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PLANEJAMENTO EDUCATICA PARA CRIANÇAS ENTRE 0 – 5 ANO E 11

MESES

Proposta Curricular Para Educação Infantil

Ao iniciar sua trajetória de vida, as crianças têm direito a saúde, amor, aceitação e segurança, que
constituem um forte alicerce para suportar as fases posteriores de desenvolvimento.

Assim sendo, surge uma nova concepção de creche-ambiente de educação e cuidados — que
sinaliza para a fundamental importância de que a este espaço, anteriormente direcionado somente
aos cuidados para com a criança, atribua-se um papel educativo complementar junto às famílias.

As famílias, as instituições e a sociedade como um todo são responsáveis pela infância e realizam
ações que se complementam. Em momento algum uma substituirá a outra, pois são de grande
importância para a Educação Infantil.

O Currículo da Educação Infantil — 0 a 5 anos — é centrado nos eixos Formação Pessoal e Social e
Conhecimento do Mundo e deverá contribuir para prática e vivência pedagógicas plenas de êxito e
alegria, culminando com aprendizagem satisfatória e significativa das crianças.

Curriculo Da Educação Infantil

As instituições de educação infantil nasceram na França, no século XVIIII, em resposta à situação de


pobreza, abandono e maus tratos de crianças pequenas, cujos pais trabalham em fábricas, fundição
e minas criadas pela Revolução Industrial. Todavia os objetivos e formas de tratar as crianças dos
extratos sociais mais pobres da sociedade não eram consensuais. Setores da elite defendiam a idéia
do que não seria bom para a sociedade como um todo que se educassem as crianças pobres; era
proposta a educação da ocupação e da piedade (OLIVEIRA, 1995).

Durante muito tempo, as instituições infantis, incluindo as brasileiras organizavam seu espaço e sua
rotina diária em função de idéias de assistência, de custódia e de higiene da criança. A década de
1980 passou por um momento de ampliação do debate a respeito das funções das instituições
infantis para a sociedade moderna, que teve início com os movimentos populares dos anos de 1970
(WAJSKOP, 1995).

A partir desse período, as instituições passaram a ser passadas e reivindicadas como lugar de
educação e cuidados coletivos das crianças de zero a seis anos de idade.

A abertura política permitia o reconhecimento social desses direitos manifestados pelos movimentos
populares e por grupos organizados da sociedade civil. A Constituição de 1988 (art.208, e inciso IV),
pela primeira vez na história do Brasil, definiu como direito das crianças de zero a seis anos de idade
é dever do Estado o atendimento à infância.

Muitos fatos ocorreram de forma a influenciar estas mudanças: o desenvolvimento urbano, as


reivindicações populares, o trabalho da mulher, a transformação das funções familiares, as idéias de
infância e as condições socioculturais para o desenvolvimento das crianças.

Ao constituir-se em um equipamento só para pobres, principalmente no caso das instituições de


educação infantil, financiadas ou mantidas pelo poder público, significou, em muitas situações, atuar
de forma compensatória para sanar as supostas faltas e carências das crianças e de seus familiares.
A tônica do trabalho institucional foi pautada por uma visão que estigmatizava a população de baixa
renda. A concepção educacional era marcada por características assistencialista, sem considerar as
questões de cidadania ligadas aos ideais de liberdade e igualdade.

Modificar essa concepção de educação assistencialista significa atentar para várias questões que vão
além dos aspectos legais. Envolve principalmente, assumir as especificidades da educação infantil e
rever concepções sobre a infância, as relações entre classes sociais, à responsabilidade da
sociedade e o papel do Estado em relação às crianças pequenas.

Embora haja um consenso sobre a necessidade de que a educação, para as crianças pequenas deva
promover a integração entre os aspectos físicos, emocionais, afetivos, cognitivos e sociais da criança,
considerando que esta é um ser completo e indivisível, as divergências e estão exatamente no que se
entende sobre o que seja trabalhar com cada um desses aspectos.

Polêmicas sobre cuidar e educar, sobre o papel do afeto na relação pedagógica e sobre educar para

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o desenvolvimento ou para o conhecimento tem-se constituído no pano de fundo sobre o qual se


constroem as propostas em educação infantil.

Fundamentação Legal

Considerações.

Na Constituição do Brasil Seção I – da Educação em seu artigo (205) destaca que: A educação
direito de todos e dever do Estado e da família, será promovida e incentivada com a colaboração da
sociedade, visando pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e
sua qualificação para o trabalho.

Já na LDB – Diretrizes e Bases da Educação Nacional – lei 9394/96 em seu art. 29 regulamenta a
Educação Infantil, definindo-a como a primeira etapa da educação básica. Tendo por finalidade o
desenvolvimento integral da criança até os 6 anos de idade, em seus aspectos físico, psicológico,
intelectual e social, complementando a ação da família e da comunidade.

A lei também estabelece que a Educação Infantil será oferecida em creches, para crianças de até 3
anos, e em pré-escolas, para crianças de 4 a 6 anos.

Segundo o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica – FUNDEB ( hoje


FUNDEF) em seu Art. 60 determina que: agora é definitivo, todas as crianças a partir dos seis anos
de idade devem estar matriculadas no ensino fundamental. Portanto a Educação Infantil atenderá
crianças de 0 a 5 anos e 9 meses.

A implantação de uma verdadeira Educação Infantil precisará contar com a colaboração do sistema
de saúde e dos órgãos de assistência social.

A responsabilidade deste nível inicial de educação pertence aos municípios, mas as empresas são
chamadas a dividir este encargo, pela obrigação de garantir assistência gratuita para os filhos e
dependentes de seus empregados em creches e pré-escolas, além da prevista com o recolhimento
do salário educação.

Diretrizes

Educar e cuidar de crianças de 0 a 5 anos supões definir previamente para que isto será feito e como
se desenvolverão as práticas pedagógicas, visando a inclusão das crianças e de suas famílias em
uma vida de cidadania plena.

As instituições de Educação Infantil são equipamentos educacionais e não apenas de assistência,


nesse sentido, uma das características da nova concepção de Educação Infantil, reside na integração
das funções de cuidar e educar.

As instituições infantis além de prestar cuidados físicos, criam condições para o seu desenvolvimento
cognitivo, simbólico, social e emocional. Nela se dão o cuidado e a educação de crianças que aí
vivem, convivem, exploram, conhecem, construindo uma visão de mundo e de si mesmas,
constituindo-se como sujeitos. Para as crianças pequenas tudo é novo, devendo ser trabalhado e
aprendido. Não são independentes e autônomas para os próprios cuidados pessoais, precisando ser
ajudadas e orientadas a construir hábitos e atitudes corretas, bem como estimuladas na fala e no
aprimoramento de seu vocabulário.

O bom relacionamento entre pais, educadores e crianças, é fundamental durante o processo de


inserção da criança na vida escolar, além de representar a ação conjunta rumo à consolidação de
uma pedagogia voltada pra a infância.

A instituição de Educação Infantil deverá proporcionar às crianças momentos que a façam crescer,
refletir e tomar decisões direcionadas ao aprendizado com coerência e justiça.

Fundamentação Filosófico-Pedagógica

A educação deve ser essencialmente lúdica, prazerosa, fundada nas mais variadas experiências e no
prazer de descobrir a vida, colocando as crianças em contato com uma variedade de estímulos e

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experiências que propiciem a ela seu desenvolvimento integral. Essas ações são desenvolvidas e
fundamentadas numa concepção interdisciplinar e totalizadora. As ações desenvolvidas
fundamentam-se nos seguintes princípios:

1) Educação ativa e relacionada com os interesses, necessidades e potencialidades da criança;

2) Ênfase na aprendizagem através da resolução de problemas;

3) Ação educativa ligada à vida e não entendida como preparação para a vida;

4) Incentivo da solidariedade e não da concorrência.

A Estrutura Curricular E Seus Eixos Norteadores

A criança desde que nasce é um ser ativo. Possui um repertório de condutas ou reflexos inatos que
lhe permite interagir com seu meio e experimentar as primeiras aprendizagens, consistindo nas
adaptações que faz às novas condições de vida. O contato do bebê com o meio humano, transforma
essas condutas inatas em respostas complexas. Aos poucos assimila novas experiências, integrando-
as aos que já possui, gerando novas respostas. Este processo de adaptação às condições novas que
surgem se dá ao longo de toda a infância.

Durante o primeiro ano de vida, a criança constrói um pensamento essencialmente prático, ligado à
ação, a percepção e ao desenvolvimento motor. É através dessas ações que a criança processa
informações, constrói conhecimentos e se expressa desenvolvendo seu pensamento.

Ao final do primeiro ano de vida, as ações das crianças passam a ser cada vez mais coordenadas e
intencionais.

O desenvolvimento da função simbólica tem importância ao desenvolvimento psicológico e social da


criança; internalizam funções e capacidade ao longo do seu processo de desenvolvimento e vai
situando e ampliando sua participação no universo social.

O aperfeiçoamento da linguagem, o aumento do vocabulário deverá ser permeado pela diversidade


de experiências e oportunidades sem contextos significativos para a criança.

No que se refere ao desenvolvimento físico motor, os três primeiros anos de vida, representam a fase
em que o crescimento ocorre de maneira mais acelerada. Elas quadruplicam de peso e dobram a
altura em relação ao nascimento, adquirindo movimentos voluntários e coordenados. Controlam a
posição de seu corpo e o movimento das pernas, braços e tronco, significa que correm, rolam, deitam
e tantas outras coisa.

O desenvolvimento motor se dá quando a criança adquire padrões de movimentos musculares,


controle do próprio corpo e habilidades motoras, onde alcança possibilidades de ação e expressão.
Está relacionado com o desenvolvimento psíquico, principalmente no primeiro ano de vida. Ao
desenvolver a ação motora a criança está construindo conhecimento de si próprio sobre o mundo que
a cerca. Esta relação construtiva que a criança estabelece com objetos, acontecimentos e pessoas
constituirão uma base fundamental para o seu desenvolvimento cognitivo, afetivo e social.

Aos três anos, a criança já possui um repertório de conhecimentos construídos, a partir de suas
experiências. Há um desenvolvimento claro das habilidades sociais ampliando os vínculos afetivos e
sua capacidade de participação social.

A criança dos três aos cinco anos de idade, apresenta seu desenvolvimento de forma menos
acelerada, caracterizado pelo progresso advindo das fases anteriores.

O desenvolvimento da capacidade de simbolização progride através da linguagem, da imaginação, da


imitação e da linguagem. Ela faz uso do repertório cada vez mais rico de símbolos, signos, imagens e
conceitos para mediar à relação com a realidade e o mundo social.

