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O LÚDICO NO ENSINO

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O LÚDICO NO ENSINO-APRENDIZAGEM DA LÍNGUA PORTUGUESA: SUGESTÕES DE AULAS CRIATIVAS E DIVERTIDAS APLICADAS A ALGUNS CONTEÚDOS DO ENSINO FUNDAMENTAL - 5ª A 8ª SÉRIE

DANIELLE ANDRADE DE CASTRO
Monografia apresentada à Diretoria de Pós-Graduação do Centro de Ciências Humanas da Universidade Veiga de Almeida como requisito parcial para a conclusão do curso de Especialização de Língua Portuguesa, sob orientação da Professora Regina Maria Pires Abdelnur.

Rio de Janeiro 2005

A Deus, ao Mestre Jesus, Regina Maria, Maria Angélica, Roberto, Marcella, Tatiana, Gisela, Selma, Mônica e a minha

família Irene, Elida e Cristiane, exemplos de compreensão e Integridade.

AGRADECIMENTOS
Agradeço aos professores do curso de Língua Portuguesa, Pós-graduação, anos: 2004/1, Norma Culta e Coloquialismo, Ozanir Roberti; 2004/1, Metodologia da Pesquisa e Monografia, Angela Maria; 2004/1, Didática do Ensino Superior, Regina Maria; 2004/1, Teoria Lexical do Português, Rosa Lúcia; 2004/2, Análise do DiscursoTeoria do Texto, Maria Angélica; 2004/2, Sintaxe Aplicada da Língua Portuguesa, Ozanir Roberti; 2005/1, Análise Sintática-Tradição e Descrição, Ozanir Roberti; 2005/1, Evolução do Pensamento Lingüístico, Cristina Varandas; 2005/1, Semântica Referenciação e Pragmática, Maria Angélica.

RESUMO
Entender as transformações pelas quais passa a educação hoje, o papel do professor de Língua Portuguesa, do aluno na etapa de desenvolvimento a que se destina a pesquisa, da escola, é fundamental para que o processo de ensino-aprendizagem possa ser melhorado de forma efetiva. Porém, não se pode esquecer que constitui, sobretudo, um desafio a professores que desejam construir aprendizagens e estratégias educacionais. A ludicidade através dos jogos pode ser um excelente meio incentivador de auxilio a aprendizagens, já que nem sempre se limitam somente àquelas que prevê o livro didático. No jogo, o indivíduo aprende a aceitar regras, esperar sua vez, aceitar o resultado, lidar com frustrações, experimentar, descobrir, inventar, além de ter estimulada a curiosidade, a autoconfiança, a autonomia, proporcionando o desenvolvimento da linguagem, do pensamento, da concentração, e de ser um momento de auto-expressão e realização. O que vai promover uma boa aprendizagem, mais do que o jogo em si, é o clima de discussão, troca entre professores e alunos, permitindo tentativas e respostas divergentes ou alternativas, tolerando os erros e promovendo a sua análise. A afetividade, a sensibilidade é um outro importante fator que pode ser desenvolvido e observado, principalmente levando em consideração o estado, conturbado, emocional a que chegam os jovens nas escolas hoje, influenciados pela internet, mídia, enfim, pela revolução tecnológica e científica pela qual passa o mundo

atual. Os objetivos da pesquisa consistem em valorizar o ensino-aprendizagem tendo em vista a Educação do Século XXI; a aplicação do lúdico para auxiliar a parte teórica, de forma a tornar o ensino mais prazeroso, apresentando sugestões para enriquecer o trabalho de profissionais da área de educação. O embasamento teórico foi predominante em Freire (1996) e Macedo (2000), além de Piaget (1976), Antunes (2000), Cury (2003), dentre outros.

RESUMEN
Entender las transformaciones por las cuales pasa la educación hoy, el papel del profesor de Lengua Portuguesa, del alumno en la etapa de desarrollo a que se destina la averiguación, y de la escuela, es fundamental para que el proceso de enseñanzaaprendizaje pueda ser mejorado de forma efectiva. Sin embargo, no se puede olvidar, que constituye, sobre todo, un desafío a los profesores que desean construir aprendizajes y estrategias educacionales. La ludicidad a través de los juegos puede ser un excelente medio incentivador de auxilio a aprendizajes, ya que no siempre se limitan solamente aquellas que preve el libro didáctico. En el juego, el individuo aprende a aceptar reglas, esperar por su vez, aceptar el resultado, trabajar con frustraciones, experimentar, descubrir, inventar, además de estimular la curiosidad, la autoconfinanza, la autonomía, proporcionando el desarrollo del lenguaje, del pensamiento, de la concentración, y de ser un momento de autoexpresión y auto realización. Lo que va a promover un buen aprendizaje, mas que el juego en sí, es el clima de discusiones, cambio entre profesores y alumnos, permitiendo el intento y respuestas divergentes o alternativas, tolerando los errores y promoviendo su análisis. La afetividad, la sensibilidad, es un otro importante factor que puede ser desarrollado y observado, principalmente llevando en consideración el estado, conturbado, emocional a que llegan los jóvenes en las escuelas hoy, influenciados por la internet, prensa, en fin, por la revolución tecnológica y científica por la cual pasa el mundo actual. Los objetivos de la pesquisa consiste en valorar la enseñanza/aprendizaje teniendo en vista la Educación del Siglo XXI; la aplicación del lúdico para auxiliar la parte teórica, de forma a tornarla más prazerosa, presentando sugerencias para enriquecer el trabajo de profissionales del area de la educación. El embasamiento teórico fue predominante en Freire (1996) y Macedo (2000), además de Piaget (1976), Antunes (2000), Cury (2003), dentre otros.

SUMÁRIO
I Introdução II Delineamento
1. 2. 3. 4. A Educação Brasileira no Século XXI O jogo O professor O aluno

é bem mais desenvolvido por teóricos e pedagogos do que há algum tempo. enfim. caça. com o desempenho do professor e do aluno neste processo. em suas considerações em torno da educação. pois acreditavam que todo ser humano já vinha em sua essência com uma inclinação para a diversão e para os jogos. o que explicava. Não adianta ser só didático. que vem sendo estudado e discutido desde a Antigüidade. precisa-se ir muito além das teorias. através de perguntas e respostas. pesca e lutas. O jogo é um universo. o tempo todo ocorre um processamento intenso de dados e informações. cada qual precisa achar o seu lugar. através de oportunidades e riscos. O lúdico é um assunto bastante abrangente. Podem ser trabalhados. alguns costumes de povos primitivos em suas atividades de dança. a autora trabalhará com os jogos de palavras. Discussão III Conclusão IV Referências I Introdução O Ensino-Aprendizagem é aquele que se preocupa. exigindo um certo cuidado e saber no seu planejamento e execução. por regras. como um agente facilitador da aprendizagem. de inúmeras maneiras. praticamente. como sendo aspectos de divertimento e prazer natural. e por se tratar de algo. pelos filósofos e estudiosos que vieram antes da era cristã. professores fascinantes possuem sensibilidade”. o tema jogo. um desafio para quem deseja construir aprendizagens e estratégias educacionais. dando ênfase à parte emocional. levando-se em conta essa evolução pela qual trafegam mestre e aluno. dentro de um mundo globalizado. até porque os jovens de hoje. Sugestões de atividades lúdicas (vivências) 6. não pensam da mesma forma que os do passado. que ocorrem em velocidades cada vez maiores dentro do ensino. A ludicidade requerida justifica um ensino por meio de jogos. no qual. não só com as mudanças tecnológicas e comportamentais. nesta pesquisa. onde a informação vem. trabalhar jogos de cunho pedagógico. por exemplo. dinâmico. de forma instantânea. até mesmo pela preocupação cada vez maior em estar aliando o ensino a metodologias que garantam eficazes resultados na educação. como também. à adaptação individual e social dos alunos. É. de certa forma. portanto.5. Atualmente. . Cury (2003). porém. afirma que “Bons professores possuem metodologia. ou seja.

