Você está na página 1de 8

UNIVERSIDADE TECNOLÓGICAS FEDERAL DO PARANÁ

CURSO DE ENGENHARIA DE COMPUTAÇÃO

ANDRÉ LUCAS SILVA


LUIS FELIPE BENEDITO
VAGNER MARTINELLO

PRÁTICA 8

CORROSÃO

PATO BRANCO
2010
1. INTRODUÇÃO

A corrosão é um processo que ocorre nos metais pela interação destes a um


meio de exposição e assim causando perda de material deste metal em uma certa
região ou como um todo.
Quimicamente falando a corrosão nada mais é que a tendência do elemento
que sofreu a corrosão de voltar a ser um composto estável. O exemplo mais comum
de corrosão é a do ferro, em que seu processo corrosivo é denominado de
ferrugem.
O objetivo desta prática é observar o ocorrimento ou não do processo de
corrosão em alguns metais quando colocado em contatos com certas substancias.

2. DESENVOLVIMENTO TEÓRICO

A corrosão é a ação destrutiva em que o meio ambiente a qual está exposto


um metal aplica sobre ele, incluindo ou não processo mecânicos.
No nosso dia a dia a corrosão trás muitos malefícios,pois além da perda de
materiais , reduz a vida útil dos metais, sendo que este é um processo presente em
estruturas metálicas, eletrodomésticos, automóveis e tantas outras coisas de grande
importância para nós.
Quimicamente falando, a corrosão é a tendência de um metal quando exposto
a um ambiente a um certo tempo, onde neste, esteja presente agentes oxidantes, o
metal puro se converterá a um estado de óxido natural.Um exemplo comum é com o
ferro, que em contato com moléculas de água e oxigênio acaba formando o oxido
ferroso, popularmente conhecido como ferrugem e descrita nas reações abaixo:[1]
Oxidação do Ferro:

‫݁ܨ → )ݏ(݁ܨ‬2+(ܽ‫ )ݍ‬+ 2݁− (Equação 1)

Redução do O2:

O2 + 2H2O + 4e- → 4OH (Equação 2)

Somando as 2 reações:

Fe(s) + O2 + 2H2O → Fe(OH)2(S) (Equação 3)

Equação Final e Balanceada da Ferrugem:

2Fe(s) + O2 + 2H2O → 2Fe(OH)2(S) (Equação 4)

Quando formada, a ferrugem faz o ferro soltar-se em flocos, o deixando


novamente exposto a oxidação.Porém, um procedimento descoberto para a
proteção não somente a do ferro, mas como de outros metais, quando expostos a
meios que facilitam o seu processo corrosivo é a galvanização.
A galvanização trata –se de “proteger” o metal utilizado com um outro metal
que tenha mais facilidade de oxidar e assim aumentar a vida útil do metal protegido.
No exemplo acima, do ferro, um material bastante utilizado é o zinco, por causa da
sua facilidade de oxidar ser maior que a do ferro. Assim, mesmo com o ferro
exposto, o zinco não deixa o ferro se tornar um oxido pela sua maior facilidade de
oxidar do que ferro e quando o ferro acaba por estar em contato com umidade ou a
água, o zinco oxida em seu lugar. Este papel feito pelo zinco é chamado de metal de
sacrifício. Tudo pode ser melhor visto na reação seguinte:[2]

Zn(s) + Fe2+(aq) → Fe(s) + Zn2+(aq) (Equação 5)

Ou seja, quando o ferro oxida e perde elétrons, o zinco age e “doa” 2 elétrons
ao ferro, para este retornar ao estado natural e a oxidação ocorrer ao zinco.
Esta facilidade ou não de oxidação de um material é dada por valores
tabelados que são chamados de Potencias de Oxidação e Potencias de Redução,
ambos dados em Volts. O funcionamento destes valores são simples, quanto maior
o potencial de oxidação, maior a facilidade do elemento em sofre oxidação, e assim,
de se corroer. E explicando o exemplo acima, como pode ser visto na tabela
seguinte, o zinco tem um valor maior que o ferro, logo o zinco tem uma facilidade
maior de se corroer que o ferro.

