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Ação Negatória de Paternidade

Ação Negatória de Paternidade

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Ação Negatória de Paternidade Ação Negatória de Paternidade Legislação Código Civil – Quadro Comparativo Código Civil – 2002 Art

. 1.601. Cabe ao marido o direito de contestar a paternidade dos filhos nascidos de sua mulher, sendo tal ação imprescritível. Parágrafo único. Contestada a filiação, os herdeiros do impugnante têm direito de prosseguir na ação. Art. 1.602. Não basta a confissão materna para excluir a paternidade. Art. 1.603. A filiação prova-se pela certidão do termo de nascimento registrada no Registro Civil. Art. 1.604. Ninguém pode vindicar estado contrário ao que resulta do registro de nascimento, salvo provando-se erro ou falsidade do registro. Art. 1.605. Na falta, ou defeito, do termo de nascimento, poderá provar-se a filiação por qualquer modo admissível em direito: I – quando houver começo de prova por escrito, proveniente dos pais, conjunta ou separadamente; II – quando existirem veementes presunções resultantes de fatos já certos. Art. 1.606. A ação de prova de filiação compete ao filho, enquanto viver, passando aos herdeiros, se ele morrer menor ou incapaz. Parágrafo único. Se iniciada a ação pelo filho, os herdeiros poderão continuá-la, salvo se julgado extinto o processo.

Ação Negatória de Paternidade - MODELO Fato Novo Após Registro Exmo(a). Sr(a). Dr(a). Juiz(a) de Direito da ..... Vara Central, Distrital ou da Comarca de ..... [Deixar 10 a 15 espaços duplos] Proc. no ...../... . Requerente: D.L.S.

Requerido : R.F.C.S. D.L.S., portador do RG no ..... e do CPF/MF no ....., nacionalidade, estado civil, profissão, domicílio e residência, por seu Advogado, com fundamento no art. 282 e arts. segs. do Cód. de Proc. Civil, c.c. arts. 1.601 e segs. do Código Civil de 2002, que correspondem aos arts. 344 e segs. do Código Civil de 1916, e demais disposições legais que regem a matéria, propõe Ação Negatória de Paternidade, c.c. Nulidade de Assento de Nascimento, pelas razões que passa a aduzir, contra: R.F.C.S., menor impúbere, nascido em ...../...../....., representado por sua genitora L.F.C.S., portadora do RG no ..... e do CPF/MF no ....., nacionalidade, estado civil, profissão, domicílio e residência. Da Assistência Judiciária O Requerente é pessoa pobre na acepção legal do termo, trabalha como ....., ganha R$ ..... (.....) por mês, e não tem condições de arcar com custas processuais e com os honorários advocatícios, conforme documento que instrui este pedido. Dos Fatos e dos Fundamentos Jurídicos O Requerente e a genitora do Requerido contraíram matrimônio em ...../...../....., no regime ..... Ela estava no .... mês de gestação e afirmava ser ele o genitor do nascituro. Ela, desde tenra idade, sempre manteve vida independente. Nos primeiros anos do casamento mudou sua conduta, passando a ser mulher dedicada ao lar. Há cerca de .... anos, retomou a vida de solteira e, em face de uma conduta imoral, não condizente com a de esposa e mãe, surgiram desentendimentos. A separação ocorreu em ...../...../....., após ser flagrada em flagrante adultério, precedida de dias difíceis, com acirradas discussões, onde, numa delas, em ...../...../....., ela confessou que o genitor do Requerido era Fulano-de-Tal, portador do RG no ..... e do CPF/MF no ..., nacionalidade, estado civil, profissão, domicílio e residência. O Requerido R.F.C.S., nascido em ...../...../....., foi registrado no Cartório do Registro Civil de ..... (cidade), ..... (Estado), no livro ....., folha ..... Nesse instrumento figuram os nomes do Requerente e de seus pais, estes como avós paternos. O Requerente, tomado por emoção incontida, não mais sente prazer em manter, educar e criar o Requerido, como seu filho.

Do Direito, da Doutrina e da Jurisprudência Não obstante as disposições dos arts. 1.596 e segs. do Código Civil de 2002, que correspondem aos arts. 340 e segs. do Cód. Civil de 1916, o Requerente é parte legítima para propor esta demanda, uma vez que formula pedido juridicamente possível, porque o Código Civil, data venia, não merece interpretação gramatical e fria. O Requerente é parte legítima para propor esta demanda porque formula pedido

invocando-se. pelo sangue. Durante séculos prevaleceu o princípio latino mater semper certa est. 86 do Código Civil de 1916. em face dos elementos que negam a paternidade. como uma xícara de café. A lei. sobrepondo-se ao formalismo exacerbado e. II. Por tal fundamento. a moderna tecnologia de identificação. porém. do CC. que corresponde ao art. incerto). porém. uma vez assim realizado. Na última década. permite. onde se dizia: o exame de sangue prova a nãopaternidade. deverá ser declarado sem nenhum efeito o assento de nascimento do Requerido. É evidente que o nosso ordenamento jurídico não está em consonância com os fatos sociais atuais. O procedimento adotado pelo Requerente é continente de erro substancial previsto pelo art. ou admite a possibilidade. Nessa distribuição deve prevalecer a verdade real. “Negatória de Paternidade – Retratação de reconhecimento pretendida após a ruptura de relação concubinária – Admissibilidade mesmo na ausência de qualquer das figuras do art. parte autem incertus (a mãe é sempre certa. pelo DNA humano aplicada à medicina. Não se pode ignorar que a realidade fática de 1916. in casu. como subsídio. que merece. ser afastada até a afirmação que foi comum. ou por outro meio de contato. pode a ação prosperar sem que a barre o decurso do tempo. que a própria genitora já admitiu. ser anulado.”13 Da Imprescritibilidade do Direito de Ação Atualmente. O que se busca é a faculdade de um julgamento segundo o direito e melhor consciência. uma vez que pouco importa a definição que se queira das às circunstâncias que levaram os interessados a fazer a declaração que se diz falsa – Possibilidade de todo . 138 do Código Civil de 2002. onde correria o falso. sendo desnecessário aprofundar-se sobre a matéria. com precisão e certeza. a paternidade pode ser demonstrada indene de dúvida. eliminando-se dele os nomes do Requerente e dos avós paternos. “Acontece. a doutrina e a jurisprudência são meios pelos quais se vale o Estado para aplicar a Justiça. No caso. completamente desatualizado da realidade. por um fio de cabelo. E. quando foi promulgado o Código Civil. dando a cada um aquilo que lhe é devido. A aplicação de dispositivos legais ultrapassados fere a verdade real e ignora o conceito da Justiça.juridicamente possível. o de obter a anulação dos registros de nascimento. permissa venia. 147. o que é ato doloso. com absoluta certeza e. mas não a certeza dela. era bem diferente da atual. alguns julgados. os julgados dos Tribunais Superiores estão dirimindo as dúvidas quanto à prescritibilidade ou não de ação dessa natureza. que a ação tem outro objeto. sobre a prova hematológica. excluir ou determinar a paternidade. já que rege a espécie o disposto para as ações pessoais. com isto. com a evolução da tecnologia facilitando o emprego do exame pelo DNA. a envelhecida Lei não prescreve ao Requerente a possibilidade de impugnar a filiação do menor. o pai. não podendo ser utilizado de forma exclusivamente positivista. Hoje.