com vistas à eficácia nos resultados. de uma redação. em particular. um semeador de idéias”. desenvolvendo no aluno a capacidade de ler. dentro de um debate. . Na pesquisa. Animar o processo de ensino-aprendizagem é dever e função que cabe aos docentes desempenhar e. se pode verificar a falta de investigação do tema nesta etapa do ensino.Valorizar o processo ensino-aprendizagem. dentre outros. tendo em vista implicações gramaticais e ortográficas. assim como um texto poético em crônica.A autora acredita que. porém sempre levando uma determinada situação-problema e oferecendo ao aluno várias oportunidades de atuar criativamente sobre a própria língua. no ensino fundamental (de 5ª a 8ª série). que. sabendo discernir o que aquilo vai gerar de bom ou ruim para eles. da fantasia e do outro o mundo sério do estudo aplicado e da responsabilidade. toquem a sensibilidade dos alunos. já que se pode. pretende-se pensar o brincar. Antunes (2000) e Cury (2003). dividindo o mundo em lados opostos: de um lado o jogo da brincadeira. sobretudo. Brincar não é coisa apenas de crianças pequenas. por exemplo. Piaget (1976) e. precisam ser competentes. A opção pelo estudo tem por finalidade o enriquecimento de práticas docentes de Língua Portuguesa. A própria Língua Portuguesa pode ser trabalhada como um instrumento lúdico motivador. Além de sensibilizar e atender às necessidades de muitos educadores e professores que se interessam pelo assunto e acreditam ser pertinente estarem aplicando os jogos em suas aulas. portanto. “Educar é ser um artesão da personalidade. estar estimulando nos alunos a formação e a manifestação de diferentes pontos de vistas. que atribuem a essas metodologias a importância do fator emocional. o lúdico pode estar presente. foram consultados autores que relatam a importância do uso dos jogos em atividades didáticas como Macedo (2000). São muitos os estudiosos do assunto e. um poeta da inteligência. investigadores. nutrir certos conhecimentos de forma a desenvolverem atividades que sejam divertidas e. erra a escola ao subsidiar sua ação. interpretar. também de grande importância. em qualquer etapa da vida de crianças e adolescentes. tolerância mútua. na literatura transformar um gênero literário em outro. por exemplo. os jogos e as situações-problema. uma notícia de jornal em conto. como sendo recursos úteis para uma aprendizagem diferenciada e significativa da língua. do sonho. escrever. já que através de estudos realizados. A pesquisa tem como principais objetivos: . uma vez aplicados aos conteúdos do ensino fundamental de 5ª a 8ª série. o fortalecimento de vínculos familiares. para este trabalho. a fim de aliar o prazer e a descontração aos conteúdos teóricos que se deseja transmitir. e onde se pode trabalhar.

significando entre outras coisas divertimento e brincadeira (LAROUSSE CULTURAL. não em substituição da parte teórica. 1992). Além de outros que complementarão a pesquisa.Propiciar situações que envolvam o uso dos jogos e brincadeiras no ensino da Língua. Cury (2003) e os Parâmetros Curriculares Nacionais de Língua Portuguesa de 5ª a 8ª série (1998). Em Macedo (2000). mas dependem das intervenções realizadas pelo profissional que conduz e coordena as atividades”. como Piaget (1976). . mesmo que os jovens nos decepcionem no presente”. ou seja. permitindo o desenvolvimento de profissionais mais competentes e. e ao aluno como uma unidade dentro de uma diversidade de situações. . fornecendo a estes. no processo de ensino aprendizagem da Língua Portuguesa (ensino fundamental de 5ª a 8ª série). é importante explicar que a palavra jogo foi utilizada para referir-se ao brincar. . Neste trabalho. sugestões de várias possibilidades de trabalho. (Augusto Cury) . o professor precisa o tempo todo. e sua aplicação em processos avaliativos. na passagem em que afirma: “não há ensino sem pesquisa nem pesquisa sem ensino”. quando se trata de atividade lúdica. porém para auxiliar esta. E que se origina do vocábulo latino jocus. A Educação Brasileira no Século XXI “Educar é acreditar na vida e ter esperança no futuro. precisa ousar. II Delineamento 1. estar buscando novos conhecimentos.Provocar reflexões quanto à aplicação de novas práticas de ensino. quando diz que “as aquisições relativas a novos conhecimentos e conteúdos escolares não estão nos jogos em si.. Antunes (2000). de forma crítica e seletiva. As respostas ao questionamento feito no presente trabalho tiveram embasamento teórico predominantemente em Paulo Freire (1996).Conhecer a ideologia básica da Educação do século XXI. correr riscos.Conhecer e compreender a utilização do lúdico como recurso didático. porque sem isso não existe educação.

Logo depois. uma vez que as questões educacionais perderam o sentido pedagógico e assumiram um caráter essencialmente político. para se constatar quão pouco tem sido alcançado em termos de aprendizagem e desenvolvimento humano. e revistos até hoje. com a intenção de nortear e garantir a formação básica comum.Em uma pesquisa feita por Bello (1999) sobre A História da Educação no Brasil. criados em dezembro de 1996. a escola. contribuindo para melhoria de nossa educação. a ciência. os primeiros a implantarem métodos pedagógicos em terras brasileiras. à didática e à dinâmica escolar em si mesma. Por conseguinte. as diversas políticas educacionais existentes no país. ficariam maravilhados com a modernização. contribuiu a participação mais ativa de pensadores até mesmo de outras áreas do conhecimento. além das questões pertinentes à escola. porque vem de uma formação . para que nenhum indivíduo tenha uma educação deficitária. muito mais que medidas. e consolidado como modelo educacional. incapaz de organizar sua própria idéia. juízos de valores que devotam aos professores. os PCN’S representam uma proposta que se propõe a orientar de forma coerente. além de unificar os Currículos Escolares. seria uma análise mais simples como um diálogo com os próprios educandos. que passaram a falar de educação num sentido mais amplo. e testes na tentativa de melhorar e provar a qualidade do ensino. sobre suas expectativas com relação à escola. pesquisas estatísticas. na qual já havia um processo implantado. a educação. dificuldades. Para Piaget (1980). à sala de aula. Como acredita Antunes (2003). medos. a exemplo dos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN ´S). porém bastante surpresos ao verem que a educação em sua forma não progrediu quase nada. enfim. foi muito pouco modificado. Infelizmente. depois do regime militar. surgiram muitas discussões. crescendo uma necessidade em estar medindo a qualidade do ensino no país. mais especificamente. A partir de então. com a chegada dos jesuítas. em se tratando de modelo de ensino. com certeza. através do Ministério da Educação e. O que se têm de significante são rupturas históricas. Se o Irmão Vicente Rodrigues e o padre José de Anchieta tivessem a oportunidade de voltarem aos dias atuais. pode-se observar que o padrão de educação que foi implantado desde a época do descobrimento do Brasil. representando um referencial e não uma política impositiva. principalmente depois da Proclamação da República. avanço na pesquisa científica e reformas na área educacional. eles. raciocínio. a maioria dos nossos jovens ainda completa o ensino médio. segundo Schwartzman (2005). a tecnologia. decretos. com toda a modernização. foi estabelecida uma série de programas e projetos que foram e são executados. até os dias atuais.

Vão à escola muito mais por obrigação do que por vontade. e em aceitar os professores como motivadores e orientadores. Ainda. porque não é humanizada. Para Piaget (1980). com autonomia de pensamento. em participarem ativamente das aulas. e cita a angústia de uma aluna de mestrado. pensar antes de reagir. o que atesta. mas também. Fato que persiste não só nas primeiras etapas dos segmentos escolares como também em todas as demais. como a do construtivismo e das inteligências múltiplas. em termos educacionais. São preparados para acertar sempre e errar nunca. essas realidades que dão uma medida exata do que se vive. Mas o resto da floresta permanece desconhecido”. precisa-se ir muito além. não ter . dinâmicos. Cury acredita que as instituições precisam levar em consideração que não basta deter-se somente em métodos de ensino. é constante a insatisfação de muitos alunos em freqüentarem as escolas. o aluno da escola. Porém não é o que se vive. Sabem muito bem lidar com a internet. a medida do que se vive hoje. que conseguiu chegar até o nível de pós-graduação sem saber. falhas e conflitos existenciais. repetidora. fatos lógicos. planos para o futuro. científica e pouco se atentou para a sensibilidade humana. atualmente. escrever uma dissertação de conclusão de curso. como cognição. é aquela que forma antas. participativos na arte de pensar. em termos de educação no Brasil. no país. Alves (1994) acredita que a educação que se tem. porque muito foi investido na parte tecnológica. separa o sujeito do objeto”. os mínimos detalhes. o professor da matéria.totalmente passiva. pessoas que não questionam por medo até de forças coercitivas. na tentativa de responder a todas as questões anteriormente postas. o que se pode observar são jovens que não têm garra. problemas matemáticos. mais uma vez.” O que estamos e como estamos formando? Cury (2003). doentia emocionalmente. separa o pensador do conhecimento. “De suas trilhas sabem tudo. E são. mais não com seus fracassos. Primeiro. justamente. É uma geração muito prodigiosa e. especialistas. A sociedade do passado idealizou para este século uma geração de jovens mais empreendedores. construção do conhecimento. As escolas estão vivendo um verdadeiro caos. vêm como conseqüência no processo ensino-aprendizagem. ao mesmo tempo. hoje. Einstein (1994) é mais preciso ao afirmar que “A educação é o que sobra depois que se esquece tudo o que se aprendeu na escola. opressora. estimulando os alunos a não só construir conhecimentos. até mesmo vontade de viver. vai mais além de Piaget e coloca a afetividade como fator primeiro para se atingir os objetivos na educação: os demais. e que inibe ao invés de estimular a autonomia intelectual do indivíduo. enfim. teorias respeitáveis. E afirma ainda que “A educação moderna está em crise. é preciso que se are o campo da emoção para depois preparar o da razão.

