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Livro Eletrônico

Aula 09

Administração Financeira e Orçamentária p/ STM (AJAA) Com videoaulas - Pós-edital

Professor: Sérgio Mendes


Administração Financeira e Orçamentária p/ STM
Teoria e Questões Comentadas
Prof. Sérgio Mendes Aula 09

AULA 9: RESTOS A PAGAR, DESPESAS DE EXERCÍCIOS


ANTERIORES E SUPRIMENTO DE FUNDOS

APRESENTAÇÃO DO TEMA
SUMÁRIO
APRESENTAÇÃO DO TEMA .......................................................................... 1

1. RESTOS A PAGAR ............................................................................. 2


2. DESPESAS DE EXERCÍCIOS ANTERIORES .................................................16
3. SUPRIMENTO DE FUNDOS ..................................................................20

..................................................................................30

QUESTÕES DE CONCURSOS ANTERIORES - CESPE .............................................38


LISTA DE QUESTÕES COMENTADAS NESTA AULA .............................................67
GABARITO ............................................................................................79

Olá amigos! Como é bom estar aqui!

“Uma lenda conta que duas crianças patinavam em cima de um lago


congelado. Era uma tarde nublada e fria e as crianças brincavam sem
preocupação. De repente, o gelo se quebrou e uma das crianças caiu na
água.
A outra criança vendo que seu amiguinho se afogava de baixo do gelo, pegou
uma pedra e começou a golpear com todas as suas forças, conseguindo
quebrá-lo e salvar seu amigo.

Quando os bombeiros chegaram e viram o que havia acontecido,


perguntaram ao menino:
_ Como você conseguiu fazer isso? É impossível que você tenha quebrado o
gelo com essa pedra e suas mãos tão pequenas!
Nesse instante apareceu um ancião e disse:
_ Eu sei como ele conseguiu.

Todos perguntaram: ‘Como?’


O ancião respondeu:
_ Não havia ninguém ao seu redor para dizer-lhe que ele não seria capaz.”

Você é capaz!!! Estudaremos nesta aula os temas Restos a Pagar, Despesas de


Exercícios Anteriores e Suprimento de Fundos.

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1. RESTOS A PAGAR

Depois que é feito o empenho tendo como base a dotação orçamentária à


respectiva despesa, tem-se o início do cumprimento do contrato, convênio ou
determinação legal.

O próximo passo é a liquidação da despesa, a qual consiste na verificação do


direito do credor com base nos títulos e documentos comprobatórios do
respectivo crédito, tendo por finalidade apurar a origem e o objeto do que se
deve pagar, a importância exata, e a quem se deve pagar para extinguir a
obrigação.

No entanto, se a despesa não for paga até o término do exercício financeiro,


dia 31 de dezembro, o crédito poderá ser inscrito em “restos a pagar”, com o
pagamento podendo realizar-se em exercício subsequente, caso se concluam
os estágios faltantes.

Consideram-se restos a pagar (RP) ou resíduos passivos as despesas


empenhadas, mas não pagas dentro do exercício financeiro, logo, até o dia 31
de dezembro1.

Os restos a pagar, excluídos os serviços da dívida, constituem-se em


modalidade de dívida pública flutuante e são registradas por exercício e por
credor, distinguindo-se as despesas processadas das não processadas2.

IMPORTANTE

O entendimento dos estágios da despesa é importante porque a


Lei 4.320/1964 distingue as despesas em processadas e não processadas. As
despesas processadas referem-se a empenhos executados e liquidados,
prontos para o pagamento; as despesas não processadas são os empenhos
de contratos e convênios em plena execução; logo, ainda não existe direito
1
Art. 36, caput, da Lei 4320/1964.
2
Art. 92 da Lei 4320/1964.

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líquido e certo do credor. Por exemplo, caso a Administração Pública assine
contrato com um laboratório para o fornecimento de vacinas contra o sarampo
e, ao final do exercício, ainda não se saiba o número exato de crianças que
serão vacinadas, tal despesa não poderá ser liquidada e será considerada não
processada, pois ficará pendente a verificação do direito líquido e certo do
credor e da importância exata a pagar. Enquanto não ocorrer a verificação do
implemento da condição prevista, não haverá o reconhecimento da liquidez do
direito do credor, não podendo o empenho ser considerado liquidado. Assim, a
despesa será inscrita em restos a pagar não processados.

Ressalto que a despesa pública deve passar pelos estágios da execução:


empenho, liquidação e pagamento. Assim, o pagamento dos restos a pagar
não processados, o qual passou apenas pelo estágio do empenho, também só
poderá ocorrer após a sua regular liquidação.

São as despesas empenhadas, mas não pagas dentro do exercício


financeiro. Podem ser:

Processados: empenhados, liquidados e não pagos.

Ou seja: restos a pagar processados = liquidado - pago


Restos a Pagar
Não Processados: empenhados, não liquidados e não pagos.

Ou seja: restos a pagar não processados = empenhado - liquidado

IMPORTANTE

(CESPE – Analista Judiciário - TRE/PE - 2017) Restos a pagar são


despesas pendentes de empenho e pagamento quando do
encerramento do exercício financeiro.

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Restos a pagar são despesas empenhadas e pendentes de pagamento


quando do encerramento do exercício financeiro.
Resposta: Errada

(CESPE – Analista Judiciário - TRE/PE - 2017) Os restos a pagar e os


serviços da dívida são exemplos de dívida fundada.

Os restos a pagar e os serviços da dívida são exemplos de dívida flutuante.


Resposta: Errada

(ESAF – Analista Administrativo – ANAC – 2016) Restos a Receber são


as receitas lançadas mas não recolhidas dentro do exercício financeiro,
ou seja, até 31 de dezembro.

Restos a pagar são as despesas empenhadas, mas não pagas dentro do


exercício financeiro, logo, até o dia 31 de dezembro.
Resposta: Errada

(FGV – Auditor do Tesouro – Pref. do Recife/PE – 2014) Os restos a


pagar representam as despesas empenhadas e pagas até o dia 31 de
dezembro.

Os restos a pagar representam as despesas empenhadas e não pagas até o


dia 31 de dezembro.
Resposta: Errada

Os empenhos referentes a despesas já liquidadas e não pagas, assim como os


empenhos não anulados, serão inscritos em Restos a Pagar no encerramento
do exercício (31/12) pelo valor devido ou, se não conhecido, pelo valor
estimado, desde que satisfaça às condições estabelecidas para empenho e
liquidação da despesa, pois se referem a encargos incorridos no próprio
exercício.
IMPORTANTE

No caso de estimativa, são possíveis duas situações:

- Valor real > valor inscrito em RP: a diferença será empenhada à conta
de despesas de exercícios anteriores.
- Valor real < valor inscrito em RP: o saldo existente será cancelado.

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IMPORTANTE

Pessoal, não chega a ser exatamente uma novidade, já que a alteração que
vou comentar ocorreu em dezembro de 2011. Chamei de “novidade” por ter
sido a última alteração na matéria e porque muitos alunos eventualmente
podem resolver questões mais antigas sobre o tema e ficar na dúvida do
motivo do gabarito oficial da época não bater com o que será estudado aqui. Já
sabe que se isso ocorrer é porque tivemos uma mudança no tema Restos a
Pagar.

É uma atualização relativamente pequena no Decreto 93.872/1986,


considerando que ele tem mais de 150 artigos. Porém, é muito importante!
A mudança está unicamente no art. 68 e seu parágrafo único. Na verdade,
houve várias inclusões nesse dispositivo e duas alterações. Foram realizadas
pelo Decreto 7.654, de 23/12/2011.

Antes, para relembrar:

Restos a Pagar - RP: são as despesas empenhadas, mas não pagas dentro
do exercício financeiro, logo, até o dia 31 de dezembro. São classificados
como:
RP processados: empenhados e liquidados, porém não pagos.
RP não processados: empenhados, porém não liquidados e não pagos.

RP é como são chamados informalmente os Restos a


Pagar em diversos órgãos públicos, para você ir se acostumando (outros
órgãos chamam de “RAP”).

As mudanças foram nos RP não processados!

ALTERAÇÕES

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Alteração 1: impossibilidade de inscrição automática de Restos a Pagar


Não Processados. Isso agora depende da observância de algumas
regras do Decreto.

De:
Art. 68. A inscrição de despesas como restos a pagar será automática, no
encerramento do exercício financeiro de emissão da Nota de Empenho, desde
que satisfaça às condições estabelecidas neste Decreto para empenho e
liquidação da despesa.

Para:
Art. 68. A inscrição de despesas como restos a pagar no encerramento do
exercício financeiro de emissão da Nota de Empenho depende da observância
das condições estabelecidas neste Decreto para empenho e liquidação da
despesa.
§ 1o A inscrição prevista no caput como restos a pagar não processados fica
condicionada à indicação pelo ordenador de despesas.

Comentário: Assim, não existe a inscrição automática. Deve haver a


indicação do Ordenador de Despesas e ser observadas as regras do Decreto
93.872/1986, que permanecem as mesmas:

Art. 35. O empenho de despesa não liquidada será considerado anulado em 31


de dezembro, para todos os fins, salvo quando:
I - vigente o prazo para cumprimento da obrigação assumida pelo credor, nele
estabelecida;
II - vencido o prazo de que trata o item anterior, mas esteja em cursos a
liquidação da despesa, ou seja de interesse da Administração exigir o
cumprimento da obrigação assumida pelo credor;
III - se destinar a atender transferências a instituições públicas ou privadas;
IV - corresponder a compromissos assumido no exterior.

Alteração II: Os Restos a Pagar Não Processados terão validade até 30


de junho do segundo ano subsequente ao da sua inscrição, com
algumas exceções.

De:
Parágrafo único. Os restos a pagar inscritos na condição de não processados e
não liquidados posteriormente terão validade até 31 de dezembro do ano
subsequente de sua inscrição

Para:
§ 2o Os restos a pagar inscritos na condição de não processados e não
liquidados posteriormente terão validade até 30 de junho do segundo ano
subsequente ao de sua inscrição, ressalvado o disposto no § 3o.

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Comentário: antes era 31/12 do ano subsequente, agora é 30/06 do


segundo ano subsequente ao da sua inscrição. Porém, há exceções, que
chamo aqui de inclusões ao texto do artigo.

INCLUSÕES

Inclusão I: as exceções quanto ao término de validade em 30 de junho


do segundo ano subsequente à inscrição dos RP Não Processados.

§ 3o Permanecem válidos, após a data estabelecida no § 2o, os restos a pagar


não processados que:
I - refiram-se às despesas executadas diretamente pelos órgãos e entidades da
União ou mediante transferência ou descentralização aos Estados, Distrito
Federal e Municípios, com execução iniciada até a data prevista no § 2o; ou
II - sejam relativos às despesas:
a) do Programa de Aceleração do Crescimento - PAC;
b) do Ministério da Saúde; ou
c) do Ministério da Educação financiadas com recursos da Manutenção e
Desenvolvimento do Ensino.

§ 4o Considera-se como execução iniciada para efeito do inciso I do § 3o:


I - nos casos de aquisição de bens, a despesa verificada pela quantidade
parcial entregue, atestada e aferida; e
II - nos casos de realização de serviços e obras, a despesa verificada pela
realização parcial com a medição correspondente atestada e aferida.

Comentário: permanecem válidos os RP não processados que tenha


execução iniciada antes de 30 de junho. O conceito de execução iniciada
também é apresentado:
_ no caso de aquisição de bens: é a quantidade parcial entregue, atestada e
aferida;
_ no caso de serviços e obras: é a realização parcial medida, atestada e
aferida.

Também permanecem igualmente válidos os restos a pagar não processados


de despesas do PAC, do Ministério da Saúde e as financiadas com recursos da
Manutenção e Desenvolvimento do Ensino do Ministério da Educação. Duas
observações:
_ tais despesas permanecem válidas independentemente do artigo anterior, ou
seja, não precisam estar incluídas como de execução iniciada;
_ no caso do PAC e do Ministério da Saúde, são todas as despesas. Entretanto,
no Ministério da Educação, são apenas os recursos que chamamos de MDE
(Manutenção e Desenvolvimento do Ensino), que são aqueles vinculados pela
Constituição Federal.

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Inclusão II: regras de gestão.

§ 5º Para fins de cumprimento do disposto no § 2º, a Secretaria do Tesouro


Nacional do Ministério da Fazenda efetuará, na data prevista no referido
parágrafo, o bloqueio dos saldos dos restos a pagar não processados e não
liquidados, em conta contábil específica no Sistema Integrado de
Administração Financeira do Governo Federal - SIAFI.
§ 6º As unidades gestoras executoras responsáveis pelos empenhos
bloqueados providenciarão os referidos desbloqueios que atendam ao disposto
nos §§ 3º, inciso I, e 4º para serem utilizados, devendo a Secretaria do
Tesouro Nacional do Ministério da Fazenda providenciar o posterior
cancelamento no SIAFI dos saldos que permanecerem bloqueados.
§ 7º Os Ministros de Estado, os titulares de órgãos da Presidência da
República, os dirigentes de órgãos setoriais dos Sistemas Federais de
Planejamento, de Orçamento e de Administração Financeira e os ordenadores
de despesas são responsáveis, no que lhes couber, pelo cumprimento do
disposto neste artigo.
§ 8º A Secretaria do Tesouro Nacional do Ministério da Fazenda, no âmbito de
suas competências, poderá expedir normas complementares para o
cumprimento do disposto neste artigo.

Comentário: aqui não há o que acrescentar. São regras para a gestão dos
RP não processados, de observância principalmente pela STN e pelas Unidades
Gestoras Executoras.
Validade de um ano e meio pra frente
IMPORTANTE

Já no que se refere aos restos a pagar processados, consoante Parecer


401/2000 da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional, o cancelamento de restos
a pagar processados caracteriza forma de enriquecimento ilícito, tendo em vista

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que o fornecedor de bens/serviços cumpriu com a obrigação de fazer e a
Administração não poderá deixar de cumprir com a obrigação de pagar sob pena
de estar descumprindo o princípio da moralidade que rege a Administração
Pública, previsto no art. 37 da CF/1988. Assim, os restos a pagar
processados não podem ser cancelados.

No entanto, segundo o art. 70 do Decreto 93.872/1986, o qual é baseado na


legislação civil, prescreve em cinco anos a dívida passiva relativa aos restos a
pagar. Logo, as dívidas com RP, ainda que liquidadas, não podem perdurar
indefinidamente.

Os restos a pagar com prescrição interrompida, os quais são aqueles cuja


inscrição tenha sido cancelada, mas ainda vigente o direito do credor, poderão
ser pagos à conta de despesas de exercícios anteriores, respeitada a categoria
própria.

Ainda consoante o Decreto 93.872/1986:


“Art. 15. Os restos a pagar constituirão item específico da programação
financeira, devendo o seu pagamento efetuar-se dentro do limite de saques
fixado.”

Os restos a pagar são constituídos por recursos correspondentes a exercícios


financeiros já encerrados. No entanto, integram a programação financeira do
exercício em curso.
IMPORTANTE

Os empenhos que sorvem a conta de créditos com vigência plurianual, que


não tenham sido liquidados, só serão computados como restos a pagar no
último ano de vigência do crédito3. Ou seja, durante os outros anos só serão
inscritos em restos a pagar os créditos plurianuais liquidados.
Exemplo: determinado crédito adicional especial com vigência plurianual teve
no primeiro ano:

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Art. 36, parágrafo único, da Lei 4320/1964.
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Empenhados: R$ 200 mil.
Liquidados: R$ 160 mil.
Pagos: R$ 130 mil.

Assim, apenas R$ 30 mil (liquidados e não pagos) serão inscritos em restos a


pagar no primeiro ano, porque os empenhos que sorvem a conta de créditos
com vigência plurianual, que não tenham sido liquidados, só serão computados
como restos a pagar no último ano de vigência do crédito.

IMPORTANTE

A redução ou cancelamento, no exercício financeiro, de compromisso que


caracterizou o empenho, implicará sua anulação parcial ou total. A importância
correspondente será revertida à respectiva dotação orçamentária.

De acordo apenas com a Lei 4320/1964, quando a anulação de despesa


ocorrer após o encerramento do exercício, considerar-se-á receita
orçamentária do ano em que se efetivar4. Entretanto, o Manual de
Contabilidade Aplicada ao Setor Público - MCASP dispõe que não devem ser
reconhecidos como receitas orçamentárias os recursos financeiros oriundos de
cancelamento de despesas inscritas em restos a pagar, o qual consiste na
baixa da obrigação constituída em exercícios anteriores, portanto, trata-se de
restabelecimento de saldo de disponibilidade comprometida, originária de
receitas arrecadadas em exercícios anteriores e não de uma nova receita a ser
registrada. O cancelamento de restos a pagar não se confunde com o
recebimento de recursos provenientes do ressarcimento ou da restituição de
despesas pagas em exercícios anteriores que devem ser reconhecidos como
receita orçamentária do exercício.

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Art. 38 da Lei 4320/1964.
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IMPORTANTE

As despesas extraorçamentárias são aquelas que não constam da Lei


Orçamentária e decorrem da contrapartida da receita extraorçamentária.
Provêm da obrigação de devolver o valor arrecadado transitoriamente, como
os valores de depósitos e cauções, de pagamentos de restos a pagar e de
resgate de operações de crédito por antecipação de receita orçamentária.
Se uma despesa for empenhada em um exercício e somente for paga no
exercício seguinte, ela deve ser contabilizada como pertencente ao exercício do
empenho. Assim, os restos a pagar serão contabilizados como despesas
extraorçamentárias, já que o empenho foi efetuado dentro do orçamento do
exercício anterior.

Inicialmente, a despesa é orçamentária, fixada na LOA.


Na Contabilidade Pública, se essa despesa vier a ser
inscrita em restos a pagar no fim do exercício, será
necessário computá-la como RP do exercício na receita
extraorçamentária do balanço financeiro, para
compensar sua inclusão na despesa orçamentária da
Situações de RP como LOA daquele ano5.
receita e como despesa Na contrapartida, também no balanço financeiro, os RP,
extraorçamentária quando forem pagos, serão classificados como
despesas extraorçamentárias.

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Art. 103, parágrafo único, da Lei 4320/1964.
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IMPORTANTE

De acordo com o art. 71 da CF/1988, o Tribunal de Contas da União tem o


dever de elaborar relatório e emitir parecer prévio sobre as contas prestadas
anualmente pelo Presidente da República, cabendo, exclusivamente, ao
Congresso Nacional, julgar as contas prestadas e apreciar os relatórios sobre a
execução dos planos de governo, conforme o inciso IX do art. 49 da CF/1988.

Os restos a pagar têm tido uma atenção crescente e relevante nos relatórios
apresentados pelo TCU, conforme se comprova no relatório apresentado sobre
contas do Governo da República, relativas aos últimos exercícios. O TCU
ressalva a manutenção de volume expressivo de restos a pagar não
processados, inscritos ou revalidados, o que compromete a programação
financeira e o planejamento governamental nos exercícios seguintes. O TCU
tem mostrado preocupação com o acompanhamento e o controle das contas
referentes a restos a pagar, em virtude do expressivo volume de recursos do
Governo Federal inscritos nessa rubrica nos últimos exercícios financeiros,
devido ao contingenciamento de dotações orçamentárias, promovendo sua
descompressão quase ao final do exercício.
No entanto, como a descompressão ocorre no final do exercício financeiro,
grande parte das despesas ainda não terá passado pelo estágio da liquidação
ao término do exercício, devendo ser inscritas em restos a pagar não
processados.

Em resumo, há um número excessivo de despesas inscritas em restos a pagar


a cada ano, principalmente em restos a pagar não processados.