A linguagem é bem desenvolvida, devido a diversificações de situações, pois amplia a expressão


verbal, tendo quase que um domínio completo de todos os sons da língua por volta dos cinco anos de
idade.

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Centrado nos eixos Formação Pessoal e Social e Conhecimento do Mundo, o ensino e a


aprendizagem são atividades conjuntas, compartilhadas, que asseguram à criança ir conhecendo e
contribuindo, progressivamente, o mundo que a envolve com os objetos, pessoas, os seus sistemas
de comunicação, valores, além de ir conhecendo a si mesma.

Com o fazer lúdico, pensa reflete e organiza-se para aprender em dado momento. Estas vivências
são fundamentais para o processo de alfabetização e letramento.

Devem-se considerar os conhecimentos que a criança já possui e suas várias experiências culturais
para efetuar a ação pedagógica compartilhando, auxiliando a enfrentar novas perspectivas, mas do
modo como à criança vê, apenas orientando e praticando até encontrar o fortalecimento nas relações
pessoais, sociais e de conhecimento geral.

Propor para as crianças um mundo de interação contribuirá para um desenvolvimento emocional,


social, fundamentando-as nas suas formações, e na realidade de cada um.

Dentro desta perspectiva de educação para todos constitui um grande desafio: A Educação Inclusiva
que é garantida pela Constituição Federal Brasileira, art. 208, III. A declaração da Salamanca em l994
reafirmou o direito de todos à educação, independente de suas diferenças, enfatizando que a
educação para pessoas deficientes também é parte integrante do sistema educativo, contemplando
uma pedagogia voltada as necessidades específicas e adoção de estratégias que se fizerem
necessárias em benefício comum. A LDB 9.394/96, artigos 58 e 59 têm também como finalidade de
concretizar preceito constitucional e responder ao compromisso com a “Educação para Todos”.
Assume-se assim, o compromisso de uma educação comprometida para a cidadania, considerando
sua diversidade. A educação inclusiva baseia-se na educação condizente com igualdade de direitos e
oportunidades em ambiente favorável. A participação na Instituição da família, criança, num esforço
conjunto de aprendizagem compartilhada é de suma importância.

Aprender a conviver e relacionar-se com pessoas que possuem habilidades e competências


diferentes, expressões culturais e sociais são condições necessárias para o desenvolvimento de
valores éticos, dentro dos preceitos básicos pedagógicos a estrutura curricular se apóia nos Eixos
Norteadores, que orientam a base educacional que são:

Identidade E Autonomia

Busca possibilitar a formação da criança a partir das relações sócio-histórico-cultural, de forma


consciente e contextualizada, oferecendo condições para que elas aprendam a conviver com os
outros, em uma atitude básica de respeito e confiança. O trabalho educativo pode, assim criar
condições para as crianças conhecerem, descobrirem e resignificarem novos sentimentos, valores,
idéias, costumes e papéis sociais. A identidade é um conceito de distinção, a começar pelo nome. A
autonomia é a capacidade de se conduzir e tomar decisões por si próprias, levando em conta regras,
valores. Identidade e autonomia é resultado da construção do próprio cotidiano em sala de educação
infantil, onde a criança necessita estar conhecendo, desenvolvendo e utilizando seus recursos
pessoais e naturais, para fazer frente às diferentes situações que surgirão.

Conhecimento De Mundo

Refere-se à construção das diferentes linguagens pelas crianças e as relações que estabelecem com
os objetos de conhecimento. È importante que tenham contato com diferentes áreas e sejam
instigadas por questões significativas, para observá-los, explica-los se tenham várias maneiras de
compreendê-los e representá-los. As diferentes linguagens propiciam a interação com o outro,
emoções e a mediação com a cultura.

Movimento

As crianças se movimentam desde que nascem, adquirindo cada vez maior controle sobre seu
próprio corpo. Ao movimentar-se, expressam sentimentos, emoções e pensamentos, ampliando as
possibilidades do uso significativo de gestos e posturas corporais. O movimento humano, portanto, é
mais do que simples deslocamento do corpo no espaço.

As maneiras de andar, correr, arremessar, saltar resultam das interações sociais e da relação dos
homens com o meio; são movimentos cujos significados têm sido construídos em função das

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diferentes necessidades, interesses e possibilidades corporais humanas presentes nas diferentes


culturas. Diferentes manifestações dessa linguagem foram surgindo, como a dança, o jogo, as
brincadeiras, mas práticas esportivas etc., nas quais se faz uso de diferentes gestos, postura e
expressões corporais com intencionalidade. Ao brincar, jogar, imitar e criar ritmos e movimentos, as
crianças também se apropriam do repertório da cultura corporal na qual estão inseridas.

O trabalho com movimento contempla a multiplicidade de funções e manifestações do ato motor,


propiciando um amplo desenvolvimento de aspectos específicos da motricidade das crianças; refletir
sobre as atividades no cotidiano acerca das posturas corporais.

As atividades deverão priorizar o desenvolvimento das capacidades expressivas e instrumentais do


movimento, possibilitando a apropriação corporal pelas crianças, de forma que possam agir com mais
intencionalidade. Devem ser organizadas num processo contínuo e integradas, que envolvam
múltiplas experiências corporais.

Os conteúdos podem ser organizados em:

Expressividade

Expressão Corporal;

Percepções.

Coordenação e Equilíbrio

Coordenação Ampla;

Coordenação Fina e Coordenação Viso-Motor.

Artes Visuais

A arte visual; expressa, comunica e atribui sentido as sensações sentimentos pensamentos. Esta
linguagem se faz presente no cotidiano da educação infantil como importante forma de expressão e
comunicação humana, sofrendo influência da cultura onde está inserida. A criança, ao ingressar na
instituição de ensino, traz consigo suas leituras de mundo pelas imagens. Dessa maneira, trabalhar a
arte como geradora de conhecimentos dentro do contexto infantil e, portanto, portadora de um caráter
lúdico, torna-se importante instrumento para o desenvolvimento perceptivo e cognitivo.

Neste sentido, a arte visual deve se estruturada como uma linguagem de códigos próprios e seu
ensino devem articular os seguintes aspectos.

Produção: exploração e expressão, por meio da prática artística, desenvolvendo um percurso poético
pessoal.

Apreciação: reconhecimento, análise e identificação de obras artísticas e de seus autores.

Reflexão: compreende a obra artística como produto cultural, possibilitando diversas interpretações.

Seus conteúdos:

Fazer Artístico

Elementos da linguagem visual

Leitura de Imagens

Trajetória Artística

Poética (estilos)

Música

A música é uma organização de sons presentes em diversas culturas, compreendidas como

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linguagem que traduz formas sonoras expressivas de sentimentos, pensamentos e sensações.


Favorece nas crianças a aquisição de conhecimentos gerais e científicos, desenvolvendo
potencialidades, como: observação, percepção, imaginação e sensibilidades, contribuindo para a
sustentação de valores normas sociais. È imprescindível que a música faça parte do currículo, no
processo ensino aprendizagem. Escutando, cantando, tocando instrumentos e articulando
movimentos. Para a aquisição da linguagem musical se concretizar, são necessárias ações que
envolvam o fazer, o perceber o contextualiza. Esta linguagem contempla:

Apreciação Musical

Propriedades e qualidades do som.

Gêneros musicais, estilos musicais e elementos musicais.

Fazer Musical

Linguagem Oral e Escrita

É de grande importância na formação da criança e nas diversas práticas sociais. É importante


considerar a linguagem como um meio de comunicação, expressão, representação, interpretação e
modificação da realidade. Promover experiências significativas de aprendizagem. O convívio com a
linguagem oral e escrita deve ser compreendido como uma atividade da realidade, considerando que
as crianças são ativas na construção de seu conhecimento. Para que ocorra um desenvolvimento
gradativo é preciso que as capacidades associadas estejam ligadas as competências lingüísticas
básicas (falar, escutar, praticar leituras e escritas), que serão trabalhadas de forma integrada,
diversificada abrangendo vários conteúdos :

• Textos de diversos gêneros ( narrativos, informativos e poéticos );

• Compreensão e interpretação de textos;

• Ampliação do vocabulário;

• Produção de texto oral e escrito;

• Função social da escrita;

• Evolução da escrita na humanidade;

• Representação gráfica com diferentes tipos de letras e alfabetos;

• Diferentes funções da escrita; lazer, identificação, registro, comunicação, informação e organização


do pensamento.

Nesta perspectiva, a linguagem oral e escrita deve estar presente no cotidiano e na prática das
instituições de educação infantil.

Assim, a linguagem não é um elemento “estático” nem “objetivo”, mas uma construção dinâmica,
onde as pessoas se comunicam para informar, expressar seus sentimentos e idéias e compartilhar
uma visão de mundo.

Natureza e Sociedade

A percepção do mundo físico é direta: elas testam o que sabem, tocando, ouvindo, observando,
elaborando hipóteses e procurando respostas às suas indagações. A atitude científica merece ser
estimuladas por intermédio da observação, experimentação, manipulação e enriquecidos com
conversas e ilustrações. As crianças adquirem consciência do contexto em que vivem e se esforçam
para entendê-lo, por meio da interação com o meio natural e social.

Conhecer o mundo implica conhecer as relações entre os seres humanos e a natureza, as formas de
transformações e utilizações dos recursos naturais, a diversidade cultural. Desta forma, as crianças
adquirem condições de desenvolver formas de convivências, atitudes de polidez, respeito, cultivando

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valores sociais, intelectuais, morais, artísticos e cívicos, O professor precisa se interar destes
domínios e conhecimentos. O importante será a descoberta.

Natureza e Sociedade reúnem aspectos pertinentes ao mundo natural e social abordando:

Grupos Sociais

A criança e a Família

A criança e a Escola

A criança e o Contexto Social

Seres Vivos

Seres Humanos, animais e vegetais.

Recursos Naturais

Água, solo, ar, luz, astros e estrelas.

Fenômenos da Natureza

Marés, trovão, relâmpagos, enchentes, estações do ano e outros.