podem estimulá-los ao pleno exercício dos direitos humanos. Atualmente. As escolas precisam muito mais de iniciativa por parte dos professores. como facilitador / mediador. mas o professor continuaria sendo a figura mais importante no processo ensino-aprendizagem. através de jogos. mas sabemos que atingirá o local onde os professores o construírem”. precisa partir de um ambiente agradável.medo do medo. afirma que “não é possível saber para onde nos levará o milênio que chega. na tentativa de prever uma solução para a grande problemática que é a educação no país. a superação de medos. enfim. em meio às novidades. porque podem trabalhar a criatividade. em que progressos científicos e avanços tecnológicos definem exigências novas para os jovens que ingressarão no mundo do trabalho. O Jogo “O jogo é um caso típico das condutas negligenciadas pela escola tradicional. por mais evidente que esteja a necessidade de a escola mudar. A nova era é marcada pela competição e pela excelência. dentre muitas outras habilidades. E. conflitos. “Os computadores podem informar os alunos. 2. Widesoft (2005) vê na Educação a Distância um bom exemplo da preocupação que se tem. hoje. para ser efetivamente válida. do que projetos e medidas educacionais. serem líderes de si mesmos. em modernizar o ensino. É urgente uma revisão dos currículos. Porém. possibilidades de discussão e troca entre alunos e professores. (Jean Piaget) . saber perder. e que sobretudo promova. o papel fundamental da educação amplia-se ainda mais no despertar do novo milênio. apontando para a necessidade de se construir uma escola voltada para a formação de cidadãos. lúdico. precisa-se sempre atentar para o papel que o professor deve assumir. insistentemente se arrasta por séculos. prazeroso. mas apenas os professores são capazes de formá-los”. atraente para o aluno. A internet serviria de instrumento. vestindo-o com uma nova roupagem mais dinâmica e interativa. que orientam o trabalho dos professores e de estudiosos envolvidos com a educação do país. A educação. como acredita Antunes (2003). Para os PCN´S (1998). e o que é pior. ela ainda não mudou. colaborando para uma aprendizagem mais ativa. dado o fato de parecerem destituídas de significado funcional”.

seja. manobra”. além de seus valores sociais. astúcia. explicando que estes devem sempre oferecer meios ao crescimento do indivíduo na aprendizagem. organiza o que quer organizar. porque aqueles que são ocasionais. O jogo. O jogo. e que não passam pela experimentação e pesquisa. estabelecendo um gancho entre o inconsciente e o real. Podem até partir de materiais que o professor tenha disponível em sala. que dinheiro. sensibilidade. também não tem nenhuma valia. ardil. O professor precisa ter muito mais criatividade. e decide sem limitações. sua curiosidade em estar experimentando. enfim. em si próprio. são ineficazes. e não precisam estar necessariamente dentro de uma competição entre grupos em que um tem de ganhar e o outro perder. útil ao desenvolvimento físico do organismo. Para Piaget (1976). Brincando dentro de seu espaço. Pode ser grande. para ser lúdico. Antunes (2003). também o indivíduo que joga desenvolve suas percepções. entende jogo como sendo toda e qualquer atividade que impõe desafios. o jogo é o mais eficiente meio estimulador das inteligências. seriedade. oscilação. de um olhar. brincadeira. precisa trazer os segredos e respostas para que se desvendem os enigmas da vida. Quando joga. em considerações do que venha a ser a ludicidade no ensino. livre. afirma que “nem sempre jogo significa atividade lúdica”. vontade. passatempo sujeito a regras que devem ser observadas quando se joga”. uma quantidade exagerada deles sem que estejam devidamente associados aos conteúdos e aos objetivos dentro da aprendizagem. por exemplo. Além de “balanço. Ao mesmo tempo. competência. porém precisam atentar para a forma como devem ser trabalhados. Da mesma forma que os jogos dos animais constituem o exercício de instintos básicos e necessários. que em todo lugar em que se consegue transformar . de uma pergunta. e amplia a noção. sua inteligência. como pessoa. e na aceitação das regras pode ter seus impulsos controlados. passa a viver quem quer ser. permitindo que o indivíduo realize tudo que deseja. como os de combater ou caçar. o jogo é uma atividade preparatória. um jogar com as palavras através de uma conversa. desde que o outro esteja estimulado.Machado (1998). Os jogos precisam ser rigorosamente estudados e analisados para serem de fato eficientes. Antunes (2003) parte de um princípio etimológico ao considerar jogo como sendo “um divertimento. tem de levar à ação e não à frustração. É pelo fato de o jogo ser um meio tão valioso e eficiente na aprendizagem. Para Antunes (2003). precisa gerar uma tensão positiva suficiente para não prejudicar o aprendizado do aluno. envolve-se com a fantasia.

conhecer seu público. é perfeitamente possível alfabetizar a emoção através dos jogos. O jogo para ele consiste em se poder trabalhar sobretudo a auto-estima. o autoconhecimento. no jogo.problema para que sejam estimulados corretamente. Pode-se dizer. sobretudo. Macedo (2000) expõe que. A eficiência maior estaria mais na figura do professor do que dos jogos em si. levando o aluno a vivenciar situações que agucem suas funções cerebrais e abasteçam suas memórias de informações prontas para serem usadas caso necessitem. a capacidade de lidar com perdas e frustrações. de ouvir. A idéia seria propor algo de referencial. porém com o objetivo principal de estimular os alunos a serem pensadores. podendo ser modificado. Pode-se trabalhar. Macedo (2000) é bem claro ao afirmar que a proposta de um trabalho com jogos não pode ser entendida como um receituário de bolo. os indivíduos precisam se deparar com situações. a administração das emoções. que muito mais que a aplicação de jogos em si na sala de aula é a intervenção dos professores na manipulação de tarefas e desafios. e não repetidores de informação. A questão não é o material. cálculo. sendo justamente estes desafios que darão sentido ao jogo. adaptado. assim como a maioria dos estudiosos na área. não só acredita como pode comprovar. de dialogar. mas no modo como ele é explorado. etapa do desenvolvimento psicológico do indivíduo e organização prévia de um material adequado para que o trabalho se torne viável. Macedo. nos jogos. à prática pedagógica.leitura. Afirma que “qualquer jogo pode ser utilizado quando o objetivo é propor atividades que favorecem a aquisição de conhecimento. . proximidade de conteúdos. É. idade. Aposta no lúdico. bem como aprendizagem e produção de conhecimento. portanto. saber “valorizar mais a pessoa que erra do que o erro da pessoa”. Para Antunes (2003). que deva ser seguido fielmente por quem o utiliza. no decorrer de sua prática com jogos. número de participantes. Além de o profissional da educação ter a consciência de estabelecer objetivos. espaço. Precisam apresentar alguma situação de impasse em que venha a se desenvolver uma solução. ao lado do que se pode comumente extrair com finalidades didáticas. e que os jogos sejam sobretudo transformados em material de estudo e ensino. nos jogos. que serve qualquer jogo mas não de qualquer jeito”. Para Cury (2003). fundamental para dar significado às atividades tais como: aonde quero chegar e porquê. de acordo com as necessidades de cada professor. classe social. questionadores. ortografia em brincadeira. dentre outros. o controle da emoção. não há técnica e metodologia pedagógica que funcione sem que haja a afetividade. levando em consideração tudo que foi exposto anteriormente. além de tempo. observa-se que os alunos se apaixonam por essas ocupações tidas comumente como maçantes. dinâmica.

Einstein (1994). posso cuidar da terra como posso navegar. capacidade de relacionamento pleno. mostrando a importância da ética. trabalhando a interdisciplinaridade. É extremamente preocupado com o ser . Por isso. e pedagógica. Freire (1996) leva o educador a refletir sobre a sua prática pedagógica. Ponha-se nas mãos do professor o menor número possível de medidas coercitivas. (Paulo Freire) Wekerlin (2004) acredita que a maioria das escolas. de tal modo que suas qualidades humanas e intelectuais sejam a única fonte de respeito que ele possa inspirar no aluno”. em suas considerações a respeito da postura do professor. tendo este último a exclusiva missão de ser um transmissor de informações necessárias para que os alunos aprendam. podendo aprender a controlar seus impulsos. na etapa de aprendizagem escolar a que se destina o presente estudo. a heterogeneidade. para a liberdade possível numa abordagem global. biologia como astronomia. hoje. fazendo com que o indivíduo se torne ativo no seu processo de desenvolvimento. afirma que “. trabalhar o brincar. o erro de forma positiva. deve buscar educar para as mudanças. na qual desenvolve hábitos de convivência. 3. E saberei tão melhor e mais autenticamente quanto mais eficazmente construa minha autonomia em respeito a todos outros”. trabalhando o lado positivo dos alunos e para a formação de um cidadão consciente de seus deveres e de suas responsabilidades sociais. sendo impossível separá-los do progresso cognitivo. Podendo-se atribuir à atividade lúdica três funções: socializadora.. para a autonomia. educador da era industrial. ética. 5ª a 8ª série. da seriedade e da humildade inerente ao saber-da-competência. uma vez que os jovens nesta etapa formam pensamentos sobre moralidade. ainda tem o ensino centrado na figura do professor. tanto posso saber o que ainda não sei como posso saber melhor o que já sei. O Professor “Posso saber pedagogia. o professor. psicológica. permite a elaboração de um mundo de sentimentos e ações com significados sócio afetivo novo e crítico. os jogos mais adequados são aqueles que proporcionam uma educação emocional. do acreditar. Segundo Oliveira (2005). automotivação. Antunes afirma que. Sei que ignoro e sei que sei.. estimuladores de inteligência intra e interpessoal. do prazer em lecionar. Sou gente. No processo de ensino-aprendizagem.empatia. dentre outras habilidades já conhecidas. nesta etapa.

