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DIREITO ADMINISTRATIVO - 700 questões

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TCU 2008 DIREITO ADMINISTRATIVO – LUCIANO OLIVEIRA 700 Questões do CESPE de Direito Administrativo

1 Conceito, objeto Administrativo e fontes do Direito supremacia do interesse público sobre o privado e a indisponibilidade do interesse público. 7) (Analista do TCE/AC 2007) O regime jurídico de direito público encontra-se fundado nos princípios da prevalência do interesse público sobre o privado e o da indisponibilidade desse interesse público. No entanto, de acordo com uma concepção moderna do direito administrativo, de cunho gerencial, não se pode afirmar que o interesse público se confunde com o do Estado. 8) (Analista do TCE/AC 2007) A natureza da atividade administrativa é a de múnus público para quem a exerce, isto é, a de um encargo de defesa, conservação e aprimoramento dos bens, serviços e interesses da coletividade. 9) (Exame de Ordem OAB 2007.1) exercício do poder sancionador administração pública, No da

1) (Analista do TCE/AC 2007) O Direito Administrativo pode ser conceituado de acordo com vários critérios. Desses, o que prepondera, para a melhor doutrina, é o critério do Poder Executivo, segundo o qual o direito administrativo é o conjunto de regras e princípios jurídicos que disciplina a organização e a atividade desse poder. 2) (Delegado de Polícia Federal 2004) A jurisprudência é fonte do direito administrativo, mas não vincula as decisões administrativas, apesar de o direito administrativo se ressentir de codificação legal. 3) (Analista do TCU 2004) A jurisprudência e os costumes são fontes do direito administrativo, sendo que a primeira ressente-se da falta de caráter vinculante, e a segunda tem sua influência relacionada com a deficiência da legislação. 4) (Analista do TCE/AC 2007) O costume não se confunde com a chamada praxe administrativa. Aquele exige cumulativamente os requisitos objetivo (uso continuado) e subjetivo (convicção generalizada de sua obrigatoriedade), ao passo que nesta ocorre apenas o requisito objetivo. No entanto, ambos não são reconhecidos como fontes formais do direito administrativo, conforme a doutrina majoritária. 2 Regime jurídico-administrativo e princípios do Direito Administrativo 5) (Analista do TCU 2004) A expressão regime jurídico-administrativo, em seu sentido amplo, refere-se tanto aos regimes de direito público e de direito privado a que se submete a administração pública quanto ao regime especial que assegura à administração pública prerrogativas na relação com o administrado. 6) (Técnico em Procuradoria PGE/PA 2007) A doutrina aponta como princípios do regime jurídico administrativo a

A incide o mesmo princípio da tipicidade estrita aplicável às sanções de natureza penal. B não se admite o exercício da discricionariedade administrativa. C devem ser observados os princípios da ampla defesa prévia e da proporcionalidade na dosimetria da sanção. D as sanções de interdição de estabelecimento, de demolição de obra irregular e de multa pecuniária são dotadas da prerrogativa de autoexecutoriedade direta pela administração sancionadora. 10) (Juiz Substituto TJBA 2005) O Estado somente pode punir agente público (em sentido lato) nas estruturas estatais baseadas na hierarquia entre a autoridade competente para aplicar a punição e os agentes a ela sujeitos, hierarquia que deve abranger, sobretudo, o exercício das funções desses agentes.

11) (Oficial de Chancelaria 2006) Como forma de participação do cidadão na administração pública direta e na indireta, está previsto o acesso a registros administrativos e a informações sobre atos de governo, desde que observado o

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sigilo quando este for imprescindível à segurança da sociedade e do Estado. 12) (Procurador Consultivo TCE/PE 2004) O poder normativo originário é aquele cuja competência é outorgada pela Constituição Federal. 13) (Procurador Consultivo TCE/PE 2004) O poder normativo é privativo do chefe do Poder Executivo. 14) (Analista ANATEL 2006) O poder regulamentar não se realiza exclusivamente por meio de decreto do chefe do Poder Executivo. 15) (Juiz Federal 5.ª Região 2006) O poder regulador de certas autarquias especiais, denominadas agências, insere-se no conceito regulamentar previsto na Constituição Federal como atribuição do presidente da República para fiel execução das leis. 16) (Juiz Substituto TJCE 2004) Não obstante a previsão constitucional dos direitos fundamentais, a administração, no exercício de seus poderes, tem o poderdever de limitar a fruição de alguns daqueles direitos, mesmo que, para tanto, não disponha de ordem judicial. 17) (Juiz Substituto TJBA 2005) Em sentido amplo, é juridicamente correto afirmar que o exercício do poder de polícia está associado à atividade do Poder Legislativo e do Poder Executivo. 18) (Juiz Substituto TJBA 2004) Como regra geral, é juridicamente correto afirmar que o poder de polícia pode ser exercido, dentro de certos limites, por todas as esferas da administração pública e que, quando couber esse exercício, ele será de competência dos estados-membros se não for de competência da União ou dos municípios. 19) (Técnico em Procuradoria PGE/PA 2007) Conforme entendimento do STF, o poder de polícia não pode ser delegado a pessoas ou instituições privadas, mesmo que haja lei nesse sentido. 20) (Promotor de Justiça MT 2005) O exercício do poder de polícia pode envolver, em certas situações, algum nível de discricionariedade, com base na qual a autoridade competente pode avaliar o momento mais adequado para agir, assim como a forma de atuação do poder público e a sanção aplicável ao caso concreto. 21) (Técnico em Procuradoria PGE/PA 2007) As decisões do Tribunal de Contas da União são consideradas título executivo judicial e somente podem ser desconstituídas por meio de ação rescisória. 22) (Delegado de Polícia Federal 2004) O abuso de poder, na modalidade de desvio de poder, caracteriza-se pela prática de ato fora dos limites da competência administrativa do agente. 23) (Técnico do TCU 2007) O excesso de poder, uma das modalidades de abuso de poder, configura-se quando um agente público pratica determinado ato alheio à sua competência. 24) (Procurador Federal 2007) A jurisdição constitucional atribuída ao STF tem também uma dimensão política, o que permite ao tribunal exercer controle judicial em tema de implementação de políticas públicas quando configurada hipótese de abusividade governamental. 25) (Procurador Federal 2007) A reserva do possível pode ser sempre invocada pelo Estado com a finalidade de exonerar-se do cumprimento de suas obrigações constitucionais que impliquem custo financeiro. 26) (Juiz Substituto TJTO 2007) O Poder Executivo estadual não tem competência para aplicar administrativamente as penalidades previstas na lei de improbidade administrativa federal. 27) (Analista do TCE/AC 2007) Nos termos do entendimento do STF, as penalidades previstas na Lei de Improbidade Administrativa (Lei n.º 8.429/1992), como a perda do cargo público, podem ser aplicadas pela administração ou pelo Poder Judiciário. 28) (Analista TSE 2007) De acordo com o art. 37 da Constituição Federal, a administração pública direta e indireta de

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qualquer dos poderes da União, dos estados, do Distrito Federal e dos municípios deve obedecer aos princípios de legalidade, imparcialidade, moralidade, publicidade e eficiência. 29) (Técnico do TCU 2007) A administração pública deve obedecer aos princípios da legalidade, finalidade, razoabilidade, moralidade e eficiência, entre outros. 30) (Analista do TCU 2005) A existência de atos administrativos discricionários constitui uma exceção ao princípio da legalidade, previsto expressamente na Constituição da República. 31) (Procurador do MP/TCU 2004) O princípio da legalidade pode ser afastado ante o princípio da supremacia do interesse público, especialmente nas hipóteses de exercício de poder de polícia. 32) (Juiz Substituto TJBA 2004) Nem toda ofensa cometida por agente público ao princípio da legalidade importa responsabilização criminal daquele que a praticar. 33) (Juiz Substituto TJBA 2005) Por força do princípio constitucional da legalidade, que vincula de maneira estrita a administração pública, os agentes públicos não podem interferir com sua vontade e sua avaliação subjetiva na prática dos atos administrativos. 34) (Analista do TCE/AC 2007) Pelo princípio da legalidade, na sua concepção atual, exige-se a adequação formal da atividade administrativa ao conteúdo literal da lei. 35) (Analista do TCU 2005) Um professor de direito afirmou a seus alunos que, em virtude do princípio constitucional da irretroatividade, a invalidação de um ato administrativo não atinge efeitos do ato ocorridos anteriormente à data da invalidação. Nessa situação, a afirmação do professor é equivocada. 36) (Analista do TCU 2007) O atendimento do administrado em consideração ao seu prestígio social angariado junto à comunidade em que vive não ofende o princípio da impessoalidade da administração pública. 37) (Juiz Substituto TJBA 2005) De acordo com a Constituição da República, os atos dos agentes públicos geram responsabilidade objetiva para o Estado e não para a pessoa deles próprios, a não ser na hipótese de o poder público comprovar a ocorrência de dolo ou culpa, em ação regressiva. Essa imputação dos atos do agente público ao Estado representa a concretização do princípio da impessoalidade, consoante uma de suas concepções teóricas. 38) (Procurador Consultivo TCE/PE 2004) O princípio da moralidade envolve um conceito indeterminado, que é a própria noção de moralidade, a qual não é definida de modo preciso no ordenamento jurídico; por conseguinte, a ocorrência de ofensa ao princípio deve ser elucidada em cada caso, em face do direito e com o fim de realizar a ética na administração pública. 39) (Procurador MP TCE/PE 2004) Um ato administrativo que ofenda o princípio constitucional da moralidade é passível de anulação e, para que esta ocorra, não é indispensável, em todos os casos, examinar a intenção do agente público. 40) (Analista do TCU 2007) A probidade administrativa é um aspecto da moralidade administrativa que recebeu da Constituição Federal brasileira um tratamento próprio. 41) (Juiz Substituto TJBA 2005) A moralidade administrativa possui conteúdo específico, que não coincide, necessariamente, com a moral comum da sociedade, em determinado momento histórico; não obstante, determinados comportamentos administrativos ofensivos à moral comum podem ensejar a invalidação do ato, por afronta concomitante à moralidade administrativa. 42) (Promotor de Justiça MT 2005) Alguns teóricos enxergam a existência de uma gradação de importância de normas jurídicas, segundo seu conteúdo axiológico intrínseco. Disso seria exemplo o princípio constitucional da moralidade. A despeito de tal entendimento, o direito brasileiro não admite que, com base nesse princípio, outras normas

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constitucionais inconstitucionais. sejam declaradas exige a transparência absoluta dos atos, para possibilitar o seu controle de legalidade. 49) (Juiz Substituto TJBA 2005) Como decorrência do princípio constitucional da publicidade, a Constituição de 1988 assegura a qualquer cidadão obter certidão para a defesa de direito e para o esclarecimento de situação de interesse pessoal. No caso, porém, de o cidadão desejar a defesa de interesse coletivo ou difuso, não terá direito à certidão, mas, sim, o direito de representação ao Ministério Público para que este, como representante da sociedade em juízo, providencie os elementos necessários àquela defesa e promova as ações adequadas, se for o caso.

43) (Procurador MP TCM/GO 2007) O nepotismo, por ofender os princípios constitucionais da impessoalidade e da moralidade, caracteriza abuso de direito, porquanto se trata de manifesto exercício do direito fora dos limites impostos pelo seu fim econômico ou social, o que acarreta a nulidade do ato. 44) (Delegado de Polícia Federal 2004) A veiculação do ato praticado pela administração pública na Voz do Brasil, programa de âmbito nacional, dedicado a divulgar fatos e ações ocorridos ou praticados no âmbito dos três poderes da União, é suficiente para ter-se como atendido o princípio da publicidade. 45) (Analista do TCU 2005) Um jornal noticiou que, de acordo com o princípio constitucional da publicidade, a publicação na imprensa oficial é requisito essencial de validade dos atos administrativos praticados pela administração federal direta. Nessa situação, a afirmação veiculada pelo jornal é correta. 46) (Exame de Ordem OAB 2007.1) De acordo com o princípio da publicidade administrativa, A não se admite qualquer espécie de sigilo no exercício de funções administrativas. B só existem atos administrativos escritos e sua eficácia é sempre condicionada à publicação no Diário Oficial. C o ato administrativo deve ser sempre publicado em sítio do órgão ou entidade pública na Internet. D pode haver sigilo de informações administrativas quando tal for imprescindível à segurança do Estado e da sociedade. 47) (Técnico do TCU 2007) Em obediência ao princípio da publicidade, é obrigatória a divulgação oficial dos atos administrativos, sem qualquer ressalva de hipóteses. 48) (Analista do TCU 2007) A declaração de sigilo dos atos administrativos, sob a invocação do argumento da segurança nacional, é privilégio indevido para a prática de um ato administrativo, pois o princípio da publicidade administrativa

50) (Analista

do TCU 2004) O princípio da eficiência relaciona-se com o modo de atuação do agente e com o modo de organização e estruturação da administração pública, aspectos cujo conteúdo identifica-se com a obtenção de melhores resultados na relação custo versus benefícios e com o satisfatório atendimento das necessidades do administrado.

51) (Advogado da União 2004) A transparência e a desburocratização são, entre outras, obrigações do Estado decorrentes do princípio da eficiência. 52) (Procurador Federal 2004) Na Constituição Federal, a inserção do princípio da eficiência como princípio administrativo geral fez acompanhar-se de alguns mecanismos destinados a facilitar a sua concretização, como a participação do usuário na administração pública indireta e a possibilidade de aumento da autonomia gerencial, orçamentária e financeira dos órgãos e entidades da administração direta.

53) (Analista

do TCE/AC 2007) O princípio da segurança jurídica permite que o reconhecimento da ilegitimidade de um ato administrativo possa gerar efeitos ex nunc e não ex tunc, como é a regra.

54) (Juiz Substituto TJBA 2005) O princípio da proporcionalidade é hoje amplamente reconhecido pela doutrina e pela jurisprudência brasileiras como um dos

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que regem a atividade administrativa, conquanto remanesça como princípio implícito no ordenamento jurídico positivo do país. 55) (Juiz Substituto TJCE 2004) Uma decisão administrativa, mesmo que não fira norma jurídica expressa, pode ser inválida se, por exemplo, não guardar relação adequada entre os meios que elegeu e os fins a serem perseguidos pela administração. 56) (Procurador MP TCM/GO 2007) O princípio da ampla defesa traduz a faculdade do indivíduo de, em processos judiciais ou administrativos, na defesa de seus interesses, alegar fatos e propor provas, com os meios e recursos inerentes. 3 Organização administrativa da União, administração direta e indireta e entidades paraestatais 57) (Oficial Bombeiro DF 2007) O termo União designa entidade federal de direito público interno, autônoma em relação às unidades federadas. A União distingue-se do Estado federal, que é o complexo constituído da União, dos estados, do DF e dos municípios e dotado de personalidade jurídica de direito público internacional. 58) (Defensor Público AM 2003) Na organização da República Federativa do Brasil, os municípios são entes federados que não têm subordinação hierárquica frente à União nem aos estadosmembros. 59) (Oficial Bombeiro DF 2007) O DF, sede do governo federal, tem a natureza de autarquia territorial devido a sua autonomia parcialmente tutelada pela União, materializada, principalmente, na competência da União de organizar e manter seu Poder Judiciário, Ministério Público e Defensoria Pública. 60) (Advogado da União 2004) A administração pública, em seu sentido formal, é o conjunto de órgãos instituídos com a finalidade de realizar as opções políticas e os objetivos do governo e, em seu sentido material, é o conjunto de funções necessárias ao serviço público em geral. 61) (Técnico do TCU 2007) A administração direta é o conjunto de órgãos que integram a União e exercem seus poderes e competências de modo centralizado, ao passo que a administração indireta é formada pelo conjunto de pessoas administrativas, como autarquias e empresas públicas, que exercem suas atividades de forma descentralizada. 62) (Defensor Público AM 2003) A administração indireta federal é composta tanto por pessoas jurídicas de direito público quanto por pessoas jurídicas de direito privado. 63) (Juiz Substituto TJTO 2007) A administração direta abrange todos os órgãos do Poder Executivo, excluindo-se os órgãos dos Poderes Judiciário e Legislativo. 64) (Juiz Substituto TJBA 2004) Tutela ou controle é o vínculo que existe entre uma fundação pública e a pessoa jurídica que a instituiu; essa espécie de relação não existe entre o Poder Executivo do estadomembro e as secretarias de estado ou entre a União e os ministérios. 65) (Técnico do TCU 2007) Na organização administrativa da União, o ente político é a pessoa jurídica de direito público interno, ao passo que os entes administrativos recebem atribuição da própria Constituição para legislar, tendo plena autonomia para exercer essa função. 66) (Procurador do MP/TCU 2004) Descentralização é a distribuição de competências de uma pessoa para outra, física ou jurídica, e difere da desconcentração pelo fato de ser esta uma distribuição interna de competências, ou seja, uma distribuição de competências dentro da mesma pessoa jurídica. 67) (Analista TSE 2007) Com relação à descentralização e à desconcentração, é correto afirmar que, na descentralização, a execução das atividades ou a prestação de serviços pelo Estado é indireta e mediata, e, na desconcentração, é direta e imediata.

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estados. obedecendo a uma partilha constitucional de competências. 71) (Analista ANATEL 2006) Conforme a teoria administrativa moderna. segundo a teoria do órgão. e. por exemplo. dado que ela é atribuída especificamente a cada ente político. segundo a qual esses agem em nome da pessoa jurídica (Estado) que compõem. 80) (Delegado de Polícia Federal 2004) É possível a existência. outros instrumentos de controle que são aplicados de acordo com as condições nela estabelecidas. patrimônio e receita próprios. 76) (Procurador Federal 2007) No direito brasileiro. cuja autuação é imputada à pessoa jurídica a que pertencem. ainda. que independe da personalidade jurídica. a melhor explicação da relação entre Estado e seus agentes está expressa na teoria da representação. 82) (Oficial de Chancelaria 2006) Caracterizase como autarquia o serviço autônomo. sendo a unidade da atuação da administração pública mantida em razão da coordenação ou vinculação existente entre os órgãos envolvidos. os atos praticados por meio desses agentes públicos devem ser imputados à pessoa jurídica de direito público a que pertencem. veio substituir as teorias do mandato e da representação. que atuam como mandatários da pessoa jurídica estatal. 77) (Procurador Federal 2007) As ações dos entes políticos — como União. em razão do nível ou grau de responsabilidade decisória atribuída à competência desconcentrada ou por critério geográfico ou territorial. atualmente adotada no sistema jurídico. municípios e DF — concretizam-se por intermédio de pessoas físicas. estando previstos. as pessoas jurídicas estatais expressam suas vontades por meio dos seus órgãos. fica claro que o autor adota a teoria do órgão. buscando explicar como se podem atribuir ao Estado os atos praticados por pessoas físicas que agem em seu nome. 72) (Advogado da União 2006) A teoria do órgão. o conteúdo das competências desconcentradas pode ser definido em razão da matéria. 73) (Advogado da União 2006) A teoria do órgão é um dos fundamentos da teoria da responsabilidade subjetiva do Estado. com personalidade jurídica. criado por lei. as delegacias de polícia são unidades desconcentradas da secretaria de segurança pública (ou equivalente) de cada estado. os quais. os órgãos são conceituados como unidades de atuação integrantes da estrutura da administração direta e da estrutura da administração indireta e possuem personalidade jurídica própria. 69) (Advogado da União 2004) Na desconcentração. para que possam atingir aqueles objetivos. na Constituição Federal de 1988.TCU 2008 DIREITO ADMINISTRATIVO – LUCIANO OLIVEIRA 68) (Juiz Substituto TJBA 2004) Tecnicamente. 81) (Analista do TCU 2004) O controle das empresas estatais cabe ao ministério a que estiverem vinculadas e se materializa sob a forma de supervisão. de entidades da administração indireta vinculadas aos Poderes Legislativo e Judiciário. 70) (Juiz Substituto TJTO 2007) Enquanto a administração pública extroversa é finalística. no plano federal. por sua vez. já que possuem interesses e prerrogativas próprias a serem defendidas. que operam contratos de gestão. visto que é atribuída genericamente a todos os entes. por meio de seus agentes. 75) (Advogado da União 2004) De acordo com a teoria do órgão da pessoa jurídica aplicada ao direito administrativo. a administração pública introversa é instrumental. para 6 . 74) (Advogado da União 2006) Quando Hely Lopes Meirelles conceitua os órgãos públicos como centros de competência. são representados por seus agentes. 78) (Procurador Federal 2007) Foi o jurista alemão Otto Gierke quem estabeleceu as linhas mestras da teoria do órgão e indicou como sua principal característica o princípio da imputação volitiva. como. 79) (Analista ANATEL 2006) Alguns órgãos possuem capacidade processual. instituídos para o desempenho de funções estatais. as agências executivas.

83) (Analista TSE 2007) possuem autonomia financeira e política. que requeiram. estava admitindo como empregados somente os parentes do presidente da empresa. 86) (Analista ANATEL 2006) A criação. recém-criada por um município goiano para exploração de atividade econômica.628/1952. por lei. Considerando o texto acima e as informações nele contidas. Quanto a este último. 96) (Oficial de Chancelaria 2006) Empresas públicas e sociedades de economia mista que explorem atividade econômica sujeitam-se ao regime jurídico próprio das empresas privadas.662/1971. O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). a ANATEL submete-se apenas aos aspectos de controle institucional e administrativo. sob a forma de sociedade anônima. O BNDES é um órgão vinculado ao Ministério do Desenvolvimento. As autarquias administrativa. ex-autarquia federal criada pela Lei n. ele pode ser extinto mediante decreto do presidente da República.º 5. julgue os itens seguintes. 94) (Juiz Substituto TJBA 2005) Uma sociedade de economia mista ou empresa pública pode resultar da transformação. ao princípio da especialidade e ao princípio do controle. a autorização legislativa específica para a criação de empresas subsidiárias é dispensável nos casos em que a lei autorizativa de criação da empresa de economia mista matriz também previu a eventual formação das subsidiárias. os técnicos do TCM/GO verificaram que uma empresa pública. a atuação e o funcionamento da ANATEL são submetidos ao princípio da reserva legal. à União ou a entidade da administração indireta. Indústria e Comércio Exterior e tem como objetivo apoiar empreendimentos que contribuam para o desenvolvimento do país. 95) (Advogado da União 2006) De acordo com a jurisprudência do STF. Em um trabalho de auditoria. julgue o item abaixo. 88) (Técnico do TCU 2007) As empresas públicas e as sociedades de economia mista são pessoas jurídicas de direito privado. de um órgão público preexistente. cujas ações com direito a voto pertençam. 84) (Juiz Substituto TJCE 2004) Embora o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) seja autarquia federal. 89) (Auditor do TCDF 2002) Uma sociedade de economia mista do DF deverá ser uma sociedade anônima. 85) (Técnico do TCU 2007) Para a criação de uma autarquia. em sua maioria. gestão administrativa e financeira descentralizada. independentemente da edição de lei autorizativa. criada por lei para a exploração de atividade econômica. o BNDES deixou de integrar a administração direta e passou a fazer parte da administração federal indireta.º 1. 92) (Analista do TCU 2005) Embora o BNDES tenha sido instituído mediante lei federal. para seu melhor funcionamento. determinadas causas ajuizadas contra ele podem ser julgadas na justiça estadual. Texto adaptado do sítio do BNDES. não gozando de privilégios fiscais que não sejam extensivos ao setor privado. foi enquadrado como empresa pública federal pela Lei n. Com base na situação hipotética descrita. sem a realização de prévio concurso público. 93) (Analista do TCU 2005) Ao ser transformado em empresa pública. 91) (Procurador do MP/TCU 2004) Toda sociedade em que o Estado tenha participação acionária integra a administração indireta. 7 . é exigido o registro do seu estatuto em cartório competente. 90) (Procurador do MP/TCU 2004) O poder público pode criar empresa pública unipessoal.TCU 2008 DIREITO ADMINISTRATIVO – LUCIANO OLIVEIRA executar atividades típicas da administração pública. 87) (Oficial de Chancelaria 2006) Define-se como empresa pública toda entidade dotada de personalidade jurídica de direito privado.

outrossim. no âmbito do ministério. 103) (Procurador do MP/TCU 2004) A própria Constituição Federal sujeita certos setores à regulação estatal. tanto as que têm personalidade jurídica de direito público quanto as de direito privado. aos direitos e obrigações tributárias. D é uma autarquia e está sujeita à supervisão ministerial. 106) (Juiz Substituto TJBA 2005) As fundações instituídas pelo poder público. 99) (Procurador do TCDF 2002) As sociedades de economia mista se sujeitarão. nos termos da lei. a OAB A é uma autarquia e está sujeita ao princípio do concurso público. 8 .TCU 2008 DIREITO ADMINISTRATIVO – LUCIANO OLIVEIRA 97) (Procurador MP TCM/GO 2007) A empresa pública mencionada. regidos pelo regime Uma empresa pública federal devedora pagou seus débitos com bens imóveis dominiais de que era proprietária. cuja instituição depende de prévia autorização em lei específica. comerciais. inclusive quanto aos direitos e obrigações civis. no DF ou nos eventuais territórios. por disposição constitucional. em regra. da veladura das fundações federais de direito público que funcionem. mas não é uma pessoa jurídica pertencente à administração pública. exclusivamente. Acerca dessa situação hipotética. a exploração direta de atividade econômica pelo próprio Estado. 101) (Procurador do TCDF 2002) As subsidiárias de sociedades de economia mista que explorem atividade econômica de produção ou comercialização de bens ou de prestação de serviços se vinculam aos princípios da administração pública relativos à licitação e à contratação de obras e serviços. 108) (Exame de Ordem OAB 2007. é indispensável a fiscalização do órgão sobre todos os atos desses entes. a sociedade de economia mista e suas subsidiárias que explorem atividade econômica de produção ou comercialização de bens ou de prestação de serviço sujeitam-se ao regime jurídico próprio das empresas privadas quanto a direitos e obrigações trabalhistas. o ministro instaurou procedimento. é pessoa jurídica de direito privado. 107) (Procurador Federal 2007) De acordo com o STF. sem autorização do ministério ao qual a empresa é vinculada e sem avaliação prévia. no que tange. trabalhistas e tributários. O pagamento deu-se sem prévia autorização legislativa. compete ao MP a tutela desses interesses. 105) (Procurador Federal 2004) A vinculação da empresa pública ao ministério autorizava o ministro a instaurar procedimento contra os dirigentes e os empregados da empresa. segundo reconhecem os estudiosos. ou não. 100) (Juiz Substituto TJTO 2007) As empresas públicas e as sociedades de economia mista que exploram atividade econômica em regime de monopólio submetem-se ao regime jurídico próprio das empresas privadas. contra os dirigentes e os empregados da empresa que permitiram o pagamento da dívida com bens da empresa. só devendo ser evitada em situações especialíssimas. em homenagem ao princípio da subsidiariedade. B exerce função pública. cabe ao Ministério Público do Distrito Federal e Territórios velar pelas fundações públicas e de direito privado em funcionamento no DF. são criadas para a persecução de determinado interesse coletivo. sem prejuízo da atribuição.1) Segundo o STF. ao regime próprio das empresas privadas. julgue o item a seguir. C é uma entidade privada e por isso não exerce poder de polícia. sujeitando-se. 98) (Procurador do TCDF 2002) A exploração direta de atividade econômica pelo Estado é estimulada. admitindo. 102) (Procurador do TCDF 2002) A empresa pública. Constatado o fato pelo controle interno do ministério ao qual a empresa é vinculada. Considerando que. ao Ministério Público Federal. 104) (Técnico em Procuradoria PGE/PA 2007) As sociedades de economia mista e as empresas públicas podem ter servidores estatutário. a um regime distinto daquele a que estão sujeitas as empresas privadas.

