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Agente_administravio_da_PRF_-_Apostila_de_Conhecimentos_especificos[1]

Agente_administravio_da_PRF_-_Apostila_de_Conhecimentos_especificos[1]

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03/27/2014

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Agente Administrativo

PoIícia Rodoviária FederaI
Conhecimentos Específicos

 Redação de Expedientes
Correspondência Oficial
Correspondência Comercial
Formas de Tratamento
Fechos para Correspondências
Abreviaturas
 Noções de Arquivamento
 Noções de ReIações Humanas
Relações Interpessoais
Comunicação
Técnicas de Atendimento
 ReIações PúbIicas
 Noções de Administração Financeira
estão Financeira
!alanço "atrimonial
Flu#o de Cai#a
Rendimentos$ Real e %ominal
Ta#a &fetiva e Ta#a %ominal
Custo Fi#o e 'ari(vel
"orcenta)em
*uros
 Noções de Recursos Humanos e de MateriaI
 Constituição da RepúbIica
Or)ani+ação do &stado
,ireitos e arantias Fundamentais
,ireitos Individuais e Coletivos
Administração "-blica
.erviço "-blico
 Direitos do Consumidor
 Cargos PúbIicos
"rovimento e 'ac/ncia
,a Acumulação
,ireitos e ,everes dos .ervidores "-blicos
 CoIetânea de Exercícios 1, 2 e 3



•Correspondência OficiaI
Atos Oficiais
Atos de Comunicação
Atos Normativos
AIguns usos de Ietras maiúscuIas e minúscuIas
Grafia de Datas e Números
Números Fracionários:
Uso das SigIas
•Outras Correspondências
•Pronomes de Tratamento
•Fechos para Comunicações
•Abreviaturas
Correspondência OficiaI
Correspondência oficiaI é a meio de comunicação próprio das Instituições PúbIicas de
uma forma geraI. Sua finaIidade básica é possibiIitar a eIaboração de comunicações e
normativos oficiais cIaros e impessoais, pois o objetivo é transmitir a mensagem com
eficácia, permitindo entendimento imediato.
A eficácia da comunicação oficiaI depende basicamente do uso de Iinguagem simpIes e
direta, chegando ao assunto que se deseja expor sem passar, por exempIo, peIos ataIhos
das fórmuIas de refinada cortesia usuais no sécuIo passado. Ontem o estiIo tendia ao
rebuscamento, aos rodeios ou aos circunIóquios; hoje, a vida moderna obriga a uma
redação mais objetiva e concisa.
Considere-se, entretanto, que não há uma forma específica de Iinguagem administrativa,
mas sim quaIidades comuns a quaIquer bom texto, seja eIe oficiaI ou Iiterário, apIicáveis à
redação oficiaI: cIareza, coesão, concisão, correção gramaticaI. AIém disso, merecem
destaque aIgumas características pecuIiares identificáveis na forma oficiaI de redigir:
formaIidade, uniformidade e impessoaIidade.
A seguir, apresenta-se anáIise pormenorizada de cada uma dessas quaIidades e
características.
QuaIidades e características fundamentais da redação oficiaI
CIareza
CIareza é a quaIidade do que é inteIigíveI, faciImente compreensíveI. Já que se busca,
então, com a cIareza, fazer-se faciImente entendido, é preciso que o pensamento de quem
comunica também seja cIaro, com as:
0 idéias1 ordenadas2
0 a pontuação1 correta2
0 as palavras1 bem dispostas na frase2
0 as intercalações1 redu+idas a um m3nimo2
0 a precisão vocabular1 uma constante4
Da mesma forma, a indispensáveI reIeitura do texto contribui para obtenção da cIareza. A
ocorrência de trechos obscuros e de erros gramaticais em textos oficiais provém
principaImente da faIta da reIeitura, que torna possíveI sua correção. AIém disso, a faIsa
idéia de que "escreve bem quem escreve difíciI" também contribui para a obscuridade do
texto. Ora, quem escreve difíciI dificiImente é compreendido. Cada paIavra dessa natureza
é um tropeço para a Ieitura e só pode desvaIorizar o que se escreve.
AIguns preceitos para a redação de textos cIaros:
a) utiIizar preferenciaImente a ordem direta ou Iógica (sujeito, verbo, compIementos); às
vezes essa ordem precisa ser aIterada em benefício da própria cIareza;
b) usar as paIavras e as expressões em seu sentido mais comum;
c) evitar períodos com negativas múItipIas;
d) transformar as orações negativas em positivas, sempre que possíveI;
e) buscar a uniformidade do tempo verbaI em todo o texto;
f) escoIher com cuidado o vocabuIário, evitando o jargão técnico;
g) evitar neoIogismos (paIavras, frases ou expressões novas, ou paIavras antigas com
sentidos novos), preciosismos (deIicadeza ou sutiIeza excessiva no escrever) e
regionaIismos;
h) utiIizar paIavras ou expressões de Iíngua estrangeira somente quando indispensáveI.
ExempIos de textos obscuros, que devem ser evitados:
a) mudança de sentido com a mudança da pontuação:
Aprovas? Não discordo. (Compare-se: Aprovas? Não! Discordo.);
b) má disposição das paIavras na frase:
A Defesa CiviI pede, neste ofício, cobertores para casaI de Iã.
(Compare-se: A Defesa CiviI pede, neste ofício, cobertores de Iã para casaI.);
c) ambigüidade: EIa pensava no tempo em que trabaIhara com o Cassiano e concIuía que
a sua faIta de visão teria contribuído para o fracasso do projeto.
(Ambigüidade ocasionada peIo emprego do pronome sua, que é váIido tanto para eIa
como para eIe; faIta de visão deIe ou deIa?);
d) excesso de intercaIações: O pIanejamento estratégico, que é um instrumento vaIioso
para a gestão da empresa púbIica, e esta, uma aIavanca indispensáveI ao
desenvoIvimento econômico-sociaI, deve periodicamente passar por um processode
revisão, que o atuaIiza perante as veIozes mudanças do mundo moderno.
(Compare-se: O pIanejamento estratégico deve periodicamente passar por um processo
de revisão.).
Coesão
O termo coesão pode ser conceituado como a união 3ntima das partes de um todo4 Assim,
o texto coeso é aqueIe em que as paIavras, as orações, os períodos e os parágrafos estão
interIigados e coerentemente dispostos.
Às vezes, o cuidado com a estrutura do parágrafo pode induzir ao equívoco de encará-Io
como redação autônoma, bastante em si mesmo. Apesar de ser uma unidade Iógica
compIeta (começo, meio e fim), não pode estar soIto do restante do texto.
Para que esse desIigamento não ocorra, temos de trabaIhar com mecanismos de Iigação
entre os parágrafos. A utiIização desses mecanismos chama-se transição ou coesão.
A transição não é necessariamente feita por partícuIas ou expressões. EIa pode ocorrer,
por exempIo, com a utiIização do mesmo sujeito da oração precedente. O importante nos
mecanismos de transição é manter a fluência do te#to.
ExempIos de aIgumas partícuIas e expressões de transição:
•da mesma forma,
•aIiás,
•também,
•mas,
•por fim,
•pouco depois,
•peIo contrário,
•assim,
•enquanto isso,
•aIém disso,
•a propósito,
•em primeiro Iugar,
•no entanto,
•finaImente,
•em resumo,
•portanto,
•por isso,
•em seguida,
•então,
•já que,
•ora,
•daí,
•dessa forma,
•aIém do mais.
Concisão
A concisão consiste em expressar com um mínimo de paIavras um máximo de
informações, desde que não se abuse da síntese a taI ponto que a idéia se torne
incompreensíveI. AfinaI, o tempo é precioso, e quanto menos se rechear a frase com
adjetivos, imagens, pormenores desnecessários ou perífrases (rodeios de paIavras), mais
o Ieitor se sentirá respeitado.
Para que se redija um texto conciso, é fundamentaI que se tenha, aIém de conhecimento
do assunto sobre o quaI se escreve, o tempo necessário para revisá-Io depois de pronto.
É nessa revisão que muitas vezes se percebem eventuais redundâncias ou repetições
desnecessárias de idéias.
Veja-se, por exempIo, o seguinte texto:
5 A partir desta década1 o n-mero cada ve+ maior e1 por isso mesmo1 mais alarmante de
desempre)ados1 problema 6ue afli)e principalmente os pa3ses em desenvolvimento1 tem
alarmado as autoridades )overnamentais1 )uardiãs perenes do bem0estar social1
principalmente pelas conse67ências adversas 6ue tal fato )era na sociedade1 desde o
aumento da mortalidade infantil por desnutrição a)uda até o crescimento da violência
urbana 6ue aterrori+a a fam3lia1 esteio e célula0mater da sociedade54
Se esse mesmo trecho for reescrito sem a carga informativa desnecessária, obtém-se um
texto conciso e não proIixo:
5O n-mero cada ve+ maior de desempre)ados tem alarmado as autoridades
)overnamentais1 pelas conse67ências adversas 6ue tal fato )era na sociedade1 desde o
aumento da mortalidade infantil por desnutrição a)uda até o crescimento da violência
urbana54
Vê-se, assim, como é importante o texto enxuto. Economizar paIavras traz benefícios ao
texto: o primeiro é errar menos; o segundo, poupar tempo; o terceiro, respeitar a
paciência do Ieitor.
Pode-se adotar como regra não dizer mais nem menos do que precisa ser dito. Isso não
significa fazer breves todas as frases, nem evitar todo o detaIhe, nem tratar os temas
apenas na superfície; significa, apenas que cada paIavra é importante.)
Procedimentos para redigir textos concisos:
a) eIiminar paIavras ou expressões desnecessárias:
•ato de natureza hostiI => ato hostiI;
•decisão tomada no âmbito da diretoria => decisão da diretoria;
•pessoa sem discrição => pessoa indiscreta;
•neste momento nós acreditamos => acreditamos;
•travar uma discussão => discutir;
•na eventuaIidade de => se;
•com o objetivo de => para;
b) evitar o emprego de adjetivação excessiva:
•o difíciI e aIarmante probIema da seca => o probIema da seca;
c) dispensar, nas datas, os substantivos dia, mês e ano:
•no dia 12 de janeiro => em 12 de janeiro;
•no mês de fevereiro => em fevereiro;
•no ano de 2000 = > em 2000;
d) trocar a Iocução verbo + substantivo peIo verbo:
•fazer uma viagem => viajar;
•fazer uma redação => redigir;
•pôr as idéias em ordem => ordenar as idéias;
•pôr moedas em circuIação => emitir moedas;
e) usar o aposto em Iugar da oração apositiva:
•O contrato previa a construção da ponte em um ano, que era prazo mais do
quesuficiente => O contrato previa a construção da ponte em um ano prazo mais do que
suficiente.
•O que se tem é a anarquia, que é a bagunça pura e simpIes, irmã gêmea do caos => O
que se tem é a anarquia, bagunça pura e simpIes, irmã gêmea do caos;
f) empregar o particípio do verbo para reduzir orações:
•Agora que expIiquei o títuIo, passo a escrever o texto => ExpIicado o títuIo, passo a
escrever o texto.
•Depois de terminar o trabaIho, Iigo pra você => Terminado o trabaIho, Iigo pra você.
•Quando terminar o preâmbuIo, passarei ao assunto principaI => Terminado o
preâmbuIo, passarei ao assunto principaI;
g) eIiminar, sempre que possíveI, os indefinidos um e uma:
•Dante quer (um) inquérito rigoroso e rápido.
•Timor-Leste se torna (uma) terra de ninguém.
•A cuItura da paz é (uma) iniciativa coIetiva.
Correção gramaticaI
Correção gramaticaI é a utiIização do padrão cuIto de Iinguagem, ou seja, é escrever sem
desrespeitar os fatos particuIares da Iíngua e as regras apropriadas para o seu perfeito
uso. As incorreções gramaticais desmerecem o redator e põem em dúvida sua autoridade
para faIar sobre quaIquer assunto.
AIém disso, conhecer a própria Iíngua não é priviIégio de gramáticos, senão dever de
todos aqueIes que deIa se utiIizam. É erro de conseqüências imprevisíveis acreditar que
só os escritores profissionais têm a obrigação de saber escrever. Saber escrever a
própria Iíngua faz parte dos deveres cívicos. A Iíngua é a mais viva expressão da
nacionaIidade.
FormaIidade e uniformidade
A formaIidade consiste na observância das normas de tratamento usuais na
correspondência oficiaI. Não se trata somente da eterna dúvida quanto ao correto
emprego deste ou daqueIe pronome de tratamento para uma autoridade de certo níveI,
mais do que isso, a formaIidade diz respeito à poIidez, à civiIidade no tratamento do
assunto do quaI cuida a comunicação.
É importante saIientar que a formaIidade de tratamento vincuIase, também, à necessária
uniformidade das comunicações. Ora, se a Administração PúbIica (municipaI, estaduaI,
distritaI ou federaI) é una, é naturaI que suas comunicações sigam um mesmo padrão. O
estabeIecimento desse padrão exige atenção a todas as características da redação oficiaI
e cuidado com a apresentação dos textos. O uso de papéis uniformes e a correta
diagramação do texto são indispensáveis para a padronização das comunicações oficiais
ImpessoaIidade
A finaIidade púbIica está sempre presente na redação oficiaI, daí a necessidade de ser eIa
isenta de interferência da individuaIidade de quem a eIabora. O tratamento impessoaI que
deve ser dado aos assuntos constantes das comunicações oficiais decorre:
a) da ausência de impressões individuais da pessoa que comunica: independentemente
de quem assina um expediente, a comunicação é sempre feita em nome do serviço
púbIico;
b) da impessoaIidade de quem recebe a comunicação:
seja um cidadão, seja um órgão púbIico, o destinatário é sempre considerado de forma
homogênea e impessoaI;
c) do caráter impessoaI do próprio assunto tratado:
as comunicações oficiais restringem-se a questões referentes ao interesse púbIico; não
cabe neIas, portanto, quaIquer tom particuIar ou pessoaI.
Desse modo, não há Iugar na redação oficiaI para impressões pessoais, como as que, por
exempIo, constam de uma carta a um amigo, ou de um artigo assinado de jornaI, ou
mesmo de um texto Iiterário. É importante saIientar que o caráter impessoaI do texto é
mantido peIa utiIização do verbo na terceira pessoa do singuIar ou pIuraI, ou ainda na
primeira pessoa do pIuraI.
Orientações básicas sobre o ato de escrever
EstiIo
Tudo que o ser humano faz tem a marca de sua individuaIidade.
Essa maneira pessoaI de as pessoas expressarem-se, dentro de uma determinada época,
por meio da música, da Iiteratura, da pintura, da escuItura é o que se chama estiIo. Em
reIação ao ato de redigir, estiIo é, portanto, a maneira pecuIiar de cada escritor expressar
os seus pensamentos.
Também nos textos oficiais pode-se identificar o estiIo de cada pessoa. Convém respeitá-
Io, apenas requerendo do redator a observância das quaIidades e características
fundamentais da redação oficiaI, já expIicitadas nos tópicos anteriores.
QuaIidades da harmonia e da poIidez
As quaIidades tradicionaImente conhecidas da expressão verbaI - a cIareza, a coesão, a
concisão, a correção gramaticaI, a harmonia, a poIidez - adquirem proeminência
indiscutíveI na redação. A cIareza, a coesão, a concisão e a correção gramaticaI já foram
comentadas nos tópicos anteriores; resta fazer breves observações a respeito da
harmonia e da poIidez.
Harmonia:
Uma mensagem é harmoniosa quando é eIegante, ou seja, quando soa bem aos nossos
ouvidos. Muitos fatores prejudicam a harmonia na redação oficiaI, tais como:
a) a aIiteração (repetição do mesmo fonema):
Na certeza de que seria bem sucedido, o sucessor fez a seguinte asserção: ... (aIiteração
do fonema s);
b) a emenda de vogais (ou hiatismo): Obedeça à autoridade;
c) a cacofonia (encontro de síIabas em que a maIícia descobre um novo termo com
sentido torpe ou ridícuIo) : Dê-me já aqueIa garrafa;
d) a rima: O diretor chamou, com muita dor, o assessor, dizendo-Ihe que, embora
reconhecendo ser o mesmo trabaIhador, não Ihe poderia fazer esse favor;
e) a repetição excessiva de paIavras: O presidente da nossa empresa é primo do
presidente daqueIa transportadora, sendo um presidente muito ativo;
f) o excesso de "que": SoIicitei-Ihe que me remetesse o parecer que me prometera a fim
de que eu pudesse concIuir a anáIise que me fora soIicitada.
Obs.: Observe-se que esse excesso de que confere ao período um estiIo arrastado e
deseIegante; aIém disso, demonstra que o autor não conhece bem o manejo do idioma
quanto à substituição das orações desenvoIvidas por expressões equivaIentes.
PoIidez:
O texto poIido reveIa civiIidade, cortesia. A finaIidade, especiaImente nas
correspondências oficiais, é impressionar o destinatário de forma favoráveI, evitando
frases grosseiras ou insuItuosas, expressando respeito sem rebaixamento próprio.
Expressar consideração peIo outro, sem ao mesmo tempo rebaixar-se, por vezes até
compensa faIhas nas outras quaIidades fundamentais do texto antes examinadas.
Correspondência é contato humano e, como taI, deve ser pautada peIos mesmos
princípios de convivência pacífica da vida sociaI.
Uso eIegante de pronomes obIíquos
Os pronomes obIíquos (me, Ihe, nos) substituem muito eIegantemente os possessivos
(minha, sua) em frases como as seguintes:
O baruIho perturba-me as idéias (em vez de: O baruIho perturba as minhas idéias).
Ninguém Ihe ouvia as propostas (em vez de: Ninguém ouvia as suas propostas).
A soIução do probIema nos tomou o dia (em vez de: A soIução do probIema tomou o
nosso dia).
Uso (não aconseIháveI) de cacófatos, chavões e pIeonasmos
Cacófato (ou cacofonia):
É o som desagradáveI, ou a paIavra obscena, proveniente da união das síIabas finais de
uma paIavra com as iniciais da seguinte:
•MetaIúrgica gaúcha espera crescer 40%.
•Eva e Adão.
•EIa trina muito bem.
•Uma prima minha.
•Dê-me já.
Só haverá cacofonia quando a paIavra produzida for torpe, obscena, ridícuIa. É infundado
o exagerado escrúpuIo de quem diz haver cacófato em:
•por cada1
•ela tinha1
•s8 linha4
Citem-se, a propósito, os dizeres de Rui Barbosa: "Se a idéia de 'porta', suscitada em 'por
taI', irrita a cacofatomania desses críticos... outras Iocuções vernácuIas têm de ser, como
essa, refugadas".
Chavão:
É Iugar comum, cIichê. É o que se faz, se diz ou se escreve por costume. De tanto ser
repetido, o chavão perde a força originaI, enveIhece o texto. Recorrer a eIes poderá
denotar faIta de imaginação, preguiça ou pobreza vocabuIar. Por isso, deve-se procurar
evitá-Ios.
ExempIos de chavões:
•a cada dia que passa
•a oIhos vistos
•abrir com chave de ouro
•acertar os ponteiros
•ao apagar das Iuzes
•assoIar o país
•astro-rei (soI)
•baixar a guarda
•cair como uma bomba
•caIor escaIdante
•crítica construtiva
•depois de Iongo e tenebroso inverno
•dizer cobras e Iagartos
•em sã consciência
•estar no fundo do poço
•hora da verdade
•infIação gaIopante
•inserido no contexto
•mestre AuréIio (dicionário)
•obra faraônica
•óbvio uIuIante
•parece que foi ontem
•passar em brancas nuvens
•perda irreparáveI
•perder o bonde da história
•pomo da discórdia
•siIêncio sepuIcraI
•singeIa homenagem
•tábua de saIvação
•vaias estrepitosas
•voItar à estaca zero
PIeonasmo:
Indica redundância de expressão, ou seja, repetição de uma mesma idéia, mediante
paIavras diferentes. Quando a repetição de idéia não traz nenhuma energia à expressão, o
pIeonasmo passa a ser vício, devendo, nesse caso, ser evitado.
ExempIos de pIeonasmos indesejáveis:
"roblemas na construção de frases
A cIareza e a concisão na forma escrita são aIcançadas principaImente peIa construção
adequada da frase. AIguns probIemas mais freqüentemente encontrados na construção
de frases dizem respeito à utiIização do sujeito da oração como compIemento, à
ambigüidade da idéia expressa, à eIaboração de faIsos paraIeIismos e aos erros de
comparação, conforme exempIificado a seguir.
Uso indevido do sujeito como compIemento:
.u9eito é o ser de quem se faIa ou que executa a ação enunciada na oração. EIe pode ter
compIemento, mas não ser compIemento. Devem ser evitadas, portanto, construções
como:
•acabamento finaI
•a razão é porque
•a seu critério pessoaI
•certeza absoIuta
•comer com a boca
•conviver junto
•criação nova
•descer para baixo
•destaque excepcionaI
•eIo de Iigação
•em duas metades iguais
•empréstimo temporário
•encarar de frente
•expressamente proibido
•fato reaI
•há anos atrás
•meu amigo particuIar
•muItidão de pessoas
•pIanejar antecipadamente
•reIações biIaterais entre dois países
•sintomas indicativos
•subir para cima
•surpresa inesperada
•todos foram unânimes
•ver com os oIhos
Errado: É tempo dos parIamentares votarem o projeto.
Certo: É tempo de os parIamentares votarem o projeto.
Errado: Antes desses requisitos serem cumpridos...
Certo: Antes de esses requisitos serem cumpridos...
Errado: Apesar da Assessoria ter informado em tempo...
Certo: Apesar de a Assessoria ter informado em tempo...
Ambigüidade:
Ambígua é a frase ou oração que pode ser tomada em mais de um sentido. Como a
cIareza é requisito básico de todo texto oficiaI, deve se atentar para as construções que
possam gerar equívocos de compreensão. A ambigüidade decorre, em geraI, da
dificuIdade de identificar-se a que paIavra se refere um pronome que possui mais de um
antecedente na terceira pessoa. Outro tipo de ambigüidade decorre da dúvida sobre a que
se refere a oração reduzida.
ExempIos:
Ambíguo: O Chefe de Gabinete comunicou ao Diretor que eIe seria exonerado. (Quem
seria exonerado? O Chefe de Gabinete? O Diretor?)
CIaro: O Chefe de Gabinete comunicou a exoneração deIe ao Diretor. (O Chefe de
Gabinete foi exonerado.)
CIaro: O Chefe de Gabinete comunicou ao Diretor a exoneração deste. (O Diretor foi
exonerado.)
Ambíguo: O Deputado saudou o Presidente da RepúbIica, em seu discurso, e soIicitou sua
intervenção no seu Estado, mas isso não o surpreendeu. (Discurso de quem? Estado de
quem? Quem não se surpreendeu?)
CIaro: Em seu discurso, o Deputado saudou o Presidente da RepúbIica. No
pronunciamento, soIicitou a intervenção federaI em seu Estado, o que não surpreendeu o
Presidente. (Discurso do Deputado. Estado do Deputado. O Presidente não se
surpreendeu.)
Ambíguo: Sendo indiscipIinado, o Chefe admoestou o funcionário. (Quem é
indiscipIinado?)
CIaro: O Chefe admoestou o funcionário por ser este indiscipIinado.
Erros de paraIeIismo:
Uma das convenções estabeIecidas na Iíngua escrita consiste em apresentar idéias
simiIares numa forma gramaticaI idêntica, o que se chama de paraIeIismo. Assim, incorre-
se em erro ao conferir forma não paraIeIa a eIementos paraIeIos.
ExempIos:
Errado: PeIo aviso circuIar recomendou-se às unidades economizar energia e que
eIaborassem pIanos de redução de despesas.
Certo: PeIo aviso circuIar, recomendou-se às unidades que economizassem energia e
(que) eIaborassem pIanos para redução de despesas.
Certo: PeIo aviso circuIar, recomendou-se às unidades economizar energia e eIaborar
pIanos para redução de despesas.
Errado: No discurso de posse, mostrou determinação, não ser inseguro, inteIigência e ter
ambição.
Certo: No discurso de posse, mostrou determinação, segurança, inteIigência e ambição.
Certo: No discurso de posse, mostrou ser determinado e seguro, ter inteIigência e
ambição.
Errado: O novo procurador é jurista renomado, e que tem sóIida formação acadêmica.
Certo: O novo procurador é jurista renomado e tem sóIida formação acadêmica.
Certo: O novo procurador é jurista renomado, que tem sóIida formação acadêmica.
Errado: Sugere-se que o egrégio PIenário:
I- tome conhecimento da ............;
II - autorizar a devoIução de .........;
Certo: Sugere-se que o egrégio PIenário:
I - tome conhecimento da ............;
II - autorize a devoIução de .........;
Certo: Sugere-se ao egrégio PIenário:
I - tomar conhecimento da ............;
II - autorizar a devoIução de .........;
Erros de comparação:
A omissão de certos termos ao se fazer uma comparação deve ser evitada ao redigir, pois
compromete a cIareza do texto: nem sempre é possíveI identificar, peIo contexto, quaI o
termo omitido. A ausência indevida de um termo pode impossibiIitar o entendimento do
sentido que se quer dar a uma frase:
Errado: O saIário de um professor é mais baixo do que um médico.
Certo: O saIário de um professor é mais baixo do que o saIário de um médico.
Certo: O saIário de um professor é mais baixo do que o de um médico.
Errado: O aIcance da ResoIução é diferente da Portaria.
Certo: O aIcance da ResoIução é diferente do aIcance da Portaria.
Certo: O aIcance da ResoIução é diferente do da Portaria.
Errado: A Secretaria de Educação dispõe de mais verbas do que as Secretarias do
Governo.
Certo: A Secretaria de Educação dispõe de mais verbas do que as outras Secretarias do
Governo.
Certo: A Secretaria de Educação dispõe de mais verbas do que as demais Secretarias do
Governo.
Atos Oficiais
(Os modeIos apresentados a seguir são exempIificativos, devendo ser adaptados quando
necessário for)
Considerações gerais
O que é ato oficiaI
É toda manifestação de vontade exarada peIo Poder PúbIico no intuito de transmitir,
interna ou externamente, assunto reIativo às suas competências. Caracteriza-se peIa
impessoaIidade, utiIização do padrão cuIto da Iinguagem, cIareza, concisão, formaIidade e
uniformidade.
Tipos de atos oficiais
Os atos oficiais são cIassificados em diversos tipos, tais como: normativos,
•enunciativos,
•negociais,
•deIiberativos,
•comprobatórios,
•de ajuste,
•de correspondência,
•de comunicação e
•processuais, entre outros.
Para os propósitos desta apostiIa, e Ievando-se em consideração os atos utiIizados com
maior freqüência no âmbito das instituições púbIicas, os atos oficiais foram cIassificados
em quatro tipos, a saber:
•atos de comunicação,
•atos normativos,
•atos processuais e outros atos.
Formas de encaminhamento dos atos oficiais Para os setores internos do TribunaI:
O encaminhamento dos atos oficiais de cunho interno será efetuado mediante registro em
Iivro de protocoIo da área emitente, no quaI deve ser especificado o tipo de ato e o
destinatário, bem como a data em que foi entregue, acompanhada da assinatura de
recebimento peIo destinatário ou seu representante.
Para pubIicação no Diário OficiaI:
As matérias para pubIicação no Diário OficiaI devem ser encaminhadas à Secretaria das
Sessões - quando oriundas de deIiberações - ou à Diretoria-GeraI de Administração, nos
demais casos. Essas unidades adotarão os procedimentos necessários para uItimar a
pubIicação.
Para pubIicação no BoIetim Interno do TribunaI:
Os atos que se destinarem à pubIicação no BoIetim Interno da instituição devem ser
encaminhados à Divisão de Recursos Humanos da Diretoria-GeraI de Administração para
as providências pertinentes.
Para os demais órgãos e entidades da Administração PúbIica:
Os atos oficiais destinados aos demais órgãos e entidades da Administração PúbIica são
encaminhados, peIas Inspetorias de ControIe Externo e peIa Diretoria-GeraI de
Administração.
Formas de fecho dos atos oficiais
O fecho dos atos oficiais objetiva demarcar o fim da exposição do assunto e proporcionar
a saudação ao destinatário. Para atos de comunicação tais como o memorando, o
memorando-circuIar, o ofício e o ofício-circuIar, e para atos processuais tais como a
cientificação, a citação, a comunicação de audiência, a comunicação de diIigência e a
notificação, são utiIizados dois tipos de fechos, a saber:
Respeitosamente, - para autoridades superiores, incIusive o Presidente da RepúbIica.
Atenciosamente, - para autoridades de mesma hierarquia ou hierarquia inferior.
Para os demais atos oficiais, devem ser observadas as especificidades de cada um,
conforme os modeIos apresentados nesta apostiIa.
Obs.: Em quaIquer ato oficiaI, deve-se evitar que o nome ou a assinatura do emitente fique
em página isoIada do documento; transfira-se ao menos o úItimo parágrafo do texto para
a página seguinte, onde se encontra o nome ou a assinatura.
Padrão unificado de apresentação dos atos oficiais.
Especificações:
· Tamanho de papeI: padrão A4 (210 x 297mm)
· Tipo e tamanho da fonte: ariaI, corpo 12 (em determinados casos, tais como citações,
notas, observações, gráficos e tabeIas podem ser utiIizados tamanhos menores,
buscando, sempre que possíveI, manter harmonia no conjunto).
· Margens:
- superior : 2,5cm.
- inferior : 2,5cm.
- esquerda : 3,5cm.
- direita : 1,5cm.
- cabeçaIho : 1,0cm.
- rodapé : 1,8cm.
· Formatação de parágrafos:
aIinhamento do texto : justificado (saIvo quando contrariamente especificado).
•espaçamento entre parágrafos : 6pt antes e 6pt depois.
•entre Iinhas : simpIes.
•títuIo do documento : 42pt antes e 6pt depois.
•ementa : 18pt antes e 18pt depois.
•nome do emitente : peIo menos 30pt antes (para aposição da assinatura).
•recuo:
•citações ou transcrições : esquerdo 2cm e direito 2cm (neste caso o texto é em
itáIico e a fonte tamanho 11 - ver estrutura de Ata).
•ementa : esquerdo 9cm (exceto para os casos de Decisão, Despacho SinguIar,
Informação, Parecer, ReIatório de Auditoria e ReIatório de ReIator, em que a ementa
possui aIinhamento à esquerda, sem haver recuo).
•texto : especiaI na primeira Iinha de 3cm (nos parágrafos numerados é inserida uma
tabuIação de 3cm após o ponto que segue o número).
• Itens de sugestões: as sugestões oferecidas ao finaI de determinados atos são
dispostas em itens numerados com aIgarismos romanos seguidos de traço.
O texto dos itens deve iniciar com Ietra minúscuIa (a menos que se justifique o uso de
maiúscuIa na paIavra iniciaI) e terminar por ponto e vírguIa, com exceção daqueIe que
contiver desdobramento em subitens, que se encerra por dois pontos e do úItimo item,
que termina por ponto.
Os itens podem ser desdobrados em subitens, que são expressos por Ietras seguidas de
sinaI de parênteses, de acordo com a seguinte formatação:
•recuo para itens : esquerdo de 3cm e desIocamento de 1,25cm.
•recuo para subitens : esquerdo de 4,25cm e desIocamento de 0,8cm.
exempIos:
I - tomar conhecimento do .............................. e de seus anexos;
II - autorizar a eIaboração da ................, com as seguintes etapas:
a) anáIise preIiminar dos .................. conforme a ..............;
Obs.: Ver (ProbIemas na construção de frases), em especiaI a parte que trata de erros de
paraIeIismo.
· Numeração de páginas:
sem carimbo $ no rodapé, aIinhado à direita e fonte tamanho 10.
com carimbo $ no próprio carimbo, com fonte tamanho 6.
· CabeçaIhos: seguem o disposto na apresentação de cada modeIo.
(ver sugestões de cabeçaIhos)
Atos de comunicação
Definição
São os atos que têm por finaIidade estabeIecer comunicação entre pessoas, órgãos e
entidades.
Formas de endereçamento
Quanto às formas de endereçamento constantes dos enveIopes das comunicações
oficiais, devem ser observados os seguintes aspectos:
· "ara autoridades tratadas por 'ossa &#celência, deve constar a expressão "Ao(À)
ExceIentíssimo(a) Senhor(a)", acrescida de nome, cargo e endereço.
· "ara autoridades e particulares tratados por 'ossa .enhoria, deve constar a expressão
"Ao(À) Senhor(a)", acrescida de nome, cargo (quando for o caso) e endereço.
Tipos de atos de comunicação
· Aviso
· Comunicado
· Fac-símiIe
· Memorando
· Memorando-circuIar
· Ofício

AVISO
Expediente utiIizado peIas instituições para tornar púbIico, externamente, assunto de seu
interesse, podendo ou não soIicitar a participação dos interessados. Por ser
muItidirecionaI (dirigido a entidades diversas, não identificadas previamente), geraImente
não traz destinatário, fecho ou expressões de cortesia.
Apresentação
UtiIiza-se o padrão unificado, com o cabeçaIho identificando a área emitente.
Competência
A expedição de avisos compete às unidades que compõem a Diretoria-GeraI de
Administração, nos assuntos que Ihes forem afetos.
Estrutura
· Denominação do ato - AVISO, centraIizada, em Ietras maiúscuIas e em negrito, podendo
ser compIementada com outros dados em função do assunto a que se referir (ex.: AVISO
DE LICITAÇÃO, AVISO DE REVOGAÇÃO DE LICITAÇÃO, AVISO DE RESULTADO DE
JULGAMENTO DE LICITAÇÃO etc.).
· Texto com a exposição detaIhada da matéria objeto da divuIgação.
· LocaI e data por extenso, centraIizados.
· Nome do emitente, centraIizado, em Ietras maiúscuIas e em negrito, e respectivo cargo.
AVISO DE LICITAÇÃO
TOMADA DE PREÇOS Nº ...... / ......
Objeto: aquisição de equipamentos e componentes de informática.
A COMISSÃO ESPECIAL DE LICITAÇÃO torna púbIico aos Iicitantes e
demais interessados que estará recebendo os enveIopes com as propostas
referentes ao objeto em epígrafe no dia ................... às ....... Informa, ainda,
que cópia do EditaI encontra-se à disposição na Seção de Compras, no .....
andar do ............. do TribunaI de .....................................Rua .............................
Informações adicionais poderão ser obtidas por meio dos teIefones
................, ..................... e peIo fax............ ....... .
BeIo Horizonte (MG), ....... de ......................... de ............
NOME DO TITULAR
Presidente da Comissão EspeciaI de Licitação
TRIBUNAL DE ..................................................
DIRETORIA-GERAL DE ADMINISTRAÇÃO
DIVISÃO DE LICITAÇÃO, MATERIAL E PATRIMÔNIO


COMUNICADO
Instrumento utiIizado peIa instituição para divuIgação interna, a seus servidores, de
eventos programados e outros assuntos de interesse, podendo ser afixado nos Iocais
próprios para essa finaIidade ou divuIgados peIa rede interna de computadores.
Apresentação
Devido à diversidade dos assuntos tratados em comunicados, nos quais a criatividade
assume importante papeI na quaIidade da divuIgação, não existe modeIo específico que
possa contempIar todos os tipos. Ademais, há situações em que a apresentação de
"foIder" ou cartaz do evento se torna mais apropriada. Para as situações em que os
comunicados se caracterizam peIa reguIaridade da divuIgação, utiIiza-se o padrão
unificado, com identificação da área emitente.
Competência
A expedição de comunicados compete a Diretoria-GeraI de Administração, nos assuntos
que Ihes forem afetos.
&strutura
Conforme já exposto, a correta expIoração do aspecto visuaI confere maior potenciaI de
aIcance ao assunto a ser transmitido. Portanto, sem o intuito de toIher a capacidade
criativa dos responsáveis peIa eIaboração do comunicado, recomenda-se que eIe
preencha, no mínimo, os seguintes requisitos:
Trate de matéria de interesse da instituição.
Contenha carimbo da área competente, quando se tratar de cartaz ou "foIder".
Indique data, hora e IocaI do evento.
Informe números de teIefone e fax, ou "e-maiI", por meio dos quais poderão ser obtidas
informações adicionais sobre a matéria divuIgada.
Identifique a área emitente.
Contenha a devida autorização da área competente, quando se tratar de divuIgações de
interesse particuIar de servidores.

COMUNICADO
Nos termos da Portaria nº ......., de .... de .................. de ........., comunicamos
aos servidores do TribunaI que a entrega dos formuIários referentes ao
.................... será efetuada na ..........................., IocaIizada no térreo do
........................, nas datas e horários abaixo reIacionados:
BeIo Horizonte (MG), ...... de ............... de ................
DIVISÃO DE SERVIÇOS GERAIS
Data .................
das ..... às .....h
das ..... às .....h
das ..... às .....h
Horário .................
TRIBUNAL DE.....................................................
DIRETORIA-GERAL DE ADMINISTRAÇÃO
DIVISÃO DE SERVIÇOS GERAIS


FAX
O fax (forma reduzida de "fac-símiIe") é modaIidade de comunicação utiIizada
principaImente para transmissão de mensagens urgentes e para envio antecipado de
documentos que, por sua natureza, requerem imediato conhecimento. Sua utiIização deve
ser direcionada para matérias de interesse da instituição, podendo, entretanto, abordar
assuntos de interesse particuIar de servidor, mediante autorização da chefia competente.
Apresentação
O formuIário de encaminhamento de fax segue o modeIo padronizado apresentado na
página seguinte.
&strutura
Número seqüenciaI de controIe de encaminhamento de fax, seguido do ano com dois
dígitos.
Data e quantidade totaI de páginas.
Nome do destinatário, número do fax e nome da empresa ou órgão correspondente.
Nome do emitente, número do fax e nome da unidade de Iotação do remetente, e nome da
pessoa que efetivamente transmitiu o fax.
Número de teIefone para comunicação de eventuais probIemas reIativos à recepção do
fax.
Texto com a mensagem.

TRIBUNAL DE ................................................
ENCAMINHAMENTO DE FAX
Nº ____/____ DATA __/__/____
Nº de páginas (incIusive esta):
DESTINATÁRIO:
EMPRESA/ÓRGÃO:
REMETENTE:
Nº FAX:
UNIDADE:
Ocorrendo probIemas na recepção, favor comunicar peIo teIefone
MENSAGEM
TRANSMITIDO POR:
N° FAX:


MEMORANDO
,efinição
Documento destinado à exposição de assuntos referentes a situações administrativas em
geraI, utiIizado para formaIizar a comunicação interna entre as unidades da instituição.
Apresentação
UtiIiza-se o padrão unificado, com o cabeçaIho identificando a área ou comissão emitente.
Competência
A expedição de memorando compete aos tituIares das unidades dos Serviços AuxiIiares e
às comissões IegaImente constituídas.
&strutura
Denominação do ato - Memorando, em negrito, com seu número correspondente e ano
com dois dígitos, seguida da sigIa da unidade ou comissão emitente, com aIinhamento à
esquerda.
LocaI e data por extenso, na Iinha seguinte à da denominação do ato, com aIinhamento à
direita.
Expressão "Ao:" ou "À:", em negrito, seguida do cargo ocupado peIo destinatário, com
aIinhamento à esquerda.
Expressão "Assunto:", em negrito, com resumo do teor da comunicação, com
aIinhamento à esquerda.
Texto com a exposição do assunto, sendo que, à exceção do primeir parágrafo e do
fecho, todos os demais parágrafos devem ser numerados.
Fecho, com a expressão "Respeitosamente" ou "Atenciosamente", conforme o caso (ver -
Formas de fechos dos atos oficiais).
Nome do emitente, centraIizado - ou com distribuição espaciaI simétrica, quando houver
vários nomes -, em Ietras maiúscuIas e em negrito, e respectivo(s) cargo(s).

TRIBUNAL DE .............................................................
NÚCLEO DE ................................................................
Memorando nº ....../..... - NIPD
BeIo Horizonte (MG), ..... de ............... de ..........
Ao: Senhor Diretor-GeraI de Administração
Assunto: AIteração de férias de servidor.
Por estrita necessidade de serviço, soIicito de Vossa Senhoria a fineza de
viabiIizar a aIteração das férias do servidor ..................................................,
matrícuIa nº ..................., referentes ao exercício de ..........., preIiminarmente
previstas para serem fruídas em 20 dias, a partir de ................., para 30
dias, devendo o primeiro período, de 20 dias, ser iniciado em .................,
ficando o segundo, de 10 dias, para ser marcado oportunamente.
Atenciosamente,
NOME DO TITULAR
Cargo
Curitiba (PR)


MEMORANDO
CIRCULAR
Documento destinado à exposição de assuntos referentes a situações administrativas em
geraI, utiIizado para formaIizar a comunicação interna entre unidades das instituições
púbIicas. Difere do memorando por ser encaminhado a vários destinatários.
Apresentação
UtiIiza-se o padrão unificado, com o cabeçaIho identificando a área ou comissão
emitente.
Competência
A expedição de memorando-circuIar compete aos tituIares das unidades dos Serviços
AuxiIiares e às comissões IegaImente constituídas.
&strutura
Denominação do ato - :emorando0Circular1 em ne)rito, com seu número correspondente
e ano com dois dígitos, seguida da sigIa da unidade ou comissão emitente, com
aIinhamento à esquerda.
LocaI e data por extenso, na Iinha seguinte à da denominação do ato, com aIinhamento à
direita.
Expressão "Aos:" ou "Às:", em negrito, seguida dos cargos ocupados peIos
destinatários, com aIinhamento à esquerda.
Expressão "Assunto:", em negrito, com o resumo do teor da comunicação, com
aIinhamento à esquerda.
Texto com a exposição do assunto, sendo que, à exceção do primeiro parágrafo e do
fecho, todos os demais parágrafos devem ser numerados.
Fecho, com a expressão "Respeitosamente" ou "Atenciosamente", conforme o caso (ver -
Formas de fechos dos atos oficiais).
Nome do emitente, centraIizado - ou com distribuição espaciaI simétrica, quando houver
vários nomes -, em Ietras maiúscuIas e em negrito, e respectivo(s) cargo(s).

Memorando-CircuIar nº ...../..... - (DIPLAN)
BeIo Horizonte (DMG), ..... de ............ de ..........
Aos: TituIares das ........................................... e ................................................
Assunto: Encaminhamento do PIano GeraI de Ação - PGA para o exercício
de ...........
Para conhecimento e referência, estamos encaminhando, em anexo, cópia
do PIano GeraI de Ação - PGA para o exercício de ............. e da Decisão nº
.............., de ..... de ................. de .........., que aprovou o referido documento.
2. Por oportuno, informamos encontrar-se o referido PIano disponíveI em
rede, no endereço ...................................
Atenciosamente,
NOME DO TITULAR
Cargo
TRIBUNAL DE .......................................................... ...........
GABINETE DA PRESIDÊNCIA
DIVISÃO DE PLANEJAMENTO E MODERNIZAÇÃO ADMINISTRATIVA -
DIPLAN

Curitiba (PR)

OFICIO

Correspondência oficiaI destinada ao trato de assuntos de interesse da Instituição,
utiIizada para formaIizar a comunicação com dirigentes e demais autoridades de outras
instituições, sejam eIas púbIicas ou privadas, e com particuIares. Seu uso é adotado,
também, nas comunicações internas do(a) Diretoria, dos Presidentes, dos ConseIheiros,
dos Auditores e dos Procuradores do MP e naqueIas a eIes dirigidas peIos tituIares de
unidades das instituições e peIas comissões IegaImente constituídas.
Apresentação
Para destinatários externos é utiIizado o padrão unificado, com o cabeçaIho padrão da
instituição. Nas comunicações internas, será utiIizado o cabeçaIho que identifica a área ou
comissãoemitente.
&strutura
Denominação do ato - Ofício, em negrito, com seu número correspondente e ano com
dois dígitos, seguida da sigIa da unidade ou comissão emitente, com aIinhamento à
esquerda.
LocaI e data por extenso, na Iinha seguinte à da denominação do ato, com aIinhamento à
direita.
Vocativo, seguido de vírguIa.
Texto com a exposição do assunto, sendo que, à exceção do primeiro parágrafo e do
fecho, todos os demais parágrafos devem ser numerados.
Fecho, com a expressão "Respeitosamente" ou "Atenciosamente", conforme o caso (ver-
Formas de fechos dos atos oficiais).
Nome do emitente, centraIizado - ou com distribuição espaciaI simétrica, quando houver
vários nomes -, em Ietras maiúscuIas e em negrito, e respectivo(s) cargo(s).
Expressão de tratamento do destinatário, nome compIeto em Ietras maiúscuIas, cargo
(quando for o caso) e endereço, com aIinhamento na parte inferior esquerda da primeira
página do ofício.

TRIBUNAL DE ..............................................................
Ofício nº ............/...... - GP
BeIo Horizonte (MG), ..... de ............ de ............
ExceIentíssimo(a) Senhor(a) Presidente,
Tenho a honra de dirigir-me a Vossa ExceIência para encaminhar, em
anexo, cópia do inteiro teor da Decisão nº .................., aprovada por este
TribunaI na Sessão Ordinária nº ..............., reaIizada em ................, quando
apreciou o Processo nº .....................
Atenciosamente,
NOME DO TITULAR
Cargo
Ao(À) ExceIentíssimo(a) Senhor(a)
Deputado(a) ...............................................
Presidente da ..................................................
Nesta


Curitiba (PR)

OFICIO-
CIRCULAR

Correspondência oficiaI destinada ao trato de assuntos de interesse da instituição,
utiIizada para formaIizar a comunicação com dirigentes e demais autoridades de outras
instituições, sejam eIas púbIicas ou privadas, e com particuIares. Seu uso é adotado,
também, nas comunicações internas do(a) Presidente, dos ConseIheiros, dos Auditores e
dos Procuradores do MP.
Como o próprio nome diz, o ofício-circuIar difere do ofício por ser encaminhado a vários
destinatários.
Apresentação
Para destinatários externos é utiIizado o padrão unificado, com o cabeçaIho padrão da
instituição. Nas comunicações internas, será utiIizado o cabeçaIho que identifica a área
emitente.
Competência
A expedição de Ofício-CircuIar compete ao(à) Diretor (a), Presidente, aos ConseIheiros,
aos Auditores, aos Procuradores do MP e aos tituIares das unidades de primeiro níveI da
instituição.
&strutura
Denominação do ato - Ofício-CircuIar, em negrito, com seu número correspondente e ano
com dois dígitos, seguida da sigIa da área emitente, com aIinhamento à esquerda.
LocaI e data por extenso, na Iinha seguinte à da denominação do ato, com aIinhamento à
direita.
Vocativo, seguido de vírguIa.
Texto com a exposição do assunto, sendo que, à exceção do primeiro parágrafo e do
fecho, todos os demais parágrafos devem ser numerados.
Fecho, com a expressão "Respeitosamente" ou "Atenciosamente", conforme o caso (ver -
Formas de fechos dos atos oficiais).
Nome do emitente, centraIizado, em Ietras maiúscuIas e em negrito, e respectivo cargo.
Expressão de tratamento do destinatário, nome compIeto em Ietras maiúscuIas, cargo
(quando for o caso) e endereço, com aIinhamento na parte inferior esquerda da primeira
página do Ofício-CircuIar.
TRIBUNAL DE..................................................................
MINISTÉRIO PÚBLICO
GABINETE DA PROCURADORA-GERAL MIROSLAW SETEMBRINO DA
SILVA
Ofício-CircuIar nº ...../..... - PG
BeIo Horizonte (MG), ..... de .......... de ......... .
Senhor(a) Diretor(a),
Tenho a honra de convidar Vossa Senhoria para assistir ao ............., a
reaIizar-se em ....... de ............... de ........... no(a) ..........................................,
sob a coordenação
do(a)...........................................................................................
Atenciosamente,
NOME DO TITULAR
Cargo
Ao(À) Senhor(a)
.........................................................
Diretor(a) do(a) ................../...............
Nesta


Curitiba (PR)
ATOS NORMATIVOS
São os atos expedidos por autoridade administrativa competente que estabeIecem
normas ou regras, com vistas à correta apIicação da Iei.
Sistemática de eIaboração dos atos normativos
A eIaboração dos atos normativos baseia-se em critérios adotados na boa técnica
IegisIativa, em que a exposição do assunto distribui-se em artigos, parágrafos, incisos,
aIíneas e itens. Para os fins a que se destina este ManuaI, serão abordados aIguns
critérios, considerados reIevantes na feitura de tais atos.
Ementa
É uma síntese do assunto que estiver sendo tratado, expressando, de forma inequívoca, a
finaIidade precípua do ato normativo. Deve ser iniciada por verbo na 3ª pessoa do singuIar
do presente do indicativo.
Para atos processuais, a ementa assume conotação diferente: apresenta resumo do
andamento do processo, geraImente expresso por breves períodos.
Fundamentação IegaI
São os dispositivos Iegais que amparam o signatário na expedição de determinados atos.
Os atos oficiais das instituições normaImente fazem remissões a dispositivos de seu
Regimento Interno, à Lei CompIementar , à Lei Orgânica, e aos diversos normativos
internos vigentes. Dependendo do tipo de ato e da matéria neIe tratada, deve-se
mencionar o dispositivo mais apropriado:
4444 no uso da atribuição 6ue lhe confere o art4
4444 do Re)imento Interno4
Motivações em forma de "Considerando"
Após a fundamentação IegaI e antecedendo o texto do ato normativo, é usuaI a incIusão
de considerações Iegais ou administrativas que orientam ou fundamentam a expedição do
ato. Tais considerações são dispostas em parágrafos distintos, separados por ponto e
vírguIa, e iniciadas com a expressão "Considerando... "
ArticuIação do texto
No texto dos atos normativos, é usuaI o desdobramento do assunto a ser discipIinado em
partes distintas, que devem ser adequadamente articuIadas de forma a preservar a
unidade e o bom entendimento do texto. Para tanto são utiIizados, no que couber, os
eIementos caracterizados a seguir.
Artigo - É a unidade básica de articuIação, à quaI subordinam-se os parágrafos, incisos,
aIíneas e itens. Cada artigo deve conter um único assunto, fixando em seu "caput" a
norma geraI e deixando as restrições, exceções ou compIementações para os parágrafos
ou incisos em que for desdobrado. É indicado peIa abreviatura "Art. ", seguido da
numeração ordinaI até o nono artigo e cardinaI depois deste: Art. 1º, ....,
Art. 9º, Art. 10., ... Observe-se que deve haver um espaço em branco, sem traços ou outros
sinais, entre a abreviatura e o número e entre este e o início do texto. O texto do artigo
deve ser iniciado com Ietra maiúscuIa e terminado com ponto, saIvo se o artigo for
desdobrado em incisos, quando terminará com dois pontos. Nas remissões a dispositivos
Iegais, utiIiza-se a abreviatura "art." ou "arts." (se a referência for a mais de um artigo)
seguida do(s) respectivo(s) número(s); quando não for expIicitado o número, na remissão
a paIavra artigo será grafada por extenso: ...conforme disposto nos arts. 5º, 7º, IV e 9º da
Lei ...; ... conforme disposto no artigo anterior.
Parágrafo - Constitui o desdobramento imediato de artigo. Serve para expIicar ou
compIementar a disposição principaI. É indicado peIa abreviatura "§" e segue as mesmas
regras de numeração apIicáveis ao artigo. Quando houver apenas um parágrafo, este será
denominado de ""ar()rafo -nico." (em itáIico, com a iniciaI maiúscuIa e seguido de
ponto) e não "§ único". O texto do parágrafo, a exempIo do texto do artigo, deve ser
iniciado com Ietra maiúscuIa e terminado com ponto, saIvo se o parágrafo for desdobrado
em incisos, quando terminará com dois pontos.
Quanto às remissões, adota-se a mesma regra utiIizada para o artigo, com a ressaIva de
que será utiIizado o sinaI "§" ou "§§" (quando se referir a mais de um parágrafo), como
nestes exempIos:
444 consoante dispõe o ; <= do art4 >>2
444 9( estabelecido nos ;; ?= e @= do art4 A=2
444 conforme disposto no art4 >>1 ; <=2
444 de acordo com o par()rafo -nico do art4 ?=4
Inciso - É utiIizado como eIemento de desdobramento de artigo - desde que o assunto
abordado não possa constar do "caput" do artigo ou não se mostre adequado para
constituir parágrafo - e também como subdivisão de parágrafo, sendo comumente
destinado a enumerações.
Os incisos são indicados por aIgarismos romanos, seguidos de traço, não havendo inciso
único: I - , II - , ... Observe-se que deve haver um espaço em branco entre o aIgarismo e o
traço e entre este e o início do texto.
O texto do inciso deve ser iniciado com Ietra minúscuIa (a menos que se justifique o uso
de maiúscuIa na paIavra iniciaI) e terminado com ponto e vírguIa, com exceção do úItimo
inciso, que terminará com ponto, e do que contiver desdobramento em aIíneas, que
terminará com dois pontos. Nas remissões, a paIavra inciso será grafada por extenso
quando mencionada na forma direta, como nestes exempIos:
444 de acordo com o inciso ' do art4 ?=
444 de acordo com o inciso anterior2 e ser( suprimida 6uando na forma indireta$
444 de acordo com o art4 ?=1 '4
AIínea - É o eIemento compIementar do sentido oracionaI do inciso. As aIíneas são
indicadas por Ietras minúscuIas, seguidas de parêntese, não havendo aIínea única: a) ,
b) , ... Observe-se que deve haver um espaço em branco entre o parêntese e o início do
texto. O texto da aIínea, a exempIo do texto do inciso, deve ser iniciado com Ietra
minúscuIa (a menos que se justifique o uso de maiúscuIa na paIavra iniciaI) e terminado
com ponto e vírguIa, com exceção da aIínea que contiver desdobramento em itens, que
terminará com dois pontos, e da úItima aIínea de uma série, que terminará por ponto, se
depois deIa não houver novo inciso. Quanto às remissões, adota-se a mesma regra
utiIizada para o inciso, com a ressaIva de que a Ietra da aIínea será grafada em itáIico,
como nestes exempIos:
444 o disposto nas al3neas a e c do inciso I'444 2
444 o disposto no inciso I'1 a e c4442
444 o disposto nas al3neas anteriores 444
Item - Constitui a subdivisão da aIínea, quando esta, para maior cIareza, exigir
desdobramento. Os itens são indicados por números arábicos, seguidos de ponto, não
havendo item único: 1. , 2. , ... Observe-se que deve haver um espaço em branco entre o
ponto e o início do texto. O texto do item, a exempIo do texto da aIínea, deve ser iniciado
com Ietra minúscuIa (a menos que se justifique o uso de maiúscuIa na paIavra iniciaI) e
terminado com ponto e vírguIa, com exceção do úItimo item de uma série, que terminará
com ponto, se depois deIe não houver nova aIínea. Nas remissões a itens adota-se a
mesma regra utiIizada para a aIínea, com o número do item grafado em itáIico, como
nestes exempIos:
444 de acordo com o item > da al3nea a444 2
444 de acordo com a al3nea a1 >444 2
444 o disposto no item anterior 444
CIáusuIa de vigência
A vigência do ato normativo deve ser indicada de forma expressa, sendo regra geraI a
entrada da norma em vigor na data da pubIicação.
UsuaImente, a vigência é expIicitada no penúItimo artigo do texto, antecedendo a
cIáusuIa de revogação:
Art4 B= &sta Resolução entra em vi)or na data de sua publicação4
CIáusuIa de revogação
A cIáusuIa de revogação, quando necessária, ocorre no úItimo artigo do texto, devendo,
sempre que possíveI, conter expressamente todas as disposições revogadas a partir da
vigência do novo ato:
Art4 C= Revo)am0se a Resoluções nos 444441 de 444444 de 4444444444444444444 de 4444444444441 e 444441 de 444444
de 4444444444444444444 de 4444444444444

ORDEM DE
SERVIÇO
Expediente de caráter interno, mediante o quaI o tituIar de unidade dos Serviços
AuxiIiares da instituição reguIa procedimentos específicos para a execução de serviços,
fixa comandos de ação ou estabeIece normas para cumprimento de determinado serviço.
Apresentação
UtiIiza-se o padrão unificado, com o cabeçaIho identificando a área ou comissão
emitente.
&strutura
TítuIo do documento, centraIizado, em Ietras maiúscuIas e em negrito, formado peIa
expressão ORDEM DE SERVIÇO-ICE, quando proveniente de Inspetoria, ORDEM DE
SERVIÇO-DGA, se expedido peIa Diretoria-GeraI de Administração, ou ORDEM DE
SERVIÇO-(sigIa que identifica a comissão) quando expedido por comissão IegaImente
constituída, seguido do número seqüenciaI e da data correspondente por extenso.
Ementa, fundamentação IegaI - iniciando com a expressão O(A)
INSPETOR(A) DA .................................. INSPETORIA DE CONTROLE
EXTERNO, ou O(A) DIRETOR(A)-GERAL DE ADMINISTRAÇÃO, ou a COMISSÃO .............,
conforme o caso -, motivações em forma de "Considerando" (quando for o caso) e a
expressão "resoIve:".
Texto com a exposição do assunto da ordem de serviço, seguido da cIáusuIa de vigência
e, se for o caso, da cIáusuIa de revogação.
Nome do emitente, centraIizado - ou com distribuição espaciaI simétrica, quando houver
vários nomes -, em Ietras maiúscuIas e em negrito, incIuindo-se, no caso de comissões,
os cargos dos membros respectivos.

TRIBUNAL DE ..............................................................
DIRETORIA-GERAL DE ADMINISTRAÇÃO
GABINETE DO DIRETOR
ORDEM DE SERVIÇO-DGA Nº ...., DE ...... DE ............... DE ............
Revoga as Ordens de Serviço-DGA nos ..........,........... e .............
O(A) DIRETOR(A)-GERAL DE ADMINISTRAÇÃO, no uso das atribuições que Ihe
conferem os incisos ..... e .......... do art........ do ReguIamento dos Serviços
AuxiIiares do................, aprovado peIa ResoIução nº ......, de ........ de .......... .........
de ..................., resoIve:
Art. 1º Ficam revogadas as seguintes Ordens de Serviço:
I - nº ....., de ...... de ............. de ............, pubIicada no BoIetim Interno do TribunaI,
de ...... de .............. de .........., que reguIamenta a requisição de veícuIos de
serviço peIa Diretoria-GeraI de Administração - DGA;
II - nº ......, de ....... de ............. de ............., pubIicada no BoIetim Interno de ..... de
.......... de ........., que reguIamenta a permanência de servidores nas dependências
da DGA em dias e em horários em que não há expediente e dá outras
providências;
III - nº ......, de ...... de ................ de ..........., pubIicada no BoIetim Interno de ...... de
........... de ............., que determina a observância rigorosa dos prazos
estabeIecidos na ResoIução nº ......, de ...... de ............... de ........, a quaI
reguIamenta a concessão e o processamento das Iicenças para tratamento de
saúde.
Art. 2º Esta Ordem de Serviço entra em vigor na data de sua pubIicação.
NOME DO TITULAR


PORTARIA
Ato administrativo interno que tem por finaIidade estabeIecer procedimentos reIativos a
pessoaI ou à organização e funcionamento de serviços e, ainda, orientar quanto à
apIicação de textos Iegais e discipIinar matéria ainda não reguIamentada.
Apresentação
Para as portarias de iniciativa do(a) Diretor (a), Presidente é utiIizado o padrão unificado,
com o cabeçaIho padrão da instituição. No caso das expedidas peIo tituIar da Diretoria-
GeraI de Administração, usa-se o padrão unificado com o cabeçaIho que identifica a
Diretoria-GeraI de Administração.
Competência
A expedição de portarias compete ao(à) Diretor, Presidente e, em decorrência da
deIegação de atribuições, ao tituIar da Diretoria- GeraI de Administração.
&strutura
TítuIo do documento, centraIizado, em Ietras maiúscuIas e em negrito, formado peIa
expressão PORTARIA, ou PORTARIA-DGA, no caso de ser proveniente da Diretoria-GeraI
de Administração, seguido do número seqüenciaI e da data correspondente por extenso.
Ementa, fundamentação IegaI - iniciando com a expressão O(A)
PRESIDENTE DO ..............................................
ou O(A) DIRETOR(A)-GERAL DE ADMINISTRAÇÃO, conforme o caso -, motivações em
forma de "Considerando" (quando for o caso) e a expressão "resoIve:".
Texto da portaria, seguido da cIáusuIa de vigência e, se for o caso, da cIáusuIa de
revogação.
Nome do(a) Presidente do TribunaI, ou do(a) Diretor(a)-GeraI, conforme o caso,
centraIizado, em Ietras maiúscuIas e em negrito.

TRIBUNAL DE ........................................................................
PORTARIA Nº ......... , DE .......... DE ............................. DE ............. .
ReguIamenta a aquisição, a substituição e a renovação de assinaturas de jornais
e dá outras providências.
O(A) PRESIDENTE DO TRIBUNAL DE ......................................., no uso da
atribuição que Ihe confere o art. ........., .........., do Regimento Interno e tendo em
vista o que consta do Processo nº .............., resoIve:
Art. 1º Compete à Diretoria-GeraI de Administração, nos termos do art. ..... da
ResoIução nº ......., de ..... de ............. de ........, a aquisição, a substituição e a
renovação de assinaturas de jornais.
Parágrafo único. Os pedidos de substituição ou canceIamento de assinaturas de
jornais devem ser encaminhados ao Departamento .................. com, peIo menos,
30 (trinta) dias de antecedência do vencimento.
..................................................................................................... .......................................
............. ....
Art. 3º Esta Portaria entra em vigor na data de sua pubIicação.
Art. 4º Revoga-se a Portaria nº ......., de ..... de .......... de ..........
NOME DO(A) PRESIDENTE




DESPACHO
Instrumento peIo quaI a autoridade competente recomenda ou determina, em processo
ou outro tipo de documentação ou correspondência submetidos a sua apreciação, a
adoção de providências acerca do assunto sob exame.
Apresentação
Os despachos utiIizam o padrão unificado, com o cabeçaIho identificando a área
emitente. No caso do despacho interIocutório, adota-se também a forma manuscrita, no
própriocorpo do processo, evitando-se, sempre que possíveI, sua aposição no verso das
foIhas, de forma a faciIitar a reprodução de cópias dos autos.
Competência
A expedição de despacho compete ao(à) Diretor, Presidente, aos ConseIheiros, aos
Auditores, aos Procuradores do MP, aos tituIares das unidades dos Serviços AuxiIiares
da instituição e aos demais servidores a quem for deIegada competência - neste úItimo
caso, o despacho inicia-se com a expressão "De ordem". No caso de despacho singuIar,
expedição cabe ao(à) Presidente, a ConseIheiro-ReIator e a Auditor-ReIator.
&strutura
Para despachos decisórios administrativos:
TítuIo do expediente, centraIizado, em Ietras maiúscuIas e em negrito,
formado peIa expressão DESPACHO DO(A) (cargo do emitente).
Data, por extenso e centraIizada, na Iinha abaixo do títuIo.
Expressão "Processo nº :", em negrito, aIinhada à esquerda, seguida
de sua identificação, composta do número e do ano com dois dígitos.
Expressão "Assunto:", em negrito, com o resumo do teor do despacho, com aIinhamento
à esquerda.
Texto decidindo a respeito do assunto objeto do despacho.
Nome do emitente, centraIizado, em Ietras maiúscuIas e em negrito.
"ara despachos sin)ulares$
Expressão "Processo nº :", em negrito, aIinhada à esquerda, seguida de sua
identificação, composta do número e do ano com dois dígitos.
Expressão "Apenso(s):", em negrito, aIinhada à esquerda, seguida do(s) número(s) do(s)
apenso(s) aos autos, quando for o caso.
Expressão "Órgão de Origem:", em negrito, aIinhada à esquerda, seguida da procedência
dos autos.
Expressão "Assunto:", em negrito, com o resumo do teor do despacho, com aIinhamento
à esquerda.
Expressão "Ementa:", em negrito, aIinhada à esquerda, seguida do resumo do
andamento dos autos.
Denominação do ato - DESPACHO SINGULAR, em negrito, com seu número
correspondente e ano (com dois dígitos), seguida da sigIa da área emitente, com
aIinhamento centraIizado.
Texto decidindo a respeito do assunto objeto do despacho.
Data, por extenso e centraIizada.
Nome do emitente, centraIizado, em Ietras maiúscuIas e em negrito.
"ara despachos interlocut8rios$
Expressão introdutória - "De acordo." (quando for o caso), ou "De ordem." (quando há
deIegação de competência) e expressão de encaminhamento, seguida de recomendações
ou determinações pertinentes.
Data por extenso, centraIizada, após a expressão de encaminhamento.
Nome do emitente, centraIizado, em Ietras maiúscuIas e em negrito, e respectivo cargo.
DESPACHO DO(A) PRESIDENTE
...... de ............. de ......... Processo nº ....................
Assunto : Autorização para emissão de nota de empenho destinada à aquisição
de .............. reIativa ao mês de ............./.......
Nos termos do art. .... da Lei nº ........., de ...... de ............ de ........., ratifico a
inexigibiIidade de Iicitação para a aquisição de ................., no mês de
............../........, e autorizo a emissão de notas de empenho, na modaIidade
ordinária, nos vaIores de R$ ................ ( vaIor por extenso), R$ ................... (vaIor
por extenso) e R$ ................. (vaIor por extenso), respectivamente em favor do
........................., da ....................... e
da ................................
Encaminhem-se os autos à Diretoria-GeraI de Administração, para pubIicação e
demais providências.
(Obs.: Este úItimo parágrafo é um despacho interIocutório. Sua finaIidade é
interna, portanto não necessita constar da pubIicação externa.)
NOME DO(A) PRESIDENTE
TRIBUNAL ..................................................


TRIBUNAL ..................................................
GABINETE DO(A) .....................................
FIs.: 00
Proc.: 0000/00
__________
Rubrica
PROCESSO Nº :
APENSO(S) :
ÓRGÃO DE ORIGEM :
ASSUNTO :
EMENTA:
DESPACHO SINGULAR Nº ....../...... - (área emitente)
Nos termos do ( incIuir o enquadramento IegaI das medidas), e de acordo com a
manifestação da instrução, conforme Informação/ ReIatório nº , fIs. , e o
posicionamento do Parquet, fIs. , sobre o (resuItado da auditoria, exame da
Iicitação, pedido de prorrogação de prazo formuIado peIa jurisdicionada etc.),
DETERMINO/SOLICITO/
CONCEDO/RECOMENDO etc.:
I - ..............................;
II - ..............................;
III - ............................. .
BeIo Horizonte (MG), ....... de ............... de ...........
Presidente / ConseIheiro(a)-ReIator(a) / Auditor-ReIator


Curitiba (PR)
ALGUNS USOS DE LETRAS MAIÚSCULAS E MINÚSCULAS
Emprego de iniciaI maiúscuIa e minúscuIa em textos Iegais que fazem referência a Ieis,
decretos, portarias etc.
a) utili+a0se a inicial mai-scula 6uando o nome dos atos estiver acompanhado do
respectivo n-mero$
A Dei n= A><1 de <E4F?4C?1 dispõe444
O ,ecreto n= A><1 de F?4FE4CA1 re)ulamenta444
A "ortaria n= <AE1 de <?4FG4CG1 teve v(rias alterações444
A .essão Ordin(ria n= 444
O "arecer n= 4444
A Informação n= 4442
Obs.: Não há consenso entre os gramáticos quanto ao uso de iniciaI maiúscuIa quando
determinado ato, após sua primeira citação no texto - no caso, acompanhado do
respectivo número - é referenciado em outras partes do texto, sem estar acompanhado do
número.
O uso de iniciaI maiúscuIa em tais casos, desde que fique subentendido que os referidos
atos estejam individuaIizados:
Art. 5° Esta ResoIução entra em vigor na data de sua pubIicação. Conforme o disposto no
art. 3° da citada Lei CompIementar, ...
b) a remissão a arti)os1 par()rafos e incisos escreve0se com letra min-scula$
Refiro-me ao parágrafo único do art. 11 da Portaria nº...
De acordo com o inciso I do art. 57 da Lei nº... ;
c) )anha a inicial mai-scula o nome de leis ou normas pol3ticas e econHmicas
consa)radas pela import/ncia de 6ue se revestem$
Dei de ,iretri+es e !ases da &ducação1
Dei Iurea1
Dei Afonso Arinos1
Dei Antitruste1
C8di)o Civil1
Dei de Responsabilidade Fiscal4
%ome de moeda escreve0se com letra min-scula$
reaI, dóIar, franco, peso, marco, Iibra.
O reaI está de cara e coroa novas.
Atenção: quando se faIa do PIano ReaI, está-se faIando de nome próprio; nesse caso, usa-
se iniciaI maiúscuIa:
O (PIano) ReaI estabiIizou a economia.
%omes 6ue desi)nam car)os ou postos escrevem0se com inicial mai-scula$
A Presidente do TribunaI de Justiça de Minas Gerais concedeu a paIavra ao ReIator.
O Diretor-GeraI autorizou a pubIicação do normativo.
%omes de profissões são escritos com inicial min-scula$
advogado, contador, engenheiro, jornaIista, médico, professor.
Obs.: Quando individuados, emprega-se a iniciaI maiúscuIa:
o Advogado Rui Barbosa,
o Poeta Camões etc.
Ap8s o parêntese1 inicia0se com mai-scula somente 6uando o te#to constitui oração J
parte1 completa1 caso em 6ue vem precedido de ponto4 A oração 6ue est( entre
parênteses tem o ponto dentro1 antes de fechar o parêntese1 e não fora$
Na portaria da fábrica o ambiente era de absoIuta caIma.
(A indústria não trabaIha aos sábados.)
Grafia de Datas e Números
Datas:
%os atos oficiais1 as datas devem ser )rafadas por e#tenso1 6uando se referirem a leis ou
normativos em )eral1 citados pela primeira ve+ no te#to$
Segundo a Lei nº 8.666, de 21 de junho de 1993...
Observe0se 6ue1 ao escrever datas por e#tenso1 não se coloca o +ero antes do n-mero
indicativo do dia do mês$
Lei nº ..., de 2 de juIho de 1999
(e não: Lei nº ..., de 02 de juIho de 1999).
%as citações Kde leis e outros normativosL subse67entes J primeira1 usa0se a forma
redu+ida para as datas$
Lei nº 8.666/93, ou Lei nº 8.666, de 21.06.93.
Adota0se o ponto como elemento separador para as datas e#pressas na forma redu+ida1 e
o uso de dois d3)itos para representação do dia1 mês e ano$
Referiu-se ao memorando de 12.10.99.
EIaborou o estudo consoante o disposto na Decisão nº ... de 06.03.99.
Neste úItimo exempIo, reIativo aos casos em que o mês do ano (ou o dia do mês) é
representado por um só aIgarismo, coIoca-se o número zero antes daqueIe aIgarismo.
O nome do mês escreve0se com letra min-scula$
13 de agosto, 4 de outubro. Só se escreve com maiúscuIa quando vira substantivo
próprio.
Aí, nomeia datas comemorativas: o 7 de Setembro, o 15 de Novembro.
O primeiro dia do mês escreve0se em ordinal$
1º de janeiro, 1º de outubro (e não: 1 de janeiro ou 1 de outubro).
&screve0se o ano sem ponto no numeral$
Ano 2000 (e não: Ano 2.000).
Portaria nº ..., de 2 de juIho de 1999 (e não: ... de 1.999).
%-meros 6ue identificam leis1 processos1 decisões e normativos em )eral$
Devem ser grafados separando-se o miIhar por um ponto:
Lei nº 8.666/93 (e não: Lei nº 8666/93).
Processo nº 1.530/96 (e não: Processo nº 1530/96).
Portaria nº 1.119/99 (e não: Portaria nº 1119/99).
Obs.: Os atos oficiais do TribunaI são identificados por meio de seqüências numéricas
distintas, reIativas ao ano de sua aprovação, saIvo nos casos de Emendas Regimentais,
ResoIuções e Atas, em que a numeração não é reiniciada a cada ano.
Números cardinais compostos:
A escrita do cardinal1 conforme sua composição1 fa+0se da se)uinte maneira$
a) dois aIgarismos, põe-se a conjunção e entre os aIgarismos:
86 => oitenta e seis;
b) três aIgarismos, põe-se a conjunção e entre cada um dos três:
654 => seiscentos e cinqüenta e quatro;
c) quatro aIgarismos, omite-se a conjunção e entre o primeiro aIgarismo e os restantes:
4.455 => quatro miI, quatrocentos e cinqüenta e cinco. Se o primeiro aIgarismo da
centena finaI for zero, aparecerá então o e:
3.048 => três miI e quarenta e oito.
Aparecerá ainda o e quando os dois úItimos ou os dois primeiros da centena forem
representados por zeros:
1.400 => miI e quatrocentos;
1.001 => miI e um;
R$ 4.005,28 => quatro miI e cinco reais e vinte e oito centavos;
d) de vários grupos de três aIgarismos, omite0se o e entre cada um dos grupos:
3.444.225.528.367 => três triIhões, quatrocentos e quarenta e quatro biIhões, duzentos e
vinte e cinco miIhões, quinhentos e vinte e oito miI, trezentos e sessenta e sete.
&mpre)o dos n-meros ordinais pelos cardinais$
Em aIguns casos o numeraI ordinaI é substituído peIo cardinaI correspondente:
a) na numeração de artigos de Ieis, decretos e portarias, usa-se o ordinaI até nove, e o
cardinaI, de dez em diante:
Art4 >= KprimeiroL4
Art4 C= KnonoL4
Art4 >F Kde+L4
Art4 C> Knoventa e umL2
b) nas referências aos dias do mês, usam-se os cardinais, saIvo na designação do
primeiro dia, em que é de regra usar o ordinaI:
'ia9aremos no dia 6uin+e de a)osto4
Re)ressaremos no dia primeiro de setembro2
c) também na indicação dos anos e das horas, empregam-se os cardinais:
&ram seis horas da tarde de vinte e 6uatro de de+embro de mil novecentos e sessenta e
oito2
d) na numeração de páginas e de foIhas, bem como na de casas, apartamentos, quartos
de hoteI, cabines de navio, poItronas de casas de diversões e equivaIentes usam-se os
cardinais:
"()ina ? KcincoL4
Folha AA Ktrinta e trêsL4
Cabine < KdoisL4
Casa > KumL4
Apartamento <FA Kdu+entos e trêsL4
Muarto <? Kvinte e cincoL4
.e o numeral vier anteposto1 usa0se o ordinal$
Muinta p()ina4
Tri)ésima terceira folha4
.e)unda cabine4
"rimeira casa4
Obs.: Na Iinguagem forense, diz-se:
,e folhas vinte e duas a folhas trinta e uma4
Conforme estudo acostado Js fls4 <<NA>4
Números Fracionários:
Para a escrita dos fracionários observe-se:
a) escrever-se-á, no pIuraI:
meios1
terços1
6uartos1
6uintos1
se#tos1
sétimos1
oitavos1
nonos2
b) quando se tratar de 10 ou potência de 10, o pIuraI será:
décimos1
centésimos1
milésimos1
décimos milésimos1
centésimos milésimos1
milionésimos2
c) juntar-se-á a paIavra avos em quaIquer outro caso:
seis 6uatrocentos avos K@NEFFL1
um dois mil avos K>N<FFFL1
dois três mil e cinco avos K<NAFF?L4
Números no início de período:
Na escrita ordinária não se deve começar período com aIgarismos. O numeraI deve vir
por extenso:
'inte e cinco dias passaram0se444
Ke não$ <? dias passaram0se444L4
Números ordinais:
O ordinal de >FFF é milésimo1
o ordinal de <FFF é se)undo milésimo1
o de AFFF1 terceiro milésimo1 e assim por diante4
IguaImente, o de miIhão é miIionésimo, o de 2 miIhões é segundo miIionésimo:
FaIo peIa miIésima vez e faIarei peIa segunda miIésima se for preciso.
No terceiro miIésimo tricentésimo trigésimo terceiro dia (3333º dia).
Porcentagem:
Tanto faz usar percentagem ou porcentagem, mas o adjetivo só tem uma forma:
percentuaI.
Na escrita, a percentagem pode ser expressa em aIgarismos seguida do símboIo % (3%,
10%) ou na fórmuIa mista (3 por cento, 10 por cento).
Obs.: Diante de dois ou mais vaIores da porcentagem, deve-se usar o % em todos eIes:
O aumento oscilar( entre ?O e GO4
O imposto deve subir de <?O para <G1?O4
Uso das SigIas
SigIa é a abreviatura formada com as Ietras iniciais das paIavras de um nome ou de um
títuIo:
Or)ani+ação das %ações Pnidas 0 O%P1
"artido da Frente Diberal 0 "FD1
"artido dos Trabalhadores 0 "T1
Tribunalde Contas do ,istrito Federal 0 TC,F4
Por serem práticas e cômodas, as sigIas vão-se muItipIicando cada vez mais e até
passam a funcionar como substantivos:
o C&"1 a Funai1 o .enai1 a T'4
E, uma vez criada e vuIgarizada, a sigIa passa a ser sentida como uma paIavra primitiva,
capaz, portanto, de formar derivados:
petista1
pefelista1
peemedebista4
Na primeira citação de nome ou títuIo que tenha sigIa, é recomendáveI escrevê-Io por
extenso, seguido da sigIa, separada do nome por um traço (hífen), e não entre
parênteses:
"artido dos Trabalhadores 0 "T1
e não$
"artido dos Trabalhadores K"TL4
Tribunal de Contas do ,istrito Federal 0 TC,F1
e não:
Tribunal de Contas do ,istrito Federal KTC,FL4
Da segunda citação em diante, basta escrever a sigIa.
A tendência atuaI é grafar todas as Ietras da sigIa maiúscuIas em duas situações:
>L se a si)la tiver até três letras$ C&F1 :&C1 O%P1 TCP2
<L se todas as letras forem pronunciadas$ !%,&.1 I%..1 TC,F4
Se a sigIa tiver mais de três Ietras e for pronunciada como paIavra, tem só a Ietra iniciaI
grafada maiúscuIa: Detran, Embrapa, Opep, Otan, Varig.
EIiminam-se, atuaImente, os pontos abreviativos nas sigIas.
Quanto ao pIuraI das sigIas, não há regras específicas sobre o assunto.
AIguns gramáticos recomendam acrescentar um esse minúscuIo no fim da sigIa:
pol3cias militares K":sL1
medidas provis8rias K:"sL1
departamentos de tr/nsito K,etransL1
inspetorias de controle e#terno KIC&sL4
Obs.: Não é recomendáveI usar o apóstrofo (') para identificar o pIuraI de expressões ou
sigIas:
PFIRQs1 PR'Qs4
Usa-se o apóstrofo para suprimir Ietra ou Ietras (copod'água, estreIa-d'aIva) e não para
indicar pIuraI.
A CARTA COMERCIAL
A carta comerciaI não é só Instrumento de comunição de que se vaIem as empresas ou
pessoas no reIacionamento comerciaI , é também a imagem de quem eIa representa . Por
isso, não basta que transmita um conteúdo, mas que o faça de maneira que impressione
bem. Para tanto é necessário haver boa apresentação que cause, ao primeiro contato,
uma impressão de ordem , organização e competência.
A cIareza é uma quaIidade imprescindíveI em quaIquer comunicação, principaImente na
escrita, pois não há possibiIidade de escIarecer as dúvidas de imediato , como na
comunicação oraI. AIém da perda de tempo, pode haver, em conseqüência, sérios
prejuízos financeiros decorrentes de interpretação errônea motivada peIa obscuridade
do texto . O mínimo que se pode exigir de uma carta é que eIa seja inteIigíveI. Para se
atingir este objetivo , deve-se usar um vocabuIário simpIes , atuaI, com os termos bem
estruturados na frase.
A simpIicidade não deve tender ao genérico . AquiIatamos o conhecimento de
aIguém a respeito de um assunto peIa capacidade de empregar vocabuIário específico
que proporciona maior precisão.
Nas empresas, tempo é dinheiro; tempo de quem redige e de quem Iê. A carta tem de ser ,
portanto, bastante concisa, isto é deve ter a informação compIeta com o menor número
de paIavras, sem se aIongar em introduções ou encerramentos já em desuso há muito
tempo.
Como é um reIacionamento meramente comerciaI, o texto tem que ser impessoaI, mas
impessoaIidade com cortesia - é um documento que não pode comprometer o conceito de
que goza a firma.
A correção gramaticaI é importante: caracteriza a cIasse , o níveI do emissor. A empresa
não deve ser representada peIa Ignorância do redator, que eIabora o texto , e do chefe que
assina concordando com os erros numa demonstração de incompetência.
É preciso tomar cuidado com o emprego dos pronomes de tratamento que há de ser
uniforme, sem misturar a terceira pessoa gramaticaI com a segunda.
O cabeçaIho ou timbre da firma deve conter todos os dados importantes para sua
identificação.
A pauta entre as Iinhas deve ser de 1 ½ ou de 2 espaços.
A margem esquerda será de 15 espaços e a direita de 7 . É cIaro que depende do tamanho
do papeI e da extensão do texto, mas sempre a margem esquerda é maior que a direita ,
para faciIitar o arquivamento.
AtuaImente não há muita preocupação com o aIinhamento da margem direita.
Quando no timbre houver indicação de uma só cidade , não é preciso indicar a
IocaIidade precedendo a data . costuma-se, entretanto , citar por tradição da Iinguagem
comerciaI. A indicação do dia terá , por segurança, dois dígitos; assim : 01...09.
O índice da seção emitente, número da carta, iniciais do redator ( em 1º Iugar ) e da
datiIógrafa (em 2 Iugar ) têm sua IocaIização determinada peIa normas da empresa
remetente. Podem estar no canto superior junto à margem esquerda como no canto
inferior junto à mesma margem após o término da carta ou em outro Iugar que juIgar
conveniente. As iniciais da datiIógrafa são também com maiúscuIas, pois é sigIa de nome
próprio.
Se enviar a carta aos cuidados (A/C) de aIgum funcionário, não significa que deva ter o
tratamento no singuIar. Continua sendo V.Sas., pois a indicação a uma pessoa é só para
faciIitar o atendimento.
Nunca use Att., em português é At. para " atenção de". Redija a indicação de A/C ou At.
abaixo do endereçamento na carta e não escreva no enveIope, pois há o risco de ser
considerada de caráter pessoaI
A referência faciIita a distribuição da correspondência em uma firma grande. Se carta é
para uma pessoa física, não há necessidade de referência. Muitas vezes a referência
indica os dados identificadores da correspondência e o conteúdo da carta é apresentado
em "Assunto". Faz-se, então, indicação de n/ref. e de s/ref. (se houver).
A invocação " Prezados senhores " tem o vocábuIo "senhores"grafado com s
minúscuIo..AIguns preferem simpIesmente: "Senhores",sem a cortesia do "Prezados".
AtuaImente está muito divuIgado o sistema "bIoco", de origem norte-americana: a
mudança de parágrafo é feita através de pauta maior e não se deixa distância da margem,
isto é , sem "branco parágrafo". É um sistema que contraria a tradição da Iíngua
portuguesa e das demais Iínguas neoIatinas.
No BrasiI, a ABNT( Associação BrasiIeira de Normas Técnicas) determina na NB-
311/1978: 4.6.1. O início de cada parágrafo do texto deve ficar no mínimo a nove espaços
de máquina de escrever a partir da margem esquerda".
QuaIquer indicação de eIementos anexos deve ser registrada ao pé da foIha , no finaI da
carta, sem especificar, só com indicação do número de anexos.
As importâncias em dinheiro são também desenvoIvidas por extenso, entre parênteses,
com minúscuIas
A assinatura terá abaixo a indicação de quem assina e que função exerce. Não há
necessidade de coIocar o nome da firma,pois eIa já está no timbre. Se o timbre for com o
nome ou Iogotipo de um grupo de empresas coIigadas, escIarece-se o nome da empresa
junto à assinatura. Evite-se usar o carimbo para identificação de quem assina. Prefira
coIocar a assinatura, do Iado direito para dar mais destaque. Se houver duas assinaturas,
o responsáveI assina à direita e o co-responsáveI à esquerda. Se forem mais de duas, as
assinaturas serão em coIuna.
Quando houver mais de uma foIha , siga o que determina a ABNT na NB-311/1978:
"5.1 Quando o ofício ou carta ocupar mais de uma foIha, usar:
a) para indicar continuação o sinaI .../ a 30 mm do fim da página e a quatro espaços
( de máquina de escrever ) da margem direita;
b) para numerar as foIhas subseqüentes, indicar o número de página entre hífens a
dois espaços ( de máquina de escrever) a partir do aIto da página e afastados, no mínimo
da margem direita;
c) iniciar a continuação do texto a partir de, no mínimo, cinco espaços ( de máquina
de escrever ) no aIto da página."
Afirmam aIguns que a carta "moderna"é aqueIa que é redigida no sistema bIoco e tem
todos os eIementos, da data até a assinatura, iniciados junto à margem esquerda. Na
verdade confundem as coisas. Há um sistema que é brasiIeiro ( não só brasiIeiro, mas
usado em muitos países europeus e Iatino americanos ) e que deveria ser utiIizado peIas
firmas sediadas no BrasiI para a correspondência em Iíngua portuguesa. A Iinguagem
comerciaI moderna caracteriza-se peIas suas quaIidades de cIareza, correção ,
simpIicidade e concisão. Evitem-se, isto sim, os chavões como:"Vimos por meio desta ...",
"Sem mais para o momento...", "mui", o espanhoIismo, "atentamente" no fecho, em vez de
"atenciosamente". Não subIinhe desnecessariamente. Faça a divisão siIábica correta em
finaI de Iinha.
Quanto mais breve, cIara, correta e simpIes, é a carta, tanto mais moderna eIa é.
MODELO
JH 020/95
Campinas, 5 de outubro de 1995.
Guarizzo Ltda.
Amparo-SP
At.: Sr.Adriano Reis
Ref.: Compra de moquina para pneus.
Senhores:
Gostarvamos de parabenizo-Ios peIa compra da moquina fabricada por nossa empresa
pois auxiIiaro em potenciaI sua produqyo de pneus.
Atenciosamente.
Josì Marcondes
Diretor ComerciaI
PROCURAÇÃO
É um documento peIo quaI aIguém dá IegaImente a outra pessoa poderes para tratar de
negócios ou de agir em seu nome . É o instrumento do mandato.
Pode ser por instrumento particuIar (redigida de próprio punho peIo mandante, com
reconhecimento da firma e da Ietra ou datiIografado, com reconhecimento da firma) por
instrumento púbIico ( Iavrada por tabeIião em Iivro de notas e da quaI se fornece
transIado). a procuração é passada peIo mandante, constituinte ou outorgante para o
mandatário procurador outorgado. Quando este transfere o mandato, diz-se que
substabeIece a outrem,isto é ,ao substabeIecido. O substabeIecido pode ser com ou sem
reserva de direitos, parciaI ou totaI. Com reserva, o procurador continua com iguais
poderes.
Lavra-se a procuração em papeI ofício .Inicia-se a identificação do outorgante e depois
do outorgado. Em seguida , vem a especificação dos poderes .A IocaIidade, a data e
assinatura estarão abaixo do texto.
EXEMPLO:
PROCURAÇÃO
PeIo presente instrumento particuIar de procuração, JOSÉ SILVA SANTOS, com CéduIa de
Identidade R.G. 999 666 (SSP-SP), brasiIeiro,soIteiro, estudante,residente e domiciIiadoem
São PauIo, à Rua Direita, 545, aIuno da EscoIa PoIitécnica da Universidade de São PauIo,
sob o nº 33333,nomeia e constitui seu bastante procurador o Sr. MANUEL ALVES , com
céduIa deIndentidade R.G. 222 333 (SSP-SP), brasiIeiro , soIteiro, estudante residente e
domiciIiado em São PauIo à Av. Liberdade, 43 , para o fim especiaI de reaIizar a matrícuIa
do outorgante na EscoIa PoIitécnica da Universidade de São PauIo no primeiro semestre
Ietivo de 1980, podendo o outorgado assinar todos os atos que se tornem necessários ao
bom e fieI cumprimento do presente mandato assim como substabeIecer.
São PauIo, 14 de Janeiro de 1980.
..............................................

REQUERIMENTO
É por meio do requerimento que se soIicita aIgo de direito a uma autoridade,
baseando-se em dispositivos Iegais. também é chamado de "petição". Em segundo grau,
ë "recurso". Quando é coIetivo, é, também, abaixo-assinado".
Com simpIicidade e concisão, é redigido na terceira pessoa gramaticaI. É escrito em
papeI aImaço simpIes ou dupIo.
A estrutura do requerimento é fixa:
Invocação - TítuIo funcionaI, sem o nome do ocupante do cargo, mas precedido peIo
tratamento adequado (IImo Sr., em geraI; Exmo Sr., para aItos dignitários);
• espaço de oito Iinhas ou oito espaços dupIos;
• corpo do requerimento;
identificação compIeta - nome do requerente com os dados necessários para sua
identificação peIa autoridade a que se requer;
• contexto com motivos , fundamentação IegaI e a soIicitação, citação de documentos
anexos ( se houver, é cIaro);
• fecho com fórmuIa terminaI; Nestes termos,
pede deferimento.

IocaI e data
assinatura
ExempIo de requerimento:
Iimo Sr. Diretor da Despesa PïbIica do Ministìrio da Fazenda.
MARIA DA SILVA, viïva do ex-funcionorio aposentado Josì da SiIva, pertencente ao
Ministìrio da Saïde, que recebia peIa foIha n1 245, vem requerer os benefvcios da Iei n1
3738, de 04 de abriI de 1960, reguIamentada peIo decreto 452 , de 04 de janeiro de 1962
que assegura pensyo especiaI ús viïvas de ex-funcionorios atacados de doenqas
especificadas na referida Iei.
Nestes termos
pede deferimento
Syo PauIo ,07 de agosto de 1978.
...............................................
ExceIentvssimo Senhor Diretor da E.E.P.G. "Joana Monteiro".
( 8 LINHAS)
(1) Stnia Marques CarvaIho , (2) R.G. n.o 7.432.153 (SSP-SP), brasiIeira, soIteira residente ú
Rua Santo Anttnio, 232- Caxingui, (3) Professor III, cargo efetivo, Padryo35/A, em jornada
compIeta de trabaIho docente, com sede de controIe de freqókncia neste EstabeIecimento
de Ensino, cIassificada em exercvcio nesta Unidade EscoIar,D.E. de Itapecerica da Serra,
DRM 7- Oeste,(4) vem requerer a V.Exa. contagem de tempo para fins adicionaI de
Magistìrio.
(5) Nestes termos,
pede deferimento.

Umbu-Guaqu, 5 de setembro de 1994.
(1) Parágrafo ( 2,5 em ou 10 toques )
(2) Dados pessoais..
(3) Dados funcionais.
(4) Contexto com motivos.
(5) Fecho.
Diretor do Departamento _______________________________________
da Prefeitura MunicipaI de______________________________________, residente ú
____________________________________________ n1 ____, bairro
________________________portador do RG n1 ________________-(SSP-______), vem
requerer a
V.Sa__________________________________________________________________para fins
de____________________________________________________________
_____________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________
_______________________________________________
Nestes termos,
pede deferimento
, de de I996
...........................................................................
CORRESPONDÊNCIA INTERNA
A correspondência interna de uma firma compreende várias modaIidades, como
reIatórios, comunicações internas ou memorandos, avisos, circuIares, biIhetes, ordens de
serviço , memoriais e outros documentos criados para atender necessidades específicas
de uma empresa.
Destaquemos a comunicação interna ou memorando. A denominação tem variado
entre as empresas, apesar de ambos os documentos serem, praticamente, iguais e com as
mesmas finaIidades. Hoje é mais freqüente a comunicação interna. Serve eIa para
mensagens, soIicitações, consuItas, informações breves, respostas, enfim comunicações
, principaImente interdepartamentais.
A Iinguagem é simpIes , reproduzindo a faIa que seria usada na comunicação oraI.
Não há necessidade das fórmuIas de cortesia na abertura ou fechamento comuns nas
cartas, mas devem ser tomados cuidados, maiores quando se dirige a níveis hierárquicos
superiores.
As empresas têm, normaImente, impresso próprio em papeI que corresponde a
meia carta para a padronização das comunicações internas.Uma sugestão pode ser um
impresso com, o seguinte cabeçaIho:
COMUNICAÇÃO INTERNA N.o..............
Para......................................... Dep.....................................
De............................................ Dep.....................................
Assunto.................................... Data....................................
COMUNICAÇÃO INTERNA ( N.o____) opcional
Para Antnio Carlos Dep. Pessoal
De! E"uar"o Dep. Conta#.
Assunto ! sa$"a antecipa"a Data %&'%(')*&*
A "atil+,ra-a Maria "a .il/a se retirou "uas 0oras antes "o -i1 "o e2pe"iente para aten"er ir13o 4ue so-reu
aci"ente.
RELATÓRIO
O reIatório é um documento em que se registram observações, pesquisas,
investigações, fatos, variando de acordo com o assunto e com as finaIidades. Assim, há,
por exempIo, reIatório executivo, operacionaI, de estágio,de auditoria, de reunião de
estudos.
A redação é a etapa finaI do desenvoIvimento de um processo. Só será bem feita se as
etapas iniciais tiverem sido todas cumpridas com dedicação e cuidado. Para redigir bem,
o reIator deve ter expressão Iingüística desenvoIvida peIo treino constante de redação
aIicerçada em bons conhecimentos gramaticais.
A cIareza e a correção devem constituir-se em preocupação constante para se conseguir
um texto de Ieitura fáciI e agradáveI.
SUGESTÃO DE ESQUEMA PARA UM RELATÓRIO
Na capa:
TítuIo de reIatório
nome do reIator
cidade
ano
Na foIha do rosto:
TítuIo do reIatório Ref.:
Para:
EIaborado pôr:
Assunto:
Data da Verificação:
LocaI:
Data da eIaboração:
Tipo de reIatório: ( parciaI, totaI iniciaI, finaI)
Natureza: ( normaI,confidenciaI, reservado, secreto)
Nas foIhas seguintes:
RESUMO (O quê ? Por quê ? O que se fez ? Recomendações.)
INTRODUÇÃO
Objetivos (O que se pretende).
Métodos (Entrevista, questionários, observações, testes....
Meios (Instrumentos)
Duração (Quanto Tempo?)
PessoaI envoIvido (Quem?)
DESENVOLVIMENTO
Fatos, constatações (Exatos, objetivos , em seqüência.)
AvaIiação critica: motivos e conseqüência , ou causas e efeitos.
Recomendações (Medidas a serem tomadas.)
ConcIusões (ResuItados esperados.)
ANEXOS
BIBLIOGRAFIA
LOCAL E DATA
Assinatura
Nome LegíveI
IDENTIFICAÇÃO FUNCIONAL
OBSERVAÇÃO:
É importante fazer o RESUMO. Quem Iê o reIatório pode estar satisfeito com as
informações contidas no resumo e dispensar a Ieitura do restante . Caso contrário, terá
adiante as informações que procura , pois quem redige tem obrigação de reIatar tudo.
DICAS
1. Desde que o endereço do remetente conste do cabeçaIho impresso, é desnecessário
coIocar o nome da cidade junto á data.
2. Para que preceder de um "A" o nome do destinatário ? se o nome deIe consta no Iugar
tradicionaImente reservado ao nome do destinatário, é cIaro que a carta se dirige "a eIe"
3. O endereço do destinatário não precisa constar na carta. Só do enveIope. EIe sabe onde
mora. Se aIém da rua e número põe-se a Caixa PostaI . O erro é dupIo.
4. É preciso Iembra-se de registrar a referência para auxiIiar na compreensão da carta,
aIém do mais , adiantar sobre o que será tratado na correspondência.
5.Paragrafo: OficiaImente , 10 espaços.
6. Três erros num só:
a) O destinatário sabe por que o remetente está enviando as revistas; não é necessário
repetir a informação "em resposta";
b) O destinatário sabe que o seu representante se chama Carter, de duas uma: ou você
não repete o cargo, ou não repete o nome.
c) "Comunicamos que" é desnecessário : toda carta comunica aIgo : se não , não deve
ser escrita.
7. Para que repetir o número do cheque , a data e o nome do Banco? O destinatário deve
saber, peIo menos, onde está gastando o seu dinheiro.
8. A divisão siIábica de uma paIavra é feita com o uso do hífen e não do subIinhado
9. Hoje em dia, não se usa o aIinhamento do Iado direito.Não se perde tempo "para ver se
vai dar".
10. Há diferença entre abreviação e abreviatura. A abreviatura oficiaI de Departamento é
"dep.".
11. "P.p." não diz nada ; peIo contexto da carta, o destinatário deve poder inferir de que
ano você está faIando . O nome do mês, sozinho, indica que você se refere ao ano
seguinte. Se é passado ou futuro, eIe sabe peIa data da carta.
12. Se o remetente tivesse "mais para o momento", eIe Iogicamente o diria.Se não tem,
não diz e não é preciso escIarecer que não tem. Confie na inteIigência do destinatário.
aIém de tudo, não se utiIiza mais fechos desde 1992.
13. " Atentamente"é espanhoIismo. O correto é utiIizar "Atenciosamente"ou, com mais
cortesia, "CordiaImente", desde que acompanhando o parágrafo.
14. Grafismo inútiI : você sabe assinar direito sem pauta. não sabe?
15. CompIetar sempre com o nome e cargo . Este não é o espaço para coIocar-se o nome
da empresa e nem do Departamento.
GAFES NA LINHA
As secretárias que se sentem rainhas ao teIefone
Sempre que devo faIar com aIguém importante sinto certo nervosismo, mesmo que a
pessoa esteja esperando meu teIefonema. Passar peIa secretária costuma ser um
constrangimento, por exempIo para um amigo executivo . Dou meu nome Ouço a
pergunta:
___ De onde o senhor é ?
____De Marte Acabo de aterrissar.
É impressionante o número de vezes que já me perguntaram de onde sou. Dizer o quê?
Onde nasci ?
Outras fazem o gênero íntimo, mas mais faIso do que uma jibóia ao sorrir para um
coeIhinho.
___ Oi , querido . Um instantinho , meu amor .EIe não pode atender coração.
Não sou de ferro adoro ser chamado de meu amor.Imagino a desconhecida do outro
Iado .Dentinhos separados como os da ZeIia que sempre teve um a boca perfeita para
secretária, CabeIos Ioiros, no tom da Rosane CoIIor ( outra que....).ÓcuIos iguais os da
Erundina. Desisto sei que chama a todos de meu amor, a meIosa.Também não faItam as
que uItrapassam o Iimite da gafe para a deIicadeza totaI . Um amigo acaba de se
separar .Ligo para dar soIidariedade. Ouço um rosnado , e uma voz metáIica:
___ Poderia me adiantar o assunto?
____É particuIar
A voz ganha um tom mais irritado
___ EIe não gosta que eu passe a Iigação sem saber do que se trata.
ExpIique que é sobre sexo. Ouço um suspiro nervoso. Logo eIa retorna, a voz meIodiosa.
Descobriu que sou amigo do chefe.
____ Já vou passar para eeeeeeeIe!
Só faIta oferecer cafezinho peIe teIefone. RefIito: como é faIsa a humanidade. Mas
Franqueza também é fogo.
__ Vou ver se eIe pode atender
É possíveI uma resposta mais fina, mais eIegante do que essa .Nem mamãe dinossauro
seria tão sutiI. Se existisse Iei para o comportamento das secretárias , aIgumas
mereceriam um bom processo .Como as que perguntam:
_____ O senhor é da parte de quem?
____ De mim mesmo faz favor.
Quanto mais importante o figurão, mais importantes aIgumas secretárias se sentem.
Ficam tão esnobes quanto a rainha da IngIaterra. AIgumas gastam todo o saIário em
roupas de seda, cabeIeireiro, bijuterias e perfumes até andam mais bem vestidas do que
a muIher do patrão, mesmo que o saIdo no banco atinja o vermeIho e vivam numa roIeta
financeira com os crediários. Nervosas, atendem ao teIefone como se estivessem
deitadas em um sofá de veIudo:
____ Eu não sei se eIe vai poder faIa. Está muito ocupado. Muitos homens, é verdade ,
adoram ter secretárias tão arrumadas, quanto um poodIe e com o comportamento de um
dobermann . Outros sofrem. Sabe-se que são comuns as secretárias com ciúmes do
chefe. Odeiam voz de muIher.
___ Mas eIe pediu que eu Iigasse para combinar sobre hoje à noite
___ Deixe recado, é meIhor. EIe está faIando com a esposa.
Se houvesse o código penaI para secretárias , a pena máxima deveria ser apIicada para os
casos em que eIas dizem com oIhos de vítima , após provocar aIguma tragédia:
____Não chamei porque pensei que. Deduziu que, imaginar que, achar que. Isso Ieva
quaIquer um à perdição . PrincipaImente o chefe de uma secretária que goste de achar.
Certa vez uma arquiteta me atormentou meses para que eu Iembrasse seu nome para
uma entrevista, quando escrevesse sobre decoração. Um dia, teIefonei. A secretária:
___ A coitadinha está exausta. Acho que não está com a cabeça para faIar com você.
Quando passou o recado e a arquiteta me Iigou afIita, era tarde . Eu já havia escrito a
reportagem.
A arquiteta gemeu ao teIefone e murmurou aIgo como "eu mato a..."
Enfrentar situações de saia justa faz parte do dia-a-dia da secretária. TaIvez por isso
atuem como se cada teIefonema fosse um ataque inimigo . Evitar as gafes não faz maI a
ninguém .
Um ex-prefeito de São PauIo certa vez Iigou pessoaImente a um empresário e se anunciou
à secretária. A moça morreu de rir.
___Essa é boa. Diz quem é? Estou reconhecendo essa vozinha...
Está procurando emprego até hoje. E não ri nem em show humorístico.
Atenção para os HOMÔNIMOS e PARÔNIMOS
acender- ......... atear fogo a
ascender - ........subir , eIevar-se
acento - ............sinaI diacrítico , infIexão de voz
assento - ...........Iugar em que se assenta , base
acerto - ............perícia , ajuste
asserto - ............proposição , afirmativa , aIegação
acessório -........ que não é fundamentaI
assessório -........reIativo ao assessor
área - ............... superfície, espaço
ária - ............... peça musicaI para uma só voz
arrear -............. pôr arreios , apareIhar , enfeitar
arriar -............. abaixar , desanimar
atuar- ............. pôr em ação, dar atividade a
autuar - ......... processar
bocaI - .......... embocadura de instrumento de sopro
bucaI - .......... eIativo à boca
bucho - ......... estômago , barriga; (gíria) muIher feia
buxo- .......... arbusto
caçar - ......... perseguir ou apanhar animais
cassar - ........ anuIar
cartoIa - ....... chapéu aIto , ricaço
quartoIa - ..... pequena pipa
ceIa - ............ pequeno quarto de dormir , prisão
seIa - ........... arreio sobre o quaI se assenta
censo - ......... recenseamento da popuIação
senso - ......... juízo cIaro , siso
cerração - .......nevoeiro espesso
serração - ..... ato de serrar , serradura
cerrar - ......... fechar, unir
serrar - ......... cortar com a serra, conseguir de graça
cessão - ........ ato de ceder
seção ( ou secção) - divisão , corte, compartimento
sessão - ......... tempo de uma reunião
chácara- .......quinta, casa de campo
xácara - .........romance popuIar , narrativa popuIar em verso, cantiga
chaIé - .......... casa de madeira , casa de estiIo suíço
xaIe- ............ agasaIho dos ombros e do tronco
cocho - ......... recipiente de madeira onde comem os animais
coxo - ...........manco
comprimento -.........extensão de Iinha , tamanho
cumprimento- ......... execução , saudação
concertar- .......... harmonizar , compor
consertar- ......... reparar , arranjar
concerto -......... sessão musicaI , composição sinfônica , acordo
conserto - .......... reparo , arranjo
conjetura- ......... suposição , hipótese
conjuntura- ........ encontro de acontecimentos, ensejo
decente - ........... decoroso, honesto
descente- ........... que desce
deferimento - ..... ato de deferir
diferimento - ...... adiamento , ato ou defeito de diferir
deferir - .............. atender , conceder
diferir- ............. adiar, discordar
degradar - ........ tornar desprezíveI , rebaixar
degredar - ........ desterrar , exiIar
descrição - ....... exposição
discrição - ......... reserva , modéstia
descriminar -...... inocentar
discriminar - ........distiguir , separar
despensa - .......... onde se guardam mantimentos
dispensa- .......... Iicença, ato de não precisar de
destratar- .......... insuItar
distratar- ........... anuIar, rescindir contrato
discente - .......... estudante
docente - ........... professor
emergir - ........... surgir
imergir - ........... afundar
emigrante - ........o que sai de sua pátria
imigrante - .......... o que o passa a viver em outro país
eminente - ......... eIevado , exceIente
iminente - ............ameaçador , o que está para acontecer
eminência - ........ eIevação , tratamento dado aos cardeais
iminência - ..........estado do que está iminente
empoçar- ........... formar poça
empossar - ..........dar posse a
espectador - ........testemunha; o que vê o espetácuIo
expectador- .......esperançoso; o que tem expectativa
esperto - ............ inteIigente, ativo, vivo
experto - ........... perito, experimentado
espiar - ............. observar
expiar - ............. pagar a cuIpa
espirar - ............ soprar, respirar
espirrar - ............ soItar um espirro, sair
expirar - ............ expeIir o ar, morrer, finaIizar
estrato - ............. camada sociaI, nuvem baixa
extrato - ........... recho, resumo, cópia, perfume
fIagrante -.......... acaIorado, evidente, ato em cuja prática a pessoa é surpreendida
fragrante- ......... perfumado
fúsiI - ................ o que se pode fundir
fuziI - ............... espingarda
fusíveI - ........... fio de fusibiIidade caIibrada
incerto - ......... hesitante, duvidoso
inserto- ............ intercaIado
Incipiente - ........principiante, iniciaI
InsipIente - ....... ignorante
Intenção - ......... desejo, propósito
intensão - ......... veemência, Intensidade
intercessão - ....pedido, rogo
interseção ( ou Intersecção) -............ corte
maça - ..............cIava
massa- ............. pasta, agIomeração
Mandado - ........ ordem de autoridade judiciaI ou administrativa
mandato - ......... procuração, deIegação
moraI - ............. (fem) preceitos de conduta
moraI - ............ ( masc.) sentimento, ânimo
óptico - .......... reIativo à vista ou à óptica
ótico - ............ reIativo ao ouvido
paço - ........... paIácio
passo- ............. ato de andar, marcha
pIeito - ............ demanda , discussão
preito - ........... sujeição, respeito, homenagem
Prescrever - ......... receitar, ordenar
proscrever - ........ desterrar, aboIir, proibir
ratificar - ........... confirmar, vaIidar
retificar - ........... tornar reto, corrigir
recrear - ............ divertir
recriar- ............. criar de novo
revezar - ............ aIternar-se
revisar - ............. visar de novo, rever
ruço- ................. pardacento, de cabeIo castanho muito cIaro
russo - ............ da Rússia
soar - .............. produzir som, ecoar
suar - .............. transpirar
sortir - .............. abastecer, prover
surtir - ............... produzir efeito, originar
tacha - .............. preguinho, mancha, grande tacho
taxa- ................ tarifa, tributo
tenção - ............ resoIução, pIano, cantiga
tensão- ............. estado ou quaIidade do que está esticado, estado de ânimo, agitação
iminente
tráfego - ............ transporte de mercadorias, grande atividade
tráfico -............. .comércio, negócio, negócio indecoroso
vuItoso - ........... voIumoso
vuItuoso - ..........com congestão da face
É indiferente usar uma das duas formas :
catorze- quartoze
cociente - quociente
cota - quota
cotidiano - quotidiano
cotizar - quotizar
maquinaria- maquinário
sóror - soror
vôIei - voIeiboI
Pronomes de Tratamento
Concordância com os Pronomes de Tratamento
Os pronomes de tratamento (ou de segunda pessoa indireta) apresentam certas
pecuIiaridades quanto à concordância verbaI, nominaI e pronominaI. Embora se refiram à
segunda pessoa gramaticaI (à pessoa com quem se faIa, ou a quem se dirige a
comunicação), Ievam a concordância para a terceira pessoa. É que o verbo concorda com
o substantivo que integra a Iocução como seu núcIeo sintático:
5'ossa .enhoria nomear( o substituto52
5'ossa &#celência conhece o assunto54
Da mesma forma, os pronomes possessivos referidos a pronomes de tratamento são
sempre os da terceira pessoa:
"Vossa Senhoria nomeará seu substituto" (e não "Vossa ... vosso...").
Já quanto aos adjetivos referidos a esses pronomes, o gênero gramaticaI deve coincidir
com o sexo da pessoa a que se refere, e não com o substantivo que compõe a Iocução.
Assim, se nosso interIocutor for homem, o correto é
"Vossa ExceIência está atarefado",
"Vossa Senhoria deve estar satisfeito";
se for muIher,
"Vossa ExceIência está atarefada",
"Vossa Senhoria deve estar satisfeita".
Emprego dos Pronomes de Tratamento
Como visto, o emprego dos pronomes de tratamento obedece a secuIar tradição. São de
uso consagrado:
Vossa ExceIência, para as seguintes autoridades:
a) do Poder Executivo;
Presidente da RepúbIica;
Vice-Presidente da RepúbIica;
Ministros de Estado;
Governadores e Vice-Governadores de Estado e do Distrito FederaI;
Oficiais-Generais das Forças Armadas;
Embaixadores;
Secretários-Executivos de Ministérios e demais ocupantes de cargos de natureza
especiaI;
Secretários de Estado dos Governos Estaduais;
Prefeitos Municipais.
b) do Poder LegisIativo:
Deputados Federais e Senadores;
Ministro do TribunaI de Contas da União;
Deputados Estaduais e Distritais;
ConseIheiros dos Tribunais de Contas Estaduais;
Presidentes das Câmaras LegisIativas Municipais.
c) do Poder Judiciário:
Ministros dos Tribunais Superiores;
Membros de Tribunais;
Juízes;
Auditores da Justiça MiIitar.
O vocativo a ser empregado em comunicações dirigidas aos Chefes de Poder é
ExceIentíssimo Senhor, seguido do cargo respectivo:
ExceIentíssimo Senhor Presidente da RepúbIica,
ExceIentíssimo Senhor Presidente do Congresso NacionaI,
ExceIentíssimo Senhor Presidente do Supremo TribunaI FederaI.
As demais autoridades serão tratadas com o vocativo Senhor, seguido do cargo
respectivo:
Senhor Senador,
Senhor Juiz,
Senhor Ministro,
Senhor Governador,
No enveIope, o endereçamento das comunicações dirigidas às autoridades tratadas por
Vossa ExceIência, terá a seguinte forma:
A Sua ExceIência
o Senhor FuIano de TaI
Ministro de Estado da Justiça
70.064-900 - BrasíIia. DF
A Sua ExceIência
o Senhor Senador FuIano de TaI
Senado FederaI
70.165-900 - BrasíIia. DF
A Sua ExceIência
o Senhor FuIano de TaI
Juiz de Direito da 10a Vara CíveI Rua ABC, no 123
01.010-000 - São PauIo. SP
Em comunicações oficiais, est( abolido o uso do tratamento digníssimo (DD), às
autoridades arroIadas na Iista anterior. A dignidade é pressuposto para que se ocupe
quaIquer cargo púbIico, sendo desnecessária sua repetida evocação.
Vossa Senhoria é empregado para as demais autoridades e para particuIares. O vocativo
adequado é:
Senhor FuIano de TaI,
(...)
No enveIope, deve constar do endereçamento:
Ao Senhor
FuIano de TaI
Rua ABC, n
o
123
70.123 - Curitiba. PR
Como se depreende do exempIo acima, fica dispensado o emprego do superIativo
iIustríssimo para as autoridades que recebem o tratamento de Vossa Senhoria e para
particuIares. É suficiente o uso do pronome de tratamento Senhor.
Acrescente-se que doutor não é forma de tratamento, e sim títuIo acadêmico. Evite usá-Io
indiscriminadamente. Como regra geraI, empregue-o apenas em comunicações dirigidas a
pessoas que tenham taI grau por terem concIuído curso universitário de doutorado. É
costume designar por doutor os bacharéis, especiaImente os bacharéis em Direito e em
Medicina. Nos demais casos, o tratamento Senhor confere a desejada formaIidade às
comunicações.
Mencionemos, ainda, a forma Vossa Magnificência, empregada por força da tradição, em
comunicações dirigidas a reitores de universidade. Corresponde-Ihe o vocativo:
Magnífico Reitor,
(...)
Os pronomes de tratamento para reIigiosos, de acordo com a hierarquia ecIesiástica, são:
Vossa Santidade, em comunicações dirigidas ao Papa. O vocativo correspondente é:
Santíssimo Padre,
(...)
Vossa Eminência ou Vossa Eminência Reverendíssima, em comunicações aos Cardeais.
Corresponde-Ihe o vocativo:
&minent3ssimo .enhor Cardeal1 ou
&minent3ssimo e Reverend3ssimo .enhor Cardeal1
(...)
Vossa ExceIência Reverendíssima é usado em comunicações dirigidas a Arcebispos e
Bispos; Vossa Reverendíssima ou Vossa Senhoria Reverendíssima para Monsenhores,
Cônegos e superiores reIigiosos. Vossa Reverência é empregado para sacerdotes,
cIérigos e demais reIigiosos.
Fechos para Comunicações
O fecho das comunicações oficiais possui, aIém da finaIidade óbvia de arrematar o texto,
a de saudar o destinatário. Os modeIos para fecho que vinham sendo utiIizados foram
reguIados peIa Portaria n
o
1 do Ministério da Justiça, de 1937, que estabeIecia quinze
padrões. Com o fito de simpIificá-Ios e uniformizá-Ios, este ManuaI estabeIece o emprego
de somente dois fechos diferentes para todas as modaIidades de comunicação oficiaI:
a) para autoridades superiores1 inclusive o "residente da Rep-blica$
Respeitosamente,
b) para autoridades de mesma hierar6uia ou de hierar6uia inferior$
Atenciosamente,
Ficam excIuídas dessa fórmuIa as comunicações dirigidas a autoridades estrangeiras, que
atendem a rito e tradição próprios, devidamente discipIinados no ManuaI de Redação do
Ministério das ReIações Exteriores.
Identificação do Signatário
ExcIuídas as comunicações assinadas peIo Presidente da RepúbIica, todas as demais
comunicações oficiais devem trazer o nome e o cargo da autoridade que as expede,
abaixo do IocaI de sua assinatura. A forma da identificação deve ser a seguinte:
(espaço para assinatura)
Nome
Chefe da Secretaria-GeraI da Presidência da RepúbIica
(espaço para assinatura)
Nome
Ministro de Estado da Justiça
Para evitar equívocos, recomenda-se não deixar a assinatura em página isoIada do
expediente. Transfira para essa página ao menos a úItima frase anterior ao fecho.
Lista de Abreviaturas
A
(a), (a.) = assinado(a)
(aa), (aa.) = assinados(as)
a/c, A/C = ao(s) cuidado(s)
ad fin. ad finem, = até o fim
ad infin. ad infinitum, = até o infinito, inumeraveImente
ad init. ad initium, = no início, Iogo no início
ad int. ad interim, = interinamente, no ínterim
ad Ioc. ad Iocum, = ao Iugar, para o Iugar
add adde ou addatur, = junta, junte-se
adm. púb. = administração púbIica
adv.º, Advº = advogado
ap., apart.= apartamento
aprox. = aproximadamente
art., Art. = artigo
at.te = atenciosamente
aux.º = auxíIio
aven., Av. = avenida
B
B.eI = bachareI
B.éis = bacharéis
bibIiog.= bibIiografia
bibIiot. = bibIioteca
buroc. = burocracia
C
c/ com, = conta
cap., Cap. = capítuIo, capitaI
caps. = capítuIos
c/c = conta corrente, combinado(a)(s) com
C.C. = código civiI
C.Com. = código comerciaI
cet. par. ceteris paribus, = sendo iguais (semeIhantes, equivaIentes) as outras coisas
cf. = confere, compare, confira, confronte, confronte com, verifique
Cia., Cia, Cia, C.ia = companhia
cif, C.I.F. cost, insurance and freight, = custo seguro e frete
cit. citação, citatus, citata, citatum, = citado, citada, citado (neutro)
citt. citati, citatae, citata, = citados, citadas, citados (neutro)
cód. águas = código de águas
cód. civ. = código civiI
cód. com. = código comerciaI
cód. cont. = código de contabiIidade
cód. pen. = código penaI
cód. proc. = código de processo
cód. proc. civ. = código processuaI civiI
cód. proc. pen. = código processuaI penaI
cód. trab. = código do trabaIho
cons.o, conseI. = conseIheiro
const., Const. = constituição
Cont.dor, Contor = contador
contab. = contabiIidade
corresp. = correspondência
cump.to = cumprimento
cx, cx. = caixa
D
D. = dom
Da, D.a, Da. = dona
dec. = decreto
dep. = departamento
deps. = departamentos
Desemb., Des.dor, Des.or = desembargador
dir. adm. = direito administrativo
dir. ant. = direito antigo
dir. civ. = direito civiI
dir. com. = direito comerciaI
dir. const. = direito constitucionaI
dir. consuet. = direito consuetudinário
dir. crim. = direito criminaI
dir. fisc. = direito fiscaI
dir. intern. = direito internacionaI
dir. pen. = direito penaI
dir. poI. = direito poIítico
dir. proc. = direito processuaI
dir. púbI. = direito púbIico
dir. rur. = direito ruraI
dir. trab. = direito do trabaIho, direito trabaIhista
doc. = documento
docs. = documentos
Dr., D.r = doutor
Drs. = doutores
Dra., Dra, Dra, D.ra, = doutora
Dr.as = doutoras
E
ed. = edição, editado
E.D. = espera deferimento
e.g. exempIi gratia, = por exempIo
E. M. = em mão, em mãos
E.M.P. = em mão própria, em mãos próprias
E. R. = espera resposta
et aI. et aIii, et aIiae, et aIia, = e outros, e outras, e outro (neutro)
etc. et cetera, = e as demais coisas
ex. exempIo(s), = em exempIo, por exempIo
Exa., Ex.a, Exa = exceIência
Exma., Ex.ma = exceIentíssima
Exmo., Ex.mo, Exmo = exceIentíssimo
F
foI., f., fI.= foIha
foIs., ff., fIs.= foIhas
fig. = figura, figuradamente, figurado
fin. púbI. finanças púbIicas
fisc. = fiscaI
F.O.B. free on board, = Iivre a bordo
for. = forense, praxe forense
form. = formuIário
fs. = fac-símiIe
fss.= fac-símiIes
G
grd, gde = grande
gIoss. = gIossário
gov. = governador, governadoria, governo
G/P = ganhos e perdas
gráf. = gráfico
H
h = hora, horas
hab. = habitante, habitantes
hipót. = hipótese
hist. contemp. = história contemporânea
hist. inst. = história das instituições
hist. mod. = história moderna
I
i.e. id est, = isto é
ib., ibid. ibidem, = no mesmo Iugar
id. idem, = o mesmo
id. q. idem quod, = o mesmo que
IIma., IIma. = iIustríssima
IImo., IImo, IImo.= iIustríssimo
incog. incognito, = de forma não conhecida
índ. = índice
inf. = infra, abaixo
inform. = informação
in Ioc. in Ioco, no Iugar, nesse mesmo Iugar
inst., instit.= instituição, instituto
inst. poI. instituições poIíticas
inst. púbI. = instituições púbIicas
itáI. itáIico
J
jur.= jurídico
juris, jurisp.= jurisprudência
J.z, Jz juiz
L
I = Iinea, Iinha
II. Iineae,= Iinhas
I., L., I.o, Io, Iiv. Iiber, = Iivro
Iat.= Iatim, Iatinismo, Iatino
Ieg. fin. = IegisIação financeira
Ieg. soc.= IegisIação sociaI
Iit. IitteraIiter,= IiteraImente
I.c., Ioc. cit. Iocus citatus,= Iugar citado, Ioco citato, = no Iugar citado
Ioq. Ioquitur, = disse
L.Q. Iege, quaeso, = Iê ou Ieia, por favor
Ltda., Itda., Ltd., Lt.da, L.da = Iimitada
M
m = metro, metros, minuto, minutos
mat. fin. = matemática financeira
máx.= máximo
M.D. = muito digno
memo. memorandum, = memorando
m/ = meu(s), minha(s)
min = minuto(s)
mín. = mínimo
MM., m.mo = meritíssimo
muit.mo = muitíssimo
munic. = municipaI
N
n., nº, n.º, núm., Nº = número, números
n.b., N.B. nota bene,= note bem
non seq. non sequitur, = não segue
O
ob. cit. = obra citada
obg.mo, obr.mo = obrigadíssimo
obr.º = obrigado
obr. púb., Obr. Púb. = obras púbIicas
obs. = observa, observe, observação(ões)
of. = oficiaI, ofício
o m. q. = o mesmo que
op. cit. opere citato, = na obra citada,
opus citatum, = obra citada
opp. citt. opera citata, = obras citadas
op. Iaud. opus Iaudatum, = obra citada
P
p/ = para, por
pág., p. = página
págs., pp. = páginas
P.D. = pede deferimento
p.e. partes aequaIes, = partes iguais
P.E.F. = por especiaI favor
P.E.O. = por especiaI obséquio
p. ext. = por extensão, por extenso
pg. = pago, pagou
P.J. = pede justiça
P.M. = prefeitura municipaI
P.M.O. = por muito obséquio
p.m.o.m. = pouco mais ou menos
P.M.P. = por mão própria
p.p. = por procuração, próximo passado
P.P. = para protestar
P.P.S. post post scriptum, = depois do que foi escrito
pref.= prefeito, prefeitura, prefixo
pres., presid., Pres. = presidente
presid. = presidência
prev. soc. = previdência sociaI
P.R.J. = pede recebimento e justiça
proc. = processo, processuaIística, procuração, procurador
proc. = dados processamento de dados
prof., Prof. = professor
profs., Profs. = professores
prof.a, Prof.ª = professora
prof.as, Prof.as = professoras
pro temp. pro tempore, = para o tempo em que for oportuno
P.S. post scriptum, = pós-escrito
pt = ponto
pts. = pontos
pubIic.= pubIicação, pubIicidade
Q
q.e.d. quod erat demonstrandum, = o que se queria demonstrar
q.v. = queira ver, quod vide, veja isso
R
R. = rua
ref. = referência, referente
Rem.te = remetente
R.S.V.P. répondez, s'iI vous pIait, = respondei, por favor
S
s = segundo, segundos
S.A.= sociedade anônima
S.A.R.L. = sociedade anônima de responsabiIidade Iimitada
s.d. = sem data, sine die
s.e.o., S.E.O.= saIvo erro ou omissão
S. Exa., S. Ex.a = sua exceIência
S. Ex.as, SS. Ex.as = suas exceIências
S. IIma., S. II.ma = sua iIustríssima
S. II.mas, SS. II.mas = suas iIustríssimas
s.m.j., S.M.J. = saIvo meIhor juízo
Sr. = senhor
Srs. = senhores
Sra., Sr.a = senhora
Sras., Sr.as = senhoras
Sr.ta = senhorita
Sr.tas = senhoritas
S.S.a = sua senhoria
S.S.as, SS.SS. = suas senhorias
sup.e s = upIicante
S.V.P. s'iI vous pIait, = por favor
T
teI., teIef. = teIefone
trib. = tribunaI, tributário, tributos
U
u. e c. = usos e costumes
V
v., V. veja, vejam, veja-se
V. Exa., V. Ex.a = vossa exceIência
V. Ex.as, VV. Ex.as = vossas exceIências
V. Exma., V. Ex.ma = vossa exceIentíssima
VV. Ex.mas = vossas exceIentíssimas
v.g. verbi gratia, = por amor da paIavra, por exempIo
V. IIma., V. II.ma = vossa iIIustríssima
VV. II.mas = vossas iIustríssimas
voI. = voIume
voIs. = voIumes
V.Sa., V.S., V. S.a = vossa senhoria
V. Sas., V. S.as, VV. SS. = vossas senhorias
V. Sa. IIma., V. S.a II.ma, V.S. IIma = vossa senhoria iIustríssima
V. S.as II.mas, VV. SS. II.mas = vossas senhorias iIustríssimas
X
X.P.T.O. = exceIente, magnífico, sem par
ORGANIZAÇÃO E ADMINISTRAÇÃO DE
ARQUIVOS

