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Direitos_e_Deveres[1] - Utente e Enfermeiro

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Published by: Margarida Castanheira on Dec 15, 2012
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Centro de Saúde de Bragança Escola Superior de Saúde de Bragança

Direitos e Deveres Utente e Enfermeiro

Centro de Saúde de Bragança Escola Superior de Saúde de Bragança

Direitos e Deveres Utente e Enfermeiro
Trabalho realizado por: Licenciatura de Enfermagem Integração à vida profissional 4º Ano

Objectivos:
Dar conhecimento sobre os direitos e deveres do utente;

Dar a conhecer os direitos e deveres do enfermeiro;

Definição:
• Direito:
é um preceito hipotético e abstracto, cuja finalidade é regulamentar o comportamento humano é na sociedade e sua característica essencial é a força coercitiva atribuída pela própria sociedade.

• Dever: o que somos obrigados a fazer ou a

evitar, o que impõem a consciência moral, as leis ou os costumes; obrigação moral.

O direito à consagração da Saúde está consagrado na constituição da República Portuguesa e assenta num conjunto de valores fundamentais como a dignidade humana, a equidade, a ética e a solidariedade. Assim, formou-se a Carta dos Direitos e Deveres dos Doentes.

Evolução do reconhecimento dos direitos do ser humano e dos utentes dos Serviços de Saúde
• • • • • • • • Código de Nuremberga – 1946 Declaração Universal dos Direitos Humanos – 1948 Declaração de Helsínquia - 1964 Estatuto Hospitalar – 1968 Declaração de Lisboa sobre os Direitos dos Utentes – 1981 Lei de Bases de Saúde – 1993 Comissão de ética para a Saúde – 1995 Convenção do Conselho da Europa sobre os Direitos do Homem e a Bio-medicina – 1996 • Estatuto da Ordem dos Enfermeiros – 1998 • Carta dos Direitos e Deveres do Utente

Direitos dos Doentes
1. O doente tem direito a ser tratado no respeito pela dignidade humana.
• É um direito humano fundamental, que adquire particular importância em situação de doença. • Este direito abrange ainda as condições das instalações e equipamentos, que têm de proporcionar o conforto e o bem-estar exigidos pela situação de vulnerabilidade em que o doente se encontra. •É também indispensável que o doente seja informado sobre a identidade e a profissão de todo o pessoal que participa no seu tratamento. •Deve ser respeitado por todos os profissionais envolvidos no processo de prestação de cuidados

2. O doente tem direito ao respeito pelas suas convicções culturais, filosóficas e religiosas.
• Cada doente é uma pessoa com as suas convicções culturais e religiosas. As instituições e os prestadores de cuidados de saúde têm, assim, de respeitar esses valores e providenciar a sua satisfação.

3. O doente tem direito a receber os cuidados apropriados ao seu estado de saúde, no âmbito dos cuidados preventivos, curativos, de reabilitação e terminais. 4. O doente tem direito à prestação de cuidados continuados.
• Hospitais e centros de saúde têm de coordenar-se, de forma a
não haver quaisquer quebras na prestação de cuidados que possam ocasionar danos ao doente.

5. O doente tem direito a ser informado acerca dos serviços de saúde existentes, suas competências e níveis de cuidados. 6. O doente tem direito a ser informado sobre a sua situação de saúde.
• Esta informação deve ser prestada de forma clara, devendo ter sempre em conta a personalidade, o grau de instrução e as condições clínicas e psíquicas do doente.

7. O doente tem o direito de obter uma segunda opinião sobre a sua situação de saúde.

8. O doente tem direito a dar ou recusar o seu consentimento, antes de qualquer acto médico ou participação em investigação ou ensino clínico .
• O consentimento do doente é imprescindível para a realização de qualquer acto médico, após ter sido correctamente informado.

9. O doente tem direito à confidencialidade de toda a informação clínica e elementos identificativos que lhe respeitam.
10. O doente tem direito de acesso aos dados registados no seu processo clínico.
• A prestação de cuidados de saúde efectua-se no respeito rigoroso do direito do doente à privacidade, o que significa que qualquer acto de diagnóstico ou terapêutica só pode ser efectuado na presença dos profissionais indispensáveis à sua execução, salvo se o doente consentir ou pedir a presença de outros elementos.

11. O doente tem direito à privacidade na prestação de todo e qualquer acto médico . 12. O doente tem direito, por si ou por quem o represente, a apresentar sugestões e reclamações .

Deveres dos doentes
1 - O doente tem o dever de zelar pelo seu estado

de saúde. Isto significa que deve procurar garantir o mais completo restabelecimento e também participar na promoção da própria saúde e da comunidade em que vive. 2 - O doente tem o dever de fornecer aos profissionais de saúde todas as informações necessárias para obtenção de um correcto diagnóstico e adequado tratamento. 3 - O doente tem o dever de respeitar os direitos dos outros doentes.

