DIREITO DO TRABALHO EXERCICIOS COMENTADOS PRINCÍPIOS TRABALHO DO DIREITO

DO

01- (MPT XIII CONCURSO – 2007) Em relação aos princípios do Direito do Trabalho, é INCORRETO afirmar que: a) o princípio da irrenunciabilidade vem sendo afetado pela tese da flexibilização; b) o princípio da norma mais favorável significa aplicar, em cada caso, a norma jurídica mais favorável ao trabalhador, independentemente de sua colocação na escala hierárquica das fontes do direito; c) o princípio da continuidade da relação de emprego confere suporte teórico ao instituto da sucessão de empregadores; d) a adoção de medidas tendentes a facilitar o acesso ao mercado de trabalho dos negros constitui violação ao princípio da não discriminação, que proíbe diferença de critério de admissão por motivo de raça; 02- (MPT XI CONCURSO – 2004) Sob o prisma da Teoria Geral do Direito do Trabalho é CORRETO afirmar: a) em função do princípio da norma mais favorável, a lei ordinária trabalhista, mesmo em questões de ordem pública, não está hierarquicamente submetida à Constituição; b) na interpretação e aplicação das regras da CLT, apenas excepcionalmente algum interesse de classe ou particular poderá prevalecer sobre o interesse público;

c) no conflito entre normas de convenção coletiva e normas de acordo coletivo, segundo estabelece, expressamente, a CLT, prevalecem as normas do acordo coletivo em detrimento das normas da convenção coletiva, eis que o acordo coletivo traz normas específicas enquanto as da convenção são gerais; d) do princípio protetor, que é fundamento da autonomia científica do Direito do Trabalho, extrai-se, dentre outras proposições, a de que às normas jurídicas, quando dúbias, deve-se atribuir o sentido que for mais benéfico ao trabalhador; 03- (ANALISTA – TRT DA 9ª REGIÃO – 2007 – CESPE) O Direito do Trabalho tem princípios próprios, resultantes da especificidade do trabalho humano e da evolução socioeconômica, na busca de maior dignidade para o trabalhador e para o resultado da mão-de-obra empregada. Com relação a esse assunto, julgue os itens seguintes. 51 O princípio do protecionismo e o princípio da primazia da realidade são inerentes ao Direito do Trabalho. 52 Vigora, no Direito do Trabalho, o princípio do ato jurídico perfeito para preservar o contrato firmado entre o trabalhador e o empregador, não resultando força normativa de alteração posterior do contrato, que é, assim, mantido incólume. 04) (JUIZ DO TRABALHO – TRT DA 1ª REGIÃO – 2006) O caput do art. 7º da Lei Maior estatui: “”São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros que visem à melhoria de sua condição social...” Este dispositivo consagra um princípio cardeal no Direito do Trabalho, assegurando um mínimo de garantias sociais para o empregado, passível de tratamento

1

mais benéfico pela vontade das partes ou outra fonte do Direito. Trata-se de qual princípio? a) Princípio da indisponibilidade dos direitos trabalhistas; b) Princípio da proteção; c) Princípio da irredutibilidade salarial; d) Princípio do in dubio pro operario; e) Princípio da isonomia. 05) (JUIZ DO TRABALHO – TRT DA 1ª REGIÃO – 2006) Determinado princípio geral do direito do trabalho prioriza a verdade real diante da verdade formal. Assim, entre os documentos que disponham sobre a relação de emprego e o modo efetivo como, concretamente, os fatos ocorreram, deve-se reconhecer estes em detrimento daqueles. Trata-se do princípio: a) da razoabilidade; b) da irrenunciabilidade dos direitos trabalhistas; c) da primazia da realidade; d) da prevalência do legislado sobre o negociado; e) da condição mais benéfica.

ERRADO. Fontes materiais, no âmbito do Direito do Trabalho, representam o momento pré-jurídico, razão pela qual é incorreto classificar a lei como fonte material. Ao contrário, a lei é a fonte formal por excelência no direito laboral. Item 2 – Desde que resultante de amplo processo de negociação entre os vários atores sociais interessados, como no caso da recente lei que definiu o pagamento das perdas do FGTS, a norma jurídica correspondente pode ser qualificada, em relação à sua origem, como autônoma. ERRADO. Fontes formais autônomas são aquelas que emanam da participação direta dos atores sociais interessados, como p. ex. a convenção coletiva de trabalho e o acordo coletivo de trabalho. A lei é fonte heterônoma, posto que emana de ente externo, no caso o Estado. Neste sentido, a simples participação dos atores sociais nas discussões que deram origem a determinada lei não tem o condão de qualificar esta mesma lei como fonte formal autônoma. Item 3 – O regulamento da empresa constitui fonte formal do direito do trabalho. CERTO. Em primeiro lugar, cumpre observar que esta questão não deveria ser objeto de prova objetiva, muito menos de questão para julgar “certo” ou “errado”. Isto porque há grande controvérsia, tanto na doutrina quanto na jurisprudência, no sentido de se considerar ou não o regulamento de empresa como fonte do Direito do Trabalho. A jurisprudência, inclusive, se inclina majoritariamente no sentido de negar ao regulamento de empresa a natureza de fonte, atribuindo-lhe

QUESTOES CESPE TRT 01 – (CONSULTOR LEGISLATIVO – ÁREA 7 – SENADO FEDERAL – 2002 – CESPE) Acerca das fontes do direito do trabalho, julgue os itens seguintes. Item 1 – A fonte material por excelência do direito do trabalho é a lei, expressão da soberania do Estado e que é editada por representantes a tanto legitimados.

2

apenas a feição de cláusula contratual, que como tal adere ao contrato de trabalho. Os que negam a natureza de fonte formal ao regulamento de empresa o fazem diante de um argumento relevante: não há como enquadrar o regulamento de empresa como lei em sentido material dado seu processo unilateral de criação. Alice Monteiro de Barros, por sua vez, entende que o regulamento de empresa é fonte formal, sendo “considerado pela doutrina como fonte formal heterônoma, quando elaborado exclusivamente pelo empregador”, ou fonte formal autônoma, quando o empregado participa de sua construção”. Item 4 – As cláusulas contratuais de trabalho, previstas em norma coletiva celebrada para encerrar movimento paredista, são reputadas fontes formais do direito do trabalho. CERTO. Sem problemas. São fontes formais autônomas, pois emanam dos próprios interessados. Item 5 – As pressões realizadas pelos empregados, com vistas à melhoria das condições sociais, constituem fontes materiais do direito do trabalho. CERTO. A formação da consciência crítica e do pensamento coletivo da massa de trabalhadores, consubstanciados nas pressões realizadas pelos empregados tanto sobre os empregadores quanto (e principalmente) sobre o Estado, deu origem ao Direito do Trabalho como hoje o conhecemos, dotado de mecanismos jurídico-normativos destinados à proteção do empregado e à busca do reequilíbrio das relações entre capital e trabalho. Dessa forma, tais pressões são a fonte material por excelência do Direito do Trabalho. Lembre-se, a propósito, que são consideradas fontes materiais aquelas

relacionadas ao momento pré-jurídico inspirador da norma.

02 – (ANALISTA JUD. – TRT9 – 2007 – CESPE) O Direito do Trabalho tem princípios próprios, resultantes da especificidade do trabalho humano e da evolução socioeconômica, na busca de maior dignidade para o trabalhador e para o resultado da mão-de-obra empregada. Com relação a este assunto, julgue os itens seguintes. Item 1 – O princípio do protecionismo e o princípio da primazia da realidade são inerentes ao Direito do Trabalho. CERTO. O princípio do protecionismo é princípio peculiar do Direito do Trabalho, e é a partir dele que surgem os demais. Também chamado de princípio da proteção ou tutelar, consiste na utilização da norma e da condição mais favorável ao trabalhador, de forma a tentar compensar juridicamente a condição de hipossuficiente do empregado. O princípio da primazia da realidade, por sua vez, também informa o Direito do Trabalho, impondo a premissa de que, no ramo justrabalhista, os fatos são mais importantes que os ajustes formais, razão pela qual a realidade prevalecerá sobre a forma atribuída a determinado ato jurídico, sempre que esta não corresponda àquela. Item 2 – Vigora, no Direito do Trabalho, o princípio do ato jurídico perfeito para preservar o contrato firmado entre o trabalhador e o empregador, não resultando força normativa de alteração posterior do contrato, que é, assim, mantido incólume. ERRADO. A partir de sua principiologia peculiar, podemos dizer que no Direito do Trabalho são vedadas as alterações prejudiciais ao empregado.

3

22 e 25. 129/2005. conforme previsto nos respectivos Estatutos. dos quais se extraem os requisitos caracterizadores da relação de emprego. RESPOSTA: B. Quanto à questão da proibição de exercício de atividade privada por policial militar.2005 04 – (EXAME OAB NACIONAL – 2007 – CESPE) Amarildo. 3º. policial militar. C – Não existe vínculo empregatício entre Amarildo e a empresa Boliche & Cia. 2º. sob subordinação e mediante salário. B – É legítimo o reconhecimento da relação de trabalho entre Amarildo e a empresa Boliche & Cia. 03 – (TEC JUD – ÁREA ADM – TRT9) Acerca da relação de emprego. nãoeventualidade. todas as vezes que não estava escalado na corporação. assinale a opção correta. caput. de forma que no Direito do Trabalho o princípio civilista do pacta sunt servanda (segundo o qual os contratos devem ser cumpridos) se apresenta enfraquecido e devidamente adaptado. que deve ser resolvida através de eventual penalidade disciplinar. CERTO. da CLT. assalaria e dirige a prestação pessoal de serviços. caput. Amarildo cumpria expressamente as ordens emanadas da direção. porém esse vínculo jamais poderá ser reconhecido. julgue os itens subseqüentes: Item 1 – considera-se empregador a empresa. que tecnicamente é feita pela conjugação dos artigos 3º e 2º da CLT. Na referida empresa. O TST firmou entendimento no sentido de que. DJ 20. que o art. pessoalidade e alteridade. admite. É bom lembrar. individual ou coletiva.Entretanto. CERTO. da CLT. a Súmula 386 do TST. entretanto. o TST entende que se trata de questão interna corporis. trabalhava para a empresa Boliche & Cia como agente de segurança. subordinação. que assim dispõe: Nº 386 POLICIAL MILITAR. Item 2 – considera-se empregado toda pessoa física que prestar serviços de natureza não-eventual a empregador.04. Neste sentido. assumindo os riscos da atividade econômica. RECONHECIMENTO DE VÍNCULO EMPREGATÍCIO COM EMPRESA PRIVADA (conversão da Orientação Jurisprudencial nº 167 da SBDI-1) Res. são lícitas as alterações contratuais benéficas ao empregado. D – A justiça do trabalho não pode reconhecer nenhuma espécie de vínculo empregatício entre Amarildo e a empresa Boliche & Cia. e trabalhava de forma contínua e 4 . independentemente do eventual cabimento de penalidade disciplinar prevista no estatuto do policial militar. nos horários em que não estava a serviço da corporação militar. é possível seja reconhecido o vínculo empregatício de policial militar com empresa privada. A – Existe vínculo empregatício entre a empresa Boliche & Cia e Amarildo. já que o trabalho prestado por Amarildo para essa empresa constitui trabalho eventual autônomo. 3º é incompleto quanto à conceituação de empregado. Literalidade do art. em razão da situação de militar de Amarildo. a critério da corporação. ininterrupta. que. já que Amarildo é policial militar. a saber: onerosidade. presentes os requisitos da relação de emprego. Literalidade do art. Considerando a situação apresentada. recebia um salário mensal.

29. Assim. é a transferência do passivo trabalhista (responsabilidade) para o sucessor. correspondente à relação de emprego” (art. mesmo que estejam presentes os elementos caracterizadores da relação de emprego. ERRADO.03. alínea “b”. Alfa e Bravo inseriram no contrato cláusula que estabeleceu a responsabilidade de Bravo pelos encargos trabalhistas existentes antes da sua aquisição pela empresa Alfa. e como tal se sujeita às normas de proteção ao trabalhador empregado.inserida em 26. razão por que será considerada parte ilegítima em reclamação trabalhista ajuizada para reivindicar o pagamento dos referidos débitos. para anotar o contrato de trabalho na CTPS do empregado. o contrato de experiência também é contrato de emprego. razão pela qual é possível o reconhecimento do vínculo empregatício pelo Poder Judiciário. dever-se-á. ERRADO. da CLT. 442 da CLT). e o limite de sua duração (90 dias) é estabelecido pelo parágrafo único do art. (ex-OJ nº 167 da SBDI-1 . A regra da sucessão de empregadores. Item 3 – Considere a seguinte situação hipotética: A sociedade Alfa adquiriu empreendimento da sociedade Bravo e decidiu manter a mesma atividade e os mesmos empregados. Com efeito. nos termos dos artigos 10 e 448 da CLT. dentre as quais a anotação do contrato de trabalho em CTPS (art. sendo o empregado obrigado a assinar a carteira de trabalho do empregado. §2º. Observe-se que para a CLT “o contrato individual de trabalho é o acordo tácito ou expresso. nesse caso. caput. da despersonalização do empregador (o contrato de emprego é intuitu personae em relação ao empregado. é legítimo o reconhecimento de relação de emprego entre policial militar e empresa privada. será impossível o reconhecimento. Neste caso ocorreu fraude. afastar a forma dada ao negócio jurídico. de vínculo empregatício entre a empresa e o prestador dos serviços. mas não o é em relação ao empregador). 3º da CLT. da CLT). pelo Poder Judiciário. contados do início da prestação laboral. Item 2 – No contrato de experiência previsto na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) estão presentes todos os elementos caracterizadores da relação de emprego. Nessa situação. 443. independentemente do eventual cabimento de penalidade disciplinar prevista no Estatuto do Policial Militar. Alfa estará isenta em relação aos débitos trabalhistas existentes quando a titular do empreendimento era Bravo. a figura em análise não pode ser pessoa jurídica.1999) 05 (ADVOGADO PETROBRÁS – 2007) JÚNIOR – A respeito da relação de emprego e da sucessão de empregador. Na formalização da transação.Preenchidos os requisitos do art. em razão dos princípios da intangibilidade contratual. em homenagem ao princípio da primazia da realidade. sob pena de autuação pela fiscalização trabalhista. julgue os itens que se seguem: Item 1 – Se uma empresa contratar a prestação de serviços mediante uma pessoa jurídica unipessoal. e do princípio da continuidade da relação de emprego. o empregador tem o prazo de 48 (quarenta e oito) horas. 5 . Se estão presentes os requisitos da relação de emprego. Assim. O contrato de experiência é previsto no art. privilegiando a realidade fática da prestação laboral. posto que é elemento caracterizador da relação de emprego a prestação de serviços por pessoa física. CERTO. 445 da CLT.

Gabarito: C da 6 .Auditor Fiscal Ricardo Rezende . Assim. (c) autonomia serviços. no tocante à relação de emprego. as chamadas cláusulas de não responsabilização. impedir ou fraudar a aplicação dos preceitos contidos na presente Consolidação". Neste sentido. em princípio.Excepcionalmente. (b) prestação de trabalho por pessoa jurídica. (b) subordinação e alteridade. às quartas em outro e de quinta a domingo em outro. segundo o qual "serão nulos de pleno direito os atos praticados com o objetivo de desvirtuar. a exclusividade não é intrínseca à relação de emprego. mas pode ser ajustada entre as partes como cláusula contratual. como a firmada na hipótese em estudo. A questão acima é tecnicamente fácil. o artigo 9º da CLT. frise-se. (e) onerosidade. porém pede que a distinção seja estabelecida a partir do Questões elaboradas . É possível inclusive que o empregado tenha dois ou mais empregos. do requisito da: (a) prestação de trabalho por pessoa física. que passa a integrar em litisconsórcio o pólo passivo da reclamação trabalhista. Gabarito: D Comentário: o principal objetivo dos exercícios de resolução de questões é familiarizar o candidato com as estratégias usadas pelas bancas de concurso. nos casos em que se comprova a existência de fraude no processo de sucessão (alteração societária) a doutrina e a jurisprudência têm admitido a responsabilização subsidiária da empresa sucedida. futuramente. o que pagou por esta. Entretanto. a empresa Alfa (sucessora) será. Percebam que a questão solicita do candidato a distinção entre autônomo e empregado. (d) subordinação e onerosidade. mediante diversos contratos distintos. na prestação dos (d) subordinação na prestação dos serviços. (e) subordinação e não-eventualidade. 2 – A relação de trabalho autônomo se diferencia da relação de emprego basicamente pela presença. Imagine-se. a única responsável pelos créditos trabalhistas dos empregados que continuaram a prestar serviços após a sucessão. a regra é a responsabilidade da sucessora. não operam efeitos em relação aos direitos dos empregados. (c) subordinação e exclusividade. mas traz um enunciado truncado que dificulta a interpretação pelo candidato. por exemplo. tendo apenas o direito de regresso contra a Bravo (sucedida). servindo apenas como elemento para que a sucessora cobre da sucedida. RELAÇÃO EMPREGO DE TRABALHO E Comentário: não se exige exclusividade para configuração da relação de emprego. Dessa forma. Neste sentido. bem como condicionar o tipo de raciocínio que leva a um bom aproveitamento em prova.EVP 01 – NÃO são características relação de emprego: (a) subordinação e pessoalidade. o caso de um garçom que trabalha às terças-feiras em um restaurante. Também é importante reforçar que é lícito que cláusula de exclusividade integre o contrato de trabalho.

Assim. mas ainda assim é atividade permanente na empresa) e a trabalhadora se fixa juridicamente ao tomador dos serviços. onerosidade. a relação não será de emprego. não- eventualidade. não obstante se ative repetidamente em 7 . (b) presente no caso concreto ao menos um dos chamados requisitos da relação de emprego a mesma restará configurada. bem como ressalta o princípio da despersonalização do empregador. uma leitura apressada levaria o candidato a marcar a letra “C”. relação de emprego. Lembremos. repetível futuramente (espera-se que seja necessário fazer faxina na empresa futuramente). subordinação e alteridade). (d) não pode ser considerado empregado um representante comercial. principalmente naqueles organizados pela ESAF. Esse tipo de questão é comum em concursos. 3 – Assinale a alternativa correta quanto à caracterização da relação de emprego: (a) o trabalho prestado por voluntário a instituição religiosa é considerado. também o representante comercial poderá ser considerado empregado. ainda que presente a subordinação jurídica. a atividade é normal no cotidiano da empresa (é atividade-meio. devido à “maldade” da questão quanto à interpretação. é indispensável a ocorrência de todos os requisitos (pessoalidade. ocorrendo os demais requisitos. como um dos requisitos para configuração da relação de emprego. inexistindo tal requisito em relação à pessoa do empregador. neste ponto. pois presta serviço de forma repetida. durante dois meses. além da subordinação jurídica. não tendo importância em relação ao empregador. (b) Não será considerado nãoeventual o trabalhador que. mas mera relação de trabalho. No caso. independentemente da presença de quaisquer outros elementos fáticos. pelo que se impõe a prevalência do princípio da primazia da realidade. c) no exemplo a faxineira é não-eventual. para os efeitos da CLT. se refere à pessoa do empregado. e) define corretamente a pessoalidade como requisito da relação de emprego. exceto no caso específico do empregado doméstico.requisito da relação de emprego e não a característica da relação de trabalho autônomo. pois lhe falta onerosidade (intenção onerosa). Gabarito: E Comentários: a questão não apresenta maiores problemas. (c) é eventual a faxineira que presta serviços duas vezes por semana a uma loja de utilidades domésticas. 4 – Julgue as assertivas abaixo: (certa ou errada) (a) Pode-se considerar não-eventual aquele trabalhador que preste serviços ininterruptamente a um tomador de serviços. d) está incorreta porque. que não se exige a continuidade da prestação de trabalho para configuração da não eventualidade. (e) a pessoalidade. Ao contrário. em relação a quem a regra é a despersonalização. há fraude. a) o trabalho prestado por voluntário a instituição religiosa não forma vínculo de emprego. Faltando qualquer deles. b) não basta esteja presente um dos requisitos da relação de emprego para que se reconheça o vínculo empregatício. A pessoalidade ocorre somente em relação ao empregado.

uma empresa, preste serviços atividade-meio da mesma;

na

(c) Um encanador contratado para trocar a rede de esgoto de uma padaria será não-eventual se trabalhar três ou mais vezes por semana, durante ao menos um mês, nesta mesma empresa; (d) A regra para que se reconheça a relação de emprego é que, além de presentes os demais requisitos dos artigos 2º e 3º da CLT, o trabalhador seja não eventual. Para o doméstico, entretanto, não basta a nãoeventualidade, exigindo-se a continuidade da prestação dos serviços; (e) A onerosidade independe do pagamento ou não de salários, bastando que o pacto laboral tenha sido firmado com intenção econômica (onerosa) pelo empregado. Grau de dificuldade: médio Gabarito e comentários: a) Errado. A não-eventualidade dependerá também da previsão de repetibilidade, da circunstância de ser a atividade permanente da empresa (tanto atividade-fim quanto atividade-meio) e da fixação jurídica do trabalhador ao tomador dos serviços. Logo, depende de outros elementos fáticos além da simples repetição; b) Errado. O texto desta assertiva é traiçoeiro. As bancas costumam inserir vários “nãos” em uma assertiva, a fim de confundir o candidato. Foi o que procurei fazer na letra B. Para facilitar a interpretação, sugiro seja usada uma regra simples: dois “nãos”, como no caso, podem ser “anulados” quando da leitura. Tentem ler assim: “será considerado eventual o trabalhador que”... A idéia é a mesma, porém elimina a confusão. Pois bem, está errada a assertiva porque o fato de a atividade não estar inserida na atividade-fim da empresa não afasta a possibilidade de que seja

não eventual, desde que repetida, repetível, permanente na empresa e conduza à fixação jurídica do trabalhador; c) Errado. Ainda que este encanador trabalhe todos os dias durante determinado lapso de tempo, no caso será eventual, pois só está presente a repetição. Falta previsão de repetibilidade (provavelmente a padaria não mais contratará serviços de encanador), atividade permanente da empresa (serviços de encanador definitivamente não são permanentes no objeto social de uma padaria) e fixação jurídica do trabalhador ao tomador dos serviços (tão logo terminado o serviço o encanador colocará seus serviços à disposição de outros tomadores, não se fixando a nenhum deles); d) Certo. No sentido de tudo que estudamos, a questão aborda a pessoalidade como requisito da relação de emprego, e a continuidade como exigência específica para a configuração da relação de emprego doméstico; e) Certo. Não interessa se o pagamento pactuado foi efetivamente realizado para que se configure a onerosidade. Basta a intenção declinada quando do ajuste de vontades entre trabalhador e tomador dos serviços. Se o trabalhador se vinculou com aninus contrahendi, presente estará a onerosidade. 5 – Em relação ao conceito de empregado, é correto dizer que, para a doutrina moderna, a subordinação é: (a) técnica (b) econômica (c) jurídica (d) funcional (e) pessoal Gabarito: C

8

Comentários: a doutrina já elaborou diversas teses sobre a natureza da subordinação, sendo que a mesma já foi considerada técnica, econômica e funcional. Atualmente, entretanto, a doutrina e a jurisprudência pacificaram a questão: a subordinação do empregado ao empregador é jurídica, decorrendo do contrato de trabalho. Em outras palavras, ao passo que o empregado se submete ao poder diretivo do empregador (poder de dar ordens, poder de fiscalização e poder disciplinar), subordina-se ao mesmo. Por fim, importante salientar que a subordinação nunca poderá ser pessoal, pois tal sujeição feriria o princípio da dignidade humana (pelo qual, em apertada síntese, o ser humano é um fim em si mesmo, não sendo admitida sua utilização como simples meio para atingir determinado fim). A “dependência” a que alude a CLT diz respeito ao serviço prestado, e não à pessoa do empregado. 6 – São requisitos para que caracterize a relação de emprego: (a) autonomia e pessoalidade; (b) habitualidade e infungibilidade em relação ao trabalhador; (c) subordinação e eventualidade; (d) onerosidade e exclusividade; (e) subordinação e exclusividade. Gabarito: B Comentários: lembram-se que no material eu mencionei que o concurso público cobra o que você sabe com o nome que você não sabe? É exatamente este o caso. Com efeito, é comum encontrarmos em prova “habitualidade” como sinônimo de “não eventualidade”. Da mesma forma, também é possível, embora seja de ocorrência mais rara, a se

substituição do termo “pessoalidade” por “infungibilidade em relação ao empregado”. Infungível é, grosso modo, aquilo que não pode ser trocado por outro da mesma espécie. 7 – Acerca das relações de trabalho pode-se dizer que: I – o trabalhador avulso de distingue do eventual especificamente pelo fato de que põe sua energia de trabalho à disposição de diversos tomadores no setor portuário, sempre mediante um intermediário; II – o estágio lícito não cria vínculo de emprego em nenhuma hipótese; III – um garçom que trabalha apenas aos sábados em uma churrascaria será empregado se estiverem presentes os demais requisitos da relação de emprego; IV – o trabalho institucional é aquele prestado a instituição de caridade, e como tal não forma vínculo empregatício, dado seu caráter gracioso; V – pode-se dizer que relação de emprego é gênero, do qual a relação de trabalho é espécie. Estão corretas somente as assertivas: (a) I e III; (b) I, II, III e V; (c) I, III, IV e V; (d) I, II e III; (e) II, III e V. Gabarito: D Comentários: esta questão eu elaborei para gerar polêmica. A assertiva do item I é correta, mas leva a crer que é incorreta. Pode-se dizer até mesmo que é apenas parcialmente correta. A questão é de interpretação. Sabemos que os avulsos não são apenas os

9

portuários, embora sejam estes últimos os maiores expoentes da categoria, sob o aspecto jurídico1. A assertiva talvez não esteja corretamente contextualizada, porém isso é comum em provas de concurso. Em diversas bancas, e notadamente na ESAF, é comum a elaboração de questões nas quais se espera que o candidato escolha “a menos errada” ou “a mais correta”. Esta questão foi elaborada a fim de treiná-los para encarar tranqüilamente este tipo de questão. Vejamos as possibilidades de resolução, sem enfrentar a polêmica. Comecemos a análise a partir da última assertiva. A assertiva V é flagrantemente incorreta, pois inverte a ordem de idéias. A relação de trabalho é gênero, do qual é espécie a relação de emprego, e não o contrário. A assertiva IV também é flagrantemente incorreta, pelo mesmo motivo. A hipótese aventada é de trabalho voluntário, e não de trabalho institucional, que como vimos é aquele trabalho prestado à Administração Pública, mediante relação de direito administrativo. Bom, com estas conclusões, podemos excluir todas as respostas que contenham como certas as assertivas IV e V. Logo, excluímos as letras “b”, “c” e “e”. Restam, por óbvio, apenas as letras “a” e “d”. Desse ponto, podemos extrair duas conclusões imediatas: a assertiva I está correta, pois está presente em ambas as alternativas restantes; a resposta dependerá da análise da assertiva II que, por sua vez, é simples. O art. 4º da Lei 6494/1977 exclui expressamente a possibilidade de reconhecimento de relação de emprego com o estagiário (lembremse que isso vale para o estágio lícito; se for ilícito, prima-se pela realidade, sempre). Diante de todo o exposto, a alternativa “mais correta” dentre as oferecidas é a da letra D. Questões de concurso (nível igual ou superior ao exigido para AFT): 1 O avulso tanto

pode ser portuário como nãoportuário. Poucos autores, entretanto, enfrentam o tema, dada a maior incidência do avulso portuário. A Prof. Vólia Bomfim Cassar ensina que “nãoportuário é o avulso que trabalha para diversos tomadores, sem vínculo de emprego, obrigatoriamente intermediado pelo sindicato da categoria. Pode executar seus serviços na área portuária ou não. O que o diferencia do avulso portuário é, na verdade, que ele (não-portuário) é intermediado pelo sindicato e não é regido pela Lei nº 8.630/1993, enquanto o portuário é regido pela referida lei e intermediado necessariamente pelo OGMO. Vulgarmente é o chamado chapa, por prestar serviços em carregamento e descarregamento de carga, sem habitualidade ou repetição. Ressaltese que o verdadeiro chapa tem que ser intermediado pelo sindicado.” (CASSAR, Vólia Bomfim. Direito do Trabalho. – 2ª ed. – Niterói : Impetus, 2008, p. 300) Ressalte-se, por fim, que existe ainda, paralela à figura que a Prof. Vólia Bomfim denomina “verdadeiro chapa”, o chapa que chamamos de “genérico”, qual seja, aquele que fica na entrada das cidades à espera de caminhões carregados para oferecerem seus serviços de descarregamento. Este não é considerado trabalhador avulso pois oferece diretamente seus serviços, sem intermediação do sindicato. 8 – (PROCURADOR DO TRABALHO/MPT – XI CONCURSO – 2004) A relação de emprego é o vínculo jurídico sobre o qual incide o Direito Individual do Trabalho. A respeito desta relação jurídica, pode-se dizer: I – a exploração econômica do serviço prestado pelo trabalhador é essencial para a configuração da relação de emprego;

10

11 . a) apenas a afirmação I está correta. previsão de repetibilidade. podendo o mesmo se limitar ao consumo do tomador. III – não se forma vínculo de emprego. mas permanente. I. admitindo-se seja o mesmo auxiliado por membros da família. A partir responda: das afirmações supra. c) todas estão erradas. quanto ao serviço realizado. não produzindo valores de troca. e não técnica. por ausência de subordinação. para configuração da não-eventualidade. A onerosidade. Errado. Sabe-se que um dos elementos caracterizadores da relação de emprego responde pela nãoeventualidade na prestação dos serviços. estará reconhecida a existência de eventualidade. médico. desde que haja repetição.Errado. d) apenas a afirmação II está correta. a subordinação é jurídica. Basta imaginar o exemplo de um médico contratado por uma indústria metalúrgica. em absoluto. quando o trabalhador presta serviço em sua própria residência. tem sido mitigado o requisito da pessoalidade em relação ao empregado em domicílio. notadamente nas funções intelectuais. Como estudamos. superior ao daquele que lhe contrata. Dois exemplos indicam a incorreção da assertiva: empregado doméstico. secretária. é bastante comum. Havendo prestação laboral intermitente. exceto para o doméstico. e para a execução das tarefas é auxiliado por membros de sua família. para a configuração da relação de emprego. Por sua vez. a exploração econômica do serviço. afigurase relevante investigar a real intenção das partes. Muito provavelmente o empregador não terá qualquer conhecimento técnico da área médica. Não se exige. Aliás. cozinheira. Art. basta o trabalho intermitente. porém isso não impede. Errado. II – não há subordinação quando o trabalhador possui conhecimento técnico ou científico. especialmente do trabalhador. há que ser avaliada sob a óptica do prestador dos serviços. Errado. Logo. Assim. etc). obstando a formação do vínculo de emprego. desde que esteja caracterizada a relação de emprego. que o obreiro detenha conhecimentos técnicos superiores aos daquele que o emprega. a atividade seja permanente da empresa e haja fixação jurídica do trabalhador ao tomador dos serviços. Em tal circunstância. a continuidade. b) estão corretas as afirmações II e III. II. instituição sem fins lucrativos que contrata empregados para realização de atividades de apoio (faxineira. enquanto requisito imprescindível à configuração da relação de emprego. cuja prestação de serviço deve se limitar ao consumo imediato do tomador.: c 9 – (JUIZ DO TRABALHO – 7ª REGIÃO – ESAF – 2005) Analise as proposições a seguir e assinale a opção correta. para verificar se a onerosidade que permeou o vínculo objetivou a percepção de contraprestação. e) não respondida. Resp. 6º da CLT: não se distingue entre o trabalho realizado no estabelecimento do empregador e o executado no domicílio do empregado. que este médico seja seu empregado. não interessa. por construção doutrinária e jurisprudencial.

Esta assertiva é duvidosa. a onerosidade e a subordinação jurídica. Ora. também não interessará o resultado (finalidade) que se espera do mesmo. poderíamos extrair duas finalidades possíveis: fruto do trabalho auferido diretamente pelo trabalhador (autônomo). a finalidade atribuída à realização de determinado serviço. Correto. Resp. IV. Não consegui vislumbrar outra solução possível para esta questão. que o contrato de trabalho é concluído intuitu personae.Correto. exceto a primeira e a segunda.: a 10 – (JUIZ DO TRABALHO – 1ª REGIÃO – 2005) Diz-se. Correto. essa subordinação é avaliada sob uma perspectiva objetiva. Ao menos essa é a minha opinião. exceto a quarta e a quinta. o tipo de trabalho prestado não interessa à caracterização da relação de emprego. E por que a assertiva V estaria correta? A rigor. exceto a primeira. o que caracteriza a alheiabilidade da prestação dos serviços pelo empregado (alteridade). que o trabalho é prestado por conta alheia. a) Todas são verdadeiras. a nãoeventualidade. Resolvi a questão a partir das alternativas. Todas as relações de trabalho (e não só a de emprego) têm como prestador de serviços pessoa física. e não à pessoa do empregado. a subordinação é jurídica e se liga à prestação. até porque. só servem as alternativas “a” e “d”. Como vimos alhures. é qualificado como sendo uma subordinação jurídica. e) Todas são verdadeiras. Como a primeira assertiva está flagrantemente errada. da lição inclusive de Maurício Godinho Delgado. exceto a segunda. como também já estudamos. atuando sobre o modo da realização da prestação e não sobre a pessoa do prestador de serviços. possui relevância. Apura-se a onerosidade a partir da intenção econômica do empregado quando da contratação. Ocorre que também vimos que a assertiva II é correta. para caracterização da relação de emprego. fruto do trabalho explorado pelo tomador dos serviços. na relação de emprego. d) Todas são verdadeiras. Pela doutrina atual. Nesta linha de pensamento. Somente a pessoa natural pode ocupar o espaço reservado ao prestador do serviço na relação de emprego. e sim o modo de prestação. Entretanto. se o tipo de trabalho não interessa. Presentes a pessoalidade. O caráter de infungibilidade em relação ao empregado é sinônimo de pessoalidade. III. isto é. só a banca poderia responder a esta questão. c) Todas são verdadeiras. sendo essencial à configuração dessa relação jurídica que a prestação de serviços tenha um caráter de infungibilidade em relação à aludida pessoa. O vínculo subordinante que se estabelece entre o prestador de serviços e seu tomador. como vimos. Correto. Analise as 12 . suponho que a expressão “a finalidade atribuída a determinado serviço” se refira à alteridade. pelo que a resposta só pode ser a letra “a”. em exercício parecido com o mencionado no comentário da questão 7 supra. b) Todas são verdadeiras. em relação ao empregado. exceto a terceira. V.

não se computando o tempo de serviço do período em que exerceu a função de diretor. e) apenas incorreta. Correto. d) ele tem seu contrato de trabalho suspenso.Em relação ao empregado eleito para ocupar cargo de diretor de sociedade anônima. Correto. pois na relação de emprego a prestação é infungível. II . b) todas incorretas.proposições abaixo. Correto. relaciona-se à característica de infungibilidade do trabalho do empregado. Na mesma linha do item anterior. V .: a ANALISTA ÁREA PROCESSUAL MPU – ESAF – 2004 – a alternativa II está 78. Correto. 13 . acima. d) apenas as alternativas II e V estão corretas. ipso facto. pois se somente o empregado pode. sem maiores problemas. isto é. as alternativas estão I . o empregado não pode se fazer substituir por outrem. pelo que extingue-se automaticamente o contrato de trabalho. ainda que presente a subordinação jurídica imanente ao vínculo empregatício. Resp. Correto. Todas as assertivas estão corretas e apresentam facetas da pessoalidade.A pessoalidade é uma das notas típicas da relação de emprego. o contrato. a) todas corretas. intransmissível.O empregado não pode fazer-se substituir na empresa em que trabalha .O pacto de trabalho origina para o empregado uma obrigação de fazer que não é fungível. pessoalmente. prestar serviços. c) ele tem seu contrato de trabalho interrompido. Se o obreiro não pode se fazer substituir. logo não pode transmitir a outrem a obrigação de prestar serviços. IV . resposta correta: assinalando a A questão não apresenta maiores dificuldades. III . No mesmo sentido visto as alternativas estão c) apenas as alternativas I e IV estão corretas.salvo se o empregador consente.A morte do empregado dissolve. não se computando o tempo de serviço do período pertinente ao exercício da função de diretor. é correto afirmar que a) ele tem o tempo de serviço atinente ao período de exercício na função de diretor computado para todos os efeitos legais. mesmo diante da presença da subordinação jurídica atinente ao liame empregatício. e se esta obrigação é intransmissível. com a aquiescência do empregador. portanto. A pessoalidade como requisito da relação de emprego. exceto esporadicamente.A obrigação de prestar o serviço é personalíssima e. com a sua morte a prestação torna-se impossível. b) ele tem seu contrato de trabalho automaticamente rescindido na medida em que não pode ostentar a condição simultânea de empregado e empregador.

pois neste caso não é contrato de trabalho anterior. Correta. a OJ nº 35. c) O empregado candidato ao cargo de dirigente sindical tem direito à estabilidade provisória mesmo que o registro de candidatura tenha ocorrido durante o período do aviso prévio. não obstante a referida Súmula tenha sido editada e publicada apenas em 2005. conforme redação original da OJ nº 88. salvo na hipótese de permanência da subordinação jurídica própria do vínculo empregatício.EVP 14 . o item V da Súmula 369. nos termos do item I da Súmula 244 do TST. porque não tive acesso ao gabarito definitivo. já existia. não se computando o tempo de serviço do período em que exerceu a função de diretor. com a mesma redação. o item II da Súmula 244 do TST. Neste sentido. Não sei se efetivamente o foi. reflexos e parcelas rescisórias). notadamente prestação de serviços. Observe-se que. Comentário: a resposta. Obviamente a hipótese somente se aplica ao trabalhador que já era empregado na “companhia” e veio a ser eleito diretor da mesma. nos termos do item IV da Súmula 369 do TST. aponte a opção incorreta. portanto depois do concurso em questão. com exceção da estabilidade provisória.No que tange aos efeitos pertinentes à estabilidade. Também está errada. d) Os efeitos da projeção do contrato de trabalho para o futuro em decorrência da concessão de aviso prévio alcançam as vantagens econômicas conquistadas durante o aviso prévio (salários. razão pela qual a questão deveria ter sido anulada. a) Admite-se a reintegração de empregado detentor de estabilidade provisória ainda que esgotado o período estabilitário. pois neste caso a jurisprudência confere apenas a indenização. bem como o item I da Súmula 396 do TST. Correta. Correta. desde 1994. e) A extinção do estabelecimento comercial na área de abrangência da base territorial do sindicato prejudica o direito do dirigente sindical à estabilidade provisória. não se aplicando àquele trabalhador contratado especificamente para a função de diretor. Neste sentido. Assim. Está errada. embora o gabarito oficial seja letra “A”. A hipótese de previsão contrária em norma coletiva era prevista expressamente na época do concurso.e) ele tem seu contrato de trabalho suspenso. letra “E”. é obtida a partir da Súmula nº 269 do TST. Lembrem-se que a suspensão contratual implica na sustação temporária dos principais efeitos do contrato de trabalho. salvo na hipótese de previsão contrária em norma coletiva. conforme Súmula 371 do TST. pagamento de salários e contagem do tempo de serviço. e não a possibilidade de reintegração. a letra “C” também atende ao comando do enunciado (opção incorreta). a jurisprudência consolidada do TST rejeita a possibilidade de reconhecimento da estabilidade provisória do dirigente sindical quando o registro da candidatura se dá durante o aviso prévio. b) O desconhecimento do empregador da gravidez da empregada não inibe o direito ao pagamento da indenização defluente da estabilidade. FIGURA JURIDICA DO EMPREGADO Questões elaboradas – Auditor Fiscal Ricardo Resende . razão pela qual a questão tinha duas respostas! Com efeito. 79.