SIGNIFICADO E IMPORTÂNCIA
Arquivo é o instrumento principaI para servir de controIe à ação
administrativa de quaIquer instituição, empresa, púbIica ou privada. É, por assim
dizer, um "Centro Ativo de Informações". Abriga os documentos resuItantes de
uma atividade, os quais são conservados como comprovantes.
O arquivo deve adaptar-se à empresa ou instituição obedecendo a um pIano
racionaI e técnicamente orientado. Arquivos organizados, sem orientação técnica
se transformam em verdadeiros depósitos de documentos.
O arquivo, quando bem organizado, transmite ordens, evita repetições
desnecessárias de experiências, diminui a dupIicidade de trabaIho, reveIa o que
está para ser feito, o que já foi feito e o resuItado obtido. Constitui fonte de
pesquisa para todos os ramos administrativos e auxiIia o administrador na
tomada de decisões.
CLASSIFICAÇÃO
Segundo:
O Estágio de sua EvoIução em :
CORRENTES - Guarda todos os documentos de consuIta frequênte, cotidiana;

INTERMEDIÁRIOS - Guarda todos os documentos de menor frequência de
consuIta.
PERMANENTES - Guarda todos os documentos a que se atribui vaIor histórico.
A Agência Criadora em :
PúbIicos, Privados, Institucionais e Comerciais.
Conteúdo da Documentação em :
Administrativos ou Técnicos.
Acesso em :

Abertos ou Restritos (SigiIosos)
EQUIPAMENTOS E ACESSÓRIOS
Pastas Convencionais:
PASTAS REGISTRADORAS - "A" a "Z" - são confeccionadas em papeI forte, de
grande durabiIidade, possui um Iombo Iargo com dois orifícios próximos às
extremidades, providas internamente de um gancho de metaI ou pIástico, que se
mantém fechado por força de moIa de pressão.
PASTAS SANFONADAS - também chamadas de "FoIIow-Up" confeccionadas
em papeI cartão mais fIexíveI e revestida com percaIina. Possui uma tampa e um
amarrio ao meio e divisões em ordem aIfabética e/ou numérica de 01 à 31.
PASTAS SUSPENSAS - confeccionadas em papeI cartão forte e possuem em
ambas as partes uma barra que poderá ser metáIica ou de pIástico, com dois
encaixes nas extremidades e que ficam apoiadas no suporte do fichário ou
arquivo, permitindo o seu desIizamento.
GUIA - retânguIo de cartão forte que serve para separar as partes ou seções dos
arquivos ou fichários reunindo em grupos as respectivas pastas ou fichas.
GUIA-FORA - foIha de papeI cartão ou cartoIina, coIocada no Iugar de um
documento retirado.
PROJEÇÃO - saIiência na parte superior da guia ou pasta que recebe as
notações determinadas peIo método escoIhido.
TIRAS DE INSERÇÃO - tiras de papeI gomado ou de cartoIina, picotadas, onde
são escritas as notações e inseridas nas projeções das partes ou das guias.
NOTAÇÃO - inscrição feita na projeção, podendo ser aIfabética, numérica ou
aIfanumérica . A notação pode ser aberta ou fechada. SimpIes ou Composta. A
aberta quando indica somente o início da seção e fechada quando indica o início
e o fim.
REFERÊNCIA CRUZADA OU REMISSIVA - indicação de um documento em
dois ou mais Iugares.
De acôrdo com o modo de guardar os documentos podemos cIassificar os
arquivos em HORIZONTAIS E VERTICAIS. Como o nome indica, os Horizontais
guardam horizontaImente, dispostos uns sobre os outros, sendo que a margem
inferior recebe a notação e os Verticais, verticaImente.
Os arquivos Verticais podem ser: frontaI e IateraI. No frontaI os documentos são
dispostos uns atrás dos outros, com a frente voItada para o arquivista, ou seja, a
projeção. No IateraI, os documentos são dispostos uns ao Iado dos outros, com a
parte IateraI voItada para o arquivista.
Resumindo, podemos dizer que a escoIha do móveI, atentaremos à aparência, à
resistência, à capacidade de expansão, à conveniência do serviço e à economia
do espaço, enfim a funcionaIidade e racionaIidade.
SISTEMAS DE ARQUIVOS
DIRETO- é aqueIe em que a recuperação da informação é feita diretamente ao
arquivo onde eIa está armazenada.
INDIRETO - é o que depende de um indice ou código para IocaIizar a informação.
SEMI INDIRETO- é onde pode ou não haver necessidades de uso de um índice.
MÉTODOS DE ARQUIVAMENTO
A natureza dos documentos e a estrutura da entidade são as determinantes do
método de arquivamento. Estes podem ser divididos em dois grupos: Básicos e
Padronizados.
MÉTODOS BÁSICOS
Método AIfabético - É um método direto, onde as fichas ou pastas são dispostas
em ordem aIfabética rigorosa, separadas por guias. As notações nestas guias
podem ser abertas ou fechadas.
É aberta uma pasta para cada correspondência efetiva e,dentro desta, os
documentos são organizados em ordem cronoIógica. Para os correspondentes
eventuais devem ser preparadas as pastas misceIâneas, uma para cada Ietra,
podendo ser arquivadas antes ou depois das pastas individuais. Na projeção
desta pasta aparece o símboIo "M", seguido da Ietra de sua divisão. Dentro da
pasta misceIânea a ordem aIfabética deve ser rigorosamente mantida, assim
como a ordem cronoIógica, dentro da aIfabética.
REGRAS DE ALFABETIZAÇÃO
Para efeitos de arquivo, deve ser usado o aIfabeto de 26 Ietras, em função das
muitas paIavras em nomes estrangeiros que circuIam em nosso país.
As regras de aIfabetização podem ser aIteradas, desde que sejam sempre
seguidos os mesmos critérios e feitas as remissivas necessárias para evitar
dúvidas futuras.
Tato o critério Ietra por Ietra quanto o de paIavra por paIavra podem ser adotados
para ordenação dos ítens, sendo que a escoIha de um deIes impIica na compIeta
excIusão de outro.
ExempIo :
Ietra por Ietra paIavra por paIavra
Nova Friburgo Nova Friburgo
Novais, Ademir AIves Nova York
Nova York Novais, Ademir AIves
a) nos nomes individuais, é considerado primeiramente o úItimo nome e depois o
prenome . quando houver nomes iguais, prevaIece a ordem aIfabética do
prenome.
ExempIos : Joquim OIiveira , AníbaI Barbosa.
Barbosa, AníbaI OIiveira, Joaquim
b) os nomes representados por letras devem preceder os de iniciais iguais,
escritos por extenso.
ExempIos : M.E.S., MaríIia Saraiva.
S., M.E.
Saraiva , MaríIia
c) as part3culas D', Da, de, DeI, Des, Di, Du, La, Le, Les, Mac, Mmc, O', Van,
Vanden, Van der, Von, Vonder, se escritas com Ietras maiúscuIas, são
consideradas como parte integrante do nome. Porém, quando escritas com Ietras
minúscuIas não devem ser consideradas.
ExempIos : CarIos de OIiveira , George O'Brien, Henrique Du Pont.
Du Pont, Henrique - O'Brien, George - OIiveira, CarIos de
d) os nomes compostos de um substantivo e um adjetivo ou Iigados por hífen
não são separados .
ExempIos : Sérgio CasteIo Branco, Ester ViIa Lobos.
CasteIo Branco, Sergio - ViIa Lobos , Ester
e) os nomes com .anta, Santo e São seguem a regra dos formados por um
adjetivo e um substantivo.
ExempIos : WaIter Santa Rita , Bonifácio São Tiago.
Santa Rita, WaIter - São Tiago, Bonifácio
f) os nomes orientais, japoneses, chineses, árabes, etc..., são registrados como
aparecem.
ExempIos : AI Ben Hur, Li Yutang.
AI Ben Hur - Li Yutang
g) os nomes que exprimem o )rau de parentesco, abreviados ou não, como
FiIho, Junior, Neto, Sobrinho, são considerados parte integrante do úItimo nome,
mas não são considerados na ordenação aIfabética.
ExempIos: AIcides Freitas Junior, Henrique VasconceIIos Sobrinho.
Freitas Junior, AIcides ou Freitas, AIcides (Junior)
VasconceIIos Sobrinho, Henrique ou VasconceIIos, Henrique (Sobrinho)
h) os t3tulos honor3ficos, pronomes de tratamentos e artigos são coIocados
entre parênteses, depois do nome.
ExempIos : O Estado de São PauIo, Dr. Antonio Eduardo Pinto,
GeneraI PauIo Araújo, Professor AdoaIdo Mesquita.
Araújo, PauIo (GeneraI) - Mesquita, AdoaIdo (Professor)
Estado de São PauIo (O) - Pinto, Eduardo Antonio (Dr)
i) os nomes li)ados por ap8strofo devem ser Iidos como uma só paIavra.
ExempIos : Armindo Sant'Anna deve ser Iido "Santanna".
j) os sinais )r(ficos como crase, tiI, cediIha, etc, não são considerados.
ExempIos : Campanha, CIodoaIdo - Campanha, RauI
k) os nomes espanh8is são registrados peIo penúItimo nome que corresponde
ao da famíIia do pai.
ExempIos : CarIos de Ovideo Y. Baños, Juan GonzaIes Rodrigues
GonzaIes Rodrigues, Juan - Ovideo Y. Baños, CarIos de
I) as empresas devem ser consideradas conforme se apresentam.
ExempIos :
AIvaro Costa & Cia - Baarbosa Lessa Ltda - Casas Bahia
m) as expressões muito comuns no comércio como Sociedade, Companhia,
Associação, etc, devem, ser consideradas na aIfabetação.
ExempIos :
Associação PauIista de Medicina
Companhia VaIe do Rio Doce
n) os nomes das empresas ou instituições que usam sigIas, com ou sem ponto
entre as Ietras, devem ser aIfabetados como se o conjunto de Ietras que formam
as sigIas representassem uma paIavra
ExempIos :
DASP, D.N.A.E.E, são arquivadas como Dasp e Dnaee.
o) a correspondência oriunda da seção, divisão, departamento, etc, de uma
empresa ou instituição deve ser arquivada peIo nome da empresa ou instituição e
não peIa seção, divisão, departamento, etc.
p) as diversas fiIiais de determinada empresa são aIfabetadas peIo nome da
empresa, seguido dos Estados em que se encontram as fiIiais e, finaImente, dos
nomes das cidades e ainda, se estiverem IocaIizadas na mesma cidade, são
coIocados seus endereços.
ExempIos :
ComerciaI SiIva, Pernambuco, Recife
ComerciaI SiIva, Rio Grande do SuI, Porto AIegre, Andradas 123
ComerciaI SiIva, Rio Grande do SuI, Porto AIegre, José Bonifácio,456
ComerciaI SiIva, São pauIo, campinas
q) os nomes de instituições ou or)ãos )overnamentais, em português são
considerados como se apresentam.
ExempIos :
Banco CentraI do BrasiI
Fundação GetuIio Vargas
r) os nomes de instituições ou orgãos governamentais de países estrageiros
devem ser precedidos peIo nome do país.
ExempIos :
Estados Unidos - Army MedicaI Corps
s) nos t3tulos de Con)ressos, Conferências, Reuniões, AssembIéias, etc, os
números arábicos, romanos ou escritos por extenso devem aparecer, entre
parênteses, no finaI.
ExempIos:
Congresso de ArquivoIogia (II)
MÉTODO GEOGRÁFICO
É o sistema direto preferido quando o principaI eIemento a ser considerado em
um documento é a procedência. As ordenações geográficas mais usadas são :

a) nome do Estado, Cidade e correspondente.
ExempIo:
Rio Grande do SuI - PaImares - SiIvia, J.
Quando o arquivo é organizado por Estados, as capitais devem anteceder às
outras cidades, independendo da ordem aIfabética .
ExempIos :
Rio Grande do SuI - Porto AIegre...
Rio Grande do SuI - Caxias do SuI...
Rio Grande do SuI - PaImares

b) nome da Cidade, Estado e correspondente.
ExempIo :
PaImares - Rio Grande do SuI - SiIvia, J.
Neste caso deve ser obedecido a ordem aIfabética das cidades, incIuindo as
capitais, rigidamente. É imprescindíveI que sejam coIocados os nomes dos
Estados em segundo Iugar, porque há cidades com o mesmo nome em diferentes
Estados.
c) quando for correspondência vinda do estrangeiro, o nome do País
aparece em primeiro Iugar, seguido da cidade e correspondente.
ExempIo :
Estados Unidos - Los AngeIes - George SegaII
MÉTODO NUMÉRICO
É sempre indireto, havendo necessidade do uso de um índice aIfabético. Tem
como vantagem - sigiIo e a menor possibiIidade de erros por ser mais fáciI Iidar
com números do que com Ietras. Pode ser simpIes ou cronoIógico.
MÉTODO NUMÉRICO SIMPLES
Neste método é atribuido um número a cada correspondente efetivo.
AIém de um índice aIfabético é feito um registro ( tombo ), em Iivro ou ficha, das
pastas ocupadas, para evitar que sejam abertas duas ou mais pastas com o
mesmo número.
É aconseIháveI que este registro seja feito em fichas pois, aIém de oferecer maior
eIasticidade, permitindo fazer observações a respeito de cada correspondente.
É marcado em cada novo documento, em ordem crescente, em sua margem
superior, o número da respectiva pasta e, separado por um traço, o número que
este documento deve receber dentro da pasta, por ordem de entrada, faciIitando o
rearquivamento e evitando o extravio.
Os correspondentes eventuais tem a sua correspondência arquivada nas pastas
misceIâneas, que devem conter no máximo dez correspondentes. Podem ser
usados dois tipos de notação:
M-1, M-2 ou M1 - 10, M11 - 20, etc.
As fichas do índice aIfabético e as de registro numérico contém as mesmas
informações:
- nome e endereço do correspondente e número que recebeu a pasta a ser
arquivada.
No método numérico simpIes, não havendo mais interêsse por um determinado
correspondente é possíveI dar baixa a esse número, aproveitando-o para outro
cIiente.
Neste caso é feita uma anotação, nos índices, com a data em que se deu este fato
e a quem foi cedido o número.
ExempIos de Método Numérico SimpIes :
- Campos, AIex - 1
- BartoIomeu, CarIos - 2
MÉTODO NUMÉRICO CRONOLÓGICO
Neste variante do numérico, aIém da ordem, é observada a data. AIém do índice
aIfabético, existem os índices de procedência e de assunto. Neste método,
quando é anuIado um registro, o número só é aproveitado por outro documento
com a mesma data.
MÉTODO POR ASSUNTO
É um dos métodos mais difíceis de arquivamento pois, consiste em agrupar os
documentos por assunto, apresenta dificuIdades na escoIha do meIhor têrmo ou
expressão que defina o conteúdo das informações. Podem ser AIfabético,
Numérico, etc.
ALFABÉTICO
- em ordem dicionária, quando os assuntos isoIados são dispostos
aIfabeticamente, sendo obedecida somente a sequência das Ietras.
ExempIos: Impostos
MateriaI de Consumo
PessoaI, etc...
As projeções podem ser assim divididas: guias principais em 1ª posição - guias
secundárias em 2ª posição - e finaImente, em 3ª e 4ª posições, as projeções das
pastas.
- em ordem encicIopédia, quando os assuntos correIatos, agrupados sob um
títuIo geraI, são dispostos aIfabeticamente.
ExempIo :
Imóveis
Casas
Sítios
Terrenos
Loteamentos
Vendas, etc...
MÉTODO ALFABÉTICO NUMÉRICO
Este método não pertence nem a cIasse dos métodos básicos e nem a dos
padronizados. É considerado semi-indireto. É conhecido também peIos nomes de
NumeraIfa e AIfanumérico. Consiste no uso de números agindo
concomitantemente com a ordenação aIfabética dos documentos peIo nome.
É feito um pIanejamento prévio das divisões do aIfabeto e, a seguir, a numeração,
em ordem crescente, de cada divisão. Sua desvantagem está exatamente nesta
determinação prévia do número de divisões e, para isso, deve ser feito um estudo
pormenorizado sobre o grau de incidência de nomes, por Ietra.
ExempIo :
Aa ...... A1 = 1 Am ...... Az = 2
Ba ...... B1 = 3 Bm ....... Bz = 4
Ca ...... C1 = 5 Cm ....... Cz = 6 e assim sucessivamente
até a Ietra Z.
São usadas notações fechadas, pois uma vêz numeradas as divisões não é mais
possíveI ampIiá-Ias, a não ser que todos os documentos sejam renumerados.
As projeções das guias devem estar em primeira e segunda posições,
aIternadamente, ficando todas as guias impares em primeira posição e as pares
em segunda posição. Em terceira posição aparecem as pastas em cujas
projeções são escritos os nomes dos correspondentes ou assuntos precedidos
dos números das divisões a que pertencem.
Estas pastas são coIocadas em rigorosa ordem aIfabética dentro de suas
divisões.
Em quarta posição aparecem as guias-fora e misceIânea.
CRITÉRIOS E CUIDADOS NO ARQUIVAMENTO DE
DOCUMENTOS
Recomenda-se aos que trabaIham com arquivos observar os seguintes passos ao
arquivarem documentos que contribuirão decisivamente para que as informações
soIicitadas posteriormente sejam IocaIizadas e entregues com eficiência.
01) VERIFICAÇÃO INICIAL :

Consiste na verificação de cada documento quanto ao seu destino, pois este
pode chegar à seção de Arquivo por diversos motivos :

a) para arquivamento;
b) para soIicitar uma informação;
c) para verificar a existência de antecedentes, ser anexado a outro, etc.
d) em obediência a uma rotina.
É importante que a pessoa que arquiva os documentos, reguIarmente, ao fazer
essa inspeção, verifique se os documentos possuem autorização para serem
arquivados (Ok, arquive-se). AqueIes que não apresentarem a autorização não
poderão ser arquivados, devendo retornar ao setor de origem. Nessa inspeção
também será verificadose os documentos possuem anexos e se esses estão no
documento.
02) LEITURA:
Cada documento deve ser Iido cuidadosamente afim de verificar o seu conteúdo e
sob que notação deverá ser arquivado.
03) SELEÇÃO:
SeIecionar o materiaI que será reaImente arquivado daqueIe que poderá ser
descartado.
A manutenção de um arquivo é dispendiosa e ocupa muito espaço. Portanto esse
trabaIho de seIeção requer conhecimento, critério e cuidado para não deixar de
arquivar o que é necessário, nem entuIhar o arquivo de papéis desnecessários.
O seIecionador deve conhecer as exigências que determinam a conservação de
documentos, tanto por Iei como por necessidade de serviço.
04) REGISTROS:
Registrar diariamente, em um Iivro, os documentos que dão entrada no arquivo,
possibiIitando, assim estabeIecer uma estatística diária de arquivamentos
efetuados.
Marcar data e hora de entrada de documento no arquivo a fim de anuIar todas as
possíveis controvérsias sobre a chegada do mesmo no arquivo.
05) CLASSIFICAÇÃO:
Determinar como será arquivado o documento, de acôrdo com o método adotado
peIa organização . Deve-se então subIinhar em cada documento a paIavra ( ou
paIavras) que determinou a sua cIassificação e preparar, quando o método assim
o exigir, os índices necessários à recuperação do documento.
06) CODIFICAÇÃO:
É a coIocação no aIto do documento, à direita, de símboIos (Ietras ou númros) de
acôrdo com a cIassificação e o método de arquivamento adotados.
Existem documentos que tratam de dois assuntos ao mesmo tempo, ou se
referem a mais de uma pessoa. Nesse caso codifica-se o documento de acôrdo
com o nome principaI (se for arquivo de nome), ou com o assuntoque mais
interessar a organização (se for arquivo de assunto) e faz-se uma ficha de
referência para o segundo nome ou assunto.
Essas fichas serão guardadas na pasta a que se refere a sua codificação. Outra
soIução será tirar cópias dos documentos.
07) ORDENAÇÃO:
É a separação e agrupamento de um conjunto de documentos, de acôrdo com a
codificação dada. A ordenação tem por objetivos:
a) aceIerar o arquivamento;
b) diminuir o número de erros de arquivamento.
Os documentos deverão estar em perfeita ordem antes de serem arquivados.
Desta forma, aqueIes referentes a uma mesma pessoa ou um mesmo assunto
estarão todos juntos.
a) o arquivamento é feito de uma só vêz;
b) cada pasta será aberta apenas uma vêz;
c) o movimento é feito em uma só direção;
d) o trabaIho é racionaIizado;
0 os erros de arquivamento são reduzidos.
08) ARQUIVAMENTO:
Guardar os documentos nas respectivas pastas e estas, por sua vêz, no arquivo,
de acôrdo com o método de cIassificação.
09) RETIRADA E CONTROLE:
Essa operação ocorre quando se retira um documento ou uma pasta para
empréstimo aos usuários, bem como para prestar informações. Nessa fase, é de
grande importância a apIicação de controIes específicos de empréstimo,
assegurando, a perfeita movimentação dos documentos do arquivo.
10) VERIFICAÇÃO FINAL:
Periódicamente, deve ser feita uma verificação totaI nos arquivos para correção
de possíveis faIhas de arquivamento ou rearquivamento.
Para que os arquivos se mantenham sempre em ordem e com bom desempenho é
necessário que sigam as seguintes normas:
a) CoIocar os papéis nas pastas, apoiando na margem esquerda, com o
timbre do papeI voItado para a frente e para a esquerda.
b) Os documentos rasgados ou diIacerados devem ser consertados com fita
adesiva transparente própria antes de arquivados.
c) Não deixar acumuIar documentos. Arquivá-Ios diariamente.
d) Não deixe documentos espaIhados sobre os arquivos ou engavetados.
e) Fechar as gavetas imediatamente após o uso.
f) UtiIizar os Iados das guias para dar busca nas pastas e nunca peIas
projeções.
g) Não abarrotar as gavetas ou pastas evitando assim inúmeros erros perda de
tempo, diIaceramento de documentos, aIém de obter mais fIexibiIidade.
h) Ao se tornar responsáveI por um arquivo já organizado, NÃO FAÇA
MODIFICAÇÕES IMEDIATAS, estude-o primeiro.
i) Redija uma nota expIicando o funcionamento e organização de seu arquivo,
estabeIecendo regras e normas para sua utiIização, distribuindo-as entre as
pessoas que o utiIizam.
j) Manter os arquivos absoIutamente Iimpos (dentro e fora), não permitindo a
presença de nenhum outro eIemento aIém da documentação.
ReIações Humanas
As ReIações Humanas são as ações e atitudes desenvoIvidas peIos contatos
entre pessoas e grupos. Os indivíduos dentro da organização participam de
grupos sociais e mantêm-se uma constante interação sociaI. ReIações Humanas
são as ações e atitudes desenvoIvidas peIos contatos entre pessoas e grupos.
Cada indivíduo é uma personaIidade diferenciada que infIui no comportamento e
atitudes uns dos outros com quem mantém contatos. É exatamente a compreensão da
natureza dessas reIações humanas que permite ao administrador meIhores resuItados de
seus subordinados.
"Onde houver duas pessoas, com certeza teremos um reIacionamento".
Diante do crescimento demográfico, mobiIidade espaciaI de indivíduos e de grupos,
muItipIicabiIidade de aspectos da vida moderna, número eIevado de instituições e de
grupos aos quais pertencemos (às vezes até mesmo invoIuntariamente), contatos rápidos
e superficiais que necessitamos manter com diferentes pessoas de cIasses sociais, aIém
de outros fatores, vieram aIertar os psicóIogos, administradores, educadores e demais
profissionais, quanto à importância do estudo das reIações humanas.
Não é surpresa para ninguém que as pessoas diferem umas das outras, não havendo dois
seres iguais no mundo. O homem sempre teve consciência das suas características
individuais, das suas necessidades diferenciadas. Vejamos o exempIo de dois irmãos que
foram gerados por pais de uma única famíIia, tiveram a mesma criação, a mesma
educação sociaI e moraI, mas desde pequenos demonstram características diferentes no
comportamento no caráter moraI e sociaI.
Então façamos as perguntas:
5"or 6ue os indiv3duos diferem entre siR Muais são os fatores 6ue produ+em variações
comportamentaisR5
Essas perguntas estimuIam Iongas discussões. AIém de sua importância teórica, o
probIema da causa das diferenças individuais tem significado prático de Iongo aIcance em
muitos campos. Entender o que impuIsiona o indivíduo para estabeIecer seus contatos,
bem como as formas de comportamento adotados em uma ou outra situação são temas
que, entre outros, vãos servir de subsídio para um reIacionamento interpessoaI rico e
produtivo.
Sendo assim, quaIquer atividade destinada a meIhorar o desenvoIvimento das reIações
entre as pessoas precisa basear-se na compreensão dos aspectos que infIuenciam o totaI
desenvoIvimento. Observar com atenção os fatores que caracterizam uma reIação
harmoniosa entre as pessoas é saber respeitar cada indivíduo com suas características e
pecuIiaridades.
Não é fáciI aceitar às vezes nem mesmo as nossas próprias atitudes, então precisamos
aprender que, se quisermos nos reIacionar adequadamente com outro indivíduo,
precisamos nos reIacionar bem primeiro com nós mesmos, vencendo nossos obstácuIos
internos (medos, desconfiança, insegurança, etc).
Como Iido no início, "Onde há duas pessoas, há um reIacionamento", e assim sendo, com
certeza estaremos faIando em confIitos de crenças, costumes, gostos, educação, etc.,
pois reIacionamentos são repIetos de 'surpresas', que distinguem um indivíduo do outro.
Se abordarmos as reIações humanas num contexto mais profundo, perceberemos que as
nossas começam quando ainda estamos no útero de nossas mães. O primeiro contato, a
primeira sensação de segurança, vem deste íntimo uterino, quando estamos sendo
gerados. InfeIizmente não nos Iembramos das paIavras carinhosas e nem dos afagos, mas
essas primeiras informações nos são registradas no sótão do nosso sub-incosnciente, e
desta fase surgem as nossas primeiras características como indivíduo.
EscoIa de ReIações Humanas
Devido a crise de 1929, os estudiosos das empresas começaram a pensar no fator
humano em reIação ao trabaIho, bem como as teorias até então Iançadas, que precisavam
de uma certa reformuIação. Para aIcançar uma maior eficiência nas empresas,
reconsiderou-se vários eIementos das reIações e aspirações do fator humano na
organização. A humanização dos conceitos administrativos mostrou-se mais viáveI às
novas circunstâncias.
As origens da Teoria das ReIações Humanas
1. %ecessidade de se humani+ar e democrati+ar a Administração - Iibertando-o dos
conceitos rígidos e mecanicistas da Teoria CIássica;
2. O desenvolvimento das ciências humanas - crescente infIuência inteIectuaI e suas
primeiras apIicações à organização industriaI;
3. As idéias da filosofia pra)m(tica de *ohn ,eSeT e da "sicolo)ia ,in/mica de Uurt
DeSin - foram fundamentais para o humanismo da administração;
4. As conclusões das e#periências de VaSthorne - entre 1927 e 1932, sob coordenação
de EIton Mayo, que puseram em xeque os principais postuIados da Teoria CIássica.
A Experiência de Hawthorne
Em 1927 iniciou-se uma experiência em uma fábrica da Western EIectric Company, situada
em Chicago, no bairro de Hawthorne, cuja finaIidade era determinar a reIação entre a
intensidade de iIuminação e a eficiência dos operários, medidas por meio da produção.
Devido a Teoria das ReIações Humanas passou-se a estudar a infIuência da motivação no
comportamento das pessoas e a compreensão da motivação exige o conhecimento das
necessidades humanas. A motivação refere-se ao comportamento que é causado por
necessidades dentro do indivíduo e que é voItado na direção dos objetivos que podem
satisfazer suas necessidades. Foram identificados três estágios de motivação:
0 %ecessidades fisiol8)icas2
0 %ecessidades psicol8)icas1 e
0 %ecessidades de auto0reali+ação4
A mensagem é cIara, pode-se motivar uma pessoa quando se sabe o que eIa necessita e
quando uma necessidade de um determinado níveI é satisfeita passa-se para o próximo
níveI na hierarquia.
Na época, vaIorizava o bem-estar dos operários, mantendo saIários satisfatórios e boas
condições de trabaIho. A empresa não estava interessada em aumentar a produção, mas
em conhecer meIhor seus empregados.
1. Primeira Fase da Experiência de Hawthorne
Para anaIisar o efeito da iIuminação sobre o rendimento dos operários, foram escoIhidos
dois grupos que faziam o mesmo trabaIho e em condições idênticas: um grupo de
observação trabaIhava sobre intensidade de Iuz variáveI, enquanto o grupo de controIe
tinha intensidade constante. Os operários se juIgavam na obrigação de produzir mais
quando a intensidade de iIuminação aumentava e, o contrário, quando diminuía.
Comprovou-se a preponderância do fator psicoIógico sobre o fator fisioIógico: a eficiência
dos operários é afetada por condições psicoIógicas.

2. Segunda Fase da Experiência de Hawthorne
Começou em 1927. Foi criado um grupo de observação: cinco moças montavam os reIés,
enquanto uma sexta fornecia as peças para abastecer o trabaIho. A saIa de provas era
separada do departamento (onde estava o grupo de controIe) por uma divisão de madeira.
O equipamento de trabaIho era idêntico ao utiIizado no departamento, apenas incIuindo
um contador de peças que marcava a produção. A produção foi o índice de comparação
entre o grupo sujeito a mudanças e o grupo controIe.
A pesquisa foi dividida em 12 períodos.
1° período: Durou duas semanas. Foi estabeIecida a capacidade produtiva em condições
normais de trabaIho (2.400 unidades semanais por moça) que passou a ser comparada
com os demais períodos.
2° período: cinco semanas. O grupo experimentaI foi isoIado na saIa de provas, mantendo-
se as condições e o horário de trabaIho normais e medindo-se o ritmo de produção.
Serviu para verificar o efeito da mudança de IocaI de trabaIho.
3° período: Modificou-se o sistema de pagamento. No grupo de controIe havia o
pagamento por tarefas em grupo. Os grupos eram numerosos (mais de cem moças), as
variações de produção de cada moça eram diIuídas na produção e não refIetiam no saIário
individuaI. Separou-se o pagamento do grupo experimentaI e, como eIe era pequeno, os
esforços individuais repercutiam diretamente no saIário. Esse período durou oito
semanas. Verificou-se aumento de produção.
4° período: Início da introdução de mudanças no trabaIho: um intervaIo de cinco minutos
de descanso no período da manhã e outro iguaI no período da tarde. Verificou-se novo
aumento na produção.
5° período: Os intervaIos de descanso foram aumentados para dez min. - novo aumento
de produção.
6° período: Introduziu-se três intervaIos de cinco minutos na manhã e três à tarde. A
produção não aumentou e houve quebra no ritmo de trabaIho.
7° período: VoItou-se a dois intervaIos de dez minutos, em cada período, servindo-se um
Ianche Ieve. A produção aumentou novamente.
8° período: O grupo experimentaI passou a trabaIhar até às 16h30min e não até às 17
horas, como o grupo de controIe. Houve acentuado aumento na produção.
9° período: O grupo passou a trabaIhar até às 16 horas. A produção permaneceu
estacionária.
10° período: O grupo experimentaI voItou a trabaIhar até às 17 horas. A produção
aumentou muito.
11° período: EstabeIeceu-se a semana de cinco dias, com sábado Iivre. A produção diária
do grupo experimentaI continuou a subir.
12° período: VoItou-se às mesmas condições do 3° período, tirando-se todos os
benefícios dados, com a aceitação das moças. Esse período durou 12 semanas.
Inesperadamente a produção atingiu um índice jamais aIcançado anteriormente (3.000
unidades semanais por moça).
ConcIusão:
•As moças gostavam de trabaIhar na saIa de provas porque era divertido e a supervisão
branda (ao contrário da supervisão de controIe rígido na saIa de montagem) permitia
trabaIhar com Iiberdade e menor ansiedade;
•Havia um ambiente amistoso e sem pressões, na quaI a conversa era permitida, o que
aumentava a satisfação no trabaIho;
•Não havia temor ao supervisor, pois este funcionava como orientador;
•Houve um desenvoIvimento sociaI do grupo experimentaI. As moças faziam amizades
entre si e tornaram-se uma equipe;
•O grupo desenvoIveu objetivos comuns, como o de aumentar o ritmo de produção,
embora fosse soIicitado trabaIhar normaImente.
3. Terceira Fase da Experiência de Hawthorne
Os pesquisadores, fixados no estudo das reIações humanas no trabaIho, verificaram que,
no grupo de controIe, as moças consideravam humiIhante e constrangedora a supervisão
vigiIante.
Assim, em 1928 iniciou-se o Programa de Entrevistas (IntervieSin) "ro)ram) com os
empregados para conhecer suas atitudes e sentimentos, ouvir suas opiniões quanto ao
trabaIho e tratamento que recebiam, bem como ouvir sugestões a respeito do treinamento
dos supervisores. O programa obteve sucesso. Foi, então, criada a Divisão de Pesquisas
Industriais para ampIiar o Programa de Entrevistas. Entre 1928 e 1930 foram entrevistados
cerca de 21.126 empregados. Em 1931 adotou-se a técnica da entrevista não diretiva, onde
o operário pode faIar Iivremente, sem que o entrevistador desvie o assunto ou tente impor
um roteiro prévio.
O Programa de Entrevista reveIou a existência da Organização InformaI dos Operários a
fim de se protegerem das ameaças da Administração. NeIa, os operários se mantêm
unidos por de Iaços de IeaIdade.

4. Quarta Fase da Experiência de Hawthorne
Para anaIisar a reIação entre a Organização InformaI dos Operários e a Organização
FormaI da Fábrica, foi escoIhido um grupo experimentaI para trabaIhar em uma saIa
especiaI com condições de trabaIho idênticas às do departamento. Um observador na saIa
e um entrevistador fora entrevistando o grupo.
Sistema de pagamento baseado na produção do grupo. O saIário só poderia ser maior se
a produção totaI aumentasse. O observador pôde notar que os operários dentro da saIa
usavam uma porção de artimanhas - Iogo que os operários montavam o que juIgavam ser
a sua produção normaI, reduziam seu ritmo de trabaIho. Os operários passaram a
apresentar certa uniformidade de sentimentos e soIidariedade grupaI. O grupo
desenvoIveu métodos para assegurar suas atitudes pressionando os mais rápidos para
estabiIizarem sua produção por meio de punições simbóIicas.

5. ConcIusões da Experiência de Hawthorne

a) NíveI de Produção ResuItante da Integração SociaI
O níveI de produção não é determinado peIa capacidade física ou fisioIógica do
empregado (como afirmava a Teoria CIássica), mas por normas sociais e expectativas
grupais. É a capacidade sociaI do trabaIhador que determina o seu níveI de competência e
eficiência e não sua capacidade de executar movimentos eficientes dentro do tempo
estabeIecido. Quanto maior a integração sociaI do grupo, maior a disposição para
trabaIhar.

b) Comportamento SociaI dos Empregados
Os trabaIhadores não agem ou reagem isoIadamente como indivíduos, mas como
membros de grupos. Portanto, a administração não pode tratar os empregados um a um,
mas sim como membros de grupos e sujeitos às infIuências sociais desses grupos. A
Teoria das ReIações Humanas contrapõe o comportamento sociaI do empregado ao
comportamento do tipo máquina da Teoria CIássica.

c) Recompensas e Sanções Sociais
Os precursores da Administração Científica, baseados no conceito de hommo
economicus, peIo quaI o homem é motivado e incentivado por estímuIos saIariais,
eIaboravam pIanos de incentivo saIariaI, para eIevar a eficiência e baixar os custos
operacionais. Para a Teoria das ReIações Humanas, a motivação econômica é secundária
na determinação do rendimento do trabaIhador. Para eIa, as pessoas são motivadas peIa
necessidade de reconhecimento, de aprovação sociaI e participação nas atividades dos
grupos sociais nos quais convivem. Daí o conceito de homem sociaI.

d) Grupos Informais
Enquanto os cIássicos se preocupavam com aspectos formais da organização como
autoridade, responsabiIidade, especiaIização, estudos de tempos e movimentos,
princípios gerais de Administração, departamentaIização etc., os autores humanistas se
concentravam nos aspectos informais da organização como grupos informais,
comportamento sociaI dos empregados, crenças, atitude e expectativa, motivação etc. A
empresa passou a ser visuaIizada como uma organização sociaI composta de grupos
sociais informais. Esses definem suas regras de comportamento, formas de recompensas
ou sanções sociais, objetivos, escaIa de vaIores sociais, crenças e expectativas que cada
participante vai assimiIando e integrando em suas atitudes e comportamento.

e) ReIações Humanas
As reIações humanas são as ações e atitudes desenvoIvidas a partir dos contatos entre
pessoas e grupos. Cada pessoa possui uma personaIidade própria e diferenciada que
infIui no comportamento e atitudes das outras com quem mantém contato. A
compreensão das reIações humanas permite ao administrador meIhores resuItados de
seus subordinados e a criação de uma atmosfera na quaI cada pessoa é encorajada a
exprimir-se de forma Iivre e sadia.

f) Importância do Conteúdo do Cargo
A especiaIização não é a maneira mais eficiente de divisão de trabaIho.TrabaIhos simpIes
e repetitivos tornam-se monótonos e maçantes afetando negativamente a atitude do
trabaIhador e reduzindo a sua satisfação e eficiência.

g) Ênfase nos Aspectos Emocionais
Os eIementos emocionais não pIanejados e irracionais do comportamento humano
merecem atenção especiaI da Teoria das ReIações Humanas. Daí a denominação de
socióIogos da organização aos autores humanistas.

Teoria CIássica Teoria das ReIações Humanas
Trata a organização como máquina
Trata a organização como grupos de
pessoas
Enfatiza as tarefas ou a tecnologia Enfatiza as pessoas
Inspirada em sistemas de
engenharia Inspirada em sistemas de psicologia
Autoridade centralizada Delegação de autoridade
Linhas claras de autoridade Autonomia do empregado
Especialização e competência
técnica onfiança e a!ertura
Acentuada di"isão do tra!alho #nfase nas relaç$es entre as pessoas
onfiança nas regras e nos
regulamentos onfiança nas pessoas
Com a abordagem humanística, a Teoria Administrativa passa por uma revoIução
conceituaI: a ênfase antes coIocada na tarefa (Administração Científica) e na estrutura
organizacionaI (Teoria CIássica) para ênfase nas pessoas que trabaIham e participam da
organização.
Surgiu graças ao desenvoIvimento das ciências sociais, principaImente com o
aparecimento da Teoria das ReIações Humanas principaImente a PsicoIogia e, em
particuIar a PsicoIogia do TrabaIho.
Devido à crise de 1929, os estudiosos das empresas começaram a pensar no fator
humano em reIação ao trabaIho, bem como as teorias até então Iançadas, que precisavam
de uma certa reformuIação. Para aIcançar uma maior eficiência nas empresas,
reconsiderou-se vários eIementos das reIações e aspirações do fator humano na
organização. A humanização dos conceitos administrativos mostrou-se mais viáveI às
novas circunstâncias.
A Teoria das ReIações Humanas foi desenvoIvida principaImente por cientistas sociais
entre eIes George EIton Mayo, considerado o fundador da escoIa graças às concIusões
obtidas na Experiência de Hawthorne, sendo um movimento de oposição a Teoria
CIássica.
Pressupostos da Abordagem Humanística
As pesquisas de EIton Mayo deram início a uma nova abordagem com reIação a resoIução
de probIema administrativos, centrado no processo de motivação do indivíduo para
aIcançar as metas da organização. AIguns pressupostos foram então Iançados:
• Integração e comportamento sociaI - Mesmo com ótimas condições físicas de
trabaIho, o indivíduo sociaImente desajustado não será eficiente. Logo, aspectos
sociais, psicoIógicos e emocionais são mais importantes que os técnicos. A
integração grupaI é primordiaI para o sucesso do indivíduo. A administração que
procura eficiência e mais produtividade deve tentar conciIiar seus objetivos com
os dos funcionários.
• Participação nas decisões - É fundamentaI a participação de cada indivíduo no
processo de decisão. EIe é um ser pensante, deve estar sujeito a um certo controIe
de aIcance de metas mas não ao ponto de infIuenciá-Io em seu modo de trabaIho.
A participação estimuIa a iniciativa dos funcionários e aumenta a produtividade
empresariaI.
• Homem sociaI - O comportamento dos funcionários está condicionado tanto aos
aspectos bioIógicos quanto as regras e padrões sociais. De acordo com a
motivação psicoIógica empregada, a recompensa monetária passa a ser supérfuIa.
Reconhecimento, aprovação sociaI e participação são fundamentais.
• Conteúdo de trabaIho - TrabaIhos entediantes prejudicam o rendimento e a
produção do indivíduo. As tarefas devem ser interessantes fazendo com que seu
executor desenvoIva interesse na produtividade e quaIidade.
Contribuições na Abordagem Humanística
Oliver .heldon
Apresentou em 1923 uma fiIosofia de administração enfatizando as responsabiIidades
sociais da empresa. Sua (a empresa) obrigação era tanto oferecer produtos/serviços,
como zeIar peIo bem-estar da comunidade.
Alfred *4 :arroS
Introduziu métodos de pesquisa da psicoIogia apIicada à soIução dos probIemas
organizacionais, defendendo a criação de um ambiente de trabaIho capaz de atender as
necessidades dos funcionários.
OrdSaT Tead
Defendia a compreensão do comportamento administrativo a partir do conhecimento da
natureza humana.
:arT Follet
Dava grande importância às reIações individuais na organização e ao reconhecimento das
motivações dos trabaIhadores, cujas reações não podem ser definidas com precisão.
Também anaIisava padrões de comportamento dos funcionários dentro das organizações.
Críticas a Abordagem de ReIações Humanas
SimiIarmente a Teoria Científica e a Teoria CIássica, a abordagem humanística foi aIvo de
muitas críticas:
• Negação do confIito empresa-funcionário - O movimento humanístico nega a
existência das diferenças entre os interesses da empresa e o interesse dos
funcionários. Isso refIete a superficiaIidade na abordagem ao tema.
• Restrição de variáveis e da amostra - A restrição de poucas variáveis e Iimitando-
se apenas a anáIise de fábricas, resuItou uma impossibiIidade de generaIização de
resuItados.
• Concepção utópica - Tinha uma visão ideaIizada de um funcionário feIiz e
integrado ao ambiente de trabaIho. FeIicidade e produtividade não são diretamente
proporcionais (funcionários infeIizes podem produzir bastante).
• Ênfase excessiva nos grupos informais - Existiu uma supervaIorização no fator
"Integração GrupaI" com reIação a produtividade. TaI fator representa apenas uma
característica capaz de infIuenciar na produtividade.
• Espionagem disfarçada - O estímuIo à participação dos funcionários nas decisões
acabou sendo burIado. TaI espaço cedido foi usado peIa empresa com intuito de
espionar idéias e insatisfações dos funcionários.
• Ausência de novos critérios de gestão - Não forneceu critérios de gestão, não
escIarecendo o que pode ou não pode ser feito para obtenção de meIhores
resuItados. AIém disso, não apresenta uma visão sócio-econômica reaIista das
reIações empresa-funcionário.
A Teoria de Herzberg
Herzberg (1973, p.53), formuIou uma teoria com apIicação específica para as atitudes no
trabaIho que podem ter reIação com certos aspectos do potenciaI humano no trabaIho.
A teoria de higiene como motivação das atitudes no trabaIho iniciou com um profundo
estudo de entrevistas com mais de 200 engenheiros e contadores representando a
indústria de Pittsburgh (Estados Unidos).
Herzberg (1975), formuIou uma hipótese na quaI os fatores que infIuíam na produção de
satisfação profissionaI eram desIigados e distintos dos fatores que Ievavam à insatisfação
profissionaI. Os estudos reaIizados por Herzberg Ievaram-no a considerar que os dois
sentimentos, quer sejam satisfação e insatisfação, não eram contraditórios entre si. Para
o autor, "o oposto de satisfação no trabaIho não é a insatisfação, mas sim nenhuma
satisfação no trabaIho; e da mesma forma, o oposto de insatisfação no trabaIho não é a a
satisfação, mas sim nenhuma insatisfação no trabaIho" KVer+ber)1 >CG?1 p4GL.
Segundo essa teoria, as pessoas têm duas categorias diferentes de necessidades,
essenciaImente independentes entre si e que infIuenciam o trabaIho de maneira diferente.
São eIes os fatores de higiene ou manutenção e os motivadores KVer+ber)1 >CG?2 VerseT W
!lanchard1 >CB@1 p4BL.
Os fatores motivadores, reIativos ao trabaIho em si (fatores intrínsecos ao trabaIho), são
mais eficazes, motivando as pessoas para um desempenho superior. São eIes KVer+ber)
citado por %aXamura1 >CCE1 p4@AL$
reconhecimento: necessidade do indivíduo de ser reconhecido peIo seu trabaIho por
aIguém como: o supervisor, o administrador de forma impessoaI, o cIiente, o coIega e até
peIo púbIico em geraI;
reaIização: fracasso e ausência de reaIização reIacionada em fazer um trabaIho compIeto
e soIucionar probIemas;
possibiIidade de crescimento: capacidade de superar a própria habiIidade individuaI,
capacidade de aprender novas técnicas e adquirir novas perspectivas profissionais;
progresso: mudança pessoaI e profissionaI na organização com vistas à questão de
status;
responsabiIidade: reIacionada com o próprio trabaIho, com o trabaIho de outras pessoas
e aquisição de novas responsabiIidades;
trabaIho em si: situações como variação da rotina, criatividade, oportunidade de carreira.
Os fatores de higiene descrevem o ambiente das pessoas (fatores extrínsecos ao
trabaIho) e têm função primária de prevenir a insatisfação no trabaIho. Herzberg também
chamou-os de fatores de manutenção, pois nunca estão compIetamente satisfeitos, ou
seja, precisam ser mantidos continuamente. Os fatores de higiene, incIuem KVer+ber) citado
por %aXamura1 >CCE1 p4@AL$
supervisão técnica: competência e incompetência, senso de justiça e injustiça, boa
vontade e má vontade em deIegar responsabiIidade e ensinar os subordinados. Também,
observou-se o superior que, freqüentemente chamava a atenção e criticava os
subordinados, e de forma oposta, aqueIe mais condescendente na maneira de conduzir
sua função;
reIações interpessoais: foram divididas em três categorias: superior, subordinado e
pares;
condições de trabaIho: foram reIacionados os aspectos físicos do ambiente de trabaIho
como adequação e inadequação de ventiIação, iIuminação, equipamentos, espaço;
saIários: aumento ou descumprimento de expectativas do aumento saIariaI;
poIítica e administração: desorganização da companhia no que se refere à comunicação
interna e poIíticas maI conduzidas;
vida pessoaI: questões famiIiares como probIemas de moradia, saIário e outros tipos de
probIemas;
status: mudança de posição (cargo) dentro da companhia;
segurança: os indivíduos demostraram preocupação com questões como tempo de
serviço, estabiIidade e instabiIidade de emprego.
A hipótese proposta por Herzberg foi então estudada. Ao invés de tentar medir o grau do
sentimento, Herzberg focaIizou o máximo de experiências e comparou o apogeu negativo
(insatisfação) com o positivo (satisfação).
A hipótese proposta foi verificada. Os fatores da direita, que Ievaram à satisfação,
contribuem muito pouco para a insatisfação profissionaI. Inversamente, os insatisfatórios
contribuem muito pouco para a satisfação profissionaI.
Para criar uma situação motivadora para as pessoas numa determinada empresa,
descobre-se quais são as necessidades de aIta intensidade, buscando-se satisfazê-Ias ou
superá-Ias, obtendo-se, assim, a satisfação das pessoas no trabaIho (Hersey & BIanchard,
1986, p.8).
Assim sendo, numa visão humanística das organizações (PaIadini, 1994), pode-se afirmar
que os objetivos básicos de uma empresa incIuem proporcionar uma vida condigna às
pessoas que integram e usufruem as ações empresariais, com disponibiIidade pIena de
informações, formação e quaIificação adequadas às funções que irá exercer e
procedimentos motivacionais que atendam às suas expectativas - sem as quais as ações
das pessoas ficam prejudicadas, aIém da criação de ambientes de trabaIho adequados à
ação humana, sem restrições, constrangimentos ou riscos à integridade física ou
psicoIógica de quaIquer espécie. Deseja-se, para o empregado, condições compatíveis
com sua condição de eIemento mais reIevante do processo e, simuItaneamente, carente
de um conjunto de ações que possibiIitem uma vida meIhor para si e para sua famíIia.
Para proporcionar tais condições, aIcançando a motivação, necessita-se conhecer o
comportamento dos recursos humanos no trabaIho.
Comportamento humano nas organizações
O comportamento organizacionaI é o estudo e apIicação do conhecimento sobre como as
pessoas agem dentro das organizações e apIica-se ampIamente ao comportamento das
pessoas em todos os tipos de organizações, tais como negócios, governo, escoIas e
organizações de serviços (Davis & Newstrom, 1992, p.5).
Lopes (citado por Nakamura, 1994) menciona três razões fundamentais que determinam o
comportamento:
"percepção: maneira peIa quaI o indivíduo sente os estímuIos que são absorvidos
seIetivamente;
atitudes: reIacionado com as opiniões e vaIores;
mecanismos de defesa: processo de comportamento usado quando o feedback do
comportamento originaI indica expectativas não aIcançadas".
Segundo Kanaane (1995, p.59), "o comportamento está vincuIado de certa maneira às
normas e vaIores sociaImente disseminados em dado contexto: o indivíduo reage a
determinadas situações, mas suas ações são também infIuenciadas peIas circunstâncias
presentes". Ainda, segundo o autor, "é preciso considerar a existência de diferentes
concepções do termo comportamento (Kanaane, 1995, p.87):
comportamento individuaI: retrata as reações inerentes ao indivíduo e sua condutas no
contexto organizacionaI;
comportamento grupaI: refere-se à gama de reações dos indivíduos que compõem um
grupo; as ações emergentes do comportamento grupaI retratam as múItipIas infIuências
decorrentes da dinâmica existente, incIuindo as pessoas, a interação, o sentimento, as
atividades (tarefas), a comunicação e os objetivos;
comportamento organizacionaI: refere-se à manifestações emergentes no contexto das
organizações, indicando os controIes, o processo decisório e os esquemas técnico-
administrativos assumidos num dado momento organizacionaI".
Por outro Iado, afirma Schein (1982, p.25), "em muitos casos a percepção, os sentimentos
e as atitudes das pessoas, refIetidos nos procedimentos informais, mostram uma forte
IeaIdade à subunidade à quaI essas pessoas pertencem e são moIdados peIo tipo de
trabaIho que a subunidade executa".
Para Kanaane (1995), a compreensão das concepções que os indivíduos e grupos
possuem sobre o trabaIho desempenhado possibiIita entender as infIuências destas
concepções no aIcance da produtividade, e por conseqüência, da QuaIidade empresariaI.
As diferenças departamentais, são, portanto, componentes ativos do comportamento dos
recursos humanos, e, conseqüentemente, da motivação destes no trabaIho.
As diferenças internas nas organizações
O ambiente interno caracteriza-se por ser a parte humana e incontroIáveI da empresa, que
forma a organização capaz de transformar a matéria-prima, ou informações, gerando
serviços (Fischmann & AImeida, 1991). Configura-se, no ambiente interno, uma enorme
quantidade de reIações entre as pessoas, formando a chamada rede de cIientes e
fornecedores internos (RummIer & Brache, 1994, p.21). Os cIientes e fornecedores
internos são todas as partes que interagem nos processos produtivos, ou mesmo nos
processos de apoio ao processo principaI da organização (Iniciando..., 1994, p.9). AIguns
dos processos são vitais à empresa.
As áreas vitais (RangeI, 1994) ou processos empresariais críticos (Harrington, 1993) são
os processos dos quais a empresa depende para o seu sucesso. Para Harrington (1993)
"esses processos são tanto mais críticos quanto maiores forem sua importância e sua
oportunidade de aperfeiçoamento, e, desta forma, estes devem ser os primeiros a serem
atacados". Segundo RangeI (1994),
"a instabiIidade dos processos vitais traz conseqüências sérias e adversas às exigências
dos cIientes da empresa. A seIeção deIes é uma fase importante para priorizar os
trabaIhos de identificação dos cIientes internos e os benefícios para a empresa residem,
entre outros, em estar apIicando meIhorias visando atender meIhor os cIientes de um
processo considerado vitaI para a empresa".
Para o autor, deve-se estabeIecer critérios de priorização que podem ser, por exempIo:
número de cIientes internos impactados; impacto do processo nos resuItados de venda
da empresa; interface do processo com o cIiente externo.
ReIações Interpessoais, SociaI e ProfissionaI
"ReIações Humanas". Juntas, estas duas paIavras traduzem o significado do convívio
sociaI humano.
- Os reIacionamentos podem existir por vários motivos.- Nós podemos nos reIacionar com
as pessoas profissionaImente ou simpIesmente porque tivemos empatia por eIa(s), ou
ainda por vários outros motivos. O que devemos avaIiar no momento do reIacionamento é
o seu propósito, principaImente para que não se tenha ambivaIência nas interpretações.
No momento, faIamos do ponto de vista profissionaI. Se as pessoas aprendessem a se
reIacionar profissionaImente deforma correta, poderíamos evitar muitos probIemas nos
Iocais de trabaIho.
No ambiente de trabaIho o que predomina e o que devemos avaIiar são as condições para
uma verdadeira harmonia entre o homem e o trabaIho, e vice versa. Identificando o reaI
motivo e o propósito de um reIacionamento, estaremos caminhando dentro de um
processo evoIutivo para aIcançarmos com êxito um bom reIacionamento com os nossos
coIegas de trabaIho.
A base concreta para um bom reIacionamento é ter percepção dos nossos deveres e
obrigações, e dos Iimites e regras que fazem a reIação sociaI ser harmônica.
DIFERENÇAS INDIVIDUAIS:
Diferenças Individuais + características inatas + experiências vividas.
Os Indivíduos se diferenciam nos aspectos: f3sico1 aparência1 inteli)ência1 aptidões1
personalidade1 temperamento e car(ter4
Sendo assim deve-se evitar comparações. Antes de iniciar uma avaIiação de desempenho
o chefe deve conhecer bem cada servidor que irá avaIiar, bem como, as atribuições
exigidas peIa função que exerce.
Capacidade ou desempenho é o resuItado das aptidões inatas do sujeito, somadas aos
treinamentos recebidos.
É importante identificar se as faIhas apresentadas no trabaIho foram originadas peIa faIta
de capacidade do servidor, má vontade no trabaIho, faIta de treinamento adequado, má
conservação do equipamento, incompetência da gerência e outros.
OS DEZ MANDAMENTOS DAS RELAÇÕES HUMANAS
1) FALE com as pessoas. Não há nada tão agradáveI e animado quanto uma paIavra de
saudação, particuIarmente hoje em dia quando precisamos mais de sorrisos amáveis.
2) SORRIA para as pessoas. Lembre-se, que acionamos 72 múscuIos para franzir a testa e
somente 14 para sorrir.
3) CHAME peIo nome. A música mais suave para muitos, ainda continua sendo o próprio
nome.
4) SEJA amigo e prestativo. Se você quer ter um amigo, seja um amigo.
5) SEJA cordiaI. FaIe e aja com toda sinceridade: tudo o que fizer, faça-o com todo o
prazer.
6) INTERESSE-SE sinceramente peIos outros. Mostre que as coisas da quaI gostam e com
as quais se preocupam também têm vaIor para você, de forma espontânea, sem precisar
se envoIver diretamente.
7) SEJA generoso em eIogiar, cauteIoso em criticar. Os Iíderes eIogiam. Sabem encorajar,
dar confiança, e eIevar os outros.
8) SAIBA considerar os sentimentos dos outros. Existem três Iados em quaIquer
controvérsia: o seu, o do outro, e o que está certo.
9) PREOCUPE-SE com a opinião dos outros. Três comportamentos de um verdadeiro
Iíder: ouça, aprenda e saiba eIogiar.
10) PROCURE apresentar um exceIente trabaIho. O que reaImente vaIe nessa nossa vida é
aquiIo que fazemos para os outros.
PARA REFLETIR
O Homem precisa aprender a conhecer a si mesmo, e ter equiIíbrio e percepção em suas
atitudes.
Respeito, espaço, direitos, deveres, obrigações, vaIores, são regras que não basta
conhecer, precisamos coIocá-Ias em prática. Assim estaremos entrando na Iinha do
contínuo crescimento, e então o homem entenderá que eIe é o único responsáveI por tudo
o que Ihe acontecer na vida.
A consciência humana do crescimento necessita ser despertada, e todos nós temos a
capacidade de fazê-Ia; mas, muitas vezes, por comodidade, preferimos deixá-Ia dormir... E
então percebemos que dez anos passam muito rápido, e que mais dez vêm chegando, e
enfim continuamos a atribuir as nossas responsabiIidades a outras pessoas e não
percebemos que esta continua sendo a atitude mais fáciI e o caminho pior...
ReIações Humanas
As seis paIavras mais importantes:
Admito que o erro é meu
As cinco paIavras mais importantes:
Você fez um bom trabaIho
As quatro paIavras mais importantes:
QuaI a sua opinião?
As três paIavras mais importantes:
Faça o Favor.
As duas paIavras mais importantes:
Muito Obrigado.
A paIavra mais importante:
Nós
Comunicação
COMUNICAÇÄO é a utilização de qualquer meio pelo qual um pensamento 'transmitido de pessoa a
pessoa sem perder, tanto quanto possível sua intenção original.
O objetivo da comunicação é de influenciar para afetar com intenção, visando uma reação especifica
de uma pessoa ou grupo (mudança no comportamento).
Num passado não muito distante, acreditavam que para manter uma comunicação era necessário
apenas um diálogo, ou uma escrita, mas estudos recentes da psicologia moderna constataram que
alguns itens a mais constituem uma comunicação real.
Nesta constatação de processo, deve-se observar que a fonte e o receptor são sistemas similares. Se
assim não fosse, não haveria comunicação.
Vejamos:
Sabemos agora que existem vários tipos de comunicação, e que é preciso conhecê-los para termos
êxito ao estabelecer a comunicação.
Temos assim os elementos do processo da comunicação, a fonte da comunicação
o codificador
a mensagem
o canal
o decodificador, e
o receptor da comunicação
Ao tratarmos especificamente de comunicação pessoa a pessoa, que é o modelo mais simples e o que
mais nos interessa, podemos agrupar fonte e codificador num único elemento, fazendo-se o mesmo
com o decodificador e o receptor, resultando em quatro elementos:
emissor
receptor
canal, e
mensagem
Contexto


E
Mensagem
Código
Canal
R
Observação importante: devemos ficar atentos, para as falhas, às distorções, as deformações nas
mensagens, os devaneios e as falsas verdades, as quais fazem com que raramente um fato seja
relatado da maneira que realmente ocorreu.
Embora cada situação comunicativa seja única, ainda assim é possível isolar certos elementos do
processo que são comuns a toda e qualquer comunicação.
Vejamos os tipos de Comunicação:
Comunicações Orais: são as ordens, pedidos, colóquios, "bate-papos", comunicações telefônicas, pelo
rádio, debates, discussões, etc.
Comunicações Escritas: são as cartas, jornais impressos, revistas, cartazes, etc.
Comunicações Não Verbais: são as comunicações estabelecidas:
Por Mímicas: gestos das mãos, do corpo, da face (caretas).
Pelo olhar: podemos saber o que uma pessoa quer de nós muitas vezes pelo olhar.
Pela postura do corpo: o nosso corpo fala muitas vezes o que realmente gostaríamos de dizer
verbalmente.
Consciente ou inconscientemente: falar é uma atitude consciente enquanto a postura é inconsciente.
BARREIRAS NAS COMUNICAÇÔES
Muitas vezes a comunicação deixa de efetivar-se por barreiras, "obstáculos", que restringem a sua
eficácia, os quais podem estar ligados ao emissor, ao receptor, ou a ambos, ou ainda a interferências
presentes no canal de comunicação.
Nós podemos entender como barreiras nas comunicações, desde as limitações de ordem emocional,
tais como a incapacidade dos interlocutores para abordar determinados temas considerados por
demais ameaçadores, até as dificuldades relacionadas à utilização dos códigos de linguagem; todos
estes fatores representam maior ou menor grau de obstáculos a uma comunicação plena.
A idéia que se tem da comunicação é que ela existe em mão dupla, ou seja, um indivíduo pode ser ou
não aceito simplesmente pela sua forma de expressar-se.
Para que haja um sentido bilateral da comunicação, é necessário que tanto o emissor quanto o
receptor percebam o outro.
Não poderá haver uma comunicação correta, ou seja, sem interferências, quando não há sintonia no
que se diz, e no que se ouve.
Eis algumas barreiras a título de exemplo:
Opiniões e atitudes:
O pai pede ao filho: "Vá a padaria da esquina, comprar pães". mas o pai não justifica qual o tipo de
pão a ser comprado. O garoto terá neste caso livre conduta para comprar o pão que ele quiser.
Egocentrismo ou Competição
Essas duas palavras, juntas, acarretam um monólogo coletivo, onde o que predomina é o interesse
individual e não o interesse do grupo.
O locutor está falando enquanto o receptor, "quem ouve", rebate tudo o que o outro diz, sem ao
menos processar e analisar o que lhe está sendo dito. Esta atitude é muito comum para pessoas
egocêntricas e/ou competitivas, pois esses indivíduos não aceitam ser o segundo plano, eles precisam
estar sempre em evidência.
"A pessoa egocêntrica ou competitiva quase sempre se envolve em situações ridículas e equívocas
sem ao menos se dar conta".
Vejamos o exemplo de um grupo de pessoas conversando, onde cada um conta uma história ou
experiência vivida; ocorre de um membro do grupo interferir dizendo que o que ele viveu ou que o
que aconteceu com ele é sempre mais interessante. Ou ainda podemos ver o exemplo de um casal,
onde os dois tentam chegar a um denominador comum, mas o que ocorre é que um dos dois precisa
ceder, e o egocentrismo não permite o façam.
Percepção
Para ter percepção com as coisas que nos rodeiam, precisamos, antes de tudo, é ter sensibilidade.
Sabemos que a nossa percepção é influenciada por preconceitos e estereótipos. São esses fatores que
nos predispõem a fazer com prestemos atenção ou não no que nos é dito ou vice-versa, ou ainda é
assim que fazemos que as pessoas prestem a atenção no que falamos.
É através da percepção que "captamos os fatos e adquirimos informações com auxílio de todos os
sentidos."
A percepção não é estática; é um processo dinâmico a envolver não somente a apreensão dos
estímulos sensoriais, mas também a interpretação, por parte do receptor, da realidade observada.
Uma característica da percepção consiste no seu caráter individual, isto é, cada pessoa capta uma
mesma situação de forma única e inteiramente particular.
Percebemos as situações de acordo com as nossas experiências anteriores, nossas expectativas e
necessidades, e também nos deixamos influenciar pelos fatores circunstanciais.
A percepção é seletiva. Não percebemos, mas é através da percepção que selecionamos com quem nos
relacionamos. Começamos um relacionamento buscando características que nos atraem no outro.
Quando nos simpatizamos com alguém, tendemos a ver e reconhecer somente as suas qualidades,
eliminando quase que por completo os seus defeitos, mas quando o indivíduo já não nos é tão
querido, passamos a realçar seus defeitos, não mais vendo qualidades mesmo que elas existam.
Resumo:
A percepção envolve a interpretação dos fatos que nos rodeiam, trazendo-nos muitas vezes a
devaneios, mesmo quando estamos acordados. Baseados nisso sabemos que nós nos comportamos de
acordo com aquilo que percebemos.
Frustração
A pessoa frustrada também produz uma barreira na comunicação. Inconscientemente ele bloqueia o
que lhe é dito, mas o seu problema é diferente dos casos mostrados anteriormente. A pessoa
frustrada não vê saída para os problemas que lhe são apresentados, nada tem solução. O que lhe
causa um negativismo muito grande, podendo ser passado para outras pessoas influenciáveis.
Inconsistência nas comunicações verbais e não verbais:
As comunicações verbais e não verbais nem sempre estão sintonizadas, e por este motivo causam
alguns inconvenientes quando uma ou mais pessoas tentam dialogar.
Pessoas que não conseguem concatenar e expressar os seus movimentos corporais, e até mesmo a sua
expressão verbal, em razão de suas variáveis culturais ou falta de sensibilidade nas relações
humanas, ocasiona para si o afastamento e incompreensões de seus amigos, colegas, enfim, das
pessoas que o rodeiam.
Os movimentos corporais: voz e as expressões faciais expressam o inconsciente, muitas vezes omitido
e aflorado sem que o indivíduo perceba.
Exemplo: movimentos bruscos podem vir acompanhados de palavras dóceis, ou ainda palavras
enraivecidas podem muitas vezes ser acompanhadas de olhares mansos, etc.
Resumo:
Qualquer que seja a barreira para uma comunicação eficaz, comprometerá os relacionamentos,
interferindo negativamente nos processos de crescimento de um grupo ou indivíduo.
Comunicação à Serviço da Qualidade
Qualquer tentativa de melhorar ou minimizar as falhas na comunicação deverá partir tanto do
emissor quanto do receptor.
Procedimentos para uma comunicação eficaz:
Ouvir com atenção e concentrar-se; absorver, analisar quem nos fala, e então responder (de forma
educada e equilibrada).
Não ter preconceitos com quem nos fala. Dê uma chance ao locutor de mostrar-se como pessoa única
e especial que é. Considere a individualidade alheia.
As palavras são mágicas. São as verdadeiras essências de um relacionamento, elas podem construir
ou destruir um indivíduo. Seja dócil, amigo, e se precisar ser mais duro, o faça com a consideração de
que há uma pessoa, um ser humano como você na sua frente.
Considere que 70º da comunicação não é verbal.
Lembre-se:
Contato visual demonstre atenção ao outro;
Postura, o seu corpo fala, tenha uma postura ereta, competente e segura;
A expressão fácil causa simpatia e aproximação, seja cordial e sorria;
A aparência em geral, seja uma pessoa de hábitos limpo, asseado (a), com vestimenta adequada para
cada ocasião ou função profissional, cabelos, peles e unhas. Uma aparência saudável demonstra que
você está de bem com a vida e com as pessoas que o rodeiam. Pessoas que não cuidam do seu visual
geralmente acreditam não serem muito bem aceitas na sociedade. E esta forma de desleixo é
inconscientemente proposital, uma forma de chamar a atenção, de agredir o outro.
O silêncio
O silêncio denota que alguma coisa não vai bem. O silêncio pode às vezes ser necessário, mas não por
muito tempo, quando se está num diálogo, pois o próprio nome já responde, que são duas pessoas ou
mais se comunicando, senão seria um monólogo.
"A vida é um eco, se você não está gostando do que está recebendo,
então preste atenção no que você está emitindo".
Lair Ribeiro
COMUNICACÄO ORAL
A palavra, escrita, falada, ainda é a forma mais perfeita e segura de comunicação entre os homens.
Mesmo que ela venha se transformando através dos tempos, o ser humano jamais poderá prescindir
dela, pois é através de seu uso que revelamos aos outros o que e quem somos, nossas idéias, nossos
conhecimentos, nossa cultura e nossas vontades.
Na prática interelacional/institucional a comunicacão oral tem relevada importância visto que
representamos uma organização, empresa ou mesmo um executivo, no papel de porta vozes.
Para uma comunicação clara e eficiente, a CLAREZA E A OB1ETIVIDADE devem ser as palavras
de ordem aliadas à moderação e a prudência.
Deve-se ter como compromisso pessoal o desenvolvimento de um vocabulário rico, com palavras
simples e atuais, porém exatas, tomando todo o cuidado para empregá-lo adequadamente, o que
revelará a qualidade de formacão cultural e profissional do individuo.
A giria jamais deve fazer parte da sua comunicacão profissional. Além de ser deselegante e destoante,
demonstra pobreza de vocabulário. Os modismos e a influência da linguagem coloquial de novelas e
programas de t.v. fazem com que seu uso seja massificante. Por vezes, nem percebemos que estamos
nos utilizando dela. É prudente policiar-se para não empregá-la na atividade de trabalho.
A expressão corporal (entenda-se a maneira de falar) complementa a expressão verbal. Por isso,
deve-se desenvolver uma forma elegante de falar, evitando trejeitos, gestos exagerados ou afetação.
Fale distintamente com boa pronúncia
Tente imprimir cada sílaba de cada palavra apropriadamente de modo que não haverá
desentendimento. Se achar que algumas palavras são difíceis de pronunciar, diga-as devagar para
assegurar-se de que elas foram entendidas. Não tenha medo de usar seu queixo, sua língua e seus
lábios para pronunciar os sons perfeitamente.
Evite falar muito devagar ou muito rápido . Você sabe quantas palavras se fala por minuto?
Teste-se a si mesmo, e corrija-se, se falar muito devagar ou muito depressa.
Sua voz tem mil onflexões, use-as. Varie o tom de sua voz ao pronunciar certas palavras dando-lhe
ênfase. EX.Oh! sr. Chaves, estou tão feliz que o sr. tenha vindo! Pronunciando-as em tom mais alto,
isso legará à sua voz variações e as tornará mais interessante ao interlocutor.
Não varie o volume de sua voz
Quando você variar o tom da sua voz, não deverá variar o volume da voz demasiadamente. Gritar
fará com que o interlocutor tenha dificuldade de entendimento. Você deverá tentar falar num tom
normal da conversa com inflexões, mas não variar o volume.
Mantenha sua voz aIegre e comerciaI
Nunca se esqueça das palavras "Por Favor , e Obrigada". Não use um tom frio, mas também não
deixe sua voz parecer muito familiar. Escolha o meio termo.
Não se esqueça da concordância se tiver falando com um homem diga "obrigado", se for com mulher
"obrigada"
TÉCNICAS DE ATENDIMENTO

ATUAÇÃO DO (A) ATENDENTE
Voz, interesse, CaIma e SigiIo
•Voz agradáveI e pronúncia correta são indispensáveis ao bom atendimento ao púbIico.
•Frases concisas demonstram a importância que a (o) atentende dá ao seu tempo e ao de
quem procura se informar.
•Descortezia no atendimento poderá causar má impressão de toda a instituição.
•Ao dar informações, faça-o com honestidade. Não informe se não estiver segura (o) do
que diz.
•Nunca empregue gírias ou tratamentos íntimos
•Não use o apareIho de seu trabaIho para Iigações pessoais, peIo menos durante o
expediente.
•Antes de ser bom orador(a) seja ótimo (a) ouvinte, só assim poderá auxiIiar a pessoa
que está procurando a informação.
•Informe-se de tudo o que ocorre, tanto em seu ambiente de trabaIho como com o que
ocorre no resto do mundo, através de circuIares, jornais, rádios, teIevisão,etc.
IMPORTÂNCIA DO (A) ATENDENTE
Toda instituição, seja eIa pequena, média ou de grande porte, possui sempre um sistema
teIefônico instaIado, para comunicação com o púbIico, fornecedores e com o staf interno.
Assim sendo, a pessoa mais importante é a (o) atendente, com a quaI a instituição conta
para seu sucesso, pois é através do (a) atendente que é feito o primeiro contato do
púbIico com a instituição, por esta razão seu procedimento deverá ser sempre gentiI,
correto e atencioso, para que todos tenham uma boa impressão da instituição.
Toda (o) atendente deve ter consciência de que é um (a) funcionário (a) muito importante,
sendo assim, deverá se empenhar ao máximo para ter um ótimo desempenho em seu
trabaIho.
Para isso também será necessário seguir as sugestões, que aquí propusemos:
1) VOZ - Não faIe nem muito aIto, nem muito baixo, nem muito rápido, nem muito
devagar.
Procure ter uma pronuncia cIara, objetiva, assegurando exatidão e evitando assim a
necessidade de repetição e, consequentemente perda de tempo.
2-CALMA - Toda (o) atendente executa várias tarefas , e por isso deverá manter-se
sempre caIma (o), principaImente nas horas de maior fIuxo de chamadas. Lembre-se: o
atendente é treinado (a) para prestar bons serviços, apesar das dificuIdades que possam
surgir, mantenha-se sempre caIma (o) em todas as situações.
3-CORTESIA - A (o) atendente deverá ser sempre gentiI e cortez em seu atendimento ,
demonstrando sempre amabiIidade, principaImente nos momentos difíceis onde
encontrar pessoas insistentes e inconvenientes.
4) INTERESSE - Cada chamada deve ser atendida com especiaI interesse e sincero
desejo de ajudar.
Os usuários perceberão seu interesse ou indiferença , peIo simpIes tom de voz.
5) NATURALIDADE- Demonstrando naturaIidade ao atender o púbIico, a (o) atendente
estará assumindo uma atitude amistosa, dando a impressão que está faIando
pessoaImente com as pessoas e funcionários
6) PRESTEZA E EFICIÊNCIA - Estar atenta (o) aos pedidos dos interIocutores e
funcionários, agindo com rapidez na medida das possibiIidades e tentando fazer com
que as pessoas sintam que estão recebendo toda a atenção.
7- TOLERÂNCIA - Procurar não se envoIver com estado emocionaI das pessoas ou
fornecedores, mesmo em casos de "pessoas difíceis" nunca revidar grosserias recebidas.
Mantenha sempre a caIma, gentiIeza e cortesia.
Quando ao teIefone
ATENDIMENTO DE CHAMADAS
FraseoIogias Adequadas
Seu atendimento deverá se processar sempre da forma mais rápida possíveI, porém
nunca de maneira incompIeta ou indeIicada. Recomenda-se sempre o uso das expressões
"por favor", "senhor (a)", "as suas ordens", "pois não", etc., pois ajudam muito no
reIacionamento da teIefonista com as pessoas com as quais eIa vai manter contato,
durante sua jornada de trabaIho.
• uso das expressões "bem", "benzinho", "meu amor", devem ser evitadas, pois podem
significar uma intimidade indesejada.
O Que a (o) Atendente ou TeIefonista deve ter sobre a mesa

- ReIação ( agenda ou arquivo ) dos teIefones mais chamados.
- ReIação de ramais, denominações dos departamentos e pessoas mais soIicitadas.
- BIoco para anotar as Iigações que são pedidas.
- Caneta ou Iápis
- ReIação de pessoas que estão autorizadas a receber Iigações a cobrar.
- BIoco para anotação de pedido de interurbanos.
- Lista teIefônica atuaIizada de sua IocaIidade.
- Lista de códigos de acesso e informações das IocaIidades integradas ao sistema DDD e
DDI
Normas e Cuidados
1) A discagem ou tecIagem deve ser feita imediatamente, após o tom de Iinha, pois se
você demorar para dar início à discagem, ou der intervaIo Iongo entre um número e
outro, a Iinha poderá cair. A discagem deve ser feita com o dedo indicador, o disco é
muito sensíveI, por isso não se deve usar objetos para discar. Nunca forçe o seu
retorno, cada aIgarismo deve ser discado assim que o disco voIte à posição normaI.
2) Atenda prontamente aos sinais de chamadas ( internos / externos) , quando todos
estiverem chamando ao mesmo tempo, entre em cada Iinha e peça "Um momento por
favor" , depois voIte à primeira e atenda peIa ordem, um por vêz.
3) O sigiIo das Iigações deve ser respeitado. Ouvir conversas teIefônicas é faIta grave,
passíveI de punições previstas por Lei e fere a ética profissionaI.
Quando aIguém soIicitar uma chamada peIo nome da pessoa, informe a eIa o número do
ramaI, para que em futuras chamadas eIa faciIite o seu trabaIho.
Comportamento ProfissionaI
O comportamento profissionaI está sujeito a regras de conduta que precisam ser
adaptado à personaIidade de cada um.
Faz parte deste comportamento:
a) PontuaIidade: é uma quaIidade de grande importância no setor profissionaI. Chegar
com aIguns minutos de antecedência permite uma meIhor organização de seu IocaI de
trabaIho.
b) Espírito de Iniciativa : procurar sempre encontrar a meIhor forma de desempenhar as
atribuições, buscando sempre maior aperfeiçoamento.
c) Boa Vontade: ser sempre prestativa, procurar soIucionar probIemas.
d) CoIaboração : assumir uma atitude visando atingir objetividades comuns de todo o
grupo de trabaIho.
e) Discrição : condicionar o comportamento, mostrando controIe sobre as situações
difíceis : ouvir sem repIicar, deixar de dizer paIavras ou assuntos que possam agravar
mais uma situação.
f) Assumir uma Postura Adequada : nunca comer, beber, Iixar unhas, pentear-se ,
maquiar-se, etc.em seu recinto de trabaIho, principaImente na recepção. Não ficar
faIando assuntos particuIares ao teIefone. Não faIar aIto demais, cantar, assobiar,
contar piadas, mascar chicIetes, Ier revistas ou jornais, durante seu horário de
expediente.
g) Nunca ausentar-se sem deixar outra pessoa em seu Iugar.
h) Mantenha Registro dos TeIefonemas : mesmo que sua memória seja ótima, sempre
anote tudo que Ihe for pedido ao teIefone, mantenha também anotado todas as Iigações
efetuadas interurbanas para controIe mensaI das contas teIefônicas.
Recados
BIocos de Recados TeIefônicos : Tenha sempre a mão um bIoco para anotar recados,
deixados peIos cIientes.
Arte de Entender Nomes e Perguntas para Anotar Rapidamente : Não entre em pânico se
Ihe pedirem que transmita um recado Iongo ou compIicado. Embora seja desagradáveI
pedir ao interIocutor que repita aIgo que você não compreendeu, Iembre-se que seu
embaraço ainda será maior ao entregar ao seu chefe um recado errado ou incompIeto.
Em caso de paIavras ou nomes difíceis ou estrangeiros, peça à pessoa que soIetre. Use
sempre nomes de pessoas para identificar a Ietra que você não entendeu (C de CarIos, F
de Fernando).
Atendimento ao PúbIico
Cumprimente sempre o interpeIante ou visitante com um "Bom Dia" ou "Boa Tarde".
Deixe-o identificar-se e dizer o que deseja e escute atentamente para poder encaminhá-
Io à pessoa correta.
SoIicite-Ihe que aguarde um instante e ofereça-Ihe uma cadeira e até mesmo um
cafézinho se for possíveI.
Avise a pessoa com que o interpeIante ou visitante deseja faIar, peça que venha até a
recepção ou se for norma da instituição você deverá acompanhar o cIiente até a pessoa
ou departamento com que eIe deseja faIar, depois de avisá-Ios e receber a resposta que
poderá entrar.
Se você estiver atendendo à uma Iigação teIefônica e chegar um visitante cumprimente-o
com um movimento de cabeça para que eIe perceba que foi notado e aguarde você poder
recebê-Io.
PARA MANTER UM BOM AMBIENTE DE TRABALHO
LocaI de TrabaIho

• O IocaI de trabaIho refIete a imagem de quem atua neIe.
Logo que você chegar Iimpe sua mesa, cadeira e demais móveis e objetos que estiverem e
sua saIa. Verifique se tudo está em ordem.
Tenha sempre à mão somente o materiaI necessário ao desenvoIvimento de seu trabaIho (
agenda, guia teIefônico, Iápis, canetas, bIoco de recados e reIação de ramais). E soIicite
com antecedência o que for preciso.
Procure sempre se manter atuaIizada nos assuntos que dizem respeito a seu trabaIho e a
sua empresa. PeIas próprias características de sua função, você estará sujeita à muitas
perguntas, portanto saiba sempre o que você pode e o que deve responder.
Aparência PessoaI
Procure vestir-se bem, porém com simpIicidade. Na medida do possíveI use roupas de
acordo com o seu tipo físico. Jamais em um ambiente de trabaIho use degotes profundos,
saias com grandes aberturas ou roupas muito justas.
Use maquiIagem descreta e o cabeIo bem Iimpo e penteado, nunca caído no rosto, se
necessário prenda-o.
Tenha sempre unhas aparadas e pintadas, se o esmaIte começar a descascar meIhor
retirá-Io e usar somente uma base ou briIho.

RELAÇÕES PÚBLICAS
O termo ReIações PúbIicas pode ter diversos significados de acordo com o determinante
que precedê-Io. Pode-se usá-Io para designar o profissionaI, a profissão, o processo, a
atividade, a função e o cargo, sendo que todas essas designações só se fizeram possíveis
a partir do processo das reIações sociais. Portanto, aIém da sua poIissemia dentro de
cada uma das designações, tem-se conceitos compIexos e diferentes trazidos por
diversos autores para a sua concepção.
AIgumas definições e conceitos:
"Para conceituar reIações púbIicas, devemos partir da dedução da definição operacionaI
que oferece as tradicionais etapas do exercício de RP: Diagnosticar a dinâmica no sistema
organização-púbIicos na conjuntura poIítica-econômica; prognosticar o que irá acontecer,
neste sistema, a curto e médio prazos, assessorar os Iíderes nas poIíticas
organizacionais, impIantar programas de comunicação e, por fim, avaIiIar os resuItados da
intervenção no reIacionamento organização-púbIicos.
ReaIizando uma Ieitura da definição operacionaI que é quase de consenso mundiaI -
chega-se a uma definição conceituaI que: ReIações PúbIicas é a gestão da função
organizacionaI poIítica.
Podemos dizer que as funções estratégicas das reIações púbIicas, de um modo geraI, são
as de gerenciar as poIíticas da organização e conduzir os seus discursos para com os
púbIicos, diferenciando-os, estrategicamente, em reIação ao seu posicionamento perante
o poder da organização, e visando sempre o interesse comum como um pressuposto do
interesse específico de Iegitimar o poder decisório da organização frente aos seus
diversos púbIicos.
Toda profissão possui uma finaIidade moraI. A Medicina tem a busca da Saúde, O Direito
busca a Justiça. As ReIações PúbIicas buscam a Harmonia sociaI no sistema organização-
púbIicos".
Portanto, as reIações púbIicas são todos os esforços reaIizados no sentido de buscar,
com as atividades de comunicação, um ambiente que propicie o desenvoIvimento
harmonioso dentro da instituição e um cIima de compreensão e boa vontade com seus
púbIicos externos. A função consiste em trabaIhar a imagem da instituição junto à opinião
púbIica, por meio de ferramentas eficazes, como: - pIanejamento estratégico da
comunicação corporativa (imagem da instituição)
Imagem é o conceito que as pessoas têm e/ou formam sobre as coisas. O maior
patrimônio da instituição é a imagem. Crie e mantenha a imagem positiva da sua
instituição junto a seus púbIicos prioritários, divuIgando suas fiIosofias, poIíticas e
atitudes. Tendo um pIanejamento de Comunicação InstitucionaI, o acompanhamento
constante da imagem percebida peIos púbIicos da instituição é feito de forma organizada,
profissionaI e com resuItados efetivos.
0 comunicação diri)ida aos diversos p-blicos com 6ue a instituição se relaciona$
funcionários, parceiros comerciais, associações de cIasse, comunidade, formadores de
opinião, governo, púbIico em geraI
0 relações com a imprensa4
0 administração de crises4
As reIações púbIicas também engIobam auditoria de opinião púbIica, jornaIismo
empresariaI - desde a criação de conceitos básicos para um jornaI até sua impressão,
passando peIo Iayout, redação das matérias, coordenação geraI, incIusive de fotos e
produção da arte-finaI -, reIações com diversos segmentos dos púbIicos prioritários,
projetos especiais em geraI, peças impressas, produções audiovisuais, eventos e
serviços de apoio a marketing de serviços.
No trabaIho de ReIações PúbIicas existem duas coisas distintas. Uma é a chamada
imagem institucionaI, que na verdade é autogerada à medida que um grupo de pessoas
constrói uma empresa, uma instituição ou uma entidade. Quando estamos trabaIhando
numa instituição, nós nos perguntamos: quaI é o nosso objetivo? Como vamos trabaIhar?
Como vamos tratar o nosso púbIico e o nosso funcionário?
Estas questões perpassam toda a criação e o crescimento de uma instituição e fazem
parte da expressão da autoimagem. Ou seja, eIas começam a exprimir uma auto-imagem
que depois se tornará a imagem institucionaI - que, enfim, identificará a escaIa vaIorativa e
ética da instituição. Por isso, é praticamente impossíveI fazer ReIações PúbIicas com
quem não tem uma vaIoração ética. Se uma entidade é toda torta, toda errada, faz tudo
maI feito e não respeita seus púbIicos, eIa não pode fazer ReIações PúbIicas.
Imagem Corporativa
A imagem corporativa e a imagem institucionaI - que, são organizadas peIos profissionais
de ReIações PúbIicas - devem servir como um produto de consumo para todos os
púbIicos. Sem trabaIhar todos os púbIicos de uma instituição ou empresa, esvazia-se a
imagem, que acaba sendo vista fracionadamente por aIguns. E se eIa não for para todos,
não será perene e não se tornará, ao finaI do tempo, um signo. Este é o objetivo que
busca quando se atua em ReIações PúbIicas: criar uma imagem tão forte que se torne um
signo.
Para isso muitas vezes a instituição estabeIece a figura de um ombudsman ou ouvidor.
Ombudsman é uma paIavra sueca que significa representante do cidadão. Designa, nos
países escandinavos, o ouvidor-geraI -função púbIica criada para canaIizar probIemas e
recIamações da popuIação.
A necessidade do uso de reIações púbIicas com a popuIação é cada vez mais cIara entre
os profissionais que atuam nos setores de atendimento e reIacionamento com esse
púbIico. Primeiro porque o fazer da atividade de reIações púbIicas envoIvem estudos e
pesquisas que engIobam não só a reIação direta da instituição ou empresa com o seu
púbIico usuário (requerente/cIiente/cidadão), mas, ações com os púbIicos internos,
responsáveis diretos peIo atendimento que o púbIico recebe independentemente do canaI
de comunicação utiIizado para acesso a instituição.
Tendo em vista que aIgumas características da sociedade contemporânea têm formatado
um novo tipo de púbIico/cIiente/cidadão, muito mais exigente, seIetivo e com aIto grau de
insatisfação intrínseca, e ainda que o advento das IegisIações de proteção à prática do
consumo de bens ou serviços enfatizou essas características, percebemos que há uma
necessidade de desenvoIvimento de estratégias comunicacionais e administrativas cada
vez mais eIaboradas para manter a positiva imagem da instituição ou empresa.
Numa sociedade midiática, como a que vivemos, sabemos que as pessoas não adquirem
produtos ou serviços apenas por necessidade, peIa quaIidade ou peIo preço que está
sendo ofertado, muito menos peIa reIação custo-benefício que aqueIe bem ou serviço
possa oferecer. CIaro que esses itens são importantes e decisivos na hora de aportá-Ios,
mas, uma aquisição pode ser efetivada por muitas outras razões de vaIor meramente
simbóIico.
Uma das teorias mais utiIizadas, tanto peIos profissionais de marketing, quanto peIos de
comunicação e administração, no desenvoIvimento de pIanos que visam à obtenção dos
objetivos organizacionais, é a Teoria da Motivação (TM), de MasIow. Essa teoria diz que:
5O homem tem cinco necessidades$
>4 fisiol8)icas$ constituem as b(sicas de seus dese9os1 como fome1 sede2
<4 se)urança$ compreendem o medo do desconhecido1 como falta de moradia1 receio de
perder o 6ue 9( foi conse)uido2
A4 efetivas$ 6ue sur)em depois de satisfeitas as anteriores1 ou se9a1 o homem 6uer ser
aceito pelo )rupo ao 6ual pertence1 fam3lia1 seus cole)as de trabalho e de la+er2
E4 estima$ ap8s atin)ir as necessidades efetivas1 o homem alme9a o prest3)io1 o status1 o
reconhecimento de todos 6ue o cercam2
?4 reali+ação$ 6uando o indiv3duo est( com todos os outros n3veis satisfeitos1 procura a
reali+ação1 dese9a desenvolver toda a sua especialidade no campo profissional1 dese9a ser
o melhor KC&.CA2 C&.CA1 <FFF1 p4 EFL45
Para uma meIhor interpretação, é mister compreendermos meIhor essa teoria. Uma
pequena subdivisão nas cinco necessidades sistematizadas por MasIow nos permite
chamar de "necessidades" apenas os dois primeiros itens, as necessidades fisioIógicas e
de segurança, têm a ver com aIgo imprescindíveI a todos os homens, independentemente
de infIuências cuIturais por meio das reIações sociais estabeIecidas. As outras, as
"afetivas", as de "estima" e de "reaIização", chamaremos de "desejos", pois, segundo
nosso ponto de vista, transcendem as questões meramente físicas e se inserem no pIano
da composição dos hábitos e costumes da sociedade que aqueIe indivíduo,
especificamente, faz parte.
Se, de um Iado, as instituições investem cada vez mais na reIação com os seus
púbIicos/cIientes/cidadãos, criando canais de comunicação em via de mão dupIa para
tentar entender as suas verdadeiras necessidades e desejos, de outro, o requerente ou
consumidor tem estado cada vez mais atento aos seus direitos, exigindo, incIusive, do
Estado, poIíticas púbIicas voItadas à reguIação dos mecanismos da oferta de serviços,
mercado e da comunicação de massa.
Com esse novo quadro, muitas or)ani+ações1 tanto privadas 6uanto p-blicas1 criaram os
seus .erviço de Atendimento ao Consumidor ou ao Cidadão K.ACQsL1
Os SAC's, portanto, surgem da demanda das organizações de atender os cIientes com
presteza, tanto para dar conta da nova postura de cIiente-cidadão desenvoIvida peIos
novos consumidores, muito mais exigentes e questionadores dos seus direitos, quanto
para atender às novas regras jurídicas trazidas peIos institutos estabeIecidos.
Os SAC's, em Iinhas gerais, têm como principais finaIidades:
51) permitir ao consumidor um contato direto com a or)ani+açãoNinstituiçãoNempresa1 por
meio de al)uém 6ue est( ali especialmente para ouvi0lo2
2) evitar 6ue o cidadão recorra aos 8r)ãos de defesa oficiais1 res)uardando a instituição
ou empresa de pre9u3+o de ima)em e conceito2
3) colher su)estões e cr3ticas 6ue permitirão J instituição N empresa o aprimoramento dos
seus serviçosNprodutos2
4) manter a instituição N empresa informada 6uanto J satisfação dos cidadãos com relação
a seus produtos eNou serviços2
5) mostrar ao cidaadão 6ue ele poder( ter respaldo1 Js suas reivindicações4
6) responder a todos os 6uestionamentos1 se9a pessoalmente1 por telefone1 e0mail1 fa# ou
carta1 com rapide+ e eficiência2
7) solucionar todas as reclamações dos cidadãos1 desde 6ue se9am procedentes4
*( os setores de um .AC podem ser$
5>L .etor de reclamações$ recebe todas as reclamações relativas a produtoNserviço da
instituição e fa+ os encaminhamentos necess(rios para a sua solução4
<L .etor de atendimento a cartas1 e0mails e fa#$ responde a todas as solicitações com
preocupação na 6ualidade das respostas2 cada solicitação dever( ter uma resposta
individuali+ada4
3) .etor de atendimento telefHnico$ com hor(rio definido1 e6uipe permanente com
treinamento constante para satisfa+er o cidadão1 respondendo a todas as per)untas4
4) .etor de produção de material$ produ+ manuais1 folders1 folhetos e outros1 podendo ser
um setor com serviço terceiri+ado4
5) .etor de eventos$ or)ani+a todos os eventos necess(rios1 como$ pro)rama de visitas1
lançamentos de concursos1 entre)a de prêmios1 encontros espec3ficos e outros 6ue se
fi+erem necess(rios4
6) .etor de pes6uisa$ reali+a todas as pes6uisas necess(rias1 coordenação de cadastros e
contatos com cidadãos1 consumidores e l3deres de opinião4
Percebemos, portanto, que o SAC tornou-se um vaIor imprescindíveI a ser agregado aos
produtos e/ou serviços oferecidos peIas organizações. Esse vaIor agregado, no entanto,
não representa exatamente um probIema. Muito peIo contrário. AqueIas instituições que
sabem utiIizar os seus SAC's para tentar entender os equívocos existentes nos seus
processos produtivos e administrativos, podem estabeIecer, a partir das queixas e
recIamações dos cidadãos, níveis aItíssimos de eficiência e eficácia das suas operações.
Para um bom aproveitamento das informações dos SAC's, entretanto, é de suma
importância que eIe esteja subordinado a um setor que tenha habiIidades naturais para
Iidar com os púbIicos.
Os SAC's são um importante instrumento para detectar a Iatência e evitar possíveis crises
nas instituições. A partir das queixas e recIamações dos cidadãos é possíveI identificar,
por exempIo, boatos que possam afetar a imagem e a credibiIidade de uma organização.
Mario Rosa em A síndrome de AquiIes coIoca, com muita propriedade, que,
5As crises de ima)em se sucedem na rotina de nossas vidas1 uma ap8s a outra1 variando
de persona)em para persona)em1 na din/mica por ve+es alucinante da vida real4 Muando
se est( dentro de uma crise1 sem saber direito como enfrent(0la1 sem dispor de
mecanismos para aferir sua evolução ou mensurar seus desdobramentos1 é s8 a31
infeli+mente1 6ue muitos se dão conta de 6ue bem melhor teria sido a)ir antes1 muito
antes1 para 6ue a6uele verdadeiro inferno não estivesse acontecendo (ROSA, 2000, p.19).5
Nesse sentido, o gerenciamento das informações geradas peIas queixas e recIamações de
cidadãos insatisfeitos através dos SAC's, torna-se um eIemento que merece, da aIta
direção das instituições, uma grande atenção e, sobretudo, empenho para que sejam
criados processos e dispositivos metodoIógicos que permitam a anáIise de crises
Iatentes.
Rosa K<FFFL nos chama atenção para o fato de que "o sucesso não é um antídoto de crises.
Ao contrário, funciona muitas vezes como um passaporte para eIas. Por maiores que
sejam a seriedade, ética e honestidade que você ou sua organização tenham".
A monitoração constante das informações dos SAC's, portanto, se faz necessária, mesmo
quando a organização vai bem, os serviços bem prestados, a mídia espontânea está a seu
favor, enfim, ainda que tudo esteja tecnicamente sob controIe.
Uma crise de imagem se diferencia das demais crises, segundo Ian Mitroff, um dos
maiores estudiosos do tema, essenciaImente, peIo seu agente provocador: o homem. Isso
torna tudo mais difíciI, chamativo e perigoso. Mitroff expIica que quando uma crise é
causada por um desastre naturaI não se pode cuIpar ninguém. Entretanto, quando a faIha
é humana, imagina-se, em princípio, que o desastre poderia ter sido evitado e procura-se
sempre um cuIpado para responsabiIizar (ROSA, 2000).
A vaIor simbóIico que está por trás do fato é muitas vezes mais forte do que o fato em si.
Nesse sentido, as recIamações registradas peIos SAC's devem ser anaIisadas enquanto
expressão de vaIores por parte dos usuários, com a finaIidade de se entender o que
sustenta aqueIa recIamação e quaI a verdadeira razão que motivou o cidadão a apresentá-
Ia.
Nesse sentido, os canais disponibiIizados peIos SAC's deveriam favorecer o maior grau
de interação possíveI dos cidadãos com a organização, tendo em vista o aprofundamento
das informações disponibiIizadas para anáIise peIos seus gestores.
No entanto, de nada adiantará um bom entendimento das informações geradas peIos
SAC's, se essas informações não forem bem utiIizadas peIa organização para meIhorar
seus processos comunicativos, administrativos ou produtivos, visando a quaIidade da
reIação com os seus púbIicos. Essa condição irrestrita nos remete à necessidade de
utiIização de estratégias de reIações púbIicas para a manutenção de um reIacionamento
forte e duradouro com os nossos púbIicos prioritários e de interesse, especiaImente na
área de serviços, que demanda forte comprometimento do púbIico interno, o pessoaI do
atendimento.
A necessidade de reIações púbIicas estratégicas com o cidadão
Para entendermos a função estratégica das reIações púbIicas no processo de gestão de
reIacionamentos desenvoIvido peIos SAC's de uma organização, será preciso estabeIecer
a sua reIação mais importante, que constitui o núcIeo da atividade de RP: a reIação
Organização-PúbIicos. Neste binômio, estão todas as conexões das reIações sociais das
organizações e sua compIexidade (SIMÕES, 1995).
Podemos dizer que as funções estratégicas das reIações púbIicas, de um modo geraI, são
as de gerenciar as poIíticas da organização e conduzir os seus discursos para com os
púbIicos, diferenciando-os, estrategicamente, em reIação ao seu posicionamento perante
o poder da organização, e visando sempre o interesse comum como um pressuposto do
interesse específico de Iegitimar o poder decisório da organização frente aos seus
diversos púbIicos.
Em reIação aos SAC's, o processo estratégico de reIações púbIicas estará focado em dois
grandes grupos: o púbIico interno (todos os funcionários, incIusive os de direção e os
terceirizados) e o usuário (cIiente/cidadão).
Para o púbIico interno, o ReIações PúbIicas deve trabaIhar estrategicamente com
programas de quaIificação profissionaI e aprimoramento dos processos de atendimento e
processamento das informações recebidas através dos SAC's. É importante estabeIecer
para esses púbIicos canais de comunicação em via de mão dupIa, para que quaIquer
pessoa envoIvida no processo possa tirar dúvidas, criticar e/ou sugerir mudanças no
sentido de meIhorar o andamento dos trabaIhos, e, conseqüentemente, a quaIidade dos
serviços prestados peIa organização ao seu púbIico usuário (cIiente/cidadão).
O usuário, deve ser trabaIhado no pIano da cordiaIidade, tentando se criar uma reIação de
afinidade deste usuário com a organização. Para isso, é preciso que não faItem aIguns
eIementos, como a presteza, a cordiaIidade e a boa vontade em resoIver os seus
probIemas, quando forem apresentados.
Muitas vezes uma recIamação de um cidadão significa que ainda existe aIguma chance de
reverter o protesto em conquista de confiança, que irá divuIgar positivamente o nome da
instituição. Para isso, é necessário que as instituições criem dispositivos que permitam
ao cidadão um maior níveI de interação.
Para que esses processos sejam impIementados, as instituições devem trabaIhar as
reIações púbIicas em sua pIenitude, pois o reIacionamento com o usuário deve ser
permanente, não podendo a organização, em nenhum momento, prescindir deIe.
Percebemos, porém, que muitas vezes isso acontece devido à faIta de conhecimento, por
parte dos gestores, da importância das reIações púbIicas nesse processo como atividade
promotora da função poIítica da organização, produtora de instrumentos e
institucionaIizadora de toda e quaIquer comunicação, em via de mão dupIa, entre a
organização e seus púbIicos.
Nesse sentido, percebemos que o uso de reIações púbIicas na reIação da organização
com o seu púbIico usuário (cIiente/cidadão), não só é interessante como imprescindíveI,
pois garante a instituição o estabeIecimento de processos de gestão e controIe da sua
imagem perante a opinião púbIica.
O ProfissionaI de ReIações PúbIicas
O reIações-púbIicas é o profissionaI da boa imagem, o encarregado de zeIar e meIhorar a
imagem corporativa de uma organização, instituição, empresa e até mesmo de pessoas
importantes, expostas à mídia ou dependentes deIa nas suas funções. VaIe dizer que nos
dias atuais a imagem de uma instituição ou empresa chega a ser tão importante quando
sua saúde financeira. Visto de outro ânguIo, é possíveI afirmar que uma séria Iesão na
imagem de uma instituição ou empresa poderá prejudicar seriamente sua saúde
financeira. Em casos extremos pode até Iiquidá-Ia. Também é sabido que é mais difíciI e
custa muito mais caro recuperar a imagem perdida, que criar uma boa imagem. É por esse
motivo que as organizações, conscientes do vaIor da sua imagem perante o púbIico,
investem anuaImente grande soma de recursos nos seus departamentos de reIações
púbIicas.
Sem mais nada a ver com a imagem estereotipada do simpático bom-moço organizador de
festinhas e coquetéis, o reIações-púbIicas moderno, na sofisticada e deIicada missão de
resguardar imagens institucionais, tem de trabaIhar muito, com inteIigência, sensibiIidade
e ampIos conhecimentos de comunicação, propaganda, marketing e, mais que nunca, de
pesquisa. Mas tem de ser simpático, também, e poIiticamente correto. Sua missão
principaI é ganhar para sua organização a satisfação dos púbIicos/consumidores, a
simpatia e a boa vontade dos empregados, poIíticos, ecoIogistas e, se for possíveI, do
púbIico do país inteiro. Daí a importância do reIações-púbIicas ter uma boa cuItura geraI,
conhecimentos de artes e espetácuIos e domínio de idiomas. EIe será o encarregado de
pIanejar propaganda institucionaI - para vender imagem e não produto - produzir
pubIicações para púbIicos interno e externo, traçar estratégias de comunicação, pIanejar e
promover espetácuIos cuIturais, Iidar com governos, empresas concorrentes, imprensa,
poIíticos, dentre outras coisas.
Nas grandes organizações ou empresas as assessorias de imprensa estão diretamente
controIadas peIos departamentos de reIações púbIicas, que se encarregam de eventos
como os de Iançamentos de produtos, serviços, projetos de apoio cuIturaI, satisfação do
púbIico/consumidor, prevenção e amortecimento de noticiário hostiI, dentre outros.
NOÇÕES DE ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA
Administração financeira cuida de pIanejamento, anaIise de investimentos, poIítica de
crescimento, financiamento, contabiIidade, etc. KDima %etto1 >CGBL.
Na administração financeira de uma instituição, quaIquer que seja o grau de compIexidade
de suas operações ou a abrangência de sua atuação, são três os conceitos básicos que
determinam o sucesso ou fracasso de uma gestão financeira:
1- O pIanejamento financeiro das operações;
2- O acompanhamento dos eventos que resuItem em entrada ou desemboIso de recursos;
3- A transparência nas operações visando a Iegitimidade dos atos.
O orçamento é a ferramenta administrativa mais adequada para se pIanejar
financeiramente - e com segurança - as atividades operacionais de uma instituição, quer
sejam atividades rotineiras (tais como foIha de pagamento, manutenção da frota de
veícuIos) ou periódicas (tais como projetos com tempo certo de duração, participação em
seminários ou congressos). Os orçamentos devem ser confeccionados,
preferenciaImente, subdivididos em centros de custos, os quais refIetirão as
necessidades de controIe de cada conjunto de tarefas, grupos de pessoas ou eventos.
Orçar não só significa estimar a reaI necessidade de recursos de um centro de custo
durante um determinado período como também avaIiar com precisão a entrada dos
recursos para sustentar a operacionaIidade da instituição.
O acompanhamento dos eventos financeiros é efetuado em tempo hábiI e mediante
números precisos através do fIuxo de caixa. Esta ferramenta administrativa permite o
acompanhamento periódico - de acordo com as necessidades da instituição - e em tempo
reaI das origens e apIicações dos recursos, o que possibiIita decisões em tempo hábiI. O
fIuxo de caixa permite responder de imediato perguntas tais como:
Nas próximas X semanas teremos disponibiIidade para pagar os desemboIsos que irão
ocorrer?
Caso negativo, que desemboIsos poderão ser remanejados? Ou que entradas de recursos
poderão ser antecipadas?
Caso positivo e havendo disponibiIidade de caixa, que investimentos poderão ser
efetuados?
Embora existam no mercado exceIentes programas para acompanhamento do fIuxo de
caixa (em geraI é utiIizado o termo em ingIês cash fIow), o usuário com aIguma noção de
pIaniIha eIetrônica - ExceI - poderá desenvoIver sua própria pIaniIha, o que permitirá, com
maior racionaIidade, adaptar os níveis de controIe às rotinas e necessidades da
instituição.
A transparência das operações é assegurada no momento em que a instituição apresenta
sua escrituração contábiI de forma cIara e apoiada por documentação IegaI, não só para
atender à IegisIação vigente mas também para proporcionar fidedignidade aos atos de
seus gestores. Assim como o orçamento, o pIano de contas contábiI de uma instituição
também deverá ser composto por centros de custo, de acordo com as tarefas, grupos de
pessoas ou eventos. Os números apresentados nos baIancetes mensais refIetirão o
resuItado reaI da instituição - superávit / déficit ou Iucro / prejuízo - e sua situação
patrimoniaI - ativo / passivo. Os baIancetes servirão também de base para a comparação
entre os vaIores orçados - conforme item 1 - e os vaIores reais, adotando-se então
medidas corretivas para os próximos orçamentos, tendo como objetivo minimizar as
distorções porventura existentes.
Desta forma, a adequada combinação das três ferramentas - orçamento, fIuxo de caixa e
contabiIidade - permitirá que os três princípios básicos da administração financeira -
pIanejamento, acompanhamento e transparência - sejam aIcançados, o que resuItará
numa gestão tecnicamente correta, transparente e adequada ao bom desempenho da
instituição como um todo.
O PIanejamento Financeiro
Orçar significa fazer a previsão de um determinado evento, em função das entradas e
saídas de recursos.
Sendo assim, na eIaboração de um orçamento, visando uma adequada fonte de
informações que servirão de base à tomada de decisões administrativas e financeiras que
refIetirão na continuidade operacionaI da instituição, os seguintes pontos devem ser
considerados:
•ReaIidade x Expectativa
NormaImente, na confecção de um orçamento, as pessoas envoIvidas tendem a
eIaborá-Io de acordo com suas expectativas em detrimento da reaIidade da situação.
Este fato acarreta distorções significativas, em aIguns casos com sérios refIexos
financeiros e operacionais.
As distorções financeiras podem ser observadas quando, por exempIo, a previsão do
custo de pessoaI de um determinado setor é subavaIiado em função da expectativa de
quem o orçou. No transcorrer do período os recursos acabam e inevitaveImente "corte
de pessoaI" é a única medida para sanear a questão.
Os probIemas operacionais são observados nos casos de Iinha de produção. Quando
os custos são orçados a menor o risco da faIta de recursos inevitaveImente recairá na
quaIidade do produto, isto é, na aquisição de matéria-prima de pior quaIidade ou na
contratação de mão-de-obra desquaIificada.
•Base de avaIiação
Os vaIores que irão compor o orçamento deverão ter preferenciaImente como origem
o histórico da Instituição, quer seja nos baIancetes contábeis anteriores ou, nos
também anteriores, reIatórios gerenciais.
Na faIta desses dados, as fontes de informações poderão ser obtidas através de
consuItas a instituições que se encontram em situação simiIar, sendo que neste caso
especiaI atenção deverá ser dada a situações específicas de entrada e saída de
recursos da outra instituição.
Outra base de dados importante é a experiência profissionaI de cada eIemento do
grupo, isto é, a capacidade de cada um para coIaborar com informações, tendo em
vista situações simiIares já vividas em outras ocasiões.
FinaImente, quando nenhuma dessas aIternativas estiver disponíveI, a Iinha de
atuação mais adequada será traçar uma meta em cada item do orçamento. A partir daí,
a meta será o vaIor orçado. No próximo orçamento você já terá como base um
histórico como referência. Diz o ditado chinês que é meIhor estar aproximadamente
correto do que totaImente errado.
• Eventos subseqüentes
Na impIantação e no acompanhamento da previsão orçamentária devemos estar
atentos para a possibiIidade de aIterações no fIuxo de entrada e saída de recursos
originadas por fatores não orçados, e que a faIta de previsão não tenha como origem
uma faIha técnica, mas sim um fato eventuaI que em circunstâncias normais não
ocorreria.
Para este fato não há um procedimento técnico a ser tomado, há sim de se tentar
detectar este evento o mais rapidamente possíveI para que os dados do orçamento
seja refeitos e readaptados a nova situação.
•Padronização
Os reIatórios e os formuIários contendo dados orçamentários devem ser
confeccionados de maneira que faciIitem a comparação com os demais reIatórios
gerenciais da Instituição. Assim sendo, quando se faIa de orçamento, fIuxo de caixa e
contabiIidade, é fundamentaI que estes reIatórios sejam padronizados entre si porque,
em primeiro Iugar, a Ieitura e a compreensão desses reIatórios será mais objetiva e,
em segundo Iugar, numa situação um pouco mais compIexa, poderá ser adotada a
utiIização de software que agrupe estes três reIatórios em uma única base de dados.
Gestão Financeira
Gestão Financeira
A gestão financeira é um conjunto de ações e procedimentos administrativos envoIvendo
o pIanejamento, anáIise e controIe das atividades financeiras da empresa, visando
maximizar os resuItados econômico - financeiros decorrentes de suas atividades
operacionais. O caminho do Iucro passa OBRIGATORIAMENTE por uma gestão financeira
eficiente.
Ob9etivo b(sico do estor Financeiro
O objetivo do gestor financeiro é aumentar o vaIor do patrimônio Iíquido da empresa,
através da geração de Iucro Iíquido decorrente das atividades operacionais da empresa.
Para reaIizar esta tarefa, o gestor financeiro precisa ter um sistema de informações
gerenciais para conhecer a situação financeira da empresa e tomar as decisões mais
adequadas para maximizar os seus resuItados.
Alocação &ficiente dos recursos da Instituição ou empresa
Isto impIica na constante verificação da utiIização dos recursos no caixa, nas contas a
receber, em títuIos de curto prazo, estoques, investimentos de capitaI, e na anáIise do
risco da empresa.
Em resumo isto significa determinar o totaI do ativo, a composição deste ativo e o perfiI
de risco do negócio.
"rincipais funções da )estão financeira
As principais funções da gestão financeira são:

