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MICROBIOLOGIA - FUNGOS E OS ALIMENTOS.docx

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UNIVERSIDADE ESTADUAL DO CEARÁ

Microbiologia
Fungos Produtores de Alimentos

Professor: Fábio Castelo Aluna: Aline Camurça Mesquita

Assim na maioria dos fungos aquáticos e terrestres. sendo igualmente designados para se referir a fungos comestíveis. Os franceses empregaram para os cogumelos a palavra champignon. Chapéu de sapo. alcançando com freqüência dimensões macroscópicas. heterotróficos e incluídos no reino dos Protistas Superiores. material de natureza polissacarídica. dentro de um sistema de tubos rígidos muito ramificados”.Introdução ao estudo dos Fungos. independentemente da classe ou do reino que eles integram. A sinonímia dos fungos ou cogumelos é muito grande. Como ramo da Botânica ou da Biologia. A parede desses tubos é constituída por quitina. reino criado em 1866 por Haeckel. Leveduras ou Levedos. que estuda os seres microscópicos em geral. É uma ciência relativamente recente que se tornou sistemática após o desenvolvimento do microscópio no século XVI. a Micologia é uma ciência ou disciplina de enorme significação nos dias de hoje. Na classificação atual são classificados entre os Eumycetes ou Eumycophyta. O micélio pode crescer quase que indefinidamente. fungos inferiores ou primitivos (representados pelos Ficomicetos) e fungos superiores (Ascomicetos e Basidiomicetos). ao lado das algas e líquens. Os protistas são seres unicelulares a pluricelulares que não se diferenciam em tecidos propriamente ditos. Assim no “mundo biológico” o reino dos Protistas inclui os protozoários. Na velha classificação botânica. desprovidos de clorofila. Mofos. Orelhas de pau. Englobam os Protistas. Os cogumelos ou fungos situando sua posição no grande mundo dos seres vivos. as algas e os fungos ou cogumelos. Ferrugens. estrutura vegetativa de forma e tamanho extremamente variáveis que os caracteriza. Entre os dois grupos situam-se os fungos chamados mucosos (Mixomicetos). Os chamados fungos mucosos que não estão classificados com fungos verdadeiros vivem geralmente sobre pedaços de madeira em . pertencem ao domínio da Microbiologia. Carvões e Champignon são algumas expressões utilizadas para designar cogumelos em vida parasitária ou saprofítica. os cogumelos estão incluídos entre os Talófitos. Ainda que alguns fungos aquáticos mais primitivos mostrem semelhanças com “protozoários flagelados”. principalmente os microfungos parasitas. Significado dos cogumelos na economia humana A MICOLOGIA é o ramo da Botânica que estuda os fungos ou cogumelos propriamente ditos. os fungos desenvolveram uma “organização biológica” altamente diferenciada e que os distingue fundamentalmente: a presença de um micélio. Estes últimos. Ela engloba o estudo de um grande número de seres – pluricelulares ou macroscópicos a unicelulares ou microscópicos. antigo discípulo de Darwin. enquadrados entre os Eumicetos na classificação de Engler & Gilg. são considerados pela maioria dos biologistas como vegetais não fotossintéticos. conforme o grupo desses agentes considerados. Bolores. o micélio se caracteriza por “massa de citoplasma plurinucleado.

