenos desconhecidos.
Segundo Minayo (2001, p21), a pesquisa qualitativa responde a questões muito particulares.
Ela se preocupa nas ciências sociais, com um nível de realidade que não pode ser
quantificado. Ou seja, ela trabalha com o universo de significados, motivos, aspirações,
crenças, valores e atitudes, o que corresponde a um espaço mais profundo das relações, dos
processos e dos fenómenos que não podem ser traduzidos a uma simples operacionalização
de vaiáveis.
Para a colecta de dados para este estudo foram utilizados as técnicas de entrevista, bem como
o uso de questionários.
27
3.3 Técnicas de Análise de dados
Para análise e interpretação de dados, foram usadas sobretudo as técnicas de análise
qualitativa, uma vez que tratando de uma pesquisa qualitativa. Para o efeito, foi-se recorrer à
análise de conteúdo das informações que foram obtidas dos instrumentos de colecta de dados,
cruzando com as informações das referências bibliográficas.
3.4 População
Carmo e Ferreira (1998, p. 191) descrevem a população -alvo como “o conjunto de elementos
abrangidos por uma mesma definição. Esses elementos têm, obviamente, uma ou mais
características comuns a todos eles, características que os diferenciam de outro conjunto de
elementos…”.
De acordo com Gerardi e Silva (1981) citado por Alfeu (2001), para este tipo de casos, 1% da
população pode ser representativo, desde que tenha em consideração a cobertura em termos
espaciais do local em estudo. A população-alvo desta pesquisa recaiu directamente sobre os
funcionários da Escola Secundária de Jecúa de Manica.
28
indisponibilidade de estudos nacionais recentes e relevantes sobre a questão de gestão de
conflitos organizacionais, isto porque não há muitas obras publicadas que tratam dos
conflitos laborais no nosso país e estes são os factos que poderão ter contribuído para uma
certa limitação do âmbito do presente estudo.
Concebida inicialmente para albergar dois turnos, de entre os quais primeiro ciclo de 8ª a 10ª
classe e frequentavam no período matinal e a tarde tinha o regime do segundo ciclo (11ª a 12ª
classe). Naquela altura as instalações estava sendo utilizado pelo estado e isso foi durante
quinze anos.
Actualmente a organização possui os dois ciclos, sendo o primeiro ciclo a ocupar um bloco e
o segundo ciclo a ocupar a partir dos réis do chão ate ao primeiro piso, isto é, no mesmo
período laboral.
Ainda dentro da actualidade, a Escola Secundária de Jécua- Cristo Rei encontra-se na posse
da Igreja Católica, através dos padres e Irmãs. A Escola destina-se a receber alunos vindos de
vários pontos da região centro do país, uma vez que possuem dois internatos, sendo um para
sexo feminino e outro para masculino e os responsáveis são padres e irmãs.
A Escola possui 15 salas, sendo 9 com designação cardinal e 6 com designação ordinal.
Possui uma estrutura de 9 salas para 8 a10 classe e 6 salas para as 11 a 12 classe. A Escola
29
possui ainda um ginásio para Educação física para todas as classes e 3 laboratórios, sendo o
primeiro laboratório de aconselhamento e orientação dos alunos, o segundo é de ciências
naturais e o último é de cultura religiosa e valores humanos.
A Escola possui ainda, uma sala de secretaria, ligado ao gabinete da Directora, uma
biblioteca, possui também, um gabinete para os coordenadores (1ciclo e 2 ciclo), uma sala
dos professores que esta no bloco da biblioteca, secretaria e na directoria, possui uma cantina
que se encontra no bloco do segundo ciclo nos réis do chão.
30 a 40 anos 2 1 3
40 a 50 anos 4 1 5
Total 7 4 11
Fonte: Extraídos da entrevista e Questionário, 2016
Dos dados recolhidos, nota se que todas as faixa etárias puderam dar suas contribuições no
caso em estudo, notando se que a faixa com maior representação é a de 40 a 50,
Tabela 3
Primário 0 0 0
Secundário Geral 3 2 5
Superior 4 2 6
Total 7 4 11
30
Dos dados colectados conclui-se que: o nível com maior envolvimento ou representação é o
superior, ocupando em segundo lugar o Secundário geral e por fim Primário.