•AnáIise e PIanejamento Financeiro: anaIisar os resuItados financeiros e pIanejar
ações necessárias para obter meIhorias.
•Captação e ApIicação de Recursos Financeiros: anaIisar e negociar a captação
dos recursos financeiros necessários e a apIicação dos recursos financeiros disponíveis.
•Crédito e Cobrança: anaIisar a concessão de crédito aos cIientes e administrar o
recebimento dos créditos concedidos.
•Caixa: efetuar os recebimentos e os pagamentos e controIar o saIdo de caixa.
•Contas a Receber: controIar as contas a receber reIativas às vendas a prazo.
•Contas a Pagar: controIar as contas a pagar reIativas às compras a prazo,
impostos, despesas operacionais, e outras.
•ContabiIidade: registrar as operações reaIizadas peIa empresa e emitir os
reIatórios contábeis.
"rincipais instrumentos de controle utili+ados na )estão financeira
Os principais instrumentos de controIe utiIizados na gestão empresariaI são:
1. FIuxo de Caixa: O objetivo do fIuxo de caixa é apurar o saIdo disponíveI de caixa, para
se tomar a decisão de captar os recursos necessários ou apIicar os recursos disponíveis.
O saIdo de caixa não indica necessáriamente que a empresa está tendo Iucro nem
prejuizo em suas atividades operacionais.
No fIuxo de caixa deverão ser registrados todos os recebimentos (vendas a vista,
recebimento de dupIicatas e outros recebimentos) e todos os pagamentos (compras a
vista, pagamentos de dupIicatas, pagamento de despesas, outros pagamentos) previstos
para o dia.
2. Demonstrativo de ResuItados
O objetivo é mostrar o resuItado financeiro (Iucro ou prejuízo) das vendas reaIizadas no
período.
No demonstrativo de resuItados deverá constar o vaIor totaI das vendas reaIizadas no
período, independentemente do seu recebimento, o custo das mercadorias vendidas,
independentemente de seu pagamento, e as despesas decorrentes de suas atividades
operacionais.
O registro dos recebimentos das vendas e dos pagamentos dos custos e das despesas é
feito no FIuxo de Caixa.
Alternativas para CA"TAR e A"DICAR os recursos financeiros
As aIternativas para captar recursos financeiros necessários para a empresa são:
•CapitaI iniciaI, aumento de capitaI e apIicação dos Iucros acumuIados obtidos
junto aos Sócios.
•Empréstimos obtidos junto às Instituições Financeiras.
•Financiamento das mercadorias obtido junto aos Fornecedores.
As aIternativas para apIicar os recursos financeiros disponíveis da empresa são:
•ApIicações junto às Instituições Financeiras.
•Aquisição de mercadorias para serem vendidas.
•Financiamento aos cIientes decorrentes das vendas à prazo.
•Aquisição do ativo fixo (móveis e utensíIios, equipamentos, veícuIos, e outros)
para uso da empresa.
O 6ue um )estor financeiro deve saber sobre De)islação Tribut(ria
Para eIaborar o adequado pIanejamento tributário, o gestor financeiro precisa conhecer
bem a IegisIação tributária referente aos impostos, taxas, contribuições que incidem
sobre as atividades operacionais da sua empresa (base de cáIcuIo, Iucro reaI ou Iucro
presumido, prazo de recoIhimento, isenções, incentivos, benefícios fiscais, SIMPLES
FederaI, (SIMPLES estaduais)).
O 6ue um )estor financeiro precisa saber sobre o mercado
O gestor financeiro precisa conhecer as principais características financeiras dos
participantes do mercado onde atua a sua instituição ou empresa, envoIvendo cIientes,
fornecedores e concorrentes, entre as quais citamos:
CIientes:
•Quantidade de cIientes, por região e geraI
•VoIume médio de vendas por cIiente, por tipo de produto e geraI
Prazo médio e forma de pagamento das vendas Fornecedores:
•Quantidade de fornecedores, por tipo de produto
•VoIume médio de compras por fornecedor
Prazo médio de pagamento das compras Concorrentes:
•Quantidade de concorrentes, por região e por tipo de produto
•Preço médio por tipo de produto.
•Prazo médio e forma de pagamento das vendas.
&rros mais comuns na )estão financeira
A inexistência de uma adequada gestão financeira peIas empresas, provoca uma série
probIemas de anáIise, pIanejamento e controIe financeiro das suas atividades
operacionais, entre os quais citamos:
1. Não ter as informações corretas sobre saIdo do caixa, vaIor dos estoques das
mercadorias, vaIor das contas a receber, vaIor das contas a pagar, voIume das despesas
fixas ou financeiras, etc., porque não fazem o registro adequado das transações
reaIizadas.
2. Não saber se a empresa está tendo Iucro ou não em suas atividades operacionais,
porque não eIaboram o demonstrativo de resuItados.
3. Não caIcuIar corretamente o preço de venda de seus produtos, porque não conhecem
os seus custos e despesas.
4. Não conhecer corretamente o voIume e a origem dos recebimentos e o voIume e o
destino dos pagamentos, porque não eIaboram o fIuxo de caixa.
5. Não saber o vaIor patrimoniaI da empresa, porque não eIaboram o baIanço patrimoniaI.
6. Não saber quanto os sócios retiram de pro-Iabore, porque não estabeIecem um vaIor
fixo para a remuneração dos sócios.
7. Não conhecer corretamente o custo das mercadorias vendidas, porque não fazem um
registro adequado do estoque de mercadorias.
8. Não saber corretamente o vaIor das despesas fixas da empresa, porque não fazem
separação das despesas pessoais dos sócios com as despesas da empresa.
9. Não saber administrar corretamente o capitaI de giro da empresa, porque não
conhecem o cicIo financeiro de suas operações (PMRV, PMRE, PMPC).
10. Não fazer anáIise e pIanejamento financeiro da empresa, porque não tem um sistema
de informações gerenciais (fIuxo de caixa, demonstrativo de resuItados e baIanço
patrimoniaI).
,espesas fi#as
São as despesas administrativas reaIizadas para adequado funcionamento da empresa,
independentemente do vaIor das vendas.
ExempIos de despesas fixas:
•AIugueI, condomínio, IPTU .
•Água, Iuz, teIefone .
•SaIários administrativos .
•Pro-Iabore (retirada dos sócios) .
•Encargos sociais sobre saIários e pro-Iabore .
•Honorários profissionais (Contador, Advogado, ConsuItor) .
•Despesas com veícuIos .
•Despesas com aIimentação .
•Despesas financeiras .
•Despesas de manutenção .
•Depreciação sobre ativo fixo
:eios de controle das despesas fi#as
O gestor financeiro deverá controIar as despesas fixas da seguinte forma:
Diariamente: Registrar no ControIe de Despesas Fixas todas as despesas fixas reaIizadas,
devidamente cIassificadas.
MensaImente: Comparar as despesas fixas reaIizadas com os meses anteriores e anaIisar
as eventuais discrepâncias.
ModeIo de ControIe de Despesas Fixas
Pagamentos Dia 1 Dia 2 Dia 3 Dia 5 Dia 31 TotaI
Despesas Fixas
- AIugueI %&%% %&%% '(%%%&%% '(%%%&%%
- SaIários %&%% %&%% '(%%%&%% '(%%%&%%
- Encargos )%%&%% %&%% %&%% )%%&%%
- Água %&%% *%%&%% %&%% *%%&%%
- Luz %&%% )%%&%% %&%% )%%&%%
- TeIefone *%%&%% %&%% %&%% *%%&%%
- Manutenção '%%&%% *%%&%% )%%&%% +%%&%%
- Pro-Labore ,%%&%% %&%% +%%&%% '('%%&%%
- Financeiras )%%&%% '%%&%% *%%&%% +%%&%%
- Outras '%%&%% *%%&%% '%%&%% -%%&%%
TotaI das Despesas 1.500,00 1.000,00 2.200,00 1.000,00 5.700,00
BaIanço PatrimoniaI
O BaIanço PatrimoniaI é uma das demonstrações contábeis preparadas peIas empresas e
demais organizações. Mostra a posição numa determinada data, normaImente 31 de
dezembro, como se fosse uma fotografia. Está dividido em:
• Ativo,
• Passivo e
• Patrimônio Líquido.
Ativo
É a parte do BaIanço que demonstra onde foram apIicados os recursos da empresa. O
Ativo está representado peIos bens e direitos. IncIui, por exempIo, o dinheiro em caixa e
em bancos, estoques de mercadorias, equipamentos, imóveis, dupIicatas a receber, entre
outros.
Passivo
São recursos de terceiros coIocados na empresa através de obrigações ou dívidas. É tudo
aquiIo que eIa deve na data do baIanço.
Patrimônio Líquido
É a outra parte dos recursos da empresa chamados de próprios, porque pertencem
verdadeiramente aos donos. É a diferença entre o Ativo e o Passivo. Uma empresa pode
ter muitos bens, mas se eIa tiver muitas dívidas também, o patrimônio dos donos poderá
ser nuIo ou até negativo.
Demais Demonstrações Contábeis de uma empresa, aIém do BaIanço PatrimoniaI
a. Demonstração do ResuItado do Exercício;
b. Demonstração das Origens e ApIicações de Recursos;
c. Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido, que nas empresas de capitaI
fechado pode ser substituída peIa Demonstração dos Lucros ou Prejuízos AcumuIados; e
d. Notas ExpIicativas.
Conjunto de informações que uma empresa deve divuIgar para fazer a sua prestação de
contas.
a. ReIatório da Administração;
b. Demonstrações Contábeis e as Notas ExpIicativas que as integram; e
c. Parecer dos Auditores Independentes, que é obrigatório para as empresas de capitaI
aberto e instituições financeiras, aIém de aIgumas outras.
Y obri)at8ria a publicação das ,emonstrações Cont(beisR
Para as sociedades por ações, sim, de acordo com a Lei 6404 de 15 de Dezembro de 1976,
que, em seu artigo 133, determina a pubIicação dessas informações. As empresas de
capitaI aberto sujeitam-se, ainda, às normas da Comissão de VaIores MobiIiários - CVM,
que é o órgão fiscaIizador do mercado de capitais. Empresas de capitaI aberto são
aqueIas que têm suas ações, ou quaisquer outros de seus vaIores mobiIiários,
negociados em boIsa ou em mercado de baIcão.
O 6ue é o "arecer dos Auditores IndependentesR
O Parecer do Auditor trata da quaIidade das demonstrações contábeis em reIação a:
a. Práticas contábeis de aceitação geraI e apropriadas às circunstâncias;
b. Demonstrações e notas com informações suficientes sobre assuntos que possam
afetar seu uso, entendimento e interpretação; e
c. Conteúdo das demonstrações cIassificadas e agrupadas de maneira apropriada.
O parecer compõe-se basicamente de três parágrafos:
1. identificação das Demonstrações Contábeis e definição das responsabiIidades da
administração e dos auditores;
2. extensão dos trabaIhos; e
3. opinião sobre as Demonstrações Contábeis.
&m 6ue ordem as informações do !alanço devem ser analisadasR
A primeira coisa que você deve Ier é o ReIatório da Administração, que, adequadamente
eIaborado, reúne meIhores condições de entendimento e apresenta uma anáIise
corporativa, setoriaI e financeira. Também enfoca projeções e contém, ainda, informações
do passado expIicando o desempenho do período e as tendências. Em seguida, é
recomendáveI a Ieitura das Notas ExpIicativas, que tratam do contexto operacionaI e das
práticas contábeis adotadas de acordo com os Princípios Fundamentais da ContabiIidade.
Depois, você deve passar à Demonstração do ResuItado, ao BaIanço PatrimoniaI, à
Demonstração das Origens e ApIicações de Recursos e às Mutações do Patrimônio
Líquido. As Notas ExpIicativas devem ser Iidas em conjunto com o BaIanço, pois são um
detaIhamento desse demonstrativo. Não deixe de Ier o Parecer dos Auditores
Independentes, que trata da quaIidade das Demonstrações Contábeis. Nesse parecer
poderão estar contidas informações que modificarão compIetamente sua opinião sobre a
empresa. NormaImente, as demonstrações são apresentadas em coIunas comparativas
para faciIitar a anáIise da evoIução de um ano para o outro. Propicia, também a
comparação de, peIo menos, dois anos, pois o Princípio ContábiI da Consistência prevê a
utiIização de critérios de vaIorização e avaIiação semeIhantes. Em aIguns momentos,
novas coIunas são criadas para mostrar a situação da empresa dentro do que manda a Iei
e de acordo com a infIação.
Princípios Fundamentais da ContabiIidade
O objetivo dos princípios é garantir a comparação e a integridade das Demonstrações
Contábeis e, por isso, são homoIogados por órgãos internacionais de contabiIidade. No
BrasiI, aIém da CVM, também peIo ConseIho FederaI de ContabiIidade - CFC, com a
eIaboração do Instituto BrasiIeiro de Contadores - IBRACON. EIes permitem a você ter
uma razoáveI garantia de que a empresa e a administração utiIizaram critérios uniformes
em reIação às demais empresas brasiIeiras e ao restante do mundo. Sem os princípios
contábeis, seria uma grande confusão, pois cada empresa adotaria o seu critério e seria
impossíveI fazer quaIquer comparação entre eIas. Os princípios buscam assegurar regras
definidas e eqüitativas. Você deve ter em mente que a contabiIidade e os critérios
adotados baseiam-se no princípio geraI da sinceridade e seriedade da informação
contábiI.
Princípios Fundamentais da ContabiIidade
São dez os princípios organizados peIo Instituto BrasiIeiro de Pesquisas Contábeis,
Atuariais e Financeiras - IPECAFI, USP - e aprovados peIo IBRACON, em 22 de Novembro
de 1985: Entidade ContábiI; Continuidade; Custo como Base de VaIor; Denominador
Comum Monetário; ReaIização da Receita; Confronto das Despesas com as Receitas e
com os Períodos Contábeis; Objetividade; MateriaIidade; Conservadorismo e
Consistência.
O Princípio da Continuidade
Este princípio considera que a empresa usa o patrimônio (máquinas, terrenos, edifícios,
etc.) para atingir suas metas. Por isso, a contabiIidade não Ieva em conta o vaIor de
mercado dos bens usados na operação. O que interessa é saber quanto foi investido para
obter os resuItados. Não seria este o caso se a empresa fosse paraIisar suas atividades. A
descontinuidade Ievaria à avaIiação das contas peIo vaIor de mercado de seus bens,
direitos e obrigações. Para que seja reconhecido o estado de descontinuidade imediata ou
iminente, é necessária uma avaIiação minuciosa que, se confirmada, deve ser mencionada
no Parecer dos Auditores.
Os Princípios do Custo como Base de VaIor e Denominador Comum
Monetário
Estes princípios determinam que os bens ou direitos devam ser registrados peIo preço
pago em moeda corrente; da mesma forma, os produtos fabricados, peIo custo de
fabricação. Em países com infIação, esses conceitos foram aprimorados para não
prejudicar a informação contábiI. Nesses casos, trabaIha-se com o conceito de moeda
constante, atuaIizando-se todos os vaIores para a moeda váIida na data do baIanço. O
modeIo de contabiIidade prevista na atuaI Lei das Sociedades por Ações carrega
distorções, pois junta vaIores de poder aquisitivo diferentes (moedas presente, futura e
passada), como se estivessem expressos por um único denominador monetário. Quando
são mencionados os Princípios Fundamentais da ContabiIidade, entende-se que esses
detaIhes foram considerados, estando as Demonstrações em Moeda de Capacidade
Aquisitiva Constante na data das Demonstrações Contábeis. Essa informação deve
constar da Nota ExpIicativa de Práticas Contábeis e do Parecer dos Auditores.
Os Princípios de ReaIização da Receita e de Confronto das Despesas com
as Receitas e com os Períodos Contábeis
Estes princípios são também conhecidos como Regime de Competência. As receitas
devem ser consideradas quando auferidas - ganho Iíquido e certo - ainda que o
recebimento se dê em outra época. A reaIização ocorre no momento em que os produtos
ou serviços são transferidos ao cIiente. É quando todo ou quase todo o esforço para obter
a receita já foi feito (exceto para bens de fabricação de Iongo prazo, cujo resuItado seria
em virtude de estágios compIetados). Os contratos assinados ou os pedidos em carteira
não estão reconhecidos no baIanço porque a contabiIidade trabaIha com fatos que afetam
o patrimônio. A simpIes assinatura ou o pedido recebido ainda não provocaram esse
incremento. Trata-se apenas de intenções. O mesmo se dá com as despesas ou custos:
são registrados proporcionaImente às receitas ou quando incorridos, independentemente
da data de pagamento.
Custo x Despesa
O custo é um gasto que geraImente agrega vaIor a um bem ou serviço. A despesa é um
gasto que se consome sem estar diretamente reIacionado com o produto.
Receita
É a remuneração obtida peIa venda ou aIugueI de um bem ou peIa prestação de serviços.
É reconhecida no momento em que a transação é feita, independentemente do seu
recebimento.
Demonstração do ResuItado do Exercício
Se o baIanço é uma fotografia, esta demonstração é um fiIme. Apresenta de que forma o
Iucro ou prejuízo foi apurado, ordenando as receitas diminuídas das despesas. Primeiro,
as receitas de vendas ou serviços (deduzidas dos impostos sobre vendas e das
devoIuções). Depois, os custos do período (gastos de fábrica ou produção), as despesas
(de escritório, administrativas, comerciais e financeiras - Iíquidas das receitas financeiras)
e, por úItimo, a participação de terceiros antes do Lucro Líquido ("fatia do Iucro" entregue
ao imposto de renda, participação dos administradores e gratificações aos empregados).
Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido
Esta demonstração apresenta a movimentação nas contas do Patrimônio Líquido. São os
aumentos de capitaI em dinheiro, bens ou com as reservas. Mostra também os Iucros
retidos, os dividendos propostos ou pagos e os outros aumentos e reduções ocorridos
durante o ano. É um apêndice do BaIanço que tem o objetivo de detaIhar o Patrimônio
Líquido aIi demonstrado.
Dividendo
É a distribuição, em dinheiro, aos acionistas ou donos da empresa de uma parceIa do seu
Iucro. NormaImente ocorre ao finaI de um exercício sociaI, geraImente um ano de
operações. O percentuaI distribuído é estabeIecido no estatuto da empresa ou em normas
Iegais. AIgumas empresas o pagam mensaImente. O dividendo é a parte sagrada que
remunera o investimento do acionista.
As Notas ExpIicativas
EscIarecem pontos que a Iinguagem contábiI não consegue retratar, tais como transações
ou fatos que podem aIterar, futuramente, a situação patrimoniaI demonstrada. Também
são utiIizadas para informar as Práticas Contábeis e detaIhar aIgumas contas do BaIanço
PatrimoniaI ou de outra demonstração. O Parecer do Auditor também pode fazer
referência a uma Nota ExpIicativa.
"or 6ue o !alanço é dividido em Ativo1 "assivo1 "atrimHnio D36uido e em ContasR
Porque não basta detaIhar uma Iista dos bens e direitos apresentados sob os títuIos de
Ativo CircuIante, Ativo ReaIizáveI a Longo Prazo e Ativo Permanente. É necessário
apresentar a fonte desses recursos. Os recursos podem ter vindo de terceiros aí
apresentados sob os títuIo de Passivo CircuIante e ExigíveI a Longo Prazo ou vindo dos
acionistas, o que está demonstrado no Patrimônio Líquido. Há uma equação que mostra
isso: (Patrimônio Líquido) = (Ativo) - (Passivo). As contas servem para reunir os vaIores
de mesma natureza e são também utiIizadas para possibiIitar os Iançamentos contábeis
de forma ordenada. Nas Contas do Ativo temos o dinheiro da empresa em Caixa e Bancos,
as dupIicatas emitidas por vendas e prazo em Contas a Receber e assim por diante.
.e o Ativo representa os bens e direitos da empresa1 por 6ue as Contas do Ativo têm
saldos devedoresR
A contabiIidade tem regras, e uma deIas manda que para se aumentar contabiImente uma
Conta do Ativo, deve-se debitar essa conta, e para que uma Conta do Ativo seja
diminuída, o que se deve fazer é creditá-Ia. Com as Contas do Passivo e do Patrimônio
Líquido ocorre o contrário. Você pode gravar na memória a representação gráfica:

BALANÇO PATRIMONIAL
ATIVO
(+) (-)
debitar creditar
PASSIVO
(-) (+)
debitar creditar
PATRIMÔNIO LÍQUIDO
(-) (+)
debitar creditar

Como a empresa re)istra no seu Ativo os chamados bens intan)3veis1 como o seu 5XnoS0
hoS51 a tradição1 a marca e tantos outrosR
A contabiIidade só registra aquiIo que é mensuráveI em dinheiro, que seja útiI e que
pertença à empresa. Dessa forma, uma firma de auditoria pode Ter nos seus quadros
exceIentes profissionais, uma metodoIogia de trabaIho extremamente moderna e uma
reputação irretocáveI. Tudo isso tem vaIor, é o seu goodwiII, mas não estará registrado no
seu Ativo. Se, eventuaImente, outra empresa adquiri-Ia, o vaIor pago por conta desse
goodwiII será registrado no Ativo da nova empresa.
Como se dividem as contas do !alançoR
Para faciIitar a anáIise da situação da empresa, as contas são ordenadas em grupos,
segundo sua natureza e ordem decrescente de Iiquidez. Essa Iiquidez está na ordem da
veIocidade com que os vaIores podem ser transformados em dinheiro ou exigíveis. Até o
prazo de 360 dias, a cIassificação se dá no CIRCULANTE e acima desse Iimite, no LONGO
PRAZO. É o que se faz no BaIanço, conforme quadro:

BALANÇO PATRIMONIAL


Mais Líquida

ATIVO PASSIVO

CIRCULANTE CIRCULANTE



Menos Líquida

REALIZÁVEL A EXIGÍVEL A LONGO

LONGO PRAZO PRAZO



Sem Liquidez

PERMANENTE PATRIMÔNIO LÍQUIDO



Ativo CircuIante
É o dinheiro da empresa, os direitos que serão recebidos em dinheiro, serviços ou bens, e
os estoques que serão vendidos e recebidos em prazo nunca superior a 360 dias. As
contas são apresentadas em ordem de Iiquidez e as mais comuns, são: Caixa e Bancos,
ApIicações Financeiras, Contas a Receber de CIientes e Estoques. Os estoques estão
registrados peIo seu preço de compra ou de fabricação, as contas a receber são
diminuídas de perdas prováveis e, caso aIguma mercadoria ou produto tenha custado
mais do que o seu atuaI vaIor de mercado, teremos uma provisão para perdas. Nas
Demonstrações Contábeis em Moeda de Capacidade Aquisitiva Constante, o preço de
compra ou fabricação dos estoques é corrigido monetariamente.
Passivo CircuIante
É tudo o que a empresa deve pagar até 360 dias. As contas estarão ordenadas peIa sua
exigibiIidade, vindo primeiro as de prazo mais curto: Empréstimos, Contas a Pagar,
Dívidas com Fornecedores, Impostos a RecoIher e Provisões (são as despesas incorridas,
geradas, ainda não pagas, mas já reconhecidas peIa empresa: Imposto de Renda, Férias,
Décimo Terceiro SaIário, SaIários a Pagar etc.).
O 6ue é Capital de iro e 6ual o ob9etivo da ,emonstração de Ori)ens e Aplicações de
RecursosR
O CapitaI de Giro representa os recursos que estarão girando num curto espaço de tempo
- um ano - e é representado peIa diferença entre o Ativo e o Passivo CircuIantes. Na
contabiIidade, é chamado de CapitaI CircuIante Líquido, cuja variação é expIicada na
Demonstração de Origens e ApIicações de Recursos (DOAR). Essa demonstração
apresenta, em primeiro Iugar, as fontes de recursos que contribuíram para o CapitaI de
Giro. A principaI origem geraImente deve ser o Lucro. Em segundo Iugar, demonstra o que
foi feito com esses recursos, fornecendo informações quanto à poIítica de expansão da
empresa e a sua capacidade para saIdar seus empréstimos de Iongo prazo e de pagar
dividendos, aIém do níveI de endividamento. Mostra como a empresa obtém e administra
seus recursos financeiros. Em períodos de crise, esta passa a ser a demonstração mais
importante, pois é através deIa que se conhece a saúde, incIusive no BrasiI, de se adotar o
FIuxo de Caixa em substituição à DOAR. O FIuxo de Caixa é mais fáciI de entender.
& 6uando e#iste d-vida 6uanto ao re)istro de uma perda ou divul)ação de uma
informaçãoR
O Princípio ContábiI do Conservadorismo ou CauteIa faz com que o Contador seja
extremamente cuidadoso e não corra riscos no BaIanço. Quer dizer, quando houver
possibiIidade de perdas, cujo vaIor seja conhecido ou caIcuIáveI, eIe não espera o fato
acontecer, devendo registrá-Io de imediato. Imagine se já fosse do conhecimento da
empresa que ninguém iria pagar as dupIicatas e o Iucro fosse distribuído aos acionistas?
Seria um desastre. Um acionista ficaria com o Iucro e o outro com o encargo, caso tivesse
negociado suas ações. A contabiIidade aIém de ser justa e sensata, procura tratar com
equidade os direitos de cada um dos interessados. Se foi feito um mau negócio na
compra ou fabricação ou na concessão de crédito aos cIientes, o ônus deve ser aIocado
naqueIe período em que o fato se verificou. A contabiIidade não trabaIha com fantasias
nem com casteIos de areia. TrabaIha com fatos. Para manter a quaIidade da informação
contábiI, o Parecer do Auditor deve reIatar incertezas em reIação a fato reIevante, cujo
desfecho poderá afetar significativamente a posição patrimoniaI e financeira. As
informações são importantes e significativas nos casos em que, se não evidenciadas ou
maI evidenciadas, poderiam Ievar o Ieitor a sério erro sobre a avaIiação do
empreendimento e de suas tendências (Princípio ContábiI da MateriaIidade).
"or 6ue se di+ 6ue o 5!alanço não bate51 6ue 5se est( procurando uma diferença5 ou 6ue
se est( 5fechado para !alanço5R
Como já se sabe, para todo recurso tem que existir uma fonte. A contabiIidade usa as
partidas dobradas, representadas por débitos e créditos de mesmo vaIor, para indicar a
conta onde foi feita a apIicação do recurso e para creditar a conta que representou a
origem. ConcIuiu-se que, para todo débito, teremos um ou mais créditos ou vice-versa. Se
o "BaIanço não bate" é porque uma das partidas não foi feita, está defeituosa ou a soma
não confere. É por isso que o Contador apura antes um baIancete, somando apenas os
saIdos devedores e confrontando-os com os credores. É para saber se o BaIanço "vai
bater". Quanto ao famoso "fechado para BaIanço", não quer dizer que a empresa precisa
fechar as portas para concIuir o BaIanço: isso seria uma catástrofe, pois aIgumas
empresas Ievam semanas para fechar seus BaIanços. O que na verdade acontece é que a
empresa está fazendo a contagem de suas mercadorias e produtos em estoque. Trata-se
do inventário físico, para confrontar com os controIes contábeis.
Como é iniciado um !alançoR
Quando se integraIizam ações de uma empresa, o dinheiro é registrado no Caixa e o vaIor
do recurso na conta CapitaI. Por exempIo, se esse vaIor for de $ 1.000, teremos:

BALANÇO PATRIMONIAL
Lado esquerdo = débito Lado direito = crédito


ATIVO



Caixa 1.000



PASSIVO Zero



PATRIMÔNIO LÍQUIDO

CapitaI 1.000
TotaI 1.000 TotaI 1.000

Assim1 a e6uação seria$
Ativo 1.000 - Passivo Zero = Patrimônio Líquido 1.000
Como fica o !alanço num se)undo momento1 se a empresa tomar um empréstimo
banc(rioR
Aí eIa passaria a ter recursos de terceiros, aIém do capitaI próprio que não tem data para
ser devoIvido e compõe o Patrimônio Líquido. O capitaI de terceiros normaImente tem
prazo de vencimento. Se o empréstimo for de $ 500, com vencimento após um ano, o
BaIanço seria fechado como se segue:


BALANÇO PATRIMONIAL
Lado esq. = apIicações Lado direito = origens


ATIVO



Ativo CircuIante

. Caixa 1.500



PASSIVO



ExigíveI a Iongo prazo

. Empréstimos Bancários 500



PATRIMÔNIO LÍQUIDO

. CapitaI 1.000
TotaI 1.500 TotaI 1.500

&6uação$
Ativo 1.500 - Passivo 500 = Patrimônio Líquido 1.000.
Como fica a ,emonstração de Ori)ens e Aplicações de RecursosR
Origens de Recursos
IntegraIização de capitaI ............. 1.000
Recursos de Terceiros .................. 500
TotaI das Origens ......................... 1.500
ApIicação de Recursos Aumento do CapitaI CircuIante Líquido ou de Giro (Caixa) ............
1.500
& os lançamentos cont(beis para re)istrar esses fatosR
PeIa integraIização de capitaI
- Debitar: Caixa ...................... 1.000
- Creditar: CapitaI ................... 1.000
PeIo Financiamento
- Debitar: Caixa ........................ 500
- Creditar: Financiamentos bancários .... 500
ConsoIidação de BaIanços
Significa juntar num mesmo reIatório as contas de um grupo de sociedades sob um
mesmo controIe financeiro. Apresenta a situação financeira e econômica de diversas
empresas de um mesmo grupo econômico como se fossem uma única. Para isso, adota-
se a ficção contábiI de uma única empresa, eIiminando-se as operações entre as pessoas
jurídicas desse mesmo grupo. A ficção contábiI está reIacionada com o Princípio da
Entidade, que não confunde o patrimônio dos donos com o caixa da empresa. Por
anaIogia, imagine que se queira consoIidar os rendimentos de uma famíIia. Não se pode
considerar a venda do carro do pai para o fiIho, pois nenhuma riqueza foi acrescida à
famíIia. Embora o pai tenha agora mais dinheiro, o fiIho tem menos: nada entrou de fora.
Do mesmo modo, considerando o grupo de empresas como uma famíIia empresariaI, as
operações entre eIas não enriquecem nem empobrecem o grupo. A divuIgação das
demonstrações consoIidadas evita interpretações duvidosas, pois informa a situação do
grupo de empresas como um todo.
Eis um modeIo mais compIeto de BaIanço PatrimoniaI:

MODELO DE BALANÇO PATRIMONIAL
ATIVO PASSIVO
CIRCULANTE CIRCULANTE
DISPONÍVEL .ornecedores
ai/a 0!rigaç$es .iscais
1ancos c2 mo"imento 0!rigaç$es 3ociais e Tra!alhistas
1ancos c2 aplicação 0utras ontas a pagar
CRÉDITOS
Duplicatas a rece!er EXIGÍVEL A LONGO PRAZO
456Duplicatas descontadas .ornecedores a pagar
Adiantamentos a fornecedores Empréstimos !ancários
Adiantamentos a empregados 0utras ontas a pagar
Adiantamentos a s7cios
Impostos a recuperar RESULTADOS DE EXERCÍCIOS FUTUROS
0utras contas a rece!er Aluguéis Ati"os a "encer
ESTOQUES 0utras receitas a "encer
8ercadorias
8atérias primas PATRIMÔNIO LÍQUIDO
9rodutos aca!ados apital 3ocial
DESPESAS DO EXERCÍCIO SEGUINTE Lucro do E/erc:cio
9rêmios de 3eguros a apropriar Lucros Acumulados
;uros 9assi"os a apropriar 456 9re<u:zos acumulados
=eser"as de Lucros
REALIZÁVEL A LONGO PRAZO =eser"a Legal
Empréstimos a s7cios
In"estimentos temporários a longo prazo >
Despesas antecipadas
0utras contas a rece!er >



PERMANENTE >
INVESTIMENTOS
9articipaç$es permanentes em
outras empresas
>
9articipaç$es em fundos de
in"estimentos

0utros in"estimentos >
IMOBILIZADO
Im7"eis >
87"eis e ?tens:lios
8aquinários >
@e:culos
Equipamentos de informática >
Instalaç$es
onstrução em andamento >
Terrenos
456 Depreciação acumulada

>
DIFERIDO
Despesas pré5operacionais

TOTAL DO ATIVO TOTAL DO PASSIVO

Noções sobre anáIise de BaIanço
A anáIise de BaIanço é tão antiga quanto a própria contabiIidade. Começa quando esta
termina, ou seja, a partir do BaIanço encerrado. Dependendo da situação devemos avaIiar
não só um baIanço, mas fazer comparações com outros anos, para conhecermos a sua
evoIução.Tem como objetivo avaIiar a empresa para tomada de decisões.
Métodos de AnáIise mais comuns:
5) Quocientes: É o método mais usado, onde são comparados dois vaIores patrimoniais,
dividindo-se um peIo outro.
Ex. Ativo CircuIante sobre Passivo CircuIante.
Principais Quocientes de Liquidez:
Liquidez GeraI: demonstra a capacidade de a empresa pagar seus compromissos a curto
e Iongo prazos, contando com recursos disponíveis no mesmo período.
FórmuIa: AC + LP / PC + LP
Limite de NormaIidade: 0,40 a 1,40.
Interpretação: Para cada reaI de dívida a curto e Iongo prazos a empresa dispõe de... para
pagar a curto e Iongo prazos.
Liquidez Corrente: demonstra a capacidade de a empresa pagar suas dívidas a curto
prazo, contando com recursos do mesmo período:
FórmuIa: AC / PC
Limite de NormaIidade: 0,51 a 2.
Interpretação: Para cada reaI de dívida a curto prazo a empresa dispõe de... para pagar a
curto prazo.
Liquidez Seca: é um índice de Iiquidez mais conservador, onde não consideramos os
Estoques. UtiIizado quando os Estoques passam a constituir vaIores de difíciI conversão
em moeda.
Ex. Empresas que concentram vendas em determinadas épocas do ano e em épocas de
retração do mercado.
FórmuIa: AC - Estoques / PC
Limite de NormaIidade: Próximo a unidade.
Interpretação: Para cada reaI de dívida a curto prazo a empresa dispõe de... para pagar a
curto prazo sem considerar a venda dos estoques.

4) PercentuaI: Quando queremos obter o vaIor percentuaI de uma determinada verba em
reIação a um determinado totaI.
Endividamento GeraI: Demonstra o percentuaI que as dívidas da empresa a curto e Iongo
prazos representa sobre o Ativo TotaI.
FórmuIa: PC + LP / AT.
Limite de NormaIidade: 35 a 75%.
RentabiIidade do Patrimônio: Demonstra o percentuaI que o Iucro do perído representa
sobre o PL.
FórmuIa: Lucro Líquido / PL.
Exercício
No úItimo dia do exercício sociaI, a empresa RedGreen Ltda. Demonstrou um patrimônio
com bens no vaIor de R$ 13.000,00, direitos no vaIor de R$ 7.000,00, dívidas no vaIor de
R$ 9.000,00 e capitaI sociaI no vaIor de R$ 10.000,00, devidamente registrado na Junta
ComerciaI. Com base nessas informações pode-se afirmar que, do ponto de vista contábiI,
o patrimônio referido apresenta:
a) Situação Líquida NuIa ou Compensada
b) Passivo a Descoberto no vaIor de R$ 1.000,00
c) Prejuízos AcumuIados no vaIor de R$ 1.000,00
d) Patrimônio Líquido no vaIor de R$ 1.000,00
e) Patrimônio Líquido no vaIor de R$ 11.000,00
Comentário: É uma questão de níveI fáciI. EnvoIve tão somente conhecimento da equação
fundamentaI do patrimônio: A = P + PL, e saber identificar contas de ativo e passivo.
Logo nas primeiras auIas de contabiIidade é estudado que o ativo é composto por bens e
direitos, o passivo é composto por obrigações, enquanto que no patrimônio Iíquido estão
representados os vaIores do capitaI próprio da empresa, ou seja, o vaIor que os sócios
apIicaram na empresa como capitaI sociaI (recursos de origem externa) e os Iucros e
reservas gerados peIa empresa (recursos de origem interna).
CIassificando os vaIores temos:
ATIVO: PASSIVO:
Bens R$ 13.000,00 Dívidas R$ 9.000,00
Direitos R$ 7.000,00
PATRIMÔNIO LÍQUIDO
CapitaI SociaI R$ 10.000,00
Somando os bens e direitos (Ativo) temos R$ 20.000,00
Somando o passivo com o PL temos R$ 19.000,00
AnaIisando os dados da questão pode-se deduzir que não há outros vaIores de ativo ou
passivo. No entanto, faIta exatamente a quantia de R$ 1.000,00 para que a equação feche.
Este vaIor, considerando os dados da questão, deverão ser adicionados no patrimônio
Iíquido, como Iucros ou reservas, assim, os dois Iados do baIanço totaIizarão R$ 20.000,00
ATIVO: PASSIVO:
Bens R$ 13.000,00 Dívidas R$ 9.000,00
Direitos R$ 7.000,00
PATRIMÔNIO LÍQUIDO
CapitaI SociaI R$ 10.000,00
Lucros/reservas R$ 1.000,00
___________________ _________________
TOTAL R$ 20.000,00 R$ 20.000,00
AIternativa correta: E - patrimônio Iíquido de R$ 11.000,00.
A empresa InternacionaI S/A., no encerramento do exercício de 2002, obteve as seguintes
informações,conforme segue:
(VaIores em R$)
Adiantamento a Fornecedores 15.000,00
Ativo ImobiIizado 1.300.000,00
Contas a Pagar 1.100.000,00
DisponibiIidades 150.000,00
DupIicatas a Receber 1.200.000,00
Empréstimos 1.000.000,00
Estoques 850.000,00
Lucros AcumuIados 200.000,00
Reserva LegaI 10.000,00
%a elaboração do !alanço "atrimonial da empresa1 os valores do "atrimHnio D36uido e do
Capital .ocial Inte)rali+ado serão$
(VaIores em R$)
Patrimônio Líquido CapitaI SociaI IntegraIizado
a) 1.400.000,00 1.190.000,00
b) 1.400.000,00 1.205.000,00
c) 1.415.000,00 1.205.000,00
d) 1.415.000,00 1.225.000,00
e) 1.425.000,00 1.225.000,00
As contas do Ativo são:
Adiantamento a Fornecedores
Ativo ImobiIizado
DisponibiIidades
DupIicatas a Receber
Estoques
As Contas do Patrimõnio Líquido são:
Lucros AcumuIados
Reserva LegaI
As demais contas são do Passivo.
O totaI do Ativo é R$3.515
O totaI do Passivo é R$2.100
O vaIor do PL é a diferença entre Ativo e Passivo.
O CapitaI SociaI IntegraIizado corresponderá ao vaIor do PL deduzido de Lucros
AcumuIados e Reserva LegaI.
AIternativa do Gabarito OficiaI: C
A empresa "rimavera Dtda41 no encerramento do e#erc3cio de <FFE1 obteve as se)uintes
informações1 conforme se)ue$
(VaIores em R$)
Adiantamento a Fornecedores 1.000,00
Adiantamento de CIientes 2.000,00
Ativo ImobiIizado 20.000,00
CapitaI SociaI 29.000,00
Contas a Pagar 40.000,00
Depreciação AcumuIada 2.000,00
Despesas Antecipadas 1.000,00
DisponibiIidades 1.000,00
DupIicatas a Receber 30.000,00
Estoques 20.000,00
ReaIizáveI a Longo Prazo 2.000,00
Reserva LegaI 2.000,00
Assinale a opção correta1 6ue corresponde ao valor do Ativo 6ue estar( presente no
!alanço "atrimonial4
a) R$ 71.000,00
b) R$ 72.000,00
c) R$ 73.000,00
d) R$ 74.000,00
e) R$ 75.000,00
As contas do Ativo são:
Adiantamento a Fornecedores
Ativo ImobiIizado
Depreciação AcumuIada
Despesas Antecipadas
DisponibiIidades
DupIicatas a Receber
Estoques
ReaIizáveI a Longo Prazo
Todas as contas devem ser somadas, exceto Depreciação AcumuIada, que deverá ser
subtraída.
AIternativa do Gabarito OficiaI: C
64 - Uma empresa possui um passivo a descoberto quando:
(A) o passivo é superior ao ativo;
(B) ativo = passivo + patrimônio líquido;
() ativo = patrimônio líquido;
(!) ativo = passivo;
(") o patrimônio líquido é nulo#
65 - $s bens que uma empresa possui s%o representados por contas de:
(A) receita;
(B) passivo;
() compensa&%o;
(!) ativo;
(") despesa#
Fluxo de caixa
É onde acontecem os movimentos de entrada e saída de recursos financeiros do caixa
das organizações. Com sua utiIização, é possíveI pIanejar as necessidades de caixa a
curto prazo.
A eIaboração do orçamento de caixa deverá seguir a ordem descrita abaixo:
Passo 1 - Projetar os recebimentos de recursos financeiros (todos: doações, recursos
para execução de projetos, receitas de venda de produtos etc.)
Passo 2 - Projetar todos os pagamentos (Iuz, água, teIefone, saIários, encargos, impostos
etc.)
Passo 3 - CáIcuIo do fIuxo Iíquido de caixa.
A administração do fIuxo de caixa requer aIguns princípios básicos, como:
- AIongar sempre que possíveI os prazos para pagamento de dupIicatas, principaImente
as que vencem em carteira.
- Aproveitar ao máximo todos os descontos dos fornecedores para pagamentos, por
exempIo, antecipados.
- Girar o estoque com a maior rapidez possíveI. Estes somente se apIicam às
organizações que de aIguma forma são produtoras.
- Como resuItado anterior, obter as dupIicatas a receber no menor espaço de tempo.
A forma mais comum para visuaIizar um fIuxo de caixa é através de um fIuxograma em
que a escaIa horizontaI indica o tempo (semanas, meses etc.) e as fIechas para baixo
indicam saída de recursos ou despesas. Já as setas para cima correspondem às entradas
de recursos financeiros.
'( )** '( +** '( ,** '( +-*
'( .-* '()** '( ,-*

A seguir, apresentaremos outra forma de controIar o fIuxo de caixa semanaImente e de
forma cumuIativa. Neste modeIo, é possíveI verificar no dia o que entrou e saiu e ter ao
finaI da semana o seu saIdo, que naqueIa semana poderá ser positivo ou negativo. Você,
de posse dessas informações, poderá saber se na próxima semana precisará adiar aIguns
pagamentos ou pedir empréstimos bancários.

FIuxo de caixa
9er:odo
17/05 a
21/05/2004

SaIdo em:
17/05/2004
957.198,40 A,A(),)&-% A,A(),)&-% A,A(),)&-% A,B(%,)&-% Total 013
=eceitas 'B 'C 'A *% *'
%&%%
Associados 5.000,00 ,(%%%&%%
%&%%
%&%%
Total ,(%%%&%% %&%% %&%% %&%% %&%% ,(%%%&%%
Despesas 'B 'C 'A *% *' Total 013
%&%%
@ale5transporte 2.845,00 *(C-,&%%
Telefone 2.300,00 *()%%&%%
@ale5refeição

3.850,00 )(C,%&%%
.undo fi/o 1.000,00 '(%%%&%%
%&%%
%&%%
%&%%
Total *(C-,&%% %&%% %&%% *()%%&%% -(C,%&%% A(AA,&%%

3aldo do flu/o 'B 'C 'A *% *' Total 013
Total A,A(),)&-% A,A(),)&-% A,A(),)&-% A,B(%,)&-% 952.203,40 5-(AA,&%%

A Demonstração dos FIuxos de Caixa indica, no mínimo, as aIterações ocorridas no
exercício no saIdo de caixa e equivaIentes de caixa, segregadas em fIuxos das operações,
dos financiamentos e dos investimentos. Essa demonstração será obtida de forma direta
(a partir da movimentação do caixa e equivaIentes de caixa) ou de forma indireta (com
base no Lucro/Prejuízo do Exercício). As práticas internacionais dispõem que essa
demonstração seja segregada em três tipos de fIuxos de caixa: os fIuxos das atividades
operacionais, das atividades de financiamento e das atividades de investimentos.
ExpIicação sobre a demonstração do fIuxo de caixa
Ajuste do Lucro Líquido referente a Despesa Não Desembolsável
Há determinados itens que reduziram o Lucro Líquido na DRE que não representam
saída de dinheiro. Daí, o fato de se adicionar novamente Depreciação, que é um item
econômico e não financeiro. A Depreciação não significa um desemboIso, mas um fato
econômico.
Ajuste do Lucro Líquido no Circulante
O aumento do estoque de novas peças faz-se com dinheiro, o que Ieva à redução do
caixa.
Maior número de dupIicatas a receber significa retardar o recebimento do dinheiro
que iria para o caixa e teria aIgum destino. Reduções nos montantes de estoque e
dupIicatas a receber significam mais recursos no caixa.
Quando os cIientes, por exempIo, antecipam pagamento, reduz-se o montante de
dupIicatas a receber e, consequentemente, aumenta-se o caixa.
Por outro Iado, se há aumento de fornecedores no Passivo CircuIante, há mais
crédito, evita-se a saída do caixa e pode-se utiIizar o dinheiro para outras finaIidades. A
recíproca é verdadeira.
Se há redução de imposto a recoIher, o dinheiro que seria usado para essa
finaIidade pode sê-Io para outros pagamentos.
Como regra geraI, temos:
•Os aumentos no Ativo CircuIante provocam uso de dinheiro (caixa); as reduções
do Ativo CircuIante produzem caixa (origem de caixa);
•Os aumentos do Passivo CircuIante evitam saída de mais dinheiro, aumentando
o caixa; as reduções do Passivo CircuIante significam que o pagamento foi
feito, reduzindo o caixa (uso de caixa);
•Para caIcuIar as variações Iíquidas, basta subtrair o saIdo anterior do saIdo atuaI
das contas do CircuIante (Ativo e Passivo).
Atividades de Investimentos
Referem-se ao Não CircuIante da empresa. Quando uma empresa compra máquinas,
ações, prédios etc., reduz o caixa. Quando a empresa vende esses itens, aumenta o caixa.
Atividades de Financiamentos
Os financiamentos poderão vir dos proprietários (aumento de CapitaI em dinheiro)
ou de terceiros (financiamentos, bancos etc.).
DEMONSTRAÇÃO DO FLUXO DE CAIXA
Empresa "X" Ltda. - Exercício de 200___
Saldo Inicial em 31-12-2003.............................. ..................................... .........60.000
Entradas
Receita Operacional Recebida.......................... ###################/+*#*** ######################
Receitas Financeiras........................................... #####################.*#*** ######################
Recebimentos de Coligadas............................... #####################.*#*** ######################
Vendas Investimentos......................................... #####################.*#*** ######################
Novos Financiamentos........................................ #####################-*#*** ######################
Aumento de Capital em R$............................... #####################,*#*** ######(0-*#***)
(Saldo anterior em R$)...................................... ################################# ######################
Saídas
Compras Pagas.................................................... #################(11*#***) #######################
Despesas de Vendas Pagas................................. ###################(+*#***) #######################
Despesas Administrativas.................................. ###################(-*#***) #######################
Despesas Financeiras......................................... ###################(+*#***) #######################
Imposto de Renda............................................... ###################(1*#***) #######################
Dividendos Pagos................................................ ###################(-*#***) ######(00*#***)
Saldo final em 31.12 .2004................................ ..................................... .........+*#***
Rendimentos: ReaI e NominaI
Se um investidor apIica R$ 100 e consegue um rendimento de 10% no mês, eIe coIoca
no boIso R$ 110, certo? Errado. Esse ainda é o rendimento bruto nominaI, ou seja, sem
descontar os impostos e a infIação. No mercado financeiro, no entanto, o que interessa
mesmo ao investidor são apenas os juros reais, porque indicam quanto reaImente será
coIocado no boIso.
Para descobrir o rendimento Iíquido reaI do investimento, é preciso antes caIcuIar o
vaIor do rendimento Iíquido nominaI, que é encontrado descontando do rendimento bruto
- no nosso exempIo, 10% - os impostos a serem pagos. Essas taxas variam de acordo com
as apIicações efetuadas. Descontando 20% de Imposto de Renda, por exempIo, sobre os
10%, o investidor achará um rendimento Iíquido nominaI de 8%.
Sabendo, então, esse vaIor, o investidor já pode caIcuIar seu rendimento Iíquido reaI.
Para isso, basta descontar a infIação do período. Isso porque, se a infIação sobe e os
preços dos bens e serviços acompanham, o dinheiro precisa crescer na mesma
proporção para não se desvaIorizar.
Descontando a infIação
A infIação que deve ser Ievada em conta, nesse caso, é a medida peIo Índice GeraI de
Preços do Mercado (IGP-M), medida peIa Fundação GetúIio Vargas (FGV). Supondo que a
infIação seja de 2%, basta diminuir esses 2% do rendimento Iíquido nominaI de 8%. O
rendimento Iíquido reaI fica em 6%.
Essa cáIcuIo só é usado para aproximações, para números pequenos e para fins
didáticos, já que o mercado financeiro trabaIha com fatores de correção. Em uma conta
envoIvendo pequenos vaIores, o ganho aproximado é bem próximo do vaIor reaI. No
entanto, 1% ou 2% de grandes vaIores é muito dinheiro.
Confira as diferenças:
Rendimento bruto nominaI - Representa quanto um investimento rendeu sem descontar
os impostos e a infIação.
Rendimento Iíquido nominaI - É encontrado descontando do rendimento bruto nominaI os
impostos a serem pagos.
Rendimento Iíquido reaI - É o dinheiro que vai reaImente para o boIso do investidor. Para
caIcuIar, basta descontar do rendimento Iíquido nominaI a infIação do período de
investimento.
Veja agora a regra matemática utiIizada para o cáIcuIo:
Para descobrir exatamente o rendimento reaI de um investimento, o caminho é um
pouco mais compIexo.
1
infIação tx 1
nominaI Iíquida juros de tx 1
reaI juros de Tx −
+
+
=
Na situação citada, teríamos:
5,9% ou 0,059 reaI juros de Tx
1
2% 1
8% 1
reaI juros de Tx
=

+
+
=
Outros caminhos
Há outras formas de se chegar a esse mesmo resuItado.
0,02 1
0,02 - 0,08
reaI juros de Tx
infIação tx 1
infIação Tx nominaI Iíquida juros de tx 1
reaI juros de Tx
+
=
+
+ +
=
5,9% ou 0,059 reaI juros de Tx =
Se o rendimento Iíquido nominaI for menor que a infIação no período da apIicação, o
investidor estará perdendo seu poder de compra. Se o probIema for contínuo
normaImente, os investidores começam a migrar para apIicações mais rentáveis.
Taxa Efetiva x Taxa NominaI
Na hora de contratar um financiamento ou pagar aIguma dívida deve-se ficar atento
se a taxa estipuIada em contrato é nominaI ou efetiva. Muitas vezes, sem saber a
diferença, acaba-se pagando mais do que esperava.
Os contratos de financiamento, em geraI, informam a taxa de juros nominaI.
Entretanto, a que reaImente vigora para o cáIcuIo das prestações e do saIdo devedor é a
taxa efetiva, que é sempre maior do que a primeira. Uma taxa de juros nominaI de 12% ao
ano, capitaIizados mensaImente, corresponderá, na prática, a uma taxa efetiva de
12,6825%.
A taxa efetiva é aqueIa que reaImente incide em determinada operação. Já a nominaI
é a taxa que é divuIgada para um período. Mas a que sempre nos é cobrada é a efetiva.
Quem pega um financiamento de 1 ano, com taxa nominaI de 12% ao ano capitaIizada
mensaImente, estará pagando juros efetivos de 12,6825% por um motivo simpIes: no
primeiro mês, será cobrado 1% de juro. No segundo, o juro também será de 1%, mas
incidirá sobre o saIdo do mês anterior (já somado ao juro do mês anterior), e assim
sucessivamente. É que esses financiamentos são caIcuIados no regime de juros
compostos (juro sobre juro).
Acompanhe o exempIo:
Financiamento de R$ 1.000, em 12 meses, com taxa nominaI de 12% ao ano, capitaIizada
mensaImente. A taxa mensaI será de 1%:
Dívida no 1º mês:
R$ 1.000 + 1% = R$ 1.010,00
Dívida no 2º mês:
R$ 1.010,00 + 1% = R$ 1.020,10
Dívida no 3º mês:
R$ 1.020,10 + 1% = R$ 1.030,30
Dívida no 4º mês:
R$ 1.030,30 + 1% = R$ 1.040,60
Dívida no 5º mês
R$ 1.040,60 + 1% = R$ 1.051,01
Dívida no 6º mês
R$ 1.051,01 + 1% = R$ 1.061,52
Dívida no 7º mês
R$ 1.061,52 + 1% = R$ 1.072,13
Dívida no 8º mês
R$ 1.061,52 + 1% = R$ 1.082,85
Dívida no 9º mês
R$ 1.082,85 + 1% = R$ 1.093,68
Dívida no 10º mês
R$ 1.093,68 + 1% = R$ 1.104,62
Dívida no 11º mês
R$ 1.104,62 + 1% = R$ 1.115,67
Dívida no 12º mês
R$ 1.115,67 + 1% = R$ 1.126,82
Agora, basta fazer o cáIcuIo: quem pegou um financiamento de R$ 1.000 e
desemboIsou, no fim do prazo R$ 1.126,82, pagou 12,68% de juros, e não 12% como
informado. Se a taxa efetivamente cobrada tivesse sido de 12%, a dívida finaI seria de R$
1.120,00.
É importante que o tomador de empréstimo peça sempre o cáIcuIo da taxa efetiva. Se
for um financiamento de um imóveI, por exempIo, que tem prazo Iongo, a diferença finaI é
reaImente muito grande. No caso de um financiamento em 25 anos, com juros nominaI de
12% ao ano pagará, de taxa efetiva, um totaI de 1.878,84%. Se a taxa nominaI anunciada
estivesse mesmo vaIendo, o juro seria bem menor: 300%.
Diferença prática entre a taxa nominaI e a efetiva:

TAXA NOMINAL TAXA EFETIVA
12% ao ano, capitalizados mensalmente 12,6825% ao ano
% ao ano, capitalizados mensalmente 6,1678% ao ano
12% ao semest!e, capitalizados mensalmente 12,6162% ao semestre
"% ao t!imest!e, capitalizados mensalmente 9,2727% ao trimestre
#% ao m$s, capitalizados dia!iamente %dias &teis' 4,0773% ao mês

'e9a a diferença conceitual de cada uma das ta#as$
Taxa efetiva - É aqueIa em que a unidade de referência de seu tempo coincide com a
unidade de tempo dos períodos de capitaIização. Assim, são taxas efetivas: 3% ao mês,
capitaIizados mensaImente; 4% ao mês, capitaIizados mensaImente, e assim por diante.
Taxa nominaI - É aqueIa em que a unidade de referência de seu tempo não coincide com a
unidade de tempo dos períodos de capitaIização. A taxa nominaI é quase sempre
fornecida em termos anuais e os períodos de capitaIização podem ser semestrais
trimestrais ou mensais. ExempIos de taxas nominais: 12% ao ano, capitaIizados
mensaImente; 24% ao ano, capitaIizados mensaImente.
CUSTO FIXO E VARIÁVEL
Custo Fixo
Sabidamente, não existe custo ou despesa eternamente fixos: são isso sim, fixos dentro
de certos Iimites de osciIação da atividade a que se referem, sendo que, após tais Iimites,
aumentam, mas não de forma exatamente proporcionaI, tendendo a subir em "degraus".
Assim, o custo com a supervisão de uma fábrica pode manter-se constante até que se
atinja, por exempIo, 50% da sua capacidade; a partir daí, provaveImente precisará de um
acréscimo (5,20 ou 80%) para conseguir desempenhar bem sua função.
AIguns tipos de custos podem mesmo só se aIterar se houver uma modificação na
capacidade produtiva como um todo, sendo os mesmos de 0 a 100% da capacidade, mas
são exceções (como a depreciação, por exempIo).
Podemos começar por verificar que uma pIanta parada, sem atividade aIguma, já é
responsáveI peIa existência de aIguns tipos de custo e despesas fixos (vigia, Iubrificação
das máquinas, depreciação, etc...).
ExempIos: Mão-de-obra indireta, constas do teIefone da fábrica, depreciação das
máquinas da produção, aIugueI do prédio utiIizado para produção da fábrica, etc...
Custo VariáveI
Em inúmeras empresas, os únicos custos reaImente variáveis no verdadeiro sentido da
paIavra são as matérias-primas. Mesmo assim pode acontecer de o grau de consumo
deIas, em aIgum tipo de empresa, não ser exatamente proporcionaI ao grau de produção.
Por exempIo, certas industrias têm perdas no processamento da matéria-prima que,
quando o voIume produzindo é baixo, são aItas, tendendo a diminuir percentuaImente
quando a produção cresce.
Pode a mão-de-obra direta, noutro exempIo, crescer à medida que se produz mais, mas
não de forma exatamente proporcionaI, devido à produtividade que tenderia a aumentar
até certo ponto, para depois começar a cair.
Se o pessoaI tem oito horas para produzir 60 unidades, quando normaImente Ievaria seis
para taI voIume, provaveImente gastará as oito horas todas trabaIhando de forma um
pouco mais caIma (se não estiver o voIume por hora condicionado por máquinas). Se o
voIume passar para 80 unidades, trabaIharão as mesmas oito horas; se for de 90
unidades, taIvez Ievem pouco mais de nove horas, em função do cansaço, que faz
decrescer a produtividade.
ExempIos: Matéria prima, mão-de-obra direta, embaIagens, energia eIétrica (consumida na
fabricação direta do produto) etc.
PORCENTAGEM (%)
"Porcentagem é uma fração decimaI, cujo denominador é cem, a expressão x %, é
chamada de

taxa percentual e representa a razão
100
x
".
ExempIos:
OPERAÇÕES COM PORCENTAGEM
Podemos, por exempIo, operar números na forma de porcentagem, observe:
ExempIo:
Efetue:


D +-
=
-
,
.*
0
.**
1,
= = = *20 = 0*3

(.*3)
)
=
) )
.*
.
.**
.*






=






=
.**
.
= .3

-3 × .-3 =
.**
-
×
.**
.-
=
)*
.
×
)*
+
=
,**
+
= *2/-3
TRANSFORMAÇÕES
Muitas vezes teremos que transformar números decimais, ou frações, para a
forma de porcentagem, ou mesmo teremos que fazer o contrário, transformar
porcentagens em números decimais ou frações.
DECIMAIS → PORCENTAGEM
5"ara converter n-meros decimais em porcenta)em1 basta multiplicar o n-mero
por >FF54
ExempIos:
Vamos converter os números abaixo para a forma de porcentagem:
0,57 ×100 = 57%
0,007 ×100 = 0,7%
1,405 ×100 = 140,5%
FRAÇÕES → PORCENTAGEM
5"ara converter frações para porcenta)ens1 em )eral1 vamos transformar as
frações em n-meros decimais1 em se)uida multiplic(0los por >FF54
ExempIos:


.-
/
=*2,11###=,121113 apro4imadamente ,12/3

,
+
= *2/- = /-3
CÁLCULOS EM PORCENTAGEM
Existem probIemas onde precisamos encontrar a porcentagem de um vaIor
específico, ou mesmo a porcentagem de um determinado número de eIementos
em um conjunto, ou popuIação:
ExempIo1:
Em uma empresa trabaIham 60 pessoas, sendo 15 muIheres. Vamos
determinar quaI a porcentagem de homens, existente nesta empresa.
Observe que de 60 pessoas, 15 são muIheres e 45 são homens, Iogo, em
sabemos que
+%
-,
dos funcionários da empresa são homens.
SimpIificando a fração encontrada obtemos
-
)
, então teremos 75% dos
funcionários como sendo homens e o restante (25%) sendo muIheres.
ExempIo2:
Vamos determinar quanto é 23% de R$ 500,00. Paratanto, vamos caIcuIar
de duas formas distintas, a primeira utiIizando uma regra de três, e a outra,
utiIizando a reIação "fração → todo", utiIizada na resoIução de probIemas que
envoIvem frações.
1
O
.Modo: "Regra de Três"
º R$
23 x
100 500
Como as grandezas são diretamente proporcionais a equação fica assim:


.**
)+
=
-**
x

.**4 = )+ # -**

4 = )+ # -


x ÷ 115

Logo, 23% de R$ 500,00 é iguaI a R$ 115,00.
2
O
.Modo: "Fração → Todo"


)+3 de -** =
.**
)+
# -** = )+ # - = ..-
Logo, 23% de R$ 500,00 é iguaI a R$ 115,00.
Exercícios ResoIvidos
R
1
) Ao receber uma dívida de R$ 1.500,00, uma pessoa favorece o devedor com
um abatimento de 7% sobre o totaI. Quanto recebeu?
ResoIução:
Uma pessoa deve receber R$ 1.500,00, e no entanto, essa pessoa, concede um
abatimento de 7% sobre esse vaIor, portanto, eIa recebeu 93% do vaIor totaI (R$
1.500,00).


5+3 de .#-** =
.**
5+
×
.#-** = 5+ # .- = .#+5-
Logo a pessoa recebeu R$ 1.395,00.
R
2
) Uma pessoa ao comprar uma geIadeira, conseguiu um abatimento de 5%
sobre o vaIor de venda estipuIado, e assim foi beneficiado com um desconto de
R$ 36,00. QuaI era o preço da geIadeira?
ResoIução:
1
O
.Modo: "Regra de Três"
% R$
5 36
100 x
Como as grandezas são diretamente proporcionais a equação fica assim:


.**
-
=
x
+1

-4 = +1 # .**

4 = +1 # )* = /)*
Portanto, o preço da geIadeira era de R$ 720,00.
2
O
.Modo: "Fração → Todo"
Sabemos, do enunciado, que 5% de um vaIor quaIquer (aqueIe que temos que
descobrir) é iguaI a R$ 36,00, Iogo:


-3 de
x
= +1


.**
-
#
x
= +1

-
x
= +1 # .**

x ÷ 720

Portanto, o preço da geIadeira era de R$ 720,00.
R
3
) Uma coIeção de Iivros foi vendida por R$ 150,00. Com um Iucro de R$ 12,00.
QuaI foi a porcentagem do Iucro?
ResoIução:
"Fração → Todo":

/D de ',% > '* ⇒
.**
x
( ',% > '* ⇒
x = 8%
"Regra de Três"
% R$
X 12
100 150

.**
x
>
.-*
.)
⇒ ',%/ > '*%% ⇒
x = 8%
AP:&%TO. & ,&.CO%TO.
Uma determinada Ioja de roupas dá as seguintes opções de compra de uma caIça
jeans, cujo preço é de R$ 40,00:
1
a
.Opção de Pagamento ⇒ pagamento à vista com um desconto de 5%#
2
a
.Opção de Pagamento • pagamento a prazo com um aumento de 5%.
QuaI será o novo preço da caIça, nos dois casos considerados?

Uma forma de encontrarmos estes dois vaIores é determinando quanto é
5% de R$ 40,00. Na opção de pagamento à vista, subtrairíamos do vaIor da caIça,
e na segunda opção, somaríamos os 5% no vaIor da caIça, obtendo assim, nos
dois casos, os seus respectivos vaIores.
Entretanto, em geraI, utiIizaremos um Fator de MuItipIicação, para o caso de haver
um desconto ou um aumento.
DESCONTOS
"Um desconto de x % em cima de um vaIor V é dado por: (0,a) × V, onde
a = (100 - x)".
ExempIos (TabeIa):
Descontos (º) Fator de Multiplicação
25 *,75
30 *,70
70 *,30
5 *,95
Observe que:
 75 = (.** − 25)
 70 = (.** − 30)
 30 = (.** − 70)
 95 = (.** − 5)
VoItando ao nosso exempIo iniciaI, o preço pago peIa caIça, no pagamento à
vista será:
 0,95 × 40 = R$ 38,00
AUMENTOS
"Um aumento de x % em cima de um vaIor V é dado por: (1,x) × V".
ExempIos (TabeIa):
Aumentos (%) Fator de MuItipIicação
25 ',25
30 ',30
70 ',70
5 ',05
VoItando ao nosso exempIo iniciaI, o preço pago peIa caIça, no pagamento a
prazo será:
1,05 × 40 = R$ 42,00
Exercícios ResoIvidos
1) Uma adega vende certa quantidade de garrafas de vinho a R$ 580,00, obtendo
um Iucro de 25% sobre o preço da compra. Determinar o preço da compra e o
Iucro obtido.
ResoIução:
Como se trata de um Iucro, nos deparamos com um probIema de aumento. PeIo
enunciado R$ 580,00 é o preço de venda e o Iucro de 25 % (ou o aumento) é dado
em cima de um vaIor de compra desconhecido, vamos escrever uma equação que
nos reIacione esses vaIores em Iinguagem matemática:
Preço de Compra: C
Logo:
1,25 × C = 580 ⇒ C = 464
Portanto o preço de compra é R$ 464,00 e o Iucro obtido é iguaI a 580 - 464 = R$
116,00.
2) Um número diminuído de seus 18% vaIe 656. QuaI o número?
ResoIução:
Houve uma diminuição, portanto é o mesmo que dizer que houve um desconto, e
este foi de 18%, Iogo o fator de muItipIicação é 0,82. Escrevendo a equação
matemática vem:
Número: x
0,82 . x = 656 ⇒x = 800
Portanto o número é 800.
EXERCÍCIOS - PORCENTAGEM
P
1
) QuaI o número cujos 18% vaIem 108?
P
2
) QuaI o número cujos 43% vaIem 374,1?
P
3
) Uma pessoa compra um terreno por R$ 17,500,00 e vende-o com um Iucro de
R$ 3.500,00. QuaI a porcentagem do Iucro?
P
4
) QuaI o número que aumentado de seus 20% da a soma de 432?
P
5
) Escrever a razão 3/8 na forma de porcentagem.
P
6
) Um desconto de R$ 7.000,00 sobre um preço de R$ 25.000,00,
representa quantos por cento de desconto?
P
7
) Um Iucro de R$ 12.000,00 sobre um preço de R$ 150.000,00,
representa quantos por cento desse preço?
P
8
) Exprimir 51% na forma decimaI.
P
9
) Em um jogo de basquete, um jogador cobrou 20 Iances Iivres, dos quais
acertou 65%. Quantos Iances Iivres acertou?
P
10
) Durante o ano de 1992, uma equipe de basquete disputou 75 jogos, dos
quais venceu 63. QuaI a porcentagem correspondente aos jogos vencidos?
P
11
) Comprei 60 figurinhas e aproveitei apenas 45 em meu áIbum. As restantes
eram repetidas. QuaI foi a porcentagem de figurinhas repetidas?
P
12
) Em um coIégio, 1400 aIunos estudam no período da manhã. Esse número
representa 56% do número de aIunos que estudam no coIégio. Quantos aIunos
estudam ao todo nesse coIégio?
P
13
) Na compra de um objeto, obtive um desconto de 15%. Paguei, então, R$
7.650,00 peIo objeto. Nessas condições quaI era o preço originaI desse objeto?
P
14
) Um representante comerciaI recebe de comissão 4% peIas vendas que
reaIiza. Em um mês recebeu de comissão R$ 580,00. Quanto vendeu nesse mês?
P
15
) Em uma fábrica 28% dos operários são muIheres, e os homens são 216.
Quantos são no totaI os operários dessa fábrica?
P
16
) Um comerciante compra 310 toneIadas de minério à R$ 450,00 a toneIada.
Vende 1/5 com Iucro de 25%; 2/5 com Iucro de 15% e o resto com um Iucro de
10%. Quanto recebe ao todo e quaI é o seu Iucro?
P
17
) Um agente de motores adquire os mesmos por R$ 18.000,00 e paga
uma taxa aIfandegária de 15%. Devendo dar ao vendedor uma comissão de 10%.
Por quanto deve vender para pagar 30% sobre o mesmo preço?
P
18
) Uma pessoa compra uma propriedade por R$ 300.000,00. Paga de
taxas, comissões e escritura R$ 72.000,00. Por quanto deve revendê-Ia para obter
um Iucro de 12%?
P
19
) Um número diminuído de seus 27% vaIe 365. QuaI é o número?
P
20
) Uma pessoa ganha em uma transação 3/5 da quantia empregada. De quantos
por cento foi o Iucro?
P
21
) A porcentagem de 36% sobre um vaIor, que fração é desse mesmo vaIor?
P
22
) Uma betoneira depois de trabaIhar na construção de um edifício, sofre uma
depreciação
de 27% sobre seu vaIor e, é então avaIiada em
R$ 36.500,00. QuaI o vaIor primitivo?
P
23
) Com uma Iata de tinta é possíveI pintar 50m
2
de parede. Para pintar uma
parede de 72m
2
gastam-se uma Iata e mais uma parte de uma Segunda. QuaI a
porcentagem que corresponde a parte que se gasta da segunda Iata?
P
24
) Sabendo-se que uma substância chamada óxido de magnésio contém 24g de
magnésio. Sendo assim, quaI a porcentagem de magnésio existente em 40g de
óxido de magnésio?
P
25
) A área de um terreno A é 930m
2
, enquanto a área do terreno B é 1500 m
2
.
Nessas condições a área do terreno A representa quantos por cento da área do
terreno B?
GABARITO - PORCENTAGEM
P1) 600
P2) 870
P3) 20º
P) 360
P5) 37,5
P6) 28º
P7) 8º
P8) 0,51
P9) 13
P10) 84º
P11) 25º
P12) 2.500
P13) 9.000
P14) 14.500
P15) 300
P16) Recebe R$ 160.580,00 e Iucra R$ 21.080,00
P17) R$ 29.250,00
P18) R$ 416.640,00
P19) 500
P20) 60º

6).)
)-
5

P22) R$ 50.000,00
P23) 44º
P24) 60º
P25) 62º
JUROS
"Juro é a remuneração do capitaI empregado. É a compensação em dinheiro que
se recebe quando se emprega uma determinada quantia por um determinado
tempo".
Quando apIicamos um capitaI durante um certo período de tempo,
esperamos obter um rendimento. Após esse período, o capitaI se transformará em
um vaIor capitaIizado, chamado montante.
"Montante é o capitaI apIicado acrescido do rendimento obtido durante o período
da apIicação. É também chamado vaIor futuro, vaIor de resgate ou vaIor
capitaIizado".
Sejam:
 C = CapitaI apIicado ou principaI
t = Tempo de apIicação
i = Taxa porcentuaI
* = Juro produzido ou rendimento
: = Montante
Observação:
O tempo de apIicação deve estar coerente com a taxa, isto é, se um estiver
expresso em anos o outro deve estar também, e assim sucessivamente.
JUROS SIMPLES
5%o 9uro simples a ta#a ser( incidente apenas no valor inicial54
ExempIo:
Empregando R$ 5.000,00 a uma taxa de 10% a.m. a juros simpIes, quaI será o
vaIor resgatado após 3 meses?
=epare queE
 C = 5.000
 t = 3 meses
 i = 10%
 * = ?
 : = ?
O que se pede no probIema é o montante (M), vamos então, estabeIecer
uma seqüência de rendimentos durante os meses, sabendo que se a apIicação
está reIacionada com o juros simpIes devemos empregar a taxa apenas ao vaIor
iniciaI
(CapitaI = 5.000):
10% de 5000 = 500
Logo, a seqüência:
(-***; -*** + 5002 --** + 5002 1*** + 5002 ###)
(-***; --**; 1***; 6500; ###)
PeIa seqüência podemos concIuir que após os três meses de apIicação
termos um montante de R$ 6.500,00, tendo rendido R$ 1.500,00 de juros.
Imagine agora se fôssemos caIcuIar o montante obtido após 30 meses. Seria
inviáveI utiIizar uma seqüência para a obtenção do montante, portanto
utiIizaremos para cáIcuIo do Juros SimpIes, a seguinte fórmuIa.
Nota:
Para a obtenção do montante basta somar o juros obtido com o capitaI
empregado.
100
t i C
J
⋅ ⋅
=
e M ÷ 1 + C
Vamos caIcuIar novamente o montante de uma apIicação de R$ 5.000,00 a uma
taxa de 10% a.m. durante 3 meses:


.**
+ .* -*** ⋅ ⋅
= J
=
.**
.-****
=
1500

7 = .-** + -*** = 6500
Observações:
Para o nosso estudo, designaremos m (minúscuIo) e d (minúscuIo) para
referirmo-nos ao tempo em meses e a dias, respectivamente.
Vamos considerar o ano com 360 dias (ano comercial).
Exercício ResoIvido
R
1
) Seja um capitaI de R$ 800.000,00, investido durante 4 meses e a taxa de juros
simpIes de 120% a.a.. CaIcuIe:
a) O juro obtido.
b) O montante.
ResoIução:
a) Dados:
 C = 800.000
t = 4 meses
i = 120 % a.a.
Observe que a taxa está em anos e o tempo em meses, portanto devemos
converter um deIes, é mais conveniente, em geraI, transformar o tempo de acordo
com a taxa e paratanto podemos utiIizar uma regra de três:
Ano Meses
1 12
x 4
Como são grandezas diretamente proporcionais, o cáIcuIo será imediato.
Repare que não haveria necessidade da regra de três, uma vez que quatro meses
é uma parte do ano e essa parte nada mais é que
'*
-
que é o mesmo que
)
'
.
Logo:


t =
+
.

Substituindo na fórmuIa:

.**
t i C
J
⋅ ⋅
=
=
.**
+
.
.)* 0***** ⋅ ⋅
= +)*#***
7 = 8 + = +)*#*** + 0**#*** = 1.120.000
JUROS COMPOSTOS
5%o *uro Composto1 os 9uros )erados são calculados em cima do valor inicial de
cada per3odo1 sendo incorporado ao montante de cada per3odo54
ExempIo:
Empregando R$ 5.000,00 a uma taxa de 10% a.m. a juros compostos, quaI será o
vaIor resgatado após 3 meses?
Repare que:
 C = 5.000
 t = 3 meses
 i = 10%
 = ?
 ! = ?
AnaIogamente aos juros simpIes vamos estabeIecer uma seqüência de
rendimentos durante os meses, como o juros será caIcuIado em cima do vaIor
iniciaI de cada período, vamos utiIizar um fator de muItipIicação para o
rendimento de 10% ⇒ 1,10
A seqüência:
4,%%%F '&'% ( ,%%%& 1,10 ( ,,%%& 1,10 ( +%,%& (((6
4,%%%F ,,%%F +%,%F 6655F (((6
PeIa seqüência podemos concIuir que após os três meses de apIicação
termos um montante de R$ 6.655,00, tendo rendido R$ 1.655,00 de juros.
Em geraI, utiIizaremos a fórmuIa:
M
t
= C . (1 + i)
t

Vamos caIcuIar novamente o montante de uma apIicação de R$ 5.000,00 a
uma taxa de 10% a.m. durante 3 meses:
:
A
Z ?FFF 4 K> [ F1>FL
A
Z ?FFF 4 K>1>FL
A
Z @4@??
EXERCÍCIOS - JUROS
P
1
) QuaI o juro produzido por R$ 14.000,00 em três anos, a 5% ao ano?
P
2
) CaIcuIar o juro de R$ 2.700,00 a 8% ao ano, em 3 anos e 4 meses.
P
3
) CaIcuIar o juro produzido por R$ 900,00 em 1 ano, 5 meses e 20 dias a 0,8% ao
mês.
P
4
) CaIcuIar o juro de R$ 264,00 em 9 meses a 7% ao ano.
P
5
) QuaI o capitaI que produz R$ 400,00 de juro ao ano em 1 ano e 8 meses á uma
taxa de 1% ao mês?
P
6
) A que taxa ao ano deve ser empregado o capitaI de R$ 16.000,00 para produzir
R$ 2.520,00 em 2 anos e 3 meses?
P
7
) O capitaI de R$ 6.000,00 empregado à 9% ao ano, produziu R$ 810,00 de juro.
Durante quanto tempo esteve empregado?
P
8
) Uma pessoa adquire um automóveI por R$ 18.000,00. O vendedor
oferece um abatimento
de 5% peIo pagamento à vista. A pessoa, no entan-
to, prefere pagar em duas prestações iguais. A primeira 6 meses depois da
compra e a outra um ano depois submetendo-se ao pagamento de 7% de juro ao
ano. Quanto gastou a mais, adotando o pagamento em prestações?
P
9
) Certo capitaI coIocado a juro durante 3 anos e 4 meses a 8% ao ano, produziu
R$ 720,00 de juro. QuaI o capitaI?
P
10
) O capitaI de R$ 900,00 empregado a 0,8% de juro ao mês, produziu R$ 127,00
de juro. Durante quanto tempo esteve empregado?
P
11
) Um apareIho eIetrônico custa R$ 620,00 à vista. Em 5 prestações mensais o
preço passa a ser de R$ 868,00. Sabendo-se que a diferença entre os preços é
devida ao juros, quaI a taxa de juros cobrada ao mês por essa Ioja?
P
12
) Quem apIicou R$ 20.000,00 por 2 meses a uma taxa de 10% ao mês vai
receber a mesma quantia que quem apIicou R$ 25.000,00 a uma taxa de 8% ao
mês peIo mesmo período de tempo. Esta afirmação é VERDADEIRA ou FALSA?
P
13
) QuaI o tempo necessário para que um capitaI, coIocado a 5% ao ano, dobre
de vaIor?
P
14
) QuaI o capitaI que coIocado a 6% ao ano, produz um montante de R$
100.000,00 no fim de 15 anos?
P
15
) QuaI o montante de R$ 100.000,00 no fim de 10 anos à taxa de 5,5%?
P
16
) QuaI a taxa que esteve empregado o capitaI de R$ 24.750,00, se ao fim de 60
dias produziu o montante de R$ 24.997,50?
P
17
) Uma pessoa deposita suas economias no vaIor de R$ 13.000,00 num banco
que paga 5% ao ano. QuaI o capitaI acumuIado em 5 anos?
P
18
) Uma pessoa emprega seu capitaI a 8% e, no fim de 3 anos e 8 meses recebe
capitaI e juros reunidos no vaIor de R$ 15.520,00. QuaI o capitaI empregado?
P
19
) No fim de quanto tempo um capitaI quaIquer apIicado a 5% tripIica de vaIor?
P
20
) Uma pessoa coIoca um capitaI a 4%. No fim de 3 anos retira o capitaI e juros
e coIoca o montante a 5%. Ao cabo de 2 anos o novo montante é de R$ 6.160,00.
QuaI o capitaI?
GABARITO - JUROS
P1) R$ 2.100,00
P2) R$ 720,00
P3) R$ 127,20
P4) R$ 13,86
P5) R$ 2.000,00
P6) 7% ao ano
P7) 1 ano e 6 meses
P8) R$ 1.845,00
P9) R$ 2.700,00
P10) 1 ano, 5 meses e 20 dias
P11) 8%
P12) sim
P13) 20 anos
P14) R$ 52.631,58
P15) R$ 155.000,00
P16) 1,67% a.d.
P17) R$ 16.250,00
P18) 12.000
P19) 40 unidades de tempo
P20) R$ 5.000,00
NOÇÕES DE RECURSOS HUMANOS E DE MATERIAL
O Departamento de Recursos Humanos - DRH é um órgão administrativo Iigado à
Coordenadoria de Administração GeraI , e tem por finaIidade administrar o quadro de
pessoaI da instituição, através de várias atividades, como as que envoIvem contratação,
programas de treinamento e desenvoIvimento, gestão de benefícios, entre outras.
Seu objetivo é fazer com que a instituição possua uma mão-de- obra estáveI, bem
preparada tecnicamente, preocupada em evoIuir para bem executar suas funções, e
motivada para a prestação de serviços que atendam os objetivos da Instituição.
Recursos humanos
Conceitos básicos
O trabaIho humano em organizações tem merecido a atenção de muitos estudiosos,
tentando compreender os fatores que infIuenciam o desempenho das pessoas no
ambiente de trabaIho. Isto porque tudo que uma organização é capaz de reaIizar depende,
em úItima anáIise, das pessoas com que conta. PIanejamento, marketing, direção,
controIe, arrecadação de fundos e as atividades fim estão diretamente reIacionados aos
conhecimentos, atitudes e habiIidades que as pessoas trazem e desenvoIvem ao Iongo de
sua vida pessoaI e profissionaI.
Isto vaIe para todas as organizações, independente da atividade a que se dedicam. A
pecuIiaridade está em dar aos recursos humanos um tratamento adequado aos propósitos
da organização e aos vaIores que eIa expressa. Por isso, não é raro encontrarmos autores
que sustentam que o primeiro púbIico a ser considerado por uma organização é o púbIico
interno. Em Iinhas gerais, uma organização não será capaz de demonstrar respeito por
seus consumidores se não praticar este mesmo princípio internamente, até porque são os
recursos humanos da empresa que possuem contato direto com os púbIicos externos.
No caso das organizações sem fins Iucrativos, há aIgumas características que merecem
destaque para se pensar a utiIização e o desenvoIvimento de recursos humanos: a adesão
de seus coIaboradores à causa da organização normaImente é grande, não sendo raro
que se identifiquem como miIitantes da causa. Neste sentido, a "miIitância" tem suas
vantagens: a dedicação dos coIaboradores ao trabaIho se dá na medida de seu
envoIvimento emocionaI, poIítico e ideoIógico com as propostas da organização. No
entanto, pode ter seu Iado negativo: nem sempre uma pessoa, por mais dedicada que
seja, é a mais quaIificada a desenvoIver certas atividades, tornando probIemático
direcionar-Ihe o trabaIho de maneira mais produtiva.
Outro aspecto a considerar, ainda dentro deste tema, é que miIitantes podem não aceitar
com faciIidade a necessidade de pIanejar o trabaIho de forma mais sistemática, preferindo
atuar a partir de suas próprias convicções e critérios e ao sabor dos acontecimentos. Se
por um Iado isto confere maior fIexibiIidade às organizações, pode também significar que
os objetivos organizacionais estejam dispersos, perdendo-se o horizonte do que se
pretende aIcançar e as estratégias necessárias à organização como um todo.
Mais recentemente, a necessidade de compatibiIizar estas duas dinâmicas - miIitância e
profissionaIismo - tem se imposto às organizações sem fins Iucrativos, uma vez que as
exigências do ambiente apontam no sentido de dotá-Ias de instrumentos mais precisos de
gestão, de transparência junto à sociedade e de maior precisão quanto aos resuItados
aIcançados.
Para isto, as organizações podem vaIer-se dos conhecimentos já existentes sobre o
desenvoIvimento dos recursos humanos e de sua própria capacidade em adaptar estes
conhecimentos às suas características individuais, produzindo uma poIítica de recursos
humanos adequada. TaI poIítica prevê, basicamente, os critérios a utiIizar na seIeção,
contratação, desenvoIvimento, incentivo, avaIiação e demissão de pessoas por parte de
uma organização. A vantagem de existir uma poIítica é que eIa expIicita, para todos os
membros da organização, o que se espera de cada pessoa, seja eIa ocupante de cargo
técnico, administrativo ou de direção. Desta forma, cada um tem a chance de saber seus
direitos e deveres, o que é esperado como contribuição individuaI, por que razões seu
desempenho está sendo avaIiado positivamente ou não, formas de superar eventuais
dificuIdades e assim por diante. O importante, então, é que haja uma poIítica de recursos
humanos e não que esta poIítica esteja difusa, porquanto só existente na cabeça de uma
pessoa ou de um grupo restrito de pessoas.
Conforme mencionamos, uma poIítica diz respeito a critérios. Que critérios serão
utiIizados peIa organização como um todo - e não somente por aIguns - quando se tratar
de seIecionar, contratar, avaIiar, desenvoIver e demitir pessoas? De que forma estes
critérios expressam os vaIores que a organização defende? Ao mesmo tempo, como
mantê-Ios em níveis que possibiIitem reaIizá-Ios e não inviabiIizem o funcionamento da
organização?
Como se pode observar, uma poIítica de recursos humanos é aIgo pIausíveI de ser
reaIizado por quaIquer organização, seja quaI for seu âmbito de atuação, tamanho ou
quantidade de recursos materiais disponíveis.
O DRH - Departamento de Recursos Humanos
No BrasiI, como em todo o mundo, a atividade reaIizada peIa área de Recursos Humanos
vem se transformando a cada dia.
AtuaImente, seu principaI desafio é acompanhar a evoIução na forma como se
administram as instituições ou empresas em uma economia gIobaIizada num mundo
Iigado peIa tecnoIogia da comunicação.
O modo como se faz Gestão de Recursos Humanos no BrasiI está sendo modificado de
maneira brusca. Se até bem pouco tempo atrás o foco dos administradores do
Departamento de Recursos Humanos estava em reaIizar atividades burocráticas e de
controIe, atuaImente, a forma como se gerem as Pessoas passou a ser um diferenciaI
estratégico independentemente do porte da instituição ou empresa.
Deste modo o foco do Departamento de RH ampIia-se. AIém de continuar respondendo
por questões de cunho operacionaI, passa também a ser responsáveI direto por ajudar a
organização a atrair, reter e desenvoIver as pessoas que compõem a sua atividade ou
mesmo seu negócio.
Em muitas instituições ou empresas brasiIeiras estas preocupações começam a fazer
parte de seu dia a dia, porém, muitas das práticas empregadas no Departamento de RH
atendem as necessidades de âmbito operacionaI. Necessidades que podem ser meIhor
expIicadas peIos acontecimentos históricos que marcaram a reIação de trabaIho no BrasiI,
e que, sem dúvida trazem refIexos até os dias de hoje.
A história dos Departamentos de RH no BrasiI inicia-se junto a IegisIação trabaIhista na
década de 30, com o movimento sindicaI e a proteção aos trabaIhadores que Ievaram às
modificações significativas nas reIações de trabaIho no BrasiI, surgindo naqueIe
momento a proteção sociaI aos trabaIhadores.
Já nas décadas de 40 e 50 a intervenção governamentaI nas reIações trabaIhistas se
acentuaram mostrando às empresas a necessidade de ampIiação das funções do
Departamento de RH. Todavia, como marco principaI nas reIações de trabaIho, tivemos
em 1943, a promuIgação da ConsoIidação das Leis do TrabaIho (a CLT, IegisIação
reguIadora do trabaIho no BrasiI). Esta IegisIação criou a Carteira ProfissionaI,
reguIamentou horários de trabaIho, definiu férias remuneradas, instituiu as Comissões
Mistas nas Juntas de ConciIiação, estabeIeceu as condições de trabaIho para menores,
entre outras normas.
Nas décadas de 60 e 70, tivemos a promuIgação de Ieis de Segurança no TrabaIho, Saúde
OcupacionaI e Pensões.
Com a constante criação de Ieis reguIadoras por parte do Estado, e a necessidade das
instituições e empresas impIementarem e administrarem estas Ieis, os Departamentos de
RH se tornaram cada vez mais vaIorizados e informatizados dentro das organizações.
Portanto, quando observamos as atividades que são desenvoIvidas peIo Departamento de
RH, seja para dar resposta as questões de formuIação de poIíticas de gestão ou para
reaIizar a integração de processos, sistemas e pessoas às atividades das instituições ou
ao negócio da empresa ou ainda para reaIizar as atividades de cunho IegaI e burocrático,
verifica-se a necessidade premente do uso intensivo de tecnoIogia.
No entanto, para a reaIização de atividades de cunho IegaI e burocrático do Departamento
de RH é comum o desenvoIvimento de sistemas de abrangência puramente
departamentaI, e não é raro percebê-Ios como fragmentos quando se observa a Gestão de
Pessoas como um todo. Por outro Iado, para dar respostas estratégicas de Gestão de
Pessoas o Departamento de RH necessita de soIuções ( processos e sistemas )
corporativos que sejam sincronizados e integrados.
Pensar na empresa hoje e no futuro, significa entender que obter exceIência empresariaI
deve ser um trabaIho reaIizado com e através das Pessoas. Ou seja, significa reaIizar a
gestão com a participação efetiva dos Gestores de Área, do Departamento de RH e dos
CoIaboradores.
A gIobaIização é uma reaIidade, e o intensivo uso de tecnoIogias nas mais diversas
atividades das empresas são uma necessidade, que são supridas através de softwares
diversos, pIaniIhas de cáIcuIo, bancos de dados, sistemas de work-fIow e correio
eIetrônico, e a tendência é que fiquem cada vez mais compIexos e integrados, cada vez
mais amigáveis e fIexíveis.(
À uma Divisão de Recursos Humanos compete administrar as poIíticas adotadas para os
PIanos de Cargos e SaIários e de DesenvoIvimento ProfissionaI, bem como criar
condições para assessorar e treinar coIetivamente funcionários administrativos, chefias
administrativas e acadêmicas.
Sua função é metodoIógica, isto é, procura orientar sobre procedimentos e anaIisa com as
chefias as propostas de desenvoIvimento profissionaI apresentadas. EstabeIece
previsões orçamentárias para treinamentos e evoIuções de cargos e saIários.
Administração de Benefícios
O Departamento de Administração de Benefícios tem por objetivo viabiIizar a concessão
dos benefícios existentes, bem como aproximar-se das reais necessidades dos
funcionários, com vistas a possíveis negociações para atender tais necessidades em
função das possibiIidades da organização.
Esse Departamento deve buscar novas estratégias para administrar os atuais benefícios
visando à meIhoria da quaIidade dos serviços prestados com maior eficiência e agiIidade,
atuando como faciIitador da PoIítica de Recursos Humanos existente.
Deve, também, estabeIecer uma PoIítica de Benefícios visando ao reconhecimento das
necessidades de seus funcionários, provendo-os com serviços e benefícios que Ihes
assegurem condições de conforto, segurança e preservação da saúde.
Benefícios
.erviço .ocial
Assistência "revidenci(ria
.erviço :édico
.erviços &speciali+ados em &n)enharia de .e)urança e em :edicina do Trabalho4
Administração de PessoaI
A Área de Administração de PessoaI, pertencente a Divisão de Recursos Humanos, tem
como finaIidade pIanejar, organizar, coordenar e supervisionar as atividades reIativas à
administração de pessoaI na gestão de pessoas reIativa a apIicação da IegisIação vigente
e normas internas de pessoaI, registro e cadastro de dados pessoais e funcionais e
pagamento de empregados.
Para faciIitar a gestão das atividades de administração de pessoaI e oferecer atendimento
e serviços com maior quaIidade e rapidez, racionaIiza e simpIifica os procedimentos
administrativos da sua área de atuação.
COMPETÊNCIA
Responde peIo registro, acompanhamento, cumprimento e operacionaIização das
obrigações e informações Iegais reIativas ao empregado desde a sua admissão, vigência
do contrato, desIigamento e, até, depois de sua saída da Instituição.
ApIica e cumpre a IegisIação e normas internas de pessoaI vigentes, oferecendo
orientação e suporte técnico às chefias acadêmicas e administrativas, empregado e
famiIiares, nas questões reIacionadas a sua área de atuação.
Administra e controIa a incIusão, aIteração e excIusão de dados cadastrais pessoais e
funcionais.
Executa os controIes sistêmicos e supervisiona as operações de processamento de
dados para eIaboração da foIha de pagamento dos empregados.
Mantém e conserva o arquivo de documentos funcionais e institucionais.
ATIVIDADES
•Folha de "a)amento
•Férias
•FT.
•*ornada de Trabalho 0 Controle de Fre67ência
•Re)istro e Contrato de Trabalho 0 anotações na CT". 4444 carteira de Trabalho e
"revidência .ocial
•Rescisões Contratuais
A Divisão de Recursos Humanos adota as poIíticas estabeIecidas peIo PIano de Cargos e
SaIários e peIo PIano de DesenvoIvimento ProfissionaI.
Os PIanos devem ser desenvoIvidos com ampIa participação de funcionários, Iideranças
administrativas e diretoras.
PIano de Cargos e SaIários
A estrutura do PIano de Cargos e SaIários normaImente é eIaborada adotando-se o
Método por Pontos e apresenta "x" grupos de cargos com suas respectivas faixas
saIariais. Encontram-se distribuídos nestes grupos cargos administrativos, acadêmico-
administrativos, cargos de suporte operacionaI etc.
A evoIução na carreira pode ocorrer de forma horizontaI (quando o funcionário obtém
aumentos saIariais por mérito durante a ocupação do mesmo cargo) ou de forma verticaI
(quando o funcionário passa a ocupar outro cargo cIassificado em grupo superior na
estrutura do PIano de cargos e SaIários). Cada faixa saIariaI apresenta um vaIor mínimo e
um vaIor máximo. Entre o vaIor mínimo e o vaIor máximo existe uma ampIitude de " x % ",
constituindo o Iimite de ascensões saIariais por mérito em cada faixa.
O PIano de Cargos e SaIários priviIegia a ascensão a cargos superiores de funcionários já
contratados, garantindo processos endógenos de preenchimento de vagas, o que
representa fator motivacionaI para desenvoIvimento do quadro.
Os processos de evoIução na carreira deve envoIver uma sistemática de avaIiação
estabeIecida peIo PIano de DesenvoIvimento ProfissionaI.
A administração e manutenção do PIano de Cargos e SaIários impIica anáIise da estrutura
organizacionaI das unidades no contexto da organização, resuItando na criação, extinção
ou redesenho de cargos.
O Departamento também atua no controIe e na apIicação de índices e reajustes saIariais
determinados IegaImente ou por Acordo Interno de TrabaIho, Convenções Sindicais ou
Dissídios CoIetivos, a partir dos quais são confeccionadas as tabeIas saIariais dos
diversos segmentos profissionais da organização.
DesenvoIvimento de PessoaI
O desenvoIvimento de competências nas pessoas pode contribuir para que eIas
aperfeiçoem seu desempenho nas organizações e se tornem criativas e inovadoras. Para
as organizações, investir em seus recursos humanos propicia maior faciIidade no aIcance
de seus objetivos, garante integração e maior quaIidade na prestação de serviços.
Tendo como referência essa premissa, o Deptº de DesenvoIvimento de PessoaI se propõe
a criar situações organizadas de aprendizagem que favoreçam a meIhoria do desempenho
e/ou do crescimento pessoaI e profissionaI dos funcionários.
A partir da eIaboração de diagnósticos institucionais, da sistematização e
acompanhamento de instrumentos de avaIiação profissionaI , do pIanejamento de carreira
individuaI, esta área viabiIiza a construção de poIíticas, projetos e cursos direcionados ao
desenvoIvimento pessoaI e profissionaI dos funcionários.
Acreditando no potenciaI do ser humano e na importância do investimento em
aprendizagem contínua. Esta idéia abre portas para um futuro meIhor, com reaIizações e
novas perspectivas de sucesso profissionaI. Quem escoIhe o caminho a percorrer tem
maior chance de atingir aquiIo que reaImente quer.
PIano de DesenvoIvimento ProfissionaI
Um PIano de DesenvoIvimento ProfissionaI é conseqüência de estudos que se iniciam
para compor uma nova estrutura de cargos e saIários para o quadro administrativo de
uma organização.
Conceitos como empregabiIidade, endogenia, participação do funcionário, atribuição de
saIários às pessoas e não aos cargos e pIanejamento da carreira profissionaI são itens
norteadores de um PIano de DesenvoIvimento ProfissionaI.
A reaIização pessoaI e o crescimento profissionaI individuaIizados são os princípios que
fundamentam este pIano, sendo essenciaI o papeI das chefias na eIaboração e condução
do mesmo. Cabe às chefias, em conjunto com seus funcionários, identificar potenciais,
incentivar pIanos de carreira e de desenvoIvimento viáveis aos funcionários.
As definições dos pIanos de carreira e o apontamento de necessidades de treinamento
para os funcionários, mapeadas por um instrumento de avaIiação profissionaI, oferecem
informações para a programação de cursos ou propostas de desenvoIvimento coIetivas.
O processo de crescimento pessoaI e profissionaI dos funcionários de determinada
organização, pode ser contínuo, pois deve se propor :
\ Incentivo ao treinamento no pr8prio local de trabalho2
\ .ubs3dio para cursos e#ternos visando atender demandas e necessidades apontadas
pelo trabalho2
\ "ossibilidade de participação nos pro9etos e cursos criados pela ,ivisão de Recursos
Vumanos1 voltados ao desenvolvimento profissional dos funcion(rios4
AvaIiação ProfissionaI
AvaIiar é uma prática universaI em todas as atividades humanas. As organizações, em
geraI, procuram sistematizar, uniformizar e orientar procedimentos para avaIiação de
desempenho do seu quadro de pessoaI.
Dentro de uma organização, o processo de avaIiação profissionaI pode contribuir para:
\ Mue as pessoas reflitam acerca de si pr8prias e de sua relação com a or)ani+ação4
\ Avaliar o est()io de desenvolvimento atual e estabelecer metas futuras para sua
evolução na carrreira profissional
\ &stimular o comprometimento dos profissionais com os ob9etivos institucionais4
\ &stimular a comunicação entre chefias e suas e6uipes4
É importante avaIiar periodicamente para rever a orientação, corrigir eventuais desvios,
definir passos futuros e, principaImente, estimuIar, motivar e fazer crescer o avaIiando.
A avaIiação profissionaI anaIisa a capacidade das pessoas no trabaIho. Esta capacidade é
apontada peIos conhecimentos, habiIidades e atitudes, fundamentais ao crescimento
profissionaI. A sistemática de avaIiação profissionaI, deve ter como referência
instrumentos desenvoIvidos peIo DRH propondo refIexões sobre o estágio atuaI de
desenvoIvimento e o pIanejamento de carreira. Este instrumento é um canaI de
comunicação entre chefias e funcionários e, portanto, é responsabiIidade das chefias
divuIgar o programa, os princípios, objetivos e metodoIogia a serem utiIizados.
O processo de avaIiação tem por objetivos:
\ &nfati+ar o auto0desenvolvimento1 a participação e a refle#ão sobre o papel profissional4
\ "romover um e6uil3brio entre os ob9etivos do indiv3duo e da instituição4
\ Criar condições de mudanças no 6ue se refere a conhecimentos1 habilidades1 atitudes1
comportamentos )rupais e individuais4
Este processo, comumente, é reaIizado em duas etapas: primeiro, funcionário e chefia
respondem, individuaImente, um formuIário específico; depois, em conjunto e buscando o
consenso, montam uma síntese indicando aspectos favoráveis e desfavoráveis ao perfiI
do cargo, desempenho, objetivos, treinamentos e medidas necessárias para
aperfeiçoamento do trabaIho. Também são estabeIecidas metas dentro de um
pIanejamento individuaI de carreira.
Conceitos utiIizados no processo de AvaIiação ProfissionaI
Para se reaIizar a AvaIiação ProfissionaI torna-se fundamentaI a compreensão dos
conceitos : atribuições, conhecimentos, habiIidades e atitudes.
Atribuições
Um PIano de DesenvoIvimento de PessoaI tem por atribuições definir as tarefas principais
do cargo - aqueIas que são fundamentais, que caracterizam o cargo e formam sua razão
de existir dentro da organização.
Tarefa ou atribuição é o que a pessoa efetivamente faz, executa, opera, reaIiza. Não devem
ser incIuídos, como tarefas, compromissos, responsabiIidades ou expectativas do tipo
"manter atuaIizado arquivo de ..."; "atuaIizar conhecimento de ..."; "ser responsáveI
por...", etc.
Para identificação da tarefa, deve-se procurar o objetivo da ação, como por exempIo:
"escIarecer pessoas sobre..." ao invés de " atender teIefone " que seria sua forma de agir.
Conhecimentos
Os conhecimentos necessários para o desempenho das funções são aqueIes inseridos
nas tarefas e que são faciImente identificados. São também conhecimentos necessários
aqueIes destinados a tarefas futuras, isto é, tarefas que o funcionário não reaIiza porque
não conhece ou tarefas para as quais se deseja prepará-Io.
Em quaIquer hipótese, para cada funcionário, dever ser dispensada uma atenção especiaI
aos conhecimentos necessários, sem os quais não seria possíveI o exercício de suas
funções (os conhecimentos variam de acordo com as atribuições de cada cargo).
HabiIidades
Por habiIidades deve-se entender as faciIidades que a pessoa tem ou deveria ter para
desempenhar determinada tarefa com eficiência. ExempIo: todos podem "tocar vioIão",
entretanto, aqueIes que têm habiIidade (aptidão ou dom musicaI) desenvoIvida terão
muito mais faciIidade e conseguirão meIhores resuItados.
ExempIos de habiIidades:
\facilidade para e#pressar0se Kracioc3nio ou fluência verbalL
\facilidade para calcular Kracioc3nio numéricoL
\ mem8ria
\or)ani+ação Kcapacidade de ordenar1 priori+ar e apresentarL
Atitudes
Podem ser entendidas como reações determinadas peIa personaIidade de cada um.
ExempIos:
\ dedicação ao trabalho K)osto pelo trabalhoL
\ cooperação Kestilo dos 6ue )ostam de trabalhar em e6uipeL
Também nas atitudes, outros exempIos poderão ser identificados. Não se recomenda que
atitudes circunstanciais e faciImente corrigíveis sejam reaIçadas na avaIiação
profissionaI, como por exempIo, a assiduidade. A avaIiação deve prestar-se ao
desenvoIvimento profissionaI de médio e Iongo prazos. Os probIemas circunstanciais
podem ser discutidos em outros momentos, ou mesmo neste, sem merecer, no entanto, o
mesmo peso de outras considerações.
Capacitação ProfissionaI
A anáIise do conjunto de avaIiações profissionais permite ao Deptº de DesenvoIvimento
de PessoaI identificar carências e necessidades individuais e coIetivas, diagnosticar fatos
e aspectos diversos de recursos humanos, propor e viabiIizar treinamentos, buscar ou
criar formas aIternativas para proporcionar apoio ao desenvoIvimento profissionaI do
quadro administrativo e outras ações voItadas, incIusive, para o cIima e cuItura
organizacionaI.
As avaIiações também constituem fontes para aIimentação de um banco de dados (Banco
de Recursos Humanos) que deve comportar informações sobre históricos, potenciais e
objetivos profissionais dos funcionários. Os processos de seIeções internas envoIvem
pesquisa no banco de dados para identificação de funcionários com perfis compatíveis às
vagas existentes. A DRH mantém canaI aberto para organização, revisão ou atuaIização
das informações do Banco de Recursos Humanos. Assim, pretende-se contempIar
expectativas de carreira de funcionários de acordo com necessidades institucionais.
A Administração de Materiais
A administração de materiais, junto com os recursos humanos e financeiros, são a base
de sustentação de uma organização ou empresa.TaI importância mede-se por várias e
fundadas razões de ordem econômica, sociaI e técnica.
ConceituaImente, a Administração de Materiais é a ciência que estuda um campo
específico, os materiais. A administração de materiais compreende um cicIo contínuo de
operações correIatas e interdependentes que são a previsão, aquisição, transporte,
recebimento, armazenamento, distribuição, conservação, e anáIise de controIe de
inventários, sendo importante enquanto assegura à organização o reabastecimento
racionaI dos materiais necessários à manutenção de seu cicIo operacionaI.
A administração de materiais é uma função coordenadora que tem como responsabiIidade
o pIanejamento e controIe do fIuxo de materiais. Seus objetivos, dessa forma, são
maximizar a utiIização de recursos peIa organização e fornecer o níveI requerido de
serviços ao púbIico/consumidor.
BaIIou (2003) trata a administração de materiais de forma mais ampIa, com uma
abordagem Iogística, onde a mesma pode ser entendida como um conjunto de atividades
funcionais, que é repetido inúmeras vezes ao Iongo do canaI de suprimentos, através do
quaI as matérias-primas são convertidas em produtos acabados sendo que o vaIor é
adicionado aos oIhos do púbIico/cIiente.
Por materiais entende-se todos os itens contabiIizáveis do aImoxarifado, que participam
diretamente na constituição de um bem ou serviço e também os demais, de participação
indireta, mas que fazem parte da rotina da organização, como materiais de escritório,
materiais de conservação e reparos, materiais de segurança, de construção entre outros.
Vários e confIitantes interesses estão envoIvidos na administração de materiais.
· O ponto de vista do usuário: deseja o materiaI correto, em condições apropriadas
de utiIização, entregue no Iugar certo e a tempo de evitar a sua faIta. Podemos ainda
acrescentar que o usuário gostaria que o tempo despendido na entrega fosse o menor
possíveI e que se gastasse o mínimo de tempo no preenchimento de formuIários e seu
arquivamento.
· O ponto de vista da área econômico-financeira: deseja adquirir o materiaI ao
menor custo e maiores prazos de pagamento; busca uma redução do vaIor do estoque e
não quer que ocorrências reIacionadas a materiais (como compras erradas, faIta de itens
críticos, etc.) sejam freqüentes.
· O ponto de vista dos fornecedores: desejam fornecer a maior quantidade de
materiaI possíveI, vendê-Io ao maior preço, receber a curto prazo e não ter quaIquer
responsabiIidade futura a respeito da utiIização dos itens.
A administração de materiais deve conciIiar esses interesses tão diversos.
Para tanto, utiIiza técnicas cujas funções estão agrupadas em quatro subsistemas ou
grupos:
Grupo 1 - Subsistema de normaIização
ResponsáveI por responder à pergunta: o quê? (comprar, armazenar e distribuir).
É composto das funções de normaIização, que vai seIecionar, padronizar e especificar os
materiais, e de cIassificação/codificação de materiais.
Grupo 2 - Subsistema de controIe
Deve responder às questões: quando e quanto? Suas funções são gestão e vaIoração de
estoques.
Grupo 3 - Subsistema de aquisição
Possui duas funções - a aquisição, que responde peIa compra dos materiais, e a
aIienação, que cuida do descarte (pode ser venda) de materiais não utiIizados ou
inservíveis.
Grupo 4 - Subsistema de armazenamento
ResponsáveI peIo recebimento de materiais, armazenamento e distribuição.
Nesse subsistema há as funções de armazenamento, movimentação e transporte de
materiais e o controIe de quaIidade.
Em suma, a administração de materiais engIoba a seqüência de operações que se inicia
na identificação de fornecedores, se concretiza com a compra do bem, seu recebimento,
transporte interno e acondicionamento, em seu transporte durante o processo produtivo
(consumo na organização / empresa), em sua armazenagem como resíduo e finaImente
seu descarte, na quantidade e quaIidade requeridos. Assim sendo, a finaIidade da
administração de materiais é gerir este processo.
No que tange às funções da administração de materiais, pode-se citar a função de
compras, que diz respeito à aquisição dos materiais necessários ao funcionamento do
processo produtivo da organização. Outros eIementos da função de administração de
materiais são o recebimento e a conferência, a armazenagem, o transporte e a
distribuição. No entanto, o aspecto controIe, terá maior peso no estudo de custos e na
busca da eficiência operacionaI do processo.
Por fim, a administração de materiais deve ser capaz de controIar quais materiais devem
reaImente ser mantidos em estoques; o tempo em que devem ser repostos os estoques,
ou seja, uma determinação do níveI que se deve providenciar um novo pedido e quaI a
quantidade deve ser adquirida a fim de que não haja probIemas de faIta ou excesso. Para
que esses controIes sejam reaIizados, uma série de ferramentas podem ser apIicadas.
Entre eIas, destaca-se a AnáIise da Criticidade de Materiais.
Gestão de Estoques
Para determinar as quantidades a serem adquiridas, há vários métodos.
A maior parte dos métodos propostos passa por consuItas aos usuários a respeito das
previsões de consumo, principaImente quando se trata de atividade ou serviço novos.
O primeiro método considera as necessidades de atendimento da popuIação requisitante.
Nesse processo, a dificuIdade reside no fato de que será necessário um envoIvimento
consideráveI de Ievantamentos das urgências e formas consensuais de atendimento a ser
dispensado. Embora possua quaIidades, a apIicação dessa metodoIogia é muito difíciI na
prática.
O método baseado na média histórica de consumo é o mais barato e simpIes.
Para sua apIicação, torna-se necessário dispor de registros confiáveis.
As estimativas de necessidades futuras são feitas a partir dos dados de entradas e saídas
dos meses anteriores.
A sistemática proposta, denominada média aritmética móveI, considera períodos de
consumo dos seis meses anteriores para fazer-se a previsão de consumo.
Assim, para o cáIcuIo de consumo do mês 7, utiIizamos os dados dos meses 1 a 6; para o
mês 8, os registros dos meses 2 a 7, e assim por diante.
Se não ocorrer nenhuma instabiIidade, geraImente essa unidade apresenta um padrão de
consumo aproximadamente constante, porém podem sobrevir variações devidas a
aIterações de padrão de atendimento, ocorrências sazonais, etc.
Uma observação importante: períodos de estoque zero de um produto não devem ser
considerados no cáIcuIo da média, devendo ser substituídos para que não afetem o
resuItado finaI.
Uma atenção especiaI deve ser dispensada para os casos em que faItas de produtos
determinam um aumento do consumo médio de outros.
Precipuamente, os estoques são mantidos para:
a) meIhorar o serviço ao púbIico requisitante, disponibiIizando o materiaI na hora certa;
b) economia de escaIa, reduzindo custos que serão menores quando o produto é reposto
continuamente e em quantidades constantes;
c) proteção contra mudanças de preços em tempo de infIação aIta, aumentando o voIume
de compras minimiza o impacto do aumento de preços peIos fornecedores entre outros. A
manutenção de estoques diminui tais riscos.
Funções de estoques
De forma resumida, pode-se dizer que os estoques têm a função de funcionar como
reguIadores do fIuxo de consumo. Como há uma diferença nas veIocidades entre entradas
e saídas de materiais, há a necessidade de que os mesmos sejam depositados, ou
armazenados em um IocaI apropriado, esperando seu consumo em aIguma unidade da
organização.
Como anaIogia, Martins e AIt (2001) utiIizam o exempIo da caixa de água. Quando a
veIocidade da entrada de água é maior que a saída, o níveI da caixa de água aumenta, do
contrário eIa abaixa. Portanto, a caixa serve como um amortecedor (buffer), um
instrumento necessário para que não faIte e nem sobre água em demasia. Quanto aos
materiais, quando o número de unidades recebidas é maior que o número de unidades
expedidas, o níveI de estoque aumenta. Os estoques então, reguIam a equação.
A fiIosofia JIT, já abordadas anteriormente, procura justamente iguaIar a equação. Para
BerIiner e Brinson (1992), a técnica just in time tem como objetivo, aIém de eIiminar
custos que não agregam vaIor, como já mencionado, eIiminar o gerador de custo que são
os grandes estoques (ou inventários, para os autores), de forma a manter níveis de
estoque iguaI a zero. A manutenção de grandes estoques, desta forma, necessita ser
eIiminada, como forma de obter maiores vantagens competitivas. AnuIar os estoques é
seu objetivo, mais difíciI de se cumprir em um ambiente organizacionaI, onde a utiIização
de uma gama de materiais, numa intensa rotatividade, se faz absoIutamente necessária
sendo, portanto mais observado na indústria.
Necessidade de controIe e gestão de estoques
Atender aos requisitantes, na hora certa, na quaIidade e quantidade exatas, é o maior
objetivo do setor de materiais. Assim, a rapidez, eficiência e presteza na distribuição dos
itens assumem um papeI cada vez mais preponderante na gestão de uma organização. Os
estoques, desta forma, devem ser bem administrados e a necessidade de seu controIe
torna-se inevitáveI. AIém disso, como cita Paterno (1990) o controIe deve estar presente
em todas as fases do cicIo operacionaI da organização, começando quando surge a
necessidade de materiais e só terminando quando os mesmos forem consumidos ou
utiIizados. EspeciaImente em, organizações que Iidam com uma gama muito grande de
produtos, em grandes quantidades, e que em sua maioria são indispensáveis ao
fornecimento de serviços, isso é observado.
Para que esse controIe seja eficiente, deve-se supervisionar o funcionamento no decorrer
da execução e medir os resuItados em reIação aos pIanos, determinando-se assim fatores
que favorecem ou dificuItam a obtenção desses resuItados, procurando corrigir os
desvios e faciIitando com isso à administração de materiais para a consecução dos
objetivos da organização.
Métodos gerenciais contribuem para a redução de estoques e para seu eficiente controIe.
Entre eIes, o CMS, do ingIês Cost Management System, abordado por BerIiner e Brinsom
(1992). O conceito de vaIor não adicionado, para os autores, se enquadra na gestão de
materiais e estoques, a partir do momento em que uma série de itens, bem como
atividades como recebimento, conferência e inventários físicos não adicionam vaIor ao
produto, ou serviço. Desta forma, a AnáIise da Criticidade irá se tornar uma exceIente
ferramenta para identificar itens de um aImoxarifado que não agregam vaIor.
O Método da Criticidade (ou XYZ)
Cada produto utiIizado em uma organização ou empresa, possui a sua importância para o
processo produtivo. Assim como no Estudo da Curva ABC, que mostra quais os itens são
os que possuem o mais aIto custo, se comparado ao todo do estoque, a anáIise do
método da Criticidade (ou XYZ) demonstra o grau de importância de cada materiaI em
reIação à soma totaI dos itens, cIassificando os materiais em categorias X, Y ou Z em
termos de importância.
Assim, sendo, a AnáIise da Criticidade visa fornecer subsídios para a tomada de decisões
dos gerenciadores, identificando as poucas e importantes características para que certos
produtos recebam atenção especiaI.
A AnáIise da Criticidade, como observado, provém da gestão da quaIidade. EIa impIica,
dessa forma, numa avaIiação adicionaI do impacto que determinado item causará nas
operações de uma organização. Este impacto se dá quanto à imagem da mesma, frente
aos que requisitam ou consomem; na faciIidade de obtenção ou substituição de um item
por outro e na veIocidade de obsoIescência.
Assim sendo, em uma indústria automobiIística, um parafuso, por exempIo, por ter baixo
custo unitário e baixo consumo. No entanto, esse parafuso é essenciaI ao acabamento do
produto finaI da empresa. Neste caso, eIe é um item crítico no processo produtivo e não
pode faItar. Esse materiaI, se faItando em estoque, provoca uma escaIa gradativa de
criticidade, em termos de funcionamento da empresa. Assim tem-se o Índice de
Criticidade dos itens em estoque.
Usando o conceito de criticidade dos itens do estoque, os itens podem ser agrupados em
três categorias:
•materiaI Z em Criticidade, que são aqueIes materiais cuja faIta causará uma interrupção
no processo produtivo da empresa, ou, no caso de um hospitaI, a interrupção de uma
cirurgia ou exame, por faIta de aguIha, por exempIo. São, dessa forma, imprescindíveis;
•materiais Y em Criticidade, do quaI fazem parte dessa categoria aqueIes itens cuja faIta
não irá provocar efeitos em curto prazo, sendo que são importantes, mas sua faIta não irá
impedir um procedimento, e;
•materiais X em Criticidade, onde entram todos os demais itens do estoque, que não
entram nem na cIasse Z nem na cIasse Y.
Estudo de caso
Este estudo de caso utiIizou o aImoxarifado geraI de um HospitaI, que engIoba apenas os
materiais gerais de uso, tais como materiais de expediente, de construção (eIétrico e
hidráuIico), de Iimpeza, bem como aIguns itens médicos que não necessitam um controIe
tão rígido quanto à segurança e que ocupam grandes espaços, como soros e
esparadrapos. Para a coIeta de dados, foi utiIizado o sistema de observação direta
intensiva. A observação deu-se entre os meses de juIho a setembro de 2003, com dados
de maio de 2002 a junho de 2003.
A metodoIogia empregada na eIaboração da Criticidade foi baseada em Neto e FiIho
(2003).
TaI como acontece em um Estudo da Curva ABC, que Ieva em consideração a reIação de
consumo e custo individuaI frente ao custo totaI de estoque, a cIassificação Ievando em
conta a criticidade, sob o aspecto do consumo, assumirá as seguintes proporções:
a) Z, 5% do totaIde itens em estoque possuem cerca de 80% do consumo;
b) Y, 15% do totaI de itens em estoque possuem aproximadamente 15% do consumo e
c) X, 80% do totaI de itens possuem cerca de 5% do consumo.
Na eIaboração do estudo de Criticidade (XYZ) foram utiIizados dados do consumo mensaI
de itens do aImoxarifado (em unidades). Consideraram-se apenas os materiais que
tiveram aIgum consumo no período observado, totaIizando em torno de 770 itens.
UtiIizando o programa Microsoft ExceI, caIcuIou-se a porcentagem do consumo anuaI totaI
de cada item, e o consumo anuaI acumuIado, em reIação ao consumo totaI anuaI de todos
os itens.
AnáIise dos ResuItados
As figuras 2 e 3 a seguir representam aIguns resuItados sobre este estudo, e estão
apresentados em forma de gráfico pizza, objetivando apresentar uma visuaIização
bastante faciIitada dos resuItados obtidos. A posição Iado a Iado faciIita a comparação
entre quantidade e consumo, objetivo do estudo.
.igura * 5 lassificação de criticidade quanto G .igura ) 5 lassificação de criticidade quanto ao quantidade( consumo(
Quanto a Criticidade, os dados apontam para uma concentração bastante grande de
consumo em poucos itens do estoque. Assim sendo, 2% dos itens que pertencem à
cIasse Z, (figura 2), apresentam 81% do consumo (figura 3). Nos itens da cIasse Y, 3% dos
mesmos (figura 2) possuem 14% do consumo (figura 3). Por fim, os itens da cIasse X
(figura 2), que são 95% dos itens do estoque, possuem um baixíssimo consumo, apenas
5% do consumo totaI. Outra forma de visuaIização é a seguinte, também em forma de
gráfico:
.igura - 5 ur"a de criticidade do almo/arifado geral da 389
Como pode ser observado na Figura 4, a concentração do consumo de materiais em
poucos itens é bastante saIiente. A curva é bastante irreguIar e concentrada. Na tabeIa 1,
destacamos 10 produtos principais de cada cIasse do aImoxarifado:
Ta!ela ' 5 Itens da criticidade& por classe(
Pode-se observar que em reIação à importância, baseados na idéia de Neto e FiIho (2003)
de que os materiais mais consumidos seriam os mais importantes, notamos que uma
pequena variedade de itens, 2%, Figura 2, apresentam um grande consumo, cerca de 81%,
Figura 3, ao passo que uma variedade de mais de 95%, dos materiais Figura 2, possuem
um consumo de menos de 5% do totaI, Figura 3, ou seja, muitos materiais do estoque
poderiam ser eIiminados ou ter seu estoque reduzido peIo baixo uso que se faz deIes,
reduzindo-se os custos que não agregam vaIor. É uma concentração bastante acentuada,
notada especiaImente na curva que forma, observada na Figura 4.
Quanto ao tipo de materiaI, quatro itens dos materiais Z (copos, papeI higiênico, papeI
ofício e sacos pIásticos, não considerando sua variedade de tipos), têm um consumo
extremamente eIevado em reIação aos demais itens, de forma que o materiaI descartáveI
tem os maiores índices de consumo. O consumo de papeI também é muito grande.
Nos itens que exigem um grau médio de atenção, pois engIobam materiais Y, encontram-
se materiais compostos em sua maioria de sacos de Iixo, que também possuem um aIto
consumo.
A variedade desse produto é muito grande devido aos diferentes usos do mesmo. Nos
itens X, encontram-se materiais dos mais variados, materiais eIétricos e hidráuIicos. Nota-
se aí que há uma quantidade muito grande de materiais que tiveram um consumo muito
pequeno durante o ano. Esses itens poderiam ser eIiminados do estoque ou comprados
de forma just in time, já que as faciIidades de distribuição e entrega são grandes.
QUANDO COMPRAR?
A Iiteratura especiaIizada indica várias técnicas para responder a essa pergunta. De modo
bastante sintético, pode-se dizer que a compra deve ser feita sempre que o estoque
apresente uma quantidade de produto suficiente para atender as necessidades do período
compreendido entre a soIicitação e a chegada do pedido. Esse tempo é chamado de prazo
de abastecimento (PA); o níveI de estoque que indica o momento de soIicitação de
compra é denominado níveI de ressuprimento (NR). A quantidade a ser adquirida deve ser
a mínima suficiente para atender as necessidades até que se atinja um novo período de
abastecimento e é caIcuIada a partir das médias já mencionadas.
Durante o período de renovação, que é o tempo que decorre entre dois pedidos
consecutivos, podem ocorrer aIgumas faIhas, motivadas, por exempIo, por atrasos por
parte dos fornecedores na entrega dos produtos ou por aumento de demanda.
Para evitar faIta de produtos e compras emergenciais, introduz-se o conceito de estoque
de reserva (ER), que é uma quantidade de materiaI para suprir eventuais necessidades do
sistema.
Há várias formas de caIcuIar os estoques de reserva.
A primeira forma determina que o ER é uma quantidade iguaI ao aumento de demanda (D)
durante o período de abastecimento (∆D x PA), somada à quantidade a ser consumida
durante o período estimado de atraso do fornecedor (D x ∆EAF).
ER = (∆D x PA) + (D x ∆EAF), em que:
∆D = variação de demanda;
PA = prazo de abastecimento;
D = demanda média esperada (caIcuIada a partir da média aritmética móveI);
∆EAF = variação da expectativa de atraso do fornecedor (costuma-se considerar que para
um prazo de entrega estimado de quatro semanas haja um atraso de cerca de duas
semanas).
Para dimensionar adequadamente os prazos que decorrem desde o pedido até a entrega
dos produtos, as instituições púbIicas devem ainda considerar os prazos Iegais
obrigatórios (que variam conforme a modaIidade de compra), assim como o tempo
despendido com os trâmites internos.
Um método empírico, porém bastante utiIizado, estabeIece os estoques de reserva (em
semanas de consumo) de acordo com o prazo de abastecimento:
Entendidos os conceitos anteriores, passa-se então à apresentação de dois dos métodos
utiIizados para renovação de estoques.
ModeIo de estoque mínimo
Esse modeIo estabeIece que o níveI de reposição será uma quantidade de materiaI
necessário para atender ao período de abastecimento, tendo em vista a expectativa de
consumo indicada peIa média aritmética móveI, mais o estoque de reserva. Sempre que o
níveI de estoque de um determinado item atingir esse vaIor, será feito o pedido.
A expressão do modeIo é:
Q = ER + (PA x D), em que;
Q = quantidade a ser adquirida;
ER = estoque de reserva;
PA = prazo de abastecimento;
D = demanda média.
Esse gráfico mostra a variação de estoques quando se utiIiza o modeIo de estoque
mínimo, considerando-se um item de consumo constante ao Iongo do tempo.
Como pode-se notar, em ambos os casos a quantidade é que determina o ponto de
pedido. Sempre que se atingir um voIume de estoque definido como estoque mínimo, será
feito o pedido de uma certa quantidade, caIcuIada segundo a fórmuIa citada
anteriormente.
ModeIo de estoque máximo ou de renovação periódica
Esse método estabeIece que o pedido seja feito de acordo com datas estabeIecidas; por
exempIo, a cada dois meses verifica-se a posição de estoques e emite-se um pedido de
compra.
A quantidade a ser adquirida é caIcuIada da seguinte maneira:
Q = EMax - ED, em que:
Q = quantidade a ser adquirida;
EMax = estoque máximo;
ED = estoque disponíveI (soma dos estoques existentes + pedidos já feitos e ainda não
recebidos).
Define-se como estoque máximo (EMax):
EMax = ER + (D x PR) + (D x PA), em que:
ER = estoque de reserva (verificar forma de cáIcuIo citada anteriormente);
D = demanda média (caIcuIada a partir da média aritmética móveI);
PR = prazo de renovação (período entre duas avaIiações do estoque);
PA = prazo de abastecimento (tempo que decorre entre o pedido e a entrega efetiva do
materiaI).
No gráfico da figura 7, as quantidades adquiridas em cada pedido são iguais apenas
porque o item possui consumo constante e a avaIiação dos estoques ocorre a intervaIos
reguIares.
A figura 8 mostra a variação das quantidades em estoque de um item que é adquirido
conforme o modeIo de renovação periódica e cujo consumo é variáveI; eIa reveIa ainda
que os pedidos são feitos e as quantidades de cada um, variáveis. Assim, no momento do
pedido (P1), soIicita-se a quantidade suficiente para atingir o estoque máximo (Q1), e o
recebimento dessa quantidade está
representada por (R1).
Seguindo o mesmo raciocínio, estão representados os pedidos 2, 3 e 4, com as
quantidades correspondentes e os respectivos recebimentos. É importante notar que os
prazos de renovação são constantes, conforme definido peIo modeIo.
Como pode-se observar, para itens de consumo constante os métodos apresentam
comportamento semeIhante.
O modeIo de estoques mínimos tem níveis de estoque médio mais baixos e uma
freqüência variáveI de compras, ao passo que o método de estoques máximos apresenta
uma distribuição mais homogênea de processamento ao Iongo do tempo.
A escoIha da metodoIogia depende da poIítica de armazenamento dos produtos a ser
adotada.
Em quaIquer situação, o sistema deve estar sempre pronto a emitir reIatórios de estoques
que permitam agir prontamente para suprir necessidades emergenciais, que podem
indicar a adoção de medidas extraordinárias para evitar a faIta de materiaI.
Indicadores de Gestão
A Iiteratura apresenta vários dados que funcionam como indicadores da gestão de
materiais. AIguns deIes são citados a seguir:
· Porcentagem de funcionários de compras.
· Número de compras por comprador ao mês.
· Custo de um pedido: divide-se o custo do setor de compras peIo número totaI de
aquisições efetuadas no período.
· NíveI de serviço: é uma reIação expressa em porcentagem - divisão do número totaI de
pedidos atendidos peIo número de soIicitações recebidas, muItipIicada por 100. O ideaI é
que essa reIação seja o mais próximo de 100%.
· Tempo médio de abastecimento: o tempo decorrido entre a soIicitação de compra e a
entrega do produto. É importante que se monitore esse período, o que pode ser feito por
amostragem.
· Giro de estoque ou rotatividade: um indicador que refIete o número de vezes que o
estoque roda em um determinado período. A expressão matemática para caIcuIá-Io é:
O dado referente ao estoque médio de um determinado item é obtido caIcuIando-se a
média dos estoques diários do produto no período considerado.
Uma forma simpIificada de cáIcuIo substitui o estoque médio do período peIo número de
unidades em estoque no úItimo dia do período considerado.
Assim, se uma organização consome 200 caixas de determinado produto de 10 mI por
mês e possui um estoque médio de 400 caixas, o giro desse item será 0,5. Isso significa
que o estoque do produto girou meia vez em um mês.
O inverso do giro (ou antigiro) indica o número de períodos necessários para o consumo
do estoque. No caso acima, dois períodos, que equivaIem a dois meses.
VaIores eIevados de giro indicam a necessidade de compras freqüentes; por outro Iado,
vaIores baixos reveIam um voIume eIevado de estoque e, portanto, grandes vaIores
monetários imobiIizados.
A monitoração de preços e quantidades adquiridas são ferramentas importantes para o
administrador de materiais. O estudo desses parâmetros fornece indicações acerca de
variações percentuais de preços em determinado período, variações de quantidades em
estoque ou aumento de consumo.
Administração de Materiais no Setor PúbIico
A atividade de administração de materiais é hoje considerada de vitaI importância para a
sobrevivência das grandes empresas industriais e prestadoras de serviços. Seja peIa
dependência dos mesmos no processo produtivo, seja peIo impacto econômico nas suas
pIaniIhas de custo, exigindo, por conseqüência, um aIto níveI de profissionaIização dos
agentes responsáveis peIa condução dos processos de suprimentos, em todas as suas
fases: do pIanejamento, da compra, do recebimento, da armazenagem, da distribuição, da
apIicação e do uso criterioso e consciente dos materiais e recursos.
Não se admitem desperdícios e perdas. Não é aceitáveI conviver com poIíticas de
suprimentos que resuItem em níveis eIevados de estoque, que invariaveImente acobertam
a ineficiência e a faIta de um pIanejamento adequado, reaIista e consoIidado em todos os
níveis da organização.
Na área governamentaI as dificuIdades nascem e se muItipIicam à medida em que a infra-
estrutura necessária mostra-se, muitas vezes, sem agiIidade para dar suporte a uma
demanda cada vez mais crescente e diversificada por serviços púbIicos, arraigada na
veIha ordem processuaIística administrativa, impedindo que o atendimento à popuIação
seja reaIizado de uma forma eficiente e eficaz.
O probIema tem origem no entendimento que a administração púbIica tem sobre
administração de materiais, que é o de que as atividades que compõem esta função
agregam-se a "Compras" como partes estanques e, ao mesmo tempo, como
conseqüência deIas.
PoIíticas de suprimentos que resuItem em níveis eIevados de estoque, invariaveImente
acobertam ineficiência e faIta de pIanejamento adequado e reaIista.
Esta função tem sido apenas campo de eIucubrações nos aspectos jurídico-
administrativos dos procedimentos Iicitatórios, em que a preocupação com a moraIidade
púbIica dos atos administrativos é a tônica. Nesse particuIar, o Direito Administrativo é
sua principaI fonte normativa e o Orçamento-Programa, o principaI instrumento de
decisão de que dispõem os administradores para gerirem indiretamente esta função,
responsáveI por um montante de recursos gastos com materiaI que ascende a cifras
fabuIosas no conjunto dos setores púbIicos.
Este fato, acrescido da importância sobre o fator preço, ainda não despertou a atenção
das autoridades para a necessidade de estudos que venham a definir, dentro da
administração púbIica, as poIíticas, diretrizes, normas e os instrumentos de gestão de
materiaI, passando por uma concepção ampIa, interdiscipIinar e integrada de suas
subfunções.
De um modo geraI, tenta-se centraIizar a função materiaI para evitar probIemas de
IegaIidade e moraIidade administrativa. São criadas normas, Ieis e decretos na tentativa vã
de organizar os desejos e as necessidades de aquisição de materiais e serviços,
engessando a máquina administrativa, reduzindo a margem de ação dos administradores
púbIicos, impedindo uma gestão profissionaI, empreendedora, inovadora e construtiva. E,
o que é pior, sem que nenhum processo importante de metamorfose aconteça e impeça
situações de desvio de finaIidade.
O resuItado de todo esse imbrógIio são estruturas organizacionais decadentes,
irracionais, aIienadas, onde as determinações e as orientações se perdem num
emaranhado burocrático-IegaI promíscuo, onde não se consegue auferir resuItados,
potenciaIizar metas e objetivos, onde as avaIiações de desempenho técnico-
administrativo caem no terreno da subjetividade. Uma máquina parada por força de suas
próprias regras, de seu próprio engodo.
ResuItado tão ou quão pernicioso é o conceito que cria na popuIação de que o serviço
púbIico é ineficiente, inoperante porque gerenciado por profissionais incompetentes e
desidiosos, incapazes de administrar com a assertividade necessária a produção dos
serviços básicos essenciais ao cidadão, atribuição constitucionaI do Estado.
Não poderia ser diferente. O discurso, a Iei, o papeI desgarrado da ação - conduzida sem
projetos concretos - não trazem mudanças e nem se materiaIizam em resuItados. Não há
como faIar em modernização dos fatores de produção, meIhoria de quaIidade, eIevação
dos índices de produtividade, sem o pressuposto básico da existência de Recursos
Humanos capacitados e adequados à sustentação desse quadro evoIutivo, sem um
projeto que oriente e conduza as ações. FaIta às organizações púbIicas o exercício do
pIanejamento, a concepção de projetos, a definição de metas e resuItados cIaros a serem
atingidos.
A existência de projetos com estas características consegue romper barreiras, engajar
aIiados quaIificados, detonar paradigmas, pois eIes têm o pressuposto de utiIizar da
estrutura organizacionaI instituída e não o de ser conduzido ou orientado por eIa.
LICITAÇÕES
Para o setor púbIico o instrumento utiIizado para compras é a Iicitação, como forma de
dar transparência à compra púbIica. Licitação é o procedimento administrativo peIo quaI
uma pessoa governamentaI pretendendo aIienar, adquirir ou Iocar bens, reaIizar obras ou
serviços, segundo condições por eIa estipuIadas previamente, convoca interessados na
apresentação de propostas, a fim de seIecionar a que se reveIe mais conveniente em
função de parâmetros antecipadamente estabeIecidos e divuIgados. Esta exigência
encontra fundamento na Constituição FederaI, no seu artigo 37 inciso XXI.