o pai concede status ao filho que o seja biologicamente. 178. do CC. Em contendo o ato uma proclamação de paternidade que não corresponde à realidade (o pai reconhece como seu um filho que o não é). como se afirmou acima. Com a costumeira precisão leciona Caio Mário da Silva Pereira: Na paternidade ilegítima. uma vez inexistente qualquer preceito de ordem pública impediente da declaração negatória da paternidade daquela que registrou. imputando-se essa condição. já que rege a espécie o disposto para as ações pessoais. em se provando a inverdade da declaração. São imprescritíveis as ações de estado. que sempre que possível que a filiação civil corresponde à filiação natural. o reconhecimento. conforme veremos. Dessa forma. pode ela prosperar sem que a barre o decurso do tempo. 178. procedeu ao registro do nascimento da primeira apelante. nada impediria ao marido de contestar a paternidade. que. em qualquer tempo. imprescritível – Voto vencido. embora formalmente perfeito. se referindo a ações de estado. 147. §§ 3o e 4o. Assim. porque este conteúdo de tamanha relevância não se projeta e não merece maior significação para o julgado. já que as limitações impostas pelo citado art. pois pouco importa a definição que se queira dar às circunstâncias que levaram os interessados a fazer a declaração que se diz falta. diante da comprovada impossibilidade de ser ele o pai da menor. se dirigindo no sentido de eliminar a incerteza quanto à paternidade. na espécie. por erro ou outra razão. II.14 Filiação – Ação negatória de paternidade – Imprescritibilidade – Preliminar rejeitada – Apelação improvida. não socorre às rés a invocação das disposições do art.”15 A Súmula 149 do Colendo Supremo Tribunal Federal.”16 . é ação imprescritível. malgrado. A prescrição não admite interpretação extensiva. portanto. Esse é o entendimento dominante da jurisprudência. ter sido o autor levado a erro ao registrar a Segunda ré como sua filha. “(. é impossível a ação negatória de paternidade mesmo na ausência de qualquer das figuras do art. e até inspirado em pia causa. Admite tal ação todo gênero de provas e pode ser intentada por quem quer que nisso tenha interesse. mormente a do pai para anular registro de filho não havido na constância do casamento declarado nulo e não putativo. equiparam a negatória à investigação de paternidade conferida ao filho. in casu. §§ 3o e 4o. ademais. Em suma a imprescritibilidade das ações de estado civil decorre da lei natural e biológica e. induzido em erro. Evidente. Acresce ponderar que. do CC.) ainda que o casamento não tivesse sido declarado nulo.. Tratando-se de reconhecimento de paternidade não sendo os genitores casados. a presunção gerada pelo Registro Civil pode suportar oposição hábil e idônea. estabelece que são imprescritíveis as ações de estado das pessoas. não subsistem relativamente ao prazo exíguo da prescrição. no entendimento abrangente que a Súmula 149 autoriza.gênero de prova para comprovação do alegado – Legitimidade ad causam de quem tenha interesse moral na providência – Ação.. tal estado não corresponde juridicamente à verdade. ou seja. não pode produzir o efeito querido e será anulado por falsidade ideológica. por erro na manifestação da vontade. do CC. a pesquisa desta é sempre possível. a ação seja do suposto pai natural. Ademais. já que o estado das pessoa é biologicamente imutável e se.

b) a declaração da nulidade e da ineficácia do assento de nascimento do menor. A designação de audiência de tentativa de conciliação. aguardando o momento para produção.. Dos Pedidos Em face ao exposto. incs. d) a expedição de mandado de averbação. . de Proc. a paternidade biológica. 4. com exclusão dos nomes dos avós paternos. 5. ao Cartório de Registro Civil competente. com exclusão dos nomes dos avós paternos. se necessário. querendo. na pessoa de sua representante legal. de Proc. A procedência da ação com: a) a declaração de que o Autor não é pai do menor. Os benefícios do art.É notório que numa ação onde se faz a narrativa de controvérsia sobre a filiação. 212. respeitosamente requer: 1. Civil. Civil e demais encargos. c) testemunhal. A concessão dos benefícios da Assistência Judiciária. Indica hic et nunc: a) confissão. verba honorária na forma do art. Vencidas as diligências e as provas. 20 do Cód. repercutindo. Das Provas Requer a produção das provas previstas no art. com a indicação de Assistente Técnico e articulação de quesitos pertinentes. d)exame e vistoria ou perícia para análise do DNA das partes. 2. b) documental... 3. 136. c) a condenação do Réu ao pagamento das custas processuais.. A citação do Réu. e) depoimento pessoal da representante legal e genitora do Réu.060. nos termos da Lei no 1. Conclusão O Autor não é pai do menor.. I a V do Código Civil de 2002 (art. O exame de DNA é prova importantíssima para a apuração dos fatos alegados. para responder a esta ação. após o trânsito em julgado da sentença... no registro. com as alterações posteriores. observadas as correções legais incidentes. 172 do Cód. de 1950. sob as penas da lei. incs. Soube disso depois que seu casamento foi desfeito. Do Valor à Causa Dá à causa o valor de R$ . I a VI do Código Civil de 1916). A designação de audiência de instrução e julgamento. (. é imperativo de Justiça seja declarado nulo o assento de nascimento do Requerido. 6.).. não se pode afastar ao exame prestigiado de DNA.

. Beltrano-de-Tal. solteira. profissão. e do CPF/MF no . portadora da Cédula de Identidade nº XXXXXX SSP/SP. domicílio e residência. na rua tal. menor impúbere. estado civil..060/50 e ..SP www. portador do RG no . mandato anexo (doc.. brasileira... nascido aos 20/01/2004 (certidão de nascimento anexa . brasileiro.doc...... domicílio e residência. R.....–... estudante.. P.. (FULANO DE TAL). Ação de investigação de paternidade cumulada com anulação de registro e modificação de nome do pai 23/05/2005 Arnaldo Xavier Júnior e Alcides dos Santos Oliveira Advogados em São Paulo ..Vila __. de .. de .Termos em que.. requerendo as benesses da gratuidade processual ao teor da Declaração de Pobreza que anexa (doc.. 05). Fulano-de-Tal. 3... portador do RG no . Fulano-de-Tal Advogado – OAB/... n° 00 .... 02) e invocando a Lei nº 1. respeitosamente... profissão. domicílio e residência.... Sicrano-de-Tal. e A. inscrita no CPF/MF sob n° XXXXXXXXX (docs. estado civil. .. por seus procuradores infra-assinados. 2. nacionalidade...geocities. deferimento. 1). nacionalidade.. profissão.. vem à presença de Vossa Excelência... representado por sua genitora (FULANA DE TAL)... com endereço nesta Capital de São Paulo..com/arnaldoxavier EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DA __ª VARA DE FAMÍLIA E DAS SUCESSÕES DO _____________ / SP. e do CPF/MF no . nacionalidade... e do CPF/MF no . 03/04).. D. CEP 0000-000. portador do RG no . Rol de Testemunhas 1. estado civil. Local..

posiciona-se sempre em favor da justiça substancial.001. diante do que preceitua o art. por impossibilidade jurídica do pedido.suas posteriores regulamentações e alterações. agora imputada a (SICLANO DE TAL). requerendo a realização do exame de DNA. julgou extinto o processo. Autos: 2005. a paternidade do infante registrado por ele. brasileiro. residente e domiciliado também nesta Capital de São Paulo. Contra-razões. sem julgamento do mérito. Pelo conhecimento e provimento do recurso. Eminente Desembargadora Relatora. art.PRELIMINARMENTE: Do LITISCONSÓRCIO PASSIVO necessário do Sr. tinha sérias dúvidas quanto à tal filiação. eis que no caso em comento. propor a presente AÇÃO DE INVESTIGAÇÃO DE PATERNIDADE em face de seu verdadeiro pai. 60/63. para comprovar tal afirmação. pela simples razão que a dúvida suspende o juízo. Em sede preliminar. para ciência da pretensão de anulação do registro. a pretensão é de reconhecer e comprovar por exame D. apesar de ter reconhecido voluntariamente a Apelada. pelos fatos e fundamentos que passa a expor: I . opinou pelo conhecimento e improvimento do recurso.04838 Relatora: Desembargadora Marilene Melo Alves Apelante: V. inciso III. 39/41. e antes mesmo de se discutir o mérito da presente contenda. O Ministério Público. 1o. Quanto ao cabimento do litisconsórcio passivo pleiteado. rotineiramente. e anular registro feito. ele já está ciente dos fatos e concorda com o pleito. in verbis: AÇÃO NEGATÓRIA DE PATERNIDADE DISPENSA DE PROVAS CERCEAMENTO DE DEFESA . 2. fls. Apelo. ajuizada sob o fundamento de que o Apelante. da CF. (BELTRANO DE TAL) (anuente). não acolhendo registros irreais. solteiro. 1o. a Justiça. Sentença que extinguiu o processo por impossibilidade jurídica do pedido. Câmara Cível do Tribunal de Justiça do RJ. Relatório: Trata-se de ação negatória de paternidade c/c anulação de registro civil. logo. conforme comentários e transcrições de entendimentos feitos mais adiante. no mundo contemporâneo. fls. Ementa: Ação negatória de paternidade cumulada com anulação de registro de nascimento. A dúvida. na ______________. conforme abaixo: 11a. transcreve entendimento do TJ/RJ. em qualquer circunstância da vida. advogado. tempestivo.560/92. via de regra.N. e suas conseqüências futuras. Colenda Câmara: 1. A r. Apelada: B. como se pode constatar pela ementa abaixo. Sentença. da Lei 8. Fundamentação: Esta Corte. (SICLANO DE TAL). às fls. que registrou criança que depois se certificou não ser filho seu. não pode. Para tanto o referido Senhor LITISCONSORTE (ANUENTE) deverá ser citado. aliás. 55/58. nada afirmando ou nada negando. Não se deve olvidar que o direito à paternidade verdadeira é atributo da dignidade humana. requer seja deferido o litisconsórcio passivo necessário de (BELTRANO DE TAL). de fls. sob o argumento de que o Apelante incidiu em erro ao registrar a Apelada.A. e cujo é permitido. pedido que se faz cumulativo nestes autos. 44/53. nem deve. contribuir para a sua manutenção. costuma ser atroz e perturbadora dos sentidos.