Tabela 4:
3 a 10 anos 4
10 a 20 anos 4
20 a 30 anos 3
Mais de 30 anos 0
Total 7
4.4.1. Qual é o estilo de gestão de conflitos que a direcção e os funcionários tem sido
usado aqui na escola?
Segundo o entrevistado, o tipo de estilo de gestão de conflitos laborais, mais usado pela
Escola, é geralmente o estilo de integração ou seja colaboração, Segundo o entrevistado, este
estilo é benéfico a todas partes uma vez que sempre há partilha de informação e todos saem
satisfeitos.
31
Portanto segundo o entrevistado, há certas situações em que a direcção usa o estilo de
acomodação, isto é quando tentam satisfazer os seus funcionários perante um caso do seu
interesse.
4.4.2. Qual é a estratégia resultante deste estilo que a Escola tem sido usado para a
gestão de tais conflitos laborais?
Segundo o entrevistado, a Escola tem sido usado muitas das vezes a estratégia de Ganha-
Ganha, na qual a direcção e os funcionários procuram uma solução integrativa em que todos
acabam por ganhar, mas algumas vezes a Escola usa a estratégia de Ganhar-Perder, isto
quando tende a responder as demandas do funcionário.
4.4.3. De que forma é feita a Gestão dos Conflitos Laborais na Escola Secundária de
Jecúa?
Ainda de acordo com o nosso entrevistado, a gestão de conflitos laborais na escola é feita da
seguinte maneira: Após a identificação da situação, o líder intervêm e proporciona um alívio
na tensão de forma directa com expressão de ideias, sentimentos, opiniões, uma conversa
aberta e directa entre os envolvidos a fim de promover uma relação de ganha-ganha, isto
dependendo do nível do conflito, depois procuram o melhor estilo e a sua respectiva
estratégia para a sua resolução.
4.4.4. Quais são os principais problemas que estariam por de trás destes conflitos?
Segundo o entrevistado, constitui as principais causas dos conflitos laborais na Escola
Secundária de Jecúa os seguintes:
A falta de seriedade e compromisso por parte dos trabalhadores, isto é, tem haver com
o elevado numero de faltas, as vezes o funcionário falta e vem justificando, por
exemplo, um falecimento inexistente de um familiar que não reside naquele distrito;
As vezes há problemas de comunicação entre a direcção e os funcionários, isto é, não
se realiza as reuniões frequentemente.
Despedimento sem justa causa, segundo o nosso entrevistado, este tipo de situação
acontece muito na parte dos funcionários que não desempenha o papel de leccionar
mais sim aqueles que ajudam nos outros papeis como: limpeza, segurança entre
outros;
As jornadas semanais de trabalho
32
4.4.5. Será que esses estilos e suas estratégias têm vindo a resolver completamente os
problemas existentes na instituição?
Segundo o nosso entrevistado, é verdade sim, que os estilos e suas respectivas estratégias tem
vindo a resolver completamente os conflitos laborais, uma vez que esses estilos tem trazido
um entendimento mútuo entre a direcção e os funcionários, e não só, a direcção tem estado a
melhorar as condições exigidas pelo seu pessoal, pois segundo ele: o descanso semanal
remunerado (aos domingos e feriados); salários baixos e o não pagamento de horas extras;
condições de trabalho da mulher, já foram resolvidas
4.4.7. Será que a direcção da Escola esta aberta a ouvir as reclamações dos
funcionários?
Segundo o entrevistado, não são todos momentos que a direcção tem espaço para atender as
necessidades dos seus funcionários, um dos factos que causa os conflitos na escola.
Nao
Sim
33
Pelo gráfico acima, observa-se que do universo questionado, 80% responderam que ainda não
ouviram sobre os conflitos, enquanto 20% dos questionados, responderam que já ouviram
sobre os conflitos laborais. Pode-se perceber claramente que a maioria de colaboradores desta
escola não sabe o que é conflito laboral embora que estão a experienciar o mesmo, na sua
escola.
De acordo com o nosso gráfico, os 90% dos funcionários disseram que não tem certeza se já
houve conflitos na Escola e os 10% disseram que já houve conflitos.
