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Questões_Respondidas_sobre_a_2ª_e_3ª_Prova_de_Bioquímica[1]

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CAPÍTULO 14 A GLICÓLISE E O CATABOLISMO DAS HEXOSES 1. O QUE É GLICÓLISE E SUAS FASES?

Na glicólise uma molécula de glicose é degradada em uma série de reações catalisadas por enzimas para liberar duas moléculas de piruvato. Durante as reações seqüenciais da glicólise parte da energia livre liberada da glicose é conservada na forma de ATP. A glicólise foi a primeira via metabólica a ser elucidada e é provável que, atualmente, seja a melhor entendida. Desde a descoberta de Eduard Buchner (em 1897) da fermentação que ocorre em extratos de células rompidas de levedura até o reconhecimento claro por Fritz\ Lipmann e Herman Kalckar (em l941) do papel metabólico dos compostos de alta energia como o ATP, as reação da glicólise em extrato de levedura e de músculo foram o centro da pesquisa bioquímica. O desenvolvimento dos métodos de purificação de enzimas, a descoberta e o reconhecimento da importância de cofatores como o NAD e a descoberta do papel metabólico polivalente dos compostos fosforilados vieram, todos, de estudos sobre a glicólise. Atualmente, todas as enzimas da glicólise de muitos organismos já foram cuidadosamente purificadas, estudadas, e as estruturas tridimensionais de todas as enzimas glicolíticas são conhecidas a partir de estudos cristalográficos com raios-X. A glicólise é uma via central quase universal do catabolismo da glicose. É a via através da qual, na maioria das células, ocorre o maior fluxo de carbono. Em certos tecidos e tipos celulares de mamíferos (eritrócitos, medula renal, cérebro e esperma, por exemplo), a glicose, através da glicólise, é a principal, ou mesmo a única, fonte de energia metabólica. Alguns tecidos vegetais que são modificados para o armazenamento de amido, como os tubérculos da batata e alguns vegetais adaptados para crescerem em áreas regularmente inundadas pela água, derivam a maior parte de sua energia da glicólise; muitos tipos de microrganismos anaeróbicos são inteiramente dependentes da glicólise. Fermentação é um termo geral que denota a degradação anaeróbica da glicose ou de outros nutrientes orgânicos em vários produtos (característicos para os diferentes organismos) para obter energia na forma de ATP. A quebra anaeróbica da glicose é, provavelmente, o mais antigo mecanismo biológico para obtenção de energia a partir de moléculas orgânicas combustíveis, já que os organismos vivos apareceram primeiro em uma atmosfera destituída de oxigênio. No curso da evolução, esta seqüência de reações foi completamente conservada; as enzimas glicolíticas dos animais vertebrados são muito semelhantes na seqüência de aminoácidos e na estrutura tridimensional às enzimas homólogas na levedura e no espinafre. O processo da glicólise difere de uma espécie para outra apenas em detalhes da sua regulação e no destino metabólico subsequüente do piruvato formado. Os princípios termodinâmicos e os tipos de mecanismos reguladores na glicólise são encontrados em todas as vias do metabolismo celular. A glicose tem seis átomos de carbono e sua divisão em duas moléculas de piruvato, cada uma com três átomos de carbono, ocorre em uma seqüência de 10 passos e os cinco primeiros deles constituem a fase preparatória. Nestas reações a glicose é inicialmente fosforilada no grupo hidroxila em C-6. A D-glicose-6-fosfato assim formada é convertida em D-frutose-6-fosfato, a qual é novamente fosforilada, desta vem em C-1, para liberar D-frutose-1,6bifosfato. O ATP é o doador de fosfato nas duas fosforilações. Como todos os derivados dos açúcares que ocorrrem na via glicolítica são os isômeros D, omitiremos a designação D, exceto quando desejarmos enfatizar a estereoquímica. A seguir a frutose-1,6-bifosfato é quebrada para liberar duas moléculas com três carbonos, a diidroxiacetona fosfato e o gliceraldeído-3-fosfato; este é o passo em que ocorre a "lysis" que dá o nome ao processo. A diidroxiacetona fosfato é isomerizada em uma Segunda molécula de gliceraldeído-3-fosfato, e com isso termina a primeira fase da glicólise. Note que duas moléculas de ATP precisam ser investidas para ativar, ou iniciar, a molécula de glicose para a sua quebra em duas partes com três carbonos; haverá, depois, um retorno positivo para este investimento. Resumindo: na fase preparatória da glicólise a energia do ATP é investida, aumentando o conteúdo de energia livre dos intermediários, e as cadeias carbônicas de todas as hexoses metabolizadas são convertidas em um produto comum, o gliceraldeído-3-fosfato. O ganho energético provém da fase de pagamento da glicólise. Cada molécula de gliceraldeído-3-fosfato é oxidada e fosforilada por fosfato inorgânico (não pelo ATP) para formar 1,3-bifosfoglicerato. A liberação de energia ocorre quando as duas moléculas de 1,3-bifosfoglicerato são convertidas em duas moléculas de piruvato. A maior parte dessa energia é conservada pela fosforilação acoplada de quatro moléculas de ADP para ATP. O produto líquido são duas moléculas de ATP por molécula de glicose empregada, uma vez que duas moléculas de ATP são investidas na fase preparatória da glicólise. A energia também é conservada na fase de pagamento na formação de duas moléculas de NADH por molécula de glicose. Nas reações seqüenciais da glicólise três tipos de transformações químicas são particularmente notáveis: 1. Degradação do esqueleto carbônico da glicose para produzir piruvato; 2. Fosforilação de ADP a ATP pelos compostos de fosfato de alta energia formados durante a glicólise; e 3. A transferência de átomos de hidrogênio ou elétrons para o NAD+, formando NADH. O destino do produto, o piruvato, depende do tipo de célula e das circunstâncias metabólicas.

2 -QUAIS SÃO OS PRINCIPAIS DESTINOS DA GLICOSE? E OS PROCESSOS OXIDATIVOS E NÃO OXIDATIVOS NA GLICOSE? A glicose pode ser armazenada (como um polissacarídio ou como sacarose), pode ser oxidada a petoses, através da via das pentose fosfato (ou via do fosfogliconato), ou pode ser oxidada a compostos de três átomos de carbono (piruvato. O piruvato, produto da glicólise, representa um ponto de junção importante no catabolismo dos carboidratos. Em condições aeróbicas o piruvato é oxidado a acetato, o qual entra no ciclo do ácido cítrico e é oxidado até CO2 e H2O. O NADH formado pela desidrogenação do gliceraldeído-3-fosfato é reoxidado a NAD+ pela passsagem do seu elétron ao O2 no processo da respiração mitocondrial. Entretanto, sob condições anaeróbicas (como em músculos esqueléticos muito ativos, em plantas submersas, ou nas bactérias do ácido láctico, por exemplo) o NADH gerado pela glicólise não pode ser reoxidado pelo O2. A incapacidade de regenerar o NADH em NAD+ deixaria a célula sem receptor de elétrons para a oxidação do gliceraldeído-3-fosfato e as reações liberadoras de energia da glicose cessariam. O NAD+ precisa, portanto, ser regenerado através de outras reações. As primeiras células a surgirem durante a evolução viviam em uma atmosfera quase desprovida de oxigênio e tiveram que desenvolver estratégias para desenvolver a glicólise sob condição anaeróbicas. A maioria dos organismos modernos retiveram a habilidade de regenerar continuamente o NAD+ durante a glicólise anaeróbica pela transferência dos elétrons do NADH para formar um produto final reduzido, como o são o lactato e o etanol. 4 – EXPLIQUE COMO E ONDE OUTROS CARBOIDRATOS ENTRAM NA VIA GLICOLITICA PARA SOFRER A DEGRADACAO FORNECEDORA DE ENERGIA. As unidades de glicose dos ramos externos da molécula do oxigênio e do amido entram na via glicolitica através da ação seqüencial de duas enzimas: a fosforilase do glicogenio (ou da sua similar nos vegetais, a fosforilase do amido) e a fosfoglicomutase. A fosforilase de glicogenio catalisa a reação em que uma ligação glicosidica reunindo dois residuos de glicose no glicogenio, sofre o ataque por fosfato inorgânico, removendo o resíduo terminal de glicose como  -d-glicose –1-fosfato. Esta reação de fosforólise, que ocorre durante a mobilização intracelular do glicogenio armazenado é diferente da hidrólise das ligações glicosídicas pela amilase que ocorre durante a degradação intestinal do amido ou do glicogenio. Na fosforólise, parte da energia da ligação glicosidica é preservada na formação do éster fosfórico, glicose-1-fosfato. O piridoxal fosfato é um cofator essencial da reação da fosforilase do glicogenio; o seu grupo fosfato age como um catalisador acido geral, promovendo o ataque pela pi da ligação glicosidica. A fosforilase do glicogenio age nas extremidades não redutoras das ramificações do glicogenio (ou da amilopectina), ate que seja atingido num ponto distante quatro resíduos de uma ramificação. A continuação de uma degradação pode ocorrer apenas depois da ação de enzima de desrramificação ou oligo (  1  6) para (  1  4) glicano transferase, que catalisa as duas reações sucessivas que removem as ramificações. A glicose-1-fosfato é convertida em glicose –6-fosfato pela fosfoglicomutase. A d-frutose pode ser fosforilada pela hexoquinase, sendo esta uma via importante nos músculos e nos rins dos vertebrados. No fígado, entretanto, a frutose entra na glicólise por uma via diferente. A enzima hepática frutoquinase catalisa a fosforilação da frutose em c-1: a frutose-1-fosfato é então quebrada ao meio para formar gliceraldeído e diidroxicetona fosfato pela frutose-1-fosfato aldolase. A diidroxicetona fosfato é convertida em gliceraldeido-3-fosfato pela enzima glicolitica triose fosfato isomerase. Assim, os dois produtos da hidrólise da frutose entram na via glicolitica como gliceraldeido-3-fosfato. A d-galactose é primeiro fosforilada pelo ATP em c-1 e através da enzima galactoquinase. A galactose-1-fosfat é convertida a glicose-1-fosfato por um conjunto de reações nas quais a uridina difosfato (UDP) funciona de forma semelhante a uma coenzima como transportadora de moléculas de hexoses. Os dissacarideos não podem entrar diretamente na via gl;icolitica sem primeiro ser extracelularmente hidrolisados em monossacarideos. Assim formados, os monossacarideos são transportados para o interior das células que recobrem o intestino. À partir delas eles passam para a corrente sangüínea e são transportados ate o fígado. Aí eles são fosforilados e introduzidos na seqüência glicolitica como descrito. 5 – COMO É FEITA A REGULACAO DO METABOLISMO NO E NO FIGADO PELA FOSFORILASE DO GLICOGENIO ? No músculo, a finalidade da glicolise é a produção de ATP, e a velocidade dela aumenta quando o músculo demanda mais ATP por contrair-se mais vigorosamente ou mais freqüentemente. Nos miócitos a mobilização do glicogenio armazenado para fornecer combustível para a glicolise é realizada pela fosforilase do glicogenio, que degrada glicogenio em glicose-1-fosfato. No músculo esquelético a fosforilase do glicogenio ocorre em duas formas: uma forma catabolicamente ativa, a fosforilase a , e uma forma quase sempre inativa, a fosforilase b, que predomina no músculo em repouso. A velocidade da quebra do glicogenio no músculo depende parcialmente do valor da relação

entre fosforilase a e fosforilase b, que é ajustada pela ação de alguns hormônios como epinefrina. A epinefrina é um sinal para o músculo esquelético acionar o processo que leva produção de ATP, o qual é necessário para a contração muscular. A fosforilase do glicogenio é ativada para fornecer glicose-1-fosfato que será lançada na via glicolitica. Superposta ao controle hormonal esta a regulação alosterica, muito mais rápida, da fosforilase b do glicogenio pelo ATP e Amp. A fosforilase b é ativada pelo seu efetor alosterico AMP, o qual aumenta em concentração no músculo durante a quebra do ATP na contração. A estimulação da fosforilase b pelo AMP pode ser impedida por altas concentrações de ATP, que bloqueia o sitio de ligação do AMP, é, às vezes, referido como forma AMP independente, e a fosforilase b como a forma dependente do AMP. A fosforilase do glicogenio, no músculo esquelético é também controlada pelo cálcio, o sinalizador intracelular da contração muscular, que é u ativador alosterico da fosforilase b quinase. Quando um aumento transitório do Ca 2+ intracelular dispara a contração muscular, ele também acelera a conversão da fosforilase b para a fosforilase a, mais ativa. No fígado serve para manter um nível constante de glicose no sangue, produzindo e exportando glicose quando outros tecidos precisam dela, e importando e armazenado glicose quando é fornecida em excesso pelo alimentos ingeridos na dieta. A fosforilase do glicogenio do fígado é semelhante à do músculo, entretanto, suas propriedades reguladoras são ligeiramente diferentes. O glicogenio hepático serve como reservatório e libera glicose no sangue quando a glicose sangüínea tem seus níveis abaixo do normal. A glicose-1-fosfato formada pela fosforilase do fígado é convertida em glicose-6-fosfato pela ação da fosfoglicomutase. Então, a glicose-6-fosfatase, uma enzima presente no fígado, porém não no músculo, remove o fosfato da hexose. Quando o nível de glicose esta baixo no sangue, a glicose livre produzida do glicogenio do figado é liberada na corrente sangüínea e transportada aos tecidos que a requerem como combustível. A fosforilase do glicogenio do fígado esta sobre controle hormonal, como o glucagon, que é produzido pelo pâncreas quando a glicose sangüínea tem sua concentração rebaixada para nível menores que o normal. Esse hormônio desencadeia uma serie de eventos que resulta na conversão da fosforilase b em fosforilase a , aumentando a velocidade de quebra de glicogenio e acelerando a velocidade de liberação da glicose no sangue. A fosforilase do glicogenio esta sujeita a regulação alosterica não pelo AMP, mas pela glicose. Quando a concentração de glicose no sangue aumenta, a glicose entra nos hepatócitos e liga-se ao sitio regulador da fosforilase a do glicogenio que leva a desfosforilação provocada pela fosforilase fosfatase. Desta maneira a fosforilase do glicogenio age como sensor do fígado, diminuindo a quebra do glicogênio sempre que o nível de glicose no sangue esta alto. 6 – EM QUAIS ASPECTOS A GLICOQUINASE DIFERE DAS ISOENZIMAS DAS HEXOQUINASES DO MÚSCULO ? Primeiro, a concentração de glicose na qual a glicoquinase esta no meio saturada é muito maior que a concentração usual da glicose no sangue. Como a concentração de glicose no hepatocitos é mantida em valores próximos daqueles existentes no sangue, graças a um eficiente sistema de transporte de glicose, esta propriedade da glicoquinase permite a sua regulação direta pela nível de glicose sangüínea. A glicoquinase não é inibida pelo seu produto de reação, a glicose-6-fosfato, mas por seu isomero, a frutose-6fosfato, a qual esta sempre em equilíbrio com a glicose-6fosfato devido a ação da enzima fosfoglicose isomerase. A inibição parcial da glicoquinase pela frutose-6fosfato é mediada por uma proteína adicional, a proteína reguladora. Esta proteína reguladora também tem afinidade pela frutose-1-fosfato e compete com a frutose-6-fosfato, cancelando o seu efeito inibidor sobre a glicoquinase. 7 – QUAL O PAPEL REGULADOR DA PIRUVATO QUINASE NA GLICOLISE ? Sempre que a célula tem uma alta concentração de ATP, ou sempre que haja amplas quantidades de combustíveis disponíveis para a liberação de energia através da respiração celular, a glicolise é inibida pelo rebaixamento da atividade da piruvato quinase. Quando a concentração de ATP cai, a afinidade da piruvato quinase por fosfoenolpiruvato aumenta, possibilitando a enzima catalisar a síntese do ATP, mesmo que a concentração de fosfoenolpiruvato seja relativamente baixa. O resultado é uma alta concentração de ATP no estado de equilibro estacionário. 8 – FALE SOBRE A REGULACAO ALOSTERICA DA FOSFOFRUTOQUINASE-1 . A glicose-6-fosfato pode fluir tanto para a glicolise como para uma das vias oxidativas secundarias. A reação irreversível catalisada pela foafofrutoquinase-1 é o passo que compromete a célula com a metabolização da glicose através da glicolise. O ATP não é apenas o substrato para a fosfofrutoquinase-1, mas também o produto final da via glicolitica. Quando níveis altos de ATP sinalizam que a célula esta produzindo o ATP mais depressa do que consome, o ATP inibe a fosfofrutoquinase-1 ligando-se a um sitio alosterico e diminuindo a afinidade da enzima pelo seu outro substrato, a frutose-6-fosfato. Quando o consumo de ATP sobrepassa a sua produção o ADP e o AMP aumentam em concentração, e agem alostericamente para diminuir esta inibição pelo ATP. Esses efeitos combinamse para produzir atividades maiores da enzima quando a frutose-6-fosfato, ADP ou AMP aumentam de concentração para baixar a atividade quando o ATP se acumula.

O citrato também age como um ragulador alosterico da fosfofrutoquinase-1. Concentrações altas de citrato aumentam o efeito inibidor do ATP, reduzindo ainda mais o fluxo da glicose através da glicolise. O regulador alosterico mais significativo da foafofrutoquinase-1 é a frutose-2,6-bifosfato que ativa fortemente a enzima. A concentração da frutose-2,6-bifosfato no fígado diminui em resposta ao hormônio glucagon, desacelerando a glicolise e estimulando a síntese de glicose pelo orago. 9 – COMO A GLICOSE E A GLICONEOGENESE SÃO REGULADAS DE FORMA COORDENADA ? A gliconeogênese emprega a maior parte das mesmas enzimas que agem na glicólise, mas ela não é simplesmente o reverso desta via. Sete das reações glicolíticas são livremente reversíveis e as enzimas que catalisam cada uma destas reações também funcionam na gliconeogenese. Três reações da glicólise são tão exergonicas que são essencialmente irreversíveis : são aquelas catalisadas pela hexoquinase, fosfofrutoquinase-1 e piruvato quinase. A gliconeogenese emprega desvios ao redor de cada um desses passos irreversíveis. Para prevenir o aparecimento de ciclos fúteis nos quais a glicose é simultaneamente degradada pela glicólise e ressintetizada pela gliconeogenese, as enzimas que são exclusivas para cada uma das vias são reguladas de maneira recíproca por efetores alostéricos comuns. A frutose-2,6-bifosfato, um ativador potente da PFK-1 do fígado e portanto da glicólise, também inibe a FBPase-1, e assim diminui a gliconeogenese. O glucagon, hormônio que sinaliza um baixo nível de açúcar , diminui o nível da frutose-2,6-bifosfato no fígado, baixando o consumo de glicose pela glicolise e estimulando a produção de glicose para exportação pela gliconeogenese. 10- O QUE SÃO AS VIAS SECUNDARIAS DA OXIDACAO DA GLICOSE E O QUE ELAS PRODUZEM ? EXPLIQUE COMO CADA PRODUTO É FORMADO. São vias catabolicas que podem ser o destino da glicose e levam a produtos especializados necessários para a célula, que são pentoses fosfato, acido uronico e acido ascobico, constituindo parte do metabolismo secundário da glicose. A via das pentoses fosfato, também chamada de via do fosfogliconato, produz NADPH e ribose-5-fosfato e gera pentoses indispensáveis, particulamente a D-ribose, empregada na biossintese de ácidos nucleicos. A Primeira reação da via das pentose fosfsto é a desidrogenação enzimatica da glicose-6-fosfato pela glicose-6-fosfato desidrogenase, para formar 6-fosfoglicono- -lactona, um éster intramolecular, que é hidrolizado para a forma ácida livre 6-fosfogliconato por uma lactonase especifica. O NADP+ é o receptor de elétrons e o equilíbrio final está muito deslocado na direção de formação do NADPH. No passo seguinte, o 6-fosfogliconato sofre desidrogenação e descarboxilacao pela 6-fosfogliconato desidrogenase para formar a cetopentose D-ribulose-5-fosfato, uma reação que gera a segunda molécula de NADPH. A fosfopentose isomerase converte então a ribose-5-fosfato no seu isomero aldolase a D-ribose-5-fosfato. Em alguns tecidos , a via das pentoses fosfato termina neste ponto e a equação final pode ser escrita : Glicose-6-fosfato + 2 NADP+ + H2O ______ ribose-5-fosfato + CO2 + 2 NADPH + 2 H+ O resultado liquido é a produção de NADPH para as reações de redução biossintetica e a produção de ribose-5fosfato como precursora para a síntese de nucleotideos. D- glicuronato, importante na detoxificacao e na excreção de compostos orgânicos estranhos, e acido ascorbico ou vitamina C são produzidos por vias secundarias da glicose. Nesta via, a glicose-1-fosfato é primeiro convertida em UDP-glicose pela reação com UDP. A porção glicose da UDP-glicose é então desidrogenada para produzir UDP_glicuronato, um outro exemplo do uso de derivados do UDP como intermediário das transformações enzimatricas dos açucares. O D-glicuronato é um intermediário na conversão da D-glicose em acido ascorbico. Ele é reduzido pelo NADPH no açúcar de seis átomos de carbono L-gulonato, o qual é convertido na sua lactona. A L-gulonolactona é desidrogenada pela flavoproteina gulonolactona oxidase para formar o acido ascorbico. O homem não é capaz de sintetizar o acido ascorbico, sendo necessário obte-lo através da dieta. Pessoas com vitamina C insuficiente produz uma doença chamada escorbuto.