123) (Juiz Federal 5. agência reguladora. que exerce poder de polícia. os conselhos profissionais têm capacidade para cobrar preço ou tributo. 124) (Analista ANATEL 2006) Segundo o plano diretor da reforma do aparelho do Estado. pertencentes ao quadro de órgãos da administração indireta. fundações e empresas estatais.1) Em relação à organização da administração pública.TCU 2008 DIREITO ADMINISTRATIVO – LUCIANO OLIVEIRA 109) (Exame de Ordem OAB 2007. os conselhos profissionais não gozam dos privilégios processuais da fazenda pública. quando restou autorizada a regulação setorial das telecomunicações. 111) (Procurador Consultivo TCE/PE 2004) Quanto à natureza jurídica. 118) (Procurador Federal 2004) A ANVISA é uma autarquia sob regime especial. 110) (Procurador do MP/TCU 2004) A previsão direta e efetiva da criação de agências reguladoras no ordenamento jurídico brasileiro deu-se com a promulgação da Constituição em 1988. a legitimidade corrente — referida aos procedimentos — e a legitimidade finalística — referida aos resultados pretendidos e alcançados. o chamado terceiro setor é aquele em que a atuação do Estado ocorre de forma simultânea com entidades organizadas da sociedade civil. ser estatutários. atualmente. cuja forma de administração é do tipo burocrática. podem. devem ser criadas por meio de lei. as agências reguladoras são pessoas jurídicas de direito público. 112) (Juiz Federal 5. A Os dirigentes das empresas estatais que não são empregados dessas empresas não são considerados celetistas. o poder de polícia. C Com o fim do regime jurídico único. as quais não revelam muito espaço interpretativo para a administração pública. observados os respectivos princípios constitucionais. quando prestadoras de serviço público. os conselhos profissionais podem exercer. 119) (Procurador do TCDF 2002) Os conselhos profissionais pertencem à administração pública federal. os funcionários públicos das empresas estatais. assinale a opção correta. 120) (Procurador do TCDF 2002) Sendo. na sua plenitude. 117) (Oficial de Chancelaria 2006) As agências reguladoras são autarquias de natureza especial.ª Região 2006) Segundo o plano diretor da reforma administrativa do Estado. em razão do uso de conceitos jurídicos indeterminados associados a conceitos técnicos na Lei Geral de Telecomunicações. da energia elétrica e do petróleo. 116) (Procurador Municipal de Vitória 2007) A transferência às agências reguladoras da função de executar objetivos e planos estatais demonstra a centralização que a criação dessas estruturas gera na administração pública. pública) tem 115) (Procurador Municipal de Vitória 2007) A regulação que é realizada pelas agências reguladoras tem forte função gerencial sobre os entes regulados.ª Região 2006) O poder normativo das agências reguladoras encontra-se fundado em normas jurídicas lineares. B A Receita Federal (fazenda natureza jurídica autárquica. exigem-se a legitimidade originária — referida aos órgãos e agentes —. mas não estatal. D As autarquias. o terceiro setor é entendido como aquele de atuação simultânea do Estado e da sociedade civil na execução de atividades de interesse público ou social 9 . 122) (Procurador do TCDF 2002) À vista de sua natureza jurídica. criando-se um espaço público. 114) (Analista ANATEL 2006) Nas decisões reguladoras. autarquias. 121) (Procurador do TCDF 2002) À vista de sua natureza jurídica. 113) (Analista ANATEL 2006) A ANATEL dispõe de discricionariedade técnica para o exercício de sua função normativa. ontologicamente. de acordo com o princípio da legalidade.

determinada entidade instituída como serviço social autônomo efetuou a doação pura e simples de um imóvel a uma federação vinculada à mesma categoria econômica. Para ocultar o fato. apesar de serem pessoas jurídicas de direito privado. SENAI. sem que tenha sido pago o preço de venda constante da escritura. qualificadas como tais por meio de decreto do presidente da República. Segundo jurisprudência do TCU. desvinculadas da administração pública direta ou indireta. estão sujeitos aos princípios da licitação. para desempenhar atividade típica de Estado. após o qual estão autorizadas a executar atividades mais eficientes de interesse público. as entidades dessa natureza. assinale a opção correta. em julho de 2006. 130) (Juiz Federal 5. 126) (Técnico do TCU 2007) As entidades paraestatais. colaboram para o desempenho do Estado nas atividades de interesse público.TCU 2008 DIREITO ADMINISTRATIVO – LUCIANO OLIVEIRA não-exclusivas do Estado. sem fins lucrativos. impessoalidade. D As organizações da sociedade civil de interesse público celebram contrato de gestão. 129) (Auditor do TCU 2007) O serviço social autônomo referido infringiu normas de direito público. por isso. 131) (Analista ANATEL 2006) As organizações sociais podem receber legalmente recursos orçamentários e bens públicos necessários ao cumprimento do contrato de gestão. C As organizações sociais são pessoas jurídicas de direito privado.ª Região 2006) As organizações sociais são entidades privadas. ao passo que as organizações sociais celebram termo de parceria. 133) (Procurador Consultivo TCE/PE 2004) As OSCIPs devem ser pessoas jurídicas de direito público sem fins lucrativos. tais como legalidade. 128) (Procurador Federal 2007) Os serviços sociais autônomos — como SENAC. 132) (Procurador Consultivo TCE/PE 2004) Os termos de parceria firmados entre o setor público e uma organização da sociedade civil de interesse público (OSCIP) consideram legítimas as despesas de pagamento de pessoal efetivamente envolvido na execução das atividades e projetos previstos no termo de parceria. publicidade e eficiência. SESC. ainda que mantidos por contribuições parafiscais e tendo natureza de pessoa jurídica de direito privado. B As entidades paraestatais estão incluídas no denominado terceiro setor. visto que podem receber recursos públicos e servidores públicos cedidos da administração direta. de natureza nãolucrativa. Uma auditoria do TCU constatou que. por meio de contrato de gestão. SESI e SEBRAE —. foi lavrada em cartório uma escritura de compra e venda de imóvel. julgue os itens seguintes.1) Acerca das entidades paraestatais e do terceiro setor. por exemplo. 10 . prestar contas a esse tribunal e sujeitar-se a princípios que regem a administração pública. 125) (Exame de Ordem OAB 2007. 127) (Procurador do MP/TCU 2004) Os serviços sociais autônomos. pessoas jurídicas de direito privado. devendo. Considerando a situação hipotética descrita e sabendo que a mencionada federação foi constituída na forma de associação civil. não-integrantes da administração direta ou indireta. São entidades do terceiro setor. instituídas por iniciativa de particulares. A As entidades do denominado sistema S (SESI. gerem recursos públicos. moralidade. fixam a competência da justiça federal para a apreciação das causas em que essas entidades figurem como autoras ou rés. SENAC) não se submetem à regra da licitação nem a controle pelo TCU. embora não integrem a administração indireta. as autarquias qualificadas como agências executivas. que passam a integrar a chamada administração indireta. 134) (Oficial de Chancelaria 2006) As organizações da sociedade civil de interesse público (OSCIP) são consideradas órgãos da administração pública indireta.

privados. com competência. B O TCU não detém competência para fiscalizar a aplicação de recursos públicos feita pelas empresas estatais exploradoras de atividade econômica. 140) (Advogado da União 2006) Entre as competências do TCU está a sua função sancionadora. 145) (Juiz Substituto TJTO 2007) As autarquias profissionais de regime especial. e não apenas contábil. 139) (Advogado da União 2006) Ao TCU é permitida a realização. para toda a administração pública federal. mediante a qual referida corte promove a aplicação de penalidades aos responsáveis. inspeções e auditorias de natureza contábil. podem ser relevantes para o direito administrativo. visto que os seus bens não são públicos. mediante seu poder normativo. em caso de ilegalidade de despesa ou irregularidade de contas. o valor a partir do qual a tomada de contas especial deve ser imediatamente remetida ao tribunal. de auditoria operacional. 138) (Advogado da União 2006) O TCU. como a Ordem dos Advogados do Brasil e as agências reguladoras. financeira. ao passo que os segundos abrangem também os atos praticados por particulares. por iniciativa própria. entre outras. 136) (Auditor do TCU 2007) Os consórcios públicos. mesmo que independam da vontade e de qualquer participação dos agentes públicos. ao adquirirem personalidade jurídica de direito público. sob pena de violação do princípio da separação dos poderes. uma vez aplicadas. C As decisões do TCU de que resulte imputação de débito ou multa terão eficácia de título executivo. submetem-se ao controle do Tribunal de Contas da União. pode fixar normativamente. 137) (Analista ANATEL 2006) O modelo de administração propugnado pela reforma administrativa é de cunho gerencial. A O TCU é órgão integrante da estrutura administrativa do Poder Legislativo. 4 Atos administrativos 146) (Juiz Substituto TJBA 2005) Fatos jurídicos. operacional e patrimonial nas unidades administrativas do Poder Legislativo. em razão das mesmas irregularidades constatadas pelo TCU. integram a administração direta em cada um dos entes da Federação consorciados.TCU 2008 DIREITO ADMINISTRATIVO – LUCIANO OLIVEIRA 135) (Oficial de Chancelaria 2006) O termo de parceria é o instrumento de mediação da relação entre as agências reguladoras e os respectivos ministérios supervisores. mas. 144) (Analista ANATEL 2006) As empresas públicas e as sociedades de economia mista que exploram atividade econômica não se submetem ao controle externo do Tribunal de Contas. sim. excluem a aplicação de sanções penais e administrativas pelas autoridades competentes. pois os primeiros referem-se sempre à atuação de agentes públicos. Essas penalidades. 141) (Exame de Ordem OAB 2007. 143) (Titular de Serviços Notariais TJDFT 2006) O Tribunal de Contas da União (TCU) é competente para realizar. apreciar a constitucionalidade das leis e dos atos do poder público. em programas instituídos pelo poder público federal. por iniciativa própria. 142) (Advogado da União 2004) O TCU tem competência para fiscalizar as contas nacionais das empresas supranacionais de que participe a União e pode.1) No que concerne ao TCU. 147) (Técnico do TCU 2007) Os atos administrativos estão completamente dissociados dos atos jurídicos. assinale a opção correta. 148) (Advogado da União 2004) Os fatos administrativos voluntários se materializam ou por meio de atos 11 . para aprovar as contas do presidente da República. D O Poder Judiciário não pode anular as decisões do TCU. no exercício de suas atribuições.

deixando a lei pequenas margens de discricionariedade à administração. julgue o item a seguir. 155) (Titular de Serviços Notariais TJSE 2006) O mérito do ato administrativo consiste na possibilidade que tem a administração pública de valorar os motivos e escolher o objeto do ato. 158) (Procurador Federal 2007) As dúvidas sobre a margem de discricionariedade administrativa devem ser dirimidas pela própria administração. por sua vez. por infringirem o princípio constitucional da impessoalidade. 149) (Juiz Substituto TJBA 2004) Atos ajurídicos. Ele precisa de um executor. 12 . as quais não são obrigatoriamente precedidas de um ato administrativo formal. os atos administrativos que ensejaram a contratação mencionada. o agente público competente. mas são mero trabalho dos agentes públicos. 150) (Analista do TCU 2007) O ato administrativo não surge espontaneamente e por conta própria. Entre as espécies de atos existentes. jamais pelo Poder Judiciário. estão falhos no elemento essencial de validade atinente à finalidade. relatando que o prefeito de determinado município goiano estava utilizando máquinas e operários. 151) (Analista do TCU 2007) Os atos praticados pelo Poder Legislativo e pelo Poder Judiciário devem ser sempre atribuídos à sua função típica. pois só opera efeitos jurídicos entre as partes. tais como a aula ministrada por um professor. Considerando a situação hipotética descrita. como os denomina Diogenes Gasparini. contratados sem licitação pela prefeitura com recursos do Fundo de Participação dos Municípios. ou em desconformidade com suas disposições. ou fatos administrativos são aqueles atos materiais da administração pública que não correspondem a uma manifestação de sua vontade diante de certa situação. razão pela qual tais poderes não praticam atos administrativos. que recebe da lei o devido dever-poder para o desempenho de suas funções. conveniência. os fatos administrativos naturais originam-se de fenômenos da natureza com reflexos na órbita administrativa. Um cidadão encaminhou denúncia ao TCM/GO. quando autorizada a decidir sobre a sua conveniência e oportunidade. 157) (Advogado da União 2004) Nos atos discricionários. cabe à administração pública a valoração dos motivos e do objeto quanto à sua oportunidade. a preparação de um ofício ou a condução de uma viatura pública. desde que avaliados os aspectos de conveniência e oportunidade. 159) (Procurador Federal 2007) O ato disciplinar é vinculado. cassação ou revogação. Nesse caso. Embora esses atos não sejam preordenados à produção de efeitos jurídicos específicos. com oportunidade de defesa. ela deve ser precedida de processo regular. para a realização de uma obra pública para a melhoria de uma rodovia. 153) (Procurador MP TCE/PE 2004) A finalidade dos atos administrativos é o interesse público. mas unicamente porque tal rodovia dava acesso à fazenda particular de parentes do prefeito. 152) (Técnico do TCU 2007) A finalidade dos atos administrativos é sempre um elemento vinculado. pois o fim desejado por qualquer ato administrativo é o interesse público. o ato negocial é considerado específico. requisito sem o qual o ato é nulo.TCU 2008 DIREITO ADMINISTRATIVO – LUCIANO OLIVEIRA administrativos que exprimam a manifestação da vontade do administrador ou por meio de condutas administrativas. 156) (Analista do TCU 2004) A discricionariedade do ato administrativo decorre da possibilidade legal de a administração pública poder escolher entre mais de um comportamento. que não pode demitir ou aplicar quaisquer penalidades contrárias à lei. isso não significa que não possam gerar direito. 154) (Procurador MP TCM/GO 2007) Caso se confirme a denúncia. havendo a invalidação do ato por anulação. sob pena de nulidade da extinção do ato. eficiência e justiça.

da presunção de validade. os motivos que determinaram a vontade do agente e que serviram de suporte à sua decisão integram o plano da existência do ato administrativo. A teoria geral do direito estuda a norma jurídica sob uma perspectiva tridimensional. A primeira indica a conformidade do ato com o ordenamento jurídico. 164) (Procurador Federal 2007) Não se decreta a invalidade de um ato administrativo quando apenas um. como a nomeação de pessoa morta. ao passo que a segunda representa a adequação do ato à realidade dos fatos. segundo doutrina dominante. A depender das circunstâncias. Com referência a esse assunto. mas admite-se também o uso da expressão ato inexistente para designar atos cujo objeto seja materialmente impossível. assinale a opção correta. ainda assim. A A demolição de uma casa pela administração é considerada ato administrativo discricionário. 169) (Juiz Substituto TJBA 2005) A rigor. 168) (Juiz Substituto TJCE 2004) Mesmo que um ato administrativo tenha surgido no mundo jurídico despojado de um dos elementos essenciais à sua perfeição. 173) (Exame de Ordem OAB 2007. por defeitos do ato administrativo. 163) (Técnico do TCU 2007) A teoria dos motivos determinantes cria para o administrador a necessária vinculação entre os motivos invocados para a prática de um ato administrativo e a sua validade jurídica. o da validade e o da eficácia.TCU 2008 DIREITO ADMINISTRATIVO – LUCIANO OLIVEIRA 160) (Procurador do MP/TCU 2004) Todo ato administrativo exige motivação. 162) (Técnico do TCU 2007) Motivo e motivação dos atos administrativos são conceitos coincidentes e significam a situação de fato e de direito que serve de fundamento para a prática do ato administrativo.1) Acerca dos atos administrativos. gozará. só não está presente quando vedada expressamente por lei. os atributos da presunção de validade (ou legitimidade) e da presunção de veracidade dos atos administrativos não significam exatamente a mesma coisa. acerca do ato administrativo inexistente. 171) (Advogado da União 2006) O clássico exemplo de ato inexistente é o ato praticado pelo usurpador de função pública. 165) (Procurador Federal 2007) De acordo com a teoria dos motivos determinantes. que distingue três planos principais: o da existência. o segundo atributo pode subsistir. podendo esta ser declarada pela autoridade hierárquica superior. que tem aplicação no campo probatório. mas ser afastado o primeiro. impõe ao particular provar o vício do ato administrativo. 172) (Advogado da União 2006) É de pouco interesse prático a distinção entre nulidade e inexistência dentro do direito administrativo. atributo inerente aos atos administrativos. Esses três planos são a base para a construção da teoria das nulidades do ato administrativo. de modo que seus efeitos somente poderão deixar de produzir-se se houver decisão judicial nesse sentido. entre os diversos motivos determinantes. 170) (Procurador do MP/TCU 2004) A auto-executoriedade. B Um parecer opinativo acerca de determinado assunto emitido pela consultoria jurídica de órgão da administração pública não é considerado. sob pena de invalidade. julgue os itens seguintes. 161) (Analista TSE 2007) É dispensável a motivação expressa de atos discricionários. 167) (Titular de Serviços Notariais TJSE 2006) A presunção de legitimidade e de veracidade dos atos administrativos depende de norma infraconstitucional que a estabeleça. não está adequado à realidade fática. pois os atos inexistentes conduzem ao mesmo resultado dos atos nulos: a invalidação. por 13 . 166) (Procurador do MP/TCU 2004) O princípio da presunção de legitimidade ou de legalidade.

tenha colidido a viatura oficial em um poste. 179) (Procurador Federal 2004) Nos atos compostos. concorrem vontades autônomas dos membros do colegiado. o município não precisa ingressar com ação de reparação de danos. ato administrativo. extinguir funções e cargos públicos vagos.TCU 2008 DIREITO ADMINISTRATIVO – LUCIANO OLIVEIRA parte da melhor doutrina. o que subsiste como ato administrativo não é o parecer. 182) (Advogado da União 2006) Para a responsabilização do parecerista que emitiu parecer sobre determinada questão. ordinária. 184) (Advogado da União 2006) Se a autoridade administrativa acolher parecer devidamente fundamentado de sua consultoria jurídica para decidir pela demissão de servidor público. inescusável. 178) (Advogado da União 2004) Os atos emanados de órgãos colegiados são atos complexos. 185) (Procurador Consultivo TCE/PE 2004) O presidente da República pode. sem aprofundamento de fundamentação. 180) (Analista do TCE/AC 2007) Segundo o Supremo Tribunal Federal. Por isso. que poderá revestir-se de naturezas diversas. o visto da autoridade superior constitui condição de exeqüibilidade. 187) Para (Promotor de Justiça MT 2005) alguns estudiosos. C O lançamento tributário de determinado tributo pela administração tributária é ato administrativo vinculado. caso venha a afastar-se do sugerido. já que o fiscal deve demonstrar. a veracidade e a legitimidade de seu ato. como normativa. mas não é dotado de presunção de legitimidade e veracidade. mas. ao julgar fatos apurados em um processo administrativo. portanto. mediante decreto. na ação executiva fiscal. ocupante do cargo efetivo de motorista. D Considere que um servidor público municipal. que edita o ato principal. a permissão. não está vinculada às conclusões do parecer final que lhe é encaminhado por sua consultoria jurídica. eivado de nulidade. 176) (Titular de Serviços Notariais TJSE 2006) A administração pública pode praticar atos ou celebrar contratos em regime de direito privado. Nessa situação. o ato demissório deverá ser considerado desmotivado e. para a sua formação. os pareceres opinativos são atos administrativos. deve especificar os pontos em que o mesmo lhe parece equivocado ou inaplicável ao caso. 183) (Advogado da União 2006) A autoridade administrativa competente. sendo a vontade de um instrumental em relação à vontade do outro. 177) (Analista do TCU 2004) Ato complexo é o ato que se aperfeiçoa pela manifestação da vontade de dois órgãos. mas sim o ato de sua aprovação. negocial ou punitiva. como nos casos em que assina uma escritura de compra e venda ou de doação. diante da força autoexecutória dos atos administrativos. e que. ou o cometimento de erro grave. com a simples aposição da expressão “de acordo”. 175) (Titular de Serviços Notariais TJSE 2006) A licença. 186) (Procurador do MP/TCU 2004) Um decreto que produza efeitos gerais somente pode ser editado em caráter regulamentar. a autorização. em regra. a aprovação e a homologação são exemplos de atos administrativos negociais. responsabilizado pelo acidente. é desnecessário demonstrar a culpa. 174) (Titular de Serviços Notariais TJSE 2006) Os atos ordinatórios visam disciplinar o funcionamento da administração e a conduta funcional de seus agentes. induzindo a autoridade administrativa a erro. mas sim ato da administração. sob pena de nulidade. 181) (Advogado da União 2006) Quando uma autoridade administrativa acata parecer da sua consultoria jurídica. porque. tenha sido comunicado dos danos causados e do valor a ser pago. criam direitos e obrigações também para os particulares que dependam dos serviços desses agentes. a Emenda 14 .

de ofício. com fundamento no princípio da proporcionalidade. 200) (Advogado da União 2004) Segundo os defensores da teoria monista das nulidades dos atos administrativos.º 32/2001 deu ao presidente da República o poder de baixar os chamados decretos autônomos. B A anulação do ato administrativo importa em análise dos critérios de conveniência e oportunidade. é certo que o chefe do Poder Executivo. 192) (Procurador do MP/TCU 2004) A anulação de ato administrativo. A Um ato administrativo que viole a lei deve ser revogado pela própria administração. 188) (Juiz Substituto TJBA 2004) De acordo com o entendimento da doutrina acerca do poder regulamentar. o Congresso Nacional não só pode retirar do mundo jurídico o ato. por exemplo. D só é cabível quando se tratar de ato vinculado. independentemente de provocação. B só é cabível quando há vício de legalidade. como também sustar sua eficácia. 194) (Procurador Federal 2004 – adaptada) É possível a atribuição de efeitos ex nunc à anulação de um ato administrativo. a manutenção da validade de atos ilegais. o direito brasileiro acolhe a figura do regulamento delegado. todo ato administrativo ilegal é nulo. de processo administrativo de anulação de ato administrativo determina a ausência de sua exeqüibilidade. assinale a opção correta. comporta hipóteses em que a revogação não é possível. 15 . C opera efeitos retroativos à data da publicação do ato. 193) (Analista do TCE/AC 2007) A anulação do ato administrativo feita pela administração não deve retroagir. de o ato administrativo ser anulável.TCU 2008 DIREITO ADMINISTRATIVO – LUCIANO OLIVEIRA Constitucional n. deixar de ser anulado em atenção ao princípio da segurança jurídica. dentro de certos limites. quando eivados de ilegalidade. D A administração tem o prazo prescricional de 5 anos para anular os seus próprios atos. 199) (Exame de Ordem OAB 2007. eventualmente. no caso de sua nãoanulação. C Um ato nulo pode. 197) (Delegado de Polícia Federal 2004) Ocorre a extinção do ato administrativo por caducidade quando o ato perde seus efeitos jurídicos em razão de norma jurídica superveniente que impede a permanência da situação anteriormente consentida. 191) (Técnico em Procuradoria PGE/PA 2007) A revogação do ato administrativo pode ser operacionalizada por meio de outro ato administrativo ou por meio de decisão judicial. no âmbito do direito administrativo. não existindo a hipótese. ao baixar decretos para dispor acerca da organização e do funcionamento da administração federal. Independentemente dessa discussão. por mais evidente que seja o vício. uma vez que isso implicaria. criar nem extinguir órgãos públicos. 198) (Procurador Consultivo TCE/PE 2004) Havendo sustação de ato normativo do Poder Executivo que exorbite do poder regulamentar ou dos limites da delegação legislativa. 196) (Analista do TCE/AC 2007) A instauração. quando afeta direito de terceiro.1) Em relação ao controle da administração pública. continua submetido ao princípio da legalidade e não pode. 190) (Exame de Ordem OAB 2007. a invalidação de atos administrativos praticados no exercício do poder discricionário. 189) (Procurador do MP/TCU 2004) A revogabilidade dos atos administrativos. desde que nas hipóteses expressas ou implicitamente admitidas pela ordem constitucional. deve ser precedida de contraditório.1) A revogação do ato administrativo A pode ser decretada por autoridade legislativa. 195) (Promotor de Justiça MT 2005) Não é juridicamente possível. derivada do princípio da autotutela.