Os estatutos profissionais regulam situações jurídicas diferenciadas. fato este de difícil fiscalização pelo empregador. Errado. pois não é possível que alguém seja empregado de si mesmo. Não há. (b) a eventual existência de estatutos profissionais dispondo sobre categorias diferenciadas. de acordo com as peculiaridades de determinada categoria profissional. por conseqüência. técnico e intelectual. em princípio. qualquer incompatibilidade entre as figuras do sócio e do empregado. (e) pode-se dizer que. não importando a natureza (tipo) do trabalho prestado. e sim limita alguns direitos típicos dos empregados. Correto. Correto. Também é verdade que no trabalho em domicílio a pessoalidade se apresenta de forma mitigada. não obstante reduzido o grau de subordinação jurídica. 2) Considere as seguintes assertivas: I – a figura do sócio é incompatível com a figura do empregado. exceto se permanecer a subordinação jurídica. não apresentam tanto rigor em sua caracterização. razão pela qual não constituem discriminação ou afronta ao princípio constante do parágrafo único do art. pois não se 15 . por exemplo. 3º da CLT. embora existentes. Correto. (c) é perfeitamente possível que o trabalhador em domicílio seja empregado. controle de jornada e. a qualidade de empregado. pode ser revertido ao antigo posto de trabalho (alteração contratual lesiva ao empregado expressamente prevista em lei) e pode ser transferido para outra localidade independentemente da sua anuência. A redução do grau de subordinação jurídica não implica no não reconhecimento da qualidade de empregado. por exemplo. Por sua vez.01) Assinale a alternativa INCORRETA: (a) a natureza do trabalho prestado não é determinante para a caracterização da relação de emprego. geralmente categorias de trabalhadores intelectuais. Neste caso. onerosidade. não-eventualidade. o empregado detentor de cargo de confiança não perde. bastando para tal que se verifiquem os requisitos dos artigos 2º e 3º da CLT. só por este fato. constitui afronta ao dispositivo consolidado que proíbe a distinção entre trabalho manual. (d) consoante a jurisprudência dominante do Tribunal Superior do Trabalho a eleição de empregado para o cargo de diretor implica na suspensão do contrato de trabalho. pois para a caracterização da relação de emprego basta a presença dos requisitos caracterizadores (pessoalidade. não faz jus ao pagamento das horas extraordinárias). quanto ao horário de trabalho. subordinação e alteridade). desde que por real necessidade de serviço. desde que presentes os requisitos dos artigos 2º e 3º da CLT. quanto à proteção da jornada de trabalho (não tem. Com efeito. Errado. Literalidade da Súmula nº 269 do TST. em regra. o empregado detentor de cargo de confiança sofre restrições. 6º da CLT iguala o trabalho em domicílio ao trabalho do empregado que exerce suas atividade na empresa. até porque o empregado em domicílio tem certa liberdade. posto que é relativamente comum que o empregado seja auxiliado por pessoas da família. Correto. a subordinação jurídica também não é tão rigorosa. a subordinação e a pessoalidade. O art.

em face da atecnia da CLT ao não mencionar a pessoalidade e a alteridade na definição de empregado (art. A assertiva é absurda. é importante reiterar que é comum aparecer em questões de concurso estes três requisitos como os necessários à caracterização da relação de emprego. Também está errada a assertiva pelo fato de que não existe prestação de serviço doméstico a pessoa jurídica. e pelo fato de prestar serviços a pessoa física ou a grupo familiar. mas a presença destes três torna a resposta correta. a onerosidade e a não-eventualidade. sendo que presume-se a subordinação do cônjuge que não trabalhe fora. No caso em tela. prestar serviços não qualificados a pessoa física. é estranho à caracterização do doméstico que os serviços sejam ou não qualificados (lembremos que um piloto de avião. Entretanto. 3º). e a concomitante prestação de serviços de limpeza a empresa da mesma família configura o fenômeno da promiscuidade contratual. V – a prestação de serviços à pessoa ou à família. sendo que os serviços não podem ter finalidade lucrativa (sob o ponto de vista do empregador). onerosidade e subordinação. exceto: assertivas estão (a) são direitos constitucionalmente estendidos ao doméstico. II e III 03 – Todas as corretas. Estão incorretas as assertivas: (a) I e II (b) I. o décimo terceiro salário. II e IV (d) II. jurídica ou grupo familiar. Errado. quando é sócio majoritário e/ou possui o controle da empresa. III – são requisitos caracterizadores da relação de emprego a subordinação. II – será doméstico o empregado que. temos uma relação de emprego doméstico e outra. O empregado será doméstico sempre que presentes os requisitos caracterizadores da relação de emprego. há outros requisitos essenciais (pessoalidade e alteridade). desde que evidenciados os requisitos legais. não da prestação. Correto. e sim sociedade de fato. primeiro pela fantasiosa idéia da suposta corrente do “Novo Direito”. concomitante. laborando com continuidade. que tem intenção onerosa). Dessa forma. dentre outros. depois porque a presunção é no sentido que não há subordinação entre cônjuges. por exemplo. substituída a nãoeventualidade pela continuidade. serão incompatíveis as figuras sempre que o sócio detenha intensa participação na sociedade. de emprego (não doméstico). mas somente na definição do empregador (art.confundem a pessoa física do sócio e a pessoa jurídica da sociedade. 2º). sem finalidade lucrativa (dos serviços. 16 . Errado. IV – a partir do advento das premissas do chamado Novo Direito tem sido admitida a relação de emprego doméstico entre cônjuges. pode ser doméstico!). II e V (c) I. Nestes casos deve ser aplicado o regime jurídico que seja mais favorável ao empregado. os tribunais têm entendido que em regra não há que se falar em relação de emprego entre cônjuges. Como já estudamos. por exemplo. Correto. Quanto a esta assertiva. Literalidade do art. IV e V (e) I. 3º da CLT. Dessa forma. mas somente a pessoa física ou grupo familiar. em face do qual deve prevalecer o regime jurídico mais favorável ao empregado.

Este é o entendimento dominante na jurisprudência. o aprendiz se diferencia pela determinação de prazo do contrato de trabalho (até dois anos). pois este direito era negado expressamente ao doméstico pelo art. não obstante suas atividades não sejam tipicamente rurais. O aprendiz é um empregado cujo regime jurídico é especial. empregados de escritório de empresa agropecuária. que poderá ou não ser confirmada depois de concluído o programa de aprendizagem. a professora que ministra aulas em escola rural não se vincula empregaticiamente ao dono da fazenda onde está situada a escola. aspirante à condição de empregado. 5º da Lei nº 605/1949. No caso do empregado de indústria rural a regra é oposta àquela do empregado vinculado a empregador rural que explora atividade agrícola. os motoristas. isto é.324/2006 revogou esta alínea “a” do art. Em atividades tipicamente industriais o obreiro não será rurícola. e sim enquadrado na atividade preponderante da empresa. para quem não existe limite máximo de idade). da CRFB. Assim. (c) conforme a jurisprudência dominante. OJ 315 da SBDI-I do TST. são rurícolas. será rural o empregado de empregador rural. O doméstico tinha direito somente ao descanso semanal remunerado. ainda que este forneça à professora moradia e gratificação pecuniária. pelo recolhimento do FGTS em alíquota diferenciada 17 . Errado. o trabalhador de indústria rural será rurícola apenas quando suas atividades forem tipicamente rurais. Ressalte-se que não necessariamente o empregado rural prestará serviços tipicamente rurais. Literalidade do único do art. pela restrição da idade (poderão ser aprendizes os maiores de quatorze anos e os menores de vinte e quatro anos. aviso parágrafo (b) a relação de emprego rural difere da relação de emprego pela natureza dos serviços prestados pelo obreiro. (e) não será rurícola o empregado da indústria do açúcar e do álcool que não realize atividades tipicamente rurais. Neste sentido. tratoristas. Também é rurícola o empregado de indústria que explora suas atividades em estabelecimento agrário. Correto. Correto. exceto portadores de necessidades especiais. A relação de emprego rural difere da relação de emprego comum pela qualidade do empregador. como o próprio nome indica.irredutibilidade do salário. que devem ser aqueles tipicamente rurais. alínea “a”. por força do disposto no art. da Lei nº 605/1949. Quanto aos feriados. também chamada de agroindústria. assim considerado aquele que exerce atividade agroeconômica. 7º. a Lei nº 11. Não obstante. Correto. 5º. (d) ao doméstico são garantidos tanto o descanso semanal remunerado quanto os feriados civis previstos em lei. parágrafo único. Errado. prévio e aposentadoria. 4 – Julgue os seguintes itens (Certo ou Errado): a) o aprendiz não é empregado e sim. 7º da CRFB. entre outros. Correto. Basta que o tomador dos serviços seja empregador rural para que o empregado seja rurícola. não tinha direito. razão pela qual o doméstico passou a fazer jus também aos feriados. Em relação aos demais empregados.

dentre eles escolhendo os substitutos. pois se presume o conluio entre as partes para fraudar o sistema do FGTS e do Seguro-Desemprego. Os servidores públicos. por sua vez. com remuneração livremente ajustada e sob o regime da legislação do trabalho”. O regime jurídico dos trabalhadores em cartórios extrajudiciais é o celetista. o registro. firmando com a Administração Pública relação jurídica administrativa e não trabalhista. bastando para tal que estejam presentes os requisitos legais (art. corretamente. contra 8% dos empregados “normais”). Literalidade do art.(2%. e sim o estatuto próprio fixado em lei. Errado. O parentesco não afasta o vínculo empregatício. oportunidade na qual o causídico. salvo disposição mais benéfica em instrumento coletivo. c) o trabalho do preso não forma vínculo de emprego com o Estado. lhe informou que seus direitos são os direitos de qualquer empregado. são regidos por estatutos próprios. Correto. a realização dos exames de saúde ocupacional conforme NR-7. e pela necessidade de matrícula do aprendiz em programa de aprendizagem.935/1994. 05 – (TÉCNICO – ÁREA ADMINISTRATIVA – TRT19 – FCC – 2003) NÃO há relação de emprego entre: A – a instituição sem fins lucrativos e a respectiva secretária B – a igreja e o respectivo encarregado de serviços gerais C – a dona de casa e a empregada doméstica D – a instituição de beneficência e o voluntário E – o titular de Cartório oficializado e o serventuário não A resposta é a letra D. Errado. Exceto por estas regras especiais. etc. contratar escreventes. pois no caso do voluntário falta para caracterização da relação de emprego o requisito da onerosidade. 20 da Lei nº 8. É importante ressaltar que a qualificação do tomador dos serviços (“sem fins lucrativos”) não lhe retira a qualidade de empregador. para o desempenho de suas funções. sendo exigida a anotação do contrato de trabalho em CTPS. e auxiliares como empregados. Tanto a secretária da instituição sem fins lucrativos quanto o trabalhador em serviços gerais na igreja são empregados. Aplica-se aos empregados públicos a CLT. 2º e 3º da CLT). 28 da Lei nº 7.210/1984 (Lei de Execuções Penais). o aprendiz é empregado como qualquer outro. desde que presentes os requisitos caracterizadores da relação de emprego. Nos termos da CRFB. b) não se aplicam aos empregados públicos as disposições celetistas. o qual dispõe que: “os notários e os oficiais de registro poderão. Correto. nos termos do art. ou seja. pelo pagamento do salário-mínimo hora. e) a existência de relação de parentesco até o terceiro grau entre prestador e tomador dos serviços afasta a relação de emprego. nos termos 18 . Mévio procurou um advogado para “saber de seus direitos”. os direitos trabalhistas constantes da CLT. os serviços notariais são exercidos por delegação do Poder Público. Demitido em dezembro de 2007. d) Mévio foi admitido em março de 2006 como escrevente em um cartório (tabelionato) de notas nãooficializado na cidade de Cartolândia do Norte.

A dona de casa e a empregada doméstica formam a relação de emprego tipicamente doméstica. consoante o art. 08 – (TÉCNICO JUDICIÁRIO – TRT22 – 2004 – FCC) É correto afirmar que: E – os riscos da atividade econômica são suportados pelo empregador ou pelo empregado A resposta é a letra C. que o serviço seja permanente na atividade da empresa (seja na atividade-fim. Finalmente. A resposta é a letra A.do art. seja na atividade-meio) e que haja fixação jurídica do obreiro ao tomador dos serviços. Por fim. na relação de emprego. por exemplo. ao menos para a jurisprudência dominante. para caracterização da relação de emprego. no caso do empregado em domicílio. o serventuário do cartório não oficializado é empregado. nos termos do art. A letra A está errada. regido pela CLT. D – a noiva e a costureira. da CLT. nada impede que o empregado tenha mais de um vínculo 19 . tendo em vista que não há que se falar em não-eventualidade nesta hipótese (não há previsão de repetibilidade e a atividade não é normal na dinâmica do tomador dos serviços). Com efeito. pode perfeitamente ocorrer fora do estabelecimento fabril ou comercial como. §1º. a exclusividade. a letra E está incorreta porque os riscos da atividade econômica cabem exclusivamente ao empregador. pois não haveria finalidade econômica para o dono da obra. 2º. Percebam a recorrência desta temática em provas da FCC (!). Nos casos das letras B e E falta o requisito da onerosidade. 07 – (ANALISTA – ÁREA ADMINISTRATIVA – TRT9 – FCC – 2004) Há relação de emprego entre: A – o titular de cartório oficializado e os serventuários. bastando que haja repetição.935/1994. 20 da Lei nº 8. Entre o dono da obra e o pedreiro não há relação de emprego. pois a prestação de serviços. 6º da CLT. pois há vínculo de emprego entre o titular de cartório não oficializado e seus serventuários. não há relação de emprego entre a noiva e a costureira. A letra B também está incorreta porque a habitualidade não exige a prestação de serviços diária. nunca pessoa jurídica. desde que compatíveis os horários. 2º da CLT. previsão de repetibilidade. A letra D está errada porque não se exige. 06 – (ANALISTA – EXECUÇÃO DE MANDADOS – TRT17 – FCC) Na relação de emprego A – o empregado pode ser pessoa física ou jurídica B – configura-se a habitualidade somente se a prestação de serviços é diária C – a prestação de serviços pode ocorrer fora do estabelecimento fabril ou comercial D – exige-se trabalhador exclusividade do de emprego com empregadores diversos. nos termos do art. C – o dono da obra e o pedreiro. não B – a instituição de beneficência e os voluntários. o art. Neste sentido. razão pela qual não há relação de emprego. bem como este não assumiria os riscos da atividade econômica. E – a igreja e o religioso. 20 da Lei nº 8. pois o empregado só poderá ser pessoa física. Finalmente.935/1994.

o tempo. C – são trabalhadores intermediários aqueles que compõem a própria atividade da empresa. sempre que presentes os requisitos caracterizadores da relação de emprego. é aquele trabalhador que se coloca como elo de ligação entre um trabalhador e o tomador de seus serviços. distinguir-se-á este do trabalho executado no estabelecimento do empregador. O trabalho autônomo é marcado pela ausência de subordinação. As letras D e E também estão erradas porque será considerado relação de emprego o trabalho executado do domicílio do empregado. Intermediário. B – são trabalhadores avulsos aqueles que prestam serviços a outrem. E – o trabalho executado no domicílio do empregado será sempre considerado eventual. D – o trabalho executado no domicílio do empregado sempre será considerado autônomo.A – não se distingue entre o trabalho realizado no estabelecimento do empregador e o executado no domicílio do empregado. por exemplo. C – apenas o trabalho realizado no estabelecimento do empregador caracteriza a relação de emprego. modo e local da prestação. desde que esteja caracterizada a relação de emprego. ao passo que na relação de emprego o trabalhador se subordina juridicamente ao empregador. A letra B está errada porque se não há relação de emprego no trabalho executado no domicílio do empregado. a quem cabe definir. B – não se distingue entre o trabalho realizado no estabelecimento do empregador e o executado no domicílio do empregado. 6º da CLT. somente aos empregados. Correto. no trabalho em domicílio (art. Correta a letra A. 09 – (JUIZ DO REGIÃO – 1998) TRABALHO – 12ª A – são trabalhadores autônomos aqueles que possuem a discricionariedade do tempo. da forma que melhor lhe convier. pois configura mercantilização do trabalho humano. conferindo a este o poder de dirigir o trabalho. definindo o tempo. Errado. D – são trabalhadores domésticos aqueles que prestam serviços a pessoa física ou grupo familiar. Em outras palavras. O que caracteriza o trabalho avulso é o fato de o trabalhador avulso colocar sua energia de trabalho à disposição de distintos tomadores. integrando-a. pela literalidade do art. sem se fixar juridicamente a nenhum deles. que é conferida. complementando-a ou suplementando-a. em curtos períodos de tempo. ainda Aponte a alternativa correta: 20 . no trabalho autônomo predomina a liberdade do trabalhador. que em regra caracteriza relação de emprego. o modo e o local da prestação dos serviços. em afronta ao princípio da dignidade humana. Errado. Também chamado “gato”. em regra. ainda que não esteja caracterizada a relação de emprego. A distinção surge da proteção legal trabalhista. no âmbito do Direito do Trabalho. 6º da CLT). praticando atos jurídicos em seu nome. a figura do intermediário é repelida pelo sistema legal de proteção ao trabalho. A letra C está errada pois é possível que exista relação de emprego fora do estabelecimento do empregador. modo e local de trabalho. figura muito comum principalmente no meio rural.

Nem todo empregado é regido pela CLT. trabalhar mediante o pagamento de salário e prestar o trabalho pessoalmente são requisitos que configuram o empregado e que todo e qualquer empregado é regido pela CLT. relação de dependência e) ser pessoa física. por exemplo. Errado. mediante o pagamento de salário e prestar o trabalho pessoalmente são requisitos que configuram o empregado e que nem todo empregado é regido pela CLT. mas no âmbito residencial da mesma pessoa ou grupo familiar. que deve ser o empregador rural. trabalhar de forma não eventual. No mesmo comentário à letra A. trabalhar de forma não eventual. prédio rústico é a propriedade localizada em perímetro urbano onde se desenvolve atividade agroeconômica. Errado. é regido pela Lei nº 5889/1973. Não existe emprego sem (subordinação). ainda que industriais. 2º da Lei 5. trabalhar mediante dependência. Não existe relação de emprego sem onerosidade.que em atividade lucrativa. não é regido pela CLT. sentido do c) ser pessoa física. e não pela CLT. 10 – (PROCURADOR DO ESTADO/RN – FCC – 2001) É correto afirmar que: a) ser pessoa física. trabalhar mediante o pagamento de salário e prestar o trabalho pessoalmente são requisitos que configuram o empregado e que todo empregado é regido pela CLT. Pouco importa. pois também será empregado rural o trabalhador que prestar serviços em prédio rústico a empregador rural (art. trabalhar mediante dependência. O que caracteriza o empregado rural não é o local da prestação dos serviços. Errado. Correto. trabalhar mediante a inexistência de dependência. trabalhar gratuitamente e prestar o trabalho pessoalmente são requisitos que configuram o empregado e que todo empregado é regido pela CLT. trabalhar mediante o pagamento de salário e prestar o trabalho pessoalmente são requisitos que configuram o empregado e que nem todo empregado é regido pela CLT. b) ser pessoa física. e nem todo empregado é regido pela CLT. trabalhar mediante dependência. trabalhar de forma não eventual. Com efeito. O empregado rural. O doméstico. Errado. e sim a qualidade do empregador. trabalhar mediante dependência. conforme exposto no comentário da letra A.889/1973). d) ser pessoa física. em áreas distantes das zonas urbanas. Errado. e sim pela Lei nº 5859/1972. O doméstico não pode prestar serviços em atividade lucrativa. Errado. FIGURA JURIDICA EMPREGADOR DO Questões Elaboradas – Auditor Fiscal Ricardo Rezende – EVP 21 . E – são trabalhadores rurais aqueles que desenvolvem atividades. assim considerado aquele que desenvolve atividade agroeconômica. por sua vez. trabalhar de forma eventual. para caracterização do rurícola. A relação de emprego exige trabalho não-eventual e nem todo empregado é regido pela CLT. trabalhar de forma não eventual. se o mesmo presta serviços em zona urbana ou não.

d) Caso Constantino tenha prestado serviços à “Agência de Turismo Ouro Preto” durante o tempo em que tinha contrato de trabalho com a “Lotérica Boa Esperança”. da CLT.Questão 1 – Considere-se a seguinte hipótese: Três irmãos detém a propriedade de três empresas. denominadas “Farmácia Gerais”. Demitido sem justa causa depois de três anos prestando serviços à “Lotérica Boa Esperança”. deverá ser reconhecida em juízo a duplicidade de contratos de trabalho. A partir do caso acima. Comentário: a identidade da atividade econômica não é requisito para a formação de grupo econômico. tendo em vista que exercem atividades econômicas diversas. Ao contrário. “Agência de Turismo Ouro Preto” e “Lotérica Boa Esperança” não formam grupo econômico. Comentário: a formação do grupo econômico para fins trabalhistas não se liga à idéia de grupo empresarial extraída da legislação comercial. sendo que constou em sua CTPS o salário mensal de R$700. a configuração do grupo econômico trabalhista não depende sequer de consórcio formal entre as empresas envolvidas. c) Há de se reconhecer o grupo econômico. há inegável relação de coordenação administrativa entre elas. §2º. Cada um dos irmãos é sócio majoritário em uma das empresas e minoritário nas outras duas. Constantino foi admitido pela “Lotérica Boa Esperança” para exercer a função de atendente. Constantino ingressou com reclamação trabalhista pleiteando diferenças salariais (adicionais de horas extras devidos e reflexos) e o FGTS incidente sobre tais diferenças (inclusive multa compensatória devida em função da demissão imotivada). e desde que respeitadas as formalidades previstas na legislação comercial. Não obstante não exista subordinação de uma empresa às outras. o que por si só afasta a hipótese legal de formação de grupo econômico. Comentário: Nos termos da Súmula 129 do TST “ a prestação de serviços a mais de uma empresa do mesmo grupo econômico. a mera relação de coordenação entre as três empresas é suficiente para a caracterização do grupo econômico para fins trabalhistas. nos termos do art. “Agência de Turismo Ouro Preto” e “Lotérica Boa Esperança”. salvo ajuste em contrário”. não caracteriza a coexistência de mais de um contrato de trabalho.00 (setecentos reais). entre duas ou mais b) No caso. durante a mesma jornada de trabalho. 22 . julgue os seguintes itens (certo ou errado): a) As empresas “Farmácia Gerais”. bem como os reflexos respectivos. pelo que o obreiro poderá exigir as verbas trabalhistas relativas aos dois vínculos. bastando para tal a relação de subordinação ou ao menos de coordenação empresas. porém nunca recebeu o adicional de horas extras. na hipótese mencionada. 2º. apenas se Constantino conseguir comprovar que as empresas constituem grupo empresarial. Comentário: a maioria da doutrina e da jurisprudência tem admitido a formação do grupo econômico ante a simples relação de coordenação entre as empresas. Ao longo do contrato de trabalho Constantino laborou em sobrejornada de 45 minutos diários.

exigir o pagamento das empresas “Farmácia Gerais” e “Agência de Turismo Ouro Preto”. ( E ) j) Caso a propriedade das empresas “Farmácia Gerais” e “Agência de Turismo Ouro Preto” tivesse sido transferida a terceiro durante a vigência do contrato de trabalho de Constantino.e) Configurado o grupo econômico entre as empresas “Farmácia Gerais”. em eventual fase de execução do julgado. poderiam as três empresas ser consideradas um único empregador em relação a Constantino. sem que com isso restasse configurado mais de um contrato de trabalho. Comentário: Consoante o art. g) Ante a inexistência de cláusula contratual dispondo em contrário. No caso em análise. desde que não pairem dúvidas a respeito da existência do grupo econômico. Comentário: Hodiernamente o entendimento predominante na doutrina e na jurisprudência é no sentido de que as empresas integrantes do grupo econômico podem ser acionadas diretamente no processo de execução. o caso é de solidariedade e não de mera subsidiariedade. desde que respeitada a compatibilidade de horários. razão pela qual não restam maiores dúvidas a respeito da configuração do grupo econômico. Comentário: literalidade da Súmula 129 do TST. ( E ) f) Caso Constantino tenha ingressado com a reclamação trabalhista apenas em face da “Lotérica Boa Esperança”. dada a inexistência de relação de subordinação entre as mesmas. forma-se o grupo econômico vertical se existe relação de subordinação entre as empresas integrantes. razão pela qual cada uma das empresas poderia exigir que Constantino lhe colocasse à disposição sua energia de trabalho. Comentário: segundo classificação corrente na doutrina. em nenhuma hipótese o adquirente responderia pelos créditos trabalhistas deste obreiro. já transcrita no comentário da alínea “d” supra. as duas primeiras serão subsidiariamente responsáveis pelo adimplemento dos créditos trabalhistas de Constantino. mas mera relação de coordenação entre as empresas integrantes do grupo. ao passo que forma-se o grupo econômico horizontal se não existe subordinação. em alguns casos. tendo em vista que as mesmas não teriam participado do processo de conhecimento. considerado configurada a 23 . isto é. “Agência de Turismo Ouro Preto” e “Lotérica Boa Esperança”. o enunciado da questão esclarece que há “inegável relação de coordenação administrativa entre elas” (as empresas). efetiva empregadora de Constantino. tendo em vista que não restou configurada a sucessão trabalhista porque não houve alteração na propriedade ou na estrutura jurídica da empresa “Lotérica Boa Esperança”. Assim. Comentário: a doutrina mais moderna e a jurisprudência tem. serão acionadas a pagar o quantum devido no caso de a “Lotérica Boa Esperança” não arcar com seu débito trabalhista em relação ao mencionado obreiro. não poderá. e logo não lhes teria sido garantido o direito constitucional ao contraditório e à ampla defesa. 2º da CLT as empresas integrantes do grupo econômico são solidariamente responsáveis pelos créditos trabalhistas dos empregados de qualquer uma delas. i) Tecnicamente pode-se dizer que as empresas mencionadas formam grupo econômico horizontal.

então todo cuidado é pouco com este tipo de afirmação. seria possível. Caso confirmada em juízo esta presunção. o responsável pelos créditos trabalhistas de Constantino seria exclusivamente o sucessor (arrendatário). a subordinação é considerada pela doutrina prevalecente como uma situação jurídica. que atua na área de desenvolvimento de software para instituições financeiras. É importante lembrar que a regra jurídica quase sempre comporta exceções. como forma de garantir efetivamente o recebimento dos créditos do trabalhador. José tem a incumbência de desenvolver programa que será parte integrante de um software criado para sistema 24 . ( E ) k) Na hipótese de a “Lotérica Boa Esperança” ter sido arrendada a terceiro durante a vigência do contrato de trabalho de Constantino. tanto na doutrina quanto na jurisprudência. Como exemplo. Algumas vezes evidente e em outras apresentando-se como leve traço. Afora o debate meramente didático. José foi contratado pela pessoa jurídica Aga. “sempre”. ao menos em tese. posto que este. a responsabilização dos adquirentes como sucessores. mas as outras duas empresas como garantes de seus créditos. a jurisprudência tem reconhecido a responsabilidade subsidiária do sucedido nos casos em que a sucessão tenha provocado considerável redução das garantias de adimplemento dos créditos trabalhistas dos empregados. a responsabilidade subsidiária do sucedido. tinha não só seu empregador direto. para prestação de serviços de programador. Na hipótese. “nunca”. No desempenho de suas funções. Dessa forma.sucessão de empregadores sempre que a alteração intra ou interempresarial resulte no enfraquecimento das garantias do crédito trabalhista do empregado. A hipótese é interessante para fins de concurso público porque ressalta a atenção que o candidato deve ter diante de expressões que denotem regras absolutas. pois há certa presunção de menor idoneidade econômica do arrendatário. vigindo o arrendamento quando de sua demissão. a alienação das outras duas empresas que formavam com a “Lotérica Boa esperança” o grupo econômico provocaria inequívoco enfraquecimento das garantias creditícias de Constantino. como uma obrigação patrimonial de prestação pessoal. a transferência da empresa a título provisório para um arrendatário muito provavelmente provocará o enfraquecimento das garantidas creditícias de Constantino. na classificação de Von Tuhr. a doutrina italiana chegou a considerar a existência de um terceiro gênero. como “em nenhuma hipótese”. nos termos dos artigos 10 e 448 da CLT. o magistrado depara-se com situações incomuns. QUESTÕES ANTERIORES: DE CONCURSOS QUESTÃO 2 – (JUIZ DO TRABALHO – 5ª REGIÃO – CESPE – 2006) A subordinação jurídica apresenta-se. na prática judicial. Comentário: não obstante a regra seja a isenção de responsabilidade do sucedido pelos créditos constituídos antes da transferência (sucessão). Um dos elementos caracterizadores da relação de emprego. considere a seguinte situação hipotética. muitas vezes. poderia o juiz determinar. No caso em análise. Observe-se que a questão é polêmica e está longe de pacificação. um modelo situado entre o trabalho subordinado e o autônomo: o trabalho parassubordinado. in concreto. antes da alteração. que dificultam a constatação da relação empregatícia.

Literalidade do art. Por isso.maior. telefone celular exclusivo. em relação aos trabalhadores intelectuais. B A subordinação jurídica é fonte de direitos e deveres para as partes da relação de emprego. Comentário: assertiva correta. comandar. A jornada de trabalho também pode ser definida por José. pois a subordinação jurídica decorre do contrato de trabalho e representa. José participa de todas as fases do processo de criação do software e. p. em síntese. seriam considerados empregadores de José. do que decorre o poder empregatício (poder diretivo) e o dever de obediência do empregado. bip e laptop. assinale a opção incorreta. Com base nessas informações e acerca dessa situação hipotética. São Paulo : LTr. normalmente um home banking ou para centrais de autoatendimento bancário. por intermédio de um programa de transferência eletrônica de mensagens. Alice Monteiro de Barros: “Esse poder de comando do empregador não precisa ser exercido de forma constante. (BARROS. A A CLT não estabelece. mas o que interessa é a possibilidade de o empregador intervir nas atividades do empregado. 6º da CLT. o que interessa é a possibilidade que assiste ao empregador de intervir na atividade do empregado. conectado à Internet. Se precisar sair de sua residência. desde que presentes os pressupostos da relação de emprego. Comentário: assertiva correta. desde que mantenha contato direto com os supervisores. tampouco torna-se necessária a vigilância técnica contínua dos trabalhos efetuados. ela é difícil de ocorrer. diferenças entre o trabalho realizado no estabelecimento empresarial e o desempenhado no domicílio do empregado. permanece conectado à Internet e com uma linha telefônica exclusiva em sua residência para contatos a qualquer momento para resolver problemas que surgirem na execução do software. O importante é que haja a possibilidade de o empregador dar ordens. Em linhas gerais. expressamente. José tem de portar. diligência e fidelidade. Comentário: assertiva correta. Mencionamos mais uma vez a esclarecedora lição da Profª.) D Se determinada instituição financeira possuísse o controle acionário de Aga. atribuindo ao empregador os poderes de direção. Curso de Direito do Trabalho. e que forem relativos à sua parte da programação. pelo que aplicável a regra 25 . relação norteada pela idéia civilista de boa-fé objetiva. dirigir e fiscalizar a atividade do empregado. dirigindo e administrando os bens de Aga para a consecução de seus objetivos empresariais. quando este passa a ser utilizado no mercado. 2005. que deve apenas cumprir o prazo definido. 241. mesmo porque. nem sempre a subordinação jurídica se manifesta pela submissão a horário ou pelo controle direto do cumprimento de ordens”. para os fins da legislação trabalhista. ambos. Comentário: assertiva correta. O trabalho de José pode ser desempenhado em sua própria residência. controle e disciplinar e ao empregado os deveres de obediência. Alice Monteiro de. a subordinação do trabalhador ao tomador dos seus serviços no tocante ao modo de prestação do trabalho. durante este período. pois no caso estaria caracterizado o grupo econômico. C Para a caracterização da subordinação jurídica não é necessária supervisão técnica contínua.

definição de prazos pela empresa. 2 De acordo com a legislação vigente. pelo critério objetivista a subordinação “consiste na integração da atividade do trabalhador na organização da empresa mediante um vínculo contratualmente estabelecido. partilhar os riscos da atividade econômica com seus empregados. A direção e a fiscalização exercida por Aga sobre as atividades de José. 2º. p. 242). na qual se inspirou. inclusive. Comentário: item errado. c/c a Súmula nº 129 do TST. são elementos caracterizadores da subordinação jurídica. Comentário: item correto. no caso hipotético apresentado. São Paulo : LTr. vedada a transferência de eventuais custos ou prejuízos aos empregados. 3º da CLT). Conforme o disposto no art. §2º. no caso hipotético apresentado a subordinação estaria caracterizada. E Pelo critério objetivista. 2005. pelo empregador. Sobre esta questão é importante verificar que. para exercício da empresa. a direção e a fiscalização exercidas por Aga sobre as atividades de José. Assim. no caso acima apresentado. à qual é facultado. posto que as demais assertivas (“a” a “d”) não apresentam maiores dificuldades. Comentário: assertiva incorreta. não obstante a assertiva da letra “E” demande conhecimentos técnicos mais profundos. concebida como atividade econômica organizada. por empresário. o critério subjetivista reforça a idéia de dependência. não se confunde com o estabelecimento. 2º da CLT. remunerando-os exclusivamente com participação nos lucros e resultados. o qual considera a subordinação sob o prisma da direção e da fiscalização pelo empregador. Curso de Direito do Trabalho. 26 . Por sua vez. pela inserção dos serviços prestados por José na organização da empresa Aga (e notadamente em seu objetivo social). acerca da figura jurídica do empregador. QUESTÃO 3 – (CONSULTOR LEGISLATIVO DO SENADO – CESPE – 2002) Julgue os itens seguintes. bem como pela possibilidade de o tomador dos serviços determinar o modo de prestação do trabalho (contato direto com supervisores. Literalidade dos artigos 966 (“empresa é a atividade econômica organizada para a produção ou a circulação de bens ou serviços”) e 1142 (“considera-se estabelecimento todo complexo de bens organizados. visto como uma universalidade de bens corpóreos e incorpóreos ou unidade de produção voltada à concretização dos fins sociais do empreendimento. disponibilidade para manutenção dos sistemas). das modalides de prestação do trabalho” (BARROS. com o conseqüente dever de obediência pleo empregado. da CLT. seriam elementos caracterizadores da subordinação jurídica pelo critério subjetivista. Alice Monteiro de. Dessa forma. em virtude do qual o empregado aceita a determinação. era perfeitamente possível resolver a questão por eliminação. mediante acordo ou convenção coletiva. são devidos ao empregado os salários contratualmente ajustados. pelo critério objetivista. Dessa forma. 1 A empresa. qualquer que seja a situação da empresa. considera-se empregador a empresa individual ou coletiva que assalaria e dirige a prestação pessoal de serviços. o legislador celetista (art.do art. os riscos do empreendimento devem ser suportados exclusivamente pelo empregador. ou por sociedade empresária”) do Código Civil.

a sucessão de empregadores terá sido claramente configurada. QUESTÃO 4 – (AUDITOR DO ESTADO ES – CESPE – 2004) Julgue o item a seguir: Por não conseguir honrar os compromissos assumidos com alguns bancos. A alteração na propriedade da empresa não altera os contratos de trabalho. 5 A sucessão de empregadores.3 No âmbito do direito do trabalho. verificandose quando a atividade comercial explorada for assumida por pessoa natural ou jurídica distinta. instrumentos coletivos de trabalho. QUESTÃO 5 – (JUIZ DO TRABALHO – 9ª REGIÃO – 2007) Considere as seguintes assertivas: 27 . Comentário: item errado. Nessa situação. Diversos empregados foram por ele dispensados. Para configuração do grupo econômico para fins trabalhistas não é necessário que as empresas atuem na mesma atividade econômica. e o novo titular do negócio deverá responder pelos débitos trabalhistas relativos ao período anterior à modificação na propriedade da empresa. Com efeito. inclusive daqueles demitidos antes da sucessão. para os fins do direito do trabalho. todas as regras aplicáveis ao contrato (cláusulas contratuais. ao passo que outros acabaram sendo absorvidos pela nova empresa titular do empreendimento. não exige solenidade especial. ao passo que a transferência do empreendimento afetou diretamente a garantia de adimplemento dos créditos trabalhistas dos empregados. regulamento de empresa. bem como não depende da manutenção de todos os empregados em atividade. não restam dúvidas de que o sucessor responde por todos os débitos trabalhistas relativos ao período anterior à modificação na propriedade da empresa. o proprietário de uma empresa do setor de turismo foi obrigado a transferir o empreendimento a uma empresa concorrente. com o aproveitamento total ou parcial dos trabalhadores contratados. a sucessão de empregadores resta configurada independentemente do título jurídico da alteração subjetiva do empregador. com os efeitos daí advindos (responsabilização do sucessor). as empresas reunidas em grupo econômico apenas serão solidariamente responsáveis pelos créditos trabalhistas devidos aos empregados de cada uma delas. nos termos dos artigos 10 e 448 da CLT. Comentário: item errado. Da mesma forma.) permanecem incólumes frente à alteração subjetiva do empregador. Como vimos. pelo que é vedada a renegociação das cláusulas de acordo coletivo anteriormente pactuadas. Hipótese típica de sucessão de empregadores. 4 A alteração na propriedade da empresa faculta ao empresário adquirente a renegociação de todas as cláusulas coletivas eventualmente pactuadas em acordo coletivo com o sindicato profissional correspondente. Assim. Comentário: item correto. como horizontal (se existe mera relação de coordenação administrativa entre as empresas integrantes). sem o pagamento das indenizações devidas. etc. o grupo econômico tanto pode ser vertical (se existe relação de subordinação entre as empresas integrantes). se operarem no mesmo segmento comercial ou se suas atividades não estiverem horizontalmente integradas no mesmo processo produtivo ou comercial. Comentário: item correto.