. Cury (2003) nos afirma que o profissional de hoje. E o maior erro seria destruir os sonhos e esperanças desses indivíduos. Precisa ser mestre da vida. Freire acredita que o professor precisa ser criador. é criar idéias. E afirma que “Nós nos tornamos máquinas de trabalhar e estamos transformando nossas crianças em máquinas de aprender”. Precisa sobretudo humanizar o conhecimento e promover auto-estima. se preocupou muito em transmitir conteúdos de forma mecanizada. mudar e promover mudanças. para que então existe e serve enquanto mestre?”. aceitar o novo. mas criar possibilidades para a sua produção ou a sua construção”. mas o que mais instiga e estimula a inteligência”. informa-se muito mais do que se forma. em experiência. “O melhor professor não é o mais eloqüente. porque indago e me indago”. reprocurando. Ainda. Ensino porque busco. Nesse processo. “. em uma aula de língua Portuguesa. ou seja. Os professores precisam transformar informação e conhecimento. e que qualquer metodologia vise à reconstrução do conhecimento. O professor precisa saber que “Um excelente educador não é um ser perfeito. É sobretudo ser “um artesão da personalidade. mas sem perder a humildade.. mas ajuda o aluno a construí-las”. curioso. a capacidade de se ajustar às exigências do mundo moderno. sobretudo. infelizmente se tornou uma máquina de trabalhar. dando ao aluno. Pesquiso para conhecer o que ainda não conheço e comunicar ou anunciar a novidade”. Um se encontra no corpo do outro. mas alguém que tem serenidade para se esvaziar e sensibilidade para aprender”. que se ajustem a novas dinâmicas. O professor mais do que querer é estar extremamente motivado a realizar tarefas muito além das cotidianas. Para Antunes (2003). já que “Não há ensino sem pesquisa e pesquisa sem ensino. expõe que. estimulando-os a refletirem. Ozanir (2004). Segundo Wekerlin (2004). esquecido. ao dizer que “Quem ensina aprende ao ensinar e quem aprende ensina ao aprender”. persistente. Precisa. ser um bom pesquisador. precisamos de profissionais mais adaptados às intensas transformações que se vivem hoje na sociedade. E diz mais que “Um professor influencia mais a personalidade dos alunos pelo que é do que pelo que sabe”. um semeador de idéias”. “Educar não é repetir palavras. é encantar”. Cury acredita que a sensibilidade é algo que fica ignorado. e com a intensificação do conhecimento. “se o professor não é capaz e não acredita que pode modificar ou transformar uma vida. ousado. como humana. com a modernização. um poeta da inteligência. E vai mais além.. Enquanto ensino continuo buscando.humano e vê a prática educativa.. em todos os aspectos. porque indaguei. “tal como em conteúdos curriculares o professor não ensina posturas emocionais. ensinar não é transferir conhecimento.. E continua afirmando “. flexível. sobretudo.

que tematize aspectos prioritários em função das necessidades dos alunos e de suas possibilidades de aprendizagem. integrada e única. implementar e dirigir as atividades didáticas. o problema da educação já estaria resolvido. para Freud. tarefa difícil e que . humor. paciência. Macedo (2000) acredita que o professor teria de estimular o aluno a pensar e “propor situações problema. Além de assumir o papel de informante e de interlocutor privilegiado. agora em uma abordagem cognitiva. com o objetivo de desencadear. propondo atividades próprias para ele. Para Ericson. em uma abordagem social. expõe que. Possui características importante tais como. humildade. proporcionando mais espaço para o descobrimento e construção de suas idéias sobre o mundo em vez de fornecer informações prontas”.Segundo os PCN`s (1998). permitindo o amadurecimento das estruturas cognitivas. o professor com suas atividades precisa respeitar o nível de desenvolvimento em que o aluno se encontra. um verdadeiro mestre em facilitar as transformações pessoais. Ainda. “ao professor cabe planejar. procurando garantir aprendizagem efetiva”. na psicologia do Desenvolvimento Cognitivo e Erickson na Psicologia do Desenvolvimento Social. na etapa empreendida entre 11 a 15 anos. aprender a viver junto e aprender a ser”. aprender a fazer. dentre outras. mas no ser humano enquanto essência. vocação. plena atenção. Segundo Antunes (2001). Amorim (1999) explica que já é sabido que dominar apenas os conteúdos que se pretende ensinar não basta. Piaget. em que se considera uma pessoa coerente. É centrado na técnica. e considerando-se a etapa de desenvolvimento em estudo. Para Labruna (1995). descobrir quem é. pode ser denominada de genital. e o indivíduo pensa cientificamente. Para Amorim (1999). o professor deve ser sobretudo um facilitador de aprendizagens. Ainda Labruna (1995). Se fosse assim. dentro de uma abordagem afetiva. na pessoa. Para Piaget. adquirindo novas competências e habilidades para que possa não só ensinar como também “aprender a conhecer. intuição. Sempre procurando entender o que o aluno pode estar pensando e sentindo. a etapa em estudo pode ser entendida como aquela em que finalmente o indivíduo deverá encontrar-se. o professor do século XXI precisa se adequar às transformações tecnológicas. é uma etapa na qual o desenvolvimento ocorre a partir de soluções lógicas para todas as classes de problemas. na Psicologia do desenvolvimento afetivo. apoiar e orientar o esforço de ação e reflexão do aluno. e conquista a formação de sua personalidade. Muitos autores devem ser estudados e dentre eles estão: Freud. a fase em que se encontra o indivíduo. a verdadeira maestria consiste em ter coragem de ousar. na qual o indivíduo passa pela última fase do desenvolvimento psico-sexual. flexibilidade.

sendo substituído por um corpo novo. e que os conteúdos e estratégias possam estar adequados à realidade.exige reeducação por parte dos professores. muitas vezes. construir e aplicar conceitos de várias áreas do conhecimento. que é encarado como um enigma”. críticos. atrás. ou seja. portanto. muitas vezes. estranho. principalmente no que diz respeito a maturação sexual. ter sensibilidade. “a adolescência é uma época de lutos. Segundo Arminda (1982). 4. compartilhados e hierarquizados. Segundo Abdelnur (2004). Só levaremos conosco o passaporte de nossas ações”. como também ser conhecedor da psicologia humana. O aluno precisa ser preparado para adquirir destrezas tais como: dominar a norma culta da Língua Portuguesa. são indivíduos totalmente angustiados com o desconhecido. por causa de motivos diversos. e escondem seus medos e incertezas. O Aluno “Há um mundo a ser descoberto dentro de cada criança e de cada jovem. Luto pelo corpo infantil perdido. Só não consegue descobri-lo quem está encerrado dentro do seu próprio mundo”. Chegamos de mãos vazias. além de ter de estar envolvido com o ensino. de forma geral. Por outro lado. de 5ª a 8ª série. Pode-se dizer. da indisciplina e da rebeldia. Precisa-se ter em mente que “A consciência de que estamos aqui de passagem torna a existência uma bela e valiosa aventura. interpretar. ainda que. (Augusto Cury) Segundo Oliveira (2005). O professor precisa fazer com que o aluno represente mentalmente o que se ensina. ainda que muitas vezes não demonstrem. dentre outras. conceituar um indivíduo que passa pelo ensino fundamental. De acordo com os PCN`s (1998) “Os alunos do terceiro e do quarto ciclo do ensino fundamental apresentam-se normalmente na idade entre 11 e 15 anos. e em que estão incutidos aspectos não só biológicos. possam ser mais velhos. sociais. precisa sobretudo estar motivado. . são extremamente curiosos. selecionar. e dominar não só as técnicas da disciplina. organizar. implica necessariamente considerar-se um período de vida pelo qual sujeito transita. o professor. precisa ser competente. que consiste num período de intensas transformações. iremos de mãos vazias. para motivar. relacionar. mas também psicológicos. que esta fase da educação escolar compreende a adolescência e a juventude”. questionadores.

