P. 1
Direito do Trabalho - Questões FCC comentadas

Direito do Trabalho - Questões FCC comentadas

|Views: 14.322|Likes:
Publicado porBiacandy

More info:

Published by: Biacandy on Dec 20, 2011
Direitos Autorais:Attribution Non-commercial

Availability:

Read on Scribd mobile: iPhone, iPad and Android.
download as DOC, PDF, TXT or read online from Scribd
See more
See less

10/26/2013

pdf

text

original

DIREITO DO TRABALHO EXERCICIOS COMENTADOS PRINCÍPIOS TRABALHO DO DIREITO

DO

01- (MPT XIII CONCURSO – 2007) Em relação aos princípios do Direito do Trabalho, é INCORRETO afirmar que: a) o princípio da irrenunciabilidade vem sendo afetado pela tese da flexibilização; b) o princípio da norma mais favorável significa aplicar, em cada caso, a norma jurídica mais favorável ao trabalhador, independentemente de sua colocação na escala hierárquica das fontes do direito; c) o princípio da continuidade da relação de emprego confere suporte teórico ao instituto da sucessão de empregadores; d) a adoção de medidas tendentes a facilitar o acesso ao mercado de trabalho dos negros constitui violação ao princípio da não discriminação, que proíbe diferença de critério de admissão por motivo de raça; 02- (MPT XI CONCURSO – 2004) Sob o prisma da Teoria Geral do Direito do Trabalho é CORRETO afirmar: a) em função do princípio da norma mais favorável, a lei ordinária trabalhista, mesmo em questões de ordem pública, não está hierarquicamente submetida à Constituição; b) na interpretação e aplicação das regras da CLT, apenas excepcionalmente algum interesse de classe ou particular poderá prevalecer sobre o interesse público;

c) no conflito entre normas de convenção coletiva e normas de acordo coletivo, segundo estabelece, expressamente, a CLT, prevalecem as normas do acordo coletivo em detrimento das normas da convenção coletiva, eis que o acordo coletivo traz normas específicas enquanto as da convenção são gerais; d) do princípio protetor, que é fundamento da autonomia científica do Direito do Trabalho, extrai-se, dentre outras proposições, a de que às normas jurídicas, quando dúbias, deve-se atribuir o sentido que for mais benéfico ao trabalhador; 03- (ANALISTA – TRT DA 9ª REGIÃO – 2007 – CESPE) O Direito do Trabalho tem princípios próprios, resultantes da especificidade do trabalho humano e da evolução socioeconômica, na busca de maior dignidade para o trabalhador e para o resultado da mão-de-obra empregada. Com relação a esse assunto, julgue os itens seguintes. 51 O princípio do protecionismo e o princípio da primazia da realidade são inerentes ao Direito do Trabalho. 52 Vigora, no Direito do Trabalho, o princípio do ato jurídico perfeito para preservar o contrato firmado entre o trabalhador e o empregador, não resultando força normativa de alteração posterior do contrato, que é, assim, mantido incólume. 04) (JUIZ DO TRABALHO – TRT DA 1ª REGIÃO – 2006) O caput do art. 7º da Lei Maior estatui: “”São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros que visem à melhoria de sua condição social...” Este dispositivo consagra um princípio cardeal no Direito do Trabalho, assegurando um mínimo de garantias sociais para o empregado, passível de tratamento

1

mais benéfico pela vontade das partes ou outra fonte do Direito. Trata-se de qual princípio? a) Princípio da indisponibilidade dos direitos trabalhistas; b) Princípio da proteção; c) Princípio da irredutibilidade salarial; d) Princípio do in dubio pro operario; e) Princípio da isonomia. 05) (JUIZ DO TRABALHO – TRT DA 1ª REGIÃO – 2006) Determinado princípio geral do direito do trabalho prioriza a verdade real diante da verdade formal. Assim, entre os documentos que disponham sobre a relação de emprego e o modo efetivo como, concretamente, os fatos ocorreram, deve-se reconhecer estes em detrimento daqueles. Trata-se do princípio: a) da razoabilidade; b) da irrenunciabilidade dos direitos trabalhistas; c) da primazia da realidade; d) da prevalência do legislado sobre o negociado; e) da condição mais benéfica.

ERRADO. Fontes materiais, no âmbito do Direito do Trabalho, representam o momento pré-jurídico, razão pela qual é incorreto classificar a lei como fonte material. Ao contrário, a lei é a fonte formal por excelência no direito laboral. Item 2 – Desde que resultante de amplo processo de negociação entre os vários atores sociais interessados, como no caso da recente lei que definiu o pagamento das perdas do FGTS, a norma jurídica correspondente pode ser qualificada, em relação à sua origem, como autônoma. ERRADO. Fontes formais autônomas são aquelas que emanam da participação direta dos atores sociais interessados, como p. ex. a convenção coletiva de trabalho e o acordo coletivo de trabalho. A lei é fonte heterônoma, posto que emana de ente externo, no caso o Estado. Neste sentido, a simples participação dos atores sociais nas discussões que deram origem a determinada lei não tem o condão de qualificar esta mesma lei como fonte formal autônoma. Item 3 – O regulamento da empresa constitui fonte formal do direito do trabalho. CERTO. Em primeiro lugar, cumpre observar que esta questão não deveria ser objeto de prova objetiva, muito menos de questão para julgar “certo” ou “errado”. Isto porque há grande controvérsia, tanto na doutrina quanto na jurisprudência, no sentido de se considerar ou não o regulamento de empresa como fonte do Direito do Trabalho. A jurisprudência, inclusive, se inclina majoritariamente no sentido de negar ao regulamento de empresa a natureza de fonte, atribuindo-lhe

QUESTOES CESPE TRT 01 – (CONSULTOR LEGISLATIVO – ÁREA 7 – SENADO FEDERAL – 2002 – CESPE) Acerca das fontes do direito do trabalho, julgue os itens seguintes. Item 1 – A fonte material por excelência do direito do trabalho é a lei, expressão da soberania do Estado e que é editada por representantes a tanto legitimados.

2

apenas a feição de cláusula contratual, que como tal adere ao contrato de trabalho. Os que negam a natureza de fonte formal ao regulamento de empresa o fazem diante de um argumento relevante: não há como enquadrar o regulamento de empresa como lei em sentido material dado seu processo unilateral de criação. Alice Monteiro de Barros, por sua vez, entende que o regulamento de empresa é fonte formal, sendo “considerado pela doutrina como fonte formal heterônoma, quando elaborado exclusivamente pelo empregador”, ou fonte formal autônoma, quando o empregado participa de sua construção”. Item 4 – As cláusulas contratuais de trabalho, previstas em norma coletiva celebrada para encerrar movimento paredista, são reputadas fontes formais do direito do trabalho. CERTO. Sem problemas. São fontes formais autônomas, pois emanam dos próprios interessados. Item 5 – As pressões realizadas pelos empregados, com vistas à melhoria das condições sociais, constituem fontes materiais do direito do trabalho. CERTO. A formação da consciência crítica e do pensamento coletivo da massa de trabalhadores, consubstanciados nas pressões realizadas pelos empregados tanto sobre os empregadores quanto (e principalmente) sobre o Estado, deu origem ao Direito do Trabalho como hoje o conhecemos, dotado de mecanismos jurídico-normativos destinados à proteção do empregado e à busca do reequilíbrio das relações entre capital e trabalho. Dessa forma, tais pressões são a fonte material por excelência do Direito do Trabalho. Lembre-se, a propósito, que são consideradas fontes materiais aquelas

relacionadas ao momento pré-jurídico inspirador da norma.

02 – (ANALISTA JUD. – TRT9 – 2007 – CESPE) O Direito do Trabalho tem princípios próprios, resultantes da especificidade do trabalho humano e da evolução socioeconômica, na busca de maior dignidade para o trabalhador e para o resultado da mão-de-obra empregada. Com relação a este assunto, julgue os itens seguintes. Item 1 – O princípio do protecionismo e o princípio da primazia da realidade são inerentes ao Direito do Trabalho. CERTO. O princípio do protecionismo é princípio peculiar do Direito do Trabalho, e é a partir dele que surgem os demais. Também chamado de princípio da proteção ou tutelar, consiste na utilização da norma e da condição mais favorável ao trabalhador, de forma a tentar compensar juridicamente a condição de hipossuficiente do empregado. O princípio da primazia da realidade, por sua vez, também informa o Direito do Trabalho, impondo a premissa de que, no ramo justrabalhista, os fatos são mais importantes que os ajustes formais, razão pela qual a realidade prevalecerá sobre a forma atribuída a determinado ato jurídico, sempre que esta não corresponda àquela. Item 2 – Vigora, no Direito do Trabalho, o princípio do ato jurídico perfeito para preservar o contrato firmado entre o trabalhador e o empregador, não resultando força normativa de alteração posterior do contrato, que é, assim, mantido incólume. ERRADO. A partir de sua principiologia peculiar, podemos dizer que no Direito do Trabalho são vedadas as alterações prejudiciais ao empregado.

3

ininterrupta. Item 2 – considera-se empregado toda pessoa física que prestar serviços de natureza não-eventual a empregador. policial militar. assalaria e dirige a prestação pessoal de serviços. 3º. admite. assumindo os riscos da atividade econômica. a Súmula 386 do TST. que. que o art. Literalidade do art. porém esse vínculo jamais poderá ser reconhecido. o TST entende que se trata de questão interna corporis. RECONHECIMENTO DE VÍNCULO EMPREGATÍCIO COM EMPRESA PRIVADA (conversão da Orientação Jurisprudencial nº 167 da SBDI-1) Res. da CLT.2005 04 – (EXAME OAB NACIONAL – 2007 – CESPE) Amarildo. conforme previsto nos respectivos Estatutos. caput. caput. pessoalidade e alteridade. todas as vezes que não estava escalado na corporação. já que Amarildo é policial militar. a critério da corporação. a saber: onerosidade. 2º. trabalhava para a empresa Boliche & Cia como agente de segurança. Quanto à questão da proibição de exercício de atividade privada por policial militar. e trabalhava de forma contínua e 4 . Considerando a situação apresentada. C – Não existe vínculo empregatício entre Amarildo e a empresa Boliche & Cia. que deve ser resolvida através de eventual penalidade disciplinar. em razão da situação de militar de Amarildo. são lícitas as alterações contratuais benéficas ao empregado. subordinação. Na referida empresa. 22 e 25. CERTO. entretanto. de forma que no Direito do Trabalho o princípio civilista do pacta sunt servanda (segundo o qual os contratos devem ser cumpridos) se apresenta enfraquecido e devidamente adaptado. já que o trabalho prestado por Amarildo para essa empresa constitui trabalho eventual autônomo. nãoeventualidade. da CLT. Neste sentido. sob subordinação e mediante salário. 03 – (TEC JUD – ÁREA ADM – TRT9) Acerca da relação de emprego. Amarildo cumpria expressamente as ordens emanadas da direção. é possível seja reconhecido o vínculo empregatício de policial militar com empresa privada.04. que tecnicamente é feita pela conjugação dos artigos 3º e 2º da CLT. A – Existe vínculo empregatício entre a empresa Boliche & Cia e Amarildo. que assim dispõe: Nº 386 POLICIAL MILITAR. recebia um salário mensal.Entretanto. julgue os itens subseqüentes: Item 1 – considera-se empregador a empresa. DJ 20. dos quais se extraem os requisitos caracterizadores da relação de emprego. independentemente do eventual cabimento de penalidade disciplinar prevista no estatuto do policial militar. CERTO. individual ou coletiva. Literalidade do art. D – A justiça do trabalho não pode reconhecer nenhuma espécie de vínculo empregatício entre Amarildo e a empresa Boliche & Cia. B – É legítimo o reconhecimento da relação de trabalho entre Amarildo e a empresa Boliche & Cia. 3º é incompleto quanto à conceituação de empregado. presentes os requisitos da relação de emprego. O TST firmou entendimento no sentido de que. 129/2005. É bom lembrar. RESPOSTA: B. assinale a opção correta. nos horários em que não estava a serviço da corporação militar.

mesmo que estejam presentes os elementos caracterizadores da relação de emprego.1999) 05 (ADVOGADO PETROBRÁS – 2007) JÚNIOR – A respeito da relação de emprego e da sucessão de empregador. §2º. afastar a forma dada ao negócio jurídico. 445 da CLT. o contrato de experiência também é contrato de emprego. nos termos dos artigos 10 e 448 da CLT. o empregador tem o prazo de 48 (quarenta e oito) horas. Se estão presentes os requisitos da relação de emprego. é a transferência do passivo trabalhista (responsabilidade) para o sucessor. razão pela qual é possível o reconhecimento do vínculo empregatício pelo Poder Judiciário. 29. Neste caso ocorreu fraude. Observe-se que para a CLT “o contrato individual de trabalho é o acordo tácito ou expresso. e como tal se sujeita às normas de proteção ao trabalhador empregado. Na formalização da transação. correspondente à relação de emprego” (art. Item 2 – No contrato de experiência previsto na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) estão presentes todos os elementos caracterizadores da relação de emprego. Alfa e Bravo inseriram no contrato cláusula que estabeleceu a responsabilidade de Bravo pelos encargos trabalhistas existentes antes da sua aquisição pela empresa Alfa. é legítimo o reconhecimento de relação de emprego entre policial militar e empresa privada. alínea “b”. razão por que será considerada parte ilegítima em reclamação trabalhista ajuizada para reivindicar o pagamento dos referidos débitos. dever-se-á. ERRADO. em razão dos princípios da intangibilidade contratual.03. 443. O contrato de experiência é previsto no art. sendo o empregado obrigado a assinar a carteira de trabalho do empregado. 442 da CLT). dentre as quais a anotação do contrato de trabalho em CTPS (art. da CLT). Alfa estará isenta em relação aos débitos trabalhistas existentes quando a titular do empreendimento era Bravo. da despersonalização do empregador (o contrato de emprego é intuitu personae em relação ao empregado. Assim. caput. em homenagem ao princípio da primazia da realidade. da CLT. nesse caso. (ex-OJ nº 167 da SBDI-1 . Assim. contados do início da prestação laboral. sob pena de autuação pela fiscalização trabalhista. privilegiando a realidade fática da prestação laboral. para anotar o contrato de trabalho na CTPS do empregado.inserida em 26. e do princípio da continuidade da relação de emprego. será impossível o reconhecimento.Preenchidos os requisitos do art. pelo Poder Judiciário. Nessa situação. A regra da sucessão de empregadores. e o limite de sua duração (90 dias) é estabelecido pelo parágrafo único do art. 5 . 3º da CLT. Com efeito. posto que é elemento caracterizador da relação de emprego a prestação de serviços por pessoa física. CERTO. julgue os itens que se seguem: Item 1 – Se uma empresa contratar a prestação de serviços mediante uma pessoa jurídica unipessoal. de vínculo empregatício entre a empresa e o prestador dos serviços. independentemente do eventual cabimento de penalidade disciplinar prevista no Estatuto do Policial Militar. mas não o é em relação ao empregador). Item 3 – Considere a seguinte situação hipotética: A sociedade Alfa adquiriu empreendimento da sociedade Bravo e decidiu manter a mesma atividade e os mesmos empregados. ERRADO. a figura em análise não pode ser pessoa jurídica.

as chamadas cláusulas de não responsabilização.EVP 01 – NÃO são características relação de emprego: (a) subordinação e pessoalidade. tendo apenas o direito de regresso contra a Bravo (sucedida). (e) onerosidade. o caso de um garçom que trabalha às terças-feiras em um restaurante. mediante diversos contratos distintos. (d) subordinação e onerosidade. frise-se. não operam efeitos em relação aos direitos dos empregados. (e) subordinação e não-eventualidade. Neste sentido. que passa a integrar em litisconsórcio o pólo passivo da reclamação trabalhista. na prestação dos (d) subordinação na prestação dos serviços. Neste sentido. RELAÇÃO EMPREGO DE TRABALHO E Comentário: não se exige exclusividade para configuração da relação de emprego. às quartas em outro e de quinta a domingo em outro. bem como condicionar o tipo de raciocínio que leva a um bom aproveitamento em prova. Dessa forma. segundo o qual "serão nulos de pleno direito os atos praticados com o objetivo de desvirtuar. Também é importante reforçar que é lícito que cláusula de exclusividade integre o contrato de trabalho. Imagine-se. Percebam que a questão solicita do candidato a distinção entre autônomo e empregado. a regra é a responsabilidade da sucessora. (b) prestação de trabalho por pessoa jurídica. 2 – A relação de trabalho autônomo se diferencia da relação de emprego basicamente pela presença. mas traz um enunciado truncado que dificulta a interpretação pelo candidato. (c) autonomia serviços. É possível inclusive que o empregado tenha dois ou mais empregos. impedir ou fraudar a aplicação dos preceitos contidos na presente Consolidação".Excepcionalmente. A questão acima é tecnicamente fácil. nos casos em que se comprova a existência de fraude no processo de sucessão (alteração societária) a doutrina e a jurisprudência têm admitido a responsabilização subsidiária da empresa sucedida. Entretanto. por exemplo. (b) subordinação e alteridade. Gabarito: C da 6 . Gabarito: D Comentário: o principal objetivo dos exercícios de resolução de questões é familiarizar o candidato com as estratégias usadas pelas bancas de concurso. servindo apenas como elemento para que a sucessora cobre da sucedida. a única responsável pelos créditos trabalhistas dos empregados que continuaram a prestar serviços após a sucessão. do requisito da: (a) prestação de trabalho por pessoa física. em princípio. o artigo 9º da CLT. (c) subordinação e exclusividade.Auditor Fiscal Ricardo Rezende . futuramente. porém pede que a distinção seja estabelecida a partir do Questões elaboradas . no tocante à relação de emprego. mas pode ser ajustada entre as partes como cláusula contratual. Assim. a exclusividade não é intrínseca à relação de emprego. a empresa Alfa (sucessora) será. o que pagou por esta. como a firmada na hipótese em estudo.

A pessoalidade ocorre somente em relação ao empregado. não tendo importância em relação ao empregador. independentemente da presença de quaisquer outros elementos fáticos. subordinação e alteridade). repetível futuramente (espera-se que seja necessário fazer faxina na empresa futuramente). devido à “maldade” da questão quanto à interpretação. durante dois meses. pois lhe falta onerosidade (intenção onerosa). se refere à pessoa do empregado. além da subordinação jurídica. relação de emprego. principalmente naqueles organizados pela ESAF. (e) a pessoalidade. não- eventualidade. Ao contrário. como um dos requisitos para configuração da relação de emprego. Gabarito: E Comentários: a questão não apresenta maiores problemas. bem como ressalta o princípio da despersonalização do empregador. a) o trabalho prestado por voluntário a instituição religiosa não forma vínculo de emprego. 3 – Assinale a alternativa correta quanto à caracterização da relação de emprego: (a) o trabalho prestado por voluntário a instituição religiosa é considerado. em relação a quem a regra é a despersonalização. ocorrendo os demais requisitos. (d) não pode ser considerado empregado um representante comercial. c) no exemplo a faxineira é não-eventual. é indispensável a ocorrência de todos os requisitos (pessoalidade. No caso. há fraude. (b) Não será considerado nãoeventual o trabalhador que. (c) é eventual a faxineira que presta serviços duas vezes por semana a uma loja de utilidades domésticas. a relação não será de emprego. inexistindo tal requisito em relação à pessoa do empregador. não obstante se ative repetidamente em 7 . para os efeitos da CLT. b) não basta esteja presente um dos requisitos da relação de emprego para que se reconheça o vínculo empregatício. e) define corretamente a pessoalidade como requisito da relação de emprego. uma leitura apressada levaria o candidato a marcar a letra “C”. ainda que presente a subordinação jurídica.requisito da relação de emprego e não a característica da relação de trabalho autônomo. pelo que se impõe a prevalência do princípio da primazia da realidade. a atividade é normal no cotidiano da empresa (é atividade-meio. pois presta serviço de forma repetida. Esse tipo de questão é comum em concursos. mas ainda assim é atividade permanente na empresa) e a trabalhadora se fixa juridicamente ao tomador dos serviços. neste ponto. Lembremos. mas mera relação de trabalho. exceto no caso específico do empregado doméstico. onerosidade. também o representante comercial poderá ser considerado empregado. 4 – Julgue as assertivas abaixo: (certa ou errada) (a) Pode-se considerar não-eventual aquele trabalhador que preste serviços ininterruptamente a um tomador de serviços. que não se exige a continuidade da prestação de trabalho para configuração da não eventualidade. Assim. Faltando qualquer deles. (b) presente no caso concreto ao menos um dos chamados requisitos da relação de emprego a mesma restará configurada. d) está incorreta porque.

uma empresa, preste serviços atividade-meio da mesma;

na

(c) Um encanador contratado para trocar a rede de esgoto de uma padaria será não-eventual se trabalhar três ou mais vezes por semana, durante ao menos um mês, nesta mesma empresa; (d) A regra para que se reconheça a relação de emprego é que, além de presentes os demais requisitos dos artigos 2º e 3º da CLT, o trabalhador seja não eventual. Para o doméstico, entretanto, não basta a nãoeventualidade, exigindo-se a continuidade da prestação dos serviços; (e) A onerosidade independe do pagamento ou não de salários, bastando que o pacto laboral tenha sido firmado com intenção econômica (onerosa) pelo empregado. Grau de dificuldade: médio Gabarito e comentários: a) Errado. A não-eventualidade dependerá também da previsão de repetibilidade, da circunstância de ser a atividade permanente da empresa (tanto atividade-fim quanto atividade-meio) e da fixação jurídica do trabalhador ao tomador dos serviços. Logo, depende de outros elementos fáticos além da simples repetição; b) Errado. O texto desta assertiva é traiçoeiro. As bancas costumam inserir vários “nãos” em uma assertiva, a fim de confundir o candidato. Foi o que procurei fazer na letra B. Para facilitar a interpretação, sugiro seja usada uma regra simples: dois “nãos”, como no caso, podem ser “anulados” quando da leitura. Tentem ler assim: “será considerado eventual o trabalhador que”... A idéia é a mesma, porém elimina a confusão. Pois bem, está errada a assertiva porque o fato de a atividade não estar inserida na atividade-fim da empresa não afasta a possibilidade de que seja

não eventual, desde que repetida, repetível, permanente na empresa e conduza à fixação jurídica do trabalhador; c) Errado. Ainda que este encanador trabalhe todos os dias durante determinado lapso de tempo, no caso será eventual, pois só está presente a repetição. Falta previsão de repetibilidade (provavelmente a padaria não mais contratará serviços de encanador), atividade permanente da empresa (serviços de encanador definitivamente não são permanentes no objeto social de uma padaria) e fixação jurídica do trabalhador ao tomador dos serviços (tão logo terminado o serviço o encanador colocará seus serviços à disposição de outros tomadores, não se fixando a nenhum deles); d) Certo. No sentido de tudo que estudamos, a questão aborda a pessoalidade como requisito da relação de emprego, e a continuidade como exigência específica para a configuração da relação de emprego doméstico; e) Certo. Não interessa se o pagamento pactuado foi efetivamente realizado para que se configure a onerosidade. Basta a intenção declinada quando do ajuste de vontades entre trabalhador e tomador dos serviços. Se o trabalhador se vinculou com aninus contrahendi, presente estará a onerosidade. 5 – Em relação ao conceito de empregado, é correto dizer que, para a doutrina moderna, a subordinação é: (a) técnica (b) econômica (c) jurídica (d) funcional (e) pessoal Gabarito: C

8

Comentários: a doutrina já elaborou diversas teses sobre a natureza da subordinação, sendo que a mesma já foi considerada técnica, econômica e funcional. Atualmente, entretanto, a doutrina e a jurisprudência pacificaram a questão: a subordinação do empregado ao empregador é jurídica, decorrendo do contrato de trabalho. Em outras palavras, ao passo que o empregado se submete ao poder diretivo do empregador (poder de dar ordens, poder de fiscalização e poder disciplinar), subordina-se ao mesmo. Por fim, importante salientar que a subordinação nunca poderá ser pessoal, pois tal sujeição feriria o princípio da dignidade humana (pelo qual, em apertada síntese, o ser humano é um fim em si mesmo, não sendo admitida sua utilização como simples meio para atingir determinado fim). A “dependência” a que alude a CLT diz respeito ao serviço prestado, e não à pessoa do empregado. 6 – São requisitos para que caracterize a relação de emprego: (a) autonomia e pessoalidade; (b) habitualidade e infungibilidade em relação ao trabalhador; (c) subordinação e eventualidade; (d) onerosidade e exclusividade; (e) subordinação e exclusividade. Gabarito: B Comentários: lembram-se que no material eu mencionei que o concurso público cobra o que você sabe com o nome que você não sabe? É exatamente este o caso. Com efeito, é comum encontrarmos em prova “habitualidade” como sinônimo de “não eventualidade”. Da mesma forma, também é possível, embora seja de ocorrência mais rara, a se

substituição do termo “pessoalidade” por “infungibilidade em relação ao empregado”. Infungível é, grosso modo, aquilo que não pode ser trocado por outro da mesma espécie. 7 – Acerca das relações de trabalho pode-se dizer que: I – o trabalhador avulso de distingue do eventual especificamente pelo fato de que põe sua energia de trabalho à disposição de diversos tomadores no setor portuário, sempre mediante um intermediário; II – o estágio lícito não cria vínculo de emprego em nenhuma hipótese; III – um garçom que trabalha apenas aos sábados em uma churrascaria será empregado se estiverem presentes os demais requisitos da relação de emprego; IV – o trabalho institucional é aquele prestado a instituição de caridade, e como tal não forma vínculo empregatício, dado seu caráter gracioso; V – pode-se dizer que relação de emprego é gênero, do qual a relação de trabalho é espécie. Estão corretas somente as assertivas: (a) I e III; (b) I, II, III e V; (c) I, III, IV e V; (d) I, II e III; (e) II, III e V. Gabarito: D Comentários: esta questão eu elaborei para gerar polêmica. A assertiva do item I é correta, mas leva a crer que é incorreta. Pode-se dizer até mesmo que é apenas parcialmente correta. A questão é de interpretação. Sabemos que os avulsos não são apenas os

9

portuários, embora sejam estes últimos os maiores expoentes da categoria, sob o aspecto jurídico1. A assertiva talvez não esteja corretamente contextualizada, porém isso é comum em provas de concurso. Em diversas bancas, e notadamente na ESAF, é comum a elaboração de questões nas quais se espera que o candidato escolha “a menos errada” ou “a mais correta”. Esta questão foi elaborada a fim de treiná-los para encarar tranqüilamente este tipo de questão. Vejamos as possibilidades de resolução, sem enfrentar a polêmica. Comecemos a análise a partir da última assertiva. A assertiva V é flagrantemente incorreta, pois inverte a ordem de idéias. A relação de trabalho é gênero, do qual é espécie a relação de emprego, e não o contrário. A assertiva IV também é flagrantemente incorreta, pelo mesmo motivo. A hipótese aventada é de trabalho voluntário, e não de trabalho institucional, que como vimos é aquele trabalho prestado à Administração Pública, mediante relação de direito administrativo. Bom, com estas conclusões, podemos excluir todas as respostas que contenham como certas as assertivas IV e V. Logo, excluímos as letras “b”, “c” e “e”. Restam, por óbvio, apenas as letras “a” e “d”. Desse ponto, podemos extrair duas conclusões imediatas: a assertiva I está correta, pois está presente em ambas as alternativas restantes; a resposta dependerá da análise da assertiva II que, por sua vez, é simples. O art. 4º da Lei 6494/1977 exclui expressamente a possibilidade de reconhecimento de relação de emprego com o estagiário (lembremse que isso vale para o estágio lícito; se for ilícito, prima-se pela realidade, sempre). Diante de todo o exposto, a alternativa “mais correta” dentre as oferecidas é a da letra D. Questões de concurso (nível igual ou superior ao exigido para AFT): 1 O avulso tanto

pode ser portuário como nãoportuário. Poucos autores, entretanto, enfrentam o tema, dada a maior incidência do avulso portuário. A Prof. Vólia Bomfim Cassar ensina que “nãoportuário é o avulso que trabalha para diversos tomadores, sem vínculo de emprego, obrigatoriamente intermediado pelo sindicato da categoria. Pode executar seus serviços na área portuária ou não. O que o diferencia do avulso portuário é, na verdade, que ele (não-portuário) é intermediado pelo sindicato e não é regido pela Lei nº 8.630/1993, enquanto o portuário é regido pela referida lei e intermediado necessariamente pelo OGMO. Vulgarmente é o chamado chapa, por prestar serviços em carregamento e descarregamento de carga, sem habitualidade ou repetição. Ressaltese que o verdadeiro chapa tem que ser intermediado pelo sindicado.” (CASSAR, Vólia Bomfim. Direito do Trabalho. – 2ª ed. – Niterói : Impetus, 2008, p. 300) Ressalte-se, por fim, que existe ainda, paralela à figura que a Prof. Vólia Bomfim denomina “verdadeiro chapa”, o chapa que chamamos de “genérico”, qual seja, aquele que fica na entrada das cidades à espera de caminhões carregados para oferecerem seus serviços de descarregamento. Este não é considerado trabalhador avulso pois oferece diretamente seus serviços, sem intermediação do sindicato. 8 – (PROCURADOR DO TRABALHO/MPT – XI CONCURSO – 2004) A relação de emprego é o vínculo jurídico sobre o qual incide o Direito Individual do Trabalho. A respeito desta relação jurídica, pode-se dizer: I – a exploração econômica do serviço prestado pelo trabalhador é essencial para a configuração da relação de emprego;

10

III – não se forma vínculo de emprego. Aliás.: c 9 – (JUIZ DO TRABALHO – 7ª REGIÃO – ESAF – 2005) Analise as proposições a seguir e assinale a opção correta. por ausência de subordinação. obstando a formação do vínculo de emprego. Errado. cozinheira. quanto ao serviço realizado. a subordinação é jurídica. enquanto requisito imprescindível à configuração da relação de emprego. quando o trabalhador presta serviço em sua própria residência. Basta imaginar o exemplo de um médico contratado por uma indústria metalúrgica. Muito provavelmente o empregador não terá qualquer conhecimento técnico da área médica. tem sido mitigado o requisito da pessoalidade em relação ao empregado em domicílio. desde que esteja caracterizada a relação de emprego. cuja prestação de serviço deve se limitar ao consumo imediato do tomador. superior ao daquele que lhe contrata. para configuração da não-eventualidade. etc). c) todas estão erradas. Resp. porém isso não impede. Art. afigurase relevante investigar a real intenção das partes. Dois exemplos indicam a incorreção da assertiva: empregado doméstico. para verificar se a onerosidade que permeou o vínculo objetivou a percepção de contraprestação. estará reconhecida a existência de eventualidade. Errado. é bastante comum. que o obreiro detenha conhecimentos técnicos superiores aos daquele que o emprega. Por sua vez. em absoluto. exceto para o doméstico. d) apenas a afirmação II está correta. e não técnica. 6º da CLT: não se distingue entre o trabalho realizado no estabelecimento do empregador e o executado no domicílio do empregado. podendo o mesmo se limitar ao consumo do tomador. Como estudamos. II – não há subordinação quando o trabalhador possui conhecimento técnico ou científico. e) não respondida. A partir responda: das afirmações supra. basta o trabalho intermitente. secretária. Em tal circunstância. previsão de repetibilidade. b) estão corretas as afirmações II e III. admitindo-se seja o mesmo auxiliado por membros da família. 11 . que este médico seja seu empregado. e para a execução das tarefas é auxiliado por membros de sua família. Não se exige. não interessa.Errado. por construção doutrinária e jurisprudencial. II. a continuidade. A onerosidade. especialmente do trabalhador. a) apenas a afirmação I está correta. para a configuração da relação de emprego. há que ser avaliada sob a óptica do prestador dos serviços. notadamente nas funções intelectuais. I. Assim. instituição sem fins lucrativos que contrata empregados para realização de atividades de apoio (faxineira. médico. Errado. não produzindo valores de troca. a exploração econômica do serviço. Sabe-se que um dos elementos caracterizadores da relação de emprego responde pela nãoeventualidade na prestação dos serviços. Logo. a atividade seja permanente da empresa e haja fixação jurídica do trabalhador ao tomador dos serviços. mas permanente. desde que haja repetição. Havendo prestação laboral intermitente.

se o tipo de trabalho não interessa. exceto a terceira. Todas as relações de trabalho (e não só a de emprego) têm como prestador de serviços pessoa física. como vimos. a nãoeventualidade. Como vimos alhures. Esta assertiva é duvidosa. Resp. que o trabalho é prestado por conta alheia. atuando sobre o modo da realização da prestação e não sobre a pessoa do prestador de serviços. na relação de emprego. E por que a assertiva V estaria correta? A rigor. d) Todas são verdadeiras. O vínculo subordinante que se estabelece entre o prestador de serviços e seu tomador. até porque. Apura-se a onerosidade a partir da intenção econômica do empregado quando da contratação. Correto. que o contrato de trabalho é concluído intuitu personae. Não consegui vislumbrar outra solução possível para esta questão. Nesta linha de pensamento. Ora. para caracterização da relação de emprego. Presentes a pessoalidade. III.Correto. a) Todas são verdadeiras. Resolvi a questão a partir das alternativas. só a banca poderia responder a esta questão. Entretanto. Analise as 12 . exceto a primeira. possui relevância. Somente a pessoa natural pode ocupar o espaço reservado ao prestador do serviço na relação de emprego. isto é. exceto a primeira e a segunda. sendo essencial à configuração dessa relação jurídica que a prestação de serviços tenha um caráter de infungibilidade em relação à aludida pessoa. Ao menos essa é a minha opinião. também não interessará o resultado (finalidade) que se espera do mesmo. a onerosidade e a subordinação jurídica. Correto. pelo que a resposta só pode ser a letra “a”. e não à pessoa do empregado. exceto a segunda. a subordinação é jurídica e se liga à prestação. exceto a quarta e a quinta. V. c) Todas são verdadeiras. em relação ao empregado. é qualificado como sendo uma subordinação jurídica. o que caracteriza a alheiabilidade da prestação dos serviços pelo empregado (alteridade). essa subordinação é avaliada sob uma perspectiva objetiva. como também já estudamos. da lição inclusive de Maurício Godinho Delgado. b) Todas são verdadeiras. em exercício parecido com o mencionado no comentário da questão 7 supra. Como a primeira assertiva está flagrantemente errada. Correto. poderíamos extrair duas finalidades possíveis: fruto do trabalho auferido diretamente pelo trabalhador (autônomo). O caráter de infungibilidade em relação ao empregado é sinônimo de pessoalidade. Pela doutrina atual. Ocorre que também vimos que a assertiva II é correta. suponho que a expressão “a finalidade atribuída a determinado serviço” se refira à alteridade. a finalidade atribuída à realização de determinado serviço. o tipo de trabalho prestado não interessa à caracterização da relação de emprego.: a 10 – (JUIZ DO TRABALHO – 1ª REGIÃO – 2005) Diz-se. e) Todas são verdadeiras. e sim o modo de prestação. IV. só servem as alternativas “a” e “d”. fruto do trabalho explorado pelo tomador dos serviços.

prestar serviços. pois se somente o empregado pode. o empregado não pode se fazer substituir por outrem.O empregado não pode fazer-se substituir na empresa em que trabalha . exceto esporadicamente.A morte do empregado dissolve. pois na relação de emprego a prestação é infungível. acima.A obrigação de prestar o serviço é personalíssima e. relaciona-se à característica de infungibilidade do trabalho do empregado. não se computando o tempo de serviço do período em que exerceu a função de diretor. V . ainda que presente a subordinação jurídica imanente ao vínculo empregatício. portanto. pessoalmente. não se computando o tempo de serviço do período pertinente ao exercício da função de diretor. A pessoalidade como requisito da relação de emprego. as alternativas estão I .Em relação ao empregado eleito para ocupar cargo de diretor de sociedade anônima. 13 . b) todas incorretas. pelo que extingue-se automaticamente o contrato de trabalho. Correto. resposta correta: assinalando a A questão não apresenta maiores dificuldades. Todas as assertivas estão corretas e apresentam facetas da pessoalidade. Resp. isto é. Se o obreiro não pode se fazer substituir. II . III .proposições abaixo. c) ele tem seu contrato de trabalho interrompido. o contrato. b) ele tem seu contrato de trabalho automaticamente rescindido na medida em que não pode ostentar a condição simultânea de empregado e empregador. d) apenas as alternativas II e V estão corretas. ipso facto. com a sua morte a prestação torna-se impossível. mesmo diante da presença da subordinação jurídica atinente ao liame empregatício. logo não pode transmitir a outrem a obrigação de prestar serviços. No mesmo sentido visto as alternativas estão c) apenas as alternativas I e IV estão corretas. Correto.: a ANALISTA ÁREA PROCESSUAL MPU – ESAF – 2004 – a alternativa II está 78.salvo se o empregador consente. com a aquiescência do empregador. d) ele tem seu contrato de trabalho suspenso. Correto. Correto. e se esta obrigação é intransmissível. é correto afirmar que a) ele tem o tempo de serviço atinente ao período de exercício na função de diretor computado para todos os efeitos legais. sem maiores problemas. a) todas corretas. e) apenas incorreta. Correto. Na mesma linha do item anterior. intransmissível. IV .O pacto de trabalho origina para o empregado uma obrigação de fazer que não é fungível.A pessoalidade é uma das notas típicas da relação de emprego.

letra “E”. Observe-se que. a letra “C” também atende ao comando do enunciado (opção incorreta). embora o gabarito oficial seja letra “A”. é obtida a partir da Súmula nº 269 do TST. Correta. pois neste caso a jurisprudência confere apenas a indenização. Comentário: a resposta. FIGURA JURIDICA DO EMPREGADO Questões elaboradas – Auditor Fiscal Ricardo Resende . Neste sentido. Neste sentido. com a mesma redação. conforme redação original da OJ nº 88. bem como o item I da Súmula 396 do TST. com exceção da estabilidade provisória.e) ele tem seu contrato de trabalho suspenso. Não sei se efetivamente o foi. porque não tive acesso ao gabarito definitivo. nos termos do item I da Súmula 244 do TST. o item V da Súmula 369. notadamente prestação de serviços. pagamento de salários e contagem do tempo de serviço. não obstante a referida Súmula tenha sido editada e publicada apenas em 2005. b) O desconhecimento do empregador da gravidez da empregada não inibe o direito ao pagamento da indenização defluente da estabilidade. não se aplicando àquele trabalhador contratado especificamente para a função de diretor. Correta. desde 1994. salvo na hipótese de previsão contrária em norma coletiva. Correta. Obviamente a hipótese somente se aplica ao trabalhador que já era empregado na “companhia” e veio a ser eleito diretor da mesma. aponte a opção incorreta.EVP 14 . razão pela qual a questão deveria ter sido anulada. nos termos do item IV da Súmula 369 do TST. portanto depois do concurso em questão. razão pela qual a questão tinha duas respostas! Com efeito. reflexos e parcelas rescisórias). c) O empregado candidato ao cargo de dirigente sindical tem direito à estabilidade provisória mesmo que o registro de candidatura tenha ocorrido durante o período do aviso prévio. pois neste caso não é contrato de trabalho anterior. o item II da Súmula 244 do TST. A hipótese de previsão contrária em norma coletiva era prevista expressamente na época do concurso. e não a possibilidade de reintegração.No que tange aos efeitos pertinentes à estabilidade. a) Admite-se a reintegração de empregado detentor de estabilidade provisória ainda que esgotado o período estabilitário. conforme Súmula 371 do TST. 79. já existia. salvo na hipótese de permanência da subordinação jurídica própria do vínculo empregatício. Também está errada. Lembrem-se que a suspensão contratual implica na sustação temporária dos principais efeitos do contrato de trabalho. Assim. a jurisprudência consolidada do TST rejeita a possibilidade de reconhecimento da estabilidade provisória do dirigente sindical quando o registro da candidatura se dá durante o aviso prévio. a OJ nº 35. não se computando o tempo de serviço do período em que exerceu a função de diretor. e) A extinção do estabelecimento comercial na área de abrangência da base territorial do sindicato prejudica o direito do dirigente sindical à estabilidade provisória. d) Os efeitos da projeção do contrato de trabalho para o futuro em decorrência da concessão de aviso prévio alcançam as vantagens econômicas conquistadas durante o aviso prévio (salários. Está errada.

razão pela qual não constituem discriminação ou afronta ao princípio constante do parágrafo único do art. o empregado detentor de cargo de confiança não perde. por conseqüência. a qualidade de empregado. por exemplo. quanto ao horário de trabalho. constitui afronta ao dispositivo consolidado que proíbe a distinção entre trabalho manual. A redução do grau de subordinação jurídica não implica no não reconhecimento da qualidade de empregado. qualquer incompatibilidade entre as figuras do sócio e do empregado. (b) a eventual existência de estatutos profissionais dispondo sobre categorias diferenciadas. geralmente categorias de trabalhadores intelectuais. e sim limita alguns direitos típicos dos empregados. de acordo com as peculiaridades de determinada categoria profissional. a subordinação jurídica também não é tão rigorosa. bastando para tal que se verifiquem os requisitos dos artigos 2º e 3º da CLT. a subordinação e a pessoalidade. embora existentes. onerosidade. 6º da CLT iguala o trabalho em domicílio ao trabalho do empregado que exerce suas atividade na empresa. Não há. Com efeito. técnico e intelectual. em princípio. não-eventualidade. não obstante reduzido o grau de subordinação jurídica. só por este fato. o empregado detentor de cargo de confiança sofre restrições. subordinação e alteridade). pois para a caracterização da relação de emprego basta a presença dos requisitos caracterizadores (pessoalidade. (e) pode-se dizer que. Correto. posto que é relativamente comum que o empregado seja auxiliado por pessoas da família. desde que por real necessidade de serviço. Errado. fato este de difícil fiscalização pelo empregador. Neste caso. exceto se permanecer a subordinação jurídica. pois não se 15 . O art. Correto. não apresentam tanto rigor em sua caracterização. Errado. 3º da CLT. não importando a natureza (tipo) do trabalho prestado. (c) é perfeitamente possível que o trabalhador em domicílio seja empregado. em regra. pois não é possível que alguém seja empregado de si mesmo. controle de jornada e.01) Assinale a alternativa INCORRETA: (a) a natureza do trabalho prestado não é determinante para a caracterização da relação de emprego. Correto. pode ser revertido ao antigo posto de trabalho (alteração contratual lesiva ao empregado expressamente prevista em lei) e pode ser transferido para outra localidade independentemente da sua anuência. 2) Considere as seguintes assertivas: I – a figura do sócio é incompatível com a figura do empregado. Os estatutos profissionais regulam situações jurídicas diferenciadas. (d) consoante a jurisprudência dominante do Tribunal Superior do Trabalho a eleição de empregado para o cargo de diretor implica na suspensão do contrato de trabalho. Literalidade da Súmula nº 269 do TST. Correto. Também é verdade que no trabalho em domicílio a pessoalidade se apresenta de forma mitigada. até porque o empregado em domicílio tem certa liberdade. não faz jus ao pagamento das horas extraordinárias). Por sua vez. por exemplo. desde que presentes os requisitos dos artigos 2º e 3º da CLT. quanto à proteção da jornada de trabalho (não tem.

é estranho à caracterização do doméstico que os serviços sejam ou não qualificados (lembremos que um piloto de avião. Errado. Nestes casos deve ser aplicado o regime jurídico que seja mais favorável ao empregado. III – são requisitos caracterizadores da relação de emprego a subordinação. mas somente na definição do empregador (art. 3º). II e IV (d) II. é importante reiterar que é comum aparecer em questões de concurso estes três requisitos como os necessários à caracterização da relação de emprego. por exemplo. há outros requisitos essenciais (pessoalidade e alteridade). não da prestação. por exemplo. pode ser doméstico!). Estão incorretas as assertivas: (a) I e II (b) I.confundem a pessoa física do sócio e a pessoa jurídica da sociedade. Como já estudamos. Também está errada a assertiva pelo fato de que não existe prestação de serviço doméstico a pessoa jurídica. IV – a partir do advento das premissas do chamado Novo Direito tem sido admitida a relação de emprego doméstico entre cônjuges. Dessa forma. prestar serviços não qualificados a pessoa física. sendo que os serviços não podem ter finalidade lucrativa (sob o ponto de vista do empregador). em face do qual deve prevalecer o regime jurídico mais favorável ao empregado. O empregado será doméstico sempre que presentes os requisitos caracterizadores da relação de emprego. Errado. que tem intenção onerosa). mas somente a pessoa física ou grupo familiar. 16 . A assertiva é absurda. concomitante. os tribunais têm entendido que em regra não há que se falar em relação de emprego entre cônjuges. 3º da CLT. IV e V (e) I. desde que evidenciados os requisitos legais. temos uma relação de emprego doméstico e outra. II e III 03 – Todas as corretas. No caso em tela. em face da atecnia da CLT ao não mencionar a pessoalidade e a alteridade na definição de empregado (art. substituída a nãoeventualidade pela continuidade. e a concomitante prestação de serviços de limpeza a empresa da mesma família configura o fenômeno da promiscuidade contratual. V – a prestação de serviços à pessoa ou à família. Correto. II – será doméstico o empregado que. Quanto a esta assertiva. laborando com continuidade. 2º). sem finalidade lucrativa (dos serviços. dentre outros. quando é sócio majoritário e/ou possui o controle da empresa. sendo que presume-se a subordinação do cônjuge que não trabalhe fora. Entretanto. e sim sociedade de fato. o décimo terceiro salário. depois porque a presunção é no sentido que não há subordinação entre cônjuges. jurídica ou grupo familiar. e pelo fato de prestar serviços a pessoa física ou a grupo familiar. Dessa forma. Correto. mas a presença destes três torna a resposta correta. II e V (c) I. exceto: assertivas estão (a) são direitos constitucionalmente estendidos ao doméstico. onerosidade e subordinação. de emprego (não doméstico). a onerosidade e a não-eventualidade. serão incompatíveis as figuras sempre que o sócio detenha intensa participação na sociedade. primeiro pela fantasiosa idéia da suposta corrente do “Novo Direito”. Literalidade do art.

(d) ao doméstico são garantidos tanto o descanso semanal remunerado quanto os feriados civis previstos em lei. tratoristas. pelo recolhimento do FGTS em alíquota diferenciada 17 . isto é. 5º da Lei nº 605/1949. Também é rurícola o empregado de indústria que explora suas atividades em estabelecimento agrário. o trabalhador de indústria rural será rurícola apenas quando suas atividades forem tipicamente rurais. Correto. Errado. Neste sentido.324/2006 revogou esta alínea “a” do art. 4 – Julgue os seguintes itens (Certo ou Errado): a) o aprendiz não é empregado e sim. ainda que este forneça à professora moradia e gratificação pecuniária. 7º. O aprendiz é um empregado cujo regime jurídico é especial. Basta que o tomador dos serviços seja empregador rural para que o empregado seja rurícola. parágrafo único. da CRFB. Este é o entendimento dominante na jurisprudência. OJ 315 da SBDI-I do TST. (c) conforme a jurisprudência dominante. também chamada de agroindústria. alínea “a”. que poderá ou não ser confirmada depois de concluído o programa de aprendizagem. da Lei nº 605/1949. Correto. empregados de escritório de empresa agropecuária. entre outros. os motoristas. não tinha direito. aspirante à condição de empregado. Quanto aos feriados. razão pela qual o doméstico passou a fazer jus também aos feriados. assim considerado aquele que exerce atividade agroeconômica. Em atividades tipicamente industriais o obreiro não será rurícola. Em relação aos demais empregados. pela restrição da idade (poderão ser aprendizes os maiores de quatorze anos e os menores de vinte e quatro anos. prévio e aposentadoria. 7º da CRFB. são rurícolas. o aprendiz se diferencia pela determinação de prazo do contrato de trabalho (até dois anos). para quem não existe limite máximo de idade). será rural o empregado de empregador rural. (e) não será rurícola o empregado da indústria do açúcar e do álcool que não realize atividades tipicamente rurais. O doméstico tinha direito somente ao descanso semanal remunerado. Assim. e sim enquadrado na atividade preponderante da empresa. Correto. No caso do empregado de indústria rural a regra é oposta àquela do empregado vinculado a empregador rural que explora atividade agrícola. pois este direito era negado expressamente ao doméstico pelo art. Ressalte-se que não necessariamente o empregado rural prestará serviços tipicamente rurais. Errado. que devem ser aqueles tipicamente rurais. Não obstante. a Lei nº 11. Literalidade do único do art.irredutibilidade do salário. exceto portadores de necessidades especiais. a professora que ministra aulas em escola rural não se vincula empregaticiamente ao dono da fazenda onde está situada a escola. aviso parágrafo (b) a relação de emprego rural difere da relação de emprego pela natureza dos serviços prestados pelo obreiro. A relação de emprego rural difere da relação de emprego comum pela qualidade do empregador. Correto. como o próprio nome indica. por força do disposto no art. 5º. não obstante suas atividades não sejam tipicamente rurais.

