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DEZ 1980 NBR 6173


Terminologia de tolerâncias e ajustes

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Brasileira de
Normas Técnicas

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Terminologia
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Impresso no Brasil Palavra-chave: Tolerância 3 páginas
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1 Objetivo 3.1 Afastamento nominal ou afastamento

Diferença entre as dimensões limites e a nominal.


Esta Norma tem por fim definir os termos técnicos usados
na norma de tolerâncias e ajustes (ver NBR 6158). 3.2 Afastamento inferior

2 Documento complementar Diferença entre a dimensão mínima e a nominal (ver Figu-


ra 1). Símbolos: Ai para furo, ai para eixo.
Na aplicação desta Norma é necessário consultar: 3.3 Afastamento superior

NBR 6158 - Norma de sistema de tolerâncias e ajustes Diferença entre a dimensão máxima e a nominal (ver Figu-
- Procedimento ra 1). Símbolos: As para furo, as para eixo.

3.4 Ajuste
3 Definições
Comportamento de um eixo num furo, ambos da mesma
Para os efeitos desta Norma são adotadas as definições de dimensão nominal, caracterizado pela folga ou interferência
3.1 a 3.47. apresentada.

Figura 1
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2 NBR 6173/1980

3.5 Ajuste com folga 3.12 Calibrador chato

Aquele em que o afastamento superior do eixo é menor ou Aquele cujas superfícies de medir são as duas partes de
igual ao afastamento inferior do furo (ver Figura 2). uma superfície cilíndrica externa, compreendidas entre dois
planos paralelos eqüidistantes do eixo.

3.13 Calibrador de boca

Aquele que tem forma de meio anel e superfícies de medir


planas.

3.14 Calibrador com superfícies de medir esféricas

Aqueles cujas extremidades pertencem à superfície de uma


Figura 2 esfera.

3.6 Ajuste com interferência 3.15 Calibrador de fabricação

Aquele em que o afastamento superior do furo é menor ou Aquele usado na fabricação das peças.
igual ao afastamento inferior do eixo (ver Figura 3).
3.16 Calibrador de recepção

Aquele utilizado na recepção das peças.

3.17 Calibrador não passa

Aquele que controla o afastamento inferior de um eixo ou o


afastamento superior de um furo.
Figura 3

3.7 Ajuste incerto 3.18 Calibrador passa

Aquele em que o afastamento superior do eixo é maior que Aquele que controla o afastamento superior de um eixo ou o
o afastamento inferior do furo e o afastamento superior do afastamento inferior de um furo.
furo é maior do que o afastamento inferior do eixo (ver Fi-
gura 4). 3.19 Calibrador para eixos

Aquele que tem superfícies de medir internas.

3.20 Calibrador para furos

Aquele que tem superfície de medir externas.

3.21 Campo de tolerância

Conjunto dos valores compreendidos entre os afastamentos


superior e inferior.

Figura 4 3.22 Contracalibrador


3.8 Calibrador fixo
Aquele destinado a verificar os calibradores

Aquele de fabricação inteiriça, sem dispositivo de regulação.


3.23 Dimensão efetiva

3.9 Calibrador regulável Valor obtido medindo-se a peça.

Aquele cujos afastamentos podem ser regulados. 3.24 Dimensão máxima

3.10 Calibrador-tampão Valor máximo admissível para a dimensão efetiva. Sím-


bolo: D máx.
Aquele cuja superfície de medir é cilíndrica externa.
3.25 Dimensão mínima
3.11 Calibrador anular
Valor mínimo admissível para a dimensão efetiva. Sím-
Aquele cuja superfície de medir é cilíndrica interna. bolo: D mín.
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NBR 6173/1980 3

3.26 Dimensão nominal 3.38 Interferência mínima

Dimensão básica que fixa a origem dos afastamentos. Diferença entre as dimensões mínima do eixo e máxima do
Símbolo: D. furo, quando o eixo é maior que o furo (ver Figura 3). Sím-
bolo: I mín.
3.27 Dimensões limites
3.39 Lado “não passa”
Valores, máximo e mínimo, admissíveis para a dimensão
Aquele do calibrador que não deve passar.
efetiva.
3.40 Lado “passa”
3.28 Eixo
Aquele do calibrador que deve passar.
Termo convencionalmente aplicado para fins de tolerâncias
e ajustes, como sendo qualquer parte de uma peça cuja 3.41 Linha zero
superfície externa é destinada a alojar-se na superfície in-
terna de outra. Linha que nos desenhos fixa a dimensão nominal e serve
de origem aos afastamentos (ver Figura 1).
3.29 Eixo-base
3.42 Sistema de ajustes
Aquele no qual o afastamento superior é preestabelecido Conjunto de princípios, regras, fórmulas e tabelas que per-
como sendo igual a zero. mite a escolha racional de tolerâncias no acoplamento eixo-
furo, para se obter, economicamente, uma condição preesta-
3.30 Folga belecida.

Diferença entre as dimensões do furo e do eixo, quando o 3.43 Sistema de tolerâncias


eixo é menor que o furo. Símbolo: F.
Conjunto de princípios, regras, fórmulas e tabelas que per-
3.31 Folga máxima mite a escolha racional de tolerâncias para a produção eco-
nômica das peças mecânicas intercambiáveis.
Diferença entre as dimensões máxima do furo e mínima do
eixo, quando o eixo é menor que o furo (ver Figura 2). 3.44 Tolerância
Símbolo: F máx.
Variação permissível da dimensão da peça, dada pela dife-
rença entre dimensões máxima e mínima (ver Figura 5).
3.32 Folga mínima
Símbolo: t.
Diferença entre as dimensões mínima do furo e máxima do
eixo, quando o eixo é menor que o furo. Símbolo: F mín.

3.33 Furo

Termo convencionalmente aplicado, para fins de tolerâncias


e ajustes, como sendo todo espaço delimitado por superfície
interna de uma peça e destinado a alojar eixo.

3.34 Furo-base
Figura 5
É o furo em que o afastamento inferior é preestabelecido
como sendo igual a zero. 3.45 Tolerância de fabricação de calibradores

3.35 Grau de tolerância, qualidade de trabalho ou Variação permissível da dimensão do calibrador na sua
simplesmente qualidade fabricação.

Grau de precisão fixado pela norma de tolerâncias e ajustes. 3.46 Tolerância fundamental

3.36 Interferência Tolerância calculada para cada qualidade de trabalho e para


cada grupo de dimensões.
Diferença entre as dimensões do eixo e do furo, quando o
eixo é maior que o furo. Símbolo: I.
3.47 Unidade de tolerância (i)
3.37 Interferência máxima
Valor numérico calculado em relação às médias geométricas
Diferença entre as dimensões máxima do eixo e mínima do das dimensões limites de cada grupo, segundo fórmula
furo, quando o eixo é maior que o furo (Figura 3). Símbo- fundamental, que serve de base ao desenvolvimento do
lo: I máx. sistema e fixa a ordem de grandeza dos afastamentos.

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