4.5.3. Quais são as estratégias que a Escola tem sido usado para a gestão de tais
conflitos laborais?
Ganha-Ganha
Depende da situacao
Portanto, quando questionou-se aos funcionários, quais são os estilos que a Escola usa para
gestão dos conflitos, obtivemos os seguintes resultados: os 70% dos questionários disseram
34
que a escola tem sido usada a estratégia que vai com a situação em questão, os `30% disseram
que usa a estratégia de Ganha - Ganha.
4.5.4. Como funcionário desta Escola, o que faz, quando está perante um conflito
laboral?
20%
Mau e Tenso
Bom
80%
35
Fonte: Os questionados na Escola Secundária de Jécua, 2016
36
CAPÍTULO V: CONCLUSÕES E RECOMENDAÇÕES
O presente estudo foi desenvolvido com objectivo de analisar as estratégias usadas na gestão
de conflitos laborais para o desenvolvimento organizacional. Foi também a nossa aspiração
analisar os estilos de gestão de conflitos, na qual procurou-se investigar os possíveis impactos
dos estilos de gestão de conflitos utilizados pelos colaboradores, para que haja um
desenvolvimento organizacional.
5.1 Conclusões
Pode se concluir que, sendo o conflito inevitável, o grande desafio é saber lidar com ele. A
causa do conflito é proveniente da divergência de interesses e a finalidade da gestão do
conflitos não é esquecer ou fazer desaparecer essa causa, mas sim resolve-lo e soluciona-lo,
pois se esquecermos ou deixarmos passar em vão, significa que estaremos a adiar o conflito
sem chegando na sua resolução.
Pode se concluir ainda, que o tipo de estilo de gestão de conflitos laborais, mais usado pela
Escola, é geralmente o estilo de integração ou seja colaboração, na qual a estratégia mais
usada é a estratégia de Ganha-Ganha.
Ainda pode se concluir que na Escola Secundária de Jécua, a falta de seriedade e
compromisso por parte dos trabalhadores, as vezes os problemas de comunicação entre a
direcção e os funcionários, despedimento sem justa causa, os casos das jornadas semanais de
trabalho, são as principais causas dos conflitos laborais naquela instituição.
O conflito quando ocorre pode trazer as partes envolvidas resultados, que podem ser positivos
ou construtivos e resultados negativos ou destrutivos dependendo da intensidade do conflito
ou ainda da forma como o conflito está a ser gerido.
Para a Escola Secundária de Jécua, os conflitos tem trazido resultados positivos e ao mesmo
tempo resultados negativos, onde obtivemos aspectos negativos como: destruição da moral
dos funcionários, desperdício de horas laborais e em fim o prejuízo do relacionamento das
partes envolvidas, e não só, na parte benéfica o nosso entrevistado disse que: o conflito
desperta a atenção para os problemas, porque geralmente, o conflito chama atenção para os
problemas existentes e por fim o conflito leva às pessoas a ficarem atentas, e acesas, porque
esta estimulação de energia produz curiosidade e interesses em descobrir melhores meios de
realizar tarefas e novas abordagens na solução dos problemas.
37
Por fim, pode se concluir que pelo menos os funcionários da escola raramente fogem do
problema ou conflito em causa, e nem ignoram o conflito, mas sim enfrentam-no cedendo
ambas as partes para não se prejudicarem uma à outra, isto é, representa a tentativa de
satisfazer os interesses de ambas as partes.
5.2. Recomendações
As recomendações que estão aqui apresentadas são exclusivamente direccionadas a Escola
Secundária de Jécua em Manica, como forma de gerir os conflitos desta instituição e
respondendo aos objectivos desta pesquisa, assim recomenda se a Escola Secundária de Jécua
que deve adoptar tais medidas:
38
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
Almeida, F. (1995). Psicologia para gestores. Comportamentos de sucesso nas organizações.
Beck, G. (2009). Conflito nas Organizações. Centro Universitário Feevale. Novo Hamburgo.
Económicas
Chiavenato, I. (1990). Recursos Humanos. Editoras Atlas. São Paulo: Edição Compacta.
Hill.