Comentário: assertiva falsa. Resp. portanto. Entretanto.: C 28 . qualquer um dos integrantes do grupo econômico. que não participou da relação processual como reclamada. Comentário: assertiva correta. Como mencionado no comentário da questão 4. III e IV são verdadeiras. as assertivas são b) Somente as assertivas I e II são falsas. não consta no título executivo como devedora. independentemente de o mesmo ter participado do processo desde a fase de conhecimento. Este foi o entendimento dominante no TST enquanto vigorou a antiga Súmula nº 205. a referida Súmula foi cancelada em 2003. Consoante a moderna doutrina justrabalhista tem ganhado força a tese de que opera-se a sucessão de empregadores sempre que haja “alienação ou transferência de parte significativa do(s) estabelecimento(s) ou da empresa de modo a afetar significativamente os contratos de trabalho” (DELGADO. e) As assertivas IV e V são falsas. Assinale a alternativa correta: a) Todas verdadeiras. III – Consoante o entendimento dominante do Tribunal Superior do Trabalho. Comentário: assertiva falsa. Comentário: assertiva verdadeira. é no sentido de que “ a prestação de serviços a mais de uma empresa do mesmo grupo econômico. Comentário: assertiva falsa.I – A sucessão de empregadores pode se configurar mesmo que não haja continuidade na prestação de serviços pelo empregado que persegue seus créditos. se a sucessão provocou redução das garantias dos créditos trabalhistas de determinado empregado. não pode ser sujeito passivo da execução. e que. a mais de uma empresa do mesmo grupo econômico. consubstanciado na Súmula nº 129. em qualquer hipótese. durante a mesma jornada de trabalho. não caracteriza a coexistência de mais de um contrato de trabalho. Maurício Godinho. c) Somente as assertivas I e V são verdadeiras. II – Segundo o entendimento dominante no Tribunal Superior do Trabalho. O entedimento dominante no TST. responderá o sucessor inclusive pelos créditos dos empregados demitidos antes da transferência. II. a prestação de serviços pelo empregado. IV – Para que se configure a sucessão de empregadores é imprescindível que haja a transferência da propriedade da unidade econômicojurídica. a empresa integrante do mesmo grupo econômico. e a partir daí observa-se uma tendência a se admitir a possibilidade de o empregado acionar. ainda que não haja transferência da totalidade dos bens materiais e imateriais. d) As assertivas I. Vide comentário o item anterior. caracteriza. V – Para que se configure a sucessão de empregadores é suficiente a transferência de parte significativa do complexo empresarial. salvo ajuste em contrário”. a coexistência de mais de um contrato de trabalho. durante a mesma jornada de trabalho. na fase de execução.

segundo emenda constitucional. segundo avençado pelas partes e mediante paga. Comentários: Ainda que a atividade de Artur tenha sido desenvolvida de forma contínua durante três meses. a não- eventualidade. 114 da CRFB a Justiça do Trabalho passou a ser competente para julgar as lides decorrentes de qualquer relação de trabalho. o período assegurado à gestante passou a ser de cinco meses a partir do parto. E – incorreta. não há um dos requisitos caracterizadores da relação de emprego. uma vez que a convenção coletiva não tem o 29 . estabilidade no emprego por mais um mês além do período fixado na CF. por força de convenção coletiva. portanto. tendo em vista que. pois não houve vínculo laboral. bem como o trabalhador não se fixa juridicamente ao tomador (ele trabalha sabendo que não formará qualquer vínculo jurídico com o tomador de seus serviços). a categoria profissional não obteve nenhum benefício. sem. ser realizado na esfera cível. a atividade é eventual.TÉCNICO ÁREA ADMINISTRATIVA – TRT 1ª REGIÃO – CESPE – 2008 – CADERNO A Questão 46 Artur desenvolveu atividade de pedreiro em obra residencial ao longo de três meses ininterruptos. qual seja. posto que não se insere nas atividades normalmente desenvolvidas pelo tomador dos serviços. E qualquer questionamento judicial acerca do pacto deverá. não há qualquer previsão de “repetibilidade” futura. com o advento da alterações promovidas pela EC 45/2004 no art. pois o contrato de experiência é contrato de emprego. o que não foi mencionado no enunciado da questão. assinale a opção correta. conforme o enunciado da questão. Além disso. dado que não houve registro na CTPS. gênero do qual é espécie a relação de emprego. Outras alternativas: A – incorreta. ter sido feito registro em sua CTPS. Questão 47 Considerando que determinada categoria profissional tem assegurada à gestante. A houve vínculo laboral e. B Diante do benefício atribuído. e não mais somente das relações de emprego. C De fato. o contrato de experiência deve ser ajustado pelas partes como tal. B – incorreta. a licença-maternidade assegurada às gestantes da referida categoria profissional restou fixada em cinco meses. a resposta correta é a letra C. Por todo o exposto. D – incorreta. porque não há sequer relação de emprego. na situação descrita. contudo. Assim. pelo que há mera relação de trabalho. Artur faz jus ao registro do pacto em sua CTPS e às verbas não-pagas. visto que o período de execução do trabalho não ultrapassou o limite de noventa dias. tendo em vista que ausente o requisito da não-eventualidade. B o labor desenvolvido por Artur equipara-se ao do trabalhador doméstico. De acordo com a CLT e os princípios do direito do trabalho. D houve contrato de trabalho de experiência. A Dada a mencionada extensão da estabilidade no emprego. C houve uma relação de trabalho.

cumpre jornada de trabalho noturno o trabalhador urbano que labora no período A de 20 h às 5 h. como.. pela literalidade do §2º do art. B . pois a negociação coletiva (seja celebrada por acordo coletivo de trabalho ou convenção coletiva de trabalho) sempre pode ampliar a proteção ao trabalhador. a remuneração corresponde ao somatório de ambas. Com efeito. emendas do Estado. Questão 48 Segundo o art. XIII e XIV).incorreta. pode assegurar a extensão do benefício. quais sejam. ex. exceto nos casos em que a própria CRFB excepciona (art. E – correta. a quantia variável nunca poderá ser inferior ao salário mínimo. 73 da CLT. C – incorreta. Questão 49 Assinale a opção correta com referência à situação de trabalhador que recebe mensalmente uma quantia fixa e outra variável. ao passo que o acordo coletivo de trabalho é firmado entre sindicato (dos trabalhadores) e empresa. sendo esta resultante de gorjetas. Por óbvio convenção coletiva não pode estender benefício de natureza tipicamente previdenciária. incisos VI. Comentário: a resposta é letra D. nos termos do art. “b”. 73 da CLT. II. Em contraposição. sem maiores problemas. são fontes heterônomas do Direito do Trabalho. 7º. C Legalmente. 30 . A Para efeitos legais. como remuneração será considerada somente a quantia fixa. E de 23 h às 5 h. D A quantia variável paga mensalmente é considerada prestação in natura. pois a convenção coletiva é firmada entre sindicatos (patronal e obreiro). B Como há uma quantia fixa e outra variável. as leis. à luz do princípio da proteção (norma mais favorável e condição mais benéfica). C de 21 h às 5 h. D – incorreta. as regras advindas de terceiros estranhos à relação de emprego. É vedada à negociação coletiva a redução de direitos constitucionalmente assegurados. do ADCT/CRFB. 10. por ser firmada entre sindicato e empresa. D de 22 h às 5 h. benefício D A convenção coletiva. E A convenção coletiva é considerada uma fonte autônoma do direito do trabalho. Comentários: A – incorreta. a convenção coletiva de trabalho é considerada fonte autônoma do Direito do Trabalho porque as normas por ela definidas são estabelecidas a partir dos próprios atores da relação de emprego. Assim. pois a garantia de emprego (ou estabilidade) da gestante não se confunde com a licença-maternidade. e no caso o termo seria seis meses após o parto. empregado e empregador. pois a garantia de emprego conferida à gestante já tem seu termo final cinco meses após o parto.poder de prorrogar constitucional. p. o gabarito é letra E. B de 22 h às 6 h.

468 da CLT. e sim salário propriamente dito. auferindo apenas R$100. foi promovido a gerente de vendas. D Trata-se de situação que configura rescisão indireta. foi nula. correta a letra A. D – incorreta. após determinado tempo. pois o pagamento do salário do trabalhador deverá ocorrer até o quinto dia útil do mês subseqüente ao vencido. Assim. “não se considera alteração unilateral a determinação do empregador para que o respectivo empregado reverta ao cargo efetivo. conforme comentário à assertiva “a”. desde que seja paga PELO trabalho e não PARA o trabalho. 468 da CLT. p. 468 da CLT. Vejamos as incorreções das demais assertivas: 31 . nos termos do art. a CLT permite a reversão do empregado ao cargo efetivo ocupado antes da assunção do cargo de confiança. C – incorreta. Assim. a de vendedor. independentemente de que se consiga obter resultados suficientes para “completar” o salário mínimo. E – incorreta.E O pagamento mensal do trabalhador deverá ocorrer até o quinto dia do mês subseqüente ao vencido. ex. pois considera-se remuneração a soma da quantia fixa à quantia variável recebida pelo empregado (como. portanto. o empregador concluiu que as expectativas de desempenho no cargo não tinham sido atendidas e determinou-lhe o retorno à função anterior. anteriormente ocupado. e não à parcela fixa da remuneração.: um vendedor recebe R$300. 459 da CLT. mencione-se o caso do empregador que concede moradia (habitação) ao empregado como parte da contraprestação a este devida pelos serviços prestados. a quantia variável paga mensalmente não configura salário-utilidade (ou prestação in natura).00 de comissões. B A referida alteração atende ao prescrito no art. não há que se falar em retorno ao cargo anteriormente ocupado.. Considera-se prestação in natura a parcela do salário que não é paga em dinheiro. Observe-se que.00 fixos mais comissões por venda. Após ele ocupar a nova função por seis meses. mas sim em utilidade.00. etc). cargo de confiança que lhe assegurou aumento na remuneração. pois a vedação é à remuneração inferior ao salário mínimo. neste caso. assinale a opção correta. nos termos do parágrafo único do art. este será garantido. Ainda assim ser-lhe-á garantido o salário mínimo de R$415. gorjetas. B – correta. Comentários: Consoante o disposto no parágrafo único do art. Questão 50 Um vendedor. Como exemplo. deixando o exercício de função de confiança”. Ex. segundo o prescrito no art. E A situação descrita constituiu alteração unilateral do contrato de trabalho e. comissões. A Irregularidade inexiste na mencionada reversão ao cargo anteriormente ocupado. 483 da CLT. Imagine-se que em determinado mês ele vende pouco. Nestes termos. C Com base no princípio da continuidade do contrato de trabalho. Comentários: A – incorreta. desde que tenha sido assegurado ao trabalhador o pagamento da gratificação de gerente. Acerca dessa situação.

C o período aquisitivo de férias não será alterado porque houve acidente de trabalho. cômputo do período do afastamento. pois os casos de rescisão indireta pressupõe. a reversão não constitui alteração unilateral do contrato de trabalho. tendo em vista que a CLT prevê expressamente a hipótese de reversão. o que quis dizer foi que a reversão seria lícita desde que o trabalhador continuasse recebendo a gratificação de gerente. reverteria ao cargo de origem porém com a incorporação da gratificação recebida. Comentários: O entendimento doutrinário predominante é no sentido de que o afastamento do empregado em decorrência de acidente de trabalho suspende o contrato de trabalho. como é o caso. mensalmente. grosso modo poderíamos dizer que sem salário = suspensão. no tempo de serviço. 468 da CLT. até porque. Na situação acima descrita. entre outros. E verifica-se interrupção do contrato de trabalho e não há cômputo. com salário = interrupção. Vólia Bomfim e Valentim Carrion. 476 da CLT. e tem como defensores. que não é suficientemente clara na expressão “desde que tenha sido assegurado”.213/91. a exemplo do que acontecia antigamente no serviço público com o chamado “apostilamento”. o descumprimento de obrigação contratual por parte do empregador (tanto as obrigações expressamente decorrentes do contrato. D – incorreta. no tempo de serviço. de forma que o empregado revertido ao cargo efetivo perde a gratificação de gerente. cômputo do período do afastamento. como as obrigações decorrentes do princípio da boa-fé objetiva). no tempo de serviço. Questão 51 No decorrer de determinado contrato de trabalho. A tem-se um caso de interrupção do contrato de trabalho porque haverá. pois não há relação entre o princípio da continuidade e o instituto da reversão. pois. Neste sentido. Este entendimento se baseia na interpretação dos artigos 59 e 60 da Lei nº 8. isto é. Em que pese a existência de situações controvertidas acerca da configuração como suspensão ou interrupção. D o contrato de trabalho é considerado suspenso e há cômputo. o que costuma determinar o enquadramento é o pagamento ou não de salário pelo empregador. o empregado sofreu acidente de trabalho e ficou afastado de suas funções por mais de oito meses. do período do afastamento. em última análise. a reversão não ataca o vínculo de emprego em si. que continua normalmente no cargo efetivo do empregado. E – incorreta. No caso não há qualquer descumprimento de obrigação pelo empregador. do período do afastamento. Não obstante a infelicidade da redação da assertiva. o benefício correspondente. C – incorreta. Está incorreta pois não existe qualquer previsão legal neste sentido. nos termos do supramencionado parágrafo único ao art. No caso específico do acidente de trabalho a contagem do tempo de serviço e o recolhimento do FGTS 32 .B – incorreta. no tempo de serviço. percebendo. B ocorre a suspensão do contrato de trabalho porque não haverá. bem como no art. em geral. Godinho.

Assim. B O menor.684/1990). 7º. ressalvada a hipótese do aprendizes portadores de necessidades especiais. não obstante o caráter de suspensão do contrato de trabalho. o empregador esteja descumprindo suas obrigações contratuais. B Deverá o trabalhador permanecer no serviço até que seja rescindido o contrato. assinale a opção correta. podendo ser de oito horas se o aprendiz tiver fundamental. consoante estipulado no art. que passou a permitir a aprendizagem até os 24 anos. no decorrer de um contrato de trabalho. 482 da CLT. Exemplo: caso seu contrato de trabalho seja extinto quando o trabalhador tenha completado 16 anos. a regra tem a ressalva expressa “salvo na condição de aprendiz. no caso. Assim. e na jornada o aprendizagem CLT). o termo inicial do prazo prescricional só começa a contar. perante a justiça do trabalho. Isso porque o candidato desavisado pode ter chegado a pensar que o contrato seria nulo. A A rescisão cabível. A O limite diário de labor do adolescente não poderá superar quatro horas. 4º da CLT e pelo art.. Comentários: Esta questão induz o candidato a erro. Questão 52 Com relação ao caso de um adolescente que complete quinze anos e comece a laborar. 439 da CLT (“é licito ao menor firmar recibo pelo pagamento dos salários. aos quais não se aplica o limite de idade. direitos desrespeitados. terá este quatro anos (dois até completar a maioridade e mais dois do prazo legal de prescrição) para propor ação trabalhista. só poderá fazê-lo dois anos após a extinção do seu contrato de trabalho.180/2005. D O adolescente poderá desenvolver trabalho no turno noturno. pela literalidade do art. Pois bem. firmar recibo de pagamento dos salários. completado o ensino desde que computado tempo destinado à teórica (art. independentemente de seus responsáveis legais. se quiser vindicar. pois contra o menor de idade não corre prescrição. A – incorreta. tendo em vista a nova redação dada ao art. 432 da B – incorreta. C O adolescente poderá. assinale a opção correta. 428 da CLT pela Lei nº 11. XXXIII. Porém. Logo. E – incorreta.”). pois o limite diário de labor do aprendiz é de seis horas. o gabarito é letra D. da CRFB.durante o período de afastamento são determinados pela legislação (respectivamente pelo art. quando o trabalhador completar dezoito anos. a partir dos 14 anos”. C – correta. C A situação considerada caracteriza culpa recíproca para a rescisão 33 . D – incorreta. e do art. E O trabalho do menor somente poderá ser considerado como de aprendizagem até que o adolescente complete dezoito anos de idade. o qual não está vedado a menor de dezoito anos.. Questão 53 Considerando que. Literalidade do art. 404 da CLT. vamos às alternativas. pois ao menor de 16 anos é vedado o trabalho. a hipótese aventada é de contrato de aprendizagem. 28 do Decreto nº 99. é a justa causa. nesse caso.

C – incorreta. ainda que com pouca profundidade. Comentários: Ante o descumprimento das obrigações contratuais pelo empregador. a questão não encontra resposta em literalidade de nenhum dispositivo legal. pois conforme o §3º do art. 484 da CLT para todas as demais verbas resilitórias. bem como da Súmula nº 14 do TST. 482) não é devido o aviso prévio. B – incorreta. Vejamos as alternativas: A – incorreta. é fundamental conhecer bem (decorar mesmo) a “lei seca”. 484 da CLT (segundo o qual havendo culpa recíproca a indenização devida ao empregado o é pela metade). E Findo o contrato de trabalho por despedida indireta.contratual. pois no caso a culpa é integral do empregador. pois a dispensa por justa causa é forma de despedida pelo empregador. D – incorreta. assegurando indenização por metade ao obreiro. será devido o aviso prévio. (B) não terá direito a qualquer verba rescisória por ter contribuído para a rescisão de seu contrato de trabalho. cabe rescisão indireta do contrato de trabalho. por si só. especialmente para concursos da FCC. 483 da CLT. havendo culpa QUESTOES FCC 34 . o empregado. a resolução da questão exige o conhecimento do art. pois se rompimento contratual por justa causa (art. Comentário: Esta questão é um bom exemplo para desmistificar a história de que a FCC cobra só “lei seca”. forte no art. (D) terá direito a integralidade do valor do aviso prévio e a 50% do décimo terceiro salário e das férias proporcionais. 483 da CLT. do décimo terceiro salário e das férias proporcionais. D Independentemente da forma de rompimento contratual. ou seja. será devido o aviso prévio. Pois bem. que indica o entendimento consolidado do TST no sentido de que aplica-se analogicamente o art. E – correta. pelo que a rescisão do contrato opera os mesmos efeitos da rescisão sem justa causa pelo empregador. mas isso não quer dizer que se possa dispensar o estudo da doutrina e da jurisprudência. por falta grave do empregado. (C) terá direito a 50% do valor do aviso prévio e a integralidade do décimo terceiro salário e das férias proporcionais. o empregado terá direito inclusive ao aviso prévio. (ANALISTA – ÁREA JUDICIÁRIA – TRT DA 23ª REGIÃO – FCC – 2007) Reconhecida a culpa recíproca na rescisão do contrato de trabalho o empregado (A) terá direito a 50% do valor do aviso prévio. inclusive com o pagamento da multa compensatória do FGTS na proporção de 40% dos depósitos fundiários. Observem que eu nunca disse isso! Sempre alerto para o fato de que. ao pleitear a rescisão indireta de seu contrato de trabalho por descumprimento de obrigações pelo empregador. pode escolher entre continuar prestando serviços ou não. Ao contrário. (E) terá direito a integralidade do décimo terceiro salário e das férias proporcionais. Se os efeitos da despedida indireta são os mesmos da rescisão sem justa causa pelo empregador. apenas.

se o empregado parou de trabalhar em um dia às 23h00min. Logo. §1º. 58-A. o aviso prévio. (TÉCNICO – ÁREA ADMINISTRATIVA – TRT DA 23ª REGIÃO – FCC – 2007) Com relação a jornada de trabalho é correto afirmar: (A) Os gerentes. por força da exceção legal prevista no art. Devese lembrar. §2º. as férias proporcionais e o décimo terceiro proporcional. mediante acordo escrito entre empregador e empregado. C – incorreta. senão vejamos: A – incorreta. não excedentes de três minutos. 59. (B) Serão computadas como jornada extraordinária as variações de horário de ponto. Comentários: Esta questão. §1º. (E) 10h00min. poderá reiniciar os serviços no dia seguinte a partir de (A) 06h00min. não se aplicando a redução aos descansos trabalhistas. o que afasta. “entre duas jornadas de trabalho haverá um período mínimo de onze horas consecutivas para descanso”. cobrou a literalidade de diversos dispositivos legais relativos à jornada de trabalho. caput. em determinado dia da semana. por oportuno. por qualquer meio de transporte será computado como jornada de trabalho. da CLT. assim considerados os exercentes de cargos de gestão. o gabarito é letra E. (E) Considera-se trabalho em regime de tempo parcial aquele cuja duração não exceda a vinte e cinco horas semanais. Dessa forma. encerra a prestação de serviços às 23h00min. conforme art. da CLT. que as férias vencidas são devidas integralmente em qualquer hipótese de extinção do contrato de trabalho. Portanto. conforme art. da CLT. deverão observar a jornada de trabalho não excedente de oito horas diárias ou quarenta e quatro horas semanais. a consideração de tempo ficto. 58. 73. da CLT. 62. da CLT. (D) 09h00min. até porque estes configuram dispositivos de proteção à higidez física do trabalhador. o gabarito é letra A. conforme art. (C) Em regra. conforme art. Nesta questão o único detalhe a observar é que a hora reduzida noturna (art. poderá reiniciar os serviços no dia seguinte a partir das 35 . B – incorreta. observado o limite máximo de 20 minutos diários. D – incorreta. (B) 07h00min. o tempo despendido pelo empregado até o local do trabalho e para seu retorno. em número não excedente de três.recíproca serão devidas pela metade a multa compensatória do FGTS. 66 da CLT. por óbvio. (ANALISTA – EXECUÇÃO DE MANDADOS – TRT DA 4ª REGIÃO – FCC – 2006) O empregado que. (C) 08h00min. Comentário: Consoante o disposto no art. caput. E – correta. (D) A duração normal de trabalho poderá ser acrescida de horas suplementares. II. que é o chamado intervalo interjornadas. 58. por sua vez. da CLT) é hora de trabalho.

que o aviso prévio é de oito dias. Logo. por força do disposto no art. Assim. (B) 8 dias. em geral. Imagine-se o exemplo de uma enfermeira empregada em um hospital particular. (C) os professores. Em razão de todo o exposto. (B) os militares. por exemplo. 487. por isso achei interessante comentar esta questão. Esta noção é suficiente para resolver a questão. Com efeito. se o pagamento for efetuado por semana ou tempo inferior. Logo.10h00min. Comentário: estarão excluídos da proteção legal da CLT. São estatutários. Dispõe o art. nos termos da lei”. os professores das Universidades Federais. a CLT tem vários dispositivos não recepcionados pela CRFB/1988. dispõe que é direito dos trabalhadores urbanos e rurais o “aviso prévio proporcional ao tempo de serviço. XXI. o gabarito é letra “E”. Logo. em nenhuma hipótese. dentre os quais este inciso I do art. Não obstante. e neste caso têm os mesmos direitos destes. I. (TÉCNICO – TRT DA 4ª REGIÃO – FCC – 2006) 43 – Estão excluídos da proteção legal da Consolidação das Leis do Trabalho: (A) os empregados essenciais. Vejamos as alternativas: a) empregados em serviços essenciais podem perfeitamente ser empregados. pela literalidade do artigo. há que se ter em mente que o estudo do Direito do Trabalho (e dos outros “direitos” também) deve ser feito sempre a partir da legislação. 7º. o gabarito seria letra “B”. 36 . da CRFB. Comentário: questão semelhante me foi perguntada semana passada por email. (E) 30 dias. são trabalhadores estatutários. (C) 10 dias. 487. da CLT. ou de um coletor de lixo empregado de uma empresa prestadora de serviços de limpeza pública. Isso porque o art. e) os trabalhadores em domicílio podem perfeitamente ser empregados. em serviços (E) os trabalhadores em domicílio. a partir da CRFB/1988 não há mais aviso prévio inferior a trinta dias. porém em consonância com a Constituição de 1988. (D) 15 dias. não sendo necessário conhecer sequer as exceções. Basta imaginar o caso de um professor de escola particular. inclusive aqueles empregados em bancos “públicos”. d) os bancários são sempre celetistas (empregados). (D) os bancários. c) os professores podem ser tanto estatutários como empregados. sendo no mínimo de trinta dias. pelo que o gabarito é letra “B”. isto é. b) os militares são sempre servidores públicos e mantém relação de direito administrativo com os entes públicos. (ANALISTA – EXECUÇÃO DE MANDADOS – TRT DA 4ª REGIÃO – FCC – 2006) O empregado que recebe pagamento semanal tem direito ao aviso prévio de (A) 7 dias. não estão incluídos na proteção legal da CLT. os trabalhadores não empregados (aqueles que mantém mera relação de trabalho com o tomador de seus serviços). 6º da CLT. o gabarito é letra “E”.

esta conduta se torna obrigatória. O contrato de trabalho. Os usos e costumes são guindados à condição de fontes formais pois sempre que a conduta habitual do empregador seja mais benéfica ao empregado que o patamar mínimo contido na legislação protetiva trabalhista. C – incorreta. sendo vedado o uso da analogia e da eqüidade. pois inverte. não é considerado fonte formal do Direito do Trabalho. D – correta. pois realmente a sentença normativa tem eficácia erga omnes em relação à categoria representada pelo sindicato suscitante. (D) a sentença normativa em dissídio coletivo terá efeito erga omnes. sendo fonte heterônoma porque derivada de terceiro não integrante da relação empregatícia (no caso. 37 . (C) os usos e costumes. sem a interferência estatal). valendo para todas as pessoas integrantes das categorias econômica e profissional envolvidas no dissídio coletivo. Vide comentário à letra “A”. o Estado-Juiz). impessoal e imperativo a sentença normativa é considerada fonte formal do Direito do Trabalho. 468 da CLT. ao passo que a fonte formal tem como requisitos a generalidade. por força do princípio da condição mais benéfica. O pacto firmado entre sindicatos (patronal e dos trabalhadores) é a convenção coletiva de trabalho (CCT). pela jurisprudência e pelos princípios e normas do direito do trabalho. (E) a Justiça do Trabalho. observe-se que tanto as CCT quanto os ACT são fontes formais do Direito do Trabalho. pelo seu caráter geral. mais uma vez.FONTES DO TRABALHO DIREITO DO (ADVOGADO – MUNICÍPIO DE SANTOS – FCC – 2006) Com relação às fontes do Direito do Trabalho. sem a participação do sindicato representativo da categoria econômica. bem como do disposto no art. abstrato. por determinado grupo social e em determinada época. e é considerado fonte formal autônoma (criada pelos próprios agentes sociais envolvidos. B – incorreta. a abstratividade. a impessoalidade e a imperatividade. Por este motivo. o conceito de CCT e ACT. Por oportuno. bem como as disposições contratuais em um contrato de trabalho não podem ser consideradas como fontes do Direito do Trabalho. Comentários: A – incorreta. conforme o caso. pois os usos e os costumes são tidos pela doutrina majoritária como fontes do Direito do Trabalho. por sua vez. é correto afirmar que (A) os acordos coletivos são os pactos firmados entre dois ou mais sindicatos estando de um lado o sindicato patronal e do outro o sindicato dos trabalhadores. decidirá. pois é pessoal. concreto e específico. Mencione-se que o costume é a adoção reiterada de uma determinada conduta jurídica. pois os acordos coletivos de trabalho (ACT) são pactos firmados entre o sindicato dos trabalhadores e uma ou mais empresas. (B) as convenções coletivas de trabalho são pactos celebrados entre uma ou mais pessoas de uma empresa e o sindicato da categoria profissional a respeito de condições de trabalho. na falta de disposições legais ou contratuais.

nos termos do art. (B) os usos e costumes são uma importante fonte do Direito do Trabalho sendo que. D – incorreta. a jurisprudência (exceto as súmulas vinculantes. conforme o caso. o parágrafo único do art. a analogia. conforme o caso. C . em razão da natureza humanitária inerente da relação própria de emprego. as autoridades administrativas e a Justiça do Trabalho. 8º da CLT (vide comentário à letra “E” da questão anterior). é certo que (A) o direito comum não será fonte subsidiária do direito do trabalho. cuja lei instituidora surgiu a partir do costume consagrado pelos empregadores no sentido do pagamento de gratificação natalina aos empregados. 8º da CLT seriam fontes formais apenas os usos e costumes. pois a afirmativa inverte os valores constitucionais de um Estado de Direito. Neste sentido. como o é. mencione-se o direito ao décimo terceiro salário. de acordo com a melhor doutrina. por eqüidade. Não obstante o tema não seja pacífico. bem como os princípios. pelas razões expostas acima. decidirem. Comentários: A – incorreta. também nos termos do art. da sua reiterada aplicação pela sociedade. Como exemplo. Em um modelo democrático e que preza pela dignidade da pessoa humana. Assim. a eqüidade e o direito comparado. (D) é defeso. em razão da incompatibilidade com os princípios fundamentais deste. que são fontes formais). na falta de disposições legais ou contratuais.incorreta. a doutrina majoritária considera que simples métodos de interpretação e de integração jurídica não constituem fontes formais do direito. na falta de disposições legais ou contratuais. (E) o interesse de classe ou particular deve prevalecer sobre o interesse público. B – correta. a analogia.E – incorreta. pois o art. de força normativa. como regra. 8º da CLT (idem anterior). o interesse público sempre se sobreporá a interesses individuais ou classistas. é que se origina a norma legal. E – incorreta. pois a incompatibilidade principiológica entre o direito comum e o direito do trabalho não é a regra. além dos usos e costumes e do direito comparado. decidirem. os quais gozam. não constituindo fontes formais. 8º da CLT dispõe que “o direito comum será fonte subsidiária do direito do trabalho. naquilo que não for incompatível com os princípios fundamentais deste”. por analogia. pois os usos e costumes são realmente arrolados com fontes formais autônomas do Direito do Trabalho. QUESTÕES TRT DA 19ª REGIÃO 38 . Seriam métodos de integração de lacunas. sendo também verdade que muitas vezes a reiterada aplicação de determinada conduta dá origem à normal jurídica escrita (positivação). a eqüidade e outros princípios e normas gerais de direito. e sim a exceção. (ANALISTA – ÁREA ADMINISTRATIVA – TRT24 – FCC – 2006) Com relação às fontes do Direito do Trabalho. as autoridades administrativas e a Justiça do Trabalho. ao menos em tese. dos métodos integrativos mencionados pelo art. (C) é defeso. o regime constitucional brasileiro. muitas vezes. como regra. 8º da CLT fixa como métodos de interpretação e integração de lacunas a jurisprudência.

prestando há 3 anos horas extras habituais. podemos constatar que a utilidade (habitação) fornecida a Denise pela empresa X respeita o limite legal. (E) deverá pagar a Marta uma indenização correspondente ao valor do último salário recebido multiplicado por trinta e seis. (D) deverá pagar a Marta uma indenização correspondente a seis vezes o valor da média das horas extras efetivamente trabalhadas nos últimos doze meses. 458. (D) ambas as utilidades ultrapassam o limite máximo permitido. a empresa (A) deverá pagar a Marta uma indenização correspondente ao valor de um mês de horas extras suprimidas. multiplicado pelo número de anos que prestou este serviço extraordinário. multiplicado pelo valor da hora extra do dia da supressão. Neste caso. Essa alimentação equivale a 25% de seu salário contratual. de acordo com a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).11. do serviço suplementar prestado com habitualidade. 121/2003. O cálculo observará a média das horas suplementares efetivamente trabalhadas nos últimos 12 (doze) meses. mas a habitação ultrapassa o limite legal. (B) a alimentação fornecida respeita o limite máximo permitido. Logo. a 25% (vinte e cinco por cento) e 20% (vinte por cento) do salário contratual”. Sua empregadora pretende suprimir as horas extras prestadas habitualmente por Marta. Comentário: dispõe o art. da CLT. assegura ao empregado o direito à indenização correspondente ao valor de 1 (um) mês das horas suprimidas para cada ano ou fração igual ou superior a seis meses de prestação de serviço acima da jornada normal. com fundamento na Súmula 291 do TST: “Nº 291 HORAS EXTRAS (mantida) Res. A empresa urbana Y fornece alimentação como salário utilidade para Joaquim. (A) é vedada a concessão de habitação e alimentação como utilidade. A habitação fornecida pela empresa equivale a 15% de seu salário contratual. (C) ambas as utilidades respeitam o limite máximo permitido. (C) deverá pagar a Marta uma indenização correspondente a seis vezes o valor do último salário percebido. (E) a habitação fornecida respeita o limite máximo permitido. 38. respectivamente. (B) não poderá suprimir tais horas. Marta labora para a empresa HUJ.2003 A supressão. A empresa urbana X fornece habitação como salário utilidade para Denise. durante pelo menos 1 (um) ano. enquanto a utilidade (alimentação) fornecida a Joaquim pela empresa Y excede o limite legal. pelo que a resposta é a assertiva contida na letra “E”. DJ 19. §3º. seja qual for o percentual. Comentário: gabarito letra “A”. que “a habitação e a alimentação fornecidas como salário-utilidade deverão atender aos fins a que se destinam e não poderão exceder. sua empregada.ANALISTA – ÁREA ADMINISTRATIVA – TRT DA 19ª REGIÃO – FCC – 2008 37. tendo em vista que já se encontravam incorporadas no salário de Marta. seu empregado. pelo empregador. 20 e 21. mas a alimentação ultrapassa o limite legal. Neste caso. multiplicada pelo 39 .

No que diz respeito à suspensão e interrupção do contrato de trabalho. III e IV. 7º da CRFB. (D) a garantia de salário. sem prejuízo do emprego e do salário e licençapaternidade. Maria não terá direito a férias. em regra. Por sua vez. Maria (A) terá direito a 24 dias corridos de férias. (B) a irredutibilidade do salário. No curso do período aquisitivo de férias. qualificação prevista em Trabalho e formal do Caracterizam interrupção do contrato de trabalho as hipóteses indicadas APENAS em (A) III e IV. Eleição para o cargo de Diretor de Sociedade Anônima. 133. (B) I e II. nos termos da lei. Maria recebeu auxílio doença por sete meses descontínuos. considere: I. (E) o aviso prévio proporcional ao tempo de serviço. 473 da CLT. “VII” e “XXI” do III. (E) II e IV. Afastamento para profissional do obreiro Convenção Coletiva de com a aquiescência empregado. Comentário: nos termos do art.valor da hora supressão. nunca inferior ao mínimo. Comparecimento judicial Tribunal do Júri como jurado. II. Neste caso. de acordo com a CLT. (C) II e III. pelos incisos “XVIII”. pois a eleição para cargo de Diretor de Sociedade Anônima tem como resultado. Comentário: a questão exigia o conhecimento da literalidade do art. a suspensão do contrato de trabalho. sendo no mínimo de trinta dias. 40. 476-A da CLT. (C) o décimo terceiro salário com base na remuneração integral ou no valor da aposentadoria. “VIII”. para os que percebem remuneração variável. mediante previsão expressa do art. (D) I. literalmente. 41. o item II também trata de suspensão. Os itens III e IV estão corretos. NÃO é assegurado à categoria dos trabalhadores domésticos (A) a licença à gestante. Com efeito. IV. pelo que o gabarito é letra “C”. (D) terá direito a 18 dias corridos de férias. Comentário: a questão se resolve pela literalidade do art. 473 da CLT. embora descontínuos”. Gabarito letra “A”. (B) terá direito normalmente ao gozo de 30 dias de férias. “VI”. no curso do período aquisitivo tiver percebido da Previdência Social prestações de acidente de trabalho ou de auxíliodoença por mais de 6 (seis) meses. (E) terá direito a 15 dias corridos de férias. os direitos elencados nas letras “A” a “E” são previstos. da CLT. (C) não terá direito a férias. ao 40 . Logo. Deixar de comparecer ao trabalho por três dias consecutivos em virtude de casamento.” extra do dia da 39. IV. respectivamente com fundamento no disposto nos incisos II e VIII do art. “não terá direito a férias o empregado que. O item I está incorreto.

De acordo com a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). 7º. hipótese em que o veículo fornecido pelo empregador é utilizado também nos momentos de lazer do empregado. anuidade. QUESTÕES TRT19 TRT19 . entre outros. e como tal tem natureza salarial (salário-utilidade). bem como a previdência privada. Portanto. o veículo fornecido pelo empregador e utilizado pelo empregado somente em serviço não é considerado salárioutilidade. O parágrafo único do art.ANALISTA . compreendendo os valores relativos a matrícula. (B) a assistência médica. hospitalar e odontológica. No Carnaval seguinte. por sua vez. O Hotel Fazenda Água da Chuva celebrou contrato de trabalho por tempo determinado com Denise pelo prazo de 2 meses (Dezembro e Janeiro). §2º. Natal e Ano Novo. tendo em vista que é fornecido para o trabalho. Cumpre lembrar a regra básica para diferenciar estas figuras: se a concessão se dá para o trabalho. Comentário: os benefícios mencionados nas opções “A”. VIII e XXI. a alternativa “E” traz a 41 . (C) a assistência médica. 39.art. se ocorre pelo trabalho (= contraprestação). o hotel celebrou outro contrato de trabalho com prazo determinado com Denise pelo prazo de 1 mês (Março). por sua vez. relaciona os direitos assegurados à categoria dos trabalhadores domésticos. livros e material didático. Por sua vez. logo é uma forma de contraprestação. (C) inválida em razão da celebração de dois contratos com prazo determinado com o mesmo empregado dentro do período de um ano. (D) a educação. não tem natureza salarial. pelo que o gabarito é letra “D”. tendo em vista a necessidade de um número maior de empregados em razão das férias escolares. prestada mediante seguro-saúde. Considera-se salário in natura (salário utilidade) (A) seguros de vida e de acidentes pessoais. da CLT. VI. prestada diretamente pelo empregador. neste caso. os incisos XVIII. é salário in natura. Não obstante. ao inciso VII. o gabarito é letra “E”. (E) o veículo fornecido pelo empregador e utilizado pelo empregado também em finais de semana e em férias. (B) inválida tendo em vista que entre a celebração dos contratos não tinha decorrido mais de 6 meses do término do primeiro contrato. fora do horário de serviço. hospitalar e odontológica. 7º. mensalidade. “B”. também em razão da necessidade temporária de maior número de empregados. prazo legal previsto na legislação. em estabelecimento de ensino de terceiros. a sucessão de contratos de trabalho com prazo determinado é (A) inválida tendo em vista que os dois contratos de trabalho ultrapassaram o prazo máximo de 60 dias permitidos pela legislação. “C” e “D” não são considerados salárioutilidade por força do disposto no art. Não faz menção.ÁREA JUDICIÁRIA 2008 38. incluindo. 458.

(D) válida tendo em vista que a contratação ocorreu em razão da realização de certos acontecimentos. (C) I. Logo. É correto o que se afirma APENAS em (A) I e II. (E) III e IV. o empregador (A) pagará multa de 40% do valor dos depósitos e o empregado sacará a conta vinculada. II. 40. Comentário: analisemos os itens um a um. IV.036/1990. I. Considere as assertivas abaixo a respeito do aviso prévio. com fundamento no art. Com relação às Convenções Coletivas de Trabalho. I – correto. Comentário: gabarito letra “D”. 452 da CLT. da CLT. pela literalidade do art. (E) não pagará multa sobre o valor dos depósitos e o empregado também não poderá sacar a conta vinculada. pela literalidade da Súmula 276 do TST. O pedido de dispensa do seu cumprimento não exime o empregador de pagar o valor respectivo. (C) pagará multa de 20% do valor dos depósitos e o empregado sacará a conta vinculada. das duas horas legais de redução diária da jornada. a Súmula nº 230 do TST. III – incorreto. durante o prazo do aviso prévio trabalhado pelo correspondente pagamento de duas horas extras. O direito ao aviso prévio é irrenunciável pelo empregado. Neste caso. 42. pela literalidade do art. IV – incorreto. Eventual reajuste normativo concedido no período de fluência do aviso prévio não se incorpora no patrimônio trabalhista do empregado. Neste sentido. 468. da Lei nº8. 41. §6º. sequer mediante pagamento das horas como extraordinárias. o gabarito é letra “A”. É válida a substituição. pelo empregador. é correto afirmar: 42 . tendo em vista os termos do art. c/c o art. §5º. (B) II e III. (D) não pagará multa sobre o valor dos depósitos. II – correto. A Justiça do Trabalho reconheceu culpa recíproca na rescisão do contrato de trabalho de Maria. §2º. mas o empregado poderá sacar a conta vinculada. 487. II e III. pois não é permitida a supressão da redução da jornada durante o aviso prévio. (E) inválida tendo em vista que é vedada a celebração de mais de um contrato de trabalho com prazo determinado com a mesma pessoa. Comentário: a alternativa correta é a letra “C”. da CLT. (B) pagará multa de 30% do valor dos depósitos e o empregado sacará a conta vinculada. da mesma Lei. Em regra. o valor das horas extraordinárias habituais integra o aviso prévio indenizado. III. (D) I e IV. 18. I. salvo comprovação de haver o prestador dos serviços obtido novo emprego. 20.

