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Georg Simmel e Max Weber - vida e obra dos sociólogos

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UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DO RIO DE JANEIRO CURSO DE COMUNICAÇÃO SOCIAL – JORNALISMO DISCIPLINA: INTRODUÇÃO ÀS CIÊNCIAS SOCIAIS DISCENTE: GIAN

CORNACHINI PROFESSOR: ÉDISON GASTALDO

Georg Simmel
A vida do sociólogo

Georg Simmel foi um sociólogo alemão, nascido no dia 1° de março de 1858, em Berlim, capital da Alemanha, na esquina de Leipzigerstrasse e Friedrichstrasse. Simmel era o último dos sete filhos do casal Edward Simmel e Flora Bodstein, descendentes de judeus. Com a morte de seu pai, em 1874, o amigo da família Julius Friedländer, proprietário de uma editora de música passou a tutelar Georg, o que lhe possibilitou participar e seguir a vida acadêmica, devido à uma herança significativa deixada por seu tutor. Simmel diplomou-se em Filosofia pela Universidade de Berlim, e logo fez doutorado, também em Filosofia. Sua tese de doutorado foi “A natureza da matéria segundo a monadologia física de Kant”, levando, em 1881, o título do ano. O rapaz estava familiarizado com o vasto campo do conhecimento estendido desde a história da filosofia e da psicologia para as ciências sociais. Essas são características que marcam toda sua carreira posterior. No final do século XIX, era comum que os estudiosos e professores acadêmicos migrassem entre uma universidade e outra durante seus estudos, no entanto, Simmel permaneceu na Universidade de Berlim, tornandos-e um “Privatdozent” (docente não remunerado, dependendo das taxas que os estudantes pagavam quando se inscreviam em seus cursos). Os cursos que Georg ministrava variavam entre lógica e história da filosofia para a ética, sociologia e psicologia social. Em suas aulas eram bastante citados grandes nomes como Kant, Schopenhauer, Darwin e Nietzsche, entre outros. A popularidade do professor era memorável e logo suas palestras tornaram-se indispensáveis em eventos intelectuais, não apenas dos estudantes, mas da elite cultural de Berlim.

Por quinze anos Simmel permaneceu como Privatdozent e, apenas em 1901, quando ele tinha quarenta e três anos, as autoridades acadêmicas concordaram em conceder-lhe o posto de “Ausserordentlicher Professor”, um título maior, mas que ainda não lhe permitia participar dos assuntos da comunidade acadêmica. Apesar disso, o sociólogo era um homem famoso em muitos países europeus e, destacado também nos Estados Unidos. Simmel escreveu seis livros e mais de setenta artigos, dos quais, muitos foram traduzidos naquela época para o inglês, francês, italiano, polonês e russo. Devido ao seu sucesso, o sociólogo tentou uma promoção acadêmica, mas foi rejeitado. O rapaz desempenhava um papel ativo na vida intectual e cultural de Berlim. Frequentava salões de moda, participava de círculos culturais, do mundo das artes e das letras (onde fez amigos nesses campos, como os dois principais poetas da Alemanha, Stefan George e Rainer Maria Rilke), reuniões filosóficas e sociológicas, e, junto com Weber e Toennies, foi co-fundador da “Sociedade Alemã de Sociologia”. Em 1890, Simmel casou-se com a filósofa Gertrud Kinel, mas não tiveram filhos. Sempre recebeu o apoio e a amizade de muitos acadêmicos eminentes. Em 1914 ele chegou à Universidade de Estrasburgo, fronteira entre a Alemanha e a França, alcançando seu objetivo acadêmico como professor titular. Porém, foi frustrado quando praticamente todas as suas oportunidades para falar aos estudantes foram privadas. As atividades regulares acadêmicas foram interrompidas devido ao início da guerra. As salas de aulas da Universidade de Estraburgo foram transformadas em hospitais militares. Sua última tentativa de garantir uma vaga de professor acadêmico foi com a morte de Wilhelm Windelband e Emil Lask, criando duas vagas, em 1915, na Universidade de Heidelberg. O sociólogo preencheu a vaga com sucesso às tentativas anteriores. Em 28 de setembro de 1918, pouco antes do fim da guerra, Georg Simmel morreu de câncer no fígado, em Estrasburgo.

