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CURSO DE TÉCNICO DE

AUXILIAR ENFERMAGEM

AULA DE GERIATRIA

PROFª HÉLIS R. S. OLIVEIRA

2021
GERIATRIA E GERONTOLOGIA

Você já deve ter ouvido falar nesses termos.

Mas sabe dizer qual a finalidade deles?

Ambos os ramos se ocupam da pessoa idosa, no entanto, cada


um tem enfoque particular.

Logo, entender a diferença é importante na procura pelo


profissional adequado ao necessitar de assistência.
GERONTOLOGIA

• A gerontologia ocupa-se não apenas da saúde


física dos idosos.
• Ela é mais abrangente, logo, envolve também
aspectos psicológicos, sociais, entre outros.
Esse campo do conhecimento se concentra no
estudo e na abordagem do processo do
envelhecimento, levando em conta a realidade do
idoso e o ambiente no qual ele está inserido.
GERIATRIA

• A geriatria é uma área da medicina que está


associada à gerontologia.
• Seu objetivo é promover a saúde dos idosos por
meio da prevenção e do tratamento de doenças
que atingem a população na terceira idade.
• Ela trata também da reabilitação funcional e dos
cuidados paliativos.
• Assim, é possível garantir uma vida melhor
durante o processo de envelhecimento.
INTRODUÇÃO
• O envelhecimento se compõe como mais uma
etapa do desenvolvimento humano, sendo uma
evolução de modificação que ocorrem no
organismo e repercutem em todas as suas
estruturas físicas, em sua expressão cognitiva e,
também, na compreensão subjetiva dessas
modificações.
INTRODUÇÃO
• Esta fase pode se desenrolar de maneira
diferente de pessoa para pessoa, de forma
que algumas demonstraram seus sinais mais
rápido que outras.
INTRODUÇÃO

• Enquanto as outras etapas do desenvolvimento são


associadas a transformações positivas, o
envelhecimento, por ser a última, é frequentemente
relacionado as transformações negativas, pois nessa
fase ocorre a redução e a limitação dos movimentos,
sinalizando um declínio nas funções do organismo
que pode levar à perda da autonomia.
INTRODUÇÃO

O que irá determinar essa variação na forma e na


velocidade do envelhecimento são fatores como:
• condições socioeconômicas, presença de doenças
crônicas e estilo de vida, fatores biológicos, como a
hereditariedade, e fatores psíquicos, como a
personalidade e o afeto que influenciam, também, a
condição e a velocidade do envelhecimento.
INTRODUÇÃO

• Hoje, o envelhecimento é muito comum em todas


as sociedade, o que significa que a expectativa de
vida está aumentando em todo o mundo.

• Existem relevantes diferentes entre os fatores, a


qualidade e a forma de envelhecimento entre os
países desenvolvidos e os em desenvolvimento.
INTRODUÇÃO

• Ao passo que nos desenvolvidos o


envelhecimento se deu relacionado a uma
melhor condição de vida, nos outros ocorreu de
uma forma muitas rápida e desordenada, sem
tempo para uma reorganização social no
âmbito da saúde, de forma que consiga atender
às recentes necessidades que surgem com
estas transformações.
INTRODUÇÃO

• A expectativa no Brasil é que em 2050


existirão mais idosos que crianças menores de
15 anos, e está é uma tendência mundial que
trará importantes mudanças sociais e que
nunca foi observada antes.
INTRODUÇÃO

• Com essas mudanças no perfil da população, a


enfermagem direcionada à gerontologia estuda o
processo de desenvolvimento em suas dimensões
biológicas, psicológicas e social, tornando-se não
só uma área muito importante de estudo como
também de atuação da enfermagem.
FASES DO ENVELHECIMENTO

• No decorrer da fase adulta, ao longo dos


anos, a pessoa passa por transformações
nas estruturas do organismo que podem
ser definidas como “envelhecimento”.
FASES DO ENVELHECIMENTO
• O envelhecimento promove uma involução do
desenvolvimento do ser humano, chamada de
“senescência”, na qual ocorre o declínio das
capacidades funcionais e de aptidões.
FASES DO ENVELHECIMENTO

• O envelhecimento se caracteriza por algumas


perdas das capacidades fisiológicas dos
órgãos, dos sistemas e de adaptação a
certas situações de estresse.
• Esse processo é progressivo e, na maioria
das vezes, pode ser irreversível podendo
resultar em alto risco para doenças ou
mortalidade da pessoa.
FASES DO DESENVOLVIMENTO

• Sabe-se que o envelhecimento acomete toda


a integridade do indivíduo, não caracterizando
em si doenças, mas, sim, mudanças
fisiológicas que diminuem a capacidade
funcional do organismo.
FASES DO ENVELHECIMENTO

• Envelhecer é um processo multidimensional


que inclui transformação constantes que
podem ser interpretadas, simultaneamente,
como ganhos e perdas.
• O processo de envelhecimento começa no
momento do nascimento e só termina com a
morte.
AS FASES DO ENVELHECIMENTO:

As fases do envelhecimento são:


• Primário;
• Secundário,
• Terciário.
Envelhecimento primário: diz respeito ao
envelhecimento normal, desenvolvimento livre
de doenças durante a idade adulta.
AS FASES DO ENVELHECIMENTO
• Envelhecimento Secundário: refere-se às
mudanças no desenvolvimento que estão
relacionadas com doenças, estilos de vida e outras
mudanças induzidas pelo ambiente circundante e
que não são inevitáveis( por exemplo, a população)
•.
• Envelhecimento Terciário : refere-se às rápidas
perdas que ocorrem repentinamente antes de
morrer.
AS FASES DO ENVELHECIMENTO
• É preciso considerar que todos nós envelheceremos,
porém, de maneiras diferentes e sempre de acordo
com estilo de vida adotado durante a vida, seja pelos
processos biológicos, psicológicos, seja pelos
socioculturais.

