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VOLUMETRIA

Classificação dos métodos volumétricos

 Ponto final e ponto de equivalência em volumetria

 Características das reações para análises volumétricas

 Curvas de titulação

Substâncias padrão empregadas em métodos de titulação

Instrumentação empregada em volumetria

 Aspecto das curvas de titulação

Cálculos em métodos de Titulação

 Métodos de titulação diretos e métodos de titulação de retorno

 Volumetria de neutralização  Volumetria de complexação

 Volumetria de precipitação  Aplicações


VOLUMETRIA
FUNDAMENTOS

1. Em Química Analítica, os métodos que se baseiam no “Sinal Analítico” Volume de


uma Solução de Concentração Conhecida , ou Titulante, para se avaliar a
concentração de uma Solução de Concentração Desconhecida, ou Titulado, são
designados genericamente de Métodos Titulométricos de Análise ou Volumetria.

1. Os Métodos Volumétricos, enquadram-se como muito poderosos e bastante


abrangentes, com grande aplicabilidade, sendo implícito que se deve medir
volumes de titulante, que devem reagir com o titulado:
• Completo (viabilidade termodinâmica, ou seja com o deslocamento do
equilíbrio favorável à formação dos produtos)
• Rapidamente (viabilidade cinética, com o equilíbrio deslocando-se para os
produtos instantaneamente).
VOLUMETRIA
FUNDAMENTOS
1. Os Métodos Titulométricos são amplamente aplicados em análise de rotina:
• Rápidos, acessíveis, convenientes e com grandes facilidades de automatização;
• Satisfaz bastante em aplicações de controle de qualidade e controle de produção
em processos químicos;
CLASSIFICAÇÃO

NÃO INSTRUMENTAIS INSTRUMENTAIS


CLÁSSICOS
1. Utilizam um sistema de detecção
1. O volume do titulante é automatizado;
medido por uma bureta; 2. O sinal medido é proporcional a
2. O indicador do ponto final é concentração do analito ou do
uma substância química. titulante adicionado.

• Amperométrica
•Coulométrica
•Biamperométrica ou “Dead-Stop” • Condutométrica
•Colorimétrica ou Espectrofotométrica • Polarográfica
•Turbidimétrica e Nefelométrica • Potenciométrica
• Bipotenciométrica
VOLUMETRIA
FUNDAMENTOS

1. São as Titulações Gravimétricas, que diferem das titulações volumétricas apenas em


seu acompanhamento do avanço da titulação pela determinação das massas ao longo
do processo de adição do titulante.

⇒ Métodos Volumétricos Clássicos (não Instrumentais)


de Titulação podem ser:

⇒ Volumetria de Neutralização ⇒ Volumetria de Oxidação


Redução- REDOX

⇒ Volumetria de Complexação ⇒ Volumetria de Precipitação

Qualquer variedade desses métodos clássicos, podem ser


conduzidos instrumentalmente, o que amplifica o potencial de
aplicação dos Métodos Volumétricos.
VOLUMETRIA
FUNDAMENTOS
PONTO DE EQUIVALÊNCIA PONTO FINAL

1. É um parâmetro teórico, estimado


apenas por meio de cálculos, 1. O que se mede experimentalmente,
envolvendo estequiometria 2. O que pode ser observado ou medido, é
reacional e situações de equilíbrio algum “sinal”, associado a uma
para cada caso particular de
modificação brusca de propriedades
titulação;
químicas ou físicas do meio, associadas
2. O ponto de equivalência não pode por sua vez ao ponto de equivalência.
ser determinado
experimentalmente.
CARACTERÍSTICAS DAS REAÇÕES PARA ANÁLISES VOLUMÉTRICAS

1. A reação deve ser descrita por uma ÚNICA EQUAÇÃO química bem definida;

• Não podem ocorrer reações paralelas;

2. A reação deve ser RÁPIDA;

4. Deve haver um meio satisfatório para DETECÇÃO do PONTO FINAL DA


TITULAÇÃO

• Indicadores

• Variação de propriedades físicas ou químicas no ponto de equivalência

5. A reação deve ser COMPLETA no ponto de equivalência;

• A constante de equilíbrio da reação deve ser suficientemente pequena para haver


uma variação brusca das concentrações em torno do ponto de equivalência
CURVAS DE TITULAÇÃO

Nesta figura torna-se evidente que em métodos titulométricos, o Ponto Final deve
situar-se o mais próximo possível do Ponto de Equivalência, assegurando-se o menor
erro possível.