(A) Não é permitido estipular duração de Convenção Coletiva de Trabalho superior a três anos. na pecuária. 7º da Lei nº 5. Joana é empregada rural e trabalha na pecuária. nos termos do art. o horário noturno se estende de 21h às 5h. pois a estipulação de penalidades para os sindicatos convenentes em caso de violação dos dispositivos da CCT é obrigatória. (B) Joana. João é empregado urbano. Em regra. Assim. 613. (E) As Convenções Coletivas de Trabalho poderão conter de forma facultativa disposições sobre o processo de revisão total ou parcial de seus dispositivos. conforme o art. 7º da Lei nº 5. de 2/3 dos associados da entidade em primeira convocação e 1/3 em segunda. 73 da CLT. a jornada de trabalho noturno será das 21:00 às 5:00 para (A) André. Assim. por força do art. conforme a literalidade do art. VI. (B) O quorum de comparecimento e votação na Assembléia Geral convocada para celebrar Convenção Coletiva de Trabalho é. da CLT). 613. o horário noturno de estende de 22h às 5h.889/1973. o horário noturno se estende de 20h às 4h. apenas. c) no meio rural. (E) André e Joana. dentre as alternativas oferecidas pela questão podemos concluir que apenas André. da CLT). temos que a) no meio urbano. empregado na lavoura. tem trabalho noturno de 21h às 5h. §3º. consoante o art. (C) João. 43. Comentário: rememorando o período de trabalho noturno. (C) As Convenções Coletivas de Trabalho poderão conter de forma facultativa penalidades para os Sindicatos convenentes em caso de violação de seus dispositivos. na agricultura. pois o prazo máximo de duração da CCT ou do ACT é de dois anos (art. 44. Na sucessão de empresas. 615 da CLT.889/1973. pois é obrigatória a inclusão na CCT de disposições sobre o processo de revisão total ou parcial de seus dispositivos (art. (D) Qualquer uma das partes poderá denunciar Convenção Coletiva de trabalho. (D) João e Joana. pois o processo de denúncia da CCT exige o atendimento de requisitos específicos constantes do art. 614. b) no meio rural. C) incorreta. 612 da CLT. VIII. E) incorreta. da CLT. em regra. Comentário: A) incorreta. D) incorreta. André é empregado rural e trabalha na lavoura. Gabarito letra “A”. apenas. o gabarito é letra “B”. a estipulação contratual de claúsula de não-responsabilização (A) exclui a responsabilidade trabalhista do sucedido uma vez que o 43 . tais quais a aprovação por Assembléia Geral. B) correta. apenas. bastando a comunicação escrita direcionada a todas as categorias de empregados e empregadores abrangidas pelo respectivo instrumento.

respectivamente. poderão ser dispensados com justa causa pela prática. (C) limita a responsabilidade trabalhista do sucedido até o valor da integralização de suas cotas sociais. Comentário: gabarito letra “C”. (B) improbidade. para os efeitos da relação de emprego. 2º. Mário. de de 45. Com efeito. constituindo grupo econômico. Joana desobedeceu norma de caráter geral da empresa. serão. respondendo a empresa sucedida subsidiariamente. respondendo a empresa sucedida solidariamente. Resta esclarecer que a cláusula de não-responsabilização não opera qualquer efeito no âmbito trabalhista. tendo. personalidade jurídica própria. (C) incontinência de conduta. (D) não possui qualquer valor para o Direito do Trabalho. estiverem sob a direção de outra. da CLT.sucessor assume na integralidade os débitos cíveis. João e Joana. Comentário: esta é a única questão da prova que exigia algum conhecimento doutrinário. sempre que uma ou mais empresas. §2º. cada uma delas. tributários e trabalhistas. (B) subsidiariamente responsáveis a empresa principal e cada uma das subordinadas. diante de casos concretos a jurisprudência tem se inclinado no sentido de reconhecer a responsabilidade subsidiária do sucedido. (C) solidariamente responsáveis a empresa principal e cada uma das subordinadas. no sentido de que confere ao sucessor o direito de regresso em face do sucedido. de ato de (A) improbidade. (E) limita a responsabilidade trabalhista do sucedido até seis meses após a efetivação da sucessão das empresas. TÉCNICO – TRT DA 19ª REGIÃO – FCC – SETEMBRO/2008 31. em caso de sucessão trabalhista a regra é a desoneração da responsabilidade do sucedido. (E) apenas solidariamente responsáveis a empresa principal. (B) não possui qualquer valor para o Direito do Trabalho. o sucedido não teria qualquer responsabilidade (seja solidária ou mesmo subsidiária) em relação aos créditos trabalhistas constituídos antes da sucessão. Não obstante. presentes ou futuros) sobre o sucessor. incontinência conduta e indisciplina. com fulcro nos artigos 10 e 448 da CLT. (D) subsidiariamente responsáveis a empresa principal e solidariamente cada uma das subordinadas. De acordo com a CLT. João utilizou-se do email corporativo da empresa empregadora para enviar material pornográfico. isto é. Mário falsificou certidão de nascimento de filho para receber salário-família. 44 . pela literalidade do art. A existência de tal cláusula gera efeitos somente entre as partes (sucessor e sucedido). embora. Nesses casos. recaindo a responsabilidade por créditos trabalhistas (pretéritos. incontinência conduta e insubordinação. mau procedimento e insubordinação. (A) solidariamente responsáveis a empresa principal e subsidiariamente cada uma das subordinadas.

que tenham filhos menores de 14 anos ou inválidos de qualquer idade.. “A indisciplina no serviço consiste no descumprimento de ordens emanadas em caráter geral. direcionadas a todos os empregados (. 32. Aline possui um casal de gêmeos com 14 anos de idade. sendo inclusive previsto na lei de benefícios da Previdência Social (Lei nº 8. Daniela e Dora. o gabarito é letra “B”.. terão direito ao saláriofamília apenas. a natureza jurídica do salário-família é benefício previdenciário. pg. (B) Ana. Com efeito.. São Paulo : Editora Método. urbanos ou rurais. Diana. má-fé do obreiro. (D) Daniela e Ana. Daniela e Dora são empregadas da empresa XXCC.) Podemos citar como exemplo (. mau procedimento e indisciplina. Renato. (SARAIVA..213/1991. Aline. Ana. com o objetivo de alcançar vantagem para si ou para outrem. Isso posto. Não sei se por conveniência ou por falta de rigor técnico. ato lesivo da honra praticado em serviço e insubordinação. Nesses casos. Por sua vez. 3ª Ed. um dos autores mais indicados para concursos para analista e técnico dos TRT. que leva à perturbação do ambiente de trabalho ou mesmo prejudica suas obrigações contratuais.. Assim. Diana. Daniela possui uma filha de 11 anos de idade e Dora possui um filho inválido com 33 anos de idade. Peço licença então para citar o ilustre professor: “Consiste o ato de improbidade na desonestidade. sendo beneficiários dele os segurados empregados. pois a rigor não é matéria trabalhista.) a falsificação de documentos para obter vantagem ilícita na empresa. o salário-família está previsto nos artigos 65 a 70 da Lei nº 8. Comentário: esta questão poderia dar “pano para manga”. 45 .(D) incontinência de conduta. Não obstante. (C) Diana. que provoque risco ou prejuízo à integridade patrimonial do empregador ou de terceiro. percebe-se que a banca seguiu exatamente o entendimento do Prof. Renato Saraiva. Ana possui um filho com 17 anos de idade. exceto o doméstico.213/1991). 254/258). a insubordinação consiste no descumprimento de ordens pessoais de serviço. como a prática de obscenidades e pornografia nas dependências da empresa”. bem como o trabalhador avulso. e sim previdenciária. Daniela e Dora. Diana possui uma filha de 13 anos de idade. Comentário: outra questão estranha. Direito do Trabalho Para Concursos Públicos. pois a doutrina é extremamente oscilante no tocante à caracterização das hipóteses legais de falta grave. (E) Aline e Diana. das empregadas da empresa XXCC mencionadas no enunciado da questão apenas Diana. 2005. a banca desconsiderou tal fato e incluiu o salário-família no conteúdo programático de Direito do Trabalho. Pois bem.... Daniela e Dora terão direito ao salário-família (gabarito letra “C”). (A) Aline e Dora. dadas diretamente pelo empregador ou pelo superior hierárquico ao obreiro”. fraude. (E) indisciplina. (.).” “Incontinência de conduta é o desregramento ligado à vida sexual do indivíduo.

César possuiu 12 faltas injustificadas e Cícero possuiu 8 faltas injustificadas. (B) 30. IV. Considere as assertivas abaixo a respeito da jornada de trabalho. Os chefes de departamento não possuem direito ao pagamento de horas extras. Em regra. Durante o período aquisitivo de férias Carlos possuiu 5 faltas injustificadas. Carlos. Nesses casos. (D) terá vedada a sua dispensa a partir do registro de sua candidatura até seis meses após o final do seu 35. a (A) 24. salvo se cometer falta (E) terá vedada a sua dispensa a partir do resultado oficial das eleições até seis meses após o final do seu mandato. (C) 24. observado o limite máximo de dez minutos diários. (B) terá vedada a sua dispensa a partir do registro de sua candidatura até um ano após o final do seu mandato. será computado na jornada de trabalho. 18 e 18 dias de férias. da CLT. (D) 30. II e III.” Logo. A limitação legal da jornada suplementar a duas horas diárias não exime o empregador de pagar todas as horas trabalhadas. salvo se cometer falta grave. salvo se cometer falta grave devidamente apurada nos termos desta Consolidação. tendo em vista que foi eleito como diretor suplente de sindicato. Comentário: o art. 34. salvo se cometer falta grave. 24 e 15 dias de férias. II. APENAS. Mário. de acordo com a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Mário (A) poderá ser dispensado a qualquer momento. Neste caso. (E) 30. É correto o que se afirma. César e Cícero trabalham na empresa DDAA. 24 e 18 dias de férias. 46 . 130 da CLT. dispõe que “Fica vedada a dispensa do empregado sindicalizado ou associado. Comentário: aplicação literal do art. até 1 (um) ano após o final do seu mandato. caso seja eleito inclusive como suplente. III. 24 e 24 dias de férias. Passadas as eleições. César e Cícero terão direito. Gabarito letra “D”. uma vez que se equiparam aos gerentes. respectivamente. Carlos. por qualquer meio de transporte. empregado da empresa KILO. a partir do momento do registro de sua candidatura a cargo de direção ou representação de entidade sindical ou de associação profissional. Mário recebeu a boa notícia de que havia sido eleito. o gabarito é letra “B”. registrou sua candidatura como diretor suplente do sindicato de sua categoria de trabalho. em (A) I. Não serão descontadas nem computadas como jornada extraordinária as variações de horário no registro de ponto não excedentes de cinco minutos. grave. mandato. o tempo despendido pelo empregado até o local de trabalho e para o seu retorno. I. 18 e 12 dias de férias.33. §3º. salvo se cometer falta grave. (C) terá vedada a sua dispensa a partir do resultado oficial das eleições até um ano após o final do seu mandato. 543.

47 . A transferência do empregado que labora no período noturno para o período diurno de trabalho (A) não implicará na perda do direito ao adicional noturno. Assim. por aplicação de princípio geral do direito (vedação ao enriquecimento ilícito – no caso. (E) implicará na perda do direito ao adicional noturno. da CLT. III – correto. da CLT. mas não poderá sofrer qualquer desconto no pagamento de suas verbas rescisórias. tal transferência implica na perda do adicional noturno. Gabarito letra “D”. §2º. uma vez que este já se encontrava integralizado no salário do reclamante. da CLT. 37. Comentário: vejamos os itens um a um. II – correto. Eduardo solicitou a sua demissão da empresa XCV. 58. tendo em vista que o empregador necessita deste prazo para recompor o quadro de funcionários da empresa. I – correto. Eduardo (A) só poderá deixar de cumprir o aviso prévio se a empresa empregadora autorizar expressamente. (B) não poderá deixar de cumprir o aviso prévio. Comentário: o trabalho noturno é considerado prejudicial à saúde e à higidez física do trabalhador. não cabendo qualquer tipo de indenização. (C) III e IV. III e IV. pela literalidade do art. o gabarito é letra “A”. Neste caso. IV – incorreto. do empregador) e pelo teor da Súmula 376 do TST. (E) I e II. a Súmula 265 do TST. Neste sentido. (B) não implicará na perda do direito ao adicional noturno. 62. uma vez que a CLT veda a redução salarial. (C) poderá deixar de cumprir o aviso prévio. tendo em vista que lhe foi oferecida outra oportunidade de trabalho com salário superior ao que está recebendo. pela literalidade do art. mas fará jus o reclamante ao pagamento de multa no valor de três salários mínimos. mas o não cumprimento pode ensejar o desconto de até 30% do salário recebido pelo reclamante. 36. sendo garantia social prevista na Carta Magna. razão pela qual a transferência do horário noturno para o horário diurno é benéfica ao empregado. (D) implicará na perda do direito ao adicional noturno. visto tratar-se de um benefício para a higidez física e mental do trabalhador. mas fará jus o reclamante ao pagamento de multa no valor dos últimos cinco salários recebidos. II.(B) II. §1º. 58. não podendo sofrer qualquer desconto no pagamento de suas verbas rescisórias. (D) poderá deixar de cumprir o aviso prévio. Assim. tendo em vista em regra o tempo de deslocamento do trabalhador não é computado em sua jornada de trabalho. nos termos do art. (C) implicará na perda do direito ao adicional noturno. (D) II e III.

(B) não poderá prorrogar o contrato sob pena de ser considerado o contrato por prazo indeterminado. Comentário: o trabalho humano é livre. Gabarito letra “A”. podendo não comparecer ao serviço pelo prazo de cinco dias. c/c o art. até que “a lei venha a disciplinar o disposto no art. (D) poderá prorrogar o contrato uma única vez pelo prazo máximo de 90 dias. Neste caso. da 48 . no decorrer da primeira semana”. nos termos do art. em caso de nascimento de filho. (B) não terá direito a licença paternidade uma vez que não é casado legalmente com Joana. sem prejuízo do salário. Resta esclarecer. (E) poderá prorrogar o contrato quantas vezes forem necessárias desde que obedeça o prazo máximo total de 90 dias. podendo não comparecer ao serviço pelo prazo de sete dias. empregado da empresa TITO. Mário (A) terá direito a licença paternidade. (E) terá direito a licença paternidade. o gabarito é letra “E”. do ADCT. temos que o contrato de Ana pode ser prorrogado uma única vez. se o empregador pede demissão e não cumpre o aviso prévio o empregador pode descontar das verbas rescisórias os salários correspondentes ao prazo do aviso prévio. Entretanto. seu segundo filho nascerá da união estável que mantém com Joana. por 38. será pai pela segunda vez. Comentário: a redação original do art. Assim. (D) não terá direito a licença paternidade uma vez que a licença paternidade só é devida no nascimento do primeiro filho. Neste caso. a empresa (A) poderá prorrogar o contrato uma única vez pelo prazo máximo de 60 dias. mas o não cumprimento pode ensejar o desconto dos salários correspondentes ao prazo respectivo. 451 da CLT) e o contrato de experiência tem duração máxima de 90 dias (art. (C) terá direito a licença paternidade. Como ainda não existe lei regulamentando a matéria. da CLT. pelo prazo máximo de 60 dias (de forma que a soma do contrato e da prorrogação não ultrapasse 90 dias). tal dispositivo foi alterado tacitamente pelo art. “por um dia. prevê que o empregado pode deixar de comparecer ao serviço. A empresa FIGA celebrou contrato de experiência com Ana pelo prazo de 30 dias. Comentário: os contratos a prazo determinado podem ser prorrogados uma única vez (art. 10. III.(E) poderá deixar de cumprir o aviso prévio. combinação dos dois dispositivos. Entretanto. XIX. podendo não comparecer ao serviço pelo prazo de três dias. §2º. 445. de cinco dias. da CRFB/88. 7º. Quando terminar o prazo contratado a empresa pretende prorrogar o referido contrato. (C) poderá prorrogar o contrato quantas vezes forem necessárias desde que obedeça o prazo máximo total de 120 dias. Mário. §1º. pelo que ninguém é obrigado a trabalhar (ou a continuar trabalhando) para quem quer que seja. qual seja. os quais prevêem o prazo de cinco dias para a licençapaternidade. vale o prazo previsto no ADCT. inciso XIX”. da CLT). parágrafo único. da CLT. Logo. 473. Porém. 7º. 39. 487.

percentagens. Questão pobrezinha. §1º. (D) Diego. preencha a condição estipulada. abonos pagos pelo empregador e as ajudas de custo. isto é. Samanta. gratificações ajustadas. (E) as comissões. 39. gratificações ajustadas. Gabarito letra “C”. havendo sucessão de QUESTOES TRT DA 18ª REGIÃO TRT DA 18ª REGIÃO – GOIÁS – ANALISTA ÁREA ADMINISTRATIVA – FCC – 2008 49 . percentagens. De acordo com a Consolidação das Leis do Trabalho. respondendo a família Demóstenes subsidiariamente pelas obrigações trabalhistas. ajudas de custo e diárias para viagens que excedam 50% do salário percebido pelo empregado. após cada período de doze meses de vigência do contrato de trabalho. (B) não terá rescindido o seu contrato de trabalho. dentre outras verbas. empregada doméstica. percentagens. que está se mudando para os Estados Unidos. 457. caso queira. integram o salário. ajudas de custo e diárias para viagens que não excedam 50% do salário percebido pelo empregado. (B) Samanta. oito horas e vinte e cinco horas. (C) as comissões. pela literalidade do art. da CLT. Mariana (A) terá rescindido o seu contrato de trabalho com a família Sócrates sem justa causa. diárias para viagens que excedam 50% do salário percebido pelo empregado e abonos pagos pelo empregador. não é?! 40. Gabarito letra “E”. como também (A) as comissões. gratificações ajustadas. (D) as comissões. havendo sucessão de empregadores. licença remunerada concedida por lei ao empregado que. Comentário: letra “D”. inciso I. Neste caso. Nenhuma dificuldade para quem decorou a CLT. 130-A. de vinte horas. podendo a família Demóstenes. (E) Diego e João. (C) João. Mariana. celebrar novo contrato de trabalho. percentagens. Comentário: literalidade do art. o gozo de dezoito dias de férias caberá legalmente apenas a (A) Diego e Samanta. (C) não terá rescindido o seu contrato de trabalho. diárias para viagens que não excedam 50% do salário percebido pelo empregado e abonos pagos pelo empregador. da CLT. respectivamente. percentagens. (B) as comissões. De acordo com a CLT. que a chamada “licençapaternidade” nada mais é que um caso de interrupção do contrato de trabalho.oportuno. João e Diego são empregados da empresa GGG na modalidade de regime de tempo parcial com jornada semanal. A família Sócrates vendeu sua mansão para a família Demóstenes com toda a mobília e utensílios domésticos. 40. não só a importância fixa estipulada. labora para a família Sócrates. no curso do contrato de trabalho.

Assim. (E) um ano para ingressar com reclamação trabalhista em face de sua ex-empregadora. sendo que podem ser pleiteados os créditos constituídos nos últimos cinco anos. Observe-se que o empregador doméstico é a família. contados desde a propositura da ação (!). Primeiro. havendo sucessão de empregadores. XXIX. podendo pleitear os últimos quatro anos de seu contrato de trabalho. (B) um ano para ingressar com reclamação trabalhista em face de sua ex-empregadora. em regra. Comentário: a sucessão de empregadores está prevista nos artigos 10 e 448 da CLT. Dessa forma. completamente fora de propósito. em regra. “C” e “E” não se aplicam porque não existe sucessão trabalhista para o doméstico. 11 da CLT. podendo pleitear os últimos quatro anos de seu contrato de trabalho. não se aplicando ao doméstico por dois motivos. com a empresa GUKO. e segundo porque a CLT não se aplica. e sim os cinco anos que antecedem a data da propositura da ação. celebrar novo contrato de trabalho” deve ser interpretada como “podendo as partes. 7º. celebrar novo contrato de trabalho”. e a alternativa “D” é absurda. deve-se reclamar até dois anos depois de extinto o contrato de trabalho. se o empregado deixa para ajuizar a ação exatamente dois anos depois da extinção de seu vínculo (portanto no último dia do prazo). Há uma pequena inadequação na assertiva. somente poderá reclamar os últimos 3 anos do contrato de trabalho (3 anos de 41. e como tal a falta de um dos familiares (seja por morte. caso queiram. a expressão “podendo a família Demóstenes. Considerando que Tício laborava para a empresa há dez anos. Diferentemente. porque o empregador doméstico não é empresário. mas nada que invalide a questão. se muda todo o núcleo familiar o contrato do doméstico é extinto. a. por mudança. a assertiva correta é a da letra “A”. família Demóstenes e Mariana. Faz um ano que Tício teve rescindido o seu contrato de trabalho 50 . podendo pleitear os últimos cinco anos de seu contrato de trabalho. (C) dois anos para ingressar com reclamação trabalhista em face de sua ex-empregadora. até porque as alternativas “B”. ao empregado doméstico. podendo pleitear os últimos cinco anos de seu contrato de trabalho. Trocando em miúdos. (E) não terá rescindido o seu contrato de trabalho.empregadores. etc) não extingue o contrato. nos termos do art. podendo pleitear os dez anos de seu contrato de trabalho. Comentário: para resolver esta questão bastava saber qual é o prazo prescricional trabalhista. mas a família Demóstenes não responderá pelas obrigações trabalhistas até a sucessão. (D) dois anos para ingressar com reclamação trabalhista em face de sua ex-empregadora. respondendo a família Demóstenes solidariamente pelas obrigações trabalhistas. da CLT. caso queira. ele terá mais (A) um ano para ingressar com reclamação trabalhista em face de sua ex-empregadora. nos termos do art. (D) terá o seu contrato de trabalho suspenso por expressa determinação legal neste sentido. da CRFB/88 e do art. Para não deixar qualquer dúvida. 7º. Atenção: não se reclama os cinco últimos anos do contrato.

tomando por paradigma um outro motorista. Nesses casos. por lógica. (B) I. etc nas duas cidades. III – incorreto. Dessa forma. municípios distintos que pertençam à mesma região metropolitana. Mesmo não conhecendo a súmula dava para “matar” a questão usando a lógica. IV. não guardando qualquer relação com outra(s) função(ões) anteriormente desempenhada(s) na empresa. pela literalidade do art. Trabalho de igual valor. conta-se o tempo de serviço na função e não no emprego. pois a localidade influi no patamar salarial conforme se alteram as condições de custo de vida. 43. Obviamente este empregado não terá direito à equiparação. a resposta é letra “B”. (D) II e IV. O contrato de trabalho de Ana foi extinto com o reconhecimento da culpa recíproca entre as partes pela Justiça do Trabalho. pois o sentido de “mesma localidade”. do TST. Assim. ganhar mais que um outro padeiro que trabalha em Araxá. pois esta se dá. (C) II e III. Para efeito de equiparação de salários em caso de trabalho igual. Comentário: vejamos item por item: I – correto. a empresa 51 . Está correto o que consta APENAS em (A) I e III. Imagine-se que um empregado é admitido como “faxineiro” em uma empresa. Este é o teor da Súmula 6. o qual exerce a mesma função na empresa há quatro anos. A respeito da equiparação salarial. analise: I. A regra também consta da Súmula 6 do TST. no caso. na função de motorista. pois o trabalhador readaptado não será paradigma. um padeiro que trabalha em São Paulo deve. III. mesma localidade significa mesmo estabelecimento. por exemplo. por força do §4º do art. II – incorreto. item X. para efeitos de equiparação salarial. item II. no interior mineiro. no caso. Em seu primeiro ano na função de motorista ele pretende a equiparação salarial. §1º. O trabalhador readaptado em nova função por motivo de deficiência física atestada pelo órgão competente da Previdência Social poderá servir de paradigma para fins de equiparação salarial. com relação ao FGTS. ainda. estão corretos os itens I e IV apenas. Para efeitos da equiparação salarial. II.contrato + 2 de inércia = 5 anos). será o que for feito com igual produtividade e com a mesma perfeição técnica. 461 da CLT. pois são imensamente diversos os custos de moradia. II e IV. da CLT. sob o argumento de que ambos não tem mais de dois anos de diferença de tempo de serviço. Logo. e depois de três anos na função é promovido a motorista. 461. O contrato de trabalho de João foi extinto por força maior. também reconhecida pela Justiça do Trabalho. pois a isonomia salarial se dá na função e não na empresa (ou no “emprego”). (E) I e IV. entre pessoas cuja diferença de tempo de serviço não for superior a dois anos. é mesmo município ou. alimentação. 42. pelo que a resposta é letra “E”. IV – correto.

neste espaço. pela literalidade dos artigos 18. Neste caso. mas não há qualquer espécie de estabilidade de empregado garantida aos empregados domésticos. que não é nem um pouco pacífica na doutrina nem na jurisprudência. É o tipo de questão que quem sabe mais corre mais risco de errar. e como tal faz jus à garantia de emprego conferida à gestante. mas somente João poderá sacar a conta vinculada. Comentário: na minha modesta opinião esta era a questão mais difícil da prova.. Convenção Coletiva de Trabalho de determinada categoria aumentou o adicional noturno para 50% sobre a 52 . portanto. respectivamente. razão pela qual recomendo que vocês não deixem de estudá-la. Pela Súmula 207 do TST aplica-se a lei trabalhista do local da execução dos serviços. (B) 20% e 40%. desempenhando serviços domésticos no âmbito familiar e está grávida de dois meses. 39.) A resposta é a letra “D”. Maria trabalha na residência consular do Cônsul da África do Sul. Isto porque esta matéria envolve a teoria da imunidade de jurisdição (e de legislação). respectivamente. o que é conhecido como princípio da “lex loci executionis”.036/1990. (C) 40% e 20%. não havendo qualquer estabilidade de emprego. desde a confirmação da gravidez até cinco meses após o parto. (E) 20% e 40%. sendo permitido que ambos saquem a conta vinculada. Como a discussão a respeito da matéria é cansativa e. (D) é considerada empregada doméstica e será vedada a sua dispensa sem justa causa. desde a confirmação da gravidez até cinco meses após o parto.. Comentário: letra “D”. §2º e 20. respectivamente. (D) 20% do valor dos depósitos. mas somente Ana poderá sacar a conta vinculada. I. da Lei nº 8.859/1972.empregadora de Ana e a de João pagarão multa de (A) 40% do valor dos depósitos. E acertou! (ao menos o “pensamento” da banca. (E) não é considerada empregada doméstica. ANALISTA – EXECUÇÃO DE MANDADOS – TRT DA 18ª REGIÃO (GO) – FCC – 2008 38. 4º-A da Lei nº 5. mas será vedada a sua dispensa sem justa causa. De útil nesta questão fica apenas a constatação de que a FCC (assim como o CESPE) tem cobrado a Lei do FGTS. sendo permitido que ambos saquem a conta vinculada. O candidato que tinha o conhecimento desta súmula e não se perdeu na questão da residência consular (colocada “só pra complicar”) certamente concluiu que Maria é empregada doméstica. vamos à solução “direta” da questão. despropositada. mas será vedada a sua dispensa sem justa causa. desde a confirmação da gravidez até seis meses após o parto. por força do disposto no art. Maria (A) é considerada empregada doméstica. sendo permitido que ambos saquem a conta vinculada. (C) não é considerada empregada doméstica. (B) não é considerada empregada doméstica por se tratar de residência consular.

Comentário: o raciocínio neste tipo de questão deve ser objetivo. será obrigatório um intervalo intrajornada de quinze minutos para (A) Diana. observado o limite máximo de dez minutos diários. de acordo com a Consolidação das Leis do Trabalho. (C) Joana e Diana. Não se esqueçam: a) em regra. A resposta. é letra “C”. Lembre-se também que as normas atinentes a jornada e descansos trabalhistas são normas cogentes. (D) inválido. o aumento do adicional noturno decorrente de CCT é perfeitamente válido. §1º. Neste caso. o que em nada interfere na hora reduzida noturna. mas dispensa o empregador de considerar a hora noturna reduzida de 52’e 30’’. apenas. esse (A) inválido. 7º. pela literalidade do art. Maria. Comentário: letra “E”. ser derrogadas pela vontade das partes. uma vez que Convenção Coletiva de Trabalho não é instrumento hábil para aumentar adicional noturno. 40. sendo vedada qualquer estipulação em contrário. obrigatória por força do art. III. Em regra. aumento é Neste caso. igualmente. uma vez que o limite legal máximo para o adicional noturno é de 20% sobre a hora diurna. em regra. (B) válido. apenas. o tempo despendido pelo empregado até o local de trabalho e para o seu retorno. tendo em vista o princípio da condição mais benéfica ao trabalhador. uma vez que o limite legal máximo para o adicional noturno é de 30% sobre a hora diurna. da CRFB. (D) Maria. atuando as três na função de auxiliar administrativo. por 53 . A jornada de trabalho de oito horas diárias prevista na Consolidação das Leis do Trabalho é observada apenas para as atividades privadas. não sendo aplicada às empresas públicas e às sociedades de economia mista. razão pela qual não podem. 71. imperativas. Joana e Diana. 73. analise: I. incisos VI (possibilidade de redução de salários). Joana e Diana são empregadas da empresa ÁGUA. XIII (compensação de horários e redução de jornada) e XIV (jornada para o trabalho em turnos ininterruptos de revezamento). Joana possui a jornada de trabalho diária de cinco horas e Diana possui jornada de trabalho diária de quatro horas. Só!!! b) que direitos os sindicatos podem ampliar? Resposta = TODOS. (E) Maria e Joana. Maria possui jornada de trabalho diária de seis horas. que direitos os sindicatos podem flexibilizar (= reduzir)? Resposta = Art. portanto. Logo. (C) válido. (B) Maria. de ordem pública. Não serão descontadas nem computadas como jornada extraordinária as variações de horário no registro de ponto não excedentes de cinco minutos. 41. sequer quando as mesmas são representadas coletivamente. é claro. II. No que diz respeito à jornada de trabalho. da CLT. não dispensando o empregador de considerar a hora noturna reduzida de 52’e 30’’.hora diurna. da CLT. sendo vedada qualquer estipulação em contrário. (E) inválido. §1º.

tendo em vista que o empregado eleito para cargo de diretoria tem seu contrato suspenso. nestes casos não expressos. 62. Observe-se que o art. (B) I. (E) I e IV. pela literalidade do art. por se tratar de hipótese prevista expressamente pelo art. 58. Empregado que falta dois dias em razão do falecimento de ascendente. II – correto. é certo que 42. Considere: I. IV – correto. conforme literalidade do art. Empregado urbano que deixa seu trabalho duas horas mais cedo para procurar novo emprego durante o período do aviso prévio. Logo. IV. da CLT. da CLT. 473. IV. tendo em vista que as empresas públicas e as sociedades de economia mista sujeitam-se ao regime trabalhista das empresas privadas. III e IV. §2º. da CLT. será caso de interrupção. de suspensão. III e IV. II. O macete. Se a resposta for positiva. 43. tendo em vista o disposto no art. III – correto. a jornada normal limitada a oito horas também se aplica aos empregados de empresas públicas e sociedades de economia mista. Com relação ao aviso prévio. (E) I e III. III. III – correto. IV – incorreto. pela literalidade do art. Logo. 173. I. II. por força do disposto no art. IV. 488 da CLT. 488 da CLT menciona “sem prejuízo do salário integral”. Neste sentido. §1º. São consideradas hipóteses de interrupção do contrato de trabalho as situações indicadas APENAS em (A) I. a resposta é a letra “C”. Comentário: item por item também: I – correto. §1º. Se negativa. desde que não permaneça a subordinação. pela literalidade do art. e não interrompido. Empregado eleito para o cargo de diretoria. Comentário: vejamos os itens um a um: I – incorreto. Empregado que falta um dia em cada doze meses de trabalho para doação de sangue. II e III. 473. a súmula 269 do TST. da CLT. os diretores e chefes de departamento ou filial não possuem duração máxima de jornada de trabalho. Está correto o que consta APENAS em (A) I. II – correto. (B) II. da CLT. III e IV. não permanecendo a subordinação jurídica inerente à relação de emprego. 58. II. não será computado na jornada de trabalho. é verificar se o empregado continua recebendo salário. da CRFB.qualquer meio de transporte. 54 . Os gerentes. II e III. (D) II e IV. (C) II. (D) I e II. não obstante não esteja prestando serviços. (C) III e IV. Resposta letra “A”.

c/c a Súmula 163 do TST). em tantas vias quantos forem os Sindicatos convenentes ou as empresas acordantes. Observação: comentário editado após observação pertinente enviada por uma aluna. contados a partir do último dia contratual pré-fixado. sem emendas nem rasuras. III. por e-mail. Fátima! Resolvi esta prova de madrugada. nos contratos de trabalho com prazo determinado. 30 dias. conforme a alternativa. com o sono apertando. E – incorreta. II. por força do art. deverá avisar a outra da sua resolução com a antecedência mínima de dez dias. quiser rescindir contrato individual de trabalho. II e III. e não de dez. 481 da CLT. além de uma destinada a registro. sem justo motivo. C – correta. (B) o aviso prévio. será de dez dias corridos. simples ou em dobro. na despedida indireta. não exclui. não perde o direito ao restante do respectivo prazo. As Convenções Coletivas de Trabalho serão celebradas por escrito. da CRFB. nos termos do art. II. à aprovação de Assembléia Geral dos Sindicatos convenentes. o direito do empregado ao aviso prévio. (C) a cessação da atividade da empresa. por contrariar o disposto no art. por si só. é letra “C”. §4º. Os Sindicatos poderão celebrar Convenções Coletivas de Trabalho independentemente de deliberação em Assembléia Geral especialmente convocada para esse fim. pela Súmula 44 do TST. pois o prazo do aviso prévio é de. 487. cometer falta considerada pela lei como justa para a rescisão. por expressa disposição legal. O processo de prorrogação. pois é devido o aviso prévio. De acordo com a Consolidação das Leis do Trabalho. XXI. 55 . com o pagamento da indenização. da CLT. A resposta. pois nos contratos a prazo determinado não é devido. 487. no mínimo.. revisão. (D) não é devido o aviso prévio. em regra. III e IV. exceto se o contrato contiver cláusula assecuratória do direito de rescisão antecipada. qualquer aviso prévio. (E) o empregado que. o prazo seria de 8 dias. 491 da CLT. 44. durante o prazo do aviso prévio. 7º. Comentário: A – incorreta. em qualquer caso. :-P .(A) a parte que. Quanto às Convenções Coletivas de Trabalho. IV. e a esta hora o tico e o teco já não ajudam muito. (B) I. denúncia ou revogação total ou parcial de Convenção Coletiva de Trabalho ficará subordinado. da CLT (não recepcionado pela CRFB). no caso. analise: I. literalidade da D – incorreta. I. B – incorreta. se o pagamento for efetuado semanalmente. Caso ainda em vigor o art. caso em que será devido o aviso prévio (art. Obrigado. está correto o que consta APENAS em (A) II.. As Convenções Coletivas de Trabalho deverão conter obrigatoriamente normas para a conciliação das divergências sugeridas entre os convenentes por motivos da aplicação de seus dispositivos. portanto.

486 da CLT. em todos eles a banca se limitou a transcrever dispositivos legais. que ficará a cargo do governo responsável.Julgue os itens seguintes. b) Apenas os itens II e V estão certos. art. pois todos os itens estão corretos. o gabarito é letra “E”. pela literalidade do art. e) Todos os itens estão certos. pela combinação do disposto nos artigos 442 e 443 da CLT. desde que não resultem. V No caso de paralisação temporária ou definitiva do trabalho motivada por ato de autoridade municipal. PROCURADOR PB 2008 TEMA I – CONTRATO DE TRABALHO 58 . Logo. aplicam-se. ajustado. IV Aos contratos por prazo determinado que contiverem cláusula assecuratória do direito recíproco de rescisão antes de expirado o termo a) Apenas os itens I e III estão certos. conforme parágrafo único. prevalecerá o pagamento da indenização. estadual ou federal. em prejuízos ao empregado. II – correto. sem nenhuma criatividade. caso tal direito seja exercido por qualquer das partes. ainda assim. apenas é lícita a alteração das respectivas condições de trabalho quando decorram de mútuo consentimento e. V – correto. Comentário: I – incorreto. IV – correto. c) Apenas os itens III e IV estão certos. III – correto. direta ou indiretamente. nos termos do art. III – correto. pela literalidade do art. III Nos contratos individuais de trabalho. 612 da CLT. I Contrato individual de trabalho é o acordo. Aliás. IV – correto. Portanto. que corresponde à relação de emprego.(C) I e III. (D) I e IV. 615 da CLT. II – correto. pela literalidade do art. Assinale a opção correta. ou pela promulgação de lei ou resolução que impossibilite a continuação da atividade. 448 da CLT. se assim chamado à autoria pelo empregador quando de sua defesa perante a justiça do trabalho. os princípios que regem a rescisão dos contratos por prazo indeterminado. d) Apenas os itens I. conforme art. que se referem ao contrato individual de trabalho. podendo estabelecer-se por prazo determinado ou indeterminado. 481 da CLT. sob pena de nulidade da cláusula infringente dessa garantia. II e V estão certos. pela literalidade do art. 468 da CLT. conforme art. (E) II e IV. Comentário: I – correto. 613 da CLT. resposta letra “A”. tácito ou expresso. da CLT. A análise da questão é relevante a fim de 56 . II A mudança na propriedade ou na estrutura jurídica da empresa não afetará os contratos de trabalho dos respectivos empregados. 613.

posto que não se pode admitir a imprescritibilidade de nenhum direito patrimonial. Incorreta. XXIX. pois o prazo qüinqüenal é contado a partir da lesão ao direito. tanto para os trabalhadores urbanos. e não da extinção do contrato de TEMA III – FÉRIAS 61 . observado o prazo de dois anos após a extinção do contrato de trabalho. Com efeito. da lesão ao direito (nascimento da pretensão). Observe-se. Aplica-se. Incorreta.Acerca da prescrição de direitos do trabalhador. seguindo a regra segundo a qual “o acessório segue o principal”. b) O direito de ação quanto a créditos decorrentes das relações de trabalho prescreve em dois anos para os trabalhadores urbanos e rurais. Neste sentido. sobre o qual. Incorreta. na regra geral da prescrição trabalhista (art. §5º. TEMA II – PRESCRIÇÃO 60 . para o trabalhador rural. em uma ação em que se postulam diferenças de FGTS incidente sobre horas extras não pagas). após a extinção do contrato de trabalho. pois atualmente (desde a EC 28/2000) não há distinção entre a prescrição aplicável aos trabalhadores urbanos e aos trabalhadores rurais (art. A prescrição do FGTS constitui exceção à regra geral da prescrição trabalhista. Correta. até o limite de dois anos após a extinção do contrato de trabalho. Caso o FGTS seja pedido apenas como acessório (por exemplo. entretanto. pois inclui. 57 . 23. Neste sentido. este sim contado a partir da extinção do contrato de trabalho. em geral. em dois anos. Incorreta. observado o prazo de dois anos após o término do contrato de trabalho. e limitados a dois anos após a extinção do contrato de trabalho. o FGTS. assinale a opção correta. a Súmula 362 do TST. que a prescrição do FGTS é trintenária quando o pedido principal é o FGTS. contados. d) O direito de ação quanto ao nãorecolhimento da contribuição para o FGTS prescreve em trinta anos para os trabalhadores urbanos e rurais. 7º. trabalho. a) O direito de ação quanto a créditos resultantes das relações de trabalho prescreve em cinco anos para o trabalhador urbano. 7º. XXIX. dispõe o art. ainda. a prescrição é a qüinqüenal. em cinco anos.036/90 que é trintenária (30 anos) a prescrição do FGTS.No que se refere ao direito a férias. da CRFB). e) O direito de ação quanto a créditos resultantes das relações de trabalho e quanto ao não-recolhimento da contribuição para o FGTS prescreve em cinco anos para os trabalhadores urbanos e rurais. c) O direito de ação quanto aos créditos resultantes das relações de trabalho prescreve em cinco anos para os trabalhadores urbanos e rurais. assinale a opção correta.demonstrar que também para as provas do Cespe é necessário memorizar a legislação. quanto para os trabalhadores rurais. a partir do respectivo fato que o enseja. a Súmula nº 206 do TST. aplica-se a prescrição trintenária. a partir da extinção do contrato de trabalho. a prescrição bienal. como visto. da CRFB). Lei 8. tendo em vista que a pretensão quanto a créditos decorrentes da relação de trabalho prescreve. ao contrário do prazo bienal. e.

136. de fazer coincidir suas férias com as férias escolares (§2º). o art. computar-se-á a média dos últimos doze meses anteriores à concessão. Entretanto. inclusive. No caso de remuneração por hora. c) A época da concessão das férias será a que melhor atenda aos interesses do empregado. tendo em vista que. da CLT. Se o empregado é remunerado por peça ou tarefa. pois não há prestação de serviços. 136 é relativizada pelos seus parágrafos. 130. pois o período de férias é computado. cabe ao empregador decidir em qual destes meses concederá as férias a este estudante). da CLT). caput. 130 com o art. para fazê-las coincidir com férias da família ou com as férias escolares. mas o empregador paga salários e o período é computado como tempo de serviço. quando for estudante. §2º. multiplicada pelo valor da tarefa na data da concessão. Correta. caput. janeiro e julho. Incorreta. 142. da CLT. ex. e não ao tempo de serviço. 142. pela combinação do art. Neste sentido. p. o valor das férias será obtido a partir da média de produção apurada ao longo do período aquisitivo. menor de 18 anos. Incorreta. 58 . da cessação do contrato de trabalho. b) O período das férias será computado como tempo de serviço acrescido de um terço. com jornadas variáveis. como tempo de serviço (art.). a remuneração média que lhe houver sido paga durante o período aquisitivo pertinente. os quais prevêem a possibilidade de fazer coincidir as férias dos membros de uma mesma família que trabalhem no mesmo estabelecimento ou empresa (§1º) bem como o direito de o empregado estudante. Caso o empregado perceba remuneração variável (comissões. A assertiva mistura a idéia do cômputo do período de férias como tempo de serviço com a regra do terço de férias. A regra do supramencionado caput do art. II. em qualquer caso a escolha da época continua sendo prerrogativa do empregador (por exemplo: o estudante menor de 18 anos tem férias em dezembro. da CLT. durante as férias. que se aplica à remuneração das férias. 131. para todos os efeitos. a empregada terá direito a férias em proporção conforme a quantidade de faltas que haja tido no período. §1º). logo. de forma que trinta dias de férias correspondem a 30 dias de tempo de serviço. porém o valor da média deve ser atualizado monetariamente. “o empregado perceberá. e não do período aquisitivo. se for o caso. as férias são o exemplo típico de interrupção do contrato de trabalho. não se considerando falta ao serviço a ausência da empregada durante o período de licença-maternidade. e) A prescrição do direito de o empregado reclamar a concessão das férias ou o pagamento da respectiva remuneração é contado do término do período aquisitivo ou. pois a escolha da época de concessão das férias é prerrogativa do empregador. que pode fazê-lo de acordo com seus interesses. aplica-se à médias das horas trabalhadas no período aquisitivo o valor da hora apurada na data da concessão (art.a) Após cada período de 12 meses de vigência do contrato de trabalho. aliás. Incorreta. Exatamente por este motivo. por força do art. d) O empregado deve perceber. a remuneração que lhe for devida na data da sua concessão”. porém não existe cômputo a maior. durante as férias.