apresentando uma fase diplóide em geral muito reduzida. A micologia até pouco tempo era uma ciência sem importância. um grupo monofilético. Esses seres são capazes de realizar a síntese de material energético e não formam tecidos verdadeiros. limitando-se à fase que corresponderia à célula-ovo dos animais. esses por sua vez com haste de sustentação (estipe). algumas de extrema gravidade: produzindo alguns deles metabólitos tóxicos como as aflatoxinas ou. os núcleos não se fundem. Uma grande diferença é o fato de as células dos fungos terem paredes celulares que contém quitina. produzindo metabólitos do maior interesse para salvar vidas humanas e de outros animais. Este grupo de fungos é distinto dos similares Myxogastria e Oomycetes. Os fatores genéticos podem também se recombinar de modo todo especial. com evidentes prejuízos ao progresso da especialidade. demonstrada a . considerando-se que os fungos são utilizados como alimentos – fungos comestíveis. ácido cítrico. pois um mesmo cogumelo pode receber denominações genéricas e específicas completamente diferentes. São seres eucarióticos. Descrições das mais falhas foram e ainda têm sido assinaladas na literatura micológica. Os fungos são classificados em um reino separado das plantas. então substâncias alucinógenas (fungos sagrados). forma-se. os micélios procedentes da mesma espécie. Sua estrutura vegetativa é caracterizada pela presença do plasmódio – massa de citoplasma sem membrana rígida limitante e que pode entrar em estado de frutificação. os fungos englobam desde seres microscópicos a seres macroscópicos. Estas e outras diferenças mostram que os fungos formam um só grupo de organismos relacionados entre si. Em muitas espécies. estabelecida sua participação em numerosas fermentações (alcoólica. utilizadas algumas amostras (mutantes auxotróficas) na dosagem biológica de vitaminas e de fatores de crescimento. no preparo de numerosos alimentos. alguns de elevado valor nutritivo. na dependência do substrato onde eles se desenvolvem.decomposição e troncos localizados em bosques muito úmidos. chapéu (píleo) e raízes. levando-se em conta a atividade dos mesmos como agentes fito patogênicos. Os cogumelos se reproduzem sexuada e assexuadamente. ou então. que registravam dados e legislavam sobre seus nomes. animais e bactérias. acumulam freqüentemente glicogênio como material de reserva. por exemplo a “ferrugem do café”. provocando micoses com manifestações anátomo-clínicas diversas. fundem-se (micélios adjacentes) e os núcleos passam livremente de um micélio para o outro. pois sofreu a influência marcante dos taxonomistas. multiplicando-se independentemente. que procuram novos critérios de classificação. provocando. Assim. Espécies de fungos têm sido criadas sem qualquer critério válido. uma fase sexuada (perfeita) e assexuada (imperfeita). não formam tecidos verdadeiros. Não se pode negar as enormes contribuições da Micologia ao progresso da ciência e ao bem-estar da humanidade.) e na indústria dos antibióticos. a “podridão da madeira”. etc. denominado Eumycota (fungos verdadeiros) e que partilham um ancestral comum. lembrando os “fungos superiores”. Este problema cria uma situação difícil em Micologia. tal como ocorre entre certos dermatófitos. glicerina. Felizmente o bom censo vem orientando melhor os micologistas contemporâneos. esse fato é denominado Hetericariose. tornando a Micologia uma disciplina mais dinâmica. traduzida pelo micélio. verificada a atividade patogênica de várias espécies para o homem. ao contrário das células vegetais que contém celulose.

São utilizados como uma fonte direta de alimentação. Vol. As estruturas frutíferas de algumas espécies contêm compostos psicotrópicos. provocando algumas amostras prejuízos econômicos enormes pelo emboloramento de produtos (com ou sem a produção de micotoxinas). pelo naturalista inglês Miles Joseph Berkeley na obra The English Flora of Sir James Edward Smith. e apresentam semelhanças na morfologia geral e no habitat em que se desenvolvem. sendo relativamente fácil a obtenção de mutantes. Desde a década de 1940. derivado do grego mykes/μύκης (cogumelo) e logos/λόγος (discurso). com reprodução sexuada bem evidente. crescimento rápido em meio simples e cromossomos bem visíveis. As perdas nas colheitas devido às doenças causadas por fungos ou à deterioração de alimentos podem ter um impacto significativo no fornecimento de alimentos e nas economias locais. Os fungos podem decompor materiais artificiais e construções. Por outro lado. o qual se refere às estruturas e morfologia macroscópicas dos cogumelos e bolores. Tal como as plantas. como no caso dos cogumelos e trufas. e mais recentemente enzimas produzidas por fungos são usadas industrialmente e em detergentes. São também usados como agentes biológicos no controlo de ervas daninhas e pragas agrícolas. por apresentarem um ciclo vital rápido. fazendo também a síntese de corticosteróides a partir de sapogeminas. usado nos escritos de Horácio e Plínio. a cerveja. foram usados pela primeira vez em 1836. 5 Características Gerais dos Fungos Antes da introdução dos métodos moleculares de análise filogenética. o Velho. que são tóxicos para animais e humanos. os fungos são usados na produção de antibióticos.importância dos fungos em Genética. e tornam-se patogênicos para animais e humanos. Etimologia A palavra fungo é derivada do termo latim fungus (cogumelo). para denotar o estudo científico dos fungos. Os fungos desempenham um papel essencial na decomposição da matéria orgânica e têm papéis fundamentais nas trocas e nos ciclos de nutrientes. e na fermentação de vários produtos alimentares. O termo micologia. Muitas espécies produzem compostos chamados micotoxinas. como o vinho. devido a semelhanças nos seus modos de vida: tanto os fungos como as plantas são na sua maioria imóveis. e no caso dos cogumelos formam corpos frutíferos conspícuos. os taxonomistas consideravam que os fungos eram membros do Reino das Plantas. como agentes levedantes no pão. que são consumidos recreativamente ou em cerimônias tradicionais. de lentes de instrumentos ópticos e de outros materiais: funcionando certas leveduras e actinomicetes como simbiontes para que se desenvolva completamente o ciclo completo de certos insetos e artrópodes – por tudo isso compreende-se perfeitamente a importância e o significado atual da Micologia. e o molho de soja. que por vezes se assemelham a plantas como . fungus é derivado do grego phongos/σφογγος (esponja). são capazes de produzirem as vitaminas do complexo B e proteínas. muitas vezes os fungos crescem no solo.

