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EXCELENTISSIMO(A) SENHOR(A) DOUTOR(A) JUIZ(A) DE DIREITO DA ___
VARA CIVEL DO FORUM REGIONAL DA PENHA – SÃO PAULO – SP

Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por ADRIANO BLATT e Tribunal de Justica do Estado de Sao Paulo, protocolado em 02/04/2020 às 14:06 , sob o número 10031826120208260006.
o AUTOR: Fabio Alves Guimaraes
o RÉ: Gol Linhas Aéreas Inteligentes
o Ação de reparação de danos (comum)

Para conferir o original, acesse o site https://esaj.tjsp.jus.br/pastadigital/sg/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 1003182-61.2020.8.26.0006 e código B5EF635.
FABIO ALVES GUIMARAES, brasileiro, casado, gerente de vendas,
RG 28968627 SSP/SP, CPF 321.259.358-05, residente e domiciliado nesta capital, à Rua
Landirana, 214, CEP 03575-140, São Paulo, SP, e-mail: fguimaraes@themail.com.br, por
seu procurador judicial (doc. 01), vem, perante V. Exa., com fulcro nos dispositivos
legais, doutrinários e jurisprudenciais elencados nesta peça, propor

AÇÃO DE REPARAÇÃO DE DANOS

em face de GOL LINHAS AÉREAS INTELIGENTES, CNPJ/MF sob o nº


06.164.253.0001-87, com endereço à Praça Lineu Gomes, s/n, Portaria 03, Prédio 24 -
Parte – Campo Belo – CEP 04626-020 – São Paulo – SP e-mail:
bambanassessoria@bambanassessoria.net, pelas relevantes razões fáticas e jurídicas
que passa, então, a aduzir.

I. DO MÉRITO – OS FATOS

1. HISTÓRICO

O Autor, após passar alguns dias em Campo Grande – Mato Grosso do Sul,
dirigiu-se ao Aeroporto para regresso a São Paulo, objetivando dar continuidade nos
compromissos aqui agendados.
A passagem aérea comprada pelo Autor decolaria do Aeroporto
Internacional de Campo Grande – Mato Grosso do Sul no dia 13/02/2020 às 19h15m
(horário local), e pousaria no Aeroporto Internacional de Guarulhos às 22h00m (horário
local) (doc. 03).
O Autor chegou ao aeroporto no horário previsto, enfrentou todas as filas,
realizou o check in, e aguardou o embarque.
Enquanto aguardava o embarque, o Autor foi informado pelos prepostos da
Ré de que o voo estava atrasado.
Após muita confusão, discussão e desespero o Autor foi avisado pelos
prepostos da Ré que o voo seria adiado para às 22h00m. Sem alternativa o Autor
se viu obrigado a aguardar pelo novo embarque.
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Aguardando o embarque pela SEGUNDA vez e certa de que agora nada daria
errado, foi novamente impedido de embarcar (!!!), por mais surreal que possa parecer, o
Autor e demais passageiros foram informados que o voo havia sido cancelado.
É DE PASMAR, MAS PELA SEGUNDA VEZ NÃO EMBARCARIA!!!
Quase 2 (horas) de espera sem qualquer informação, sem saber haveria

Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por ADRIANO BLATT e Tribunal de Justica do Estado de Sao Paulo, protocolado em 02/04/2020 às 14:06 , sob o número 10031826120208260006.
embarque, se seria em outra aeronave, quanto tempo demoraria, enfim, como ficaria
aquela situação, ou que de fato teria ocorrido.
Superadas 2 (duas) horas de espera, os passageiros foram orientados a
formar uma fila para obter novos cartões de embarque.
Após muita humilhação e confusão no balcão da Ré, o Autor foi informado de
que o voo havia sido remarcado para a manhã do dia seguinte, ou seja, o Autor teria que
ficar no Aeroporto até às 9h20min do dia 14/02/2020, para então embarcar para São
Paulo. Seria cômico, não fosse excessivamente trágico!!!

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O Autor foi largado no saguão do Aeroporto sem nenhum suporte
por parte da Ré, nem mesmo um copo d´água foi oferecido.
O Autor, sem ter para onde ir, teria que ficar horas e horas no Aeroporto
aguardando o embarque no novo voo LA 3675, com destino a Guarulhos-SP.
O Autor, que é corretor de imóveis, estava desesperado pois havia agendado
diversos clientes na manhã do dia 14/02/2020.
Após muito sufoco e humilhação, o Autor desembarcou em São Paulo com
aproximadamente 14 (quatorze) horas de atraso (doc. 05).
Em suma, o Autor chegou ao seu destino final (São Paulo- SP)
aproximadamente 12h20min, ou seja, com aproximadamente 14 horas de
atraso!!!
O Autor não recebeu NENHUMA informação por parte da Ré e
NENHUMA assistência.
Pareceu um autêntico pesadelo kafkiano, Excelência. A sucessão de ilícitos
parecia não ter fim. Frise-se que o final da viagem do Autor se tornou algo torturante e
desesperador.

Nada disso teria acontecido se o voo original não tivesse


sido cancelado.
Em resumo:
1. O Autor tinha previsão de chegada em Guarulhos-SP, no dia 13/02/2020, às
22h00m, mas o Autor somente chegou ao seu destino por volta das 12h20min do
dia 14/02/2020.
2. O AUTOR CHEGOU AO SEU DESTINO COM ATRASO DE
APROXIMADAMENTE 14 HORAS!!!
A sucessão de erros e trapalhadas da Ré gerou um retardo na chegada ao
destino de aproximadamente 14 horas, gerando diversos desconfortos e desprazeres para
o Autor, ou seja, angústia em não saber ao certo o horário do efetivo embarque, a
frustração por não saber a que horas se encerraria aquela verdadeira sessão de tortura,
bem como o desconforto enquanto aguardava o embarque.

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Vale ressaltar que o descaso ultrapassou os limites do que um ser humano
poderia suportar, haja vista que não foi oferecido o mínimo esperado pela
companhia. O Autor se sentiu extremamente humilhado por ter passado
horas e horas aguardando o novo voo (sentado/deitado no saguão do
aeroporto), sem sequer saber se embarcaria ou não! A cada momento, uma
história diferente por parte da Cia. Aérea, ora Ré.

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Além de toda frustração e cansaço enfrentado durante a espera do
embarque, ficou extremamente depressivo com o descaso da parte ora demandada para
com ele e os outros passageiros, que sequer foram informados sobre o real motivo
do enorme atraso e sequer fornecia uma previsão correta de embarque. O que se viu no
balcão da companhia foi exatamente o contrário do que se espera de uma companhia
aérea. UMA TOTAL FALTA DE RESPEITO.
Após ter tentado solução amigável em face da Ré, buscando ressarcimento

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indenizatório pelos danos morais e materiais, e que restou infrutífera, somente restou ao
Autor socorrer-se do Judiciário, e ora o faz.
Estes os fatos.

2. DOS DOCUMENTOS ACOSTADOS A ESTA PEÇA VESTIBULAR

Ora acostam-se a esta peça processual diversos documentos, a comprovar os


fatos, o direito e a verdade real ao redor dos quais orbita esta lide.
Dessarte, a seguir apresenta-se tabela elucidativa e orientadora acerca de
aludidos documentos:

DOCUMENTO CONTEÚDO
01 Procuração ad judicia
02 Documento de identificação do Autor
03 Comprovante de Compra de Passagem
04 Comprovante de Cancelamento de Voo
05 Cartão de Embarque Novo
06 Comprovante de Residência

II. DO DIREITO
Adentrando o mérito, adiante pormenoriza-se acerca do direito no qual se
funda a presente ação.

3. DOS INCONTROVERSOS DANOS MORAIS


EXPERIMENTADOS PELO AUTOR

O Autor pugna pela condenação da Ré pelos danos morais que lhe impingiu,
fulcrando tal pedido na jurisprudência mais adiante colacionada, além de incontável acervo
jurídico, quer seja de sede constitucional, quer seja de sede infraconstitucional, como a
seguir se elenca:

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(1) Código Civil – Lei nº 10.406/02, Art. 121;
(2) Código Civil – Lei nº 10.406/02, Art. 1862;
(3) Código Civil – Lei nº 10.406/02, Art. 1873;
(4) Código Civil – Lei nº 10.406/02, Art. 3894;
(5) Código Civil – Lei nº 10.406/02, Art. 3955;
(6) Código Civil – Lei nº 10.406/02, Art. 4756;

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(7) Código Civil – Lei nº 10.406/02, Art. 9277;
(8) Código Civil – Lei nº 10.406/02, Art. 9448;
(9) Código de Processo Civil – Lei nº 13.105/15, Art. 3749;
(10) Código de Defesa do Consumidor - Lei nº 8.078/90, Art. 6º, IV e VI10;
(11) Código de Defesa do Consumidor - Lei nº 8.078/90, Art. 14, § 3°, I e II11;
(12) Decreto 2.181/97 - Art. 26, caput, II, III, V, VI, VII e VIII12;

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4. DANOS MORAIS DEVEM SER INDENIZADOS PELO CDC

O valor reparatório dos danos morais não está limitado pelo julgamento
dos RE 636.331-RJ e ARE 766.618-SP, com repercussão geral, cuja análise tratou apenas da
reparação de danos materiais.

1 Código Civil, Lei nº 10.406/02, Art. 12. Pode-se exigir que cesse a ameaça, ou a lesão, a direito da personalidade, e
reclamar perdas e danos, sem prejuízo de outras sanções previstas em lei.
2Código Civil, Lei nº 10.406/02, Art. 186. Aquele que, por ação ou omissão voluntária, negligência ou imprudência, violar
direito e causar dano a outrem, ainda que exclusivamente moral, comete ato ilícito.
3Código Civil, Lei nº 10.406/02, Art. 187. Também comete ato ilícito o titular de um direito que, ao exercê-lo, excede
manifestamente os limites impostos pelo seu fim econômico ou social, pela boa-fé ou pelos bons costumes.
4Código Civil, Lei nº 10.406/02, Art. 389. Não cumprida a obrigação, responde o devedor por perdas e
danos, mais juros e atualização monetária segundo índices oficiais regularmente estabelecidos, e honorários de advogado.
5Código Civil, Lei nº 10.406/02, Art. 395. Responde o devedor pelos prejuízos a que sua mora der causa,
mais juros, atualização dos valores monetários segundo índices oficiais regularmente estabelecidos, e honorários de advogado.
6 Código Civil, Lei nº 10.406/02, Art. 475. A parte lesada pelo inadimplemento pode pedir a resolução do contrato, se não
preferir exigir-lhe o cumprimento, cabendo, em qualquer dos casos, indenização por perdas e danos.
7 Código Civil, Lei nº 10.406/02, Art. 927. Aquele que, por ato ilícito (arts. 186 e 187), causar dano a outrem, fica obrigado
a repará-lo. Parárafo único. Haverá obrigação de reparar o dano, independentemente de culpa, nos casos especificados em
lei, ou quando a atividade normalmente desenvolvida pelo autor do dano implicar, por sua natureza, risco para os direitos de
outrem.
8 Código Civil, Lei nº 10.406/02, Art. 944. A indenização mede-se pela extensão do dano.
9Código de Processo Civil, Lei nº 13.105/15, Art. 374. Não dependem de prova os fatos: I - notórios; II - afirmados
por uma parte e confessados pela parte contrária; III - admitidos, no processo, como incontroversos; IV - em cujo favor milita
presunção legal de existência ou de veracidade.
10Código de Defesa do Consumidor - Lei nº 8.078/90, Art. 6º, IV e VI - São direitos básicos do consumidor: (...) IV - a proteção
contra a publicidade enganosa e abusiva, métodos comerciais coercitivos ou desleais, bem como contra práticas e cláusulas
abusivas ou impostas no fornecimento de produtos e serviços; (...) VI - a efetiva prevenção e reparação de danos
patrimoniais e morais, individuais, coletivos e difusos.
11 Código de Defesa do Consumidor - Lei nº 8.078/90, Art. 14, § 3°, I e II - O fornecedor de serviços responde,
independentemente da existência de culpa, pela reparação dos danos causados aos consumidores por defeitos relativos
à prestação dos serviços, bem como por informações insuficientes ou inadequadas sobre sua fruição e riscos. (...) § 3° O
fornecedor de serviços só não será responsabilizado quando provar: I - que, tendo prestado o serviço, o defeito inexiste; II - a
culpa exclusiva do consumidor ou de terceiro.
12 Decreto 2.181/97 - Art. 26, caput, II, III, V, VI, VII e VIII (“Art. 26. Consideram-se circunstâncias agravantes: (...) II - ter o
infrator, comprovadamente, cometido a prática infrativa para obter vantagens indevidas; III - trazer a prática infrativa
consequências danosas à saúde ou à segurança do consumidor; (...) V - ter o infrator agido com dolo; VI - ocasionar a
prática infrativa dano coletivo ou ter caráter repetitivo; VII - ter a prática infrativa ocorrido em detrimento de menor de
dezoito ou maior de sessenta anos ou de pessoas portadoras de deficiência física, mental ou sensorial, interditadas ou
não; VIII - dissimular-se a natureza ilícita do ato ou atividade.

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Toma-se aqui a liberdade de parafrasear RECENTÍSSIMA r. decisão da
apelação 1015724-31.2017.8.26.0002:

Primeiramente, não se há falar em aplicação da tese firmada por ocasião do


julgamento do Recurso Extraordinário n. 636331, acerca da aplicação das

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Convenções de Varsóvia e Montreal em detrimento do Código de Defesa do
Consumidor, vez que a limitação da responsabilidade ali firmada está restrita à
extensão do objeto recursal, que são danos materiais em razão de extravio de
bagagem.
O caso dos autos não se amolda ao que ali fora decidido, cuidando-se de ação
reparatória em razão de atraso de voo, de modo que incidem as regras do Código
de Defesa do Consumidor, uma vez que a relação jurídica estabelecida entre as
partes é de consumo, devendo ser observada a vulnerabilidade material e a

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hipossuficiência processual do consumidor.
Neste sentido, confira-se ementa de julgado deste E. Tribunal de Justiça:
“RESPONSABILIDADE CIVIL TRANSPORTE AÉREO INTERNACIONAL-
Sentença de procedência Insurgência da ré - O valor reparatório dos
danos morais não está limitado pelo julgamento dos RE 636.331-RJ e
ARE 766.618-SP, com repercussão geral, remanescendo os
entendimentos jurisprudenciais a respeito da aplicação das normas
contidas no Código Civil e no Código de Defesa do Consumidor .
DANOS MORAIS Companhia aérea que responde pelos serviços
deficientemente prestados Aplicação dos artigos 737 do Código Civil e 14
do Código de Defesa do Consumidor Ante os elementos trazidos aos autos,
tem-se que os danos extrapatrimoniais restaram devidamente
caracterizados, uma vez que a companhia aérea não comprovou ter
fornecido informação e assistência material adequadas ao demandante
Dano moral configurado. Quantia reduzida de R$15.000,00 para
R$10.000,00 dadas as peculiaridades do caso, em observância aos
princípios da razoabilidade e proporcionalidade Recurso parcialmente
provido.”1A responsabilidade da Cia Aérea, portanto, é objetiva, a teor do
que dispõe o art. 14 do CDC. (Apelação nº 1009919- 94.2017.8.26.0100,
18ª Câmara de Direito Privado, Rel. Des. Helio Faria, j. em 12.12.2017)

Quanto ao pedido de indenização por danos morais, esses não são


limitados pelo valor estabelecido na Convenção de Montreal, como ocorre na
indenização por danos materiais. É o que se extrai do voto do Exmo. Min. Ministro Gilmar
Mendes no julgamento do RE 636.331/SP, verbis:

“O segundo aspecto a destacar é que a limitação imposta pelos acordos


internacionais alcança tão somente a indenização por dano material, e não
a reparação por dano moral. A exclusão justifica-se, porque a disposição do art. 22
não faz qualquer referência à reparação por dano moral, e também porque
a imposição de limites quantitativos preestabelecidos não parece
condizente com a própria natureza do bem jurídico tutelado, nos casos
de reparação por dano moral. Corrobora a interpretação da
inaplicabilidade do limite do quantum indenizatório às hipóteses de
dano moral a previsão do art. 22, que permite o passageiro realizar
'declaração especial' do valor da bagagem, como forma de elidir a
aplicação do limite legal. Afinal, se pode o passageiro afastar o valor limite
presumido pela Convenção mediante informação do valor real dos pertences que
compõem a bagagem, então não há dúvidas de que o limite imposto pela
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Convenção diz respeito unicamente à importância desses mesmos pertences e não
a qualquer outro interesse ou bem, mormente os de natureza intangível”.

Nesse sentido tem entendido o E. TJSP em casos análogos:

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Apelação - Transporte Aéreo Internacional Passageiro - Extravio de Bagagem - Indenização material
afeta ao julgamento da Repercussão Geral 210 do Eg. SupremoTribunal Federal Não configuração de
prejuízo patrimonial - Danos Morais configurados Aplicação do Código de Defesa
do Consumidor e Código Civil Precedentes do Eg. Superior Tribunal de
Justiça e desteTribunal de Justiça Manutenção do valor indenizatório de danos morais
Recurso parcialmente provido (TJSP,20ª Câmara de Direito Privado, Apelação nº 1068715-
49.2015.8.26.0100, Relatora Desembargadora Maria Salete Correa Dias, julgado em4/9/2017).

REPARAÇÃO DE DANOS. Transporte aéreo de passageiros. Voo doméstico. Extravio de bagagem.

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Fato incontroverso. Danos materiais. Ausência de prova efetiva do conteúdo da bagagem. Valor
estimado pela Apelada alto em relação ao limite da Convenção de Montreal, adotado nas hipóteses
de transporte internacional. Na ausência de prova da extensão do dano, aplicação analógica do
entendimento adotado pelo STF, RE 636.331-RJ e ARE 766.618-SP, com repercussão geral.
Inteligência do art. 22.2, da Convenção de Montreal (limitação da indenização a 1.000 Direitos
Especiais de Saque por passageiro).Danos morais. Ocorrência. Precedentes do C.
STJ. Valor reparatório fixado em R$ 4.000,00. Razoabilidade e
proporcionalidade. Juros da mora que incidem da citação, por se tratar de responsabilidade
contratual. Sentença parcialmente reformada. Recurso parcialmente provido (TJSP, 34ª Câmara
Extraordinária de Direito Privado, Apelação nº 1041835-97.2014.8.26.0506, Relator Desembargador
Tasso Duarte de Melo, julgado em 6/9/2017, v.u).

Quanto ao valor reparatório dos danos morais, registre-se que este não foi
objeto de exame ou limitação pelo Pretório Excelso.
A Convenção de Montreal, incorporada ao ordenamento jurídico brasileiro
pelo Decreto nº 5.910/2006, é aplicável a todo transporte internacional de pessoas, nos
termos do seu artigo 1, item 1. Nos termos do artigo 19 da Convenção, o transportador é
responsável pelo atraso no transporte aéreo de bagagem. Por sua vez, o artigo 22, item 2,
limita a responsabilidade do transportador em caso de destruição, perda, avaria ou atraso
na entrega de bagagem a 1.000 (mil) Direitos Especiais de Saque por passageiro.
Acerca deste dispositivo legal, há que se adotar e destacar a interpretação
restritiva da Exma. Ministra Rosa Weber, expressa em seu voto-vista, segundo a qual a
limitação imposta pelo artigo 22, item 2, se refere à indenização a título de reparação de
danos materiais decorrentes de casos de extravio de bagagem e de prescrição, mas não
abarca os danos morais, que não são limitados pela Convenção.

Neste toar:

1105781-92.2017.8.26.0100
Classe/Assunto: Apelação / Transporte Aéreo
Relator(a): Roque Antonio Mesquita de Oliveira
Comarca: São Paulo
Órgão julgador: 18ª Câmara de Direito Privado
Data do julgamento: 18/07/2018
Data de publicação: 18/07/2018
Data de registro: 18/07/2018
Ementa: RECURSO – Apelação – Transporte aéreo internacional – Cancelamento e atraso em voo –
"Ação de reparação de danos" – Insurgência contra a r. sentença que julgou procedente a demanda –
Inadmissibilidade – Aplicação das regras do CDC – Entendimento firmado no julgamento do RExtra nº
636331 RJ, cadastrado sob o Tema 210 do STF, que autoriza a aplicação das regras da
Convenção de Montreal, em relação às indenizações por danos materiais,
decorrentes da viagem em si – Incontroverso cancelamento de voo, que ensejou atraso superior a 12
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(doze) horas – Companhia aérea que responde pelos serviços deficientemente prestados – Não
comprovada a efetiva prestação de assistência, a fim de amenizar os danos causados – Necessidade
de manutenção não programada, que constituí fato previsível, não caracterizando caso fortuito ou
força maior – Aplicação dos artigos 737 do CC e 14 "caput" do CDC – Dano moral configurado –
"Quantum" indenizatório bem fixado, que respeita os princípios da razoabilidade e da
proporcionalidade para o caso concreto – Honorários advocatícios majorados – Sentença mantida –
Recurso improvido.

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9102376-43.2002.8.26.0000
Classe/Assunto: Embargos de Declaração / Seguro
Relator(a): Jovino de Sylos
Comarca: São Paulo
Órgão julgador: 16ª Câmara de Direito Privado
Data do julgamento: 15/05/2018
Data de publicação: 04/06/2018
Data de registro: 04/06/2018

Para conferir o original, acesse o site https://esaj.tjsp.jus.br/pastadigital/sg/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 1003182-61.2020.8.26.0006 e código B5EF635.
Outros números: 1092701801
Ementa: Ação de indenização por danos materiais e morais – atraso de voo e extravio definitivo de
bagagens - interposição de Recurso Extraordinário pela corré CONTINENTAL AIRLINES - autos
devolvidos à C. Câmara para juízo de retratação nos termos do art. 1030, inciso II, do atual CPC (art.
543-B, §3º, do CPC/73) – prevalência de indenização tarifada no arbitramento dos
danos materiais – aplicação das Convenções de Varsóvia e Montreal em detrimento do CDC (Lei
8078/90) – precedentes do C. STJ em incidente de recursos repetitivos (RE 636.331/RJ) – fixação do
indenizatório material limitada a 1000 DES (Direitos Especiais de Saques) por
passageiro – dano moral fixado permanece irretocável – provimento parcial do
recurso.

0152623-60.2011.8.26.0100
Classe/Assunto: Apelação / Transporte Aéreo
Relator(a): Correia Lima
Comarca: São Paulo
Órgão julgador: 20ª Câmara de Direito Privado
Data do julgamento: 21/05/2018
Data de publicação: 25/05/2018
Data de registro: 25/05/2018
Ementa: (Novo Julgamento) - RESPONSABILIDADE CIVIL – Ação de indenização por dano material e
moral – Transporte aéreo internacional – Extravio de bagagem – Incontrovérsia acerca do extravio e
do prejuízo sofrido pela 0 – Discussão travada pelas partes quanto ao valor da indenização por dano
material – Incidência da tese jurídica n° 210 firmada no Recurso Extraordinário n° 636.331-RJ,
submetido à sistemática da repercussão geral – Predominância das normas, tratados e convenções
internacionais, dos quais o Brasil é signatário, sobre o Código de Defesa do Consumidor, no que
pertine à existência de limitação da reparação por dano material (indenização tarifada) – Retratação
parcial do julgamento anterior para condenar a ré a pagar indenização por dano material
limitada a mil Direitos Especiais de Saque, a serem convertidos em moeda corrente
nacional na data do efetivo pagamento - Dano moral bem configurado – Damnum in re ipsa –
Arbitramento segundo os critérios da prudência e razoabilidade – Procedência em parte
redimensionada – Recurso provido em parte.

3002295-81.2009.8.26.0506
Classe/Assunto: Apelação / Extravio de bagagem
Relator(a): Melo Colombi
Comarca: Ribeirão Preto
Órgão julgador: 14ª Câmara de Direito Privado
Data do julgamento: 04/04/2018
Data de publicação: 04/04/2018
Data de registro: 04/04/2018
Ementa: RETRATAÇÃO. RECURSO REPETITIVO. ART. 543-C, § 7º, DO CPC/73 (ART. 1.030, II,
CPC ATUAL). NOVA CONCLUSÃO AO RELATOR, POR DETERMINAÇÃO DO DD. PRESIDENTE
DA SEÇÃO DE DIREITO PRIVADO. CONVENÇÃO DE MONTREAL E DE VARSÓVIA. VOO
INTERNACIONAL. EXTRAVIO E VIOLAÇÃO DE BAGAGEM. PERDA DE CONTEÚDO. 1. Tendo em
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vista interposição de recurso especial pela parte e julgamento da questão controvertida pela Corte
Superior, nos termos do art. 1.036 do CPC, abriu-se oportunidade para retratação por parte do Relator
do Acórdão vergastado (art. 1.030, II, CPC). 2. O dano material determinado
anteriormente superava o limite preconizado no acordo internacional. Com isso,
cabe adequar a condenação ao teto de 1.000 Direitos Especiais de Saque para cada autora. 3.
Retratação acolhida.

Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por ADRIANO BLATT e Tribunal de Justica do Estado de Sao Paulo, protocolado em 02/04/2020 às 14:06 , sob o número 10031826120208260006.
1076761-90.2016.8.26.0100
Classe/Assunto: Apelação / Bancários
Relator(a): Daniela Menegatti Milano
Comarca: São Paulo
Órgão julgador: 16ª Câmara de Direito Privado
Data do julgamento: 28/11/2017
Data de publicação: 30/11/2017

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Data de registro: 30/11/2017
Ementa: APELAÇÃO CÍVEL – Transporte aéreo – Ação de reparação de danos – Cancelamento de
voo internacional – Falha na prestação de serviços da transportadora, em virtude do cancelamento do
voo por problemas mecânicos na aeronave, bem como demora no remanejamento e falta de
assistência material ao autor – Danos morais configurados – Convenção de Montreal. Entendimento
do Colendo Supremo Tribunal Federal no julgamento conjunto do RE n° 636.331 e ARE n° 766.618,
ocorrido em 25/05/2017, cujo acórdão ainda não foi publicado. Repercussão Geral (Tema 210) -
Limitação dos montantes indenizatórios prevista no artigo 22(1) da
Convenção que se restringe aos danos materiais sofridos pelo passageiro - Aplicação
subsidiária do Código de Defesa do Consumidor – Indenização majorada para o valor de R$
10.000,00 (dez mil reais), em atenção aos critérios de razoabilidade e proporcionalidade. - Sentença
reformada em parte – Recurso parcialmente provido.

APELAÇÃO CÍVEL – Transporte aéreo – Ação de indenização por danos morais - Problemas
mecânicos na aeronave - Cancelamento do voo internacional - Falha na prestação de serviços da
transportadora requerida, em virtude do cancelamento do voo por problemas mecânicos na aeronave,
bem como demora no remanejamento e falta de assistência material aos passageiros – Danos morais
configurados – Aplicação da Convenção de Montreal, conforme entendimento do Colendo Supremo
Tribunal Federal no julgamento conjunto do RE n° 636.331 e ARE n° 766.618, ocorrido em
25/05/2017, cujo acórdão ainda não foi publicado. Repercussão Geral (Tema 210). Aplicação
subsidiária do Código de Defesa do Consumidor – Indenização arbitrada em R$ 10.000,00 -
Observância aos critérios da razoabilidade e proporcionalidade. Limitação dos montantes
indenizatórios prevista no artigo 22(1) da Convenção que se restringe aos
danos materiais sofridos pelo passageiro – Sentença mantida - Recurso não provido.
(TJSP; Apelação 1011104-73.2017.8.26.0002; Relator (a): Daniela Menegatti Milano; Órgão Julgador:
16ª Câmara de Direito Privado; Foro Regional II - Santo Amaro - 4ª Vara Cível; Data do Julgamento:
07/11/2017; Data de Registro: 09/11/2017)

1007360-20.2015.8.26.0009
Classe/Assunto: Apelação / Transporte Aéreo
Relator(a): Daniela Menegatti Milano
Comarca: São Paulo
Órgão julgador: 16ª Câmara de Direito Privado
Data do julgamento: 10/10/2017
Data de publicação: 16/10/2017
Data de registro: 16/10/2017
Ementa: APELAÇÃO CÍVEL – Transporte aéreo – Ação de indenização por danos morais cumulada
com repetição de indébito – Cancelamento de voo adquirido junto à Air France em função de greve de
funcionários – Realocação do passageiro para voos da TAM Linhas Aéreas e de outras companhias
aéreas – Extravio de bagagem – Danos materiais e morais configurados – Preliminar de ilegitimidade
passiva da TAM Linhas Aéreas afastada - Responsabilidade objetiva do fornecedor nos termos do
artigo 14 do Código de Defesa do Consumidor - Responsabilidade solidária das companhias aéreas
nos termos dos artigos 20 e 25, § 1º do Código de Defesa do Consumidor – Danos morais fixados em
R$ 10.000,00 (dez mil reais) – Valor que se mostra adequado em face do caso concreto – Danos
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materiais fixados em R$ 14.410,00 (catorze mil quatrocentos e dez reais) – Valor que supera os
gastos comprovadamente realizados pelo passageiro em função do extravio de bagagem ––
Aplicação da Convenção de Montreal conforme entendimento do E. Supremo Tribunal Federal no
julgamento conjunto do RE nº 636.331 e do ARE nº 766.618, ocorrido em 25/05/2017, cujo acórdão
ainda não foi publicado – Limitação dos montantes indenizatórios prevista no artigo
22(2) da Convenção que se restringe aos danos materiais sofridos pelo passageiro –
Responsabilidade solidária das companhias aéreas nos termos dos artigos 39 a 41 da Convenção de
Montreal – Recurso interposto pela TAM Linhas Aéreas que aproveita à Air France, conforme artigos

Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por ADRIANO BLATT e Tribunal de Justica do Estado de Sao Paulo, protocolado em 02/04/2020 às 14:06 , sob o número 10031826120208260006.
117 e 1.005 do Código de Processo Civil – Sentença reformada em parte – Recurso provido para
reduzir os montantes indenizatórios a título de reparação de danos materiais.

5. DA RESPONSABILIDADE OBJETIVA DA RÉ

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O Código de Defesa do Consumidor, em seus art. 3º, § 2º, e art. 22, parágrafo
13
único , enquadrou como fornecedor de serviço o transportador de pessoas, o qual deverá
realizar a sua tarefa de forma eficiente e segura, sob pena de responder pelas perdas e
danos que vier a causar aos usuários-consumidores na forma prevista no CDC.
Com isso, o CDC mudou o fundamento da responsabilidade, isto é, não mais
o considera como contrato de transporte, mas, sim, como relação de consumo contratual.
Mudou, outrossim, o fato gerador da responsabilidade, que era o descumprimento da
cláusula de contrato de transporte, para considerar a presença de vício ou defeito do
serviço, de acordo com o art. 14 do CDC. É irrelevante que o defeito ou o vício seja ou não
imprevisível, porque o fornecedor do serviço terá que indenizar, bastando, para isso, que
sejam demonstrados o nexo causal e o dano, ou seja, o defeito do serviço e o acidente de
consumo, o que o CDC denominou de fato do serviço.
Para sobrevir o dever de indenizar, o CDC considera que, para a configuração
da responsabilidade prevista no art. 14, basta que o acidente de consumo tenha sido
causado por defeito do serviço, sendo irrelevante a origem deste que pode ser de
concepção, de prestação ou de comercialização, sendo irrelevante, também, a
previsibilidade, e haverá sempre, por parte do transportador, o dever de indenizar.
Da mesma forma está mantida a principal característica do contrato de
serviços de transporte que é a cláusula de incolumidade, isto é, há uma cláusula
implícita que assegura a incolumidade do consumidor. Trata-se, portanto, de um contrato
que encerra uma obrigação de resultado: o fornecedor deve conduzir o
consumidor são e salvo ao lugar do destino, nos horários e nas condições avençadas.
Dessarte, na qualidade de obrigação de resultado, não basta que o fornecedor leve o
consumidor ao destino contratado. É necessário que o faça nos exatos termos contratados,
dentre os quais data, horário, local de embarque e de desembarque, acomodações,
integridade da bagagem, aeronave, etc.
A base da responsabilidade objetiva é a teoria do risco do
negócio, ou seja, quem exerce uma atividade, qualquer que seja ela, deve assumir os
riscos a ela inerentes ou riscos dela decorrentes. Ele escolheu arriscar-se, não pode
repassar esse ônus para o consumidor. Isso implica que da mesma forma que ele não
repassa o lucro para o consumidor, não pode de maneira alguma passar-lhe o risco. Na livre
iniciativa, a ação do fornecedor está aberta simultaneamente ao sucesso e ao fracasso, mas

13 Lei 8078/90, Art. 22. Os órgãos públicos, por si ou suas empresas, concessionárias, permissionárias ou sob qualquer outra
forma de empreendimento, são obrigados a fornecer serviços adequados, eficientes, seguros e, quanto aos essenciais,
contínuos. Parágrafo único. Nos casos de descumprimento, total ou parcial, das obrigações referidas neste artigo, serão as
pessoas jurídicas compelidas a cumpri-las e a reparar os danos causados, na forma prevista neste código.

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sempre o risco será dele. A assunção exclusiva dos bônus da atividade econômica gera à
Ré, concomitantemente, a assunção dos ônus decorrentes do risco.
Neste rumo:
RESPONSABILIDADE CIVIL OBJETIVA - VOO INTERNACIONAL - ATRASO - APLICAÇÃO DO
CDC.
- Se o fato ocorreu na vigência do CDC, a responsabilidade por atraso em voo internacional afasta a

Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por ADRIANO BLATT e Tribunal de Justica do Estado de Sao Paulo, protocolado em 02/04/2020 às 14:06 , sob o número 10031826120208260006.
limitação tarifada da Convenção de Varsóvia (CDC; Arts. 6º, VI e 14).
- O contrato de transporte constitui obrigação de resultado. Não basta que o
transportador leve o transportado ao destino contratado. É necessário que o
faça nos termos avençados (dia, horário, local de embarque e desembarque,
acomodações, aeronave etc.).
- O Protocolo Adicional n.º 3, sem vigência no direito internacional, não se aplica no direito interno. A
indenização deve ser fixada em moeda nacional (Decreto 97.505/89).
(REsp 151.401/SP, Rel. Ministro HUMBERTO GOMES DE BARROS, TERCEIRA TURMA, julgado em
17/06/2004, DJ 01/07/2004, p. 188)

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Dentre as cláusulas excludentes da responsabilidade do fornecedor de
serviços, o CDC, no art. 14 § 3O incisos I e II - (defeito inexistente e culpa exclusiva do
consumidor ou de terceiro), não se referiu às hipóteses de caso fortuito e às de força
maior, devendo, portanto, o transportador por elas responder. Deve-se atentar para o
fato de ue a exp essão culpa exclusiva da vítima ou de te cei o , pa a ue seja aceita
como excludente de responsabilidade, é imprescindível que a conduta do passageiro ou do
terceiro seja a causa única e determinante do evento.
Em emblemático aresto, o C. STJ decidiu que nem mesmo acidentes com
pássaros nas turbinas excluiriam a responsabilidade da Ré:

Recurso Especial. Ação indenizatória. Transporte Aéreo. Atraso em voo c/c adiamento de viagem.
Responsabilidade Civil. Hipóteses de exclusão. Caso Fortuito ou Força Maior. Pássaros. Sucção
pela turbina de avião.
- A responsabilização do transportador aéreo pelos danos causados a passageiros por atraso em voo
e adiamento da viagem programada, ainda que considerada objetiva, não é infensa às excludentes de
responsabilidade civil.
- As avarias provocadas em turbinas de aviões, pelo tragamento de urubus,
constituem-se em fato corriqueiro no Brasil, ao qual não se pode atribuir a
nota de imprevisibilidade marcante do caso fortuito.
- É dever de toda companhia aérea não só transportar o passageiro como
levá-lo incólume ao destino. Se a aeronave é avariada pela sucção de grandes
pássaros, impõe a cautela seja o maquinário revisto e os passageiros
remanejados para voos alternos em outras companhias. O atraso por si só
decorrente desta operação impõe a responsabilização da empresa aérea, nos termos da atividade de
risco que oferece.
(REsp 401.397/SP, Rel. Ministra NANCY ANDRIGHI, TERCEIRA TURMA, julgado em 27/06/2002, DJ
09/09/2002, p. 226)

Postas as questões necessárias para a análise da visão do STJ e o contrato de


transporte de pessoas, passa-se à apresentação de algumas ementas de julgados do C. STJ,
que pontuam a tendência da nossa mais alta Corte infraconstitucional em relação à
responsabilidade civil decorrente deste tipo de contrato.
AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. TRANSPORTE AÉREO
INTERNACIONAL. ATRASO DE VOO. CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR. CONVENÇÕES
INTERNACIONAIS. RESPONSABILIDADE OBJETIVA. RISCOS INERENTES À
ATIVIDADE. FUNDAMENTO INATACADO. SÚMULA 283 DO STF. QUANTUM INDENIZATÓRIO.
REDUÇÃO. IMPOSSIBILIDADE. DISSÍDIO NÃO CONFIGURADO.
1. A jurisprudência dominante desta Corte Superior se orienta no sentido de prevalência das normas
do CDC, em detrimento das Convenções Internacionais, como a Convenção de Montreal precedida
pela Convenção de Varsóvia, aos casos de atraso de voo, em transporte aéreo internacional.

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2. O Tribunal de origem fundamentou sua decisão na responsabilidade objetiva da
empresa aérea, tendo em vista que os riscos são inerentes à própria atividade
desenvolvida, não podendo ser reconhecido o caso fortuito como causa
excludente da responsabilização. Tais argumentos, porém, não foram atacados pela
agravante, o que atrai, por analogia, a incidência da Súmula 283 do STF.
3. No que concerne à caracterização do dissenso pretoriano para redução do quantum indenizatório,
impende ressaltar que as circunstâncias que levam o Tribunal de origem a fixar o valor da indenização

Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por ADRIANO BLATT e Tribunal de Justica do Estado de Sao Paulo, protocolado em 02/04/2020 às 14:06 , sob o número 10031826120208260006.
por danos morais são de caráter personalíssimo e levam em conta questões subjetivas, o que dificulta
ou mesmo impossibilita a comparação, de forma objetiva, para efeito de configuração da divergência,
com outras decisões assemelhadas.
4. Agravo regimental a que se nega provimento.
(AgRg no Ag 1343941/RJ, Rel. Ministro VASCO DELLA GIUSTINA (DESEMBARGADOR
CONVOCADO DO TJ/RS), TERCEIRA TURMA, julgado em 18/11/2010, DJe 25/11/2010)

AGRAVO REGIMENTAL. RESPONSABILIDADE CIVIL OBJETIVA. VOO INTERNACIONAL.


ATRASO. EXTRAVIO DE BAGAGEM. APLICAÇÃO DO CDC. PROBLEMA

Para conferir o original, acesse o site https://esaj.tjsp.jus.br/pastadigital/sg/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 1003182-61.2020.8.26.0006 e código B5EF635.
TÉCNICO. FATO PREVISÍVEL. DANO MORAL. CABIMENTO. ARGUMENTAÇÃO
INOVADORA. VEDADO.
- Após o advento do Código de Defesa do Consumidor, as hipóteses de indenização por atraso de voo
não se restringem àquelas descritas na Convenção de Varsóvia, o que afasta a limitação tarifada.
- A ocorrência de problema técnico é fato previsível, não caracterizando hipótese de caso fortuito ou
de força maior.
- Em voo internacional, se não foram tomadas todas as medidas necessárias para que não se
produzisse o dano, justifica-se a obrigação de indenizar.
- Cabe indenização a título de dano moral pelo atraso de voo e extravio de
bagagem. O dano decorre da demora, desconforto, aflição e dos transtornos
suportados pelo passageiro, não se exigindo prova de tais fatores.
- Vedado no regimental desenvolver argumento inovador não ventilado no especial.
(AgRg no Ag 442.487/RJ, Rel. Ministro HUMBERTO GOMES DE BARROS, TERCEIRA TURMA,
julgado em 25/09/2006, DJ 09/10/2006, p. 284)

PROCESSUAL CIVIL. CIVIL. RECURSO ESPECIAL. INDENIZAÇÃO. DANOS MATERIAIS E


MORAIS. RESPONSABILIDADE CIVIL. TRANSPORTE AÉREO. ATRASO NO VOO. CODECON.
RESPONSABILIDADE OBJETIVA DO TRANSPORTADOR AÉREO. AGÊNCIA DE
TURISMO. CULPA NÃO COMPROVADA. CORREÇÃO MONETÁRIA E JUROS MORATÓRIOS.
INCIDÊNCIA. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. REVISÃO. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 07/STJ.
1. O Tribunal de origem considerou não restar comprovado nos autos nenhuma responsabilidade da
empresa prestadora de serviço/pacote de viagem ("Brasil Caribe Tour") no atraso da decolagem do
voo da VASP, Belo Horizonte-São Paulo, que acarretou a perda da conexão, voo da "Aerocancun",
São Paulo-Havana. Como salientou o v. acórdão, "ao que emerge dos autos, a segunda apelante foi
apenas prestadora do serviço/pacote de viagem, não podendo ser responsabilizada pelo controle
operacional das aeronaves da VASP, e, por óbvio, pela parte técnica, ou seja, pelo defeito ou quebra
da aeronave que conduziria os apelados para São Paulo, fato que teria motivado o atraso na
decolagem".
2. O valor indenizatório do dano moral foi fixado pelo Tribunal com base na verificação das
circunstâncias do caso e atendendo os princípios da razoabilidade e proporcionalidade. Destarte, há
de ser mantido o quantum reparatório, eis que fixado em parâmetro razoável, assegurando aos
lesados justo ressarcimento, em incorrer em enriquecimento sem causa.
3. A teor da jurisprudência desta Corte, tratando-se, in casu, de responsabilidade contratual, os juros
moratórios incidem a partir da citação. Precedentes.
4. Esta Corte consolidou entendimento consoante o qual, nas indenizações por dano moral, o termo a
quo para a incidência da correção monetária é a data em que foi arbitrado o valor.
Precedentes.
5. A pretensão de revisão da verba honorária, fixada nas instâncias ordinárias, exige,
necessariamente, reexame de circunstâncias fáticas trazidas aos autos, o que é vedado pelo
enunciado sumular nº 07/STJ.
6. Recurso não conhecido.
(REsp 797.836/MG, Rel. Ministro JORGE SCARTEZZINI, QUARTA TURMA, julgado em 02/05/2006,
DJ 29/05/2006, p. 263)

RESPONSABILIDADE CIVIL OBJETIVA - VOO INTERNACIONAL - ATRASO -


APLICAÇÃO DO CDC.
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- Se o fato ocorreu na vigência do CDC, a responsabilidade por atraso em voo internacional afasta a
limitação tarifada da Convenção de Varsóvia (CDC; Arts. 6º, VI e 14).
- O contrato de transporte constitui obrigação de resultado. Não basta que o
transportador leve o transportado ao destino contratado. É necessário que o
faça nos termos avençados (dia, horário, local de embarque e desembarque,
acomodações, aeronave etc.).
- O Protocolo Adicional n.º 3, sem vigência no direito internacional, não se aplica no direito interno. A

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indenização deve ser fixada em moeda nacional (Decreto 97.505/89).
(REsp 151.401/SP, Rel. Ministro HUMBERTO GOMES DE BARROS, TERCEIRA TURMA, julgado em
17/06/2004, DJ 01/07/2004, p. 188)

6. DA APLICABILIDADE DO CÓDEX CONSUMERISTA, DA


INAPLICABILIDADE DAS CONVENÇÕES INTERNACIONAIS

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(DE VARSÓVIA, MONTREAL E HAIA), E DA INAPLICABILIDADE DO
CÓDIGO BRASILEIRO DE AERONÁUTICA,
EM CASO DE ATRASO DE VOO

O Colendo Superior Tribunal de Justiça já consignou, irreversivelmente, a


prevalência do Codex Consumerista, em detrimento das Convenções de Varsóvia, Haia e
Montreal, bem assim em detrimento do Código Brasileiro de Aeronáutica, em caso de
atraso de voo, consoante bem se depreende dos seguintes arestos exemplificativos:

CIVIL E PROCESSUAL CIVIL. RESPONSABILIDADE CIVIL. ATRASO DE VOO INTERNACIONAL -


APLICAÇÃO DO CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR EM DETRIMENTO DAS REGRAS DA
CONVENÇÃO DE VARSÓVIA. DESNECESSIDADE DE COMPROVAÇÃO DO DANO.
CONDENAÇÃO EM FRANCO POINCARÉ - CONVERSÃO PARA DES - POSSIBILIDADE -
RECURSO PROVIDO EM PARTE.
1 - A responsabilidade civil por atraso de voo internacional deve ser apurada a
luz do Código de Defesa do Consumidor, não se restringindo as situações
descritas na Convenção de Varsóvia, eis que aquele, traz em seu bojo a
orientação constitucional de que o dano moral é amplamente indenizável.
2. O dano moral decorrente de atraso de voo, prescinde de prova, sendo que a responsabilidade de
seu causador opera-se , in re ipsa, por força do simples fato da sua violação em virtude do
desconforto, da aflição e dos transtornos suportados pelo passageiro.
3 - Não obstante o texto Constitucional assegurar indenização por dano moral sem restrições
quantitativas e do Código de Defesa do Consumidor garantir a indenização plena dos danos causados
pelo mau funcionamento dos serviços em relação ao consumo, o pedido da parte autora limita a
indenização ao equivalente a 5.000 francos poincaré, cujos precedentes desta Egrégia Corte
determinam a sua conversão para 332 DES (Direito Especial de Saque).
4 - Recurso Especial conhecido e parcialmente provido.
(REsp 299.532/SP, Rel. Ministro HONILDO AMARAL DE MELLO CASTRO (DESEMBARGADOR
CONVOCADO DO TJ/AP), QUARTA TURMA, julgado em 27/10/2009, DJe 23/11/2009)

CIVIL E PROCESSUAL CIVIL - AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO -


CONTRATO DE TRANSPORTE AÉREO DE PASSAGEIROS - ATRASO - DESCUMPRIMENTO
CONTRATUAL - DANO MORAL - SÚMULA 7/STJ - APLICAÇÃO DO CÓDIGO DE DEFESA
DO CONSUMIDOR EM DETRIMENTO DA CONVENÇÃO DE VARSÓVIA - VALOR
INDENIZATÓRIO - RAZOABILIDADE.
I - Esta Superior Corte já pacificou o entendimento de que não se aplica, a
casos em que há constrangimento provocado por erro de serviço, a
Convenção de Varsóvia, e sim o Código de Defesa do Consumidor, que traz
em seu bojo a orientação constitucional de que o dano moral é amplamente
indenizável.

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II - A conclusão do Tribunal de origem, acerca do dano moral sofrido pelos Agravados, em razão do
atraso do voo em mais de onze horas, não pode ser afastada nesta instância, por depender do
reexame do quadro fático-probatório (Súmula 7/STJ). (...)
(AgRg no Ag 903.969/RJ, Rel. Ministro SIDNEI BENETI, TERCEIRA TURMA, julgado em 09/12/2008,
DJe 03/02/2009)

Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por ADRIANO BLATT e Tribunal de Justica do Estado de Sao Paulo, protocolado em 02/04/2020 às 14:06 , sob o número 10031826120208260006.
CIVIL E PROCESSUAL. AÇÃO DE INDENIZAÇÃO. ATRASO DE VOO INTERNACIONAL.
INDENIZAÇÃO. ILEGITIMIDADE PASSIVA DA EMPRESA AÉREA. "CONTRATO DE
COMPARTILHAMENTO". REVISÃO. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULAS N. 5 E 7-STJ. DANO MORAL.
VALOR. CONVENÇÃO DE VARSÓVIA. CDC. PREVALÊNCIA. TARIFAÇÃO NÃO MAIS
PREVALENTE. VALOR AINDA ASSIM EXCESSIVO. REDUÇÃO.
I. A questão acerca da transferência da responsabilidade para outra transportadora, que opera trecho
da viagem, contrariamente ao entendimento das instâncias ordinárias, enfrenta o óbice das Súmulas
n. 5 e 7-STJ.
II. Após o advento do Código de Defesa do Consumidor, não mais prevalece,
para efeito indenizatório, a tarifação prevista tanto na Convenção de Varsóvia,

Para conferir o original, acesse o site https://esaj.tjsp.jus.br/pastadigital/sg/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 1003182-61.2020.8.26.0006 e código B5EF635.
quanto no Código Brasileiro de Aeronáutica, segundo o entendimento
pacificado no âmbito da 2ª Seção do STJ.
Precedentes do STJ.
III. Não obstante a infra-estrutura dos modernos aeroportos ou a disponibilização de hotéis e
transporte adequados, tal não se revela suficiente para elidir o dano moral quando o atraso no voo se
configura excessivo, a gerar pesado desconforto e aflição ao passageiro, extrapolando a situação de
mera vicissitude, plenamente suportável.
IV. Não oferecido o suporte necessário para atenuar tais situações, como na hipótese dos autos,
impõe-se sanção pecuniária maior do que o parâmetro adotado em casos análogos, sem contudo,
chegar-se a excesso que venha a produzir enriquecimento sem causa.
V. Recurso especial parcialmente conhecido e provido em parte, para reduzir a indenização a patamar
razoável.
(REsp 740.968/RS, Rel. Ministro ALDIR PASSARINHO JUNIOR, QUARTA TURMA, julgado em
11/09/2007, DJ 12/11/2007, p. 221)

RESPONSABILIDADE CIVIL. DANO MORAL. ATRASO DE VOO. INDENIZAÇÃO. VALOR.


1. O valor da indenização por danos morais pode ser revisto neste Tribunal quando contrariar a lei ou
o senso médio de justiça, mostrando-se irrisório ou exorbitante. Contudo, tal situação não se verifica
na hipótese dos autos.
2. Os limites previstos na Convenção de Varsóvia não se aplicam às relações
regidas pelo Código de Defesa do Consumidor.
Agravo regimental improvido.
(AgRg no Ag 588.156/MG, Rel. Ministro BARROS MONTEIRO, QUARTA TURMA, julgado em
11/10/2005, DJ 12/12/2005, p. 388)

CIVIL E PROCESSUAL. ATRASO DE QUATRO DIAS EM VOO INTERNACIONAL.INDENIZAÇÃO.


CDC. INCIDÊNCIA. DISSÍDIO NÃO CONFIGURADO.
I. Aplica-se o Código de Defesa do Consumidor em caso de indenização por
atraso de voo, não se sujeitando o quantum do ressarcimento ou a hipótese
de cabimento, às limitações da Convenção de Varsóvia.
II. Precedentes do STJ.
III. Dissídio jurisprudencial que não satisfaz aos pressupostos processuais e regimentais da espécie.
IV. Recurso especial não conhecido.
(REsp 229.814/SP, Rel. Ministro ALDIR PASSARINHO JUNIOR, QUARTA TURMA, julgado em
15/04/2004, DJ 31/05/2004, p. 312)

CIVIL. PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO.


TRANSPORTE AÉREO. CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR. APLICAÇÃO.
ORIENTAÇÃO PREDOMINANTE. IMPROVIMENTO.
I. Aplicam-se as disposições do Código de Defesa do Consumidor à reparação
por danos resultantes da má-prestação do serviço, inclusive decorrentes de
atrasos em voos internacionais. Precedentes desta Corte.
II. Inviável ao STJ a apreciação de normas constitucionais, por refugir à sua competência.
III. Agravo regimental a que se nega provimento.

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(AgRg no Ag 1157672/PR, Rel. Ministro ALDIR PASSARINHO JUNIOR, QUARTA TURMA, julgado
em 11/05/2010, DJe 26/05/2010)

Dessarte, in casu, não se há cogitar, sequer remotamente, acerca de eventual


incidência das convenções internacionais (de Varsóvia, Montreal e Haia), tampouco do
Código Brasileiro de Aeronáutica.

Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por ADRIANO BLATT e Tribunal de Justica do Estado de Sao Paulo, protocolado em 02/04/2020 às 14:06 , sob o número 10031826120208260006.
7. A VISÃO CONSTITUCIONAL DA RESPONSABILIDADE DAS EMPRESAS
AÉREAS

Para conferir o original, acesse o site https://esaj.tjsp.jus.br/pastadigital/sg/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 1003182-61.2020.8.26.0006 e código B5EF635.
Dentre as inovações trazidas pela promulgação da Carta Magna, temos o fato
de o transportador aéreo ser um concessionário de serviço público, como
previsto na CF, art. 37, § 6º. Assim, mesmo que decorra de contrato, a sua responsabilidade
será objetiva, não cabendo arguir culpa ou dolo para ensejá-la.

CF, Art. 37 (...)


§ 6º. As pessoas jurídicas de direito público e as de direito privado prestadores de serviços públicos
responderão pelos danos que seus agentes, nessa qualidade, causarem a terceiros, assegurado o
direito de regresso contra o responsável nos casos de dolo e culpa.

A Constituição, como lei maior, sobrepõe-se às demais leis, e mesmo a


tratados firmados pelo Brasil, resultando clara a necessidade de indenização por dano
moral nos casos de atraso de voo e de extravio de bagagem. Exemplo disso é a histórica
decisão do Colendo Supremo Tribunal Federal no RE nº 172720-RJ em importante
julgamento sobre extravio de bagagens:

"O fato de a Convenção de Varsóvia revelar, como regra, a indenização tarifada por danos materiais
não exclui a relativa aos danos morais. Configurados esses pelo sentimento de
desconforto, de constrangimento, aborrecimento e humilhação decorrentes
do extravio de mala, cumpre observar a Carta Política da República - incisos V
e X do artigo 5º, no que se sobrepõe a tratados e convenções ratificados pelo
Brasil." (RE nº 172720-9-RJ, 2ª Turma, Rel. em. Min. Marco Aurélio, j. 06.02.96, DJ 21-02-1997).

Como se vê, após a promulgação da Carta Magna de 1988, deixou de


prevalecer o sistema varsoviano de responsabilidade civil do transportador aéreo, pois era
este incompatível com a nova ordem implantada pela Constituição.

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8. DO JUSTO E RAZOÁVEL QUANTUM INDENIZATÓRIO DE DANOS


MORAIS, EM CASOS DE ATRASO DE VOO –
OS PARÂMETROS DO C. STJ

Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por ADRIANO BLATT e Tribunal de Justica do Estado de Sao Paulo, protocolado em 02/04/2020 às 14:06 , sob o número 10031826120208260006.
Sem perder de vista o quanto dispõe o CC, em seu art. 94414, no
concernente à indenização reparatória dos danos morais, tem-se por escopo oferecer uma
espécie de compensação ao lesado a fim de atenuar seu sofrimento (caráter satisfativo).
No que pertine à figura do lesante, tem-se por mira, com a fixação
do quantum indenizatório, pespegar-lhe uma sanção para que seja desestimulado a
praticar atos lesivos à personalidade de outrem (caráter punitivo).
Desse modo, o valor da reparação assume um duplo objetivo, qual
seja: satisfativo-punitivo15. A indenização não pode ser, em conformidade com este

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entendimento, estabelecida de tal forma que seja preferível para o causador do dano
persistir com suas práticas abusivas, quer decorrentes de má-fé, quer decorrentes de
negligência ou qualquer outro motivo.
Exemplificam-se, adiante, montantes indenizatórios encontrados nas
decisões do C. STJ:

AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO CONTRA A INADMISSÃO DE


RECURSO ESPECIAL. VIAGEM AÉREA INTERNACIONAL. EXTRAVIO DE BAGAGEM. DANO
MORAL. QUANTUM INDENIZATÓRIO. REVISÃO QUE SE ADMITE TÃO SOMENTE NOS CASOS
EM QUE O VALOR SE APRESENTAR IRRISÓRIO OU EXORBITANTE, O QUE NÃO SE VERIFICA
NA ESPÉCIE. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO.
1. Nos termos da jurisprudência do STJ, o valor estabelecido pelas instâncias ordinárias a título de
indenização por danos morais pode ser revisto tão somente nas hipóteses em que a condenação se
revelar irrisória ou exorbitante, distanciando-se dos padrões de razoabilidade, o que não se evidencia
no presente caso, em que a referida compensação, decorrente dos danos morais sofridos em virtude
do extravio da bagagem do agravado no âmbito da companhia aérea, por ocasião de sua viagem ao
exterior, foi arbitrada em 50 (cinquenta) salários mínimos.
2. Desse modo, uma vez que o valor estabelecido a título de reparação moral não se apresenta
ínfimo ou exagerado, à luz dos critérios adotados por esta Corte, a sua revisão
fica obstada em face do teor da Súmula 7/STJ.
3. Agravo regimental a que se nega provimento.
(AgRg no Ag 1259905/SP, Rel. Ministro RAUL ARAÚJO, QUARTA TURMA, julgado em 14/04/2011,
DJe 10/05/2011)

AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO CONTRA A INADMISSÃO DE RECURSO ESPECIAL.


TRANSPORTE AÉREO DE PESSOAS. FALHA DO SERVIÇO. ATRASO EM VOO. REPARAÇÃO
POR DANOS MORAIS. QUANTUM INDENIZATÓRIO RAZOÁVEL. SÚMULA 7/STJ. AGRAVO
REGIMENTAL DESPROVIDO.
1. O entendimento pacificado no Superior Tribunal de Justiça é de que o valor estabelecido pelas
instâncias ordinárias a título de reparação por danos morais pode ser revisto tão somente nas
hipóteses em que a condenação revelar-se irrisória ou exorbitante, distanciando-se dos padrões de
razoabilidade, o que não se evidencia no presente caso.
2. Não se mostra exagerada a fixação, pelo Tribunal a quo, em R$ 8.000,00
(oito mil reais) a título de reparação moral em favor da parte agravada, em virtude dos
danos sofridos por ocasião da utilização dos serviços da agravante, motivo pelo qual não se justifica a
excepcional intervenção desta Corte no presente feito.

14 CC, Art. 944. A indenização mede-se pela extensão do dano.

15Luiz Antonnio Rizzatto NUNES e Mirella D’Angelo CALDEIRA. O dano moral e sua interpretação jurisprudencial. São
Paulo: Saraiva, 1999, pág. 2. No mesmo sentido, afirmando o caráter compensatório e sancionador, Maria Helena DINIZ,
Curso de direito civil brasileiro – responsabilidade civil, 12ª ed. São Paulo: Saraiva, vol. 7º, 1998, p. 56.

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3. A revisão do julgado, conforme pretendida, encontra óbice na Súmula 7/STJ, por demandar o
vedado revolvimento de matéria fático-probatória.
4. Agravo regimental a que se nega provimento.
(AgRg no AREsp 38.202/RJ, Rel. Ministro RAUL ARAÚJO, QUARTA TURMA, julgado em 15/09/2011,
DJe 03/10/2011)

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AGRAVO REGIMENTAL - DANO MORAL - VALOR - REDUÇÃO - LIMITES DEFINIDOS PELA
JURISPRUDÊNCIA DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA - DECISÃO AGRAVADA MANTIDA -
IMPROVIMENTO.
I. Esta Corte admite a revisão do valor arbitrado a título de danos morais, quando destoa da
razoabilidade, revelando-se irrisório ou exagerado, o que ocorre na espécie, pois fixado no montante
equivalente a 200 salários mínimos (atualmente R$ 83.000,00 - oitenta e três mil reais) para cada um
dos autores, extrapolando os limites definidos pela jurisprudência para casos semelhantes, isto é, de
simples atraso de voo internacional.
II. Tendo em vista a jurisprudência desta Corte a respeito do tema e as circunstâncias da causa,
conclui-se que a indenização deve ser reduzida para o valor de R$ 20.000,00 (vinte mil reais)

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a ser partilhado para cada autor, quantia que cumpre, com razoabilidade, a sua dupla finalidade, isto
é, a de punir pelo ato ilícito cometido e, de outra lado, a de reparar a vítima pelo sofrimento moral
experimentado.
III. O agravo não trouxe nenhum argumento novo capaz de modificar a conclusão alvitrada, a qual se
mantém por seus próprios fundamentos.
Agravo improvido.
(AgRg no REsp 746.477/RJ, Rel. Ministro SIDNEI BENETI, TERCEIRA TURMA, julgado em
20/11/2008, DJe 12/12/2008)

AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. EXTRAVIO DE BAGAGEM EM


VIAGEM INTERNACIONAL. RESPONSABILIDADE CIVIL CONFIGURADA. FALTA DE
PREQUESTIONAMENTO. CONVENÇÃO DE MONTREAL. INAPLICABILIDADE. DANOS MORAIS.
REVISÃO OBSTADA PELA SÚMULA 07/STJ. QUANTUM INDENIZATÓRIO ARBITRADO DE
FORMA RAZOÁVEL. DIVERGÊNCIA JURISPRUDENCIAL AUSENTE DE SIMILITUDE FÁTICA.
DECISÃO AGRAVADA MANTIDA. IMPROVIMENTO.
1.- O conteúdo normativo dos dispositivos tidos por violados não foi objeto de debate no v. Acórdão
recorrido, carecendo, portanto, do necessário prequestionamento viabilizador do Recurso Especial,
nos termos da Súmula 211 desta Corte.
2.- A jurisprudência deste Superior Tribunal de Justiça se orienta no sentido de prevalência das
normas do Código de Defesa do Consumidor, em detrimento das disposições insertas em
Convenções Internacionais, como a Convenção de Montreal, aos casos de falha na prestação de
serviços de transporte aéreo internacional, por verificar a existência da relação de consumo entre a
empresa aérea e o passageiro, haja vista que a própria Constituição Federal de 1988 elevou a defesa
do consumidor à esfera constitucional de nosso ordenamento.
3.- Restando configurados a existência do dano e a responsabilidade civil, para excluí-los, seria
necessário a revisão dos elementos probatórios colhidos nas instâncias inferiores, o que não é
permitido em sede de Recurso Especial ante a Súmula STJ/07.
4.- Quantum indenizatório arbitrado em quinze mil reais, verba considerada
razoável diante das características próprias do caso.
5.- Agravo Regimental improvido.
(AgRg no AREsp 13.010/ES, Rel. Ministro SIDNEI BENETI, TERCEIRA TURMA, julgado em
09/08/2011, DJe 13/09/2011)

“(...) É de se ter presente que, no caso concreto, ficou caracterizada a culpa da empresa recorrente,
que não providenciou o embarque da recorrida no dia e hora aprazados, causando-lhe situação de
indiscutível constrangimento e aflição, devendo ela, por isso, ser responsabilizada pela deficiência do
serviço prestado, bem assim pelo descumprimento do contrato, mediante o pagamento de
indenização.
Não obstante, tenho que se o valor fixado no juízo de origem era ínfimo, o arbitrado pela decisão
recorrida também escapa da razoabilidade, distanciando-se do bom senso e dos critérios
recomendados pela doutrina e jurisprudência.
Assim, no presente caso, de conformidade com a orientação prevalecente no âmbito desta Seção,
sopesadas as circunstâncias objetivas do caso concreto, bem assim a capacidade financeira da ré,
dou provimento ao recurso especial para reduzir a condenação ao patamar de R$ 12.000,00
(doze mil reais), em valores atuais.

