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Professor Diego Garcia Galvão Costa

Cacoal – 2018.1
O transporte é responsável por todo e
qualquer atividade econômica, sem ele, não
há desenvolvimento em uma cidade, região
ou país. Para se comprar uma roupa, por
exemplo, o algodão teve que ser levado à
fábrica de tecidos. Posteriormente, foi
transportado ao local de confecção de
roupas, para então estar disposição nas lojas
O transporte é o principal responsável pela
movimentação de um fluxo material, de
forma eficaz e eficiente, desde um ponto
fornecedor até um ponto consumidor. Por
isso, é o responsável pela grande parcela dos
custos logísticos dentro da maioria das
empresas e possui participação significativa
no PIB em nações com relativo grau de
desenvolvimento.
 Consequentemente, obras de infraestrutura
não somente encurtam as distâncias, mas
também, melhoram e agilizam a mobilidade
e contribuem para geração de novas
tecnologias. Além disso, promovem a troca
de produtos, bens, técnicas e informações
com outras regiões e/ou países. Dessa forma,
intensificam o crescimento industrial,
aumentando o mercado e a produção, com
isso, gerando empregos.
A integração entre países permite a permuta
de bens, informações e tecnologias. A Tabela
abaixo apresenta os pontos de ligação do
Brasil com alguns países sul-americanos.
 Como é perceptível, transportar não é
apenas uma questão técnica; é também uma
questão social e política, pois organiza o
movimento de pessoas no espaço urbano e
rural.

 Desse modo, a área de transportes necessita


de técnicos com excelente formação para
viabilizar um desenvolvimento sustentável e,
ao mesmo tempo, encaminhar boas soluções
para os efeitos negativos provocados pelo
consumo de transportes.
 Deacordo, com a Resolução 218/1973 no Art.
7º, do Conselho Federal de Engenharia,
Arquitetura e Agronomia (CONFEA), o
Engenheiro Civil ou o Engenheiro de
Fortificação e Construção é o profissional,
sob o ponto de vista legal, que tem a
prerrogativa de criar, desenvolver, coordenar
e atuar na área de transportes.
Art. 7º Compete ao ENGENHEIRO CIVIL ou ao
ENGENHEIRO DE FORTIFICAÇÃO E
CONSTRUÇÃO:
I – o desempenho das atividades 01 a 18 do
artigo 1º desta Resolução, referente a
edificações, estradas, pistas de rolamento e
aeroportos; sistemas de transportes, de
abastecimento de água e de saneamento;
portos, rios, canais, barragens e diques;
drenagem e irrigação; pontes e grandes
estruturas; seus serviços afins e correlatos.
 RELAÇÃO DOS PRINCIPAIS ÓRGÃOS E
DEPARTAMENTOS NACIONAIS DE
INFRAESTRUTURA DE TRANSPORTES
 Os meios de transporte podem ser divididos
basicamente em três vertentes: terrestres,
aquáticos e aéreos. Os terrestres são
classificados em rodoviário, ferroviário e
tubular ou dutoviário. Os aquáticos podem
servir para fins comerciais e para as
necessidades básicas de algumas
comunidades ribeirinhas, onde é o único
meio. Já o aéreo, o mais recente, têm como
vantagem a rapidez, a eficiência comercial e
atualmente é o mais requisitado em viagens
internacionais e nacionais.
O modal rodoviário é o tipo de transporte
mais utilizado no Brasil, em virtude da
imensa gama de investimentos que foram
realizados na década de 1960 com a
implantação da indústria automobilística.
Dessa forma, foram realizados grandes
investimentos na construção de rodovias ao
longo de todas as regiões brasileiras,
possibilitando a implantação, crescimento e
desenvolvimento do modal no Brasil.
 Atualmente, o modal possui uma
regulamentação muito complexa e grande,
principalmente no tocante aos padrões e
normas de conduta dos veículos nas rodovias
e cidades, e em razão da grande quantidade
de acidentes automobilísticos que acontecem
anualmente, deixando marcas muito
profundas e afetando a economia do país e
causando a morte e invalidez de uma grande
quantidade de pessoas.
 As principais vantagens do modal rodoviário:
 Acessibilidade, pois conseguem chegar em
quase todos os lugares do território
brasileiro;
 Facilidade para contratar ou organizar o
transporte;
 Flexibilidade em organizar a rota;
 Pouca burocracia quanto à documentação
necessária para o transporte;
 Maior investimento do governo na
infraestrutura das rodovias se comparada aos
outros modais.
 As principais desvantagens do modal
rodoviário:
 Alto custo de frete, por causa do impacto
direto que pedágios e alto valor do
combustível geram;
 Baixa capacidade de carga;
 Menor distância alcançada com relação ao
tempo utilizado para o transporte;
 Maiores chances da carga ser extraviada, por
causa de roubos e acidentes.
 As ferrovias surgiram na Inglaterra, com a
construção e desenvolvimento da máquina a
vapor. Eram usados com a finalidade de
transportar passageiros e cargas, com a
vantagem do grande volume que é possibilitado a
se fazer esse transporte.

 O modal ferroviário é um dos mais destacados no


conceito de transporte, visto que é um tipo
específico de modal com características próprias
de sua atuação e função. A sua importância
sempre foi muito destacada, principalmente nos
tempos do século XIX e XX.
 Na Europa e EUA o destaque desse modal é muito
maior que no Brasil. Lá, o meio ferroviário
exerce grande influência no transporte de
passageiros e cargas. No Brasil, o modal é
desestimulado principalmente pela implantação
da indústria automobilística na década de 1960.