E para evitar abusos em fim de mandato, a LRF determina:


“Art. 42. É vedado ao titular de Poder ou órgão referido no art. 20, nos últimos
dois quadrimestres do seu mandato, contrair obrigação de despesa que não
possa ser cumprida integralmente dentro dele, ou que tenha parcelas a serem
pagas no exercício seguinte sem que haja suficiente disponibilidade de caixa
para este efeito.
Parágrafo único. Na determinação da disponibilidade de caixa serão
considerados os encargos e despesas compromissadas a pagar até o final do
exercício.”

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O MCASP observa que, embora a Lei de Responsabilidade Fiscal não aborde o


mérito do que pode ou não ser inscrito em restos a pagar, veda contrair
obrigação no último ano do mandato do governante sem que exista a
respectiva cobertura financeira, desta forma, eliminando as heranças fiscais.

IMPORTANTE

(CESPE – Analista Judiciário - TRE/PE - 2017) Se determinada


entidade pública empenhar R$ 100 de despesa orçamentária e
inscrever 30% desse valor em restos a pagar, então, ao se elaborar o
balanço financeiro dessa entidade ao final do exercício, os restos a
pagar deverão ser computados no rol das receitas extraorçamentárias,
para compensar sua inclusão na despesa orçamentária.

Inicialmente, a despesa é orçamentária, fixada na LOA. Na Contabilidade


Pública, se essa despesa vier a ser inscrita em restos a pagar no fim do
exercício, será necessário computá-la como RP do exercício na receita
extraorçamentária do balanço financeiro, para compensar sua inclusão na
despesa orçamentária da LOA daquele ano
Resposta: Certa

(IADES – Analista - Hemocentro – 2017) Consideram-se Restos a


Pagar as despesas empenhadas, mas não pagas até o dia 31 de
dezembro. As despesas não liquidadas não terão os respectivos
empenhos anulados ao fim do exercício quando vencido o prazo para
cumprimento da obrigação assumida pelo credor, ou quando vencido o
prazo, porém desde que esteja em curso a liquidação da despesa, ou
caso seja do interesse da Administração exigir o cumprimento da
obrigação assumida pelo credor, ou ainda quando se destinar a
atender transferências a instituições públicas, exceto quando
corresponder a compromissos assumidos no exterior.

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No Decreto 93.872/1986:
Art. 35. O empenho de despesa não liquidada será considerado anulado em 31
de dezembro, para todos os fins, salvo quando:
I - vigente o prazo para cumprimento da obrigação assumida pelo credor, nele
estabelecida;
II - vencido o prazo de que trata o item anterior, mas esteja em cursos a
liquidação da despesa, ou seja de interesse da Administração exigir o
cumprimento da obrigação assumida pelo credor;
III - se destinar a atender transferências a instituições públicas ou privadas;
IV - corresponder a compromissos assumido no exterior.

Resposta: Errada

(FGV – Oficial de Chancelaria – MRE – 2016) Os restos a pagar são


despesas que não completaram todos os estágios da execução
orçamentária até o encerramento de um exercício financeiro. De
acordo com as disposições da Lei de Responsabilidade Fiscal, os restos
a pagar devem ser inscritos com suficiente disponibilidade de caixa.

Os restos a pagar devem ser inscritos com suficiente disponibilidade de caixa.


De acordo com a LRF, é vedado ao titular de Poder ou órgão, nos últimos dois
quadrimestres do seu mandato, contrair obrigação de despesa que não possa
ser cumprida integralmente dentro dele, ou que tenha parcelas a serem pagas
no exercício seguinte sem que haja suficiente disponibilidade de caixa para
este efeito.
Resposta: Certa

(ESAF – Analista Administrativo – ANAC – 2016) Em regra, os restos a


pagar inscritos na condição de não processados e não liquidados
posteriormente terão validade até 30 de junho do segundo ano
subsequente ao de sua inscrição.

Em regra, os restos a pagar inscritos na condição de não processados e não


liquidados posteriormente terão validade até 30 de junho do segundo ano
subsequente ao de sua inscrição.
Resposta: Certa

(FCC – Analista Judiciário - TRT/16 – 2014) Considere as despesas


orçamentárias empenhadas, liquidadas e pagas até 31.12.2013, nos
termos da Lei Federal nº 4.320/64.

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A soma das despesas correntes empenhadas e inscritas em restos a


pagar processados é R$ 100.000,00.

DESPESAS CORRENTES

LIQUIDADAS PAGAS

Obrigações patronais 120.000,00 90.000,00

Material de expediente 30.000,00 20.000,00

Aluguel de imóvel 50.000,00 40.000,00

Total 200.000,00 150.000,00

Restos a pagar processados = liquidado – pago = 200.000,00 - 150.000,00 =


50.000,00

Resposta: Errada

(FGV – Auditor do Tesouro – Pref. do Recife/PE – 2014) Os empenhos


que correrem à conta de créditos com vigência plurianual e que ainda
não foram liquidados, deverão ser contabilizados, como restos a pagar,
no primeiro ano de vigência do crédito.

Os empenhos que correrem à conta de créditos com vigência plurianual e que


ainda não foram liquidados, deverão ser contabilizados, como restos a pagar,
no último ano de vigência do crédito.
Resposta: Errada

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2. DESPESAS DE EXERCÍCIOS ANTERIORES

As Despesas de Exercícios Anteriores são dívidas resultantes de


compromissos gerados em exercícios financeiros anteriores àqueles em que
ocorrerão os pagamentos.

São as despesas relativas a exercícios encerrados, para as


quais o orçamento respectivo consignava crédito próprio,
com saldo suficiente para atendê-las, que não se tenham
processado na época própria, bem como os Restos a Pagar
com prescrição interrompida e os compromissos
reconhecidos após o encerramento do exercício
Despesas de correspondente.
Exercícios Anteriores6 Poderão ser pagos à conta de dotação específica
consignada no orçamento, discriminada por elementos,
obedecida, sempre que possível, a ordem cronológica.

Vamos destrinchar o dispositivo acima:


 Despesas relativas a exercícios encerrados, para as quais o
orçamento respectivo consignava crédito próprio, com saldo
suficiente para atendê-las, que não se tenham processado na
época própria: ao final de um exercício, determinada despesa pode não
ter sido processada, porque o empenho pode ter sido considerado
insubsistente e anulado. No entanto, o credor havia, dentro do prazo
estabelecido, cumprido sua obrigação. Nesse caso, quando o pagamento
vier a ser reclamado, a despesa poderá ser empenhada novamente em
Despesas de Exercícios Anteriores.
 Restos a Pagar com prescrição interrompida: ainda que os saldos
remanescentes dos Restos a Pagar sejam cancelados após o término do
prazo previsto, o direito do credor prescreve apenas em cinco anos. Os
Restos a Pagar com prescrição interrompida, os quais são aqueles cuja
inscrição tenha sido cancelada, mas ainda está vigente o direito do
credor, poderão ser pagos à conta de despesas de exercícios anteriores,
respeitada a categoria própria.
 Compromissos reconhecidos após o encerramento do exercício
correspondente: algumas obrigações de pagamento criadas em virtude
de lei podem ser reconhecidas pela autoridade competente após o fim do
exercício financeiro em que foram gerados, ainda que não tenha saldo na
dotação própria ou que a dotação não tenha sido prevista. Como
exemplo, é o que ocorrerá se a Administração Pública reconhecer dívida
correspondente a vários anos de diferenças em gratificações de
servidores públicos em atividade. As despesas decorrentes da decisão
referentes aos anos anteriores deverão ir à conta de despesas de
exercícios anteriores, classificadas como despesas correntes; as dos
meses do exercício financeiro corrente serão pagas no elemento de
despesa próprio.

6
Art. 37 da Lei 4320/1964.
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IMPORTANTE

Para o pagamento das despesas de exercícios anteriores, a despesa deve ser


empenhada novamente, comprometendo, desse modo, o orçamento vigente à
época do efetivo pagamento. Há necessidade de nova autorização
orçamentária. Na classificação por natureza da despesa, há um elemento de
despesa específico denominado “despesas de exercícios anteriores”. Assim, as
Despesas de Exercícios Anteriores são orçamentárias, pois seu pagamento
ocorre à custa do orçamento vigente.

As Despesas de Exercícios Anteriores são orçamentárias.

As dívidas de exercícios anteriores, que dependam de requerimento do


favorecido, prescrevem em cinco anos, contados da data do ato ou fato que
tiver dado origem ao respectivo direito.

Ainda, o reconhecimento da obrigação de pagamento de despesas de


exercícios anteriores cabe à autoridade competente para empenhar a
despesa7.

7
Art. 22, § 1º, do Decreto 93.872/1986.
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IMPORTANTE

Importante destacar que as despesas de exercícios anteriores não se


confundem com restos a pagar, já que sequer foram empenhadas ou, se
foram, tiveram seus empenhos anulados ou cancelados.

IMPORTANTE

(CESPE – Analista Judiciário - TRE/PE - 2017) A despesa com inscrição


em restos a pagar cancelada constitui uma despesa de exercício
anterior se o direito do credor ainda estiver em vigor.

Os Restos a Pagar com prescrição interrompida, os quais são aqueles cuja


inscrição tenha sido cancelada, mas ainda está vigente o direito do credor,

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poderão ser pagos à conta de despesas de exercícios anteriores, respeitada a
categoria própria.
Resposta: Certa

(CESPE – Auditor Fiscal de Controle Externo – TCE/SC – 2016) Se um


órgão público reconhecer dívida referente a exercício financeiro já
encerrado, a despesa poderá ser inscrita na conta de despesas de
exercícios anteriores, ainda que o orçamento respectivo não
consignasse crédito próprio para o pagamento.

O conceito de despesas de exercícios anteriores envolve as despesas relativas


a exercícios encerrados, para as quais o orçamento respectivo consignava
crédito próprio, com saldo suficiente para atendê-la, que não se tenham
processado na época própria; mas também envolve os Restos a Pagar com
prescrição interrompida e os compromissos reconhecidos após o encerramento
d
do exercício correspondente.
Resposta: Certa

(CETRO – Auditor – IF/PR - 2014) Restos a Pagar com prescrição


interrompida é possível de ser pago sob a rubrica de despesas de
exercícios anteriores.

Despesas de exercícios anteriores são aquelas relativas a exercícios


encerrados, para as quais o orçamento respectivo consignava crédito próprio,
com saldo suficiente para atendê-las, que não se tenham processado na época
própria, bem como os Restos a Pagar com prescrição interrompida e os
compromissos reconhecidos após o encerramento do exercício correspondente
(art. 37 da Lei 4320/1964).
Resposta: Certa

(CETRO – Auditor – IF/PR - 2014) Cabe à autoridade competente para


empenhar a despesa o reconhecimento da obrigação de pagar por um
serviço já realizado pelo fornecedor e não processado na época
própria.

O reconhecimento da obrigação de pagamento de despesas de exercícios


anteriores cabe à autoridade competente para empenhar a despesa (art. 22, §
1º, do Decreto 93.872/1986).
Resposta: Certa

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3. SUPRIMENTO DE FUNDOS

O processo tradicional da realização de despesas geralmente é demorado,


principalmente quando se exige prévia licitação. No entanto, o administrador
público vivencia situações que não podem se sujeitar ao processo normal, as
quais exigem ações imediatas que demandam a utilização de recursos
públicos. A finalidade do suprimento de fundos é exatamente atender a
situações atípicas que exijam pronto pagamento em espécie, que não podem
aguardar o processo normal, ou seja, é exceção à realização de procedimento
licitatório. As despesas que tenham caráter repetitivo não são passíveis de
concessão de suprimento de fundos já que serão consideradas previsíveis, não
se justificando, portanto, a sua excepcionalidade. deve existir dotação orçamentária
específica

O regime de adiantamento, suprimento de fundos, é aplicável aos casos de


despesas expressamente definidas eme lei e consiste na entrega de numerário a
servidor, sempre precedida de empenho na dotação própria, para o fim de
realizar despesas que pela excepcionalidade, a critério do ordenador de
despesa e sob sua inteira responsabilidade, não possam subordinar-se ao
processo normal de aplicação, nos seguintes casos8:
 Para atender despesas eventuais, inclusive em viagem e com serviços
especiais, que exijam pronto pagamento.
Sup. de fundos é
aplicável:
 Quando a despesa deva ser feita em caráter sigiloso, conforme se
classificar em regulamento.
 Para atender despesas de pequeno vulto, assim entendidas aquelas
cujo valor, em cada caso, não ultrapassar limite estabelecido em portaria
do Ministro da Fazenda.
IMPORTANTE

Vimos que o suprimento de fundos pode ser utilizado para atender despesas
eventuais, inclusive em viagem e com serviços especiais, que exijam pronto

8
Arts. 68 e 69 da Lei 4320/1964 c/c art. 45, caput e I a III, do Dec. 93.872/1986.
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pagamento. No que tange a viagens do Presidente e Vice-Presidente da
República, destaca-se o art. 9º, § 3º, do Decreto 5.992/2006, dispondo que:
Art. 9º Nos deslocamentos do Presidente da República e do Vice-Presidente da
República, no território nacional, as despesas correrão à conta dos recursos
orçamentários consignados, respectivamente, à Presidência da República e à
Vice-Presidência da República.
(...)
§ 3º As despesas de que trata o caput serão realizadas mediante a
concessão de suprimento de fundos a servidor designado pelo
ordenador de despesas competente, obedecido ao disposto no art. 47 do
Decreto nº 93.872, de 23 de dezembro de 1986.

IMPORTANTE

Os valores de um suprimento de fundos entregues ao suprido poderão


relacionar-se a mais de uma natureza de despesa, desde que precedidos
dos empenhos nas dotações respectivas, respeitados os valores de cada
natureza.

IMPORTANTE

A concessão de suprimento de fundos deverá respeitar os


estágios da execução da despesa pública: empenho,
liquidação e pagamento.

O pagamento ao suprido só será realizado após os estágios do empenho e


liquidação. É vedada a realização de despesa sem prévio empenho. É despesa
orçamentária. Entretanto, não representa uma despesa pelo enfoque
patrimonial, pois, no momento da concessão, não ocorre redução no
patrimônio líquido. Na liquidação da despesa orçamentária, ao mesmo tempo
em que ocorre o registro de um passivo, há também a incorporação de um

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ativo, que representa o direito de receber um bem ou serviço, objeto do gasto
a ser efetuado pelo suprido, ou a devolução do numerário adiantado.

IMPORTANTE

 A responsável por dois suprimentos, ou seja, é


permitida a concessão de até dois suprimentos com
prazo de aplicação não vencido.
 A servidor que tenha a seu cargo a guarda ou a
utilização do material a adquirir, salvo quando não
Não se concederá houver na repartição outro servidor.
suprimento de  A responsável por suprimento de fundos que, esgotado
fundos9: o prazo, não tenha prestado contas de sua aplicação.
 A servidor declarado em alcance.

Entende-se por servidor declarado em alcance aquele que não tenha prestado
contas do suprimento no prazo regulamentar ou cujas contas tenham sido
impugnadas, total ou parcialmente.

9
Art. 45, § 3º, do Decreto 93.872/1986.
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IMPORTANTE

(CESPE – Analista Judiciário – TRE/PI – 2016) Suprimento de fundos é


a autorização de execução orçamentária que, pela sua
excepcionalidade, não possui dotação orçamentária específica.

Suprimento de fundos é a autorização de execução orçamentária que, pela sua


excepcionalidade, não pode aguardar o processo normal de realização de
procedimento licitatório. Entretanto, deve existir dotação orçamentária
específica.
Resposta: Errada

(FCC – Analista do Tesouro Estadual – SEFAZ/PI – 2015) O regime de


adiantamento, também conhecido como suprimento de fundos,
consiste na entrega de numerário a servidor, sempre precedida de
prévio empenho, para a realização de despesas que não podem se
subordinar ao processo normal de aplicação. Nos termos da Lei nº
4.320/64, o servidor estará impedido de receber numerário para essa
finalidade se já for responsável por um outro adiantamento.

Não se concederá suprimento de fundos a responsável por dois suprimentos,


ou seja, é permitida a concessão de até dois suprimentos com prazo de
aplicação não vencido.
Resposta: Errada

(FCC – Analista Judiciário - TRT/2 - 2014) Conforme a Lei nº


4.320/1964, na execução do orçamento, é permitido conceder
suprimento de fundos para despesas com locomoção sem prévio
empenho na dotação própria.

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O regime de adiantamento é aplicável aos casos de despesas expressamente


definidos em lei e consiste na entrega de numerário a servidor, sempre
precedida de empenho na dotação própria para o fim de realizar despesas, que
não possam subordinar-se ao processo normal de aplicação (art. 68 da Lei
4320/1964).
Resposta: Errada

(FGV - Consultor Legislativo - Câmara do Recife/PE – 2014) O regime


de adiantamento consiste na entrega de numerário a servidor com o
objetivo de realizar despesa, que não possa subordinar-se ao processo
normal de execução orçamentária. Como se trata de um regime de
exceção, NÃO pode ser aplicado a despesas de pequeno valor.

O regime de adiantamento pode ser aplicado para despesas de pequeno vulto,


assim entendidas aquelas cujo valor, em cada caso, não ultrapassar limite
estabelecido em portaria do Ministro da Fazenda.
Resposta: Errada

Já sabemos que, excepcionalmente, a critério do ordenador de despesa e


sob sua inteira responsabilidade, poderá ser concedido suprimento de
fundos a servidor, sempre precedido do empenho na dotação própria às
despesas a realizar, e que não possa subordinar-se ao processo normal de
aplicação10. Ainda, o suprimento de fundos será contabilizado e incluído
nas contas do ordenador como despesa realizada; as restituições, por falta
de aplicação, parcial ou total, ou aplicação indevida, constituirão anulação de
despesa, ou receita orçamentária, se recolhidas após o encerramento do
exercício11.

IMPORTANTE

O servidor que receber suprimento de fundos é obrigado a prestar contas de


sua aplicação, procedendo-se, automaticamente, à tomada de contas se não o
fizer no prazo assinalado pelo ordenador de despesa, sem prejuízo das
providências administrativas para apuração das responsabilidades12. A

10
Art. 45, caput, do Decreto 93.872/1986.
11
Art. 45, § 1º, do Decreto 93.872/1986.
12
Art. 45, § 2º, do Decreto 93.872/1986.
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responsabilidade pela aplicação do suprimento de fundos, após sua aprovação
na respectiva prestação de contas, é da autoridade que o concedeu.
A importância aplicada até 31 de dezembro será comprovada até 15 de janeiro
seguinte13.

IMPORTANTE

O art. 47 do Dec. 93.872/1986 dispõe que:


Art. 47. A concessão e aplicação de suprimento de fundos, ou adiantamentos,
para atender a peculiaridades dos órgãos essenciais da Presidência da
República, da Vice-Presidência da República, do Ministério da Fazenda, do
Ministério da Saúde, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, do
Departamento de Polícia Federal do Ministério da Justiça, do Ministério das
Relações Exteriores, bem assim de militares e de inteligência, obedecerão ao
Regime Especial de Execução estabelecido em instruções aprovadas pelos
respectivos Ministros de Estado, vedada a delegação de competência.
Parágrafo único. A concessão e aplicação de suprimento de fundos de que trata
o caput restringe-se:
I – com relação ao Ministério da Saúde: a atender às especificidades
decorrentes da assistência à saúde indígena;
II – com relação ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento: a
atender às especificidades dos adidos agrícolas em missões diplomáticas no
exterior; e
III – com relação ao Ministério das Relações Exteriores: a atender às
especificidades das repartições do Ministério das Relações Exteriores no
exterior.

