PLANEJAMENTO FAMILIAR
MÉTODOS
CONTRACEPTIVOS
PLANEJAMENTO FAMILIAR
Conjunto de ações e estratégias realizadas de acordo com a
necessidade reprodutiva de cada indivíduo, com o objetivo de
auxiliar aqueles que desejam engravidar ou fornecer
informações a respeito dos métodos contraceptivos utilizados a
fim de evitar uma gravidez indesejada.
(KAUNITZ, 2016; BARBIERI; ECKLER, 2016)
KAUNITZ, A. M. Contraceptive counseling and selection. UpToDate, 15 nov. 2016. Disponível em
[Link]
BARBIERI, R. L.; MARTIN, K. A. Overview of the use of estrogen progestin contraceptives. UpToDate, 17 ago. 2016.
Disponível em: <[Link]
2
PLANEJAMENTO FAMILIAR
Profissional de saúde e usuário do sistema de saúde
O profissional de saúde deve considerar as condições econômicas e estado de
saúde de cada pessoa, suas características pessoais, fase da vida, padrão de
comportamento sexual e fatores culturais e religiosos.
(BRASIL, 2013)
O usuário vai opção por um método satisfatório, de acordo com a fase reprodutiva
em que se encontra, através de orientações a respeito de todos os métodos
contraceptivos existentes, formas de acesso, eficácia, modo de uso e efeitos
colaterais de cada método, além da prevenção de infecções sexualmente
transmissíveis. (KAUNITZ, 2016)
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Saúde sexual e saúde
reprodutiva – Brasília : Ministério da Saúde, 300 p. : il. (Cadernos de Atenção Básica, n. 26), 2013.
KAUNITZ, A. M. Contraceptive counseling and selection. UpToDate, 15 nov. 2016. Disponível em
[Link]
3
CRITÉRIOS MÉDICOS DE ELEGIBILIDADE - MEC
Objetivo de auxiliar profissionais da saúde no aconselhamento para a escolha do
melhor método contraceptivo por cada indivíduo, levando em consideração a
história clínica com os possíveis efeitos adversos e/ou proibição estrita do uso de
algum método.
Deve-se ressaltar que são normas globais, portanto, recomenda-se que sejam
adaptadas de acordo com as condições de cada país (BRASIL, 2013).
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Saúde sexual e saúde
reprodutiva – Brasília : Ministério da Saúde, 300 p. : il. (Cadernos de Atenção Básica, n. 26), 2013.
4
CRITÉRIOS MÉDICOS DE ELEGIBILIDADE – MEC
WORLD HEALTH ORGANIZATION (WHO). Medical eligibility criteria for contraceptive use - 5th ed. 276p., 2015.
CRITÉRIOS MÉDICO DE ELEGIBILIDADE (MEC) PARA OS CONTRACEPTIVOS
MEC 1 Condição para a qual não existe restrição para uso do método.
Condição para a qual as vantagens na utilização do método ultrapassam os riscos teóricos ou
comprovados. As mulheres que se encaixam nesta categoria, apresentam uma história clínica
MEC 2
onde os métodos contraceptivos podem ser usados, porém com precaução e acompanhamento
profissional.
Condição para a qual os riscos comprovados ou teóricos dos métodos contraceptivos ultrapassam
as vantagens de uso do método. Nesta categoria, as mulheres devem ter uma avaliação clínica
MEC 3
cuidadosa e acesso facilitado aos métodos contraceptivos, devendo levar em consideração a
possibilidade de utilização de outros métodos para contracepção.
Condição a qual representa um risco de saúde inaceitável caso o método seja utilizado, portanto,
MEC 4
não deve ser utilizado.
5
PLANEJAMENTO FAMILIAR: MÉTODOS CONTRACEPTIVOS
Principal indicador da qualidade de um programa de planejamento
familiar: satisfação da usuária/casal
Tipo de atendimento oferecido
Não existe um método perfeito, inócuo e eficaz.
O melhor método é aquele que mais se apropria
às necessidades da mulher ou do casal.
