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trabalho meios de contrste

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Published by: Patrícia Fernanda Araújo on Apr 18, 2011
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Meio de contraste é uma substância geralmente líquida injetada ou ingerida pelo paciente (ou inserida no objeto de análise) para bloquear

os raios X ou que emite radiação própria. É usado normalmente na técnica de tomografia. Um exemplo é o sulfato de bário, usado como contraste no exame trânsito intestinal.

[editar] Meio de contraste na TC
Endovenoso a base de iodo, cuja densidade metálica permite não só dissociar vasos como demonstrar processos dinâmicos de funcionamento dos órgãos estudados. Na avaliação do abdômen e pelve, deve haver opacificação do estômago e alças intestinais, através da ingestão de solução pouco concentrada do meio de contraste iodado.A diluição é necessária devida a alta sensibilidade do computador na detecção do meio de contraste. As alças não opacificadas podem simular massas ou linfonodomegalias. Em alguns casos, usa-se a opacificação da ampola retal via retrógrada. Quando fazemos injeção endovenosa do meio de contraste, as lesões podem captar ou não o iodo.Baseados nesse fato, podemos classificar as lesões em:
• • • • •

lesão hipercaptante: lesão que capta muito o meio de contraste; lesãohipocaptante: lesão que capta pouco o meio de contraste; lesão não captante:lesão que não capta o meio de contraste; lesão espontaneamente lisa:lesão de alta densidade sem a injeção do meio de contraste; lesão isodensa:lesão que capta o meio de contraste e torna-se de igual densidade as estruturas vizinhas.

[editar] Meio de contraste na Radiografia
Além das densidades radiográficas, uma imagem se define pelo contraste radiológico. Não podemos distinguir uma estrutura de outra se ambas possuirem a mesma densidade radiográfica. É preciso que a estrutura seja delineada por um material de outra densidade contrastante para se tornar nítida. Os meios de contraste artificiais a base de iodo e bário apresentam densidade metálica, por isso são radiopacos e são introduzidos por via oral, retal ou intravenosa.

Os contrastes iodados não iônicos (baixa osmolalidade) apresentam vantagem em relação à segurança sobre os agentes iônicos. vômitos. Na molécula. Os contrastes iodados hidrossolúveis não iônicos para uso intratecal são preferíveis aos contrastes de base oleosa (iodenidilato) e agentes não iônicos (metrizamina) usados em estudos mielográficos. intratecal. A desvantagem dos agentes não iônicos par uso intratecal durante reabsorção pelo sistema nervoso. e raramente convulsões. Distribui-se no espaço extracelular. sem ação farmacológica significativa. náuseas. e são de um custo mais elevado.MEIOS DE CONTRASTE IODADO Os meios de contraste iodados são substâncias radiodensas capazes de melhorar a especificidade das imagens obtidas em exames radiológicos. dando origem aos meios de contrastes ditos "iônicos". neste caso. . Todos os meios de contraste iodados utilizados regularmente são muito hidrofílicos. pois permitem a diferenciação de estruturas e patologias vascularizadas das demais. peso molecular inferior que 2000 e pouca afinidade de ligação com proteínas e receptores de membranas. Os meios de contraste podem ser encontrados em apresentações para uso endovenoso. As vantagens dos agentes não iônicos são a melhor evidenciação de estruturas como: raízes e bainhas nervosas na TC. Estes efeitos podem ser minimizados pela hidratação do paciente. o grupo ácido (H+) é substituído por um cátion (Na+ ou meglumina). oral ou retal. ou por aminas portadoras de grupos hidroxilas denominando-se. que influenciam diretamente na sua toxicidade e excreção. onde estão ácidos e substitutos orgânicos. podem provocar alterações nas condições mentais. PROPRIEDADES RELACIONADAS A SEGURANÇA E EFICÁCIA DOS MEIOS DE CONTRASTE DENSIDADE: (g/ml) Nº de átomos de iodo por mililitro de solução. ASPECTOS GERAIS A estrutura básica dos meios de contraste iodados é formada por um anel benzênico ao qual foram agregados átomos de iodo e grupamentos complementares. tem baixa lipossolubilidade. "não iônico".

porém são de um custo mais elevado. mas principalmente de sua capacidade de atenuação de Raios-X.VISCOSIDADE: • A força necessária para injetar a substância através de um cateter aumenta geometricamente com a concentração da solução e com o peso molecular. O contraste não . da distância percorrida. • A viscosidade é menor quanto maior for à temperatura (por isso que se deve aquecer gradativamente os meios de contraste não iônicos à temperatura corporal antes de sua administração). • Retardo e tempo de scan: maximizar o estudo da fase arterial venosa. a quantidade de substância que chegará ao órgão estudado. Quanto maior a concentração de iodo na solução. pelo fóton de RaiosX através da solução iodada e ainda da energia do fóton. • Velocidade de injeção. CONDIÇÕES QUE INFLUENCIAM NA QUALIDADE DO EXAME • Via de administração: determina. • Temperatura da substância: principalmente no uso de contrastes não iônicos (interfere na sua viscosidade). O uso de contraste iodado não iônico é mais freqüente utilizado por sua segurança e maior tolerabilidade pelo paciente do que por um significante aumento da eficácia. Os contrastes iônicos têm maior osmolalidade do que os não iônicos porque dissociam cátions e ânions na solução. não iônicos diméricos tem maior viscosidade que não iônicos monoméricos. A atenuação dos Raios-X por um agente de contraste depende da concentração de iodo. • Dose de contraste. maior será sua capacidade de atenuar Raios-X. em parte. EFICÁCIA DOS MEIOS DE CONTRASTES A eficácia de um meio de contraste depende não apenas das propriedades farmacológicas de sua molécula. OSMOLALIDADE: • Função definida pelo nº de partículas de uma solução por unidade de volume. • Calibre do cateter: em função da viscosidade da solução utilizada.