• São considerados, desta maneira, três domínios


fundamentais para o envelhecimento saudável ou não
do ser humano.
AS FASES DO ENVELHECIMENTO

• Compreende-se, então, que o processo de


envelhecimento é inevitável a qualquer ser humano,
porém não deve ser visto de forma patológica, mas
como um processo natural que irá atingir
diretamente a qualidade de vida do indivíduo.

• Sendo assim, devemos sempre procurar novas


adaptações para passarmos por essa transição sem
grandes traumas.
AS FASES DO ENVELHECIMENTO

• As alterações inerentes ao processo de


envelhecimento não significam doenças, mas a
probabilidade de seu aparecimento que aumenta
com a idade, uma vez que o envelhecimento
torna as pessoas mais vulneráveis aos
processos patológicos, caracterizando a
senilidade.

https://www.youtube.com/watch?v=91UcErkBW4s
AS FASES DO ENVELHECIMENTO

• O corpo fica mais sensível as alterações que o


atinge, os esforços o agridem mais, e os
problemas de saúde costumam surgir com mais
frequência e produzir consequências crônicas,
ou seja, há diferenças significativa no
funcionamento do organismo e na maneira de
reagir ao que se afeta, as quais são sentidas
pelo indivíduo como sinais de que se está
envelhecendo.
ATENÇÃO!!!
• Ao longo dos anos, o organismo passa por
transformações progressivas, incluindo o
declínio das capacidades funcionais e
aptidões, que podem ser definidas como “
envelhecimento”.
CENÁRIO SOCIAL DO ENVELHECIMENTO

• Em nossa sociedade alguns idosos viviam isolados


por deixarem seu trabalho.
• As mulheres diminuíram suas obrigações com a
família principalmente pela independência de seus
filhos.

• A partir de 1960/70 o processo do envelhecimento


deixou de ser um problema para os idosos.
CENÁRIO SOCIAL DO ENVELHECIMENTO

• Atualmente, existem formas comuns de


sociabilidade do idoso com algumas alternativas
que citaremos.

• Os centros e grupos de convivência de idosos


forma implantados no Brasil desde 1960 levando
idosos a participação saudável aos que viviam
isolados devido à baixa renda e inexistência de
políticas públicas de proteção.
CENÁRIO SOCIAL DO ENVELHECIMENTO

• A associação dos aposentados adveio com a


mudanças da constituição de 1988, e as
transformações decorridas na política social e
nas políticas de aposentadorias levaram a
universalização dos direitos.
CENÁRIO SOCIAL DO ENVELHECIMENTO

• O idoso deve participar de atividades nas questões sociais,


econômicas, culturais, espirituais, civis e não estar somente
bem de saúde .O trabalho em grupo como estratégia leva à
conquista da autoestima e autoconfiança, restaurando sua
afetividade, estimulando a uma vida produtiva.

• O envelhecimento dever ser visto como uma experiência e


acompanhada de oportunidades contínuas de saúde,
participação na sociedade e segurança, melhorando, assim,
a qualidade de vida das pessoas mais velhas.
OS DIREITOS DO CIDADÃO IDOSO
• Os direitos dos idosos pessoas acima de 60
anos, segundo a OMS) são assegurados pela
Leinº 10.741, de 1º de outubro de
2003(ESTATUTO DO IDOSO), e legislação
correlata.

• O estatuto do idoso é uma lei de proteção aos


idosos que lhes assegura, entre outras coisas:
O ESTATUTO DO IDOSO É UMA LEI DE PROTEÇÃO
AOS IDOSOS QUE LHES ASSEGURA, ENTRE
OUTRAS COISAS:

• Distribuição gratuita de medicamentos e próteses


dentárias pelos poderes públicos.

• Nos contratos novos feitos pelos planos de saúde não


poderá haver reajustes em função da idade após dos 60
anos.

• Desconto mínimo de 50% no ingresso de atividades


culturais e de lazer.
O ESTATUTO DO IDOSO É UMA LEI DE
PROTEÇÃO AOS IDOSOS QUE LHES
ASSEGURA, ENTRE OUTRAS COISAS:
• Preferência no assento aos locais onde essas
atividades estão sendo realizadas.

• Proibição e limite de idade para vagas de empregos e


concursos, salvo os acessos em que a natureza do
cargo exigir.

• O critério para desempate de concursos será a idade,


favorecendo-se aos mais velhos.
O ESTATUTO DO IDOSO É UMA LEI DE PROTEÇÃO AOS IDOSOS
QUE LHES ASSEGURA, ENTRE OUTRAS COISAS:

• Idosos com 65 anos ou mais que não tiveram


como se sustentar terão direito ao benefício
de um salário mínimo.

• Processos judiciais envolvendo pessoas com


mais de 60 anos terão prioridades, nos
programas habitacionais para maiores de 65
anos.
DOMÍNIO DO ENVELHECIMENTO
• A biologia do envelhecimento corre de forma natural e
progressiva no ser humano no qual ocorre também a
diminuição funcional do corpo, das estruturas celulares,
dos tecidos e do processo orgânico que constitui a
funcionalidade corpórea do indivíduo.

• Estas alterações promovem uma desorganização e


desgaste celular, afetando as características normais das
células, e como consequências levam ao envelhecimento
celular.
DOMÍNIO DO ENVELHECIMENTO

• As alterações ocorrem de forma gradual lenta e


irreversível em um processo fisiológico, que afeta as
estruturas e o funcionamento do corpo, dando início
aos primeiros sinais aparentes e evidentes de
declínio físico e mental.