6
PLANEJAMENTO FAMILIAR: MÉTODOS CONTRACEPTIVOS
Métodos hormonais
oral
contracepção de emergência
injetável
oral de progestogênio
implante de cápsulas
anel vaginal
Dispositivos intra-uterinos
DIU de cobre
DIU hormonal
7
MÉTODO CONTRACEPTIVO ORAL
São comprimidos que contêm estrógenos e progesteronas (sintéticos)
que influenciam no ciclo menstrual, inibindo a ovulação e tornando o
muco cervical mais espesso, o que dificulta a mobilidade dos
espermatozoides.
Podem ser divididos em:
i) combinados (monofásicos, bifásicos e trifásicos);
ii) apenas com progestágenos.
(FINOTTI, 2015)
FINOTTI, M. Manual de anticoncepção. Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e
Obstetrícia (FEBRASGO), 2015.
8
PÍLULA ORAL COMBINADA
• Pílula combinada monofásica: mesma dose de hormônio em todos os
comprimidos;
• Pílula combinada bifásica: contêm dois tipos de comprimidos ativos
(cores diferentes) em dosagens distintas. Devem ser tomados na ordem
em que indica a cartela;
• Pílula combinada trifásicas: contêm três tipos de comprimidos ativos
(cores diferentes) os mesmos hormônios em dosagens distintas,
devendo ser tomados na ordem da embalagem.
(BRASIL, 2013)
• BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Saúde sexual e saúde reprodutiva –
Brasília : Ministério da Saúde, 300 p. : il. (Cadernos de Atenção Básica, n. 26), 2013.
9
PÍLULA ORAL COMBINADA
Eficácia: 0,1 mulheres grávidas por 100 mulheres (1 em cada mil).
VANTAGENS:
Muito eficazes quando usadas corretamente;
Não interferem no momento da relação sexual;
Podem ser usados pelo tempo que a mulher desejar,
não precisa fazer intervalos para descanso;
A mulher pode interromper o uso quando quiser;
A fertilidade retorna logo após deixar de tomar.
10
PÍLULA ORAL COMBINADA
Modo de uso
Podem ser iniciados a qualquer momento, desde que a
mulher tenha certeza de que não está grávida
(CURTIS et al., 2016).
Para maior eficácia do método, o recomendado é que a
mulher comece a tomar os comprimidos no primeiro dia do
ciclo (algumas mulheres desenvolvem precocemente o
folículo, antecipando a ovulação.
(BARBIERI; MARTIN, 2016)
BARBIERI, R. L.; MARTIN, K. A. Overview of the use of estrogen progestin contraceptives. UpToDate, 17 ago. 2016. Disponível
em: <[Link]
CURTIS et al. U.S. Selected Practice Recommendations for Contraceptive Use. Morbidity and Mortality Weekly Report. v. 65, n. 4,
2016. Disponível em <[Link] 11
PÍLULA ORAL COMBINADA
Modo de uso
Início do primeiro ao quinto dia: não há necessidade de outro tipo de
contracepção.
Início após o 5º dia do ciclo: usar outro tipo de contracepção em conjunto em
até 7 dias ou se abstenha de relações sexuais nesse período.
(CURTIS et al., 2016)
Os comprimidos são tomados diariamente, no mesmo horário.
Cartelas com 21 comprimidos, 28, 22, 24 ou 26 comprimidos.
Em cartelas com 28 comprimidos, a pausa não deve ser feita.
(POLLI et al., 2009)
CURTIS et al. U.S. Selected Practice Recommendations for Contraceptive Use. Morbidity and Mortality Weekly Report. v. 65, n. 4,
2016. Disponível em <[Link]
POLI, M. E. H. et al. Manual de anticoncepção da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia – FEBRASGO.
Femina. v. 37, n. 9, 2009.
12
PÍLULA ORAL COMBINADA
ESQUECEU?
O comprimido deve ser tomado assim que lembrado.
O comprimido seguinte, tomado no horário habitual, não havendo
contraindicações de serem tomados dois comprimidos no mesmo dia.
Se dois ou mais comprimidos forem esquecidos, é
recomendado que a mulher faça uso de outro método
contraceptivo em conjunto.