Nos termos da CRFB. o qual dispõe que: “os notários e os oficiais de registro poderão. Literalidade do art. os direitos trabalhistas constantes da CLT.935/1994. Demitido em dezembro de 2007. É importante ressaltar que a qualificação do tomador dos serviços (“sem fins lucrativos”) não lhe retira a qualidade de empregador. Tanto a secretária da instituição sem fins lucrativos quanto o trabalhador em serviços gerais na igreja são empregados. 28 da Lei nº 7. d) Mévio foi admitido em março de 2006 como escrevente em um cartório (tabelionato) de notas nãooficializado na cidade de Cartolândia do Norte. são regidos por estatutos próprios. 20 da Lei nº 8. desde que presentes os requisitos caracterizadores da relação de emprego. oportunidade na qual o causídico. pois se presume o conluio entre as partes para fraudar o sistema do FGTS e do Seguro-Desemprego. e auxiliares como empregados. 05 – (TÉCNICO – ÁREA ADMINISTRATIVA – TRT19 – FCC – 2003) NÃO há relação de emprego entre: A – a instituição sem fins lucrativos e a respectiva secretária B – a igreja e o respectivo encarregado de serviços gerais C – a dona de casa e a empregada doméstica D – a instituição de beneficência e o voluntário E – o titular de Cartório oficializado e o serventuário não A resposta é a letra D. por sua vez. Correto. firmando com a Administração Pública relação jurídica administrativa e não trabalhista. Correto. b) não se aplicam aos empregados públicos as disposições celetistas. com remuneração livremente ajustada e sob o regime da legislação do trabalho”. O parentesco não afasta o vínculo empregatício. contratar escreventes. Os servidores públicos. e pela necessidade de matrícula do aprendiz em programa de aprendizagem. a realização dos exames de saúde ocupacional conforme NR-7. contra 8% dos empregados “normais”). lhe informou que seus direitos são os direitos de qualquer empregado. pois no caso do voluntário falta para caracterização da relação de emprego o requisito da onerosidade. Aplica-se aos empregados públicos a CLT.210/1984 (Lei de Execuções Penais). salvo disposição mais benéfica em instrumento coletivo. pelo pagamento do salário-mínimo hora. Mévio procurou um advogado para “saber de seus direitos”. sendo exigida a anotação do contrato de trabalho em CTPS. Exceto por estas regras especiais. nos termos do art. etc. os serviços notariais são exercidos por delegação do Poder Público. e) a existência de relação de parentesco até o terceiro grau entre prestador e tomador dos serviços afasta a relação de emprego. O regime jurídico dos trabalhadores em cartórios extrajudiciais é o celetista. o registro. nos termos 18 . para o desempenho de suas funções. e sim o estatuto próprio fixado em lei. bastando para tal que estejam presentes os requisitos legais (art. c) o trabalho do preso não forma vínculo de emprego com o Estado. 2º e 3º da CLT).(2%. Errado. o aprendiz é empregado como qualquer outro. corretamente. Errado. dentre eles escolhendo os substitutos. ou seja.

Entre o dono da obra e o pedreiro não há relação de emprego. pode perfeitamente ocorrer fora do estabelecimento fabril ou comercial como. bastando que haja repetição. bem como este não assumiria os riscos da atividade econômica. o art. desde que compatíveis os horários. Neste sentido. §1º. seja na atividade-meio) e que haja fixação jurídica do obreiro ao tomador dos serviços. na relação de emprego. 20 da Lei nº 8. o serventuário do cartório não oficializado é empregado. não há relação de emprego entre a noiva e a costureira. consoante o art. não B – a instituição de beneficência e os voluntários. regido pela CLT. 6º da CLT. por exemplo. nos termos do art. Com efeito. nos termos do art. C – o dono da obra e o pedreiro. da CLT. pois a prestação de serviços. E – a igreja e o religioso. a exclusividade. Percebam a recorrência desta temática em provas da FCC (!). A resposta é a letra A. 06 – (ANALISTA – EXECUÇÃO DE MANDADOS – TRT17 – FCC) Na relação de emprego A – o empregado pode ser pessoa física ou jurídica B – configura-se a habitualidade somente se a prestação de serviços é diária C – a prestação de serviços pode ocorrer fora do estabelecimento fabril ou comercial D – exige-se trabalhador exclusividade do de emprego com empregadores diversos.935/1994. para caracterização da relação de emprego. pois o empregado só poderá ser pessoa física. a letra E está incorreta porque os riscos da atividade econômica cabem exclusivamente ao empregador. pois não haveria finalidade econômica para o dono da obra. A letra B também está incorreta porque a habitualidade não exige a prestação de serviços diária.935/1994. 08 – (TÉCNICO JUDICIÁRIO – TRT22 – 2004 – FCC) É correto afirmar que: E – os riscos da atividade econômica são suportados pelo empregador ou pelo empregado A resposta é a letra C. Por fim. A dona de casa e a empregada doméstica formam a relação de emprego tipicamente doméstica. 07 – (ANALISTA – ÁREA ADMINISTRATIVA – TRT9 – FCC – 2004) Há relação de emprego entre: A – o titular de cartório oficializado e os serventuários. razão pela qual não há relação de emprego. A letra A está errada. que o serviço seja permanente na atividade da empresa (seja na atividade-fim. 2º da CLT. no caso do empregado em domicílio. previsão de repetibilidade. ao menos para a jurisprudência dominante. D – a noiva e a costureira. Nos casos das letras B e E falta o requisito da onerosidade. A letra D está errada porque não se exige. Finalmente. 20 da Lei nº 8. pois há vínculo de emprego entre o titular de cartório não oficializado e seus serventuários. 2º. nunca pessoa jurídica. Finalmente. tendo em vista que não há que se falar em não-eventualidade nesta hipótese (não há previsão de repetibilidade e a atividade não é normal na dinâmica do tomador dos serviços). nada impede que o empregado tenha mais de um vínculo 19 .do art.

desde que esteja caracterizada a relação de emprego. pela literalidade do art. distinguir-se-á este do trabalho executado no estabelecimento do empregador. definindo o tempo. Também chamado “gato”. sem se fixar juridicamente a nenhum deles. figura muito comum principalmente no meio rural. Errado. a quem cabe definir. B – são trabalhadores avulsos aqueles que prestam serviços a outrem. a figura do intermediário é repelida pelo sistema legal de proteção ao trabalho. Correta a letra A.A – não se distingue entre o trabalho realizado no estabelecimento do empregador e o executado no domicílio do empregado. E – o trabalho executado no domicílio do empregado será sempre considerado eventual. As letras D e E também estão erradas porque será considerado relação de emprego o trabalho executado do domicílio do empregado. modo e local de trabalho. em afronta ao princípio da dignidade humana. praticando atos jurídicos em seu nome. D – o trabalho executado no domicílio do empregado sempre será considerado autônomo. C – apenas o trabalho realizado no estabelecimento do empregador caracteriza a relação de emprego. A distinção surge da proteção legal trabalhista. Correto. D – são trabalhadores domésticos aqueles que prestam serviços a pessoa física ou grupo familiar. modo e local da prestação. o tempo. ainda Aponte a alternativa correta: 20 . Em outras palavras. que é conferida. ainda que não esteja caracterizada a relação de emprego. Intermediário. Errado. conferindo a este o poder de dirigir o trabalho. o modo e o local da prestação dos serviços. O que caracteriza o trabalho avulso é o fato de o trabalhador avulso colocar sua energia de trabalho à disposição de distintos tomadores. integrando-a. é aquele trabalhador que se coloca como elo de ligação entre um trabalhador e o tomador de seus serviços. B – não se distingue entre o trabalho realizado no estabelecimento do empregador e o executado no domicílio do empregado. por exemplo. no trabalho autônomo predomina a liberdade do trabalhador. no âmbito do Direito do Trabalho. A letra C está errada pois é possível que exista relação de emprego fora do estabelecimento do empregador. ao passo que na relação de emprego o trabalhador se subordina juridicamente ao empregador. O trabalho autônomo é marcado pela ausência de subordinação. em regra. 6º da CLT). C – são trabalhadores intermediários aqueles que compõem a própria atividade da empresa. da forma que melhor lhe convier. que em regra caracteriza relação de emprego. somente aos empregados. complementando-a ou suplementando-a. 6º da CLT. em curtos períodos de tempo. A letra B está errada porque se não há relação de emprego no trabalho executado no domicílio do empregado. 09 – (JUIZ DO REGIÃO – 1998) TRABALHO – 12ª A – são trabalhadores autônomos aqueles que possuem a discricionariedade do tempo. sempre que presentes os requisitos caracterizadores da relação de emprego. no trabalho em domicílio (art. pois configura mercantilização do trabalho humano.

trabalhar mediante o pagamento de salário e prestar o trabalho pessoalmente são requisitos que configuram o empregado e que nem todo empregado é regido pela CLT. Não existe relação de emprego sem onerosidade. trabalhar de forma não eventual. se o mesmo presta serviços em zona urbana ou não. Nem todo empregado é regido pela CLT. 10 – (PROCURADOR DO ESTADO/RN – FCC – 2001) É correto afirmar que: a) ser pessoa física. E – são trabalhadores rurais aqueles que desenvolvem atividades. FIGURA JURIDICA EMPREGADOR DO Questões Elaboradas – Auditor Fiscal Ricardo Rezende – EVP 21 .889/1973). O empregado rural. Com efeito. No mesmo comentário à letra A. trabalhar mediante o pagamento de salário e prestar o trabalho pessoalmente são requisitos que configuram o empregado e que todo e qualquer empregado é regido pela CLT. Errado. Pouco importa. e não pela CLT. Não existe emprego sem (subordinação). 2º da Lei 5. trabalhar mediante dependência. e nem todo empregado é regido pela CLT. Errado. trabalhar de forma não eventual. relação de dependência e) ser pessoa física. em áreas distantes das zonas urbanas. pois também será empregado rural o trabalhador que prestar serviços em prédio rústico a empregador rural (art. sentido do c) ser pessoa física. O doméstico. mas no âmbito residencial da mesma pessoa ou grupo familiar. trabalhar de forma não eventual. trabalhar de forma não eventual.que em atividade lucrativa. O doméstico não pode prestar serviços em atividade lucrativa. assim considerado aquele que desenvolve atividade agroeconômica. Errado. prédio rústico é a propriedade localizada em perímetro urbano onde se desenvolve atividade agroeconômica. A relação de emprego exige trabalho não-eventual e nem todo empregado é regido pela CLT. trabalhar mediante dependência. d) ser pessoa física. por sua vez. trabalhar mediante a inexistência de dependência. trabalhar mediante dependência. Errado. b) ser pessoa física. que deve ser o empregador rural. não é regido pela CLT. conforme exposto no comentário da letra A. Correto. ainda que industriais. é regido pela Lei nº 5889/1973. por exemplo. e sim pela Lei nº 5859/1972. para caracterização do rurícola. trabalhar de forma eventual. mediante o pagamento de salário e prestar o trabalho pessoalmente são requisitos que configuram o empregado e que nem todo empregado é regido pela CLT. Errado. e sim a qualidade do empregador. Errado. trabalhar mediante o pagamento de salário e prestar o trabalho pessoalmente são requisitos que configuram o empregado e que todo empregado é regido pela CLT. trabalhar mediante dependência. trabalhar gratuitamente e prestar o trabalho pessoalmente são requisitos que configuram o empregado e que todo empregado é regido pela CLT. O que caracteriza o empregado rural não é o local da prestação dos serviços.

a mera relação de coordenação entre as três empresas é suficiente para a caracterização do grupo econômico para fins trabalhistas. d) Caso Constantino tenha prestado serviços à “Agência de Turismo Ouro Preto” durante o tempo em que tinha contrato de trabalho com a “Lotérica Boa Esperança”. Não obstante não exista subordinação de uma empresa às outras. Constantino foi admitido pela “Lotérica Boa Esperança” para exercer a função de atendente. sendo que constou em sua CTPS o salário mensal de R$700. a configuração do grupo econômico trabalhista não depende sequer de consórcio formal entre as empresas envolvidas. Ao contrário. entre duas ou mais b) No caso.00 (setecentos reais). denominadas “Farmácia Gerais”. §2º. na hipótese mencionada. Cada um dos irmãos é sócio majoritário em uma das empresas e minoritário nas outras duas. nos termos do art. “Agência de Turismo Ouro Preto” e “Lotérica Boa Esperança” não formam grupo econômico. salvo ajuste em contrário”. bastando para tal a relação de subordinação ou ao menos de coordenação empresas. “Agência de Turismo Ouro Preto” e “Lotérica Boa Esperança”. c) Há de se reconhecer o grupo econômico. deverá ser reconhecida em juízo a duplicidade de contratos de trabalho. durante a mesma jornada de trabalho. Comentário: a identidade da atividade econômica não é requisito para a formação de grupo econômico. A partir do caso acima. Comentário: a maioria da doutrina e da jurisprudência tem admitido a formação do grupo econômico ante a simples relação de coordenação entre as empresas. Ao longo do contrato de trabalho Constantino laborou em sobrejornada de 45 minutos diários. da CLT. bem como os reflexos respectivos. o que por si só afasta a hipótese legal de formação de grupo econômico. julgue os seguintes itens (certo ou errado): a) As empresas “Farmácia Gerais”. porém nunca recebeu o adicional de horas extras. há inegável relação de coordenação administrativa entre elas. Demitido sem justa causa depois de três anos prestando serviços à “Lotérica Boa Esperança”. e desde que respeitadas as formalidades previstas na legislação comercial. pelo que o obreiro poderá exigir as verbas trabalhistas relativas aos dois vínculos.Questão 1 – Considere-se a seguinte hipótese: Três irmãos detém a propriedade de três empresas. 2º. Comentário: Nos termos da Súmula 129 do TST “ a prestação de serviços a mais de uma empresa do mesmo grupo econômico. Comentário: a formação do grupo econômico para fins trabalhistas não se liga à idéia de grupo empresarial extraída da legislação comercial. tendo em vista que exercem atividades econômicas diversas. Constantino ingressou com reclamação trabalhista pleiteando diferenças salariais (adicionais de horas extras devidos e reflexos) e o FGTS incidente sobre tais diferenças (inclusive multa compensatória devida em função da demissão imotivada). apenas se Constantino conseguir comprovar que as empresas constituem grupo empresarial. 22 . não caracteriza a coexistência de mais de um contrato de trabalho.

considerado configurada a 23 .e) Configurado o grupo econômico entre as empresas “Farmácia Gerais”. tendo em vista que as mesmas não teriam participado do processo de conhecimento. desde que não pairem dúvidas a respeito da existência do grupo econômico. em nenhuma hipótese o adquirente responderia pelos créditos trabalhistas deste obreiro. serão acionadas a pagar o quantum devido no caso de a “Lotérica Boa Esperança” não arcar com seu débito trabalhista em relação ao mencionado obreiro. razão pela qual cada uma das empresas poderia exigir que Constantino lhe colocasse à disposição sua energia de trabalho. Comentário: a doutrina mais moderna e a jurisprudência tem. Comentário: segundo classificação corrente na doutrina. ( E ) j) Caso a propriedade das empresas “Farmácia Gerais” e “Agência de Turismo Ouro Preto” tivesse sido transferida a terceiro durante a vigência do contrato de trabalho de Constantino. g) Ante a inexistência de cláusula contratual dispondo em contrário. Comentário: Hodiernamente o entendimento predominante na doutrina e na jurisprudência é no sentido de que as empresas integrantes do grupo econômico podem ser acionadas diretamente no processo de execução. o caso é de solidariedade e não de mera subsidiariedade. e logo não lhes teria sido garantido o direito constitucional ao contraditório e à ampla defesa. não poderá. 2º da CLT as empresas integrantes do grupo econômico são solidariamente responsáveis pelos créditos trabalhistas dos empregados de qualquer uma delas. exigir o pagamento das empresas “Farmácia Gerais” e “Agência de Turismo Ouro Preto”. sem que com isso restasse configurado mais de um contrato de trabalho. i) Tecnicamente pode-se dizer que as empresas mencionadas formam grupo econômico horizontal. forma-se o grupo econômico vertical se existe relação de subordinação entre as empresas integrantes. desde que respeitada a compatibilidade de horários. as duas primeiras serão subsidiariamente responsáveis pelo adimplemento dos créditos trabalhistas de Constantino. isto é. o enunciado da questão esclarece que há “inegável relação de coordenação administrativa entre elas” (as empresas). Comentário: literalidade da Súmula 129 do TST. razão pela qual não restam maiores dúvidas a respeito da configuração do grupo econômico. poderiam as três empresas ser consideradas um único empregador em relação a Constantino. já transcrita no comentário da alínea “d” supra. em eventual fase de execução do julgado. efetiva empregadora de Constantino. em alguns casos. ( E ) f) Caso Constantino tenha ingressado com a reclamação trabalhista apenas em face da “Lotérica Boa Esperança”. tendo em vista que não restou configurada a sucessão trabalhista porque não houve alteração na propriedade ou na estrutura jurídica da empresa “Lotérica Boa Esperança”. ao passo que forma-se o grupo econômico horizontal se não existe subordinação. Comentário: Consoante o art. No caso em análise. mas mera relação de coordenação entre as empresas integrantes do grupo. Assim. dada a inexistência de relação de subordinação entre as mesmas. “Agência de Turismo Ouro Preto” e “Lotérica Boa Esperança”.

tanto na doutrina quanto na jurisprudência. ao menos em tese. que atua na área de desenvolvimento de software para instituições financeiras. considere a seguinte situação hipotética. um modelo situado entre o trabalho subordinado e o autônomo: o trabalho parassubordinado. No desempenho de suas funções. José foi contratado pela pessoa jurídica Aga. vigindo o arrendamento quando de sua demissão. a responsabilização dos adquirentes como sucessores. como forma de garantir efetivamente o recebimento dos créditos do trabalhador. Algumas vezes evidente e em outras apresentando-se como leve traço. É importante lembrar que a regra jurídica quase sempre comporta exceções. a responsabilidade subsidiária do sucedido. seria possível. o magistrado depara-se com situações incomuns. Um dos elementos caracterizadores da relação de emprego. na classificação de Von Tuhr. No caso em análise. A hipótese é interessante para fins de concurso público porque ressalta a atenção que o candidato deve ter diante de expressões que denotem regras absolutas. nos termos dos artigos 10 e 448 da CLT. para prestação de serviços de programador.sucessão de empregadores sempre que a alteração intra ou interempresarial resulte no enfraquecimento das garantias do crédito trabalhista do empregado. in concreto. Observe-se que a questão é polêmica e está longe de pacificação. que dificultam a constatação da relação empregatícia. a transferência da empresa a título provisório para um arrendatário muito provavelmente provocará o enfraquecimento das garantidas creditícias de Constantino. pois há certa presunção de menor idoneidade econômica do arrendatário. a doutrina italiana chegou a considerar a existência de um terceiro gênero. “nunca”. ( E ) k) Na hipótese de a “Lotérica Boa Esperança” ter sido arrendada a terceiro durante a vigência do contrato de trabalho de Constantino. Caso confirmada em juízo esta presunção. Na hipótese. QUESTÕES ANTERIORES: DE CONCURSOS QUESTÃO 2 – (JUIZ DO TRABALHO – 5ª REGIÃO – CESPE – 2006) A subordinação jurídica apresenta-se. a subordinação é considerada pela doutrina prevalecente como uma situação jurídica. Como exemplo. Afora o debate meramente didático. “sempre”. José tem a incumbência de desenvolver programa que será parte integrante de um software criado para sistema 24 . então todo cuidado é pouco com este tipo de afirmação. mas as outras duas empresas como garantes de seus créditos. Comentário: não obstante a regra seja a isenção de responsabilidade do sucedido pelos créditos constituídos antes da transferência (sucessão). tinha não só seu empregador direto. o responsável pelos créditos trabalhistas de Constantino seria exclusivamente o sucessor (arrendatário). Dessa forma. posto que este. antes da alteração. poderia o juiz determinar. muitas vezes. a alienação das outras duas empresas que formavam com a “Lotérica Boa esperança” o grupo econômico provocaria inequívoco enfraquecimento das garantias creditícias de Constantino. na prática judicial. a jurisprudência tem reconhecido a responsabilidade subsidiária do sucedido nos casos em que a sucessão tenha provocado considerável redução das garantias de adimplemento dos créditos trabalhistas dos empregados. como “em nenhuma hipótese”. como uma obrigação patrimonial de prestação pessoal.

e que forem relativos à sua parte da programação. mas o que interessa é a possibilidade de o empregador intervir nas atividades do empregado. Alice Monteiro de Barros: “Esse poder de comando do empregador não precisa ser exercido de forma constante. em síntese. 6º da CLT. ela é difícil de ocorrer. comandar. nem sempre a subordinação jurídica se manifesta pela submissão a horário ou pelo controle direto do cumprimento de ordens”. pois a subordinação jurídica decorre do contrato de trabalho e representa. pois no caso estaria caracterizado o grupo econômico. quando este passa a ser utilizado no mercado. ambos. que deve apenas cumprir o prazo definido. A A CLT não estabelece.) D Se determinada instituição financeira possuísse o controle acionário de Aga. Curso de Direito do Trabalho. O trabalho de José pode ser desempenhado em sua própria residência. a subordinação do trabalhador ao tomador dos seus serviços no tocante ao modo de prestação do trabalho. Em linhas gerais. bip e laptop. José tem de portar. tampouco torna-se necessária a vigilância técnica contínua dos trabalhos efetuados. C Para a caracterização da subordinação jurídica não é necessária supervisão técnica contínua. O importante é que haja a possibilidade de o empregador dar ordens. São Paulo : LTr.maior. telefone celular exclusivo. Literalidade do art. Com base nessas informações e acerca dessa situação hipotética. normalmente um home banking ou para centrais de autoatendimento bancário. Comentário: assertiva correta. atribuindo ao empregador os poderes de direção. Mencionamos mais uma vez a esclarecedora lição da Profª. 2005. do que decorre o poder empregatício (poder diretivo) e o dever de obediência do empregado. p. diligência e fidelidade. pelo que aplicável a regra 25 . Alice Monteiro de. Comentário: assertiva correta. assinale a opção incorreta. durante este período. (BARROS. José participa de todas as fases do processo de criação do software e. para os fins da legislação trabalhista. B A subordinação jurídica é fonte de direitos e deveres para as partes da relação de emprego. desde que presentes os pressupostos da relação de emprego. Se precisar sair de sua residência. Comentário: assertiva correta. Por isso. conectado à Internet. mesmo porque. diferenças entre o trabalho realizado no estabelecimento empresarial e o desempenhado no domicílio do empregado. 241. dirigir e fiscalizar a atividade do empregado. em relação aos trabalhadores intelectuais. seriam considerados empregadores de José. controle e disciplinar e ao empregado os deveres de obediência. relação norteada pela idéia civilista de boa-fé objetiva. por intermédio de um programa de transferência eletrônica de mensagens. desde que mantenha contato direto com os supervisores. Comentário: assertiva correta. expressamente. o que interessa é a possibilidade que assiste ao empregador de intervir na atividade do empregado. permanece conectado à Internet e com uma linha telefônica exclusiva em sua residência para contatos a qualquer momento para resolver problemas que surgirem na execução do software. dirigindo e administrando os bens de Aga para a consecução de seus objetivos empresariais. A jornada de trabalho também pode ser definida por José.

Comentário: item errado. remunerando-os exclusivamente com participação nos lucros e resultados. Comentário: assertiva incorreta. bem como pela possibilidade de o tomador dos serviços determinar o modo de prestação do trabalho (contato direto com supervisores. à qual é facultado. das modalides de prestação do trabalho” (BARROS. pela inserção dos serviços prestados por José na organização da empresa Aga (e notadamente em seu objetivo social). pelo critério objetivista. seriam elementos caracterizadores da subordinação jurídica pelo critério subjetivista. no caso acima apresentado. 26 . vedada a transferência de eventuais custos ou prejuízos aos empregados. pelo critério objetivista a subordinação “consiste na integração da atividade do trabalhador na organização da empresa mediante um vínculo contratualmente estabelecido. Comentário: item correto. em virtude do qual o empregado aceita a determinação. para exercício da empresa. Dessa forma. Conforme o disposto no art. o legislador celetista (art. Por sua vez. 2005. inclusive. Literalidade dos artigos 966 (“empresa é a atividade econômica organizada para a produção ou a circulação de bens ou serviços”) e 1142 (“considera-se estabelecimento todo complexo de bens organizados. p. mediante acordo ou convenção coletiva. 2º. QUESTÃO 3 – (CONSULTOR LEGISLATIVO DO SENADO – CESPE – 2002) Julgue os itens seguintes. Curso de Direito do Trabalho. São Paulo : LTr. da CLT. 3º da CLT). posto que as demais assertivas (“a” a “d”) não apresentam maiores dificuldades. não se confunde com o estabelecimento. visto como uma universalidade de bens corpóreos e incorpóreos ou unidade de produção voltada à concretização dos fins sociais do empreendimento. no caso hipotético apresentado. 2º da CLT. pelo empregador. considera-se empregador a empresa individual ou coletiva que assalaria e dirige a prestação pessoal de serviços. A direção e a fiscalização exercida por Aga sobre as atividades de José. ou por sociedade empresária”) do Código Civil. era perfeitamente possível resolver a questão por eliminação. qualquer que seja a situação da empresa. c/c a Súmula nº 129 do TST. 1 A empresa. são elementos caracterizadores da subordinação jurídica. Sobre esta questão é importante verificar que. E Pelo critério objetivista. Alice Monteiro de. acerca da figura jurídica do empregador. 2 De acordo com a legislação vigente. são devidos ao empregado os salários contratualmente ajustados. por empresário. na qual se inspirou. concebida como atividade econômica organizada. a direção e a fiscalização exercidas por Aga sobre as atividades de José. Assim. 242). não obstante a assertiva da letra “E” demande conhecimentos técnicos mais profundos.do art. no caso hipotético apresentado a subordinação estaria caracterizada. os riscos do empreendimento devem ser suportados exclusivamente pelo empregador. partilhar os riscos da atividade econômica com seus empregados. §2º. disponibilidade para manutenção dos sistemas). definição de prazos pela empresa. com o conseqüente dever de obediência pleo empregado. Dessa forma. o qual considera a subordinação sob o prisma da direção e da fiscalização pelo empregador. o critério subjetivista reforça a idéia de dependência.

se operarem no mesmo segmento comercial ou se suas atividades não estiverem horizontalmente integradas no mesmo processo produtivo ou comercial. Diversos empregados foram por ele dispensados. as empresas reunidas em grupo econômico apenas serão solidariamente responsáveis pelos créditos trabalhistas devidos aos empregados de cada uma delas. Comentário: item errado. a sucessão de empregadores resta configurada independentemente do título jurídico da alteração subjetiva do empregador. com o aproveitamento total ou parcial dos trabalhadores contratados. não restam dúvidas de que o sucessor responde por todos os débitos trabalhistas relativos ao período anterior à modificação na propriedade da empresa. QUESTÃO 4 – (AUDITOR DO ESTADO ES – CESPE – 2004) Julgue o item a seguir: Por não conseguir honrar os compromissos assumidos com alguns bancos. Da mesma forma. ao passo que a transferência do empreendimento afetou diretamente a garantia de adimplemento dos créditos trabalhistas dos empregados. inclusive daqueles demitidos antes da sucessão. bem como não depende da manutenção de todos os empregados em atividade. como horizontal (se existe mera relação de coordenação administrativa entre as empresas integrantes). para os fins do direito do trabalho. Assim. todas as regras aplicáveis ao contrato (cláusulas contratuais.) permanecem incólumes frente à alteração subjetiva do empregador. Comentário: item correto. Comentário: item errado. 4 A alteração na propriedade da empresa faculta ao empresário adquirente a renegociação de todas as cláusulas coletivas eventualmente pactuadas em acordo coletivo com o sindicato profissional correspondente. pelo que é vedada a renegociação das cláusulas de acordo coletivo anteriormente pactuadas. Nessa situação. A alteração na propriedade da empresa não altera os contratos de trabalho. não exige solenidade especial. verificandose quando a atividade comercial explorada for assumida por pessoa natural ou jurídica distinta. com os efeitos daí advindos (responsabilização do sucessor). e o novo titular do negócio deverá responder pelos débitos trabalhistas relativos ao período anterior à modificação na propriedade da empresa. o proprietário de uma empresa do setor de turismo foi obrigado a transferir o empreendimento a uma empresa concorrente. ao passo que outros acabaram sendo absorvidos pela nova empresa titular do empreendimento.3 No âmbito do direito do trabalho. instrumentos coletivos de trabalho. Para configuração do grupo econômico para fins trabalhistas não é necessário que as empresas atuem na mesma atividade econômica. Como vimos. sem o pagamento das indenizações devidas. o grupo econômico tanto pode ser vertical (se existe relação de subordinação entre as empresas integrantes). 5 A sucessão de empregadores. Comentário: item correto. a sucessão de empregadores terá sido claramente configurada. nos termos dos artigos 10 e 448 da CLT. Com efeito. Hipótese típica de sucessão de empregadores. regulamento de empresa. etc. QUESTÃO 5 – (JUIZ DO TRABALHO – 9ª REGIÃO – 2007) Considere as seguintes assertivas: 27 .

III – Consoante o entendimento dominante do Tribunal Superior do Trabalho. a empresa integrante do mesmo grupo econômico. ainda que não haja transferência da totalidade dos bens materiais e imateriais. durante a mesma jornada de trabalho. Este foi o entendimento dominante no TST enquanto vigorou a antiga Súmula nº 205. Como mencionado no comentário da questão 4. c) Somente as assertivas I e V são verdadeiras.I – A sucessão de empregadores pode se configurar mesmo que não haja continuidade na prestação de serviços pelo empregado que persegue seus créditos. se a sucessão provocou redução das garantias dos créditos trabalhistas de determinado empregado. e que. Resp. não caracteriza a coexistência de mais de um contrato de trabalho. e) As assertivas IV e V são falsas. Comentário: assertiva correta. consubstanciado na Súmula nº 129. Comentário: assertiva falsa. Entretanto. na fase de execução. é no sentido de que “ a prestação de serviços a mais de uma empresa do mesmo grupo econômico. Comentário: assertiva verdadeira. Comentário: assertiva falsa. independentemente de o mesmo ter participado do processo desde a fase de conhecimento. IV – Para que se configure a sucessão de empregadores é imprescindível que haja a transferência da propriedade da unidade econômicojurídica. Comentário: assertiva falsa. em qualquer hipótese. Vide comentário o item anterior. as assertivas são b) Somente as assertivas I e II são falsas. que não participou da relação processual como reclamada. portanto. II. Assinale a alternativa correta: a) Todas verdadeiras. não consta no título executivo como devedora.: C 28 . caracteriza. a mais de uma empresa do mesmo grupo econômico. durante a mesma jornada de trabalho. a prestação de serviços pelo empregado. II – Segundo o entendimento dominante no Tribunal Superior do Trabalho. a coexistência de mais de um contrato de trabalho. salvo ajuste em contrário”. qualquer um dos integrantes do grupo econômico. d) As assertivas I. a referida Súmula foi cancelada em 2003. responderá o sucessor inclusive pelos créditos dos empregados demitidos antes da transferência. O entedimento dominante no TST. V – Para que se configure a sucessão de empregadores é suficiente a transferência de parte significativa do complexo empresarial. Maurício Godinho. não pode ser sujeito passivo da execução. Consoante a moderna doutrina justrabalhista tem ganhado força a tese de que opera-se a sucessão de empregadores sempre que haja “alienação ou transferência de parte significativa do(s) estabelecimento(s) ou da empresa de modo a afetar significativamente os contratos de trabalho” (DELGADO. III e IV são verdadeiras. e a partir daí observa-se uma tendência a se admitir a possibilidade de o empregado acionar.

Por todo o exposto. sem. 114 da CRFB a Justiça do Trabalho passou a ser competente para julgar as lides decorrentes de qualquer relação de trabalho. Artur faz jus ao registro do pacto em sua CTPS e às verbas não-pagas. uma vez que a convenção coletiva não tem o 29 . bem como o trabalhador não se fixa juridicamente ao tomador (ele trabalha sabendo que não formará qualquer vínculo jurídico com o tomador de seus serviços). o período assegurado à gestante passou a ser de cinco meses a partir do parto. por força de convenção coletiva. segundo avençado pelas partes e mediante paga. pelo que há mera relação de trabalho. contudo. porque não há sequer relação de emprego. e não mais somente das relações de emprego. qual seja. Outras alternativas: A – incorreta. a não- eventualidade.TÉCNICO ÁREA ADMINISTRATIVA – TRT 1ª REGIÃO – CESPE – 2008 – CADERNO A Questão 46 Artur desenvolveu atividade de pedreiro em obra residencial ao longo de três meses ininterruptos. assinale a opção correta. a resposta correta é a letra C. o que não foi mencionado no enunciado da questão. portanto. na situação descrita. gênero do qual é espécie a relação de emprego. B o labor desenvolvido por Artur equipara-se ao do trabalhador doméstico. dado que não houve registro na CTPS. tendo em vista que ausente o requisito da não-eventualidade. ter sido feito registro em sua CTPS. ser realizado na esfera cível. estabilidade no emprego por mais um mês além do período fixado na CF. D houve contrato de trabalho de experiência. a atividade é eventual. não há qualquer previsão de “repetibilidade” futura. visto que o período de execução do trabalho não ultrapassou o limite de noventa dias. E qualquer questionamento judicial acerca do pacto deverá. C De fato. Assim. E – incorreta. a licença-maternidade assegurada às gestantes da referida categoria profissional restou fixada em cinco meses. conforme o enunciado da questão. A houve vínculo laboral e. com o advento da alterações promovidas pela EC 45/2004 no art. a categoria profissional não obteve nenhum benefício. B Diante do benefício atribuído. A Dada a mencionada extensão da estabilidade no emprego. De acordo com a CLT e os princípios do direito do trabalho. B – incorreta. segundo emenda constitucional. pois não houve vínculo laboral. Questão 47 Considerando que determinada categoria profissional tem assegurada à gestante. pois o contrato de experiência é contrato de emprego. tendo em vista que. Comentários: Ainda que a atividade de Artur tenha sido desenvolvida de forma contínua durante três meses. não há um dos requisitos caracterizadores da relação de emprego. C houve uma relação de trabalho. D – incorreta. o contrato de experiência deve ser ajustado pelas partes como tal. Além disso. posto que não se insere nas atividades normalmente desenvolvidas pelo tomador dos serviços.

pois a garantia de emprego conferida à gestante já tem seu termo final cinco meses após o parto. benefício D A convenção coletiva. por ser firmada entre sindicato e empresa. B . sendo esta resultante de gorjetas. exceto nos casos em que a própria CRFB excepciona (art. E de 23 h às 5 h. nos termos do art. 7º. pois a negociação coletiva (seja celebrada por acordo coletivo de trabalho ou convenção coletiva de trabalho) sempre pode ampliar a proteção ao trabalhador. 73 da CLT. cumpre jornada de trabalho noturno o trabalhador urbano que labora no período A de 20 h às 5 h.poder de prorrogar constitucional. Comentário: a resposta é letra D. 73 da CLT. D – incorreta. quais sejam. ao passo que o acordo coletivo de trabalho é firmado entre sindicato (dos trabalhadores) e empresa. como remuneração será considerada somente a quantia fixa. sem maiores problemas. Por óbvio convenção coletiva não pode estender benefício de natureza tipicamente previdenciária. Em contraposição. as regras advindas de terceiros estranhos à relação de emprego. 10. D de 22 h às 5 h. A Para efeitos legais. à luz do princípio da proteção (norma mais favorável e condição mais benéfica). as leis.incorreta. “b”. a convenção coletiva de trabalho é considerada fonte autônoma do Direito do Trabalho porque as normas por ela definidas são estabelecidas a partir dos próprios atores da relação de emprego. Comentários: A – incorreta. B de 22 h às 6 h. Com efeito. Assim. emendas do Estado. C – incorreta. pois a garantia de emprego (ou estabilidade) da gestante não se confunde com a licença-maternidade. XIII e XIV). pela literalidade do §2º do art.. D A quantia variável paga mensalmente é considerada prestação in natura. o gabarito é letra E. são fontes heterônomas do Direito do Trabalho. pois a convenção coletiva é firmada entre sindicatos (patronal e obreiro). 30 . e no caso o termo seria seis meses após o parto. incisos VI. pode assegurar a extensão do benefício. do ADCT/CRFB. E A convenção coletiva é considerada uma fonte autônoma do direito do trabalho. C de 21 h às 5 h. empregado e empregador. ex. como. a quantia variável nunca poderá ser inferior ao salário mínimo. II. a remuneração corresponde ao somatório de ambas. Questão 48 Segundo o art. B Como há uma quantia fixa e outra variável. C Legalmente. Questão 49 Assinale a opção correta com referência à situação de trabalhador que recebe mensalmente uma quantia fixa e outra variável. É vedada à negociação coletiva a redução de direitos constitucionalmente assegurados. p. E – correta.

foi promovido a gerente de vendas. a quantia variável paga mensalmente não configura salário-utilidade (ou prestação in natura). e sim salário propriamente dito. 468 da CLT. mencione-se o caso do empregador que concede moradia (habitação) ao empregado como parte da contraprestação a este devida pelos serviços prestados. pois o pagamento do salário do trabalhador deverá ocorrer até o quinto dia útil do mês subseqüente ao vencido. Observe-se que.00. Questão 50 Um vendedor. p. gorjetas.00 fixos mais comissões por venda.. 468 da CLT. independentemente de que se consiga obter resultados suficientes para “completar” o salário mínimo. Ex. Considera-se prestação in natura a parcela do salário que não é paga em dinheiro. nos termos do parágrafo único do art. deixando o exercício de função de confiança”. Ainda assim ser-lhe-á garantido o salário mínimo de R$415. comissões. A Irregularidade inexiste na mencionada reversão ao cargo anteriormente ocupado. Comentários: A – incorreta. ex. Como exemplo. “não se considera alteração unilateral a determinação do empregador para que o respectivo empregado reverta ao cargo efetivo. neste caso. Vejamos as incorreções das demais assertivas: 31 . não há que se falar em retorno ao cargo anteriormente ocupado. 468 da CLT. após determinado tempo. assinale a opção correta. anteriormente ocupado. D – incorreta. auferindo apenas R$100. C Com base no princípio da continuidade do contrato de trabalho. mas sim em utilidade. conforme comentário à assertiva “a”. B A referida alteração atende ao prescrito no art. desde que seja paga PELO trabalho e não PARA o trabalho. este será garantido.00 de comissões. Assim. Nestes termos. a de vendedor. cargo de confiança que lhe assegurou aumento na remuneração. Comentários: Consoante o disposto no parágrafo único do art. C – incorreta.: um vendedor recebe R$300. 459 da CLT. pois considera-se remuneração a soma da quantia fixa à quantia variável recebida pelo empregado (como. Imagine-se que em determinado mês ele vende pouco. E – incorreta. desde que tenha sido assegurado ao trabalhador o pagamento da gratificação de gerente. e não à parcela fixa da remuneração. Acerca dessa situação.E O pagamento mensal do trabalhador deverá ocorrer até o quinto dia do mês subseqüente ao vencido. B – correta. segundo o prescrito no art. D Trata-se de situação que configura rescisão indireta. etc). a CLT permite a reversão do empregado ao cargo efetivo ocupado antes da assunção do cargo de confiança. pois a vedação é à remuneração inferior ao salário mínimo. correta a letra A. E A situação descrita constituiu alteração unilateral do contrato de trabalho e. Após ele ocupar a nova função por seis meses. Assim. o empregador concluiu que as expectativas de desempenho no cargo não tinham sido atendidas e determinou-lhe o retorno à função anterior. foi nula. portanto. 483 da CLT. nos termos do art.

D o contrato de trabalho é considerado suspenso e há cômputo. isto é. Vólia Bomfim e Valentim Carrion. A tem-se um caso de interrupção do contrato de trabalho porque haverá.213/91. No caso não há qualquer descumprimento de obrigação pelo empregador. que continua normalmente no cargo efetivo do empregado. como as obrigações decorrentes do princípio da boa-fé objetiva). Está incorreta pois não existe qualquer previsão legal neste sentido. no tempo de serviço. percebendo. e tem como defensores. no tempo de serviço. C – incorreta. bem como no art. a reversão não constitui alteração unilateral do contrato de trabalho. E – incorreta. até porque. Neste sentido. reverteria ao cargo de origem porém com a incorporação da gratificação recebida. 476 da CLT. C o período aquisitivo de férias não será alterado porque houve acidente de trabalho. pois não há relação entre o princípio da continuidade e o instituto da reversão. o benefício correspondente. de forma que o empregado revertido ao cargo efetivo perde a gratificação de gerente. pois. cômputo do período do afastamento. no tempo de serviço. Na situação acima descrita. o que quis dizer foi que a reversão seria lícita desde que o trabalhador continuasse recebendo a gratificação de gerente. no tempo de serviço. como é o caso. em geral. tendo em vista que a CLT prevê expressamente a hipótese de reversão. Comentários: O entendimento doutrinário predominante é no sentido de que o afastamento do empregado em decorrência de acidente de trabalho suspende o contrato de trabalho. nos termos do supramencionado parágrafo único ao art. cômputo do período do afastamento. B ocorre a suspensão do contrato de trabalho porque não haverá. D – incorreta. em última análise. o descumprimento de obrigação contratual por parte do empregador (tanto as obrigações expressamente decorrentes do contrato. No caso específico do acidente de trabalho a contagem do tempo de serviço e o recolhimento do FGTS 32 . com salário = interrupção. a exemplo do que acontecia antigamente no serviço público com o chamado “apostilamento”. o que costuma determinar o enquadramento é o pagamento ou não de salário pelo empregador. mensalmente. Não obstante a infelicidade da redação da assertiva. Questão 51 No decorrer de determinado contrato de trabalho. 468 da CLT. a reversão não ataca o vínculo de emprego em si. E verifica-se interrupção do contrato de trabalho e não há cômputo. que não é suficientemente clara na expressão “desde que tenha sido assegurado”. o empregado sofreu acidente de trabalho e ficou afastado de suas funções por mais de oito meses. do período do afastamento. Em que pese a existência de situações controvertidas acerca da configuração como suspensão ou interrupção.B – incorreta. Este entendimento se baseia na interpretação dos artigos 59 e 60 da Lei nº 8. pois os casos de rescisão indireta pressupõe. Godinho. grosso modo poderíamos dizer que sem salário = suspensão. entre outros. do período do afastamento.

é a justa causa. quando o trabalhador completar dezoito anos. direitos desrespeitados. Literalidade do art. E – incorreta. firmar recibo de pagamento dos salários. Assim. pois contra o menor de idade não corre prescrição. E O trabalho do menor somente poderá ser considerado como de aprendizagem até que o adolescente complete dezoito anos de idade. 428 da CLT pela Lei nº 11. A O limite diário de labor do adolescente não poderá superar quatro horas. perante a justiça do trabalho. tendo em vista a nova redação dada ao art. Porém. Comentários: Esta questão induz o candidato a erro. e na jornada o aprendizagem CLT). ressalvada a hipótese do aprendizes portadores de necessidades especiais. se quiser vindicar. no caso. só poderá fazê-lo dois anos após a extinção do seu contrato de trabalho. a regra tem a ressalva expressa “salvo na condição de aprendiz. 432 da B – incorreta. que passou a permitir a aprendizagem até os 24 anos. 7º. Logo.684/1990). pois ao menor de 16 anos é vedado o trabalho. o qual não está vedado a menor de dezoito anos. 404 da CLT. independentemente de seus responsáveis legais.durante o período de afastamento são determinados pela legislação (respectivamente pelo art.”). consoante estipulado no art. completado o ensino desde que computado tempo destinado à teórica (art. o gabarito é letra D. Questão 53 Considerando que. Isso porque o candidato desavisado pode ter chegado a pensar que o contrato seria nulo. 482 da CLT. C A situação considerada caracteriza culpa recíproca para a rescisão 33 . D – incorreta..180/2005. da CRFB. Exemplo: caso seu contrato de trabalho seja extinto quando o trabalhador tenha completado 16 anos.. D O adolescente poderá desenvolver trabalho no turno noturno. terá este quatro anos (dois até completar a maioridade e mais dois do prazo legal de prescrição) para propor ação trabalhista. e do art. Assim. B Deverá o trabalhador permanecer no serviço até que seja rescindido o contrato. vamos às alternativas. a hipótese aventada é de contrato de aprendizagem. Questão 52 Com relação ao caso de um adolescente que complete quinze anos e comece a laborar. C O adolescente poderá. a partir dos 14 anos”. XXXIII. aos quais não se aplica o limite de idade. o termo inicial do prazo prescricional só começa a contar. A A rescisão cabível. nesse caso. podendo ser de oito horas se o aprendiz tiver fundamental. 439 da CLT (“é licito ao menor firmar recibo pelo pagamento dos salários. Pois bem. assinale a opção correta. assinale a opção correta. C – correta. no decorrer de um contrato de trabalho. pois o limite diário de labor do aprendiz é de seis horas. A – incorreta. B O menor. não obstante o caráter de suspensão do contrato de trabalho. o empregador esteja descumprindo suas obrigações contratuais. 4º da CLT e pelo art. 28 do Decreto nº 99. pela literalidade do art.

482) não é devido o aviso prévio. Observem que eu nunca disse isso! Sempre alerto para o fato de que. a questão não encontra resposta em literalidade de nenhum dispositivo legal. por si só. o empregado terá direito inclusive ao aviso prévio. (E) terá direito a integralidade do décimo terceiro salário e das férias proporcionais. E – correta. pois a dispensa por justa causa é forma de despedida pelo empregador. Se os efeitos da despedida indireta são os mesmos da rescisão sem justa causa pelo empregador. é fundamental conhecer bem (decorar mesmo) a “lei seca”. 483 da CLT. será devido o aviso prévio. C – incorreta. o empregado. 484 da CLT (segundo o qual havendo culpa recíproca a indenização devida ao empregado o é pela metade). ou seja. do décimo terceiro salário e das férias proporcionais. pois no caso a culpa é integral do empregador. Pois bem. bem como da Súmula nº 14 do TST. (B) não terá direito a qualquer verba rescisória por ter contribuído para a rescisão de seu contrato de trabalho. Comentários: Ante o descumprimento das obrigações contratuais pelo empregador. pelo que a rescisão do contrato opera os mesmos efeitos da rescisão sem justa causa pelo empregador. inclusive com o pagamento da multa compensatória do FGTS na proporção de 40% dos depósitos fundiários. pode escolher entre continuar prestando serviços ou não. será devido o aviso prévio. 484 da CLT para todas as demais verbas resilitórias. Comentário: Esta questão é um bom exemplo para desmistificar a história de que a FCC cobra só “lei seca”. assegurando indenização por metade ao obreiro. a resolução da questão exige o conhecimento do art. D Independentemente da forma de rompimento contratual. D – incorreta. especialmente para concursos da FCC. (D) terá direito a integralidade do valor do aviso prévio e a 50% do décimo terceiro salário e das férias proporcionais. pois conforme o §3º do art.contratual. havendo culpa QUESTOES FCC 34 . apenas. E Findo o contrato de trabalho por despedida indireta. Vejamos as alternativas: A – incorreta. Ao contrário. mas isso não quer dizer que se possa dispensar o estudo da doutrina e da jurisprudência. forte no art. (C) terá direito a 50% do valor do aviso prévio e a integralidade do décimo terceiro salário e das férias proporcionais. por falta grave do empregado. (ANALISTA – ÁREA JUDICIÁRIA – TRT DA 23ª REGIÃO – FCC – 2007) Reconhecida a culpa recíproca na rescisão do contrato de trabalho o empregado (A) terá direito a 50% do valor do aviso prévio. cabe rescisão indireta do contrato de trabalho. ainda que com pouca profundidade. pois se rompimento contratual por justa causa (art. ao pleitear a rescisão indireta de seu contrato de trabalho por descumprimento de obrigações pelo empregador. 483 da CLT. B – incorreta. que indica o entendimento consolidado do TST no sentido de que aplica-se analogicamente o art.