CAP . 14

Na fase preparatória da glicólise a energia do ATP é investida. A segunda rota para o metabolismo do piruvatoé a sua redução a lactato através da chamada via da fermentação do ácido lático. Depois da fosforilacão inicial a célula não precisa mais despender energia para reter os intermediários fosforilados. e a segunda parte indo até piruvato. Sabe-se que o piruvato formado na glicólise. Os compostos fosfóricos de alta energia. tais como glicose-6-fosfato. a qual é então totalmente oxidada a CO2 pelo ciclo do ácido cítrico. formados na glicólise (1. eritrócitos) convertem o glicose a lactato mesmo sob condições anaeróbicas. A energia liberada na quebra de ligações anidros do ácido fosfórico (como aquelas no ATP) é parcialmente conservada na formação de ésteres de fosfato.3-difosfoglicerato são convertidas a duas moléculas de piruvato. A liberação de energia ocorre quandoas duas moléculas de 1. como o tecido muscular esquelético em contração vigorosa. o piruvato é convertido anaerobicamente em etanol e CO2. fermentação do álcool. Os grupos fosfato do ADP.3. a respeito da grande diferença entre as concentrações intra e extra celulares desses compostos. 4. b) Os grupos fosfato são componentes essenciais na conservação enzimática da energia metabólica. O piruvato é oxidado com perda do seu grupo carboxila como CO2 . aumentando o conteúdo de energia livredos intermediários. O produto líquido são duas moléculas de ATP por molécula de glicose empregada.3 –bifosfoglicerato. Desta forma . Quando um tecido precisa funcionar anaerobicamente. A maior parte desta energia é conservada pela fosforilação acoplada de 4 moléculas de ADP para ATP. Nestas condições o piruvato é reduzido a lactato. . A terceira rota principal do metabolismo do piruvato leva ao etanol. Certos tecidos e tipos celulares ( retina. o gliceraldeído-3.3-difosfoglicerato. A enzima gliceraldeido -3 P -desidrogenase é inibida pela adição de iodoacetato ou pela falta de NAD+ livre para o processo.fosfato. O iodoacetato se liga ao grupo SH de um resíduo essencial de cisteina no sítio ativo da enzima . não é o produto final na obtenção de energia. indo a primeira desde a glicose até gliceraldeído-3-fosfato e diidroxicetona fosfato. dando assim a cada um dos intermediários da glicólise uma carga negativa.1. Nos organismos aeróbicos ou tecidos sob condições aeróbicas. Descreva duas maneiras de inibir a enzima gliceraldeiddo. para liberar o grupo acetila da Acetil-coenzima A. O ganho energético provém da fase de pagamento da glicólise. 2. Cada molécula de gliceraldeído-3-fosfato é oxidada e fosforilada por fosfato inorgânico para formar 1. a glicólise constitui apenas um primeiro estágio da degradação completa da glicose. uma vez queque duas moléculas de ATP são investidas na fase de preparação da glicólise. chamada fase preparatória. formando H2O. Os elétrons são dessas oxidações são passados para o O2 de transportadores na mitocôndria. Praticamente todas as enzimas glicolíticas requerem Mg2+ para atividade. Qual a provável importância dos grupos fosfatos em todos os intermediários da glicólise? a) Os grupos fosfatos são ionizados em pH 7. impede a transformação catalítica do gliceraldeido 3 -fostato em 1. A energia liberada nas reações de transferências de elétrons permite a síntese de ATP nas mitocôndrias. chamada fase de pagamento da glicólise. Como a membrana plasmáticaé impermeável às moléculas que exibem cargas elétrivas. em um processo chamado de Fermentação alcoólica.3-difosfoglicerato e fosfenolpiruvato). doam grupos fosfato ao ADP para formar o ATP. e as cadeias carbônicas de todas a hexoses metabolizadas são convertidas em um produto comum. o piruvato não pode ser oxidado por falta de oxigênio. cérebro. c)A ligação de grupos fosfato aos sítios ativos das enzimas fornece energia de ligação que contribui para baixar a energia de ativação e aumentara especificidade das reações catalizadas enzimaticamente. os intermediários fosforilados não podem se difundir para fora da célula. Cite quais as três rotas alternativas da degradação deste produto(piruvato). 1. ATP e dos intermediários glicolíticos formam complexos com Mg2+ e os sítios de ligação dos substratos de muitas enzimas glicolíticas são específicos para estes complexos de Mg2+. O lactato é também o produto da glicólise sob condições anaeróbicas nos microrganismos que realizam a fermentação láctica. Dividindo-se a glicólise em duas partes.fosfato desidrogenase e explique o acúmulo das fosfato da via glicolítica. fermentação do etanol ou. Faça um balanço energético (a nível de ATP) comparando as duas fases. Em alguns tecidos vegetais e em certos invertebrados e microrganismos como a levedura da fabricação da cerveja.

é primeiro fosforilada pelo ATP em C-1 . A continuação da degradação pode ocorrer apenas depois da ação de uma ‘enzima de desramificação ’ ou oligo (  1  6 ) para (  1  4 ) glicanotransferase . que catalisa as duas reações sucessivas que removem as ramificações. que ocorre durante a mobilização intracelular do glicogênio armazenado . Na maioria dos organismos várias hexoses diferentes da glicose podem sofrer a glicólise. para produzir a mesma quantidade de ATP . até que seja atingido num ponto distante quatro resíduos de uma ramificação ( 1 6 ) . Louis Pasteur em seus estudos sobre a fermentação da glicose por leveduras . onde o 1. a gliceraldeido 3fosfato desidrogenase com a 3-fosfogliceratoquinase .porque a quebra das hexoses gerando dois compostos de três carbonos (diidroxicetona P e gliceraldido-3-P) é um processo envolvendo  G  ’ = 23. A formação G-3P a partir de DHAP também é desfavorecida por  G ’ = 7. Então . Para que a enzima possa ser reutilizada. 6. e quebra a ligação ( 1 6 ) do ultimo resíduo de  -D-glicose que é fosforilado em glicose1-fosfato.3bifosfoglicerato ) seja transmitido da superfície da desidrogenase para a superfície da quinase de maneira mais rápida do que no ambiente aquoso ( o que ocorre na ausência da quinase ) . na ausência de NAD+ livre o processo não ocorre. A fosforilase do glicogênio catalisa a reação em que uma ligação glicosídica ( 1 4 ) . o produto final das reações de fosdorilase de glicogênio e do amido . sofre o ataque por fosfato inorgânico .3bifosfoglicerato se difunde até a quinase . após suas respectivas conversões para um derivado fosforilado. No ambiente aquoso. a fosforilase do amido ) e a fosfoglicomutase.6 bifosfato . é convertida em glicose6-fosfato pela fosfoglicomutase. OBS: Esta reação de fosforólise . removendo o resíduo terminal de glicose como  -D-glicose-1-fosfato. Comente sobre a canalização de um substrato entre duas enzimas na via glicolítica. como a frutose 1. o NADH ligado a enzima é reoxidado pelo NAD+ livre. reunindo dois resíduos de glicose no glicogênio. é diferente da hidrólise das ligações glicosídicas pela amilase . Aqui cessa a ação da fosforilase do glicogênio ou do amido. Justifique com base bioquímica o efeito Pasteur. é o responsável pela oxidação (captação de hidrogênio ) do intermediário enzima-substrato . Portanto . 5. é necessário consumir perto de 18 vezes mais glicose em condições anaeróbicas do que em aeróbicas . através da enzima galactoquimase: GALACTOSE + ATP GALACTOSE-1-FOSFATO + ADP . O rendimento em ATP da glicólise sob condições anaeróbicas ( 2 ATP por molécula de glicose ) é muito menor do que o obtido na oxidação completa da glicose até CO sob condições aeróbicas ( 36 ou 38 ATP por molécula de glicose ) . 7. A combinação das enzimas permite que o intermediário ( 1. descobriu que o consumo da glicose um condições anaeróbicas eram muitas vazes maior do que sob condições aeróbicas. Como exemplo temos a D-galactose.O NAD+ .3 bifosfoglicerato .5 kJ/mol. presente no sítio ativo da enzima. A glicose-1-fosfato . A inativação da enzima gliceraldeido-3 P-desidrogenase permitiria o acúmulo de gliceraldeido –3-fosfato por interromper a sua conversão em 1. Estudos físicos mostram que as duas enzimas podem formar um complexo estável . sendo convertido a NADH . A fosforilase do glicogênio ( ou fosforilase do amido ) age repetitivamente nas extremidades não redutoras das ramificações do glicogênio ( ou da amilopectina ) . Como o glicogênio e o amido são degradados? As unidades de glicose dos ramos externos de molécula do glicogênio e do amido ganham entrada na via glicolítica através da ação seqüencial de duas enzimas: a fosforilase do glicogênio ( ou da sua similar nos vegetais. transfere três resíduos de  -D-glicose que estão ligados por ligações ( 1 4 ) para a cadeia principal . isto é . aonde são fosforilados pela fosforilase do glicogênio em glicose-1-fosfato. A conversão do gliceraldeido 3-fosfato na via glicolítica envolve duas enzimas combinadas. que catalisam a conversão em dois passos . derivada por hidrólise do dissacarídio lactose ( açúcar do leite ) . como é necessário para haver canalização do substrato entre elas. O que se verifica é o acúmulo de hexoses fosfatadas . a velocidade da primeira etapa é maior do que o processo total com enzima conjugada. que então entra na glicólise. Outros monossacarídios podem entrar na via glicolítica . que ocorre durante a degradação intestinal do amido ou do glicogênio 8. como é feito esse processo? Cite um exemplo.8KJ/mol .

A fosforilase B . e uma forma quase sempre inativa. deslocando o equilíbrio na direção de formação da espécie ativa da fosforilase do glicogênio. A fosforilase B é estruturalmente idêntica . porém não no músculo . A fosforilase A consiste de duas subunidades idênticas. o qual é necessário para contração muscular. que não é estimulada pelo AMP . a glicose-1-fosfato . A atividade da fosforilase B reflete assim a relação entre as concentrações de AMP e ATP. que é inativada porque o ATP está presente em concentração muito maior que a do AMP. o qual aumenta em concentração no músculo durante a quebra do ATP que acompanha a contração. O glicogênio hepático serve como um reservatório e libera glicose no sangue quando a glicose sangüínea tem seus níveis abaixo de normal ( 4 a 5 mM ) . menos ativa . é também um ativador alostérico da fosforilase B quinase. que será lançada na via glicolítica. é .Entretanto . A fosforilase A . A estimulação de fosforilase B pelo AMP pode ser impedida por altas concentrações de ATP . muito mais rápida . no seu epímero em C-4 . a liberação de epinefrina cessa. Então . A ligação da epinefrina ao seu receptor específico na membrana plasmática de uma célula muscular ativa a fosforilase B quinase e inativa a fosforolase A fosfatase . em última instância . que é ajustada pela ação de alguns hormônios . a fosforilase B quinase reverte para sua forma original de baixa atividade e a relação de fosforilase A e fosforilase B retorna aquela que era no músculo em repouso. O cálcio . A epinefrina é um sinal para o músculo esquelético acionar o processo que leva à produção de ATP . A glicose –1-fosfato formada pela fosforilase do fígado é convertida (como no músculo ) em glicose-6-fosfato pela ação da fosfoglicomutase. A fosforilase do glicogênio é ativada para fornecer glicose-1-fosfato . suas propriedades reguladoras são ligeiramente diferentes daquelas da enzima muscular . A fosforilase A é convertida na fosforilase B . é ativada pelo seu efetor alostérico AMP . também ela é um dímero de subunidades idênticas e a fosforilação e desfosforilaçao na serina 14 interconverte as formas B e A . Os hormônios . a fosforilase do glicogênio ocorre em duas formas: uma forma cataliticamente ativa.A galactose-1-fosfato é convertida. em cada uma dessas subunidades um resíduo de serina na posição 14 está fosforilado . a glicose-6-fosfatase . ele também acelera a conversão da fosforilase B para a fosforilase A . No músculo esquelético ainda há um terceiro ripo de controle da fosforilase do glicogênio . como a epinefrina . 9. e a fosforilase B como a forma dependente de AMP. que bloqueia o sítio de ligação do AMP. catalisada por uma enzima denominada fosforilase A fosfatase . A velocidade da quebra do glicogênio no músculo depende parcialmente do valor da relação entre fosforilase A ( ativa ) e fosforilase B ( menos ativa ) . A fosforilase B é reconvertida em fosforilase A pela enzima fosforilase b quinase . a fosforilase A. a glicose livre produzida do glicogênio no fígado por essas reações é liberada na corrente sangüínea e transportada aos tecidos que a requerem como combustível. a fosforilase B . No músculo em repouso aproximadamente toda fosforilase está na forma B . FÍGADO: A fosforilase do glicogênio do fígado é semelhante àquela do músculo. Superposta ao controle hormonal está a regulação alostérica . exceto pela não-fosforilação dos resíduos de serina 14 .uma enzima presente no fígado . refletindo o papel diferente da quebra do glicogênio no fígado. regulam a inter-conversão da fosforilase A e B pela regulação da fosforilase A fosfatase e fosforilase B quinase. A epinefrina é liberada no sangue pela glândula adrenal quando um animal é subitamente confrontado por uma situação que requer atividade muscular vigorosa. da fosforilase B do glicogênio pelo ATP e AMP. A atividade muscular vigorosa aumenta a relação AMP-ATP . mais ativa. que catalisa a transferência do fosfato do ATP para a serima 14. a forma relativamente inativa . remove o fosfato da hexose: GLICOSE-6-FOSFATO + H2O GLICOSE + Pi Quando o nível de glicose sangüínea está baixo . Quando a emergência termina . às vezes . o sinalizador intracelular da contração muscular. por desfosforilação . por um conjunto de reações nas quais a uridina difosfato ( UDP ) funciona de forma semelhante a uma coenzima como transportadora de moléculas de hexoses. referida como a forma AMP independente . muito rapidamente ativando por meios alostéricos a fosforilase B . então . Como é regulada a fosforilase do glicogênio no músculo e no fígado? MUSCULO: No músculo esquelético. . Quando um aumento transitório do Ca2+ intracelular dispara a contração muscular . a última predomina no músculo em repouso.

a diidroxiacetona-fostato e o gliceraldeído-3-fosfato. . mas neste caso o regulador alostérico não é o AMP . Alguns tecidos vegetais obtêm a maior parte de sua energia da glicólise. O processo da glicólise difere de uma espécie para outra apenas em detalhes de sua regulação e no destino subsequente do piruvato formado. Note que duas moléculas de ATP precisam ser investidas para ativar. a qual é novamente fosforilada. É a via através da qual. a frutose-1. para liberar D-frutose1. está sobre controle hormonal. é a principal ou mesmo a única fonte de energia metabólica. a velocidade de liberação da glicose no sangue. pois. um éster intramolecular . uma reação que gera a segunda molécula de NADPH. No passo seguinte . uma cascata de eventos essencialmente similares àquela do músculo resulta na conversão da fosforilase B em fosforilase A . O ATP é o doador de fosfato nas duas fosforilações.A fosforilase do glicogênio do fígado . a glicose. A fosforilase do glicogênio do fígado como àquela do músculo está sujeita à regulação alostérica. exceto quando quisermos enfatizar a estereoquímica). omitiremos a designação D. Este é o passo em que ocorre a quebra ("lisys") que dá nome ao processo. o gliceraldeído-3-fosfato. diminuindo a quebra do glicogênio sempre que o nível de glicose no sangue está alto. parte da energia livre da glicose é conservada na forma de ATP. A diidroxiacetona-fosfato é isomerizada em uma segunda molécula de gliceraldeído-3-fosfato e com isso termina a primeira fase da glicólise. haverá. quando a glicose sangüínea tem sua concentração rebaixada para níveis menores que o normal . A D-glicose-6-fosfato assim formada é convertida em frutose-6-fosfato. para formar 6-fosfoglicono- -lactona . o 6-fosfogliconato sofre desidrogenação e descarboxilação pela 6-fosfogliconato desidrogenase para formar a cetopentose D-ribulose-5fosfato . Resumindo: na fase preparatória da glicólise. na maioria das células. ocorre o maior fluxo de carbono. Quando o glucagon liga-se ao seu receptor na membrana plasmática de um hepatócito . desta vez em C-1. cada uma com três átomos de carbono. Em certos tecidos e tipos celulares de mamíferos. Durante as reações seqüenciais. a glicose é inicialmente fosforilada no grupo hidroxila em C-6 (carbono 6). O NADP+ é o receptor de elétrons e o equilíbrio final está muito deslocado na direção da formação do NADPH . Quando a concentração de glicose no sangue aumenta . estudadas e tiveram suas estruturas tridimensionais determinadas a partir de estudos cristalográficos com raios-X. A glicólise é uma via central e quase universal do catabolismo da glicose. Os princípios termodinâmicos e os tipos de mecanismos reguladores glicolíticos são encontrados em todas as vias do metabolismo celular. a fosforilase A do glicogênio age como um sensor do fígado. A fosfopentose isomerase converte então a ribulose5-fosfato no seu isômero aldose a D-RIBOSE-5-FOSFATO. a partir da glicólise. A glicose tem seis átomos de carbono e sua divisão em duas moléculas de piruvato. uma molécula de glicose é degradada em uma série de reações catalisadas por enzimas para liberar duas moléculas de piruvato. aumentando a velocidade de quebra do glicogênio e acelerando . GLICOSE-6-FOSFATO + 2NADP+ + H2O RIBOSE-5-FOSFATO + CO2 + 2NADPH + 2H+ O resultado líquido é a produção de NADPH para as reações de redução biossintética e a produção de ribose-5fosfato como precursora para a síntese de nucleotídeos. Na glicólise. todas as enzimas da glicólise de muitos organismos. que é hidrolizado para a forma ácida livre 6-fosfogliconato por uma lactonase específica . Desta maneira . A seguir. 10 .6-difosfato (Como todos os derivados dos açúcares que ocorrem na via glicolítica são isômeros D.6-difosfato é quebrada para liberar duas moléculas com três carbonos cada. O glucagon é um hormônio produzido pelo pâncreas . atualmente. como aquela do músculo . já foram cuidadosamente purificadas. Como se da a produção de D-ribose-5-fosfato através da via das pentoses fosfato (via secundária de oxidação da glicose ) ? A primeira reação da via das pentoses fosfato é a desidrogenação enzimática da glicose-6-fosfato pela glicose-6fosfato desidrogenase .Conceitue glicólise e descreva sucintamente sobre suas fases. ou iniciar. mas a glicose. muitos microrganismos anaeróbicos são inteiramente dependentes desta via. a glicose entra no hepatócito e liga-se ao sítio regulador da fosforilase A do glicogênio . Aliás. um retorno positivo para este investimento. aumentando o conteúdo de energia livre dos intermediários e fazendo com que as cadeias carbônicas de todas as hexoses metabolizadas sejam convertidas em um produto comum. CAPÍTULO 14: GLICÓLISE E O METABOLISMO DAS HEXOSES 1. ocorre em uma seqüência de 10 passos e os cinco primeiros constituem a fase preparatória. a energia do ATP é investida. provocando uma mudança conformacional que expõe os de serina 14 fosforilado à desfosforilação provocado pila fosforilase A fosfatase. Nessas reações. a molécula de glicose para a sua quebra em duas partes com três carbonos.

como o tecido muscular esquelético em contração vigorosa. 2. em uma cetose. a despeito da grande diferença entre as concentrações intra e extra-celulares desses compostos. tais como a glicose-6-fosfato. os grupos fosfato são componentes essenciais na conservação enzimática da energia metabólica. Em alguns tecidos vegetais e em certos invertebrados e microrganismos como a levedura da fabricação de cerveja. Além disso. ou do etanol ou do álcool. A liberação de energia ocorre quando as duas moléculas de 1.3-difosfoglicerato e fosfoenolpiruvato) doam grupos fosfato ao ADP para formar ATP. 4. A energia liberada na quebra de ligações anidras do ácido fosfórico (como aquelas no ATP) é parcialmente conservada na formação de ésteres de fosfato. A terceira rota principal do metabolismo do piruvato leva ao etanol. A segunda rota para o metabolismo do piruvato é a sua redução a lactato através da chamada via da fermentação do ácido lático. Quais as enzimas que participam da glicólise? A reação irreversível que transforma a glicose em glicose-6-fosfato é catalisada pela hexoquinase. e 3) Transferência de átomos de hidrogênio ou elétrons para o NAD+. cérebro. A enzima fosfoexoisomerase catalisa a isomerização reversível de uma aldose. o piruvato é reduzido a lactato. o piruvato não pode ser oxidado por falta de O2. Nas reações seqüenciais da glicólise três tipos de transformações são particularmente notáveis: 1) Degradação do esqueleto carbônico da glicose para produzir piruvato.Sabendo-se que todos os intermediários da glicólise compreendidos entre a glicose e o piruvato são fosforilados. Os elétrons originados dessas oxidações são passados para o O2 através de uma cadeia de transportadores na mitocôndria. 3. os intermediários fosforilados não podem se difundir para fora da célula. a qual é então totalmente oxidada a CO2 pelo ciclo do ácido cítrico (ciclo de Krebs). ATP e dos intermediários glicolíticos formam complexos com Mg2+ e os sítios de ligação dos substratos de muitas enzimas glicolíticas são específicos para estes complexos de Mg2+. eritrócitos) convertem a glicose a lactato mesmo em condições aeróbicas. A maior parte dessa energia é conservada pela fosforilação acoplada de quatro moléculas de ADP para ATP. Os grupos fosfatos do ADP. porque o verdadeiro substrato da enzima não é o ATP-4. O piruvato é oxidado com perda de seu grupo carboxila como CO2 para liberar o grupo acetila da Acetil-coenzima A (Acetil-CoA). Tal enzima também requer Mg2+ e é específica para as duas hexoses. mas sim o complexo MgATP-2. assim. formando H2O. O produto líquido são duas moléculas de ATP por molécula de glicose empregada. cite a importância dos grupos fosfatos. Praticamente todas as enzimas glicolíticas requerem Mg2+ para terem atividade. Os grupos fosfatos são ionizados em pH 7. o piruvato é convertido anaerobicamente em etanol e CO2.3-difosfoglicerato. ela requer Mg2+. A energia também é conservada na fase de pagamento na formação de duas moléculas de NADH por molécula de glicose. Certos tecidos e tipos celulares (retina. A energia liberada nas reações de transferência de elétrons permite a síntese de ATP nas mitocôndrias. a cada um dos intermediários.Quais são as três rotas catabólicas alternativas que o piruvato formado pela glicólise pode seguir? Nos organismos aeróbicos ou tecidos sob condições aeróbicas. . 2) Fosforilação de ADP a ATP pelos compostos de fosfato de alta energia formados durante a glicólise. A ligação dos grupos fosfato são aos sítios ativos das enzimas fornece energia de ligação que contribui para baixar a energia de ativação e aumentar a especificidade das reações catalisadas enzimaticamente. a frutose-6-fosfato. Quando um tecido precisa funcionar anaerobicamente. a célula não precisa mais gastar energia para reter tais intermediários. O destino do produto (piruvato) depende do tipo de célula e das circunstâncias metabólicas. uma vez que houve investimento de 2 ATP na fase preparatória da glicose. Para ser ativada. Cada molécula de gliceraldeído-3-fosfato é oxidada e fosforilada por fosfato inorgânico (não pelo ATP) para formar 1. uma carga negativa. Depois da fosforilação inicial. Nestas condições.O ganho energético provém da fase de pagamento da glicólise. Como a membrana plasmática é impermeável às moléculas carregadas. O lactado é também o produto da glicólise sob condições anaeróbicas nos microrganismos que realizam a fermentação láctica.3-difosfoglicerato são convertidas em duas moléculas de piruvato. dando. a glicólise constitui apenas um primeiro estágio da degradação completa da glicose. Os compostos fosforilados de alta energia formados na glicólise (1. formando NADH. no processo chamado fermentação alcoólica. a glicose-6-fosfato.