Pensamento Lógico-Matemático

A matemática é uma forma de pensar e organizar experiências ela busca a ordem e o


estabelecimento de padrões, que requer raciocínio e resolução de problemas. As crianças estão
imersas em um universo no quais os conhecimentos matemáticos fazem parte elas vivem em um
mundo que experimentam o muito o grande o pequeno e o acabou. Trazem consigo um entendimento
intuitivo dos processos matemáticos e de resolver problemas. O professor deve encorajar a
exploração das idéias matemáticas relativas a números, estatística, geometria e medidas, fazendo
com que as crianças desenvolvam o prazer e a curiosidade pela matemática no seu processo de
desenvolvimento a criança vai criando várias relações entre objetos e situações por ela vivenciadas.
Estabelecem relações cada vez mais complexas que lhe permitirão desenvolver noções mais
elaboradas.

A matemática abrange os seguintes conteúdos:

Número

• Função social do número;

• Noções de quantidade;

• Sistema numérico;

• Inteiros;

• Noção de números fracionários.

Geometria

• Plana

• Bidimensional

• Espacial

• Tridimensional

• Medidas de grandeza (padronizadas e não padronizadas)

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• Medidas de tempo

• Medidas de massa

• Medidas de comprimento

• Medidas de velocidade

• Medidas de capacidade

Sistema monetário

Estatística

Desenvolvimento Infantil De 0 A 5 Anos.

Na faixa etária de 0 a 5 anos as mudanças que ocorrem na criança são muito rápidas. Essas
mudanças se dão de forma gradual, mas se processam aos saltos, havendo em cada salto momentos
de ruptura, ocasionando na criança processo continuo de organização e reorganização. Tais
experiências muitas vezes, são penosas, por isso a qualidade do atendimento nesse período é muito
importante e tem grande influência na formação de sua personalidade.

A infância é constituída por uma sucessão de etapas. Cada uma delas prepara para a seguinte e os
limites entre uma e outra não são nítidos nem precisos em relação à idade cronológica; funcionam de
maneira global e indissociável.

O desenvolvimento dos sentidos, da afetividade, da linguagem, da motricidade e da inteligência


integram-se e completam-se num processo continuo de interação.

O Perfil Do Educador Da Criança De 0 A 5 Anos.

A Educação Infantil de 0 a 5 anos, ao longo das três ultimas décadas, estabeleceu um


desenvolvimento elevado nos fazeres pedagógicos e tendências educacionais devido à conjunção de
três fatores:

• Um intenso aumento da demanda;

• A intensificação de conhecimentos sobre o desenvolvimento infantil;

• Ao desenvolvimento de políticas públicas na área.

Por causa desses avanços ocorridos nos últimos anos e do alto grau de criação existente em sua
prática, a educação de crianças de 0 a 5 anos exige um profissional dinâmico, polivalente. Pois de
acordo com o Referencial Curricular (1998) cabe ao professor trabalhar com conteúdos específicos
provenientes das diversas áreas do conhecimento. Esse caráter polivalente demanda, uma formação
bastante ampla do profissional que deve tornar-se também um aprendiz, refletindo constantemente
sobre a prática, debatendo com seus pares, dialogando com as famílias e a comunidade e buscando
informações necessárias para o trabalho que desenvolve. São instrumentos essenciais para a
reflexão sobre a prática direta com as crianças: a observação, o registro, o planejamento e a
avaliação.

É preciso ter professores que estejam comprometidos com a prática educacional, capazes de
responder as demandas familiares e das crianças, assim como as questões especificas relativas aos
cuidados e aprendizagens infantis.

O professor deve preparar-se para ser um pesquisador capaz de avaliar as muitas formas de
aprendizagens que estimula em prática cotidiana, as interações por ele construídas com as crianças e
com as famílias em situações especificas.

O trabalho direto com crianças de 0 a 5 anos exige do professor o investimento emocional,


conhecimento técnico pedagógico e compromisso com a promoção do desenvolvimento da criança.

A criança tem o professor como alguém qualificado para medir seu desenvolvimento, auxiliando-a a

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ampliar as linguagens para usar, representar e exprimir sua forma de compreender o mundo e si
mesma.

Com isso o professor da Educação Infantil deve ter formação ética e competência na especificidade
de sua tarefa, levando-se em conta o atual momento sócio-histórico, que ocorre em um mundo
complexo, contraditório, violento, consumista em constante mudança.

O importante é que os professores tenham o domínio de conceitos e habilidades necessárias para se


ter uma atuação junto as crianças, atuação esta que seja promotora de aprendizagens e do
desenvolvimento das crianças no sentido de lhe garantir o direito à infância.

O professor deve ser capaz de construir uma relação que transmita segurança para a criança,
valorizando seu potencial. Precisa ser sincero, autêntico, respeitando suas opiniões, tornando-se um
parceiro dessa criança na busca do conhecimento de um mundo repleto de descobertas e interações.

Hoje em dia, há uma grande necessidade de uma formação inicial e continuada mais abrangente e
unificadora para os professores.é preciso que o docente tenha a formação mínima para o exercício do
magistério ou cursando a faculdade. Porque o que se esperava do professor a algumas décadas não
correspondem mais ao que espera nos dias atuais.

O professor precisa reconhecer suas emoções, trabalhar certos sentimentos que lhe desperta a
atuação profissional, analisar sua próprias frustrações e sua agressividade para poder estabelecer
uma relação segura com a criança, em um clima carinhoso. Sem dúvida, o papel do professor é
importante na formação das crianças mas não gera conhecimento. O professor repassa informações,
mas além disso é preciso que o mesmo estimule a curiosidade das crianças. O importante é que o
profissional seja comprometido e identificado com o trabalho da educação infantil.

Estrutura Operacional

Enturmação

O atendimento a criança passa por processos biopsicossociais distintos no período que corresponde
de 0 a 5 anos.

Assim, o agrupamento das crianças dessa faixa etária, poderá efetivar-se como berçário de 0 a 2
anos, maternal de 2 a 3 anos, jardim de 3 a 4 anos e pré-escola de 4 a 5 anos.

Porém, o trabalho pedagógico é organizado com base nos estágios de desenvolvimento, haja vista o
reconhecimento de que a evolução mental do individuo interfere no ensino aprendizagem.

Atualmente o educador passa a exercer o papel de mediador, intervindo na apropriação de


conhecimentos das crianças, potencializando as funções psicológicas superiores. É enquanto
mediador que ele deliberadamente trabalha a parte dos conceitos cotidianos em circulação no grupo
e promove suas ampliações de forma que os conhecimentos científicos sejam explorados no espaço
da educação infantil.

Formação Pessoal E Social

Identidade E Autonomia

O ingresso da criança pequena na instituição de ensino (escola/creche) amplia o seu universo inicial,
uma vez que o contato com outras crianças e com adultos de origens e hábitos culturais diversos
proporciona chances de aprender novas brincadeiras e de adquirir conhecimentos sobre diferentes
realidades.

A maneira como cada um se vê depende também do modo como é visto pelos outros. Os traços
particulares de cada criança, o jeito de cada uma e como isso é recebido pelo professor e pelo grupo
em que se insere, tem grande impacto na formação de sua personalidade e de sua auto-estima, já
que sua identidade está em construção.

As crianças vão, gradativamente, acionando seus próprios recursos, percebendo-se e percebendo os


outros como diferentes, o que representa uma condição essencial para o desenvolvimento de sua

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autonomia.

A construção da identidade e da autonomia é para a criança o grande salto para a independência,


sendo a autonomia definida como a capacidade de se conduzir e tomar decisões por si própria,
levando em conta regras, valores, a sua perspectiva pessoal, bem como a do outro. Educar para a
autonomia significa considerar as crianças como seres com vontade própria, capazes e competentes
para construir conhecimentos, interferindo no meio em que vivem.

Segundo Kamii (2002), “É decidindo que as crianças aprendem a tomar boas decisões”.

Eixo De Trabalho: Artes Visuais

Eixo De Trabalho: Movimento

Objetivos

Bloco De Conteúdos

Familiarizar com a imagem do próprio corpo;

Explorar as possibilidades de gestos e ritmos corporais para expressar-se nas brincadeiras e nas
demais situações de interação;

Deslocar o próprio corpo com destreza progressiva no espaço, ao andar, correr, pular…
desenvolvendo atitude de confiança nas próprias capacidades motoras;

Explorar e utilizar os movimentos de preensão, encaixe, lançamentos para o uso de objetos diversos.

Expressividade

Reconhecimento progressivo de segmentos e elementos do próprio corpo por meio da exploração,


das brincadeiras, do uso do espelho e da interação com os outros.

Expressão de sensações e ritmos corporais por meio de gestos, posturas e da linguagem oral.

Equilíbrio e Coordenação

Exploração de diferentes posturas corporais, como sentar-se em diferentes inclinações, deitar-se em


diferentes posições, ficar ereto apoiado na planta dos pés com e sem ajuda etc.

Ampliação progressiva da destreza para deslocar-se no espaço por meio da possibilidade constante
de arrastar-se, engatinhar, rolar, andar, correr, saltar etc.

Aperfeiçoamento dos gestos relacionados com a preensão, o encaixe, o traçado no desenho, o


lançamento etc., por meio da experimentação e utilização de suas habilidades manuais em diversas
situações cotidiana.

As atividades desenvolvidas no Maternal priorizam as aprendizagens que propiciam o


desenvolvimento progressivo da autonomia, considerando a especificidade da faixa etária, bem como
a metodologia de projetos. Por exemplo, o grupo passará a prever regras que viabilizem a
organização do ambiente de aprendizado, de trocas entre seus pares, tais como: o falar e o ouvir de
forma sistematizada; a construção e aceitação das normas de convivência; a realização do uso de
talheres, do banheiro, de materiais de sala, entre outros, com a interferência do educador somente
nos casos em que as crianças apresentam reais dificuldades em realizar tais tarefas.

As propostas de trabalho para o maternal prevêem contato mais direto com os diversos materiais. As
atividades realizam-se a partir de recursos, como: vídeo, materiais impressos (livros, jornais, revistas,
encartes…), música, lápis, canetinha, giz de cera, massinha, diferentes tipos de papéis, cartazes,
quadro negro, mural, brinquedos e jogos, etc.

Jardim (3 a 4 anos)

Eixo De Trabalho: Linguagem Oral E Escrita

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Objetivos

Bloco De Conteúdos

Proporcionar à sala um ambiente alfabetizador.

Levar o aluno a perceber que tudo que imaginamos, pensamos e falamos pode ser escrito.

Ampliar gradativamente suas possibilidades de comunicação e expressão, interessando-se por


conhecer vários gêneros orais e escritos e participando de diversas situações de intercâmbio social
nas quais possa contar suas vivências, ouvir as de outras pessoas, elaborar e responder perguntas.

Familiarizar-se com a escrita por meio do manuseio de livros, revistas e outros portadores de texto e
da vivência de diversas situações nas quais seu uso se faça necessário.

