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Estoicismo: Ética e Filosofia Antiga

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Tópicos abordados

  • métodos de ensino,
  • educação sofista,
  • Cítio,
  • filosofia antiga,
  • ética,
  • natureza humana,
  • sofismo,
  • ataraxia,
  • paixões,
  • sabedoria
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  • ataraxia,
  • paixões,
  • sabedoria

ALUNO (a): RAFAEL DE BRITO

ATIVIDADE DE REVISÃO DE FILOSOFIA

"O estoicismo foi uma das correntes filosóficas do helenismo mais influentes na Antiguidade.
Essa escola de pensamento originou-se na cidade grega de Atenas próximo ao ano 300 a.C.,
embora seu fundador, Zenão, tenha sido um estrangeiro natural de Cítio (atual Lárnaca, na ilha
de Chipre). O nome dessa escola originou-se do local em que esse pensador se reunia com seus
discípulos, a saber, um pórtico do espaço público destinado à discussão política em Atenas — a
ágora. Em todas as suas três fases, a herança socrática é evidenciada."

"Características do estoicismo

O aspecto mais conhecido dessa escola de pensamento é sua perspectiva ética baseada na
indiferença (ataraxia, em grego). Nela a filosofia é entendida como um exercício e não como
uma atividade meramente intelectual. Esses pensadores acreditavam que tudo o que existe
estava sob a determinação de uma força cósmica harmônica e que a virtude estaria em viver
em acordo com o seu desígnio.

Os demais bens a que o ser humano possa aspirar, como saúde, contentamento e amizade, são
secundários, e não essencialmente bons. De modo semelhante, noções tipicamente rejeitadas
como enfermidade e inimizade devem ser evitadas. A recusa em deixar levar-se por
sentimentos e desejos visa evitar que excessos sejam cometidos e fins supérfluos sejam
valorizados. Só o que é incondicional pode ser considerado essencialmente bom ou mau.
Preservar uma boa reputação é benéfico, mas não se deve lamentar amargamente sua perda,
assim como a inimizade deve ser evitada, embora sua presença não diminua a felicidade."

"A causalidade dos acontecimentos implicaria um determinismo, perante o qual a única atitude
virtuosa seria a aceitação, já que essas causas são externas e independem do querer. A
aceitação do destino seria compatível, contudo, com a vontade de fazer o bem, já que esta
estaria no reino da interioridade. Essa escolha seria o caminho da felicidade, indicado já por
Zenão, uma vez que o importante seria manter a coerência e não efetivamente atingir um fim
externo pelas ações.

Esses pensadores, especialmente na primeira fase, privilegiaram as sensações e rejeitaram o


aspecto inteligível da teoria platônica. Nem todas as impressões, contudo, eram verdadeiras. O
que chega por meio dos sentidos precisaria ainda ser aquiescido, podendo ser rejeitado como
representação falsa ou conduzir à suspensão de juízo.

A figura do sábio esteve presente como um ideal que não foi alcançado por nenhum partidário
do estoicismo. Apenas esse personagem estaria em um estado de felicidade e alcançaria o
conhecimento. As pessoas são apresentadas, em geral, como vacilantes entre o vício e a
virtude, sendo atraídas pelos desejos e sentimentos e precisando de ajuda para orientarem-se
pela razão."

RESPONDA:

1. O período helenístico caracterizou-se por um processo de interação cultural entre a


cultura grega clássica e a cultura dos povos orientais conquistados. Neste período
destacaram-se duas novas escolas filosóficas: o estoicismo e o hedonismo. Nesse
contexto, os estóicos defendiam:

a) Que o ser humano devia buscar o prazer da vida.


b) b) Que o prazer estava vinculado ao bem;
c) c) Um espírito de completa austeridade moral e física;
d) d) A realização de uma conduta virtuosa;
e) e) O domínio das paixões.

2. Entre as muitas heranças do mundo da Antiguidade, herdamos as chamadas filosofias pagãs


do:
a) Estoicismo e niilismo.
b) Escolástica e marxismo.
c) Epicurismo e marxismo.
d) Estoicismo e epicurismo.
e) Escolástica e tomismo.

3.O termo ataraxia designa o ideal da imperturbabilidade ou da serenidade da alma, em


decorrência do domínio sobre as paixões ou da extirpação destas.
O termo ataraxia está fortemente ligado ao

a) epicurismo e estoicismo.
b) hermetismo e ao congruísmo.
c) jansenismo e ao laxismo.
d) idealismo transcendental.
e) materialismo.

4. Os sofistas inventam a educação em ambiente artificial, o que se tornará uma das


características de nossa civilização. Eles são os profissionais do ensino, antes de tudo
pedagogos, ainda que seja necessário reconhecer a notável originalidade de um Protágoras,
de um Górgias ou de um Antifonte, por exemplo. Por um salário, eles ensinavam a seus alunos
receitas que lhes permitiam persuadir os ouvintes, defender, com a mesma habilidade, o pró e
o contra, conforme o entendimento de cada um.
HADOT, P. O que é a filosofia antiga? São Paulo: Loyola, 2010 (adaptado).

O texto apresenta uma característica dos sofistas, mestres da oratória que defendiam a(o):
a) ética, aprimorada pela educação de cada indivíduo com base na virtude.
b) ideia do bem, demonstrado na mente com base na teoria da reminiscência.
c) relativismo, evidenciado na convencionalidade das instituições políticas.
d) ciência, comprovada empiricamente por meio de conceitos universais.
e) religião, revelada pelos mandamentos das leis divinas.

5. Para os adversários do sofismo, como Platão, o conteúdo de uma enunciação é que decidiria
sobre a verdade. Para os retóricos, o critério do “verdadeiro” estaria no próprio discurso, ou
melhor, na perfeição modal pela qual ele é proferido; aliás, o único critério “objetivo” de
avaliação. Isso porque o sofismo, no limite, seria incapaz de distinguir ser e parecer, e porque
nele a “verdade” seria construída pela própria comunicação e pelo bem dizer.

De acordo com o texto, em comparação com os seus adversários, a característica dos discursos
elaborados pelos sofistas é a
a) construção da verdade universal.
b) relativização das verdades enunciadas.
c) consolidação de relatos absolutos.
d) definição dos princípios das coisas.
e) naturalização das práticas culturais.

6. A crítica de Sócrates aos sofistas consiste em mostrar que o ensinamento sofístico limita-se
a uma mera técnica ou habilidade argumentativa que visa a convencer o oponente daquilo que
se diz, mas não leva ao verdadeiro conhecimento. A consequência disso era que, devido à
influência dos sofistas, as decisões políticas na Assembleia estavam sendo tomadas não com
base em um saber, ou na posição dos mais sábios, mas na dos mais hábeis em retórica, que
poderiam não ser os mais sábios ou virtuosos.
(Danilo Marcondes. Iniciação à história da filosofia, 2010.)

De acordo com o texto, a crítica socrática aos sofistas dizia respeito


a) à desvalorização da pluralidade de opiniões e de posicionamentos político-ideológicos.
b) ao entendimento de que o verdadeiro conhecimento baseava-se no exercício da
retórica.
c) ao prevalecimento das técnicas discursivas nas decisões da Assembleia acerca dos
rumos das cidades-Estado.
d) ao predomínio de líderes pouco sábios e com poucas virtudes na composição da
Assembleia.
e) à defesa de formas tirânicas de exercício do poder desenvolvida pela retórica
convincente.

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