apesar de pouco freqüentes (Uma em 400.iônico é bastante utilizado em crianças e idosos por oferecer uma maior segurança ao paciente. CLASSIFICAÇÃO E INCIDÊNCIA DAS REAÇÕES ALÉRGICAS As reações alérgicas aos meios de contraste. podendo variar em severidade. • Ter previamente determinada a política no caso de complicações. • Avaliar as alternativas de métodos de imagem que possam oferecer o mesmo diagnóstico ou ainda sejam superiores. Reações não idiossincráticas. • Efeitos tóxicos diretos: Osmotoxidade Quimiotoxidade Toxicidade direta órgão – específica Nefrotoxidade Cardiotoxidade Nefrotoxidade • Reações vasomotoras: Reações combinadas . • Estabelecer procedimentos de informação do paciente. CLASSIFICAÇÃO ETIOLÓGICA DAS REAÇÕES ADVERSAS AOS MEIOS DE CONTRASTES Reações idiossincráticas (anafilactóides). • Certificar-se da indicação precisa do meio de contraste. e podendo ocorrer após uma única administração ou após múltiplas.000 casos) são inevitáveis. CUIDADOS ANTES DA INJEÇÃO DE CONTRASTE • Identificar os fatores de risco e benefício potencial de seu uso.

• Fatais: As causas mais comuns de óbitos incluem colapso cardiorespiratório. e requer hospitalização. • Severa (grave): necessita atendimento imediato. com moderados ou graves sintomas associados à: Inconsciência Arritmias com repercussão clínica . Pode ter como pródrome reações leves/ moderadas. • Moderada: clinicamente mais evidente do que a reação leve requer observação cuidadosa e freqüentemente tratamento medicamentoso. coma. edema pulmonar. pois apresenta maior morbiletalidade.QUANTO AO GRAU DE SEVERIDADE São classificados conforme principais sintomas: • Leve: geralmente não requer tratamento medicamentoso (autolimitada). broncoespasmo intratável e obstrução da via aérea (edema de glote). Reações adversas leves: Náusea/vômito Calor Cefaléia discreta Tontura Ansiedade Alteração do paladar Prurido Rubor Calafrios Tremores Sudorese/leve palidez Exantema Congestão nasal Espirros Inchaços em olhos e boca Reações adversas moderadas: Vômitos intensos Edema facial Hipertensão Hipotensão Laringoespasmo Rigidez Dispnéia – sibilos Cefaléia intensa Dor tórax e abdome Urticária intensa Broncoespasmo Mudança na freqüência Cardíaca Reações adversas graves: Potencialmente apresentam risco de vida. sendo necessária apenas observação.

• Efeito na função tiroideana. quadro clínico semelhante ao resfriado comum por iodo ou mesmo problemas cardíacos como insuficiência e arritmias. • Efeitos na coagulação.1% dos pacientes que utilizam contraste não iônico apresentam algum tipo de reação adversa. • Efeito na função pulmonar. Apenas 3. • Efeito na função hepática. tais como trombose venosa e necrose de pele. de modo que sintomas e sinais variados podem se manifestar. • Efeitos na função cardiovascular. • Reações tardias: ocorrem após o paciente deixar o serviço de radiologia. • Efeito na função renal. ALTERAÇÕES FUNCIONAIS INFLUENCIADAS PELOS AGENTES DE CONTRASTE IODADOS NOS ÓRGÃOS E NAS ESTRUTURAS VASCULARES • Efeitos na viscosidade sanguínea. QUANTO AO TEMPO DECORRIDO APÓS A ADMINISTRAÇÃO • Reações adversas agudas: são aquelas que ocorrem no período que o paciente está em observação no serviço de radiologia.Convulsão Edema agudo de pulmão Parada cardiorespiratória Colapso vascular severo Estima-se que algum tipo de reação adversa ocorra em 5 –12 % os pacientes que utilizam contraste iônico hiperosmolar. A grande maioria delas é imediata ou ocorre nos primeiros 5 a 20 minutos após a administração do agente. mesmo em pacientes que já receberam contrastes previamente sem qualquer sintoma de reação adversa. Reações fatais podem também ocorrer na administração de agentes não iônicos. . a grande maioria delas sendo de baixo risco (leve/moderada) e que não necessitam tratamento específico.

. • Efeito nos testes de laboratório.• Efeito na parede dos vasos.

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