Esquematizando:

13
Art. 46, parágrafo único, do Decreto 93.872/1986.
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IMPORTANTE

A concessão de suprimento de fundos deverá ocorrer por meio do Cartão de


Pagamento do Governo Federal (CPGF)14, conhecido como Cartão Corporativo,
utilizando as contas de suprimento de fundos somente em caráter excepcional,
em que comprovadamente não seja possível utilizar o cartão.

O CPGF é instrumento de pagamento, emitido em nome da unidade gestora e


operacionalizado por instituição financeira autorizada, utilizado exclusivamente
pelo portador nele identificado, nos casos indicados em ato próprio da
autoridade competente. Ele permite o acompanhamento das despesas
realizadas com os recursos do Governo, facilita a prestação de contas e oferece
maior segurança às operações.

O Decreto 5.355/2005 dispõe sobre a utilização do CPGF pelos órgãos e


entidades da Administração Pública Federal direta, autárquica e fundacional,
integrantes do orçamento fiscal e da seguridade social, para pagamento de
despesas realizadas nos termos da legislação vigente, e dá outras
providências.

De acordo com o referido Decreto, a utilização do CPGF para pagamento de


despesas poderá ocorrer na aquisição de materiais e contratação de serviços
enquadrados como suprimento de fundos, sem prejuízo dos demais
instrumentos de pagamento previstos na legislação. No entanto, ato conjunto
dos Ministros de Estado do Planejamento, Orçamento e Gestão e da Fazenda
poderá autorizar a utilização do CPGF como forma de pagamento de outras
despesas15.

14
Art. 45, § 5º, do Decreto 93.872/1986.
15
Art. 2º do Decreto 5.355/2005.

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IMPORTANTE

Cartão corporativo

É vedada a utilização do CPGF na modalidade de saque, exceto no tocante às


despesas16:
 De que trata o art. 47, ou seja, decorrente de Regime Especial de
Execução estabelecido em instruções aprovadas pelos respectivos
Ministros de Estado, vedada a delegação de competência.
 Decorrentes de situações específicas do órgão ou entidade, nos termos
do autorizado em portaria pelo Ministro de Estado competente e nunca
superior a 30% do total da despesa anual do órgão ou entidade efetuada
com suprimento de fundos.
 Decorrentes de situações específicas da agência reguladora, nos termos
do autorizado em portaria pelo seu dirigente máximo e nunca superior a
30% do total da despesa anual da agência efetuada com suprimento de
fundos.

É vedada a abertura de conta bancária destinada à movimentação de


suprimentos de fundos.17
A Secretaria do Tesouro Nacional do Ministério da Fazenda encerrará as contas
bancárias destinadas à movimentação de suprimentos de fundos até 2 de
junho de 2008. Entretanto, poderão ser abertas novas contas bancárias
destinadas à movimentação de suprimento de fundos no caso dos órgãos dos
Poderes Legislativo e Judiciário, do Ministério Público da União e dos Comandos
Militares. Para os órgãos citados, poderão ser abertas novas contas bancárias
destinadas à movimentação de suprimento de fundos18.

16
Art. 45, § 6º, do Decreto 93.872/1986.
17
Art. 45-A do Decreto 93.872/1986.
18
Art. 3º do Decreto 6.370/2008.
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IMPORTANTE

Além de outras responsabilidades estabelecidas na legislação e na


regulamentação específica, para os efeitos da utilização do CPGF, ao ordenador
de despesas caberá definir o limite de utilização e o valor para cada portador
do cartão; alterar o limite da utilização do valor; e expedir a ordem para a
disponibilização dos limites, eletronicamente, junto ao estabelecimento
bancário. Entretanto, o portador do CPGF é responsável pela sua guarda e
uso.19 É vedada a aceitação de qualquer acréscimo no valor da despesa
decorrente da utilização do CPGF. 20

O CPGF é uma modalidade de pagamento, ou seja, não altera em nada os


procedimentos existentes para a utilização do suprimento de fundos e sua
prestação de contas. Se o ordenador de despesa impugnar as contas do suprido,
este deverá devolver, por meio do documento Guia de Recolhimento da União –
GRU, os valores das despesas não elegíveis, ou seja, aquelas que não foram
aceitas pelo ordenador de despesa da Unidade Gestora, por estar em desacordo
com o objeto do suprimento. Cabe ressaltar que a rotina de devolução vale
tanto para a conta bancária quanto para o cartão.

Nos pagamentos correspondentes ao fornecimento de bens ou pela prestação


de serviços efetuados por meio de Cartão de Pagamento do Governo Federal
(CPGF), pelos órgãos e pelas entidades da administração pública federal, ou
via cartões de crédito ou débito, a retenção será efetuada pelo órgão ou pela
entidade pagadora sobre o total a ser pago à empresa fornecedora do bem ou
prestadora do serviço, devendo o pagamento com o cartão ser realizado pelo
valor líquido, depois de deduzidos os valores do imposto e das contribuições
retidos, cabendo a responsabilidade pelo recolhimento destes ao órgão ou à
entidade adquirente do bem ou tomador dos serviços.

19
Art. 3º do Decreto 5.355/2005.
20
Art. 4º do Decreto 5.355/2005.

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Entretanto, o disposto acima não se aplica às despesas efetuadas com
suprimentos de fundos de que tratam os arts. 45 a 47 do Decreto nº
93.872/1986, e aos adiantamentos efetuados a empregados para despesas
miúdas de pronto pagamento.21

Atualmente, apenas as despesas de pequeno vulto possuem limites, com


percentuais baseados no art. 23 da Lei 8.666/1993.
IMPORTANTE

Repare que há valores diferenciados para a concessão total e por despesa


realizada; para obras e serviços de engenharia e para compras e serviços em
geral.

(FGV – Analista – IBGE – 2016) A utilização do CPGF para pagamento


de despesas poderá ocorrer na aquisição de materiais e contratação de
serviços enquadrados como suprimento de fundos.

De acordo com o Decreto 5.355/2005, a utilização do CPGF para pagamento


de despesas poderá ocorrer na aquisição de materiais e contratação de
serviços enquadrados como suprimento de fundos, sem prejuízo dos demais
instrumentos de pagamento previstos na legislação.
Resposta: Certa

(CESPE – Auditor Fiscal de Controle Externo – TCE/SC – 2016) Caso o


responsável por determinado suprimento de fundos restitua parte dos
recursos recebidos após o encerramento do exercício em que se deu o
suprimento, o valor restituído será contabilizado como receita
orçamentária.

O suprimento de fundos será contabilizado e incluído nas contas do ordenador


como despesa realizada; as restituições, por falta de aplicação, parcial ou total,
ou aplicação indevida, constituirão anulação de despesa, ou receita
orçamentária, se recolhidas após o encerramento do exercício.
Resposta: Certa

21
Art. 10 da IN RFB 1.234/2012.
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MEMENTO RESTOS A PAGAR, DEA E SUPRIMENTO DE FUNDOS

RESTOS A PAGAR

Consideram-se Restos a Pagar ou resíduos passivos as despesas empenhadas, mas não


pagas dentro do exercício financeiro.

São despesas extraorçamentárias e integram a programação financeira do exercício em


curso.

Os Restos a Pagar, excluídos os serviços da dívida, constituem-se em modalidade de


dívida pública flutuante e são registradas por exercício e por credor, distinguindo-se:
 Despesas processadas: referem-se a empenhos executados e liquidados, prontos
para o pagamento;
 Despesas não processadas: empenhos em plena execução, logo não existe ainda
direito líquido e certo do credor.

Restos a Pagar Processados: empenhados, liquidados e não pagos.

Ou seja: restos a pagar processados = liquidado - pago

Restos a Pagar Não Processados: empenhados, não liquidados e não pagos.

Ou seja: restos a pagar não processados = empenhado - liquidado

Na Contabilidade Pública, na estrutura do balanço financeiro, os Restos a Pagar são


classificados como receitas extraorçamentárias, para que na contrapartida, quando forem
pagos, sejam classificados como despesas extraorçamentárias.

Segundo a LRF, é vedado ao titular de Poder ou órgão, nos últimos dois quadrimestres do
seu mandato, contrair obrigação de despesa que não possa ser cumprida integralmente
dentro dele, ou que tenha parcelas a serem pagas no exercício seguinte sem que haja
suficiente disponibilidade de caixa para este efeito. Na determinação da disponibilidade de
caixa serão considerados os encargos e despesas compromissadas a pagar até o final do
exercício.

Os empenhos referentes a despesas já liquidadas e não pagas, assim como os empenhos


não anulados, serão inscritos em Restos a Pagar no encerramento do exercício pelo valor
devido ou, se não conhecido, pelo valor estimado.

Os Restos a Pagar processados não podem ser cancelados.

O empenho da despesa não liquidada será considerado anulado em 31/12 salvo


quando:

Vigente o prazo para cumprimento da obrigação assumida pelo credor, nele estabelecida;

Vencido o prazo do item anterior, mas esteja em curso a liquidação da despesa, ou seja
de interesse da Administração exigir o cumprimento da obrigação assumida pelo credor;

Se destinar a atender transferências a instituições públicas ou privadas;

Corresponder a compromissos assumidos no exterior.

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Restos a Pagar na Lei 4320/1964:

Art. 36. Consideram-se Restos a Pagar as despesas empenhadas mas não pagas até o
dia 31 de dezembro distinguindo-se as processadas das não processadas.
Parágrafo único. Os empenhos que sorvem a conta de créditos com vigência plurienal,
que não tenham sido liquidados, só serão computados como Restos a Pagar no último
ano de vigência do crédito.
(...)
Art. 92. A dívida flutuante compreende:
I - os restos a pagar, excluídos os serviços da dívida;
(...)
Parágrafo único. O registro dos restos a pagar far-se-á por exercício e por credor
distinguindo-se as despesas processadas das não processadas.
(...)
Art. 103. (...)
Parágrafo único. Os Restos a Pagar do exercício serão computados na receita
extraorçamentária para compensar sua inclusão na despesa orçamentária.

Restos a Pagar no Decreto 93.872/1986:

Art. 15. Os restos a pagar constituirão item específico da programação financeira,


devendo o seu pagamento efetuar-se dentro do limite de saques fixado.
(...)
Art. 67. Considerem-se Restos a Pagar as despesas empenhadas e não pagas até 31 de
dezembro, distinguindo-se as despesas processadas das não processadas.
§ 1º Entendem-se por processadas e não processadas, respectivamente, as despesas
liquidadas e as não liquidadas, na forma prevista neste decreto.
§ 2º O registro dos Restos a Pagar far-se-á por exercício e por credor.
Art. 68. A inscrição de despesas como restos a pagar no encerramento do exercício
financeiro de emissão da Nota de Empenho depende da observância das condições
estabelecidas neste Decreto para empenho e liquidação da despesa.
§ 1º A inscrição prevista no caput como restos a pagar não processados fica
condicionada à indicação pelo ordenador de despesas.
§ 2º Os restos a pagar inscritos na condição de não processados e não liquidados
posteriormente terão validade até 30 de junho do segundo ano subsequente ao de sua
inscrição, ressalvado o disposto no § 3º.
§ 3º Permanecem válidos, após a data estabelecida no § 2º, os restos a pagar não
processados que:
I - refiram-se às despesas executadas diretamente pelos órgãos e entidades da União ou
mediante transferência ou descentralização aos Estados, Distrito Federal e Municípios,
com execução iniciada até a data prevista no § 2º; ou
II - sejam relativos às despesas:

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a) do Programa de Aceleração do Crescimento - PAC;


b) do Ministério da Saúde; ou
c) do Ministério da Educação financiadas com recursos da Manutenção e Desenvolvimento
do Ensino.
§ 4º Considera-se como execução iniciada para efeito do inciso I do § 3º:
I - nos casos de aquisição de bens, a despesa verificada pela quantidade parcial
entregue, atestada e aferida; e
II - nos casos de realização de serviços e obras, a despesa verificada pela realização
parcial com a medição correspondente atestada e aferida.
§ 5º Para fins de cumprimento do disposto no § 2º, a Secretaria do Tesouro Nacional do
Ministério da Fazenda efetuará, na data prevista no referido parágrafo, o bloqueio dos
saldos dos restos a pagar não processados e não liquidados, em conta contábil específica
no Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal - SIAFI.
§ 6º As unidades gestoras executoras responsáveis pelos empenhos bloqueados
providenciarão os referidos desbloqueios que atendam ao disposto nos §§ 3º, inciso I, e
4º para serem utilizados, devendo a Secretaria do Tesouro Nacional do Ministério da
Fazenda providenciar o posterior cancelamento no SIAFI dos saldos que permanecerem
bloqueados.
§ 7º Os Ministros de Estado, os titulares de órgãos da Presidência da República, os
dirigentes de órgãos setoriais dos Sistemas Federais de Planejamento, de Orçamento e
de Administração Financeira e os ordenadores de despesas são responsáveis, no que lhes
couber, pelo cumprimento do disposto neste artigo.
§ 8º A Secretaria do Tesouro Nacional do Ministério da Fazenda, no âmbito de suas
competências, poderá expedir normas complementares para o cumprimento do disposto
neste artigo.
Art. 69. Após o cancelamento da inscrição da despesa como Restos a Pagar, o
pagamento que vier a ser reclamado poderá ser atendido à conta de dotação destinada a
despesas de exercícios anteriores.
Art. 70. Prescreve em cinco anos a dívida passiva relativa aos Restos a Pagar (CCB art.
178, § 10, VI).

DESPESAS DE EXERCÍCIOS ANTERIORES

As Despesas de Exercícios Anteriores são dívidas resultantes de compromissos


gerados em exercícios financeiros anteriores àqueles em que ocorrerão os pagamentos.

Poderão ser pagos à conta de dotação específica consignada no orçamento, discriminada


por elementos, obedecida, sempre que possível, a ordem cronológica.

São despesas orçamentárias, pois seu pagamento ocorre à custa do Orçamento


vigente.

São as despesas relativas a:


 Exercícios encerrados, para as quais o orçamento respectivo consignava crédito
próprio, com saldo suficiente para atendê-las, que não se tenham processado na
época própria,
 Restos a Pagar com prescrição interrompida;
 Compromissos reconhecidos após o encerramento do exercício correspondente.

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As dívidas de exercícios anteriores, que dependam de requerimento do favorecido,


prescrevem em cinco anos, contados da data do ato ou fato que tiver dado origem ao
respectivo direito.

DEA na Lei 4320/1964:

Art. 37. As despesas de exercícios encerrados, para as quais o orçamento respectivo


consignava crédito próprio, com saldo suficiente para atendê-las, que não se tenham
processado na época própria, bem como os Restos a Pagar com prescrição interrompida
e os compromissos reconhecidos após o encerramento do exercício correspondente
poderão ser pagos à conta de dotação específica consignada no orçamento, discriminada
por elementos, obedecida, sempre que possível, a ordem cronológica.

DEA no Decreto 93.872/1986:

Art. 22. As despesas de exercícios encerrados, para as quais o orçamento respectivo


consignava crédito próprio com saldo suficiente para atendê-las, que não se tenham
processado na época própria, bem como os Restos a Pagar com prescrição interrompida,
e os compromissos reconhecidos após o encerramento do exercício correspondente,
poderão ser pagos à conta de dotação destinada a atender despesas de exercícios
anteriores, respeitada a categoria econômica própria
§ 1º O reconhecimento da obrigação de pagamento, de que trata este artigo, cabe à
autoridade competente para empenhar a despesa.
§ 2º Para os efeitos deste artigo, considera-se:
a) despesas que não se tenham processado na época própria, aquelas cujo empenho
tenha sido considerado insubsistente e anulado no encerramento do exercício
correspondente, mas que, dentro do prazo estabelecido, o credor tenha cumprido sua
obrigação;
b) restos a pagar com prescrição interrompida, a despesa cuja inscrição como restos a
pagar tenha sido cancelada, mas ainda vigente o direito do credor;
c) compromissos reconhecidos após o encerramento do exercício, a obrigação de
pagamento criada em virtude de lei, mas somente reconhecido o direito do reclamante
após o encerramento do exercício correspondente.

SUPRIMENTO DE FUNDOS

O regime de adiantamento, suprimento de fundos, é aplicável aos casos de despesas


expressamente definidas em lei e consiste na entrega de numerário a servidor, sempre
precedida de empenho na dotação própria, para o fim de realizar despesas que, pela
excepcionalidade, a critério do Ordenador de Despesa e sob sua inteira responsabilidade,
não possam subordinar-se ao processo normal de aplicação, nos seguintes casos:
 para atender despesas eventuais, inclusive em viagem e com serviços especiais,
que exijam pronto pagamento;
 quando a despesa deva ser feita em caráter sigiloso, conforme se classificar em
regulamento; e
 para atender despesas de pequeno vulto, assim entendidas aquelas cujo valor,
em cada caso, não ultrapassar limite estabelecido em Portaria do Ministro da
Fazenda.

Os valores de um suprimento de fundos entregues ao suprido poderão relacionar-se a

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mais de uma natureza de despesa, desde que precedidos dos empenhos nas dotações
respectivas, respeitados os valores de cada natureza.

A concessão de suprimento de fundos deverá ocorrer por meio do CPGF, utilizando as


contas de suprimento de fundos somente em caráter excepcional, em que
comprovadamente não seja possível utilizar o cartão.

Não se concederá suprimento de fundos:


 a responsável por dois suprimentos, ou seja, é permitida a concessão de até dois
suprimentos com prazo de aplicação não vencido;
 a servidor que tenha a seu cargo a guarda ou a utilização do material a adquirir,
salvo quando não houver na repartição outro servidor;
 a responsável por suprimento de fundos que, esgotado o prazo, não tenha
prestado contas de sua aplicação; e
 a servidor declarado em alcance.

O CPGF é instrumento de pagamento, emitido em nome da unidade gestora e


operacionalizado por instituição financeira autorizada, utilizado exclusivamente pelo
portador nele identificado, nos casos indicados em ato próprio da autoridade competente.

A utilização do CPGF para pagamento de despesas poderá ocorrer na aquisição de


materiais e contratação de serviços enquadrados como suprimento de fundos, sem
prejuízo dos demais instrumentos de pagamento previstos na legislação. No entanto, ato
conjunto dos Ministros de Estado do Planejamento, Orçamento e Gestão e da Fazenda
poderá autorizar a utilização do CPGF como forma de pagamento de outras despesas.

A concessão e aplicação de suprimento de fundos, ou adiantamentos, para atender a


peculiaridades dos órgãos essenciais da Presidência da República, da Vice-Presidência da
República, do Ministério da Fazenda, do Ministério da Saúde, do Departamento de Polícia
Federal do Ministério da Justiça, das repartições do Ministério das Relações Exteriores no
exterior, bem assim de militares e de inteligência, obedecerão ao Regime Especial de
Execução estabelecido em instruções aprovadas pelos respectivos Ministros de Estado,
vedada a delegação de competência.

Suprimento de Fundos na Lei 4320/1964:

Art. 68. O regime de adiantamento é aplicável aos casos de despesas expressamente


definidos em lei e consiste na entrega de numerário a servidor, sempre precedida de
empenho na dotação própria para o fim de realizar despesas, que não possam
subordinar-se ao processo normal de aplicação.
Art. 69. Não se fará adiantamento a servidor em alcance nem a responsável por dois
adiantamentos.

