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ABORDAGEM CENTRADA NA FAMÍLIA

JULHO 2020
SUMÁRI
01
CONCEITO
O Modelo tradicional x ACF

ESCALA

02 S
SMART
GAS

03
APLICAÇÃO
Principais premissas

04
DESFECHOS
MODELOS DE ATENÇÃO À
SAÚDE

PROFISSIONAL FAMÍLIA

Envolve a colaboração e
a parceria entre
Modelo centrado Modelo centrado profissionais e família.
no profissional na família Ou seja ambos são
considerados igualmente
importantes para o
planejamento terapêutico.
Premissas
Quando pensamos no modelo da abordagem centrada na família, devemos considerar 3 premissas
básicas:

“Os pais conhecem bem suas “O comportamento ideal da criança


crianças e querem o melhor “As famílias são diferentes e ocorre dentro de um contexto
para elas”. únicas”. familiar e comunitário de apoio: a
Reconhecer os pais como os O profissional deve saber criança é afetada pelo estresse e
principiais experts no cuidado dessas particularidades enfrentamento de outros membros
com a criança, uma vez que sociais, culturais, religiosa... da família”.
convivem diretamente com a
criança.

1ª Premissa 2ª Premissa 3ª Premissa


ABORDAGEM CENTRADA NA FAMÍLIA

• Ajudar a família a identificar seus pontos


fortes e desenvolver seus próprios recursos.
• Compartilhar informações completas sobre
os cuidados com a criança de forma
contínua.
• Respeitar os valores desejos e prioridades
da família.
• Aceitar e apoiar as decisões tomadas pela
família. Acreditar e confiar nos pais.

• Ser sensível as necessidades


psicossociais da família
• Respeitar o estilo de lidar com a criança
sem julgar
POST-PREVENTION
O principal objetivo da abordagem centrada na família é

Sempre levando em Promover a participação


consideração com respeito colaborativa de todos os
a cada valor das famílias membros família, escola,
profissionais de saúde,
RESPEITO PARTICIPAÇÃO toda rede de suporte.

Potencializar ou fornecer suporte Todo planejamento terapêutico e


INFORMAÇÃO
que a família desenvolver suas COLABORAÇAO feito através do compartilhamento
COMPARTILHA-
próprias forcas e seus recursos de informações.
DA
individuais. Com a comunicação efetiva de
Toda família tem seu ponto forte todas as questões importantes do
Essa abordagem nos auxiliam quadro clinico da criança.
empoderar a família.
ABORDAGEM CENTRADA NA FAMÍLIA

● Segundo Palissano 2014 o modelo de pratica que integra os princípios da abordagem centrada na
família inclui:
● Identificar as metas junto com família e compartilhar a responsabilidade do planejamento
terapêutico com a família, sempre visando potencializar a força da família (empoderamento).
ABORDAGEM CENTRADA NA FAMÍLIA

● Segue 4 passos

PALISSANO; 2014.
ABORDAGEM CENTRADA NA FAMÍLIA

• Metas acordadas entre a família e


Etapa 1 profissional

Etapa 2 • Planejamento Compartilhado

Etapa 3 • Implementação compartilhada

Etapa 4 • Avaliação final compartilhada


Etapa 1 • Metas acordadas entre a família e profissional

● Estabelecemos as metas
● A Linguagem deve ser positiva, perguntar quais as preferencias,
interesses e quais seriam a as atividades que eles tem interesse que a
criança consiga fazer (no máximo 3 atividades)

● No modelo participativo a família participa inclusive da avaliação da


criança, avaliando como ela considera o desempenho da criança no
momento da avalição inicial. Além de mensurar o grau de
importância e de dificuldade das metas estabelecidas. (GAS)
● Por fim estabelece, junto a família, um prazo de tempo para conseguir
determinada atividade (6 semanas no mínimo)
● A família deve saber como aquele objetivo vai ser mensurado e
verificado no futuro.
Etapa 2 • Planejamento Compartilhado

● A partir do momento que definimos um objetivo, começamos a planejar o


processo terapêutico de forma compartilhada.

● Qual a nota dada para:

Desempenho Desempenho
Importância Dificuldade
atual da esperado no
da meta da meta
criança futuro
Etapa 2 • Planejamento Compartilhado

DESEMPENHO
ATUAL

DESEMPENHO
DESEJADO
ABORDAGEM CENTRADA NA FAMÍLIA

• define as metas / objetivos e tem princípios que


SMART são compatíveis com abordagem centrada na
família pois permite que as famílias estabeleçam
os objetivos.

GAS • Mede se os objetivos foram atingidos


ABORDAGEM CENTRADA NA FAMÍLIA

● Dessa forma o planejamento e feito de forma compartilhada e nós definimos de forma


detalhada como isso vai acontecer no dia a dia dessa família.

● Para isso construímos um quadro, uma MATRIZ DE ROTINA E ATIVIDADES


quais são os horários, quem será responsável ela execução, em que parte da rotina vai
acontecer, quem vai participar, qual dia da semana, qual parte nós vamos ser
responsáveis, qual parte a família seria responsável.