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Por outro lado, em se tratando de reparação por dano moral, não fica o magistrado jungido aos
parâmetros quantitativos estabelecidos pelo autor, na inicial. Por isso, reconhecido o direito à
reparação, ainda que esta venha a ser fixada em valores muito inferiores à quantia pretendida pelo
autor, não há falar em êxito parcial ou sucumbência recíproca. A sucumbência é total, uma vez que o
objeto do pedido é a condenação pelo dano. Escapando o valor da condenação à vontade do
ofendido e inexistindo, consoante a sistemática de nosso direito positivo, tarifação para esses casos
de lesão ao patrimônio imaterial, desde que procedente o pedido, o êxito da parte autora é sempre

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total, a menos que, tendo havido cumulação de pedidos, num deles haja sucumbido. Não é o caso.
(...)”
(REsp 521043/RJ, Rel. Ministro CASTRO FILHO, TERCEIRA TURMA, julgado em 26/06/2003, DJ
12/08/2003, p. 225)

Por sua vez, ponderando-se os anos que se passaram desde aludido r.


decisum, há que se atualizar16 os valores para os dias de hoje, obtendo-se a seguinte
tabela:

Para conferir o original, acesse o site https://esaj.tjsp.jus.br/pastadigital/sg/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 1003182-61.2020.8.26.0006 e código B5EF635.
TABELA RESUMIDA DE QUANTUM INDENIZATÓRIO

Indenização por danos Indenização por danos morais


Processo
morais à época atualizada

AgRg no Ag 1259905/SP 50 salários mínimos R$ 27.250,00

AgRg no AREsp 38.202/RJ R$ 8.000,00 R$ 9.357,00

AgRg no REsp 746.477/RJ R$ 20.000,00 R$ 23.392,00

AgRg no AREsp 13.010/ES R$ 15.000,00 R$ 17.544,00

REsp 521043/RJ R$ 12.000,00 R$ 15.764,00

9. EM CASO DE FALHA NO SERVIÇO DE TRANSPORTE AÉREO, EM


RELAÇÃO AO DANO MORAL, TEM-SE O DAMNUM IN RE IPSA

In casu, se está diante da figura do damnum in re ipsa, ou seja, a


configuração do dano está ínsita à própria eclosão do fato pernicioso, despicienda a
comprovação do dano. Assim, os danos experimentados pelo Autor, no caso em tela,
segundo a majoritária jurisprudência, são presumíveis, ou seja, in re ipsa, por isso
prescindem de prova.
Destarte, configurada está a responsabilidade, razão pela qual devida é a
condenação do responsável em indenização àquele sofredor do dano. Presente a
obviedade do ato lesivo, bem assim a notoriedade do prejuízo causado, deverá o causador
ser punido na forma cabível, dispensando, neste caso específico, de prova adicional de

16Lembre-se que a manutenção de valores históricos, sem a merecida atualização monetária, somente findaria por beneficiar
empresas como a Ré.. Seria uma verdadeira idolatria e apologia à impunidade. Assim, os valores históricos arbitrados em
condenações pelo C. STJ MERECEM SER CORRIGIDOS, a fim de preservar a equidade e isonomia do caso concreto com os
casos envolvidos nos arestos-paradigma. A esse respeito:
(...) A correção monetária plena é mecanismo mediante o qual empreende-se a recomposição da efetiva
desvalorização da moeda, com o escopo de se preservar o poder aquisitivo original, sendo certo que independe de
pedido expresso da parte interessada, não constituindo um plus que se acrescenta ao crédito, mas um minus que se
evita. (...)
(AgRg nos EREsp 861.548/SP, Rel. Ministro LUIZ FUX, PRIMEIRA SEÇÃO, julgado em 28/11/2007, DJe 18/02/2010 e EREsp
913.201/RJ, Rel. Ministro LUIZ FUX, PRIMEIRA SEÇÃO, julgado em 22/10/2008, DJe 10/11/2008)

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constituição do dano, que seria pouco útil à elucidação dos fatos manifestos, e que não
traria resultado prático algum senão o atravancamento da demanda.
Cristalinos os elementos que distinguem a peculiaridade do damnum in re
ipsa, pode-se apontar a responsabilidade objetiva do causador, sem a necessidade de fazer
prova pormenorizada do dano. Face a jurisprudência, o dano, in casu, é inerente ao próprio
fato ocorrido. Temos, exaustivamente, que res ipsa loquitur, pois ocorre prejuízo por fatos

Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por ADRIANO BLATT e Tribunal de Justica do Estado de Sao Paulo, protocolado em 02/04/2020 às 14:06 , sob o número 10031826120208260006.
que não causariam dano, a não ser que o agente lesante tenha obrado, como in casu, com
culpa, atingindo-se indubitável ilação.
Nesse aspecto, não se trata mais de matéria fática, versando-se
EXCLUSIVAMENTE sobre matéria de direito, o que possibilita, adicionalmente, maior
celeridade processual. Consoante orientação pacífica do STJ, cabe ao ofendido provar o
fato danoso e não propriamente a dor moral sofrida.

Para conferir o original, acesse o site https://esaj.tjsp.jus.br/pastadigital/sg/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 1003182-61.2020.8.26.0006 e código B5EF635.
Confira-se:

AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO CONTRA A INADMISSÃO DE


RECURSO ESPECIAL. TRANSPORTE AÉREO DE PESSOAS. FALHA DO SERVIÇO. ATRASO EM
VOO. PERDA DE CONEXÃO. REPARAÇÃO POR DANOS MORAIS. QUANTUM INDENIZATÓRIO
RAZOÁVEL. SÚMULA 7/STJ. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO.
1. O dano moral decorrente de atraso de voo opera-se in re ipsa. O
desconforto, a aflição e os transtornos suportados pelo passageiro não
precisam ser provados, na medida em que derivam do próprio fato.
2. O entendimento pacificado no Superior Tribunal de Justiça é de que o valor estabelecido pelas
instâncias ordinárias a título de reparação por danos morais pode ser revisto tão somente nas
hipóteses em que a condenação revelar-se irrisória ou exorbitante, distanciando-se dos padrões de
razoabilidade, o que não se evidencia no presente caso. Desse modo, não se mostra exagerada a
fixação, pelo Tribunal a quo, em R$ 8.000,00 (oito mil reais) a título de reparação moral em favor da
parte agravada, em virtude dos danos sofridos por ocasião da utilização dos serviços da agravante,
motivo pelo qual não se justifica a excepcional intervenção desta Corte no presente feito, como bem
consignado na decisão agravada.
3. A revisão do julgado, conforme pretendido, encontra óbice na Súmula 7/STJ, por demandar o
vedado revolvimento de matéria fático-probatória.
4. Agravo regimental a que se nega provimento.
(AgRg no Ag 1306693/RJ, Rel. Ministro RAUL ARAÚJO, QUARTA TURMA, julgado em 16/08/2011,
DJe 06/09/2011)

RESPONSABILIDADE CIVIL. TRANSPORTE AÉREO. ATRASO DE VOO.


A demora injustificada no transporte de passageiros acarreta danos morais.
Agravo regimental não provido.
(AgRg no REsp 218.291/SP, Rel. Ministro ARI PARGENDLER, TERCEIRA TURMA, julgado em
22/03/2007, DJ 23/04/2007, p. 252)

CIVIL E PROCESSUAL CIVIL. RESPONSABILIDADE CIVIL. ATRASO DE VOO INTERNACIONAL -


APLICAÇÃO DO CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR EM DETRIMENTO DAS REGRAS DA
CONVENÇÃO DE VARSÓVIA. DESNECESSIDADE DE COMPROVAÇÃO DO DANO.
CONDENAÇÃO EM FRANCO POINCARÉ - CONVERSÃO PARA DES - POSSIBILIDADE -
RECURSO PROVIDO EM PARTE.
1 - A responsabilidade civil por atraso de voo internacional deve ser apurada a luz do Código de
Defesa do Consumidor, não se restringindo as situações descritas na Convenção de Varsóvia, eis que
aquele, traz em seu bojo a orientação constitucional de que o dano moral é amplamente indenizável.
2. O dano moral decorrente de atraso de voo, prescinde de prova, sendo que a
responsabilidade de seu causador opera-se , in re ipsa, por força do simples
fato da sua violação em virtude do desconforto, da aflição e dos transtornos
suportados pelo passageiro.
3 - Não obstante o texto Constitucional assegurar indenização por dano moral sem restrições
quantitativas e do Código de Defesa do Consumidor garantir a indenização plena dos danos causados
pelo mau funcionamento dos serviços em relação ao consumo, o pedido da parte autora limita a

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indenização ao equivalente a 5.000 francos poincaré, cujos precedentes desta Egrégia Corte
determinam a sua conversão para 332 DES (Direito Especial de Saque).
4 - Recurso Especial conhecido e parcialmente provido.
(REsp 299.532/SP, Rel. Ministro HONILDO AMARAL DE MELLO CASTRO (DESEMBARGADOR
CONVOCADO DO TJ/AP), QUARTA TURMA, julgado em 27/10/2009, DJe 23/11/2009)

Reforçando, ad nauseam:

Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por ADRIANO BLATT e Tribunal de Justica do Estado de Sao Paulo, protocolado em 02/04/2020 às 14:06 , sob o número 10031826120208260006.
(...). PROVA DO DANO MORAL ALTERAÇÃO DO VALOR FIXADO. ART. 21 DO CÓDIGO DE
PROCESSO CIVIL.
(...) 2. Já assentou a Corte que "não há falar em prova do dano moral, mas,
sim, na prova do fato que gerou a dor, o sofrimento, sentimentos íntimos
que o ensejam. Provado assim o fato, impõe-se a condenação, sob pena
de violação ao art. 334 do Código de Processo Civil". (...)
4. Recurso especial conhecido e provido, em parte.
(REsp 318099/SP, Rel. Ministro CARLOS ALBERTO MENEZES DIREITO, TERCEIRA TURMA,

Para conferir o original, acesse o site https://esaj.tjsp.jus.br/pastadigital/sg/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 1003182-61.2020.8.26.0006 e código B5EF635.
julgado em 06/12/2001, DJ 08/04/2002 p. 211)

CIVIL. RESPONSABILIDADE CIVIL. DANO MORAL. O dano moral não precisa ser
provado; a respectiva percepção decorre do senso comum, tal como afirmado
iterativamente pela jurisprudência. Agravo regimental não provido. (AgRg no Ag 965508 / RJ -
AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 2007/0239400-6 - Relator Ministro
ARI PARGENDLER (1104) - Órgão Julgador T3 - TERCEIRA TURMA - Data do Julgamento
07/08/2008 - Data da Publicação/Fonte DJe 20/11/2008)

CIVIL. RESPONSABILIDADE CIVIL. DANO MORAL. O dano moral não precisa ser
provado; a respectiva percepção decorre do senso comum, tal como afirmado
iterativamente pela jurisprudência. Recurso especial não conhecido.
(Processo REsp 651342 / RJ - RECURSO ESPECIAL 2004/0092954-4 - Relator Ministro ARI
PARGENDLER (1104) - Órgão Julgador T3 - TERCEIRA TURMA - Data do Julgamento
14/08/2007 - Data da Publicação/Fonte DJ 01/02/2008 p. 474)

CIVIL E PROCESSUAL CIVIL. DANOS PATRIMONIAL E MORAL. ART. 602 DO CPC. 1. A


concepção atual da doutrina orienta-se no sentido de que a
responsabilização do agente causador do dano moral opera-se por força
do simples fato da violação (danum in re ipsa). Verificado o evento danoso,
surge a necessidade da reparação, não havendo que se cogitar da prova
do prejuizo, se presentes os pressupostos legais para que haja a
responsabilidade civil (nexo de causalidade e culpa). (...).
(REsp 23.575/DF, Rel. Ministro CESAR ASFOR ROCHA, QUARTA TURMA, julgado em
09/06/1997, DJ 01/09/1997 p. 40838)

(...) DANO MORAL. DANO IN RE IPSA. ART. 20, § 3º, DO CPC. HONORÁRIOS
ADVOCATÍCIOS. VALOR DA CONDENAÇÃO. A jurisprudência deste Pretório está
consolidada no sentido de que, na concepção moderna do ressarcimento
por dano moral, prevalece a responsabilização do agente por força do
simples fato da violação. (…) Recurso especial parcialmente conhecido e, nessa
extensão, provido.
(REsp 851.522/SP, Rel. Ministro CESAR ASFOR ROCHA, QUARTA TURMA, julgado em
22/05/2007, DJ 29/06/2007 p. 644)

A esse respeito, a doutrina nos fornece o necessário escólio:

“O dano moral existe in re ipsa: deriva, inexoravelmente, do próprio fato ofensivo, de tal modo
que, provada a ofensa, ipso facto, está demonstrado o dano moral à guisa de uma

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presunção natural, uma presunção hominis ou facti, que decorre da
experiência comum”
(SERGIO CAVALIERI FILHO, programa de Responsabilidade Civil, Malheiros Editores, 2ª Edição,
pág. 80)

Dessarte, não se pode, sequer remotamente, cogitar acerca de eventual

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necessidade da prova do dano moral sofrido.

NEM MESMO EVENTUAL PROBLEMA


TÉCNICO EXCLUIRIA, TAMPOUCO
ATENUARIA, A RESPONSABILIDADE
DA RÉ

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O rigor legal e jurisprudencial na interpretação da responsabilidade objetiva
e nas hipóteses excludentes sob a visão consumerista não permitem sequer eventual
excludente de responsabilidade sob alegação de problema técnico na aeronave.

TRANSPORTE AÉREO - ATRASO DE VOO E EXTRAVIO DE BAGAGEM - DANO MORAL -


CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR E CONVENÇÃO DE VARSÓVIA - DANOS MATERIAL E
MORAL FIXADOS EM PRIMEIRO GRAU - APELAÇÃO - REFORMA DA SENTENÇA - RECURSO
ESPECIAL - PRETENDIDA REFORMA - SENTENÇA DE 1º GRAU RESTABELECIDA - RECURSO
ESPECIAL CONHECIDO E PROVIDO EM PARTE.
I - Prevalece o entendimento na Seção de Direito Privado "de que tratando-se de relação de consumo,
em que as autoras figuram inquestionavelmente como destinatárias finais dos serviços de transporte,
aplicável é à espécie o Código de Defesa do Consumidor" (REsp 538.685, Min. Raphael de Barros
Monteiro, DJ de 16/2/2004).
II - De igual forma, subsiste orientação da E. Segunda Seção, na linha de que "a ocorrência de
problema técnico é fato previsível, não caracterizando hipótese de caso
fortuito ou de força maior", de modo que "cabe indenização a título de dano moral pelo atraso
de voo e extravio de bagagem. O dano decorre da demora, desconforto, aflição e dos transtornos
suportados pelo passageiro, não se exigindo prova de tais fatores" (Ag. Reg. No Agravo n. 442.487-
RJ, Rel. Min. Humberto Gomes de Barros, DJ de 09/10/2006). (...)
(REsp 612.817/MA, Rel. Ministro HÉLIO QUAGLIA BARBOSA, QUARTA TURMA, julgado em
20/09/2007, DJ 08/10/2007, p. 287)

AGRAVO REGIMENTAL - AGRAVO DE INSTRUMENTO - INDENIZAÇÃO - ATRASO DE VOO


INTERNACIONAL - CONVENÇÃO DE VARSÓVIA - NÃO INCIDÊNCIA - PROBLEMA TÉCNICO
- FATO PREVISÍVEL - DANO MORAL - QUANTUM INDENIZATÓRIO RAZOAVELMENTE
FIXADO - RECURSO IMPROVIDO.
(AgRg no Ag 1376512/MG, Rel. Ministro MASSAMI UYEDA, TERCEIRA TURMA, julgado em
26/04/2011, DJe 11/05/2011)

NEM MESMO ACIDENTES COM


PÁSSAROS NAS TURBINAS
EXCLUIRIAM A
RESPONSABILIDADE DA RÉ

Em emblemático julgado, o C. STJ decidiu que nem mesmo acidentes com


pássaros nas turbinas excluiriam a responsabilidade da Ré:

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Recurso Especial. Ação indenizatória. Transporte Aéreo. Atraso em voo c/c adiamento de viagem.
Responsabilidade Civil. Hipóteses de exclusão. Caso Fortuito ou Força Maior. Pássaros. Sucção pela
turbina de avião.
- A responsabilização do transportador aéreo pelos danos causados a passageiros por atraso em voo
e adiamento da viagem programada, ainda que considerada objetiva, não é infensa às excludentes de
responsabilidade civil.
- As avarias provocadas em turbinas de aviões, pelo tragamento de urubus,

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constituem-se em fato corriqueiro no Brasil, ao qual não se pode atribuir a
nota de imprevisibilidade marcante do caso fortuito.
- É dever de toda companhia aérea não só transportar o passageiro como
levá-lo incólume ao destino. Se a aeronave é avariada pela sucção de grandes
pássaros, impõe a cautela seja o maquinário revisto e os passageiros
remanejados para voos alternos em outras companhias. O atraso por si só
decorrente desta operação impõe a responsabilização da empresa aérea, nos termos da atividade de
risco que oferece.
(REsp 401.397/SP, Rel. Ministra NANCY ANDRIGHI, TERCEIRA TURMA, julgado em 27/06/2002, DJ
09/09/2002, p. 226)

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NEM MESMO EVENTUAIS RAZÕES
DE SEGURANÇA EXCLUIRIAM A
RESPONSABILIDADE DA RÉ

Em idêntico toar dos itens anteriores, nem mesmo eventuais razões de


segurança se prestariam para excluir a responsabilidade da Ré:

CIVIL. AÇÃO DE INDENIZAÇÃO. ATRASO DE VOO (24 HORAS). EXCESSO DE LOTAÇÃO NO


VOO ("OVERBOOKING"). DANO MORAL. VALOR. CONVENÇÃO DE VARSÓVIA. CDC.
PREVALÊNCIA.
I. Inobstante a infraestrutura dos modernos aeroportos ou a disponibilização de hotéis e transporte
adequados, tal não se revela suficiente para elidir o dano moral quando o atraso no voo se configura
excessivo, a gerar pesado desconforto e aflição ao passageiro, extrapolando a situação de mera
vicissitude, plenamente suportável.
II. Diversamente do atraso de voo decorrente de razões de segurança, que, ainda
assim, quando muito longo, gera direito à indenização por danos morais, a
prática de "overbooking", constituída pela venda de passagens além do limite da capacidade da
aeronave, que é feita no interesse exclusivo da empresa aérea em detrimento do direito do
consumidor, exige sanção pecuniária maior, sem contudo, chegar-se a excesso que venha a produzir
enriquecimento sem causa.
III. Recurso especial em parte conhecido e parcialmente provido.
(REsp 211.604/SC, Rel. Ministro ALDIR PASSARINHO JUNIOR, QUARTA TURMA, julgado em
25/03/2003, DJ 23/06/2003, p. 372)

III. DOS PEDIDOS E REQUERIMENTOS


Ex positis, demonstrados à saciedade os fatos e o incontroverso direito no
qual solidamente se ampara, ao Autor, mui humildemente, requer, consoante os pedidos
adiante deduzidos:

a) o recebimento da presente ação;


b) seja declarada a existência de relação consumerista entre as partes litigantes;

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c) seja invertido o onus probandi em favor do Autor e em desfavor da Ré, consoante o
disposto no CDC, art. 6º, VIII, inclusive aplicando-se o princípio do in dubio pro
consumidor;
d) A citação da Ré, POR VIA POSTAL, para, querendo, apresentar defesa, sob pena de
revelia e confesso, se presumindo aceitos pela Ré como verdadeiros os fatos articulados
pelo Autor, consoante determina o CPC, em seu art. 34417;

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e) requer, para efeito de intimação pela Imprensa Oficial, nos termos do art. 272, § 2º, do
NCPC18, e sob pena de nulidade19, sejam feitas em nome do advogado Adriano
Blatt, inscrito perante a Ordem dos Advogados do Brasil, seção de São
Paulo, sob o nº 329706/SP anotando-se-o no sistema informatizado do E. TJSP (e-
SAJ), cujas intimações e demais atos processuais serão recebidos em seu escritório,
localizado Rua das Palmeiras, 262, Térreo, CEP 01226-010, São Paulo, SP, Tels. (11)
99318-1818 / (11) 99425-5559;

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f) seja a Ré condenada a reparar os danos morais impingidos ao Autor, decorrentes do
atraso do voo de aproximadamente 14 (QUATORZE) HORAS, mediante indenização
equivalente a 20 (vinte) salários mínimos, perfazendo na data de hoje a quantia de R$
20.900,00 (vinte mil e novecentos reais), significando um valor coadunado com a mais
lúcida jurisprudência advinda do C. STJ e fartamente alinhada nestes autos, sem
prejuízo do contido na Súmula 32620 do C. STJ; Outrossim, requer que correção
monetária sobre a indenização por danos morais incida pela Tabela Prática do Egrégio
Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo a partir da data de publicação de seu
arbitramento (Súmula 36221, STJ), e que os juros sobre os danos morais sejam
arbitrados no patamar de 1% (um por cento) ao mês (CC, art. 40622, c/c CTN, art. 161,
§1º23), desde a citação (CC, art. 40524 e NCPC, art. 24025);

CPC, art. 344. Se o réu não contestar a ação, será considerado revel e presumir-se-ão verdadeiras as alegações
17

de fato formuladas pelo autor.


18 CPC, Art. 272. Quando não realizadas por meio eletrônico, consideram-se feitas as intimações pela publicação dos atos no
órgão oficial. § 1o Os advogados poderão requerer que, na intimação a eles dirigida, figure apenas o nome da sociedade a que
pertençam, desde que devidamente registrada na Ordem dos Advogados do Brasil. § 2o Sob pena de nulidade, é
indispensável que da publicação constem os nomes das partes e de seus advogados, com o respectivo número de inscrição na
Ordem dos Advogados do Brasil, ou, se assim requerido, da sociedade de advogados.
19
“Advogado. Intimação. Requerimento indicando o nome do advogado que receberá as intimações. Precedentes da Corte. 1.
Comprovado que está nos autos expresso requerimento para que as intimações fossem feitas em
nome dos subscritores antes da decisão que provocou a extinção do processo, fica evidente a
nulidade. 2. Recurso Especial conhecido e provido”. (Ac un da 3ª T do STJ – Resp. 586.362/SP. Rel. Min. Carlos Alberto
Menezes Direito – j. 05.10.2004 – DJU 21.01.2005 – Ementa Oficial).
“(...) INTIMAÇÃO. Quando o advogado substabelecido, ainda que o substabelecimento seja com
reservas, requer, em petição escrita, que as intimações sejam feitas em seu nome, o
desatendimento dessa vontade assim manifestada implica ofensa ao art. 236, par – 1º do CPC.
Recurso Conhecido e Provido”. (STJ – RT 702/207)
20STJ – Súmula 326 - Na ação de indenização por dano moral, a condenação em montante inferior ao
postulado na inicial não implica sucumbência recíproca. (Súmula 326, CORTE ESPECIAL, julgado em
22/05/2006, DJ 07/06/2006 p. 240).
21STJ Súmula nº 362 - Correção Monetária do Valor da Indenização do Dano Moral - A correção monetária do valor
da indenização do dano moral incide desde a data do arbitramento. (STJ Súmula nº 362 - 15/10/2008 - DJe
03/11/2008)
22CC, Art. 406. Quando os juros moratórios não forem convencionados, ou o forem sem taxa estipulada, ou quando
provierem de determinação da lei, serão fixados segundo a taxa que estiver em vigor para a mora do
pagamento de impostos devidos à Fazenda Nacional.
23
CTN, Art. 161. O crédito não integralmente pago no vencimento é acrescido de juros de mora, seja qual for o motivo
determinante da falta, sem prejuízo da imposição das penalidades cabíveis e da aplicação de quaisquer medidas de garantia
previstas nesta Lei ou em lei tributária. § 1º Se a lei não dispuser de modo diverso, os juros de mora são calculados
à taxa de um por cento ao mês.(...)
24 CC, Art. 405. Contam-se os juros de mora desde a citação inicial.

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g) a condenação da Ré à integra dos ônus sucumbenciais, com a fixação dos honorários


advocatícios nos termos do artigo 85, §2° do Código de Processo Civil em 20% (vinte por
cento) do valor da condenação, e a condenação da Ré ao pagamento das custas e
despesas processuais, com as devidas atualizações monetárias e juros;
h) a procedência da ação e de todos seus pedidos;

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O Autor declina expressamente de qualquer audiência de conciliação, vez que
anteriormente à propositura desta procurou a Ré por incontáveis vezes, com
fito conciliatório, tentativas estas que se mostraram infrutíferas. Dessarte,
qualquer agendamento de tentativa de conciliação afrontaria sobremaneira o
Princípio da Celeridade e afrontaria também o Princípio da Razoável Duração
do Processo, insculpidos no CPC/15, art. 4º26, art. 13927 e CF, art. 5º, LXXVIII28

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Protesta e requer provar o alegado por todos os meios de prova admitidos
em direito, especialmente pela produção de prova testemunhal e pericial e, caso
necessário, pela juntada de documentos, e por tudo o mais que se fizer indispensável à
cabal demonstração dos fatos articulados na presente.
Dá-se a causa o valor de R$ 20.900,00 (vinte mil e novecentos reais).

Termos em que,
com as cautelas de estilo,
pede e espera deferimento.
São Paulo, 31 de março de 2020.
(assinatura eletrônica)
ADRIANO BLATT
OAB/SP 329706

25NCPC, Art. 240. A citação válida, ainda quando ordenada por juízo incompetente, induz litispendência, torna litigiosa a
coisa e constitui em mora o devedor, ressalvado o disposto nos arts. 397 e 398 da Lei nº 10.406, de 10 de janeiro de
2002 (Código Civil).
26 NCPC, Art. 4º As partes têm o direito de obter em prazo razoável a solução integral do mérito, incluída a atividade satisfativa.
27 NCPC, Art. 139. O juiz dirigirá o processo conforme as disposições deste Código, incumbindo-lhe: (...) II – velar pela duração
razoável do processo; (...)
28
CF, art. 5º (...) LXXVIII a todos, no âmbito judicial e administrativo, são assegurados a razoável duração do processo e os
meios que garantam a celeridade de sua tramitação.
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Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por ADRIANO BLATT e Tribunal de Justica do Estado de Sao Paulo, liberado nos autos em 02/04/2020 às 14:15 .
Para conferir o original, acesse o site https://esaj.tjsp.jus.br/pastadigital/sg/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 1003182-61.2020.8.26.0006 e código B5EF643.
fls. 25

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Para conferir o original, acesse o site https://esaj.tjsp.jus.br/pastadigital/sg/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 1003182-61.2020.8.26.0006 e código B5EF643.
fls. 26

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Se desejar, você pode entrar em contato conosco pelo 0800 721 6527 , caso esteja no seu país, ou pelo 00 55 11 4003 9444 , caso esteja no exterior.

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Destino: N° de solicitação de compra:
Campo Grande (BR) 516488107400

Passageiros (SOBRENOME/S, Nome/s): Identidade: Número de eTicket:


A dos Santos, Isabela C 38666089857 KLI3XZ-0
Alves Guimarães, Fabio 32125935805 KLI3XZ-1

Companhia aérea: Código para check-in on-line:


Você pode verificar o status do seu voo e fazer o
Gol KLI3XZ seu check-in on-line, entrando em Minha Conta

IDA

Sai Thu 06 Feb. 2020 Chega Thu 06 Feb. 2020 Duração do voo:
Gol
CGH 09:30 CGR 10:15 1h 45m
G3 1488 Classe:
São Paulo (BR) Campo Grande (BR)
Código de reserva: ECONOMY
KLI3XZ Aeroporto Internacional Congonhas Aeroporto Intl. Campo Grande Assentos:
2 assento(s)

Bagagem
Inclui mochila ou bolsa

Inclui bagagem de mão

Não inclui bagagem para despachar

Acesse Minha Conta para saber tudo sobre a bagagem do seu voo.

VOLTA

Sai Thu 13 Feb. 2020 Chega Thu 13 Feb. 2020 Duração do voo:
Gol 1h 45m
G3 1499 CGR 19:15 GRU 22:00
Classe:
Campo Grande (BR) São Paulo (BR)
Código de reserva: ECONOMY
KLI3XZ Aeroporto Intl. Campo Grande Aeroporto Internacional Guarulhos Assentos:
2 assento(s)

Bagagem
Inclui mochila ou bolsa

Inclui bagagem de mão


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Não inclui bagagem para despachar

Acesse Minha Conta para saber tudo sobre a bagagem do seu voo.

Para conferir o original, acesse o site https://esaj.tjsp.jus.br/pastadigital/sg/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 1003182-61.2020.8.26.0006 e código B5EF657.
Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por ADRIANO BLATT e Tribunal de Justica do Estado de Sao Paulo, liberado nos autos em 02/04/2020 às 14:15 .
Política de alterações e cancelamentos
Permite alterações de voo
Custo aproximado para alterações realizadas em uma data anterior ao voo: Taxas da companhia aérea (R$ 550,00) +
Custos administrativos do Decolar.com² (R$ 0,00) + Diferença tafirária do voo que você escolher¹
Costo aproximado si realizas el cambio en una fecha posterior al vuelo, con previo aviso a la aerolínea: Taxas da
companhia aérea (R$ 275,00) + Custos administrativos do Decolar.com² (R$ 0,00) + Diferença tafirária do voo que você
escolher¹

Não permite cancelamento

O que acontece se eu não comparecer ao embarque do voo? (no show)


De acordo com as condições da linha aérea, para realizar uma alteração você terá que pagar o custo aproximado do valor
da alteração mais um adicional de R$ 900,00. A linha aérea não permite reembolso para essa passagem aérea em caso
de no show.

Você pode realizar alterações e cancelamentos até 24 horas antes do embarque, sendo que em caso de alteração, a passagem deve ser usada
no mesmo ano da compra. Os custos informados se aplicam a cada passageiro adulto e estão convertidos à moeda local, segundo o câmbio do
dia. Lembre-se que os valores mostrados são aproximados e devem ser pagos em uma única parcela.
(1) "diferença tarifária" é a diferença entre a tarifa originlamente paga e a tarifa do novo voo.
(2) Os custos por serviço do Decolar.com cobrados na reserva original não são reembolsáveis. Verifique com a companhia aérea o tipo de
política de crédito aplicada.

Lembre apresentar-se no aeroporto 2 horas antes do horário de saída do seu voo.

Entra em Minha Conta para administrar seu compra.

Procurando hospedagens no seu destino? Baixe o aplicativo mobile gratuitamente em www.decolar.com/apps


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Para conferir o original, acesse o site https://esaj.tjsp.jus.br/pastadigital/sg/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 1003182-61.2020.8.26.0006 e código B5EF660.
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Para conferir o original, acesse o site https://esaj.tjsp.jus.br/pastadigital/sg/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 1003182-61.2020.8.26.0006 e código B5EF666.
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Para conferir o original, acesse o site https://esaj.tjsp.jus.br/pastadigital/sg/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 1003182-61.2020.8.26.0006 e código B5EF66F.
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85870000002-2 09000185112-3 00590021674-4 54220200501-9

Governo do Estado de São Paulo DARE-SP


Secretaria da Fazenda e Planejamento
Documento de Arrecadação de Receitas Estaduais Documento Principal

Para conferir o original, acesse o site https://esaj.tjsp.jus.br/pastadigital/sg/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 1003182-61.2020.8.26.0006 e código B5EF678.
Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por ADRIANO BLATT e Tribunal de Justica do Estado de Sao Paulo, liberado nos autos em 02/04/2020 às 14:15 .
01 - Nome / Razão Social 07 - Data de Vencimento
Fabio Alves Guimaraes 01/05/2020
02 - Endereço 08 - Valor Total
Rua Landirana, 214 Sao Paulo SP
R$ 209,00
03 - CNPJ Base / CPF 04 - Telefone 05 - Quantidade de Documentos Detalhe 09 - Número do DARE
321.259.358-05 (11)99318-1818 1
06 - Observações 200590021674542
Comarca/Foro: SÃO PAULO, Cód. Foro: 6, Natureza da Ação: Procedimento Comum, Autor: FABIO ALVES
GUIMARAES, Réu: GOL LINHAS AÉREAS INTELIGENTES

Emissão: 01/04/2020
10 - Autenticação Mecânica Via do Banco

01 - Código de Receita – Descrição 02 - Código do Serviço – 19 - Qtde


DARE-SP Descrição Serviços:
Governo do Estado de São Paulo 1
Secretaria da Fazenda e Custas - judiciárias pertencentes ao Estado, TJ - 1123001 - PETIÇÃO INICIAL
200590021674542-0001

Planejamento Documento
Detalhe 230-6 referentes a atos judiciais

15 - Nome do Contribuinte 03 - Data de Vencimento 06 - 09 - Valor da Receita 12 - Acréscimo


01/05/2020 Financeiro
04 - Cnpj ou Cpf
Fabio Alves Guimaraes
321.259.358-05 R$ 209,00 R$ 0,00
16 - Endereço 05 - 07 - Referência 10 - Juros de Mora 13 - Honorários
Rua Landirana, 214 Sao Paulo SP Advocatícios

R$ 0,00 R$ 0,00
18 - Nº do Documento 17 - Observações 08 - 11 - Multa de Mora ou 14 - Valor Total
Detalhe Comarca/Foro: SÃO PAULO, Cód. Foro: 6, Natureza da Ação: Procedimento Multa Por Infração
Comum, Autor: FABIO ALVES GUIMARAES, Réu: GOL LINHAS AÉREAS INTELIGENTES
200590021674542-0001
Emissão: 01/04/2020 R$ 0,00 R$ 209,00

85870000002-2 09000185112-3 00590021674-4 54220200501-9

Governo do Estado de São Paulo


Secretaria da Fazenda e Planejamento
DARE-SP
Documento de Arrecadação de Receitas Estaduais Documento Principal
01 - Nome / Razão Social 07 - Data de Vencimento
Fabio Alves Guimaraes 01/05/2020
02 - Endereço 08 - Valor Total
Rua Landirana, 214 Sao Paulo SP
R$ 209,00
03 - CNPJ Base / CPF 04 - Telefone 05 - Quantidade de Documentos Detalhe 09 - Número do DARE
321.259.358-05 (11)99318-1818 1
06 - Observações 200590021674542
Comarca/Foro: SÃO PAULO, Cód. Foro: 6, Natureza da Ação: Procedimento Comum, Autor: FABIO ALVES
GUIMARAES, Réu: GOL LINHAS AÉREAS INTELIGENTES

Emissão: 01/04/2020
10 - Autenticação Mecânica Via do Contribuinte
fls. 33

________________________________________________________________________________________________________________________________

Para conferir o original, acesse o site https://esaj.tjsp.jus.br/pastadigital/sg/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 1003182-61.2020.8.26.0006 e código B5EF683.
Banco Itaú - Comprovante de Pagamento

Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por ADRIANO BLATT e Tribunal de Justica do Estado de Sao Paulo, liberado nos autos em 02/04/2020 às 14:15 .
Pagamento com código de barras
0185 - SEFAZ-SP/DARE / Banco 341

Identificação no extrato: FABIO ALVES


________________________________________________________________________________________________________________________________
Dados da conta debitada:
Nome: CAMILLA DOS SANTOS ROGERIO
Agência: 9114 Conta: 34015-2
________________________________________________________________________________________________________________________________
Dados do pagamento:
Código de barras: 858700000022 090001851123 005900216744 542202005019
Número Controle 200590021674542
Valor do documento: R$ 209,00
________________________________________________________________________________________________________________________________
Pagamento efetuado em 01/04/2020 às 23:41:04 via CELULAR, CTRL 202004016506074
________________________________________________________________________________________________________________________________

- Pagamento efetuado em sábado, domingo ou feriado, será quitado no próximo dia útil.
- O cliente assume total responsabilidade por eventuais danos decorrentes de inexatidão ou insuficiência nas informações por ele inseridas.
- Comprovante de pagamento emitido de acordo com a portaria CAT-126, 16/09/2011 e autorizado pelo Processo número 13836-583156/1999
________________________________________________________________________________________________________________________________
Autenticação:
2B4AF3FF9B78A8D445C5F818B9C2CC02198F5654
________________________________________________________________________________________________________________________________
Consultas, informações e serviços transacionais, acesse itau.com.br ou ligue 4004 4828 (capitais e regiões metropolitanas) ou 0800 970 4828
(demais localidades), todos os dias, 24 horas por dia ou procure sua agência. Reclamações, cancelamentos e informações gerais, ligue para
o SAC: 0800 728 0728, todos os dias, 24 horas por dia. Se não ficar satisfeito com a solução apresentada, de posse do protocolo, contate a
Ouvidoria: 0800 570 0011, em dias úteis, das 9h às 18h. Deficiente auditivo/fala: 0800 722 1722, todos os dias, 24 horas por dia.

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85820000000-7 23270185112-1 00590021674-4 56820200501-2

Governo do Estado de São Paulo DARE-SP


Secretaria da Fazenda e Planejamento
Documento de Arrecadação de Receitas Estaduais Documento Principal

Para conferir o original, acesse o site https://esaj.tjsp.jus.br/pastadigital/sg/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 1003182-61.2020.8.26.0006 e código B5EF68A.
Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por ADRIANO BLATT e Tribunal de Justica do Estado de Sao Paulo, liberado nos autos em 02/04/2020 às 14:15 .
01 - Nome / Razão Social 07 - Data de Vencimento
Fabio Alves Guimaraes 01/05/2020
02 - Endereço 08 - Valor Total
Rua Landirana, 214 Sao Paulo SP
R$ 23,27
03 - CNPJ Base / CPF 04 - Telefone 05 - Quantidade de Documentos Detalhe 09 - Número do DARE
321.259.358-05 (11)99318-1818 1
06 - Observações 200590021674568
Comarca/Foro: SÃO PAULO, Cód. Foro: 6, Natureza da Ação: Procedimento Comum, Autor: FABIO ALVES
GUIMARAES, Réu: GOL LINHAS AÉREAS INTELIGENTES

Emissão: 01/04/2020
10 - Autenticação Mecânica Via do Banco

01 - Código de Receita – Descrição 02 - Código do Serviço – 19 - Qtde


DARE-SP Descrição Serviços:
Governo do Estado de São Paulo 1
Secretaria da Fazenda e Extra-Orçamentária e Anulação de Despesa - TJ - 1130401 - TAXA DE MANDATO (PROCURAÇÃO OU
200590021674568-0001

Planejamento Documento carteira de previdência dos advogados de São Paulo SUBSTABELECIMENTO)


Detalhe 304-9
15 - Nome do Contribuinte 03 - Data de Vencimento 06 - 09 - Valor da Receita 12 - Acréscimo
01/05/2020 Financeiro
04 - Cnpj ou Cpf
Fabio Alves Guimaraes
321.259.358-05 R$ 23,27 R$ 0,00
16 - Endereço 05 - 07 - Referência 10 - Juros de Mora 13 - Honorários
Rua Landirana, 214 Sao Paulo SP Advocatícios

R$ 0,00 R$ 0,00
18 - Nº do Documento 17 - Observações 08 - 11 - Multa de Mora ou 14 - Valor Total
Detalhe Comarca/Foro: SÃO PAULO, Cód. Foro: 6, Natureza da Ação: Procedimento Multa Por Infração
Comum, Autor: FABIO ALVES GUIMARAES, Réu: GOL LINHAS AÉREAS INTELIGENTES
200590021674568-0001
Emissão: 01/04/2020 R$ 0,00 R$ 23,27

85820000000-7 23270185112-1 00590021674-4 56820200501-2

Governo do Estado de São Paulo


Secretaria da Fazenda e Planejamento
DARE-SP
Documento de Arrecadação de Receitas Estaduais Documento Principal
01 - Nome / Razão Social 07 - Data de Vencimento
Fabio Alves Guimaraes 01/05/2020
02 - Endereço 08 - Valor Total
Rua Landirana, 214 Sao Paulo SP
R$ 23,27
03 - CNPJ Base / CPF 04 - Telefone 05 - Quantidade de Documentos Detalhe 09 - Número do DARE
321.259.358-05 (11)99318-1818 1
06 - Observações 200590021674568
Comarca/Foro: SÃO PAULO, Cód. Foro: 6, Natureza da Ação: Procedimento Comum, Autor: FABIO ALVES
GUIMARAES, Réu: GOL LINHAS AÉREAS INTELIGENTES

Emissão: 01/04/2020
10 - Autenticação Mecânica Via do Contribuinte
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Banco Itaú - Comprovante de Pagamento

Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por ADRIANO BLATT e Tribunal de Justica do Estado de Sao Paulo, liberado nos autos em 02/04/2020 às 14:15 .
Pagamento com código de barras
0185 - SEFAZ-SP/DARE / Banco 341

Identificação no extrato: FABIO ALVES


________________________________________________________________________________________________________________________________
Dados da conta debitada:
Nome: CAMILLA DOS SANTOS ROGERIO
Agência: 9114 Conta: 34015-2
________________________________________________________________________________________________________________________________
Dados do pagamento:
Código de barras: 858200000007 232701851121 005900216744 568202005012
Número Controle 200590021674568
Valor do documento: R$ 23,27
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Pagamento efetuado em 01/04/2020 às 23:40:34 via CELULAR, CTRL 202004016505939
________________________________________________________________________________________________________________________________

- Pagamento efetuado em sábado, domingo ou feriado, será quitado no próximo dia útil.
- O cliente assume total responsabilidade por eventuais danos decorrentes de inexatidão ou insuficiência nas informações por ele inseridas.
- Comprovante de pagamento emitido de acordo com a portaria CAT-126, 16/09/2011 e autorizado pelo Processo número 13836-583156/1999
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Autenticação:
3D4D02C99C93198AEC41C1FCA5A897E39785CA36
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Consultas, informações e serviços transacionais, acesse itau.com.br ou ligue 4004 4828 (capitais e regiões metropolitanas) ou 0800 970 4828
(demais localidades), todos os dias, 24 horas por dia ou procure sua agência. Reclamações, cancelamentos e informações gerais, ligue para
o SAC: 0800 728 0728, todos os dias, 24 horas por dia. Se não ficar satisfeito com a solução apresentada, de posse do protocolo, contate a
Ouvidoria: 0800 570 0011, em dias úteis, das 9h às 18h. Deficiente auditivo/fala: 0800 722 1722, todos os dias, 24 horas por dia.

1
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TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO


COMARCA de SÃO PAULO
FORO REGIONAL VI - PENHA DE FRANÇA
4ª VARA CÍVEL
Rua Dr. João Ribeiro, 433, 6º Andar - Penha de Franca
CEP: 03634-010 - São Paulo - SP
Telefone: (11) 2093-6612 - E-mail: penha4cv@tjsp.jus.br
Horário de Atendimento ao Público: das 12h30min às 19h00min

Para conferir o original, acesse o site https://esaj.tjsp.jus.br/pastadigital/sg/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 1003182-61.2020.8.26.0006 e código B5F4F99.
DESPACHO

Processo Digital nº: 1003182-61.2020.8.26.0006


Classe – Assunto: Procedimento Comum Cível - Transporte Aéreo
Requerente: Fabio Alves Guimaraes
Requerido: Gol Linhas Aéreas Inteligentes S.A

CONCLUSÃO

Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por ANA LUIZA QUEIROZ DO PRADO, liberado nos autos em 02/04/2020 às 18:16 .
Em 02 de abril de 2020, faço estes autos conclusos ao(à) MM. Juiz(a) de Direito
da 4ª Vara Cível do Foro Regional VI - Penha de França, ao(à) Exmo(a). Sr.(a) Dr.(a) Ana Luiza
Queiroz do Prado. NADA MAIS. Eu, Augusto Pereira Leite, Estagiário Nível Superior, digitei.

Juiz(a) de Direito: Dr.(a) Ana Luiza Queiroz do Prado

Vistos.

Providencie o autor o recolhimento das despesas para citação, no prazo de 15 dias,


sob pena de indeferimento da inicial.

Int.

São Paulo, 02 de abril de 2020.

DOCUMENTO ASSINADO DIGITALMENTE NOS TERMOS DA LEI 11.419/2006,


CONFORME IMPRESSÃO À MARGEM DIREITA
fls. 37

FORO REGIONAL VI - Penha de França Emitido em: 06/04/2020 09:13


Certidão - Processo 1003182-61.2020.8.26.0006 Página: 1

CERTIDÃO DE PUBLICAÇÃO DE RELAÇÃO

Para conferir o original, acesse o site https://esaj.tjsp.jus.br/pastadigital/sg/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 1003182-61.2020.8.26.0006 e código B62220A.
Certifico e dou fé que o ato abaixo, constante da relação nº 0108/2020, foi disponibilizado na página
2832/2837 do Diário da Justiça Eletrônico em 06/04/2020. Considera-se data da publicação, o primeiro dia útil
subseqüente à data acima mencionada.

Advogado
Adriano Blatt (OAB 329706/SP)

Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por ENOQUE NASCIMENTO DA SILVA, liberado nos autos em 06/04/2020 às 09:13 .
Teor do ato: "Vistos. Providencie o autor o recolhimento das despesas para citação, no prazo de 15
dias, sob pena de indeferimento da inicial. Int."

SÃO PAULO, 6 de abril de 2020.

Enoque Nascimento da Silva


Chefe de Seção Judiciário
.
fls. 38

Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por ADRIANO BLATT e Tribunal de Justica do Estado de Sao Paulo, protocolado em 13/04/2020 às 00:04 , sob o número WPEN20700410716
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EXCELENTISSIMO(A) SENHOR(A) DOUTOR(A) JUIZ(A) DE DIREITO DA 4ª
VARA CIVEL DO FORUM REGIONAL DA PENHA – SÃO PAULO – SP

Para conferir o original, acesse o site https://esaj.tjsp.jus.br/pastadigital/sg/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 1003182-61.2020.8.26.0006 e código B6887C4.
o PROCESSO:1003182-61.2020.8.26.0006
o AUTOR: Fabio Alves Guimaraes
o RÉ: Gol Linhas Aéreas Inteligentes
o Ação de reparação de danos (comum)

FABIO ALVES GUIMARAES, com qualificação nos autos em epígrafe,


vem perante V. Exa. requerer a juntada das inclusas custas de citação, devidamente solvidas.

Termos em que,
com as cautelas de estilo,
pede e espera deferimento.

São Paulo, 13 de abril de 2020.

(assinatura eletrônica)
Adriano Blatt
OAB/SP 329706

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03/04/2020 Guia de Recolhimento

.
fls. 39
Guia de Recolhimento Nº Pedido 2020040311224108

Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por ADRIANO BLATT e Tribunal de Justica do Estado de Sao Paulo, protocolado em 13/04/2020 às 00:04 , sob o número WPEN20700410716
Poder Judiciário – Tribunal de Justiça
Fundo Especial de Despesa - FEDTJ
Nome RG CPF CNPJ
FABIO ALVES GUIMARAES 28968627 321.259.358-05
Nº do processo Unidade CEP
10031826120208260006 4ª.V.CIV.F.REG.PENHADEFRANCA 03575-140
Endereço Código
Rua Landirana, 214, São Paulo, SP. 120-1
Histórico Valor

Para conferir o original, acesse o site https://esaj.tjsp.jus.br/pastadigital/sg/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 1003182-61.2020.8.26.0006 e código B6887C5.
PROCESSO:1003182-61.2020.8.26.0006 - AUTOR: Fabio Alves Guimaraes - RÉ: Gol Linhas Aéreas
Inteligentes - Ação de reparação de danos (comum), 4ª Vara Cível - Foro Regional VI - Penha de França 23,66
Total

23,66
O Tribunal de justiça não se responsabiliza pela qualidade da cópia extraída de peça pouco legível.
Importante: evitem amassar, dobrar ou perfurar as contas, para não danificar o código de barras.
Mod. 0.70.731-4 - Fev/19 - SISBB 19042 - lfs
1ª Via – Unidade geradora do serviço, 2ª via – Contribuinte e 3ª via – Banco

868000000000 236651174000 112010003215 259358051080

Corte aqui.
Guia de Recolhimento Nº Pedido 2020040311224108
Poder Judiciário – Tribunal de Justiça
Fundo Especial de Despesa - FEDTJ
Nome RG CPF CNPJ
FABIO ALVES GUIMARAES 28968627 321.259.358-05
Nº do processo Unidade CEP
10031826120208260006 4ª.V.CIV.F.REG.PENHADEFRANCA 03575-140
Endereço Código
Rua Landirana, 214, São Paulo, SP. 120-1
Histórico Valor
PROCESSO:1003182-61.2020.8.26.0006 - AUTOR: Fabio Alves Guimaraes - RÉ: Gol Linhas Aéreas
Inteligentes - Ação de reparação de danos (comum), 4ª Vara Cível - Foro Regional VI - Penha de França 23,66
Total

23,66
O Tribunal de justiça não se responsabiliza pela qualidade da cópia extraída de peça pouco legível.
Importante: evitem amassar, dobrar ou perfurar as contas, para não danificar o código de barras.
Mod. 0.70.731-4 - Fev/19 - SISBB 19042 - lfs
1ª Via – Unidade geradora do serviço, 2ª via – Contribuinte e 3ª via – Banco

868000000000 236651174000 112010003215 259358051080

Corte aqui.
Guia de Recolhimento Nº Pedido 2020040311224108
Poder Judiciário – Tribunal de Justiça
Fundo Especial de Despesa - FEDTJ
Nome RG CPF CNPJ
FABIO ALVES GUIMARAES 28968627 321.259.358-05
Nº do processo Unidade CEP
10031826120208260006 4ª.V.CIV.F.REG.PENHADEFRANCA 03575-140
Endereço Código
Rua Landirana, 214, São Paulo, SP. 120-1
Histórico Valor
PROCESSO:1003182-61.2020.8.26.0006 - AUTOR: Fabio Alves Guimaraes - RÉ: Gol Linhas Aéreas
Inteligentes - Ação de reparação de danos (comum), 4ª Vara Cível - Foro Regional VI - Penha de França 23,66
Total

23,66
O Tribunal de justiça não se responsabiliza pela qualidade da cópia extraída de peça pouco legível.
Importante: evitem amassar, dobrar ou perfurar as contas, para não danificar o código de barras.
Mod. 0.70.731-4 - Fev/19 - SISBB 19042 - lfs
1ª Via – Unidade geradora do serviço, 2ª via – Contribuinte e 3ª via – Banco

868000000000 236651174000 112010003215 259358051080

https://www45.bb.com.br/fmc/frm/fw0707314_2.jsp 1/2
03/04/2020

https://www45.bb.com.br/fmc/frm/fw0707314_2.jsp
Guia de Recolhimento
fls. 40

2/2
Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por ADRIANO BLATT e Tribunal de Justica do Estado de Sao Paulo, protocolado em 13/04/2020 às 00:04 , sob o número WPEN20700410716 .
Para conferir o original, acesse o site https://esaj.tjsp.jus.br/pastadigital/sg/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 1003182-61.2020.8.26.0006 e código B6887C5.
.
Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por ADRIANO BLATT e Tribunal de Justica do Estado de Sao Paulo, protocolado em 13/04/2020 às 00:04 , sob o número WPEN20700410716
fls. 41
SISBB - SISTEMA DE INFORMACOES BANCO DO BRASIL
09/04/2020 - AUTO-ATENDIMENTO - 12.27.22
1902X01902

Para conferir o original, acesse o site https://esaj.tjsp.jus.br/pastadigital/sg/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 1003182-61.2020.8.26.0006 e código B6887C6.
COMPROVANTE DE PAGAMENTO

CLIENTE: ANA FLAVIA BARROS NOBRE


AGENCIA: 1902-X CONTA: 8.197-3
================================================
Convenio TJSP - CUSTAS FEDTJ
Codigo de Barras 86800000000-0 23665117400-0
11201000321-5 25935805108-0
Data do pagamento 09/04/2020
Valor Total 23,66
================================================
DOCUMENTO: 040909
AUTENTICACAO SISBB:
1.7CF.4F0.389.840.9FF
fls. 42

TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO


COMARCA DE SÃO PAULO
FORO REGIONAL VI - PENHA DE FRANÇA
4ª VARA CÍVEL
Rua Dr. João Ribeiro, 433, 6º Andar - Penha de França
CEP: 03634-010 - São Paulo - SP
Telefone: (11) 2093-6612 - E-mail: penha4cv@tjsp.jus.br

Para conferir o original, acesse o site https://esaj.tjsp.jus.br/pastadigital/sg/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 1003182-61.2020.8.26.0006 e código B7B8747.
DECISÃO-MANDADO

Processo Digital nº: 1003182-61.2020.8.26.0006


Classe - Assunto Procedimento Comum Cível - Transporte Aéreo
Requerente: Fabio Alves Guimaraes
Requerido: Gol Linhas Aéreas Inteligentes S.A

CONCLUSÃO

Em 28 de abril de 2020, faço estes autos conclusos ao(à) MM. Juiz(a) de

Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por ANA LUIZA QUEIROZ DO PRADO, liberado nos autos em 29/04/2020 às 17:02 .
Direito da 4ª Vara Cível do Foro Regional VI - Penha de França, ao(à) Exmo(a). Sr.(a)
Dr.(a) Ana Luiza Queiroz do Prado. NADA MAIS. Eu, Laura Ruescas Santana, Estagiário
Nível Superior, digitei.

Juiz(a) de Direito: Dr.(a) Ana Luiza Queiroz do Prado

Vistos.

Diante da inexistência de CEJUSC neste Foro Regional e visando aos


principios da efetividade, celeridade e duração razoável do processo, deixo para momento
oportuno a análise da conveniência da audiência de conciliação (CPC, art. 139, VI e
Enunciado n.35 da ENFAM), considerando, ainda, que a medida ora adotada não causará
qualquer prejuízo às partes.

Cite(m)-se a(s) parte(s) ré(s), para contestar(em) o feito no prazo de 15


(quinze) dias úteis.
Desde logo, defiro os benefícios constantes dos §§ do art. 212 e do art.
252 do Código de Processo Civil, se o oficial de justiça suspeitar da existência de
ocultação por parte do(s) réu(s).
Servirá a presente, por cópia assinada digitalmente como mandado.
Int.

São Paulo, 28 de abril de 2020.

DOCUMENTO ASSINADO DIGITALMENTE NOS TERMOS DA LEI 11.419/2006, CONFORME IMPRESSÃO À MARGEM DIREITA

PRAZO PARA DEFESA: 15 (quinze) dias úteis da data juntada do mandado aos autos.
fls. 43

ADVERTÊNCIA: Nos termos do artigo 344 do Código de Processo Civil, se o réu não
contestar a ação será considerado revel e presumir-se-ão verdadeiras as alegações de fato
formuladas pelo autor. Este processo tramita eletronicamente. A íntegra do processo
(petição inicial, documentos e decisões) poderá ser visualizada na internet, sendo
considerada vista pessoal (art. 9º, § 1º, da Lei Federal nº 11.419/2006) que desobriga a
anexação. Para visualização, acesse o site www.tjsp.jus.br, informe o número do processo e
a senha anexa. Petições, procurações, defesas etc, devem ser trazidos ao Juízo por
peticionamento eletrônico.

Para conferir o original, acesse o site https://esaj.tjsp.jus.br/pastadigital/sg/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 1003182-61.2020.8.26.0006 e código B7B8747.
Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por ANA LUIZA QUEIROZ DO PRADO, liberado nos autos em 29/04/2020 às 17:02 .
fls. 44

TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO


COMARCA DE SÃO PAULO
FORO REGIONAL VI - PENHA DE FRANÇA
4ª VARA CÍVEL
Rua Dr. João Ribeiro, 433 - São Paulo-SP - CEP 03634-010
Horário de Atendimento ao Público: das 12h30min às19h00min

CARTA DE CITAÇÃO - RITO COMUM – PROCESSO DIGITAL

Para conferir o original, acesse o site https://esaj.tjsp.jus.br/pastadigital/sg/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 1003182-61.2020.8.26.0006 e código B7C9AD5.
Processo Digital nº: 1003182-61.2020.8.26.0006
Classe – Assunto: Procedimento Comum Cível - Transporte Aéreo
Requerente: Fabio Alves Guimaraes
Requerido: Gol Linhas Aéreas Inteligentes S.A
Destinatário:
Gol Linhas Aéreas Inteligentes S.A
Praca Linneu Gomes, S/N, Portaria 03 - Prédio 24, Campo Belo
São Paulo-SP

Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por MARIA DO CARMO MELO MINGATOS, liberado nos autos em 30/04/2020 às 11:00 .
CEP 04626-020
Pela presente, comunico que perante este Juízo tramita a ação em epígrafe, da qual fica Vossa Senhoria CITADO(A) de todo
o conteúdo da petição inicial e da decisão, disponibilizadas na internet.

ADVERTÊNCIA / PRAZO PARA DEFESA: Nos termos do artigo 344 do Código de Processo Civil, se o réu não contestar
a ação, no prazo de 15 dias úteis, será considerado revel e presumir-se-ão verdadeiras as alegações de fato formuladas pelo
autor, ficando, ainda, ciente de que o recibo que acompanha esta carta valerá como comprovante que esta citação se efetivou.

OBSERVAÇÃO: 1- Este processo tramita eletronicamente. A visualização da petição inicial, dos documentos e da decisão
que determina a citação (art. 250, II e V, do CPC) poderá ocorrer mediante acesso ao sítio do Tribunal de Justiça de São
Paulo, na internet, no endereço abaixo indicado, sendo considerado vista pessoal (art. 9º, § 1º, da Lei Federal nº 11.419/2006)
que desobriga a anexação. Petições, procurações, contestação etc, devem ser trazidos ao Juízo por peticionamento eletrônico.
2- Tratando-se de processo eletrônico, em prestígio às regras fundamentais dos artigos 4º e 6º do CPC, fica vedado o exercício
da faculdade prevista no artigo 340 do CPC. São Paulo, 29 de abril de 2020. Beatriz Maria de Araújo - Escrevente Técnico
Judiciário.
fls. 45

FORO REGIONAL VI - Penha de França Emitido em: 30/04/2020 13:08


Certidão - Processo 1003182-61.2020.8.26.0006 Página: 1

Para conferir o original, acesse o site https://esaj.tjsp.jus.br/pastadigital/sg/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 1003182-61.2020.8.26.0006 e código B7DC1C5.
CERTIDÃO DE REMESSA DE RELAÇÃO

Certifico que o ato abaixo consta da relação nº 0142/2020, encaminhada para publicação.

Advogado Forma
Adriano Blatt (OAB 329706/SP) D.J.E

Teor do ato: "Vistos. Diante da inexistência de CEJUSC neste Foro Regional e visando aos principios da

Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por ENOQUE NASCIMENTO DA SILVA, liberado nos autos em 30/04/2020 às 13:08 .
efetividade, celeridade e duração razoável do processo, deixo para momento oportuno a análise da
conveniência da audiência de conciliação (CPC, art. 139, VI e Enunciado n.35 da ENFAM), considerando,
ainda, que a medida ora adotada não causará qualquer prejuízo às partes. Cite(m)-se a(s) parte(s) ré(s), para
contestar(em) o feito no prazo de 15 (quinze) dias úteis. Desde logo, defiro os benefícios constantes dos §§ do
art. 212 e do art. 252 do Código de Processo Civil, se o oficial de justiça suspeitar da existência de ocultação
por parte do(s) réu(s). Servirá a presente, por cópia assinada digitalmente como mandado. Int."

Do que dou fé.


São Paulo, 30 de abril de 2020.

Enoque Nascimento da Silva


fls. 46

FORO REGIONAL VI - Penha de França Emitido em: 04/05/2020 09:05


Certidão - Processo 1003182-61.2020.8.26.0006 Página: 1

CERTIDÃO DE PUBLICAÇÃO DE RELAÇÃO

Para conferir o original, acesse o site https://esaj.tjsp.jus.br/pastadigital/sg/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 1003182-61.2020.8.26.0006 e código B7FD370.
Certifico e dou fé que o ato abaixo, constante da relação nº 0142/2020, foi disponibilizado na página
2782/2788 do Diário da Justiça Eletrônico em 04/05/2020. Considera-se data da publicação, o primeiro dia útil
subseqüente à data acima mencionada.

Advogado
Adriano Blatt (OAB 329706/SP)

Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por ENOQUE NASCIMENTO DA SILVA, liberado nos autos em 04/05/2020 às 09:05 .
Teor do ato: "Vistos. Diante da inexistência de CEJUSC neste Foro Regional e visando aos principios da
efetividade, celeridade e duração razoável do processo, deixo para momento oportuno a análise da
conveniência da audiência de conciliação (CPC, art. 139, VI e Enunciado n.35 da ENFAM), considerando,
ainda, que a medida ora adotada não causará qualquer prejuízo às partes. Cite(m)-se a(s) parte(s) ré(s), para
contestar(em) o feito no prazo de 15 (quinze) dias úteis. Desde logo, defiro os benefícios constantes dos §§ do
art. 212 e do art. 252 do Código de Processo Civil, se o oficial de justiça suspeitar da existência de ocultação
por parte do(s) réu(s). Servirá a presente, por cópia assinada digitalmente como mandado. Int."

SÃO PAULO, 4 de maio de 2020.

Enoque Nascimento da Silva


Chefe de Seção Judiciário
fls. 47

Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por v-post.correios.com.br, liberado nos autos em 09/05/2020 às 00:55 .
Para conferir o original, acesse o site https://esaj.tjsp.jus.br/pastadigital/sg/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 1003182-61.2020.8.26.0006 e código B89083F.
.
Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por GUSTAVO ANTONIO FERES PAIXAO e Tribunal de Justica do Estado de Sao Paulo, protocolado em 28/05/2020 às 09:47 , sob o número WPEN20700597360
fls. 48

Para conferir o original, acesse o site https://esaj.tjsp.jus.br/pastadigital/sg/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 1003182-61.2020.8.26.0006 e código BA2F48D.
EXMO. SR. DR. JUIZ DE DIREITO DA 4ª VARA CÍVEL - FORO
REGIONAL VI - PENHA DE FRANÇA /SP

“Exigir-se pontualidade na aviação é desconhecer,


por completo, essas circunstâncias, muito
próprias, do transporte aéreo, que detém, de outro
lado, desempenho bastante satisfatório no que
tange à segurança e ao tratamento dispensado aos
passageiros, no geral" (REsp 450.669/RJ, j. em
12.11.2002).

Processo nº 1003182-61.2020.8.26.0006

GOL LINHAS AÉREAS S/A, estabelecida na Cidade e Estado


do Rio de Janeiro, Praça Senador Salgado Filho, s/nº,
Aeroporto Santos Dumont, térreo, área pública, entre os
eixos 46-48/O-P, Sala de Gerência – Back Office, Rio de
Janeiro – RJ, CEP: 20021-340, inscrita no CNPJ sob o n.º
07.575.651/0001-59 e GOL LINHAS AÉREAS INTELIGENTES S/A,
estabelecida na cidade e Estado de São Paulo, na Rua dos
Tamoios, nº. 246, térreo, Jardim Aeroporto, inscrita no
CNPJ 06.164.253/0001-87, nos autos da AÇÃO DE REPARAÇÃO DE
DANOS que lhe move FABIO ALVES GUIMARAES, pede vênia a este
d. Juízo para apresentar a sua CONTESTAÇÃO, pelas razões de
fato e de direito a seguir expostas.
.
Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por GUSTAVO ANTONIO FERES PAIXAO e Tribunal de Justica do Estado de Sao Paulo, protocolado em 28/05/2020 às 09:47 , sob o número WPEN20700597360
fls. 49

TEMPESTIVIDADE

Para conferir o original, acesse o site https://esaj.tjsp.jus.br/pastadigital/sg/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 1003182-61.2020.8.26.0006 e código BA2F48D.
1. Inicialmente, cumpre ressaltar que o mandado de
citação foi juntado aos autos no dia 09/05/2020 (sábado).

2. Sendo assim, o prazo de 15 (quinze) dias úteis para


apresentação de contestação apenas se iniciou no primeiro
dia útil, ou seja, dia 11/05/2020 (segunda-feira), vindo a
findar-se em 04/06/2020 (quinta-feira), considerando a
decretação de feriado nos dias 20, 21 e 22 de maio (Prov.
CSM nº 2.558/2020), bem como o feriado no dia 25 de maio
(Provimento CSM 2559/2020).

3. Desta forma, é a presente contestação, apresentada


nesta data, é plenamente tempestiva.

FATOS, CONFORME DESCRITOS NA INICIAL

4. Trata-se de ação indenizatória ajuizada pela parte


Autora em face da Cia Ré visando a condenação da mesma ao
pagamento de indenização por danos morais.

5. Para tanto alega que (i) adquiriu passagens para o


trecho Campo Grande x Guarulhos; (ii) contudo, o voo sofreu
cancelamento, vindo o passageiro a ser reacomodado para um
novo voo com algumas horas de diferença; e (iii) suportou
transtornos.

6. Porém, conforme será demonstrado a seguir, não há


qualquer direito que ampare a pretensão autoral, razão pela

2
.
Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por GUSTAVO ANTONIO FERES PAIXAO e Tribunal de Justica do Estado de Sao Paulo, protocolado em 28/05/2020 às 09:47 , sob o número WPEN20700597360
fls. 50

qual espera e confia à empresa ré que os pedidos formulados

Para conferir o original, acesse o site https://esaj.tjsp.jus.br/pastadigital/sg/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 1003182-61.2020.8.26.0006 e código BA2F48D.
na inicial sejam julgados improcedentes.