• O funcionamento do corpo humano, com o avanço da


idade, se altera fisiologicamente, no que diz respeito
aos domínios, sendo:
DOMÍNIO DO ENVELHECIMENTO

• Domínio Biológico : muitos aspectos do


funcionamento alteram-se à medida que se
envelhece, e estas mudanças influenciam o
padrão global de saúde, a mobilidade física, o
funcionamento cognitivo, etc.
DOMÍNIO DO ENVELHECIMENTO
• Domínio Psicológico: existe um vasto conjunto de
fenômenos que influenciam o processo de
envelhecimento, nomeadamente as reações
emocionais, personalidade, mecanismos perceptivos,
aprendizagem, memória e cognição, estilos de relação
interpessoal, controle, etc.

• Domínio Social e Cultural: consideram-se quatro


estruturas sociais determinantes, sendo elas a família,
o trabalho, o estado e a religião.
ATENÇÃO!!

• O envelhecimento pode ser conceituado como


um processo dinâmico e progressivo, em que há
modificações tanto morfológicas como
funcionais, bioquímicas e psicológicas que
podem gerar a perda da capacidade de
adaptação do indivíduo ao seu meio.

• https://www.youtube.com/watch?v=DE8uHtr4eLk
Fonte: https://enfconcursos.com/l/18-01-idoso
CÉREBRO

O cérebro envelhece durante a vida. A


memória imediata diminui. Após um teste de
memória de 24 palavras foram lembradas:
• 30 anos:13
• 50 anos: 10
• 70 anos:7
OUVIDOS

• 30ANOS 15.000 HERTZ( CANTO DE GRILO)


• 50 ANOS 12.000 HERTZ ( APITO PARA CÃES)
• 70 ANOS 6.000 HERTZ ( O SOM DOS
REGISTROS SUPERIORES DO ÓRGÃO)
BOCA

• Um septuagenário tem apenas uma


terça parte das papilas gustativas.
PULMÕES

• Em razão do enfraquecimento dos músculos


que movimentam os pulmões, diminui-se o
volume de inspiração dos órgãos respiratórios.
• 30 anos – 5,6 litros
• 50 anos – 4,2 litros
• 70 anos -2, 8 litros
MÚSCULOS

• O tecido muscular diminui, e a camada de


gordura cresce, Os músculos da mão
suportam menos peso.
• 30 anos- 37 quilos
• 50 anos- 34 quilos
• 70 anos- 29 quilos
OSSOS E ARTICULAÇÕES

• Os ossos perdem cálcio, tornam-se mais


frágeis, e as fraturas se soldam com mais
dificuldade.
• Os tendões se desgastam, e os ligamentos
se rompem com mais facilidade.
OLHOS

• O cristalino endurece e não pode ser


mais focalizado com precisão a pouca
distância.
• A retina recebe menos luz.
PELE

• A pele perde água e elasticidade.


• 30 anos – primeiras rugas na testa
• 50 anos- pele da face afrouxa
• 70 anos – rugas e manchas no rosto todo.
CORAÇÃO

• Com a idade, o coração bombeia menos sangue


pele corpo,
• O volume de bombeamento por minuto, em
estado de repouso, é:
• 30 anos – 3,4 litros
• 50 anos – 3,0 litros
• 70anos – 2,5 litros
RINS

• Os rins de um septuagenário filtram,


no mesmo espaço de tempo, apenas
a metade do sangue filtrado em um
homem de 40 anos.
SEXO

• Na velhice o pênis requer mais tempo para


ficar em ereção, e o homem demora mais
tempo para atingir o orgasmo.
• O número de ereções matinais decresce:
• 30 anos – 7 vezes por mês
• 50anos 5 vezes por mês.
• 70 anos- 2 vezes por mês.
ALTERAÇÕES FISIOLÓGICAS
DO IDOSO

• Alguns fatores são relevantes nas fisiológicas


do idoso, sendo considerados os fatores
internos e externos de cada pessoa como
também os fatores ambientais.
• As mudanças associadas aos fatores internos
incluem alterações neurológicas,
cardiorrespiratórias, gastrointestinais, entre
outras.
ALTERAÇÕES FISIOLÓGICAS
DO IDOSO

• Os fatores externos incluem alimentação,


lesões em articulações, exercícios físicos e
estilo de vida.
• O estilo de vida está relacionado à
manutenção da capacidade funcional e da
autonomia.
ALTERAÇÕES FISIOLÓGICAS DO
IDOSO

• A perda da autonomia pode estar associada


à redução na eficiência de alguns órgãos e
sistemas que acabam por afetar a
capacidade funcional.
• Estes e outros fatores relacionados ao estilo
de vida estão estreitamente interligados à
prática da atividade física.
ALTERAÇÕES FISIOLÓGICAS
DO IDOSO

• Um estudo que comparou o nível da qualidade


de vida entre idosos participantes e não
participantes de programas formais de atividade
física concluiu que as pessoas participantes
apresentavam maiores níveis de vitalidade em
relação à saúde física e mental que os nãos
participantes.
ALTERAÇÕES FISIOLÓGICAS DO
IDOSO

• Esses fatores apresentaram uma


melhor qualidade de vida relacionada
à saúde para pessoas ativas.
ALTERAÇÕES
NEUROMUSCULARES
• O envelhecimento causa alterações fisiológicas
progressivas do organismo que reduzem a
capacidade do idoso, afetando principalmente o
equilíbrio, o que ocasiona maior risco de quedas.
• As quedas não são intencionais, ocorrendo um
deslocamento do corpo durante movimentos
executados e que não conseguem ser corrigidos.
ALTERAÇÕES
NEUROMUSCULARES

• É um problema de saúde pública e causa,


também, um problema na vida social do idoso e
de sua família, podendo contribuir para a baixa
autoestima, depressão, e isolamento social.
• É um problema que acaba levando o idoso ao
hospital podendo ocasionar a dependência
permanente e, às vezes, a morte.
ALTERAÇÕES
NEUROMUSCULARES

• O idoso apresenta uma potência diminuída na


força e resistência, fatores relevantes da
disfunção neuromuscular.