● ATIVIDADE / HORÁRIO / REPONSÁVEL / PAPEL DE CADA MEMBRO DA


FAMILIA.
ROTEIRO SEMANAL
MANHÃ TARDE NOITE
SEGUNDA Tarefa: Tarefa: Tarefa:

Responsável: Responsável: Responsável:

Tempo: Tempo: Tempo:

TERÇA Tarefa: Tarefa: Tarefa:

Responsável: Responsável: Responsável:

Tempo: Tempo: Tempo:

QUARTA Tarefa: Tarefa: Tarefa:

Responsável: Responsável: Responsável:

Tempo: Tempo: Tempo:

QUINTA Tarefa: Tarefa: Tarefa:

Responsável: Responsável: Responsável:

Tempo: Tempo: Tempo:

SEXTA Tarefa: Tarefa: Tarefa:

Responsável: Responsável: Responsável:

Tempo: Tempo: Tempo:


Para escolher as atividades orientadas são as baseadas em evidencias e
de baixo custo.
IDENTIFICAR A
INTERVENCAO
BASEADA EM EVIDÊNCIA
PRA O DESFECHO:

VERDE: JÁ EXISTE
EVIDÊNCIA
CONFIRMADAS
AMARELA: A EM
PROCESSO DE
EVIDÊNCIA
VERMELHA: EVIDÊNCIA
DE QUE NÃO DEVEMOS
FAZER
VÍNCULO PAIS X
PROFISSIONAIS O que nós como
profissionais
O que eles consideramos
esperam como importante
de nós.

o que eles O que nos como


podem fazer profissionais
para nos ajudar consideramos que
a família também
PAIS PROFISSIONAIS pode ajudar
Fazemos a escuta E nos emitimos
da família nossa opinião
Etapa 3 • Implementação compartilhada

● Refletir com a família a respeito da intervenção, esta dando certo ou não....

● Se tem dificuldade se acha que algo não está bom , se já estão percebendo
mudanças, se eles estão preocupados com alguma coisas.

● Necessidade de modificação
Etapa 4 • Avaliação final compartilhada

● Ao final temos uma nova reavaliação compartilhada e a família avalia com


suas escalas o que ela considera de mudanças.

A família viu uma mudança real no desempenho da


sua criança (GAS).

No final fazemos uma reflexão com a família sobre a


necessidade de manter esses objetivos, caso não
foram alcançados;

Ou de planejar novos objetivos fazemos todas as


etapas novamente.
RESULTADOS

● Os desfechos são influenciados pelo ambiente em qual a criança esta inserida (sistema de
saúde, local, cultura, ), o que pode influencia de foram opositiva nos desfechos são os
processos terapêutico que envolvem essa abordagem.

● Dessa forma, um processo colaborativo que envolve uma boa relação entre profissional e
paciente e com comunicação efetiva com a famílias capacidade de escuta ativa, respeito
empatia ele pode influenciar de forma positiva nos desfechos encontrado de uma abordagem
do modelo centrado na família.

● A participação ativa da família no processo de planejamento impactam de forma positiva nos


desfechos esperados de uma abordagem centrada na família.
 Melhor satisfação com os serviços.
 Diminuição de gastos públicos.
 Melhor resolubilidade.

 Engajamento familiar.
SERVIÇOS DE  Senso de competência.
SAÚDE  Menores relatos de ansiedade e estresse.
FAMÍLIA
CRIANÇ
A  Ganhar habilidade me todas as áreas do
desenvolvimento.
 Ganho de habilidades motoras.
 Benefícios psicossociais
REFERÊNCIAS
1. Guzzo RSL, editor. Desenvolvimento infantil: família, proteção e risco. Campinas: Alínea; 2007.

2. Carter B, Mcgoldrick M. As mudanças no ciclo de vida familiar: uma estrutura para a terapia familiar. Porto
Alegre: Artes Médicas; 2001.

3. Oliveira AKC. Repertório funcional de crianças com paralisia cerebral: a perspectiva de cuidadores e
profissionais [dissertação]. São Carlos (SP): Universidade Federal de São Carlos; 2012.

4. Perez-Ramos AMQ, Perez-Ramos JQ. Estimulação precoce: serviços, programas e currículos. Brasília: Ed.
Ministério de Ação Social; 1992.

5. Formiga CKMR, Pedrazzani ES, Tudella E. Intervenção precoce com bebês de risco. São Paulo: Atheneu;
2010.

6. Araujo AE, Galvão C. Desordens neuromotoras. In: Cavalcanti ABS, Galvão C, editors. Terapia ocupacional:
fundamentação e prática. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan; 2007. p. 328-337

7. Brunello MIB, Jurdi AP, Angeli AAC, Carvalho CC, Kou V. A criação de um espaço para a existência: o espaço
lúdico terapêutico. Rev Ter Ocup. 2006; 17(1):4-9.
REFERÊNCIAS
7. Brunello MIB, Jurdi AP, Angeli AAC, Carvalho CC, Kou V. A criação de um espaço para a existência: o espaço
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8. Sameroff AJ, Fiese BH. Transactional regulation: the developmental ecology of early intervention. In: Meisels
SJ, Shonkoff JP, editors. Handbook of early intervention. Cambridge: Cambridge University Press; 2000. p. 135-
159

9. Bronfenbrenner U. A ecologia do desenvolvimento humano: experimentos naturais e planejados. Porto Alegre:


Artes Médicas; 1996.

10. Dunst CJ. Helpgiving styles and parent empowerment in families with a young child with a disability. J
Intellect Dev Disabil. 2004; 29(1):40-51.

11. Dunst CJ, Kimberly B, Trivette CM, Hamby DW. Family- oriented program models and professional helpgiving
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12. Coelho ZAC, Resende MB: Atraso no desenvolvimento. In: Cavalcanti AAS, Galvão CRC. Terapia
ocupacional: fundamentação e prática. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan; 2007.
REFERÊNCIAS
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15. Dessen MS, Costa Junior AL, editors. A ciência do desenvolvimento humano: tendências atuais e
perspectivas futuras. Porto Alegre: Artmed; 2005.

16. Almeida MJF. O desenvolvimento da literacia na criança surda: uma abordagem centrada na família para
uma intervenção precoce. Medi@ções. 2009; 1(1):142-55.
OBRIGADA

ALGUMA PERGUNTA? Joselici Silva


joselici@yahoo.com.br
@joselicisilva