Como cabe ao empregador fixar a época de concessão das férias. B) Há distinção entre o trabalho realizado no estabelecimento do contratante e o executado no domicílio do empregado. o prazo prescricional (neste caso. né?! A exceção fica por conta do art. o trabalhador em questão é considerado doméstico. o empregado já teria descansado o suficiente. em seu inciso IV. segundo prescrição consolidada. quando houver tido de 24 a 32 faltas. pois a prescrição das férias tem início no momento da lesão. 149 da CLT. D) Dito trabalhador não poderá receber menos que o salário mínimo. torno públicas outras dúvidas: 1) A remuneração das férias indenizadas tem natureza salarial ou indenizatória? Resposta: em regra. 2) Incide FGTS sobre as férias proporcionais pagas na rescisão do contrato de trabalho? Resposta: não. C) Por efetivar seu labor em residência. dentre outros. estas não são devidas (exigíveis) senão ao final do período concessivo. que confere natureza salarial à remuneração das férias indenizadas. qual seja. Logo. Obviamente. que sofre incidência de FGTS! – Súmula 305 do TST). a partir daí nascerá eventual lesão ao direito. Neste sentido. Vólia Bomfim Cassar. Agora pergunto: e se o empregado tiver mais de 32 faltas. com o aviso prévio indenizado. pois como vimos a natureza desta remuneração é indenizatória. mas estará fora do regime celetista. E) No caso presente a em apreço. nesta hipótese o trabalhador perde o direito às férias. Aproveitando o link com esta questão das férias. e com ela a pretensão à reparação judicial. assinale a opção correta. Chega a ser até bem óbvio. a remuneração das férias indenizadas tem natureza indenizatória.Incorreta. o art. dispõe que após cada período de 12 meses o empregado terá direito a 12 dias corridos de férias. Maurício Godinho Delgado. Logo. a fim de proteger o crédito trabalhista do empregado. Neste sentido. portanto. o bienal) terá início a partir da extinção do contrato. com mais de 32 faltas. 449 da CLT). 148. perderá o direito às férias? Resposta: sim! A doutrina entende que o silêncio da CLT em relação a esta hipótese significa que o legislador teria considerado que. A) O desenvolvimento das atividades laborais na própria residência não configura relação de emprego. se o empregado foi demitido antes do final do período concessivo. Gustavo Filipe Barbosa Garcia. a correr o prazo prescricional. estando subordinação e a 59 . e o FGTS incide sobre parcelas de natureza salarial (cuidado. a OJ 195 do TST. entretanto. especificamente no caso de falência do empregador (para fins do art. 3) O artigo 130 da CLT. Neste sentido. (PROCURADOR DO ESTADO PGE/AL – CESPE – 2009) TEMA: RELAÇÃO DE EMPREGO Questão 66 – Considerando que um trabalhador tenha sua contratação efetivada por determinada pessoa jurídica e desenvolva suas atividades laborais na própria residência. Começa daí (final do período concessivo). o final do período concessivo.

O candidato que conhecia este importante dispositivo eliminou. Sobre a letra “C” é imperioso observar que o local de trabalho não interfere na caracterização do vínculo de emprego do doméstico. que impedirá o intento. razão pela qual. na minha opinião. no âmbito residencial destas (art. rancho. 1º da Lei nº 5.g. TEMA: PRESCRIÇÃO Questão 67 Determinado trabalhador manteve relação de emprego com certa empresa por mais de dez anos. No caso. a letra “E”. diretamente. B) Não tendo havido recolhimento fundiário. Comentário: a questão gravita em torno do disposto no art.859/1972). sem o devido registro em sua CTPS. mediante exercício interpretativo. estará a pretensão atacada pela prescrição. Com referência a essa situação. no caso. sem a declaração de vínculo. mas ajuizada após dois anos do término contratual. assinale a opção correta. se refere não só à casa. 2º da CLT. vi alguns comentários no sentido de que a questão deveria ser anulada tendo em vista que a alternativa dada como correta pela banca não contemplaria todos os requisitos caracterizadores da relação de emprego (artigos 2º e 3º da CLT). e sim a prestação de serviços contínuos. se discutido em eventual demanda. a pessoa ou família. não é raro que as bancas mencionem apenas subordinação. mas a todos os locais onde a pessoa ou a família desenvolvem sua vida privada e suas atividades não lucrativas (v. caracteriza-se relação de emprego. somente essa parte do contrato de trabalho será imprescrita. para ambos os sexos. mas não concordo. Respeito a tese. que são os requisitos constantes do art. pessoalidade. contados do ajuizamento da ação. 6º da CLT. no caso do trabalho do motorista da família). as alternativas “A”. E) Na aplicação dos efeitos da prescrição. somente quanto ao reconhecimento de vínculo. desde que esteja caracterizada a relação de emprego”. qual seja. o crédito deste. 3º da CLT (que define “empregado”). e mesmo as vias públicas. onerosidade. Não obstante sejam seis os requisitos caracterizadores da relação de emprego (trabalho prestado por pessoa física. “B”. pessoalidade e onerosidade. casa de veraneio. A) Poderá o trabalhador ingressar em juízo para pleitear os recolhimentos previdenciários. estará limitado aos últimos cinco anos. nos termos consolidados. só restando a resposta correta. não haverá distinção entre trabalhador menor ou maior de 18 anos de idade. 3º com o art. Quanto à resposta correta. a alternativa veiculada pela letra “E” encontra-se perfeitamente válida. de plano. C) Havendo demanda pleiteando o vínculo e o respectivo registro na CTPS obreira.pessoalidade. Âmbito residencial. “C” e “D”. da combinação do art. de finalidade não lucrativa. segundo o qual “não se distingue entre o trabalho realizado no estabelecimento do empregador e o executado no domicílio do empregado. Os demais são extraídos. razão pela qual a questão não teria resposta. 60 . a onerosidade está plenamente subentendida no enunciado da questão. nãoeventualidade. D) Caso o trabalhador tenha laborado em determinado período como menor. subordinação e alteridade).

§1º. tendo em vista a regra do art. o qual dispõe que a prescrição em cinco anos. ainda que originadas quando o trabalhador tinha menos de 18 anos. tiver dez faltas. D) Incorreta. frise-se). B) Devido ao limite da jornada atinente à categoria de Lucas. como o contrato perdurou “por mais de dez anos”. sendo cinco delas decorrentes de alistamento eleitoral e casamento. o art. não interessa se o trabalhador é menor ou maior de 18 anos. Uma vez mais não concordo com a tese do recurso. a Súmula 362 do TST. o prazo prescricional referente às lesões sofridas neste primeiro ano do contrato somente começa a correr quando o menor tenha completado 18 anos. pois as ações meramente declaratórias são imprescritíveis. 23. como tal. Logo. por força do art. 11. Neste caso. da Lei nº 8. TEMA: INTERRUPÇÃO DO CONTRATO DE TRABALHO E FÉRIAS Questão 69 Considere que Lucas tenha sido contratado por entidade bancária para exercer a função de contínuo. no caso de reconhecimento de vínculo. Vamos às alternativas: A) Incorreta. No mesmo sentido. há que se considerar que não corre contra o menor prazo prescricional. 11. terá ele direito a menos de trinta dias de férias. assinale a opção correta. que o trabalhador do exemplo foi admitido aos 17 anos. pois não é necessariamente verdadeira a afirmação. Quanto às demais hipóteses. dias corridos de de Lucas. limitados a dois após a extinção do contrato de trabalho. §5º. logo imprescindível a declaração do vínculo. Neste sentido. é de 30 anos. nos termos do art. B) Incorreta. ao passo que não incidirá. de forma nenhuma. C) Incorreta. sujeitar-se-ia à prescrição. pois se. D) Se Lucas. A) Somente no caso de o regime de trabalho de Lucas exceder quarenta e quatro horas semanais deverá ele receber pagamento suplementar. Isso porque a anotação da CTPS. pois só haveria que se falar em recolhimentos previdenciários obrigatórios se comprovada a existência da relação de emprego. §1º.Comentário: a questão versa sobre prescrição. excepcionando a regra geral da prescrição trabalhista. no período aquisitivo das férias. a pretensão ao reconhecimento do vínculo é imprescritível. Ver. Entretanto. entretanto. Registre-se que também em relação a esta alternativa surgiram vozes defendendo a anulação da questão. a prescrição. então. C) Na hipótese aquisitivo das quatorze faltas. a distinção será relevante. Em face dessa situação hipotética. sob o argumento de que a anotação em CTPS seria obrigação de fazer e. 440 da CLT). pode ser efetuada pela própria secretaria da Vara do Trabalho. no período férias. não haverá redução no total de dias de férias a serem gozados. não se aplica “às ações que tenham por objeto anotações para fins de prova junto à Previdência Social”. Imagine-se. como vimos. da CLT. até que o mesmo complete 18 anos (art. a assertiva não é verdadeira. da CLT. 61 . tendo em vista que a prescrição do FGTS (como parcela principal. contar com fará ele jus a dezoito férias. não dependendo da intervenção do empregador. E) Correta. 440 da CLT.036/1990. também estas pretensões relativas ao primeiro ano estarão prescritas. a respeito.

ou ainda tutelar) se desdobra. a ausência do empregado nos casos do art. isso caracterizará falta justificada para os fins legais. tendo em vista que. 62 . da CLT. pois é devido o pagamento suplementar se excedida a 30ª hora na semana. 130. O art. 473. Errado. I. 58-A da CLT como aquele cujo módulo semanal não exceda de vinte e cinco horas. o prazo prescricional para que o trabalhador ingresse com ação trabalhista cobrando eventuais créditos. razão pela qual o terceiro dia. da CLT). II. o princípio da proteção visa à garantia da igualdade substancial entre as partes da relação de emprego. pois o princípio da proteção tem por escopo o reequilíbrio de forças entre capital (empregador) e trabalho (empregado).E) Caso Lucas falte três dias em decorrência do falecimento de ascendente. por sua vez. pois com 14 faltas Lucas faria jus a 24 dias corridos de férias (art. definido pelo art. julgue as seguintes afirmações: 1 – O princípio da proteção é aquele princípio peculiar ao Direito do Trabalho segundo o qual se garante às partes a igualdade formal. através de cláusula contratual ou regulamento de empresa. mediante a estipulação de vantagens ao empregado. sem prejuízo do salário (hipóteses de interrupção contratual. pois a jornada do bancário não se enquadra no regime de tempo parcial. princípio in dubio pro operario (este último bastante criticado por parcela significativa da doutrina). dispõe que o empregado pode faltar por até dois dias consecutivos em razão de falecimento de ascendente. 2 – À luz do princípio da condição mais benéfica podemos dizer que é lícito ao empregador majorar. para os efeitos do art. no caso. 130. Com base nisso. c/c o art. Dessa forma. I. 224. 130-A da CLT. Comentário: a jornada do empregado em estabelecimentos bancários. 473 (art. vejamos as alternativas: A) incorreta. razão pela qual faria jus a 30 dias corridos de férias. como forma de compensar sua hipossuficiência. B) incorreta. 130. da CLT. da CLT. parágrafo único. no caso Lucas teria apenas cinco faltas ao longo do período aquisitivo. I. EXERCICIOS TIPO CESPE TEMA 1 – PRINCÍPIOS E FONTES DO DIREITO DO TRABALHO A respeito dos princípios e fontes do Direito do Trabalho. a condição é inequivocamente mais vantajosa ao obreiro. 131. C) incorreta. não se aplica ao bancário o art. por força do art. D) correta. E) incorreta. por força do art. Assim. Importante lembrar ainda que o princípio da proteção (ou princípio protetor. CLT). princípio da condição mais benéfica. pois o art. Logo. dispõe que não será considerada falta ao serviço. sendo que dele decorrem todos os demais princípios trabalhistas. e não somente da igualdade formal (que constitui a simples estipulação de direitos rigorosamente iguais às partes). na classificação de Américo Pla Rodriguez. é de 6 horas (e o módulo semanal de 30 horas). em três dimensões: princípio da norma mais favorável. neste caso. pois o art. 473 dispõe que o empregado pode faltar. não é considerado falta justificada. 226. 131. portanto) por até três dias consecutivos em virtude de casamento (inciso II) e por até dois dias consecutivos para se alistar eleitor (inciso V). inclusive o contínuo.

portanto. Assim. as fontes formais são classificadas em autônomas e heterônomas. da possibilidade de compensação além da semana (“banco de horas”). Também as pressões dos empregadores. sociológicos e filosóficos que levam à alteração ou criação de normas jurídicas. por exemplo. Neste sentido. o Cespe já considerou. são fontes materiais do trabalho o conjunto de fatores políticos. notadamente através dos sindicatos. logo as convenções coletivas constituem fontes formais autônomas do Direito do Trabalho. 63 . Errado. o interesse coletivo (pacificação social. razão pela qual não se aplica o princípio da condição mais benéfica. no sentido da desregulamentação trabalhista e da flexibilização das normas trabalhistas constituem fonte material do Direito do Trabalho. por exemplo.por todos. suprimir ou alterar as regras relativas à prescrição trabalhista. em provas anteriores. ao menos para o Cespe. constituem fontes materiais do Direito do Trabalho. Maurício Godinho Delgado defendem a tese segundo a qual o regulamento de empresa tem força de mera cláusula contratual. 5 – Fontes formais representam a exteriorização da norma jurídica. 59 da CLT. mas que não constitui fonte formal). estabilização das relações jurídicas) se sobrepõe ao interesse individual do trabalhador. Lembrem-se. no parágrafo 2º. mencionem-se questões cobradas no concurso para Consultor Legislativo do Senado (2002) e para Juiz do Trabalho da 5ª Região (2006). Dessa forma. foi precedida por intensas pressões por parte do empresariado. A título de exemplo. o que culminou na flexibilização da legislação. as convenções coletivas são classificadas como fontes formais heterônomas. TEMA 2 TRABALHADORES DIREITOS DOS A respeito dos direitos dos trabalhadores assegurados pela CRFB/1988. Certo. pois os sindicatos agem representando (e substituindo) os trabalhadores.Errado. aí incluídas aquelas levadas a efeito pelo empregador. 4 – O regulamento de empresa pode ser considerado fonte formal do Direito do Trabalho. fatos sociais estes que representam o momento pré-jurídico necessário à posterior positivação do direito. tendo em vista que a prescrição é norma de ordem pública. Certo. sucedendo logicamente as fontes materiais. ainda que em benefício do trabalhador. o regulamento como sendo fonte formal. que tanto as hipóteses quanto os prazos prescricionais são aqueles previstos em lei. Por sua vez. não podendo as partes inovar. respectivamente se decorrentes da vontade das partes destinatárias da norma. por mais de uma vez. Observe-se que não só as pressões levadas a efeito pelo empregados. com a inclusão. julgue os itens seguintes: 6 – A Constituição de 1988 trata igualmente trabalhadores urbanos. Neste caso. 3 – São fontes materiais do Direito do Trabalho as transformações sociais e as pressões exercidas pelos agentes da relação de emprego. certamente a alteração do art. pelo que é inderrogável pela vontade das partes. econômicos. Não obstante exista grande controvérsia quanto à classificação ou não do regulamento de empresa como fonte formal (vários nomes de peso . aderindo ao contrato de trabalho. ou se decorrentes da imposição de terceiro estranho à relação jurídica.

mas em mera relação de trabalho. em face do término do prazo. Certo. parágrafo único. 7 – A Constituição veda a dispensa arbitrária ou sem justa causa da empregada gestante desde a confirmação da gravidez até cinco meses após o parto. 10 – A Constituição confere aos sindicatos das categorias profissionais a prerrogativa de negociar a redução de direitos trabalhistas apenas nas hipóteses de redução salarial. prevista no inciso IX do art. da CRFB. sendo que a expressão “nos termos da lei” se refere à previsão de proporcionalidade do aviso prévio. Não obstante. II. a teor dos incisos VI. são inválidas. dispensa do controle de ponto. que o doméstico ainda não goza de proteção relativa à duração do trabalho. TEMA 3 – RELAÇÃO DE TRABALHO E EMPREGO No tocante à relação de trabalho e à relação de emprego. e da Súmula nº 244. 7º. nada impede seja estipulado o aviso prévio proporcional. item III. 9 – A prescrição qüinqüenal trabalhista prevista no art. cláusulas de redução de intervalo intrajornada. há jurisprudência no sentido de que não há direito da empregada gestante à estabilidade provisória na hipótese de admissão mediante contrato de experiência. por exemplo. 7º. podendo ser reivindicadas as lesões sofridas nos cinco anos anteriores a tal data. 64 . da CRFB. neste ponto. sendo que somente lei pode alterar tal prazo. ou mesmo superior a 30 dias de forma fixa. Errado. garantindo a todos a remuneração do trabalho noturno superior à do diurno. pela combinação do art. normas relativas à admissão. inciso XXIX. do ADCT. julgue os seguintes itens: 11 – São requisitos para caracterização da relação de emprego a prestação de serviço por pessoa física. registro e anotação do contrato em CTPS. 8 – Fica assegurado o direito ao aviso prévio de no mínimo trinta dias. onerosa e sob subordinação jurídica. elenca os direitos conferidos aos trabalhadores urbanos e rurais que são estendidos também aos domésticos. independentemente de quando se deu a extinção do contrato. a Súmula nº 308 do TST. estipula o aviso prévio de no mínimo 30 dias. fora estes casos. de forma não eventual. XIII e XIV do art. 7º. 7º. seja em contrato de trabalho ou regulamento empresarial. visto que a extinção da relação de emprego. 7º da CRFB. Certo. XXI. não constitui dispensa arbitrária ou sem justa causa. Não obstante. pessoal. não há que se falar em relação de emprego. do TST. Neste sentido. tendo em vista que o art.inclusive domésticos. é contada a partir da data da extinção do contrato de trabalho. pois o prazo qüinqüenal é contado a partir da data do ajuizamento da ação. A questão é importante porque. Observe-se. “a”. os sindicatos não poderão reduzir direitos trabalhistas assegurados pela lei! Assim. e rurais. e alteração da jornada para o trabalho realizado em turnos ininterruptos de revezamento. da CRFB. dentre os quais não se inclui a remuneração do trabalho noturno superior à do diurno. Faltando qualquer um destes requisitos. 10. pois o art. seja em instrumento coletivo (ACT ou CCT). Errado. Errado. compensação de horários ou redução de jornada.

presentes os requisitos da relação de emprego configurar-se-á fraude na roupagem de pessoa jurídica dada ao empregado. Certo. e sim pela intenção onerosa presente no ajuste de vontades entre empregado e empregador. seja atividade-meio (atividade de apoio). também denominada habitualidade. se a atividade está inserida na rotina da empresa. 14 – A onerosidade não se caracteriza pelo efetivo pagamento dos serviços prestados. 9º da CLT. impedir ou fraudar a aplicação dos preceitos contidos na presente Consolidação”. Obviamente o garçom desenvolve atividade permanente da empresa. o art. decorrente do contrato estabelecido entre empregador e empregado. 15 – A subordinação que caracteriza a relação de emprego é a jurídica. aplica-se o princípio da primazia da realidade.Certo. cujo prestador de serviços é movido por intenção graciosa ou benevolente. Assim. Isso posto. 12 – Se o trabalho é prestado por pessoa jurídica unipessoal não há que se falar em relação de emprego. e significa que o empregado presta serviços com vistas a ser remunerado por isso. seja atividade-fim (ligada ao objeto social da empresa). a qual deve ser afastada e. entretanto. segundo o qual “serão nulos de pleno direito os atos praticados com o objetivo de desvirtuar. Basta que trabalhe nesta atividade de forma repetida (e “repetível” futuramente). O contraponto da onerosidade é a prestação de trabalho voluntário. Errado. Logicamente se o empregador não paga o quanto combinado não pode ser premiado com o não reconhecimento da onerosidade. para caracterização de empregado. mas ao caráter permanente da atividade na rotina da empresa. A intenção onerosa mencionada é também denominada animus contrahendi. atualmente é pacífico que se trata de subordinação jurídica. é circunstância ligada não à continuidade do trabalho. bem como nasce 65 . logo não interessa quantos dias por semana ele trabalhe para que se possa falar em não eventualidade. filosóficos ou religiosos. Errado. a pessoalidade. ainda que apenas uma vez por semana. Não obstante a subordinação já tenha sido entendida como sendo técnica e econômica. normalmente estará configurada a não eventualidade. Os requisitos caracterizadores da relação de emprego são extraídos dos artigos 2º e 3º da CLT. assim. Em que pese ser a subordinação o traço distintivo mais importante entre a relação de emprego e a mera relação de trabalho. Certo. posto que ausente a habitualidade. o que em última análise obstaria o reconhecimento do vínculo de emprego. perfeitamente caracterizado o vínculo empregatício. que em determinadas situações as características apresentam variações quanto à intensidade (por exemplo. a ausência de qualquer dos outros requisitos obsta a caracterização do vínculo empregatício. pois decorre do contrato de trabalho o poder diretivo do empregador. Ressalte-se. posto que se exige. A não eventualidade. No caso. mitigada quando o trabalho é executado no domicílio do empregado). 13 – O garçom que trabalha dois dias por semana em uma pizzaria não pode ser considerado empregado. o trabalho prestado por pessoa física. No mesmo sentido. normalmente ligada a ideais humanitários. que lhe confere a prerrogativa de dirigir a prestação de serviços conforme suas conveniências.

18 – É considerado doméstico aquele trabalhador que presta serviços contínuos e sem qualquer finalidade lucrativa. Neste sentido. A presença da onerosidade (animus contrahendi) é fundamental também para a caracterização do vínculo doméstico. e não ao empregado. sendo que o empregador não deve auferir. O que a lei veda é que o trabalho doméstico seja utilizado pelo tomador dos serviços com fins de obter vantagem econômica (lucro). A ausência de subordinação jurídica caracteriza a autonomia (relação de trabalho autônomo). a presença de todos os requisitos caracterizadores da relação de emprego (pessoalidade. TEMA 4 – CONTRATO DE TRABALHO Sobre os sujeitos do contrato de trabalho. Interessa. assalaria e dirige a prestação pessoal de serviços”. 2º da CLT que “considera-se empregador a empresa. Errado. com duas especificidades: a) os serviços prestados pelo doméstico devem ter natureza contínua. 19 – Cabe ao empregador. se por um lado cabem ao empregador eventuais lucros do empreendimento. a “finalidade não lucrativa” do trabalho doméstico diz respeito ao empregador. bem como o art. que veda distinções relativas à espécie de emprego e à condição do trabalhador. Errado. se técnico. exclusivamente. pela literalidade da Súmula 269 do TST. admite. Errado. exclusivamente. onerosidade e subordinação). o que pressupõe freqüência maior que a exigida para caracterização da não eventualidade. o risco do empreendimento deve ser suportado somente pelo empregador. a assunção dos riscos do empreendimento. a consideração a respeito do tipo de trabalho prestado. salvo se permanecer a subordinação jurídica inerente à relação de emprego. não se computando o tempo de serviço desse período. julgue os itens seguintes: 16 – É fundamental. É absolutamente irrelevante. Nos termos do art. pelo que é lícito ao empregador descontar dos salários do empregado o valor referente ao tempo em que o empregado não laborou efetivamente ao longo da jornada de trabalho. 17 – O empregado eleito para ocupar cargo de diretor tem o respectivo contrato de trabalho suspenso. XXXII. Dessa forma. 7º. para caracterização do vínculo de emprego. vedada a transferência 66 . técnico e intelectual ou entre os profissionais respectivos. o artigo 3º da CLT. Logo.também do contrato a sujeição do empregado a estas ordens do empregador. da CRFB. assumindo os riscos da atividade econômica. 1º da Lei nº 5. não eventualidade. isso sim. Entretanto. qualquer tipo de lucro. para caracterização da figura do empregado. tais riscos excluem os riscos decorrentes do próprio contrato de trabalho. a partir da relação de emprego. que proíbe a distinção entre trabalho manual. Certo. que. isto é.859/1972. b) deve o doméstico prestar serviços à pessoa ou família. também cabe a este suportar. sem a presença de onerosidade. individual ou coletiva. A rigor a caracterização do vínculo de emprego doméstico em muito se assemelha à caracterização do vínculo empregatício de um empregado comum. Assim. Dispõe o art. manual ou intelectual. doméstico é “aquele que presta serviços de natureza contínua e de finalidade não lucrativa a pessoa ou família no âmbito residencial destas”. eventuais prejuízos. o tipo de trabalho desenvolvido.

Dessa forma. etc). Pelo poder diretivo o empregador organiza a estrutura e o espaço interno da empresa. e no turno da tarde. SUCESSÃO DE EMPREGADORES. à empresa “Alfa”. o empregador assume exclusivamente inclusive os riscos decorrentes do próprio contrato de trabalho como. fiscalização acerca do uso de equipamentos de proteção individual. O contrato de trabalho não é um contrato de resultado. julgue os seguintes itens: 21 – Imagine-se que Acácio preste serviços. o que significa que o empregador não contrata um determinado resultado específico esperado em relação à atividade laboral do empregado. Por fim. e engloba o poder diretivo. atribui ao empregador. RESPONSABILIDADE A respeito do grupo econômico trabalhista. sendo “Alfa” e 67 . que por sua vez dirige a prestação de serviços conforme suas conveniências. e sim a colocação da força de trabalho deste empregado que é colocada à disposição do empregador. mediante a aplicação de advertência. Naturalmente o poder fiscalizatório é limitado pelos princípios constitucionais. por exemplo. salvo previsão em contrário em negociação coletiva. se o empregador dirige a prestação pessoal de serviços do trabalhador da forma que bem entende. circulares e regulamentos internos). a revista íntima do empregado. a subordinação jurídica) e. notadamente pelo princípio da dignidade humana (é vedada. O poder fiscalizatório constitui a prerrogativa do empregador de controlar a atividade de seus empregados.de tais riscos aos empregado. sejam eles positivos (lucros) ou negativos (prejuízos). o poder disciplinar confere ao empregador a possibilidade de punir o empregado por uma falta cometida. 20 – O poder empregatício é o conjunto de prerrogativas conferidas ao empregador no âmbito da relação de emprego. conforme visto no item anterior. com exclusividade. da sucessão de empregadores e da responsabilidade solidária. exigência do uso de uniforme. à empresa “Beta”. notadamente sob a forma de desconto salarial. pela expedição de ordens de serviço. a produtividade do empregado abaixo do esperado (hipótese em que é devido integralmente o salário contratualmente fixado). Certo. isto é. verificando o efetivo cumprimento das ordens emanadas (controle de horário e frequência. e a ausência de produtividade decorrente de “falta de serviço” na empresa (hipótese em que. exceto em casos especialíssimos). Ora. Neste sentido. suspensão ou mesmo demissão por justa causa. TEMA 5 – GRUPO ECONÔMICO. e sim um contrato de atividade. é devido integralmente o salário contratualmente fixado. o poder fiscalizatório e o poder disciplinar. etc). nada mais justo que arque sozinho com os resultados de sua administração. os riscos da atividade econômica. O poder regulamentar é exercido no sentido da exteriorização das regras impostas pelo empregador quanto ao modo de organização e execução dos serviços (por exemplo. como contraponto. Maurício Godinho Delgado. insofismavelmente. por exemplo. a partir da existência do contrato de trabalho. no turno da manhã. tem poderes de fiscalização e poderes disciplinares. o poder regulamentar. tendo em vista que o obreiro permaneceu à disposição do empregador). É importante observar que o poder empregatício decorre da relação de emprego (e caracteriza. bem como estabelece as rotinas relativas à prestação de serviço (modo de prestação dos serviços.

a teor do disposto nos artigos 10 e 448 da CLT esta chamada cláusula de não responsabilização não produz qualquer efeito no âmbito trabalhista. caput. sendo que os municípios criados a partir do desmembramento são considerados sucessores trabalhistas para todos os efeitos. Nos termos do art. 24 – No caso de desmembramento de municípios. Os artigos 10 e 448 da CLT asseguram que a alteração na estrutura jurídica da empresa não afeta os contratos de trabalho e os direitos adquiridos pelos empregados. mas vale tão somente no âmbito civil. respondendo cada qual pelos direitos trabalhistas do período em que figuraram como reais empregadores. sendo que. inclusive aqueles contraídos antes da sucessão. em sede da relação jurídica estabelecida entre sucessor e sucedido. 18. a chamada cláusula de não responsabilização não é oponível ao empregado detentor do crédito. Obviamente. 2º da CLT. neste caso. Certo. assegurada pelo art. Literalidade da Súmula nº 239 do TST. Quanto à cláusula de não responsabilização. Neste sentido. O fundamento de tal entendimento é a autonomia políticoadministrativa dos municípios. mas tão somente ao sucedido. 23 – A alteração na estrutura jurídica da empresa não afeta os contratos de trabalho.“Beta” pertencentes a um mesmo grupo econômico. que é denominada real empregadora. a OJ nº 92 da SBDI-1 do TST. as empresas pertencentes a um grupo econômico são solidariamente responsáveis pelos créditos trabalhistas dos empregados de qualquer das empresas integrantes do grupo. Neste sentido. sendo que o sucessor passa a ser responsável por todos os débitos trabalhistas da empresa. com a finalidade de limitar a responsabilidade do sucessor apenas aos débitos contraídos após a sucessão. a Súmula nº 129 do TST. O TST entende que no caso do desmembramento de municípios não ocorre sucessão de empregadores. Assim. geralmente é inserida no título jurídico (contrato) que transfere a universalidade do sucedido para o sucessor. arcando assim com todos os débitos trabalhistas dos empregados remanescentes. caberá ação de regresso do sucessor em relação ao sucedido. isto é. Lembrando a distinção básica entre solidariedade e subsidiariedade: 68 . não é oponível ao empregado credor de determinada parcela. ocorrendo a sucessão. ocorre a sucessão trabalhista. exceto quando a empresa de processamento de dados presta serviços a banco e a empresas não bancárias do mesmo grupo econômico ou a terceiros. Neste caso. Neste sentido. No mesmo sentido. 22 – É bancário o empregado de empresa de processamento de dados que presta serviço a banco integrante do mesmo grupo econômico. inclusive aqueles consolidados antes do desmembramento. Certo. Certo. e se houver cláusula de não responsabilização. Errado. da CRFB. 25 – As demais empresas integrantes de um mesmo grupo econômico são subsidiariamente responsáveis pelos créditos trabalhistas dos empregados de uma outra empresa do mesmo grupo. a OJ nº 261 da SBDI-1 do TST. o empregado pode cobrar do sucessor inclusive os créditos consolidados antes da transferência (sucessão). Errado. salvo ajuste em contrário não haverá se falar em mais de um contrato de trabalho.

É um contrato de atividade (em contraposição ao contrato de resultado) porque não interessa. “preenchidos os requisitos do art. É de trato sucessivo porque as principais prestações decorrentes do contrato de trabalho (prestar serviços e pagar salários) renovamse no tempo. conforme a modalidade ajustada (mês. 28 – Tendo em vista o estatuto próprio aplicável ao Policial Militar. como também do empregador. 7º. o credor pode acionar diretamente. pois uma coisa não depende da outra. A capacidade. prescindindo entretanto de forma solene (pode o contrato de trabalho ser ajustado tacitamente. constitui elemento essencial do contrato de trabalho. sem qualquer benefício de ordem. de trato sucessivo. XXXIII. interessa à relação jurídica a pessoa do empregado (característica da pessoalidade). 3º da CLT. em uma casa de jogos de azar. desde que conte com quatorze anos e o faça na condição de aprendiz. Nos termos da Súmula 386 do TST. etc). para que incida a obrigação de contraprestação (pagamento de salário) o resultado do trabalho prestado. o empregado pode firmar contrato de trabalho antes de completar dezesseis anos. Ante o exposto. na obrigação solidária. da CRFB/88. não só do empregado. O contrato é sinalagmático porque dele resultam obrigações recíprocas. de forma que Maria não tinha conhecimento da atividade ilícita desenvolvida no local. Correto. durante seis meses. isto é. caso não receba seu crédito.na obrigação subsidiária o credor deve acionar primeiro o devedor principal. consensual. pode acionar o devedor subsidiário. obrigações contrárias e contrapostas. finalidade de contraprestação). Errado. entre as partes (empregado presta serviços e o empregador paga os salários. somente a partir dos dezesseis anos. é um contrato oneroso pois pressupõe a intenção onerosa da relação firmada (o empregado trabalha com a 69 . Não é intuitu personae em relação ao empregador. nos termos do art. Entretanto. ou até mesmo todos ao mesmo tempo. Finalmente. intuitu personae. isto é. de atividade e oneroso. é legítimo o reconhecimento de relação de emprego entre policial militar e empresa privada. e sim a disponibilização da energia de trabalho. inclusive). receber 27 – É elemento essencial do contrato de trabalho a capacidade do empregado. em qualquer hipótese. é correto dizer que não é possível o reconhecimento do vínculo TEMA 6 26 – É correto dizer que o contrato de trabalho é um contrato sinalagmático. qualquer um dos devedores solidários. Sua função era higienizar o local sempre antes da chegada dos clientes. não é possível o reconhecimento do vínculo de emprego entre Policial Militar e uma empresa privada. independentemente do eventual cabimento de penalidade disciplinar prevista no Estatuto do Policial Militar. que se considera apto a firmar contrato de trabalho. Errado. dia.” 29 – Maria da Silva trabalhou como faxineira. Observese que o contrato de aprendizagem é uma modalidade especial de contrato de trabalho (leia-se contrato de emprego). por exemplo). por sua vez. É intuitu personae em relação ao empregado. semana. e então. É consensual pois depende da vontade das partes.

seu contrato de trabalho é plenamente válido. tem razão o empregador. quanto ao pólo passivo. pois não havia lhe prometido nada. recebendo por isso remuneração bastante superior à do cargo que ocupava originalmente. 70 . pelo que. Errado. em princípio. pois o contrato de trabalho não chegou a ser firmado entre as partes. Realmente o trabalho cujo objeto é ilícito enseja a nulidade absoluta da contratação. dada a ilicitude do objeto de seu trabalho. em si. foi promovido ao cargo de confiança de gerente. permanecem inalteradas as cláusulas dos contratos de trabalho dos respectivos empregados. o trabalho de Maria da Silva (faxina). Conforme o disposto no art. ao que este lhe respondeu que não lhe devia salários. Decorrência do princípio da inalterabilidade contratual lesiva. entretanto. Na verdade trata-se a hipótese de sucessão de empregadores. Neste sentido. em prejuízos ao empregado. 33 – Hélton foi contratado como vendedor em uma loja de departamentos. No caso. Ao final do primeiro mês de trabalho. neste caso. sem sequer informar o empregado sobre o motivo da destituição do cargo de confiança. 30 – Mazinho começou a trabalhar na Fazenda Águas Claras no dia 1º de junho. Dessa forma. como verdadeiro empregado. 32 . é permitida. carpia a lavoura. pode-se dizer que o empregador agiu regularmente. assegurados todos os seus direitos. ainda assim. entre outras atividades ligadas à atividade normal do empreendimento. não produz qualquer efeito sobre as cláusulas dos contratos de trabalho em vigor. Não houve. direta ou indiretamente. a lei não exige seja o contrato de trabalho firmado expressamente. Assim. entretanto. Entretanto. “contrato individual de trabalho é o acordo tácito ou expresso. sem dúvida houve o ajuste tácito entre as partes. Na hipótese mencionada na questão. Assim. desde que não resultem. qualquer ajuste de vontade expresso entre Mazinho e o proprietário da Fazenda. e ademais a trabalhadora não tinha conhecimento acerca da atividade ilícita desenvolvida no local. não é ilícito. o empregador resolveu determinar o retorno de Hélton à função de vendedor.Nos contratos individuais de trabalho. sob pena de nulidade da cláusula infringente dessa garantia. Certo. (Procurador do Estado da Paraíba – 2008) Certo.empregatício de Maria da Silva. o trabalhador não faz jus sequer aos salários. os artigos 10 e 448 da CLT. pois alteração subjetiva é o mesmo que alteração de sujeito. alterado o pólo passivo da relação de emprego. correspondente à relação de emprego”. e não se opôs a tal prática ao longo de um mês. 442 da CLT. após um ano no cargo de gerente. apenas é lícita a alteração das respectivas condições de trabalho quando decorram de mútuo consentimento e. sendo que este último tinha ciência de que Mazinho ordenhava o gado. roçava pastos. Errado. pois o empregador tinha conhecimento de que Mazinho lhe prestava serviços. Depois de trabalhar na função de vendedor durante três anos. Neste caso. e como sabemos o sujeito passivo da relação de emprego é o empregador. TEMA 7 31 – A alteração subjetiva do contrato de trabalho. sendo que a alteração contratual. Com base na legislação trabalhista. Mazinho se dirigiu ao proprietário da Fazenda inquirindo-lhe sobre quando seria efetuado o pagamento do salário.