Suprimento de Fundos no Decreto 93.872/1986:

Art. 45. Excepcionalmente, a critério do ordenador de despesa e sob sua inteira


responsabilidade, poderá ser concedido suprimento de fundos a servidor, sempre
precedido do empenho na dotação própria às despesas a realizar, e que não possam
subordinar-se ao processo normal de aplicação, nos seguintes casos:
I - para atender despesas eventuais, inclusive em viagens e com serviços especiais, que
exijam pronto pagamento;
Il - quando a despesa deva ser feita em caráter sigiloso, conforme se classificar em

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regulamento; e
III - para atender despesas de pequeno vulto, assim entendidas aquelas cujo valor, em
cada caso, não ultrapassar limite estabelecido em Portaria do Ministro da Fazenda.
§ 1º O suprimento de fundos será contabilizado e incluído nas contas do ordenador como
despesa realizada; as restituições, por falta de aplicação, parcial ou total, ou aplicação
indevida, constituirão anulação de despesa, ou receita orçamentária, se recolhidas após o
encerramento do exercício.
§ 2º O servidor que receber suprimento de fundos, na forma deste artigo, é obrigado a
prestar contas de sua aplicação, procedendo-se, automaticamente, à tomada de contas
se não o fizer no prazo assinalado pelo ordenador da despesa, sem prejuízo das
providências administrativas para a apuração das responsabilidades e imposição, das
penalidades cabíveis.
§ 3º Não se concederá suprimento de fundos:
a) a responsável por dois suprimentos;
b) a servidor que tenha a seu cargo e guarda ou a utilização do material a adquirir, salvo
quando não houver na repartição outro servidor;
c) a responsável por suprimento de fundos que, esgotado o prazo, não tenha prestado
contas de sua aplicação; e
d) a servidor declarado em alcance.
§ 4º Os valores limites para concessão de suprimento de fundos, bem como o limite
máximo para despesas de pequeno vulto de que trata este artigo, serão fixados em
portaria do Ministro de Estado da Fazenda.
§ 5º As despesas com suprimento de fundos serão efetivadas por meio do Cartão de
Pagamento do Governo Federal - CPGF.
§ 6º É vedada a utilização do CPGF na modalidade de saque, exceto no tocante às
despesas:
I - de que trata o art. 47; e
II - decorrentes de situações específicas do órgão ou entidade, nos termos do autorizado
em portaria pelo Ministro de Estado competente e nunca superior a trinta por cento do
total da despesa anual do órgão ou entidade efetuada com suprimento de fundos.
III - decorrentes de situações específicas da Agência Reguladora, nos termos do
autorizado em portaria pelo seu dirigente máximo e nunca superior a trinta por cento do
total da despesa anual da Agência efetuada com suprimento de fundos.
Art. 45-A. É vedada a abertura de conta bancária destinada à movimentação de
suprimentos de fundos.
Art. 46. Cabe aos detentores de suprimentos de fundos fornecer indicação precisa dos
saldos em seu poder em 31 de dezembro, para efeito de contabilização e reinscrição da
respectiva responsabilidade pela sua aplicação em data posterior, observados os prazos
assinalados pelo ordenador da despesa.
Parágrafo único. A importância aplicada até 31 de dezembro será comprovada até 15 de
janeiro seguinte.
Art. 47. A concessão e aplicação de suprimento de fundos, ou adiantamentos, para
atender a peculiaridades dos órgãos essenciais da Presidência da República, da Vice-
Presidência da República, do Ministério da Fazenda, do Ministério da Saúde, do Ministério

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da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, do Departamento de Polícia Federal do


Ministério da Justiça, do Ministério das Relações Exteriores, bem assim de militares e de
inteligência, obedecerão ao Regime Especial de Execução estabelecido em instruções
aprovadas pelos respectivos Ministros de Estado, vedada a delegação de competência.
Parágrafo único. A concessão e aplicação de suprimento de fundos de que trata
o caput restringe-se:
I - com relação ao Ministério da Saúde: a atender às especificidades decorrentes da
assistência à saúde indígena;
II - com relação ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento: a atender às
especificidades dos adidos agrícolas em missões diplomáticas no exterior; e
III - com relação ao Ministério das Relações Exteriores: a atender às especificidades das
repartições do Ministério das Relações Exteriores no exterior.

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QUESTÕES DE CONCURSOS ANTERIORES - CESPE

RESTOS A PAGAR

1) (CESPE – Analista de Controle Externo - Contas Públicas - TCE/PE


- 2017) Situação hipotética: Em 2016, o órgão público X empenhou R$
1.000.000 em favor do fornecedor YZ Ltda., para a importação de
máquinas. As máquinas não foram entregues no prazo e o empenho foi
cancelado ao final do exercício. Em 2017, o fornecedor entregou as
máquinas e apresentou a fatura, alegando que o atraso ocorrera por
conta de problemas alfandegários. Assertiva: Nessa situação, o órgão
X deverá fazer a inscrição em restos a pagar relativos ao orçamento
de 2017 para efetuar a liquidação e o pagamento do respectivo débito
com o fornecedor.

Questão que trata da compreensão da diferença entre restos a pagar e


despesas de exercícios anteriores. No caso em tela, se o empenho foi
cancelado, trata-se de despesas de exercícios anteriores e não de restos a
pagar.
Resposta: Errada

2) (CESPE - Auditor - Contas Públicas e Obras - TCE/PE - 2017) A


parcela da dívida flutuante que não for paga até o final do exercício
financeiro será obrigatoriamente inscrita em restos a pagar.

A dívida flutuante inclui os restos a pagar, portanto, não faz sentido


afirmar que, por exemplo, os restos a pagar que não forem pagos ao final do
exercício serão inscritos em restos a pagar, obrigatoriamente. Além disso, a
inscrição de RAP não processado depende da indicação do Ordenador de
Despesas.
Resposta: Errada

3) (CESPE – Analista Judiciário – Administrativa - TRE/PE - 2017)


Restos a pagar são despesas pendentes de empenho e pagamento
quando do encerramento do exercício financeiro.

Restos a pagar são despesas empenhadas e pendentes de pagamento


quando do encerramento do exercício financeiro.
Resposta: Errada

4) (CESPE – Analista Judiciário – Contabilidade - TRE/PE - 2017) Se


determinada entidade pública empenhar R$ 100 de despesa
orçamentária e inscrever 30% desse valor em restos a pagar, então,
ao se elaborar o balanço financeiro dessa entidade ao final do
exercício, os restos a pagar deverão ser computados no rol das

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receitas extraorçamentárias, para compensar sua inclusão na despesa
orçamentária.

Inicialmente, a despesa é orçamentária, fixada na LOA. Na Contabilidade


Pública, se essa despesa vier a ser inscrita em restos a pagar no fim do
exercício, será necessário computá-la como RP do exercício na receita
extraorçamentária do balanço financeiro, para compensar sua inclusão na
despesa orçamentária da LOA daquele ano
Resposta: Certa

5) (CESPE – Analista Judiciário – Administrativa - TRE/PE - 2017) Os


restos a pagar e os serviços da dívida são exemplos de dívida fundada.

Os restos a pagar e os serviços da dívida são exemplos de dívida flutuante.


Resposta: Errada

6) (CESPE – Auditor Fiscal de Controle Externo – TCE/SC – 2016) Se


empenhos referentes a determinada obra pública, cuja execução
esteja prevista para mais um exercício financeiro, não puderem ser
pagos até 31/12 de cada ano, eles deverão ser inscritos em restos a
pagar no exercício em que tiverem sido empenhados.

Os empenhos que sorvem a conta de créditos com vigência plurianual, que não
tenham sido liquidados, só serão computados como restos a pagar no último
ano de vigência do crédito (art. 36, parágrafo único, da Lei 4320/1964). Ou
seja, durante os outros anos só serão inscritos em restos a pagar os créditos
plurianuais liquidados.
Logo, os empenhos que sorvem a conta de créditos com vigência plurianual
nem sempre deverão ser inscritos em restos a pagar no exercício em que
tiverem sido empenhados. Isso só vai ocorrer se forem também liquidados
naquele ano.
Resposta: Errada

7) (CESPE – Auditor - Conselheiro Substituto – TCE/PR – 2016)


Restos a pagar não geram, necessariamente, obrigações financeiras
para o Estado.

Os restos a pagar não geram, necessariamente, obrigações financeiras para o


Estado. O pagamento dos restos a pagar não processados, o qual passou
apenas pelo estágio do empenho, só poderá ocorrer após a sua regular
liquidação. Se a despesa não for liquidada, ou seja, se o fornecedor não
cumprir com sua obrigação, não haverá a obrigação financeira do pagamento.
Resposta: Certa

8) (CESPE – Auditor Fiscal de Controle Externo – Direito - TCE/SC –


2016) As despesas empenhadas e não pagas até o dia 31 de dezembro
e que estejam liquidadas devem ser registradas por exercício e por
credor na categoria restos a pagar processados.

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As despesas empenhadas, liquidadas e não pagas até 31/12 são inscritas como
restos a pagar processados e devem ser registradas por exercício e por credor.
Resposta: Certa

9) (CESPE – Analista Judiciário – Administrativo - TRE/GO – 2015)


Ainda que os serviços contratados pelo poder público não tenham sido
prestados ao órgão público interessado até 31 de dezembro de
determinado exercício, deve ser feita a inscrição das respectivas
despesas em restos a pagar se o prazo de cumprimento da obrigação
vencer no exercício subsequente.

O empenho de despesa não liquidada será considerado anulado em 31 de


dezembro, para todos os fins, salvo quando, entre outros, vigente o prazo para
cumprimento da obrigação assumida pelo credor, nele estabelecida (art. 35, I,
da Lei 4320/1964).
Assim, se vigente o prazo para cumprimento da obrigação assumida pelo
credor, o empenho não será anulado e a despesa será inscrita em restos a
pagar não processados.
Resposta: Certa

10) (CESPE – Administrador – MPOG - 2015) Situação hipotética:


Devido a novas demandas para a qualificação do servidor público, a
ENAP adquiriu, no dia 23 de outubro de 2014, novas cadeiras, que
foram entregues apenas em janeiro de 2015. Assertiva: Nessa
situação, a despesa deve ser, no orçamento de 2015, classificada como
restos a pagar processados.

Como a liquidação ocorreu após o encerramento do exercício, a despesa foi


inscrita como restos a pagar não processados ao final de 2014. Além disso,
restos a pagar são extraorçamentários.
Resposta: Errada

11) (CESPE – Analista Técnico-Administrativo – SPU/MPOG - 2015)


Despesa computada orçamentariamente pelo regime de competência,
não paga no exercício e inscrita em restos a pagar, constitui receita
extraorçamentária e, como tal, pode ser utilizada na programação de
novas despesas orçamentárias.

Despesa inscrita em restos a pagar constitui receita extraorçamentária e, no


pagamento, serão despesas extraorçamentárias. Tais despesas não podem
ser utilizadas na programação de novas despesas orçamentárias.
Resposta: Errada

12) (CESPE – Analista Técnico-Administrativo – SPU/MPOG - 2015)


Se o dirigente de determinado órgão, durante o último ano de seu
mandato, assumir compromissos financeiros que começarão a ser
pagos no ano subsequente, tais obrigações contratuais deverão ser

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inscritas em restos a pagar, independentemente da existência ou da
suficiência de disponibilidades financeiras.

É vedado ao titular de Poder ou órgão referido no art. 20, nos últimos dois
quadrimestres do seu mandato, contrair obrigação de despesa que não possa
ser cumprida integralmente dentro dele, ou que tenha parcelas a serem pagas
no exercício seguinte sem que haja suficiente disponibilidade de caixa
para este efeito (art. 42 da LRF).
Assim, tais obrigações contratuais deverão ser inscritas em restos a pagar caso
seja comprovada a suficiência de disponibilidades financeiras.
Resposta: Errada

13) (CESPE – Técnico Federal de Controle Externo – TCU - 2015) Um


serviço de manutenção de imóveis foi prestado a um ente da
Federação no mês de outubro de 2014. Em 31/12/2014, apesar de já
ter passado pelas fases de empenho e liquidação, o valor do serviço
ainda não havia sido pago ao prestador do serviço. Trata-se, nesse
caso, de uma despesa não processada e cujo valor deve ser inscrito em
restos a pagar.

Trata-se, nesse caso, de uma despesa processada, empenhada e liquidada


(serviço já foi prestado), e cujo valor deve ser inscrito em restos a pagar
Resposta: Errada

14) (CESPE – Agente Administrativo - CADE – 2014) O pagamento de


restos a pagar representa as saídas para pagamentos de despesas
empenhadas em exercícios anteriores.

O pagamento dos restos a pagar ocorre em exercício posterior ao da realização


do empenho.
Resposta: Certa

15) (CESPE – Técnico da Administração Pública – TCDF – 2014) Os


valores regularmente inscritos em restos a pagar são excluídos da
programação financeira do exercício em que devam ser pagos, por
corresponderem a recursos do exercício financeiro anterior.

Os Restos a Pagar são constituídos por recursos correspondentes a exercícios


financeiros já encerrados. No entanto, integram a programação financeira do
exercício em curso.
Resposta: Errada

16) (CESPE – Analista – Orçamento, Gestão Financeira e Controle –


TCDF – 2014) Com a finalidade de manter o equilíbrio do balanço
financeiro, classificam-se os restos a pagar do exercício como despesa
extraorçamentária, de modo a compensar sua inclusão na receita
orçamentária.

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No balanço financeiro, classificam-se os restos a pagar do exercício como
receita extraorçamentária, de modo a compensar sua inclusão na despesa
orçamentária da LOA daquele ano.
Resposta: Errada

17) (CESPE – Analista – Orçamento, Gestão Financeira e


Controle/Serviços Técnicos e Administrativos – TCDF – 2014) As
despesas orçamentárias empenhadas e não pagas até o final do
exercício serão inscritas em restos a pagar e constituirão dívida
flutuante.

Consideram-se restos a pagar ou resíduos passivos as despesas empenhadas,


mas não pagas dentro do exercício financeiro, logo, até o dia 31 de dezembro.
Os restos a pagar, excluídos os serviços da dívida, constituem-se em
modalidade de dívida pública flutuante
Resposta: Certa

18) (CESPE – Analista Administrativo - ICMBio – 2014) Restos a


pagar processados correspondem às despesas que tenham sido
empenhadas, mas não foram liquidadas.

Restos a pagar não processados correspondem às despesas que tenham sido


empenhadas, mas não foram liquidadas, tampouco pagas.
Resposta: Errada

19) (CESPE – Agente Administrativo - MTE – 2014) Os restos a pagar


inscritos e cancelados no exercício seguinte, que vierem a constituir
obrigação em outro exercício futuro, serão pagos à conta de despesa
orçamentária no exercício em que forem liquidados.

Os restos a pagar com prescrição interrompida, os quais são aqueles cuja


inscrição tenha sido cancelada, mas ainda vigente o direito do credor, poderão
ser pagos à conta de despesas de exercícios anteriores, respeitada a categoria
própria.
Resposta: Certa

(CESPE – Técnico Administrativo – ANTAQ – 2014) Uma entidade


pública realizou a compra de computadores e a entrega dos
equipamentos foi devidamente atestada em 31/12/2013. Em virtude
de procedimentos internos, o pagamento foi realizado trinta dias após
a entrega dos bens. Considerando essa situação hipotética, julgue os
próximos dois itens.
20) Como a realização do pagamento ocorreu em 2014, a referida
despesa será registrada como despesa de exercícios anteriores, uma
vez que foi liquidada em 2013. Se tal despesa fosse empenhada em
2014, ela seria registrada em restos a pagar.

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Como a realização do pagamento ocorreu em 2014, a referida despesa será
registrada como restos a pagar processados, uma vez que foi empenhada e
liquidada em 2013. Se tal despesa fosse apenas empenhada em 2013, ela
seria registrada em restos a pagar não processados.
Resposta: Errada

21) Apesar da liquidação da despesa, o estágio do recolhimento da


despesa não foi concretizado em virtude do não pagamento ao
fornecedor.

Apesar da liquidação da despesa, o estágio do pagamento da despesa não foi


concretizado em virtude do não pagamento ao fornecedor.
Recolhimento é estágio da receita.
Resposta: Errada

22) (CESPE – Técnico Judiciário – Administrativa – TRT/10 - 2013)


No registro dos restos a pagar, dadas as limitações operacionais para a
discriminação das despesas em processadas e não processadas,
dispensa-se a distinção quanto às características da despesa não paga,
sendo exigido apenas o registro contábil agregado.

O registro dos restos a pagar far-se-á por exercício e por credor distinguindo-
se as despesas processadas das não processadas (art. 92, parágrafo único, da
Lei 4.320/1964).
Resposta: Errada

23) (CESPE – Analista Técnico-Administrativo – Ministério da


Integração - 2013) Restos a pagar são despesas empenhadas, mas não
pagas até o dia 31 de dezembro do exercício corrente, distinguindo-se
as processadas das não processadas.

Consideram-se restos a pagar ou resíduos passivos as despesas empenhadas,


mas não pagas dentro do exercício financeiro, logo, até o dia 31 de dezembro.
Consoante o art. 92 da Lei 4.320/1964, os restos a pagar, excluídos os
serviços da dívida, constituem-se em modalidade de dívida pública flutuante e
são registradas por exercício e por credor, distinguindo-se as despesas
processadas das não processadas.
Resposta: Certa

24) (CESPE - Analista Administrativo – Administrador - TRE/MS –


2013) Os direitos de credores de despesas em restos a pagar
prescrevem no dia 31 de dezembro do ano subsequente ao da
inscrição.

Ainda que os saldos remanescentes dos Restos a Pagar sejam cancelados após
o término do prazo previsto, o direito do credor prescreve apenas em cinco
anos.
Resposta: Errada

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25) (CESPE – Especialista – Contabilidade - ANTT – 2013) No balanço


orçamentário, os restos a pagar do exercício corrente serão
computados na receita extraorçamentária para compensar sua
inclusão na despesa orçamentária.

Inicialmente, a despesa é orçamentária, fixada na LOA. Na Contabilidade


Pública, se essa despesa vier a ser inscrita em restos a pagar no fim do
exercício, será necessário computá-la como RAP do exercício na receita
extraorçamentária do balanço financeiro, para compensar sua inclusão na
despesa orçamentária da LOA daquele ano.
Resposta: Errada

26) (CESPE – Técnico Judiciário – Administrativa – CNJ - 2013) Se,


próximo ao final do exercício, determinado ente realizar o empenho de
despesa, sem tempo hábil para seu pagamento, então os respectivos
valores serão, no exercício financeiro imediatamente posterior,
classificados como despesas de exercícios anteriores.

Consideram-se restos a pagar ou resíduos passivos as despesas empenhadas,


mas não pagas dentro do exercício financeiro, logo, até o dia 31 de dezembro.
Portanto, se, próximo ao final do exercício, determinado ente realizar o
empenho de despesa, sem tempo hábil para seu pagamento, então os
respectivos valores serão, no exercício financeiro imediatamente posterior,
classificados como restos a pagar.
Resposta: Errada

27) (CESPE – Analista - Planejamento e Orçamento - MPU – 2013) Se,


em determinado órgão público, for empenhada despesa, em dezembro
de 2013, data em que os bens forem entregues, mas com pagamento
para janeiro de 2014, essa situação exemplificará os restos a pagar
processados.

Consideram-se restos a pagar ou resíduos passivos as despesas empenhadas,


mas não pagas dentro do exercício financeiro, logo, até o dia 31 de dezembro.
As despesas processadas referem-se a empenhos executados e liquidados,
prontos para o pagamento.
Assim, se uma despesa for empenhada e entregue (liquidada) em dezembro de
2013, mas com pagamento para janeiro de 2014, essa situação exemplificará
os restos a pagar processados.
Resposta: Certa

28) (CESPE - Analista de Planejamento, Gestão e Infraestrutura em


Propriedade Industrial – Gestão Financeira - INPI – 2013) Os restos a
pagar são despesas orçamentárias que foram liquidadas sem serem
devidamente empenhadas durante o exercício, constituindo, assim,
obrigações financeiras integrantes da dívida flutuante.