se garantir à Apelada um saudável relacionamento como filha. é perfeitamente possível a cumulação dos pedidos de investigação de paternidade e de anulação de registro.22285 Órgão Julgador: DÉCIMA PRIMEIRA CÂMARA CÍVEL DES. desde que o litisconsorte passivo seja admitido no processo. Para a Turma. 40). não se deve olvidar que o direito à paternidade verdadeira é atributo da dignidade humana. Rio de Janeiro. cerceamento do direito de prova. o fato de ter a parte autora protestado. 06 de abril de 2005. que ela tenha possibilidade de saber quem é o seu pai biológico. via de regra. art. J. inciso III.) não pode o vínculo de parentesco defluente do reconhecimento do estado de filiação ser objeto de alterações ditadas por razões de inferior importância. também será salutar para o desenvolvimento psíquico da menor. Configura. AÇÃO NEGATÓRIA DE PATERNIDADE.CARACTERIZAÇÃO ANULAÇÃO DA SENTENÇA APELAÇÃO CÍVEL. de O. contribuir para a sua manutenção. e. permitindo-se a produção de provas pertinentes.. logo. e. 3.. no mérito. o menor T.com. Assim também entende o STJ. J. quanto ao cabimento do litisconsórcio passivo pleiteado. o seu provimento se afigura a solução adequada. emocional e material do filho reconhecido" (fl. em detrimento do bem estar psíquico.. Conclusão: Diante do exposto. para. cujo requerimento sequer foi apreciado pelo juiz. 1o. CASSAÇÃO DA SENTENÇA. em opinar pelo conhecimento do recurso. entrou na Justiça com uma ação de investigação de paternidade cumulada com pedido de alimentos contra A. induvidosamente. no 2o. diante de um conjunto probatório sólido. RECURSO PROVIDO.Superior Tribunal de Justiça A ação de investigação de paternidade pode ser proposta independentemente de prévia ação de anulação de registro de nascimento do investigante. O Ilustre Magistrado afirma que: "(. JOSE C. aí então. e posteriormente insistido na sua produção. pela simples razão que a dúvida suspende o juízo.br/noticias/x/73/64/7364/ Impresso em 15/05/2005 19/11/2004 12h31 Ação de investigação de paternidade independe de prévia ação de anulação de registro Fonte: STJ . da CF. em qualquer circunstância da vida. em relação ao Apelante. O Ministério Público. especialmente a pericial . nada afirmando ou nada negando. A dúvida. Tipo da Ação: APELAÇÃO CÍVEL Número do Processo: 2003. de O. com atribuição perante esta Colenda Câmara. Representado pela mãe. ousa dissentir de tal posicionamento. FIGUEIREDO Julgado em 26/11/2003 Na linha desse entendimento. registrado como filho por outro homem.001. a Justiça. CERCEAMENTO DO DIREITO DE PROVA. suposto pai de um garoto. no mundo contemporâneo.exame de DNA. a despeito da manifestação favorável do Ministério Público.. tendo em vista que se faz mister investigar. EXTINÇÃO DO PROCESSO. se assim não for. O. ousa o Ministério Público. não pode. A conclusão é da Terceira Turma do Superior Tribunal de Justiça.. conforme transcreve abaixo: Link desta Notícia: http://www. costuma ser atroz e perturbadora dos sentidos. o . de São Paulo. Grau. com a devida vênia.direitonet. Em primeira instância. nem deve. Ricardo Alcântara Pereira Procurador de Justiça 33ª Procuradoria de Justiça da Região Especial E continuando. desde a inicial. que não conheceu do recurso de A.

como entendeu o Tribunal de origem. manteve um namoro por curto período de tempo com o REQUERIDO (ANUENTE) (SICLANO DE TAL). o suposto pai biológico e aquele que figura como pai na certidão de nascimento devem ocupar. pedidos conexos. curso de música. passou a namorar (na linguagem adolescente de hoje . yyyyy.processo foi extinto sem julgamento do mérito. xxxxx. quando . ainda que com réus diversos. com o nascimento e crescimento da criança. tendo havido. oportunidade que creu ser do atual namorado (ficante na linguagem adolescente). "Na demanda em que se discute paternidade. sob pena de nulidade absoluta. antes de requerer a investigação de paternidade e alimentos. deveria ser feito pedido de anulação de registro. O juiz considerou o garoto carecedor de ação. pois facilitam a prova pericial e a solução da questão. conseqüência lógica do pedido de declaração de paternidade".DOS FATOS: Ao que se vislumbra. na hipótese em exame. ela e o atual namorado. então. previamente. foram ao Cartório local e registraram. é necessário. salvo com sua anuência.. Nascido o neném. artigo 178. ministra Nancy Andrighi. e com o temor dos familiares. em litisconsórcio unitário. Fonte: STJ . além de unitário. com o litisconsorte passivo necessário nestes autos (BELTRANO DE TAL) (anuente). a mãe / representante do Requerente. eis que descendente de família nordestina (Baiana). até meados do mês de maio/2003. Ainda segundo a defesa.Superior Tribunal de Justiça II . que consta como pai na certidão de nascimento. O menor apelou e o Tribunal de Justiça de São Paulo deu provimento à apelação. necessário o aditamento da petição inicial. Ainda. e já não estando mais a mãe namorando (ficando) com o Sr. ainda. J. Meses após. sendo sua implementação obrigatória. é inviável a cumulação de pedidos contra réus diversos. afastando a extinção do feito para possibilitar a inclusão do pedido de anulação de registro. à época na Cidade de Tatuí. concluiu. dentro do espírito "irresponsável" e "to nem aí" típicos da adolescência. entendeu por bem fazer melhor as contas para se certificar de quem seria o pai. e somente depois veio a constatar estar grávida.015/73. considerou a relatora do processo no STJ. podem e devem ser examinados juntos. Embargos de declaração do suposto pai foram rejeitados posteriormente pelo TJSP. a defesa alegou violação do artigo 6º do Código de Processo Civil por suposta ocorrência de irregularidade processual. passou por pressões psicológicas e medos desmedidos. Afirmou. Segundo o Tribunal. 348. o que atrai a inclusão do pedido de anulação de registro. tendo em vista constar da certidão de nascimento nome de terceiro como seu pai. a ponto de nem se lembrar de fazer direito as contas e certificar de quem era a gravidez. ato seguinte. o litisconsórcio. No recurso especial. bem como a modificação do pedido após a citação do réu. e a partir de quando começou a falar e pronunciar papai. ocasião em que romperam o namoro e ela. EIS QUE A CRIANÇA EM NADA SE PARECIA COM O xxxxx.FICAR). Para a relatora. no caso. o filho. por ser este. ação anulatória de registro de nascimento possibilidade de cumulação dos pedidos de investigação de paternidade e de anulação de registro. e se assemelhava a uma xerocopia do Sr. 344. Passado tempo. ao votar pelo não-conhecimento do recurso. diz a ementa da decisão do TJSP. com admissão de litisconsórcio necessário". do Código Civil/16 e aos artigos 102 e 114 da Lei nº 6. Ele recorreu. com a chamada ao processo do terceiro que o registrou como filho. o pólo passivo. na sua tenra idade e inexperiência. na hipótese. I e II. sem declarar a nulidade do registro". que a propositura da ação de investigação de paternidade antes do prévio ajuizamento de ação anulatória de registro de nascimento é impossível. ofensa aos artigos 340. e é fato. para que P. alegando que. seja incluído no pólo passivo. percebeu algo diferente nos seus ciclos menstruais e no seu corpo. ainda sem prestarem atenção na possibilidade de não ser do XXX o filho. "Assim. mas do namorado anterior. O. onde faziam. § 3º e 4º. sendo impossível declarar a paternidade em relação ao suposto pai biológico. ao STJ. pois a relação jurídica objeto da ação é incindível. e com este começou a planejar o nascimento do filho. "Menor registrado em nome de outro pai desnecessidade de ser proposta.