a lei admite a convalidação de atos inexistentes. desde que se evidencie que não acarretam lesão a interesse público nem prejuízo a terceiros. julgue os itens subseqüentes. deverá invalidá-lo e repor a situação no status quo ante. Já os atos praticados pelos concessionários e permissionários do serviço público não podem ser alçados à categoria de atos administrativos. 214) (Procurador MP TCE/PE 2004) A doutrina e a jurisprudência consolidaram-se no sentido de defender que os tribunais de contas podem adentrar-se no exame de mérito do ato administrativo. 209) (Analista do TCU 2007) São exemplos de atos administrativos relacionados com a vida funcional dos servidores públicos a nomeação e a exoneração. pode ser validamente ajuizada para atacar ato praticado por sociedade de economia mista.TCU 2008 DIREITO ADMINISTRATIVO – LUCIANO OLIVEIRA 201) (Procurador do MP/TCU 2004) Atos administrativos ilegais estão sujeitos à convalidação quando não acarretarem lesão ao interesse público nem prejuízo a terceiros. 208) (Juiz Substituto TJTO 2007) O Poder Judiciário se limita a examinar apenas os aspectos extrínsecos do ato administrativo. 206) (Procurador Federal 2004) A convalidação do ato praticado pelo servidor cujos atos de nomeação e posse foram anulados era ato discricionário da administração. Acerca dessa situação hipotética. a validade do ato administrativo. uma vez que o vício noticiado era de competência. 213) (Juiz Substituto TJTO 2007) O ato administrativo de desapropriação pode ser conceituado como ato genérico. pois a investidura decorreu de mero processo seletivo. 204) (Procurador Federal 2004) Os atos praticados pelo servidor são nulos. de ofício. embora essa categoria de ente tenha personalidade jurídica de direito privado. Constatado tal fato. administrado que tivera pretensão indeferida pelo servidor pediu a declaração de nulidade do ato indeferitório. Com o indeferimento. com trânsito em julgado. selecionado por meio de processo seletivo. 210) (Analista ANATEL 2006) É cabível mandado de segurança contra ato do dirigente de concessionária de serviço público. sob o fundamento de que o indeferimento derivava do nãoatendimento pelo administrado de requisitos expressos em lei. 207) (Oficial Bombeiro DF 2007) O Poder Judiciário pode apreciar. independentemente de provocação da parte interessada. Essa atitude é decorrência do princípio da legalidade. a administração pública negou-o. tendo em vista nulidade posterior declarada de seu processo de seleção. os atos administrativos são informais. o que atende à demanda social de desburocratização da administração pública. de ação popular movida por sindicato da categoria que o representaria. convalidou o ato praticado pelo servidor cuja nomeação e posse foram anuladas. ademais. teve seu ato de nomeação e sua posse em cargo público efetivo anulados. ainda quando inexistente o motivo do ato. 212) (Técnico do TCU 2007) Em regra. Um servidor público de nível médio da administração direta. valendo-se de sua 203) (Juiz Substituto TJBA 2005) Sempre que a administração pública se deparar com a prática de ato administrativo nulo. em face de procedência. 211) (Juiz Substituto TJBA 2004) A ação popular. sob o argumento de que o mesmo estava viciado por incompetência. 205) (Procurador Federal 2004) A convalidação dos atos administrativos praticados pelo servidor não se fazia 16 . devido a seu poder de autotutela. Ao examinar o pedido. pois a doutrina não admite que o poder público aceite a persistência dos efeitos de atos praticados em desconformidade com o Direito. possível. 202) (Advogado da União 2004) No plano federal. como remédio processual destinado à proteção do princípio da moralidade.

para as administrações públicas diretas. no qual são definidos os critérios para a pontuação dos participantes do certame ou para a seleção da proposta mais vantajosa. 222) (Oficial Bombeiro DF 2007) Em matéria de licitações. dos estados. 217) (Técnico do TCU 2007) As normas gerais acerca de licitação e contratação pública podem ser estabelecidas por meio de ato legislativo da União. a qual estabelece. deve ser necessariamente precedida de licitação. 216) (Técnico do TCU 2007) O estudo das licitações deve ter por base a Lei n. quando contratada com terceiros. 220) (Técnico do TCU 2007) Os princípios referentes às licitações públicas devem estar obrigatoriamente expressos em texto constitucional ou legal. minuciosamente.º 8.666/1993. 226) (Analista do TCU 2007) A União. tanto que. tampouco as condições editalícias. materializa-se no edital da licitação. 5 Licitações 215) (Técnico do TCU 2007) O conceito de licitação pública remete à idéia de disputa isonômica entre as partes concorrentes ao fim da qual deve ser selecionada a proposta mais vantajosa para a administração pública. do Distrito Federal e dos municípios. sendo que. 221) (Procurador MP TCM/GO 2007) De acordo com a lei federal que institui normas para licitações e contratos da administração pública. tendo em vista os princípios da legalidade e da vinculação ao instrumento convocatório. a proposta deverá ser desclassificada. que estabelecem os critérios de julgamento das propostas com base no tipo de licitação. sem exclusão da competência suplementar dos estados. não pode conceder tratamento diferenciado às microempresas e empresas de pequeno porte. autárquicas e fundacionais da União. do DF e dos municípios bem como para as empresas públicas e sociedades de economia mista. nas aquisições de bens e serviços do poder público. de acordo com o âmbito de aplicação dessas normas. pois tal comportamento violaria o princípio da isonomia entre os licitantes. 224) (Analista do TCU 2004) O princípio do julgamento objetivo relaciona-se com os dispositivos da Lei n. 17 . 218) (Auditor do TCU 2007) A Constituição Federal atribui competência à União para legislar sobre licitação e contratação em todas as modalidades.666/1993. de observância obrigatória pelos municípios. em obediência ao princípio da publicidade. 223) (Juiz Substituto TJCE 2004) O procedimento de licitação não visa necessariamente a obter.TCU 2008 DIREITO ADMINISTRATIVO – LUCIANO OLIVEIRA competência de realizar fiscalização operacional da administração direta e indireta. com vistas à celebração de um contrato administrativo. dos estados. Como se trata de legislação concorrente. em função de certos parâmetros legalmente fixados. preferencialmente na modalidade pregão. enquanto não existia lei federal sobre as normas gerais. a administração pública não pode descumprir as normas legais. a competência da União limita-se a estabelecer normas gerais. qualquer obra ou serviço de engenharia. a proposta com valores mais baixos. 225) (Analista do TCU 2005) As sociedades de economia mista e as empresas públicas submetem-se às mesmas regras acerca de procedimento licitatório aplicáveis às autarquias e às fundações públicas.º 8. as normas sobre licitações e contratos da administração pública. em suas contratações públicas. se o valor da proposta for baixo demais. 219) (Procurador Consultivo TCE/PE 2004) Somente emenda constitucional poderá autorizar os estados a legislarem sobre questão específica em matéria de licitação e contratos administrativos. que rege todos os procedimentos licitatórios. os estados podiam exercer a competência legislativa plena para atender a suas peculiaridades.

observada a legislação específica. 230) (Procurador do TCDF 2002) Nas concorrências internacionais em que seja permitido ao licitante estrangeiro cotar preço em moeda estrangeira. recuperação ou ampliação de determinado bem público exige. No curso de um procedimento licitatório realizado para a aquisição de computadores. mediante mandado de segurança. porque a existência dele é requisito necessário para a validade do edital de licitação. as obras e os serviços somente poderão ser licitados. quando houver projeto básico aprovado pela autoridade competente e disponível para exame dos interessados em participar do processo licitatório. 231) (Procurador MP TCM/GO 2007) De acordo com a lei federal que institui normas para licitações e contratos da administração pública. embora antes da abertura das propostas. 234) (Analista do TCU 2005) É ilícita cláusula que determina que o projeto executivo seja desenvolvido concomitantemente à execução das obras. 236) (Analista do TCU 2005) É ilícita cláusula que estabelece que podem concorrer na referida licitação somente empresas com sede e administração no Distrito Federal. o recurso foi apresentado fora do prazo legal. pois editais de licitação regularmente publicados são irrevogáveis.TCU 2008 DIREITO ADMINISTRATIVO – LUCIANO OLIVEIRA 227) (Técnico do TCU 2007) O fato de o edital licitatório prever a preferência de contratação de microempresas e empresas de pequeno porte. quando autorizado pela administração. será efetuado em moeda brasileira. a definição prévia de um projeto básico e a existência de um projeto executivo. é oposto ao princípio da igualdade entre os licitantes. no caso de desempate. antes de esgotados os recursos administrativos cabíveis. seqüencialmente. como condições específicas para a sua regularidade.666/1993. que pode ser desenvolvido concomitantemente à execução das obras ou à prestação dos serviços. 232) (Advogado da União 2004) A licitação para a contratação de construção. de observância obrigatória pelos municípios. entre outras exigências. é vedado incluir a obtenção de recursos financeiros para sua execução. eventualmente contratado. Supondo que a União publicou edital de concorrência pública para a construção de uma biblioteca em Brasília – DF. por 18 . bem como a execução das obras e serviços. 238) (Analista do TCU 2005) Seria ilícito ato que anulasse o referido edital. exceto no caso de empreendimentos executados e explorados sob o regime de concessão ou de permissão. à taxa de câmbio vigente no dia imediatamente anterior à data do efetivo pagamento. reforma. na fase de habilitação. desde que autorizado. Porém. um dos concorrentes foi inabilitado por não apresentar comprovação de determinado requisito ligado à regularidade fiscal. pela administração pública. julgue os itens subseqüentes. a autoridade competente indeferiu o recurso. que somente sejam admitidos documentos apresentados em original. 235) (Analista do TCU 2005) É ilícita cláusula que determina. Irresignado.º 8. podendo ser este desenvolvido concomitantemente com a execução da obra. de projeto executivo. 229) (Analista do TCU 2007) A adjudicação compulsória ao vencedor da licitação corresponde à celebração do contrato. as seguintes exigências: apresentação de projeto básico. 237) (Analista do TCU 2005) É ilícita cláusula do edital dispondo que os licitantes abram mão do direito de impugnar a concorrência. demonstrando claramente que a comprovação do requisito estava presente na documentação originalmente entregue. nos moldes da Lei n. esse licitante ingressou com recurso contra a inabilitação. Frente a essa situação. de forma fundamentada. o pagamento feito ao licitante brasileiro. 228) (Procurador do TCDF 2002) No objeto das licitações. fabricação. 233) (Oficial de Chancelaria 2006) A Lei de Licitações dispõe que as licitações para a execução de obras e para a prestação de serviços devem cumprir.

Nessa situação. o ato de inabilitação. 251) (Defensor Público AM 2003) Na tomada de preços. 246) (Juiz Substituto TJBA 2005) Uma das mais importantes inovações da vigente Lei de Licitações e Contratos Administrativos (Lei n. não faculte ao contratado exigir da administração pública o cumprimento antecipado da prestação a ela correspondente. 250) (Técnico do TCU 2007) A escolha entre concorrência. julgue os itens a seguir. independentemente de suas qualidades ou padrões de desempenhos. em qualquer processo licitatório. determinando que o licitante fosse considerado habilitado e que suas propostas fossem abertas juntamente com as restantes. o leilão. tomada de preços e convite é determinada pelo valor estimado da contratação. se bem que ela. existindo limites para obras e serviços de engenharia e para compra e serviços em cada uma das três modalidades. 243) (Analista do TCU 2005) Um edital de licitação emanado da ANATEL constitui ato administrativo normativo. 254) (Analista do TCE/AC 2007) O pregão é modalidade de licitação cabível nas hipóteses de compra de bens e de contratação de serviços. se comprovado superfaturamento.ª Região 2006) São modalidades de licitação: a concorrência. respondem solidariamente pelo dano causado à fazenda pública o fornecedor ou o prestador de serviços e o agente público responsável. 244) (Auditor do TCU 2007) A lei federal que institui normas para licitações e contratos da administração pública estabelece expressamente que. forma de licitação pública. uma vez que invalidou a inabilitação. 253) (Procurador do MP/TCU 2004) O leilão. pode ser realizado por leiloeiro oficial ou servidor designado para tal. portanto. 239) (Analista TSE 2007) É correto afirmar que essa autoridade deveria ter julgado procedente o recurso. no que couber. de ofício. não é sujeito a revogação. 240) (Analista TSE 2007) A autoridade deveria ter revogado a inabilitação. 248) (Juiz Federal 5.º 8. de observância obrigatória pelos municípios. qualquer licitante. a administração pública pode combinar as várias modalidades de licitação para o fim de atender melhor ao interesse público. aos convênios. 247) (Procurador MP TCM/GO 2007) De acordo com a lei federal que institui normas para licitações e contratos da administração pública. civis e administrativas cabíveis.666/1993) foi a previsão expressa da possibilidade de invocação da exceptio non adimpleti contractus em favor do contratado particular. 252) (Analista do TCU 2005) O convite é uma modalidade licitatória incompatível com a contratação de obras de engenharia. o concurso. como regra. o pregão e a consulta. contratado ou pessoa física ou jurídica pode apresentar representação ao tribunal de contas contra irregularidades na aplicação da referida lei. a inabilitação. 245) (Advogado da União 2004) As normas da lei de licitações se aplicam. sem prejuízo de outras sanções penais. 241) (Analista TSE 2007) A autoridade cometeu abuso de autoridade ao invalidar. somente podem participar as empresas que efetuaram cadastro perante a administração pública antes da publicação do edital. a tomada de preço. 249) (Procurador do MP/TCU 2004) Em um mesmo processo licitatório. em vez de anulá-la. 19 . 242) (Analista TSE 2007) A autoridade atuou de acordo com o princípio administrativo da autotutela. cuja celebração deve ser precedida da aprovação de plano de trabalho proposto pela organização interessada em celebrar a avença. mas decidiu anular.TCU 2008 DIREITO ADMINISTRATIVO – LUCIANO OLIVEIRA intempestividade. de ofício. o convite.

ao final. 257) (Juiz Substituto TJBA 2005) Considere a seguinte situação hipotética. 265) (Analista do TCU 2007) O critério de julgamento aplicável a uma licitação vincula-se ao tipo de licitação. 264) (Analista ANATEL 2006) O pregão é modalidade de licitação cabível à aquisição de bens e serviços comuns. 262) (Analista do TCU 2005) A modalidade licitatória pregão é a forma de leilão aplicável à aquisição de bens que envolvam tecnologia sofisticada ou serviços técnicos especializados. melhor técnica. por excessivas. combinando elementos da concorrência pública e do leilão. Essas duas modalidades de licitação se identificam por não exigirem qualquer limite de valor para sua realização. suficiente e clara. inclusive para contratações referentes a serviços de engenharia.666/1993.520/2002.00 licitante licitante licitante licitante E F G H – – – – R$ R$ R$ R$ licitação destinadas à aquisição de bens e serviços. que não pode ser realizada pela administração estadual porque. estadual ou municipal. 258) (Analista do TCU 2007) A modalidade de licitação denominada pregão pode ser utilizada para a aquisição de bens e serviços de informática e automação. sendo suas propostas submetidas a um júri.00 12. C.º 10.100. Nessas condições. O pregoeiro verificou que os licitantes B e G não haviam obedecido aos requisitos do instrumento convocatório.000. 260) (Analista TSE 2007) Na licitação realizada na modalidade pregão. até o presente momento.000.00 licitante D – R$ 10.00 licitante C – R$ 10. irrelevantes ou desnecessárias.00 12. que institui normas para licitações e contratos da administração pública.º 8. considerados como bens e serviços comuns. contrariando o que prevê a Lei n. somente existe lei federal instituindo essa espécie licitatória no âmbito da administração federal. o pregoeiro deverá passar à fase de lances verbais. Já a consulta é modalidade de licitação cabível para bens e serviços não comuns.00 licitante B – R$ 10. os participantes apresentaram propostas com os seguintes preços.00 11. é inviável a opção pelo tipo técnica e preço.000. a definição do objeto deste deverá ser precisa.TCU 2008 DIREITO ADMINISTRATIVO – LUCIANO OLIVEIRA 255) (Procurador do MP/TCU 2004) O pregão é modalidade licitatória que pode ser usada em contratações de qualquer valor. para aquisição de bens e serviços comuns pela administração pública federal. Em um pregão. sendo vedadas especificações que. Os tipos de licitação aplicáveis a todas as modalidades de licitação são os de menor preço. limitem a competição. na elaboração das propostas. técnica e preço e maior lance ou oferta.900. identificar o vencedor do pregão. da qual apenas os licitantes A. para. 261) (Analista TSE 2007) O pregão não é uma modalidade licitatória e sim uma espécie de leilão. D e E terão o direito de participar.00 11. esse dispositivo legal cria uma das diferenças essenciais entre o pregão e as demais modalidades de 20 . 256) (Defensor Público AM 2003) O pregão é uma forma híbrida de licitação.500. 266) (Analista TSE 2007) A opção pelo tipo técnica e preço é viável sempre que se tratar de pregão para a contratação de serviços de natureza predominantemente intelectual. entendidos como aqueles cujos padrões de desempenho e qualidade possam ser objetivamente definidos pelo edital por meio de especificações usuais no mercado. 263) (Analista ANATEL 2006) Em razão de previsão legal específica. é permitida às agências reguladoras a contratação de serviços pela modalidade de consulta.500. que regula a licitação por meio de pregão. para a prestação de determinado serviço comum: licitante A – R$ 10. 259) (Juiz Substituto TJBA 2004) Nos termos da Lei n.100.

diversamente do que se passa com os casos de inexigibilidade.00. 271) (Juiz Substituto TJTO 2007) Uma vez que na espécie houve licitação deserta. não há a possibilidade de outros interessados se habilitarem e apresentarem a sua proposta. podem elaborar ato normativo sobre licitação. como trabalhador autônomo. O prefeito de um município de determinado estado pretende contratar uma sociedade de advogados para desempenhar as atividades de contencioso judicial geral e de consultoria geral do respectivo município. D É dispensável a licitação na hipótese de celebração de contrato de programa entre entes da Federação ou com entidades da administração indireta. C A contratação de empresa de publicidade pode ser feita sem licitação. 21 . o licitante contratado deve obedecer não apenas aos termos do contrato. julgue o item abaixo. nos quais a competição é inviável. Assim. B Nos termos da Constituição Federal. 273) (Juiz Substituto TJBA 2004) Ante a constatação de que a realização de processo licitatório emperra a agilidade da administração pública. Com tal fim. abriu a licitação na modalidade de convite. Acerca dessa licitação.1) Quanto às licitações. para a prestação de serviços públicos de forma associada nos termos do autorizado em contrato de consórcio público ou em convênio de cooperação. se o ato de dispensa for devidamente fundamentado. Essa foi a única contratação dessa espécie de serviço pela prefeitura durante o ano de 2006. 269) (Juiz Substituto TJTO 2007) A legítima contratação na espécie poderia ser feita inicialmente com inexigibilidade de licitação. é constitucionalmente lícito dispensar licitação com base no princípio constitucional da eficiência. não está sujeita a licitação. diante da natureza singular do serviço. A De acordo com o princípio da adjudicação compulsória. houve por bem contratar um escritório em função da sua notória especialidade. 268) (Exame de Ordem OAB 2007. para a qual não compareceram interessados. 272) (Juiz Substituto TJTO 2007) A contratação na espécie poderia ser feita legalmente na modalidade de pregão. uma vez que permitem a competição entre os licitantes. diante da notória especialização do contratado. todos os casos de dispensa de licitação dependem de avaliação discricionária da autoridade. seria necessária licitação para a referida contratação. recebendo por esses serviços o montante de R$ 8. de observância obrigatória pelos municípios. observados os princípios da administração pública. Diante da situação hipotética descrita.000. julgue os itens a seguir. José foi contratado pela prefeitura de um município situado no estado de Goiás para prestar serviços de pedreiro. é possível a contratação do escritório com a dispensa de licitação. 276) (Procurador do MP/TCU 2004) A venda de bens produzidos por entidades da administração pública. Em novembro de 2006. em virtude de suas finalidades.TCU 2008 DIREITO ADMINISTRATIVO – LUCIANO OLIVEIRA 267) (Analista do TCU 2005) É vedado realizar tomada de preço de tipo melhor técnica para a contratação de obra de engenharia. assinale a opção correta. quando prestadoras de serviço público. 278) (Promotor de Justiça MT 2005) De acordo com a doutrina. 275) (Procurador Federal 2004) A dispensa indevida de licitação constitui ato de improbidade administrativa. mas também às determinações da administração. 274) (Técnico em Procuradoria PGE/PA 2007) A doutrina aponta como diferença entre a dispensa e a inexigibilidade de licitação o fato de aquelas serem exemplificativas e estas. 270) (Juiz Substituto TJTO 2007) Na modalidade convite. 277) (Procurador MP TCM/GO 2007) De acordo com a lei federal que institui normas para licitações e contratos da administração pública. taxativas no que se refere ao rol previsto em lei. as empresas estatais (sociedades de economia mista e empresas públicas).

Acerca da caracterização da hipótese de dispensa de licitação. em uma mesma licitação. permanecendo em aberto apenas o 22 .ª Região 2006) No sistema de registro de preços. aplicável subsidiariamente à situação descrita. 280) (Procurador do MP/TCU 2004) Segundo a lei. 287) (Procurador Federal 2004) A dispensa de licitação de profissionais de notória especialização restringe-se a casos singulares. a iminência e gravidade do risco e a suficiência do objeto da contratação para afastar os riscos no prazo de até um ano a contar da ocorrência da emergência. a inadiabilidade da operação a ser contratada. julgue os itens a seguir. admite a contratação de profissionais do setor artístico. diretamente ou por meio de empresário exclusivo. para atividades contempladas no contrato de gestão. 286) (Oficial de Chancelaria 2006) A legislação vigente exige a realização de licitação para a celebração de contratos de prestação de serviços com as organizações sociais. devendo o contratado ser consagrado pela crítica especializada ou pela opinião pública. a licitação é necessária para a celebração de contratos de prestação de serviços com as organizações sociais. 290) (Juiz Federal 5. seriam necessárias autorização legislativa. 284) (Auditor do TCU 2007) Segundo dispositivos da lei federal que institui normas para licitações e contratos da administração pública. das condições de fornecimento e de pagamento de produtos ou serviços.TCU 2008 DIREITO ADMINISTRATIVO – LUCIANO OLIVEIRA 279) (Analista do TCU 2007) A inexigibilidade de licitação ocorre sempre que houver impossibilidade jurídica de competição. Para ocultar o fato. 282) (Advogado da União 2006) A situação adversa tida como emergencial. de observância obrigatória pelos municípios. selecionando as propostas mais vantajosas em face da qualidade. para caracterizar devidamente a hipótese de dispensa de licitação. Considerando a situação hipotética descrita e sabendo que a mencionada federação foi constituída na forma de associação civil. para atividades contempladas no contrato de gestão. avaliação prévia e licitação na modalidade de concorrência. para a alienação do imóvel em questão. sem que tenha sido pago o preço de venda constante da escritura. Uma auditoria do TCU constatou que. 283) (Analista do TCU 2004) Nas sociedades de economia mista interventoras no domínio econômico. 285) (Advogado da União 2004) É dispensável a licitação sempre que a União tiver de intervir no domínio econômico. em julho de 2006. 281) (Advogado da União 2006) Para a caracterização da situação de emergência devem estar presentes simultaneamente a imprevisibilidade da situação. ao passo que a relacionada com sua atividade meio dispensa o procedimento licitatório. julgue os itens seguintes. 289) (Oficial de Chancelaria 2006) É vedada a participação. por inexigibilidade de licitação. qualificadas no âmbito das respectivas esferas de governo. a administração efetiva a licitação por meio de concorrência. determinada entidade instituída como serviço social autônomo efetuou a doação pura e simples de um imóvel a uma federação vinculada à mesma categoria econômica. do preço unitário. 288) (Procurador MP TCM/GO 2007) A lei federal que institui normas para licitações e contratos da administração pública. qualificadas no âmbito das respectivas esferas de governo. foi lavrada em cartório uma escritura de compra e venda de imóvel. uma compra relacionada com sua atividade-fim exige licitação. de empresa consorciada em mais de um consórcio concorrente. enquanto a dispensa de licitação tem lugar em contexto de viabilidade jurídica de competição. não pode ser resultado da falta de planejamento ou desídia administrativa em dar cumprimento a ações que prevenissem a ocorrência do fato invocado como emergência.