Escutar textos lidos, apreciando a leitura feita pelo professor.

Interessar-se por escrever palavras e textos ainda que não de forma convencional.

Reconhecer seu nome escrito, sabendo identificá-lo nas diversas situações do cotidiano.

Escolher os livros para ler e apreciar.

Incentivar a produção de textos individuais e/ ou coletivos ditados oralmente ao professor para


diversos fins.

Falar E Escutar

Uso da linguagem oral para conversar, brincar, comunicar e expressar desejos, necessidades,
opiniões, idéias, preferências e sentimentos e relatar suas vivências nas diversas situações de
interação presentes no cotidiano.

Elaboração de perguntas e respostas de acordo com os diversos contextos de que participa.

Participação em situações que envolvem a necessidade de explicar e argumentar suas idéias e


pontos de vista.

Relato de experiências vividas e narração de fatos em seqüência temporal e causal.

Reconto de histórias conhecidas com aproximação às características da história original no que se


refere à descrição de personagens, cenários e objetos, com ou sem ajuda do professor.

Articulação correta das palavras.

Conhecimento e reprodução oral de jogos verbais, como trava-línguas, parlendas, adivinhas,


quadrinhas, poemas e canções.

Práticas De Leitura

Participação nas situações em que os adultos lêem textos de diferentes gêneros, como
contos, poemas, notícia de jornal, informativos, parlendas, trava-línguas, etc.

Participação em situações que as crianças leiam, ainda que não o façam de maneira convencional.

Eixo De Trabalho: Pensamento Lógico-Matemático

Objetivos

Blocos De Conteúdos

Instrumentalizar o aluno para que possa utilizar sua criatividade na reelaboração e formalização de
novas formas de raciocínio, tendo confiança em suas próprias estratégias e na sua capacidade para
lidar com situações matemáticas novas, utilizando seus conhecimentos prévios.

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PLANEJAMENTO EDUCATICA PARA CRIANÇAS ENTRE 0 – 5 ANO E 11
MESES

Reconhecer e valorizar os úmeros, as operações, as contagens orais e as noções espaciais como


ferramentas necessárias no seu cotidiano.

Comunicar idéias matemáticas, hipóteses, processos utilizados e resultados encontrados em


situações-problema relativos a quantidade, espaço físico e medida, utilizando a linguagem oral e a
linguagem matemática.

Ampliar as noções que envolvem as relações de comparação, classificação, seriação, ordenação,


conclusão e análise, de forma que essas noções sejam a base da construção do número e da
geometria, e a medida do grande eixo articulador das questões referentes à quantidade e espaço.

Vocabulário Fundamental

Noções de grandeza (grande, médio, pequeno; maior, menor, mesmo tamanho; alto, baixo, mesma
altura; largo, estreito, mesma largura; grosso, fino; comprido, curto, mesmo tamanho).

Noções de posição (dentro e fora; embaixo, em cima; na frente de, atrás de, ao lado de; mais perto
de, mais longe de; o primeiro, o último, no meio, entre; de frente, de costas, de lado; à direita, à
esquerda; acima, abaixo).

Noções de direção e sentido ( para frente, para trás; para cima, para baixo, para o lado; para a direita,
para a esquerda; mesmo sentido, sentidos contrários, setas, meia volta, uma volta).

Noções de tempo (antes, depois; agora, mais tarde; ontem, hoje, amanhã; de dia, de noite; de
manhã, à tarde, à noite; iniciação às horas inteiras; logo, depois de; velho, novo; moderno; antigo;
começo, meio e fim; dia; semana, mês).

Números e Sistema de Numeração

Utilização da contagem oral nas brincadeiras e em situações nas quais as crianças reconheçam sua
necessidade.

Comunicação de quantidades, utilizando a linguagem oral, a notação numérica e/ou registros não
convencionais.

Classificação.

Seriação.

Correspondências.

Eixo De Trabalho: Natureza E Sociedade

Objetivos

Blocos De Conteúdos

Manifestar opiniões próprias sobre os acontecimentos demonstrando curiosidade sobre o mundo


social e natural, formulando perguntas, imaginando soluções, buscando informações, confrontando
idéias.

Estabelecer relações entre o modo de vida características do seu grupo e outros sociais.

Proporcionar e estabelecer relações entre o meio ambiente e as formas de vida que neles se
estabelecem.

Incentivar e valorizar a importância da preservação das espécies para a qualidade da vida humana.

Organização Dos Grupos E Seu Modo De Ser, Viver E Trabalhar.

Participação em atividades que envolvam histórias, brincadeiras, jogos e canções que digam respeito
às tradições culturais pertencentes a sua comunidade e de outras.

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PLANEJAMENTO EDUCATICA PARA CRIANÇAS ENTRE 0 – 5 ANO E 11
MESES

Conhecimento de vários grupos sociais do presente e do passado descobrindo seu modo de ser,
viver e trabalhar, bem como a valorização do seu patrimônio cultural.

Identificação de papéis sociais existentes no cotidiano da criança.

Os Lugares E Suas Paisagens

Observação da paisagem local e de mudanças ocorridas ao longo do tempo.

Importância e valorização da preservação dos espaços coletivos e do meio ambiente.

Objetos E Processos De Transformação

Confecção e reconhecimento de algumas propriedades de objetos: máquinas, instrumentos musicais,


brinquedos, ferramentas, aparelhos eletrodomésticos, construções, meios de transportes, meios de
comunicação e outros.

Cuidado no manuseio dos objetos: segurança e prevenção de acidentes bem como sua conservação.

Os Seres Vivos

Características e necessidade vitais de diferentes espécies de seres vivos e relação entre eles.

Eixo De Trabalho: Música

Objetivos

Bloco De Conteúdos

Explorar e identificar elementos da música para que se expresse interagindo com os outros e
ampliando o seu conhecimento de mundo.

Expressar através das improvisações, composições e interpretações musicais as sensações,


sentimentos e pensamentos.

Reconhecer e utilizar em contextos musicais as diferentes características geradas pelo silêncio e


pelos sons: altura, duração, intensidade e timbre.

Desenvolver a memória musical através de repertório de canções bem como a participação em jogos
e brincadeiras envolvendo dança e improvisação musical.

Oportunizar escuta de diversos gêneros musicais, estilos, épocas e culturas brasileiras e de outros
povos proporcionando informações sobre as obras ouvidas e seus compositores.

Reconhecer os elementos musicais básicos como frases, partes e forma.

O Fazer Musical

Reconhecimento e utilização expressiva, em contextos musicais das diferentes características


geradas pelo silêncio e pelos sons: altura (graves ou agudos), duração (curtos ou longos),
intensidade (fracos ou fortes) e timbre (característica que distingue e “personaliza” cada som).

Reconhecimento e utilização das variações de velocidade e densidade na organização e realização


de algumas produções musicais.

Participação em jogos e brincadeiras que envolvam a dança e/ou a improvisação musical.

Repertório de canções para desenvolver memória musical.

Apreciação Musical

Escuta de obras musicais de diversos gêneros, estilos, épocas e culturas, da produção


musical brasileira e de outros povos e paises.

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PLANEJAMENTO EDUCATICA PARA CRIANÇAS ENTRE 0 – 5 ANO E 11
MESES

Reconhecimento de elementos musicais básicos: frases, partes, elementos que se repetem etc. (a
forma).

Informações sobre as obras ouvidas e sobre seus compositores para iniciar seus conhecimentos
sobre a produção musical.

Eixo De Trabalho: Artes Visuais

Objetivos

Bloco De Conteúdos

Entrar em contato com suas próprias produções, com a das outras crianças e as diversas obras
artísticas (regionais, nacionais ou internacionais) ampliando seu conhecimento do mundo e da
cultura.

Produzir trabalhos de arte, utilizando a linguagem do desenho, da pintura, da modelagem, da


colagem, da construção desenvolvendo o gosto, o cuidado e o respeito pelo processo de produção e
criação como forma de comunicação e expressão.

O fazer artístico.

Apreciação Em Artes Visuais.

Conhecimento da diversidade de produções artísticas, como desenhos, pinturas, esculturas,


construções, fotografias, colagens, ilustrações, cinema etc.

Apreciação das suas produções e das dos outros, por meio da observação e leitura de alguns dos
elementos da linguagem plástica.

Observação dos elementos constituintes da linguagem visual: ponto, linha, forma, cor, volume,
contrastes, luz, texturas.

Leitura de obras de arte a partir da observação, narração, descrição e interpretação de imagens e


objetos.

Apreciação das Artes Visuais e estabelecimento de correlação com as experiências pessoais.

Eixo De Trabalho: Movimento

Objetivos

Bloco De Conteúdos

Aumentar as possibilidades de expressão do próprio movimento, fazendo uso de gestos


diversificados e o ritmo corporal das crianças através das vivências como: jogos, danças, brincadeiras
e outros.

Fazer uso da velocidade, força, flexibilidade, resistência para explorar diferentes qualidades e
dinâmicas do movimento, possibilitando o conhecimento gradativo das potencialidades respeitando
seus próprios limites.

Ajustar gradualmente o próprio movimento bem como suas habilidades motoras aperfeiçoando seus
recursos de deslocamento na utilização em danças, brincadeiras, jogos e demais situações.

Possibilitar a ampliação das formas de manuseio de diferentes materiais e objetos através dos
diversos movimentos como preensão, encaixe e lançamento.

Conhecer e identificar segmentos e elementos apropriando-se progressivamente da imagem global


de seu corpo, desenvolvendo atitudes de interesses cuidado com o próprio corpo.

Expressividade

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PLANEJAMENTO EDUCATICA PARA CRIANÇAS ENTRE 0 – 5 ANO E 11
MESES

Utilização expressiva intencional do movimento nas situações cotidianas e em suas brincadeiras.

Percepção de estruturas rítmicas para expressar-se corporalmente por meio da dança, brincadeiras e
de outros movimentos.

Valorização e ampliação das possibilidades estéticas do movimento pelo conhecimento e utilização


de diferentes modalidades de dança.

Percepção das sensações, limites, potencialidades, sinais vitais e integridade do próprio corpo.

Equilíbrio E Coordenação

Participação em brincadeiras e jogos que envolvam correr, subir, descer, escorregar, pendurar-se,
movimentar-se, dançar etc., para ampliar gradualmente o conhecimento e controle sobre o corpo e o
movimento.

Utilização dos recursos de deslocamento e das habilidades de força, velocidade, resistência e


flexibilidade nos jogos e brincadeiras dos quais participa.

Valorização de suas conquistas corporais.