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Os restos a pagar são despesas extraorçamentárias. Além disso, é vedada a
realização de despesa sem prévio empenho. Os restos a pagar são as despesas
empenhadas, mas não pagas dentro do exercício financeiro.
Resposta: Errada

29) (CESPE - Analista de Planejamento, Gestão e Infraestrutura em


Propriedade Industrial – Gestão Financeira - INPI – 2013) Uma
despesa que tenha sido empenhada e liquidada, cujo pagamento não
tenha ocorrido no próprio exercício financeiro, deverá compor, no
orçamento seguinte, as despesas de exercícios anteriores.

Restos a pagar são as despesas empenhadas, mas não pagas dentro do


exercício financeiro. Podem ser:
_ Processados: empenhados, liquidados e não pagos.
_ Não Processados: empenhados, não liquidados e não pagos.

No caso em tela, a despesa foi empenhada e liquidada no mesmo exercício


financeiro, porém não foi paga. Assim, ela comporá os restos a pagar
processados no próximo exercício financeiro.
Resposta: Errada

30) (CESPE - Analista Administrativo – Contador - ANP – 2013)


Diferenciam-se os restos a pagar processados dos não processados
pela existência, ou não, do empenho da despesa.

Diferenciam-se os restos a pagar processados dos não processados pela


existência, ou não, da liquidação da despesa.
Resposta: Errada

31) (CESPE – Analista Judiciário – Administrativa – CNJ - 2013)


Suponha que, no mês de dezembro, a administração tenha adquirido
suprimentos de informática que foram entregues somente ao final
desse mês, não havendo tempo hábil para o empenho dos recursos
destinados ao pagamento do contrato nesse exercício financeiro.
Nessa situação, os valores devidos deverão compor os restos a pagar
na LOA do ano posterior.

Vários erros:
_ Os estágios da execução da despesa são empenho, liquidação e pagamento.
Se a despesa não foi empenhada, não há o que se falar em recebimento de
bens ou em pagamento.
_ Além disso, consideram-se restos a pagar as despesas empenhadas, mas
não pagas dentro do exercício financeiro, logo, até o dia 31 de dezembro. Se a
despesa sequer foi empenhada, também não há o que se falar inscrição de
restos a pagar.
_ Finalmente, os restos a pagar não compõem a LOA do ano seguinte. O
pagamento de restos a pagar é despesa extraorçamentária.

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Resposta: Errada

32) (CESPE - Analista de Planejamento, Gestão e Infraestrutura em


Propriedade Industrial – Gestão Financeira - INPI – 2013) Suponha
que determinado órgão público tenha contratado no mês de novembro
uma empresa para restaurar parte da fachada do edifício onde
funcionam suas instalações. Os serviços foram concluídos em
dezembro e as etapas de empenho e liquidação da despesa foram
concluídas antes do término do exercício financeiro. Se essa despesa
não for paga até o final do exercício, ela comporá os restos a pagar
processados no próximo exercício financeiro.

Restos a pagar são as despesas empenhadas, mas não pagas dentro do


exercício financeiro. Podem ser:
_ Processados: empenhados, liquidados e não pagos.
_ Não Processados: empenhados, não liquidados e não pagos.

No caso em tela, a despesa foi empenhada e liquidada no mesmo exercício


financeiro. Se ela não for paga dentro desse mesmo exercício, ela comporá os
restos a pagar processados no próximo exercício financeiro.
Resposta: Certa

33) (CESPE – Analista Judiciário – Administrativa – TRT/10 – Prova


cancelada - 2013) O crescimento do volume de restos a pagar decorre
de falta de limite de empenho e de limite de pagamento.

O crescimento do volume de restos a pagar decorre da falta de


planejamento da Administração Pública.

Não há relação entre a falta de limite de empenho e o aumento dos restos a


pagar. Se não houver limite, não haverá empenho; logo, não haveria restos a
pagar. O problema é que há o contingenciamento de dotações orçamentárias
no início do exercício e sua descompressão ocorre quase ao final, não havendo
tempo para sequer liquidar a despesa. Isso é falta de planejamento.
Resposta: Errada

34) (CESPE – Administrador – Ministério da Integração - 2013)


Considere que a vigência de um contrato assinado por um órgão
público com determinada empresa se encerre em julho de determinado
ano e que, ao final do contrato, ainda haja pagamentos a fazer. Nessa
situação, o órgão deverá inscrever o saldo devedor em restos a pagar
imediatamente após o término do contrato.

Os empenhos referentes a despesas já liquidadas e não pagas, assim como os


empenhos não anulados, serão inscritos em Restos a Pagar no encerramento
do exercício (31/12) pelo valor devido ou, se não conhecido, pelo valor
estimado, desde que satisfaça às condições estabelecidas para empenho e

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liquidação da despesa, pois se referem a encargos incorridos no próprio
exercício.

Logo, no caso em tela, o órgão deverá inscrever em restos a pagar apenas o


que for empenhado e não pago até o fim do exercício financeiro (e não ao
fim do contrato).
Resposta: Errada

(CESPE – Analista Legislativo – Material e Patrimônio – Câmara dos


Deputados – 2012) Em novembro de 2010, determinada entidade
adquiriu, a prazo, material de expediente para estoque no valor de R$
4.000,00, com recebimento imediato desse material. No mês seguinte,
dezembro de 2010, essa obrigação foi inscrita em restos a pagar. Todo
esse material foi consumido entre os meses de janeiro e dezembro de
2011. Finalmente, em dezembro de 2011, esses restos a pagar foram
pagos.
Considerando essa situação hipotética e as regras contidas na Lei n.º
4.320/1964, que dispõe sobre o exercício financeiro e inscrição em
restos a pagar, julgue os itens a seguir.
35) No caso de a administração pública ter verificado que o
fornecedor cumpriu suas obrigações, uma vez que o material de
expediente fora entregue no exercício de 2010, os restos a pagar
devem ser classificados como processados.

As despesas processadas referem-se a empenhos executados e liquidados,


prontos para o pagamento. Logo, no caso de a administração pública ter
verificado que o fornecedor cumpriu suas obrigações, uma vez que o material
de expediente fora entregue no mesmo exercício financeiro do empenho, os
restos a pagar devem ser classificados como processados ao final do exercício.
Resposta: Certa

36) A despesa orçamentária com a compra do material de expediente


pertence ao exercício de 2011, quando se deu seu efetivo consumo.

Do ponto de vista ORÇAMENTÁRIO, o reconhecimento da receita orçamentária


ocorre no momento da arrecadação e da despesa orçamentária no exercício
financeiro da emissão de empenho. Tal situação decorre da aplicação da Lei
4.320/1964, que, em seu art. 35, incisos I e II, dispõe que pertencem ao
exercício financeiro as receitas nele arrecadadas e as despesas legalmente
empenhadas.
Logo, a despesa orçamentária com a compra do material de expediente
pertence ao exercício de 2010, quando se deu seu efetivo empenho.
Resposta: Errada

37) A despesa orçamentária com a compra de material deve ser


anulada em 2010, e sua dotação deve ser revertida, já que tanto o
consumo como o pagamento dessa despesa foram efetuados somente
em 2011.

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A despesa orçamentária com a compra de material deve ser inscrita em restos


a pagar processados, pois o material de expediente fora entregue no mesmo
exercício financeiro do empenho, porém não houve o pagamento no mesmo
exercício.
O consumo não é levado em consideração.
Resposta: Errada

38) (CESPE – Técnico – FNDE – 2012) O registro dos restos a pagar


deve ser feito por exercício e por credor, não havendo distinção entre
despesas processadas e não processadas.

Consoante o art. 92 da Lei 4.320/1964, os restos a pagar, excluídos os


serviços da dívida, constituem-se em modalidade de dívida pública flutuante e
são registradas por exercício e por credor, distinguindo-se as despesas
processadas das não processadas.
Resposta: Errada

39) (CESPE – Técnico Científico – Administração – Banco da Amazônia


- 2012) Os restos a pagar correspondem às despesas empenhadas e
não pagas até 31 de dezembro, classificadas em despesas processadas
– isto é, já liquidadas – e não processadas – ou não liquidadas.

Consoante o art. 92 da Lei 4.320/1964, os Restos a Pagar, excluídos os


serviços da dívida, constituem-se em modalidade de dívida pública flutuante e
são registradas por exercício e por credor, distinguindo-se as despesas
processadas das não processadas.
As despesas processadas referem-se a empenhos executados e liquidados,
prontos para o pagamento; as despesas não processadas são os empenhos de
contratos e convênios em plena execução; logo, ainda não existe direito líquido
e certo do credor.
Resposta: Certa

40) (CESPE – Auditor de Controle Externo – TCE/ES – 2012) Se a


inscrição de determinada despesa em restos a pagar for cancelada, ela
somente poderá ser paga, no futuro, a conta de dotação destinada a
despesas de exercícios anteriores.

Os restos a pagar com prescrição interrompida são aqueles cuja inscrição


tenha sido cancelada, mas ainda vigente o direito do credor, e que poderão ser
pagos à conta de despesas de exercícios anteriores, respeitada a categoria
própria.
Resposta: Certa

41) (CESPE – Analista Judiciário – Contabilidade - TRE/RJ – 2012)


Caso o valor real da despesa seja inferior ao valor inscrito para
atendê-la em restos a pagar não processados, o saldo existente será

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anulado sem que seja revertido à dotação orçamentária do exercício
financeiro.

No caso de estimativa, são possíveis duas situações:


 Valor real > valor inscrito em restos a pagar: a diferença será
empenhada à conta de despesas de exercícios anteriores.
 Valor real < valor inscrito em restos a pagar: o saldo existente será
cancelado.

Logo, caso o valor real da despesa seja inferior ao valor inscrito para atendê-la
em restos a pagar não processados, o saldo existente será cancelado.

Resposta: Certa

42) (CESPE – TFCE – TCU – 2012) O empenho é o primeiro estágio da


despesa pública e dá origem ao processo de restos a pagar, pois cria
para o Estado a obrigação do desembolso financeiro.

O empenho de despesa é o ato emanado de autoridade competente que cria


para o Estado obrigação de pagamento pendente ou não de implemento de
condição (art. 58 da Lei 4320/1964).

Consideram-se Restos a Pagar as despesas empenhadas mas não pagas até o


dia 31 de dezembro, ou seja, não é simplesmente o empenho que dá origem
aos restos a pagar e sim o empenho que não foi pago e não foi anulado até o
fim do exercício financeiro.
Resposta: Errada

43) (CESPE – Agente – Polícia Federal – 2012) No que se refere a


administração financeira e orçamentária, julgue o item que se segue.
Ao fornecedor que deseje ver inscrito em restos a pagar os valores
devidos pela administração pública na condição de despesa já
processada será suficiente provar que foi realizado o pertinente
empenho da despesa.

A despesa já processada é aquela que passou pelos estágios do empenho e da


liquidação. Logo, para ser inscrito como Restos a Pagar processados, não será
suficiente provar que foi realizado o pertinente empenho da despesa. É
necessário que também tenha ocorrido a liquidação.
Resposta: Errada

44) (CESPE – Auditor de Controle Externo – TCE/ES – 2012) Se


determinado hospital publico assinar contrato com empresa sediada
no exterior para o fornecimento de equipamento de ressonância
magnética e, ate o final do exercício em que o contrato tenha sido
assinado, o equipamento ainda não tiver sido fornecido, os recursos
correspondentes a essa compra não poderão ser inscritos em restos a
pagar.

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De acordo com o Decreto 93.872/1986:


Art. 35. O empenho de despesa não liquidada será considerado anulado em
31 de dezembro, para todos os fins, salvo quando:
I - vigente o prazo para cumprimento da obrigação assumida pelo credor, nele
estabelecida;
II - vencido o prazo de que trata o item anterior, mas esteja em cursos a
liquidação da despesa, ou seja de interesse da Administração exigir o
cumprimento da obrigação assumida pelo credor;
III - se destinar a atender transferências a instituições públicas ou privadas;
IV - corresponder a compromissos assumido no exterior.

Logo, se determinado hospital publico assinar contrato com empresa sediada


no exterior para o fornecimento de equipamento de ressonância magnética e,
ate o final do exercício em que o contrato tenha sido assinado, o equipamento
ainda não tiver sido fornecido, os recursos correspondentes a essa compra
poderão ser inscritos em restos a pagar, na condição de não processados.
Resposta: Errada

45) (CESPE – Auditor Substituto de Conselheiro – TCE/ES – 2012) O


prazo de validade de uma despesa que não seja liquidada no exercício
em que ocorra o empenho encerra-se em 31 de dezembro do ano
subsequente ao da sua inscrição em restos a pagar.

De acordo com o art. 68, § 2º, do Decreto 93.872/1986, os restos a pagar


inscritos na condição de não processados e não liquidados posteriormente
terão validade até 30 de junho do segundo ano subsequente ao de sua
inscrição, ressalvado o disposto no § 3º.
Resposta: Errada

46) (CESPE – Especialista – FNDE – 2012) Os empenhos que corram a


conta de créditos com vigência plurianual e que não tenham sido
liquidados só devem ser computados como restos a pagar no último
ano de vigência do credito.

Os empenhos que sorvem a conta de créditos com vigência plurienal, que não
tenham sido liquidados, só serão computados como Restos a Pagar no último
ano de vigência do crédito (art. 36, parágrafo único, da Lei 4320/1964).
Resposta: Certa

47) (CESPE – Analista – Contabilidade - ECB – 2011) Todos os


empenhos que, ao final do exercício financeiro, não forem liquidados,
deverão ser cancelados para que seja evitada a sua inscrição em
restos a pagar.

Nem todos os empenhos devem ser anulados. Segundo o Decreto


93.872/1986

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Art. 35. O empenho de despesa não liquidada será considerado anulado em 31
de dezembro, para todos os fins, salvo quando:
I - vigente o prazo para cumprimento da obrigação assumida pelo credor, nele
estabelecida;
II - vencido o prazo de que trata o item anterior, mas esteja em cursos a
liquidação da despesa, ou seja de interesse da Administração exigir o
cumprimento da obrigação assumida pelo credor;
III - se destinar a atender transferências a instituições públicas ou privadas;
IV - corresponder a compromissos assumido no exterior.

Resposta: Errada

48) (CESPE – Analista Judiciário – Administrativo – STM - 2011)


Quando parte das despesas inscritas em restos a pagar é cancelada, o
montante correspondente deve ser classificado como receita do
exercício em que se deu o cancelamento.

O atual MCASP dispõe que não devem ser reconhecidos como receitas
orçamentárias os recursos financeiros oriundos de cancelamento de despesas
inscritas em Restos a Pagar, o qual consiste na baixa da obrigação constituída
em exercícios anteriores, portanto, trata-se de restabelecimento de saldo de
disponibilidade comprometida, originária de receitas arrecadadas em exercícios
anteriores e não de uma nova receita a ser registrada. O cancelamento de
Restos a Pagar não se confunde com o recebimento de recursos provenientes
do ressarcimento ou da restituição de despesas pagas em exercícios anteriores
que devem ser reconhecidos como receita orçamentária do exercício.
Resposta: Errada

49) (CESPE – Analista Legislativo – Administração – ALCE – 2011) Do


empenho estimativo de R$ 10.000,00, emitido em janeiro de 2010 para
o atendimento de despesas com telefonia celular, foram liquidados e
pagos, durante o ano, R$ 6.000,00 e R$ 4.000,00, respectivamente.
Nessa situação, no encerramento do exercício financeiro de 2010, deve
ter sido inscrito em restos a pagar processados e não processados o
valor total de R$ 6.000,00.

RAP totais = empenhados – pagos


RAP totais = 10.000 – 4.000
RAP totais = 6.000
Resposta: Certa

50) (CESPE - Especialista - Administração - SESA/ES - 2011) A


reserva de contingência deve-se destinar exclusivamente ao
pagamento de restos a pagar que excederem as disponibilidades de
caixa ao final do exercício.

A reserva de contingência tem por finalidade atender, além da abertura de

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créditos adicionais, perdas que, embora sejam previsíveis, são episódicas,
contingentes ou eventuais. Deve ser prevista em lei sua constituição, com
vistas a enfrentar prováveis perdas decorrentes de situações emergenciais.
Não há previsão de utilização dela para pagamento de restos a pagar.
Resposta: Errada

DESPESAS DE EXERCÍCIOS ANTERIORES

51) (CESPE – Analista Judiciário – Administrativa - TRE/PE - 2017) A


despesa com inscrição em restos a pagar cancelada constitui uma
despesa de exercício anterior se o direito do credor ainda estiver em
vigor.

Os Restos a Pagar com prescrição interrompida, os quais são aqueles cuja


inscrição tenha sido cancelada, mas ainda está vigente o direito do credor,
==de955==

poderão ser pagos à conta de despesas de exercícios anteriores, respeitada a


categoria própria.
Resposta: Certa

52) (CESPE – Analista Judiciário – Administrativa – TRE/PI – 2016)


Compromissos financeiros reconhecidos pelo governo após o
encerramento do exercício correspondente fazem parte de despesas de
exercícios anteriores.

São despesas de exercícios anteriores os compromissos reconhecidos após o


encerramento do exercício correspondente.
Resposta: Certa

53) (CESPE – Auditor Fiscal de Controle Externo – TCE/SC – 2016) Se


um órgão público reconhecer dívida referente a exercício financeiro já
encerrado, a despesa poderá ser inscrita na conta de despesas de
exercícios anteriores, ainda que o orçamento respectivo não
consignasse crédito próprio para o pagamento.

O conceito de despesas de exercícios anteriores envolve as despesas relativas


a exercícios encerrados, para as quais o orçamento respectivo consignava
crédito próprio, com saldo suficiente para atendê-la, que não se tenham
processado na época própria; mas também envolve os Restos a Pagar com
prescrição interrompida e os compromissos reconhecidos após o encerramento
do exercício correspondente.
Resposta: Certa

(CESPE – Economista e Contador - DPU – 2016) Considere que o


ordenador de despesas de um órgão público, após o encerramento do
exercício fiscal de 2014, tenha recebido a fatura de energia elétrica
relativa ao mês de dezembro, com vencimento em 15/1/2015, no
valor de R$ 200,00, e que, na data do vencimento da fatura, tenha
verificado a existência de previsão orçamentária alocada em restos a

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pagar no valor de R$ 100,00 para o pagamento da referida fatura de
energia elétrica. Com base nessa situação hipotética, é correto afirmar
que o ordenador de despesas deve providenciar
54) o cancelamento do valor da previsão insuficiente de R$ 100,00 de
restos a pagar e providenciar o empenho, a liquidação e o pagamento
da fatura de R$ 200,00 como despesa do exercício de 2015.

Com base na situação em apreço, é correto afirmar que o ordenador de


despesas deve providenciar a liquidação e o pagamento de R$ 100,00
como restos a pagar de 2014 e empenhar, liquidar e pagar a diferença
de R$ 100,00 como despesas de exercício anterior.
Resposta: Errada

55) a liquidação e o pagamento de R$ 100,00 como restos a pagar de


2014 e empenhar, liquidar e pagar a diferença de R$ 100,00 como
despesas de exercício anterior.

Com base na situação em apreço, é correto afirmar que o ordenador de


despesas deve providenciar a liquidação e o pagamento de R$ 100,00 como
restos a pagar de 2014 e empenhar, liquidar e pagar a diferença de R$ 100,00
como despesas de exercício anterior.
Resposta: Certa

56) (CESPE – Analista Técnico-Administrativo – SPU/MPOG - 2015)


Uma característica importante para a configuração de despesas de
exercícios anteriores decorre da existência de dotação própria para o
pagamento de determinada despesa no exercício correspondente ao
cumprimento de obrigação pelo credor, só que em montante
insuficiente, não tendo sido oportunamente adotadas as providências
necessárias à respectiva suplementação.