e não o Sr. como se pretende no presente caso. 27. O reconhecimento do estado de filiação é direito personalíssimo.069. podendo ser exercitado contra os pais ou seus herdeiros. Art.. tendo tido a última menstruação entre 10 e 15/abril de 2003. ainda que o reconhecimento não haja sido o objeto único e principal do ato que o contém ". Neste ponto.. Parágrafo único. que o pai é o Sr. lobriga-se igual disposição no Estatuto da Criança e do Adolescente. II . ser inegável o direito dos pais reconhecerem a paternidade de seus filhos. IV . Conclui-se.605 do Código Civil. no próprio termo de nascimento.por escritura pública ou escrito particular. mas sim do outro. conjunta ou separadamente.DO DIREITO: Do reconhecimento da paternidade.DA LEI: 1. de 13 de julho de 1990: "Art. III . se deixar descendentes. Yyyyyy entre 25 e 27/04/2003. no que pertine à total procedência da presente ação: "Art. mediante os dispositivos legais transcritos. Yyyyyy. deve-se atentar para o disposto no artigo 1. pais biológicos. portanto. época em que ainda namorava o Sr. deu-se à concepção do bebê. ainda que incidentalmente manifestado. 26. e dos filhos pretenderem a paternidade a seus verdadeiros pais.por manifestação direta e expressa perante o juiz. segundo os médicos e o já citado cálculo apresentado. 1607. Ademais. b) engravidou-se nas relações que manteve com o Sr. por testamento. Xxxxx. Para tanto usou até de novas tecnologias médicas. como exemplo uma simulação em computador. Os filhos havidos fora do casamento poderão ser reconhecidos pelos pais. 06). Lei nº 8.constatou que pela data de nascimento 20/01/2004 (certidão de nascimento anexa) e data em que terminou o namoro com um e começou com outro. conforme se pode verificar mediante os artigos adiante transcritos: "Art. conjunta ou separadamente".por testamento. O reconhecimento dos filhos havidos fora do casamento é irrevogável e será feito: I . observado o segredo de Justiça. indisponível e imprescritível. donde se concluiu e certificamos que. Desnecessário mencionar que o bebê nasceu dentro do prazo normal. a ser arquivado em cartório. c) deu à luz ao menino em 20/01/2004. Resumindo: a) teve menstruação entre 10 e 15/04/2003. impossível seria a paternidade ser do que registrou. época que. III . concernentes ao direito de reconhecimento do filho. IV . O filho havido fora do casamento pode ser reconhecido pelos pais. com quem a representante do Requerente só começou manter relações sexuais por volta de uns 30 dias após engravidar-se. sem qualquer restrição. sem qualquer antecipação prematura. O reconhecimento pode preceder o nascimento do filho ou suceder-lhe ao falecimento. no que concerne . e com quem manteve relações sexuais no final de semana compreendido entre 25 e 27/04/2003. Yyyyyy. mediante escritura ou outro documento público. Prefacialmente cumpre anotar as disposições constantes no novo Código Civil. Há de concluir. 1.no registro do nascimento. 1609. qualquer que seja a origem da filiação".609 do mesmo diploma legal. veja-se o estabelecido no art. conforme se comprova pela inclusa cópia de pagina da internet (doc. Neste sentido.

que fixavam em quatro anos o prazo de ação de impugnação ao reconhecimento.3.9. o filho que não impugnasse. V .quando existirem veementes presunções resultantes de fatos já certos". dentro do lapso temporal durante o qual nasceu o menor.6524/8-General Salgado-SP. Interesse jurídico e legitimação dos herdeiros. Superior Tribunal de Justiça. Terceira Turma. de Direito Privado. Rel. AC nº 186. por ilegitimidade ativa. Apelação conhecida e provida. p.quando houver começo de prova por escrito. por falsidade.248. Des. Quarta Câmara de Direito Privado. j. 167. um novo regime foi implantado: 'Em face do Estatuto da Criança e do Adolescente. Prosseguimento ordenado. Desta feita. ou defeito. do termo de nascimento. relator. Assim.12. Ação ajuizada por herdeiros do falecido pai. Percebe-se facilmente.2002. 2283/2394-j.98. Alimentos. Carlos Alberto Menezes Direito. . 79. Recurso Especial 107. inexiste prazo para que o filho promova ação de investigação de paternidade cumulada com a de anulação do registro de seu nascimento (Superior Tribunal de Justiça. Roberto Bedran. não restam dúvidas de que ao REQUERIDO (ANUENTE) compete o dever de reconhecer o REQUERENTE como seu filho.493. J. .99). (JSTJ e TRF . b) porém. esse prazo já vinha sendo desconsiderado.Anulação de assento de nascimento.2ª Câm.069/90. VI. poderá provar-se a filiação por qualquer modo admissível em direito: I . mediante ação própria promovida por quem tenha legítimo interesse econômico ou moral.Página 130). Apelação Cível 088. Na falta. 171. Antes do atual Código Civil. nem o próprio REQUERIDO (ANUENTE) nega estes acontecimentos. Inadmissibilidade.não poderia promover ação de investigação de paternidade contra outrem' (REsp nº 83. eis que a genitora do Requerente mantiveram relacionamento. Ruy Rosado de Aguiar. Quarta Turma. REGISTRO CIVIL . R Esp 155. sempre vinculado à veracidade da declaração. no regime legal em vigor (Estatuto da Criança e do Adolescente). não pode produzir o efeito querido e deve ser anulado.u. já foi mais de uma vez examinado nesta Quarta Turma. 5/6/2001. 178. 7. rel. Pronúncia de carência.5.Volume 111 . j. 17. contados da maioridade ou da emancipação'" (REsp n. . do Código Civil. Aguilar Cortez.640/RS. Min. Pretensão fundada na falsidade do registro.às provas da filiação: "Art. o reconhecimento da paternidade.). conjunta ou separadamente. § 9º. Ministro Sálvio de Figueiredo). p. Se o reconhecimento de paternidade. não corresponder à realidade. de minha relatoria). estabelecendo-se que: a) 'No regime anterior à Constituição de 1988 e à Lei nº 8. cumulada com a de investigação da paternidade atribuída a terceiro. de 30. Bertoldo de Oliveira. em. por falso reconhecimento de paternidade. Tribunal de Justiça de São Paulo. (TJSP . relator. no prazo de quatro anos. tem-se por revogados os arts.685/MG. O novo Direito de Família. e 362. que o caso em apreço subsume-se perfeitamente às disposições transcritas. j. 16. BAASP. Ademais. v. em acórdãos como os que seguem: O tema relacionado com o prazo extintivo do direito de o filho reconhecido promover a ação de anulação do registro de nascimento.98.legitimado que fora quando do casamento de sua mãe. relator. j.643. proveniente dos pais. II . 1605.DA DOUTRINA E DA JURISPRUDÊNCIA: Arnold Wald.

04. tenho que uma eventual má condução do feito não pode sepultar.determinar o vínculo biológico de filiação". a representante legal do REQUERENTE nunca impediu o contato e convivência do REQUERIDO (ANUENTE) com o menor. A maioria da doutrina e dos julgados dos tribunais. ou for fixado pelo juiz. aliás. Senhor Presidente. bem como fiscalizar sua manutenção e educação". aquele princípio que autorizava ao Poder Judiciário fazer do preto. autor de um meticuloso estudo sobre o regime da filiação subseqüente à Constituição de 1988. as ações de estado. . veja-se disposição contida no 1. Des. em cuja guarda não estejam os filhos. branco e do quadrado.Zeno Veloso. O pai ou a mãe. Os registros públicos hão de espelhar essa verdade. Em outras oportunidades. na qualidade de genitor do menor.DOS DIREITOS DO GENITOR: Conforme explanado anteriormente. O processo não merece ser resumido a apenas um formalismo. Assim. praticamente afastada". redondo. o direito de o filho rever a decisão judicial. pelo quê a presunção pater is est. TJDF . Neste sentido.Rel. sob a ótica da Constituição. sem qualquer compromisso com a substância das coisas. "O fato é que. A verdade há sempre de prevalecer. 1589. presta a seguinte informação: "Com a Constituição de 1988 e as leis infraconstitucionais que vieram regular a matéria relativa à família. nego provimento ao agravo e o processo segue para que seja apurada a realidade dos fatos e afastada a preliminar de coisa julgada na espécie. para dizer o mínimo. A ação de investigação de paternidade. como o sagrado direito de estar com o filho.199904. são imprescritíveis. 12.Relator Designado e Vogal: Senhor Presidente. exatamente por conta da situação amistosa que até o momento norteia o caso em apreço. manifestei-me sobre esse assunto e peço licença para divergir do eminente Desembargador Relator. ajuizar ação de impugnação da paternidade de molde a cancelar a presunção legal e. VI .446-4/98 . porque uma ação de estado. seja o de o filho saber quem é o seu pai. orientações educativas e. não importa o tempo que tenha passado. Valter Xavier . a qualquer tempo. é exatamente por isto que vem a Juízo.AI 2. não importam os remédios jurídicos que tenham sido utilizados. via de consequência. A segurança jurídica cede ante valores mais altos.1999 O Senhor Desembargador VALTER XAVIER . a ajuda necessária para manutenção da subsistência. de qualquer interessado rever essa decisão judicial. Maioria. porventura. . estiver errada a decisão judicial. Toda uma seqüência de filiação ficará comprometida. seja o de que os registros públicos devem espelhar a verdade real. p/o Ac. com base no princípio da igualdade entre os filhos. a meu aviso. expressão processual dos direitos da personalidade. Assim. poderá visitá-los e tê-los em sua companhia. é daquelas onde não se materializa a coisa julgada.12. A pessoa humana poderá. Tenho que a ação de investigação de paternidade é daquelas em que não se materializa a coisa julgada. o quadro passou por uma revisão. Agravo improvido. é inegável a existência de direitos que não lhe podem ser negados. Já vai longe. Ora. está bastante enfraquecida.1ª T. como temos insistentemente alertado. A lei não pode tirar o direito de a pessoa saber se realmente a outra é seu ancestral.589 do Código Civil: "Art.que poderá ser cumulada à ação negatória . o que não aqui não pede regulamentação. e dele receber carinho. vem entendendo que o descendente tem o direito de investigar a sua paternidade. Diante da segurança jurídica que se busca com uma coisa julgada.J. Senhor Presidente. qualquer que seja a natureza da filiação. de uma vez por todas. se. para garantir ao filho o direito de ter um pai. temos um valor mais alto. que é de o filho saber quem é seu pai e o pai se saber se realmente gerou aquele filho. sem limitação ou restrição alguma. mediante a ação de investigação de paternidade . segundo o que acordar com o outro cônjuge.