PRELIMINARMENTE

NECESSÁRIA RETIFICAÇÃO DO POLO PASSIVO

7. Inicialmente, imperioso demonstrar que a GOL LINHAS


AÉREAS INTELIGENTES S/A não é parte legítima para figurar
no polo passivo da presente demanda. Isso porque a GOL
LINHAS AÉREAS INTELIGENTES S/A é apenas a holding
controladora do “Grupo GOL”, não possuindo sequer
funcionários, conforme comprova a RAIS anexa.

8. Vale esclarecer que tal empresa não é a efetiva


responsável pelo transporte aéreo, atividade que ensejou o
ajuizamento da ação.

9. Nessa linha de raciocínio é uníssona a jurisprudência


do Superior Tribunal de Justiça:

“PROCESSO CIVIL. ILEGITIMIDADE AD CAUSAM E PODER DE


CONTROLE DE SOCIEDADE COMERCIAL. Ainda que a sociedade
comercial seja controlada por outra, as obrigações que
assume são dela, e não da sociedade controladora, esta
ilegitimada, conseqüentemente, para responder à
demanda que deveria ter sido ajuizada contra aquela.
Recurso especial conhecido e provido.” (REsp
782.810/MA, Rel. Ministro ARI PARGENDLER, TERCEIRA
TURMA, julgado em 07/05/2007, DJ 04/06/2007 p. 343)

10. Considerando o esclarecimento acima, associado à


decisão supramencionada, outra não é a conclusão senão a

3
.
Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por GUSTAVO ANTONIO FERES PAIXAO e Tribunal de Justica do Estado de Sao Paulo, protocolado em 28/05/2020 às 09:47 , sob o número WPEN20700597360
fls. 51

impossibilidade da GOL LINHAS AÉREAS INTELIGENTES S/A

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permanecer no polo passivo, sendo flagrante sua
ilegitimidade, devendo o feito ser extinto sem análise do
mérito, com fulcro no artigo 485, VI do CPC/2015.

11. Na remota hipótese de V. Exa. não entender dessa


forma, o que se admite apenas por argumentar, requer seja
deferida a alteração do polo passivo para que passe a
constar apenas a empresa GOL LINHAS AÉREAS S/A, empresa do
Grupo GOL responsável pela realização de transporte aéreo.

AUSÊNCIA DE PRETENSÃO RESISTIDA:


UTILIZAÇÃO DO JUDICIÁRIO PARA FOMENTO DA INDÚSTRIA DO DANO
MORAL

12. É notório que o CPC/2015 trouxe para o sistema


processual brasileiro uma nova interpretação com relação
aos matizes da solução, mediante métodos alternativos de
resolução de controvérsias e prestação jurisdicional de
forma mais céleres.

13. Seguindo na contramão das inovações trazidas e da


própria essência do novo códex processual, observa a Ré que
a parte Autora ajuizou a presente demanda judicial antes do
registro de reclamação em qualquer via administrativa,
como, por exemplo, o PROCON, a plataforma consumidor.gov,
SAC, dentre outros.

14. Portanto, o que se vê é que a parte Autora, ao invés


de tentar solucionar sua insatisfação de forma amigável na
esfera administrativa, preferiu judicializar a questão, e,

4
.
Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por GUSTAVO ANTONIO FERES PAIXAO e Tribunal de Justica do Estado de Sao Paulo, protocolado em 28/05/2020 às 09:47 , sob o número WPEN20700597360
fls. 52

com isso, atribuiu ao Poder Judiciário a incumbência de se

Para conferir o original, acesse o site https://esaj.tjsp.jus.br/pastadigital/sg/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 1003182-61.2020.8.26.0006 e código BA2F48D.
debruçar sobre assunto sem qualquer tipo de complexidade e
versando sobre direito patrimonial disponível, o que apenas
faz agravar a já conhecida problemática do abarrotamento de
processos.

15. A propósito, cumpre a Ré trazer a conhecimento de


V.Exª que os recentes números publicados pelo CNJ (Justiça
em Números 20191) demonstram que, no final do ano de 2018,
o estoque de processos pendentes de julgamento alcançava o
altíssimo número de 78,7 milhões de processos:

16. A verdade é que demandas como a presente se


transformaram em um negócio extremamente rentável para
alguns poucos, ao mesmo tempo em que, contudo, criaram para
o Poder Judiciário tarefa hercúlea, visto a sua
incapacidade, seja do ponto de vista humano ou logístico

1 Fonte: https://www.cnj.jus.br/wp-
content/uploads/conteudo/arquivo/2019/08/8ee6903750bb4361b5d0d1932ec6
632e.pdf

5
.
Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por GUSTAVO ANTONIO FERES PAIXAO e Tribunal de Justica do Estado de Sao Paulo, protocolado em 28/05/2020 às 09:47 , sob o número WPEN20700597360
fls. 53

de, apropriadamente, analisar todas as demandas que

Para conferir o original, acesse o site https://esaj.tjsp.jus.br/pastadigital/sg/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 1003182-61.2020.8.26.0006 e código BA2F48D.
diariamente lhe são dirigidas.

17. A corroborar com ora exposto, traz a Ré recente


notícia veiculada, que expõe o fato de que “98,5% das ações
cíveis contra companhias aéreas no planeta acontecem no
país”2, o que ocorre exatamente em função da proliferação
de startups que só possuem uma finalidade: lucrar sobre os
litígios advindos do transporte aéreo.

18. Importante destacar que a Companhia Ré tem


implementado política positiva no sentido de reduzir a
judicialização de todos os conflitos. Basta observar que de
todas as reclamações registradas no site consumidor.gov.br
em face da GOL, 73,3% foram integralmente solucionadas num
prazo médio de 5,5 dias, indicando uma satisfação de índice
3 em uma escala de até 53.

19. Ora, o Poder Judiciário simplesmente não pode


permanecer inerte perante situação tão alarmante, sob pena
de criar verdadeira injustiça em relação àqueles que
realmente necessitam de uma prestação jurisdicional ágil e
eficaz.

20. Justamente por este motivo tramita na Câmara dos


Deputados o Projeto de Lei nº 533/20194, objetivando

2Fonte: https://www.infomoney.com.br/negocios/startups-fazem-disparar-
acoes-na-justica-contra-companhias-aereas-no-brasil/
3 Fonte:

https://www.consumidor.gov.br/pages/empresa/20141006000028404/perfil
4 Fonte:

https://www.camara.leg.br/proposicoesWeb/fichadetramitacao?idProposic
ao=2191394

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Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por GUSTAVO ANTONIO FERES PAIXAO e Tribunal de Justica do Estado de Sao Paulo, protocolado em 28/05/2020 às 09:47 , sob o número WPEN20700597360
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alterações na redação do Código de Processo Civil que, em

Para conferir o original, acesse o site https://esaj.tjsp.jus.br/pastadigital/sg/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 1003182-61.2020.8.26.0006 e código BA2F48D.
muito, auxiliariam na devida utilização dos mencionados
métodos alternativos de solução de conflito em caso de
direitos patrimoniais, como no presente feito:

Acrescenta o parágrafo único ao artigo 17 e § 3º ao


artigo 491, ambos do Código de Processo Civil.
Art. 1º. A Lei nº 13.105, de 16 de março de 2015,
que estabelece o Código de Processo Civil, passa a
vigorar acrescida da seguinte redação:
“Art. 17. ........................
Parágrafo único: Em caso de direitos patrimoniais
disponíveis, para haver interesse processual é
necessário ficar evidenciada a resistência do réu
em satisfazer a pretensão do autor.” (NR) (Grifei)

21. Válido destacar que, nos idos de 2011, talvez


antevendo o assunto, em posição extremamente vanguardista,
o e. TJRS assim decidiu:

Está na hora de se resgatar a ideia da pretensão


resistida como condicionante do direito à tutela
jurisdicional. Não pode o Judiciário, até por uma
questão de viabilidade estrutural e orçamentária,
continuar sendo a primeira, única e a mais atrativa,
financeiramente, porta de materialização de
direitos. Impõe-se que antes se esgotem vias de
composição e só no insucesso destas, possível seria
a busca da tutela estatal através da atividade
judicante. SENTENÇA REFORMADA. RECURSO PROVIDO.
(Recurso Cível Nº 71002773794, Tribunal de Justiça
do Rio Grande do Sul, Segunda Turma Recursal Cível,
Turmas Recursais, Relator: Carlos Eduardo
Richinitti, Julgado em 17/10/2011)

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22. Em recente decisão, assim também entendeu o e. TJRJ:

Para conferir o original, acesse o site https://esaj.tjsp.jus.br/pastadigital/sg/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 1003182-61.2020.8.26.0006 e código BA2F48D.
RECURSO INOMINADO. AÇÃO INDENIZATÓRIA. PARTE
AUTORA QUE NÃO COMPROVOU QUALQUER TENTATIVA DE
SOLUÇÃO DA QUESTÃO DE FORMA EXTRAJUDICIAL.
AUSÊNCIA DE PRETENSÃO RESISTIDA. CARÊNCIA
ACIONÁRIA PELA FALTA DE INTERESSE DE AGIR.
IMPROCEDÊNCIA DO PEDIDO INICIAL QUE SE MANTEM
EM DECORRÊNCIA DO PRINCÍPIO DA PRIMAZIA DA
RESOLUÇÃO DE MÉRITO (ART. 488 DO CPC). VOTO
(...) Preliminarmente deve ser analisado o
interesse de agir do demandante. A pretensão em
juízo só é legitimada para o ingresso de uma
ação quanto há resistência caracterizada pela
negativa ou inércia da parte contrária. Não
havendo negativa em solucionar a questão ou
ausência de manifestação quanto à reclamação,
não há que se falar em pretensão resistida. O
ajuizamento de ações no judiciário antes da
tentativa de solução pela via administrativa
não é recomendável, considerando que sua
aceitação fere um dos pressupostos de
desenvolvimento válido e regular do processo,
qual seja, a falta de interesse de agir na
modalidade necessidade. A demonstração de
solução extrajudicial do conflito constitui
pressuposto para a existência do interesse
processual, como condição da ação, na medida em
que somente se afigura presente a necessidade
de se buscar a tutela jurisdicional quando a
parte demandada se recusar a atender ao que
fora requerido pelo cidadão. (...) Assim, a
iniciativa da Secretaria Nacional do
Consumidor, do Ministério da Justiça, em

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parceria com o Poder Judiciário, instituindo o

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projeto "Solução Direta Consumidor" está
perfeitamente afinado com todas as modernas
tendências contemporâneas. Ou seja, a sociedade
civil não pode suportar o custo de que
Judiciário seja a primeira instituição a ser
procurada para resolver os mais diversos
problemas da vida de relação. Isso porque há um
custo orçamentário enorme para a manutenção do
Judiciário, que não pode e não deve ser
ultrapassado. Portanto, o Judiciário deve ser
a "última praia", ou seja, quando realmente
falharem os demais mecanismos disponíveis para
solucionar conflitos, tem, sim, a parte, o
direito constitucional de acesso à jurisdição.
Todavia, quando o sistema propicia mecanismos
ágeis, sem custo, para tendencialmente resolver
de forma mais efetiva e rápida o litígio, é
razoabilíssimo que se exija que a parte deles
se utilize antes de ajuizar sua demanda. (...)
Isto posto, conheço do Recurso interposto pela
parte Autora e lhe nego provimento. Condena-se
a parte recorrente ao pagamento dos honorários
de sucumbência no valor de 10% sobre o valor da
causa, observado a gratuidade deferida (art.
98, § 3º do CPC). ALEXANDRE CHINI JUIZ RELATOR
Rio de Janeiro, 24 de outubro de 2017 3 (TJ-RJ
- RI: 00053176420168190211 RIO DE JANEIRO
PAVUNA REGIONAL XXV JUI ESP CIV, Relator:
ALEXANDRE CHINI NETO, Data de Julgamento:
26/10/2017, CAPITAL 4a. TURMA RECURSAL DOS JUI
ESP CIVEIS, Data de Publicação: 27/10/2017)

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23. Ora, o interesse de agir está consubstanciado no

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binômio necessidade-adequação, ou seja, necessidade
concreta da atividade jurisdicional e adequação de
provimento e procedimentos desejados.

24. No caso em testilha, como já exaustivamente


demonstrado, não há a necessidade concreta de intervenção
judicial para satisfazer os interesses da parte Autora, uma
vez que esta Cia Aérea jamais se esquivou de qualquer
tratativa conciliatória, sendo esta condição essencial para
formação da lide, nos termos do art. 17 do NCPC.

25. Diante do exposto, requer a parte Ré a extinção do


processo sem julgamento do mérito com fulcro no art. 337,
XI c/c 485, VI do Novo Código de Processo civil.

MÉRITO

26. Caso V. Exa. assim não entenda, o que se admite apenas


para fins de argumentação, a GOL passa a rebater o mérito
da presente demanda e demonstrar a total improcedência dos
pedidos autorais.

REALIDADE DOS FATOS: OBSERVÂNCIA DO BEM MAIOR – A VIDA

27. Pois bem. Imperioso esclarecer quanto ao voo em


questão, os supostos transtornos ocorreram em razão da
necessidade de se proceder à manutenção da aeronave, por
motivos de segurança, uma vez que foram realizados reparos
técnicos.

10
28.
Cabe

decolagem.
deixar
claro
que
tal
manutenção
não

11
estava
programada, mas foi constatada sua necessidade quando da
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29. Ademais, veja-se que a parte Autora está pleiteando

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reparação por danos morais porque a Ré teve problemas de
manutenção para cumprir com o contrato inicialmente
aprazado. Porém, a parte Autora estava em um aeroporto de
grande porte, acompanhada de funcionários da Ré, tendo sido
disponibilizado toda a assistência pertinente.

30. Conforme exposto, o cancelamento do voo decorreu de


fato que foge à vontade da Ré, vez que foi necessária a
manutenção da aeronave para garantir a segurança dos
passageiros. Nesse sentido, é indispensável colacionar o
entendimento do e. TJSP, onde restou consignado que que os
reparos na aeronave são necessários à segurança do voo,
inexistindo, portanto, reparação moral, in verbis:

“AÇÃO DE INDENIZAÇÃO POR DANOS MATERIAIS E


MORAIS Cancelamento de voo Justificativa
apresentada pela companhia aérea de que a
aeronave apresentou defeitos mecânicos Autora
que foi acomodada em hotel, tendo a companhia
aérea oferecido voucher alimentação no período
em que aguardava outro voo Não obstante os
inegáveis transtornos acarretados à passageira
em razão do cancelamento do voo, não ficou
evidenciado dano moral indenizável, levando em
conta a complexidade do voo, que somente pode
ocorrer em total segurança aos passageiros
Inexistência de dano moral indenizável em razão
de transtornos, perturbações ou
aborrecimentos que as pessoas sofrem no seu dia
a dia, frequentes na vida de qualquer
indivíduo Inocorrência de dano moral

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indenizável – Recurso provido, neste aspecto.

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DANO MATERIAL - Ausência de prova do nexo de
causalidade entre o atraso do voo e a despesa
com passagem de ônibus para transporte da
autora, entre o aeroporto e a cidade na qual
ela reside - Ressarcimento de dano material
incabível – Ação improcedente Em razão da
sucumbência, arca a autora com o pagamento das
custas processuais e honorários advocatícios
fixados em 10% sobre o valor da causa, corrigido
a partir do ajuizamento da ação RECURSO
PROVIDO, POR MAIORIA DE VOTOS.” (Apelação
1016267-94.2018.8.26.0003; 24ª Câmara de
Direito Privado do e. TJSP; Julgamento dia
02/03/2020) (grifos nossos)

31. Em caso similar, o e. TJSP também entendeu da mesma


forma, no sentido de que numa hipótese de atraso de voo de
13 horas em razão de manutenção não programada da aeronave,
com a consequente prestação de assistência por parte da Cia
(como o é no presente caso), não há se falar em danos morais
indenizáveis, in verbis:

“AÇÃO DE INDENIZAÇÃO POR DANO MORAL Contrato de


transporte aéreo Autores que alegaram ter
sofrido dano moral em virtude da chegada no
destino cerca de 13 horas após o horário
inicialmente previsto Sentença que condenou a
ré ao pagamento de indenização Insurgência da
requerida Cabimento Ausência de dano moral
Hipótese em que, conquanto incontroverso o
atraso narrado pelos autores, os elementos dos
autos indicam que a companhia requerida prestou

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a devida assistência aos requerentes,

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realocando-os em outros voos e fornecendo
alimentação Ausência de demonstração de que os
autores tenham sofrido danos psicológicos,
lesão a algum direito de personalidade ou
ofensa à sua honra ou imagem Circunstâncias
fáticas a indicarem mero dissabor cotidiano
RECURSO PROVIDO.” (Apelação Cível nº 1017163-
40.2018.8.26.0003, 11ª Câmara de Direito
Privado do e. TJSP) (Grifei)

32. Imperioso registrar que o contrato de transporte


avençado entre a empresa aérea e seus clientes deve primar
pela segurança dos passageiros em detrimento de qualquer
outro aspecto, embora o motivo da viagem de cada passageiro
possa restar prejudicado.

33. Logo, quando há qualquer impedimento ou alteração no


horário de embarque por problemas técnicos (manutenção da
aeronave) ou atos decorrentes de terceiros, a empresa Ré
não pode ser responsabilizada por qualquer ônus
reparatório, uma vez que se trata de uma das causas
excludentes de responsabilidade.

34. Destarte, não há de restar dúvidas de que o atraso


ensejador dos alegados danos (e, por conseguinte, da
propositura da demanda) não pode ser considerado como fato
causador de dano de qualquer natureza, posto que teve como
causa fato excludente de responsabilidade civil –
comparável, inclusive, em respeito ao disposto nos arts.
734 e 737, in fine do CC e, ainda, o art. 256, II § 1º, “b”
da Lei 7.565/86, Código Brasileiro de Aeronáutica.

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35. Ora, tal procedimento não pode ser considerado como
descaso perante o consumidor, eis que, ao contrário, o
desrespeito ao fortuito já exposto poderia comprometer a
integridade da viagem (deveria a empresa Ré prosseguir
viagem sem promover o reparo na aeronave?).

36. Outrossim, ainda no que se refere ao alegado atraso


do voo ventilado na inicial, cumpre-se dizer que a empresa
Ré, diante do malsinado fato – repita-se, causado
exclusivamente por acontecimento alheio a sua vontade –
teve por cumprir, de forma escorreita, com o preceituado no
art. 741 do Código Civil. É o que se extrai do mencionado
preceptivo, in verbis:

“Art. 741. Interrompendo-se a viagem por


qualquer motivo alheio à vontade do
transportador, ainda que em conseqüência de
evento imprevisível, fica ele obrigado a
concluir o transporte contratado em outro
veículo da mesma categoria, ou, com a anuência
do passageiro, por modalidade diferente, à sua
custa, correndo também por sua conta as
despesas de estada e alimentação do usuário,
durante a espera de novo transporte.”
(Grifamos)

37. Diante de malsinado fato, a Gol forneceu toda a


assistência possível, reacomodando os passageiros no voo
imediatamente subsequente, INCLUSIVE TRANSPORTE PARA O
LOCAL ONDE ESTAVA HOSPEDADO:

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38. Digno de nota é o fato de que, ainda que o Autor
esperneie que permaneceu no aeroporto aguardando o novo
embarque, NÃO HÁ PEDIDO DE DANOS MATERIAIS NESTE FEITO. Ou
seja, por óbvio, toda assistência foi prestada pela GOL!

39. Logo, o que se conclui é que o Autor tenta valer-se


do atraso do embarque com o único fim de enriquecer-se
através do Judiciário, devendo, por conta disso, ser julgado
totalmente improcedente o pedido formulado na peça
exordial.

DANOS MORAIS INEXISTENTES

40. Como se sabe, para que haja condenação por danos


morais, faz-se mister que a parte autora demonstre a lesão
aos sentimentos, na medida em que a reparação do dano moral
não pode ficar circunscrita ao terreno do subjetivismo,
gerando, assim, injustiças e excessos.

41. Digno de nota é o recente julgado do c. STJ, no qual


restou assentado que o simples atraso de voo não é
suficiente para se caracterizar o dano moral in re ipsa,
cabendo o Autor, para todos os efeitos, a devida
demonstração do dano, o que nem de perto foi adotado nesta
demanda:

“(...) A alegação do recorrente de que o dano


moral é presumido (in re ipsa) quando há atraso
no voo, independentemente da duração do atraso

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e das demais circunstâncias envolvidas, exigiu-

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me maiores reflexões sobre a controvérsia,
notadamente porque a construção de referida
premissa induz à conclusão de que uma situação
corriqueira na maioria – se não por dizer na
totalidade – dos aeroportos brasileiros
ensejaria, de plano, dano moral a ser
compensado, independentemente da comprovação de
qualquer abalo psicológico eventualmente
suportado. (...) É nesse cenário que a
jurisprudência do STJ, em casos específicos,
concluiu pela possibilidade, em determinadas
hipóteses, de compensação de danos morais
independentemente da demonstração de dor,
traduzindo-se, pois, em consequência in re
ipsa, intrínseca à própria conduta que
injustamente atinja a dignidade do ser humano.
Contudo, a caracterização do dano moral in re
ipsa não pode ser elastecida a ponto de afastar
a necessidade de sua efetiva demonstração em
qualquer situação. Isso porque ao assim
proceder se estaria a percorrer o caminho
diametralmente oposto ao sentido da
despatrimonialização do direito civil,
transformando em caráter meramente patrimonial
os danos extrapatrimoniais e fomentando a já
bastante conhecida “indústria do dano moral”
(...).” RECURSO ESPECIAL Nº 1.584.465 - MG
(2015/0006691-6) (Grifei)

42. NÃO HÁ UMA COMPROVAÇÃO IDÔNEA SEQUER DE QUE TERIA A


PARTE AUTORA PERDIDO COMPROMISSO, ou tido qualquer prejuízo
em razão do atraso na chegada ao seu destino.

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43. No caso em tela, ao contrário do que tenta
caracterizar a parte autora, a Ré agiu de forma escorreita,
não havendo, assim, que se falar em descaso ou outra conduta
irregular capaz de ensejar reparação a título de danos
morais, tendo disponibilizado toda a assistência necessária
para que a Autora pudesse embarcar na maior brevidade
possível.

44. Conforme exposto acima, fatos alheios à vontade da


empresa Ré culminaram nos fatos conforme já exposto, sendo
certo que a empresa Ré tomou todas as providências para que
o transtorno fosse o menor possível, tendo chegado incólume
ao destino final.

45. Dessa forma, resta certo que o pedido de indenização


por danos morais deve ser rechaçado, sendo certo que,
conforme se depreende da doutrina e jurisprudência, a
existência ou não do dano moral deve ser vista de forma
subjetiva, posto que ocasionado tão somente quando o
sinistro conseguir atingir a dignidade da pessoa humana,
não podendo o dever de reparar, a contrário senso, nascer
de um mero aborrecimento ou descontentamento, pelo que não
há que se falar em reparação oriunda de mero inadimplemento
contratual.

46. Assim, resta correto que somente deve ser


caracterizado o dano moral quando for atingido direito da
personalidade, causando, em consequência, tormentos que vão
além do mero dissabor, aborrecimento ou irritação, o que,
reitere-se, não restou comprovado no presente feito. No

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entanto, deve ser aqui ressaltado que, por óbvio, certas

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situações, embora desagradáveis, são necessárias ao
exercício regular de algumas atividades, não ensejando de
igual forma a reparação debatida.

47. Como já demonstrado, não deve no presente caso ser


caracterizado o dever de reparar dano oriundo de mero
descumprimento contratual ou de mero dissabor e irritação,
sob pena de banalizar o instituto do dano moral, dando razão
aos que vêm acionar a máquina judiciária em busca de
riquezas.

COMPLETA AUSÊNCIA DE COMPROVAÇÃO DO ALEGADO:

48. Conforme exposto, a parte Autora não comprova as


alegações expostas na inicial, sendo certo que a Ré não pode
ser responsabilizada por danos a que não deu causa e que,
muito menos, estão comprovados através de prova cabal nos
autos.

49. Portanto, a parte Autora não logrou êxito em trazer


aos autos qualquer comprovação dos fatos constitutivos do
seu direito (art. 373, I do CPC), pelo que, desde já, a Ré
pugna para que sejam julgados improcedentes os pedidos.

50. Isso porque, o art. 373, I do CPC distribui o ônus da


prova à parte autora, incumbindo-a de provar o fato
constitutivo do seu direito. Todavia, fato é que a Autora
deixou de acostar aos autos qualquer mínima prova da
ocorrência de tais alegados “danos”.

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51. No caso em comento, a parte apenas alega os danos

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imateriais alegadamente suportados, sem nada comprovar!!

IMPOSSIBILIDADE DE INVERSÃO DO ÔNUS DA PROVA

52. Por fim, cumpre salientar que não há que se falar em


inversão do ônus da prova, no caso em comento.

53. Preceitua o inciso VIII do art. 6º do Código de Defesa


do Consumidor que são direitos do consumidor a facilitação
da defesa de seus direitos, inclusive com a inversão do
ônus da prova a seu favor, no processo civil, quando, a
critério do Juiz, for verossímil a alegação ou quando for
ele hipossuficiente, segundo as regras ordinárias da
experiência.

54. Determina o inciso I do art. 4.º do aludido diploma


legal que a Política Nacional de Relações de Consumo tem
por objetivo o atendimento às necessidades dos
consumidores, o respeito à sua dignidade, saúde e segurança,
a proteção de seus interesses econômicos, a melhoria da sua
qualidade de vida, bem como a transparência e harmonia nas
relações de consumo, atendido o reconhecimento da
vulnerabilidade do consumidor no mercado de consumo.

55. Ainda que o caso dos autos verse sobre relação de


consumo, a possibilidade de inversão do ônus da prova não
exime o consumidor de produzir qualquer prova que possa
demonstrar a verossimilhança na existência do fato
constitutivo do seu direito, o que não ocorreu.

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56. A inversão do ônus da prova para o presente caso

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ensejaria uma verdadeira injustiça, vez que a ré teria que
fazer prova negativa dos fatos narrados pelo autor, o que
é vedado em nosso ordenamento jurídico.

57. A realidade é que não estão presentes no caso em tela


os requisitos indispensáveis para a concessão de tal
benefício. Não haveria qualquer razão técnica para que o
autor pudesse se desincumbir de comprovar os fatos
constitutivos de seu direito, razão pela qual confia a ré
que não será invertido o ônus da prova.

CONCLUSÃO

58. Por todo exposto, a empresa Ré espera e confia que os


pedidos autorais serão julgados todos IMPROCEDENTES,
extinguindo o processo com julgamento de mérito.

59. Requer a Cia Ré a produção de todos os meios de prova


em direito admitidos.

60. Por derradeiro, para fins do art. 106, I, do CPC,


informa que recebe notificações na Alameda Santos n.º 1357,
11º andar, São Paulo/SP, requerendo a inclusão do nome do
advogado DR. GUSTAVO ANTÔNIO FERES PAIXÃO, OAB/SP
nº 186.458-A, para fins de intimação, sob pena de nulidade.

Gustavo Antônio Feres Paixão


OAB/SP nº 186.458-A

21
.
Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por GUSTAVO ANTONIO FERES PAIXAO e Tribunal de Justica do Estado de Sao Paulo, protocolado em 28/05/2020 às 09:47 , sob o número WPEN20700597360
fls. 69

Para conferir o original, acesse o site https://esaj.tjsp.jus.br/pastadigital/sg/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 1003182-61.2020.8.26.0006 e código BA2F4AA.
Provimento CSM 2559/2020

Dispõe sobre a antecipação do feriado

O CONSELHO SUPERIOR DA MAGISTRATURA, no uso de suas atribuições legais,

CONSIDERANDO a necessidade de regulamentar o expediente forense para o exercício


de 2020,

CONSIDERANDO o decidido pela Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo sobre


a antecipação de feriado estadual, para tentar aumentar os índices de isolamento
social no Estado e diminuir o contágio pelo novo Coronavírus;

CONSIDERANDO o disposto no artigo 116 do Regimento Interno deste Tribunal de


Justiça;

RESOLVE:

Art. 1º - Antecipar, no exercício de 2020, o feriado do dia 09/07/2020 (Revolução


Constitucionalista), para o dia 25/05/2020 (segunda-feira) em todas as unidades do
Poder Judiciário deste Estado.

Art. 2º - Na referida data funcionará o Plantão Judiciário.

Art. 3º - Este Provimento entra em vigor na data de sua publicação, revogadas as


disposições em contrário.
.
Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por GUSTAVO ANTONIO FERES PAIXAO e Tribunal de Justica do Estado de Sao Paulo, protocolado em 28/05/2020 às 09:47 , sob o número WPEN20700597360
fls. 70

REGISTRE-SE. PUBLIQUE-SE. CUMPRA-SE.

São Paulo, 22 de maio de 2020.

Para conferir o original, acesse o site https://esaj.tjsp.jus.br/pastadigital/sg/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 1003182-61.2020.8.26.0006 e código BA2F4AA.
GERALDO FRANCISCO PINHEIRO FRANCO | Presidente do Tribunal de Justiça

LUIS SOARES DE MELLO NETO | Vice-Presidente do Tribunal de Justiça

RICARDO MAIR ANAFE | Corregedor Geral da Justiça

JOSÉ CARLOS GONÇALVES XAVIER DE AQUINO | Decano

GUILHERME GONÇALVES STRENGER | Presidente da Seção de Direito Criminal

PAULO MAGALHÃES DA COSTA COELHO | Presidente da Seção de Direito Público

DIMAS RUBENS FONSECA | Presidente da Seção de Direito Privado


.
Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por GUSTAVO ANTONIO FERES PAIXAO e Tribunal de Justica do Estado de Sao Paulo, protocolado em 28/05/2020 às 09:47 , sob o número WPEN20700597360
fls. 71

Para conferir o original, acesse o site https://esaj.tjsp.jus.br/pastadigital/sg/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 1003182-61.2020.8.26.0006 e código BA2F4B6.
PROVIMENTO CSM Nº 2.558/2020

Dispõe sobre a antecipação de feriados para a Comarca da Capital.

O CONSELHO SUPERIOR DA MAGISTRATURA, no


uso de suas atribuições legais,

CONSIDERANDO a necessidade de regulamentar o


expediente forense para o exercício de 2020,

CONSIDERANDO o decidido pela Câmara dos


Vereadores da cidade de São Paulo nesta data, sobre a antecipação de
feriados municipais, para tentar aumentar os índices de isolamento social
na Capital e diminuir o contágio pelo novo Coronavírus;

CONSIDERANDO o disposto no artigo 116 do


Regimento Interno deste Tribunal de Justiça;
.
Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por GUSTAVO ANTONIO FERES PAIXAO e Tribunal de Justica do Estado de Sao Paulo, protocolado em 28/05/2020 às 09:47 , sob o número WPEN20700597360
fls. 72

RESOLVE:

Para conferir o original, acesse o site https://esaj.tjsp.jus.br/pastadigital/sg/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 1003182-61.2020.8.26.0006 e código BA2F4B6.
Art. 1º - Alterar, em parte, o disposto no art. 1º do
Provimento CSM nº 2.538/2019, antecipando, no exercício de 2020, apenas
para a Comarca da Capital, os seguintes feriados:

I – O feriado de Corpus Christi será antecipado do


dia 11/06/2020 para o dia 20/05/2020 (quarta-feira), restando cancelada a
suspensão de expediente prevista para o dia 12/06/2020;

II – O feriado da Consciência Negra será antecipado


do dia 20/11/2020 para o dia 21/05/2020 (quinta-feira);

III – o dia 22/05/2020, considerado como ponto


facultativo pela Câmara de Vereadores, deverá ser considerado como
suspensão de expediente.

§ 1º - As horas não trabalhadas no dia 22/05/2020


(sexta-feira) deverão ser repostas após o respectivo feriado e até o último
dia útil do segundo mês subsequente, facultando-se ao servidor o uso de
horas de compensação, cujo controle ficará a cargo dos dirigentes.

§ 2º - Nos registros de frequência deverá ser


mencionada a informação, se o servidor cumpriu ou não, no prazo, a
.
Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por GUSTAVO ANTONIO FERES PAIXAO e Tribunal de Justica do Estado de Sao Paulo, protocolado em 28/05/2020 às 09:47 , sob o número WPEN20700597360
fls. 73

reposição, utilizando-se os respectivos códigos disponíveis no Módulo de


Frequência.

Para conferir o original, acesse o site https://esaj.tjsp.jus.br/pastadigital/sg/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 1003182-61.2020.8.26.0006 e código BA2F4B6.
Art. 2º - Nos dias em que não houver expediente
funcionará o Plantão Judiciário.

Art. 3º - Este Provimento entra em vigor na data de


sua publicação, revogadas as disposições em contrário.

REGISTRE-SE. PUBLIQUE-SE. CUMPRA-SE.

São Paulo, 18 de maio de 2020.

GERALDO FRANCISCO PINHEIRO FRANCO

Presidente do Tribunal de Justiça

LUIS SOARES DE MELLO NETO

Vice-Presidente do Tribunal de Justiça


Decano
RICARDO MAIR ANAFE

DIMAS RUBENS FONSECA


Corregedor Geral da Justiça

GUILHERME GONÇALVES STRENGER

Presidente da Seção de Direito Público

Presidente da Seção de Direito Privado


Presidente da Seção de Direito Criminal

PAULO MAGALHÃES DA COSTA COELHO


JOSÉ CARLOS GONÇALVES XAVIER DE AQUINO
fls. 74

Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por GUSTAVO ANTONIO FERES PAIXAO e Tribunal de Justica do Estado de Sao Paulo, protocolado em 28/05/2020 às 09:47 , sob o número WPEN20700597360 .
Para conferir o original, acesse o site https://esaj.tjsp.jus.br/pastadigital/sg/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 1003182-61.2020.8.26.0006 e código BA2F4B6.
. em 28/05/2020 às 09:47 , sob o número WPEN20700597360
fls. 75
fls. 161
PODER JUDICIÁRIO
T TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO

1017163-40.2018.8.26.0003 e código BA2F4BA.


BF8A83A.
Registro: 2019.0000346546

Para conferir o original, acesse o site https://esaj.tjsp.jus.br/pastadigital/sg/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 1003182-61.2020.8.26.0006


ACÓRDÃO

protocolado
Vistos, relatados e discutidos estes autos do Apelação

18:24 .
Cível nº 1017163-40.2018.8.26.0003, da Comarca de São Paulo, em que é

Paulo,
apelante VRG - LINHAS AÉREAS S/A (VARIG), são apelados NAIARA

de Saoàs
BITENCOURTT, ELISETE DA SILVA ANTÔNIO, ALBERTINO SERGIO

07/05/2019
ANTÔNIO FILHO e ANDREI DA SILVA ANTÔNIO.

emEstado
ACORDAM, em sessão permanente e virtual da 11ª
Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de São Paulo, proferir a

autosdo
seguinte decisão: "Deram provimento ao recurso, nos termos que constarão

nosJustica
do acórdão. V. U.", de conformidade com o voto do Relator, que integra este
acórdão.

Tribunal de
PAIXAO e liberado
O julgamento teve a participação dos Exmos.
Desembargadores WALTER FONSECA (Presidente sem voto), MARINO

DESINANO,
NETO E GILBERTO DOS SANTOS.

RANGEL
ANTONIO FERES
São Paulo, 7 de maio de 2019.

por RENATO
por GUSTAVO

RENATO RANGEL DESINANO


digitalmente

RELATOR
digitalmente

Assinatura Eletrônica
documentoé écópia
Este documento
Este dodo
cópia original,
original, assinado
assinado
. em 28/05/2020 às 09:47 , sob o número WPEN20700597360
fls. 76
fls. 162

2
PODER JUDICIÁRIO
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO

1017163-40.2018.8.26.0003 e código BA2F4BA.


BF8A83A.
Voto nº 24.885
Apelação Cível nº 1017163-40.2018.8.26.0003
Comarca: São Paulo - 2ª Vara Cível
Apelante: VRG - Linhas Aéreas S/A (VARIG)

Para conferir o original, acesse o site https://esaj.tjsp.jus.br/pastadigital/sg/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 1003182-61.2020.8.26.0006


Apelados: Naiara Bitencourtt, Elisete da Silva Antônio, Albertino Sergio

protocolado
Antônio Filho e Andrei da Silva Antônio
Juiz(a) de 1ª Inst.: Alessandra Laperuta Nascimento Alves de Moura

de Saoàs
07/05/2019
emEstado 18:24
Paulo, .
AÇÃO DE INDENIZAÇÃO POR DANO MORAL
Contrato de transporte aéreo Autores que alegaram ter

autosdo
sofrido dano moral em virtude da chegada no destino cerca

nosJustica
de 13 horas após o horário inicialmente previsto Sentença
que condenou a ré ao pagamento de indenização

Tribunal de
Insurgência da requerida Cabimento Ausência de dano

PAIXAO e liberado
moral Hipótese em que, conquanto incontroverso o atraso
narrado pelos autores, os elementos dos autos indicam que a

DESINANO,
companhia requerida prestou a devida assistência aos
requerentes, realocando-os em outros voos e fornecendo
alimentação Ausência de demonstração de que os autores
tenham sofrido danos psicológicos, lesão a algum direito de

FERES
personalidade ou ofensa à sua honra ou imagem

RANGEL
Circunstâncias fáticas a indicarem mero dissabor cotidiano

ANTONIO
RECURSO PROVIDO.

por RENATO
por GUSTAVO
digitalmente

Trata-se de recurso de apelação interposto contra


digitalmente

sentença, cujo relatório se adota, que, em “ação de indenização por danos


morais”, ajuizada por NAIARA BITENCOURTT, ELISETE DA SILVA
assinado
assinado

ANTÔNIO, ALBERTINO SERGIO ANTÔNIO FILHO e ANDREI DA SILVA


original,

ANTÔNIO contra VRG LINHAS AÉREAS S/A, julgou parcialmente


original,

procedente o pedido inicial, “para o fim de condenar a ré ao pagamento de


dodo

indenização por danos morais no valor de R$5.000,00 para cada um dos


cópia
documentoé écópia

autores, com atualização pela tabela prática do E. Tribunal de Justiça a


Este documento

Apelação Cível n.º 1017163-40.2018.8.26.0003 - São Paulo - Voto nº 24.885


Este
. em 28/05/2020 às 09:47 , sob o número WPEN20700597360
fls. 77
fls. 163

3
PODER JUDICIÁRIO
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO

1017163-40.2018.8.26.0003 e código BA2F4BA.


BF8A83A.
partir desta data e juros moratórios de 1% ao mês contados da citação” (fls.
108/110).

Recorre a ré. Sustenta que os supostos transtornos

Para conferir o original, acesse o site https://esaj.tjsp.jus.br/pastadigital/sg/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 1003182-61.2020.8.26.0006


mencionados pelos autores ocorreram em razão da necessidade de se

protocolado
realizar a manutenção da aeronave, conforme relatório de atraso por motivo
técnico já acostado aos autos. Afirma que a manutenção em questão não

18:24
Paulo, .
estava programada, tendo sido constatada sua necessidade no momento da

de Saoàs
decolagem, de modo que inexiste nexo de causalidade entre os danos que

07/05/2019
os autores alegam ter suportado e a conduta da requerida. Salienta que

emEstado
prestou toda a assistência necessária aos passageiros, cumprindo fielmente

autosdo
o disposto na Resolução nº 400 da Agência Nacional de Aviação Civil

nosJustica
(ANAC), “com a consequente reacomodação no próximo voo, com a maior

Tribunal de
brevidade possível” (fl. 118). Argumenta que, em caso de manutenção

PAIXAO e liberado
devido a problemas técnicos na aeronave, não há dano moral a ser

DESINANO,
indenizado, haja vista que o principal interesse é a segurança dos
passageiros. Ressalta que a causa do atraso narrado pelos autores

FERES
configura excludente de responsabilidade civil. Destaca que, diante de fato

RANGEL
alheio à sua vontade, agiu de forma escorreita, de modo a cumprir o

ANTONIO
disposto no artigo 741 do Código Civil. Subsidiariamente, pugna pela

por RENATO
por GUSTAVO
redução do quantum indenizatório arbitrado pelo juízo singular. digitalmente

Recurso recebido e contrariado (fls. 208/216).


digitalmente

É o relatório.
assinado
assinado

PASSO A VOTAR.
original,
original,
dodo

Os autores narraram, na petição inicial, que adquiriram


cópia
documentoé écópia

passagens aéreas da ré com origem em Navegantes (SC), tendo como


destino a cidade de Santiago (Chile), realizando conexão no Rio de Janeiro
Este documento

Apelação Cível n.º 1017163-40.2018.8.26.0003 - São Paulo - Voto nº 24.885


Este
. em 28/05/2020 às 09:47 , sob o número WPEN20700597360
fls. 78
fls. 164

4
PODER JUDICIÁRIO
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1017163-40.2018.8.26.0003 e código BA2F4BA.


BF8A83A.
(RJ). Afirmaram que, após embarcarem na aeronave que realizaria o
primeiro trecho da viagem, entre Navegantes e Rio de Janeiro, o
comandante solicitou aos passageiros que desembarcassem, em virtude de
motivos técnicos. Alegaram que se dirigiram ao balcão de atendimento da ré

Para conferir o original, acesse o site https://esaj.tjsp.jus.br/pastadigital/sg/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 1003182-61.2020.8.26.0006


para obter informações acerca do motivo do cancelamento, mas nada lhes

protocolado
foi informado. Acrescentaram que, após uma hora, foram informados por
funcionários da ré que perderiam o voo de conexão do Rio de Janeiro e que

18:24
Paulo, .
a única alternativa que lhes restou seria embarcar em voo com destino ao

de Saoàs
Aeroporto de Congonhas, em São Paulo (SP), “e depois seguirem para o

07/05/2019
aeroporto de Guarulhos para realizarem voo para Santiago às 21h30min,

emEstado
chegando ao destino final somente às 02h00 da madrugada” (fl. 02).

autosdo
Mencionaram que a requerida poderia tê-los realocado em voos operados

nosJustica
por outras companhias aéreas, a fim de mitigar o atraso. Aduziram, ainda,

Tribunal de
que, já no Aeroporto de Congonhas, tiveram de aguardar por cerca de

PAIXAO e liberado
1h30min para retirada de suas bagagens, “fato que por pouco não

DESINANO,
ocasionou a perda do ônibus com destino à Guarulhos” (fl. 02).

FERES
Ainda segundo consta da exordial, ao chegarem no

RANGEL
Aeroporto de Guarulhos (SP), pleitearam a realocação em voo mais próximo

ANTONIO
de companhia parceira, o que lhes foi negado pela ré. Afirmaram que

por RENATO
por GUSTAVO
somente lhes foram fornecidos vouchers para alimentação após muita
insistência. Ressaltaram, por fim, que o voo com destino a Santiago (Chile)
digitalmente

partiu com mais de uma hora de atraso, “ocasionando um atraso total de 13


digitalmente

horas em relação ao cronograma original” (fl. 03).


assinado
assinado

Nesse contexto, os autores ajuizaram a presente


demanda, pleiteando, a condenação da ré ao pagamento de indenização
original,
original,

por dano moral.


dodo
cópia
documentoé écópia

O D. Juízo a quo julgou parcialmente procedente o


pedido formulado pelos autores, nos seguintes termos (fls. 108/110):
Este documento

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Este
. em 28/05/2020 às 09:47 , sob o número WPEN20700597360
fls. 79
fls. 165

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1017163-40.2018.8.26.0003 e código BA2F4BA.


BF8A83A.
“A ação é parcialmente procedente.
Inegável que a situação diz respeito à
responsabilidade civil do transportador e, nesse caso,
incidem as regras do Código de Defesa do Consumidor,
de modo que, na hipótese de pretensão defeituosa do
serviço, o prestador responde pelos danos causados

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independentemente de culpa, nos termos do art. 14,
caput, do referido diploma.

protocolado
No caso vertente, a demandada não impugnou a
ocorrência do atraso que gerou a perda da conexão,

18:24 .
afirmando que o fato se deu em razão de problemas

Paulo,
técnicos na aeronave. No entanto, em que pese o

de Saoàs
articulado, eventual ocorrência de falha mecânica, por si

07/05/2019
só, não afasta a responsabilidade da ré por prejuízos
causados a seus consumidores em decorrência desse

emEstado
fato.
Ademais, a necessidade de manutenção não

autosdo
programada no avião é situação previsível e que se inclui

nosJustica
dentro do risco de atividade da companhia, que deve
suportá-lo, além de tomar as medidas preventivas

Tribunal de
PAIXAO e liberado
adequadas a fim de evitar transtornos aos seus
consumidores, reacomodando-os em outros voos,
prestando-lhes informações adequadas, bem como o

DESINANO,
devido suporte, o que, no caso em análise, não ocorreu.
Assim, caberia à demandada, atuante no ramo
do transporte aéreo, promover o necessário para evitar

FERES
situações com as descritas na inicial, adotando todas as

RANGEL
medidas preventivas pertinentes. Resta, portanto,

ANTONIO
caracterizada a ineficiência do serviço prestado pela ré,
permitindo concluir pela incidência da situação descrita no
por RENATO
art. 14 do CDC, a fim de que seja condenada a indenizar
por GUSTAVO
a parte autora pelos aborrecimentos causados pelo
atraso, já que os transtornos superam o aceitável e a
situação merece reparo.
digitalmente

Narram os autores que houve um atraso de


digitalmente

treze horas para chegar ao destino final. Ora, é evidente


que tal situação ultrapassa o mero dissabor.
assinado

Destarte, estabelecido o dever da ré em


assinado

indenizar a autora pelos danos morais, com observância


ao critério da razoabilidade, segundo o qual o magistrado,
original,

com prudência, deve verificar a existência do dano moral


original,

e, com cautela, estabelecer o respectivo montante, fixo o


valor da verba indenizatória em R$ 5.000,00 para cada
dodo
cópia

um dos autores, importância que se mostra suficiente e


documentoé écópia

adequada para reparação dos danos causados, não


comportando acolhimento o valor pretendido na inicial,
Este documento

Apelação Cível n.º 1017163-40.2018.8.26.0003 - São Paulo - Voto nº 24.885


Este
. em 28/05/2020 às 09:47 , sob o número WPEN20700597360
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BF8A83A.
porquanto elevado.
Ante o exposto, com fundamento no art. 487,
inciso I, do Código de Processo Civil, JULGO
PARCIALMENTE PROCEDENTE a demanda para o fim
de condenar a ré ao pagamento de indenização por
danos morais no valor de R$5.000,00 para cada um dos

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autores, com atualização pela tabela prática do E.
Tribunal de Justiça a partir desta data e juros moratórios

protocolado
de 1% ao mês contados da citação. Em razão da mínima
sucumbência da parte autora, arcará a ré com o

18:24 .
pagamento das custas e despesas processuais, bem

Paulo,
como honorários advocatícios de 10% do valor da

de Saoàs
condenação atualizado. Interposto recurso de apelação,

07/05/2019
intime-se a parte contrária para contrarrazões, remetendo-
se em seguida ao E. Tribunal de Justiça deste Estado,

emEstado
nos termos do artigo 1.009, §§ 1º, 2º e 3º, do CPC,
observadas as cautelas legais. Após o trânsito em

autosdo
julgado, aguarde-se por 30 dias. Nada sendo requerido,

nosJustica
arquivem-se os autos, com as cautelas de praxe.”

Tribunal de
PAIXAO e liberado
Contra esta decisão insurge-se a ré, ora apelante.

DESINANO,
Respeitado o entendimento do D. Juízo a quo, a

FERES
pretensão merece acolhida.

RANGEL
ANTONIO
Com efeito, a situação narrada nos autos não denota a

por RENATO
ocorrência de danos morais, mas tão somente aborrecimentos ordinários por GUSTAVO
decorrentes de descumprimento contratual.
digitalmente
digitalmente

É incontroverso que o voo em que os autores


embarcariam em Navegantes (SC), com partida prevista às 06h15 do dia
assinado

24/08/2018, com destino ao Rio de Janeiro (RJ), sofreu atraso.


assinado
original,
original,

De fato, a requerida admitiu o atraso e justificou que tal


dodo

fato decorreu de necessidade de manutenção técnica não prevista na


cópia
documentoé écópia

aeronave que prestaria o serviço de transporte.


Este documento

Apelação Cível n.º 1017163-40.2018.8.26.0003 - São Paulo - Voto nº 24.885


Este
. em 28/05/2020 às 09:47 , sob o número WPEN20700597360
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PODER JUDICIÁRIO
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO

1017163-40.2018.8.26.0003 e código BA2F4BA.


BF8A83A.
De igual modo, não há controvérsia quanto ao fato de
que a requerida ofereceu aos autores reacomodação em voo que partiu de
Navegantes (SC) com destino a São Paulo (SP), às 10h do mesmo dia
24/08/2018. Acrescente-se que os próprios autores demonstraram que,

Para conferir o original, acesse o site https://esaj.tjsp.jus.br/pastadigital/sg/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 1003182-61.2020.8.26.0006


após cumprido a etapa doméstica em tal voo, foram realocados em voo com

protocolado
destino a Santiago (Chile) às 21h30, também do dia 24/08/2018 (fls. 39/40).

18:24
Paulo, .
Outrossim, é inequívoco que a ré prestou assistência

de Saoàs
aos autores, fornecendo vouchers para alimentação (fls. 61/62), o que é

07/05/2019
admitido pelos requerentes.

emEstado
autosdo
Nesse contexto, é forçoso concluir que inexistem

nosJustica
indícios de que os autores tenham sofrido danos psicológicos, lesão a algum

Tribunal de
direito de personalidade ou ofensa à sua honra ou imagem.

PAIXAO e liberado
DESINANO,
A esse respeito, confira-se entendimento da mais
abalizada doutrina:

RANGELFERES
“Só deve ser reputado como dano moral a dor,

ANTONIO
vexame, sofrimento ou humilhação que, fugindo à
normalidade, interfira intensamente no comportamento

por RENATO
psicológico do indivíduo, causando-lhe aflições, angústia
e desequilíbrio em seu bem-estar. Mero dissabor, por GUSTAVO
aborrecimento, mágoa, irritação ou sensibilidade
exacerbada estão fora da órbita do dano moral,
digitalmente

porquanto, além de fazerem parte da normalidade do


digitalmente

nosso dia-a-dia, no trabalho, no trânsito, entre os amigos


e até no ambiente familiar, tais situações não são
intensas e duradouras, a ponto de romper o equilíbrio
assinado

psicológico do indivíduo. Se assim não se entender,


assinado

acabaremos por banalizar o dano moral, ensejando ações


original,

judiciais em busca de indenizações pelos mais triviais


original,

aborrecimentos” (Sérgio Cavalieri Filho, Programa de


Responsabilidade Civil. 7ª ed. Rio de Janeiro: Forense,
dodo

2007, p. 80).
cópia
documentoé écópia
Este documento

Apelação Cível n.º 1017163-40.2018.8.26.0003 - São Paulo - Voto nº 24.885


Este
. em 28/05/2020 às 09:47 , sob o número WPEN20700597360
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fls. 168

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1017163-40.2018.8.26.0003 e código BA2F4BA.


BF8A83A.
Ressalta-se que o Superior Tribunal de Justiça, em
recente julgado, firmou o entendimento no sentido de que atrasos em voo
operados por companhias aéreas não constituem hipótese de dano moral “in
re ipsa”, necessitando-se de provas dos efetivos prejuízos extrapatrimoniais

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sofridos para que tenha lugar a indenização.

protocolado
Nesse sentido:

18:24
Paulo,
de Saoàs .
“DIREITO DO CONSUMIDOR E CIVIL.

07/05/2019
RECURSO ESPECIAL. AÇÃO DE REPARAÇÃO DE
DANOS MATERIAIS E COMPENSAÇÃO DE DANOS

emEstado
MORAIS. PREQUESTIONAMENTO. AUSÊNCIA.
SÚMULA 282/STF. ATRASO EM VOO INTERNACIONAL.

autosdo
DANO MORAL NÃO CONFIGURADO. EXTRAVIO DE

nosJustica
BAGAGEM. ALTERAÇÃO DO VALOR FIXADO A TÍTULO
DE DANOS MORAIS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 7/STJ.

Tribunal de
1. Ação de reparação de danos materiais e

PAIXAO e liberado
compensação de danos morais, tendo em vista falha na
prestação de serviços aéreos, decorrentes de atraso de

DESINANO,
voo internacional e extravio de bagagem.
2. Ação ajuizada em 03/06/2011. Recurso
especial concluso ao gabinete em 26/08/2016.

FERES
Julgamento: CPC/73.

RANGEL
3. O propósito recursal é definir i) se a

ANTONIO
companhia aérea recorrida deve ser condenada a
compensar os danos morais supostamente sofridos pelo

por RENATO
recorrente, em razão de atraso de voo internacional; e ii)
se o valor arbitrado a título de danos morais em virtude do por GUSTAVO
extravio de bagagem deve ser majorado.
4. A ausência de decisão acerca dos
digitalmente

argumentos invocados pelo recorrente em suas razões


digitalmente

recursais impede o conhecimento do recurso especial.


5. Na específica hipótese de atraso de voo
operado por companhia aérea, não se vislumbra que
assinado

o dano moral possa ser presumido em decorrência da


assinado

mera demora e eventual desconforto, aflição e


transtornos suportados pelo passageiro. Isso porque
original,
original,

vários outros fatores devem ser considerados a fim


de que se possa investigar acerca da real ocorrência
dodo

do dano moral, exigindo-se, por conseguinte, a prova,


cópia
documentoé écópia

por parte do passageiro, da lesão extrapatrimonial


sofrida.
Este documento

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Este
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BF8A83A.
6. Sem dúvida, as circunstâncias que
envolvem o caso concreto servirão de baliza para a
possível comprovação e a consequente constatação
da ocorrência do dano moral. A exemplo, pode-se
citar particularidades a serem observadas: i) a

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averiguação acerca do tempo que se levou para a
solução do problema, isto é, a real duração do atraso;
ii) se a companhia aérea ofertou alternativas para

protocolado
melhor atender aos passageiros; iii) se foram
prestadas a tempo e modo informações claras e

18:24 .
precisas por parte da companhia aérea a fim de

Paulo,
amenizar os desconfortos inerentes à ocasião; iv) se

de Saoàs
foi oferecido suporte material (alimentação,

07/05/2019
hospedagem, etc.) quando o atraso for considerável;
v) se o passageiro, devido ao atraso da aeronave,

emEstado
acabou por perder compromisso inadiável no destino,
dentre outros.

autosdo
7. Na hipótese, não foi invocado nenhum fato

nosJustica
extraordinário que tenha ofendido o âmago da
personalidade do recorrente. Via de consequência,

Tribunal de
PAIXAO e liberado
não há como se falar em abalo moral indenizável.
8. Quanto ao pleito de majoração do valor a
título de danos morais, arbitrado em virtude do extravio de

DESINANO,
bagagem, tem-se que a alteração do valor fixado a título
de compensação dos danos morais somente é possível,
em recurso especial, nas hipóteses em que a quantia

FERES
estipulada pelo Tribunal de origem revela-se irrisória ou

RANGEL
exagerada, o que não ocorreu na espécie, tendo em vista

ANTONIO
que foi fixado em R$ 5.000,00 (cinco mil reais).
9. Recurso especial parcialmente conhecido e,
por RENATO
nessa extensão, não provido” (REsp 1584465/MG, Rel.
por GUSTAVO
Ministra NANCY ANDRIGHI, TERCEIRA TURMA, julgado
em 13/11/2018, DJe 21/11/2018, grifo nosso).
digitalmente
digitalmente

Por fim, é oportuno registrar que não se ignora a


assinado

alegação dos autores no sentido de que seria possível à ré que os


assinado

realocassem em voos mais próximos, operados por outras companhias


original,

aéreas, de modo a mitigar o atraso de 13 horas que experimentaram.


original,
dodo

Contudo, nem mesmo há nos autos prova segura nesse


cópia
documentoé écópia

sentido, haja vista que os documentos por meio dos quais os autores
Este documento

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BF8A83A.
pretendem demonstrar tal possibilidade, referem-se a pesquisas de voos
com partida em 26/10/2018, ao passo que a situação narrada ocorreu em
24/08/2018.

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Portanto, diante da ausência de outros elementos que

protocolado
pudessem apontar a ocorrência de dano moral, necessário o afastamento
da pretensão indenizatória dos autores.

18:24
Paulo,
de Saoàs .
Ante o exposto, pelo meu voto, dou provimento ao

07/05/2019
recurso. Em razão da sucumbência, deverão os autores arcar com o

emEstado
pagamento das custas e despesas processuais, além de honorários

autosdo
advocatícios em favor do patrono da ré, fixados em 10% do valor da causa.

nosJustica
Tribunal de
PAIXAO e liberado
Renato Rangel Desinano
Relator

documentoé écópia
Este documento dodo
cópia original,
original, assinado
assinado digitalmente
digitalmente por RENATO
por GUSTAVO RANGEL
ANTONIO DESINANO,
FERES

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Este
.
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PODER JUDICIÁRIO
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Registro: 2020.0000147179

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ACÓRDÃO

Vistos, relatados e discutidos estes autos de Apelação Cível nº 1016267-


94.2018.8.26.0003, da Comarca de São Paulo, em que é apelante VRG - LINHAS
AÉREAS S/A (VARIG), é apelada ELAINE DE ALMEIDA GUERRA.

ACORDAM, em sessão permanente e virtual da 24ª Câmara de Direito Privado


do Tribunal de Justiça de São Paulo, proferir a seguinte decisão: POR MAIORIA DE
VOTOS, DERAM PROVIMENTO AO RECURSO, VENCIDA A RELATORA
SORTEADA, QUE NEGAVA PROVIMENTO E DECLARARÁ VOTO. ACÓRDÃO
COM O 3º JUIZ., de conformidade com o voto do relator, que integra este acórdão.

O julgamento teve a participação dos Desembargadores PLINIO NOVAES DE


ANDRADE JÚNIOR, vencedor, DENISE ANDRÉA MARTINS RETAMERO
(Presidente), vencida, DENISE ANDRÉA MARTINS RETAMERO (Presidente),
SALLES VIEIRA, WALTER BARONE E JONIZE SACCHI DE OLIVEIRA.

São Paulo, 2 de março de 2020.

RELATOR DESIGNADO
Assinatura Eletrônica
.
Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por GUSTAVO ANTONIO FERES PAIXAO e Tribunal de Justica do Estado de Sao Paulo, protocolado em 28/05/2020 às 09:47 , sob o número WPEN20700597360
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PODER JUDICIÁRIO
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VOTO Nº 15904
APELAÇÃO Nº 1016267-94.2018.8.26.0003

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COMARCA: SÃO PAULO 5ª VARA CÍVEL DO FORO REGIONAL DO
JABAQUARA
APELANTE: GOL LINHAS AÉREAS S/A (VRG LINHAS AÉREAS S/A)
APELADA: ELAINE DE ALMEIDA GUERRA
JUIZ PROLATOR DA SENTENÇA: DR. GUSTAVO SANTINI TEODORO
RELATORA SORTEADA: DESEMBARGADORA DENISE ANDRÉA
MARTINS RETAMERO (VOTO Nº 9241)

AÇÃO DE INDENIZAÇÃO POR DANOS MATERIAIS E


MORAIS Cancelamento de voo Justificativa apresentada pela
companhia aérea de que a aeronave apresentou defeitos mecânicos
Autora que foi acomodada em hotel, tendo a companhia aérea
oferecido voucher alimentação no período em que aguardava outro
voo Não obstante os inegáveis transtornos acarretados à
passageira em razão do cancelamento do voo, não ficou
evidenciado dano moral indenizável, levando em conta a
complexidade do voo, que somente pode ocorrer em total
segurança aos passageiros Inexistência de dano moral
indenizável em razão de transtornos, perturbações ou
aborrecimentos que as pessoas sofrem no seu dia a dia,
frequentes na vida de qualquer indivíduo Inocorrência de
dano moral indenizável – Recurso provido, neste aspecto.
DANO MATERIAL - Ausência de prova do nexo de causalidade
entre o atraso do voo e a despesa com passagem de ônibus para
transporte da autora, entre o aeroporto e a cidade na qual ela reside
- Ressarcimento de dano material incabível – Ação improcedente
Em razão da sucumbência, arca a autora com o pagamento das
custas processuais e honorários advocatícios fixados em 10%
sobre o valor da causa, corrigido a partir do ajuizamento da ação
RECURSO PROVIDO, POR MAIORIA DE VOTOS.

Trata-se de “ação de indenização por danos materiais e


morais”, ajuizada por ELAINE DE ALMEIDA GUERRA contra GOL LINHAS
AÉREAS, julgada procedente pela respeitável sentença de fls. 130/135, cujo
relatório adoto, que condenou a ré ao pagamento da quantia de R$ 10.000,00, a
título de indenização por dano moral, com atualização monetária, pela tabela
prática adotada por este Egrégio Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo,
desde a data da sentença, e acrescida de juros moratórios, à taxa legal de 1% ao
Apelação Cível nº 1016267-94.2018.8.26.0003 - 2
.
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fls. 87

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mês, contados a partir da citação, bem como ao pagamento do montante de R$


94,04, a título de indenização de danos materiais, com atualização monetária pela

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referida tabela desde o desembolso, e acrescido de juros moratórios à taxa legal
de 1% ao mês, a partir da citação. Em razão da sucumbência, a ré foi condenada
ao pagamento das custas processuais e honorários advocatícios fixados em 10%
do valor da condenação.
Inconformada, a ré recorreu (fls. 137/163), ficando adotado
o seguinte relatório da lavra da ilustre Desembargadora Relatora sorteada, que
ficou vencida:
“Trata-se de Recurso de Apelação interposto contra r.
sentença, cujo relatório se adota, que julgou procedente o pedido, condenando a
ré no pagamento da quantia de R$10.000,00, a título de indenização de danos
morais, com atualização monetária pela tabela prática do TJSP desde a data
desta sentença e juros moratórios à taxa legal de 1% ao mês a partir da citação.
Condenou, ainda, a ré no pagamento também da quantia
de R$ 94,04, como indenização de danos materiais, com atualização monetária
pela referida tabela desde o desembolso e juros moratórios à taxa legal de 1% ao
mês a partir da citação.
Por fim, condenou a ré no pagamento das despesas e dos
honorários advocatícios arbitrados em 10% (dez) por cento do valor da
condenação (arts. 82, § 2º, e 85, §2º, do CPC).
Insurge-se a Ré, alegando, em síntese, que os supostos
transtornos ocorreram em razão da necessidade de se proceder à manutenção
da aeronave, por motivos de segurança, uma vez que foi necessária a realização
de reparos técnicos; a manutenção não programada ocorreu em razão de um
defeito na aeronave, evento que ocasionou a quebra do nexo de causalidade
entre os alegados suportados e a conduta da Apelante; prestou toda a assistência
aos seus clientes; quando se trata de problemas técnicos na aeronave, não há
que se falar em indenização a título de danos morais, vez que o principal
interesse é a segurança dos passageiros; foi disponibilizada hospedagem, bem
como a reacomodação para outro vôo com a maior brevidade possível; inexiste
dano moral; o valor indenizatório é excessivo; os juros de mora e a correção

Apelação Cível nº 1016267-94.2018.8.26.0003 - 3


.
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fls. 88

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monetária devem incidir a partir da data do julgamento da sentença e que inexiste


dano material a indenizar, pois a Apelada não comprovou ter, efetivamente,

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suportado qualquer prejuízo desta ordem.
Pleiteia o provimento do recurso.
Houve as contrarrazões.
É o relatório.”

É o relatório.

Respeitado o entendimento da Eminente Relatora


sorteada, e do Meritíssimo Juiz sentenciante, o recurso comporta provimento.

Com efeito, a pretensão da autora de receber indenização


a título de dano moral, está fundada nos aborrecimentos decorrentes do atraso do
voo por aproximadamente 12 horas, o qual ocorreu, segundo a empresa aérea,
em razão de problema mecânico na aeronave.