“entre duas jornadas de trabalho haverá um período mínimo de onze horas consecutivas para descanso”. Devese lembrar. (C) 08h00min. observado o limite máximo de 20 minutos diários. (C) Em regra. Comentários: Esta questão. poderá reiniciar os serviços no dia seguinte a partir de (A) 06h00min. D – incorreta. da CLT. por qualquer meio de transporte será computado como jornada de trabalho. 58. (B) Serão computadas como jornada extraordinária as variações de horário de ponto. que as férias vencidas são devidas integralmente em qualquer hipótese de extinção do contrato de trabalho. da CLT. o que afasta. §1º. assim considerados os exercentes de cargos de gestão. Nesta questão o único detalhe a observar é que a hora reduzida noturna (art. por oportuno. Logo. até porque estes configuram dispositivos de proteção à higidez física do trabalhador. (TÉCNICO – ÁREA ADMINISTRATIVA – TRT DA 23ª REGIÃO – FCC – 2007) Com relação a jornada de trabalho é correto afirmar: (A) Os gerentes. conforme art. (E) 10h00min. que é o chamado intervalo interjornadas. E – correta. por força da exceção legal prevista no art. (B) 07h00min. o tempo despendido pelo empregado até o local do trabalho e para seu retorno. 66 da CLT. B – incorreta. Portanto. conforme art. 58-A. (E) Considera-se trabalho em regime de tempo parcial aquele cuja duração não exceda a vinte e cinco horas semanais. a consideração de tempo ficto. conforme art. em determinado dia da semana. 59. da CLT) é hora de trabalho.recíproca serão devidas pela metade a multa compensatória do FGTS. (D) A duração normal de trabalho poderá ser acrescida de horas suplementares. se o empregado parou de trabalhar em um dia às 23h00min. o gabarito é letra E. C – incorreta. Comentário: Consoante o disposto no art. (D) 09h00min. 58. as férias proporcionais e o décimo terceiro proporcional. (ANALISTA – EXECUÇÃO DE MANDADOS – TRT DA 4ª REGIÃO – FCC – 2006) O empregado que. Dessa forma. caput. §2º. poderá reiniciar os serviços no dia seguinte a partir das 35 . da CLT. da CLT. caput. §1º. não excedentes de três minutos. conforme art. mediante acordo escrito entre empregador e empregado. II. senão vejamos: A – incorreta. o aviso prévio. o gabarito é letra A. por sua vez. da CLT. encerra a prestação de serviços às 23h00min. deverão observar a jornada de trabalho não excedente de oito horas diárias ou quarenta e quatro horas semanais. por óbvio. 73. cobrou a literalidade de diversos dispositivos legais relativos à jornada de trabalho. não se aplicando a redução aos descansos trabalhistas. em número não excedente de três. 62.

nos termos da lei”. o gabarito é letra “E”. Dispõe o art. Logo. por isso achei interessante comentar esta questão. (TÉCNICO – TRT DA 4ª REGIÃO – FCC – 2006) 43 – Estão excluídos da proteção legal da Consolidação das Leis do Trabalho: (A) os empregados essenciais. porém em consonância com a Constituição de 1988. ou de um coletor de lixo empregado de uma empresa prestadora de serviços de limpeza pública. dentre os quais este inciso I do art. (B) 8 dias. o gabarito é letra “E”. e neste caso têm os mesmos direitos destes. inclusive aqueles empregados em bancos “públicos”. Com efeito. Logo. isto é. a CLT tem vários dispositivos não recepcionados pela CRFB/1988. 6º da CLT. os trabalhadores não empregados (aqueles que mantém mera relação de trabalho com o tomador de seus serviços). a partir da CRFB/1988 não há mais aviso prévio inferior a trinta dias. sendo no mínimo de trinta dias. (C) 10 dias. 487. são trabalhadores estatutários. Basta imaginar o caso de um professor de escola particular. (D) os bancários. c) os professores podem ser tanto estatutários como empregados. Imagine-se o exemplo de uma enfermeira empregada em um hospital particular. em geral. e) os trabalhadores em domicílio podem perfeitamente ser empregados. Esta noção é suficiente para resolver a questão. Não obstante. São estatutários. Comentário: estarão excluídos da proteção legal da CLT. (C) os professores. I. por força do disposto no art. dispõe que é direito dos trabalhadores urbanos e rurais o “aviso prévio proporcional ao tempo de serviço. em nenhuma hipótese. pela literalidade do artigo. 487. da CLT. (ANALISTA – EXECUÇÃO DE MANDADOS – TRT DA 4ª REGIÃO – FCC – 2006) O empregado que recebe pagamento semanal tem direito ao aviso prévio de (A) 7 dias. que o aviso prévio é de oito dias. (E) 30 dias. Vejamos as alternativas: a) empregados em serviços essenciais podem perfeitamente ser empregados. há que se ter em mente que o estudo do Direito do Trabalho (e dos outros “direitos” também) deve ser feito sempre a partir da legislação. b) os militares são sempre servidores públicos e mantém relação de direito administrativo com os entes públicos. XXI. Logo.10h00min. d) os bancários são sempre celetistas (empregados). o gabarito seria letra “B”. por exemplo. (D) 15 dias. 36 . não sendo necessário conhecer sequer as exceções. Comentário: questão semelhante me foi perguntada semana passada por email. Isso porque o art. se o pagamento for efetuado por semana ou tempo inferior. em serviços (E) os trabalhadores em domicílio. Em razão de todo o exposto. 7º. os professores das Universidades Federais. pelo que o gabarito é letra “B”. Assim. não estão incluídos na proteção legal da CLT. da CRFB. (B) os militares.

D – correta. a abstratividade. mais uma vez. o Estado-Juiz). pelo seu caráter geral. Por oportuno. abstrato. Comentários: A – incorreta. pois inverte. Vide comentário à letra “A”. o conceito de CCT e ACT. valendo para todas as pessoas integrantes das categorias econômica e profissional envolvidas no dissídio coletivo. sem a interferência estatal). decidirá. bem como as disposições contratuais em um contrato de trabalho não podem ser consideradas como fontes do Direito do Trabalho. 468 da CLT. é correto afirmar que (A) os acordos coletivos são os pactos firmados entre dois ou mais sindicatos estando de um lado o sindicato patronal e do outro o sindicato dos trabalhadores. pois é pessoal. Os usos e costumes são guindados à condição de fontes formais pois sempre que a conduta habitual do empregador seja mais benéfica ao empregado que o patamar mínimo contido na legislação protetiva trabalhista. O pacto firmado entre sindicatos (patronal e dos trabalhadores) é a convenção coletiva de trabalho (CCT). por determinado grupo social e em determinada época. (E) a Justiça do Trabalho. (C) os usos e costumes. e é considerado fonte formal autônoma (criada pelos próprios agentes sociais envolvidos. Por este motivo. (B) as convenções coletivas de trabalho são pactos celebrados entre uma ou mais pessoas de uma empresa e o sindicato da categoria profissional a respeito de condições de trabalho. C – incorreta. Mencione-se que o costume é a adoção reiterada de uma determinada conduta jurídica. esta conduta se torna obrigatória. a impessoalidade e a imperatividade. sem a participação do sindicato representativo da categoria econômica. na falta de disposições legais ou contratuais. sendo fonte heterônoma porque derivada de terceiro não integrante da relação empregatícia (no caso. observe-se que tanto as CCT quanto os ACT são fontes formais do Direito do Trabalho. não é considerado fonte formal do Direito do Trabalho. concreto e específico. ao passo que a fonte formal tem como requisitos a generalidade. impessoal e imperativo a sentença normativa é considerada fonte formal do Direito do Trabalho. pois os usos e os costumes são tidos pela doutrina majoritária como fontes do Direito do Trabalho. B – incorreta. por sua vez. pela jurisprudência e pelos princípios e normas do direito do trabalho.FONTES DO TRABALHO DIREITO DO (ADVOGADO – MUNICÍPIO DE SANTOS – FCC – 2006) Com relação às fontes do Direito do Trabalho. conforme o caso. O contrato de trabalho. bem como do disposto no art. pois realmente a sentença normativa tem eficácia erga omnes em relação à categoria representada pelo sindicato suscitante. (D) a sentença normativa em dissídio coletivo terá efeito erga omnes. pois os acordos coletivos de trabalho (ACT) são pactos firmados entre o sindicato dos trabalhadores e uma ou mais empresas. sendo vedado o uso da analogia e da eqüidade. 37 . por força do princípio da condição mais benéfica.

é que se origina a norma legal. a eqüidade e outros princípios e normas gerais de direito. 8º da CLT (idem anterior). (E) o interesse de classe ou particular deve prevalecer sobre o interesse público. pelas razões expostas acima. Seriam métodos de integração de lacunas. em razão da incompatibilidade com os princípios fundamentais deste. as autoridades administrativas e a Justiça do Trabalho. os quais gozam. e sim a exceção. pois a incompatibilidade principiológica entre o direito comum e o direito do trabalho não é a regra. nos termos do art. QUESTÕES TRT DA 19ª REGIÃO 38 . naquilo que não for incompatível com os princípios fundamentais deste”. pois os usos e costumes são realmente arrolados com fontes formais autônomas do Direito do Trabalho. na falta de disposições legais ou contratuais. bem como os princípios. de acordo com a melhor doutrina. decidirem. na falta de disposições legais ou contratuais. a jurisprudência (exceto as súmulas vinculantes. muitas vezes. B – correta. que são fontes formais). 8º da CLT fixa como métodos de interpretação e integração de lacunas a jurisprudência. Assim. decidirem. como regra. como o é. dos métodos integrativos mencionados pelo art. 8º da CLT dispõe que “o direito comum será fonte subsidiária do direito do trabalho. (B) os usos e costumes são uma importante fonte do Direito do Trabalho sendo que. como regra. (D) é defeso. conforme o caso. a doutrina majoritária considera que simples métodos de interpretação e de integração jurídica não constituem fontes formais do direito. ao menos em tese. a analogia. Em um modelo democrático e que preza pela dignidade da pessoa humana. da sua reiterada aplicação pela sociedade. (ANALISTA – ÁREA ADMINISTRATIVA – TRT24 – FCC – 2006) Com relação às fontes do Direito do Trabalho. além dos usos e costumes e do direito comparado. mencione-se o direito ao décimo terceiro salário. 8º da CLT seriam fontes formais apenas os usos e costumes. de força normativa. pois o art. sendo também verdade que muitas vezes a reiterada aplicação de determinada conduta dá origem à normal jurídica escrita (positivação). é certo que (A) o direito comum não será fonte subsidiária do direito do trabalho. 8º da CLT (vide comentário à letra “E” da questão anterior). C . conforme o caso. Comentários: A – incorreta. Não obstante o tema não seja pacífico. por eqüidade. E – incorreta.incorreta. a eqüidade e o direito comparado. Como exemplo. também nos termos do art.E – incorreta. a analogia. cuja lei instituidora surgiu a partir do costume consagrado pelos empregadores no sentido do pagamento de gratificação natalina aos empregados. as autoridades administrativas e a Justiça do Trabalho. D – incorreta. o parágrafo único do art. em razão da natureza humanitária inerente da relação própria de emprego. por analogia. o interesse público sempre se sobreporá a interesses individuais ou classistas. pois a afirmativa inverte os valores constitucionais de um Estado de Direito. não constituindo fontes formais. o regime constitucional brasileiro. (C) é defeso. Neste sentido.

mas a habitação ultrapassa o limite legal. Neste caso. A habitação fornecida pela empresa equivale a 15% de seu salário contratual. (D) deverá pagar a Marta uma indenização correspondente a seis vezes o valor da média das horas extras efetivamente trabalhadas nos últimos doze meses. multiplicado pelo número de anos que prestou este serviço extraordinário. DJ 19. que “a habitação e a alimentação fornecidas como salário-utilidade deverão atender aos fins a que se destinam e não poderão exceder. durante pelo menos 1 (um) ano. 458. Sua empregadora pretende suprimir as horas extras prestadas habitualmente por Marta. (A) é vedada a concessão de habitação e alimentação como utilidade. sua empregada. 20 e 21. (C) ambas as utilidades respeitam o limite máximo permitido. O cálculo observará a média das horas suplementares efetivamente trabalhadas nos últimos 12 (doze) meses. seja qual for o percentual. da CLT. (E) a habitação fornecida respeita o limite máximo permitido. do serviço suplementar prestado com habitualidade. 38.11. Logo. §3º. (B) a alimentação fornecida respeita o limite máximo permitido. tendo em vista que já se encontravam incorporadas no salário de Marta. com fundamento na Súmula 291 do TST: “Nº 291 HORAS EXTRAS (mantida) Res. respectivamente. pelo empregador.2003 A supressão. mas a alimentação ultrapassa o limite legal. Comentário: dispõe o art. multiplicado pelo valor da hora extra do dia da supressão. Marta labora para a empresa HUJ. de acordo com a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Neste caso. A empresa urbana Y fornece alimentação como salário utilidade para Joaquim. assegura ao empregado o direito à indenização correspondente ao valor de 1 (um) mês das horas suprimidas para cada ano ou fração igual ou superior a seis meses de prestação de serviço acima da jornada normal. A empresa urbana X fornece habitação como salário utilidade para Denise. 121/2003. a empresa (A) deverá pagar a Marta uma indenização correspondente ao valor de um mês de horas extras suprimidas. multiplicada pelo 39 . Comentário: gabarito letra “A”. a 25% (vinte e cinco por cento) e 20% (vinte por cento) do salário contratual”. Essa alimentação equivale a 25% de seu salário contratual. pelo que a resposta é a assertiva contida na letra “E”. seu empregado. (B) não poderá suprimir tais horas. (E) deverá pagar a Marta uma indenização correspondente ao valor do último salário recebido multiplicado por trinta e seis.ANALISTA – ÁREA ADMINISTRATIVA – TRT DA 19ª REGIÃO – FCC – 2008 37. (C) deverá pagar a Marta uma indenização correspondente a seis vezes o valor do último salário percebido. prestando há 3 anos horas extras habituais. enquanto a utilidade (alimentação) fornecida a Joaquim pela empresa Y excede o limite legal. podemos constatar que a utilidade (habitação) fornecida a Denise pela empresa X respeita o limite legal. (D) ambas as utilidades ultrapassam o limite máximo permitido.

Maria (A) terá direito a 24 dias corridos de férias. (C) não terá direito a férias.valor da hora supressão. Comentário: a questão se resolve pela literalidade do art. sem prejuízo do emprego e do salário e licençapaternidade. em regra. pelo que o gabarito é letra “C”. sendo no mínimo de trinta dias. Com efeito. Neste caso. da CLT. considere: I. (E) terá direito a 15 dias corridos de férias. 476-A da CLT. (E) o aviso prévio proporcional ao tempo de serviço. O item I está incorreto. o item II também trata de suspensão. Por sua vez. qualificação prevista em Trabalho e formal do Caracterizam interrupção do contrato de trabalho as hipóteses indicadas APENAS em (A) III e IV. Maria não terá direito a férias. os direitos elencados nas letras “A” a “E” são previstos. nos termos da lei. Logo. nunca inferior ao mínimo. 7º da CRFB. Eleição para o cargo de Diretor de Sociedade Anônima. (D) terá direito a 18 dias corridos de férias. “não terá direito a férias o empregado que. (E) II e IV. “VIII”. pois a eleição para cargo de Diretor de Sociedade Anônima tem como resultado. Comentário: nos termos do art. embora descontínuos”. 473 da CLT. (D) I. 40. (B) I e II. “VII” e “XXI” do III. Afastamento para profissional do obreiro Convenção Coletiva de com a aquiescência empregado. 473 da CLT. No curso do período aquisitivo de férias. (B) a irredutibilidade do salário. Comentário: a questão exigia o conhecimento da literalidade do art.” extra do dia da 39. de acordo com a CLT. Maria recebeu auxílio doença por sete meses descontínuos. 41. Os itens III e IV estão corretos. respectivamente com fundamento no disposto nos incisos II e VIII do art. (D) a garantia de salário. ao 40 . (C) II e III. IV. a suspensão do contrato de trabalho. (B) terá direito normalmente ao gozo de 30 dias de férias. Comparecimento judicial Tribunal do Júri como jurado. 133. no curso do período aquisitivo tiver percebido da Previdência Social prestações de acidente de trabalho ou de auxíliodoença por mais de 6 (seis) meses. mediante previsão expressa do art. III e IV. para os que percebem remuneração variável. NÃO é assegurado à categoria dos trabalhadores domésticos (A) a licença à gestante. Deixar de comparecer ao trabalho por três dias consecutivos em virtude de casamento. No que diz respeito à suspensão e interrupção do contrato de trabalho. (C) o décimo terceiro salário com base na remuneração integral ou no valor da aposentadoria. Gabarito letra “A”. literalmente. II. “VI”. pelos incisos “XVIII”. IV.

e como tal tem natureza salarial (salário-utilidade). VI. também em razão da necessidade temporária de maior número de empregados. da CLT.ANALISTA . tendo em vista que é fornecido para o trabalho. livros e material didático. o hotel celebrou outro contrato de trabalho com prazo determinado com Denise pelo prazo de 1 mês (Março). hospitalar e odontológica. 458. ao inciso VII. anuidade. a alternativa “E” traz a 41 . O parágrafo único do art. Comentário: os benefícios mencionados nas opções “A”. o veículo fornecido pelo empregador e utilizado pelo empregado somente em serviço não é considerado salárioutilidade.ÁREA JUDICIÁRIA 2008 38. De acordo com a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). (B) inválida tendo em vista que entre a celebração dos contratos não tinha decorrido mais de 6 meses do término do primeiro contrato. Portanto. Cumpre lembrar a regra básica para diferenciar estas figuras: se a concessão se dá para o trabalho. em estabelecimento de ensino de terceiros. “B”. fora do horário de serviço. se ocorre pelo trabalho (= contraprestação). No Carnaval seguinte. logo é uma forma de contraprestação. prestada diretamente pelo empregador. prestada mediante seguro-saúde. entre outros. relaciona os direitos assegurados à categoria dos trabalhadores domésticos. (B) a assistência médica. pelo que o gabarito é letra “D”. VIII e XXI. por sua vez. “C” e “D” não são considerados salárioutilidade por força do disposto no art. tendo em vista a necessidade de um número maior de empregados em razão das férias escolares. a sucessão de contratos de trabalho com prazo determinado é (A) inválida tendo em vista que os dois contratos de trabalho ultrapassaram o prazo máximo de 60 dias permitidos pela legislação. é salário in natura. 39. neste caso. Natal e Ano Novo. Não faz menção. prazo legal previsto na legislação. hospitalar e odontológica.art. (C) a assistência médica. Considera-se salário in natura (salário utilidade) (A) seguros de vida e de acidentes pessoais. o gabarito é letra “E”. §2º. Não obstante. 7º. (D) a educação. O Hotel Fazenda Água da Chuva celebrou contrato de trabalho por tempo determinado com Denise pelo prazo de 2 meses (Dezembro e Janeiro). incluindo. compreendendo os valores relativos a matrícula. (C) inválida em razão da celebração de dois contratos com prazo determinado com o mesmo empregado dentro do período de um ano. QUESTÕES TRT19 TRT19 . por sua vez. não tem natureza salarial. 7º. mensalidade. os incisos XVIII. hipótese em que o veículo fornecido pelo empregador é utilizado também nos momentos de lazer do empregado. (E) o veículo fornecido pelo empregador e utilizado pelo empregado também em finais de semana e em férias. bem como a previdência privada. Por sua vez.

I. o empregador (A) pagará multa de 40% do valor dos depósitos e o empregado sacará a conta vinculada. Neste sentido. (D) I e IV. É correto o que se afirma APENAS em (A) I e II. pela literalidade do art. 452 da CLT. Com relação às Convenções Coletivas de Trabalho. mas o empregado poderá sacar a conta vinculada. Logo. 468. pelo empregador. §2º. a Súmula nº 230 do TST. II e III. da CLT. IV. Considere as assertivas abaixo a respeito do aviso prévio. Neste caso. (C) I. (C) pagará multa de 20% do valor dos depósitos e o empregado sacará a conta vinculada. 18. Em regra. Eventual reajuste normativo concedido no período de fluência do aviso prévio não se incorpora no patrimônio trabalhista do empregado. da CLT. 40. sequer mediante pagamento das horas como extraordinárias.(D) válida tendo em vista que a contratação ocorreu em razão da realização de certos acontecimentos.036/1990. §5º. II. (B) pagará multa de 30% do valor dos depósitos e o empregado sacará a conta vinculada. da Lei nº8. II – correto. III – incorreto. com fundamento no art. c/c o art. 20. 42. é correto afirmar: 42 . §6º. pela literalidade da Súmula 276 do TST. (E) não pagará multa sobre o valor dos depósitos e o empregado também não poderá sacar a conta vinculada. (D) não pagará multa sobre o valor dos depósitos. o valor das horas extraordinárias habituais integra o aviso prévio indenizado. 41. (B) II e III. tendo em vista os termos do art. I – correto. (E) III e IV. A Justiça do Trabalho reconheceu culpa recíproca na rescisão do contrato de trabalho de Maria. 487. III. Comentário: analisemos os itens um a um. o gabarito é letra “A”. O pedido de dispensa do seu cumprimento não exime o empregador de pagar o valor respectivo. salvo comprovação de haver o prestador dos serviços obtido novo emprego. Comentário: gabarito letra “D”. É válida a substituição. durante o prazo do aviso prévio trabalhado pelo correspondente pagamento de duas horas extras. (E) inválida tendo em vista que é vedada a celebração de mais de um contrato de trabalho com prazo determinado com a mesma pessoa. O direito ao aviso prévio é irrenunciável pelo empregado. pela literalidade do art. pois não é permitida a supressão da redução da jornada durante o aviso prévio. IV – incorreto. da mesma Lei. Comentário: a alternativa correta é a letra “C”. I. das duas horas legais de redução diária da jornada.

614. o horário noturno se estende de 20h às 4h. (D) João e Joana. C) incorreta. conforme o art.(A) Não é permitido estipular duração de Convenção Coletiva de Trabalho superior a três anos. (B) O quorum de comparecimento e votação na Assembléia Geral convocada para celebrar Convenção Coletiva de Trabalho é. apenas. (E) André e Joana. (C) As Convenções Coletivas de Trabalho poderão conter de forma facultativa penalidades para os Sindicatos convenentes em caso de violação de seus dispositivos. bastando a comunicação escrita direcionada a todas as categorias de empregados e empregadores abrangidas pelo respectivo instrumento. VIII. tem trabalho noturno de 21h às 5h. (B) Joana. dentre as alternativas oferecidas pela questão podemos concluir que apenas André. E) incorreta. o horário noturno se estende de 21h às 5h. da CLT). 613. o gabarito é letra “B”. de 2/3 dos associados da entidade em primeira convocação e 1/3 em segunda. nos termos do art. o horário noturno de estende de 22h às 5h. 7º da Lei nº 5. (E) As Convenções Coletivas de Trabalho poderão conter de forma facultativa disposições sobre o processo de revisão total ou parcial de seus dispositivos. 615 da CLT. consoante o art. b) no meio rural. João é empregado urbano. conforme a literalidade do art. Joana é empregada rural e trabalha na pecuária. na pecuária. (D) Qualquer uma das partes poderá denunciar Convenção Coletiva de trabalho. pois o processo de denúncia da CCT exige o atendimento de requisitos específicos constantes do art.889/1973. em regra. por força do art. Gabarito letra “A”. 7º da Lei nº 5. Comentário: rememorando o período de trabalho noturno.889/1973. na agricultura. André é empregado rural e trabalha na lavoura. Comentário: A) incorreta. temos que a) no meio urbano. 73 da CLT. apenas. 43. B) correta. Assim. D) incorreta. 44. 613. a estipulação contratual de claúsula de não-responsabilização (A) exclui a responsabilidade trabalhista do sucedido uma vez que o 43 . Assim. a jornada de trabalho noturno será das 21:00 às 5:00 para (A) André. empregado na lavoura. Na sucessão de empresas. apenas. (C) João. da CLT). tais quais a aprovação por Assembléia Geral. Em regra. 612 da CLT. pois a estipulação de penalidades para os sindicatos convenentes em caso de violação dos dispositivos da CCT é obrigatória. §3º. c) no meio rural. VI. pois é obrigatória a inclusão na CCT de disposições sobre o processo de revisão total ou parcial de seus dispositivos (art. da CLT. pois o prazo máximo de duração da CCT ou do ACT é de dois anos (art.

Nesses casos. personalidade jurídica própria. de ato de (A) improbidade. João utilizou-se do email corporativo da empresa empregadora para enviar material pornográfico. com fulcro nos artigos 10 e 448 da CLT. pela literalidade do art. cada uma delas. (C) incontinência de conduta. em caso de sucessão trabalhista a regra é a desoneração da responsabilidade do sucedido. (B) improbidade. de de 45. tributários e trabalhistas. o sucedido não teria qualquer responsabilidade (seja solidária ou mesmo subsidiária) em relação aos créditos trabalhistas constituídos antes da sucessão. da CLT. Mário. De acordo com a CLT.sucessor assume na integralidade os débitos cíveis. Resta esclarecer que a cláusula de não-responsabilização não opera qualquer efeito no âmbito trabalhista. serão. embora. João e Joana. sempre que uma ou mais empresas. Comentário: esta é a única questão da prova que exigia algum conhecimento doutrinário. no sentido de que confere ao sucessor o direito de regresso em face do sucedido. respectivamente. A existência de tal cláusula gera efeitos somente entre as partes (sucessor e sucedido). (E) limita a responsabilidade trabalhista do sucedido até seis meses após a efetivação da sucessão das empresas. (E) apenas solidariamente responsáveis a empresa principal. constituindo grupo econômico. recaindo a responsabilidade por créditos trabalhistas (pretéritos. (C) limita a responsabilidade trabalhista do sucedido até o valor da integralização de suas cotas sociais. isto é. TÉCNICO – TRT DA 19ª REGIÃO – FCC – SETEMBRO/2008 31. presentes ou futuros) sobre o sucessor. (B) subsidiariamente responsáveis a empresa principal e cada uma das subordinadas. (D) subsidiariamente responsáveis a empresa principal e solidariamente cada uma das subordinadas. mau procedimento e insubordinação. diante de casos concretos a jurisprudência tem se inclinado no sentido de reconhecer a responsabilidade subsidiária do sucedido. Mário falsificou certidão de nascimento de filho para receber salário-família. incontinência conduta e indisciplina. (D) não possui qualquer valor para o Direito do Trabalho. Com efeito. (B) não possui qualquer valor para o Direito do Trabalho. (C) solidariamente responsáveis a empresa principal e cada uma das subordinadas. para os efeitos da relação de emprego. respondendo a empresa sucedida subsidiariamente. Comentário: gabarito letra “C”. §2º. tendo. incontinência conduta e insubordinação. (A) solidariamente responsáveis a empresa principal e subsidiariamente cada uma das subordinadas. poderão ser dispensados com justa causa pela prática. estiverem sob a direção de outra. respondendo a empresa sucedida solidariamente. 44 . 2º. Não obstante. Joana desobedeceu norma de caráter geral da empresa.

mau procedimento e indisciplina. pois a doutrina é extremamente oscilante no tocante à caracterização das hipóteses legais de falta grave. urbanos ou rurais. Renato Saraiva. Nesses casos. São Paulo : Editora Método. um dos autores mais indicados para concursos para analista e técnico dos TRT. Daniela e Dora.). terão direito ao saláriofamília apenas. (E) Aline e Diana. como a prática de obscenidades e pornografia nas dependências da empresa”. Daniela possui uma filha de 11 anos de idade e Dora possui um filho inválido com 33 anos de idade. (D) Daniela e Ana. pg. 3ª Ed. Não obstante.213/1991).. (B) Ana. Aline.. (. Diana possui uma filha de 13 anos de idade. 32. que provoque risco ou prejuízo à integridade patrimonial do empregador ou de terceiro. Peço licença então para citar o ilustre professor: “Consiste o ato de improbidade na desonestidade. exceto o doméstico. Com efeito.(D) incontinência de conduta.” “Incontinência de conduta é o desregramento ligado à vida sexual do indivíduo. com o objetivo de alcançar vantagem para si ou para outrem..213/1991. Renato. dadas diretamente pelo empregador ou pelo superior hierárquico ao obreiro”. Comentário: esta questão poderia dar “pano para manga”. Isso posto. o gabarito é letra “B”. e sim previdenciária.. a banca desconsiderou tal fato e incluiu o salário-família no conteúdo programático de Direito do Trabalho.) Podemos citar como exemplo (. pois a rigor não é matéria trabalhista.. Pois bem. Por sua vez. (E) indisciplina. Ana.) a falsificação de documentos para obter vantagem ilícita na empresa. Daniela e Dora terão direito ao salário-família (gabarito letra “C”). a natureza jurídica do salário-família é benefício previdenciário. Aline possui um casal de gêmeos com 14 anos de idade. o salário-família está previsto nos artigos 65 a 70 da Lei nº 8. bem como o trabalhador avulso. “A indisciplina no serviço consiste no descumprimento de ordens emanadas em caráter geral. percebe-se que a banca seguiu exatamente o entendimento do Prof. Comentário: outra questão estranha. Diana. fraude. que leva à perturbação do ambiente de trabalho ou mesmo prejudica suas obrigações contratuais. (SARAIVA.. Daniela e Dora. que tenham filhos menores de 14 anos ou inválidos de qualquer idade. das empregadas da empresa XXCC mencionadas no enunciado da questão apenas Diana.. Diana. 254/258). a insubordinação consiste no descumprimento de ordens pessoais de serviço. Daniela e Dora são empregadas da empresa XXCC. sendo inclusive previsto na lei de benefícios da Previdência Social (Lei nº 8. má-fé do obreiro. Não sei se por conveniência ou por falta de rigor técnico.. direcionadas a todos os empregados (. (A) Aline e Dora. Direito do Trabalho Para Concursos Públicos. 45 . sendo beneficiários dele os segurados empregados. ato lesivo da honra praticado em serviço e insubordinação. Ana possui um filho com 17 anos de idade. Assim. (C) Diana. 2005.

Comentário: aplicação literal do art. salvo se cometer falta grave. por qualquer meio de transporte. Mário (A) poderá ser dispensado a qualquer momento. a (A) 24. Comentário: o art. Nesses casos. IV. Mário. A limitação legal da jornada suplementar a duas horas diárias não exime o empregador de pagar todas as horas trabalhadas. salvo se cometer falta grave. dispõe que “Fica vedada a dispensa do empregado sindicalizado ou associado. 130 da CLT. (E) 30. grave. Durante o período aquisitivo de férias Carlos possuiu 5 faltas injustificadas. até 1 (um) ano após o final do seu mandato. I. 18 e 12 dias de férias. II. II e III. 24 e 15 dias de férias. (D) 30. uma vez que se equiparam aos gerentes. empregado da empresa KILO. Carlos. o gabarito é letra “B”. (C) terá vedada a sua dispensa a partir do resultado oficial das eleições até um ano após o final do seu mandato. (B) 30. Gabarito letra “D”. César e Cícero terão direito. salvo se cometer falta grave devidamente apurada nos termos desta Consolidação. respectivamente. É correto o que se afirma. (B) terá vedada a sua dispensa a partir do registro de sua candidatura até um ano após o final do seu mandato. (C) 24. APENAS. de acordo com a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). tendo em vista que foi eleito como diretor suplente de sindicato. Considere as assertivas abaixo a respeito da jornada de trabalho. Os chefes de departamento não possuem direito ao pagamento de horas extras.33. César possuiu 12 faltas injustificadas e Cícero possuiu 8 faltas injustificadas. (D) terá vedada a sua dispensa a partir do registro de sua candidatura até seis meses após o final do seu 35. será computado na jornada de trabalho. Neste caso. 24 e 18 dias de férias. o tempo despendido pelo empregado até o local de trabalho e para o seu retorno. registrou sua candidatura como diretor suplente do sindicato de sua categoria de trabalho. observado o limite máximo de dez minutos diários. César e Cícero trabalham na empresa DDAA. 34. da CLT. Mário recebeu a boa notícia de que havia sido eleito. 24 e 24 dias de férias. III. caso seja eleito inclusive como suplente. mandato. Passadas as eleições. Não serão descontadas nem computadas como jornada extraordinária as variações de horário no registro de ponto não excedentes de cinco minutos. Carlos. 46 . salvo se cometer falta grave. 543. a partir do momento do registro de sua candidatura a cargo de direção ou representação de entidade sindical ou de associação profissional. Em regra. salvo se cometer falta (E) terá vedada a sua dispensa a partir do resultado oficial das eleições até seis meses após o final do seu mandato.” Logo. em (A) I. 18 e 18 dias de férias. §3º.

II. I – correto.(B) II. (B) não implicará na perda do direito ao adicional noturno. (E) implicará na perda do direito ao adicional noturno. mas não poderá sofrer qualquer desconto no pagamento de suas verbas rescisórias. 62. (C) implicará na perda do direito ao adicional noturno. (D) implicará na perda do direito ao adicional noturno. tal transferência implica na perda do adicional noturno. Assim. Eduardo solicitou a sua demissão da empresa XCV. da CLT. 58. não cabendo qualquer tipo de indenização. IV – incorreto. tendo em vista que lhe foi oferecida outra oportunidade de trabalho com salário superior ao que está recebendo. pela literalidade do art. III – correto. Comentário: o trabalho noturno é considerado prejudicial à saúde e à higidez física do trabalhador. §2º. razão pela qual a transferência do horário noturno para o horário diurno é benéfica ao empregado. 58. tendo em vista que o empregador necessita deste prazo para recompor o quadro de funcionários da empresa. Assim. (E) I e II. visto tratar-se de um benefício para a higidez física e mental do trabalhador. da CLT. mas fará jus o reclamante ao pagamento de multa no valor dos últimos cinco salários recebidos. mas fará jus o reclamante ao pagamento de multa no valor de três salários mínimos. a Súmula 265 do TST. (D) II e III. não podendo sofrer qualquer desconto no pagamento de suas verbas rescisórias. III e IV. (C) III e IV. Neste sentido. o gabarito é letra “A”. tendo em vista em regra o tempo de deslocamento do trabalhador não é computado em sua jornada de trabalho. §1º. uma vez que a CLT veda a redução salarial. por aplicação de princípio geral do direito (vedação ao enriquecimento ilícito – no caso. pela literalidade do art. uma vez que este já se encontrava integralizado no salário do reclamante. (D) poderá deixar de cumprir o aviso prévio. Gabarito letra “D”. 36. A transferência do empregado que labora no período noturno para o período diurno de trabalho (A) não implicará na perda do direito ao adicional noturno. Neste caso. do empregador) e pelo teor da Súmula 376 do TST. 47 . II – correto. Comentário: vejamos os itens um a um. (C) poderá deixar de cumprir o aviso prévio. mas o não cumprimento pode ensejar o desconto de até 30% do salário recebido pelo reclamante. (B) não poderá deixar de cumprir o aviso prévio. sendo garantia social prevista na Carta Magna. Eduardo (A) só poderá deixar de cumprir o aviso prévio se a empresa empregadora autorizar expressamente. 37. da CLT. nos termos do art.

Comentário: a redação original do art. Como ainda não existe lei regulamentando a matéria. 10. da CLT). da CLT. empregado da empresa TITO. podendo não comparecer ao serviço pelo prazo de cinco dias. sem prejuízo do salário. (D) poderá prorrogar o contrato uma única vez pelo prazo máximo de 90 dias. A empresa FIGA celebrou contrato de experiência com Ana pelo prazo de 30 dias. Resta esclarecer. (C) terá direito a licença paternidade. mas o não cumprimento pode ensejar o desconto dos salários correspondentes ao prazo respectivo. (C) poderá prorrogar o contrato quantas vezes forem necessárias desde que obedeça o prazo máximo total de 120 dias. qual seja. “por um dia. (B) não poderá prorrogar o contrato sob pena de ser considerado o contrato por prazo indeterminado. Porém. será pai pela segunda vez. III. §2º. se o empregador pede demissão e não cumpre o aviso prévio o empregador pode descontar das verbas rescisórias os salários correspondentes ao prazo do aviso prévio. nos termos do art. Neste caso. Entretanto. combinação dos dois dispositivos. Mário (A) terá direito a licença paternidade. §1º. da 48 . pelo que ninguém é obrigado a trabalhar (ou a continuar trabalhando) para quem quer que seja. 473. da CLT. (B) não terá direito a licença paternidade uma vez que não é casado legalmente com Joana. 7º. 39. de cinco dias. 451 da CLT) e o contrato de experiência tem duração máxima de 90 dias (art. Neste caso. parágrafo único. Entretanto. do ADCT. (E) terá direito a licença paternidade. o gabarito é letra “E”. os quais prevêem o prazo de cinco dias para a licençapaternidade. inciso XIX”. da CRFB/88. 487. podendo não comparecer ao serviço pelo prazo de sete dias. temos que o contrato de Ana pode ser prorrogado uma única vez. seu segundo filho nascerá da união estável que mantém com Joana. a empresa (A) poderá prorrogar o contrato uma única vez pelo prazo máximo de 60 dias.(E) poderá deixar de cumprir o aviso prévio. Gabarito letra “A”. até que “a lei venha a disciplinar o disposto no art. tal dispositivo foi alterado tacitamente pelo art. por 38. c/c o art. 7º. Comentário: o trabalho humano é livre. no decorrer da primeira semana”. XIX. Mário. (E) poderá prorrogar o contrato quantas vezes forem necessárias desde que obedeça o prazo máximo total de 90 dias. (D) não terá direito a licença paternidade uma vez que a licença paternidade só é devida no nascimento do primeiro filho. Comentário: os contratos a prazo determinado podem ser prorrogados uma única vez (art. prevê que o empregado pode deixar de comparecer ao serviço. pelo prazo máximo de 60 dias (de forma que a soma do contrato e da prorrogação não ultrapasse 90 dias). podendo não comparecer ao serviço pelo prazo de três dias. em caso de nascimento de filho. 445. Logo. vale o prazo previsto no ADCT. Quando terminar o prazo contratado a empresa pretende prorrogar o referido contrato. Assim.

Questão pobrezinha. gratificações ajustadas. ajudas de custo e diárias para viagens que excedam 50% do salário percebido pelo empregado. Comentário: letra “D”. João e Diego são empregados da empresa GGG na modalidade de regime de tempo parcial com jornada semanal. 130-A. Mariana (A) terá rescindido o seu contrato de trabalho com a família Sócrates sem justa causa. da CLT. licença remunerada concedida por lei ao empregado que. De acordo com a Consolidação das Leis do Trabalho. pela literalidade do art. abonos pagos pelo empregador e as ajudas de custo. De acordo com a CLT. (B) não terá rescindido o seu contrato de trabalho. (C) João. percentagens. gratificações ajustadas. o gozo de dezoito dias de férias caberá legalmente apenas a (A) Diego e Samanta. Samanta. (B) Samanta. percentagens. Gabarito letra “C”. Mariana. diárias para viagens que excedam 50% do salário percebido pelo empregado e abonos pagos pelo empregador. havendo sucessão de QUESTOES TRT DA 18ª REGIÃO TRT DA 18ª REGIÃO – GOIÁS – ANALISTA ÁREA ADMINISTRATIVA – FCC – 2008 49 . que a chamada “licençapaternidade” nada mais é que um caso de interrupção do contrato de trabalho. não é?! 40. diárias para viagens que não excedam 50% do salário percebido pelo empregado e abonos pagos pelo empregador. §1º. Gabarito letra “E”.oportuno. respectivamente. podendo a família Demóstenes. que está se mudando para os Estados Unidos. 39. caso queira. havendo sucessão de empregadores. da CLT. empregada doméstica. (E) Diego e João. de vinte horas. não só a importância fixa estipulada. percentagens. labora para a família Sócrates. isto é. ajudas de custo e diárias para viagens que não excedam 50% do salário percebido pelo empregado. inciso I. (B) as comissões. dentre outras verbas. A família Sócrates vendeu sua mansão para a família Demóstenes com toda a mobília e utensílios domésticos. (C) não terá rescindido o seu contrato de trabalho. celebrar novo contrato de trabalho. integram o salário. (C) as comissões. (D) as comissões. gratificações ajustadas. respondendo a família Demóstenes subsidiariamente pelas obrigações trabalhistas. Nenhuma dificuldade para quem decorou a CLT. preencha a condição estipulada. (D) Diego. Neste caso. como também (A) as comissões. oito horas e vinte e cinco horas. após cada período de doze meses de vigência do contrato de trabalho. Comentário: literalidade do art. percentagens. 40. percentagens. 457. no curso do contrato de trabalho. (E) as comissões.

Observe-se que o empregador doméstico é a família. mas a família Demóstenes não responderá pelas obrigações trabalhistas até a sucessão. etc) não extingue o contrato. Diferentemente. se muda todo o núcleo familiar o contrato do doméstico é extinto.empregadores. Atenção: não se reclama os cinco últimos anos do contrato. podendo pleitear os dez anos de seu contrato de trabalho. podendo pleitear os últimos quatro anos de seu contrato de trabalho. nos termos do art. mas nada que invalide a questão. da CLT. da CRFB/88 e do art. se o empregado deixa para ajuizar a ação exatamente dois anos depois da extinção de seu vínculo (portanto no último dia do prazo). e a alternativa “D” é absurda. respondendo a família Demóstenes solidariamente pelas obrigações trabalhistas. XXIX. família Demóstenes e Mariana. e como tal a falta de um dos familiares (seja por morte. ao empregado doméstico. celebrar novo contrato de trabalho”. em regra. Considerando que Tício laborava para a empresa há dez anos. (D) terá o seu contrato de trabalho suspenso por expressa determinação legal neste sentido. ele terá mais (A) um ano para ingressar com reclamação trabalhista em face de sua ex-empregadora. e segundo porque a CLT não se aplica. Assim. Dessa forma. a assertiva correta é a da letra “A”. (D) dois anos para ingressar com reclamação trabalhista em face de sua ex-empregadora. Trocando em miúdos. Primeiro. Comentário: para resolver esta questão bastava saber qual é o prazo prescricional trabalhista. contados desde a propositura da ação (!). celebrar novo contrato de trabalho” deve ser interpretada como “podendo as partes. (E) um ano para ingressar com reclamação trabalhista em face de sua ex-empregadora. (B) um ano para ingressar com reclamação trabalhista em face de sua ex-empregadora. podendo pleitear os últimos cinco anos de seu contrato de trabalho. porque o empregador doméstico não é empresário. 11 da CLT. (E) não terá rescindido o seu contrato de trabalho. deve-se reclamar até dois anos depois de extinto o contrato de trabalho. nos termos do art. (C) dois anos para ingressar com reclamação trabalhista em face de sua ex-empregadora. até porque as alternativas “B”. caso queira. a. 7º. em regra. podendo pleitear os últimos cinco anos de seu contrato de trabalho. “C” e “E” não se aplicam porque não existe sucessão trabalhista para o doméstico. somente poderá reclamar os últimos 3 anos do contrato de trabalho (3 anos de 41. Há uma pequena inadequação na assertiva. Faz um ano que Tício teve rescindido o seu contrato de trabalho 50 . por mudança. havendo sucessão de empregadores. sendo que podem ser pleiteados os créditos constituídos nos últimos cinco anos. podendo pleitear os últimos quatro anos de seu contrato de trabalho. e sim os cinco anos que antecedem a data da propositura da ação. 7º. com a empresa GUKO. a expressão “podendo a família Demóstenes. Comentário: a sucessão de empregadores está prevista nos artigos 10 e 448 da CLT. Para não deixar qualquer dúvida. caso queiram. não se aplicando ao doméstico por dois motivos. completamente fora de propósito.

II e IV. e depois de três anos na função é promovido a motorista. alimentação. é mesmo município ou. entre pessoas cuja diferença de tempo de serviço não for superior a dois anos. um padeiro que trabalha em São Paulo deve. etc nas duas cidades. 461 da CLT. a resposta é letra “B”. O contrato de trabalho de João foi extinto por força maior. III – incorreto. para efeitos de equiparação salarial. a empresa 51 . tomando por paradigma um outro motorista. do TST. §1º. A respeito da equiparação salarial. Está correto o que consta APENAS em (A) I e III. pelo que a resposta é letra “E”. o qual exerce a mesma função na empresa há quatro anos. com relação ao FGTS. Para efeitos da equiparação salarial. estão corretos os itens I e IV apenas. Logo. ainda. pois o trabalhador readaptado não será paradigma. no interior mineiro. por exemplo. por lógica. IV – correto. Obviamente este empregado não terá direito à equiparação. da CLT. item II. municípios distintos que pertençam à mesma região metropolitana. analise: I. pela literalidade do art. Nesses casos. conta-se o tempo de serviço na função e não no emprego. 42. também reconhecida pela Justiça do Trabalho. será o que for feito com igual produtividade e com a mesma perfeição técnica. por força do §4º do art. no caso. pois são imensamente diversos os custos de moradia. pois a isonomia salarial se dá na função e não na empresa (ou no “emprego”). Mesmo não conhecendo a súmula dava para “matar” a questão usando a lógica. II – incorreto. ganhar mais que um outro padeiro que trabalha em Araxá.contrato + 2 de inércia = 5 anos). pois o sentido de “mesma localidade”. (E) I e IV. Comentário: vejamos item por item: I – correto. Este é o teor da Súmula 6. Assim. sob o argumento de que ambos não tem mais de dois anos de diferença de tempo de serviço. pois a localidade influi no patamar salarial conforme se alteram as condições de custo de vida. no caso. não guardando qualquer relação com outra(s) função(ões) anteriormente desempenhada(s) na empresa. pois esta se dá. Para efeito de equiparação de salários em caso de trabalho igual. O trabalhador readaptado em nova função por motivo de deficiência física atestada pelo órgão competente da Previdência Social poderá servir de paradigma para fins de equiparação salarial. (B) I. Imagine-se que um empregado é admitido como “faxineiro” em uma empresa. 43. III. Trabalho de igual valor. item X. (C) II e III. na função de motorista. Em seu primeiro ano na função de motorista ele pretende a equiparação salarial. (D) II e IV. A regra também consta da Súmula 6 do TST. 461. Dessa forma. mesma localidade significa mesmo estabelecimento. II. IV. O contrato de trabalho de Ana foi extinto com o reconhecimento da culpa recíproca entre as partes pela Justiça do Trabalho.

§2º e 20. O candidato que tinha o conhecimento desta súmula e não se perdeu na questão da residência consular (colocada “só pra complicar”) certamente concluiu que Maria é empregada doméstica. É o tipo de questão que quem sabe mais corre mais risco de errar. ANALISTA – EXECUÇÃO DE MANDADOS – TRT DA 18ª REGIÃO (GO) – FCC – 2008 38. mas não há qualquer espécie de estabilidade de empregado garantida aos empregados domésticos. Maria trabalha na residência consular do Cônsul da África do Sul. (D) é considerada empregada doméstica e será vedada a sua dispensa sem justa causa.859/1972. Neste caso. mas somente Ana poderá sacar a conta vinculada. Pela Súmula 207 do TST aplica-se a lei trabalhista do local da execução dos serviços. desempenhando serviços domésticos no âmbito familiar e está grávida de dois meses. Comentário: na minha modesta opinião esta era a questão mais difícil da prova. (E) 20% e 40%. Convenção Coletiva de Trabalho de determinada categoria aumentou o adicional noturno para 50% sobre a 52 . Isto porque esta matéria envolve a teoria da imunidade de jurisdição (e de legislação).. Maria (A) é considerada empregada doméstica. E acertou! (ao menos o “pensamento” da banca. neste espaço. respectivamente. mas somente João poderá sacar a conta vinculada. pela literalidade dos artigos 18. da Lei nº 8. sendo permitido que ambos saquem a conta vinculada. por força do disposto no art. razão pela qual recomendo que vocês não deixem de estudá-la. vamos à solução “direta” da questão. I. desde a confirmação da gravidez até cinco meses após o parto. o que é conhecido como princípio da “lex loci executionis”.. (C) 40% e 20%. (D) 20% do valor dos depósitos. desde a confirmação da gravidez até seis meses após o parto. Como a discussão a respeito da matéria é cansativa e. respectivamente. De útil nesta questão fica apenas a constatação de que a FCC (assim como o CESPE) tem cobrado a Lei do FGTS. 4º-A da Lei nº 5. (B) não é considerada empregada doméstica por se tratar de residência consular. não havendo qualquer estabilidade de emprego.empregadora de Ana e a de João pagarão multa de (A) 40% do valor dos depósitos. mas será vedada a sua dispensa sem justa causa. e como tal faz jus à garantia de emprego conferida à gestante. portanto. (E) não é considerada empregada doméstica.036/1990.) A resposta é a letra “D”. desde a confirmação da gravidez até cinco meses após o parto. que não é nem um pouco pacífica na doutrina nem na jurisprudência. respectivamente. (C) não é considerada empregada doméstica. (B) 20% e 40%. Comentário: letra “D”. mas será vedada a sua dispensa sem justa causa. despropositada. sendo permitido que ambos saquem a conta vinculada. sendo permitido que ambos saquem a conta vinculada. 39.

Comentário: letra “E”. razão pela qual não podem. o que em nada interfere na hora reduzida noturna. (C) Joana e Diana. será obrigatório um intervalo intrajornada de quinze minutos para (A) Diana. de acordo com a Consolidação das Leis do Trabalho. em regra. mas dispensa o empregador de considerar a hora noturna reduzida de 52’e 30’’.hora diurna. apenas. (D) Maria. observado o limite máximo de dez minutos diários. XIII (compensação de horários e redução de jornada) e XIV (jornada para o trabalho em turnos ininterruptos de revezamento). uma vez que o limite legal máximo para o adicional noturno é de 20% sobre a hora diurna. III. imperativas. não sendo aplicada às empresas públicas e às sociedades de economia mista. 41. obrigatória por força do art. No que diz respeito à jornada de trabalho. Logo. sendo vedada qualquer estipulação em contrário. Joana e Diana. II. analise: I. atuando as três na função de auxiliar administrativo. Comentário: o raciocínio neste tipo de questão deve ser objetivo. pela literalidade do art. A jornada de trabalho de oito horas diárias prevista na Consolidação das Leis do Trabalho é observada apenas para as atividades privadas. sequer quando as mesmas são representadas coletivamente. Lembre-se também que as normas atinentes a jornada e descansos trabalhistas são normas cogentes. 73. (C) válido. é letra “C”. Joana possui a jornada de trabalho diária de cinco horas e Diana possui jornada de trabalho diária de quatro horas. por 53 . Só!!! b) que direitos os sindicatos podem ampliar? Resposta = TODOS. da CLT. igualmente. esse (A) inválido. tendo em vista o princípio da condição mais benéfica ao trabalhador. (B) válido. Maria. Maria possui jornada de trabalho diária de seis horas. de ordem pública. não dispensando o empregador de considerar a hora noturna reduzida de 52’e 30’’. Em regra. Não se esqueçam: a) em regra. §1º. aumento é Neste caso. Joana e Diana são empregadas da empresa ÁGUA. incisos VI (possibilidade de redução de salários). §1º. o tempo despendido pelo empregado até o local de trabalho e para o seu retorno. A resposta. o aumento do adicional noturno decorrente de CCT é perfeitamente válido. (D) inválido. da CLT. da CRFB. sendo vedada qualquer estipulação em contrário. 7º. (E) inválido. Neste caso. (E) Maria e Joana. Não serão descontadas nem computadas como jornada extraordinária as variações de horário no registro de ponto não excedentes de cinco minutos. (B) Maria. ser derrogadas pela vontade das partes. apenas. 40. uma vez que Convenção Coletiva de Trabalho não é instrumento hábil para aumentar adicional noturno. é claro. que direitos os sindicatos podem flexibilizar (= reduzir)? Resposta = Art. portanto. 71. uma vez que o limite legal máximo para o adicional noturno é de 30% sobre a hora diurna.