PONTO DE
EQUIVALÊNCIA
PROPRIIEDADE CARACTERÍSTICA

AVANÇO DA TITULAÇÃO
ERRO DE TITULAÇÃO
•Há diferenças entre o entre o Ponto de Equivalência e o Ponto Final, resultantes da
inadequação de observação da modificações Físicas e Químicas do meio que sinaliza o
término da reação;

•A diferença de massa ou de volume entre o Ponto de Equivalência e o Ponto Final é


chamada de erro titulométrico.
Etitulação = VPonto equivalência - Vponto final
INDICADORES

1. Os “Indicadores”, são espécies químicas freqüentemente adicionadas à solução


titulada;
2. Visa propiciar algum tipo de mudança física ou química do meio (ponto final) no
ponto exato do fim da reação com o titulante, quando ocorrem grandes variações de
concentrações relativas (titulante/titulado).
3. As variações de concentrações relativas provocam algum tipo de mudança no
aspecto físico dos indicadores, no ponto de equivalência ou bastante próximo deste
ponto;

Mudanças típicas de características são:

3. O aparecimento e desaparecimento de cor;


4. Mudança de cor;
5. Aparecimento ou desaparecimento de turbidez em uma solução;
6. Mudança de cor de um precipitado por adsorção de substâncias, entre outras.
INDICADORES

O excesso de indicador químico pode alterar a curva normal de titulação.


INDICADORES INSTRUMENTAIS

1. Em Métodos Instrumentais de Titulação, a detecção do ponto final emprega sistemas


adequados de detectores/transdutores, que medem variações relativas de
concentrações ao longo da titulação, permitindo o registro gráfico ou o
armazenamento automático dos dados experimentais (placas ou interfaces de
aquisição de dados conectadas a computadores) em sistemas analíticos automatizados.
INDICADORES INSTRUMENTAIS

2. O sistema de transdutores, convertem as mudanças do meio em sinais elétricos, com


leitura dos sinais de corrente, potencial, condutância, reflectância, refração,
absorbância, feitas com amperímetros, potenciômetros, calorímetros,
espectrofotômetros, turbidímetros, nefelômetros e outros equipamentos disponíveis
para titulações volumétricas.
MENTAL
ALINSTRU

PONTO DE
SIN

EQUIVALÊNCIA

0 0,2 0,4 0,6 0,8 1,0 1,2 1,4 1,6 1,8 2,0
→ x
SUBSTÂNCIAS PADRÃO EMPREGADAS EM MÉTODOS DE TITULAÇÃO

Em Titulometria, de modo geral, são empregadas substâncias de referência, que servem de


base para todos os métodos, seja em Volumetria ou em Titulações em Massa.

1. Essas substâncias são designadas “PADRÃO PRIMÁRIO” e a exatidão


volumétrica depende criticamente do padrão primário escolhido. Um referencial
confiável, em Métodos de Titulação deve ter as seguintes características:

Um Padrão Primário deve ter um método viável e confiável,


PUREZA
estabelecido para certificação de pureza
O Padrão Primário deve ter condições de armazenagem e
ESTABILIDADE pesagem sem maiores cuidados quanto à sua decomposição
QUÍMICA nas condições normais de laboratórios
O Padrão Primário deve ter uma composição definida e seus
ÁGUA DE cristais não podem sofrer modificações de frente a possíveis
HIDRATAÇÃO alterações de umidade relativa do ar composição frente a
possíveis alterações de umidade relativa do ar

CUSTO Um bom Padrão Primário deve ter um custo baixo e ser de


fácil aquisição.
SUBSTÂNCIAS PADRÃO EMPREGADAS EM MÉTODOS DE TITULAÇÃO

Condições de ser dissolvido em meios comumente


SOLUBILIDADE utilizados em titulações. É desejável alta solubilidade em
água

Este é um critério altamente restritivo. Um bom material


MASSA MOLAR de referência titulométrico deve ter uma massa molar
elevada para que sejam minimizados os erros relativos de
pesagem de amostras da substância padrão
ESTABILIDADE
AO SOLVENTE Não reagir com o solvente (hidrólise, por exemplo)

REAÇÃO COM Reagir completamente, rapidamente e seletivamente com


ANALITO o analito

Quando contidas no padrão devem ser facilmente


IMPUREZAS
identificáveis com ensaios quantitativos

Caso haja uma alteração na abundância isotópica natural


ABUNDÂNCIA
ISOTÓPICA de algum átomo que compõe a substância não afete a
massa molecular
SUBSTÂNCIAS PADRÃO EMPREGADAS EM MÉTODOS DE TITULAÇÃO