39
Chiavenato, I. (1993). Teoria Geral da Administração: Abordagens descritivas e explicativas
Chiavenato, I. (1999). Gestão de Pessoas: o novo papel dos recursos humanos nas
Chiavenato, I. (2002). Recursos Humanos (7.ª ed.). Editoras Atlas. São Paulo: Edição
Compacta.
de http://www.rh.com.br/ler.php.
Dimas, I., Lourenço, P. & Miguez, J. (2005). Conflitos e Desenvolvimento nos Grupos e
Coimbra.
através das negociações e de uma boa liderança. Guias Interactivos de Gestão. Mem
40
Fortin, M. (2000). O processo de Investigação: Da Concessão à Realização (2ª ed.).Loures:
Gil, A. (2006). Métodos e técnicas de pesquisa social (3.ª ed.). São Paulo: Editora Atlas.
Gil, A. (2002). Métodos e técnicas de pesquisa social (2.ª ed.). São Paulo: Editora Atlas.
http://crars.org.br/artigos_interna/gestao-de-conflitos-transformando-conflitos-
organizacionais-em-oportunidades-41.html.
de www.istoe.com.br.
Universidade de Aveiro.
42
APÊNDICES
__________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
1. Nome _________________________.
2. Idade:_______.
3. Estado civil:____________.
4. Sexo: masculino_____; Feminino_________.
5. Morada: __________________________________________________________.
6. NívelAcadémico: Elementar ____Primário ______; Secundário ___________; Médio
__________; Superior _______.
7. Comentários
______________________________________________________________
__________________________________________________________________________.
43
Parte II. Questões da entrevista ao chefe administrativo
2. Já ouviu falar acerca dos conflitos laborais nas Organizações? Sim ___; Não ___.
4. Qual é o estilo de gestão de conflitos que a direcção e os funcionários tem sido usado
aqui na escola?
5. Qual é a estratégia resultante deste estilo que a Escola tem sido usado para a gestão de
tais conflitos laborais?
6. De que forma é feita a Gestão dos Conflitos Laborais na Escola Secundária de Jecúa?
7. Será que a estratégia é bem acolhida por ambas partes neste caso os funcionários e a
direcção?
9. Quais são os principais problemas que estariam por de trás destes conflitos?
10. Será que a direcção da Escola esta aberta a ouvir as reclamações dos funcionários?
11. Será que esses estilos têm vindo a resolver completamente os problemas existentes na
instituição?
44
Apêndices 2 - Questionário aos funcionários da Escola Secundária de Jécua
1. Nome _________________________.
2. Idade:_______.
3. Estado civil:____________.
4. Sexo: masculino_____; Feminino_________.
5. Morada: __________________________________________________________.
6. NívelAcadémico: Elementar ____Primário ______; Secundário ___________; Médio
__________; Superior _______.
7. Comentários
______________________________________________________________
1. Já ouviu falar acerca dos conflitos laborais nas Organizações? Sim ___; Não ___.
2. Se respondeu a questão 10, gostaria de saber se já houve conflitos laborais aqui na
Escola? Sim, já houve conflitos _________; Não, ainda não.
3. Se respondeu a questão 2 com a primeira alternativa, quais são as estratégias que a
Escola tem sido usado para a gestão de tais conflitos laborais? Colaboração ____;
Acomodação ___; Partilha ___; Competição ____; Evitamento ___; Depende de cada
Situação _____.
45
4. Qual é o estilo de gestão de conflitos que a direcção e os funcionários tem sido usado
aqui na escola?
5. De que forma é feita a Gestão dos Conflitos Laborais na Escola Secundária de Jecúa?
6. Como funcionário desta Escola, o que faz, quando está perante um conflito na sua
Escola? Procuro intensamente a solução do problema ____; Chamo atenção para o
facto de as diferenças serem menos importantes que os objectivos comuns _____;
Enfrento o conflito de forma directa: ____; outros comentários _______
7. A comunicação na Escola entre os trabalhadores e a direcção Escolar é : Muito boa
___; Boa ___; Razoável ____; Má ____; Muito má ____.
8. O ambiente de trabalho é: Muito bom ___; Bom ___; Razoável ____; Mau ____;
Muito mau ____.
9. Como tem sido a gestão de conflitos Laborais? Muito boa ___; Boa ___; Razoável
____; Má ____; Muito má ____.
46