com uma velocidade de informação tão grande que os obriga a pensarem quase que instantaneamente. Antunes (2003). ao contrário da criança. dentre outros. Os professores estão presentes na sala de aula e os alunos estão em outro mundo”. expõe que: “o ser humano é dotado de inteligências múltiplas que incluem as dimensões lingüística. distribuída entre os níveis da linguagem. enfim. gastrite. cinestético-corporal. o aluno atualmente chega às escolas com excessos de estímulos visuais e sonoros. o adolescente pensa de forma hipotética. Segundo Cury (2003). o que requer práticas que possam realmente contribuir para a formação do sujeito. não se interessam. O indivíduo que chega a sala de aula hoje. musical. demonstra ser uma pessoa ansiosa. que garantam bons resultados na aprendizagem. porém. Nessa etapa. e o que é pior. agitada. irritada. da discussão. a escola não está percebendo e nem acompanhando esse processo. o papel desses dois personagens no processo de ensino- . As metodologias. e da representação corporal. velocidade e intensidade dos mesmos. o tempo todo. produzidos pela TV. e atribui ao fato toda a conturbada modernização que vivemos. espacial. na maioria das vezes. podendo dentre muitos outros trabalhar campos do operatório abstrato. “A doença do pensamento acelerado dos alunos faz com que as teorias pedagógicas fiquem praticamente nulas. orgânicos são os mesmos. das técnicas de desenho e do teatro. Segundo os PCN`S (1998). exageradamente é prejudicial. naturalista. da representação gráfica. ficando. na tentativa de ampliar o conceito de inteligência e se apropriando em suas explanações da teoria das múltiplas inteligências. da organização. pensar o ensino no terceiro e quarto ciclo requer a compreensão da adolescência como um período de intensas transformações. com sintomas psicossomáticos. com déficit de concentração. são válidas. Cury (2003) mostra que a mente dos jovens de hoje é bastante diferente dos que viveram no passado. que ocorrem nos âmbitos sociocultural. pela internet. cognitivo e corporal. dispersa. entretanto. mudaram. desde que se leve em consideração tudo o que foi anteriormente discutido sobre a relação professor-aluno. porém a qualidade. pelo rádio. e que o educador possa evidenciar. porgames.Para Piaget (1976). não estudam. como dor de cabeça. à mercê dos seus próprios pensamentos”. muitas vezes. Todos os fenômenos psíquicos. afetivo-emocional. É importante fazer com que os alunos pensem. muitas das vezes. e é capaz de construir teorias. lógico-matemática. aversão à rotina e. esquecida. ocasionando o que já de muito se sabe de que os alunos não aprendem. não funcionem. Segundo Cury (2003). intrapessoal e interpessoal”. do grupo. cada faixa de idade obedece a um processo de desenvolvimento próprio. com uma capacidade grande de reflexão.

de forma permanente. fazer com que os professores repensem suas práticas discursivas.(Celso Antunes) Segundo Yared (2002) e tendo como base as atuais orientações da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (1996). estimulem a pesquisa. serem competentes e promoverem ou pelo menos contribuírem para uma educação mais significativa em seus resultados. Além de sugerir idéias. mas pela melhoria que poderá proporcionar ao seu trabalho e à sua vida. “não há ensino sem pesquisa nem pesquisa sem ensino”. pesquisar. e que possam ser competentes pesquisadores de forma a adotarem uma postura mediadora ante a produção de conhecimento. pesquisando e selecionando temas que sejam significativos dentro da realidade social do aluno. deve-se ter claro que os materiais didático pedagógicos necessitam estar em acordo com as finalidades previstas para esse segmento de ensino. 5. Os recortes de conteúdos devem estar vinculados de forma intencional e permanente ao viver em sociedade dos educandos. Essa melhoria depende tanto de você como da própria novidade”. . uma vez que tais condições podem ser decisivas tanto para a construção/reconstrução de conhecimentos quanto para a mobilização de diversas competências cognitivas superiores. de forma crítica e seletiva. Geralmente. transmissoras de informações. Nunca a procure por ela mesma. o objetivo das pesquisas sobre a ludicidade no ensino é.aprendizagem. correr riscos. ainda tão evidente nas escolas brasileiras. a experimentação e a resolução de problemas. ou seja. sobretudo. para que efetivamente haja educação. estar buscando novos conhecimentos. no que se refere ao Ensino Fundamental. enfim. Outro aspecto de igual importância refere-se ao fato de “se garantir que os diferentes temas/ assuntos que venham a ser trabalhados se relacionem com o universo amplo ou particular de diferentes sujeitos sociais”. o professor precisa o tempo todo. precisa ousar. Ainda. Yared acredita que os professores precisam utilizar metodologias que. Sugestões de atividades lúdicas (vivências) “Seja prudente com a novidade. arriscar. Como bem afirma Freire (1996).

possibilitando aos alunos o uso e a reflexão sobre língua e linguagem. dentre outras. metodologia. e em várias regiões brasileiras como o esconde-esconde. os jogos de sorte. tornando-a mais prazerosa. que consiste basicamente na escolha de um texto. e Leite (2002). elas demonstram as características sociáveis. serão apresentadas algumas vivências de como o professor pode estar desenvolvendo uma pesquisa baseada em jogos e atividades lúdicas. na maioria das brincadeiras. resta salientar que. • Solicitar à turma que se dividam em grupos para debaterem o tema e compartilharem experiências. espaço físico. assunto familiar ao universo da criança: Por todo o País são inúmeras as brincadeiras apreciadas pelas crianças. Ciranda.1 Brincadeiras Infantis Baseado nas sugestões de Yared. Cantiga de Roda. Amarelinha. o professor pode sugerir atividades tais como: • Relembrar com os alunos algumas brincadeiras que são comuns na infância. apenas os meninos podem brincar com meninos e. ou seja. conhecimento pleno do grupo. O que mais é valorizado é a participação da criança que quer brincar. em outras. o pega-pega. Pipas. Partindo do texto exposto anteriormente ou de um outro texto similar. . dentre outras. tempo. e caberá ao professor direcioná-la. dentre outros. 5. EscondeEsconde. A seguir.A presente pesquisa pretende proporcionar aos professores sugestões de atividades lúdicas nas áreas de leitura. A avaliação tradicional neste momento não será questionada e continuará valendo como processo final realizado para obtenção de resultados. o passa-anel. e que efetivamente possam auxiliar na aprendizagem. As características da expressividade e senso lúdico das crianças são bastante trabalhadas nessas brincadeiras. já que este precisará levar em consideração aspectos como série. ortografia e gramática. apenas as meninas podem brincar com meninas. em algumas brincadeiras. Barbosa. Pião. de título Brincadeiras Infantis. entre as diversas brincadeiras estão: Gudes. há restrições quanto às regras estabelecidas pelas próprias crianças. onde procuram outras crianças com o intuito de se divertir. apresenta-se a seguir uma proposta de debate e produção de texto. escrita. porém não será a única. para turmas de 5ª e 6ª séries.

e o tóxico. de título Carta de Um Jovem. Hoje. apresenta-se a seguir uma proposta de debate e produção de texto.2 Carta de um Jovem Baseado nas sugestões de Yared. mas preciso de todas as forças enquanto é tempo. então e etc. Sabe meu pai. a gente começa a achar tudo ridículo e muito engraçado. Sabe pai. Dizia o jovem nessa carta: "Acho que nesse mundo ninguém procurou descrever seu próprio cemitério. evitando repetições de expressões do tipo: aí. Não sei como meu pai vai receber este relato. É horrível não pai? Sabe como eu conheci essa desgraça? Por meio de um cidadão elegantemente vestido. reelaborando-os caso seja necessário. bem elegante mesmo. bastante objetivo. E que sem sua ajuda eu não estaria escrevendo essa carta. tenho meu último pedido a fazer: mostre essa carta a todos os jovens que o senhor . novamente eu me sentia mais gente que as outras pessoas. Eu tentei recusar. O tóxico me matou. 5. eu só estou com 19 anos e sei que não tenho a menor chance de viver. depois as torturas. pai? Ingressei no mundo do vício. Barbosa.• • • • Solicitar aos alunos que escrevam um texto no qual expliquem as regras da brincadeira escolhida. meu amigo inseparável. No começo foi o devaneio. fato verídico ocorrido na Capital. Quando couber. acho que este diálogo é o ultimo que tenho com o senhor. dizendo que eu não era homem. Entregar a produção ao professor para que ele faça os comentários devidos. Vou ser breve e claro. um jovem de apenas 19 anos. reconheço que Deus é mais importante que todo mundo. o professor pode aproveitar. também. ao senhor. a escuridão. está em tempo do senhor saber a verdade de que nunca desconfiou. Não é preciso dizer mais nada. sorria. para atividades de gramática. daí. e bem falante. Até Deus eu achava cômico. assunto familiar ao universo do adolescente: Num determinado Hospital de São Paulo. Mas. meu pai. Travei conhecimento com o meu assassino aos 15 anos de idade. determinando objetivos a serem atingidos e regras por ordem de importância. Vale a pena divulgá-la pelo seu conteúdo significativo. Em seguida veio a falta de ar. Tentei mesmo. no leito de um hospital. não é. sorria. que me apresentou ao meu futuro assassino: A Droga. Pedir que troquem os textos entre os grupos.. as alucinações. E logo após a euforia do "pico". Sinto muito. É muito tarde para mim.. meu pai. para turmas de 7ª e 8ª séries. que consiste basicamente na escolha de um texto. Não fazia nada sem que o tóxico estivesse presente. e Leite (2002). Pai. sinto muito mesmo. o medo. ortografia e leitura. mas o cidadão mexeu com o meu brio. endereçou a seu pai uma comovedora carta de adeus.