enquanto outras são exclusivas dos fungos.  Em comum com algumas espécies de plantas e animais. Têm um conjunto característico de carboidratos e compostos armazenados solúveis. Cada extremidade contém um conjunto de vesículas . Algumas características morfológicas. Reproduzem-se por meios sexuados e assexuados. Tal como os musgos e algas. lipídios e outras moléculas orgânicas.  Como as plantas: os fungos possuem uma parede celular e vacúolos. O conjunto de hifas do corpo de um fungo recebe o nome de micélio.  As células da maioria dos fungos crescem como estruturas tubulares. Características partilhadas:  Como nos demais eucariotas: os núcleos das células dos fungos estão limitados por uma membrana e contêm cromossomos que contêm DNA com regiões não-codificantes chamadas intrões e regiões codificantes chamadas exões. dissacarídeos (trealose) e polissacarídeos (como o glicogênio. dos quais parecem ter divergido há cerca de milhões de anos. Além desta. bioquímicas. e genéticas são partilhadas com outros organismos. não sendo este considerado um tecido verdadeiro. os fungos possuem organelas citoplasmáticas delimitados por membrana tais como mitocôndrias. alongadas e filamentosas designadas hifas. mais de 60 espécies de fungos apresentam bioluminescência. Estas podem conter múltiplos núcleos e crescer a partir das suas extremidades. . Características únicas:  Algumas espécies crescem como leveduras unicelulares que se reproduzem por gemulação ou por fissão binária. que também é encontrado em animais). os fungos têm núcleos tipicamente haplóides. distintos das plantas e animais. organismos heterotróficos. separando-os claramente dos outros reinos. A característica mais geral dos fungos é aquela que define o reino: organismos eucariontes heterótrofos que incorporam os alimentos por absorção.os musgos. existem ouras que ajudam a distinguir os fungos dos demais organismos. Os fungos são agora considerados um reino separado. incluindo polissacarídeos. Além disso. Os fungos dimórficos podem alternar entre uma fase de levedura e uma fase com hifas.estruturas celulares compostas por proteínas.  Como os euglenóides e bactérias: os fungos mais desenvolvidos produzem o aminoácido L-lisina em passos específicos de biossíntese.  Como os animais: os fungos carecem de cloroplastos e são requerendo compostos orgânicos pré-formados como fontes de energia. em função das condições ambientais. e tal como os grupos basais de plantas (musgos) produzem esporos. (manitol).