 O governo brasileiro da época privilegiou a


implantação da indústria de veículos
automotores rodoviários, fato que criou grandes
estímulos para o desenvolvimento do modal
rodoviário, em desestímulo ao ferroviário. Isso
também aconteceu em virtude da pressão das
grandes empresas produtoras de petróleo, que
necessitavam de um mercado cada vez maior de
veículos, que iriam consumir petróleo em larga
escala, ao contrário do trem.
 Dessa maneira, o modal rodoviário foi
assumido pelo governo como o modal
principal do país, que passou a assumir as
funções desempenhadas anteriormente
pela ferrovia. Assim sendo, o transporte
rodoviário de cargas e passageiros se
tornou oficial no país e a ferrovia foi
desestimulada, reduzindo-se a sua
participação no Brasil, principalmente no
tocante ao transporte de passageiros e
cargas.
 Atualmente, há poucas linhas férreas que
fazem o transporte de cargas,
principalmente de produtos como minérios,
combustíveis, grãos e alguns outros tipos de
materiais que são produzidos e transportados
em grandes quantidades.
 O transporte de passageiros praticamente foi
extinto, existindo apenas o transporte
municipal em grandes cidades, como São
Paulo e Rio de Janeiro, que utilizam trens
para o transporte de pessoas. Além dos trens
convencionais, também é utilizado nesse
transporte o metrô, que é um tipo de trem
que faz o seu deslocamento no subsolo, em
túneis específicos para o seu desempenho.
 As principais vantagens do modal
ferroviário:

 Baixo custo, porque tem baixa incidência


de taxas e utiliza combustíveis mais
baratos;
 Grande capacidade de carga;
 Menor risco de acidentes e maior
segurança no transporte da carga;
 As principais desvantagens do modal
ferroviário:

 Rotas fixas e inflexíveis;


 Pode depender de outros modais para
fazer com que as cargas cheguem
efetivamente aos seus destinos finais;
 Falta de investimento governamental em
ferrovias;
 Necessita de maiores transbordos.
A principal característica do modal aéreo
é a agilidade e a facilidade em percorrer
longas distância, no território nacional e
internacional. Esse modal é uma ótima
opção quando os fatores tempo de
entrega e segurança são um requisito para
a sua empresa. Apesar de
ter limitações no volume de carga,
tamanho, peso e quantidade a ser
transportado, é ideal para produtos
eletrônicos, produtos frágeis ou com
curto prazo de validade ou de consumo.
 As principais vantagens do modal aéreo:

 Percorre longas distâncias


independentemente dos acidentes
geográficos que a rota possa ter;
 Trânsito livre e exclusivo;
 Aeroportos próximos ou em centros urbanos;
 Modal com o menor tempo de entrega da
carga;
 Menor custo com embalagens, pois a carga é
menos manuseada durante seu trânsito.
 As principais desvantagens do modal
aéreo:

 Limitação na quantidade de carga


transportada;
 Custo mais elevado do que os demais
modais citados;
 Necessita de terminais de acesso;
 Pode depender de outro modal.
O modal aquaviário é indicado para o
transporte de produtos com baixo valor
agregado, apesar de ser capaz de transportar
produtos de diversas espécies e em todos os
estados: líquido, sólido e gasoso, desde que
em estejam bem armazenados e em
containers adaptados.
 Capaz de transportar em bastante
quantidade, como o modal ferroviário. Assim
como o modal aéreo pode transportar por
longas distâncias, no entanto rapidez e
agilidade não é um diferencial. Por ser uma
modal que utiliza vias aquáticas, não disputa
espaço com outros modais, porém tem um
alto custo no seguro das mercadorias.
 As
principais vantagens do modal
aquaviário:

 Capacidade de transportar grandes


quantidades;
 Percorre longas distâncias;
 Baixo risco de avarias nas mercadorias;
 Baixo custo de frete;
 As principais desvantagens do modal
aquaviário:

 Tempo de trânsito longo;


 Burocracia na documentação de
desembaraço da mercadoria;
 Necessita de terminais especializados para
embarque e desembarque;
 Alto custo no seguro de cargas;
 Baixo investimento do governo em portos e
fiscalização para liberação das mercadorias;
O modal de transporte dutoviário é
possibilitado por meio da implantação de
dutos e tubos subterrâneo, submarino ou
aparente. Esse transporte é possibilitado
basicamente pelo controle de pressão
inserida nesses dutos.
 É um modal que permite o transporte a
longas distancias e em grandes quantidades.
Apesar de ter um alto custo de implantação e
um percurso inflexível, tem um baixo custo
operacional. Esse tipo de modal é
recomendado para fluídos líquidos, gases e
sólidos granulares.
 As principais vantagens do modal
dutoviário:

 Percorre longas distâncias com baixos


custos operacionais;
 Transporta grande volume de carga de
forma constante;
 Alta segurança e confiabilidade do
transporte;
 As
principais desvantagens do modal
dutoviário:

 Alto custo de investimento inicial e fixo;


 Possibilidade de acidentes ambientais em
grande escala;
 Necessidade de licença para atuação;
 Trajeto fixo com baixa flexibilidade dos
pontos de bombeamento.
O gráfico abaixo demonstra a composição
da matriz de transporte brasileira
 Comparação da matriz de Transporte de
outros países