• Com a diminuição da potência, o desempenho


muscular para o equilíbrio e força é afetado, e
este processo se inicia a partir dos 40 anos de
idade.
ALTERAÇÕES
NEUROMUSCULARES

• A diminuição da massa muscular( sarcopenia) e


da força muscular ( dinapenia) é acompanhada
pela redução e prejuízo das fibras musculares.
• A diminuição da força muscular pode ser
explicada pela força muscular.
• A perda da massa óssea é dez vezes maior e no
sexo feminino que no sexo masculino.
ALTERAÇÕES
NEUROMUSCULARES

• Na menopausa, devido à diminuição de


hormônios ( estrogênio), ocorre, além da perda
da massa muscular, a diminuição do peso e da
força muscular.
• Todo este processo acompanha o indivíduo
adulto até atingir o ápice na terceira para a
quarta idade do idoso, na qual os músculos se
tornam menores e mais fracos.
ATENÇÃO!!!
• Evidências epidemiológicas afirmam que um
estilo de vida ativa, com envelhecimento dos
indivíduos em programas de atividades físicas,
auxilia na prevenção e redução dos efeitos
deletérios do envelhecimento.
• As circunstâncias que favorecem as quedas
estão relacionadas ao ambiente que os idosos
vivem, doenças do envelhecimento,
sedentarismo, acuidade visual diminuída e uso
de medicamentos contínuos.
ALTERAÇÕES
NEUROMUSCULARES

• Algumas patologias também contribuem


paras quedas, como a labirintite,
osteoporose, artrose, dentre outras, fazendo
com que o idoso se sinta impedido de realizar
suas atividades diárias e perdendo sua
autonomia.
ALTERAÇÕES
NEUROMUSCULARES
Alguns cuidados são importantes e o profissional
de enfermagem pode orientar a família a:
1-Manter a casa organizada, sem objetos
espalhados pelo chão.
2-Não utilizar tapetes de tecido ou retalhos no
banheiro, dar preferência a tapetes
emborrachados antiderrapantes.
ALTERAÇÕES
NEUROMUSCULARES
• 3- Redobrar cuidado com os idosos, caso haja
escada.
• 4- Verificar iluminação. É recomendado
lâmpadas fluorescentes e cortinas claras.
• 5- Aumentar a altura do vaso e instalar barras
de apoio laterais e paralelas ao vaso.
• 6- É recomendado substituir o box do
banheiro( caso seja de vidro) por cortinas.
ALTERAÇÕES
NEUROMUSCULARES

• 7- Manter o idoso afastado de situações


perigosas que podem provocar as quedas.
• 8- Sempre deixar seus medicamentos em
local de fácil acesso e local baixo.
***A enfermagem deve sempre estar atenta em
orientar o idoso e seus familiares a tornarem a
vida mais fácil.
ALTERAÇÕES
CARDIORRESPIRATÓRIAS

• Com as alterações musculares no idoso, o


sistema cardiorrespiratório apresenta uma
diminuição na funcionalidade, prejudicando
o processo da pequena e da grande
circulação que utiliza, absorve e transporta
oxigênio, levando a um grande declínio
circulatório e ventilatório.
ALTERAÇÕES RENAIS

• Uma compreensão do envelhecimento renal e sua


distinção entre a insuficiência renal secundário e
outras doenças são essenciais para o
atendimento individualizado de idosos.
• O envelhecimento dos rins, por si só, está
associado com a alteração morfologia renal e na
redução da função renal, que acelera e é
acentuada por doenças como diabetes mellitus e
hipertensão.
ALTERAÇÕES RENAIS

• Mediante este processo, devemos nos


preocupar em manter uma vida
saudável, que se fará por meio da
adesão a uma alimentação adequada
e bem diversificada, à prática de
exercícios e ao abandono de vícios
que causam danos no organismo.
ALTERAÇÕES RENAIS

• As prevalentes causas para a evolução da


insuficiência renal são:
- Glomerulonefrites- inflamação do glomerulo
- Doenças císticas-
- Cálculos
- Hipertensão
- diabetes
ALTERAÇÕES RENAIS

• E outras doenças que vão causando danos


irreparáveis aos néfrons, que é a parte
funcional dos rins.

• O rim sofre modificação no seu peso, de 50g,


no nascimento, até a fase adulta, que varia de
230 a 250g, sendo proporcional à área corporal
do indivíduo.
ALTERAÇÕES RENAIS

• A partir da quarta década inicia-se o


processo de envelhecimento renal,
levando à diminuição do seu peso, que
pode atingir cerca de 180g, reduzindo a
área de filtração glomerular e,
consequentemente, suas funções
fisiológicas.
ALTERAÇÕES RENAIS

• O número e o volume de glomérulos também


sofrem diminuição, tendo por consequência a
diminuição da área de filtração e da
permeabilidade glomerulares, o que proporciona a
redução do ritmo de filtração glomerular.
• As alterações clínicas e laboratoriais que
acometem o organismo na fase inicial da
insuficiência renal são mínimas ou assintomáticas.
ALTERAÇÕES RENAIS