IV – correto. pela literalidade do art. II – correto. 58. nestes casos não expressos. Empregado urbano que deixa seu trabalho duas horas mais cedo para procurar novo emprego durante o período do aviso prévio. 488 da CLT. não permanecendo a subordinação jurídica inerente à relação de emprego. da CLT. os diretores e chefes de departamento ou filial não possuem duração máxima de jornada de trabalho. 473. da CLT. da CRFB. Com relação ao aviso prévio. 488 da CLT menciona “sem prejuízo do salário integral”. (B) I. II. Se a resposta for positiva. 473. IV. não será computado na jornada de trabalho. não obstante não esteja prestando serviços. tendo em vista que o empregado eleito para cargo de diretoria tem seu contrato suspenso. III. III e IV. por se tratar de hipótese prevista expressamente pelo art. (D) II e IV. III e IV. Empregado que falta dois dias em razão do falecimento de ascendente. (B) II. é verificar se o empregado continua recebendo salário. IV – incorreto. (E) I e IV. (D) I e II. a resposta é a letra “C”. III e IV.qualquer meio de transporte. tendo em vista que as empresas públicas e as sociedades de economia mista sujeitam-se ao regime trabalhista das empresas privadas. pela literalidade do art. Resposta letra “A”. 62. Observe-se que o art. (C) III e IV. Está correto o que consta APENAS em (A) I. Os gerentes. Comentário: vejamos os itens um a um: I – incorreto. §2º. §1º. Se negativa. 58. a súmula 269 do TST. da CLT. Empregado eleito para o cargo de diretoria. Logo. II e III. I. 54 . desde que não permaneça a subordinação. 173. é certo que 42. Logo. Neste sentido. III – correto. (C) II. III – correto. a jornada normal limitada a oito horas também se aplica aos empregados de empresas públicas e sociedades de economia mista. e não interrompido. II – correto. IV. II e III. pela literalidade do art. Comentário: item por item também: I – correto. Considere: I. 43. II. Empregado que falta um dia em cada doze meses de trabalho para doação de sangue. IV. tendo em vista o disposto no art. de suspensão. da CLT. São consideradas hipóteses de interrupção do contrato de trabalho as situações indicadas APENAS em (A) I. (E) I e III. II. por força do disposto no art. conforme literalidade do art. da CLT. será caso de interrupção. O macete. §1º.

em regra. e a esta hora o tico e o teco já não ajudam muito. III e IV. (B) o aviso prévio. E – incorreta. à aprovação de Assembléia Geral dos Sindicatos convenentes. 55 . :-P . 30 dias. está correto o que consta APENAS em (A) II.(A) a parte que. contados a partir do último dia contratual pré-fixado. qualquer aviso prévio. se o pagamento for efetuado semanalmente. denúncia ou revogação total ou parcial de Convenção Coletiva de Trabalho ficará subordinado. por si só. Caso ainda em vigor o art. na despedida indireta. da CLT. XXI. Observação: comentário editado após observação pertinente enviada por uma aluna. da CRFB. o direito do empregado ao aviso prévio. caso em que será devido o aviso prévio (art. da CLT (não recepcionado pela CRFB). com o pagamento da indenização. por expressa disposição legal. Quanto às Convenções Coletivas de Trabalho.. IV. I. portanto. pois o prazo do aviso prévio é de. em tantas vias quantos forem os Sindicatos convenentes ou as empresas acordantes. além de uma destinada a registro. 481 da CLT. será de dez dias corridos. C – correta.. B – incorreta. As Convenções Coletivas de Trabalho serão celebradas por escrito. literalidade da D – incorreta. O processo de prorrogação. no mínimo. 491 da CLT. 487. De acordo com a Consolidação das Leis do Trabalho. 7º. pois nos contratos a prazo determinado não é devido. pois é devido o aviso prévio. c/c a Súmula 163 do TST). por contrariar o disposto no art. II. analise: I. exceto se o contrato contiver cláusula assecuratória do direito de rescisão antecipada. sem justo motivo. nos termos do art. (C) a cessação da atividade da empresa. Comentário: A – incorreta. II e III. A resposta. Obrigado. As Convenções Coletivas de Trabalho deverão conter obrigatoriamente normas para a conciliação das divergências sugeridas entre os convenentes por motivos da aplicação de seus dispositivos. (E) o empregado que. quiser rescindir contrato individual de trabalho. e não de dez. no caso. durante o prazo do aviso prévio. com o sono apertando. 44. o prazo seria de 8 dias. III. é letra “C”. não perde o direito ao restante do respectivo prazo. simples ou em dobro. 487. II. nos contratos de trabalho com prazo determinado. (B) I. em qualquer caso. pela Súmula 44 do TST. por força do art. §4º. por e-mail. deverá avisar a outra da sua resolução com a antecedência mínima de dez dias. sem emendas nem rasuras. Fátima! Resolvi esta prova de madrugada. conforme a alternativa. revisão. Os Sindicatos poderão celebrar Convenções Coletivas de Trabalho independentemente de deliberação em Assembléia Geral especialmente convocada para esse fim. cometer falta considerada pela lei como justa para a rescisão. não exclui. (D) não é devido o aviso prévio.

613. IV Aos contratos por prazo determinado que contiverem cláusula assecuratória do direito recíproco de rescisão antes de expirado o termo a) Apenas os itens I e III estão certos. IV – correto.Julgue os itens seguintes. sem nenhuma criatividade. ou pela promulgação de lei ou resolução que impossibilite a continuação da atividade. pela literalidade do art. conforme parágrafo único. os princípios que regem a rescisão dos contratos por prazo indeterminado. sob pena de nulidade da cláusula infringente dessa garantia. pois todos os itens estão corretos. se assim chamado à autoria pelo empregador quando de sua defesa perante a justiça do trabalho. estadual ou federal. art. II – correto. ainda assim. 468 da CLT. tácito ou expresso. III – correto. caso tal direito seja exercido por qualquer das partes. 613 da CLT. apenas é lícita a alteração das respectivas condições de trabalho quando decorram de mútuo consentimento e. PROCURADOR PB 2008 TEMA I – CONTRATO DE TRABALHO 58 . III – correto. em prejuízos ao empregado. III Nos contratos individuais de trabalho. Comentário: I – correto. c) Apenas os itens III e IV estão certos. II e V estão certos. nos termos do art. 612 da CLT. que corresponde à relação de emprego. IV – correto. A análise da questão é relevante a fim de 56 . II – correto. direta ou indiretamente. pela combinação do disposto nos artigos 442 e 443 da CLT. desde que não resultem. pela literalidade do art. (E) II e IV. que ficará a cargo do governo responsável. ajustado. resposta letra “A”. 615 da CLT. V – correto. 448 da CLT. em todos eles a banca se limitou a transcrever dispositivos legais. aplicam-se. o gabarito é letra “E”. pela literalidade do art. podendo estabelecer-se por prazo determinado ou indeterminado. Aliás. e) Todos os itens estão certos. 481 da CLT. conforme art. conforme art. b) Apenas os itens II e V estão certos. prevalecerá o pagamento da indenização. Assinale a opção correta. II A mudança na propriedade ou na estrutura jurídica da empresa não afetará os contratos de trabalho dos respectivos empregados. d) Apenas os itens I.(C) I e III. I Contrato individual de trabalho é o acordo. Portanto. (D) I e IV. que se referem ao contrato individual de trabalho. pela literalidade do art. Comentário: I – incorreto. Logo. da CLT. 486 da CLT. V No caso de paralisação temporária ou definitiva do trabalho motivada por ato de autoridade municipal.

d) O direito de ação quanto ao nãorecolhimento da contribuição para o FGTS prescreve em trinta anos para os trabalhadores urbanos e rurais. Incorreta. a prescrição bienal. da CRFB). como visto. após a extinção do contrato de trabalho. que a prescrição do FGTS é trintenária quando o pedido principal é o FGTS.036/90 que é trintenária (30 anos) a prescrição do FGTS. Observe-se. c) O direito de ação quanto aos créditos resultantes das relações de trabalho prescreve em cinco anos para os trabalhadores urbanos e rurais. Lei 8. na regra geral da prescrição trabalhista (art. XXIX. para o trabalhador rural. XXIX. 23. pois atualmente (desde a EC 28/2000) não há distinção entre a prescrição aplicável aos trabalhadores urbanos e aos trabalhadores rurais (art. Neste sentido. Aplica-se. da lesão ao direito (nascimento da pretensão). Neste sentido. a partir do respectivo fato que o enseja. Caso o FGTS seja pedido apenas como acessório (por exemplo. 7º. pois o prazo qüinqüenal é contado a partir da lesão ao direito. até o limite de dois anos após a extinção do contrato de trabalho. 57 . o FGTS. em uma ação em que se postulam diferenças de FGTS incidente sobre horas extras não pagas). 7º. Correta. e. aplica-se a prescrição trintenária. em dois anos. a Súmula nº 206 do TST. sobre o qual. em geral. entretanto. pois inclui. a Súmula 362 do TST. ao contrário do prazo bienal. tanto para os trabalhadores urbanos. e limitados a dois anos após a extinção do contrato de trabalho. tendo em vista que a pretensão quanto a créditos decorrentes da relação de trabalho prescreve. observado o prazo de dois anos após a extinção do contrato de trabalho. seguindo a regra segundo a qual “o acessório segue o principal”.Acerca da prescrição de direitos do trabalhador. Com efeito. Incorreta. e) O direito de ação quanto a créditos resultantes das relações de trabalho e quanto ao não-recolhimento da contribuição para o FGTS prescreve em cinco anos para os trabalhadores urbanos e rurais. a partir da extinção do contrato de trabalho. quanto para os trabalhadores rurais. Incorreta. e não da extinção do contrato de TEMA III – FÉRIAS 61 . observado o prazo de dois anos após o término do contrato de trabalho. assinale a opção correta. Incorreta. contados. §5º. assinale a opção correta.demonstrar que também para as provas do Cespe é necessário memorizar a legislação. posto que não se pode admitir a imprescritibilidade de nenhum direito patrimonial. em cinco anos.No que se refere ao direito a férias. a) O direito de ação quanto a créditos resultantes das relações de trabalho prescreve em cinco anos para o trabalhador urbano. TEMA II – PRESCRIÇÃO 60 . trabalho. este sim contado a partir da extinção do contrato de trabalho. ainda. b) O direito de ação quanto a créditos decorrentes das relações de trabalho prescreve em dois anos para os trabalhadores urbanos e rurais. dispõe o art. a prescrição é a qüinqüenal. da CRFB). A prescrição do FGTS constitui exceção à regra geral da prescrição trabalhista.

Incorreta. porém não existe cômputo a maior. ex. “o empregado perceberá. mas o empregador paga salários e o período é computado como tempo de serviço. aliás. pois não há prestação de serviços. logo. computar-se-á a média dos últimos doze meses anteriores à concessão. 131. inclusive. A regra do supramencionado caput do art. da CLT. d) O empregado deve perceber. durante as férias. a remuneração média que lhe houver sido paga durante o período aquisitivo pertinente. 130 com o art. se for o caso. por força do art. o art. caput. da CLT. os quais prevêem a possibilidade de fazer coincidir as férias dos membros de uma mesma família que trabalhem no mesmo estabelecimento ou empresa (§1º) bem como o direito de o empregado estudante. 130. porém o valor da média deve ser atualizado monetariamente. Incorreta. de fazer coincidir suas férias com as férias escolares (§2º). janeiro e julho. Entretanto. para fazê-las coincidir com férias da família ou com as férias escolares. 58 .a) Após cada período de 12 meses de vigência do contrato de trabalho. quando for estudante. com jornadas variáveis. o valor das férias será obtido a partir da média de produção apurada ao longo do período aquisitivo. para todos os efeitos. 142. da CLT. Correta. Caso o empregado perceba remuneração variável (comissões. e não do período aquisitivo. que pode fazê-lo de acordo com seus interesses. pois a escolha da época de concessão das férias é prerrogativa do empregador. tendo em vista que.). menor de 18 anos. Incorreta. durante as férias. pois o período de férias é computado. Exatamente por este motivo. II. §2º. b) O período das férias será computado como tempo de serviço acrescido de um terço. §1º). da cessação do contrato de trabalho. No caso de remuneração por hora. como tempo de serviço (art. 142. que se aplica à remuneração das férias. Neste sentido. de forma que trinta dias de férias correspondem a 30 dias de tempo de serviço. em qualquer caso a escolha da época continua sendo prerrogativa do empregador (por exemplo: o estudante menor de 18 anos tem férias em dezembro. A assertiva mistura a idéia do cômputo do período de férias como tempo de serviço com a regra do terço de férias. multiplicada pelo valor da tarefa na data da concessão. não se considerando falta ao serviço a ausência da empregada durante o período de licença-maternidade. 136 é relativizada pelos seus parágrafos. aplica-se à médias das horas trabalhadas no período aquisitivo o valor da hora apurada na data da concessão (art. a empregada terá direito a férias em proporção conforme a quantidade de faltas que haja tido no período. p. e não ao tempo de serviço. pela combinação do art. c) A época da concessão das férias será a que melhor atenda aos interesses do empregado. as férias são o exemplo típico de interrupção do contrato de trabalho. caput. 136. Se o empregado é remunerado por peça ou tarefa. da CLT). a remuneração que lhe for devida na data da sua concessão”. cabe ao empregador decidir em qual destes meses concederá as férias a este estudante). e) A prescrição do direito de o empregado reclamar a concessão das férias ou o pagamento da respectiva remuneração é contado do término do período aquisitivo ou.

perderá o direito às férias? Resposta: sim! A doutrina entende que o silêncio da CLT em relação a esta hipótese significa que o legislador teria considerado que. dispõe que após cada período de 12 meses o empregado terá direito a 12 dias corridos de férias. que confere natureza salarial à remuneração das férias indenizadas. em seu inciso IV. o bienal) terá início a partir da extinção do contrato. estando subordinação e a 59 . pois como vimos a natureza desta remuneração é indenizatória. o empregado já teria descansado o suficiente. o trabalhador em questão é considerado doméstico. com mais de 32 faltas. C) Por efetivar seu labor em residência. especificamente no caso de falência do empregador (para fins do art. o art. 3) O artigo 130 da CLT. D) Dito trabalhador não poderá receber menos que o salário mínimo. Obviamente. estas não são devidas (exigíveis) senão ao final do período concessivo. o final do período concessivo. 449 da CLT). a partir daí nascerá eventual lesão ao direito. dentre outros. 2) Incide FGTS sobre as férias proporcionais pagas na rescisão do contrato de trabalho? Resposta: não. Neste sentido. Logo. B) Há distinção entre o trabalho realizado no estabelecimento do contratante e o executado no domicílio do empregado.Incorreta. segundo prescrição consolidada. o prazo prescricional (neste caso. se o empregado foi demitido antes do final do período concessivo. qual seja. nesta hipótese o trabalhador perde o direito às férias. torno públicas outras dúvidas: 1) A remuneração das férias indenizadas tem natureza salarial ou indenizatória? Resposta: em regra. Neste sentido. Logo. portanto. (PROCURADOR DO ESTADO PGE/AL – CESPE – 2009) TEMA: RELAÇÃO DE EMPREGO Questão 66 – Considerando que um trabalhador tenha sua contratação efetivada por determinada pessoa jurídica e desenvolva suas atividades laborais na própria residência. pois a prescrição das férias tem início no momento da lesão. Maurício Godinho Delgado. a OJ 195 do TST. que sofre incidência de FGTS! – Súmula 305 do TST). E) No caso presente a em apreço. e o FGTS incide sobre parcelas de natureza salarial (cuidado. e com ela a pretensão à reparação judicial. Gustavo Filipe Barbosa Garcia. mas estará fora do regime celetista. 149 da CLT. com o aviso prévio indenizado. né?! A exceção fica por conta do art. 148. Começa daí (final do período concessivo). Vólia Bomfim Cassar. Neste sentido. assinale a opção correta. Como cabe ao empregador fixar a época de concessão das férias. Chega a ser até bem óbvio. Aproveitando o link com esta questão das férias. Agora pergunto: e se o empregado tiver mais de 32 faltas. A) O desenvolvimento das atividades laborais na própria residência não configura relação de emprego. a correr o prazo prescricional. quando houver tido de 24 a 32 faltas. entretanto. a remuneração das férias indenizadas tem natureza indenizatória. a fim de proteger o crédito trabalhista do empregado.

Quanto à resposta correta. nãoeventualidade. a letra “E”.pessoalidade. as alternativas “A”. razão pela qual. 60 . pessoalidade e onerosidade. mas a todos os locais onde a pessoa ou a família desenvolvem sua vida privada e suas atividades não lucrativas (v.g. E) Na aplicação dos efeitos da prescrição. “B”. B) Não tendo havido recolhimento fundiário. no âmbito residencial destas (art. mas não concordo. assinale a opção correta. Respeito a tese. somente essa parte do contrato de trabalho será imprescrita. Não obstante sejam seis os requisitos caracterizadores da relação de emprego (trabalho prestado por pessoa física. Sobre a letra “C” é imperioso observar que o local de trabalho não interfere na caracterização do vínculo de emprego do doméstico. diretamente. O candidato que conhecia este importante dispositivo eliminou. no caso do trabalho do motorista da família). onerosidade. D) Caso o trabalhador tenha laborado em determinado período como menor. subordinação e alteridade). no caso. mas ajuizada após dois anos do término contratual. casa de veraneio. não haverá distinção entre trabalhador menor ou maior de 18 anos de idade. se discutido em eventual demanda. pessoalidade. mediante exercício interpretativo. No caso. a alternativa veiculada pela letra “E” encontra-se perfeitamente válida. sem o devido registro em sua CTPS. 2º da CLT. razão pela qual a questão não teria resposta. estará limitado aos últimos cinco anos. “C” e “D”. não é raro que as bancas mencionem apenas subordinação. de plano. nos termos consolidados. qual seja. desde que esteja caracterizada a relação de emprego”. na minha opinião. Com referência a essa situação. estará a pretensão atacada pela prescrição. e sim a prestação de serviços contínuos. sem a declaração de vínculo. 3º da CLT (que define “empregado”). que são os requisitos constantes do art. somente quanto ao reconhecimento de vínculo. que impedirá o intento. só restando a resposta correta. caracteriza-se relação de emprego. da combinação do art. segundo o qual “não se distingue entre o trabalho realizado no estabelecimento do empregador e o executado no domicílio do empregado. Comentário: a questão gravita em torno do disposto no art. 1º da Lei nº 5. a pessoa ou família. 6º da CLT. vi alguns comentários no sentido de que a questão deveria ser anulada tendo em vista que a alternativa dada como correta pela banca não contemplaria todos os requisitos caracterizadores da relação de emprego (artigos 2º e 3º da CLT). A) Poderá o trabalhador ingressar em juízo para pleitear os recolhimentos previdenciários. C) Havendo demanda pleiteando o vínculo e o respectivo registro na CTPS obreira. rancho. de finalidade não lucrativa. se refere não só à casa. contados do ajuizamento da ação. Os demais são extraídos. 3º com o art.859/1972). para ambos os sexos. e mesmo as vias públicas. a onerosidade está plenamente subentendida no enunciado da questão. Âmbito residencial. o crédito deste. TEMA: PRESCRIÇÃO Questão 67 Determinado trabalhador manteve relação de emprego com certa empresa por mais de dez anos.

terá ele direito a menos de trinta dias de férias. no caso de reconhecimento de vínculo. Quanto às demais hipóteses. tiver dez faltas. Entretanto. Logo. o qual dispõe que a prescrição em cinco anos. a respeito. então. até que o mesmo complete 18 anos (art. pois se. o prazo prescricional referente às lesões sofridas neste primeiro ano do contrato somente começa a correr quando o menor tenha completado 18 anos. 11. Registre-se que também em relação a esta alternativa surgiram vozes defendendo a anulação da questão. não haverá redução no total de dias de férias a serem gozados. D) Se Lucas. Neste caso. Vamos às alternativas: A) Incorreta. pode ser efetuada pela própria secretaria da Vara do Trabalho. ainda que originadas quando o trabalhador tinha menos de 18 anos. Isso porque a anotação da CTPS. 440 da CLT. pois as ações meramente declaratórias são imprescritíveis. TEMA: INTERRUPÇÃO DO CONTRATO DE TRABALHO E FÉRIAS Questão 69 Considere que Lucas tenha sido contratado por entidade bancária para exercer a função de contínuo. §1º. é de 30 anos. §5º. ao passo que não incidirá. pois só haveria que se falar em recolhimentos previdenciários obrigatórios se comprovada a existência da relação de emprego. B) Incorreta. C) Incorreta. há que se considerar que não corre contra o menor prazo prescricional. sendo cinco delas decorrentes de alistamento eleitoral e casamento. 61 . Imagine-se. excepcionando a regra geral da prescrição trabalhista. frise-se). assinale a opção correta.Comentário: a questão versa sobre prescrição. não dependendo da intervenção do empregador. Neste sentido. entretanto. Uma vez mais não concordo com a tese do recurso. por força do art. 23. da Lei nº 8. tendo em vista a regra do art. também estas pretensões relativas ao primeiro ano estarão prescritas. a distinção será relevante. não interessa se o trabalhador é menor ou maior de 18 anos. E) Correta. logo imprescindível a declaração do vínculo. contar com fará ele jus a dezoito férias. 440 da CLT). a assertiva não é verdadeira. sujeitar-se-ia à prescrição. dias corridos de de Lucas. no período aquisitivo das férias. da CLT. a Súmula 362 do TST. No mesmo sentido. C) Na hipótese aquisitivo das quatorze faltas. Em face dessa situação hipotética. limitados a dois após a extinção do contrato de trabalho. a prescrição. que o trabalhador do exemplo foi admitido aos 17 anos. A) Somente no caso de o regime de trabalho de Lucas exceder quarenta e quatro horas semanais deverá ele receber pagamento suplementar. sob o argumento de que a anotação em CTPS seria obrigação de fazer e. D) Incorreta.036/1990. Ver. de forma nenhuma. como vimos. pois não é necessariamente verdadeira a afirmação. no período férias. a pretensão ao reconhecimento do vínculo é imprescritível. nos termos do art. como o contrato perdurou “por mais de dez anos”. não se aplica “às ações que tenham por objeto anotações para fins de prova junto à Previdência Social”. como tal. da CLT. tendo em vista que a prescrição do FGTS (como parcela principal. B) Devido ao limite da jornada atinente à categoria de Lucas. o art. §1º. 11.

E) incorreta. sendo que dele decorrem todos os demais princípios trabalhistas. D) correta. 473. 131. na classificação de Américo Pla Rodriguez. dispõe que não será considerada falta ao serviço. B) incorreta. pois a jornada do bancário não se enquadra no regime de tempo parcial. vejamos as alternativas: A) incorreta. 131. o princípio da proteção visa à garantia da igualdade substancial entre as partes da relação de emprego. 130-A da CLT. dispõe que o empregado pode faltar por até dois dias consecutivos em razão de falecimento de ascendente. CLT). no caso. ou ainda tutelar) se desdobra. Logo. julgue as seguintes afirmações: 1 – O princípio da proteção é aquele princípio peculiar ao Direito do Trabalho segundo o qual se garante às partes a igualdade formal. da CLT).E) Caso Lucas falte três dias em decorrência do falecimento de ascendente. por força do art. EXERCICIOS TIPO CESPE TEMA 1 – PRINCÍPIOS E FONTES DO DIREITO DO TRABALHO A respeito dos princípios e fontes do Direito do Trabalho. o prazo prescricional para que o trabalhador ingresse com ação trabalhista cobrando eventuais créditos. I. C) incorreta. 224. e não somente da igualdade formal (que constitui a simples estipulação de direitos rigorosamente iguais às partes). pois o art. a condição é inequivocamente mais vantajosa ao obreiro. para os efeitos do art. Comentário: a jornada do empregado em estabelecimentos bancários. 62 . inclusive o contínuo. da CLT. Errado. sem prejuízo do salário (hipóteses de interrupção contratual. princípio da condição mais benéfica. por força do art. Dessa forma. não se aplica ao bancário o art. 130. I. 130. por sua vez. parágrafo único. é de 6 horas (e o módulo semanal de 30 horas). da CLT. 473 dispõe que o empregado pode faltar. 58-A da CLT como aquele cujo módulo semanal não exceda de vinte e cinco horas. O art. neste caso. pois com 14 faltas Lucas faria jus a 24 dias corridos de férias (art. princípio in dubio pro operario (este último bastante criticado por parcela significativa da doutrina). no caso Lucas teria apenas cinco faltas ao longo do período aquisitivo. pois é devido o pagamento suplementar se excedida a 30ª hora na semana. através de cláusula contratual ou regulamento de empresa. 226. portanto) por até três dias consecutivos em virtude de casamento (inciso II) e por até dois dias consecutivos para se alistar eleitor (inciso V). II. não é considerado falta justificada. Com base nisso. mediante a estipulação de vantagens ao empregado. definido pelo art. 130. razão pela qual faria jus a 30 dias corridos de férias. da CLT. isso caracterizará falta justificada para os fins legais. razão pela qual o terceiro dia. a ausência do empregado nos casos do art. 2 – À luz do princípio da condição mais benéfica podemos dizer que é lícito ao empregador majorar. tendo em vista que. 473 (art. pois o art. Importante lembrar ainda que o princípio da proteção (ou princípio protetor. em três dimensões: princípio da norma mais favorável. pois o princípio da proteção tem por escopo o reequilíbrio de forças entre capital (empregador) e trabalho (empregado). Assim. c/c o art. I. como forma de compensar sua hipossuficiência.

mencionem-se questões cobradas no concurso para Consultor Legislativo do Senado (2002) e para Juiz do Trabalho da 5ª Região (2006).por todos. 5 – Fontes formais representam a exteriorização da norma jurídica. o Cespe já considerou. as convenções coletivas são classificadas como fontes formais heterônomas. portanto. em provas anteriores. certamente a alteração do art. são fontes materiais do trabalho o conjunto de fatores políticos. suprimir ou alterar as regras relativas à prescrição trabalhista. mas que não constitui fonte formal). aderindo ao contrato de trabalho. Lembrem-se. estabilização das relações jurídicas) se sobrepõe ao interesse individual do trabalhador. fatos sociais estes que representam o momento pré-jurídico necessário à posterior positivação do direito. 63 . TEMA 2 TRABALHADORES DIREITOS DOS A respeito dos direitos dos trabalhadores assegurados pela CRFB/1988. julgue os itens seguintes: 6 – A Constituição de 1988 trata igualmente trabalhadores urbanos. sucedendo logicamente as fontes materiais. no sentido da desregulamentação trabalhista e da flexibilização das normas trabalhistas constituem fonte material do Direito do Trabalho. Dessa forma. Neste caso. pois os sindicatos agem representando (e substituindo) os trabalhadores. aí incluídas aquelas levadas a efeito pelo empregador. que tanto as hipóteses quanto os prazos prescricionais são aqueles previstos em lei. por mais de uma vez. Não obstante exista grande controvérsia quanto à classificação ou não do regulamento de empresa como fonte formal (vários nomes de peso . ao menos para o Cespe. Errado. 4 – O regulamento de empresa pode ser considerado fonte formal do Direito do Trabalho. por exemplo. não podendo as partes inovar. sociológicos e filosóficos que levam à alteração ou criação de normas jurídicas. por exemplo. com a inclusão. 3 – São fontes materiais do Direito do Trabalho as transformações sociais e as pressões exercidas pelos agentes da relação de emprego. Maurício Godinho Delgado defendem a tese segundo a qual o regulamento de empresa tem força de mera cláusula contratual. respectivamente se decorrentes da vontade das partes destinatárias da norma. 59 da CLT. as fontes formais são classificadas em autônomas e heterônomas. constituem fontes materiais do Direito do Trabalho. Certo. foi precedida por intensas pressões por parte do empresariado. econômicos. Neste sentido. o regulamento como sendo fonte formal. Por sua vez. no parágrafo 2º. razão pela qual não se aplica o princípio da condição mais benéfica. o interesse coletivo (pacificação social.Errado. notadamente através dos sindicatos. Observe-se que não só as pressões levadas a efeito pelo empregados. Certo. ou se decorrentes da imposição de terceiro estranho à relação jurídica. A título de exemplo. Também as pressões dos empregadores. tendo em vista que a prescrição é norma de ordem pública. pelo que é inderrogável pela vontade das partes. logo as convenções coletivas constituem fontes formais autônomas do Direito do Trabalho. da possibilidade de compensação além da semana (“banco de horas”). Assim. o que culminou na flexibilização da legislação. ainda que em benefício do trabalhador.

II. 10.inclusive domésticos. Neste sentido. são inválidas. pois o art. 10 – A Constituição confere aos sindicatos das categorias profissionais a prerrogativa de negociar a redução de direitos trabalhistas apenas nas hipóteses de redução salarial. do TST. mas em mera relação de trabalho. parágrafo único. que o doméstico ainda não goza de proteção relativa à duração do trabalho. nada impede seja estipulado o aviso prévio proporcional. a teor dos incisos VI. normas relativas à admissão. registro e anotação do contrato em CTPS. sendo que a expressão “nos termos da lei” se refere à previsão de proporcionalidade do aviso prévio. da CRFB. ou mesmo superior a 30 dias de forma fixa. os sindicatos não poderão reduzir direitos trabalhistas assegurados pela lei! Assim. há jurisprudência no sentido de que não há direito da empregada gestante à estabilidade provisória na hipótese de admissão mediante contrato de experiência. e alteração da jornada para o trabalho realizado em turnos ininterruptos de revezamento. não há que se falar em relação de emprego. pessoal. 7 – A Constituição veda a dispensa arbitrária ou sem justa causa da empregada gestante desde a confirmação da gravidez até cinco meses após o parto. Errado. julgue os seguintes itens: 11 – São requisitos para caracterização da relação de emprego a prestação de serviço por pessoa física. a Súmula nº 308 do TST. dentre os quais não se inclui a remuneração do trabalho noturno superior à do diurno. Certo. Faltando qualquer um destes requisitos. cláusulas de redução de intervalo intrajornada. não constitui dispensa arbitrária ou sem justa causa. Errado. neste ponto. de forma não eventual. e da Súmula nº 244. 7º. 7º. Errado. TEMA 3 – RELAÇÃO DE TRABALHO E EMPREGO No tocante à relação de trabalho e à relação de emprego. elenca os direitos conferidos aos trabalhadores urbanos e rurais que são estendidos também aos domésticos. e rurais. Não obstante. garantindo a todos a remuneração do trabalho noturno superior à do diurno. seja em instrumento coletivo (ACT ou CCT). da CRFB. por exemplo. seja em contrato de trabalho ou regulamento empresarial. 7º da CRFB. item III. visto que a extinção da relação de emprego. 64 . pois o prazo qüinqüenal é contado a partir da data do ajuizamento da ação. 7º. 7º. em face do término do prazo. Certo. XXI. Não obstante. podendo ser reivindicadas as lesões sofridas nos cinco anos anteriores a tal data. Observe-se. prevista no inciso IX do art. onerosa e sob subordinação jurídica. compensação de horários ou redução de jornada. estipula o aviso prévio de no mínimo 30 dias. do ADCT. inciso XXIX. A questão é importante porque. dispensa do controle de ponto. sendo que somente lei pode alterar tal prazo. XIII e XIV do art. 8 – Fica assegurado o direito ao aviso prévio de no mínimo trinta dias. fora estes casos. é contada a partir da data da extinção do contrato de trabalho. independentemente de quando se deu a extinção do contrato. da CRFB. “a”. tendo em vista que o art. pela combinação do art. 9 – A prescrição qüinqüenal trabalhista prevista no art.

15 – A subordinação que caracteriza a relação de emprego é a jurídica. A não eventualidade. a qual deve ser afastada e. Logicamente se o empregador não paga o quanto combinado não pode ser premiado com o não reconhecimento da onerosidade. se a atividade está inserida na rotina da empresa. posto que ausente a habitualidade. A intenção onerosa mencionada é também denominada animus contrahendi. posto que se exige. para caracterização de empregado. 12 – Se o trabalho é prestado por pessoa jurídica unipessoal não há que se falar em relação de emprego. segundo o qual “serão nulos de pleno direito os atos praticados com o objetivo de desvirtuar. o art. Errado. No caso. bem como nasce 65 . a pessoalidade. seja atividade-fim (ligada ao objeto social da empresa). é circunstância ligada não à continuidade do trabalho. Assim. o que em última análise obstaria o reconhecimento do vínculo de emprego. normalmente ligada a ideais humanitários. Certo. assim. a ausência de qualquer dos outros requisitos obsta a caracterização do vínculo empregatício. Ressalte-se. e sim pela intenção onerosa presente no ajuste de vontades entre empregado e empregador. que em determinadas situações as características apresentam variações quanto à intensidade (por exemplo.Certo. atualmente é pacífico que se trata de subordinação jurídica. Em que pese ser a subordinação o traço distintivo mais importante entre a relação de emprego e a mera relação de trabalho. Não obstante a subordinação já tenha sido entendida como sendo técnica e econômica. o trabalho prestado por pessoa física. presentes os requisitos da relação de emprego configurar-se-á fraude na roupagem de pessoa jurídica dada ao empregado. No mesmo sentido. 13 – O garçom que trabalha dois dias por semana em uma pizzaria não pode ser considerado empregado. pois decorre do contrato de trabalho o poder diretivo do empregador. cujo prestador de serviços é movido por intenção graciosa ou benevolente. aplica-se o princípio da primazia da realidade. Certo. também denominada habitualidade. seja atividade-meio (atividade de apoio). Obviamente o garçom desenvolve atividade permanente da empresa. Errado. ainda que apenas uma vez por semana. impedir ou fraudar a aplicação dos preceitos contidos na presente Consolidação”. perfeitamente caracterizado o vínculo empregatício. 9º da CLT. que lhe confere a prerrogativa de dirigir a prestação de serviços conforme suas conveniências. decorrente do contrato estabelecido entre empregador e empregado. mitigada quando o trabalho é executado no domicílio do empregado). filosóficos ou religiosos. O contraponto da onerosidade é a prestação de trabalho voluntário. 14 – A onerosidade não se caracteriza pelo efetivo pagamento dos serviços prestados. e significa que o empregado presta serviços com vistas a ser remunerado por isso. Isso posto. entretanto. mas ao caráter permanente da atividade na rotina da empresa. logo não interessa quantos dias por semana ele trabalhe para que se possa falar em não eventualidade. normalmente estará configurada a não eventualidade. Os requisitos caracterizadores da relação de emprego são extraídos dos artigos 2º e 3º da CLT. Basta que trabalhe nesta atividade de forma repetida (e “repetível” futuramente).

pela literalidade da Súmula 269 do TST. Errado. assalaria e dirige a prestação pessoal de serviços”. exclusivamente. sem a presença de onerosidade. também cabe a este suportar. manual ou intelectual. Interessa. julgue os itens seguintes: 16 – É fundamental. vedada a transferência 66 . sendo que o empregador não deve auferir. tais riscos excluem os riscos decorrentes do próprio contrato de trabalho. Nos termos do art. A ausência de subordinação jurídica caracteriza a autonomia (relação de trabalho autônomo). o que pressupõe freqüência maior que a exigida para caracterização da não eventualidade. b) deve o doméstico prestar serviços à pessoa ou família. exclusivamente. 2º da CLT que “considera-se empregador a empresa. que. XXXII. não se computando o tempo de serviço desse período. 19 – Cabe ao empregador. 18 – É considerado doméstico aquele trabalhador que presta serviços contínuos e sem qualquer finalidade lucrativa. não eventualidade. 17 – O empregado eleito para ocupar cargo de diretor tem o respectivo contrato de trabalho suspenso. Entretanto. da CRFB. a assunção dos riscos do empreendimento. que veda distinções relativas à espécie de emprego e à condição do trabalhador. bem como o art. a “finalidade não lucrativa” do trabalho doméstico diz respeito ao empregador. técnico e intelectual ou entre os profissionais respectivos. TEMA 4 – CONTRATO DE TRABALHO Sobre os sujeitos do contrato de trabalho. eventuais prejuízos. Assim. isto é. para caracterização do vínculo de emprego. o risco do empreendimento deve ser suportado somente pelo empregador. 1º da Lei nº 5. qualquer tipo de lucro. onerosidade e subordinação). com duas especificidades: a) os serviços prestados pelo doméstico devem ter natureza contínua. Logo. Dessa forma. a presença de todos os requisitos caracterizadores da relação de emprego (pessoalidade. É absolutamente irrelevante. doméstico é “aquele que presta serviços de natureza contínua e de finalidade não lucrativa a pessoa ou família no âmbito residencial destas”. se técnico. O que a lei veda é que o trabalho doméstico seja utilizado pelo tomador dos serviços com fins de obter vantagem econômica (lucro). Dispõe o art. A rigor a caracterização do vínculo de emprego doméstico em muito se assemelha à caracterização do vínculo empregatício de um empregado comum. o tipo de trabalho desenvolvido. Errado. e não ao empregado. admite.859/1972. salvo se permanecer a subordinação jurídica inerente à relação de emprego. a partir da relação de emprego. Certo.também do contrato a sujeição do empregado a estas ordens do empregador. assumindo os riscos da atividade econômica. a consideração a respeito do tipo de trabalho prestado. se por um lado cabem ao empregador eventuais lucros do empreendimento. Errado. o artigo 3º da CLT. Neste sentido. que proíbe a distinção entre trabalho manual. pelo que é lícito ao empregador descontar dos salários do empregado o valor referente ao tempo em que o empregado não laborou efetivamente ao longo da jornada de trabalho. para caracterização da figura do empregado. 7º. isso sim. individual ou coletiva. A presença da onerosidade (animus contrahendi) é fundamental também para a caracterização do vínculo doméstico.

de tais riscos aos empregado. verificando o efetivo cumprimento das ordens emanadas (controle de horário e frequência. o poder regulamentar. isto é. mediante a aplicação de advertência. tendo em vista que o obreiro permaneceu à disposição do empregador). O poder fiscalizatório constitui a prerrogativa do empregador de controlar a atividade de seus empregados. a subordinação jurídica) e. notadamente pelo princípio da dignidade humana (é vedada. e engloba o poder diretivo. sejam eles positivos (lucros) ou negativos (prejuízos). circulares e regulamentos internos). por exemplo. pela expedição de ordens de serviço. à empresa “Alfa”. Por fim. atribui ao empregador. julgue os seguintes itens: 21 – Imagine-se que Acácio preste serviços. nada mais justo que arque sozinho com os resultados de sua administração. Dessa forma. bem como estabelece as rotinas relativas à prestação de serviço (modo de prestação dos serviços. o que significa que o empregador não contrata um determinado resultado específico esperado em relação à atividade laboral do empregado. o poder disciplinar confere ao empregador a possibilidade de punir o empregado por uma falta cometida. notadamente sob a forma de desconto salarial. Maurício Godinho Delgado. Ora. conforme visto no item anterior. suspensão ou mesmo demissão por justa causa. por exemplo. que por sua vez dirige a prestação de serviços conforme suas conveniências. a revista íntima do empregado. etc). É importante observar que o poder empregatício decorre da relação de emprego (e caracteriza. o poder fiscalizatório e o poder disciplinar. se o empregador dirige a prestação pessoal de serviços do trabalhador da forma que bem entende. exigência do uso de uniforme. o empregador assume exclusivamente inclusive os riscos decorrentes do próprio contrato de trabalho como. a partir da existência do contrato de trabalho. Certo. O contrato de trabalho não é um contrato de resultado. RESPONSABILIDADE A respeito do grupo econômico trabalhista. e a ausência de produtividade decorrente de “falta de serviço” na empresa (hipótese em que. com exclusividade. Naturalmente o poder fiscalizatório é limitado pelos princípios constitucionais. salvo previsão em contrário em negociação coletiva. etc). tem poderes de fiscalização e poderes disciplinares. Neste sentido. a produtividade do empregado abaixo do esperado (hipótese em que é devido integralmente o salário contratualmente fixado). insofismavelmente. SUCESSÃO DE EMPREGADORES. TEMA 5 – GRUPO ECONÔMICO. O poder regulamentar é exercido no sentido da exteriorização das regras impostas pelo empregador quanto ao modo de organização e execução dos serviços (por exemplo. e no turno da tarde. 20 – O poder empregatício é o conjunto de prerrogativas conferidas ao empregador no âmbito da relação de emprego. fiscalização acerca do uso de equipamentos de proteção individual. é devido integralmente o salário contratualmente fixado. exceto em casos especialíssimos). no turno da manhã. como contraponto. sendo “Alfa” e 67 . à empresa “Beta”. e sim um contrato de atividade. Pelo poder diretivo o empregador organiza a estrutura e o espaço interno da empresa. da sucessão de empregadores e da responsabilidade solidária. os riscos da atividade econômica. e sim a colocação da força de trabalho deste empregado que é colocada à disposição do empregador.

Certo. caberá ação de regresso do sucessor em relação ao sucedido. com a finalidade de limitar a responsabilidade do sucessor apenas aos débitos contraídos após a sucessão. Certo. sendo que o sucessor passa a ser responsável por todos os débitos trabalhistas da empresa. Errado. salvo ajuste em contrário não haverá se falar em mais de um contrato de trabalho. Assim. geralmente é inserida no título jurídico (contrato) que transfere a universalidade do sucedido para o sucessor. em sede da relação jurídica estabelecida entre sucessor e sucedido. ocorrendo a sucessão. a teor do disposto nos artigos 10 e 448 da CLT esta chamada cláusula de não responsabilização não produz qualquer efeito no âmbito trabalhista. sendo que. neste caso. O TST entende que no caso do desmembramento de municípios não ocorre sucessão de empregadores. respondendo cada qual pelos direitos trabalhistas do período em que figuraram como reais empregadores. da CRFB. 22 – É bancário o empregado de empresa de processamento de dados que presta serviço a banco integrante do mesmo grupo econômico. inclusive aqueles contraídos antes da sucessão. mas tão somente ao sucedido. Nos termos do art. Quanto à cláusula de não responsabilização. a chamada cláusula de não responsabilização não é oponível ao empregado detentor do crédito. assegurada pelo art. No mesmo sentido. O fundamento de tal entendimento é a autonomia políticoadministrativa dos municípios. Neste sentido. 2º da CLT. Neste caso.“Beta” pertencentes a um mesmo grupo econômico. e se houver cláusula de não responsabilização. o empregado pode cobrar do sucessor inclusive os créditos consolidados antes da transferência (sucessão). sendo que os municípios criados a partir do desmembramento são considerados sucessores trabalhistas para todos os efeitos. arcando assim com todos os débitos trabalhistas dos empregados remanescentes. 23 – A alteração na estrutura jurídica da empresa não afeta os contratos de trabalho. não é oponível ao empregado credor de determinada parcela. Os artigos 10 e 448 da CLT asseguram que a alteração na estrutura jurídica da empresa não afeta os contratos de trabalho e os direitos adquiridos pelos empregados. Neste sentido. a OJ nº 261 da SBDI-1 do TST. 24 – No caso de desmembramento de municípios. as empresas pertencentes a um grupo econômico são solidariamente responsáveis pelos créditos trabalhistas dos empregados de qualquer das empresas integrantes do grupo. 18. Obviamente. mas vale tão somente no âmbito civil. caput. Certo. exceto quando a empresa de processamento de dados presta serviços a banco e a empresas não bancárias do mesmo grupo econômico ou a terceiros. Neste sentido. Lembrando a distinção básica entre solidariedade e subsidiariedade: 68 . que é denominada real empregadora. a Súmula nº 129 do TST. Literalidade da Súmula nº 239 do TST. Errado. a OJ nº 92 da SBDI-1 do TST. 25 – As demais empresas integrantes de um mesmo grupo econômico são subsidiariamente responsáveis pelos créditos trabalhistas dos empregados de uma outra empresa do mesmo grupo. inclusive aqueles consolidados antes do desmembramento. isto é. ocorre a sucessão trabalhista.

na obrigação subsidiária o credor deve acionar primeiro o devedor principal. inclusive). o credor pode acionar diretamente. Finalmente. para que incida a obrigação de contraprestação (pagamento de salário) o resultado do trabalho prestado. isto é. de atividade e oneroso. obrigações contrárias e contrapostas.” 29 – Maria da Silva trabalhou como faxineira. é um contrato oneroso pois pressupõe a intenção onerosa da relação firmada (o empregado trabalha com a 69 . pois uma coisa não depende da outra. etc). sem qualquer benefício de ordem. interessa à relação jurídica a pessoa do empregado (característica da pessoalidade). na obrigação solidária. de trato sucessivo. Observese que o contrato de aprendizagem é uma modalidade especial de contrato de trabalho (leia-se contrato de emprego). desde que conte com quatorze anos e o faça na condição de aprendiz. XXXIII. Errado. prescindindo entretanto de forma solene (pode o contrato de trabalho ser ajustado tacitamente. Entretanto. É intuitu personae em relação ao empregado. Errado. independentemente do eventual cabimento de penalidade disciplinar prevista no Estatuto do Policial Militar. de forma que Maria não tinha conhecimento da atividade ilícita desenvolvida no local. nos termos do art. por exemplo). “preenchidos os requisitos do art. conforme a modalidade ajustada (mês. em uma casa de jogos de azar. como também do empregador. durante seis meses. Ante o exposto. Nos termos da Súmula 386 do TST. somente a partir dos dezesseis anos. A capacidade. por sua vez. que se considera apto a firmar contrato de trabalho. Sua função era higienizar o local sempre antes da chegada dos clientes. isto é. É de trato sucessivo porque as principais prestações decorrentes do contrato de trabalho (prestar serviços e pagar salários) renovamse no tempo. e sim a disponibilização da energia de trabalho. não é possível o reconhecimento do vínculo de emprego entre Policial Militar e uma empresa privada. intuitu personae. O contrato é sinalagmático porque dele resultam obrigações recíprocas. Correto. em qualquer hipótese. semana. consensual. É consensual pois depende da vontade das partes. caso não receba seu crédito. 28 – Tendo em vista o estatuto próprio aplicável ao Policial Militar. 7º. entre as partes (empregado presta serviços e o empregador paga os salários. 3º da CLT. finalidade de contraprestação). constitui elemento essencial do contrato de trabalho. É um contrato de atividade (em contraposição ao contrato de resultado) porque não interessa. o empregado pode firmar contrato de trabalho antes de completar dezesseis anos. Não é intuitu personae em relação ao empregador. pode acionar o devedor subsidiário. não só do empregado. qualquer um dos devedores solidários. receber 27 – É elemento essencial do contrato de trabalho a capacidade do empregado. dia. e então. é correto dizer que não é possível o reconhecimento do vínculo TEMA 6 26 – É correto dizer que o contrato de trabalho é um contrato sinalagmático. ou até mesmo todos ao mesmo tempo. da CRFB/88. é legítimo o reconhecimento de relação de emprego entre policial militar e empresa privada.

qualquer ajuste de vontade expresso entre Mazinho e o proprietário da Fazenda. entretanto. direta ou indiretamente. TEMA 7 31 – A alteração subjetiva do contrato de trabalho. foi promovido ao cargo de confiança de gerente. No caso. entre outras atividades ligadas à atividade normal do empreendimento. neste caso. em prejuízos ao empregado. Com base na legislação trabalhista.empregatício de Maria da Silva. e não se opôs a tal prática ao longo de um mês. ao que este lhe respondeu que não lhe devia salários. ainda assim. Entretanto. 442 da CLT. o trabalho de Maria da Silva (faxina). tem razão o empregador. a lei não exige seja o contrato de trabalho firmado expressamente. e ademais a trabalhadora não tinha conhecimento acerca da atividade ilícita desenvolvida no local. quanto ao pólo passivo. pelo que. sendo que a alteração contratual. após um ano no cargo de gerente. (Procurador do Estado da Paraíba – 2008) Certo. assegurados todos os seus direitos. Depois de trabalhar na função de vendedor durante três anos. apenas é lícita a alteração das respectivas condições de trabalho quando decorram de mútuo consentimento e. Decorrência do princípio da inalterabilidade contratual lesiva. roçava pastos. carpia a lavoura. pois o contrato de trabalho não chegou a ser firmado entre as partes. pois não havia lhe prometido nada. pois alteração subjetiva é o mesmo que alteração de sujeito. Realmente o trabalho cujo objeto é ilícito enseja a nulidade absoluta da contratação.Nos contratos individuais de trabalho. pois o empregador tinha conhecimento de que Mazinho lhe prestava serviços. “contrato individual de trabalho é o acordo tácito ou expresso. dada a ilicitude do objeto de seu trabalho. sem dúvida houve o ajuste tácito entre as partes. Na verdade trata-se a hipótese de sucessão de empregadores. e como sabemos o sujeito passivo da relação de emprego é o empregador. Neste sentido. como verdadeiro empregado. Assim. Mazinho se dirigiu ao proprietário da Fazenda inquirindo-lhe sobre quando seria efetuado o pagamento do salário. os artigos 10 e 448 da CLT. o empregador resolveu determinar o retorno de Hélton à função de vendedor. pode-se dizer que o empregador agiu regularmente. sem sequer informar o empregado sobre o motivo da destituição do cargo de confiança. entretanto. não produz qualquer efeito sobre as cláusulas dos contratos de trabalho em vigor. em princípio. correspondente à relação de emprego”. Certo. Errado. desde que não resultem. é permitida. o trabalhador não faz jus sequer aos salários. 70 . recebendo por isso remuneração bastante superior à do cargo que ocupava originalmente. Não houve. Errado. Conforme o disposto no art. Dessa forma. alterado o pólo passivo da relação de emprego. em si. Ao final do primeiro mês de trabalho. sendo que este último tinha ciência de que Mazinho ordenhava o gado. Na hipótese mencionada na questão. permanecem inalteradas as cláusulas dos contratos de trabalho dos respectivos empregados. 30 – Mazinho começou a trabalhar na Fazenda Águas Claras no dia 1º de junho. sob pena de nulidade da cláusula infringente dessa garantia. seu contrato de trabalho é plenamente válido. Assim. 33 – Hélton foi contratado como vendedor em uma loja de departamentos. 32 . não é ilícito. Neste caso.

anteriormente ocupado. se recuperada a capacidade laboral. além da alteração do horário de trabalho mencionada na questão. pode o empregador transferir o local da prestação de serviços (desde que observados os limites impostos pelo art. 34 . fará jus à incorporação da gratificação. pois tal medida caracterizaria alteração prejudicial. Errado. 35 – Denomina-se jus variandi a possibilidade de alteração unilateral. Nos termos do parágrafo único do art. Também há que se esclarecer que a reversão constitui direito potestativo do empregador. Literalidade da OJ 244 da SBDI1 do TST. A aposentadoria por invalidez suspende o contrato de trabalho por prazo indeterminado. não constitui alteração contratual. depois do que ou é tornada definitiva e o contrato. 468 da CLT. desde que não aumente a jornada e desde que não altere o horário de trabalho do turno diurno para o noturno. tendo em vista que na suspensão contratual as principais cláusulas do contrato de trabalho permanecem sustadas temporariamente. ou o empregado volta às suas atividades. Trata-se a reversão. Não obstante. o tempo de cessação provisória da prestação de serviços é computado como tempo de serviço. Certo. Neste sentido. em virtude da diminuição do número de alunos. pelo empregador. o empregador não paga salários e. entre outras possibilidades. é encerrado. Dessa forma. 2º da CLT). TEMA 8 36 – Caracteriza-se a suspensão do contrato de trabalho pela sustação das principais cláusulas do contrato de trabalho. é lícito ao empregador alterar o horário de trabalho do empregado. portanto. Errado. A primeira parte da afirmação é verdadeira. não se exigindo sequer a motivação de tal decisão. de alteração contratual lesiva autorizada pela legislação trabalhista. sem que isso constitua irregularidade trabalhista.A redução da carga horária do professor.Certo. Por fim. deixando o exercício de função de confiança”. em regra. com destaque para o fato de que o tempo de suspensão contratual não é computado. Algumas cláusulas contratuais inserem-se no chamado jus variandi empregatício exatamente em decorrência da assunção dos riscos do empreendimento pelo empregador (art. em nenhuma hipótese. uma vez que não implica redução do valor da hora-aula. é importante lembrar que se o empregado exerceu a função de confiança (e recebeu a respectiva gratificação) por dez anos ou mais. então. de algumas cláusulas contratuais. Certo. nos termos da Súmula 372 do TST. pelo prazo máximo de cinco anos. Depois de aposentado por invalidez o 71 . Dessa forma. há hipóteses suspensivas em que. mudar o nome do cargo (desde que disso não resulte prejuízo ao empregado). 37 – A aposentadoria por invalidez suspende o contrato de trabalho. vedada pelo ordenamento jurídico brasileiro. como tempo de serviço. 469 da CLT). “não se considera alteração unilateral a determinação do empregador para que o respectivo empregado reverta ao cargo efetivo. o tempo de suspensão não é computado como tempo de serviço. casos da suspensão por afastamento em decorrência de acidente de trabalho e por afastamento para cumprimento do serviço militar obrigatório. o empregado não presta serviços. excepcionalmente.