Despesas de exercícios anteriores são aquelas relativas a exercícios


encerrados, para as quais o orçamento respectivo consignava crédito
próprio, com saldo suficiente para atendê-las, que não se tenham
processado na época própria, bem como os Restos a Pagar com prescrição
interrompida e os compromissos reconhecidos após o encerramento do
exercício correspondente.
Resposta: Errada

57) (CESPE – Agente Administrativo – Polícia Federal – 2014) É


possível que determinada despesa de pessoal relativa ao exercício de
2012, cujo pagamento tenha sido exigido por um servidor em 2013,
exercício no qual tenha sido empenhada, seja considerada restos a
pagar de 2012 e despesa orçamentária de 2013.

Os compromissos reconhecidos após o encerramento do exercício


correspondente são contabilizados como despesas de exercícios anteriores.
É o caso em tela: trata-se de obrigação de pagamento criada em virtude de lei

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e reconhecida pela autoridade competente após o fim do exercício financeiro
em que foi gerada, ainda que não tenha saldo na dotação própria ou que a
dotação não tenha sido prevista.
Resposta: Errada

58) (CESPE – Agente Administrativo - CADE – 2014) As despesas de


exercícios anteriores referem-se às despesas de exercícios encerrados,
para as quais, à época, o orçamento não consignava crédito próprio,
nem havia saldo suficiente no balanço financeiro.

Despesas de exercícios anteriores são aquelas relativas a exercícios


encerrados, para as quais o orçamento respectivo consignava crédito próprio,
com saldo suficiente para atendê-las, que não se tenham processado na época
própria, bem como os Restos a Pagar com prescrição interrompida e os
compromissos reconhecidos após o encerramento do exercício correspondente
(art. 37 da Lei 4320/1964).
Resposta: Errada

59) (CESPE – Auditor de Controle Externo – TCDF – 2014) O


pagamento de despesas de exercícios encerrados deve, sempre que
possível, ser realizado em ordem cronológica.

Os pagamentos de despesas de exercícios anteriores poderão ser pagos à


conta de dotação específica consignada no orçamento, discriminada por
elementos, obedecida, sempre que possível, a ordem cronológica.
Resposta: Certa

60) (CESPE – Técnico Judiciário – Administrativo – TJ/CE – 2014)


Após o cancelamento de restos a pagar, se vigente o direito do credor,
a despesa poderá ser reinscrita no exercício seguinte.

Após o cancelamento de restos a pagar, se vigente o direito do credor, a


despesa poderá ser inscrita em despesas de exercícios anteriores.
Resposta: Errada

61) (CESPE – Analista Técnico-Administrativo – Ministério da


Integração - 2013) As despesas a pagar de exercícios encerrados que
não foram processadas na época própria e os restos a pagar com
prescrição interrompida são casos de despesas de exercícios
anteriores.

Despesas de exercícios anteriores são aquelas relativas a exercícios


encerrados, para as quais o orçamento respectivo consignava crédito próprio,
com saldo suficiente para atendê-las, que não se tenham processado na época
própria, bem como os Restos a Pagar com prescrição interrompida e os
compromissos reconhecidos após o encerramento do exercício correspondente
(art. 37 da Lei 4320/1964).
Resposta: Certa

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62) (CESPE – Administrador – Ministério da Integração - 2013)


Suponha que determinada lei preveja vantagem aplicável a
determinado beneficiário da previdência social e que esse beneficiário
protocole o pedido de pagamento do referido benefício depois de
encerrado o exercício financeiro em que ocorreu o respectivo fato
gerador. Nessa situação, o pagamento ao beneficiário deverá ser
contabilizado como despesas de exercícios anteriores.

Os compromissos reconhecidos após o encerramento do exercício


correspondente são contabilizados como despesas de exercícios anteriores. É o
caso em tela: trata-se de obrigação de pagamento criada em virtude de lei e
reconhecida pela autoridade competente após o fim do exercício financeiro em
que foi gerada, ainda que não tenha saldo na dotação própria ou que a dotação
não tenha sido prevista.
Resposta: Certa

63) (CESPE – Técnico Judiciário - Administrativa – TRT/17 – 2013)


Para que uma despesa seja reconhecida como de exercícios anteriores,
é necessário haver um empenho correspondente, processado durante
o exercício a que se refere a despesa.

As despesas de exercícios anteriores sequer foram empenhadas ou, se foram,


tiveram seus empenhos anulados ou cancelados.
Resposta: Errada

64) (CESPE – Analista Administrativo – ANCINE – 2013) As despesas


de exercícios encerrados, ainda que não exista a efetiva discriminação
por elemento, poderão ser pagas, desde que haja saldo suficiente para
atendê-las.

Para o pagamento das despesas de exercícios anteriores, a despesa deve ser


empenhada novamente, comprometendo, desse modo, o orçamento vigente à
época do efetivo pagamento. Há necessidade de nova autorização orçamentária.
Na classificação por natureza da despesa, há um elemento de despesa
específico denominado “despesas de exercícios anteriores”.
Resposta: Errada

65) (CESPE – Analista - Planejamento e Orçamento - MPU – 2013)


Uma das características das despesas de exercícios anteriores é que
essas despesas são pagas de acordo com a conta dos créditos do
exercício em que tenha ocorrido o fato gerador.

Para o pagamento das despesas de exercícios anteriores, a despesa deve ser


empenhada novamente, comprometendo, desse modo, o orçamento
vigente à época do efetivo pagamento. Há necessidade de nova autorização
orçamentária.
Resposta: Errada

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66) (CESPE – Analista Judiciário – Contabilidade – TRT/10 – Prova


cancelada - 2013) Não é possível o pagamento de despesas não
processadas na época própria pela rubrica despesas de exercícios
anteriores, ainda que haja crédito próprio no respectivo orçamento e
saldo suficiente para atendê-las.

É o conceito de despesas de exercícios anteriores: despesas relativas a


exercícios encerrados, para as quais o orçamento respectivo consignava
crédito próprio, com saldo suficiente para atendê-las, que não se tenham
processado na época própria.
Ao final de um exercício, determinada despesa pode não ter sido processada,
porque o empenho pode ter sido considerado insubsistente e anulado. No
entanto, o credor havia, dentro do prazo estabelecido, cumprido sua
obrigação. Nesse caso, quando o pagamento vier a ser reclamado, a despesa
poderá ser empenhada novamente em Despesas de Exercícios Anteriores.
Resposta: Errada

67) (CESPE - Analista Administrativo – Administrador - TRE/MS –


2013) Na atualidade, as despesas de exercícios anteriores referem-se
somente à categoria de custeio.

Nada impede que exista o reconhecimento posterior de uma despesa de


capital. Logo, as despesas de exercícios anteriores podem se referir às
despesas de custeio e às despesas de capital.
Resposta: Errada

68) (CESPE – Analista Administrativo – Administrativa - ANTT –


2013) Se a ANTT, em resposta a necessidades urgentes, tivesse
assumido compromissos no fim do ano sem que houvesse tempo hábil
para o pagamento das obrigações, nem mesmo para o empenho, os
valores em questão deveriam constar, no orçamento do ano seguinte,
como despesas de exercícios anteriores.

São despesas de exercícios anteriores os compromissos reconhecidos após o


encerramento do exercício correspondente. São obrigações de pagamento
criadas em virtude de lei que podem ser reconhecidas pela autoridade
competente após o fim do exercício financeiro em que foram geradas, ainda
que não tenha saldo na dotação própria ou que a dotação não tenha sido
prevista.
Resposta: Certa

69) (CESPE – TFCE – TCU – 2012) Os restos a pagar correspondem às


despesas de exercícios anteriores fixadas no orçamento vigente,
decorrentes de compromissos assumidos em exercícios financeiros
anteriores àquele em que deva ocorrer o pagamento.

A questão misturou os dois conceitos criando uma definição que não existe.

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Consideram-se Restos a Pagar as despesas empenhadas mas não pagas até o
dia 31 de dezembro. Já as despesas de exercícios anteriores são aquelas de
exercícios encerrados, para as quais o orçamento respectivo consignava
crédito próprio, com saldo suficiente para atendê-las, que não se tenham
processado na época própria, bem como os Restos a Pagar com prescrição
interrompida e os compromissos reconhecidos após o encerramento do
exercício correspondente, as quais poderão ser pagas à conta de dotação
específica consignada no orçamento, discriminada por elementos, obedecida,
sempre que possível, a ordem cronológica.
Resposta: Errada

70) (CESPE – Auditor de Controle Externo – TCE/ES – 2012) Não


tendo sido processadas a época prevista, as despesas de exercícios
encerrados para as quais tenha havido previsão orçamentária e saldo
suficiente não poderão ser pagas a conta de exercícios anteriores,
mesmo que seja respeitada a categoria econômica das despesas.

Não tendo sido processadas a época prevista, as despesas de exercícios


encerrados para as quais tenha havido previsão orçamentária e saldo
suficiente poderão ser pagas a conta de exercícios anteriores, respeitada a
categoria econômica própria.
Resposta: Errada

SUPRIMENTO DE FUNDOS

71) (CESPE – Auditor Fiscal de Controle Externo – TCE/SC – 2016)


Caso o responsável por determinado suprimento de fundos restitua
parte dos recursos recebidos após o encerramento do exercício em que
se deu o suprimento, o valor restituído será contabilizado como receita
orçamentária.

O suprimento de fundos será contabilizado e incluído nas contas do ordenador


como despesa realizada; as restituições, por falta de aplicação, parcial ou total,
ou aplicação indevida, constituirão anulação de despesa, ou receita
orçamentária, se recolhidas após o encerramento do exercício.
Resposta: Certa

72) (CESPE – Analista Judiciário – Administrativa – TRE/PI – 2016)


Suprimento de fundos é a autorização de execução orçamentária que,
pela sua excepcionalidade, não possui dotação orçamentária
específica.

Suprimento de fundos é a autorização de execução orçamentária que, pela sua


excepcionalidade, não pode aguardar o processo normal de realização de
procedimento licitatório. Entretanto, deve existir dotação orçamentária
específica.
Resposta: Errada

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73) (CESPE – Auditor Fiscal de Controle Externo – Direito - TCE/SC –


2016) O suprimento de fundos não pode ser autorizado por servidor
público efetivo que tenha, sob sua responsabilidade, outros dois
adiantamentos em fase de aplicação ou de prestação de contas.

Não se concederá suprimento de fundos a responsável por dois suprimentos,


ou seja, é permitida a concessão de até dois suprimentos com prazo de
aplicação não vencido.
Resposta: Certa

74) (CESPE – Auditor Governamental – CGE/PI - 2015) Da mesma


forma que acontece no processo licitatório, a despesa executada por
meio de suprimento de fundos deve garantir a aquisição mais
vantajosa para a administração pública.

A finalidade do suprimento de fundos é exatamente atender a situações


atípicas que exijam pronto pagamento em espécie, que não podem aguardar o
processo normal, ou seja, é exceção à realização de procedimento licitatório.
Entretanto, a despesa executada por meio de suprimento de fundos também
deve garantir a aquisição mais vantajosa para a administração pública.
Resposta: Certa

75) (CESPE – Administrador – MPOG - 2015) Situação hipotética:


Deslocados para uma importante missão em localidade remota do país,
servidores do Ministério do Planejamento receberam adiantamento de
valores, na forma de suprimento de fundos. Assertiva: De acordo com
o enfoque patrimonial, tal operação não é considerada despesa, pois
não há alteração no patrimônio líquido.

O suprimento de fundos não representa uma despesa pelo enfoque


patrimonial, pois, no momento da concessão, não ocorre redução no
patrimônio líquido. Na liquidação da despesa orçamentária, ao mesmo tempo
em que ocorre o registro de um passivo, há também a incorporação de um
ativo, que representa o direito de receber um bem ou serviço, objeto do gasto
a ser efetuado pelo suprido, ou a devolução do numerário adiantado.
Resposta: Certa

76) (CESPE – Administrador – MPOG - 2015) Se o Ministério da Saúde


precisar conceder suprimento de fundos para determinada ação de
assistência à saúde indígena, então a concessão e a aplicação desse
suprimento obedecerão ao regime especial de execução.

A concessão e aplicação de suprimento de fundos em regime especial de


execução restringe-se (art. 47 do Decreto 93.872/1986):
I – com relação ao Ministério da Saúde: a atender às especificidades
decorrentes da assistência à saúde indígena;

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II – com relação ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento: a
atender às especificidades dos adidos agrícolas em missões diplomáticas no
exterior; e
III – com relação ao Ministério das Relações Exteriores: a atender às
especificidades das repartições do Ministério das Relações Exteriores no
exterior.
Resposta: Certa

(CESPE – Contador – SPU/MPOG - 2015) Em uma escola com


problemas de infraestrutura, o conserto de emergência de algumas de
suas instalações custou R$ 850,00, dos quais R$ 500,00 foram
referentes a materiais pagos com cartão de pagamento do governo
federal (CPGF) e R$ 350,00 foram gastos com serviços de engenharia
pagos pelo servidor responsável, previamente suprido e habilitado,
com dinheiro próprio. A respeito da situação hipotética apresentada e
dos aspectos relativos a suprimentos de fundos, julgue os itens que se
seguem.
77) Com base na urgência da situação, o referido servidor poderá, no
primeiro dia útil seguinte ao evento, solicitar ao ordenador de
despesas a concessão de suprimento de fundos em seu nome,
referente aos serviços de engenharia realizados no valor de R$ 350,00,
desde que apresente a nota fiscal válida dos serviços prestados,
juntamente com o processo de prestação de contas no prazo
estabelecido na concessão.

É vedada a indenização de valor aplicado anteriormente à data da concessão


(data do empenho) do suprimento de fundos, pois é vedada a realização de
despesa sem o prévio empenho. Assim, o servidor não pode pagar uma
despesa e somente depois solicitar o suprimento de fundos.
Resposta: Errada

78) Considerando que a concessão do CPGF, feita de acordo com a


legislação vigente, tenha sido destinada para a aquisição de materiais
em geral, e que tenha sido observado o prazo de aplicação, o
pagamento realizado de R$ 500,00 foi adequado para suprimento de
fundos.

Se está tudo correto e dentro do prazo, o pagamento por meio do CPGF foi
adequado.
Resposta: Certa

79) No caso de suprimento de fundos por meio do CPGF, no qual o


pagamento da fatura do cartão é posterior ao gasto, o empenho da
despesa também pode ser posterior ao gasto, desde que feito antes do
pagamento da fatura do cartão, devido à possibilidade de inversão das
fases da despesa pública, nesse caso.

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A concessão de suprimento de fundos deverá respeitar os estágios da
execução da despesa pública, na seguinte ordem: empenho, liquidação e
pagamento. O pagamento ao suprido só será realizado após os estágios do
empenho e liquidação. O estágio do pagamento da despesa ocorre no
pagamento ao suprido e não no pagamento da fatura.
Resposta: Errada

80) (CESPE – Agente Administrativo – Polícia Federal – 2014) Se uma


operação emergencial demandar o deslocamento de agentes da Polícia
Federal para uma região de fronteira internacional, o financiamento
dessa viagem deverá ser feito por meio de suprimento de fundos e o
pagamento deverá ocorrer antes da liquidação.

A concessão de suprimento de fundos deverá respeitar os estágios da


execução da despesa pública, na seguinte ordem: empenho, liquidação e
pagamento.
Resposta: Errada

81) (CESPE – Técnico Judiciário – Administrativo – TJ/CE – 2014) O


suprimento de fundos pode ser considerado uma modalidade de
adiantamento para execução de despesas, excluídas as despesas de
diárias, passagens e outras despesas em viagens de servidores.

O suprimento de fundos pode ser considerado uma modalidade de


adiantamento para execução de despesas. Um dos casos é para atender
despesas eventuais, inclusive em viagem e com serviços especiais, que
exijam pronto pagamento.
Resposta: Errada

82) (CESPE – Técnico Judiciário – Administrativo – TJ/CE – 2014) A


concessão de suprimento de fundos não constitui despesa pública
orçamentária, o que ocorre somente após a prestação de contas.

A concessão de suprimento de fundos deverá respeitar os estágios da


execução da despesa pública: empenho, liquidação e pagamento.
Resposta: Errada

83) (CESPE – Agente Administrativo - CADE – 2014) O suprimento de


fundos é caracterizado como adiantamento concedido ao suprido;
contudo, embora possua natureza de despesa orçamentária, não
representa uma despesa pelo enfoque patrimonial, visto que, no
momento de sua concessão, não ocorre redução no patrimônio líquido.

O suprimento de fundos não representa uma despesa pelo enfoque


patrimonial, pois, no momento da concessão, não ocorre redução no
patrimônio líquido. Na liquidação da despesa orçamentária, ao mesmo tempo
em que ocorre o registro de um passivo, há também a incorporação de um

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ativo, que representa o direito de receber um bem ou serviço, objeto do gasto
a ser efetuado pelo suprido, ou a devolução do numerário adiantado.
Resposta: Certa

84) (CESPE – Técnico Judiciário – Administrativo – TJ/CE – 2014) No


momento da concessão de suprimento de fundos, o estágio da despesa
denominado pagamento ocorrerá somente após o fornecedor do
serviço ou da mercadoria adquirida cumprir a sua obrigação de
entrega.

A concessão de suprimento de fundos deverá respeitar os estágios da


execução da despesa pública: empenho, liquidação e pagamento.
Resposta: Errada

85) (CESPE –Administrador - Polícia Federal – 2014) O limite para a


definição das despesas de pequeno vulto que podem ser objeto de
suprimento de fundos é estabelecido por portaria do ministro da
Fazenda, sendo aplicável a todos os demais órgãos do Poder Executivo
federal.

O regime de adiantamento, suprimento de fundos, é aplicável aos casos de


despesas expressamente definidas em lei e consiste na entrega de numerário a
servidor, sempre precedida de empenho na dotação própria, para o fim de
realizar despesas que pela excepcionalidade, a critério do ordenador de
despesa e sob sua inteira responsabilidade, não possam subordinar-se ao
processo normal de aplicação, nos seguintes casos:
_ Para atender despesas eventuais, inclusive em viagem e com serviços
especiais, que exijam pronto pagamento em espécie.
_ Quando a despesa deva ser feita em caráter sigiloso, conforme se classificar
em regulamento.
_ Para atender despesas de pequeno vulto, assim entendidas aquelas cujo
valor, em cada caso, não ultrapassar limite estabelecido em portaria do
Ministro da Fazenda.
Resposta: Certa

86) (CESPE – Técnico Judiciário – Administrativo – TJ/CE – 2014) O


suprimento de fundos pode ser concedido para atender ao pagamento
de despesas de caráter secreto.

Quando a despesa deva ser feita em caráter sigiloso, conforme se classificar


em regulamento, é aplicável o regime de adiantamento ou suprimento de
fundos.
Resposta: Certa

87) (CESPE - Analista Administrativo – Administrador - ANP – 2013)


A concessão de suprimento de fundos deve ser precedida do empenho
da referida despesa, sendo vedada a concessão ao servidor público

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responsável por dois adiantamentos pendentes de prestação de
contas.

A concessão de suprimento de fundos deverá respeitar os estágios da


execução da despesa pública: empenho, liquidação e pagamento. É vedada a
realização de despesa sem prévio empenho.
Não se concederá suprimento de fundos a responsável por dois suprimentos,
ou seja, é permitida a concessão de até dois suprimentos com prazo de
aplicação não vencido.
Resposta: Certa

88) (CESPE – Técnico Administrativo - ANS – 2013) Como regra, o


suprimento de fundos deve ser efetuado por meio de depósito em
conta corrente do servidor que fará a prestação de contas.