C A administração pode alterar. como a cláusula que autoriza à administração impor penalidades administrativas. então. D A administração pode rescindir o contrato.TCU 2008 DIREITO ADMINISTRATIVO – LUCIANO OLIVEIRA quantitativo. nos casos de serviços essenciais.666/1993. Formado o registro de preços. a administração poderá efetuar a contratação direta. a obrigação do contratado de manter. fiscalizar-lhes a execução. embora sujeitas à disciplina do direito privado. eles devem ser obrigatoriamente escritos. ocupar provisoriamente bens móveis. além de cláusulas exorbitantes que os diferenciam dos contratos de direito comum. A Os contratos administrativos diferenciam-se dos demais contratos privados no que se refere às chamadas cláusulas exorbitantes. e desde que o faça com a necessidade de acautelar apuração administrativa de faltas contratuais ou rescisão contratual. na ocorrência de caso fortuito ou força maior. No entanto. e ocupar provisoriamente bens móveis. 6 Contratos administrativos 291) (Procurador do MP/TCU 2004) Não se aplicam disposições de direito privado aos contratos administrativos. como limite para os acréscimos e supressões nas obras. 292) (Analista do TCU 2005) Em virtude da proteção constitucional do ato jurídico perfeito em matéria administrativa. a lei estabelece. 296) (Procurador do MP/TCU 2004) A administração pública pode firmar certas espécies de contratos administrativos com vigência que ultrapasse o plano plurianual. os quais. B Como os contratos administrativos também se submetem ao princípio da formalidade. aplicar sanções motivadas pela inexecução total ou parcial do ajuste. 295) (Juiz Substituto TJCE 2004) A sociedade de economia mista e a empresa pública. é vedado à União alterar unilateralmente cláusulas contratuais em contratos administrativos. confere à administração a prerrogativa de modificar — unilateralmente — os contratos para melhor adequação às finalidades de interesse público. imóveis. sem nova licitação. será determinado o quantitativo a ser adquirido. em se tratando de serviços especiais. 297) (Procurador do MP/TCU 2004) Os contratos administrativos não podem ser prorrogados. a prerrogativa de. no que se refere à alteração quantitativa. pessoal e serviços vinculados ao objeto do contrato. suspender a execução do contrato em prazo compatível com o interesse público. B são sempre precedidos de licitação.º 8. de forma unilateral. imóveis. quando. 23 . 298) (Procurador do TCDF 2002) O regime jurídico das licitações e dos contratos administrativos. de que trata a Lei n. em relação a eles.1) Os contratos administrativos A são alteráveis qualitativa e quantitativamente pelo poder público. os contratos que celebrar. cujas propostas terão validade de até um ano. rescindi-los unilateralmente nas hipóteses legais. dentro de limites estabelecidos pela lei. não ficando obrigada ao pagamento de qualquer indenização. durante a execução do 294) (Exame de Ordem OAB 2007. 293) (Exame de Ordem OAB 2007. serviços ou compras. D não admitem o uso da exceção do contrato não cumprido pelo poder público. 299) (AFPS 2003) O regime jurídico dos contratos administrativos instituído pela Lei de Licitações e Contratos não confere à administração.666/1993. 300) (Analista ANATEL 2006) É cláusula necessária aos contratos administrativos. o percentual de 50% em relação ao valor original do contrato.1) A respeito dos contratos administrativos. assinale a opção correta. pessoal e serviços vinculados ao objeto do contrato. podem ser parte em contrato administrativo.º 8. são regulados por legislação específica. de forma unilateral. C são rescindíveis exclusivamente pelo Poder Judiciário. nos moldes da Lei n. com os fornecedores selecionados.

a administração pública deve demonstrar a ocorrência de uma das hipóteses legais que constituem motivo de rescisão de contrato e o vínculo entre a conduta e a lesão ao interesse público. decorrendo da aplicação dessa teoria um de dois efeitos: a rescisão contratual sem atribuição de culpa ou a revisão do preço para a restauração do equilíbrio do contrato administrativo. pode interpor recurso administrativo. por conta e risco do concessionário e sujeita a prazos e condições contratuais. 313) (Analista do TCU 2004) Em todos os contratos administrativos relativos a obras. pode o contratado pleitear indenização pelo chamado fato do príncipe. que tem efeito suspensivo em certas situações. não obstante. são modalidades de contratos administrativos que formalizam o processo de descentralização administrativa. precisará provar que o ato estatal foi antijurídico. 304) (Juiz Substituto TJBA 2005) Durante a execução do contrato de concessão de serviço público. 311) (Analista ANATEL 2006) Os contratos de concessão. sob o argumento de que o contratado possui débito com a fazenda pública. efetuar a retenção administrativa do pagamento devido pela administração quando o contrato já tiver sido cumprido. não se pode. após facultado ao concessionário o exercício da ampla defesa. oneroso e comutativo. mas não para rescisão do contrato. 305) (Técnico em Procuradoria PGE/PA 2007) A inexecução total ou parcial do contrato acarreta necessariamente a rescisão do contrato administrativo. 306) (Técnico em Procuradoria PGE/PA 2007) A decretação da falência ou a insolvência do contratado é hipótese prevista para a rescisão do contrato administrativo.TCU 2008 DIREITO ADMINISTRATIVO – LUCIANO OLIVEIRA contrato. se verificar que o concessionário não está cumprindo as condições do contrato e da lei na prestação do serviço. serviço ou fornecimento é motivo para imposição de penalidade. salvo com pena de multa. ainda. 312) (Analista do TCU 2004) O contrato de concessão é ajuste de direito administrativo. 301) (Procurador do MP/TCU 2004) O princípio da continuidade do serviço público impossibilita a suspensão da execução do contrato em razão de inadimplência do poder público. para fazer jus àquela. bilateral. se o poder concedente constatar que houve nulidade na licitação ou na formação do contrato ou. 307) (Juiz Substituto TJBA 2004) Na execução do contrato administrativo. contudo. a concessão é um contrato administrativo cujo objeto precisa ser exclusivamente a outorga da exploração de serviço público. 302) (Analista do TCU 2004) Na rescisão do contrato em razão de inadimplemento do particular. mas não possui caráter intuitu personae. celebrados e gerenciados pela ANATEL. caberá a encampação do contrato por parte do concedente. 310) (Promotor de Justiça MT 2005) Na ordem jurídica administrativa brasileira. No entanto. todas as condições de habilitação e qualificação exigidas pela lei. As sanções aplicáveis nesses casos não podem ser cumuladas. devem estar estabelecidas obrigatoriamente duas etapas de recebimento do objeto: a do recebimento provisório e a do recebimento definitivo. 309) (Juiz Substituto TJTO 2007) O atraso injustificado no início da obra. O contratado. 314) (Advogado da União 2004) A publicação resumida do instrumento do contrato ou 24 . 308) (Promotor de Justiça MT 2005) A inexecução de contrato administrativo por culpa do particular permite que a administração pública apure a infração e imponha a ele uma penalidade. regulamentares e legais. 303) (Advogado da União 2004) O fundamento da teoria da imprevisão é a álea econômica.

Uma autarquia federal contratou sem licitação. 316) (Procurador Federal 2004) O TCU poderia sustar a execução do contrato. é legítima a repactuação em exame. dispensada a publicação apenas dos instrumentos dos contratos sem ônus para a administração. entendendo-o ilegal.00 e posteriormente reduzido para R$ 50.000. 321) (Auditor do TCDF 2002) Não se tratando de questão jurídica que possa ser considerada de objeto singular — a contratação de advogados para a proposição de ações de indenização —.000. Em decorrência de auditoria realizada no setor de contratos de uma empresa pública do DF. porque assim lhe pareceu conveniente. com exclusividade. remover. em quaisquer processos. inicialmente fixado em R$ 150. 322) (Auditor do TCDF 2002) O contrato D é ilegal. • contrato B — contrato de obra pública cujo valor. sustou. Com relação à situação hipotética apresentada acima. 324) (Juiz Substituto TJTO 2007) Quaisquer tributos ou encargos legais criados. Em relação à situação hipotética apresentada.666/1993. intimada da decisão do TCU. • contrato D — contrato de fornecimento de mãode-obra para exercer atividades-fim da entidade. o advogado deverá devolver. alterados ou extintos. defeitos ou incorreções resultantes da execução ou de materiais empregados. os honorários recebidos. de 50% do valor original. deve ser considerada ilegítima a celebração do contrato C ante a ausência de processo licitatório. corrigir.TCU 2008 DIREITO ADMINISTRATIVO – LUCIANO OLIVEIRA de seus aditamentos é condição indispensável para sua eficácia. 25 . Decorridos três meses sem receber. reconstruir ou substituir. foi alterado para R$ 250. no total ou em parte. uma vez que o ilícito não gera direitos. suspendeu o pagamento dos honorários que era feito mensalmente ao advogado pelos serviços por ele devidamente prestados. 317) (Procurador Federal 2004) Declarada nula a contratação. 323) (Auditor do TCDF 2002) Caso a redução do valor do contrato E. 315) (Procurador Federal 2004) A duração do contrato administrativo deveria ficar. julgue os itens a seguir. • contrato E — contrato para fornecimento de material de expediente que fora formalizado em R$ 100. às suas expensas. tão logo dela teve conhecimento. adstrita à vigência dos créditos orçamentários que lhe dão suporte. então.00.00. tenha decorrido de acordo celebrado entre as partes. supondo que se tenha constatado que o aumento no valor do contrato decorreu da aplicação da teoria da imprevisão e que a documentação que foi juntada aos autos demonstra que a única forma de recompor o equilíbrio do contrato seria repactuá-lo para o valor de R$ 250.000. diante dessa constatação. 320) (Auditor do TCDF 2002) Em relação ao contrato B. o objeto do contrato em que se verificarem vícios. • contrato C — contratação sem licitação de escritório de advocacia de notória especialização para a proposição de ações de indenização contra quem cause prejuízo ao patrimônio da entidade. pois não se admite a terceirização de atividades-fim.00. em princípio.00.000. o advogado renunciou aos mandatos a ele conferidos. 318) (Juiz Substituto TJTO 2007) O contratado é obrigado a reparar.º 8. 319) (Auditor do TCDF 2002) A cláusula que fixa o prazo de vigência do contrato A em sessenta meses poderá ser considerada legítima. bem como a superveniência de disposições legais. O Tribunal de Contas da União (TCU). nos termos da Lei n. O valor dos serviços foi pactuado segundo o preço de mercado. A autarquia. a cláusula que promoveu a referida redução deve ser considerada válida. pelo prazo de cinco anos. foram constatadas as seguintes ocorrências: • contrato A — contrato de prestação de serviços contínuos celebrado com vigência de sessenta meses. entendendo ilegal a contratação.000. a execução do contrato. julgue os itens que se seguem. um advogado de notória especialização para representá-la judicialmente.

334) (Procurador do MP/TCU 2004) Um governador de estado não pode tomar posse em cargo na administração pública federal. foi descoberto que Barbário Felipe. a alteração ou a extinção de quaisquer tributos ou encargos legais. julgue os itens que se seguem. Na Antiga Roma. de um lado o objeto do contrato e. diante do ordenamento jurídico brasileiro e ante o poder-dever de autotutela da administração pública.666/1993. em regime de mútua cooperação. ainda quando decorrente de concurso público. não são considerados agentes públicos. condição por todos ignorada. 333) (Delegado de Polícia Federal 2004) Um agente de fato necessário pratica atos e executa atividades em colaboração com o poder público. Considerando o assunto abordado no texto acima. embora ela tenha mesmo objeto social. nos contratos regidos exclusivamente pela Lei n. implicarão a revisão destes para mais ou para menos. após a apresentação da proposta. como se fosse um agente público de direito.TCU 2008 DIREITO ADMINISTRATIVO – LUCIANO OLIVEIRA quando ocorridas após a data da apresentação da proposta. pessoa que fora nomeada pretor romano e exercia tais funções. se comprovado impacto na cláusula econômico-financeira do contrato administrativo de concessão. do outro. servidores públicos e Regime Jurídico Único (Lei 8. de comprovada repercussão nos preços contratados. sendo suas ações. em situações excepcionais. sob pena de perda do seu mandato. confirmadas pelo poder público. enquanto que o contrato objetiva a realização de interesses diversos e opostos entre os participantes.º 8. 335) (Analista do TCU 2004) O servidor público investido em cargo de viceprefeito pode acumular a remuneração do cargo efetivo com a do cargo eletivo. de regra. 330) (Analista ANATEL 2006) Os dirigentes de concessionárias de serviço público são considerados agentes públicos. desde que haja compatibilidade de horários. ressalvados os impostos sobre a renda. implicará a revisão da tarifa.112/90) 329) (Técnico em Procuradoria PGE/PA 2007) Os particulares que eventualmente colaboram com o poder público. 326) (Técnico em Procuradoria PGE/PA 2007) O aumento do imposto de renda das concessionárias de serviço público é hipótese que justifica a revisão da tarifa. tendo em vista que se imaginava estar o agente regularmente provido no cargo. a contraprestação correspondente. não é possível a aplicação da teoria da desconsideração da pessoa jurídica para que os efeitos da sanção administrativa de declaração de inidoneidade para contratar com a administração pública sejam estendidos a uma nova sociedade constituída. 327) (Analista do TCU 2004) Em razão do princípio da individualização da pena. para mais ou para menos. quando comprovado seu impacto. conforme o caso. a criação. 328) (Procurador MP TCM/GO 2007) A principal distinção entre convênio e contrato é que o convênio tem por objetivo a execução de programas. 26 . mesmos sócios e mesmo endereço de outra empresa punida com essa sanção. 7 Agentes públicos. 332) (Advogado da União 2006) A situação apresentada no texto guarda paralelo com a figura do agente de fato. conforme o caso. porém. era um escravo fugitivo. prevista na doutrina administrativista. 325) (Juiz Substituto TJTO 2007) Nos contratos de concessão e permissão de serviço público. ou seja. projetos ou eventos de interesse recíproco. Embora a condição de escravo fugitivo impedisse o exercício da função de pretor. os atos do agente seriam considerados nulos. 331) (Advogado da União 2006) A doutrina sobre o agente de fato tem como base principiológica os postulados da segurança jurídica e da boa-fé. os atos praticados por Barbário Felipe foram considerados válidos. como os mesários e os jurados.

339) (Auditor do TCDF 2002) O chefe do Poder Executivo tem iniciativa privativa para propor leis que disponham acerca do provimento de cargos públicos.TCU 2008 DIREITO ADMINISTRATIVO – LUCIANO OLIVEIRA 336) (Juiz Substituto TJCE 2004) Considere a seguinte situação hipotética. no que concerne às empresas públicas e às sociedades de economia mista. 348) (Juiz Substituto TJTO 2007) A deficiência física de candidatos aprovados em concurso público pode ser comprovada com atestado médico particular. 337) (Analista CENSIPAM 2006) A instituição de regime estatutário aos servidores públicos só é possível por lei de iniciativa privativa do presidente da República. 341) (Defensor Público AM 2003) A Constituição da República determina que os cargos e empregos públicos são acessíveis apenas aos brasileiros e. Nessa situação. passaram a ser integral e exclusivamente regidos pela legislação trabalhista. seria inconstitucional um ato administrativo que admitisse a inscrição de um estrangeiro para a realização de um concurso público no Brasil. mas deveria afastar-se do cargo estadual. 342) (Defensor Público AM 2003) Seria inconstitucional uma lei que estabelecesse que determinados cargos em comissão seriam providos mediante concurso público. 343) (Técnico do TCU 2007) Em decorrência do princípio da organização legal do serviço público. o qual não poderá ser impugnado após a posse. 347) (Oficial Bombeiro DF 2007) A proibição genérica de acesso a determinadas carreiras públicas. razão pela qual é inconstitucional a lei de iniciativa parlamentar que disponha sobre limite de idade para determinada carreira. a remuneração dos servidores públicos do Poder Legislativo e do Poder Judiciário é matéria reservada à iniciativa privativa do chefe do Poder Executivo. Nessa hipótese. consoante estabelece a CF. somente por meio de lei podem ser criados cargos. 349) (Analista do TCU 2005) Considere que a ANATEL pretenda selecionar pessoas para ocuparem cargos de provimento efetivo lotados na autarquia. tão-somente em razão da idade do candidato. como ocorreu com a abolição da exigência de regime jurídico único para os servidores civis. a disciplina jurídica dos agentes públicos seguiu caminho nitidamente privatista. salvo nos casos em que a limitação de idade possa ser justificada pela natureza das atribuições do cargo a ser preenchido. 344) (Oficial de Chancelaria 2006) Excetuadas as nomeações para cargos em comissão declarados em lei como de livre nomeação e exoneração. e teria opção pela remuneração de um ou de outro. a investidura em cargo ou emprego público depende de aprovação prévia em concurso público. 338) (Juiz Substituto TJTO 2007) Observados os parâmetros estabelecidos na lei de diretrizes orçamentárias. 345) (Juiz Substituto TJCE 2004) Com as reformas constitucionais havidas nos últimos anos. Pedro era servidor estável da administração direta do Ceará e veio a eleger-se prefeito de um município no estado. 340) (Oficial de Chancelaria 2006) Os cargos. é inconstitucional. Pedro poderia assumir o cargo eletivo. empregos e funções públicas. como ocorre em relação aos militares. Estes. portanto. a ANATEL deve selecionar tais pessoas mediante procedimento licitatório realizado na modalidade concurso. 350) (Advogado da União 2006) A exigência de exame psicotécnico para habilitação 27 . 346) (Procurador MP TCM/GO 2007) A admissão de quaisquer empregados por empresa pública exploradora de atividade econômica referida deve ser precedida de aprovação prévia em concurso público de provas ou de provas e títulos. os empregos e as funções públicas são acessíveis somente aos brasileiros natos e aos naturalizados.

Considere que o estado de Pernambuco tenha editado lei autorizando a contratação. tempo determinado.TCU 2008 DIREITO ADMINISTRATIVO – LUCIANO OLIVEIRA de candidato a cargo público somente pode ser levada a efeito caso haja lei que assim determine. sem prévia aprovação em concurso público destinado ao seu provimento. Considerando essa situação. foi contratado por um município. pelo período de 2 anos. a administração pública está obrigada a nomeá-los. 353) (Auditor do TCDF 2002) Durante o prazo de validade do concurso. após aprovação em concurso público. julgue os itens a seguir. 352) (Titular de Serviços Notariais TJAC 2006) O ato normativo do TRE/AC não encontra resistência constitucional quando se considera tão-somente o fato de ter havido aproveitamento de servidores estaduais nos quadros da justiça eleitoral. 356) (Técnico do TCU 2007) A norma constitucional que concede aos servidores públicos civis o direito de greve é uma norma de eficácia limitada. julgue os itens subseqüentes de acordo com o texto atual da Constituição pertinente. em cargo que não integra a carreira na qual estava anteriormente investido. 361) (Procurador MP TCE/PE 2004) A lei em comento é inconstitucional. Considerando a situação hipotética acima à luz do regime jurídico nacional aplicável aos servidores públicos. julgue os seguintes itens. 360) (Oficial Bombeiro DF 2007) O servidor público do DF é livre para se associar ou permanecer em associação sindical. tornando-se então empregado público. 355) (Procurador do TCDF 2002) O direito de greve dos servidores públicos civis será exercido nos termos e limites definidos em lei específica. pois a exceção constitucional que autoriza a contratação por tempo determinado não admite a contratação para cargos típicos de carreira. necessidade temporária de interesse público e interesse público excepcional. de 20 procuradores do estado. Acerca dessa situação hipotética. havendo candidatos aprovados e vagas suficientes. 363) (Juiz Substituto TJTO 2007) Para atuar como professor na universidade federal. Jean Pierre. 351) (Titular de Serviços Notariais TJAC 2006) É inconstitucional toda modalidade de provimento que propicie ao servidor investir-se. Federal e com a legislação 357) (Procurador Municipal de Vitória 2007) O direito de greve do empregado público deve ser exercido nos termos e limites de lei complementar. como aqueles relativos à área jurídica. 358) (Procurador Municipal de Vitória 2007) O aumento da remuneração do empregado público pode ser estabelecido livremente. 359) (Procurador Municipal de Vitória 2007) O referido cidadão pode filiar-se a sindicato independentemente de autorização do representante do município. 362) (Procurador MP TCE/PE 2004) A contratação por prazo determinado deve atender às seguintes condições: previsão em lei dos cargos. O Tribunal Regional Eleitoral do Acre (TRE/AC) editou uma resolução que permite o aproveitamento de servidores requisitados de órgãos do Poder Executivo estadual e originalmente investidos em outras funções para cargos diversos no TRE/AC. que se encontra no Brasil há mais de 15 anos. alegando o excesso de serviço para o quadro atual da Procuradoria de Estado e o interesse público na contratação por prazo determinado. que integra o Poder Judiciário da União. independentemente de previsão legal e de dotação orçamentária. Um cidadão. francês. Atua como jornalista político em uma rádio local e também como professor convidado na universidade pública federal. reside atualmente em Palmas – TO. 354) (Oficial de Chancelaria 2006) É garantido a todo servidor público o direito à livre associação sindical e ao exercício irrestrito do direito de greve. 28 .

julgue os itens. 373) (Procurador MP TCM/GO 2007) A proibição de acumular abrange os cargos. os atos de aposentadoria de servidores públicos de uma autarquia criada por um município do estado de Goiás. 374) (Procurador MP TCM/GO 2007) Tendo em vista que os acúmulos verificados são atinentes a cargos relacionados ao magistério. 366) (Titular de Serviços Notariais TJSE 2006) Os vencimentos dos cargos do Poder Legislativo e do Poder Judiciário podem ser superiores aos pagos pelo Poder Executivo. 372) (Procurador do TCDF 2002) Está em harmonia com o regime jurídico dos servidores públicos a acumulação de dois cargos de enfermeiro. dos estados. empregos e funções públicos. independentemente das sanções penais. 364) (Defensor Público AM 2003) A Constituição da República limita a remuneração mediante subsídio a membros de poder. ele poderá acumular o seu cargo de professor com um cargo de analista judiciário. no âmbito da administração direta. ele fique sujeito. em sendo investido no cargo. Nesse caso. o TCM/GO verificou que alguns dos servidores tinham acumulado o cargo público exercido na autarquia com cargos públicos exercidos em órgãos federais ou estaduais. para fins de registro. na área de ensino médio e superior. da administração direta e indireta da União. 370) (Analista do TCU 2004) Um professor universitário aposentado que preste concurso público para analista de controle externo do TCU. poderá acumular os proventos da inatividade com a remuneração do cargo efetivo. às seguintes cominações: ressarcimento integral do dano. Diante da situação hipotética descrita. entre outras. sob qualquer forma. fazendo que. 29 . dos serviços sociais autônomos e das empresas públicas exploradoras de atividade econômica que não recebem recursos do orçamento público. não está impedido. 365) (Procurador do TCDF 2002) Está em harmonia com o regime jurídico dos servidores públicos a vedação de vinculação de vencimentos para fins de pagamento de vantagens funcionais. civis e administrativas previstas na legislação específica. 371) (Juiz Federal 5. pelo texto constitucional. em tribunal regional federal. 368) (Auditor do TCU 2007) A conduta do administrador público no sentido de fraudar a licitação e desviar dinheiro público constitui ato de improbidade administrativa. desde que haja compatibilidade de horários. como. do DF e dos municípios. área meio. a detentores de mandato eletivo. Ao apreciar. desde que haja compatibilidade de horários e seja respeitado o teto remuneratório constitucionalmente estabelecido.TCU 2008 DIREITO ADMINISTRATIVO – LUCIANO OLIVEIRA Jean Pierre deve se submeter obrigatoriamente à regra constitucional do concurso público. motivo pelo qual seria inconstitucional lei complementar estadual que fixasse remuneração por subsídio para os defensores públicos do estado do Amazonas. 367) (Técnico em Procuradoria PGE/PA 2007) Tanto os servidores públicos podem vir a responder por atos de improbidade administrativa quanto os terceiros que se beneficiem do ato. por exemplo. não se observa ilegalidade. a ministros de Estado e a secretários estaduais e municipais. de acumular esse cargo com emprego público no âmbito da administração indireta. direta ou indireta. somente ficando excepcionados os empregados das sociedades de economia mista. suspensão dos direitos políticos e pagamento de multa.ª Região 2006) Suponha que Pedro seja professor em uma universidade pública. em uma subsidiária de empresa pública. 369) (Técnico em Procuradoria PGE/PA 2007) Servidor detentor de cargo efetivo de agente administrativo. visto que a CF admite a acumulação de até dois cargos públicos nessas condições. perda da função pública.

Marina impetrou mandado de segurança contra o ato demissório. Instaurou-se. Julgue os próximos itens. comissão de processo disciplinar.” 384) (Procurador MP TCM/GO 2007) No artigo acima transcrito e em outros dispositivos da CF que tratam da matéria. detentor de cargo efetivo. sindicância e. Neste caso. 377) (Titular de Serviços Notariais TJAC 2006) Nesse caso. posteriormente. pois Marina foi demitida enquanto estava grávida e. 376) (Defensor Público do DF 2006) Maria deve ser reintegrada ao cargo. que corresponderia a eventual retorno da servidora ao cargo seria a reintegração. alegando estabilidade gestante. então. para os titulares de cargos efetivos.1) São características do regime jurídico estatutário A a admissão exclusiva por concurso público e a demissão após processo administrativo disciplinar. Ao fim do processo administrativo. devido ao fato de ela ainda estar grávida quando foi demitida. Marina foi demitida. 378) (Titular de Serviços Notariais TJAC 2006) O processo administrativo está eivado de nulidade. enquanto era detentora de estabilidade provisória. a figura. servidora pública. subsiste o caráter assistencial e solidário. Por estar com 6 meses de gestação. na espécie. 385) (Procurador MP TCE/PE 2004) Considere a seguinte situação hipotética. julgue o item abaixo. 383) (Procurador Consultivo TCE/PE 2004) A Constituição Federal dispõe que as aposentadorias e as pensões dos servidores públicos federais devem ser custeadas apenas com recursos provenientes das contribuições dos servidores. B proibição de acumulação de cargos e a garantia da efetividade no serviço público. sendo o referido sistema custeado com contribuições devidas exclusivamente pelos segurados. estava gestante quando se descobriu um ato por ela praticado que supostamente configuraria improbidade administrativa. do Distrito Federal (DF) e dos municípios. por restar provada a falta funcional. após ocupar cargo efetivo no TCU durante exatos dez anos. Com base nessa situação hipotética. Maria. ainda grávida. pois a sua demissão é inconstitucional. 379) (Analista do TCU 2005) Adriano. D a natureza legal e institucional do vínculo entre o servidor e a administração pública e a vedação à greve. estadual ou municipal será contado para efeito de aposentadoria e o tempo de serviço correspondente para efeito de disponibilidade. 380) (Procurador Federal 2004) O regime previdenciário do servidor público é de caráter contributivo e solidário e constituído por recursos decorrentes. 381) (Procurador Consultivo TCE/PE 2004) As diretrizes constitucionais do regime previdenciário dos servidores públicos ocupantes de cargo efetivo incluem o caráter contributivo e solidário. da contribuição dos servidores ativos e inativos e dos pensionistas. a Constituição da República garante a Adriano o direito de receber segurodesemprego. Após ser regularmente processada. respondia a regular processo administrativo disciplinar por ter procedido de forma desidiosa no exercício da função. relativos à situação hipotética acima. servidora pública. Marina. Maria. no qual foi empossado na vigência das atuais normas 30 . foi demitida por ato de improbidade administrativa. 382) (Procurador MP TCE/PE 2004) Conforme as diretrizes constitucionais do regime previdenciário dos servidores públicos da União. portanto. Determinado servidor público. C a inexistência de direito adquirido à manutenção do regime jurídico vigente e a irredutibilidade de vencimentos. durante os seis meses seguintes ao ato que determinou a sua demissão. dos estados. foi demitido por motivo de corrupção. exclusivamente.TCU 2008 DIREITO ADMINISTRATIVO – LUCIANO OLIVEIRA 375) (Exame de Ordem OAB 2007. pode-se identificar uma nítida relação de gênero e espécie entre os conceitos de tempo de serviço e tempo de contribuição. “O tempo de contribuição federal.