SUBSTÂNCIAS EMPREGADAS COMO PADRÃO PRIMÁRIO

Padrão Primário Fórmula Natureza Função de uso Limitação


Química Química

1.Carbonato de Sódio Na2CO3 Sal Básico Padrão Acidimétrico -------


2.Biftalato de potássio HOOCC6H4 COOK Sal Básico Padrão Acidimétrico -------
3.Borato de sódio Na2BO3.10 H2O Sal Básico Padrão Acidimétrico Perde Água
4.Ácido Oxálico H2C2O4.2H2O Ácido Fraco Padrão Alcalimétrico Massa Molar
5.Ácido Benzóico C6H5 COOH Ácido Fraco Padrão Alcalimétrico Solubilidade

6. Cloreto de Sódio NaCl Sal Neutro Padrão Argentimétrico -------


6. Carbonato de Bário BaCO3 Sal Básico Padrão de Precipitaçãp -------
7. Iodeto de Potássio KI Sal Neutro Padrão de Precipitaçãp -------

8. Iodato de Potássio KIO3 Agente Oxidante Padrão Redox -------


9. Bicromato de Potássio K2Cr2O7 Agente Oxidante Padrão Redox -------
10. Trióxido de Arsênio As2O3 Agente Redutor Padrão Redox -------
11.Tiosulfato de Sódio Na2S2O3 Agente Redutor Padrão Iodimétrico -------
12. Oxalato de Sódio Na2C2O4 Agente Redutor Padrão Perganiimétrico -------

13. Carbonato de Cálcio CaCO3 Sal Básico Padrão Complexométrico -------


SUBSTÂNCIAS PADRÃO EMPREGADAS EM MÉTODOS DE TITULAÇÃO

SOLUÇÕES PADRÃO SECUNDÁRIAS:


2. Em conseqüência dessa restrição de ordem prática, substâncias menos puras, ou que
não satisfaçam totalmente aos critérios, podem ser empregadas no lugar de padrão
primários.

CARACTERÍSTICAS:

• ELEVADA ESTABILIDADE. Para que se determine sua concentração frente a um


padrão primário, apenas uma vez;

• REAÇÃO RÁPIDA COM O TITULADO. De modo que sejam minimizados os


intervalos de tempo entre as adições de suas alíquotas durante o processo analítico;
SUBSTÂNCIAS PADRÃO EMPREGADAS EM MÉTODOS DE TITULAÇÃO

SOLUÇÕES PADRÃO SECUNDÁRIAS:

CARACTERÍSTICAS:

• REAÇÃO COMPLETA COM O TITULADO. De modo que possa ser empregado


método viável de detecção do ponto final, assegurando exatidão analítica;

• SELETIVIDADE NA REAÇÃO COM O TITULADO. Tal que possa ser descrita


por meio de reação simples e balanceada. Esta reação deve ter uma alta seletividade
em sua reação com o titulado, para permitir sua dosagem em meio a outras espécies,
sem interferência por reações paralelas ou concomitantes que conduzam a incertezas
analíticas.
INSTRUMENTAÇÃO EMPREGADA EM TITULOMETRIA

1. Técnicas de Titulação volumétricas, ou em massa, requerem como equipamento


básico, uma bureta para adição do tilulante, um frasco de titulação e um dispositivo
de agitação, usualmente por agitação com barras magnéticas.

2. A bureta é conhecida de longa data, e o protótipo empregado pela primeira vez foi
concebido por F. DESCROIZILLES, no início do ano de 1800.
DESENVOLVIMENTO DAS BURETAS
INSTRUMENTAÇÃO EMPREGADA EM TITULOMETRIA

A bureta serve para se medir e se adicionar ou dispensar alíquotas


do titulante sobre o titulado, por meio de incrementos de volume
controlados, com o tempo suficiente para a reação ocorrer de modo
completo sob condições de agitação.

Titulação
INSTRUMENTAÇÃO EMPREGADA EM TITULOMETRIA
1. Se a bureta volumétrica, for considerada um tipo de dispositivo de 50,00 mL,
com precisão de leitura de 0,01mL.
INCERTEZA: {0,01ml/50,00 mL) x 100 = 0,02 %.