Somente configura motivo para despedida por justa causa “a condenação criminal do empregado. “d”. 483. A rescisão indireta importa no pagamento das mesmas verbas que seriam devidas na rescisão sem justa causa. Donizete tem direito à indenização compensatória do FGTS (40%). da CLT. razão pela qual são devidos o aviso prévio e a “multa” do 72 . a Súmula 160 do TST: “cancelada a aposentadoria por invalidez. o trabalhador terá direito de retornar ao emprego. Quanto à compensação futura pelo INSS. é indispensável que notifique o empregador dessa intenção. a fim de evitar o encarecimento da mão-deobra feminina e. Neste sentido. “d”. 39 – Para que o empregado tenha direito a voltar a exercer o cargo do qual se afastou em virtude de exigências do serviço militar ou de encargo público. passada em julgado.. indenizá-lo na forma da lei (exPrejulgado nº 37). dentre outras parcelas eventualmente devidas. todas as vantagens que. o empregado retorna à atividade no seu emprego de origem. 40 – Ao empregado que teve o contrato de trabalho suspenso ou interrompido são garantidas. Neste caso. a doutrina amplamente majoritária considera se tratar de hipótese de interrupção contratual. 472 da CLT. não restam dúvidas que. Errado. quando de seu retorno ao trabalho. TEMA 9 41 – A prisão provisória do empregado constitui justo motivo para rescisão do contrato de trabalho. caso não tenha havido suspensão da execução da pena” (art. mesmo após cinco anos. A prisão provisória do empregado é hipótese de suspensão do contrato de trabalho. 482. 42 – Depois de seis meses sem receber os salários que lhe eram devidos por seu empregador. mediante abatimento no total das contribuições sociais devidas. no caso. conseqüentemente.” 38 – A licença garantida à gestante configura hipótese de interrupção do contrato de trabalho. saldo de salários.. facultado. constatada a recuperação da capacidade laboral. Em que pese a existência de corrente minoritária no sentido de que a licença-gestante seria caso de suspensão contratual. porém. tenham sido atribuídas à categoria a que pertencia na empresa. o aumento da discriminação por gênero no mercado de trabalho. Consoante o disposto no art. da CLT). Donizete ingressou com ação na Justiça do Trabalho requerendo o reconhecimento da rescisão indireta de seu contrato de trabalho. Certo. contados da data em que se verificar a respectiva baixa ou a terminação do encargo a que estava obrigado. décimo terceiro proporcional e férias proporcionais.) quando não cumprir o empregador as obrigações do contrato”. Literalidade do parágrafo 1º do art. sendo que. aviso prévio. 471 da CLT. dentro do prazo máximo de 30 (trinta) dias.trabalhador é submetido periodicamente a exames médico periciais junto ao INSS. tendo em vista que o empregador é quem paga diretamente os salários durante o afastamento. considera-se que é medida de política legislativa. ao empregador. conforme art. por telegrama ou carta registrada. Certo. Certo. em sua ausência. Se pagar salários é a principal obrigação do empregador. Certo. houve rescisão indireta do contrato de trabalho. “o empregado poderá considerar rescindido o contrato de trabalho (.

Errado. 48 – O prazo do aviso prévio é de 8 (oito) dias no caso dos contratos em que o pagamento for efetuado por semana ou por tempo inferior. 481 da CLT. a OJ nº 14 da SBDI-1 do TST. c/c o art. Em regra a ruptura antecipada dos contratos a termo ensejam a indenização da parte contrária. em regra. infração aplicável ao departamento de pessoal da empresa somente no primeiro dia útil seguinte ao final do prazo do aviso prévio. são devidos ao empregado metade do aviso prévio. da Lei nº 8. parcelas 477. Certo. consoante disposto nos artigos 479 e 480 da CLT. o pagamento das referidas parcelas rescisórias no prazo estipulado pelo empregador foi feito no prazo legal (art. 18. 484 da CLT. se for o caso. dentre os quais a concessão do aviso prévio. aplicar-se-ia. no caso em referência. qual seja. TEMA 10 46 – Evair trabalhava na empresa Metalúrgica Mão de Ferro e foi demitido sem justa causa. o não pagamento das parcelas rescisórias nos prazos do §6º do mesmo artigo sujeita o empregador. 44 – Nos contratos a prazo determinado que não contenham cláusula assecuratória do direito recíproco de rescisão. §6º da CLT). da CLT. §2º. Dessa forma.FGTS. 47 – O aviso prévio é. alínea “b”. da CLT. parcelas 43 – Na hipótese de culpa recíproca. até o décimo dia contado da notificação da demissão. Certo. Inteligência do art. obrigatório na ruptura imotivada de contrato a prazo indeterminado. o prazo do art. 45 – O não pagamento das rescisórias nos prazos do art. 477. §6º. portanto). aplicamse. cuja multa é pela fiscalização do trabalho. c/c o art. para fins de receber as parcelas que lhe eram devidas em decorrência da rescisão contratual. Neste sentido. por sua vez. Nos termos do §7º do art. no valor correspondente ao salário deste. o empregador que rescindir o contrato antecipadamente deverá pagar ao empregado indenização no valor da metade das remunerações a que o empregado teria direito até o final do contrato. nos termos do art. do décimo terceiro salário e das férias. Errado. pelo que o trabalhador deveria comparecer 73 .036/1990. enseja apenas a administrativa. somente será cabível o aviso prévio se prevista cláusula assecuratória do direito recíproco de antecipação do término contratual. Não obstante seja esta a redação do inciso I do art. tal dispositivo não foi recepcionado Errado. ao pagamento de indenização ao empregado. Nos contratos a prazo determinado. os princípios que regem a rescisão dos contratos por prazo indeterminado. A jurisprudência é pacífica no sentido de que o chamado aviso prévio “cumprido em casa” equivale ao aviso prévio indenizado. Quando da comunicação da demissão. §6º. 479 da CLT. 477 da CLT. Art. além das demais normalmente devidas. Entretanto. o empregador disse a Evair que o aviso prévio seria cumprido em casa. bem como metade da multa compensatória do FGTS (20%. além da multa administrativa aplicável pela fiscalização do trabalho. 477. Certo. c/c a Súmula 14 do TST. 481 da CLT. 487 da CLT. Nesta hipótese. se existente a cláusula assecuratória do direito recíproco de rescisão antes de expirado o termo ajustado.

50 – Sorato cumpria jornada de oito horas e foi demitido sem justa causa.O direito ao aviso prévio é irrenunciável pelo empregado. 74 . Não obstante. nos termos previstos no art. Além da questão da boa-fé. Certo. Ao término do aviso prévio. não fazendo qualquer distinção acerca da modalidade de contratação. 8º. a não concessão pelo empregador da redução estipulada frustra a intenção legal. se o empregado já estava pré-avisado de sua demissão. 543. até um ano após o final do mandato. tendo em vista a não concessão da redução diária pelo empregador. 488 da CLT. independentemente do pagamento das horas como extraordinárias. em sentido contrário ao interesse do empregador. empregadora de Sorato. nos termos do art. não poderia prescindir dos serviços prestados pelo obreiro durante as duas horas diárias. 49 . Entretanto. No mesmo sentido. é devido novo aviso prévio. nos termos da lei”. ainda que suplente. 30 dias. A CRFB (art. Neste sentido. posto que o mesmo já sabia que não continuaria no emprego. da CLT. se eleito. Literalidade da Súmula 276 do TST. Entretanto. Certo. 7º. não é reconhecida a garantia de emprego se o empregado somente registrou sua candidatura quando já estava préavisado de sua demissão. o empregador resolveu então remunerar como extraordinárias as referidas duas horas. inciso VIII) veda a dispensa do “empregado sindicalizado a partir do registro da candidatura a cargo de direção ou representação sindical e. a Súmula nº 230 do TST. que prevê. 488 da CLT. sendo que optou por sair do trabalho duas horas mais cedo todos os dias. agindo sempre no interesse de sua categoria e. TEMA 11 26 – O dirigente sindical tem garantido o emprego desde o registro da candidatura até um ano após o término do mandato. Neste caso. o direito ao aviso prévio de. ainda que o registro da candidatura tenha ocorrido no curso do aviso prévio. O pedido de dispensa de cumprimento não exime o empregador de pagar o respectivo valor. a Súmula 369 do TST. a garantia de emprego é conferida ao dirigente sindical exatamente para que este não sofra intimidação e coação no exercício de suas funções junto ao sindicato. é exatamente garantir ao empregado a possibilidade de procurar um novo emprego. tendo em vista o princípio da boa-fé que norteia o Direito do Trabalho. em seu art. salvo comprovação de haver o prestador dos serviços obtido novo emprego. Errado. pelo que não poderia ter o mesmo ameaçado pelo empregador. como a “Expresso Encomendas”. tendo em vista que o aviso prévio é tempo de serviço para todos os efeitos. a garantia constitucional perde completamente o objeto. XXI. devendo ser considerado o aviso prévio como não concedido. §3º. muitas vezes.pela Constituição de 1988. no mínimo. Neste sentido. de forma que Sorato laborou por oito horas diárias durante todo o aviso prévio. Sorato está com a razão. A razão de ser da redução da jornada de trabalho ao longo do aviso prévio. se o empregador não concedeu a redução de jornada. Isso posto. o art. salvo se cometer falta grave. Sorato ingressou com reclamação trabalhista perante a Justiça do Trabalho requerendo a indenização do aviso prévio. Dessa forma.

que boa parte da doutrina. pelo que acreditava que teria garantido o emprego até cinco meses após o parto. Neste caso. em face do término do prazo. 28 . visto que a extinção da relação de emprego. não se aplica à doméstica por disposição expressa do parágrafo único do supramencionado art. tendo em vista a extinção da própria empresa. Certo. “não há direito da empregada gestante à estabilidade provisória na hipótese de admissão mediante contrato de experiência. extinta a própria empresa não subsiste qualquer razão de ser à garantia de emprego.324/2006 acrescentou o art. no curso do mandato a empresa foi extinta. não constitui dispensa arbitrária ou sem justa causa.2007 para trabalhar como doméstica em uma residência. A garantia de emprego assegurada ao cipeiro tem por finalidade garantir a participação efetiva do representante dos empregados na CIPA. do ADCT da CRFB/88. Certo. desde o conhecimento do estado gravídico até o termo final do contrato. Literalidade do Súmula 244 do TST. é 75 . tendo sido imediatamente demitida. tendo em vista que o 29 – Evair foi eleito suplente do representante dos empregados na CIPA da empresa “Balança Mas Não Cai”. por oportuno. isto é. Tereza Herrera tem direito à indenização pelo tempo da garantia de emprego. 7º da CRFB/88. 7º. descobriu seu estado gravídico em 15. desde a confirmação da gravidez até cinco meses após o parto. a Súmula 339 do TST.2004. Dulce Rosalina descobriu que estava grávida. 10.03. Dulce Rosalina terá direito à reintegração ao emprego.27 – Dulce Rosalina foi admitida mediante contrato de experiência de 90 dias em 01. estendendo à doméstica a mesma garantia de emprego conferida à gestante pelo ADCT. por sua vez. quando eventualmente venha a contrariar interesses deste. Em princípio não se aplicava à doméstica a garantia de emprego conferida à gestante pelo art. a Lei nº 11. Neste sentido. qual seja. item III).858/1972 (Lei do Doméstico). item II da correto dizer que Evair não terá a estabilidade no emprego. pois o empregador não poderia tê-la demitido em virtude da garantia de emprego assegurada à gestante. Entretanto. tendo em vista que tal dispositivo regulamentou provisoriamente o inciso I do art. pelo que seria vedado ao empregador rescindir antecipadamente o contrato a termo. Depois de um mês trabalhando na empresa. Errado. 4º-A à Lei nº 5.” Observe-se.2007. pois depende da concordância expressa do empregador. Entretanto. o qual. por sua empregadora. Neste caso. entretanto. “b”.A garantia de emprego à gestante só autoriza a reintegração se esta se der durante o período de estabilidade. Observe-se.08. Neste caso. ao final do prazo inicialmente estipulado o empregador procedeu à rescisão do contrato da empregada tendo por motivo “término de contrato”. que a questão da reintegração da gestante imotivadamente demitida é peculiar no caso da doméstica. contratada em 01. entende cabível a garantia de emprego durante o prazo do contrato a termo. sem que sofra coação ou ameaça de represálias por parte do empregador. Dessa forma. Certo. a garantia restringe-se aos salários e demais direitos correspondentes ao período de estabilidade. arbitrariamente e sem justa causa. II. Segundo entendimento sumulado do TST (Súmula 244. Não obstante. Do contrário.01. com a qual nos alinhamos. 30 – Tereza Herrera.

oportunidade na qual firmou com o empregador acordos individuais de compensação e prorrogação da jornada de trabalho. as horas que ultrapassarem a jornada semanal normal deverão ser pagas como horas extraordinárias e. ou seja. Neste caso (“banco de horas”). O Cespe. as receberia como horas extraordinárias. afinal. esta corrente. e não a compensação além da semana. Na hipótese em análise. Assim. seria imprescindível a participação do sindicato. o módulo semanal). pois a prorrogação habitual acabará por extrapolar os próprios módulos legais (que no caso da semana é de 44 horas). o TST entende que “o acordo individual para compensação de horas é válido. Entendemos que. parte expressiva da doutrina trabalhista. que diz que o acordo individual é admitido tanto para pactuar a prorrogação quanto a compensação de jornada. deverá ser pago a mais apenas o adicional por trabalho extraordinário. 76 . o TST considera que “a prestação de horas extras habituais descaracteriza o acordo de compensação de jornada. da mesma forma. TEMA 12 31 – Donizete foi contratado como mensalista para trabalhar na fábrica de chapéus “Pantera Negra”. sem problemas. mais o adicional de 50% em relação às outras quatro horas trabalhadas além da jornada legal diária (em relação a estas. no caso específico da doméstica. Assim. sendo que não trabalharia no sábado. sugiro seja adotada. entendem que o acordo individual seria suficiente apenas para pactuar a compensação semanal. nos termos do item II da Súmula 85. Quanto às demais horas suplementares trabalhadas. Errado.serviço é prestado na casa do empregador. com o adicional de 50% sobre o valor da hora normal. Com efeito. O acordo de prorrogação pode ser individual. Neste sentido. é necessário tecer alguns comentários. Quanto ao final da questão. deveria constar de acordo coletivo de trabalho ou convenção coletiva de trabalho a possibilidade de instituição do banco de horas. são válidos os acordos firmados. com a redução proporcional em outro dia em determinado período de tempo. pois. de segunda a sexta-feira. já considerou correta esta assertiva em prova recente. admite-se o acordo individual tanto para pactuar tanto a prorrogação quanto a compensação de jornada. mediante compensação. em número de 06 (seis) semanais. quanto ao acordo de compensação. também conhecida como “banco de horas”. em provas do Cespe. A idéia da compensação de jornada liga-se à preservação do módulo legal (no caso. portanto estas 4h já foram remuneradas no salário mensal). Nesta hipótese. e no mesmo sentido o Ministério do Trabalho. e esta é asilo inviolável. a prestação habitual (constante) de horas extraordinárias é incompatível com o instituto de compensação de jornada. Nesta hipótese. quanto àquelas destinadas à compensação. de forma que deveria trabalhar dez horas diárias. Não obstante. não é assim que tem se posicionado de forma mais ou menos uniforme o TST.” (Súmula 85. Entretanto. a melhor solução é sempre a conversão da estabilidade em indenização (pagamento dos salários e demais direitos do período da estabilidade). Donizete deveria receber seis horas extraordinárias (hora normal + adicional de 50%). item IV). portanto. salvo se houver norma coletiva em sentido contrário”. não recebe o valor da hora normal pois ele deixou de trabalhar no sábado. mediante a majoração da jornada em determinado dia.

alega que seria devido como tempo extraordinário apenas 40 minutos diários. ao passo que o empregador. As chamadas horas in itinere (também chamadas de jornada de percurso ou horas itinerárias) são devidas. 33 – Se o local de trabalho fica em local de difícil acesso e não servido por transporte público coletivo. Daí se extrai que só são devidas as horas in itinere no trecho não servido por transporte público regular. Ao ser demitido Luís Carlos postulou. prefiram sempre o posicionamento majoritário. 35 – O empregado que trabalha em horário noturno e tem a jornada prorrogada (avançando assim no horário diurno). o referido dispositivo foi alterado pela Lei nº 11. Se parte do trecho é servida por transporte público regular. do TST. tanto na ida quanto na volta. especialmente do TST. pois o intervalo intrajornada gozado a menor é considerado pela jurisprudência majoritária como não gozado. 77 . o tempo despendido até aí não será computado na jornada. criticada por parte da doutrina. pela literalidade da Súmula 60. obrigatoriamente. entretanto. se o local de trabalho fica em local de difícil acesso ou não servido por transporte público. 34 – Luís Carlos laborou durante dois anos na empresa “Winck Publicidade e Propaganda”. com o domingo.101/2000. Neste sentido. era a regra na redação original do parágrafo único do art. Errado. Para fins de concurso. o tempo despendido pelo empregado até o local de trabalho. sendo que deve. sendo que ao longo de todo o período cumpriu jornada de oito horas. pelo menos uma vez no período máximo de três semanas. desde que o empregador forneça a condução. passando a dispor que “o repouso semanal remunerado deverá coincidir. será computado integralmente na jornada de trabalho. 6º da Lei nº 10. isto é. Esta proporção. e o empregador fornece a condução. Certo. Neste sentido. o item IV da Súmula 90 do TST. qualquer que seja o ponto de partida da condução. item II. porém lhe foi concedido intervalo para descanso ou refeição de apenas 20 minutos. a OJ nº 307 da SBDI-1 do TST. na Justiça do Trabalho. Esta matéria já foi objeto de várias questões do Cespe. tendo em vista que o empregado havia gozado efetivamente os outros 20 minutos. Certo. coincidir com o domingo uma vez a cada quatro semanas trabalhadas. Portanto.603/2007. Entretanto. uma hora diária. de um descanso semanal coincidindo com o domingo a cada quatro semanas trabalhadas. nos termos do art. o pagamento de horas extraordinárias correspondentes à totalidade do intervalo intrajornada devido. sob o argumento de que a uma irregularidade mais grave (não concessão de nenhum intervalo) é imputada a mesma pena que a uma irregularidade menos grave (concessão parcial do intervalo). tem estas horas laboradas em horário diurno remuneradas como noturnas. atualmente o descanso semanal deve coincidir com o domingo no mínimo a cada três semanas. A posição é. razão pela qual é devido integralmente como hora extraordinária. em contestação. Neste caso.32 – O repouso semanal remunerado deve ser concedido preferencialmente aos domingos. 58 da CLT. respeitadas as demais normas de proteção ao trabalho e outras a serem estipuladas em negociação coletiva”. Errado. tem razão o empregado.

é correto dizer que Evair perdeu o direito às férias relativas a tal período. 40 – No caso de um empregado público. deve ser remunerado proporcionalmente. a redução salarial admitida no art. como forma de se garantir o salário mínimo hora a todos os empregados. pois do contrário a redução teria por objetivo enriquecer ilicitamente o empregador. Neste sentido. Na verdade. O salário mínimo é estipulado para o módulo mensal de trabalho de 220 horas (22h semanais). somente será possível a redução dos salários com a correspondente redução da jornada. 38 – Ao empregado contratado para trabalhar em meio período (22 horas semanais). VI. nem ser substituído por decisão judicial. a redução temporária dos salários. tendo em vista a garantia do salário mínimo como direito do trabalhador (art. Neste caso. em que os empregados recebem salário mínimo. se o empregado é contratado para prestar serviços em tempo menor que o módulo mensal de 220 horas. 7º. 130 da CLT dispõe sobre a repercussão das faltas no número de dias de férias a que o empregado tem direito. da CRFB). Errado. No caso. Certo. Como a última faixa prevista é do direito de 12 dias corridos de férias para os empregados que tiverem faltado de 24 a 32 vezes (inciso IV). Certo. Assim. a doutrina entende que o 78 . a fim de preservar os empregos. que é também o piso da categoria estipulado pela convenção coletiva de trabalho. desde que a soma de todas as parcelas de natureza salarial não seja inferior ao salário mínimo. Com a crise econômica que assola o país.TEMA 13 36 – Não viola a Constituição o estabelecimento de remuneração inferior ao salário mínimo para as praças prestadoras de serviço militar inicial. a partir do permissivo do art. Certo. e não preservar os postos de trabalho. O art. tendo em vista ser este o patamar remuneratório mínimo admissível no direito brasileiro. da CRFB (redução salarial TEMA 14 41 – Evair faltou ao trabalho injustificadamente 35 vezes durante o seu primeiro período aquisitivo de férias. Súmula prevista em instrumento coletivo). Literalidade da Vinculante nº 6. IV. Errado. do STF. 7º. eventual redução salarial somente seria possível com a correspondente redução da jornada. da CRFB sempre pressupõe redução correspondente da jornada. Ainda mais neste caso. 7º. determinado empregador procura o sindicato e propõe. Neste caso. O salário mínimo pode ser utilizado como indexador em uma única hipótese: nos casos previstos na Constituição. VI. 37 – Em nenhuma hipótese o salário mínimo pode ser usado como indexador de base de cálculo de vantagem de servidor público ou de empregado. Literalidade da OJ nº 272 da SBDI-1 do TST. a Súmula Vinculante nº 4 do STF. mediante o cálculo do salário mínimo/hora. é garantido o salário mínimo. o empregado que trabalha meio período terá assegurado o recebimento de meio salário mínimo. é lícito que o salário-base seja fixado em valor inferior ao do salário mínimo. 39 – Imagine-se a hipótese em que os empregados de determinada empresa recebam salário mínimo. Certo.

dispõe que não será considerada falta ao serviço. Pedro esteve afastado da empresa em decorrência de acidente de trabalho. dispõe que “durante as férias. Não obstante. 44 – Se a empresa concede férias coletivas a todos os seus empregados.2007. Logo. Pedro terá contado. trabalha como motorista de caminhão boiadeiro das 8h às 17h. 131. da CLT. embora descontínuos. na primeira.número de faltas superior a 32 implica na perda do direito às férias. III. 136 da CLT. ainda que os períodos de afastamento sejam descontínuos o empregado perde o direito às férias se permaneceu afastado por mais de 6 meses. 140 da CLT. com uma hora de intervalo para repouso ou alimentação. “a época da concessão das férias será a que melhor consulte aos interesses do empregador. Pedro não terá direito às férias referentes ao período mencionado. tendo retornado ao trabalho em 05. Como a empresa de transporte lhe avisou que suas férias seriam concedidas no mês de dezembro/2008. para fins de aquisição de férias. a exclusividade não é característica da relação de emprego.2008. e não há vedação legal ao trabalho durante as férias. Marco Antonio solicitou ao dono da lanchonete que também lhe concedesse férias no mesmo período.09. Marco Antonio não tem razão. a ausência do empregado por motivo de acidente de trabalho ou de enfermidade. por sua vez. conforme sua conveniência. as lesões sofridas voltaram a acarretar a Pedro a incapacidade temporária para o exercício de suas funções. Convém sempre lembrar que a lei não veda tal prática! Com efeito. Nos termos do art. das 19h às 23h. O art. o empregado não poderá prestar serviços a outro empregador. alegando que seu trabalho era imprescindível para a empresa nesta época do ano. pois no período de verão o movimento do estabelecimento é maior. Nos termos do art.2007 a 30. salvo se o empregado tiver percebido da Previdência Social prestações de acidente de trabalho ou de auxílio doença pro mais de 6 meses. desde que o empregado esteja obrigado por contrato. 42 – Pedro foi admitido na empresa “Carrinhos Azul Celeste” em 01. na oportunidade (da concessão das férias 79 . salvo se estiver obrigado a fazê-lo em virtude de contrato de trabalho regularmente mantido com aquele. Neste caso.2007.01. por sua vez. todo o período desde a sua admissão. tendo em vista o afastamento ter sido provocado por acidente de trabalho. os empregados contratados há menos de doze meses gozarão. Na segunda. Errado.07. em virtude do que o trabalhador voltou a se afastar. para o efeito da aquisição de férias. trabalha como segurança em uma lanchonete. desta vez no período de 15.07.” O art. No caso. negou o pedido de Marco Antonio.05. em relação àqueles que ainda não completaram o período aquisitivo de férias ela pode compensar os dias gozados a mais no próximo período de férias.” Outra particularidade importante do enunciado é a prestação de serviços a mais de um empregador. 43 – Marco Antonio mantém contrato de trabalho com duas empresas simultaneamente. Dessa forma. sob o argumento de que a lei vedaria qualquer trabalho durante o período destinado ao gozo de férias. pois cabe ao empregador fixar o período de gozo das férias. Certo. bem como pelo fato de que os períodos de afastamento foram descontínuos. No período de 02. sendo que.2007.2007 a 04. Errado. 138 da CLT.03. pelo mesmo motivo. por sua vez. O dono da lanchonete.

iniciando-se. Certo. uma: ou o empregador concede a parcela proporcional de férias devida e determina o retorno antecipado do empregado ao trabalho (antes do término das férias dos demais). Assim. Caso as diárias para viagem ultrapassem o limite de 50% do salário do empregado. Neste sentido. somente após este prazo pode-se dizer que existe lesão pela não concessão das férias. 462. em uma única verba. como. portanto. como o prazo prescricional tem início. No sentido da impossibilidade de estipulação do salário complessivo. Acácio recebeu. Art. verificar se excederam ou não de 50% do salário. e normalmente viaja a serviço. Em nenhuma hipótese. por mês. adicional noturno. Errado. Assim. férias proporcionais. Lembre-se ainda que. etc. várias rubricas distintas. pode-se admitir a compensação destes períodos de gozo. deve-se somar o total de diárias recebidas no mês e. qual seja. somente a partir do final do prazo concessivo começa a correr o prazo prescricional para reclamar a não concessão de férias. o art. ainda que uma TEMA 15 46 – É permitido o desconto do salário do empregado do valor relativo ao dano por este provocado. Literalidade da Súmula 10 do TST. valor excedente de 50% do salário contratual do empregado.600. salário. 49 – Acácio recebe salário de R$1. 47 – É assegurado aos professores o pagamento dos salários no período de férias escolares. Errado.000.00. no exemplo. terá natureza salarial o valor mensal de R$200. por exemplo. Se despedido sem justa causa ao terminar o ano letivo 80 . se a possibilidade do desconto foi expressamente prevista no contrato de trabalho. novo período aquisitivo. a partir da lesão. nos termos da Súmula 318 do TST. mais R$1. elas passam a integrar o salário em sua totalidade. recebendo para tal diárias de viagem. Assim. Entende-se por salário complessivo aquele que engloba. isto é. a Súmula 101 do TST. das duas. além de seu salário.00. 45 – O marco inicial da contagem da prescrição do direito às férias coincide com o último dia dos doze meses do período aquisitivo. no caso de culpa. horas extras. Como as férias podem ser concedidas nos doze meses subseqüentes ao período aquisitivo. 48 – O direito brasileiro veda a estipulação do chamado salário complessivo. Nesta hipótese. então. então.00 a título de diárias de viagem. e não somente aquele quantum que excedeu de 50%. Em uma viagem a serviço pelo interior do país. com duração de 3 meses. a jurisprudência é remansosa. ou estes dias gozados a mais são considerados como licençaremunerada (tempo à disposição do empregador). faz jus aos referidos salários. ou no curso dessas férias. desde que tenha agido dolosamente ou. o valor de uma diária em relação ao salário/dia. Certo. entretanto. conforme a Súmula 91 do TST. Assim. os R$1. Certo. Neste sentido. em regra.coletivas). Não interessa. da CLT. §1º.000. 149 da CLT.00 pagos a título de diária para viagem passam a integrar o salário do empregado enquanto dure a viagem. a integração das diárias no salário deve ser apurada mensalmente.

461. IV. integrando a remuneração do empregado para todos os efeitos legais. dispõe o referido item que “é desnecessário que. 77 – Na hipótese anterior. por sua vez. trabalho de igual valor.2005 e desde 18. O objetivo da regra é óbvio: incentivar a concessão de benefícios pelo empregador. Dispõe o art. tem caráter salarial. hoje tal dúvida não mais subsiste. deixava dúvidas quanto a se referir ao tempo de serviço no emprego ou na função.00. cargo que ocupa até hoje recebendo. item II. é requisito da equiparação salarial que paradigma e paragonado (que é o empregado que requer a equiparação) não tenham diferença de “tempo de serviço” superior a dois anos. a Súmula nº 06. 458. é correto dizer que. R$1.05. adotando-se como paradigma o salário de Ana para a função de supervisora de estoque. da CLT.00. para fins de equiparação salarial.03. devem o paradigma e o paragonado exercerem a mesma função simultaneamente. Para que se configure a hipótese de equiparação salarial. quase quatro vezes maior que o salário/dia. Se a empresa contratou Luiza para exercer a função de supervisora de estoque aos 23. não for pago mais de R$800. Neste sentido.2005.09. Beatriz. há que se aplicar a isonomia salarial. ao passo que não há diferença de tempo de serviço de mais de dois anos entre as duas. Errado. conta-se o tempo de serviço na função. portanto. Em 18. O vale refeição fornecido por força do contrato de trabalho tem realmente natureza salarial. Neste caso. imagine-se que Ana e Beatriz tenham sido demitidas.00 (metade do salário do empregado) a título de diárias. §2º. com igual produtividade e mesma perfeição técnica.O vale para refeição e o plano de saúde fornecidos pelo empregador por força do contrato de trabalho. salário de R$1.2009. Errado. Atualmente é pacífico que.09. desde que o pedido TEMA 16 76 – Ana trabalha como supervisora de estoque na empresa “Alfa”. reclamante e paradigma estejam a serviço do estabelecimento.diária corresponda a R$200. prestado ao mesmo empregador. tendo sido admitida na empresa aos 15.03. sendo.2008 Beatriz foi promovida à função de supervisora de estoque. Com efeito.00. ainda assim não terá natureza salarial se.800. Se é certo que há algum tempo a expressão “tempo de serviço”. na mesma localidade. e não no emprego. da CLT. conforme a Súmula 241 do TST. do TST.2009 e 09. Tomem cuidado com o item III da Súmula 6 do TST.05. sendo incabível a equiparação em relação a cargo vago.2009. nos termos do art. como Ana e Beatriz tem mais de dois anos de diferença de tempo de serviço na mesma função (desde 15.00.2008. Dessa forma. o plano de saúde concedido pelo empregador não tem natureza salarial. tendo em vista que a Luiza terá direito à equiparação com Beatriz. 50 . neste caso.500. 81 . no mês. foi admitida na mesma empresa “Alfa” em 01. já na referida função.2005. no mínimo. se o trabalho de Ana e de Beatriz apresenta a mesma perfeição técnica e a mesma produtividade. respectivamente). O salário de Ana é atualmente de R$1.03.03. Entretanto. que além dos requisitos de idêntica função. é correto dizer que o salário de Luiza deverá ser de. ao tempo da reclamação sobre equiparação salarial. na função de auxiliar de estoque. §1º. Errado. atualmente. não há se falar em direito a equiparação de Beatriz a Ana. respectivamente aos 02.500.

ou a municípios distintos que. esta vedação deve ser entendida com ressalvas. pois ali estão compilados quase todos os detalhes a respeito do instituto da equiparação salarial. Depois de um ano na função. Nos termos do item I da Súmula 275 do TST. § 1º. Dessa forma. Literalidade da OJ nº 252 da SBDI-1 do TST. contados do ajuizamento da ação. pertençam à mesma região metropolitana. Certo. e tendo em vista ter adquirido a confiança do gerente do estabelecimento. ao mesmo município. 80 – Gabriel foi contratado como vendedor em uma pequena loja de materiais de construção. TEMA 17 81 – Márcia foi contratada como doméstica para cuidar dos jardins de uma mansão. Isso quer dizer que se reclamante (paragonado) e paradigma trabalharam em algum momento na mesma função (“situação pretérita”). pois já se passaram mais de cinco anos desde a ocorrência do desvio. Depois de um ano 82 . equipara-se a empregador privado. e por fundamento idêntico. 79 – A vedação da equiparação salarial entre servidores públicos não alcança os empregados de sociedade de economia mista. para fins de concurso público. autárquica e fundacional. alcançando apenas as diferenças vencidas há mais de cinco anos. XIII. da CF/1988. 173. Em primeiro lugar é importante ressaltar que. Certo. entretanto. a prescrição só alcança as diferenças salariais vencidas no período de 5 (cinco) anos que precedeu o ajuizamento”. e cumpridos os demais requisitos do art. 37. O objetivo da OJ é vedar a equiparação salarial entre servidores que ocupam carreiras distintas ou cargos diferentes. Obviamente seria inconstitucional defender que servidores que estão em situações idênticas pudessem ser tratados de forma diferente. “na ação que objetive corrigir desvio funcional. Em relação aos empregados das sociedades de economia mista. também se aplica aos empregados de empresa pública. pois. não importa que um deles (ou os dois) não esteja mais em atividade na empresa no momento da propositura da ação. da CRFB/88. há que se ter em mente que esta vedação se refere somente aos servidores públicos da administração direta. XIII. foi designado para exercer a função de motorista sem. 461.O conceito de "mesma localidade" de que trata o art. comprovadamente. a memorização da Súmula nº 06 do TST é imprescindível. consoante a melhor doutrina. Considerando que Gabriel trabalha na empresa há dez anos. experimentar qualquer alteração salarial. 37. 78 . da CF/1988”. em princípio. 461 da CLT refere-se. ao contratar empregados sob o regime da CLT. Observe-se que.se relacione com situação pretérita”. dispõe a OJ nº 353 da SBDI-1 do TST que “não se aplica a vedação à equiparação prevista no art. conforme disposto no art. Errado. é correto dizer que estará prescrita toda e qualquer pretensão às diferenças salariais decorrentes do desvio de função. O mesmo raciocínio. Em segundo lugar. pois isto feriria de morte o princípio da igualdade. Quando da contratação ficou acertado que o empregador recolheria o FGTS. II. A OJ nº 297 da SBDI-1 do TST veda a equiparação salarial entre servidores públicos com base no disposto no art. a prescrição da pretensão às diferenças salariais decorrentes de desvio de função é parcial.

este último benefício desde que inscrita no regime do FGTS em quinze dos vinte e quatro últimos meses anteriores à despedida. até que o mesmo possa se reinserir no mercado de trabalho. inclusive a relativa à indenização compensatória (40%) devida no caso de dispensa sem justa causa. 6º-A. §1º. esta opção torna-se irretratável. desde que o empregador tenha feito a opção pela inclusão do empregado no regime do FGTS e desde que este empregado tenha trabalhado como doméstico. A questão aborda três informações distintas. o art. §5º. No mesmo sentido. Errado. à multa compensatória do tempo de serviço e ao seguro-desemprego. o empregador deixou de fazê-lo. aplicam-se todas as regras deste regime. sob o argumento de que o recolhimento de FGTS é facultativo ao empregador doméstico. bem como o valor relativo ao recolhimento de FGTS de todo o período laboral. no regime do FGTS. o empregado doméstico faz jus ao benefício do seguro-desemprego. o recolhimento pelo empregador doméstico é facultativo art. Se o empregador doméstico opta pela inclusão do empregado no regime do FGTS. 83 .036/1990.É trintenária a prescrição do direito de reclamar contra o não recolhimento da contribuição para o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço. bem como todos aqueles que prestem serviço de natureza contínua e de finalidade não lucrativa à pessoa ou à família no âmbito residencial destas (art. a babá.859/1972). notadamente do Cespe. como de fato o é. Neste caso. Quanto ao FGTS. esta questão normalmente é bastante explorada em concursos. da Lei nº 5. da Lei nº 8. 82 – O empregado que pede demissão pode sacar o FGTS. durante quinze meses dos últimos vinte e quatro meses anteriores à dispensa sem justa causa (art. 20 da Lei nº 8. 83 . não há que se falar em saque do FGTS. Andrade ingressa imediatamente com ação trabalhista cobrando o pagamento das horas extraordinárias dos últimos cinco anos. Literalidade da Súmula nº 95 do TST. Apesar de parecer simples. Certo. porém uma vez que o empregado é inscrito no regime do FGTS e um recolhimento é efetuado.859/1972). nunca remunerada pelo empregador.efetuando os recolhimentos mensais de FGTS regularmente. como o pode o motorista. Ao ser demitido. Certo. o pleito de Andrade deve ser integralmente deferido.036/1990 e a Súmula 362 do TST. 1º da Lei nº 5. Dessa forma. E a possibilidade é contrária ao próprio sentido do Fundo. se for demitida sem justa causa Márcia fará jus aos recolhimentos em atraso do FGTS. Neste caso. o qual não contempla a despedida a pedido. As hipóteses de movimentação da conta vinculada do FGTS (saque) estão expressamente previstas no art. 3º-A da Lei nº 5. que é exatamente garantir a subsistência do empregado que perde inesperadamente seu emprego. 84 – Andrade laborou para empresa “Volante de Ouro” durante 20 anos. se o empregado pede demissão por livre e espontânea vontade. razão pela qual não será lícito ao empregador deixar de efetuar os recolhimentos. o caseiro do sítio.859/1972). sendo que ao longo de todo o período em que prestou serviços laborou em sobrejornada. Por fim. sob o argumento de que a prescrição do FGTS é trintenária. 23. Em primeiro lugar é importante ressaltar que o jardineiro pode sim ser empregado doméstico.

Errado. Em que pese ser trintenária a prescrição do FGTS, conforme estudado na questão anterior, tal regra não se aplica nos casos em que o pleito de FGTS é acessório, isto é, baseia-se no deferimento de outra parcela, a qual se sujeita à prescrição geral trabalhista (cinco anos). No caso, somente há que se falar em FGTS (conforme o enunciado da questão), se for deferido o pleito referente às horas extraordinárias trabalhadas e não pagas. Nesta hipótese, o acessório segue o principal, e não haverá que se deferir o FGTS incidente sobre as horas extras já prescritas. Neste sentido, a Súmula 206 do TST. 85 – Considere a seguinte situação hipotética. André continuou prestando serviço à empresa mesmo depois de aposentar-se espontaneamente. Sob esse argumento, ao ser demitido sem justa causa, algum tempo depois, requereu de seu empregador o pagamento da multa de 40% do FGTS relativamente a todo o período trabalhado, inclusive aquele período anterior à aposentadoria. Nessa situação, a argumentação para sua pretensão revela-se improcedente, razão por que o empregador deve negar o pleito de André, pagando ao empregado a multa de 40% somente sobre os depósitos posteriores à aposentadoria. Errado. Esta questão foi adaptada de uma questão cobrada pelo Cespe na prova para Analista de Assuntos Jurídicos do SERPRO, em 2004. Na época, o gabarito era “certo”. Porém, atenção: mudou o entendimento!!! Até bem pouco tempo o entendimento uniforme era no sentido de que a aposentadoria espontânea extinguia o contrato de trabalho, razão pela qual, no caso, o empregado não teria direito à indenização compensatória (multa de 40%) sobre o período anterior à aposentadoria. Entretanto, o STF alterou este entendimento,

passando a julgar que a aposentadoria espontânea não extingue o contrato de emprego. Logo, mudou também a solução da questão. Com base neste novo entendimento, o TST editou recentemente a OJ nº 361 da SBDI-1 do TST.

TEMA 18 86 – A lei assegura ao trabalhador o direito de ação quanto a créditos resultantes da relação de trabalho no prazo de dois anos contados da extinção do contrato, quando então poderá reclamar os créditos referentes aos últimos cincos anos do contrato. Errado. O prazo prescricional trabalhista (regra geral) é de “cinco anos para os trabalhadores urbanos e rurais, até o limite de dois anos após a extinção do contrato” (art. 7º, XXIX, da CRFB). Entretanto, os cinco anos não são contados desde a extinção do contrato (ou seja, os cinco últimos anos do contrato de trabalho), e sim desde o ajuizamento da ação. Dessa forma, se a ação for ajuizada no último dia do prazo bienal, o empregado só poderá reclamar os últimos três anos do contrato de trabalho. 87 – Lucas foi admitido na condição de aprendiz, logo que completou 14 anos, em uma empresa de assessoria contábil. Lucas trabalhou um ano para a empresa, mas como não recebeu o décimo terceiro salário, não recebia vale-transporte e não tinha o FGTS regularmente recolhido, resolveu pedir demissão. Ao completar 19 anos Lucas resolveu ajuizar ação reclamando os créditos decorrentes da referida relação de emprego. Neste caso, a pretensão de Lucas está prescrita, posto que passados mais de

84

dois anos da extinção do contrato de trabalho. Errado. Nos termos do disposto no art. 440 da CLT, não corre prescrição contra o menor de 18 anos. A menoridade é uma das causas impeditivas do curso da prescrição. Dessa forma, o prazo prescricional somente começa a contar, para Lucas, quando o mesmo completou 18 anos, razão pela qual a pretensão não se encontra prescrita. 88 – Tratando-se de ação que envolva pedido de prestações sucessivas decorrente de alteração do pactuado, a prescrição é total, exceto quando o direito à parcela esteja também assegurado por preceito de lei. Certo. Literalidade da Súmula 294 do TST. 89 – O prazo prescricional das férias tem seu termo inicial no final do período concessivo de férias. Certo. O marco inicial do prazo prescricional é, em regra, o momento da lesão ao direito. Dessa forma, como as férias são adquiridas ao longo de 12 meses de trabalho, porém devem ser concedidas nos 12 meses subseqüentes (período concessivo), somente ao final deste período concessivo pode-se falar em lesão ao direito, razão pela qual começa aí a contagem do prazo prescricional. Neste sentido o art. 149 da CLT. 90 – O prazo prescricional para ajuizamento do inquérito para apuração de falta grave é de 30 dias. Errado. O prazo de 30 dias para ajuizamento do inquérito para apuração de falta grave a que alude o art. 853 da CLT é decadencial, e não prescricional. Neste sentido, a Súmula 62 do TST e a Súmula 403 do STF.

TEMA 19 91 – Os titulares da representação dos empregados nas CIPA(s) não poderão sofrer despedida arbitrária, entendendo-se como tal a que não se fundar em motivo disciplinar, técnico, econômico ou financeiro. Certo. Literalidade do art. 165, caput, da CLT. A “estabilidade” conferida ao cipeiro é classificada como relativa, tendo em vista que a lei veda a despedida arbitrária, somente. Se ocorrer motivo disciplinar, técnico, econômico ou financeiro, pode o empregador demitir o cipeiro. Neste caso, se o empregado demitido ajuizar reclamação trabalhista questionando a demissão, cabe ao empregador comprovar a real ocorrência do motivo, sob pena de ser condenado à reintegração do empregado (art. 165, parágrafo único, da CLT). 92 – Na eleição para representante dos empregados na CIPA poderão participar somente os empregados regularmente filiados ao sindicato da categoria profissional. Errado. O art. 164, §2º, da CLT, dispõe que “os representantes dos empregados, titulares e suplentes, serão eleitos em escrutínio secreto, do qual participem, independentemente de filiação sindical, exclusivamente os empregados interessados”. 93 – Fernando trabalhava em condições insalubres e percebia o adicional de insalubridade. Após inspeção do Ministério do Trabalho, o empregador adotou diversas medidas no sentido da melhoria das condições de trabalho, dentre as quais a elaboração e implementação do Programa de Prevenção de Riscos Ambientais - PPRA, a partir do qual o agente insalubre foi eliminado pela utilização de sistema de proteção coletiva e pela utilização de equipamentos de proteção individual pelos empregados. Neste caso, é lícito

85

ao empregador deixar de pagar a Fernando o adicional de insalubridade, não configurando tal prática alteração lesiva do contrato de trabalho ou redução salarial. Certo. A função do adicional de insalubridade é, por um lado, compensar o trabalhador por laborar em condições mais adversas a sua saúde, e por outro lado estimular o empregador, mediante o aumento do custo da mão-de-obra, a adotar medidas que melhorem o ambiente de trabalho. Dessa forma, o pagamento do adicional de insalubridade não é um fim em si mesmo, ou seja, a questão não é econômica. Ainda que, pela realidade de baixos salários vivenciada no Brasil, muitas vezes o adicional acabe por “complementar a renda” do trabalhador, não é esta a sua função e o seu objetivo. Dessa forma, é lícito (e desejável) que o empregador deixe de pagar o adicional, bastando para tal que o agente insalubre seja eliminado. Neste sentido, o artigo 194 da CLT, e as Súmulas nº 80 e 248 do TST. 94 – Adhemir laborou durante vários anos em uma indústria, sem nunca ter recebido o adicional de insalubridade. Ao ser demitido, ajuizou reclamação trabalhista postulando o recebimento do adicional de insalubridade, alegando na inicial que o ambiente de trabalho era insalubre em face do excesso de ruído. Realizada a perícia, constatou-se que o ambiente de trabalho em que Adhemir trabalhava era realmente insalubre, mas não pelo agente ruído, e sim pela presença de agente químico decorrente do desprendimento de gases de solventes utilizados na cadeia produtiva. Neste caso, o Juiz deve julgar improcedente o pedido de pagamento do adicional de insalubridade, tendo em vista que o empregado indicou agente diverso daquele efetivamente existente.

Errado. Nos termos da Súmula nº 293 do TST, “a verificação mediante perícia de prestação de serviços em condições nocivas, considerado agente insalubre diverso do apontado na inicial, não prejudica o pedido de adicional de insalubridade”. 95 - São consideradas atividades ou operações perigosas, na forma da regulamentação aprovada pelo Ministério do Trabalho, aquelas que, por sua natureza ou métodos de trabalho, impliquem o contato permanente com inflamáveis ou explosivos em condições de risco acentuado. Dessa forma, Acácio, frentista de posto de gasolina, tem direito ao adicional de periculosidade. Certo. A primeira parte é a transcrição literal do art. 193, caput, da CLT. A regulamentação aprovada pelo Ministério do Trabalho e Emprego é a NR-16, que indica as atividades e operações perigosas. O Anexo II, Quadro 3, da NR-16, faz referência à atividade de “operação em postos de serviço e bombas de abastecimento de inflamáveis líquidos” como sendo atividade perigosa. A periculosidade da atividade do frentista encontra-se ainda pacificada na jurisprudência, conforme Súmula nº 39 do TST.