6-difosfato é quebrada para liberar duas trioses fosfato diferentes. A continuação da degradação pode ocorrer apenas depois da ação de uma "enzima de desramificação" ou  (1 6) para ( 1 4) glicanotransferase. até que seja atingido um ponto distante quatro resíduos de uma ramificação ( 1 6). induzindo ainda mais o fluxo da glicose através da glicólise. sofre ataque por fosfato inorgânico. formando ATP e 3-fosfoglicerato. que catalisa as duas reações sucessivas que removem as ramificações. na célula. 6. Embora a reação da aldolase tenha uma variação da energia livre padrão fortemente positiva na direção da divisão da hexose.6-difosfato. ela pode ocorrer nas duas direções. parte da energia da ligação glicosídica é preservada na formação do éster fosfórico. A reação é essencialmente irreversível nas condições celulares. A conversão do gliceraldeído-3-fosfato na via glicolítica envolve duas enzimas combinadas. O primeiro passo da fase de pagamento da glicólise é a conversão do gliceraldeído-3-fosfato em 1. diminuindo sua afinidade pelo substrato. um intermediário chave na oxidação aeróbica do piruvato também age como regulador alostérico da PFK-1.6-difosfato aldolase catalisa a condensação reversível de grupos aldol. que ativa fortemente a enzima. As unidades de glicose dos ramos externos da molécula de glicogênio e do amido ganham entrada na via glicolítica através da ação seqüencial de duas enzimas: a fosforilase do glicogênio e a fosfoglicomutase. os compostos sofrem oxidação e a coenzima NAD+ é que recebe o íon hidreto (:H-) transformando-se em sua forma reduzida NADH. O piridoxal fosfato é um cofator essencial da reação da fosforilase do glicogênio. promovendo o ataque pelo Pi da ligação glicosídica. levando ao 2-fosfoglicerato. A fosforilase do glicogênio (ou fosforilase do amido) age repetidamente nas extremidades não redutoras das ramificações do glicogênio (ou da amilopectina). sendo este um composto muito energético. A enzima fosfogliceromutase catalisa a transferência reversível do grupo fosfato entre C-3 e C-2 do glicerato. Nessa fase. complexos multienzimáticos garantem uma passagem eficiente do produto de uma enzima para a próxima enzima na via. o fosfoenolpiruvato (PEP). glicose-1-fosfato. A frutose-1. A atividade da PFK-1 é aumentada sempre que o suprimento de ATP da célula torna-se baixo ou quando existe um excesso de produtos da hidrólise do ATP.O que é o processo de canalização e como ele ocorre na via glicolítica? Neste processo. O último passo da glicólise é a transferência do grupo fosfato do fosfoenolpiruvato para o ADP. que ocorre durante a mobilização intracelular do glicogênio armazenado.3difosfoglicerato. A enzima frutose-1. que catalisam a conversão em dois passos. Esta enzima é inibida sempre que a célula tem amplo suprimento de ATP e quando ela está bem suprida de outros combustíveis como os ácidos graxos.Explique como o glicogênio e o amido são degradados na fosforólise. catalisada pela gliceraldeído-3-fosfato desidrogenase. A enzima fosfogliceroquinase transfere o grupo fosfato de alta energia do grupo carboxila do 1. 5. Esta reação de fosforólise. a gliceraldeído-3-fosfato desidrogenase com a 3fosfogliceroquinase. O regulador alostérico mais significativo da PFK-1 é a frutose-2.3-difosfoglicerato para o ADP. convertendo-a em frutose-1. Altas concentrações de ATP a inibem alostericamente. o seu grupo fosfato age como um catalisador ácido geral. ADP e AMP. O íon Mg2+ é essencial nessa reação. A primeira catalisa a reação em que uma ligação glicosídica ( 1 4). para a qual este produto funciona como substrato. na fosforólise. Aqui cessa a ação da fosforilase do glicogênio (ou do amido).3-difosfoglicerato) seja transmitido da superfície da desidrogenase para a da quinase de maneira mais rápida do que o ambiente aquoso (o que ocorre na ausência da quinase). A enolase promove a remoção reversível de uma molécula de H2O do 2-fosfoglicerato para liberar fosfoenolpiruvato.A enzima fosfofrutoquinase-1 catalisa a transferência de um grupo fosfato do ATP para a frutose-6-fosfato. O citrato. o gliceraldeído-3-fosfato (aldose) e a diidroxiacetona-fosfato (cetose). . removendo o resíduo terminal da glicose como  -D-glicose-1-fosfato. Concentrações altas de citrato aumentam o efeito inibidor do ATP. é diferente da hidrólise das ligações glicosídicas pela amilase. catalisada pela piruvato quinase. particularmente este último. que ocorre durante a degradação intestinal do amido ou do glicogênio. A diidroxiacetona-fosfato é rápida e reversivelmente convertida em gliceraldeído-3-fosfato pela enzima triose fosfato isomerase. que une dois resíduos de glicose no glicogênio. A combinação das enzimas permite que o intermediário (1.6-difosfato.

Esta é um sinal para o músculo esquelético acionar o processo que produz ATP. que é um ativador alostérico da fosforilase b quinase. que é ajustada pela ação de alguns hormônios como a epinefrina. Desta maneira a fosforilase do glicogênio age como sensor do fígado. a glicose-6-fosfatase. Quando um aumento transitório do Ca2+ intracelular dispara a contração muscular. às vezes. A estimulação da fosforilase b pelo AMP pode ser impedida por altas concentrações de ATP. a fosforilase a. presente em muitas frutas na forma livre e formada pela hidrólise da sacarose no intestino delgado. produzindo e exportando glicose quando outros tecidos precisam dela. A última é convertida em gliceraldeído-3-fosfato pela triose fosfato isomerase. A velocidade da quebra do glicogênio no músculo depende parcialmente do valor da relação entre fosforilase a e fosforilase b. A fosforilase do glicogênio do fígado esta sobre controle hormonal. os dois produtos da hidrólise da frutose entram na via glicolítica. que degrada o glicogênio em glicose-1-fosfato. que entra. na glicólise. e o gliceraldeído é fosforilado pelo ATP a gliceraldeído-3-fosfato. a fosforilase b. e a fosforilase b como a forma dependente do AMP. e a velocidade dela aumenta quando o músculo demanda mais ATP por contrair-se mais vigorosamente ou mais freqüentemente. A fosforilase do glicogênio é ativada para produzir glicose-1-fosfato que será lançada na via glicolítica. como a D-frutose. Quando a concentração de glicose no sangue aumenta. entretanto. O glicogênio hepático serve como reservatório e libera glicose no sangue quando a glicose sangüínea tem seus níveis abaixo do normal.Como é feita a regulação do metabolismo no músculo e no fígado pela fosforilase do glicogênio? No músculo. mas em C-1. A fosforilase b é ativada pelo seu efetor alostérico AMP. Esse hormônio desencadeia uma serie de eventos que resulta na conversão da fosforilase b em fosforilase a . remove o fosfato da hexose. A gliconeogênese emprega a maior parte das mesmas enzimas que agem na glicólise. são reguladas de forma coordenada? Gliconeogênese é um processo no qual muitos organismos podem sintetizar glicose a partir de precursores simples como o piruvato e o lactato. Assim. Três reações da glicólise são tão exergônicas que são essencialmente irreversíveis: são aquelas catalisadas hexoquinase. uma enzima presente no fígado. 8. o qual aumenta em concentração no músculo durante a quebra do ATP na contração.A glicose-1-fosfato. ele também acelera a conversão da fosforilase b para fosforilase a. a glicose entra nos hepatócitos e liga-se ao sitio regulador da fosforilase a do glicogênio que leva a desfosforilação provocada pela fosforilase fosfatase. a frutose entra na glicólise por uma via diferente. temos a D-galactose e a D-manose. 9. serve para manter um nível constante de glicose no sangue. o sinalizador intracelular da concentração da contração muscular. Então. da fosforilase b do glicogênio pelo ATP e AMP. Várias outras hexoses. é convertida em glicose-6fosfato pela fosfoglicoisomerase. Superposta ao controle hormonal está a regulação alostérica. aumentando a velocidade de quebra de glicogênio e acelerando a velocidade de liberação da glicose no sangue. o produto final das reações da fosforilase do glicogênio e do amido. diminuindo a quebra do glicogênio sempre que o nível de glicose no sangue esta alto. A gliconeogênese emprega desvios ao redor de . A fosforilase do glicogênio esta sujeita a regulação alostérica não pelo AMP. como o glucagon. A fosforilase do fígado é semelhante à do músculo. a finalidade da glicólise é a produção de ATP. mas pela glicose. A fosforilase do glicogênio no músculo esquelético é também controlada pelo cálcio. Esta é quebrada dando gliceraldeído e diidroxiacetona-fosfato. e uma forma quase sempre inativa. Esta é uma via importante nos músculos e rins dos vertebrados. No fígado. fosfotrutoquinase-1 e piruvato quinase. referido como forma AMP independente. No músculo esquelético. a mobilização do glicogênio armazenado para fornecer energia para a glicólise é realizada pela fosforilase do glicogênio. Nos miócitos.O que é gliconeogênese e como esta. mais ativa. que é produzido pelo pâncreas quando a glicose sangüínea tem sua concentração rebaixada para nível menores que o normal. a fosforilase do glicogênio ocorre em duas formas: uma forma catabolicamente ativa.Explique como a D-frutose pode entrar na via glicolítica. o qual é necessário à contração muscular. a glicose livre produzida do glicogênio do fígado é liberada na corrente sangüínea e transportada aos tecidos que a requerem como combustível. como exemplo. então. porém não no músculo. suas propriedades reguladoras são ligeiramente diferentes. muito mais rápida. e importando e armazenando glicose quando é fornecida em excesso pelos alimentos ingeridos na dieta. Quando o nível de glicose esta baixo no sangue. No fígado. A D-frutose. juntamente com a glicólise. Sete das reações glicolíticas são livremente reversíveis e as enzimas que catalisam cada uma das reações também funcionam na gliconeogênese. A enzima hepática frutoquinase catalisa a fosforilação da frutose não em C-6. Este processo ocorre primariamente no fígado e seu papel é fornecer glicose para ser exportada para outros tecidos quando as outras fontes de glicose são exauridas. mas ela não é simplesmente o reverso desta via. que bloqueia o sítio de ligação do AMP e. dando frutose-1-fosfato. A glicose-1-fosfato formada pela fosforilase do fígado é convertida em glicose-6-fosfato pela ação da fosfoglicomutase. também entram na glicólise após serem fosforiladas. que predomina no músculo em repouso. pode ser fosforilada pela hexoquinase originando frutose-6-fosfato. 7.

Para prevenir o aparecimento de ciclos fúteis nos quais a glicose é simultaneamente degradada pela glicólise e ressintetizada pela gliconeogênese.Explique as etapas do ciclo do ácido cítrico. também inibe a FDPase-1.6-difosfatase (FDP-1). Este complexo assemelha-se muito. uma reação catalisada pela citrato sintase. O ciclo de Krebs inicia-se com a condensação da acetil CoA e oxalato para formar o citrato. produzindo NADPH e pentoses-fosfato. 10. como a via das pentoses-fosfato. as enzimas que são exclusivas para cada uma das vias são reguladas de maneira recíproca por efetores alostéricos comuns. portanto. Esta reação é um exemplo de fosforilação a nível do substrato. da glicólise. o qual oxida enzimaticamente até CO2 . 2. até O2 . ao complexo da piruvato desidrogenase. o qual eles reduzem para formar H2O . o NAD+ serve como receptor de elétrons.Quais a vias que a glicose pode seguir. através do processo chamado de fosforilação oxidativa. FAD. a conversão da frutose-1. No primeiro estágio. glicose. conhecida como cadeia respiratória. com redução de NAD+ . em estrutura e em função. Explique resumidamente cada um deles. e assim diminui a gliconeogênese. O rompimento da ligação tioéster do succinil-CoA libera energia que é utlizada para a síntese de uma ligação anidrido fosfórico no ATP ou no GTP. através da formação intermediária do cis-aconitato. esses cofatores são oxidados desfazendo-se de prótons e elétrons. A energia liberada pela oxidação é conservada nos transportadores de elétrons reduzidos. além da glicólise? A glicose tem outros destinos catabólicos. na gliconeogênese. O glucagon. A glicuromização converte certas toxinas não polares em derivados polares que podem ser excretados pelos rins. A succinil-CoA sintetase catalisa a transformação de succinil-CoA a succinato. diminui o nível de frutose-2. um ativador potente da PFK-1 do fígado e. No terceiro estágio da respiração. O fumarato é hidratado a malato pela enzima estereospecífica fumarase. as moléculas dos combustíveis orgânicos. baixando o consumo de glicose pela glicólise e estimulando a produção de glicose para exportação pela gliconeogênese. Os elétrons são conduzidos ao longo de uma cadeia de moléculas transportadoras de elétrons.6-difosfato no fígado. A isocitrato desidrogenase catalisa a descarboxilação oxidativa onde o a-cetoglutarato.6-difosfato. A frutose-2. Outras vias oxidativas transformam a glicose em ácido glicurônico e ácido ascórbico. O citrato é isomerizado a isocitrato pela enzima aconitase.A respiração celular compreende três estágios principais. que resulta na oxidação e descorboxilação na posição C-1 da glicose. No segundo estágio. o NADPH fornece poder redutor para as reações de biossíntese e as pentoses-fosfato são componentes essenciais dos nucleotídeos e ácidos nucléicos. é reduzido a FADH2 .cada uma dessas reações irreversíveis.6-difosfato para frutose-6-fosfato é catalisada pela frutose-1. NADH e FADH2 . A succinato desidrogenase é a única enzima do ciclo do ácido cítrico que é ligada à membrana. Capítulo 15 O CICLO DO CIDO CÍTRICO 1. Durante este processo de transferência de elétrons uma grande quantidade de energia é liberada e consumida na forma de ATP. Segue-se outra descarboxilação oxidativa onde o com redução a-cetoglutarato é convertido em succinil-CoA e CO2 pela ação do complexo da a-cetoglutarato desidrogenase. cujo o grupo prostético. são oxidados para liberar fragmentos de dois átomos de carbono na forma de um grupo acetila do acetilcoenzima A (acetil-CoA). esses grupos acetila são introduzidos no ciclo do ácido cítrico. O succinato é oxidato a fumarato pela flavoproteína succinato desidrogenase. Por exemplo. ácidos graxos e alguns aminoácidos. A . hormônio que sinaliza baixo nível de açúcar.

particularmente a-cetoglutarato e oxalacetato. 5. ácidos graxos e aminoácidos mas. 4. O complexo do piruvato desidrogenase é inibido alostericamente por valores altos de relações [ ATP] / [ADP] . Dê um exemplo. Através do aspartato e do glutamato os carbonos do oxalato e do a-cetoglutarato são empregados para a síntese de outros aminoácidos.Que papel desempanha a vitamina Biontina? A biontina desempenha um papel chave em muitas reações de carboxilação. respectivamente e a partir deles são sintetizados por simples transaminação. Uma reação anaplerótica importante nos tecidos animais é a carboxilação reversível do piruvato por CO2 . também fornece precursores para muitas vias biossintéticas. 6. podem ser removidos do mesmo para servirem como precursores de aminoácidos. fica evidente que este ciclo desempenha um papel crítico claramente diferente da sua função no metabolismo de liberação de energia. certos intermediários do ciclo do ácido cítrico. Os grupos carboxíla são ligados à biontina no grupo ureído no interior do sistema em anel de biontina. 3. que servem como transportadores de oxigênio.Quais os fatores que regulam a velocidade do fluxo de metabólitos no ciclo do ácido cítrico? . principalmente o tetraidrofosfato e a S-adenosilmetionina). Funcionando não apenas no catabolismo oxidativo de carboidratos. A diminuição destes valores resulta em ativação alostérica de oxidação do piruvato. Discuta esta afirmação. o ciclo do ácido cítrico é uma via anfibólica. isto é ela serve tanto a processos catabólicos quanto anabólicos).Explique em que se consiste uma reação anaplerótica. Através da ação de muitas anzimas auxiliares importantes. Esta vitamina é transportador especializado de grupos com átomos de carbono na sua forma oxidada: CO2 ( a tranferencia de grupos de um carbono em formas mais reduzidas é medida por outros cofatores.Sabe-se que nos organismos aeróbicos. reduzindo NAD+ e fechando o ciclo.Como é feita a regulação do fluxo de metabólitos através do ciclo do ácido cítrico? A regulação se inicia com o piruvato atravessa o ciclo do ácido cítrico. [ NADH] / [NAD+] e [ Acetil-CoA] / [CoA] . para formar oxalato. o piruvato é descarboxilado para produzir mais oxalato. 7. Quando o ciclo do ácido cítrico está deficiente em oxalacetato ou em qualquer outros intermediários. Dado o grande número de produtos biossintéticos derivados dos intermediários do ciclo do ácido do ácido cítrico. O aspartato e o glutamato têm os mesmos esqueletos carbonicos que o oxaloacetato e o a-cetoglutarato.malato desidrogenase oxida o malato a oxaloacetato. bem como dos nucleotídeos de purina e pirimidina. São reações que ocorrem para repor os intermediários do ciclo do ácido cítrico ao serem removidos para servirem de percursores biossintéticos para outras reações. como nos progenitores aeróbicos. O succinil-CoA é um intermediário central na síntese do anel de porfirina dos grupos heme. os valores de todas elas indicam um estado suficiente de liberação de energia metabólica.