 Hifas septadas com células multinucleadas. os fungos são os únicos organismos que combinam estas duas moléculas estruturais na sua parede celular. Morfologia A maioria dos fungos desenvolve-se como hifas. A parede das hifas é semi-rígida. por exemplo. os quais formam um anel dentro da hifa e deixam um poro central. incluindo o desenvolvimento de corpos frutíferos para a disseminação dos esporos sexuais e de biofilmes para a colonização de substratos e comunicação intercelular. Reprodução Reprodução Assexuada  Fragmentação . O crescimento dos fungos como estruturas multicelulares consistindo de células somáticas e reprodutoras – uma característica que evoluiu de modo independente nos animais e plantas. pois estas formas de crescimento têm uma razão entre a área superficial e o volume bastante alto. cilíndricas. Podem ainda formar um tecido compacto. com 2 a 10 µm de diâmetro e até vários centímetros de comprimento. e tem várias funções. sendo vulgarmente chamados bolores. mas somente na base das estruturas de reprodução.  Hifas septadas com células mononucleadas onde existem septos ao longo de toda a hifa. derivadas das paredes dos filamentos. que são estruturas filamentosas. havendo mais do que um núcleo em cada compartimento. e os bolores podem apresentar três tipos morfológicos de hifas. enquanto os primeiros são também encontrados em plantas e a última no exoesqueleto dos artrópodes. Os micélios dos fungos podem tornar-se visíveis a olho nu. está adaptado para a extração eficiente de nutrientes. A parede celular dos fungos é composta por glicogênio e quitina. O crescimento dos fungos como hifas em substratos sólidos ou como células singulares em ambientes aquáticos. tais como paredes úmidas e comida deteriorada. como acontecem nos cogumelos.  Hifas não-septadas ou cenocíticas que não possuem paredes transversais ou septos. resultantes da invaginação da parede do filamento. na realidade há formação de alguns septos. através do qual o citoplasma e os nucléolos podem migrar de um compartimento para o outro. em várias superfícies e substratos.

o conídio . Os pequenos e leves esporos esféricos (conidiósporos) brotam de conídios que surgem na extremidade de uma hifa especializada. células abundantes. por mitose. existe um ciclo de reprodução no qual há produção de esporos por meiose. podem permanecer grudados. que permanecem unidos até serem liberados. uma adaptação à dispersão em meio líquido.se assemelham a um pincel. pode ocorrer apenas reprodução sexuada ou apenas a reprodução assexuada. Muitos alternam a reprodução sexuada com a assexuada. Em outros. o conidióforo. os esporos são dotados de flagelos. Nos fungos terrestres. Para a produção desse tipo de esporo a ponta de uma hifa destaca-se do substrato e. Em certos fungos aquáticos.Micrografia eletrônica de varredura mostrando o corpo de frutificação do Penicillium sp. ao cair em um material apropriado. é capaz de gerar sozinho um novo mofo. Freqüente bolor encontrado em frutas.A maneira mais simples de um fungo filamentoso se reproduzir assexuadamente é por fragmentação: um micélio se fragmenta originando novos micélios. repentinamente. esses esporos geram hifas haplóides que posteriormente se fundem e geram novas hifas diplóides. kónis = poeira). bolor etc. que assim foi chamado devido ao fato de a estrutura produtora de esporos . Os brotos (gêmulas) normalmente se separam do genitor. dentro dos quais ocorrerão novas meioses para a produção de mais esporos meióticos. válido para a maioria dos fungos.  Brotamento Leveduras como Saccharomyces cerevisae se reproduzem por brotamento ou gemulação. leves. mas eventualmente. os corpos de frutificação produzem. esses esporos são chamados zoósporos. formando cadeias de células. Reprodução Sexuada No ciclo reprodutivo de alguns fungos aquáticos há a produção de gametas flagelados. O esquema da figura abaixo ilustra um ciclo de reprodução genérico. Desenvolvendo-se. Em cada célula um esporo conhecido como conidiósporo (do grego. que são espalhadas pelo meio. . Ao lado. A alternância de meiose e fusão de hifas (que se comportam como gametas) caracteriza o processo como sexuado. É o que acontece com o fungo penicillium.  Esporulação Nos fungos terrestres. que se fundem e geram zigotos que produzirão novos indivíduos. Por serem móveis e nadarem ativamente. produz centenas de conidiósporos.

são os que formam estruturas reprodutivas sexuadas. em muitos fungos. freqüentemente chamadas de esporângios. dividindo-se por meiose.000 espécies é o grupo mais diversificado de fungos. plantas e animais. Posteriormente. Vivem da absorção da matéria orgânica que decompõe e. Algumas espécies causam considerável prejuízo em plantas de cultivo (alfafa e milho). a fusão nuclear (cariogamia) gera núcleos diplóides que. Isso ocorre por meio da produção de feromônios. Esporos formados por meiose são considerados sexuados (pela variedade decorrente do processo meiótico). com cerca de 32. muitas vezes. Vivem em meio aquático e em solos úmidos próximos a represas. constituídos por cerca de 790 espécies. são os prováveis ancestrais dos fungos. provenientes de cada hifa parental.   Classificação dos Fungos Classificar fungos não é tarefa fácil. outros fungos. protozoários. permanecem separados (fase heterocariótica). a produção de esporos meióticos. Trata-se de um grupo muito antigo (mais de 540 milhões de anos) e existem muitas dúvidas a respeito de sua origem e evolução. é preciso que uma hifa "atraia" a outra. se dá em estruturas especiais. parasitam algas. Os quitridiomicetos.De modo geral. rios e lagos. Os núcleos haplóides geneticamente diferentes. Os ascomicetos. meses. após a ocorrência de cariogamia. a reprodução sexuada dos fungos se inicia com a fusão de hifas haplóides. produzem esporos haplóides. Algumas curiosidades merecem ser citadas a respeito da fase sexuada da reprodução:  antes de ocorrer plasmogamia. anos) até que ocorra a cariogamia. caracterizando a plasmogamia (fusão de citoplasmas). dentro das quais são produzidos esporos . após a plasmogamia decorre muito tempo (dias. substâncias de "atração sexual" produzidas por hifas compatíveis. conhecidas como ascos.