TEMA 20 96 – Ao menor é vedado o trabalho em locais insalubres e/ou perigosos, bem como o trabalho noturno e a realização de horas extraordinárias, exceto, neste último caso, na hipótese de compensação de horas ou por motivo de força maior, quando o trabalho do menor for imprescindível ao funcionamento do estabelecimento. Certo. O art. 405, I, da CLT, veda o trabalho do menor em atividades insalubres ou perigosas. O art. 404, por sua vez, veda o trabalho noturno,

86

não recebeu o valor prometido pelo empregador a seus pais. Não fosse assim. a partir dos 14 anos. Com efeito. Ao contrário. 98 – Lucas se casou aos dezesseis anos e. foi contratado para trabalhar na colheita do feijão em uma propriedade rural no norte de Minas Gerais. Errado.g. Por fim. Ao contrário. por motivo de força maior. as normas de proteção ao trabalho do menor levam em consideração as condições físicas e psíquicas do menor. o art. Da mesma forma. Assim. a fim de garantir o crescimento saudável e equilibrado do trabalhador. um matador de aluguel não pode. 8º. 97 – Pedro Henrique. tendo em vista a impossibilidade de devolver a energia de trabalho despendida. não se aplica a legislação comum. trabalho ilícito) produz efeitos ex tunc. nos termos do disposto no art. obviamente. que contava com 12 anos de idade. Neste caso. não gera direitos ao obreiro. recorrer à Justiça do Trabalho pleiteando “seus direitos”. se a nulidade é relativa (v. insalubre ou perigoso aos menores de dezoito anos. desde que o trabalho do menor seja imprescindível ao funcionamento do estabelecimento. parágrafo único. ou seja. Em uma passagem rápida. o negócio é anulado a partir da sentença. é correto dizer que Lucas pode trabalhar em horário noturno. Certo. 99 – Ao responsável legal do menor é facultado pleitear a extinção do contrato de trabalho.assim considerado aquele executado no período compreendido entre as 22h e as 5h. da CRFB. tendo em vista que é proibido o trabalho de menores de 16 anos. não importando se o menor tenha eventualmente se emancipado. como a CLT tem regra expressa sobre a menoridade. Errado. ainda que não tenha completado dezoito anos. Ao final da safra. podemos dizer que a decisão que anula o negócio jurídico eivado por nulidade absoluta (v. ou seja. da CLT. 5º do Código Civil Brasileiro) com a menoridade trabalhista. e como tal não pode merecer a proteção da lei. Dessa forma. excepcionalmente. XXXIII. Não se confunde a capacidade civil (art. obteve a emancipação.g. das 87 . desde que o serviço possa acarretar para ele prejuízos de ordem física ou moral. 100 – Rafael tem 16 anos e foi contratado como atendente em uma lan house para trabalhar quatro horas por dia. o critério da CLT é cronológico. salvo na condição de aprendiz. posto que esta somente se aplica no âmbito trabalhista subsidiariamente. Neste caso. no caso do trabalho proibido a regra é a garantia de todos os direitos trabalhistas ao obreiro. veda o trabalho noturno. de segunda a sábado. Literalidade do art. dele não decorrendo nenhum efeito entre as partes. Ademais. o negócio é anulado desde a sua constituição. A solução da questão se dá pela noção da repercussão financeira da execução do trabalho ilícito e do trabalho proibido. exceto nos casos de compensação de horas e. o empregador se beneficiaria da própria torpeza ao contratar menores. 413 da CLT dispõe que é vedado prorrogar a duração normal do trabalho do menor. nos termos da lei civil. em regra. 7º. de forma a protegê-lo de condições mais adversas de trabalho. podemos dizer que o trabalho ilícito. 408 da CLT. posto que a própria atividade é ilegal. Isto posto. é correto dizer que Pedro Henrique não tem direito a qualquer verba. trabalho proibido). o art. a decisão que anula o negócio jurídico produz efeitos ex nunc. surtindo os efeitos normais em relação ao período anterior.

No caso. e tendo em vista a atividade desenvolvida pela empresa. Errado. tendo em vista que a CRFB protege igualmente homens e mulheres. assim o exigir”. A garantia de emprego conferida à gestante é norma de ordem pública. garantia constitucional inclusive. um empregado maior pode ter dois (ou mais) empregos. independentemente do número de horas resultante da soma entre as horas trabalhadas em cada estabelecimento. da CLT. da CLT. 373-A. anúncio de emprego para a função de faxineira. O art. 102 – É nula a cláusula que estabelece a possibilidade de renúncia à garantia de emprego conferida à gestante. a revista íntima no local de trabalho. Nos termos do art. a conduta do empregador não pode ser considerada discriminatória. salvo quando a natureza da atividade a ser exercida. indenização por dano moral. sempre ao final da jornada. Ana Carolina tem direito à rescisão indireta do contrato de trabalho (art. e garante a ambos o direito à intimidade. desde que haja compatibilidade de horários. Neste caso. 414 da CLT. sua observância é obrigatória (norma imperativa ou cogente). Isto quer dizer que a soma das jornadas de trabalho do menor em cada estabelecimento não podem ultrapassar o máximo diário. poderia ele. o nascituro. Ao contrário. como Rafael estuda à noite. 373-A. a fim de que lhe seja assegurada condição adequada de nutrição e desenvolvimento (subsistência) durante os primeiros meses de vida. será admissível a conduta do empregador desde que a revista seja feita por pessoa do sexo feminino e que sejam adotados procedimentos com vistas a minimizar o constrangimento do ato. 373-A. em jornal de grande circulação. “quando o menor de 18 (dezoito) anos for empregado em mais de um estabelecimento. A revista íntima constitui afronta à dignidade da trabalhadora e não se compatibiliza os direitos fundamentais garantidos constitucionalmente. aos homens. não podendo ser afastada pela vontade das partes ou por previsão em norma coletiva.13h às 17h. Certo. que é de oito horas. V. Dessa forma. o objeto de proteção da lei é. por analogia. A revista íntima das empregadas é expressamente vedada pelo art. à cor ou situação familiar. da CLT. como norma de ordem pública. antes de sair do prédio da empresa. Neste caso. estabelecendo como condição para contratação que o candidato fosse do sexo feminino. as horas de trabalho em cada um serão totalizadas”. Assim. de 7h às 12h. de acordo com a legislação em vigor. a regra é a vedação TEMA 21 101 – Ana Carolina trabalha em uma indústria de jóias semipreciosas e é submetida. Errado. Neste sentido. de segunda a sábado. V. no caso. Importante ressaltar ainda que tal dispositivo celetista (art. tendo em vista que a vaga seria para manutenção da higienização dos banheiros femininos do shopping. Certo. assim como as demais colegas de trabalho. pública e notoriamente. pode (e deve.Determinado shopping center fez publicar. Ademais. dispõe que “é vedado publicar ou fazer publicar anúncio de emprego no qual haja referência ao sexo. a OJ nº 30 da SDC do TST. I. Nesta hipótese. segundo nosso entendimento) ser estendido. não obstante seja dirigido apenas às mulheres. à idade. 103 . trabalhar em um supermercado. 483) e a eventual 88 .

por razões óbvias. TEMA 22 106 – Acordo coletivo de trabalho é o instrumento oriundo da negociação coletiva mediante o qual os sindicatos representativos das partes envolvidas (empregadores e empregados) estabelecem condições de trabalho para a respectiva categoria. como regra. do termo final do contrato. com vistas a receber salários de longo período não trabalhado. 107 – Imagine-se a seguinte hipótese: há vários anos existe em Ipojuca/PE o Sindicato dos Trabalhadores nos Hotéis. tendo em vista que fazia jus à garantia de emprego prevista no art. nos termos da lei. abrirse-ia espaço para a empregada. Regina ingressou com reclamação trabalhista requerendo a reintegração ao emprego e o pagamento de salários e demais direitos do período em que permaneceu afastada de suas atividades. Sílvia terá direito à reintegração ao emprego ou indenização equivalente. O instrumento coletivo firmado entre sindicatos é a convenção coletiva de trabalho. Certo.aos anúncios discriminatórios. No 60º dia do contrato Sílvia descobriu que estava grávida de três semanas. Neste sentido. a Súmula 244. 10. do TST. não é compatível com os contratos a prazo determinado. É criado então um novo sindicato da mesma categoria profissional. Da mesma forma. situação familiar. descobriu que havia engravidado. o que não ocorre na extinção do vínculo por término de contrato. item III. Decorridos onze meses desde a data do parto. Neste sentido. Não obstante. a lei veda a dispensa arbitrária ou sem justa causa. item II. Isso porque no caso dos contratos a termo o empregado já sabe. Dois meses antes do parto Regina foi demitida sem justa causa. Bares e Restaurantes. 105 – Regina trabalhava em uma indústria de confecções e. sem a participação do sindicato da categoria econômica. Não fosse esta a solução. Neste caso. na vigência do contrato de trabalho. A rigor. ao ser contratado. etc. Regina não tem direito à reintegração no emprego. Errado. a contratação de carcereira de presídio feminino é outro exemplo típico de aplicação da exceção legal. comunicando imediatamente tal fato ao empregador. mas tão somente à indenização do período compreendido entre a demissão e o final do período de estabilidade. pelo que a “estabilidade” não se justifica. do ADCT da CRFB. Pousadas. quando a situação assim o exigir. é razoável que a pessoa responsável pela limpeza dos banheiros femininos de um shopping seja mulher. “b”. Não obstante a comunicação de Sílvia. excepcionalmente admite-se a inclusão de circunstâncias especiais. idade. Nesta hipótese. atrasar a propositura da ação judicial. devidamente constituído. II. cuja base territorial é apenas a vila de Porto de Galinhas. distrito de 89 . O acordo coletivo de trabalho é firmado entre sindicato dos trabalhadores (cuja participação é obrigatória nas negociações coletivas) e uma ou mais empresas. maliciosamente. Errado. o empregador efetuou o desligamento de Sílvia ao final do prazo previamente fixado para duração do contrato. cor. obedecidos os parâmetros da razoabilidade. assim considerados aqueles que contenham alusões ao sexo. No caso em tela. 104 – Sílvia foi admitida mediante contrato de experiência pelo prazo de 90 (noventa dias). A garantia de emprego. do TST. a Súmula nº 244.

No caso em análise. em qualquer grau. da CLT. que será definida pelos trabalhadores ou empregadores interessados. mas Samuel pertence à categoria diferenciada dos motoristas. como sendo a que “se forma dos empregados que exerçam profissões ou funções diferenciadas por força de estatuto profissional especial ou em conseqüência de condições de vida singulares”. São categorias diferenciadas. exceto Porto de Galinhas. total ou parcial. 614. Certo. aplicar-se-á a norma coletiva da categoria preponderante. não podendo ser inferior à área de um Município”. tendo em vista que não as bases territoriais de cada um serão diferentes. trabalhadores na indústria de alimentação (setor de padaria) e motoristas (responsáveis pelas entregas). Certo. Neste sentido. não podendo ser criados sindicatos específicos para subdivisões administrativas dos municípios.Ipojuca/PE. 109 – O prazo máximo para estipulação de duração da convenção coletiva de trabalho ou do acordo coletivo de trabalho é de dois anos. na mesma base territorial. 8º. §3º. caixas. em um supermercado. a categoria preponderante é comércio. Se não há ACT ou CCT entre comércio e sindicato dos motoristas. Neste caso. não obstante Samuel pertença a categoria diferenciada. que tem comerciários (vendedores. Entretanto. de várias categorias profissionais distintas. A regra é a aplicação das normas coletivas da categoria preponderante. a Súmula nº 374 do TST. Literalidade do art. TEMA 23 111 . temporária e pacífica. da CRFB. 511. só há que se aplicar instrumento coletivo em que participaram os sindicatos interessados. cada uma destas categorias é considerada diferenciada. II. etc). Logo. em uma mesma empresa. jornalistas. radialistas. ficando o mais antigo com a representatividade do Município de Ipojuca. respectivamente. gráficos. as seguintes: aeronautas. “é vedada a criação de mais de uma organização sindical. O conceito de categoria profissional diferenciada é dado pelo art. exceto em relação aos trabalhadores de categoria diferenciada. de prestação de serviços a empregador.O direito de greve corresponde à legítima suspensão coletiva. Errado. por exemplo. professores. por exemplo. 110 – Considera-se como categoria profissional diferenciada a coexistência. entre outros. Geralmente as categorias diferenciadas são regidas por lei própria. Na hipótese de não existir acordo coletivo de trabalho ou convenção coletiva de trabalho entre o sindicato dos motoristas e. constituindo abuso de seu exercício a continuação do 90 . Neste sentido. da CLT. aplicar-se-á o instrumento coletivo de trabalho da categoria preponderante. 108 – Samuel é motorista de um supermercado na cidade de Barbacena/MG. é correto afirmar que a criação do novo sindicato é lícita. §3º. balconistas. não resta qualquer dúvida de que a área mínima de atuação de um sindicato é a do Município. cuja abrangência territorial será do novo sindicato. a empresa onde Samuel trabalha e o sindicato patronal do comércio. motoristas. Nos termos do art. Errado. representativa de categoria profissional ou econômica.

783/1989). O art. No mesmo sentido. 112 – A greve. porém possibilita ao empregador descontar dos salários dos empregados os dias parados. os sindicatos. sob o argumento de que não teria havido acordo com a entidade sindical representante dos trabalhadores para manutenção de equipe de empregados que permanecesse em atividade para este fim específico. pela deterioração irreversível de bens. em princípio pode o empregador descontar dos salários dos empregados os dias em que estes permaneceram em greve. quais sejam. da Lei de Greve). 7º. A greve é um direito assegurado constitucionalmente (art.783/1989. solucionar o conflito que lhe constitui o objeto”. independentemente de negociação prévia com o empregador. observados os limites legais. Neste caso. bem como prevê a notificação do empregador (ou do respectivo sindicato) acerca da paralisação. a conduta do empregador é lícita. Certo.movimento após a celebração de acordo. Certo. Nada impede. a greve pode ser deflagrada sempre que os trabalhadores considerem injustas as condições de trabalho que lhes são impostas. a lei prevê exceções nos artigos 9º e 14 da Lei de Greve. 7º da Lei nº 7. parágrafo único. 113 – Como direito assegurado que é. é um direito do empregado. Dessa forma. de comum acordo. e reuniu a literalidade dos artigos 2º e 14 da Lei de Greve (Lei nº 7. a garantir. com antecedência mínima de 48 horas (parágrafo único). Esta assertiva constou literalmente de um item de prova anterior do Cespe (Consultor Legislativo do Senado – 2002). não constituindo falta grave. Errado. a OJ nº 11 da SDC do TST. seja pactuado entre as partes interessadas. entre outros. 115 . Certo. respectivamente no caso de prejuízo irreparável (conforme mencionado no enunciado da questão) e no caso de abusividade do movimento grevista. o pagamento de salários dos dias parados. São considerados essenciais. Não obstante a regra seja a impossibilidade de contratação de trabalhadores substitutos durante o movimento grevista (art. 91 . 9º da CRFB) e constitui causa de suspensão do contrato de trabalho (art. convenção ou decisão da justiça do trabalho. 114 – Deflagrada a greve dos metalúrgicos da região metropolitana de Belo Horizonte. os empregadores e os trabalhadores ficam obrigados. entretanto. durante a greve. máquinas e equipamentos. a prestação de serviços e o pagamento de salários. até mesmo como forma de encerrar o movimento grevista.Nos serviços ou atividades essenciais. pois a suspensão do contrato de trabalho implica na sustação das principais obrigações decorrentes do contrato de trabalho. a prestação dos serviços indispensáveis ao atendimento das necessidades inadiáveis da comunidade. uma das indústrias em que todos os trabalhadores aderiram ao movimento contratou outros trabalhadores com o propósito de assegurar os serviços cuja paralisação pudesse resultar em prejuízo irreparável. direta e pacificamente. 3º da Lei de Greve prevê a licitude do movimento grevista desde que “frustradas a negociação ou verificada a impossibilidade de recursos via arbitral”. hipótese em que a suspensão seria convertida em interrupção contratual. que considera “abusiva a greve levada a efeito sem que as partes hajam tentado.

Neste sentido. de transporte coletivo e de compensação bancária. CCP de empresa e CCP sindical. 625-E. para dirimir demanda trabalhista que possuía com seu antigo empregador. caput. Nessa situação. Marco Antonio não poderá ser despedido em nenhuma hipótese. O representante eleito dos empregados na comissão de conciliação prévia tem garantido o emprego até um ano após o final do mandato. foi celebrado acordo. 625-B. 625-D. menciono questão anterior do Cespe: ADVOGADO DA UNIÃO – CESPE – 2006 152 . sendo competente a primeira que conhecer do pedido. nos termos do art.783/1989. Neste caso. 120 . parágrafo único. o fato é que o mesmo não foi declarado inconstitucional até então. Não obstante eu defenda a inconstitucionalidade de tal dispositivo. Existindo. podendo ser constituídas por grupos de empresas ou ter caráter intersindical. 625-B. Literalidade do art. na categoria profissional e na localidade onde Josué prestava serviços existe CCP de empresa e CCP sindical. Combinação dos artigos 11. Na comissão. havendo o cumprimento integral do acordo por parte de Alfa. TEMA 25 121 – Segundo Maurício Godinho Delgado. da CLT). Certo. João não poderá pleitear mais nenhum direito trabalhista oriundo do referido contrato de trabalho. na mesma localidade e para a mesma categoria.O termo de conciliação é título executivo extrajudicial e terá eficácia liberatória geral. 117 – Marco Antonio foi eleito representante dos empregados na comissão de conciliação prévia instituída no âmbito de sua empresa. da CLT. durante a audiência de conciliação. caput. incisos IV. V e XI. Dessa forma. e tem sido convalidado pelas bancas de concurso. e 10. da CLT. Errado. da CLT. O limite é de dez membros. “renúncia é o ato unilateral da parte. Certo. mas pode ser demitido por justa causa (art. o empregado pode escolher pela que mais lhe convenha. Literalidade do art. pelo que resolveu recorrer à comissão de conciliação prévia pleiteando o pagamento de valores que entende devidos. Errado. sem correspondente concessão pela 92 . a pessoa jurídica Alfa. a demanda deverá ser submetida à CCP mais antiga. Certo. Errado. até um ano após o final do mandato. Entretanto. cujo termo foi assinado tanto por João quanto por Alfa. 118 – Josué foi demitido e acredita ter sido lesado em seus direitos. §1º. Gabarito: Certo TEMA 24 116 – As comissões de conciliação prévia não são de instituição obrigatória. 119 – A comissão de conciliação prévia instituída no âmbito da empresa não poderá ser composta por mais de oito membros. da Lei nº 7.os serviços funerários. 625-A da CLT. sem quaisquer ressalvas. §4º. exceto quanto às parcelas expressamente ressalvadas. Neste sentido. o art.João provocou a comissão de conciliação prévia do sindicato de sua categoria. através do qual ela se despoja de um direito de que é titular.

468 da CLT).As relações contratuais de trabalho podem ser objeto de livre estipulação das partes interessadas em tudo quanto não contravenha às disposições de proteção ao trabalho.O direito ao aviso prévio é irrenunciável pelo empregado. Certo. tendo em vista a controvérsia acerca do mesmo. 72 O acordo individual pactuado entre um empregado e o empregador com o objetivo de compensação de horas não possui qualquer validade. Errado. II. que é o despojamento unilateral de determinado direito. 93 . 444 da CLT. do ADCT da CRFB/88. Dado este conceito. Quanto à transação. Certo. Art.2009 ANALISTA – ÁREA JUDICIÁRIA – TRT 17 – CESPE – 2009 A respeito do direito do trabalho. não existe. QUESTOES TRT 17 REGIAO . Certo. e ainda assim desde que não resulte prejuízos ao trabalhador (art. mas a transação é admitida como regra no direito individual do trabalho. salvo comprovação de haver o prestador dos serviços obtido novo emprego. conforme visto. normalmente envolvendo questões duvidosas. 71 O trabalho executado em condições insalubres. Súmula 119 do TST. 123 – A renúncia não é admitida no Direito do Trabalho. 125 . c/c a Súmula 339 do TST. 73 Os empregados de empresas distribuidoras e corretoras de títulos e valores mobiliários têm direito à jornada de trabalho especial dos bancários. afasta o direito de recebimento do adicional de insalubridade. na transação cada uma das partes abre mão de parte de seu suposto direito. ERRADO. Quanto à possibilidade de renúncia dos direitos trabalhistas. 122 – A transação se diferencia da renúncia porque pressupõe concessões recíprocas entre as partes. O pedido de dispensa de cumprimento não exime o empregador de pagar o respectivo valor. Súmula 85 do TST. 124 . aos contratos coletivos que lhes sejam aplicáveis e às decisões das autoridades competentes. 10. os artigos 9º e 444 da CLT. ERRADO. mas apenas em relação àqueles direitos cuja indisponibilidade é relativa. ERRADO. assim considerados aqueles que não constituem o núcleo básico de direitos conferidos ao trabalhador (patamar civilizatório mínimo). Certo. podemos dizer que a renúncia é incompatível com o caráter imperativo das normas trabalhistas. O conceito de renúncia é exatamente o mencionado.parte beneficiária da renúncia”. Neste sentido. se realizado em caráter intermitente. Literalidade do art. Súmula 276 do TST. CERTO. a mesma não é admitida como regra no direito individual do trabalho. 74 Empregado eleito como suplente para cargo de direção da comissão interna de prevenção de acidentes (CIPA) goza da estabilidade provisória desde o registro de sua candidatura até um ano após o final de seu mandato. julgue os itens a seguir. sem qualquer contrapartida. A irrenunciabilidade dos direitos trabalhistas é praticamente absoluta. Ao contrário da renúncia. dado o caráter cogente das normas trabalhistas. “a”. Súmula 47 do TST.

de “vender” um terço das férias. no horário normal de expediente. salvo se cometerem falta grave. A conversão de um terço do período de férias em dinheiro (o chamado “abono pecuniário”) é faculdade do empregado. Art. g. tendo em vista que a morte é evento imprevisível. a morte do empregado inviabiliza a continuidade da execução do contrato. Segundo Maurício Godinho Delgado. Nessa situação. um empregado tenha agredido fisicamente um colega de trabalho. o ato do praticado pelo empregado que seja lesivo ao patrimônio do empregador ou de terceiro. e como tal independe da vontade do empregador. porém em razão do trabalho. o aviso prévio não é devido aos herdeiros do trabalhador. CERTO. §1º. deve providenciar a ocorrência policial do fato na delegacia de polícia competente. 81 A totalidade do salário pode ser paga em utilidades. não cabe ao intérprete fazêlo. até um ano após o final do mandato. 79 Inadmite-se o fracionamento das férias aos menores de 18 anos e aos maiores de 50 anos de idade. ERRADO. parágrafo único. Somente será considerado ato de improbidade. para os fins da demissão por justa causa. §2º. para que o empregador possa aplicar a justa causa. “ato de improbidade trata-se de conduta faltosa obreira que provoque dano ao patrimônio empresarial ou de terceiro. CERTO. por sua vez. em função de comportamento vinculado ao contrato de trabalho. em determinada empresa. 94 . da CLT. 77 A improbidade é motivo para a demissão do empregado por justa causa. 625-B. Constitui improbidade o ato lesivo contra o patrimônio da empresa. ou de terceiro. O aviso prévio é exemplo de direito intransferível aos herdeiros. até 15 dias antes do período aquisitivo. Assim. e tendo em vista a pessoalidade em relação à pessoa do empregado (art. ERRADO. relacionado ou não com o trabalho. 76 Considere que. 482. 143 da CLT. 134. Não cabe o aviso prévio. que são prestações in natura que a empresa fornece habitualmente aos empregados por força do contrato de trabalho. o art. ERRADO. 2º da CLT). Basta que o empregado comunique a intenção. e como tal pode-se considerar um direito intransferível. desde que o empregador consiga provar futuramente a agressão (v. parece-nos dispensável a ocorrência policial.75 É vedada a dispensa dos representantes dos empregados membros das comissões de conciliação prévia. (grifos meus) 78 O falecimento do empregado extingue automaticamente o contrato de trabalho. Como a lei não faz tal exigência (art. Como o contrato de trabalho é um acordo de vontades. bem como porque a finalidade do aviso prévio (no caso. titulares e suplentes. Assim. Art. da CLT. por meio de testemunhas do ocorrido). com o objetivo de alcançar vantagem para si ou para outrem”1. 82. da CLT. o concedido pelo empregador) é permitir que o trabalhador encontre um novo emprego. Neste sentido. ERRADO. CERTO. Art. da CLT). 80 A conversão de um terço do período de férias em dinheiro depende da concordância expressa do empregador. j.

sendo contado o tempo de serviço como se houvesse sido efetivamente prestado. não sendo suficiente para a aquisição da personalidade sindical. Esta última exigência faz-se necessária para que se tenha algum controle sobre a unicidade sindical em uma dada base territorial. o registro sindical no Ministério do Trabalho e Emprego. 8º. O registro no Cartório de (Títulos e Documentos e de) Pessoas Jurídicas apenas confere personalidade jurídica de associação. Se não há prestação de serviços. 8º. 73 Ocorre a suspensão do contrato de trabalho quando o empregado fica afastado e não recebe o salário. sabendo-se que o sindicato é uma pessoa jurídica de direito privado com diversas funções especiais e peculiaridades. p. Transcrevo a esclarecedora lição de Gustavo Filipe Barbosa Garcia: “A aquisição da personalidade jurídica sindical. 2008. Uma hipótese de interrupção é o repouso semanal remunerado. desde que os salários continuem a ser pagos. a Súmula nº 677 do STF. 83 Os dias de paralisação da prestação dos serviços em razão de greve. Orientação Jurisprudencial 15 da SDC do TST e Portaria MTE 343/2000. um empregado que trabalha durante o dia e estuda à noite e tem seu horário de trabalho alterado para o turno da noite). ERRADO. exceto se tal mudança causar efetivo prejuízo ao empregado (por exemplo. tem-se interrupção contratual. CERTO. §2º.783/1989. Neste sentido. 10. mas os salários são pagos. 71 A mudança de horário de trabalho de um empregado pode ser justificada pelo princípio do jus variandi. como já estudado. caracterizam interrupção do contrato de trabalho. X.” ANALISTA – EXECUÇÃO DE MANDADOS – TRT 17 – CESPE – 2009 Julgue os próximos itens. além do registro no cartório de registro das pessoas jurídicas. I). 7. Se não há prestação de serviços. 85 O registro do sindicato no cartório de registro das pessoas jurídicas é suficiente para conferir a personalidade jurídica à entidade sindical. da Lei nº ocorre com o registro no órgão competente (art. 72 A interrupção do contrato de trabalho ocorre nas hipóteses em que o empregado. Art. Maurício Godinho. exige-se. 1193. a respeito do direito do trabalho. inciso I. CERTO. Curso de Direito do Trabalho – 7ª Ed. embora sem prestar serviço. ERRADO. da CLT. tem-se suspensão contratual. 84 O serviço de compensação bancária é considerado como essencial para efeitos de greve.82 A ajuda de custo paga ao empregado para a cobertura de despesas na sua transferência para outra localidade integra o seu salário para todos os efeitos. 457. Neste sentido. Não obstante a vedação à intervenção estatal pela CRFB/1988 (art. é pacífica a doutrina. 95 . ou seja. a OJ 15 da SDC do TST e a Portaria MTE nº 343/2000. e os salários não são pagos. no Ministério do Trabalho e Emprego. Em geral a mudança de horário de trabalho insere-se no jus variandi empregatício. CERTO. CF/1988). normalmente sem que seja contado o período de afastamento como tempo 1 DELGADO. deva ser remunerado normalmente. CERTO. Art. – São Paulo: LTr. conforme Súmula 677 do STF.

O que não pode é arranjar outro emprego novo somente para o período de férias. da CLT. CERTO. ERRADO. O conceito de suspensão está correto. XXXIII. Há julgados em sentidos diversos. 7º. da CRFB. para a doutrina amplamente majoritária. e a assertiva não é neste sentido. afasta do empregado o direito à percepção do pagamento das horas in itinere. defende que a licençapaternidade seria hipótese de suspensão contratual e não se confundiria com o afastamento previsto no supramencionado art. 404 da CLT. da CLT. 76 Empregadores que possuam mais de dez empregados arcam com o ônus da prova da jornada de trabalho. O empregado doméstico não tem jornada regulamentada. Aos particulares é lícito fazer tudo aquilo que a lei não proíba. e art. Pode o empregado. conforme art. horas extraordinárias. assim. III. mediante a apresentação dos controles de frequência. 80 O empregado não pode prestar serviços com registro na carteira de trabalho a outro empregador durante o período de gozo das férias. ERRADO. o art. assim. da CLT. 77 É vedada a realização de horas extras fundamentadas na celebração de acordo de prorrogação de horas no caso de atividades perigosas. ERRADO. 96 . 78 O empregado doméstico tem direito ao pagamento das horas extraordinárias trabalhadas. 75 Quando o empregador cobra importância pelo transporte fornecido pela empresa. pela impossibilidade de controle das mesmas. §2º. logo não lhe são devidas. Art. 473. nos termos do art. 143 da CLT. desde que obrigado a tal por outro contrato de trabalho regularmente mantido. 81 O período de concessão das férias é um ato exclusivo do empregador. ERRADO. III. passando pelo pagamento das horas além da jornada “normal” padrão (8 horas) como horas simples. Neste sentido. em posição isolada. hipótese de interrupção contratual. Não existe previsão legal neste sentido. para local de difícil acesso. desde nenhum pagamento de horas extras. Súmula 320 do TST. na linguagem técnico-legal) apenas um terço do período de férias a que tem direito. 74. dizer que o do doméstico tem direito ao pagamento das horas extraordinárias. desde que não exista prejuízo para suas atividades escolares. até o pagamento das horas extraordinárias com o respectivo adicional. em princípio. O empregado pode “vender” (converter em pecúnia. razão pela qual é perfeitamente lícita a prorrogação de jornada em atividades perigosas. 473. 79 O empregado pode vender o período integral de férias e receber o valor correspondente. ERRADO. pois veio substituir o disposto no art. Um exemplo de suspensão do contrato de trabalho é a licença paternidade. ERRADO. mas a licençapaternidade é. Não é possível. O trabalho noturno é vedado aos menores de 18 anos. 138 da CLT. ERRADO. 74 Um empregado com 17 anos de idade pode desenvolver sua jornada de trabalho no período noturno. prestar serviços a mais de um empregador concomitantemente. A exclusividade não é característica do contrato de trabalho. Pode. Sérgio Pinto Martins.de serviço.

absoluto. 136 da CLT. 7º. 97 . é obrigatória uma escala de revezamento quinzenal que favoreça o repouso dominical. regulado pelo art. CERTO. entretanto. Art. a respeito do direito do trabalho. CERTO. a partir dos 14 anos de idade. 85 Na hipótese de trabalho da mulher aos domingos. 74 A idade mínima para a celebração do contrato de trabalho é de 18 anos de idade. salvo na condição de aprendiz. Art. como costumamos sempre enfatizar. CERTO. benefício previdenciário. ou 71 O salário-família é um direito assegurado na CF aos trabalhadores. CERTO. que trouxe a igualdade jurídica a homens e mulheres. mas não é estendido aos domésticos. Em que pese o respeitável entendimento de parte da doutrina no sentido da não recepção deste artigo pela CRFB. a questão de recepção ou não de determinado dispositivo legal é sempre matéria de prova subjetiva. na 82 Entende-se como salário o conjunto de pagamentos provenientes do empregador ou de terceiros. 386 da CLT. aplica-se o princípio da primazia da realidade. Art. ERRADO. quando existirem leis de ordem pública a respeito da matéria. por exemplo.213/1991 (Lei de Benefícios da Previdência Social).independendo de pedido concordância do empregado. garantindo à mulher pelo menos uma folga aos domingos a cada 15 dias.036/1990. conforme art. 9º da CLT. 2º. mas é. Exemplo: prazo prescricional. ANALISTA – ÁREA ADMINISTRATIVA – TRT 17 – CESPE – 2009 Julgue os itens a seguir. ERRADO. 457 da CLT. da CRFB. que concede aos fatos um valor maior que aos documentos. salvo a partir dos 14. e o princípio da norma mais favorável encontra seu limite exatamente na existência de normas de ordem pública. não sendo aplicado. Art. Nenhum princípio jurídico é. afinal. parágrafo único. Art. da CRFB. 7º. recebidos em decorrência da prestação de serviços subordinados. o argumento seria este da nãorecepção. Pela enésima vez deixo registrada minha indignação com a cobrança pelo Cespe de matéria previdenciária na prova de Direito do Trabalho.418/1985. o salário-família só tem um nome parecido com verba trabalhista. 65 e seguintes da Lei nº 8. O direito ao salário família é previsto no art. 15 da Lei nº 8. nunca de objetiva. 72 O princípio da norma mais favorável ao trabalhador não deve ser entendido como absoluto. CERTO. Para quem pretende recorrer. Art. na verdade. 73 No direito do trabalho. o fato é que o artigo continua em vigor e. 65 também dispõe no sentido de que o saláriofamília não se aplica ao doméstico. A idade mínima é de 16 anos. O caput do mencionado art. inclusive à categoria dos empregados domésticos. XII. ERRADO. De uma vez por todas. ERRADO. “a”. 83 O vale-transporte tem natureza salarial. da Lei nº 7. 84 Os valores mensais correspondentes ao FGTS não podem ser pagos diretamente ao empregado.

445. pelo que não assume os riscos da atividade econômica (artigos 3º e 2º da CLT). 83 O acordo de prorrogação de horas pode ser celebrado de forma verbal. pois há paralisação temporária da prestação de serviços. Súmula 269 do TST. o dispêndio de energia será sempre de um ser humano contratado por esta pessoa jurídica.condição de aprendiz. XXXIII. CERTO. da CRFB. §2º. ERRADO. entretanto. parágrafo único. da CLT. 75 Os contratos de trabalho têm prazo indeterminado ou determinado. ERRADO. da CLT. 7º. observam-se os seguintes requisitos: serviço cuja natureza ou transitoriedade justifique a determinação do prazo. §2º. CERTO. é necessária a existência da natureza econômica do grupo de empresas. 77 Existe a possibilidade de uma pessoa jurídica figurar como empregada em um contrato de trabalho. 79 A CLT instituiu a responsabilidade solidária entre as empresas pertencentes a um mesmo grupo econômico. ERRADO. seja ela subordinada (relação de emprego) ou não (mera relação de trabalho) é sempre efetuada por pessoa natural (pessoa física). por sua vez. constitui posição isolada. por exemplo. 81 As férias são exemplo típico de suspensão do contrato de trabalho. Com o cancelamento da Súmula 205 do TST a doutrina majoritária passou a admitir a execução de uma das empresas do grupo econômico mesmo que a mesma não tenha participado da fase de conhecimento do processo. da CLT. Ainda que uma pessoa jurídica seja contratada por empreitada. Art. porém o empregado continua recebendo salários no período de inatividade. 98 . Art. O autônomo. ERRADO. A prestação de serviços. Para que se possa caracterizar o grupo econômico. trabalha por conta própria. Art. o que. As férias são exemplo típico de interrupção do contrato de trabalho. O empregado trabalha por conta alheia e se subordina ao seu empregador. 82 O empregado eleito para o cargo de diretor e que não permaneça subordinado a nenhum outro cargo tem o seu contrato de trabalho suspenso. Para a maioria expressiva da doutrina somente empresas com finalidade econômica podem formar grupo econômico. Há corrente minoritária na doutrina que defende a possibilidade de reconhecimento do grupo econômico entre empresas sem fins econômicos. ou contrato de experiência. Art. CERTO. 443. 2º. da CLT. caput. 76 O limite máximo para a duração de um contrato de experiência é de 90 dias. atividades empresariais de caráter transitório. na empreitada. assumindo os riscos da atividade econômica que desenvolve. 59. Para este. 80 Para que se possa executar uma das empresas de um grupo econômico. CERTO. entretanto. Não se subordina a ninguém. Art. é necessário que ela tenha sido parte na fase de conhecimento do processo. CERTO. 78 O elemento diferenciador entre o empregado e o trabalhador autônomo é a subordinação.

a obrigatoriedade de fazer horas extras quando requisitado.84 O acordo de prorrogação de horas implica. então não cabe ao intérprete fazê-lo. 481 da CLT. Entretanto. o 13. julgue os itens seguintes. e não o salário. Considera-se. CERTO. para o empregado. Art. 59. 482. questão. A capciosa. que a remuneração é exatamente a soma do salário + gorjetas. tendo por base alguma ação considerada justa causa praticada pelo empregador. caput. mas o fracionamento não pode ser inferior a 15 dias corridos. CERTO. Art. §1º. ERRADO. CERTO. Art. ERRADO. 483 da CLT. deve haver intervalo mínimo de 11 horas consecutivas. para os efeitos da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). nada impede seja feita a comunicação verbalmente. Logo. CERTO. 78 A condenação criminal do empregado configura justa causa para sua dispensa. ERRADO. Art. 86 O serviço militar obrigatório pode ser remunerado com valor abaixo do salário mínimo. TÉCNICO – TRT 17 – CESPE – 2009 No que se refere ao direito do trabalho. que sempre terá a possibilidade de formalizá-lo por escrito a fim de evitar dissabores. o trabalhador com idade entre 14 e 18 anos. 457. Art. entretanto. Consoante o art. Súmula 14 do TST. 66 da CLT. Súmula Vinculante nº 6 do STF. é CERTO. caput. É claro que o aviso prévio verbal é de difícil comprovação. se houver. CERTO. as gorjetas integram a remuneração para todos os efeitos legais. 80 Entende-se como rescisão indireta a cessação do contrato de trabalho por iniciativa do empregado. Súmula 244 do TST. da CLT. 83 A mulher gestante adquire estabilidade a partir do momento em que comunicar ao seu empregador o estado gravídico. 87 O período de gozo de férias pode ser fracionado. Art. CERTO. CERTO. 85 Entre duas jornadas de trabalho. da CLT. “d”. ainda que exista recurso pendente da condenação. o empregado recebe apenas as férias vencidas. A lei não exige a forma escrita (artigos 487 e seguintes da CLT). da CLT. da CLT. Art. 99 . 84 Considera-se menor. 81 A concessão do aviso prévio somente é cabível nos contratos a prazo indeterminado. e o saldo de salários. caput. 82 A comunicação do aviso prévio pode ser feita verbalmente. por até duas horas diárias. da CLT. 77 As gorjetas pagas por clientes a um garçom em um restaurante integram o seu salário para todos os efeitos legais.º salário é devido pela metade. 85 Havendo culpa recíproca na rescisão do contrato de trabalho. ERRADO. mas isso é ônus de quem deve prová-lo. não é possível que as gorjetas integrem o salário. 402. 79 Na despedida por justa causa. ERRADO. 134. portanto.

da CLT. ou trimestrais integram o cálculo da remuneração das férias. (B) de ambas as empregadas. e Joana possui o direito de gozar trinta dias corridos de férias e Marta 20 dias úteis. semestrais. Art. estendendo à doméstico QUESTOES TRT 7 REGIAO (ANALISTA – ÁREA JUDICIÁRIA – TRT 7ª REGIÃO – FCC – 2009) 50. Com relação INCORRETO afirmar: às férias é (A) Após cada período de doze meses de vigência do contrato de trabalho. é correto afirmar que é vedada a dispensa sem justa causa (A) de ambas as empregadas. Marta e Joana estão grávidas de dois meses. da CLT. mas Joana possui o direito de gozar trinta dias corridos de férias e Marta 20 dias úteis. quando houver tido de seis a catorze faltas injustificadas. devem estas fazer parte da remuneração das férias. 134. 100 . Súmula 253 do TST. Com efeito. um dos quais não poderá ser inferior a dez dias corridos. (E) de ambas as empregadas. (B) As gratificações anuais.859/1972. (C) Somente em casos excepcionais serão as férias concedidas em dois períodos. mas sim de mera comunicação. Certa. desde a confirmação da gravidez até cinco meses após o parto. desde a confirmação da gravidez até seis meses após o parto. desde a confirmação da gravidez até cinco meses após o parto. Art. a Lei nº 11. ERRADO. Errada. deve solicitar a autorização prévia do sindicado dos trabalhadores e da Superintendência Regional do Trabalho. Certa. se o empregado recebe utilidades. Literalidade do art. desde a confirmação da gravidez até seis meses após o parto. Em regra. da CLT. 142. 142. Certa. da CLT. o empregado terá direito a vinte e quatro dias corridos de férias. §§ 2º e 3º. 51. bem como que elas possuem o direito de gozar trinta dias corridos de férias. Joana é empregada na empresa X há dezesseis meses. mas ambas possuem o direito de gozar trinta dias corridos de férias. Literalidade do art. 130.324/2006 acrescentou o art. §1º. exercendo a função de secretária executiva. (D) apenas de Joana. Art. 139. (D) Quando o salário for pago por tarefa tomar-se-á por base a média da produção no período aquisitivo do direito a férias. 4º-A à Lei nº 5. (C) apenas de Joana. §2º. §4º.88 Para que uma empresa possa conceder aos seus empregados férias coletivas. tanto ao sindicato da categoria profissional quanto ao Ministério do Trabalho e Emprego. da CLT. Comentário: Resposta letra “A”. com relação à Joana e Marta. Marta é empregada doméstica e trabalha na residência de Joana há quinze meses. II. desde a confirmação da gravidez até cinco meses após o parto. bem como que elas possuem o direito de gozar trinta dias corridos de férias. aplicando-se o valor da remuneração da tarefa na data da concessão das férias. Não é o caso de autorização prévia. Certa. (E) Em regra.

O fato do empregado exercer cargo de confiança ou a existência de previsão de transferência no contrato de trabalho não exclui o direito ao adicional. (D) I e II. §3º. Em regra. De acordo com a Consolidação das Leis do Trabalho. Tem o adicional de transferência natureza salarial e não indenizatória. 52. 101 . III. integra-se à remuneração dos trabalhador para todos os fins. Certo.. Curso de Direito do Trabalho. II e III. 1045) IV. do TST. o valor do salário utilidade a ela correspondente será 53. quando a transferência for provisória. o adicional de transferência será de. (E) I. inclusive cálculo das demais verbas que incidam sobre o salário do contrato (efeito expansionista circular dos salários” (DELGADO. da CLT. Certo. Errado. da CLT. OJ 113 da SDI-1 do TST. (D) as horas in itinere remuneradas abrangem a totalidade do trajeto percorrido pelo empregado. tratando. de forma que ao doméstico também foi estendido o direito a férias anuais de 30 dias corridos (contra 20 dias úteis da redação anterior). nos termos do art. Com relação a jornada de trabalho. “B”. tendo em vista o fornecimento da condução pelo empregador. Maurício Godinho Delgado: “tratandose de parcela salarial. (B) as horas in itinere remuneradas limitam-se ao trecho não alcançado pelo transporte público. O adicional de transferência é devido tanto na transferência provisória como na transferência definitiva. §3º. a doutrina amplamente majoritária. Por todos. (C) as horas in itinere remuneradas abrangem a totalidade do trajeto percorrido pelo empregado. tanto assim que é considerado para o cálculo de outras verbas.se de habitação coletiva. a resposta é letra “E”. (C) II e III. II. 469. Quanto às férias. p. tendo em vista a existência de transporte público regular em parte do trajeto percorrido pelo empregado. mas serão pagas com acréscimo de 25% sobre a hora normal de trabalho. É correto o que se afirma APENAS em (A) I. Certo. O adicional é devido somente na transferência provisória.a “estabilidade-gestante”. o art. no mínimo. (B) II. 25% sobre o salário que o empregado percebia na localidade. Portanto. Art. II e IV. Considere as assertivas abaixo a respeito do adicional de transferência. I. 3º da Lei nº 5.324/2006. 2008. (A) não é devido qualquer valor a título de horas in itinere. Maurício Godinho. III e IV. se houver transporte público regular em parte do trajeto percorrido em condução da empresa. quais sejam. Neste sentido. IV. 54. 469.859/1972 foi alterado pela Lei nº 11. – 7ª Ed. (E) não é devido qualquer valor a título de horas in itinere. Comentário: Resposta letra conforme Súmula 90.São Paulo : LTr. “desde a confirmação da gravidez até cinco meses após o parto”. nos mesmos termos até então garantidos às demais trabalhadoras.

pela literalidade do art. a utilização da mesma unidade residencial por mais de uma família. somente para os casos de unidade habitacional de um dormitório. 102 . mas não a de transporte de valores. em qualquer hipótese. assinale a opção correta. a utilização da mesma unidade residencial por mais de duas famílias. em qualquer hipótese. da Lei nº 7. (E) 72 horas respectivamente. Errado. por ele próprio remunerados. vedada. em qualquer hipótese. porque a hipótese indica a presença dos requisitos caracterizadores da relação de emprego. logo a roupagem de cooperativa não passa de tentativa de fraude à relação de emprego. (C) ocupantes. vedada. a) O trabalhador que se filia por livre e espontânea vontade a uma cooperativa de mão-de-obra não pode ser considerado empregado. (B) 48 horas. O contrato tem muito e 48 horas. O prazo de comunicação acerca da deflagração da greve (paralisação) é de 48 horas de antecedência para os serviços e atividades não-essenciais (art. deve ser considerado empregado. (B) ocupantes.obtido mediante a divisão do justo valor da habitação pelo número de (A) famílias. 458.783/1989 define as atividades essenciais. O art. vedada. ainda que preste serviços pessoais com habitualidade. MPU – ESAF (TÉCNICO ADMINISTRATIVO – MPU – ESAF – 2004) A propósito dos sujeitos da relação de emprego. 13 da Lei 7. 10 da Lei nº 7. (E) ocupantes. vedada. Comentário: Resposta letra “C”. Errado. parágrafo único. arrolando dentre elas a atividade de telecomunicações. Mário labora em empresa de telecomunicações e Joana labora em empresa de transporte de valores. 55. 3º. a utilização da mesma unidade residencial por mais de três famílias. o requisito da não eventualidade. por exemplo. (C) 24 horas. da CLT. b) O trabalhador contratado por uma clínica médica para a execução de serviços certos e específicos de marcenaria e que conta com o auxílio de até dois outros trabalhadores. deverá o sindicato patronal ou o empregador ser comunicado com antecedência mínima de (A) 72 horas. Logo. §4º. onerosidade e subordinação jurídica a um mesmo tomador de seus serviços. a resposta é letra “E”. (D) 48 horas respectivamente. a utilização da mesma unidade residencial por mais de uma família. Comentário: e 24 horas. somente para os casos de unidade habitacional de até dois dormitórios. a utilização da mesma unidade residencial por mais de uma família. Para que a categoria de Mário e Joana exerçam o direito de greve. vedada.783/1989) e de 72 horas de antecedência para os serviços e atividades essenciais (art.783/1989). (D) famílias. pois neste caso falta.

portanto mais benéfico). presentes os requisitos caracterizadores da relação empregatícia (arts. onerosidade e subordinação). A caracterização da relação de emprego é objetiva. Errado. Correta. pois neste caso o tomador dos serviços é o próprio empregador. com habitualidade. Embora a questão seja um tanto polêmica na doutrina e mesmo na jurisprudência (e talvez por isso não encontramos a solução em quase nenhum livro). Neste sentido. pela aplicação do princípio da primazia da realidade (art. Isso porque. independentemente da roupagem que se tenha dado à relação. reduzindo-se a dois após a extinção do contrato de trabalho. sendo responsável.mais a característica de empreitada que de relação de emprego. pois será empregado se presentes os requisitos caracterizadores da relação de emprego. nessa condição. c) O prazo de prescrição das pretensões alusivas aos dois primeiros 103 . subordinação jurídica e onerosidade deve ser considerado empregado. qual seja. 7º. c) O tomador de serviços terceirizados. em nenhuma hipótese poderá ser considerado empregado. recebendo auxílio financeiro mensal. predomina o entendimento de que o prazo prescricional aplicável ao empregador é o mesmo aplicável ao empregado. três anos. apenas ao empregado. e) O corretor de seguros que presta serviços pessoais. a) O prazo de prescrição para o empregador ingressar em juízo para cobrar valor devido pelo empregado é de cinco anos. neste caso. o prazo de prescrição é de dois anos após a extinção do contrato. b) Para o trabalhador rural. entra em cena o princípio da proteção ao hipossuficiente. será viável a discussão dos créditos oriundos de toda a relação de emprego. da CRFB. Assim. Errado. é forçoso reconhecer a relação de emprego. d) O trabalhador que presta serviços voluntários a determinada instituição de beneficência. 3º e 2º da CLT – pessoalidade. ainda que tenha firmado contrato revelando a condição de autônomo. I e III. por força de alteração da CRFB levada a efeito pela EC nº 28/2000. quando prestados com pessoalidade e subordinação jurídica. Errado. deve ser considerado empregador subsidiário dos trabalhadores. o prazo prescricional aplicável ao empregador seria o do Código Civil. Correto. 9º da CLT). A propósito da prescrição no âmbito do Direito do Trabalho. XXIX. por eventuais débitos trabalhistas inadimplidos pelo empregador principal. pouco importando o nome que se deu ao contrato firmado. pois ao rurícola também se aplica a prescrição qüinqüenal trabalhista. observado esse prazo. Porém. se aplique. segundo o qual não seria coerente tratar empregador e empregado de forma diversa. deve ser aplicado ao empregador o mesmo prazo prescricional previsto para o empregado. em princípio. não eventualidade ou habitualidade. não fossem equiparados os prazos. a partir da realidade fática. do TST. ainda que o art. com vantagem para o empregador (prazo prescricional maior. Assim. independentemente do seu período de duração. a Súmula 331. aponte a opção correta. direto e não subsidiário.