Também há que se esclarecer que a reversão constitui direito potestativo do empregador. portanto. há hipóteses suspensivas em que. Por fim. pelo empregador. Nos termos do parágrafo único do art.Certo. pois tal medida caracterizaria alteração prejudicial. “não se considera alteração unilateral a determinação do empregador para que o respectivo empregado reverta ao cargo efetivo. 2º da CLT). anteriormente ocupado. deixando o exercício de função de confiança”. o empregado não presta serviços. TEMA 8 36 – Caracteriza-se a suspensão do contrato de trabalho pela sustação das principais cláusulas do contrato de trabalho. A primeira parte da afirmação é verdadeira. 469 da CLT). então. casos da suspensão por afastamento em decorrência de acidente de trabalho e por afastamento para cumprimento do serviço militar obrigatório. não se exigindo sequer a motivação de tal decisão. como tempo de serviço. Não obstante. Errado. depois do que ou é tornada definitiva e o contrato. entre outras possibilidades. uma vez que não implica redução do valor da hora-aula. 35 – Denomina-se jus variandi a possibilidade de alteração unilateral. o tempo de cessação provisória da prestação de serviços é computado como tempo de serviço. 468 da CLT. é lícito ao empregador alterar o horário de trabalho do empregado. Certo. de alteração contratual lesiva autorizada pela legislação trabalhista. com destaque para o fato de que o tempo de suspensão contratual não é computado. Neste sentido. mudar o nome do cargo (desde que disso não resulte prejuízo ao empregado). além da alteração do horário de trabalho mencionada na questão. pelo prazo máximo de cinco anos. Certo. em nenhuma hipótese. o empregador não paga salários e. Dessa forma. Depois de aposentado por invalidez o 71 . sem que isso constitua irregularidade trabalhista.A redução da carga horária do professor. pode o empregador transferir o local da prestação de serviços (desde que observados os limites impostos pelo art. não constitui alteração contratual. tendo em vista que na suspensão contratual as principais cláusulas do contrato de trabalho permanecem sustadas temporariamente. de algumas cláusulas contratuais. em regra. Literalidade da OJ 244 da SBDI1 do TST. ou o empregado volta às suas atividades. Errado. é importante lembrar que se o empregado exerceu a função de confiança (e recebeu a respectiva gratificação) por dez anos ou mais. Dessa forma. desde que não aumente a jornada e desde que não altere o horário de trabalho do turno diurno para o noturno. 37 – A aposentadoria por invalidez suspende o contrato de trabalho. 34 . Trata-se a reversão. vedada pelo ordenamento jurídico brasileiro. Algumas cláusulas contratuais inserem-se no chamado jus variandi empregatício exatamente em decorrência da assunção dos riscos do empreendimento pelo empregador (art. é encerrado. em virtude da diminuição do número de alunos. excepcionalmente. o tempo de suspensão não é computado como tempo de serviço. A aposentadoria por invalidez suspende o contrato de trabalho por prazo indeterminado. nos termos da Súmula 372 do TST. se recuperada a capacidade laboral. fará jus à incorporação da gratificação.

em sua ausência.) quando não cumprir o empregador as obrigações do contrato”. não restam dúvidas que. é indispensável que notifique o empregador dessa intenção. o aumento da discriminação por gênero no mercado de trabalho. 39 – Para que o empregado tenha direito a voltar a exercer o cargo do qual se afastou em virtude de exigências do serviço militar ou de encargo público. Somente configura motivo para despedida por justa causa “a condenação criminal do empregado. tendo em vista que o empregador é quem paga diretamente os salários durante o afastamento. o trabalhador terá direito de retornar ao emprego. por telegrama ou carta registrada. Certo. 472 da CLT. Literalidade do parágrafo 1º do art. Consoante o disposto no art. “o empregado poderá considerar rescindido o contrato de trabalho (. Quanto à compensação futura pelo INSS. “d”. décimo terceiro proporcional e férias proporcionais. constatada a recuperação da capacidade laboral. dentro do prazo máximo de 30 (trinta) dias.” 38 – A licença garantida à gestante configura hipótese de interrupção do contrato de trabalho. o empregado retorna à atividade no seu emprego de origem. conforme art. mediante abatimento no total das contribuições sociais devidas. considera-se que é medida de política legislativa. porém. 471 da CLT. mesmo após cinco anos. passada em julgado. 483. A rescisão indireta importa no pagamento das mesmas verbas que seriam devidas na rescisão sem justa causa. 40 – Ao empregado que teve o contrato de trabalho suspenso ou interrompido são garantidas. tenham sido atribuídas à categoria a que pertencia na empresa. dentre outras parcelas eventualmente devidas. ao empregador. 42 – Depois de seis meses sem receber os salários que lhe eram devidos por seu empregador. a fim de evitar o encarecimento da mão-deobra feminina e. Donizete tem direito à indenização compensatória do FGTS (40%). Se pagar salários é a principal obrigação do empregador. 482. saldo de salários. quando de seu retorno ao trabalho. Certo. Errado. sendo que. Em que pese a existência de corrente minoritária no sentido de que a licença-gestante seria caso de suspensão contratual. contados da data em que se verificar a respectiva baixa ou a terminação do encargo a que estava obrigado. Certo.. no caso. houve rescisão indireta do contrato de trabalho. aviso prévio. caso não tenha havido suspensão da execução da pena” (art. indenizá-lo na forma da lei (exPrejulgado nº 37). da CLT). conseqüentemente. facultado. a Súmula 160 do TST: “cancelada a aposentadoria por invalidez. todas as vantagens que. da CLT. Certo.trabalhador é submetido periodicamente a exames médico periciais junto ao INSS. Neste caso. razão pela qual são devidos o aviso prévio e a “multa” do 72 .. TEMA 9 41 – A prisão provisória do empregado constitui justo motivo para rescisão do contrato de trabalho. Donizete ingressou com ação na Justiça do Trabalho requerendo o reconhecimento da rescisão indireta de seu contrato de trabalho. Neste sentido. a doutrina amplamente majoritária considera se tratar de hipótese de interrupção contratual. A prisão provisória do empregado é hipótese de suspensão do contrato de trabalho. “d”.

o prazo do art. além das demais normalmente devidas. A jurisprudência é pacífica no sentido de que o chamado aviso prévio “cumprido em casa” equivale ao aviso prévio indenizado. §6º. os princípios que regem a rescisão dos contratos por prazo indeterminado. ao pagamento de indenização ao empregado. se for o caso.FGTS. 477. 18. portanto). c/c o art. 479 da CLT. a OJ nº 14 da SBDI-1 do TST. enseja apenas a administrativa. consoante disposto nos artigos 479 e 480 da CLT. dentre os quais a concessão do aviso prévio. Errado. 45 – O não pagamento das rescisórias nos prazos do art. alínea “b”. aplicar-se-ia. c/c o art. §6º. Inteligência do art. Certo. qual seja. Art. aplicamse. 48 – O prazo do aviso prévio é de 8 (oito) dias no caso dos contratos em que o pagamento for efetuado por semana ou por tempo inferior. o empregador disse a Evair que o aviso prévio seria cumprido em casa. 477 da CLT. infração aplicável ao departamento de pessoal da empresa somente no primeiro dia útil seguinte ao final do prazo do aviso prévio. pelo que o trabalhador deveria comparecer 73 . 44 – Nos contratos a prazo determinado que não contenham cláusula assecuratória do direito recíproco de rescisão. 484 da CLT. em regra. Nos contratos a prazo determinado. além da multa administrativa aplicável pela fiscalização do trabalho. parcelas 43 – Na hipótese de culpa recíproca. para fins de receber as parcelas que lhe eram devidas em decorrência da rescisão contratual. 481 da CLT. o pagamento das referidas parcelas rescisórias no prazo estipulado pelo empregador foi feito no prazo legal (art. somente será cabível o aviso prévio se prevista cláusula assecuratória do direito recíproco de antecipação do término contratual. c/c a Súmula 14 do TST. do décimo terceiro salário e das férias. Dessa forma. parcelas 477. §6º da CLT). Quando da comunicação da demissão. obrigatório na ruptura imotivada de contrato a prazo indeterminado. da Lei nº 8. 47 – O aviso prévio é. são devidos ao empregado metade do aviso prévio. se existente a cláusula assecuratória do direito recíproco de rescisão antes de expirado o termo ajustado. Nos termos do §7º do art. o empregador que rescindir o contrato antecipadamente deverá pagar ao empregado indenização no valor da metade das remunerações a que o empregado teria direito até o final do contrato. nos termos do art. cuja multa é pela fiscalização do trabalho. o não pagamento das parcelas rescisórias nos prazos do §6º do mesmo artigo sujeita o empregador. bem como metade da multa compensatória do FGTS (20%. Não obstante seja esta a redação do inciso I do art. Neste sentido. 477. Em regra a ruptura antecipada dos contratos a termo ensejam a indenização da parte contrária. TEMA 10 46 – Evair trabalhava na empresa Metalúrgica Mão de Ferro e foi demitido sem justa causa. no valor correspondente ao salário deste.036/1990. da CLT. Errado. 481 da CLT. §2º. 487 da CLT. no caso em referência. da CLT. até o décimo dia contado da notificação da demissão. tal dispositivo não foi recepcionado Errado. Entretanto. por sua vez. Certo. Certo. Nesta hipótese.

até um ano após o final do mandato. ainda que o registro da candidatura tenha ocorrido no curso do aviso prévio. 30 dias. é exatamente garantir ao empregado a possibilidade de procurar um novo emprego. como a “Expresso Encomendas”. a Súmula nº 230 do TST. se o empregado já estava pré-avisado de sua demissão. nos termos do art. de forma que Sorato laborou por oito horas diárias durante todo o aviso prévio. muitas vezes. Não obstante. Entretanto. Entretanto. nos termos da lei”. Sorato ingressou com reclamação trabalhista perante a Justiça do Trabalho requerendo a indenização do aviso prévio. o art. 543. pelo que não poderia ter o mesmo ameaçado pelo empregador. Neste caso. O pedido de dispensa de cumprimento não exime o empregador de pagar o respectivo valor. Certo. Dessa forma. independentemente do pagamento das horas como extraordinárias. a não concessão pelo empregador da redução estipulada frustra a intenção legal. §3º. A CRFB (art. no mínimo. Certo. 488 da CLT. Literalidade da Súmula 276 do TST. nos termos previstos no art. 50 – Sorato cumpria jornada de oito horas e foi demitido sem justa causa.pela Constituição de 1988. 488 da CLT. No mesmo sentido. a Súmula 369 do TST. Sorato está com a razão. não fazendo qualquer distinção acerca da modalidade de contratação. tendo em vista que o aviso prévio é tempo de serviço para todos os efeitos. salvo se cometer falta grave. a garantia constitucional perde completamente o objeto. sendo que optou por sair do trabalho duas horas mais cedo todos os dias. empregadora de Sorato. Além da questão da boa-fé. o empregador resolveu então remunerar como extraordinárias as referidas duas horas.O direito ao aviso prévio é irrenunciável pelo empregado. tendo em vista a não concessão da redução diária pelo empregador. da CLT. o direito ao aviso prévio de. em sentido contrário ao interesse do empregador. que prevê. Ao término do aviso prévio. 74 . 49 . ainda que suplente. inciso VIII) veda a dispensa do “empregado sindicalizado a partir do registro da candidatura a cargo de direção ou representação sindical e. tendo em vista o princípio da boa-fé que norteia o Direito do Trabalho. XXI. 7º. Neste sentido. se eleito. se o empregador não concedeu a redução de jornada. Errado. não é reconhecida a garantia de emprego se o empregado somente registrou sua candidatura quando já estava préavisado de sua demissão. TEMA 11 26 – O dirigente sindical tem garantido o emprego desde o registro da candidatura até um ano após o término do mandato. não poderia prescindir dos serviços prestados pelo obreiro durante as duas horas diárias. é devido novo aviso prévio. devendo ser considerado o aviso prévio como não concedido. agindo sempre no interesse de sua categoria e. 8º. posto que o mesmo já sabia que não continuaria no emprego. A razão de ser da redução da jornada de trabalho ao longo do aviso prévio. a garantia de emprego é conferida ao dirigente sindical exatamente para que este não sofra intimidação e coação no exercício de suas funções junto ao sindicato. Neste sentido. Isso posto. salvo comprovação de haver o prestador dos serviços obtido novo emprego. em seu art.

II. estendendo à doméstica a mesma garantia de emprego conferida à gestante pelo ADCT. descobriu seu estado gravídico em 15. qual seja. Entretanto. por oportuno. isto é. Certo. o qual. Dessa forma. 7º da CRFB/88. Tereza Herrera tem direito à indenização pelo tempo da garantia de emprego.858/1972 (Lei do Doméstico). Não obstante. “não há direito da empregada gestante à estabilidade provisória na hipótese de admissão mediante contrato de experiência. tendo em vista que o 29 – Evair foi eleito suplente do representante dos empregados na CIPA da empresa “Balança Mas Não Cai”. Neste caso. por sua empregadora. item III). visto que a extinção da relação de emprego. pois depende da concordância expressa do empregador. Entretanto. a Súmula 339 do TST. A garantia de emprego assegurada ao cipeiro tem por finalidade garantir a participação efetiva do representante dos empregados na CIPA. 10.2007 para trabalhar como doméstica em uma residência. Neste sentido.A garantia de emprego à gestante só autoriza a reintegração se esta se der durante o período de estabilidade. não se aplica à doméstica por disposição expressa do parágrafo único do supramencionado art. em face do término do prazo. Certo. ao final do prazo inicialmente estipulado o empregador procedeu à rescisão do contrato da empregada tendo por motivo “término de contrato”. “b”. Em princípio não se aplicava à doméstica a garantia de emprego conferida à gestante pelo art. 30 – Tereza Herrera. entende cabível a garantia de emprego durante o prazo do contrato a termo.324/2006 acrescentou o art.01. que boa parte da doutrina. Neste caso. com a qual nos alinhamos. Neste caso. é 75 . Dulce Rosalina descobriu que estava grávida. Do contrário. no curso do mandato a empresa foi extinta. Literalidade do Súmula 244 do TST. desde o conhecimento do estado gravídico até o termo final do contrato. Observe-se. tendo em vista que tal dispositivo regulamentou provisoriamente o inciso I do art. item II da correto dizer que Evair não terá a estabilidade no emprego. Depois de um mês trabalhando na empresa.2007. desde a confirmação da gravidez até cinco meses após o parto.27 – Dulce Rosalina foi admitida mediante contrato de experiência de 90 dias em 01. sem que sofra coação ou ameaça de represálias por parte do empregador. entretanto. pelo que seria vedado ao empregador rescindir antecipadamente o contrato a termo. por sua vez.08. que a questão da reintegração da gestante imotivadamente demitida é peculiar no caso da doméstica. pois o empregador não poderia tê-la demitido em virtude da garantia de emprego assegurada à gestante. 7º. não constitui dispensa arbitrária ou sem justa causa. 4º-A à Lei nº 5. do ADCT da CRFB/88. quando eventualmente venha a contrariar interesses deste.” Observe-se. Dulce Rosalina terá direito à reintegração ao emprego. contratada em 01. Errado. a garantia restringe-se aos salários e demais direitos correspondentes ao período de estabilidade. tendo sido imediatamente demitida. Certo. a Lei nº 11. pelo que acreditava que teria garantido o emprego até cinco meses após o parto. tendo em vista a extinção da própria empresa. Segundo entendimento sumulado do TST (Súmula 244.03. arbitrariamente e sem justa causa. extinta a própria empresa não subsiste qualquer razão de ser à garantia de emprego.2004. 28 .

ou seja. a melhor solução é sempre a conversão da estabilidade em indenização (pagamento dos salários e demais direitos do período da estabilidade). é necessário tecer alguns comentários. Nesta hipótese. no caso específico da doméstica. mediante compensação. e não a compensação além da semana. quanto àquelas destinadas à compensação. seria imprescindível a participação do sindicato. o TST considera que “a prestação de horas extras habituais descaracteriza o acordo de compensação de jornada. de segunda a sexta-feira. com o adicional de 50% sobre o valor da hora normal. o TST entende que “o acordo individual para compensação de horas é válido. pois. afinal. Donizete deveria receber seis horas extraordinárias (hora normal + adicional de 50%). de forma que deveria trabalhar dez horas diárias. admite-se o acordo individual tanto para pactuar tanto a prorrogação quanto a compensação de jornada. portanto.serviço é prestado na casa do empregador. não recebe o valor da hora normal pois ele deixou de trabalhar no sábado. deverá ser pago a mais apenas o adicional por trabalho extraordinário. esta corrente. item IV). Nesta hipótese. com a redução proporcional em outro dia em determinado período de tempo. deveria constar de acordo coletivo de trabalho ou convenção coletiva de trabalho a possibilidade de instituição do banco de horas. Na hipótese em análise. TEMA 12 31 – Donizete foi contratado como mensalista para trabalhar na fábrica de chapéus “Pantera Negra”. Errado. O Cespe. que diz que o acordo individual é admitido tanto para pactuar a prorrogação quanto a compensação de jornada. Assim. não é assim que tem se posicionado de forma mais ou menos uniforme o TST. entendem que o acordo individual seria suficiente apenas para pactuar a compensação semanal. sem problemas. oportunidade na qual firmou com o empregador acordos individuais de compensação e prorrogação da jornada de trabalho. também conhecida como “banco de horas”. e esta é asilo inviolável. Quanto às demais horas suplementares trabalhadas. Neste caso (“banco de horas”). A idéia da compensação de jornada liga-se à preservação do módulo legal (no caso. pois a prorrogação habitual acabará por extrapolar os próprios módulos legais (que no caso da semana é de 44 horas). Neste sentido. quanto ao acordo de compensação. Assim. as horas que ultrapassarem a jornada semanal normal deverão ser pagas como horas extraordinárias e. salvo se houver norma coletiva em sentido contrário”. e no mesmo sentido o Ministério do Trabalho. O acordo de prorrogação pode ser individual. nos termos do item II da Súmula 85. portanto estas 4h já foram remuneradas no salário mensal). Com efeito. mediante a majoração da jornada em determinado dia. as receberia como horas extraordinárias. são válidos os acordos firmados. parte expressiva da doutrina trabalhista. 76 . sendo que não trabalharia no sábado. Entendemos que. Quanto ao final da questão. da mesma forma. já considerou correta esta assertiva em prova recente. sugiro seja adotada. o módulo semanal). Entretanto.” (Súmula 85. a prestação habitual (constante) de horas extraordinárias é incompatível com o instituto de compensação de jornada. em provas do Cespe. em número de 06 (seis) semanais. Não obstante. mais o adicional de 50% em relação às outras quatro horas trabalhadas além da jornada legal diária (em relação a estas.

entretanto. porém lhe foi concedido intervalo para descanso ou refeição de apenas 20 minutos. o pagamento de horas extraordinárias correspondentes à totalidade do intervalo intrajornada devido. sendo que ao longo de todo o período cumpriu jornada de oito horas. sendo que deve. o tempo despendido até aí não será computado na jornada. passando a dispor que “o repouso semanal remunerado deverá coincidir. tendo em vista que o empregado havia gozado efetivamente os outros 20 minutos. do TST. Neste caso. com o domingo. respeitadas as demais normas de proteção ao trabalho e outras a serem estipuladas em negociação coletiva”. Ao ser demitido Luís Carlos postulou. nos termos do art. uma hora diária. qualquer que seja o ponto de partida da condução. Errado. Errado. Se parte do trecho é servida por transporte público regular.32 – O repouso semanal remunerado deve ser concedido preferencialmente aos domingos. criticada por parte da doutrina. tanto na ida quanto na volta. o tempo despendido pelo empregado até o local de trabalho. pelo menos uma vez no período máximo de três semanas. Para fins de concurso. Entretanto. A posição é. 34 – Luís Carlos laborou durante dois anos na empresa “Winck Publicidade e Propaganda”. pois o intervalo intrajornada gozado a menor é considerado pela jurisprudência majoritária como não gozado. Certo. ao passo que o empregador. o item IV da Súmula 90 do TST. se o local de trabalho fica em local de difícil acesso ou não servido por transporte público. isto é. desde que o empregador forneça a condução. sob o argumento de que a uma irregularidade mais grave (não concessão de nenhum intervalo) é imputada a mesma pena que a uma irregularidade menos grave (concessão parcial do intervalo).603/2007.101/2000. era a regra na redação original do parágrafo único do art. 33 – Se o local de trabalho fica em local de difícil acesso e não servido por transporte público coletivo. especialmente do TST. Certo. alega que seria devido como tempo extraordinário apenas 40 minutos diários. em contestação. Neste sentido. a OJ nº 307 da SBDI-1 do TST. pela literalidade da Súmula 60. Daí se extrai que só são devidas as horas in itinere no trecho não servido por transporte público regular. 77 . 58 da CLT. atualmente o descanso semanal deve coincidir com o domingo no mínimo a cada três semanas. será computado integralmente na jornada de trabalho. 6º da Lei nº 10. 35 – O empregado que trabalha em horário noturno e tem a jornada prorrogada (avançando assim no horário diurno). razão pela qual é devido integralmente como hora extraordinária. Portanto. tem razão o empregado. item II. coincidir com o domingo uma vez a cada quatro semanas trabalhadas. Esta proporção. Neste sentido. o referido dispositivo foi alterado pela Lei nº 11. As chamadas horas in itinere (também chamadas de jornada de percurso ou horas itinerárias) são devidas. na Justiça do Trabalho. Esta matéria já foi objeto de várias questões do Cespe. prefiram sempre o posicionamento majoritário. obrigatoriamente. de um descanso semanal coincidindo com o domingo a cada quatro semanas trabalhadas. tem estas horas laboradas em horário diurno remuneradas como noturnas. e o empregador fornece a condução.

tendo em vista a garantia do salário mínimo como direito do trabalhador (art. Errado. a doutrina entende que o 78 .TEMA 13 36 – Não viola a Constituição o estabelecimento de remuneração inferior ao salário mínimo para as praças prestadoras de serviço militar inicial. 130 da CLT dispõe sobre a repercussão das faltas no número de dias de férias a que o empregado tem direito. Com a crise econômica que assola o país. a Súmula Vinculante nº 4 do STF. Errado. Literalidade da Vinculante nº 6. Certo. 40 – No caso de um empregado público. é correto dizer que Evair perdeu o direito às férias relativas a tal período. 7º. da CRFB sempre pressupõe redução correspondente da jornada. O salário mínimo é estipulado para o módulo mensal de trabalho de 220 horas (22h semanais). Neste caso. a redução salarial admitida no art. a fim de preservar os empregos. Súmula prevista em instrumento coletivo). a redução temporária dos salários. VI. da CRFB (redução salarial TEMA 14 41 – Evair faltou ao trabalho injustificadamente 35 vezes durante o seu primeiro período aquisitivo de férias. se o empregado é contratado para prestar serviços em tempo menor que o módulo mensal de 220 horas. nem ser substituído por decisão judicial. do STF. Certo. IV. tendo em vista ser este o patamar remuneratório mínimo admissível no direito brasileiro. pois do contrário a redução teria por objetivo enriquecer ilicitamente o empregador. deve ser remunerado proporcionalmente. No caso. é lícito que o salário-base seja fixado em valor inferior ao do salário mínimo. O art. da CRFB). Neste caso. a partir do permissivo do art. desde que a soma de todas as parcelas de natureza salarial não seja inferior ao salário mínimo. O salário mínimo pode ser utilizado como indexador em uma única hipótese: nos casos previstos na Constituição. Certo. Assim. VI. determinado empregador procura o sindicato e propõe. Neste sentido. como forma de se garantir o salário mínimo hora a todos os empregados. Ainda mais neste caso. somente será possível a redução dos salários com a correspondente redução da jornada. e não preservar os postos de trabalho. mediante o cálculo do salário mínimo/hora. Na verdade. 7º. em que os empregados recebem salário mínimo. 7º. Certo. Literalidade da OJ nº 272 da SBDI-1 do TST. é garantido o salário mínimo. 39 – Imagine-se a hipótese em que os empregados de determinada empresa recebam salário mínimo. 37 – Em nenhuma hipótese o salário mínimo pode ser usado como indexador de base de cálculo de vantagem de servidor público ou de empregado. 38 – Ao empregado contratado para trabalhar em meio período (22 horas semanais). eventual redução salarial somente seria possível com a correspondente redução da jornada. o empregado que trabalha meio período terá assegurado o recebimento de meio salário mínimo. que é também o piso da categoria estipulado pela convenção coletiva de trabalho. Como a última faixa prevista é do direito de 12 dias corridos de férias para os empregados que tiverem faltado de 24 a 32 vezes (inciso IV).

07.” O art. “a época da concessão das férias será a que melhor consulte aos interesses do empregador. por sua vez. tendo em vista o afastamento ter sido provocado por acidente de trabalho. O art.01.09.2007. todo o período desde a sua admissão. Pedro não terá direito às férias referentes ao período mencionado. o empregado não poderá prestar serviços a outro empregador. da CLT. pois no período de verão o movimento do estabelecimento é maior. No caso. para fins de aquisição de férias. a ausência do empregado por motivo de acidente de trabalho ou de enfermidade. salvo se o empregado tiver percebido da Previdência Social prestações de acidente de trabalho ou de auxílio doença pro mais de 6 meses. Pedro esteve afastado da empresa em decorrência de acidente de trabalho. Na segunda. III. em virtude do que o trabalhador voltou a se afastar.2007 a 30. dispõe que “durante as férias. Marco Antonio solicitou ao dono da lanchonete que também lhe concedesse férias no mesmo período. trabalha como segurança em uma lanchonete. 136 da CLT. Convém sempre lembrar que a lei não veda tal prática! Com efeito. Nos termos do art. No período de 02. negou o pedido de Marco Antonio. Nos termos do art. 42 – Pedro foi admitido na empresa “Carrinhos Azul Celeste” em 01. Como a empresa de transporte lhe avisou que suas férias seriam concedidas no mês de dezembro/2008. alegando que seu trabalho era imprescindível para a empresa nesta época do ano. os empregados contratados há menos de doze meses gozarão.05. O dono da lanchonete. Errado. embora descontínuos.2007 a 04. Errado. conforme sua conveniência. desde que o empregado esteja obrigado por contrato. desta vez no período de 15.2007. por sua vez. das 19h às 23h. em relação àqueles que ainda não completaram o período aquisitivo de férias ela pode compensar os dias gozados a mais no próximo período de férias. Dessa forma. sendo que. tendo retornado ao trabalho em 05. 44 – Se a empresa concede férias coletivas a todos os seus empregados. pelo mesmo motivo. Marco Antonio não tem razão. ainda que os períodos de afastamento sejam descontínuos o empregado perde o direito às férias se permaneceu afastado por mais de 6 meses. por sua vez. bem como pelo fato de que os períodos de afastamento foram descontínuos. com uma hora de intervalo para repouso ou alimentação. na oportunidade (da concessão das férias 79 . na primeira. Neste caso. as lesões sofridas voltaram a acarretar a Pedro a incapacidade temporária para o exercício de suas funções.07. Pedro terá contado.” Outra particularidade importante do enunciado é a prestação de serviços a mais de um empregador.2007. para o efeito da aquisição de férias. trabalha como motorista de caminhão boiadeiro das 8h às 17h. Não obstante. salvo se estiver obrigado a fazê-lo em virtude de contrato de trabalho regularmente mantido com aquele.número de faltas superior a 32 implica na perda do direito às férias. Logo. 140 da CLT.2008.03. 138 da CLT. e não há vedação legal ao trabalho durante as férias. sob o argumento de que a lei vedaria qualquer trabalho durante o período destinado ao gozo de férias. 131. a exclusividade não é característica da relação de emprego. 43 – Marco Antonio mantém contrato de trabalho com duas empresas simultaneamente. dispõe que não será considerada falta ao serviço. pois cabe ao empregador fixar o período de gozo das férias. Certo.

recebendo para tal diárias de viagem. Como as férias podem ser concedidas nos doze meses subseqüentes ao período aquisitivo. faz jus aos referidos salários. Certo. isto é. os R$1. entretanto. somente a partir do final do prazo concessivo começa a correr o prazo prescricional para reclamar a não concessão de férias. ou estes dias gozados a mais são considerados como licençaremunerada (tempo à disposição do empregador). a integração das diárias no salário deve ser apurada mensalmente. Assim. Nesta hipótese. No sentido da impossibilidade de estipulação do salário complessivo. 48 – O direito brasileiro veda a estipulação do chamado salário complessivo. se a possibilidade do desconto foi expressamente prevista no contrato de trabalho.000. somente após este prazo pode-se dizer que existe lesão pela não concessão das férias.600. férias proporcionais. 49 – Acácio recebe salário de R$1. Em uma viagem a serviço pelo interior do país. o art. Caso as diárias para viagem ultrapassem o limite de 50% do salário do empregado. então.000. Não interessa. portanto. valor excedente de 50% do salário contratual do empregado. iniciando-se.00 pagos a título de diária para viagem passam a integrar o salário do empregado enquanto dure a viagem. §1º. Assim. várias rubricas distintas. das duas. em uma única verba. Literalidade da Súmula 10 do TST.coletivas). deve-se somar o total de diárias recebidas no mês e.00. com duração de 3 meses. 149 da CLT. 45 – O marco inicial da contagem da prescrição do direito às férias coincide com o último dia dos doze meses do período aquisitivo. ainda que uma TEMA 15 46 – É permitido o desconto do salário do empregado do valor relativo ao dano por este provocado. adicional noturno. a jurisprudência é remansosa. e não somente aquele quantum que excedeu de 50%. Neste sentido. Em nenhuma hipótese. como o prazo prescricional tem início. terá natureza salarial o valor mensal de R$200. Se despedido sem justa causa ao terminar o ano letivo 80 . salário. qual seja. então. conforme a Súmula 91 do TST. elas passam a integrar o salário em sua totalidade. a partir da lesão. Errado. etc. mais R$1. Acácio recebeu. Certo. Art. Neste sentido. Assim. desde que tenha agido dolosamente ou. além de seu salário. pode-se admitir a compensação destes períodos de gozo. por exemplo. como. 462. e normalmente viaja a serviço. Lembre-se ainda que. ou no curso dessas férias. uma: ou o empregador concede a parcela proporcional de férias devida e determina o retorno antecipado do empregado ao trabalho (antes do término das férias dos demais).00 a título de diárias de viagem. no caso de culpa. horas extras. por mês.00. da CLT. Certo. o valor de uma diária em relação ao salário/dia. 47 – É assegurado aos professores o pagamento dos salários no período de férias escolares. novo período aquisitivo. Errado. Entende-se por salário complessivo aquele que engloba. a Súmula 101 do TST. verificar se excederam ou não de 50% do salário. no exemplo. nos termos da Súmula 318 do TST. Assim. em regra.

09.2008 Beatriz foi promovida à função de supervisora de estoque. Atualmente é pacífico que. §2º. desde que o pedido TEMA 16 76 – Ana trabalha como supervisora de estoque na empresa “Alfa”.2009. há que se aplicar a isonomia salarial. trabalho de igual valor. 77 – Na hipótese anterior. do TST.03. imagine-se que Ana e Beatriz tenham sido demitidas. se o trabalho de Ana e de Beatriz apresenta a mesma perfeição técnica e a mesma produtividade. salário de R$1. Dispõe o art. deixava dúvidas quanto a se referir ao tempo de serviço no emprego ou na função. 461. o plano de saúde concedido pelo empregador não tem natureza salarial. Dessa forma.00 (metade do salário do empregado) a título de diárias.800. reclamante e paradigma estejam a serviço do estabelecimento.2005 e desde 18. sendo incabível a equiparação em relação a cargo vago. devem o paradigma e o paragonado exercerem a mesma função simultaneamente.2009 e 09. Tomem cuidado com o item III da Súmula 6 do TST. respectivamente). Beatriz. §1º.2009. tendo em vista que a Luiza terá direito à equiparação com Beatriz. tendo sido admitida na empresa aos 15.diária corresponda a R$200. a Súmula nº 06. Se a empresa contratou Luiza para exercer a função de supervisora de estoque aos 23. R$1. no mês. cargo que ocupa até hoje recebendo. com igual produtividade e mesma perfeição técnica. item II. O objetivo da regra é óbvio: incentivar a concessão de benefícios pelo empregador. não for pago mais de R$800. 81 . Neste caso. Com efeito. ao tempo da reclamação sobre equiparação salarial.05. atualmente. quase quatro vezes maior que o salário/dia. da CLT.O vale para refeição e o plano de saúde fornecidos pelo empregador por força do contrato de trabalho. é correto dizer que. Se é certo que há algum tempo a expressão “tempo de serviço”. prestado ao mesmo empregador.03.09. integrando a remuneração do empregado para todos os efeitos legais. Neste sentido. no mínimo. e não no emprego. 50 . adotando-se como paradigma o salário de Ana para a função de supervisora de estoque. tem caráter salarial.2005.500.03.05. é requisito da equiparação salarial que paradigma e paragonado (que é o empregado que requer a equiparação) não tenham diferença de “tempo de serviço” superior a dois anos.00.500. que além dos requisitos de idêntica função. ainda assim não terá natureza salarial se. 458. conta-se o tempo de serviço na função.03. não há se falar em direito a equiparação de Beatriz a Ana. neste caso. é correto dizer que o salário de Luiza deverá ser de. dispõe o referido item que “é desnecessário que. Em 18. ao passo que não há diferença de tempo de serviço de mais de dois anos entre as duas. na mesma localidade. IV. Para que se configure a hipótese de equiparação salarial. Errado. Entretanto. O salário de Ana é atualmente de R$1. na função de auxiliar de estoque. da CLT. Errado. sendo. O vale refeição fornecido por força do contrato de trabalho tem realmente natureza salarial.00. Errado. respectivamente aos 02. conforme a Súmula 241 do TST. como Ana e Beatriz tem mais de dois anos de diferença de tempo de serviço na mesma função (desde 15. para fins de equiparação salarial.00. portanto. por sua vez. já na referida função. hoje tal dúvida não mais subsiste. foi admitida na mesma empresa “Alfa” em 01.2005.00. nos termos do art.2008.

Em relação aos empregados das sociedades de economia mista. XIII. 78 . Depois de um ano na função. Literalidade da OJ nº 252 da SBDI-1 do TST. XIII. da CRFB/88. foi designado para exercer a função de motorista sem. da CF/1988”. ao contratar empregados sob o regime da CLT. “na ação que objetive corrigir desvio funcional. Dessa forma. Em segundo lugar. Observe-se que. O mesmo raciocínio. pois ali estão compilados quase todos os detalhes a respeito do instituto da equiparação salarial. O objetivo da OJ é vedar a equiparação salarial entre servidores que ocupam carreiras distintas ou cargos diferentes. ao mesmo município. pois já se passaram mais de cinco anos desde a ocorrência do desvio. 461 da CLT refere-se. dispõe a OJ nº 353 da SBDI-1 do TST que “não se aplica a vedação à equiparação prevista no art. alcançando apenas as diferenças vencidas há mais de cinco anos. Nos termos do item I da Súmula 275 do TST. 173. TEMA 17 81 – Márcia foi contratada como doméstica para cuidar dos jardins de uma mansão. Certo. equipara-se a empregador privado. e cumpridos os demais requisitos do art. Quando da contratação ficou acertado que o empregador recolheria o FGTS. autárquica e fundacional. Errado. pertençam à mesma região metropolitana. pois isto feriria de morte o princípio da igualdade.se relacione com situação pretérita”. II. experimentar qualquer alteração salarial. 461. e por fundamento idêntico.O conceito de "mesma localidade" de que trata o art. comprovadamente. 37. não importa que um deles (ou os dois) não esteja mais em atividade na empresa no momento da propositura da ação. Considerando que Gabriel trabalha na empresa há dez anos. ou a municípios distintos que. conforme disposto no art. a memorização da Súmula nº 06 do TST é imprescindível. Depois de um ano 82 . em princípio. 80 – Gabriel foi contratado como vendedor em uma pequena loja de materiais de construção. esta vedação deve ser entendida com ressalvas. 37. para fins de concurso público. é correto dizer que estará prescrita toda e qualquer pretensão às diferenças salariais decorrentes do desvio de função. da CF/1988. a prescrição só alcança as diferenças salariais vencidas no período de 5 (cinco) anos que precedeu o ajuizamento”. Em primeiro lugar é importante ressaltar que. entretanto. § 1º. e tendo em vista ter adquirido a confiança do gerente do estabelecimento. contados do ajuizamento da ação. Certo. também se aplica aos empregados de empresa pública. a prescrição da pretensão às diferenças salariais decorrentes de desvio de função é parcial. A OJ nº 297 da SBDI-1 do TST veda a equiparação salarial entre servidores públicos com base no disposto no art. pois. 79 – A vedação da equiparação salarial entre servidores públicos não alcança os empregados de sociedade de economia mista. há que se ter em mente que esta vedação se refere somente aos servidores públicos da administração direta. consoante a melhor doutrina. Obviamente seria inconstitucional defender que servidores que estão em situações idênticas pudessem ser tratados de forma diferente. Isso quer dizer que se reclamante (paragonado) e paradigma trabalharam em algum momento na mesma função (“situação pretérita”).

da Lei nº 5. o caseiro do sítio. Certo. 23. 83 . Neste caso. como o pode o motorista. sendo que ao longo de todo o período em que prestou serviços laborou em sobrejornada.859/1972).036/1990 e a Súmula 362 do TST. Literalidade da Súmula nº 95 do TST. no regime do FGTS. aplicam-se todas as regras deste regime. Em primeiro lugar é importante ressaltar que o jardineiro pode sim ser empregado doméstico. Certo. Ao ser demitido. da Lei nº 8.036/1990. bem como todos aqueles que prestem serviço de natureza contínua e de finalidade não lucrativa à pessoa ou à família no âmbito residencial destas (art. notadamente do Cespe. como de fato o é. esta questão normalmente é bastante explorada em concursos. A questão aborda três informações distintas. o empregado doméstico faz jus ao benefício do seguro-desemprego. que é exatamente garantir a subsistência do empregado que perde inesperadamente seu emprego. Quanto ao FGTS. As hipóteses de movimentação da conta vinculada do FGTS (saque) estão expressamente previstas no art. Errado. porém uma vez que o empregado é inscrito no regime do FGTS e um recolhimento é efetuado. 83 . Dessa forma. bem como o valor relativo ao recolhimento de FGTS de todo o período laboral. 84 – Andrade laborou para empresa “Volante de Ouro” durante 20 anos. 20 da Lei nº 8. este último benefício desde que inscrita no regime do FGTS em quinze dos vinte e quatro últimos meses anteriores à despedida. sob o argumento de que o recolhimento de FGTS é facultativo ao empregador doméstico. se for demitida sem justa causa Márcia fará jus aos recolhimentos em atraso do FGTS. Neste caso.859/1972). à multa compensatória do tempo de serviço e ao seguro-desemprego. durante quinze meses dos últimos vinte e quatro meses anteriores à dispensa sem justa causa (art. 82 – O empregado que pede demissão pode sacar o FGTS. inclusive a relativa à indenização compensatória (40%) devida no caso de dispensa sem justa causa.efetuando os recolhimentos mensais de FGTS regularmente. Andrade ingressa imediatamente com ação trabalhista cobrando o pagamento das horas extraordinárias dos últimos cinco anos. a babá. 6º-A. desde que o empregador tenha feito a opção pela inclusão do empregado no regime do FGTS e desde que este empregado tenha trabalhado como doméstico. 3º-A da Lei nº 5.É trintenária a prescrição do direito de reclamar contra o não recolhimento da contribuição para o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço. o art. o empregador deixou de fazê-lo. Se o empregador doméstico opta pela inclusão do empregado no regime do FGTS. o qual não contempla a despedida a pedido. se o empregado pede demissão por livre e espontânea vontade.859/1972). o recolhimento pelo empregador doméstico é facultativo art. §1º. 1º da Lei nº 5. não há que se falar em saque do FGTS. Por fim. nunca remunerada pelo empregador. sob o argumento de que a prescrição do FGTS é trintenária. até que o mesmo possa se reinserir no mercado de trabalho. E a possibilidade é contrária ao próprio sentido do Fundo. esta opção torna-se irretratável. §5º. razão pela qual não será lícito ao empregador deixar de efetuar os recolhimentos. Apesar de parecer simples. No mesmo sentido. o pleito de Andrade deve ser integralmente deferido.

Errado. Em que pese ser trintenária a prescrição do FGTS, conforme estudado na questão anterior, tal regra não se aplica nos casos em que o pleito de FGTS é acessório, isto é, baseia-se no deferimento de outra parcela, a qual se sujeita à prescrição geral trabalhista (cinco anos). No caso, somente há que se falar em FGTS (conforme o enunciado da questão), se for deferido o pleito referente às horas extraordinárias trabalhadas e não pagas. Nesta hipótese, o acessório segue o principal, e não haverá que se deferir o FGTS incidente sobre as horas extras já prescritas. Neste sentido, a Súmula 206 do TST. 85 – Considere a seguinte situação hipotética. André continuou prestando serviço à empresa mesmo depois de aposentar-se espontaneamente. Sob esse argumento, ao ser demitido sem justa causa, algum tempo depois, requereu de seu empregador o pagamento da multa de 40% do FGTS relativamente a todo o período trabalhado, inclusive aquele período anterior à aposentadoria. Nessa situação, a argumentação para sua pretensão revela-se improcedente, razão por que o empregador deve negar o pleito de André, pagando ao empregado a multa de 40% somente sobre os depósitos posteriores à aposentadoria. Errado. Esta questão foi adaptada de uma questão cobrada pelo Cespe na prova para Analista de Assuntos Jurídicos do SERPRO, em 2004. Na época, o gabarito era “certo”. Porém, atenção: mudou o entendimento!!! Até bem pouco tempo o entendimento uniforme era no sentido de que a aposentadoria espontânea extinguia o contrato de trabalho, razão pela qual, no caso, o empregado não teria direito à indenização compensatória (multa de 40%) sobre o período anterior à aposentadoria. Entretanto, o STF alterou este entendimento,

passando a julgar que a aposentadoria espontânea não extingue o contrato de emprego. Logo, mudou também a solução da questão. Com base neste novo entendimento, o TST editou recentemente a OJ nº 361 da SBDI-1 do TST.

TEMA 18 86 – A lei assegura ao trabalhador o direito de ação quanto a créditos resultantes da relação de trabalho no prazo de dois anos contados da extinção do contrato, quando então poderá reclamar os créditos referentes aos últimos cincos anos do contrato. Errado. O prazo prescricional trabalhista (regra geral) é de “cinco anos para os trabalhadores urbanos e rurais, até o limite de dois anos após a extinção do contrato” (art. 7º, XXIX, da CRFB). Entretanto, os cinco anos não são contados desde a extinção do contrato (ou seja, os cinco últimos anos do contrato de trabalho), e sim desde o ajuizamento da ação. Dessa forma, se a ação for ajuizada no último dia do prazo bienal, o empregado só poderá reclamar os últimos três anos do contrato de trabalho. 87 – Lucas foi admitido na condição de aprendiz, logo que completou 14 anos, em uma empresa de assessoria contábil. Lucas trabalhou um ano para a empresa, mas como não recebeu o décimo terceiro salário, não recebia vale-transporte e não tinha o FGTS regularmente recolhido, resolveu pedir demissão. Ao completar 19 anos Lucas resolveu ajuizar ação reclamando os créditos decorrentes da referida relação de emprego. Neste caso, a pretensão de Lucas está prescrita, posto que passados mais de

84

dois anos da extinção do contrato de trabalho. Errado. Nos termos do disposto no art. 440 da CLT, não corre prescrição contra o menor de 18 anos. A menoridade é uma das causas impeditivas do curso da prescrição. Dessa forma, o prazo prescricional somente começa a contar, para Lucas, quando o mesmo completou 18 anos, razão pela qual a pretensão não se encontra prescrita. 88 – Tratando-se de ação que envolva pedido de prestações sucessivas decorrente de alteração do pactuado, a prescrição é total, exceto quando o direito à parcela esteja também assegurado por preceito de lei. Certo. Literalidade da Súmula 294 do TST. 89 – O prazo prescricional das férias tem seu termo inicial no final do período concessivo de férias. Certo. O marco inicial do prazo prescricional é, em regra, o momento da lesão ao direito. Dessa forma, como as férias são adquiridas ao longo de 12 meses de trabalho, porém devem ser concedidas nos 12 meses subseqüentes (período concessivo), somente ao final deste período concessivo pode-se falar em lesão ao direito, razão pela qual começa aí a contagem do prazo prescricional. Neste sentido o art. 149 da CLT. 90 – O prazo prescricional para ajuizamento do inquérito para apuração de falta grave é de 30 dias. Errado. O prazo de 30 dias para ajuizamento do inquérito para apuração de falta grave a que alude o art. 853 da CLT é decadencial, e não prescricional. Neste sentido, a Súmula 62 do TST e a Súmula 403 do STF.