Explique para que serve o acetato nestes organismos e quais as formas que podem operar algumas enzimas do ácido cítrico. O acetato pode servir tanto como combustível rico em energia quanto como uma fonte de fosfoenolpiruvato para a síntese de carboidratos. citrato e ATP também diminui a velocidade do ciclo por desacelerar as suas primeiras reações. onde ele reeentra no ciclo ácido cítico. O succinato retorna à mitocondria. que são a isocitrato liase e a malato sintetase. em certos invertebrados e alguns microrganismos como a E. No tecido muscular. antes que o vegetal em desenvolvimento adquira a capacidade de sintetizar a glicose por fotossíntese.Nos vegetais. glioxissomos e citosol. o qual pode ser exportado (via aspartato) para o glioxissomo. Algumas enzimas do ciclo do ácido cítrico operam de duas formas: A) elas podem funcionar no ciclo do ácido cítrico para oxidação do acetil-CoA até CO2. coli e a levedura possuem uma via. A formação do succinato. O acetil-CoA formado a partir de lipídios é convertido em malato através do ciclo do glioxalato e o malato serve como fonte de oxaloacetato (através da reação da malato desidrogenase) para gliconeogênese. oxaloacetato e outros intermediários do ciclo a partir do acetil-CoA. as enzimas do ciclo do glioxalato são sequestradas em organelas presas as membranas chamadas glioxissomos. 10. e este é rompido em glioxalato e succinato pela isocitrato liase. que entra no citosol e é oxidado (pela malato desidrogenase citosólica) em oxaloacetato. a via do glioxalato. O glioxalato formado no interior do glioxissomo combina com o acetil-CoA para formar malato. sendo transformado em oxaloacetato. o precursor da glicose na via da gliconeogênese.Nos vegetais. B) elas podem operar como parte de uma modificação especializada. ou pela depleção do NAD+ através de sua redução a NADH o que diminui a velocidade dos três passos oxidativos nos quais o NAD+ é cofator.A velocidade do fluxo através do ciclo do ácido cítrico pode ser limitada pela alta disponibilidade dos substratos acetil-CoA e oxalato. Entre esses compartimentos há um intercâmbio contínuo de intermediários. Os animais vertebrados não podem realizar a síntese l'iquida da glicose a partir de lipídios porque não possuem as enzimas específicas do ciclo do glioxalato. Quatro vias distintas participam dessas . A inibição retoativa pelo succinil-CoA. O citrato então formado é convertido em isocitrato pela aconitase. Explique como as plantas em germinação são capazes de passar para moléculas de glicose o carbono presente nos lipídios das sementes e porque os animais vertebrados não podem realizar a síntese líquida da glicose a partir de lipídios. Os glioxissomos não estão presentes em todos os tecidos da planta e em todos os momentos. O aspartato transporta os esqueletos carbônicos do oxaloacetato do ciclo do ácido cítrico (na mitocondria) para o glioxissomo onde ele condensa com o acetil-CoA derivado da quebra dos ácidos graxos. o ciclo do glioxalato. como ocorre na maioria dos tecidos. O ciclo do glioxalato permite a conversão líquida do acetato em oxaloacetato. de maneira a repor o ATP consumido pela atividade muscular. 9.Nas sementes em germinação as transformações enzimáticas dos ácidos di e tricarboxílicos ocorrem em três compartimentos intracelulares: mitocondrias. Ca2+ sinaliza o inicio da contração e estimula o metabolismo liberador de energia. Os glioxissomos se desenvolvem em sementes ricas em lipídios durante a germinação. 8.

Os elétrons retirados do succinato reduzem um FAD a FADH2.a primeira reação do ciclo é a condensação do acetil-CoA com o oxaloacetato para formar citrato. catalisado pela citrato sintase.o passo seguinte é outra descarboxilação oxidativa. c. O oxaloacetato e o a-cetoglutarato são. e. catalisa a oxidação do malato em oxaloacetato. pruduzindo uma molécula de GTP.o succinato formado apartir do succinil-CoA é oxidado a fumarato pela flavoproteína succinato desidrogenase. 3) Descreva as etapas do ciclo de krebs. a malato desidrogenase. respectivamente.na última reação do ciclo do ácido cítrico. os quatro passos de oxidação do ciclo fornecem um grande fluxo de elétrons para a cadeia respiratória e esta. Em outras circunstâncias os intermediários são retirados do ciclo para serem empregados como precursores em várias vias metabólicas.a enzima aconitase (uma hidratase) catalisa a transformação reversível do citrato em isocitrato. CO2 um NADH. quando são degradados os aminoácidos provenientes das proteínas da alimentação. b. o ciclo do glioxalato (nos glioxissomos). diminuindo a concentração de equilíbrio estacionário. No entanto.em seguida. Entretanto. eventualmente. ligada ao NAD.segue-se a conversão reversível do succinil-CoA em succinato catalisada pela succinil-CoA sintetase. pruduzidos de aspartato e glutamato. cada volta do ciclo produz apenas 1 molécula de ATP. f.conversões: A quebra dos ácidos graxos em acetil-CoA (nos glioxissomos). corresponde à síntese de duas moléculas de ATP para uma glicose metabolizada. nela o a-cetoglutarato é convertido em succinil-CoA e CO2 pela ação do complexo da o a-cetoglutarato desidrogenase. produzindo-se um NADH nesta fase. porque o isocitrato é rapidamente consumido no passo subsequente do ciclo. 5) O que é o malonato e como ele influencia o ciclo da ácido cítrico? Ele é um análogo do succinato. 6) É o ciclo do ácido cítrico que promove a oxidação completa dos carbonos da acetil-CoA. ocorre a hidratação reversível do fumarato em malato catalizada pela fumarase (fumarato hidratase). A energia liberada na glicólise. esta via é o centro do metabolismo intermediário. quando duas moléculas de piruvato são completamente oxidadas com a formação de seis moléculas de . que pode reiniciar o ciclo. d. 2) Qual a diferença fundamental ente a glicólise e o ciclo do ácido cítrico? A glicóllise ocorre através de uma sequência linear de passos catalisados enzimaticamente. leva à formação de um grande número de moléculas de ATP durante a fosforilação oxidativa. 4) Como se explica o deslocamento do ciclo em sentido da formação do isocitrato. Como se explica a alta eficiência no armazenamento de energia em moléculas de ATP provenientes desta oxidação? Embora o ciclo do ácido cítrico diretamente gere apenas uma molécula de ATP por volta (na conversão de succinilCoA a succinato). a.: cis-aconitato é um intermediário entre o citrato e o isocitrato) Embora a mistura em equilíbrio nas condições celulares contenha menos de 10% de isocitrato. A hidrólise do tioéster intermediário de alta energia faz com que a reação seja altamente exergônica neste sentido. g.no passo seguinte a isocitrato desidrogenase catalisa a descarboxilação oxidativa do isocitrato para formar o acetoglutarato. o ciclo do ácido cítrico ( na mitocondria) e a gliconeogenese (no citosol). já que a adição de água ao cis-aconitato pode ser feita tanto para a formação do citrato quanto do isocitrato? ( OBS. É um potente inibidor competitivo da succinato desidrogenase e por este motivo é um bloqueador do ciclo do ácido cítrico. por exemplo. Produtos finais de quatro e de cinco átomos de carbono de muitos processos catabólicos são introduzidos no ciclo para servirem de combustível. A energia de oxidação do a-cetoglutarato é conservada na formação da ligação tioéster do succinil-CoA. a reação é deslocada para a direita. h. o NAD+ serve como receptor de elétrons. enquato a sequência de reações do ciclo do ácido cítrico é cíclica. Capítulo 15 O Ciclo do cido Cítrico 1) Qual é a função do ciclo do ácido cítrico? O papel do ciclo do ácido cítrico não está confinado à oxidação do acetato.

ativam ambas as enzimas. os carbonos do oxaloacetato e o a-cetoglutarato são empregados para a síntese de outros aminoácidos. CAPÍTULO 16: A OXIDAÇÃO DOS ÁCIDOS GRAXOS . cada um deles pode se tornar o passo limitante da velocidade global . e quando [NADH] é grande. isocitrato desidrogenase e a-cetoglutarato desidrogenase. acumula-se sob determinadas condições. são obtidos 38 ATP por molécula de glicose metabolizada. De forma similar. Os íons cálcio . que nos músculos dos vertebrados dão sinal para contração e o aumento da demanda por ATP. enquanto o produto final. quando logo subsequentemente. assim como o complexo da piruvato desidrogenase. aqueles catalisados pela citrato sintase. Através da ação de muitas enzimas auxiliares importantes. inibição por acúmulos de produtos e inibição alostérica retroativas das primeiras enzimas da via pelos últimos intermediários. O NADH. a forma química através da qual o ciclo de krebs aceita a maior parte de seu combustível. O oxaloacetato pode ser convertido em glicose no processo da gliconeogênese. a reação da malato desidrogenase está essencialmente em equilíbrio na célula . isocitrato desidrogenase e a-cetoglutarato desidrogenase. que servem como transportadores de oxigênio (na hemoglobina e mioglobina) e de elétrons (nos citocromos). inibe ambas: a citrato sintase e a isocitrato desidrogenase. Em números redondos isto representa a conservação de 40% do máximo teórico disponível para a oxidação completa da glicose. bem como dos nucleotídeos de purina e pirimidina. as duas reações de desidrogenaçào são severamente inibidas pela lei da ação das massas. 8) Como o ciclo do ácido cítrico se mantém mesmo após a retirada de intermediários para a biossíntese anabólica? Esses intermediários podem ser fornecidos novamente por meio das reações anapleróticas permitindo a continuidade das reações. Sob determinadas circunstâncias. certos intermediários do ciclo do ácido cítrico. O aspartato e o glutamato têm o mesmo esqueleto carbônico que o oxloacetato e o a-cetoglutarato. mas. Três fatores governam a velocidade do fluxo através do ciclo: disponibilidade de substratos. um ativador alostérico desta enzima. podem ser removidos do mesmo para servirem com precursores de aminoácidos. e quando a relação [NADH]/[NAD+] torna-se grande. também fornece precursores para muitas vias biossintéticas. Brevemente as concentrações de substratos e intermediários do ciclo do ácido cítrico regulam o fluxo através desta via em uma velocidade que fornece concentrações ótimas de ATP e NADH. porém não complexa. carboidratos e ácidos graxos entram no ciclo de krebs? Os esqueletos carbônicos dos açúcares e ácidos graxos precisam ser degradados até o grupo acetila do acetil-CoA. A inibição da citrato sintase é aliviada pelo ADP. ATP. A disponibilidade de substratos para a citrato sintase varia com as condições metabólicas e algumas vezes limita a velocidade de formação do citrato. desacelerando o primeiro passo do ciclo: a succinil-CoA inibe a a-cetoglutarato desidrogenase (e também a citrato sintase). três passos são altamente exergônicos. a concentração de oxaloacetato é pequena. como nos progenitores anaeróbicos. o citrato bloqueia a citrato sintase. os elétrons respectivos são transferidos ao oxigênio através da cadeia respiratória. Muitos aminoácidos têm uma rota diferente sendo metabolicamente degradados em outros intermediários do ciclo. 10) Como os átomos de carbono provenientes de aminoácidos. de tal forma que as concentrações dos intermediários do ciclo do ácido cítrico permanecem quase que constantes. ácidos graxos e aminoácidos. 7) Porque o ciclo do ácido cítrico é uma via anfibólica? (Serve tanto para processos anabólicos quanto catabólicos) Ela não funciona apenas no metabolismo oxidativo de carboidratos. No ciclo. um produto do oxidação do citrato e do acetoglutarato. O succinil-CoA é um intermediário central na síntese do anel da porfirina dos grupos heme.CO2 nas reações catalisadas pelo complexo de piruvato desidrogenase e pelas enzimas do ciclo do ácido cítrico e. Mas em condições normais as reações pelas quais os intermediários do ciclo são retirados e aquelas através das quais eles são fornecidos estão em equilíbrio dinâmico. 9) Como se dá a regulação do ciclo da ácido cítrico? O fluxo de metabólitos através do ciclo do ácido cítrico está sob regulação estrita. Através do aspartato e do glutamato . particularmente a-cetoglutarato e oxaloacetato. e a partir deles são sintetizados por simples transaminação. respectivamente.

dependente de cAMP.Quais as reações enzimáticas os ácidos graxos livres. sofrem antes de passarem para o interior das mitocôndrias? 1º) A acil-CoA sintetase.II movem-se da mucosa intestinal para o sistema linfático.Quais são os principais passos da captação dos triacilgliceróis ingeridos. 3º) O grupo acil-graxo é transferido enzimaticamente da carnitina para a coenzima A intramitocondrial pela carnitina acil transferase II. uma proteína quinase. Esses são captados pelo tecido alvo. fosforila e. 2º) O grupo acil-graxo é transientemente ligado ao grupo hidroxila da carnitina e o derivado acil-carnitina graxo é transportado através da membrana mitocondrial interna por um transportador específico. juntamente com a carnitina livre. ativa a lipase de triacilgliceróis hormôniosensível.Descreva os passos da intermediários. diacilgliceróis. a qual catalisa a hidrólise de ligações ésteres dos triacilgliceróis. através do ciclo do ácido cítrico. o ATP sofre clivagem em AMP e PPi. onde se ligam à proteína soroalbumina. liberando um transenoil. transferem os elétrons para a cadeia respiratória mitocondrial.1. os ácidos graxos são oxidados para a obtenção de energia. começando pela extremidade carboxila da cadeia do ácido graxo. Os primeiros dois estágios do processo de oxidação de ácido graxo produzem os transportadores de elétrons reduzidos NADH e FADH2 que. onde ela regenera o acil. presente na membrana mitocondrial externa. os ácidos graxos sofrem remoção oxidativa de sucessivas unidades de dois átomos de carbono na forma de acetil-CoA. Essa isoenzima está localizada na face interna da membrana mitocondrial interna. eles são reesterificados e armazenados como triacilgliceróis 2. Por sua vez. os ácidos graxos. no intestino de um animal vertebrado e da passagem dos ácidos graxos aos tecidos muscular e adiposo? No intestino delgado. os sais biliares emulsificam as gorduras ingeridas formando micelas mistas de sais biliares e triacilgliceróis. A formação dos acil-CoA graxos é favorecida pela hidrólise das duas ligações de alta energia do ATP. No primeiro estágio. cataliza a formação de uma ligação tioéster entre o grupo carboxila do ácido graxo e o grupo tiol da coenzima A para liberar um acil-CoA graxo. Primeiro passo: Primeiro. Ligados a essa proteína solúvel. simultaneamente. através do qual estes elétrons são transportados até o oxigênio. 4. -oxidação. Nos músculos. Aqui.CoA. de onde eles entram na corrente sanguínea e são transportados para os músculos e tecido adiposo. As lipases lipossolúveis intestinais convertem os triacilgliceróis em monoacilgliceróis. Os ácidos graxos assim liberados difundem-se do interior do adipócito para o sangue. de outra forma insolúveis são transportados para os tecidos. No segundo estágio da oxidação do ácido graxo os resíduos acetila do acetil-CoA são oxidados até CO2. a enzima acil-CoA desidrogenase (que tem o FAD como grupo prostético) através de uma desidrogenação produz uma dupla ligação entre os átomos de carbono e (C-2 e C-3). ácidos graxos livres e glicerol.CoA graxo e libera-o. aumentando a concentração intracelular de AMP. Esses difundem-se para o interior das células da mucosa intestinal. conservando assim a energia liberada pela oxidação dos ácidos graxos. o transportador acilcarnitina/ carnitina. c 3. os ácidos graxos dissociam-se da albumina e difundem-se para o citosol das células nas quais servirão como combustível. Nos capilares desses tecidos a enzima extracelular lipase lipoproteica hidrolisa os ácidos graxos em triacilgliceróis e glicerol. em um terceiro estágio.Qual o papel dos hormônios epinefrina e glucagon secretados em resposta a níveis baixos de glicose no sangue? Ativam a adenilato ciclase na membrana plasmática do adipócito.Quais são os estágios da oxidação mitocondrial dos ácidos graxos? A oxidação mitocondrial dos ácidos graxos ocorre em três estágios. na matriz mitocondrial. eles são reconvertidos em triacilgliceróis e agrupados com colesterol da dieta e com proteínas específicas formando agregados lipoproteicos chamados quilomícrons. e no tecido adiposo. 5. Os quilomícrons que contêm a apoproteína C. Lá. Os elétrons removidos do acil-CoA graxo são transferidos para o FAD e a forma reduzida da -oxidação dos ácidos graxos especificando as enzimas envolvidas e os . Acoplada a este fluxo de elétrons está a fosforilação do ADP para a ATP. provindos do sangue.

um transportador de elétrons da cadeia respiratória Quarto passo: A acil-CoA acetiltransferase (mais comumente chamada de tiolase) promove a reação do -cetoacil-CoA com uma molécula de coenzima A livre para romper o fragmento carboxilaterminal de dois átomos de carbono do ácido graxo original na forma de acetil-CoA.O NADH formado nesta reação transfere seus elétrons para a NADH desidrogenase .-hidroxiacil-CoA é desidrogenado para a forma -cetoacil-CoA pela ação da -hidroxiacil-CoA desidrogenase. além do éster de coenzima A de um ácido graxo insaturado de 12 átomos de carbono. O linoleoil-CoA . a flavoproteína transportadora de elétrons (ETFP). Por que isso ocorre e como ocorre? . a enzima que catalisa a adição de H2O na dupla ligação trans do -enoil-CoA . Terceiro passo: A L. o cis-enoil-CoA. que possui uma configuração cissofre três passos através da seqüência padrão de . vamos tomar o linoleato com 18 carbonos. com uma dupla ligação ciis entre C-9 e C-10. enoil-CoA isomerase.cis. Como exemplo. 7.A -oxidação dos ácidos graxos insaturados requer duas reações adicionais. que é convertido pela enoil-CoA hidratase no -dodecenoil-CoA). Porque isto ocorre e como ocorre? As ligações duplas presentes nos ácidos graxos insaturados dos triacilgliceróis e nos fosfolípedes de animais e vegetais estão na configuração cis e não podem sofrer a ação da enoil-CoA hidratase.CoA é isomerizado para liberar o trans-hidroxiacil-CoA (trans-dodecenoil-CoA. pela ação da enzima auxiliar. ocisação da próxima enzima da via de correspondente L-enoil.A oxidação de ácidos graxos com número ímpar de átomos de carbono na cadeia necessita de três reações a mais. A outra enzima auxiliar (uma redutase) é requerida pela oxidação de ácidos graxos poliinsaturados. ácido graxo com 18 átomos de carbono na cadeia e monoinsaturado. As duas reações que possibilitam a utilização completa do ácido graxo insaturado será ilustrada através de dois exemplos. que passa por três passos do ciclo de oxidação dos ácidos graxos e libera três moléculas de acetil-CoA. Esta enzima é absolutamente específica para o estereoisômero L . O outro produto é o tioéster de coezima A do ácido graxo original.desidrogenase transfere imediatamente os mesmos para um transportador de elétrons. agora diminuído de dois átomos de carbono. O oleato é convertido em oleoil-CoA. O último sofre quatro outros passos através da via para liberar um total de nove moléculas de acetil-CoA. O resultado global é a conversão do linoleato em nove moléculas de acetil-CoA.-enoil-CoA para formar o estereoisômero L do -hidroxiacil-CoA. 6.4 dienoil-CoA redutase permite areentrada deste intermediário na via normal de -oxidação e a sua degradação em seis moléculas de acetil-CoA. a ação combinada da enoil-CoA isomerase e da 2. Este -oxidação para libertar três moléculas de acetil-CoA e um éster de coenzima A de uma ácido graxo insaturado com 12 carbonos e com uma configuraçãocis- intermediário não pode ser empregado pelas enzimas da -oxidação. e não trans). A ETFP. Este produto não pode sofrer a -oxidação.cis . O NAD+ é o receptor de elétrons. resultante de uma molécula de oleato de 18átomoa de carbono. Esta reação é catalisada pela enoil-CoA hidratase. Segundo passo: Uma molécula de água é adicionada à dupla ligação do trans. Este intermediário sofre agora a ação das enzimas remanescentes da -oxidação para liberar acetil-CoA e um ácido graxo saturado com 10 átomos de carbono como o seu éster de coenzima A. Entretanto. as suas duplas ligações estão em posições erradas e possuem aconfiguração errada (cis. Primeiro. vamos seguir a oxidação do oleato. uma proteína integral da menbrana mitocondrial interna é uma dos transportadores de elétrons da cadeia respiratória mitocondrial. Entretanto.

o acetil-CoA é oxidado através do ciclo do ácido cítrico. pela ação da metilmalonil-CoA epimerase. Primeiro. convertendo-o em um radical e produzindo 5’desoxiadenosina. O acetil-CoA é oxidado através da via do ácido cítrico. envolvendo três enzimas. Este rearranjo é catalisado pela metilmalonil-CoA mutase. gerando o produto e regenerando o radical livre desoxiadenosil. Esse radical agora retira um átomo de hidrogênio do substrato. O átomo de hidrogênio inicialmente retirado do substrato é agora parte do grupo CH3.CH2. e podem ser considerados como um peroxissomo especializado. 3. A oxidação dos ácidos graxos nos glioxissomos ocorre pela via peroxissomal. O D-metilmalonil-CoA.da 5’-desoxiadenosina. 4. 2. Entretanto. Os glioxissomos ocorrem apenas durante a germinação das sementes. é epimerizado enzimaticamente para o seu estereoisômero L. O propionil-coA é primeiro carboxilado para formar o estereoisômero D do metilmalonil-CoA pela propionil-CoA carboxilase. a ponte entre o cobalto e o grupo . destruindo o radical livre e regenerando o cofator na sua forma Co3+. Clivagem tiolítica através de coenzima A. . A formação do intermediário carboxibiotina requer energia. O sistema peroxissomal difere do mitocondrial em dois aspectos : 1. Nele o grupo migrante X (-Co-S-CoA para a metilmalonil-CoA mutase) moveu-se para o carbono adjacente para formar um radical semelhante ao produto.desoxiadenosil . 3. 9. portanto. gerando H2O2. que requer como coenzima a desoxiadenosilcolamina. assim formado. pronto para participar de outro ciclo catalítico. Adição de água à dupla ligação formada.Ácidos graxos de cadeia longa e número ímpar de átomos de carbono são oxidados pela mesma via dos ácidos com número par de átomos de carbono. 2. No primeiro passo oxidativo os elétrons passam diretamente ao O2. os intermediários são derivados da coenzima-A e o processo consiste em 4 passos: 1. Finalmente. deixando a coenzima em sua forma Co2+ e produzindo o radical livre 5’. Como a coenzima B12 catalisa a troca de posição do Hidrogênio na reação catalisada pela metilmalonilCoA sem que ocorra qualquer mistura do átomo com o Hidrogênio do solvente (H2O)? 1. Neste mecanismo proposto. Quando este ácido é clivado mais uma vez. Oxidação do  -hidroxiacil-CoA a uma cetona. ou coenzima B12. o átomo de hidrogênio migrante nunca existe como espécie livre e.O que são peroxissomos e glioxissomos? Como ocorre a oxidação de ácidos graxos por essa via? Quais as principais diferenças entre essa via e a mitocondrial? Peroxissomos são compartimentos celulares enclausurados por membranas existentes em animais e em plantas. os produtos são acetil-CoA e propionil-CoA. 8. a enzima rompe a ligação Co-C no cofator. Nas mitocôndrias. 4. o substrato para o último passo através da seqüência de -oxidação é um acil-CoA graxo no qual o ácido graxo tem cinco átomos de carbono. destruído enzimaticamente. 10. começando sempre na extremidade da cadeia que contém a carboxila. O rearranjo do radical substrato produz outro radical. um dos hidrogênios deste mesmo grupo CH3-(ele pode ser o mesmo que foi originalmente retirado) retorna para o radical semelhante ao produto. que pode entrar no ciclo do ácido cítrico. O L-metilmalonil-CoA sofre um rearranjo intramolecular e forma o succinil-CoA. mas o propionil-CoA toma uma via enzimática incomum. antes de sua transferência para o propionato. Nesta reação enzimática o CO2 (ou sua forma hidratada o íon HCO3-) é ativado pela ligação à biotina. Os peroxissomos e glioxissomos são similares em estrutura e função. imediatamente a seguir. 5. e esta é fornecida pela clivagem do ATP até AMP e PPi. O acetil-CoA produzido pelos peroxissomos e glioxissomos é exportado. o acetato dos glioxissomos serve como um precursor biossintético. 2. Desidrogenação. Como na oxidação dos ácidos graxos na mitocôndria. nunca está livre para ser trocado com os hidrogênios das moléculas de água que constituem o solvente. O NADH formado na  -oxidação não pode ser reoxidado e o peroxissomo precisa exportar equivalentes redutores para o citosol (estes eventualmente são passados para a mitocôndria). D- -hidroxibutirano e acetona. derivado da vitamina B12.do radical desoxiadenosil é refeita. que contém o cofator biotina. neles o peróxido de hidrogênio é produzido por oxidação dos ácidos graxos e. O que são corpos cetônicos? Como são formados? Qual o destino de seus componentes? Qual o fator determinante para a conversão do acetil-CoA em corpos cetônicos? Corpos cetônicos é o Acetil-CoA convertido em acetoacetato.

