21/08/2025, 09:47 HAS: Metas e atualizações no tratamento que caem em prova
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Índice
Diretrizes atualizadas da HAS: o que mudou recentemente?
Metas pressóricas por perfil de paciente
Estratégias terapêuticas atualizadas
para hipertensão arterial
Situações especiais
ÁREA
Mudanças relevantes Mural
para asprovas dedos
residência
Preparatórios Central da Residência
Aprovados
DO
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ALUNO
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21/08/2025, 09:47 HAS: Metas e atualizações no tratamento que caem em prova
Por que a HAS sempre cai nas provas de residência?
A hipertensão arterial sistêmica (HAS) é uma condição clínica
multifatorial caracterizada por níveis elevados e sustentados de
pressão arterial (PA), associada a um aumento do
risco de eventos cardiovasculares, cerebrovasculares e
renais. É considerada a principal causa modificável de
morbimortalidade global.
O reconhecimento precoce, a correta estratificação de risco e a
implementação de condutas terapêuticas baseadas em
evidências são pilares para o manejo adequado da condição.
Recentes atualizações nas diretrizes europeias (ESC 2024) e na
diretriz brasileira (2020) reforçam novas abordagens na
definição, diagnóstico, metas terapêuticas e estratégias
farmacológicas personalizadas.
Diretrizes atualizadas da HAS:
o que mudou recentemente?
As atualizações mais recentes no manejo da hipertensão
arterial sistêmica (HAS), especialmente as apresentadas nas
Diretrizes Europeias da ESC de 2024, refletem uma mudança de
paradigma na abordagem terapêutica, incorporando um
modelo cada vez mais centrado na estratificação do risco
cardiovascular global do paciente, ao invés de fundamentar a
decisão clínica unicamente em valores absolutos de pressão
arterial (PA). Essa abordagem permite maior individualização da
terapêutica, com objetivos não apenas de controle pressórico,
mas de redução efetiva da morbimortalidade cardiovascular.
Entre as principais inovações propostas pela ESC, destaca-se a
intensificação do controle pressórico como estratégia
prioritária. Em contraste com diretrizes anteriores mais
conservadoras, os novos consensos recomendam metas
pressóricas mais agressivas, visando uma pressão arterial
sistólica abaixo de 130 mmHg para a maioria dos adultos,
inclusive naqueles com comorbidades, desde que haja boa
tolerância clínica.
Medição no
MRPA MAPA
Categoria consultório
(mmHg) (mmHg)
(mmHg)
Pressão PAS < 120 e PAS < 120 e PAS < 120 e
não‑elevada PAD < 70 PAD <70 PAD <70 ÁREA
Mural dos
Preparatórios
Aprovados
Central da Residência DO
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Medição no
MRPA MAPA
Categoria consultório
(mmHg) (mmHg)
(mmHg)
Pressão PAS 120–139 e PAS 120-134 PAS 120-134
elevada PAD 70–89 e PAD 70-84 e PAD 70-84
PAS ≥ 140 e PAS ≥ 135 e PAS ≥ 135 e
Hipertensão
PAD ≥ 90 PAD ≥ 85 PAD ≥ 85
Classificação da HAS. Fonte:MCEVOY, J. W. et al. 2024 ESC Guidelines for the
management of elevated blood pressure and hypertension. European Heart
Journal, v. 45, p. 3912–4018, 2024
O alvo ideal de PA sistólica situa-se entre 120 e 129 mmHg,
evitando reduções excessivas que possam comprometer a
perfusão tecidual, especialmente em idosos ou indivíduos com
doença aterosclerótica estabelecida.
Outro ponto central na atualização é a recomendação do início
precoce com terapia combinada, preferencialmente em forma
de comprimido único contendo duas medicações anti-
hipertensivas (por exemplo, um inibidor do sistema renina-
angiotensina associado a um bloqueador dos canais de cálcio
ou a um diurético tiazídico). Essa medida visa aumentar a
eficácia terapêutica desde o início do tratamento e melhorar a
adesão do paciente, reduzindo a complexidade posológica e a
inércia clínica.
A monoterapia ainda é aceita, mas restrita a situações
específicas, como em pacientes com pressão arterial limítrofe e
risco cardiovascular global baixo.
A monitorização da pressão arterial fora do ambiente clínico
também ganhou papel de destaque. As diretrizes reforçam que
tanto a monitorização ambulatorial da pressão arterial (MAPA)
quanto a monitorização residencial da pressão arterial (MRPA)
são ferramentas indispensáveis tanto para o diagnóstico preciso
da HAS (especialmente nos casos de hipertensão do avental
branco ou hipertensão mascarada), quanto para a avaliação da
eficácia do tratamento e ajuste das condutas. A incorporação
sistemática dessas ferramentas no acompanhamento
ambulatorial amplia a acurácia diagnóstica e reduz
erros terapêuticos.