e depoimento também do REQUERIDO E DO LITISCONSORTE. testemunhal. Pretende provar o alegado mediante prova documental.060/50.000.R. com a determinação de realização de exame hematológico DNA pelo IMESC. e fundamentalmente prova pericial (consistente em exame hematológico e DNA). o pai pagará os alimentos em patamar acertado com a mãe livremente. conforme faculta a Lei n° 1. REQUER a Vossa Excelência: a) O deferimento do litisconsórcio pleiteado. todos anuentes ao presente pleito.DOS ALIMENTOS E VISITAS: Sobre as visitas e contribuição alimentar do Requerido para com o menor. mediante sentença. EM SEDE PRELIMINAR. para que aceite os termos da presente.334 AÇÃO NEGATÓRIA DE PATERNIDADE . PEDE DEFERIMENTO. dentro da equação necessidade / possibilidade.Jd. Termos que. VIII . d) A isenção do REQUERIDO (ANUENTE) de outras condenações.DOS PEDIDOS: Pelo exposto. por carta. Samambuca . c) A procedência in totum do presente pedido. por ser o requerente pobre na acepção jurídica do termo. determinando-se a citação do litisconsorte passivo.672 ALCIDES DOS SANTOS OLIVEIRA Advogado . Repita-se. há consenso de não discutir aqui valores e forma de pagamento. citando-se o Requerido (anuente). se positivo. e após o resultado. com suas alterações e regulamentações. por carta.00 (mil reais). no endereço Rua tal. eis que anuente e por conta de sua aceitação ao presente pleito.VII . com a conseqüente isenção de custas e demais despesas processuais. Dá-se à causa o valor de R$ 1. nº 000 . e demais meios de prova em Direito admitidos. a ser determinado ao IMESC por força de sua credibilidade e impossibilidade financeira do menor e sua representante em arcar com as custas. e fundamentalmente a Declaração de Pobreza firmada por sua genitora. 16 de maio de 2005. requerendo D. São Paulo.A a presente. b) Recebimento e processamento da presente ação. CEP 00000-000. por meio do exame a ser realizado. para a devida regularização. para que aceite os termos da presente. ARNALDO XAVIER JUNIOR Advogado . comprovada a paternidade. já acostada.OAB/SP nº 151.Rio Grande / SP. Concessão dos benefícios da Gratuidade de Justiça. expedindo-se o competente mandado ao Cartório de Registro Civil. Tal será feito amigável e voluntariamente pelos pais sem intervenção do judiciário. com todas as intimações judiciais em nome dos subscritores.OAB/SP nº 150. há consenso entre os pais que. e mais depoimento pessoal da genitora do REQUERENTE. com o reconhecimento da paternidade do menor (FULANO DE TAL).

Em audiência realizada no dia 06. tentando investigar os boatos. por conhecidos seus e até amigos da genitora do menor. por via reflexa. tinha conhecimento que naquela época. Abraão era motorista de caminhão. por intermédio de seu advogado. ingressou com ação de investigação de paternidade contra o requerente.1996. aliado aos boatos espalhados pela própria genitora do requerido..1996. não a confirmou. anexo).04. Foi realizado exame de tipagem sanguínea. que não excluiu a paternidade e. bem como por ter esta ação vindo a termo por acordo homologado judicialmente.. visando reverter condição de paternidade anteriormente reconhecida de forma voluntária pelo autor. por sua genitora. por certo era o pai do menor. que esta muito se vangloriava do fato do vindicante estar “sustentando filho de outro”. advertido do resultado do exame. EXMO JUIZ DE DIREITO DA (xxx) VARA CÍVEL DA COMARCA DE NOVA ANDRADINA – MS (XXX). para fins do artigo 39. Ingênuo. o reconhecimento efetivo de que não é pai do requerido. com alegação de não ter ocorrido coisa julgada material. Consternado com a situação.. mas apenas depois do 2° mês de gravidez.Inicial de ação negatória de paternidade. acatou os conselhos do juiz e do mp e reconheceu voluntariamente a paternidade. reconheceu que havia mantido relacionamento com o tal ABRAÃO. contudo. vem perante este Juízo ajuizar a presente AÇÃO NEGATÓRIA DE PATERNIDADE em face de (XXX). I. em 08. visando a realização do exame de DNA e. motivaram o requerente a ajuizar a presente ação. que esta subscreve.(o autor não trouxe aos autos a certidão de nascimento porque se encontra na posse da genitora do autor e em razão do preço nada módico. o requerido prestou depoimento informando que embora tivesse mantido relações sexuais com a genitora do requerido. pelos motivos fáticos e jurídicos adiante articulados: 1. o requerente. acabou por tomar conhecimento que na época da concepção do requerido a sua genitora manteve sim relações sexuais com o tal ABRAÃO. OS FATOS Em 1996 o requerido. A genitora do requerido.(doc. por não ter sido excluída a paternidade. O DIREITO . Tal fato. Em audiência de instrução. que no ano passado o requerente passou a ser avisado. também já se relacionava com Abraão de Tal. foi convencido de que. Sucedeu. cobrado pelo Cartório de Registro Civil. em razão do não esgotamento probatório da anterior ação de investigatória. 2.05. o requerente. (. o que vem fazendo até a presente data.). concordando até em pagar a pensão alimentícia. Mas a sentença anexa comprova o alegado). do Digesto Processual Civil. obviamente. com escritório profissional em endereço declinado em rodapé.