De modo geral.000 espécies.meióticos. Os basidiomicetos. os ascósporos. ou fungos conidiais. as trufas. esses dois últimos causadores de doenças em plantas. Os deuteromicetos. Os mais conhecidos é o Rhizobux stolonifer. constituem um grupo de fungos que não se enquadra no dos anteriores citados. e as leveduras (Saccharomyces sp.seu corpo de frutificação é uma penugem branca que lembra filamentos de algodão. são os que produzem estruturas reprodutoras sexuadas. . recheados de pontos escuros que representam os esporângios. as Morchellas. produtores de esporos meióticos. Os zigomicetos. O grupo inclui cogumelos. as ferrugens e os carvões. são fungos profusamente distribuídos pelo ambiente. todos os filamentos. podendo atuar como decompositores ou como parasitas de animais. com cerca de 22. bolor que cresce em frutas. Em muitos deles. os basidiósporos.000 espécies. que já foram conhecidos como fungos imperfeitos. Incluem diversos tipos de bolores. reproduzem-se assexuadamente por meio da produção de conidiósporos. que são unicelulares. com cerca de 1. orelhas-de-pau. pães e doces .). A esse grupo pertencem diversas espécies de Penicillium (entre as quais a que produz penicilina) e Aspergillus (algumas espécies produzem toxinas cancerígenas). denominadas de basídios. a fase sexuada não é conhecida ou pode ter sido simplesmente perdida ao longo do processo evolutivo.

Importância econômica dos fungos A importância econômica dos fungos pode ser avaliada tanto pelos benefícios quanto pelos danos causados. os decompositores colaboram na reciclagem de materiais no solo e na água e exercem um papel essencial nas cadeias e teias alimentares. Essa associação. Produção de pão As leveduras são fungos microscópicos. os fungos ocorrem em todos os ambientes da Terra e desempenham papéis muito importantes na maioria dos ecossistemas. Por exemplo. O levedo Saccharomyces cerevisiae. Cerca de duzentos tipos de cogumelos são usados na alimentação humana. utilizados desde a Antiguidade na preparação de alimentos e bebidas fermentadas. acaba danificando o recipiente. pode fermentar o melado. Associação de algas e fungos Alguns fungos vivem associados às algas ou à cianobactérias. ascomicetos como a Morchella esculenta. além de produzir gás carbônico. chamados de anaeróbios facultativos. como é o caso do basidiomiceto Agaricus campestris. Eles são. eliminadas pelo levedo na massa. . absorvendo somente uma parte para a sua nutrição. que seria utilizado como fonte de alimento. o mutualismo. liberando gás carbônico (fermentação alcoólica) na ausência de O2 e álcool etílico. tornando-o impróprio para o consumo. que com o aumento da pressão. como a cerveja e o vinho. Alguns fungos são utilizados no processo de fabricação de bebidas alcoólicas. Na produção do pão é o gás carbônico que interessa. e no processo de preparação do pão. Os decompositores são fundamentais na manutenção do equilíbrio natural dos ecossistemas: eles decompõem os cadáveres e os resíduos de seres vivos (como fezes e urina). constituem finíssimas iguarias. as bolhas microscópicas desse gás. um papel crítico nos ciclos biogeoquímicos. Desse modo. Algumas espécies são largamente cultivadas. por isso. empregado na fabricação de pão e de bebidas alcoólicas fermenta açúcares para obter energia. Ao lado das bactérias.Os fungos e o meio ambiente Embora freqüentemente inconspícuos. o popular cogumelo ou champignon que depois de secos. é vantajosa para ambos e recebe o nome de líquen. O restante dos sais minerais resultantes da decomposição fica no ambiente. os fungos são os principais decompositores na maioria dos ecossistemas terrestres. a mesma levedura (Saccharomyces) que causa a fermentação da cana para a produção do álcool etílico.