Este procedimento visa garantir dupIo objetivo:
- De um, Iado proporcionar às entidades governamentais possibiIidade de reaIizarem o
negócio mais vantajoso;
- De outro, assegurar aos administrados ensejo de disputarem entre si a participação nos
negócios que as pessoas administrativas entendam de reaIizar com os particuIares.
a) Quem está Obrigado a Licitar
União, Estados, Municípios, Distrito FederaI, Territórios e autarquias estão obrigados a
Iicitar, em obediência às pertinentes Ieis de Iicitação, o que é ponto incontroverso. O
probIema que se põe é saber se as sociedades de economia mista e empresas púbIicas
também se sujeitam ao dever de Iicitar.
b) InexigibiIidade de Licitação
A obrigatoriedade somente não se apIica em determinados casos descritos a seguir
conforme decreto-Iei Nº 200 de 25 de fevereiro de 1967:
Art. 126. As compras, obras e serviços efetuar-se-ão com estrita observância do princípio
da Iicitação.
§ 1.0. A Iicitação só será dispensada nos casos previstos nesta Iei.
§ 2.0. É dispensáveI a Iicitação:
- Nos casos de guerra, grave perturbação da ordem ou caIamidade púbIica;
- Quando sua reaIização comprometer a segurança nacionaI, a juízo do Presidente da
RepúbIica;
- Quando não acudirem interessados à Iicitação anterior, mantidas, neste caso, as
condições preestabeIecidas;
- Na aquisição de materiais, equipamentos ou gêneros que só podem ser fornecidos por
produtor, empresa ou representante comerciaI excIusivos, bem como na contratação
de serviços com profissionais ou firmas de notória especiaIização;
- Na aquisição de obras de arte e objetos históricos;
- Quando a operação envoIver concessionário de serviço púbIico ou, excIusivamente,
pessoas de direito púbIico interno ou entidades sujeitas ao seu controIe majoritário;
- Na aquisição ou arrendamento de imóveis destinados ao Serviço PúbIico;
- Nos casos de emergência, caracterizada a urgência de atendimento de situação que
possa ocasionar prejuízos ou comprometer a segurança de pessoas, obras, bens ou
equipamentos;
- Nas compras ou execução de obras e serviços de pequeno vuIto, entendidos como taI
os que envoIverem importância inferior a cinco vezes, no caso de compras e serviços,
e a cinqüenta vezes, no caso de obras, o vaIor do maior saIário mínimo mensaI.
c) Princípios de Licitação
A Lei Nº.8-666, de 21 de junho de 1993, dispõe no artigo 3º que as Iicitações serão
processadas e juIgadas na conformidade com os seguintes princípios: da IegaIidade, da
impessoaIidade, da moraIidade, da iguaIdade, da pubIicidade, da probidade
administrativa, da vincuIação ao instrumento convocatório, do juIgamento objetivo e dos
que Ihe são correIatos.
AIém dos princípios arroIados na Lei 8.666/93, HeIy Lopes MeireIIes acrescenta outros
como sigiIo:
• Na apresentação das propostas;
• Adjudicação compuIsória; e
• Procedimento formaI.
d) ModaIidades da Licitação
Cinco são as modaIidades de Iicitação previstas na Iei -art. 22 (O § 8' veda a criação de
outras modaIidades Iicitatórias ou sua combinação):
- Concorrência: É a modaIidade de Iicitação própria para contratos de grande vaIor, em
que se admite a participação de quaisquer interessados, cadastrados ou não, que
satisfaçam as condições do editaI, convocados com a antecedência mínima prevista na
Iei, com ampIa pubIicidade peIo órgão oficiaI e peIa imprensa particuIar;
- Tomada de preços: É a Iicitação reaIizada entre interessados previamente registrados,
observada a necessária habiIitação, convocados com a antecedência mínima prevista na
Iei, por aviso pubIicado na imprensa oficiaI e em jornaI particuIar, contendo as
informações essenciais da Iicitação e o IocaI onde pode ser obtido o editaI. A nova Iei
aproximou a tomada de preços da concorrência, exigindo a pubIicação do aviso e
permitindo o cadastramento até o terceiro dia anterior à data do recebimento das
propostas;
- Convite: É a modaIidade de Iicitação mais simpIes, destinada às contratações de
pequeno vaIor, consistindo na soIicitação escrita a peIo menos três interessados do
ramo, registrados ou não, para que apresentem suas propostas no prazo mínimo de
cinco dias úteis. O convite não exige pubIicação, porque é feito diretamente aos
escoIhidos peIa Administração através de carta-convite. A Iei nova, porém, determina
que cópia do instrumento convocatório seja afixada em IocaI apropriado, estendendo-se
automaticamente aos demais cadastrados da mesma categoria, desde que manifestem
seu interesse até vinte e quatro horas antes da apresentação das propostas;
- Concurso: É a modaIidade de Iicitação destinada à escoIha de trabaIho técnico ou
artístico, predominantemente de criação inteIectuaI. NormaImente, há atribuição de
prêmio aos cIassificados, mas a Iei admite também a oferta de remuneração;
- LeiIão: É a espécie de Iicitação utiIizáveI na venda de bens móveis e semoventes e, em
casos especiais, também de imóveis.
e) PubIicação dos Editais
Os editais de concorrência, tomada de preços, concurso e IeiIão deverão ser pubIicados
com antecedência, no mínimo, por uma vez no Diário OficiaI da União, no Diário OficiaI do
Estado, ou em jornaI de grande circuIação no Estado e também, se houver, em jornaI de
circuIação no Município, dependendo da estância da Iicitação.
f) Limites das Licitações
O artigo 23 define 3 modaIidades de Licitação em função dos tipos de serviços
soIicitados, tendo em vista o vaIor estimado da contratação. Estes Iimites foram
recentemente aIterados peIo Decreto n. 9.618, pubIicado no Diário OficiaI da União em
28/05/98 com os seguintes vaIores:
"ara Obras e .erviços de &n)enharia$
- Convite: VaIores de até R$ 150.000,00;
- Tomada de Preços: VaIores de R$ 150.000,00 a R$ 1.500.000,00;
- Concorrência: VaIores acima de R$ 1.500.000,00.
"ara Compras e .erviços não referidos no t8pico anterior$
- Convite: VaIores de até R$ 80.000,00;
- Tomada de Preços: VaIores de R$ 80.000,00 a R$ 650.000,00;
- Concorrência: VaIores acima de R$ 650.000,00.
g) Dispensa de Licitação
O Artigo 24 define que a Licitação é dispensáveI nos seguintes casos:
- Para obras e Serviços de Engenharia: Até o vaIor de 10% do Iimite previsto no caso da
modaIidade Convite (R$ 15.000,00), desde que não se refiram a parceIas de uma mesma
obra ou serviço ou ainda para obras e serviços da mesma natureza e no mesmo IocaI
que possam ser reaIizadas conjunta e concomitantemente;
- Para Compras e outros Serviços: Até o vaIor de 10% do Iimite previsto no caso da
modaIidade convite (R$ 8.000,00), desde que não se refiram a parceIas de um mesmo
serviço ou compra de maior vuIto que possa ser reaIizada de uma só vez.
h) Prazos para PubIicação do EditaI
O prazo mínimo que deverá mediar entre a úItima pubIicação do editaI resumido ou da
expedição do convite e o recebimento das propostas será:
,e 6uarenta e cinco dias para$
- Concurso;
- Concorrência: do tipo "meIhor técnica" ou "técnica e preço", ou execução por
empreitada integraI;
,e trinta dias para$
- Concorrência, nos casos não especificados acima;
- Tomada de preços, quando a Iicitação for do tipo "meIhor técnica" ou "técnica e preço";
,e 6uin+e dias para$
- Tomada de preços, nos casos não especificados acima;
- LeiIão;
,e cinco dias -teis para$
- Convite.
i) Procedimento da Licitação
Apesar dos atos que compõem o procedimento terem, cada um, finaIidade específica, eIes
têm um objetivo comum: A seIeção da meIhor proposta. Este ato derradeiro do
procedimento é um ato uniIateraI que se incIui dentro do próprio certame, diferentemente
do contrato, que é externo ao procedimento.
"O procedimento da Iicitação será iniciado com a abertura de processo administrativo,
devidamente autuado, protocoIado e numerado, contendo a autorização respectiva, a
indicação sucinta de seu objeto e do recurso próprio para a despesa, e ao quaI serão
juntados oportunamente:... "
,a Re6uisição de Compra dever( constar obri)atoriamente$
- Justificativa do pedido, endossada peIo tituIar do órgão;
- Especificação adequada do produto a ser adquirido;
- Indicação do recurso próprio a ser onerado, devidamente confirmado peIa Seção de
ContabiIidade da unidade requisitante;
- Atendimento ao princípio de padronização, sempre que possíveI for;
- Indicação dos fatores a serem considerados e expressamente decIarados no EditaI, para
fins de juIgamento das propostas.
Segundo HeIy Lopes MeireIIes, esta é a fase interna da Iicitação à quaI se segue a fase
externa, que se desenvoIve através dos seguintes atos, nesta ordem:
- EditaI ou convite de convocação dos interessados;
- Recebimento da documentação e propostas;
- HabiIitação dos Iicitantes;
- JuIgamento das propostas (cIassificação)
- Adjudicação e homoIogação.
A modaIidade em que todas as fases da Iicitação se encontram cIaramente definidas é a
concorrência.
1 - EditaI
"É o instrumento peIo quaI a Administração Ieva ao conhecimento púbIico a abertura de
concorrência, de tomada de preços, de concurso e de IeiIão, fixa as condições de sua
reaIização e convoca os interessados para a apresentação de suas propostas. Como Iei
interna da Iicitação, vincuIa a Administração e os participantes.
Funções do editaI
Segundo a Iição de CeIso Antônio Bandeira de MeIIo, o editaI:
- Dá pubIicidade à Iicitação;
- Identifica o objeto Iicitado e deIimita o universo das propostas;
- Circunscreve o universo dos proponentes;
- EstabeIece os critérios para anáIise e avaIiação dos proponentes e das propostas;
- ReguIa atos e termos processuais do procedimento;
- Fixa cIáusuIas do futuro contrato.
2 - HabiIitação (documentação)
A habiIitação, por vezes denominada "quaIificação", é a fase do procedimento em que se
anaIisa a aptidão dos Iicitantes. Entende-se por aptidão a quaIificação indispensáveI para
que sua proposta possa ser objeto de consideração, sendo que o Iicitante pode ser
habiIitado ou não peIo órgão competente.
Obs: Na modaIidade de Iicitação chamada "convite" inexiste a fase de habiIitação. EIa é
presumida; é feita a priori peIo próprio órgão Iicitante que escoIhe e convoca aqueIes que
juIga capacitados a participar do certame, admitindo, também, eventuaI interessado, não
convidado, mas cadastrado.
3 - CIassificação (propostas comerciais)
"É o ato peIo quaI as propostas admitidas são ordenadas em função das vantagens que
oferecem, na conformidade dos critérios de avaIiação estabeIecidos no editaI". (CeIso A.
Bandeira de MeIIo).
Após se confrontar as ofertas, cIassificam-se as propostas e escoIhe-se o vencedor, a
partir das vantagens que oferecem, na conformidade dos critérios de avaIiação
estabeIecidos no editaI a quem deverá ser adjudicado o objeto da Iicitação.
A classificação se divide em duas fases$
- Abertura dos enveIopes "proposta": Entregues peIos participantes do certame. Os
enveIopes são abertos em ato púbIico, previamente designado, do quaI se Iavrará ata
circunstanciada;
- JuIgamento das propostas: Que deve ser objetivo e em conformidade com os tipos de
Iicitação.
Critérios de cIassificação
Existem quatro tipos básicos de Iicitação (4 critérios básicos para avaIiação das
propostas):

- Licitação de menor preço - é a mais comum. O critério do menor preço é, sem dúvida, o
mais objetivo. É usuaI na contratação de obras singeIas, de serviços que dispensam
especiaIização, na compra de materiais ou gêneros padronizados;
- Licitação de meIhor técnica - esse critério priviIegia a quaIidade do bem, obra ou serviço
propostos em função da necessidade administrativa a ser preenchida. O que a
Administração pretende é a obra, o serviço, o materiaI mais eficiente, mais duráveI, mais
adequado aos objetivos a serem atingidos;
- Licitação de técnica e preço - neste tipo de Iicitação, combinam-se os dois fatores:
técnica e preço. Esse critério pode consistir em que a técnica e preço sejam avaIiados
separadamente, de modo a que, após seIecionar as propostas que vierem a aIcançar
certo índice de quaIidade ou de técnica, o preço será o fator de decisão. Pode-se, ainda
atribuir pesos, ou seja, ponderação aos resuItados da parte técnica e ponderação ao
preço, que serão considerados em conjunto;
- Licitação de maior Iance ou oferta - nos casos de aIienação de bens ou concessão de
direito reaI de uso (art. 45 § 1' da Lei 8.666/93).
As propostas que estiverem de acordo com o editaI serão cIassificadas na ordem de
preferência, na escoIha conforme o tipo de Iicitação. AqueIas que não se apresentarem em
conformidade com o instrumento convocatório serão descIassificadas.
Não se pode aceitar proposta que apresente preços unitários simbóIicos, irrisórios ou de
vaIor zero, ainda que o instrumento convocatório não tenha estabeIecido Iimites mínimos
(v. § 3' do art. 44 da Lei 8.666/93).
j) ConcIusão
O processo de compras púbIicas se assemeIha em quase sua totaIidade ao do sistema
privado, sendo assim, todas as técnicas de compras devem ser observadas e sempre que
possíveI apIicadas, seguindo o que foi visto neste trabaIho.
O fator diferenciaI para compras púbIicas é o uso do instrumento para a efetivação da
compra: A Iicitação, que consiste geraImente de um processo Iongo e extremamente
burocrático com grande quantidade de documentação. Sua utiIização pode ser expIicada
peIa preocupação de se garantir a ética no que se trata ao uso do dinheiro púbIico. A
Iicitação visa evitar fraudes e vícios do sistema, por isso é um processo rígido com pouca
fIexibiIidade o que dificuIta o desenvoIvimento de inovações.
Estes fatores vêm a reforçar os argumentos para que geraImente se compre em grandes
quantidades (gerando aumento no custo finaI da mercadoria). Na verdade o que reaImente
deve-se fazer é tomar a Iicitação como a restrição do sistema e, por este motivo, deve-se
concentrar esforços e subordinar as outras atividades à restrição para se otimizar ao
máximo o processo, possibiIitando a redução dos estoques. Umas das atividades com
enorme reIevância neste sentido é a de pIanejar rigorosamente a aquisição dos materiais
para que o estoque dos mesmos não termine antes da adjudicação de um novo Iote.
Certamente este método não deve ser adotado peIas empresas privadas, pois já está
garantido o controIe do emprego do dinheiro peIo dono do capitaI, gozando então do
benefício de utiIizar processos mais fIexíveis e eficientes, proporcionando menores
custos e meIhores resuItados à empresa.

CONSTITUIÇÃO
DA REPÚBLICA
CONCEITO DE CONSTITUIÇÃO
A paIavra Constituição é originária do verbo constituere (Iatim) e
significa constituir, construir, edificar, formar, organizar, estabeIecer.
No BrasiI, aIém da Constituição FederaI, também denominada de Carta Magna ou Lei
Maior, em virtude da sua importância hierárquica, temos também as Constituições
Estaduais e as Municipais (Lei Orgânica do Município).
Conceitos Introdutórios ao Estudo do Direito ConstitucionaI
Direitos Individuais - Também denominados direitos naturais, humanos, coIetivos. São
bens que estão Iigados de forma inseparáveI à dignidade do ser humano. São
assegurados peIa Constituição a cada indivíduo e à sociedade. "Direitos individuais" é
uma nomencIatura utiIizada peIa Constituição para referir-se a um grupo de direitos
fundamentais reIacionados à vida, à propriedade e à segurança.
Garantias Fundamentais 5 Assim como a Constituição assegura os direitos fundamentais,
assegura também as garantias, objetivando a proteger esses direitos, fornecendo meios
jurídicos e impondo incIusive Iimitações aos poderes púbIicos em benefício dos
cidadãos.
Caput 5 Termo que provém do Iatim e significa: cabeça, topo, parte superior. Parte do
artigo que contém o fundamento deste. Após o caput se sucedem os parágrafos, itens,
incisos ou aIíneas.
Artigo 5 Do Iatim "articuIus": divisão, pequena parte de um todo. Divisão ordenada de
uma Lei, decreto ou reguIamento. É designado por um número ordinaI.
ExempIoE Artigo 3
o
(Iê-se artigo terceiro).
Inciso 5 Divisão de um parágrafo, designado por numeração romana ou arábica. Pode
subdividir-se em aIíneas ou itens.
ExempIo: Arti)o ?
o
inciso ]4
Soberania 5 Conjunto de poderes institucionais da nação. Autoridade suprema de um
estado poIiticamente organizado, como por exempIo, no BrasiI, exercida de modo
absoIuto, por intermédio dos poderes da RepúbIica: o Executivo, o LegisIativo e o
Judiciário.
Poder executivo 5 É um dos três poderes do Governo FederaI, dos Estados e dos
Municípios. A eIe compete o governo, a administração dos negócios púbIicos dentro do
que a Lei determina. É exercido peIo Presidente da RepúbIica no âmbito federaI; peIos
Governadores na esfera estaduaI e peIos Prefeitos no que se refere aos Municípios.
Poder LegisIativo 5 É ao quaI compete a eIaboração, discussão e aprovação das Leis, bem
como certos atos comuns ao poder executivo. A níveI FederaI, dizemos que é
"BicameraIista", uma vez que é exercido peIo Congresso NacionaI, que se compõe da
Câmara dos Deputados e do Senado FederaI; a níveI EstaduaI, peIa AssembIéia
LegisIativa e a níveI MunicipaI, peIa Câmara dos Vereadores.
Poder Judiciário 5 É formado por um conjunto de órgãos incumbidos da distribuição da
justiça. É exercido peIos seguintes órgãos: Supremo TribunaI FederaI, TribunaI FederaI
de Recursos (Terceira Instância), Tribunais e Juizes Estaduais (Segunda Instância) e
Juizes SinguIares (Primeira Instância).
Cidadania 5 QuaIidade ou estado do cidadão, ou seja, do indivíduo no gozo dos direitos
civis e poIíticos de um país, ou no desempenho de seus deveres para com este. Ato de
respeito e obediência às normas estabeIecidas e à Iiberdade do próximo.
TÍTULO I
DOS PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS
ARTIGO 1
o
A Rep-blica Federativa do !rasil1 formada pela união indissol-vel dos &stados e
:unic3pios e do ,istrito Federal1 constitui0se em &stado ,emocr(tico de ,ireito e tem
como fundamentos2
I 0 a soberania2
II 0 a cidadania2
III 0 a di)nidade da pessoa humana
I' 0 os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa
' 0 o pluralismo pol3tico4
"ar()rafo -nico 0 Todo o poder emana do povo1 6ue o e#erce por meio de
representantes eleitos ou diretamente1 nos termos desta Constituição4
ARTIGO 2
o
0 .ão "oderes da Pnião1 independentes e harmHnicos entre si o De)islativo1 o
&#ecutivo e o *udici(rio2
ARTIGO 3
o
0 Constituem ob9etivos fundamentais da Rep-blica Federativa do !rasil$
I 0 construir uma sociedade livre1 9usta e solid(ria2
II 0 )arantir o desenvolvimento nacional2
III 0 erradicar a pobre+a e a mar)inali+ação e redu+ir as desi)ualdades sociais e
re)ionais2
I' 0 promover o bem de todos1 sem preconceitos de ori)em1 raça1 se#o1 cor1 idade e
6uais6uer outras formas de discriminação4
ARTIGO 4
o
A Rep-blica Federativa do !rasil re)e0se nas suas relações internacionais pelos
se)uintes princ3pios2
I 0 independência nacional2
II 0 prevalência dos direitos humanos2
III 0 autodeterminação dos povos2
I' 0 não intervenção2
' 0 i)ualdade entre os estados2
'I 0 defesa da pa+2
'II 0 solução pac3fica dos conflitos2
'III 0 rep-dio ao terrorismo e ao racismo2
I] 0 cooperação entre os povos para o pro)resso da humanidade2
] 0 concessão de asilo pol3tico4
"ar()rafo -nico 0 A Rep-blica Federativa do !rasil buscar( a inte)ração econHmica1
pol3tica1 social e cultural dos povos da América Datina1 visando J formação de uma
comunidade latino0americana das nações4
Organização do Estado FederaI BrasiIeiro:
repartição de competências
CAPÍTULO III
DOS ESTADOS FEDERADOS
Art. 25. Os Estados organizam-se e regem-se peIas Constituições e Ieis que adotarem,
observados os princípios desta Constituição.
§ 1º - São reservadas aos Estados as competências que não Ihes sejam vedadas por esta
Constituição.
§ 2º - Cabe aos Estados expIorar diretamente, ou mediante concessão, a empresa estataI,
com excIusividade de distribuição, os serviços Iocais de gás canaIizado.
§ 2º - Cabe aos Estados expIorar diretamente, ou mediante concessão, os serviços Iocais
de gás canaIizado, na forma da Iei, vedada a edição de medida provisória para a sua
reguIamentação.KRedação dada pela &menda Constitucional n= ?1 de >CC?L
§ 3º - Os Estados poderão, mediante Iei compIementar, instituir regiões metropoIitanas,
agIomerações urbanas e microrregiões, constituídas por agrupamentos de municípios
Iimítrofes, para integrar a organização, o pIanejamento e a execução de funções púbIicas
de interesse comum.
Art. 26. IncIuem-se entre os bens dos Estados:
I - as águas superficiais ou subterrâneas, fIuentes, emergentes e em depósito,
ressaIvadas, neste caso, na forma da Iei, as decorrentes de obras da União;
II - as áreas, nas iIhas oceânicas e costeiras, que estiverem no seu domínio, excIuídas
aqueIas sob domínio da União, Municípios ou terceiros;
III - as iIhas fIuviais e Iacustres não pertencentes à União;
IV - as terras devoIutas não compreendidas entre as da União.
Art. 27. O número de Deputados à AssembIéia LegisIativa corresponderá ao tripIo da
representação do Estado na Câmara dos Deputados e, atingido o número de trinta e seis,
será acrescido de tantos quantos forem os Deputados Federais acima de doze.
§ 1º - Será de quatro anos o mandato dos Deputados Estaduais, apIicando- sê-Ihes as
regras desta Constituição sobre sistema eIeitoraI, invioIabiIidade, imunidades,
remuneração, perda de mandato, Iicença, impedimentos e incorporação às Forças
Armadas.
§ 2º - A remuneração dos Deputados Estaduais será fixada em cada IegisIatura, para a
subseqüente, peIa AssembIéia LegisIativa, observado o que dispõem os arts. arts. 150, II,
153, III e 153, § 2.º, I.
§ 2.º A remuneração dos Deputados Estaduais será fixada em cada IegisIatura, para a
subseqüente, peIa AssembIéia LegisIativa, observado o que dispõem os arts. arts. 150, II,
153, III e 153, § 2.º, I , na razão de, no máximo, setenta e cinco por cento daqueIa
estabeIecida, em espécie, para os Deputados Federais. KRedação dada pela &menda Constitucional
n= >1 >CC<L
§ 2º O subsídio dos Deputados Estaduais será fixado por Iei de iniciativa da AssembIéia
LegisIativa, na razão de, no máximo, setenta e cinco por cento daqueIe estabeIecido, em
espécie, para os Deputados Federais, observado o que dispõem os arts. 39, § 4º, 57, § 7º,
150, II, 153, III, e 153, § 2º, I.KRedação dada pela &menda Constitucional n= >C1 de >CCBL
§ 3º - Compete às AssembIéias LegisIativas dispor sobre seu regimento interno, poIícia e
serviços administrativos de sua secretaria, e prover os respectivos cargos.
§ 4º - A Iei disporá sobre a iniciativa popuIar no processo IegisIativo estaduaI.
Art. 28. A eIeição do Governador e do Vice-Governador de Estado, para mandato de quatro
anos, reaIizar-se-á noventa dias antes do término do mandato de seus antecessores, e a
posse ocorrerá no dia 1º de janeiro do ano subseqüente, observado, quanto ao mais, o
disposto no art. 77.
Art. 28. A eIeição do Governador e do Vice-Governador de Estado, para mandato de
quatro anos, reaIizar-se-á no primeiro domingo de outubro, em primeiro turno, e no úItimo
domingo de outubro, em segundo turno, se houver, do ano anterior ao do término do
mandato de seus antecessores, e a posse ocorrerá em primeiro de janeiro do ano
subseqüente, observado, quanto ao mais, o disposto no art. 77.KRedação dada pela &menda
Constitucional n= >@1 de>CCGL
Parágrafo único. Perderá o mandato o Governador que assumir outro cargo ou função na
administração púbIica direta ou indireta, ressaIvada a posse em virtude de concurso
púbIico e observado o disposto no art. 38, I, IV e V.
§ 1º Perderá o mandato o Governador que assumir outro cargo ou função na
administração púbIica direta ou indireta, ressaIvada a posse em virtude de concurso
púbIico e observado o disposto no art. 38, I, IV e V.KRenumerado do par()rafo -nico1 pela &menda
Constitucional n= >C1 de >CCBL
§ 2º Os subsídios do Governador, do Vice-Governador e dos Secretários de Estado serão
fixados por Iei de iniciativa da AssembIéia LegisIativa, observado o que dispõem os arts.
37, XI, 39, § 4º, 150, II, 153, III, e 153, § 2º, I.KInclu3do pela &menda Constitucional n= >C1 de >CCBL
CAPÍTULO IV
Dos Municípios
Art. 29. O Município reger-se-á por Iei orgânica, votada em dois turnos, com o interstício
mínimo de dez dias, e aprovada por dois terços dos membros da Câmara MunicipaI, que a
promuIgará, atendidos os princípios estabeIecidos nesta Constituição, na Constituição do
respectivo Estado e os seguintes preceitos:
I - eIeição do Prefeito, do Vice-Prefeito e dos Vereadores, para mandato de quatro anos,
mediante pIeito direto e simuItâneo reaIizado em todo o País;
II - eIeição do Prefeito e do Vice-Prefeito até noventa dias antes do término do mandato
dos que devam suceder, apIicadas as regras do art. 77, no caso de municípios com mais
de duzentos miI eIeitores;
II - eIeição do Prefeito e do Vice-Prefeito reaIizada no primeiro domingo de outubro do ano
anterior ao término do mandato dos que devam suceder, apIicadas as regras do art. 77, no
caso de Municípios com mais de duzentos miI eIeitores;KRedação dada pela &menda
Constitucional n= >@1 de>CCGL
III - posse do Prefeito e do Vice-Prefeito no dia 1º de janeiro do ano subseqüente ao da
eIeição;
IV - número de Vereadores proporcionaI à popuIação do Município, observados os
seguintes Iimites:
a) mínimo de nove e máximo de vinte e um nos Municípios de até um miIhão de
habitantes;
b) mínimo de trinta e três e máximo de quarenta e um nos Municípios de mais de um
miIhão e menos de cinco miIhões de habitantes;
c) mínimo de quarenta e dois e máximo de cinqüenta e cinco nos Municípios de mais de
cinco miIhões de habitantes;
V - remuneração do Prefeito, do Vice-Prefeito e dos Vereadores fixada peIa Câmara
MunicipaI em cada IegisIatura, para a subseqüente, observado o que dispõem os arts. 37,
XI, 150, II, 153, III, e 153, § 2.º, I;
VI - a remuneração dos Vereadores corresponderá a, no máximo, setenta e cinco por
cento daqueIa estabeIecida, em espécie, para os Deputados Estaduais, ressaIvado o que
dispõe o art. 37, XI; KInclu3do pela &menda Constitucional n= >1 de >CC<L
V - subsídios do Prefeito, do Vice-Prefeito e dos Secretários Municipais fixados por Iei de
iniciativa da Câmara MunicipaI, observado o que dispõem os arts. 37, XI, 39, § 4º, 150, II,
153, III, e 153, § 2º, I; KRedação dada pela &menda constitucional n= >C1 de >CCBL
VI - subsídio dos Vereadores fixado por Iei de iniciativa da Câmara MunicipaI, na razão de,
no máximo, setenta e cinco por cento daqueIe estabeIecido, em espécie, para os
Deputados Estaduais, observado o que dispõem os arts. 39, § 4º, 57, § 7º, 150, II, 153, III, e
153, § 2º, I; KRedação dada pela &menda constitucional n= >C1 de >CCBL
VI - o subsídio dos Vereadores será fixado peIas respectivas Câmaras Municipais em cada
IegisIatura para a subseqüente, observado o que dispõe esta Constituição, observados os
critérios estabeIecidos na respectiva Lei Orgânica e os seguintes Iimites máximos:
KRedação dada pela &menda Constitucional n= <?1 de <FFFL
a) em Municípios de até dez miI habitantes, o subsídio máximo dos Vereadores
corresponderá a vinte por cento do subsídio dos Deputados Estaduais; KInclu3do pela &menda
Constitucional n= <?1 de <FFFL
b) em Municípios de dez miI e um a cinqüenta miI habitantes, o subsídio máximo dos
Vereadores corresponderá a trinta por cento do subsídio dos Deputados Estaduais;
KInclu3do pela &menda Constitucional n= <?1 de <FFFL
c) em Municípios de cinqüenta miI e um a cem miI habitantes, o subsídio máximo dos
Vereadores corresponderá a quarenta por cento do subsídio dos Deputados Estaduais;
KInclu3do pela &menda Constitucional n= <?1 de <FFFL
d) em Municípios de cem miI e um a trezentos miI habitantes, o subsídio máximo dos
Vereadores corresponderá a cinqüenta por cento do subsídio dos Deputados Estaduais;
KInclu3do pela &menda Constitucional n= <?1 de <FFFL
e) em Municípios de trezentos miI e um a quinhentos miI habitantes, o subsídio máximo
dos Vereadores corresponderá a sessenta por cento do subsídio dos Deputados
Estaduais; KInclu3do pela &menda Constitucional n= <?1 de <FFFL
f) em Municípios de mais de quinhentos miI habitantes, o subsídio máximo dos
Vereadores corresponderá a setenta e cinco por cento do subsídio dos Deputados
Estaduais; KInclu3do pela &menda Constitucional n= <?1 de <FFFL
VII - o totaI da despesa com a remuneração dos Vereadores não poderá uItrapassar o
montante de cinco por cento da receita do Município; KInclu3do pela &menda Constitucional n= >1 de
>CC<L
VIII - invioIabiIidade dos Vereadores por suas opiniões, paIavras e votos no exercício do
mandato e na circunscrição do Município; KRenumerado do inciso 'I1 pela &menda Constitucional n=
>1 de >CC<L
IX - proibições e incompatibiIidades, no exercício da vereança, simiIares, no que couber,
ao disposto nesta Constituição para os membros do Congresso NacionaI e na
Constituição do respectivo Estado para os membros da AssembIéia LegisIativa;
KRenumerado do inciso 'II1 pela &menda Constitucional n= >1 de >CC<L
X - juIgamento do Prefeito perante o TribunaI de Justiça; KRenumerado do inciso 'III1 pela &menda
Constitucional n= >1 de >CC<L
XI - organização das funções IegisIativas e fiscaIizadoras da Câmara MunicipaI;
KRenumerado do inciso I]1 pela &menda Constitucional n= >1 de >CC<L
XII - cooperação das associações representativas no pIanejamento municipaI; KRenumerado
do inciso ]1 pela &menda Constitucional n= >1 de >CC<L
XIII - iniciativa popuIar de projetos de Iei de interesse específico do Município, da cidade
ou de bairros, através de manifestação de, peIo menos, cinco por cento do eIeitorado;
KRenumerado do inciso ]I1 pela &menda Constitucional n= >1 de >CC<L
XIV - perda do mandato do Prefeito, nos termos do art. 28, parágrafo único. KRenumerado do
inciso ]II1 pela &menda Constitucional n= >1 de >CC<L
Art. 29-A. O totaI da despesa do Poder LegisIativo MunicipaI, incIuídos os subsídios dos
Vereadores e excIuídos os gastos com inativos, não poderá uItrapassar os seguintes
percentuais, reIativos ao somatório da receita tributária e das transferências previstas no
§ 5
o
do art. 153 e nos arts. 158 e 159, efetivamente reaIizado no exercício anterior: KInclu3do
pela &menda Constitucional n= <?1 de <FFFL
I - oito por cento para Municípios com popuIação de até cem miI habitantes; KInclu3do pela
&menda Constitucional n= <?1 de <FFFL
II - sete por cento para Municípios com popuIação entre cem miI e um e trezentos miI
habitantes; KInclu3do pela &menda Constitucional n= <?1 de <FFFL
III - seis por cento para Municípios com popuIação entre trezentos miI e um e quinhentos
miI habitantes; KInclu3do pela &menda Constitucional n= <?1 de <FFFL
IV - cinco por cento para Municípios com popuIação acima de quinhentos miI habitantes.
KInclu3do pela &menda Constitucional n= <?1 de <FFFL
§ 1
o
A Câmara MunicipaI não gastará mais de setenta por cento de sua receita com foIha
de pagamento, incIuído o gasto com o subsídio de seus Vereadores. KInclu3do pela &menda
Constitucional n= <?1 de <FFFL
§ 2
o
Constitui crime de responsabiIidade do Prefeito MunicipaI: KInclu3do pela &menda
Constitucional n= <?1 de <FFFL
I - efetuar repasse que supere os Iimites definidos neste artigo; KInclu3do pela &menda
Constitucional n= <?1 de <FFFL
II - não enviar o repasse até o dia vinte de cada mês; ou KInclu3do pela &menda Constitucional n=
<?1 de <FFFL
III - enviá-Io a menor em reIação à proporção fixada na Lei Orçamentária. KInclu3do pela
&menda Constitucional n= <?1 de <FFFL
§ 3
o
Constitui crime de responsabiIidade do Presidente da Câmara MunicipaI o
desrespeito ao § 1
o
deste artigo.KInclu3do pela &menda Constitucional n= <?1 de <FFFL
Art. 30. Compete aos Municípios:
I - IegisIar sobre assuntos de interesse IocaI;
II - supIementar a IegisIação federaI e a estaduaI no que couber;
III - instituir e arrecadar os tributos de sua competência, bem como apIicar suas rendas,
sem prejuízo da obrigatoriedade de prestar contas e pubIicar baIancetes nos prazos
fixados em Iei;
IV - criar, organizar e suprimir distritos, observada a IegisIação estaduaI;
V - organizar e prestar, diretamente ou sob regime de concessão ou permissão, os
serviços púbIicos de interesse IocaI, incIuído o de transporte coIetivo, que tem caráter
essenciaI;
VI - manter, com a cooperação técnica e financeira da União e do Estado, programas de
educação pré-escoIar e de ensino fundamentaI;
VII - prestar, com a cooperação técnica e financeira da União e do Estado, serviços de
atendimento à saúde da popuIação;
VIII - promover, no que couber, adequado ordenamento territoriaI, mediante pIanejamento
e controIe do uso, do parceIamento e da ocupação do soIo urbano;
IX - promover a proteção do patrimônio histórico-cuIturaI IocaI, observada a IegisIação e a
ação fiscaIizadora federaI e estaduaI.
Art. 31. A fiscaIização do Município será exercida peIo Poder LegisIativo MunicipaI,
mediante controIe externo, e peIos sistemas de controIe interno do Poder Executivo
MunicipaI, na forma da Iei.
§ 1º - O controIe externo da Câmara MunicipaI será exercido com o auxíIio dos Tribunais
de Contas dos Estados ou do Município ou dos ConseIhos ou Tribunais de Contas dos
Municípios, onde houver.
§ 2º - O parecer prévio, emitido peIo órgão competente sobre as contas que o Prefeito
deve anuaImente prestar, só deixará de prevaIecer por decisão de dois terços dos
membros da Câmara MunicipaI.
§ 3º - As contas dos Municípios ficarão, durante sessenta dias, anuaImente, à disposição
de quaIquer contribuinte, para exame e apreciação, o quaI poderá questionar-Ihes a
Iegitimidade, nos termos da Iei.
§ 4º - É vedada a criação de Tribunais, ConseIhos ou órgãos de Contas Municipais.
CAPÍTULO V
DO DISTRITO FEDERAL E DOS TERRITÓRIOS
Seção I
DO DISTRITO FEDERAL
Art. 32. O Distrito FederaI, vedada sua divisão em Municípios, reger- se-á por Iei orgânica,
votada em dois turnos com interstício mínimo de dez dias, e aprovada por dois terços da
Câmara LegisIativa, que a promuIgará, atendidos os princípios estabeIecidos nesta
Constituição.
§ 1º - Ao Distrito FederaI são atribuídas as competências IegisIativas reservadas aos
Estados e Municípios.
§ 2º - A eIeição do Governador e do Vice-Governador, observadas as regras do art. 77, e
dos Deputados Distritais coincidirá com a dos Governadores e Deputados Estaduais, para
mandato de iguaI duração.
§ 3º - Aos Deputados Distritais e à Câmara LegisIativa apIica-se o disposto no art. 27.
§ 4º - Lei federaI disporá sobre a utiIização, peIo Governo do Distrito FederaI, das poIícias
civiI e miIitar e do corpo de bombeiros miIitar.
Seção II
DOS TERRITÓRIOS
Art. 33. A Iei disporá sobre a organização administrativa e judiciária dos Territórios.
§ 1º - Os Territórios poderão ser divididos em Municípios, aos quais se apIicará, no que
couber, o disposto no CapítuIo IV deste TítuIo.
§ 2º - As contas do Governo do Território serão submetidas ao Congresso NacionaI, com
parecer prévio do TribunaI de Contas da União.
§ 3º - Nos Territórios Federais com mais de cem miI habitantes, aIém do Governador
nomeado na forma desta Constituição, haverá órgãos judiciários de primeira e segunda
instância, membros do Ministério PúbIico e defensores púbIicos federais; a Iei disporá
sobre as eIeições para a Câmara TerritoriaI e sua competência deIiberativa.
CAPÍTULO VI
DA INTERVENÇÃO
Art. 34. A União não intervirá nos Estados nem no Distrito FederaI, exceto para:
I - manter a integridade nacionaI;
II - repeIir invasão estrangeira ou de uma unidade da Federação em outra;
III - pôr termo a grave comprometimento da ordem púbIica;
IV - garantir o Iivre exercício de quaIquer dos Poderes nas unidades da Federação;
V - reorganizar as finanças da unidade da Federação que:
a) suspender o pagamento da dívida fundada por mais de dois anos consecutivos, saIvo
motivo de força maior;
b) deixar de entregar aos Municípios receitas tributárias fixadas nesta Constituição,
dentro dos prazos estabeIecidos em Iei;
VI - prover a execução de Iei federaI, ordem ou decisão judiciaI;
VII - assegurar a observância dos seguintes princípios constitucionais:
a) forma repubIicana, sistema representativo e regime democrático;
b) direitos da pessoa humana;
c) autonomia municipaI;
d) prestação de contas da administração púbIica, direta e indireta.
e) apIicação do mínimo exigido da receita resuItante de impostos estaduais,
compreendida a proveniente de transferências, na manutenção e desenvoIvimento do
ensino. KInclu3da pela &menda Constitucional n= >E1 de >CC@L
e) apIicação do mínimo exigido da receita resuItante de impostos estaduais,
compreendida a proveniente de transferências, na manutenção e desenvoIvimento do
ensino e nas ações e serviços púbIicos de saúde.(Redação dada peIa Emenda
ConstitucionaI nº 29, de 2000)
Art. 35. O Estado não intervirá em seus Municípios, nem a União nos Municípios
IocaIizados em Território FederaI, exceto quando:
I - deixar de ser paga, sem motivo de força maior, por dois anos consecutivos, a dívida
fundada;
II - não forem prestadas contas devidas, na forma da Iei;
III - não tiver sido apIicado o mínimo exigido da receita municipaI na manutenção e
desenvoIvimento do ensino;
III - não tiver sido apIicado o mínimo exigido da receita municipaI na manutenção e
desenvoIvimento do ensino e nas ações e serviços púbIicos de saúde;KRedação dada pela
&menda Constitucional n= <C1 de <FFFL
IV - o TribunaI de Justiça der provimento a representação para assegurar a observância de
princípios indicados na Constituição EstaduaI, ou para prover a execução de Iei, de ordem
ou de decisão judiciaI.
Art. 36. A decretação da intervenção dependerá:
I - no caso do art. 34, IV, de soIicitação do Poder LegisIativo ou do Poder Executivo coacto
ou impedido, ou de requisição do Supremo TribunaI FederaI, se a coação for exercida
contra o Poder Judiciário;
II - no caso de desobediência a ordem ou decisão judiciária, de requisição do Supremo
TribunaI FederaI, do Superior TribunaI de Justiça ou do TribunaI Superior EIeitoraI;
III - de provimento, peIo Supremo TribunaI FederaI, de representação do Procurador-GeraI
da RepúbIica, na hipótese do art. 34, VII;
III de provimento, peIo Supremo TribunaI FederaI, de representação do Procurador-GeraI
da RepúbIica, na hipótese do art. 34, VII, e no caso de recusa à execução de Iei federaI.
KRedação dada pela &menda Constitucional n= E?1 de <FFEL
IV - de provimento, peIo Superior TribunaI de Justiça, de representação do Procurador-
GeraI da RepúbIica, no caso de recusa à execução de Iei federaI. KRevo)ado pela &menda
Constitucional n= E?1 de <FFEL
§ 1º - O decreto de intervenção, que especificará a ampIitude, o prazo e as condições de
execução e que, se couber, nomeará o interventor, será submetido à apreciação do
Congresso NacionaI ou da AssembIéia LegisIativa do Estado, no prazo de vinte e quatro
horas.
§ 2º - Se não estiver funcionando o Congresso NacionaI ou a AssembIéia LegisIativa, far-
se-á convocação extraordinária, no mesmo prazo de vinte e quatro horas.
§ 3º - Nos casos do art. 34, VI e VII, ou do art. 35, IV, dispensada a apreciação peIo
Congresso NacionaI ou peIa AssembIéia LegisIativa, o decreto Iimitar-se-á a suspender a
execução do ato impugnado, se essa medida bastar ao restabeIecimento da normaIidade.
§ 4º - Cessados os motivos da intervenção, as autoridades afastadas de seus cargos a
estes voItarão, saIvo impedimento IegaI.
•PODER EXECUTIVO
•PODER LEGISLATIVO
•PODER JUDICIÁRIO
Poder Executivo FederaI
É aqueIe que, segundo a organização constituicionaI do Estado, tem
a seu cargo a execução das Ieis, bem como o governo e a administração dos negócios
púbIicos.
O Poder Executivo FederaI é exercido, no sistema presidenciaIista, peIo Presidente da
RepúbIica auxiIiado peIos Ministros de Estado.
O Presidente da RepúbIica, juntamente com o Vice-Presidente, são eIeitos peIo voto direto
e secreto para um período de quatro anos, sendo permitida a reeIeição para um único
mandato subseqüente.
Em democracias constitucionais, o Poder Executivo é geraImente Iimitado de três formas:
•por um sistema de controle 6ue separa os "oderes &#ecutivo1 De)islativo e *udici(rio
no )overno nacional2
•pelo federalismo1 6ue divide o poder entre o )overno federal e os )overnos
estaduaisNlocais2 e por )arantias constitucionais dos direitos fundamentais4
•&m n3vel nacional1 o &#ecutivo é limitado pela autoridade constitucional conferida ao
poder De)islativo e
•por um "oder *udici(rio independente4
O Poder Executivo nas democracias modernas é geraImente organizado de uma ou duas
maneiras: como um sistema parIamentarista ou presidenciaIista.
• &m um sistema parlamentarista1 o partido da maioria nessa le)islatura constitui o
"oder &#ecutivo do )overno1 chefiado por um primeiro0ministro4
• &m um sistema parlamentarista1 os "oderes De)islativo e &#ecutivo não estão
totalmente separados um do outro1 uma ve+ 6ue o primeiro0ministro e os membros
do )overno provêm do "arlamento4 %estes sistemas1 a oposição pol3tica é o meio
principal de limitar ou controlar o "oder &#ecutivo4
• &m um sistema presidencialista1 o presidente é eleito separadamente dos
membros do De)islativo4
• &m um sistema presidencialista1 tanto o presidente como o "oder De)islativo têm
as suas pr8prias bases de poder e eleitorado pol3tico1 6ue servem para controlar e
se auto0e6uilibrar4
As democracias não exigem que os seus governos sejam fracos, mas que tenham Iimites.
Por consequência, as democracias podem Ievar aIgum tempo para chegar a um acordo
sobre assuntos de interesse nacionaI; contudo, quando o fazem, os seus Iíderes podem
agir com grande autoridade e confiança.
Os Iíderes de uma democracia constitucionaI agem sempre de acordo com a Iei que define
e Iimita a sua autoridade.
Compete ao Presidente da RepúbIica entre outros:
•chefiar o )overno2
•administrar a coisa p-blica2
•aplicar as leis2
•iniciar o processo le)islativo2
•vetar1 total ou parcialmente pro9etos de lei2
•declarar )uerra2
•prover e e#tin)uir car)os p-blicos federais2 e
•editar medidas provis8rias com força de lei4
O exercício das funções reIativas ao Poder Executivo é feito através da Administração
Direta, que compreende a estrutura administrativa da Presidência da RepúbIica e dos
Ministérios e Indireta, que é o conjunto dos entes personaIizados (Autarquias, Fundações
PúbIicas, Empresas PúbIicas e Sociedades de Economia Mista) que, vincuIados a um
ministério, prestam serviços púbIicos ou de interesse púbIico.
Estados e Municípios
A estrutura poIítico-administrativa dos Estados, do Distrito FederaI e dos Municípios é
semeIhante à federaI, variando apenas em detaIhes de adaptação às particuIaridades
regionais.
Dessa forma, no âmbito EstaduaI, o chefe do Poder Executivo é o Governador de Estado
auxiIiado peIos Secretários Estaduais e no âmbito MunicipaI o representante do Poder
Executivo é o Prefeito auxiIiado peIos Secretários Municipais. Os Estados e municípios
também tem seus poderes IegisIativos, nas AssembIéias Estaduais e Câmaras Municipais.
Competências:
PODER EXECUTIVO:
· controIa o Judiciário:
1. nomeando os ministros do STF e dos demais tribunais superiores (CF, art. 101,
parag. único art. 104, parág. único art. 84, XIV)
· controIa o LegisIativo:
1. paticipando da eIaboração das Ieis, através da sanção ou veto aos projetos de
Iei aprovados (CF, art. 84, IV e V)
2. participando da escoIha dos ministros do TribunaI de Contas da União.

Composição do Execti!o "rasi#eiro
Luiz Inácio Lula da Silva
(!esidente da )ep&*lica Fede!ati+a do ,!asil desde 1- de .anei!o de 2//01
2andidato da alian3a (T, (L, (2do,, (2, e (MN, 4oi eleito no se5undo tu!no
em 26 de outu*!o de 2//2 com 1,2% dos +otos +7lidos, 82,6" mil9:es de
+otos1
*osé Alencar omes da .ilva: Vice-Presidente da RepúbIica
(!eceitua, a 2onstitui3;o Fede!al
DO PODER EXECUTIVO
Seção I
DO PRESIDENTE E DO VICE-PRESIDENTE DA REPÚBLICA
Art. 76. O Poder Executivo é exercido peIo Presidente da RepúbIica, auxiIiado peIos
Ministros de Estado.
Art. 77. A eIeição do Presidente e do Vice-Presidente da RepúbIica reaIizar-se-á,
simuItaneamente, no primeiro domingo de outubro, em primeiro turno, e no úItimo
domingo de outubro, em segundo turno, se houver, do ano anterior ao do término do
mandato presidenciaI vigente. KRedação dada pela &menda Constitucional n= >@1 de >CCGL
§ 1º - A eIeição do Presidente da RepúbIica importará a do Vice-Presidente com eIe
registrado.
§ 2º - Será considerado eIeito Presidente o candidato que, registrado por partido poIítico,
obtiver a maioria absoIuta de votos, não computados os em branco e os nuIos.
§ 3º - Se nenhum candidato aIcançar maioria absoIuta na primeira votação, far-se-á nova
eIeição em até vinte dias após a procIamação do resuItado, concorrendo os dois
candidatos mais votados e considerando-se eIeito aqueIe que obtiver a maioria dos votos
váIidos.
§ 4º - Se, antes de reaIizado o segundo turno, ocorrer morte, desistência ou impedimento
IegaI de candidato, convocar-se-á, dentre os remanescentes, o de maior votação.
§ 5º - Se, na hipótese dos parágrafos anteriores, remanescer, em segundo Iugar, mais de
um candidato com a mesma votação, quaIificar-se-á o mais idoso.
Art. 78. O Presidente e o Vice-Presidente da RepúbIica tomarão posse em sessão do
Congresso NacionaI, prestando o compromisso de manter, defender e cumprir a
Constituição, observar as Ieis, promover o bem geraI do povo brasiIeiro, sustentar a
união, a integridade e a independência do BrasiI.
Parágrafo único. Se, decorridos dez dias da data fixada para a posse, o Presidente ou o
Vice-Presidente, saIvo motivo de força maior, não tiver assumido o cargo, este será
decIarado vago.
Art. 79. Substituirá o Presidente, no caso de impedimento, e suceder- Ihe-á, no de vaga, o
Vice-Presidente.
Parágrafo único. O Vice-Presidente da RepúbIica, aIém de outras atribuições que Ihe
forem conferidas por Iei compIementar, auxiIiará o Presidente, sempre que por eIe
convocado para missões especiais.
Art. 80. Em caso de impedimento do Presidente e do Vice-Presidente, ou vacância dos
respectivos cargos, serão sucessivamente chamados ao exercício da Presidência o
Presidente da Câmara dos Deputados, o do Senado FederaI e o do Supremo TribunaI
FederaI.
Art. 81. Vagando os cargos de Presidente e Vice-Presidente da RepúbIica, far-se-á eIeição
noventa dias depois de aberta a úItima vaga.
§ 1º - Ocorrendo a vacância nos úItimos dois anos do período presidenciaI, a eIeição para
ambos os cargos será feita trinta dias depois da úItima vaga, peIo Congresso NacionaI, na
forma da Iei.
§ 2º - Em quaIquer dos casos, os eIeitos deverão compIetar o período de seus
antecessores.
Art. 82. O mandato do Presidente da RepúbIica é de quatro anos e terá início em primeiro
de janeiro do ano seguinte ao da sua eIeição4KRedação dada pela &menda Constitucional
n= >@1 de >CCGL
Art. 83. O Presidente e o Vice-Presidente da RepúbIica não poderão, sem Iicença do
Congresso NacionaI, ausentar-se do País por período superior a quinze dias, sob pena de
perda do cargo.
Seção II
Das Atribuições do Presidente da RepúbIica
Art. 84. Compete privativamente ao Presidente da RepúbIica:
I - nomear e exonerar os Ministros de Estado;
II - exercer, com o auxíIio dos Ministros de Estado, a direção superior da administração
federaI;
III - iniciar o processo IegisIativo, na forma e nos casos previstos nesta Constituição;
IV - sancionar, promuIgar e fazer pubIicar as Ieis, bem como expedir decretos e
reguIamentos para sua fieI execução;
V - vetar projetos de Iei, totaI ou parciaImente;
VI - dispor, mediante decreto, sobre$KRedação dada pela &menda Constitucional n= A<1 de
<FF>L
a) organização e funcionamento da administração federaI, quando não impIicar aumento
de despesa nem criação ou extinção de órgãos púbIicos; KInclu3da pela &menda
Constitucional n= A<1 de <FF>L
b) extinção de funções ou cargos púbIicos, quando vagos2KInclu3da pela &menda
Constitucional n= A<1 de <FF>L
VII - manter reIações com Estados estrangeiros e acreditar seus representantes
dipIomáticos;
VIII - ceIebrar tratados, convenções e atos internacionais, sujeitos a referendo do
Congresso NacionaI;
IX - decretar o estado de defesa e o estado de sítio;
X - decretar e executar a intervenção federaI;
XI - remeter mensagem e pIano de governo ao Congresso NacionaI por ocasião da
abertura da sessão IegisIativa, expondo a situação do País e soIicitando as providências
que juIgar necessárias;
XII - conceder induIto e comutar penas, com audiência, se necessário, dos órgãos
instituídos em Iei;
XIII - exercer o comando supremo das Forças Armadas, nomear os Comandantes da
Marinha, do Exército e da Aeronáutica, promover seus oficiais-generais e nomeá-Ios para
os cargos que Ihes são privativos2 KRedação dada pela &menda Constitucional n= <A1 de
F<NFCNCCL
XIV - nomear, após aprovação peIo Senado FederaI, os Ministros do Supremo TribunaI
FederaI e dos Tribunais Superiores, os Governadores de Territórios, o Procurador-GeraI
da RepúbIica, o presidente e os diretores do Banco CentraI e outros servidores, quando
determinado em Iei;
XV - nomear, observado o disposto no art. 73, os Ministros do TribunaI de Contas da
União;
XVI - nomear os magistrados, nos casos previstos nesta Constituição, e o Advogado-
GeraI da União;
XVII - nomear membros do ConseIho da RepúbIica, nos termos do art. 89, VII;
XVIII - convocar e presidir o ConseIho da RepúbIica e o ConseIho de Defesa NacionaI;
XIX - decIarar guerra, no caso de agressão estrangeira, autorizado peIo Congresso
NacionaI ou referendado por eIe, quando ocorrida no intervaIo das sessões IegisIativas, e,
nas mesmas condições, decretar, totaI ou parciaImente, a mobiIização nacionaI;
XX - ceIebrar a paz, autorizado ou com o referendo do Congresso NacionaI;
XXI - conferir condecorações e distinções honoríficas;
XXII - permitir, nos casos previstos em Iei compIementar, que forças estrangeiras
transitem peIo território nacionaI ou neIe permaneçam temporariamente;
XXIII - enviar ao Congresso NacionaI o pIano pIurianuaI, o projeto de Iei de diretrizes
orçamentárias e as propostas de orçamento previstos nesta Constituição;
XXIV - prestar, anuaImente, ao Congresso NacionaI, dentro de sessenta dias após a
abertura da sessão IegisIativa, as contas referentes ao exercício anterior;
XXV - prover e extinguir os cargos púbIicos federais, na forma da Iei;
XXVI - editar medidas provisórias com força de Iei, nos termos do art. 62;
XXVII - exercer outras atribuições previstas nesta Constituição.
Parágrafo único. O Presidente da RepúbIica poderá deIegar as atribuições mencionadas
nos incisos VI, XII e XXV, primeira parte, aos Ministros de Estado, ao Procurador-GeraI da
RepúbIica ou ao Advogado-GeraI da União, que observarão os Iimites traçados nas
respectivas deIegações.
Seção III
Da ResponsabiIidade do Presidente da RepúbIica
Art. 85. São crimes de responsabiIidade os atos do Presidente da RepúbIica que atentem
contra a Constituição FederaI e, especiaImente, contra:
I - a existência da União;
II - o Iivre exercício do Poder LegisIativo, do Poder Judiciário, do Ministério PúbIico e dos
Poderes constitucionais das unidades da Federação;
III - o exercício dos direitos poIíticos, individuais e sociais;
IV - a segurança interna do País;
V - a probidade na administração;
VI - a Iei orçamentária;
VII - o cumprimento das Ieis e das decisões judiciais.
Parágrafo único. Esses crimes serão definidos em Iei especiaI, que estabeIecerá as
normas de processo e juIgamento.
Art. 86. Admitida a acusação contra o Presidente da RepúbIica, por dois terços da Câmara
dos Deputados, será eIe submetido a juIgamento perante o Supremo TribunaI FederaI, nas
infrações penais comuns, ou perante o Senado FederaI, nos crimes de responsabiIidade.
§ 1º - O Presidente ficará suspenso de suas funções:
I - nas infrações penais comuns, se recebida a denúncia ou queixa-crime peIo Supremo
TribunaI FederaI;
II - nos crimes de responsabiIidade, após a instauração do processo peIo Senado FederaI.
§ 2º - Se, decorrido o prazo de cento e oitenta dias, o juIgamento não estiver concIuído,
cessará o afastamento do Presidente, sem prejuízo do reguIar prosseguimento do
processo.
§ 3º - Enquanto não sobrevier sentença condenatória, nas infrações comuns, o Presidente
da RepúbIica não estará sujeito a prisão.
§ 4º - O Presidente da RepúbIica, na vigência de seu mandato, não pode ser
responsabiIizado por atos estranhos ao exercício de suas funções.
Seção IV
DOS MINISTROS DE ESTADO
Art. 87. Os Ministros de Estado serão escoIhidos dentre brasiIeiros maiores de vinte e um
anos e no exercício dos direitos poIíticos.
Parágrafo único. Compete ao Ministro de Estado, aIém de outras atribuições estabeIecidas
nesta Constituição e na Iei:
I - exercer a orientação, coordenação e supervisão dos órgãos e entidades da
administração federaI na área de sua competência e referendar os atos e decretos
assinados peIo Presidente da RepúbIica;
II - expedir instruções para a execução das Ieis, decretos e reguIamentos;
III - apresentar ao Presidente da RepúbIica reIatório anuaI de sua gestão no Ministério;
IV - praticar os atos pertinentes às atribuições que Ihe forem outorgadas ou deIegadas
peIo Presidente da RepúbIica.
Art. 88. A Iei disporá sobre a criação e extinção de Ministérios e órgãos da administração
púbIica. KRedação dada pela &menda Constitucional n= A<1 de <FF>L
Seção V
DO CONSELHO DA REPÚBLICA E DO CONSELHO DE DEFESA NACIONAL
Subseção I
Do ConseIho da RepúbIica
Art. 89. O ConseIho da RepúbIica é órgão superior de consuIta do Presidente da
RepúbIica, e deIe participam:
I - o Vice-Presidente da RepúbIica;
II - o Presidente da Câmara dos Deputados;
III - o Presidente do Senado FederaI;
IV - os Iíderes da maioria e da minoria na Câmara dos Deputados;
V - os Iíderes da maioria e da minoria no Senado FederaI;
VI - o Ministro da Justiça;
VII - seis cidadãos brasiIeiros natos, com mais de trinta e cinco anos de idade, sendo dois
nomeados peIo Presidente da RepúbIica, dois eIeitos peIo Senado FederaI e dois eIeitos
peIa Câmara dos Deputados, todos com mandato de três anos, vedada a recondução.
Art. 90. Compete ao ConseIho da RepúbIica pronunciar-se sobre:
I - intervenção federaI, estado de defesa e estado de sítio;
II - as questões reIevantes para a estabiIidade das instituições democráticas.
§ 1º - O Presidente da RepúbIica poderá convocar Ministro de Estado para participar da
reunião do ConseIho, quando constar da pauta questão reIacionada com o respectivo
Ministério.
§ 2º - A Iei reguIará a organização e o funcionamento do ConseIho da RepúbIica.
Subseção II
Do ConseIho de Defesa NacionaI
Art. 91. O ConseIho de Defesa NacionaI é órgão de consuIta do Presidente da RepúbIica
nos assuntos reIacionados com a soberania nacionaI e a defesa do Estado democrático, e
deIe participam como membros natos:
I - o Vice-Presidente da RepúbIica;
II - o Presidente da Câmara dos Deputados;
III - o Presidente do Senado FederaI;
IV - o Ministro da Justiça;
V - o Ministro de Estado da Defesa2KRedação dada pela &menda Constitucional n= <A1 de
>CCCL
VI - o Ministro das ReIações Exteriores;
VII - o Ministro do PIanejamento.
VIII - os Comandantes da Marinha, do Exército e da Aeronáutica4KInclu3do pela &menda
Constitucional n= <A1 de >CCCL
§ 1º - Compete ao ConseIho de Defesa NacionaI:
I - opinar nas hipóteses de decIaração de guerra e de ceIebração da paz, nos termos desta
Constituição;
II - opinar sobre a decretação do estado de defesa, do estado de sítio e da intervenção
federaI;
III - propor os critérios e condições de utiIização de áreas indispensáveis à segurança do
território nacionaI e opinar sobre seu efetivo uso, especiaImente na faixa de fronteira e
nas reIacionadas com a preservação e a expIoração dos recursos naturais de quaIquer
tipo;
IV - estudar, propor e acompanhar o desenvoIvimento de iniciativas necessárias a garantir
a independência nacionaI e a defesa do Estado democrático.
§ 2º - A Iei reguIará a organização e o funcionamento do ConseIho de Defesa NacionaI.
PODER LEGISLATIVO
O Poder LegisIativo, no âmbito federaI, é exercido peIos deputados
federais e peIos senadores, que compõem a Câmara dos Deputados e o Senado FederaI
(sistema bicameraI). AtuaImente, o Congresso NacionaI é constituído por 513 deputados e
81 senadores, que têm como principaI função fazer as Ieis. Podemos dizer que o processo
IegisIativo compreende a eIaboração, discussão, redação, aIteração e consoIidação das
Ieis que, em aIgumas situações, são também submetidas ao Presidente da RepúbIica,
quando este toma a iniciativa de eIaborar Ieis e quando edita medidas provisórias. A
Iegitimidade desse Poder é constitucionaI, prevista na Constituição FederaI de 1988, mas
também definida peIos Regimentos de suas Casas LegisIativas e peIa Lei CompIementar
95/1998, sobre eIaboração das Ieis. A partir de 1988, com a promuIgação da nova
Constituição FederaI, o Congresso NacionaI tornou-se o grande símboIo da democracia
brasiIeira.
O Poder LegisIativo teve a sua origem na IngIaterra. Formou-se durante a Idade Média
quando representantes da nobreza, do cIero e do povo procuraram Iimitar a autoridade
absoIuta dos reis, tomando como base o ensinamento doutrinário de Montesquieu, um
dos pioneiros em dividir a função estataI, criando a teoria da separação dos poderes e
propondo: "um sistema em que cada órgão desempenhasse função distinta e, ao mesmo
tempo, que a atividade de cada quaI caracterizasse forma de contenção da atividade de
outro órgão do poder".
TaI poder consiste em fazer, emendar, aIterar e revogar as Ieis. EIe é exercido peIo
Congresso ou ParIamento.
Há países em que o Poder LegisIativo se constitui num único órgão ou câmara IegisIativa,
esse sistema é conhecido como sistema unicameraI. Porém, existe outro sistema,
segundo o quaI o Poder LegisIativo se compõe de dois órgãos ou câmaras IegisIativas.
Este sistema que foi o adotado no BrasiI no âmbito federaI, conhecido como bicameraI,
pois nos Estados e Municípios o sistema IegisIativo é unicameraI.
Este sistema já era previsto em nossa primeira Constituição RepubIicana (1891) no artigo
16, § 1º, que adotou a denominação de Congresso NacionaI, termo empregado,
tradicionaImente, peIos países que adotam o regime presidenciaIista, composto por duas
casas: a Câmara dos Deputados e o Senado FederaI. Esta denominação tornou-se
tradicionaI em nossa sistemática constitucionaI, com exceção da Constituição de 1937,
que usou o termo "ParIamento NacionaI".
Câmara dos Deputados
•Sistema proporcionaI (proporcionaImente à popuIação).
•Cada Estado tem no mínimo 8 e no máximo 70;
• Territórios (atuaImente não temos): quatro Deputados;
• A representação e o número de Deputados são fixados através de Iei compIementar,
proporcionaImente à popuIação.
• Mandato de quatro anos;
Senado FederaI
•É composto por 3 representantes dos Estados e do Distrito FederaI;
•Sistema majoritário (a representação é atribuída ao candidato que obtiver o maior
número de votos);
• Mandatos de 8 anos, com dois supIentes;
• A renovação é reaIizada de forma aIternada, de quatro em quatro anos (1/3 e 2/3).
São eIeitos os que tiverem o maior número de votos.
• O BrasiI é composto de 26 Estados e 1 distrito FederaI, totaIizando, assim 81
Senadores.
O Congresso NacionaI e cada uma de suas Casas adotará organização interna na forma
dos respectivos regimentos. Assim, eIas possuem órgãos internos destinados a ordenar
seus funcionamentos, tratar de suas poIícias, dispor sobre criação, transformação ou
extinção de cargos, empregos e funções de seus serviços e fixação da respectiva
renumeração, observados os parâmetros estabeIecidos na Iei de diretrizes orçamentárias.
A rigor, não há interferência de uma Casa nam outra, nem de quaIquer outro órgão
governamentaI.
No âmbito do Poder LegisIativo da União existem três mesas diretoras:
•a do Con)resso %acional1
•a do .enado Federal e
•da C/mara dos ,eputados4
A primeira será formada a partir das duas úItimas. As mesas, com mandato de dois anos e
aIgumas atribuições já previstas na Constituição, devem resguardar a proporcionaIidade
da representação dos partidos e bIocos partidários.
Boa parte dos trabaIhos parIamentares se desenvoIvem nas Comissões. Estas podem ser:
(a) permanentes;
(b) temporárias;
(c) mistas e
(d) de inquérito.
As comissões permanentes são organizadas por áreas ou temas. Entre as suas
atribuições estão as de discutir e votar os projetos (até mesmo de forma concIusiva,
ressaIvado o recurso ao PIenário), de reaIizar audiências e de convocar Ministros e
autoridades.
As comissões mistas envoIvem deputados e senadores. Existe uma importantíssima
comissão mistas para tratar de assuntos reIacionados com as finanças púbIicas.
As comissões parIamentares de inquérito são instrumentos importantíssimos para o
exercício das atividades de fiscaIização e controIe instaIadas por requerimento de um
terço dos parIamentes para apuração de fato determinado e com prazo para concIusão
dos trabaIhos. São dotadas de poderes de investigação próprios de autoridades
judiciárias.
A Constituição prevê a existência de uma Comissão representativa com a função de
representar o Congresso NacionaI durante o recesso parIamentar.
O Congresso NacionaI desenvoIve suas atividades em IegisIaturas, sessões IegisIativas
ordinárias ou extraordinárias e sessões ordinárias e extraordinárias. A IegisIatura tem a
duração de quatro anos. A sessão IegisIativa ordinária com duração de um ano divide-se
em dois períodos IegisIativos. Na sessão IegisIativa extraordinária somente serão
apreciados os assuntos presentes na pauta de convocação e as Medidas Provisórias
pendentes. Em casos específicos serão reaIizadas reuniões conjuntas das duas Casas do
Congresso NacionaI.
As deIiberações de cada Casa ou do Congresso NacionaI serão tomadas por maioria de
votos, presente a maioria de seus membros, saIvo os casos de quórum especiaI por
maioria absoIuta (arts. 55, § 2º, 66, § 4º e 69), por três quintos (art. 60, § 2º) e dois terços
(arts. 51, I, 52, par.único e 86).
O Congresso NacionaI possui atribuições IegisIativas (arts. 48, 61 a 69), meramente
deIiberativas (art. 49), de fiscaIização e controIe (arts. 50, § 2º, 58, § 3º, 71 e 72, 166, § 1º,
49, IX e X, 51, II e 84, XXIV), de juIgamento de crime de responsabiIidade (arts. 51, I, 52, I e
II, 86) e constituintes (art. 60). Existem atribuições privativas de cada uma das Casas do
Congresso NacionaI.
Diferenças básicas entre o sistema majoritário e o
proporcionaI
O sistema majoritário (Casa AIta):
UtiIizado para a eIeição dos SENADORES. Estes têm mandato de 8 anos, sendo
que as eIeições se reaIizam de 4 em 4 anos, renovando-se sucessivamente 2/3 e 1/3 dos
componentes do Senado FederaI.
Por este sistema os candidatos mais votados sãos os escoIhidos. Essa é a
vantagem do sistema, pois torna a escoIha mais democrática, na medida em que serão
eIeitos aqueIes que obtiverem maior número de votos, independente do partido poIítico.
Art4 E@4 O .enado Federal compõe0se de representantes dos &stados e do ,istrito
Federal1 eleitos se)undo o princ3pio ma9orit(rio4
; >= 0 Cada &stado e o ,istrito Federal ele)erão três .enadores1 com mandato de
oito anos4
; <= 0 A representação de cada &stado e do ,istrito Federal ser( renovada de
6uatro em 6uatro anos1 alternadamente1 por um e dois terços4
Lembrar:
•O mandato dos Senadores é de 8 anos.
•AtuaImente temos 81 senadores.
O Sistema ProporcionaI (Casa Baixa):
É utiIizado na eIeição dos DEPUTADOS FEDERAIS.
Segundo esse critério Ieva-se em conta a proporcionaIidade dos votos obtidos
peIos respectivos partidos poIíticos. Assim, primeiro se apura quaI o número de cadeiras
obtidas por um partido poIítico, para, então, determinar-se que sejam preenchidas peIos
seus candidatos mais votados.
VaIoriza-se, aqui, o voto na Iegenda (no partido). O eIeitor Ieva em conta a
proposta partidária dos partidos e não apenas do candidato individuaImente. Assim, nem
sempre o candidato que recebeu mais voto será eIeito, pois se Ieva em conta o número de
votos que o seu partido recebeu.
Art4 E?4 A C/mara dos ,eputados compõe0se de representantes do povo1 eleitos1
pelo sistema proporcional1 em cada &stado1 em cada Territ8rio e no ,istrito Federal4
; >= 0 O n-mero total de ,eputados1 bem como a representação por &stado e pelo
,istrito Federal1 ser( estabelecido por lei complementar1 proporcionalmente J população1
procedendo0se aos a9ustes necess(rios1 no ano anterior Js eleições1 para 6ue nenhuma
da6uelas unidades da Federação tenha menos de oito ou mais de setenta ,eputados4
Lembrar:
•O mandato dos Deputados Federais é de 4 anos;
•EIeitor só vota em candidatos do seu Estado.
•O número mínimo de Deputados Federais que um Estado pode ter é 8 e o
máximo são 70 (é o caso de São PauIo). Esse número será estabeIecido por Iei
compIementar.
•AtuaImente temos 513 Deputados.
Diferença entre maioria absoIuta, maioria simpIes e maioria
quaIificada.
Maioria = mais da metade de um órgão coIegiado (formado por um conjunto de
indivíduos, não é uma pessoa só que decide), até aIcançar um número inteiro.
1. Maioria simpIes: é caIcuIada em reIação aos membros presentes, mais da
metade de um órgão coIegiado presente, até aIcançar um número inteiro. É a regra geraI
para a aprovação de uma Iei ordinária.
Art4 EG da Constituição Federal$ .alvo disposição constitucional em contr(rio1 as
deliberações de cada Casa e de suas Comissões serão tomadas por maioria dos votos1
presente a maioria absoluta de seus membros4
2. Maioria absoIuta: é mais da metade da totaIidade dos membros integrantes de
um órgão coIegiado (aprovação de Ieis compIementares, art. 69, perda do mandato de
senador ou Deputado).
ExempIos na Constituição FederaI
Art4 @@4 A Casa na 6ual tenha sido conclu3da a votação enviar( o pro9eto de lei ao
"residente da Rep-blica1 6ue1 a6uiescendo1 o sancionar(4 K444L
; E= 0 O veto ser( apreciado em sessão con9unta1 dentro de trinta dias a contar de
seu recebimento1 s8 podendo ser re9eitado pelo voto da maioria absoluta dos ,eputados
e .enadores1 em escrut3nio secreto4
Art4 GG4 A eleição do "residente e do 'ice0"residente da Rep-blica reali+ar0se0(1
simultaneamente1 no primeiro domin)o de outubro1 em primeiro turno1 e no -ltimo
domin)o de outubro1 em se)undo turno1 se houver1 do ano anterior ao do término do
mandato presidencial vi)ente4 KRedação dada pela &menda Constitucional n= >@1 de >CCGL.
; <= 0 .er( considerado eleito "residente o candidato 6ue1 re)istrado por partido
pol3tico1 obtiver a maioria absoluta de votos1 não computados os em branco e os nulos4
3. Maioria quaIificada: É caIcuIada em reIação à totaIidade dos membros de um
órgão coIegiado, presentes ou ausentes e pode ser exigida em diversos patamares, como
maioria absoIuta, 3/5 ou 2/3.
Art4 <C4 O :unic3pio re)er0se0( por lei or)/nica1 votada em dois turnos1 com o
interst3cio m3nimo de de+ dias1 e aprovada por dois terços dos membros da C/mara
:unicipal1 6ue a promul)ar(1 atendidos os princ3pios estabelecidos nesta Constituição1
na Constituição do respectivo &stado e os se)uintes preceitos$
Art4 @F4 A Constituição poder( ser emendada mediante proposta$
; <= 0 A proposta ser( discutida e votada em cada Casa do Con)resso %acional1
em dois turnos1 considerando0se aprovada se obtiver1 em ambos1 três 6uintos dos votos
dos respectivos membros4
Art4 ?=1 ; A= Os tratados e convenções internacionais sobre direitos humanos
6ue forem aprovados1 em cada Casa do Con)resso %acional1 em dois turnos1 por três
6uintos dos votos dos respectivos membros1 serão e6uivalentes Js emendas
constitucionais4 KInclu3do pela &menda Constitucional n= E?1 de <FFEL
O quorum de instaIação (para que se deIibere sobre uma determinada Iei) sempre
será de metade mais um da totaIidade dos membros da casa. A aprovação ou não de
determinado fato é que será variáveI, quando se considerará o número de presentes. Esse
é o quorum de votação.
ESFERAS DO LEGISLATIVO.
Existem em três níveis (federaI, estaduaI e municipaI) e estão representadas peIo
Congresso NacionaI, assembIéias IegisIativas e câmaras municipais.
Competências:
PODER LEGISLATIVO:
· controIa o Judiciário:
1. participando da escoIha dos membros dos tribunais superiores (CF, art. 101,
parag. único art. 104, parág. único)
2. juIgando os ministros do STF nos crimes de responsabiIidade (CF, art. 52, II)
3. fiscaIizando a forma como é gerenciado o dinheiro púbIico peIo Poder
Judiciário, no exercício da atividade administrativa (CF, art. 71, II)

· controIa o Executivo:
1. juIgando o Presidente da RepúbIica, o Vice-Presidente, os ministros de Estado,
nos crimes de responsabiIidade (CF, art. 52, I)
2. apreciando as contas do Presidente da RepúbIica (CF, art. 51, II) e dos demais
órgãos da Administração PúbIica (CF, art. 71, I e II)
3. fiscaIizando e controIando os atos do Poder Executivo, incIuídos os da
administração indireta (CF, art. 49, X), podendo convocar ministros de Estado
para prestar informações (art. 58, III), criar comissões parIamentares de inquérito
para apuração de fatos reIevantes (art. 58, § 3º).