Embora as Diretrizes Brasileiras de Hipertensão Arterial de 2020
antecedam a publicação europeia, muitos dos princípios
defendidos na versão da SBC já estavam alinhados a essas ÁREA
Mural dos
tendências internacionais. No entanto, a diretriz europeia de Residência
2024
Preparatórios
Aprovados
Central da DO
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aprofunda e sistematiza esses conceitos, trazendo maior ALUNO
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respaldo às decisões clínicas e recomendando, de forma mais
enfática, o uso de estratégias baseadas em evidência robusta
de desfechos clínicos.
Personalização do tratamento
para subgrupos específicos
Além disso, a ESC 2024 introduz um enfoque mais detalhado na
personalização do tratamento para subgrupos específicos,
como pacientes com diabetes mellitus, doença renal crônica,
doenças cardiovasculares prévias e idosos com fragilidade.
Nestes grupos, recomenda-se cuidado redobrado na definição
das metas pressóricas e na escolha dos agentes terapêuticos,
priorizando o equilíbrio entre benefício e risco.
Nos idosos frágeis, por exemplo, a meta de PA é mais permissiva,
evitando quedas excessivas da pressão arterial que possam
desencadear eventos adversos como síncope, declínio cognitivo
ou injúria renal aguda.
Veja também:
Rotina de um residente em cardiologia
Cardiologia: residência médica, mercado de trabalho
e remuneração
Teste vocacional Residência Médica: qual
especialidade fazer?
Hipertensão arterial resistente
Um ponto adicional relevante é a abordagem da hipertensão
arterial resistente, definida como a persistência de valores
pressóricos elevados (PA ≥140/90 mmHg) apesar do uso
otimizado de três classes distintas de anti-hipertensivos,
incluindo um diurético.
As novas diretrizes passam a recomendar a espironolactona
como quarta droga de escolha, além de considerar intervenções
como a denervação renal por cateter em pacientes refratários
ao tratamento clínico, desde que criteriosamente selecionados e
com exclusão de causas secundárias de HAS.
Metas pressóricas
por perfil de paciente
ÁREA
Mural dos
Preparatórios
A definição das metas Central
deve ser feita com
pressóricas Aprovados base daem
Residência DO
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ALUNO
evidências de benefício clínico, levando em consideração o perfil
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do paciente. De forma geral, tanto a diretriz europeia quanto
a brasileira apontam que a meta ideal para a maioria
dos pacientes é uma PA sistólica <130 mmHg, desde que
bem tolerada.
A PA diastólica deve ser mantida abaixo de 80 mmHg. Nos
pacientes jovens e de risco moderado a alto, pode-se almejar
reduções mais agressivas, com alvo de PA sistólica entre 120–129
mmHg. Nos pacientes idosos frágeis ou com múltiplas
comorbidades, metas mais permissivas são recomendadas
(sistólica entre 130–139 mmHg), evitando os riscos associados à
hipotensão, como quedas, síncopes e piora da função renal.
Pacientes diabéticos
Nos pacientes com diabetes mellitus, a diretriz europeia
recomenda alvo inferior a 130/80 mmHg, com especial cuidado
para evitar a curva J, ou seja, pressões muito baixas que possam
comprometer a perfusão miocárdica e cerebral. Na doença
renal crônica, a meta é semelhante, com valorização da
proteção da função renal a longo prazo.
Gestantes
Durante a gestação, as metas devem ser mais conservadoras: o
objetivo é manter a PAS entre 120–139 mmHg e a PAD entre 80–89
mmHg, principalmente em casos de hipertensão gestacional ou
pré-eclâmpsia, utilizando fármacos seguros para o feto.
População Meta Pressórica (ESC 2024)
Adultos com HAS sem
<130/80 mmHg, se tolerado
comorbidades
Pacientes com alto risco <130/80 mmHg, com PA sistólica
cardiovascular ideal entre 120-129 mmHg
Redução cautelosa para 130-139
Idosos frágeis (>80 anos)
mmHg (sistólica)
<130/80 mmHg, com atenção à
Diabéticos
função renal
Sistólica entre 120-129 mmHg (se
Doença renal crônica
tolerado), evitando hipotensão
Manter PAS entre 120-139 mmHg e
Gestantes com HAS ÁREA
Mural
PAD entre dos mmHg
80-89
Preparatórios
Aprovados
Central da Residência DO
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Metas pressóricas por grupos específicos. Fonte: MCEVOY, J. W. et al. 2024 ESC
Guidelines for the management of elevated blood pressure and hypertension.
European Heart Journal, v. 45, p. 3912–4018, 2024
Estratégias terapêuticas
atualizadas para
hipertensão arterial
O tratamento da HAS deve sempre começar com a intervenção
sobre o estilo de vida, independentemente da necessidade de
fármacos. Ambas as diretrizes reforçam medidas como redução
da ingestão de sódio para menos de 2 g por dia, aumento do
consumo de potássio, quando não contraindicado (por exemplo,
em insuficiência renal), e adoção de dieta balanceada rica em
vegetais, fibras e laticínios com baixo teor de gordura (como a
dieta DASH).