Todavia, é bem de ver que reparos na aeronave são


necessários à segurança do vôo. Assim, atrasos desta natureza, conquanto
acarretem inegáveis transtornos aos passageiros, são fatos imprevisíveis uma
vez que a aeronave só pode decolar quando oferecer total segurança aos
passageiros.

Ademais, segundo consta dos autos, a autora foi


acomodada em hotel e recebeu voucher alimentação durante o período em que
aguardou outro voo.

Cumpre salientar que, não é devida indenização, sob o


rótulo de "dano moral", em razão de transtornos, perturbações ou
aborrecimentos que as pessoas sofrem no seu dia a dia, frequentes na vida
de qualquer indivíduo, que não demonstrou ter sofrido qualquer abalo
psicológico, ou alteração do seu comportamento habitual, em razão destes
contratempos.

Apelação Cível nº 1016267-94.2018.8.26.0003 - 4


.
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fls. 89

PODER JUDICIÁRIO
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A este respeito, vale lembrar a advertência do eminente


Antônio Jeová Santos:

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“Nota-se nos pretórios uma avalanche de demandas que
pugnam pela indenização de dano moral, sem que exista aquele substrato
necessário para ensejar o ressarcimento. Está-se vivendo uma experiência em
que todo e qualquer abespinhamento dá ensanchas a pedidos de indenização.

Não é assim, porém. Conquanto existam pessoas cuja


suscetibilidade aflore na epiderme, não se pode considerar que qualquer mal-
estar seja apto para afetar o âmago, causando dor espiritual. Quando alguém diz
ter sofrido prejuízo espiritual, mas este é consequência de uma sensibilidade
exagerada ou de uma suscetibilidade extrema, não existe reparação. Para que
exista dano moral é necessário que a ofensa tenha alguma grandeza e esteja
revestida de certa importância e gravidade” (Dano moral indenizável, Antonio
Jeová Santos, Editora Revista dos Tribunais, 2003, página 111).

Na espécie, não obstante os inegáveis transtornos


acarretados à passageira em razão da demora da decolagem, não ficou
evidenciado dano moral indenizável, levando em conta a complexidade do voo,
que somente pode ocorrer em total segurança aos passageiros. Os contratempos
informados pela autora em razão do cancelamento do voo não acarretam dano
moral passível de reparação.

Neste sentido, são os seguintes precedentes deste


Egrégio Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo:

“Transporte aéreo. Indenização. Danos morais.


Cancelamento de voo. Assistência material disponibilizada pela ré aos
passageiros, com acomodação em hotel e alimentação. Ausência de
comprovação de danos passíveis de indenização. Situação que sugere
aborrecimento, contudo, sem o potencial lesivo. Responsabilidade objetiva da
companhia aérea que, para que haja condenação à indenização, requer a
comprovação do dano, inocorrente, na hipótese. Sentença reformada para julgar

Apelação Cível nº 1016267-94.2018.8.26.0003 - 5


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fls. 90

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improcedente o pedido. Apelação provida” (Apelação


1061629-56.2017.8.26.0100 Relator: Desembargador Sebastião Flávio 23ª

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Câmara de Direito Privado Data do julgamento: 27/08/2018 Data de
publicação: 27/08/2018).

“AÇÃO DE INDENIZAÇÃO POR DANO MORAL


Contrato de transporte aéreo Autores que alegaram ter sofrido dano moral em
virtude da chegada no destino cerca de 13 horas após o horário inicialmente
previsto Sentença que condenou a ré ao pagamento de indenização
Insurgência da requerida Cabimento Ausência de dano moral Hipótese em
que, conquanto incontroverso o atraso narrado pelos autores, os elementos dos
autos indicam que a companhia requerida prestou a devida assistência aos
requerentes, realocando-os em outros voos e fornecendo alimentação Ausência
de demonstração de que os autores tenham sofrido danos psicológicos, lesão a
algum direito de personalidade ou ofensa à sua honra ou imagem
Circunstâncias fáticas a indicarem mero dissabor cotidiano RECURSO
PROVIDO” (Apelação 1017163-40.2018.8.26.0003 Relator: Desembargador
Renato Rangel Desinano 11ª Câmara de Direito Privado Data do julgamento:
07/05/2019 Data de publicação: 07/05/2019).

Além disto, não ficou demonstrado nos autos que a autora


foi preterida na realocação de outros voos com o mesmo destino. Assim que
possível, a empresa aérea ré disponibilizou outro voo à autora, oferecendo
acomodação e alimentação neste período.

De outra parte, a autora não comprovou, tal como lhe


competia, a teor do artigo 373, inciso I, do novo Código de Processo Civil, o
alegado prejuízo material, cujo ressarcimento foi pleiteado. Com efeito, não há,
nos autos, qualquer prova de que a autora estaria dispensada de comprar
passagem de ônibus para ir, do aeroporto no Rio de Janeiro ao município onde
reside, caso não tivesse ocorrido atraso no aludido voo. Nestas condições, mostra-
se incabível o pretendido ressarcimento do valor da mencionada passagem de
ônibus, desembolsado para a sua locomoção entre o aeroporto e a cidade na

Apelação Cível nº 1016267-94.2018.8.26.0003 - 6


.
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qual ela reside, dada a ausência de prova do nexo de causalidade entre o atraso
do voo e esta despesa.

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Bem por isso, a presente ação é improcedente.
Ante o exposto, por maioria de votos, dá-se provimento
ao recurso para julgar a ação improcedente. Em razão da sucumbência, fica a
autora condenada ao pagamento das custas, despesas processuais e honorários
advocatícios fixados em 10% sobre o valor da causa, corrigido a partir do
ajuizamento da ação. Ficam prequestionadas as matérias alegadas pelas partes,
para fins de interposição de recursos perante os Tribunais Superiores.

PLINIO NOVAES DE ANDRADE JUNIOR


RELATOR DESIGNADO

Apelação Cível nº 1016267-94.2018.8.26.0003 - 7


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fls. 94

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4861368

Autenticação:
Nire: 33300276726
Empresa: VRG LINHAS AEREAS S/A

Protocolo: 0020163461368 - 19/09/2016


Junta Comercial do Estado do Rio de Janeiro

Arquivamentos: 00002951429, 00002951429 - 22/09/2016


CERTIFICO O DEFERIMENTO EM 21/09/2016, E O REGISTRO SOB O NIRE E DATA ABAIXO.
fls. 95

Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por GUSTAVO ANTONIO FERES PAIXAO e Tribunal de Justica do Estado de Sao Paulo, protocolado em 28/05/2020 às 09:47 , sob o número WPEN20700597360 .
Para conferir o original, acesse o site https://esaj.tjsp.jus.br/pastadigital/sg/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 1003182-61.2020.8.26.0006 e código BA2F4C2.
4861369

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4861370

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autenticação.
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SUBSTABELECIMENTO

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Substabeleço, com reservas, na pessoa de TALITA NATASSIA DE PAIVA IMAMURA, inscrito (a) na
Ordem dos Advogados do Brasil, Seção SP sob o nº. 252.586, BEATRIZ INOJOSA SILVA, inscrito (a)
na Ordem dos Advogados do Brasil, Seção SP sob o nº. 252.753, ANDREZA FERREIRA DE
ALMEIDA VIEIRA SANTOS, inscrito (a) na Ordem dos Advogados do Brasil, Seção SP sob o nº.
379.747, ANNE PESCE DO PATROCÍNIO, inscrito (a) na Ordem dos Advogados do Brasil, Seção SP
sob o nº. 279.078, CONSTANTINO CHAHIN DE MELLO ARAUJO, inscrito (a) na Ordem dos
Advogados do Brasil, Seção SP sob o nº. 276.526, DANIELA FABRICIO DONEGANA ALVES,
inscrito (a) na Ordem dos Advogados do Brasil, Seção SP sob o nº. 200.790, DOMINGOS PEREIRA
JUNIOR, inscrito (a) na Ordem dos Advogados do Brasil, Seção SP sob o nº. 264.700, ELZA
RAIMUNDO PINOTTI, inscrito (a) na Ordem dos Advogados do Brasil, Seção SP sob o nº. 140.962,
LUIZ CARLOS DE MATOS FILHO, inscrito (a) na Ordem dos Advogados do Brasil, Seção SP sob o
nº. 293.589, PATRÍCIA FELICIANO PEIXE, inscrito (a) na Ordem dos Advogados do Brasil, Seção SP
sob o nº. 347.370, PRISCILA FELICIANO PEIXE, inscrito (a) na Ordem dos Advogados do Brasil,
Seção SP sob o nº. 283.591, SIMONE CASTIGLIONE NOGUEIRA, inscrito (a) na Ordem dos
Advogados do Brasil, Seção SP sob o nº. 178.506, THIAGO CURY PROENÇA, inscrito (a) na Ordem
dos Advogados do Brasil, Seção SP sob o nº. 287.708, TAIS DE AZEVEDO NASCIMENTO, inscrito
(a) na Ordem dos Advogados do Brasil, Seção SP sob o nº. 279.060, ALINE INAGAKI DE SOUSA,
inscrito (a) na Ordem dos Advogados do Brasil, Seção SP sob o nº. 371.514, CAIO CESAR SOUZA
MOREIRA, inscrito (a) na Ordem dos Advogados do Brasil, Seção SP sob o nº. 353.964, EDUARDO
PAIXÃO DA SILVA, inscrito (a) na Ordem dos Advogados do Brasil, Seção SP sob o nº. 320.812,
JULIANA CURADO DE SANTOS LIMA, inscrito (a) na Ordem dos Advogados do Brasil, Seção SP
sob o nº. 409.169, JULLYANA CRUZ DE SOUZA, inscrito (a) na Ordem dos Advogados do Brasil,
Seção SP sob o nº. 354.367, PRISCILLA OLIVA FAINGEZICHT, inscrito (a) na Ordem dos
Advogados do Brasil, Seção SP sob o nº. 337.856, TALITA MYABE CARDOSO, inscrito (a) na Ordem
dos Advogados do Brasil, Seção SP sob o nº. 187.434, VANDERCI AMARAL, inscrito (a) na Ordem dos
Advogados do Brasil, Seção SP sob o nº. 264.762, VANESSA SANCHES DIB, inscrito (a) na Ordem dos
Advogados do Brasil, Seção SP sob o nº. 324.828, VIRGINIA SANTOS LEITE KIYOTA, inscrito (a) na
Ordem dos Advogados do Brasil, Seção SP sob o nº. 147.957, SIMONE SOUZA DOS SANTOS, inscrito
(a) na Ordem dos Advogados do Brasil, Seção SP sob o nº. 275.234, NARA DE ALMEIDA, inscrito (a)
na Ordem dos Advogados do Brasil, Seção SP sob o nº. 327.581, RAQUEL GOMES DA CRUZ, inscrito
(a) na Ordem dos Advogados do Brasil, Seção SP sob o nº. 264.004, MARIANA FABRIS, inscrito (a) na
.
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Ordem dos Advogados do Brasil, Seção SP sob o nº. 277.295, MAYARA CUNHA SERRANO, inscrito
(a) na Ordem dos Advogados do Brasil, Seção SP sob o nº. 438.635, PAOLA ANDREIA PALLARETTI,
inscrito (a) na Ordem dos Advogados do Brasil, Seção SP sob o nº. 265.914, TAMARA KOSICKI
VICENTE CORREA, inscrito (a) na Ordem dos Advogados do Brasil, Seção SP sob o nº. 354.703,
DANIELA GAVIÃO, inscrito (a) na Ordem dos Advogados do Brasil, Seção SP sob o nº. 226.106,
ALANY LOPES DOS REIS, inscrito (a) na Ordem dos Advogados do Brasil, Seção SP sob o nº. 176.566,
GISELE DE MOURA GALACCI, inscrito (a) na Ordem dos Advogados do Brasil, Seção SP sob o nº.
331.374, JANAINA BUENO DELLA VEDOVA, inscrito (a) na Ordem dos Advogados do Brasil, Seção
SP sob o nº. 353.612, JESSICA BEZERRA MARQUES, inscrito (a) na Ordem dos Advogados do Brasil,
Seção SP sob o nº. 376.690, LUCIANA DA COSTA MELO, inscrito (a) na Ordem dos Advogados do
Brasil, Seção SP sob o nº. 139.912, MARICELMA SUELI ROCHA, inscrito (a) na Ordem dos
Advogados do Brasil, Seção SP sob o nº. 240.863, PRISCILLA DE ARAUJO SILVA MENEZES,
inscrito (a) na Ordem dos Advogados do Brasil, Seção SP sob o nº. 188.168, VALERIA POZEBOM
RUAS ALMEIDA, inscrito (a) na Ordem dos Advogados do Brasil, Seção SP sob o nº. 263.287,
CAROLINE FERNANDES COSTA, inscrito (a) na Ordem dos Advogados do Brasil, Seção SP sob o nº.
324.550, ALESSANDRA MATA, inscrito (a) na Ordem dos Advogados do Brasil, Seção SP sob o nº.
182.232, AMANDA MARTINS CARDOSO DA SILVA, inscrito (a) na Ordem dos Advogados do Brasil,
Seção SP sob o nº. 413.614, CARLA DE MORAES FERNANDES, inscrito (a) na Ordem dos Advogados
do Brasil, Seção SP sob o nº. 243.688, CENDY DOS SANTOS RODRIGUES, inscrito (a) na Ordem dos
Advogados do Brasil, Seção SP sob o nº. 402.322, DAVID DE CARVALHO REIS, inscrito (a) na Ordem
dos Advogados do Brasil, Seção SP sob o nº. 226.534, FERNANDA MACHADO DE ASSIS, inscrito (a)
na Ordem dos Advogados do Brasil, Seção SP sob o nº. 328.563, GABRIELA CARUSO JUSTO, inscrito
(a) na Ordem dos Advogados do Brasil, Seção SP sob o nº. 188.093, SOLANGE DE CARVALHO REIS,
inscrito (a) na Ordem dos Advogados do Brasil, Seção SP sob o nº. 401.455, os poderes que me foram
outorgados por GOL LINHAS AÉREAS S/A (atual denominação de VRG LINHAS AÉREAS S/A),
para representá-la em Juízo ou Administrativamente.

São Paulo, 13 de fevereiro de 2020


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CARTA DE PREPOSTO

Nomeio o (a) Sr. (a) BEATRIZ INOJOSA SILVA, portador (a) do RG sob nº 32.995.666-8, inscrito (a)
no CPF/MF sob nº 304.432.038-06, ANNE PESCE DO PATROCÍNIO, portador (a) do RG sob nº
35.537.197-2, inscrito (a) no CPF/MF sob nº 318.587.868-00, ANDRE SANTOS SILVESTRE, inscrito
(a) no CPF/MF sob nº 394.100.298-80, BRUNO VIANA DE MORAES, portador (a) do RG sob nº
52.328.631-4, inscrito (a) no CPF/MF sob nº 459.199.838-09, CAMILA DIAS PEREIRA, portador (a) do
RG sob nº 43.734.664-X, inscrito (a) no CPF/MF sob nº 054.913.619-33, CHRISTIANE COSTA GAMA,
portador (a) do RG sob nº 33.864.468-4, inscrito (a) no CPF/MF sob nº 393.733.598-60, CONSTANTINO
CHAHIN DE MELLO ARAUJO, portador (a) do RG sob nº 43.701.036-3, inscrito (a) no CPF/MF sob nº
319.058.868-61, EDGLEISON EMANUEL XIMENES, portador (a) do RG sob nº 54.270.894-2, inscrito
(a) no CPF/MF sob nº 819.940.443-49, ELIANA DE LOURDES ROLDAN, portador (a) do RG sob nº
11.099.683, inscrito (a) no CPF/MF sob nº 039.224.248-64, ELZA RAIMUNDO PINOTTI, inscrito (a)
no CPF/MF sob nº 000.022.418-97, ÉRICA APARECIDA GIMENES, portador (a) do RG sob nº
19.349.537-5, inscrito (a) no CPF/MF sob nº 140.400.478-50, FABIO PIAZZA, portador (a) do RG sob nº
27.467.580-8, inscrito (a) no CPF/MF sob nº 255.500.888-86, GLAUCIA DA SILVA DOS SANTOS,
portador (a) do RG sob nº 41.103.471-6, inscrito (a) no CPF/MF sob nº 357.526.748-08, HANNAH
PAMELA COUTINHO MORAES, portador (a) do RG sob nº 62.415.254-6, inscrito (a) no CPF/MF sob
nº 025.752.382-00, JANETE MORAES, inscrito (a) no CPF/MF sob nº 034.516.948-40, JÉSSICA
GOMES DA SILVA, portador (a) do RG sob nº 53.844.797-7, inscrito (a) no CPF/MF sob nº
470.164.998-80, JOSÉ DO PATROCÍNIO FILHO, portador (a) do RG sob nº 5.691.129-4, inscrito (a)
no CPF/MF sob nº 841.287.718-72, KÁTIA APARECIDA FERREIRA DE ALMEIDA, portador (a) do
RG sob nº 17.595.306-5, inscrito (a) no CPF/MF sob nº 057.125.358-07, KEREN FARIAS SANTOS,
portador (a) do RG sob nº 49.378.000-2, inscrito (a) no CPF/MF sob nº 391.094.018-81, LENILDO
NUNES DA SILVA, portador (a) do RG sob nº 35.707.694-1, inscrito (a) no CPF/MF sob nº 864.261.334-
34, LILIANE ALVES MARTINS, portador (a) do RG sob nº 50.078.635-X, inscrito (a) no CPF/MF sob
nº 397.136.458-63, LUCIENE CARNEIRO DE OLIVEIRA, portador (a) do RG sob nº 37.014.230-5,
inscrito (a) no CPF/MF sob nº 947.040.314-20, LUIS ANTONIO AUGUSTO, portador (a) do RG sob nº
28.609.738-2, inscrito (a) no CPF/MF sob nº 271.906.458-02, MARIA DO SOCORRO COSTA
SARUÍS, portador (a) do RG sob nº 19.101.053-4, inscrito (a) no CPF/MF sob nº 143.074.198-80,
MATHEUS SILVA SANTOS, portador (a) do RG sob nº 36.061.838-8, inscrito (a) no CPF/MF sob nº
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425.973.148-39, RAFAEL NUNES DA SILVA, portador (a) do RG sob nº 45.636.022-0, inscrito (a) no
CPF/MF sob nº 352.083.868-01, ROSANA PESCE, portador (a) do RG sob nº 17.872.901-2, inscrito (a)
no CPF/MF sob nº 157.249.618-57, SABRINA ROCHA SILVA, portador (a) do RG sob nº 37.412.254-4,
inscrito (a) no CPF/MF sob nº 316.748.358-65, SERGIO SIMÕES, inscrito (a) no CPF/MF sob nº
069.167.268-73, SIMONE CASTIGLIONE NOGUEIRA, portador (a) do RG sob nº 27.061.932-x,
inscrito (a) no CPF/MF sob nº 259.837.868-73, SOLANGE DE LIMA JERONYMO, portador (a) do RG
sob nº 21.412.543-9, inscrito (a) no CPF/MF sob nº 048.043.018-79, SOLISNEI QUINTINO DE
MORAES, portador (a) do RG sob nº 32.407.042-1, inscrito (a) no CPF/MF sob nº 254.903.068-07, TAIS
DE BARROS ALMEIDA LIMA, portador (a) do RG sob nº 32.171.346-1, inscrito (a) no CPF/MF sob nº
321.413.178-86, THIAGO HENRIQUE FIDELES DAVID, portador (a) do RG sob nº 41.862.089-1,
inscrito (a) no CPF/MF sob nº 377.564.498-94, TAIS DE AZEVEDO NASCIMENTO, portador (a) do
RG sob nº 34.564.376, inscrito (a) no CPF/MF sob nº 321.901.888-22, AMAURI AUGUSTO
PANDOLFELLI DE OLIVEIRA, portador (a) do RG sob nº 45.971.066, inscrito (a) no CPF/MF sob nº
382.684.448-35, ANDRE DA SILVA DIAS, inscrito (a) no CPF/MF sob nº 348.059.138-96, ANTONIO
DE ALENCAR SANTIAGO NETO, inscrito (a) no CPF/MF sob nº 782.827.993-00, CAIO HENRIQUE
SANTIAGO NUNES, portador (a) do RG sob nº 53.827.879-1, inscrito (a) no CPF/MF sob nº
421.806.628-07, CHRISTIANE COSTA GAMA, portador (a) do RG sob nº 33.864.468-4, DAIANA
PEREIRA ALVEZ, portador (a) do RG sob nº 34.627.828-4, inscrito (a) no CPF/MF sob nº 229.798.308-
52, DIMAS SOUZA DE CARVALHO JÚNIOR, portador (a) do RG sob nº 44.448.642-2, inscrito (a) no
CPF/MF sob nº 329.545.008-08, FERNANDA NOTARRIGO MASSOCO, portador (a) do RG sob nº
38.375.068, inscrito (a) no CPF/MF sob nº 434.795.068-36, JULIANA CURADO DE SANTOS LIMA,
portador (a) do RG sob nº 38.537.193-7, inscrito (a) no CPF/MF sob nº 369.255.299-05, KEMELLY
NOVAES DE ALMEIDA, portador (a) do RG sob nº 52.920.118-5, inscrito (a) no CPF/MF sob nº
499.627.358-58, LARISSA PAZ DO NASCIMENTO, inscrito (a) no CPF/MF sob nº 464.675.198-41,
LUIS ANTONIO AUGUSTO, portador (a) do RG sob nº 28.609.738-2, inscrito (a) no CPF/MF sob nº
271.906.458-02, LUIS AUGUSTO FERREIRA NOGUEIRA, portador (a) do RG sob nº 32.908.011-8,
inscrito (a) no CPF/MF sob nº 338.219.678-62, MARCELLE GONÇALVES GILDE, portador (a) do RG
sob nº 45.628.520-9, MARINA FANUCCHI MENEZES, portador (a) do RG sob nº 36.145.846-0,
inscrito (a) no CPF/MF sob nº 288.104.868-46, PRISCILLA FAINGEZICHT, portador (a) do RG sob nº
35.203.054-9, inscrito (a) no CPF/MF sob nº 304.030.868-84, RENATO PENNA FIRME, inscrito (a) no
CPF/MF sob nº 367.505.768-26, FABIANA MOURA BASTOS, portador (a) do RG sob nº 24.133.815-3,
inscrito (a) no CPF/MF sob nº 281.124.298-80, ANA PAULA JESUS AMADO, portador (a) do RG sob nº
43.392.575-8, inscrito (a) no CPF/MF sob nº 290.687.758-12, ANDRÉ AGOSTINHO CARVALHO,
portador (a) do RG sob nº 37.905.486-3, inscrito (a) no CPF/MF sob nº 427.121.988-67, ANDRÉ DA
SILVA DIAS, portador (a) do RG sob nº 33.547.182-1, inscrito (a) no CPF/MF sob nº 348.059.138-86,
ANICETO DOS SANTOS LUZIO, portador (a) do RNE sob nº W500242-I, inscrito (a) no CPF/MF sob
nº 057.120.688-34, APARECIDA SUELI MARTINS, portador (a) do RG sob nº 10.913.888-0, inscrito
(a) no CPF/MF sob nº 876.429.138-34, CAIO CESAR RAMOS, portador (a) do RG sob nº 49.437.376-3,
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inscrito (a) no CPF/MF sob nº 057.120.688-34, CAMILA DE ARAÚJO FERREIRA, portador (a) do RG
sob nº 48.092.759-5, inscrito (a) no CPF/MF sob nº 403.175.718-26, DEBORA MARIA SOUZA DA
SILVA, portador (a) do RG sob nº 29.966.615-3, inscrito (a) no CPF/MF sob nº 225.633.218-75, DIVINA
GOMES DE SOUZA, portador (a) do RG sob nº 7.341.280-7, inscrito (a) no CPF/MF sob nº 026.152.225-
62, EDNA PEREIRA DE JESUS SILVA, portador (a) do RG sob nº 36.877.093-X, inscrito (a) no
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41.325.907-9, inscrito (a) no CPF/MF sob nº 348.254.918-47, ELISABETE MOURA BASTOS, portador
(a) do RG sob nº 10.604.163-0, inscrito (a) no CPF/MF sob nº 943.110.058-49, FLAVIA REGINA DE
MELO, portador (a) do RG sob nº 43.869.134-1, inscrito (a) no CPF/MF sob nº 330.306.498-90,
GABRIELA LOPES DA FONSECA, portador (a) do RG sob nº 50.803.327-5, inscrito (a) no CPF/MF
sob nº 475.856.328-43, GUSTAVO ZAGO SIMPLICIO, portador (a) do RG sob nº 44.028.019-9,
inscrito (a) no CPF/MF sob nº 419.748.268-05, ILANA QUESIA ALVES DE SOUZA, portador (a) do
RG sob nº 52.860.331-0, inscrito (a) no CPF/MF sob nº 481.331.808-80, IVAN FERREIRA DA CRUZ,
portador (a) do RG sob nº 44.435.761-0, inscrito (a) no CPF/MF sob nº 312.588-318-05, KELLY
APARECIDA LUZIO, portador (a) do RG sob nº 26.802.504-6, inscrito (a) no CPF/MF sob nº
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do RG sob nº 17.716.704, inscrito (a) no CPF/MF sob nº 152.559.798-13, MARCO AURÉLIO DA
SILVA LIMA, portador (a) do RG sob nº 24.854.236-9, inscrito (a) no CPF/MF sob nº 279.323.198-38,
MARCOS ANTÃO FERNANDES JUNIOR, portador (a) do RG sob nº 43.752.907-1, inscrito (a) no
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nº 11.482.609-2, inscrito (a) no CPF/MF sob nº 056.698.438-51, MARIANE CHAVES ALONSO,
portador (a) do RG sob nº 34.152.991-6, inscrito (a) no CPF/MF sob nº 333.991.878-31, MARINA
FANUCCHI MENEZES, portador (a) do RG sob nº 36.145.846-0, inscrito (a) no CPF/MF sob nº
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no CPF/MF sob nº 343.261.858-13, NATHACHA LIMA LUISI, portador (a) do RG sob nº 42.403.541-8,
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BONACHELO, portador (a) do RG sob nº 15.602.938-8, inscrito (a) no CPF/MF sob nº 052.884.718-00,
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ROLIM MILLARES, portador (a) do RG sob nº 45.954.820-7, inscrito (a) no CPF/MF sob nº
358.519.418-47, THALITA SOARES DIAS LOUREIRO, portador (a) do RG sob nº 43.881.801-5,
inscrito (a) no CPF/MF sob nº 353.031.328-97, VANESSA MAIA COSTA E SILVA, portador (a) do RG
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sob nº 43.298.987-0, inscrito (a) no CPF/MF sob nº 360.517.826-9, VITOR EDUARDO DEUS DEU,
portador (a) do RG sob nº 23.410.722-4, inscrito (a) no CPF/MF sob nº 322.850.508-10, WILSON DA
SILVA RODRIGUES, portador (a) do RG sob nº 13.899.227-7, inscrito (a) no CPF/MF sob nº
031.133.688-47, SIMONE SOUZA DOS SANTOS, portador (a) do RG sob nº 46.923.427-1, inscrito (a)
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34.573.097-5, inscrito (a) no CPF/MF sob nº 302.159.838-23, ALAN APARECIDO PRADO FILHO,
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COPAZI DA SILVA, portador (a) do RG sob nº 49.950.148-2, inscrito (a) no CPF/MF sob nº
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inscrito (a) no CPF/MF sob nº 146.077.208-90, ANDRESSA TRAJANO MOREIRA, portador (a) do RG
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FELIPE DE ALMEIDA, portador (a) do RG sob nº 39.675.270-6, inscrito (a) no CPF/MF sob nº
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RG sob nº 43.734664-X, inscrito (a) no CPF/MF sob nº 054.913.619-33, CASSIANO ABICHARA DA
SILVA, portador (a) do RG sob nº 26.452.762-8, inscrito (a) no CPF/MF sob nº 185.428.198-45, CIBELE
PIRES LÚCIO DO AMARAL, inscrito (a) no CPF/MF sob nº 269.424.978-78, CICERO LUIZ
FONSECA, portador (a) do RG sob nº 6.505.959-1, inscrito (a) no CPF/MF sob nº 562.722.358-87,
DANIELA APARECIDA DA SILVA HERCULANO, portador (a) do RG sob nº 34.354.876-8, inscrito
(a) no CPF/MF sob nº 227.232.098-81, ERMANO RODRIGUES ARAÚJO, portador (a) do RG sob nº
25.294.326-0, inscrito (a) no CPF/MF sob nº 163.780.238-24, FÁTIMA FRANCISCO E SILVA
SANTOS, portador (a) do RG sob nº 21.210.525-5, inscrito (a) no CPF/MF sob nº 104.145.288-83,
FERNANDO DIAS CARVALHO, portador (a) do RG sob nº 33.643.333-5, inscrito (a) no CPF/MF sob
nº 278.657.988-06, FERNANDO OLIVEIRA PACHECO, portador (a) do RG sob nº 34.745.192-5,
inscrito (a) no CPF/MF sob nº 344.809.168-57, GABRIEL CORTEZ JUSTAMAND, portador (a) do RG
sob nº 42.841.753-8, inscrito (a) no CPF/MF sob nº 392.132.618.45, GABRIELLA SAMPAIO DA
CRUZ, portador (a) do RG sob nº 47.756.008-8, inscrito (a) no CPF/MF sob nº 399.063.798-39, IRENE
NUNES DA SILVA, portador (a) do RG sob nº 16.977.360-7, inscrito (a) no CPF/MF sob nº 129.478.478-
14, IRANI SERRÃO CARVALHO, portador (a) do RG sob nº 16.960.144-4, IVAN FERREIRA DA
CRUZ, portador (a) do RG sob nº 46.923.427-1, inscrito (a) no CPF/MF sob nº 312.588.318-05, IVAN
SOUZA DANTAS, portador (a) do RG sob nº 21.835.463, inscrito (a) no CPF/MF sob nº 044.653.528-16,
JANAINA PIRES DA SILVA ALVAREZ, portador (a) do RG sob nº 26.697.325-5, inscrito (a) no
CPF/MF sob nº 245.860.828-01, JOSEFA LENTINHA SANTIAGO, portador (a) do RG sob nº
16.119.080-7, inscrito (a) no CPF/MF sob nº 031.765.528-07, JOYCE BRIGANTI DE OLIVEIRA,
portador (a) do RG sob nº 47.907.832-4, inscrito (a) no CPF/MF sob nº 400.444.368-74, JULIANA
RODRIGUES DO VALE, portador (a) do RG sob nº 32.203.660-4, inscrito (a) no CPF/MF sob nº
.
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269.992.558-65, JURACI JUNIO DOS SANTOS SOUZA, portador (a) do RG sob nº 54.694.711-6,
inscrito (a) no CPF/MF sob nº 392.223.048-29, KATIA GRASIELLA DE ANDRADE BIANCHINI,
portador (a) do RG sob nº 46.823.616-8, inscrito (a) no CPF/MF sob nº 310.56.408-67, LEANDRO
FERREIRA DOS SANTOS, portador (a) do RG sob nº 27..465.400-3, inscrito (a) no CPF/MF sob nº
213.008.668-37, LUCIMARA MENGUES, portador (a) do RG sob nº 23.074.941-0, inscrito (a) no
CPF/MF sob nº 123.475.818-05, LUIZ FELIPE SILVA MARTINS MACHARET, portador (a) do RG
sob nº 60.925.753-5, inscrito (a) no CPF/MF sob nº 466.530.938-83, LUCIO DO AMARAL FILHO,
portador (a) do RG sob nº 6.269.882-5, inscrito (a) no CPF/MF sob nº 874.588-968-68, MARCOS
HERCULANO DA SILVA, portador (a) do RG sob nº 28.608.586-0, inscrito (a) no CPF/MF sob nº
213.686.558-74, MATHEUS SILVA SANTOS, portador (a) do RG sob nº 36.061.838-8, inscrito (a) no
CPF/MF sob nº 425.973.148-39, MATHEUS WILLIAM TOTTENE, portador (a) do RG sob nº
38.442.828-9, inscrito (a) no CPF/MF sob nº 481.857.248-90, MURILO PEREIRA DE CARVALHO,
portador (a) do RG sob nº 30.059.901-8, inscrito (a) no CPF/MF sob nº 293.608.318-40, NARA DE
ALMEIDA, portador (a) do RG sob nº 32.467.318-8, inscrito (a) no CPF/MF sob nº 217.166.568-85,
NAYARA SERRÃO DE CARVALHO FERREIRA, portador (a) do RG sob nº 50.166.414-2, inscrito (a)
no CPF/MF sob nº 497.200.828-40, OZÉRIO FERNANDES DO NASCIMENTO, portador (a) do RG
sob nº 57.510.724-8, inscrito (a) no CPF/MF sob nº 041.791.977-82, PEDRO HENRIQUE CONTI DA
SILVA, portador (a) do RG sob nº 38.355.561-9, inscrito (a) no CPF/MF sob nº 466.692.868-56,
RACHEL GOMES DA CRUZ, portador (a) do RG sob nº 33.235.888-4, inscrito (a) no CPF/MF sob nº
226.173.178-70, RAFAEL HERNANDES LIMA FREIRE, portador (a) do RG sob nº 44.417.205-1,
inscrito (a) no CPF/MF sob nº 345.177.758-44, RILDO HERNANDES FREIRE JUNIOR, portador (a)
do RG sob nº 36.608.525-6, inscrito (a) no CPF/MF sob nº 450.072.488-52, RITA DE CASSIA DA
SILVA, portador (a) do RG sob nº 45.373.814-X, inscrito (a) no CPF/MF sob nº 314.246.098-52,
RODRIGO APARECIDO FERREIRA DA SILVA, portador (a) do RG sob nº 28.497.060-1, inscrito (a)
no CPF/MF sob nº 281.934.138-14, RODRIGO MIGUEL DA SILVA, portador (a) do RG sob nº
42.561.378-1, inscrito (a) no CPF/MF sob nº 375.703.198-93, ROSÂNGELA GOLÇALVES
FERNANDES DO NASCIMENTO, portador (a) do RG sob nº 08.875.408-0, inscrito (a) no CPF/MF sob
nº 077.599.927-00, ROSEMEIRE FELIPE DOS SANTOS ALMEIDA, portador (a) do RG sob nº
18.645.175-1, inscrito (a) no CPF/MF sob nº 113.567.018-84, RUTILANTE ALVES DE SOUSA
JUTGLAR, portador (a) do RG sob nº 11.321.596, inscrito (a) no CPF/MF sob nº 013.120.139-77,
SANDRA APARECIDA RUZZA, portador (a) do RG sob nº 9.504.420, inscrito (a) no CPF/MF sob nº
984.438.448-68, SANDRO DONIZETE DA SILVA, portador (a) do RG sob 29.562.754-8, inscrito (a) no
CPF/MF sob nº 179.297.728-02, SÉRGIO RICARDO FERREIRA, portador (a) do RG sob 25.449.971-
4, inscrito (a) no CPF/MF sob nº 153.593.758-09, THAIS APARECIDA COUTINHO DA SILVA,
portador (a) do RG sob nº 27.846.459-3, inscrito (a) no CPF/MF sob nº 274.519.288-45, THAIS
BONFÁCIO SANTOS, portador (a) do RG sob nº 49.409.847-8, inscrito (a) no CPF/MF sob nº
421.392.788-10, THAYS BLESSING GOMES MADEKWE, portador (a) do RG sob nº 42.850.083-3,
inscrito (a) no CPF/MF sob nº 324.482.118-92, THAIS SANTIAGO DO NASCIMENTO, portador (a) do
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ESPÍNOLA LEMES CARA, portador (a) do RG sob nº 33.368.943, inscrito (a) no CPF/MF sob nº
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sob nº 23.607.613-9, inscrito (a) no CPF/MF sob nº 134.283.988-90, DANIELLE APARECIDA DE
OLIVEIRA, portador (a) do RG sob nº 44.039.741-8, inscrito (a) no CPF/MF sob nº 370.411.608-40,
ELISEU CARDOSO DE SÁ, portador (a) do RG sob nº 18.188.585, inscrito (a) no CPF/MF sob nº
117.560.366-08, FERNANDA MARQUES FELIX, portador (a) do RG sob nº 29.795.452-0, inscrito (a)
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nº 106.400.818-60, TAINARA MORAES DE CASTRO, portador (a) do RG sob nº 36.444.481-2, inscrito
(a) no CPF/MF sob nº 382.453.148-89, TAMARA KOSICKI VICENTE CORRÊA, portador (a) do RG
sob nº 43.515.889-2, inscrito (a) no CPF/MF sob nº 349.986.958-60, VITOR HENRIQUE FREGNAN,
portador (a) do RG sob nº 34.210.364-7, inscrito (a) no CPF/MF sob nº 349.367.058-3, CAROLINE
FERNANDES COSTA, portador (a) do RG sob nº 36.529.487-1, inscrito (a) no CPF/MF sob nº
372.452.688-19, ALESSANDRA MATA, portador (a) do RG sob nº 26.805.414-9, inscrito (a) no CPF/MF
sob nº 264.038.218-73, AMANDA MARTINS CARDOSO DA SILVA, portador (a) do RG sob nº
49.669.607-5, inscrito (a) no CPF/MF sob nº 445.683.848-50, ANA REGINA FERNANDES COSTA,
portador (a) do RG sob nº 13.472.046-5, inscrito (a) no CPF/MF sob nº 043.529.748-11, BEATRIZ
RODRIGUES SANTOS DE OLIVEIRA, portador (a) do RG sob nº 48.011.420-1, inscrito (a) no
CPF/MF sob nº 380.171.088-26, CARLA DE MORAES FERNANDES, portador (a) do RG sob nº
33.399.881-9, inscrito (a) no CPF/MF sob nº 301.904.918-09, CENDY DOS SANTOS RODRIGUES,
portador (a) do RG sob nº 42.396.095-7, inscrito (a) no CPF/MF sob nº 365.091.818-86, DAVID DE
CARVALHO REIS, portador (a) do RG sob nº 30.534.148-0, inscrito (a) no CPF/MF sob nº 216.289.658-
35, FERNANDA MACHADO DE ASSIS, portador (a) do RG sob nº 27.089.764-1, inscrito (a) no
CPF/MF sob nº 310.849.838-30, JÚLIO CÉSAR FAVARETO, portador (a) do RG sob nº 27.147.154-2,
inscrito (a) no CPF/MF sob nº 287.841.168-46, ROSENI DOS SANTOS, portador (a) do RG sob nº
24.816.030-8, inscrito (a) no CPF/MF sob nº 363.481.633-34, SHIRLEI TOMAZ MARTINS, portador
(a) do RG sob nº 30.079.369-8, inscrito (a) no CPF/MF sob nº 279.140.018-48, SOLANGE DE
CARVALHO REIS, portador (a) do RG sob nº 47.862.807-9, inscrito (a) no CPF/MF sob nº 423.015.198-
56, DANIELA GAVIÃO DIMOV, portador (a) do RG sob nº 32.619.975-5, inscrito (a) no CPF/MF sob
nº 289.450.278-82, ABIMAEL DIMOV, portador (a) do RG sob nº 26.864.270-9, inscrito (a) no CPF/MF
sob nº 180.342.718-37, ALESSANDRA SUSANA DE OLIVEIRA, portador (a) do RG sob nº
26.195.877-X, inscrito (a) no CPF/MF sob nº 275.735.008-7, DANIELA NAHAS RIBALDO, portador (a)
do RG sob nº 29.388.756-1, inscrito (a) no CPF/MF sob nº 301.575.928-04, ELAINE FERREIRA DA
SILVA, portador (a) do RG sob nº 45.619.246-3, inscrito (a) no CPF/MF sob nº 460.513.498-04, ERIKA
GARRIDO PARIZ, portador (a) do RG sob nº 42.778.108-5, inscrito (a) no CPF/MF sob nº 326.527.118-
81, JESSICA BEZERRA MARQUES, portador (a) do RG sob nº 5.331.888-3, inscrito (a) no CPF/MF
sob nº 041.946.503-01, MARCIA REGINA CRISTINELI, portador (a) do RG sob nº 16.295.555-8,
inscrito (a) no CPF/MF sob nº 066.947.858-01, MARINA FANUCCHI MENEZES, portador (a) do RG
sob nº 36.145.846, inscrito (a) no CPF/MF sob nº 288.104.868-46, MAYARA RUAS ALMEIDA,
portador (a) do RG sob nº 34.932.000-7, inscrito (a) no CPF/MF sob nº 441.924.308-27, VALERIA
POZEBOM RUAS ALMEIDA, portador (a) do RG sob nº 11.531.243, inscrito (a) no CPF/MF sob nº
027.220.008-57, LUIZ CARLOS DE MATOS FILHO, portador (a) do RG sob nº 35.913.231-5, inscrito
(a) no CPF/MF sob nº 309.482.378-56, ALIANE DOS SANTOS MENEZES, portador (a) do RG sob nº
47.862.139-5, inscrito (a) no CPF/MF sob nº 403.911.308-03, ANGELICA STAVROPOULOS DE
ALMEIDA, portador (a) do RG sob nº 28.731.989-1, inscrito (a) no CPF/MF sob nº 380.358.088-93,
ANTONY CÉSAR OLIVEIRA PORFÍRIO, portador (a) do RG sob nº 40.383.332-2, inscrito (a) no
.
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CPF/MF sob nº 349.117.338-88, ARAMIS ZAMPIERI LATORRE, portador (a) do RG sob nº
33.421.618-7, inscrito (a) no CPF/MF sob nº 375.331.918-03, BRUNO REIS CAMPANELI, portador (a)
do RG sob nº 42.975.668-9, inscrito (a) no CPF/MF sob nº 429.465.558-52, DENISE OLIVEIRA DO
CARMO, portador (a) do RG sob nº 41.762.341-0, inscrito (a) no CPF/MF sob nº 306.419.968-46,
DIEGO DA SILVA GANDRA, portador (a) do RG sob nº 47.093.500-5, inscrito (a) no CPF/MF sob nº
378.501.018-47, ERICKA CRISTINA RIBEIRO DOS SANTOS, portador (a) do RG sob nº 48.286.210-
5, inscrito (a) no CPF/MF sob nº 419.164.888-89, GLAUCIA APARECIDA MALAVASI
BERTINOTTI, portador (a) do RG sob nº 40.454.643-02, inscrito (a) no CPF/MF sob nº 327.111.488-90,
IARA MARIA POLI ALVES, portador (a) do RG sob nº 27.124.373-0, inscrito (a) no CPF/MF sob nº
274.317.148-07, IRIS AMÉLIA FRANÇA COUTINHO, portador (a) do RG sob nº 54.165.499-8,
inscrito (a) no CPF/MF sob nº 464.390.928-55, ISABELLE KETLIN DO NASCIMENTO, portador (a)
do RG sob nº 57.609.977-6, inscrito (a) no CPF/MF sob nº 470.828.728-36, JEANDERSON GALDINO
MACEDO, portador (a) do RG sob nº 22.046.503-4, inscrito (a) no CPF/MF sob nº 127.623.418-09,
JENNIFER GONÇALVES BROCCO, portador (a) do RG sob nº 33.002.153-9, inscrito (a) no CPF/MF
sob nº 328.171.208-84, JESSICA FERNANDA BROCCO SOARES, portador (a) do RG sob nº
33.002.152-7, inscrito (a) no CPF/MF sob nº 290.901.578-59, JOHNNY FANTINELLI, portador (a) do
RG sob nº 43.326.071-3, inscrito (a) no CPF/MF sob nº 336.896.068-70, KARINA COSTA
CAVALCANTE BATISTA, portador (a) do RG sob nº 42.997.638-0, inscrito (a) no CPF/MF sob nº
337.676.428-28, KARINY CAROLINY DA SILVA, portador (a) do RG sob nº 44.267.419-3, inscrito (a)
no CPF/MF sob nº 423.813.378-14, LAURA MARTINS SANTANA, portador (a) do RG sob nº
40.240.065-3, inscrito (a) no CPF/MF sob nº 389.532.218-03, LUÍS GUSTAVO DURÃES SANTIAGO,
portador (a) do RG sob nº 52.246.940-1, inscrito (a) no CPF/MF sob nº 430.412.068-97, MARCO
ANTÔNIO ALVES, inscrito (a) no CPF/MF sob nº 106.697.838-70, MARIA JULIA DE MIRANDA
CAVALHEIRO, portador (a) do RG sob nº 432.238.958-92, inscrito (a) no CPF/MF sob nº 40.554.981-7,
MELINA ALVES DE SOUZA BORETTI BRASIL, portador (a) do RG sob nº 62.024.332-6, inscrito (a)
no CPF/MF sob nº 054.013.749-92, PATRÍCIA MORALEZ JANKOSKI, portador (a) do RG sob nº
47.972.430-1, inscrito (a) no CPF/MF sob nº 401.946.308-54, PATRÍCIA MOURA MORALEZ
LOPES, portador (a) do RG sob nº 22.438.694-3, inscrito (a) no CPF/MF sob nº 168.520.578-01,
PRISCILA CAMPANELI SÃO MARCOS, portador (a) do RG sob nº 49.024.118-9, inscrito (a) no
CPF/MF sob nº 408.239.148-79, RENATA VESPASIANO RAMOS, portador (a) do RG sob nº
30.148.363-2, inscrito (a) no CPF/MF sob nº 299.705.998-44, RENATO DA SILVA BORGES, portador
(a) do RG sob nº 30.150.345-05, inscrito (a) no CPF/MF sob nº 229.546.988-02, RICHARD MICHAEL
SOARES FERREIRA, portador (a) do RG sob nº 53.965.311-1, inscrito (a) no CPF/MF sob nº
423.443.818-99, TALITA CARVALHO, portador (a) do RG sob nº 46.655.390-0, inscrito (a) no CPF/MF
sob nº 377.406.578-08, TALITA ROSA DE JESUS SILVA, portador (a) do RG sob nº 52.998.659-7,
inscrito (a) no CPF/MF sob nº 475.533.188-92, THAIS CRISTINE DOS SANTOS, portador (a) do RG
sob nº 38.834.060-5, inscrito (a) no CPF/MF sob nº 460.636.398-37, TIAGO GALDINO DE MACEDO,
portador (a) do RG sob nº 42.476.778-8, inscrito (a) no CPF/MF sob nº 309.085.938-64, nosso (a)
inclusive, celebrar acordo, transigir e prestar depoimento pessoal.

São Paulo, 13 de fevereiro de 2020


(atual denominação de VRG LINHAS AÉREAS S/A), em Juízo ou Administrativamente, podendo,
colaborador(a), na qualidade de preposto, com poderes para representar a GOL LINHAS AÉREAS S/A
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Para conferir o original, acesse o site https://esaj.tjsp.jus.br/pastadigital/sg/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 1003182-61.2020.8.26.0006 e código BA2F4CB.
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Para conferir o original, acesse o site https://esaj.tjsp.jus.br/pastadigital/sg/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 1003182-61.2020.8.26.0006 e código BA2F4CB.
ATA DA REUNIÃO DO CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO
REALIZADA EM 29 DE NOVEMBRO DE 2018

1. Data. Horário e Local: 29 de novembro de 2018, às 12:00 horas, na Gol Linhas


Aéreas Inteligentes S.A. (“Companhia”), com sede na Praça Comte. Linneu Gomes,
S/N, Portaria 3 — Prédio 07 Sala de Reuniões do Conselho de Administração,

Jardim Aeroporto, na Cidade e Estado de São Paulo. II. Convocação e Presença:


Realizada em 22 de novembro de 2018, nos termos do §1° do artigo 19 do Estatuto
Social da Companhia, contando com a presença da totalidade dos Conselheiros: os
Srs. Constantino de Oliveira Junior, Joaquim Constantino Neto, Ricardo Constantino,
William Charles Carroll, Antonio Kandir, Germán Pasquale Quiroga Vilardo, André
Béla Jánszky, Anna Luiza Serwy Constantino e Francis James Leahy Meaney.
III. Mesa: Assumindo a Presidência da mesa, o Sr. Constantino de Oliveira Junior,
que convidou a mim, Graziela GaIli Ferreira Barioni, para secretariar os trabalhos.
IV. Ordem do Dia: Deliberar sobre: (i) reeleição dos Diretores da Companhia; e (ii) a
celebração de Contratos de Garantia (“Deed of Guarantee”) entre a Companhia e a
Wilmington Trust Company, a fim de garantir o cumprimento das obrigações
assumidas pela Gol Linhas Aéreas S.A., sociedade por ações, inscrita no CNPJ/MF
sob o n° 07.575.651/0001—59 (“GLA”), nos Contratos de Arrendamento (“Lease
Agreement”). V. Deliberações: Prestados os esclarecimentos necessários, após
detida a análise dos documentos pertinentes referentes ás matérias constantes da
presente, por unanimidade, foram aprovadas: (i) a reeleição dos Diretores da
Companhia: Sr. Paulo Serpio Kakinoff, brasileiro, casado, administrador de
empresas, portador da Cédula de Identidade RG n° 25.465.939—1, expedida pela
SSP/SP, inscrito no CPF/MF sob o n° 194.344.518—41, para o cargo de Diretor—
Presidente, Sr. Richard Freeman Lark, ir., brasileiro, solteiro, administrador de
empresas, portador da Cédula de Identidade RG n° 50.440.294—8, expedida pela
SSP/SP, inscrito no CPF/MF sob o n° 214.996.428—73, para o cargo de Diretor Vice—
Presidente Financeiro e de Relações com Investidores, Sr. Eduardo Iosé Bernardes
Neto, brasileiro, casado, administrador de empresas, portador da Cédula de
Identidade RG n° 204273341, expedida pela SSP/SP, inscrito no CPF/MF sob o n°
165.610.978—66, para o cargo de Diretor Vice—Presidente, Sr. Celso Guimarães
Ferrer junior, brasileiro, casado, economista, portador da Cédula de Identidade RG
n° 24982348, expedida pela SSP/SP, inscrito no CPF/MF sob o n° 309.459.748—33,
para o cargo de Diretor Vice—Presidente, e Sr. Sergio Quito, brasileiro, casado,
aeronauta, portador da Cédula de Identidade RG n° 6.033.370—4, expedida pela

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Presidente, todos dorri~rciJrãabs na?’ta~ Com~ji~iar~te Linneu Comes, s/n, portaria 3,
Jardim Aeroporto, na tjç1~cIe e Estado•H’e São°’Paõlo, CEP 04626—020, e eleitos para
mandato unificado de 1 (um) ano, contados a partir da presente data. Os Diretores
ora reeleitos declaram, de acordo com o disposto no Artigo 37, inciso II da Lei n°

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8.934/94 e no artigo 147, parágrafos 1° e 2° da Lei n° 6.404/76, conforme
alterada, não estar incursos em nenhum dos crimes previstos em Lei ou nas
restrições legais que os impeçam de exercer atividades mercantis; e (ii) a celebração
de 11 (onze) Contratos de Garantia (“Deed of Guarantee”) entre a Companhia e a
Wilmington Trust Company, não em sua capacidade individual mas como
proprietário fiduciário, na qualidade de arrendador (“Arrendador’) a fim de garantir
o cumprimento das obrigações assumidas pela GLA, nos 11 (onze) Contratos de
Arrendamento (“Lease Agreement”) firmados ou a serem firmados com o
Arrendador. VI. Suspensão dos Trabalhos e Lavratura da Ata: Oferecida a palavra
a quem dela quisesse fazer uso e, como ninguém o fez, foram suspensos os
trabalhos pelo tempo necessário à lavratura da presente ata, a qual, reabertos os
trabalhos, foi lida, conferida e pelos presentes assinada. Assinaturas: Mesa:
Constantino de Oliveira Junior Presidente; Graziela CaIli Ferreira Rarioni
— —

Secretária. Membros do Conselho de Administração: Constantino de Oliveira Junior,


Joaquim Constantino Neto, Ricardo Constantino, William Charles Carroll, Antonio
Kandir, Germán Pasquale Quiroga Vilardo, André Béla Jánszky, Anna Luiza Serwy
Constantino e Francis James Leahy Meaney. Certifico que a presente écópia fiel da
ata lavrada no livro próprio.

São Paulo, 29 de novembro de 2018.

/‘Constantino de Oh rajunior jt7raz~ft Galhi Ferreira Barioni


Presidente Secretária

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Para conferir o original, acesse o site https://esaj.tjsp.jus.br/pastadigital/sg/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 1003182-61.2020.8.26.0006 e código BA2F4CB.
TERMO DE POSSE

Ao dia 29 de novembro de 2018, compareceu à sede social da GOL LINHAS


AÉREAS INTELIGENTES S.A., sociedade anônima com sede na cidade e Estado
de São de Paulo, na Praça Comandante Linneu Comes, sjn, Portaria 3, Prédio
24 Parte, Jardim Aeroporto, inscrita no CNPJ/MF sob o n° 06.164.253/0001—
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87 e registrada perante ajunta Comercial do Estado de São Paulo sob o NIRE


1° 35.300.314.441 C’Corripanhia”), o Sr. EDUARDO JOSÉ BERNARDES NETO,
brasileiro, casado, administrador de empresas, portador da Cédula de
Identidade RG n° 20.427.334—1, expedida pela SSP/SP e inscrito no CPF/MF
sob o n° 165.610.978­66, domiciliado na Praça Comandante Linneu Comes,
sfn, Portaria 3, Jardim Aeroporto, São Paulo/SP para firmar o presente termo
de posse em função de sua reeleição, aprovada em Reunião do Conselho de
Administração datada de 29 de novembro de 2018, para o cargo de Diretq~
Vice—President~ da Companhia, com mandato de 01 (um) ano, a contar da
presente data, comprometendo—se a exercer as atribuições do respectivo cargo
com fiel observância dos deveres impostos pela Lei e pelo Estatuto Social da
Companhia, em relação aos quais, no que se refere, aos requisitos para o
cargo, declara, para fins do disposto no inciso IV, do artigo 53, do Decreto
1.800/96, bem como do contido nos §1° e 20, do artigo 147, da Lei n°
6.404/76, não estar impedido, por lei especial, de exercer a administração da
Companhia nem condenado, ou sob efeitos de condenação, à pena que vede,
ainda que temporariamente, o acesso a cargos públicos; ou por crime
falimentar, de prevaricação, peita ou suborno, concussão ou peculato; ou
contra a economia popular, contra o sistema financeiro nacional, contra as
normas de defesa da concorrência, contra as relações de consumo, a fépública
ou a propriedade. E, para constar, lavrou—se o presente termo, que vai
assinado pelo Diretor Vice—Presidente, ora reeleito.

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São Paulo, 29 de novembro de 2018

EDUARDO JOSÉBERNARDES NETO


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Ao dia 29 de novembro de 2018, compareceu à sede social da GOL LINHAS
AÉREAS INTELIGENTES S.A., sociedade anônima com sede na cidade e Estado
de São de Paulo, na Praça Comandante Linneu Gomes, 5/ri, Portaria 3, Prédio
24 Parte, jardim Aeroporto, inscrita no CNPJ)MF sob o n° 06.J.64.2S3/0001­

87 e registrada perante ajunta Comercial do Estado de São Paulo sob o NIRE


n° 35.300.314.441 (~Companhia”), o Sr. SERCIO QUITO, brasileiro, casado,
aeronauta, portador da Cédula de Identidade SSP/SP ri° 6.033.370—4 e inscrito
no CPFIMF sob o n° 820.327.858—20, domiciliado na Praça Comandante
Linneu Comes, sfn, Portaria 3, jardim Aeroporto, São Paulo/SI’, para firmar o
presente termo de posse em função de sua reeleição, aprovada em Reunião do
Conselho de Administração datada de 29 de novembro de 2018, para o cargo
de 2ketor Vice—Pr sidente da Companhia, com mandato de 01 (um) ano, a
contar da presente data, comprometendo—se a exercer as atribuições do
respectivo cargo com fiel observância dos deveres impostos pela Lei e pelo
Estatuto Social da Companhia, em relação aos quais, no que se refere, aos
requisitos para o cargo, declara, para fins do disposto no inciso IV, do artigo
53, do Decreto 1.800/96, bem como do contido nos ~1° e 2°, do artigo 147,
da Lei no 6.404/76. não estar impedido, por lei especial, de exercer a
administração da Companhia nem condenado, ou sob efeitos de condenação, à
pena que vede, ainda que temporariamente, o acesso a cargos públicos; ou por
crime falimentar, de prevaricação, peita ou suborno. concussão ou peculato:
ou contra a economia popular, contra o sistema financeiro nacional, contra as
normas de defesa da concorrência, contra as relações de consumo, a fépública
ou a propriedade. E, para constar, lavrou—se o presente termo, que vai
assinado pelo Diretor Vice—Presidente da Companhia, ora reeleito.

São Paulo, 29 novembro de 2018

SERGIO QUITO
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Para conferir o original, acesse o site https://esaj.tjsp.jus.br/pastadigital/sg/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 1003182-61.2020.8.26.0006 e código BA2F4CB.
Ao dia 29 de novembro de 2018, compareceu à sede social da GOL LINHAS
AÉREAS INTELIGENTES S.A., sociedade anônima com sede na Cidade e Estado
de São de Paulo, na Praça Comandante Linneu Comes, s/n, Portaria 3, Prédio
24— Parte, jardim Aeroporto, inscrita no CNPJ/MF sob o n° 06.164.253/0001­
87 e registrada perante a junta Comercial do Estado de São Paulo sob o NIRE
no 35.300.314.441 (“Companhia”), o Sr. PAULO SERGIO KAKINOFF, brasileiro,
casado, administrador de empresas, portador da Cédula de Identidade RG n°
25.465.939—1, expedida pela SSP/SP e inscrito no CPFJMF sob o
194.344.518—41, com endereço comercial na Praça Comandante Linneu
Comes, s/n, Portaria 3, Jardim Aeroporto, São Paulo/SP1 para firmar o
presente termo de posse em função de sua reeleição, aprovada em Reunião do
Conselho de Administração datada de 29 de novembro de 2018, para o cargo
de Diretor Presidente da Companhia, com mandato de 01 (um) ano, a contar
da presente data, comprometendo—se a exercer as atribuições do respectivo
cargo com fiel observância dos deveres impostos pela legislação aplicável e
pelo Estatuto Social da Companhia, em relação aos quais, no que se refere, aos
requisitos para o cargo, declara, para fins do disposto no inciso IV, do artigo
53, do Decreto 1.800/96, bem como do contido nos §1° e 2°, do artigo 147,
da Lei n° 6.404/76, não estar impedido, por lei especial, de exercer a
administração da Companhia nem condenado, ou sob efeitos de condenação, à
pena que vede, ainda que temporariamente, o acesso a cargos públicos; ou por
crime falimentar, de prevaricação, peita ou suborno, concussão ou peculato;
ou contra a economia popular, contra o sistema financeiro nacional, contra as
normas de defesa da concorrência, contra as relações de consumo, a fépública
ou a propriedade. E, para constar, lavrou—se o presente termo, que vai
assinado pelo Diretor Presidente ora reeleito.

São Paulo, 29 de novembro de 2018

PAL/LO SERGIé[KAKINOFF
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Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por GUSTAVO ANTONIO FERES PAIXAO e Tribunal de Justica do Estado de Sao Paulo, protocolado em 28/05/2020 às 09:47 , sob o número WPEN20700597360
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Para conferir o original, acesse o site https://esaj.tjsp.jus.br/pastadigital/sg/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 1003182-61.2020.8.26.0006 e código BA2F4CB.
TERMO DE POSSE

Ao dia 29 de novembro de 2018, compareceu à sede social da GOL LINHAS


AÉREAS INTELIGENTES S.A., sociedade anônima com sede na cidade e Estado
de São de Paulo, na Praça Comandante Linneu Comes, s/n, Portaria 3, Prédio
24 Parte, Jardim Aeroporto, inscrita no CNPJ/MF sob o n° 06.164.253/0001­

87 e registrada perante a Junta Comercia] do Estado de São Paulo sob o NIRE


n°35,300.314.441 (“Companhia”), o 5v. CELSO GIJIMARÂES FERRERJUNIOR,
brasileiro, casado, economista, portador da Cédula de Identidade RG n°
24.982.348, expedida pela SSP]SP e inscrito no CPF)MF sob o
309.459.748—33, domiciliado na Praça Comandante Linneu Comes, s/n,
Portaria 3, jardim Aeroporto, São Paulo/SP, para firmar o presente termo de
posse em função de sua reeleição, aprovada em Reunião do Conselho de
Administração datada de 29 de novembro de 2018, para o cargo de Diretor
Vice—Presidente da Companhia, com mandato de 01 (um) ano, a contar da
presente data, comprometendo—se a exercer as atribuições do respectivo cargo
com fiel observância dos deveres impostos pela Lei e pelo Estatuto Social da
Companhia, em relação aos quais, no que se refere, aos requisitos para o
cargo, declara, para fins do disposto no inciso IV, do artigo S3, do Decreto
1,800/96, bem como do contido nos ~1° e 2°, do artigo 147, da Lei n°
6.404/76, não estar impedido, por lei especial, de exercer a ádministração da
Companhia nem condenado, ou sob efeitos de condenação, à pena que vede,
ainda que temporariamente, o acesso a cargos públicos; ou por crime
falimentar, de prevaricação, peita ou suborno, concussão ou peculato; ou
contra a economia popular, contra o sistema financeiro nacional, contra as
normas de defesa da concorrência, contra as relações de consumo, a fépública
ou a propriedade. E, para constar, lavrou—se o presente termo, que vai
assinado pelo Diretor Vice—Presidente, ora reeleito.

São Paulo, 29 de novembro de 2018

CELSO GUIMARÃ~S FE~E(JUNIOR


.
Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por GUSTAVO ANTONIO FERES PAIXAO e Tribunal de Justica do Estado de Sao Paulo, protocolado em 28/05/2020 às 09:47 , sob o número WPEN20700597360
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~.fcSi~ ~jF4tAS AWEÁ~N1ELICENTES S.A
CNPJ/I~4.F n°. 06.16425.3’70001—87
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TERMO or POSSE

Para conferir o original, acesse o site https://esaj.tjsp.jus.br/pastadigital/sg/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 1003182-61.2020.8.26.0006 e código BA2F4CB.
Ao dia 29 de novembro de 2018, compareceu à sede social da GOL LINHAS
AÉREAS INTELIGENTES S.A., sociedade anônima com sede na cidade e Estado
de São de Paulo, na Praça Comandante Linneu Comes, s/n, Portaria 3, Prédio
24 Parte, Jardim Aeroporto, inscrita no CNPJ/MF sob o n° 06.164.253/0001—

87 e registrada perante a Junta Comercial do Estado de São Paulo sob o NIRE


n° 35.300.314.441 (“Companhia”), o Sr. RICHARO FREEMAN LARI( iR.,
brasileiro, solteiro, administrador de empresas, portador da Cédula de
Identidade RG no 50.440.294—8~ expedida pela SSP/SP e inscrito no CPF/MF
sob o n° 214.996.428­73, domiciliado na Praça Comandante Linneu Comes,
s/n, Portaria 3, Jardim Aeroporto, São Paulo/SI’, para firmar o presente termo
de posse em função de sua reeleição, aprovada em Reunião do Conselho de
Administração datada de 29 de novembro de 2018, para o cargo de Diretor
Vice—Presidente Financeiro e de RelaØg~ com Investidores da Companhia, com
mandato de 01 (um) ano, a contar da presente data, comprometendo—se a
exercer as atribuições do respectivo cargo com fiel observância dos deveres
impostos pela Lei e pelo Estatuto Social da Companhia, em relação aos quais,
no que se refere, aos requisitas para o cargo, declara, para fins do disposto no
inciso IV, da artigo 53, do Decreto 1.800/96, bem como do contido nos §1D e
2°, do artigo 147, da Lei n° 6.404/76, não estar impedido, por lei especial, de
exercer a administração da Companhia nem condenado, ou sob efeitos de
condenação, à pena que vede, ainda que temporariamente, o acesso a cargos
públicos; ou por crime falimentar, de prevaricação, peita ou suborno,
concussão ou peculato; ou contra a economia popu[ar, contra o sistema
financeiro nacional, contra as normas de defesa da concorrência, contra as
relações de consumo, a fépública ou a propriedade. E, para constar, lavrou—se
o presente termo, que vai assinado pelo Diretor Vice—Presidente Financeiro e
de Relações com Investidores, ora reeleito.