• O diagnóstico pode ser associado ou concluído


mediante as manifestações inesperadas, como:
- Nictúria – necessidade de urinar variás vezes durante à
noite .
- Poliúria – aumenta da urina acima de 2500 ml
- Oligúria – diminuição da urina nas 24 horas
- Edema - inchaço
- Hipertensão arterial
- fraqueza
ALTERAÇÕES RENAIS

- fadiga- cansaço extremo

- Anorexia - falta de apetite-perda de peso


excessiva.
-Náuseas
-Vômito
-Insônia
- cãibras
ALTERAÇÕES RENAIS

- Prurido -coceira
- Palidez cutânea
- Xerose – pele seca
- Miopatia proximal ( doença multissistêmica
com fraqueza muscular)
- Dismenorreia – cólica em baixo ventre
- Amenorreia – ausência do fluxo menstrual
ALTERAÇÕES RENAIS

- Atrofia testicular
- Impotência
- Déficit cognitivo
- Confusão
- Sonolência
- Obnubilação –letárgico ( lentidão da compreensão).
- Coma. (a consciência comprometida e demonstra pouca ou
nenhuma reação a estímulos, não sendo capaz de abrir os olhos,
pronunciar palavras nem obedecer a comandos simples.)
ALTERAÇÕES RENAIS
• A insuficiência renal é definida quando ocorrem
alterações nos rins incapacitando-os de remover os
produtos de degradação metabólica no organismo
ou de executar as funções normais.
• Os elementos normalmente excretados na diurese
acumulam-se nos líquidos corporais como
consequência da eliminação renal afetada, levando
a uma interrupção e ruptura nas funções endócrinas
e metabólicas, articulado com distúrbios
hidroeletrolíticos e acidobásicos.
ALTERAÇÕES RENAIS
• A insuficiência renal é uma patologia sistêmica e
consiste na via final comum de muitas diferentes
doenças dos rins e do aparelho urinário.
• A diminuição do fluxo sanguíneo renal e,
consequentemente, da filtração das substâncias do
organismo, associada aos efeitos tóxicos dos
medicamentos, podem comprometer a função
renal, por isso, deve-se atentar ao uso dos
fármacos, pois é comum o sobre consumo de
medicamentos entre os idosos.
ALTERAÇÕES RENAIS
• A incontinência urinária é caracteriza pela perda
involuntária da urina pela uretra.
• Afeta pessoas de ambos os sexos em todas faixas
etárias, sendo mais comum no sexo feminino.
• A incidência aumenta progressivamente com a
idade, sendo que a cada três indivíduos idosos
apresentam algum problema com o controle da
bexiga.
ALTERAÇÕES RENAIS

•A patologia leva os indivíduos ao constrangimento,


pois ao fazer esforço como ao tossir, respirar, entre
outros casos, a vontade de urinar é tão súbita e
forte que não há tempo de chegar ao banheiro .

•Causa um impacto muito grande NA QUALIDADE


DE VIDA DA PESSOA.

ALTERAÇÕES RENAIS

• ALGUNS CUIDADOS IMPORTANTES SÃO:


1- orientara realização de consulta de enfermagem
para precoce investigação de sintomas.
2- orientar os cuidados a serem executados pela
família e o cuidador.
3- identificar as modificações na qualidade de vida.
4- orientar cuidados de higiene e prevenção das
infecções
ALTERAÇÕES RENAIS
• 5- estimular exercícios físicos e redução do peso
corporal.
• 6- otimizar ingestão hídrica e empregar
alimentação não constipante, e não irritante
vesical.
• 7- fortalecer musculatura pélvica
• 8- estimular cateterismos intermitente
• 9- manter cuidados com cateter vesical de longa
permanência.
ALTERAÇÃO DO SONO NO
IDOSO

• Com o passar dos anos o organismo do idoso


sofre alterações fisiológicas normais em razão
do envelhecimento
• Com isso seu padrão do sono também
apresenta mudanças.
ALTERAÇÃO DO SONO NO
IDOSO
• Geralmente os idosos relatam suas queixas sobre o
sono, mas muitos, por não as conceber como
disfunções, não as referem por achar que são eventos
normais do processo de senescência.
• As queixas mais frequentes são as de dificuldade para
iniciar, manter ou reiniciar o sono, interrupção do sono
noturno, despertares precoces pela manhã, sonolência
excessiva, cochilos diurnos e cansaço, entre outros
fatores que podem dificultar o desempenho do idoso.
ALTERAÇÃO DO SONO NO
IDOSO

• O sono noturno insuficiência pode conduzir a um


aumento da sonolência diurna em todos os grupos
etários.
• Nós idosos, a perturbação do sono noturno pode
levar à privação de sono e ao prejuízo de sua
capacidade de manter a vigília durante todo o dia.
• Com o processo de envelhecimento, o idoso já
tem essas dificuldades devido à idade.
ALTERAÇÃO DO SONO NO
IDOSO
• Por isso a importância da perturbação da sua
qualidade de vida e um bom padrão do sono.
• Um bom sono e repouso uma restauração das
funções cognitivas, de memória e melhora o humor.
E para o idoso, especialmente, é essencial para
sua qualidade de vida.
• É difícil determinar a direção da relação causal
entre o cochilo e a perturbação do sono noturno, a
qual pode variar entre indivíduos.
ALTERAÇÃO DO SONO NO
IDOSO
• Alguns indivíduos podem dormir mais durante o
dia para compensar a privação do sono noturno,
enquanto outros motivos ( por exemplo,
inatividade) e, como resultado, desenvolvem
dificuldades com o sono noturno.
• Em relação aos idosos, também têm sido
implicados como contribuintes os frequentes
despertares noturnos.
• Podem também apresentar alterações do sono
devidas a alterações neurológicas, que o tornam
ALTERAÇÃO DO SONO NO
IDOSO
• alterações do sono devidas a alterações
neurológicas, que o tornam mens profundo e com
redução nos sonhos.