A PRESCRIÇÃO Não há que se falar em prescrição do direito do autor porque.. foi extinto com julgamento de mérito. a coisa julgada. “se se trata de direitos indisponíveis. especialmente o exame genético DNA. INEXISTÊNCIA DE COISA JULGADA MATERIAL O processo de investigação de paternidade. aos direitos assumidos pelos indivíduos na sociedade. tendo em vista que. sem. na lição de Paulo Roberto De Oliveira Lima(2). em casos como o dos autos. documental. a respeito. que fosse produzida prova pericial (exame de DNA) que desse certeza da paternidade. que a decisão homologatória do acordo realizado na ação de investigação de paternidade (doc. não contém certeza capaz de dar segurança às relações jurídicas. deverá o Juiz orientar-se no sentido de encontrar a verdade real determinando a produção das provas que entender necessárias” É do citado jurista. como dito. 1601 do novel Código Civil.1. constantemente citado em decisões do STJ. O douto Caio Mário(1). pericial. imprescritível obviamente será o direito de ação visando a declará-lo. dada a sua estabilidade . 2.” Nesse sentido. porque o requerente reconheceu a paternidade do requerido. já que apenas resolveu a pretensão.. julgada A coisa julgada é instituto constitucional que visa dar segurança e certeza às relações jurídicas. no entanto. Maria Christina de Almeida(4) aduz que: ". em O julgado. pois que a ação de reconhecimento compulsório é uma ação declaratória". em que o investigado reconhece voluntariamente a paternidade. a observação no sentido de que: “Não faz coisa julgada material a homologação do acordo de reconhecimento da paternidade na pendência da ação. conforme proclama o art. anexo). preleciona que: “Somente haverá coisa julgada material quando na ação de investigação de paternidade forem produzidas todas as provas permitidas em Direito. é resolver sem examinar. leciona: “se o estado é imprescritível. com a produção de todas as provas. De fato. A decisão o homologatória decisum não da gerou composição coisa transitou material. porquê: Contudo. No acordo firmado em juízo. coincidir com a verdade real. notadamente em se tratando de ações de estado. no caso. testemunhal. isto porque a sentença proferida pode. ainda. não terá havido decisão judicial declarando a paternidade biológica. ou não.2. só será material se esgotados os meios probatórios disponíveis à busca da verdade real. conseqüentemente. em se tratando de ação de estado. conforme leciona Helena Cunha Vieira.1. de caráter indisponível. Sucede. a ação respectiva é imprescritível.há a possibilidade de revisitar um julgado no qual não se tenha utilizado do critério científico na apuração da verdade para torná-lo cientificamente seguro. Homologar transação. que deve ser o norte do julgador. e o depoimento pessoa. não a examinou. O celebrado Belmiro Pedro Welter(3).

admite-se o ajuizamento de ação investigatória. Não se pode olvidar. não houve coisa julgada material. para fornecer a certeza que tanto se espera da verdadeira paternidade.A coisa julgada. I. Nas palavras de respeitável e avançada doutrina. QUE TEVE SEU PEDIDO JULGADO IMPROCEDENTE POR FALTA DE PROVAS. INVESTIGAÇÃO DE PATERNIDADE. Ipsis verbis: "PROCESSO CIVIL. porque permite ao julgador um juízo de fortíssima probabilidade. é pacífica no sentido de que de fato não há coisa julgada material em ações desta espécie. quando do ajuizamento da primeira ação. do engodo. portanto. permitir-se o prosseguimento da ação visando a produção da prova competente. e não existe tranqüilidade social com a imutabilidade da coisa julgada da mentira. Além de jurídico. REPETIÇÃO DE AÇÃO ANTERIORMENTE AJUIZADA. de nada adiante canonizar-se a instituto da coisa julgada em detrimento da paz social. e não uma convicção científica" Sobre o assunto. mas de ato voluntário do autor.Não excluída expressamente a paternidade do investigado na primitiva ação de investigação de paternidade. e não um pai(6). "sempre recomendável à realização de perícia para investigação genética (HLA e DNA). que numa sociedade de homens livres. à evidência que se deve ensejar. em linha de princípio. na busca sobretudo da realização do processo justo. EVOLUÇÃO. em se tratando de ações de estado. PRECEDENTES. já que a paternidade biológica não é interesse apenas do investigante ou do investigado. tratando do tema. todavia. sempre que possível. No caso entelado. RECURSO ACOLHIDO. deve ser interpretada modus in rebus. diante da precariedade da prova e ausência de indícios suficientes a caracterizar tanto a paternidade como a sua negativa. MITIGAÇÃO DOUTRINA. pontifica: "a coisa julgada existe como criação necessária à segurança prática das relações jurídicas e as dificuldades que se opõem à sua ruptura se explicam pela mesmíssima razão. Conseqüentemente. "a coisa julgada existe como criação necessária à segurança prática das relações jurídicas e as dificuldades que se opõem à sua ruptura se explicam pela mesmíssima razão. (7) Humberto Theodoro Júnior. inclusive do STJ. e considerando que. da falsidade do registro público. em face do avanço científico representado pelo DNA. está na substituição da verdade ficta pela verdade real. o pedido é justo. injusto também é a declaração de uma filiação inexistente. mas de toda a sociedade. porque sem justiça não há liberdade". tem causado verdadeira revolução no Direito Processual e no Direito de Família. o progresso da ciência jurídica. porque sem . como no caso de investigação de paternidade. que "numa sociedade de homens livres. Não se pode olvidar. a justiça tem de estar acima da segurança. senão de certeza" na composição do conflito. porque o reconhecimento da paternidade não foi feito judicialmente e nem resultou de exame de DNA. Ademais. porque "se é desumano não ter o filho direito à paternidade. ainda que tenha sido aforada uma anterior com sentença julgando improcedente o pedido. o conhecido e hoje acessível exame de DNA. quando estudiosos hoje se aprofundam no reestudo do instituto. Jurídico. a realização de tal exame para a busca da certeza quanto à paternidade" (RT 703/204). III. pois. a Justiça tem de estar acima da segurança. todavia. porque o investigado quer o pai. em matéria de prova. II. DIREITO DE FAMÍLIA.jurídica como furto da persuasão íntima do julgador. COISA JULGADA. Com efeito.Nos termos da orientação da Turma. o exame pelo DNA ainda não era disponível e nem havia notoriedade a seu respeito. A jurisprudência pátria. já ponderou o Ministro Sálvio de Figueiredo(5): "a matéria probatória nas ações de investigação de paternidade.

Cív.. OS PRECEITOS CONSTITUCIONAIS E DA LEGISLAÇÃO DE PROTEÇÃO DO MENOR SE SOBREPÕEM AO INSTITUTO DA COISA JULGADA. PEDIDO do exposto. seja o de o filho saber quem é seu pai. Min. apresenta caráter relevante. por sua genitora (. Des. IV. é daquelas onde não se materializa a coisa julgada. REQUERIMENTOS e requer: a citação do requerido. é imprescindível a realização do exame de DNA. POSSÍVEL A RENOVAÇÃO DE DEMANDA INVESTIGATÓRIA QUANDO A AÇÃO ANTERIOR FOI JULGADA IMPROCEDENTE POR FALTA DE PROVAS E NÃO FOI REALIZADO O EXAME DE DNA. data de julgamento: 15.04. firmar posições que atendam aos fins sociais do processo e às exigências do bem comum" (Recurso Especial nº 226436/PR.484 – Classe II – 20 – Cuiabá – 1ª C. p. sem qualquer compromisso com a substância das coisas. À vista falar-se. (Agravo de Instrumento nº 70004042958. sob as penas da lei. especialmente a pericial (exame de DNA). A ação de investigação de paternidade. permitindo. COISA JULGADA. Sálvio de Figueiredo Teixeira.02) "PROCESSO CIVIL. isentá-lo do pagamento de pensão alimentícia. como tal. Des. Des. em e pede coisa julgada material. Que seja determinado ao requerido.). COISA JULGADA. . tal exame é prova necessária e imprescindível ao reconhecimento da paternidade e. sendo.05. Agravo de Instrumento nº 2446-4/98. STJ. Waldir Leôncio Júnior) AÇÃO NEGATÓRIA DE PATERNIDADE – PEDIDO JULGADO IMPROCEDENTE – DECISÃO MANTIDA POR MAIORIA NESTA CORTE – INFRINGENTES VISANDO DAR PREVALÊNCIA AO VOTO MINORITÁRIO – DNA EXCLUINDO A PATERNIDADE – PROVA INCONTESTE – EMBARGOS PROVIDOS – DECISÃO UNÂNIME – O exame de DNA é prova inconteste. AÇÃO INVESTIGATÓRIA DE PATERNIDADE 1. A lei não pode tirar o direito de a pessoa saber se realmente a outra é seu ancestral. – Rel. A segurança jurídica cede ante valores mais altos. José Jurandir de Lima – J." (JTDF. 13. único capaz de fornecer o esclarecimento da verdade. Acórdão nº 115354.Reun. ALIMENTOS. a procedência da ação para o fim de reconhecer que o autor não é pai biológico do requerido. a produção de todas as provas admitidas em direito.2000) AÇÃO NEGATÓRIA DE PATERNIDADE – EXAME DE DNA NÃO REALIZADO – PROVA NECESSÁRIA – RECURSO PROVIDO. 2. podendo excluir ou confirmar a paternidade.486 – Barra do Garças – C. inclusive. seja o de que os registros públicos devem espelhar a verdade real. pois. TJRS. In casu. Éldes Ivan de Souza – J. por sua genitora. invalidar o reconhecimento feito prematuramente. 370) "INVESTIGAÇÃO DE PATERNIDADE. (TJMT – REI 21. – Rel. pois.04. AÇÃO DE ESTADO.1998) Injurídico 3. e remeter ofício ao Cartório de Registro Civil respectivo para as averbações de estilo. Rel. O processo não merece ser resumido a apenas um formalismo. DJU 04. Em matéria relativa à comprovação ou negação de paternidade.Este tribunal tem buscado. POIS NÃO HÁ COMO NEGAR A BUSCA DA ORIGEM BIOLÓGICA. Des. 06. para contestar a presente ação.Justiça não há liberdade".Cív. que traga aos autos sua certidão de nascimento. Rel. de rigor a sua realização.02. em sua jurisprudência. porque uma ação de estado.02. Maria Berenice Dias. PROCEDENTE A AÇÃO DE INVESTIGAÇÃO DE PATERNIDADE A VERBA ALIMENTAR DEVE SER CONCEDIDA". (TJMT – AC 18.