395) (Procurador Consultivo TCE/PE 2004) Os servidores públicos ocupantes de cargo em provimento comissionado estão inseridos no regime geral de previdência social (RGPS). 393) (Analista do TCU 2004) Considerando que um servidor tenha ingressado no serviço público em 20/2/2004 e tenham sido averbados. conforme os termos das diretrizes definidas na Constituição Federal. 65 anos de idade e 35 anos de contribuição. exclusivamente. 396) (Titular de Serviços Notariais TJSE 2006) Ao servidor ocupante. que resultou na sua incapacidade para o trabalho. 388) (Procurador MP TCE/PE 2004) No caso de aposentadoria compulsória. bem como de outro cargo temporário ou de 31 . contraiu doença incurável. Nessa situação.TCU 2008 DIREITO ADMINISTRATIVO – LUCIANO OLIVEIRA constitucionais. 392) (Advogado da União 2006) Para efeito de aposentadoria especial de professores. o referido servidor terá direito à aposentadoria por invalidez. independentemente do tempo de contribuição. se mulher. 20 anos de contribuição para o regime geral de previdência. Um servidor público. 397) (Procurador MP TCM/GO 2007) Ao servidor ocupante. um ano após ter entrado em exercício. detentor de cargo efetivo. de cargo em comissão declarado em lei de livre nomeação e exoneração. com proventos integrais. sofreu acidente de serviço. que exerçam atividades de risco. 387) (Oficial Bombeiro DF 2007) A administração pública é obrigada a aposentar o servidor público assim que este atinja 70 anos de idade. aos setenta anos de idade. considerando a sistemática atual do regime de previdência dos servidores públicos ocupantes de cargo efetivo definida pela Constituição Federal. ou cujas atividades sejam exercidas sob condições especiais que prejudiquem a saúde ou a integridade física. no âmbito do qual também se inserem os empregados públicos. independentemente dos anos trabalhados. os proventos serão proporcionais ao tempo de contribuição. com proventos proporcionais ao tempo de contribuição. é possível instituir regime de previdência distinto do instituído para os ocupantes de cargo efetivo que exija formação de nível médio. se homem. Nessa situação. 394) (Procurador MP TCE/PE 2004) Os ocupantes de cargos em provimento efetivo e comissionado contam com o mesmo tratamento previdenciário. 391) (Procurador MP TCM/GO 2007) A lei não pode estabelecer qualquer forma de contagem de tempo de contribuição fictício. de servidor público ocupante de cargo efetivo. 386) (Procurador Consultivo TCE/PE 2004) Considere a seguinte situação hipotética. caso ele venha a falecer em 4/3/2004. 390) (Procurador Consultivo TCE/PE 2004) Segundo as normas constitucionais vigentes. com proventos integrais. junto ao órgão. não se computa o tempo de serviço prestado fora de sala de aula. o referido servidor terá direito à aposentadoria por invalidez. para os servidores ocupantes de cargo efetivo que exija formação de nível superior. 389) (Procurador Consultivo TCE/PE 2004) A aposentadoria voluntária de servidor ocupante de cargo efetivo deverá ser percebida de forma integral caso ocorra o atendimento dos seguintes requisitos: tempo mínimo de dez anos de efetivo exercício no serviço público e cinco anos no cargo em que se dará a aposentadoria. de cargo em comissão declarado em lei de livre nomeação e exoneração não se aplica o regime geral da previdência social. exclusivamente. o valor do benefício de pensão por morte a ser pago a seus dependentes será igual a 20 trinta e cinco avos da remuneração que ele percebia no cargo efetivo. e 60 anos de idade e 30 anos de contribuição. salvo no caso de servidores: portadores de deficiência. no qual foi empossado na vigência das normas constitucionais atualmente em vigor. dois dias após ter entrado em exercício.

400) (Procurador Consultivo TCE/PE 2004) A União. o DF e os municípios podem definir alíquotas de contribuição previdenciária inferiores às dos servidores titulares de cargos efetivos da União. na forma do RGPS. se mulher. 402) (Auditor do TCU 2007) Os magistrados integrantes de tribunal regional federal. aplica-se o regime geral da previdência social (RGPS). cargo acessível aos que detenham nível médio de escolaridade. 399) (Procurador MP TCE/PE 2004) Segundo as regras constitucionais acerca do regime previdenciário dos servidores públicos. as seguintes condições: 35 anos de contribuição. enquanto a exoneração não tem esse caráter. inexistindo plano de complementação. se homem. os estados e os municípios podem estabelecer teto-limite em relação ao valor dos proventos de aposentadoria de servidores ocupantes de cargo efetivo. 401) (Procurador Consultivo TCE/PE 2004) Os estados. bem como os servidores públicos ocupantes de cargo efetivo que compõem o seu quadro administrativo e que tenham ingressado no serviço público até 16 de dezembro de 1998. 25 anos de efetivo exercício no serviço público. posteriormente à obtenção dessa aposentadoria. e. ainda podem aposentar-se com proventos integrais. passe a gozar aposentadoria por idade.TCU 2008 DIREITO ADMINISTRATIVO – LUCIANO OLIVEIRA emprego público. o nível de escolaridade 32 . exceto daquelas constituídas em regime especial. 405) (Auditor do TCU 2007) Os servidores públicos das autarquias federais submetem-se ao mesmo regime jurídico dos servidores públicos civis da União. portanto. e das fundações públicas federais. 398) (Procurador Consultivo TCE/PE 2004) Segundo as normas constitucionais relativas ao regime previdenciário dos servidores públicos ocupantes de cargo efetivo. 403) (Exame de Ordem OAB 2007. idade mínima de 60 anos para os homens e 55 para as mulheres e tempo de contribuição de 35 anos para o homem e de 30 anos para as mulheres. Nessa situação. sendo facultativa a criação de sistemas de previdência complementar. os quais serão instituídos por meio de fundos de previdência de natureza privada. e 30 anos de contribuição. C A demissão de servidor público tem natureza punitiva. B Considere que um cidadão ocupe cargo efetivo de professor em determinado município e tenha sido aprovado em concurso público de técnico judiciário. a qual recebia recursos do referido ente federado. o gozo dos direitos políticos. em qualquer área do conhecimento. cumulativamente. 404) (Oficial de Chancelaria 2006) A Lei n.112/1990 instituiu o regime dos servidores públicos civis da União. das autarquias. como requisitos básicos. a percepção da aposentadoria decorrente do RGPS não constitui óbice à percepção de proventos de aposentadoria decorrente do mencionado cargo público. assinale a opção correta. entre outras. 15 anos de carreira e 5 no cargo em que se der a aposentadoria.º 41/2003 serão exigidos para aposentadoria por invalidez os seguintes requisitos: 10 anos de tempo de serviço público. para sua investidura no cargo público.1) A respeito dos agentes públicos. 5 anos no cargo efetivo em que se dará a aposentadoria. a prévia aprovação em concurso público de provas ou provas e títulos.º 8. tendo. D Ao servidor público que tomou posse após a Emenda Constitucional n. entre outros. seja aprovado em concurso público e passe a ocupar cargo público em provimento efetivo em autarquia da administração indireta do estado de Pernambuco. não há óbice à percepção de proventos de aposentadoria decorrente do referido regime por servidor ocupante de cargo efetivo que já conte com a percepção de aposentadoria decorrente do RGPS. caso um servidor público que tenha ocupado emprego público em empresa pública do estado de Pernambuco. desde que preencham. custeada pelo regime geral de previdência social (RGPS). A Os particulares em colaboração com o poder público são considerados servidores públicos. os dois cargos referidos são acumuláveis.

Considerando que Reinaldo foi nomeado para o cargo de defensor público do estado do Amazonas. mas discricionário. Seu pedido foi recusado sob o argumento de que essa licença somente pode ser concedida a servidores ocupantes de cargo efetivo. 414) (Defensor Público da União 2007) Paulo. Paulo pode requerer a sua recondução ao cargo que ocupava anteriormente até 15/1/2009. já havia adquirido a estabilidade no serviço público quando foi aprovado em concurso público para o cargo de analista do TCU. detentor de cargo efetivo de auditor fiscal da previdência social. 407) (Oficial de Chancelaria 2006) A investidura do cargo público ocorre com o provimento. mesmo sendo bem avaliado no estágio probatório em curso. 420) (Analista do TCU 2005) O argumento utilizado para indeferir o pedido de Reinaldo é juridicamente correto. servidor público federal. 409) (Defensor Público AM 2003) O ato de nomeação de Reinaldo não pode ser revogado pela administração pública.112/1990. aposentadoria. em qualquer hipótese. 411) (Defensor Público AM 2003) A partir da data de sua posse. 406) (Analista do TCU 2005) Os empregados do BNDES (empresa pública federal) são servidores públicos federais e. Nessa situação.º 8. 413) (Titular de Serviços Notariais TJDFT 2006) É de 24 meses o período de estágio probatório dos servidores públicos federais regidos pela Lei n. ou sem extinção do vínculo. a pedido do interessado. pela promoção. portanto.TCU 2008 DIREITO ADMINISTRATIVO – LUCIANO OLIVEIRA exigido para o exercício do cargo. o ato administrativo que o exonerar será vinculado e não discricionário. Reinaldo. 408) (Defensor Público AM 2003) O ato de nomeação de Reinaldo não é vinculado. demissão e morte. Reinaldo tem responsabilidade civil objetiva pelos atos que praticar no estrito cumprimento de seus deveres funcionais.112/1990. conforme entendimento do Superior Tribunal de Justiça (STJ).º 8. assumindo a função em 15/1/2007. servidor público ocupante de cargo comissionado no TCU há exatos seis anos. e antes de entrar em exercício. conforme jurisprudência dos tribunais superiores. julgue os itens subseqüentes. a eles se aplica o regime jurídico estabelecido na Lei n. 410) (Defensor Público AM 2003) Após ser nomeado. 418) (Procurador do MP/TCU 2004) O pagamento das indenizações ao erário pelo servidor em razão de danos provocados à administração pública pode ser parcelado. Considerando a situação hipotética descrita acima. 412) (Defensor Público AM 2003) Se um servidor solicitar regularmente sua exoneração. emprego ou função e pode ocorrer com extinção do vínculo pela exoneração. 416) (Procurador do MP/TCU 2004) A reversão é forma de provimento de cargo público proscrita em face da exigência de concurso público. 421) (Analista do TCU 2005) Do fato de Reinaldo ocupar o mesmo cargo há seis 33 . 415) (Procurador do MP/TCU 2004) O servidor em estágio probatório não pode exercer cargo de provimento em comissão. julgue os itens que se seguem. a idade mínima de dezoito anos e a aptidão física e mental. Reinaldo deve assinar o termo de posse. que é um contrato administrativo de adesão em que são definidas as regras que regerão a prestação das atividades legalmente definidas para o seu cargo. 419) (Analista do TCU 2005) O indeferimento do pedido de Reinaldo foi um ato administrativo vinculado. readaptação ou recondução. no qual tomou posse. 417) (Delegado de Polícia Federal 2004) A vacância é o ato administrativo pelo qual o servidor é destituído do cargo. solicitou que lhe fosse concedida licença para tratar de interesses particulares.

TCU 2008 DIREITO ADMINISTRATIVO – LUCIANO OLIVEIRA anos não se pode inferir que ele tenha sido aprovado em estágio probatório. Com base nessa situação hipotética. fase do processo penal. Um servidor federal estatutário de nível médio. em estágio probatório. a sindicância. 428) (Oficial de Chancelaria 2006) A legislação não proíbe a participação de servidor público como acionista em sociedade comercial. 34 . ainda que exercido sob a forma de mandato. 424) (Analista TSE 2007) Na redistribuição. por parte desses servidores. porquanto o superior deste tem o dever de iniciar o processo. a comissão processante deve ser composta por servidor estável. 434) (Titular de Serviços Notariais TJAC 2006) Marina. 427) (Técnico do TCU 2007) Apesar de os servidores públicos civis federais estarem organizados em estrutura hierarquizada na administração pública. com a mesma amplitude do direito penal. apenas o servidor público detentor de cargo efetivo fará jus à remuneração do cargo. 423) (Analista TSE 2007) Na hipótese de redistribuição. equipara-se ao inquérito. o processo administrativo disciplinar para apuração da falta não exigirá que o lesado represente contra o servidor. servidora pública. foi demitido por motivo de corrupção. 432) (Analista do TCU 2005) É requisito de validade da demissão de Adriano a realização de inquérito administrativo voltado à apuração dos fatos relativos à infração disciplinar cometida pelo servidor. o deslocamento do cargo somente ocorre na hipótese de readaptação. de dar cumprimento a ordem manifestamente ilegal. fase do processo administrativo disciplinar. designado por autoridade competente.ª Região 2006) No que se refere a licença para atividade política. 425) (Advogado da União 2006) O servidor que exerce cargo em comissão em localidade diversa da sua sede de expediente tem direito de receber ajuda de custo. o que implica a possibilidade de a autoridade administrativa aplicar sanção a conduta que não esteja minuciosamente descrita como ilícita na norma legal. valendo-se de sua qualidade de funcionário. não se aplica. 426) (Juiz Federal 5. calculada sobre a remuneração integral do cargo em comissão. não há a obrigação. não podendo essa licença exceder o prazo máximo de três meses. 431) (Promotor de Justiça MT 2005) No caso de servidor público cometer ilícito funcional que lese direito de cidadão. Adriano. Instaurada sindicância. Neste caso. julgue os itens a seguir. 429) (Juiz Substituto TJBA 2005) No processo administrativo disciplinar. não é o servidor que é deslocado de um cargo para outro. e com nível de escolaridade igual ou superior ao de Marina. assim como não há a obrigação de representar contra seu superior no caso em que a ordem configure ilegalidade. o princípio da tipicidade. no período do registro da candidatura até o décimo dia seguinte ao da eleição. dentro do mesmo poder. mas é o próprio cargo que é deslocado para outro órgão ou entidade. foi acusado de patrocinar indiretamente interesse privado perante a administração pública. de ofício. após ocupar cargo efetivo no TCU durante exatos dez anos. respondia a regular processo administrativo disciplinar por ter procedido de forma desidiosa no exercício da função. 433) (Analista do TCU 2005) A demissão de Adriano configura rescisão unilateral do contrato de trabalho que ele celebrou com a União mediante a assinatura do termo de posse. 422) (Advogado da União 2006) É inviável juridicamente o deferimento de licença para tratar de interesses particulares a ocupante de cargo de provimento em comissão. 430) (Técnico em Procuradoria PGE/PA 2007) Para o regime jurídico dos servidores públicos federais. omissão ou abuso de poder.

a apuração da responsabilidade do servidor pela infração praticada no exercício de suas atribuições deve ser feita por meio de processo disciplinar em que sejam garantidos ao servidor o contraditório e a ampla defesa. nos autos. após regular processo administrativo disciplinar. Ao julgar um processo de tomada de contas. valendo-se da qualidade de funcionário. 440) (Técnico do TCU 2007) A administração pública pode. o administrador foi citado e notificado por meio de edital. a comissão do processo disciplinar concluiu. 437) (Procurador Federal 2004) A demissão do servidor de nível superior foi ilegal. No processo. ambos foram afastados do exercício de seus cargos pelo prazo de 90 dias. 436) (Procurador Federal 2004) A prorrogação do prazo de conclusão de processo administrativo disciplinar era admissível. ainda que indireto. Ante a situação hipotética acima descrita. outrossim. uma vez que não tinha domicílio certo. a ser aplicada pelo presidente da República. uma vez que ele não cometera infração punível com pena de demissão. 443) (Analista do TCU 2004) O processo disciplinar pode ser revisto de ofício. o prazo legal máximo fixado para a conclusão do processo disciplinar foi prorrogado. 435) (Procurador Federal 2004) O afastamento por 90 dias de ambos os servidores foi ilegal. de nível superior. ao final. Nesse caso. o ato praticado pela administração é discricionário. porque ele não foi ouvido previamente na sindicância. o presidente da comissão. O prazo para conclusão do processo não deve exceder sessenta dias. estatutário e estável. ficou comprovado o conluio do administrador e dos representantes da empresa para fraudar a licitação e desviar dinheiro público. Indiciados. admitida a sua prorrogação por igual prazo. entre eles. quando se aduzirem fatos novos ou circunstâncias suscetíveis de justificarem a inocência do punido ou a inadequação da penalidade aplicada. O administrador era ocupante de cargo efetivo e integrante dos quadros de um órgão do Poder Executivo federal. O presidente da República demitiu o servidor de nível superior e exonerou o servidor em estágio probatório. teria sido co-autor da infração. 441) (Auditor do TCU 2007) Nos termos da lei federal que dispõe sobre o regime jurídico dos servidores públicos civis da União. O processo deve ser conduzido por uma comissão composta de três servidores estáveis designados pela autoridade competente. Quanto à situação hipotética acima. Produzidas as defesas. ante o grande volume de fatos a apurar. a conduta de um administrador público do Poder Executivo federal no sentido de fraudar a licitação e desviar dinheiro público sujeita-o à pena de demissão.TCU 2008 DIREITO ADMINISTRATIVO – LUCIANO OLIVEIRA apurou-se que outro servidor. é causa de demissão. uma única vez. julgue os itens seguintes. quando isso for conveniente ao serviço público. que o servidor de nível médio praticara tão-somente ato de deslealdade para com a instituição a que serve e o servidor de nível superior patrocinara indiretamente interesse privado perante a administração pública. informação de que o administrador havia tentado alienar os bens que possuía. 438) (Procurador Federal 2004) O patrocínio. Havia. 35 . de interesse privado perante a administração pública. No decorrer do processo. ou ter nível de escolaridade igual ou superior ao do indiciado. converter a penalidade de suspensão aplicada a servidor público em multa. valendo-se da qualidade de funcionário. 439) (Procurador Federal 2004) O presidente da República não poderia exonerar o servidor de nível médio. Instaurado processo disciplinar contra os dois servidores. o TCU condenou um administrador público solidariamente com uma empresa particular à restituição de determinada quantia aos cofres públicos. 442) (Auditor do TCU 2007) Nos termos da lei federal que dispõe sobre o regime jurídico dos servidores públicos civis da União. julgue os itens seguintes. como medida cautelar. por igual período. sendo pacífica a jurisprudência do STF no sentido da indelegabilidade dessa atribuição. que deverá ser ocupante de cargo efetivo superior ou de mesmo nível.

um diretor da ANATEL foi exonerado a pedido e. em razão de sua experiência no setor. com base no tratamento constitucional destinado aos servidores públicos. logo após a exoneração. 452) (Analista do TCE/AC 2007) Considere a seguinte situação hipotética. de um total de 5 vagas.º lugar. expressamente. Com base na situação hipotética acima. com base em lei estadual. 445) (Analista ANATEL 2006) A esse exdiretor não se aplica nenhum impedimento para prestação de qualquer tipo de serviço a empresa integrante do setor regulado pela agência. não se aplica à Ordem dos Advogados do Brasil. Maria. 36 . de ilegalidade de concessão de aposentadoria não implica. mas ficando posicionado em oitavo lugar. 450) (Procurador do TCDF 2002) Os servidores dos conselhos profissionais são servidores estatutários. previa que 20% das vagas seriam destinadas aos deficientes físicos. entre as vagas destinadas aos deficientes. Maria foi classificada em 6. A respeito da situação hipotética apresentada. foi contratado. Três meses após ter tomado posse para cumprir o seu mandato. mas somente a outras modalidades de controle externo.º lugar. julgue o item que se segue. em relação aos candidatos que disputavam as vagas destinadas aos deficientes físicos. pois se forma pela manifestação de vontade de órgãos administrativos diferentes. pelo TCU.º lugar e Sônia. para a formação de um ato único. respectivamente. por si só. em primeiro lugar. O edital do concurso previa que seriam destinados 5% dos cargos vagos aos deficientes. nos termos da norma constitucional. para prestar consultoria a uma empresa ligada ao setor de telecomunicações. João e Paulo foram aprovados em concurso público para provimento de 7 vagas de analista judiciário no tribunal de justiça de determinado estado da Federação. João e Paulo classificaram-se em 1. somente se aperfeiçoando com o registro pelo tribunal de contas competente. todavia. cujo edital. Maria não terá direito à sua nomeação. entre os aprovados às vagas destinadas aos não-deficientes. em lei. Pedro foi aprovado em concurso público para investidura em cargo público no âmbito estadual. Nessa situação. fundamentada em decisões do STF. julgue os itens. é no sentido de que a admissão de empregados por essas entidades deve ser precedida de prévio concurso público de provas ou provas e títulos. 448) (Procurador MP TCM/GO 2007) Os empregados de empresa pública exploradora de atividade econômica são submetidos ao regime da CLT e os atos de admissão desses empregados não estão sujeitos a registro pelo TCM/GO. Tal jurisprudência. na classificação geral. a obrigatoriedade da reposição das importâncias recebidas de boa-fé. em concurso. 451) (Auditor do TCU 2007) Os empregados dos conselhos de fiscalização profissional não são servidores públicos em sentido estrito. em 1. Sônia.º e 2. a administração deve nomear Pedro para que ele tome posse logo após a nomeação do candidato aprovado em primeiro lugar na classificação geral. 449) (Procurador do MP/TCU 2004) O julgamento. 446) (Procurador MP TCM/GO 2007) A aposentadoria do servidor público pode ser corretamente classificada como ato administrativo complexo. a jurisprudência pacífica do TCU.TCU 2008 DIREITO ADMINISTRATIVO – LUCIANO OLIVEIRA 444) (Analista ANATEL 2006) A possibilidade de as agências reguladoras requisitarem servidores e empregados de órgãos e entidades integrantes da administração pública é prevista. 447) (Analista do TCU 2005) Ato administrativo que nomeie um cidadão brasileiro para cargo comissionado lotado na ANATEL tem como requisito essencial de validade a sua aprovação pelo TCU. todavia. já que devem ser duas as vagas destinadas aos deficientes físicos e somente cinco destinadas aos não-deficientes. ante a natureza autárquica desses conselhos. 453) (Juiz Substituto TJTO 2007) Conforme entendimento do STF.

455) (Juiz Substituto TJTO 2007) Conforme entendimento do STJ. desde que observada a vedação de decesso remuneratório. o servidor público federal tem direito de retornar a cargo federal anterior.ª Região 2006) Conforme entendimento do STF. mas mera expectativa de direito. necessários que são para se aferir capacitação moral para o exercício da função pública. o exame psicotécnico pode ser estabelecido para concurso público. cabe ao Poder Judiciário. Assim. da ampla defesa e do devido processo legal. em decorrência exclusiva de decisão administrativa proferida em sede de processo administrativo disciplinar. 468) (Analista do TCU 2007) Segundo a corrente doutrinária conhecida como essencialista. Sônia não teria direito subjetivo à nomeação. 464) (Procurador do TCDF 2002) Está em harmonia com o regime jurídico dos servidores públicos a plena liberdade na reestruturação remuneratória dos cargos. 37 . desde que haja expressa previsão no edital. sem violação à garantia constitucional dos direitos adquiridos. 8 Serviços públicos.TCU 2008 DIREITO ADMINISTRATIVO – LUCIANO OLIVEIRA 454) (Juiz Substituto TJTO 2007) Conforme entendimento do STJ. nãoimpugnada pelo candidato antes de sua realização. 457) (Auditor do TCDF 2002) Em razão do princípio da vinculação ao edital. a justiça do trabalho será competente para dirimir os conflitos dessa relação jurídica. não é possível identificar um núcleo relativo à natureza da atividade que leve à classificação de uma atividade como serviço público. a prescrição da pretensão punitiva não é causa de desconsideração de antecedentes criminais. 458) (Procurador do TCDF 2002) Está em harmonia com o regime jurídico dos servidores públicos a ilegitimidade do veto a candidatos quando embasado em avaliação da saúde psicológica a partir de exame restrito a uma entrevista privativa. 456) (Auditor do TCDF 2002) A exigência de altura mínima para o exercício de cargo público é incompatível com o regime constitucional de preservação da dignidade humana. consórcios públicos convênios e 467) (Analista do TCU 2007) A Constituição federal não traz expresso. PPPs. processo 462) (Juiz Federal 5. em face de improbidade administrativa. 463) (Oficial Bombeiro DF 2007) No controle do processo administrativo disciplinar. ainda que não-exigido por lei.ª Região 2006) O servidor público não pode sofrer a pena de perda do cargo público. a conceituação do serviço público deve ser buscada na doutrina. podendo ter caráter subjetivo. inclusive no intuito de reverter a pena aplicada. não podendo constituir exigência legal ou editalícia. além de apreciar a regularidade do procedimento à luz dos princípios do contraditório. 461) (Analista TSE 2007) A condenação de um servidor público pela prática de ato de improbidade administrativa deve ocorrer mediante administrativo disciplinar. adentrar no mérito do julgamento administrativo. o conceito de serviço público. caso a administração resolvesse não contratar nenhum dos candidatos aprovados. no Brasil. 460) (Juiz Federal 5. Nessa situação. sendo o ato de nomeação um ato discricionário. nem tampouco as leis o fazem. 459) (Auditor do TCDF 2002) Para fins de concurso público. 466) (Procurador Federal 2007) Empregado público na administração direta federal em desvio de função não possui direito ao pagamento das diferenças salariais pela função exercida. em seu texto. João deve ser nomeado somente depois de nomeados os candidatos aprovados para as vagas destinadas aos não-deficientes. mesmo após o estágio probatório de novo cargo assumido. 465) (Juiz Substituto TJTO 2007) João ocupava exclusivamente cargo em comissão no estado do Tocantins.