São Paulo, 29 de novembro de 2018

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RICHAWD FREEMAN RKjR.
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Para conferir o original, acesse o site https://esaj.tjsp.jus.br/pastadigital/sg/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 1003182-61.2020.8.26.0006 e código BA2F4CB.
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SUBSTABELECIMENTO

Para conferir o original, acesse o site https://esaj.tjsp.jus.br/pastadigital/sg/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 1003182-61.2020.8.26.0006 e código BA2F4CB.
Substabeleço, com reservas, na pessoa de TALITA NATASSIA DE PAIVA IMAMURA, inscrito (a) na
Ordem dos Advogados do Brasil, Seção SP sob o nº. 252.586, BEATRIZ INOJOSA SILVA, inscrito (a)
na Ordem dos Advogados do Brasil, Seção SP sob o nº. 252.753, ANDREZA FERREIRA DE
ALMEIDA VIEIRA SANTOS, inscrito (a) na Ordem dos Advogados do Brasil, Seção SP sob o nº.
379.747, ANNE PESCE DO PATROCÍNIO, inscrito (a) na Ordem dos Advogados do Brasil, Seção SP
sob o nº. 279.078, CONSTANTINO CHAHIN DE MELLO ARAUJO, inscrito (a) na Ordem dos
Advogados do Brasil, Seção SP sob o nº. 276.526, DANIELA FABRICIO DONEGANA ALVES,
inscrito (a) na Ordem dos Advogados do Brasil, Seção SP sob o nº. 200.790, DOMINGOS PEREIRA
JUNIOR, inscrito (a) na Ordem dos Advogados do Brasil, Seção SP sob o nº. 264.700, ELZA
RAIMUNDO PINOTTI, inscrito (a) na Ordem dos Advogados do Brasil, Seção SP sob o nº. 140.962,
LUIZ CARLOS DE MATOS FILHO, inscrito (a) na Ordem dos Advogados do Brasil, Seção SP sob o
nº. 293.589, PATRÍCIA FELICIANO PEIXE, inscrito (a) na Ordem dos Advogados do Brasil, Seção SP
sob o nº. 347.370, PRISCILA FELICIANO PEIXE, inscrito (a) na Ordem dos Advogados do Brasil,
Seção SP sob o nº. 283.591, SIMONE CASTIGLIONE NOGUEIRA, inscrito (a) na Ordem dos
Advogados do Brasil, Seção SP sob o nº. 178.506, THIAGO CURY PROENÇA, inscrito (a) na Ordem
dos Advogados do Brasil, Seção SP sob o nº. 287.708, TAIS DE AZEVEDO NASCIMENTO, inscrito
(a) na Ordem dos Advogados do Brasil, Seção SP sob o nº. 279.060, ALINE INAGAKI DE SOUSA,
inscrito (a) na Ordem dos Advogados do Brasil, Seção SP sob o nº. 371.514, CAIO CESAR SOUZA
MOREIRA, inscrito (a) na Ordem dos Advogados do Brasil, Seção SP sob o nº. 353.964, EDUARDO
PAIXÃO DA SILVA, inscrito (a) na Ordem dos Advogados do Brasil, Seção SP sob o nº. 320.812,
JULIANA CURADO DE SANTOS LIMA, inscrito (a) na Ordem dos Advogados do Brasil, Seção SP
sob o nº. 409.169, JULLYANA CRUZ DE SOUZA, inscrito (a) na Ordem dos Advogados do Brasil,
Seção SP sob o nº. 354.367, PRISCILLA OLIVA FAINGEZICHT, inscrito (a) na Ordem dos
Advogados do Brasil, Seção SP sob o nº. 337.856, TALITA MYABE CARDOSO, inscrito (a) na Ordem
dos Advogados do Brasil, Seção SP sob o nº. 187.434, VANDERCI AMARAL, inscrito (a) na Ordem dos
Advogados do Brasil, Seção SP sob o nº. 264.762, VANESSA SANCHES DIB, inscrito (a) na Ordem dos
Advogados do Brasil, Seção SP sob o nº. 324.828, VIRGINIA SANTOS LEITE KIYOTA, inscrito (a) na
Ordem dos Advogados do Brasil, Seção SP sob o nº. 147.957, SIMONE SOUZA DOS SANTOS, inscrito
(a) na Ordem dos Advogados do Brasil, Seção SP sob o nº. 275.234, NARA DE ALMEIDA, inscrito (a)
na Ordem dos Advogados do Brasil, Seção SP sob o nº. 327.581, RAQUEL GOMES DA CRUZ, inscrito
(a) na Ordem dos Advogados do Brasil, Seção SP sob o nº. 264.004, MARIANA FABRIS, inscrito (a) na
.
Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por GUSTAVO ANTONIO FERES PAIXAO e Tribunal de Justica do Estado de Sao Paulo, protocolado em 28/05/2020 às 09:47 , sob o número WPEN20700597360
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Ordem dos Advogados do Brasil, Seção SP sob o nº. 277.295, MAYARA CUNHA SERRANO, inscrito
(a) na Ordem dos Advogados do Brasil, Seção SP sob o nº. 438.635, PAOLA ANDREIA PALLARETTI,
inscrito (a) na Ordem dos Advogados do Brasil, Seção SP sob o nº. 265.914, TAMARA KOSICKI
VICENTE CORREA, inscrito (a) na Ordem dos Advogados do Brasil, Seção SP sob o nº. 354.703,
DANIELA GAVIÃO, inscrito (a) na Ordem dos Advogados do Brasil, Seção SP sob o nº. 226.106,
ALANY LOPES DOS REIS, inscrito (a) na Ordem dos Advogados do Brasil, Seção SP sob o nº. 176.566,
GISELE DE MOURA GALACCI, inscrito (a) na Ordem dos Advogados do Brasil, Seção SP sob o nº.
331.374, JANAINA BUENO DELLA VEDOVA, inscrito (a) na Ordem dos Advogados do Brasil, Seção
SP sob o nº. 353.612, JESSICA BEZERRA MARQUES, inscrito (a) na Ordem dos Advogados do Brasil,
Seção SP sob o nº. 376.690, LUCIANA DA COSTA MELO, inscrito (a) na Ordem dos Advogados do
Brasil, Seção SP sob o nº. 139.912, MARICELMA SUELI ROCHA, inscrito (a) na Ordem dos
Advogados do Brasil, Seção SP sob o nº. 240.863, PRISCILLA DE ARAUJO SILVA MENEZES,
inscrito (a) na Ordem dos Advogados do Brasil, Seção SP sob o nº. 188.168, VALERIA POZEBOM
RUAS ALMEIDA, inscrito (a) na Ordem dos Advogados do Brasil, Seção SP sob o nº. 263.287,
CAROLINE FERNANDES COSTA, inscrito (a) na Ordem dos Advogados do Brasil, Seção SP sob o nº.
324.550, ALESSANDRA MATA, inscrito (a) na Ordem dos Advogados do Brasil, Seção SP sob o nº.
182.232, AMANDA MARTINS CARDOSO DA SILVA, inscrito (a) na Ordem dos Advogados do Brasil,
Seção SP sob o nº. 413.614, CARLA DE MORAES FERNANDES, inscrito (a) na Ordem dos Advogados
do Brasil, Seção SP sob o nº. 243.688, CENDY DOS SANTOS RODRIGUES, inscrito (a) na Ordem dos
Advogados do Brasil, Seção SP sob o nº. 402.322, DAVID DE CARVALHO REIS, inscrito (a) na Ordem
dos Advogados do Brasil, Seção SP sob o nº. 226.534, FERNANDA MACHADO DE ASSIS, inscrito (a)
na Ordem dos Advogados do Brasil, Seção SP sob o nº. 328.563, GABRIELA CARUSO JUSTO, inscrito
(a) na Ordem dos Advogados do Brasil, Seção SP sob o nº. 188.093, SOLANGE DE CARVALHO REIS,
inscrito (a) na Ordem dos Advogados do Brasil, Seção SP sob o nº. 401.455, os poderes que me foram
outorgados por GOL LINHAS AÉREAS INTELIGENTES S/A, para representá-la em Juízo ou
Administrativamente.

São Paulo, 13 de fevereiro de 2020


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Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por GUSTAVO ANTONIO FERES PAIXAO e Tribunal de Justica do Estado de Sao Paulo, protocolado em 28/05/2020 às 09:47 , sob o número WPEN20700597360
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CARTA DE PREPOSTO

Nomeio o (a) Sr. (a) BEATRIZ INOJOSA SILVA, portador (a) do RG sob nº 32.995.666-8, inscrito (a)
no CPF/MF sob nº 304.432.038-06, ANNE PESCE DO PATROCÍNIO, portador (a) do RG sob nº
35.537.197-2, inscrito (a) no CPF/MF sob nº 318.587.868-00, ANDRE SANTOS SILVESTRE, inscrito
(a) no CPF/MF sob nº 394.100.298-80, BRUNO VIANA DE MORAES, portador (a) do RG sob nº
52.328.631-4, inscrito (a) no CPF/MF sob nº 459.199.838-09, CAMILA DIAS PEREIRA, portador (a) do
RG sob nº 43.734.664-X, inscrito (a) no CPF/MF sob nº 054.913.619-33, CHRISTIANE COSTA GAMA,
portador (a) do RG sob nº 33.864.468-4, inscrito (a) no CPF/MF sob nº 393.733.598-60, CONSTANTINO
CHAHIN DE MELLO ARAUJO, portador (a) do RG sob nº 43.701.036-3, inscrito (a) no CPF/MF sob nº
319.058.868-61, EDGLEISON EMANUEL XIMENES, portador (a) do RG sob nº 54.270.894-2, inscrito
(a) no CPF/MF sob nº 819.940.443-49, ELIANA DE LOURDES ROLDAN, portador (a) do RG sob nº
11.099.683, inscrito (a) no CPF/MF sob nº 039.224.248-64, ELZA RAIMUNDO PINOTTI, inscrito (a)
no CPF/MF sob nº 000.022.418-97, ÉRICA APARECIDA GIMENES, portador (a) do RG sob nº
19.349.537-5, inscrito (a) no CPF/MF sob nº 140.400.478-50, FABIO PIAZZA, portador (a) do RG sob nº
27.467.580-8, inscrito (a) no CPF/MF sob nº 255.500.888-86, GLAUCIA DA SILVA DOS SANTOS,
portador (a) do RG sob nº 41.103.471-6, inscrito (a) no CPF/MF sob nº 357.526.748-08, HANNAH
PAMELA COUTINHO MORAES, portador (a) do RG sob nº 62.415.254-6, inscrito (a) no CPF/MF sob
nº 025.752.382-00, JANETE MORAES, inscrito (a) no CPF/MF sob nº 034.516.948-40, JÉSSICA
GOMES DA SILVA, portador (a) do RG sob nº 53.844.797-7, inscrito (a) no CPF/MF sob nº
470.164.998-80, JOSÉ DO PATROCÍNIO FILHO, portador (a) do RG sob nº 5.691.129-4, inscrito (a)
no CPF/MF sob nº 841.287.718-72, KÁTIA APARECIDA FERREIRA DE ALMEIDA, portador (a) do
RG sob nº 17.595.306-5, inscrito (a) no CPF/MF sob nº 057.125.358-07, KEREN FARIAS SANTOS,
portador (a) do RG sob nº 49.378.000-2, inscrito (a) no CPF/MF sob nº 391.094.018-81, LENILDO
NUNES DA SILVA, portador (a) do RG sob nº 35.707.694-1, inscrito (a) no CPF/MF sob nº 864.261.334-
34, LILIANE ALVES MARTINS, portador (a) do RG sob nº 50.078.635-X, inscrito (a) no CPF/MF sob
nº 397.136.458-63, LUCIENE CARNEIRO DE OLIVEIRA, portador (a) do RG sob nº 37.014.230-5,
inscrito (a) no CPF/MF sob nº 947.040.314-20, LUIS ANTONIO AUGUSTO, portador (a) do RG sob nº
28.609.738-2, inscrito (a) no CPF/MF sob nº 271.906.458-02, MARIA DO SOCORRO COSTA
SARUÍS, portador (a) do RG sob nº 19.101.053-4, inscrito (a) no CPF/MF sob nº 143.074.198-80,
MATHEUS SILVA SANTOS, portador (a) do RG sob nº 36.061.838-8, inscrito (a) no CPF/MF sob nº
.
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425.973.148-39, RAFAEL NUNES DA SILVA, portador (a) do RG sob nº 45.636.022-0, inscrito (a) no
CPF/MF sob nº 352.083.868-01, ROSANA PESCE, portador (a) do RG sob nº 17.872.901-2, inscrito (a)
no CPF/MF sob nº 157.249.618-57, SABRINA ROCHA SILVA, portador (a) do RG sob nº 37.412.254-4,
inscrito (a) no CPF/MF sob nº 316.748.358-65, SERGIO SIMÕES, inscrito (a) no CPF/MF sob nº
069.167.268-73, SIMONE CASTIGLIONE NOGUEIRA, portador (a) do RG sob nº 27.061.932-x,
inscrito (a) no CPF/MF sob nº 259.837.868-73, SOLANGE DE LIMA JERONYMO, portador (a) do RG
sob nº 21.412.543-9, inscrito (a) no CPF/MF sob nº 048.043.018-79, SOLISNEI QUINTINO DE
MORAES, portador (a) do RG sob nº 32.407.042-1, inscrito (a) no CPF/MF sob nº 254.903.068-07, TAIS
DE BARROS ALMEIDA LIMA, portador (a) do RG sob nº 32.171.346-1, inscrito (a) no CPF/MF sob nº
321.413.178-86, THIAGO HENRIQUE FIDELES DAVID, portador (a) do RG sob nº 41.862.089-1,
inscrito (a) no CPF/MF sob nº 377.564.498-94, TAIS DE AZEVEDO NASCIMENTO, portador (a) do
RG sob nº 34.564.376, inscrito (a) no CPF/MF sob nº 321.901.888-22, AMAURI AUGUSTO
PANDOLFELLI DE OLIVEIRA, portador (a) do RG sob nº 45.971.066, inscrito (a) no CPF/MF sob nº
382.684.448-35, ANDRE DA SILVA DIAS, inscrito (a) no CPF/MF sob nº 348.059.138-96, ANTONIO
DE ALENCAR SANTIAGO NETO, inscrito (a) no CPF/MF sob nº 782.827.993-00, CAIO HENRIQUE
SANTIAGO NUNES, portador (a) do RG sob nº 53.827.879-1, inscrito (a) no CPF/MF sob nº
421.806.628-07, CHRISTIANE COSTA GAMA, portador (a) do RG sob nº 33.864.468-4, DAIANA
PEREIRA ALVEZ, portador (a) do RG sob nº 34.627.828-4, inscrito (a) no CPF/MF sob nº 229.798.308-
52, DIMAS SOUZA DE CARVALHO JÚNIOR, portador (a) do RG sob nº 44.448.642-2, inscrito (a) no
CPF/MF sob nº 329.545.008-08, FERNANDA NOTARRIGO MASSOCO, portador (a) do RG sob nº
38.375.068, inscrito (a) no CPF/MF sob nº 434.795.068-36, JULIANA CURADO DE SANTOS LIMA,
portador (a) do RG sob nº 38.537.193-7, inscrito (a) no CPF/MF sob nº 369.255.299-05, KEMELLY
NOVAES DE ALMEIDA, portador (a) do RG sob nº 52.920.118-5, inscrito (a) no CPF/MF sob nº
499.627.358-58, LARISSA PAZ DO NASCIMENTO, inscrito (a) no CPF/MF sob nº 464.675.198-41,
LUIS ANTONIO AUGUSTO, portador (a) do RG sob nº 28.609.738-2, inscrito (a) no CPF/MF sob nº
271.906.458-02, LUIS AUGUSTO FERREIRA NOGUEIRA, portador (a) do RG sob nº 32.908.011-8,
inscrito (a) no CPF/MF sob nº 338.219.678-62, MARCELLE GONÇALVES GILDE, portador (a) do RG
sob nº 45.628.520-9, MARINA FANUCCHI MENEZES, portador (a) do RG sob nº 36.145.846-0,
inscrito (a) no CPF/MF sob nº 288.104.868-46, PRISCILLA FAINGEZICHT, portador (a) do RG sob nº
35.203.054-9, inscrito (a) no CPF/MF sob nº 304.030.868-84, RENATO PENNA FIRME, inscrito (a) no
CPF/MF sob nº 367.505.768-26, FABIANA MOURA BASTOS, portador (a) do RG sob nº 24.133.815-3,
inscrito (a) no CPF/MF sob nº 281.124.298-80, ANA PAULA JESUS AMADO, portador (a) do RG sob nº
43.392.575-8, inscrito (a) no CPF/MF sob nº 290.687.758-12, ANDRÉ AGOSTINHO CARVALHO,
portador (a) do RG sob nº 37.905.486-3, inscrito (a) no CPF/MF sob nº 427.121.988-67, ANDRÉ DA
SILVA DIAS, portador (a) do RG sob nº 33.547.182-1, inscrito (a) no CPF/MF sob nº 348.059.138-86,
ANICETO DOS SANTOS LUZIO, portador (a) do RNE sob nº W500242-I, inscrito (a) no CPF/MF sob
nº 057.120.688-34, APARECIDA SUELI MARTINS, portador (a) do RG sob nº 10.913.888-0, inscrito
(a) no CPF/MF sob nº 876.429.138-34, CAIO CESAR RAMOS, portador (a) do RG sob nº 49.437.376-3,
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inscrito (a) no CPF/MF sob nº 057.120.688-34, CAMILA DE ARAÚJO FERREIRA, portador (a) do RG
sob nº 48.092.759-5, inscrito (a) no CPF/MF sob nº 403.175.718-26, DEBORA MARIA SOUZA DA
SILVA, portador (a) do RG sob nº 29.966.615-3, inscrito (a) no CPF/MF sob nº 225.633.218-75, DIVINA
GOMES DE SOUZA, portador (a) do RG sob nº 7.341.280-7, inscrito (a) no CPF/MF sob nº 026.152.225-
62, EDNA PEREIRA DE JESUS SILVA, portador (a) do RG sob nº 36.877.093-X, inscrito (a) no
CPF/MF sob nº 341.243.638-00, EDUARDO ALVES MARCIANO, portador (a) do RG sob nº
41.325.907-9, inscrito (a) no CPF/MF sob nº 348.254.918-47, ELISABETE MOURA BASTOS, portador
(a) do RG sob nº 10.604.163-0, inscrito (a) no CPF/MF sob nº 943.110.058-49, FLAVIA REGINA DE
MELO, portador (a) do RG sob nº 43.869.134-1, inscrito (a) no CPF/MF sob nº 330.306.498-90,
GABRIELA LOPES DA FONSECA, portador (a) do RG sob nº 50.803.327-5, inscrito (a) no CPF/MF
sob nº 475.856.328-43, GUSTAVO ZAGO SIMPLICIO, portador (a) do RG sob nº 44.028.019-9,
inscrito (a) no CPF/MF sob nº 419.748.268-05, ILANA QUESIA ALVES DE SOUZA, portador (a) do
RG sob nº 52.860.331-0, inscrito (a) no CPF/MF sob nº 481.331.808-80, IVAN FERREIRA DA CRUZ,
portador (a) do RG sob nº 44.435.761-0, inscrito (a) no CPF/MF sob nº 312.588-318-05, KELLY
APARECIDA LUZIO, portador (a) do RG sob nº 26.802.504-6, inscrito (a) no CPF/MF sob nº
289.720.628-47, LEONARDO FRANCISCO ALVES DA SILVA, portador (a) do RG sob nº
54.335.170-1, inscrito (a) no CPF/MF sob nº 086.491.734-11, MARCELO LIBERATORE, portador (a)
do RG sob nº 17.716.704, inscrito (a) no CPF/MF sob nº 152.559.798-13, MARCO AURÉLIO DA
SILVA LIMA, portador (a) do RG sob nº 24.854.236-9, inscrito (a) no CPF/MF sob nº 279.323.198-38,
MARCOS ANTÃO FERNANDES JUNIOR, portador (a) do RG sob nº 43.752.907-1, inscrito (a) no
CPF/MF sob nº 415.634.838-58, MARIA JOSÉ PEREIRA SANTOS CAMPOS, portador (a) do RG sob
nº 11.482.609-2, inscrito (a) no CPF/MF sob nº 056.698.438-51, MARIANE CHAVES ALONSO,
portador (a) do RG sob nº 34.152.991-6, inscrito (a) no CPF/MF sob nº 333.991.878-31, MARINA
FANUCCHI MENEZES, portador (a) do RG sob nº 36.145.846-0, inscrito (a) no CPF/MF sob nº
288.104.868-46, MONALISA CAMILA RAMOS, portador (a) do RG sob nº 43.586.313-7, inscrito (a)
no CPF/MF sob nº 343.261.858-13, NATHACHA LIMA LUISI, portador (a) do RG sob nº 42.403.541-8,
inscrito (a) no CPF/MF sob nº 359.495.908-04, NAYRA PIMENTEL RIBEIRO, portador (a) do RG sob
nº 55.025.687-8, inscrito (a) no CPF/MF sob nº 435.900.678-02, NILDA VIDAS LUZIO, portador (a) do
RG sob nº 7.167.257, inscrito (a) no CPF/MF sob nº 261.045.218-78, PAULO ROBERTO
BONACHELO, portador (a) do RG sob nº 15.602.938-8, inscrito (a) no CPF/MF sob nº 052.884.718-00,
RODRIGO ANÇÃO DA SILVA, portador (a) do RG sob nº 17.385.154-X, inscrito (a) no CPF/MF sob nº
100.401.328-03, ROY CAMERON MACINTYRE, portador (a) do RG sob nº 23.687.388-X, inscrito (a)
no CPF/MF sob nº 252.999.78-33, TAIS APARECIDA COUTINHO DEUS DEU, portador (a) do RG
sob nº 27.846.459-2, inscrito (a) no CPF/MF sob nº 274.519.288-45, TATIANE FERRAZ DE SOUSA,
portador (a) do RG sob nº 17.967.877, inscrito (a) no CPF/MF sob nº 104.707.426-58, THALITA MARIA
ROLIM MILLARES, portador (a) do RG sob nº 45.954.820-7, inscrito (a) no CPF/MF sob nº
358.519.418-47, THALITA SOARES DIAS LOUREIRO, portador (a) do RG sob nº 43.881.801-5,
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portador (a) do RG sob nº 23.410.722-4, inscrito (a) no CPF/MF sob nº 322.850.508-10, WILSON DA
SILVA RODRIGUES, portador (a) do RG sob nº 13.899.227-7, inscrito (a) no CPF/MF sob nº
031.133.688-47, SIMONE SOUZA DOS SANTOS, portador (a) do RG sob nº 46.923.427-1, inscrito (a)
no CPF/MF sob nº 317.027.038-94, ADELITA JUTGLAR DE SOUSA, portador (a) do RG sob nº
34.573.097-5, inscrito (a) no CPF/MF sob nº 302.159.838-23, ALAN APARECIDO PRADO FILHO,
portador (a) do RG sob nº 17.750.846, inscrito (a) no CPF/MF sob nº 033.461.338-85, AMANDA
COPAZI DA SILVA, portador (a) do RG sob nº 49.950.148-2, inscrito (a) no CPF/MF sob nº
499.338.458-02, ANDRE CHERUBINI, portador (a) do RG sob nº 40.613.784-5, inscrito (a) no CPF/MF
sob nº 312.593.858-92, ANDRÉ LUIZ DO NASCIMENTO, portador (a) do RG sob nº 20.077.763-4,
inscrito (a) no CPF/MF sob nº 146.077.208-90, ANDRESSA TRAJANO MOREIRA, portador (a) do RG
sob nº 49.295.331-4, inscrito (a) no CPF/MF sob nº 431.009.638-73, ANTONIO EUSTAQUIO DA
SILVA, portador (a) do RG sob nº 4.826.696, inscrito (a) no CPF/MF sob nº 009.475.738-01, ARIELLA
FELIPE DE ALMEIDA, portador (a) do RG sob nº 39.675.270-6, inscrito (a) no CPF/MF sob nº
477.467.748-57, CAIO HENRIQUE ALVES PEREIRA DA SILVA, portador (a) do RG sob nº
41.899.877-2, inscrito (a) no CPF/MF sob nº 388.701.638-65, CAMILA DIAS PEREIRA, portador (a) do
RG sob nº 43.734664-X, inscrito (a) no CPF/MF sob nº 054.913.619-33, CASSIANO ABICHARA DA
SILVA, portador (a) do RG sob nº 26.452.762-8, inscrito (a) no CPF/MF sob nº 185.428.198-45, CIBELE
PIRES LÚCIO DO AMARAL, inscrito (a) no CPF/MF sob nº 269.424.978-78, CICERO LUIZ
FONSECA, portador (a) do RG sob nº 6.505.959-1, inscrito (a) no CPF/MF sob nº 562.722.358-87,
DANIELA APARECIDA DA SILVA HERCULANO, portador (a) do RG sob nº 34.354.876-8, inscrito
(a) no CPF/MF sob nº 227.232.098-81, ERMANO RODRIGUES ARAÚJO, portador (a) do RG sob nº
25.294.326-0, inscrito (a) no CPF/MF sob nº 163.780.238-24, FÁTIMA FRANCISCO E SILVA
SANTOS, portador (a) do RG sob nº 21.210.525-5, inscrito (a) no CPF/MF sob nº 104.145.288-83,
FERNANDO DIAS CARVALHO, portador (a) do RG sob nº 33.643.333-5, inscrito (a) no CPF/MF sob
nº 278.657.988-06, FERNANDO OLIVEIRA PACHECO, portador (a) do RG sob nº 34.745.192-5,
inscrito (a) no CPF/MF sob nº 344.809.168-57, GABRIEL CORTEZ JUSTAMAND, portador (a) do RG
sob nº 42.841.753-8, inscrito (a) no CPF/MF sob nº 392.132.618.45, GABRIELLA SAMPAIO DA
CRUZ, portador (a) do RG sob nº 47.756.008-8, inscrito (a) no CPF/MF sob nº 399.063.798-39, IRENE
NUNES DA SILVA, portador (a) do RG sob nº 16.977.360-7, inscrito (a) no CPF/MF sob nº 129.478.478-
14, IRANI SERRÃO CARVALHO, portador (a) do RG sob nº 16.960.144-4, IVAN FERREIRA DA
CRUZ, portador (a) do RG sob nº 46.923.427-1, inscrito (a) no CPF/MF sob nº 312.588.318-05, IVAN
SOUZA DANTAS, portador (a) do RG sob nº 21.835.463, inscrito (a) no CPF/MF sob nº 044.653.528-16,
JANAINA PIRES DA SILVA ALVAREZ, portador (a) do RG sob nº 26.697.325-5, inscrito (a) no
CPF/MF sob nº 245.860.828-01, JOSEFA LENTINHA SANTIAGO, portador (a) do RG sob nº
16.119.080-7, inscrito (a) no CPF/MF sob nº 031.765.528-07, JOYCE BRIGANTI DE OLIVEIRA,
portador (a) do RG sob nº 47.907.832-4, inscrito (a) no CPF/MF sob nº 400.444.368-74, JULIANA
RODRIGUES DO VALE, portador (a) do RG sob nº 32.203.660-4, inscrito (a) no CPF/MF sob nº
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inscrito (a) no CPF/MF sob nº 392.223.048-29, KATIA GRASIELLA DE ANDRADE BIANCHINI,
portador (a) do RG sob nº 46.823.616-8, inscrito (a) no CPF/MF sob nº 310.56.408-67, LEANDRO
FERREIRA DOS SANTOS, portador (a) do RG sob nº 27..465.400-3, inscrito (a) no CPF/MF sob nº
213.008.668-37, LUCIMARA MENGUES, portador (a) do RG sob nº 23.074.941-0, inscrito (a) no
CPF/MF sob nº 123.475.818-05, LUIZ FELIPE SILVA MARTINS MACHARET, portador (a) do RG
sob nº 60.925.753-5, inscrito (a) no CPF/MF sob nº 466.530.938-83, LUCIO DO AMARAL FILHO,
portador (a) do RG sob nº 6.269.882-5, inscrito (a) no CPF/MF sob nº 874.588-968-68, MARCOS
HERCULANO DA SILVA, portador (a) do RG sob nº 28.608.586-0, inscrito (a) no CPF/MF sob nº
213.686.558-74, MATHEUS SILVA SANTOS, portador (a) do RG sob nº 36.061.838-8, inscrito (a) no
CPF/MF sob nº 425.973.148-39, MATHEUS WILLIAM TOTTENE, portador (a) do RG sob nº
38.442.828-9, inscrito (a) no CPF/MF sob nº 481.857.248-90, MURILO PEREIRA DE CARVALHO,
portador (a) do RG sob nº 30.059.901-8, inscrito (a) no CPF/MF sob nº 293.608.318-40, NARA DE
ALMEIDA, portador (a) do RG sob nº 32.467.318-8, inscrito (a) no CPF/MF sob nº 217.166.568-85,
NAYARA SERRÃO DE CARVALHO FERREIRA, portador (a) do RG sob nº 50.166.414-2, inscrito (a)
no CPF/MF sob nº 497.200.828-40, OZÉRIO FERNANDES DO NASCIMENTO, portador (a) do RG
sob nº 57.510.724-8, inscrito (a) no CPF/MF sob nº 041.791.977-82, PEDRO HENRIQUE CONTI DA
SILVA, portador (a) do RG sob nº 38.355.561-9, inscrito (a) no CPF/MF sob nº 466.692.868-56,
RACHEL GOMES DA CRUZ, portador (a) do RG sob nº 33.235.888-4, inscrito (a) no CPF/MF sob nº
226.173.178-70, RAFAEL HERNANDES LIMA FREIRE, portador (a) do RG sob nº 44.417.205-1,
inscrito (a) no CPF/MF sob nº 345.177.758-44, RILDO HERNANDES FREIRE JUNIOR, portador (a)
do RG sob nº 36.608.525-6, inscrito (a) no CPF/MF sob nº 450.072.488-52, RITA DE CASSIA DA
SILVA, portador (a) do RG sob nº 45.373.814-X, inscrito (a) no CPF/MF sob nº 314.246.098-52,
RODRIGO APARECIDO FERREIRA DA SILVA, portador (a) do RG sob nº 28.497.060-1, inscrito (a)
no CPF/MF sob nº 281.934.138-14, RODRIGO MIGUEL DA SILVA, portador (a) do RG sob nº
42.561.378-1, inscrito (a) no CPF/MF sob nº 375.703.198-93, ROSÂNGELA GOLÇALVES
FERNANDES DO NASCIMENTO, portador (a) do RG sob nº 08.875.408-0, inscrito (a) no CPF/MF sob
nº 077.599.927-00, ROSEMEIRE FELIPE DOS SANTOS ALMEIDA, portador (a) do RG sob nº
18.645.175-1, inscrito (a) no CPF/MF sob nº 113.567.018-84, RUTILANTE ALVES DE SOUSA
JUTGLAR, portador (a) do RG sob nº 11.321.596, inscrito (a) no CPF/MF sob nº 013.120.139-77,
SANDRA APARECIDA RUZZA, portador (a) do RG sob nº 9.504.420, inscrito (a) no CPF/MF sob nº
984.438.448-68, SANDRO DONIZETE DA SILVA, portador (a) do RG sob 29.562.754-8, inscrito (a) no
CPF/MF sob nº 179.297.728-02, SÉRGIO RICARDO FERREIRA, portador (a) do RG sob 25.449.971-
4, inscrito (a) no CPF/MF sob nº 153.593.758-09, THAIS APARECIDA COUTINHO DA SILVA,
portador (a) do RG sob nº 27.846.459-3, inscrito (a) no CPF/MF sob nº 274.519.288-45, THAIS
BONFÁCIO SANTOS, portador (a) do RG sob nº 49.409.847-8, inscrito (a) no CPF/MF sob nº
421.392.788-10, THAYS BLESSING GOMES MADEKWE, portador (a) do RG sob nº 42.850.083-3,
inscrito (a) no CPF/MF sob nº 324.482.118-92, THAIS SANTIAGO DO NASCIMENTO, portador (a) do
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RG sob nº 44.422.226-1, inscrito (a) no CPF/MF sob nº 342.920.568-97, THIAGO HENRIQUE
ESPÍNOLA LEMES CARA, portador (a) do RG sob nº 33.368.943, inscrito (a) no CPF/MF sob nº
327.503.958-01, VICTOR CARNIELLI, portador (a) do RG sob nº 48.915.177-2, inscrito (a) no CPF/MF
sob nº 425.704.918-96, VICTOR MARTINELLI PALADINO, portador (a) do RG sob nº 44.449.443-1
SSP/SP, inscrito (a) no CPF/MF sob nº 318.826.808-47, MARIANA FABRIS, portador (a) do RG sob nº
41.108.620-0, inscrito (a) no CPF/MF sob nº 318.579.388-95, ALANDA SALVATERRA DUTRA
GOULART, portador (a) do RG sob nº 49.254.399-9, inscrito (a) no CPF/MF sob nº 421.730.938-43,
ALBERTO FINOTI, portador (a) do RG sob nº 29.248.008-8, inscrito (a) no CPF/MF sob nº
286.389.718-77, ANA CAROLINA GATSCHNIGG MEDEIROS, portador (a) do RG sob nº
40.588.378-X, inscrito (a) no CPF/MF sob nº 315.821.758-96, ANDERSON CORDEIRO PEREIRA,
portador (a) do RG sob nº 34.713.049-5, inscrito (a) no CPF/MF sob nº 333.676.108-52, ANDRÉA
APARECIDA QUILES BRIGUET, portador (a) do RG sob nº 25.943.233-7, inscrito (a) no CPF/MF sob
nº 222.767.728-75, AURY ANNE DE SOUZA SILVA SAPANHOS, portador (a) do RG sob nº
38.651.371-5, inscrito (a) no CPF/MF sob nº 445.536.318-14, CAMILLA MARQUES FERREIRA,
portador (a) do RG sob nº 36.833.227-3, inscrito (a) no CPF/MF sob nº 397.992.658-35, CAROLINE
MORAES AMORIM, portador (a) do RG sob nº 39.061.288, inscrito (a) no CPF/MF sob nº 460.694.008-
52, CECILIA APARECIDA CARRETERO PALLARETTI, portador (a) do RG sob nº 6.705.729,
inscrito (a) no CPF/MF sob nº 108.967.388-41, CRISTINA RODRIGUES GOMES, portador (a) do RG
sob nº 23.607.613-9, inscrito (a) no CPF/MF sob nº 134.283.988-90, DANIELLE APARECIDA DE
OLIVEIRA, portador (a) do RG sob nº 44.039.741-8, inscrito (a) no CPF/MF sob nº 370.411.608-40,
ELISEU CARDOSO DE SÁ, portador (a) do RG sob nº 18.188.585, inscrito (a) no CPF/MF sob nº
117.560.366-08, FERNANDA MARQUES FELIX, portador (a) do RG sob nº 29.795.452-0, inscrito (a)
no CPF/MF sob nº 224.120.118-93, GISLENE COSTA CARVALHO, portador (a) do RG sob nº
44.480.720-2, inscrito (a) no CPF/MF sob nº 228.563.818-39, JAQUELINE PESTANA DE QUEIROZ,
portador (a) do RG sob nº 37.407.788-5, inscrito (a) no CPF/MF sob nº 437.724.668-26, JESSICA
BERALDO DI GÊNOVA, portador (a) do RG sob nº 47.193.360-0, inscrito (a) no CPF/MF sob nº
407.343.788-74, JULIANA MORAIS JORDÃO, portador (a) do RG sob nº 45.954.084-1, inscrito (a) no
CPF/MF sob nº 382.453.138-07, MARCOS DURAN LEITE MEDEIROS, portador (a) do RG sob nº
49.811.037-0, inscrito (a) no CPF/MF sob nº 401.253.118-26, MARLI ARRUDA ALVES, portador (a) do
RG sob nº 15.882.362-X, inscrito (a) no CPF/MF sob nº 073.709.068-50, MAYARA CUNHA
SERRANO, portador (a) do RG sob nº 50.701.404-2, inscrito (a) no CPF/MF sob nº 399.124.288-54,
PAOLA ANDRÉIA PALLARETTI, portador (a) do RG sob nº 28.500.254-5, inscrito (a) no CPF/MF sob
nº 312.575.838-67, PAULO HENRIQUE DUARTE, portador (a) do RG sob nº 53.591.462-3, inscrito (a)
no CPF/MF sob nº 249.282.082-34, RAFAELLA CRISTINA DE OLIVEIRA, portador (a) do RG sob nº
30.907.292-X, inscrito (a) no CPF/MF sob nº 381.405.308-7, RAISSA CAPITANIO, portador (a) do RG
sob nº 46.454.245-5, inscrito (a) no CPF/MF sob nº 365.616.568-81, SILVIA CRISTINA AVELLAR
ABRAHÃO, portador (a) do RG sob nº 24.484.109-3, inscrito (a) no CPF/MF sob nº 128.649.258-00,
SOLANGE PEREIRA DE SOUZA, portador (a) do RG sob nº 20.929.480-2, inscrito (a) no CPF/MF sob
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nº 106.400.818-60, TAINARA MORAES DE CASTRO, portador (a) do RG sob nº 36.444.481-2, inscrito
(a) no CPF/MF sob nº 382.453.148-89, TAMARA KOSICKI VICENTE CORRÊA, portador (a) do RG
sob nº 43.515.889-2, inscrito (a) no CPF/MF sob nº 349.986.958-60, VITOR HENRIQUE FREGNAN,
portador (a) do RG sob nº 34.210.364-7, inscrito (a) no CPF/MF sob nº 349.367.058-3, CAROLINE
FERNANDES COSTA, portador (a) do RG sob nº 36.529.487-1, inscrito (a) no CPF/MF sob nº
372.452.688-19, ALESSANDRA MATA, portador (a) do RG sob nº 26.805.414-9, inscrito (a) no CPF/MF
sob nº 264.038.218-73, AMANDA MARTINS CARDOSO DA SILVA, portador (a) do RG sob nº
49.669.607-5, inscrito (a) no CPF/MF sob nº 445.683.848-50, ANA REGINA FERNANDES COSTA,
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RODRIGUES SANTOS DE OLIVEIRA, portador (a) do RG sob nº 48.011.420-1, inscrito (a) no
CPF/MF sob nº 380.171.088-26, CARLA DE MORAES FERNANDES, portador (a) do RG sob nº
33.399.881-9, inscrito (a) no CPF/MF sob nº 301.904.918-09, CENDY DOS SANTOS RODRIGUES,
portador (a) do RG sob nº 42.396.095-7, inscrito (a) no CPF/MF sob nº 365.091.818-86, DAVID DE
CARVALHO REIS, portador (a) do RG sob nº 30.534.148-0, inscrito (a) no CPF/MF sob nº 216.289.658-
35, FERNANDA MACHADO DE ASSIS, portador (a) do RG sob nº 27.089.764-1, inscrito (a) no
CPF/MF sob nº 310.849.838-30, JÚLIO CÉSAR FAVARETO, portador (a) do RG sob nº 27.147.154-2,
inscrito (a) no CPF/MF sob nº 287.841.168-46, ROSENI DOS SANTOS, portador (a) do RG sob nº
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CARVALHO REIS, portador (a) do RG sob nº 47.862.807-9, inscrito (a) no CPF/MF sob nº 423.015.198-
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SILVA, portador (a) do RG sob nº 45.619.246-3, inscrito (a) no CPF/MF sob nº 460.513.498-04, ERIKA
GARRIDO PARIZ, portador (a) do RG sob nº 42.778.108-5, inscrito (a) no CPF/MF sob nº 326.527.118-
81, JESSICA BEZERRA MARQUES, portador (a) do RG sob nº 5.331.888-3, inscrito (a) no CPF/MF
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fls. 193

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DIEGO DA SILVA GANDRA, portador (a) do RG sob nº 47.093.500-5, inscrito (a) no CPF/MF sob nº
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MACEDO, portador (a) do RG sob nº 22.046.503-4, inscrito (a) no CPF/MF sob nº 127.623.418-09,
JENNIFER GONÇALVES BROCCO, portador (a) do RG sob nº 33.002.153-9, inscrito (a) no CPF/MF
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RG sob nº 43.326.071-3, inscrito (a) no CPF/MF sob nº 336.896.068-70, KARINA COSTA
CAVALCANTE BATISTA, portador (a) do RG sob nº 42.997.638-0, inscrito (a) no CPF/MF sob nº
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no CPF/MF sob nº 423.813.378-14, LAURA MARTINS SANTANA, portador (a) do RG sob nº
40.240.065-3, inscrito (a) no CPF/MF sob nº 389.532.218-03, LUÍS GUSTAVO DURÃES SANTIAGO,
portador (a) do RG sob nº 52.246.940-1, inscrito (a) no CPF/MF sob nº 430.412.068-97, MARCO
ANTÔNIO ALVES, inscrito (a) no CPF/MF sob nº 106.697.838-70, MARIA JULIA DE MIRANDA
CAVALHEIRO, portador (a) do RG sob nº 432.238.958-92, inscrito (a) no CPF/MF sob nº 40.554.981-7,
MELINA ALVES DE SOUZA BORETTI BRASIL, portador (a) do RG sob nº 62.024.332-6, inscrito (a)
no CPF/MF sob nº 054.013.749-92, PATRÍCIA MORALEZ JANKOSKI, portador (a) do RG sob nº
47.972.430-1, inscrito (a) no CPF/MF sob nº 401.946.308-54, PATRÍCIA MOURA MORALEZ
LOPES, portador (a) do RG sob nº 22.438.694-3, inscrito (a) no CPF/MF sob nº 168.520.578-01,
PRISCILA CAMPANELI SÃO MARCOS, portador (a) do RG sob nº 49.024.118-9, inscrito (a) no
CPF/MF sob nº 408.239.148-79, RENATA VESPASIANO RAMOS, portador (a) do RG sob nº
30.148.363-2, inscrito (a) no CPF/MF sob nº 299.705.998-44, RENATO DA SILVA BORGES, portador
(a) do RG sob nº 30.150.345-05, inscrito (a) no CPF/MF sob nº 229.546.988-02, RICHARD MICHAEL
SOARES FERREIRA, portador (a) do RG sob nº 53.965.311-1, inscrito (a) no CPF/MF sob nº
423.443.818-99, TALITA CARVALHO, portador (a) do RG sob nº 46.655.390-0, inscrito (a) no CPF/MF
sob nº 377.406.578-08, TALITA ROSA DE JESUS SILVA, portador (a) do RG sob nº 52.998.659-7,
inscrito (a) no CPF/MF sob nº 475.533.188-92, THAIS CRISTINE DOS SANTOS, portador (a) do RG
sob nº 38.834.060-5, inscrito (a) no CPF/MF sob nº 460.636.398-37, TIAGO GALDINO DE MACEDO,
portador (a) do RG sob nº 42.476.778-8, inscrito (a) no CPF/MF sob nº 309.085.938-64, nosso (a)
prestar depoimento pessoal.

São Paulo, 13 de fevereiro de 2020


INTELIGENTES S/A, em Juízo ou Administrativamente, podendo, inclusive, celebrar acordo, transigir e
colaborador(a), na qualidade de preposto, com poderes para representar a GOL LINHAS AÉREAS
fls. 194

Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por GUSTAVO ANTONIO FERES PAIXAO e Tribunal de Justica do Estado de Sao Paulo, protocolado em 28/05/2020 às 09:47 , sob o número WPEN20700597360 .
Para conferir o original, acesse o site https://esaj.tjsp.jus.br/pastadigital/sg/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 1003182-61.2020.8.26.0006 e código BA2F4CB.
fls. 195

TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO


COMARCA DE SÃO PAULO
FORO REGIONAL VI - PENHA DE FRANÇA
4ª VARA CÍVEL
Rua Dr. João Ribeiro, 433, 6º Andar, Penha de Franca - CEP 03634-010,
Fone: (11) 2093-6612, São Paulo-SP - E-mail: penha4cv@tjsp.jus.br
Horário de Atendimento ao Público: das 12h30min às19h00min

Para conferir o original, acesse o site https://esaj.tjsp.jus.br/pastadigital/sg/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 1003182-61.2020.8.26.0006 e código BAD6AD5.
ATO ORDINATÓRIO

Processo Digital nº: 1003182-61.2020.8.26.0006


Classe – Assunto: Procedimento Comum Cível - Transporte Aéreo
Requerente: Fabio Alves Guimaraes
Requerido: Gol Linhas Aéreas Inteligentes S.A

Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por MARCIA YUKIE KANAI, liberado nos autos em 03/06/2020 às 15:15 .
CERTIDÃO - Ato Ordinatório

Certifico e dou fé que, nos termos do art. 203, § 4º, do CPC,


preparei para remessa ao Diário da Justiça Eletrônico o(s)
seguinte(s) ato(s) ordinatório(s):
Fls. 48/68 e documentos: À réplica pelo autor, no prazo legal.
Nada Mais. São Paulo, 03 de junho de 2020. Eu, ___, MARCIA
YUKIE KANAI, Escrevente Técnico Judiciário.
fls. 196

FORO REGIONAL VI - Penha de França Emitido em: 04/06/2020 13:23


Certidão - Processo 1003182-61.2020.8.26.0006 Página: 1

CERTIDÃO DE REMESSA DE RELAÇÃO

Para conferir o original, acesse o site https://esaj.tjsp.jus.br/pastadigital/sg/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 1003182-61.2020.8.26.0006 e código BAF5F7E.
Certifico que o ato abaixo consta da relação nº 0197/2020, encaminhada para publicação.

Advogado Forma
Adriano Blatt (OAB 329706/SP) D.J.E
Gustavo Antonio Feres Paixão (OAB 186458/SP) D.J.E

Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por ENOQUE NASCIMENTO DA SILVA, liberado nos autos em 04/06/2020 às 13:23 .
Teor do ato: "Fls. 48/68 e documentos: À réplica pelo autor, no prazo legal."

Do que dou fé.


São Paulo, 4 de junho de 2020.

Enoque Nascimento da Silva


fls. 197

FORO REGIONAL VI - Penha de França Emitido em: 05/06/2020 10:25


Certidão - Processo 1003182-61.2020.8.26.0006 Página: 1

CERTIDÃO DE PUBLICAÇÃO DE RELAÇÃO

Para conferir o original, acesse o site https://esaj.tjsp.jus.br/pastadigital/sg/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 1003182-61.2020.8.26.0006 e código BB10368.
Certifico e dou fé que o ato abaixo, constante da relação nº 0197/2020, foi disponibilizado na página
3348/3353 do Diário da Justiça Eletrônico em 05/06/2020. Considera-se data da publicação, o primeiro dia útil
subseqüente à data acima mencionada.

Advogado
Adriano Blatt (OAB 329706/SP)
Gustavo Antonio Feres Paixão (OAB 186458/SP)

Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por ENOQUE NASCIMENTO DA SILVA, liberado nos autos em 05/06/2020 às 10:25 .
Teor do ato: "Fls. 48/68 e documentos: À réplica pelo autor, no prazo legal."

SÃO PAULO, 5 de junho de 2020.

Enoque Nascimento da Silva


Chefe de Seção Judiciário
.
fls. 198

Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por ADRIANO BLATT e Tribunal de Justica do Estado de Sao Paulo, protocolado em 13/06/2020 às 00:39 , sob o número WPEN20700687866
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EXCELENTISSIMO(A) SENHOR(A) DOUTOR(A) JUIZ(A) DE DIREITO DA 4ª
VARA CIVEL DO FORUM REGIONAL DA PENHA – SÃO PAULO – SP

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o PROCESSO:1003182-61.2020.8.26.0006
o AUTOR: Fabio Alves Guimaraes
o RÉ: Gol Linhas Aéreas Inteligentes
o Ação de reparação de danos (comum)

FABIO ALVES GUIMARAES, com qualificação nos autos em epígrafe,


vem, perante V. Exa, apresentar sua

RÉPLICA COM IMPUGNAÇÃO


em face da falaciosa contestação interposta pela GOL LINHAS AÉREAS S/A – FLS. 48/68, pelas
relevantes razões de fato e de direito que passa, então, a aduzir.

1. DA TEMPESTIVIDADE

Ora demonstra-se a tempestividade desta réplica:

Evento Data Base legal


Data de disponibilização 05/06/20 Lei 11.419/06, Art. 4º, caput1
Publicação e intimação 08/06/20 Lei 11.419/06, Art. 4º, § 3o2
Primeiro dia da contagem de prazo 09/06/20 CPC, Art. 224, § 3º 3
Dies ad quem para interposição desta 26/06/20 CPC, Art. 3514
Data desta interposição 13/06/20 CPC, Art. 218, § 4º 5
Portanto, mostra-se cabalmente tempestiva esta interposição.

1 Lei 11.419/06 - Art. 4o Os tribunais poderão criar Diário da Justiça eletrônico, disponibilizado em sítio da rede mundial de

computadores, para publicação de atos judiciais e administrativos próprios e dos órgãos a eles subordinados, bem como
comunicações em geral. (...).
2 Lei 11.419/06 - Art. 4o (...) § 3o Considera-se como data da publicação o primeiro dia útil seguinte ao da disponibilização da

informação no Diário da Justiça eletrônico.


3 CPC - Art. 224 (...) § 3º A contagem do prazo terá início no primeiro dia útil que seguir ao da publicação.
4
CPC - Art. 351. Se o réu alegar qualquer das matérias enumeradas no art. 337, o juiz determinará a oitiva do autor no prazo de
15 (quinze) dias, permitindo-lhe a produção de prova.
5CPC, Art. 218. Os atos processuais serão realizados nos prazos prescritos em lei. (...) § 4o Será considerado tempestivo o ato
praticado antes do termo inicial do prazo
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fls. 199

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2. DOS FATOS

Para conferir o original, acesse o site https://esaj.tjsp.jus.br/pastadigital/sg/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 1003182-61.2020.8.26.0006 e código BBD8603.
Aeroporto para regresso a São Paulo, objetivando dar continuidade nos
compromissos aqui agendados.
A passagem aérea comprada pelo Autor decolaria do Aeroporto Internacional
de Campo Grande – Mato Grosso do Sul no dia 13/02/2020 às 19h15m (horário local), e
pousaria no Aeroporto Internacional de Guarulhos às 22h00m (horário local) (doc. de fls.
27/28).
O Autor chegou ao aeroporto no horário previsto, enfrentou todas as filas,
realizou o check in, e aguardou o embarque.
Enquanto aguardava o embarque, o Autor foi informado pelos prepostos da
Ré de que o voo estava atrasado.
Após muita confusão, discussão e desespero o Autor foi avisado pelos
prepostos da Ré que o voo seria adiado para às 22h00m. Sem alternativa o Autor
se viu obrigado a aguardar pelo novo embarque.
Aguardando o embarque pela SEGUNDA vez e certa de que agora nada daria
errado, foi novamente impedido de embarcar (!!!), por mais surreal que possa parecer, o
Autor e demais passageiros foram informados que o voo havia sido cancelado.
É DE PASMAR, MAS PELA SEGUNDA VEZ NÃO EMBARCARIA!!!
Quase 2 (horas) de espera sem qualquer informação, sem saber haveria
embarque, se seria em outra aeronave, quanto tempo demoraria, enfim, como ficaria aquela
situação, ou que de fato teria ocorrido.
Superadas 2 (duas) horas de espera, os passageiros foram orientados a formar
uma fila para obter novos cartões de embarque.
Após muita humilhação e confusão no balcão da Ré, o Autor foi informado de
que o voo havia sido remarcado para a manhã do dia seguinte, ou seja, o Autor teria que
ficar no Aeroporto até às 9h20min do dia 14/02/2020, para então embarcar para São Paulo.
Seria cômico, não fosse excessivamente trágico!!!
O Autor foi largado no saguão do Aeroporto sem nenhum suporte
por parte da Ré, nem mesmo um copo d´água foi oferecido.
O Autor, sem ter para onde ir, teria que ficar horas e horas no Aeroporto
aguardando o embarque no novo voo LA 3675, com destino a Guarulhos-SP.
O Autor, que é corretor de imóveis, estava desesperado pois havia agendado
diversos clientes na manhã do dia 14/02/2020.

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Após muito sufoco e humilhação, o Autor desembarcou em São Paulo com
aproximadamente 14 (quatorze) horas de atraso (doc. de fl. 30).
Em suma, o Autor chegou ao seu destino final (São Paulo- SP)

Para conferir o original, acesse o site https://esaj.tjsp.jus.br/pastadigital/sg/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 1003182-61.2020.8.26.0006 e código BBD8603.
aproximadamente 12h20min, ou seja, com aproximadamente 14 horas de atraso!!!
O Autor não recebeu NENHUMA informação por parte da Ré e
NENHUMA assistência.
Pareceu um autêntico pesadelo kafkiano, Excelência. A sucessão de ilícitos
parecia não ter fim. Frise-se que o final da viagem do Autor se tornou algo torturante e
desesperador.

Nada disso teria acontecido se o voo original não tivesse


sido cancelado.

Em resumo:
1. O Autor tinha previsão de chegada em Guarulhos-SP, no dia 13/02/2020, às 22h00m,
mas o Autor somente chegou ao seu destino por volta das 12h20min do dia
14/02/2020.
2. O AUTOR CHEGOU AO SEU DESTINO COM ATRASO DE
APROXIMADAMENTE 14 HORAS!!!
A sucessão de erros e trapalhadas da Ré gerou um retardo na chegada ao
destino de aproximadamente 14 horas, gerando diversos desconfortos e desprazeres para
o Autor, ou seja, angústia em não saber ao certo o horário do efetivo embarque, a frustração
por não saber a que horas se encerraria aquela verdadeira sessão de tortura, bem como o
desconforto enquanto aguardava o embarque.
Vale ressaltar que o descaso ultrapassou os limites do que um ser humano
poderia suportar, haja vista que não foi oferecido o mínimo esperado pela
companhia. O Autor se sentiu extremamente humilhado por ter passado horas
e horas aguardando o novo voo (sentado/deitado no saguão do aeroporto),
sem sequer saber se embarcaria ou não! A cada momento, uma história
diferente por parte da Cia. Aérea, ora Ré.
Além de toda frustração e cansaço enfrentado durante a espera do embarque,
ficou extremamente depressivo com o descaso da parte ora demandada para com ele e os
outros passageiros, que sequer foram informados sobre o real motivo do enorme atraso e
sequer fornecia uma previsão correta de embarque. O que se viu no balcão da companhia

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foi exatamente o contrário do que se espera de uma companhia aérea. UMA TOTAL
FALTA DE RESPEITO.
Após ter tentado solução amigável em face da Ré, buscando ressarcimento

Para conferir o original, acesse o site https://esaj.tjsp.jus.br/pastadigital/sg/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 1003182-61.2020.8.26.0006 e código BBD8603.
indenizatório pelos danos morais e materiais, e que restou infrutífera, somente restou ao
Autor socorrer-se do Judiciário.
Em sua contestação, a Ré alega não ter obrigação de indenizar, negando a
ilicitude de seu ato.
É a síntese do necessário.

3. IMPUGNAÇÃO NECESSÁRIA – A RÉ NÃO OFERECEU


ABSOLUTAMENTE NENHUMA ASSISTÊNCIA
A Parte Autora aqui impugna, com toda veemência, o documento
(PSEUDODocumento) DE FL. 63, usado pela Ré para alegar que tenha oferecido assistência
(apenas transporte), vez que:
1. NÃO CONTÉM NEM AO MENOS O NOME DA PARTE AUTORA;
2. É unilateral;
3. Trata-se de mera digitação feita pela Ré, em computador da própria Ré;
4. É totalmente codificado, incompreensível e ininteligível;
5. Está em idioma estrangeiro, sem tradução juramentada;
6. Não contém assinatura da Parte Autora;
7. Jamais foi de conhecimento da Parte Autora;

Não é razoável, tampouco crível ou verossímil, acreditar que uma das


maiores cias. aéreas do planeta tivesse dado qualquer tipo de assistência ou ajuda sem
colher uma assinatura de protocolo por parte da Parte Autora.

A Ré não ofereceu ABSOLUTAMENTE NENHUMA ASSISTÊNCIA À


PARTE AUTORA!!! NENHUMA!!!
NÃO OFERECEU TRANSPORTE! NÃO FORNCEU ACOMODAÇÃO! NÃO
FORNCEU REFEIÇÃO! NÃO FORNECEU BEBIDA! ABSOLUTAMENTE
NADA!
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ADEMAIS, A PRÓPRIA AFIRMAÇÃO DA RÉ DE QUE TENHA


OFERECIDO TRANSPORTE JÁ SERVE DE CONFISSÃO DE NÃO

Para conferir o original, acesse o site https://esaj.tjsp.jus.br/pastadigital/sg/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 1003182-61.2020.8.26.0006 e código BBD8603.
FORNECIMENTO DE ACOMODAÇÃO NEM DE ALIMENTAÇÃO.

TIVESSE FORNECIDO ACOMODAÇÃO OU REFEIÇÃO, TERIA AO


MENOS DECLINADO NOS AUTOS O NOME DO HOTEL.

4. ALEGAÇÃO DESPROVIDA DE PROVAS, E QUE NÃO SOCORRE A RÉ


A Ré, genérica e abstratamente, e somente alegando, sem NADA PROVAR,
sustenta sua defesa com a tese de que tenha ocorrido uma ASSAZ ABSTRATA Manutenção
da aeronave .
A Parte Autora aqui impugna, adicionalmente, e com toda veemência, o
documento (PSEUDODocumento) DE FL. 58, usado pela Ré para alegar que tenha ocorrido
necessidade de manutenção da aeronave, porquanto:
• É unilateral;
• Trata-se de mera digitação feita pela Ré, em computador da própria Ré;
• É totalmente codificado, incompreensível e ininteligível;
• Está em idioma estrangeiro, sem tradução juramentada;
• Jamais foi de conhecimento da Parte Autora;

Ademais, a alegação de necessidade de manutenção da aeronave não socorre


a Ré, de acordo com a PACIFICADA jurisprudência, tanto do C. STJ, quanto do E. TJSP, como
ora se demonstra.

TRANSPORTE AÉREO - ATRASO DE VOO E EXTRAVIO DE BAGAGEM -


DANO MORAL - CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR E CONVENÇÃO
DE VARSÓVIA - DANOS MATERIAL E MORAL FIXADOS EM PRIMEIRO
GRAU - APELAÇÃO - REFORMA DA SENTENÇA - RECURSO ESPECIAL -
PRETENDIDA REFORMA - SENTENÇA DE 1º GRAU RESTABELECIDA -
RECURSO ESPECIAL CONHECIDO E PROVIDO EM PARTE.
(...) II - De igual forma, subsiste orientação da E. Segunda Seção, na linha de
que "a ocorrência de problema técnico é fato previsível, não
caracterizando hipótese de caso fortuito ou de força maior",
de modo que "cabe indenização a título de dano moral pelo atraso de voo e
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extravio de bagagem. O dano decorre da demora, desconforto, aflição e dos
transtornos suportados pelo passageiro, não se exigindo prova de tais fatores"
(Ag. Reg. No Agravo n. 442.487-RJ, Rel. Min. Humberto Gomes de Barros, DJ
de 09/10/2006). (...)

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(REsp 612.817/MA, Rel. Ministro HÉLIO QUAGLIA BARBOSA, QUARTA
TURMA, julgado em 20/09/2007, DJ 08/10/2007, p. 287)

AGRAVO REGIMENTAL - AGRAVO DE INSTRUMENTO - INDENIZAÇÃO -


ATRASO DE VOO INTERNACIONAL - CONVENÇÃO DE VARSÓVIA - NÃO
INCIDÊNCIA - PROBLEMA TÉCNICO - FATO PREVISÍVEL -
DANO MORAL - QUANTUM INDENIZATÓRIO RAZOAVELMENTE
FIXADO - RECURSO IMPROVIDO.
(AgRg no Ag 1376512/MG, Rel. Ministro MASSAMI UYEDA,
TERCEIRA TURMA, julgado em 26/04/2011, DJe 11/05/2011)

A Ré alega problemas técnicos, o que não pode prosperar:


E, para a Ré seria fácil produzir a prova.

A Ré alega mas nada prova! Absolutamente nada! Um absurdo e tanto! Em


relação à distribuição do ônus da prova, na forma do quanto preceitua o art. 6º, VIII6 do CDC,
c/c o art. 3737 do CPC, cabe a quem alega prová-lo e ao réu compete comprovar a existência
de fato impeditivo, modificativo ou extintivo ao direito do Autor.

No caso vertente, cumpria à Ré fazer prova robusta e incontroversa do quanto


alegou. Era ônus exclusivo da Ré provar suas alegações de maneira extremada e robusta, a
que não restassem incertezas, já que, em Direito, como quer antigo brocardo jurídico,
allegare sine probare et non allegare paria sunt - alegar e não provar é o mesmo que não
alegar8. O ônus da prova, especificamente, toca à necessidade daquele que alega os fatos,
de provar as suas alegações, sob pena de, não o fazendo, ter a demanda julgada contra si,
pelo que, desde já, o Autor pugna.

6
CDC, Art. 6º São direitos básicos do consumidor: (...) VIII - a facilitação da defesa de seus direitos, inclusive com a
inversão do ônus da prova, a seu favor, no processo civil, quando, a critério do juiz, for verossímil a alegação ou quando
for ele hipossuficiente, segundo as regras ordinárias de experiências;
7
CPC, Art. 373. O ônus da prova incumbe: (...) II - ao réu, quanto à existência de fato impeditivo, modificativo ou extintivo
do direito do autor.
8MALATESTA, Nicola Framarino dei. A lógica das provas. Saraiva. São Paulo, 1960, pg. 179. A obra de Malatesta, escrita
em 1895, é, até hoje, a obra capital do Direito sobre a questão das provas.

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Não menos importante:

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CDC, Art. 14. O fornecedor de serviços responde, independentemente da existência de
culpa, pela reparação dos danos causados aos consumidores por defeitos relativos à prestação
dos serviços, bem como por informações insuficientes ou inadequadas sobre sua fruição e riscos.
§ 1º O serviço é defeituoso quando não fornece a segurança que o consumidor dele pode esperar,
levando-se em consideração as circunstâncias relevantes, entre as quais:
I - o modo de seu fornecimento;
II - o resultado e os riscos que razoavelmente dele se esperam;
III - a época em que foi fornecido.
§ 2º O serviço não é considerado defeituoso pela adoção de novas técnicas.
§ 3º O fornecedor de serviços só não será responsabilizado quando provar:
I - que, tendo prestado o serviço, o defeito inexiste;
II - a culpa exclusiva do consumidor ou de terceiro.