• Assim, por desempenhar um importante papel


em nosso organismo, o sono contribui para o
equilíbrio das funções do organismo.
ALTERAÇÃO DO SONO NO
IDOSO

• Quando ele é de boa qualidade pode proporcionar inúmeros


benefícios ao indivíduo como:
- Contribuir para a aprendizagem
- Melhorar a memória
- Proporcionar bem-estar
- Melhorar o humor
- Ajudar na recuperação do sistema imunológico
- Auxiliar na prevenção e recuperação de doenças entre outros
ALTERAÇÃO DO SONO NO IDOSO

• Essa sintomatologia permite afirma que o sono


e repouso são funções restauradoras
necessárias para a preservação da vida, o que
por si só justifica a necessidade dos
profissionais de saúde em atualizar seus
conhecimentos acerca das alterações
fisiológicas que ocorrem no sono com a
velhice, assim como sobre os fatores que
interferem no sono saudável,
OUTRAS ALTERAÇÕES
FISIOLÓGICAS QUE ACOMETEM OS
IDOSOS.
• Diminuição de audição, particularmente da
capacidade de ouvir frequências altas.
• Diminuição da visão, incluindo a capacidade, por
parte do olho, de ajustar a focagem entre objetos de
perto e de longe, e de se adaptar à luz e ao escuro.
• Diminuição do olfato e do paladar.
• Redução da capacidade máxima do pulmão, o que
faz que o volume de ar que entre nos pulmões seja
mais reduzido.
OUTRAS ALTERAÇÕES FISIOLÓGICAS
QUE ACOMETEM OS IDOSOS.
• Embranquecimento do cabelo devido à morte das células
produtoras de pigmento; cabelos mais frágeis e de
crescimento mais lento.
• Diminuição da altura em aproximadamente cinco
centímetros, devido à diminuição do tamanho das vértebras.
• Ocorre também a perda do cálcio dos ossos, que ficam
menos densos e mais quebradiços; enrugamento da pele,
que se torna mais fina e menos elástica.
OUTRAS ALTERAÇÕES FISIOLÓGICAS
QUE ACOMETEM OS IDOSOS.

• Enfraquecimento dos músculos e da sua


coordenação, diminuição da massa magra e dos
músculos esqueléticos do corpo e aumento da massa
adiposa, redução da quantidade de sangue
bombeada pelo coração.
• Diminuição de até 50% no fluxo sanguíneo filtrado
pelo rins, o que significa uma forte redução no
sangue, sendo uma das razões para a maior
vulnerabilidade dos idosos às intoxicações
medicamentosas.
OUTRAS ALTERAÇÕES FISIOLÓGICAS
QUE ACOMETEM OS IDOSOS.

• Menor capacidade de ação do sistema


imunológico, debilitando a capacidade de luta
contra infecções.
• Alterações no equilíbrio hormonal, afetando a
aparência física ( surgimento de pelos faciais
na mulher) e a atividade sexual ( menos
excitabilidade e orgasmos menos frequentes).
OUTRAS ALTERAÇÕES FISIOLÓGICAS
QUE ACOMETEM OS IDOSOS.

• Endurecimento e espessamento das artérias


o que deixa mais lenta a circulação
sanguínea.
• Assim, a regulação do sistema circulatório
será menos eficaz, e o controle da pressão
sanguínea é menos preciso.
OUTRAS ALTERAÇÕES
FISIOLÓGICAS QUE ACOMETEM OS
IDOSOS.
• Maior vulnerabilidade às temperaturas
extremas devido à diminuição da regulação
da temperatura do corpo, e à atrofia das
glândulas sudoríparas e dos tecidos
subcutâneos, com consequente diminuição
da capacidade para transpirar, desgaste e
perda dos dentes, o que afeta a ingestão
dos alimentos.
OUTRAS ALTERAÇÕES FISIOLÓGICAS
QUE ACOMETEM OS IDOSOS.

• A digestão torna-se difícil, ocorrendo


também a lentidão intestinal, devido à
redução quantitativa e qualitativa das
enzimas e dos ácidos gástricos e o
enfraquecimento dos músculos do trato
intestinal.
SENSIBILIDADE DE DOR NO
IDOSO

• O envelhecimento populacional está se


tornando um dos maiores desafios para a
saúde pública, na qual a grande incidência
de doenças crônicas e degenerativas é
acompanhada pela dor, seja crônica, seja
aguda.
SENSIBILIDADE DE DOR NO
IDOSO

• A Internacional Association for the Study of


Pain (IASP), por seu subcomitê sobre
taxonomia da dor, desde 1979, define a dor
como uma experiência sensorial e emocional
desagradável, relacionada com uma lesão
real ou potencial dos tecidos, ou descrita em
termos que evocam essa lesão.
• A dor é sempre subjetiva e pessoal.
SENSIBILIDADE DE DOR NO
IDOSO

• Existem dois tipos de dor:


A dor aguda e as dor crônica.