1. Dispositivo empregado para


titulações em massa,
constando de uma seringa
graduada de 5,00 mL, com um
arranjo especial para permitir a
adição do titulante, de modo
controlado e preciso.

1. A principal vantagem da Titulação em Massa, é que ao contrário da expressão de


concentração em Moles por Litro, em que por variação da temperatura, com a
contração ou expansão do volume, altera-se a concentração do soluto, Moles de
soluto por quilograma da solução não depende da temperatura, tendo sempre valor
constante, enquanto que em moles por litro, em dia quente a solução é mais diluída
que em dia frio.
INSTRUMENTAÇÃO EMPREGADA EM TITULOMETRIA
1. Sistema empregado para Titulação Volumétrica Instrumental, com um arranjo
simples, empregado em titulações de haletos ou misturas de haletos com eletrodo
de prata e um eletrodo de referência, empregando um método de titulação
argentimétrica.
A diferença deste arranjo experimental, está
no uso da instrumentação para detectar o
Ponto de Equivalência, com o sistema
detector potenciométrico, para correlacionar
diferenças de potenciais medidas, com o
incremento do titulante, em função da
variação de pAg, por exemplo
INSTRUMENTAÇÃO EMPREGADA EM TITULOMETRIA

Titulador automático
ASPECTO DAS CURVAS DE TITULAÇÃO

1. Os métodos titulométricos tem por base o traçado de uma Curva de Titulação. Que
deve refletir as transformações o Titulante (TT) e o Titulado (TL ). Há vários tipos de
formas de Curvas de Titulação. Considerando-se os casos clássicos, em Titulações
Volumétricas ou Titulações em Massa.
PONTO DE
EQUIVALÊNCIA
CURVA DE
+
TITULAÇÃO
ÇÃOp
FUN

1. A Curva de titulação, tem o aspecto de uma sigmóide, passando por um ponto de


máxima inclinação, no Ponto de Equivalência.
2. A partir do Ponto de Inflexão, definido pelo Ponto de Equivalência, inicia-se a
inflexão com inclinação negativa.
ASPECTO DAS CURVAS DE TITULAÇÃO - DERIVADAS

No ponto inflexão:

V(Derivada Segunda)
dC/dV ⇒ Atinge um Valor Máximo.

d2C/d2V ⇒ Atinge o Valor Zero.


/dV(Derivada Primeira)
ÇÃO p

PONTO DE
+
FUN

EQUIVALÊNCIA
CURVA DE
TITULAÇÃO

d2C/d2V

d C/d
2
dC/dV
-

2
dC

O recurso de se traçar manual ou instrumentalmente, as Curvas Derivadas,


consiste em artifício para se encontrar o Ponto de Equivalência, em titulações
em que a Curva de Titulação é obtida, instrumentalmente, como no caso das
titulações potenciométricas, em que o potencial varia com a adição de titulante.
CÁLCULOS EM MÉTODOS DE TITULAÇÃO

1. Todos os cálculos volumétricos, envolvem a avaliação de consumo de titulante pelo


titulado, usualmente, expressando-se o saldo (líquido), em termos de número de
moles.

NO PONTO DE EQUIVALÊNCIA:
“a” e “b” são os
coeficientes
n0 de mols do analito = n0 mols do titulante estequiométricos do
titulante e do titulado.
a TT + b TL PRODUTO (S)
CÁLCULOS EM MÉTODOS DE TITULAÇÃO

2. Assim, as concentrações molares (C = mol.L-1) devem ser empregadas em termos de


sub múltiplos (mmoles.mL-1), facilitando as operações matemáticas.

mMoles de TT = CTT VTT TT = titulante


mMoles de TL = (b/a) mMoles de TT TL = titulado

3. A partir das Equações mostradas, considerando-se os devidos coeficientes


estequiométricos e os fatores gravimétricos, cálculos estequiométricos conduzem à
uma expressão compatível com um resultado analítico procurado, seja em massa ou
proporções relativas em relação à massa da amostra.