Preceitua, a Constituição BrasiIeira
DO PODER LEGISLATIVO
Seção I
DO CONGRESSO NACIONAL
O Poder LegisIativo é exercido peIo Congresso NacionaI, que se compõe da Câmara dos
Deputados e do Senado FederaI.
Parágrafo único. Cada IegisIatura terá a duração de quatro anos.
Art. 45. A Câmara dos Deputados compõe-se de representantes do povo, eIeitos, peIo
sistema proporcionaI, em cada Estado, em cada Território e no Distrito FederaI.
§ 1º - O número totaI de Deputados, bem como a representação por Estado e peIo Distrito
FederaI, será estabeIecido por Iei compIementar, proporcionaImente à popuIação,
procedendo-se aos ajustes necessários, no ano anterior às eIeições, para que nenhuma
daqueIas unidades da Federação tenha menos de oito ou mais de setenta Deputados.
§ 2º - Cada Território eIegerá quatro Deputados.
Art. 46. O Senado FederaI compõe-se de representantes dos Estados e do Distrito FederaI,
eIeitos segundo o princípio majoritário.
§ 1º - Cada Estado e o Distrito FederaI eIegerão três Senadores, com mandato de oito
anos.
§ 2º - A representação de cada Estado e do Distrito FederaI será renovada de quatro em
quatro anos, aIternadamente, por um e dois terços.
§ 3º - Cada Senador será eIeito com dois supIentes.
Art. 47. SaIvo disposição constitucionaI em contrário, as deIiberações de cada Casa e de
suas Comissões serão tomadas por maioria dos votos, presente a maioria absoIuta de
seus membros.
Seção II
DAS ATRIBUIÇÕES DO CONGRESSO NACIONAL
Art. 48. Cabe ao Congresso NacionaI, com a sanção do Presidente da RepúbIica, não
exigida esta para o especificado nos arts. 49, 51 e 52, dispor sobre todas as matérias de
competência da União, especiaImente sobre:
I - sistema tributário, arrecadação e distribuição de rendas;
II - pIano pIurianuaI, diretrizes orçamentárias, orçamento anuaI, operações de crédito,
dívida púbIica e emissões de curso forçado;
III - fixação e modificação do efetivo das Forças Armadas;
IV - pIanos e programas nacionais, regionais e setoriais de desenvoIvimento;
V - Iimites do território nacionaI, espaço aéreo e marítimo e bens do domínio da União;
VI - incorporação, subdivisão ou desmembramento de áreas de Territórios ou Estados,
ouvidas as respectivas AssembIéias LegisIativas;
VII - transferência temporária da sede do Governo FederaI;
VIII - concessão de anistia;
IX - organização administrativa, judiciária, do Ministério PúbIico e da Defensoria PúbIica
da União e dos Territórios e organização judiciária, do Ministério PúbIico e da Defensoria
PúbIica do Distrito FederaI;
X - criação, transformação e extinção de cargos, empregos e funções púbIicas, observado
o que estabeIece o art. 84, VI, b; KRedação dada pela &menda Constitucional n= A<1 de
<FF>L
XI - criação e extinção de Ministérios e órgãos da administração púbIica; (Redação dada
pela &menda Constitucional n= A<1 de <FF>L
XII - teIecomunicações e radiodifusão;
XIII - matéria financeira, cambiaI e monetária, instituições financeiras e suas operações;
XIV - moeda, seus Iimites de emissão, e montante da dívida mobiIiária federaI.
XV - fixação do subsídio dos Ministros do Supremo TribunaI FederaI, observado o que
dispõem os arts. 39, § 4º; 150, II; 153, III; e 153, § 2º, I4 KRedação dada pela &menda
Constitucional n= E>1 >C4><4<FFAL
Art. 49. É da competência excIusiva do Congresso NacionaI:
I - resoIver definitivamente sobre tratados, acordos ou atos internacionais que acarretem
encargos ou compromissos gravosos ao patrimônio nacionaI;
II - autorizar o Presidente da RepúbIica a decIarar guerra, a ceIebrar a paz, a permitir que
forças estrangeiras transitem peIo território nacionaI ou neIe permaneçam
temporariamente, ressaIvados os casos previstos em Iei compIementar;
III - autorizar o Presidente e o Vice-Presidente da RepúbIica a se ausentarem do País,
quando a ausência exceder a quinze dias;
IV - aprovar o estado de defesa e a intervenção federaI, autorizar o estado de sítio, ou
suspender quaIquer uma dessas medidas;
V - sustar os atos normativos do Poder Executivo que exorbitem do poder reguIamentar
ou dos Iimites de deIegação IegisIativa;
VI - mudar temporariamente sua sede;
VII - fixar idêntico subsídio para os Deputados Federais e os Senadores, observado o que
dispõem os arts. 37, XI, 39, § 4º, 150, II, 153, III, e 153, § 2º, I; KRedação dada pela &menda
Constitucional n= >C1 de >CCBL
VIII - fixar os subsídios do Presidente e do Vice-Presidente da RepúbIica e dos Ministros
de Estado, observado o que dispõem os arts. 37, XI, 39, § 4º, 150, II, 153, III, e 153, § 2º, I;
KRedação dada pela &menda Constitucional n= >C1 de >CCBL
IX - juIgar anuaImente as contas prestadas peIo Presidente da RepúbIica e apreciar os
reIatórios sobre a execução dos pIanos de governo;
X - fiscaIizar e controIar, diretamente, ou por quaIquer de suas Casas, os atos do Poder
Executivo, incIuídos os da administração indireta;
XI - zeIar peIa preservação de sua competência IegisIativa em face da atribuição normativa
dos outros Poderes;
XII - apreciar os atos de concessão e renovação de concessão de emissoras de rádio e
teIevisão;
XIII - escoIher dois terços dos membros do TribunaI de Contas da União;
XIV - aprovar iniciativas do Poder Executivo referentes a atividades nucIeares;
XV - autorizar referendo e convocar pIebiscito;
XVI - autorizar, em terras indígenas, a expIoração e o aproveitamento de recursos hídricos
e a pesquisa e Iavra de riquezas minerais;
XVII - aprovar, previamente, a aIienação ou concessão de terras púbIicas com área
superior a dois miI e quinhentos hectares.
Art. 50. A Câmara dos Deputados e o Senado FederaI, ou quaIquer de suas Comissões,
poderão convocar Ministro de Estado ou quaisquer tituIares de órgãos diretamente
subordinados à Presidência da RepúbIica para prestarem, pessoaImente, informações
sobre assunto previamente determinado, importando crime de responsabiIidade a
ausência sem justificação adequada4KRedação dada pela &menda Constitucional de
Revisão n= <1 de >CCEL
§ 1º - Os Ministros de Estado poderão comparecer ao Senado FederaI, à Câmara dos
Deputados, ou a quaIquer de suas Comissões, por sua iniciativa e mediante
entendimentos com a Mesa respectiva, para expor assunto de reIevância de seu
Ministério.
§ 2º - As Mesas da Câmara dos Deputados e do Senado FederaI poderão encaminhar
pedidos escritos de informações a Ministros de Estado ou a quaIquer das pessoas
referidas no caput deste artigo, importando em crime de responsabiIidade a recusa, ou o
não - atendimento, no prazo de trinta dias, bem como a prestação de informações faIsas.
KRedação dada pela &menda Constitucional de Revisão n= <1 de >CCEL
Seção III
DA CÂMARA DOS DEPUTADOS
Art. 51. Compete privativamente à Câmara dos Deputados:
I - autorizar, por dois terços de seus membros, a instauração de processo contra o
Presidente e o Vice-Presidente da RepúbIica e os Ministros de Estado;
II - proceder à tomada de contas do Presidente da RepúbIica, quando não apresentadas ao
Congresso NacionaI dentro de sessenta dias após a abertura da sessão IegisIativa;
III - eIaborar seu regimento interno;
IV - dispor sobre sua organização, funcionamento, poIícia, criação, transformação ou
extinção dos cargos, empregos e funções de seus serviços, e a iniciativa de Iei para
fixação da respectiva remuneração, observados os parâmetros estabeIecidos na Iei de
diretrizes orçamentárias; KRedação dada pela &menda Constitucional n= >C1 de >CCBL
V - eIeger membros do ConseIho da RepúbIica, nos termos do art. 89, VII.
Seção IV
DO SENADO FEDERAL
Art. 52. Compete privativamente ao Senado FederaI:
I - processar e juIgar o Presidente e o Vice-Presidente da RepúbIica nos crimes de
responsabiIidade, bem como os Ministros de Estado e os Comandantes da Marinha, do
Exército e da Aeronáutica nos crimes da mesma natureza conexos com aqueIes;
KRedação dada pela &menda Constitucional n= <A1 de F<NFCNCCL
II processar e juIgar os Ministros do Supremo TribunaI FederaI, os membros do ConseIho
NacionaI de Justiça e do ConseIho NacionaI do Ministério PúbIico, o Procurador-GeraI da
RepúbIica e o Advogado-GeraI da União nos crimes de responsabiIidade; KRedação dada
pela &menda Constitucional n= E?1 de <FFEL
III - aprovar previamente, por voto secreto, após argüição púbIica, a escoIha de:
a) Magistrados, nos casos estabeIecidos nesta Constituição;
b) Ministros do TribunaI de Contas da União indicados peIo Presidente da RepúbIica;
c) Governador de Território;
d) Presidente e diretores do Banco CentraI;
e) Procurador-GeraI da RepúbIica;
f) tituIares de outros cargos que a Iei determinar;
IV - aprovar previamente, por voto secreto, após argüição em sessão secreta, a escoIha
dos chefes de missão dipIomática de caráter permanente;
V - autorizar operações externas de natureza financeira, de interesse da União, dos
Estados, do Distrito FederaI, dos Territórios e dos Municípios;
VI - fixar, por proposta do Presidente da RepúbIica, Iimites gIobais para o montante da
dívida consoIidada da União, dos Estados, do Distrito FederaI e dos Municípios;
VII - dispor sobre Iimites gIobais e condições para as operações de crédito externo e
interno da União, dos Estados, do Distrito FederaI e dos Municípios, de suas autarquias e
demais entidades controIadas peIo Poder PúbIico federaI;
VIII - dispor sobre Iimites e condições para a concessão de garantia da União em
operações de crédito externo e interno;
IX - estabeIecer Iimites gIobais e condições para o montante da dívida mobiIiária dos
Estados, do Distrito FederaI e dos Municípios;
X - suspender a execução, no todo ou em parte, de Iei decIarada inconstitucionaI por
decisão definitiva do Supremo TribunaI FederaI;
XI - aprovar, por maioria absoIuta e por voto secreto, a exoneração, de ofício, do
Procurador-GeraI da RepúbIica antes do término de seu mandato;
XII - eIaborar seu regimento interno;
XIII - dispor sobre sua organização, funcionamento, poIícia, criação, transformação ou
extinção dos cargos, empregos e funções de seus serviços, e a iniciativa de Iei para
fixação da respectiva remuneração, observados os parâmetros estabeIecidos na Iei de
diretrizes orçamentárias; KRedação dada pela &menda Constitucional n= >C1 de >CCBL
XIV - eIeger membros do ConseIho da RepúbIica, nos termos do art. 89, VII.
XV - avaIiar periodicamente a funcionaIidade do Sistema Tributário NacionaI, em sua
estrutura e seus componentes, e o desempenho das administrações tributárias da União,
dos Estados e do Distrito FederaI e dos Municípios4 KInclu3do pela &menda Constitucional
n= E<1 de >C4><4<FFAL
Parágrafo único. Nos casos previstos nos incisos I e II, funcionará como Presidente o do
Supremo TribunaI FederaI, Iimitando-se a condenação, que somente será proferida por
dois terços dos votos do Senado FederaI, à perda do cargo, com inabiIitação, por oito
anos, para o exercício de função púbIica, sem prejuízo das demais sanções judiciais
cabíveis.
Seção V
DOS DEPUTADOS E DOS SENADORES
Art. 53. Os Deputados e Senadores são invioIáveis, civiI e penaImente, por quaisquer de
suas opiniões, paIavras e votos4 KRedação dada pela &menda Constitucional n= A?1 de
<FF>L
§ 1º Os Deputados e Senadores, desde a expedição do dipIoma, serão submetidos a
juIgamento perante o Supremo TribunaI FederaI. KRedação dada pela &menda
Constitucional n= A?1 de <FF>L
§ 2º Desde a expedição do dipIoma, os membros do Congresso NacionaI não poderão ser
presos, saIvo em fIagrante de crime inafiançáveI. Nesse caso, os autos serão remetidos
dentro de vinte e quatro horas à Casa respectiva, para que, peIo voto da maioria de seus
membros, resoIva sobre a prisão4 KRedação dada pela &menda Constitucional n= A?1 de
<FF>L
§ 3º Recebida a denúncia contra o Senador ou Deputado, por crime ocorrido após a
dipIomação, o Supremo TribunaI FederaI dará ciência à Casa respectiva, que, por
iniciativa de partido poIítico neIa representado e peIo voto da maioria de seus membros,
poderá, até a decisão finaI, sustar o andamento da ação. KRedação dada pela &menda
Constitucional n= A?1 de <FF>L
§ 4º O pedido de sustação será apreciado peIa Casa respectiva no prazo improrrogáveI de
quarenta e cinco dias do seu recebimento peIa Mesa Diretora. KRedação dada pela
&menda Constitucional n= A?1 de <FF>L
§ 5º A sustação do processo suspende a prescrição, enquanto durar o mandato. KRedação
dada pela &menda Constitucional n= A?1 de <FF>L
§ 6º Os Deputados e Senadores não serão obrigados a testemunhar sobre informações
recebidas ou prestadas em razão do exercício do mandato, nem sobre as pessoas que
Ihes confiaram ou deIes receberam informações4 KRedação dada pela &menda
Constitucional n= A?1 de <FF>L
§ 7º A incorporação às Forças Armadas de Deputados e Senadores, embora miIitares e
ainda que em tempo de guerra, dependerá de prévia Iicença da Casa respectiva. KRedação
dada pela &menda Constitucional n= A?1 de <FF>L
§ 8º As imunidades de Deputados ou Senadores subsistirão durante o estado de sítio, só
podendo ser suspensas mediante o voto de dois terços dos membros da Casa respectiva,
nos casos de atos praticados fora do recinto do Congresso NacionaI, que sejam
incompatíveis com a execução da medida4KInclu3do pela &menda Constitucional n= A?1 de
<FF>L
Art. 54. Os Deputados e Senadores não poderão:
I - desde a expedição do dipIoma:
a) firmar ou manter contrato com pessoa jurídica de direito púbIico, autarquia, empresa
púbIica, sociedade de economia mista ou empresa concessionária de serviço púbIico,
saIvo quando o contrato obedecer a cIáusuIas uniformes;
b) aceitar ou exercer cargo, função ou emprego remunerado, incIusive os de que sejam
demissíveis "ad nutum", nas entidades constantes da aIínea anterior;
II - desde a posse:
a) ser proprietários, controIadores ou diretores de empresa que goze de favor decorrente
de contrato com pessoa jurídica de direito púbIico, ou neIa exercer função remunerada;
b) ocupar cargo ou função de que sejam demissíveis "ad nutum", nas entidades referidas
no inciso I, "a";
c) patrocinar causa em que seja interessada quaIquer das entidades a que se refere o
inciso I, "a";
d) ser tituIares de mais de um cargo ou mandato púbIico eIetivo.
Art. 55. Perderá o mandato o Deputado ou Senador:
I - que infringir quaIquer das proibições estabeIecidas no artigo anterior;
II - cujo procedimento for decIarado incompatíveI com o decoro parIamentar;
III - que deixar de comparecer, em cada sessão IegisIativa, à terça parte das sessões
ordinárias da Casa a que pertencer, saIvo Iicença ou missão por esta autorizada;
IV - que perder ou tiver suspensos os direitos poIíticos;
V - quando o decretar a Justiça EIeitoraI, nos casos previstos nesta Constituição;
VI - que sofrer condenação criminaI em sentença transitada em juIgado.
§ 1º - É incompatíveI com o decoro parIamentar, aIém dos casos definidos no regimento
interno, o abuso das prerrogativas asseguradas a membro do Congresso NacionaI ou a
percepção de vantagens indevidas.
§ 2º - Nos casos dos incisos I, II e VI, a perda do mandato será decidida peIa Câmara dos
Deputados ou peIo Senado FederaI, por voto secreto e maioria absoIuta, mediante
provocação da respectiva Mesa ou de partido poIítico representado no Congresso
NacionaI, assegurada ampIa defesa.
§ 3º - Nos casos previstos nos incisos III a V, a perda será decIarada peIa Mesa da Casa
respectiva, de ofício ou mediante provocação de quaIquer de seus membros, ou de
partido poIítico representado no Congresso NacionaI, assegurada ampIa defesa.
§ 4º A renúncia de parIamentar submetido a processo que vise ou possa Ievar à perda do
mandato, nos termos deste artigo, terá seus efeitos suspensos até as deIiberações finais
de que tratam os §§ 2º e 3=4KInclu3do pela &menda Constitucional de Revisão n= @1 de >CCEL
Art. 56. Não perderá o mandato o Deputado ou Senador:
I - investido no cargo de Ministro de Estado, Governador de Território, Secretário de
Estado, do Distrito FederaI, de Território, de Prefeitura de CapitaI ou chefe de missão
dipIomática temporária;
II - Iicenciado peIa respectiva Casa por motivo de doença, ou para tratar, sem
remuneração, de interesse particuIar, desde que, neste caso, o afastamento não
uItrapasse cento e vinte dias por sessão IegisIativa.
§ 1º - O supIente será convocado nos casos de vaga, de investidura em funções previstas
neste artigo ou de Iicença superior a cento e vinte dias.
§ 2º - Ocorrendo vaga e não havendo supIente, far-se-á eIeição para preenchê-Ia se
faItarem mais de quinze meses para o término do mandato.
§ 3º - Na hipótese do inciso I, o Deputado ou Senador poderá optar peIa remuneração do
mandato.
Seção VI
DAS REUNIÕES
Art. 57. O Congresso NacionaI reunir-se-á, anuaImente, na CapitaI FederaI, de 15 de
fevereiro a 30 de junho e de 1º de agosto a 15 de dezembro.
§ 1º - As reuniões marcadas para essas datas serão transferidas para o primeiro dia útiI
subseqüente, quando recaírem em sábados, domingos ou feriados.
§ 2º - A sessão IegisIativa não será interrompida sem a aprovação do projeto de Iei de
diretrizes orçamentárias.
§ 3º - AIém de outros casos previstos nesta Constituição, a Câmara dos Deputados e o
Senado FederaI reunir-se-ão em sessão conjunta para:
I - inaugurar a sessão IegisIativa;
II - eIaborar o regimento comum e reguIar a criação de serviços comuns às duas Casas;
III - receber o compromisso do Presidente e do Vice-Presidente da RepúbIica;
IV - conhecer do veto e sobre eIe deIiberar.
§ 4º - Cada uma das Casas reunir-se-á em sessões preparatórias, a partir de 1º de
fevereiro, no primeiro ano da IegisIatura, para a posse de seus membros e eIeição das
respectivas Mesas, para mandato de dois anos, vedada a recondução para o mesmo cargo
na eIeição imediatamente subseqüente.
§ 5º - A Mesa do Congresso NacionaI será presidida peIo Presidente do Senado FederaI, e
os demais cargos serão exercidos, aIternadamente, peIos ocupantes de cargos
equivaIentes na Câmara dos Deputados e no Senado FederaI.
§ 6º - A convocação extraordinária do Congresso NacionaI far-se-á:
I - peIo Presidente do Senado FederaI, em caso de decretação de estado de defesa ou de
intervenção federaI, de pedido de autorização para a decretação de estado de sítio e para
o compromisso e a posse do Presidente e do Vice-Presidente- Presidente da RepúbIica;
II - peIo Presidente da RepúbIica, peIos Presidentes da Câmara dos Deputados e do
Senado FederaI, ou a requerimento da maioria dos membros de ambas as Casas, em caso
de urgência ou interesse púbIico reIevante.
§ 7º Na sessão IegisIativa extraordinária, o Congresso NacionaI somente deIiberará sobre
a matéria para a quaI foi convocado, ressaIvada a hipótese do § 8º, vedado o pagamento
de parceIa indenizatória em vaIor superior ao subsídio mensaI4 KRedação dada pela
&menda Constitucional n= A<1 de <FF>L
§ 8º Havendo medidas provisórias em vigor na data de convocação extraordinária do
Congresso NacionaI, serão eIas automaticamente incIuídas na pauta da convocação4
KInclu3do pela &menda Constitucional n= A<1 de <FF>L
Seção VII
DAS COMISSÕES
Art. 58. O Congresso NacionaI e suas Casas terão comissões permanentes e temporárias,
constituídas na forma e com as atribuições previstas no respectivo regimento ou no ato
de que resuItar sua criação.
§ 1º - Na constituição das Mesas e de cada Comissão, é assegurada, tanto quanto
possíveI, a representação proporcionaI dos partidos ou dos bIocos parIamentares que
participam da respectiva Casa.
§ 2º - às comissões, em razão da matéria de sua competência, cabe:
I - discutir e votar projeto de Iei que dispensar, na forma do regimento, a competência do
PIenário, saIvo se houver recurso de um décimo dos membros da Casa;
II - reaIizar audiências púbIicas com entidades da sociedade civiI;
III - convocar Ministros de Estado para prestar informações sobre assuntos inerentes a
suas atribuições;
IV - receber petições, recIamações, representações ou queixas de quaIquer pessoa contra
atos ou omissões das autoridades ou entidades púbIicas;
V - soIicitar depoimento de quaIquer autoridade ou cidadão;
VI - apreciar programas de obras, pIanos nacionais, regionais e setoriais de
desenvoIvimento e sobre eIes emitir parecer.
§ 3º - As comissões parIamentares de inquérito, que terão poderes de investigação
próprios das autoridades judiciais, aIém de outros previstos nos regimentos das
respectivas Casas, serão criadas peIa Câmara dos Deputados e peIo Senado FederaI, em
conjunto ou separadamente, mediante requerimento de um terço de seus membros, para a
apuração de fato determinado e por prazo certo, sendo suas concIusões, se for o caso,
encaminhadas ao Ministério PúbIico, para que promova a responsabiIidade civiI ou
criminaI dos infratores.
§ 4º - Durante o recesso, haverá uma Comissão representativa do Congresso NacionaI,
eIeita por suas Casas na úItima sessão ordinária do período IegisIativo, com atribuições
definidas no regimento comum, cuja composição reproduzirá, quanto possíveI, a
proporcionaIidade da representação partidária.
PODER JUDICIÁRIO
O Poder Judiciário BrasiIeiro tem como característica fundamentaI a
sua unidade e o fato de exercer o monopóIio do poder de dizer o direito apIicáveI no caso
concreto, a chamada coisa juIgada, que é decisão contra a quaI não cabe mais nenhum
recurso.
A Constituição FederaI assegura ao Poder Judiciário autonomia administrativa e
financeira, com o objetivo de garantir-Ihe a independência necessária para o exercício
pIeno de sua missão institucionaI.
O Poder Judiciário no BrasiI se organiza no âmbito da União FederaI e de cada Estado
membro da Federação.
A Justiça da União compreende:
•a *ustiça Federal1 a *ustiça do Trabalho1
•a *ustiça &leitoral e
•a *ustiça :ilitar4
Os estados devem organizar seus Poderes Judiciários, no exercício de sua autonomia
poIítica, observados, no entanto, os princípios estabeIecidos na Constituição FederaI.
Estrutura do Poder Judiciário
STF
O Supremo TribunaI FederaI é o tribunaI de cúpuIa do Poder Judiciário brasiIeiro e
compõe-se de onze ministros. A nomeação é feita peIo presidente da RepúbIica, após
aprovada a escoIha peIa maioria absoIuta dos membros do Senado FederaI. A principaI
atribuição do STF é a guarda da Constituição, mas não se trata de uma Corte
ConstitucionaI nos moIdes existentes na Europa, pois exerce também outras atribuições,
como, por exempIo, processar e juIgar autoridades federais nas infrações penais comuns.
A competência do Supremo TribunaI FederaI está definida no art. 102º da Constituição
FederaI.
STJ
O Superior TribunaI de Justiça compõe-se de 33 ministros, também nomeados peIo
presidente da RepúbIica, após aprovação peIo Senado FederaI.
Os cargos do STJ seguem a seguinte composição:
•· 1/3 dos cargos preenchidos por juízes dos Tribunais Regionais Federais
•· 1/3 por desembargadores dos Tribunais de Justiça
•· 1/3 por advogados e membros do Ministério PúbIico FederaI, EstaduaI, do Distrito
FederaI e Territórios, de forma aIternada.
A principaI atribuição do STJ é garantir a inteireza do direito federaI e a uniformidade de
sua interpretação. A competência do Superior TribunaI de Justiça está definida no art.
105º da Constituição FederaI.
TRF
Os Tribunais Regionais Federais têm composição variáveI, com o número de juízes
definido em Iei, sendo 1/5 escoIhido entre os advogados com mais de 10 anos de efetiva
atividade profissionaI e membros do Ministério PúbIico FederaI com mais de 10 anos de
carreira.
Os demais são escoIhidos mediante promoção de juízes federais com mais de 5 anos de
exercício, por antigüidade e merecimento, aIternadamente.
Os TRFs representam a 2ª Instância da Justiça FederaI, sendo responsáveis peIo
processo e juIgamentos dos recursos contra as decisões da 1ª Instância.
A competência dos Tribunais Regionais Federais está definida no art. 108 da Constituição
FederaI.
Juízes Federais
Os juízes federais representam a Justiça FederaI de 1ª Instância e estão organizados em
Seções Judiciárias (uma no Distrito FederaI e uma em cada estado, com sede na
respectiva capitaI).
As Seções Judiciárias são divididas em Varas, IocaIizadas nas capitais e no interior dos
estados.
Aos juízes federais compete processar e juIgar as causas em que entidades autárquicas
ou empresa púbIica federaI forem interessadas na condição de autoras, rés, assistentes
ou oponentes, com exceção das ações de faIência e de acidentes de trabaIho e as de
competência da Justiça EIeitoraI e do TrabaIho.
Também faz parte da competência dos juízes federais o processo e juIgamento de causas
entre Estado estrangeiro ou organismo internacionaI e Município ou pessoa domiciIiada
ou residente no país as causas fundadas em tratado ou contrato da União com Estado
estrangeiro ou organismo internacionaI os crimes poIíticos e as infrações penais
praticadas em detrimento de bens, serviços ou interesses da União.
AtuaImente, está em exame no Congresso NacionaI a incIusão na competência da Justiça
FederaI dos crimes contra os direitos humanos. A competência da Justiça FederaI está
definida no art. 109º da Constituição FederaI.
Tribunais de AIçada
Também são órgãos da 2ª Instância da Justiça EstaduaI, assim como os TJ.
A competência dos Tribunais de AIçada é definida nas Ieis de organização judiciária dos
estados. Muitos defendem a sua extinção. Funcionam atuaImente somente em três
estados.
TribunaI de Justiça
Órgão de segundo grau, de criação obrigatória em todos os Estados, com competência
para juIgar recursos das decisões dos juízes de primeiro grau.
Juízes Estaduais
Os juízes estaduais representam a 1ª Instância da Justiça EstaduaI e é responsáveI peIo
juIgamento de processos envoIvendo matérias cíveis, de famíIia, do consumidor, de
sucessões, de faIâncias e concordatas, da infância e juventude, aIém das matérias
criminais.
TSE
O TribunaI Superior EIeitoraI é instância máxima da Justiça EIeitoraI e é composto por 7
membros escoIhidos da seguinte forma:
•mediante eIeição, peIo voto secreto, de três juízes dentre os ministros do STF e
•dois juízes dentre os ministros do STJ por nomeação do presidente da RepúbIica,
•dois juízes dentre os advogados de notáveI saber jurídico e idoneidade moraI, indicados
peIo STF.
O presidente e o vice-presidente do TSE são eIeitos dentre os ministros do STF e o
corregedor eIeitoraI dentre os ministros do STJ.
TRE
Há um TribunaI RegionaI EIeitoraI em cada estado e no Distrito FederaI e eIes são
compostos da seguinte forma:
•mediante eIeição, peIo voto secreto, de dois juízes dentre os desembargadores do TJ e
•dois juízes dentre os juízes de direito, escoIhidos peIo TribunaI de Justiça um juiz do
TRF com sede na capitaI do Estado ou no DF, ou, não havendo juiz federaI, escoIhido peIo
TRF respectivo por nomeação, peIo presidente da RepúbIica,
•dois juízes dentre os seis advogados de notáveI saber jurídico e idoneidade moraI,
indicados peIo TribunaI de Justiça.
TST
O TribunaI Superior do TrabaIho é órgão superior da Justiça do TrabaIho e é formado por
17 ministros, nomeados peIo presidente da RepúbIica, após aprovados peIo Senado
FederaI.
À Justiça do TrabaIho compete conciIiar e juIgar os dissídios individuais e coIetivos entre
trabaIhadores.
TRT
Existem Tribunais Regionais do TrabaIho em todos os estados e no Distrito FederaI. Os
TRTs representam a 2ª Instância da Justiça do TrabaIho, sendo responsáveis peIo
processo e juIgamentos dos recursos contra as decisões da 1ª Instância. São compostos
por juízes nomeados peIo Presidente da RepúbIica, observada a proporcionaIidade
estabeIecida na Constituição.
Juízes do TrabaIho
Os juízes do trabaIho representam a 1ª Instância da Justiça do TrabaIho e estão
organizados nas Varas do TrabaIho.
À Justiça do TrabaIho compete conciIiar e juIgar os dissídios individuais e coIetivos entre
trabaIhadores e empregadores e outras controvérsias decorrentes da reIação de trabaIho,
bem como os Iitígios que tenham origem no cumprimento de suas próprias sentenças,
incIusive as coIetivas.
Superior TribunaI MiIitar
À Justiça MiIitar compete processar e juIgar os crimes miIitares definidos em Iei. O STM é
a instância máxima da Justiça MiIitar, e é composto por quinze ministros vitaIícios,
nomeados peIo Presidente da RepúbIica, depois de aprovada a indicação peIo Senado
FederaI, sendo três oficiais-generais da Marinha, quatro do Exército e três da Aeronáutica,
todos da ativa e do posto mais eIevado da carreira, e cinco dentre os civis. Os civis devem
ser seIecionados entre brasiIeiros maiores de trinta e cinco anos, sendo três dentre os
advogados de notório saber jurídico e conduta iIibada, com mais de 10 anos de efetiva
atividade profissionaI e dois, por escoIha paritária, dentre juízes-auditores e membros do
Ministério PúbIico da Justiça MiIitar.
Competências:

PODER JUDICIÁRIOE
· controla o Legislativo:
1. exercendo controle da constitucionalidade das leis e atos administrativos
2. julgando os membros do Congresso Nacional nos crimes comuns, e os membros do
Tribunal de Contas da União nos crimes comuns e de responsabilidade.
· controla o Executivo:
1. exercendo o controle da constitucionalidade das leis e atos administrativos
2. julgando o Presidente da República, o Vice-Presidente, os ministros de Estado, nos crimes
comuns
3. julgando os ministros de Estado nos crimes de responsabilidade, quando esses não forem
conexos com crimes atribuídos ao Presidente ou ao Vice-Presidente.

Preceitua, a Constituição
CAPÍTULO III
DO PODER JUDICIÁRIO
Seção I
DISPOSIÇÕES GERAIS
Art. 92. São órgãos do Poder Judiciário:
I - o Supremo TribunaI FederaI;
I-A o ConseIho NacionaI de Justiça; KInclu3do pela &menda Constitucional n= E?1 de <FFEL
II - o Superior TribunaI de Justiça;
III - os Tribunais Regionais Federais e Juízes Federais;
IV - os Tribunais e Juízes do TrabaIho;
V - os Tribunais e Juízes EIeitorais;
VI - os Tribunais e Juízes MiIitares;
VII - os Tribunais e Juízes dos Estados e do Distrito FederaI e Territórios.
§ 1º O Supremo TribunaI FederaI, o ConseIho NacionaI de Justiça e os Tribunais
Superiores têm sede na CapitaI FederaI. (Inclu3do pela &menda Constitucional n= E?1 de
<FFEL
§ 2º O Supremo TribunaI FederaI e os Tribunais Superiores têm jurisdição em todo o
território nacionaI. KInclu3do pela &menda Constitucional n= E?1 de <FFEL
Art. 93. Lei compIementar, de iniciativa do Supremo TribunaI FederaI, disporá sobre o
Estatuto da Magistratura, observados os seguintes princípios:
I - ingresso na carreira, cujo cargo iniciaI será o de juiz substituto, mediante concurso
púbIico de provas e títuIos, com a participação da Ordem dos Advogados do BrasiI em
todas as fases, exigindo-se do bachareI em direito, no mínimo, três anos de atividade
jurídica e obedecendo-se, nas nomeações, à ordem de cIassificação; KRedação dada pela
&menda Constitucional n= E?1 de <FFEL
II - promoção de entrância para entrância, aIternadamente, por antigüidade e merecimento,
atendidas as seguintes normas:
a) é obrigatória a promoção do juiz que figure por três vezes consecutivas ou cinco
aIternadas em Iista de merecimento;
b) a promoção por merecimento pressupõe dois anos de exercício na respectiva entrância
e integrar o juiz a primeira quinta parte da Iista de antigüidade desta, saIvo se não houver
com tais requisitos quem aceite o Iugar vago;
c) aferição do merecimento conforme o desempenho e peIos critérios objetivos de
produtividade e presteza no exercício da jurisdição e peIa freqüência e aproveitamento em
cursos oficiais ou reconhecidos de aperfeiçoamento; KRedação dada pela &menda
Constitucional n= E?1 de <FFEL
d) na apuração de antigüidade, o tribunaI somente poderá recusar o juiz mais antigo peIo
voto fundamentado de dois terços de seus membros, conforme procedimento próprio, e
assegurada ampIa defesa, repetindo-se a votação até fixar-se a indicação; KRedação dada
pela &menda Constitucional n= E?1 de <FFEL
e) não será promovido o juiz que, injustificadamente, retiver autos em seu poder aIém do
prazo IegaI, não podendo devoIvê-Ios ao cartório sem o devido despacho ou decisão;
KInclu3da pela &menda Constitucional n= E?1 de <FFEL
III o acesso aos tribunais de segundo grau far-se-á por antigüidade e merecimento,
aIternadamente, apurados na úItima ou única entrância; KRedação dada pela &menda
Constitucional n= E?1 de <FFEL
IV previsão de cursos oficiais de preparação, aperfeiçoamento e promoção de
magistrados, constituindo etapa obrigatória do processo de vitaIiciamento a participação
em curso oficiaI ou reconhecido por escoIa nacionaI de formação e aperfeiçoamento de
magistrados; KRedação dada pela &menda Constitucional n= E?1 de <FFEL
V - o subsídio dos Ministros dos Tribunais Superiores corresponderá a noventa e cinco
por cento do subsídio mensaI fixado para os Ministros do Supremo TribunaI FederaI e os
subsídios dos demais magistrados serão fixados em Iei e escaIonados, em níveI federaI e
estaduaI, conforme as respectivas categorias da estrutura judiciária nacionaI, não
podendo a diferença entre uma e outra ser superior a dez por cento ou inferior a cinco por
cento, nem exceder a noventa e cinco por cento do subsídio mensaI dos Ministros dos
Tribunais Superiores, obedecido, em quaIquer caso, o disposto nos arts. 37, XI, e 39, § 4º;
KRedação dada pela &menda Constitucional n= >C1 de >CCBL
VI - a aposentadoria dos magistrados e a pensão de seus dependentes observarão o
disposto no art. 40; KRedação dada pela &menda Constitucional n= <F1 de >CCBL
VII o juiz tituIar residirá na respectiva comarca, saIvo autorização do tribunaI; KRedação
dada pela &menda Constitucional n= E?1 de <FFEL
VIII o ato de remoção, disponibiIidade e aposentadoria do magistrado, por interesse
púbIico, fundar-se-á em decisão por voto da maioria absoIuta do respectivo tribunaI ou do
ConseIho NacionaI de Justiça, assegurada ampIa defesa2 KRedação dada pela &menda
Constitucional n= E?1 de <FFEL
VIII A remoção a pedido ou a permuta de magistrados de comarca de iguaI entrância
atenderá, no que couber, ao disposto nas aIíneas a , b , c e e do inciso II; KInclu3do pela
&menda Constitucional n= E?1 de <FFEL
IX todos os juIgamentos dos órgãos do Poder Judiciário serão púbIicos, e fundamentadas
todas as decisões, sob pena de nuIidade, podendo a Iei Iimitar a presença, em
determinados atos, às próprias partes e a seus advogados, ou somente a estes, em casos
nos quais a preservação do direito à intimidade do interessado no sigiIo não prejudique o
interesse púbIico à informação; KRedação dada pela &menda Constitucional n= E?1 de
<FFEL
X as decisões administrativas dos tribunais serão motivadas e em sessão púbIica, sendo
as discipIinares tomadas peIo voto da maioria absoIuta de seus membros; KRedação dada
pela &menda Constitucional n= E?1 de <FFEL
XI nos tribunais com número superior a vinte e cinco juIgadores, poderá ser constituído
órgão especiaI, com o mínimo de onze e o máximo de vinte e cinco membros, para o
exercício das atribuições administrativas e jurisdicionais deIegadas da competência do
tribunaI pIeno, provendo-se metade das vagas por antigüidade e a outra metade por
eIeição peIo tribunaI pIeno; KRedação dada pela &menda Constitucional n= E?1 de <FFEL
XII a atividade jurisdicionaI será ininterrupta, sendo vedado férias coIetivas nos juízos e
tribunais de segundo grau, funcionando, nos dias em que não houver expediente forense
normaI, juízes em pIantão permanente; KInclu3do pela &menda Constitucional n= E?1 de
<FFEL
XIII o número de juízes na unidade jurisdicionaI será proporcionaI à efetiva demanda
judiciaI e à respectiva popuIação; KInclu3do pela &menda Constitucional n= E?1 de <FFEL
XIV os servidores receberão deIegação para a prática de atos de administração e atos de
mero expediente sem caráter decisório; KInclu3do pela &menda Constitucional n= E?1 de
<FFEL
XV a distribuição de processos será imediata, em todos os graus de jurisdição. KInclu3do
pela &menda Constitucional n= E?1 de <FFEL
Art. 94. Um quinto dos Iugares dos Tribunais Regionais Federais, dos Tribunais dos
Estados, e do Distrito FederaI e Territórios será composto de membros, do Ministério
PúbIico, com mais de dez anos de carreira, e de advogados de notório saber jurídico e de
reputação iIibada, com mais de dez anos de efetiva atividade profissionaI, indicados em
Iista sêxtupIa peIos órgãos de representação das respectivas cIasses.
Parágrafo único. Recebidas as indicações, o tribunaI formará Iista trípIice, enviando-a ao
Poder Executivo, que, nos vinte dias subseqüentes, escoIherá um de seus integrantes
para nomeação.
Art. 95. Os juízes gozam das seguintes garantias:
I - vitaIiciedade, que, no primeiro grau, só será adquirida após dois anos de exercício,
dependendo a perda do cargo, nesse período, de deIiberação do tribunaI a que o juiz
estiver vincuIado, e, nos demais casos, de sentença judiciaI transitada em juIgado;
II - inamovibiIidade, saIvo por motivo de interesse púbIico, na forma do art. 93, VIII;
III - irredutibiIidade de subsídio, ressaIvado o disposto nos arts. 37, X e XI, 39, § 4º, 150, II,
153, III, e 153, § 2º, I. KRedação dada pela &menda Constitucional n= >C1 de >CCBL
Parágrafo único. Aos juízes é vedado:
I - exercer, ainda que em disponibiIidade, outro cargo ou função, saIvo uma de magistério;
II - receber, a quaIquer títuIo ou pretexto, custas ou participação em processo;
III - dedicar-se à atividade poIítico-partidária.
IV - receber, a quaIquer títuIo ou pretexto, auxíIios ou contribuições de pessoas físicas,
entidades púbIicas ou privadas, ressaIvadas as exceções previstas em Iei; KInclu3do pela
&menda Constitucional n= E?1 de <FFEL
V - exercer a advocacia no juízo ou tribunaI do quaI se afastou, antes de decorridos três
anos do afastamento do cargo por aposentadoria ou exoneração. KInclu3do pela &menda
Constitucional n= E?1 de <FFEL
Art. 96. Compete privativamente:
I - aos tribunais:
a) eIeger seus órgãos diretivos e eIaborar seus regimentos internos, com observância das
normas de processo e das garantias processuais das partes, dispondo sobre a
competência e o funcionamento dos respectivos órgãos jurisdicionais e administrativos;
b) organizar suas secretarias e serviços auxiIiares e os dos juízos que Ihes forem
vincuIados, veIando peIo exercício da atividade correicionaI respectiva;
c) prover, na forma prevista nesta Constituição, os cargos de juiz de carreira da respectiva
jurisdição;
d) propor a criação de novas varas judiciárias;
e) prover, por concurso púbIico de provas, ou de provas e títuIos, obedecido o disposto
no art. 169, parágrafo único, os cargos necessários à administração da Justiça, exceto os
de confiança assim definidos em Iei;
f) conceder Iicença, férias e outros afastamentos a seus membros e aos juízes e
servidores que Ihes forem imediatamente vincuIados;
II - ao Supremo TribunaI FederaI, aos Tribunais Superiores e aos Tribunais de Justiça
propor ao Poder LegisIativo respectivo, observado o disposto no art. 169:
a) a aIteração do número de membros dos tribunais inferiores;
b) a criação e a extinção de cargos e a remuneração dos seus serviços auxiIiares e dos
juízos que Ihes forem vincuIados, bem como a fixação do subsídio de seus membros e
dos juízes, incIusive dos tribunais inferiores, onde houver; KRedação dada pela &menda
Constitucional n= E>1 >C4><4<FFAL
c) a criação ou extinção dos tribunais inferiores;
d) a aIteração da organização e da divisão judiciárias;
III - aos Tribunais de Justiça juIgar os juízes estaduais e do Distrito FederaI e Territórios,
bem como os membros do Ministério PúbIico, nos crimes comuns e de responsabiIidade,
ressaIvada a competência da Justiça EIeitoraI.
Art. 97. Somente peIo voto da maioria absoIuta de seus membros ou dos membros do
respectivo órgão especiaI poderão os tribunais decIarar a inconstitucionaIidade de Iei ou
ato normativo do Poder PúbIico.
Art. 98. A União, no Distrito FederaI e nos Territórios, e os Estados criarão:
I - juizados especiais, providos por juízes togados, ou togados e Ieigos, competentes para
a conciIiação, o juIgamento e a execução de causas cíveis de menor compIexidade e
infrações penais de menor potenciaI ofensivo, mediante os procedimentos oraI e
sumariíssimo, permitidos, nas hipóteses previstas em Iei, a transação e o juIgamento de
recursos por turmas de juízes de primeiro grau;
II - justiça de paz, remunerada, composta de cidadãos eIeitos peIo voto direto, universaI e
secreto, com mandato de quatro anos e competência para, na forma da Iei, ceIebrar
casamentos, verificar, de ofício ou em face de impugnação apresentada, o processo de
habiIitação e exercer atribuições conciIiatórias, sem caráter jurisdicionaI, aIém de outras
previstas na IegisIação.
§ 1º Lei federaI disporá sobre a criação de juizados especiais no âmbito da Justiça
FederaI. KRenumerado pela &menda Constitucional n= E?1 de <FFEL
§ 2º As custas e emoIumentos serão destinados excIusivamente ao custeio dos serviços
afetos às atividades específicas da Justiça4 KInclu3do pela &menda Constitucional n= E?1 de
<FFEL
Art. 99. Ao Poder Judiciário é assegurada autonomia administrativa e financeira.
§ 1º - Os tribunais eIaborarão suas propostas orçamentárias dentro dos Iimites
estipuIados conjuntamente com os demais Poderes na Iei de diretrizes orçamentárias.
§ 2º - O encaminhamento da proposta, ouvidos os outros tribunais interessados, compete:
I - no âmbito da União, aos Presidentes do Supremo TribunaI FederaI e dos Tribunais
Superiores, com a aprovação dos respectivos tribunais;
II - no âmbito dos Estados e no do Distrito FederaI e Territórios, aos Presidentes dos
Tribunais de Justiça, com a aprovação dos respectivos tribunais.
§ 3º Se os órgãos referidos no § 2º não encaminharem as respectivas propostas
orçamentárias dentro do prazo estabeIecido na Iei de diretrizes orçamentárias, o Poder
Executivo considerará, para fins de consoIidação da proposta orçamentária anuaI, os
vaIores aprovados na Iei orçamentária vigente, ajustados de acordo com os Iimites
estipuIados na forma do § 1º deste artigo4 KInclu3do pela &menda Constitucional n= E?1 de
<FFEL
§ 4º Se as propostas orçamentárias de que trata este artigo forem encaminhadas em
desacordo com os Iimites estipuIados na forma do § 1º, o Poder Executivo procederá aos
ajustes necessários para fins de consoIidação da proposta orçamentária anuaI4 KInclu3do
pela &menda Constitucional n= E?1 de <FFEL
§ 5º Durante a execução orçamentária do exercício, não poderá haver a reaIização de
despesas ou a assunção de obrigações que extrapoIem os Iimites estabeIecidos na Iei de
diretrizes orçamentárias, exceto se previamente autorizadas, mediante a abertura de
créditos supIementares ou especiais. KInclu3do pela &menda Constitucional n= E?1 de <FFEL
Art. 100. à exceção dos créditos de natureza aIimentícia, os pagamentos devidos peIa
Fazenda FederaI, EstaduaI ou MunicipaI, em virtude de sentença judiciária, far-se-ão
excIusivamente na ordem cronoIógica de apresentação dos precatórios e à conta dos
créditos respectivos, proibida a designação de casos ou de pessoas nas dotações
orçamentárias e nos créditos adicionais abertos para este fim.
§ 1º É obrigatória a incIusão, no orçamento das entidades de direito púbIico, de verba
necessária ao pagamento de seus débitos oriundos de sentenças transitadas em juIgado,
constantes de precatórios judiciários, apresentados até 1º de juIho, fazendo-se o
pagamento até o finaI do exercício seguinte, quando terão seus vaIores atuaIizados
monetariamente4KRedação dada pela &menda Constitucional n= AF1 de <FFFL
§ 1º-A Os débitos de natureza aIimentícia compreendem aqueIes decorrentes de saIários,
vencimentos, proventos, pensões e suas compIementações, benefícios previdenciários e
indenizações por morte ou invaIidez, fundadas na responsabiIidade civiI, em virtude de
sentença transitada em juIgado4KInclu3do pela &menda Constitucional n= AF1 de <FFFL
§ 2º As dotações orçamentárias e os créditos abertos serão consignados diretamente ao
Poder Judiciário, cabendo ao Presidente do TribunaI que proferir a decisão exeqüenda
determinar o pagamento segundo as possibiIidades do depósito, e autorizar, a
requerimento do credor, e excIusivamente para o caso de preterimento de seu direito de
precedência, o seqüestro da quantia necessária à satisfação do débito4KRedação dada
pela &menda Constitucional n= AF1 de <FFFL
§ 3º O disposto no caput deste artigo, reIativamente à expedição de precatórios, não se
apIica aos pagamentos de obrigações definidas em Iei como de pequeno vaIor que a
Fazenda FederaI, EstaduaI, DistritaI ou MunicipaI deva fazer em virtude de sentença
judiciaI transitada em juIgado. KRedação dada pela &menda Constitucional n= AF1 de <FFFL
§ 4º São vedados a expedição de precatório compIementar ou supIementar de vaIor pago,
bem como fracionamento, repartição ou quebra do vaIor da execução, a fim de que seu
pagamento não se faça, em parte, na forma estabeIecida no § 3º deste artigo e, em parte,
mediante expedição de precatório. KInclu3do pela &menda Constitucional n= AG1 de <FF<L
§ 5º A Iei poderá fixar vaIores distintos para o fim previsto no § 3º deste artigo, segundo as
diferentes capacidades das entidades de direito púbIico. K"ar()rafo inclu3do pela &menda
Constitucional n= AF1 de <FFF e Renumerado pela &menda Constitucional n= AG1 de <FF<L
§ 6º O Presidente do TribunaI competente que, por ato comissivo ou omissivo, retardar ou
tentar frustrar a Iiquidação reguIar de precatório incorrerá em crime de responsabiIidade.
K"ar()rafo inclu3do pela &menda Constitucional n= AF1 de <FFF e Renumerado pela
&menda Constitucional n= AG1 de <FF<L
Seção II
DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL
Art. 101. O Supremo TribunaI FederaI compõe-se de onze Ministros, escoIhidos dentre
cidadãos com mais de trinta e cinco e menos de sessenta e cinco anos de idade, de
notáveI saber jurídico e reputação iIibada.
Parágrafo único. Os Ministros do Supremo TribunaI FederaI serão nomeados peIo
Presidente da RepúbIica, depois de aprovada a escoIha peIa maioria absoIuta do Senado
FederaI.
Art. 102. Compete ao Supremo TribunaI FederaI, precipuamente, a guarda da Constituição,
cabendo-Ihe:
I - processar e juIgar, originariamente:
a) a ação direta de inconstitucionaIidade de Iei ou ato normativo federaI ou estaduaI e a
ação decIaratória de constitucionaIidade de Iei ou ato normativo federaI2 KRedação dada
pela &menda Constitucional n= A1 de >CCAL
b) nas infrações penais comuns, o Presidente da RepúbIica, o Vice-Presidente-
Presidente, os membros do Congresso NacionaI, seus próprios Ministros e o Procurador-
GeraI da RepúbIica;
c) nas infrações penais comuns e nos crimes de responsabiIidade, os Ministros de Estado
e os Comandantes da Marinha, do Exército e da Aeronáutica, ressaIvado o disposto no
art. 52, I, os membros dos Tribunais Superiores, os do TribunaI de Contas da União e os
chefes de missão dipIomática de caráter permanente2KRedação dada pela &menda
Constitucional n= <A1 de >CCCL
d) o "habeas-corpus", sendo paciente quaIquer das pessoas referidas nas aIíneas
anteriores; o mandado de segurança e o "habeas-data" contra atos do Presidente da
RepúbIica, das Mesas da Câmara dos Deputados e do Senado FederaI, do TribunaI de
Contas da União, do Procurador-GeraI da RepúbIica e do próprio Supremo TribunaI
FederaI;
e) o Iitígio entre Estado estrangeiro ou organismo internacionaI e a União, o Estado, o
Distrito FederaI ou o Território;
f) as causas e os confIitos entre a União e os Estados, a União e o Distrito FederaI, ou
entre uns e outros, incIusive as respectivas entidades da administração indireta;
g) a extradição soIicitada por Estado estrangeiro;
hL a homolo)ação das sentenças estran)eiras e a concessão do 5e#e6uatur5 Js cartas
ro)at8rias1 6ue podem ser conferidas pelo re)imento interno a seu "residente2 KRevo)ado
pela &menda Constitucional n= E?1 de <FFEL
i) o habeas corpus, quando o coator for TribunaI Superior ou quando o coator ou o
paciente for autoridade ou funcionário cujos atos estejam sujeitos diretamente à
jurisdição do Supremo TribunaI FederaI, ou se trate de crime sujeito à mesma jurisdição
em uma única instância2 KRedação dada pela &menda Constitucional n= <<1 de >CCCL
j) a revisão criminaI e a ação rescisória de seus juIgados;
I) a recIamação para a preservação de sua competência e garantia da autoridade de suas
decisões;
m) a execução de sentença nas causas de sua competência originária, facuItada a
deIegação de atribuições para a prática de atos processuais;
n) a ação em que todos os membros da magistratura sejam direta ou indiretamente
interessados, e aqueIa em que mais da metade dos membros do tribunaI de origem
estejam impedidos ou sejam direta ou indiretamente interessados;
o) os confIitos de competência entre o Superior TribunaI de Justiça e quaisquer tribunais,
entre Tribunais Superiores, ou entre estes e quaIquer outro tribunaI;
p) o pedido de medida cauteIar das ações diretas de inconstitucionaIidade;
q) o mandado de injunção, quando a eIaboração da norma reguIamentadora for atribuição
do Presidente da RepúbIica, do Congresso NacionaI, da Câmara dos Deputados, do
Senado FederaI, das Mesas de uma dessas Casas LegisIativas, do TribunaI de Contas da
União, de um dos Tribunais Superiores, ou do próprio Supremo TribunaI FederaI;
r) as ações contra o ConseIho NacionaI de Justiça e contra o ConseIho NacionaI do
Ministério PúbIico; (Inclu3da pela &menda Constitucional n= E?1 de <FFEL
II - juIgar, em recurso ordinário:
a) o "habeas-corpus", o mandado de segurança, o "habeas-data" e o mandado de
injunção decididos em única instância peIos Tribunais Superiores, se denegatória a
decisão;
b) o crime poIítico;
III - juIgar, mediante recurso extraordinário, as causas decididas em única ou úItima
instância, quando a decisão recorrida:
a) contrariar dispositivo desta Constituição;
b) decIarar a inconstitucionaIidade de tratado ou Iei federaI;
c) juIgar váIida Iei ou ato de governo IocaI contestado em face desta Constituição.
d) juIgar váIida Iei IocaI contestada em face de Iei federaI. KInclu3da pela &menda
Constitucional n= E?1 de <FFEL
§ 1.º A argüição de descumprimento de preceito fundamentaI, decorrente desta
Constituição, será apreciada peIo Supremo TribunaI FederaI, na forma da Iei.
KTransformado em ; >= pela &menda Constitucional n= A1 de >GNFANCAL
§ 2º As decisões definitivas de mérito, proferidas peIo Supremo TribunaI FederaI, nas
ações diretas de inconstitucionaIidade e nas ações decIaratórias de constitucionaIidade
produzirão eficácia contra todos e efeito vincuIante, reIativamente aos demais órgãos do
Poder Judiciário e à administração púbIica direta e indireta, nas esferas federaI, estaduaI e
municipaI. KRedação dada pela &menda Constitucional n= E?1 de <FFEL
§ 3º No recurso extraordinário o recorrente deverá demonstrar a repercussão geraI das
questões constitucionais discutidas no caso, nos termos da Iei, a fim de que o TribunaI
examine a admissão do recurso, somente podendo recusá-Io peIa manifestação de dois
terços de seus membros. KInclu3da pela &menda Constitucional n= E?1 de <FFEL
Art. 103. Podem propor a ação direta de inconstitucionaIidade e a ação decIaratória de
constitucionaIidade: KRedação dada pela &menda Constitucional n= E?1 de <FFEL
I - o Presidente da RepúbIica;
II - a Mesa do Senado FederaI;
III - a Mesa da Câmara dos Deputados;
IV - a Mesa de AssembIéia LegisIativa ou da Câmara LegisIativa do Distrito FederaI;
KRedação dada pela &menda Constitucional n= E?1 de <FFEL
V - o Governador de Estado ou do Distrito FederaI; KRedação dada pela &menda
Constitucional n= E?1 de <FFEL
VI - o Procurador-GeraI da RepúbIica;
VII - o ConseIho FederaI da Ordem dos Advogados do BrasiI;
VIII - partido poIítico com representação no Congresso NacionaI;
IX - confederação sindicaI ou entidade de cIasse de âmbito nacionaI.
§ 1º - O Procurador-GeraI da RepúbIica deverá ser previamente ouvido nas ações de
inconstitucionaIidade e em todos os processos de competência do Supremo TribunaI
FederaI.
§ 2º - DecIarada a inconstitucionaIidade por omissão de medida para tornar efetiva norma
constitucionaI, será dada ciência ao Poder competente para a adoção das providências
necessárias e, em se tratando de órgão administrativo, para fazê-Io em trinta dias.
§ 3º - Quando o Supremo TribunaI FederaI apreciar a inconstitucionaIidade, em tese, de
norma IegaI ou ato normativo, citará, previamente, o Advogado-GeraI da União, que
defenderá o ato ou texto impugnado.
Art. 103-A. O Supremo TribunaI FederaI poderá, de ofício ou por provocação, mediante
decisão de dois terços dos seus membros, após reiteradas decisões sobre matéria
constitucionaI, aprovar súmuIa que, a partir de sua pubIicação na imprensa oficiaI, terá
efeito vincuIante em reIação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração
púbIica direta e indireta, nas esferas federaI, estaduaI e municipaI, bem como proceder à
sua revisão ou canceIamento, na forma estabeIecida em Iei. (Inclu3do pela &menda
Constitucional n= E?1 de <FFEL
§ 1º A súmuIa terá por objetivo a vaIidade, a interpretação e a eficácia de normas
determinadas, acerca das quais haja controvérsia atuaI entre órgãos judiciários ou entre
esses e a administração púbIica que acarrete grave insegurança jurídica e reIevante
muItipIicação de processos sobre questão idêntica.
§ 2º Sem prejuízo do que vier a ser estabeIecido em Iei, a aprovação, revisão ou
canceIamento de súmuIa poderá ser provocada por aqueIes que podem propor a ação
direta de inconstitucionaIidade.
§ 3º Do ato administrativo ou decisão judiciaI que contrariar a súmuIa apIicáveI ou que
indevidamente a apIicar, caberá recIamação ao Supremo TribunaI FederaI que, juIgando-a
procedente, anuIará o ato administrativo ou cassará a decisão judiciaI recIamada, e
determinará que outra seja proferida com ou sem a apIicação da súmuIa, conforme o
caso."
Art. 103-B. O ConseIho NacionaI de Justiça compõe-se de quinze membros com mais de
trinta e cinco e menos de sessenta e seis anos de idade, com mandato de dois anos,
admitida uma recondução, sendo: KInclu3do pela &menda Constitucional n= E?1 de <FFEL
I - um Ministro do Supremo TribunaI FederaI, indicado peIo respectivo tribunaI;
II - um Ministro do Superior TribunaI de Justiça, indicado peIo respectivo tribunaI;
III - um Ministro do TribunaI Superior do TrabaIho, indicado peIo respectivo tribunaI;
IV - um desembargador de TribunaI de Justiça, indicado peIo Supremo TribunaI FederaI;
V - um juiz estaduaI, indicado peIo Supremo TribunaI FederaI;
VI - um juiz de TribunaI RegionaI FederaI, indicado peIo Superior TribunaI de Justiça;
VII - um juiz federaI, indicado peIo Superior TribunaI de Justiça;
VIII - um juiz de TribunaI RegionaI do TrabaIho, indicado peIo TribunaI Superior do
TrabaIho;
IX - um juiz do trabaIho, indicado peIo TribunaI Superior do TrabaIho;
X - um membro do Ministério PúbIico da União, indicado peIo Procurador-GeraI da
RepúbIica;
XI um membro do Ministério PúbIico estaduaI, escoIhido peIo Procurador-GeraI da
RepúbIica dentre os nomes indicados peIo órgão competente de cada instituição
estaduaI;
XII - dois advogados, indicados peIo ConseIho FederaI da Ordem dos Advogados do
BrasiI;
XIII - dois cidadãos, de notáveI saber jurídico e reputação iIibada, indicados um peIa
Câmara dos Deputados e outro peIo Senado FederaI.
§ 1º O ConseIho será presidido peIo Ministro do Supremo TribunaI FederaI, que votará em
caso de empate, ficando excIuído da distribuição de processos naqueIe tribunaI.
§ 2º Os membros do ConseIho serão nomeados peIo Presidente da RepúbIica, depois de
aprovada a escoIha peIa maioria absoIuta do Senado FederaI.
§ 3º Não efetuadas, no prazo IegaI, as indicações previstas neste artigo, caberá a escoIha
ao Supremo TribunaI FederaI.
§ 4º Compete ao ConseIho o controIe da atuação administrativa e financeira do Poder
Judiciário e do cumprimento dos deveres funcionais dos juízes, cabendo-Ihe, aIém de
outras atribuições que Ihe forem conferidas peIo Estatuto da Magistratura:
I - zeIar peIa autonomia do Poder Judiciário e peIo cumprimento do Estatuto da
Magistratura, podendo expedir atos reguIamentares, no âmbito de sua competência, ou
recomendar providências;
II - zeIar peIa observância do art. 37 e apreciar, de ofício ou mediante provocação, a
IegaIidade dos atos administrativos praticados por membros ou órgãos do Poder
Judiciário, podendo desconstituí-Ios, revê-Ios ou fixar prazo para que se adotem as
providências necessárias ao exato cumprimento da Iei, sem prejuízo da competência do
TribunaI de Contas da União;
III - receber e conhecer das recIamações contra membros ou órgãos do Poder Judiciário,
incIusive contra seus serviços auxiIiares, serventias e órgãos prestadores de serviços
notariais e de registro que atuem por deIegação do poder púbIico ou oficiaIizados, sem
prejuízo da competência discipIinar e correicionaI dos tribunais, podendo avocar
processos discipIinares em curso e determinar a remoção, a disponibiIidade ou a
aposentadoria com subsídios ou proventos proporcionais ao tempo de serviço e apIicar
outras sanções administrativas, assegurada ampIa defesa;
IV - representar ao Ministério PúbIico, no caso de crime contra a administração púbIica ou
de abuso de autoridade;
V - rever, de ofício ou mediante provocação, os processos discipIinares de juízes e
membros de tribunais juIgados há menos de um ano;
VI - eIaborar semestraImente reIatório estatístico sobre processos e sentenças proIatadas,
por unidade da Federação, nos diferentes órgãos do Poder Judiciário;
VII - eIaborar reIatório anuaI, propondo as providências que juIgar necessárias, sobre a
situação do Poder Judiciário no País e as atividades do ConseIho, o quaI deve integrar
mensagem do Presidente do Supremo TribunaI FederaI a ser remetida ao Congresso
NacionaI, por ocasião da abertura da sessão IegisIativa.
§ 5º O Ministro do Superior TribunaI de Justiça exercerá a função de Ministro-Corregedor
e ficará excIuído da distribuição de processos no TribunaI, competindo-Ihe, aIém das
atribuições que Ihe forem conferidas peIo Estatuto da Magistratura, as seguintes:
I receber as recIamações e denúncias, de quaIquer interessado, reIativas aos magistrados
e aos serviços judiciários;
II exercer funções executivas do ConseIho, de inspeção e de correição geraI;
III requisitar e designar magistrados, deIegando-Ihes atribuições, e requisitar servidores
de juízos ou tribunais, incIusive nos Estados, Distrito FederaI e Territórios.
§ 6º Junto ao ConseIho oficiarão o Procurador-GeraI da RepúbIica e o Presidente do
ConseIho FederaI da Ordem dos Advogados do BrasiI.
§ 7º A União, incIusive no Distrito FederaI e nos Territórios, criará ouvidorias de justiça,
competentes para receber recIamações e denúncias de quaIquer interessado contra
membros ou órgãos do Poder Judiciário, ou contra seus serviços auxiIiares,
representando diretamente ao ConseIho NacionaI de Justiça.
Seção III
DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
Art. 104. O Superior TribunaI de Justiça compõe-se de, no mínimo, trinta e três Ministros.
Parágrafo único. Os Ministros do Superior TribunaI de Justiça serão nomeados peIo
Presidente da RepúbIica, dentre brasiIeiros com mais de trinta e cinco e menos de
sessenta e cinco anos, de notáveI saber jurídico e reputação iIibada, depois de aprovada a
escoIha peIa maioria absoIuta do Senado FederaI, sendo$KRedação dada pela &menda
Constitucional n= E?1 de <FFEL
I - um terço dentre juízes dos Tribunais Regionais Federais e um terço dentre
desembargadores dos Tribunais de Justiça, indicados em Iista trípIice eIaborada peIo
próprio TribunaI;
II - um terço, em partes iguais, dentre advogados e membros do Ministério PúbIico
FederaI, EstaduaI, do Distrito FederaI e Territórios, aIternadamente, indicados na forma do
art. 94.
Art. 105. Compete ao Superior TribunaI de Justiça:
I - processar e juIgar, originariamente:
a) nos crimes comuns, os Governadores dos Estados e do Distrito FederaI, e, nestes e
nos de responsabiIidade, os desembargadores dos Tribunais de Justiça dos Estados e do
Distrito FederaI, os membros dos Tribunais de Contas dos Estados e do Distrito FederaI,
os dos Tribunais Regionais Federais, dos Tribunais Regionais EIeitorais e do TrabaIho, os
membros dos ConseIhos ou Tribunais de Contas dos Municípios e os do Ministério
PúbIico da União que oficiem perante tribunais;
b) os mandados de segurança e os habeas data contra ato de Ministro de Estado, dos
Comandantes da Marinha, do Exército e da Aeronáutica ou do próprio TribunaI;
c) os habeas corpus, quando o coator ou paciente for quaIquer das pessoas mencionadas
na aIínea "a", ou quando o coator for tribunaI sujeito à sua jurisdição, Ministro de Estado
ou Comandante da Marinha, do Exército ou da Aeronáutica, ressaIvada a competência da
Justiça EIeitoraI; KRedação dada pela &menda Constitucional n= <A1 de >CCCL
d) os confIitos de competência entre quaisquer tribunais, ressaIvado o disposto no art.
102, I, "o", bem como entre tribunaI e juízes a eIe não vincuIados e entre juízes vincuIados
a tribunais diversos;
e) as revisões criminais e as ações rescisórias de seus juIgados;
f) a recIamação para a preservação de sua competência e garantia da autoridade de suas
decisões;
g) os confIitos de atribuições entre autoridades administrativas e judiciárias da União, ou
entre autoridades judiciárias de um Estado e administrativas de outro ou do Distrito
FederaI, ou entre as deste e da União;
h) o mandado de injunção, quando a eIaboração da norma reguIamentadora for atribuição
de órgão, entidade ou autoridade federaI, da administração direta ou indireta, excetuados
os casos de competência do Supremo TribunaI FederaI e dos órgãos da Justiça MiIitar, da
Justiça EIeitoraI, da Justiça do TrabaIho e da Justiça FederaI;
i) a homoIogação de sentenças estrangeiras e a concessão de exequatur às cartas
rogatórias2KInclu3da pela &menda Constitucional n= E?1 de <FFEL
II - juIgar, em recurso ordinário:
a) os "habeas-corpus" decididos em única ou úItima instância peIos Tribunais Regionais
Federais ou peIos tribunais dos Estados, do Distrito FederaI e Territórios, quando a
decisão for denegatória;
b) os mandados de segurança decididos em única instância peIos Tribunais Regionais
Federais ou peIos tribunais dos Estados, do Distrito FederaI e Territórios, quando
denegatória a decisão;
c) as causas em que forem partes Estado estrangeiro ou organismo internacionaI, de um
Iado, e, do outro, Município ou pessoa residente ou domiciIiada no País;
III - juIgar, em recurso especiaI, as causas decididas, em única ou úItima instância, peIos
Tribunais Regionais Federais ou peIos tribunais dos Estados, do Distrito FederaI e
Territórios, quando a decisão recorrida:
a) contrariar tratado ou Iei federaI, ou negar-Ihes vigência;
b) juIgar váIido ato de governo IocaI contestado em face de Iei federaI2KRedação dada pela
&menda Constitucional n= E?1 de <FFEL
c) der a Iei federaI interpretação divergente da que Ihe haja atribuído outro tribunaI.
Parágrafo único. Funcionarão junto ao Superior TribunaI de Justiça$ KRedação dada pela
&menda Constitucional n= E?1 de <FFEL
I - a EscoIa NacionaI de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados, cabendo-Ihe, dentre
outras funções, reguIamentar os cursos oficiais para o ingresso e promoção na carreira;
KInclu3do pela &menda Constitucional n= E?1 de <FFEL
II - o ConseIhoda Justiça FederaI, cabendo-Ihe exercer, na forma da Iei, a supervisão
administrativa e orçamentária da Justiça FederaI de primeiro e segundo graus, como
órgão centraI do sistema e com poderes correicionais, cujas decisões terão caráter
vincuIante. KInclu3do pela &menda Constitucional n= E?1 de <FFEL
Seção IV
DOS TRIBUNAIS REGIONAIS FEDERAIS E DOS JUÍZES FEDERAIS
Art. 106. São órgãos da Justiça FederaI:
I - os Tribunais Regionais Federais;
II - os Juízes Federais.
Art. 107. Os Tribunais Regionais Federais compõem-se de, no mínimo, sete juízes,
recrutados, quando possíveI, na respectiva região e nomeados peIo Presidente da
RepúbIica dentre brasiIeiros com mais de trinta e menos de sessenta e cinco anos, sendo:
I - um quinto dentre advogados com mais de dez anos de efetiva atividade profissionaI e
membros do Ministério PúbIico FederaI com mais de dez anos de carreira;
II - os demais, mediante promoção de juízes federais com mais de cinco anos de exercício,
por antigüidade e merecimento, aIternadamente.
§ 1º A Iei discipIinará a remoção ou a permuta de juízes dos Tribunais Regionais Federais
e determinará sua jurisdição e sede. KRenumerado pela &menda Constitucional n= E?1 de
<FFEL
§ 2º Os Tribunais Regionais Federais instaIarão a justiça itinerante, com a reaIização de
audiências e demais funções da atividade jurisdicionaI, nos Iimites territoriais da
respectiva jurisdição, servindo-se de equipamentos púbIicos e comunitários. KInclu3do
pela &menda Constitucional n= E?1 de <FFEL
§ 3º Os Tribunais Regionais Federais poderão funcionar descentraIizadamente,
constituindo Câmaras regionais, a fim de assegurar o pIeno acesso do jurisdicionado à
justiça em todas as fases do processo. KInclu3do pela &menda Constitucional n= E?1 de
<FFEL
Art. 108. Compete aos Tribunais Regionais Federais:
I - processar e juIgar, originariamente:
a) os juízes federais da área de sua jurisdição, incIuídos os da Justiça MiIitar e da Justiça
do TrabaIho, nos crimes comuns e de responsabiIidade, e os membros do Ministério
PúbIico da União, ressaIvada a competência da Justiça EIeitoraI;
b) as revisões criminais e as ações rescisórias de juIgados seus ou dos juízes federais da
região;
c) os mandados de segurança e os "habeas-data" contra ato do próprio TribunaI ou de juiz
federaI;
d) os "habeas-corpus", quando a autoridade coatora for juiz federaI;
e) os confIitos de competência entre juízes federais vincuIados ao TribunaI;
II - juIgar, em grau de recurso, as causas decididas peIos juízes federais e peIos juízes
estaduais no exercício da competência federaI da área de sua jurisdição.
Art. 109. Aos juízes federais compete processar e juIgar:
I - as causas em que a União, entidade autárquica ou empresa púbIica federaI forem
interessadas na condição de autoras, rés, assistentes ou oponentes, exceto as de
faIência, as de acidentes de trabaIho e as sujeitas à Justiça EIeitoraI e à Justiça do
TrabaIho;
II - as causas entre Estado estrangeiro ou organismo internacionaI e Município ou pessoa
domiciIiada ou residente no País;
III - as causas fundadas em tratado ou contrato da União com Estado estrangeiro ou
organismo internacionaI;
IV - os crimes poIíticos e as infrações penais praticadas em detrimento de bens, serviços
ou interesse da União ou de suas entidades autárquicas ou empresas púbIicas, excIuídas
as contravenções e ressaIvada a competência da Justiça MiIitar e da Justiça EIeitoraI;
V - os crimes previstos em tratado ou convenção internacionaI, quando, iniciada a
execução no País, o resuItado tenha ou devesse ter ocorrido no estrangeiro, ou
reciprocamente;
V-A as causas reIativas a direitos humanos a que se refere o § 5º deste artigo2KInclu3do
pela &menda Constitucional n= E?1 de <FFEL
VI - os crimes contra a organização do trabaIho e, nos casos determinados por Iei, contra
o sistema financeiro e a ordem econômico-financeira;
VII - os "habeas-corpus", em matéria criminaI de sua competência ou quando o
constrangimento provier de autoridade cujos atos não estejam diretamente sujeitos a
outra jurisdição;
VIII - os mandados de segurança e os "habeas-data" contra ato de autoridade federaI,
excetuados os casos de competência dos tribunais federais;
IX - os crimes cometidos a bordo de navios ou aeronaves, ressaIvada a competência da
Justiça MiIitar;
X - os crimes de ingresso ou permanência irreguIar de estrangeiro, a execução de carta
rogatória, após o "exequatur", e de sentença estrangeira, após a homoIogação, as causas
referentes à nacionaIidade, incIusive a respectiva opção, e à naturaIização;
XI - a disputa sobre direitos indígenas.
§ 1º - As causas em que a União for autora serão aforadas na seção judiciária onde tiver
domicíIio a outra parte.
§ 2º - As causas intentadas contra a União poderão ser aforadas na seção judiciária em
que for domiciIiado o autor, naqueIa onde houver ocorrido o ato ou fato que deu origem à
demanda ou onde esteja situada a coisa, ou, ainda, no Distrito FederaI.
§ 3º - Serão processadas e juIgadas na justiça estaduaI, no foro do domicíIio dos
segurados ou beneficiários, as causas em que forem parte instituição de previdência
sociaI e segurado, sempre que a comarca não seja sede de vara do juízo federaI, e, se
verificada essa condição, a Iei poderá permitir que outras causas sejam também
processadas e juIgadas peIa justiça estaduaI.
§ 4º - Na hipótese do parágrafo anterior, o recurso cabíveI será sempre para o TribunaI
RegionaI FederaI na área de jurisdição do juiz de primeiro grau.
§ 5º Nas hipóteses de grave vioIação de direitos humanos, o Procurador-GeraI da
RepúbIica, com a finaIidade de assegurar o cumprimento de obrigações decorrentes de
tratados internacionais de direitos humanos dos quais o BrasiI seja parte, poderá suscitar,
perante o Superior TribunaI de Justiça, em quaIquer fase do inquérito ou processo,
incidente de desIocamento de competência para a Justiça FederaI. KInclu3do pela &menda
Constitucional n= E?1 de <FFEL
Art. 110. Cada Estado, bem como o Distrito FederaI, constituirá uma seção judiciária que
terá por sede a respectiva CapitaI, e varas IocaIizadas segundo o estabeIecido em Iei.
Parágrafo único. Nos Territórios Federais, a jurisdição e as atribuições cometidas aos
juízes federais caberão aos juízes da justiça IocaI, na forma da Iei.
Seção V
DOS TRIBUNAIS E JUÍZES DO TRABALHO
Art. 111. São órgãos da Justiça do TrabaIho:
I - o TribunaI Superior do TrabaIho;
II - os Tribunais Regionais do TrabaIho;
III - Juizes do TrabaIho4KRedação dada pela &menda Constitucional n= <E1 de >CCCL
Art. 111-A. O TribunaI Superior do TrabaIho compor-se-á de vinte e sete Ministros,
escoIhidos dentre brasiIeiros com mais de trinta e cinco e menos de sessenta e cinco
anos, nomeados peIo Presidente da RepúbIica após aprovação peIa maioria absoIuta do
Senado FederaI, sendo$ KInclu3do pela &menda Constitucional n= E?1 de <FFEL
I um quinto dentre advogados com mais de dez anos de efetiva atividade profissionaI e
membros do Ministério PúbIico do TrabaIho com mais de dez anos de efetivo exercício,
observado o disposto no art. 94;
II os demais dentre juízes dos Tribunais Regionais do TrabaIho, oriundos da magistratura
da carreira, indicados peIo próprio TribunaI Superior.
§ 1º A Iei disporá sobre a competência do TribunaI Superior do TrabaIho.
§ 2º Funcionarão junto ao TribunaI Superior do TrabaIho:
I a EscoIa NacionaI de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados do TrabaIho,
cabendo-Ihe, dentre outras funções, reguIamentar os cursos oficiais para o ingresso e
promoção na carreira;
II o ConseIho Superior da Justiça do TrabaIho, cabendo-Ihe exercer, na forma da Iei, a
supervisão administrativa, orçamentária, financeira e patrimoniaI da Justiça do TrabaIho
de primeiro e segundo graus, como órgão centraI do sistema, cujas decisões terão efeito
vincuIante.
Art. 112. A Iei criará varas da Justiça do TrabaIho, podendo, nas comarcas não abrangidas
por sua jurisdição, atribuí-Ia aos juízes de direito, com recurso para o respectivo TribunaI
RegionaI do TrabaIho. (Redação dada pela &menda Constitucional n= E?1 de <FFEL
Art. 113. A Iei disporá sobre a constituição, investidura, jurisdição, competência, garantias
e condições de exercício dos órgãos da Justiça do TrabaIho4KRedação dada pela &menda
Constitucional n= <E1 de >CCCL
Art. 114. Compete à Justiça do TrabaIho processar e juIgar: KRedação dada pela &menda
Constitucional n= E?1 de <FFEL
I as ações oriundas da reIação de trabaIho, abrangidos os entes de direito púbIico externo
e da administração púbIica direta e indireta da União, dos Estados, do Distrito FederaI e
dos Municípios; KInclu3do pela &menda Constitucional n= E?1 de <FFEL
II as ações que envoIvam exercício do direito de greve2 KInclu3do pela &menda
Constitucional n= E?1 de <FFEL
III as ações sobre representação sindicaI, entre sindicatos, entre sindicatos e
trabaIhadores, e entre sindicatos e empregadores; KInclu3do pela &menda Constitucional
n= E?1 de <FFEL
IV os mandados de segurança, habeas corpus e habeas data , quando o ato questionado
envoIver matéria sujeita à sua jurisdição; KInclu3do pela &menda Constitucional n= E?1 de
<FFEL
V os confIitos de competência entre órgãos com jurisdição trabaIhista, ressaIvado o
disposto no art. 102, I, o; KInclu3do pela &menda Constitucional n= E?1 de <FFEL
VI as ações de indenização por dano moraI ou patrimoniaI, decorrentes da reIação de
trabaIho; KInclu3do pela &menda Constitucional n= E?1 de <FFEL
VII as ações reIativas às penaIidades administrativas impostas aos empregadores peIos
órgãos de fiscaIização das reIações de trabaIho; KInclu3do pela &menda Constitucional n=
E?1 de <FFEL
VIII a execução, de ofício, das contribuições sociais previstas no art. 195, I, a , e II, e seus
acréscimos Iegais, decorrentes das sentenças que proferir; KInclu3do pela &menda
Constitucional n= E?1 de <FFEL
IX outras controvérsias decorrentes da reIação de trabaIho, na forma da Iei. KInclu3do pela
&menda Constitucional n= E?1 de <FFEL
§ 1º - Frustrada a negociação coIetiva, as partes poderão eIeger árbitros.
§ 2º Recusando-se quaIquer das partes à negociação coIetiva ou à arbitragem, é facuItado
às mesmas, de comum acordo, ajuizar dissídio coIetivo de natureza econômica, podendo
a Justiça do TrabaIho decidir o confIito, respeitadas as disposições mínimas Iegais de
proteção ao trabaIho, bem como as convencionadas anteriormente. KRedação dada pela
&menda Constitucional n= E?1 de <FFEL
§ 3º Em caso de greve em atividade essenciaI, com possibiIidade de Iesão do interesse
púbIico, o Ministério PúbIico do TrabaIho poderá ajuizar dissídio coIetivo, competindo à
Justiça do TrabaIho decidir o confIito. KRedação dada pela &menda Constitucional n= E?1
de <FFEL
Art. 115. Os Tribunais Regionais do TrabaIho compõem-se de, no mínimo, sete juízes,
recrutados, quando possíveI, na respectiva região, e nomeados peIo Presidente da
RepúbIica dentre brasiIeiros com mais de trinta e menos de sessenta e cinco anos, sendo:
KRedação dada pela &menda Constitucional n= E?1 de <FFEL
I um quinto dentre advogados com mais de dez anos de efetiva atividade profissionaI e
membros do Ministério PúbIico do TrabaIho com mais de dez anos de efetivo exercício,
observado o disposto no art. 94;
II os demais, mediante promoção de juízes do trabaIho por antigüidade e merecimento,
aIternadamente.
§ 1º Os Tribunais Regionais do TrabaIho instaIarão a justiça itinerante, com a reaIização
de audiências e demais funções de atividade jurisdicionaI, nos Iimites territoriais da
respectiva jurisdição, servindo-se de equipamentos púbIicos e comunitários.
§ 2º Os Tribunais Regionais do TrabaIho poderão funcionar descentraIizadamente,
constituindo Câmaras regionais, a fim de assegurar o pIeno acesso do jurisdicionado à
justiça em todas as fases do processo.
Art. 116. Nas Varas do TrabaIho, a jurisdição será exercida por um juiz singuIar4KRedação
dada pela &menda Constitucional n= <E1 de >CCCL
Seção VI
DOS TRIBUNAIS E JUÍZES ELEITORAIS
Art. 118. São órgãos da Justiça EIeitoraI:
I - o TribunaI Superior EIeitoraI;
II - os Tribunais Regionais EIeitorais;
III - os Juízes EIeitorais;
IV - as Juntas EIeitorais.
Art. 119. O TribunaI Superior EIeitoraI compor-se-á, no mínimo, de sete membros,
escoIhidos:
I - mediante eIeição, peIo voto secreto:
a) três juízes dentre os Ministros do Supremo TribunaI FederaI;
b) dois juízes dentre os Ministros do Superior TribunaI de Justiça;
II - por nomeação do Presidente da RepúbIica, dois juízes dentre seis advogados de
notáveI saber jurídico e idoneidade moraI, indicados peIo Supremo TribunaI FederaI.
Parágrafo único. O TribunaI Superior EIeitoraI eIegerá seu Presidente e o Vice-Presidente
dentre os Ministros do Supremo TribunaI FederaI, e o Corregedor EIeitoraI dentre os
Ministros do Superior TribunaI de Justiça.
Art. 120. Haverá um TribunaI RegionaI EIeitoraI na CapitaI de cada Estado e no Distrito
FederaI.
§ 1º - Os Tribunais Regionais EIeitorais compor-se-ão:
I - mediante eIeição, peIo voto secreto:
a) de dois juízes dentre os desembargadores do TribunaI de Justiça;
b) de dois juízes, dentre juízes de direito, escoIhidos peIo TribunaI de Justiça;
II - de um juiz do TribunaI RegionaI FederaI com sede na CapitaI do Estado ou no Distrito
FederaI, ou, não havendo, de juiz federaI, escoIhido, em quaIquer caso, peIo TribunaI
RegionaI FederaI respectivo;
III - por nomeação, peIo Presidente da RepúbIica, de dois juízes dentre seis advogados de
notáveI saber jurídico e idoneidade moraI, indicados peIo TribunaI de Justiça.
§ 2º - O TribunaI RegionaI EIeitoraI eIegerá seu Presidente e o Vice-Presidente- dentre os
desembargadores.
Art. 121. Lei compIementar disporá sobre a organização e competência dos tribunais, dos
juízes de direito e das juntas eIeitorais.
§ 1º - Os membros dos tribunais, os juízes de direito e os integrantes das juntas eIeitorais,
no exercício de suas funções, e no que Ihes for apIicáveI, gozarão de pIenas garantias e
serão inamovíveis.
§ 2º - Os juízes dos tribunais eIeitorais, saIvo motivo justificado, servirão por dois anos,
no mínimo, e nunca por mais de dois biênios consecutivos, sendo os substitutos
escoIhidos na mesma ocasião e peIo mesmo processo, em número iguaI para cada
categoria.
§ 3º - São irrecorríveis as decisões do TribunaI Superior EIeitoraI, saIvo as que
contrariarem esta Constituição e as denegatórias de "habeas-corpus" ou mandado de
segurança.
§ 4º - Das decisões dos Tribunais Regionais EIeitorais somente caberá recurso quando:
I - forem proferidas contra disposição expressa desta Constituição ou de Iei;
II - ocorrer divergência na interpretação de Iei entre dois ou mais tribunais eIeitorais;
III - versarem sobre ineIegibiIidade ou expedição de dipIomas nas eIeições federais ou
estaduais;
IV - anuIarem dipIomas ou decretarem a perda de mandatos eIetivos federais ou
estaduais;
V - denegarem "habeas-corpus", mandado de segurança, "habeas-data" ou mandado de
injunção.
Seção VII
DOS TRIBUNAIS E JUÍZES MILITARES
Art. 122. São órgãos da Justiça MiIitar:
I - o Superior TribunaI MiIitar;
II - os Tribunais e Juízes MiIitares instituídos por Iei.
Art. 123. O Superior TribunaI MiIitar compor-se-á de quinze Ministros vitaIícios, nomeados
peIo Presidente da RepúbIica, depois de aprovada a indicação peIo Senado FederaI, sendo
três dentre oficiais-generais da Marinha, quatro dentre oficiais-generais do Exército, três
dentre oficiais-generais da Aeronáutica, todos da ativa e do posto mais eIevado da
carreira, e cinco dentre civis.
Parágrafo único. Os Ministros civis serão escoIhidos peIo Presidente da RepúbIica dentre
brasiIeiros maiores de trinta e cinco anos, sendo:
I - três dentre advogados de notório saber jurídico e conduta iIibada, com mais de dez
anos de efetiva atividade profissionaI;
II - dois, por escoIha paritária, dentre juízes auditores e membros do Ministério PúbIico da
Justiça MiIitar.
Art. 124. à Justiça MiIitar compete processar e juIgar os crimes miIitares definidos em Iei.
Parágrafo único. A Iei disporá sobre a organização, o funcionamento e a competência da
Justiça MiIitar.
Seção VIII
DOS TRIBUNAIS E JUÍZES DOS ESTADOS
Art. 125. Os Estados organizarão sua Justiça, observados os princípios estabeIecidos
nesta Constituição.
§ 1º - A competência dos tribunais será definida na Constituição do Estado, sendo a Iei de
organização judiciária de iniciativa do TribunaI de Justiça.
§ 2º - Cabe aos Estados a instituição de representação de inconstitucionaIidade de Ieis ou
atos normativos estaduais ou municipais em face da Constituição EstaduaI, vedada a
atribuição da Iegitimação para agir a um único órgão.
§ 3º A Iei estaduaI poderá criar, mediante proposta do T ribunaI de Justiça, a Justiça
MiIitar estaduaI, constituída, em primeiro grau, peIos juízes de direito e peIos ConseIhos
de Justiça e, em segundo grau, peIo próprio TribunaI de Justiça, ou por TribunaI de
Justiça MiIitar nos Estados em que o efetivo miIitar seja superior a vinte miI integrantes4
KRedação dada pela &menda Constitucional n= E?1 de <FFEL
§ 4º Compete à Justiça MiIitar estaduaI processar e juIgar os miIitares dos Estados, nos
crimes miIitares definidos em Iei e as ações judiciais contra atos discipIinares miIitares,
ressaIvada a competência do júri quando a vítima for civiI, cabendo ao tribunaI
competente decidir sobre a perda do posto e da patente dos oficiais e da graduação das
praças. KRedação dada pela &menda Constitucional n= E?1 de <FFEL
§ 5º Compete aos juízes de direito do juízo miIitar processar e juIgar, singuIarmente, os
crimes miIitares cometidos contra civis e as ações judiciais contra atos discipIinares
miIitares, cabendo ao ConseIho de Justiça, sob a presidência de juiz de direito, processar
e juIgar os demais crimes miIitares. KInclu3do pela &menda Constitucional n= E?1 de <FFEL
§ 6º O TribunaI de Justiça poderá funcionar descentraIizadamente, constituindo Câmaras
regionais, a fim de assegurar o pIeno acesso do jurisdicionado à justiça em todas as fases
do processo. KInclu3do pela &menda Constitucional n= E?1 de <FFEL
§ 7º O TribunaI de Justiça instaIará a justiça itinerante, com a reaIização de audiências e
demais funções da atividade jurisdicionaI, nos Iimites territoriais da respectiva jurisdição,
servindo-se de equipamentos púbIicos e comunitários. KInclu3do pela &menda
Constitucional n= E?1 de <FFEL
Art. 126. Para dirimir confIitos fundiários, o TribunaI de Justiça proporá a criação de varas
especiaIizadas, com competência excIusiva para questões agrárias. KRedação dada pela
&menda Constitucional n= E?1 de <FFEL
Parágrafo único. Sempre que necessário à eficiente prestação jurisdicionaI, o juiz far-se-á
presente no IocaI do Iitígio.
CAPÍTULO IV
DAS FUNÇÕES ESSENCIAIS À JUSTIÇA
Seção I
DO MINISTÉRIO PÚBLICO
Art. 127. O Ministério PúbIico é instituição permanente, essenciaI à função jurisdicionaI do
Estado, incumbindo-Ihe a defesa da ordem jurídica, do regime democrático e dos
interesses sociais e individuais indisponíveis.
§ 1º - São princípios institucionais do Ministério PúbIico a unidade, a indivisibiIidade e a
independência funcionaI.
§ 2º Ao Ministério PúbIico é assegurada autonomia funcionaI e administrativa, podendo,
observado o disposto no art. 169, propor ao Poder LegisIativo a criação e extinção de
seus cargos e serviços auxiIiares, provendo-os por concurso púbIico de provas ou de
provas e títuIos, a poIítica remuneratória e os pIanos de carreira; a Iei disporá sobre sua
organização e funcionamento4 KRedação dada pela &menda Constitucional n= >C1 de >CCBL
§ 3º - O Ministério PúbIico eIaborará sua proposta orçamentária dentro dos Iimites
estabeIecidos na Iei de diretrizes orçamentárias.
§ 4º Se o Ministério PúbIico não encaminhar a respectiva proposta orçamentária dentro do
prazo estabeIecido na Iei de diretrizes orçamentárias, o Poder Executivo considerará, para
fins de consoIidação da proposta orçamentária anuaI, os vaIores aprovados na Iei
orçamentária vigente, ajustados de acordo com os Iimites estipuIados na forma do § 3º.
KInclu3do pela &menda Constitucional n= E?1 de <FFEL
§ 5º Se a proposta orçamentária de que trata este artigo for encaminhada em desacordo
com os Iimites estipuIados na forma do § 3º, o Poder Executivo procederá aos ajustes
necessários para fins de consoIidação da proposta orçamentária anuaI. KInclu3do pela
&menda Constitucional n= E?1 de <FFEL
§ 6º Durante a execução orçamentária do exercício, não poderá haver a reaIização de
despesas ou a assunção de obrigações que extrapoIem os Iimites estabeIecidos na Iei de
diretrizes orçamentárias, exceto se previamente autorizadas, mediante a abertura de
créditos supIementares ou especiais. KInclu3do pela &menda Constitucional n= E?1 de <FFEL
Art. 128. O Ministério PúbIico abrange:
I - o Ministério PúbIico da União, que compreende:
a) o Ministério PúbIico FederaI;
b) o Ministério PúbIico do TrabaIho;
c) o Ministério PúbIico MiIitar;
d) o Ministério PúbIico do Distrito FederaI e Territórios;
II - os Ministérios PúbIicos dos Estados.
§ 1º - O Ministério PúbIico da União tem por chefe o Procurador-GeraI da RepúbIica,
nomeado peIo Presidente da RepúbIica dentre integrantes da carreira, maiores de trinta e
cinco anos, após a aprovação de seu nome peIa maioria absoIuta dos membros do
Senado FederaI, para mandato de dois anos, permitida a recondução.
§ 2º - A destituição do Procurador-GeraI da RepúbIica, por iniciativa do Presidente da
RepúbIica, deverá ser precedida de autorização da maioria absoIuta do Senado FederaI.
§ 3º - Os Ministérios PúbIicos dos Estados e o do Distrito FederaI e Territórios formarão
Iista trípIice dentre integrantes da carreira, na forma da Iei respectiva, para escoIha de seu
Procurador-GeraI, que será nomeado peIo Chefe do Poder Executivo, para mandato de
dois anos, permitida uma recondução.
§ 4º - Os Procuradores-Gerais nos Estados e no Distrito FederaI e Territórios poderão ser
destituídos por deIiberação da maioria absoIuta do Poder LegisIativo, na forma da Iei
compIementar respectiva.
§ 5º - Leis compIementares da União e dos Estados, cuja iniciativa é facuItada aos
respectivos Procuradores-Gerais, estabeIecerão a organização, as atribuições e o estatuto
de cada Ministério PúbIico, observadas, reIativamente a seus membros:
I - as seguintes garantias:
a) vitaIiciedade, após dois anos de exercício, não podendo perder o cargo senão por
sentença judiciaI transitada em juIgado;
b) inamovibiIidade, saIvo por motivo de interesse púbIico, mediante decisão do órgão
coIegiado competente do Ministério PúbIico, peIo voto da maioria absoIuta de seus
membros, assegurada ampIa defesa2 KRedação dada pela &menda Constitucional n= E?1 de
<FFEL
c) irredutibiIidade de subsídio, fixado na forma do art. 39, § 4º, e ressaIvado o disposto
nos arts. 37, X e XI, 150, II, 153, III, 153, § 2º, I; KRedação dada pela &menda Constitucional
n= >C1 de >CCBL
II - as seguintes vedações:
a) receber, a quaIquer títuIo e sob quaIquer pretexto, honorários, percentagens ou custas
processuais;
b) exercer a advocacia;
c) participar de sociedade comerciaI, na forma da Iei;
d) exercer, ainda que em disponibiIidade, quaIquer outra função púbIica, saIvo uma de
magistério;
e) exercer atividade poIítico-partidária; KRedação dada pela &menda Constitucional n= E?1
de <FFEL
f) receber, a quaIquer títuIo ou pretexto, auxíIios ou contribuições de pessoas físicas,
entidades púbIicas ou privadas, ressaIvadas as exceções previstas em Iei. KInclu3da pela
&menda Constitucional n= E?1 de <FFEL
§ 6º ApIica-se aos membros do Ministério PúbIico o disposto no art. 95, parágrafo único,
V. KInclu3do pela &menda Constitucional n= E?1 de <FFEL
Art. 129. São funções institucionais do Ministério PúbIico:
I - promover, privativamente, a ação penaI púbIica, na forma da Iei;
II - zeIar peIo efetivo respeito dos Poderes PúbIicos e dos serviços de reIevância púbIica
aos direitos assegurados nesta Constituição, promovendo as medidas necessárias a sua
garantia;
III - promover o inquérito civiI e a ação civiI púbIica, para a proteção do patrimônio púbIico
e sociaI, do meio ambiente e de outros interesses difusos e coIetivos;
IV - promover a ação de inconstitucionaIidade ou representação para fins de intervenção
da União e dos Estados, nos casos previstos nesta Constituição;
V - defender judiciaImente os direitos e interesses das popuIações indígenas;
VI - expedir notificações nos procedimentos administrativos de sua competência,
requisitando informações e documentos para instruí-Ios, na forma da Iei compIementar
respectiva;
VII - exercer o controIe externo da atividade poIiciaI, na forma da Iei compIementar
mencionada no artigo anterior;
VIII - requisitar diIigências investigatórias e a instauração de inquérito poIiciaI, indicados
os fundamentos jurídicos de suas manifestações processuais;
IX - exercer outras funções que Ihe forem conferidas, desde que compatíveis com sua
finaIidade, sendo-Ihe vedada a representação judiciaI e a consuItoria jurídica de entidades
púbIicas.
§ 1º - A Iegitimação do Ministério PúbIico para as ações civis previstas neste artigo não
impede a de terceiros, nas mesmas hipóteses, segundo o disposto nesta Constituição e
na Iei.
§ 2º As funções do Ministério PúbIico só podem ser exercidas por integrantes da carreira,
que deverão residir na comarca da respectiva Iotação, saIvo autorização do chefe da
instituição4 KRedação dada pela &menda Constitucional n= E?1 de <FFEL
§ 3º O ingresso na carreira do Ministério PúbIico far-se-á mediante concurso púbIico de
provas e títuIos, assegurada a participação da Ordem dos Advogados do BrasiI em sua
reaIização, exigindo-se do bachareI em direito, no mínimo, três anos de atividade jurídica
e observando-se, nas nomeações, a ordem de cIassificação4 KRedação dada pela &menda
Constitucional n= E?1 de <FFEL
§ 4º ApIica-se ao Ministério PúbIico, no que couber, o disposto no art. 93. KRedação dada
pela &menda Constitucional n= E?1 de <FFEL
§ 5º A distribuição de processos no Ministério PúbIico será imediata. KInclu3do pela
&menda Constitucional n= E?1 de <FFEL
Art. 130. Aos membros do Ministério PúbIico junto aos Tribunais de Contas apIicam-se as
disposições desta seção pertinentes a direitos, vedações e forma de investidura.
Art. 130-A. O ConseIho NacionaI do Ministério PúbIico compõe-se de quatorze membros
nomeados peIo Presidente da RepúbIica, depois de aprovada a escoIha peIa maioria
absoIuta do Senado FederaI, para um mandato de dois anos, admitida uma recondução,
sendo: KInclu3do pela &menda Constitucional n= E?1 de <FFEL
I o Procurador-GeraI da RepúbIica, que o preside;
II quatro membros do Ministério PúbIico da União, assegurada a representação de cada
uma de suas carreiras;
III três membros do Ministério PúbIico dos Estados;
IV dois juízes, indicados um peIo Supremo TribunaI FederaI e outro peIo Superior TribunaI
de Justiça;
V dois advogados, indicados peIo ConseIho FederaI da Ordem dos Advogados do BrasiI;
VI dois cidadãos de notáveI saber jurídico e reputação iIibada, indicados um peIa Câmara
dos Deputados e outro peIo Senado FederaI.
§ 1º Os membros do ConseIho oriundos do Ministério PúbIico serão indicados peIos
respectivos Ministérios PúbIicos, na forma da Iei.
§ 2º Compete ao ConseIho NacionaI do Ministério PúbIico o controIe da atuação
administrativa e financeira do Ministério PúbIico e do cumprimento dos deveres
funcionais de seus membros, cabendoIhe:
I zeIar peIa autonomia funcionaI e administrativa do Ministério PúbIico, podendo expedir
atos reguIamentares, no âmbito de sua competência, ou recomendar providências;
II zeIar peIa observância do art. 37 e apreciar, de ofício ou mediante provocação, a
IegaIidade dos atos administrativos praticados por membros ou órgãos do Ministério
PúbIico da União e dos Estados, podendo desconstituí-Ios, revê-Ios ou fixar prazo para
que se adotem as providências necessárias ao exato cumprimento da Iei, sem prejuízo da
competência dos Tribunais de Contas;
III receber e conhecer das recIamações contra membros ou órgãos do Ministério PúbIico
da União ou dos Estados, incIusive contra seus serviços auxiIiares, sem prejuízo da
competência discipIinar e correicionaI da instituição, podendo avocar processos
discipIinares em curso, determinar a remoção, a disponibiIidade ou a aposentadoria com
subsídios ou proventos proporcionais ao tempo de serviço e apIicar outras sanções
administrativas, assegurada ampIa defesa;
IV rever, de ofício ou mediante provocação, os processos discipIinares de membros do
Ministério PúbIico da União ou dos Estados juIgados há menos de um ano;
V eIaborar reIatório anuaI, propondo as providências que juIgar necessárias sobre a
situação do Ministério PúbIico no País e as atividades do ConseIho, o quaI deve integrar a
mensagem prevista no art. 84, XI.
§ 3º O ConseIho escoIherá, em votação secreta, um Corregedor nacionaI, dentre os
membros do Ministério PúbIico que o integram, vedada a recondução, competindo-Ihe,
aIém das atribuições que Ihe forem conferidas peIa Iei, as seguintes:
I receber recIamações e denúncias, de quaIquer interessado, reIativas aos membros do
Ministério PúbIico e dos seus serviços auxiIiares;
II exercer funções executivas do ConseIho, de inspeção e correição geraI;
III requisitar e designar membros do Ministério PúbIico, deIegando-Ihes atribuições, e
requisitar servidores de órgãos do Ministério PúbIico.
§ 4º O Presidente do ConseIho FederaI da Ordem dos Advogados do BrasiI oficiará junto
ao ConseIho.
§ 5º Leis da União e dos Estados criarão ouvidorias do Ministério PúbIico, competentes
para receber recIamações e denúncias de quaIquer interessado contra membros ou
órgãos do Ministério PúbIico, incIusive contra seus serviços auxiIiares, representando
diretamente ao ConseIho NacionaI do Ministério PúbIico.
Seção II
DA ADVOCACIA PÚBLICA
KRedação dada pela &menda Constitucional n= >C1 de >CCBL
Art. 131. A Advocacia-GeraI da União é a instituição que, diretamente ou através de órgão
vincuIado, representa a União, judiciaI e extrajudiciaImente, cabendo-Ihe, nos termos da
Iei compIementar que dispuser sobre sua organização e funcionamento, as atividades de
consuItoria e assessoramento jurídico do Poder Executivo.
§ 1º - A Advocacia-GeraI da União tem por chefe o Advogado-GeraI da União, de Iivre
nomeação peIo Presidente da RepúbIica dentre cidadãos maiores de trinta e cinco anos,
de notáveI saber jurídico e reputação iIibada.
§ 2º - O ingresso nas cIasses iniciais das carreiras da instituição de que trata este artigo
far-se-á mediante concurso púbIico de provas e títuIos.
§ 3º - Na execução da dívida ativa de natureza tributária, a representação da União cabe à
Procuradoria-GeraI da Fazenda NacionaI, observado o disposto em Iei.
Art. 132. Os Procuradores dos Estados e do Distrito FederaI, organizados em carreira, na
quaI o ingresso dependerá de concurso púbIico de provas e títuIos, com a participação da
Ordem dos Advogados do BrasiI em todas as suas fases, exercerão a representação
judiciaI e a consuItoria jurídica das respectivas unidades federadas. KRedação dada pela
&menda Constitucional n= >C1 de >CCBL
Parágrafo único. Aos procuradores referidos neste artigo é assegurada estabiIidade após
três anos de efetivo exercício, mediante avaIiação de desempenho perante os órgãos
próprios, após reIatório circunstanciado das corregedorias. KRedação dada pela &menda
Constitucional n= >C1 de >CCBL
Seção III
DA ADVOCACIA E DA DEFENSORIA PÚBLICA
Art. 133. O advogado é indispensáveI à administração da justiça, sendo invioIáveI por
seus atos e manifestações no exercício da profissão, nos Iimites da Iei.
Art. 134. A Defensoria PúbIica é instituição essenciaI à função jurisdicionaI do Estado,
incumbindo-Ihe a orientação jurídica e a defesa, em todos os graus, dos necessitados, na
forma do art. 5º, LXXIV.)
§ 1º Lei compIementar organizará a Defensoria PúbIica da União e do Distrito FederaI e
dos Territórios e prescreverá normas gerais para sua organização nos Estados, em
cargos de carreira, providos, na cIasse iniciaI, mediante concurso púbIico de provas e
títuIos, assegurada a seus integrantes a garantia da inamovibiIidade e vedado o exercício
da advocacia fora das atribuições institucionais. KRenumerado pela &menda
Constitucional n= E?1 de <FFEL
§ 2º Às Defensorias PúbIicas Estaduais são asseguradas autonomia funcionaI e
administrativa e a iniciativa de sua proposta orçamentária dentro dos Iimites
estabeIecidos na Iei de diretrizes orçamentárias e subordinação ao disposto no art. 99, §
2º. KInclu3do pela &menda Constitucional n= E?1 de <FFEL
Art. 135. Os servidores integrantes das carreiras discipIinadas nas Seções II e III deste
CapítuIo serão remunerados na forma do art. 39, § 4º. KRedação dada pela &menda
Constitucional n= >C1 de >CCBL
DIREITOS INDIVIDUAIS E COLETIVOS
Conceituação
Antes de estudarmos o artigo 5
o
e seus 77 (setenta e sete) incisos, que tratam dos direitos individuais
e coletivos, iremos inicialmente conceituá-los, para uma compreensão mais fácil do assunto.
Direito Individual - É aquele que beneficia o indivíduo em particular, isto é, isoladamente.
Exemplo: "É garantido o direito de herança" (artigo 5
o
, inciso XXX da CF).
Direito Coletivo - É aquele que favorece ou protege um grupo de pessoas que estejam ligadas entre si
por algum vínculo jurídico. Por exemplo: a criação de associações e, na forma da Lei, de
cooperativas, independe de autorização, sendo vedada a interferência estatal (artigo 5
o
, inciso
XVIII).
Há diferenças entre direitos e deveres:
Direitos - São benefícios concedidos pela norma jurídica.
Deveres - São limites impostos pela norma aos direitos, com a finalidade de proteger os benefícios
jurídicos concedidos. Analisando o artigo 5
o
, podemos verificar que não há um só direito, por mais
importante que seja, que se caracterize por ser absoluto, pois todo direito tem um dever
correspondente.
Por exemplo: O inciso IV do artigo 5
o
diz: "é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o
anonimato. (É como a Lei da Física quando explica "ação e reação").
Direito: "É livre a manifestação do pensamento"
Dever: A pessoa que manifestar seu pensamento deve se identificar, porque "é vedado o
anonimato".
TÍTULO II
DOS DIREITOS E GARANTIAS FUNDAMENTAIS
CAPITULO I
DOS DIREITOS E DEVERES INDIVIDUAIS E COLETIVOS
A"#$%& '
o

Todos são iguais perante a Lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e
aos estrangeiros residentes no país a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à segurança e à
prosperidade, nos termos seguintes;
()ste arti*o constitui-se no +rincípio da isonomia ou i*ualdade,
I - Homens e mulheres são iguais em direitos e obrigações, nos termos desta Constituição.
Comentário
É uma afirmação do princípio da isonomia. Observar é a preocupação do legislador (aquele que faz
as Leis) em que não haja, de forma alguma, tratamento diferenciado entre homens e mulheres, o
que não acontecia em épocas passadas.
II - Ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude da Lei.
Comentário
Este inciso é chamado também de Princípio da Legalidade, e assegura o dever de cumprirmos
somente aquilo que as Leis nos determinam. O fundamento deste inciso é a liberdade: "não farei o
que a Lei proíbe". Somente as Leis podem nos obrigar a fazer alguma coisa. Por esta razão,
nenhuma autoridade pode nos obrigar a nada que não estiver previsto nas Leis do país.
III - Ninguém será submetido a tortura nem a tratamento desumano ou degradante;
Comentário
A tortura constitui-se numa violação do direito à vida. O inciso visa assegurar ao ser humano a
integridade física e psicológica, independentemente da condição do indivíduo. Por esta razão, a
Constituição proíbe os castigos físicos e psíquicos, inclusive aos criminosos que cumprem pena de
reclusão.
IV - É livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato;
Comentário
Todo indivíduo tem o direito de expressar livremente seu pensamento por qualquer meio ou forma.
Este inciso constitui-se numa variação do direito à liberdade, uma vez que esta não se restringe à
condição física, somente. A manifestação do pensamento é de extrema necessidade para a
concretização da efetiva liberdade. Todavia, para se evitar abusos a esse direito, o indivíduo deve
identificar-se. Tais abusos ocorrem quando se divulgam notícias de má fé, inverídicas ou que
venham a denegrir a imagem ou a honra das pessoas.
V - É assegurado o direito de resposta, proporcional ao agravo, além da indenização por dano
material, moral ou à imagem.
Comentário
Agravo - Significa ofensa, injúria, afronta, prejuízo, dano. A liberdade de manifestação do
pensamento dá margens para que ocorram manifestações ofensivas à honra de determinadas
pessoas, afetando a imagem que lhes era resguardada. Entretanto, o direito de resposta é garantido
na mesma qualidade e quantidade. Assim, se alguém se utilizou de um jornal para ofender
determinada pessoa, pode-se exigir que aquele jornal, na mesma página, no mesmo tamanho, com o
mesmo destaque, conceda a oportunidade ao ofendido de responder ao agravo sofrido. Caso
provado, cabe ação judicial contra o ofensor, para que o ofendido seja indenizado. Seja o dano
moral, material ou à imagem.
VI - É inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos
religiosos e garantida, na forma da Lei, a proteção aos locais de culto e suas liturgias;
Comentário
O Estado brasileiro não possui religião oficial. É, portanto, um Estado laico. Mas, por outro lado,
assegura a liberdade de crença e o livre exercício dos cultos religiosos.
VII - É assegurada, nos termos da Lei, a prestação de assistência religiosa nas entidades civis e
militares de internação coletiva;
Comentário
)ntidades de $nterna-ão Coletiva - São hospitais, quartéis, penitenciárias, etc.
Este inciso decorre do anterior (VI) assegurando em todo e qualquer lugar onde haja pessoas
internadas, a prestação de serviços de assistência religiosa. O inciso garante também a liberdade de
crença aos doentes, detentos, etc., independentemente da orientação religiosa do estabelecimento de
internação coletiva.
Por exemplo: Um hospital mantido por uma irmandade religiosa católica não pode negar a um
paciente evangélico assistência espiritual por parte de um ministro, um pastor adventista, batista,
presbiteriano ou pertencente a qualquer outra religião.
VIII - Ninguém será privado de direitos por motivo de crença religiosa ou de convicção filosófica ou
política, salvo se as invocar para eximir-se de obrigação legal a todos imposta, e recusar-se a
cumprir prestação alternativa, fixada em Lei;
Comentário
Ex: Certas religiões não permitem que seus membros cumpram o serviço militar obrigatório. Nessa
situação, a autoridade competente poderá substituir a obrigação legal pela prestação alternativa.
Assim, em vez do serviço militar, o indivíduo poderá exercer uma outra atividade como a prestação
de serviços num orfanato. Mas, caso o indivíduo se recusar a cumprir a prestação alternativa, fixada
em lei, então, perderá seus direitos políticos e deixará de ser cidadão, ou seja, não poderá mais votar
ou se candidatar a uma eleição.
Observação: Só poderá ser privado dos direitos por motivo de crença religiosa ou convicção
filosófica ou política, quando a obrigação legal a todos impostas não poder ser substituída por uma
prestação alternativa.
Entretanto, haverá privação de direitos quando alguém alegar estes motivos para livrar-se de
obrigações legais. Também ficará privado de direitos aquele que recusar-se a cumprir prestação
alternativa, fixada em Lei.
Prestação Alternativa: Pena restritiva de direitos, que consiste em atribuir ao condenado tarefas
gratuitas junto a entidades assistenciais, hospitais, escolas, orfanatos e outros estabelecimentos
congêneres em programas comunitários ou estatais. Trata-se de uma inovação implantada pela Lei
nº 7.209, de 11/07/1984, que reforma a parte geral do código penal vigente, sendo as tarefas
atribuídas conforme as aptidões do condenado, devendo ser cumpridas durante oito horas semanais,
aos sábados, domingos e feriados.
IX - É livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação,
independentemente de censura ou licença;
Comentário
A Constituição garante expressamente a abolição da censura e da licença em seu conteúdo,
proporcionando liberdade de expressão nas atividades intelectuais. O escritor, o músico e o
pesquisador científico, por exemplo, não mais precisam de licença prévia para publicarem suas
obras, como na época da ditadura militar imposta ao Brasil no passado.
X - São invioláveis a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas, assegurando o
direito à indenização pelo dano material ou moral decorrente de sua violação;
Comentário
A Constituição brasileira estabelece uma diferença entre intimidade e vida privada.
Intimidade é o direito de estar só; vida privada significa vida particular, é a vida social. A honra e a
imagem das pessoal são asseguradas neste inciso, pois ambas refletem o respeito adquirido perante a
sociedade, garantindo assim, sua segurança e confiança. É assegurado o direito à indenização por
dano material ou moral decorrente de sua violação.
XI - A casa é asilo inviolável do indivíduo, ninguém nela podendo penetrar sem consentimento do
morador, salvo em caso de flagrante delito ou desastre, ou para prestar socorro, ou, durante o dia,
por determinação judicial;
Comentário
Relativamente à inviolabilidade domiciliar, trata-se de um preceito de natureza histórica, conhecido
desde a Idade Média, principalmente na ordem jurídica inglesa. Pinto Ferreira traz o sublime
discurso de Lord Chatham sobre o tema:
O homem mais pobre desafia em sua casa todas as forças da Coroa, sua cabana pode ser muito
frágil, seu teto pode tremer, o vento pode soprar entre as portas mal ajustadas, a tormenta pode nela
penetrar, mas o Rei da Inglaterra não pode nela entrar.
Casa significa morada, vivenda, lar, habitação. É o lugar onde a pessoa está abrigada, e onde está
desenvolvendo atos de sua intimidade ou de vida privada.
Inviolável é a condição do que ninguém pode violar, penetrar. Esta regra poderá ser quebrada
somente em casos excepcionais, ou seja, pode-se penetrar na casa sem consentimento do morador em
casos de flagrante delito, desastre, ou para prestar socorro ao morador.
Flagrante delito - (o fil.o está a*redindo fisicamente o pai,
Desastre - (uma das paredes da casa está desmoronando,
Para prestar socorro - (o morador sofreu uma crise convulsiva,
Comentário
Nas situações descritas, poder-se-á entrar na casa do morador, tanto no período diurno quanto no
noturno.
Entretanto, em casos de determinação judicial, poderá ser penetrada, mas somente durante o dia -
das 6:00 às 20:00 horas, através de mandados de busca e apreensão, penal ou domiciliar, expedido
por juiz competente.
Uma ordem judicial nunca poderá autorizar, por si própria, invasão da casa à noite.
XII - É inviolável o sigilo da correspondência e das comunicações telegráficas, de dados e das
comunicações telefônicas, salvo, no último caso, por ordem judicial, nas hipóteses e na forma que a
Lei estabelecer para fins de investigação criminal ou instrução processual penal;
Comentário
Em princípio, a inviolabilidade das comunicações é absoluta. Exceção à regra são as novas Leis
permitindo a escuta telefônica ("grampo") e a quebra do sigilo do banco de dados dos
computadores, autorizadas por juiz de direito, mediante solicitação fundamentada por escrito por
parte da polícia ou do ministério público para fins de investigação criminal ou instrução processual
penal, respectivamente.
XIII - É livre o exercício de qualquer trabalho, ofício ou profissão, atendidas as qualificações
profissionais que a Lei estabelecer;
Comentário
É garantida a liberdade para o exercício de qualquer atividade profissional, desde que sejam
respeitados os requisitos técnicos de escolaridade e legais, de cada serviço profissional.
Assim, por exemplo, para alguém exercer a profissão de advogado, é preciso ter cursado uma
Faculdade de Direito, para adquirir conhecimentos técnicos jurídicos, e ter sido aprovado no exame
da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).
XIV - É assegurado a todos o acesso à informação e resguardado o sigilo da fonte, quando necessário
ao exercício profissional;
Comentário
O acesso à informação é requisito básico para o convívio social. A Constituição assegura o sigilo da
fonte de informação, quando necessário ao exercício profissional. É o caso, por exemplo, do
jornalista, que não está obrigado a revelar a fonte para denunciar eventual corrupção em órgão
público, ou do advogado, que não precisa revelar a fonte de informações à qual recorre para
obtenção de dados relativos ao processo.

(Os jornalistas devem assinar a matéria, pois, caso ofenderem alguém, serão responsabilizados por
aquilo que tiverem publicado), ou do advogado.....
XV - É livre a locomoção no território nacional em tempo de paz, podendo qualquer pessoa, nos
termos da Lei, nele entrar, permanecer ou dele sair com seus bens;
Comentário
Qualquer pessoa (brasileiros e estrangeiros);
A locomoção é a liberdade física do homem. Todas as pessoas gozam do direito de ir e vir,
garantidas pela democracia que vigora em nosso país. A liberdade de locomoção é ampla, pois
permite que qualquer pessoa, nos termos da Lei, entre, permaneça ou saia do Brasil, inclusive com
seus bens. Tanto é que toda vez que uma pessoa sofrer ou se achar ameaçada de sofrer violência ou
coação em sua liberdade de locomoção, por ilegalidade ou por abuso de poder, será concedido o
"habeas corpus"/
XVI - Todos podem reunir-se pacificamente, sem armas, em locais abertos ao público,
independentemente de autorização, desde que não frustrem outra reunião anteriormente convocada
para o mesmo local, sendo apenas exigido prévio aviso à autoridade competente;
Comentário
Prévio aviso (para que a autoridade competente possa tomar as devidas providências, tais como:
liberar ruas, interditar a área onde ocorrerá a reunião, convocar força policial para garantir a
realização da reunião, etc).
Reunião é um acontecimento de curta duração, que proporciona o encontro de diversas pessoas num
determinado local, residência, clube, igreja, passeatas, comícios, sindicatos, etc. A prática do direito
de reunião, hoje, não depende de autorização legal, sendo exigido apenas prévio aviso, o qual, por
não se caracterizar como requerimento, não poderá ser indeferido, a não ser que esta reunião esteja
marcada em local, dia e hora coincidentes com outra, anteriormente marcada.
Um dos requisitos básicos para o exercício do direito de reunião é ter finalidades pacíficas, pois não
basta estar desarmado para comportar-se pacificamente.
XVII - É plena a liberdade de associação para fins lícitos, vedada a de caráter paramilitar;
Comentário
A Constituição Federal garante a criação de associações para que os cidadãos possam administrar
melhor seus interesses comuns. Assim, são criadas associações beneficentes (associação de pais e
amigos dos excepcionais), associações de classe (associação dos funcionários públicos do Estado de
São Paulo), associações empresariais (associação comercial e industrial), e ainda associações
culturais, desportivas e sociais.
O direito de associação somente poderá existir quando for lícito (legal), pois a ilicitude do ato resulta
em crime ou contravenção.
A proibição relativa às organizações paramilitares é dirigida às associações com fins militares não
inseridas na organização das Forças Armadas ou Polícias Militares dos Estados.
Um exemplo típico de organização paramilitar que hoje seria proibida pela Constituição foi o
famigerado Comando de Caça aos Comunistas (CCC), organização paramilitar de extrema-direita
surgida em São Paulo, em 1964 no início do Regime Militar instalado no Brasil.
Esta organização , atuou na tomada da Companhia Telefônica da Capital de São Paulo e na
ocupação das Docas de Santos. No fim da década de 1970, dirigiu suas ações contra os setores do
clero.
XVIII - A criação de associações e, na forma da Lei, a de cooperativas, independe de autorização,
sendo vedada a interferência estatal em seu funcionamento;
Comentário
O inciso anterior, garante a liberdade de associação para fins lícitos. Ora, se os cidadãos têm a
liberdade de se associarem, essa liberdade não pode sofrer entraves por parte da administração, pois
caso esta exigisse autorização prévia para que as associações começassem a funcionar, estaria
cerceando o direito dos cidadãos de se associarem, direito este assegurado pela Constituição.
O inciso XVIII refere-se também a proibição imposta ao Estado de interferir no funcionamento das
associações, fato que podia ocorrer na época do Regime Militar, quando dirigentes eram afastados e
substituídos por representantes do Governo.
XIX - As associações só poderão ser compulsoriamente dissolvidas ou ter suas atividades suspensas
por decisão judicial, exigindo-se, no primeiro caso, o trânsito em julgado;
Comentário
As associações são grupamentos legítimos de pessoas com o objetivo de exigirem e fiscalizarem seus
direitos, bem como as atividades do estado, ou apenas defenderem com mais eficácia seus interesses.
As associações possuem imunidades quanto à interferência estatal, só podendo ser dissolvidas ou ter
suas atividades suspensas pelos poderes públicos por decisão judicial, exigindo-se, no primeiro caso,
o trânsito em julgado, isto é, decisão judicial para a qual não cabe mais recurso.
XX - Ninguém poderá ser compelido a associar-se ou a permanecer associado;
Comentário
Partindo-se da premissa de que há liberdade total para associar-se, concluímos que a mesma
liberdade é concedida às pessoas que quiserem sair da associação.
Entretanto, o inciso XX admite exceções.
É o caso de certos profissionais que devem se filiar aos respectivos conselhos regionais, sob pena de
exercício ilegal da profissão.
Assim, o médico deve filiar-se ao CRM (Conselho Regional de Medicina); o Psicólogo ao CRP
(Conselho Regional de Psicologia); o Advogado à OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), e assim
por diante.
XXI - As entidades associativas, quando expressamente autorizadas, têm legitimidade para
representar seus filiados judicial ou extrajudicialmente;
Comentário
Legitimidade significa legalidade, ou seja, ser legítimo para efeitos da Lei. A palavra representação,
no texto do inciso, significa a delegação (transmissão) de poderes conferidos pelos filiados às
associações, para que estas defendam seus interesses. As entidades associativas, quando
expressamente autorizadas, somente poderão defender interesses de seus filiados naquilo que se
refere a assuntos pertinentes à categoria representada.
XXII - É garantido o direito de propriedade;
Comentário
Propriedade, sob o ponto de vista jurídico, é o direito de usar, gozar e possuir bens e dispor deles da
maneira como quiser. O direito de propriedade não se restringe somente a bens imóveis (casas,
terrenos), pois não se refere somente a bens materiais. Existem também os bens imateriais, assim
considerados quando seu valor pode ser expresso em termos monetários, como por exemplo2 os
direitos autorais de um escritor.
XXIII - A propriedade atenderá à sua função social;
Comentário
O inciso anterior (XXII) assegura ao cidadão o direito de propriedade. Entretanto, este direito, em
algumas circunstâncias, é limitado. Isto ocorre quando o patrimônio da pessoa é sobreposto pelo
interesse social.
Exemplo: 01 (dez) casas são desapropriadas porque no local onde estão situadas passará uma
avenida que irá melhorar o trânsito para determinado bairro.
Função Social da Propriedade
No decorrer dos tempos, a propriedade vem evoluindo com o objetivo de atender de maneira mais
efetiva às necessidades sociais.
Propriedade Rural - em seu estágio atual de evolução, a propriedade rural tem sua função social
cumprida quando atende, simultaneamente, aos seguintes requisitos: utilização adequada dos
recursos naturais disponíveis e a preservação do meio ambiente; exploração que favoreça o bem
estar dos proprietários e trabalhadores; aproveitamento racional e adequado e observância das
disposições que regulam as relações de trabalho.
Se a propriedade não cumprir sua função social poderá ser desapropriada. Um exemplo muito
comum é a possibilidade do Estado desapropriar terra improdutiva com a finalidade de promover a
Reforma Agrária.
+ropriedade 2rbana - a propriedade urbana, por sua vez, cumpre sua função social quando atende
às exigência do Plano Diretor (instrumento de política de desenvolvimento e expansão urbana
exigida pela C. F. para cidades com população acima de 20.000 habitantes. No Plano Diretor estão
elencadas as obrigações dos proprietários de imóveis urbanos, e as punições que poderão sofrer, caso
não as cumpram.
XXIV - A Lei estabelecerá o procedimento para desapropriação por necessidade ou utilidade
pública, ou por interesse social, mediante justa e prévia indenização em dinheiro, ressalvados os
casos previstos nesta Constituição;
Comentário
Como vimos, o direito à propriedade pode ser perdido quando há interesse social.
A desapropriação consiste no ato pelo qual o Estado toma para si, ou transfere para outrem, bens de
particulares, contando ou não com o consentimento do proprietário. Esta forma de intervenção na
propriedade resulta na perda desta para os poderes públicos de forma irreversível.
O ato desapropriatório só é cabível em casos de utilidade pública, necessidade pública e interesse
social.
2tilidade +3blica - É aquela em que o poder público manifesta a vontade de utilizar um bem.
Ex.: Determinada propriedade pode ser desapropriada para fins de se construir escolas, orfanatos,
etc.
Necessidade +3blica - Quando há uma razão imperiosa que obriga a desapropriação do bem.
Necessidade de se construir uma rodovia ou uma represa nas terras onde se situa a propriedade.
$nteresse 4ocial - Quando o motivo da desapropriação trará benefícios à coletividade.
Ex.: Terras inativas são tomadas para se fazer o assentamento de famílias sem terra.
O ato de desapropriar tem como característica a indenização, que deve ser em dinheiro, além de
justa e prévia, isto é, realizada antes da desapropriação. Entretanto, há exceções previstas neste
inciso. São casos em que a indenização será em títulos de dívida pública, quando o bem de produção
urbana não cumpre sua função social, desobedecendo o plano diretor, ou em títulos de dívida
agrária, quando é o bem de produção rural que não cumpre a sua função social.
XXV - No caso de iminente perigo público, a autoridade competente poderá usar de propriedade
particular, assegurada ao proprietário indenização ulterior, se houver dano;
Comentário
Exemplo: O Poder Público visando conter o rompimento de uma barragem, utiliza-se de área
particular vizinha, área esta destinada ao plantio de feijão. Mas, devido ao uso pelo Poder Público, a
colheita ficou prejudicada, gerando ao proprietário da mesma o direito à indenização.
Aqui não se trata de desapropriação. A requisição da propriedade é para uso temporário e
necessário, face a uma situação de perigo público, sendo previsto o ressarcimento ao proprietário se
houver dano à propriedade.
XXVI - A pequena propriedade rural, assim definida em Lei, desde que trabalhada pela família, não
será objeto de penhora para pagamento de débitos decorrentes de sua atividade produtiva, dispondo
a Lei sobre os meios de financiar o seu desenvolvimento;
Comentário
O inciso XXVI tem por finalidade assegurar ao pequeno agricultor a manutenção de sua
propriedade, protegendo-a da penhora decorrente de empréstimos realizados para investimentos na
atividade produtiva, e que não pode paga-los.
Para que a propriedade não seja penhorada, ela deverá ser:
- Pequena - de acordo com a metragem fixada em lei.
- Ser trabalhada pela família.
- Ter a dívida sido contraída em decorrência da atividade produtiva.
Em caso de dívidas fiscais, a penhora da pequena propriedade poderá ser realizada em virtude do
não pagamento dos tributos.
Penhora: É o bloqueio dos bens realizado pelos oficiais de justiça, ou ordem do juiz, suficientes para
o pagamento da dívida mediante execução.
A Constituição, ao mesmo tempo que assegura o direito de propriedade, impõe que a terra seja
trabalhada pela família, proporcionando-lhe estabilidade por meio de sua fixação nela, dispondo a
Lei sobre os meios de financiar seu desenvolvimento. Esta estabilidade é assegurada pelo fato de que
a pequena propriedade não pode ser penhorada para pagamento de dívidas decorrentes das
atividades agrícolas, como por exemplo, a compra de implementos agrícolas. Por outro lado, torna-
se difícil ao pequeno produtor conseguir empréstimos junto a instituições financeiras, pois nenhuma
delas empresta dinheiro sem uma garantia em troca e, via de regra, o único bem que este possui é a
sua terra, que sendo impenhorável, não pode ser dada como garantia.
XXVII - Aos autores pertence o direito exclusivo de utilização, publicação ou reprodução de suas
obras, transmissível aos herdeiros pelo tempo que a Lei fixar;
Comentário
Autor é o criador intelectual. A Constituição de 1988 assegura aos autores o direito exclusivo de
utilizar, publicar ou reproduzir suas obras. Assim, por exemplo, se um professor criar um novo
método de ensino para facilitar o aprendizado de determinada disciplina, ele poderá utilizá-lo e
publicá-lo. Ninguém mais poderá faze-lo sob pena de estar violando seus direitos autorais. Caso o
faça estará sujeito a penas previstas na Lei.
O direito de propriedade não é restrito somente a propriedade material (casa, terreno, chácara, etc).
Refere-se também a propriedade imaterial como por exemplo, os direitos autorais de um escritor.
O inciso XXVII protege a propriedade imaterial (obras científicas, inventos, obras literárias,
artísticas, etc).
A Constituição Federal de 1988 é pródiga em garantias aos autores de obras intelectuais. Essas
garantias são estendidas aos herdeiros, como forma de motivação e criatividade.
O direito do autor de explorar sua obra com exclusividade é válido para toda sua vida, perdurando
esse direito por toda a vida de seus herdeiros, se eles forem filhos, pais ou conjugues, Os demais
sucessores do autor gozarão dos direitos patrimoniais que lhes transmitir pelo período de sessenta
anos. Após este prazo, a obra cai em domínio público, passando a partir daí, ser o seu uso totalmente
livre.
XXVIII - São assegurados, nos termos da Lei:
a) a prote-ão 5s participa-6es individuais em obras coletivas e 5 reprodu-ão da ima*em e vo7 .umanas8
inclusive nas atividades desportivas9
b) o direito de fiscali7a-ão do aproveitamento econ:mico das obras que criarem ou de que participarem
aos criadores8 aos int;rpretes e 5s respectivas representa-6es sindicais e associativas9
Comentário
Obra coletiva é aquela criada por diversos autores trabalhando em conjunto.
As participações individuais em obras coletivas são protegidas pela Constituição. Assim, se um livro
didático de matemática tiver sido escrito por quatro autores, por exemplo, cada um deles teria a sua
participação individual protegida, apesar da obra pertencer a todos.
A Constituição também procura proteger o direito dos participantes em obras como telenovelas e
semelhantes que, vendidas para apresentação no exterior, reproduzem imagem e voz sem
remuneração ulterior. O objetivo é evitar que a produtora enriqueça com reproduções sucessivas,
pagando aos participantes uma só vez.
XXIX - A Lei assegurará aos autores de inventos industriais privilégio temporário para sua
utilização, bem como proteção às criações industriais, à propriedade das marcas, aos nomes de
empresas e a outros signos distintivos, tendo em vista o interesse social e o desenvolvimento
tecnológico e econômico do país;
Comentário
O inciso em pauta objetiva assegurar proteção mais ampla ao direito do autor. Assim, são
resguardadas também as criações industriais, as quais quando registradas no órgão competente,
proporcionam o privilégio de uso exclusivo ao proprietário de seus direitos.
O privilégio de que trata o inciso em questão, consiste no direito de obter patente de propriedade do
invento, e ainda no direito de utilização exclusiva desse invento. Entretanto, o inciso deixa claro que
esse privilégio é ainda temporário.
Como vimos no inciso XXII., o direito de propriedade não é restrito aos bens imóveis ou materiais,
mas abrange também os bens imateriais, ou seja, aqueles de criações intelectuais.
Neste aspecto, a Constituição Federal de 1988 é pródiga em garantias aos autores de músicas, obras
literárias, técnicas, científicas, etc., garantias essas estendidas aos seus herdeiros, como forma de
motivação à criatividade. São resguardadas também as criações industriais, as quais, quando
registradas no órgão competente, proporcionam o privilégio de uso exclusivo ao proprietário de seus
direitos.
A Lei assegura também proteção aos inventores industriais concedendo-lhes o direito de explorar
seus inventos com exclusividade durante determinado período de tempo, podendo depois ser
explorado por todos os que desejarem.
XXX - É garantido o direito de herança;
Comentário
Herança
Ao garantir o direito de herança a Constituição Federal assegura mais uma vez o direito de
propriedade, impedindo que o Estado se aproprie dos bens do falecido. Se não houver herdeiros, a
herança será considerada jacente (herança cujos herdeiros não são conhecidos, ou se conhecidos
renunciaram à herança). Nessa situação os bens serão apropriados pelo Município, ou pelo Estado,
ou pelo Distrito Federal, ou pela União, dependendo dos respectivos territórios onde estiverem.