o grupo carboxila pode ser perdido espontaneamente ou pela ação da acetoacetato descarboxilase. Quando a concentração de oxaloacetato está muito baixa. a desaparecer rapidamente. A TGO é a próxima enzima a aparecer e pouco depois aparece a TGP. assim produzido.O primeiro passo na formação do acetoacetato no fígado é a condensação enzimática de duas moléculas de Acetil-CoA. as proteínas corporais serão chamadas a servirem como combustível. Após um ataque cardíaco. a creatina quinase é a primeira enzima a aparecer no sangue e também. tirosina ou triptofano . mesmo quando o acetil-CoA não está sendo oxidado através do ciclo do ácido cítrico. fenilalanina e triptofano. Em algumas circunstâncias (como o jejum). Como a determinação da concentração de aminotransferases no soro sangüíneo pode fornecer informações a respeito das lesões no músculo cardíaco? No infarto do miocárdio. a pepsina hidrolisa as proteínas ingeridas nas ligações peptídicas do lado aminoterminal dos resíduos de aminoácidos aromáticos . já que os aminoácidos livres não podem ser armazenados. c. o excedente é catabolisado. Nas pessoas sãs. o acetoacetil-CoA condensa-se com acetil-CoA para formar o  -hidroxi- -metilglutaril-CoA (HMG-CoA). catalisada pela tiolase. a creatina quinasse ( teste SCK ) . a formação de corpos cetônicos é favorecida. assim. uma enzima mitocondrial. A lactato desidrogenase também escapa do músculo cardíaco injuriado ou anaeróbico. entre outras enzimas. quando os carboidratos são inacessíveis ou não utilizados adequadamente . Quais as principais enzimas que degradam proteínas em aminoácidos e onde elas atuam? No estômago. Quando os aminoácidos podem sofrer degradação oxidativa nos animais? Sob 3 circunstâncias metabólicas diferentes os aminoácidos podem sofrer degradação oxidativa: a. das células cardíacas injuriadas. Durante o jejum severo ou o diabetes melitus. No duodeno. Quando devido a uma dieta rica em proteínas. O cérebro em condições de fome. A disponibilidade de oxaloacetato para iniciar a entrada do acetil-CoA no ciclo do ácido cítrico é o principal fator determinante da via metabólica que será tomada pelo acetil-CoA na mitocôndria hepática. a lesão provoca extravasamento na corrente sangüínea das aminotransferases. a quimiotripsina que hidrolisa ligações peptídicas cujos grupos carbonilas são fornecidos por resíduos de fenilalanina. quando a glicose não é disponível. O acetoacetato livre. durante a quebra das proteínas sofrerão degradação oxidativa caso eles não sejam necessários para a síntese de novas proteínas. tirosina. Através de testes de STGO e STGP e uma outra enzima cardíaca. as moléculas de oxaloacetato são retiradas do ciclo do ácido cítrico e empregadas na síntese de moléculas de glicose (gliconeogênese).cardíaco e córtex renal) onde são oxidados através da via do ácido cítrico para fornecer a maior parte da energia requerida por esses tecidos. Durante a síntese e degradação normais das proteínas celulares ( renovação das proteínas ) alguns dos aminoácidos liberados . o qual é quebrado para formar acetoacetato livre e acetil-CoA. Então. b. O acetoacetato é facilmente descarboxilado. A acetona produzida é exalada. pode fornecer informações a respeito da severidade e do estágio da lesão no coração. essa reação é uma simples reverção do último passo da  -oxidação. A produção dos corpos cetônicos pelo fígado e sua exportação para os tecidos extra-hepáticos. a acetona é formada quando o acetoacetato perde um grupo carboxila e isso ocorre em quantidades extremamente pequenas. pode adaptar-se para usar o acetoacetato ou o D- -hidroxibutirano na obtenção de energia. em geral permitem a oxidação continuada dos ácidos graxos no fígado. pouco acetil-CoA entra no ciclo de Krebs e. os aminoácidos são ingeridos em excesso com relação às necessidades corporais de biossíntese de proteínas . Como a uréia é formada no fígado? . as enzimas tripsina que hidrolisam as ligações peptídicas cujos grupos de carbonila são fornecidos por resíduos de lisina ou arginina . A superposição de corpos cetônicos pode ocorrer em condições de jejum severo ou de diabetes não controlado por tratamento. é reduzido em D- -hidroxibutirato através de uma reação reversível catalisada pela D- -hidroxibutirato desidrogenase. a carboxipeptidase que degrada pequenos peptídios removendo sucessivos resíduos carboxilaterminais dos peptídios. o acetoacetato e o D- -hidroxibutirato são transportados pelo sangue para os tecidos extra-hepáticos (músculos esquelético.

8. A serina é convertida em piruvato pela serina desidratase. melanina. Os girinos são inteiramente aquáticos e excretam o N2 amino como amônia. O outro átomo do oxigênio é reduzido a H2O pelo NADH.hidroxilação para formar tirosina.biossíntese de outras biomoléculas importantes como nicotinato. nas plantas o fator de crescimento indolacetato.Qual o papel da enzima fenilalanina hidroxilase no catabolismo da fenilalanina? O papel da enzima fenilalanina hidroxilase é inserir um dos dois átomos de oxigênio do O2 na fenilalanina para formar o grupo hidroxila da tirosina . que predomina nos animais.Quais os tipos de cofatores empregados na transferência de unidades monocarbônicas? E a sua função Os cofatores empregados são a biotina. Ela pode ser convertida em serina pela adição enzimática de um grupo hidroximetila. através de suas guelras. o  -cetoglutarato é o produto da transaminação e também é um intermediário do ciclo do ácido cítrico. precursor dos hormônios epinefrina e norepinefrina. neurotransmissor dopamina. um precursor do NAD e do NADP. é formado do oxalacetato por transaminação com o glutamato. A alanina libera piruvato diretamente por transaminação com o  -cetoglutarato. mas durante a metarmofose ele começa a sintetizar estas enzimas e perde a capacidade de excretar amônia. envolve a sua clivagem oxidativa em CO2. No sapo adulto. Fenilalnina. com regeneração da ornitina. portanto. S-adenosilmetionina e sua função é transferir as unidades monocarbônicas em diferentes estados de oxidação. cisteína e triptofano. precursor da serotonina. O fígado do girino não tem enzimas necessárias para a produção de uréia. que age como um. tetraidrofolato. serina. O fumarato entra na mitocôndria onde as atividades combinadas da fumarase ( fumarato hidratase ) e da malato desidrogenase transformam o fumarato em oxalacetato . glicina. o N2 do grupo amino é excretado quase integralmente como uréia. O fumarato. 9. A cisteína é convertida em piruvato em dois passos um para remover o átomo de enxofre e o outro é um transaminção. A enzima arginase no fígado. piruvato.Qual o papel biológico do triptofano e da fenilalanina? Triptofano. O que é a chamada " bicicleta de Krebs "? Como as reações do ciclo da uréia e do ácido cítrico estão inertricavelmente imbricadas. que também é necessário na reação. e a cadeia lateral do triptofano é separada do restante da molécula para liberar alanina e. o conjunto dos dois tem sido chamado de " bicicleta de Krebs ".Uma molécula de ornitina ( aminoácido) combina-se com uma molécula de amônia e uma de CO2 para formar a citrulina ( aminoácido). Um segundo grupo amino é adicionado à citrulina para formar a arginina ( aminoácido). doador de nitrogênios na reação do ciclo da uréia catalisada pelo argininosuccinato sintetase no citosol. 7.Quais os aminoácidos que entram no ciclo do ácido cítrico apartir do piruvato e como o fazem? Os cinco aminoácidos que entram através do piruvato são : alanina. esta é. CAPÍTULO 16 . 10. Qual a importância do habitat na excreção do N2 do grupo amino ? A importância do habitat na excreção do N2 do grupo amino é ilustrada pela mudança na via de excreção de N2 que ocorre à medida que o girino sofre metarmofose em sapo adulto. O aspartato. NH4+ e um grupo metileno. A glicina tem duas vias de metabolização. A Segunda via para glicina. que é um animal de hábitos muito mais terrestres. catalisa a hidrólise irreversível da arginina em uréia e ornitina. então hidrolisada para liberar a uréia. produzido na reação da argininosuccinato liase é também um intermediário do ciclo do ácido cítrico. presente em grandes quantidades nos animais ureotílicos ( amônia é convertida em uréia nos hepatócitos ).

o qual é o principal produtor de oxalacetato. os elétrons provenientes das oxidações ocorridas nos estágios 1 e 2 e ärmazenados" nos tranportadores de elétrons reduzidos NADH e FADH2. 2) . os ácidos graxos livres são ativadas na membrana mitocondrial externa por esterificação com a coenzima A formando tioésteres acil-coA graxos. inclui o fad como grupo prostético.Descreva o mecanismo de entrada dos ácidos graxos no interior da mitocôndria através do transportador acilcsarnitina/carnitina. são pasados para o O2 através da cadeia respiratória mitocondrial. as quais não aumentam a osmolaridade do citosol e não contém peso extra com água de solvatação. devido á sua hidrofobicidade e extrema insolubilidade em água. 3) .A oxidação mitocondrial dos ácidos graxos ocorre em três estágios. Esta uma proteína integral.uxo de elétrons relacionado a eles. exige uma enzima adicional (enoil-coA isomerase)? A enoil-coA isomerase irá reposicionar a dupla ligação. que é um intermediário normal da B-oxidação e.1) . A glicose produz piruvato.Qual é a diferança entre as vias de oxidação de ácido graxos existentes nas mitocôndrias e nos peroxissomos? . hidrolisados por lipases intestinais. precisa ser compensada. pois a conversão do propianil-coA em succinil-coA fornece intermediários para o ciclo do ácido cítrico. poderá sofrer ação das enzimas subsequentes liberando o acetil-coA graxo. a velocidade do ciclo do ácido cítrico que diminui. 6) . no interior da matriz mitocondrial. 5) . qual o tipo de ácido graxos seria melhor consumir. 4) .gado pelos sais biliares.Como os triglicérois são armazenados na célula? São segregados em gotículas lípidicas. 8) . incluidos nos quilomícrons através da combinação com apolipoproteínas esdpecíficas.Se uma pessoa precisasse sobreviver com uma dieta rica em gorduras e desprovida de carboidratos.Como ocorre a absorção das gorduras da dieta (trigliceróis) Os trigliceróis ingeridos na alimentação sào emulsificados no intestino del. descrevendo o fl. No terceiro estágio. começando pela estremidade carboxila da cadeia do ácido graxo. onde a lipase lipoprotéica libera os ácidos agraxos livres para entrarem no interior das células que os armazemam (adipócitos). No segundo estágio. Caracterize cada estágio. Os elétrons removidos do acil-coA graxo são transferidos para o FAD e a forma reduzida desidrogenase transfere imediatamente os mesmos para um transportador de elétrons. Os quilomicrons liberam os trigliceróis para os tecidos. absorvidos pelas células epiteliais intestinais e reconveretidos em trigliceróis. que são então carregados por um transportador específico através da membrana mitocondrial interna (carnitina aciltransferase I e II) até a matriz mitoncondrial. portanto. Uma vez no interior das células. acil-coA desidrogenase. 7) . No primeiro estágio .Por que a oxidação de um acil-coA graxo monoinsaturado.B-oxidação . a flavoproteína transportadora (ETFP). formecendo energia para a síntese de ATP atavés da fosforilação oxidativa. são a seguir. processo que também ocorre na matriz mitocondrial. convertendo o isômero cis em isômero trans. ai os ésteres acil-coA graxos são novamente formados. A relativa inércia química dos triacilgilicérois permite a sua estocagem intracelular em grandes quantidades sem o risco de ocorrerem reações químicas não desejadas com outros componentes celulares. os resíduos acetila do acetil-coA são oxidados até CO2 através do ciclo do ácido cítrico. Com a ausência da glicose na dieta. A formação de cada molécula de acetil-coA requer a ação de desidrogenases para a remoção de 4 átomos de hidrogênio da porção acil-graxo da molécula. Todos os passos subsequentes na oxidação dos ácidos graxos ocorrem com estes na forma dos seus tioésteres de coenzima A. Estes são convertidos em ésteres graxos do tipo acil-carnitina.Explique como os elétrons do acil-coA graxo chegam até a cadeia respiratória mitocondrial.os ácidos sofrem a remoção oxidativa de sucessivas unidades de dois átomos de carbono na forma de acetil-coA. A enzima. é um dos transportadores de elétrons da cadeia respirátoria mitocondrial. com número par ou impar de carbonos? Número ímpar.

em acetoacetato. a cadeia carbônica remanescente do aminoácido é convertida ao  -cetoácido correspondente. onde são oxidados através da via do ácido citríco para fornecer a maior parte da energia requerida para esses tecidos. o material de partida para gliconeogênese. é exalada. provocando uma condição conhecida como acidose. A coenzima utilizada pelas transaminases é derivada da vitamina B6. Todo ATP disponível no músculo pode ser destinado para contração muscular. que executam trabalho físico intenso. por falta da glicose. ou seja. Não ocorre perda de grupos amino. formando glutamato. e também NH4+ para síntese de uréia. operam em anaerobiose. Por que podemos dizer que o emprego de alanina para transportar amônia dos músculos esqueléticos. mas também grande quantidade de piruvato da glicólise. Quais são os 5 passos para produção da uréia a partir de amônia? . Qual a importância das reações de transaminação? Qual é o reservatório temporário de grupos amino? Qual é a coenzima utilizada pelas transaminases? Quais os produtos da aspartato transaminase e da alanina transaminase? Nessas reações. a qual é um oxidante forte e potencilamente perigoso e . acompanhado pela sintese de ATP. Já a alanina transaminase dá como produtos o piruvato e o glutamato. por isto se fala em economia. O cérebro que utiliza apenas a glicose como combustível. que são exportados para outros tecidos através da circulaçaõ sanguinea. o que também ocorre com a oxidação dos ácidos graxos no fígado e músculos.Qual o destino dos produtos da oxidação dos ácidos graxos no figado dos mamíferos? Durante a oxidação dos ácidos graxos. Para aumentar o nível de glicose sanguinea. a alanina libera piruvato. que pode levar ao coma e em alguns casos até a morte Capítulo 17 Com a oxidação dos aminoácidos. O acetoacetato . é logo decomposta em H2O e O2 pela catalase.A diferença é que nos peroxissomos a flavoproteína desidrogenase que introduz a dupla ligação passa seua elétrons diretamente para o O2. 10) . o grupo  -amino é transferido para o átomo de carbono  do  -cetoglutarato. produzindo não apenas amônia da quebra de proteínas. qual é o destino final do grupo amino? E o da cadeia carbônica remanescente? O grupo amino da maioria dos aminoácidos é retirado por um processo comum. na mitocôndria. produzindo o respectivo  -cetoácido análogo do aminoácido. o acetilcoA formado pode entrar no ciclo do ácido citríco ou de ser convertido nos chamados corpos cetônicos. a gliconeogênese no fígado é acelerada. os elétrons removidos no primeiro passo de oxidação passam através de uma dadeia respiratória até o O2 e a H2O é o produto final. em condições de fome. assim. que contraem vigorosamente. é um exemplo de economia intrínseca dos organismos vivos? Os músculos esqueléticos. Em contraste. para o fígado. 9) .Qual o prosesso metabolico da diabete? Devido a insuficiente insulina circulante os tecidos extra-hepaticos não consequem captar a glicose do sangue de forma eficiente. Produzindo H2O2. que consiste na transferência deste grupo para o  -cetoglutarato. resultando em uma produção de corpos cetonicos em quantidade acima da capacidade de sua oxidação pelos tecidos extra-hepáticos. d-B-hidroxibutirato e acetona.l prodizida em menores quantidades. A acetona. Estes dois produtos são resolvidos em um mesmo ciclo: a amônia é convertida em uréia e o piruvato é reformado em moléculas de glicose e retorna aos músculos. No fígado.e o d-B-hidroxibutirato são tranportados pelo sangue para os tecidos extrahepáticos. pois o  -cetoglutarato torna-se aminado à medida que o  -aminoácido é desaminado. O aspartato transaminase catalisa a reação que tem como produtos o  -cetoácido e o glutamato. O aumento no sangue de acetoacetato e de D-B-hidroxibutirato diminui o PH do sangue. pode se adaptar para usar o acetoacetato ou o D-B-hiroxibutiraro na obternção de energia. Os grupos amino de muitos aminoácidos diferentes são coletados na forma de glutamato.

1. A citrulina é liberada da mitocôndria para o citosol. pela introdução na dieta de  -cetoácidos. . que é sintetizado de AcetilCoA e glutamato. 3. Todas essas enzimas são sintetizadas em velocidade maior. o uso dos esqueletos carbônicos dos aminoácidos como combustível. é ativada alostericamente por N-acetilglutamato. Em uma escala de tempo menor. É catalisada pelo argininossuccinato sintetase. a longo prazo. 4. coma e morte. 5. aminoácidos essenciais ficam disponíveis para a biossíntese e os aminoácidos não essenciais são impedidos de liberar seus grupos amino para o sangue na forma de aminoácidos. Os pacientes com problemas no ciclo da uréia são tratados. Durante a desnutrição severa. desenvolvimento retardado. Carbamil fosfato entra no ciclo da uréia. A primeira enzima na via. agora. 2. requer ATP e ocorre através do intermediário citrulil-AMP. a carbamil fosfato sintetase I. ser transportada para a mitocôndria para iniciar outra volta do ciclo da uréia. e a produção da uréia aumenta substancialmente. Reação é catalisada pela ornitina transcarbamilase. Deste modo. esses  -cetoácidos podem receber o grupo amino dos aminoácidos não essenciais presentes em excesso. O argininossuccinato é clivado reversivelmente pela argininossuccinato liase para formar arginina livre e fumarato para integrar o conjunto de intermediários do ciclo do ácido cítrico. Elas não podem tolerar uma alimentação rica em proteínas. Os aminoácidos essenciais (que não podem ser sintetizados pelos aminoácidos e precisam ser obtidos na dieta) podem ser sintetizados por transaminação a partir de  -cetoácidos análogos aos aminoácidos essenciais. um intermediário do ciclo da uréia que se acumula quando a produção da mesma é muito lenta para acomodar amônia produzida pelo catabolismo de aminoácidos. o ajuste do fluxo através do ciclo da uréia envolve a regulação alostérica de pelo menos uma enzima. quer em indivíduos com desnutrição protéica ou com dietas de conteúdo protéico alto.NH4+ gerado na mitocôndria do fígado. Essas variações na demanda de atividade do ciclo da uréia. A ornitina é regenerada e pode. A enzima citosólica arginase quebra a arginina para liberar uréia e ornitina. pois senão os aminoácidos em excesso serão desaminados no fígado. provoca desordens mentais. produzindo amônia livre no sangue.produzido pela respiração mitocondrial são empregados na síntese de carbamil fosfato. mais HCO3. Carbamil fosfato transfere grupo carbamil para a ornitina para formar citrulina e liberar Pi. Quando a dieta é primariamente protéica. a quebra das proteínas musculares fornece a maior parte do combustível metabólico. Através da ação das aminotransferases. por sua vez. Como a atividade do ciclo da uréia é regulada? O fluxo de nitrogênio através do ciclo da uréia varia com a composição dos nutrientes presentes na alimentação. resulta na produção de muita uréia a partir dos grupos amino excedentes. que é catalisada por carbamil fosfato sintetase I e depende de ATP. são satisfeitas pela regulação das velocidades da síntese das enzimas do ciclo da uréia e da carbamil fosfato sintetase I no fígado. Qual a conseqüência da deficiência de uma enzima no ciclo da uréia? E como esse erro pode ser corrigido? Defeitos genéticos em qualquer enzima envolvida na formação da uréia tem uma capacidade diminuída de converter amônia em uréia. A amônia é muito tóxica. ativada pela arginina. O aspartato (gerado na mitocôndria por transaminação é transportado para o citosol) fornece o segundo grupo amino que é introduzido no ciclo por uma reação de condensação entre o grupo amino do aspartato e o grupo ureído (carbonila) da citrulina para formar o argininossuccinato. A N-acetilglutamato sintase é.