Manipulação de materiais, objetos e brinquedos diversos para aperfeiçoamento de suas habilidades


manuais.

Pré (4 a 5 anos)

Eixo De Trabalho: Linguagem Oral E Escrita

Objetivos

Bloco De Contédos

Proporcionar à sala um ambiente alfabetizador.

Levar o aluno a perceber que tudo que imaginamos, pensamos e falamos pode ser escrito.

Ampliar gradativamente suas possibilidades de comunicação e expressão, interessando-se por


conhecer vários gêneros orais e escritos e participando de diversas situações de intercâmbio social
nas quais possa contar suas vivências, ouvir as de outras pessoas, elaborar e responder perguntas.

Familiarizar-se com a escrita por meio do manuseio de livros, revistas e outros portadores de texto e
da vivência de diversas situações nas quais seu uso se faça necessário.

Escutar textos lidos, apreciando a leitura feita pelo professor.

Interessar-se por escrever palavras e textos ainda que não de forma convencional.

Reconhecer seu nome escrito, sabendo identificá-lo nas diversas situações do cotidiano.

Escolher os livros para ler e apreciar.

Incentivar a produção de textos individuais e/ ou coletivos ditados oralmente ao professor para


diversos fins.

Falar E Escutar

Uso da linguagem oral para conversar, brincar, comunicar e expressar desejos, necessidades,
opiniões, idéias, preferências e sentimentos e relatar suas vivências nas diversas situações de
interação presentes no cotidiano.

Elaboração de perguntas e respostas de acordo com os diversos contextos de que participa.

Participação em situações que envolvem a necessidade de explicar e argumentar suas idéias e


pontos de vista.

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PLANEJAMENTO EDUCATICA PARA CRIANÇAS ENTRE 0 – 5 ANO E 11
MESES

Relato de experiências vividas e narração de fatos em seqüência temporal e causal.

Reconto de histórias conhecidas com aproximação às características da história original no que se


refere à descrição de personagens, cenários e objetos, com ou sem ajuda do professor.

Articulação correta das palavras.

Conhecimento e reprodução oral de jogos verbais, como trava-línguas, parlendas, adivinhas,


quadrinhas, poemas e canções.

Práticas De Leitura

Participação nas situações em que os adultos lêem textos de diferentes gêneros, como contos,
poemas, notícia de jornal, informativos, parlendas, trava-línguas etc.

Participação em situações que as crianças leiam, ainda que não o façam de maneira convencional.

Eixo De Trabalho: Pensamento Lógico Matemático

Objetivos

Bloco De Conteúdos

Instrumentalizar o aluno para que possa utilizar sua cultividade na reelaboração formalização de
novas formas de raciocínio, tendo confiança em suas próprias estratégias e na sua capacidade para
lidar com situações matemáticas novas, utilizando seus conhecimentos prévios.

Reconhecer e valorizar os números, as operações numéricas, as contagens orais e as noções


especiais como ferramentas necessárias no seu cotidiano.

Comunicar idéias matemáticas, hipóteses, processos utilizados e resultados encontrados em


situações-problema relativos a quantidade espaço físico e medida, utilizando a linguagem oral e a
linguagem matemática.

Ampliar as noções que envolvem as relações de comparação, classificação, seriação, ordenação,


conclusão e análise, de forma que essas noções sejam a base da construção do número e da
geometria, e a medida do grande eixo articulador das questões referentes à quantidade e espaço.

Vocabulário Fundamental

Noções de grandeza (grande, médio, pequeno; maior, menor, mesmo tamanho; alto, baixo, mesma
altura; largo, estreito, mesma largura; grosso, fino; comprido, curto, mesmo tamanho).

Noções de posição (dentro e fora; embaixo, em cima; na frente de, atrás de, ao lado de; mais perto
de, mais longe de; o primeiro, o último, no meio, entre; de frente, de costas, de lado; à direita, à
esquerda; acima, abaixo).

Noções de direção e sentido ( para frente, para trás; para cima, para baixo, para o lado; para a direita,
para a esquerda; mesmo sentido, sentidos contrários, setas, meia volta, uma volta).

Noções de tempo (antes, depois; agora, mais tarde; ontem, hoje, amanhã; de dia, de noite; de
manhã, à tarde, à noite; iniciação às horas inteiras; logo, depois de; velho, novo; moderno; antigo;
começo, meio e fim; dia, semana, mês).

Números E Sistema De Numeração

Utilização da contagem oral nas brincadeiras e em situações nas quais as crianças reconheçam sua
necessidade.

Utilização de noções simples de cálculo mental como ferramenta para resolver problemas.

Comunicação de quantidades, utilizando a linguagem oral, a notação numérica e/ou registros não
convencionais.

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PLANEJAMENTO EDUCATICA PARA CRIANÇAS ENTRE 0 – 5 ANO E 11
MESES

Classificação.

Eixo De Trabalho: Natureza E Sociedade

Objetivos

Bloco De Conteúdos

Manifestar opiniões próprias sobre os acontecimentos demonstrando curiosidade sobre o mundo


social e natural, formulando perguntas, imaginando soluções, buscando informações, confrontando
idéias.

Estabelecer relações entre o modo de vida características do seu grupo e outros sociais.

Proporcionar e estabelecer relações entre o meio ambiente e as formas de vida que neles se
estabelecem.

Incentivar e valorizar a importância da preservação das espécies para a qualidade da vida humana.

Organização Dos Grupos E Seu Modo De Ser, Viver E Trabalhar

Participação em atividades que envolvam histórias, brincadeiras, jogos e canções que digam respeito
às tradições culturais pertencentes a sua comunidade e de outras.

Conhecimento de vários grupos sociais do presente e do passado descobrindo seu modo de ser,
viver e trabalhar, bem como a valorização do seu patrimônio cultural.

Identificação de papéis sociais existentes no cotidiano da criança.

Os Lugares E Suas Paisagens

Observação da paisagem local e de mudanças ocorridas ao longo do tempo.

Importância e valorização da preservação dos espaços coletivos e do meio ambiente.

Objetos E Processos De Transformação

Confecção e reconhecimento de algumas propriedades de objetos: máquinas, instrumentos musicais,


brinquedos, ferramentas, aparelhos eletrodomésticos, construções, meios de transportes, meios de
comunicação e outros.

Cuidado no manuseio dos objetos: segurança e prevenção de acidentes bem como sua conservação.

Os Seres Vivos

Características e necessidade vitais de diferentes espécies de seres vivos e relação entre eles.

Eixo De Trabalho: Música

Objetivos

Bloco De Conteúdos

Explorar e identificar elementos da música para que se expresse interagindo com os outros e
ampliando o seu conhecimento de mundo.

Expressar através das improvisações, composições e interpretações musicais as sensações,


sentimentos e pensamentos.

Reconhecer e utilizar em contextos musicais as diferentes características geradas pelo silêncio e


pelos sons: altura, duração, intensidade e timbre.

Desenvolver a memória musical através de repertório de canções bem como a participação em jogos
e brincadeiras envolvendo dança e improvisação musical.

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PLANEJAMENTO EDUCATICA PARA CRIANÇAS ENTRE 0 – 5 ANO E 11
MESES

Oportunizar escuta de diversos gêneros musicais, estilos, épocas e culturas brasileiras e de outros
povos proporcionando informações sobre as obras ouvidas e seus compositores.

Reconhecer os elementos musicais básicos como frases, partes e forma.

O Fazer Musical

Reconhecimento e utilização expressiva, em contextos musicais das diferentes características


geradas pelo silêncio e pelos sons: altura (graves ou agudos), duração (curtos ou longos),
intensidade (fracos ou fortes) e timbre (característica que distingue e “personaliza” cada som).

Reconhecimento e utilização das variações de velocidade e densidade na organização e realização


de algumas produções musicais.

Participação em jogos e brincadeiras que envolvam a dança e/ou a improvisação musical.

Repertório de canções para desenvolver memória musical.

Apreciação Musical

Escuta de obras musicais de diversos gêneros, estilos, épocas e culturas, da produção musical
brasileira e de outros povos e paises.

Reconhecimento de elementos musicais básicos: frases, partes, elementos que se repetem etc. (a
forma).

Informações sobre as obras ouvidas e sobre seus compositores para iniciar seus conhecimentos
sobre a produção musical.

Eixo De Trabalho: Artes Visuais

Objetivos

Bloco De Conteúdos

Entrar em contato com suas próprias produções, com a das outras crianças e as diversas obras
artísticas (regionais, nacionais ou internacionais) ampliando seu conhecimento do mundo e da
cultura.

Produzir trabalhos de arte, utilizando a linguagem do desenho, da pintura, da modelagem, da


colagem, da construção desenvolvendo o gosto, o cuidado e o respeito pelo processo de produção e
criação como forma de comunicação e expressão.

O fazer artístico.

Apreciação Em Artes Visuais.

Conhecimento da diversidade de produções artísticas, como desenhos, pinturas, esculturas,


construções, fotografias, colagens, ilustrações, cinema etc.

Apreciação das suas produções e das dos outros, por meio da observação e leitura de alguns dos
elementos da linguagem plástica.

Observação dos elementos constituintes da linguagem visual: ponto, linha, forma, cor, volume,
contrastes, luz, texturas.

Leitura de obras de arte a partir da observação, narração, descrição e interpretação de imagens e


objetos.

Apreciação das Artes Visuais e estabelecimento de correlação com as experiências pessoais.

Eixo De Trabalho: Movimento

Objetivos

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MESES

Bloco De Conteúdos

Aumentar as possibilidades de expressão do próprio movimento, fazendo uso de gestos


diversificados e o ritmo corporal das crianças através das vivências como: jogos, danças, brincadeiras
e outros.

Fazer uso da velocidade, força, flexibilidade, resistência para explorar diferentes qualidades e
dinâmicas do movimento, possibilitando o conhecimento gradativo das potencialidades respeitando
seus próprios limites.

Ajustar gradualmente o próprio movimento bem como suas habilidades motoras aperfeiçoando seus
recursos de deslocamento na utilização em danças, brincadeiras, jogos e demais situações.

Possibilitar a ampliação das formas de manuseio de diferentes materiais e objetos através dos
diversos movimentos como preensão, encaixe e lançamento.

Conhecer e identificar segmentos e elementos apropriando-se progressivamente da imagem global


de seu corpo, desenvolvendo atitudes de interesses cuidado com o próprio corpo.

Expressividade

Utilização expressiva intencional do movimento nas situações cotidianas e em suas brincadeiras.