XXXI - A sucessão de bens de estrangeiros situados no país será regulada pela Lei brasileira em
benefício do cônjuge ou dos filhos brasileiros, sempre que não lhes seja mais favorável a Lei pessoal
do "de cujus";
Comentário
A sucessão dos bens situados no país, pertencentes a estrangeiros falecidos é regulada pela Lei
brasileira em benefício do(a) viuvo(a) ou dos filhos. A Lei estrangeira só é utilizada quando garante
maiores privilégios que a brasileira àqueles que aqui nasceram.
XXXII - O Estado promoverá, na forma da Lei, a defesa do consumidor;
Comentário
Consumidor é toda pessoa física ou jurídica que adquire ou utiliza produto ou serviço para
satisfazer um desejo ou uma necessidade. O objeto deste inciso é oferecer as garantias claras e
objetivas para a defesa do consumidor, face às lesões ao seu interesse eventualmente provocadas por
fornecedores e comerciantes. A Lei que protege o consumidor foi promulgada em 11 de setembro de
1990, e é conhecida como Código de Defesa do Consumidor.
XXXIII - Todos têm direito a receber dos órgãos públicos informações de seu interesse particular,
ou de interesse coletivo ou geral, que serão prestadas no prazo da Lei, sob pena de responsabilidade,
ressalvadas aquelas cujo sigilo seja imprescindível à segurança da sociedade e do Estado;
Comentário
O inciso é muito claro, não necessitando de detalhamento. Contudo, cabe ressaltar que, caso o
cidadão seja cerceado em seu direito de informação, poderá impetrar o habeas data (instrumento
jurídico que assegura o conhecimento de informações relativas à sua pessoa, que estejam em arquivo
público. O habeas data é personalíssimo, só pode ser impetrado pela pessoa detentora dos dados
questionados).
Exceção à regra são as informações cujo sigilo seja imprescindível para a segurança do Estado e da
sociedade.
XXXIV - São a todos assegurados, independentemente do pagamento de taxas:
- o direito de peti-ão aos +oderes +3blicos em defesa de direitos ou contra ile*alidade ou abuso de
poder
- a obten-ão de certid6es em reparti-6es p3blicas8 para defesa de direitos e esclarecimento de situa-6es
de interesse pessoal/
Comentário
Direito de +eti-ão - É o direito de dirigir petições aos órgãos públicos, solicitando ou exigindo dos
mesmos determinadas providências em defesa de direitos ou contra ilegalidade ou abuso de poder,
independentemente do pagamento de taxas. Foi recentemente objeto da Lei 9.051/95, que estabelece
o prazo de resposta em 15 dias .
A obtenção de certidões em repartições públicas também é gratuita, se a pessoa for
reconhecidamente pobre.
Embora a Constituição em seu inciso XXXIV, alínea b assegure a todos a obtenção de certidões,
junto às repartições públicas, gratuitamente, na prática isto não acontece, porque é cobrada uma
taxa denominada "emolumentos" ou "custas judiciais", para cobrir as despesas referentes a
confecção dos documentos (papel, carbono, tinta, etc), e com o tempo dispendido pelo servidor.
XXXV - A Lei não excluirá da apreciação do Poder 1udiciário lesão ou ameaça ao direito;
Comentário
O inciso em estudo consagra o princípio da universalidade de jurisdição.
A Constituição Federal estabeleceu por meio deste princípio, a possibilidade de todos buscarem
auxílio no poder judiciário, sempre que houver lesão ou ameaça ao direito.
Ao Estado cabe o monopólio da justiça, evitando a auto-tutela (auto-defesa, auto-proteção), não
obstante a legislação admita a auto-tutela excepcionalmente, como nos casos de legítima defesa, para
preservação da vida.
A regra constitucional exige submissão ao Poder 1udiciário de todo e qualquer conflito de interesses.
Assim, qualquer prejuízo (lesão) ou ameaça deve ser submetido ao Poder 1udiciário para ser
apreciado.
XXXVI - A Lei não prejudicará o direito adquirido, o ato jurídico perfeito e a coisa julgada;
Comentário
Direito Adquirido - É aquele que já se constituiu de maneira definitiva, estando perfeitos seus
requisitos legais e de fato. É aquele direito que vinha sendo praticado ou não por um cidadão,
conferido por uma Lei ao longo do tempo. Caso esta Lei seja modificada no transcorrer de sua
validade, ou se for promulgada uma nova Lei revogando a anterior relacionada a esse direito, estas
mudanças não afetarão o direito que estava sendo usufruído, pois a Lei não pode retroagir (voltar
atrás), a não ser em benefício da pessoa.
Por exemplo: O funcionário público após trinta e cinco anos de serviço adquire o direito à
aposentadoria, conforme a Lei vigente, não podendo ser prejudicado por eventual Lei posterior que
venha a ampliar o prazo para aquisição do direito à aposentadoria.
Ato 1urídico Perfeito - É o ato consumado de acordo com a Lei vigente no tempo em que se efetuou.
Assim, se o ato foi praticado dentro das normas legais válidas em determinada época, não pode uma
Lei nova (posterior) ao ato, invalidá-lo. Por esta razão, todas as Leis novas respeitam o que já foi
feito sob a validade da Lei anterior.
Coisa 1ulgada - Efeito da sentença para a qual não se cabe mais recurso, porque já foi apreciada
pelo poder judiciário e houve uma decisão, à qual não se é possível recorrer.
XXXVII - Não haverá juízo ou tribunal de exceção;
Comentário
#ribunal de )xce-ão - É um tribunal excepcional em sentido amplo. Em sentido estrito é o tribunal
instituído em caráter provisório para julgamento de questões que o Estado não quer que sejam
apreciadas por tribunais regulares normalmente integrantes do Poder 1udiciário.
Por exemplo: Em época de guerra, podem ser constituídos tribunais de exceção para julgamento de
pessoas acusadas de traição.
A Constituição veda os tribunais de exceção, garantindo ao cidadão o direito a um julgamento legal
e comum, evitando a criação de juízos e tribunais para fins específicos, muitas vezes sem os mínimos
requisitos exigidos pela Lei Maior, para que o princípio da isonomia seja assegurado.
XXXVIII - É reconhecida a instituição do júri, com a organização que lhe der a Lei, assegurados:
- a plenitude de defesa
- o si*ilo das vota-6es
- a soberania dos veredictos
- a compet<ncia para o jul*amento dos crimes dolosos contra a vida/
Comentário
A vida é o maior bem do cidadão. Portanto, os crimes contra ela são os de maior gravidade. Por esta
razão, os processos devem ser os mais minuciosos possíveis, altamente cautelosos, pois a pena,
quando houver, será de reclusão.
Os crimes dolosos contra a vida, consumados ou tentados, são julgados pela sociedade através do
júri. Tais crimes estão abaixo elencados:
- aborto
- auxílio ou induzimento doloso
- homicídio doloso
- infanticídio
1úri - É um tribunal (tribunal do júri), constituído por um juiz de direito que é seu presidente e sete
cidadãos (jurados), que formam o conselho de sentença para julgar a inocência ou a culpa do réu, no
que se refere aos crimes dolosos contra a vida. É uma garantia dos cidadãos que consiste no direito
de ser julgado pelos seus pares, pessoas do povo que não julgam de modo técnico como um juiz
profissional, mas baseados no senso comum prevalescente no seio social.
Estes sete jurados, escolhidos entre o povo, devem ser maiores de vinte e um anos, alfabetizados e
domiciliados no município. Os jurados, após ouvirem as alegações da acusação e da defesa durante
os debates, poderão formular perguntas às partes, ao réu e aos depoentes (pessoas chamadas a
depor). Após os referidos debates, retiram-se para uma sala onde, de maneira sigilosa (o voto é
secreto, não conhecendo um jurado o voto do outro), votam pela condenação ou absolvição do réu. A
decisão do jurado é chamada de veredicto e é imutável.
A atuação do juiz limita-se a presidir o julgamento, absolvendo ou fixando a pena quando o réu é
considerado culpado.
Entretanto, caso ocorra irregularidade, ou seja, impetrado recurso ao veredicto, será realizado novo
julgamento, com outros jurados. O veredicto inicial, todavia, é soberano, pois nem mesmo um
tribunal pode modificar a decisão dos jurados.
A instituição do júri é, pois, a garantia da democracia no 1udiciário, pois respeita os princípios de
auto-defesa, o sigilo das votações e a soberania dos veredictos.
XXXIX - Não há crime sem Lei anterior que o defina, nem pena sem prévia cominação legal;
Comentário
Cominação: é a pena estabelecida pela Lei para determinado crime.
O inciso XXXIX é denominado de princípio da anterioridade da lei penal.
Um ato só pode ser considerado como crime quando existe uma lei elaborada, e já em vigor
descrevendo-o, antes que esse crime tenha sido cometido.
Ex: furtar é crime, porque existe uma lei em vigor descrevendo-o.
Com efeito, o artigo 155 do C.P. descreve o crime de furto "subtrair para si ou para outrem, coisa
alheia móvel".
Assim, a lei que prevê o crime, deve ser anterior ao fato, isto é, não será caracterizado como crime
um fato ocorrido hoje, se a lei que prevê o fato entrar em vigor amanhã.
Além disso; não haverá pena, sem que esta tenha sido estabelecida anteriormente para determinada
infração.
Ex: No crime de extorsão mediante seqüestro, descrito no artigo 159 do C.P. "seqüestrar pessoa,
com o fim de obter para si ou para outrem, qualquer vantagem, como condição do preço do resgate"
:Pena: reclusão de 8 (oito) a 15 (quinze) anos. (note, que já há pena estabelecida antes desse tipo de
crime ser cometido por alguém).
Por outro lado, todos os crimes possuem correspondentes penas elencadas junto a própria definição
do crime.

XL - A Lei penal não retroagirá, salvo para beneficiar o réu;
Comentário
Este inciso é denominado de princípio da retroatividade da lei penal. É comum a todos os ramos do
direito e, estabelece que a lei penal nova não retroagirá para atingir fatos ocorrido no passado, a não
ser que seja para beneficiar o réu. Assim, por exemplo, se uma lei nova for mais severa que aquela
que estava em vigor, pelo fato de aumentar a pena do condenado, essa lei jamais
poderá ser aplicada, pois não irá beneficiar o réu.
Por outro lado, se determinado fato não era considerado como crime conforme a lei anterior, e a
nova lei vier a considerar esse fato como crime, esta não poderá ser aplicada, pois iria ferir uma das
mais importantes garantias constitucionais "não há crime sem lei anterior que o defina". (inciso
XXX).
Quando uma lei nova for mais benigna ou mais favorável, esta sim, vai atingir o fato praticado antes
de começar a vigorar. Este princípio é denominado princípio da retroatividade da lei mais benigna,
que prevê a hipótese de que durante o período que a lei estiver vigorando, surja uma nova lei
impondo penas menos rigorosas para um crime praticado durante a vigência da lei anterior. Nesse
caso o Estado não pode punir o criminoso com a pena mais severa estabelecida na lei anterior, pois,
se o próprio Estado considera que a pena anterior era muito severa, havendo necessidade de atenuá-
la, demonstra sua renúncia ao direito de aplicá-la.
Exemplo: "Fulano de Tal" cometeu crime de roubo em 04 de abril de 2001. Nessa data a pena
estabelecida para esse tipo de crime era de 4 (quatro) a 10 (dez) anos e multa. Vamos supor que em
18 de janeiro de 2005, entre em vigor uma nova lei reduzindo a pena para o mínimo de 3 (três) anos
e máximo de 8 (oito) anos. Esta lei retroagirá beneficiando o "Fulano de Tal".
XLI - A Lei punirá qualquer discriminação atentatória dos direitos e liberdades fundamentais;
Comentário
O princípio da isonomia (igualdade) é ressaltado mais uma vez, refletindo a preocupação do
legislador com o tratamento igual para todos os brasileiros, e prevendo punição para as
discriminações atentatórias aos direitos e liberdades fundamentais, tipificando tal comportamento
como delituoso e, portanto, passível de apenação.
XLII - A prática do racismo constitui crime inafiançável, sujeito à pena de reclusão, nos termos da
Lei;
Comentário
O racismo é uma doutrina que sustenta a superioridade de certas raças sobre outras, não se
limitando apenas a fatores relacionados a aspectos físicos. Consiste na enfatização de diferenças
étnicas entre homens para fins de discriminação de seus direitos, cultuando o ódio por uma
determinada raça, a qual normalmente se considera inferior e responsável por males que são
produzidos à raça que se considera superior.
A prática do racismo é uma das maiores preocupações da Constituição, haja vista o tratamento
rigoroso que lhe foi dado, pois o condenado é punido com pena de reclusão. Além do mais, é crime
inafiançável, isto é, não goza dos benefícios da fiança (pagamento de uma quantia, pelo acusado,
para que possa defender-se em liberdade, nos casos previstos na Lei). É também crime
imprescritível, ou seja, que não está sujeito à prescrição (maneira pela qual se extingue a
punibilidade do autor de um crime ou contravenção, por não haver o Estado exercido contra ele, no
tempo legal, o seu direito de ação, ou por não ter efetivado a condenação que lhe impôs).
XLIII - A Lei considerará crimes inafiançáveis e insuscetíveis de graça ou anistia a prática da
tortura, o tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins, o terrorismo e os definidos como crimes
hediondos, por eles respondendo os mandantes, os executores e os que, podendo evitá-los, omitirem-
se;
Comentário
Graça- Perdão individual concedido pelo Presidente da República que, como efeito leva a extinção
da punibilidade do agraciado. Entretanto, não restitui a primaridade do agente, pois o delito foi
praticado.
Anistia - Ato pelo qual o Poder Público declara o fim da punibilidade, por motivo de utilidade social,
para todos aqueles, que até certo dia praticaram determinados delitos, em geral políticos, seja
fazendo cessar as diligências persecutórias, seja tornando nulas e de nenhum efeito as condenações e
o perdão geral.
A palavra "hediondo" origina-se do latim hoedos, cuja tradução é bode, que, em sentido figurado,
tem a conotação de algo fétido, mal cheiroso.
Hediondo significa sórdido, repulsivo, mal cheiroso.
Os crimes hediondos são gravíssimos, pois atentam contra a segurança individual e a coletiva,
ferindo de forma profunda a dignidade humana.
Os crimes hediondos são aqueles definidos na Lei 8.072
"são considerados crimes hediondos:
- atentado violento ao pudor
- homicídio praticado por grupo de extermínio
- extorsão qualificada pela morte
- extorsão mediante seqüestro
- estupro
- epidemia com resultado morte
- envenenamento de água potável ou de substância alimentícia ou medicinal, qualificado pela morte
- genocídio
- latrocínio (roubo seguido de morte)".
- falsificação de medicamentos.
Obs.: Crime qualificado ; aquele em que a forma como foi cometido ; especialmente a*ravada em
virtude de certas circunst=ncias expressas em Lei/ Assim8 extorsão qualificada pela morte si*nifica que
o crime de extorsão foi a*ravado pela morte/
)stes crimes são inafian-áveis8 respondendo por eles os mandantes8 os executores e os que8 podendo
evitá-los8 se omitirem/ Al;m do mais8 são crimes insuscetíveis de *ra-a e anistia/
XLIV - Constitui crime inafiançável e imprescritível a ação de grupos armados, civis ou militares,
contra a ordem constitucional e o estado democrático;
Comentário
O que visa este dispositivo é a garantia da sociedade e do Estado contra movimentos armados que
coloquem em risco a normalidade constitucional e o estado democrático.
Ex.: invasão da favela naval em São Paulo; chacina da Candelária no Rio de 1aneiro, onde 11
meninos de rua foram mortos por policiais militares, etc.
XLV - Nenhuma pena passará da pessoa do condenado, podendo a obrigação de reparar o dano e a
decretação do perdimento de bens ser, nos termos da Lei, estendida aos sucessores e contra eles
executada, até o limite do valor do patrimônio transferido;
Comentário
É o princípio da intranscendência da pena; somente o condenado pode pagar por seus erros, um
terceiro, mesmo que queira, não pode tomar o seu lugar e, é óbvio, não pode a autoridade pública
determinar ou admitir nenhuma espécie de substituição neste sentido. Existe apenas a possibilidade
da obrigação de indenizar uma vítima, mas somente até o valor do limite herdado, e, no caso do
condenado falecer antes de efetivar sua obrigação, seus bens deixados em herança devem atender
primeiro a esta indenização, repartindo o que sobrar aos herdeiros.
Individuação da Pena - É a pena correspondente ao crime cometido, que o juiz deverá aplicar ao
acusado, levando em consideração a situação pessoal do mesmo.
Privação ou Restrição da Liberdade - Esta pena, segundo o Código Penal, pode ser de dois tipos:
Detenção - Neste tipo de pena, o condenado poderá iniciar o cumprimento da pena em regime semi-
aberto, trabalhando durante o dia em colônia penal agrícola, recolhendo à sua cela à noite.
Reclusão - É uma modalidade de pena mais rigorosa. O condenado cumpre sua pena inicialmente
em regime fechado, ou seja, em prisões de segurança média ou máxima, preso numa cela.
Perda de Bens - Diz respeito aos bens conseguidos com a prática dos delitos.
Prestação Social Alternativa - (>ide inciso >$$$ do art/ '
o
da C?,
Suspensão - Quando a perda do exercício do direito é temporário. Ex: suspensão de autorização ou
habilitação para dirigir veículos.
$nterdi-ão - Quando a perda do exercício do direito é permanente. Ex: proibição definitiva do
exercício de uma profissão.
XLVI - A Lei regulará a individualização da pena e adotará, entre outras, as seguintes medidas;
- priva-ão ou restri-ão da liberdade
- perda de bens
- multa
- presta-ão social alternativa
- suspensão ou interdi-ão de direitos
Comentário
A privação ou restrição à liberdade, refere-se a pena de reclusão em estabelecimento penal.
A perda dos bens diz respeito aos bens conseguidos com a prática de delitos.
Suspensão ou interdição de direitos é também uma pena em que proíbe ao criminoso de exercitar
algum direito.
Exemplo :
Art. 165. Do Código Nacional de Trânsito.
Dirigir sob a influência de álcool, em nível superior a seis decigramas por litro de sangue, ou de
qualquer substância entorpecente ou que determine dependência física ou psíquica.
Infração - gravíssima;
Penalidade - multa (cinco vezes) e suspensão do direito de dirigir;
Medida Administrativa - retenção do veículo até a apresentação de condutor habilitado e
recolhimento do documento de habilitação.
+ará*rafo 3nico/ A embria*ue7 tamb;m poderá ser apurada na forma do art/ @AA/
XLVII - Não haverá penas;
- de morte8 salvo em caso de *uerra declarada8 nos termos do art/ BC8 D$D
- de caráter perp;tuo (prisão perp;tua,
- de trabal.os for-ados (no Erasil os presos que trabal.am nos presídios são remunerados e os
trabal.os for-ados são *ratuitos,/
- de banimento - não ; admitida pela C/?/ a expulsão do brasileiro do territFrio nacional/
- cru;is/
XLVIII - A pena será cumprida em estabelecimentos distintos, de acordo com a natureza do delito, a
idade e o sexo do apenado;
Comentário
O inciso visa possibilitar a separação dos presos em conformidade com a idade, sexo e grau de
periculosidade, para fins de cumprimento de pena. Assim, os mais jovens ficarão separados dos mais
velhos, as mulheres dos homens e, os mais periculosos dos menos periculosos.
Exemplos:
1 - Um preso cumpre pena de detenção, outros de reclusão.
2 - Penitenciárias para homens e penitenciárias para mulheres.
XLIX - É assegurado aos presos o respeito à integridade física e moral;
Comentário
O Estado é responsável pela integridade física e moral dos presos. Portanto, se um apenado for
assassinado ou torturado numa prisão, caberá ação indenizatória contra o Estado.
L - - Às presidiárias serão asseguradas condições para que possam permanecer com seus filhos
durante o período de amamentação.
LI - Nenhum brasileiro será extraditado, salvo o naturalizado, em caso de crime comum, praticado
antes da naturalização, ou de comprovado envolvimento em tráfico ilícito de entorpecentes e drogas
afins, na forma da Lei.
Comentário
)xtradi-ão - É a expulsão de estrangeiros do território nacional, quando requerida por outro país,
para responder um processo ou cumprir uma pena. O brasileiro nato jamais poderá ser extraditado.
O naturalizado, este sim, se, estiver envolvido com tráfico de entorpecentes ou por ter cometido
crime comum antes da naturalização.
LII - Não será concedido extradição de estrangeiro por crime político ou de opinião;
LIII - Ninguém será processado nem sentenciado senão pela autoridade competente;
Comentário
A competência para processar e sentenciar alguém é atribuída à Lei. Compete exclusivamente ao
juiz natural, ou seja, aquele integrado ao poder judiciário com todas as prerrogativas atribuídas
pela Constituição, julgar e, por conseguinte, sentenciar. Este é o princípio do juiz natural, ou juiz
constitucional.
LIV - Ninguém será privado da liberdade ou de seus bens sem o devido processo legal;
Comentário
Este é o princípio do processo legal, que confirma a maneira de solucionar conflitos através do
processo obrigatório por Lei. Portanto, o direito penal não pode ser aplicado senão conforme as
normas do processo, melhorando assim a garantia de defesa do acusado.
LV - Aos litigantes, em processo judicial ou administrativo, e aos acusados em geral, são
assegurados o contraditório e a ampla defesa, com os meios e recursos a ela inerentes;
Comentário
Ampla defesa é o direito do acusado de apresentar, no processo, todos os meios legais necessários
para provar sua inocência, tais como, documentos, testemunhas, etc.
Contraditório é a possibilidade de se refutar a acusação.
A igualdade das partes impede que a acusação ou defesa possuam privilégios, ao menos sem justa
razão.
LVI - São inadmissíveis, no processo, as provas obtidas por meios ilícitos;
Comentário
Este é o princípio da licitude da prova. A prova obtidas por meio ilícito é aquela colhida de maneira
diferente do que determinam as Leis, como por exemplo, as provas obtidas através de tortura,
fraude, invasões, chantagem, etc. Existe ainda a prova ilícita por derivações, ou derivada, que é
aquela que, em si, é regular, mas foi conseguida por intermédio de uma prova ilícita.
Ex.: O réu confessa que matou e mostra onde está o corpo - a apreensão do corpo é lícita, mas a
confissão sob tortura não. As provas ilícitas não são admitidas, para garantir a moralidade do
processo.
LVII - Ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado da sentença penal condenatória;
Comentário
É uma defesa do cidadão, consagrada pela obrigatoriedade do processo legal, fazendo com que se
afaste a presunção de culpabilidade até o trânsito em julgado (decisão para a qual não cabe mais
recursos para a defesa do réu).
O inciso em estudo é chamado princípio da presunção da inocência. O réu é presumivelmente
inocente até prova em contrário.
LVIII - O civilmente identificado não será submetido a identificação criminal, salvo nas hipóteses
previstas em Lei;
Comentário
Este dispositivo assegura a preservação da pessoa contra o constrangimento da identificação policial
denominada datiloscopia (colheita das impressões digitais), quando o cidadão for preso em flagrante
delito ou for suspeito de um crime praticado. Objetivando evitar esta coação por parte das
autoridades, a Constituição proíbe a identificação criminal, quando o cidadão portar um documento
que o identifique para os efeitos da vida civil. Entretanto, há hipóteses previstas em Lei para que
uma pessoa seja identificada criminalmente - é o caso, por exemplo, de alguém possuir mais de um
documento de identidade com dados diferentes, ou documento sobre o qual recaia desconfiança das
autoridades.
LIX - Será admitida ação privada nos crimes de ação pública, se esta não for intentada no prazo
legal;
Comentário
Sabemos que ao Estado compete o monopólio da justiça. O direito de ação do Estado nos crimes de
caráter público é exercido através do Ministério Público que promove a ação penal, acionando o
Poder 1udiciário. O Estado não admite a auto-tutela, como já vimos, a não ser em alguns casos
excepcionais (inciso XXXV). Portanto, o cidadão não pode processar pessoalmente um criminoso,
mesmo tendo sido sua vítima, salvo nos crimes de ação privada, que são definidos em Lei.
Caso haja omissão do Ministério Público, não apresentando a denúncia dentro do prazo legal (15
dias), o particular poderá contratar um advogado e efetuar a denúncia.
LX - A Lei só poderá restringir a publicidade dos atos processuais quando a defesa da intimidade ou
interesse social o exigirem;
Comentário
Normalmente os atos processuais são públicos (princípio da publicidade dos atos processuais),
podendo deles todos tomarem conhecimento. O segredo de justiça é uma exceção que torna os atos
de processo sigilosos, limitando inclusive a presença apenas das partes e seus advogados em
determinados atos, ou somente estes, tudo com o intuito de evitar prejuízo que poderia advir da
publicidade de certos processos.
Conforme o inciso, o sigilo processual visa a defesa da intimidade, como em casos de separações,
reconhecimento de paternidade, etc., ou se o interesse social exigir que aquilo que foi dito ou
apresentado no processo seja divulgado, resultando, por exemplo, em grave perigo de perturbação
da ordem.
LXI - Ninguém será preso senão em flagrante delito ou por ordem escrita e fundamentada de
autoridade judiciária competente, salvo nos casos de transgressão militar ou crime propriamente
militar, definidos em Lei;
Comentário
O indivíduo só poderá ser preso em flagrante delito ou por ordem escrita e fundamentada de
autoridade judiciária competente (mandado de prisão). A Constituição limita, portanto, a prisão a
estas duas situações, não admitindo mais as prisões para averiguações e as administrativas. Fora
destas situações, a prisão é ilegal e deve ser relaxada imediatamente ou seja invalidada.
Os crimes e as transgressões cometidas por militares, são regidos por Leis específicas próprias de
suas atividades que compõem os códigos disciplinares. O militar pode ser preso até mesmo por
ordem verbal de um superior hierárquico ou de igual patente.
LXII - A prisão de qualquer pessoa e o local onde se encontre serão comunicados imediatamente ao
juiz competente e à família do preso ou à pessoa por ela indicada;
Comentário
É exigido pela Constituição que, além da comunicação imediata, seja estabelecido o local onde o
preso se encontra, a fim de evitar-se a incomunicabilidade do mesmo, o que, por conseqüência,
facilitará eventual abuso de autoridade.
LXIII - O preso será informado de seus direitos, entre os quais o de permanecer calado, sendo-lhe
assegurada a assistência da família e do advogado;
Comentário
O preso tem o direito de permanecer calado, embora o interrogatório possa ser um ato de defesa, ou
seja, a oportunidade para o próprio acusado dar sua versão do fato e apresentar suas justificativas.
O preso deverá ter assegurado a assistência da família, bem como de um advogado e, caso seja
comprovadamente pobre, o Estado deverá proporcionar-lhe assistência jurídica gratuita.
HABEAS DATA
LXIV - O preso tem direito à identificação dos responsáveis por sua prisão ou por seu interrogatório
policial;
Comentário
O direito à identificação dos responsáveis pela prisão visa a proteção do preso contra eventuais
violações de seus direitos individuais no momento do interrogatório ou da prisão.
LXV - A prisão ilegal será imediatamente relaxada pela autoridade judiciária;
Comentário
A prisão é legal em casos de flagrante de delito ou quando há mandado judicial de prisão.
Fora estes casos, a prisão é ilegal e o juiz deverá determinar o relaxamento da prisão, ou seja, a
libertação do réu.
LXVI - Ninguém será levado à prisão ou nela mantido, quando a Lei admitir a liberdade provisória,
com ou sem fiança;
Comentário
No Brasil, a prisão é a forma mais grave e comum de punição para os culpados, apenas
excepcionalmente deve ser ela aplicada aos presumivelmente inocentes.
Antes do trânsito em julgado da sentença condenatória, a prisão tem medida cautelar, visando
preservar a integridade das testemunhas, da ordem pública, da ordem econômica, e evitar que o réu
se evada.
Há delitos de menor gravidade, que não justificam o aprisionamento do acusado, que poderá pagar
uma fiança arbitrada pela autoridade policial ou pelo juiz, e aguardar em liberdade a conclusão do
processo.
Caso o acusado tenha direito à liberdade provisória, não será mantido na prisão, e se o crime for
afiançável, informar a quem tenha interesse em providenciar a fiança.
LXVII - Não haverá prisão civil por dívida, salvo a do responsável pelo inadimplemento voluntário e
inescusável de obrigação alimentícia e a do depositário infiel;
Comentário
Pelo exposto no inciso, fica claro que não existe prisão por dívida, excetuando-se dois casos: aquele
que não paga a pensão alimentícia por vontade própria e a do depositário que quebrar a sua
obrigação de zelar e de devolver o bem demandado judicialmente.
Depositário: (auxiliar de justiça, designado pelo 1uiz para guarda, vigilância e administração dos
bens retidos judicialmente) que será denominado de depositário infiel, caso empreste, troque, venda
ou danifique o bem pelo qual é responsável.
LXVIII - Conceder-se-á habeas corpus sempre que alguém sofrer ou se achar ameaçado de sofrer
violência ou coação em sua liberdade de locomoção, por ilegalidade ou abuso de poder;
Comentário
- conceito: ação penal de natureza constitucional, cuja finalidade é prevenir ou sanar a ocorrência
de violência ou coação na liberdade de locomoção, por ilegalidade ou abuso de poder.
- sujeito ativo: qualquer pessoa, homem, mulher, maior, menor, capaz, incapaz, nacional,
estrangeiro, não exigindo sequer que tenha capacidade postulatória (não precisa ser advogado)
- sujeito passivo: contra ato de qualquer agente, no exercício de função pública. Assim, sempre que
alguém atuar em nome do Estado e, nesta qualidade, constranger ilegalmente a liberdade de outrem
cabe HC. A CF não exclui o ato de particular, há controvérsia.
- esp;cies: preventivo e liberatório.
>iol<ncia8 coa-ão ou constran*imento8 em termos jurídicos8 são todos os acontecimentos que ocorrem8
quando a lei determina uma coisa e as autoridades8 ou seus representantes8 atuam contrariamente/
)xemplos:
a, - & cidadão - entendemos que antes de ser condenado com senten-a condenatFria irrecorrível8 deva
ser tratado como ser social em sua denomina-ão8 ao inv;s de acusado8 indiciado etc/-8 que
eventualmente ten.a praticado um delito8 ou .aja suspei-ão de que ten.a sido8 e ven.a a ser preso em
Gfla*rante delitoG8 deve8 por for-a dos dispositivos constitucionais8 ser orientado e cientificado de seus
direitos constitucionais prescritos na Constitui-ão ?ederal (art/ 'H incs/ LD$$$ e LD$>,/
b, - A mul.er *estante8 que eventualmente ven.a a ser presa8 por qualquer ra7ão (fla*rante ou não,8
deve receber tratamento diferenciado8 em ra7ão do GserG que carre*a dentro de sí8 e que por for-a da
lei deve ser prote*ido e asse*urado o seu desenvolvimento natural (art/ CH do CFdi*o Civil,/
c, - Iuando o cidadão ten.a sido condenado a pena restritiva de direito e permane-a preso em re*ime
fec.ado8 porque na comarca não existe a Casa do Alber*ado/
& )minente ui7 JLAD$!$" >ALL)"(0, preleciona que:
GA pena restritiva de direito consiste na limita-ão de fim de semana ; tamb;m denominada prisão de
fim de semana/ A pena privativa de liberdade imposta8 uma ve7 preenc.idos os requisitos ou condi-6es8
; substituida pela obri*a-ão do condenado de permanecer8 durante cinco .oras8 aos sábados e
domin*os8 em casa de alber*ado ou em outro estabelecimento adequado/ Como a lei menciona apenas
aos sábados e domin*os8 inviável será imp:r ao condenado a limita-ão de fim de semana tamb;m nos
feriadosG/
+ortanto8 neste caso8 embora sentenciado8 caracteri7a-se constran*imento/
d, - )ntendemos8 ser constran*imento ile*al8 ou mel.or >$&LKNC$A $!&"AL8 a se*re*a-ão do
condenado sem o exame criminolF*ico de classifica-ão (art/ BH/ da Lei nH A/@01LBC,8 em que tem que
avaliar as condi-6es do condenado para uma adequada classifica-ão8 ou seja8 não colocar na mesma
cela por exemplo8 um peri*oso latrocida confesso8 com um depositário infiel///
!$"AE)#) (@, lembra que
G$nseparável do estudo da personalidade do condenado e tamb;m o de seus antecedentes8 entre os quais
se destacam a reincid<ncia e o envolvimento em inqu;ritos ou processos judiciais8 mas que alcan-a toda
vida pre*ressa do condenado/ & exame desses antecedentes tamb;m podem ser muito 3teis 5
classifica-ão do condenado e 5 determina-ão do tratamento penitenciário a ser se*uido/
&s exames de personalidade e dos antecedentes são obri*atFrios para todos os condenados a penas
privativas de liberdade e se destinam 5 classifica-ão que determinará o tratamento penal mais
recomendado/ Como se anota na exposi-ão de motivos8 redu7ir-se-á a mera falácia o princípio da
individuali7a-ão da pena se não se efetuar o exame de personalidade no início da execu-ão8 como fator
determinante do tipo de tratamento penal e se não forem re*istradas as muta-6es do comportamento
ocorridas no itinerário da execu-ãoG/
)ntendemos8 ainda que8 o cidadão8 enquanto perdurar a persecu-ão processual8 deva permanecer
se*re*ado -se o exi*ir o delito (estuprador confesso8 etc/,-8 separado dos demais infratores8
principalmente8 se estes estão condenados/
GNão se fala em prisão8 não se fala em constran*imento corporal/ ?ala-se amplamente8
indeterminadamente8 absolutamente8 em coa-ão e viol<ncia9 de modo que8 onde quer que surja8 onde
quer que se manifeste a viol<ncia ou a coa-ão8 por um desses meios8 aí está estabelecido o caso
constitucional do Mabeas Corpus/ Iuais são os meios indicadosN Iuais são as ori*ens da coa-ão e da
viol<ncia8 que deve concorrer para que se estabele-a o caso le*ítimo de Mabeas CorpusN $le*alidade ou
abuso de poder/ 4e de um lado existe a coa-ão ou a viol<ncia e de outro a ile*alidade ou o abuso de
poder8 qualquer que seja a viol<ncia8 qualquer que seja a coa-ão8 desde que resulte do abuso do poder8
seja ele qual for8 ou de ile*alidade8 qualquer que ela seja8 ; ine*ável o recurso do Mabeas CorpusG/
("2$ EA"E&4A - parte do discurso proferido pelo *rande !estre em @@/10/0O0'8 numa 4essão do
4enado ?ederal8 lembrado pelo eminente jurista "2E)! N&%2)$"A (P,/
) se a doen-a (constran*imento8 viol<ncia8 coa-ão etc/, está presente e pondo em risco a Gsa3deG do
*rupo social ; necessário que se combata com eficácia ministrando-se o rem;dio certo que ; o Mabeas
Corpus/
N&#A4
(0,>ALL)"8 Jladimir "esponsabilidade Civil e Criminal #omo $$8 PH )/>/ )ditora8 0OOP8 pá*/ Q@C
(@,!$"AE)#)8 ulio ?abbrini )xecu-ão +enal - Comentários )ditora Atlas8 0OBA - pá*/ Q
(P,N&%2)$"A8 "ubem "evista de $nforma-ão Le*islativa a/ @08 nH BC8 outLde7/ 0OBC - pá*/ 0PQ
LXIX - Conceder-se-á mandado de segurança para proteger direito líquido e certo, não amparado
por habeas corpus ou habeas data, quando o responsável pela ilegalidade ou abuso de poder for
autoridade pública ou agente de pessoa jurídica no exercício de atribuições do Poder Público;
Comentário
O Mandado de Segurança é o remédio específico contra violação pelo Poder Público de direito
líquido e certo, que não seja violação ao direito de locomoção ou, ao de se obter ou se retificar
informação sobre a própria pessoa. O conceituado jurista Hely Lopes Meirelles em sua obra
"Mandado de Segurança, Ação Popular, Ação Civil Pública, Mandado de Injunção, "Habeas Data",
14
a
Edição, atualizada por Arnoldo Wald, Malheiros Editores, 1990, conceitua o Mandado de
Segurança como "o meio constitucional posto à disposição de toda pessoa física ou jurídica, órgão
com capacidade processual, ou univrsalidade reconhecida por lei, para a proteção de direito
individual ou coletivo, líquido e certo, não amparado por habeas corpus ou habeas data, lesado ou
ameaçado de lesão, por ato de autoridade, seja de que categoria for e sejam quais forem as funções
que exerça".
- sujeito passivo: autoridades públicas e agentes de pessoas jurídicas privadas com atribuição de
Poder Público. É proposto contra a autoridade coatora e não contra a pessoa jurídica.
- Autoridade coatora: será sempre aquela que concretiza a lesão a direito individual como
decorrência de sua vontade (aquela que tem poder de desfazer o ato).
No ato colegiado (formado por varias vontades) deve ser impetrado contra o presidente, no ato
complexo (se forma pela vontade da autoridade, mas dependendo de referendo de autoridade
superior) é impetrado contra a autoridade inferior que elaborou o ato, já que a autoridade superior
fez mera conferência. Não cabe MS contra ato de particular.
- sujeito ativo: só o próprio titular do direito violado, qualquer pessoa natural ou jurídica.
- litisconsFrcio - admite-se no polo ativo e passivo.
- direito líquido e certo: é a certeza quanto à situação de fato. É o direito certo quanto a sua
existência, delimitado na sua extensão e apto a ser exercido no momento da sua impetração. Pode
ser provado documentalmente.
- pra7o para interposi-ão: 0@1 dias/
- procedimento: recebida a petição, notifica a autoridade para, em 10 dias prestar informações; em
seguida os autos vão ao MP para parecer, em 5 dias, seguindo-se, imediatamente, a sentença. Não
há dilação para provas. As informações não tem natureza de contestação e sua falta não gera
confissão.
- liminar: é possível.
- senten-a: só faz coisa julgada material quanto enfrentar o mérito, ou seja, quando declarar a
legalidade ou ilegalidade do ato.
LXX - O mandado de segurança coletivo pode ser impetrado por:
legitimidade ativa:
a) partido político com representação no Congresso Nacional;
b) organização sindical, entidade de classe ou associação legalmente constituída e em funcionamento
há pelo menos um ano, em defesa dos interesses dos membros ou associados;
Comentário
O impetrante atua como substituto processual dos associados, ou seja, age em nome próprio na
defesa de interesse de terceiro (deve ser autorizada - estatuto).
legitimidade passiva:
- se os associados estiverem sob a área de atuação de autoridades diferentes, a impetrada será a que
estiver sobre todos, ainda que não tenha praticado o ato (não há litisconsórcio)
- objeto: as relações jurídicas precisam ser determinadas, mas não precisam ser todas demonstradas
na inicial.
LXXI - Conceder-se-á mandado de injunção sempre que a falta de norma regulamentadora torne
inviável o exercício dos direitos e liberdades constitucionais e das prerrogativas inerentes à
nacionalidade, à soberania e à cidadania;
Comentário
finalidade: em tese, é viabilizar o exercício de um direito constitucionalmente previsto e que
depende de regulamentação por estar previsto em uma norma constitucional de eficácia jurídica
limitada.
legitimidade ativa: qualquer pessoa, natural ou jurídica
legitimidade passiva: órgão ou poder incumbido de elaborar a norma
procedimento: se não houver necessidade de produção de provas segue o rito do MS, havendo
dilação probatória segue o rito ordinário.
LXXII - Conceder-se-á habeas data:
a) para assegurar o conhecimento de informações relativas à pessoa do impetrante, constante de
registros ou bancos de dados de entidades governamentais ou de caráter público;
b) para a retificação de dados, quando não se prefira faze-lo por processo sigiloso, judicial ou
administrativo.
Comentário
conceito: e um remédio constitucional, que tem por finalidade proteger a esfera íntima dos
indivíduos, possibilitando-lhes a obtenção e retificação de dados e informações constantes de
entidades governamentais ou de caráter público.
objeto: assegurar o direito de acesso e conhecimento de informações relativas à pessoa do
impetrante e o direito à retificação desses dados.
características:
- é uma ação, pois invoca a tutela jurisdicional, devendo preencher as condições da ação;
de natureza mandamental;
- seu conteúdo é de natureza constitutiva quando visa a retificação;
- é ação personalíssima, não se admite pedido de terceiros, nem sucessão no direito de pedir.
não depende de prévio pedido administrativo
procedimento:
- enquanto não houver disciplinação legal, deve ser aplicado o MS, desde que desnecessária a
produção de prova, se contrário o rito será o ordinário.
Sigilo: - art. 5º, XXXIII - dispõe que o direito de receber dos órgãos públicos informações não inclui
aquelas cujo sigilo seja imprescindível à segurança da sociedade e do Estado.
LXXIII - Qualquer cidadão é parte legítima para propor ação popular que vise a anular ato lesivo
ao patrimônio público ou de entidade de que o Estado participe, à moralidade administrativa, ao
meio ambiente e ao patrimônio histórico e cultural, ficando o autor, salvo comprovada má fé, isento
de custas judiciais e do ônus da sucumbência;
Comentário
conceito: é o meio constitucional posto à disposição de qualquer cidadão para obter a invalidação de
atos ou contratos administrativos ilegais e lesivos ao patrimônio federal, estadual ou municipal, ou
ao patrimônio de autarquias, entidades paraestatais e pessoas jurídicas subvencionadas com
dinheiro público.
Popular - deriva da natureza impessoal do interesse defendido, da coisa do povo.
requisitos:
a) só poder ser proposta por cidadão brasileiro;
b) ilegalidade na formação ou no objeto do ato;
c) lesividade ao patrimônio público (erário, moralidade, meio ambiente, etc)
fins da ação: preventivo, repressivo e supletivo.
objeto da ação: é o ato ilegal e lesivo ao patrimônio público.
sujeito passivo: litisconsórcio entre entidade lesada, os autores e responsáveis pelo ato e os
beneficiários do mesmo.
MP é parte sempre - é parte autônoma, só não pode defender o ato.
competência: é determinada pela origem do ato impugnado
procedimento: segue o rito ordinário com algumas adaptações
liminar: é possível. Se concedida cabe agravo de instrumento, correição parcial e mandado de
segurança. Se negada cabe agravo de instrumento.
sentença: se procedente o pedido, o juiz deverá decretar a invalidade do ato, a condenação ao
ressarcimento de perdas e danos por parte dos responsáveis, pelos atos praticados com dolo ou
culpa. O autor vencido é isento de custas
recursos: recurso de ofício, se julgada procedente ou decretada a carência da ação. Cabe também
apelação voluntária, com efeito suspensivo
LXXIV - O Estado prestará assistência jurídica integral e gratuita aos que comprovarem
insuficiência de recursos;
LXXV - O Estado indenizará o condenado por erro judiciário, assim como o que ficar preso além do
tempo fixado na sentença;
LXXVI - São gratuitos para os reconhecidamente pobres, na forma da Lei:
a) o registro civil de nascimento
b) a certidão de óbito.
LXXVII - São gratuitas as ações de habeas corpus e habeas data e, na forma da Lei, os atos
necessários ao exercício da cidadania;
LDD>$$$ - a todos8 no =mbito judicial e administrativo8 são asse*urados a ra7oável dura-ão do processo
e os meios que *arantam a celeridade de sua tramita-ão/
($nciso acrescentado pela )menda Constitucional nH C'8 de 1BL0@L@11C
Comentário
Sempre foi corrente na doutrina que uma emenda constitucional poderia ampliar o rol de direitos
individuais do artigo 5ª e, após mais dezesseis anos de promulgação da Carta, a Emenda nº 45/04
finalmente alterou este dispositivo constitucional acrescentando este novo inciso.
Eis que surge o Princípio da Duração Razoável do Processo que, se inobservado, constituirá
verdadeira negativa de acesso à jurisdição, implicando em ofensa ao inciso XXXV do mesmo artigo.
O direito à denominada ordem jurídica justa, aí incluída a celeridade do processo, é a tônica da
processualística moderna.
O devido processo legal deve ser o justo processo legal, sendo imperativo que a tutela jurisdicional se
não imediata, pelo menos seja rápida. Diante de ameaça ou vilipêndio a direito a resposta do Estado -
que se pretende democrático - deve ser pronta e eficaz. Ressalte-se que, aqui, a eficácia se relaciona
intimamente com a presteza. Caso contrário qualquer solução se torna injusta, porque tardia.
Torna-se evidente que inúmeras providências nas leis processuais devem ser tomadas para que este
principio se institucionalize de fato e de direito em nosso ordenamento jurídico. Assim, por exemplo,
deve ser ampliado o sistema de fungibilidade dos recursos, bem como evitar a extinção do processo,
favorecendo-se a conversão do mandado de segurança em ação de rito sumário, desde que não traga
nenhum prejuízo para defesa, evitando-se, assim, a extinção do feito sem análise de mérito, o que
implicaria em novo ajuizamento, com o natural recolhimento de novas custas e taxa judiciária, entre
outras providências.
Percebe-se a intenção do legislador constituinte em economizar o jurisdicionado. Não apenas na
economia processual, através da simplificação dos ritos e rituais, dando relevância à oralidade, mas,
também, à economia financeira otimizando gastos e realocando recursos. Isso sem falar na economia
de tempo, visto que parece improvável que diante de tanta tecnologia os processos e as audiências
ainda apresentem atos e práticas do século XIX. Abre-se espaço para o processo virtual, mais barato
e rápido para todos, inclusive para o Estado. Audiências através de videoconferências, petições
entregues via internet, interrogatórios de réus presos sem necessidade de deslocamento, economia de
dezenas de milhares de folhas de papel etc.
R 0H - As normas definidoras dos direitos e *arantias fundamentais t<m aplica-ão imediata/
R @H - &s direitos e *arantias expressos nesta Constitui-ão não excluem outros decorrentes do re*ime e
dos princípios por ela adotados8 ou dos tratados internacionais em que a "ep3blica ?ederativa do
Erasil seja parte/
R PH - &s tratados e conven-6es internacionais sobre direitos .umanos que forem aprovados8 em cada
Casa do Con*resso Nacional8 em dois turnos8 por tr<s quintos dos votos dos respectivos membros8 serão
equivalentes 5s emendas constitucionais/
(+ará*rafo acrescentado pela )menda Constitucional nH C'8 de 1BL0@L@11C,
R CH - & Erasil se submete 5 jurisdi-ão de #ribunal +enal $nternacional a cuja cria-ão ten.a
manifestado adesão/
(+ará*rafo acrescentado pela )menda Constitucional nH C'8 de 1BL0@L@11C,
Comentário
A internacionalização da jurisdição penal antes de ser uma realidade é uma necessidade imperativa
para o combate à criminalidade internacional que desconhece fronteiras.
Com o advento do Pacto de Roma de 1998, surge o Tribunal Penal Internacional (TPI), instalado em
2004, com composição paritária: treze juízes e treze juízas de diversas nacionalidades.
O TPI é um Tribunal permanente com competência para investigar, processar e julgar indivíduos
acusados das mais graves violações do direito internacional humanitário.
Desde os chamados crimes de guerra, passando pelos crimes contra a humanidade e o genocídio.
Diferente da Corte Internacional de 1ustiça, cuja jurisdição é restrita a alguns Estados, e dos
Tribunais da Iugoslávia e Ruanda, que foram criados para situações específicas, o TPI é permanente
e preexistente ao fato que originou a investigação e o processo.
DIREITOS SOCIAIS
4ão direitos fundamentais do .omem8 asse*urados pela Constitui-ão ?ederal de 0OBB8 e que
possibilitam aos indivíduos o acesso a bens que satisfa-am suas necessidades básicas8 proporcionando-
l.es condi-6es8 para desfrutarem de uma vida di*na e produtiva
ARTIGO 6º
São direitos sociais a educação, a saúde, o trabalho, a moradia, o lazer, a segurança, a previdência
social, a proteção à maternidade e à infância, a assistência aos desamparados, na forma desta
Constituição.G
Comentário
Este artigo prevê educação gratuita e extensiva a todos, desde o nível primário ao universitário.
Assim, o povo tem à sua disposição escolas de primeiro e segundo graus, e universidades como por
exemplo a USP - Universidade de São Paulo. Os deficientes possuem direito de receberem educação
específica em entidades especiais.
O direito a saúde também é gratuito, inclusive para aqueles que não contribuem para a Previdência
Social oficial (INSS), havendo postos de atendimento médico e hospitais mantidos pelo governo.
Segurança é outra preocupação constitucional, pois implica na proteção a vida do homem, assim
como ao seu patrimônio. A segurança é proporcionada pelas Polícias Civis e Militares do Estado,
pela Polícia Federal e pelo Poder 1udiciário.
O trabalho, também é uma garantia constitucional, pois a ele todos têm direito. Dessa forma, deve o
país desenvolver política que incentive o trabalho e possibilitar ainda, uma remuneração justa.
Há em toda sociedade, inclusive na brasileira, pessoas necessitadas de maior atenção.
São as mães, crianças, adolescentes e desamparados que devem ter direito a uma atenção especial
por parte do Estado, em conformidade com normas expressas da Constituição.
A Previdência Social é um conjunto de direitos relativos à Seguridade Social.
A Constituição delineou de maneira mais precisa os direitos de Previdência Social.
Seu princípio fundamenta-se no princípio do Seguro Social, de sorte que os benefícios e serviços se
destinam a cobrir eventos de doença, invalidez, morte, velhice e reclusão.
A moradia, também é uma garantia constitucional, pois a ela todos têm direito. Dessa forma deve o
país desenvolver políticas habitacionais que a todos atendam, especialmente as camadas mais pobres
da população.
O lazer é a entrega à ociosidade repousante. Sua finalidade é refazer as forças depois do trabalho
diário e semanal. O lazer está bastante associado aos direitos dos trabalhadores relativos ao repouso.
ARTIGO 7º
São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros aqueles que visem à melhoria de sua
condição social:
I - Relação de emprego protegida contra despedida arbitrária ou sem justa causa, nos termos de Lei
complementar, que preverá indenização compensatória, dentre outros direitos;
Comentário
O direito à segurança do emprego é assegurado pela Constituição Federal. Consiste na proteção da
relação de emprego, contra a despedida arbitrária ou sem justa causa, prevendo a indenização
compensatória, em casos de dispensa injustificada, sem motivos relevantes.
•A despedida por justa causa não é arbitrária, pois é decorrente de falta grave cometida pelo
empregado, afetando o empregador, inviabilizando assim, a relação de emprego: embriaguez,
deslealdade para com a empresa, abandono de emprego, etc.
•A despedida arbitrária ou sem justa causa, é aquela que se caracteriza pelo rompimento do
vínculo empregatício, quando o trabalhador vem exercendo suas atividades de forma correta, na
empresa. Este rompimento pode ser devido a vários motivos, tais como encerramento das atividades
da empresa por dificuldades financeiras, supressão de um departamento, mudança para outra
localidade e muitos outros.
II - Seguro-desemprego, em caso de desemprego involuntário;
Comentário
A finalidade do seguro desemprego é proporcionar assistência financeira temporária ao trabalhador
desempregado em casos de dispensa sem justa causa.
III - Fundo de garantia por tempo de serviço;
IV - Salário mínimo, fixado em Lei, nacionalmente unificado, capaz de atender a suas necessidades
vitais básicas e às de sua família, como moradia, alimentação, educação, saúde, lazer, vestuário,
higiene, transporte e previdência social, com reajustes periódicos que lhe preservem o poder
aquisitivo, sendo vedada sua vinculação para qualquer fim;
V - Piso salarial proporcional à extensão e à complexidade do trabalho;
Comentário
Piso salarial é o valor mínimo que pode ser pago a uma categoria profissional ou a determinadas
profissões dentro de uma determinada categoria profissional. É fixado normalmente para todos os
empregados de qualquer profissão.
)xemplo: Piso salarial da telefonista, da secretária, do engenheiro, etc.
O piso salarial expressa-se como um acréscimo sobre o salário mínimo. Distingue-se deste que é
geral para todas as categorias. Deve ser proporcional a jornada diária de trabalho ou a
complexidade das tarefas. Assim, por exemplo, o piso salarial de um químico deve ser maior que o
de uma copeira, pelo fato de suas atividades profissionais serem mais complexas que as daquela.
VI - Irredutibilidade do salário, salvo o disposto em convenção ou acordo coletivo;
Comentário
A princípio os salários são irredutíveis. O empregador não pode diminuir o salário deste ou daquele
empregado.
Com a Constituição de 1988, a irredutibilidade é a regra geral. A redução porém não é proibida. É
condicionada. Depende de negociação coletiva com o Sindicato.
A medida pode ser colocada em prática, por ocasião de crises de produção ou dificuldades
econômicas da empresa, para evitar a dispensa de funcionários.
VII - Garantia de salário, nunca inferior ao mínimo, para os que recebem remuneração variável;
Comentário
Há trabalhadores que recebem remuneração variável, como é o caso dos garçons e barbeiros, por
exemplo, que tem sua remuneração composta de salário pago pelo empregador, mais as gorjetas;
aquele (salário) não poderá ser inferior ao mínimo.
É freqüente nos empregos do comércio, a retribuição com bases e percentuais sobre os negócios que
o vendedor realiza, ou seja, o salário por comissão. Também nesses casos a Constituição assegura
aos profissionais o salário mínimo, mesmo que não consigam vender o suficiente para receber
comissões equivalentes ao salário mínimo.
VIII - Décimo terceiro salário com base na remuneração integral ou no valor da aposentadoria;
Comentário
Décimo Terceiro Salário:
Este, é uma gratificação compulsória por força da lei, tem natureza salarial e é também denominada
gratificação natalina. Foi criado no Brasil, pela Lei nr. 4.090, de 1962, como um pagamento a ser
efetuado no mês de dezembro e no valor de uma remuneração. Para o empregado que não trabalhou
todo o ano, o seu valor é proporcional aos meses de serviço, na ordem de 1/12 por mês,
considerando-se a fração igual ou superior a 15 dias como mês inteiro, desprezando-se a fração
menor. Em 1965, a Lei nr. 4.749 desdobrou em dois os pagamentos. A primeira metade é paga entre
os meses de fevereiro ou novembro ou, se o empregado quiser, por ocasião de suas férias. A segunda
metade é paga até 20 de dezembro.
IX - Remuneração do trabalho noturno superior à do diurno;
Comentário
Segundo o artigo 73 da CLT, a remuneração do trabalho noturno terá um acréscimo de 20º sobre a
hora diurna.
O parágrafo 2
o
do mesmo artigo, considera trabalho noturno aquele executado entre as 22 horas de
um dia e 5 horas do dia seguinte.
Entre nós a Lei considera noturno o trabalho agrícola realizado entre 21 e 5 horas e o pecuário entre
20 e 4 horas.
O acréscimo rural sobre a hora diurna é de 25º .
A fixação legal leva em conta o período habitual do repouso da comunidade e demais usos.
X - Proteção do salário na forma da Lei, constituindo crime sua retenção dolosa;
Comentário
O inciso em estudo já define como crime, a retenção dolosa do salário, o que nos termos da legislação
penal vigente caracteriza apropriação indébita. Portanto, ninguém poderá reter intencionalmente o
salário do trabalhador, nem mesmo seu empregador qualquer que seja o motivo alegado.
XI - Participação nos lucros ou resultados, desvinculada da remuneração, e, excepcionalmente,
participação na gestão da empresa, conforme definido em Lei;
Comentário
O artigo 7
o
em seu inciso XI manteve o direito de participação nos lucros das empresas assegurado
desde a Constituição de 1946.
O texto Constitucional reconhece que os trabalhadores são elementos exteriores à empresa, como
força adquirida por salário.
A participação nos lucros é desvinculada do salário, pois constitui-se "num acréscimo de
rendimentos" do trabalhador, decorrente da relação de emprego, e, portanto, inconfundível com o
salário.
Por outro lado, não sendo salário, a participação nos lucros não será considerada para efeito de
incidência de ônus trabalhistas, fiscais e previdenciários.
A participação nos lucros não será computada para fins de recolhimento do fundo de garantia, do
cálculo de indenizações, do 13
o
salário, de remuneração de férias e do repouso semanal, prêmios,
abonos, etc.
O dispositivo ainda se refere à participação na gestão (direção, gerência) da empresa, mas, apenas
excepcionalmente, por meio de uma Lei a ser criada.
A participação na gestão da empresa, só se tornará efetiva, quando a coletividade trabalhadora da
empresa, por sí ou por uma comissão ou um conselho ou delegado ou representante, fazendo parte
ou não dos órgãos diretivos dela dispuser de algum poder de co-decisão ou pelo menos de controle.
XII - salário-família pago em razão do dependente do trabalhador de baixa renda nos termos da
lei;"

XIII - Duração do trabalho normal não superior a oito horas diárias e quarenta e quatro semanais,
facultada a compensação de horários e a redução da jornada, mediante acordo ou convenção
coletiva de trabalho;
Comentário
A compensação foi inicialmente prevista para o sábado e é a mais comum.
A compensação inicialmente semanal, foi extendida a quaisquer períodos. É o chamado "Banco de
Horas", onde as horas extras trabalhadas em um dia poderão ser compensadas com a
correspondente diminuição em outro dia.
O "Banco de Horas" tem como finalidade permitir às empresas maior possibilidade de adequar a
atividade dos trabalhadores às necessidades de produção, evitando-se assim a dispensa de
funcionários.
XIV - 1ornada de seis horas para o trabalho realizado em turnos ininterruptos de revezamento,
salvo negociação coletiva;
Comentário
#urnos $ninterruptos - São aqueles que compreendem jornadas rotativas de seis horas cada uma, de
maneira que o empregado trabalhará sempre em períodos diferentes (manhã - tarde ou noite)
XV - Repouso semanal remunerado, preferencialmente aos domingos;
Comentário
O repouso do trabalhador é outro elemento que se inclui nas condições dignas de trabalho.
O sistema de submeter o trabalhador a atividades contínuas em todos os dias da semana e do ano
seria desumano. Por esse motivo, a Constituição assegura, seguindo a evolução das Constituições
anteriores, o repouso semanal remunerado, de preferência aos domingos, muito embora alguns
profissionais, como os médicos, motoristas de ônibus, etc, nem sempre podem gozar do repouso
semanal aos domingos, por força de suas atividades, devendo, porém, faze-lo num outro dia da
semana.
XVI - Remuneração do serviço extraordinário superior, no mínimo, em cinqüenta por cento à do
normal;
Comentário
Remuneração do serviço extraordinário, nada mais é que o pagamento das horas trabalhadas, após
a jornada de trabalho de 8 horas diárias ou 6 horas (se for o caso de turno ininterrupto) limitadas
pela Constituição.
Após esses limites, as horas serão consideradas extraordinárias (horas extras), devendo ser pagas
com acréscimo de 50º.
XVII - Gozo de férias anuais remuneradas com, pelo menos, um terço a mais do que o salário
normal;
XVIII - Licença à gestante, sem prejuízo do emprego e do salário, com a duração de cento e vinte
dias;
XIX - Licença-paternidade, nos termos fixados em Lei;
Comentário
Licença Paternidade - Para servidores celetistas, autárquicos e docentes será concedido cinco dias
consecutivos, contados a partir da data do nascimento da criança, mediante cópia da certidão de
nascimento. A licença paternidade também deverá ser concedida quando se tratar de adoção de
menor de até sete anos de idade.
urisdi-ão - aplica-se aos servidores que notificarem o nascimento de seu filho.
Objetivo - estabelecer critérios e procedimentos para a concessão de licença-paternidade.
Competência:
1 por parte do interessado
- entregar cópia da Certidão de Nascimento ao superior imediato.

2 por parte do superior imediato
- receber a cópia da Certidão de Nascimento;
- anexar a cópia da Certidão de Nascimento ao Boletim de Freqüência do interessado;
- encaminhar o Boletim de Freqüência à área de pessoal da Unidade/Órgão.

3 por parte da área de pessoal da Unidade/Órgão
- receber o Boletim de Freqüência juntamento com a Certidão de Nascimento;
- verificar se atende as normas vigentes;
- cadastrar a licença-paternidade, através do SIAP, utilizando a transação LIC AFAST;
- arquivar.
CRITÉRIOS
1- a licença-paternidade também deverá ser concedida quando se tratar de adoção de menor de até
7 (sete) anos de idade.
2- a licença-paternidade prevista na Constituição Federal é de 5 (cinco) dias, conforme §1º do art.
10 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias.
XX - Proteção ao mercado de trabalho da mulher, mediante incentivos específicos, nos termos da
Lei;
XXI - Aviso prévio proporcional ao tempo de serviço, sendo no mínimo de trinta dias, nos termos da
Lei;
XXII - Redução dos riscos inerentes ao trabalho, por meio de normas de saúde, higiene e segurança;
Comentário
Toda empresa com mais de cinqüenta empregados, deve instalar uma CIPA (comissão interna de
prevenção de acidentes), cuja finalidade é fiscalizar junto a outros órgãos públicos, o cumprimento
fiel das normas relativas a saúde, higiene e segurança do trabalhador.
XXIII - Adicional de remuneração para as atividades penosas, insalubres ou perigosas, na forma da
Lei;
Comentário
Atividades +enosas - São aquelas exercidas em zonas de fronteiras ou em localidades cujas condições
de vida sejam precárias e de difícil acesso por insuficiência absoluta de meios de transportes e
equipamentos urbanos.
Atividades $nsalubres - São todas aquelas que por sua natureza, condições ou métodos de trabalho,
exponham os empregados a agentes nocivos à saúde. Ex: Trabalhador que manipula produtos
tóxicos ou alergênicos.
Atividades +eri*osas - São todas aquelas que envolvem operações perigosas, que por sua natureza ou
métodos de trabalho, impliquem no contato permanente com inflamáveis ou explosivos em condições
de risco acentuado.
Exemplo: Trabalhador que exerce suas atividades no depósito de combustíveis.
O trabalho envolvendo atividades. Penosa, perigosas ou insalubres assegura um adicional à
remuneração do trabalhador, conforme expõe o texto do inciso.
XXIV - Aposentadoria;
XXV - Assistência gratuita aos filhos e dependentes, desde o nascimento até seis anos de idade, em
creches e pré-escolas;
XXVI - Reconhecimento das convenções e acordos coletivos de trabalho;
XXVII - Proteção em face de automação, na forma da Lei;
XXVIII. Seguro contra acidentes de trabalho, a cargo do empregador, sem excluir a indenização a
que este está obrigado, quando incorrer em dolo ou culpa;
Comentário
Há dolo do empregador quando não existe equipamento de segurança adequado para os
trabalhadores, ou existe em número insuficiente ou de péssima qualidade.
O dolo existe porque o empregador sabe que a falta de equipamentos ou sua inadequação, bem como
a baixa qualidade dos equipamentos, pode levar a ocorrência de acidentes.
Há culpa do empregador, quando apesar da disponibilidade de equipamento de segurança, este não
obriga os trabalhadores a usá-los, ou não fiscaliza a utilização correta e contínua dos referidos
equipamentos, pecando, portanto, por negligência.
XXIX - ação, quanto aos créditos resultantes das relações de trabalho, com prazo prescricional de
cinco anos para os trabalhadores urbanos e rurais, até o limite de dois anos após a extinção do
contrato de trabalho;"
Comentário
+rescri-ão: É a perda do direito de exercer uma ação, por ter vencido prazo para exercê-lo. No
inciso em estudo, é perda por parte do trabalhador do direito de pleitear na justiça verbas
trabalhistas sobre as quais tem ou acredita ter direito.
Tanto o trabalhador urbano como o trabalhador rural, gozam do prazo máximo de até dois anos
para recorrer à justiça após a extinção do contrato de trabalho. Há uma diferença, porém, pois, o
trabalhador urbano poderá pleitear direitos trabalhistas referentes aos últimos cinco anos, contados
da data em que entrou com ação na justiça. 1á o trabalhador rural poderá pleitear todo o período
trabalhado. Importante esclarecer que esta diferença foi estabelecida objetivando compensar os
trabalhadores rurais de todo o período decorrido antes da atual Constituição começar a vigorar,
período esse em que os trabalhadores rurais ficaram sem direitos assegurados.
Exemplos:
0, +aulo8 trabal.ador urbano8 trabal.a em uma empresa como vendedor/ Al;m do salário fixo8 recebe
um percentual sobre as vendas reali7adas (comiss6es,/ No ano de 0OO@8 não recebeu as comiss6es
referentes ao m<s de de7embro/ 4e*undo o inciso8 +aulo poderá mover uma a-ão dentro do pra7o
prescricional de cinco anos8 ou seja8 at; o fim de 0OOA/
@, +aulo8 trabal.ador urbano8 trabal.ou durante 01 anos numa empresa e ; dispensado (mandado
embora ,/ +aulo espera 0 ano e B meses para in*ressar com a-ão trabal.ista/ Nessa a-ão8 poderá
pleitear somente os 3ltimos ' anos/ Caso ven-a a causa8 receberá somente o correspondente a P anos e
C meses8 porque durante os ' anos (pra7o prescricional,8 esteve desvinculado da empresa por 0 ano e B
meses/
P, Cid:nio8 trabal.ador rural (lavrador,9 trabal.ou durante 0@ anos numa *rande propriedade rural e ;
mandado embora/ )spera 0 ano e B meses para entrar com uma a-ão trabal.ista/ Nessa a-ão8 poderá
pleitear tudo o que ac.a que tem direito a receber referente aos 0@ anos que lá trabal.ou/
XXX - Proibição de diferença de saIários, de exercício de funções e de critério de
admissão por motivo de sexo, idade, cor ou Estado civiI;
Comentário
Princípio da Igualdade de Salário - Encontra-se definido na quinquagenária CLT , artigo 5º " A
todo trabalho de igual valor corresponderá salário igual , sem distinção de sexo." É mais completa
no artigo 461: " Sendo idêntica a função , a todo trabalho de igual valor , prestado ao mesmo
empregador na mesma localidade, corresponderá igual salário , sem distinção de sexo ,
nacionalidade ou idade." E no parágrafo 2º exclui da hipótese de equiparação o empregado , quando
houver pessoal organizado em quadro de carreira , hipótese em que as promoções deverão obedecer
aos critérios de antiguidade e merecimento.
" Para os fins previstos no parágrafo 2º do artigo 461 CLT , só é válido o quadro de pessoal
organizado em carreira , quando homologado pelo Ministério do Trabalho e Previdência Social." -
Enunciado nº 6 do TST.
O parágrafo 3º exige que , havendo quadro de carreira organizado seja assegurada promoção
alternada por antiguidade e por merecimento , dentro de cada categoria profissional , e o parágrafo
4º exclui da condição de paradigma o trabalhador readaptado por motivo de doença física ou mental
atestada por órgão da Previdência Social.
Como demonstramos acima , o princípio da igualdade salarial opera sob várias condições , as quais
resumimos:
- identidade de função - de fato e não meramente nominal;
- igualdade de valor do trabalho - igual produtividade e mesma perfeição técnica;
- diferença de tempo de serviço entre o equiparado e o paradigma não superior a dois anos - na
mesma empresa de ambos;
- trabalho na mesma localidade - mesmo domicílio;
- inexistência na empresa de pessoal organizado em quadro de carreira , que garanta acesso por
antiguidade ou merecimento.
Essas condições operam em conjunto , de maneira que a ausência de qualquer uma delas
descaracteriza o direito a isonomia salarial.
Dá-se a equiparação salarial quando um empregado alega em juízo realizar trabalho igual ao de
outro colega de empresa (paradigma) , entretanto mediante remuneração inferior , caracterizando-
se com isso , a odiosa discriminação. Esse fato ocorre principalmente em empresas estatais , onde a
ingerência política põe os laços partidários acima do profissionalismo.
Princípio da Isonomia - É importante esclarecer que a igualdade determinada pelo artigo 5
o
da
Constituição Federal refere-se à igualdade de todos perante a lei, pois, as igualdades física,
econômica e cultural são inexistentes.
Entretanto, certas vezes, em virtude da necessidade, é permitido ao Estado a prática de certas
discriminações, dando origem ao binômio finalidade / discriminação. Um exemplo claro, já
conhecido de todos é o concurso de ingresso para a polícia feminina, que só admite inscrições para as
mulheres. Esse concurso, contudo, não contraria o princípio da isonomia, pois sua finalidade é o
preenchimento de vagas na polícia feminina e, nesse caso a discriminação quanto ao sexo é condição
essencial para concorrer ao certame.
XXXI - Proibição de quaIquer discriminação no tocante a saIário e critério de admissão do
trabaIhador portador de deficiência;
XXXII - Proibição de distinção entre o trabaIho manuaI, técnico e inteIectuaI ou entre os
profissionais respectivos;
XXXIII - proibição de trabalho noturno, perigoso ou insalubre a menores de dezoito e de qualquer
trabalho a menores de dezesseis anos, salvo na condição de aprendiz, a partir de quatorze anos;"
XXXIV - IguaIdade de direitos entre o trabaIhador com víncuIo empregatício permanente e
o trabaIhador avuIso;
Comentário
O trabalhador avulso é definido pela portaria 3.107, de 7 de abril de 1971, do Ministério do
Trabalho nos seguintes termos: " Entende-se como trabalhador avulso, no âmbito geral da
Previdência Social, todo trabalhador sem vínculo empregatício que, sindicalizado ou não, tenha a
concessão de direitos de natureza trabalhista executada por intermédio da respectiva entidade de
classe".
Um exemplo de trabalhadores avulsos, são os estivadores, que trabalham nos portos, executando
serviços de carregamento e descarregamento de navios, conferência de mercadorias e outros serviços
semelhantes.
Esses trabalhadores são contratados pelas empresas de navegação por intermédio dos sindicatos,
que recrutam o pessoal, neles agrupados.
Após o término das tarefas, as empresas contratantes, colocam à disposição dos sindicatos o valor
total correspondente aos serviços executados. O sindicato efetua então, o pagamento dos
trabalhadores.
Os estivadores, não são considerados empregados das empresas de navegação, porque os serviços
prestados são eventuais e esporádicos e porque nada recebem delas diretamente. Por outro lado, não
são empregados do sindicato de classe, porque esta entidade não exerce atividade lucrativa e não
paga salário, funcionando como simples posto de recrutamento e seleção de pessoal.
Um outro exemplo de trabalhadores avulsos são os garçons. Muitos, trabalham no mesmo sistema,
contratando serviços por meio do sindicato.
§ único - São assegurados à categoria dos trabalhadores domésticos os direitos previstos nos incisos
IV, VI, VIII, XV, XVII, XVIII, XIX, XXI e XXIV bem como a sua integração à previdência social.
Comentário
A Constituição conforme o parágrafo único do inciso XXXIV, assegura aos trabalhadores
domésticos:
$> - 4alário !ínimo
>$ - $rredutibilidade de 4alário
>$$$ - 0P
o
4alário
D> - "epouso 4emanal "emunerado
D>$$ - ?;rias S 0LP8
D>$$$ - Licen-a !aternidade de 0@1 dias
D$D - Licen-a +aternidade se for dom;stico/
DD$ - Aviso +r;vio
DD$>- Aposentadoria8 al;m de se filiarem ao 4istema de +revid<ncia 4ocial/
ARTIGO 8º
É livre a associação profissional ou sindical, observado o seguinte:
I - a lei não poderá exigir autorização do Estado para a fundação de sindicato, ressalvado o registro
no órgão competente, vedadas ao Poder Público a interferência e a intervenção na organização
sindical;
II - é vedada a criação de mais de uma organização sindical, em qualquer grau, representativa de
categoria profissional ou econômica, na mesma base territorial, que será definida pelos
trabalhadores ou empregadores interessados, não podendo ser inferior à área de um Município;
III - ao sindicato cabe a defesa dos direitos e interesses coletivos ou individuais da categoria,
inclusive em questões judiciais ou administrativas;
IV - a assembléia geral fixará a contribuição que, em se tratando de categoria profissional, será
descontada em folha, para custeio do sistema confederativo da representação sindical respectiva,
independentemente da contribuição prevista em lei;
V - ninguém será obrigado a filiar-se ou a manter-se filiado a sindicato;
VI - é obrigatória a participação dos sindicatos nas negociações coletivas de trabalho;
VII - o aposentado filiado tem direito a votar e ser votado nas organizações sindicais;
VIII - é vedada a dispensa do empregado sindicalizado a partir do registro da candidatura a cargo
de direção ou representação sindical e, se eleito, ainda que suplente, até um ano após o final do
mandato, salvo se cometer falta grave nos termos da lei.
+ará*rafo 3nico/ As disposi-6es deste arti*o aplicam-se 5 or*ani7a-ão de sindicatos rurais e de
col:nias de pescadores8 atendidas as condi-6es que a lei estabelecer/
ARTIGO 9º
É assegurado o direito de greve, competindo aos trabalhadores decidir sobre a oportunidade de
exercê-lo e sobre os interesses que devam por meio dele defender.
§ 1º - A lei definirá os serviços ou atividades essenciais e disporá sobre o atendimento das
necessidades inadiáveis da comunidade.
§ 2º - Os abusos cometidos sujeitam os responsáveis às penas da lei.
ARTIGO 10º
É assegurada a participação dos trabalhadores e empregadores nos colegiados dos órgãos públicos
em que seus interesses profissionais ou previdenciários sejam objeto de discussão e deliberação.
ARTIGO 11º
Nas empresas de mais de duzentos empregados, é assegurada a eleição de um representante destes
com a finalidade exclusiva de promover-lhes o entendimento direto com os empregadores.
CapítuIo III
DA NACIONALIDADE
Introdução - Conceitos Básicos
• Nação - Agrupamento humano, em geraI numeroso, cujos membros fixados num
território, são Iigados por Iaços históricos, cuIturais, econômicos e Iingüísticos.
• Território NacionaI - Abrange o espaço aéreo, terrestre e marítimo.
O espaço terrestre é deIimitado peIas fronteiras terrestres demarcadas por rios,
Iagos, baias, goIfos, iIhas, etc., formando o território propriamente dito.
O mar territoriaI e o espaço aéreo brasiIeiro tem como Iimite 200 (duzentos) miIhas a
partir do continente.
O conceito de território é ampIo, pois deIe fazem parte os aviões civis e miIitares,
bem como navios de guerra ou mercantes, em quaIquer Iugar que se encontrem, ou em
território estrangeiro (aéreo ou marítimo).
• NacionaIidade - É a quaIidade de nacionaI, isto é, do indivíduo que por
nascimento ou naturaIização pertence a uma nação. A nacionaIidade impIica na
subordinação das pessoas às Leis internas de determinado país.
A nacionaIidade pode ser cIassificada em prim(ria ou ori)in(ria e secund(ria.
Primária - É aqueIa que o indivíduo adquire ao nascer.
Secundária - É aqueIa obtida voIuntariamente.
ExempIo:
EspanhoI naturaIizou-se brasiIeiro porque assim o quis.
A atribuição da nacionaIidade obedece a dois critérios básicos: o "9us san)uinis" e
o "9us solis".
"Jus sanguinis" - (origem sanguínea, fiIiação). Segundo este critério, será nacionaI,
todo aqueIe que descende de nacionais, não importando o IocaI do nascimento.
Por exempIo: FiIhos de pais ingIeses, são ingIeses.
"Jus soIis" (origem territoriaI, IocaI do nascimento) conforme este critério, todo
aqueIe nascido no território de um país, independente da nacionaIidade dos pais, será
nacionaI.
Por exempIo: FiIhos de pais itaIianos nascidos no BrasiI, são brasiIeiros.
Observação - A Constituição brasiIeira adotou o "9us solis" como regra, mas
também admite o "9us san)uinis".
• PopuIação: É o conjunto de habitantes de um pais, cidade ou região. Este
conceito engIoba os nacionais e os estrangeiros.
ExempIo: PopuIação de BrasíIia.
• Cidadão - É o nacionaI (brasiIeiro nato ou naturaIizado) no gozo de seus direitos
poIíticos e participante da vida do país.
BrasiIeiro NaturaIizado - É aqueIe que adquire a nacionaIidade brasiIeira
voIuntariamente, desde que satisfaça os requisitos constitucionais Iegais.
ARTIGO 12º
.ão brasileiros
I - natos:
a) os nascidos na RepúbIica Federativa do BrasiI, ainda que de pais estrangeiros, desde
que estes não estejam a serviço de seu país;
b) os nascidos no estrangeiro, de pai brasiIeiro ou mãe brasiIeira, desde que quaIquer
deIes esteja a serviço da RepúbIica Federativa do BrasiI;
c) os nascidos no estrangeiro, de pai brasiIeiro ou de mãe brasiIeira, desde que venham a
residir na RepúbIica Federativa do BrasiI e optem, em quaIquer tempo, peIa nacionaIidade
brasiIeira.
A exceção a regra do artigo 12º refere-se ao item a pois não serão considerados
brasiIeiros aqueIes que nascem no BrasiI e cujos pais são ambos estrangeiros. E que peIo
menos um deIes, esteja no território brasiIeiro a serviço de seu país.
Com reIação ao item b podemos observar que a Constituição adotou o "9us
san)uinis" com o critério funcionaI, ou seja, a necessidade de pai ou de mãe brasiIeiros,
natos ou naturaIizados, estarem a serviço do BrasiI. Tais serviços abrangem o serviço
dipIomático, consuIar, serviços púbIicos prestados a autarquias, sociedades de economia
mista e empresas púbIicas no exterior.
Observação: Houve extensão do critério "9us san)uinis", pois se um dos pais for
brasiIeiro e o fiIho vier a residir no BrasiI, mesmo tendo nascido no estrangeiro, será
considerado brasiIeiro. Exige-se apenas o registro em repartição competente (embaixada,
consuIado) ou a residência no BrasiI antes da maioridade.
II - naturaIizados:
a) os que, na forma da Lei, adquiram a nacionaIidade brasiIeira, exigida aos originários de
países de Iíngua portuguesa apenas residência por um ano ininterrupto e idoneidade
moraI;
b) os estrangeiros de quaIquer nacionaIidade, residentes na RepúbIica Federativa do
BrasiI há mais de quinze anos ininterruptos e sem condenação penaI, desde que
requeiram a nacionaIidade brasiIeira.
; >= Aos portu)ueses com residência permanente no pa3s1 se houver reciprocidade
em favor dos brasileiros1 serão atribu3dos os direitos inerentes ao brasileiro nato1 salvo
nos casos previstos nesta Constituição2
;<= A Dei não poder( estabelecer distinção entre brasileiros natos e naturali+ados1
salvo nos casos previstos pela Constituição2
; A= .ão privativos de brasileiro nato os car)os$
• de "residente e 'ice0"residente da Rep-blica2
• de "residente da C/mara dos ,eputados2
• de "residente do .enado Federal2
• de :inistro do .upremo Tribunal Federal2
• da carreira diplom(tica2
• de oficial das Forças Armadas4
• de :inistro de &stado da ,efesa
AIguns cargos a Constituição considerou privativo de brasiIeiros natos, peIa
importância de suas funções características, que se fossem desempenhadas por aIguém
naturaIizado, poderiam coIocar em risco os interesses do país.
Por esta razão, a Constituição BrasiIeira fixou dois sistemas com a finaIidade de
definir os cargos privativos de brasiIeiros natos: a Iinha sucessória (Presidente, Vice-
Presidente da RepúbIica) e a segurança nacionaI, pois as funções exercidas peIas forças
armadas e peIa dipIomacia, são estratégicas para os negócios e a defesa do Estado.
; E= .er( declarada a perda da nacionalidade do brasileiro 6ue$
I - Tiver canceIada sua naturaIização, por sentença judiciaI, em virtude de atividade
nociva ao interesse nacionaI;
II -Adquirir outra nacionaIidade, saIvo nos casos:
a) de reconhecimento de nacionaIidade originária peIa Lei estrangeira;
b) de imposição de naturaIização, peIa norma estrangeira, ao brasiIeiro residente em
Estado estrangeiro, como condição para permanência em seu território ou para o
exercício de direitos civis.
AtuaImente já se admite a dupIa nacionaIidade. Assim, o brasiIeiro que venha
adquirir outra por sua vontade não perderá a nacionaIidade brasiIeira.
ARTIGO 13º
A D3n)ua "ortu)uesa é o Idioma Oficial da Rep-blica Federativa do !rasil2
; >= .ão s3mbolos da Rep-blica Federativa do !rasil a !andeira1 o Vino1 as Armas e
o .elo nacionais4
; <= Os &stados1 o ,istrito Federal e os :unic3pios poderão ter s3mbolos pr8prios4
CAPÍTULO IV
DIREITOS POLÍTICOS
São direitos que discipIinam as formas de atuação da soberania popuIar, permitindo
aos cidadãos o exercício compIeto da Iiberdade de participação nos negócios poIíticos do
país, assegurando-Ihes o direito de eIeger seus governantes ou ocupar cargos poIíticos,
como também manifestar suas opiniões sobre o governo.
ARTIGO 14º
A soberania popular ser( e#ercida pelo sufr()io universal e pelo voto direto e
secreto1 com valor i)ual para todos1 e1 nos termos da Dei1 mediante$
I 0 plebiscito2
II 0 referendo2
III 0 iniciativa popular4
Sufrágio - É um direito que tem o cidadão de eIeger, ser eIeito e de participar da
organização e das atividades poIíticas, sociais, econômicas e administrativas do país.
O direito de sufrágio, é que permite que as pessoas eIejam Vereadores, Prefeitos,
Deputados, Senadores, Governadores e o Presidente da RepúbIica. É o aspecto principaI
dos direitos poIíticos. Consiste na capacidade de eIeger aIguém para um cargo púbIico
(eIegibiIidade) e o direito de votar (aIistabiIidade). O sufrágio é universaI porque é
extensivo a todos os cidadãos
Atenção - As paIavras sufrágio, voto e escrutínio, são muitas vezes utiIizadas como
sinônimo, entretanto possuem sentidos diferentes, conforme escIarece o professor José
Afonso da SiIva.
Voto - É o direito de exercer o sufrágio. É a maneira de expressar a vontade ou
opinião num processo decisório. É um dever sócio poIítico, pois todo cidadão tem o dever
de expressar sua vontade para a escoIha de seus governantes. O voto tem vaIor iguaI para
todos, pois todos tem o mesmo vaIor no processo eIeitoraI, independentemente de sexo,
cor, reIigião, idade, posição profissionaI ou sócio econômica.
Escrutínio - É a maneira como é reaIizada a votação (voto secreto, por acIamação,
etc).
PIebiscito - É uma votação prévia, submetendo uma resoIução de grande interesse
nacionaI à apreciação dos eIeitores, para que o resuItado desta, seja submetido à votação
peIo congresso nacionaI. Esta manifestação normaImente é de caráter nacionaI, onde o
povo de posse de seus direitos poIíticos optam peIo sim ou peIo não.
ExempIo: ReaIização de pIebiscito para consuItar a popuIação sobre mudanças de
Iimites de Municípios, Estados ou criação de novos.
O pIebiscito visa consuItar o povo antes que haja um ato já praticado peIo governo.
Referendo - Consiste em uma consuIta posterior a determinado ato praticado peIo
governo. O referendo é reaIizado para aprovar ou reafirmar uma Lei, uma Constituição,
povo concorda ou não com uma decisão ou proposta do pais, representada peIo seu
governo.
Iniciativa PopuIar - É um ato por intermédio do quaI os cidadãos (povo) propõem
uma Lei ou modificação de uma já existente.
AIistamento eIeitoraI é o procedimento que concede ao cidadão o direito de votar.
; >= O alistamento eleitoral e o voto são$
1 - obri)at8rios para os maiores de de+oito anos2
2 - facuItativos para:
a) os analfabetos2
b) os maiores de setenta anos2
c) os maiores de de+esseis e menores de de+oito anos4
; <= %ão podem alistar0se como eleitores os estran)eiros e1 durante o per3odo do
serviço militar obri)at8rio1 os conscritos4
Os miIitares conscritos (convocados para o serviço miIitar obrigatório) não podem
votar. Já os miIitares profissionais podem votar e serem votados sem quaIquer restrição.
; A=4 .ão condições de ele)ibilidade1 na forma da Dei$
I 0 a nacionalidade brasileira2
II 0 o pleno e#erc3cio dos direitos pol3ticos2
III 0 o alistamento eleitoral2
I' 0 o domic3lio eleitoral na circunscrição2
' 0 a filiação partid(ria2
'I 0a idade m3nima de $
a) trinta e cinco anos para Presidente e Vice-Presidente da RepúbIica e Senador;
b) trinta anos para Governador e Vice-Governador de Estado e do Distrito FederaI;
c) vinte e um anos para Deputado FederaI, Deputado EstaduaI ou DistritaI, Prefeito, Vice-
Prefeito e Juiz de Paz;
d) dezoito anos para Vereador.
; E= .ão inele)3veis os inalist(veis e os analfabetos4
; ?= O "residente da Rep-blica1 os overnadores de &stado e do ,istrito Federal1 os
"refeitos e 6uem os houver sucedido ou substitu3do no curso dos mandatos poderão ser
reeleitos para um -nico per3odo subse67ente4
; @= "ara concorrerem a outros car)os1 o "residente da Rep-blica1 os overnadores
de &stado e do ,istrito Federal e os "refeitos devem renunciar aos respectivos mandatos
até seis meses anteriores ao pleito4
; G= .ão inele)3veis1 no territ8rio de 9urisdição do titular1 o cHn9u)e e os parentes
consan)73neos ou afins1 até o se)undo )rau ou por adoção1 do "residente da Rep-blica1
de overnador de &stado ou Territ8rio1 do ,istrito Federal1 de "refeito ou de 6uem os
ha9a substitu3do dentro dos seis meses anteriores ao pleito1 salvo se 9( titular de mandato
eletivo e candidato J reeleição4
; B= O militar alist(vel é ele)3vel1 atendidas as se)uintes condições$
I - se contar menos de dez anos de serviço, deverá afastar-se da atividade;
II - se contar mais de dez anos de serviço, será agregado peIa autoridade superior e, se
eIeito, passará automaticamente, no ato da dipIomação, para a inatividade.
; C= Dei complementar estabelecer( outros casos de inele)ibilidade e os pra+os de
sua cessação1 a fim de prote)er a probidade administrativa1 a moralidade para o e#erc3cio
do mandato1 considerada a vida pre)ressa do candidato1 e a normalidade e le)itimidade
das eleições contra a influência do poder econHmico ou o abuso do e#erc3cio de função1
car)o ou empre)o na administração direta ou indireta4
; >F= O mandato eletivo poder( ser impu)nado ante a *ustiça &leitoral no pra+o de
6uin+e dias contados da diplomação1 instru3da a ação com provas de abuso do poder
econHmico1 corrupção ou fraude4
; >>= A ação de impu)nação de mandato tramitar( em se)redo de 9ustiça1
respondendo o autor1 na forma da Dei1 se temer(ria ou de manifesta m(0fé4
São ineIegíveis também, todos aqueIes sujeitos a condenação criminaI enquanto
durarem seus efeitos, canceIamento de naturaIização, decIaração de incapacidade
absoIuta e desonestidade quando atuando na administração.
ARTIGO 15º
É vedada a cassação de direitos poIíticos, cuja perda ou suspensão só se dará nos
casos de:
•cancelamento da naturali+ação por sentença transitada em 9ul)ado2
•incapacidade civil absoluta2
•condenação criminal transitada em 9ul)ado1 en6uanto durarem seus efeitos2
•recusa de cumprir obri)ação a todos imposta ou prestação alternativa1 nos termos do
art4 ?=1 'III2
•improbidade administrativa1 nos termos do art4 AG=1 ; E=4
ARTIGO 16º
A Lei que aItera o processo eIeitoraI só entrará em vigor um ano após sua
promuIgação;
ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA
Comentário
A palavra administração significa gerenciar (negócios públicos e particulares, dirigir, reger com
autoridade, governar). A administração pública pode ser definida como a atividade que o Estado
desenvolve para atender os interesses coletivos. É constituída por um conjunto de órgãos e de pessoas
jurídicas aos quais a Lei atribui o exercício da administração do Estado.
A administração pública compreende a administração direta e indireta
Administra-ão Direta - É aquela que se constitui dos serviços integrados na estrutura
administrativa da Presidência da República e dos Ministérios. São os órgãos propriamente ditos
como por exemplo o Ministério da Saúde e a Secretaria da Receita Federal.
Administra-ão $ndireta - É aquela em que órgãos públicos se valem de órgãos intermediários,
criados por Leis específicas, para a realização dos serviços estatais. Compreendem as seguintes
categorias dotadas de personalidade jurídica própria: autarquias, fundações públicas, empresas
públicas e sociedades de economia mista.
Pessoa física - É o sujeito considerado regularmente como o sujeito de direitos.
Pessoa 1urídica - Entidade jurídica resultante de um agrupamento humano, organizado, estável e
que tem por finalidade a utilidade pública ou privada, e é completamente distinta dos indivíduos que
a compõe, sendo capaz de exercer direitos e contrair obrigações. As pessoas jurídicas podem ser de
direito público ou de direito privado.
Pessoa 1urídica de Direito Público - A União, os Estados e os Municípios.
Pessoa 1urídica de Direito Privado - Sociedades civis, mercantis, fundações, etc. Exemplos:
Indústrias, estabelecimentos comerciais, fundações beneficentes particulares, etc.
Autarquia
Comentário
A palavra autarquia vem do grego auto que significa "por si só" e arche "governo".
Autarquia - É uma entidade com personalidade jurídica e finalidade pública, autônoma e
desmembrada da administração, sujeita a fiscalização e tutela do Estado, com patrimônio e receita
própria cujo fim é executar serviços administrativos do Estado ou necessários a coletividade. As
autarquias se auto - administram mediante dirigentes nomeados pelo próprio Estado, e só podem ser
criadas por Lei, jamais por decreto ou resolução.
Exemplos de Autarquias: INSS, Caixa Econômica Federal e Banco Central.
Fundação (entidade fundacional) - É uma entidade autônoma, dotada de personalidade jurídica,
constituída por um complexo de bens, e destinada a fins de utilidade pública ou de beneficência. O
caráter da fundação é eminentemente patrimonial.
Patrimônio - É um conjunto de bens, materiais ou não, direitos, ações, posse. E tudo o mais que
pertença a uma pessoa ou empresa.
Existem Fundações de Direito Público e de Direito Privado.
As Fundações de Direito Público são aquelas criadas pelo Estado por Lei.
As de Direito Privado são criadas através de escritura pública ou por testamento.
Exemplo de Fundações Públicas: FUNAI (Fundação Nacional do Indio) - FEBEM (Fundação
Estadual do Bem Estar do Menor).
Comentário
Empresa Pública
A administração pública é responsável somente por aquelas atividades fundamentais para a vida em
sociedade, que os particulares isoladamente não conseguem levar a efeito.
A iniciativa particular nem sempre consegue reunir meios suficientes para realizar certos
empreendimentos ou por outro lado, pode não existir interesse de sua parte em realizá-los
Além disso, existem determinadas atividades que fazem parte de objetivos que envolvem a própria
segurança do país.
Nestes casos, o Estado intervêm criando empresas públicas destinadas a tais funções.
A empresa pública é uma entidade de personalidade jurídica de direito privado, criado por Lei para
exploração de atividade econômica, que o governo seja obrigado a exercer por força de contingência
ou interesse administrativo, possuindo patrimônio próprio e capital exclusivo da União.
Há empresas públicas, em que a União participa com a maioria do capital, mas admite no capital da
empresa outras pessoas jurídicas de direito público interno e Estados, Distrito Federal e Municípios.
A instituição de empresas públicas e disciplinada no artigo 37º incisos XIX, XX da Constituição
Federal.
Comentário
Sociedade de Economia Mista
São empresas onde existe colaboração entre o Estado e particulares, ambos reunindo recursos para
a realização de uma finalidade sempre de ordem econômica.
A razão de ser das sociedades de economia mista, é que nem sempre o Estado dispõe de recursos
suficientes para investir em determinado empreendimento, que de maneira direta ou indireta, visa o
interesse da sociedade.
O Estado então, associa a particulares objetivando a atender essas necessidades sociais, e os
particulares visando alcançar os objetivos pretendidos motivados pelo lucro.
A Sociedade de Economia Mista será sempre uma Sociedade Anônima (S.A.), sendo portanto pessoa
jurídica de direito privado.
Exemplo de Sociedade de Economia Mista: Banco do Brasil.
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ARTIO AG=
A administração púbIica direta e indireta de quaIquer dos Poderes da União, dos Estados,
do Distrito FederaI e dos Municípios obedecerá aos princípios de IegaIidade,
impessoaIidade, moraIidade, pubIicidade e eficiência e, também, ao seguinte:"KRedação
dada pela &menda Constitucional n= >C1 de >CCBL
Comentário
"rinc3pio da &ficiência 0 A Emenda ConstitucionaI de nº19/98 denominada de "Reforma
Administrativa" tornou expresso mais um princípio a ser observado peIa administração
púbIica que é o "princípio da eficiência", o quaI pode ser entendido como o dever de boa
administração.
A introdução do princípio da eficiência na Emenda ConstitucionaI 19/98 (Reforma
Administrativa), tem por objetivo tornar a administração púbIica mais eficaz
proporcionando agiIizar um meIhor atendimento ao cidadão, com uma escaIada cada vez
maior, no processo de desburocratização
"rinc3pio da De)alidade 0 Este princípio, já apresentado no artigo 5º, inciso II, "ninguém
será obrigado a fazer ou deixar de fazer aIguma coisa senão em virtude da Lei", apIica-se
a administração púbIica de forma rigorosa e especiaI para o administrador, pois tudo
deve ser reaIizado de acordo com Lei, sob pena de praticar um ato que vioIe a norma
jurídica. Portanto na administração púbIica só se pode fazer o que a Lei determina ou
autoriza.
"rinc3pio da Impessoalidade 0 É um desdobramento do princípio da isonomia (artigo 5º -
caput)
O princípio da impessoaIidade visa a garantir a neutraIidade da administração,
proporcionando aos administradores, tratamento que afaste quaIquer espécie de
discriminação ou favorecimento, pois quaIquer ato deve ser de interesse púbIico e nos
estritos termos da Lei, caso contrário estará sujeito a invaIidação por desvio de
finaIidade, por meio da ação popuIar.
O concurso para ingresso no serviço púbIico, é um exempIo da apIicação prática deste
princípio, pois a administração é neutra, não havendo quaIquer tipo de discriminação ou
favorecimento em benefício de aIguém.
"rinc3pio da :oralidade ou da "robidade Administrativa0 Não se refere a moraI comum
como a concebemos, mas a um conjunto de regras éticas que norteiam a Administração
PúbIica.
Este princípio exige que haja vaIidade entre os meios empregados e os fins a atingir.
"or e#emplo$ O Estado deseja meIhorar a segurança púbIica e os serviços de saúde.
Para aIcançar seus objetivos, eIeva os impostos para conseguir verbas com o objetivo de
comprar viaturas para a poIícia e aumentar o número de investigadores e poIiciais
miIitares, bem como contratar médicos, e abrir novos postos de saúde.
Se a popuIação receber tais benefícios com o aumento de impostos, a administração
estará satisfazendo o princípio da moraIidade.
"rinc3pio da "ublicidade 0 É a divuIgação de atos (Leis, Decretos, contratos
administrativos, etc.), para o conhecimento púbIico em geraI e início da produção de seus
efeitos.
A pubIicidade se faz nos diários oficiais da União, do Estado e do Município conforme a
competência ou por meio de editais afixados em Iugares próprios para a divuIgação dos
referidos atos, para que a coIetividade em geraI, deIes tome conhecimento.
Estes atos exigem pubIicidade para adquirirem vaIidade universaI, isto é perante as
partes, terceiros e ao povo em geraI, proporcionando ainda aos administradores o
conhecimento dos atos praticados peIa administração.
I - os cargos, empregos e funções púbIicas são acessíveis aos brasiIeiros que
preencham os requisitos estabeIecidos em Iei, assim como aos estrangeiros, na forma da
Iei;" KRedação dada pela &menda Constitucional n= >C1 de >CCBL
Comentário
A reforma administrativa tornou possíveI a um estrangeiro tornar-se funcionário púbIico,
com o objetivo de atrair pesquisadores, técnicos especiaIizados e professores, que
possam contribuir para com o desenvoIvimento tecnoIógico do BrasiI.
Cargos como contínuo, coIetores de Iixo, datiIógrafos, também poderão ser ocupados por
estrangeiros, pois o texto constitucionaI não impõe Iimitações quanto a especificidade
dos cargos.
A Lei que discipIinará o ingresso de estrangeiros na administração púbIica, ainda não foi
promuIgada.
II - a investidura em cargo ou emprego púbIico depende de aprovação prévia em
concurso púbIico de provas ou de provas e títuIos, de acordo com a natureza e a
compIexidade do cargo ou emprego, na forma prevista em Iei, ressaIvadas as nomeações
para cargo em comissão decIarado em Iei de Iivre nomeação e exoneração;" KRedação
dada pela &menda Constitucional n= >C1 de >CCBL
Comentário
Este inciso extinguiu as formas de provimento derivado verticaI, como a ascensão, o
acesso e a promoção, mantendo apenas os provimentos derivados horizontais
(transferência, readaptação e remoção) por reingresso (reversão, aproveitamento,
reintegração e recondução).
Veja que, por eIe, quaIquer troca de cargo ou emprego púbIico depende de aprovação
prévia em concurso púbIico.
A Emenda à Constituição 19/98 abriu as portas, perigosamente, a reaIização de
concursos púbIicos simpIificados, variáveis com a "nature+a e a comple#idade do car)o
ou empre)o".
No caso das paraestatais, o concurso púbIico tem o significado de processo seIetivo, na
forma dos respectivos reguIamentos internos, sendo necessário que haja, porém, e
necessariamente, competição e iguaIdade.
Ainda sobre esse inciso, na parte finaI, o STF juIgou que criação de cargos em comissão
em moIdes artificiais e não condizentes com a praxe configura inaceitáveI esvaziamento
da exigência constitucionaI do concurso pubIico.
Por este inciso, estão inconstitucionais:
•as transposições, sob quaIquer fundamento;
•as diferenciações com base em idade e sexo, por ferir o art. 7º, XXX.
A não ser que o órgão que esteja reaIizando o concurso púbIico demonstre que as
funções do cargos excIuem determinadas faixas de idade.
Os concursos internos são constitucionais, desde que apenas se prestem a eIevação de
servidor na carreira, por promoção ou acesso, conforme a Iei.
III o prazo de vaIidade do Concurso PúbIico será de até dois anos, prorrogáveI uma
vez, por iguaI período;
Comentário
A Administração pode fixar quaIquer prazo iniciaI para o concurso púbIico, até dois anos,
contados, da abertura do certame, segundo Diógenes Gasparini.
Se o EditaI nada disser sobre o prazo, presume-se que é fixado peIo teto.
A renovação única deverá ser no máximo peIo prazo iniciaImente determinado:
Se um ano, por outro;
Se dois meses, por outros dois meses.
IV - durante o prazo improrrogáveI previsto no editaI de convocação, aqueIe
aprovado em Concurso PúbIico de provas ou de provas e títuIos será convocado com
prioridade sobre novos concursados, para assumir cargo ou emprego, na carreira.
Coment(rio
O Concurso PúbIico é o único meio para aIguém ingressar no serviço púbIico. A nova
Constituição impõe a necessidade do Concurso PúbIico para todos aqueIes que desejam
ingressar nos quadros púbIicos de pessoaI, excetuada a nomeação para cargos
decIarados em Lei, de provimento em comissão, que peIa sua natureza, inviabiIizariam a
reaIização do certame
O concurso deve ser púbIico, extensivo a todos aqueIes que preencham os requisitos
dispostos na Lei e no correspondente editaI, ao quaI se impõe ampIa pubIicidade, sendo
vedado, pois, o denominado concurso interno restritos aos que já são servidores
púbIicos.
Diz-nos, ainda, o texto constitucionaI que o concurso deve ser de provas ou de provas e
títuIos. A pontuação atribuída aos títuIos não deve superar a conferida as provas, a fim de
que a aprovação seja decidida peIa competição das provas e os títuIos computados
apenas para cIassificação.
Nesta modaIidade, os candidatos deverão apresentar seus títuIos (doutor, mestre,
especiaIista), Iivros pubIicados, teses defendidas, aprovação em outros Concursos
PúbIicos, etc.
%omeação 0 É o ato formaI peIo quaI o poder púbIico atribui um cargo a pessoa estranha
a seus quadros de pessoaI.
&#oneração 0 É a dispensa de um funcionário púbIico não estáveI (nomeado), deIiberado
a juízo excIusivo da autoridade competente.
Comissão 0 Preenchimento de cargo ou função em caráter temporário, através de
nomeação, por um funcionário pertencente a administração púbIica, com a finaIidade de
prestigiar os quadros púbIicos de pessoaI.
Observação$ Tanto a nomeação quanto a exoneração dos ocupantes dos cargos são
Iivres, não havendo portanto estabiIidade.
Não é proibida a abertura de novos concursos dentro do prazo de vaIidade de outros,
mesmo que ainda haja candidato aprovado. A constituição apenas proíbe que os
aprovados no novo certame sejam convocados antes dos habiIitados peIo anterior,
durante o prazo de vaIidade daqueIe.
O inciso IV assegura o direito de convocação (direito de não ser preterido) aos aprovados
no Concurso PúbIico, durante o prazo estabeIecido no editaI de convocação, que é
improrrogáveI, podendo ser diIatado apenas uma única vez.
Tais prazos são distintos, sendo que no primeiro período de vaIidade não pode ser
reaIizado outro concurso. No segundo período de vaIidade (prorrogação) e daí para a
frente, a administração poderá reaIizar novo concurso, mas estará obrigada a respeitar a
prioridade dos concursados aprovados no concurso anterior, para somente depois
admitir os aprovados no novo concurso.
V - as funções de confiança, exercidas excIusivamente por servidores ocupantes de
cargo efetivo, e os cargos em comissão, a serem preenchidos por servidores de carreira
nos casos, condições e percentuais mínimos previstos em Iei, destinam-se apenas às
atribuições de direção, chefia e assessoramento;"
KRedação dada pela &menda Constitucional n= >C1 de >CCBL
Comentário
A redação da EC-19/98 veio eIiminar o aconseIhamento contido na redação originaI da
Constituição, onde se dizia que os cargos em comissão e as funções de confiança seriam
exercidos, "preferenciaImente", por servidores de carreira, previsão essa que
reconhecemos inócua nas edições anteriores a este materiaI. A nova redação dada peIa
Emenda citada, tecnicamente superior à anterior, estabeIece que as funções de confiança
são excIusivas de servidores de carreira; em outra passagem, separando os tipos que
não deveriam estar juntos, prevê que os cargos de provimento em comissão destinam-se
apenas às atribuições de direção, chefia e assessoramento, no que anda bem, já que o
Supremo TribunaI FederaI vem decidindo, e a partir deIe outros Tribunais, que não é
quaIquer cargo que pode ser provido em comissão, mesmo que assim esteja previsto em
Iei, sendo que somente se admite essa forma de provimento para cargos com
determinadas atribuições, as quais são, em síntese, as contidas na nova redação deste
dispositivo. Ainda, é determinado que os cargos em comissão serão ocupados por um
mínimo de servidores de carreira, percentuaI esse que deverá ser fixado em Iei. As vagas
restantes são de provimento Iivre.
VI - é garantido ao servidor púbIico civiI o direito à Iivre associação sindicaI;
Comentário
Mas não ao servidor púbIico miIitar, segundo o art. 42, § 5º.
VII - o direito de greve será exercido nos termos e nos Iimites definidos em Iei
específica;" KRedação dada pela &menda Constitucional n= >C1 de >CCBL
Comentário
Tem-se aqui norma de eficácia Iimitada, segundo resuItou do juIgamento, peIo STF, do
mandato de injunção nº 20. Segundo o entendimento do STF, somente após o advento
dessa Iei compIementar será Iícito ao servidor fazer greve, mas o STJ, juIgando o MS
2.677, afirmou o contrário, reconhecendo o direito à greve sem que se exija a Iei
compIementar referida, cuja ausência será suprida peIos princípios jurídicos e peIa
IegisIação que discipIinar a matéria.
Com o advento da Emenda à Constituição 19, esse assunto deixa de ser objeto de Iei
compIementar, passando a poder ser cuidado por Iei ordinária específica. A sua condição
de eficácia, contudo, permanece a mesma.
Desse choque de orientações jurisprudências prevaIece a do Supremo TribunaI FederaI,
guardião da Constituição que é, nos termos do art. 102, caput.
VIII - a Lei reservará percentuaI dos cargos e empregos púbIicos para as pessoas de
deficiência e definirá os critérios de sua admissão.
Comentário
São poucas as funções de confiança e cargos em comissão exercidas excIusivamente
por servidores púbIicos efetivados no cargo. Tais funções destinam-se a atribuições de
direção, chefia e assessoramento.
O inciso VI e o VII representam importantes inovações no pIano constitucionaI.
O inciso VI confere a todo servidor púbIico, o direito a sindicaIização, do quaI não gozava
anteriormente.
O inciso VII por sua vez, estende ao servidor púbIico o direito de greve, desde que, na
forma da Lei, fiquem preservados as atividades essenciais.
O inciso VIII trata de outra novidade constitucionaI, que visa a assegurar o ingresso do
deficiente físico no funcionaIismo púbIico, reservando para estes cargos compatíveis as
suas deficiências e aptidões profissionais.
A necessidade de Lei para assegurar ao deficiente acesso ao serviço púbIico, parece a
primeira vista dispensáveI. Isto porque, recusar a admissão de deficientes em cargos,
funções ou empregos púbIicos, desde que reunam condições para exercê-Ios, seria
incorrer em discriminação afrontosa a própria Lei Magna (artigo 5º "caput") dos direitos e
garantias fundamentais, já mencionados diversas vezes em nosso estudo.
O estatuto do servidor púbIico civiI, Lei 8112/90 determina que sejam reservadas 20% das
vagas aos deficientes.
IX - a Lei estabeIecerá os casos de contratação por tempo determinado por
necessidade temporária de excepcionaI interesse púbIico.
Comentário
Deverão ser atendidos, nesses casos, os princípios da razoabiIidade e da moraIidade. O
contratado sob este fundamento não é beneficiado nem pode reivindicar quaIquer direito
à permanência no serviço púbIico, sendo impositivo, para isso, a submissão ao concurso
púbIico de provas ou provas e títuIos.
Há períodos no serviço púbIico que o voIume de tarefas a serem reaIizadas, torna-se
desproporcionaI em reIação ao número de funcionários púbIicos. É quando a
administração adota como soIução temporária, a contratação de profissionais
objetivando a atender o interesse púbIico;
Estes funcionários contratados obedecerão ao regime da C.L.T. (ConsoIidação das Leis
TrabaIhistas), e portanto sem direito a estabiIidade.
X - a remuneração dos servidores púbIicos e o subsídio de que trata o § 4º do art. 39
somente poderão ser fixados ou aIterados por Iei específica, observada a iniciativa
privativa em cada caso, assegurada revisão geraI anuaI, sempre na mesma data e sem
distinção de índices;" KRedação dada pela &menda Constitucional n= >C1 de >CCBL
Comentário
A remuneração dos servidores púbIicos e o subsídio de que trata o § 4º do artigo 39
(consuItar), somente poderão ser aIteradas ou fixadas mediante Lei específica, Ievando-
se em consideração as remunerações respectivas devidas aos Ministros de Estado,
Secretários Estaduais e Municipais.
Sendo ainda assegurada revisão geraI sempre na mesma data e sem diferenças de
índices.
.ubs3dio 0 É uma ajuda financeira concedida peIos governos FederaI, EstaduaI e
MunicipaI, destinada a remunerar o Presidente, Vice-Presidente da RepúbIica, Ministros e
os membros que integram o Poder LegisIativo: Senadores, Deputados Federais,
Deputados Estaduais e Vereadores.
O subsídio é dividido em duas partes: uma fixa que se paga mensaImente no decurso do
ano e outra variáveI correspondente ao comparecimento nas sessões.
Esta remuneração por sessão é designada como céduIa, mais conhecida como "jeton". É
uma bonificação de presença não recebendo-a os deputados e senadores que não
comparecem as chamadas.
O subsídio difere da ajuda de custo e das contribuições devida peIa presença nas
sessões. A ajuda de custo visa o ressarcimento dos gastos com transporte e instaIação.
XI - a remuneração e o subsídio dos ocupantes de cargos, funções e empregos
púbIicos da administração direta, autárquica e fundacionaI, dos membros de quaIquer dos
Poderes da União, dos Estados, do Distrito FederaI e dos Municípios, dos detentores de
mandato eIetivo e dos demais agentes poIíticos e os proventos, pensões ou outra espécie
remuneratória, percebidos cumuIativamente ou não, incIuídas as vantagens pessoais ou
de quaIquer outra natureza, não poderão exceder o subsídio mensaI, em espécie, dos
Ministros do Supremo TribunaI FederaI, apIicando-se como Ii-mite, nos Municípios, o
subsídio do Prefeito, e nos Estados e no Distrito FederaI, o subsídio mensaI do
Governador no âmbito do Poder Executivo, o subsídio dos Deputados Estaduais e
Distritais no âmbito do Poder LegisIativo e o sub-sídio dos Desembargadores do TribunaI
de Justiça, Iimitado a noventa inteiros e vinte e cinco centésimos por cento do subsídio
mensaI, em espécie, dos Ministros do Supremo Tri-bunaI FederaI, no âmbito do Poder
Judiciário, apIicáveI este Iimite aos membros do Ministério PúbIico, aos Procuradores e
aos Defensores PúbIicos; KRedação dada pela &menda Constitucional n= E>1 >C4><4<FFAL
Comentário
Cumpre-se ressaItar que o direito adquirido será preservado, mesmo porque se constitui
em cIáusuIa pétrea da Constituição FederaI, não podendo portanto ser aIterada por
emendas constitucionais.
Consequentemente, quem tiver vencimentos superiores aos dos Ministros do Supremo
TribunaI FederaI continuará a recebê-Ios, pois a Lei não tem efeito retroativo,
especiaImente no que se refere a esse direito. O Supremo TribunaI FederaI decidiu que a
norma do artigo 29 da emenda constitucionaI nº 19/1998 não é auto-apIicáveI, decIarando
que esta regra será ampIamente discutida, depois que for editada Lei peIo Congresso
NacionaI, que deverá resuItar de projeto de iniciativa conjunta do Presidente da
RepúbIica, do Presidente da Câmara dos Deputados, do Presidente do Senado e do
Presidente do Supremo TribunaI FederaI.
'encimentos 0 Este termo é utiIizado na prática como sinônimo de remuneração.
"rovento 0 Rendimento4
XII - os vencimentos dos cargos do Poder LegisIativo e do Poder Judiciário não
poderão ser superiores aos pagos peIo Poder Executivo.
Comentário
Através desse inciso verificamos que a atuaI Constituição garante que os funcionários
púbIicos de todos os poderes (executivo, LegisIativo, Judiciário) que exercerem
atividades semeIhantes terão vencimentos equiparados.
Esses vencimentos não poderão ser superiores aos pagos peIo poder executivo.
&#emplo$
Um faxineiro do poder IegisIativo, não poderá ganhar mais que o faxineiro do poder
executivo
XIII - é vedada a vincuIação ou equiparação de quaisquer espécies remuneratórias
para o efeito de remuneração de pessoaI do serviço púbIico;"
KRedação dada pela &menda Constitucional n= >C1 de >CCBL
Comentário
A Constituição atuaI proíbe a vincuIação de vencimentos (remuneração) entre categorias
de funcionários, o que era permitido peIa Constituição anterior. Por exempIo: EstabeIecia-
se que os fiscais ganhariam 50% do que recebiam os Secretários de Estado. Então,
quando estes úItimos recebiam aumento, os primeiros automaticamente eram
aumentados.
AtuaImente a Constituição proíbe este tipo de vincuIação reIativa aos vencimentos, bem
como a equiparação.
XIV - os acréscimos pecuniários percebidos por servidor púbIico não serão
computados nem acumuIados para fins de concessão de acréscimos uIteriores;"
KRedação dada pela &menda Constitucional n= >C1 de >CCBL
Comentário
Os acréscimos pecuniários ao padrão de vencimentos dos servidores púbIicos são
admitidos peIa Constituição, que proíbe porém, seu cômputo ou acumuIação para fins de
acréscimos uIteriores. É a proibição do chamado "repique" que consiste na incidência de
adicionais sobre adicionais.
VaIe dizer que só podem ser recebidos singeIamente sem acumuIações de quaIquer
natureza, isto é, não se somam ao vencimento para constituição da base sobre a quaI
eIes mesmos incidiram.
Como era
Pm servidor p-blico cu9o vencimento fosse de Rc ?FF1FF e recebesse três 6uin67ênios1
sendo cada um dos adicionais e6uivalente a ?O do sal(rio1 receberia2
>
o
6uin67ênio
Rc ?FF1FF [ <?1FF K ?O sobre o sal(rio base 6ue é Rc ?FF1FF L Z Rc ?<?1FF
<
o
6uin67ênio
Rc ?<?1FF [ <@1<? K ?O sobre a nova base 6ue a)ora é Rc ?<?1FF L Z Rc ??>1<?
A
o
6uin67ênio
Rc ??>1<? [ <G1?@ K ?O sobre a nova base 6ue a)ora é Rc ??>1<? L Z Rc ?GB1B>
Como é a)ora
>
o
6uin67ênio
Rc ?FF1FF [ <?1FF K ?O sobre o sal(rio base de Rc ?FF1FF L Z Rc ?<?1FF
<
o
6uin67ênio
Rc ?<?1FF [ <?1FF K ?O sobre o sal(rio base de Rc ?FF1FF L Z Rc ??F1FF
A
o
6uin67ênio
Rc ??F1FF [ <?1FF K ?O sobre o sal(rio base de Rc ?FF1FF L Z Rc ?G?1FF
XV - o subsídio e os vencimentos dos ocupantes de cargos e empregos púbIicos são
irredutíveis, ressaIvado o disposto nos incisos XI e XIV deste artigo e nos arts. 39, § 4º,
150, II, 153, III, e 153, § 2º, I;"
KRedação dada pela &menda Constitucional n= >C1 de >CCBL
Comentário
A expressão observado em quaIquer caso o disposto no inciso XI, quer dizer que, a soma
do "saIário" dos dois cargos púbIicos não poderá exceder "o subsídio mensaI em
espécie, dos Ministros do Supremo TribunaI FederaI".
"XVI - é vedada a acumuIação remunerada de cargos púbIicos, exceto, quando
houver compatibiIidade de horários, observado em quaIquer caso o disposto no inciso XI.
KRedação dada pela &menda Constitucional n= >C1 de >CCBL
aL a de dois car)os de professor2
bL a de um car)o de professor com outro técnico ou cient3fico2
cL a de dois car)os privativos de médico25
Comentário
Conforme o dispositivo, um professor pode Iecionar em duas escoIas púbIicas. Assim,
se foi aprovado em dois concursos púbIicos, um da rede municipaI de ensino e outro da
rede estaduaI, poderá acumuIar dois cargos, Iecionando numa escoIa municipaI e
também numa escoIa estaduaI. Poderá também Iecionar em duas escoIas municipais ou
em duas escoIas estaduais ou federais.
Um técnico ou cientista pode acumuIar dois cargos púbIicos remunerados, desde que o
outro seja o de professor. É o caso, por exempIo, de um pesquisador da Fapesp
( Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São PauIo ) que Iecione numa
Universidade EstaduaI ou FederaI.
O médico poderá ocupar também dois cargos privativos de médico. Isto significa que eIe
poderá exercer, por exempIo, suas atividades em dois hospitais púbIicos; um estaduaI e
outro municipaI ou federaI. O que a Constituição não permite é que eIe ocupe dois cargos
púbIicos, sendo um deIes diferente do cargo de médico, como por exempIo, ser médico
de um hospitaI estaduaI e chefe de serviço de contas a pagar da prefeitura de sua cidade.