A maior parte do fenilpiruvato é descarboxilada para produzir fenilacetato. Explique como esta doença genética acontece. a fenilalanina sofre transaminação com o piruvato para liberar fenilpiruvato. A fenilalanina e o fenilpiruvato acumulam-se no sangue e nos tecidos e também são excretados na urina. finalmente. que também é necessário na reação. A succinil-CoA é um intermediário do ciclo do ácido cítrico. A valina. formil ou formino. O propionil-CoA derivado destes três aminoácidos é convertido em succinil-CoA por uma via em que: o propionato sofre carboxilação a metilmalonil-CoA. a forma mais reduzida do cofator transporta um grupo metila. São eles: triptofano.DEFINA FOSFORILAÇÃO OXIDATIVA E FOTOFOSFORILAÇÃO. .Quais os cofatores envolvidos na transferência de unidades de um carbono. fumarato e oxalacetato e. O acúmulo de fenilalanina. Os outros dois cofatores são especialmente importantes no metabolismo dos aminoácidos e dos nucleotídeos. fenilalanina. impede o desenvolvimento normal do cérebro. Estes cofatores são empregados para transferir as unidades monocarbônicas em diferentes estados de oxidação. uma forma mais oxidada transporta os grupos metenil. Existem quatro aminoácidos que são degradados por vias que formam a succinil-CoA. nos primeiros dias de vida. isoleucina. ou S-adenosilmetionina. fenilanalina. Aminoácidos glicogênicos: são os que podem ser convertidos a piruvato. liberando acetil-CoA e propionil-CoA. podem ser convertidos a glicose e glicogênio. Aminoácidos cetogênicos: Alguns dos átomos de carbono destes aminoácidos podem liberar corpos cetônicos no fígado. em geral. ou seus metabólitos. a partir destes. epimerização do metilmalonil-CoA e. A treonina também é convertida em propionil-CoA. sua conversão em succinilCoA pela enzima dependente da coenzima B12 (metilmalonil-CoA mutase). normalmente pouco empregada. tetraidrofolato. uma via secundária do metabolismo da fenilalanina. A S-adenosilmetionina está envolvida na transferência de grupos metila. O outro átomo de oxigênio é reduzido à H2O pelo NADH. isoleucina. Nesta via. tirosina. A biotina transfere o CO2 que representa o estado de maior oxidação do carbono. A fenilcetonúria é a causa mais comum de níveis elevados de fenilalanina no sangue. o estado de maior redução do carbono. O tetraidrofolato geralmente está envolvido na transferência de grupos monocarbônicos nos estados de oxidação intermediários. e três dos quatro átomos remanescentes do seu esqueleto carbônico são convertidos nos do propionato. Aminoácidos: Metionina / isoleucina / treonina / valina A metionina doa o seu grupo metila para um de vários receptores possíveis. ou unidades monocarbônicas. CAPÍTULO 18 : FOSFORILAÇÃO OXIDATIVA E FOTOFOSFORILAÇÃO 01. depois de sua transaminação e descarboxilação. O esqueleto remanescente com cinco átomos de carbono derivado da isoleucina sofre uma oxidação posterior. Comente. Um defeito genético na primeira enzima da via catabólica da fenilalanina (fenilalanina hidroxilase) é responsável pela doença. uma série de reações de oxidação converte os quatro carbonos remanescentes em metilmalonil-CoA. nas reações de catabolismo dos aminoácidos? E quais são as suas funções? A transferência destas unidades. que é transformado em succinil-CoA.  -cetoglutarato. pela conversão do acetoacetil-CoA em acetona e  -hidróxido butirato. provocando retardo mental severo. A fenilalanina hidroxilase insere um dos dois átomos do O2 na fenilalanina para formar um grupo hidroxila da tirosina. passa a ter grande atuação. resultando em retardo mental. ou reduzida para formar fenilactato. São eles: Triptofano. que pode competir com outros aminoácidos pelo transporte através da barreira hematocefálica. na forma de propionil-CoA. leucina e lisina. O que são aminoácidos cetogênicos e glicogênicos? Cite-os. tirosina. envolve um dos três seguintes cofatores: biotina. succinil-CoA. A isoleucina sofre transaminação seguida de descarboxilação oxidativa do  -cetoácido resultante. Quando a fenilalanina hidroxilase é geneticamente defeituosa.

. Também chamado succinato desidrogenase ( é a única enzima ligada à membrana no ciclo do ácido cítrico ). uma segunda proteína Fe-S está também presente. Complexo I : também chamado complexo da NADH desidrogenase. As proteínas Fe-S são transferidas de elétrons que contém Fe em associação com os átomos de S inorgânicos e/ou átomos de S de resíduos de Cys na proteína. gorduras e aminoácidos nas células aeróbicas convergem para esta etapa final da respiração celular. Uma proteína possui um FAD covalentemente ligado e um centro Fe-S com quatro átomos de Fe. Complexo III : UQ até citocromo c . O complexo III. e depois dos centros Fe-S até a UQ. Os citocromos são proteínas transportadoras de elétrons que contém ferro (presente no grupo heme). A ubiquinona ( Coenzima Q ou UQ ) é uma benzoquinona lipossolúvel com uma cadeia lateral isoprenóide muito longa. A passagem entre a UQ transportadora de dois elétrons. está alocado na membrana mitocondrial interna. Ocorre nos cloroplastos. com o NADP+ como receptor de elétrons. Os citocromos do tipo a e b e alguns do tipo c são proteínas integrais da membrana. c1 e c ) é realizada numa série de reações chamadas de ciclo Q. e ocorre igualmente bem na luz ou na escuridão.Fosforilação oxidativa é a síntese de ATP direcionada pela transferência de elétrons ao oxigênio e a fotofosforilação é a síntese de ATP direcionada pela luz. O Ubiquinol (UQH2) difunde-se na membrana do complexo I até o complexo III . O complexo transfere um par de equivalentes redutores do NADH para seu grupo prostético. Ela é facilmente difusível dentro da bicamada lipídica da membrana mitocondrial interna. também chamado de complexo dos citocromos bc1 ou UQcitocromo c oxirredutase contém os citocromos b562 . Todas as etapas enzimáticas na degradação oxidativa dos carboidratos. É capaz de atuar na junção entre um doador de dois elétrons e um receptor de um elétron. pelo menos. Complexo II : succinato até a UQ. O NADH age como um transportador difusível carregando os elétrons derivados das reações catabólicas ao seu ponto de entrada na cadeia respiratória . A fotofosforilação é a maneira pela qual os organismos fotossintetizantes captam a energia da luz solar. é um grande complexo de flavoproteínas. Estes dois processos juntos são responsáveis pela maioria da síntese de ATP pelos organismos aeróbicos. a fosforilação oxidativa ocorre nas mitocôndrias. onde é oxidado a UQ. FMN. produzindo um gradiente de prótons. e os transportadores de um elétron (citocromos b562. citocromo c1. Acredita-se que os elétrons passem do succinato para o FAD. Contém dois tipos de grupos prostéticos e pelo menos quatro proteínas diferentes. O NADPH é um transportador difusível que supre de elétrons as reações anabólicas. Estes dois processos ocorrem através de mecanismos altamente semelhantes. seis outras subunidades proteicas.b566. O fluxo de elétrons através da UQ do complexo I até o III é acompanhado pela movimentação de prótons da matriz mitocondrial para o lado externo da membrana mitocondrial interna. 02. Envolve a oxidação da água a oxigênio . Envolve a redução do oxigênio à água com elétrons doados pelo NADH e FADH 2. os prótons produzidos quando a UQH2 é oxidada a UQ são liberados para o espaço entre as membranas. em razão da orientação assimétrica do complexo. A fosforilação oxidativa é a culminação do metabolismo produtor de energia nos organismos aeróbicos. O complexo III funciona como uma bomba de prótons. Estas proteínas participam na transferência de um elétron onde um dos átomos do Fe está oxidado ou reduzido. e é absolutamente dependente da luz. O complexo também centros de Fe-S através dos quais os elétrons passam no seu caminho do FMN até a UQ.QUAIS OS TRANSPORTADORES DE ELÉTRONS QUE AGEM NA CADEIA RESPIRATÓRIA E COMO ELES FUNCIONAM ? O NADH e o NADPH são transportadores de elétrons hidrossolúveis que se associam reversivelmente com as desidrogenases. uma proteína Fe-S e. Nos eucariotos. As flavoproteínas ( que contém FMN ou FAD ) podem participar na transferência de um ou dois elétrons. O efeito total da transferência de elétrons é: UQH2 é oxidado a UQ e o citocromo c é reduzido.

03.RELACIONE AGENTES QUE INTERFEREM COM A FOSFORILAÇÃO OXIDATIVA OU A FOTOFOSFORILAÇÃO. *Proteína desacopladora (termogenina) forma poros que conduzem prótons na membrana interna da mitocôndria da gordura marrom. levando a uma diferença de concentração dos prótons. onde o sítio T é convertido em O. *Valinomicina também desacopla a fosforilação oxidativa. contribuindo para a força motora do próton. um dos três sítios está na conformação T (forte. 05.EXPLIQUE COMO OCORRE A LIBERAÇÃO DO ATP RECÉM SINTETIZADO NA ATP SINTASE PELA FORÇA PRÓTON-MOTORA .Tipos de interferência: Inibição da transferência de elétrons: *Amital ( droga barbitúrica ). onde ADP + Pi formam o ATP e o sítio O torna-se um sítio L. A ATP sintase possui três sítios de ligação muito fortes para o ATP na sua porção F1. *Cianeto e CO inibem a citocromo-oxidase (complexo IV) *DCMU compete com Qb pelo sítio de ligação no fotossistema II -Inibição da ATP sintase: *Oligomicina ou Venturicidina antibióticos tóxicos que se ligam à ATP sintase na mitocôndria inibem a F1 e à CF1 *Dicicloexil carbodiimida (DCCD) bloqueia o fluxo de prótons através de F0 e CF0 .4-dinitrofenol (DNP) são ácidos fracos com propriedades hidrofóbicas. *Antimicina A age no complexo III bloqueando a transferência de elétrons do citocromo b ao citocromo c1. um segundo está na conformação L (fraca. através do complexo IV . que são cruciais para a transferência de elétrons para o oxigênio. A força próton-motora provoca.SABENDO-SE QUE A MEMBRANA INTERNA DA MITOCÔNDRIA NÃO É PERMEÁVEL AO NADH CITOSÓLICO. DO LADO DE FORA DA . O sítio L é convertido em T. Também contém dois íons cobre. A membrana mitocondrial interna é impermeável aos prótons. ligado ao ATP) .EXPLIQUE A DEPENDÊNCIA DA TRANSFERÊNCIA DE ELÉTRONS COM A SÍNTESE DE ATP NA MITOCÔNDRIA. EXPLIQUE COMO O NADH GERADO PELA GLICÓLISE . pelo fluxo de prótons pelo canal F0 . ligada ao ADP + Pi) e um terceiro está na conformação O (aberta). A força próton-motora aparentemente supre a energia necessária para forçar a dissociação do ATP fortemente ligado à enzima. 06. O complexo IV também chamado de citocromo oxidase contém os citocromos a e a3 .Complexo IV: redução do oxigênio. liberando o ATP. onde o ADP + Pi ligam-se fracamente. induzem o desacoplamento sem romper a estrutura mitocondrial. Cu a e Cu b. Rotenona ( inseticida ) e antibiótico Piericidina A inibem o fluxo dos elétrons dos centros Fe-S do complexo I até a UQ. induz a movimentação de prótons da matriz para o espaço entre as membranas. -Inibição da troca ATP – ADP : *Atractilosídio inibe a adenina nucleotídio translocase. uma mudança conformacional. -Desacoplamento da fosforilação da transferência de elétrons: *Carbonilcianeto fenilidrazona e 2. 04. A transferência de elétrons ao longo da cadeia respiratória é acompanhada pelo bombeamento de prótons para fora da membrana mitocondrial interna. os quais podem reentrar na matriz apenas através de canais específicos dos prótons (F0 da ATP sintase). . O fluxo de elétrons do citocromo c para o oxigênio. Em qualquer momento.

pois uma molécula doadora vizinha doa um eo. cada elétron sendo propelido no ciclo pela energia produzida pela absorção de um fóton.DESCREVA COMO O COMPLEXO DO CITCROMO bf UNE OS FOTOSSISTEMAS II E I ? Depois da excitação do fotossistema II. que adquire uma carga negativa. 07. chamadas de áreas púrpuras. Entretanto. mas se movimentam de volta através do complexo citocromo bf até a plastocianina. A plastocianina doa elétrons ao P700. para uma outra clorofila antena. Como o transporte é feito do QbH2 . Porém a clorofila antena tem a função de transmitir a energia luminosa para o centro de reação.COMO OCORRE A CONVERSÃO DA ENERGIA DE UM FÓTON ABSORVIDO PELA CLOROFILA EM SEPARAÇÃO DE CARGAS NO CENTRO DE REAÇÃO DO FOTOSSISTEMA ? Quando a clorofila da folha de um vegetal é excitada pela luz visível. PODERIA SER UTILIZADO (REOXIDADO) PARA A SÍNTESE DE ATP COM TRANSFERÊNCIA DE ELÉTRONS. mas necessitam de ATP adicional para outras necessidades metabólicas. e é repetida para uma subsequente vizinha. onde os elétrons passam do QbH2 ao citocromo b do complexo. 08. um elétron depois de excitado é promovido a um orbital de energia superior. A transferência de energia entre clorofilas antenas é chamada transferência ressonante de energia. por uma variante do princípio empregado pelos organismos fotossintetizantes verdadeiros. O oxaloacetato é transaminado formando aspartato. A membrana plasmática dessas bactérias contém áreas de pigmentos que absorvem luz. Então esse elétron passa a um receptor de elétrons vizinhos que é parte da cadeia de transferência de elétrons do cloroplasto. a planta ajusta a relação NADPH e ATP produzido nas reações luminosas para ajustar as necessidades desses produtos nas reações de fixação do carbono e outros processos que requeiram energia. 10. Na matriz o malato passa dois equivalentes redutores ao NAD+ produzindo oxaloacetato e NADH matricial para ser usado na cadeia respiratória ( transferindo elétrons para a síntese de ATP). uma neutra e outra carregada positivamente. para a plastocianina que só carrega um elétron por vez. Nesta molécula de clorofila especial. Como o tilacóide possui volume pequeno. representa uma poderosa força impulsionadora para a síntese do ATP.COMO AS BACTÉRIAS HALOFÍLICAS USAM A ENERGIA LUMINOSA PARA SINTETIZAR O ATP? A bactéria halofílica conserva a energia derivada da luz solar absorvida . permitindo que a primeira retorne ao seu estado fundamental. O malato passa para a matriz através do transportador malato  cetoglutarato. O complexo do citocromo bf é formado de um citocromo b e um citocromo f. até que a clorofila do centro de reação fotoquímica torne-se excitada. ou uma separação de cargas.O QUE É O FLUXO CÍCLICO DE ELÉTRONS EM CLOROPLASTO ? O fluxo cíclico de elétrons envolve apenas o fotossistema I. Este ciclo resulta no bombeamento de H+ do estroma para a luz do tilacóide. a diferença de PH medida entre o estroma e a luz do tilacóide . Enquanto a molécula excitada fica com um orbital vazio. tendo como resultado a formação de um gradiente de prótons. Assim temos uma molécula carregada negativamente. Da QbH2 os elétrons fluem para o citocromo f do complexo e desse para a plastocianina que vai doar os elétrons para a redução do fotossistema I. Essas áreas são constituídas de moléculas empacotadas da proteína bacteriorrodopsina que contém o . a iluminação deste promove a transferência de elétrons até a ferredoxina. referida como fosforilação cíclica. que é transportado para o citosol pelo transportador glutamato aspartato.para a molécula excitada e se torna positivamene carregada. Os elétrons que passam de P700 até a ferredoxina não continuam até o NADP+. Desta forma. Regulando partilha dos elétrons entre a redução do NADP+ e a fosforilação cíclica. 09. que é onde vão ocorrer as reações fotoquímicas. Acredita-se o fluxo cíclico de elétrons e a fotofosforilação ocorrem quando as células das plantas já estão amplamente supridas com poder redutor na forma de NADPH. O NADH transfere os seus equivalentes redutores ao oxaloacetato citosólico produzindo malato. O fluxo cíclico de elétrons não é acompanhado pela formação líquida do NADPH ou a produção de O2. é preciso que os elétrons passem por um ciclo Q. ou seja a conversão de um fóton numa separação de cargas. um por vez . muito pouca fluorescência é observada. a iluminação do fotossistema I pode induzir que os elétrons ciclem continuamente par fora do centro de reação fotossistema I e voltem a ele. juntamente com o centro de reação fotoquímica formam um fotossistema.MITOCÔNDRIA. Ao invés disso ocorre uma transferência direta da energia da clorofila excitada que é uma clorofila antena. O oxaloacetato é regenerado no citosol. ele é acompanhado pelo bombardeamento de prótons e pela fosforilação do ADP em ATP. Mas não por muito tempo. os elétrons estão armazenados na QbH2 e são transferidos pro fotossistema I através do complexo do citocromo bf e da plastocianina. A clorofila antena. que carrega 2 elétrons .

Entretanto. a) Diferenças: FOSFORILAÇÃO OXIDATIVA : • síntese de ATP direcionada pela transferência de elétrons ao oxigênio . CAP. uma alteração conformacional induzida leva à liberação de prótons para fora da célula . via transferência de elétrons através da cadeia . • o fluxo transmembrana de prótons através do gradiente de concentração por canais protéicos específicos fornece a energia livre para síntese de ATP . Grupos prostéticos : FAD e Fe-S .são processos que envolvem fluxo de elétrons através de uma cadeia de intermediários redox. disponível por este fluxo de elétrons através de uma membrana impermeável ao próton . formando um gradiente de PH através da membrana plasmática . nem realizam a fotorredução do NADP+. • maneira pela qual os organismos fotossintetizantes captam a energia da luz solar .retinal como grupo prostético (aldeído da vitamina A). suprindo a energia da síntese de ATP. Como a oxidação dos substratos. • é a culminação do metabolismo produtor de energia nos organismos aeróbicos . Desta forma a halobactéria pode usar a luz para suplementar o ATP sintetizado pela fosforilação oxidativa com o O2 . e ocorre igualmente bem na presença ou na ausência de luz . Os prótons tendem a se difundir de volta para a célula através do complexo ATP sintase na membrana . 18 11. fonte fundamental de energia na biosfera – FOTOSSÍNTESE . • COMPLEXO III : complexo dos citocromos bc1 ou ubiquinona-citocromo c oxidoredutase . • a energia livre . Transfere elétrons do NADH até a ubiquinona . • COMPLEXO I : complexo de NADH desidrogenase . a sua maquinária fototransdutora é mais simples que a das cianobactérias de plantas superiores. FOTOFOSFORILAÇÃO : • síntese de ATP direcionada pela luz . as halobactérias não produzem O2 . com o NADP+ como receptor de elétrons . Grupos prostéticos : Hemes e Fe-S . • envolve a OXIDAÇÃO da água a oxigênio . Quando as células são iluminadas as moléculas da bacteriorrodopsina são excitadas por um fóton absorvido. ela ocorre nas mitocôndrias . Ambos são processos conservadores de energia e ocorrem através de mecanismos fundamentalmente semelhantes 12. e é absolutamente dependente da luz . Cua e Cub . Grupos prostéticos : Hemes . Grupos prostéticos : FMN e Fe-S . Cite as principais diferentes e as principais semelhanças entre o processo de fosforilação oxidativa e a fotofosforilação . Transfere elétrons do succinato até a ubiquinona . . Á medida que as moléculas excitadas revertem ao estado inicial. b) Semelhanças : . que incluem as quinonas . 13. • envolve a REDUÇÃO do oxigênio a água com elétrons doados pelo NADH e FADH2 .COMPLEXO IV : complexo citocromo oxidase . transportadores ligados a membrana . semelhante àquele das mitocôndrias e cloroplastos . citocromos e proteínas Fe-S . Dê a composição dos quatro complexos transportadores de elétrons . Transfere elétrons do citocromo c até o oxigênio . • ocorre nos cloroplastos . • nos eucariotos . • COMPLEXO II : complexo succinato desidrogenase . conservando parte da energia livre de oxidação dos combustíveis metabólicos como um potencial eletroquímico transmembrana . a parte da cadeia que cada um catalisa e o grupo prostético correspondente a cada um . Transfere elétrons da ubiquinona até o citocromo c .