Percepção de estruturas rítmicas para expressar-se corporalmente por meio da dança, brincadeiras e
de outros movimentos.

Valorização e ampliação das possibilidades estéticas do movimento pelo conhecimento e utilização


de diferentes modalidades de dança.

Percepção das sensações, limites, potencialidades, sinais vitais e integridade do próprio corpo.

Equilíbrio E Coordenação

Participação em brincadeiras e jogos que envolvam correr, subir, descer, escorregar, pendurar-se,
movimentar-se, dançar etc., para ampliar gradualmente o conhecimento e controle sobre o corpo e o
movimento.

Utilização dos recursos de deslocamento e das habilidades de força, velocidade, resistência e


flexibilidade nos jogos e brincadeiras dos quais participa.

Valorização de suas conquistas corporais.

Manipulação de materiais, objetos e brinquedos diversos para aperfeiçoamento de suas habilidades


manuais.

As atividades desenvolvidas no Pré priorizam as aprendizagens que propiciam o desenvolvimento


progressivo da autonomia, considerando a especificidade da faixa etária, bem como a metodologia de
projetos. Por exemplo, a construção e aceitação das normas de convivência que viabilizam a
organização do ambiente, bem como a freqüente busca da regulação do comportamento frente a
diversas situações cotidianas do grupo.

As propostas de trabalho para o pré-escolar prevêem contato mais direto com materiais escritos
(livros, jornais, revistas, textos didáticos, anúncios, encartes…) e atividades capazes de estimular a
relação entre significado e significante, como por exemplo: produção coletiva e individual de textos,
pesquisas, jogos, vídeo, leitura de obras, música, dramatização, entre outras. As atividades realizam-
se a partir de recursos, como: vídeo, materiais impressos (livros, jornais, revistas, encartes…),
música, lápis, canetinha, giz de cera, massinha, diferentes tipos de papéis, cartazes, quadro negro,
mural, brinquedos e jogos, caderno, passeios, etc.

Berçário/Maternal

A atenção pedagógica dispensada às crianças de zero a três anos, hoje atendidas em creches e
distribuídas em berçário e maternal, é de certa forma a mesma dispensada à criança em idade pré-

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MESES

escolar. A grande diferença é o grau de complexidade e a maneira de se conduzir o trato didático,


que deve ser buscado e ampliado à medida que a criança cresce e se desenvolve.

É importante que, por meio da interação harmoniosa com o adulto, com seus pares e com o
ambiente, priorize-se a construção da autonomia, o desenvolvimento do pensamento lógico-
matemático, o desenvolvimento das diferentes linguagens, a interação com o meio social e cultural
etc.

Toda proposta de trabalho destinada tanto para o berçário quanto para o maternal deve levar em
consideração a fragilidade e a particularidade de seres ao mesmo tempo tão pequenos e tão ávidos
de conhecimentos e descobertas. Daí a importância do estabelecimento de vínculos afetivos
adulto/criança e criança/criança, do brincar livremente e com segurança, para a estruturação de uma
personalidade sadia e feliz.

Os objetivos traçados para o berçário e maternal partem do princípio de que a criança é um sujeito
ativo na construção do seu conhecimento, na estruturação de sua inteligência, que aprende por meio
de suas experiências, ações e reflexões, na interação com o adulto, com outras crianças e o
ambiente, devendo ser respeitado como cidadão que tem o direito de viver o seu próprio tempo.

Adaptação

Os momentos iniciais na creche exigem sempre um esforço de adaptação da criança, da família e


daqueles que assumem seus cuidados.

A época de adaptação é muito especial. Todos desejam que ela caminhe da melhor forma. Mas, para
cada criança e cada família, esse processo ocorre de uma maneira ligeiramente diferente e, em parte,
imprevisível.

Esse período de adaptação pode ser cuidadosamente planejado para promover a confiança e o
conhecimento mútuos, favorecendo o estabelecimento de vínculos afetivos entre as crianças, as
famílias e os educadores.

Dá-se, assim, oportunidade para a criança ter experiências sociais diferentes da experiência familiar,
fazendo contatos com outras crianças em um ambiente estimulante, seguro e acolhedor. Vale lembrar
que o fato de ter uma pessoa familiar junto à criança, na creche, nesse período inicial, possibilita à
família conhecer melhor o local e o educador com quem a criança vai ficar. Geralmente, isso faz com
que todos adquiram maior segurança.

Essa fase inicial, em que criança, família e educador estão se conhecendo, pode durar dias, meses
ou melhor, eles sempre estarão se conhecendo. Por isso se diz que a adaptação, de certa forma,
nunca termina. Digamos que há uma fase em que o desafio é maior.

É importante, nessa fase, que todos, pais e educadores, compreendam e respeitem o momento da
criança de conhecer o novo ambiente e de estabelecer novas relações.

Se esse período de adaptação for bem conduzido, possibilitará que pais e educadores, por meio de
sua convivência, estabeleçam uma relação produtiva, de confiança e respeito mútuo.

Estimulação

Os bebês aprendem a conhecer o mundo e se desenvolvem na interação que estabelecem com o


meio. Por isso, a relação entre a criança e o adulto que dela cuida deve ser rica em estímulos para
que esse desenvolvimento ocorra de forma eficiente.

A lida cotidiana com esses bebês deve ocorrer em um ambiente acolhedor e estimulante. É
importante que os procedimentos iniciados junto à criança (rolamentos, trabalhos com as
articulações, toques das extremidades etc.) sejam finalizados, mesmo sem a sua colaboração. O
melhor executar as atividades por poucos minutos e várias vezes ao dia para que sejam respeitados
seus momentos de concentração, que nesta faixa etária são muito curtos. Não esquecer que é normal
que o bebê leve à boca todo objeto que consegue segurar. É seu jeito de conhecer as coisas; cabe
ao educador tomar cuidados com objetos muito pequenos, sujos e cortantes.

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MESES

Planejamento Anual

A importância de um planejamento anual flexível, que contemple o desenvolvimento dessa clientela,


justifica-se pela importância da ação educativa que se deseja desenvolver.

Além de flexível, deve ser adequado à realidade local, às possibilidades da instituição, ao momento
histórico e à dinâmica das relações ali estabelecidas.

Para que contemple todas essas dimensões e se adapte aos eixos norteadores propostos no
referencial curricular, é preciso que se deixe de lado a listagem de conteúdos fragmentados e sem
significado. É preciso que se contemple a pluralidade de espaços e tempos socioculturais do qual
participam os alunos e professores.

É possível determinar e quantificar atividades para crianças pequenas, de maneira que estas crianças
possam crescer em ambiente estimulador, seguro, educativo e muito feliz, onde o lúdico e o
prazeroso sejam determinantes no fazer pedagógico.

Planejar pressupõe conhecimentos anteriores, principalmente planejar atividades para crianças tão
pequenas e que passam até duas mil horas dentro do CEI. É preciso que se planeje pensando “para”
e “com” essas crianças, suas competências e suas diferentes necessidades conforme a faixa etária.
Apesar de o planejamento anual ser feito para cada faixa etária, cada professor o fará para a sua
turma, com características próprias. Ressalte-se que atividades e rotinas, onde os diferentes grupos
se encontrem em atividades interessantes e variadas, no decorrer do ano, propiciarão melhor
crescimento cognitivo e emocional das crianças, pela interação entre as diferentes idades.

Esse trabalho precisa estar sempre sendo avaliado, pois a cada ano vêm outras crianças com novos
hábitos e costumes, exigindo que práticas e posturas sejam revistas.

Rotina

Tanto os profissionais como as crianças quando chegam na instituição encontram uma rotina diária
que é comum em todos os grupos de crianças. Por exemplo: hora de entrar, de dormir, da higiene, de
comer e assim sucessivamente até o final do dia.

É essencial o estabelecimento de uma rotina, porque estabelece organização das atividades no


tempo, no qual possibilita ao educador uma direção para o trabalho que se propõe a fazer e as
crianças segurança e compreensão de que estamos em um mundo organizado e que as coisas
acontecem em uma determinada ordem de secessão: antes, durante e depois. Essa seqüência de
acontecimentos é de grande ajuda para a organização de todo o trabalho. A rotina é essencial, mas
não apenas está de alimentação, higiene, sono, como também uma rotina de atividades
intencionalmente planejadas que atendam as reais necessidades e expectativas de cada faixa etária.
Dentre as possíveis atividades, estão as situações diversificadas, que envolvem as brincadeiras,
movimentos, cantigas e etc. em um ambiente amplo e acolhedor organizado para a construção e o
desenvolvimento da identidade, da autonomia e da oralidade.

O educador, então, deve planejar o dia-a-dia da criança na instituição como um contexto de garante o
direito de toda criança a um ambiente acolhedor e desafiador, ao organizar tempo e espaço para a
realização de diferentes atividades que promovam o aprendizado do cuidado pessoal, o envolvimento
das crianças em brincadeiras e o estimulo à realização por elas de projetos de investigação que
atendam a seus interesses e necessidades, tudo isso em um programa de parceria com as famílias.

Pedagogia de Projetos

A pratica pedagógica na educação infantil deve estar aberta à vivencia e experimentação; ao


concreto; ao ensino globalizado; a participação ativa da criança; à magia, à ludicidade, ao movimento,
ao afeto – processos que levam as crianças a exercitarem a criatividade.

Segundo Faria (2000), é necessário garantir alguns quesitos imprescindíveis para educar e cuidar das
crianças pequenas em espaços coletivos, tais como: não antecipar a escolarização do Ensino
Fundamental; organizar um ambiente em que as crianças possam expressar as suas cem linguagens;
conviver com todas as diferenças; exercitar todos os comportamentos e valores necessários para o
convívio social, concomitante com a construção da sua identidade e autonomia.

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Essas aprendizagens essenciais deverão nortear as práticas pedagógicas a partir da educação dos
pequenos. Portanto, que proposta concretiza essa dimensão de atendimento à criança pequena? Ela
impõe que se propicie que a criança seja, hoje, alguém com muita criatividade para, quando adulta,
ser capaz de construir uma sociedade mais solidária, constituir-se em um cidadão consciente de seus
direitos e deveres.

A Pedagogia de Projetos coloca-se como umas das expressões da concepção globalizante do


conhecimento escolar, pois permite aos alunos analisarem os problemas, as situações e os
acontecimentos dentro de um contexto e em sua globalidade, utilizando, para isso, os conhecimentos
presentes nas disciplinas escolares e a sua experiência sócio-cultural.