não fazem coisa julgada os motivos. quando do saneamento da causa. Juiz de Direito.530 – SP (2000⁄0118444-0) VOTO O SR. Entendida a pretensão anulatória como fundada na ocorrência de erro. O autor propôs a ação negatória de paternidade sob a assertiva de que reconhecera o réu como filho por pressão de seus progenitores.00 (cem reais). Walter Ap. uma vez que o autor é pobre nos termos da lei. .1992. 463. e a ocorrência de prejuízos ao menor com dez anos de idade. . 7. DJ 27. deferimento. julgado em 08. Recurso especial não conhecido. 363) RECURSO ESPECIAL Nº 287. A peça exordial aludiu ainda à existência de erro e falsidade do registro de nascimento. QUARTA TURMA. do CPC. (REsp 287.06. da Lei n. ainda que importantes para determinar o alcance da parte dispositiva da sentença. – Segundo o disposto no art. o MM. não há preclusão para o Juiz. de 29. I. ERRO E FALSIDADE DO REGISTRO. MINISTRO BARROS MONTEIRO (Relator): 1. I. – Em matéria de cunho probatório. Exame de DNA em recurso (diligência).12. não tendo condições de cuidar da própria subsistência sem prejuízo do sustento próprio e dos seus. Não há preclusão pro iudicato fazer um comentário » AÇÃO NEGATÓRIA DE PATERNIDADE. que.2004 p. 79⁄80). CONVERSÃO DO JULGAMENTO EM DILIGÊNCIA. Contra tal decisório. Ministro BARROS MONTEIRO. ADMISSIBILIDADE. 8. o réu manejou agravo de instrumento.2004. admitiu a realização do exame do DNA (fls.140 à causa o valor de em R$ 100.09.Os benefícios da justiça gratuita. Precedentes. Dá Termos Pede Nova Andradina – MS. EXAME DO DNA. Bernegozzi Junior OAB/MS n. argüindo a impossibilidade jurídica do pedido em face do disposto no art. Rel. 1º.560. Ação negatória de paternidade.530/SP.

a Oitava Câmara de Direito Privado interpretou a postulação inaugural como sendo uma simples retratação por parte do autor. IV. de 1992. 1º. a fim de proceder-se ao exame que houvera sido anteriormente indeferido. de puro ato de retratação.” (Fl. fazendo cessar a declaração emitida. ou da ação anulatória. Ao denegar a produção da prova pericial em sede de agravo de instrumento. 2. tampouco à coisa julgada. ao apreciar a apelação interposta pelo demandado. assim se pronunciando a respeito: “II – Como asseverado no saneador. não se cuidar no caso de mera revogação do ato de reconhecimento da paternidade. 147). Reputando. cabendo esta decisão ao Juízo de Primeiro Grau. 1º da citada Lei n. do CPC. I. imaturidade. proceder-se ao julgamento de extinção do processo. Não se poderá. ao art.560⁄92. A lei permite a anulação do assento de nascimento toda vez que a declaração constante do ato não corresponda à realidade. que é vedada pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (art. em sede de agravo de instrumento. Tal anulação não se confunde com a revogação. houve por bem converter o julgamento em diligência.4⁄5-SP. na parte em que determinou a realização da prova pericial. Juiz de Direito terminou por acolher o pedido inicial. 8. pois. por parte do agravado. 348 do Código Civil que diz: ‘Ninguém pode reivindicar estado contrário ao que resulta do registro de nascimento. Retornando os autos à 1ª instância. por votação unânime. não considerou dessa forma o pleito vestibular. O que se está a verificar aí é que. deu-lhe provimento para decretar a nulidade da decisão agravada. impedindo a retratação o mandamento legal antes mencionado. o mesmo órgão julgador (Oitava Câmara de Direito Privado). salvo provando-se erro ou falsidade do registro’. 1º da mencionada . estado emocional. pois revogar é desdizer.560. a pretensão em exame encontra amparo no art. o Magistrado. tratando-se assim.Nesse Agravo de Instrumento n. a turma julgadora entendeu o pedido inicial formulado na ação negatória de paternidade como sendo “puro ato de retratação por parte do agravado”. ao passo que anular é desconstituir. 267. a contrastar com o estatuído no art. o Dr. retirar os efeitos do ato jurídico inquinado de vício que o invalide. a invalidar o ato de reconhecimento. Do voto condutor extrai-se a sua parte final: “No caso em exame. dúvidas sobre a paternidade. dada a recusa do réu em submeter-se ao exame do DNA. conforme exposto pelo agravado na petição inicial da ação negatória. 1º). vislumbrando aí uma impossibilidade jurídica do pedido em face do conflito com a regra inscrita no art. 8. da Lei n. Ao reverso do que assere o réu – ora recorrente – não há in casu ofensa ao art. imposição de seu pais. os motivos para a anulação do ato espontâneo e voluntário do reconhecimento da filiação. como sendo.682. não se constituíram em vício ou defeito de manifestação de vontade. E. Oitava Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de São Paulo. ao proferir a sentença. 32. no referido julgamento. voltar atrás. 60 do apenso).” (Fl. dirigido contra um despacho interlocutório. numa aparente incoerência. como pretendeu o agravante. a Eg.

transformar o julgamento em diligência para ordenar a realização do indigitado exame. 469. Do voto então proferido colhe-se: “Em matéria relacionada com a instrução probatória. .107-PR e 431.302-PR. quando do julgamento do REsp n. assentara-se que “a norma do art. não chegando a pronunciar a carência de ação por impossibilidade jurídica do pedido. máxime em matéria probatória.os motivos.941-DF. Assim se decidiu. considerando diversamente o fundamento do pedido formulado pelo demandante. Ocorre que aquele órgão fracionário do Tribunal de Justiça de São Paulo cingiu-se a indeferir a efetivação do exame do DNA. 8. convertendo-se o julgamento em diligência. por igual. Sabe-se que para o Juiz não ocorre a preclusão. não ao Juiz. indeferindo as diligências inúteis ou meramente protelatórias”. Efetivamente. há base legal para tanto. Não se achava.978-MG): “em matéria de cunho probatório. todos de minha relatoria). firmada no supramencionado cânone legal. Recurso especial conhecido e provido para. I. dispõe o referido art. 130 do CPC que “caberá ao juiz. de matéria exclusivamente de direito. alusiva à preclusão das ‘questões já decididas’. Câmara reputou necessária a dilação probatória neste feito. PODER-DEVER DO JULGADOR. confira-se o que assentou em fevereiro de 2003 esta Quarta Turma em aresto de que fui relator (REsp n. e sob o amparo inclusive do art.Lei n. Ministro Athos Carneiro). não conheço do recurso. assim. Entendimento que se aplica também ao segundo grau de jurisdição. passando a assumir uma posição ativa que lhe permita determinar a produção de provas. do Código de Processo Civil. Isso posto. em conformidade com o enunciado no art. se a eg. ao reverso. EXAME DE DNA. Destarte. inibida a mesma turma julgadora de.º 13-SP. Precedentes do STJ. CONVERSÃO DO JULGAMENTO EM DILIGÊNCIA EM SEGUNDA INSTÂNCIA. 218. ainda que as partes a tenham dispensado e o Juiz singular tenha entendido tratar-se.560⁄91. não há preclusão para o Juiz”. de ofício ou a requerimento da parte. Num dos primeiros recursos apreciados por este órgão fracionário. no caso.223-BA . Nessas condições. dado que. Tal é a orientação de há muito traçada pelo STJ (REsps nºs.” 3. 262. 12. “não fazem coisa julgada: I. também de minha relatoria: “INVESTIGAÇÃO DE PATERNIDADE. ADMISSIBILIDADE. ordenar a realização do exame de DNA. 130 do mesmo Código” (REsp n. por ela reputado imprescindível ao esclarecimento dos fatos e circunstâncias da lide. determinar as provas necessárias à instrução do processo. – O Julgador deixou de ser mero espectador da batalha judicial. Relator designado o Sr. 473 do Código de Processo Civil. não há falar-se em preclusão para o Juiz.445PR. 61. Nesse sentido. cabe evocar-se o decidido no REsp n. mormente como no caso em que se cuida de ação de estado. o autor é menor impúbere e beneficiário da Assistência Judiciária. Relator Ministro Sálvio de Figueiredo Teixeira. não há falar na espécie em preclusão ou coisa julgada.” Nessa mesma linha. dirige-se às partes. ainda que importantes para determinar o alcance da parte dispositiva da sentença”.º 222. inocorre óbice legal algum.