passando os elétrons através da cadeia respiratória até o O2. incluindo o homem. os complexos I. a manutenção do calor corporal é um importante uso da energia metabólica. através da fosforilação do ADP é acoplada à transferência de elétrons ao O2. cite de que forma este acoplamento pode ser explicado. arranjados assimetricamente nesta. a força proto. a mitocôndria do tecido adiposo marrom. a energia da oxidação não é conservada pela formação do ATP. Para os recém-nascidos sem cabelos. III e IV ligados à membrana interna da mitocôndria. uma proteína integral da membrana. Como a clorofila canaliza a luz absorvida para os centros de reação? . de prótons (pH). o que contribui para manter a temperatura corporal. II. da mesma forma que em outra mitocôndria. no qual a oxidação dos combustíveis não funciona para produzir ATP. barbituratos. .4 dinitrofenol (DNP) e um grupo de compostos relacionadosao carbonilcianeto fenilidrazona. Esta transferência de elétrons é acompanhada pelo bombeamento de prótons para fora da matriz.Este acoplmento obrigatório pode ser demonstrado na mitocôndria atrvés de desacopladores químicos incluem o 2. um elétron é deslocado para um nível de energia mais alto. conservação de energia nem síntese de ATP.motora é subsequentemente usadapara impulsionar a síntese do ATP. um gradiente tanto químico quanto elétrico. fornece uma via para os prótons retornarem à matriz sem passarem através do complexo F0F1. A habilidade de uma molécula em absorver luz depende do arranjo dos elétrons em volta do núcleo atômico na sua estrutura. e portanto. Entretanto. coopera com a ATP síntase para realizar a fosforilação do ADP ATP? Através da teoria quimiosmótica aplicada à mitocôndria. Animais hibernantes dependem das mitocôndrias desacopladas do tecido adiposo marrom para gerar o calor durante o longo período de dormência do inverno. Uma molécula que tenha absorvido um fóton está num estado excitado. Esta proteína. portanto. Em conseqüência deste curto-circuito dos prótons. malanatos. fornecendo o quantum absorvido como luz ou calor ou usando-o para o trabalho químico.Semuma membrana intacta não pode haver nenhum gradiente de prótons e. os elétrons do NADH e outros substratos oxidátivos passam através uma cadeia transportadores. permitindo que a respiração continue sem a síntese de ATP. As substâncias inbidoras. inibe tanto a respiração quanto a síntese deATP.cianeto e outros e a ruptura mecânica da membrana mitocondrial. a ruptura da membrana miticondrial. 16 .De que forma as moléculas dos pigmentos das membranas dos tilacóides transduzem a luz absorvida em energia química? Nos cloroplastos os elétrons fluem da H2O para o NADP+. os recém-nascidos possuem um tipo de tecido chamado de tecido adiposo marrom. 15.respiratória. antimicina. a força proto. a inibidores como. Como as mitocôndrias desacopladas no tecido adiposo marrom produzem calor? Na maioria dos mamíferos. nos complexos ligados a membrana interna das mitocôdrias. eles podem liberar um próton se dissociar)dissipando a transferência de elétrons da fosforilação oxidativa. através dos poros formados pelo em F0. Quando um fóton é absorvido. 17.realizada apenas pelos complexos I. estes inbidores atuam na cadeia de transporte de elétrons.mo tora representa uma conservação de parte da energia da oxidação. A clorofila e os pigmentos acessórios absorvem a energia luminosa para a fotossíntese. As mitocôndrias do tecido adiposo marrom oxidam combustíveis ( particularmente ácidos graxos ) normalmente. criando um curto-circuitoelétrico através da membrana mitocondrial. 14. possui a penas uma proteína na sua membrana interna: a termogenina. mas é dissipada como calor. o que leva a uma diferença na concentração de prótons transmembrana. como o cianeto. A transferência de elétrons ao longo da cadeia respiratória é acompanhada pelo bombeamento de prótons para fora da membrana mitocondrial interna .III e IV . que é geralmente instável. Sua hidrofobicidade permite-lhes difundir facilmente atrvés dasmembranas mitocondriais de forma protonada. A teoria quimiosmótica também explica um terceira condição que desacopla a oxidação da fosforilação. mas sim gerar calor para manter o recém nascido aquecido. induzidos pela luz que é a provedora de energia (subida da montanha). à medida que os prótonsfuem passivamente passivamente de volta para a matriz. Os desacopladores sãoáçidos hidrofobícos fracos. A energia eletroquímica inerte nesta diferença de concentrção de prótons e separação de cargas. A síntese de ATP . usualmente retornam rapidamente aos seus orbitais normais de energia inferiores. também chamada de proteína desacopladora (UCP). Os elétrons deslocados para orbitais de energia superiores. que bloqueia a transferência de elétrons entre acitocromo oxidase e o O2. A membrana mitocondrial interna é impermeável aos prótons. catalisada pelo complexo F1 associado com F0 (partes constituinte da ATPsíntetase que liga a matriz ao meio externo ).

Quando as moléculas de clorofila isoladas são excitadas pela luz a energia absorvida é rapidamente liberada como fluorescência e calor. Conhecida também como redução do carbono .5 difosforibulose completando-se assim o ciclo. Acoplados ao fluxo de elétrons dependente de luz estão os processos que geram ATP e NADPH. Um pigmento transdutor consiste de várias moléculas de clorofila combinadas com um complexo protéico que também contém quinonas fortemente ligadas.5 difosforribulose Para a formação de glicose provenientes do CO2 são necessárias 6 voltas no ciclo ( 6 mols de CO2) tornando-se a equação final: 6CO2 + 12 NADPH + 12 H+ + 18 ATP + 12 H2O   C6H12O6 + 18 ADP + 18 HPO42. Segue-se uma série de reações que leva a regeneração do 1. quantidade aproximadamente equivalente de clorofila a e b e também pode conter clorofila c). onde ocorrem as reações fotoquímicas . As moléculas de clorofila nas membranas tilacóides estão ligadas a proteínas integrais da membrana (proteínas ligadoras das clorofilas a e b. excitando esta segunda molécula e permitindo que a primeira retorne ao seu estado basal 2).5difosforribulose. Este elétron então passa a um receptor de elétron vizinho que é parte da cadeia de transferência de elétrons do cloroplasto. O elétron perdido pela clorofila do centro de reação é substituído por um elétron de ma molécula doadora de elétrons vizinha 5).esta sequência apresenta como substância chave a 1. 2 moles de ATP na transformação 3-fosfoglicerato = 1. considerando que cada átomo de carbono da glicose seja proveniente de 1 mol de CO2. Para cada mol de CO2 incorporado na fase escura da fotossíntese quantos mols de ATP e NADPH são consumidos? Faça um balanço final da sequência. Este fixa o CO2 .3difosfoglicerato. numa reação catalizada pela 3-fosfogliceraldeído-desidrogenase. deixando a molécula de clorofila excitada com um orbital vazio 4). até que a clorofila do centro de reação fotoquímica torne-se excitada 3). Desta forma. Nesta molécula de clorofila especial. que se torna positivamente carregada. elétrons do sistema PSI ficam capacitados a reduzir uma substância que transfere por sua vez é a ferredoxina (Fd) e NADP para formar NADPH. Elas funciona na absorção e transmissão da energia luminosa. Na fotossíntese que ocorre nas células autotróficas sabe-se que. A formação da glicose dá-se a partir da 6fosfofrutose. ou CAB) que orientam a clorofila em relação ao plano da membrana e conferem propriedades de absorção de luz que são ligeiramente diferentes daquelas da clorofila livre. Fase escura: O ATP e NADPH formados na fase clara são utilizados na redução de CO2 para produção de glicose.+ 12 NADP+ . 19.3 difosfoglicerato 2 moles de NADPH na reação 1. quarta. a. 18. A reposição dos elétrons se dá pela degradação da água e no qual ocorre a formação de O2. Porém podem ser observadas 5 etapas: 1) transferência direta de energia da clorofila excitada (uma clorofila antena) para uma molécula de clorofila vizinha. Esta transferência ressonante de energia é repetida para uma terceira. em velocidade muito alta para o centro de reação. b. c.Os pigmentos que absorvem a luz nas membranas tilacóides estão arranjados em conjuntos funcionais chamados fotossistemas. O receptor de elétrons. Explique resumidamente o que ocorre na fase clara e escura da fotossíntese. As outras moléculas do pigmento num fotossistema são também chamadas de moléculas antenas ou captadoras de luz. Fase clara: Nesta etapa estão envolvidos pigmentos denominados PSI. O 3-fosfoglicerato é então fosforilado. Todas as moléculas num fotossistema podem absorver fótons. este complexo é também chamado de centro de reação fotoquímica. a excitação pela luz provoca a separação de carga e inicia uma cadeia de oxidação-redução. Os elétrons ao percorrerem a cadeia de transportadores com potenciais crescentes ocasionam a liberação de energia livre que é utilizada no processo de fosforilação do ADP e consequente formação do ATP. Os agregados podem absorver luz em todo o espectro visível. constituída pelas reações de redução do CO2 para produção de glicose.3 difosfoglicerato = 3-fosfogliceraldeído 1 mol ATP na fosforilação de 5-fosforribulose = 1. mas especialmente entre 400 e 500nm e entre 600 e 700nm. desta forma. O CO2 fixado agora sob a forma de carboxila de ácido sofre redução pelo NADPH. um elétron é promovido pela excitação a um orbital de energia superior. forma-se as substâncias ATP e NADPH que são utilizadas na fase escura. originando um cetoácido que se hidrolisa com produção de 3-fosfoglicerato ( a enzima que catalisa estas reações é a carbonildismutase). ou subsequente vizinha. adquire uma carga negativa. O sistema PSI fica deficiente de elétrons que é suprida pelos elétrons do SPII (através da energia luminosa). mas apenas umas poucas podem transduzir a energia luminosa em energia química. Pela ação da luz. nas fosforilações que correspondem a fase clara. (possui centro de reação designado P 700 e uma lata relação clorofila a/clorofila b)e PSII ( centro de reação P 680 . Por sua vez o SPII fica deficiente de elétrons. numa reação que consome ATP formando-se 1.

Explique as etapas da gliconeogênese quando o precursor glicogênico è o lactato. converte o piruvato em oxaloacetato. Explique como no metabolismo esta reação é contornada para que ocorra esse processo biossintético celular: a gliconeogênese. Logo após. uma enzima que requer a coenzima biotina. o piruvato é transportado do citosol para a mitocôndria ou é gerado no interior da mitocôndria por desaminação da alanina. Malato + NAD+ Oxaloacetato + NADH + H+ O oxaloacetato é então convertido em fosfoenolpiruvato pela fosfoenolpiruvato carboxiquinase. a luz ultravioleta excita o sistema de pigmentos PSII que provoca a decomposição da água (F) O sistema é PSI. a. Responda falso (F) ou verdadeiro (V) para as sentenças fazendo as correções das falsas. o malato é reoxidado em oxalatoacetato com a produção de NADH citossólico. 2 .Oxaloacetato + ADP + Pi + H+ Em outro passo o oxaloacetato formado do piruvato na mitocôndria é reduzido reversivelmente a malato pela malato desidrogenase mitocondrial e com consumo de NADH. b. O fosfoenolpiruvato é então transportado para fora da . Depois que o piruvato produzido pela reação da lactato desidrogenase é transportado para o interior da mitocôndria. três passos na glicólise são essencialmente irreversíveis. Este oxaloacetato é convertido diretamente em fosfoenolpiruvato por uma forma mitocondrial da fosfoenolpiruvato carboxiquinase. através de uma reação dependente de Mg+2 na qual o GTP funciona como fosfato doador: Oxaloacetato + GTP Fosfoenolpiruvato + CO2 + GTP Sendo esta última uma reação reversível nas condições intracelulares. este é convertido em oxaloacetato pela piruvato carboxilase. Primeiramente. c. a piruvato carboxilase.Sete das dez reações enzimáticas da gliconeogênese são na realidade inversões de reações da glicólise. Na fotofosforilação cíclica não atua o sistema de pigmentos PSII. No citosol. (V) A redução do CO2 só pode ser feita na presença de luz (F) Na fase escura é que ocorre a redução do CO2. Oxaloacetato + NAD+ Oxaloacetato + NADH + H+ Depois o malato abandona a mitocôndria através do transportador malato-a-cetoglutarato presente na membrana mitocondrial interna. Sendo um deles a conversão de fosfoenolpiruvato em piruvato. (V) A energia para a síntese de ATP. a) Na fotofosforilação cíclica. Entretanto. é fornecida pelo fluxo de elétrons no cloroplasto. e) ATP e NADPH gerados na fase clara são consumidos na fase escura onde se forma a glicose. (V) CAPÍTULO 19: BIOSSÍNTESE DOS CARBOIDRATOS 1. Aqui não é necessária a exportação do malato da mitocôndria para o citosol como na via em que o piruvato é o precursor. Piruvato + HCO3.20. citando as diferenças com relação à via em que o piruvato é o precursor glicogênico: O lactato converte-se em piruvato no citosol do hepatócito liberando NADH.

seis grupos fosfato de alta energia são consumidos. Portanto. cujo nível celular reflete o nível do hormônio glucagon no sangue. e uma diminuição da frutose-2.6-bifosfatase-2.6-bifosfato. A fosforilação desta proteína aumenta a atividade da frutose-2. A soma das reações biossintéticas que levam do piruvato até a glicose sangüínea livre é: 2 Piruvato + 4 ATP + 2 GTP + 2 NADH + 4 H2O Glicose + 4 ADP + 2 GDP + 6Pi + 2 NAD+ + 2H+. diminui o nível celular de frutose-2. portanto. que por sua vez varia com o nível de glicose sangüínea. O equilíbrio destas duas atividades no fígado e.6-bifosfato? A frutose-2. catalisada pela fosfofrutoquinase-2. o nível celular de frutose-2.6-bifosfato e desta forma desacelera a gliconeogênese. é regulado pelo glucagon. efetor alostérico para as enzimas fosfofrutoquinase-1 e frutose-1. o ATP e o citrato.6-fosfatase. pode-se dizer que um aumento da concentração de frutose-2. inibindo a glicólise e estimulando a gliconeogênese.6-bifosfato inibe a glicólise e estimula a gliconeogênese. A frutose-2. e comprove a irreversibilidade deste mesmo processo biossintético e da glicólise. por sua vez.6-bifosfato.Mostre a razão da gliconeogênese ser um processo dito custoso. A frutose-2. A concentração celular da frutose-2.6-bifosfato ativa a fosfofrutoquinase-1 e estimula a glicólise no fígado. estimula a proteína quinase.6-bifosfatase. uma vez que esta libera apenas duas moléculas de ATP: Glicose + 2 ADP + 2 Pi + 2 NAD+ 2 Piruvato + 2 ATP + 2NADH + 2 H+ + 2 H2O Por isso. 4. O glucagon estimula a adenilato ciclase. O AMP cíclico.6-bifosfatase-2 e inibe a fosfofrutoquinase-2.6-bifosfato estimula a glicólise e inibe a gliconeogênese. vendo claramente que esta equação não representa a simples reversão da equação para a conversão da glicose em piruvato pela glicólise.6-bifosfato une-se ao sítio alostérico na fosfofrutoquinase-1. diz-se ser a síntese da glicose a partir do piruvato um processo relativamente custoso. Para cada molécula de glicose formada a partir do piruvato. uma enzima que sintetiza 3'5'-AMP cíclico (AMPc) a partir do ATP. e sua hidrólise pela frutose-2. b)O que é e como é mantida a concentração da frutose-2. Quando a frutose-2. a frutose-2. portanto. De modo geral.6-bifosfato também inibe a frutose-1.6-bifosfato é formada pela fosforilação da frutose-6-fosfato. 3.mitocôndria e continua na via glicogênica. ela aumenta a afinidade desta enzima pelo seu substrato frutose-6-fosfato e reduz sua afinidade pelos seus inibidores alostéricos. O glucagon.6-bifosfato é um regulador e não um intermediário na gliconeogênese ou glicólise.6-bifosfato.6-bifosfato é mantida pelas velocidades relativas de sua formação e destruição. A gliconeogênese e a glicólise são processos essencialmente irreversíveis dentro das condições intracelulares por apresentarem uma variação global de energia livre altamente negativa ( a glicólise apresenta variação de energia livre de 63 KJ/mol ).a) Como é feita a regulação hormonal da glicólise e da gliconeogênese no fígado de forma a manter constante o nível de glicose no sangue? Essa regulação é mediada pela frutose-2. . que transfere um grupo fosfato de ATP para a proteína bifuncional fosfofrutoquinase-2/frutose-2.

O ponto de início da síntese do glicogênio é a glicose-6-fosfato. b) De que forma os hormônios glucagon e insulina determinam a relação entre as formas ativa e menos ativa da fosforilase do glicogênio e da glicogênio sintase no fígado? No fígado. a glicogênio sintase b. 7. glicogênio sintase b.5. D-glicose + ATP D-glicose-6-fosfato + ADP 6-Uma vez que o glicogênio sintase não pode fazer as ligações (a1 6) nos pontos de ramificação do glicogênio. A fosforilase b quinase pode converter a fosforilase b em fosforilase a por fosforilação dos resíduos de serina. criando uma nova ramificação. A reconversão da forma menos ativa. A quebra de glicogênio é regulada através da modulação alostérica e da modulação covalente da fosforilase do glicogênio. ou em outra cadeia da molécula do glicogênio e em um ponto mais para o interior. que pode ser estimulada por AMP. a forma relativamente inativa. como é utilizado o glicogênio no fígado e no músculo? No fígado. determinam a relação entre as formas ativas e menos ativa da fosforilase do glicogênio e da glicogênio sintase.a) De forma comparativa. A fosforilase a. é desfosforilada pela fosforilase a fosfatase para liberar fosforilase b. que enzimas permitem que isso ocorra e qual o efeito biológico desta ramificação? Os pontos de ramificação do glicogênio são formados por uma enzima ramificadora do glicogênio. Quando ela é fosforilada em dois grupos hidroxila de resíduos específicos de serina por uma proteína quinase. e ao contrário da fosforilase do glicogênio. entretanto a maior parte da glicose ingerida é convertida em lactato que após captado pelo fígado é convertido em glicose-6-fosfato pelo processo gliconeogênico. O efeito biológico da ramificação é deixar a molécula do glicogênio mais solúvel e aumentar o número de extremidades não-redutoras.a) Faça uma comparação entre a glicogênio sintase e a glicogênio fosforilase em relação ao ciclo de fosforilação e desfosforilação das formas ativas e inativas dessas enzimas. catalisa a transferência de um fragmento terminal de 6 ou 7 resíduos de glicosil da extremidade não-redutora de uma ramificação do glicogênio que tem pelo menos 11 resíduos para o grupo hidroxila do C-6 de um resíduo de glicose nesta mesma cadeia. o que torna o glicogênio mais reativo às enzimas glicogênio fosforilase e glicogênio sintase. pela regulação do nível de AMPc em seu tecido alvo. Esses hormônios também regulam a concentração de . glicosil-(4 6)-transferase. a glicogênio sintase a é convertida em sua forma menos ativa. é a forma desfosforilada. a amilo(1 4) a (1 6) transglicosilase ou glicosil-(4 6)-transferase. o glicogênio funciona como um reservatório de glicose fácil de ser convertido em glicose sangüínea para a distribuição para os outros tecidos. em sua forma ativa é promovida pela fosfoproteína fosfatase que remove o grupo fosfato dos grupos de serina. o equilíbrio entre a síntese do glicogênio e a quebra do mesmo é controlado pelos hormônios glucagon e insulina. A forma ativa da glicogênio sintase é a glicogênio sintase a. seu modulador alostérico. Esses hormônios. Esta enzima. enquanto no músculo o glicogênio é quebrado através da glicólise para fornecer energia na forma de ATP para a contração muscular. Esta pode ser derivada da glicose livre pela ação da hexoquinase. a forma ativa que contém resíduos de serina fosforilados. b) Explique as etapas para a síntese do glicogênio.

são reguladas pelo pH e pela concentração de Mg2+. A diidroxiacetona fosfato sintetizada no estroma é transportada para o citosol onde é convertida enzimaticamente em 3-fosfoglicerato. A frutose-1. a)Como esta organela transporta (exporta) seus produtos fosforilados? Qual a importância desse sistema de transporte? O cloroplasto transporta os compostos fosforilados através de um sistema específico que catalisa a troca de um Pi por uma triose-fosfato(tanto a diidroxiacetona quanto o 3-fosfoglicerato).frutose-2. O 3-fosfoglicerato volta ao cloroplasto e o efeito líquido final é a produção de NADPH/NADH e ATP no citosol. b)Qual a função do sistema de contra-transporte Pi-triose fosfato. são reguladas pela luz e requer ATP e NADPH que têm as suas concentrações aumentadas no estroma do cloroplasto quando estes são iluminados. O destino mais importante desse carbono é a reciclagem para formar a ribulose-1. As enzimas fixadoras de CO2. perdem o mesmo CO2 ? . podem ser empregados como fonte de energia na via da glicólise e ciclo do ácido cítrico. 8. se logo após.Por que as células se dão ao trabalho de adicionar CO2 para sintetizar um grupo malonil a partir de um grupo acetila. Várias enzimas do estroma. por exemplo. gerando ATP e NADPH. ainda. e por outro lado o Pi que entra no cloroplasto é necessário para a fixação de CO2. onde funcionam como ponto de partida da biossíntese da sacarose.6-bifosfato. por exemplo). substrato importante no ciclo de Calvin.Como se dá a regulação do metabolismo dos carboidratos em vegetais? Exemplifique. o produto do segundo estágio da fixação do CO2. o restante.5-bifosfato. CAPÍTULO 20: BIOSSÍNTESE DE LIPÍDIOS 1. ou ainda pode ser convertido em sacarose para transporte ou amido para armazenamento.Quais os três destinos possíveis do átomo de carbono fixado no gliceraldeído-3-fosfato.5-bifosfato e os que sobram. Outras enzimas vegetais que regulam esse metabolismo são. por sua vez. as trioses-fosfatos. consequentemente. 9. como a enzima rubisco que é mais rápida em pH alcalino e em altas concentrações de Mg2+.6-bifosfatase também requer Mg2+ e é muito dependente do pH. esse sistema de contra-transporte possui a capacidade de movê-los indiretamente para o citosol. onde serão empregados. uma vez que certas enzimas são ativadas pela iluminação da célula.A membrana interna do cloroplasto é impermeável para a maioria dos compostos fosforilados (frutose-6-fosfato. além da troca de Pi e triose-fosfato na membrana interna do cloroplasto? Como o ATP e o NADPH não cruzam a membrana do cloroplasto. Qual desses destinos é o mais importante? O carbono fixado no gliceraldeído-3-fosfato na fixação do CO2 pode ser reciclado para formar a ribulose-1. dependentes do pH e das concentrações de certos substratos. durante a formação do acetoacetato. 10.6-bifosfato e. o equilíbrio entre gliconeogênese e glicólise. Sem essa troca o Pi disponível no cloroplasto será depletado impedindo a posterior fixação de CO2. A regulação do metabolismo dos carboidratos em células vegetais é dependente da luz. são enviadas para o citosol. glicose-6-fosfato e frutose-1. Esse mecanismo é importante pois os produtos da fixação fotossintética do carbono. ou seja. Esse contra-transporte move uma triose-fosfato para fora do cloroplasto (citosol) simultaneamente à entrada de Pi (interior do citoplasma) que será empregado na fotofosforilação.

