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Introdução

 Desde o desenvolvimento da civilização humana iniciou-se uma busca pela Qualidade,


obviamente não nos termos que conhecemos hoje.
Exemplos: A perfeição das pirâmides do Egito, cálculos matemáticos precisos, padrões
de beleza das obras de arte gregas e a durabilidade das obras da engenharia civil
romana;
Os fenícios amputavam as mãos do fabricante de um produto fora de especificação;

Exemplo de uma disposição contida no código de Hamurabi, 1700 a.C.:


"Se um construtor edificou uma casa, mas não reforçou seu trabalho, e a casa que
construiu caiu e causou a morte do dono da casa, esse construtor será morto";
 Evolução
Uma das classificações temporais mais adotadas é a proposta por David
Garvin, que classifica a evolução da Qualidade em quatro Eras, que são:
Inspeção, Controle da Qualidade, Garantia da Qualidade e Qualidade Total.
1 – Inspeção (antes da industrialização)
Objetivo: Separar produtos bons dos ruins.
• A produção era sob encomenda;
• Cliente conhece o produtor (artesãos, pintores, escultores, carpinteiros);
• Artesão era dono do conhecimento;
• Qualidade era sinônimo de beleza artística.
2 – Controle de Qualidade (após a industrialização)
Objetivo: Produzir a Qualidade de acordo com as especificações.
• Produção em massa;
• Cliente não tem contato com o produtor;
• Produção, especialização dos operários;
• Qualidade = preocupação das empresas em vender um produto que
corresponda às especificações.
3 – Garantia de Qualidade (década de 30 e 40)
Objetivo: Manter a Qualidade estável na empresa e procurar melhorá-
la.
• 2ª Guerra Mundial;
• Exército americano necessitava da garantia da qualidade dos
produtos comprados através de especificações contratuais;
• O exército mantinha inspetores nos fornecedores;
• Surgem os primeiros trabalhos científicos (Shewhart, Dodge, Roming
e Deming);
• Surgem as primeiras ferramentas (gráficos de controle e planos de
amostragem).
4 – Gestão da Qualidade Total (década de 60, 70 e 80)
Objetivo: Satisfação do Cliente
• A Qualidade é responsabilidade de todos;
• Evolui de um assunto meramente de produção para alta direção;
• Quantificação dos custos, estudos de confiabilidade e programa zero
defeitos.
• Surgem autores americanos Feigenbaum, Deming e Japoneses, como
Ishikawa.
• Garvin é o precursor desta era que ele chama de Gestão estratégica da
qualidade, que caracteriza-se por:
a) Estabelecer ligação entre qualidade e lucratividade;
b) Definir qualidade pelo ponto de vista do consumidor;
c) Comprometer a alta gerência com a qualidade.
Comum em fábricas, mas também presente em vários outros setores, alguém com
algum conhecimento técnico em engenharia, lidará com as questões do dia a dia da
qualidade de produtos dentro da fábrica, com o cliente e com fornecedores.

Decide quais métricas de processos serão monitoradas e como elas serão


amostradas, utilizando ferramentas de controle estatístico para processos, tais como
gráficos de execução. Os operadores de chão de fábrica irão agir de acordo com os
limites estabelecidos através dos gráficos de execução. A ideia é estabilizar o
processo antes de fazer rejeições que possam chegar à próxima fase de fabricação
ou ao cliente final.
Determinar as características chave dos produtos e a melhor forma de medi-los em
tempo real na fábrica.
Muitas vezes, o engenheiro é contato do cliente no que se refere à qualidade e que
afeta o chão de fábrica, como ajustes, formas e funções. Ele é responsável pela
implementação de ações corretivas e de contenção para corrigir os problemas
apontados pelo cliente ainda no chão da fábrica.
O engenheiro também é chamado sempre que inspeção constata defeitos no
material fornecido.
Ele pode, então, trabalhar com a compra para chegar à solução do problema no
fornecedor, incluindo ações corretivas e de contenção. Melhora contínua, bem como
reagir a problemas, o engenheiro está envolvido na redução da variação e
eliminação de defeitos usando ferramentas.
Normalização x Normatização

?
Ambos termos existem, são corretos e estão devidamente registrados no dicionário da
língua portuguesa. Porém, não são sinônimos e é preciso ter cuidado, pois cada termo
deve ser utilizado em situações distintas.
O termo “normalização” é o mais antigo e significa submeter à norma ou normas,
padronizar. Já o termo “normatização”, criado recentemente por senso comum, refere-se
ao ato de estabelecer normas.
Assim, quando queremos nos referir ao fato de uma empresa estar implantando
requisitos estabelecidos por uma norma, a qual é reconhecida e consagrada por um
órgão externo à empresa, devemos dizer que tal empresa está passando por um
processo de normalização.
Podemos citar, como exemplos de normalização, as implantações de normas criadas
pelos órgãos ISO, IEC, ABNT, IDEC e pelos Ministérios, como ISO 9001, ISO 14001, RDC
ANVISA, NR, entre outras.
Por outro lado, quando nós mesmos criamos, estabelecemos regras próprias para
educar os colaboradores, limitar e evitar abusos de conduta e melhorar o convívio entre
todos, devemos então dizer que a empresa está sendo normatizada.
Gestão de Qualidade e Controle de Qualidade

?
 Controle de qualidade resume-se ao monitoramento final de um
produto, com o intuito de averiguar sua qualidade;

 Gestão da qualidade é o alinhamento e a padronização de todos os


processos e pessoas da empresa cujo fim é garantir produtos ou
serviços que atendam tanto as expectativas do mercado, quanto às
exigências legais e éticas que regem cada segmento empresarial.
CONTEÚDO PROGRAMÁTICO
1.Introdução e breve definição/histórico de Controle da Qualidade 1.1 Dimensões
da Qualidade 1.2 Histórico do Controle da Qualidade 1.3 Diferença de Controle para
Gestão da Qualidade
2.Planos de Inspeção por Amostragem 2.1 Planos de Inspeção por Amostragem
Simples 2.2 Utilização das Norma Militar Standard – NBR 5426 para definição de planos
de amostragem. 2.3 Erro do Consumidor x Erro de Produtor
3.Introdução ao Controle Estatístico de Processo (CEP) 3.1 Avaliação de Capacidade
de Processos 3.1.1 Indicadores de Capacidade de longo e curto prazo (Cp, Cpk, Pp, Ppk)
3.1.2 Avaliação de capacidade de processos por variáveis 3.2 Cartas de Controle por
variáveis 3.2.1 Carta das Médias 3.2.2 Carta das Amplitudes 3.2.3 Identificação da
estabilidade de Processo através dos testes estatísticos 3.3 Cartas de Controle por
atributos 3.3.1 Exemplos e Aplicações da Cartas por atributos (P, NP, C e NC) 4.
Aplicação das Ferramentas básicas da qualidade (Pareto, Diagrama, Ishikawa e gráfico
de dispersão) para metodologias de resolução de problemas (Ciclos PDCA, DMAIC,
entre outros)
Obrigada e
até a próxima aula!