ª Região 2006) A interrupção do fornecimento de serviço por inadimplemento do usuário. permissionários ou autorizatários. por meio de concessionários. da eficiência. pelo princípio da continuidade do serviço público essencial e da dignidade da pessoa humana. Diante dessa situação hipotética. julgue os itens acerca dos serviços públicos. a concessionária não pode suspender o fornecimento de energia elétrica. 481) A Constituição da República determina que a cada município brasileiro cabe prestar o serviço público de transporte coletivo. considerado o interesse da coletividade. não é necessário haver lei que assim o defina. 477) (Juiz Substituto TJTO 2007) Não se exige que José seja notificado da ausência de pagamento para que haja o corte de energia elétrica. Portanto. 480) (Procurador do MP/TCU 2004) O serviço público detentor de poder de polícia não pode ser objeto de concessão a particular. determinou a suspensão do fornecimento de tal serviço. 476) (Juiz Substituto TJTO 2007) O serviço de fornecimento de energia elétrica a José se caracteriza como impróprio e individual. iluminação pública. não pode o órgão público prestador de serviço público essencial cortar o fornecimento de serviço a consumidor que permaneça inadimplente após ter sido previamente notificado. para que um serviço público se insira na primeira categoria. sendo prestados de forma direta. corresponde aos chamados serviços administrativos. em cada ocasião. não caracteriza descontinuidade do serviço público concedido. 472) (Juiz Substituto TJBA 2005) De acordo com a classificação dos serviços públicos quanto ao objeto. ou indireta. A concessionária do serviço. julgue o item que se segue. a sua interrupção. Com base nessa situação hipotética. desde que feita após prévio aviso. residente em Palmas – TO. 478) (Analista ANATEL 2006) A jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça pacificou o entendimento de que. inadimplente no que se refere ao pagamento de sua conta de luz e não possui as mínimas condições econômico-financeiras de satisfação desse débito. da modicidade e da cortesia. ao passo que os últimos são prestados à coletividade globalmente considerada ou a um grupo de pessoas. 474) (Juiz Substituto TJBA 2005) Os serviços públicos essenciais devem ser prestados de maneira contínua. em face do princípio da continuidade do serviço público. os serviços públicos podem ser classificados em essenciais ou em não-essenciais. pela administração pública. 479) (Juiz Federal 5. autorizandose. a intervenção estatal na atividade econômica. 473) (Analista do TCU 2004) Os requisitos do serviço público identificam-se com o conteúdo dos princípios da permanência ou continuidade. está. exclusivamente à pessoa de um cidadão que lhes faça jus. João. não pagou a fatura de energia elétrica de sua residência relativamente ao mês de abril de 2007. foi cobrada a contribuição de 38 . via de conseqüência. Os primeiros são aqueles prestados. desempregado. por meio de seu dirigente. 471) (Delegado de Polícia Federal 2004) Os serviços de utilidade pública têm característica de essencialidade e necessidade para os membros da coletividade. há mais de dois meses. 475) (Juiz Substituto TJTO 2007) Conforme entendimento do STJ. não deve ser efetuada a suspensão do fornecimento de energia elétrica. quando necessária à satisfação de relevante interesse público ou de imperativos de segurança nacional. uma vez que pode ser essencial por sua própria natureza. seja diretamente. José. Nessa mesma conta. seja 470) (Juiz Substituto TJCE 2004) Uma das classificações dos serviços públicos divide-os em serviços uti singuli e uti universi.TCU 2008 DIREITO ADMINISTRATIVO – LUCIANO OLIVEIRA 469) (Juiz Substituto TJBA 2004) Quanto à essencialidade. da generalidade.

B o concessionário está autorizado a interromper a prestação dos serviços por inadimplemento do usuário independentemente de prévio aviso deste 491) (Procurador do MP/TCU 2004) Na alienação do controle acionário de empresa estatal prestadora de serviço público. portanto. mas a titularidade do serviço permanece em poder da administração pública. por parte do particular. Em relação a essa situação hipotética. qualquer direito subjetivo à continuidade da autorização. Irresignada com o ato de retomada. a empresa propôs demanda na qual alegou e provou a inexistência dos motivos de interesse público que motivavam a retomada. Durante a vigência da concessão. sem pagamento de indenização.1) Nas concessões de serviço público A o concessionário presta o serviço em nome próprio. o poder concedente não pode intervir na prestação do serviço. 492) (Procurador Federal 2004) A concessão do serviço público podia dar-se por meio de tomada de preços. 493) (Procurador Federal 2004) É legal a previsão de remuneração do 39 . 490) (Titular de Serviços Notariais TJDFT 2006) A concessão de serviço público de limpeza urbana dispensa a edição de lei autorizativa municipal. 486) (Advogado da União 2004) As concessões de serviço público têm natureza de contrato administrativo. por motivos de interesse público. pactuada sem prazo determinado. que é feita por conta e risco do concessionário. foi estabelecido que a remuneração dos serviços darse-ia por meio de pagamento de tarifa paga pelos usuários e. 488) (Exame de Ordem OAB 2007. D no curso do prazo contratual. 487) (Procurador Consultivo TCE/PE 2004) É vedada a concessão de serviço público por prazo indeterminado. independentemente de prévio pagamento de indenização ao concessionário. no edital e no contrato. razão pela qual. 484) (Advogado da União 2002) O regime jurídico da autorização não é constitucionalmente compatível com a exploração de serviço público por parte de pessoa jurídica privada. Concedido serviço público a uma empresa privada. 489) (Procurador do MP/TCU 2004) Na concessão de serviço público. não havendo. por motivo de interesse público. uma vez que a relação de consumo subjacente não pode ser gratuita. a administração pública entendeu que. no curso do prazo contratual. cumulativamente. por meio de concorrência pública. ante a imposição constitucional de realização de licitação nas concessões. paga pelo usuário. tem natureza de preço público e é fixada pelo preço da proposta vencedora da licitação e preservada pelas regras de revisão previstas na lei que disciplina o regime de concessão de prestação de serviços públicos. sendo a remuneração pela execução do serviço feita por meio de tarifa. o poder concedente pode decretar a retomada do serviço. imitiu-se na posse dos bens por meio dos quais o serviço era prestado. por meio de outras fontes provenientes de receitas alternativas. 483) (Oficial Bombeiro DF 2007) A delegação de concessão ou permissão de serviço público pelo poder público está subordinada ao princípio da obrigatoriedade de licitação prévia. 482) (Analista do TCU 2007) O DF deve prestar os serviços públicos previstos como de competência dos estados e dos municípios. de último e desde que não se trate de situação de emergência. ainda. a remuneração do concessionário está condicionada à fixação de tarifa. 485) (Defensor Público do DF 2006) A discricionariedade ínsita aos atos de autorização de serviços públicos permite ao poder público avaliar a conveniência de eventual revogação do ato autorizado. C no curso do prazo contratual.TCU 2008 DIREITO ADMINISTRATIVO – LUCIANO OLIVEIRA mediante regime administrativo concessão ou permissão. julgue os itens a seguir. que. a prestação do serviço deveria ser retomada. não se pode transferir concomitantemente a concessão do serviço público. com o intuito de se assegurar a igualdade de condições a todos os concorrentes e a seleção da proposta mais vantajosa.

obrigatoriamente. 498) (Procurador do TCDF 2002) A prestação de serviços públicos sob o regime de permissão dar-se-á. 506) (Procurador do MP/TCU 2004) Denomina-se encampação a retomada do serviço concedido pelo poder concedente. realizada com base na teoria da imprevisão. é possível a contratação sem licitação de empresa permissionária por prazo não-superior a dois anos. tem como características a precariedade e a possibilidade de revogação unilateral do contrato pelo poder concedente. foi constatado que.ª Região 2006) A condenação transitada em julgado da concessionária por sonegação de tributos importa. julgue os itens que se seguem. ante a indeterminação do prazo da concessão. desde que tenham sido observados os parâmetros definidos em lei local. não houve qualquer ilegalidade. considerada ilegal a cláusula que estipulou prazo certo para a linha A. por sua conta e risco. 503) (Analista do TCU 2007) No exercício da fiscalização e do controle dos serviços públicos prestados por concessionários e permissionários. Para uma segunda linha — linha B —. recursos técnicos. 496) (Procurador Consultivo TCE/PE 2004) As permissões de serviço público são formalizadas mediante contrato de adesão. foi contratada uma determinada empresa sem licitação. o TCDF deverá deixar de aplicar a lei do DF que amparou a contratação de permissionárias para a linha B sem licitação. havia sido realizada licitação. necessariamente. por intermédio de licitação pública. portanto. 499) (Auditor do TCDF 2002) Acerca da adoção de tomada de preço. formalizada mediante celebração de contrato de adesão entre o poder concedente e a pessoa física ou jurídica que demonstre capacidade para o seu desempenho. Em decorrência de auditoria realizada no setor de transporte coletivo de passageiros no DF. modalidade de licitação adotada para a linha A. 504) (Juiz Federal 5. 505) (Procurador Federal 2004) A retomada do serviço público por motivos de interesse público denomina-se encampação. durante o prazo da concessão. 497) (Procurador Consultivo TCE/PE 2004) Quando a permissão de serviço público se der a título precário. 502) (Auditor do TCDF 2002) Com base na legislação vigente. 495) (Delegado de Polícia Federal 2004) A permissão de serviço público. a administração pública terá acesso aos dados relativos a administração. será dispensada a licitação. e exigir a realização de licitação. econômicos e financeiros das permissionárias e concessionárias. Em face da situação hipotética acima. contabilidade. haja vista a existência de lei do DF que determina que. 501) (Auditor do TCDF 2002) A repactuação ocorrida no contrato para a linha A. para trechos experimentais. Para uma primeira linha — A —. 500) (Auditor do TCDF 2002) A permissão de serviço público tem como uma de suas principais características a precariedade e a revogabilidade unilateral. foram identificadas as ocorrências a seguir indicadas. três meses após a celebração do contrato com a empresa que venceu a licitação. ante a sua manifesta inconstitucionalidade. na modalidade de tomada de preço. na caducidade do contrato de concessão.TCU 2008 DIREITO ADMINISTRATIVO – LUCIANO OLIVEIRA concessionário por fontes provenientes de receitas alternativas. por motivo de interesse público 507) (Analista ANATEL 2006) Denomina-se encampação a retomada do serviço pelo 40 . em decorrência do dissídio coletivo. é ilegal. devendo ser. ocorreu dissídio coletivo dos motoristas e cobradores e. e o edital previa a celebração de contrato de permissão pelo prazo de cinco anos. foi aplicada a teoria da imprevisão para aumentar o valor das tarifas cobradas dos passageiros como forma de recompor o equilíbrio econômicofinanceiro do contrato. em conseqüência. deve ser considerada ilegal. 494) (Procurador Federal 2004) A concessão pactuada. Ainda em relação à linha A.

durante o prazo da concessão. empresa vencedora do certame. 508) (Procurador MP TCE/PE 2004) A essa modalidade de extinção da concessão dá-se o nome de encampação. 514) (Procurador Federal 2004) Em face do princípio da continuidade do serviço público. A inicial requereu a suspensão. 513) (Advogado da União 2004) A extinção do contrato de concessão de serviço público por meio da encampação se consuma com a retomada do serviço pelo poder concedente durante o prazo da concessão. segundo seu entendimento. pois o contrato celebrado não foi precedido da indispensável realização de procedimento licitatório público. o poder concedente dispõe de 12 meses para indenizar o concessionário. 509) (Procurador MP TCE/PE 2004) Para respeitar a legislação vigente. por motivo de interesse público e realizada mediante lei autorizativa específica. 512) (Juiz Federal 5. pela retomada de um serviço concedido. julgue os itens que se seguem. nos casos de descumprimento das normas contratuais pelo poder público. 510) (Procurador MP TCE/PE 2004) Após a retomada. 517) (Procurador Federal 2007) A empresa Expresso 1111 não é legítima detentora de direitos contratuais para a exploração do serviço de transporte coletivo de passageiros. tenha optado. dos efeitos do Termo de Permissão Condicionada n. que concedeu permissão para a atividade de transporte coletivo rodoviário intermunicipal de passageiros entre duas cidades à empresa Expresso 3333. a retomada deverá ser autorizada por lei específica. é legal. em decorrência de descumprimento das normas contratuais pelo concessionário. em face do princípio da separação de poderes. ao final. 516) (Procurador Federal 2007) Na situação em apreço. após prévio pagamento de indenização. A empresa Expresso 1111 não se submeteu a processo licitatório. exigido 41 . 515) (Procurador Federal 2004) A inexistência do motivo para a retomada do serviço público. expresso no ato. de que a continuidade da prestação dos seus serviços à população atende ao interesse público seria suficiente para que fosse mantido o seu contrato com a administração pública estadual. ainda que não houvesse motivo para dispensa ou inexigibilidade da licitação. a simples demonstração. pode ser rescindido por iniciativa do concessionário. a exploração da linha. um contrato que. a Expresso 1111 entendeu ter direito líquido e certo de continuar a exploração da linha. tendo realizado licitação e concedido à Expresso 3333. por ter a concessionária descumprido cláusulas contratuais ou disposições legais ou regulamentares concernentes à concessão. Com referência à situação hipotética acima e à legislação a ela pertinente. com base no contrato até então em curso. Como o novo secretário anulou esse contrato entre o estado e a empresa Expresso 1111. mas obteve. a imissão na posse dos bens por meio dos quais o serviço era prestado pela empresa. julgue os seguintes itens. logo após a extinção do contrato de concessão. a habilitava plenamente ao exercício da atividade.ª Região 2006) O contrato de concessão de serviço público. 511) (Delegado de Polícia Federal 2004) O contrato de concessão de serviço público extingue-se pela rescisão quando a iniciativa de extinção do contrato é do poder concedente. por motivo de interesse público. Considere a situação em que o poder concedente. pela empresa Expresso 1111. a concessão em definitivo da segurança almejada no sentido de desconstituir o ato administrativo impugnado. sem pagamento de indenização. na gestão anterior à do atual secretário de infra-estrutura.º 3/2000 concedido à Expresso 3333 para operar a linha referida e.TCU 2008 DIREITO ADMINISTRATIVO – LUCIANO OLIVEIRA poder concedente. A respeito dessa situação. in limine. A empresa Expresso 1111 impetrou mandado de segurança contra ato do secretário de infraestrutura de uma unidade da Federação. independentemente de decisão judicial. determina sua invalidade.

dada pela administração. adicionalmente à tarifa cobrada dos usuários. ainda que envolva execução de obra ou fornecimento e instalação de bens. sendo vedado o pagamento de contraprestações públicas. o Estado pode transferir a atividade-fim para que os particulares a desempenhem em um regime de direito privado.TCU 2008 DIREITO ADMINISTRATIVO – LUCIANO OLIVEIRA não só por lei. conservando-se a sua titularidade. 523) (Procurador MP TCM/GO 2007) A Lei n. às empresas públicas. Nesse caso.º 11. 518) (Procurador Federal 2007) A licitação é pressuposto que. 525) (Juiz Substituto TJTO 2007) Uma das diferenças entre a parceria públicoprivada e a concessão de serviço público refere-se à forma de remuneração. já que em ambas se transfere a execução do serviço público. não constitui parceria público-privada a concessão de serviços públicos ou de obras públicas quando não envolver contraprestação pecuniária do parceiro público ao parceiro privado. o fornecimento e a instalação de equipamentos ou a execução de obra pública.º 11. mediante contrato.079/2004 proíbe expressamente a celebração de contrato de parceria público-privada que tenha como objeto único o fornecimento de mão-de-obra. mas também pela própria CF. enriquecimento e industrialização de minérios e minerais nucleares e seus derivados. lavra. exercido em auxílio ao Congresso Nacional. 530) (Advogado da União 2006) Considere que um ministério pretenda contratar o fornecimento de mão-de-obra para a execução de uma obra pública. macula a existência. que é o titular do controle externo. não podendo ter prazo de vigência inferior a 5 anos nem superior a 35 anos. sendo remunerada pela cobrança de tarifas dos usuários ou por outras receitas alternativas e respondendo diretamente pelas suas obrigações e pelos prejuízos que causar. 520) (Juiz Substituto TJTO 2007) O contrato de concessão se iguala ao de franquia. porém. 522) (Oficial de Chancelaria 2006) A União pode estabelecer contrato com empresas estatais ou privadas para realizar atividades de pesquisa. pelos estados. pode haver rescisão unilateral. já que naquela haverá necessariamente contraprestação pecuniária do parceiro público ao parceiro privado. a validade e a eficácia do contrato administrativo. 521) (Juiz Substituto TJTO 2007) Por meio da terceirização de mão-de-obra. a concessionária sujeita-se aos riscos empresariais. se não ocorrer ausência ou falha na fiscalização do concedente.079/2004 contém dispositivos aplicáveis aos órgãos da administração pública direta. uma vez ausente. 528) (Auditor do TCU 2007) Todas as etapas do processo de licitação e contratação da PPP referida estão sujeitas ao controle do TCU.079/2004. na medida em que somente no contrato de concessão. às autarquias. às fundações públicas. contraprestação pecuniária do parceiro público ao parceiro privado. Não há. e não no de franquia. 524) (Analista Inmetro 2007) Nas parcerias público-privadas (PPP) a remuneração do parceiro privado deve ser exclusivamente tarifária. 526) (Juiz Substituto TJTO 2007) Concessão patrocinada é o contrato de prestação de serviços no qual a administração pública é usuária direta ou indireta. às sociedades de economia mista e às demais entidades controladas direta ou indiretamente pela União. pelo DF e pelos municípios. responsabilidade subsidiária do Estado. Nesse 42 . aos fundos especiais. incluindo eventual prorrogação.º 11. 527) (Procurador MP TCM/GO 2007) De acordo com a Lei n. Eles se diferenciam. nos casos de prestação de serviço público sob o regime de permissão ou concessão. O contrato da PPP na modalidade patrocinada deve envolver. 529) (Procurador MP TCM/GO 2007) A Lei n. 519) (Analista ANATEL 2006) A concessão de serviços de telecomunicações é a delegação de sua prestação.

538) (Procurador MP TCM/GO 2007) De acordo com a Lei n. no ano anterior. antes da publicação na imprensa oficial. tendo como associadas duas pessoas jurídicas de direito público interno. os estados. o pagamento ao parceiro privado não pode ficar vinculado à qualidade do seu desempenho. poderá prever o pagamento de remuneração variável. conforme metas e padrões de qualidade e disponibilidade definidos no contrato. deve ser constituída sociedade de propósito específico.079/2004. ou entre estas e organizações particulares. serviços. esse ministério pode-se valer da celebração de contrato de parceria público-privada. a qual poderá adotar a forma de companhia aberta. para a realização de objetivos de interesse comum dos partícipes. conforme regulamento. que poderá assumir a forma de companhia aberta. 536) (Juiz Substituto TJTO 2007) A contratação de parceria público-privada será precedida de licitação modalidade de concorrência. da qual a administração pública não pode fazer parte. para as PPPs na modalidade patrocinada. pessoal e bens essenciais à continuidade dos serviços transferidos. 531) (Advogado da União 2006) Nos contratos de parceria público-privada. 534) (Juiz Federal 5. o Distrito Federal (DF) e os municípios devem disciplinar. de organização de pessoas para fins não-econômicos. a União. se prevista em contrato. com valores mobiliários admitidos a negociação no mercado. os consórcios públicos e os convênios de cooperação entre os entes federados. o poder público não pode contratar parceria público-privada quando a soma das despesas de caráter continuado derivadas do conjunto das parcerias já contratadas tiver excedido. sob pena de nulidade. 541) (Juiz Substituto TJTO 2007) Os consórcios são acordos firmados por entidades públicas de qualquer espécie. que regula os consórcios administrativos no âmbito da administração pública brasileira. por ter o poder-dever de fiscalização sobre ela. é obrigatória. pois os riscos do empreendimento devem ser repartidos entre as partes. 539) (Auditor do TCU 2007) Consoante disposição expressa da Constituição Federal. a submissão da minuta do edital e do contrato ao TCU. 43 . Assim. 532) (Juiz Substituto TJTO 2007) Nas parcerias público-privadas. a contraprestação da administração pública.º 11. um consórcio deve ser constituído na forma de associação civil. vinculada ao seu desempenho. 533) (Advogado da União 2006) Antes da celebração do contrato de parceria público-privada. para análise e aprovação. podendo autorizar a gestão associada de serviços públicos. salvo aquisição por instituição financeira controlada pelo poder público em caso de inadimplemento de contratos de financiamento. em 1% a receita corrente líquida do exercício. por meio de lei.ª Região 2006) O contrato de parceria pública e privada deve ser firmado entre o poder público e uma sociedade de propósito específico. durante a execução do contrato.TCU 2008 DIREITO ADMINISTRATIVO – LUCIANO OLIVEIRA caso. deverá obedecer a padrões de governança corporativa e adotar contabilidade e demonstrações financeiras padronizadas. a sociedade de propósito específico. ficando vedado à administração pública ser titular da maioria do seu capital votante. 540) (Auditor do TCU 2007) Segundo lei específica recentemente editada. na 537) (Auditor do TCU 2007) Nos termos da lei federal que regula as PPPs na administração pública brasileira. nos termos do Código Civil. o consórcio deve ser uma pessoa jurídica de direito privado. uma vez que se trata. 535) (Juiz Substituto TJTO 2007) Nas parcerias público-privadas. bem como a transferência total ou parcial de encargos.

legitimidade e economicidade de despesas. 553) (Juiz Substituto TJTO 2007) A desafetação de bem público só pode ser feita por meio de lei. 9 Bens públicos 549) (Analista do TCU 2007) Domínio público é um conceito mais extenso que o de propriedade. julgue os itens. com o objetivo de viabilizar a descentralização e a prestação de políticas públicas em escalas adequadas. um consórcio público para a realização de objetivos e interesses comuns e para a prestação de serviços na área de saúde. operacional e patrimonial do Tribunal de Contas dos Municípios do Estado de Goiás (TCM/GO). 557) (Procurador do MP/TCU 2004) Os bens públicos podem ser objeto de oneração desde que não se tenha por fim a constituição de direito real de garantia. 554) (Procurador Federal 2004) Os bens das autarquias não estão sujeitos a penhora. o integra a dos três 548) (Procurador MP TCM/GO 2007) A existência legal da pessoa jurídica que constitui o consórcio mencionado começa com a publicação. 542) (Procurador MP TCM/GO 2007) O consórcio público mencionado está sujeito à fiscalização contábil. pois ele inclui bens que não pertencem ao poder público. diretrizes e normas que regulam o Sistema Único de Saúde (SUS). contratos e renúncias de receitas. entre outras disposições. a imprescritibilidade é qualidade apenas dos bens de uso comum do povo e dos bens de uso especial. 550) (Técnico em Procuradoria PGE/PA 2007) Bens públicos dominiais são aqueles afetados ao serviço público. a denominação. situados no estado de Goiás. sendo imprescritíveis tanto os bens de uso comum do povo como os bens de uso especial. três municípios vizinhos. por ato administrativo ou por lei. 543) (Procurador MP TCM/GO 2007) O referido consórcio público deve observar as normas de direito público no que concerne a realização de licitação.TCU 2008 DIREITO ADMINISTRATIVO – LUCIANO OLIVEIRA Em 2006. celebração de contratos. 545) (Procurador MP TCM/GO disposição expressa da lei dispõe sobre normas contratação de consórcios mencionado consórcio administração indireta municípios consorciados. Acerca da situação hipotética descrita. inclusive quanto a legalidade. 546) (Procurador MP TCM/GO 2007) Ao mencionado consórcio público não é obrigatória a obediência aos princípios. 547) (Procurador MP TCM/GO 2007) A União pode celebrar convênios com o referido consórcio público. na forma estabelecida na legislação civil. 44 . atos. 544) (Procurador MP TCM/GO 2007) O estatuto que dispõe sobre a organização e o funcionamento de cada um dos órgãos constitutivos do mencionado consórcio é nulo se não contiver. do contrato de consórcio público celebrado entre os municípios que o integram. na imprensa oficial. 551) (Defensor Público AM 2003 – adaptada) A instituição de cobrança pelo uso de estacionamento público faz com que a referida área deixe de ser bem de uso público comum do povo e passe a ser bem de uso especial. constituíram. apenas os dominicais são sujeitos a usucapião. 556) (Defensor Público AM 2003) Entre os bens públicos. 552) (Analista do TCU 2004) Os bens dominiais ou do patrimônio disponível podem ser afetados a uma utilidade pública. que é regida pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). prestação de contas e admissão de pessoal. os fins e a sede do consórcio. 555) (Analista do TCU 2004) Segundo entendimento jurisprudencial. 2007) Por federal que gerais de públicos.