Neste norte, do E. TJSP:

APELAÇÃO – "AÇÃO DE INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS" – Transporte Aéreo – Viagem


nacional – Atraso de 6 horas de voo, em razão de manutenção na aeronave – Relação
consumerista que demanda inversão do ônus probatório – Danos morais configurados –
Sentença de procedência - Insurgência recursal da ré – Alega que o atraso decorreu de força maior, e,
ademais, prestou a devida assistência ao autor - – Subsidiariamente, requer a minoração do valor da
condenação por danos morais - Fortuito externo ou força maior que resultaria na exclusão da
responsabilidade civil da companhia aérea (artigos 393 e 734 do Código Civil) - Não caracterizado –
Situação que se insere no chamado fortuito interno - Responsabilidade objetiva da empresa aérea por
falha na prestação de serviço, nos termos dos artigos 14, caput, CDC – Danos Morais – Ofensa que
não se confunde com o mero dissabor – Quantum fixado em R$ 3.000,00, que se mostra adequado -
Sentença mantida - RECURSO DESPROVIDO.
(TJSP; Apelação Cível 1001221-79.2020.8.26.0008; Relator (a): Ana Catarina Strauch; Órgão
Julgador: 37ª Câmara de Direito Privado; Foro Regional VIII - Tatuapé - 2ª Vara Cível; Data do
Julgamento: 09/06/2020; Data de Registro: 09/06/2020)

5. DO QUANTO ASSEVERADO NA INICIAL E NÃO CONTESTADO PELA


RÉ, A SER ABRAÇADO PELA PRESUNÇÃO DE VERACIDADE E
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APLICAÇÃO DAS PENAS DE REVELIA E CONFESSO, COM
PRESUNÇÃO DE ACEITAÇÃO PELA RÉ – DO ÔNUS DA
IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA

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Merecem especial destaque os seguintes fatos alegados na inicial (fls. 2/3) e
não impugnados pela Ré em sua contestação, direito este de impugnar já acobertado por
preclusão:

Com o advento do novo CPC, ferramentas processuais que outrora foram


mitigadas em nome da instrumentalidade despontam novamente como recursos de que
podem se valer o juiz e as partes para evitar maiores delongas e imprimir celeridade ao
trâmite processual.
Entre elas, destacamos o ônus da impugnação, previsto no artigo 341 do
Código de Processo Civil (CPC, art. 341. Incumbe também ao réu manifestar-se precisamente
sobre as alegações de fato constantes da petição inicial, presumindo-se verdadeiras as não
impugnadas, salvo se: (...)), que implica na responsabilidade que tem o réu de, em sua

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defesa, impugnar de forma especificada e precisa cada um dos fatos narrados
pelo autor na inicial, sob pena de, em não o fazendo, consumar-se a preclusão.
O ônus da impugnação específica é um verdadeiro encargo processual, do qual

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decorre a necessidade de atenção e cuidados extremos ao ofertar uma contestação, sob
pena de, em não o fazendo, dar azo ao julgamento antecipado, perdendo, em princípio, a
oportunidade de produzir as provas.
Sem embargo, embora a presunção de veracidade dos fatos não contestados
tenha sempre caráter relativo, isto é, pode ser elidida mediante prova em contrário, em se
tratando de matéria puramente de direito, ou ainda, de direito ou de fato, sem que haja
necessidade de produção de prova em audiência, é possível o julgamento antecipado da lide,
a teor do que dispõe o artigo 355 do diploma adjetivo.
Co fo e e si a Di a a o, o artigo 302 do Código de Processo Civil dá por
ineficazes as inconvenientes e às vezes maliciosas contestações por negação geral,
consistentes em dizer simplesmente que os fatos não se passaram conforme descritos na
inicial, mas sem esclarecer por que os nega, nem como, na versão do réu, os fatos teriam
acontecido (Instituições de Direito Processual Civil. São Paulo: Malheiros, 2003. v III, p. 464.).
E não poderia ser diferente, uma vez que, a partir da contestação, é que são
fixados os limites do conflito de interesses e dos pontos controvertidos sobre os quais,
eventualmente, será necessário fazer prova. Por esse motivo é que o artigo 3429 do Código
de Processo Civil limita a possibilidade de deduzir novas alegações no processo,
estabelecendo a preclusão consumativa.
Deste modo, não tendo o réu logrado êxito em impugnar qualquer um dos
fatos articulados na inicial, sobre aquele fato recairá a presunção de veracidade. Não sendo
mais controvertido, não há porque fazer prova do mesmo. E, se assim ocorrer com todos os
fatos inicialmente narrados, a consequência lógica e processual será, inevitavelmente, o
julgamento antecipado, suprimindo-se a fase probatória.
Há fatos narrados na inicial, bem assim documentos ali acostados, que não
foram contestados ou impugnados pela Ré em sua peça contestatória, ora
merecendo não somente a presunção de veracidade, vez que verdadeiros são, como
também, nestes capítulo, presunção de aceitação pela Ré, com a aplicação das penas de
revelia e confesso, pelo que, desde já, pugna.
A Ré não impugnou NENHUM fato e NENHUM documento colacionado aos
autos na inicial. Ad nauseam, merecem especial destaque os seguintes fatos alegados na
inicial (fls. 2/3) e não impugnados pela Ré em sua contestação, direito este de impugnar já
acobertado por preclusão:

9 CPC, Art. 342. Depois da contestação, só é lícito ao réu deduzir novas alegações quando: I – relativas a direito ou
a fato superveniente; II – competir ao juiz conhecer delas de ofício; III – por expressa autorização legal, puderem ser
formuladas em qualquer tempo e grau de jurisdição.
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6. CONTESTAÇÃO GENÉRICA, QUE CERCEIA O DIREITO DA PARTE
AUTORA
Salta aos olhos que a PSEUDOcontestação da Ré é genérica e padronizada, pois
em absolutamente nenhum momento o caso concreto, dificultando até mesmo a réplica.
Um dos princípios inerentes à contestação é o da impugnação especificada dos
fatos (art. 302 do CPC/1973 e 341 do NCPC), em que não se admite uma defesa genérica,
sendo um ônus processual (impróprio) do réu apresentar sua defesa de modo específico em
relação as alegações do autor. Do contrário, a alegação não impugnada será havida como
verdadeira.

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Tal princípio é uma simetria com o ônus processual imposto ao autor de
formular sua demanda de modo claro e determinado, pois se obscura, será inepta, e o pedido
genérico somente é admitido de maneira genérica (art. 286 do CPC/1973), o que foi deixado
muito mais claro com a redação dos art. 322 e 324 do NCPC.

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Tais previsões consagram um princípio maior, que é o da boa-fé objetiva, a
qual sempre entendemos como uma norma geral inerente ao nosso ordenamento
processual10, com o NCPC prevista no art. 5º e, sua decorrência, traduzida na cooperação
processual (art. 6º).
Deve-se ressaltar acerca da fragilidade da CONTESTAÇÃO-PADRÃO trazida aos
autos pela Ré. O escritório de advocacia trouxe alegações incrivelmente genéricas. Petição
pronta no computador e adaptável a qualquer caso de atraso ou cancelamento de voo,
conduta essa que fere, em última análise, a lisura ética e profissional que se espera de um
operador do direito.
Aliás, a decisão atacada é tão desfocada do caso concreto e genérica, que
pode ser utilizada para qualquer caso de atraso ou cancelamento de voo.
Inclusive, e com todo respeito e acatamento, além do perdão pela excessiva
o jetividade, a leitu a da peça o testató ia ost a ue a es o pode se usada de
a iada – e foi (!).
USANDO DE ANALOGIA, como bem disse oportunamente o I. Min. Sepúlveda
Pertence, a melhor forma de se analisar a falta mínima de apreciação está na generalidade
da decisão, verbis:

“Decisão que, de tão genérica, pode ser usada para qualquer caso cuja tese seja a mesma. (...) a
melhor prova da ausência de motivação de um julgado é que a frase enunciada,
a pretexto de fundamentá-lo, sirva, por vaguidão, para a decisão de qualquer
outro caso” (HC 76.258, Min. Sepúlveda Pertence, DJ 24/04/98)

Deve se aplicar aqui, mutatis mutandi, o seguinte excerto da r. decisão


monocrática DECISÃO MONOCRÁTICA – voto 12490 - Agravo de Instrumento Processo nº
2011410-02.2015.8.26.0000 - Relator(a): Lucila Toledo - Órgão Julgador: 9ª Câmara de
Direito Privado – E. TJSP:

Em outros agravos distribuídos a essa relatora, (nº 2214357-


79.2014, 2209918-25.2014 e 2000334-78.2015), o escritório de
advocacia trouxe alegações genéricas de que a cobertura
pretendida não encontra respaldo no contrato celebrado entre

10
LOURENÇO, Haroldo. Manual de Direito Processual Civil. Rio de Janeiro: Forense, 2013, p. 30-35.
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as partes. Petição pronta no computador e adaptável a qualquer caso de
negativa de cobertura médica. Conduta essa que fere, em última
análise, a lisura ética e profissional que se espera de um operador do direito.

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Inadmissível, pois, o conhecimento do agravo, uma vez que as
razões recursais não atacam os fundamentos da decisão
recorrida. Fica clara a intenção da agravante de provocar
incidentes manifestamente infundados e de interpor recurso
com intuito manifestamente protelatório, com o que incide nas
hipóteses dos incisos VI e VII, do artigo 17, do Código de
Processo Civil.

Pelo exposto, não conheço do recurso.

Condeno a agravante ao pagamento de indenização e


multa por litigância de má-fé, em 10% e 1% do valor da causa,
respectivamente.

Dessarte, a PSEUDOcontestação apresentada equivale a ausência de


contestação, impondo a decretação dos efeitos da revelia e confesso.

7. IMPUGNAÇÃO NECESSÁRIA – ALEGAÇÕES DESPROVIDAS DE


SUBSTRATOS PROBATÓRIOS – DA RESPONSABILIDADE OBJETIVA
DA RÉ
A Ré insiste impiedosamente na inexistência de obrigação de indenizar.
Entretanto, o Código de Defesa do Consumidor, em seus art. 3º, § 2º, e art. 22
parágrafo único11, enquadrou como fornecedor de serviço o transportador de pessoas, o
qual deverá realizar a sua tarefa de forma eficiente e segura, sob pena de responder pelas
perdas e danos que vier a causar aos usuários-consumidores na forma prevista no CDC.
Com isso, o CDC mudou o fundamento da responsabilidade, isto é, não mais o
considera como contrato de transporte, mas, sim, como relação de consumo contratual.
Mudou, outrossim, o fato gerador da responsabilidade, que era o descumprimento da
cláusula de contrato de transporte, para considerar a presença de vício ou defeito do serviço,

11 Lei 8078/90, Art. 22. Os órgãos públicos, por si ou suas empresas, concessionárias, permissionárias ou sob qualquer outra
forma de empreendimento, são obrigados a fornecer serviços adequados, eficientes, seguros e, quanto aos essenciais,
contínuos. Parágrafo único. Nos casos de descumprimento, total ou parcial, das obrigações referidas neste artigo, serão as
pessoas jurídicas compelidas a cumpri-las e a reparar os danos causados, na forma prevista neste código.

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de acordo com o art. 14 do CDC. É irrelevante que o defeito ou o vício seja ou não
imprevisível, porque o fornecedor do serviço terá que indenizar, bastando, para isso, que
sejam demonstrados o nexo causal e o dano, ou seja, o defeito do serviço e o acidente de
consumo, o que o CDC denominou de fato do serviço.

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Para sobrevir o dever de indenizar, o CDC considera que, para a configuração
da responsabilidade prevista no art. 14, basta que o acidente de consumo tenha sido causado
por defeito do serviço, sendo irrelevante a origem deste que pode ser de concepção, de
prestação ou de comercialização, sendo irrelevante, também, a previsibilidade, e haverá
sempre, por parte do transportador, o dever de indenizar.
Da mesma forma está mantida a principal característica do contrato de
serviços de transporte que é a cláusula de incolumidade, isto é, há uma cláusula
implícita que assegura a incolumidade do consumidor. Trata-se, portanto, de um contrato
que encerra uma obrigação de resultado: o fornecedor deve conduzir o consumidor
são e salvo ao lugar do destino, nos horários e nas condições avençadas. Dessarte, na
qualidade de obrigação de resultado, não basta que o fornecedor leve o consumidor ao
destino contratado. É necessário que o faça nos exatos termos contratados, dentre os quais
data, horário, local de embarque e de desembarque, acomodações, integridade da bagagem,
aeronave, etc.
A base da responsabilidade objetiva é a teoria do risco do
negócio, ou seja, quem exerce uma atividade, qualquer que seja ela, deve assumir os
riscos a ela inerentes ou riscos dela decorrentes. Ele escolheu arriscar-se, não pode repassar
esse ônus para o consumidor. Isso implica que da mesma forma que ele não repassa o lucro
para o consumidor, não pode de maneira alguma passar-lhe o risco. Na livre iniciativa, a ação
do fornecedor está aberta simultaneamente ao sucesso e ao fracasso, mas sempre o risco
será dele. A assunção exclusiva dos bônus da atividade econômica gera à Ré,
concomitantemente, a assunção dos ônus decorrentes do risco.
Neste rumo:
RESPONSABILIDADE CIVIL OBJETIVA - VOO INTERNACIONAL - ATRASO - APLICAÇÃO DO
CDC.
- Se o fato ocorreu na vigência do CDC, a responsabilidade por atraso em voo internacional afasta a
limitação tarifada da Convenção de Varsóvia (CDC; Arts. 6º, VI e 14).
- O contrato de transporte constitui obrigação de resultado. Não basta que o
transportador leve o transportado ao destino contratado. É necessário que o
faça nos termos avençados (dia, horário, local de embarque e desembarque,
acomodações, aeronave etc.).
- O Protocolo Adicional n.º 3, sem vigência no direito internacional, não se aplica no direito interno. A
indenização deve ser fixada em moeda nacional (Decreto 97.505/89).
(REsp 151.401/SP, Rel. Ministro HUMBERTO GOMES DE BARROS, TERCEIRA TURMA, julgado em
17/06/2004, DJ 01/07/2004, p. 188)

Dentre as cláusulas excludentes da responsabilidade do fornecedor de


serviços, o CDC, no art. 14 § 3O incisos I e II - (defeito inexistente e culpa exclusiva do
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consumidor ou de terceiro), não se referiu às hipóteses de caso fortuito e às de força maior,
devendo, portanto, o transportador por elas responder. Deve-se atentar para o fato de que
a exp essão ulpa ex lusiva da víti a ou de te ei o , pa a ue seja a eita o o ex lude te
de responsabilidade, é imprescindível que a conduta do passageiro ou do terceiro seja a

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causa única e determinante do evento.
Em emblemático aresto, o C. STJ decidiu que nem mesmo acidentes com
pássaros nas turbinas excluiriam a responsabilidade da Ré:

Recurso Especial. Ação indenizatória. Transporte Aéreo. Atraso em voo c/c adiamento de viagem.
Responsabilidade Civil. Hipóteses de exclusão. Caso Fortuito ou Força Maior. Pássaros. Sucção
pela turbina de avião.
- A responsabilização do transportador aéreo pelos danos causados a passageiros por atraso em voo
e adiamento da viagem programada, ainda que considerada objetiva, não é infensa às excludentes de
responsabilidade civil.
- As avarias provocadas em turbinas de aviões, pelo tragamento de urubus,
constituem-se em fato corriqueiro no Brasil, ao qual não se pode atribuir a nota
de imprevisibilidade marcante do caso fortuito.
- É dever de toda companhia aérea não só transportar o passageiro como levá-
lo incólume ao destino. Se a aeronave é avariada pela sucção de grandes
pássaros, impõe a cautela seja o maquinário revisto e os passageiros
remanejados para voos alternos em outras companhias. O atraso por si só decorrente
desta operação impõe a responsabilização da empresa aérea, nos termos da atividade de risco que
oferece.
(REsp 401.397/SP, Rel. Ministra NANCY ANDRIGHI, TERCEIRA TURMA, julgado em 27/06/2002, DJ
09/09/2002, p. 226)

Postas as questões necessárias para a análise da visão do STJ e o contrato de


transporte de pessoas, passa-se à apresentação de algumas ementas de julgados do C. STJ,
que pontuam a tendência da nossa mais alta Corte infraconstitucional em relação à
responsabilidade civil decorrente deste tipo de contrato.
AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. TRANSPORTE AÉREO
INTERNACIONAL. ATRASO DE VOO. CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR. CONVENÇÕES
INTERNACIONAIS. RESPONSABILIDADE OBJETIVA. RISCOS INERENTES À
ATIVIDADE. FUNDAMENTO INATACADO. SÚMULA 283 DO STF. QUANTUM INDENIZATÓRIO.
REDUÇÃO. IMPOSSIBILIDADE. DISSÍDIO NÃO CONFIGURADO.
1. A jurisprudência dominante desta Corte Superior se orienta no sentido de prevalência das normas do
CDC, em detrimento das Convenções Internacionais, como a Convenção de Montreal precedida pela
Convenção de Varsóvia, aos casos de atraso de voo, em transporte aéreo internacional.
2. O Tribunal de origem fundamentou sua decisão na responsabilidade objetiva da empresa
aérea, tendo em vista que os riscos são inerentes à própria atividade
desenvolvida, não podendo ser reconhecido o caso fortuito como causa
excludente da responsabilização. Tais argumentos, porém, não foram atacados pela
agravante, o que atrai, por analogia, a incidência da Súmula 283 do STF.
3. No que concerne à caracterização do dissenso pretoriano para redução do quantum indenizatório,
impende ressaltar que as circunstâncias que levam o Tribunal de origem a fixar o valor da indenização
por danos morais são de caráter personalíssimo e levam em conta questões subjetivas, o que dificulta

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ou mesmo impossibilita a comparação, de forma objetiva, para efeito de configuração da divergência,
com outras decisões assemelhadas.
4. Agravo regimental a que se nega provimento.
(AgRg no Ag 1343941/RJ, Rel. Ministro VASCO DELLA GIUSTINA (DESEMBARGADOR

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CONVOCADO DO TJ/RS), TERCEIRA TURMA, julgado em 18/11/2010, DJe 25/11/2010)

AGRAVO REGIMENTAL. RESPONSABILIDADE CIVIL OBJETIVA. VOO INTERNACIONAL.


ATRASO. EXTRAVIO DE BAGAGEM. APLICAÇÃO DO CDC. PROBLEMA
TÉCNICO. FATO PREVISÍVEL. DANO MORAL. CABIMENTO. ARGUMENTAÇÃO
INOVADORA. VEDADO.
- Após o advento do Código de Defesa do Consumidor, as hipóteses de indenização por atraso de voo
não se restringem àquelas descritas na Convenção de Varsóvia, o que afasta a limitação tarifada.
- A ocorrência de problema técnico é fato previsível, não caracterizando hipótese de caso fortuito ou de
força maior.
- Em voo internacional, se não foram tomadas todas as medidas necessárias para que não se
produzisse o dano, justifica-se a obrigação de indenizar.
- Cabe indenização a título de dano moral pelo atraso de voo e extravio de
bagagem. O dano decorre da demora, desconforto, aflição e dos transtornos
suportados pelo passageiro, não se exigindo prova de tais fatores.
- Vedado no regimental desenvolver argumento inovador não ventilado no especial.
(AgRg no Ag 442.487/RJ, Rel. Ministro HUMBERTO GOMES DE BARROS, TERCEIRA TURMA,
julgado em 25/09/2006, DJ 09/10/2006, p. 284)

PROCESSUAL CIVIL. CIVIL. RECURSO ESPECIAL. INDENIZAÇÃO. DANOS MATERIAIS E MORAIS.


RESPONSABILIDADE CIVIL. TRANSPORTE AÉREO. ATRASO NO VOO. CODECON.
RESPONSABILIDADE OBJETIVA DO TRANSPORTADOR AÉREO. AGÊNCIA DE
TURISMO. CULPA NÃO COMPROVADA. CORREÇÃO MONETÁRIA E JUROS MORATÓRIOS.
INCIDÊNCIA. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. REVISÃO. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 07/STJ.
1. O Tribunal de origem considerou não restar comprovado nos autos nenhuma responsabilidade da
empresa prestadora de serviço/pacote de viagem ("Brasil Caribe Tour") no atraso da decolagem do voo
da VASP, Belo Horizonte-São Paulo, que acarretou a perda da conexão, voo da "Aerocancun", São
Paulo-Havana. Como salientou o v. acórdão, "ao que emerge dos autos, a segunda apelante foi apenas
prestadora do serviço/pacote de viagem, não podendo ser responsabilizada pelo controle operacional
das aeronaves da VASP, e, por óbvio, pela parte técnica, ou seja, pelo defeito ou quebra da aeronave
que conduziria os apelados para São Paulo, fato que teria motivado o atraso na decolagem".
2. O valor indenizatório do dano moral foi fixado pelo Tribunal com base na verificação das
circunstâncias do caso e atendendo os princípios da razoabilidade e proporcionalidade. Destarte, há de
ser mantido o quantum reparatório, eis que fixado em parâmetro razoável, assegurando aos lesados
justo ressarcimento, em incorrer em enriquecimento sem causa.
3. A teor da jurisprudência desta Corte, tratando-se, in casu, de responsabilidade contratual, os juros
moratórios incidem a partir da citação. Precedentes.
4. Esta Corte consolidou entendimento consoante o qual, nas indenizações por dano moral, o termo a
quo para a incidência da correção monetária é a data em que foi arbitrado o valor.
Precedentes.
5. A pretensão de revisão da verba honorária, fixada nas instâncias ordinárias, exige, necessariamente,
reexame de circunstâncias fáticas trazidas aos autos, o que é vedado pelo enunciado sumular nº
07/STJ.
6. Recurso não conhecido.

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(REsp 797.836/MG, Rel. Ministro JORGE SCARTEZZINI, QUARTA TURMA, julgado em 02/05/2006,
DJ 29/05/2006, p. 263)

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RESPONSABILIDADE CIVIL OBJETIVA - VOO INTERNACIONAL - ATRASO - APLICAÇÃO
DO CDC.
- Se o fato ocorreu na vigência do CDC, a responsabilidade por atraso em voo internacional afasta a
limitação tarifada da Convenção de Varsóvia (CDC; Arts. 6º, VI e 14).
- O contrato de transporte constitui obrigação de resultado. Não basta que o
transportador leve o transportado ao destino contratado. É necessário que o
faça nos termos avençados (dia, horário, local de embarque e desembarque,
acomodações, aeronave etc.).
- O Protocolo Adicional n.º 3, sem vigência no direito internacional, não se aplica no direito interno. A
indenização deve ser fixada em moeda nacional (Decreto 97.505/89).
(REsp 151.401/SP, Rel. Ministro HUMBERTO GOMES DE BARROS, TERCEIRA TURMA, julgado em
17/06/2004, DJ 01/07/2004, p. 188)

Em emblemático aresto, o C. STJ decidiu que nem mesmo acidentes com


pássaros nas turbinas excluiriam a responsabilidade da Ré:

Recurso Especial. Ação indenizatória. Transporte Aéreo. Atraso em voo c/c adiamento de viagem.
Responsabilidade Civil. Hipóteses de exclusão. Caso Fortuito ou Força Maior. Pássaros. Sucção
pela turbina de avião.
- A responsabilização do transportador aéreo pelos danos causados a passageiros por atraso em voo
e adiamento da viagem programada, ainda que considerada objetiva, não é infensa às excludentes de
responsabilidade civil.
- As avarias provocadas em turbinas de aviões, pelo tragamento de urubus,
constituem-se em fato corriqueiro no Brasil, ao qual não se pode atribuir a nota
de imprevisibilidade marcante do caso fortuito.
- É dever de toda companhia aérea não só transportar o passageiro como levá-
lo incólume ao destino. Se a aeronave é avariada pela sucção de grandes
pássaros, impõe a cautela seja o maquinário revisto e os passageiros
remanejados para voos alternos em outras companhias. O atraso por si só decorrente
desta operação impõe a responsabilização da empresa aérea, nos termos da atividade de risco que
oferece.
(REsp 401.397/SP, Rel. Ministra NANCY ANDRIGHI, TERCEIRA TURMA, julgado em 27/06/2002, DJ
09/09/2002, p. 226)

NEM MESMO EVENTUAL PROBLEMA


TÉCNICO EXCLUIRIA, TAMPOUCO
ATENUARIA, A RESPONSABILIDADE
DA RÉ

O rigor legal e jurisprudencial na interpretação da responsabilidade objetiva e


nas hipóteses excludentes sob a visão consumerista não permitem sequer eventual
excludente de responsabilidade sob alegação de problema técnico na aeronave.

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TRANSPORTE AÉREO - ATRASO DE VOO E EXTRAVIO DE BAGAGEM - DANO MORAL - CÓDIGO
DE DEFESA DO CONSUMIDOR E CONVENÇÃO DE VARSÓVIA - DANOS MATERIAL E MORAL
FIXADOS EM PRIMEIRO GRAU - APELAÇÃO - REFORMA DA SENTENÇA - RECURSO ESPECIAL -
PRETENDIDA REFORMA - SENTENÇA DE 1º GRAU RESTABELECIDA - RECURSO ESPECIAL

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CONHECIDO E PROVIDO EM PARTE.
I - Prevalece o entendimento na Seção de Direito Privado "de que tratando-se de relação de consumo,
em que as autoras figuram inquestionavelmente como destinatárias finais dos serviços de transporte,
aplicável é à espécie o Código de Defesa do Consumidor" (REsp 538.685, Min. Raphael de Barros
Monteiro, DJ de 16/2/2004).
II - De igual forma, subsiste orientação da E. Segunda Seção, na linha de que "a ocorrência de
problema técnico é fato previsível, não caracterizando hipótese de caso fortuito
ou de força maior", de modo que "cabe indenização a título de dano moral pelo atraso de voo e
extravio de bagagem. O dano decorre da demora, desconforto, aflição e dos transtornos suportados
pelo passageiro, não se exigindo prova de tais fatores" (Ag. Reg. No Agravo n. 442.487-RJ, Rel. Min.
Humberto Gomes de Barros, DJ de 09/10/2006). (...)
(REsp 612.817/MA, Rel. Ministro HÉLIO QUAGLIA BARBOSA, QUARTA TURMA, julgado em
20/09/2007, DJ 08/10/2007, p. 287)

AGRAVO REGIMENTAL - AGRAVO DE INSTRUMENTO - INDENIZAÇÃO - ATRASO DE VOO


INTERNACIONAL - CONVENÇÃO DE VARSÓVIA - NÃO INCIDÊNCIA - PROBLEMA TÉCNICO
- FATO PREVISÍVEL - DANO MORAL - QUANTUM INDENIZATÓRIO RAZOAVELMENTE
FIXADO - RECURSO IMPROVIDO.
(AgRg no Ag 1376512/MG, Rel. Ministro MASSAMI UYEDA, TERCEIRA TURMA, julgado em
26/04/2011, DJe 11/05/2011)

NEM MESMO ACIDENTES COM


PÁSSAROS NAS TURBINAS
EXCLUIRIAM A
RESPONSABILIDADE DA RÉ

Em emblemático julgado, o C. STJ decidiu que nem mesmo acidentes com


pássaros nas turbinas excluiriam a responsabilidade da Ré:

Recurso Especial. Ação indenizatória. Transporte Aéreo. Atraso em voo c/c adiamento de viagem.
Responsabilidade Civil. Hipóteses de exclusão. Caso Fortuito ou Força Maior. Pássaros. Sucção pela
turbina de avião.
- A responsabilização do transportador aéreo pelos danos causados a passageiros por atraso em voo
e adiamento da viagem programada, ainda que considerada objetiva, não é infensa às excludentes de
responsabilidade civil.
- As avarias provocadas em turbinas de aviões, pelo tragamento de urubus,
constituem-se em fato corriqueiro no Brasil, ao qual não se pode atribuir a nota
de imprevisibilidade marcante do caso fortuito.
- É dever de toda companhia aérea não só transportar o passageiro como levá-
lo incólume ao destino. Se a aeronave é avariada pela sucção de grandes
pássaros, impõe a cautela seja o maquinário revisto e os passageiros
remanejados para voos alternos em outras companhias. O atraso por si só decorrente
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(REsp 401.397/SP, Rel. Ministra NANCY ANDRIGHI, TERCEIRA TURMA, julgado em 27/06/2002,
DJ 09/09/2002, p. 226)

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NEM MESMO EVENTUAIS RAZÕES
DE SEGURANÇA EXCLUIRIAM A
RESPONSABILIDADE DA RÉ

Em idêntico toar dos itens anteriores, nem mesmo eventuais razões de


segurança se prestariam para excluir a responsabilidade da Ré:

CIVIL. AÇÃO DE INDENIZAÇÃO. ATRASO DE VOO (24 HORAS). EXCESSO DE LOTAÇÃO NO VOO
("OVERBOOKING"). DANO MORAL. VALOR. CONVENÇÃO DE VARSÓVIA. CDC. PREVALÊNCIA.
I. Inobstante a infraestrutura dos modernos aeroportos ou a disponibilização de hotéis e transporte
adequados, tal não se revela suficiente para elidir o dano moral quando o atraso no voo se configura
excessivo, a gerar pesado desconforto e aflição ao passageiro, extrapolando a situação de mera
vicissitude, plenamente suportável.
II. Diversamente do atraso de voo decorrente de razões de segurança, que, ainda
assim, quando muito longo, gera direito à indenização por danos morais, a prática
de "overbooking", constituída pela venda de passagens além do limite da capacidade da aeronave, que
é feita no interesse exclusivo da empresa aérea em detrimento do direito do consumidor, exige sanção
pecuniária maior, sem contudo, chegar-se a excesso que venha a produzir enriquecimento sem causa.
III. Recurso especial em parte conhecido e parcialmente provido.
(REsp 211.604/SC, Rel. Ministro ALDIR PASSARINHO JUNIOR, QUARTA TURMA, julgado em
25/03/2003, DJ 23/06/2003, p. 372)

8. EM CASO DE FALHA NO SERVIÇO DE TRANSPORTE AÉREO, EM


RELAÇÃO AO DANO MORAL, TEM-SE O DAMNUM IN RE IPSA
A Ré alega inexistência de prova do dano moral. Ocorre que, in casu, se está
diante da figura do damnum in re ipsa, ou seja, a configuração do dano está ínsita à própria
eclosão do fato pernicioso, despicienda a comprovação do dano. Assim, os danos
experimentados pelo Autor, no caso em tela, segundo a majoritária jurisprudência, são
presumíveis, ou seja, in re ipsa, por isso prescindem de prova.
Destarte, configurada está a responsabilidade, razão pela qual devida é a
condenação do responsável em indenização àquele sofredor do dano. Presente a obviedade
do ato lesivo, bem assim a notoriedade do prejuízo causado, deverá o causador ser punido
na forma cabível, dispensando, neste caso específico, de prova adicional de constituição do
dano, que seria pouco útil à elucidação dos fatos manifestos, e que não traria resultado
prático algum senão o atravancamento da demanda.

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Cristalinos os elementos que distinguem a peculiaridade do damnum in re
ipsa, pode-se apontar a responsabilidade objetiva do causador, sem a necessidade de fazer
prova pormenorizada do dano. Face a jurisprudência, o dano, in casu, é inerente ao próprio
fato ocorrido. Temos, exaustivamente, que res ipsa loquitur, pois ocorre prejuízo por fatos

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que não causariam dano, a não ser que o agente lesante tenha obrado, como in casu, com
culpa, atingindo-se indubitável ilação.
Nesse aspecto, não se trata mais de matéria fática, versando-se
EXCLUSIVAMENTE sobre matéria de direito, o que possibilita, adicionalmente, maior
celeridade processual. Consoante orientação pacífica do STJ, cabe ao ofendido provar o fato
danoso e não propriamente a dor moral sofrida.

Confira-se:

AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO CONTRA A INADMISSÃO DE RECURSO


ESPECIAL. TRANSPORTE AÉREO DE PESSOAS. FALHA DO SERVIÇO. ATRASO EM VOO. PERDA
DE CONEXÃO. REPARAÇÃO POR DANOS MORAIS. QUANTUM INDENIZATÓRIO RAZOÁVEL.
SÚMULA 7/STJ. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO.
1. O dano moral decorrente de atraso de voo opera-se in re ipsa. O desconforto,
a aflição e os transtornos suportados pelo passageiro não precisam ser
provados, na medida em que derivam do próprio fato.
2. O entendimento pacificado no Superior Tribunal de Justiça é de que o valor estabelecido pelas
instâncias ordinárias a título de reparação por danos morais pode ser revisto tão somente nas hipóteses
em que a condenação revelar-se irrisória ou exorbitante, distanciando-se dos padrões de razoabilidade,
o que não se evidencia no presente caso. Desse modo, não se mostra exagerada a fixação, pelo
Tribunal a quo, em R$ 8.000,00 (oito mil reais) a título de reparação moral em favor da parte agravada,
em virtude dos danos sofridos por ocasião da utilização dos serviços da agravante, motivo pelo qual
não se justifica a excepcional intervenção desta Corte no presente feito, como bem consignado na
decisão agravada.
3. A revisão do julgado, conforme pretendido, encontra óbice na Súmula 7/STJ, por demandar o vedado
revolvimento de matéria fático-probatória.
4. Agravo regimental a que se nega provimento.
(AgRg no Ag 1306693/RJ, Rel. Ministro RAUL ARAÚJO, QUARTA TURMA, julgado em 16/08/2011,
DJe 06/09/2011)

RESPONSABILIDADE CIVIL. TRANSPORTE AÉREO. ATRASO DE VOO.


A demora injustificada no transporte de passageiros acarreta danos morais.
Agravo regimental não provido.
(AgRg no REsp 218.291/SP, Rel. Ministro ARI PARGENDLER, TERCEIRA TURMA, julgado em
22/03/2007, DJ 23/04/2007, p. 252)

CIVIL E PROCESSUAL CIVIL. RESPONSABILIDADE CIVIL. ATRASO DE VOO INTERNACIONAL -


APLICAÇÃO DO CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR EM DETRIMENTO DAS REGRAS DA
CONVENÇÃO DE VARSÓVIA. DESNECESSIDADE DE COMPROVAÇÃO DO DANO. CONDENAÇÃO

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fls. 217

Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por ADRIANO BLATT e Tribunal de Justica do Estado de Sao Paulo, protocolado em 13/06/2020 às 00:39 , sob o número WPEN20700687866
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EM FRANCO POINCARÉ - CONVERSÃO PARA DES - POSSIBILIDADE - RECURSO PROVIDO EM
PARTE.
1 - A responsabilidade civil por atraso de voo internacional deve ser apurada a luz do Código de Defesa
do Consumidor, não se restringindo as situações descritas na Convenção de Varsóvia, eis que aquele,

Para conferir o original, acesse o site https://esaj.tjsp.jus.br/pastadigital/sg/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 1003182-61.2020.8.26.0006 e código BBD8603.
traz em seu bojo a orientação constitucional de que o dano moral é amplamente indenizável.
2. O dano moral decorrente de atraso de voo, prescinde de prova, sendo que a
responsabilidade de seu causador opera-se , in re ipsa, por força do simples
fato da sua violação em virtude do desconforto, da aflição e dos transtornos
suportados pelo passageiro.
3 - Não obstante o texto Constitucional assegurar indenização por dano moral sem restrições
quantitativas e do Código de Defesa do Consumidor garantir a indenização plena dos danos causados
pelo mau funcionamento dos serviços em relação ao consumo, o pedido da autora limita a indenização
ao equivalente a 5.000 francos poincaré, cujos precedentes desta Egrégia Corte determinam a sua
conversão para 332 DES (Direito Especial de Saque).
4 - Recurso Especial conhecido e parcialmente provido.
(REsp 299.532/SP, Rel. Ministro HONILDO AMARAL DE MELLO CASTRO (DESEMBARGADOR
CONVOCADO DO TJ/AP), QUARTA TURMA, julgado em 27/10/2009, DJe 23/11/2009)

Reforçando, ad nauseam:

(...). PROVA DO DANO MORAL ALTERAÇÃO DO VALOR FIXADO. ART. 21 DO CÓDIGO DE


PROCESSO CIVIL.
(...) 2. Já assentou a Corte que "não há falar em prova do dano moral, mas, sim,
na prova do fato que gerou a dor, o sofrimento, sentimentos íntimos que o
ensejam. Provado assim o fato, impõe-se a condenação, sob pena de violação
ao art. 334 do Código de Processo Civil". (...)
4. Recurso especial conhecido e provido, em parte.
(REsp 318099/SP, Rel. Ministro CARLOS ALBERTO MENEZES DIREITO, TERCEIRA TURMA, julgado
em 06/12/2001, DJ 08/04/2002 p. 211)

CIVIL. RESPONSABILIDADE CIVIL. DANO MORAL. O dano moral não precisa ser
provado; a respectiva percepção decorre do senso comum, tal como afirmado
iterativamente pela jurisprudência. Agravo regimental não provido. (AgRg no Ag 965508 / RJ - AGRAVO
REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 2007/0239400-6 - Relator Ministro ARI
PARGENDLER (1104) - Órgão Julgador T3 - TERCEIRA TURMA - Data do Julgamento 07/08/2008 -
Data da Publicação/Fonte DJe 20/11/2008)

CIVIL. RESPONSABILIDADE CIVIL. DANO MORAL. O dano moral não precisa ser
provado; a respectiva percepção decorre do senso comum, tal como afirmado
iterativamente pela jurisprudência. Recurso especial não conhecido.
(Processo REsp 651342 / RJ - RECURSO ESPECIAL 2004/0092954-4 - Relator Ministro ARI
PARGENDLER (1104) - Órgão Julgador T3 - TERCEIRA TURMA - Data do Julgamento 14/08/2007 -
Data da Publicação/Fonte DJ 01/02/2008 p. 474)

CIVIL E PROCESSUAL CIVIL. DANOS PATRIMONIAL E MORAL. ART. 602 DO CPC. 1. A


concepção atual da doutrina orienta-se no sentido de que a
responsabilização do agente causador do dano moral opera-se por força do
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fls. 218

Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por ADRIANO BLATT e Tribunal de Justica do Estado de Sao Paulo, protocolado em 13/06/2020 às 00:39 , sob o número WPEN20700687866
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simples fato da violação (danum in re ipsa). Verificado o evento danoso,
surge a necessidade da reparação, não havendo que se cogitar da prova do
prejuizo, se presentes os pressupostos legais para que haja a
responsabilidade civil (nexo de causalidade e culpa). (...).

Para conferir o original, acesse o site https://esaj.tjsp.jus.br/pastadigital/sg/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 1003182-61.2020.8.26.0006 e código BBD8603.
(REsp 23.575/DF, Rel. Ministro CESAR ASFOR ROCHA, QUARTA TURMA, julgado em
09/06/1997, DJ 01/09/1997 p. 40838)

(...) DANO MORAL. DANO IN RE IPSA. ART. 20, § 3º, DO CPC. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS.
VALOR DA CONDENAÇÃO. A jurisprudência deste Pretório está consolidada no
sentido de que, na concepção moderna do ressarcimento por dano moral,
prevalece a responsabilização do agente por força do simples fato da
violação. (…) Recurso especial parcialmente conhecido e, nessa extensão, provido.
(REsp 851.522/SP, Rel. Ministro CESAR ASFOR ROCHA, QUARTA TURMA, julgado em
22/05/2007, DJ 29/06/2007 p. 644)

A esse respeito, a doutrina nos fornece o necessário escólio:

“O dano moral existe in re ipsa: deriva, inexoravelmente, do próprio fato ofensivo, de tal modo que,
provada a ofensa, ipso facto, está demonstrado o dano moral à guisa de uma
presunção natural, uma presunção hominis ou facti, que decorre da
experiência comum”
(SERGIO CAVALIERI FILHO, programa de Responsabilidade Civil, Malheiros Editores, 2ª Edição,
pág. 80)

Dessarte, não se pode, sequer remotamente, cogitar acerca de eventual


necessidade da prova do dano moral sofrido.

9. REITERAÇÃO E RATIFICAÇÃO DA PEÇA EXORDIAL


No mais, reitera e ratifica todo o conteúdo de seu petitório vestibular,
inclusive no tocante ao exaustivo acervo jurisprudencial, em especial dos julgados exarados
pelo Colendo Superior Tribunal de Justiça, inclusive, mas não exclusivamente, no que tange
à incidência do CDC na relação jurídica em comento.

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10. DOS PEDIDOS

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Ex positis, mui humildemente, invoca os doutos suprimentos deste sábio Juízo,
e requer:
a) seja invertido o ônus probatório, consoante determina o CDC;

b) seja IMpugnada, in totum, a falaciosa contestação interposta pela Ré,


por exacerbado distanciamento dos fatos, do direito e da verdade real;

c) sejam presumidos como verdadeiros os fatos articulados na inicial,


consoante se demonstrou em item próprio neste petitório, lembrando-
se que a Ré não despendeu o mínimo esforço no sentido de provar
suas assertivas;

d) sejam impugnadas as assertivas da Ré, consoante fartamente se alinhou


neste petitório, em item próprio;

e) sejam reiterados todos os fatos, o direito e os pedidos da peça


vestibular;

f) seja a ação proposta e seus pedidos considerados integralmente


procedentes, nos termos deduzidos na inicial;

g) ante o Princípio da Causalidade, requer que os ônus sucumbenciais


sejam carreados integralmente à Ré, ainda que eventualmente se
decaia de parte do pedido.

Termos em que,
com as cautelas de estilo,
pede e espera deferimento.

São Paulo, 13 de junho de 2020.

(assinatura eletrônica)
Adriano Blatt
OAB/SP 329706

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fls. 220

TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO


COMARCA de SÃO PAULO
FORO REGIONAL VI - PENHA DE FRANÇA
4ª VARA CÍVEL
Rua Dr. João Ribeiro, 433, 6º Andar - Penha de Franca
CEP: 03634-010 - São Paulo - SP
Telefone: (11) 2093-6612 - E-mail: penha4cv@tjsp.jus.br
Horário de Atendimento ao Público: das 12h30min às 19h00min

Para conferir o original, acesse o site https://esaj.tjsp.jus.br/pastadigital/sg/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 1003182-61.2020.8.26.0006 e código BD18BFC.
DESPACHO

Processo Digital nº: 1003182-61.2020.8.26.0006


Classe – Assunto: Procedimento Comum Cível - Transporte Aéreo
Requerente: Fabio Alves Guimaraes
Requerido: Gol Linhas Aéreas Inteligentes S.A

CONCLUSÃO

Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por ANA LUIZA QUEIROZ DO PRADO, liberado nos autos em 25/06/2020 às 15:49 .
Em 25 de junho de 2020, faço estes autos conclusos ao(à) MM. Juiz(a) de Direito
da 4ª Vara Cível do Foro Regional VI - Penha de França, ao(à) Exmo(a). Sr.(a) Dr.(a) Ana Luiza
Queiroz do Prado. NADA MAIS. Eu, Enoque Nascimento da Silva, Chefe de Seção Judiciário,
digitei.

Juiz(a) de Direito: Dr.(a) Ana Luiza Queiroz do Prado

Vistos.

Digam as partes sobre as provas que pretendem produzir, justificando a


necessidade e utilidade, sob pena de indeferimento.

Digam, outrossim, se têm interesse na realização de audiência de tentativa de


conciliação.

Int.

São Paulo, 25 de junho de 2020.

DOCUMENTO ASSINADO DIGITALMENTE NOS TERMOS DA LEI 11.419/2006,


CONFORME IMPRESSÃO À MARGEM DIREITA
fls. 221

FORO REGIONAL VI - Penha de França Emitido em: 26/06/2020 13:08


Certidão - Processo 1003182-61.2020.8.26.0006 Página: 1

CERTIDÃO DE REMESSA DE RELAÇÃO

Para conferir o original, acesse o site https://esaj.tjsp.jus.br/pastadigital/sg/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 1003182-61.2020.8.26.0006 e código BD3A00B.
Certifico que o ato abaixo consta da relação nº 0242/2020, encaminhada para publicação.

Advogado Forma
Adriano Blatt (OAB 329706/SP) D.J.E
Gustavo Antonio Feres Paixão (OAB 186458/SP) D.J.E

Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por ENOQUE NASCIMENTO DA SILVA, liberado nos autos em 26/06/2020 às 13:08 .
Teor do ato: "Vistos. Digam as partes sobre as provas que pretendem produzir, justificando a
necessidade e utilidade, sob pena de indeferimento. Digam, outrossim, se têm interesse na realização de
audiência de tentativa de conciliação. Int."

Do que dou fé.


São Paulo, 26 de junho de 2020.

Enoque Nascimento da Silva


fls. 222

FORO REGIONAL VI - Penha de França Emitido em: 29/06/2020 09:14


Certidão - Processo 1003182-61.2020.8.26.0006 Página: 1

Para conferir o original, acesse o site https://esaj.tjsp.jus.br/pastadigital/sg/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 1003182-61.2020.8.26.0006 e código BD5BDCB.
CERTIDÃO DE PUBLICAÇÃO DE RELAÇÃO

Certifico e dou fé que o ato abaixo, constante da relação nº 0242/2020, foi disponibilizado na página
3134/3138 do Diário da Justiça Eletrônico em 29/06/2020. Considera-se data da publicação, o primeiro dia útil
subseqüente à data acima mencionada.

Advogado
Adriano Blatt (OAB 329706/SP)
Gustavo Antonio Feres Paixão (OAB 186458/SP)

Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por ENOQUE NASCIMENTO DA SILVA, liberado nos autos em 29/06/2020 às 09:14 .
Teor do ato: "Vistos. Digam as partes sobre as provas que pretendem produzir, justificando a
necessidade e utilidade, sob pena de indeferimento. Digam, outrossim, se têm interesse na realização de
audiência de tentativa de conciliação. Int."

SÃO PAULO, 29 de junho de 2020.

Enoque Nascimento da Silva


Chefe de Seção Judiciário
.
fls. 223

Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por ADRIANO BLATT e Tribunal de Justica do Estado de Sao Paulo, protocolado em 02/07/2020 às 15:50 , sob o número WPEN20700799222
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EXCELENTISSIMO(A) SENHOR(A) DOUTOR(A) JUIZ(A) DE DIREITO DA 4ª
VARA CIVEL DO FORUM REGIONAL DA PENHA – SÃO PAULO – SP

Para conferir o original, acesse o site https://esaj.tjsp.jus.br/pastadigital/sg/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 1003182-61.2020.8.26.0006 e código BDD6EC7.
o PROCESSO: 1003182-61.2020.8.26.0006
o AUTOR: Fabio Alves Guimaraes
o RÉ: Gol Linhas Aéreas Inteligentes
o Ação de reparação de danos (comum)

FABIO ALVES GUIMARAES, com qualificação nos autos em epígrafe,


vem perante V. Exa. informar que já procurou a Ré fora dos autos, a fim de buscar
conciliação, tentativa esta que se mostrou infrutífera, motivo pelo qual declina da
designação de audiência conciliatória.
De outra banda, informa que não tem mais provas a produzir, além daquelas
já constantes dos autos, ressalvando-se o direito de produzir contraprovas em face
de eventuais provas que queira a Ré produzir.

Ex positis, requer o julgamento antecipado do feito, nos termos do CPC, art.


355, I.

Termos em que,
com as cautelas de estilo,
pede e espera deferimento.

São Paulo, 2 de julho de 2020.

(assinatura eletrônica)
Adriano Blatt
OAB/SP 329706

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Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por GUSTAVO ANTONIO FERES PAIXAO e Tribunal de Justica do Estado de Sao Paulo, protocolado em 03/07/2020 às 10:03 , sob o número WPEN20700802878
fls. 224

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EXMO. SR. DR. JUIZ DE DIREITO DA 4ª VARA CÍVEL - FORO
REGIONAL VI - PENHA DE FRANÇA /SP

Processo nº 1003182-61.2020.8.26.0006

GOL LINHAS AÉREAS S/A, já qualificada nos autos da


AÇÃO DE REPARAÇÃO DE DANOS que lhe move FABIO ALVES
GUIMARAES, em cumprimento ao r. despacho que determinou a
manifestação das partes sobre as provas que pretendem
produzir, pede vênia a este d. Juízo para informar que não
possui outras provas a produzir além das constantes nos
autos.

Outrossim, que nos termos no artigo 373, inciso I, do


Código de Processo Civil, cumprem à parte Autora as provas
constitutivas do seu direito.

Ademais, requer seja julgada antecipadamente a


presente lide, nos termos do art. 355, inciso I, do Código
de Processo Civil, de forma a decidir pela improcedência do
pedido autoral.
Nestes termos,
sua contestação apresentada aos autos.

OAB/SP Nº 186.458-A
espera deferimento.

GUSTAVO ANTÔNIO FERES PAIXÃO

2
Na oportunidade, a empresa Ré se reporta aos termos de
fls. 225

Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por GUSTAVO ANTONIO FERES PAIXAO e Tribunal de Justica do Estado de Sao Paulo, protocolado em 03/07/2020 às 10:03 , sob o número WPEN20700802878 .
Para conferir o original, acesse o site https://esaj.tjsp.jus.br/pastadigital/sg/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 1003182-61.2020.8.26.0006 e código BDEA429.
fls. 226

TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO


COMARCA de SÃO PAULO
FORO REGIONAL VI - PENHA DE FRANÇA
4ª VARA CÍVEL
RUA DR. JOÃO RIBEIRO, 433, SÃO PAULO - SP - CEP 03634-010

SENTENÇA

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Processo Digital nº: 1003182-61.2020.8.26.0006
Classe - Assunto Procedimento Comum Cível - Transporte Aéreo
Requerente: Fabio Alves Guimaraes
Requerido: Gol Linhas Aéreas Inteligentes S.A

CONCLUSÃO
Em 15 de setembro de 2020, faço estes autos conclusos ao(à) MM. Juiz(a) de
Direito da 4ª Vara Cível do Foro Regional VI - Penha de França, ao(à) Exmo(a). Sr.(a) Dr.(a) Ana
Luiza Queiroz do Prado. NADA MAIS. Eu, Amanda Pimentel de Oliveira Nascimento,

Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por ANA LUIZA QUEIROZ DO PRADO, liberado nos autos em 30/09/2020 às 19:20 .
Assistente Judiciário, digitei.

Juiz(a) de Direito: Dr.(a) Ana Luiza Queiroz do Prado

Vistos.

FABIO ALVES GUIAMARAES moveu ação de r eparação de danos


contra GO L LINH AS AÉREAS INTELIGENTES aduzindo, em sum a, que
compr ou pas sagens aéreas da empr esa ré e que o voo de volta à cidade de São
Paul o deveria ter decolado em 13/02/2020 às 19h15min, cont udo, houve atraso e
o voo f oi rem arcado para às 22 hor as e que sem al ter nat iva, t eve que aguardar.
Nar rou ai nda que o voo das 22 hor as foi cancelado e remar cado para a manhã do
dia segui nte, s em que a empres a r é providenci ass e qual quer s uporte ao autor que
pass ou a noit e no aeropor to. As severou que chegou a São Paulo com quat orze
horas de atraso e perdeu com promis sos de tr abalho anter ior mente agendado.
Al egou que sof reu danos morai s decorrentes da f alha na pres tação dos servi ços
da ré que, além de r emarcar e cancelar os voos, não l he deu as sis tência al gum a.
Por fi m, requer eu a condenação da ré ao pagam ent o de i ndenização por danos
mor ais . J unt ou documentos.

A ré ofertou cont est ação às f ls. 48/68, arguindo prel imi nar mente a
necessi dade da corr eção do polo passi vo, vez que a empr esa requerida é apenas
uma hol ding e não poss ui legiti midade para figurar no polo at ivo. Arguiu ainda
que não houve r esi stênci a à pr etensão do autor, que sequer procurou a em presa
ext raj udi cialmente para reclam ar seus eventuais dir eit os, de modo que carece de
i nteres se de agi r. No mér ito, assever ou que o voo do autor foi cancelado em
razão da necess idade da manutenção da aeronave e pr eservação da segur ança dos
pas sageir os. Insur giu-se contr a o pedido de i ndenização por danos mor ais , s ob a
alegação de que a m anutenção foi absolut amente neces sár ia par a o regul ar

1003182-61.2020.8.26.0006 - lauda 1
fls. 227

TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO


COMARCA de SÃO PAULO
FORO REGIONAL VI - PENHA DE FRANÇA
4ª VARA CÍVEL
RUA DR. JOÃO RIBEIRO, 433, SÃO PAULO - SP - CEP 03634-010

cum pri mento do contrato de transport e. Ass everou ai nda que f oi prestada toda

Para conferir o original, acesse o site https://esaj.tjsp.jus.br/pastadigital/sg/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 1003182-61.2020.8.26.0006 e código C5A705C.
assi stênci a ao autor, inclus ive tr ans por te par a o local de hospedagem. Pugnou
pela im procedência.

Répli ca às fls . 198/ 219 im pugnando a alegação de que foi of ert ado
tr ans por te e hospedagem ao autor à aus ência de com provação.

Instadas as partes a es pecifi car pr ovas, ambas requer eram o pr ont o

Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por ANA LUIZA QUEIROZ DO PRADO, liberado nos autos em 30/09/2020 às 19:20 .
j ulgamento.

É o r elatór io do necess ári o. DECIDO.

O fei to com por ta jul gam ent o no estado, vez que recrudescido de
pr ova docum ent al suf ici ent e. Ademai s, as par tes di spensaram a produção de
novas provas .

Inici alm ent e, afasta-se a prelim inar de i legiti midade passi va


arguida, poi s, mui to embora a ré GOL LI NHAS AÉREAS INTELI GENTES S.A.
sej a a holdi ng controladora, esta compõe o mesmo gr upo econômico do Grupo
GOL, em presa res ponsável pel a r eal ização do tr ans por te aér eo, e, portanto, como
tal, res ponde de for ma sol idária perante o cons umi dor .

Ao mérit o, poi s.

Restou i ncontr overso o atr aso no voo originário e pos ter ior mente
seu cancelam ent o e remar cação par a o di a s ubs equent e, de modo que a
cont rovérs ia cinge- se à efet iva pr est ação de assi stênci a ao autor após o
cancel amento do voo.

A des pei to de os atr asos s erem pass íveis no segmento de transport e


aéreo naci onal e inter nacional, compete às com panhias aéreas o dever de
cooperação e inf orm ação cons ist ent es na adoção das m edi das neces sár ias quando
veri ficados, inf orm ando os pass ageiros adequadamente acerca dos mot ivos do
atraso e, ato contí nuo, pres tando o auxí lio mater ial para a m iti gação de seus
efei tos .

Cabia à par te ré o ônus de compr ovar que cum pri u com seu dever
legal e contratual de pres tar infor mação e assi stênci a adequadas ao dem andant e,
consoante o art . 373, II , do Códi go de Proces so Civil.

1003182-61.2020.8.26.0006 - lauda 2
fls. 228

TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO


COMARCA de SÃO PAULO
FORO REGIONAL VI - PENHA DE FRANÇA
4ª VARA CÍVEL
RUA DR. JOÃO RIBEIRO, 433, SÃO PAULO - SP - CEP 03634-010

No ponto, a requerida não trouxe aos autos qual quer elem ent o de

Para conferir o original, acesse o site https://esaj.tjsp.jus.br/pastadigital/sg/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 1003182-61.2020.8.26.0006 e código C5A705C.
prova capaz de demonst rar que i nformou ao autor acer ca dos motivos que
levar am ao atr aso no voo.

Al ém dis so, a ré tam bém não comprovou a alegação de que


dis ponibi lizou hos pedagem e al imentação adequadas para o aguardo do próximo
em bar que que s e deu apenas no di a s eguint e.

Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por ANA LUIZA QUEIROZ DO PRADO, liberado nos autos em 30/09/2020 às 19:20 .
Fr ise-se que o “print” de tel a colacionado às f ls. 63 não s e pres ta à
comprovação do alegado fornecim ent o de t ransporte ao local onde o autor estava
hos pedado, de m odo que não houve prova de fat o i mpedit ivo do di rei to do
dem andant e, poi s, além de não est arem escr itos em vernáculo, cl ass ifi cam -se
como documentos unil aterai s, por não cont erem a as sinatura da par te aut ora.

Ademais, o aludido print está is olado no conjunto probat óri o. .

Ressalte-se que, mui to embora o Juí zo tenha concedido


oport uni dade para que a requerida pudesse se desincum bir de seu ônus
pr obatór io, es ta opt ou pel o j ulgamento antecipado do pedido, caus ando, com
is so, a preclusão de seu direito.

Os danos morai s experim ent ados pelo autor di spensam


comprovação, poi s decorrem do próprio fato.

Neste senti do já decidi u o E. Tr ibunal de Justi ça de São Paulo:


“AÇÃO DE I NDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS JULGADA PROCEDENTE
ATRASO DE VOO fat o i ncontr overso hipótes e de dano in re ipsa
indenização fi xada em R$ 2.000,00 montante inadequado às circuns tâncias do
f ato apel ant e que pas sou a madrugada no aeroport o, sem qualquer as sis tência
da parte da apelada, aguar dando ser al ocado em novo voo com horár io de
par tida às 5h45min i ndeniz ação que deve s er aument ada não para o val or
pleiteado (R$ 10.000,00) , mas par a R$ 7.000,00 ( set e mil reais) valor
proporcional ao dano e que guar da obs ervância ao car áter educati vo- puniti vo
que compõe a indenização na hi pót ese r ecurso parci alment e provido”. ( TJ SP;
Ap ela ção Cí v el 1 0 2 7 5 0 7 - 0 4 . 2 0 1 9 .8 .2 6 .0 1 1 4 ; Re lat o r ( a) : C ast r o Fig lio lia ; Ó r g ã o
J u lg ad o r : 1 2 ª Câ m ar a d e D ir e ito Pr iv a d o ; Fo r o Reg io n al I I I - Jab aq u ar a - 1 ª Var a C ív e l;
Dat a d o J u lg am e n to : 0 8 /0 7 /2 0 2 0 ; D ata d e Re g is tr o : 0 8 /0 7 /2 0 2 0 ) .

1003182-61.2020.8.26.0006 - lauda 3
fls. 229

TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO


COMARCA de SÃO PAULO
FORO REGIONAL VI - PENHA DE FRANÇA
4ª VARA CÍVEL
RUA DR. JOÃO RIBEIRO, 433, SÃO PAULO - SP - CEP 03634-010

Destaca- se, outrossi m, que o mot ivo do at ras o do voo não tem

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condão de afastar da r é o dever de indenizar, sej a porque os danos mor ais
decor rer am da fal ta de amparo mater ial ao autor , s eja porque o adiam ent o da
viagem devido à “neces sár ia realização de m anutenção não program ada” conf ira
fortuito inter no.

Pr esentes, poi s, os requis itos l egais da res ponsabili dade civi l


( art igos 186 e 927 do Código Ci vil ), pas sa- se à quantif icação do dano.

Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por ANA LUIZA QUEIROZ DO PRADO, liberado nos autos em 30/09/2020 às 19:20 .
At ent ando-s e à pr oibição do enri quecim ent o s em causa, patri mônio
das partes, bem como a necessi dade de puni r e inibi r condutas desi diosas como a
prat icada pel a part e r é, com pensando- se os transt ornos experi mentados pel a
part e autora, ar bit ra- se a i ndenização em R$ 8.000,00.

A indeni zação deverá ser atualizada pela Tabela Pr áti ca do E. TJSP


desde o ar bit ram ent o ( Súm ula n.º 362 do STJ ) e acres cida de j uros de m ora de
1% ao mês, a part ir da cit ação, por se tr atar de i lício contratual.

Ante o exposto, decl aro extinto o process o, com fulcr o no art. 487,
I, do Código de Pr ocesso Ci vil , e, no m éri to, JULGO PROCEDENTE o pedi do
par a condenar a requerida ao pagamento de R$ 8.000,00 a t ítulo de indeni zação
por danos morai s, val or est e s erá at ual izado pel a Tabela Prática do E. TJSP
desde o arbitr amento (Súmula n.º 362 do STJ) , e acres cido de j uros de m ora de
1% ao mês, a part ir da cit ação. Em razão sucumbência, condeno a r é ao
pagamento das custas e despesas pr ocessuais e honorários advocat íci os pat rono
do autor, os quais fixo em 10% do val or da condenação, nos termos do arti go 85,
§ 2.º, do Códi go de Proces so Civil.

P.R.I.

São Paulo, 15 de setembro de 2020.

DOCUMENTO ASSINADO DIGITALMENTE NOS TERMOS DA LEI 11.419/2006,


CONFORME IMPRESSÃO À MARGEM DIREITA

1003182-61.2020.8.26.0006 - lauda 4
fls. 230

FORO REGIONAL VI - Penha de França Emitido em: 01/10/2020 13:16


Certidão - Processo 1003182-61.2020.8.26.0006 Página: 1

Para conferir o original, acesse o site https://esaj.tjsp.jus.br/pastadigital/sg/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 1003182-61.2020.8.26.0006 e código C75A3DD.
CERTIDÃO DE REMESSA DE RELAÇÃO

Certifico que o ato abaixo consta da relação nº 0404/2020, encaminhada para publicação.

Advogado Forma
Adriano Blatt (OAB 329706/SP) D.J.E
Gustavo Antonio Feres Paixão (OAB 186458/SP) D.J.E

Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por ENOQUE NASCIMENTO DA SILVA, liberado nos autos em 01/10/2020 às 13:16 .
Teor do ato: "Ante o exposto, declaro extinto o processo, com fulcro no art. 487, I, do Código de
Processo Civil, e, no mérito, JULGO PROCEDENTE o pedido para condenar a requerida ao pagamento de R$
8.000,00 a título de indenização por danos morais, valor este será atualizado pela Tabela Prática do E. TJSP
desde o arbitramento (Súmula n.º 362 do STJ), e acrescido de juros de mora de 1% ao mês, a partir da
citação. Em razão sucumbência, condeno a ré ao pagamento das custas e despesas processuais e honorários
advocatícios patrono do autor, os quais fixo em 10% do valor da condenação, nos termos do artigo 85, § 2.º,
do Código de Processo Civil."

Do que dou fé.


São Paulo, 1 de outubro de 2020.

Enoque Nascimento da Silva


fls. 231

FORO REGIONAL VI - Penha de França Emitido em: 02/10/2020 08:38


Certidão - Processo 1003182-61.2020.8.26.0006 Página: 1

CERTIDÃO DE PUBLICAÇÃO DE RELAÇÃO

Para conferir o original, acesse o site https://esaj.tjsp.jus.br/pastadigital/sg/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 1003182-61.2020.8.26.0006 e código C772C63.
Certifico e dou fé que o ato abaixo, constante da relação nº 0404/2020, foi disponibilizado na página
2804/2814 do Diário da Justiça Eletrônico em 02/10/2020. Considera-se data da publicação, o primeiro dia útil
subseqüente à data acima mencionada.

Advogado
Adriano Blatt (OAB 329706/SP)
Gustavo Antonio Feres Paixão (OAB 186458/SP)

Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por ENOQUE NASCIMENTO DA SILVA, liberado nos autos em 02/10/2020 às 08:38 .
Teor do ato: "Ante o exposto, declaro extinto o processo, com fulcro no art. 487, I, do Código de
Processo Civil, e, no mérito, JULGO PROCEDENTE o pedido para condenar a requerida ao pagamento de R$
8.000,00 a título de indenização por danos morais, valor este será atualizado pela Tabela Prática do E. TJSP
desde o arbitramento (Súmula n.º 362 do STJ), e acrescido de juros de mora de 1% ao mês, a partir da
citação. Em razão sucumbência, condeno a ré ao pagamento das custas e despesas processuais e honorários
advocatícios patrono do autor, os quais fixo em 10% do valor da condenação, nos termos do artigo 85, § 2.º,
do Código de Processo Civil."

SÃO PAULO, 2 de outubro de 2020.

Enoque Nascimento da Silva


Chefe de Seção Judiciário
.
Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por GUSTAVO ANTONIO FERES PAIXAO e Tribunal de Justica do Estado de Sao Paulo, protocolado em 21/10/2020 às 14:00 , sob o número WPEN20701409037
fls. 232

Para conferir o original, acesse o site https://esaj.tjsp.jus.br/pastadigital/sg/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 1003182-61.2020.8.26.0006 e código C948634.
Exmo. Sr. Dr. Juiz de Direito da 4ª Vara Cível - Foro Regional VI - Penha de
França/SP.

Processo nº 1003182-61.2020.8.26.0006

GOL LINHAS AÉREAS S/A E GOL LINHAS AÉREAS INTELIGENTES S/A, já qualificadas
nos autos da AÇÃO DE REPARAÇÃO DE DANOS que lhes move FABIO ALVES GUIMARÃES,
não se conformando, d. v., com a r. sentença de fls. 226/229, que julgou
procedente o pedido constante na inicial, pede vênia a este d. Juízo para, com
fundamento no artigo 1.009 do Código de Processo Civil, interpor o competente
recurso de Apelação Cível, nos termos das anexas razões, cuja juntada aos
autos, desde já, requer, para oportuna apreciação pelo e. Tribunal de Justiça de
São Paulo.
conhecimento e provimento.