por ter sido induzido a erro quando registrou o bebê. O ministro destacou que nesse julgamento não foi a simples recusa à realização do exame do DNA que o levou a presumir a inexistência de vínculo filial. a recusa da mãe. Assim.br). sem qualquer justificativa plausível.” Por outro lado. a insistente recusa da mãe em submeter o filho ao mesmo exame gera presunção de que o autor não é o pai da criança. O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) rejeitou o laudo feito unilateralmente por falta de instauração do contraditório e determinou a realização do exame de DNA. votou pelo desprovimento do recurso. sequer necessitando da retirada de sangue. Fernando Gonçalves ressaltou que a insistente recusa da mãe em submeter o filho ao teste de DNA. quando a criança contava com apenas dois anos de idade. por quatro vezes.É como voto. Mesmo assim. O relator da matéria. Recusa da Mãe em fazer exame de DNA do Filho gera presunção relativa para negativa de paternidade Segundo o Art. sem que tenha convivido com o pai sob o mesmo teto por mais de um ano. já que a criança não é seu filho biológico.597 do Código Civil. mas a mãe do menor recusou-se.jus. em 26/05/2009 Da mesma forma que a recusa do suposto pai em submeter-se ao exame de DNA serve como elemento probatório para demonstração de paternidade. a mera realização do exame. O suposto pai recorreu ao STJ. a Quarta Turma do Superior Tribunal de Justiça reconheceu uma negativa de paternidade e determinou a anulação do registro de nascimento do menor. o ministro também descartou a hipótese da aplicação da filiação afetiva. Com esse entendimento. a Turma acolheu o recurso para aceitar a desconstituição da paternidade e determinar a anulação do registro de nascimento relativo ao pai e respectivos ascendentes ali declarados (REsp 786312). a submeter o filho ao exame genético. Mas. o TJRJ entendeu que a recusa da mãe foi insuficiente para o acolhimento do pedido e aplicou a presunção de paternidade de filho nascido durante a constância do casamento. conforme o artigo 1.” Em seu voto. o casamento do recorrente foi celebrado em novembro de 1994 e a criança nasceu um mês depois. direito personalíssimo nos termos do artigo 27 do Estatuto da Criança e do Adolescente. mesmo que fosse. já que a ação foi ajuizada em junho de 1997. não há vínculo suficiente entre as partes para configurar. Prosseguindo seu voto. em voto vista que abriu a divergência. hoje feito com a simples coleta de saliva. relativa. “A princípio. Segundo os autos. a filiação afetiva definida pela estabilidade dos laços afetivos construídos no cotidiano de pai e filho. “A recusa à perícia médica ordenada pelo Juiz poderá suprir a prova que se pretendia obter como o exame” Fonte: Notícias do STJ (www. No caso julgado. 232 do Código Civil. Sustentou ter sido vítima de gravíssima injúria. Nota: Ver jurisprudência "Recusa em fazer exame de DNA induz à presunção. ministro Luis Felipe Salomão. A atribuição da falsa paternidade também motivou o ajuizamento de ação de separação judicial litigiosa. o suposto pai propôs ação declaratória de anulação de registro civil cumulada com negatória de paternidade. afastaria de pronto as pretensões do autor em negar a paternidade do filho. deve-se considerar que a manutenção de um vínculo de paternidade a toda força impede a criança de conhecer seu verdadeiro estado de filiação. por maioria. de paternidade" . Para ele.stj. Segundo o ministro. o ministro Fernando Gonçalves sustentou que a presunção da paternidade não se aplica ao julgado. já que o dispositivo vige nos casos em que a criança nasce depois de 180 dias do início da convivência conjugal. faz supor a integridade e a credibilidade do exame apresentado pelo recorrente. conforme constatado em laudo de exame de DNA realizado por conta própria em 1997. o exame de DNA juntado nos autos e a determinação do recorrente em realizar o exame junto com o suposto filho são suficientes para dar consistência à tese do artigo 232 do Código Civil: “A recusa à perícia médica ordenada pelo juiz poderá suprir a prova que se pretendia obter como o exame. concluiu o ministro.

o TJ-RJ entendeu que a recusa da mãe foi insuficiente para o acolhimento do pedido e aplicou a presunção de paternidade de filho nascido durante o casamento. afastaria de pronto as pretensões do autor em negar a paternidade do filho. conforme o artigo 1. faz supor a integridade e a credibilidade do exame apresentado pelo suposto pai. votou pela concessão do recurso. por ter sido induzido a erro quando registrou o bebê. conforme constatado em laudo de exame de DNA feito por conta própria em 1997. Mesmo assim.” Em seu voto. o suposto pai propôs Ação Declaratória de anulação de registro civil cumulada com negatória de paternidade. a filiação afetiva definida pela estabilidade dos laços afetivos construídos no cotidiano de pai e filho. por maioria. O ministro destacou que nesse julgamento não foi a simples recusa à realização do exame do DNA que o levou a presumir a inexistência de vínculo filial. o casamento foi celebrado em novembro de 1994 e a criança nasceu um mês depois. já que a criança não é seu filho biológico. o exame de DNA juntado nos autos e a determinação do recorrente em fazer o exame junto com o suposto filho são suficientes para dar consistência à tese do artigo 232 do Código Civil: “A recusa à perícia médica ordenada pelo juiz poderá suprir a prova que se pretendia obter como o exame. a recusa da mãe. sem qualquer justificativa plausível. mesmo que fosse. Na segunda instância. Fernando Gonçalves ressaltou que a insistente recusa da mãe em submeter o filho ao teste de DNA. sequer necessitando da retirada de sangue. Com esse entendimento.” Por outro lado.Nota: Ver notícia "Ação negatória de paternidade pode ser proposta a qualquer tempo" Nota: Ver notícia "Reconhecimento de paternidade pode ser feito sem exame de DNA" Nota: Ver notícia "Justiça reconhece paternidade biológica. ministro Luis Felipe Salomão. No caso. a insistente recusa da mãe em submeter o filho ao mesmo exame gera presunção de que o autor não é o pai da criança. Sustentou ter sido vítima de gravíssima injúria. direito personalíssimo nos termos do artigo 27 do Estatuto da Criança e do Adolescente. mas mantém a registral" EXAME DE DNA Recusa de mãe gera presunção negativa de paternidade Da mesma forma que a recusa do suposto pai em submeter-se ao exame de DNA serve como elemento probatório para demonstração de paternidade.597 do Código Civil. Mas. o ministro também descartou a hipótese da aplicação da filiação afetiva. não há vínculo suficiente entre as partes para configurar. A mãe do menor recusou-se. sem que tenha convivido com o pai sob o mesmo teto por mais de um ano. a submeter o filho ao exame genético. em voto vista que abriu a divergência. Segundo o ministro. hoje feito com a simples coleta de saliva. Assim. o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro rejeitou o laudo feito unilateralmente por falta de instauração do contraditório e determinou outro exame de DNA. concluiu o ministro. Para ele. a mera realização do exame. a Turma acolheu o recurso para aceitar a desconstituição da paternidade e determinar a anulação do registro de nascimento relativo ao pai e . Segundo os autos. O suposto pai recorreu ao STJ. o ministro Fernando Gonçalves sustentou que a presunção da paternidade não se aplica ao julgado. já que a ação foi ajuizada em junho de 1997. A atribuição da falsa paternidade também motivou o ajuizamento de ação de separação judicial litigiosa. O relator da matéria. já que o dispositivo vige nos casos em que a criança nasce depois de 180 dias do início da convivência conjugal. “A princípio. por quatro vezes. deve-se considerar que a manutenção de um vínculo de paternidade a toda força impede a criança de conhecer seu verdadeiro estado de filiação. quando a criança contava com apenas dois anos de idade. a 4ª Turma do Superior Tribunal de Justiça reconheceu negativa de paternidade e determinou a anulação do registro de nascimento do menor.

.respectivos ascendentes ali declarados. Com informações da Assessoria de Imprensa do Superior Tribunal de Justiça.

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