TEMA 19 91 – Os titulares da representação dos empregados nas CIPA(s) não poderão sofrer despedida arbitrária, entendendo-se como tal a que não se fundar em motivo disciplinar, técnico, econômico ou financeiro. Certo. Literalidade do art. 165, caput, da CLT. A “estabilidade” conferida ao cipeiro é classificada como relativa, tendo em vista que a lei veda a despedida arbitrária, somente. Se ocorrer motivo disciplinar, técnico, econômico ou financeiro, pode o empregador demitir o cipeiro. Neste caso, se o empregado demitido ajuizar reclamação trabalhista questionando a demissão, cabe ao empregador comprovar a real ocorrência do motivo, sob pena de ser condenado à reintegração do empregado (art. 165, parágrafo único, da CLT). 92 – Na eleição para representante dos empregados na CIPA poderão participar somente os empregados regularmente filiados ao sindicato da categoria profissional. Errado. O art. 164, §2º, da CLT, dispõe que “os representantes dos empregados, titulares e suplentes, serão eleitos em escrutínio secreto, do qual participem, independentemente de filiação sindical, exclusivamente os empregados interessados”. 93 – Fernando trabalhava em condições insalubres e percebia o adicional de insalubridade. Após inspeção do Ministério do Trabalho, o empregador adotou diversas medidas no sentido da melhoria das condições de trabalho, dentre as quais a elaboração e implementação do Programa de Prevenção de Riscos Ambientais - PPRA, a partir do qual o agente insalubre foi eliminado pela utilização de sistema de proteção coletiva e pela utilização de equipamentos de proteção individual pelos empregados. Neste caso, é lícito

85

ao empregador deixar de pagar a Fernando o adicional de insalubridade, não configurando tal prática alteração lesiva do contrato de trabalho ou redução salarial. Certo. A função do adicional de insalubridade é, por um lado, compensar o trabalhador por laborar em condições mais adversas a sua saúde, e por outro lado estimular o empregador, mediante o aumento do custo da mão-de-obra, a adotar medidas que melhorem o ambiente de trabalho. Dessa forma, o pagamento do adicional de insalubridade não é um fim em si mesmo, ou seja, a questão não é econômica. Ainda que, pela realidade de baixos salários vivenciada no Brasil, muitas vezes o adicional acabe por “complementar a renda” do trabalhador, não é esta a sua função e o seu objetivo. Dessa forma, é lícito (e desejável) que o empregador deixe de pagar o adicional, bastando para tal que o agente insalubre seja eliminado. Neste sentido, o artigo 194 da CLT, e as Súmulas nº 80 e 248 do TST. 94 – Adhemir laborou durante vários anos em uma indústria, sem nunca ter recebido o adicional de insalubridade. Ao ser demitido, ajuizou reclamação trabalhista postulando o recebimento do adicional de insalubridade, alegando na inicial que o ambiente de trabalho era insalubre em face do excesso de ruído. Realizada a perícia, constatou-se que o ambiente de trabalho em que Adhemir trabalhava era realmente insalubre, mas não pelo agente ruído, e sim pela presença de agente químico decorrente do desprendimento de gases de solventes utilizados na cadeia produtiva. Neste caso, o Juiz deve julgar improcedente o pedido de pagamento do adicional de insalubridade, tendo em vista que o empregado indicou agente diverso daquele efetivamente existente.

Errado. Nos termos da Súmula nº 293 do TST, “a verificação mediante perícia de prestação de serviços em condições nocivas, considerado agente insalubre diverso do apontado na inicial, não prejudica o pedido de adicional de insalubridade”. 95 - São consideradas atividades ou operações perigosas, na forma da regulamentação aprovada pelo Ministério do Trabalho, aquelas que, por sua natureza ou métodos de trabalho, impliquem o contato permanente com inflamáveis ou explosivos em condições de risco acentuado. Dessa forma, Acácio, frentista de posto de gasolina, tem direito ao adicional de periculosidade. Certo. A primeira parte é a transcrição literal do art. 193, caput, da CLT. A regulamentação aprovada pelo Ministério do Trabalho e Emprego é a NR-16, que indica as atividades e operações perigosas. O Anexo II, Quadro 3, da NR-16, faz referência à atividade de “operação em postos de serviço e bombas de abastecimento de inflamáveis líquidos” como sendo atividade perigosa. A periculosidade da atividade do frentista encontra-se ainda pacificada na jurisprudência, conforme Súmula nº 39 do TST.

TEMA 20 96 – Ao menor é vedado o trabalho em locais insalubres e/ou perigosos, bem como o trabalho noturno e a realização de horas extraordinárias, exceto, neste último caso, na hipótese de compensação de horas ou por motivo de força maior, quando o trabalho do menor for imprescindível ao funcionamento do estabelecimento. Certo. O art. 405, I, da CLT, veda o trabalho do menor em atividades insalubres ou perigosas. O art. 404, por sua vez, veda o trabalho noturno,

86

5º do Código Civil Brasileiro) com a menoridade trabalhista. se a nulidade é relativa (v. podemos dizer que o trabalho ilícito. A solução da questão se dá pela noção da repercussão financeira da execução do trabalho ilícito e do trabalho proibido. 98 – Lucas se casou aos dezesseis anos e. podemos dizer que a decisão que anula o negócio jurídico eivado por nulidade absoluta (v. o negócio é anulado a partir da sentença. a partir dos 14 anos. dele não decorrendo nenhum efeito entre as partes. Não fosse assim. o negócio é anulado desde a sua constituição. Ao final da safra.g. trabalho proibido). Errado.g. ou seja. o art. 7º. o empregador se beneficiaria da própria torpeza ao contratar menores. por motivo de força maior. não gera direitos ao obreiro. Errado. 8º. Dessa forma. da CRFB. posto que esta somente se aplica no âmbito trabalhista subsidiariamente. Ademais. um matador de aluguel não pode. foi contratado para trabalhar na colheita do feijão em uma propriedade rural no norte de Minas Gerais. desde que o trabalho do menor seja imprescindível ao funcionamento do estabelecimento. da CLT. Ao contrário. Ao contrário. 99 – Ao responsável legal do menor é facultado pleitear a extinção do contrato de trabalho. nos termos da lei civil. é correto dizer que Pedro Henrique não tem direito a qualquer verba. de forma a protegê-lo de condições mais adversas de trabalho. salvo na condição de aprendiz. Da mesma forma. obviamente. que contava com 12 anos de idade. em regra. das 87 .assim considerado aquele executado no período compreendido entre as 22h e as 5h. Certo. é correto dizer que Lucas pode trabalhar em horário noturno. Assim. 97 – Pedro Henrique. tendo em vista a impossibilidade de devolver a energia de trabalho despendida. não importando se o menor tenha eventualmente se emancipado. exceto nos casos de compensação de horas e. parágrafo único. Neste caso. e como tal não pode merecer a proteção da lei. Não se confunde a capacidade civil (art. no caso do trabalho proibido a regra é a garantia de todos os direitos trabalhistas ao obreiro. obteve a emancipação. Literalidade do art. como a CLT tem regra expressa sobre a menoridade. XXXIII. ou seja. desde que o serviço possa acarretar para ele prejuízos de ordem física ou moral. não recebeu o valor prometido pelo empregador a seus pais. a decisão que anula o negócio jurídico produz efeitos ex nunc. 100 – Rafael tem 16 anos e foi contratado como atendente em uma lan house para trabalhar quatro horas por dia. recorrer à Justiça do Trabalho pleiteando “seus direitos”. de segunda a sábado. Em uma passagem rápida. a fim de garantir o crescimento saudável e equilibrado do trabalhador. nos termos do disposto no art. 408 da CLT. veda o trabalho noturno. excepcionalmente. não se aplica a legislação comum. surtindo os efeitos normais em relação ao período anterior. ainda que não tenha completado dezoito anos. trabalho ilícito) produz efeitos ex tunc. as normas de proteção ao trabalho do menor levam em consideração as condições físicas e psíquicas do menor. posto que a própria atividade é ilegal. o art. Por fim. o critério da CLT é cronológico. Com efeito. Neste caso. 413 da CLT dispõe que é vedado prorrogar a duração normal do trabalho do menor. insalubre ou perigoso aos menores de dezoito anos. Isto posto. tendo em vista que é proibido o trabalho de menores de 16 anos.

salvo quando a natureza da atividade a ser exercida.13h às 17h. assim como as demais colegas de trabalho. “quando o menor de 18 (dezoito) anos for empregado em mais de um estabelecimento. garantia constitucional inclusive. da CLT. tendo em vista que a CRFB protege igualmente homens e mulheres. à cor ou situação familiar. de acordo com a legislação em vigor. a conduta do empregador não pode ser considerada discriminatória. A revista íntima das empregadas é expressamente vedada pelo art. por analogia. Certo. as horas de trabalho em cada um serão totalizadas”. Nos termos do art. anúncio de emprego para a função de faxineira. não podendo ser afastada pela vontade das partes ou por previsão em norma coletiva. Importante ressaltar ainda que tal dispositivo celetista (art. que é de oito horas. o objeto de proteção da lei é. Ademais. A revista íntima constitui afronta à dignidade da trabalhadora e não se compatibiliza os direitos fundamentais garantidos constitucionalmente. e garante a ambos o direito à intimidade. No caso. 103 . estabelecendo como condição para contratação que o candidato fosse do sexo feminino. antes de sair do prédio da empresa. indenização por dano moral. Neste caso. de 7h às 12h. trabalhar em um supermercado. 373-A. desde que haja compatibilidade de horários. de segunda a sábado. um empregado maior pode ter dois (ou mais) empregos. Dessa forma. aos homens. em jornal de grande circulação. não obstante seja dirigido apenas às mulheres. a revista íntima no local de trabalho. poderia ele. a fim de que lhe seja assegurada condição adequada de nutrição e desenvolvimento (subsistência) durante os primeiros meses de vida. tendo em vista que a vaga seria para manutenção da higienização dos banheiros femininos do shopping. 373-A. V. A garantia de emprego conferida à gestante é norma de ordem pública. sempre ao final da jornada. independentemente do número de horas resultante da soma entre as horas trabalhadas em cada estabelecimento. Errado. 414 da CLT. Isto quer dizer que a soma das jornadas de trabalho do menor em cada estabelecimento não podem ultrapassar o máximo diário. Errado. e tendo em vista a atividade desenvolvida pela empresa. pode (e deve. V. pública e notoriamente. a regra é a vedação TEMA 21 101 – Ana Carolina trabalha em uma indústria de jóias semipreciosas e é submetida. Assim. 483) e a eventual 88 . da CLT. assim o exigir”. a OJ nº 30 da SDC do TST. Nesta hipótese. o nascituro. sua observância é obrigatória (norma imperativa ou cogente). será admissível a conduta do empregador desde que a revista seja feita por pessoa do sexo feminino e que sejam adotados procedimentos com vistas a minimizar o constrangimento do ato. 373-A. Neste caso. Neste sentido. segundo nosso entendimento) ser estendido.Determinado shopping center fez publicar. 102 – É nula a cláusula que estabelece a possibilidade de renúncia à garantia de emprego conferida à gestante. Ana Carolina tem direito à rescisão indireta do contrato de trabalho (art. Certo. I. no caso. da CLT. dispõe que “é vedado publicar ou fazer publicar anúncio de emprego no qual haja referência ao sexo. à idade. Ao contrário. como norma de ordem pública. O art. como Rafael estuda à noite.

Bares e Restaurantes. cor. Errado. o que não ocorre na extinção do vínculo por término de contrato. Não obstante. abrirse-ia espaço para a empregada. quando a situação assim o exigir. Não obstante a comunicação de Sílvia. descobriu que havia engravidado. Neste sentido. a Súmula 244. do TST. não é compatível com os contratos a prazo determinado. item III. é razoável que a pessoa responsável pela limpeza dos banheiros femininos de um shopping seja mulher. item II. Neste sentido. mas tão somente à indenização do período compreendido entre a demissão e o final do período de estabilidade. O instrumento coletivo firmado entre sindicatos é a convenção coletiva de trabalho. Decorridos onze meses desde a data do parto. do ADCT da CRFB. TEMA 22 106 – Acordo coletivo de trabalho é o instrumento oriundo da negociação coletiva mediante o qual os sindicatos representativos das partes envolvidas (empregadores e empregados) estabelecem condições de trabalho para a respectiva categoria. Errado. distrito de 89 . a lei veda a dispensa arbitrária ou sem justa causa. Dois meses antes do parto Regina foi demitida sem justa causa. excepcionalmente admite-se a inclusão de circunstâncias especiais. do termo final do contrato. do TST. a Súmula nº 244. Certo. idade. por razões óbvias. É criado então um novo sindicato da mesma categoria profissional. No caso em tela. tendo em vista que fazia jus à garantia de emprego prevista no art. 104 – Sílvia foi admitida mediante contrato de experiência pelo prazo de 90 (noventa dias). 105 – Regina trabalhava em uma indústria de confecções e. “b”. Regina ingressou com reclamação trabalhista requerendo a reintegração ao emprego e o pagamento de salários e demais direitos do período em que permaneceu afastada de suas atividades. como regra. A rigor.aos anúncios discriminatórios. o empregador efetuou o desligamento de Sílvia ao final do prazo previamente fixado para duração do contrato. com vistas a receber salários de longo período não trabalhado. sem a participação do sindicato da categoria econômica. situação familiar. Pousadas. Sílvia terá direito à reintegração ao emprego ou indenização equivalente. assim considerados aqueles que contenham alusões ao sexo. Não fosse esta a solução. O acordo coletivo de trabalho é firmado entre sindicato dos trabalhadores (cuja participação é obrigatória nas negociações coletivas) e uma ou mais empresas. II. a contratação de carcereira de presídio feminino é outro exemplo típico de aplicação da exceção legal. Isso porque no caso dos contratos a termo o empregado já sabe. devidamente constituído. cuja base territorial é apenas a vila de Porto de Galinhas. Nesta hipótese. comunicando imediatamente tal fato ao empregador. na vigência do contrato de trabalho. 10. Da mesma forma. 107 – Imagine-se a seguinte hipótese: há vários anos existe em Ipojuca/PE o Sindicato dos Trabalhadores nos Hotéis. nos termos da lei. Neste caso. obedecidos os parâmetros da razoabilidade. atrasar a propositura da ação judicial. Regina não tem direito à reintegração no emprego. ao ser contratado. etc. No 60º dia do contrato Sílvia descobriu que estava grávida de três semanas. A garantia de emprego. pelo que a “estabilidade” não se justifica. maliciosamente.

II. aplicar-se-á a norma coletiva da categoria preponderante. No caso em análise. Certo. balconistas. Geralmente as categorias diferenciadas são regidas por lei própria. constituindo abuso de seu exercício a continuação do 90 .Ipojuca/PE. Neste sentido. Logo.O direito de greve corresponde à legítima suspensão coletiva. 110 – Considera-se como categoria profissional diferenciada a coexistência. temporária e pacífica. Neste caso. Errado. a categoria preponderante é comércio. a Súmula nº 374 do TST. Certo. Neste sentido. em qualquer grau. é correto afirmar que a criação do novo sindicato é lícita. Entretanto. em um supermercado. que tem comerciários (vendedores. total ou parcial. mas Samuel pertence à categoria diferenciada dos motoristas. 109 – O prazo máximo para estipulação de duração da convenção coletiva de trabalho ou do acordo coletivo de trabalho é de dois anos. São categorias diferenciadas. cada uma destas categorias é considerada diferenciada. as seguintes: aeronautas. em uma mesma empresa. radialistas. de prestação de serviços a empregador. exceto Porto de Galinhas. cuja abrangência territorial será do novo sindicato. da CRFB. gráficos. Na hipótese de não existir acordo coletivo de trabalho ou convenção coletiva de trabalho entre o sindicato dos motoristas e. 108 – Samuel é motorista de um supermercado na cidade de Barbacena/MG. não podendo ser criados sindicatos específicos para subdivisões administrativas dos municípios. Errado. na mesma base territorial. O conceito de categoria profissional diferenciada é dado pelo art. Literalidade do art. Se não há ACT ou CCT entre comércio e sindicato dos motoristas. exceto em relação aos trabalhadores de categoria diferenciada. motoristas. 511. entre outros. respectivamente. ficando o mais antigo com a representatividade do Município de Ipojuca. por exemplo. §3º. tendo em vista que não as bases territoriais de cada um serão diferentes. “é vedada a criação de mais de uma organização sindical. A regra é a aplicação das normas coletivas da categoria preponderante. não podendo ser inferior à área de um Município”. §3º. da CLT. de várias categorias profissionais distintas. TEMA 23 111 . trabalhadores na indústria de alimentação (setor de padaria) e motoristas (responsáveis pelas entregas). caixas. 614. não obstante Samuel pertença a categoria diferenciada. jornalistas. como sendo a que “se forma dos empregados que exerçam profissões ou funções diferenciadas por força de estatuto profissional especial ou em conseqüência de condições de vida singulares”. da CLT. Nos termos do art. por exemplo. aplicar-se-á o instrumento coletivo de trabalho da categoria preponderante. que será definida pelos trabalhadores ou empregadores interessados. 8º. professores. a empresa onde Samuel trabalha e o sindicato patronal do comércio. não resta qualquer dúvida de que a área mínima de atuação de um sindicato é a do Município. representativa de categoria profissional ou econômica. etc). só há que se aplicar instrumento coletivo em que participaram os sindicatos interessados.

Nada impede. quais sejam.783/1989). 113 – Como direito assegurado que é. solucionar o conflito que lhe constitui o objeto”. que considera “abusiva a greve levada a efeito sem que as partes hajam tentado. da Lei de Greve). pois a suspensão do contrato de trabalho implica na sustação das principais obrigações decorrentes do contrato de trabalho.Nos serviços ou atividades essenciais. máquinas e equipamentos. Não obstante a regra seja a impossibilidade de contratação de trabalhadores substitutos durante o movimento grevista (art. hipótese em que a suspensão seria convertida em interrupção contratual. independentemente de negociação prévia com o empregador. entretanto. direta e pacificamente. bem como prevê a notificação do empregador (ou do respectivo sindicato) acerca da paralisação. parágrafo único. Esta assertiva constou literalmente de um item de prova anterior do Cespe (Consultor Legislativo do Senado – 2002). Certo.783/1989. durante a greve. uma das indústrias em que todos os trabalhadores aderiram ao movimento contratou outros trabalhadores com o propósito de assegurar os serviços cuja paralisação pudesse resultar em prejuízo irreparável. a greve pode ser deflagrada sempre que os trabalhadores considerem injustas as condições de trabalho que lhes são impostas. sob o argumento de que não teria havido acordo com a entidade sindical representante dos trabalhadores para manutenção de equipe de empregados que permanecesse em atividade para este fim específico. a prestação dos serviços indispensáveis ao atendimento das necessidades inadiáveis da comunidade. 3º da Lei de Greve prevê a licitude do movimento grevista desde que “frustradas a negociação ou verificada a impossibilidade de recursos via arbitral”. respectivamente no caso de prejuízo irreparável (conforme mencionado no enunciado da questão) e no caso de abusividade do movimento grevista. seja pactuado entre as partes interessadas. pela deterioração irreversível de bens. Certo. 7º. Neste caso. 91 . 115 . não constituindo falta grave. 112 – A greve. até mesmo como forma de encerrar o movimento grevista. porém possibilita ao empregador descontar dos salários dos empregados os dias parados. com antecedência mínima de 48 horas (parágrafo único). observados os limites legais. o pagamento de salários dos dias parados. e reuniu a literalidade dos artigos 2º e 14 da Lei de Greve (Lei nº 7. São considerados essenciais. 114 – Deflagrada a greve dos metalúrgicos da região metropolitana de Belo Horizonte. entre outros. é um direito do empregado. convenção ou decisão da justiça do trabalho. a lei prevê exceções nos artigos 9º e 14 da Lei de Greve. Dessa forma. 7º da Lei nº 7. os sindicatos. em princípio pode o empregador descontar dos salários dos empregados os dias em que estes permaneceram em greve. a prestação de serviços e o pagamento de salários. Certo. a garantir. a conduta do empregador é lícita. No mesmo sentido. de comum acordo. O art.movimento após a celebração de acordo. A greve é um direito assegurado constitucionalmente (art. 9º da CRFB) e constitui causa de suspensão do contrato de trabalho (art. a OJ nº 11 da SDC do TST. os empregadores e os trabalhadores ficam obrigados. Errado.

120 . caput. Errado. Literalidade do art.O termo de conciliação é título executivo extrajudicial e terá eficácia liberatória geral. 118 – Josué foi demitido e acredita ter sido lesado em seus direitos. podendo ser constituídas por grupos de empresas ou ter caráter intersindical. Gabarito: Certo TEMA 24 116 – As comissões de conciliação prévia não são de instituição obrigatória. através do qual ela se despoja de um direito de que é titular. Existindo. de transporte coletivo e de compensação bancária. 625-E. durante a audiência de conciliação. mas pode ser demitido por justa causa (art. TEMA 25 121 – Segundo Maurício Godinho Delgado. Dessa forma. na mesma localidade e para a mesma categoria. Errado. da CLT. a pessoa jurídica Alfa. para dirimir demanda trabalhista que possuía com seu antigo empregador. “renúncia é o ato unilateral da parte. da CLT). cujo termo foi assinado tanto por João quanto por Alfa. Certo.João provocou a comissão de conciliação prévia do sindicato de sua categoria. o fato é que o mesmo não foi declarado inconstitucional até então. parágrafo único. CCP de empresa e CCP sindical. a demanda deverá ser submetida à CCP mais antiga. na categoria profissional e na localidade onde Josué prestava serviços existe CCP de empresa e CCP sindical. João não poderá pleitear mais nenhum direito trabalhista oriundo do referido contrato de trabalho. pelo que resolveu recorrer à comissão de conciliação prévia pleiteando o pagamento de valores que entende devidos. Neste caso. menciono questão anterior do Cespe: ADVOGADO DA UNIÃO – CESPE – 2006 152 . 119 – A comissão de conciliação prévia instituída no âmbito da empresa não poderá ser composta por mais de oito membros. o art. até um ano após o final do mandato. Certo. sendo competente a primeira que conhecer do pedido. Literalidade do art. Entretanto. sem quaisquer ressalvas. e tem sido convalidado pelas bancas de concurso. O representante eleito dos empregados na comissão de conciliação prévia tem garantido o emprego até um ano após o final do mandato. Nessa situação. Marco Antonio não poderá ser despedido em nenhuma hipótese. Neste sentido. da CLT. Neste sentido. §1º. 625-D. Errado. nos termos do art. da Lei nº 7. da CLT. Combinação dos artigos 11. exceto quanto às parcelas expressamente ressalvadas. havendo o cumprimento integral do acordo por parte de Alfa. sem correspondente concessão pela 92 . 117 – Marco Antonio foi eleito representante dos empregados na comissão de conciliação prévia instituída no âmbito de sua empresa. §4º.783/1989. V e XI. 625-A da CLT. 625-B. Na comissão. O limite é de dez membros. o empregado pode escolher pela que mais lhe convenha.os serviços funerários. foi celebrado acordo. 625-B. Não obstante eu defenda a inconstitucionalidade de tal dispositivo. caput. Certo. e 10. incisos IV.

“a”. se realizado em caráter intermitente. os artigos 9º e 444 da CLT. O pedido de dispensa de cumprimento não exime o empregador de pagar o respectivo valor. dado o caráter cogente das normas trabalhistas. Art. que é o despojamento unilateral de determinado direito. não existe.O direito ao aviso prévio é irrenunciável pelo empregado. 72 O acordo individual pactuado entre um empregado e o empregador com o objetivo de compensação de horas não possui qualquer validade. Neste sentido. mas apenas em relação àqueles direitos cuja indisponibilidade é relativa. ERRADO. e ainda assim desde que não resulte prejuízos ao trabalhador (art. 444 da CLT. 10. ERRADO. 93 .parte beneficiária da renúncia”. Súmula 119 do TST. Certo. ERRADO. a mesma não é admitida como regra no direito individual do trabalho. Certo. Certo. Dado este conceito. 73 Os empregados de empresas distribuidoras e corretoras de títulos e valores mobiliários têm direito à jornada de trabalho especial dos bancários. Literalidade do art. Certo. 74 Empregado eleito como suplente para cargo de direção da comissão interna de prevenção de acidentes (CIPA) goza da estabilidade provisória desde o registro de sua candidatura até um ano após o final de seu mandato. julgue os itens a seguir. normalmente envolvendo questões duvidosas. Quanto à transação. salvo comprovação de haver o prestador dos serviços obtido novo emprego. na transação cada uma das partes abre mão de parte de seu suposto direito. Errado. 123 – A renúncia não é admitida no Direito do Trabalho. 125 . Súmula 47 do TST. podemos dizer que a renúncia é incompatível com o caráter imperativo das normas trabalhistas. conforme visto. Súmula 85 do TST. Ao contrário da renúncia.As relações contratuais de trabalho podem ser objeto de livre estipulação das partes interessadas em tudo quanto não contravenha às disposições de proteção ao trabalho. CERTO. II. mas a transação é admitida como regra no direito individual do trabalho. 71 O trabalho executado em condições insalubres. O conceito de renúncia é exatamente o mencionado. aos contratos coletivos que lhes sejam aplicáveis e às decisões das autoridades competentes.2009 ANALISTA – ÁREA JUDICIÁRIA – TRT 17 – CESPE – 2009 A respeito do direito do trabalho. Súmula 276 do TST. c/c a Súmula 339 do TST. afasta o direito de recebimento do adicional de insalubridade. do ADCT da CRFB/88. 124 . tendo em vista a controvérsia acerca do mesmo. A irrenunciabilidade dos direitos trabalhistas é praticamente absoluta. QUESTOES TRT 17 REGIAO . assim considerados aqueles que não constituem o núcleo básico de direitos conferidos ao trabalhador (patamar civilizatório mínimo). sem qualquer contrapartida. 122 – A transação se diferencia da renúncia porque pressupõe concessões recíprocas entre as partes. Quanto à possibilidade de renúncia dos direitos trabalhistas. 468 da CLT).

94 . §1º. e tendo em vista a pessoalidade em relação à pessoa do empregado (art. Constitui improbidade o ato lesivo contra o patrimônio da empresa. Art. por sua vez. Art. que são prestações in natura que a empresa fornece habitualmente aos empregados por força do contrato de trabalho. relacionado ou não com o trabalho. CERTO. o ato do praticado pelo empregado que seja lesivo ao patrimônio do empregador ou de terceiro. A conversão de um terço do período de férias em dinheiro (o chamado “abono pecuniário”) é faculdade do empregado. j. CERTO. o art. ERRADO. CERTO. ERRADO. salvo se cometerem falta grave. Não cabe o aviso prévio. desde que o empregador consiga provar futuramente a agressão (v. §2º. Somente será considerado ato de improbidade. e como tal pode-se considerar um direito intransferível. da CLT. Segundo Maurício Godinho Delgado. 80 A conversão de um terço do período de férias em dinheiro depende da concordância expressa do empregador. 81 A totalidade do salário pode ser paga em utilidades. 143 da CLT. titulares e suplentes. parece-nos dispensável a ocorrência policial. 625-B. para os fins da demissão por justa causa. 134. em determinada empresa. Assim. “ato de improbidade trata-se de conduta faltosa obreira que provoque dano ao patrimônio empresarial ou de terceiro. um empregado tenha agredido fisicamente um colega de trabalho. Nessa situação. até um ano após o final do mandato. até 15 dias antes do período aquisitivo. 2º da CLT). Como a lei não faz tal exigência (art. não cabe ao intérprete fazêlo. porém em razão do trabalho. por meio de testemunhas do ocorrido). (grifos meus) 78 O falecimento do empregado extingue automaticamente o contrato de trabalho. o aviso prévio não é devido aos herdeiros do trabalhador. no horário normal de expediente. bem como porque a finalidade do aviso prévio (no caso. o concedido pelo empregador) é permitir que o trabalhador encontre um novo emprego. deve providenciar a ocorrência policial do fato na delegacia de polícia competente. da CLT. 77 A improbidade é motivo para a demissão do empregado por justa causa. ERRADO. Art. parágrafo único. Basta que o empregado comunique a intenção. de “vender” um terço das férias. ERRADO. para que o empregador possa aplicar a justa causa. a morte do empregado inviabiliza a continuidade da execução do contrato. 76 Considere que. Assim. 79 Inadmite-se o fracionamento das férias aos menores de 18 anos e aos maiores de 50 anos de idade. da CLT. ou de terceiro. 82. e como tal independe da vontade do empregador. Como o contrato de trabalho é um acordo de vontades.75 É vedada a dispensa dos representantes dos empregados membros das comissões de conciliação prévia. em função de comportamento vinculado ao contrato de trabalho. da CLT). g. O aviso prévio é exemplo de direito intransferível aos herdeiros. 482. Neste sentido. tendo em vista que a morte é evento imprevisível. com o objetivo de alcançar vantagem para si ou para outrem”1.

normalmente sem que seja contado o período de afastamento como tempo 1 DELGADO. sendo contado o tempo de serviço como se houvesse sido efetivamente prestado.82 A ajuda de custo paga ao empregado para a cobertura de despesas na sua transferência para outra localidade integra o seu salário para todos os efeitos. CERTO. O registro no Cartório de (Títulos e Documentos e de) Pessoas Jurídicas apenas confere personalidade jurídica de associação. Não obstante a vedação à intervenção estatal pela CRFB/1988 (art. 84 O serviço de compensação bancária é considerado como essencial para efeitos de greve. Curso de Direito do Trabalho – 7ª Ed. 10. X. Em geral a mudança de horário de trabalho insere-se no jus variandi empregatício. além do registro no cartório de registro das pessoas jurídicas. Neste sentido. e os salários não são pagos. sabendo-se que o sindicato é uma pessoa jurídica de direito privado com diversas funções especiais e peculiaridades. CERTO. ERRADO. inciso I. CERTO. deva ser remunerado normalmente.” ANALISTA – EXECUÇÃO DE MANDADOS – TRT 17 – CESPE – 2009 Julgue os próximos itens. não sendo suficiente para a aquisição da personalidade sindical. tem-se interrupção contratual. Maurício Godinho. 95 . CF/1988). 457. no Ministério do Trabalho e Emprego.783/1989. 85 O registro do sindicato no cartório de registro das pessoas jurídicas é suficiente para conferir a personalidade jurídica à entidade sindical. a OJ 15 da SDC do TST e a Portaria MTE nº 343/2000. da CLT. Art. Se não há prestação de serviços. embora sem prestar serviço. p. Esta última exigência faz-se necessária para que se tenha algum controle sobre a unicidade sindical em uma dada base territorial. 8º. Art. 2008. I). 8º. CERTO. ERRADO. 71 A mudança de horário de trabalho de um empregado pode ser justificada pelo princípio do jus variandi. 7. desde que os salários continuem a ser pagos. a Súmula nº 677 do STF. tem-se suspensão contratual. um empregado que trabalha durante o dia e estuda à noite e tem seu horário de trabalho alterado para o turno da noite). conforme Súmula 677 do STF. mas os salários são pagos. 72 A interrupção do contrato de trabalho ocorre nas hipóteses em que o empregado. Orientação Jurisprudencial 15 da SDC do TST e Portaria MTE 343/2000. exceto se tal mudança causar efetivo prejuízo ao empregado (por exemplo. 73 Ocorre a suspensão do contrato de trabalho quando o empregado fica afastado e não recebe o salário. ou seja. exige-se. a respeito do direito do trabalho. Neste sentido. da Lei nº ocorre com o registro no órgão competente (art. – São Paulo: LTr. Transcrevo a esclarecedora lição de Gustavo Filipe Barbosa Garcia: “A aquisição da personalidade jurídica sindical. 83 Os dias de paralisação da prestação dos serviços em razão de greve. Se não há prestação de serviços. 1193. como já estudado. caracterizam interrupção do contrato de trabalho. é pacífica a doutrina. o registro sindical no Ministério do Trabalho e Emprego. §2º. Uma hipótese de interrupção é o repouso semanal remunerado.

Há julgados em sentidos diversos. e art. assim. Não é possível. §2º. para a doutrina amplamente majoritária. 473. dizer que o do doméstico tem direito ao pagamento das horas extraordinárias. da CLT. Súmula 320 do TST. Não existe previsão legal neste sentido. mas a licençapaternidade é. O trabalho noturno é vedado aos menores de 18 anos. 96 . ERRADO. III. da CLT. em princípio. mediante a apresentação dos controles de frequência. CERTO. ERRADO. 80 O empregado não pode prestar serviços com registro na carteira de trabalho a outro empregador durante o período de gozo das férias. e a assertiva não é neste sentido. da CLT. pois veio substituir o disposto no art. 404 da CLT. logo não lhe são devidas. na linguagem técnico-legal) apenas um terço do período de férias a que tem direito. ERRADO. 79 O empregado pode vender o período integral de férias e receber o valor correspondente. da CRFB. afasta do empregado o direito à percepção do pagamento das horas in itinere. para local de difícil acesso. 7º. 77 É vedada a realização de horas extras fundamentadas na celebração de acordo de prorrogação de horas no caso de atividades perigosas. ERRADO. O empregado doméstico não tem jornada regulamentada. passando pelo pagamento das horas além da jornada “normal” padrão (8 horas) como horas simples. hipótese de interrupção contratual. 74 Um empregado com 17 anos de idade pode desenvolver sua jornada de trabalho no período noturno. XXXIII. desde nenhum pagamento de horas extras. 81 O período de concessão das férias é um ato exclusivo do empregador. 78 O empregado doméstico tem direito ao pagamento das horas extraordinárias trabalhadas. até o pagamento das horas extraordinárias com o respectivo adicional. assim. Neste sentido. ERRADO. O conceito de suspensão está correto. A exclusividade não é característica do contrato de trabalho. 143 da CLT. Aos particulares é lícito fazer tudo aquilo que a lei não proíba. 74. Pode o empregado. o art. Um exemplo de suspensão do contrato de trabalho é a licença paternidade. Sérgio Pinto Martins. O que não pode é arranjar outro emprego novo somente para o período de férias. desde que não exista prejuízo para suas atividades escolares.de serviço. O empregado pode “vender” (converter em pecúnia. conforme art. desde que obrigado a tal por outro contrato de trabalho regularmente mantido. nos termos do art. Pode. Art. prestar serviços a mais de um empregador concomitantemente. III. pela impossibilidade de controle das mesmas. horas extraordinárias. 473. ERRADO. ERRADO. 138 da CLT. defende que a licençapaternidade seria hipótese de suspensão contratual e não se confundiria com o afastamento previsto no supramencionado art. em posição isolada. 76 Empregadores que possuam mais de dez empregados arcam com o ônus da prova da jornada de trabalho. 75 Quando o empregador cobra importância pelo transporte fornecido pela empresa. razão pela qual é perfeitamente lícita a prorrogação de jornada em atividades perigosas.

a partir dos 14 anos de idade. CERTO. absoluto. regulado pelo art. Art. “a”. na verdade. salvo na condição de aprendiz. da Lei nº 7. nunca de objetiva. 7º. ERRADO. quando existirem leis de ordem pública a respeito da matéria. 136 da CLT. entretanto. o salário-família só tem um nome parecido com verba trabalhista. ANALISTA – ÁREA ADMINISTRATIVA – TRT 17 – CESPE – 2009 Julgue os itens a seguir. salvo a partir dos 14. ou 71 O salário-família é um direito assegurado na CF aos trabalhadores. 2º. garantindo à mulher pelo menos uma folga aos domingos a cada 15 dias. Art. mas é. da CRFB.independendo de pedido concordância do empregado. por exemplo. CERTO. Art. 65 e seguintes da Lei nº 8. XII. 386 da CLT. o argumento seria este da nãorecepção. 457 da CLT. 97 . 84 Os valores mensais correspondentes ao FGTS não podem ser pagos diretamente ao empregado. é obrigatória uma escala de revezamento quinzenal que favoreça o repouso dominical. CERTO. e o princípio da norma mais favorável encontra seu limite exatamente na existência de normas de ordem pública. Art. 72 O princípio da norma mais favorável ao trabalhador não deve ser entendido como absoluto. inclusive à categoria dos empregados domésticos.418/1985. Em que pese o respeitável entendimento de parte da doutrina no sentido da não recepção deste artigo pela CRFB. 85 Na hipótese de trabalho da mulher aos domingos. afinal. conforme art. o fato é que o artigo continua em vigor e. da CRFB. ERRADO. O direito ao salário família é previsto no art. 9º da CLT. na 82 Entende-se como salário o conjunto de pagamentos provenientes do empregador ou de terceiros. parágrafo único.213/1991 (Lei de Benefícios da Previdência Social). a respeito do direito do trabalho. ERRADO. Para quem pretende recorrer. benefício previdenciário. que concede aos fatos um valor maior que aos documentos. CERTO. que trouxe a igualdade jurídica a homens e mulheres. De uma vez por todas. 73 No direito do trabalho. 65 também dispõe no sentido de que o saláriofamília não se aplica ao doméstico. Exemplo: prazo prescricional. 15 da Lei nº 8. A idade mínima é de 16 anos. Art. mas não é estendido aos domésticos. 7º. recebidos em decorrência da prestação de serviços subordinados. aplica-se o princípio da primazia da realidade.036/1990. 83 O vale-transporte tem natureza salarial. CERTO. Pela enésima vez deixo registrada minha indignação com a cobrança pelo Cespe de matéria previdenciária na prova de Direito do Trabalho. Nenhum princípio jurídico é. 74 A idade mínima para a celebração do contrato de trabalho é de 18 anos de idade. O caput do mencionado art. não sendo aplicado. ERRADO. a questão de recepção ou não de determinado dispositivo legal é sempre matéria de prova subjetiva. como costumamos sempre enfatizar. Art.

O autônomo. 83 O acordo de prorrogação de horas pode ser celebrado de forma verbal. 7º. Para a maioria expressiva da doutrina somente empresas com finalidade econômica podem formar grupo econômico. §2º. da CLT. 80 Para que se possa executar uma das empresas de um grupo econômico. CERTO. trabalha por conta própria. o que. XXXIII. Art. Art. da CLT. Súmula 269 do TST. 445. na empreitada. 79 A CLT instituiu a responsabilidade solidária entre as empresas pertencentes a um mesmo grupo econômico. assumindo os riscos da atividade econômica que desenvolve.condição de aprendiz. Art. Para que se possa caracterizar o grupo econômico. Para este. caput. 443. é necessária a existência da natureza econômica do grupo de empresas. CERTO. 75 Os contratos de trabalho têm prazo indeterminado ou determinado. constitui posição isolada. 78 O elemento diferenciador entre o empregado e o trabalhador autônomo é a subordinação. 77 Existe a possibilidade de uma pessoa jurídica figurar como empregada em um contrato de trabalho. 81 As férias são exemplo típico de suspensão do contrato de trabalho. §2º. 82 O empregado eleito para o cargo de diretor e que não permaneça subordinado a nenhum outro cargo tem o seu contrato de trabalho suspenso. A prestação de serviços. CERTO. Com o cancelamento da Súmula 205 do TST a doutrina majoritária passou a admitir a execução de uma das empresas do grupo econômico mesmo que a mesma não tenha participado da fase de conhecimento do processo. CERTO. porém o empregado continua recebendo salários no período de inatividade. ERRADO. 98 . pois há paralisação temporária da prestação de serviços. observam-se os seguintes requisitos: serviço cuja natureza ou transitoriedade justifique a determinação do prazo. 59. As férias são exemplo típico de interrupção do contrato de trabalho. Ainda que uma pessoa jurídica seja contratada por empreitada. da CLT. da CLT. Art. seja ela subordinada (relação de emprego) ou não (mera relação de trabalho) é sempre efetuada por pessoa natural (pessoa física). 76 O limite máximo para a duração de um contrato de experiência é de 90 dias. parágrafo único. entretanto. Art. ou contrato de experiência. pelo que não assume os riscos da atividade econômica (artigos 3º e 2º da CLT). o dispêndio de energia será sempre de um ser humano contratado por esta pessoa jurídica. da CRFB. atividades empresariais de caráter transitório. 2º. é necessário que ela tenha sido parte na fase de conhecimento do processo. Há corrente minoritária na doutrina que defende a possibilidade de reconhecimento do grupo econômico entre empresas sem fins econômicos. O empregado trabalha por conta alheia e se subordina ao seu empregador. Não se subordina a ninguém. por exemplo. CERTO. ERRADO. ERRADO. ERRADO. por sua vez. entretanto.