A concessão de suprimento de fundos deverá ocorrer por meio do Cartão de


Pagamento do Governo Federal (CPGF), conhecido como Cartão
Corporativo, utilizando as contas de suprimento de fundos somente em caráter
excepcional, em que comprovadamente não seja possível utilizar o cartão.
Resposta: Errada

89) (CESPE – Analista Administrativo - ANS – 2013) O adiantamento


de valores a título de suprimento de fundos constitui despesa pelo
enfoque patrimonial, pois no momento da concessão ocorre redução
no patrimônio líquido da entidade.

O suprimento de fundos não representa uma despesa pelo enfoque


patrimonial, pois, no momento da concessão, não ocorre redução no
patrimônio líquido. Na liquidação da despesa orçamentária, ao mesmo tempo
em que ocorre o registro de um passivo, há também a incorporação de um
ativo, que representa o direito de receber um bem ou serviço, objeto do gasto
a ser efetuado pelo suprido, ou a devolução do numerário adiantado.
Resposta: Errada

90) (CESPE – Técnico Judiciário - Administrativa – TRT/17 – 2013)


Suprimentos de fundos constituem despesas do ponto de vista
patrimonial, visto que, no estágio de liquidação, ocorre o registro de
um passivo simultaneamente à incorporação de um ativo, que
representa o direito de receber um bem ou serviço.

O suprimento de fundos não representa uma despesa pelo enfoque


patrimonial, pois, no momento da concessão, não ocorre redução no
patrimônio líquido. Na liquidação da despesa orçamentária, ao mesmo tempo
em que ocorre o registro de um passivo, há também a incorporação de um
ativo, que representa o direito de receber um bem ou serviço, objeto do gasto
a ser efetuado pelo suprido, ou a devolução do numerário adiantado.
Resposta: Errada

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91) (CESPE – Analista Técnico-Administrativo – Ministério da
Integração - 2013) O suprimento de fundos pode ser concedido para
despesas de pequeno vulto para atender despesas eventuais e com
serviços especiais, exceto em casos de viagens.

O regime de adiantamento, suprimento de fundos, é aplicável aos casos de


despesas expressamente definidas em lei e consiste na entrega de numerário a
servidor, sempre precedida de empenho na dotação própria, para o fim de
realizar despesas que pela excepcionalidade, a critério do ordenador de
despesa e sob sua inteira responsabilidade, não possam subordinar-se ao
processo normal de aplicação, nos seguintes casos:
_ Para atender despesas eventuais, inclusive em viagem e com serviços
especiais, que exijam pronto pagamento em espécie.
_ Quando a despesa deva ser feita em caráter sigiloso, conforme se classificar
em regulamento.
_ Para atender despesas de pequeno vulto, assim entendidas aquelas cujo
valor, em cada caso, não ultrapassar limite estabelecido em portaria do
Ministro da Fazenda.

Resposta: Errada

92) (CESPE – Analista Judiciário - Contabilidade – TRT/17 – 2013)


Ainda que configure um regime de adiantamento, a concessão de
suprimento de fundos deve respeitar os estágios da despesa
orçamentária pública: empenho, liquidação e pagamento.

O suprimento de fundos é caracterizado por ser um adiantamento de valores a


um servidor para futura prestação de contas. Esse adiantamento constitui
despesa orçamentária, ou seja, para conceder o recurso ao suprido é
necessário percorrer os três estágios da execução da despesa orçamentária:
empenho, liquidação e pagamento.
Resposta: Certa

93) (CESPE – Analista Administrativo – ANCINE – 2013) O suprimento


de fundos é um adiantamento de valores a um servidor para futura
prestação de contas, contudo, não representa uma despesa pelo
enfoque patrimonial, pois, no momento da concessão, o patrimônio
líquido da unidade concedente não é reduzido.

O suprimento de fundos é caracterizado por ser um adiantamento de valores a


um servidor para futura prestação de contas. Esse adiantamento constitui
despesa orçamentária, ou seja, para conceder o recurso ao suprido é
necessário percorrer os três estágios da execução da despesa orçamentária:
empenho, liquidação e pagamento.
Entretanto, não representa uma despesa pelo enfoque patrimonial, pois, no
momento da concessão, não ocorre redução no patrimônio líquido. Na
liquidação da despesa orçamentária, ao mesmo tempo em que ocorre o
registro de um passivo, há também a incorporação de um ativo, que

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representa o direito de receber um bem ou serviço, objeto do gasto a ser
efetuado pelo suprido, ou a devolução do numerário adiantado.
Resposta: Certa

(CESPE – Especialista – Contabilidade - ANTT – 2013) Caso, em uma


repartição pública, haja um único servidor, que tenha sob sua guarda o
material de expediente de toda a repartição, e esse servidor tenha
recebido suprimento de fundos destinado à aquisição de material de
expediente, é correto afirmar que:
94) o servidor não poderia ter recebido o suprimento de fundos, uma
vez que tem sob sua guarda o material que deve ser adquirido.

Não se concederá suprimento de fundos a servidor que tenha a seu cargo a


guarda ou a utilização do material a adquirir, salvo quando não houver na
repartição outro servidor.
Resposta: Errada

95) o suprimento de fundos não deverá ser contabilizado, pois é


recurso destinado a atender a despesas de pequeno vulto.

O suprimento de fundos será contabilizado e incluído nas contas do


ordenador como despesa realizada.
Resposta: Errada

96) o servidor, se fosse declarado em alcance, teria prioridade no


recebimento e na gestão de suprimento de fundos para aquisição de
material de expediente, na forma de adiantamento.

Não se concederá suprimento de fundos a servidor declarado em alcance.


Entende-se por servidor declarado em alcance aquele que não tenha prestado
contas do suprimento no prazo regulamentar ou cujas contas tenham sido
impugnadas, total ou parcialmente.
Resposta: Errada

97) (CESPE – Técnico Administrativo - ANS – 2013) Nos casos em que


a despesa deverá ser efetuada em caráter sigiloso, é aplicável o
procedimento de suprimento de fundos.

Quando a despesa deva ser feita em caráter sigiloso, conforme se classificar


em regulamento, é aplicável o suprimento de fundos.
Resposta: Certa

98) (CESPE – Analista Administrativo – Administrativa - ANTT –


2013) Considere que algumas estradas no interior do Brasil tenham
sido afetadas por chuvas intensas e que, por essa razão, uma equipe
da ANTT tenha sido deslocada para o local com o intuito de realizar
uma avaliação da situação. Para financiar os gastos com o
deslocamento, a ANTT teria procedido a um suprimento de fundos,

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viabilizado por meio de um Cartão de Pagamento do Governo Federal
(CPGF). Nessa situação hipotética, a despesa é considerada despesa
orçamentária não efetiva, pois não altera a situação patrimonial da
entidade, constituindo apenas fato contábil permutativo.

O pagamento ao suprido só será realizado após os estágios do empenho e


liquidação. É vedada a realização de despesa sem prévio empenho. Já no que
se refere à liquidação, tal estágio é representado pelo registro de uma
obrigação pelo suprimento, em contrapartida com o direito ao recebimento do
bem ou serviço objeto do gasto ou à devolução do valor adiantado. Assim,
nesse momento é um fato permutativo.
Resposta: Certa

99) (CESPE – Analista Judiciário – Administrativa – CNJ - 2013)


Considere que um servidor público tenha sido deslocado às pressas
para uma área remota do país, dada a ocorrência de situação de
emergência, e que tenha sido necessário realizar o adiantamento de
valores em espécie. Nessa situação, quanto ao suprimento de fundos
realizado, deverão ser cumpridos os três estágios da despesa — uma
vez que se trata de despesa orçamentária —, mas a liquidação só
deverá ocorrer após a prestação de contas do servidor.

O pagamento ao suprido só será realizado após os estágios do empenho e


liquidação. No que se refere à liquidação, tal estágio é representado pelo
registro de uma obrigação pelo suprimento, em contrapartida com o direito ao
recebimento do bem ou serviço objeto do gasto ou à devolução do valor
adiantado.
Resposta: Errada

100) (CESPE – Analista Administrativo – Administrativa - ANTT –


2013) O suprimento de fundos é caracterizado pela disponibilização
(adiantamento) de valores a um servidor para futura prestação de
contas. O que torna o suprimento de fundos peculiar, quando
comparado a outras despesas, é o fato de esse adiantamento ser
viabilizado por meio da inversão das etapas da despesa, com a
ocorrência do pagamento antes da liquidação, ou seja, antes do
momento em que é feita a prestação de contas.

O pagamento ao suprido só será realizado após os estágios do


empenho e liquidação. É vedada a realização de despesa sem prévio
empenho. Já no que se refere à liquidação, tal estágio é representado pelo
registro de uma obrigação pelo suprimento, em contrapartida com o direito ao
recebimento do bem ou serviço objeto do gasto ou à devolução do valor
adiantado.
Resposta: Errada

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E aqui terminamos nossa aula!

Quer fazer uma revisão do conteúdo em vídeo? As videoaulas dos nossos


temas de hoje já estão disponíveis na área do aluno.

Até a nossa próxima aula!

Forte abraço!

Sérgio Mendes

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LISTA DE QUESTÕES COMENTADAS NESTA AULA

RESTOS A PAGAR

1) (CESPE – Analista de Controle Externo - Contas Públicas - TCE/PE -


2017) Situação hipotética: Em 2016, o órgão público X empenhou R$
1.000.000 em favor do fornecedor YZ Ltda., para a importação de máquinas.
As máquinas não foram entregues no prazo e o empenho foi cancelado ao final
do exercício. Em 2017, o fornecedor entregou as máquinas e apresentou
a fatura, alegando que o atraso ocorrera por conta de
problemas alfandegários. Assertiva: Nessa situação, o órgão X deverá fazer a
inscrição em restos a pagar relativos ao orçamento de 2017 para efetuar a
liquidação e o pagamento do respectivo débito com o fornecedor.

2) (CESPE - Auditor - Contas Públicas e Obras - TCE/PE - 2017) A parcela


da dívida flutuante que não for paga até o final do exercício financeiro será
obrigatoriamente inscrita em restos a pagar.

3) (CESPE – Analista Judiciário – Administrativa - TRE/PE - 2017) Restos a


pagar são despesas pendentes de empenho e pagamento quando do
encerramento do exercício financeiro.

4) (CESPE – Analista Judiciário – Contabilidade - TRE/PE - 2017) Se


determinada entidade pública empenhar R$ 100 de despesa orçamentária e
inscrever 30% desse valor em restos a pagar, então, ao se elaborar o balanço
financeiro dessa entidade ao final do exercício, os restos a pagar deverão ser
computados no rol das receitas extraorçamentárias, para compensar sua
inclusão na despesa orçamentária.

5) (CESPE – Analista Judiciário – Administrativa - TRE/PE - 2017) Os restos


a pagar e os serviços da dívida são exemplos de dívida fundada.

6) (CESPE – Auditor Fiscal de Controle Externo – TCE/SC – 2016) Se


empenhos referentes a determinada obra pública, cuja execução esteja
prevista para mais um exercício financeiro, não puderem ser pagos até 31/12
de cada ano, eles deverão ser inscritos em restos a pagar no exercício em que
tiverem sido empenhados.

7) (CESPE – Auditor - Conselheiro Substituto – TCE/PR – 2016) Restos a


pagar não geram, necessariamente, obrigações financeiras para o Estado.

8) (CESPE – Auditor Fiscal de Controle Externo – Direito - TCE/SC – 2016)


As despesas empenhadas e não pagas até o dia 31 de dezembro e que estejam
liquidadas devem ser registradas por exercício e por credor na categoria restos
a pagar processados.

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9) (CESPE – Analista Judiciário – Administrativo - TRE/GO – 2015) Ainda
que os serviços contratados pelo poder público não tenham sido prestados ao
órgão público interessado até 31 de dezembro de determinado exercício, deve
ser feita a inscrição das respectivas despesas em restos a pagar se o prazo de
cumprimento da obrigação vencer no exercício subsequente.

10) (CESPE – Administrador – MPOG - 2015) Situação hipotética: Devido a


novas demandas para a qualificação do servidor público, a ENAP adquiriu, no
dia 23 de outubro de 2014, novas cadeiras, que foram entregues apenas em
janeiro de 2015. Assertiva: Nessa situação, a despesa deve ser, no orçamento
de 2015, classificada como restos a pagar processados.

11) (CESPE – Analista Técnico-Administrativo – SPU/MPOG - 2015) Despesa


computada orçamentariamente pelo regime de competência, não paga no
exercício e inscrita em restos a pagar, constitui receita extraorçamentária e,
como tal, pode ser utilizada na programação de novas despesas
orçamentárias.

12) (CESPE – Analista Técnico-Administrativo – SPU/MPOG - 2015) Se o


dirigente de determinado órgão, durante o último ano de seu mandato,
assumir compromissos financeiros que começarão a ser pagos no ano
subsequente, tais obrigações contratuais deverão ser inscritas em restos a
pagar, independentemente da existência ou da suficiência de disponibilidades
financeiras.

13) (CESPE – Técnico Federal de Controle Externo – TCU - 2015) Um serviço


de manutenção de imóveis foi prestado a um ente da Federação no mês de
outubro de 2014. Em 31/12/2014, apesar de já ter passado pelas fases de
empenho e liquidação, o valor do serviço ainda não havia sido pago ao
prestador do serviço. Trata-se, nesse caso, de uma despesa não processada e
cujo valor deve ser inscrito em restos a pagar.

14) (CESPE – Agente Administrativo - CADE – 2014) O pagamento de restos


a pagar representa as saídas para pagamentos de despesas empenhadas em
exercícios anteriores.

15) (CESPE – Técnico da Administração Pública – TCDF – 2014) Os valores


regularmente inscritos em restos a pagar são excluídos da programação
financeira do exercício em que devam ser pagos, por corresponderem a
recursos do exercício financeiro anterior.

16) (CESPE – Analista – Orçamento, Gestão Financeira e Controle – TCDF –


2014) Com a finalidade de manter o equilíbrio do balanço financeiro,
classificam-se os restos a pagar do exercício como despesa extraorçamentária,
de modo a compensar sua inclusão na receita orçamentária.

17) (CESPE – Analista – Orçamento, Gestão Financeira e Controle/Serviços


Técnicos e Administrativos – TCDF – 2014) As despesas orçamentárias

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empenhadas e não pagas até o final do exercício serão inscritas em restos a
pagar e constituirão dívida flutuante.

18) (CESPE – Analista Administrativo - ICMBio – 2014) Restos a pagar


processados correspondem às despesas que tenham sido empenhadas, mas
não foram liquidadas.

19) (CESPE – Agente Administrativo - MTE – 2014) Os restos a pagar


inscritos e cancelados no exercício seguinte, que vierem a constituir obrigação
em outro exercício futuro, serão pagos à conta de despesa orçamentária no
exercício em que forem liquidados.

(CESPE – Técnico Administrativo – ANTAQ – 2014) Uma entidade pública


realizou a compra de computadores e a entrega dos equipamentos foi
devidamente atestada em 31/12/2013. Em virtude de procedimentos internos,
o pagamento foi realizado trinta dias após a entrega dos bens. Considerando
essa situação hipotética, julgue os próximos dois itens.
20) Como a realização do pagamento ocorreu em 2014, a referida despesa
será registrada como despesa de exercícios anteriores, uma vez que foi
liquidada em 2013. Se tal despesa fosse empenhada em 2014, ela seria
registrada em restos a pagar.
21) Apesar da liquidação da despesa, o estágio do recolhimento da despesa
não foi concretizado em virtude do não pagamento ao fornecedor.

22) (CESPE – Técnico Judiciário – Administrativa – TRT/10 - 2013) No


registro dos restos a pagar, dadas as limitações operacionais para a
discriminação das despesas em processadas e não processadas, dispensa-se a
distinção quanto às características da despesa não paga, sendo exigido apenas
o registro contábil agregado.

23) (CESPE – Analista Técnico-Administrativo – Ministério da Integração -


2013) Restos a pagar são despesas empenhadas, mas não pagas até o dia 31
de dezembro do exercício corrente, distinguindo-se as processadas das não
processadas.

24) (CESPE - Analista Administrativo – Administrador - TRE/MS – 2013) Os


direitos de credores de despesas em restos a pagar prescrevem no dia 31 de
dezembro do ano subsequente ao da inscrição.

25) (CESPE – Especialista – Contabilidade - ANTT – 2013) No balanço


orçamentário, os restos a pagar do exercício corrente serão computados na
receita extraorçamentária para compensar sua inclusão na despesa
orçamentária.

26) (CESPE – Técnico Judiciário – Administrativa – CNJ - 2013) Se, próximo


ao final do exercício, determinado ente realizar o empenho de despesa, sem
tempo hábil para seu pagamento, então os respectivos valores serão, no

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exercício financeiro imediatamente posterior, classificados como despesas de
exercícios anteriores.

27) (CESPE – Analista - Planejamento e Orçamento - MPU – 2013) Se, em


determinado órgão público, for empenhada despesa, em dezembro de 2013,
data em que os bens forem entregues, mas com pagamento para janeiro de
2014, essa situação exemplificará os restos a pagar processados.

28) (CESPE - Analista de Planejamento, Gestão e Infraestrutura em


Propriedade Industrial – Gestão Financeira - INPI – 2013) Os restos a pagar
são despesas orçamentárias que foram liquidadas sem serem devidamente
empenhadas durante o exercício, constituindo, assim, obrigações financeiras
integrantes da dívida flutuante.

29) (CESPE - Analista de Planejamento, Gestão e Infraestrutura em


Propriedade Industrial – Gestão Financeira - INPI – 2013) Uma despesa que
tenha sido empenhada e liquidada, cujo pagamento não tenha ocorrido no
próprio exercício financeiro, deverá compor, no orçamento seguinte, as
despesas de exercícios anteriores.

30) (CESPE - Analista Administrativo – Contador - ANP – 2013) Diferenciam-


se os restos a pagar processados dos não processados pela existência, ou não,
do empenho da despesa.

31) (CESPE – Analista Judiciário – Administrativa – CNJ - 2013) Suponha


que, no mês de dezembro, a administração tenha adquirido suprimentos de
informática que foram entregues somente ao final desse mês, não havendo
tempo hábil para o empenho dos recursos destinados ao pagamento do
contrato nesse exercício financeiro. Nessa situação, os valores devidos deverão
compor os restos a pagar na LOA do ano posterior.

32) (CESPE - Analista de Planejamento, Gestão e Infraestrutura em


Propriedade Industrial – Gestão Financeira - INPI – 2013) Suponha que
determinado órgão público tenha contratado no mês de novembro uma
empresa para restaurar parte da fachada do edifício onde funcionam suas
instalações. Os serviços foram concluídos em dezembro e as etapas de
empenho e liquidação da despesa foram concluídas antes do término do
exercício financeiro. Se essa despesa não for paga até o final do exercício, ela
comporá os restos a pagar processados no próximo exercício financeiro.

33) (CESPE – Analista Judiciário – Administrativa – TRT/10 – Prova cancelada


- 2013) O crescimento do volume de restos a pagar decorre de falta de limite
de empenho e de limite de pagamento.

34) (CESPE – Administrador – Ministério da Integração - 2013) Considere


que a vigência de um contrato assinado por um órgão público com
determinada empresa se encerre em julho de determinado ano e que, ao final
do contrato, ainda haja pagamentos a fazer. Nessa situação, o órgão deverá

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inscrever o saldo devedor em restos a pagar imediatamente após o término do
contrato.

(CESPE – Analista Legislativo – Material e Patrimônio – Câmara dos Deputados


– 2012) Em novembro de 2010, determinada entidade adquiriu, a prazo,
material de expediente para estoque no valor de R$ 4.000,00, com
recebimento imediato desse material. No mês seguinte, dezembro de 2010,
essa obrigação foi inscrita em restos a pagar. Todo esse material foi consumido
entre os meses de janeiro e dezembro de 2011. Finalmente, em dezembro de
2011, esses restos a pagar foram pagos.
Considerando essa situação hipotética e as regras contidas na Lei n.º
4.320/1964, que dispõe sobre o exercício financeiro e inscrição em restos a
pagar, julgue os itens a seguir.