consiste basicamente na escolha de uma sinopse de um episódio de malhação. assunto familiar ao universo dos jovens: Urubu promete pensar. • Quando couber. Natasha pede que ele confie nela. • Criar um debate sobre o texto. Rico esbraveja com a falta de luz e pergunta se eles querem que ele se mude. Bel confessa que ela e Download tentaram dar uma força . com quem vai casar e ter filhos. de título Adeus. 5. Download e Bel negam. ou que remeta a idéia principal. criatividade. Urubu vende pulseirinhas. Diga-lhes que em cada porta de escola. o jovem morreu. apresenta-se a seguir uma proposta de debate e produção de texto.. pai. o professor pode aproveitar. sintetizar. em cada cursinho de Faculdade. em grupos. utilizando a frase criada. Por favor. • Fazer. O professor orienta o trabalho no momento em que estiver sendo confeccionado. Pasqualete empresta um armário para Betina e Jaque. • Por fim. Kiko falta ao teste de inglês.. faça isso meu Pai. Urubu alerta Betina a guardar o dinheiro em lugar seguro. 6ª. um poema. como aconteceu comigo. o professor pode sugerir atividades tais como: • Fazer a leitura do texto em voz alta para a turma.3 Malhação Baseado nas sugestões de Yared. perdoe-me também por fazê-lo padecer pelas minhas loucuras. todos poderão ler seus poemas. possíveis dificuldades em resumir. Aline ouve que a cigana Rosa Lee foi presa por charlatanice. antes que seja tarde demais para eles. dando a oportunidade ao professor de avaliar. há sempre um homem elegantemente vestido e bem falante que irá mostrar-lhes o futuro assassino e destruidor de suas vidas e que os levará à loucura e à morte. com que os alunos pensem em uma frase que consiga resumir. Perdoe-me.conhece. e Leite (2002). 7ª e 8ª séries. dentre outras habilidades. chamando-o de anônimo. descontração..” Algum tempo depois de escrever essa carta. Léo conta para Betina sobre Aline. sintetizar e desenvolver idéias. dinheiro!. João não quer ir à audiência e Rita explica que ele pode ser condenado. o que está escrito no texto. Partindo do texto exposto anteriormente ou de um outro texto similar. ortografia e leitura. Léo se assusta quando Aline diz que ele é o homem de sua vida. para atividades de gramática. Kiko esnoba Marcão mais uma vez. exemplificando e dando sugestões. em qualquer lugar. também. • Solicitar aos alunos que escrevam através de um acróstico.. já sofri demais. Vilma. embora não goste muito da idéia. Barbosa. João diz que não vai poder viajar. Adeus meu pai. para turmas de 5ª. Bel tenta minimizar.

) • Escrever em conjunto um diálogo. João não gosta. No meio dos lados menores do retângulo uma armação retangular de madeira. 5. tendo o professor a incumbência de fazer a monitoria dos trabalhos enquanto são elaborados. o professor pode sugerir atividades tais como: • Debater sobre o que representa a televisão atualmente como veículo de informação. para atividades de gramática. e em particular a mini-novela Malhação. interplanetários! O que foi a princípio simples entretenimento de horas de folga. representando bem os gestos e a postura corporal que caracterizam esses personagens. emotivos. para turmas de 5ª. • Quando couber. que consiste basicamente na escolha de um texto. sem pôr a mão na pelota. Urubu segue Pasqualete e Betina. nacionais e continentais. tendo por base o episódio exposto acima intitulado Adeus. assistência desses jogos. apresenta-se a seguir uma proposta de leitura e debate. com a conquista dos espaços siderais. Pois bem. • Dividir a turma em grupos para debaterem o tema (se assistem. inventado pelos ingleses. a diversidades de linguagens. sobre tão frágil estrutura criou-se com o tempo um mundo de interesses materiais. tal como as características das telenovelas. 6ª séries. o público alvo a ser atingido.para o romance de Aline. se gostam ou não. assunto familiar ao universo do indivíduo: “Um gramado retangular.4 De Futebol Baseado nas sugestões de Rangel (2002). Não parece que esse jogo. tenha outra importância na ordem das coisas senão a de ocupar sadiamente ao ar livre o lazer de vinte e dois homens. também. tornou-se uma profissão. A menina diz que está morrendo de vergonha de Léo. de título De Futebol. dinheiro! • Apresentar oralmente para a classe o texto dramatizado num tempo máximo de 10 minutos. sociais. Urubu vê Betina anotar o segredo do cadeado em um bloco e consegue descobrir os números. que requeria . talvez futuramente... um quadro que é boca de uma rede onde deve ser arremetida uma pelota de couro que dez homens de um lado contra dez do outro impelem através do campo. o professor pode aproveitar. Partindo do texto exposto anteriormente ou de um outro texto similar. Renzo avisa Natasha que ela vai de carro com ele. ortografia e leitura. o que só têm licença de fazer os guardiões dos quadros”.

exige hoje estádios monumentais.5 Os Simpsons Assim como Rangel (2002). • Debater o texto com questões do tipo: Ter liberdade é fazer tudo o que se quer? O que seria dos pedestres se quisessem atravessar uma avenida do centro da cidade. 1981). e uma briga no jogo entre adversários sem educação pode acarretar movimentos de antipatia entre países a que eles pertencem. apaixona de tal modo a opinião que envolve os brios nacionais. 5. • Quando couber.apenas uma pequena arquibancada. de título Blame it on Lisa de assunto familiar ao universo do indivíduo: Tudo começa em Springfield quando chega uma conta de telefone no valor de 400 dólares cobrando ligações telefônicas para o Brasil. Homer e Marge vão para a companhia telefônica e falam que não vão pagar essa conta. se não houvesse semáforos? Qual a importância das regras na sociedade? dentre outras. livremente. para atividades de gramática. com suas idéias. Não é insensato? “[.O que o texto me diz:. a companhia então corta a linha telefônica impedindo os Simpsons de usarem o telefone.O que eu digo aos meus colegas:. com suas idéias. • Solicitar a um aluno que complete. que não é mais esporte (sport é divertimento. Depois pedir a um segundo aluno que complete. livremente. dirigindo-se aos colegas anteriores. complete. Observação: A Dinâmica poderá ter continuidade com novos alunos completando as frases. a frase: .. Um campeonato mundial de tal esporte.O que eu digo ao texto:. ortografia e produção de texto... como é . para turmas de 7ª e 8ª séries. a publicidade em torno dessa atividade supera qualquer outra. e a um terceiro aluno que. com suas idéias.. Homer começa a estrangular Bart mas na verdade a culpada foi Lisa (daí vem o nome do episódio Blame it on Lisa ou seja Ponha a culpa na Lisa). Homer. Partindo do texto exposto anteriormente ou de um outro texto similar.. a frase: . Depois professor e alunos podem comentar experiências.. apresenta-se a seguir uma proposta de leitura e debate. o professor pode sugerir atividades tais como: • Solicitar aos alunos que façam a leitura em voz alta. livremente. como são hoje as de natação ou basquete.]” (BANDEIRA. em que consiste basicamente na escolha de um texto que resume um episódio do desenho animado Os Simpsons. não meio de vida).. também. o professor pode aproveitar. observando contribuições à aprendizagem e manifestando percepções pessoais.... a frase: .

que havia ficado rico como figurinista (e trabalhava para o tal programa infantil) dá o dinheiro para pagar o resgate de Homer. Ronaldo.um expert nesses serviços. Os Simpsons chegam no Brasil e vão para um hotel onde os funcionários são tão fanáticos por futebol que chutam as malas dos hóspedes. ao final. Homer não gosta da idéia e fala que os meninos do Brasil são pequenos Hitlers (numa engraçada referência ao livro Os Meninos do Brasil). sobe no poste para tentar religar o serviço e acaba levando uma seqüência de choques. para mim funcionou”. o episódio acaba com Bart comido por uma cobra e dançando samba dentro dela. A família vai até uma favela procurar Ronaldo. Homer e Bart são distraídos por uma vendedora enquanto trombadinhas roubam suas coisas. o Bondinho cai de uma altura muito grande e. Marge: “. Marge pergunta se Homer está bem e o beija. O Professor poderá comentar os argumentos apresentados. Homer vai parar na Amazônia.Mãe isso é uma favela. O lugar para o pagamento são os bondes do Pão de Açúcar. Após entrar em um táxi. Homer é seqüestrado. Marge joga o dinheiro para os seqüestradores e Homer pula para o bonde de Marge. e Lisa faz um plano: a família deve se dividir para achar Ronaldo. a família decide ir ao Brasil para ver o que está acontecendo e Lisa resolve assumir que foi ela e fala que o dinheiro gasto era para um órfão chamado Ronaldo. Bart fica fascinado por um programa para crianças (uma bela gozação aos antigos programas da Xuxa. . que mora no Rio de Janeiro. e. • Solicitar a um segundo aluno que diga um argumento contra o texto. com direito a paquitas de maiô que ficam se esfregando em letras). a Enfiada. Após isso. que vizinhança mais charmosa!” e Lisa retruca: “. Marge encontra Ronaldo em um carnaval de rua. e Marge fala: “. no orfanato Anjos Imundos. Lisa e Marge vão para uma escola de samba onde estão dançando uma nova mania nacional.É. foi possível comprar sapatos para dança e uma porta para o orfanato que estava sendo invadido por macacos a todo momento. o governo pinta ela de cores diferentes para que os turistas não fiquem ofendidos”. Bart e Homer vão para a praia de Copacabana. • Solicitar a um terceiro aluno que diga com qual dos dois colegas concorda e por quê? Observação: A Dinâmica poderá ter continuidade com a solicitação de novos argumentos. Partindo do texto exposto anteriormente ou de um outro texto similar. com o dinheiro que ela deu. Com o peso de Homer.Nossa. ele está vestido de flamingo em cima de um carro alegórico. quando chega ao chão. Lisa coloca para a família uma fita de vídeo enviada por Ronaldo agradecendo as doações de Lisa e comenta que. o professor pode sugerir atividades tais como: • Solicitar a um aluno que diga um argumento a favor do texto. Então. Ao chegar a uma feirinha. os Simpsons vão até uma churrascaria.