(BARBIERI; MARTIN, 2016)
BARBIERI, R. L.; MARTIN, K. A. Overview of the use of estrogen progestin contraceptives. UpToDate, 17 ago. 2016. Disponível
em: <[Link]
13
ANTICONCEPCIONAL ORAL COMBINADO
Pílula combinada
Atrasou para começar a tomar a pílula?
Usar métodos de barreira ou abstinência até ter tomado as
primeiras 7 pílulas.
Esqueceu uma pílula?
Tome a pílula imediatamente. Continuar a cartela.
Esqueceu duas ou mais pílulas na sequência?
Tome a pílula assim que lembrar. Continuar a cartela
e usar métodos de barreira até o final da cartela.
14
PÍLULA ORAL DE PROGESTOGÊNIO
Contém doses baixas de apenas um tipo de hormônio – progestogênio.
São apropriadas para nutrizes, pois não reduzem a produção de leite.
Mulheres que não estão amamentando podem usar essa pílula.
(CURTIS et al., 2016)
Mecanismo de ação: atua diretamente no endométrio e no muco cervical,
dificultado a passagem do espermatozoide.
Tem a vantagem de poder ser utilizada por pessoas com problemas
cardiovasculares e tabagistas, as quais têm contraindicação ao estrogênio.
(BRASIL, 2013)
CURTIS et al. U.S. Selected Practice Recommendations for Contraceptive Use. Morbidity and Mortality Weekly Report. v. 65, n. 4,
2016. Disponível em <[Link]
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Saúde sexual e saúde reprodutiva –
Brasília : Ministério da Saúde, 300 p. : il. (Cadernos de Atenção Básica, n. 26), 2013. 15
CONTRACEPÇÃO ORAL DE EMERGÊNCIA
Pílula do dia seguinte
Previne gravidez após uma
relação sexual sem proteção contraceptiva.
MECANISMO: inibição da ovulação, NÃO interrompe gestação em andamento.
Não deve ser usada como substituto dos
métodos de planejamento familiar.
Usos:
Sexo forçado;
Rompimento do preservativo;
deslocamento do DIU;
Esquecimento de duas ou mais pílulas.
16
CONTRACEPÇÃO ORAL DE EMERGÊNCIA
Pílula do dia seguinte
Até 72 horas após uma relação sexual sem proteção contraceptiva.
Anticoncepcionais de progestogênio: com 0,075 mg - 20 pílulas.
(Ovrette, Neogest, Norgeal) Após 12h: 20 pílulas.
Anticoncepcional de progestogênio: com 0,030 mg - 25 pílulas.
(Nortrel) Após 12h: 25 pílulas.
Levonogestrel: com 0,75mg: 1 pílula. Após 12h 1 pílula.
(Postinor)
17
CONTRACEPÇÃO ORAL DE EMERGÊNCIA
Pílula do dia seguinte
Combinados de baixa dosagem: com 0,15 mg de levonorgestrel e 0,03mg
(Microvlar, Nordette) de etinilestradiol - 4 pílulas.
Após 12h: 4 pílulas.
Combinados na dosagem padrão: com 0,25mg de levonorgestel e 0,05mg de
(Evanor, Neovlar) etinilestradiol - 2 pílulas.
Após 12h: 2 pílulas.
Pílulas de progestogênio são mais eficazes para a
contracepção de emergência do que as
combinadas, e causam menos náuseas e vômitos.
18
ANTICONCEPCIONAL ORAL
19
ANTICONCEPCIONAL INJETÁVEL
Os contraceptivos injetáveis também podem ser
combinados
apenas de progestágenos
Mecanismo de ação: é o mesmo do anticoncepcional
oral.
(BRASIL, 2013)
20
ANTICONCEPCIONAL INJETÁVEL
Podem ser mensais ou trimestrais, que é o caso dos
injetáveis de apenas progestágenos, indicados para
serem usados durante a amamentação.