Nestes termos,
pede deferimento,

OAB/SP Nº 186.458-A
GUSTAVO ANTÔNIO FERES PAIXÃO
Nestes termos, a Apelante oferece as anexas guias comprobatórias do
recolhimento das custas judiciais relativas ao presente recurso, esperando seu
fls. 233

Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por GUSTAVO ANTONIO FERES PAIXAO e Tribunal de Justica do Estado de Sao Paulo, protocolado em 21/10/2020 às 14:00 , sob o número WPEN20701409037 .
Para conferir o original, acesse o site https://esaj.tjsp.jus.br/pastadigital/sg/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 1003182-61.2020.8.26.0006 e código C948634.
.
Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por GUSTAVO ANTONIO FERES PAIXAO e Tribunal de Justica do Estado de Sao Paulo, protocolado em 21/10/2020 às 14:00 , sob o número WPEN20701409037
fls. 234

Para conferir o original, acesse o site https://esaj.tjsp.jus.br/pastadigital/sg/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 1003182-61.2020.8.26.0006 e código C948634.
RAZÕES DAS APELANTES

E. Câmara;

I - TEMPESTIVIDADE

1. Registra-se, inicialmente, que a r. sentença foi publicada no dia


05/10/2020 (segunda-feira). Iniciando-se, portanto, o prazo para interposição do
presente recurso no primeiro dia útil subsequente, ou seja, dia 06/10/2020
(terça-feira), encerrando-se, no dia 26/10/2020 (segunda-feira), haja vista o
feriado nacional de 12 de outubro.

2. Desta forma, o presente recurso é plenamente tempestivo.

II - BREVE RELATO DA CAUSA

3. Trata-se de ação indenizatória ajuizada pela parte Apelada em face da


Cia Apelante visando a condenação desta ao pagamento de indenização por
danos morais.

4. Aduziu que: (i) adquiriu passagens para o trecho Campo Grande x


Guarulhos; (ii) contudo, o voo sofreu cancelamento, vindo o passageiro a ser
reacomodado para um novo voo com algumas horas de diferença; e (iii)
suportou transtornos.
.
Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por GUSTAVO ANTONIO FERES PAIXAO e Tribunal de Justica do Estado de Sao Paulo, protocolado em 21/10/2020 às 14:00 , sob o número WPEN20701409037
fls. 235

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5. Devidamente citada para responder aos termos da presente
demanda, a Apelante apresentou contestação impugnando todos os
argumentos elencados em sede de inicial.

6. Ato contínuo, o d. Juízo a quo proferiu sentença julgando procedentes


os pedidos autorais, condenando a Apelante ao pagamento de indenização nos
seguintes termos:

“(...) Ante o exposto, declaro extindo o processo, com fulcro no art. 487, I,
do Cídigo de Processo Civil, e no, no mérito, JULGO PROCEDENTE o pedido
para condenar a requerida ao pagamento de R$ 8.000,00 (oito mil reais), a
título de indenização por danos morais (...)”

7. Diante disso, não resta alternativa a Apelante senão recorrer à


instância superior como forma de ver salvaguardado o seu direito.

III - NECESSIDADE DE REFORMA DA R. SENTENÇA

REALIDADE DOS FATOS:


PROBLEMA TÉCNICO NA AERONAVE - OBSERVÂNCIA DO BEM MAIOR, A VIDA

8. No presente caso, a parte Apelante foi condenada ao pagamento de


indenização por danos morais, no valor R$ 8.000,00 (oito mil reais), em
decorrência do atraso do voo da parte Apelada.

9. Para tanto, entendeu o d. Juízo a quo que “o motivo do atraso do voo


não tem o condão de afastar da ré o dever de indenizar”.
10.

técnicos, conforme relatório apresentado abaixo:


aeronave, por motivos de segurança, uma vez que foram realizados reparos
Apelante esclareceu em sede de contestação que o voo contratado pela Apelada
foi cancelado em razão da necessidade de se realizar a manutenção na
Contudo, Excelências, ao contrário de tal entendimento, a Cia
fls. 236

Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por GUSTAVO ANTONIO FERES PAIXAO e Tribunal de Justica do Estado de Sao Paulo, protocolado em 21/10/2020 às 14:00 , sob o número WPEN20701409037 .
Para conferir o original, acesse o site https://esaj.tjsp.jus.br/pastadigital/sg/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 1003182-61.2020.8.26.0006 e código C948634.
.
Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por GUSTAVO ANTONIO FERES PAIXAO e Tribunal de Justica do Estado de Sao Paulo, protocolado em 21/10/2020 às 14:00 , sob o número WPEN20701409037
fls. 237

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11. Repita-se: Apesar da GOL manter a manutenção de todas as suas
aeronaves em dia, tal necessidade de reparo foi verificada momentos antes da
decolagem da aeronave. Fatos como esse acontecem no dia a dia da aviação,
devendo, assim, ser afastado o entendimento do d. Juízo a quo.

12. Cabe deixar claro que essa manutenção não estava programada, mas
foi constatada sua necessidade quando da decolagem. Com todo respeito a V.
Exa., a segurança e a vida dos passageiros não são suficientes a justificar o
referido atraso para realização de manutenção na aeronave?

13. Com as devidas vênias, é absolutamente inviável antever todas as


intercorrências mecânicas de um Boeing, o que denota claramente tratar-se de
caso fortuito.

14. Ou seja, dúvidas não há de que a manutenção não programada


ocorreu em razão de um defeito na aeronave, evento que ocasionou a quebra
do nexo de causalidade entre os alegados danos suportados e a conduta
escorreita da Apelante!!!

15. Quanto a este ponto, veja-se que a jurisprudência deste E. TJSP vem
entendendo que em caso de atraso ou cancelamento de voo, em razão da
manutenção não programada, não há se falar em danos morais indenizáveis:

“AÇÃO DE INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS Cancelamento de voo


Justificativa apresentada pela companhia aérea de que a aeronave
apresentou defeitos mecânicos Empresa aérea ré que disponibilizou
outro voo aos autores, oferecendo acomodação e alimentação neste
período Não obstante os inegáveis transtornos acarretados aos
.
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fls. 238

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passageiros em razão do cancelamento do voo, não ficou evidenciado
dano moral indenizável, levando em conta a complexidade do voo, que
somente pode ocorrer em total segurança aos passageiros Inexistência de
dano moral indenizável em razão de transtornos, perturbações ou
aborrecimentos que as pessoas sofrem no seu dia a dia, frequentes na
vida de qualquer indivíduo Sentença de improcedência mantida
Honorários advocatícios fixados em15% sobre o valor da causa majorados
para 20%, nos termos do artigo 85, § 11, do novo Código de Processo Civil
RECURSOIMPROVIDO, POR MAIORIA DE VOTOS.” (APELAÇÃO Nº 1020308-
07.2018.8.26.0003 – RELATOR DESEMBARGADOR SALLES VIEIRA - 24ª
CÂMARA DE DIREITO PRIVADO – JULGAMENTO 05/05/2020)

****

“PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS. Transporte aéreo nacional de pessoas. Ação de


condenação a indenizar por danos morais. Atraso de voo por sete horas.
Parcial procedência em primeiro grau. Manutenção não programada da
aeronave. Defeito. Assistência material disponibilizada (crédito em
voucher e transporte terrestre). Aceitação pelo passageiro. Observância
das normas da ANAC, Resolução nº 400/2016. Ausência de comprovação
de danos morais passíveis de indenização. Situação que sugere
aborrecimento, contudo, sem o potencial lesivo. Responsabilidade
objetiva da companhia aérea. Fato que não autoriza concluir pela
existência do dano moral automaticamente. Necessidade de sua
comprovação, inocorrente na hipótese. Sentença reformada.
Improcedência. RECURSO DA RÉ PROVIDO, NÃO PROVIDO O DO AUTOR.”
(TJ-SP - AC: 10241973220198260003 SP 1024197-32.2019.8.26.0003,
Relator: Sebastião Flávio, Data de Julgamento: 23/07/2020, 23ª Câmara de
Direito Privado, Data de Publicação: 23/07/2020)
.
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fls. 239

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16. Nesse sentido, cabe destacar a recente inclusão do art. 251-A no
Código Brasileiro da Aeronáutica pela Lei nº 14.034, de 05 de agosto de 2020,
que assim dispõe:

“Art. 251-A. A indenização por dano extrapatrimonial em decorrência de


falha na execução do contrato de transporte fica condicionada à
demonstração da efetiva ocorrência do prejuízo e de sua extensão pelo
passageiro ou pelo expedidor ou destinatário de carga.”

17. Ressalte-se, mais uma vez, que devido a problemática


consubstanciada na manutenção da aeronave, a GOL buscou da melhor forma
atender seus clientes, prestando-lhes toda a assistência necessária, inclusive
cumprindo fielmente o disposto na Resolução nº 400 da ANAC, em especial
quanto a reacomodação em um outro voo, com a maior brevidade possível,
além de hospedagem e transporte de ida e volta ao hotel.

18. Desta forma, foi necessário consertar a aeronave, em razão de ter


apresentado problemas técnicos, sendo certo que os passageiros prosseguiram
viagem com a maior brevidade possível, sem qualquer sorte de prejuízo.

19. Imperioso registrar que o contrato de transporte avençado entre a


empresa aérea e seus clientes deve primar pela segurança dos passageiros em
.
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detrimento de qualquer outro aspecto, embora o motivo da viagem de cada
passageiro possa restar prejudicado.

20. Logo, quando há qualquer impedimento ou alteração no horário de


embarque por problemas técnicos (manutenção da aeronave) ou atos
decorrentes de terceiros, a empresa Apelante não pode ser responsabilizada por
qualquer ônus reparatório, uma vez que se trata de uma das causas excludentes
de responsabilidade.

21. Desta forma, com as devidas vênias ao D. Juízo a quo, a Ré logrou


êxito, sim, em comprovar a quebra do nexo de causalidade entre os supostos
danos e a sua conduta, não havendo de se falar, em hipótese alguma nestes
autos, de responsabilização civil.

22. Destarte, não há de restar dúvidas de que o atraso ensejador dos


alegados danos (e, por conseguinte, da propositura da demanda) não pode ser
considerado como fato causador de dano de qualquer natureza, posto que teve
como causa fato excludente de responsabilidade civil – comparável, inclusive, ao
denominado ‘fato de terceiro’, nos termos do artigo 14, §3º, II do CDC – e em
respeito ao disposto nos arts. 734 e 737, in fine do CC e, ainda, o art. 256, II § 1º,
“b” da Lei 7.565/86, Código Brasileiro de Aeronáutica.

23. Ora, tal procedimento não pode ser considerado como descaso
perante o passageiro, eis que, ao contrário, o desrespeito ao fortuito já exposto
poderia comprometer a integridade da viagem (deveria a empresa Apelante
prosseguir viagem sem promover o reparo na aeronave?).
.
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fls. 241

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24. Outrossim, ainda no que se refere ao cancelamento do voo ventilado
na inicial, cumpre-se dizer que a empresa Apelante, diante do malsinado fato –
repita-se, causado exclusivamente por acontecimento alheio a sua vontade –
teve por cumprir, de forma escorreita, com o preceituado no art. 741 do Código
Civil. É o que se extrai do mencionado preceptivo, verbis:

“Art. 741. Interrompendo-se a viagem por qualquer motivo alheio à


vontade do transportador, ainda que em conseqüência de evento
imprevisível, fica ele obrigado a concluir o transporte contratado em
outro veículo da mesma categoria, ou, com a anuência do passageiro, por
modalidade diferente, à sua custa, correndo também por sua conta as
despesas de estada e alimentação do usuário, durante a espera de novo
transporte. (Grifamos)

25. Assim, fica claro que devido às peculiaridades relatadas não se pode
responsabilizar a empresa Apelante, não havendo o que se falar sobre falha na
prestação do serviço.

26. Logo, o que se conclui é que a Apelada tenta valer-se de infundadas


alegações com o único fim de enriquecer-se através do judiciário, devendo, por
conta disso, este e. Tribunal de Justiça dar provimento integral ao presente
recurso para os fins de reformar a r. sentença.

DANO MORAL INCABÍVEL

27. Caso esse não seja o entendimento deste e. Tribunal de Justiça, o que
desde já não se espera, a Apelante pede vênia para demonstrar, mais uma vez, o
descabimento de indenização por danos morais.
.
Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por GUSTAVO ANTONIO FERES PAIXAO e Tribunal de Justica do Estado de Sao Paulo, protocolado em 21/10/2020 às 14:00 , sob o número WPEN20701409037
fls. 242

Para conferir o original, acesse o site https://esaj.tjsp.jus.br/pastadigital/sg/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 1003182-61.2020.8.26.0006 e código C948634.
28. Conforme exposto acima, fatos alheios à vontade da empresa
Apelante culminaram nos fatos conforme já exposto, sendo certo que a
empresa Apelante tomou todas as providências para que o transtorno fosse o
menor possível, disponibilizando transporte para o destino final com a maior
brevidade, além de hospedagem e transporte para translado.

29. A fim de justificar a concessão de indenização, o douto magistrado


fundamentou a condenação em “os danos morais experimentados pelo autor
dispensam comprovação”, sem, contudo, apontar qualquer dano aos direitos da
personalidade da parte apelada, baseando a indenização somente no atraso em
si.

30. Muito embora tenha havido o atraso do voo, o que não se negou, por
óbvio que a Cia procedeu com a solução mais benéfica para os passageiros, tudo
em atenção aos termos da legislação vigente e normas da ANAC, razão pela qual
não há que se falar em danos morais!

31. Excelências, NÃO É QUALQUER ATRASO QUE DEVE GERAR O DEVER


DE INDENIZAÇÃO, principalmente considerando a assistência prestada, cabendo
a parte comprovar ter suportado prejuízos e danos decorrentes do mesmo, o
que não foi feito pela parte Apelada.

32. Esse é, inclusive, o recente entendimento do C. STJ, o que se extrai


do voto da Ministra Nancy Andrighi abaixo transcrito,
.
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“A alegação do recorrente de que o dano moral é presumido (in re ipsa) quando
há atraso no voo, independentemente da duração do atraso e das demais
circunstâncias envolvidas, exigiu-me maiores reflexões sobre a controvérsia,
notadamente porque a construção de referida premissa induz à conclusão de
que uma situação corriqueira na maioria – se não por dizer na totalidade – dos
aeroportos brasileiros ensejaria, de plano, dano moral a ser compensado,
independentemente da comprovação de qualquer abalo psicológico
eventualmente suportado. (...). É nesse cenário que a jurisprudência do STJ, em
casos específicos, concluiu pela possibilidade, em determinadas hipóteses, de
compensação de danos morais independentemente da demonstração de dor,
traduzindo-se, pois, em consequência in re ipsa, intrínseca à própria conduta
que injustamente atinja a dignidade do ser humano. Contudo, a caracterização
do dano moral in re ipsa não pode ser elastecida a ponto de afastar a
necessidade de sua efetiva demonstração em qualquer situação. Isso porque
ao assim proceder se estaria a percorrer o caminho diametralmente oposto ao
sentido da despatrimonialização do direito civil, transformando em caráter
meramente patrimonial os danos extrapatrimoniais e fomentando a já
bastante conhecida “indústria do dano moral” (REsp 1.653.413/RJ, 3ª Turma,
DJe 08/06/2018).”1

33. Repita-se, Exas., por ser de curial importância, que os alegados danos
suportados foram originados em decorrência da superveniência de um evento
irresistível e imprevisível, que acabou por impossibilitar, momentaneamente, a
execução do contrato de transporte aéreo, nos termos originalmente pactuados.

34. Mesmo assim, a Cia Apelante disponibilizou ao Apelado e demais


passageiros toda a assistência necessária, cumprindo o contrato de transporte e

1 RECURSO ESPECIAL Nº 1.584.465 – MG, publicado em 21/11/2018.


.
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concluindo a viagem da forma possível diante do evento inesperado e invencível
ocorrido.

35. Resta claro que o pedido de indenização por danos morais deve ser
rechaçado, sendo certo que, conforme se depreende da doutrina e
jurisprudência, a existência ou não do dano moral deve ser vista de forma
subjetiva, posto que ocasionado, tão somente, quando o sinistro conseguir
atingir a dignidade da pessoa humana, não podendo o dever de reparar, a
contrário senso, nascer de um mero aborrecimento ou descontentamento, pelo
que não há que se falar em reparação oriunda de mero inadimplemento
contratual.

36. Assim, certo é que somente deve ser caracterizado o dano moral
quando for atingido direito da personalidade, causando, em consequência,
tormentos que vão além do mero dissabor, aborrecimento ou irritação, o que,
reitere-se, não restou comprovado no presente feito. No entanto, deve ser aqui
ressaltado que, por óbvio, certas situações, embora desagradáveis, são
necessárias ao exercício regular de algumas atividades, não ensejando de igual
forma a reparação debatida.

37. Portanto, resta claro que os problemas enfrentados pelo Apelado não
ultrapassaram um mero dissabor da vida cotidiana, pelo que requer a Cia
Apelante seja reformada a r. sentença, para afastar a indefinição por danos
morais fixadas, sob pena de enriquecimento sem causa, que é vedado em nosso
ordenamento jurídico, nos artigos 884 a 886 e, ainda, art. 944 caput e § único,
todos do Código Civil.
.
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38. Acaso, eventualmente, este e. Tribunal de Justiça não entenda pelo
afastamento da indenização fixada, o que, data venia, somente se admite para
argumentar, requer, ao menos, seja reduzido o quantum fixado a título de
condenação por danos morais, devendo prestar o devido respeito aos princípios
que regem a matéria, seja em prol da moralidade da Justiça, seja em
consonância com os artigos 402 e 403, ambos do Código Civil, que consagram
ambos o preceito da indenização côngrua, logo moderada.

NECESSÁRIA RETIFICAÇÃO DA INCIDÊNCIA DE JUROS DE MORA


NOVO POSICIONAMENTO DO C. STJ

39. Ademais, entendeu o d. Juízo a quo por fixar os juros sobre o valor
da indenização por danos morais a partir da data do evento danoso, com o que
não se concorda.

40. Nesse tocante, salienta-se a posição da Quarta Turma do c. SUPERIOR


TRIBUNAL DE JUSTIÇA no sentido de determinada que a indenização por dano
moral só passa a ter expressão em dinheiro a partir da decisão judicial que a
arbitrou, in casu, a partir da publicação da sentença. Vejamos:

“RECURSO ESPECIAL. RESPONSABILIDADE CIVIL. INFECÇÃO HOSPITALAR.


SEQUELAS IRREVERSÍVEIS. AÇÃO DE INDENIZAÇÃO. CULPA CONTRATUAL.
SÚMULA 7. DENUNCIAÇÃO DA LIDE. DANO MORAL. REVISÃO DO VALOR.
JUROS DE MORA. CORREÇÃO MONETÁRIA. TERMO INICIAL. DATA DO
ARBITRAMENTO. REDUÇÃO DA CAPACIDADE PARA O TRABALHO. PENSÃO
MENSAL DEVIDA. (..) 6. A correção monetária deve incidir a partir da
fixação de valor definitivo para a indenização do dano moral. Enunciado
362 da Súmula do STJ.
.
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7. No caso de responsabilidade contratual, os juros de mora incidentes
sobre a indenização por danos materiais, mesmo ilíquida, fluem a partir da
citação.
8. A indenização por dano moral puro (prejuízo, por definição,
extrapatrimonial) somente passa a ter expressão em dinheiro a partir da
decisão judicial que a arbitrou. O pedido do autor é considerado, pela
jurisprudência do STJ, mera estimativa, que não lhe acarretará ônus de
sucumbência, caso o valor da indenização seja bastante inferior ao
pedido (Súmula 326). Assim, a ausência de seu pagamento desde a data
do ilícito não pode ser considerada como omissão imputável ao devedor,
para o efeito de tê-lo em mora, pois, mesmo que o quisesse, não teria
como satisfazer obrigação decorrente de dano moral, sem base de
cálculo, não traduzida em dinheiro por sentença judicial, arbitramento ou
acordo (CC/1916, art. 1064). Os juros moratórios devem, pois, fluir, no
caso de indenização por dano moral, assim como a correção monetária, a
partir da data do julgamento em que foi arbitrada a indenização, tendo
presente o magistrado, no momento da mensuração do valor, também o
período, maior ou menor, decorrido desde o fato causador do sofrimento
infligido ao autor e as consequências, em seu estado emocional, desta
demora.
9. Recurso especial do réu conhecido, em parte, e nela não provido.
Recurso especial do autor conhecido e parcialmente provido.” (grifamos)

41. Ora, exa., no caso específico dos autos, a alegada responsabilidade da


empresa Apelante, acaso efetivamente constatada, ter-se-ia derivado,
inequivocamente, do contrato de transporte aéreo celebrado entre as partes, o
que, de acordo com o julgado acima, o juros de mora deverão ser aplicados
desde a data de sua fixação, eis que “a ausência de seu pagamento desde a data
do ilícito não pode ser considerada como omissão imputável ao devedor, para o
.
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efeito de tê-lo em mora, pois, mesmo que o quisesse, não teria como satisfazer
obrigação decorrente de dano moral, sem base de cálculo, não traduzida em
dinheiro por sentença judicial, arbitramento ou acordo”.

42. Por tal razão, espera e confia a Apelante que este e. Tribunal de
Justiça dá provimento ao presente recurso para determinar a alteração na parte
dispositiva da sentença, de forma a determinar que a correção monetária e os
juros moratórios incidentes sobre o valor dos danos tenham como termo inicial
a data do julgamento da sentença.

IV - CONCLUSÃO

43. Diante do exposto, a Apelante espera e confia no provimento do


presente recurso de apelação, para que seja reformada a r. sentença, de modo
que sejam julgados integralmente improcedentes os pedidos autorais, pode ser
medida de direito.

44. Na remota hipótese de assim não se entender, o que se admite


apenas por argumentar, requer seja a verba reparatória total de R$ 8.000,00,
reduzida para patamares condizentes com os princípios da RAZOABILIDADE e
PROPORCIONALIDADE (art. 944, caput e § único do CCB c/c art. 5º, V CF/88),
sob pena de se configurarem transgredidos, evitando-se, ainda, o
enriquecimento sem causa da parte apelada, o que, diga-se, é vedado em nosso
ordenamento jurídico.

45. Por fim, requer sejam feitas todas as publicações relativas a estes
autos sejam realizadas em nome de seu patrono DR. GUSTAVO ANTÔNIO FERES
PAIXÃO, OAB/SP Nº 186.458-A, para fins de intimação, sob pena de nulidade.
Nestes termos,
pede deferimento.

OAB/SP Nº 186.458-A
GUSTAVO ANTÔNIO FERES PAIXÃO
fls. 248

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Documento de Arrecadação de Receitas Estaduais Documento Principal

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01 - Nome / Razão Social 07 - Data de Vencimento
Gol Linhas Aereas S.a. 09/11/2020
02 - Endereço 08 - Valor Total
Praça Senador Salgado Filho, s/nº, Aeroporto Santos Dumont, térreo, Centro RIO DE JANEIRO RJ
R$ 344,76
03 - CNPJ Base / CPF 04 - Telefone 05 - Quantidade de Documentos Detalhe 09 - Número do DARE
07.575.651 (11)2102-8460 1
06 - Observações 200590056956483
Proc. Origem 00 - . 0 0. . .000 - Foro Regional Vi - Penha De França

Emissão: 10/10/2020
10 - Autenticação Mecânica Via do Banco

01 - Código de Receita – Descrição 02 - Código do Serviço – 19 - Qtde


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Secretaria da Fazenda e Custas - judiciárias pertencentes ao Estado, TJ - 1123007 - PREPARO DA APELAÇÃO
200590056956483-0001

Planejamento Documento
Detalhe 230-6 referentes a atos judiciais

15 - Nome do Contribuinte 03 - Data de Vencimento 06 - 09 - Valor da Receita 12 - Acréscimo


09/11/2020 Financeiro
04 - Cnpj ou Cpf
Gol Linhas Aereas S.a.
07.575.651/0001-59 R$ 344,76 R$ 0,00
16 - Endereço 05 - 07 - Referência 10 - Juros de Mora 13 - Honorários
Praça Senador Salgado Filho, s/nº, Aeroporto Santo Advocatícios
s Dumont, térreo, Centro RIO DE JANEIRO RJ

R$ 0,00 R$ 0,00
18 - Nº do Documento 17 - Observações 08 - 11 - Multa de Mora ou 14 - Valor Total
Detalhe Proc. Origem 1003182-61.2020.8.26.0006 - Foro Regional Vi - Penha De Multa Por Infração
França
200590056956483-0001
Emissão: 10/10/2020 R$ 0,00 R$ 344,76

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02 - Endereço 08 - Valor Total
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R$ 344,76
03 - CNPJ Base / CPF 04 - Telefone 05 - Quantidade de Documentos Detalhe 09 - Número do DARE
07.575.651 (11)2102-8460 1
06 - Observações 200590056956483
Proc. Origem 00 - . 0 0. . .000 - Foro Regional Vi - Penha De França

Emissão: 10/10/2020
10 - Autenticação Mecânica Via do Contribuinte
.
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fls. 250

Comprovante de pagamento - SEFAZ-SP/DARE - SEFAZ/SP - Via contribuinte

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agente arrecadador: CNC:341 Banco Itaú S/A

número de controle do DARE: 200590056956483


valor: R$ 344,76

código de barras: 85870000003-0 44760185112-0 00590056956-6 48320201109-5

identificação no extrato: SISPAG TRIBUTOS


identificação do comprovante: 256809

autenticação:34120102000000017224423

comprovante de pagamento emitido de acordo com a Portaria CAT 126, de 16/09/2011, e autorizado pelo Processo
13840-1112955-2016

Dados da conta debitada

agência e conta: 0380 / 0055056-6


nome: VILLEMOR T S A ASSOCIADOS
CNPJ: 33.296.922/0001-47

operação efetuada em 20/10/2020 às 15:56:55h via Sispag na internet.

autenticação digital Itaú:


9CE1F132D9CAD1A9084F9A404C5395BAD6D6C61B

Dúvidas, sugestões e reclamações: na sua agência. Se preferir, ligue para o SAC Itaú: 0800 728 0728 (todos os dias, 24h) ou acesse o Fale Conosco no www.itau.com.br.
Se não ficar satisfeito com a solução apresentada, ligue para a Ouvidoria Corporativa Itaú: 0800 570 0011 (em dias úteis, das 9h às 18h) ou Caixa Postal 67.600, CEP
03162-971. Deficientes auditivos ou de fala: 0800 722 1722 (todos os dias, 24h). 27
.
fls. 251

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EXCELENTISSIMO(A) SENHOR(A) DOUTOR(A) JUIZ(A) DE DIREITO DA 4ª
VARA CIVEL DO FORUM REGIONAL DA PENHA – SÃO PAULO – SP

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o PROCESSO: 1003182-61.2020.8.26.0006
o AUTOR-APELANTE: Fabio Alves Guimaraes
o RÉ-APELADA: Gol Linhas Aéreas Inteligentes
o Ação de reparação de danos (comum)

FABIO ALVES GUIMARAES, brasileiro, casado, gerente de vendas, RG


28968627 SSP/SP, CPF 321.259.358-05, residente e domiciliado nesta capital, à Rua
Landirana, 214, CEP 03575-140, São Paulo, SP, e-mail: fguimaraes@themail.com.br, vem,
perante V. Exa, com fulcro no art. 1.009 e ss do CPC, e demais diplomas legais pertinentes, e
inconformada com a r. sentença, apresentar seu tempestivo

RECURSO DE APELAÇÃO,
pelas relevantíssimas razões ali inclusas, a fim de que seja recebido por este
D. Juízo e encaminhado ao E. Tribunal de Justiça.
Outrossim, requer que, após a intimação da Ré-Apelada para apresentar as
contrarrazões, sejam os autos remetidos ao Egrégio Tribunal ad quem, para reforma da r.
sentença vergastada.

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1. DOS PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE


DO RECURSO DE APELAÇÃO

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Ora demonstra-se a tempestividade da presente interposição:

Evento Data Base legal


Disponibilização da r. sentença 02/10/20 Lei 11.419/06, Art. 4º, caput1
Publicação e intimação da r. sentença 05/10/20 Lei 11.419/06, Art. 4º, § 3o2
Primeiro dia da contagem de prazo 06/10/20 CPC, Art. 224, § 3º 3
Dies ad quem para interposição deste 27/10/20 CPC, Art. 1.003, § 5º 4
Data de interposição deste 27/10/20 CPC, Art. 218, § 4º5

Portanto, mostra-se cabalmente tempestiva esta interposição. Quanto ao


preparo, a taxa judiciária encontra-se no documento anexo.

Estando presentes os demais pressupostos de admissibilidade, como o


cabimento, a legitimidade recursal, o interesse recursal, a regularidade formal, a inexistência
de fatos impeditivos ou extintivos do poder de recorrer, merece o presente recurso ser
recebido por este D. Juízo, admitido e encaminhado ao E. Tribunal de Justiça para, ao final,
ser conhecido e provido, pelos fatos e fundamentos nele alinhados.

1
Lei 11.419/06 - Art. 4o Os tribunais poderão criar Diário da Justiça eletrônico, disponibilizado em sítio da rede
mundial de computadores, para publicação de atos judiciais e administrativos próprios e dos órgãos a eles
subordinados, bem como comunicações em geral. (...).
2
Lei 11.419/06 - Art. 4o (...) § 3o Considera-se como data da publicação o primeiro dia útil seguinte ao da
disponibilização da informação no Diário da Justiça eletrônico.
3 CPC - Art. 224 (...) § 3o A contagem do prazo terá início no primeiro dia útil que seguir ao da publicação.
4 CPC - Art. 1.003. (...) § 5º Excetuados os embargos de declaração, o prazo para interpor os recursos e para
responder-lhes é de 15 (quinze) dias.
5 CPC, Art. 218 (,...) § 4º Será considerado tempestivo o ato praticado antes do termo inicial do prazo.

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Termos em que,
com as cautelas de estilo,
pede e espera deferimento.

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São Paulo, 27 de outubro de 2020.

(assinatura eletrônica/digital)
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OAB/SP 329706

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RAZÕES DE APELAÇÃO
o RECURSO DE APELAÇÃO
o AÇÃO DE REPARAÇÃO DE DANOS

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o ORIGEM: 4ª VARA CIVEL DO FORUM REGIONAL DA PENHA – SÃO PAULO – SP
o PROCESSO: 1003182-61.2020.8.26.0006
o AUTOR-APELANTE: Fabio Alves Guimaraes
o RÉ-APELADA: Gol Linhas Aéreas Inteligentes
o Ação de reparação de danos (comum)

RAZÕES DE APELAÇÃO

Egrégio Tribunal!

Colenda Câmara!

Ínclitos Julgadores!

Com o merecido respeito devido ao ilustre prolator, a r. sentença prolatada,


não pode prevalecer, posto que não deu ao presente caso a melhor solução, contrariando a
lei e a nossa mais lúcida jurisprudência, devendo ser reformada por este E. Tribunal.

Sendo assim, pretende a reforma da r. sentença proferida nos autos, que


julgou parcialmente procedente a ação.

DATA MAXIMA VENIA, RESTARÁ ABSOLUTAMENTE IMPOSSÍVEL


DISCORDAR DO FATO DE QUE A R. SENTENÇA PROLATADA EM PRIMEIRO GRAU
CONTRARIOU FRONTALMENTE A UNÂNIME JURISPRUDÊNCIA DO C. STJ, além de ter
violado leis federais.

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2. DOS PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE DO RECURSO DE


APELAÇÃO

Para conferir o original, acesse o site https://esaj.tjsp.jus.br/pastadigital/sg/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 1003182-61.2020.8.26.0006 e código C9EDEA8.
Ora demonstra-se a tempestividade da presente interposição:

Evento Data Base legal


Disponibilização da r. sentença 02/10/20 Lei 11.419/06, Art. 4º, caput6
Publicação e intimação da r. sentença 05/10/20 Lei 11.419/06, Art. 4º, § 3o7
Primeiro dia da contagem de prazo 06/10/20 CPC, Art. 224, § 3º 8
Dies ad quem para interposição deste 27/10/20 CPC, Art. 1.003, § 5º 9
Data de interposição deste 27/10/20 CPC, Art. 218, § 4º10

Portanto, mostra-se cabalmente tempestiva esta interposição. Quanto ao


preparo, a taxa judiciária encontra-se no documento anexo.

Estando presentes os demais pressupostos de admissibilidade, como o


cabimento, a legitimidade recursal, o interesse recursal, a regularidade formal, a inexistência
de fatos impeditivos ou extintivos do poder de recorrer, merece o presente recurso ser
recebido por este E. Tribunal de Justiça para, ao final, ser conhecido e provido, pelos fatos e
fundamentos nele alinhados.

6
Lei 11.419/06 - Art. 4o Os tribunais poderão criar Diário da Justiça eletrônico, disponibilizado em sítio da rede
mundial de computadores, para publicação de atos judiciais e administrativos próprios e dos órgãos a eles
subordinados, bem como comunicações em geral. (...).
7
Lei 11.419/06 - Art. 4o (...) § 3o Considera-se como data da publicação o primeiro dia útil seguinte ao da
disponibilização da informação no Diário da Justiça eletrônico.
8 CPC - Art. 224 (...) § 3o A contagem do prazo terá início no primeiro dia útil que seguir ao da publicação.
9 CPC - Art. 1.003. (...) § 5º Excetuados os embargos de declaração, o prazo para interpor os recursos e para
responder-lhes é de 15 (quinze) dias.
10 CPC, Art. 218 (,...) § 4º Será considerado tempestivo o ato praticado antes do termo inicial do prazo.

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3. DOS FUNDAMENTOS DE FATO E DE DIREITO

Para conferir o original, acesse o site https://esaj.tjsp.jus.br/pastadigital/sg/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 1003182-61.2020.8.26.0006 e código C9EDEA8.
Elencadas serão, adiante, as relevantes razões fáticas e jurídicas que fulcram
este Recurso de Apelação.

4. SÍNTESE DA DEMANDA

Aeroporto para regresso a São Paulo, objetivando dar continuidade nos


compromissos aqui agendados.
A passagem aérea comprada pelo Autor decolaria do Aeroporto Internacional
de Campo Grande – Mato Grosso do Sul no dia 13/02/2020 às 19h15m (horário local), e
pousaria no Aeroporto Internacional de Guarulhos às 22h00m (horário local) (doc. de fls.
27/28).
O Autor chegou ao aeroporto no horário previsto, enfrentou todas as filas,
realizou o check in, e aguardou o embarque.
Enquanto aguardava o embarque, o Autor foi informado pelos prepostos da
Ré de que o voo estava atrasado.
Após muita confusão, discussão e desespero o Autor foi avisado pelos
prepostos da Ré que o voo seria adiado para às 22h00m. Sem alternativa o Autor
se viu obrigado a aguardar pelo novo embarque.
Aguardando o embarque pela SEGUNDA vez e certa de que agora nada daria
errado, foi novamente impedido de embarcar (!!!), por mais surreal que possa parecer, o
Autor e demais passageiros foram informados que o voo havia sido cancelado.
É DE PASMAR, MAS PELA SEGUNDA VEZ NÃO EMBARCARIA!!!
Quase 2 (horas) de espera sem qualquer informação, sem saber haveria
embarque, se seria em outra aeronave, quanto tempo demoraria, enfim, como ficaria aquela
situação, ou que de fato teria ocorrido.
Superadas 2 (duas) horas de espera, os passageiros foram orientados a formar
uma fila para obter novos cartões de embarque.
Após muita humilhação e confusão no balcão da Ré, o Autor foi informado de
que o voo havia sido remarcado para a manhã do dia seguinte, ou seja, o Autor teria que
ficar no Aeroporto até às 9h20min do dia 14/02/2020, para então embarcar para São Paulo.
Seria cômico, não fosse excessivamente trágico!!!
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O Autor foi largado no saguão do Aeroporto sem nenhum suporte
por parte da Ré, nem mesmo um copo d´água foi oferecido.
O Autor, sem ter para onde ir, teria que ficar horas e horas no Aeroporto

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aguardando o embarque no novo voo LA 3675, com destino a Guarulhos-SP.
O Autor, que é corretor de imóveis, estava desesperado pois havia agendado
diversos clientes na manhã do dia 14/02/2020.
Após muito sufoco e humilhação, o Autor desembarcou em São Paulo com
aproximadamente 14 (quatorze) horas de atraso (doc. de fl. 30).
Em suma, o Autor chegou ao seu destino final (São Paulo- SP)
aproximadamente 12h20min, ou seja, com aproximadamente 14 horas de atraso!!!
O Autor não recebeu NENHUMA informação por parte da Ré e
NENHUMA assistência.
Pareceu um autêntico pesadelo kafkiano, Excelência. A sucessão de ilícitos
parecia não ter fim. Frise-se que o final da viagem do Autor se tornou algo torturante e
desesperador.

Nada disso teria acontecido se o voo original não tivesse


sido cancelado.

Em resumo:
1. O Autor tinha previsão de chegada em Guarulhos-SP, no dia 13/02/2020, às 22h00m,
mas o Autor somente chegou ao seu destino por volta das 12h20min do dia
14/02/2020.
2. O AUTOR CHEGOU AO SEU DESTINO COM ATRASO DE
APROXIMADAMENTE 14 HORAS!!!
A sucessão de erros e trapalhadas da Ré gerou um retardo na chegada ao
destino de aproximadamente 14 horas, gerando diversos desconfortos e desprazeres para
o Autor, ou seja, angústia em não saber ao certo o horário do efetivo embarque, a frustração
por não saber a que horas se encerraria aquela verdadeira sessão de tortura, bem como o
desconforto enquanto aguardava o embarque.
Vale ressaltar que o descaso ultrapassou os limites do que um ser humano
poderia suportar, haja vista que não foi oferecido o mínimo esperado pela
companhia. O Autor se sentiu extremamente humilhado por ter passado horas
e horas aguardando o novo voo (sentado/deitado no saguão do aeroporto),

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sem sequer saber se embarcaria ou não! A cada momento, uma história
diferente por parte da Cia. Aérea, ora Ré.
Além de toda frustração e cansaço enfrentado durante a espera do embarque,

Para conferir o original, acesse o site https://esaj.tjsp.jus.br/pastadigital/sg/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 1003182-61.2020.8.26.0006 e código C9EDEA8.
ficou extremamente depressivo com o descaso da parte ora demandada para com ele e os
outros passageiros, que sequer foram informados sobre o real motivo do enorme atraso e
sequer fornecia uma previsão correta de embarque. O que se viu no balcão da companhia
foi exatamente o contrário do que se espera de uma companhia aérea. UMA TOTAL
FALTA DE RESPEITO.
Após ter tentado solução amigável em face da Ré, buscando ressarcimento
indenizatório pelos danos morais e materiais, e que restou infrutífera, somente restou ao
Autor socorrer-se do Judiciário.
Em sua contestação, a Ré alegou não ter obrigação de indenizar, negando a
ilicitude de seu ato.
A r. sentença julgou a ação PROCEDENTE, nos seguintes dizeres:
“(...) Ante o exposto, declaro extinto o processo, com fulcro no art. 487, I, do Código de Processo Civil,
e, no mérito, JULGO PROCEDENTE o pedido para condenar a requerida ao pagamento de R$ 8.
000, 00 a título de indenização por danos morais, valor este será atualizado pela Tabela Prática do E.
TJSP desde o arbitramento (Súmula n. º362 do STJ), e acrescido de juros de mora de 1% ao mês, a
partir da citação. Em razão sucumbência, condeno a ré ao pagamento das custas e despesas
processuais e honorários advocatícios patrono do autor, os quais fixo em 10% do valor da condenação,
nos termos do artigo 85, § 2. º, do Código de Processo Civil. P.R.I. (...)”

Neste recurso, se busca o incremento da monta indenizatória para um valor


de R$ 20.900,00 (vinte mil e novecentos reais), equivalente a 20 (vinte) salários mínimos à
época da propositura da ação.
É a síntese do necessário.

5. DO ATAQUE AOS FUNDAMENTOS DA R. SENTENÇA HOSTILIZADA

Na essência sintética, este recurso volta-se contra toda a fundamentação


da r. sentença, que arbitrou indenização por danos morais em valor muito baixo:

DO QUANTO AQUI GUERREADO –

Aqui, como mais adiante se demonstrará em detalhes, guerreia-se o baixo valor


arbitrado a título de indenização para reparação de dano MORAL:

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“(...) Atentando- se à proibição do enriquecimento sem causa, patrimônio das partes, bem como a
necessidade de punir e inibir condutas desidiosas como a praticada pela parte ré, com pensando- se os
transtornos experimentados pela parte autora, arbitra- se a indenização em R$ 8.000, 0. A
indenização deverá ser atualizada pela Tabela Prática do E. TJSP desde o arbitramento (Súmula n.

Para conferir o original, acesse o site https://esaj.tjsp.jus.br/pastadigital/sg/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 1003182-61.2020.8.26.0006 e código C9EDEA8.
º362 do STJ) e acrescida de juros de mora de 1% ao mês, a partir da citação, por se tratar de ilício
contratual. Ante o exposto, declaro extinto o processo, com fulcro no art. 487, I, do Código de Processo
Civil, e, no mérito, JULGO PROCEDENTE o pedido para condenar a requerida ao
pagamento de R$ 8. 000, 00 a título de indenização por danos morais, valor este
será atualizado pela Tabela Prática do E. TJSP desde o arbitramento (Súmula n. º362 do STJ), e
acrescido de juros de mora de 1% ao mês, a partir da citação. Em razão sucumbência, condeno a ré ao
pagamento das custas e despesas processuais e honorários advocatícios patrono do autor, os quais
fixo em 10% do valor da condenação, nos termos do artigo 85, § 2. º, do Código de Processo Civil.
P.R.I.”

6. ESMIUÇANDO A QUESTÃO DO DANO

Para que sinteticamente se esclareça a questão do dano, cuja reparação se


busca nestes autos, veja-se tabela elucidativa:

TABELA DO DANO
1) qual foi o tempo que se levou O Autor-Apelante chegou ao destino com um
para a solução do problema, isto ATRASO DE APROXIMADAMENTE 14
é, a real duração do atraso? (QUATORZE) HORAS!!! E isto, frise-se, por azo da
desídia da Ré.
2) a companhia aérea ofertou A cia. aérea não ofertou nenhuma alternativa aos
alternativas para melhor atender passageiros, nem ao menos voucher para o Autor-
aos passageiros? Apelante se hospedar.
3) foram prestadas a tempo e Não foi dada absolutamente nenhuma
modo informações claras e informação acerca do problema ou da solução.
precisas por parte da companhia Nitidamente os prepostos da Ré-Apelada estavam
aérea a fim de amenizar os totalmente perdidos e desorientados, inclusive
desconfortos inerentes à deixando aflorar seu mais absoluto despreparo com
ocasião? relação ao atendimento de cliente, vez que foram
rudes e mal educados, isso quando não demonstravam
absoluta indiferença e despreocupação com a
seriedade do problema
4) foi oferecido suporte material Não foi oferecido absolutamente nenhum amparo
(alimentação, hospedagem, etc.) ao Autor-Apelante, nem físico, de conforto mínimo,
ou assistência? e u ísero copo d’água, e assistê cia aterial,
absolutamente nada

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Assim, é este o dano que deve ser reparado, a teor do art. 944 do CC (a
indenização mede-se pela extensão do dano”).

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7. DO JUSTO E RAZOÁVEL QUANTUM INDENIZATÓRIO DE DANOS
MORAIS, EM CASOS DE ATRASO DE VOO –
OS PARÂMETROS DO C. STJ

Merecem destaque as seguintes alegações constantes da inicial (fl. 2 e fl. 3) e


não impugnadas pela Ré:

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Assim, o exageradamente irrisório valor arbitrado a título de indenização
de danos morais não pode prosperar, vez que não atende nem a caráter satisfativo, nem ao
caráter punitivo.
Sem perder de vista o quanto dispõe o CC, em seu art. 94411, no concernente
à indenização reparatória dos danos morais, tem-se por escopo oferecer uma espécie de
compensação ao lesado a fim de atenuar seu sofrimento (caráter satisfativo).
No que pertine à figura do lesante, tem-se por mira, com a fixação
do quantum indenizatório, pespegar-lhe uma sanção para que seja desestimulado a praticar
atos lesivos à personalidade de outrem (caráter punitivo).

11 CC, Art. 944. A indenização mede-se pela extensão do dano.

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Desse modo, o valor da reparação assume um duplo objetivo, qual
seja: satisfativo-punitivo12. A indenização não pode ser, em conformidade com este
entendimento, estabelecida de tal forma que seja preferível para o causador do dano
persistir com suas práticas abusivas, quer decorrentes de má-fé, quer decorrentes de

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negligência ou qualquer outro motivo.
Exemplificam-se, adiante, montantes indenizatórios encontrados nas decisões
do C. STJ:

AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO CONTRA A INADMISSÃO DE RECURSO


ESPECIAL. VIAGEM AÉREA INTERNACIONAL. EXTRAVIO DE BAGAGEM. DANO MORAL.
QUANTUM INDENIZATÓRIO. REVISÃO QUE SE ADMITE TÃO SOMENTE NOS CASOS EM QUE O
VALOR SE APRESENTAR IRRISÓRIO OU EXORBITANTE, O QUE NÃO SE VERIFICA NA ESPÉCIE.
PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO.
1. Nos termos da jurisprudência do STJ, o valor estabelecido pelas instâncias ordinárias a título de
indenização por danos morais pode ser revisto tão somente nas hipóteses em que a condenação se
revelar irrisória ou exorbitante, distanciando-se dos padrões de razoabilidade, o que não se evidencia
no presente caso, em que a referida compensação, decorrente dos danos morais sofridos em virtude
do extravio da bagagem do agravado no âmbito da companhia aérea, por ocasião de sua viagem ao
exterior, foi arbitrada em 50 (cinquenta) salários mínimos.
2. Desse modo, uma vez que o valor estabelecido a título de reparação moral não se apresenta
ínfimo ou exagerado, à luz dos critérios adotados por esta Corte, a sua revisão fica
obstada em face do teor da Súmula 7/STJ.
3. Agravo regimental a que se nega provimento.
(AgRg no Ag 1259905/SP, Rel. Ministro RAUL ARAÚJO, QUARTA TURMA, julgado em 14/04/2011,
DJe 10/05/2011)

AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO CONTRA A INADMISSÃO DE RECURSO ESPECIAL.


TRANSPORTE AÉREO DE PESSOAS. FALHA DO SERVIÇO. ATRASO EM VOO. REPARAÇÃO POR
DANOS MORAIS. QUANTUM INDENIZATÓRIO RAZOÁVEL. SÚMULA 7/STJ. AGRAVO
REGIMENTAL DESPROVIDO.
1. O entendimento pacificado no Superior Tribunal de Justiça é de que o valor estabelecido pelas
instâncias ordinárias a título de reparação por danos morais pode ser revisto tão somente nas hipóteses
em que a condenação revelar-se irrisória ou exorbitante, distanciando-se dos padrões de razoabilidade,
o que não se evidencia no presente caso.
2. Não se mostra exagerada a fixação, pelo Tribunal a quo, em R$ 8.000,00 (oito
mil reais) a título de reparação moral em favor da parte agravada, em virtude dos danos
sofridos por ocasião da utilização dos serviços da agravante, motivo pelo qual não se justifica a
excepcional intervenção desta Corte no presente feito.
3. A revisão do julgado, conforme pretendida, encontra óbice na Súmula 7/STJ, por demandar o vedado
revolvimento de matéria fático-probatória.
4. Agravo regimental a que se nega provimento.

12Luiz Antonnio Rizzatto NUNES e Mirella D’Angelo CALDEIRA. O dano moral e sua interpretação jurisprudencial. São
Paulo: Saraiva, 1999, pág. 2. No mesmo sentido, afirmando o caráter compensatório e sancionador, Maria Helena DINIZ, Curso
de direito civil brasileiro – responsabilidade civil, 12ª ed. São Paulo: Saraiva, vol. 7º, 1998, p. 56.

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(AgRg no AREsp 38.202/RJ, Rel. Ministro RAUL ARAÚJO, QUARTA TURMA, julgado em 15/09/2011,
DJe 03/10/2011)

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AGRAVO REGIMENTAL - DANO MORAL - VALOR - REDUÇÃO - LIMITES DEFINIDOS PELA
JURISPRUDÊNCIA DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA - DECISÃO AGRAVADA MANTIDA -
IMPROVIMENTO.
I. Esta Corte admite a revisão do valor arbitrado a título de danos morais, quando destoa da
razoabilidade, revelando-se irrisório ou exagerado, o que ocorre na espécie, pois fixado no montante
equivalente a 200 salários mínimos (atualmente R$ 83.000,00 - oitenta e três mil reais) para cada um
dos autores, extrapolando os limites definidos pela jurisprudência para casos semelhantes, isto é, de
simples atraso de voo internacional.
II. Tendo em vista a jurisprudência desta Corte a respeito do tema e as circunstâncias da causa, conclui-
se que a indenização deve ser reduzida para o valor de R$ 20.000,00 (vinte mil reais) a ser
partilhado para cada autor, quantia que cumpre, com razoabilidade, a sua dupla finalidade, isto é, a de
punir pelo ato ilícito cometido e, de outra lado, a de reparar a vítima pelo sofrimento moral
experimentado.
III. O agravo não trouxe nenhum argumento novo capaz de modificar a conclusão alvitrada, a qual se
mantém por seus próprios fundamentos.
Agravo improvido.
(AgRg no REsp 746.477/RJ, Rel. Ministro SIDNEI BENETI, TERCEIRA TURMA, julgado em
20/11/2008, DJe 12/12/2008)

AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. EXTRAVIO DE BAGAGEM EM


VIAGEM INTERNACIONAL. RESPONSABILIDADE CIVIL CONFIGURADA. FALTA DE
PREQUESTIONAMENTO. CONVENÇÃO DE MONTREAL. INAPLICABILIDADE. DANOS MORAIS.
REVISÃO OBSTADA PELA SÚMULA 07/STJ. QUANTUM INDENIZATÓRIO ARBITRADO DE FORMA
RAZOÁVEL. DIVERGÊNCIA JURISPRUDENCIAL AUSENTE DE SIMILITUDE FÁTICA. DECISÃO
AGRAVADA MANTIDA. IMPROVIMENTO.
1.- O conteúdo normativo dos dispositivos tidos por violados não foi objeto de debate no v. Acórdão
recorrido, carecendo, portanto, do necessário prequestionamento viabilizador do Recurso Especial, nos
termos da Súmula 211 desta Corte.
2.- A jurisprudência deste Superior Tribunal de Justiça se orienta no sentido de prevalência das normas
do Código de Defesa do Consumidor, em detrimento das disposições insertas em Convenções
Internacionais, como a Convenção de Montreal, aos casos de falha na prestação de serviços de
transporte aéreo internacional, por verificar a existência da relação de consumo entre a empresa aérea
e o passageiro, haja vista que a própria Constituição Federal de 1988 elevou a defesa do consumidor
à esfera constitucional de nosso ordenamento.
3.- Restando configurados a existência do dano e a responsabilidade civil, para excluí-los, seria
necessário a revisão dos elementos probatórios colhidos nas instâncias inferiores, o que não é permitido
em sede de Recurso Especial ante a Súmula STJ/07.
4.- Quantum indenizatório arbitrado em quinze mil reais, verba considerada
razoável diante das características próprias do caso.
5.- Agravo Regimental improvido.
(AgRg no AREsp 13.010/ES, Rel. Ministro SIDNEI BENETI, TERCEIRA TURMA, julgado em
09/08/2011, DJe 13/09/2011)

“(...) É de se ter presente que, no caso concreto, ficou caracterizada a culpa da empresa recorrente,
que não providenciou o embarque da recorrida no dia e hora aprazados, causando-lhe situação de

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fls. 264

Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por ADRIANO BLATT e Tribunal de Justica do Estado de Sao Paulo, protocolado em 27/10/2020 às 15:54 , sob o número WPEN20701442239
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indiscutível constrangimento e aflição, devendo ela, por isso, ser responsabilizada pela deficiência do
serviço prestado, bem assim pelo descumprimento do contrato, mediante o pagamento de indenização.
Não obstante, tenho que se o valor fixado no juízo de origem era ínfimo, o arbitrado pela decisão
recorrida também escapa da razoabilidade, distanciando-se do bom senso e dos critérios

Para conferir o original, acesse o site https://esaj.tjsp.jus.br/pastadigital/sg/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 1003182-61.2020.8.26.0006 e código C9EDEA8.
recomendados pela doutrina e jurisprudência.
Assim, no presente caso, de conformidade com a orientação prevalecente no âmbito desta Seção,
sopesadas as circunstâncias objetivas do caso concreto, bem assim a capacidade financeira da ré, dou
provimento ao recurso especial para reduzir a condenação ao patamar de R$ 12.000,00 (doze mil
reais), em valores atuais.
Por outro lado, em se tratando de reparação por dano moral, não fica o magistrado jungido aos
parâmetros quantitativos estabelecidos pelo autor, na inicial. Por isso, reconhecido o direito à reparação,
ainda que esta venha a ser fixada em valores muito inferiores à quantia pretendida pelo autor, não há
falar em êxito parcial ou sucumbência recíproca. A sucumbência é total, uma vez que o objeto do pedido
é a condenação pelo dano. Escapando o valor da condenação à vontade do ofendido e inexistindo,
consoante a sistemática de nosso direito positivo, tarifação para esses casos de lesão ao patrimônio
imaterial, desde que procedente o pedido, o êxito da parte autora é sempre total, a menos que, tendo
havido cumulação de pedidos, num deles haja sucumbido. Não é o caso. (...)”
(REsp 521043/RJ, Rel. Ministro CASTRO FILHO, TERCEIRA TURMA, julgado em 26/06/2003, DJ
12/08/2003, p. 225)

Por sua vez, ponderando-se os anos que se passaram desde aludido r. decisum,
há que se atualizar13 os valores para os dias de hoje, obtendo-se a seguinte tabela:

TABELA RESUMIDA DE QUANTUM INDENIZATÓRIO

Indenização por danos Indenização por danos morais


Processo
morais à época atualizada

AgRg no Ag 1259905/SP 50 salários mínimos R$ 27.250,00

AgRg no AREsp 38.202/RJ R$ 8.000,00 R$ 9.357,00

AgRg no REsp 746.477/RJ R$ 20.000,00 R$ 23.392,00

AgRg no AREsp 13.010/ES R$ 15.000,00 R$ 17.544,00

REsp 521043/RJ R$ 12.000,00 R$ 15.764,00

13Lembre-se que a manutenção de valores históricos, sem a merecida atualização monetária, somente findaria por beneficiar
empresas como a Ré.. Seria uma verdadeira idolatria e apologia à impunidade. Assim, os valores históricos arbitrados em
condenações pelo C. STJ MERECEM SER CORRIGIDOS, a fim de preservar a equidade e isonomia do caso concreto com os
casos envolvidos nos arestos-paradigma. A esse respeito:
(...) A correção monetária plena é mecanismo mediante o qual empreende-se a recomposição da efetiva desvalorização
da moeda, com o escopo de se preservar o poder aquisitivo original, sendo certo que independe de pedido expresso
da parte interessada, não constituindo um plus que se acrescenta ao crédito, mas um minus que se evita. (...)
(AgRg nos EREsp 861.548/SP, Rel. Ministro LUIZ FUX, PRIMEIRA SEÇÃO, julgado em 28/11/2007, DJe 18/02/2010 e EREsp
913.201/RJ, Rel. Ministro LUIZ FUX, PRIMEIRA SEÇÃO, julgado em 22/10/2008, DJe 10/11/2008)

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8. DA NECESSIDADE DE REFORMA DA R. SENTENÇA

Para conferir o original, acesse o site https://esaj.tjsp.jus.br/pastadigital/sg/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 1003182-61.2020.8.26.0006 e código C9EDEA8.
Por tudo quanto exposto, merece a r. sentença ser reformada:

(a) Porquanto violou as leis federais anteriormente alinhadas e


exaustivamente explicadas;
(b) Porquanto desrespeitou totalmente a moderna e pacificada jurisprudência
do C. STJ;
(c) Porquanto desrespeitou totalmente a moderna e pacificada jurisprudência
do E. TJSP;
(d) Porquanto desrespeitou totalmente a moderna doutrina mencionada;
(e) Porquanto desrespeitou totalmente os princípios da restitutio in integrum
(restituição integral), da equidade e da justiça, nos termos detalhados
anteriormente;
(f) Porquanto desrespeitou os Princípios da Razoabilidade e da
Proporcionalidade.

9. DOS PEDIDOS

Ex positis, confiante nos doutos suprimentos de V. Exa. e desta Colenda


Câmara, requer seja ADMITIDO, CONHECIDO E PROVIDO o presente Recurso de Apelação
para que seja a r. sentença reformada:

(1) condenando-se a Ré-Apelada a pagar uma indenização reparatória de


danos morais, INCREMENTADA na linha dos arestos-paradigma provindos
do C. STJ, e relacionados nestes autos, nos termos da uníssona
jurisprudência do C. STJ, em patamar de indenização equivalente a 20
(vinte) salários mínimos, perfazendo na data de propositura da ação a
quantia de R$ 20.900,00 (vinte mil e novecentos reais), e ponderando-se
que, no caso concreto, observa-se, nitidamente, por tudo quanto exposto,
uma situação muito mais aflitiva do que aquelas narradas em referidos

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arestos-paradigma, e requer que incidam os efeitos da Súmula 32614 do C.
STJ;

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(2) Outrossim, requer que os termos a quo de incidência de juros e de
correção monetária sobre a indenização por danos morais sejam mantidos
conforme constam na sentença;

(3) requer que da condenação aflorem os pertinentes reflexos sucumbenciais,


e que os honorários advocatícios sucumbenciais sejam arbitrados no
patamar de 20% - vinte por cento - sobre o valor da condenação total;

(4) Requer, mais, que à luz do Princípio da Causalidade, e ante o teor da


Súmula 32615 do C. STJ os ônus sucumbenciais sejam integralmente
carreados em desfavor da Ré-Apelada, ainda que haja decaimento
de parte dos pedidos.

(5) Outrossim, requer o expresso pronunciamento de V. Exas. no que tange ao


prequestionamento aduzido, vez que a importância deste pronunciamento
judicial reside na busca não somente do julgamento, mas da emissão de
juízo de valor que eventualmente afaste ou acolha os fulcros jurídicos
indicados e que embasam as teses jurídicas discutidas;

Assim julgando, aplicará essa Colenda Câmara, através dos Ilustres


Julgadores, a costumeira JUSTIÇA!
Termos em que, com as cautelas de estilo,
pede e espera deferimento e provimento.

São Paulo, 27 de outubro de 2020.


(assinatura eletrônica/digital)
Adriano Blatt
OAB/SP 329706

14 STJ – Súmula 326 - Na ação de indenização por dano moral, a condenação em montante inferior ao postulado
na inicial não implica sucumbência recíproca. (Súmula 326, CORTE ESPECIAL, julgado em 22/05/2006, DJ
07/06/2006 p. 240)
15 STJ – Súmula 326 - Na ação de indenização por dano moral, a condenação em montante inferior ao postulado
na inicial não implica sucumbência recíproca. (Súmula 326, CORTE ESPECIAL, julgado em 22/05/2006, DJ
07/06/2006 p. 240)

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85870000003-0 40110185112-3 00590058235-0 40320201115-1

Governo do Estado de São Paulo DARE-SP


Secretaria da Fazenda e Planejamento

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Documento de Arrecadação de Receitas Estaduais Documento Principal
01 - Nome / Razão Social 07 - Data de Vencimento
Fabio Alves Guimaraes 15/11/2020
02 - Endereço 08 - Valor Total
Rua Landirana, 214, CEP 03575-140 Sao Paulo SP
R$ 340,11
03 - CNPJ Base / CPF 04 - Telefone 05 - Quantidade de Documentos Detalhe 09 - Número do DARE
321.259.358-05 (11)2518-1818 1
06 - Observações 200590058235403
Proc. Origem 00 - . 0 0. . .000 - Foro Regional Vi - Penha De França

Emissão: 16/10/2020
10 - Autenticação Mecânica Via do Banco

01 - Código de Receita – Descrição 02 - Código do Serviço – 19 - Qtde


DARE-SP Descrição Serviços:
Governo do Estado de São Paulo 1
Secretaria da Fazenda e Custas - judiciárias pertencentes ao Estado, TJ - 1123007 - PREPARO DA APELAÇÃO
200590058235403-0001

Planejamento Documento
Detalhe 230-6 referentes a atos judiciais

15 - Nome do Contribuinte 03 - Data de Vencimento 06 - 09 - Valor da Receita 12 - Acréscimo


15/11/2020 Financeiro
04 - Cnpj ou Cpf
Fabio Alves Guimaraes
321.259.358-05 R$ 340,11 R$ 0,00
16 - Endereço 05 - 07 - Referência 10 - Juros de Mora 13 - Honorários
Rua Landirana, 214, CEP 03575-140 Sao Paulo SP Advocatícios

R$ 0,00 R$ 0,00
18 - Nº do Documento 17 - Observações 08 - 11 - Multa de Mora ou 14 - Valor Total
Detalhe Proc. Origem 1003182-61.2020.8.26.0006 - Foro Regional Vi - Penha De Multa Por Infração
França
200590058235403-0001
Emissão: 16/10/2020 R$ 0,00 R$ 340,11

85870000003-0 40110185112-3 00590058235-0 40320201115-1

Governo do Estado de São Paulo


Secretaria da Fazenda e Planejamento
DARE-SP
Documento de Arrecadação de Receitas Estaduais Documento Principal
01 - Nome / Razão Social 07 - Data de Vencimento
Fabio Alves Guimaraes 15/11/2020
02 - Endereço 08 - Valor Total
Rua Landirana, 214, CEP 03575-140 Sao Paulo SP
R$ 340,11
03 - CNPJ Base / CPF 04 - Telefone 05 - Quantidade de Documentos Detalhe 09 - Número do DARE
321.259.358-05 (11)2518-1818 1
06 - Observações 200590058235403
Proc. Origem 00 - . 0 0. . .000 - Foro Regional Vi - Penha De França

Emissão: 16/10/2020
10 - Autenticação Mecânica Via do Contribuinte
27/10/2020

https://mail.google.com/mail/u/1/#inbox?projector=1
Image-1.jpg
fls. 268

1/1
Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por ADRIANO BLATT e Tribunal de Justica do Estado de Sao Paulo, protocolado em 27/10/2020 às 15:54 , sob o número WPEN20701442239 .
Para conferir o original, acesse o site https://esaj.tjsp.jus.br/pastadigital/sg/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 1003182-61.2020.8.26.0006 e código C9EDEB5.
fls. 269

TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO


COMARCA de SÃO PAULO
FORO REGIONAL VI - PENHA DE FRANÇA
4ª VARA CÍVEL
Rua Dr. João Ribeiro, 433, 6º Andar - Penha de Franca
CEP: 03634-010 - São Paulo - SP
Telefone: (11) 2093-6612 - E-mail: penha4cv@tjsp.jus.br
Horário de Atendimento ao Público: das 12h30min às 19h00min

Para conferir o original, acesse o site https://esaj.tjsp.jus.br/pastadigital/sg/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 1003182-61.2020.8.26.0006 e código CB1E2BF.
DESPACHO

Processo Digital nº: 1003182-61.2020.8.26.0006


Classe – Assunto: Procedimento Comum Cível - Transporte Aéreo
Requerente: Fabio Alves Guimaraes
Requerido: Gol Linhas Aéreas Inteligentes S.A

CONCLUSÃO

Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por ANA LUIZA QUEIROZ DO PRADO, liberado nos autos em 10/11/2020 às 10:39 .
Em 09 de novembro de 2020, faço estes autos conclusos ao(à) MM. Juiz(a) de
Direito da 4ª Vara Cível do Foro Regional VI - Penha de França, ao(à) Exmo(a). Sr.(a) Dr.(a) Ana
Luiza Queiroz do Prado. NADA MAIS. Eu, Sandro Yuiti Uehara, Chefe de Seção Judiciário,
digitei.

Juiz(a) de Direito: Dr.(a) Ana Luiza Queiroz do Prado

Vistos.

Sobre as razões de apelação, às contrarrazões.

Decorrido o prazo, com ou sem a manifestação do apelado, certifique-se o


cartório o valor do preparo e a quantia efetivamente recolhida, bem como a vinculação da
utilização da guia DARE-SP ao número deste processo via Portal de Custas, nos termos do
Provimento CG nº 01/2020, ressalvado o beneficiário da justiça gratuita.

Após, remetam-se os autos ao E. Tribunal de Justiça, seção de direito privado.

Int.

São Paulo, 09 de novembro de 2020.