Obras

Muitos dos artigos de Georg Simmel foram publicados um uma grande variedade de revistas e jornais durante sua vida, e muitos outros foram publicados postumamente. No campo da filosofia, ética e sociologia escreveu quinze obras importantes e outras menos significativas.

Suas duas primeiras obras importantes foram “Os Problemas da Filosofia da História” e os dois volumes de “Introdução à Ciência da Ética”, publicados em 1892 e 1893. O segundo citado acompanhou seu trabalho seminal “The Philosophy of Money”, que era sobre a fronteira entre a sociologia e a filosofia. Simmel produziu também pequenos volumes sobre religião, Kant e Goethe, Nietzsche e Schopenhauer. Uma grande obra de sociologia de Simmel foi “Sociologia: Investigação sobre Formas de Sociação”, em 1908. Grande parte do conteúdo dessa obra já havia sido publicada em artigos no jornal anteriormente. Quase dez anos depois publicou um pequeno volume em 1917: “Questões Fundamentais da Sociologia”, uma espécie de resumo de suas principais ideias. Através deste livro, Simmel apresenta sua concepção de sociologia, da qual o objetivo não é estudar a vida dos indivíduos, mas a realidade que se forma a partir deles. As obras do sociólogo nos últimos anos de sua vida tratavam-se da crítica cultural, com a literatura e a crítica da arte e com a história da filosofia (Philosophische Kultur, 1911; Goethe, 1913 e Rebrandt, 1916; Philosophie der Hauptprobleme, 1910).

“Labensanschauung” (1918) foi sua última publicação, estabelecendo a filosofia vitalista, ao qual ele havia elaborado para o fim de sua vida. As pesquisas do sociólogo eram ligadas às relações entre as pessoas, não pensando a sociedade como um grande fenômeno global, mas a interação entre os seres humanos e o modo como o mundo funciona na perspectiva do sujeito.

A Influência de Simmel

Georg Simmel não teve êxito em criar uma “escola” ou em constituir muitos discípulos diretos. Pouco antes de sua morte, ele escreveu sobre isso em seu diário: “Eu sei que vou morrer sem herdeiros intelectuais, e que é como deveria ser. Meu legado será, por assim dizer, em dinheiro, distribuído para muitos herdeiros, cada um transformando sua parte no uso conforme a sua natureza: a utilização que irá revelar não mais sua dívida para com esse patrimônio.”. Sua influência sobre o desenvolvimento da filosofia e da sociologia, reconhecido ou não, patentemente vem sido difundida, inclusive nos períodos em que sua fama pareceu ter sido superada.

Robert K. Merton chamou-o uma vez de “o homem de inúmeras ideias seminal”. José Ortega y Gasset comparou-o à uma espécie de esquilo filosófico, que pula de um lugar para outro, mas que regozija-se com a graciosidade de seus enormes saltos acrobáticos. Simmel atraiu gerações após gerações de ouvintes fascinados, porém, dificilmente alguém denominava-se seu discípulo. Robert Park era um americano discípulo de Simmel. Seus trabalhos tinha relações profundas com os de Simmel, difundindo a filosofia do sociólogo alemão pela nação americana. Outros sociólogos alemães também foram influenciados por suas obras, como Karl Mannheim, Alfred Vierkandt, Hans Freyer e Leopold von Wiese. Representantes da Escola de Frankfurt, como Theodor Adorno e Marx Horkheimer, que trabalham com a sociologia neomarxista devem seu trabalho ao sociólogo, devido sua crítica à sociedade de massa e da cultura de massa.