- Recentemente foi acrescentada a dor relacionada ao


câncer.
SENSIBILIDADE DE DOR NO
IDOSO

• A dor pode se manifestar de uma forma contínua


ou recorrente, podendo ser degenerativa ( atuando
há três meses ou mais ), ou de aguda à crônica
( dores resistentes por um período de tempo de
seis meses, por exemplo), como a depressão,
osteoporose, câncer, distúrbios cardiovasculares,
além de apresentarem uma alta prevalência em
idosos, estão relacionadas aos distúrbios do sono.
SENSIBILIDADE DE DOR NO
IDOSO

• A dor é sempre subjetiva, e cada indivíduo aprende a


utilizar esse tempo por meio de suas experiências.
• A identificação da dor no idoso deve ser realizada por
meio das escalas de avaliação, complementada com a
história clínica detalhada do paciente, história terapêutica,
avaliação biopsicossocial, exame físico rigoroso, e se
houver dificuldade na comunicação, deverá ser realizada
a coleta de antecedentes pessoais, e de diagnósticos de
patologias existentes para poder avaliar a dor.
SENSIBILIDADE DE DOR NO IDOSO
• No envelhecimento ocorre o declínio das funções
orgânicas, a redução da percepção sensorial, a perda da
capacidade de manter o equilíbrio homeostático, a fibra da
pele perde a elasticidade, ocorre a acentuação das curvas
da coluna, e, neste contexto, se o idoso não pratica
atividades físicas ele perde massa muscular, pois ocorre a
perde de peso, ocorrendo atrofia muscular, e o sistema
nervoso (SN) é o mais comprometido nessa fase de
envelhecimento.
SENSIBILIDADE DE DOR NO
IDOSO
• Os receptores para a dor na pele e em outros tecidos são
terminações nervosas livres.
• Eles existem dispersos nas camadas superficiais da pele,
bem como em certos tecidos internos, como o periósteo, as
perdas das artérias, as superfícies articulares e a foice e o
tentótio da abóboda craniana.
• A maioria dos outros tecidos profundos está esparsamente
suprida com terminações nervosas para a dor; porém, lesões
teciduais extensas podem se somar e causar dor lenta e
crônica na maioria dessas áreas.
SENSIBILIDADE DE DOR NO
IDOSO
• A dor pontual rápida ou sinais dolorosos são
desencadeados por estímulos mecânicos ou térmicos,
que são transmitidos pelos nervos periféricos para a
medula espinhal por meio de fibras.
• As do tipo pequeno, com velocidade entre 6 e 30m/s.
• Inversamente, o tipo de dor lenta crônica é
desencadeado principalmente por estímulos dolorosos
do tipo químico mas, algumas vezes, por estímulos
mecânicos ou térmicos persistentes.
SENSIBILIDADE DE DOR NO
IDOSO

• Essa dor lenta crônica é transmitida para a medula


espinhal por fibras do tipo C com velocidades entre 0,5 e
2m/s.
• A dor pontual avisa a pessoa rapidamente sobre o perigo
e, portanto, desempenha papel importante na reação
imediata do indivíduo para se afastar do estímulo
doloroso.
• A dor lenta tende a aumentar com o passar do tempo
produzindo dor intolerável.
PARA TOMAR NOTA

• Senescência é definida como um processo


de envelhecimento natural e saudável, sem
comprometimento da manutenção das
necessidades básicas de vida como:
- alimentação, locomoção, higiene e
relacionamento interpessoal
PARA TOMAR NOTA

- A senilidade é o processo de envelhecimento


associado a diversas alterações decorrentes de
doenças crônicas como hipertensão arterial,
diabetes, e maus hábitos de vida, podendo gerar
incapacidades funcionais, insuficiência dos
órgãos a até a morte.
-.
PARA TOMAR NOTA !

- A velhice não é sinônimo de doença.


- Apesar de muitos idosos apresentarem más
condições de saúde devido às doenças,
muitos outros envelhecem sem qualquer
incapacidade ou limitação, mantendo uma
boa saúde.
PARA TOMAR NOTA !

• A prática de hábitos de vida saudáveis,


visando ao bem –estar físico e mental, é
fundamental para cada vez mais as
pessoas envelheçam com qualidade.
PROGRAMA DE SAÚDE DO IDOSO

Programa de estratégia de saúde da família


Com o aumento da população idoso brasileira,
de acordo com o Censo Populacional de 2000,
dos 169,5 milhões de brasileiros, 15,5 milhões
tinham 60 anos ou acima, somando
14.536.02999999999 indivíduos idosos,
representando 8,6% da população total.
PROGRAMA DE SAÚDE DO
IDOSO

• Com a expectativa de vida se elevando de 66


para 68,6 anos na última década, as projeções
demográficas para o ano de 2025 indicavam
uma população de 32 milhões de pessoas com
60 anos ou mais, representando quase 15% da
população total brasileira, o que nos colocará
como a sexta população de idosos do mundo .
PROGRAMA DE ESTRATÉGIA DE SAÚDE DA FAMÍLIA

• Há necessidade urgente dos profissionais


que atuam na Estratégia de Saúde da
Família (EESF) de se capacitarem para
uma atenção integral ao idoso, buscando
conhecer suas especificidades no tange aos
aspectos físicos, psicológicos e sociais.
PROGRAMA DE ESTRATÉGIA DE SAÚDE DA
FAMÍLIA

• Compreende a importância do profissional


enfermeiro no atendimento voltado à saúde
do idoso, uma vez que ele vai atuar
diretamente com esse público, promovendo
assistência sistematizada específica para
os idosos.
PROGRAMA DE ESTRATÉGIA DE
SAÚDE DA FAMÍLIA

• Dentro das competências de atuação do profissional de


enfermagem estão:
- Calcular e interpretar o IMC de idosos.
- Analisar as influências das principias peculiaridades na
alimentação de idosos em sua saúde e cuidados de saúde.
- Descrever, realizar e interpretar exames para o rastreio da
acuidade visual em idosos.
PROGRAMA DE ESTRATÉGIA DE SAÚDE DA
FAMÍLIA