DOCUMENTO ASSINADO DIGITALMENTE NOS TERMOS DA LEI 11.419/2006,


CONFORME IMPRESSÃO À MARGEM DIREITA
fls. 270

FORO REGIONAL VI - Penha de França Emitido em: 10/11/2020 13:11


Certidão - Processo 1003182-61.2020.8.26.0006 Página: 1

CERTIDÃO DE REMESSA DE RELAÇÃO

Para conferir o original, acesse o site https://esaj.tjsp.jus.br/pastadigital/sg/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 1003182-61.2020.8.26.0006 e código CB35E15.
Certifico que o ato abaixo consta da relação nº 0454/2020, encaminhada para publicação.

Advogado Forma
Adriano Blatt (OAB 329706/SP) D.J.E
Gustavo Antonio Feres Paixão (OAB 186458/SP) D.J.E

Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por ENOQUE NASCIMENTO DA SILVA, liberado nos autos em 10/11/2020 às 13:11 .
Teor do ato: "Vistos. Sobre as razões de apelação, às contrarrazões. Decorrido o prazo, com ou sem a
manifestação do apelado, certifique-se o cartório o valor do preparo e a quantia efetivamente recolhida, bem
como a vinculação da utilização da guia DARE-SP ao número deste processo via Portal de Custas, nos termos
do Provimento CG nº 01/2020, ressalvado o beneficiário da justiça gratuita. Após, remetam-se os autos ao E.
Tribunal de Justiça, seção de direito privado. Int."

Do que dou fé.


São Paulo, 10 de novembro de 2020.

Enoque Nascimento da Silva


fls. 271

FORO REGIONAL VI - Penha de França Emitido em: 11/11/2020 08:39


Certidão - Processo 1003182-61.2020.8.26.0006 Página: 1

CERTIDÃO DE PUBLICAÇÃO DE RELAÇÃO

Para conferir o original, acesse o site https://esaj.tjsp.jus.br/pastadigital/sg/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 1003182-61.2020.8.26.0006 e código CB50CF2.
Certifico e dou fé que o ato abaixo, constante da relação nº 0454/2020, foi disponibilizado na página
3635/3646 do Diário da Justiça Eletrônico em 11/11/2020. Considera-se data da publicação, o primeiro dia útil
subseqüente à data acima mencionada.

Advogado
Adriano Blatt (OAB 329706/SP)
Gustavo Antonio Feres Paixão (OAB 186458/SP)

Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por ENOQUE NASCIMENTO DA SILVA, liberado nos autos em 11/11/2020 às 08:39 .
Teor do ato: "Vistos. Sobre as razões de apelação, às contrarrazões. Decorrido o prazo, com ou sem a
manifestação do apelado, certifique-se o cartório o valor do preparo e a quantia efetivamente recolhida, bem
como a vinculação da utilização da guia DARE-SP ao número deste processo via Portal de Custas, nos termos
do Provimento CG nº 01/2020, ressalvado o beneficiário da justiça gratuita. Após, remetam-se os autos ao E.
Tribunal de Justiça, seção de direito privado. Int."

SÃO PAULO, 11 de novembro de 2020.

Enoque Nascimento da Silva


Chefe de Seção Judiciário
.
fls. 272

Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por ADRIANO BLATT e Tribunal de Justica do Estado de Sao Paulo, protocolado em 30/11/2020 às 21:25 , sob o número WPEN20701622482
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EXCELENTISSIMO(A) SENHOR(A) DOUTOR(A) JUIZ(A) DE DIREITO DA 4ª
VARA CIVEL DO FORUM REGIONAL DA PENHA – SÃO PAULO – SP

Para conferir o original, acesse o site https://esaj.tjsp.jus.br/pastadigital/sg/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 1003182-61.2020.8.26.0006 e código CD62935.
o PROCESSO: 1003182-61.2020.8.26.0006
o AUTOR-APELADO: Fabio Alves Guimaraes
o RÉ-APELANTE: Gol Linhas Aéreas Inteligentes
o Ação de reparação de danos (comum)

FABIO ALVES GUIMARAES, brasileiro, casado, gerente de vendas, RG


28968627 SSP/SP, CPF 321.259.358-05, residente e domiciliado nesta capital, à Rua
Landirana, 214, CEP 03575-140, São Paulo, SP, e-mail: fguimaraes@themail.com.br, vem, por
seu procurador judicial regularmente constituído, apresentar

CONTRARRAZÕES AO RECURSO DE APELAÇÃO

interposto pela Ré, pelas relevantes razões de fato e de direito que passa a aduzir.

Requer, destarte, o recebimento destas contrarrazões e seu subsequente


encaminhamento ao E. TJSP, a fim de que ali seja improvido o recurso ora submetido ao
contraditório.

Nestes termos,
e com as cautelas de estilo,
pede e espera deferimento.

São Paulo, 30 de novembro de 2020.

(assinatura eletrônica/digital)
ADRIANO BLATT
OAB/SP 329706

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fls. 273

Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por ADRIANO BLATT e Tribunal de Justica do Estado de Sao Paulo, protocolado em 30/11/2020 às 21:25 , sob o número WPEN20701622482
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CONTRARRAZÕES AO RECURSO DE APELAÇÃO

o ORIGEM: 4ª VARA CIVEL DO FORUM REGIONAL DA PENHA – SÃO PAULO – SP

Para conferir o original, acesse o site https://esaj.tjsp.jus.br/pastadigital/sg/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 1003182-61.2020.8.26.0006 e código CD62935.
o PROCESSO: 1003182-61.2020.8.26.0006
o AUTOR-APELADO: Fabio Alves Guimaraes
o RÉ-APELANTE: Gol Linhas Aéreas Inteligentes
o Ação de reparação de danos (comum)

CONTRARRAZÕES DE APELAÇÃO – Contrarrazões do Autor

Egrégio Tribunal!

Colenda Câmara!

Ínclitos Julgadores!

1. SÍNTESE FÁTICA

O Autor, após passar alguns dias em Campo Grande – Mato Grosso do Sul,
dirigiu-se ao aeroporto para regresso a São Paulo, objetivando dar continuidade nos
compromissos aqui agendados.
A passagem aérea comprada pelo Autor decolaria do Aeroporto Internacional
de Campo Grande – Mato Grosso do Sul no dia 13/02/2020 às 19h15m (horário local), e
pousaria no Aeroporto Internacional de Guarulhos às 22h00m (horário local) (doc. de fls.
27/28).
O Autor chegou ao aeroporto no horário previsto, enfrentou todas as filas,
realizou o check in, e aguardou o embarque.
Enquanto aguardava o embarque, o Autor foi informado pelos prepostos da
Ré de que o voo estava atrasado.
Após muita confusão, discussão e desespero o Autor foi avisado pelos
prepostos da Ré que o voo seria adiado para às 22h00m. Sem alternativa o Autor
se viu obrigado a aguardar pelo novo embarque.
Aguardando o embarque pela SEGUNDA vez e certa de que agora nada daria
errado, foi novamente impedido de embarcar (!!!), por mais surreal que possa parecer, o
Autor e demais passageiros foram informados que o voo havia sido cancelado.
É DE PASMAR, MAS PELA SEGUNDA VEZ NÃO EMBARCARIA!!!

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fls. 274

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Quase 2 (horas) de espera sem qualquer informação, sem saber haveria
embarque, se seria em outra aeronave, quanto tempo demoraria, enfim, como ficaria aquela
situação, ou que de fato teria ocorrido.

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Superadas 2 (duas) horas de espera, os passageiros foram orientados a formar
uma fila para obter novos cartões de embarque.
Após muita humilhação e confusão no balcão da Ré, o Autor foi informado de
que o voo havia sido remarcado para a manhã do dia seguinte, ou seja, o Autor teria que
ficar no Aeroporto até às 9h20min do dia 14/02/2020, para então embarcar para São Paulo.
Seria cômico, não fosse excessivamente trágico!!!
O Autor foi largado no saguão do Aeroporto sem nenhum suporte
por parte da Ré, nem mesmo um copo d´água foi oferecido.
O Autor, sem ter para onde ir, teria que ficar horas e horas no Aeroporto
aguardando o embarque no novo voo LA 3675, com destino a Guarulhos-SP.
O Autor, que é corretor de imóveis, estava desesperado pois havia agendado
diversos clientes na manhã do dia 14/02/2020.
Após muito sufoco e humilhação, o Autor desembarcou em São Paulo com
aproximadamente 14 (quatorze) horas de atraso (doc. de fl. 30).
Em suma, o Autor chegou ao seu destino final (São Paulo- SP)
aproximadamente 12h20min, ou seja, com aproximadamente 14 horas de atraso!!!
O Autor não recebeu NENHUMA informação por parte da Ré e
NENHUMA assistência.
Pareceu um autêntico pesadelo kafkiano, Excelência. A sucessão de ilícitos
parecia não ter fim. Frise-se que o final da viagem do Autor se tornou algo torturante e
desesperador.

Nada disso teria acontecido se o voo original não tivesse


sido cancelado.
Em resumo:
1. O Autor tinha previsão de chegada em Guarulhos-SP, no dia 13/02/2020, às 22h00m,
mas o Autor somente chegou ao seu destino por volta das 12h20min do dia
14/02/2020.
2. O AUTOR CHEGOU AO SEU DESTINO COM ATRASO DE
APROXIMADAMENTE 14 HORAS!!!
A sucessão de erros e trapalhadas da Ré gerou um retardo na chegada ao
destino de aproximadamente 14 horas, gerando diversos desconfortos e desprazeres para
o Autor, ou seja, angústia em não saber ao certo o horário do efetivo embarque, a frustração
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por não saber a que horas se encerraria aquela verdadeira sessão de tortura, bem como o
desconforto enquanto aguardava o embarque.
Vale ressaltar que o descaso ultrapassou os limites do que um ser humano

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poderia suportar, haja vista que não foi oferecido o mínimo esperado pela
companhia. O Autor se sentiu extremamente humilhado por ter passado horas
e horas aguardando o novo voo (sentado/deitado no saguão do aeroporto),
sem sequer saber se embarcaria ou não! A cada momento, uma história
diferente por parte da Cia. Aérea, ora Ré.
Além de toda frustração e cansaço enfrentado durante a espera do embarque,
ficou extremamente depressivo com o descaso da parte ora demandada para com ele e os
outros passageiros, que sequer foram informados sobre o real motivo do enorme atraso e
sequer fornecia uma previsão correta de embarque. O que se viu no balcão da companhia
foi exatamente o contrário do que se espera de uma companhia aérea. UMA TOTAL
FALTA DE RESPEITO.
Após ter tentado solução amigável em face da Ré, buscando ressarcimento
indenizatório pelos danos morais e materiais, e que restou infrutífera, somente restou ao
Autor socorrer-se do Judiciário.
A r. sentença julgou a ação PROCEDENTE.
Em seu recurso, a Ré-Apelante repete, de forma idêntica, sua peça
contestatória.
É a síntese do necessário.

2. DAS CONTRARRAZÕES

De se destacar que à fl. 237, a Ré, em síntese, orbita sua tese ao redor de que
que não há danos morais:

Entretanto, tal raciocínio não pdoerá prosperar. É o quanto adiante se


demonstrará.

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3. ESMIUÇANDO A QUESTÃO DO DANO

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Para que sinteticamente se esclareça a questão do dano, cuja reparação se
busca nestes autos.
TABELA DO DANO
1) qual foi o tempo que se levou A Autora chegou ao destino com um atraso de mais de
para a solução do problema, isto 14 (QUATORZE) horas. Um absurdo e tanto.
é, a real duração do atraso?
2) a companhia aérea ofertou A cia. aérea não ofertou nenhuma alternativa aos
alternativas para melhor atender passageiros.
aos passageiros?
3) foram prestadas a tempo e Não foi dada absolutamente nenhuma informação
modo informações claras e acerca do problema ou da solução. Nitidamente os
precisas por parte da companhia prepostos da Ré estavam totalmente perdidos e
aérea a fim de amenizar os desorientados.
desconfortos inerentes à
ocasião?
4) foi oferecido suporte material Não foi oferecido absolutamente nenhum amparo ao
(alimentação, hospedagem, etc.) Autor, nem físico, de conforto mínimo, nem um mísero
ou assistência? copo d’água, nem assistência material, absolutamente
nada

Assim, é este o dano que deve ser reparado, a teor do art. 944 do CC (a
indenização mede-se pela extensão do dano”).

3. IMPUGNAÇÃO NECESSÁRIA – A RÉ NÃO OFERECEU


ABSOLUTAMENTE NENHUMA ASSISTÊNCIA

A Parte Autora, tal qual fez na sua réplica, aqui impugna, com toda
veemência, o documento (PSEUDODocumento) DE FL. 63, repetido à fl. 239, usado pela Ré
para alegar que tenha oferecido assistência (apenas transporte), vez que:
1. NÃO CONTÉM NEM AO MENOS O NOME DA PARTE AUTORA;
2. É unilateral;
3. Trata-se de mera digitação feita pela Ré, em computador da própria Ré;
4. É totalmente codificado, incompreensível e ininteligível;
5. Está em idioma estrangeiro, sem tradução juramentada;

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6. Não contém assinatura da Parte Autora;
7. Jamais foi de conhecimento da Parte Autora;

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Não é razoável, tampouco crível ou verossímil, acreditar que uma das
maiores cias. aéreas do planeta tivesse dado qualquer tipo de assistência ou ajuda sem
colher uma assinatura de protocolo por parte da Parte Autora.

A Ré não ofereceu ABSOLUTAMENTE NENHUMA ASSISTÊNCIA À


PARTE AUTORA!!! NENHUMA!!!
NÃO OFERECEU TRANSPORTE! NÃO FORNCEU ACOMODAÇÃO! NÃO
FORNCEU REFEIÇÃO! NÃO FORNECEU BEBIDA! ABSOLUTAMENTE
NADA!

ADEMAIS, A PRÓPRIA AFIRMAÇÃO DA RÉ DE QUE TENHA


OFERECIDO TRANSPORTE JÁ SERVE DE CONFISSÃO DE NÃO
FORNECIMENTO DE ACOMODAÇÃO NEM DE ALIMENTAÇÃO.

TIVESSE FORNECIDO ACOMODAÇÃO OU REFEIÇÃO, TERIA AO


MENOS DECLINADO NOS AUTOS O NOME DO HOTEL.

4. ALEGAÇÃO DESPROVIDA DE PROVAS, E QUE NÃO SOCORRE A RÉ

A Ré, genérica e abstratamente, e somente alegando, sem NADA PROVAR,


sustenta sua defesa com a tese de que tenha ocorrido uma ASSAZ ABSTRATA “Manutenção
da aeronave”.
A Parte Autora, tal qual fez em réplica, aqui de novo impugna,
adicionalmente, e com toda veemência, o documento (PSEUDODocumento) DE FL. 236,
usado pela Ré para alegar que tenha ocorrido necessidade de manutenção da aeronave,
porquanto:
• É unilateral;
• Trata-se de mera digitação feita pela Ré, em computador da própria Ré;
• É totalmente codificado, incompreensível e ininteligível;
• Está em idioma estrangeiro, sem tradução juramentada;
• Jamais foi de conhecimento da Parte Autora;
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Ademais, a alegação de necessidade de manutenção da aeronave não socorre


a Ré, de acordo com a PACIFICADA jurisprudência, tanto do C. STJ, quanto do E. TJSP, como

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ora se demonstra.

TRANSPORTE AÉREO - ATRASO DE VOO E EXTRAVIO DE BAGAGEM -


DANO MORAL - CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR E CONVENÇÃO
DE VARSÓVIA - DANOS MATERIAL E MORAL FIXADOS EM PRIMEIRO
GRAU - APELAÇÃO - REFORMA DA SENTENÇA - RECURSO ESPECIAL -
PRETENDIDA REFORMA - SENTENÇA DE 1º GRAU RESTABELECIDA -
RECURSO ESPECIAL CONHECIDO E PROVIDO EM PARTE.
(...) II - De igual forma, subsiste orientação da E. Segunda Seção, na linha de
que "a ocorrência de problema técnico é fato previsível, não
caracterizando hipótese de caso fortuito ou de força maior",
de modo que "cabe indenização a título de dano moral pelo atraso de voo e
extravio de bagagem. O dano decorre da demora, desconforto, aflição e dos
transtornos suportados pelo passageiro, não se exigindo prova de tais fatores"
(Ag. Reg. No Agravo n. 442.487-RJ, Rel. Min. Humberto Gomes de Barros, DJ
de 09/10/2006). (...)
(REsp 612.817/MA, Rel. Ministro HÉLIO QUAGLIA BARBOSA, QUARTA
TURMA, julgado em 20/09/2007, DJ 08/10/2007, p. 287)

AGRAVO REGIMENTAL - AGRAVO DE INSTRUMENTO - INDENIZAÇÃO -


ATRASO DE VOO INTERNACIONAL - CONVENÇÃO DE VARSÓVIA - NÃO
INCIDÊNCIA - PROBLEMA TÉCNICO - FATO PREVISÍVEL -
DANO MORAL - QUANTUM INDENIZATÓRIO RAZOAVELMENTE
FIXADO - RECURSO IMPROVIDO.
(AgRg no Ag 1376512/MG, Rel. Ministro MASSAMI UYEDA,
TERCEIRA TURMA, julgado em 26/04/2011, DJe 11/05/2011)

A Ré alega problemas técnicos, o que não pode prosperar:


E, para a Ré seria fácil produzir a prova.
A Ré alega mas nada prova! Absolutamente nada! Um absurdo e tanto! Em
relação à distribuição do ônus da prova, na forma do quanto preceitua o art. 6º, VIII1 do CDC,
c/c o art. 3732 do CPC, cabe a quem alega prová-lo e ao réu compete comprovar a existência
de fato impeditivo, modificativo ou extintivo ao direito do Autor.

1
CDC, Art. 6º São direitos básicos do consumidor: (...) VIII - a facilitação da defesa de seus direitos, inclusive com a
inversão do ônus da prova, a seu favor, no processo civil, quando, a critério do juiz, for verossímil a alegação ou quando
for ele hipossuficiente, segundo as regras ordinárias de experiências;
2
CPC, Art. 373. O ônus da prova incumbe: (...) II - ao réu, quanto à existência de fato impeditivo, modificativo ou extintivo
do direito do autor.

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No caso vertente, cumpria à Ré fazer prova robusta e incontroversa do quanto
alegou. Era ônus exclusivo da Ré provar suas alegações de maneira extremada e robusta, a
que não restassem incertezas, já que, em Direito, como quer antigo brocardo jurídico,
allegare sine probare et non allegare paria sunt - alegar e não provar é o mesmo que não

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alegar3. O ônus da prova, especificamente, toca à necessidade daquele que alega os fatos,
de provar as suas alegações, sob pena de, não o fazendo, ter a demanda julgada contra si,
pelo que, desde já, o Autor pugna.

Não menos importante:

CDC, Art. 14. O fornecedor de serviços responde, independentemente da existência de


culpa, pela reparação dos danos causados aos consumidores por defeitos relativos à prestação
dos serviços, bem como por informações insuficientes ou inadequadas sobre sua fruição e riscos.
§ 1º O serviço é defeituoso quando não fornece a segurança que o consumidor dele pode esperar,
levando-se em consideração as circunstâncias relevantes, entre as quais:
I - o modo de seu fornecimento;
II - o resultado e os riscos que razoavelmente dele se esperam;
III - a época em que foi fornecido.
§ 2º O serviço não é considerado defeituoso pela adoção de novas técnicas.
§ 3º O fornecedor de serviços só não será responsabilizado quando provar:
I - que, tendo prestado o serviço, o defeito inexiste;
II - a culpa exclusiva do consumidor ou de terceiro .

Neste norte, do E. TJSP:

APELAÇÃO – "AÇÃO DE INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS" – Transporte Aéreo – Viagem


nacional – Atraso de 6 horas de voo, em razão de manutenção na aeronave – Relação
consumerista que demanda inversão do ônus probatório – Danos morais configurados –
Sentença de procedência - Insurgência recursal da ré – Alega que o atraso decorreu de força maior, e,
ademais, prestou a devida assistência ao autor - – Subsidiariamente, requer a minoração do valor da
condenação por danos morais - Fortuito externo ou força maior que resultaria na exclusão da
responsabilidade civil da companhia aérea (artigos 393 e 734 do Código Civil) - Não caracterizado –
Situação que se insere no chamado fortuito interno - Responsabilidade objetiva da empresa aérea por
falha na prestação de serviço, nos termos dos artigos 14, caput, CDC – Danos Morais – Ofensa que
não se confunde com o mero dissabor – Quantum fixado em R$ 3.000,00, que se mostra adequado -
Sentença mantida - RECURSO DESPROVIDO.

3MALATESTA, Nicola Framarino dei. A lógica das provas. Saraiva. São Paulo, 1960, pg. 179. A obra de Malatesta, escrita
em 1895, é, até hoje, a obra capital do Direito sobre a questão das provas.

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(TJSP; Apelação Cível 1001221-79.2020.8.26.0008; Relator (a): Ana Catarina Strauch; Órgão
Julgador: 37ª Câmara de Direito Privado; Foro Regional VIII - Tatuapé - 2ª Vara Cível; Data do
Julgamento: 09/06/2020; Data de Registro: 09/06/2020)

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5. DO QUANTO ASSEVERADO NA INICIAL E NÃO CONTESTADO PELA
RÉ, A SER ABRAÇADO PELA PRESUNÇÃO DE VERACIDADE E
APLICAÇÃO DAS PENAS DE REVELIA E CONFESSO, COM
PRESUNÇÃO DE ACEITAÇÃO PELA RÉ – DO ÔNUS DA
IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA

Merecem especial destaque os seguintes fatos alegados na inicial (fls. 2/3) e


não impugnados pela Ré em sua contestação, direito este de impugnar já acobertado por
preclusão:

Com o advento do novo CPC, ferramentas processuais que outrora foram


mitigadas em nome da instrumentalidade despontam novamente como recursos de que
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podem se valer o juiz e as partes para evitar maiores delongas e imprimir celeridade ao
trâmite processual.
Entre elas, destacamos o ônus da impugnação, previsto no artigo 341 do

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Código de Processo Civil (CPC, art. 341. Incumbe também ao réu manifestar-se precisamente
sobre as alegações de fato constantes da petição inicial, presumindo-se verdadeiras as não
impugnadas, salvo se: (...)), que implica na responsabilidade que tem o réu de, em sua
defesa, impugnar de forma especificada e precisa cada um dos fatos narrados
pelo autor na inicial, sob pena de, em não o fazendo, consumar-se a preclusão.
O ônus da impugnação específica é um verdadeiro encargo processual, do qual
decorre a necessidade de atenção e cuidados extremos ao ofertar uma contestação, sob
pena de, em não o fazendo, dar azo ao julgamento antecipado, perdendo, em princípio, a
oportunidade de produzir as provas.
Sem embargo, embora a presunção de veracidade dos fatos não contestados
tenha sempre caráter relativo, isto é, pode ser elidida mediante prova em contrário, em se
tratando de matéria puramente de direito, ou ainda, de direito ou de fato, sem que haja
necessidade de produção de prova em audiência, é possível o julgamento antecipado da lide,
a teor do que dispõe o artigo 355 do diploma adjetivo.
Conforme ensina Dinamarco, “o artigo 302 do Código de Processo Civil dá por
ineficazes as inconvenientes e às vezes maliciosas contestações por negação geral,
consistentes em dizer simplesmente que os fatos não se passaram conforme descritos na
inicial, mas sem esclarecer por que os nega, nem como, na versão do réu, os fatos teriam
acontecido” (Instituições de Direito Processual Civil. São Paulo: Malheiros, 2003. v III, p. 464.).
E não poderia ser diferente, uma vez que, a partir da contestação, é que são
fixados os limites do conflito de interesses e dos pontos controvertidos sobre os quais,
eventualmente, será necessário fazer prova. Por esse motivo é que o artigo 342 4 do Código
de Processo Civil limita a possibilidade de deduzir novas alegações no processo,
estabelecendo a preclusão consumativa.
Deste modo, não tendo o réu logrado êxito em impugnar qualquer um dos
fatos articulados na inicial, sobre aquele fato recairá a presunção de veracidade. Não sendo
mais controvertido, não há porque fazer prova do mesmo. E, se assim ocorrer com todos os
fatos inicialmente narrados, a consequência lógica e processual será, inevitavelmente, o
julgamento antecipado, suprimindo-se a fase probatória.
Há fatos narrados na inicial, bem assim documentos ali acostados, que não
foram contestados ou impugnados pela Ré em sua peça contestatória, ora
merecendo não somente a presunção de veracidade, vez que verdadeiros são, como

4 CPC, Art. 342. Depois da contestação, só é lícito ao réu deduzir novas alegações quando: I – relativas a direito ou
a fato superveniente; II – competir ao juiz conhecer delas de ofício; III – por expressa autorização legal, puderem ser
formuladas em qualquer tempo e grau de jurisdição.
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fls. 282

Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por ADRIANO BLATT e Tribunal de Justica do Estado de Sao Paulo, protocolado em 30/11/2020 às 21:25 , sob o número WPEN20701622482
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também, nestes capítulo, presunção de aceitação pela Ré, com a aplicação das penas de
revelia e confesso, pelo que, desde já, pugna.
A Ré não impugnou NENHUM fato e NENHUM documento colacionado aos

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autos na inicial. Ad nauseam, merecem especial destaque os seguintes fatos alegados na
inicial (fls. 2/3) e não impugnados pela Ré em sua contestação, direito este de impugnar já
acobertado por preclusão:

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fls. 283

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6. IMPUGNAÇÃO NECESSÁRIA – ALEGAÇÕES DESPROVIDAS DE


SUBSTRATOS PROBATÓRIOS – DA RESPONSABILIDADE OBJETIVA
DA RÉ

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A Ré insiste impiedosamente na inexistência de obrigação de indenizar.
Entretanto, o Código de Defesa do Consumidor, em seus art. 3º, § 2º, e art. 22
parágrafo único5, enquadrou como fornecedor de serviço o transportador de pessoas, o qual
deverá realizar a sua tarefa de forma eficiente e segura, sob pena de responder pelas perdas
e danos que vier a causar aos usuários-consumidores na forma prevista no CDC.
Com isso, o CDC mudou o fundamento da responsabilidade, isto é, não mais o
considera como contrato de transporte, mas, sim, como relação de consumo contratual.
Mudou, outrossim, o fato gerador da responsabilidade, que era o descumprimento da
cláusula de contrato de transporte, para considerar a presença de vício ou defeito do serviço,
de acordo com o art. 14 do CDC. É irrelevante que o defeito ou o vício seja ou não
imprevisível, porque o fornecedor do serviço terá que indenizar, bastando, para isso, que
sejam demonstrados o nexo causal e o dano, ou seja, o defeito do serviço e o acidente de
consumo, o que o CDC denominou de fato do serviço.
Para sobrevir o dever de indenizar, o CDC considera que, para a configuração
da responsabilidade prevista no art. 14, basta que o acidente de consumo tenha sido causado
por defeito do serviço, sendo irrelevante a origem deste que pode ser de concepção, de
prestação ou de comercialização, sendo irrelevante, também, a previsibilidade, e haverá
sempre, por parte do transportador, o dever de indenizar.
Da mesma forma está mantida a principal característica do contrato de
serviços de transporte que é a cláusula de incolumidade, isto é, há uma cláusula
implícita que assegura a incolumidade do consumidor. Trata-se, portanto, de um contrato
que encerra uma obrigação de resultado: o fornecedor deve conduzir o consumidor
são e salvo ao lugar do destino, nos horários e nas condições avençadas. Dessarte, na
qualidade de obrigação de resultado, não basta que o fornecedor leve o consumidor ao
destino contratado. É necessário que o faça nos exatos termos contratados, dentre os quais
data, horário, local de embarque e de desembarque, acomodações, integridade da bagagem,
aeronave, etc.
A base da responsabilidade objetiva é a teoria do risco do
negócio, ou seja, quem exerce uma atividade, qualquer que seja ela, deve assumir os
riscos a ela inerentes ou riscos dela decorrentes. Ele escolheu arriscar-se, não pode repassar

5 Lei 8078/90, Art. 22. Os órgãos públicos, por si ou suas empresas, concessionárias, permissionárias ou sob qualquer outra
forma de empreendimento, são obrigados a fornecer serviços adequados, eficientes, seguros e, quanto aos essenciais,
contínuos. Parágrafo único. Nos casos de descumprimento, total ou parcial, das obrigações referidas neste artigo, serão as
pessoas jurídicas compelidas a cumpri-las e a reparar os danos causados, na forma prevista neste código.

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fls. 284

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esse ônus para o consumidor. Isso implica que da mesma forma que ele não repassa o lucro
para o consumidor, não pode de maneira alguma passar-lhe o risco. Na livre iniciativa, a ação
do fornecedor está aberta simultaneamente ao sucesso e ao fracasso, mas sempre o risco
será dele. A assunção exclusiva dos bônus da atividade econômica gera à Ré,

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concomitantemente, a assunção dos ônus decorrentes do risco.
Neste rumo:
RESPONSABILIDADE CIVIL OBJETIVA - VOO INTERNACIONAL - ATRASO - APLICAÇÃO DO
CDC.
- Se o fato ocorreu na vigência do CDC, a responsabilidade por atraso em voo internacional afasta a
limitação tarifada da Convenção de Varsóvia (CDC; Arts. 6º, VI e 14).
- O contrato de transporte constitui obrigação de resultado. Não basta que o
transportador leve o transportado ao destino contratado. É necessário que o
faça nos termos avençados (dia, horário, local de embarque e desembarque,
acomodações, aeronave etc.).
- O Protocolo Adicional n.º 3, sem vigência no direito internacional, não se aplica no direito interno. A
indenização deve ser fixada em moeda nacional (Decreto 97.505/89).
(REsp 151.401/SP, Rel. Ministro HUMBERTO GOMES DE BARROS, TERCEIRA TURMA, julgado em
17/06/2004, DJ 01/07/2004, p. 188)

Dentre as cláusulas excludentes da responsabilidade do fornecedor de


serviços, o CDC, no art. 14 § 3O incisos I e II - (defeito inexistente e culpa exclusiva do
consumidor ou de terceiro), não se referiu às hipóteses de caso fortuito e às de força maior,
devendo, portanto, o transportador por elas responder. Deve-se atentar para o fato de que
a expressão “culpa exclusiva da vítima ou de terceiro”, para que seja aceita como excludente
de responsabilidade, é imprescindível que a conduta do passageiro ou do terceiro seja a
causa única e determinante do evento.
Em emblemático aresto, o C. STJ decidiu que nem mesmo acidentes com
pássaros nas turbinas excluiriam a responsabilidade da Ré:

Recurso Especial. Ação indenizatória. Transporte Aéreo. Atraso em voo c/c adiamento de viagem.
Responsabilidade Civil. Hipóteses de exclusão. Caso Fortuito ou Força Maior. Pássaros. Sucção
pela turbina de avião.
- A responsabilização do transportador aéreo pelos danos causados a passageiros por atraso em voo
e adiamento da viagem programada, ainda que considerada objetiva, não é infensa às excludentes de
responsabilidade civil.
- As avarias provocadas em turbinas de aviões, pelo tragamento de urubus,
constituem-se em fato corriqueiro no Brasil, ao qual não se pode atribuir a nota
de imprevisibilidade marcante do caso fortuito.
- É dever de toda companhia aérea não só transportar o passageiro como levá-
lo incólume ao destino. Se a aeronave é avariada pela sucção de grandes
pássaros, impõe a cautela seja o maquinário revisto e os passageiros
remanejados para voos alternos em outras companhias. O atraso por si só decorrente
desta operação impõe a responsabilização da empresa aérea, nos termos da atividade de risco que
oferece.

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fls. 285

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(REsp 401.397/SP, Rel. Ministra NANCY ANDRIGHI, TERCEIRA TURMA, julgado em 27/06/2002, DJ
09/09/2002, p. 226)

Postas as questões necessárias para a análise da visão do STJ e o contrato de

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transporte de pessoas, passa-se à apresentação de algumas ementas de julgados do C. STJ,
que pontuam a tendência da nossa mais alta Corte infraconstitucional em relação à
responsabilidade civil decorrente deste tipo de contrato.

AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. TRANSPORTE AÉREO


INTERNACIONAL. ATRASO DE VOO. CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR. CONVENÇÕES
INTERNACIONAIS. RESPONSABILIDADE OBJETIVA. RISCOS INERENTES À
ATIVIDADE. FUNDAMENTO INATACADO. SÚMULA 283 DO STF. QUANTUM INDENIZATÓRIO.
REDUÇÃO. IMPOSSIBILIDADE. DISSÍDIO NÃO CONFIGURADO.
1. A jurisprudência dominante desta Corte Superior se orienta no sentido de prevalência das normas do
CDC, em detrimento das Convenções Internacionais, como a Convenção de Montreal precedida pela
Convenção de Varsóvia, aos casos de atraso de voo, em transporte aéreo internacional.
2. O Tribunal de origem fundamentou sua decisão na responsabilidade objetiva da empresa
aérea, tendo em vista que os riscos são inerentes à própria atividade
desenvolvida, não podendo ser reconhecido o caso fortuito como causa
excludente da responsabilização. Tais argumentos, porém, não foram atacados pela
agravante, o que atrai, por analogia, a incidência da Súmula 283 do STF.
3. No que concerne à caracterização do dissenso pretoriano para redução do quantum indenizatório,
impende ressaltar que as circunstâncias que levam o Tribunal de origem a fixar o valor da indenização
por danos morais são de caráter personalíssimo e levam em conta questões subjetivas, o que dificulta
ou mesmo impossibilita a comparação, de forma objetiva, para efeito de configuração da divergência,
com outras decisões assemelhadas.
4. Agravo regimental a que se nega provimento.
(AgRg no Ag 1343941/RJ, Rel. Ministro VASCO DELLA GIUSTINA (DESEMBARGADOR
CONVOCADO DO TJ/RS), TERCEIRA TURMA, julgado em 18/11/2010, DJe 25/11/2010)

AGRAVO REGIMENTAL. RESPONSABILIDADE CIVIL OBJETIVA. VOO INTERNACIONAL.


ATRASO. EXTRAVIO DE BAGAGEM. APLICAÇÃO DO CDC. PROBLEMA
TÉCNICO. FATO PREVISÍVEL. DANO MORAL. CABIMENTO. ARGUMENTAÇÃO
INOVADORA. VEDADO.
- Após o advento do Código de Defesa do Consumidor, as hipóteses de indenização por atraso de voo
não se restringem àquelas descritas na Convenção de Varsóvia, o que afasta a limitação tarifada.
- A ocorrência de problema técnico é fato previsível, não caracterizando hipótese de caso fortuito ou de
força maior.
- Em voo internacional, se não foram tomadas todas as medidas necessárias para que não se
produzisse o dano, justifica-se a obrigação de indenizar.
- Cabe indenização a título de dano moral pelo atraso de voo e extravio de
bagagem. O dano decorre da demora, desconforto, aflição e dos transtornos
suportados pelo passageiro, não se exigindo prova de tais fatores.
- Vedado no regimental desenvolver argumento inovador não ventilado no especial.
(AgRg no Ag 442.487/RJ, Rel. Ministro HUMBERTO GOMES DE BARROS, TERCEIRA TURMA,
julgado em 25/09/2006, DJ 09/10/2006, p. 284)

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fls. 286

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PROCESSUAL CIVIL. CIVIL. RECURSO ESPECIAL. INDENIZAÇÃO. DANOS MATERIAIS E MORAIS.
RESPONSABILIDADE CIVIL. TRANSPORTE AÉREO. ATRASO NO VOO. CODECON.
RESPONSABILIDADE OBJETIVA DO TRANSPORTADOR AÉREO. AGÊNCIA DE
TURISMO. CULPA NÃO COMPROVADA. CORREÇÃO MONETÁRIA E JUROS MORATÓRIOS.

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INCIDÊNCIA. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. REVISÃO. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 07/STJ.
1. O Tribunal de origem considerou não restar comprovado nos autos nenhuma responsabilidade da
empresa prestadora de serviço/pacote de viagem ("Brasil Caribe Tour") no atraso da decolagem do voo
da VASP, Belo Horizonte-São Paulo, que acarretou a perda da conexão, voo da "Aerocancun", São
Paulo-Havana. Como salientou o v. acórdão, "ao que emerge dos autos, a segunda apelante foi apenas
prestadora do serviço/pacote de viagem, não podendo ser responsabilizada pelo controle operacional
das aeronaves da VASP, e, por óbvio, pela parte técnica, ou seja, pelo defeito ou quebra da aeronave
que conduziria os apelados para São Paulo, fato que teria motivado o atraso na decolagem".
2. O valor indenizatório do dano moral foi fixado pelo Tribunal com base na verificação das
circunstâncias do caso e atendendo os princípios da razoabilidade e proporcionalidade. Destarte, há de
ser mantido o quantum reparatório, eis que fixado em parâmetro razoável, assegurando aos lesados
justo ressarcimento, em incorrer em enriquecimento sem causa.
3. A teor da jurisprudência desta Corte, tratando-se, in casu, de responsabilidade contratual, os juros
moratórios incidem a partir da citação. Precedentes.
4. Esta Corte consolidou entendimento consoante o qual, nas indenizações por dano moral, o termo a
quo para a incidência da correção monetária é a data em que foi arbitrado o valor.
Precedentes.
5. A pretensão de revisão da verba honorária, fixada nas instâncias ordinárias, exige, necessariamente,
reexame de circunstâncias fáticas trazidas aos autos, o que é vedado pelo enunciado sumular nº
07/STJ.
6. Recurso não conhecido.
(REsp 797.836/MG, Rel. Ministro JORGE SCARTEZZINI, QUARTA TURMA, julgado em 02/05/2006,
DJ 29/05/2006, p. 263)

RESPONSABILIDADE CIVIL OBJETIVA - VOO INTERNACIONAL - ATRASO - APLICAÇÃO


DO CDC.
- Se o fato ocorreu na vigência do CDC, a responsabilidade por atraso em voo internacional afasta a
limitação tarifada da Convenção de Varsóvia (CDC; Arts. 6º, VI e 14).
- O contrato de transporte constitui obrigação de resultado. Não basta que o
transportador leve o transportado ao destino contratado. É necessário que o
faça nos termos avençados (dia, horário, local de embarque e desembarque,
acomodações, aeronave etc.).
- O Protocolo Adicional n.º 3, sem vigência no direito internacional, não se aplica no direito interno. A
indenização deve ser fixada em moeda nacional (Decreto 97.505/89).
(REsp 151.401/SP, Rel. Ministro HUMBERTO GOMES DE BARROS, TERCEIRA TURMA, julgado em
17/06/2004, DJ 01/07/2004, p. 188)

Em emblemático aresto, o C. STJ decidiu que nem mesmo acidentes com


pássaros nas turbinas excluiriam a responsabilidade da Ré:

Recurso Especial. Ação indenizatória. Transporte Aéreo. Atraso em voo c/c adiamento de viagem.
Responsabilidade Civil. Hipóteses de exclusão. Caso Fortuito ou Força Maior. Pássaros. Sucção
pela turbina de avião.

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- A responsabilização do transportador aéreo pelos danos causados a passageiros por atraso em voo
e adiamento da viagem programada, ainda que considerada objetiva, não é infensa às excludentes de
responsabilidade civil.
- As avarias provocadas em turbinas de aviões, pelo tragamento de urubus,
constituem-se em fato corriqueiro no Brasil, ao qual não se pode atribuir a nota

Para conferir o original, acesse o site https://esaj.tjsp.jus.br/pastadigital/sg/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 1003182-61.2020.8.26.0006 e código CD62935.
de imprevisibilidade marcante do caso fortuito.
- É dever de toda companhia aérea não só transportar o passageiro como levá-
lo incólume ao destino. Se a aeronave é avariada pela sucção de grandes
pássaros, impõe a cautela seja o maquinário revisto e os passageiros
remanejados para voos alternos em outras companhias. O atraso por si só decorrente
desta operação impõe a responsabilização da empresa aérea, nos termos da atividade de risco que
oferece.
(REsp 401.397/SP, Rel. Ministra NANCY ANDRIGHI, TERCEIRA TURMA, julgado em 27/06/2002, DJ
09/09/2002, p. 226)

NEM MESMO EVENTUAL PROBLEMA


TÉCNICO EXCLUIRIA, TAMPOUCO
ATENUARIA, A RESPONSABILIDADE
DA RÉ

O rigor legal e jurisprudencial na interpretação da responsabilidade objetiva e


nas hipóteses excludentes sob a visão consumerista não permitem sequer eventual
excludente de responsabilidade sob alegação de problema técnico na aeronave.

TRANSPORTE AÉREO - ATRASO DE VOO E EXTRAVIO DE BAGAGEM - DANO MORAL - CÓDIGO


DE DEFESA DO CONSUMIDOR E CONVENÇÃO DE VARSÓVIA - DANOS MATERIAL E MORAL
FIXADOS EM PRIMEIRO GRAU - APELAÇÃO - REFORMA DA SENTENÇA - RECURSO ESPECIAL -
PRETENDIDA REFORMA - SENTENÇA DE 1º GRAU RESTABELECIDA - RECURSO ESPECIAL
CONHECIDO E PROVIDO EM PARTE.
I - Prevalece o entendimento na Seção de Direito Privado "de que tratando-se de relação de consumo,
em que as autoras figuram inquestionavelmente como destinatárias finais dos serviços de transporte,
aplicável é à espécie o Código de Defesa do Consumidor" (REsp 538.685, Min. Raphael de Barros
Monteiro, DJ de 16/2/2004).
II - De igual forma, subsiste orientação da E. Segunda Seção, na linha de que "a ocorrência de
problema técnico é fato previsível, não caracterizando hipótese de caso fortuito
ou de força maior", de modo que "cabe indenização a título de dano moral pelo atraso de voo e
extravio de bagagem. O dano decorre da demora, desconforto, aflição e dos transtornos suportados
pelo passageiro, não se exigindo prova de tais fatores" (Ag. Reg. No Agravo n. 442.487-RJ, Rel. Min.
Humberto Gomes de Barros, DJ de 09/10/2006). (...)
(REsp 612.817/MA, Rel. Ministro HÉLIO QUAGLIA BARBOSA, QUARTA TURMA, julgado em
20/09/2007, DJ 08/10/2007, p. 287)

AGRAVO REGIMENTAL - AGRAVO DE INSTRUMENTO - INDENIZAÇÃO - ATRASO DE VOO


INTERNACIONAL - CONVENÇÃO DE VARSÓVIA - NÃO INCIDÊNCIA - PROBLEMA TÉCNICO
- FATO PREVISÍVEL - DANO MORAL - QUANTUM INDENIZATÓRIO RAZOAVELMENTE
FIXADO - RECURSO IMPROVIDO.
(AgRg no Ag 1376512/MG, Rel. Ministro MASSAMI UYEDA, TERCEIRA TURMA, julgado em
26/04/2011, DJe 11/05/2011)

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NEM MESMO ACIDENTES COM
PÁSSAROS NAS TURBINAS
EXCLUIRIAM A
RESPONSABILIDADE DA RÉ

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Em emblemático julgado, o C. STJ decidiu que nem mesmo acidentes com
pássaros nas turbinas excluiriam a responsabilidade da Ré:

Recurso Especial. Ação indenizatória. Transporte Aéreo. Atraso em voo c/c adiamento de viagem.
Responsabilidade Civil. Hipóteses de exclusão. Caso Fortuito ou Força Maior. Pássaros. Sucção pela
turbina de avião.
- A responsabilização do transportador aéreo pelos danos causados a passageiros por atraso em voo
e adiamento da viagem programada, ainda que considerada objetiva, não é infensa às excludentes de
responsabilidade civil.
- As avarias provocadas em turbinas de aviões, pelo tragamento de urubus,
constituem-se em fato corriqueiro no Brasil, ao qual não se pode atribuir a nota
de imprevisibilidade marcante do caso fortuito.
- É dever de toda companhia aérea não só transportar o passageiro como levá-
lo incólume ao destino. Se a aeronave é avariada pela sucção de grandes
pássaros, impõe a cautela seja o maquinário revisto e os passageiros
remanejados para voos alternos em outras companhias. O atraso por si só decorrente
desta operação impõe a responsabilização da empresa aérea, nos termos da atividade de risco que
oferece.
(REsp 401.397/SP, Rel. Ministra NANCY ANDRIGHI, TERCEIRA TURMA, julgado em 27/06/2002,
DJ 09/09/2002, p. 226)

NEM MESMO EVENTUAIS RAZÕES


DE SEGURANÇA EXCLUIRIAM A
RESPONSABILIDADE DA RÉ

Em idêntico toar dos itens anteriores, nem mesmo eventuais razões de


segurança se prestariam para excluir a responsabilidade da Ré:

CIVIL. AÇÃO DE INDENIZAÇÃO. ATRASO DE VOO (24 HORAS). EXCESSO DE LOTAÇÃO NO VOO
("OVERBOOKING"). DANO MORAL. VALOR. CONVENÇÃO DE VARSÓVIA. CDC. PREVALÊNCIA.
I. Inobstante a infraestrutura dos modernos aeroportos ou a disponibilização de hotéis e transporte
adequados, tal não se revela suficiente para elidir o dano moral quando o atraso no voo se configura
excessivo, a gerar pesado desconforto e aflição ao passageiro, extrapolando a situação de mera
vicissitude, plenamente suportável.
II. Diversamente do atraso de voo decorrente de razões de segurança, que, ainda
assim, quando muito longo, gera direito à indenização por danos morais, a prática
de "overbooking", constituída pela venda de passagens além do limite da capacidade da aeronave, que
é feita no interesse exclusivo da empresa aérea em detrimento do direito do consumidor, exige sanção
pecuniária maior, sem contudo, chegar-se a excesso que venha a produzir enriquecimento sem causa.
III. Recurso especial em parte conhecido e parcialmente provido.
(REsp 211.604/SC, Rel. Ministro ALDIR PASSARINHO JUNIOR, QUARTA TURMA, julgado em
25/03/2003, DJ 23/06/2003, p. 372)

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Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por ADRIANO BLATT e Tribunal de Justica do Estado de Sao Paulo, protocolado em 30/11/2020 às 21:25 , sob o número WPEN20701622482
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7. EM CASO DE FALHA NO SERVIÇO DE TRANSPORTE AÉREO, EM


RELAÇÃO AO DANO MORAL, TEM-SE O DAMNUM IN RE IPSA

Para conferir o original, acesse o site https://esaj.tjsp.jus.br/pastadigital/sg/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 1003182-61.2020.8.26.0006 e código CD62935.
A Ré alega inexistência de prova do dano moral. Ocorre que, in casu, se está
diante da figura do damnum in re ipsa, ou seja, a configuração do dano está ínsita à própria
eclosão do fato pernicioso, despicienda a comprovação do dano. Assim, os danos
experimentados pelo Autor, no caso em tela, segundo a majoritária jurisprudência, são
presumíveis, ou seja, in re ipsa, por isso prescindem de prova.
Destarte, configurada está a responsabilidade, razão pela qual devida é a
condenação do responsável em indenização àquele sofredor do dano. Presente a obviedade
do ato lesivo, bem assim a notoriedade do prejuízo causado, deverá o causador ser punido
na forma cabível, dispensando, neste caso específico, de prova adicional de constituição do
dano, que seria pouco útil à elucidação dos fatos manifestos, e que não traria resultado
prático algum senão o atravancamento da demanda.
Cristalinos os elementos que distinguem a peculiaridade do damnum in re
ipsa, pode-se apontar a responsabilidade objetiva do causador, sem a necessidade de fazer
prova pormenorizada do dano. Face a jurisprudência, o dano, in casu, é inerente ao próprio
fato ocorrido. Temos, exaustivamente, que res ipsa loquitur, pois ocorre prejuízo por fatos
que não causariam dano, a não ser que o agente lesante tenha obrado, como in casu, com
culpa, atingindo-se indubitável ilação.
Nesse aspecto, não se trata mais de matéria fática, versando-se
EXCLUSIVAMENTE sobre matéria de direito, o que possibilita, adicionalmente, maior
celeridade processual. Consoante orientação pacífica do STJ, cabe ao ofendido provar o fato
danoso e não propriamente a dor moral sofrida.

Confira-se:

AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO CONTRA A INADMISSÃO DE RECURSO


ESPECIAL. TRANSPORTE AÉREO DE PESSOAS. FALHA DO SERVIÇO. ATRASO EM VOO. PERDA
DE CONEXÃO. REPARAÇÃO POR DANOS MORAIS. QUANTUM INDENIZATÓRIO RAZOÁVEL.
SÚMULA 7/STJ. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO.
1. O dano moral decorrente de atraso de voo opera-se in re ipsa. O desconforto,
a aflição e os transtornos suportados pelo passageiro não precisam ser
provados, na medida em que derivam do próprio fato.
2. O entendimento pacificado no Superior Tribunal de Justiça é de que o valor estabelecido pelas
instâncias ordinárias a título de reparação por danos morais pode ser revisto tão somente nas hipóteses
em que a condenação revelar-se irrisória ou exorbitante, distanciando-se dos padrões de razoabilidade,
o que não se evidencia no presente caso. Desse modo, não se mostra exagerada a fixação, pelo
Tribunal a quo, em R$ 8.000,00 (oito mil reais) a título de reparação moral em favor da parte agravada,
em virtude dos danos sofridos por ocasião da utilização dos serviços da agravante, motivo pelo qual

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Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por ADRIANO BLATT e Tribunal de Justica do Estado de Sao Paulo, protocolado em 30/11/2020 às 21:25 , sob o número WPEN20701622482
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não se justifica a excepcional intervenção desta Corte no presente feito, como bem consignado na
decisão agravada.
3. A revisão do julgado, conforme pretendido, encontra óbice na Súmula 7/STJ, por demandar o vedado
revolvimento de matéria fático-probatória.
4. Agravo regimental a que se nega provimento.

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(AgRg no Ag 1306693/RJ, Rel. Ministro RAUL ARAÚJO, QUARTA TURMA, julgado em 16/08/2011,
DJe 06/09/2011)

RESPONSABILIDADE CIVIL. TRANSPORTE AÉREO. ATRASO DE VOO.


A demora injustificada no transporte de passageiros acarreta danos morais.
Agravo regimental não provido.
(AgRg no REsp 218.291/SP, Rel. Ministro ARI PARGENDLER, TERCEIRA TURMA, julgado em
22/03/2007, DJ 23/04/2007, p. 252)

CIVIL E PROCESSUAL CIVIL. RESPONSABILIDADE CIVIL. ATRASO DE VOO INTERNACIONAL -


APLICAÇÃO DO CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR EM DETRIMENTO DAS REGRAS DA
CONVENÇÃO DE VARSÓVIA. DESNECESSIDADE DE COMPROVAÇÃO DO DANO. CONDENAÇÃO
EM FRANCO POINCARÉ - CONVERSÃO PARA DES - POSSIBILIDADE - RECURSO PROVIDO EM
PARTE.
1 - A responsabilidade civil por atraso de voo internacional deve ser apurada a luz do Código de Defesa
do Consumidor, não se restringindo as situações descritas na Convenção de Varsóvia, eis que aquele,
traz em seu bojo a orientação constitucional de que o dano moral é amplamente indenizável.
2. O dano moral decorrente de atraso de voo, prescinde de prova, sendo que a
responsabilidade de seu causador opera-se , in re ipsa, por força do simples
fato da sua violação em virtude do desconforto, da aflição e dos transtornos
suportados pelo passageiro.
3 - Não obstante o texto Constitucional assegurar indenização por dano moral sem restrições
quantitativas e do Código de Defesa do Consumidor garantir a indenização plena dos danos causados
pelo mau funcionamento dos serviços em relação ao consumo, o pedido da autora limita a indenização
ao equivalente a 5.000 francos poincaré, cujos precedentes desta Egrégia Corte determinam a sua
conversão para 332 DES (Direito Especial de Saque).
4 - Recurso Especial conhecido e parcialmente provido.
(REsp 299.532/SP, Rel. Ministro HONILDO AMARAL DE MELLO CASTRO (DESEMBARGADOR
CONVOCADO DO TJ/AP), QUARTA TURMA, julgado em 27/10/2009, DJe 23/11/2009)

Reforçando, ad nauseam:

(...). PROVA DO DANO MORAL ALTERAÇÃO DO VALOR FIXADO. ART. 21 DO CÓDIGO DE


PROCESSO CIVIL.
(...) 2. Já assentou a Corte que "não há falar em prova do dano moral, mas, sim,
na prova do fato que gerou a dor, o sofrimento, sentimentos íntimos que o
ensejam. Provado assim o fato, impõe-se a condenação, sob pena de violação
ao art. 334 do Código de Processo Civil". (...)
4. Recurso especial conhecido e provido, em parte.
(REsp 318099/SP, Rel. Ministro CARLOS ALBERTO MENEZES DIREITO, TERCEIRA TURMA, julgado
em 06/12/2001, DJ 08/04/2002 p. 211)

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CIVIL. RESPONSABILIDADE CIVIL. DANO MORAL. O dano moral não precisa ser
provado; a respectiva percepção decorre do senso comum, tal como afirmado
iterativamente pela jurisprudência. Agravo regimental não provido. (AgRg no Ag 965508 / RJ - AGRAVO
REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 2007/0239400-6 - Relator Ministro ARI

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PARGENDLER (1104) - Órgão Julgador T3 - TERCEIRA TURMA - Data do Julgamento 07/08/2008 -
Data da Publicação/Fonte DJe 20/11/2008)

CIVIL. RESPONSABILIDADE CIVIL. DANO MORAL. O dano moral não precisa ser
provado; a respectiva percepção decorre do senso comum, tal como afirmado
iterativamente pela jurisprudência. Recurso especial não conhecido.
(Processo REsp 651342 / RJ - RECURSO ESPECIAL 2004/0092954-4 - Relator Ministro ARI
PARGENDLER (1104) - Órgão Julgador T3 - TERCEIRA TURMA - Data do Julgamento 14/08/2007 -
Data da Publicação/Fonte DJ 01/02/2008 p. 474)

CIVIL E PROCESSUAL CIVIL. DANOS PATRIMONIAL E MORAL. ART. 602 DO CPC. 1. A


concepção atual da doutrina orienta-se no sentido de que a
responsabilização do agente causador do dano moral opera-se por força do
simples fato da violação (danum in re ipsa). Verificado o evento danoso,
surge a necessidade da reparação, não havendo que se cogitar da prova do
prejuizo, se presentes os pressupostos legais para que haja a
responsabilidade civil (nexo de causalidade e culpa). (...).
(REsp 23.575/DF, Rel. Ministro CESAR ASFOR ROCHA, QUARTA TURMA, julgado em
09/06/1997, DJ 01/09/1997 p. 40838)

(...) DANO MORAL. DANO IN RE IPSA. ART. 20, § 3º, DO CPC. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS.
VALOR DA CONDENAÇÃO. A jurisprudência deste Pretório está consolidada no
sentido de que, na concepção moderna do ressarcimento por dano moral,
prevalece a responsabilização do agente por força do simples fato da
violação. (…) Recurso especial parcialmente conhecido e, nessa extensão, provido.
(REsp 851.522/SP, Rel. Ministro CESAR ASFOR ROCHA, QUARTA TURMA, julgado em
22/05/2007, DJ 29/06/2007 p. 644)

A esse respeito, a doutrina nos fornece o necessário escólio:

“O dano moral existe in re ipsa: deriva, inexoravelmente, do próprio fato ofensivo, de tal modo que,
provada a ofensa, ipso facto, está demonstrado o dano moral à guisa de uma
presunção natural, uma presunção hominis ou facti, que decorre da
experiência comum”
(SERGIO CAVALIERI FILHO, programa de Responsabilidade Civil, Malheiros Editores, 2ª Edição,
pág. 80)

Dessarte, não se pode, sequer remotamente, cogitar acerca de eventual


necessidade da prova do dano moral sofrido.

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8. NECESSIDADE DE ARBITRAMENTO DE HONORÁRIOS


SUCUMBENCIAIS RECURSAIS

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O Novo CPC prevê expressamente que também "são devidos honorários
advocatícios … nos recursos interpostos" (art. 85, § 1º). Além disso, estipula que o "tribunal,
ao julgar recurso, majorará os honorários fixados" (art. 85, § 11).
Significa dizer que, no recurso interposto contra a decisão final (como regra, a
sentença – que estabelece a responsabilidade pelo pagamento dos honorários) serão
devidos e fixados novos honorários advocatícios.
Criou-se, assim, um direito de o advogado receber honorários exclusivamente
em razão da interposição dos recursos. Isto é, interposto o recurso contra a r. sentença, nova
e diferente verba honorária deverá ser obrigatoriamente fixada.

9. DOS PEDIDOS

“A justiça sem a força é


impotente, a força sem justiça é
tirana.”
Blaise Pascal (Clermont-
Ferrand, 19/06/1623 — Paris,
19/08/1662 - físico, matemático,
filósofo moralista e teólogo
francês).

Restou evidenciado, ad nauseam, que, sob qualquer prisma que se analise, a


necessidade de improvimento da apelação interposta pela Ré-Apelante.
Ex positis, em face das contrarrazões apresentadas, e do óbvio direito no qual
se alicerça, requer o Autor-Apelado, mui humilde e respeitosamente não seja conhecido o
recurso de apelação e, caso não seja este o entendimento de V. Exa., seja, in totum, negado
provimento ao recurso interposto pela Ré-Apelante.
Assim agindo, V. Exa. e esta Colenda Câmara farão valer a mais costumeira
JUSTIÇA!!
Requer aqui aflorem os honorários sucumbenciais recursais.

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Termos em que,
com as cautelas de estilo,
pede e espera improvimento do recurso de apelação da Ré.

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São Paulo, 30 de novembro de 2020.

(assinatura eletrônica/digital)
ADRIANO BLATT
OAB/SP 329706

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fls. 294

Para conferir o original, acesse o site https://esaj.tjsp.jus.br/pastadigital/sg/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 1003182-61.2020.8.26.0006 e código CD69805.
Exmo. Sr. Dr. Juiz de Direito da 4ª Vara Cível do Foro Regional VI – Penha de
França/SP.

Processo nº 1003182-61.2020.8.26.0006

GOL LINHAS AÉREAS S/A E GOL LINHAS AÉREAS INTELIGENTES S/A, já qualificada
nos autos da AÇÃO DE REPARAÇÃO DE DANOS que lhe move FABIO ALVES GUIMARAES,
vem, respeitosamente, perante este d. Juízo, apresentar suas Contrarrazões ao
Recurso de Apelação de fls. 251/266.
Nestes termos,
pede deferimento.

OAB/SP Nº 186.458-A
GUSTAVO ANTÔNIO FERES PAIXÃO
186.458-A, para fins de intimação, sob pena de nulidade.
feitas em nome do advogado DR. GUSTAVO ANTÔNIO FERES PAIXÃO, OAB/SP

Na oportunidade, reitera o pedido para que todas as intimações sejam
fls. 295

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.
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fls. 296

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E. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO

CONTRARRAZÕES DA APELADA

E. Câmara;

I - BREVE RESUMO DA CAUSA

1. A parte Apelante ajuizou a presente demanda visando a condenação da


GOL ao pagamento de indenização por danos morais, tendo aduzido, em síntese,
que: (i) adquiriu passagens para o trecho Campo Grande x Guarulhos; (ii)
contudo, o voo sofreu cancelamento, vindo o passageiro a ser reacomodado
para um novo voo com algumas horas de diferença; (iii) suportou transtornos.

2. Devidamente citada para responder aos termos da presente demanda, a


Apelante apresentou contestação impugnando todos os argumentos elencados
em sede de inicial.

3. Ato contínuo, o d. Juízo a quo proferiu sentença julgando procedentes


os pedidos autorais, condenando a Apelante ao pagamento de indenização nos
seguintes termos:

“(...) Ante o exposto, declaro extindo o processo, com fulcro no art. 487, I,
do Cídigo de Processo Civil, e no, no mérito, JULGO PROCEDENTE o pedido
.
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para condenar a requerida ao pagamento de R$ 8.000,00 (oito mil reais), a
título de indenização por danos morais.”

4. Inconformadas, ambas as partes interpuseram recurso de Apelação. No


que se refere ao recurso da parte Apelante, que ora se contrarrazoa, este é
totalmente infundado, já que a Apelante busca a majoração do quantum fixado
a título de danos morais, o qual não merece prosperar, o que, sem dúvida,
acarretará no seu desprovimento. É o que se passa a demonstrar.

II - RAZÕES PARA DESPROVIMENTO DO RECURSO AUTORAL

PRETENSÃO DE ENRIQUECIMENTO IMOTIVADO

IMPOSSIBILIDADE DE MAJORAÇÃO DOS DANOS MORAIS

5. Pretende a parte Apelante obter decisão judicial que venha majorar a


condenação da Cia Apelada a título de danos morais, o que, data venia, afigura-
se totalmente dissonante da melhor doutrina e do pacífico entendimento de
nossos Tribunais.

6. Primeiramente, ressalta-se que no presente caso não há, sequer, que se


falar em indenização por danos morais ao Apelante – o que já está sendo
discutido no recurso de apelação já interposto pela ora Cia Apelada – uma vez
que o ocorrido com voo se deu em razão da necessidade de manutenção
emergencial da aeronave, tendo sido a parte Apelante reacomodada no próximo
voo disponível, além de fornecido hospedagem e transporte de ida e volta ao
hotel.
.
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7. Ademais, para que haja condenação por danos morais, faz-se mister
que a parte demonstre a lesão aos sentimentos, na medida em que a reparação
do dano moral não pode ficar circunscrita ao terreno do subjetivismo, gerando,
assim, injustiças e excessos.

8. Neste sentido, o fato narrado nos autos, pode até ter causado
aborrecimento a parte Apelante, mas nunca ao ponto de sofrer um dano
extrapatrimonial de forma significativa.

9. Assim, não há qualquer dano a ser reparado pela Cia Apelada, quiçá
razão ou fundamento para majoração do valor fixado.

10. Digno de nota, quanto a este ponto, é o recente julgado do c. STJ, no


qual restou assentado que o simples atraso de voo não é suficiente para se
caracterizar o dano moral in re ipsa, cabendo ao Autor, para todos os efeitos, a
devida demonstração do dano, o que nem de perto foi adotado nesta demanda,
in verbis:

“A alegação do recorrente de que o dano moral é presumido (in re ipsa)


quando há atraso no voo, independentemente da duração do atraso e das
demais circunstâncias envolvidas, exigiu-me maiores reflexões sobre a
controvérsia, notadamente porque a construção de referida premissa
induz à conclusão de que uma situação corriqueira na maioria – se não por
dizer na totalidade – dos aeroportos brasileiros ensejaria, de plano, dano
moral a ser compensado, independentemente da comprovação de
qualquer abalo psicológico eventualmente suportado. (...). É nesse cenário
que a jurisprudência do STJ, em casos específicos, concluiu pela
.
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possibilidade, em determinadas hipóteses, de compensação de danos
morais independentemente da demonstração de dor, traduzindo-se, pois,
em consequência in re ipsa, intrínseca à própria conduta que injustamente
atinja a dignidade do ser humano. Contudo, a caracterização do dano
moral in re ipsa não pode ser elastecida a ponto de afastar a necessidade
de sua efetiva demonstração em qualquer situação. Isso porque ao assim
proceder se estaria a percorrer o caminho diametralmente oposto ao
sentido da despatrimonialização do direito civil, transformando em
caráter meramente patrimonial os danos extrapatrimoniais e
fomentando a já bastante conhecida “indústria do dano moral” (REsp
1.653.413/RJ, 3ª Turma, DJe 08/06/2018).”1

11. Ora Exas., vê-se claramente que a intenção da parte Apelante é de


enriquecimento ilícito, pois até mesmo seu recurso não traduz a realidade dos
fatos, não se preocupando sequer em demonstrar os motivos pelos quais seu
recurso deveria (pois a Apelada está certa de que não será) ser provido.

12. É inquestionável que a quantia total de R$ 8.000,00 (oito mil reais) é


expressiva e jamais irrisória, ao contrário do que aduz a parte Apelante, pois
não se pode conceber que o valor da indenização represente uma “loteria” para
a parte contrária.

13. Assim, não há o que se falar em qualquer tipo de indenização a ser paga
pela Apelada, quiçá em majoração.

14. Com efeito, é verdade que desde o advento da ideia de existência do


dano moral, a fixação de sua indenização tem