a aquisição por município ou pelo Distrito Federal de vias. praças. mas. 560) (Analista do TCU 2007) Entre os bens do domínio terrestre do solo. instalações necessárias ao funcionamento de suas atividades. 567) (Procurador do MP/TCU 2004) O processo discriminatório das terras devolutas da União pode efetivar-se por meio de processo administrativo.TCU 2008 DIREITO ADMINISTRATIVO – LUCIANO OLIVEIRA 558) (Juiz TJSE 2003) Salvo para os bens insuscetíveis de valoração patrimonial. diretamente e em local próximo à área em exploração. ela deve ser. 570) (Juiz Substituto TJTO 2007) Os recursos minerais do solo são de propriedade da União. tendo em vista a sua ilegalidade. tendo em vista a necessidade de que o Exército construísse. como os sítios arqueológicos e pré-históricos. julgue os itens que se seguem.. As lagoas que não sejam alimentadas por correntes públicas. privados. Além desses bens. permissão para que a área fosse utilizada e explorada pelo 9. 569) (Procurador do MP/TCU 2004) Entre os bens da União estão os recursos minerais do solo e do subsolo. os terrenos de marinha. sim. em princípio. as terras tradicionalmente ocupadas pelos índios e as cavidades naturais (cavernas) subterrâneas. os terrenos marginais. concedidos à empresa Zeta Minerações e Pavimentações Ltda. 566) (Juiz Substituto TJTO 2007) As terras reservadas aos indígenas são bens dominiais e são consideradas bens públicos da União. quanto as dormentes. 562) (Analista do TCU 2007) A utilização da linha de jundu como critério para demarcar os terrenos de marinha é uma prática que atende à legalidade estrita no processo de gestão dos bens públicos. estão as terras devolutas. poderá ser propriedade da União ou de estado-membro. autarquia vinculada ao Ministério de Minas e Energia (MME). A respeito dessa situação hipotética. como as lagoas e os reservatórios construídos pelo poder público. há outros. em Brasília – DF. sob o fundamento da prevalência do interesse público. a depender de onde nasça e por onde corra. considerada terra devoluta.º Batalhão de Engenharia e Construções do Exército Brasileiro. já que os bens dessas entidades não são públicos. pertencem à União e constituem bem dominial. 561) (Promotor de Justiça MT 2005) As terras devolutas são bens públicos de natureza dominical. 564) (Juiz Substituto TJCE 2004) Um rio. solicitou ao ministro de Estado de Minas e Energia que este avocasse o processo administrativo e reformasse o ato nele praticado. permanecem no domínio público. 568) (Procurador do MP/TCU 2004) Com relação a loteamentos urbanos. a característica de inalienabilidade dos bens públicos não é absoluta. como os rios e riachos. propriedade essa que não se estende à lavra produzida pelas concessionárias que exploram essa atividade. após o Comando do Exército ter solicitado. espaços livres e áreas destinadas a edifícios públicos e outros equipamentos urbanos dá-se a partir do momento em que o projeto de loteamento é aprovado pelo poder público. o TCU não tem competência para julgar contas das sociedades de economia mista exploradoras de atividade econômica. do regime jurídico dos recursos minerais e da avocação administrativa. ou de seus administradores. então. 563) (Analista do TCU 2007) São bens públicos tanto as águas correntes. 45 . se uma gleba de terra não possuir registro imobiliário e não se fizer prova de que pertence a particular. foram revogados pelo Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM). os terrenos acrescidos e as ilhas. 565) (Titular de Serviços Notariais TJDFT 2006) As águas do lago Paranoá. A empresa. 559) (Defensor Público da União 2007) De acordo com o STF. ainda que situadas ou cercadas por um só prédio particular. Alvarás de pesquisa minerária. sendo que nem todas são disponíveis. arrolados pela Constituição Federal como bens da União.

580) (Juiz Substituto TJBA 2004) O tombamento é um dos mais importantes mecanismos para a proteção de bens de valor artístico e histórico. sendo inconstitucional que a proprietária. 577) (Procurador Federal 2004) A dação em pagamento não dependia de prévia autorização do ministério. Por meio de auto de infração. deve ser dada interpretação restritiva ao dispositivo. os bens das concessionárias são públicos enquanto estiverem atrelados ao serviço público e. desde que cumpram os seguintes requisitos: sejam previamente avaliados. caracteriza-se como atividade econômica. 575) (Procurador do TCDF 2002) Os bens imóveis da administração pública cuja aquisição tenha decorrido de dação em pagamento poderão ser alienados por ato da autoridade competente. 572) (Procurador Federal 2007) A extração de recursos minerais desejada pelo Comando do Exército. como regra. sem autorização do ministério ao qual a empresa é vinculada e sem avaliação prévia. provocados por um trator pertencente a essa municipalidade. Acerca dessa situação hipotética. 581) (Procurador do MP/TCU 2004) O tombamento de bem particular que constitua patrimônio histórico não gera. no âmbito de sua competência. entre outros. julgue os seguintes itens. Constatado o fato pelo controle interno do ministério ao qual a empresa é vinculada. contra os dirigentes e os empregados da empresa que permitiram o pagamento da dívida com bens da empresa. autuou um município por danos em bem tombado. que é vedada pela CF. Uma empresa pública federal devedora pagou seus débitos com bens imóveis dominiais de que era proprietária. aos proprietários lindeiros de área remanescente ou resultante de obra pública que se tornar inaproveitável isoladamente. por iniciativa da administração. entre outras hipóteses. 578) (Procurador Federal 2004) A dação em pagamento dependia de prévia autorização legislativa. 574) (Procurador do MP/TCU 2004) A alienação de bens imóveis da administração direta poderá ser efetuada sem licitação nas hipóteses de investidura. e o ato de tombamento pode ocorrer tanto mediante consenso entre a administração e o particular dono do bem quanto compulsoriamente. tanto bens públicos quanto particulares podem ser atingidos. 46 . foi aplicada multa ao município. autorização legislativa e licitação. lavrado por um dos fiscais da autarquia. explore diretamente substâncias minerais que serão utilizadas na construção de obras públicas. feita pelo 9. impenhoráveis.º Batalhão de Engenharia e Construções do Exército Brasileiro. entendendo-se como tal a venda. 576) (Juiz Federal 5. a União. são. O pagamento deu-se sem prévia autorização legislativa. 573) (Procurador do MP/TCU 2004) A alienação de bens imóveis das sociedades de economia mista depende de interesse público devidamente justificado.TCU 2008 DIREITO ADMINISTRATIVO – LUCIANO OLIVEIRA 571) (Procurador Federal 2007) Os dispositivos constitucionais que regem a matéria relativa à exploração mineral determinam que os recursos minerais pertencem à União para fins de exploração. em qualquer hipótese. 579) (Procurador Federal 2004) A dação em pagamento dependia de prévia avaliação. avaliação prévia. obrigação de indenizar. contra o ato do ministro. Os dirigentes e empregados da empresa representaram.ª Região 2006) De acordo com o entendimento do Superior Tribunal de Justiça (STJ). por meio dele. portanto. garantindo-se ao concessionário a propriedade do produto da lavra. o ministro instaurou procedimento. Uma autarquia federal responsável pela defesa do patrimônio histórico. perante o TCU. no âmbito do ministério. seja demonstrada a necessidade ou utilidade da alienação e seja adotado procedimento licitatório sob a forma de concorrência pública ou leilão. Assim. a fim de que seu alcance se restrinja a garantir ao particular tal exploração.

hipótese em que. 586) (Procurador Municipal de Vitória 2007) Antes de ser editado o decreto de tombamento. depende de autorização em lei específica. dispensada esta somente nos casos estabelecidos em lei. a anulação do ato com efeitos ex tunc. 590) (Analista ANATEL 2006) Os bens das concessionárias de serviço público não são necessariamente impenhoráveis. antes da arrematação ou adjudicação. argumentou que o ato considerado danoso fora praticado por pessoa estranha aos quadros de servidores do município. significando que somente poderão ser utilizados com vistas à consecução dos fins a que se destina a pessoa jurídica.TCU 2008 DIREITO ADMINISTRATIVO – LUCIANO OLIVEIRA Impugnada a aplicação da penalidade. Por derradeiro. 587) (Procurador Municipal de Vitória 2007) Em caso de litígio entre o estado e o município. o município alegou que a multa não seria devida. que não poderia ser multado pela autarquia ante sua personalidade de direito público. determinou o tombamento provisório de um conjunto arquitetônico formado por 3 edifícios. estético e paisagístico. enquanto detiverem condição de afetados. pois o ato importa a automática transferência de propriedade dos imóveis que compõem o conjunto arquitetônico. A execução por quantia certa de créditos contra essas entidades pode ser feita por meio de penhora sobre a renda. 584) (Procurador Federal 2004) A circunstância de ter sido o trator do município emprestado a terceiro não exime o poder público de responsabilidade. 591) (Juiz Substituto TJTO 2007) Conforme entendimento do STJ. porque o tombamento não fora registrado no cartório de registro de imóveis. no caso. 585) (Procurador Municipal de Vitória 2007) A competência para o tombamento de bens de valor histórico. Pediu. por fim. as contas públicas não podem ser objeto de bloqueio judicial para garantir o custeio de tratamento médico. de propriedade do estado do Espírito Santo. 588) (Procurador MP TCM/GO 2007) A alienação de imóvel de uma autarquia é subordinada à existência de interesse público devidamente justificado. julgue os itens que se seguem. por meio de decreto. onde funcionava a secretaria da fazenda do estado. Em face dessa situação hipotética. já que a Constituição apenas ressalvou a hipótese de seqüestro de crédito de natureza alimentícia. ainda. o Poder Judiciário não poderá se imiscuir na demanda para definir se os bens tombados têm ou não valor histórico-cultural ou se o ato administrativo do tombamento foi concretizado mediante desvio de finalidade. acerca da defesa de bens de valor artístico. o poder público concedente deve manifestar-se. 589) (Auditor do TCDF 2002) Os bens móveis ou imóveis de uma fundação federal de direito privado serão objeto de consagração. O prefeito do município X. sobre determinados bens ou sobre todo o patrimônio. a quem o trator de propriedade municipal fora emprestado por um de seus funcionários. 582) (Procurador Federal 2004) Teve razão o município ao alegar que a multa não seria devida. partindo da situação hipotética apresentada acima. Julgue os itens seguintes. conceito este que não abrange aquele custeio. histórico. haveria necessidade de realização do devido processo expropriatório dos bens do estado pelo município. porque o tombamento não fora registrado no cartório de registro de imóveis. 10 Responsabilidade Civil do Estado 592) (Juiz Substituto TJBA 2004) As fórmulas “The king can do no wrong” (“O rei não pode errar”) e “Le roi ne peut mal faire” 47 . Sustentou. 583) (Procurador Federal 2004) O exercício do poder de polícia por parte da autarquia federal em defesa do patrimônio histórico pode atingir entidades públicas estaduais e municipais. seria do próprio estado e não do município X. de avaliação prévia e de licitação na modalidade condizente com o preço do imóvel.

pois o dolo do servidor público elide a responsabilidade estatal. 596) (Defensor Público da União 2007) Como a responsabilidade civil do Estado por ato danoso de seus prepostos é objetiva. assegurado o direito de regresso contra o responsável nos casos de dolo ou culpa. surge o dever de indenizar se restarem provados o dano ao patrimônio de outrem e o nexo de causalidade entre este e o comportamento do preposto. basta a ocorrência do evento danoso. 601) (Procurador MP TCM/GO 2007) A responsabilidade objetiva de que trata o segundo artigo acima transcrito abrange a União. ressalvado direito regressivo contra os causadores do dano. “As pessoas jurídicas de direito público e as de direito privado prestadoras de serviços públicos responderão pelos danos que seus agentes. 593) (Técnico em Procuradoria PGE/PA 2007) O direito brasileiro adota a responsabilidade objetiva do Estado. nessa qualidade. causarem danos a terceiros. julgue os itens. “As pessoas jurídicas de direito público interno são civilmente responsáveis por atos dos seus agentes que nessa qualidade causem danos a terceiros.” E. segundo a qual o administrado somente fazia jus a indenização por ato estatal se provasse a culpa ou o dolo da administração. o Distrito Federal (DF). ou ocorreu por culpa exclusiva da vítima. 595) (Procurador do MP/TCU 2004) A responsabilidade da administração direta é sempre objetiva. uma vez que a Constituição brasileira adota para a matéria a teoria da responsabilidade civil objetiva. distritais e municipais. tanto na ocorrência de atos comissivos como de atos omissivos de seus agentes que. qualquer que seja a hipótese. 602) (Procurador MP TCM/GO 2007) O primeiro artigo acima transcrito não 48 . nessa qualidade. inclusive as associações públicas. os estados. bem como as demais entidades de caráter público criadas por lei. dolo ou culpa. 597) (Defensor Público da União 2007) A responsabilidade da administração pública. a teoria da responsabilidade com culpa (ou responsabilidade subjetiva). causarem a terceiros. De acordo com a Constituição Federal (CF). para gerar a obrigação do Estado de reparar a lesão sofrida pelo terceiro. de acordo com a teoria do risco administrativo. nessa qualidade. o Estado poderá afastar a responsabilidade objetiva quando provar que o evento danoso resultou de caso fortuito ou de força maior. o Estado responde apenas pelos atos praticados culposamente pelos seus servidores. ainda que este resulte de caso fortuito ou força maior. os territórios. evidencia-se na obrigação que tem o Estado de indenizar o dano injustamente sofrido pelo particular — independentemente da existência de falta do serviço e da culpa do agente público —. No entanto. historicamente. os municípios e as autarquias. havendo a possibilidade de comprovação da culpa da vítima a fim de atenuar ou excluir a indenização. causarem a terceiros.TCU 2008 DIREITO ADMINISTRATIVO – LUCIANO OLIVEIRA (“O rei não pode fazer mal”) representam. 600) (Procurador MP TCM/GO 2007) A responsabilidade objetiva estabelecida no artigo da CF acima transcrito abrange todas as empresas públicas e sociedades de economia mista federais. 594) (Titular de Serviços Notariais TJSE 2006) As pessoas jurídicas de direito privado prestadoras de serviços públicos respondem pelos danos que seus agentes. Pela referida teoria da reparação integral.” Considerando os dois artigos acima transcritos. culpa ou dolo. 598) (Delegado de Polícia Federal 2004) A responsabilidade civil do Estado por conduta omissiva não exige caracterização da culpa estatal pelo não-cumprimento de dever legal. se houver. uma vez que essas empresas integram a administração indireta de tais entes da Federação. estaduais. de acordo com o Código Civil. 599) (Defensor Público AM 2003) Nos casos de danos resultantes de omissão. por parte destes. desde que haja.

Considerando o texto acima e sabendo que a PETROBRAS é uma sociedade de economia mista federal. versando sobre ilegalidade que estaria sendo praticada por uma sociedade de economia mista federal. João ingressou com ação ordinária contra o município. julgue o item a seguir. Considerando a situação hipotética referida no texto. Devido ao rompimento de um oleoduto. A ação em análise foi julgada procedente. João. Considerando a situação hipotética descrita e sabendo que a mencionada sociedade de economia mista é exploradora de atividade econômica. Em novembro de 2006. julgue os itens seguintes. quando conduzia sua bicicleta. com o acolhimento do pedido formulado. 606) (Procurador Municipal de Vitória 2007) No atual estágio da doutrina da responsabilidade da administração pública pelos atos de seus agentes. provocando danos significativos à fauna e à flora da região. vindo a sentença a transitar em julgado. no segundo semestre de 2004. 604) (Procurador MP TCM/GO 2007) A responsabilidade do município no caso em questão é decorrente da aplicação da teoria da desconsideração da personalidade jurídica.A. constatou-se que o acidente aconteceu em razão da negligência de três empregados da Petróleo Brasileiro S. a responsabilidade da PETROBRAS independe de dolo ou culpa de seus empregados. julgue os itens a seguir. um cidadão protocolizou no TCU um documento. dirigido por um servidor público municipal em serviço. esta recusava-se a pagar-lhe administrativamente a indenização devida. intitulado de denúncia.TCU 2008 DIREITO ADMINISTRATIVO – LUCIANO OLIVEIRA abrange os partidos políticos nem as organizações religiosas. somente responderá pelo dano causado ao particular após este haver provado que houve dolo ou culpa atribuível à empresa. a indenização decorrente de atos lesivos limita-se aos danos materiais. no caso. Assim. apenas o dano moral gerado por servidor será passível de imputar responsabilidade civil a ele. A ilegalidade alegada pelo cidadão era a de que. que contempla a possibilidade de responsabilização da pessoa jurídica por ato praticado pela pessoa física. (PETROBRAS) que trabalhavam no setor de manutenção. exploradora de atividade econômica. 603) (Procurador MP TCM/GO 2007) É subjetiva a responsabilidade do servidor público municipal a que alude o texto. Em virtude disso. Após o seu desfecho. Posteriormente. a sociedade de economia mista mencionada. por força de 49 . acolhida pelo Código Civil. por ter-lhe causado dano físico. 609) (Auditor do TCDF 2002) No que se refere ao pagamento de indenização pelos prejuízos causados ao meio ambiente em decorrência do acidente citado no texto. 608) (Auditor do TCU 2007) A Constituição Federal e o Código Civil não estenderam a responsabilidade objetiva da administração às empresas públicas e sociedades de economia mista exploradoras de atividade econômica. João ingressou com outra ação ordinária em decorrência do mesmo acidente. impôs-lhe dor e sofrimento. apesar de o laudo pericial haver atribuído a culpa pelo acidente ao motorista da empresa. conduzido por um empregado da empresa durante seu trabalho. foi vítima de atropelamento por um veículo pertencente à prefeitura de um município do estado de Goiás. justificando essa pretensão na alegação de que o acidente em foco. 607) (Promotor de Justiça MT 2005) Devido ao caráter objetivo da responsabilidade civil estatal (que torna prescindível a perquirição do elemento subjetivo do agente público que haja causado a lesão a direito). Acrescentou que. seu veículo teria sido abalroado por um veículo de propriedade da empresa referida. em velocidade acima da permitida na via. na condição de empregadora e proprietária do veículo. caso fortuito ou força maior. pleiteando o pagamento de indenização por danos materiais suportados para o conserto da sua bicicleta avariada no acidente. desta feita pleiteando a condenação do município ao pagamento de indenização por danos morais. o servidor municipal. uma grande quantidade de óleo vazou para a Mata Atlântica. 605) (Juiz Substituto TJTO 2007) São excludentes da responsabilidade civil do Estado a culpa exclusiva da vítima ou de terceiro.

A família da vítima acionou o Estado. 617) (Juiz Federal 5. há responsabilidade objetiva da concessionária. em decorrência de incêndio causado por traficantes armados. tempos depois. Considerando a situação hipotética acima apresentada. em busca de indenização. reconhece-se a responsabilidade objetiva do Estado. 619) (Analista do TCU 2007) A administração pública responde civilmente pela inércia em atender uma situação que exige a sua presença para evitar uma ocorrência danosa. há nexo de causalidade entre a fuga do apenado e o latrocínio. após terem obrigado o motorista do veículo a parar.ª Região 2006) Considere que uma pessoa tenha morrido dentro de um ônibus de uma concessionária de serviço público municipal. cabe ao Estado o ônus de demonstrar a sua não-culpa quanto a atos de gestão e. 618) (Oficial Bombeiro DF 2007) Se o preso se suicida dentro do presídio. 613) (Juiz Substituto TJBA 2005) A responsabilidade civil do Estado por ato omissivo prescinde de demonstrar-se a relação de causalidade entre a omissão e a lesão a direito da vítima. juntou-se a quadrilha para cometer latrocínio. julgue os itens que se seguem. a responsabilidade pode ser excluída ou atenuada pela presença de uma causa excludente do nexo de causalidade. 616) (Procurador MP TCE/PE 2004) Consoante jurisprudência do STF. 615) (Procurador MP TCE/PE 2004) A falta do serviço não dispensa o requisito da causalidade entre a ação omissiva atribuída ao poder público e o dano causado a terceiro. do que resulta a responsabilidade do Estado. em face de as vítimas serem usuárias do serviço público. perfeição e rendimento. causarem a terceiros. o que exige a comprovação de dolo ou culpa para que o Estado possa indenizar a família da vítima. sob grave ameaça de morte. 611) (Advogado da União 2004) De acordo com a teoria da responsabilidade com culpa. Nesse caso.TCU 2008 DIREITO ADMINISTRATIVO – LUCIANO OLIVEIRA expressa disposição constitucional que obriga empresas públicas e sociedades de economia mista a responderem objetivamente pelos danos que seus agentes. 612) (Procurador Municipal de Vitória 2007) A doutrina da culpa administrativa representa um estágio de transição entre a doutrina da responsabilidade civilística e a tese objetiva do risco administrativo. aos particulares. 610) (Auditor do TCDF 2002) Os três empregados negligentes podem responder civilmente pelos eventuais prejuízos causados à PETROBRAS em razão do acidente citado no texto. como falta do serviço. e alegou a responsabilidade objetiva do Estado. 620) (Procurador do TCDF 2002) No risco administrativo. deve incidir no processo de responsabilização do gestor público. inclusive contra si mesmos. 614) (Procurador MP TCE/PE 2004) Na situação apresentada. 621) (Procurador do TCDF 2002) De acordo com a teoria do risco administrativo. Exemplo disso é a situação em que há demora do Estado em colocar um pára-raios em uma escola localizada em área com grande incidência de raios. dano e nexo de causalidade. com base na responsabilidade subjetiva decorrente da prática de ato ilícito. a responsabilidade do Estado se estabelece a partir dos elementos estruturais. Nessa hipótese. 50 . houve ato omissivo do poder público. tendo em vista que se descuidou do fugitivo. que exige da administração rapidez. o que leva a uma catástrofe. Um condenado escapou da penitenciária e. porquanto bastará comprovar o dever estatal de agir e o dolo ou culpa do agente público. nessa qualidade. o princípio da eficiência. caso em que a responsabilidade civil é subjetiva. que tem o dever de proteger os seus detentos. ao serem as crianças atingidas por um relâmpago em dia chuvoso. o ônus de fazer prova da culpa estatal quanto a atos de império.

essa decisão. conduzia veículo da Secretaria de Estado de Segurança Pública e Defesa Social do DF (SESP). pela teoria do risco administrativo. no entanto. agente da Polícia Civil do DF. fundada no risco administrativo.TCU 2008 DIREITO ADMINISTRATIVO – LUCIANO OLIVEIRA 622) (Procurador do TCDF 2002) Na teoria do risco administrativo. a responsabilidade estatal se diferencia a partir da inclusão indistinta dos atos jurisdicionais. poderá Fernando propor ação de responsabilidade civil contra o poder público. nos casos de dolo ou culpa. o caso fortuito e a força maior afastam a responsabilidade estatal pela configuração de uma causa de exclusão da conduta do agente. não se transmitindo aos herdeiros. não houve responsabilidade objetiva do Estado. 625) (Juiz Federal 5. julgue os itens abaixo. Com relação à situação hipotética acima. no exercício da função. no caso de falecimento desse agente. determinou o congelamento de preços de determinados produtos abaixo do valor de custo. geram a responsabilidade da administração pública. o Estado agiu no legítimo exercício de suas atribuições legais. 630) (Auditor do TCDF 2002) Fernando deverá propor ação de indenização diretamente contra Clarissa. incompatível com o atual sistema legal o direito de regresso contra o responsável pelo dano. 634) (Auditor do TCDF 2002) Se vier a ser comprovada a culpa de Clarissa. 624) (Procurador do TCDF 2002) Na teoria do risco integral. tendo como base a legislação vigente. conforme entendimento jurisprudencial. a responsabilidade deixará de existir ou incidirá de forma reduzida quando outras circunstâncias interferirem no evento danoso. o que gerou efetivo prejuízo aos agentes do respectivo setor econômico. quando o agente causador do dano estiver no exercício do cargo público. por meio de processo administrativo realizado no âmbito da SESP. proferida na instância penal. 626) (Procurador Municipal de Vitória 2007) A teoria do risco integral jamais foi acolhida em quaisquer das constituições republicanas brasileiras.ª Região 2006) Só haverá responsabilidade objetiva da pessoa jurídica de direito público. Clarissa. 629) (Analista do TCU 2004) A ação regressiva da administração pública contra o agente público causador direto de dano a particular. indenizado pela administração por força de condenação judicial. repercutirá na instância cível e eximirá o poder público de pagar qualquer indenização em favor de Fernando. a ação de indenização que o poder público venha a propor contra ela para obter 51 . condutor de veículo particular. já que. sendo. extingue-se. Nesse caso. 632) (Auditor do TCDF 2002) A comparação. quando se envolveu em acidente que causou danos materiais e ferimentos em Fernando. legislativos e executivos. cada qual dos envolvidos — o poder público e Fernando — deverá arcar com seus próprios prejuízos. de que Clarissa não agiu com culpa não constitui empecilho a que Fernando obtenha sucesso em ação de indenização que deverá ser proposta diretamente contra essa secretaria. no elenco das condutas aptas a gerar o dever de reparação estatal. 628) (Oficial de Chancelaria 2006) Os atos danosos a terceiros praticados por servidor público. 623) (Procurador do TCDF 2002) Tanto no risco administrativo como no risco integral. 627) (Analista ANATEL 2006) Considere que o Estado. 631) (Auditor do TCDF 2002) Caso seja realizada perícia técnica que conclua não ser possível atribuir culpa a qualquer dos envolvidos no acidente. Se esta demonstrar não ter tido culpa pelo acidente. na sua função de regulação do mercado. 633) (Auditor do TCDF 2002) Caso seja instaurado processo penal contra Clarissa e ela seja absolvida em decorrência de negativa de autoria.