• Descrever, realizar e interpretar exames para


o rastreio da acuidade auditiva em idosos.
• Descrever as atividades básicas e
instrumentais de vida diária no idoso.
• Interpretar e classificar a funcionalidade do
idoso
• Descrever, realizar e interpretar exames para
o rastreio do declínio cognitivo em idoso.
PROGRAMA DE ESTRATÉGIA DE SAÚDE
DA FAMÍLIA

• Orientar o tratamento não farmacológico de


pacientes com demências.
• Desenvolver atividades educativas com
familiares e cuidadores de idosos com quadros
demenciais.
• Descrever, realizar e interpretar a avaliação de
estresse de cuidadores de idosos.
PROGRAMA DE ESTRATÉGIA DE SAÚDE
DA FAMÍLIA

• Desenvolver atividades educativas com


familiares e cuidadores de idosos com
quadros demenciais.
• Descrever, realizar e interpretar a avaliação
de estresse de cuidadores de idosos.
• Descrever, realizar e interpretar o rastreio de
incontinência urinária em idosos.
PROGRAMA DE ESTRATÉGIA DE
SAÚDE DA FAMÍLIA

• Descrever e realizar e realizar as


orientações gerais e tratamento não
farmacológicos para o paciente idoso com
incontinência urinária.
• Identificar situações que favorece com
surgimento e/ou agravamento da depressão
em idosos.
PROGRAMA DE ESTRATÉGIA DE SAÚDE DA
FAMÍLIA

• Descrever, realizar e interpretar exames para o


rastreio da depressão em idosos.
• Descrever, analisar e aplicar estratégias de
prevenção de quedas em idosos.
• Descrever, analisar e interpretar escalas de avaliação
de equilíbrio e marcha ( sugestão: escala de Tnetti-
escala de equilíbrio e marcha para detectar
alterações na locomoção) para avaliação do idoso.
PROGRAMA DE ESTRATÉGIA DE SAÚDE DA
FAMÍLIA

• Descrever o calendário vacinal básico do idoso,


assim como em situações especiais ( câncer,
imunodepressão, doenças respiratórias).
• Planejar e organizar a prática de imunização
em idosos da população descrita. UNA-
SUS(2012).
AS PRINCIPAIS DOENÇAS DO
IDOSO
• Na terceira idade as doenças mais frequentes são do aparelho
circulatório e respiratório
• Doenças cardiovasculares: Infarto, Angina, Insuficiência Cardíaca.
• Derrames (Acidente Vascular Cerebral – AVC)
• Câncer.
• Pneumonia.
• Enfizema e Bronquite Crônica.
• Infecção urinária.
• Diabetes.
• Osteoporose.
10 SINAIS DE ALERTA DA DOENÇA
DE ALZHEIMER

•10 Sinais de Alerta da Doença de Alzheimer


1.
Perda de Memória. ...
2.
Dificuldade em planear ou resolver problemas. ...
3.
Dificuldade em executar tarefas familiares. ...
4.
Perda da noção de tempo e desorientação. ...
5.
Dificuldade em perceber imagens visuais e relações
espaciais. ...
6.
Problemas de linguagem. ...
7.
Trocar o lugar das coisas.
QUAL O TEMPO DE VIDA DE
UMA PESSOA COM ALZHEIMER

• Pessoas com doença de Alzheimer podem viver


por muitos anos e freqüentemente morrem de
pneumonia. A duração da doença pode ser de 20
anos ou mais. A média de vida varia entre 4 a 8
anos.
DIAGNÓSTICO DO ALZHEIMER

• As pessoas podem ter:


• Na cognição: declínio mental, dificuldade em pensar e
compreender, confusão durante a noite, confusão
mental, delírio, desorientação, esquecimento,
invenção de coisas, dificuldade de concentração,
incapacidade de fazer cálculos simples, incapacidade
de reconhecer coisas comuns ou perda de memória
recente
DIAGNÓSTICO DO ALZHEIMER

• No comportamento: agitação, agressão, inquietação,


irritabilidade, mudanças de personalidade, repetição sem
sentido das próprias palavras, dificuldade para exercer funções
do dia a dia, falta de moderação ou vagar sem rumo e se
perder
• No humor: apatia, descontentamento geral, mudanças de
humor, raiva ou solidão
DIAGNÓSTICO DO ALZHEIMER

• Sintomas psicológicos: alucinação, depressão ou


paranoia
• Nos músculos: contrações musculares rítmicas ou
incapacidade de coordenar movimentos musculares
• Também é comum: desorientação, fala
embaralhada, incontinência urinária, perda de
apetite ou sintomas comportamentais
VÍDEOS SOBRE IDOSO

• https://www.youtube.com/watch?v=5xN5u0Xxvtk - Fases do
Alzheimer Resumido

• https://www.youtube.com/watch?v=_g9P0myqGdI-
Cuidando de Maria 2017 Fase grave
TRABALHO DE GERIATRIA

• Trabalho deve ter:


• Capa
• Nome completo do aluno
• Nome da professora
• Turma
• Referência Bibliográfica
• Data de entrega dia 27/08, escrito e não digitado.
• Prova dia 03/09
TRABALHO DE GERIATRIA

• ESTATUTO DO IDOSO-LEI 10.741 DE1º DE OUTIBRO DE 2003.


- O que diz a Lei do estatuto do idoso?
- Quais são os principais direitos dos idosos?
- Quais são as questões fundamentais tratadas pelo Estatuto do Idoso?
- Quais foram as modificações realizadas no Estatuto do Idoso?
- Qual a importância do Estatuto do Idoso?
- Quais os direitos garantidos aos idosos?
- Qual idade que a pessoa não responde mais por ela?
- Quais os bens que devem se garantidos na proteção ao idoso?