Observa-se maiores alterações no ciclo menstrual,
podendo ocorrer sangramentos nos intervalos entre
os ciclos, sangramento prolongado ou amenorreia
(BRASIL, 2013; POLLI et al., 2009)
POLI, M. E. H. et al. Manual de anticoncepção da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia –
FEBRASGO. Femina. v. 37, n. 9, 2009.>
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Saúde sexual e saúde
reprodutiva – Brasília : Ministério da Saúde, 300 p. : il. (Cadernos de Atenção Básica, n. 26), 2013.
21
ANTICONCEPCIONAL INJETÁVEL
Os injetáveis apenas de progesterona podem ser aplicados
pela via intramuscular (150 mg) ou via subcutânea (104 mg),
sendo a única diferença entre elas a via de administração.
São administrados a cada 3 meses, preferencialmente até o
7º dia do ciclo, e caso não seja possível, é indicado a
associação com outro método pelos próximos 7 dias.
(CURTIS et al. 2016)
CURTIS et al. U.S. Selected Practice Recommendations for Contraceptive Use. Morbidity and Mortality Weekly Report. v.
65, n. 4, 2016. Disponível em <[Link] 22
ANTICONCEPCIONAL INJETÁVEL
DESVANTAGENS:
Alterações no fluxo menstrual (escapes,amenorréia)
Aumento do peso
Atraso no retorno da fertilidade (até que os níveis
hormonais sanguíneos caiam);
Não protege contra DST e AIDs.
23
ANTICONCEPCIONAL INJETÁVEL
QUANDO COMEÇAR:
MULHER QUE MENSTRUA NORMALMENTE: qualquer momento,
desde que não esteja grávida. Se estiver dentro dos 7 primeiros dias do
ciclo, não é preciso métodos de barreira. Após o 7° dia, usar método de
barreira por 48 horas.
PÓS-PARTO (AMAMENTANDO): 6 semanas após o parto.
PÓS-PARTO SE NÃO ESTIVER AMAMENTANDO: A qualquer
momento dentro de 6 semanas após o parto. Após 6 semanas, a
qualquer momento desde que não esteja grávida. Se não souber se
está grávida, usar métodos de barreira e aguardar o retorno da
menstruação para iniciar o uso de AMP-D.
24
IMPLANTES SUBCUTÂNEOS
São constituídos por um material maleável, siliconizado o qual
contém hormônio progestogênio que é liberado homogeneamente na
corrente sanguínea.
Permitem a liberação lenta e constante do hormônio, não
necessitando de nenhum tipo de ação e/ou manipulação por parte da
mulher, que poderiam gerar algum erro de uso.
(CURTIS et al., 2016; FINOTTI, 2015)
CURTIS et al. U.S. Selected Practice Recommendations for Contraceptive Use. Morbidity and Mortality Weekly Report. v. 65, n. 4,
2016. Disponível em <[Link]
FINOTTI, M. Manual de anticoncepção. Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO), 2015.
25
IMPLANTES SUBCUTÂNEOS
O implante deve ser inserido preferencialmente cinco dias após
o início da menstruação;
A mulher deve realizar um teste de gravidez de urina antes do
implante;
A mulher deve ser orientada a ficar em abstinência sexual ou
usar outro método contraceptivo durante sete dias após a inserção
do implante e realizar outro teste de gravidez após três ou quatro
semanas de uso do implante.
26
IMPLANTES SUBCUTÂNEOS
27
ANEL VAGINAL
• Anel vaginal flexível contendo etinilestradiol e etonogestrel que é colocado na
vagina permanecendo por três semanas, seguidas por sete dias de pausa.
•Libera quantidade definida de hormônio diariamente não permitindo que ocorra
ovulação.
•Vinte e um dias após a aplicação, o ciclo fica encerrado, ocorrendo um
sangramento por deprivação hormonal.
•Os hormônios serão absorvidos diretamente pela circulação evitando alguns
efeitos colaterais desagradáveis da pílula oral.
•Com relação aos adesivos e aneis vaginais, os critérios médicos de
elegibilidade são os mesmos dos contraceptivos orais combinados.
(WHO, 2015)
28
ANEL VAGINAL
29
ANEL VAGINAL
Pode ser colocado com a a mulher deitada, agachada ou de pé
30
ANEL VAGINAL
Após ser retirado da embalagem deve ser flexionado conforme visto na figura
31
ANEL VAGINAL
A mulher deve introduzi-lo na vagina empurrando-o com o dedo até não
senti-lo mais.