4 - O doente tem o dever de colaborar com os profissionais de saúde, respeitando as indicações que lhe são recomendadas e, por si, livremente aceites.
5 - O doente tem o dever de respeitar as regras de funcionamento dos serviços de saúde. 6 - O doente tem o dever de utilizar os serviços de saúde de forma apropriada e de colaborar activamente na redução de gastos desnecessários.

Enfermagem
A enfermagem é a profissão, que na área da saúde, tem como objectivo prestar cuidados ao ser humano.

Ajudando-o a atingir a sua máxima capacidade funcional tão rapidamente quanto possível

Enfermeiro
Profissional habilitado com um curso de Enfermagem, legalmente reconhecido, a quem foi atribuído um título profissional, que lhe reconhece competência científica, técnica e humana para a prestação de cuidados de enfermagem.

Cuidados de Enfermagem
• Intervenções autónomas ou interdependentes a realizar pelo enfermeiro, no âmbito das suas qualificações profissionais. • Têm por base uma relação entre o enfermeiro e o utente, indivíduo, família, grupos e comunidade; • Estabelece uma relação de ajuda com o utente; • Recorre a metodologia científica;

• Utiliza diferentes formas de actuação de acordo com o grau de dependência do doente.

Direitos dos Enfermeiros
1. Livre exercício da sua profissão, sem qualquer tipo de limitações, a não ser as decorrentes do código deontológico, das leis vigentes e dos regulamentos do exercício de enfermagem; Serem ouvidos na elaboração e aplicação da legislação respeitante à profissão em particular e à saúde em geral, a nível central, regional e local, através das respectivas estruturas representativas;

2.

3. Que a entidade empregadora se responsabilize pelo especial risco a que estão sujeitos no decurso da sua actividade profissional; 4. Que sejam cumpridos os princípios referentes a prescrições e orientações de outros técnicos de saúde e protocolos aí recorrentes; 5. Cumprimento de convenções e recomendações internacionais que lhes possam ser aplicáveis e que tenham sido rectificadas pelo órgãos de soberania competentes;

6. Verem respeitado o direito de objecção de consciência nas situações legalmente protegidas; 7. Serem substituídos após cumprimento da sua jornada de trabalho; 8. Usufruírem de condições de trabalho que garantam o respeito pela deontologia profissional;

9. Beneficiar de condições de acesso à formação para actualização e aperfeiçoamento ; 10. Serem informados dos aspectos relativos ao diagnóstico clínico, tratamento e bem-estar do indivíduo, família, grupos e comunidade ao seu cuidado;

11. Beneficiar de garantias e regalias de outros trabalhadores de saúde do sector onde exerçam profissão, quando mais favoráveis.

Deveres dos enfermeiros
1. Apoiar todas as medidas que visem a melhoria da qualidade dos cuidados/ serviços de enfermagem; 2. Respeitar a decisão do utente de receber ou recusar os cuidados que lhe foram propostos, salvo disposição especial da lei;

3. Respeitar e possibilitar ao utente a liberdade de opção em ser cuidado por outro enfermeiro, se viável e não coloque em risco a sua saúde;

4. Esclarecer o utente e seus familiares sempre que solicitados, sobre os cuidados que prestam; 5. Assegurar por todos os meios disponíveis ao seu alcance a manutenção da vida do utente em caso de emergência; 6. Manter-se no seu posto de trabalho enquanto não forem substituídos, quando da sua ausência interferir na continuidade de cuidados;

7. Solicitar apoio a outros técnicos sempre que exigível por força das condições do utente; 8. Cumprir e zelar pelo cumprimento da legislação referente ao exercício da profissão; 9. Comunicar os factos de que tenham conhecimento e possam, comprometer a dignidade da profissão ou a saúde do utente ou sejam susceptíveis de violar as normas legais do exercício da profissão;

10. Exercer cargos para que tenham sido eleitos ou nomeados e cumprir os mandatos, só podendo haver interrupção quando devidamente justificados;

11. Colaborar em todas as iniciativas que sejam de interesse ou de prestígio para a profissão.

Bibliografia
ADMINISTRAÇÃO REGIONAL DE SAÚDE – Regulamento do Exercício Profissional dos Enfermeiros –Dec. Lei 161/96, de 4 de Setembro. www.ordemenfermeiros.pt DIRECÇÃO GERAL DE SAÚDE - Carta de direitos e deveres dos utentes. COREN-GO. Documentos básicos de enfermagem Principais leis e resoluções que regulamentam o exercício profissional de enfermagem, técnicos e auxiliares de enfermagem. COREN-GO. Legislação do exercício profissional da enfermagem

Obrigado pela vossa atenção e pela vossa comparência.

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