637) (Juiz Substituto TJTO 2007) Conforme entendimento do STJ. que a aceitou. sendo necessário. a sistemática de recursos baseia-se no princípio de hierarquia que subjaz à estrutura dos órgãos e dos entes públicos. se provada a culpa do agente público. João ajuizou ação de indenização contra o Estado. 643) (Oficial Bombeiro DF 2007) A responsabilidade do Estado em razão do ato legislativo só é admitida quando declarada pelo STF a inconstitucionalidade da lei causadora do dano a ser ressarcido. ofereceu carona a João. por isso. 635) (Juiz Substituto TJCE 2004) Considere a seguinte situação hipotética.910/1932. na forma da legislação civil.784/99 644) (Juiz Substituto TJBA 2005) No controle administrativo dos atos da administração pública. descumpriu dever funcional e. Márcio. pedindo indenização pelo dano. 641) (Oficial Bombeiro DF 2007) Nos termos do Código Civil. em litisconsórcio passivo. sob o fundamento de sua responsabilidade objetiva. causando lesões em João. Portanto. alegando a ocorrência de danos materiais. A Prevalece o entendimento de que. a pretensão de reparação civil prescreve em 3 anos. C Não há responsabilidade civil do Estado por dano causado pelo rompimento de uma adutora ou de um cabo elétrico. Com base nessa situação hipotética. De posse de cópia dos autos. sem culpa do condutor. Isso significa que. e colidiu com um poste. não caberia processar o Estado. servidor público. 636) (Juiz Substituto TJTO 2007) A ação de responsabilidade civil objetiva por ato cometido por servidor público pode ser legitimamente proposta contra o Estado ou contra este e o respectivo servidor. Um servidor respondeu a procedimento administrativo porque. não sendo aplicado o Decreto n. Ao final do procedimento.TCU 2008 DIREITO ADMINISTRATIVO – LUCIANO OLIVEIRA ressarcimento por danos causados ao erário não estará sujeita a qualquer prazo prescricional. agiu corretamente o lesado. Em fevereiro de 2003. B A vítima de dano causado por ato comissivo deve ingressar com ação de indenização por responsabilidade objetiva contra o servidor público que praticou o ato. assinale a opção correta. julgue o próximo item. foi punido pela administração. é imperioso que este. mantidos pelo Estado em péssimas condições. nos casos de omissão. ocorreu a prescrição.º 20. perquirir acerca da culpa e do dolo. a denunciação à lide do servidor causador do dano é obrigatória nas ações fundadas na responsabilidade objetiva do Estado. causou dano a um cidadão. Nessa situação. D Proposta a ação de indenização por danos materiais e morais contra o Estado. o cidadão promoveu ação. conforme entendimento prevalecente. apenas em face do servidor. com exceção dos recursos destinados à própria autoridade que haja produzido o ato. todos os demais 52 . 640) (Titular de Serviços Notariais TJDFT 2006) O direito de obter indenização dos danos causados por entes privados prestadores de serviços públicos se dará na forma da legislação civil. Em julho de 2006. consistentes em despesas médicas. 639) (Técnico em Procuradoria PGE/PA 2007) Todas as ações contra a fazenda pública prescrevem no prazo de 10 anos. Durante o trajeto. em 10 anos. denuncie à lide o respectivo servidor alegadamente causador do dano. o carro desgovernou-se. já que essa situação se insere no conceito de caso fortuito. com isso. conduzindo veículo oficial durante o expediente. culposamente. ao desempenho inconstitucional da função de legislador é aplicável a responsabilidade civil do Estado. na situação hipotética. na ordem de aproximadamente 100 salários mínimos. seu amigo. 11 Processo Administrativo e Lei 9. ou seja. o que também se aplica ao Estado. 642) (Juiz Substituto TJTO 2007) Segundo entendimento do STF. 638) (Exame de Ordem OAB 2007.1) Quanto à responsabilidade extracontratual do Estado. porquanto. a responsabilidade extracontratual do Estado é subjetiva.

a realização de compensação tributária de um crédito de ICMS. quando necessidade de a prova relevantes ser testemunhal. no caso em apreço. Acerca da situação hipotética apresentada. enquanto o recurso hierárquico é dirigido sempre à autoridade superior àquela de cujo ato se recorreu. julgue os itens a seguir. 647) (Advogado da União 2004) A reclamação é o recurso administrativo pelo qual qualquer pessoa. diretamente e em local próximo à área em exploração. A administração direta do estado do Amazonas multou Cristiano por imputar a ele uma determinada infração ambiental. de forma genérica. 652) (Defensor Público AM 2003) Embora a intempestividade obste o conhecimento do recurso. tendo em vista a sua ilegalidade. Passados 180 dias da propositura do pleito.º Batalhão de Engenharia e Construções do Exército Brasileiro. 646) (Advogado da União 2006) O recurso hierárquico impróprio é o pedido de reexame dirigido à autoridade superior àquela que produziu o ato impugnado. Inconformado. a penalidade. nada impede que a autoridade administrativa competente reconheça a procedência da argumentação de Cristiano e anule.. permissão para que a área fosse utilizada e explorada pelo 9. João pleiteou. julgue os itens a seguir. 53 . denuncia condutas abusivas e ilegais praticadas por agentes da administração. o interessado tem o direito de obter a designação de audiência para serem testemunhas. por considerá-la ilegal. Irresignado. 653) (Defensor Público AM 2003) Para que tenha direito a postular judicialmente a anulação da referida multa. após o Comando do Exército ter solicitado. mas ingressou com o recurso fora do prazo. isto é. mas sua solicitação foi indeferida. Cristiano realizou pedido administrativo de anulação da multa. o pedido de reconsideração é uma solicitação feita à autoridade que despachou no caso. levando em conta as normas atinentes aos processos administrativos e ao controle judicial da administração pública. Alvarás de pesquisa minerária. é típico ato comissivo. autarquia vinculada ao Ministério de Minas e Energia (MME). sob o fundamento da prevalência do interesse público. verifica-se dentro da mesma escala hierárquica. com o fim de imprimir outro rumo à decisão anteriormente tomada. à autoridade administrativa fazendária estadual. Cristiano precisa comprovar que exauriu todos os recursos administrativos possíveis. concedidos à empresa Zeta Minerações e Pavimentações Ltda. tendo em vista a necessidade de que o Exército construísse. inquiridas houver dos fatos 651) (Juiz Substituto TJTO 2007) Conforme entendimento do STJ. a administração ainda não havia dado resposta a João. para não haver cerceamento de defesa. então. A empresa. mesmo que não atingida por um ato irregular. no âmbito do processo administrativo. não cabe recurso hierárquico. 645) (Advogado da União 2006) Entre o recurso hierárquico e o pedido de reconsideração há diferença consubstanciada no fato de que. com delegação do presidente da República. instalações necessárias ao funcionamento de suas atividades. foram revogados pelo Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM). significa que. a que se referem autores como Celso Antônio Bandeira de Mello. solicitou ao ministro de Estado de Minas e Energia que este avocasse o processo administrativo e reformasse o ato nele praticado. ele recorreu dessa decisão indeferitória. Com referência à situação hipotética acima. do princípio da eficiência da administração. no curso do procedimento.TCU 2008 DIREITO ADMINISTRATIVO – LUCIANO OLIVEIRA devem ser dirigidos à autoridade hierarquicamente superior àquela. 649) (Titular de Serviços Notariais TJAC 2006) O ato da administração. contra decisão originária do ministro de Estado que aplicou a penalidade de demissão de servidor público federal. 650) (Juiz Substituto TJBA 2004) O princípio da audiência do interessado. de ofício. 648) (Titular de Serviços Notariais TJAC 2006) A argumentação mais adequada para a solução do problema seria a invocação.

no âmbito do Poder Judiciário. a menos que a lei expressamente o exija. 662) (Procurador do MP/TCU 2004) A vedação de aplicação retroativa de nova interpretação de norma administrativa encontra-se consagrada no ordenamento jurídico pátrio e decorre do princípio da segurança jurídica. o princípio A do formalismo ou da essencialidade das formas. visando. não se aplicam.784/1999 institui normas básicas sobre o processo administrativo no âmbito da União. 663) (Procurador do MP/TCU 2004) Regras relativas a impedimentos e suspeições são aplicadas a servidores públicos como corolário do princípio da impessoalidade.784/1999. em regra. a avocação. que é uma autarquia vinculada à área de competência desse ministério. C da impulsão pelas partes.TCU 2008 DIREITO ADMINISTRATIVO – LUCIANO OLIVEIRA A respeito dessa situação hipotética. caso assim venha a entender o MME. 660) (Procurador do MP/TCU 2004) Observado o mesmo princípio do direito processual civil. B da verdade formal. que propiciará ao ministro orientar e corrigir o ato ilegal porventura tomado pelo DNPM. o desatendimento de intimação pelo administrado importa o reconhecimento da verdade dos fatos. entretanto.º 9. do formalismo moderado e da verdade material. mas não da sua ilegalidade. em especial. constituir-se-á em método de realização de controle externo. 665) (Analista ANATEL 2006) O direito de o administrado ter ciência da tramitação dos processos administrativos em curso na ANATEL nos quais tenha a condição de interessado fundamenta-se. julgue os itens que se seguem. 654) (Procurador Federal 2007) No âmbito da avocatória. O ministro. caso realizada.º 9. aplicáveis ao processo administrativo. do regime jurídico dos recursos minerais e da avocação administrativa. 666) (Procurador MP TCM/GO 2007) A Lei n. como o de extração de cópias. será cabível a anulação e não. entre outros. dos estados. 659) (Procurador MP TCM/GO 2007) A Lei do Processo Administrativo (Lei n. no princípio administrativo constitucional da publicidade e no direito de receber dos órgãos públicos informações de seu interesse particular. 656) (Procurador Federal 2007) A avocação. só é possível realizar eventual revisão do ato do DNPM sob a invocação do mérito administrativo. à proteção dos direitos dos administrados e ao melhor cumprimento dos fins da administração. 661) (Procurador do MP/TCU 2004) Os atos do processo administrativo independem de forma determinada.784/1999) estabelece que os atos do processo administrativo não dependem de forma determinada senão quando a lei expressamente a exigir. entre outros. 655) (Procurador Federal 2007) O ministro de Estado do MME detém poder-dever de supervisão sobre o DNPM. assim como está disposto no CPC para os atos processuais. Uma das características desse processo é a gratuidade. do DF e dos municípios. ressalvada a possibilidade de a administração cobrar o ressarcimento de certos custos. 667) (Promotor de Justiça MT 2005) Com a promulgação da Lei n. ao processo civil. D da proporcionalidade. pois inexiste a possibilidade de avocação de ofício. só poderá exercer a avocação se provocado pelo particular. pois. 658) (Procurador MP TCM/GO 2007) Os princípios da oficialidade. 657) (Exame de Ordem OAB 2007. nesse último caso.º 9. todo o processo administrativo passou a ser exaustivamente regulado por suas disposições. 54 .1) Aos processos administrativos aplica-se. 664) (Delegado de Polícia Federal 2004) A possibilidade de reconsideração por parte da autoridade que proferiu uma decisão objeto de recurso administrativo atende ao princípio da eficiência.

no entanto. ele poderá. afastando-se qualquer dúvida sobre a sua autenticidade. circunstância de natureza meramente econômica pode ser invocada para justificar a conveniência de um órgão administrativo colegiado em delegar parte da sua competência a seu presidente. 682) (Técnico do TCU 2007) Os atos do processo administrativo devem ser produzidos por escrito. Essa assinatura deve ser submetida ao reconhecimento de firma. têm direitos ou interesses que possam ser afetados pela decisão a ser adotada. pode ser instaurado de ofício ou por iniciativa dos interessados. visto que a própria lei exclui a sua aplicabilidade aos processos administrativos específicos. com a assinatura da autoridade que os pratica. prescindindo da relevância dos motivos e de justificação.784/1999 não tem nenhuma aplicação nos processos dos tribunais de contas. têm direito de recorrer de uma decisão não apenas as partes envolvidas no processo. no âmbito da União. mas quaisquer titulares de direitos e interesses que forem afetados pela decisão recorrida. 674) (Advogado da União 2006) É obrigatória a publicação em meio oficial dos atos de delegação ante o seu caráter formal e.TCU 2008 DIREITO ADMINISTRATIVO – LUCIANO OLIVEIRA 668) (Procurador MP TCM/GO 2007) A Lei n. 683) (Analista ANATEL 2006) No âmbito do processo administrativo. 671) (Advogado da União 2006) Salvo impedimento legal. 681) (Analista do TCU 2004) A intimação do interessado para ciência de decisão ou a efetivação de diligências podem ser efetuadas por qualquer meio que assegure a certeza da ciência do interessado. entre os quais se incluem as pessoas e associações legalmente constituídas quanto a direitos ou interesses difusos. de caráter que. enquanto entidade é a unidade de atuação integrante da estrutura da administração direta e indireta. delegar essa competência ao respectivo presidente. 673) (Técnico do TCU 2007) Os atos de caráter normativo e a decisão de recursos administrativos não podem ser delegados. com vistas à maior agilidade dos processos administrativos e à diminuição dos seus volumes. 676) (Analista ANATEL 2006) A avocação temporária de competência é admitida. 670) (Procurador do MP/TCU 2004) Um órgão administrativo e seu titular não podem. sem terem iniciado o processo. a instrução probatória cabe à parte. avocação é transitório. regidos por legislação própria. delegar parte de sua competência a outros órgãos ou titulares. sem previsão legal expressa. 679) (Juiz Substituto TJTO 2007) O processo administrativo em geral.º 9. sob pena de violação da imparcialidade. 680) (Técnico do TCU 2007) Pedidos de vários interessados com conteúdo e fundamentos idênticos devem ser formulados em requerimentos separados. a partir da publicação. órgão é a unidade de atuação dotada de personalidade jurídica. sendo vedado à administração substituir os interessados desse ônus processual. 677) (Oficial de Chancelaria 2006) São considerados legitimados como interessados no processo administrativo inclusive aqueles que. 678) (Defensor Público AM 2003) No processo administrativo. o ato de delegação torna-se irrevogável. dispensa por parte da hierarquicamente superior determina. 55 . 669) (Oficial de Chancelaria 2006) De acordo com o disposto na Lei n.º 9.784/1999. por força de disposição legal. 672) (Analista do TCU 2004) Em sendo o órgão colegiado competente para decidir sobre recursos administrativos. motivação autoridade que a desde que seja em caráter excepcional e se relacione a órgãos hierarquicamente subordinados. 675) (Advogado da União 2006) A ato excepcional.

solicitou a concessão de licença para capacitação. na hipótese de um ato administrativo ilegal. Irresignada. 689) (Analista TSE 2007) O recurso interposto por Ana é descabido. dirigiu o Um contribuinte. julgue os itens seguintes. no art. Dessa forma. datado de 10/1/1998. 691) (Titular de Serviços Notariais TJAC 2006) Não cabe ao Poder Judiciário exercitar controle da omissão da administração pública nesse caso. O pedido foi indeferido porque a autoridade competente. o qual deve ser sempre motivado por causas como o justo receio de ocorrência de prejuízo de difícil ou incerta reparação decorrente de execução da decisão recorrida. o contribuinte impetrou mandado de segurança contra a omissão da autoridade. Passados mais de 180 dias. servidora pública.º 9. para a administração anular os atos administrativos de que decorram efeitos favoráveis para os destinatários. Ana. deveria estar concluído em 9/1/2003. considerou que.784/1999 fixa um prazo prescricional de cinco anos. ato ilegal que gere efeitos favoráveis à pessoa do destinatário. não havia interesse da administração em liberar servidores para efetuarem esse tipo de curso. fixando prazo para o julgamento do recurso administrativo pendente de apreciação. com o objetivo de cursar. no âmbito de processo administrativo.TCU 2008 DIREITO ADMINISTRATIVO – LUCIANO OLIVEIRA 684) (Procurador do MP/TCU 2004) A interposição de recurso administrativo suspende os efeitos de ato impugnado quando deste decorra perda patrimonial para o administrado. o secretário ainda não havia julgado o recurso. argumentando que a capacitação dos servidores para falar outras línguas era relevante para a administração. 56 . No prazo disponível.º 9. Ana. embora presentes os requisitos formais que permitissem a concessão desse tipo de licença. a própria administração deveria velar para que a decisão fosse emitida no prazo de 30 dias. estabeleceu prazo decadencial de 5 anos para que a administração possa anular seus próprios atos quando eles estabelecerem efeitos favoráveis à pessoa do destinatário e quando forem praticados com boa-fé. de ofício. data limite para o prazo decadencial. 690) (Analista TSE 2007) Ana recurso à autoridade correta. bem como à decisão que indeferiu o pedido de concessão. Bartolomeu. contados da data em que foram praticados. por tratarse de decisão de caráter discricionário. o contribuinte interpôs recurso. Ana ingressou com recurso contra o indeferimento do pedido de reconsideração. dirigindo-o à autoridade imediatamente superior a Bartolomeu. Com relação ao direito de Ana à referida licença. 693) (Procurador MP TCM/GO 2007) A Lei n. julgue os itens. em regra. a Lei n. 54. mas esse pedido foi indeferido por Bartolomeu. 686) (Juiz Substituto TJTO 2007) Por meio do recurso ou da revisão administrativa. por dois meses. pois pedidos de reconsideração são irrecorríveis. o processo administrativo visando anulá-lo. obteve do secretário de Estado da Fazenda decisão que lhe era desfavorável. então. que reiterou a inexistência de interesse administrativo. 687) (Analista TSE 2007) O pedido de reconsideração deveria ter sido dirigido ao superior imediato de Bartolomeu. tem efeito suspensivo.784/1999. 695) (Analista do TCE/AC 2007) Como forma de concretização do princípio da segurança jurídica. 694) (Titular de Serviços Notariais TJDFT 2006) Decai em 5 anos o prazo para que a administração pública federal possa anular. um curso de língua inglesa na Austrália. 688) (Analista TSE 2007) O pedido de reconsideração é descabido. instaurado em 10/1/2000. A propósito dessa situação hipotética. não se admitirá como resultado o agravamento da situação do recorrente. apresentou pedido de reconsideração. 692) (Titular de Serviços Notariais TJAC 2006) Levando-se em conta a lei que rege o processo administrativo. Inconformado. 685) (Analista ANS 2005) O recurso administrativo.

servidor público. 699) (Analista ANATEL 2006) Nessa situação. Nessa situação. a administração pode anular o ato de readmissão com base no seu poder de autotutela. GABARITO: 1E 2C 3C 4C 5E 6C 7C 8C 9C 10E 11C 12C 13E 21E 22E 23C 24C 25E 26C 27E 28E 29C 30E 31E 32C 33E 41C 42E 43E 44E 45E 46D 47E 48E 49E 50C 51C 52C 53C 61C 62C 63E 64C 65E 66C 67C 68C 69E 70C 71E 72C 73E 81C 82C 83E 84C 85E 86E 87E 88C 89C 90C 91E 92E 93E 101C 102C 103C 104E 105E 106E 107C 108B 109A 110E 111C 112E 113C 121C 122E 123E 124E 125B 126C 127C 128E 129C 130E 131C 132C 133E 141C 142C 143C 144E 145E 146C 147E 148C 149C 150C 151E 152C 153C 161E 162E 163C 164C 165E 166C 167E 168E 169C 170E 171C 172C 173B 57 . ainda que comprovada a boa-fé do servidor e desde que assegurados os direitos ao contraditório e à ampla defesa. O ato de cassação do benefício somente ocorreu em maio de 2005. esse direito decai em cinco anos. a administração identificou esse pagamento indevido e iniciou um processo administrativo visando cassá-lo.784/1999. relativos a invalidação de atos administrativos. vinha percebendo uma parcela remuneratória de forma indevida desde abril de 2000. Em janeiro de 2005. não haveria prazo decadencial para anulação.TCU 2008 DIREITO ADMINISTRATIVO – LUCIANO OLIVEIRA 696) (Analista ANATEL 2006) No uso de sua capacidade de autotutela. 697) (Procurador do MP/TCU 2004) O direito de a administração anular os atos administrativos de que decorram efeitos favoráveis aos destinatários decai em três anos. No caso de decorrerem do ato anulado efeitos favoráveis para os destinatários. salvo comprovada má-fé. atos de anistia e readmissão no serviço público. revisando. julgue os seguintes itens. No caso de efeitos patrimoniais contínuos. Mário. esse prazo é contado da percepção do último pagamento. quando se verificou a boa-fé de Mário. por meio de processo administrativo instaurado por comissão constituída para essa finalidade. Em 2004. 698) (Advogado da União 2004) Considere a seguinte situação hipotética. a Agência Nacional de Telecomunicações (ANATEL) é competente para anular seus próprios atos quando eivados de vício de legalidade. em face da decadência. 700) (Analista ANATEL 2006) Caso o benefício ilegal tivesse sido concedido em favor de Mário antes do advento da Lei n. a administração não mais poderia cassar esse benefício. salvo comprovada má-fé. em face dos princípios tempus regit actum e da irretroatividade das leis. praticados em dezembro de 1998. contados da data em que foram praticados. a administração constatou a readmissão irregular de um servidor que não fazia jus ao benefício.º 9. Com base nessa situação hipotética.

TCU 2008 DIREITO ADMINISTRATIVO – LUCIANO OLIVEIRA 14C 15E 16C 17C 18C 19C 20C 34E 35C 36E 37C 38C 39C 40C 54E 55C 56C 57C 58C 59E 60C 74C 75E 76E 77C 78C 79E 80C 94C 95C 96C 97C 98E 99E 100E 114C 115C 116E 117E 118C 119C 120C 134E 135E 136E 137C 138C 139C 140E 154C 155C 156C 157C 158E 159C 160E 174E 175C 176C 177E 178E 179C 180E 181C 182E 183C 184E 185C 186E 187C 188E 189C 190A 191E 192C 193E 194C 195E 196C 197C 198E 199C 200C 201E 202E 203E 204E 205E 206E 207E 208E 209E 210C 211C 212E 221E 222C 223C 224C 225E 226E 227E 228E 229E 230E 231C 232C 233C 234E 235C 236C 237C 238E 239E 240E 241E 242C 243E 244E 245C 246C 247C 248C 249E 250C 251E 252E 261E 262E 263E 264C 265E 266E 267E 268D 269E 270E 271C 272E 273E 274E 275C 276C 277E 278E 279C 280E 281E 282C 283E 284E 285E 286E 287E 288C 289C 290C 291E 292E 301E 302C 303C 304E 305E 306C 307E 308E 309E 310E 311C 312E 313E 314E 315C 316E 317E 318C 319C 320C 321C 322C 323C 324C 325C 326E 327E 328C 329E 330C 331C 332E 341E 342C 343C 344C 345E 346E 347C 348E 349E 350C 351C 352E 353E 354E 355C 356C 357E 358E 359C 360E 361C 362C 363E 364E 365E 366E 367C 368C 369E 370C 371E 372C 381E 382E 383E 384E 385E 386C 387E 388C 389E 390E 391E 392C 393E 394E 395C 396E 397C 398C 399C 400E 401E 402E 403C 404E 405E 406E 407E 408C 409C 410E 411E 412C 421C 422C 423C 424E 425C 426C 427E 428C 429C 430E 431C 432C 433E 434C 435C 436C 437E 438C 439E 440C 441E 442C 443C 444C 445C 446C 447E 448E 449C 450E 451C 452C 461E 462E 463E 464C 465E 466E 467C 468E 469C 470E 471E 472E 473C 474E 475E 476C 477E 478E 479C 480C 481C 482E 483C 484E 485C 486C 487C 488A 489E 490C 491E 492E 501C 502C 503C 504E 505C 506C 507E 508C 509C 510E 511E 512E 513E 514E 515C 516E 517C 518C 519E 520E 521E 522E 523C 524E 525C 526E 527C 528C 529C 530E 531E 532C 58 .

TCU 2008 DIREITO ADMINISTRATIVO – LUCIANO OLIVEIRA 213E 214E 215C 216C 217E 218E 219E 220E 253C 254E 255C 256E 257C 258E 259E 260C 293A 294A 295C 296C 297E 298E 299E 300C 333C 334E 335E 336C 337C 338E 339C 340E 373E 374E 375C 376E 377C 378E 379E 380E 413C 414C 415E 416E 417E 418E 419C 420C 453C 454E 455E 456E 457E 458C 459E 460C 493C 494C 495C 496C 497E 498C 499C 500E 533E 534E 535C 536C 537E 538E 539C 540E 541E 542C 543C 544C 545E 546E 547C 548E 549C 550E 551E 552C 553E 554C 555E 556E 557C 558C 559E 560C 561C 562E 563E 564C 565E 566E 567C 568E 569C 570C 571E 572E 573E 574C 575C 576E 577C 578E 579C 580C 581C 582E 583C 584C 585E 586E 587E 588E 589C 590C 591E 592E 593E 594E 595E 596C 597C 598E 599E 600E 601C 602C 603C 604E 605E 606E 607E 608E 609E 610C 611E 612C 613E 614C 615C 616E 617E 618C 619C 620E 621C 622E 623E 624E 625E 626C 627E 628E 629E 630E 631E 632E 633E 634C 635E 636E 637E 638A 639E 640E 641C 642C 643C 644E 645C 646E 647E 648E 649E 650E 651E 652C 653E 654E 655E 656E 657D 658C 659C 660E 661C 662C 663C 664C 665C 666E 667E 668E 669E 670E 671C 672E 673C 674E 675E 676E 677C 678C 679C 680E 681C 682E 683E 684E 685E 686E 687E 688E 689E 690C 691E 692C 693E 694E 695E 696C 697E 698E 699E 700E 59 .

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