Tabela 1: potenciais de oxidação e de redução


o o
Potenciais oxidação (E ox) Potenciais redução (E red)
(Volt) (Volt)
+ 3,04 Li+ + 1e Li° −3,04

+ 2,71 −2,71
Na+ + 1e Na°

+ 2,36 Mg2+ + 2e Mg° −2,36

+ 1,66 Al3+ + 3e Al° −1,66

+ 0,76 Zn2+ + 2e Zn° −0,76

+ 0,44 Fe2+ + 2e Fe° −0,44

+ 0,28 Co2+ + 2e Co° −0,28

+ 0,25 Ni2+ + 2e Ni° −0,25

+ 0,13 Pb2+ + 2e Pb° −0,13

0,00 2H+ + 2e H2 0,00

–0,34 Cu2+ + 2e Cu° +0,34

–0,80 Ag+ + e Ago +0,80

–0,85 Hg2+ + 2e Hg° +0,85

–1,07 Br2 + 2e 2Br− +1,07

–1,36 Cl2 + 2e 2Cl− +1,36

–2,87 F2 + 2e 2F− +2,87


2.1. COMPONENTES DA CORROSÃO

2.1.1. Meio corrosivo

É o meio que está em contato com a superfície do metal que sofre a


deterioração por corrosão. Este meio para provocar a corrosão tem que ser um
eletrólito. Em geral, quanto mais forte for esse eletrólito maior será a tendência de
corrosão do metal. No meio ambiente, solos,água (pura ou do mar) e até mesmo
alguns produtos químicos em reação com a água podem formar um meio corrosivo.

2.1.2. Ânodo

É a parte ligada ao meio corrosivo onde a oxidação ocorre, ou seja, é onde há


perda de elétrons.

2.1.3. Cátodo

Assim como ânodo, também esta em contato com o meio corrosivo,


porém, ele ao em vez de sofrer oxidação sofre redução, ajudando a oxidação do
ânodo.

2.1.4. Ligação elétrica entre os elétrons

O ânodo e o cátodo precisam estarem ligados eletricamente, pois senão, não


há como ocorrer o processo de corrosão. No caso do meio corrosivo de ambos
serem diferentes, é necessário uma união elétrica entre estes meios.

2.2. FORMAS DE CORROSÃO

As formas das Corrosões consiste nas ações da corrosão nos metais, ou seja,
o que acontece com a aparência do metal após sofrer o processo corrosivo.

2.2.1. Corrosão Uniforme

Quando a corrosão atinge de uma maneira igual toda a extensão área da


superfície atingida.É comum com metais que quando atacados não formam películas
protetoras.[3]

2.2.2. Corrosão por placas

Tem sua ocorrência em metais em que, conforme a sua película protetora vai
ficando espessa, fazem o metal perder aderência e o expondo novamente ao
ataque. Visualmente cria se uma placa com pequenas escavações que se
desprende com o passar do tempo.[4]

2.2.3. Corrosão alveolar

É uma forma de corrosão bem localizada e que forma cavidades rasas que
iniciam na superfície do metal e que podem até o perfurar por completo. Seu
ocorrimento mais freqüente é em metais formadores de películas semi protetoras.
No nosso dia a dia é fácil haver a ocorrência quando peças metálicas estão imersas
em água marítimas.[5]

2.2.4. Corrosão puntiforme

Também conhecida como Corrosão por pite, há ocorrência da formação de


pontos na peça metálica, onde a profundidade do ponto é mais que seu diâmetro.
Ocorre nos metais formadores de películas protetoras passivas mas que com a ação
de alguns agentes externos, são destruídas em pontos localizados, assim formando
os pontos.[6]

2.2.5. Corrosão Intergranular

Ocorrimento freqüente no alumínio e no cobre e suas ligas. É um tipo de


corrosão que se manifesta no contorno dos “grãos” da peça metálica.[7]

2.2.6. Corrosão Transgranular

Quando o processo corrosivo se manifesta por trincamentos na parte interna


destes grãos da peça metálica.[8]

2.3. TIPOS DE CORROSÃO

Basicamente as corrosões estão divididas em 3 grupos: Corrosão


Eletroquímica, corrosão química e corrosão eletrolítica.

2.3.1. Corrosão elétroquímica

A corrosão eletroquímica é um processo espontâneo e comum na natureza,


pois para a sua ocorrência basta termos água em estado liquido, estando os metais
em contato com o oxigênio presente na água ou estando em um sistema de pilha.[9]

2.3.2. Corrosão química

Também conhecida por corrosão seca, pois não necessita de água ou troca
de elétrons entre os meios ou matérias. No caso de um metal, o processo consiste
numa reação química entre o meio corrosivo e o material metálico, resultando na
formação de um produto de corrosão sobre a sua superfície. Bastante vista em
construções de utilização de concreto.[10]

2.3.3. Corrosão eletrolítica

Um processo não espontâneo e que se da pela ação de correntes elétricas externas,


ou também chamadas de parasitas. Normalmente ocorrer por falho processo de
isolamento ou aterramento dos materiais usados.[11]

3. DESENVOLVIMENTO PRÁTICO

3.1. Materiais utilizados


 Placa de Petry;
 Lamina de zinco;
 Lamina de ferro;
 Lamina de Magnésio;
 Lamina de cobre;
 Béquer;
 Água;
 Gelatina em pó;
 Fenolftaleina;
 Ferricianeto de potássio;
 Tubos de ensaio;
 Pregos;
 Óleo de cozinha;
 Sílica.