35) No caso de a administração pública ter verificado que o fornecedor


cumpriu suas obrigações, uma vez que o material de expediente fora entregue
no exercício de 2010, os restos a pagar devem ser classificados como
processados.

36) A despesa orçamentária com a compra do material de expediente


pertence ao exercício de 2011, quando se deu seu efetivo consumo.

37) A despesa orçamentária com a compra de material deve ser anulada em


2010, e sua dotação deve ser revertida, já que tanto o consumo como o
pagamento dessa despesa foram efetuados somente em 2011.

38) (CESPE – Técnico – FNDE – 2012) O registro dos restos a pagar deve ser
feito por exercício e por credor, não havendo distinção entre despesas
processadas e não processadas.

39) (CESPE – Técnico Científico – Administração – Banco da Amazônia -


2012) Os restos a pagar correspondem às despesas empenhadas e não pagas
até 31 de dezembro, classificadas em despesas processadas – isto é, já
liquidadas – e não processadas – ou não liquidadas.

40) (CESPE – Auditor de Controle Externo – TCE/ES – 2012) Se a inscrição


de determinada despesa em restos a pagar for cancelada, ela somente poderá
ser paga, no futuro, a conta de dotação destinada a despesas de exercícios
anteriores.

41) (CESPE – Analista Judiciário – Contabilidade - TRE/RJ – 2012) Caso o


valor real da despesa seja inferior ao valor inscrito para atendê-la em restos a
pagar não processados, o saldo existente será anulado sem que seja revertido
à dotação orçamentária do exercício financeiro.

42) (CESPE – TFCE – TCU – 2012) O empenho é o primeiro estágio da


despesa pública e dá origem ao processo de restos a pagar, pois cria para o
Estado a obrigação do desembolso financeiro.

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43) (CESPE – Agente – Polícia Federal – 2012) No que se refere a


administração financeira e orçamentária, julgue o item que se segue.
Ao fornecedor que deseje ver inscrito em restos a pagar os valores devidos
pela administração pública na condição de despesa já processada será
suficiente provar que foi realizado o pertinente empenho da despesa.

44) (CESPE – Auditor de Controle Externo – TCE/ES – 2012) Se determinado


hospital publico assinar contrato com empresa sediada no exterior para o
fornecimento de equipamento de ressonância magnética e, ate o final do
exercício em que o contrato tenha sido assinado, o equipamento ainda não
tiver sido fornecido, os recursos correspondentes a essa compra não poderão
ser inscritos em restos a pagar.

45) (CESPE – Auditor Substituto de Conselheiro – TCE/ES – 2012) O prazo


de validade de uma despesa que não seja liquidada no exercício em que ocorra
o empenho encerra-se em 31 de dezembro do ano subsequente ao da sua
inscrição em restos a pagar.

46) (CESPE – Especialista – FNDE – 2012) Os empenhos que corram a conta


de créditos com vigência plurianual e que não tenham sido liquidados só
devem ser computados como restos a pagar no último ano de vigência do
credito.

47) (CESPE – Analista – Contabilidade - ECB – 2011) Todos os empenhos


que, ao final do exercício financeiro, não forem liquidados, deverão ser
cancelados para que seja evitada a sua inscrição em restos a pagar.

48) (CESPE – Analista Judiciário – Administrativo – STM - 2011) Quando


parte das despesas inscritas em restos a pagar é cancelada, o montante
correspondente deve ser classificado como receita do exercício em que se deu
o cancelamento.

49) (CESPE – Analista Legislativo – Administração – ALCE – 2011) Do


empenho estimativo de R$ 10.000,00, emitido em janeiro de 2010 para o
atendimento de despesas com telefonia celular, foram liquidados e pagos,
durante o ano, R$ 6.000,00 e R$ 4.000,00, respectivamente. Nessa situação,
no encerramento do exercício financeiro de 2010, deve ter sido inscrito em
restos a pagar processados e não processados o valor total de R$ 6.000,00.

50) (CESPE - Especialista - Administração - SESA/ES - 2011) A reserva de


contingência deve-se destinar exclusivamente ao pagamento de restos a pagar
que excederem as disponibilidades de caixa ao final do exercício.

DESPESAS DE EXERCÍCIOS ANTERIORES

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51) (CESPE – Analista Judiciário – Administrativa - TRE/PE - 2017) A despesa
com inscrição em restos a pagar cancelada constitui uma despesa de exercício
anterior se o direito do credor ainda estiver em vigor.

52) (CESPE – Analista Judiciário – Administrativa – TRE/PI – 2016)


Compromissos financeiros reconhecidos pelo governo após o encerramento do
exercício correspondente fazem parte de despesas de exercícios anteriores.

53) (CESPE – Auditor Fiscal de Controle Externo – TCE/SC – 2016) Se um


órgão público reconhecer dívida referente a exercício financeiro já encerrado, a
despesa poderá ser inscrita na conta de despesas de exercícios anteriores,
ainda que o orçamento respectivo não consignasse crédito próprio para o
pagamento.

(CESPE – Economista e Contador - DPU – 2016) Considere que o ordenador de


despesas de um órgão público, após o encerramento do exercício fiscal de
2014, tenha recebido a fatura de energia elétrica relativa ao mês de dezembro,
com vencimento em 15/1/2015, no valor de R$ 200,00, e que, na data do
vencimento da fatura, tenha verificado a existência de previsão orçamentária
alocada em restos a pagar no valor de R$ 100,00 para o pagamento da
referida fatura de energia elétrica. Com base nessa situação hipotética, é
correto afirmar que o ordenador de despesas deve providenciar
54) o cancelamento do valor da previsão insuficiente de R$ 100,00 de restos
a pagar e providenciar o empenho, a liquidação e o pagamento da fatura de R$
200,00 como despesa do exercício de 2015.
55) a liquidação e o pagamento de R$ 100,00 como restos a pagar de 2014 e
empenhar, liquidar e pagar a diferença de R$ 100,00 como despesas de
exercício anterior.

56) (CESPE – Analista Técnico-Administrativo – SPU/MPOG - 2015) Uma


característica importante para a configuração de despesas de exercícios
anteriores decorre da existência de dotação própria para o pagamento de
determinada despesa no exercício correspondente ao cumprimento de
obrigação pelo credor, só que em montante insuficiente, não tendo sido
oportunamente adotadas as providências necessárias à respectiva
suplementação.

57) (CESPE – Agente Administrativo – Polícia Federal – 2014) É possível que


determinada despesa de pessoal relativa ao exercício de 2012, cujo pagamento
tenha sido exigido por um servidor em 2013, exercício no qual tenha sido
empenhada, seja considerada restos a pagar de 2012 e despesa orçamentária
de 2013.

58) (CESPE – Agente Administrativo - CADE – 2014) As despesas de


exercícios anteriores referem-se às despesas de exercícios encerrados, para as
quais, à época, o orçamento não consignava crédito próprio, nem havia saldo
suficiente no balanço financeiro.

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59) (CESPE – Auditor de Controle Externo – TCDF – 2014) O pagamento de
despesas de exercícios encerrados deve, sempre que possível, ser realizado
em ordem cronológica.

60) (CESPE – Técnico Judiciário – Administrativo – TJ/CE – 2014) Após o


cancelamento de restos a pagar, se vigente o direito do credor, a despesa
poderá ser reinscrita no exercício seguinte.

61) (CESPE – Analista Técnico-Administrativo – Ministério da Integração -


2013) As despesas a pagar de exercícios encerrados que não foram
processadas na época própria e os restos a pagar com prescrição interrompida
são casos de despesas de exercícios anteriores.

62) (CESPE – Administrador – Ministério da Integração - 2013) Suponha que


determinada lei preveja vantagem aplicável a determinado beneficiário da
previdência social e que esse beneficiário protocole o pedido de pagamento do
referido benefício depois de encerrado o exercício financeiro em que ocorreu o
respectivo fato gerador. Nessa situação, o pagamento ao beneficiário deverá
ser contabilizado como despesas de exercícios anteriores.

63) (CESPE – Técnico Judiciário - Administrativa – TRT/17 – 2013) Para que


uma despesa seja reconhecida como de exercícios anteriores, é necessário
haver um empenho correspondente, processado durante o exercício a que se
refere a despesa.

64) (CESPE – Analista Administrativo – ANCINE – 2013) As despesas de


exercícios encerrados, ainda que não exista a efetiva discriminação por
elemento, poderão ser pagas, desde que haja saldo suficiente para atendê-las.

65) (CESPE – Analista - Planejamento e Orçamento - MPU – 2013) Uma das


características das despesas de exercícios anteriores é que essas despesas são
pagas de acordo com a conta dos créditos do exercício em que tenha ocorrido
o fato gerador.

66) (CESPE – Analista Judiciário – Contabilidade – TRT/10 – Prova cancelada


- 2013) Não é possível o pagamento de despesas não processadas na época
própria pela rubrica despesas de exercícios anteriores, ainda que haja crédito
próprio no respectivo orçamento e saldo suficiente para atendê-las.

67) (CESPE - Analista Administrativo – Administrador - TRE/MS – 2013) Na


atualidade, as despesas de exercícios anteriores referem-se somente à
categoria de custeio.

68) (CESPE – Analista Administrativo – Administrativa - ANTT – 2013) Se a


ANTT, em resposta a necessidades urgentes, tivesse assumido compromissos
no fim do ano sem que houvesse tempo hábil para o pagamento das
obrigações, nem mesmo para o empenho, os valores em questão deveriam

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constar, no orçamento do ano seguinte, como despesas de exercícios
anteriores.

69) (CESPE – TFCE – TCU – 2012) Os restos a pagar correspondem às


despesas de exercícios anteriores fixadas no orçamento vigente, decorrentes
de compromissos assumidos em exercícios financeiros anteriores àquele em
que deva ocorrer o pagamento.

70) (CESPE – Auditor de Controle Externo – TCE/ES – 2012) Não tendo sido
processadas a época prevista, as despesas de exercícios encerrados para as
quais tenha havido previsão orçamentária e saldo suficiente não poderão ser
pagas a conta de exercícios anteriores, mesmo que seja respeitada a categoria
econômica das despesas.

SUPRIMENTO DE FUNDOS

71) (CESPE – Auditor Fiscal de Controle Externo – TCE/SC – 2016) Caso o


responsável por determinado suprimento de fundos restitua parte dos recursos
recebidos após o encerramento do exercício em que se deu o suprimento, o
valor restituído será contabilizado como receita orçamentária.

72) (CESPE – Analista Judiciário – Administrativa – TRE/PI – 2016)


Suprimento de fundos é a autorização de execução orçamentária que, pela sua
excepcionalidade, não possui dotação orçamentária específica.

73) (CESPE – Auditor Fiscal de Controle Externo – Direito - TCE/SC – 2016)


O suprimento de fundos não pode ser autorizado por servidor público efetivo
que tenha, sob sua responsabilidade, outros dois adiantamentos em fase de
aplicação ou de prestação de contas.

74) (CESPE – Auditor Governamental – CGE/PI - 2015) Da mesma forma que


acontece no processo licitatório, a despesa executada por meio de suprimento
de fundos deve garantir a aquisição mais vantajosa para a administração
pública.

75) (CESPE – Administrador – MPOG - 2015) Situação hipotética: Deslocados


para uma importante missão em localidade remota do país, servidores do
Ministério do Planejamento receberam adiantamento de valores, na forma de
suprimento de fundos. Assertiva: De acordo com o enfoque patrimonial, tal
operação não é considerada despesa, pois não há alteração no patrimônio
líquido.

76) (CESPE – Administrador – MPOG - 2015) Se o Ministério da Saúde


precisar conceder suprimento de fundos para determinada ação de assistência
à saúde indígena, então a concessão e a aplicação desse suprimento
obedecerão ao regime especial de execução.

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(CESPE – Contador – SPU/MPOG - 2015) Em uma escola com problemas de
infraestrutura, o conserto de emergência de algumas de suas instalações
custou R$ 850,00, dos quais R$ 500,00 foram referentes a materiais pagos
com cartão de pagamento do governo federal (CPGF) e R$ 350,00 foram
gastos com serviços de engenharia pagos pelo servidor responsável,
previamente suprido e habilitado, com dinheiro próprio. A respeito da situação
hipotética apresentada e dos aspectos relativos a suprimentos de fundos,
julgue os itens que se seguem.

77) Com base na urgência da situação, o referido servidor poderá, no


primeiro dia útil seguinte ao evento, solicitar ao ordenador de despesas a
concessão de suprimento de fundos em seu nome, referente aos serviços de
engenharia realizados no valor de R$ 350,00, desde que apresente a nota
fiscal válida dos serviços prestados, juntamente com o processo de prestação
de contas no prazo estabelecido na concessão.

78) Considerando que a concessão do CPGF, feita de acordo com a legislação


vigente, tenha sido destinada para a aquisição de materiais em geral, e que
tenha sido observado o prazo de aplicação, o pagamento realizado de R$
500,00 foi adequado para suprimento de fundos.

79) No caso de suprimento de fundos por meio do CPGF, no qual o


pagamento da fatura do cartão é posterior ao gasto, o empenho da despesa
também pode ser posterior ao gasto, desde que feito antes do pagamento da
fatura do cartão, devido à possibilidade de inversão das fases da despesa
pública, nesse caso.

80) (CESPE – Agente Administrativo – Polícia Federal – 2014) Se uma


operação emergencial demandar o deslocamento de agentes da Polícia Federal
para uma região de fronteira internacional, o financiamento dessa viagem
deverá ser feito por meio de suprimento de fundos e o pagamento deverá
ocorrer antes da liquidação.

81) (CESPE – Técnico Judiciário – Administrativo – TJ/CE – 2014) O


suprimento de fundos pode ser considerado uma modalidade de adiantamento
para execução de despesas, excluídas as despesas de diárias, passagens e
outras despesas em viagens de servidores.

82) (CESPE – Técnico Judiciário – Administrativo – TJ/CE – 2014) A


concessão de suprimento de fundos não constitui despesa pública
orçamentária, o que ocorre somente após a prestação de contas.

83) (CESPE – Agente Administrativo - CADE – 2014) O suprimento de fundos


é caracterizado como adiantamento concedido ao suprido; contudo, embora
possua natureza de despesa orçamentária, não representa uma despesa pelo
enfoque patrimonial, visto que, no momento de sua concessão, não ocorre
redução no patrimônio líquido.

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84) (CESPE – Técnico Judiciário – Administrativo – TJ/CE – 2014) No
momento da concessão de suprimento de fundos, o estágio da despesa
denominado pagamento ocorrerá somente após o fornecedor do serviço ou da
mercadoria adquirida cumprir a sua obrigação de entrega.

85) (CESPE –Administrador - Polícia Federal – 2014) O limite para a definição


das despesas de pequeno vulto que podem ser objeto de suprimento de fundos
é estabelecido por portaria do ministro da Fazenda, sendo aplicável a todos os
demais órgãos do Poder Executivo federal.

86) (CESPE – Técnico Judiciário – Administrativo – TJ/CE – 2014) O


suprimento de fundos pode ser concedido para atender ao pagamento de
despesas de caráter secreto.

87) (CESPE - Analista Administrativo – Administrador - ANP – 2013) A


concessão de suprimento de fundos deve ser precedida do empenho da
referida despesa, sendo vedada a concessão ao servidor público responsável
por dois adiantamentos pendentes de prestação de contas.

88) (CESPE – Técnico Administrativo - ANS – 2013) Como regra, o


suprimento de fundos deve ser efetuado por meio de depósito em conta
corrente do servidor que fará a prestação de contas.

89) (CESPE – Analista Administrativo - ANS – 2013) O adiantamento de


valores a título de suprimento de fundos constitui despesa pelo enfoque
patrimonial, pois no momento da concessão ocorre redução no patrimônio
líquido da entidade.

90) (CESPE – Técnico Judiciário - Administrativa – TRT/17 – 2013)


Suprimentos de fundos constituem despesas do ponto de vista patrimonial,
visto que, no estágio de liquidação, ocorre o registro de um passivo
simultaneamente à incorporação de um ativo, que representa o direito de
receber um bem ou serviço.

91) (CESPE – Analista Técnico-Administrativo – Ministério da Integração -


2013) O suprimento de fundos pode ser concedido para despesas de pequeno
vulto para atender despesas eventuais e com serviços especiais, exceto em
casos de viagens.

92) (CESPE – Analista Judiciário - Contabilidade – TRT/17 – 2013) Ainda que


configure um regime de adiantamento, a concessão de suprimento de fundos
deve respeitar os estágios da despesa orçamentária pública: empenho,
liquidação e pagamento.

93) (CESPE – Analista Administrativo – ANCINE – 2013) O suprimento de


fundos é um adiantamento de valores a um servidor para futura prestação de
contas, contudo, não representa uma despesa pelo enfoque patrimonial, pois,

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no momento da concessão, o patrimônio líquido da unidade concedente não é
reduzido.

(CESPE – Especialista – Contabilidade - ANTT – 2013) Caso, em uma


repartição pública, haja um único servidor, que tenha sob sua guarda o
material de expediente de toda a repartição, e esse servidor tenha recebido
suprimento de fundos destinado à aquisição de material de expediente, é
correto afirmar que:
94) o servidor não poderia ter recebido o suprimento de fundos, uma vez que
tem sob sua guarda o material que deve ser adquirido.

95) o suprimento de fundos não deverá ser contabilizado, pois é recurso


destinado a atender a despesas de pequeno vulto.

96) o servidor, se fosse declarado em alcance, teria prioridade no


recebimento e na gestão de suprimento de fundos para aquisição de material
de expediente, na forma de adiantamento.

97) (CESPE – Técnico Administrativo - ANS – 2013) Nos casos em que a


despesa deverá ser efetuada em caráter sigiloso, é aplicável o procedimento
de suprimento de fundos.

98) (CESPE – Analista Administrativo – Administrativa - ANTT – 2013)


Considere que algumas estradas no interior do Brasil tenham sido afetadas por
chuvas intensas e que, por essa razão, uma equipe da ANTT tenha sido
deslocada para o local com o intuito de realizar uma avaliação da situação.
Para financiar os gastos com o deslocamento, a ANTT teria procedido a um
suprimento de fundos, viabilizado por meio de um Cartão de Pagamento do
Governo Federal (CPGF). Nessa situação hipotética, a despesa é considerada
despesa orçamentária não efetiva, pois não altera a situação patrimonial da
entidade, constituindo apenas fato contábil permutativo.

99) (CESPE – Analista Judiciário – Administrativa – CNJ - 2013) Considere


que um servidor público tenha sido deslocado às pressas para uma área
remota do país, dada a ocorrência de situação de emergência, e que tenha
sido necessário realizar o adiantamento de valores em espécie. Nessa situação,
quanto ao suprimento de fundos realizado, deverão ser cumpridos os três
estágios da despesa — uma vez que se trata de despesa orçamentária —, mas
a liquidação só deverá ocorrer após a prestação de contas do servidor.

100) (CESPE – Analista Administrativo – Administrativa - ANTT – 2013) O


suprimento de fundos é caracterizado pela disponibilização (adiantamento) de
valores a um servidor para futura prestação de contas. O que torna o
suprimento de fundos peculiar, quando comparado a outras despesas, é o fato
de esse adiantamento ser viabilizado por meio da inversão das etapas da
despesa, com a ocorrência do pagamento antes da liquidação, ou seja, antes
do momento em que é feita a prestação de contas.

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GABARITO

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