32
ADESIVO TRANSDÉRMICO
Adesivo transdérmico com 3 adesivos para
um ciclo.
Os hormônios (combinados) são absorvidos
pela pele diariamente.
Eficácia: 1% de gestações.
Utiliza ciclos de 21 dias.
A troca do adesivo deve ocorrer toda a
semana nos dias 1, 8, 15.
33
ADESIVO TRANSDÉRMICO
34
ADESIVO TRANSDÉRMICO
VANTAGENS:
Não é necessário tomar pílulas todos os
dias;
Os hormônios (combinados) são absorvidos
pela pele para a circulação evitando efeitos
colaterais desagradáveis da pílula.
35
DISPOSITIVO INTRA-UTERINO - DIU
Dispositivo intra uterino de plástico flexível revestido de cobre.
São inseridos no útero através da vagina.
Mais comum: DIU de cobre.
Menos comum: DIU hormonal – liberam continuamente hormônio
progestogênio (Mirena e Progestasert)
Impedem o encontro dos espermatozóides com o
óvulo, pois torna mais difícil a passagem.
Previne a implantação do ovo fertilizado na parede do
útero.
36
DISPOSITIVO INTRA-UTERINO - DIU
EFICÁCIA:
Dura 10 anos
Muito eficaz: 0,6 a 0,8% de gestação
Os hormônios (combinados) são absorvidos
pela pele para a circulação evitando efeitos
colaterais desagradáveis da pílula.
37
DISPOSITIVO INTRA-UTERINO - DIU
MLCu - 375
Tcu – 380A
38
DISPOSITIVO INTRA-UTERINO - DIU
VANTAGENS:
Contracepção eficaz e duradoura;
Método de longa duração – 10 anos;
Não há necessidade da mulher/casal
lembrar-se de nada;
Não apresentam efeitos colaterais de
hormônios;
Imediatamente reversível.
Podem ser inseridos imediatamente após o
parto (exceto os hormonais)
39
DISPOSITIVO INTRA-UTERINO - DIU
DESVANTAGENS:
Alterações no ciclo menstrual: sangramento
prolongado e volumoso, escapes menstruais,
cólicas;
Não previne contra DST/AIDS;
Não é indicado para mulheres com múltiplos
parceiros ou que teve DST recentemente;
Não se pode parar de usar o DIU por conta
própria (necessita profissional de saúde).
40
DISPOSITIVO INTRA-UTERINO - DIU
41
DISPOSITIVO INTRA-UTERINO HORMONAL- DIU
Mirena
42
DISPOSITIVO INTRA-UTERINO HORMONAL- DIU
Mirena
43
DISPOSITIVO INTRA-UTERINO HORMONAL- DIU
Mirena
PONTOS CHAVE:
Método muito efetivo, reversível e de longa
duração;
Baixa frequência de efeitos hormonais
sistêmicos;
Alteração no padrão menstrual;
Amenorréia prolongada;
44
DISPOSITIVO INTRA-UTERINO HORMONAL- DIU
Mirena
Consiste em uma matriz de plástico em forma de T
em cuja haste vertical foi adicionado um
reservatório contendo levonorgestrel, que libera
uma quantidade de hormônio no útero por 5 anos.
Altera as características do muco cervical,
tornando-o impenetrável;
Inibe a ovulação;
Reduz a espessura do endométrio
45
PLANEJAMENTO FAMILIAR: MÉTODOS CONTRACEPTIVOS
Métodos comportamentais
Calendário
Muco cervical
Temperatura corporal basal
Métodos de barreira
Preservativo feminino e masculino
Espermicida
Diafragma e capuz cervical
Métodos definitivos
Laqueadura tubária e vasectomia
46
MÉTODOS COMPORTAMENTIAS
Auxiliam a mulher a identificar o período fértil. O casal evita a
gravidez mudando seu comportamento sexual durante os dias férteis.
Abstinência sexual;
Uso de métodos de barreira;
Praticar coito interrompido.