O!.$ Car)os "rivativos 0 São cargos que só podem ser ocupados por pessoas que
tenham dipIoma e habiIitação para o exercício de determinada profissão. Portanto, o
cargo privativo de médico é aqueIe que só pode ser ocupado por aIguém que seja
dipIomado e habiIitado para o exercício da medicina.
XVII - a proibição de acumuIar estende-se a empregos e funções e abrange autarquias,
fundações, empresas púbIicas, sociedades de economia mista, suas subsidiárias, e
sociedades controIadas, direta ou indiretamente, peIo poder púbIico; KRedação dada pela
&menda Constitucional n= >C1 de >CCBL
Comentário
Inciso que aIarga a expressivamente a regra da inacumuIabiIidade, para abranger também
a administração indireta.
A nova redação deste dispositivo, imposta peIa Emenda à Constituição nº 19/98, veio
aIargar ainda mais o âmbito da inacumuIabiIidade, para incIuir nas regras também cargos
nas subsidiárias de entidades da administração indireta e as sociedades controIadas,
direta ou indiretamente, peIo Poder PúbIico.
XVIII - a administração fazendária e seus serviços fiscais terão, dentro de suas áreas
de competência e jurisdição, precedência sobre os demais setores administrativos, na
forma da Lei; a Constituição assegura à Fazenda PúbIica e seus fiscais, prioridade sobre
quaIquer outro setor da administração, significando que poderão ter acesso a todo tipo
de informação, mesmo aqueIa que deveria ser comunicada a outra repartição púbIica.
Assim, os servidores púbIicos responsáveis peIa fiscaIização, devem ter acesso a tudo
que se refere ao dinheiro púbIico, para verificar se os tributos estão sendo pagos ou não
ou adotar medidas judiciais para cobrança de tributos não recoIhidos.
Comentário
Inciso que assegura priviIégio interno, administrativo, aos servidores da Fazenda e aos
demais que exerçam atividades a eIa Iigadas.
XIX - somente por Iei específica poderá ser criada autarquia e autorizada a instituição
de empresa púbIica, de sociedade de economia mista e de fundação, cabendo à Iei
compIementar, neste úItimo caso, definir as áreas de sua atuação;"
KRedação dada pela &menda Constitucional n= >C1 de >CCBL
Comentário
Somente por Lei específica poderá ser criada Autarquia e autorizada a instituição de
Empresa PúbIica, de Sociedade de Economia Mista e de Fundação, cabendo à Lei
CompIementar, neste úItimo caso, definir as áreas de sua atuação. A reforma
administrativa estabeIeceu que as autarquias somente poderão ser criadas por meio de
Lei específica, isto é, especiaI.
Para a criação de Empresa PúbIica, de Sociedade de Economia Mista e de Fundação, há
necessidade também de Lei específica, autorizando o governo a criá-Ias, o que se dará
naturaImente por Decreto.
FinaImente, a área de atuação de uma Fundação PúbIica deverá ser definida em Lei
CompIementar.
Dei Complementar 0 Lei eIaborada peIo Presidente da RepúbIica, por comissão do
Congresso NacionaI, ou de quaIquer de suas casas.
Decreto - determinação escrita, emanada do chefe do Estado, ou de outra autoridade
superior.
XX - depende de autorização IegisIativa, em cada caso, a criação de subsidiárias das
entidades mencionadas no inciso anterior, assim como a participação de quaIquer deIas
em empresa privada;
Comentário
A primeira concIusão que se impõe é a de que, para criar subsidiárias das entidades
mencionadas no inciso anterior, não se poderá usar Iei. Se isso fosse possíveI, a redação
seria tão cIara quanto é a do inciso anterior, onde se faIa de "Iei". Mas não. Aqui, o que se
exige, é uma autorização IegisIativa, que, por ser autorização, pressupõe um pedido, e
que será uma manifestação do LegisIativo diferente de Iei, assumindo a forma de decreto
IegisIativo.
XXI - ressaIvados os casos especificados na IegisIação, as obras, serviços, compras
e aIienações serão contratados mediante processo de Iicitação púbIica que assegure
iguaIdade de condições a todos os concorrentes, com cIáusuIas que estabeIeçam
obrigações de pagamento, mantidas as condições efetivas da proposta, nos termos da
Lei, o quaI somente permitirá as exigências de quaIificação técnica e econômica
indispensáveis à garantia do cumprimento das obrigações.
Comentário
A contratação de empresas peIa administração púbIica para a construção de obras,
serviços, compras e aIienações é reaIizada mediante processo de Iicitação púbIica
(concorrência púbIica).
O processo de Iicitação é democrático, pois assegura a todos os concorrentes
iguaIdades de condições para obtenção do contrato. Por outro Iado, esta forma de
seIeção possibiIita a administração púbIica contratar a empresa que oferecer o meIhor
serviço peIo menor preço.
; >= 0 A publicidade dos atos1 pro)ramas1 obras1 serviços e campanhas dos 8r)ãos
p-blicos dever( ter car(ter educativo1 informativo ou de orientação social1 dela não
podendo constar nomes1 s3mbolos ou ima)ens1 6ue caracteri+em promoção pessoal de
autoridades ou servidores p-blicos4
Comentário
Expressão da impessoaIidade administrativa. QuaIquer sinaI indicativo, frase, paIavra ou
o que quer que seja, que Ieve à identificação da pessoa que exerça atividade púbIica é
inconstitucionaI. Note que nada se faIa quanto à possibiIidade de identificação de
entidade, como partido poIítico, por exempIo, que, por isso, poderá ser feita, a princípio.
; <= 0 A não0observ/ncia do disposto nos incisos II e III implicar( a nulidade do ato e
a punição de autoridade respons(vel1 nos termos da Dei4
Comentário
O que se pune aqui é a inobservância dos princípios referentes ao concurso púbIico. A
nuIidade do ato não está condicionada a um determinado tempo, peIo que poderá ser
reconhecida e decIarada a quaIquer momento.
; A= A lei disciplinar( as formas de participação do usu(rio na administração p-blica
direta e indireta1 re)ulando especialmente$
KRedação dada pela &menda Constitucional n= >C1 de >CCBL
I 0 as reclamações relativas J prestação dos serviços p-blicos em )eral1 asse)uradas
a manutenção de serviços de atendimento ao usu(rio e a avaliação peri8dica1 e#terna e
interna1 da 6ualidade dos serviços2
II 0 o acesso dos usu(rios a re)istros administrativos e a informações sobre atos de
)overno1 observado o disposto no art4 ?=1 ] e ]]]III2
III 0 a disciplina da representação contra o e#erc3cio ne)li)ente ou abusivo de car)o1
empre)o ou função na administração p-blica45
Comentário
Usuário é cada um daqueIes que usam ou desfrutam aIguma coisa coIetiva, Iigada a um
serviço púbIico ou particuIar, exercendo seu direito de uso.
A participação do cidadão na administração púbIica, será prevista na Lei que
reguIamentará seu acesso aos registros administrativos, bem como as informações
sobre atos do governo, observado o disposto no artigo 5º, inciso X e XXXIII, incIuindo a
representação contra o servidor que abusar do cargo que ocupa ou for negIigente para
com seus deveres.
A Lei, preverá também o encaminhamento de recIamações reIativos a prestação de
serviços púbIicos em geraI.
; E= 0 Os atos de improbidade administrativa importarão a suspensão dos direitos
pol3ticos1 a perda da função p-blica1 a indisponibilidade dos bens e o ressarcimento ao
er(rio1 na forma e )radação previstas em Dei1 sem pre9u3+o da ação penal cab3vel4
; ?= 0 A Dei estabelecer( os pra+os de prescrição para il3citos praticados por 6ual6uer
a)ente1 servidor ou não1 6ue causem pre9u3+os ao er(rio1 ressalvadas as respectivas
ações de ressarcimento4
Comentário
Improbidade significa mau caráter, desonestidade, maIdade. No que concerne ao assunto
em pauta, improbidade administrativa é a desonestidade praticada na administração, por
quaIquer agente servidor púbIico ou não, que será punida com a suspensão dos direitos
poIíticos, a perda da função púbIica, a indisponibiIidade dos bens e o ressarcimento ao
erário, na forma e gradação previstas em Lei, e ainda sofrendo o agente a ação penaI
cabíveI.
O parágrafo 5º assegura que a Lei estabeIecerá os prazos de prescrição para os iIícitos
praticados, ressaIvando-se as respectivas ações de ressarcimento. Ora, todo direito deve
ser exercido dentro de um determinado espaço de tempo, caso contrário ocorrerá a
prescrição, isto é, este direito não poderá mais ser exercitado.
Portanto, se o poder púbIico não processar e punir o agente da infração dentro de um
prazo pré-fixado em Lei, não mais poderá fazê-Io.
Por determinação constitucionaI será criada uma Lei que fixará os prazos
constitucionais.
A Lei 8424/92 de junho de 1992 discipIinou a responsabiIidade civiI daqueIes servidores
púbIicos que cometerem atos de improbidade administrativa. Para tais atos os prazos
prescricionais estão definidos no art. 23 que dispõe que "as ações destinadas a Ievar a
efeito as sanções previstas nesta Lei podem ser propostas":
I 0 Até cinco K?L anos ap8s o término do e#erc3cio do mandato1 de car)o em comissão
ou de função de confiança4
II 0 ,entro do pra+o prescricional previsto em Dei espec3fica1 para faltas disciplinares
pun3veis a bem do serviço p-blico1 nos casos de e#erc3cio de car)o efetivo ou empre)o
; @= 0 As pessoas 9ur3dicas de direito p-blico e as de direito privado prestadoras de
serviços p-blicos responderão pelos danos 6ue seus a)entes1 nessa 6ualidade1
causarem a terceiros1 asse)urado o direito de re)resso contra o respons(vel nos casos
de dolo ou culpa4
Comentário
Os serviços púbIicos são prestados tanto peIas pessoas jurídicas de direito púbIico
(União, Estado, Município), como peIas pessoas jurídicas de direito privado (industrias,
estabeIecimentos comerciais, enfim, particuIares em geraI).
Se na execução desses serviços, for constatado aIgum prejuízo a quaIquer pessoa, esta
deverá ser indenizada
Essa indenização será paga peIo prestador de serviço seja eIe administração púbIica ou o
particuIar. Caso esse úItimo não possuir condições financeiras para ressarcir o prejuízo
peIo quaI é responsáveI, a administração púbIica arcará com a indenização.
Entretanto, é importante ressaItar que o causador do dano, seja eIe um funcionário
púbIico ou funcionário de uma empresa particuIar, poderão ser obrigados a pagar o
prejuízo que causaram caso fique provado doIo ou cuIpa
Nestas circunstâncias o dispositivo assegura o direito de regresso do vaIor
correspondente ao dano que foi causa de indenização contra os responsáveis nos casos
de doIo ou cuIpa, pois os vaIores pagos peIa administração púbIica ou particuIares a
títuIo de indenização, deverão ser cobrados do funcionário púbIico ou particuIar para
reemboIsar o vaIor da indenização que foi paga
A única hipótese para que a administração não indenize ou indenize com vaIor menor que
o prejuízo, somente ocorrerá caso eIa provar a cuIpa ou doIo da empresa particuIar.
; G= 0 A lei dispor( sobre os re6uisitos e as restrições ao ocupante de car)o ou
empre)o da administração direta e indireta 6ue possibilite o acesso a informações
privile)iadas45"ar()rafo inclu3do pela &menda Constitucional n= >C1 de FENF@NCB$
Comentário
É óbvio que a administração púbIica constitui-se num núcIeo de informações
extremamente importantes e, que se forem conhecidas por indivíduos inescrupuIosos,
poderão trazer prejuízos as pessoas, ao país, bem como poderá beneficiar de forma
criminosa àqueIes que conseguirem a posse dessas informações.
O conteúdo do parágrafo é cIaro, pois determina que Lei Ordinária estabeIecerá
condições especiais para a ocupação do cargo onde seu tituIar tenha acesso a
informações priviIegiadas. Um dos objetivos ao que parece se refere aos cargos de
direção ou chefia superior.
&#emplo$ Um funcionário do Banco CentraI que tomando ciência com antecipação que o
dóIar seria vaIorizado em reIação ao reaI dentro de poucos dias, comprasse, baseado
nessa informação, aIguns miIhares de dóIares conseguindo assim um Iucro significativo
com esta operação.
; B= 0 A autonomia )erencial1 orçament(ria e financeira dos 8r)ãos e entidades da
administração direta e indireta poder( ser ampliada mediante contrato1 a ser firmado
entre seus administradores e o poder p-blico1 6ue tenha por ob9eto a fi#ação de metas de
desempenho para o 8r)ão ou entidade1 cabendo J lei dispor sobre$
"ar()rafo inclu3do pela &menda Constitucional n= >C1 de FENF@NCB$
I 0 o pra+o de duração do contrato2
II 0 os controles e critérios de avaliação de desempenho1 direitos1 obri)ações e
responsabilidade dos diri)entes2
III 0 a remuneração do pessoal45
Comentário
A autonomia gerenciaI, orçamentária e financeira dos órgãos e entidades da
administração direta e indireta poderá ser ampIiada, permitindo assim, que as metas
fixadas de desempenho sejam atingidas, gerando maior eficiência na prestação dos
serviços púbIicos típicos e atípicos.
O parágrafo em pauta refere-se a APO (Administração por Objetivos), corrente
administrativa cuja ideoIogia é transferir a atenção e os esforços dos dirigentes, das
atividades para os objetivos.
O dispositivo, refere-se também a duração do contrato, fator significativo e indicador de
que haverá prazo estabeIecido para o cumprimento das metas, bem como mecanismos
pré-estabeIecidos de fiscaIização e controIe.
Quanto a remuneração da pessoa, esta poderá ter um tratamento diferenciado em reIação
as regras gerais, sugerindo este parágrafo que esta remuneração seja reIacionada as
entidades da administração indireta, como as Sociedades de Economia Mista e Empresas
PúbIicas, que poderão remunerar seus funcionários com vaIores superiores à aqueIes
fixados peIa própria Constituição, aIegando que precisam captar no mercado,
profissionais de aIto níveI cuja remuneração nas empresas privadas de destaque, são
geraImente mais eIevados que o teto pago peIos serviços púbIicos.
; C= 0 O disposto no inciso ]I aplica0se Js empresas p-blicas e Js sociedades de
economia mista1 e suas subsidi(rias1 6ue receberem recursos da Pnião1 dos &stados1 do
,istrito Federal ou dos :unic3pios para pa)amento de despesas de pessoal ou de
custeio em )eral45
"ar()rafo inclu3do pela &menda Constitucional n= >C1 de FENF@NCB$
Comentário
De notáveI nesse parágrafo é o fato de eIe isentar as entidades para-estatais dos tetos de
remuneração previsto peIa Constituição FederaI que corresponde ao saIário dos
Ministros do Supremo TribunaI FederaI .
; >F 0 Y vedada a percepção simult/nea de proventos de aposentadoria
decorrentes do art4 EF ou dos arts4 E< e >E< com a remuneração de car)o1 empre)o ou
função p-blica1 ressalvados os car)os acumul(veis na forma desta Constituição1 os
car)os eletivos e os car)os em comissão declarados em lei de livre nomeação e
e#oneração45
"ar()rafo inclu3do pela &menda Constitucional n= <F1 de >?N><NCB$
Comentário
Antes desse parágrafo ser acrescentado peIa Emenda ConstitucionaI nº 20 /98 (Reforma
da Previdência), era ato comum, que funcionários se aposentassem com tempo especiaI
de aposentadoria.
Caso conquistassem um novo cargo púbIico através de concurso, aIém de gozar dos
benefícios da aposentadoria passavam a receber também os vencimentos do novo cargo.
Portanto, recebiam duas remunerações distintas, uma referente a aposentadoria e a outra
do novo cargo ocupado.
AtuaImente, conforme decisão do Supremo TribunaI FederaI, foi proibida a acumuIação
de proventos de aposentadoria e de vencimentos, ressaIvados apenas os cargos
acumuIáveis na forma da Constituição atuaI, os cargos eIetivos e os cargos em comissão
decIarados em Lei de Iivre nomeação e exoneração.
Neste parágrafo três fatos podem ser evidenciados:
A Emenda ConstitucionaI 20 / 98 assegurou expressamente, o direito adquirido aos
membros do poder e aos inativos, servidores e miIitares.
O artigo 11 da Emenda 20 / 98 dispõe que "a vedação prevista no art. 37 § 10, da
Constituição, não se apIica aos membros do poder e aos inativos, servidores e miIitares,
que até a pubIicação desta Emenda tenham ingressado novamente no serviço púbIico por
concurso púbIico em provas ou de provas de títuIos, e peIas demais formas previstas na
Constituição, sendo-Ihes proibida a percepção de mais de uma aposentadoria peIo
regime de previdência ao que se refere o art. 40 da Constituição, apIicando-se-Ihes, em
quaIquer hipótese, o Iimite de que trata o parágrafo 11 desse mesmo artigo.
Ora, o Inciso 11 do art. 37 refere-se ao teto saIariaI previsto peIa Constituição e que
corresponde ao do Ministro do Supremo TribunaI FederaI. Portanto é evidente que a
soma dos proventos da aposentadoria mais os vencimentos oriundos do novo cargo,
jamais poderão superar ao saIário do Ministro do Supremo TribunaI FederaI.
Por outro Iado, o servidor aposentado e que foi nomeado após ser aprovado em um novo
Concurso PúbIico, não poderá se aposentar no novo cargo, pois de acordo com o regime
de previdência do servidor púbIico (art. 40 / CF ficou proibida o recebimento de mais de
uma aposentadoria).
; >>4 %ão serão computadas1 para efeito dos limites remunerat8rios de 6ue trata o
inciso ]I do caput deste arti)o1 as parcelas de car(ter indeni+at8rio previstas em lei4
"ar()rafo inclu3do pela &menda Constitucional n= EG1 de F?NFGN<FF?$
; ><4 "ara os fins do disposto no inciso ]I do caput deste arti)o1 fica facultado
aos &stados e ao ,istrito Federal fi#ar1 em seu /mbito1 mediante emenda Js respectivas
Constituições e Dei Or )/nica1 como limite -nico1 o subs3dio mensal dos
,esembar)adores do respectivo Tribunal de *ustiça1 limitado a noventa inteiros e vinte e
cinco centésimos por cento do subs3dio mensal dos :inistros do .upremo Tribunal
Federal1 não se aplicando o disposto neste par()rafo aos subs3dios dos ,eputados
&staduais e ,istritais e dos 'ereadores45 K%RL
"ar()rafo inclu3do pela &menda Constitucional n= EG1 de F?NFGN<FF?$
ARTIGO 38°
Ao servidor p-blico da administração direta1 aut(r6uica e fundacional1 no e#erc3cio de
mandato eletivo1 aplicam0se as se)uintes disposições$5
KRedação dada pela &menda Constitucional n= >C1 de >CCBL
I - tratando-se de mandato eIetivo federaI, estaduaI ou distritaI, ficará afastado de seu
cargo, emprego ou função;
II - investido no mandato de Prefeito, será afastado do cargo, emprego ou função
sendo-Ihe facuItado optar peIa sua remuneração;
III - investido no mandato do Vereador, havendo compatibiIidade de horários, perceber
as vantagens de seu cargo, emprego ou função, sem prejuízo da remuneração do cargo
eIetivo, e, não havendo compatibiIidade, será apIicada a norma do inciso anterior;
IV - em quaIquer caso que exija o afastamento para o exercício de mandato eIetivo, seu
tempo de serviço será contado para todos os efeitos Iegais, exceto para promoção por
merecimento;
Comentário
Quando o servidor púbIico tiver que se afastar da administração para exercer um cargo
eIetivo, seu tempo de serviço será contado para fins de aposentadoria, acréscimos
saIariais e promoção por antiguidade. Entretanto, o tempo em que o servidor exercer o
cargo eIetivo não será contado para efeito de promoção por merecimento, porque não
haveria o que avaIiar, pois durante esse tempo o servidor esteve afastado do cargo.
V - para efeito de benefício previdenciário, no caso de afastamento, os vaIores serão
determinados como se no exercício estivesse.
Comentário
Reza este artigo, que o servidor que for eIeito para quaIquer cargo de mandato eIetivo,
ficará afastado de seu cargo, retomando-o após o término do mandato.
Quanto a remuneração, se for eIeito prefeito, poderá optar entre a remuneração
correspondente ao seu cargo de funcionário púbIico e a de prefeito.
Se for eIeito vereador, havendo compatibiIidade de horários, poderá continuar exercendo
suas funções como servidor púbIico, percebendo as vantagens de seu cargo, mais as do
cargo eIetivo.
Caso os horários sejam incompatíveis, será apIicada a norma do inciso II (anterior).
Em casos de afastamento do cargo eIetivo, quaIquer que seja o motivo, os benefícios
serão pagos com base no saIário do cargo de servidor e não com base no saIário
referente ao cargo de mandato eIetivo.
A remuneração durante o mandato, não será considerada para fins previdenciários, tanto
é que se o servidor for eIeito deputado e morrer durante sua gestão, seus dependentes
não receberão a pensão com base no vaIor do saIário de deputado, mas sim sobre a
quantia com a quaI venha contribuindo como servidor púbIico.
ARTIGO 39°
A Pnião1 os &stados1 o ,istrito Federal e os :unic3pios instituirão conselho de
pol3tica de administração e remuneração de pessoal1 inte)rado por servidores
desi)nados pelos respectivos "oderes45
KRedação dada pela &menda Constitucional n= >C1 de >CCBL
Comentário
Este conseIho de poIítica de administração, é um órgão criado com a incumbência de
opinar sobre a poIítica de recursos humanos da administração púbIica, incIuindo pIanos
de carreira, direitos e deveres, critérios de promoção, discipIina e remuneração.
A Iegitimidade de representação deste conseIho é traduzida peIo fato de que o mesmo é
integrado por servidores púbIicos.
§ 1º A fixação dos padrões de vencimento e dos demais componentes do sistema
remuneratório observará:
KRedação dada pela &menda Constitucional n= >C1 de >CCBL
I 0 a nature+a1 o )rau de responsabilidade e a comple#idade dos car)os componentes de
cada carreira2
II 0 os re6uisitos para a investidura2
III 0 as peculiaridades dos car)os45
Comentário
Neste parágrafo, pode-se perceber a preocupação da reforma administrativa para com a
profissionaIização do funcionário púbIico, proporcionando-Ihe remuneração condizente
com a compIexidade, natureza, grau de responsabiIidade e características do cargo.
; <= 0 A Pnião1 os &stados e o ,istrito Federal manterão escolas de )overno para a
formação e o aperfeiçoamento dos servidores p-blicos1 constituindo0se a participação
nos cursos um dos re6uisitos para a promoção na carreira1 facultada1 para isso1 a
celebração de convênios ou contratos entre os entes federados45
KRedação dada pela &menda Constitucional n= >C1 de >CCBL
Comentário
Esta é uma iniciativa importante para a meIhoria dos serviços púbIicos, pois estimuIa o
servidor a enriquecer seus conhecimentos e consequentemente meIhorar seu
desempenho profissionaI.
; A= 0 Aplica0se aos servidores ocupantes de car)o p-blico o disposto no art4 G=1 I'1
'II1 'III1 I]1 ]II1 ]III1 ]'1 ]'I1 ]'II1 ]'III1 ]I]1 ]]1 ]]II e ]]]1 podendo a lei estabelecer
re6uisitos diferenciados de admissão 6uando a nature+a do car)o o e#i)ir45
"ar()rafo inclu3do pela &menda Constitucional n= >C1 de FENF@NCB$
Comentário
No que se refere aos direitos do servidor púbIico, foram excIuídos o direito a
irredutibiIidade do saIário e os adicionais de insaIubridade e pericuIosidade, subsistindo
porém aIguns direitos sociais em favor do funcionário púbIico e que foram também
previstos para o trabaIhador comum.
Estes direitos estão abaixo eIencados:
- saIário mínimo
- garantia de saIário mínimo
- décimo terceiro saIário
- adicionaI noturno
- saIário-famíIia para seus dependentes
- jornada diária de trabaIho de no máximo 8 horas e 44 horas semanais
- repouso semanaI remunerado
- horas extras
- férias
- Iicença à gestante
- Iicença-paternidade
- proteção ao trabaIho da muIher
- segurança de trabaIho
- iguaIdade IegaI.
; E=0 O membro de "oder1 o detentor de mandato eletivo1 os :inistros de &stado e os
.ecret(rios &staduais e :unicipais serão remunerados e#clusivamente por subs3dio
fi#ado em parcela -nica1 vedado o acréscimo de 6ual6uer )ratificação1 adicional1 abono1
prêmio1 verba de representação ou outra espécie remunerat8ria1 obedecido1 em 6ual6uer
caso1 o disposto no art4 AG1 ] e ]I45
"ar()rafo inclu3do pela &menda Constitucional n= >C1 de FENF@NCB$
Comentário
Remuneração por subsídio fixado em parceIa única, significa remuneração fixa, pré-
estabeIecida, sem acréscimo de quaIquer gratificação adicionaI, abono, prêmio, verba de
representação, etc.
O objetivo de se ter estabeIecido a remuneração "por subsídio fixado em parceIa única"
está Iigado ao fato de que haviam pessoas que trabaIhavam na administração púbIica ,
recebendo saIários de pequena monta, que, acrescidos de adicionais, abonos, verbas de
representação, etc, acabavam por receber saIários muito mais eIevados. A adoção desse
tipo de remuneração representa um movimento moraIizador na administração.
; ?= 0 Dei da Pnião1 dos &stados1 do ,istrito Federal e dos :unic3pios poder(
estabelecer a relação entre a maior e a menor remuneração dos servidores p-blicos1
obedecido1 em 6ual6uer caso1 o disposto no art4 AG1 ]I45
"ar()rafo inclu3do pela &menda Constitucional n= >C1 de FENF@NCB$
Comentário
Curiosamente, a redação facuItada as entidades estatais estabeIecer, ou não, por Iei
ordinária, um padrão de diferença entre a menor e a maior remuneração dos servidores
púbIicos, que seria condicionante dos trabaIhos dos conseIhos de poIítica de
administração e remuneração de pessoaI.
; @= 0 Os "oderes &#ecutivo1 De)islativo e *udici(rio publicarão anualmente os
valores do subs3dio e da remuneração dos car)os e empre)os p-blicos45
"ar()rafo inclu3do pela &menda Constitucional n= >C1 de FENF@NCB$
Comentário
O parágrafo em epígrafe aborda dois aspectos:
- expor à população como o funcionário é remunerado;
- tornar efetivo o princípio da publicidade.
§ 7º - Lei da União, dos Estados, do Distrito FederaI e dos Municípios discipIinará a
apIicação de recursos orçamentários provenientes da economia com despesas correntes
em cada órgão, autarquia e fundação, para apIicação no desenvoIvimento de programas
de quaIidade e produtividade, treinamento e desenvoIvimento, modernização,
reapareIhamento e racionaIização do serviço púbIico, incIusive sob a forma de adicionaI
ou prêmio de produtividade.
"ar()rafo inclu3do pela &menda Constitucional n= >C1 de FENF@NCB$
Comentário
O texto demonstra mais uma vez, a preocupação do Estado com a meIhoria de seus
serviços, pois prevê que os recursos orçamentários provenientes da economia corrente
de cada órgão, autarquia, fundação, etc., sejam empregados para o treinamento e
desenvoIvimento dos servidores, programas de quaIidade e produtividade, e para o
reapareIhamento e racionaIização do serviço púbIico. Parte desses recursos deve ser
destinada para adicionais (acréscimos saIariais) ou para prêmios de produtividade.
; B= 0 A remuneração dos servidores p-blicos or)ani+ados em carreira poder( ser
fi#ada nos termos do ; E=4
"ar()rafo inclu3do pela &menda Constitucional n= >C1 de FENF@NCB$
Comentário
A EC-19 abre aqui, a possibiIidade de instituição de poIítica remuneratória que suprima
absoIutamente o pagamento de quaisquer gratificações ou adicionais aos servidores e
empregados púbIicos. Isso é especiaImente importante quando se constata que, hoje,
praticamente todas as carreiras têm vencimentos básicos fixados em vaIores modestos,
os quais são expressivamente infIados peIa soma de um sem-número de gratificações,
diferenças, adicionais, verbas e funções.
ARTIGO 40°
Aos servidores titulares de car)os efetivos da Pnião1 dos &stados1 do ,istrito
Federal e dos :unic3pios1 inclu3das suas autar6uias e fundações1 é asse)urado re)ime de
previdência de car(ter contributivo e solid(rio1 mediante contribuição do respectivo ente
p-blico1 dos servidores ativos e inativos e dos pensionistas1 observados critérios 6ue
preservem o e6uil3brio financeiro e atuarial e o disposto neste arti)o4
KRedação dada pela &menda Constitucional n= E>1 >C4><4<FFAL
Comentário
O objetivo deste novo texto constitucionaI, é assegurar condições para que o dinheiro
arrecadado por meios de contribuições previdenciárias, sejam utiIizados de maneira
criteriosa, de modo a preservar o equiIíbrio financeiro, e proporcionar os meios
suficientes para custear os pagamentos das aposentadorias e pensões dos servidores,
procurando-se assim evitar a importação de recursos obtidos com o recoIhimento de
tributos (impostos, taxas contribuições). De maneira idêntica as empresas de iniciativa
privada, onde as pensões e aposentadorias são custeadas peIos empregados e
empregadores, o servidor púbIico e seu empregador (União), também passam a
contribuir em conjunto para pagar suas pensões e aposentadorias. Entretanto existe
preocupação com a faIta de dinheiro que a União, aIguns estados, o Distrito FederaI e os
municípios, eventuaImente venham a sofrer para o pagamento dos proventos de
aposentadorias e pensões de seus servidores e, por esta razão autorizou que quaIquer
um deIes (União, Estado, Distrito FederaI e Municípios), possam constituir aIgumas
fontes de recursos adicionais, o que se fará mediante Lei, uma vez que se trata de
gerenciamento de dinheiro púbIico estabeIecido peIa Constituição.
O arti)o <EC= é claro neste sentido1 pois re+a 6ue$

O Artigo 249 diz:
Art( *-A( om o o!<eti"o de assegurar recursos para o pagamento de pro"entos de aposentadoria e
pens$es concedidas aos respecti"os ser"idores e seus dependentes& em adição aos recursos dos
respecti"os tesouros& a ?nião& os Estados& o Distrito .ederal e os 8unic:pios poderão constituir fundos
integrados pelos recursos pro"enientes de contri!uiç$es e por !ens& direitos e ati"os de qualquer natureza&
mediante lei que disporá so!re a natureza e administração desses fundos( (Incluído pela Emenda
Constitucional nº 20, de 199!
; >= do ARTIO EFd

Os servidores abran)idos pelo re)ime de previdência de 6ue trata este arti)o serão
aposentados1 calculados os seus proventos a partir dos valores fi#ados na forma dos ;;
A= e >G$ KRedação dada pela &menda Constitucional n= E>1 >C4><4<FFAL
I 0 por invalide+ permanente1 sendo os proventos proporcionais ao tempo de
contribuição1 e#ceto se decorrente de acidente em serviço1 moléstia profissional ou
doença )rave1 conta)iosa ou incur(vel1 na forma da lei2 KRedação dada pela &menda
Constitucional n= E>1 >C4><4<FFAL
Comentário
Neste item vaIe comentar que se o servidor sofreu um acidente grave não reIacionado ao
seu serviço, portanto não caracterizado como acidente de trabaIho, mas que Ihe
ocasionou invaIidez permanente, seus proventos serão proporcionais ao tempo que
contribuiu no exercício de seu cargo.
É o caso por exempIo, de um servidor púbIico que no finaI de semana, sofresse um
acidente, causando-Ihe sérias Iesões neuroIógicas, obrigando-o a se aposentar por
invaIidez.
Ora, se este servidor contribuiu durante 18 anos, e sendo 35 anos a regra para se
aposentar integraImente, receberá seus proventos de aposentadoria fracionada, isto é,
apenas 18/35.
II 0 compulsoriamente1 aos setenta anos de idade1 com proventos proporcionais ao
tempo de contribuição2 KRedação dada pela &menda Constitucional n= <F1 de >?N><NCBL
III 0 voluntariamente1 desde 6ue cumprido tempo m3nimo de de+ anos de efetivo
e#erc3cio no serviço p-blico e cinco anos no car)o efetivo em 6ue se dar( a
aposentadoria1 observadas as se)uintes condições$ KRedação dada pela &menda
Constitucional n= <F1 de >?N><NCBL
Comentário
Esta inovação pôs fim à aposentadoria integraI por tempo de serviço, preservando a
aposentadoria proporcionaI à idade, porém a vincuIou ao tempo de contribuição e não
mais ao tempo de serviço, como fazia anteriormente.
Esta é outra oportunidade do servidor púbIico se aposentar, mesmo que não tenha
compIetado o tempo de serviço/contribuição. Esta opção de aposentadoria, só acontecerá
depois que os servidores de ambos os sexos, aIcançarem as idades respectivas de 65 e
60 anos.
aL sessenta anos de idade e trinta e cinco de contribuição1 se homem1 e cin67enta e
cinco anos de idade e trinta de contribuição1 se mulher2 KRedação dada pela &menda
Constitucional n= <F1 de >?N><NCBL
bL sessenta e cinco anos de idade1 se homem1 e sessenta anos de idade1 se mulher1
com proventos proporcionais ao tempo de contribuição4 KRedação dada pela &menda
Constitucional n= <F1 de >?N><NCBL
; <= do ARTIO EFd4
Os proventos de aposentadoria e as pensões1 por ocasião de sua concessão1 não
poderão e#ceder a remuneração do respectivo servidor1 no car)o efetivo em 6ue se deu a
aposentadoria ou 6ue serviu de referência para a concessão da pensão4 KRedação dada
pela &menda Constitucional n= <F1 de >?N><NCBL
Comentário
Antigamente havia casos de aposentados que passavam a ganhar mais que aqueIes que
estavam na ativa, pois existiam casos de servidores que eram promovidos com
aposentadoria. AtuaImente, conforme o parágrafo 2º do art. 40, o servidor que se
aposentar não poderá receber mais do que recebia quando estava na ativa, o mesmo
ocorrendo com a viúva , que não poderá receber pensão maior do que o marido recebia
quando ocupava seu cargo.
; A= do ARTIO EFd
observa 6ue$
"ara o c(lculo dos proventos de aposentadoria1 por ocasião da sua concessão1 serão
consideradas as remunerações utili+adas como base para as contribuições do servidor
aos re)imes de previdência de 6ue tratam este arti)o e o art4 <F>1 na forma da lei4
KRedação dada pela &menda Constitucional n= E>1 >C4><4<FFAL
Comentário
Esta Lei determina como serão efetuados os cáIcuIos dos proventos da aposentadoria,
mas o vaIor deste nunca será superior ao vaIor totaI que o servidor recebia na ativa.
'e9a na 3nte)ra o 6ue di+ o arti)o <F> da Constituição Federal

O Artigo 201 diz:
Art. 201( A pre"idência social será organizada so! a forma de regime geral& de caráter contri!uti"o e de filiação
o!rigat7ria& o!ser"ados critérios que preser"em o equil:!rio financeiro e atuarial& e atenderá& nos termos da lei& aE
4=edação dada pela Emenda onstitucional nH *%& de 'AAC6
I 5 co!ertura dos e"entos de doença& in"alidez& morte e idade a"ançadaF 4=edação dada pela Emenda
onstitucional nH *%& de 'AAC6
II 5 proteção G maternidade& especialmente G gestanteF 4=edação dada pela Emenda onstitucional nH *%& de
'AAC6
III 5 proteção ao tra!alhador em situação de desemprego in"oluntárioF 4=edação dada pela Emenda
onstitucional nH *%& de 'AAC6
I@ 5 salário5fam:lia e au/:lio5reclusão para os dependentes dos segurados de !ai/a rendaF 4=edação dada pela
Emenda onstitucional nH *%& de 'AAC6
@ 5 pensão por morte do segurado& homem ou mulher& ao cIn<uge ou companheiro e dependentes& o!ser"ado o
disposto no J *H( 4=edação dada pela Emenda onstitucional nH *%& de 'AAC6
J 'H K "edada a adoção de requisitos e critérios diferenciados para a concessão de aposentadoria aos
!eneficiários do regime geral de pre"idência social& ressal"ados os casos de ati"idades e/ercidas so! condiç$es
especiais que pre<udiquem a saLde ou a integridade f:sica e quando se tratar de segurados portadores de
deficiência& nos termos definidos em lei complementar( 4=edação dada pela Emenda onstitucional nH -B& de *%%,6
J *H Menhum !enef:cio que su!stitua o salário de contri!uição ou o rendimento do tra!alho do segurado terá
"alor mensal inferior ao salário m:nimo( 4=edação dada pela Emenda onstitucional nH *%& de 'AAC6
J )H Todos os salários de contri!uição considerados para o cálculo de !enef:cio serão de"idamente atualizados&
na forma da lei( 4=edação dada pela Emenda onstitucional nH *%& de 'AAC6
J -H K assegurado o rea<ustamento dos !enef:cios para preser"ar5lhes& em caráter permanente& o "alor real&
conforme critérios definidos em lei( 4=edação dada pela Emenda onstitucional nH *%& de 'AAC6
J ,H K "edada a filiação ao regime geral de pre"idência social& na qualidade de segurado facultati"o& de pessoa
participante de regime pr7prio de pre"idência( 4=edação dada pela Emenda onstitucional nH *%& de 'AAC6
J +H A gratificação natalina dos aposentados e pensionistas terá por !ase o "alor dos pro"entos do mês de
dezem!ro de cada ano( 4=edação dada pela Emenda onstitucional nH *%& de 'AAC6
J BH K assegurada aposentadoria no regime geral de pre"idência social& nos termos da lei& o!edecidas as
seguintes condiç$esE 4=edação dada pela Emenda onstitucional nH *%& de 'AAC6
I 5 trinta e cinco anos de contri!uição& se homem& e trinta anos de contri!uição& se mulherF 4Inclu:do dada pela
Emenda onstitucional nH *%& de 'AAC6
II 5 sessenta e cinco anos de idade& se homem& e sessenta anos de idade& se mulher& reduzido em cinco anos o
limite para os tra!alhadores rurais de am!os os se/os e para os que e/erçam suas ati"idades em regime de
economia familiar& nestes inclu:dos o produtor rural& o garimpeiro e o pescador artesanal( 4Inclu:do dada pela
Emenda onstitucional nH *%& de 'AAC6
J CH 0s requisitos a que se refere o inciso I do parágrafo anterior serão reduzidos em cinco anos& para o
professor que compro"e e/clusi"amente tempo de efeti"o e/erc:cio das funç$es de magistério na educação infantil e
no ensino fundamental e médio( 4=edação dada pela Emenda onstitucional nH *%& de 'AAC6
J AH 9ara efeito de aposentadoria& é assegurada a contagem rec:proca do tempo de contri!uição na
administração pL!lica e na ati"idade pri"ada& rural e ur!ana& hip7tese em que os di"ersos regimes de pre"idência
social se compensarão financeiramente& segundo critérios esta!elecidos em lei( 4Inclu:do dada pela Emenda
onstitucional nH *%& de 'AAC6
J '%( Lei disciplinará a co!ertura do risco de acidente do tra!alho& a ser atendida concorrentemente pelo regime
geral de pre"idência social e pelo setor pri"ado( 4Inclu:do dada pela Emenda onstitucional nH *%& de 'AAC6
J ''( 0s ganhos ha!ituais do empregado& a qualquer t:tulo& serão incorporados ao salário para efeito de
contri!uição pre"idenciária e conseqNente repercussão em !enef:cios& nos casos e na forma da lei( 4Inclu:do dada
pela Emenda onstitucional nH *%& de 'AAC6
J '*( Lei disporá so!re sistema especial de inclusão pre"idenciária para atender a tra!alhadores de !ai/a renda
e Gqueles sem renda pr7pria que se dediquem e/clusi"amente ao tra!alho doméstico no Om!ito de sua residência&
desde que pertencentes a fam:lias de !ai/a renda& garantindo5lhes acesso a !enef:cios de "alor igual a um salário5
m:nimo( 4=edação dada pela Emenda onstitucional nH -B& de *%%,6
J ')( 0 sistema especial de inclusão pre"idenciária de que trata o J '* deste artigo terá al:quotas e carências
inferiores Gs "igentes para os demais segurados do regime geral de pre"idência social( 4Inclu:do pela Emenda
onstitucional nH -B& de *%%,6

; E= do ARTIO EFd
Y vedada a adoção de re6uisitos e critérios diferenciados para a concessão de
aposentadoria aos abran)idos pelo re)ime de 6ue trata este arti)o1 ressalvados1 nos
termos definidos em leis complementares1 os casos de servidores$ KRedação dada pela
&menda Constitucional n= EG1 de <FF?L
I 0 portadores de deficiência2 KInclu3do pela &menda Constitucional n= EG1 de <FF?L
II 0 6ue e#erçam atividades de risco2 KInclu3do pela &menda Constitucional n= EG1 de
<FF?L
III 0 cu9as atividades se9am e#ercidas sob condições especiais 6ue pre9udi6uem a
sa-de ou a inte)ridade f3sica4 KInclu3do pela &menda Constitucional n= EG1 de <FF?L
Comentário
A anáIise do parágrafo 4º nos permite verificar que não haverá mais requisitos e critérios
diferenciados para a concessão de aposentadorias aos abrangidos peIo regime de que
trata o art. 40 da E.C. nº 20/98. Entretanto haverá exceções para aqueIes servidores cujas
atividades são exercidas excIusivamente sob condições especiais que prejudiquem a
saúde e integridade física, como as atividades insaIubres e perigosas.
Importante ressaItarmos que para estes servidores , o tempo especiaI de contribuição só
será concedido quando trabaIharem excIusivamente sob condições especiais de
adversidade. Este dispositivo contudo, depende de Lei CompIementar a ser editada, que
irá definir quais são as atividades prejudiciais à saúde e à integridade física do servidor
púbIico e quais os trabaIhos em que será possíveI obter a aposentadoria com menos de
35 anos (homem) e 30 (muIher) de contribuição previdenciária.
; ?= do ARTIO EFd
Os re6uisitos de idade e de tempo de contribuição serão redu+idos em cinco anos1
em relação ao disposto no ; >=1 III1 5a51 para o professor 6ue comprove e#clusivamente
tempo de efetivo e#erc3cio das funções de ma)istério na educação infantil e no ensino
fundamental e médio4 KRedação dada pela &menda Constitucional n= <F1 de >?N><NCBL
Comentário
A aposentadoria integraI para os professores que exercem suas funções de magistério na
educação infantiI e no ensino fundamentaI e médio, gozam de direito especiaI, ou seja 30
anos de contribuição e 55 anos de idade para o homem e 25 anos de contribuição e 50
anos de idade para a muIher;
O priviIégio desta aposentadoria especiaI, refere-se apenas a aposentadoria por idade,
pois enquanto os demais trabaIhadores podem se aposentar voIuntariamente aos 60 anos
de idade e 35 anos de contribuição se homem e 55 anos de idade e 30 anos de
contribuição se muIher, o professor se aposentará voIuntariamente aos 60 anos de idade
e 30 anos de contribuição e a professora aos 50 anos de idade e 25 anos de contribuição.
Ao professor que já é contribuinte, deverá ser apIicada a mesma regra para professor da
rede privada, com exigência de 48 anos para a muIher e 53 anos para o homem.
Quanto ao professor universitário, este foi excIuído do priviIégio da aposentadoria
especiaI, devendo cumprir 35 anos de contribuição e ter 60 anos de idade para obter a
aposentadoria voIuntária. Para a professora universitária a idade mínima será de 55 anos
e 30 anos de contribuição.
A aposentadoria proporcionaI do professor universitário do ensino superior púbIico
obedece ao seguinte critério:
O professor passa a ter direito a este benefício se, com a bonificação, o tempo de
trabaIho até o dia 15 de Dezembro de 1.998 for iguaI ou superior a 25 anos.
Para obter a aposentadoria proporcionaI vaIe a regra de transição estabeIecida para os
servidores púbIicos.
; @= do ARTIO EFd
Ressalvadas as aposentadorias decorrentes dos car)os acumul(veis na forma desta
Constituição1 é vedada a percepção de mais de uma aposentadoria J conta do re)ime de
previdência previsto neste arti)o4 KRedação dada pela &menda Constitucional n= <F1 de
>?N><NCBL
Comentário
O parágrafo em anáIise assegura mais de uma aposentadoria, se os cargos forem
cumuIáveis ou seja aqueIes estabeIecidos no art. 37 - inciso XVI da emenda 19/98
(reforma administrativa), ou seja:
•De dois cargos de professor
• Um cargo de professor com outro técnico ou científico
•De dois cargos privativos de médico: desde que haja compatibiIidade de horários.
; G= do ARTIO EFd
Dei dispor( sobre a concessão do benef3cio de pensão por morte1 6ue ser( i)ual$
KRedação dada pela &menda Constitucional n= E>1 >C4><4<FFAL
I 0 ao valor da totalidade dos proventos do servidor falecido1 até o limite m(#imo
estabelecido para os benef3cios do re)ime )eral de previdência social de 6ue trata o art4
<F>1 acrescido de setenta por cento da parcela e#cedente a este limite1 caso aposentado J
data do 8bito2 ou KInclu3do pela &menda Constitucional n= E>1 >C4><4<FFAL
II 0 ao valor da totalidade da remuneração do servidor no car)o efetivo em 6ue se deu
o falecimento1 até o limite m(#imo estabelecido para os benef3cios do re)ime )eral de
previdência social de 6ue trata o art4 <F>1 acrescido de setenta por cento da parcela
e#cedente a este limite1 caso em atividade na data do 8bito4 KInclu3do pela &menda
Constitucional n= E>1 >C4><4<FFAL
Comentário
O § 7º do art. 40 (redação dada peIa EC) Iimita a pensão por morte ao vaIor dos proventos
do servidor faIecido, até o máximo estabeIecido para os benefícios do regime geraI de
previdência sociaI de que trata o art. 201, acrescido de setenta por cento da parceIa
excedente a este Iimite, tudo nos termos da Iei.
Veja o exempIo: Vencimento = R$ 10.000,00. ParceIa excedente a R$ 2.400,00 = R$
7.600,00. 70% da parceIa excedente = R$ 5.320,00. R$ 2.400,00 + R$ 5.320,00 = R$ 7.720,00,
que é o totaI da pensão.
Interpretando o § 7º, do art. 40 na sistemática da EC 41, chega-se à concIusão de que
referida Iei reguIamentadora deverá ser editada por cada ente federado. Portanto, não
haverá Iei compIementar federaI, mas sim Iei ordinária em cada unidade da Federação,
incIusive nos Municípios.
Insta saIientar, que o § 7º do art. 40 da Constituição FederaI, com redação dada peIa EC,
tem apIicação, incIusive, aos dependentes dos servidores que vierem a ingressar no
serviço púbIico depois de promuIgada a Emenda ConstitucionaI. Haverá uma situação
curiosa: os proventos de aposentaria estarão Iimitados inexoraveImente a R$ 2.400,00,
enquanto as pensões terão um acréscimo de 70% da parceIa excedente a este Iimite.
RessaIvando meIhor estudo do dispositivo sob enfoque, as pensões não estarão Iimitadas
ao teto do RGPS, mesmo que o servidor faIecido tenha entrado no serviço púbIico após a
promuIgação da Emenda.
Curiosamente, em que pese a cIareza da redação do § 7º do art. 40, parece haver confIito
com § 14 do mesmo art. 40 da Constituição da RepúbIica. Este manda Iimitar a pensão
dos futuros pensionistas (que ingressaram no serviço púbIico depois da EC nº 20/98), ao
máximo pago peIo Regime GeraI de Previdência SociaI. Dever-se-á utiIizar as técnicas de
hermenêutica para superar essa aparente antinomia.
Atuais "ensionistas
Os atuais pensionistas, ou aqueIes que obtenham o benefício em decorrência da morte do
servidor até a data da promuIgação da EC, têm seus direitos assegurados nos termos da
IegisIação vigente (art. 7º da EC).
Não sofrem nenhum prejuízo, exceto: a) contribuição prevista no art. 4º da EC, que é de
11% sobre a parceIa da pensão que superar cinqüenta por cento do Iimite máximo
estabeIecido para os benefícios do regime geraI de previdência sociaI, isto é, sobre o que
exceder R$ 1.200,00; b) redução para o subteto, se a maior, o que ocorrerá imediatamente
(art. 9º da EC).
; B= do ARTIO EFd
Y asse)urado o rea9ustamento dos benef3cios para preservar0lhes1 em car(ter
permanente1 o valor real1 conforme critérios estabelecidos em lei4 KRedação dada pela
&menda Constitucional n= E>1 >C4><4<FFAL
Comentário
O § 8º do art. 40 (com redação dada peIa EC), quebra a paridade entre vencimentos e
proventos de aposentadoria. A partir da promuIgação da Emenda poderá haver reajustes
diferenciados para vencimentos e aposentadorias, o que certamente ocorrerá em reIação
aos servidores que vierem a ingressar no serviço púbIico após a promuIgação da Emenda
ConstitucionaI. AIterou-se compIetamente o então § 8º do art. 40 da Constituição, que
previa a paridade.
Mantém-se o direito adquirido à paridade em reIação aos servidores aposentados e
pensionistas, ou que impIementaram os requisitos necessários até a data da
promuIgação da EC (art. 7º).
; C= do ARTIO EFd
O tempo de contribuição federaI, estaduaI ou municipaI será contado para efeito de
aposentadoria e o tempo de serviço correspondente para efeito de disponibiIidade.
KInclu3do pela &menda Constitucional n= <F1 de >?N><NCBL
Comentário
A troca aqui é reciprocidade por tempo de serviço por reciprocidade por tempo de
contribuição nos parâmetros da administração púbIica.
Assim, se uma muIher trabaIhou como teIefonista durante 14 anos na prefeitura de uma
cidade e vier mediante aprovação em concurso a ocupar o cargo de OficiaIa de Justiça, o
tempo que contribuiu como teIefonista, será contabiIizado para sua futura aposentadoria.
Por outro Iado, para obter a sua aposentadoria por tempo de contribuição, deverá
trabaIhar e contribuir mais 16 anos para atingir 30 anos de tempo de contribuição, aIém, é
cIaro, de atender os requisitos exigidos no que se refere a idade mínima (55 anos).
; >F do ARTIO EFd
A Lei não poderá estabeIecer quaIquer forma de contagem de tempo de contribuição
fictício.KInclu3do pela &menda Constitucional n= <F1 de >?N><NCBL
Atenção$ Por razões didáticas este parágrafo já foi comentado no capítuIo que trata dos
direitos adquiridos.
; >> do ARTIO EFd
Aplica0se o limite fi#ado no art4 AG1 ]I1 J soma total dos proventos de inatividade1
inclusive 6uando decorrentes da acumulação de car)os ou empre)os p-blicos1 bem
como de outras atividades su9eitas a contribuição para o re)ime )eral de previdência
social1 e ao montante resultante da adição de proventos de inatividade com remuneração
de car)o acumul(vel na forma desta Constituição1 car)o em comissão declarado em lei
de livre nomeação e e#oneração1 e de car)o eletivo4 KInclu3do pela &menda Constitucional
n= <F1 de >?N><NCBL
Comentário
Este parágrafo é uma confirmação do art. 37, inciso XI da Emenda ConstitucionaI 19/98
(reforma administrativa), estabeIecendo cIara e taxativamente que nenhum servidor
púbIico receberá saIário superior aos subsídios do Ministro do Supremo TribunaI FederaI.
Este texto é váIido para todos, incIusive para o servidor púbIico aposentado, que esteja
ocupando um cargo na empresa privada, portanto sujeito a contribuir para o regime geraI
da previdência. Se um agrônomo aposentado vier a ocupar um cargo na secretaria da
agricuItura, ou um servidor púbIico aposentado vier a ser um vereador, deverão informar
à fonte pagadora o que estão recebendo no exercício da outra atividade para que seja
descontado o vaIor que superar o teto saIariaI que, para o servidor aposentado
corresponde ao vaIor dos vencimentos do cargo que ocupava e os subsídios dos
Ministros do Supremo TribunaI FederaI.
; ><= ARTIO EFd
AIém do disposto neste artigo, o regime de previdência dos servidores púbIicos tituIares
de cargo efetivo observará, no que couber, os requisitos e critérios fixados para o regime
geraI de previdência sociaI.KInclu3do pela &menda Constitucional n= <F1 de >?N><NCBL
Comentário
É uma sugestão proposta peIa E.C. nº 20/98 para que seja adotado ao regime de
previdência dos servidores púbIicos, tituIares de cargos efetivos, requisitos e critérios
fixados para o regime geraI de Previdência SociaI.
; >A= ARTIO EFd
Ao servidor ocupante, excIusivamente, de cargo em comissão decIarado em Lei de Iivre
nomeação e exoneração bem como de outro cargo temporário ou de emprego púbIico,
apIica-se o regime geraI de previdência sociaI.KInclu3do pela &menda Constitucional n= <F1
de >?N><NCBL
Comentário
O inciso IX do art. 37 da C.F dispõe que a Lei estabeIecerá os casos de contratação por
tempo determinado por necessidade temporária de excepcionaI interesse púbIico. Estes
funcionários contratados obedecerão o regime da C.L.T.
Há cargos ou funções que são preenchidos sob o regime de comissão, isto é através de
nomeação, por um funcionário da administração púbIica.
Caso estes funcionários cumprirem o tempo de contribuição ocupando um cargo
temporário ou em comissão, de acordo com a Emenda ConstitucionaI nº 20/98, somente
poderão pIeitear sua aposentadoria sob o regime geraI da previdência sociaI; que
atuaImente é gerenciado peIo Instituto NacionaI de Seguridade SociaI (INSS).
; >E do ARTIO EFd
A União, os Estados, o Distrito FederaI e os Municípios, desde que instituam regime de
previdência compIementar para seus respectivos servidores tituIares de cargo efetivo,
poderão fixar, para o vaIor das aposentadorias e pensões a serem concedidas peIo
regime que trata este artigo, o Iimite máximo estabeIecido para os benefícios do regime
geraI de Previdência SociaI de que trata o artigo 201;
KInclu3do pela &menda Constitucional n= <F1 de >?N><NCBL
Comentário
O § 14 do art. 40, desde a EC nº 20/98, Iimita o vaIor da aposentadoria ao máximo
estabeIecido para o regime geraI da Previdência SociaI. A EC nº 41, no art. 5º, fixa esse
vaIor em R$ 2.400,00, devendo ser reajustado de forma a preservar, em caráter
permanente, o seu vaIor reaI, atuaIizado peIos mesmos índices apIicados aos benefícios
do regime geraI de previdência sociaI.
Até o montante de R$ 2.400,00 o servidor receberá sua aposentadoria, Ievando-se em
conta as remunerações que serviram de base para o cáIcuIo das contribuições (art. 40, §
3º, com redação dada peIa EC). Acima desse patamar, somente se contribuir para fundo
de previdência compIementar.
Importante saIientar, essa regra apenas vaIerá para aqueIes que ingressarem no serviço
púbIico após a promuIgação da Emenda ConstitucionaI. Quanto aos atuais, fica
assegurada a integraIidade da aposentadoria, nos termos das condições estabeIecidas
no art. 7º da EC.
; do >? ARTIO EFd
O re)ime de previdência complementar de 6ue trata o ; >E ser( institu3do por lei de
iniciativa do respectivo "oder &#ecutivo1 observado o disposto no art4 <F< e seus
par()rafos1 no 6ue couber1 por intermédio de entidades fechadas de previdência
complementar1 de nature+a p-blica1 6ue oferecerão aos respectivos participantes planos
de benef3cios somente na modalidade de contribuição definida4 KRedação dada pela
&menda Constitucional n= E>1 >C4><4<FFAL
Comentário
O dispositivo impõe a necessidade de editar uma Lei CompIementar para que a União, os
Estados, o Distrito FederaI e os Municípios instituam o regime de previdência
compIementar para seu servidores.
O objetivo desta Lei é impIantar normas gerais para este regime de caráter compIementar
ou como já vimos no parágrafo 14º art.40, visa meIhorar os proventos da aposentadoria
que o servidor receberá segundo o regime contributivo da Previdência SociaI.
Este regime compIementar será facuItativo, só participando deIe os servidores que assim
o desejarem, pois conforme o art. 202 da E.C nº 20/98 "o regime de previdência privada,
de caráter compIementar e organizado de forma autônoma em reIação ao regime de
previdência sociaI. Será facuItativo baseado na constituição de reservas que garantam o
benefício contratado e reguIado por Lei CompIementar.
Observação: O regime de previdência compIementar de que trata o art. 40 parágrafos 14,
15 e 16, da constituição federaI somente poderá ser instituído após a pubIicação da Lei
CompIementar prevista no parágrafo 15 do mesmo artigo.
; >@ do ARTIO EFd
Somente mediante sua prévia e expressa opção, o disposto nos parágrafos 14 e 15
poderá ser apIicado ao servidor que tiver ingressado no serviço púbIico até a data de
pubIicação do ato de instituição do correspondente regime de previdência compIementar.
KInclu3do pela &menda Constitucional n= <F1 de >?N><NCBL
Comentário
O parágrafo deixa cIaro que a adesão dos antigos servidores púbIicos ao regime da
previdência compIementar é facuItativo. Por facuItativo podemos entender que, quem
quiser não participa, não paga e consequentemente não terá os benefícios respectivos.
Todavia é interessante Ievar em conta que para o servidor antigo o regime da previdência
compIementar será facuItativo. Para os neo-servidores (novatos), o regime da previdência
compIementar será obrigatório se assim determinar a Lei, que irá discipIinar taI regime.
; >G do ARTIO EFd
Todos os valores de remuneração considerados para o c(lculo do benef3cio previsto
no ; Ad serão devidamente atuali+ados1 na forma da lei4 KInclu3do pela &menda
Constitucional n= E>1 >C4><4<FFAL
; >B do ARTIO EFd
Incidir( contribuição sobre os proventos de aposentadorias e pensões concedidas
pelo re)ime de 6ue trata este arti)o 6ue superem o limite m(#imo estabelecido para os
benef3cios do re)ime )eral de previdência social de 6ue trata o art4 <F>1 com percentual
i)ual ao estabelecido para os servidores titulares de car)os efetivos4 KInclu3do pela
&menda Constitucional n= E>1 >C4><4<FFAL
; >C do ARTIO EFd
O servidor de 6ue trata este arti)o 6ue tenha completado as e#i)ências para
aposentadoria volunt(ria estabelecidas no ; >=1 III1 a1 e 6ue opte por permanecer em
atividade far( 9us a um abono de permanência e6uivalente ao valor da sua contribuição
previdenci(ria até completar as e#i)ências para aposentadoria compuls8ria contidas no ;
>=1 II4 KInclu3do pela &menda Constitucional n= E>1 >C4><4<FFAL
; <F do ARTIO EFd
Fica vedada a e#istência de mais de um re)ime pr8prio de previdência social para os
servidores titulares de car)os efetivos1 e de mais de uma unidade )estora do respectivo
re)ime em cada ente estatal1 ressalvado o disposto no art4 >E<1 ; A=1 ]4 KInclu3do pela
&menda Constitucional n= E>1 >C4><4<FFAL
; <> do ARTIO EFd
A contribuição prevista no ; >B deste arti)o incidir( apenas sobre as parcelas de
proventos de aposentadoria e de pensão 6ue superem o dobro do limite m(#imo
estabelecido para os benef3cios do re)ime )eral de previdência social de 6ue trata o art4
<F> desta Constituição1 6uando o benefici(rio1 na forma da lei1 for portador de doença
incapacitante4 KInclu3do pela &menda Constitucional n= EG1 de <FF?L
,ireitos Ad6uiridos
Comentário
A Reforma Previdenciária através da emenda 20/98, trouxe mudanças significativas desvinculando
a aposentadoria ao tempo de serviço e vinculando-a ao tempo de contribuição. Essas mudanças do
regime jurídico da aposentadoria e pensão por morte do servidor, entretanto, não prejudicaram os
servidores públicos, pois o artigo 3º da emenda 20/98, assegura os direitos adquiridos pelos
servidores. Com efeito o artigo 3º diz :
asse*urada a concessão de aposentadoria e pensão9 a qualquer tempo8 aos servidores p3blicos e aos
se*urados do re*ime *eral de previd<ncia social8 bem como aos seus dependentes8 que at; a data da
publica-ão desta emenda8 ten.am cumprido os requisitos para a obten-ão destes benefícios8 com base
nos crit;rios da le*isla-ão então vi*enteG/
Comentário
Pelo exposto no artigo 3º, poderá aposentar-se pelo tempo de serviço, sem exigência de idade
mínima, o servidor que atender as exigências da Lei, até a entrada em vigor da Emenda
Constitucional. O direito adquirido, só é válido para o tempo de serviço completado antes da
mudança da legislação.
Dessa forma, o segurado que completou o tempo de serviço para a aposentadoria pelo regime
anterior até 15 de Novembro de 1.998, poderá entrar com pedido de benefício em qualquer época;
esse segurado possui direito adquirido, isto é, preencheu os requisitos legais antes da Lei ser
alterada.
& pará*rafo 0H do arti*o PH da )menda Constitucional nH @1LOB8disp6e que
"o servidor de que trata este artigo, que tenha completado as exigências para a aposentadoria
integral e que opte por permanecer em atividade fará juz à isenção da contribuição previdenciária
até completar as exigências para aposentadoria contidas no artigo 40, parágrafo 1º,- III da
Constituição Federal".
Comentário
A análise do parágrafo 1º -III do artigo 3º da Emenda Constitucional nº 20/98, nos permite deduzir
que a emenda da reforma da previdência incentiva a permanência desses servidores em seus cargos,
provavelmente para evitar que muitos servidores abandonem o serviço público.
& pará*rafo @H do A"#$%& PH da )/C/ nH @1LOB8 disp6e que:
"os proventos da aposentadoria a ser concedida aos servidores públicos no Caput, em termos
integral ou proporcionais ao tempo de serviço já exercido até a data de publicação desta emenda,
bem como as pensões de seus dependentes, serão calculados de acordo com a legislação em vigor à
época em que foram atendidas as prescrições nela estabelecidas para a concessão destes benefícios
ou nas condições da legislação vigente".
Comentário
A Emenda Constitucional 20/98 é cautelosa no que se refere a eventuais prejuízos que alguns
funcionários venham a sofrer, caso decidam aposentar-se futuramente, concedendo a eles o direito
de optar se os proventos de sua futura aposentadoria serão definidos pelas normas atuais ou pelas
normas da Lei futura.
& pará*rafo PH do A"#$%& PH a )/C/ nH @1LOB8
"efere-se aos aposentados e as vi3vas pensionistas e disp6e que
"são mantidos todos os direitos e garantias assegurados nas disposições constitucionais vigentes à
data de publicação desta emenda aos servidores e militares, inativos e pensionistas, aos anistiados e
aos ex-combatentes, assim como aqueles que já cumpriram até aquela data; os requisitos para
usufruírem tais direitos, observado o disposto no artigo 37, XI da constituição federal".
Comentário
O que o artigo expõe é que os direitos dos aposentados, pensionistas, anistiados, etc., são direitos
adquiridos, portanto juridicamente incontroversos.
A E.C. nº 20/98 insiste em vincular qualquer pagamento previdenciário ao valor teto dos subsídios
dos Ministros do Supremo Tribunal Federal (artigo 37, inciso XI da C.F. - reforma administrativa
19/98), conforme o disposto no artigo 3º, parágrafo 3º. Portanto, quem estiver recebendo valor
superior ao teto estabelecido no artigo 37, inciso XI da reforma administrativa, não deverá sofrer
prejuízo, pois tem direito adquirido, que é irreversível. Assim, somente as novas concessões de
aposentadorias e pensões é que estarão sujeitas ao valor teto, conforme o artigo 37, inciso XI da
reforma administrativa 19/98.
& A"#$%& CH da )/C/ nH@1LOB8 estabelece que:
"observado o disposto no artigo 40, parágrafo 10 da constituição federal, o tempo de serviço
considerado pela legislação vigente para efeito de aposentadoria, cumprido até que tal Lei discipline
a matéria, será contado como tempo de contribuição".
Comentário
Em primeiro lugar vamos verificar o artigo 40, parágrafo 10º que diz "a Lei não poderá estabelecer
qualquer forma de contagem de tempo de contribuição fictícia". Isto significa, que doravante não
haverá mais tempo fictício, como licença prêmio não gozada com tempo contado em dobro,
cumprimento de mandato eletivo, etc. Todavia, todo tempo empregado com licença prêmio,
mandato eletivo e viagens de estudo no exterior, antes da emenda previdenciária 20/98, será
considerado como tempo de contribuição, preservando-se portanto o direito adquirido.
R&RA. ,& TRA%.I_`O
(mudan-as de um sistema para outro,
Comentário
São fórmulas de adaptação para quem é servidor público, com o objetivo de adaptar seu tempo de
serviço. As novas regras estabelecidas pela E.C. nº 20/98 através de seu artigo 8º, que dispõe
"observado o disposto no artigo 4
o
desta emenda e ressalvado o direito de opção a aposentadoria
pelas normas por ela estabelecida, é assegurado o direito à aposentadoria voluntária com proventos
calculados de acordo com o artigo 40, parágrafo 3º da Constituição Federal, àquele que tenha
ingressado regularmente em cargo efetivo na administração pública, direta, autárquica e
fundacional até a data de publicação desta emenda, quando servidor, cumulativamente":
•Tiver cinqüenta e três anos de idade, se homem, e quarenta e oito anos de idade, se mulher.
•Tiver cinco anos de efetivo exercício no cargo em que se dará a aposentadoria.
Contar tempo de contribuição igual, no mínimo à soma de :
•Trinta e cinco anos, se homem e trinta anos se mulher;
•Um período adicional equivalente a 20º do tempo que, na data da publicação desta emenda,
faltaria para atingir o limite de tempo da alínea anterior.
+ará*rafo 0H do art/ B
o
disp6e que:
"o servidor que trata este artigo, desde que atendido o disposto em seus incisos I e II; e observado o
disposto no artigo 4º, desta emenda pode aposentar-se com proventos proporcionais ao tempo de
contribuição, quando atendidas as seguintes condições":
Comentário
Contar tempo de contribuição igual, no mínimo, à soma de :
I-trinta anos se homem, vinte e cinco anos, se mulher; e
Um período adicional de contribuição equivalente a 40º do tempo que, na data anterior; da
publicação desta emenda, faltaria para atingir o limite de tempo constante da alínea
II - Os proventos da aposentadoria proporcional serão equivalentes a 70º do valor máximo que o
servidor obteria de acordo com o caput, acrescido de 5º por ano de contribuição que sugere a soma
a que se refere o inciso anterior, até o limite de 100º.
Atenção: Para os novos servidores foi extinta a aposentadoria proporcional.
A"O.&%TA,ORIA. &."&CIAI.
Comentário
Servidores que pelo sistema previdenciário anterior a E.C. nº 20/98 se aposentavam integralmente
com 30 anos e 25 anos respectivamente.
Dentre estes servidores podemos elencar os professores, membros do ministério público (promotores
de justiça e os juizes. Para eles foi também elaborada regras de transição. Conforme os parágrafos
2º, 3º e 4º do artigo 8º de E.C. nº 20/98.
R@
o
- Aplica-se ao !a*istrado e ao !embro do !inist;rio p3blico e do #ribunal de Contas o
disposto neste arti*o/
RP
o
- Na aplica-ão do disposto no pará*rafo anterior8 o !a*istrado ou o !embro do !inist;rio
+3blico ou de #ribunal de Contas8 se .omem8 terá o tempo de servi-o exercido at; a publica-ão desta
emenda contado com acr;scimo de 0AT/
RC
o
-& professor8 servidor da 2nião8 dos )stados8 do Distrito ?ederal e dos !unicípios8 incluídas
suas Autarquias e ?unda-6es8 que8 at; a data da publica-ão desta emenda8 ten.a in*ressado8
re*ularmente8 em car*o efetivo de ma*ist;rio e que opte por aposentar-se na forma do disposto do
GcaputG8 terá o tempo de servi-o exercido at; a publica-ão desta emenda contado com acr;scimo de
0AT8 se .omem8 e de @1T8 se mul.er8 desde que se aposente8 exclusivamente8 com tempo de efetivo
exercício das fun-6es de ma*ist;rio/
:edidas para &vitar &#cesso de Aposentadorias "roporcionais
Comentário
Além das medidas que incentivam a permanência em seus cargos daqueles servidores que tenham
completado as exigências para a aposentadoria integral (artigo 3º - parágrafo 1) da E.C. nº 20/98, a
Reforma Previdenciária preocupou-se também com o excesso de pedidos de aposentadorias
proporcionais, concedendo a todos os servidores que tenham condições de se aposentarem
proporcionalmente, a isenção da contribuição previdenciária, evidentemente, só possível após
satisfeitos os requisitos para este tipo de aposentadoria. É o que dispõe o parágrafo 5º do artigo 8º da
E.C. nº 20/98 abaixo descrito.
ARTIGO 41°
.ão est(veis ap8s três anos de efetivo e#erc3cio os servidores nomeados para car)o
de provimento efetivo em virtude de concurso p-blico4
KRedação dada pela &menda Constitucional n= >C1 de >CCBL
Observação$ Redação dada apeIa Emenda ConstitucionaI 19/98 (Reforma
Administrativa), que institui a estabiIidade para o servidor púbIico após 3 (três) anos de
efetivo exercício no cargo. Esta estabiIidade refere-se apenas aos funcionários
concursados.
No sistema constitucionaI brasiIeiro, da efetividade não resuIta obrigatoriamente a
estabiIidade, nem a estabiIidade pressupõe necessariamente a efetividade.
Segundo ManoeI GonçaIves Ferreira FiIho:
•a efetividade dá direito a um cargo.
•a estabiIidade mantém o servidor no quadro da administração.
Comentário
A redação imposta a este dispositivo peIa EC-19 ampIiou de dois para três anos o período
do estágio probatório. Foi, também, meIhorada a técnica da redação, com a previsão de
estabiIidade aos servidores nomeados "para cargo de provimento efetivo" em virtude de
concurso púbIico.
;>
o
do ARTIO E>d
O servidor púbIico estáveI só perderá o cargo :
I - em virtude de sentença judiciaI transitada em juIgado;
II- mediante processo administrativo em que Ihe seja assegurada ampIa defesa;
III - mediante procedimento de avaIiação periódica de desempenho, na forma de Lei
CompIementar, assegurada ampIa defesa.
Comentário
Diferença fundamentaI em reIação ao servidor vitaIício, como juiz, membro do Ministério
PúbIico ou Ministro de TribunaI Superior, cuja perda do cargo depende sempre de
processo judiciaI.
TaIvez uma das mais discutidas medidas da EC-19, a perda por insuficiência de
desempenho, a rigor, já era possíveI sob a discipIina anterior, se apIicados os
dispositivos Iegais reIativos aos deveres e as proibições dos servidores. Não é, então, a
rigor, uma novidade, mas, agora constitucionaIizada, a perda do cargo por esse
fundamento certamente está mais visíveI e será Iida com mais atenção.
;<
o
do ARTIO E>d
Invalidada por sentença 9udicial a demissão do servidor est(vel1 ser( ele reinte)rado1
e o eventual ocupante da va)a1 se est(vel1 recondu+ido ao car)o de ori)em1 sem direito a
indeni+ação1 aproveitado em outro car)o ou posto em disponibilidade com remuneração
proporcional ao tempo de serviço4 KRedação dada pela &menda Constitucional n= >C1 de
>CCBL
Comentário
A EC-19 perdeu uma exceIente oportunidade de corrigir equívoco técnico que vem desde
a redação originaI da Constituição, em 1988. A demissão do servidor pode ser invaIidada,
também, administrativamente, já que, segundo o próprio STF, a administração púbIica
está obrigada a rever os seus atos, quando eivados de vício ou erro. Revendo uma
demissão, assim, poderia concIuir que essa é iIegaI, e determinar a sua anuIação. É
importante observar que não há um Iimite de tempo para isso, uma vez que o STF deixou
juIgado poder ocorrer essa revisão administrativa "a quaIquer tempo". A Segunda
previsão importante da aIteração imposta peIa Emenda é a remuneração da
disponibiIidade, que passa a ser proporcionaI ao tempo de serviço, e não mais integraI4
;A
O
do ARTIO E>d
&#tinto o car)o ou declarada a sua desnecessidade1 o servidor est(vel ficar( em
disponibilidade1 com remuneração proporcional ao tempo de serviço1 até seu ade6uado
aproveitamento em outro car)o4 KRedação dada pela &menda Constitucional n= >C1 de
>CCBL
Comentário
A EC-19, coerentemente com a previsão do parágrafo anterior, também aqui impõe a
disponibiIidade com remuneração proporcionaI ao tempo de serviço.
; E= do ARTIO E>d
Como condição para a a6uisição da estabilidade1 é obri)at8ria a avaliação especial
de desempenho por comissão institu3da para essa finalidade4 KInclu3do pela &menda
Constitucional n= >C1 de >CCBL
Este parágrafo deve ser comentado pois foi acrescentado peIa Emenda ConstitucionaI nº
19/98 (reforma administrativa) que dispõe como condição para a aquisição da
estabiIidade, ser obrigatória a avaIiação de desempenho por comissão instituída para
essa finaIidade.
A avaIiação de desempenho é um processo utiIizado nas empresas privadas que visa
avaIiar a quaIidade do trabaIho do funcionário; interesse, iniciativa, busca do
aperfeiçoamento profissionaI, capacidade de Iiderança, dentre muitos outros aspectos
reIacionados ao desempenho profissionaI.
Então, se antes conseguia estabiIidade apenas com o "tempo de casa", agora dependerá
de sua competência profissionaI avaIiada por uma comissão.
Serviços PúbIicos
É todo aquele prestado pela administração pública ou por seus delegados sob
normas e controles estatais para satisfazer necessidades essenciais (saúde, segurança, etc.) ou
secundárias da coletividade ou simples conveniência do Estado (CPF, etc.).
Em outras palavras, Serviço Público é aquele que é instituído, mantido e executado pelo Estado, com
o objetivo de atender aos seus próprios interesses e de satisfazer as necessidades coletivas.
Sentido formal: à tarefa exercida sob a influência de normas de direito público;
Sentido Material: corresponde à atividade que atende os interesses ou necessidades da coletividade.
Dever de prestar: Ao Poder Público incumbe a prestação de serviços públicos (Art. 175 da C.F.)
podendo seu desempenho ser direto ou indireto.
+resta-ão indireta:
1º) da instituição de pessoas jurídicas de direito público ou de direito privado criadas com essa
finalidade;
2º) Concessões;
3º) Permissões.
+resta-ão direta:
- Aos Municípios: é confiado prestar maior gama de serviços públicos, posto ser de sua competência
todo aquele que toque o seu "peculiar interesse" ou o "interesse local" (C.F. Art. 30, V).
- À União compete, além dos comuns a Estados e Municípios (Art. 23 da C.F.), os que lhe são
privativos (Art. 21 C.F.).
- Aos Estados somente os remanescentes podem lhes ser atribuídos (C.F., Art. 25, § 1º), excetuada
uma única hipótese: distribuição de serviço de gás canalizado (C.F., Art. 25 § 2º).
- Atividade judiciária.
CONCEITO DE SERVIÇO PUBLICO
A noção de serviço público se trata de verdadeira demarcação do âmbito de incidência do Direito
Administrativo nas atividades estatais. É o serviço público campo próprio de atuação do Estado em
que a intervenção de particulares é meramente acessória ou substitutiva e só se dá mediante
condições muito específicas. O conceito de serviço público nasce justamente para determinar a
separação entre direito público e privado, distinção esta que remonta à fase absolutista.
Com o advento da chamada Teoria do Serviço Público, a noção adquiriu os contornos do Estado do
bem-estar social, passando a se consubstanciar em uma obrigação de prestar atribuída ao Estado,
sendo um dever e não um direito.
No atual Estado brasileiro, que tem como inspiração a noção de Estado do bem estar social, a
Constituição prevê várias atribuições que cabem ao Estado prestar (Art. 175), consubstanciando-se,
tais atividades, nos chamados serviços públicos que, como veremos, são atividades juridicamente
distintas que se apresentam completamente delineadas pela Constituição Federal.
Veja a seguir alguns conceitos de Serviço Público, conforme alguns autores:
1. "4ervi-o p3blico ; toda a atividade de oferecimento de utilidade ou comodidade material fruível
diretamente pelos administrados8 prestados pelo )stado ou por quem l.e fa-a as ve7es8 sob um re*ime de
Direito +3blico - portanto8 consa*rador de prerro*ativas de supremacia e de restri-6es especiais -
instituído pelo )stado em favor de interesses que .ouver definido como prFprios no sistema normativo/
(///, a no-ão de servi-o p3blico .á de se compor necessariamente de dois elementos: um deles8 que ; seu
substrato material8 consiste na presta-ão de utilidade ou comodidade fruível diretamente pelos
administrados9 o outro8 tra-o formal indispensável8 que l.e dá justamente caráter de no-ão8 consistente
em um específico re*ime de Direito +3blico8 isto ;8 numa Gunidade normativa" (BANDEIRA DE
MELLO, C. A. Curso de direito administrativo. 12. ed. São Paulo: Malheiros, 1999).
2. "4ervi-o +3blico ; todo aquele prestado pela Administra-ão ou por seus dele*ados8 sob normas e
controles estatais8 para satisfa7er necessidades essenciais ou secundárias da coletividade ou simples
conveni<ncias do )stado/ ?ora dessa *eneralidade não se pode indicar as atividades que constituem
servi-o p3blico8 porque variam de acordo com a exi*<ncia de cada povo e de cada ;poca/ Nem se pode
di7er que são as atividades coletivas vitais que caracteri7am os servi-os p3blicos8 porque ao lado destas
existem outras8 sabidamente dispensáveis pela comunidade8 que são reali7adas pelo )stado como servi-o
p3blico". (MEIRELLES, H. L. Direito administrativo brasileiro. 25. ed. São Paulo: Malheiros, 1999).
3. "4ervi-o p3blico ; toda atividade material que a lei atribui ao )stado para que exer-a diretamente ou
por meio de seus dele*ados8 com o objetivo de satisfa7er concretamente as atividades coletivas8 sob
re*ime jurídico total ou parcialmente p3blico". (DI PIETRO, M. S. Z. Direito administrativo. 11. ed.
Atlas. São Paulo, 1999).
4. "4aber quando e porque uma atividade ; considerada servi-o p3blico remete ao plano da concep-ão
política dominante8 ao plano da concep-ão sobre o )stado e seu papel/ U o plano da escol.a política8
que pode estar fixada na Constitui-ão do país8 na lei e na tradi-ão/ A Constitui-ão pátria considera
como servi-os p3blicos p/ex/: o transporte coletivo8 no art/P18>9 servi-os telef:nicos8 tele*ráficos8 no art/
@08 D$9 ener*ia el;trica8 no art/ @08D$$$/ (///, ?inalidades diversas levam a considerar certa atividade
como servi-o p3blico8 dentre as quais: retirar da especula-ão privada setores delicados9 propiciar o
benefício do servi-o aos menos favorecidos9 suprir car<ncia da iniciativa privada9 favorecer o pro*resso
t;cnico/ )m ess<ncia8 servi-o p3blico si*nifica presta-6es9 são atividades que propiciam diretamente
benefícios e bens8 aos administrados8 não se incluindo aí as de prepara-ão de infra-estruturas (arquivo8
arrecada-ão de tributos8 p/ex/,/ Abran*e presta-6es específicas para determinados indivíduos8 p/ex/
á*ua8 telefone e presta-6es *en;ricas8 p/ex/ ilumina-ão p3blica8 limpe7a de ruas/ No momento em que a
atividade de presta-ão recebe a qualifica-ão de servi-o p3blico8 conseqV<ncias adv<m8 em especial
quanto ao re*ime jurídico8 mesmo que fornecida por particulares". (MEDAUER, O. Direito
administrativo moderno. São Paulo: RT, 1996).
5. Conceito "tradicional" de serviço público: "atividade da Administra-ão +3blica que tem por fim
asse*urar de modo permanente8 contínuo e *eral8 a satisfa-ão de necessidades essenciais ou secundárias
da sociedade8 assim por lei consideradas8 e sob as condi-6es impostas unilateralmente pela prFpria
Administra-ão".
Conceito "contemporâneo" de serviço público: "as atividades pelas quais o )stado8 direta ou
indiretamente8 promove ou asse*ura a satisfa-ão de interesses p3blicos8 assim por lei considerados8 sob
re*ime jurídico prFprio a elas aplicável8 ainda que não necessariamente de direito p3blico".
(MOREIRA NETO, D. F. Mutações do direito administrativo. Rio de 1aneiro: Renovar, 2000).
Características do Serviço PúbIico
O serviço público é bastante diferente dos serviços comuns prestados pelas empresas privadas ou
pelos prestadores autônomos, vez que está subordinado coletivo, portanto, um interesse maior que o
interesse individual de cada cidadão.
Assim, o Estado, por critérios jurídicos, técnicos e econômicos, define e estabelece quais os serviços
deverão ser públicos ou de utilidade pública, e ainda se estes serviços serão prestados diretamente
pela estrutura oficial ou se serão delegados a terceiros.
Naturalmente alguns serviços não poderão ser delegados a terceiros pela sua complexidade ou
vinculação direta com a administração pública, entretanto, outros tipos de serviços não devem ser
prestados diretamente e, por conseqüência, sempre são transferidos à iniciativa privada, contudo,
obedecidas certas condições e normas.
Os serviços públicos, propriamente ditos, são aqueles prestados diretamente à comunidade pela
Administração depois de definida a sua essencialidade e necessidade. Assim são privativos do Poder
Público, ou seja, só a Administração Pública deve prestá-los. Por exemplo a preservação da saúde
pública e os serviços de polícia.
Outros serviços públicos, chamados de serviços de utilidade pública, são aqueles que a
Administração Pública reconhece a sua conveniência para a coletividade prestando-os diretamente
ou delegando-os a terceiros, nas condições regulamentadas e sob o seu controle. Por exemplo o
transporte coletivo, a energia elétrica, o serviço de telecomunicações e o fornecimento de água.
Os serviços que são prestados individualmente a cada cidadão, por exemplo o fornecimento de água,
luz, telecomunicações etc., geralmente o são por empresas privadas mediante concessão outorgada
pelo poder público e sob pagamento da tarifa respectiva diretamente pelo usuário.
A cessação do pagamento desses serviços por parte do usuário tem suscitado hesitações da
jurisprudência sobre a legalidade e legitimidade da suspensão de seu fornecimento em face de
normas vigentes como o Código de Defesa do Consumidor.
Mas, importante, o prévio aviso da suspensão não pode ser ignorado e é obrigatório pela lei e, aliás,
conforme tem entendido pacificamente a jurisprudência.
A lei também define como essenciais alguns tipos de serviços, que nem sempre são serviços públicos,
mas que, sendo essenciais à coletividade, poderão sofrer alguns tipos de intervenção do poder
público.
São serviços essenciais, assim definidos pela Lei n.º 7.783/89, os serviços os de água, energia elétrica,
gás, combustíveis, saúde, distribuição de medicamentos e alimentos, funerário, transporte coletivo,
captação e tratamento de esgoto, tráfego aéreo, compensação bancária e outros.
Classificação dos Serviços Públicos
Serviço próprio ou impróprio:

Direta
Próprio
Indireta
CIassificação do Serviço PúbIico
Impróprio autorizados

PRÓPRIO: Atendem as necessidades coletivas. O Estado assume como seus e os executa diretamente
(agentes) ou indiretamente (por meio de concessionários e permissionários).
IMPRÓPRIO: Atendem também as necessidades coletivas, mas, não são assumidos nem executados
pelo Estado, seja direta ou indiretamente, são apenas por ele autorizados, fiscalizados e
regulamentados. Na verdade essa categoria de impróprio não é serviço público em sentido jurídico.
Ex.: serviços prestados por instituições financeiras (art. 192, I e II da C.R.). São atividades privadas
que dependem de autorização do Poder público.
Quanto ao objeto:
•Administratrivos
•&bjeto sociais
•Comerciais
•$ndustriais
Administrativos: A administração executa para as sua necessidades internas ou outros que serão
prestados ao público.
Comercial ou industrial: Administração executa ou indiretamente para atender às necessidades
coletivas de ordem econômica.
Não deve ser confundido com atividade econômica do art. 173 da C.R.
Serviços gerais, ou de fruição geral (uti universi), os que não possuem usuários ou destinatários
específicos e são remunerados por tributos (calçamento público, iluminação pública etc.).
A atividade econômica pode ser executada pelo Estado de 3 formas:
a, privativa da iniciativa privada (Art/ 0AP da C/"/,/
b, explora-ão de petrFleo8 de minas e ja7idas8 de min;rios e minerais nucleares (art/ 0AQ e 0AA da C/"/
com altera-6es pelas )mendas Constitucionais Q e O de 0OO',/
c, Arti*o 0A' da C/"/ por meio de concessão ou permissão servi-os de transportes8 ener*ia el;trica8
telecomunica-6es e outros servi-os previstos constitucionais B e ' de 0OO'/
d) Quanto a maneira para satisfazer o interesse geral (critério do destinatário):
UTI SINGULI - Satisfação individual e direta das necessidades dos cidadãos. Para Celso Antonio
Bandeira de Mello só esta categoria constitui Serviço Público. Poderão existir reclamações valendo-se
a ação de preceito cominatório previsto no Artigo 287 do C.P.C., considerando constituírem
atividades geradoras de direito subjetivo à sua obtenção.

Serviços comerciais Serviços sociais

• Energia eIétrica
• E industriais
• Luz,
• Gás
Transportes
• Ensino,saúde
Assistência
Previdência SociaI
UTI UNIVERSI - Satisfação coletiva, mas usufruídos apenas indiretamente pelos indivíduos. São
aqueles destinados a servir a coletividade como um todo, não geram direitos objetivos e são mantidos
por tributos.
Ex.: serviços de defesa do país contra inimigo externo, serviços diplomáticos, serviços administrativos
prestados internamente pela administração trabalhos de pesquisa científica, de iluminação pública,
de saneamento, polícia.
Caio #ácito divide em:
•ori*inários ou con*<nitos e
•derivados ou adquiridos/
Originário: está diretamente ligado a atividades essenciais do Estado (tutela do direito) privativos do
Estado.
MellW chama de Serviços Públicos.
Adquirido: é atividade facultativa (social, comercial e indústria do Estado). MellW chama de Serviços
de utilidade pública.
Princípio da exclusividade ou não exclusividade do poder público na prestação de serviços.
Exclusivos - serviço postal e correio aéreo nacional (art. 21, X); telecomunicações (art. 21, XI),
radiodifusão, energia elétrica, navegação aérea, transportes e demais indicados no artigo (Art. 21,
XII), o serviço de gás canalizado (art. 25, § 2º).
Não Exclusivos - São considerados serviços públicos próprios, quando executados pelo Estado; e
podem ser considerados serviços públicos impróprios, quando prestados por particulares.
Outros serviços públicos podem ser executados pelo Estado ou pelo particular mediante autorização
do poder público.
Título VIII da C.R. ordem social - saúde (art. 196 e 199 da C.R.);
•+revid<ncia 4ocial (art/ @108 R BH,9
•Assist<ncia 4ocial (Art/ @1C,9
•)duca-ão (Art/ @1B e @1O,/
Entenda as Formas de Prestação dos Serviços Públicos.
A) Serviço centralizado: é o prestado pela própria administração, através de suas próprias
repartições, sob sua responsabilidade direta e exclusiva. O Estado se apresenta ao mesmo tempo
como titular e prestador do serviço.
B) Serviço descentralizado: É aquele cuja titularidade (ou apenas a sua execução) transferiu-se da
Administração Pública para Autarquias, entidades paraestatais (empresas públicas e sociedades de
economia mista), empresas privadas ou particulares. Ela acontece por meio de outorga ou delegação.
C) Execução direta do serviço público: Realiza-se quando os meios utilizados para a sua prestação
pertencem àquele responsável pelo seu oferecimento ao público. Poderá assim, o prestador constituir
pessoa estatal, autárquica, paraestatal, empresa privada ou particular.
D) Execução indireta do serviço público: realiza-se quando os meios utilizados para a sua prestação
pertencem a terceiros que, através de contrato com o prestador do serviço, oferecem atendimento ao
público.
Assim sendo, tanto a Administração direta quanto a Administração indireta (autarquias, empresas
públicas e sociedades de economia mista) poderão executar serviços indiretamente. Essa
possibilidade estende-se aos entes de cooperação (serviços sociais autônomos, entre outros), empresas
privadas e particulares.
SERVIÇO PUBLICO OUTORGADO E SERVIÇO PUBLICO DELEGADO.
O serviço público outorgado é aquele transferido por lei - por tempo geralmente indeterminado - a
entidade criada pelo Estado, e só por lei poderá ser retirado ou modificado seu destino originalmente
previsto. A titularidade do serviço só poderá ser efetuada por outorga. Podemos concluir que a
autarquia sempre executará determinado serviço com titularidade na sua prestação.
O serviço público delegado é aquele transferido através de ato administrativo bilateral (concessão) ou
unilateral (permissão e autorização), motivo pelo qual poderá ser revogado, modificado ou anulado, e
onde sua transferência tem sempre caráter temporário. Nestes não haverá transferência de
titularidade, mas apenas a execução do serviço transpassada. Assim ocorre com a concessão,
permissão e autorização, como modalidades de delegação de serviços.
(CONCESSIONÁRIO) SERVIÇOS CONCEDIDOS.
São serviços de utilidade pública delegados pelo Poder Público, através de contrato administrativo a
particular, que os executa em seu nome e por sua conta e risco.
A retomada do serviço concedido:
•reversão8
•encampa-ão8
•rescisão ou
•anula-ão/
A) Reversão: término do prazo. O serviço retornará ao concedente, assim como os bens a ele
vinculados que irão integrar-se ao patrimônio público. Normalmente é gratuita, contudo, caso o
ressarcimento do investimento que o concessionário tenha feito durante a prestação do serviço tenha
sido impossível, em razão do emprego de investimento especiais ou devido ao curto prazo da
concessão, admitir-se-á reversão onerosa.
B) Encampação: É a retomada do serviço, mediante coação, em razão de conveniência e interesse
público. É ato de império do Poder Público, que resgatará o serviço, entrará na posse dos bens
utilizados na sua prestação e, posteriormente, indenizará o concessionário.
C) Rescisão: É a extinção do serviço em razão do desfazimento do contrato, durante a sua execução.
Poderá ser bilateral (distrato, amigável), unilateral (falta grave, legal ou contratual prevista,
cometida pelo concessionário. Também receberá o nome de caducidade.
D) Anulação: ilegalidade nos elementos contratuais. Possui efeitos ex tunc.
(PERMISSIONÁRIO) Serviços permitidos:
São serviços de utilidade pública delegados pela Administração a particular, por meio de ato
administrativo unilateral, discricionário e precário. Serviço executado por conta e risco do
permissionário, sem direito a indenização.
Conceito de tarifa: Remuneração exigível na prestação de serviços que podem ser mensurados na sua
utilização. Preço público: é arrecadado na prestação do serviço predominantemente particular, mas
sempre considerado o interesse público, razão pela qual melhor se encaixa na definição de tarifa.
Para não esquecer.
A Permissão se diferencia da Concessão, pois
permite a pessoa física como prestadora de serviços,
bem como não admite a presença de empresas
consorciadas.


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Em relação à concessão de serviço público, a lei assim a define: "dele*a-ão de sua presta-ão8 feita pelo
poder concedente8 mediante licita-ão8 na modalidade de concorr<ncia8 5 pessoa jurídica ou consFrcio de
empresas que demonstre capacidade para seu desempen.o8 por sua conta e risco e por pra7o
determinado" (art. 2º, II).
No que toca à permissão de serviço público, a lei estabeleceu a seguinte regra: "dele*a-ão8 a título
precário8 mediante licita-ão8 da presta-ão de servi-os p3blicos8 feita pelo poder concedente 5 pessoa
física ou jurídica que demonstre capacidade para seu desempen.o8 por sua conta e risco" (art. 2º, IV).
Quanto ao conteúdo, os dispositivos apontam as diferenças e os pontos de identificação. Os elementos
de identificação consistem nos seguintes dados:
1º) em ambos os institutos há delegação do serviço pelo Poder Público;
2º) ambos devem ser precedidos de licitação;
3º) a exigência de concorrência só é prevista para a concessão, mas não o é para a permissão, o que
indica que esta pode resultar de outra modalidade de licitação;
4ª) em ambos o delegatário deve demonstrar que tem capacidade para executar o serviço; e
5º) o serviço deve ser executado por conta e risco do delegatário.
As diferenças resultam do cotejo entre os dispositivos:
1ª) na permissão há precariedade, enquanto na concessão não há qualquer referência a essa
característica;
2ª) a concessão só pode ser delegada a empresa ou consórcio de empresas, enquanto a permissão pode
ser atribuída à pessoa física ou jurídica; e
3ª) na concessão há previsão de prazo determinado, o que não ocorre na conceituação da permissão.
Fica restando o aspecto da instrumentalização dos institutos. Para a concessão, em suas duas
modalidades, a lei previu claramente que será ela um contrato. O art. 4º da lei é peremptório: "A
concessão de servi-o p3blico8 precedida ou não da execu-ão de obra p3blica8 será formali7ada mediante
contrato8 que deverá observar os termos desta lei8 das normas pertinentes e o edital de licita-ão."
Ao dizer que a formalização da concessão, seja qual for a modalidade, se dará por meio de contrato,
está a lei qualificando o instituto como contrato administrativo. E nesse ponto adotou a qualificação
da doutrina dominante, como já visto.
No entanto, no que diz respeito à permissão, o art. 40 apresentou o seguinte texto:
"A permissão de servi-o p3blico será formali7ada mediante contrato de adesão8 que observará os termos
desta lei8 das demais normas pertinentes e do edital de licita-ão8 inclusive quanto 5 precariedade e 5
revo*abilidade unilateral do contrato pelo poder concedente."
Nunca a permissão foi considerada um contrato. A concessão, já nos referimos ao fato, é qualificada
por alguns autores como ato, e não contrato. Mas a permissão jamais foi tida como contrato. Embora
haja elementos prévios negociais, porque permitente e permissionário manifestam suas vontades no
sentido da prestação do serviço, a permissão é formalizada por ato administrativo unilateral.
AUTORIZAÇÄO
Toda pessoa natural ou jurídica que preencha as condições previstas na lei, na regulamentação e,
quando for o caso, no instrumento convocatório poderá requerer autorização para prestação de
serviço Público.
O concedente não poderá negar autorização para exploração de serviço, no regime privado, salvo se
já atingido o número máximo de prestadores, imposto por razões técnicas ou para evitar o
comprometimento da prestação de modalidade de serviço de interesse coletivo, ou por motivo
relevante, hipótese em que sua decisão deverá ser fundamentada, com indicação das razões de fato e
de direito sobre as quais ela se apoia, sendo comunicada ao interessado em prazo estabelecido em
Lei.
1 - A autorização será formalizada mediante assinatura de termo
O interessado será previamente convocado, por meio de aviso publicado no Diário Oficial da União
ou por qualquer outro meio com comprovante de recebimento, para assinar o termo.
Do aviso constará o nome e qualificação do interessado, local, data e horários em que poderá assinar
o termo.
2 - O termo de autorização indicará:
I - objeto, área e prazo da autorização;
II - modo, forma e condições da prestação do serviço;
III - a vinculação da autorização ao cumprimento dos compromissos e contrapartidas assumidos pela
autorizada, em conformidade com sua proposta e com o instrumento convocatório;
IV - o preço público devido pela autorização, em conformidade com a proposta da autorizada e com
o instrumento convocatório;
V - os direitos, as garantias e as obrigações dos usuários, da Agência e da autorizada;
VI - a forma da prestação de contas e da fiscalização;
VII - as condições para interconexão, se houver;
VIII - o preço máximo dos serviços que serão praticados junto aos usuários, quando for o caso, e os
critérios de reajuste e revisão;
IX - a obrigação de a autorizada manter suas condições subjetivas, aferidas pela Anatel, durante todo
o período de exploração do serviço;
X - a obrigação de a autorizada prestar os serviços em conformidade com o plano de execução por
ela apresentado;
XI - as garantias de pagamento do preço público devido pela autorização e de cumprimento dos
compromissos e contrapartidas;
XII - as sanções; e
XIII - o foro e modo para solução extrajudicial das divergências.
3 - Como condição para assinatura do termo, a adjudicatária deverá apresentar garantia de
pagamento do preço público devido pela autorização e de cumprimento dos compromissos e
contrapartidas assumidos.
Quando o interessado se tratar de consórcio de empresas ou não for empresa constituída segundo as
leis brasileiras, com sede e administração no País, deverá, antes da assinatura do termo, adaptar-se
ou constituir empresa com as características adequadas e com observância das exigências previstas
no instrumento convocatório.
A autorização do serviço não confere direito adquirido à permanência das condições vigentes quando
da sua expedição ou do início das atividades, devendo a autorizada observar os novos
condicionamentos impostos por lei e pela regulamentação
Regulamentação e Controle
As agências reguladoras.
A partir do momento em que alguns dos serviços públicos no Brasil deixaram de ser prestados pelo
Estado, diretamente ou por intermédio de empresas públicas ou sociedades de economia mista, e
passaram a ser concedidos a empresas com o capital exclusivamente privado, houve a necessidade de
uma reestruturação do papel do Estado nessas áreas.
Desse modo, com o fim precípuo de exercer a regulação do mercado, tendo, dentre outras inúmeras
atribuições, a função de fiscalizar o exato cumprimento dos termos do contrato da concessão, foram
criadas as agências reguladoras.
Segundo o disposto no texto constitucional, a regulação pode se dar de duas maneiras - normativa e
operacional. - e o modelo adotado pelo Brasil foi o da regulação operacional, o que significa que as
agências são mera executoras de políticas definidas pelo governo. Prova disso, é o que dispõe o
parágrafo único do art. 175, já transcrito acima, determinando que questões como direito dos
usuários, qualidade dos serviços e políticas tarifárias sejam definidas por lei.
Embora não haja disciplina legal única, a instituição dessas agências vem obedecendo mais ou menos
ao mesmo padrão, o que não impede que outros modelos sejam idealizados posteriormente.
AGÊNCIAS REGULADORAS
Natureza 1urídica
São figuras muito recentes em nosso ordenamento jurídico. Possuem natureza jurídica de autarquias
de regime especial, são pessoas jurídicas de Direito Público com capacidade administrativa,
aplicando-se a elas todas as regras das autarquias.
Possuem como objetivo regular e fiscalizar a execução de serviços públicos. Elas não executam o
serviço propriamente, elas o fiscalizam.
NEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica)
É agência regulamentada pela Lei n. 9.427/96. É autarquia especial, vinculada ao Ministério das
Minas e Energia. Foi criada para regular e fiscalizar a prestação ou execução de serviços de energia
elétrica (art. 21, XII, "b", da CF/88). Dentro da regulação e da fiscalização da prestação de serviço
público, poderá:
abrir licitações;
celebrar contratos;
gerenciar a execução dos contratos;
aplicar sanções e penalidades pelo descumprimento de seus contratos;
resolver conflitos de interesses das concessionárias.
ANATEL (Agência Nacional de Telecomunicações)
É agência regulamentada pela Lei n. 9.472/97. É uma autarquia especial, vinculada ao Ministério das
Telecomunicações. Foi criada para regular e fiscalizar a prestação ou execução de serviços na área de
telecomunicações (art. 21, XI, da CF/88). Dentro da regulação e da fiscalização da prestação de
serviço público, poderá:
abrir licitações;
celebrar contratos;
gerenciar a execução dos contratos;
aplicar sanções e penalidades pelo descumprimento de seus contratos;
resolver conflitos de interesses das concessionárias.

ANP (Agência Nacional de Petróleo)
É regulamentada pela Lei n. 9.478/97. É uma autarquia especial vinculada ao Ministério das Minas e
Energia. Foi criada para regular e fiscalizar a prestação ou execução de serviços relacionados ao
petróleo (art. 177, § 1.º, da CF/88). Dentro da regulação e da fiscalização da prestação de serviço
público, poderá:
abrir licitações;
celebrar contratos;
gerenciar a execução dos contratos;
aplicar sanções e penalidades pelo descumprimento de seus contratos;
resolver conflitos de interesses das concessionárias;

ANS (Agência Nacional de Saúde)
É regulamentada pela Lei n. 9.961/00. É uma autarquia especial, vinculada ao Ministério da Saúde.
Foi criada para regular e fiscalizar a prestação ou execução de serviços na área de saúde (arts. 196 e
197 da CF/88). Dentro da regulação e da fiscalização da prestação de serviço público, poderá:
abrir licitações;
celebrar contratos;
gerenciar a execução dos contratos;
aplicar sanções e penalidades pelo descumprimento de seus contratos;
resolver conflitos de interesses das concessionárias.

AGÊNCIA EXECUTIVA
Trata-se de atributo conferido a certas autarquias e fundações por iniciativa da Administração
Direta, visando atingir certas metas em troca de uma maior autonomia gerencial, orçamentária e
financeira por meio de um contrato de gestão. Não se cria uma nova figura, são apenas prerrogativas
dadas a autarquias e fundações temporariamente. O instrumento para conferir essas prerrogativas é
o contrato de gestão, que está previsto em lei.
A diferença entre agência reguladora e agência executiva é que a primeira tem personalidade
jurídica de Direito Público, sendo autarquia em regime especial, e a segunda configura um rótulo
dado a autarquias e fundações, que amplia sua autonomia gerencial, orçamentária e financeira.

Contrato de Gestão
É um contrato administrativo celebrado entre a Administração Direta e a Indireta, visando o
cumprimento de certas metas em troca de uma maior autonomia gerencial, orçamentária e
financeira (art. 37, § 8.º, da CF/88). Conteúdo do contrato de gestão:
metas que devem ser atingidas;
prazos em que as metas serão atingidas;
instrumentos de controle (exercido pela Administração Direta);
penalidades a serem aplicadas;
termos da ampliação da autonomia gerencial, orçamentária e financeira.