• Quando couber. para turmas de 5ª. homens de vida amarga e dura produziram este açúcar branco e puro com que adoço meu café esta manhã em Ipanema. dono da mercearia.. no texto.6 O Açúcar Baseado nas sugestões de Rangel (2002). o professor pode aproveitar. Partindo do texto exposto anteriormente ou de um outro texto similar. (GULLAR. Este açúcar era cana e veio dos canaviais extensos que não nascem por acaso no regaço do vale. observando contribuições à aprendizagem e manifestando percepções pessoais. 7ª e 8ª séries. o professor pode sugerir atividades tais como: • Solicitar a um aluno que destaque. . 5. Em lugares distantes. Este açúcar veio de uma usina de açúcar em Pernambuco ou no Estado do Rio e tampouco o fez o dono da usina. 1997). também..todos participam trocando experiências. onde não há hospital nem escola. apresenta-se a seguir uma proposta de leitura e debate. homens que não sabem ler e morrem de fome aos 27 anos plantaram e colheram a cana que viraria açúcar.] Este açúcar veio da mercearia da esquina e tampouco o fez o Oliveira. para atividades de gramática. Em usinas escuras. que consiste basicamente na escolha de um poema intitulado O Açúcar. uma passagem que julgou importante e fale a turma. ortografia e produção de texto. 6ª. [. porém compreensível à realidade do indivíduo nesta etapa do conhecimento em estudo: O branco açúcar que adoçará meu café nesta manhã de Ipanema não foi produzido por mim nem surgiu dentro do açucareiro por milagre.

com o destaque de uma nova informação. intitulada de Apostas e Certezas. para turmas de 5ª. ortografia e produção de texto. Autoritarismos.Solicitar a um segundo aluno que explique por que. • Quando couber. estou de volta Quero fu__g_ir das derrotas Sorriso na cara. Observação: A dinâmica poderá ter continuidade. Professores e alunos poderão comentar experiências. à importância que ele atribuiu à informação. • O professor solicita ao primeiro aluno que diga se a explicação do colega correspondeu. estou de volta Algumas ve_z__es eu menti Despre_z__ando os teus sorrisos . e por quê? • Levar os alunos a refletirem sobre os seguintes temas: Desigualdade e Injustiça Social. 7ª e 8ª séries. para atividades de gramática. canção muito ouvida pelos jovens da faixa etária em estudo: Apostas eCertezas CPM 22 Quantas ve__z_es eu fu_g__i Distraindo os meus sentidos Tantas ve_z__es nada qui_s__ Destratando os meus amigos Outras tantas discuti Só pra não te en__x_ergar Estava aqui Entre prome_ss__as e despe_s__as Apostas e certe_z__as Cada ve_z__ mais Entre promessas e despe__s_as Apostas e certe_z__as Cada ve_z__ mais Quero fu__g_ir das derrotas Sorriso na cara. • 5.7 Apostas e Certezas Baseado nas sugestões de Cereja. que consiste basicamente na escolha de uma música recente. ou não. cantada por um grupo chamado CPM22. 6ª. Poder Político. também. o professor pode aproveitar. Exclusão. dentre outros. e Magalhães (2003) apresenta-se a seguir uma proposta de ortografia. observando contribuições à aprendizagem e manifestando percepções pessoais. na sua opinião. o acontecimento destacado pelo colega é importante.

7ª e 8ª séries. em que se apresenta apenas o aproveitamento da atividade. com espaços em branco. para atividades de gramática. 6ª. discutindo Tra_z__ todo amor pra mim Sem fu_g__ir ou me e_s__tranhar Tá tudo aqui Entre promessas e despe_s__as Apostas e certezas Cada ve__z_ mais Entre promessas e despe_s__as Apostas e certe__z_as Cada ve_z__ mais Quero fu_g__ir das derrotas Sorriso na cara. com o mesmo tipo de exercício. o professor pode aproveitar. a importância do escrever bem para o padrão culto da Língua.Todas as ve__z_es eu te qui_s__ Provocando. e principais dúvidas de ortografia tais como X ou CH?. Dentre outras. a adequação da escrita. para que os alunos completem. ficando a critério do professor a seleção de palavras e frases que julgar convenientes. 5. leitura e produção de texto.8 Quebra-Cabeça Baseado nas sugestões de Kraemer (2005). . estou de volta Quero fu_g__ir das derrotas Sorriso na cara. para turmas de 5ª. que consiste basicamente num jogo intitulado Quebra-Cabeça. • Fazer a correção (fica a critério do professor se ele próprio o fará no quadronegro ou solicitará a alunos que o façam). apresenta-se a seguir uma proposta de ortografia. • Quando couber. o professor pode sugerir atividades tais como: • Perguntar à turma quem sabe e pode cantar “Apostas e Certezas” do CPM22 • Pedir que preencham adequadamente os espaços em branco. também. • Promover discursos que envolvam os seguintes temas: Para que serve a ortografia. estou de volta (Composição: Luciano / Carlos Dias) Partindo da letra de música exposta anteriormente. ou de uma outra letra similar. S ou Z?.

composto de um ou mais fonemas”. o professor pode aproveitar. Leitura das palavras em voz alta. na compreensão oral. o palavrão acima. na fala e na escrita. para a lingüística convencional. as palavras deverão ser aquelas em que os erros de ortografia são incidentes e que mais dúvidas geram. para atividades de gramática. tendo por definição “estado de quem é acometido de uma doença rara provocada pela aspiração de cinzas vulcânicas”.A partir de um quebra-cabeça criado pelo próprio professor. já que se entende como “um elemento lingüístico significativo. Quando couber. 6ª. para turmas de 5ª. a palavra. Entregar aos grupos uma série de palavras recortadas ao meio. 7ª e 8ª séries. apresenta-se a seguir uma proposta de gramática. também. da Faculdade Estadual Vale do Acaraú. que consiste basicamente na apresentação de uma palavra atípica porém existente dentro da língua portuguesa. com traçados de recortes diferentes. ainda que chegue a ter 46 letras. ou melhor. Explanações sobre a importância da Ortografia na escrita. Pode-se sugerir aos alunos atividades tais como: • • Dividir a turma em grupos. a palavra em estudo é perfeitamente possível.9 Pneumoultramicroscopicossilicovulcanoconiótico Baseado nas sugestões de Martins (2005). E. . Vence a primeira etapa o grupo que primeiro montar o quebra-cabeça corretamente. e um texto explicativo a título de curiosidade. por mais que pareça mentira. intitulado Você lê um palavrão de 46 letras?: Segundo o Professor Vicente Martins (2005). existe mesmo e está registrado no novo Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa. de modo a formarem um Quebra-Cabeça. é uma unidade lingüística cujo significado está na cultura vigente. • • • • • • 5. Solicitar que os alunos procurem no dicionário o significado das palavras montadas. Vence a segunda e última etapa quem conseguir primeiro realizar a tarefa corretamente. Todos os grupos recebem cópias das mesmas palavras.

microscópio. Quando couber. Rodrigo: Bom. vou pedir por telefone uma Pizza Gigante. já são dez e meia da noite e. o professor pode sugerir atividades tais como: • Fazer em voz alta a leitura do texto. dentre outros. Tatiana: Querem que eu prepare. • Fazer a decodificação da palavra através de seus morfemas e fonemas (pneumonia. ouvido. para turmas de 7ª e 8ª séries. • Pedir que pensem rapidamente. O professor. também. Que sabor preferem? Tatiana: Não. o professor pode aproveitar.Partindo do texto exposto anteriormente ou de um outro texto similar. • Propor aos alunos que. deixa que eu peço.Explicando o significado de cada uma delas. empréstimos. pensem no seguinte tema: Quantas palavras poderão ser formadas a partir das letras que compõem o palavrão. pois ganhará o grupo que conseguir formar o número maior de palavras. pode iniciar debates sobre: A importância das palavras. sulfúrico). apresenta-se a seguir uma proposta de gramática. . Vamos comer uma pizza? Rodrigo: Tá bom. a verdade é que de tanto pensar me abriu mesmo o apetite. • Solicitar aos alunos que se dividam em grupos. 5.. cone. para atividades de ortografia e produção de texto. a partir do jogo. ultramar. todos deverão ler suas listagens. estrangeirismos. Tem a vantagem de ser mais rápida.10 É questão ou não de confiança? Sugestões da própria autora. • • • Ao final. estamos fazendo trabalho ha duas horas. dentro de um tempo estipulado pelo professor.e mais seguro..] Tatiana: Pessoal!. vulcão. • Perguntar se há alguém na turma que consegue ler rapidamente a palavra sem errar.. ou pedimos para entregar à domicílio? Isabela: É melhor que peçamos comida pelo telefone para não perder tempo na cozinha. que consiste basicamente na apresentação de um diálogo intitulado É questão ou não de confiança? Com gírias e expressões familiares ao universo do jovem: [..