A energia extra necessária para conduzir a síntese dos ácidos graxos de maneira favorável é fornecida pelo ATP empregado na síntese de malonil-CoA a partir de acetil-CoA e HCO3-.Explique os passos da formação do palmitato.Na  oxidação dos ácidos graxos. a ligação covalente do CO2 durante a biossíntese dos ácidos graxos é apenas transiente sendo removida logo após cada unidade de dois carbonos ser inserida na cadeia. este é reduzido pela malato desidrogenase citossólica em malato. Quando há um aumento nas concentrações mitocondriais de acetil-CoA e de ATP. tornam a reação de condensação termodinamicamente favorável. As reações da ácido graxo sintase são repetidas para formar o palmitato. A enzima que catalisa esta desidratação é a  -hidroxiacil-ACP desidratase. No complexo da sintase carregada. age como um inibidor por retroalimentação da enzima. O citrato então passa para o citosol pela membrana mitocondrial interna através do transportador de tricarboxilato. o principal produto da síntese de ácidos graxos. reação catalisada pela malonil-CoA-ACP transferase. O acetil CoA intramitocondrial reage primeiro com o oxaloacetato para formar citrato. em lugar de grupos acetila. o citrato é transportado para fora da mitocôndria e transforma-se tanto no precursor do acetil-Coa citossólico como em um sinal alostérico para a ativação da acetil-CoA carboxilase. reação catalisada pela acetil-CoA-ACP transacetilase. O grupo acetila da acetil CoA é transferido para o grupo Cys-SH da  cetoacil-ACP sintase. Condensação: A condensação dos grupos ativados acetila e malonil formam um grupo acetoacetil ligado à ACP através do grupo SH da fosfopanteteína. o palmitoil-CoA. O envolvimento de grupos malonil ativados. Como o oxaloacetato não pode voltar à matriz mitocondrial completamente pois não existe um transportador para ele. o grupo acetila é transferido do grupo Cys-SH desta enzima para o grupo malonil no SH da ACP.este volta à matriz mitocondrial através da malato alfa cetoglutarato que troca por citrato e é reoxidado em oxaloacetato para completar o transporte. a descarboxilação do grupo malonil facilita o ataque nucleofílico do carbono metileno ao tioéster que liga o grupo acetila ao  -cetoacil-ACP sintase. O acoplamento da condensação à descarboxilação do grupo malonil torna o processo global altamente exergônico. catalisada pela  cetoacil-ACP sintase. A condensação de dois grupos acila é endergônica. tornado-se a unidade de dois carbonos metil-terminal do novo grupo acetoacil. o rompimento da ligação entre dois grupos acila ( a clivagem de uma unidade de acetila da cadeia acila) é altamente exergônica. 2. Redução da dupla ligação: A dupla ligação do trans-delta 2-butanoil –ACP é reduzida( saturada) para formar butiril-ACP pela ação da enoil-ACP-redutase e o NADPH é o doador de elétrons. reação catalisada pela -cetoacil ACP redutase e o doador de elétrons é o NADPH Desidratação: No primeiro passo. No citosol a clivagem do citrato pela citrato liase regenera o acetil-CoA. sendo produzida uma molécula de CO2. 4. e o citrato é um ativador alostérico. trans-delta 2-butenoil-ACP. A alongação da cadeia geralmente pára neste ponto e é liberado o palmitato livre da molécula de ACP pela ação de uma atividade hidrolítica existente no complexo da sintase. O átomo de carbono presente no CO2 que se forma nesta reação é o mesmo átomo de carbono que foi originalmente introduzido no malonil-CoA a partir de HCO3. A segunda reação transfere o grupo malonil do malonil CoA para o grupo SH da ACP. os grupos acetila e malonil estão muito próximos um do outro e são ativados para o processo de alongamento da cadeia.Como é feita a regulação da biossíntese de ácidos graxos ? A reação catalizada pela acetil-CoA carboxilase é o passo limitante da velocidade na biossíntese dos ácidos graxos e esta enzima é um sítio importante de regulação. 8AcetilCoA+7ATP+14NADPH+14H+  Palmitato+8CoA+6H2O+7ADP+7Pi+14NADP+ 3. . um transportador indireto transfere os equivalentes do grupo acetila através da membrana interna. na reação do ácido cítrico catalizada pela citrato sintase.pela reação da acetil CoA carboxilase. os elementos da água são removidos do D- -hidroxibutiril-ACP para liberar uma dupla ligação no produto. Nesta reação. deslocando o grupo SH da enzima. Assim. esta reação é conduzida pelo investimento de energia oriunda do ATP. Redução do grupo carbonila: O acetoacetil-ACP formado no passo de condensação sofre redução do grupo carbonila para formar D- -hidroxibutiril-ACP. No passo de condensação. Nos vertebrados.Como o acetato é transportado para fora da mitocôndria ? Como a membrana mitocondrial interna é impermeável ao acetil-CoA. Sete ciclos de condensação e redução produzem o grupo palmitoil com 16 carbonos.

convertidos em triacilgliceróis por transesterificação com um terceiro acil graxo CoA. leva ao intermediário mevalonato. No 2º estágio há a ligação de um ácido graxo à esfinganina através de uma ligação amida para formar ceramida. liberando 1 CoA-SH. 6. A fosforilação disparada pelos hormônios glucagon e epinefrina. Primeiro estágio: Acilação dos grupos hidroxila livres do glicerol 3. a partir de precursores simples. ( Esquema: vide Lehninger págs 490 e 491 ). finalmente. são. explicando o processo. A via.diacilglicerol. a redução do AMG-CoA em mevalonanato . Frequentemente. o ácido graxo em C-1 é saturado e em C-2 é insaturado.fosfato ( fosfatidato). No 1º estágio ocorre a síntese de uma amina com 18 C (esfinganina) a partir do palmitoil-CoA e da serina. A mesma via que leva aos triacilgliceróis até fosfatidato acontece aqui também. mas não invariavelmente. pela ação da Glicerol 3. através de ligações éster ou amida: 3) adição de um grupo cabeça hidrofílico. o  -hidroxi- -metilglutaril-CoA (HMGCoA).fosfato desidrogenase citossólica ligada ao NAD. Esquema: vide Lehninger pág 492). No primeiro estágio da biossíntese do colesterol.fosfato é o precursor dos triacilgliceróis e pode ser obtido na glicólise. 7.2. desacelera a síntese de ácidos graxos . que se condensa com uma terceira molécula de acetil-CoA. agora. No 3º estágio há uma dessaturação da porção esfiganina da ceramida formando assim a esfingosina. (Estratégia 1). respectivamente. a fosfatidilcolina é que doa o grupo cabeça (fosfocolina) para a esfingosina . na qual cada uma das hidroxilas alcoólicas (uma no grupo cabeça polar e uma no C-3 do glicerol) forma um éster com um ácido fosfórico. Portanto. A CDP é ligada tanto ao diacilglicerol. O NADPH entra na via para reduzir a  -cetoesfinganina em esfinganina.fosfato por duas moléculas de acil graxo CoA liberando o diacilglicerol 3. a terceira reação representa esse comprometimento e é o passo decisivo. No segundo estágio envolve a conversão do mevalonato em duas unidades de isopreno ativado. a citidina difosfato (CDP). como ao grupo hidroxila do grupo cabeça (Estratégia 2). Em geral.são gastas 4 elétrons doados por 2 NADPH. requer: 1) síntese de uma molécula esqueleto (o glicerol ou a esfingosina): 2) ligação de ácidos graxos ao esqueleto.Cite os passos da biossíntese de glicerofosfolipídeos. 2) Os diacilgliceróis. unido ao esqueleto através de uma ligação fosfodiéster: e. Já no fígado e no rim ele também é formado do glicerol pela ação da glicerol quinase.Estas duas reações são catalisada por tiolase e HMG-CoA sintase. 5-Cite os passos para a biossíntese de triacilgliceróis explicando o processo. CDP. a fosforilação é acompanhada por dissociação em subunidades monoméricas e perda de atividade. pode seguir para a formação de triacilglicerol ou glicerofosfolipídio. No 4º e último estágio há a ligação de um grupo cabeça para produzir um esfingolipídio (cerebrosídio ou esfingomielina). Neste estágio três grupos fosfato são transferidos de 3 moléculas de ATP para mevalonato formando assim o 3-fosfato-5- . que se condensam formando acetil-CoA.A acetil-CoaA carboxilase é também regulada por alteração covalente. esta redução é catalisada pela HMG-CoA redutase. desta forma. 8-Como é realizado a biossíntese do colesterol a partir da acetil-CoA? Essa síntese ocorre em quatro estágios. são reversíveis e sua ocorrência não implica no comprometimento definitivo da célula com a síntese do colesterol . então. Na sua forma (desfosforilada) a aceil-CoA carboxilase polimeriza-se em longos filamentos. A citidina monofosfato (CMP) é então deslocada em um ataque nucleofílico pela outra hidroxila. Via do triacilglicerol: 1) O fosfatidato é hidrolisado pela fosfatidato fosfatase para formar um 1. No processo biossintético uma das hidroxilas é ativada primeiro pela ligação de um nucleotídeo. a inativa. O grupo cabeça polar dos glicerofosfolipídeos é ligado através de uma ligação fosfodiéster. em alguns casos. O glicerol 3. formando de fato um fosfatidato ativado.Como ocorre a biossíntese do esfingolipidios? A biossíntese deste lipídios compartilham precursores e alguns mecanismos. Na formação da esfingomielina.diacilglicerol. liberando um composto de 6 carbonos. ocorrendo em 4 estágios. a montagem dos fosfolipídeos. o grupo cabeça é um açúcar doado por UDP-glicose que se liga diretamente ao C1 hidroxila da esfingosina. 4) alteração ou mudança do grupo cabeça para liberar o produto fosfolipídico final. No cerebrosídio. irreversível. Duas moléculas de acetil-CoA.

O passo limitante na via para o colesterol é a conversão em mevanolato do beta-hidroxi-beta-metilglutanilCoA. onde ele pode funcionar novamente na captação de nova LDL. formando um epóxido (esqualeno-2.pirofosfamelanato. ele é transportadora forma de lipoproteínas plasmáticas. O alto nível de Citrato exportado da mitocôndria para o citosol estimulando a biossíntese de ácidos graxos.que condensam-se formando o Citrato .3-epóxido). Esta enzima existe nas formas fosforilada (inativa) e desfosforilada (ativa). O NADPH reduz o outro átomo de oxigênio do O2 até H2O. insolúvel em água. a enzima que catalisa esta reação. que são agregados moleculares de proteínas transportadoras específicas chamadas apolipoproteínas com combinações variadas de fosfolipídios. Consiste no reconhecimento das moléculas de LDL por receptores de superfície específico e de natureza protéica (receptores da LDL) que estavam presentes nas células que precisam captar o colesterol. A penetração do colesterol nas células é através da endocitose mediada por receptores que foi estudada.ele dá origem a ACETIL CoA ou Oxalacetato (reação anaplerótica ). altas concentrações de colesterol intracelular provocam uma redução na produção da LDL. ainda não identificados. 9-De que forma o colesterol é transportado do tecido de origem para outros tecidos? E como é o mecanismo de penetração dessa molécula nas células? O colesterol é. concentrações altas de colesterol intracelular também diminuem a síntese de novas moléculas da enzima. Por fim duas moléculas de fornesil pirofosfato ligam-se cabeça com cabeça para formar o esqualeno (30 C). O glucagon estimula a fosforilação (inativa) e a insulina promove a desforilação. é inibida alostericamente por derivados do colesterol. Finalmente o lonoesterol é convertido em colesterol por uma série de aproximadamente 20 reações. que contem 4 anéis característicos do núcleo esteróide e uma –OH no C3. Este endossomo eventualmente contêm enzimas que hidrolisamos ésteres de colesterol. ativando a enzima e favorecendo a síntese de colesterol. mais especificamente para as partículas de LDL ( lipoproteínas de baixa densidade). No próximo passo este grupo fosfato e o grupo carboxila próximo saem deixando uma dupla ligação no produto de 5 átomos de carbonos. Em adição a esta inibição imediata da HMG-CoA redutase já existente. sendo que um da três fosfato se liga ao grupo -HO do mevalonato e se torna um bom grupo abandonador. lanoesterol.Uma vez dentro da matriz mitocondrial . No terceiro estágio há a condensação de seis unidades de isoprenos ativado para formar a estrutura do esqualeno com 30 átomos de carbonos. ésteres do colesterol e triacilgliceróis. na qual é formado uma cadeia de 10 carbonos (geranil pirofosfato) e é liberado um grupo PPi. A HMG-CoA redutase. CAPÍTULO 20 1) .A principal causa da ciclização è a grande aparência da estrutura linear do esqualeno com a cíclica dos esturdies. 2) . O 2º e o 1º isopreno ativado se condensam" cabeça (extremidade na qual o fosfato esta ligado) com cauda" respectivamente. O geranil pirofosfato sofre outra condensação "cabeça com cauda" com o 1º isopreno ativado liberando o fornesil pirofosfato (15 C) . Finalmente. A ligação de LDL em um recptor de LDL inicia o processo de endocitose o que traz a LDL e seu receptor associado para o interior da célula dentro de um endossomo. A HMG-CoA redutase é também regulada por hormônios. 10-Quais são os fatores que regulam a biossíntese de colesterol nos mamíferos? A produção de colesterol é regulada pela concentração de colesterol intracelular e pelos hormônios glucagon e insulina. As duplas ligações do epóxido formado estão posicionado de tal forma que uma estrutura cíclica. No estagio seguinte 4º ocorre a ciclização do esqualeno formando os quatros anéis do núcleo esteróide e em seguida uma serie de mudanças (oxidações remoção ou adição de grupos metilas) leva a produção do colesterol . O receptor da LDL escapa da degradação e retorna para a superfície celular. diminuindo a captação do colesterol.  ³-isopentil pirofosfato (primeiro isopreno ativado) que se isomeriza formando o dimetil pirofosfato (segundo isopreno ativado).regulador a curto prazo da síntese dede ácidos graxos . a partir do sangue. As apolipoproteínas ("apo"designaa proteína na sua forma livre de lipídios) combinam com os lipídios para formar várias classes de partículas compostas de lipoproteínas e que são agregados esféricos com os lipídios hidrofóbicos na centro e as cadeias laterais hidrofílicas dos aminoácidos das proteínasna superfície. e do intermediário-chave mevalonato. essencialmente.De onde vem o NADPH responsável pela energia do processo de síntese de ácidos graxos? . A ação da esqualeno monooxigenase acrescenta um átomo do O2 à extremidade da cadeia do esqualeno . Com isso.Como a glicólise pode regular a síntese de ácidos graxos ? O Piruvato é um produto da via glicolítica . liberando o colesterol e ácidos graxos no interior do citosol. colesterol.

Quais hormônios e como eles regulam a biossíntese de ácidos graxos? Quando há grande ingestão de proteínas e carboidratos estes devem ser armazenados na forma de gordura . 4) . remoção ou migração de grupos metila) levam ao produto final. e do intermediário-chave mevalonato.Por oposiçaõ três outros hormônios inibem esta conversão (Glucagon . na qual cada uma das hidroxilas alcoólicas ( uma no grupo cabeça polar e uma no C-3 do glicerol ) forma um éster com um ácido fosfórico. O estágio 2 envolve a conversão do mevalonato em unidades de isopreno ativado e o estágio 3 consiste na polimerização das seis unidades com cinco átomos de carbono do isopreno para formar a estrutura linear de esqualeno. a ciclização de esqualeno forma os quatro anéis do núcleo esteróide e uma posterior série de mudanças ( oxidações. Outra fonte de NADPH é a via oxidativa da via das pentoses.O Malato então sofre uma descarboxilação oxidativa transformando-se em Piruvato com a liberação de NADPH. formando de fato um fosfatidato ativado.fale sobre os estágios da biossíntese do colesterol a partir do acetil-CoA.por serem armazenados na forma anidra. o mevalonato. 8) .pois são muitos reduzidos.Qual a importância funcional de um complexo enzimático responsável pela síntese de ácidos graxos ao invés da ação de enzimas individualizadas (não ligadas covalentemente )? O arranjo espacial do complexo enzimático aumenta a probabilidade de ligação entreo substrato e as enzimas e ao mesmo tempo limita o local de reação . 3) . a citidina difosfato ( CDP ). CDP-diacilglicerol ( estratégia 1 ). 6) . No estágio 4. como ao grupo hidroxila do grupo cabeça (estratégia 2 ). Como se dá a inibição e a regulação dessa enzima? A HMG-CoA redutase é inibida alostericamente por derivados do colesterol. tal como um cerebrosídio ou esfingomielina. 9) .Porque os triglicérides são utilizados pelo organismo como reserva de energia ? São moléculas que concentram muita energia . A HMG-CoA redutase é também regulada por hormônios. evitando a entrada de substratos competitivos. No processo biossintético uma das hidroxilas é ativada primeiro pela ligação de um nucleotídio. O Oxaloacetato é reduzido a Malato pelo NADH proveniente da gicólise .Esta conversão é promovida pela Insulina (estímulo da via glicolítica). 7) . que é catalisada por uma enzima reguladora complexa. e ocupam menor volume no organismo que glicídios e proteínas . No estágio 1 as três unidades de acetato se condensam para formar um intermediário com seis carbonos. .hormônio de crescimento e hormônio da adrenal-cortical). 5) . o colesterol. com 30 átomos de carbono. ativando a enzima e favorecendo a síntese de colesterol.fonte de energia para a síntese de ácidos graxos. ainda não identificados.Quais os estágios da biossíntese dos esfingolipídios ? _ síntese de uma amina com 18 carbonos a esfinganina a partir do palmitoil-CoA e da serina _ ligação de um ácido graxo através de ligação amida para formar um ceramida _dessaturação da porção esfinganina para formar esfingosina _ligação de um grupo cabeça para produzir um esfingolipídio.Quais as duas estratégias para ligação dos grupos cabeça na biossíntese dos glicerofosfolipídios? O grupo cabeça polar dos glicerofosfolipídios é ligado através de uma ligação fosfodiéster. A CDP é ligada tanto ao diacilglicerol.Uma vez fora da mitocôndria o Citrato é convertido a ACETIL CoA e Oxaloacetato. A citidina monofosfato ( CMP ) é então deslocada em um ataque nucleofílico pela outra hidroxila. O glucagon estimula a fosforilação ( inativação ) e a insulina promove a desforilação. Esta enzima existe na forma fosforilada ( inativa ) e desforilada ( ativa ).Na via do colesterol o passo limitante é a conversão do beta-hidroxi-beta-metil-glutaril-CoA em mevalonato.

Na espécie humana os hormônios esteróides são derivados do colesterol.10) . Explique como ocorre a clivagem da cadeia e a oxidação no processo de síntese desses hormônios. A remoção da cadeia lateral toma lugar na mitocôndria de tecidos que fazem hormônios esteróides. Todas as reações de hidroxilação e oxigenação na biossíntese dos esteróides são catalisadas por oxidases de função mista que empregam NADPH. Ela envolve primeiro a hidroxilação de dois carbonos adjacentes na cadeia lateral ( C-20 e C-22 ) seguida da clivagem de uma ligação entre elas. . A síntese desses hormônios requer a remoção de parte ou de todos os carbonos presentes na "cadeia lateral" que progeta C-17 no anel D do colesterol. oxigênio e o citocromo mitocondrial P-450. A formação dos hormônios individuais também envolve a introdução de átomos de oxigênio.

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