A atividade física regular, preferencialmente aeróbica e de
intensidade moderada (como caminhadas de 30–45 minutos,
pelo menos 5 dias por semana), é fortemente recomendada.
Outras intervenções incluem abandono do tabagismo,
moderação do consumo de álcool e redução do peso corporal,
visando um IMC <25 kg/m².
Como já mencionado anteriormente a ESC 2024 recomenda o
início com a dupla terapia. Essa estratégia tem demonstrado
maior eficácia na redução da pressão arterial e melhora na
adesão terapêutica, pois simplifica o regime posológico.
A progressão do tratamento, caso as metas pressóricas não
sejam atingidas, envolve a adição de uma terceira droga de
classe diferente. O uso de comprimido único contendo duas ou
três medicações distintas passou a ser fortemente encorajado
como ferramenta para melhorar a adesão e facilitar o controle.
Situações especiais
Pacientes com condições específicas exigem adequações na
conduta terapêutica. Nos idosos frágeis, deve-se evitar metas
excessivamente rígidas e priorizar a tolerabilidade clínica.
Em gestantes, o tratamento da hipertensão requer agentes
seguros para o feto: a metildopa, os betabloqueadores
seletivos como labetalol e os bloqueadores de canal de cálcio
ÁREA
Mural dos
(nifedipino de ação lenta) são preferidos; IECA e BRA são
Preparatórios
Aprovados
contraindicados devido à teratogenicidade.
Central da Residência DO
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Nos pacientes com diabetes mellitus, o uso de IECA ou BRA é
preferencial devido ao efeito nefroprotetor. Na doença renal
crônica, o uso dessas classes também é indicado mesmo que
ocorra elevação transitória da creatinina, desde que a taxa de
filtração glomerular seja monitorada adequadamente.
A hipertensão resistente exige investigação aprofundada, com
exclusão de pseudo-resistência (baixa adesão, erro de medida,
efeito do avental branco) e causas secundárias.
Mudanças relevantes para
as provas de residência
As recentes atualizações das diretrizes trouxeram pontos que são
altamente cobrados em provas de residência médica. Em
primeiro lugar, o uso da estratificação de risco cardiovascular
global para guiar a decisão terapêutica passou a ser obrigatório.
Isso exige do candidato a capacidade de interpretar múltiplas
variáveis clínicas (idade, comorbidades, lesões em órgão-alvo) e
integrá-las à conduta.
Outro ponto recorrente é a preferência por dupla terapia em
dose fixa como primeira linha, inclusive como tratamento inicial,
o que exige conhecimento farmacológico e atenção às possíveis
interações. A valorização da MAPA e MRPA como instrumentos
diagnósticos e de seguimento clínico é uma mudança prática
que frequentemente aparece em questões que abordam o
diagnóstico diferencial da hipertensão.
Além disso, o conhecimento sobre os alvos pressóricos
atualizados, inclusive em subgrupos como diabéticos, idosos e
gestantes, é essencial para acertar questões clínicas e de
conduta terapêutica.
Resumo das atualizações da ESC. (UTILIZEM AS INFORMAÇÕES NELE). Fonte:
MCEVOY, J. W. et al. 2024 ESC Guidelines for the management of elevated
blood pressure and hypertension. European Heart Journal, v. 45, p. 3912–
4018, 2024.
Por que a HAS sempre cai
nas provas de residência?
A hipertensão arterial sistêmica é uma das condições clínicas
mais prevalentes na população adulta e apresenta alta
relevância epidemiológica. Por sua natureza multifatorial e
ÁREA
associação direta com doenças cardiovasculares,
Mural dos
Preparatórios Central da Residência
Aprovados global, a
cerebrovasculares, nefropatias e mortalidade
DO
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HAS é um tema transversal que dialoga com diversas
especialidades médicas.
Além disso, sua condução exige integração de raciocínio clínico,
conhecimento farmacológico, interpretação de exames
complementares, abordagem centrada no paciente e no risco
cardiovascular. Por isso, é um tema clássico e recorrente nas
provas de residência médica.
As questões frequentemente cobram desde o diagnóstico
correto até a escolha da terapêutica mais adequada, com base
nas diretrizes mais recentes. O médico residente precisa dominar
esse conteúdo não apenas para responder a provas, mas para
atuar de forma eficaz na prática clínica diária.
Leia mais:
HAS na criança: Epidemiologia, sinais e sintomas,
diagnóstico e tratamento
Dislipidemia: saiba o que é, tipos, causas, sintomas
e tratamentos
Hipercolesterolemia: fisiologia, diagnóstico e tratamento
Doença Coronariana: fatores de risco, sintomas
e tratamento
Glomerulopatias: o que é e como cai na prova de
residência médica?
FONTES:
BARROSO, W. K. S. et al. Diretrizes Brasileiras de
Hipertensão Arterial – 2020. Arq Bras Cardiol, v. 116, n. 3, p.
516–658, 2021.
MCEVOY, J. W. et al. 2024 ESC Guidelines for the
management of elevated blood pressure and
hypertension. European Heart Journal, v. 45, p. 3912–
4018, 2024.
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