Max Weber
“O homem não teria alcançado o possível se, repetidas vezes, não tivesse tentado o impossível.” – Max Weber

A vida de Weber, um dos maiores nomes das Ciências Sociais

Maximilian Carl Emil Weber foi um jurista, economista e sociólogo. Nasceu no dia 21 de abril de 1864, em Munique, na Alemanha. Sua família era de classe média alta, seu pai era advogado e propiciou em seu lar uma “atmosfera intelectualmente estimulante”. A formação uma boa educação secundária em línguas, história e literatura clássica. Em 1882, iniciou seus estudos acadêmicos em Heidelberg, dando continuidade em Göttingen e Berlim. A partir disso, dedicou-se aos estudos de economia, história, filosofia e direito. Após a conclusão do curso, começou a trabalhar na Universidade de Berlim. Em 1893 casou-se com a socióloga e historiadora de Direito Marianne Weber e, no ano seguinte, tornou-se professor de Economia na Universidade de Freiburg, transferindo, logo mais, para a Universidade de Heidelberg. Em 1903, Max Weber era co-editor do “Archiv tür Sozialwissenschatt” (Arquivo de Ciências Sociais), publicação de grandiosa importância para o os estudos sociológicos e seu desenvolvimento na Alemanha. Posteriormente, Weber deu apenas aulas particulares, exceto suas conferências nas universidades de Viena e Munique. Em 1904, Weber publica a primeira parte de “A Ética Protestante e o Espírito do Capitalismo” e ensaios sobre os problemas econômicos das propriedades dos Junker e objetividade nas ciências sociais. Weber viaja para o Estados Unidos em 1905, para pronunciar conferências e recolher material para a continuação do seu livro “A Ética Protestante e o Espírito do Capitalismo. Dois ensaios sobre a Rússia são redigidos em 1906: A Situação da Democracia Burguesa na Rússica e a Transição da Rússica para o Constituciionalismo de Fechada.

Com o ínicio da Guerra em 1914, Weber é encarregao de organizar e administrar nove hospitais em Heidelberg. Em 1918 ele transfere-se para Viena, ministrando o curso “Uma Crítica Positiva da Concepção Materialista da História. No ano seguinte, ele dá novas conferências em Munique, que, posteriormente foram publicadas sob o título de “História Econômica Geral”. Max Weber morre em 14 de junho de 1920, em Munique, por consequência de uma pneumonia aguda.

Obras

Max Weber publicou muitos livros durante sua vida. Segue uma lista de livros, dentre outros não mencionados: - A Ética Protestante e o Espírito do Capitalismo - Ciência Política: Duas Vocações - Sobre a Teoria das Ciências Sociais - Ciência e Política: Duas Vocações - A Política Como Vocação - Ensaios Sobre a Teoria das Ciências Sociais - Economia e Sociedade - Economia e Sociedade – vol. 2 - A Bolsa - Max Weber: Sociologia - História Geral da Economia - A “Objetividade” do Conhecimento nas Ciências Sociais - A Gênese do Capitalismo Moderno - Conceitos Sociológicos Fundamentais - Ensaios de Sociologia (Max Weber & Waltensir Dutra)

Conceitos e Influências

A ação é um dos conceitos-chave da obra e teoria sociológica de Weber. O modo como os indivíduos se relacionam é uma ação do comportamento humano e, a ação que

possui um sentido visado é determinado pelo comportamento alheio. Portanto, para Weber, a sociologia é uma ciência que procura compreender a ação social. São as pessoas que dão um significado ou sentido próprio para as coisas. A religião também era um tema que Weber explorava. Em “A Ética Protestante e o Espírito do Capitalismo”, Weber explica que a conduta econômica dos homens estava ligada às orientações religiosas. Para Weber, o espírito do capitalismo está na racionalidade e racionalização dos processos produtivois. Carl Marx diz que a religião é o ópio do povo, mas Max Weber acredita além, julgando encontrar o surgimento do capitalismo na religião. Devido ao seu vasto campo de conhecimento ligado a sociologia e economia, e estudos sobre o grande tema “Capitalismo Ocidental”, Weber é um dos autores mais conhecidos e influentes nas Ciências Sociais. Muitas áreas desenvolvem seus trabalhos através dos de Weber, como o direito, economia, administração de empresas e filosofia.

Bibliografia:

Georg Simmel http://www.antropologia.com.br/res/res35.htm http://pt.wikipedia.org/wiki/Georg_Simmel http://socio.ch/sim/biographie/index.htm

Max Weber http://www.planetanews.com/autor/MAX%20WEBER http://www.culturabrasil.org/weber.htm http://www.netsaber.com.br/biografias/ver_biografia_c_1166.html http://pt.wikipedia.org/wiki/Max_Weber

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