I. Esta é a alternativa que derrubou muitos candidatos. 477 da CLT.Res. a ação que tenha por objeto a anotação da CTPS para fins de prova junto à Previdência Social. Engraçado que vários alunos me mandaram e-mails indicando exatamente o dispositivo legal em face do qual a alternativa mostra-se errada. 11. e não aos valores indicados. d) Sob pena de incidir a prescrição. o art.Assinale a opção incorreta. II . Vejamos o que dispõe o art. I . VALIDADE (mantida) . relativamente às mesmas parcelas. ainda que estas constem desse recibo. 121/2003.Quanto a direitos que deveriam ter sido satisfeitos durante a vigência do contrato de trabalho. nos termos da Súmula 294 do TST.A quitação não abrange parcelas não consignadas no recibo de quitação e. salvo se oposta ressalva expressa e especificada ao valor dado à parcela ou parcelas impugnadas. seus reflexos em outras parcelas. mas relevante.períodos de férias de trabalhador que laborou por cinco anos tem início no instante em que extinto o contrato de trabalho. valor. Com efeito.2003 A quitação passada pelo empregado. A diferença é sutil. No mesmo sentido. a prescrição será total (será “completa” se decorridos cinco anos da alteração). §2º. qualquer que seja a causa ou forma de dissolução do contrato. sendo válida a quitação apenas relativamente aos valores indicados. consoante dispõe o art. com observância dos requisitos exigidos nos parágrafos do art. apenas. ou seja. deve ter especificada a natureza de cada parcela paga ao empregado e discriminado o seu valor. Errado. a quitação é AFT – 2010 29.O instrumento de rescisão ou recibo de quitação. Errado. a) O instrumento de rescisão do contrato de trabalho ou recibo de quitação deve ter especificada a natureza de cada parcela paga ao empregado e discriminado o seu 104 . Errado. Assim. No mesmo sentido. tendo em vista que o início da prescrição das férias coincide com o final do período concessivo (art. com assistência de entidade sindical de sua categoria. porque a ação que visa a anotação da CTPS é imprescritível. ao empregador. DJ 19. 4º. em relação às parcelas constantes do TRCT. 20 e 21. da CLT. pela literalidade da CLT. E. 149). o prazo de prescrição para revertê-la apenas terá início após a extinção do contrato. deve ser proposta em dois anos após a extinção do contrato de trabalho.11. somente se ainda não transcorrido todo o período concessivo o marco inicial da prescrição das férias será a extinção do contrato. da CLT: § 2º . conseqüentemente. sendo válida a quitação. do CPC. tem eficácia liberatória em relação às parcelas expressamente consignadas no recibo. contase a partir da alteração ilícita. a Súmula 330 do TST: SUM-330 QUITAÇÃO. No caso o início da prescrição coincide com a lesão. e) Processada alteração contratual ilícita pelo empregador. a quitação se dá. no caso. §1º. exceto se a parcela suprimida também esteja assegurado por preceito de lei. 477.

A questão é polêmica na doutrina. o que estaria incorreto. pela redação da alternativa. Desculpemme. É verdade que eu comentei. que interpreta pela literalidade do dispositivo. Esse ensinamento não é meu. A Súmula 41 do TST referia-se aos valores expressos na quitação. 8ª edição. que não é a melhor interpretação do §2º do artigo 477 da CLT. Sérgio Pinto Martins. Comentários à CLT. apresentando basicamente duas correntes: a primeira. então a assertiva está plenamente compatível com o texto celetista. 2010. mas do Prof. e a segunda. Pelo pouco que sei da nossa língua. embora na redação do citado dispositivo legal nada se fale sobre eficácia liberatória. aí é questão de Português. Porém. Correta. 1055). Sérgio Pinto. então o candidato 105 . da CLT. Correta. na aula 304 do Curso Completo. notadamente quanto às parcelas que também vencem ao longo do contrato de trabalho”. permanecendo ou não no serviço até decisão final do processo. p. a sua interpretação era contrária ou oposta à lei”. Ora. explica: seus deveria. se refere a “pagamento”. 477. a jurisprudência tende a considerar a quitação somente em relação aos valores especificados. da CLT. a questão trouxe outras quatro alternativas cobrando pontos literais da CLT. e não a “compensação”. mas considero que insistir em outra leitura é muita “forçação de barra”. c) Caso o empregador não cumpra as suas obrigações contratuais. O TST já se inclinou no sentido da primeira corrente. como parcelas e não como valores. Maurício Godinho Delgado (Curso de Direito do Trabalho. 2009. conforme dispõe o §3º do mesmo artigo. na assertiva. 489). 483 prevê a possibilidade de permanência ou não do empregado no serviço somente nas alíneas “d” e “g” do art. 14ª Ed. – São Paulo : Atlas. poderá o empregado pleitear em juízo a rescisão do contrato de trabalho e o pagamento das verbas respectivas. como a Lei. que interpreta o dispositivo (art. 477. alínea “d”. b) Qualquer compensação no pagamento a que tiver direito o empregado no ato da homologação da rescisão do contrato de trabalho não poderá exceder o equivalente a um mês de remuneração. a hipótese aventada pelo examinador é exatamente a da alínea “d”. 483. §2º) como se referindo a valores. seria possível entender que “o direito à compensação seria do empregado”. Já vi gente sugerindo a anulação desta questão porque o art. interpretar a alternativa “a” também nos termos literais da CLT. Recebi e-mail de aluno defendendo que. §5º. “direito”. mas posteriormente cancelou a Súmula 41 e editou a 330. (MARTINS. nos “comentários à CLT”. Literalidade do art. a meu ver. não contem comigo. A hipótese de rescisão indireta do contrato de trabalho pelo não cumprimento de obrigações contratuais é prevista pelo art. 483. Logo. que “embora a lei se refira à quitação das parcelas. p. que se refere também a “parcelas”. e não de Direito do Trabalho. Se quiserem procurar pelo em ovo.válida em relação ao período expressamente consignado no recibo de quitação. Ora. que trata de parcelas. “É possível afirmar que a Súmula 330 do TST interpretou corretamente o §2º do artigo 477 da CLT quando não se refere a parcelas e não a valores. pois é o que está escrito no referido mandamento legal.

ou seja. c) O menor de 18 anos. nem receber por eles. hoje. a despeito da nova posição ocupada na estrutura hierárquica da empresa. dada a impossibilidade de se restituir ao obreiro a energia de trabalho despendida. Inteligência da Súmula nº 269 do TST. a partir do pronunciamento judicial. Ver videoaula nº 126. Certa. salvo quando o Estado é um dos sujeitos pactuantes. obviamente o menor receberá pelos serviços prestados. e respectiva projeção dos seus efeitos. é verdade que sobressai a natureza privada. porém se descumprido o preceito. e) Para a configuração do grupo econômico. O trabalho noturno. ainda se fizerem presentes os traços característicos da subordinação jurídica. com isso. §7º. estende-se a todos os ofícios e profissões.615/1998. em período noturno ou em circunstâncias perigosas ou insalubres. §6º. conforme previsto na Constituição. Ver vídeoaulas 58 e 128. 16 . é realmente vedado ao menor de 18 anos pela CRFB (art. pela literalidade do art. 7º. em caso de trabalho proibido. que atrai a hipótese de responsabilidade solidária pelos créditos trabalhistas. em face das prerrogativas processuais que lhe confere a legislação brasileira. b) O contrato de trabalho tem natureza jurídica essencialmente privada. Correta. Embora a questão da natureza jurídica do contrato de trabalho apresente. a) Em face da cláusula constitucional da não-discriminação. as parcelas constantes do instrumento de rescisão ou recibo de quitação devem ser pagas até o décimo dia. a “deixadinha” nº 01. ou do chamado “empregador único”. pouca relevância. Correta. Mencione-se como exemplo o contrato do atleta profissional. Errada. prestar serviços. XXXIII). 477. Errada. Ver videoaulas nº 59 e 60. inclusive quando o Estado é o empregador. é necessária a prova do nexo relacional entre as empresas. e) O ato da assistência pelo sindicato respectivo na rescisão contratual deve ocorrer sem ônus para o trabalhador e empregador. sem que. conforme dispõe a Lei nº 9.Marque a opção correta. 477. da CLT. d) É possível reconhecer-se a condição de empregado. da CLT. Por isso diz-se que. pois é lícita a previsão de determinada forma solene para pactuação de determinados contratos de trabalho especiais. ou em circunstâncias insalubres ou perigosas. Errada. nos formatos 106 . contado da data da notificação da demissão. que deve ser necessariamente escrito. Questão explicada na videoaula nº 122. a possibilidade de ajuste tácito. consensual e não solene para a formação do contrato de emprego. alínea “b”. hipótese em que se sujeitará às mesmas obrigações conferidas aos particulares. Tratase de atribuir a hipóteses específicas tratamento legal condizente. pela literalidade do art. seja violado o princípio da isonomia (não-discriminação).d) Quando o aviso prévio for indenizado pelo empregador. não pode. A assertiva trata da noção de trabalho proibido e seus efeitos. No mesmo sentido. a nulidade opera efeitos ex nunca. ao eleito para ocupar cargo de diretor quando. em razão da sua incapacidade. com cômputo do tempo de serviço.

Ver videoaulas nº 15 e 18. Errada. Errada. 3º e 2º da CLT). em caráter profissional. conforme art. mas a exclusividade não o é. Correta e. 107 . nos termos do disposto no art. pois a doutrina entende que a configuração do grupo econômico trabalhista independe da ligação entre as empresas na forma do direito comum e/ou empresarial. b) O afastamento do empregado nos dias em que estiver comprovadamente realizando provas de exame vestibular para ingresso em estabelecimento de ensino superior ou quando tiver que comparecer em juízo gera a interrupção do contrato de trabalho. como no caso dos consórcios. Errada. da Lei nº 8. desde que os horários de trabalho sejam compatíveis. trata-se de suspensão contratual.Assinale a opção correta. o empregado tem o respectivo contrato de trabalho suspenso. portanto. Errada. 474 da CLT. A pessoalidade é um dos requisitos da relação de emprego (arts. 473. Somente depois. §3º.Assinale a opção correta. fundamentada em punição disciplinar. o gabarito da questão. a) É equiparada ao empregador rural. nos termos dos artigos 59 e 60.previstos pelo Direito Comercial e pelo Direito Empresarial. incisos VII e VIII. 18. decorrente do contrato de trabalho.889/1973. porque a teoria da subordinação econômica já se encontra. Ver deixadinha nº 16 e videoaulas nº 46/50. mediante utilização do trabalho de outrem. Ver videoaula nº 85. holdings e pool de empresas. pois a suspensão disciplinar do empregado por prazo superior a 30 dias consecutivos configura rescisão indireta do contrato de trabalho. independentemente de guardar relação de causalidade com os serviços prestados. nos termos do art. Ver videoaula nº 49. Errada. a pessoa física ou jurídica que. não prejudica a fluência do contrato de trabalho. execute serviços de natureza agrária.213/1991. o empregado pode prestar serviços a mais de um empregador. em face de doença ou de acidente. 4º da Lei nº 5. de forma habitual. Com efeito. e por conta de terceiros. Atualmente é pacífico o entendimento no sentido de que a subordinação existente entre empregado e empregador é jurídica. d) A subordinação que define e caracteriza a existência da relação de emprego é a econômica. da CLT. superada na doutrina. Ver videoaula nº 18. e) A suspensão do empregado por prazo superior a 30 dias consecutivos. Ver videoaula nº 72. porque em caso de afastamento por doença e/ou acidente os primeiros quinze dias configuram hipótese de interrupção contratual. Correta. bastando para tal que fique demonstrada a relação de subordinação ou mesmo de coordenação entre duas ou mais empresas. 17. a) Constituem requisitos para a caracterização da relação de emprego a pessoalidade e a exclusividade na prestação dos serviços. a partir do 16º dia. c) A partir do afastamento do serviço para tratamento de saúde. Sem problemas. há muito. fundada no reconhecimento jurídico-institucional da hipossuficiência material do trabalhador.

art. poder-se-ia dizer que a pessoa descrita pela assertiva não é equiparada ao empregador rural porque é o próprio empregador rural (art.Marque a opção correta. Ver videoaula nº 244. b) Na hipótese de empregados com jornada de seis horas. que explore atividade industrial em estabelecimento agrário não compreendido na Consolidação das Leis do Trabalho. da CRFB/88. Errada. Errada. 3º. em razão de cumprirem turnos ininterruptos de revezamento. a) Acaso o trabalhador. Errada. o art. Além disso. Neste sentido. o direito ao adicional noturno se circunscreve ao período compreendido entre 22h e 5h. 6º da CLT). caracteriza a coexistência de mais de um contrato de trabalho. a prestação de serviços a mais de uma empresa do mesmo grupo econômico. Há duas possibilidades de interpretação da assertiva. sob uma análise mais técnica. tendo em vista que o desconto descaracterizaria a alteridade própria da figura do empregador. proprietária ou não. §5º. pois contraria o disposto na OJ nº 251 da SBDI-1 do TST. porém em ambas a afirmação é incorreta. não observe os requisitos da frequência. c) De acordo com a jurisprudência do Tribunal Superior do Trabalho. caput e §1º. e. Ver videoaula nº 193 e deixadinha nº 44. e) Não se equipara ao empregador rural a pessoa física ou jurídica. Errada. da CLT. Errada. XXXII. técnico e manual. 2º. da Lei nº 5. d) De acordo com a jurisprudência do Tribunal Superior do Trabalho. Ver videoaula nº 72. faltando injustificadamente ao serviço. mas não a folga. 6º da Lei nº 605/1949. é ilícito o desconto salarial do trabalhador frentista. 7º. referente à devolução de cheques sem fundos. pois contraria o disposto na Súmula nº 129 do TST. poder-se-ia afirmar que o erro da questão seria o “não” do início da assertiva. e da pontualidade. Em uma segunda linha de raciocínio. Ver videoaula nº 57. que arrola verdadeiros empregadores como “equiparados a empregadores”). da CLT. A questão constava da deixadinha nº 25. por iniciar ou terminar o expediente fora do horário estabelecido. durante a semana. 19. Errada. a legislação veda tais distinções (art. perde o direito à remuneração do DSR. bem como entendimento jurisprudencial consolidado na Súmula nº 60 do TST. Em primeiro lugar. quanto às horas extras. e partindo-se da premissa de que o legislador trabalhista não prima pelo rigor técnico (vide a confusão do art. pois se o empregado não é freqüente ou é impontual durante a semana. 73. ao contrário. deverão ser computadas a partir de 5 horas. ainda quando deixa de observar as recomendações previstas em instrumento coletivo. bem como a deixadinha nº 15. iniciado o expediente às 23h e encerrado às 7h30min. Ver videoaula nº 63.b) A legislação trabalhista estabelece expressamente a possibilidade de distinções relativas à espécie de emprego e à condição de trabalhador e entre o trabalho intelectual. durante a mesma jornada de trabalho.889/1973). perderá o direito ao descanso semanal e à sua respectiva remuneração. consoante art. §1º. pois. em face da hora noturna reduzida a jornada 108 . pois o adicional noturno é aplicável às prorrogações do horário noturno.

da CLT. 62. porque não interessa. c) Os estabelecimentos com mais de dez trabalhadores terão 109 . ininterrupta. Errada. caput. versando sobre os empregados que não estão abrangidos pelas normas de limitação da jornada de trabalho (art. sendo que inexiste a possibilidade de autorização do MTE para tal. em princípio. em número não excedente de duas.966/1994 alterou o art. obviamente que este controle também deverá ser documentado mediante controle de ponto. II. Ver videoaula nº 220. nos termos do art. porque. Não obstante. pois os empregados sob o regime de tempo parcial (art. I. nem se esta atividade é. não tem direito à jornada reduzida de 6 (seis) horas. basta que tenha poderes de gestão. para enquadramento na hipótese de turno ininterrupto de revezamento. Neste sentido. com investidura por meio de mandato legal. por sua natureza. 59. entretanto. 20. a natureza da atividade em si. o art. e) Observando a alteração legislativa promovida em 1994 (Lei n. 58-A da CLT) jamais poderão prestar horas extras (art. da CLT).966). Ver videoaula nº 230. para que o empregado se enquadre na exceção do art. 62 da CLT). II. o qual é formalizado pelo instrumento de mandato. c) Quando o empregado exerce a função de vigilante. 62. mediante acordo escrito ou tácito entre empregador e empregado. razão pela qual tudo que for trabalhado a mais deverá ser remunerado como hora extra. Correta. motivo pelo qual as horas extras só poderão ser computadas a partir da 8ª (oitava diária) e 44ª (quadragésima quarta) semanal. 62. Errada. da CLT.normal do empregado termina antes das 5h. mesmo que trabalhe em vários turnos durante a semana.Assinale a opção correta. a partir do que a doutrina passou a entender que a exceção legal veiculada pelo dispositivo passou a prescindir do poder de representação. ou por contrato coletivo de trabalho. Errada. não mais se considera requisito essencial à configuração do exercício de gerência a prova do encargo de gestão. Ver videoaula nº 213. dada a dificuldade de controle do horário de trabalho. da CLT. Ver videoaula nº 213. na condição de “folguista”. da CLT. 59. isso porque a natureza do seu serviço não equivale ao conceito de turno ininterrupto de revezamento. a OJ nº 360 do TST. b) Os empregados sob o regime de tempo parcial poderão prestar horas extras desde que haja prévia autorização do Ministério do Trabalho. dispensado. Errada. pois o acordo de prorrogação de jornada deve ser necessariamente escrito. com jornada normal de 6 horas. §4º. há apenas a adoção de postura discricionária por parte do contratante dos serviços. o poder de representação. Neste sentido. do controle de jornada. Ver videoaulas nº 218 e 219. se existe efetivamente tal controle pelo empregador. pois o motorista somente é dispensado. e muito menos tácito. Atualmente. 8. Ver videoaula nº 233. a) A duração normal do trabalho poderá ser acrescida de horas suplementares. jamais podendo verbal. A Lei nº 8. d) O motorista de caminhão que cumpre jornada predominantemente externa não é destinatário das regras pertinentes à limitação da jornada de trabalho. ainda que sofra rígido controle de horário pelo empregador. nesse caso.

Ver deixadinha nº 20 e videoaula nº 209. Errada. Considerando as normas relativas à jornada de trabalho. o acordo foi reiteradamente descumprido. mas não há menção a adicional superior ao mínimo legal. nos termos da Súmula 85. Ver videoaula nº 225.Certo empregado celebrou. 110 . conforme dispõe o art. e por escrito. b) A prestação habitual de horas extras descaracteriza o acordo de compensação de horário. sem que houvesse qualquer compensação de horário. a concessão do intervalo para repouso e alimentação. e) De acordo com a jurisprudência do Tribunal Superior do Trabalho. §§ 2º e 3º. Entretanto. d) O acordo individual de compensação de horário é inválido. nos termos da literalidade do art. 59. Correta. inclusive acima do limite previsto no acordo. após a pactuação. com o respectivo empregador. da CLT. no sentido de que a concessão de intervalo dentro de cada turno. 58. ou descanso semanal. Errada. mecânico ou eletrônico. a) O acordo de compensação de jornada poderia ter sido firmado tacitamente entre empregado e empregador. a cargo do trabalhador. de 50%. Com efeito. dispõe o art. não havendo necessidade de assinalação diária pelo empregado. em caso de nãocompensação das horas excedentes. dentro de cada turno. descaracteriza o sistema de turnos ininterruptos de revezamento previsto na Constituição. §2º. da CLT. c) É requisito de validade do acordo de compensação de jornada a previsão de que. Errada. do TST. §2º. 74. pois o horário de repouso (intervalo intrajornada) deve ser apenas pré-assinalado. 21. pois o acordo de compensação de jornada deve ser firmado expressamente. que as horas não compensadas deverão ser pagas como extraordinárias. da CLT.obrigatoriamente sistema de anotação da hora de entrada e de saída. acordo escrito de compensação de jornada. Correta. assinale a opção correta. em registro manual. exigindo a legislação pertinente a celebração via convenção ou acordo coletivo de trabalho. ou o intervalo para descanso semanal. d) Não serão descontadas nem computadas como jornada extraordinária as variações de horário no registro de ponto não excedentes de cinco minutos. conforme art. Ver deixadinha nº 22 e videoaula nº 227. diante da prestação habitual de horas extras. Ver videoaula nº 210. IV. Ver videoaula nº 225. porque contraria o disposto na Súmula nº 360 do TST. da CLT. §1º. a situação hipotética descrita e a jurisprudência do Tribunal Superior do Trabalho. o que não afetaria sua validade. não descaracteriza o sistema de turnos ininterruptos de revezamento. qual seja. observado o limite máximo de dez minutos diários. 59. devendo haver diariamente assinalação do período de repouso. Ver deixadinha nº 21 e videoaula nº 219. Errada. por ausência de previsão legal no sentido do adicional mínimo de 75%. tendo o empregado direito ao pagamento como horas extraordinárias das que ultrapassarem a duração semanal normal. o empregado terá direito a percebê-las com o adicional de no mínimo 75% (setenta e cinco por cento) do valor da hora normal de trabalho.

a respeito. 111 . c) O adicional noturno. da CLT. a remuneração do repouso semanal corresponderá à de um dia de serviço. d) O tempo despendido pelo empregado até o local de trabalho e para o seu retorno. a) A legislação considera trabalho em regime de tempo parcial aquele cuja duração não exceda a vinte horas semanais. pois no caso as horas extras podem ser compulsoriamente exigidas pelo empregador. de forma pacífica. quinzena ou mês. semana. Errada. 23. Ver videoaula nº 220. Ver videoaula nº 222. e) Para os empregados que trabalham por dia. Errado. e) Em caso de força maior para atender à realização ou conclusão de serviços inadiáveis. Ver videoaulas nº 205/206. o empregado horista submetido a turno ininterrupto de revezamento tem jus ao pagamento apenas do adicional das horas extraordinárias trabalhadas além da 6ª diária. Errada. Para o cabimento das horas in itinere não basta mera insuficiência de transporte público. inclusive quando pago com habitualidade. por afrontar o disposto na Súmula nº 90 do TST. pois o adicional noturno tem natureza salarial (salário-condição). Ver. deve ser considerada a média dos salários fixos apurada durante o período aquisitivo. a questão é polêmica. Ver videoaula nº 233. salvo quando. b) De acordo com a jurisprudência do Tribunal Superior do Trabalho. “a”. caput. tratando-se de local de difícil acesso ou não servido por transporte público. 7º.Assinale a opção correta. inexistindo instrumento coletivo fixando jornada diferente. não será computado na jornada de trabalho. o acordo individual para compensação intrasemanal. No mesmo sentido. a Súmula 60 do TST. tendo em vista que tem por objetivo compensar o desgaste do trabalhador que se ativa em horário biologicamente destinado a descanso. Ver videoaula nº 230. Neste sentido. contratual ou convencional. Correta. o empregador fornecer a condução. 22. Errada. a Súmula nº 85 do TST. Errada. Para esse fim. desde que haja previsão nesse sentido em convenção ou acordo coletivo de trabalho. por qualquer meio de transporte. Quanto ao acordo para implantação da compensação além da semana (“banco de horas”). detém natureza indenizatória.Errada. nos termos do art. além do limite legal. Neste sentido. poderá o empregador exigir horas extras do empregado. por afrontar o entendimento dominante no TST. consubstanciado na OJ nº 275 da SBDI-1.Assinale a opção correta. pois o artigo 58-A da CLT define o trabalho como tempo parcial como sendo aquele cuja duração não exceda a 25 horas semanais. considera-se de difícil acesso o local de trabalho quando há mera insuficiência de transporte público. Ver videoaula nº 245. a) Para o cálculo das férias. 61. a Súmula 172 do TST. pela literalidade do art. computadas as horas extraordinárias habitualmente prestadas. as videoaulas nº 225/227. pois é válido. independentemente de qualquer acordo prévio ou previsão em norma coletiva. da Lei nº 605/1949.

e sim agentes externos. pela média. a expressão tornou-se. consagrada também como sinônimo de “salário convencional”. Errada. assim considerado aquele menor parâmetro definido em instrumetno coletivo de trabalho (ACT ou CCT). a intermitência. valendo para determinada categoria profissional. em geral o Estado (mediante a fixação do salário mínimo) ou os sindicatos. a tendência à determinação heterônoma significa que na maioria dos casos não são as partes contratuais que fixam o salário. pelo que as obrigações (dentre as quais a obrigação patronal de pagar o salário) renovam-se periodicamente. a tendência à determinação autônoma e a pósnumeração. Neste sentido. mas não é devido no caso dos safristas informalmente 112 . o art. Com efeito. 658/661). Por fim. O “salário normativo” seria. por afronta ao disposto no art. Errada. de forma contínua. Ver videoaulas nº 168/169. c) São características do salário o caráter alimentar e forfetário. pela média duodecimal. em princípio. da Lei nº 4. §1º. 2009. persistência ou continuidade. aquele menor parâmetro definido por sentença normativa para determinada categoria profissional. a irrenunciabilidade. também. Entretanto. p. e não sobre o salário do empregado. como a equivalência de remuneração entre o trabalhador temporário e os empregados da mesma categoria da empresa tomadora dos serviços temporários. porquanto. a tendência à determinação heterônoma e a pós-numeração. Correta. d) Tanto no cálculo das férias como da gratificação natalina. a periodicidade. Ver videoaulas nº 262/263. na prática. das gorjetas.090/1962. de outras parcelas de caráter salarial recebidas habitualmente. por meio de sentença normativa ou de convenção ou de acordo coletivo de trabalho. e) O décimo terceiro salário é direito de todo empregado. Observe-se que este rol de características foi visivelmente retirado do “Curso de Direito do Trabalho” do Min. incluindo os trabalhadores domésticos e os rurícolas. compõem a remuneração do trabalhador. a periodicidade. Ver videoaula nº 167. mediante negociação coletiva. Maurício Godinho Delgado (8ª ed. expressão consagrada pelo Min. tendo em vista que a equivalência da remuneração entre o trabalhador temporário e os empregados da mesma categoria da empresa tomadora dos serviços temporários é denominada “salário equitativo”. de forma que sequer o próprio trabalhador pode dispor de seu direito ao salário. A incorreção da assertiva encontra-se em sua parte final. embora pagas por terceiros.com integração. 142 da CLT. Errada. O salário tem como característica a persistência ou continuidade dado o fato de que o contrato de trabalho é de trato sucessivo. a indisponibilidade. 1º. a disponibilidade relativa. Godinho Delgado. a irrenunciabilidade. a lei estabelece mecanismos de proteção ao salário. porque são características do salário o caráter alimentar e forfetário. porque tanto as férias quanto o décimo terceiro são calculados sobre a remuneração. Ver videoaulas nº 156 e 190. 142 da CLT e o art. b) Pode-se considerar “salário normativo” tanto o menor parâmetro (valor) definido para certa categoria profissional. deve ser considerada a integração.

131. seria que a escolha por um dos regulamentos seria irretratável. conforme art. embora descontínuos. 15 da Lei nº 8. Ver deixadinha nº 38 e videoaula nº 202.Assinale a opção incorreta. seria a possibilidade de opção por um dos dois regulamentos apenas para os empregados admitidos quando os dois já existiam. Uma das possibilidades é considerar que a opção pelo regulamento menos favorável é ilícita. Pensamos que a melhor interpretação da Súmula. sob nenhum ponto de vista a assertiva pode ser considerada correta. mas a opção seria nula de pleno direito. não seria caso de retratação. d) A remuneração percebida pelo empregado à época da propositura da ação na Justiça do Trabalho serve de base de cálculo para as férias não concedidas no tempo oportuno. inclusive adicionais eventuais. 133. à luz o princípio da primazia da realidade. com efeitos ex nunc. Errada. reduzido à metade (Súmula 14 do TST). 24. Ver vídeo aula nº 268. O décimo terceiro salário é devido aos safristas. dependendo da interpretação que se dê à Súmula 51. mas de qualquer forma não há como considerá-la correta. Da mesma forma. para local mais distante de sua residência. conforme art. é correto afirmar: 113 . III. Correta. II). todos da CLT. Correta. na hipótese de coexistência de dois regulamentos da empresa. De qualquer forma.Acerca do instituto das férias. pela literalidade da Súmula 29 do TST. c/c o art.036/1990. Ver deixadinha nº 29 e vídeo aulas nº 252/253. mas sua desistência será retratável. A solução está na interpretação da Súmula nº 51 do TST. acaso se comprove que a escolha ocorreu sobre normas menos favoráveis. Nesta assertiva a banca fez uma grande confusão com a matéria. o empregado poderá optar. IV. por um deles. tem direito a suplemento salarial correspondente ao acréscimo da despesa de transporte. e) A contribuição para o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) incide sobre a remuneração mensal devida ao empregado. a) O trabalhador transferido. 25.contratados e na hipótese de rescisão contratual por culpa recíproca. Outra possibilidade. cujas cláusulas revoguem ou alterem vantagens deferidas. Logo. 130. posto que o ato corresponderia à renúncia do empregado às regras do sistema do outro regulamento (Súmula 51. ainda que contratados informalmente. por ato unilateral do empregador. dado o princípio da irrenunciabilidade. Correta. 468 da CLT. c/c o art. Para quem já tinha contrato em vigor quando do segundo regulamento (que veio suprimir direitos anteriormente deferidos) nada muda. Ver vídeo aula nº 275. salvo se o trabalhador tiver percebido da Previdência Social prestações de acidente do trabalho ou de auxílio doença por mais de seis meses. c) As faltas ou ausências decorrentes de acidente do trabalho não são consideradas para os efeitos de duração de férias. nos termos da Súmula 7 do TST. em caso de culpa recíproca é devido o décimo terceiro salário proporcional. dada a indisponibilidade preconizada pelo art. Correta. Ver deixadinha nº 50 e vídeo aula nº 324. b) Observado o princípio protetivo.

iniciando-se. no Direito do Trabalho. serão as férias concedidas em dois períodos. Errada. conforme art. Ver videoaulas nº 265/266. de convenção ou acordo coletivo de trabalho integrarão a remuneração do empregado. um dos quais não poderá ser inferior a 10 (dez) dias corridos. e não quando simplesmente adquiridas mas ainda não gozadas. da CLT. foi superada. desde que limitado ao valor correspondente a vinte dias do salário. de forma que o período respectivo não é computado como tempo de serviço. 26. Ver videoaula nº 255. o art. razão pela qual não integra a remuneração do empregado para quaisquer fins. há necessidade. do regulamento empresarial. então. I. férias proporcionais. novo período aquisitivo. Errada. da CRFB/88. conforme combinação dos artigos 139/141 da CLT. a regra geral baseada no critério da dispensa imotivada. independentemente do valor e para todos os fins. porque as férias devem ser concedidas. porque as férias configuram hipótese típica de interrupção contratual. da indicação dos motivos que a ensejaram. o que não existe até os dias atuais. Correta. quando então é correto dizer que um deles não poderá ser inferior a 10 dias corridos. §2º. 114 . e) poderão ser concedidas férias coletivas a todos os empregados de uma empresa ou de determinados estabelecimentos ou setores. depende de lei complementar que a regulamente. bem como o decorrente de cláusula do contrato de trabalho. 134 da CLT. Errada. Por esta razão. Este cômputo do período destinado ao gozo de férias como tempo de serviço é expressamente previsto no art. nos casos de contratos de duração indeterminada. a) a depender da livre conveniência do empregador e da necessidade do trabalho. 130. c) independentemente do tempo de serviço. ainda é admitida no Brasil a denúncia vazia do contrato de trabalho. na oportunidade. Errada. 146 da CLT. Ver videoaulas nº 249/150. pois as férias somente são devidas em dobro quando vencidas. qualquer que seja sua causa. Neste sentido. e os empregados contratados há menos de 12 (doze) meses gozarão. para a sua validação. nas hipóteses em que a cessação do contrato de trabalho se dá antes do fim do período d) a concessão das férias suspende o contrato de trabalho. Apenas excepcionalmente admite-se a concessão em dois períodos. em regra. Ver videoaula nº 288. em que não há prestação de serviço mas há remuneração e contagem do tempo de serviço. a) Após o advento da Constituição de 1988. com ruptura de iniciativa do empregador. Ver videoaulas nº 259/260. 144 da CLT. pois a proteção contra a dispensa arbitrária prevista no art. motivo pelo qual. Ver videoaula nº 267. b) o abono de férias concedido na forma da lei. em um único período. porque o abono de férias (conversão de parte das férias em pecúnia) tem natureza indenizatória. havendo cessação do contrato de trabalho. Art. Errada.Marque a opção correta. será devido ao empregado a remuneração em dobro correspondente ao período de férias cujo direito tenha adquirido. 7º.concessivo.

embora algumas especificidades ainda remanesçam. Ver videoaula nº 287. o saldo de salários. pois as garantias de emprego protegem o empregado contra despedida arbitrária. nos casos em que houver labor no horário compreendido entre 21h e 5h. embora sejam devidas férias proporcionais. quando há pedido de demissão do contratado. especificidades no tratamento do trabalhador rural. a) Havia exclusão dos trabalhadores rurais do tratamento geral da CLT. 7º. dispõe o art. Continuam. Ver videoaula nº 146. e décimo terceiro também proporcional ao período. Correta. na pecuária. até porque o trabalho é livre. havendo pedido de demissão do empregado. 27. Errada. a deixadinha nº 36. Errada. se a extinção antecipada se deu por iniciativa do empregado. Ver videoaula nº 289. porém a CRFB/88 (art. na agricultura. A CLT (art. mas o trabalhador perde a proteção. pois continuam devidas as parcelas já adquiridas como. pois se a extinção antecipada do contrato a termo ocorre por iniciativa do empregador terá o empregado direito ao saque do FGTS. não são devidas parcelas trabalhistas remanescentes do período. por óbvio. na dispensa por iniciativa do empregado. caput) igualou trabalhadores urbanos e rurais quanto aos direitos trabalhistas. quando há antecipação por vontade do empregador ou do empregado. entretanto. de que eventualmente fosse destinatário. d) Nos contratos a prazo determinado. por exemplo.b) Nos contratos a prazo determinado sem cláusula assecuratória do direito recíproco de rescisão. e ainda deve conceder aviso prévio de 30 (trinta) dias ao empregador. Por sua vez. como. por exemplo. Neste sentido. respectivamente. 481 da CLT que existente a “cláusula assecuratória” aplicam-se as mesmas regras cabíveis na extinção do contrato a prazo indeterminado. na hipótese de antecipação empresarial em razão de justa causa do trabalhador. c) Nos contratos a prazo indeterminado. não incidindo. Correta. acrescidas do 1/3 constitucional. Assim. das garantias de emprego. Ver videoaula nº 298. os efeitos serão idênticos ao de um pedido de demissão. e) Nos contratos a prazo determinado. se a extinção se deu por iniciativa do empregador ou do empregado. e 20h e 4h. não há direito ao levantamento do FGTS. “b”) excluía de sua proteção o rurícola. Errada. 115 . o aviso prévio. mas no sistema constitucional atual há plena paridade jurídica entre os trabalhadores urbanos e os rurais. isto é. quando a extinção contratual se dá pela vontade do empregado. é devido adicional noturno definido em 25%. 7º. com cláusula assecuratória do direito recíproco de rescisão. Logo. devem ser pagos o décimo terceiro salário proporcional e as férias proporcionais. o trabalhador indenizará o empregador dos prejuízos decorrentes do rompimento.Marque a opção incorreta. Ver videoaula nº 287. b) No caso dos trabalhadores rurais. acrescidas do 1/3 constitucional. o intervalo intrajornada concedido conforme os usos da região. pois a cláusula assecuratória do direito recíproco de rescisão do contrato por prazo determinado tem como objetivo exatamente liberar as partes da multa dos artigos 479 e 480. é obrigação do empregado e direito do empregador. ocorrendo a chamada extinção anormal.

Correta. Errada. quando se ativarem no campo. conforme artigos 3º-A e 6º-A da Lei 5. em caso de trabalho contínuo de duração superior a 6 (seis) horas.859/1972. pois se trata de hipótese de suspensão contratual (art. conforme art. 475. Embora a licençamaternidade tenha algumas peculiaridades.889/1973. da CLT. e) No caso dos trabalhadores domésticos. conforme art. sendo o trabalhador considerado incapaz para trabalhar. Quem assistiu às aulas do Curso Completo (videoaulas 14 e 15) ou ao menos se preocupou em dar uma lidinha na Deixadinha nº 35 acertou a questão sem maiores problemas. motivo pelo qual dependem de ato voluntário do empregador. seguida pela ESAF desde sempre. c/c os arts. para as hipóteses anteriores à referida Emenda. o FGTS é facultativo para o empregador doméstico. sabemos que não mais existe. Neste sentido. c) Em se considerando as empresas de reflorestamento. inclusive para eventual contagem diferenciada do prazo prescricional.626/1974. por oportuno. a partir de liberalidade do empregador) fazem jus ao benefício do segurodesemprego. c) Aposentadoria provisória. d) Também aos trabalhadores rurais é obrigatória a concessão de um intervalo mínimo de 1 (uma) hora para repouso e alimentação. É a regra. Ver videoaula nº 154. desde a EC 28/2000. da CLT). Com efeito. Observe-se. foi inclusive mencionada na videoaula nº 68 uma questão anterior da ESAF.889/1973. Ver videoaula nº 15. caput. classifica a hipótese como de interrupção do contrato de trabalho. c/c a Súmula 160 do TST. tendo em vista que os trabalhadores em empresas de florestamento e reflorestamento são tidos como rurícolas ainda que se ativem em área urbana. Ver videoaula nº 20. os trabalhadores serão considerados rurais. que a alegação de que será interrupção se houver previsão contratual ou em norma coletiva de pagamento dos salários e demais verbas ao empregado não tem o condão de colocar em dúvida a assertiva. §1º. 5º da Lei nº 5. Ver videoaula nº 14. 7º da Lei nº 5. do Decreto nº 73. como o pagamento do salário (salário-maternidade) a cargo da Previdência. 28. sendo que somente os empregados domésticos vinculados ao regime do FGTS (portanto.213/91). exercendo tarefas próprias aos rurícolas. Portanto.Assinale a única opção que enseja a interrupção do contrato de trabalho.Correta. Errada. a doutrina dominante. da Correta. observados os usos e costumes da região. §2º. a) Licença-maternidade empregada gestante. 68 e 149. embora a OJ nº 38 da SBDI-1 do TST se refira à prescrição do rurícola. somente se poderia falar em contagem diferenciada do prazo prescricional como regra de transição. diferença de tratamento entre o empregado urbano e o rurícola em relação à prescrição. 43 e 47 da Lei 8. b) Eleição para cargo de direção sindical. 543. Ademais. pois se trata de hipótese de suspensão contratual (art. Errada. 116 . c/c o art. Correta. Ver videoaulas nº 65. o FGTS e o segurodesemprego estão previstos em norma de caráter dispositivo. Ver videoaula nº 148. 5º. e no caso não comporta este tipo de ilação.

Ver videoaula nº 304. Ver videoaula nº 15. as normas trabalhistas. Errada. porque é hipótese de suspensão contratual (não há pagamento de salários nem contagem do tempo de serviço). a existência de diferenças da indenização compensatória de 40% sobre o FGTS. “a” e “b”. Errada. Correta. 477. 477. Ver videoaula nº 15. Errado. §8º. pelo que deve-se interpretar que a multa é cabível em todos os casos. tendo em vista que o dispositivo aplicável (art. Errada. tendo em vista a parte final da assertiva. Ver videoaula nº 303. com dispensa do aviso prévio. e formada por representantes dos trabalhadores e da empregadora. a) Em face do princípio da autonomia da vontade. acaso tenha conferido ao empregador ampla quitação na transação extrajudicial realizada para adesão ao plano de demissão voluntária. do contrato de trabalho. contado da comunicação do pedido de demissão. Dessa forma. pelo que se aplicam os mesmos efeitos da dispensa imotivada. não é permitido ao trabalhador renunciar a direitos trabalhistas no âmbito extrajudicial. 477. c) A multa por atraso no pagamento das verbas rescisórias incide mesmo nos casos em que a rescisão contratual tenha-se operado por prática de justa causa pelo trabalhador. constatando o trabalhador. como regra. §1º. o plano de adesão voluntária não tem o condão de substituir a gama de direitos conferidos ao trabalhador. somados a eventuais benefícios normalmente oferecidos pelo empregador para que o empregado se interesse pela adesão. após a homologação da rescisão contratual. 483. c/c o art. pois é outra hipótese de suspensão contratual (art. CLT) não faz qualquer distinção relativa à modalidade de rescisão contratual operada. firmado por empregado com mais de 1 (um) ano de serviço. salvo no caso em que o documento seja confeccionado e assinado perante comissão instituída pela empresa. pois na hipótese de pedido de demissão com dispensa do aviso prévio o empregador terá até o décimo dia. estará impedido de postulá-las. §6º. 117 . b) O pedido de demissão ou recibo de quitação de rescisão.d) Atendimento a encargo público. CLT). para proceder ao pagamento das verbas rescisórias devidas. d) O pagamento das parcelas constante do instrumento de rescisão ou recibo de quitação deverá ser efetuado em até um dia útil nas hipóteses de término do contrato a prazo e de pedido de demissão. Errada. só será válido quando feito com a assistência do respectivo Sindicato ou perante a autoridade do Ministério do Trabalho e Previdência Social. Com efeito.Marque a opção correta. a comissão de conciliação prévia não tem atribuição para prestar assistência à homologação da rescisão do contrato de trabalho (art. Dada a indisponibilidade que caracteriza. 30. Ver videoaula nº 304. e) Prisão provisória do empregado. na hipótese de cumprimento de mandato político eletivo. da CLT. §8º. 472 da CLT). em razão de depósitos insuficientes do período contratual. notadamente mediante os famosos recibos de quitação “plena e irrestrita” dos direitos trabalhistas. inclusive na dispensa por justa causa. nos termos do disposto no art.

da CRFB/88).719/1998. 7º.719/1998. no caso de trabalhador analfabeto. Nesses casos. por contrariar a literalidade do art. na condição de aprendiz. Correta. conforme art. II. Ver videoaula nº 159. porque o trabalho é proibido aos menores de 14 anos mesmo na condição de aprendiz. deverá ser feito apenas em espécie. João utilizou-se do email corporativo da empresa empregadora para enviar material pornográfico. a) O operador portuário é o responsável principal pelo pagamento dos encargos trabalhistas. ao trabalhador Errada. §4º. Errada. diretamente portuário avulso. §2º. TRT/ALAGOAS TÉCNICO – 2008 – FCC – 31. como também os direitos previdenciários (art. II. da Lei nº 9.719/1998. 4º. salvo na condição de aprendiz. Ver videoaula nº 159. poderão ser dispensados com justa causa pela prática. sendo lícito o trabalho aos maiores de 16 anos. pois a atribuição em referência é do OGMO. hipótese em que serão assegurados ao adolescente apenas os direitos trabalhistas. na escalação diária do trabalhador portuário avulso deverá sempre ser observado um intervalo mínimo de onze horas consecutivas entre duas jornadas. Ver videoaula nº 304. respectivamente. pois o operador portuário e o OGMO são solidariamente responsáveis pelo pagamento dos encargos trabalhistas e das contribuições previdenciárias. o pagamento das verbas rescisórias poderá ser realizado em dinheiro ou cheque. asseguramse ao aprendiz não só os direitos trabalhistas.e) Conforme previsão legal pertinente ao tema. Ver videoaula nº 159. conforme art. conforme a literalidade do art. pois o trabalhador analfabeto deverá receber o seu salário necessariamente em dinheiro. 2º. Joana desobedeceu norma de caráter geral da empresa. e) Salvo em situações excepcionais. de ato de 118 . constantes de acordo ou convenção coletiva de trabalho. Além disso. 477. Mário falsificou certidão de nascimento de filho para receber salário-família. Ver texto-resumo do Capítulo 28 do Curso Completo. d) É proibido qualquer trabalho a menores de 14 (quatorze) anos de idade. do ECA. 31.Assinale a opção correta. Ver texto-resumo do Capítulo 28 do Curso Completo. Errada. nos termos do art. das contribuições previdenciárias e demais obrigações devidas ao trabalhador portuário. b) O caráter educativo do trabalho desenvolvido pelo adolescente. da Lei nº 9. é descaracterizado quando há participação na venda dos produtos da atividade exercida. acaso o ato seja acompanhado por duas testemunhas. 68. 2º. no curso de programa social sob responsabilidade de entidade governamental ou não governamental sem fins lucrativos. 8º da Lei nº 9. João e Joana. caso contrário. XXXIII. Mário. da CLT. c) Cabe ao operador portuário efetuar o pagamento da remuneração pelos serviços executados e das parcelas referentes a décimo terceiro salário e férias. Errada. e não do operador portuário. e aos maiores de 14 anos. Errada. enquanto o órgão gestor de mão-de-obra detém responsabilidade subsidiária por tais encargos.

Diana possui uma filha de 13 anos de idade. Comentário: Esta questão poderia dar “pano para manga”. Daniela e Dora são empregadas da empresa XXCC. (SARAIVA. (…) Podemos citar como exemplo (…) a falsificação de documentos para obter vantagem ilícita na empresa…” “Incontinência de conduta é o desregramento ligado à vida sexual do indivíduo. mau procedimento e insubordinação. Com efeito. exceto o doméstico. bem como (C) incontinência de conduta. pois a rigor não é matéria trabalhista. que provoque risco ou prejuízo à integridade patrimonial do empregador ou de terceiro. má-fé do obreiro. pg. Renato Saraiva. (E) indisciplina. de de insubordinação consiste no descumprimento de ordens pessoais de serviço. a 119 . Por sua vez. e sim previdenciária. 3ª Ed. sendo beneficiários dele os segurados empregados. incontinência conduta e insubordinação. Não obstante. terão direito ao saláriofamília apenas. (E) Aline e Diana. Aline.213/1991.(A) improbidade. Daniela e Dora. Peço licença então para citar o ilustre professor: “Consiste o ato de improbidade na desonestidade.213/1991). Assim. ato lesivo da honra praticado em serviço e insubordinação. (C) Diana. incontinência conduta e indisciplina. a natureza jurídica do salário-família é benefício previdenciário. Não sei se por conveniência ou por falta de rigor técnico. um dos autores mais indicados para concursos para analista e técnico dos TRT. (A) Aline e Dora. percebe-se que a banca seguiu exatamente o entendimento do Prof. 32. a banca desconsiderou tal fato e incluiu o salário-família no conteúdo programático de Direito do Trabalho. Daniela possui uma filha de 11 anos de idade e Dora possui um filho inválido com 33 anos de idade. urbanos ou rurais. Comentário: Outra questão estranha. Daniela e Dora. São Paulo : Editora Método. Direito do Trabalho Para Concursos Públicos. Renato. 2005. Aline possui um casal de gêmeos com 14 anos de idade. (D) Daniela e Ana. direcionadas a todos os empregados (…). Nesses casos. Ana. 254/258). (B) improbidade. que leva à perturbação do ambiente de trabalho ou mesmo prejudica suas obrigações contratuais. sendo inclusive previsto na lei de benefícios da Previdência Social (Lei nº 8. pois a doutrina é extremamente oscilante no tocante à caracterização das hipóteses legais de falta grave. Pois bem. Diana. o gabarito é letra “B”. Ana possui um filho com 17 anos de idade. Diana. “A indisciplina no serviço consiste no descumprimento de ordens emanadas em caráter geral. (B) Ana. (D) incontinência de conduta. o salário-família está previsto nos artigos 65 a 70 da Lei nº 8. dadas diretamente pelo empregador ou pelo superior hierárquico ao obreiro”. mau procedimento e indisciplina. fraude. com o objetivo de alcançar vantagem para si ou para outrem. como a prática de obscenidades e pornografia nas dependências da empresa”.

o trabalhador avulso, que tenham filhos menores de 14 anos ou inválidos de qualquer idade. Isso posto, das empregadas da empresa XXCC mencionadas no enunciado da questão apenas Diana, Daniela e Dora terão direito ao salário-família (gabarito letra “C”). 33. Carlos, César e Cícero trabalham na empresa DDAA. Durante o período aquisitivo de férias Carlos possuiu 5 faltas injustificadas, César possuiu 12 faltas injustificadas e Cícero possuiu 8 faltas injustificadas. Nesses casos, de acordo com a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), Carlos, César e Cícero terão direito, respectivamente, a (A) 24, 18 e 12 dias de férias. (B) 30, 24 e 18 dias de férias. (C) 24, 18 e 18 dias de férias. (D) 30, 24 e 24 dias de férias. (E) 30, 24 e 15 dias de férias. Comentário: Aplicação literal do art. 130 da CLT. Gabarito letra “D”. 34. Mário, empregado da empresa KILO, registrou sua candidatura como diretor suplente do sindicato de sua categoria de trabalho. Passadas as eleições, Mário recebeu a boa notícia de que havia sido eleito. Neste caso, Mário (A) poderá ser dispensado a qualquer momento, tendo em vista que foi eleito como diretor suplente de sindicato. (B) terá vedada a sua dispensa a partir do registro de sua candidatura até um ano após o final do seu mandato, salvo se cometer falta grave.

(C) terá vedada a sua dispensa a partir do resultado oficial das eleições até um ano após o final do seu mandato, salvo se cometer falta grave. (D) terá vedada a sua dispensa a partir do registro de sua candidatura até seis meses após o final do seu mandato, salvo se cometer falta grave. (E) terá vedada a sua dispensa a partir do resultado oficial das eleições até seis meses após o final do seu mandato, salvo se cometer falta grave. Comentário: O art. 543, §3º, da CLT, dispõe que “Fica vedada a dispensa do empregado sindicalizado ou associado, a partir do momento do registro de sua candidatura a cargo de direção ou representação de entidade sindical ou de associação profissional, até 1 (um) ano após o final do seu mandato, caso seja eleito inclusive como suplente, salvo se cometer falta grave devidamente apurada nos termos desta Consolidação.” Logo, o gabarito é letra “B”. 35. Considere as assertivas abaixo a respeito da jornada de trabalho. I. Não serão descontadas nem computadas como jornada extraordinária as variações de horário no registro de ponto não excedentes de cinco minutos, observado o limite máximo de dez minutos diários. II. A limitação legal da jornada suplementar a duas horas diárias não exime o empregador de pagar todas as horas trabalhadas. III. Os chefes de departamento não possuem direito ao pagamento de horas extras, uma vez que se equiparam aos gerentes.