⇒ mMoles de TL = (b/a) mMoles de TT


⇒ mMoles de TT x mg TL /mMol TL = mg TL
⇒(mg TL/mg Amostra) x 100 = % TL.
VOLUMETRIA
CÁLCULOS EM MÉTODOS DE TITULAÇÃO
MASSA DO SOLUTO
PORCENTAGEM X 100
MASSA TOTAL

SOLUÇÃO
MASSA DA
MASSA DO
SOLUÇÃO
PARA TITULAÇÃO
SOLVENTE
MASSA DO EM MASSA
SOLUTO
MASSA TOTAL MOLES DO SOLUTO
MASSA DA SOLUÇÃO

MOLALIDADE VOLUME DA MOLARIDADE


SOLUÇÃO

MOLES DO SOLUTO MOLES DO SOLUTO


MOLES DO
MASSA DO SOLVENTE VOLUME DA
SOLVENTE SOLUÇÃO
MOLES DO
SOLUTO
MOLES TOTAL

MOLES DO SOLUTO
FRAÇÃO MOLAR MOLES TOTAL

É importante lembrar que não se utilizam mais expressões de


concentração em Equivalente Grama por Litro
(Normalidade), em Métodos de Titulação, por recomendação
da IUPAC.
CÁLCULOS EM MÉTODOS DE TITULAÇÃO - EXEMPLO
1. Uma solução de nitrato de mercúrio foi padronizada por uma solução contendo 147,6
mg de NaCl dissolvidos em 25,0 mL de água.

Nesta titulação, foram gastos 28,06 mL de NaCl para se alcançar a viragem do indicador
para a cor Azul-Violeta. 2,000 mL de urina humana foram titulados com a solução de
mercúrio (II), e o ponto final detectado foi para o volume de 22,83 mL.

Calcule: a concentração de mercúrio em mol.L-1

Reação: Hg2+(aq) + 2 Cl-(aq) HgCl2 (Aq.)

Indicador da Titulação de Hg(II) com Cl-.


O
O
NH NH C N N
NH NH C N N

“Reagente Indicador “DIFENILCARBAZONA”


Resolução:
(a) Primeiramente se calcula a quantidade de Cl- ou NaCl em número de mMoles.

⇒ mMoles NaCl = 147,6 mg/58,443 mg (mmol)-1


⇒ mMoles NaCl = 2,526 mmoles
Acha-se então ao concentração do íon mercúrico:
NO PONTO DE EQUIVALÊNCIA:

n0 de mols do analito = n0 mols do titulante

Reação: 1Hg2+ + 2 Cl- HgCl2 (Aq.)


⇒ mMoles de Hg2+ = (1/2) 2,5266 = 1,263 mmoles

a TT + b TL PRODUTO (S)

⇒ Concentração de Hg2+ em mmol mL-1 ou mol.L-1 =


1,263 mMoles/28,06 mL

⇒ [Hg2+] = 0,0450l mol.L-1 ou mmol.mL-1


MÉTODOS DE TITULAÇÃO DIRETOS E MÉTODOS DE TITULAÇÃO DE
RETORNO
1. É comum, ainda, especialmente em titulações REDOX e de Precipitação, colocar
um excesso do titulante sobre o titulado, dosando-se em um procedimento
posterior, titulometricamente, o excesso de titulante, com uma solução padrão
primária ou secundária.

⇒ A esse procedimento dá-se o nome de Titulação Reversa ou Titulação de Retorno.

DIFERENÇAS
A Titulação direta, sendo o cloreto titulado com
AgNO3, empregando -se íons Cr2O42- como
indicador do ponto final, o método é
Argentimétrico.

Titulação de retorno

Se, por exemplo, for empregado íons Ag+ para titular cloreto, sendo Ag+
colocado em excesso, e no retorno ou titulação reversa, o excesso de íons Ag+,
for titulado com íons SCN-, empregando-se íons Fe(III), como indicador do
ponto final, o método é Argentométrico.
MÉTODOS DE TITULAÇÃO DIRETOS E MÉTODOS DE TITULAÇÃO DE
RETORNO

Do mesmo modo, se o iodo, como solução de I3-, for


DIFERENÇAS empregado diretamente para titular ácido Ascórbico,
e se empregar o amido como indicador do excesso de
iodo, o método é Iodimétrico.