Para Machado (2000), a capacidade de elaborar projetos pode ser identificada como a característica
mais verdadeiramente humana; somente o homem é capaz não só de projetar como também, e
primordialmente, de viver sua própria vida como um projeto.

A prática de projetos tem suas raízes históricas no final do século XIX com o movimento da chamada
“Escola Nova”. Este movimento contrapôs-se severamente aos princípios e métodos da escola
tradicional. Um conceito essencial do movimento educativo aparece na filosofia de Dewey, onde o
autor explicita que as escolas deveriam deixar de ser meros locais de transmissão de conhecimento e
tornarem-se pequenas comunidades (DEWEY, 1968).

Historicamente, a prática de projetos surgiu para inovar a escola, romper com as práticas tradicionais
de ensino para torná-lo mais interessante e significativo ao aluno.

Uma de suas vantagens principais é a de que os projetos procuram estimular uma variedade de
inteligências (apud GARDNER, 1995) e usar diversos recursos para desenvolver habilidades de
linguagem, numérica, geométrica, noções de ciência, estudos sociais e artes.

Também SMOLE (1996) caracteriza que as atividades desenvolvidas por projetos, levam: ao
encorajamento à mobilização de múltiplas inteligências (GARDNER, 1995); à utilização de diferentes
formas de representações: comunicação (linguagem oral e escrita), desenhos, linguagem corporal e
linguagem matemática; à interdisciplinaridade.

Na execução dos projetos, diferentes áreas do conhecimento devem estar relacionadas para atingir
os objetivos traçados e resolver os problemas que surgem. A interação entre elas (naturalmente, será
uma necessidade real).

Atualmente, o trabalho com projeto está sendo re-significado. O “método”, assim denominado no
início e reconhecido em diferentes períodos deste século, passa, agora, a ser visto como uma postura
pedagógica. Os projetos refletem uma determinada postura pedagógica e significam, de fato, uma
forma de repensar a prática pedagógica e as teorias que lhe dão sustentação. Enfim, uma nova
concepção de educação, ensino e aprendizagem é mais do que uma seqüência de passos a serem
seguidos. Isso faz com que os projetos não sejam considerados como uma mera técnica de ensino,
porque não existe uma seqüência única e estável para abordar todos os problemas; isto é, para cada
problema é necessário estabelecer uma dinâmica diferente e contribuir para repensar a função social
da escola. Por tal motivo, eles pretendem favorecer mudanças nas concepções e no modo de atuar
dos professores junto às crianças.

A Pedagogia de Projetos é uma possibilidade interessante para organização pedagógica da


instituição de educação infantil, pois viabiliza ricas relações entre o ensino e aprendizagem, dirigindo
o trabalho educativo para estágios de desenvolvimento ainda não alcançados pela criança.

Essas proposições vislumbram um aprender diferente; propiciam a noção de educação para a


compreensão. Enfim, traduzem uma determinada concepção de conhecimento. Essa educação
organiza-se a partir de dois eixos que se relacionam:

a) aquilo que os alunos aprendem;

b) a vinculação que esse processo de aprendizagem e a experiência da escola tem com suas vidas.

Por ser bastante amplo, o trabalho com projetos pode nortear todo o âmbito da Educação Infantil. É
por meio dele que se pode ensinar melhor, pois a criança aprende de forma significativa, globalizada

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e contextualizada.

Sobre essa questão, também o Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil explicita:

[…] as crianças podem estabelecer relações entre novos conteúdos e os conhecimentos prévios
(conhecimentos que jápossuem), usando para isso os recursos de que dispõem.
Esse processo possibilitará a elas modificarem seus conhecimentosprévios, matizá-los ou diferenciá-
los em função de novas informações, capacitando-as a realizar novas aprendizagens, tornando-as
significativas.(BRASIL, 1998, p. 33).

A Educação Infantil precisa constituir-se como um espaço de vida significativa. As crianças em idade
pré-escolar estão conhecendo, sentindo, identificando-se e envolvendo-se cada vez mais com o meio
em que vivem. É preciso despertar-lhe a curiosidade e buscar o envolvimento com temas do contexto,
que vivenciam de forma significativa.

Tornar possível uma aprendizagem significativa, isto é, que conecte e parta do que as crianças já
sabem, de seus esquemas de conhecimento precedentes, de suas hipóteses ante à temática que vai
ser abordada e dar funcionalidade ao que vai ser aprendido são alguns dos pressupostos que
fundamentam a prática com Projetos.

Nessa perspectiva, as situações propostas nos projetos induzem as crianças a aproximarem-se de


um contexto de aprendizagem em que elas aprendam a “fazer fazendo”, errando, acertando,
problematizando, levantando hipóteses, investigando, refletindo, pesquisando, construindo, discutindo
e intervindo.

O trabalho com projetos na educação infantil oferece amplos pretextos e contextos de conversas
genuínas entre adultos e crianças e entre crianças e crianças. Principalmente, porque há conteúdo
significativo para ser discutido, as crianças evocam o que estão aprendendo, planejando, pensando,
sobre as idéias que estão sendo desenvolvidas.

Bruner enfatiza que para a criança deve haver situações de desafio que a levem a resolver
problemas, descobrindo suas soluções.

Além disso, o conhecimento adquirido é mais útil para alguém que está aprendendo quando ele é
“descoberto” por meio dosesforços cognitivos do próprio indivíduo que está aprendendo, pois dessa
forma, ele é relacionado ao que se conhecia antes eutilizado em referência a isto. (2001, p. 9).

Os projetos devem ser desenvolvidos a partir do mundo real em que as crianças vivem; constituem-se
em um estudo em profundidade das situações do cotidiano; enfim, através do desenvolvimento de um
projeto as crianças aprendem mais sobre o tópico selecionado.

A Pedagogia de Projetos visa a re-significação das práticas escolares, transformando-as em uma


forma de organização dos conteúdos escolares, mediante eixos de interações, aberta ao real e às
suas múltiplas dimensões bem como, permeando a ação educativa como uma postura pedagógica.

Há várias formas de desenvolver um projeto, isto significa que um mesmo projeto nunca se repetirá,
pois depende do percurso que o grupo trilhará. O importante é que essa trilha seja em parceria com
os alunos, num processo constante de negociação.

Sabemos que com as crianças de três a seis anos, o trabalho com projetos traz grandes
contribuições, pois, os objetivos do projeto são partilhados com as crianças, bem como a temática
dos mesmos podem surgir do interesse infantil revelado em suas conversas e brincadeiras.

Mas, e com os bebês? É possível trabalhar com projetos com os bebês?

Nas palavras de Barbosa & Horn (2001), “os projetos com bebês têm seus temas derivados
basicamente da observação do educador da leitura que realiza de seu grupo de crianças, dos
elementos adquiridos na sua formação e que auxiliam a discernir sobre atividades que podem ser
importantes ao desenvolvimento da criança”(p.71). Projetos envolvendo temáticas como, movimento,
linguagem oral, artes e música são viáveis na educação dos bebês.

No entanto, é preciso considerar as especificidades do trabalho pedagógico junto às crianças de zero

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a um ano, isto é, a proposta pedagógica para esta faixa etária prevê em sua essência as ações
integradas entre o cuidar e o educar, bem como as atividades de estimulação.

O sucesso das atividades de estimulação depende da organização do espaço, isto é, cabe ao


educador organizar os objetos – almofadas, brinquedos, móbiles – de modo que os mesmos desafiem
os bebês a vencer os obstáculos por eles propostos, como, por exemplo, engatinhar de uma
extremidade a outra, desvencilhando dos objetos que naquele momento dificultam a sua passagem.
As atividades de estimulação somadas ao banho, a troca de fraldas, a alimentação, o sono, cumprem
com o objetivo de auxiliar os bebês na aquisição de novas competências, como por exemplo: rolar,
engatinhar, arrastar, andar, brincar, sorrir, comunicar-se, descobrir novas texturas, novos sons, novos
objetos, novas cores, viver.

Quanto às ações integradas entre o cuidar e o educar, merece atenção especial, o desenvolvimento
da autonomia, como por exemplo, a educação do controle do xixi e do cocô, o uso de talheres, o uso
do copo, o cuidado com o próprio corpo etc. As atividades de estimulação deverão ser pensadas e
planejadas a partir dos Eixos de Trabalho, de modo que os objetivos de cada área sejam alcançados
e consequentemente os conteúdos previstos para esta faixa etária desenvolvidos.

Os princípios expostos acima valem também para as crianças de um a dois anos, no entanto, é
preciso considerar o desenvolvimento infantil desta faixa etária. Isto é, a partir do momento em que as
crianças já possuem condições motoras de manipular diferentes materiais (lápis e pincéis de
diferentes texturas e espessuras, brochas, carvão, carimbo, livros, revistas etc.), meios (tintas, água,
areia, terra, argila etc.) e variados suportes gráficos (jornal, papel, papelão, parede, chão, caixas,
madeiras etc.), os mesmos deverão ser propostos a elas.

Nessa perspectiva, o papel do educador é o de ser mediador de cultura; aquele que coloca os alunos
em contato com o conhecimento, através de intervenções planejadas que favorecem ações sobre os
objetos de conhecimento.

A competência que um professor precisa desenvolver para realizar seu trabalho em sala, passa,
necessariamente, pela sua disposição para estudar.

Estudar para se desenvolver como mediador de conhecimentos; para conhecer e de forma atualizada
organizar as situações de aprendizagem; para conhecer melhor seus alunos como aprendizes e para
conhecer as melhores formas de ser professor.

Nossa análise, sobre a importância de trabalhar com projetos como eixo articulador de experiências
está no fato de que a prática de Projetos pretende favorecer mudanças nas concepções e no modo
de atuar dos professores. Ele é justificado pela necessidade de formar crianças para serem capazes
de fazer relações, de fazer reflexões, de criar a partir do conhecimento aprendido na escola e na vida,
passando da condição de reprodutora de ações, à planejadora e participante ativa da aprendizagem.
É um processo de aprendizagem da autonomia e responsabilidade. Uma educação autêntica não
pode privilegiar a abstração do conhecimento e, sim deve ensinar a contextualizar, concretizar e
globalizar.

A instituição revendo o seu fazer pedagógico, está refletindo sobre como tornar o plano mais
fidedigno a essa prática, como articular os conteúdos, e outras indagações sobre sua realidade. Por
isso, o investimento na formação continuada (em serviço) do professor, é prioridade para ela, a fim de
ampliar o conhecimento do professor sobre a sua prática e desenvolver a sua capacidade de
reflexão.