IMPORTANTE: O casal nunca deve tentar adivinhar qual é o
período fértil e deve procurar abster-se de relações sexuais
neste período.
47
MÉTODOS COMPORTAMENTAIS
CALENDÁRIO
Ogino-Knaus, tabela, tabelinha, ritmo
Determinação do período fértil, por meio da observação do padrão
menstrual prévio, durante 6 a 12 meses, e do cálculo para encontrar seu
início e fim.
ORIENTAR A MULHER
Registrar o 1° dia da menstruação, duração
de cada ciclo, anotar o ciclo mais curto e o mais
longo.
48
MÉTODOS COMPORTAMENTAIS
MUCO CERVICAL
método de Billings, método da ovulação
Baseia-se na identificação do período fértil por meio da auto-
observação das características do muco cervical
No período fértil há aumento da umidade e da lubrificação da vagina
devido ação estrogênica e o muco torna-se:
Transparente
Elástico
Escorregadio
Semelhante à clara de ovo
49
MÉTODOS COMPORTAMENTAIS
TEMPERATURA CORPORAL BASAL (TCB)
Método térmico
Fundamenta-se nas alterações da temperatura corporal da mulher ao
longo do ciclo menstrual.
No período próximo à ovulação, ocorre aumento da TCB entre 0,3 e
0,8% devido a ação da progesterona no centro termorregulador
do hipotálamo. Geralmente no meio do ciclo.
ORIENTAR A MULHER
Verificar a temperatura diariamente a partir do
1° dia do ciclo, pela manhã, antes de qualquer
atividade, durante 5 min., de preferência na
mesma hora e após um período de sono de 5
horas no mínimo. 50
MÉTODOS DE BARREIRA
PRESERVATIVO MASCULINO
Camisinha, condon
Índice de falha é de 2 a 10%.
Evita HIV/AIDS, gonorréia, sífilis, clamídia, tricomoníase.
ORIENTAR O CASAL
Uso adequado em todas as relações sexuais.
Deve ser colocado antes de qualquer contato do pênis
com os genitais femininos e ser sempre desenrolado
no pênis ereto – deixando um espaço na extremidade,
sem ar para depósito do sêmen.
Após a ejaculação deve ser retirado do pênis ainda
ereto.
51
52
MÉTODOS DE BARREIRA
PRESERVATIVO FEMININO
Camisinha feminina
É constituído de poliuretano transparente, é lubrificado e possui dois
anéis flexíveis.
Adequadamente posicionado recobre o colo do útero, paredes da
vagina e parte da vulva.
Protege contra a transmissão de DTS/AIDS.
Índice de falha: 3 a12%.
Contra-indicado em mulheres com alergia ao
poliuretano.
53
MÉTODOS DE BARREIRA
PRESERVATIVO FEMININO
Camisinha feminina
54
MÉTODOS DE BARREIRA
PRESERVATIVO FEMININO
Camisinha feminina
55
PRESERVATIVOS
VANTAGENS
Previnem DST/AIDS e gravidez;
Ajudam a proteger das complicações causadas pelas DSTs: DIP, dor
crônica, câncer de colo de útero, infertilidade;
Podem ser usados logo após o parto;
O uso pode ser interrompido a qualquer momento;
Oferecem contracepção para sexo ocasional;
Fácil de obter;
Permite ao homem participar do planejamento familiar.
56
PRESERVATIVOS
DESVANTAGENS
Preservativos de látex causam alergia em algumas pessoas;
O lubrificante pode causar alergia em algumas pessoas;
O casal precisa de tempo para colocar o preservativo, interrompendo a
relação sexual;
Há uma pequena chance do preservativo romper;
Podem tornar-se frágeis se não forem armazenados
de forma inadequada;
Algumas pessoas podem ficar embaraçadas de
comprar preservativos, de pedir para o companheiro usar,
colocar e tirar o preservativo.
57
MÉTODOS DE BARREIRA VAGINAIS
DIAFRAGMA
É um dispositivo circular de borracha ou silicone em forma de cúpula,
possui uma mola flexível em sua borda que ao ser introduzida na vagina
forma uma barreira física no colo do útero.