3.2. Descrição do experimento

No Experimento 1, em uma placa de petry, colocamos 4 tipos de metais


diferentes: ferro, zinco, magnésio e cobre. Por causa do uso em experimentos
anteriores, alguns metais precisaram ser lixados. Após, adicionamos 100 mL de
água em um béquer e neste dissolvemos 6 gramas de gelatina de cor amarelada e
acrescentamos 5 gotas de fenolftaleína e uma pequena quantidade de ferricianeto
de potássio (K3Fe(CN)6). Logo após feita esta mistura, a colocamos na placa de
petry junto aos pedaços de metais e esperamos 2 dias para observar os resultados.
No Experimento 2, utilizamos 3 tubos de ensaios nomeados de A, B e C. Em
cada um, adicionamos um prego,que como no experimento 1, precisaram ser lixados
por uso em experiências anteriores. No tubo A, colocamos 2 mL de água de torneira
e após colocamos um prego. No tubo B colocamos 5 mL de óleo e foi posto outro
prego. E no tubo C, foi colocado uma pequena quantidade de sílica junto a outro
prego.
Assim com no experimento 1, tivemos que esperar 2 dias para observar o
ocorrimento ou não de corrosão.

4. RESULTADOS E DISCUSSÕES

No primeiro experimento, o processo de corrosão aconteceu totalmente


apenas nos pedaços de Ferro e de Magnésio. O Cobre corroeu pouco, apenas sua
parte inferior e ao Zinco nada ocorreu. Destes, o único resultado não esperado foi o
do Zinco, pois é um elemento satisfatória ao processo corrosiva, ao menos que este
esteja ligado a outras substâncias que aumenta sua resistência corrosiva.
Quanto aos outros, o resultado foi esperado, pois segunda a tabela de
potenciais de oxidação, o ferro e o magnésio tem facilidade de se corroer e o cobre,
como tem um valor pequeno, próximo a zero, tem mais dificuldade de se corroer
mas mesmo assim sofre o processo.
Já com as substancias adicionadas a gelatina, estas adquiriram as cores
esperadas, a fenolftaleína com a reação dos anions OH- liberado pelos metais,
liberou sua cor avermelhada, mas por causa da cor amarela da gelatina foi
observada uma coloração rosa. E o ferricianeto de potássio apresentou a coloração
azul que era esperada quando este reagia com íons da corrosão do ferro.
Já no segundo experimento os resultados podem serem vistos na tabela a
seguir:

Tabela 2: Experimento II

Tubo de Ensaio Elemento junto ao prego Ocorrimento

I Prego + Água Corroeu

II Prego + Sílica Nada

III Prego + Óleo Nada

Como mostrado, apenas na água o prego constituído de ferro corroeu, pois a


água contém oxigênio dissolvido, e isto facilita a corrosão do ferro. Já a sílica além
de não corroer, serviu como um protetor do prego, já que este elemento absorve a
umidade e assim impedindo a oxidação do prego. O óleo vegetal, assim como a
sílica serviu de protetor ao prego e nada aconteceu ao que estava reagindo com o
óleo.

5. CONCLUSÃO

Observando os resultados obtidos no laboratório, e confrontando com a


teoria, notamos que os resultados se aproximam significativamente dos
resultados teóricos esperados, exceto com o zinco no primeiro experimento, mas
mesmo assim, foi comprovado alguns fatores que facilitam a corrosão dos materiais
testados, além de comprovar se alguns elementos tem facilidade ou não com
corrosão.
Em ambos experimentos, o ferro em contato com o água sofre corrosão e
assim podemos concluir que o oxigênio e a água são realmente os principais
agentes corrosivo do ferro pela facilitação de reação do ferro com o oxigênio no seu
processo de oxidação como foi mostrado na equação da ferrugem.

6. REFERÊNCIAS

1 Peruzzo,Tito Miragaia;do Canto,Eduardo Leite; Química Livro do Professor,2


edição Volume Único,Editora Moderna.

2 Peruzzo,Tito Miragaia;do Canto,Eduardo Leite; Química Livro do Professor,2


edição Volume Único,Editora Moderna.

3 http://www.iope.com.br/3i_corrosao_2.htm

4 http://www.portaldagalvanizacao.com.br/corrosao.asp
5 http://www.swill.com.br/corrosao3.htm

6http://www.elinox.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=29&Itemi
d=78&lang=br

7 http://www.iope.com.br/3i_corrosao_2.htm

8 http://www.iope.com.br/3i_corrosao_2.htm

9 http://qnesc.sbq.org.br/online/qnesc19/a04.pdf

10 http://qnesc.sbq.org.br/online/qnesc19/a04.pdf

11 http://qnesc.sbq.org.br/online/qnesc19/a04.pdf