vocês precisam confiar mais em mim. eu sei que vocês não levam muita fé nas coisas que faço. • Pedir que toda a turma identifique sete erros gramaticais. Tatiana: Confiança também. e Leite (2002). além de esclarecer os erros que foram postos em questão. para atividades de ortografia. Rodrigo: Não disse? Partindo do texto exposto anteriormente ou de um outro texto similar. ambos de assunto familiar ao universo do adolescente. Isabela: Ah. e o segundo Conversando a gente se entende. Ela . vivenciando os personagens. • Suscitar debates sobre gírias. o primeiro intitulado Como dá trabalho ser (parecer) jovem. Rodrigo: Impressão sua. [. Tatiana: Não falei. o professor pode aproveitar. produção de texto e leitura.. Isabela: Tomara! Vamos ver se realmente ela quer muito os amigos. Sabia que não ia decepciona-los. 6ª. • Fazer a correção e a releitura. Primeiro texto: Podemos ler a seguir um comentário da cronista Danusa Leão sobre as mudanças que as palavras sofrem com o passar do tempo. Comigo vocês sempre ficam com uma pulga atrás da orelha. que consiste basicamente na escolha de dois textos. Isabela: Tati. sabe? Hoje fiquei refletindo por várias horas sobre um pensamento que li na internet que dizia assim: “Se não aprendes a confiar nos demais. • Quando couber. também. não é questão de confiança e sim de gosto. dificilmente conseguirás que eles confiam em ti”. 5. apresenta-se a seguir uma proposta de gramática.Isabela: Tatiana! Antes de sair do quarto para telefonar pergunta agente de que sabor queremos né? Tatiana: Pode deixar comigo eu prometo que não irão se decepcionar. 7ª e 8ª séries. expressões populares. muito saborosa estava a Pizza..] Isabela: Hummm!. para turmas de 5ª. Está sempre com minhocas na cabeça.11 Como dá trabalho ser (parecer) jovem Baseado nas sugestões de Yared. Barbosa. o professor pode sugerir atividades tais como: • Solicitar que dois alunos leiam o diálogo emotizando.

• O principal tema que pode ser desenvolvido depois dessa atividade lúdica é o da Adequação e Inadequação de palavras.. se diz banda-e pode falar em bateria. Deu para entender? Então. se diz cordas. como um fator positivo em consideração. Partindo dos textos expostos anteriormente ou de outros textos similares. pode ser. pode crer.diga som.Pois é.morou nem pensar) É necessário estar muito por dentro de todos os movimentos musicais. e aí é preciso muita cautela: não se diz piano. nada evidencia mais a idade de uma pessoa do que termos do passado.E aí. • Pedir aos alunos que se dividam em grupo. ou seja. chapinha. pode pedir aos alunos que emotizem. meu? Dando um giro pelai? . Naquele sábado vim atrás de você. nem fale em disco. (LEÃO. 1997).. • O grupo que tiver com maior número de palavras e significados agrupados “vence”.só em CD.. • No final. na hora de listar. .Como você me achou? .Numa boa. cara! .é sempre um filme. Também nunca diga que foi ver uma fita de cinema.faz as seguintes sugestões para as pessoas que desejarem parecer mais joviais: Vai ser preciso decorar algumas expressões e palavras novas. né. teatralizem o texto dois.[. . • Se o professor achar oportuno.] . a criatividade ao estabelecer sentido a estas palavras é algo que pode ser levado.É. decore. todos farão a leitura para os demais grupos. Numa boa. sem grilo! [. sim. o professor pode sugerir atividades tais como: • Solicitar aos alunos a leitura dos dois textos (primeiro em silêncio e depois em voz alta). Exemplos: não diga jamais a palavra vitrola. sacou? (sacou.. Segundo texto: Rogério e Neco são dois rapazes que se encontram casualmente e conversam usando gíria: -Oi. agora. ou de outras. • Propor a seguinte atividade: cada grupo terá que montar um pequeno dicionário com as principais gírias da roda de amizades dos próprios alunos. Ce por aqui? . Observação: Mesmo que o aluno invente. . a palavra certa é publicidade. não se diz conjunto nem orquestra. mas não se esqueça jamais da percussão. algumas gírias.] Nem me toquei! LEMOS (1995).Õ rapaz. Se disser anúncio ou reclame é uma condenação à morte.

muito mais que medidas. principalmente o que versa sobre os grandes problemas que vêm enfrentando a educação atual e considerando todas as transformações pelas quais passa a sociedade. é urgente que a escola se transforme e passe a atender não só às atuais exigências da contemporaneidade. porém. impõe desafios. no desempenho da turma. num diagnóstico simples por parte dos próprios professores.• Quando couber o professor pode aproveitar. Se as escolas estão vivendo um verdadeiro caos. e decretos. mas sobretudo que enxergue no indivíduo seres humanos. segundo Antunes (2000). somente. de forma a constituir uma inteligência coletiva. seria um olhar crítico. para atividades de ortografia. em sua forma. é fato que tudo no mundo. que têm sede de conhecimento e ao mesmo tempo de amor e sensibilidade. Pode-se dizer que. 6. precisam ser pensados. vem se modificado de forma assustadora menos a Educação. propiciando o desenvolvimento da autonomia discente. em termos tecnológicos e científicos. O jogo. atribua-se a isso a falta de amor. Não basta deter-se. na tentativa de melhorar o ensino. III Conclusão Como acredita Bello (2005). Discussão Tendo em vista tudo o que foi anteriormente discutido e proposto. também. sensibilidade e empatia. não progrediu quase nada e continua sendo a mesma por séculos. é o mais eficiente meio estimulador das inteligências. em métodos de ensino respeitáveis. é preciso ir muito além disso. além de saber articular as experiências e conhecimentos prévios dos alunos. avaliativo. e gera tensões necessárias para a construção do aprendizado que se propõe obter com tais atividades. Basta que se faça uma análise de rendimentos e aproveitamentos. para que se avalie o que se forma e como se forma em termos de ensino na educação brasileira. Os jogos. produção de texto e leitura. Para Piaget (1976). Podem partir de . pesquisas. que promova a democratização do conhecimento e exercício pleno de cidadania. dentro da sala de aula. organizados previamente a fim de atingir seus objetivos. Cury (2003) coloca a afetividade como fator primeiro a ser conquistado.

2000. nos alunos. que toma como base as atuais orientações da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (1996). fazer com que os professores repensem suas práticas discursivas. a importância do prazer. porque se acostumou a processar informações no dia-a-dia de forma muito acelerada. O professor tem de ser um eterno pesquisador e indagador. Petrópolis: Vozes. Faz o professor ser competente de modo que ele próprio busque conhecimento “não há ensino sem pesquisa e pesquisa sem ensino. do acreditar. O mundo moderno gera preocupações. As metodologias devem ser aquelas que estimulem a pesquisa. . sensibilidade. enfatizando dentre outras questões a ética. Para Yared (2002). sobretudo. e a escola geralmente não percebe esse tipo de anormalidade. ou fazer da sala de aula um consultório de psicanálise. 2. A teoria das Inteligências Libertadoras. medos. transmissoras de informações. com um pouco de pesquisa e bom senso. competência. tenha competência suficiente para alcançar tais objetivos. e quando o faz acredita ser um problema que compete somente ao campo da psicologia.materiais que o professor tenha disponível em sala de aula. vontade. da seriedade e da humildade. quando não o é. Freire (1996) ensina o caminho para o educador refletir sobre a suas práticas pedagógicas. Ainda Yared (2002) acredita que o objetivo das pesquisas sobre a ludicidade no ensino é. propiciando ao aluno não só a construção do conhecimento como também o desenvolvimento de competências cognitivas. mas sempre se atentando para a forma como são trabalhados. os assuntos vinculados à aprendizagem a que se destina a pesquisa precisam sempre estar dentro do universo. ainda tão evidentes nas escolas brasileiras. Basta que. e que possam ser competentes pesquisadores de forma a adotarem uma postura mediadora ante a produção de conhecimento. a experimentação e a resolução de problemas. Celso. ed. que dinheiro. e da convivência em sociedade dos educandos. Os professores podem perfeitamente estar trabalhando em suas metodologias a parte emocional sem que venha a prejudicar o ensino. São duas realidades que se encontram uma no corpo do outra”. O professor precisaria ter muito mais criatividade. IV Referências ANTUNES. Segundo Cury (2003). o aluno que chega às escolas hoje é um aluno doente emocionalmente. muito angustiado.

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