Possuem diversos tamanhos e deve ser medido por
um profissional de saúde.
MEDIDA: arcada púbica à parede posterior da vagina.
Antes da introdução recomenda-se o uso de um
espermicida para aumentar a eficácia do método.
58
MÉTODOS DE BARREIRA VAGINAIS
DIAFRAGMA
59
MÉTODOS DE BARREIRA VAGINAIS
REMOVENDO O DIAFRAGMA
Deve ficar no lugar por no mínimo 6 horas após a ejaculação.
Não deve ficar na vagina mais de 24 horas pois há risco de choque
tóxico.
Coloca-se o dedo na vagina até sentir a borda do
diafragma.
Descola-se o diafragma para baixo e para fora.
Cuidado para não rasgar com as unhas.
Lavar com água e sabonete depois de cada uso.
Verificar se não apresenta furos.
Secar o colocar em local limpo e seco
60
MÉTODOS VAGINAIS
VANTAGENS
Seguros, controlados pela mulher, quase todas podem usar;
Prevenção de algumas DSTs (DIP,infertilidade);
Contracepção somente quando necessário;
Previne efetivamente a gravidez;
Sem efeitos hormonais;
Podem ser interrompidos a qualquer momento;
Fáceis de usar mesmo com pouca prática;
Diafragma: pode ser inserido até 6 horas antes da
relação sexual, não interrompendo a relação.
61
MÉTODOS VAGINAIS
DESVANTAGENS
Os espermicidas podem causar irritação em algumas mulheres;
Ter o método sempre à mão: pouca espontaneidade;
Podem causar interrupção da relação se não forem
colocados antecipadamente;
Os espermicidas podem ser desagradáveis pela
lubrificação excessiva;
62
MÉTODOS DEFINITIVOS
LAQUEADURA TUBÁRIA
Método permanente de contracepção no qual as trompas são
seccionadas, ligadas ou ocluídas.
O método requer procedimento cirúrgico simples, que pode ser feito via
laparoscopia .
Método muito eficaz, mas depende de como as
trompas foram bloqueadas.
63
MÉTODOS DEFINITIVOS
LAQUEADURA TUBÁRIA
VANTAGENS
Muito eficaz;
Permanente;
Não há necessidade da mulher lembrar-se do uso do método;
Não interfere nas relações sexuais;
Maior prazer sexual, pois não há preocupação;
Não apresenta efeitos colaterais ao longo do tempo.
64
MÉTODOS DEFINITIVOS
LAQUEADURA TUBÁRIA
DESVANTAGENS
A reversão é difícil e cara;
Não protege contra DST/AIDS;
Causa dor nos primeiros dias;
Causa muito arrependimento.
65
MÉTODOS DEFINITIVOS
VASECTOMIA
Oferece anticoncepção permanente para homens que não desejam ter
mais filhos.
Procedimento cirúrgico simples, seguro e rápido.
Não é castração, não afeta os testículos e não afeta
o desempenho sexual
Método muito eficaz, mas depende de como as
trompas foram bloqueadas.
66
MÉTODOS DEFINITIVOS
VASECTOMIA
67
MÉTODOS DEFINITIVOS
VASECTOMIA
Após a vasectomia o homem deve usar preservativo ou outro método
pelo menos nas primeiras 20 ejaculações ou nos primeiros três meses,
o que ocorrer primeiro.
68
MÉTODOS DEFINITIVOS
VASECTOMIA
VANTAGENS
Muito eficaz;
Permanente;
Não há necessidade do homem lembrar-se de contracepção;
Não interfere nas relações sexuais;
Não afeta o desempenho sexual do homem;
Não há riscos para a saúde a longo prazo;
Maior prazer sexual, pois não há preocupação
com gravidez.
69
MÉTODOS DEFINITIVOS
VASECTOMIA
DESVANTAGENS
Desconforto por dois ou três dias;
Requer cirurgia de pequeno porte;
Não é imediatamente eficaz;
Procedimento de reversão é trabalhoso e caro
Não protege contra DST/AIDS.
70