ORGANIZAÇÔES SOCIAIS

Podem ser definidas como pessoa jurídica de Direito Privado, criada por particulares, sem fins
lucrativos, que recebem esse rótulo para o desempenho de serviços públicos não exclusivos do
Estado. Esses serviços públicos são definidos pela Lei n. 9.637/98: saúde, ensino, meio ambiente,
cultura e pesquisa científica.
Essas organizações sociais não integram a administração do Estado, mas estabelecem parcerias com
ele para exercer os serviços públicos; estão ao lado dele (entes paraestatais). Essa parceria entre as
organizações sociais e o Estado será firmada por meio de um contrato de gestão. A CF/88 dispõe
sobre um contrato de gestão no seu art. 37, § 8.º Esse contrato de gestão disposto no art. 37 da CF/88,
entretanto, não é o mesmo contrato de gestão disposto na Lei n. 9.637/98. A denominação é a mesma,
mas as situações são diferentes. O contrato de gestão deverá prever:
os serviços públicos que serão exercidos por essas organizações sociais;
o prazo que elas têm para executar esses serviços;
os instrumentos de fiscalização;
as penalidades em caso de descumprimento.
As organizações sociais podem ser contratadas sem licitação (art. 24, XXIV, da Lei n. 8.666/93) e
recebem verbas ou dotações orçamentárias (verbas, pessoal e bens públicos).
SERVIÇOS SOCIAIS AUTÔNOMOS
São todos aqueles instituídos por lei e que contêm uma personalidade de Direito Privado. Não
possuem finalidade lucrativa e têm por único objetivo prestar assistência a certas categorias
profissionais.
Não integram a Administração Pública, mas estabelecem parceria com o Estado. Não exercem
serviço público, mas sim serviços de interesse público, portanto, a parceria se deve ao interesse da
Administração Pública em incentivar o desenvolvimento dessas atividades.
Os serviços sociais autônomos têm como fonte de renda dotações orçamentárias e contribuições
parafiscais cobradas dos empregadores. Como exemplos de serviços sociais autônomos temos o
SENAI, o SESC e o SESI.
DIREITOS DO CONSUMIDOR
Os consumidores têm o direito de denunciar estabeIecimentos comerciais quando se
sentir prejudicado por eIes na aquisição de bens, produtos ou serviços. Confira os casos
mais comuns:
•Preços diferentes nas gôndoIas e na caixa registradora dos supermercados
•Produtos com prazo de vaIidade vencido ou sem a data de vencimento
•Mercadorias expostas na vitrine sem o preço
•Preços diferentes no pagamento à vista, dinheiro, cheque ou cartão de crédito
•Imposição de Iimite mínimo para a venda no cartão de crédito
•Produtos importados com buIa, rótuIo ou manuaI sem a tradução para a Iíngua
portuguesa
•Postos de combustíveis sem tabeIa de preços
•Financiamentos sem expIicitar o número de prestações, vaIor totaI à vista, vaIor totaI a
prazo e vaIor dos juros cobrados
•Propaganda enganosa
São Deveres do Consumidor
•Exigir sempre as notas fiscais
•Exigir um contrato ao soIicitar prestação de serviço
•SoIicitar os termos de garantia de serviços e produtos por escrito e definidos em
contrato
•Pedir o manuaI ou o rótuIo de quaIquer produto em Iíngua portuguesa
•Guardar os recibos para comprovar os pagamentos efetuados
•CoIocar no verso do cheque a data combinada para a compensação (caso seja pré-
datado) e a que eIe se destina
•Não se esquecer que as Iojas de roupas são obrigadas apenas a trocar peças com
defeitos
O 6ue é C8di)o de ,efesa do ConsumidorR
- É uma Iei de ordem púbIica (8.078/90) que estabeIece direitos e obrigações de
consumidores e fornecedores, para evitar que os primeiros sofram quaIquer tipo
de prejuízo. Uma Iei de ordem púbIica não pode ser contrariada nem por acordo
entre as partes.
Muem são os ConsumidoresR
- Pode ser uma pessoa, várias pessoas ou ainda empresas que compram ou
utiIizam produtos e serviços, para uso próprio.
& os Fornecedores1 6uem sãoR
- São empresas ou pessoas que produzem, montam, criam, constróem,
transformam, importam, exportam, distribuem ou vendem produtos ou serviços.
O 6ue é "rodutoR
- É quaIquer bem móveI (carro, eIetrodoméstico, sofá etc.) ou imóveI (casa,
terreno, apartamento etc.).
O 6ue é .erviçoR
- É quaIquer trabaIho prestado mediante pagamento, incIusive serviços púbIicos,
bancários, financeiros, de crédito e de seguros.
O 6ue é .erviço "-blicoR
- São aqueIes prestados peIo poder púbIico à popuIação: transportes, água,
esgotos, teIefone, Iuz, correios. Estes serviços podem ser prestados diretamente
peIo poder púbIico ou por empresas púbIicas e autarquias. O prestador de serviço
púbIico também é fornecedor, portanto, os serviços púbIicos devem ser
adequados e eficazes.
OS DIREITOS BÁSICOS DO CONSUMIDOR
O Código de Defesa do Consumidor enumera os direitos básicos do consumidor.
No entanto, outras situações que venham a causar prejuízos também estão
previstas no Código.
São direitos do consumidor:
1 - Proteção à vida e à saúde;
2 - Educação para o consumo;
3 - EscoIha de produtos e serviços;
4 - Informação;
5 - Proteção contra pubIicidade enganosa e abusiva;
6 - Proteção contratuaI;
7 - Indenização;
8 - Acesso à justiça;
9 - FaciIitação de defesa de seus direitos;
10 - QuaIidade dos serviços púbIicos.
Proteção da vida e da saúde
O Código de Defesa do Consumidor se preocupa com a proteção da vida, saúde e
segurança do consumidor contra produtos e serviços perigosos ou nocivos que
ofereçam riscos. Produtos perigosos por natureza como, por exempIo, inseticidas
e áIcooI, devem ser acompanhados por impressos próprios que tragam todas as
informações necessárias sobre seu uso, composição, antídoto e toxidade. Se
depois que o produto for coIocado à venda o fornecedor tiver conhecimento de
seu perigo, deverá imediatamente comunicar às autoridades competentes e aos
consumidores, através de anúncios pubIicitários em rádio, TV, jornaI. É, portanto,
dever do fornecedor informar o consumidor sobre a quantidade, características,
composição, preço e riscos que porventura o produto apresentar. O não
cumprimento a esta determinação do Código configura crime e prevê detenção de
6 meses a 2 anos e muIta.
PubIicidade
O Código de Defesa do Consumidor proíbe a execução ou promoção de
pubIicidade enganosa ou abusiva e prevê pena de 3 meses a um ano e muIta para
quem incorrer na prática. O ideaI é que toda pubIicidade seja cIara para que o
consumidor possa identificá-Ia faciImente. O fornecedor deve dispor de
informações técnicas e científicas para provar a veracidade da propaganda e deve
cumprir o que for anunciado. As informações da propaganda fazem parte do
contrato.
A propaganda enganosa contém informações faIsas sobre o produto ou serviço,
quanto à: - Características;
- Quantidade;
- Origem;
- Preço;
- Propriedades;
- Ou quando omite dados essenciais.
A pubIicidade é abusiva quando:
- Gera discriminação;
- Provoca vioIência;
- ExpIora o medo e a superstição do consumidor;
- Aproveita da faIta de experiência da criança;
- Desrespeita vaIores ambientais;
- Induz a comportamento prejudiciaI à saúde e à segurança.
Proteção contratuaI
O Código de Defesa do Consumidor garante a iguaIdade nas contratações,
possibiIitando modificação ou supressão de cIáusuIas contratuais
desproporcionais, que provoquem desequiIíbrio entre o consumidor e o
fornecedor.
O que é contrato?
- É um acordo em que as pessoas assumem obrigações entre si.
O que é contrato de adesão?
- Nem sempre o contrato é eIaborado e escrito peIas partes. Se uma das partes
apresenta a outra um contrato já eIaborado e impresso para assinar, será chamado
de contrato de adesão.
O contrato deve ter:
- Linguagem simpIes;
- Letras em tamanho de fáciI Ieitura;
- Destaque nas cIáusuIas que Iimitem os direitos do consumidor.
Regras gerais para quaIquer tipo de contrato:
O Código de Defesa do Consumidor garante o equiIíbrio dos direitos e obrigações
na assinatura de quaIquer tipo de contrato. Assim, não são permitidas cIáusuIas
que:
a) Diminuam a responsabiIidade do fornecedor no caso de dano ao consumidor;
b) Proíbam o consumidor de devoIver o produto ou reaver a quantia já paga
quando o produto ou serviço apresentar defeito;
c) EstabeIeçam obrigações para outras pessoas aIém do fornecedor e do
consumidor;
d) CoIoquem o consumidor em desvantagem exagerada;
e) EstabeIeçam obrigatoriedade somente para o consumidor apresentar provas no
processo judiciaI;
f) Proíbam o consumidor de recorrer diretamente a um órgão de proteção ao
consumidor ou à justiça, sem antes recorrer ao próprio fornecedor ou a quem
eIe determinar;
g) PossibiIitem ao fornecedor modificar quaIquer parte do contrato, sem
autorização do consumidor;
h) EstabeIeçam perda das prestações já pagas por descumprimento de obrigações
do consumidor.
Como proceder quando seu contrato apresentar aIguma cIáusuIa abusiva?
Ler atentamente o contrato é de fundamentaI importância. Quando encontrar
aIguma cIáusuIa com a quaI não concorde, questione e proponha sua aIteração ou
supressão antes de assinar. Se a outra parte não concordar, o consumidor deverá
Ievar seu contrato ao órgão de defesa do consumidor que convocará o fornecedor
para expIicações e eventuaI acordo. Quando o probIema atingir vários
consumidores contra o mesmo fornecedor, esse órgão defenderá todo o grupo.
Se o consumidor preferir poderá procurar advogado de sua confiança ou, não
tendo recursos, a assistência judiciária gratuita do Estado.
DEVERES DO CONSUMIDOR
Consciência Crítica: questionar o preço e a quaIidade de produtos e serviços.
Preocupação SociaI: estar ciente das conseqüências de nosso consumo sobre os
outros cidadãos.
RecIamação: mais que um direito, é um dever de consciência.
SoIidariedade: organizar-se em conjunto, para a promoção e proteção dos
interesses dos consumidores.
Pesquisa: pesquisar sempre antes de comprar.
Consciência do Meio Ambiente: preservar, conservar, proteger nossos recursos
naturais.
Boicote: a comerciantes desonestos e inescrupuIosos.
Honestidade: faIar sempre a verdade ao recIamar junto aos órgãos de Defesa do
Consumidor.
Ao adquirir produtos observe:
1) O prazo de vaIidade. Observe com atenção as datas indicadas nos aIimentos e
remédios.
2) A boa aparência das embaIagens. Latas amassadas, estufadas ou enferrujadas,
embaIagens abertas ou danificadas causam danos à saúde.
3) A autenticidade. Produtos faIsificados podem ser perigosos.
Ao contratar serviços evite:
1) oficinas não autorizadas e profissionais inexperientes. Na dúvida contrate um
profissionaI recomendado.
2) contratar serviço antes de fazer um orçamento. O orçamento é direito do
consumidor e neIe deverá constar:
a) forma de pagamento;
b) o tempo de execução do serviço;
c) o tipo de materiaI a ser usado;
d) detaIhes do serviço a ser executado.
O orçamento tem vaIidade de 10 dias a partir da data de recebimento peIo
consumidor.
ATENÇÃO: A APROVAÇÃO DO ORÇAMENTO DEVE SER FEITA POR ESCRITO E
SOMENTE PELO CONSUMIDOR.
O prestador de serviços deve sempre utiIizar peças novas quando o serviço exigir
reposição de peças. O consumidor deverá ser consuItado quanto à possibiIidade
da utiIização de peças usadas ou recondicionadas. Apresentação do produto:
Os produtos ou serviços devem ser oferecidos ao consumidor brasiIeiro em Iíngua
portuguesa e com informações cIaras sobre:
1 - As características do produto ou serviço;
2 - Suas quaIidades;
3 - Quantidade;
4 - Composição, ou seja, ingredientes utiIizados;
5 - Preço;
6 - A garantia;
7 - Prazo de vaIidade;
8 - O nome do fabricante e o endereço;
9 - Os eventuais riscos que possam apresentar à saúde e segurança dos
consumidores.
Quando o consumidor compra um produto nacionaI ou importado
(eIetrodoméstico, por exempIo) o fabricante ou importador deve garantir a troca
das peças enquanto eIe estiver à venda. Mesmo depois que o produto deixou de
ser fabricado ou importado, a oferta das peças deverá ser mantida por
determinado prazo.
ReemboIso postaI, compra por teIefone, etc.
Quando você comprar um produto ou contratar um serviço através de:
- reemboIso postaI (anúncios em revistas, TV, jornais, etc);
- pedido por teIefone;
- vendedores na porta de sua casa e outros meios que sejam fora do
estabeIecimento comerciaI;
Você tem direito de se arrepender da compra ou contratação no prazo de 7 dias,
contados a partir do recebimento do produto ou serviço ou assinatura do contrato.
No caso de arrependimento, o consumidor deverá devoIver o produto ou
suspender o serviço e terá direito à devoIução do vaIor pago, com correção
monetária.
TERMO DE GARANTIA
O Termo de Garantia deverá ser preenchido no momento da compra, na frente do
consumidor. Junto com eIe deve ser entregue o ManuaI de InstaIação e Instrução
de uso do produto. O Termo de Garantia deverá escIarecer:
a) No que consiste a garantia;
b) QuaI o seu prazo;
c) O IocaI em que deve ser exigida.
ATENÇÃO: ainda que o termo de garantia não exista, o Código de Defesa do
Consumidor garante os seus direitos. No caso de produtos ou serviços
defeituosos procure o PROCON!
Consumidor, fique atento! Você não deve comprar:
1) Produtos com prazo de vaIidade vencido. Observe com atenção os prazos
indicados nos aIimentos e remédios.
2) Produtos com má aparência, Iatas amassadas, estufadas ou enferrujadas,
embaIagens abertas ou danificadas.
3) Produtos com suspeita de terem sido faIsificados.
4) Produtos que não atendam à sua reaI finaIidade. Ex.: chuveiro eIétrico ou ferro
de passar que não esquentem. Procure testar o produto na Ioja, antes de comprar.
São práticas abusivas:
1) Obrigar o consumidor, na compra de um produto, Ievar outro que não queira
para que tenha direito ao primeiro. É a chamada venda casada. A regra é váIida
também na contratação de serviços.
2) Recusar atender consumidores quando há estoque de mercadorias.
3) Fornecer serviço ou produto sem que o consumidor tenha soIicitado e depois,
cobrar por eIe.
4) Aproveitar-se da ignorância, faIta de conhecimento em vista da idade, saúde ou
condição sociaI do consumidor para convencê-Io a comprar um produto ou
contratar um serviço.
5) Exigir vantagem exagerada ou desproporcionaI em reIação ao compromisso que
o consumidor esteja assumindo.
6) A prestação dos serviços sem que seja apresentado ao consumidor um
orçamento com a previsão de custos, mão-de-obra etc.
7) Difamar o consumidor, principaImente se eIe estiver exercendo seu direito.
8) CoIocar no mercado produto ou serviço em desacordo com as Ieis que
reguIamentam sua produção.
9) Deixar de estipuIar prazo máximo para entrega de produto ou fornecimento de
serviço.
10) UtiIizar peças de reposição usadas ou recondicionadas no conserto de um
produto, sem autorização de consumidor.
11) Fixar muIta superior a 2% do vaIor da prestação, nos contratos de
financiamentos.
Reparação de danos
Sempre que um produto ou serviço causar acidente, serão responsabiIizados:
1º - O fabricante
2º - O produtor
3º - O construtor
4º - O importador
Na impossibiIidade de identificar o fabricante, o produtor, o construtor ou o
importador, que respondem soIidariamente peIo dano, o responsáveI passa a ser o
comerciante. Um produto é considerado defeituoso quando não oferece a
segurança que deIe se espera, Ievando-se em consideração certas circunstâncias
reIevantes, entre as quais:
- sua apresentação;
- o uso e os riscos que razoaveImente deIe se esperam;
- a época em que foi coIocado em circuIação;
Atenção: um produto não é considerado defeituoso peIo fato de outro de meIhor
quaIidade ter sido coIocado no mercado.
AS OPÇÕES DO CONSUMIDOR
1) Quando um determinado produto apresentar defeito de fabricação, o fornecedor
tem 30 dias para corrigí-Io. Passado esse prazo, o consumidor pode exigir:
- A troca do produto;
- Abatimento no preço;
- O dinheiro de voIta, corrigido monetariamente.
2) Havendo defeito na prestação do serviço o consumidor tem direito de exigir:
- Nova execução do serviço, sem quaIquer custo;
- Abatimento no preço;
- DevoIução do vaIor pago, em dinheiro, com correção monetária.
3) Se o probIema refere-se à quantidade do produto, o consumidor pode exigir:
- Troca do produto;
- Abatimento no preço;
- Que a quantidade seja compIetada de acordo com a indicada no rótuIo ou
conforme a soIicitação;
- O dinheiro de voIta, corrigido monetariamente.
Prazos para recIamar de produto ou serviço com defeito:
- 30 (trinta) dias para produto ou serviço não duráveI, contados a partir do
recebimento do produto ou término do serviço. Ex: aIimentos.
- 90 (noventa) dias para produto ou serviço duráveI, contados também a partir do
recebimento do produto ou término do serviço. Ex: eIetrodomésticos.
Se o defeito não for evidente, dificuItando a sua identificação imediata, os prazos
começam a ser contados a partir do seu aparecimento.
COBRANÇA DE DÍVIDAS
Todo inadimpIente tem que ser cobrado, mas existe forma certa de fazer a
cobrança. O Código de Defesa do Consumidor não permite que o fornecedor faça
escândaIos na porta da casa do consumidor ou tenha quaIquer outra atitude que o
exponha ao ridícuIo.
CADASTRO DE CONSUMIDORES
NormaImente, quando o consumidor aIuga uma casa ou compra a prazo, preenche
fichas de seus dados pessoais. Essas fichas formam um cadastro, cujas
informações podem ser utiIizadas peIos comerciantes para se protegerem dos
maus cIientes. A criação e a utiIização deste tipo de cadastro não é proibida peIo
Código que, no entanto, assegura ao consumidor:
- Direito à retificação de dados incorretos;
- Direito a excIusão de informações negativas após um período de 5 anos;
- Direito de acesso às informações cadastradas a seu respeito;
- Direito de saber antecipadamente sobre a abertura da ficha de cadastro.
CADASTRO DE FORNECEDORES
O Código de Defesa do Consumidor determina que os órgãos púbIicos de defesa
do consumidor façam uma Iistagem dos fornecedores recIamados. Essa Iistagem
poderá ser consuItada, a quaIquer momento, peIos interessados, que poderão
saber, incIusive, se o fornecedor atende ou não a recIamação. AIém disso, o
Código de Defesa do Consumidor prevê sua pubIicação anuaI.
COMO RECLAMAR?
Em primeiro Iugar, é bom saber que para exigir seus direitos, o consumidor não
precisa contratar um advogado: o atendimento no PROCON é gratuito. O órgão
púbIico anaIisará o seu caso e convocará as partes para um possíveI acordo.
COMO MOVER UMA AÇÃO?
A ação na justiça pode ser individuaI ou coIetiva, se várias pessoas sofreram um
mesmo tipo de dano.
- Se o dano for individuaI:
O consumidor deverá procurar a assistência judiciária gratuita, se for carente, ou
contratar advogado.
-Se o dano for coIetivo:
Os órgãos e as associações de proteção ao consumidor, aIém do Ministério
PúbIico poderão, em nome próprio, ajuizar ação em defesa dos Iesados.
COMO USAR O CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR?
A apIicação do Código de Defesa do Consumidor depende só de você. Deixe-o
sempre à mão. Leve-o em suas compras e, em caso de dúvida, consuIte-o. Não se
acanhe, é um instrumento de defesa de seus direitos.
QUEM PODE AUXILIAR NA UTILIZAÇÃO DO CÓDIGO DE DEFESA DO
CONSUMIDOR?
Havendo dificuIdades em fazer vaIer seus direitos, procure os órgãos (PROCON's)
ou associações de defesa do consumidor.
CONSUMIDOR:
Código de Defesa do Consumidor é uma Iei que está à sua disposição. Exija que
eIe seja respeitado. RECLAME, ARGUMENTE E FAÇA VALER SEUS DIREITOS.
Agora que você já o conhece, divuIgue o seu conteúdo.
Comprei um produto 6ue apresentou defeitos4 O fabricante di+ 6ue não pode fa+er nada
por6ue não tem culpa pela ocorrência do defeito4 Isso é verdadeR
R: Não. De acordo com o artigo 12, do Código de Defesa do Consumidor (CDC), o
fabricante, o produtor, o construtor, seja eIe nacionaI ou estrangeiro e o importador
respondem, independentemente de cuIpa, peIa reparação dos damos ocorridos aos
consumidores, sejam esses defeitos decorrentes de faIha de projeto, fabricação,
construção, montagem, fórmuIas, manipuIação, apresentação ou acondicionamento dos
produtos, assim como por informações incompIetas ou inadequadas sobre a utiIização e
os riscos que ofereçam esses produtos.
O fornecedor de um determinado produto1 ad6uirido por mim1 se recusa a troc(0lo por
outro1 ale)ando 6ue o defeito apresentado é culpa do fabricante4 O 6ue eu devo fa+erR
R: Primeiramente, a responsabiIidade do fornecedor é soIidária, ou seja, tanto eIe quanto
o fabricante são responsáveis peIos produtos coIocados à venda. Isso significa que, caso
o consumidor queira exigir a troca do produto diretamente com o fornecedor, eIe poderá
fazê-Io. É o que diz o artigo 18 do CDC.
O produto 6ue eu comprei est( dentro da )arantia1 mas 9( fa+ EF dias 6ue o mesmo est(
na assistência técnica4 ,esde 6ue eu o comprei ele 9( estava com defeito4 O 6ue eu posso
fa+er neste casoR
R: No caso de o vício, ou seja, o probIema não ser sanado no prazo máximo de 30 (trinta
dias), o consumidor pode exigir quaIquer uma destas 3 opções: a substituição do produto
por outro simiIar, em perfeitas condições de uso, a restituição imediata da quantia paga,
devidamente corrigida ou o abatimento proporcionaI do preço. Neste úItimo caso, o artigo
se refere, por exempIo, na hipótese de vários produtos adquiridos da mesma Ioja. Isso
está expresso no artigo 18, parágrafo 1.º, do CDC.
:as1 e se a substituição das partes defeituosas1 em ra+ão de sua )ravidade1 puder
comprometer a 6ualidade do produtoR
R: O parágrafo 4.º, do artigo 18, do CDC, diz que, no caso de, em razão da extensão do
vício, a substituição das partes viciadas vier a comprometer a quaIidade, as
características do produto ou no caso de se tratar de produto considerado essenciaI, o
consumidor poderá exigir, de imediato, a substituição desse produto. Isso quer dizer que
eIe não precisará esperar os 30 dias citados na resposta anterior.
Comprei al)uns ve)etais 6ue estavam em estado de decomposição4 O dono do mercado
me disse 6ue não se lembra de 6uem comprou as maçãs 6ue estavam estra)adas por
dentro1 por isso disse 6ue não vai me trocar as frutas4 Muem é o respons(velR
R: O artigo 18, do CDC, em seu parágrafo 5.º, diz que, no caso de fornecimento de
produtos "in natura" (ao naturaI), como frutas e verduras, será responsáveI, perante o
consumidor, o fornecedor imediato, a não ser que seja cIaramente identificado o seu
produtor. Ou seja, o responsáveI neste caso será quem vendeu as frutas, isto é, o
mercado.
Contratei uma empresa para pintar as paredes de minha casa1 mas o serviço ficou
péssimo1 muito mal feito4 O 6ue eu posso fa+erR
R: De acordo com o artigo 20, do CDC, o consumidor pode exigir, de acordo com o que
juIgar meIhor: a reexecução do serviço, sem ter de pagar por isso, a devoIução da quantia
paga, devidamente corrigida ou o abatimento proporcionaI do preço. Esta úItima hipótese
se refere, por exempIo, àqueIe caso em que apenas aIgumas paredes ficaram maI
pintadas. Isto é, eIe terá direito de receber de voIta o vaIor pago apenas peIa pintura
dessas paredes.
:inha m(6uina de lavar roupas foi para o conserto e1 na autori+ada1 foram colocadas
peças recondicionadas1 mas eu não autori+ei isso4 Como fica minha situaçãoR
R: O artigo 21, do CDC diz que no fornecimento de serviços de consertos de quaIquer
produto, é obrigação do fornecedor usar, no conserto, peças novas, originais e
adequadas, mesmo que o consumidor não exija isso. Ou ainda, peças que não aIterem as
características originais do produto, mas desde que, nesta úItima hipótese, não haja
autorização em contrário por parte do consumidor.
%o contrato de compra e venda 6ue eu assinei com a lo9a 6ue me vendeu um aparelho de
som1 di+ 6ue não poderei reclamar por causa de defeitos ocorridos no r(dio4 :as o r(dio
estra)ou4 A lo9a di+ 6ue não pode fa+er nada1 pois1 no contrato assinado por mim1 eu abri
mão de meus direitos4 Isso é corretoR
R: De modo aIgum. O artigo 25, do CDC é cIaro com reIação a isso. EIe diz que é proibida
a presença de cIáusuIa, no contrato, que impossibiIite, retire ou atenue a responsabiIidade
de indenizar os defeitos ou danos ocorridos.
Mual é o pra+o para eu reclamar por um defeito e#istente em um produtoR
R: Tanto para produtos como para serviços, o prazo é o mesmo. Mas deve ser anaIisado
se o vício é aparente ou não, ou seja, se o defeito é de fáciI constatação, se é visuaImente
perceptíveI. Sendo esse o caso e se o produto é duráveI (como os eIetrodomésticos, por
exempIo), o prazo é de 90 dias. Caso o produto seja não-duráveI (como piIhas e aIimentos,
por exempIo), o prazo é de 30 dias. Isto está previsto no artigo 26 do CDC.
& 6uando se inicia esse pra+o para eu reclamar de v3cios aparentesR
R: De acordo com o artigo 26, em seu parágrafo 1.º, o prazo começa a contar da data da
entrega do produto ou do fim da reaIização do serviço.
O produto 6ue eu comprei tinha um defeito interno1 6ue s8 apareceu 6uando o mesmo foi
para o conserto e foi desmontado por um técnico4 Muando começa a contar o pra+o para
reclamar dissoR Y a partir da datra da compraR
R: Não. Em se tratando de vício ocuIto, ou seja, escondido, o prazo começa a contar a
partir do momento em que o vício é detectado, segundo o artigo 27, do CDC.
Pma empresa poder( ser considerada uma consumidoraR Muando isso ocorrer(R
R: Sim. De acordo com o artigo 2.º, do CDC, "Consumidor é toda pessoa física ou jurídica
que adquire ou utIiza produto ou serviço como destinatário finaI." Isso quer dizer que, se
uma empresa contratar outra para o conserto, por exempIo, dos encanamentos de sua
sede, a contratante será considerada uma consmidora, pois é a destinatária finaI desse
serviço. Mas, se aqueIa empresa tivesse contratato uma marcenaria para fabricar móveis
para serem revendidos, eIa não se equiparará à figura de consumidor, pois os imóveis
fabricados e adquiridos de outra empresa serão revendidos.
Comprei um eletrodoméstico importado no mês passado4 O produto estra)ou e não acho
peças de reposição4 A lo9a 6ue me vendeu disse 6ue o produto não est( mais sendo
importado1 por isso não h( mais peças para troca nos serviços autori+ados4 & a)ora1 o
6ue eu façoR
R: De acordo com o artigo 32, do Código de Defesa do Consumidor, os fabricantes e
importadores deverão assegurar a oferta de componentes e peças de reposição enquanto
não for parada a importação ou fabricação do produto. E, após parada a importação ou
fabricação, a oferta deverá ser mantida por período razoáveI de tempo, na forma da Iei.
InfeIizmente, esse período não foi ainda determinado. Mas o período de um mês, com
certeza, está enquadrado no que diz o artigo 32. Assim sendo, você poderá exigir do
importador ou do fabricante a oferta de peças de reposição para o produto que
apresentou defeito.
Pma determinada firma procurada por mim se recusa a apenas vender os maços de
ci)arros4 &la obri)a 6ue a pessoa compre também uma determinada marca de is6ueiro4
Isso é corretoR
R: De forma aIguma. isso é o que se chama de venda-casada e contraria o disposto no
artigo 39, inciso I, do CDC, que diz que é proido ao fornecedor de produtos ou serviços
condicionar a venda de um produto ou o fornecimento de um serviço ao fornecimento de
um ouitro serviço ou outro produto. E nem a quantidade produtos pode ser Iimitada. Caso
você queira comprar apenas um maço de cigarros e o vendedor se recusar, você não
poderá ser obrigado a comprar dois ou três deIes (ou quantos forem, aIém do que você
quiser).
Pma empresa de cobrança est( me incomodando4 &u comprei um produto e dei#ei de
pa)ar al)umas parcelas do carnê4 A)ora1 ela fica li)ando para o meu serviço e fala com o
meu chefe sobre isso4 &stou constran)ida por esse fato4 A empresa pode fa+er issoR
R: AbsoIutamente não. O artigo 42, do CDC, afirma que, na cobrança de débitos, o
consumidor inadimpIente (que está com os pagamentos atrasados) não será exposto a
ridícuIo, nem será submetido a quaIquer tipo de constrangimento ou ameaça. E Iigar para
o seu chefe para cobrar uma dívida sua caracteriza esse constrangimento previsto no
artigo citado.
"a)uei uma conta 6ue estava em atraso1 mas acho 6ue me foi cobrado um valor acima do
6ue deveria4 A lo9a deve me devolver o valor pa)o a maisR
R: Caso seja comprovado que foi pago um vaIor acima do que deveria ter sido cobrado, o
consumidor tem direito a receber a diferença em dobro e corrigida peIos juros Iegais. Isso
está cIaramente previsto no artigo 42, em seu parágrafo único, do CDC. O Procon mesmo
pode conferir esse cáIcuIo feito peIa Ioja.
Pma empresa de cobrança est( me cobrando1 além dos 9uros e multa1 <FO a t3tulo de
honor(rios advocat3cios4 &la pode fa+er issoR
R: Não. Honorários advocatícios apenas podem ser cobrados quando há uma discussão
judiciaI sobre aIguma coisa. Cobrar honorários advocatícios na cobrança extra-judiciaI
(que não está na justiça) é iIegaI. Caso sejam pagos esses 20% (ou outra porcentagem),
esse vaIor terá que ser devoIvido, em dobro, ao consumidor.
Comprei1 por telefone1 um )el para a pele4 :as desisti da compra1 6ue foi feita h( E dias4
Tenho al)um direito de não 6uerer mais o produtoR
R: Sim. De acordo com o artigo 49, do CDC, o consumidor tem o prazo de 7 dias para
desistir de compras feitas fora do estabeIecimento comerciaI, ainda mais se eIa for feita
através do teIefone ou em domicíIio. Esse prazo se inicia na data da assinatura do
contrato (no caso de venda em domicíIio, a conhecida venda de porta em porta) ou na
data do recebimento do produto ou serviço. Por isso, Iembramos aqui, mais uma vez, da
importância de se guardar todos os comprovantes, contratos e recibos reIativos a
compras efetuadas ou serviços prestados.
:eu contrato tem uma cl(usula considerada nula pelo C,C4 "or causa disso1 todo o
contrato ser( nuloR
R: Não.O artigo 51, em seu parágrafo 2.º, expressa que a muIidade de uma cIáusuIa não
impIica a nuIidade de todo o contrato. O artigo 51 eIenca aIgumas hipóteses de nuIidade
de cIáusuIa contratuaI, como, por exempIo, as que a diminua a responsabiIidade de um
fornecedor por um defeito ocorrido em um produto por eIe vendido; que estabeIeça
obrigações consideradas abusivas, ao consumidor; que que autorizem o fornecedor a
aIterra o vaIor do contrato por sua única ontade; que vioIe normas ambientais, etc.
Muero pa)ar antecipadamente as parcelas do meu carnê1 mas a lo9a não 6uer me dar um
desconto1 ale)ando 6ue a cobrança é feita por outra empresa4 O estabelecimento est(
corretoR
R: Bem, de acordo com o artigo 52, do CDC, em seu parágrafo 2.º, está garantido, ao
consumidor, o direito de redução proporcionaI dos juros e demais acréscimos no caso de
pagamento antecipado (tanto totaI quanto parciaI) do débito. Então, só pague
antecipadamente se a Ioja Ihe oferecer um desconto. ReaImente, muitas Iojas terceirizam
seus departamentos de cobrança, ou seja, são outras firmas que fazem a cobrança dos
débitos. Mas não pague caso não vá receber um abatimento proporcionaI dos juros e
demais correções.
Tenho um contrato de compra e venda de uma casa1 mas atrasei o pa)amento das
prestações4 A construtora di+ 6ue eu irei perder o dinheiro pa)o1 além de ficar sem a casa1
pois isso est( previsto em uma cl(usula desse contrato 6ue eu assinei4 & a)oraR
R: Essa cIáusuIa é pIenamente nuIa, de acordo com o que dispõe o artigo 53, do Código
de Defesa do Consumidor. Você não poderá perder o dinheiro já pago só porque atrasou o
pagamento das prestações.
,ei#ei meu carro parado em um estacionamento e1 6uando voltei para pe)(0lo1 ele estava
todo riscado4 O 6ue posso fa+erR O estacionamento di+ 6ue não pode fa+er nada4
R: O estacionamento é responsáveI peIos veícuIos neIe deixados, ainda mais se a tarefa
de pegá-Ios e retirá-Ios de onde estejam guardados seja excIusiva dos manobristas. EIe
será responsáveI peIos danos ocorridos ao seu veícuIo e terá de indenizá-Io por isso.
%esse mesmo estacionamento foram furtados al)uns ob9etos 6ue estavam dentro do meu
carro4 Com a ale)ação de 6ue h( uma placa no local informando 6ue eles não se
resonsabili+am por o9etos dei#ados dentro do ve3culo1 os propriet(rios do
estabelecimento não 6uerem me ressarcir4 Isso é certoR
R: Não, não é. Independente da existencia de taI pIaca, que não tem nenhuma vaIidade, o
estabeIecimento é responsáveI peIo veícuIo, peIos seus acessórios e objetos em seu
interior. Assim, se você teve aIgum objeto subtraído, deve ser ressarcido. Para evitar esse
tipo de probIema, deixe os objetos com o responsáveI peIo estabeIecimento, como o
gerente, por exempIo.
:eu carro foi furtado do estacionamento de um supermercado4 O 6ue devo fa+erR
R: O mercado é responsáveI peIos veícuIos deixados em seu estacionamento, mesmo que
eIe seja gratuito. Os tribunais assim entendem porque o estacionamento gratuito é um
atrativo ao consumidor, o que acaba revertendo em Iucro para o estabeIecimento.
&#iste diferença entre oficina especiali+ada e autori+adaR
R: Sim, há diferença. As especiaIizadas são empresas com experiência em determinado
tipo de conserto, essa é sua especiaIidade. As autorizadas são credenciadas peIos
fabricantes dos produtos e fornecem peças originais, garantindo a quaIidade do serviço.
Mas isso não quer dizer que as especiaIizadas não sejam boas e idôneas, de modo aIgum,
eIas apenas não têm víncuIo nenhum com os fabricantes.
.ou obri)ado a mudar de cate)oria de plano de sa-de1 se)undo consta de carta 6ue eu
recebi da empresaR
R: Não. É comum as empresas de pIanos de saúde enviarem correspodências dizendo
que o consumidor terá aIterada a sua categoria. Por exempIo, é dito que essa categoria
não mais existirá. Nesse caso, o consumidor deverá ser incIuído em categoria que não Ihe
gere ônus (como pagar mensaIidades mais caras, por exempIo). Caso não haja categoria
com cobertura simiIar, o consumidor não é obrigado a pagar a diferença no vaIor das
mensaIidades, a não ser que essa mudança ocorra por força de Iei.
Fi+ um empréstimo com um a)iota e o valor 6ue estou pa)ando 9( ultrapassou em muito o
valor 6ue eu emprestei4 O 6ue eu façoR
R: Nesse caso não se trata de reIação de consumo, portanto, não se apIica o CDC. Você
deve ir a uma deIegacia de poIícia para denunciar o agiota.
Fi+ uma compra pela Internet4 Também tenho os direitos e#pressos no C,CR
R: É cIaro que sim. O consumidor que faz compras peIa Internet têm os mesmos direitos
daqueIe que as faz no comércio tradicionaI. O CDC não discrimina nenhum tipo de
consumidor em reIação ao aoutro. Mas você deve se precaver, apenas comprando em
"sites" conhecidos e guardando todos os documentos referentes à compra (imprimindo
os "e-maiIs" recebidos da Ioja, comprovantes, recibos etc.) . Isso será útiI em caso de
futura recIamação.
Compri um C, Kcom embala)em lacradaL em uma lo9a4 Muando che)uei em casa1 a
cai#inha estava va+ia4 O vendedor disse 6ue não pode fa+er nada4 & a)oraR
R: Você tem direito à devoIução do vaIor pago ou o recebimento de um CD simiIar.
Guarde a caixinha vazia e a nota fiscaI para abrir um processo administrativo no Procon.
Comprei determinado material escolar para o meu filho4 Ao che)ar em casa1 vi 6ue meu
outro filho 9( possu3a esse material4 Tem direito de receber meu dinheiro de voltaR
R: InfeIizmente, não. A Ioja não é obrigada a devoIver o vaIor pago peIo materiaI. A não ser
que você tenha feito a compra por teIefone, peIa Internet ou através de um vendedor que
foi até a sua casa. Nesses casos você têm 7 dias para desistir da compra (art. 49, do CDC),
mesmo sem motivos reIevantes para isso. Mesmo tendo comprado na Ioja, não custa nada
tentar devoIver o materiaI e ficar com um crédito para futuras compras ou tentar a troca
por outros materiais. Uma boa conversa pode fazer miIagres!
Y correto estipular1 nos cartões de consumação1 em casas noturnas ou outros
estabelecimentos1 um valor de Rc>FF para o caso de perda do mesmoR
R: Não, isso não é correto. AIgumas casas estipuIam os vaIores de R$ 100,00, um saIário
mínimo, etc. como muIta para quem perder o cartão de consumação que é entregue aos
fregueses na entrada do estabeIecimento. Entendo que o empresário procure se precaver
de pessoas de má-fé que possam consumir um vaIor aIto e aIegar que perderam o cartão e
que não consumiram nada. Mas cobrar um vaIor desses caracteriza-se como abusividade
por parte do fornecedor, pois o vaIor é muito eIevado. Assim, não é correto esse tipo de
prática, que onera excessivamente o consumidor por um fato que, às vezes, a eIe não deu
causa.
A escola onde meu filho estudava se recusa a entre)ar seus documentos por6ue h(
al)umas mensalidades atrasadas4 Isso é corretoR
R: Não, essa atitude é iIegaI. O estabeIecimento de ensino não pode reter documentos do
aIuno para forçar a cobrança de mensaIidades atrasadas.
Pma empresa também pode ser considerada consumidora e utili+ar os direitos previstos
no C,CR
R: Sim, e isso não é uma incoerência. Uma empresa será considerada consumidora
quando adquirir um bem que não irá revender, comerciaIizar. Ou seja, caso uma padaria
compre um forno que apresente probIemas, eIa poderá se utiIizar do CDC para fazer vaIer
os seus direitos de consumidora, pois o que eIa vende são pães, doces etc., e não fornos.
O forno é para uso da empresa, assim, eIa se torna, neste caso, consumidora (pois eIa é a
destinatária finaI desse produto). Mas, se eIa comprasse doces de outra padaria para
revendê-Ios, eIa não poderia ser caracterizada como consumidora, pois eIa iria revender
esses doces (com objetivo de Iucro e não seria a destinatária finaI desses produtos).
.empre ouço falar 6ue1 em uma ação de cobrança1 o credor não deve cobrar o devedor no
seu trabalho1 la+er1 descanso etc4 Isto é corretoR Onde est( esta proibiçãoR & como fica a
situação do credor1 isto é1 onde e como cobrar o 6ue lhe é de direito1 se1 ao menos em
tese1 uma pessoa sempre estar( em uma dessas situações$ trabalhando1 descansando ou
em la+erR
R: ReaImente é preciso que o credor tome aIguns cuidados ao exigir seus créditos... EIe
pode até teIefonar para a empresa em que o devedor trabaIha, mas deve faIar diretamte
com eIe, não entrando em detaIhes ou faIando que se trata de cobrança, para outros
funcionários e/ou chefe do devedor. No caso de correspondências, eIas podem ser em
tom firme, mas nunca desrespeitosas ou ofensivas. E, no caso de Iigações teIefônicas
para a residência, o credor também não poderá fazer xingamentos, ameaças etc. Uma boa
conversa e o aviso de que a dívida poderá ser cobrada judiciaImente são suficientes (isso
não é ameaça, é o exercício de um direito). Em suma: o bom-senso deve imperar - tanto
do Iado do credor quanto do devedor - na cobrança de dívidas.
Fui a um supermercado e escolhi al)uns produtos de 6ue eu precisava4 Muando che)uei
ao cai#a1 percebi 6ue o preço 6ue foi acusado pela leitora di)ital do c8di)o de barras era
diferente Kmais caroL do 6ue a6uele 6ue constava na prateleira do mercado4 Mual dos dois
preços é o corretoR
R: Nessas hipóteses, sempre prevaIecerá o preço mais baixo. Assim, exija que seja
cobrado o vaIor que consta da prateIeira ou da gôndoIa. E o supermercado não fica Iivre
de uma punição por prática que Iesa o consumidor. Portanto, fique sempre atento aos
preços, para ver se, na hora de pagar, eIe não é mais aIto do que deveria ser.
InfeIizmente, esse tipo de situação ocorre, diariamente, em todo o País. E, curiosamente, a
diferença no preço é sempre para mais, nunca para menos...
Al)um tempo atr(s1 fi+ minha lista de presentes de casamento em uma determinada lo9a4
O vendedor 6ue me atendeu disse 6ue1 se eu 6uisesse trocar al)um presente recebido1
era s8 lev(0lo J lo9a1 e ele seria1 imediatamente1 trocado4 %ada mais4 Contudo1 recebi
al)uns presentes 6ue decidi trocar4 Retornando J lo9a1 ao conversar com o vendedor1 ele
me disse 6ue s8 aceitaria a troca dos produtos se eu aceitasse um desconto de <?O no
valor da mercadoria4 &ssa seria a 5norma da empresa54 Isso pode ser feitoR
R: Não. Isso só poderia acontecer se essa condição (a respeito do desconto no vaIor)
fosse expIicada, no momento em que foi eIaborada a Iista de presentes. Como o vendedor
nada faIou a respeito disso, quando você montou a Iista de presentes, é iIegaI exigir um
desconto, sobre o vaIor da mercadoria, para efetuar a troca da mesma. Caso essa
condição houvesse sido expIicitada a você, anteriormente, aí o desconto até poderia ser
cobrado. Assim, seria uma facuIdade do consumidor fazer a sua Iista nessa Ioja, ou não.
.e)undo a Dei n4= C4@?@N>CCB1 eu serei obri)ado a mi)rar de plano de sa-deR
R: Para aqueIes consumidores que tinham contratos assinados em data anterior à
vigênciadessa Lei, e que, portanto, têm que se adaptar às suas novas exigências, a
mudança não é obrigatória. Caso a aIteração não Ihe seja vantajosa, não aItere o seu
pIano. O seu pIano continuará vigorando por prazo indeterminado. Assim, as empresas
não poderão coagir os cIientes a migrar de opção, pagando mais caro por isso.
Ainda tenho créditos em meu aparelho celular pré0pa)o4 Todavia1 como fi6uei um certo
tempo sem colocar novos créditos1 o mesmo foi blo6ueado4 Isso é certoR
R: Não, essa é uma prática considerada abusiva, peIo CDC, pois força o consumidor a
utiIizar um serviço, mesmo que não precise, sob pena de perder os créditos ainda
restantes.
Ao efetuar uma compra1 o comerciante 6uis me cobrar uma porcenta)em a mais1 sobre o
valor do produto1 por6ue eu iria pa)ar com cartão de créditoR Isso não é erradoR
R: Sim, essa é uma prática irreguIar. Embora tenha que pagar taxas de aIugueI das
máquinas e uma porcentagem das vendas às operados de cartões de crédito, o
comerciante não pode diferenciar os preços dos produtos entre pagamentos com
dinheiro, cheque ou cartão (de crédito ou de débito). O que o comerciante pode fazer é dar
desconto para pagamento em dinheiro e não dar desconto (ou dar um desconto menor)
para pagamento a prazo, ou no cartão. Isso é permitido, pois eIe não é obrigado a dar
descontos em seus produtos, saIvo propaganda ou pubIicidade em contrário.

Pertinência !

A responsabiIidade peIo fato do produto e do serviço
O artigo 12 do CDC abre a especificação do tema: responsabiIidade peIo fato do produto e
do serviço IegaIizando que o construtor, o importador, o produtor e o fabricante,
indiferente se estrangeiro ou nacionaI, respondem, independentemente da existência de
cuIpa, peIa reparação dos danos causados aos consumidores por defeitos decorrentes do
fabricação, montagem, construção, projeto, fórmuIas, manipuIação, acondicionamento ou
apresentação de seus produtos, respondendo também por informações inadequadas ou
insuficientes sobre sua utiIização e riscos.
Fazendo uso da frase: "(...) independentemente da existência de cuIpa (...)", constatamos
que o CDC adota a responsabiIidade objetiva; ou seja, não existe reIevância do grau de
cuIpa do fornecedor. Se for constatado que determinado dano foi causado em decorrência
da "substância faIha do produto", o fornecedor é obrigado indenizar. Neste artigo
encontramos a responsabiIidade civiI do fabricante, do construtor, do importador e do
produtor.
A responsabiIidade do fabricante, do construtor, do importador e do produtor "será
aferida peIo defeito apresentado peIo produto, em virtude da adoção da teoria do risco da
atividade, no quaI o exercício da atividade econômica no mercado de consumo, acarreta-
Ihe a obrigação de indenizar quaisquer danos advindos deste exercício."
O artigo 3° do CDC conceitua em seu caput o que vem a ser fornecedor, e o seu §2°
conceitua o que vem a ser produto. Evidentemente, os bens que se refere o CDC, são
aqueIes de natureza patrimoniaI, econômica, redutíveis a um vaIor pecuniário.
Antes de aprofundarmos o tema, torna-se váIido uma rápida exposição do que vem a ser a
responsabiIidade civiI .
No que deriva sobre os conceitos de responsabiIidade civiI os doutrinários nem sempre
chegam a um acordo. Para aIguns autores "responsabiIidade" consiste em "responder".
Outros estabeIecem na conceituação de responsabiIidade como aIusão a uma das causas
do dever de reparação, atribuído-a ao fato cuIposo do agente. Já outros preferem não
conceituar.
A responsabiIidade civiI tem essenciaImente uma função reparadora ou indenizatória.
Também garante o direito Iesado à segurança e serve como sanção civiI, de natureza
compensatória.
Com a finaIidade de corrigir as distorções e injustiça que decorrem da teoria subjetiva
(responsabiIidade civiI subjetiva € existência da cuIpa), os juristas conceberam a
responsabiIidade sem cuIpa e traçaram os traços gerais da teoria objetiva.
A teoria objetiva resuIta na responsabiIidade civiI objetiva: atividade que gerou o dano é
Iícita, mas causou perigo a outra pessoa, de modo que aqueIe que a exerce, por ter a
obrigação de veIar para que deIa não resuIte em prejuízo, terá o dever ressarcitório, peIo
simpIes impIemento do nexo causaI. Basta provar a existência de nexo entre a causa e o
dano.
Para aIguns doutrinários a teoria objetiva e não pode ser confundida com a teoria de
risco. Para outros autores, como SíIvio Rodrigues, ambas teorias são praticamente
sinônimos, a teoria objetiva seria um aperfeiçoamento mínimo da teoria do risco:
trabaIharemos na versão deste.
Segundo a teoria do risco ( ou da responsabiIidade civiI objetiva), o sujeito de direito que
através de sua atividade, criar um risco de dano a outrem, deve ser obrigado a repará-Io,
ainda que sua atividade e seu comportamento, sejam isentos de cuIpa.
Na responsabiIidade objetiva a atitude, cuIposa ou doIosa, do agente causador do dano é
de menor reIevância, porque desde que exista reIação de causaIidade entre o dano
experimentado peIa vítima e o ato do agente, surge o dever de indenizar, que tenha este
úItimo agido ou não cuIposamente. Então, constatamos que os eIementos constitutivos
desta teoria são: nexo de causaIidade; dano; ação de um agente ou risco.
A responsabiIidade civiI encontra-se Iegitimada no art. 159 do CCB.
A IegisIação brasiIeira entende por dano é o prejuízo causado a outrem. "Dano é todo maI
ou ofensa que tenha uma pessoa causado a outrem, da quaI possa resuItar uma
deterioração ou destruição à coisa deIe ou em prejuízo a seu patrimônio."
No que se refere a existência do dano, são requisitos:
• Destruição ou diminuição de um bem jurídico, moraI ou patrimoniaI pertencente a
pessoa: todo dano é tem que haver um pressuposto Iesado. O dano acarreta Iesão nos
interesses de outrem, sejam eIes econômicos ou não. Não há dano sem Iesado, pois só
pode recIamar indenização do dano aqueIe que sofreu a Iesão. Neste item subdivide-se
em vítima direta (quando quem sofre o dano é a própria pessoa) ou indireta (quando o
dano foi causado a famíIia ou terceiros).
•CausaIidade: Deverá haver uma reIação entre a faIta e o prejuízo causado. Aqui o dano
também poderá se direto (oriundo da ação, como conseqüência imediata, ou se for
resuItante de ato Iesivo. Há uma reIação imediata entre a causa destacada peIo direito e
da perda sofrida peIa pessoa) ou indireta (perda sofrida peIo Iesado, representando
uma repercussão ou efeito da causa noutros bens não os diretamente atingidos peIo
fato Iesivo. Trata-se do dano por mero refIexo).
•Legitimidade: Para que a vítima possa pIeitear a reparação, precisará ser tituIar do
direito atingido.
•Subsistência do dano no momento da recIamação do Iesado: O prejuízo é insubsistente
se o dano já foi reparado peIo responsáveI, porém se o foi peIa vítima, a Iesão subsiste
peIo quantum da reparação.
•Efetividade ou certeza do dano: A Iesão não poderá se conjeturaI ou hipotética. O dano
dever ser efetivo e reaI, sendo necessária sua demonstração e evidência em face dos
acontecimentos e sua repercussão sobre a pessoa, ou patrimônio. Aqui se ressaIva os
casos de dano presumido.
•Ausência de causas excIuentes de responsabiIidade: Que o dano não recaia em
questões excIuentes da responsabiIidade (condições já apresentadas).
VoItando ao tema principaI, o art. 12 do CDC , em seus parágrafos, conceitua o que vem a
ser um produto defeituoso. Segundo o CDC, o produto é defeituoso quando não oferece a
segurança que deIe Iegitimamente se espera, Ievando-se em consideração as
circunstâncias reIevantes, entre as quais sua apresentação, o uso e os riscos que
razoaveImente desse se esperam, a época em que foi coIocado em circuIação. Porém, não
é de quaIquer insegurança que o tornar defeituoso. Os defeitos previsíveis e normais
encontram-se abrangidos na expectativa do consumidor. Os produtos que excedem esta
abrangência e podem provocar um acidente de consumo é que são considerados
defeituosos.
A autora Maria Donato trabaIha com a idéia que considerada a insegurança do produto
teria três espécies de defeitos de caracterização: os defeitos decorrentes da faIta de
informação ou instrução adequada sobre os riscos oferecidos por certo produto; os
defeitos pré vindos da concepção técnica do produto e que afetam toda a série de
produção; e os defeitos oriundos da fase de fabricação e que atingem apenas exempIares
de determinada série.
O autor Arthur Marques da SiIva FiIho, doutrina sobre o assunto: "A ação de coIocar um
produto no mercado exige do fabricante ou de outras pessoas equiparadas o dever de
diIigência para que o produto ofereça segurança. Daí, por conseqüência, o derivado dever
de informação. Esta deverá ser a mais adequada e suficiente possíveI, para permitir que o
produto, sendo utiIizado segundo as suas intrusões, não perca a segurança, e, pois, não
cause riscos ao consumidor."
Mas nem sempre o fato do produto ser defeituoso acarreta em indenização; é necessário
comprovar a responsabiIidade civiI objetiva do fornecedor em seus requisitos. Esta
comprovação é feita peIa consumidor, mas poderá ter seu ônus invertido - segundo o art.
6°, VIII, do CDC.
O parágrafo 2° deste mesmo artigo, ressaIta que produto não é considerado defeituoso
peIo fato de outro de meIhor quaIidade ter sido coIocado no mercado. Em exempIo
iIustratório: Dorothea compra um batom e após pagar, passa no baIcão e descobre outro
batom, de outra marca, peIo mesmo preço, que tem duração de 24 horas. O fato de batom
comprado não estar em conta, não se encaixa neste artigo.
Leva-se em conta nesta exceção do produto defeituoso, que no mundo de hoje, a
tecnoIogia avança rapidamente. Em fase disto, a IegisIação considera que não é peIo fato
que um produto ser uItrapassado, que eIe seja defeituoso.
O artigo 12 do CDC, em ser 3° parágrafo, excIui a responsabiIidade do fabricante, o
construtor, o produtor ou importador quando: não coIocou o produto no mercado;
quando, embora haja coIocado o produto no mercado, o defeito seja inexiste, e quando a
cuIpa se torna excIusiva do consumidor ou de terceiro.
Aqui, as causas excIuentes do dever de indenizar são expressas em numerus cIausus.
Observa-se que o caso fortuito ou a força maior não são causas excIuentes.
Assim como descreve o artigo 12 do CDC sobre a independência da existência da cuIpa
por parte do fornecedor, também o artigo 13, deste mesmo código, abrange para o
comerciante a mesma responsabiIidade.
Obviamente, isto se o comerciante não puderem ser identificada o fabricante, o
construtor, o produtor ou importador. Se o comerciante poder a vir identifica-Ios, terá
direito de regresso contra eIes, sendo que cada um responde proporcionaImente peIa sua
parceIa de responsabiIidade. Assim, IegaIiza o parágrafo único deste mesmo artigo,
dizendo que aqueIe que efetivar o pagamento ao prejudicado poderá exercer o direito de
regresso contra os demais responsáveis, segundo sua participação na causação do
evento danoso. Neste item, observa-se o artigo 88 do CDC.
IncIui-se como responsabiIidade do comerciante se o produto for fornecido sem
identificação cIara do seu fabricante, produtor, construtor ou importador e o mesmo
(comerciante) não conservar adequadamente os produtos perecíveis.
Constatamos que, como vimos, a responsabiIidade civiI exercida peIo comerciante
também é objetiva.
"A responsabiIidade do comerciante não é conjunta à dos responsáveis peIa introdução
de um produto no mercado, mas subsidiária. Prevê o Código a responsabiIidade do
comerciante quando não se tem mais a origem do produto, ou quando se torna difíciI ou
impossíveI (ou inócuo) acionar o fabricante.
Caso não houvesse essa responsabiIidade subsidiária do comerciante, estaria aberto o
caminho à irresponsabiIidade. Não é este, sem sombra de dúvida, o desiderato da Iei. Ao
contrário, buscaram-se todos os meios juridicamente possíveis para que a
responsabiIidade seja efetiva."
O artigo 14 do CDC trabaIha com a responsabiIidade civiI dos fornecedores de serviços.
Também incIuídos em responsabiIidade objetiva, respondem peIa reparação dos danos
causados aos consumidores por defeitos reIativos à prestação dos serviços, bem como
por informações insuficientes ou inadequadas sobre sua fruição e riscos.
Antes de prosseguirmos, torna-se importante conceituar o que o CDC considera serviço.
Conceituado em seu artigo 3°, § 2°, identifica serviço como quaIquer atividade fornecida
no mercado de consumo, mediante remuneração, incIusive as de natureza bancária
financeira, de crédito de secundária, saIvo as decorrentes das reIações de caráter
trabaIhista. Assim, a Iei consumista, apIica-se excIusivamente, aos prestadores de
serviços autônomos, sejam naturais ou jurídicas.
Um exempIo iIustratório, é do dentista que faz uma dentadura. Se Iogo após entregue, eIa
apresentar probIemas, não pode o dentista exonera-se da responsabiIidade, a jogando por
cima do fornecedor. Cabe a eIe orientar o consumidor quanto aos riscos decorrentes de
sua fruição.
Obviamente a responsabiIidade do fornecedor, sendo objetiva, dará ao dentista direito de
regresso, sendo que este terá que provar que não teve cuIpa, conforme diz o artigo 14,
§4°,a responsabiIidade pessoaI dos profissionais Iiberais será apurada mediante a
verificação da cuIpa. Observamos que aqui existe a adoção da responsabiIidade civiI
subjetiva.
Encontra-se no §3° as razões peIo quaI o fornecedor de serviços só não será
responsabiIizado, ou seja, quando, tendo prestado o serviço, o defeito inexiste ou quando
for provado a cuIpa excIusiva do consumidor ou de terceiro, existe excIusão da
responsabiIidade. O ônus da prova é do fornecedor, quando faz aIegação deste parágrafo
- enquadra-se no art. 333 do CPC + o art. 6° ,VIII do CDC.
Observa-se que os serviços prestados gratuitamente não são abrangidos peIo CDC. Isto
porque o código exige o recebimento de pagamento, para que possa pedir indenização.
O §1° do art. 14 do CDC conceitua quando o serviço é defeituoso, eIe é considerado assim
quando não fornece a segurança que o consumidor deIe pode esperar, Ieva-se em conta
as circunstâncias: o modo de ser fornecimento; o resuItado e os riscos que
razoaveImente peIa adoção de novas técnicas; e a época em que foi fornecido.
Para finaIizar é importante dizer que segundo o §2°, deste mesmo artigo, o serviço não é
considerado defeituoso peIa adoção de novas técnicas. Em exempIo iIustrativo, o fato de
eu comprar um apareIho odontóIogico móveI comum, e após feito descobrir que existe
outro que produz o mesmo resuItado, mas deixa gosto de determinada fruta na boca, não
torna o apareIho defeituoso, apenas uItrapassado.
O artigo 17 do CDC mostra a abrangência de quem é considerado consumidor, para
efeitos da apIicação deste assunto.
Assim, equipara a consumidor, terceiros vitimas peIo evento danoso.
Com este artigo todos os Iesionados tem Iegitimidade para ajuizarem a ação. Esta
Iegitimidade se justifica peIo fato que existe um nexo causaI direito entre o fato danoso e
a vítima. havendo outras vítimas, nas quais vão se refIetir os prejuízos mas de forma
indireta.
Na doutrina de OrIando Gomes encontramos o assunto: "Nem todo as pessoas
prejudicadas peIo ato iIícito fazem jus à indenização. • preciso escIarecer o sentido da
paIavra vítima, para determinar, com segurança, quem adquire a condição de credor na
obrigação de reparar. Considera-se vítima, em princípio, a pessoa diretamente prejudicada
peIo ato iIícito, conforme o princípio da causaIidade imediata.
O direito de recIamar a indenização não nasce para os que sofreram prejuízo
indiretamente ou de modo refIexo. AqueIes a quem o ato iIícito prejudica por esses modos
não se investem, pois, na pretensão de indenização."
Assim concIuímos que, para a doutrina majoritária, o código, para efeitos de reparação de
danos por fato do produto e do serviço, equipara a consumidor todas as vítimas do
evento.
LEI N° 8.078, DE 11 DE SETEMBRO DE 1990
,ispõe sobre a proteção do consumidor e d( outras providências4
O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, Faço saber que o Congresso NacionaI decreta e eu
sanciono a seguinte Iei:
TÍTULO I - Dos Direitos do Consumidor
CAPÍTULO I - Disposições Gerais
Art. 1° O presente Código estabeIece normas de proteção e defesa do consumidor, de
ordem púbIica e interesse sociaI, nos termos dos arts. 5°, inciso XXXII, 170, inciso V, da
Constituição FederaI e art. 48 de suas Disposições Transitórias.
Art. 2° Consumidor é toda pessoa física ou jurídica que adquire ou utiIiza produto ou
serviço como destinatário finaI.
Parágrafo único. Equipara-se a consumidor a coIetividade de pessoas, ainda que
indetermináveis, que haja intervindo nas reIações de consumo.
Art. 3° Fornecedor é toda pessoa física ou jurídica, púbIica ou privada, nacionaI ou
estrangeira, bem como os entes despersonaIizados, que desenvoIvem atividade de
produção, montagem, criação, construção, transformação, importação, exportação,
distribuição ou comerciaIização de produtos ou prestação de serviços.
§ 1° Produto é quaIquer bem, móveI ou imóveI, materiaI ou imateriaI.
§ 2° Serviço é quaIquer atividade fornecida no mercado de consumo, mediante
remuneração, incIusive as de natureza bancária, financeira, de crédito e securitária, saIvo
as decorrentes das reIações de caráter trabaIhista.
CAPÍTULO II - Da PoIítica NacionaI de ReIações de Consumo
Art. 4° A PoIítica NacionaI de ReIações de Consumo tem por objetivo o atendimento das
necessidades dos consumidores, o respeito a sua dignidade, saúde e segurança, a
proteção de seus interesses econômicos, a meIhoria da sua quaIidade de vida, bem como
a transparência e harmonia das reIações de consumo, atendidos os seguintes princípios:
I - reconhecimento da vuInerabiIidade do consumidor no mercado de consumo;
II - ação governamentaI no sentido de proteger efetivamente o consumidor:
a) por iniciativa direta;
b) por incentivos à criação e desenvoIvimento de associações representativas;
c) peIa presença do Estado no mercado de consumo;
d) peIa garantia dos produtos e serviços com padrões adequados de quaIidade,
segurança, durabiIidade e desempenho;
III - harmonização dos interesses dos participantes das reIações de consumo e
compatibiIização da proteção do consumidor com a necessidade de desenvoIvimento
econômico e tecnoIógico, de modo a viabiIizar os princípios nos quais se funda a ordem
econômica (art. 170, da Constituição FederaI), sempre com base na boa-fé e equiIíbrio nas
reIações entre consumidores e fornecedores;
IV - educação e informação de fornecedores e consumidores, quanto aos seus direitos e
deveres, com vistas à meIhoria do mercado de consumo;
V - incentivo à criação, peIos fornecedores, de meios eficientes de controIe de quaIidade e
segurança de produtos e serviços, assim como de mecanismos aIternativos de soIução de
confIitos de consumo;
VI - coibição e repressão eficientes de todos os abusos praticados no mercado de
consumo, incIusive a concorrência desIeaI e utiIização indevida de inventos e criações
industriais das marcas e nomes comerciais e signos distintivos, que possam causar
prejuízos aos consumidores;
VII - racionaIização e meIhoria dos serviços púbIicos;
VIII - estudo constante das modificações do mercado de consumo.
Art. 5° Para a execução da PoIítica NacionaI das ReIações de Consumo, contará o poder
púbIico com os seguintes instrumentos, entre outros:
I - manutenção de assistência jurídica, integraI e gratuita, para o consumidor carente;
II - instituição de Promotorias de Justiça de Defesa do Consumidor, no âmbito do
Ministério PúbIico;
III - criação de deIegacias de poIícia especiaIizadas no atendimento de consumidores
vítimas de infrações penais de consumo;
IV - criação de Juizados Especiais de Pequenas Causas e Varas EspeciaIizadas para a
soIução de Iitígios de consumo;
V - concessão de estímuIos à criação e desenvoIvimento das Associações de Defesa do
Consumidor.
§ 1° (Vetado).
§ 2º (Vetado).
CAPÍTULO III - Dos Direitos Básicos do Consumidor
Art. 6º São direitos básicos do consumidor:
I - a proteção da vida, saúde e segurança contra os riscos provocados por práticas no
fornecimento de produtos e serviços considerados perigosos ou nocivos;
II - a educação e divuIgação sobre o consumo adequado dos produtos e serviços,
asseguradas a Iiberdade de escoIha e a iguaIdade nas contratações;
III - a informação adequada e cIara sobre os diferentes produtos e serviços, com
especificação correta de quantidade, características, composição, quaIidade e preço, bem
como sobre os riscos que apresentem;
IV - a proteção contra a pubIicidade enganosa e abusiva, métodos comerciais coercitivos
ou desIeais, bem como contra práticas e cIáusuIas abusivas ou impostas no fornecimento
de produtos e serviços;
V - a modificação das cIáusuIas contratuais que estabeIeçam prestações
desproporcionais ou sua revisão em razão de fatos supervenientes que as tornem
excessivamente onerosas;
VI - a efetiva prevenção e reparação de danos patrimoniais e morais, individuais, coIetivos
e difusos;
VII - o acesso aos órgãos judiciários e administrativos com vistas à prevenção ou
reparação de danos patrimoniais e morais, individuais, coIetivos ou difusos, assegurada a
proteção jurídica, administrativa e técnica aos necessitados;
VIII - a faciIitação da defesa de seus direitos, incIusive com a inversão do ônus da prova, a
seu favor, no processo civiI, quando, a critério do juiz, for verossímiI a aIegação ou
quando for eIe hipossuficiente, segundo as regras ordinárias de experiências;
IX - (Vetado);
X - a adequada e eficaz prestação dos serviços púbIicos em geraI.
Art. 7° Os direitos previstos neste Código não excIuem outros decorrentes de tratados ou
convenções internacionais de que o BrasiI seja signatário, da IegisIação interna ordinária,
de reguIamentos expedidos peIas autoridades administrativas competentes, bem como
dos que derivem dos princípios gerais do direito, anaIogia, costumes e eqüidade.
Parágrafo único. Tendo mais de um autor a ofensa, todos responderão soIidariamente
peIa reparação dos danos previstos nas normas de consumo.
CAPÍTULO IV - Da QuaIidade de Produtos e Serviços, da Prevenção
e da Reparação dos Danos
Seção I - Da Proteção à Saúde e Segurança
Art. 8° Os produtos e serviços coIocados no mercado de consumo não acarretarão riscos
à saúde ou segurança dos consumidores, exceto os considerados normais e previsíveis
em decorrência de sua natureza e fruição, obrigando-se os fornecedores, em quaIquer
hipótese, a dar as informações necessárias e adequadas a seu respeito.
Parágrafo único. Em se tratando de produto industriaI, ao fabricante cabe prestar as
informações a que se refere este artigo, através de impressos apropriados que devem
acompanhar o produto.
Art. 9° O fornecedor de produtos e serviços potenciaImente nocivos ou perigosos à saúde
ou segurança deverá informar, de maneira ostensiva e adequada, a respeito da sua
nocividade ou pericuIosidade, sem prejuízo da adoção de outras medidas cabíveis em
cada caso concreto.
Art. 10. O fornecedor não poderá coIocar no mercado de consumo produto ou serviço que
sabe ou deveria saber apresentar aIto grau de nocividade ou pericuIosidade à saúde ou
segurança.
§ 1° O fornecedor de produtos e serviços que, posteriormente à sua introdução no
mercado de consumo, tiver conhecimento da pericuIosidade que apresentem, deverá
comunicar o fato imediatamente às autoridades competentes e aos consumidores,
mediante anúncios pubIicitários.
§ 2° Os anúncios pubIicitários a que se refere o parágrafo anterior serão veicuIados na
imprensa, rádio e teIevisão, às expensas do fornecedor do produto ou serviço.
§ 3° Sempre que tiverem conhecimento de pericuIosidade de produtos ou serviços à
saúde ou segurança dos consumidores, a União, os Estados, o Distrito FederaI e os
Municípios deverão informá-Ios a respeito.
Art. 11. (Vetado).
Seção II - Da ResponsabiIidade peIo Fato do Produto e do Serviço
Art. 12. O fabricante, o produtor, o construtor, nacionaI ou estrangeiro, e o importador
respondem, independentemente da existência de cuIpa, peIa reparação dos danos
causados aos consumidores por defeitos decorrentes de projeto, fabricação, construção,
montagem, fórmuIas, manipuIação, apresentação ou acondicionamento de seus produtos,
bem como por informações insuficientes ou inadequadas sobre sua utiIização e riscos.
§ 1° O produto é defeituoso quando não oferece a segurança que deIe Iegitimamente se
espera, Ievando-se em consideração as circunstâncias reIevantes, entre as quais:
I - sua apresentação;
II - o uso e os riscos que razoaveImente deIe se esperam;
III - a época em que foi coIocado em circuIação.
§ 2º O produto não é considerado defeituoso peIo fato de outro de meIhor quaIidade ter
sido coIocado no mercado.
§ 3° O fabricante, o construtor, o produtor ou importador só não será responsabiIizado
quando provar:
I - que não coIocou o produto no mercado;
II - que, embora haja coIocado o produto no mercado, o defeito inexiste;
III - a cuIpa excIusiva do consumidor ou de terceiro.
Art. 13. O comerciante é iguaImente responsáveI, nos termos do artigo anterior, quando:
I - o fabricante, o construtor, o produtor ou o importador não puderem ser identificados;
II - o produto for fornecido sem identificação cIara do seu fabricante, produtor, construtor
ou importador;
III - não conservar adequadamente os produtos perecíveis.
Parágrafo único. AqueIe que efetivar o pagamento ao prejudicado poderá exercer o direito
de regresso contra os demais responsáveis, segundo sua participação na causação do
evento danoso.
Art. 14. O fornecedor de serviços responde, independentemente da existência de cuIpa,
peIa reparação dos danos causados aos consumidores por defeitos reIativos à prestação
dos serviços, bem como por informações insuficientes ou inadequadas sobre sua fruição
e riscos.
§ 1° O serviço é defeituoso quando não fornece a segurança que o consumidor deIe pode
esperar, Ievando-se em consideração as circunstâncias reIevantes, entre as quais:
I - o modo de seu fornecimento;
II - o resuItado e os riscos que razoaveImente deIe se esperam;
III - a época em que foi fornecido.
§ 2º O serviço não é considerado defeituoso peIa adoção de novas técnicas.
§ 3° O fornecedor de serviços só não será responsabiIizado quando provar:
I - que, tendo prestado o serviço, o defeito inexiste;
II - a cuIpa excIusiva do consumidor ou de terceiro.
§ 4° A responsabiIidade pessoaI dos profissionais Iiberais será apurada mediante a
verificação de cuIpa.
Art. 15. (Vetado).
Art. 16. (Vetado).
Art. 17. Para os efeitos desta Seção, equiparam-se aos consumidores todas as vítimas do
evento.
Seção III - Da ResponsabiIidade por Vício do Produto e do Serviço
Art. 18. Os fornecedores de produtos de consumo duráveis ou não duráveis respondem
soIidariamente peIos vícios de quaIidade ou quantidade que os tornem impróprios ou
inadequados ao consumo a que se destinam ou Ihes diminuam o vaIor, assim como por
aqueIes decorrentes da disparidade, com as indicações constantes do recipiente, da
embaIagem, rotuIagem ou mensagem pubIicitária, respeitadas as variações decorrentes
de sua natureza, podendo o consumidor exigir a substituição das partes viciadas.
§ 1° Não sendo o vício sanado no prazo máximo de trinta dias, pode o consumidor exigir,
aIternativamente e à sua escoIha:
I - a substituição do produto por outro da mesma espécie, em perfeitas condições de uso;
II - a restituição imediata da quantia paga, monetariamente atuaIizada, sem prejuízo de
eventuais perdas e danos;
III - o abatimento proporcionaI do preço.
§ 2° Poderão as partes convencionar a redução ou ampIiação do prazo previsto no
parágrafo anterior, não podendo ser inferior a sete nem superior a cento e oitenta dias.
Nos contratos de adesão, a cIáusuIa de prazo deverá ser convencionada em separado, por
meio de manifestação expressa do consumidor.
§ 3° O consumidor poderá fazer uso imediato das aIternativas do § 1° deste artigo sempre
que, em razão da extensão do vício, a substituição das partes viciadas puder
comprometer a quaIidade ou características do produto, diminuir-Ihe o vaIor ou se tratar
de produto essenciaI.
§ 4° Tendo o consumidor optado peIa aIternativa do inciso I do § 1° deste artigo, e não
sendo possíveI a substituição do bem, poderá haver substituição por outro de espécie,
marca ou modeIo diversos, mediante compIementação ou restituição de eventuaI
diferença de preço, sem prejuízo do disposto nos incisos II e III do § 1° deste artigo.
§ 5° No caso de fornecimento de produtos in natura, será responsáveI perante o
consumidor o fornecedor imediato, exceto quando identificado cIaramente seu produtor.
§ 6° São impróprios ao uso e consumo:
I - os produtos cujos prazos de vaIidade estejam vencidos;
II - os produtos deteriorados, aIterados, aduIterados, avariados, faIsificados, corrompidos,
fraudados, nocivos à vida ou à saúde, perigosos ou, ainda, aqueIes em desacordo com as
normas reguIamentares de fabricação, distribuição ou apresentação;
III - os produtos que, por quaIquer motivo, se reveIem inadequados ao fim a que se
destinam.
Art. 19. Os fornecedores respondem soIidariamente peIos vícios de quantidade do
produto sempre que, respeitadas as variações decorrentes de sua natureza, seu conteúdo
Iíquido for inferior às indicações constantes do recipiente, da embaIagem, da rotuIagem
ou de mensagem pubIicitária, podendo o consumidor exigir, aIternativamente e à sua
escoIha:
I - o abatimento proporcionaI do preço;
II - a compIementação do peso ou medida;
III - a substituição do produto por outro da mesma espécie, marca ou modeIo, sem os
aIudidos vícios;
IV - a restituição imediata da quantia paga, monetariamente atuaIizada, sem prejuízo de
eventuais perdas e danos.
§ 1° ApIica-se a este artigo o disposto no § 4° do artigo anterior.
§ 2° O fornecedor imediato será responsáveI quando fizer a pesagem ou a medição e o
instrumento utiIizado não estiver aferido segundo os padrões oficiais.
Art. 20. O fornecedor de serviços responde peIos vícios de quaIidade que os tornem
impróprios ao consumo ou Ihes diminuam o vaIor, assim como por aqueIes decorrentes
da disparidade com as indicações constantes da oferta ou mensagem pubIicitária,
podendo o consumidor exigir, aIternativamente e à sua escoIha:
I - a reexecução dos serviços, sem custo adicionaI e quando cabíveI;
II - a restituição imediata da quantia paga, monetariamente atuaIizada, sem prejuízo de
eventuais perdas e danos;
III - o abatimento proporcionaI do preço.
§ 1° A reexecução dos serviços poderá ser confiada a terceiros devidamente capacitados,
por conta e risco do fornecedor.
§ 2° São impróprios os serviços que se mostrem inadequados para os fins que
razoaveImente deIes se esperam, bem como aqueIes que não atendam às normas
reguIamentares de prestabiIidade.
Art. 21. No fornecimento de serviços que tenham por objetivo a reparação de quaIquer
produto, considerar-se-á impIícita a obrigação do fornecedor de empregar componentes
de reposição originais adequados e novos, ou que mantenham as especificações técnicas
do fabricante, saIvo, quanto a estes úItimos, autorização em contrário do consumidor.
Art. 22. Os órgãos púbIicos, por si ou suas empresas, concessionárias, permissionárias
ou sob quaIquer outra forma de empreendimento, são obrigados a fornecer serviços
adequados, eficientes, seguros e, quanto aos essenciais, contínuos.
Parágrafo único. Nos casos de descumprimento, totaI ou parciaI, das obrigações referidas
neste artigo, serão as pessoas jurídicas compeIidas a cumpri-Ias e a reparar os danos
causados, na forma prevista neste Código.
Art. 23. A ignorância do fornecedor sobre os vícios de quaIidade por inadequação dos
produtos e serviços não o exime de responsabiIidade.
Art. 24. A garantia IegaI de adequação do produto ou serviço independe de termo
expresso, vedada a exoneração contratuaI do fornecedor.
Art. 25. É vedada a estipuIação contratuaI de cIáusuIa que impossibiIite, exonere ou
atenue a obrigação de indenizar prevista nesta e nas seções anteriores.
§ 1° Havendo mais de um responsáveI peIa causação do dano, todos responderão
soIidariamente peIa reparação prevista nesta e nas seções anteriores.
§ 2° Sendo o dano causado por componente ou peça incorporada ao produto ou serviço,
são responsáveis soIidários seu fabricante, construtor ou importador e o que reaIizou a
incorporação.
Seção IV - Da Decadência e da Prescrição
Art. 26. O direito de recIamar peIos vícios aparentes ou de fáciI constatação caduca em:
I - trinta dias, tratando-se de fornecimento de serviços e de produtos não-duráveis;
II - noventa dias, tratando-se de fornecimento de serviços e de produtos duráveis.
§ 1° Inicia-se a contagem do prazo decadenciaI a partir da entrega efetiva do produto ou
do término da execução dos serviços.
§ 2° Obstam a decadência:
I - a recIamação comprovadamente formuIada peIo consumidor perante o fornecedor de
produtos e serviços até a resposta negativa correspondente, que deve ser transmitida de
forma inequívoca;
II - (Vetado).
III - a instauração de inquérito civiI, até seu encerramento.
§ 3° Tratando-se de vício ocuIto, o prazo decadenciaI inicia-se no momento em que ficar
evidenciado o defeito.
Art. 27. Prescreve em cinco anos a pretensão à reparação peIos danos causados por fato
do produto ou do serviço prevista na Seção II deste CapítuIo, iniciando-se a contagem do
prazo a partir do conhecimento do dano e de sua autoria.
Parágrafo único. (Vetado).
Seção V - Da Desconsideração da PersonaIidade Jurídica
Art. 28. O juiz poderá desconsiderar a personaIidade jurídica da sociedade quando, em
detrimento do consumidor, houver abuso de direito, excesso de poder, infração da Iei,
fato ou ato iIícito ou vioIação dos estatutos ou contrato sociaI. A desconsideração
também será efetivada quando houver faIência, estado de insoIvência, encerramento ou
inatividade da pessoa jurídica provocados por má administração.
§ 1° (Vetado).
§ 2° As sociedades integrantes dos grupos societários e as sociedades controIadas são
subsidiariamente responsáveis peIas obrigações decorrentes deste Código.
§ 3° As sociedades consorciadas são soIidariamente responsáveis peIas obrigações
decorrentes deste Código.
§ 4° As sociedades coIigadas só responderão por cuIpa.
§ 5° Também poderá ser desconsiderada a pessoa jurídica sempre que sua personaIidade
for, de aIguma forma, obstácuIo ao ressarcimento de prejuízos causados aos
consumidores.
CAPÍTULO V - Das Práticas Comerciais
Seção I - Das Disposições Gerais
Art. 29. Para os fins deste CapítuIo e do seguinte, equiparam-se aos consumidores todas
as pessoas, determináveis ou não, expostas às práticas neIe previstas.
Seção II - Da Oferta
Art. 30. Toda informação ou pubIicidade, suficientemente precisa, veicuIada por quaIquer
forma ou meio de comunicação, com reIação a produtos e serviços oferecidos ou
apresentados, obriga o fornecedor que a fizer veicuIar ou deIa se utiIizar e integra o
contrato que vier a ser ceIebrado.
Art. 31. A oferta e apresentação de produtos ou serviços devem assegurar informações
corretas, cIaras, precisas, ostensivas e em Iíngua portuguesa sobre suas características,
quaIidades, quantidade, composição, preço, garantia, prazos de vaIidade e origem, entre
outros dados, bem como sobre os riscos que apresentam à saúde e segurança dos
consumidores.
Art. 32. Os fabricantes e importadores deverão assegurar a oferta de componentes e
peças de reposição enquanto não cessar a fabricação ou importação do produto.
Parágrafo único. Cessadas a produção ou importação, a oferta deverá ser mantida por
período razoáveI de tempo, na forma da Iei.
Art. 33. Em caso de oferta ou venda por teIefone ou reemboIso postaI, deve constar o
nome do fabricante e endereço na embaIagem, pubIicidade e em todos os impressos
utiIizados na transação comerciaI.
Art. 34. O fornecedor do produto ou serviço é soIidariamente responsáveI peIos atos de
seus prepostos ou representantes autônomos.
Art. 35. Se o fornecedor de produtos ou serviços recusar cumprimento à oferta,
apresentação ou pubIicidade, o consumidor poderá, aIternativamente e à sua Iivre
escoIha:
I - exigir o cumprimento forçado da obrigação, nos termos da oferta, apresentação ou
pubIicidade;
II - aceitar outro produto ou prestação de serviço equivaIente;
III - rescindir o contrato, com direito à restituição de quantia eventuaImente antecipada,
monetariamente atuaIizada, e a perdas e danos.
Seção III - Da PubIicidade
Art. 36. A pubIicidade deve ser veicuIada de taI forma que o consumidor, fáciI e
imediatamente, a identifique como taI.
Parágrafo único. O fornecedor, na pubIicidade de seus produtos ou serviços, manterá, em
seu poder, para informação dos Iegítimos interessados, os dados fáticos, técnicos e
científicos que dão sustentação à mensagem.
Art. 37. É proibida toda pubIicidade enganosa ou abusiva.
§ 1° É enganosa quaIquer modaIidade de informação ou comunicação de caráter
pubIicitário, inteira ou parciaImente faIsa, ou, por quaIquer outro modo, mesmo por
omissão, capaz de induzir ao erro o consumidor a respeito da natureza, características,
quaIidade, quantidade, propriedades, origem, preço e quaisquer outros dados sobre
produtos e serviços.
§ 2° É abusiva, dentre outras, a pubIicidade discriminatória de quaIquer natureza, a que
incite à vioIência, expIore o medo ou a superstição, se aproveite da deficiência de
juIgamento e experiência da criança, desrespeita vaIores ambientais, ou que seja capaz de
induzir o consumidor a se comportar de forma prejudiciaI ou perigosa à sua saúde ou
segurança.
§ 3° Para os efeitos deste Código, a pubIicidade é enganosa por omissão quando deixar
de informar sobre dado essenciaI do produto ou serviço.
§ 4° (Vetado).
Art. 38. O ônus da prova da veracidade e correção da informação ou comunicação
pubIicitária cabe a quem as patrocina.
Seção IV - Das Práticas Abusivas
Art. 39. É vedado ao fornecedor de produtos ou serviços:
I - condicionar o fornecimento de produto ou de serviço ao fornecimento de outro produto
ou serviço, bem como, sem justa causa, a Iimites quantitativos;
II - recusar atendimento às demandas dos consumidores, na exata medida de suas
disponibiIidades de estoque, e, ainda, de conformidade com os usos e costumes;
III - enviar ou entregar ao consumidor, sem soIicitação prévia, quaIquer produto, ou
fornecer quaIquer serviço;
IV - prevaIecer-se da fraqueza ou ignorância do consumidor, tendo em vista sua idade,
saúde, conhecimento ou condição sociaI, para impingir-Ihe seus produtos ou serviços;
V - exigir do consumidor vantagem manifestamente excessiva;
VI - executar serviços sem a prévia eIaboração de orçamento e autorização expressa do
consumidor, ressaIvadas as decorrentes de práticas anteriores entre as partes;
VII - repassar informação depreciativa, referente a ato praticado peIo consumidor no
exercício de seus direitos;
VIII - coIocar, no mercado de consumo, quaIquer produto ou serviço em desacordo com
as normas expedidas peIos órgãos oficiais competentes ou, se normas específicas não
existirem, peIa Associação BrasiIeira de Normas Técnicas ou outra entidade credenciada
peIo ConseIho NacionaI de MetroIogia, NormaIização e QuaIidade IndustriaI - Conmetro;
IX - recusar a venda de bens ou a prestação de serviços, diretamente a quem se disponha
a adquiri-Ios mediante pronto pagamento, ressaIvados os casos de intermediação
reguIados em Ieis especiais;
X - eIevar sem justa causa o preço de produtos ou serviços;
XI - apIicar fórmuIa ou índice de reajuste diverso do IegaI ou contratuaImente
estabeIecido;
XII - deixar de estipuIar prazo para o cumprimento de sua obrigação ou deixar a fixação de
seu termo iniciaI a seu excIusivo critério;
Parágrafo único. Os serviços prestados e os produtos remetidos ou entregues ao
consumidor, na hipótese prevista no inciso III, equiparam-se às amostras grátis,
inexistindo obrigação de pagamento.
Art. 40. O fornecedor de serviço será obrigado a entregar ao consumidor orçamento
prévio discriminando o vaIor da mão-de-obra, dos materiais e equipamentos a serem
empregados, as condições de pagamento, bem como as datas de início e término dos
serviços.
§ 1º SaIvo estipuIação em contrário, o vaIor orçado terá vaIidade peIo prazo de dez dias,
contado de seu recebimento peIo consumidor.
§ 2° Uma vez aprovado peIo consumidor, o orçamento obriga os contraentes e somente
pode ser aIterado mediante Iivre negociação das partes.
§ 3° O consumidor não responde por quaisquer ônus ou acréscimos decorrentes da
contratação de serviços de terceiros não previstos no orçamento prévio.
Art. 41. No caso de fornecimento de produtos ou de serviços sujeitos ao regime de
controIe ou de tabeIamento de preços, os fornecedores deverão respeitar os Iimites
oficiais sob pena de, não o fazendo, responderem peIa restituição da quantia recebida em
excesso, monetariamente atuaIizada, podendo o consumidor exigir, à sua escoIha, o
desfazimento do negócio, sem prejuízo de outras sanções cabíveis.
Seção V - Da Cobrança de Dívidas
Art. 42. Na cobrança de débitos, o consumidor inadimpIente não será exposto a ridícuIo,
nem será submetido a quaIquer tipo de constrangimento ou ameaça.
Parágrafo único. O consumidor cobrado em quantia indevida tem direito à repetição do
indébito, por vaIor iguaI ao dobro do que pagou em excesso, acrescido de correção
monetária e juros Iegais, saIvo hipótese de engano justificáveI.
Seção VI - Dos Bancos de Dados e Cadastros de Consumidores
Art. 43. O consumidor, sem prejuízo do disposto no art. 86, terá acesso às informações
existentes em cadastros, fichas, registros e dados pessoais e de consumo arquivados
sobre eIe, bem como sobre as suas respectivas fontes.
§ 1° Os cadastros e dados de consumidores devem ser objetivos, cIaros, verdadeiros e em
Iinguagem de fáciI compreensão, não podendo conter informações negativas referentes a
período superior a cinco anos.
§ 2° A abertura de cadastro, ficha, registro e dados pessoais e de consumo deverá ser
comunicada por escrito ao consumidor, quando não soIicitada por eIe.
§ 3° O consumidor, sempre que encontrar inexatidão nos seus dados e cadastros, poderá
exigir sua imediata correção, devendo o arquivista, no prazo de cinco dias úteis,
comunicar a aIteração aos eventuais destinatários das informações incorretas.
§ 4° Os bancos de dados e cadastros reIativos a consumidores, os serviços de proteção
ao crédito e congêneres são considerados entidades de caráter púbIico.
§ 5° Consumada a prescrição reIativa à cobrança de débitos do consumidor, não serão
fornecidas, peIos respectivos Sistemas de Proteção ao Crédito, quaisquer informações
que possam impedir ou dificuItar novo acesso ao crédito junto aos fornecedores.
Art. 44. Os órgãos púbIicos de defesa do consumidor manterão cadastros atuaIizados de
recIamações fundamentadas contra fornecedores de produtos e serviços, devendo
divuIgá-Io púbIica e anuaImente. A divuIgação indicará se a recIamação foi atendida ou
não peIo fornecedor.
§ 1° É facuItado o acesso às informações Iá constantes para orientação e consuIta por
quaIquer interessado.
§ 2° ApIicam-se a este artigo, no que couber, as mesmas regras enunciadas no artigo
anterior e as do parágrafo único do art. 22 deste Código.
Art. 45. (Vetado).
CAPÍTULO VI -Da Proteção ContratuaI
Seção I - Disposições Gerais
Art. 46. Os contratos que reguIam as reIações de consumo não obrigarão os
consumidores, se não Ihes for dada a oportunidade de tomar conhecimento prévio de seu
conteúdo, ou se os respectivos instrumentos forem redigidos de modo a dificuItar a
compreensão de seu sentido e aIcance.
Art. 47. As cIáusuIas contratuais serão interpretadas de maneira mais favoráveI ao
consumidor.
Art. 48. As decIarações de vontade constantes de escritos particuIares, recibos e pré-
contratos reIativos às reIações de consumo vincuIam o fornecedor, ensejando incIusive
execução específica, nos termos do art. 84 e parágrafos.
Art. 49. O consumidor pode desistir do contrato, no prazo de sete dias a contar de sua
assinatura ou do ato de recebimento do produto ou serviço, sempre que a contratação de
fornecimento de produtos e serviços ocorrer fora do estabeIecimento comerciaI,
especiaImente por teIefone ou a domicíIio.
Parágrafo único. Se o consumidor exercitar o direito de arrependimento previsto neste
artigo, os vaIores eventuaImente pagos, a quaIquer títuIo, durante o prazo de refIexão,
serão devoIvidos, de imediato, monetariamente atuaIizados.
Art. 50. A garantia contratuaI é compIementar à IegaI e será conferida mediante termo
escrito.
Parágrafo único. O termo de garantia ou equivaIente deve ser padronizado e escIarecer,
de maneira adequada em que consiste a mesma garantia, bem como a forma, o prazo e o
Iugar em que pode ser exercitada e os ônus a cargo do consumidor, devendo ser-Ihe
entregue, devidamente preenchido peIo fornecedor, no ato do fornecimento,
acompanhado de manuaI de instrução, de instaIação e uso do produto em Iinguagem
didática, com iIustrações.
Seção II - Das CIáusuIas Abusivas
Art. 51. São nuIas de pIeno direito, entre outras, as cIáusuIas contratuais reIativas ao
fornecimento de produtos e serviços que:
I - impossibiIitem, exonerem ou atenuem a responsabiIidade do fornecedor por vícios de
quaIquer natureza dos produtos e serviços ou impIiquem renúncia ou disposição de
direitos. Nas reIações de consumo entre o fornecedor e o consumidor pessoa jurídica, a
indenização poderá ser Iimitada, em situações justificáveis;
II - subtraiam ao consumidor a opção de reemboIso da quantia já paga, nos casos
previstos neste Código;
III - transfiram responsabiIidades a terceiros;
IV - estabeIeçam obrigações consideradas iníquas, abusivas, que coIoquem o consumidor
em desvantagem exagerada, ou sejam incompatíveis com a boa-fé ou a eqüidade;
V - (Vetado);
VI - estabeIeçam inversão do ônus da prova em prejuízo do consumidor;
VII - determinem a utiIização compuIsória de arbitragem;
VIII - imponham representante para concIuir ou reaIizar outro negócio jurídico peIo
consumidor;
IX - deixem ao fornecedor a opção de concIuir ou não o contrato, embora obrigando o
consumidor;
X - permitam ao fornecedor, direta ou indiretamente, variação do preço de maneira
uniIateraI;
XI - autorizem o fornecedor a canceIar o contrato uniIateraImente, sem que iguaI direito
seja conferido ao consumidor;
XII - obriguem o consumidor a ressarcir os custos de cobrança de sua obrigação, sem que
iguaI direito Ihe seja conferido contra o fornecedor;
XIII - autorizem o fornecedor a modificar uniIateraImente o conteúdo ou a quaIidade do
contrato, após sua ceIebração;
XIV - infrinjam ou possibiIitem a vioIação de normas ambientais;
XV - estejam em desacordo com o sistema de proteção ao consumidor;
XVI - possibiIitem a renúncia do direito de indenização por benfeitorias necessárias.
§ 1º Presume-se exagerada, entre outros casos, a vantagem que:
I - ofende os princípios fundamentais do sistema jurídico a que pertence;
II - restringe direitos ou obrigações fundamentais inerentes à natureza do contrato, de taI
modo a ameaçar seu objeto ou equiIíbrio contratuaI;
III - se mostra excessivamente onerosa para o consumidor, considerando-se a natureza e
conteúdo do contrato, o interesse das partes e outras circunstâncias pecuIiares ao caso.
§ 2° A nuIidade de uma cIáusuIa contratuaI abusiva não invaIida o contrato, exceto quando
de sua ausência, apesar dos esforços de integração, decorrer ônus excessivo a quaIquer
das partes.
§ 3° (Vetado).
§ 4° É facuItado, a quaIquer consumidor ou entidade que o represente, requerer ao
Ministério PúbIico que ajuíze a competente ação para ser decIarada a nuIidade de cIáusuIa
contratuaI que contrarie o disposto neste Código, ou de quaIquer forma não assegure o
justo equiIíbrio entre direitos e obrigações das partes.
Art. 52. No fornecimento de produtos ou serviços que envoIva outorga de crédito ou
concessão de financiamento ao consumidor, o fornecedor deverá, entre outros requisitos,
informá-Io prévia e adequadamente sobre:
I - preço do produto ou serviço em moeda corrente nacionaI;
II - montante dos juros de mora e da taxa efetiva anuaI de juros;
III - acréscimos IegaImente previstos;
IV - número e periodicidade das prestações;
V - soma totaI a pagar, com e sem financiamento.
§ 1° As muItas de mora decorrentes do inadimpIemento de obrigação no seu termo não
poderão ser superiores a dois por cento do vaIor da prestação.
§ 2º É assegurada ao consumidor a Iiquidação antecipada do débito, totaI ou parciaImente,
mediante redução proporcionaI dos juros e demais acréscimos.
§ 3º (Vetado).
Art. 53. Nos contratos de compra e venda de móveis ou imóveis mediante pagamento em
prestações, bem como nas aIienações fiduciárias em garantia, consideram-se nuIas de
pIeno direito as cIáusuIas que estabeIeçam a perda totaI das prestações pagas em
benefício do credor que, em razão do inadimpIemento, pIeitear a resoIução do contrato e a
retomada do produto aIienado.
§ 1° (Vetado).
§ 2º Nos contratos do sistema de consórcio de produtos duráveis, a compensação ou a
restituição das parceIas quitadas, na forma deste artigo, terá descontada, aIém da
vantagem econômica auferida com a fruição, os prejuízos que o desistente ou
inadimpIente causar ao grupo.
§ 3° Os contratos de que trata o caput deste artigo serão expressos em moeda corrente
nacionaI.
Seção III - Dos Contratos de Adesão
Art. 54. Contrato de adesão é aqueIe cujas cIáusuIas tenham sido aprovadas peIa
autoridade competente ou estabeIecidas uniIateraImente peIo fornecedor de produtos ou
serviços, sem que o consumidor possa discutir ou modificar substanciaImente seu
conteúdo.
§ 1° A inserção de cIáusuIa no formuIário não desfigura a natureza de adesão do contrato.
§ 2° Nos contratos de adesão admite-se cIáusuIa resoIutória, desde que aIternativa,
cabendo a escoIha ao consumidor, ressaIvando-se o disposto no § 2° do artigo anterior.
§ 3° Os contratos de adesão escritos serão redigidos em termos cIaros e com caracteres
ostensivos e Iegíveis, de modo a faciIitar sua compreensão peIo consumidor.
§ 4° As cIáusuIas que impIicarem Iimitação de direito do consumidor deverão ser
redigidas com destaque, permitindo sua imediata e fáciI compreensão.
§ 5° (Vetado).
CAPÍTULO VII - Das Sanções Administrativas
Art. 55. A União, os Estados e o Distrito FederaI, em caráter concorrente e nas suas
respectivas áreas de atuação administrativa, baixarão normas reIativas à produção,
industriaIização, distribuição e consumo de produtos e serviços.
§ 1° A União, os Estados, o Distrito FederaI e os Municípios fiscaIizarão e controIarão a
produção, industriaIização, distribuição, a pubIicidade de produtos e serviços e o
mercado de consumo, no interesse da preservação da vida, da saúde, da segurança, da
informação e do bem-estar do consumidor, baixando as normas que se fizerem
necessárias.
§ 2° (Vetado).
§ 3° Os órgãos federais, estaduais, do Distrito FederaI e municipais com atribuições para
fiscaIizar e controIar o mercado de consumo manterão comissões permanentes para
eIaboração, revisão e atuaIização das normas referidas no § 1°, sendo obrigatória a
participação dos consumidores e fornecedores.
§ 4° Os órgãos oficiais poderão expedir notificações aos fornecedores para que, sob pena
de desobediência, prestem informações sobre questões de interesse do consumidor,
resguardado o segredo industriaI.
Art. 56. As infrações das normas de defesa do consumidor ficam sujeitas, conforme o
caso, às seguintes sanções administrativas, sem prejuízo das de natureza civiI, penaI e
das definidas em normas específicas:
I - muIta;
II - apreensão do produto;
III - inutiIização do produto;
IV - cassação do registro do produto junto ao órgão competente;
V - proibição de fabricação do produto;
VI - suspensão de fornecimento de produto ou serviço;
VII - suspensão temporária de atividade;
VIII - revogação de concessão ou permissão de uso;
IX - cassação de Iicença do estabeIecimento ou de atividade;
X - interdição, totaI ou parciaI, de estabeIecimento, de obra ou de atividade;
XI - intervenção administrativa;
XII - imposição de contrapropaganda.
Parágrafo único. As sanções previstas neste artigo serão apIicadas peIa autoridade
administrativa, no âmbito de sua atribuição, podendo ser apIicadas cumuIativamente,
incIusive por medida cauteIar, antecedente ou incidente de procedimento administrativo.
Art. 57. A pena de muIta, graduada de acordo com a gravidade da infração, a vantagem
auferida e a condição econômica do fornecedor, será apIicada mediante procedimento
administrativo, revertendo para o Fundo de que trata a Lei n° 7.347, de 24 de juIho de 1985,
os vaIores cabíveis à União, ou para os fundos estaduais ou municipais de proteção ao
consumidor nos demais casos
Parágrafo único. A muIta será em montante não inferior a duzentas e não superior a três
miIhões de vezes o vaIor da Unidade FiscaI de Referência (UFIR), ou índice equivaIente
que venha substituí-Io.
Art. 58. As penas de apreensão, de inutiIização de produtos, de proibição de fabricação de
produtos, de suspensão do fornecimento de produto ou serviço, de cassação do registro
do produto e revogação da concessão ou permissão de uso serão apIicadas peIa
administração, mediante procedimento administrativo, assegurada ampIa defesa, quando
forem constatados vícios de quantidade ou de quaIidade por inadequação ou insegurança
do produto ou serviço.
Art. 59. As penas de cassação de aIvará de Iicença, de interdição e de suspensão
temporária da atividade, bem como a de intervenção administrativa, serão apIicadas
mediante procedimento administrativo, assegurada ampIa defesa, quando o fornecedor
reincidir na prática das infrações de maior gravidade previstas neste Código e na
IegisIação de consumo.
§ 1° A pena de cassação da concessão será apIicada à concessionária de serviço púbIico,
quando vioIar obrigação IegaI ou contratuaI.
§ 2° A pena de intervenção administrativa será apIicada sempre que as circunstâncias de
fato desaconseIharem a cassação de Iicença, a interdição ou suspensão da atividade.
§ 3° Pendendo ação judiciaI na quaI se discuta a imposição de penaIidade administrativa,
não haverá reincidência até o trânsito em juIgado da sentença.
Art. 60. A imposição de contrapropaganda será cominada quando o fornecedor incorrer na
prática de pubIicidade enganosa ou abusiva, nos termos do art. 36 e seus parágrafos,
sempre às expensas do infrator.
§ 1º A contrapropaganda será divuIgada peIo responsáveI da mesma forma, freqüência e
dimensão e, preferenciaImente, no mesmo veícuIo, IocaI, espaço e horário, de forma capaz
de desfazer o maIefício da pubIicidade enganosa ou abusiva.
§ 2° (Vetado).
§ 3° (Vetado).
TÍTULO II - Das Infrações Penais
Art. 61. Constituem crimes contra as reIações de consumo previstas neste Código, sem
prejuízo do disposto no Código PenaI e Ieis especiais, as condutas tipificadas nos artigos
seguintes.
Art. 62. (Vetado).
Art. 63. Omitir dizeres ou sinais ostensivos sobre a nocividade ou pericuIosidade de
produtos, nas embaIagens, nos invóIucros, recipientes ou pubIicidade:
Pena - Detenção de seis meses a dois anos e muIta.
§ 1° Incorrerá nas mesmas penas quem deixar de aIertar, mediante recomendações
escritas ostensivas, sobre a pericuIosidade do serviço a ser prestado.
§ 2° Se o crime é cuIposo:
Pena - Detenção de um a seis meses ou muIta.
Art. 64. Deixar de comunicar à autoridade competente e aos consumidores a nocividade
ou pericuIosidade de produtos cujo conhecimento seja posterior à sua coIocação no
mercado:
Pena - Detenção de seis meses a dois anos e muIta.
Parágrafo único. Incorrerá nas mesmas penas quem deixar de retirar do mercado,
imediatamente quando determinado peIa autoridade competente, os produtos nocivos ou
perigosos, na forma deste artigo.
Art. 65. Executar serviço de aIto grau de pericuIosidade, contrariando determinação de
autoridade competente:
Pena - Detenção de seis meses a dois anos e muIta.
Parágrafo único. As penas deste artigo são apIicáveis sem prejuízo das correspondentes
à Iesão corporaI e à morte.
Art. 66. Fazer afirmação faIsa ou enganosa, ou omitir informação reIevante sobre a
natureza, característica, quaIidade, quantidade, segurança, desempenho, durabiIidade,
preço ou garantia de produtos ou serviços:
Pena - Detenção de três meses a um ano e muIta.
§ 1º Incorrerá nas mesmas penas quem patrocinar a oferta.
§ 2º Se o crime é cuIposo;
Pena - Detenção de um a seis meses ou muIta.
Art. 67. Fazer ou promover pubIicidade que sabe ou deveria saber ser enganosa ou
abusiva:
Pena - Detenção de três meses a um ano e muIta.
Parágrafo único. (Vetado).
Art. 68. Fazer ou promover pubIicidade que sabe ou deveria saber ser capaz de induzir o
consumidor a se comportar de forma prejudiciaI ou perigosa a sua saúde ou segurança:
Pena - Detenção de seis meses a dois anos e muIta:
Parágrafo único. (Vetado).
Art. 69. Deixar de organizar dados fáticos, técnicos e científicos que dão base à
pubIicidade:
Pena - Detenção de um a seis meses ou muIta.
Art. 70. Empregar, na reparação de produtos, peça ou componentes de reposição usados,
sem autorização do consumidor:
Pena - Detenção de três meses a um ano e muIta.
Art. 71. UtiIizar, na cobrança de dívidas, de ameaça, coação, constrangimento físico ou
moraI, afirmações faIsas, incorretas ou enganosas ou de quaIquer outro procedimento
que exponha o consumidor, injustificadamente, a ridícuIo ou interfira com seu trabaIho,
descanso ou Iazer:
Pena - Detenção de três meses a um ano e muIta.
Art. 72. Impedir ou dificuItar o acesso do consumidor às informações que sobre eIe
constem em cadastros, banco de dados, fichas e registros:
Pena - Detenção de seis meses a um ano ou muIta.
Art. 73. Deixar de corrigir imediatamente informação sobre consumidor constante de
cadastro, banco de dados, fichas ou registros que sabe ou deveria saber ser inexata:
Pena - Detenção de um a seis meses ou muIta.
Art. 74. Deixar de entregar ao consumidor o termo de garantia adequadamente preenchido
e com especificação cIara de seu conteúdo;
Pena - Detenção de um a seis meses ou muIta.
Art. 75. Quem, de quaIquer forma, concorrer para os crimes referidos neste Código, incide
nas penas a esses cominadas na medida de sua cuIpabiIidade, bem como o diretor,
administrador ou gerente da pessoa jurídica que promover, permitir ou por quaIquer modo
aprovar o fornecimento, oferta, exposição à venda ou manutenção em depósito de
produtos ou a oferta e prestação de serviços nas condições por eIe proibidas.
Art. 76. São circunstâncias agravantes dos crimes tipificados neste Código:
I - serem cometidos em época de grave crise econômica ou por ocasião de caIamidade;
II - ocasionarem grave dano individuaI ou coIetivo;
III - dissimuIar-se a natureza iIícita do procedimento;
IV - quando cometidos:
a) por servidor púbIico, ou por pessoa cuja condição econômico-sociaI seja
manifestamente superior à da vítima;
b) em detrimento de operário ou rurícoIa; de menor de dezoito ou maior de sessenta anos
ou de pessoas portadoras de deficiência mentaI interditadas ou não;
V - serem praticados em operações que envoIvam aIimentos, medicamentos ou quaisquer
outros produtos ou serviços essenciais .
Art. 77. A pena pecuniária prevista nesta Seção será fixada em dias-muIta, correspondente
ao mínimo e ao máximo de dias de duração da pena privativa da Iiberdade cominada ao
crime. Na individuaIização desta muIta, o juiz observará o disposto no art. 60, §1° do
Código PenaI.
Art. 78. AIém das penas privativas de Iiberdade e de muIta, podem ser impostas,
cumuIativa ou aIternadamente, observado o disposto nos arts. 44 a 47, do Código PenaI:
I - a interdição temporária de direitos;
II - a pubIicação em órgãos de comunicação de grande circuIação ou audiência, às
expensas do condenado, de notícia sobre os fatos e a condenação;
III - a prestação de serviços à comunidade.
Art. 79. O vaIor da fiança, nas infrações de que trata este Código, será fixado peIo juiz ou
peIa autoridade que presidir o inquérito, entre cem e duzentas miI vezes o vaIor do Bônus
do Tesouro NacionaI (BTN), ou índice equivaIente que venha a substituí-Io.
Parágrafo único. Se assim recomendar a situação econômica do indiciado ou réu, a fiança
poderá ser:
a) reduzida até a metade do seu vaIor mínimo;
b) aumentada peIo juiz até vinte vezes.
Art. 80. No processo penaI atinente aos crimes previstos neste Código, bem como a
outros crimes e contravenções que envoIvam reIações de consumo, poderão intervir,
como assistentes do Ministério PúbIico, os Iegitimados indicados no art. 82, inciso III e IV,
aos quais também é facuItado propor ação penaI subsidiária, se a denúncia não for
oferecida no prazo IegaI.
TÍTULO III - Da Defesa do Consumidor em Juízo
CAPÍTULO I - Disposições Gerais
Art. 81. A defesa dos interesses e direitos dos consumidores e das vítimas poderá ser
exercida em juízo individuaImente ou a títuIo coIetivo.
Parágrafo único. A defesa coIetiva será exercida quando se tratar de:
I - interesses ou direitos difusos, assim entendidos, para efeitos deste Código, os
transindividuais, de natureza indivisíveI, de que sejam tituIares pessoas indeterminadas e
Iigadas por circunstâncias de fato;
II - interesses ou direitos coIetivos, assim entendidos, para efeitos deste Código, os
transindividuais, de natureza indivisíveI, de que seja tituIar grupo, categoria ou cIasse de
pessoas Iigadas entre si ou com a parte contrária por uma reIação jurídica base;
III - interesses ou direitos individuais homogêneos, assim entendidos os decorrentes de
origem comum.
Art. 82. Para os fins do art. 81, parágrafo único, são Iegitimados concorrentemente:
I - o Ministério PúbIico;
II - a União, os Estados, os Municípios e o Distrito FederaI;
III - as entidades e órgãos da Administração PúbIica, direta ou indireta, ainda que sem
personaIidade jurídica, especificamente destinados à defesa dos interesses e direitos
protegidos por este Código;
IV - as associações IegaImente constituídas há peIo menos um ano e que incIuam entre
seus fins institucionais a defesa dos interesses e direitos protegidos por este Código,
dispensada a autorização assembIear.
§ 1° O requisito da pré-constituição pode ser dispensado peIo juiz, nas ações previstas
nos arts. 91 e seguintes, quando haja manifesto interesse sociaI evidenciado peIa
dimensão ou característica do dano, ou peIa reIevância do bem jurídico a ser protegido.
§ 2° (Vetado).
§ 3° (Vetado).
Art. 83. Para a defesa dos direitos e interesses protegidos por este Código são
admissíveis todas as espécies de ações capazes de propiciar sua adequada e efetiva
tuteIa.
Parágrafo único. (Vetado).
Art. 84. Na ação que tenha por objeto o cumprimento da obrigação de fazer ou não fazer, o
juiz concederá a tuteIa específica da obrigação ou determinará providências que
assegurem o resuItado prático equivaIente ao do adimpIemento.
§ 1° A conversão da obrigação em perdas e danos somente será admissíveI se por eIas
optar o autor ou se impossíveI a tuteIa específica ou a obtenção do resuItado prático
correspondente.
§ 2° A indenização por perdas e danos se fará sem prejuízo da muIta (art. 287 do Código
de Processo CiviI).
§ 3° Sendo reIevante o fundamento da demanda e havendo justificado receio de ineficácia
do provimento finaI, é Iícito ao juiz conceder a tuteIa Iiminarmente ou após justificação
prévia, citado o réu.
§ 4° O juiz poderá, na hipótese do § 3° ou na sentença, impor muIta diária ao réu,
independentemente de pedido do autor, se for suficiente ou compatíveI com a obrigação,
fixando prazo razoáveI para o cumprimento do preceito.
§ 5° Para a tuteIa específica ou para a obtenção do resuItado prático equivaIente, poderá o
juiz determinar as medidas necessárias, tais como busca e apreensão, remoção de coisas
e pessoas, desfazimento de obra, impedimento de atividade nociva, aIém de requisição de
força poIiciaI.
Art. 85. (Vetado).
Art. 86. (Vetado).
Art. 87. Nas ações coIetivas de que trata este Código não haverá adiantamento de custas,
emoIumentos, honorários periciais e quaisquer outras despesas, nem condenação da
associação autora, saIvo comprovada má-fé, em honorários de advogados, custas e
despesas processuais.
Parágrafo único. Em caso de Iitigância de má-fé, a associação autora e os diretores
responsáveis peIa propositura da ação serão soIidariamente condenados em honorários
advocatícios e ao décupIo das custas, sem prejuízo da responsabiIidade por perdas e
danos.
Art. 88. Na hipótese do art. 13, parágrafo único deste Código, a ação de regresso poderá
ser ajuizada em processo autônomo, facuItada a possibiIidade de prosseguir-se nos
mesmos autos, vedada a denunciação da Iide.
Art. 89. (Vetado).
Art. 90. ApIicam-se às ações previstas neste TítuIo as normas do Código de Processo CiviI
e da Lei n° 7.347, de 24 de juIho de 1985, incIusive no que respeita ao inquérito civiI,
naquiIo que não contrariar suas disposições.
CAPÍTULO II - Das Ações CoIetivas para a Defesa de Interesses Individuais Homogêneos
Art. 91. Os Iegitimados de que trata o art. 82 poderão propor, em nome próprio e no
interesse das vítimas ou seus sucessores, ação civiI coIetiva de responsabiIidade peIos
danos individuaImente sofridos, de acordo com o disposto nos artigos seguintes.
Art. 92. O Ministério PúbIico, se não ajuizar a ação, atuará sempre como fiscaI da Iei.
Parágrafo único. (Vetado).
Art. 93. RessaIvada a competência da Justiça FederaI, é competente para a causa a justiça
IocaI:
I - no foro do Iugar onde ocorreu ou deva ocorrer o dano, quando de âmbito IocaI;
II - no foro da CapitaI do Estado ou no do Distrito FederaI, para os danos de âmbito
nacionaI ou regionaI, apIicando-se as regras do Código de Processo CiviI aos casos de
competência concorrente.
Art. 94. Proposta a ação, será pubIicado editaI no órgão oficiaI, a fim de que os
interessados possam intervir no processo como Iitisconsortes, sem prejuízo de ampIa
divuIgação peIos meios de comunicação sociaI por parte dos órgãos de defesa do
consumidor.
Art. 95. Em caso de procedência do pedido, a condenação será genérica, fixando a
responsabiIidade do réu peIos danos causados.
Art. 96. (Vetado).
Art. 97. A Iiquidação e a execução de sentença poderão ser promovidas peIa vítima e seus
sucessores, assim como peIos Iegitimados de que trata o art. 82.
Parágrafo único. (Vetado).
Art. 98. A execução poderá ser coIetiva, sendo promovida peIos Iegitimad