Titulação de retorno

Se for empregado, por exemplo, uma solução de ClO-, em meio ligeiramente ácido, para
determinar o teor de As, como As2O3 (arsênico), colocando-se um excesso da solução do
oxidante hipoclorito, adicionando-se ao meio reacional um excesso de KI, para
transformar todo o hipoclorito em I3-, titulando-se com solução padrão de tiosulfato de
sódio, até o ponto final de desaparecimento da cor azul do amido-iodo, o método é
Iodométrico.
VOLUMETRIA DE NEUTRALIZAÇÃO

Quando o analito ou titulante são espécies


ácidas e básicas
CARACTERÍSTICA DESCRIÇÃO
Tipo de reação • Ácido – Base
Solução padrão • Um ácido ou uma base
Indicador • Deve ser sensível a mudança de pH do
sistema
Equilíbrio • Ácidos e bases fortes e fracas
• Ácidos e bases polipróticas
• Determinação de acidez em corpos
d´água
• Determinação de alcalinidade
• Padronização de soluções ácidas e
Aplicações básicas
• Sais de amônio
• Nitratos e nitritos
• Carbonatos
• Ácido fosfórico em refrigerantes
VOLUMETRIA DE NEUTRALIZAÇÃO

ANÁLISE ELEMENTAR

ANALITO CONVERSÃO PROCESSO DE TITULAÇÃO


QUÍMICA ABSORÇÃO OU COM
PRECIPITAÇÃO
N NH3 NH3(g) + H3O+(aq)  Adição de
NH4+(aq) + H2O excesso de
HCl e titulação
com NaOH
C CO2 CO2(g) + Ba(OH)2(aq)  Adição de
Ba(CO3)(s) + H2O excesso de
Ba(OH)2 e
titulação com
HCl
Violeta de metila

Azul de timol

Amarelo de metila

Azul de bromofenol

Alaranjado de metila
VOLUMETRIA DE NEUTRALIZAÇÃO

Vermelho de metila

Litmus
INDICADORES ÁCIDO BASE

Azul de bromotimol

Vermelho fenol

Fenolftaleína

Timolftaleína

Amarelo de alizarina
VOLUMETRIA DE NEUTRALIZAÇÃO

PADRÕES PRIMÁRIOS USUAIS

PADRÃO PRIMÁRIO USO

Carbonato de Sódio Padronizar ácidos

Tris-(hidroximetil)aminometano (OHCH2)3CNH2 Padronizar ácidos


TRIS ou THAM

Tetraborato de sódio Na2B4O7 . 10H2O Padronizar bases

Biftalato de potássio KHC8H4O4 Padronizar bases

Ácido benzóico Padronizar bases

Hidrogeno iodato de potássio KH(IO3)2 Padronizar bases


VOLUMETRIA DE COMPLEXAÇÃO

Quando o titulante é uma substância que reage com o


ANALITO, formando um COMPLEXO
CARACTERÍSTICA DESCRIÇÃO
Tipo de reação • Ácido-base com formação de um
complexo
Solução padrão • Agente LIGANTE ou complexante
orgânico ou inorgânico
Indicador • Corantes orgânicos que formam
quelatos coloridos
Equilíbrio • Complexação
• Determinação de metais
Aplicações • Determinação da dureza de água
(Cálcio + magnésio)

Um AGENTE LIGANTE é um íon


ou molécula que forma uma
ligação covalente com um cátion
ou átomo metálico por meio da
doação de um par de elétrons
VOLUMETRIA DE COMPLEXAÇÃO

INDICADORES

Calmagita
Negro de eriocromo T
VOLUMETRIA DE COMPLEXAÇÃO

APLICAÇÕES

AGENTES LIGANTES INORGÂNICOS

TITULANTE ANALITO OBSERVAÇÃO


Hg(NO3)2 Br- ; Cl- ; CN- Os produtos são complexos
de Hg2+ neutros
AgNO3 CN- O produto é Ag(CN)2- ; O
indicador é I-
KCN Cu2+ ; Hg2+ O produto é Cu(CN)42- e
Hg(CN)2

AGENTES LIGANTES ORGÂNICOS


ANALITO LIGANTE REAÇÃO
Ca + Mg EDTA (Y4-) Ca2+(aq) + Y4-(aq)  CaY2-(aq)
Zn 8- nHX(aq) + Zn2+(aq)  ZnXn(aq) + H+(aq)
hidroxiquinolina
APLICAÇÕES

1. “Os métodos oficiais de análise correspondem a um conjunto de métodos que já


foram testados por muitos analistas e são considerados por uma comunidade
científica específica os mais adequados para determinadas análises. Ou seja, os
métodos oficiais são aqueles que fornecem resultados rápidos, seletivos e específicos
(sensíveis)”.
Distribuição das determinações nos 336 métodos analíticos da
AOAC que envolvem titulação na fase de quantificação

Fonte: Juliana Terra e Adriana Vitorino Rossi. Quim. Nova, Vol. 28, No. 1, 166-171, 2005