Brincadeira É Coisa Séria

A função do brincar na infância é tão importante e indispensável quanto comer, dormir, falar etc. É por
meio dessa atividade que a criança alimenta seu sistema emocional, psíquico e cognitivo.

Ela elabora e reelabora toda sua existência por meio da linguagem do brincar, do lúdico e das
interações com seus pares.

A brincadeira permeia a própria existência humana, porém, durante os seis primeiros anos, a criança
utiliza-se dessa linguagem para se expressar e para compreender o mundo e as pessoas. Ela
desenvolve, gradativamente, competências para compreender e/ou atuar sobre o mundo.

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O brincar é para a criança uma possibilidade de se ter um espaço onde a ação ali praticada é de seu
domínio, isto é, ela é seu próprio guia, ela age em função de sua própria iniciativa.

Esse é sem dúvida um elemento importante: a criança toma a decisão para si – vai ou não brincar;
isto lhe dá a chance de experimentar sua autonomia perante o mundo.

Forma de comunicação integrada, a brincadeira marcada pelo faz-de-conta e pela magia é uma
atividade que contribui para uma passagem harmoniosa da criança pelo mundo das atividades reais
da vida cotidiana, com outros significados.

Ao brincar a criança entra definitivamente no mundo das aprendizagens concretas. Ela elabora
hipóteses e as coloca em prática, constrói objetos, monta e desmonta “geringonças”, enfim, ela
manipula todas as possibilidades dos objetos de seu universo de acesso.

No faz-de-conta ela realmente tem a chance de construir sua própria realidade, ela utiliza-se de
elementos concretos, da sua realidade cotidiana e lhes atribui outro sentido. Na esfera do faz de
conta, uma pedra vira um chocolate, a boneca vira um nenê de verdade, com o qual se conversa. A
criança sabe que não é um nenê de verdade, mas faz-de-conta.

Segundo Gardner (1993) tratar um objeto como se fosse um outro (jogo simbólico) é uma forma de
“metarrepresentação”, já que a criança conhece o objeto mas atribui-lhe outras propriedades para
obter os efeitos desejados; pode pensar mais além do mundo da experiência direta, sendo capaz de
imaginar, ao mesmo tempo que põe em prova seus conhecimentos.

Ao mesmo tempo em que o brincar permite que a criança construa e domine cada vez melhor sua
comunicação, faz com que ela entre em um mundo de comunicações complexas, que mais tarde
serão utilizadas na educação formal.

Brincando a criança toma decisões, desenvolve sua capacidade de liderança e trabalha de forma
lúdica seus conflitos. Ela decide se está na hora do nenê/boneca dormir, acordar, comer etc. No jogo
da brincadeira a criança toma suas próprias decisões,

Na Educação Infantil a criança se percebe como sujeito de direitos e de deveres; ele está num grupo,
tem que conviver e negociar com ele o tempo todo e as brincadeiras e as interações, dirigidas ou não,
se misturam num eterno novo fazer todos os dias.

É importante que o adulto saiba e compreenda que a criança tem necessidade de brincar, de jogar
por jogar, pelo simples prazer, não por obrigação, com hora marcada ou para conseguir objetivos
alheios.

É essa liberdade, essa ausência de exigências externas que faz com que se aflore e estimule a
iniciativa, a criatividade e a invenção.

A brincadeira e/ou o jogo proporciona benefícios indiscutíveis no desenvolvimento e no crescimento


da criança. Por seu intermédio, ela explora o meio, as pessoas e os objetos que a rodeiam, aprende a
coordenar variáveis para conseguir um objetivo, aprende e aproxima os objetivos com intenções
diversas e com fantasia.

Segundo Vygotsky, o jogo cria uma zona de desenvolvimento própria na criança, de maneira que,
durante o período em que joga ela está sempre além da sua idade real. O jogo constitui-se, assim,
uma fonte muito importante de desenvolvimento.

O brincar proporciona esse desenvolvimento, por se tratar de uma atividade que possibilita espaço
para ensaiar, provar, explorar, experimentar e, ao final, interagir com as pessoas e com os objetos
que estão ao seu redor.

Os jogos vão se estruturando conforme o estágio evolutivo da criança. No começo, predominam os


jogos sensório-motores, de caráter manipulativo e exploratório; com o passar do tempo, mudam-se os
jogos, seus objetivos e seus fins (jogo de construção, de simulação e de ficção). Mais adiante ainda, a
criança será capaz de participar de jogos que envolvem regras, onde poderão coordenar suas
próprias ações com a dos companheiros de jogo (jogos esportivos, de cooperação, de competição
etc.).

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Os jogos sociais favorecem e incrementam novos repertórios, novas aprendizagens. Assim a criança
passa pela infância, chega na vida adulta, dando e imprimindo sua própria marca e significado à vida.

Ética, Valores E Atitudes.

A criança ser social, está em constante relação com o mundo e nele ela nasce, cresce, descobre,
aprende, ensina, recria, convive e multiplica.

Nestes primeiros anos de vida os sentimentos e a personalidade assentam suas bases e se


solidificam.

A instituição de Educação Infantil tem então o importante papel de inserir a criança em um contexto
de mundo que é diversificado em valores, culturas, religiões e idéias; o desafio e oferecer condições
para que a criança aprenda a conviver com sua própria cultura, valorizando e respeitando as demais,
bem como desenvolvendo sua consciência crítica acerca da formação da cidadania, da dignidade,
moralidade, formação de hábitos,valores e atitudes.

Partindo sempre da realidade concreta da criança, questões como: valores, atitudes, ética, religião
devem ser abordados com naturalidade.

Por meio do diálogo, do jogo, da brincadeira, do canto vão se estabelecendo relações de amizades,
respeito ao próximo, limites, solidariedade, democracia, cidadania, participação, etc.

É nesta fase da Educação Infantil, das primeiras relações escolares, que ocorrem à socialização, o
encantamento, a admiração e o desabrochar da espiritualidade. Por meio da reflexão, da investigação
e da experimentação a criança descobre o caminho para conviver na liberdade, com autonomia e
responsabilidade.

Assim a proposta de se trabalhar em uma perspectiva de transcendência e espiritualidade visa à


possibilidade a abertura e o acolhimento a VIDA em suas incontáveis manifestações, perceber a
relação humano-divina respeitando diferenças e vivências, a construção de uma cultura de justiça,
esperança, ternura e solidariedade.

Na Educação Infantil, para que se desenvolvam esses princípios, existem vários momentos que
podem ser explorados e trabalhados tais como:

• Higiene pessoal-conhecimento e valorização de seu corpo, auto-estima.

• Brincadeiras e jogos coletivos ou individuais (respeito ao outro), conhecimento de limites e regras,


socialização, diversidade cultural etc.

• Hora do lanche – fraternidade, agradecimentos pelos alimentos, pela vida, repartir, ser solidário etc.

• Observação dos fenômenos naturais – a beleza de um dia de sol, o aconchego, a vida que traz a
chuva etc.

• Passeios para observar a natureza e a paisagem – criação de Deus, beleza da criança, proteção e
preservação da natureza e da vida etc.

• Eventos festivos e comemorações – integração das famílias, valorização da comunidade e sua


cultura etc.

Devemos desde cedo salientar que as crianças podem aprender questões morais, tais como respeito
pela propriedade, orientações para não machucar os outros e para ajudar vítimas de agressões. O
objetivo e que as crianças se tornem envolvidas com questões morais de suas classes. Deseja-se
que elas reconheçam a injustiça quando a vêem, que prefiram o justo ao injusto e se sintam
compelidos a falar contra a injustiça.

O êxito neste trabalho será medido pelo que trará de contribuição às pessoa em suas convicções e
posturas frente à vida; no entender-se como ser humano, não aceitar os outros como semelhantes e
parceiros de vida, na construção da justiça, da solidariedade e de cidadania.

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Avaliação

A Lei de Diretrizes e Bases da Educação, sancionada em dezembro de 1996, estabelece, na Seção


II, referente à Educação Infantil, artigo 31, que: “… a avaliação far-se-á mediante o acompanhamento
e registro do seu desenvolvimento, sem o objetivo de promoção, mesmo para o acesso ao ensino
fundamental”.

A prática de avaliação na Educação Infantil é de natureza diversa da avaliação no ensino


fundamental. Pode-se utilizar métodos diferentes, pelos quais se registram observações feitas.
Porém, a escrita é, certamente, o mais comum e o mais acessível. O registro, as observações e as
impressões diárias em muito contribuirão para o planejamento educativo.

Avaliar a criança pequena requer, do educador que a conduzirá pela vida escolar, conhecimento
prévio sobre seu desenvolvimento e características singulares .

É preciso saber como ela assimila os novos conhecimentos, como responde aos estímulos e como
acontece o processo maturacional e social dessa criança.

Ao observar a aquisição e a construção do conhecimento nas diversas áreas, analisando a dinâmica


biopsicossocial da infância, percebe-se que a criança possui uma articulação mental, cognitiva e
afetiva única. É essa articulação, juntamente com as interações sociais – realizadas principalmente
na instituição – transformadas em conhecimentos, que serão alvo de observação e análise.

Por meio de observações e registros diários é que o educador elaborará avaliações significativas e
contextualizadas, que poderão contribuir qualitativamente para o processo de aprendizagem de
alunos e professores.

Nesse contexto de avaliação formativa deve-se atentar para o fato de que essa criança está em
processo de intenso aprender e interagir. Portanto, não se deve fazer registros que venham denegrir
ou rotular essa criança, sob pena de prejudicar sua vida escolar futura. “Quando o educador relata
por escrito, tem a oportunidade de distanciar-se de si mesmo para fazer uma análise mais profunda
de todas as variáveis que permeiam uma situação” (J.Hoffman). Assim, esse educador pode fazer
uma análise crítica do seu trabalho didático-pedagógico e, consequentemente, uma auto-avaliação
coletiva No centro de educação infantil, a fim de redimensionar e redirecionar práticas pedagógicas.

Na construção de conhecimentos significativos, cada criança tem seu tempo e faz sua própria leitura
dos objetos. Portanto, há que se atentar para o fato de que objetivos e avanços no processo de
aprendizagem acontecem e se manifestam em diferentes tempos e formas distintas para cada
criança. Aquisição de conhecimentos não acontece de forma linear; a análise deve ser individual e
gradativa.

Os pais, como partícipes desse processo, têm o direito e o dever de acompanhar todo o
desenvolvimento da aprendizagem de seus filhos, como os avanços, as conquistas ou eventuais
dificuldades, a fim de compreender todo o processo educativo, seus objetivos e as ações
desenvolvidas pela instituição.

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