120

IV. Em regra, o tempo despendido pelo empregado até o local de trabalho e para o seu retorno, por qualquer meio de transporte, será computado na jornada de trabalho. É correto o que se afirma, APENAS, em (A) I, II e III. (B) II, III e IV. (C) III e IV. (D) II e III. (E) I e II. Comentário: Vejamos os itens um a um. I – correto, pela literalidade do art. 58, §1º, da CLT; II – correto, por aplicação de princípio geral do direito (vedação ao enriquecimento ilícito – no caso, do empregador) e pelo teor da Súmula 376 do TST; III – correto, pela literalidade do art. 62, II, da CLT; IV – incorreto, tendo em vista em regra o tempo de deslocamento do trabalhador não é computado em sua jornada de trabalho, nos termos do art. 58, §2º, da CLT. Assim, o gabarito é letra “A”. 36. A transferência do empregado que labora no período noturno para o período diurno de trabalho (A) não implicará na perda do direito ao adicional noturno, uma vez que a CLT veda a redução salarial. (B) não implicará na perda do direito ao adicional noturno, uma vez que este já se encontrava integralizado no salário do reclamante.

(C) implicará na perda do direito ao adicional noturno, mas fará jus o reclamante ao pagamento de multa no valor de três salários mínimos. (D) implicará na perda do direito ao adicional noturno, visto tratar-se de um benefício para a higidez física e mental do trabalhador. (E) implicará na perda do direito ao adicional noturno, mas fará jus o reclamante ao pagamento de multa no valor dos últimos cinco salários recebidos. Comentário: O trabalho noturno é considerado prejudicial à saúde e à higidez física do trabalhador, razão pela qual a transferência do horário noturno para o horário diurno é benéfica ao empregado. Assim, tal transferência implica na perda do adicional noturno, não cabendo qualquer tipo de indenização. Neste sentido, a Súmula 265 do TST. Gabarito letra “D”. 37. Eduardo solicitou a sua demissão da empresa XCV, tendo em vista que lhe foi oferecida outra oportunidade de trabalho com salário superior ao que está recebendo. Neste caso, Eduardo (A) só poderá deixar de cumprir o aviso prévio se a empresa empregadora autorizar expressamente, não podendo sofrer qualquer desconto no pagamento de suas verbas rescisórias. (B) não poderá deixar de cumprir o aviso prévio, tendo em vista que o empregador necessita deste prazo para recompor o quadro de funcionários da empresa. (C) poderá deixar de cumprir o aviso prévio, mas não poderá sofrer qualquer desconto no pagamento de suas verbas rescisórias, sendo

121

garantia Magna.

social

prevista

na

Carta

desde que obedeça o prazo máximo total de 90 dias. Comentário: Os contratos a prazo determinado podem ser prorrogados uma única vez (art. 451 da CLT) e o contrato de experiência tem duração máxima de 90 dias (art. 445, parágrafo único, da CLT). Assim, da combinação dos dois dispositivos, temos que o contrato de Ana pode ser prorrogado uma única vez, pelo prazo máximo de 60 dias (de forma que a soma do contrato e da prorrogação não ultrapasse 90 dias). Gabarito letra “A”. 39. Mário, empregado da empresa TITO, será pai pela segunda vez. Porém, seu segundo filho nascerá da união estável que mantém com Joana. Neste caso, Mário (A) terá direito a licença paternidade, podendo não comparecer ao serviço pelo prazo de sete dias. (B) não terá direito a licença paternidade uma vez que não é casado legalmente com Joana. (C) terá direito a licença paternidade, podendo não comparecer ao serviço pelo prazo de três dias. (D) não terá direito a licença paternidade uma vez que a licença paternidade só é devida no nascimento do primeiro filho. (E) terá direito a licença paternidade, podendo não comparecer ao serviço pelo prazo de cinco dias. Comentário: A redação original do art. 473, III, da CLT, prevê que o empregado pode deixar de comparecer ao serviço, sem prejuízo do salário, “por um dia, em caso de nascimento de filho, no decorrer da primeira semana”. Entretanto, tal dispositivo foi alterado tacitamente pelo art. 7º, XIX, da

(D) poderá deixar de cumprir o aviso prévio, mas o não cumprimento pode ensejar o desconto de até 30% do salário recebido pelo reclamante. (E) poderá deixar de cumprir o aviso prévio, mas o não cumprimento pode ensejar o desconto dos salários correspondentes ao prazo respectivo. Comentário: O trabalho humano é livre, pelo que ninguém é obrigado a trabalhar (ou a continuar trabalhando) para quem quer que seja. Entretanto, se o empregador pede demissão e não cumpre o aviso prévio o empregador pode descontar das verbas rescisórias os salários correspondentes ao prazo do aviso prévio, nos termos do art. 487, §2º, da CLT. Logo, o gabarito é letra “E”. 38. A empresa FIGA celebrou contrato de experiência com Ana pelo prazo de 30 dias. Quando terminar o prazo contratado a empresa pretende prorrogar o referido contrato. Neste caso, a empresa (A) poderá prorrogar o contrato uma única vez pelo prazo máximo de 60 dias. (B) não poderá prorrogar o contrato sob pena de ser considerado o contrato por prazo indeterminado. (C) poderá prorrogar o contrato quantas vezes forem necessárias desde que obedeça o prazo máximo total de 120 dias. (D) poderá prorrogar o contrato uma única vez pelo prazo máximo de 90 dias. (E) poderá prorrogar quantas vezes forem o contrato necessárias

122

Gabarito letra “E”. CESPE. Comentários: De acordo com o art. 10. Como exemplo de improbidade temos o roubo. titulares e suplentes. que a chamada “licença-paternidade” nada mais é que um caso de interrupção do contrato de trabalho. 482 da CLT como motivo de justa causa que justifica a rescisão do contrato de trabalho por parte do empregador. Gabarito letra “C”. inciso XIX”. correta. Como ainda não existe lei regulamentando a matéria. 625-B. A afirmativa está correta. relacionado ou não com o trabalho. no curso do contrato de trabalho. até 1 (um) ano após o final do mandato. “é vedada a dispensa dos representantes dos empregados membros da Comissão de Conciliação Prévia. o furto. 40. De acordo com a CLT. gratificações ajustadas. 2009. gratificações ajustadas. titulares e suplentes. Comentário: Literalidade do art. de cinco dias. não só a importância fixa estipulada. nos termos da lei”. (C) as comissões. até um ano após o final do mandato. integram o salário. gratificações ajustadas. qual seja. c/c o art. abonos pagos pelo empregador e as ajudas de custo. percentagens. TRT/ES. preencha a condição estipulada. relacionada ou não com o trabalho. 123 .CRFB/88. Os livros e as apostilas conceituam improbidade como a conduta do empregado que lesa o patrimônio da empresa ou mesmo de terceiro. ajudas de custo e diárias para viagens que excedam 50% do salário percebido pelo empregado. percentagens. vale o prazo previsto no ADCT. da CLT. ajudas de custo e diárias para viagens que não excedam 50% do salário percebido pelo empregado. ou de terceiro. §1º. diárias para viagens que excedam 50% do salário percebido pelo empregado e abonos pagos pelo empregador. do ADCT. percentagens. percentagens. §1º. como também (A) as comissões. 457. a extorsão. dentre outras verbas. licença remunerada concedida por lei ao empregado que. Comentários: A improbidade está arrolada no art. Constitui improbidade o ato lesivo contra o patrimônio da empresa. percentagens. ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA.A improbidade é motivo para a demissão do empregado por justa causa. (E) as comissões. 1 . 7º. diárias para viagens que não excedam 50% do salário percebido pelo empregado e abonos pagos pelo empregador. até que “a lei venha a disciplinar o disposto no art. isto é. os quais prevêem o prazo de cinco dias para a licença-paternidade. Resta esclarecer. por oportuno. (B) as comissões. (D) as comissões. §1º da CLT. salvo se cometerem falta grave. a apropriação indébita etc. Dessa forma. a afirmativa está 2 . salvo se cometerem falta grave.É vedada a dispensa dos representantes dos empregados membros das comissões de conciliação prévia.

A afirmativa está correta. a afirmativa está errada. o suplente da CIPA goza da garantia de emprego prevista no art. que pode ser provada por outros meios de prova. 7 . Juiz Sérgio Pinto Martins – DOESP 15. Ainda que suplente. alínea “j”. 4 . assim como as diárias para viagem que não excedam de 50% (cinqüenta por cento) do salário percebido pelo empregado" (grifei). Por tudo errada. Nessa situação.A totalidade do salário pode ser paga em utilidades.Empregado eleito como suplente para cargo de direção da comissão interna de prevenção de acidentes (CIPA) goza da estabilidade provisória desde o registro de sua candidatura até um ano após o final de seu mandato. por isso a afirmativa está errada. A decisão a seguir mostra bem o entendimento do TST a respeito da ocorrência policial: JUSTA CAUSA CONFIGURAÇÃO JUSTA CAUSA – Necessidade de boletim de ocorrência. Tal documento não é fundamental para a caracterização da justa causa. o salário pago em utilidades não deve ser mais que 70% do salário contratual do empregado. Comentários: Conforme o parágrafo único do art. 82 da CLT. salvo em legítima defesa própria ou de outrem. para que o empregador possa aplicar a justa causa. a afirmativa está Comentários: Conforme a súmula 339 do TST. “a”. como por tetemunhas. 5 .Os empregados de empresas distribuidoras e corretoras de títulos e valores mobiliários têm direito à 124 . – RO 20010184818 – (20020067717) – 3ª T. – Rel. constituem justa causa para rescisão do contrato de trabalho pelo empregador. desde a candidatura até 1 ano após o final do mandato. o empregado eleito para cargo de direção da comissão interna de prevenção de acidentes (CIPA).3 . 10.Considere que. deve providenciar a ocorrência policial do fato na delegacia de polícia competente. II. "não se incluem nos salários as ajudas de custo. Boletim de ocorrência é elemento meramente informativo à autoridade policial para que tome as providências que entender cabíveis. ofensas físicas praticadas contra qualquer pessoa. Pelo fato da ajuda de custo ter natureza indenizatória não integra o salário. (TRT 2ª R. não há tal exigência na lei. isso.A ajuda de custo paga ao empregado para a cobertura de despesas na sua transferência para outra localidade integra o seu salário para todos os efeitos. Dessa forma. goza de estabilidade provisória. Dessa forma. um empregado tenha agredido fisicamente um colega de trabalho. zona ou subzona”. 6 . Comentários: Conforme o §2º do art. “O salário mínimo pago em dinheiro não será inferior a 30% (trinta por cento) do salário mínimo fixado para a região. Quanto à necessidade de providenciar a ocorrência policial do fato. do ADCT. Comentários: Segundo o art. 457 da CLT. no horário normal de expediente. em determinada empresa. que são prestações in natura que a empresa fornece habitualmente aos empregados por força do contrato de trabalho.02. 482.2002).

está errada.A prestação de horas extras habituais descaracteriza o acordo de compensação de jornada.jornada de bancários. 8 . a afirmativa está errada. não implica a repetição do pagamento das horas excedentes à jornada normal diária. Portanto. afasta o direito de recebimento do adicional de insalubridade. Comentários: Conforme o art. “serão consideradas atividades ou operações insalubres aquelas que. não afasta. condições ou métodos de trabalho. 7º. as horas que ultrapassarem a jornada semanal normal deverão ser pagas como horas extraordinárias e. III .A compensação de jornada de trabalho deve ser ajustada por acordo individual escrito. Comentários: Essa afirmativa poderia ser resolvida com o conhecimento da respeito da súmula 85 do TST: I . O art. 9 . sendo devido apenas o respectivo adicional. por sua natureza. só por essa circunstância. acordo coletivo ou convenção coletiva.O trabalho executado em condições insalubres. exponham os empregados a agentes nocivos à saúde. Assim. A alternativa. IV . XXIII. quanto àquelas destinadas à compensação. o adicional é devido. inclusive quando encetada mediante acordo tácito. se por exemplo. na forma da lei. deverá ser pago a mais apenas o adicional por trabalho extraordinário.O mero não-atendimento das exigências legais para a compensação de jornada.” Poderia surgir a seguinte dúvida: Se o empregado não trabalha continuamente em condições insalubres ainda assim tem direito a esse adicional? A súmula 47 do TST responde a esse questionamento: “O trabalho executado em condições insalubres. II . da CF/1988 estabelece que o empregado tem direito ao “adicional de remuneração para as atividades penosas. se não dilatada a jornada máxima semanal. é perfeitamente possível que a compensação de horas possa ser ajustada por acordo individual de trabalho desde que seja feito por escrito e não haja acordo coletivo ou convenção coletiva em sentido contrário. em caráter intermitente. acima dos limites de tolerância fixados em razão da natureza e da intensidade do agente e do tempo de exposição aos seus efeitos”. o empregado trabalha parte da sua jornada com ruídos considerados insalubres. Nesta hipótese. se realizado em caráter intermitente. Assim. salvo se houver norma coletiva em sentido contrário.O acordo individual pactuado entre um empregado e o empregador com o objetivo de compensação de horas não possui qualquer validade. insalubres ou perigosas. de forma proporcional ao tempo de exposição. o direito à percepção do respectivo adicional”. 125 . 189 da CLT.O acordo individual para compensação de horas é válido. portanto. Comentários: trabalho especial dos Conforme a súmula 119 do TST: Os empregados de empresas distribuidoras e corretoras de títulos e valores mobiliários não têm direito à jornada especial dos bancários.

Técnico Judiciário – Área Administrativa. poderá haver fracionamento em dois períodos. 134. CLT). pois a regra é que as férias não podem ser fracionadas. Se as férias fossem coletivas. 712 da CLT do candidato: "Os serventuários que. Cespe. mas o fracionamento não pode ser inferior a 15 dias corridos. Cespe. Analista Judiciário – Área Judiciária. mas um deles não pode ser inferior a 10 dias corridos (§1º do art. 139. pois há um entendimento recente que defende que o empregador compra se quiser. Comentários: A afirmativa cobra o conhecimento literal do parágrado único do art. a afirmativa do Cespe está errada 1) TRT/ES. Comentários: A afirmativa “O período de gozo de férias pode ser fracionado. 126 . CESPE. A afirmação “Inadmite-se o fracionamento das férias aos menores de 18 anos e aos maiores de 50 anos de idade” está certa. sem motivo justificado. deve solicitar a autorização prévia do sindicato dos trabalhadores e da Superintendência Regional do Trabalho. as férias serão sempre concedidas de uma só vez”. “caput”. Cespe. nenhum dos dois períodos poderá ser inferior a 10 dias corridos (§1º do art. CLT). 134 da CLT é claro ao estabelecer que “aos menores de 18 (dezoito) anos e aos menores de 50 (cinquenta) anos de idade. Técnico Judiciário – Área Administrativa. 2009. Assim. Analista Judiciário – Área Judiciária. Inadmite-se o fracionamento das férias aos menores de 18 anos e aos maiores de 50 anos de idade. em tantos dias quantos os do excesso". o Cespe considerou a afirmação errada. Todavia. 134. 2009. dentro dos prazos fixados. sem motivo justificado. Para que uma empresa possa conceder aos seus empregados férias coletivas. Se no gabarito definitivo essa resposta for mantida. mas. 2009. devendo ser concedidas em um só período (art. serão descontados em seus vencimentos. em casos excepcionais. devemos ter o seguinte raciocínio numa prova do Cespe: a venda de um terço das férias é faculdade do empregado e independe de concordância do empregador. 1) TRT/ES. A afirmativa “Para que uma empresa possa conceder aos seus empregados férias coletivas. no gabarito provisório. a afirmativa está correta. Cespe. 2) TRT/ES. uma vez que o §2º do art. mas o fracionamento não pode ser inferior a 15 dias corridos” está errada.Os serventuários que. O período de gozo de férias pode ser fracionado. em tantos dias quantos os do excesso. CLT). deve solicitar a autorização prévia do sindicato dos TRT/ES. A segunda afirmação “A conversão de um terço do período de férias em dinheiro depende da concordância expressa do empregador” é um pouco polêmica. TÉCNICO JUDICIÁRIO – ÁREA ADMINISTRATIVA. não realizarem os atos dentro dos prazos fixados serão descontados em seus vencimentos. 2) TRT/ES. 2009.Dessa forma. 2009. não realizarem os atos. A conversão de um terço do período de férias em dinheiro depende da concordância expressa do empregador. 1 .

também (A) ao seguro desemprego. é importante lermos leis esparsas. faz jus. 139 da CLT. (E) à estabilidade decorrente acidente de trabalho. 37 da CR/88. agora passou a ser Superintendência Regional do Trabalho (e Emprego) pelo Decreto autônomo nº 6. Todavia.341/2008 Trabalho.036/90.trabalhadores e da Superintendência Regional do Trabalho” está errada. desde que pactuado individualmente com o empregador. não é necessário solicitar autorização.No trabalho em regime de tempo parcial. Comentários: O art. 127 . Só a título de curiosidade. TRT/ 5ª REGIÃO/ FCC/ ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA ADMINISTRATIVA. (D) aos depósitos do FGTS na conta vinculada. o órgão local do Ministério do Trabalho (e Emprego) que era denominado Delegacia Regional do Trabalho. A letra D é a correta. (B) Os atuais empregados não podem optar pelo regime de trabalho em tempo parcial. apesar de nulo. 19-A da Lei nº 8. não há como o empregador devolver a mão-de-obra do empregado. o ato. se a prestação de serviços foi realizada. (D) Trabalho em regime de tempo parcial é aquele cuja duração não exceda a 25 horas semanais. 1 . Lei nº 8. é correto afirmar: (A) Deve ser necessariamente cumprido entre 25 e 44 horas semanais. Comentários: Como já disse anteriormente. Segundo o §2º do art.O trabalhador cujo contrato de trabalho tenha sido declarado nulo por ter sido admitido no serviço público sem concurso público (artigo 37. como a lei que dispõe sobre o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS). (C) Os empregados admitidos sob o regime de tempo parcial receberão o mesmo salário nominal que aqueles que cumprem as mesmas funções em tempo integral. (E) Os empregados atuais poderão optar pelo regime em tempo parcial. a nãoobservância do concurso público para investidura em cargo ou emprego público implica em nulidade do ato e na punição da autoridade da responsável. produz ainda alguns efeitos.58-A da CLT determina que “considera-se trabalho em tempo parcial aquele cuja duração não exceda a 25 (vinte e cinco) horas semanais”. portanto. é a D. 1 . no Direito do de TRT-PI/ FCC/ ANALISTA – ÁREA JUDICIÁRIA/ 2004. A alternativa correta. Conforme o §2º do Art. (C) ao aviso prévio. já que não há como voltar à situação anterior. 2003. o empregador deverá simplesmente comunicar ao órgão local do Ministério do Trabalho. (B) à gratificação de natal. sob pena de caracterizar enriquecimento sem causa do empregador. Assim. uma vez mantido o direito ao salário. é devido o salário e o depósito do FGTS na conta vinculada do empregado. § 2o da Constituição Federal).036/90. conforme o art.

preferencialmente. (D) entre os meses de fevereiro a novembro a antecipação da metade do valor devido a todos os empregados. incompatível com os trabalhistas.O pagamento do décimo terceiro salário (gratificação de natal). salvo se preceitos Comentários: Conforme o art. poderá ser dispensado o acréscimo de salário se. Cabe ressaltar ainda que o título em que esse artigo está inserido é “Do processo judiciário do trabalho”. (C) entre os meses de fevereiro a novembro. (C) a jurisprudência exclusivamente. no período máximo de 1 (um) ano. (E) o direito comum como fonte subsidiária obrigatória em todos os casos.Não existindo disposição legal trabalhista. (D)) um ano. por força do acordo ou convenção coletiva de trabalho. Comentários: De acordo com o “caput” do art. 59. e até o final do mês de dezembro a metade restante. e até o dia vinte de dezembro a metade restante. a todos os empregados.Na hipótese de excesso de horas de trabalho em um dia.2 . podendo. poderá ser dispensado o acréscimo de salário ao empregado desde que ajustada compensação pela correspondente diminuição em outro dia. 4 . de uma só vez. ser parcelado em até duas vezes. Comentários: O art. Dessa forma. (E) dois anos. a todos os empregados. pelo empregador aos empregados. de uma só vez. Assim. 769 da CLT estabelece que “nos casos omissos. (A) sempre no mês de dezembro. o adiantamento da gratificação natalina (ou décimo terceiro) deverá acontecer entre os meses de fevereiro a novembro de 128 . o direito processual comum será fonte subsidiária do direito processual do trabalho. 3 . as decisões da Justiça do Trabalho e das autoridades administrativas deverão considerar (A) o direito comum. §2º da CLT. (C) cento e vinte dias. nem seja ultrapassado o limite máximo de 10 (dez) horas diárias. de maneira que não exceda. (E) no mês de dezembro. exclusivamente. (D) os princípios gerais de direito. à soma das jornadas. o excesso de horas em um dia for compensado pela correspondente diminuição em outro dia. a critério do empregador. deverá ser efetivado: (B) a analogia e os usos e costumes. exceto naquilo em que for incompatível com as normas deste título”. a alternativa correta é a D.749/65. ou analogia. 2º da Lei 4. prevendo a compensação no período máximo de (A) sete dias. (B) entre os meses de fevereiro a novembro a antecipação da metade do valor devido a todos os empregados. a alternativa correta é a A. O ajuste deverá ser feito por acordo ou convenção coletiva. exclusivamente. de uma só vez. (B) trinta dias. a todos os empregados. obrigatoriamente.

“caput”. O §1º do art. devemos usar a regra geral. verbalmente ou por 129 . 73 da CLT estabelece que a hora noturna deverá ser computada como de 52 minutos e 30 segundos. merece proteção especial consistente em (A) cômputo da hora noturna reduzida (52 minutos e 30 segundos) e remuneração acrescida de 20% sobre a hora diurna. ESPECIALIDADE EXECUÇÃO DE MANDADOS/ 2006. não estará obrigado a pagar esse adiantamento a todos os seus empregados de uma só vez. trabalho urbano. É considerado trabalho noturno. 73 da CLT. (B) repouso obrigatório de 10 (dez) minutos a cada 90 (noventa) minutos trabalhados. no art. Comentários: Como já tivemos a oportunidade de ver. segundo o §2º do art. Só devemos aplicar os horários do trabalho rural se a questão expressamente se referir a esse tipo de trabalho. tanto para a pecuária quanto para a agricultura. determina que “salvo em casos de revezamento semanal ou quinzenal. 2º da Lei 4. o trabalho noturno terá remuneração superior à do diurno e.Sendo o trabalho noturno mais penoso ao trabalhador. Se a questão se referir a trabalho urbano ou for omissa. conforme o §1º do art. Comentários: A CLT. Assim. sua remuneração terá um acréscimo de 20% (vinte por cento). O empregador. diferente da hora noturna rural que é 60 minutos. (C) proibição do trabalho extraordinário e remuneração acrescida de 50% sobre a hora diurna. Até o dia 20 de dezembro de cada ano deverá ser pago o restante da gratificação.cada ano.749/65. TRT-ES/ 17ª REGIÃO/ÁREA ADMINISTRATIVA/JUDICIÁRIA/2004 . b) o contrato de experiência. para esse efeito. 443 da CLT estabelece que: “O contrato individual de trabalho poderá ser acordado tácita ou expressamente. sobre a hora diurna”. o art. c) a contagem do tempo de serviço. 1 . e) a garantia de emprego. como a questão acima apresentada. d) a forma não escrita. 73. Essa é a hora noturna do trabalho urbano. merece proteção especial consistente em cômputo da hora noturna reduzida (52 minutos e 30 segundos) e remuneração acrescida de 20% sobre a hora diurna”.ÁREA JUDICIÁRIA. (E) período mínimo de 15 (quinze) horas de descanso entre uma jornada e outra. Dessa forma. já que o trabalho rural possui dois horários: uma para a pecuária (ente as 20 e as 4 horas) e uma para a agricultura (entre as 21 as 5 horas). Há incompatibilidade entre o contrato de trabalho por prazo determinado e a) a prestação de serviços de caráter transitório. (D) jornada limitada a 6 (seis) horas diárias. a alternativa correta é a letra B. aquele executado entre as 22 horas de um dia e as 5 horas do dia seguinte. a alternativa correta é a letra A “Sendo o trabalho noturno mais penoso ao trabalhador. pelo menos. TRT 6ª REGIÃO/ FCC/ ANALISTA JUDICIÁRIO .

se não terá de observar a garantia de emprego. não há prorrogação. pouco importando se a pessoa tem ou não garantia de emprego.. 443. exceto o que diz respeito à extinção.escrito e por prazo determinado ou indeterminado” (grifamos). pois as partes sabiam que o contrato de trabalho terminaria no último dia acordado. a retenção de valores que pertencem à empresa. mas no último dia termina o pacto laboral. Se houver mais de uma prorrogação o contrato transforma-se em indeterminado desde o início. fica claro que há incompatibilidade entre o contrato de trabalho por prazo determinado e a garantia de emprego. Isto é. pelo empregado. “(. Cabe ressaltar que o contrato por prazo determinado possui todas as garantias do contrato por prazo indeterminado. Atividade empresarial transitório. os motivos para a contratação por prazo determinado são os seguintes: Serviço cuja natureza transitoriedade justifique predeterminação de prazo. Somente é aceita uma única prorrogação durante o prazo máximo de vigência. mesmo se a empregada ficar grávida. procedimento e 130 . nem violando a lei. de conduta e habitual e mau c) improbidade e desídia. uma data certa para a expirar. O contrato de experiência também é uma das causas que autorizam a contratação por prazo determinado de acordo com o art. a letra correta é a E. Contrato de experiência. caráter TRT-SP/ 2ª REGIÃO/ÁREA ADMINISTRATIVA/2004. conforme a alínea “a”. o termo pode ser certo ou incerto. d) improbidade e indisciplina.Para efeito de justa causa de rescisão do contrato de trabalho pelo empregador. Alcançado o termo certo. Segundo o § 2º do art. § 2º do art. 443. 443.) as partes já sabiam desde o início quando terminaria o pacto laboral. apenas há a cessação do contrato de trabalho no último dia acordado”. Nos por motivo de transitoriedade da atividade ou do serviço. de ou a Dessa forma. Segundo a lição de Sérgio Pinto Martins. Assim. suspensão ou interrupção do contrato de trabalho. bem como o descumprimento de ordens gerais configuram. mas se extrapolado o prazo máximo de 2 anos. Tanto o empregador como o empregado sabiam desde o primeiro dia do pacto quando este terminaria. “b” da CLT. a) incontinência indisciplina. O contrato por prazo determinado só necessariamente deverá ser escrito nos contratos de experiência. CLT. b) negociação procedimento. §2º. e) mau insubordinação. já que é uma das causas que permitem a contratação por prazo determinado. CLT. o contrato será considerado indeterminado desde o início. respectivamente. A prestação de serviços de caráter transitório é plenamente compatível com o contrato de trabalho por prazo determinado. o contrato a prazo determinado tem um termo. Por tudo isso. Assim. o empregador não está impedindo o empregado de trabalhar. Assim. já que há termo certo para o contrato ser extinto.. 1 . o contrato termina de forma natural.

Tudo o que não possa ser encaixado em outras faltas será classificado no mau procedimento”. Já que caso houver permissão do empregador. ímproba é uma pessoa que não é honrada. ato de improbidade “significa má qualidade. salvo em caso de legítima defesa. própria ou de outrem. Mas afirma que “o mau procedimento vem a ser um ato faltoso que não pode ser enquadrado nas demais alíneas do art. b) incontinência de conduta ou mau procedimento. São obscenidades praticadas a libertinagem. Para Pinto Martins “o empregado labora com desídia no desempenho de suas f) embriaguez habitual ou em serviço. A improbidade revela mau caráter. i) abandono de emprego. Quanto à condenação criminal. j) ato lesivo da honra dou da boa fama praticado no serviço contra qualquer pessoa. l) prática constante de jogos de azar”. independe do valor da coisa subtraída”. salvo em caso de legítima defesa. desonestidade. O ato ensejador da falta grave pode ocorrer com furto ou roubo de materiais da empresa. pois a lei é bem clara. maldade. Como exemplo o empregado surpreendido nas proximidades do local de trabalho sem permissão para sua retirada. ou ofensas físicas. e quando constituir ato de concorrência à empresa para a qual trabalha o empregado. 482 da CLT. O mesmo ocorre se não houver habitualidade. ou de Sérgio Pinto Martins conceitua justas causas já referidas. inclusive. a justa causa não será caracterizada. Conceitua também incontinência de conduta ligando-a “ao desregramento do empregado no tocante à vida sexual. perversidade. caso não tenha havido suspensão da execução da pena. e) desídia no desempenho respectivas funções.Comentários: O art. o empregado justificar suas faltas com atestados médicos falsos etc. que. c) negociação habitual por conta própria ou alheia sem permissão do empregador. 482 da CLT dispõe o seguinte: “Constituem justa causa para rescisão de contrato de trabalho pelo empregador: a) ato de improbidade. k) ato lesivo da honra ou da boa fama ou ofensas físicas praticadas contra o empregador e superiores hierárquicos. Mas devemos nos ater ao fato de haver necessidade de sentença transitada em julgado. a pornografia. que configuram a incontinência de conduta”. das Para esse autor. d) condenação criminal do empregado. Não há necessidade de ser feito boletim de ocorrência para a caracterização da falta. malícia. passada em julgado. g) violação de segredo da empresa. ou for prejudicial ao serviço. h) ato de indisciplina insubordinação. Como exemplo o assédio sexual. dispensa-se comentários. imoralidade. própria ou de outrem. as 131 . nas mesmas condições. a apropriação indébita de importância da empresa. a falsificação de documentos para obtenção de horas extras não prestadas. O autor já referido afirma que a negociação habitual diz respeito à negociação praticada pelo empregado sem permissão do empregador e com habitualidade.

como o fato de um empregado esmurrar outro”. portarias. o que não deveria ser tornado público. bingo.funções quando o faz com negligência. circulares. Pinto Martins assegura que ocorre “a ofensa física com a agressão do empregado contra qualquer pessoa. não há a justa causa. mas ordens do chefe. indiferença. loterias. uma única vez. má vontade. A ofensa física ocorre no local de trabalho. salvo em caso de legítima defesa. Pouco importa. A falta grave independerá da existência de lesão corporal ou ferimento. dominó. ou poucas vezes. Como calúnia. v. em alguns casos. Para esse mesmo autor “a falta grave ocorre quando o empregado continuamente pratica jogos de azar. o empregador e superiores hierárquicos. Pinto Martins assevera que para que o abandono de emprego seja caracterizado é preciso que tenha havido faltas durante certo período no serviço e esteja clara a intenção do empregado de não retornar ao emprego. Configura-se indisciplina se o empregado se recusa a ser revistado na saída do serviço. A jurisprudência. Configura-se de duas maneiras a embriaguez: habitual ou em serviço”. descumpre as ordens gerais dadas pelo empregador. Se a ordem do superior é imoral ou ilegal não se configura a insubordinação” (Sérgio Pinto Martins). somente o empregado embriagado será demitido e não aquele que vez ou outra toma um aperitivo e não fica embriagado. injúria e difamação. desde que agindo o empregador moderadamente”. Afirma que a embriaguez ”é proveniente de álcool ou de drogas. como o fato de o empregado não fazer serviço que lhe foi determinado no dia. No entanto. desatenção. Se o empregado ferir a honra ou boa fama do empregador ou superiores hierárquicos. bacará. Para a caracterização da embriaguez habitual há necessidade de sua repetição.. Pinto Martins defende que “comete falta grave de violação de segredo da empresa o empregado que divulga marcas e patentes. própria ou de outrem. indolência. do encarregado. Ele afirma ainda que “a lei trabalhista tipifica como justa causa embriaguez e não o ato de beber. mas poderá (correr fora do local de trabalho se. fórmulas do empregador. roleta. porém. desleixo. O empregado. a necessidade da habitualidade para a confirmação da falta grave em comentário. ligadas ao serviço. É importante destacar que a indisciplina diferencia da insubordinação pelo fato de a insubordinação estar “ligada ao descumprimento de ordens pessoais de serviço. Se a prática é isolada. Há. por conseguinte. por exemplo. Mas aceita também prazos menores se puder comprovar que o empregado não mais quis retornar ao trabalho. Quanto à indisciplina assegura que essa “diz respeito ao descumprimento de ordens gerais de serviço. relaxamento”. o empregado trabalhar externamente. sem seu consentimento. g. rifas não autorizadas 132 . displicência. omissão. fixa o período de 30 dias para caracterizar esse abandono. no serviço. estará caracterizada a justa causa por motivo de ato lesivo à honra e à boa fama. como as contidas no regulamento da empresa. em ordens de serviço. de cartas. desinteresse. A embriaguez em serviço não precisa ser habitual. preguiça. configurando prejuízo àquele”. bastando apenas a ofensa física. Não são ordens gerais do próprio empregador. se o jogo é ou não a dinheiro. Os jogos de azar podem ser: jogo do bicho. a embriaguez no serviço pode ser caracterizada apenas por uma falta”.

Abandono de emprego . III – Os empregados que recebem um salário fixo mensal já têm incluído nesse valor a remuneração do repouso semanal. maldade.como calúnia. é devida a remuneração do repouso semanal dos dias feriados ao empregado comissionista. Letra “d”. fórmulas do empregador. indolência. Insubordinação . (TRT-16ª REGIÃO . malícia. desinteresse. Violação de segredo da empresa divulgação por parte do empregado de marcas e patentes. Na questão da FCC. É correto o que se afirma APENAS em: a) III e IV Ato lesivo à honra ou à boa fama do empregador ou superiores hierárquicos . perversidade. salvo em caso de legítima defesa. Para memorização. Podemos afirmar que a retenção de valores pertencentes à empresa caracteriza improbidade e que descumprimento de ordens gerais caracteriza indisciplina. configurando prejuízo àquele.descumprimento de ordens pessoais de serviço. habitualmente pratica jogos de azar.faltas durante certo período no serviço e esteja clara a intenção do empregado de não retornar ao emprego. desatenção. Mau procedimento à ato faltoso que não pode ser enquadrado nas demais alíneas do art. Condenação criminal .má qualidade. relaxamento etc. preguiça. Embriaguez . desonestidade etc.proveniente de álcool ou de drogas e configura-se de duas maneiras a embriaguez: habitual ou em serviço. própria ou de outrem. 482 da CLT.FCC/2009 ANALISTA JUDICIÁRIO . portanto. o empregador e superiores hierárquicos.ocorre quando o empregado continuamente. o que não deveria ser tornado público. Negociação habitual à negociação praticada pelo empregado sem permissão do empregador e com habitualidade. fizemos o seguinte esquema: Ato de improbidade . mau caráter. indiferença. Incontinência de conduta desregramento do empregado no tocante à vida sexual. má vontade. Indisciplina à descumprimento de ordens gerais de serviço. pediu para marcar que tipos de faltas seriam retenção por parte do empregado de valores que pertencem à empresa e também do descumprimento de ordens gerais por parte do empregado. omissão. sem seu consentimento. 133 . IV – O adicional de periculosidade não incide no cálculo do repouso semanal remunerado. displicência.etc”. Prática de jogos de azar . imoralidade. Desídia à negligência.com sentença transitada em julgado. Ofensa física agressão do empregado contra qualquer pessoa. injúria e difamação.ÁREA JUDICIÁRIA) Considere as seguintes assertivas a respeito do repouso semanal remunerado: I – De acordo com a jurisprudência sumulada do TST. desleixo. II – Computam-se no cálculo do repouso semanal remunerado as horas extras habitualmente prestadas. exceto se pracista.

DJ 19. 22 e 25. porém a Lei 605. II e III d) II e IV e) I. CÁLCULO (mantida) .04. GABARITO: B Fundamentos: Súmula Nº 27 do TST: COMISSIONISTA (mantida) . nos dias feriados civis e religiosos. 134 .FCC/2009 . (ex-OJ nº 174 da SBDI-1 inserida em 08. b) Para a celebração de Convenção Coletiva de Trabalho é necessário o comparecimento e votação. III e IV adicional de periculosidade no cálculo do repouso semanal. 121/2003. DJ 11. no gozo do repouso semanal remunerado. Também não encontrei a súmula ou orientação jurisprudencial que trate especificamente sobre a incidência do (TRT-16ª Região .2002).Res. entretanto. DJ 20.10.11.Analista Judiciário . INTEGRAÇÃO (incorporadas as Orientações Jurisprudenciaisnºs 174 e 267 da SBDI-1) . de 2/3 dos associados da entidade em Assembléia especialmente convocada para esse fim. 129/2005. DJ 19. em seu art.09.Durante as horas de sobreaviso. 20 e 21.10. determina que se consideram já remunerados os dias de repouso semanal do empregado mensalista ou quinzenalista.b) II. Quanto à assertiva III. 121/2003. de 05 de Janeiro de 1949.O adicional de periculosidade. HORAS EXTRAS.11. não encontrei súmula ou orientação jurisprudencial a respeito.1982 . o empregado não está submetido a situação que enseje perigo. 7º. ainda que pracista.inserida em 27. é certo que a) O prazo máximo de vigência da norma coletiva é de três anos. § 2º. A assertiva IV está correta.2003: Computam-se no cálculo do repouso remunerado as horas extras habitualmente prestadas. pago em caráter permanente. II .Res. 20 e 21. Súmula Nº 172 do TST: REPOUSO REMUNERADO. o empregado não se encontra em condições de risco. (alguém pode ajudar?).1982/ DJ 15. em primeira convocação. que dispõe sobre o repouso semanal remunerado e o pagamento de salário.Área Judiciária) – Em relação às Convenções Coletivas de Trabalho. tendo em vista que.(exPrejulgado nº 52). razão pela qual é incabível a integração do adicional de periculosidade sobre as mencionadas horas.11. (exSúmula nº 132 .e ex-OJ nº 267 da SBDI-1 . havendo expressa determinação legal neste sentido.2000). III e IV c) I. c) As partes convenentes poderão revogar parcialmente a convenção antes do termo final estipulado.RA 102/1982.Res. integra o cálculo de indenização e de horas extras (ex-Prejulgado nº 3). tomei por base o texto da súmula abaixo colacionada: Súmula Nº 132 do TST: ADICIONAL DE PERICULOSIDADE.2003: É devida a remuneração do repouso semanal e dos dias feriados ao empregado comissionista.2005: I .

por deliberação de Assembléia Geral especialmente convocada para esse fim. de 2/3 (dois terços) dos associados da entidade. 612. II – O contrato de aprendizagem não poderá ser estipulado por mais de três anos. e dos interessados. IV – Núbia está afastada de seu emprego uma vez que é membro do órgão paritário da Previdência Social. (TRT-16ª Região . II – Marta encontra-se sem laborar porque não há serviço na empresa empregadora em razão da modificação do maquinário de seu setor.Área Judiciária) – Considere as seguintes assertivas a respeito do contrato de aprendizagem: I – No contrato de aprendizagem o empregador se compromete a assegurar ao maior de 14 e menor de 24 anos inscrito em programa de aprendizagem. em segunda. Conforme arts. e) Segundo a CLT é facultado as Convenções Coletivas de Trabalho conter penalidades para os sindicatos convenentes em caso de violação de seus dispositivos. inclusive o décimo quinto dia. podendo apenas ocorrer revogação parcial. 135 . (TRT-16ª Região . por motivo de acidente do trabalho. em primeira convocação. 428 a 433 da CLT. de autorizadas d) As Convenções Coletivas de Trabalho não poderão ser revistas antes do prazo pré-estipulado. no caso de Acordo e. IV – A duração do trabalho do aprendiz não excederá de seis horas diárias. se se tratar de Convenção. b) I e III c) I.FCC/2009 .Analista Judiciário . É correto o que se afirma APENAS em: a) I e IV GABARITO: B Conforme art. consoante o disposto nos respectivos Estatutos. da CLT. sendo vedadas a prorrogação e a compensação de jornada. dependendo a validade da mesma do comparecimento e votação. de 1/3 (um terço) dos membros". exceto quando se tratar de aprendiz portador de deficiência.FCC/2009 .independentemente por Assembléia. GABARITO: A. caput.Área Judiciária) – Considere as seguintes hipóteses: I – Os 15 primeiros dias de afastamento. III – É obrigatório empregar e matricular nos cursos dos Serviços Nacionais de Aprendizagem número de aprendizes equivalentes a no mínimo dez por cento dos trabalhadores existentes em cada estabelecimento. II e III d) II e IV e) II. que assim dispõe: “Os Sindicatos só poderão celebrar Convenções ou Acordos Coletivos de Trabalho. III – Mário faltou ao serviço para realizar prova de exame de vestibular para ingresso em estabelecimento de ensino superior. formação técnicoprofissional metódica. III e IV . que tratam do contrato de aprendizagem.Analista Judiciário .

além de outros que visem à melhoria de sua condição social: I . "caput" e § 1º. 6º. colacionamos. I. São eles: Resolução CC/FGTS nº 28. nos termos de lei complementar. inciso I. VII. § 1° dispõe que “na hipótese de despedida pelo empregador sem justa causa. 7º São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais. em seu Art. para quatro vezes. por sua vez revogada pela Lei 8. 7º.036/90. 10." Além desses fundamentos.relação de emprego protegida contra despedida arbitrária ou sem justa causa. GABARITO: D Nas palavras do mestre Sérgio Pinto Martins. depositará este.São hipóteses de interrupção do contrato de trabalho as indicadas APENAS em: a) I e III e IV b) II. enquanto outra base indenizatória não for fixada por lei complementar própria.213/91.107. art. “haverá interrupção quando o empregado for remunerado normalmente. mostrando a existência de uma cessação provisória e parcial dos efeitos do contrato de trabalho”. A CF assegura garantia contra a despedida sem justa causa do empregado. de 13 de setembro de 1966. a título de esclarecimento. 473. 18. a título de multa rescisória. trechos de outros diplomas legais que ratificam o gabarito. da Constituição:I . 7º. contando-se também seu tempo de serviço.839/89. em seu Art. assim dispõe: “Art. da porcentagem prevista no art. 10 do ADCT. Esta. 7. muitos direitos trabalhistas foram elevados ao plano constitucional ou tiveram sua disciplina alterada. Assertiva III – CLT. Até que seja promulgada a lei complementar a que se refere o art. embora não preste serviços. que preverá indenização compensatória. da Lei nº 5. julgue os próximos itens. dentre outros direitos.” Já no Art. 06/02/91 DOU de 13/02/91: (TRT DA 9ª REGIÃO/CESPE/2007 – ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA) – A partir da Constituição Federal de 1988 (CF). ITEM CORRETO. atualizados monetariamente e acrescidos dos respectivos juros. III e IV c) I e II d) I. 136 . Fundamento para a assertiva I – Acidente de trabalho ou doença (primeiros 15 dias): Lei 8. Acerca desse tema. A Constituição Federal. que dispõe sobre o FGTS. II e III e) II e III .fica limitada a proteção nele referida ao aumento. estando provisoriamente prevista indenização compensatória de 40% do valor do saldo fundiário.” Importa destacar que a Lei acima mencionada foi revogada pela de Nº. . dispõe: “Art. na conta vinculada do trabalhador no FGTS importância igual a 40% do montante dos depósitos realizados na conta vinculada durante a vigência do contrato de trabalho.

684. atualizados monetariamente e acrescidos dos respectivos juros.Esclarecer que. pelo Decreto nº 2. não sendo permitida a dedução dos saques ocorridos.Reiterar que. o domingo. Acerca desse tema. muitos direitos trabalhistas foram elevados ao plano constitucional ou tiveram sua disciplina alterada. e todo aquele constante do calendário nacional de feriados bancários. Para os recolhimentos em atraso.036. inclusive a indireta. multiplicado pelo número de meses em que perdurou o contrato de trabalho. 18 da Lei nº 8. os seguintes depósitos rescisórios: a) Valores relativos aos depósitos referentes ao mês da rescisão e ao mês imediatamente anterior. a base de cálculo para efeito de aplicação dos percentuais de 40 e 20% devidos. “ Circular nº 31/12/97): 116. Os recolhimentos. são devidos aos trabalhadores cuja data do efetivo desligamento tenha ocorrido a partir de 16/02/98. no caso de despedida sem justa causa.430/97. 9º do Decreto nº 99. c) Nos casos de rescisão de contrato de trabalho decorrente de culpa recíproca ou de força maior. 1.)I . o empregador fica obrigado a efetuar no 1º dia útil subsequente à data do efetivo desligamento do trabalhador. inclusive a indireta. 137 . inclusive.Área Judiciária ) A partir da Constituição Federal de 1988 (CF). o empregador deve pagar diretamente ao trabalhador importância igual a 40% do montante de todos os depósitos realizados na conta vinculada durante a vigência do contrato de trabalho. ainda que indireta. importância igual a 40% sobre o (TRT da 9ª Região/CESPE/2007 Analista Judiciário . quando não for possível atualizar os valores de todos os depósitos efetuados. b) Nos casos de dispensa sem justa causa. em Edital publicado mensalmente no DOU.. por força maior ou extinção normal do contrato a termo. segundo o disposto no art. por culpa recíproca. II .da CEF (DOU de montante de todos os depósitos devidos na conta vinculada do FGTS. Nos termos da nova redação dada ao art. durante a vigência do contrato de trabalho atualizados monetariamente e acrescidos dos respectivos juros. inclusive a do trabalhador temporário. O descumprimento do prazo de recolhimento sujeita o empregador às cominações previstas no art. ocorrendo a dispensa sem justa causa. que ainda não houver sido recolhido. exceto nas localidade onde esta não possuir agência. 2. e no art.. quando poderá ser recolhido em banco conveniado 1. de 08/11/90. divulgado pelo Banco Central do Brasil . de 11/05/90.3. 1. de que trata esta Circular. respectivamente. reconhecida por sentença transitada em julgado. ainda que indireta.1. e despedida por culpa recíproca ou força maior será o equivalente a 8% da última remuneração. inclusive. 9º do Regulamento Consolidado do FGTS.BACEN. obrigatoriamente nas agências da CAIXA. que passam a incidir sobre esses depósitos e a multa rescisória. 1. considera-se como dia não útil o sábado.2. julgue os próximos itens. e. em caso de despedida sem justa causa. 30 do Regulamento Consolidado do FGTS. Para efeito de vencimento. importância igual a 20% sobe o mesmo montante.“(. devem ser observados os procedimentos divulgados pela CAIXA.

ALTERNATIVA CORRETA: D Maria foi contratada por tempo determinado.Art. 7º: IV . alimentação. respeitando-se o valor do salário mínimo.salário mínimo . higiene. (D) não poderá ser estipulado por mais de 2 anos e o de João por mais de 90 dias. em caráter nacional e unificado. transporte e previdência social. que assim dispõe: "CF/88 . o pacto laboral observará o disposto no Art. caput. será regido pelo parágrafo único do mesmo artigo. . Já o contrato de João.. Assim sendo. a que responde corretamente à questão é a D. das alternativas apresentadas. sendo vedada sua vinculação para qualquer fim. segundo o qual “o contrato de experiência não poderá exceder de 90 (noventa) dias”. pisos salariais próprios. podendo haver. o qual pode sim. lazer. com reajustes periódicos que lhe preservem o poder aquisitivo. Neste caso. o contrato de trabalho de Maria (A) e de João não poderão estipulados por mais de 90 dias. (E) e de João não poderão estipulados por mais de 1 ano. 445. 445 – O contrato de trabalho por prazo determinado não poderá ser estipulado por mais de 2(dois) anos. ser (B) não poderá ser estipulado por mais de 1 ano e o de João por mais de 90 dias. 7º. de forma que não se pode falar em salário mínimo estadual. capaz de atender a suas necessidades vitais básicas e às de sua família com moradia. educação. 451*. nacionalmente unificado. por ser de experiência. saúde. da CLT. do prazo e João celebrou contrato de experiência com a empresa Y. fixado em lei. . observada a regra do art. Por outro lado é bom não esquecer que a Constituição assegura aos trabalhadores. (C) não poderá ser estipulado por mais de 2 anos e o de João por mais de 60 dias. que assim dispõe: Art." Embora a Constituição não mencione o termo "federal" ao determinar que o salário mínimo será fixado por lei. ITEM CORRETO Conforme art.O salário mínimo é fixado por lei federal. uma vez que os prazos máximos para estipulação dos contratos serão de 2 (dois) anos para Maria e de 90 (noventa) dias para João. Ressaltamos que esta questão foi retirada do livro Direito do Trabalho e Processo do Trabalho – Questões comentadas e organizadas por ser (TRT DA 23ª REGIÃO/FCC/2007 TÉCNICO JUDICIÁRIO ÁREA ADMINISTRATIVA) Maria celebrou contrato de trabalho por prazo determinado com a empresa X uma vez que a natureza do serviço justificava a predeterminação 138 . também. ser instituído por cada um dos Estados. em cada estado e no Distrito Federal. logo. inc IV da Constituição Federal. um “piso salarial proporcional à extensão e à complexidade do trabalho”. desde que observada a fixação federal como parâmetro mínimo para a remuneração dos trabalhadores. vestuário. dispõe que a referida lei terá caráter nacional e unificado.

139 . Art. Editora Ferreira – Série Concursos. for prorrogado mais de uma vez. tácita ou expressamente. passará a vigorar sem determinação de prazo. pág. 451 – O contrato de trabalho por prazo determinado que.assunto. 22. de autoria de Maria da Graça Manhães Barreto. * CLT.

You're Reading a Free Preview

Descarregar
scribd
/*********** DO NOT ALTER ANYTHING BELOW THIS LINE ! ************/ var s_code=s.t();if(s_code)document.write(s_code)//-->