o que aumenta sua concentração em álcool. Na produção de bebidas alcoólicas o importante é o álcool produzido na fermentação enquanto na preparação do pão é o CO2. Pelo contrário: o sabor dos queijos roquefort. os fungos formam na parte externa aquela fina superfície dura e branca. Os bolores. o CO2 que vai sendo formado se acumula no interior da massa. Neste último caso. gorgonzola e camembert dependem do trabalho dos fungos. Pães feitos com farinhas pobres em glúten não crescem tento quanto os feitos com farinha rica em glúten. com o tipo de levedura utilizada e com as diferentes técnicas de fabricação. Nos dois primeiros tipos. obtido de fermentados de cereais como a cevada e o centeio. Os levedos alimentam-se do açúcar da fruta e produzem gás carbônico e álcool etílico – processo chamado fermentação. colorido artificialmente). contam com uma "mãozinha" dos fungos no processo de fabricação. são utilizados na fabricação de queijos tipos roquefort e camembert respectivamente. Dizer que um queijo está embolorado não significa necessariamente que ele esteja estragado. a fermentação da cevada produz cerveja. ou pinga obtida a partir de fermentado de cana-deaçúcar. em vez da uva. ao assar. que dá a liga do pão. O vinho e a cerveja são as duas bebidas mais populares do mundo.5%. Imediatamente antes de ser assado. Exemplos de bebidas destiladas é a aguardente. por exemplo. É isto o que dá o teor alcoólico da bebida. Na fotografia ao lado Penicillium roqueforti (visto em microscópio eletrônico. obtido a partir de fermentados de arroz. Crescendo de fora para dentro de cada queijo. e o saquê. sendo responsáveis por seu sabor característico. O aprisionamento de CO2 na massa só é possível devido ao alto teor de glúten na farinha de trigo. dando ao pão um aroma agradável. onde são introduzidos bolores que ali se desenvolvem com a presença de ar. Por exemplo. o uísque.contribuem para tornar o pão leve e macio. o gosto picante e o forte aromam somente são obtidos por meio da perfuração de suas massas já prontas. A diferença é que. secretam substâncias potencialmente . Os fungos Penicillium roqueforti e Penicillium camemberti. Produção de bebidas alcoólicas A produção dos diferentes tipos de bebida alcoólica varia de acordo com o substrato fermentado. enquanto a fermentação da uva produz vinho. O mesmo acontece na cerveja. o alimento dos levedos é o açúcar do malte. como o Penicillium citrino. Depois da fermentação. originando pequenas bolhas que tornam o pão poroso e mais leve. Tanto as manchas verdes como a película branca são muito diferentes do bolor de um queijo estragado. O vinho é feito a partir da extração do suco da uva e mistura-se os levedos. Os queijos camembert passam por um banho de imersão numa solução de mofo para chegarem à textura cremosa característica. o teor alcoólico do pão chega a 0. certas bebidas passam por processos de destilação. Produção de queijos Certos fungos são empregados na produção de queijos. esse álcool evapora.

editora McGraw-Hill do Brasil. Michael Joseph. 1980. Editora Saraiva Volume 2. vários alimentos podem tomar contato com fungos ainda na lavoura. Editora da Universidade de São Paulo e Editora Polígono. Antes que cheguem à mesa. Bibliografia – AMABIS. Sônia. 2002. Fundamentos da biologia moderna. – LACAZ. São Paulo. Paulo S. Acesso em: 17/10/2011. como a citrinina.br/conteudos/Reinos/biofungos3. O grande mundo dos fungos. Bio. – LOPES.tóxicas. Reino Fungi (fungos e cogumelos). Editora Moderna. 1970. Acesso em 17/10/2011. Gilberto Rodrigues. MARTHO. – PELCZAR. MINAMI. Disponível em: <http://www. – MARTINS. – FUNGI.php>. Carlos da Silva. LUCAS. PURCHIO.com.wikipedia. São Paulo. Microbiologia Volume 1. José Mariano. Ademar.org/wiki/Fungi>. .sobiologia. São Paulo. que atacam células do fígado. Disponível em: <http://pt. 2001.

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