CERTO. caput. CERTO. ERRADO. mas o fracionamento não pode ser inferior a 15 dias corridos. da CLT. 77 As gorjetas pagas por clientes a um garçom em um restaurante integram o seu salário para todos os efeitos legais. Art. 402. portanto. questão. deve haver intervalo mínimo de 11 horas consecutivas. o trabalhador com idade entre 14 e 18 anos. 80 Entende-se como rescisão indireta a cessação do contrato de trabalho por iniciativa do empregado. 134. 85 Havendo culpa recíproca na rescisão do contrato de trabalho. CERTO. Art. A capciosa.84 O acordo de prorrogação de horas implica. Art. as gorjetas integram a remuneração para todos os efeitos legais. Súmula 244 do TST. e não o salário. §1º. ERRADO. que sempre terá a possibilidade de formalizá-lo por escrito a fim de evitar dissabores. da CLT. é CERTO. Entretanto. ERRADO. para o empregado. CERTO. então não cabe ao intérprete fazê-lo. 482. 59. Art. “d”. 79 Na despedida por justa causa. A lei não exige a forma escrita (artigos 487 e seguintes da CLT). 86 O serviço militar obrigatório pode ser remunerado com valor abaixo do salário mínimo. e o saldo de salários. caput. 82 A comunicação do aviso prévio pode ser feita verbalmente.º salário é devido pela metade. TÉCNICO – TRT 17 – CESPE – 2009 No que se refere ao direito do trabalho. o 13. da CLT. ERRADO. Consoante o art. 66 da CLT. que a remuneração é exatamente a soma do salário + gorjetas. se houver. da CLT. 78 A condenação criminal do empregado configura justa causa para sua dispensa. Art. Súmula 14 do TST. a obrigatoriedade de fazer horas extras quando requisitado. Súmula Vinculante nº 6 do STF. nada impede seja feita a comunicação verbalmente. 81 A concessão do aviso prévio somente é cabível nos contratos a prazo indeterminado. Logo. 481 da CLT. CERTO. 87 O período de gozo de férias pode ser fracionado. Art. É claro que o aviso prévio verbal é de difícil comprovação. 83 A mulher gestante adquire estabilidade a partir do momento em que comunicar ao seu empregador o estado gravídico. ERRADO. mas isso é ônus de quem deve prová-lo. 85 Entre duas jornadas de trabalho. Considera-se. o empregado recebe apenas as férias vencidas. ainda que exista recurso pendente da condenação. 483 da CLT. julgue os itens seguintes. CERTO. 84 Considera-se menor. Art. por até duas horas diárias. da CLT. 457. 99 . entretanto. CERTO. tendo por base alguma ação considerada justa causa praticada pelo empregador. não é possível que as gorjetas integrem o salário. para os efeitos da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). caput.

51. ou trimestrais integram o cálculo da remuneração das férias. quando houver tido de seis a catorze faltas injustificadas. (D) apenas de Joana. e Joana possui o direito de gozar trinta dias corridos de férias e Marta 20 dias úteis. Art. da CLT. 130. desde a confirmação da gravidez até cinco meses após o parto. um dos quais não poderá ser inferior a dez dias corridos. Certa. o empregado terá direito a vinte e quatro dias corridos de férias. desde a confirmação da gravidez até cinco meses após o parto. com relação à Joana e Marta. mas ambas possuem o direito de gozar trinta dias corridos de férias. Art. aplicando-se o valor da remuneração da tarefa na data da concessão das férias. bem como que elas possuem o direito de gozar trinta dias corridos de férias. da CLT. Comentário: Resposta letra “A”. II. devem estas fazer parte da remuneração das férias. (D) Quando o salário for pago por tarefa tomar-se-á por base a média da produção no período aquisitivo do direito a férias. Súmula 253 do TST. Marta é empregada doméstica e trabalha na residência de Joana há quinze meses. §§ 2º e 3º. desde a confirmação da gravidez até seis meses após o parto. tanto ao sindicato da categoria profissional quanto ao Ministério do Trabalho e Emprego. 142. (E) de ambas as empregadas. Errada. ERRADO. Art. deve solicitar a autorização prévia do sindicado dos trabalhadores e da Superintendência Regional do Trabalho. Certa. Joana é empregada na empresa X há dezesseis meses. se o empregado recebe utilidades. Marta e Joana estão grávidas de dois meses. mas sim de mera comunicação. §2º. Certa. Com efeito. Com relação INCORRETO afirmar: às férias é (A) Após cada período de doze meses de vigência do contrato de trabalho. da CLT. da CLT. 139. (B) As gratificações anuais.88 Para que uma empresa possa conceder aos seus empregados férias coletivas. da CLT. §1º.324/2006 acrescentou o art. exercendo a função de secretária executiva. 100 .859/1972. (C) Somente em casos excepcionais serão as férias concedidas em dois períodos. estendendo à doméstico QUESTOES TRT 7 REGIAO (ANALISTA – ÁREA JUDICIÁRIA – TRT 7ª REGIÃO – FCC – 2009) 50. (B) de ambas as empregadas. desde a confirmação da gravidez até seis meses após o parto. (E) Em regra. Certa. semestrais. Não é o caso de autorização prévia. mas Joana possui o direito de gozar trinta dias corridos de férias e Marta 20 dias úteis. é correto afirmar que é vedada a dispensa sem justa causa (A) de ambas as empregadas. desde a confirmação da gravidez até cinco meses após o parto. 134. 142. Literalidade do art. bem como que elas possuem o direito de gozar trinta dias corridos de férias. Em regra. §4º. 4º-A à Lei nº 5. (C) apenas de Joana. Literalidade do art. a Lei nº 11.

. O adicional de transferência é devido tanto na transferência provisória como na transferência definitiva.São Paulo : LTr. Neste sentido.324/2006. I. 469. 54. tanto assim que é considerado para o cálculo de outras verbas. II. tratando. III. Quanto às férias. quais sejam. nos termos do art. mas serão pagas com acréscimo de 25% sobre a hora normal de trabalho. Art. Certo. p. Curso de Direito do Trabalho. (B) as horas in itinere remuneradas limitam-se ao trecho não alcançado pelo transporte público. Maurício Godinho. (E) não é devido qualquer valor a título de horas in itinere.a “estabilidade-gestante”. 2008. Tem o adicional de transferência natureza salarial e não indenizatória. se houver transporte público regular em parte do trajeto percorrido em condução da empresa. nos mesmos termos até então garantidos às demais trabalhadoras. O adicional é devido somente na transferência provisória. tendo em vista a existência de transporte público regular em parte do trajeto percorrido pelo empregado. É correto o que se afirma APENAS em (A) I. §3º. (E) I. 25% sobre o salário que o empregado percebia na localidade. Certo. (C) as horas in itinere remuneradas abrangem a totalidade do trajeto percorrido pelo empregado. o adicional de transferência será de. IV. “desde a confirmação da gravidez até cinco meses após o parto”. Com relação a jornada de trabalho. III e IV. da CLT. de forma que ao doméstico também foi estendido o direito a férias anuais de 30 dias corridos (contra 20 dias úteis da redação anterior). Portanto. do TST. §3º. “B”. quando a transferência for provisória. no mínimo. tendo em vista o fornecimento da condução pelo empregador. (D) I e II. Errado. De acordo com a Consolidação das Leis do Trabalho. Comentário: Resposta letra conforme Súmula 90. da CLT. 3º da Lei nº 5. Em regra. inclusive cálculo das demais verbas que incidam sobre o salário do contrato (efeito expansionista circular dos salários” (DELGADO. (D) as horas in itinere remuneradas abrangem a totalidade do trajeto percorrido pelo empregado. Por todos. 52. O fato do empregado exercer cargo de confiança ou a existência de previsão de transferência no contrato de trabalho não exclui o direito ao adicional. 1045) IV. integra-se à remuneração dos trabalhador para todos os fins. o valor do salário utilidade a ela correspondente será 53. II e IV. – 7ª Ed. Maurício Godinho Delgado: “tratandose de parcela salarial. (A) não é devido qualquer valor a título de horas in itinere.859/1972 foi alterado pela Lei nº 11. II e III. OJ 113 da SDI-1 do TST. a resposta é letra “E”. Considere as assertivas abaixo a respeito do adicional de transferência. 101 . a doutrina amplamente majoritária.se de habitação coletiva. Certo. o art. (C) II e III. 469. (B) II.

a utilização da mesma unidade residencial por mais de uma família. 55. por ele próprio remunerados. assinale a opção correta. (D) 48 horas respectivamente. a utilização da mesma unidade residencial por mais de três famílias.783/1989 define as atividades essenciais. logo a roupagem de cooperativa não passa de tentativa de fraude à relação de emprego. onerosidade e subordinação jurídica a um mesmo tomador de seus serviços. 13 da Lei 7. (B) ocupantes. a utilização da mesma unidade residencial por mais de duas famílias. vedada.783/1989) e de 72 horas de antecedência para os serviços e atividades essenciais (art. a utilização da mesma unidade residencial por mais de uma família.obtido mediante a divisão do justo valor da habitação pelo número de (A) famílias. ainda que preste serviços pessoais com habitualidade. Comentário: Resposta letra “C”. (E) ocupantes. porque a hipótese indica a presença dos requisitos caracterizadores da relação de emprego. pois neste caso falta. parágrafo único. (C) 24 horas. mas não a de transporte de valores. a) O trabalhador que se filia por livre e espontânea vontade a uma cooperativa de mão-de-obra não pode ser considerado empregado. a utilização da mesma unidade residencial por mais de uma família.783/1989). Errado. a resposta é letra “E”. §4º. em qualquer hipótese. deve ser considerado empregado. pela literalidade do art. arrolando dentre elas a atividade de telecomunicações. (C) ocupantes. em qualquer hipótese. deverá o sindicato patronal ou o empregador ser comunicado com antecedência mínima de (A) 72 horas. vedada. vedada. MPU – ESAF (TÉCNICO ADMINISTRATIVO – MPU – ESAF – 2004) A propósito dos sujeitos da relação de emprego. O prazo de comunicação acerca da deflagração da greve (paralisação) é de 48 horas de antecedência para os serviços e atividades não-essenciais (art. (E) 72 horas respectivamente. o requisito da não eventualidade. Errado. O contrato tem muito e 48 horas. da CLT. (D) famílias. 458. O art. vedada. da Lei nº 7. 102 . (B) 48 horas. 10 da Lei nº 7. em qualquer hipótese. vedada. Mário labora em empresa de telecomunicações e Joana labora em empresa de transporte de valores. b) O trabalhador contratado por uma clínica médica para a execução de serviços certos e específicos de marcenaria e que conta com o auxílio de até dois outros trabalhadores. Logo. somente para os casos de unidade habitacional de até dois dormitórios. por exemplo. somente para os casos de unidade habitacional de um dormitório. Para que a categoria de Mário e Joana exerçam o direito de greve. Comentário: e 24 horas. 3º.

d) O trabalhador que presta serviços voluntários a determinada instituição de beneficência. não eventualidade ou habitualidade. Errado. XXIX. portanto mais benéfico). Errado. c) O prazo de prescrição das pretensões alusivas aos dois primeiros 103 . em princípio. por força de alteração da CRFB levada a efeito pela EC nº 28/2000. do TST. pouco importando o nome que se deu ao contrato firmado. predomina o entendimento de que o prazo prescricional aplicável ao empregador é o mesmo aplicável ao empregado. Neste sentido. Errado. entra em cena o princípio da proteção ao hipossuficiente. em nenhuma hipótese poderá ser considerado empregado. reduzindo-se a dois após a extinção do contrato de trabalho. pois neste caso o tomador dos serviços é o próprio empregador. independentemente da roupagem que se tenha dado à relação. Embora a questão seja um tanto polêmica na doutrina e mesmo na jurisprudência (e talvez por isso não encontramos a solução em quase nenhum livro). pois ao rurícola também se aplica a prescrição qüinqüenal trabalhista. com vantagem para o empregador (prazo prescricional maior. b) Para o trabalhador rural. é forçoso reconhecer a relação de emprego. quando prestados com pessoalidade e subordinação jurídica. presentes os requisitos caracterizadores da relação empregatícia (arts. Correta. c) O tomador de serviços terceirizados. se aplique. neste caso. independentemente do seu período de duração. 3º e 2º da CLT – pessoalidade. ainda que tenha firmado contrato revelando a condição de autônomo. ainda que o art. 9º da CLT). observado esse prazo. 7º. deve ser considerado empregador subsidiário dos trabalhadores.mais a característica de empreitada que de relação de emprego. A caracterização da relação de emprego é objetiva. Porém. segundo o qual não seria coerente tratar empregador e empregado de forma diversa. será viável a discussão dos créditos oriundos de toda a relação de emprego. aponte a opção correta. Isso porque. com habitualidade. I e III. deve ser aplicado ao empregador o mesmo prazo prescricional previsto para o empregado. Assim. sendo responsável. por eventuais débitos trabalhistas inadimplidos pelo empregador principal. Assim. nessa condição. não fossem equiparados os prazos. apenas ao empregado. o prazo de prescrição é de dois anos após a extinção do contrato. o prazo prescricional aplicável ao empregador seria o do Código Civil. pela aplicação do princípio da primazia da realidade (art. Correto. subordinação jurídica e onerosidade deve ser considerado empregado. três anos. onerosidade e subordinação). e) O corretor de seguros que presta serviços pessoais. a Súmula 331. recebendo auxílio financeiro mensal. a partir da realidade fática. A propósito da prescrição no âmbito do Direito do Trabalho. a) O prazo de prescrição para o empregador ingressar em juízo para cobrar valor devido pelo empregado é de cinco anos. direto e não subsidiário. qual seja. pois será empregado se presentes os requisitos caracterizadores da relação de emprego. da CRFB.

conseqüentemente. Esta é a alternativa que derrubou muitos candidatos.Assinale a opção incorreta. deve ser proposta em dois anos após a extinção do contrato de trabalho. Vejamos o que dispõe o art. No mesmo sentido. II . I. 20 e 21. tem eficácia liberatória em relação às parcelas expressamente consignadas no recibo. sendo válida a quitação. da CLT: § 2º . 11.Quanto a direitos que deveriam ter sido satisfeitos durante a vigência do contrato de trabalho. §2º. 121/2003. mas relevante. ainda que estas constem desse recibo. Errado. tendo em vista que o início da prescrição das férias coincide com o final do período concessivo (art. A diferença é sutil. com assistência de entidade sindical de sua categoria. do CPC. a quitação é AFT – 2010 29. No caso o início da prescrição coincide com a lesão.2003 A quitação passada pelo empregado. a) O instrumento de rescisão do contrato de trabalho ou recibo de quitação deve ter especificada a natureza de cada parcela paga ao empregado e discriminado o seu 104 . E. 149). DJ 19. I . deve ter especificada a natureza de cada parcela paga ao empregado e discriminado o seu valor. em relação às parcelas constantes do TRCT.Res. somente se ainda não transcorrido todo o período concessivo o marco inicial da prescrição das férias será a extinção do contrato. Assim. 477.períodos de férias de trabalhador que laborou por cinco anos tem início no instante em que extinto o contrato de trabalho. a ação que tenha por objeto a anotação da CTPS para fins de prova junto à Previdência Social. a prescrição será total (será “completa” se decorridos cinco anos da alteração). nos termos da Súmula 294 do TST. ou seja.11.O instrumento de rescisão ou recibo de quitação. da CLT. e) Processada alteração contratual ilícita pelo empregador. sendo válida a quitação apenas relativamente aos valores indicados. 477 da CLT. valor. salvo se oposta ressalva expressa e especificada ao valor dado à parcela ou parcelas impugnadas. contase a partir da alteração ilícita. seus reflexos em outras parcelas. ao empregador. Errado. no caso. No mesmo sentido.A quitação não abrange parcelas não consignadas no recibo de quitação e. Errado. apenas. o prazo de prescrição para revertê-la apenas terá início após a extinção do contrato. Engraçado que vários alunos me mandaram e-mails indicando exatamente o dispositivo legal em face do qual a alternativa mostra-se errada. d) Sob pena de incidir a prescrição. porque a ação que visa a anotação da CTPS é imprescritível. o art. a quitação se dá. e não aos valores indicados. relativamente às mesmas parcelas. 4º. Com efeito. pela literalidade da CLT. consoante dispõe o art. qualquer que seja a causa ou forma de dissolução do contrato. exceto se a parcela suprimida também esteja assegurado por preceito de lei. §1º. a Súmula 330 do TST: SUM-330 QUITAÇÃO. com observância dos requisitos exigidos nos parágrafos do art. VALIDADE (mantida) .

2009. c) Caso o empregador não cumpra as suas obrigações contratuais. interpretar a alternativa “a” também nos termos literais da CLT. a sua interpretação era contrária ou oposta à lei”. “direito”. a meu ver. a questão trouxe outras quatro alternativas cobrando pontos literais da CLT. Se quiserem procurar pelo em ovo. 483. Maurício Godinho Delgado (Curso de Direito do Trabalho. Ora. 477. que interpreta pela literalidade do dispositivo. p. 8ª edição. que se refere também a “parcelas”. que “embora a lei se refira à quitação das parcelas. Comentários à CLT. pela redação da alternativa. (MARTINS. se refere a “pagamento”. b) Qualquer compensação no pagamento a que tiver direito o empregado no ato da homologação da rescisão do contrato de trabalho não poderá exceder o equivalente a um mês de remuneração. na aula 304 do Curso Completo. poderá o empregado pleitear em juízo a rescisão do contrato de trabalho e o pagamento das verbas respectivas. A questão é polêmica na doutrina. seria possível entender que “o direito à compensação seria do empregado”. explica: seus deveria. Sérgio Pinto Martins. §5º. Literalidade do art. Recebi e-mail de aluno defendendo que. Desculpemme. §2º) como se referindo a valores. O TST já se inclinou no sentido da primeira corrente. então o candidato 105 .válida em relação ao período expressamente consignado no recibo de quitação. aí é questão de Português. Correta. e não de Direito do Trabalho. mas considero que insistir em outra leitura é muita “forçação de barra”. que trata de parcelas. Já vi gente sugerindo a anulação desta questão porque o art. 14ª Ed. não contem comigo. alínea “d”. Pelo pouco que sei da nossa língua. 1055). – São Paulo : Atlas. como parcelas e não como valores. então a assertiva está plenamente compatível com o texto celetista. como a Lei. É verdade que eu comentei. Logo. e não a “compensação”. Porém. a hipótese aventada pelo examinador é exatamente a da alínea “d”. 483. conforme dispõe o §3º do mesmo artigo. nos “comentários à CLT”. da CLT. Esse ensinamento não é meu. mas do Prof. 477. “É possível afirmar que a Súmula 330 do TST interpretou corretamente o §2º do artigo 477 da CLT quando não se refere a parcelas e não a valores. p. 2010. Sérgio Pinto. 489). A Súmula 41 do TST referia-se aos valores expressos na quitação. da CLT. que interpreta o dispositivo (art. Ora. mas posteriormente cancelou a Súmula 41 e editou a 330. na assertiva. 483 prevê a possibilidade de permanência ou não do empregado no serviço somente nas alíneas “d” e “g” do art. permanecendo ou não no serviço até decisão final do processo. pois é o que está escrito no referido mandamento legal. embora na redação do citado dispositivo legal nada se fale sobre eficácia liberatória. A hipótese de rescisão indireta do contrato de trabalho pelo não cumprimento de obrigações contratuais é prevista pelo art. o que estaria incorreto. notadamente quanto às parcelas que também vencem ao longo do contrato de trabalho”. que não é a melhor interpretação do §2º do artigo 477 da CLT. Correta. apresentando basicamente duas correntes: a primeira. e a segunda. a jurisprudência tende a considerar a quitação somente em relação aos valores especificados.

em caso de trabalho proibido. O trabalho noturno. pois é lícita a previsão de determinada forma solene para pactuação de determinados contratos de trabalho especiais. alínea “b”. a possibilidade de ajuste tácito. não pode. porém se descumprido o preceito. sem que. Errada. é necessária a prova do nexo relacional entre as empresas. e) Para a configuração do grupo econômico. que deve ser necessariamente escrito. conforme dispõe a Lei nº 9. e) O ato da assistência pelo sindicato respectivo na rescisão contratual deve ocorrer sem ônus para o trabalhador e empregador. inclusive quando o Estado é o empregador. Embora a questão da natureza jurídica do contrato de trabalho apresente. ou em circunstâncias insalubres ou perigosas. Questão explicada na videoaula nº 122. ao eleito para ocupar cargo de diretor quando. em período noturno ou em circunstâncias perigosas ou insalubres. seja violado o princípio da isonomia (não-discriminação). b) O contrato de trabalho tem natureza jurídica essencialmente privada. prestar serviços. hoje. conforme previsto na Constituição. Errada. Errada. com isso. §6º. 7º. Ver videoaula nº 126. da CLT. pela literalidade do art. e respectiva projeção dos seus efeitos. com cômputo do tempo de serviço. 477. Tratase de atribuir a hipóteses específicas tratamento legal condizente. a “deixadinha” nº 01. A assertiva trata da noção de trabalho proibido e seus efeitos. a despeito da nova posição ocupada na estrutura hierárquica da empresa. pouca relevância. pela literalidade do art. hipótese em que se sujeitará às mesmas obrigações conferidas aos particulares. No mesmo sentido. é verdade que sobressai a natureza privada. 16 . d) É possível reconhecer-se a condição de empregado. Correta. a partir do pronunciamento judicial. ou seja. c) O menor de 18 anos. que atrai a hipótese de responsabilidade solidária pelos créditos trabalhistas. XXXIII). nem receber por eles.615/1998. Ver videoaulas nº 59 e 60.d) Quando o aviso prévio for indenizado pelo empregador. §7º. da CLT. em razão da sua incapacidade. salvo quando o Estado é um dos sujeitos pactuantes. contado da data da notificação da demissão. ou do chamado “empregador único”. a nulidade opera efeitos ex nunca. obviamente o menor receberá pelos serviços prestados. Certa.Marque a opção correta. as parcelas constantes do instrumento de rescisão ou recibo de quitação devem ser pagas até o décimo dia. ainda se fizerem presentes os traços característicos da subordinação jurídica. Inteligência da Súmula nº 269 do TST. dada a impossibilidade de se restituir ao obreiro a energia de trabalho despendida. em face das prerrogativas processuais que lhe confere a legislação brasileira. 477. é realmente vedado ao menor de 18 anos pela CRFB (art. consensual e não solene para a formação do contrato de emprego. Correta. Por isso diz-se que. estende-se a todos os ofícios e profissões. a) Em face da cláusula constitucional da não-discriminação. nos formatos 106 . Mencione-se como exemplo o contrato do atleta profissional. Ver vídeoaulas 58 e 128.

o empregado pode prestar serviços a mais de um empregador.previstos pelo Direito Comercial e pelo Direito Empresarial. nos termos do disposto no art. portanto. 4º da Lei nº 5. execute serviços de natureza agrária. nos termos do art. pois a suspensão disciplinar do empregado por prazo superior a 30 dias consecutivos configura rescisão indireta do contrato de trabalho. 3º e 2º da CLT). d) A subordinação que define e caracteriza a existência da relação de emprego é a econômica. §3º. da CLT.Assinale a opção correta. porque a teoria da subordinação econômica já se encontra. de forma habitual. 473. a) É equiparada ao empregador rural. desde que os horários de trabalho sejam compatíveis. mediante utilização do trabalho de outrem. o empregado tem o respectivo contrato de trabalho suspenso. independentemente de guardar relação de causalidade com os serviços prestados. 107 . holdings e pool de empresas. fundada no reconhecimento jurídico-institucional da hipossuficiência material do trabalhador. fundamentada em punição disciplinar. trata-se de suspensão contratual. Ver videoaulas nº 15 e 18. como no caso dos consórcios.889/1973. Somente depois.Assinale a opção correta. A pessoalidade é um dos requisitos da relação de emprego (arts.213/1991. Com efeito. nos termos dos artigos 59 e 60. Ver videoaula nº 18. bastando para tal que fique demonstrada a relação de subordinação ou mesmo de coordenação entre duas ou mais empresas. porque em caso de afastamento por doença e/ou acidente os primeiros quinze dias configuram hipótese de interrupção contratual. incisos VII e VIII. 17. conforme art. não prejudica a fluência do contrato de trabalho. Ver videoaula nº 85. Correta e. a partir do 16º dia. em caráter profissional. 18. pois a doutrina entende que a configuração do grupo econômico trabalhista independe da ligação entre as empresas na forma do direito comum e/ou empresarial. 474 da CLT. e por conta de terceiros. Atualmente é pacífico o entendimento no sentido de que a subordinação existente entre empregado e empregador é jurídica. Correta. da Lei nº 8. Ver videoaula nº 49. Errada. Ver videoaula nº 72. o gabarito da questão. Errada. Sem problemas. c) A partir do afastamento do serviço para tratamento de saúde. em face de doença ou de acidente. Errada. Ver deixadinha nº 16 e videoaulas nº 46/50. a) Constituem requisitos para a caracterização da relação de emprego a pessoalidade e a exclusividade na prestação dos serviços. a pessoa física ou jurídica que. Errada. mas a exclusividade não o é. e) A suspensão do empregado por prazo superior a 30 dias consecutivos. decorrente do contrato de trabalho. superada na doutrina. Errada. b) O afastamento do empregado nos dias em que estiver comprovadamente realizando provas de exame vestibular para ingresso em estabelecimento de ensino superior ou quando tiver que comparecer em juízo gera a interrupção do contrato de trabalho. há muito.

caracteriza a coexistência de mais de um contrato de trabalho. Em primeiro lugar. e partindo-se da premissa de que o legislador trabalhista não prima pelo rigor técnico (vide a confusão do art. Neste sentido. não observe os requisitos da frequência. que arrola verdadeiros empregadores como “equiparados a empregadores”). deverão ser computadas a partir de 5 horas. o art. Além disso. por iniciar ou terminar o expediente fora do horário estabelecido. pois se o empregado não é freqüente ou é impontual durante a semana. técnico e manual. e.Marque a opção correta. da CLT. Ver videoaula nº 72. da Lei nº 5. porém em ambas a afirmação é incorreta. 3º. 2º. ao contrário. Errada. em razão de cumprirem turnos ininterruptos de revezamento. referente à devolução de cheques sem fundos. poder-se-ia afirmar que o erro da questão seria o “não” do início da assertiva. ainda quando deixa de observar as recomendações previstas em instrumento coletivo. Ver videoaula nº 57. a) Acaso o trabalhador. em face da hora noturna reduzida a jornada 108 .889/1973). 6º da Lei nº 605/1949. poder-se-ia dizer que a pessoa descrita pela assertiva não é equiparada ao empregador rural porque é o próprio empregador rural (art. §1º. mas não a folga. bem como entendimento jurisprudencial consolidado na Súmula nº 60 do TST. durante a mesma jornada de trabalho. da CRFB/88. da CLT. e) Não se equipara ao empregador rural a pessoa física ou jurídica. Há duas possibilidades de interpretação da assertiva. pois. Errada. bem como a deixadinha nº 15. proprietária ou não. XXXII. pois o adicional noturno é aplicável às prorrogações do horário noturno. A questão constava da deixadinha nº 25. Errada. 19. 7º.b) A legislação trabalhista estabelece expressamente a possibilidade de distinções relativas à espécie de emprego e à condição de trabalhador e entre o trabalho intelectual. quanto às horas extras. faltando injustificadamente ao serviço. perde o direito à remuneração do DSR. e da pontualidade. pois contraria o disposto na OJ nº 251 da SBDI-1 do TST. Errada. Em uma segunda linha de raciocínio. a legislação veda tais distinções (art. Ver videoaula nº 244. a prestação de serviços a mais de uma empresa do mesmo grupo econômico. tendo em vista que o desconto descaracterizaria a alteridade própria da figura do empregador. 73. o direito ao adicional noturno se circunscreve ao período compreendido entre 22h e 5h. sob uma análise mais técnica. consoante art. 6º da CLT). pois contraria o disposto na Súmula nº 129 do TST. Ver videoaula nº 193 e deixadinha nº 44. perderá o direito ao descanso semanal e à sua respectiva remuneração. Errada. iniciado o expediente às 23h e encerrado às 7h30min. b) Na hipótese de empregados com jornada de seis horas. §5º. durante a semana. que explore atividade industrial em estabelecimento agrário não compreendido na Consolidação das Leis do Trabalho. d) De acordo com a jurisprudência do Tribunal Superior do Trabalho. caput e §1º. art. c) De acordo com a jurisprudência do Tribunal Superior do Trabalho. Errada. é ilícito o desconto salarial do trabalhador frentista. Ver videoaula nº 63.

Ver videoaula nº 233. a OJ nº 360 do TST. jamais podendo verbal. obviamente que este controle também deverá ser documentado mediante controle de ponto. Ver videoaula nº 213. Ver videoaula nº 220. Neste sentido. Atualmente. o qual é formalizado pelo instrumento de mandato. nesse caso. 59. II. em princípio. 8. Errada. com investidura por meio de mandato legal. a partir do que a doutrina passou a entender que a exceção legal veiculada pelo dispositivo passou a prescindir do poder de representação. A Lei nº 8. 20. 62 da CLT). pois o acordo de prorrogação de jornada deve ser necessariamente escrito. porque. ainda que sofra rígido controle de horário pelo empregador. do controle de jornada. por sua natureza. da CLT. 62. em número não excedente de duas. para enquadramento na hipótese de turno ininterrupto de revezamento. Errada. motivo pelo qual as horas extras só poderão ser computadas a partir da 8ª (oitava diária) e 44ª (quadragésima quarta) semanal. versando sobre os empregados que não estão abrangidos pelas normas de limitação da jornada de trabalho (art. ininterrupta. 62. razão pela qual tudo que for trabalhado a mais deverá ser remunerado como hora extra. Errada. §4º. para que o empregado se enquadre na exceção do art. isso porque a natureza do seu serviço não equivale ao conceito de turno ininterrupto de revezamento. pois o motorista somente é dispensado. pois os empregados sob o regime de tempo parcial (art. se existe efetivamente tal controle pelo empregador. Neste sentido. dada a dificuldade de controle do horário de trabalho. não mais se considera requisito essencial à configuração do exercício de gerência a prova do encargo de gestão. mesmo que trabalhe em vários turnos durante a semana. e) Observando a alteração legislativa promovida em 1994 (Lei n.normal do empregado termina antes das 5h. I. d) O motorista de caminhão que cumpre jornada predominantemente externa não é destinatário das regras pertinentes à limitação da jornada de trabalho. a natureza da atividade em si. e muito menos tácito. há apenas a adoção de postura discricionária por parte do contratante dos serviços. Ver videoaula nº 213. da CLT). porque não interessa. Correta. não tem direito à jornada reduzida de 6 (seis) horas. sendo que inexiste a possibilidade de autorização do MTE para tal.Assinale a opção correta. Ver videoaula nº 230. nem se esta atividade é. caput. da CLT. mediante acordo escrito ou tácito entre empregador e empregado. dispensado. ou por contrato coletivo de trabalho. b) Os empregados sob o regime de tempo parcial poderão prestar horas extras desde que haja prévia autorização do Ministério do Trabalho. da CLT. 62. na condição de “folguista”. nos termos do art. da CLT. 59. Ver videoaulas nº 218 e 219. o art. Errada. c) Quando o empregado exerce a função de vigilante. a) A duração normal do trabalho poderá ser acrescida de horas suplementares.966). II. 58-A da CLT) jamais poderão prestar horas extras (art. Não obstante. entretanto. o poder de representação.966/1994 alterou o art. com jornada normal de 6 horas. basta que tenha poderes de gestão. c) Os estabelecimentos com mais de dez trabalhadores terão 109 .

a) O acordo de compensação de jornada poderia ter sido firmado tacitamente entre empregado e empregador. §1º. nos termos da Súmula 85. d) O acordo individual de compensação de horário é inválido. Errada. Errada. Correta. que as horas não compensadas deverão ser pagas como extraordinárias. b) A prestação habitual de horas extras descaracteriza o acordo de compensação de horário. Ver videoaula nº 225. de 50%. Ver deixadinha nº 21 e videoaula nº 219. da CLT. ou o intervalo para descanso semanal. inclusive acima do limite previsto no acordo. diante da prestação habitual de horas extras. 59. sem que houvesse qualquer compensação de horário. Ver deixadinha nº 22 e videoaula nº 227. assinale a opção correta. após a pactuação. por ausência de previsão legal no sentido do adicional mínimo de 75%. 58. a concessão do intervalo para repouso e alimentação. da CLT. 59. observado o limite máximo de dez minutos diários. e) De acordo com a jurisprudência do Tribunal Superior do Trabalho. §2º. conforme art. Considerando as normas relativas à jornada de trabalho. §2º. Entretanto. a situação hipotética descrita e a jurisprudência do Tribunal Superior do Trabalho. Errada. dentro de cada turno. nos termos da literalidade do art. §§ 2º e 3º. IV. Correta. Com efeito. Ver deixadinha nº 20 e videoaula nº 209. a cargo do trabalhador. mecânico ou eletrônico. no sentido de que a concessão de intervalo dentro de cada turno. pois o acordo de compensação de jornada deve ser firmado expressamente. Ver videoaula nº 210. porque contraria o disposto na Súmula nº 360 do TST. 74. em registro manual. em caso de nãocompensação das horas excedentes. com o respectivo empregador. dispõe o art. 110 . Errada. pois o horário de repouso (intervalo intrajornada) deve ser apenas pré-assinalado. não havendo necessidade de assinalação diária pelo empregado. o acordo foi reiteradamente descumprido. 21. e por escrito. o que não afetaria sua validade. tendo o empregado direito ao pagamento como horas extraordinárias das que ultrapassarem a duração semanal normal. não descaracteriza o sistema de turnos ininterruptos de revezamento. da CLT. c) É requisito de validade do acordo de compensação de jornada a previsão de que.obrigatoriamente sistema de anotação da hora de entrada e de saída. mas não há menção a adicional superior ao mínimo legal. conforme dispõe o art. qual seja. d) Não serão descontadas nem computadas como jornada extraordinária as variações de horário no registro de ponto não excedentes de cinco minutos. do TST. o empregado terá direito a percebê-las com o adicional de no mínimo 75% (setenta e cinco por cento) do valor da hora normal de trabalho. Ver videoaula nº 225. ou descanso semanal.Certo empregado celebrou. da CLT. devendo haver diariamente assinalação do período de repouso. exigindo a legislação pertinente a celebração via convenção ou acordo coletivo de trabalho. descaracteriza o sistema de turnos ininterruptos de revezamento previsto na Constituição. acordo escrito de compensação de jornada.

independentemente de qualquer acordo prévio ou previsão em norma coletiva. detém natureza indenizatória. Ver videoaula nº 220. Ver videoaulas nº 205/206. Ver videoaula nº 230. pela literalidade do art. Ver videoaula nº 222. de forma pacífica. Errada. a) Para o cálculo das férias. além do limite legal. e) Para os empregados que trabalham por dia. Ver. 7º. contratual ou convencional. o empregador fornecer a condução.Errada. Quanto ao acordo para implantação da compensação além da semana (“banco de horas”). Neste sentido. poderá o empregador exigir horas extras do empregado. a) A legislação considera trabalho em regime de tempo parcial aquele cuja duração não exceda a vinte horas semanais. inclusive quando pago com habitualidade. 23. Errada. o acordo individual para compensação intrasemanal. e) Em caso de força maior para atender à realização ou conclusão de serviços inadiáveis. tratando-se de local de difícil acesso ou não servido por transporte público. a Súmula nº 85 do TST. por afrontar o entendimento dominante no TST. o empregado horista submetido a turno ininterrupto de revezamento tem jus ao pagamento apenas do adicional das horas extraordinárias trabalhadas além da 6ª diária. computadas as horas extraordinárias habitualmente prestadas. por qualquer meio de transporte. quinzena ou mês. 61. por afrontar o disposto na Súmula nº 90 do TST. deve ser considerada a média dos salários fixos apurada durante o período aquisitivo. da Lei nº 605/1949. as videoaulas nº 225/227. c) O adicional noturno. não será computado na jornada de trabalho. Ver videoaula nº 245.Assinale a opção correta. 111 . Para esse fim. Errada. caput. desde que haja previsão nesse sentido em convenção ou acordo coletivo de trabalho.Assinale a opção correta. Para o cabimento das horas in itinere não basta mera insuficiência de transporte público. Neste sentido. tendo em vista que tem por objetivo compensar o desgaste do trabalhador que se ativa em horário biologicamente destinado a descanso. Errada. considera-se de difícil acesso o local de trabalho quando há mera insuficiência de transporte público. a remuneração do repouso semanal corresponderá à de um dia de serviço. Errado. inexistindo instrumento coletivo fixando jornada diferente. pois o artigo 58-A da CLT define o trabalho como tempo parcial como sendo aquele cuja duração não exceda a 25 horas semanais. a questão é polêmica. Ver videoaula nº 233. a Súmula 60 do TST. Correta. 22. a respeito. b) De acordo com a jurisprudência do Tribunal Superior do Trabalho. salvo quando. semana. d) O tempo despendido pelo empregado até o local de trabalho e para o seu retorno. No mesmo sentido. pois no caso as horas extras podem ser compulsoriamente exigidas pelo empregador. nos termos do art. consubstanciado na OJ nº 275 da SBDI-1. a Súmula 172 do TST. pois o adicional noturno tem natureza salarial (salário-condição). pois é válido. da CLT. “a”.

a disponibilidade relativa. Neste sentido. Por fim. persistência ou continuidade. tendo em vista que a equivalência da remuneração entre o trabalhador temporário e os empregados da mesma categoria da empresa tomadora dos serviços temporários é denominada “salário equitativo”. Errada. Errada. por afronta ao disposto no art. p. 2009. e não sobre o salário do empregado. A incorreção da assertiva encontra-se em sua parte final. também. de forma que sequer o próprio trabalhador pode dispor de seu direito ao salário. 1º. a irrenunciabilidade. por meio de sentença normativa ou de convenção ou de acordo coletivo de trabalho. a indisponibilidade. §1º. a expressão tornou-se. O salário tem como característica a persistência ou continuidade dado o fato de que o contrato de trabalho é de trato sucessivo. Ver videoaulas nº 168/169.com integração. expressão consagrada pelo Min. em princípio. pelo que as obrigações (dentre as quais a obrigação patronal de pagar o salário) renovam-se periodicamente. Ver videoaula nº 167. a periodicidade. pela média duodecimal. mas não é devido no caso dos safristas informalmente 112 . a periodicidade. porquanto. d) Tanto no cálculo das férias como da gratificação natalina. da Lei nº 4. Ver videoaulas nº 156 e 190. pela média. Entretanto. a lei estabelece mecanismos de proteção ao salário. a intermitência. o art. valendo para determinada categoria profissional. compõem a remuneração do trabalhador. embora pagas por terceiros. Com efeito. de outras parcelas de caráter salarial recebidas habitualmente. porque são características do salário o caráter alimentar e forfetário.090/1962. porque tanto as férias quanto o décimo terceiro são calculados sobre a remuneração. c) São características do salário o caráter alimentar e forfetário. deve ser considerada a integração. a tendência à determinação heterônoma significa que na maioria dos casos não são as partes contratuais que fixam o salário. de forma contínua. b) Pode-se considerar “salário normativo” tanto o menor parâmetro (valor) definido para certa categoria profissional. em geral o Estado (mediante a fixação do salário mínimo) ou os sindicatos. e sim agentes externos. e) O décimo terceiro salário é direito de todo empregado. Errada. a tendência à determinação autônoma e a pósnumeração. das gorjetas. incluindo os trabalhadores domésticos e os rurícolas. Ver videoaulas nº 262/263. Correta. Observe-se que este rol de características foi visivelmente retirado do “Curso de Direito do Trabalho” do Min. a irrenunciabilidade. 142 da CLT e o art. O “salário normativo” seria. como a equivalência de remuneração entre o trabalhador temporário e os empregados da mesma categoria da empresa tomadora dos serviços temporários. aquele menor parâmetro definido por sentença normativa para determinada categoria profissional. na prática. 658/661). consagrada também como sinônimo de “salário convencional”. assim considerado aquele menor parâmetro definido em instrumetno coletivo de trabalho (ACT ou CCT). a tendência à determinação heterônoma e a pós-numeração. Godinho Delgado. Maurício Godinho Delgado (8ª ed. mediante negociação coletiva. 142 da CLT.

Logo. dado o princípio da irrenunciabilidade. 468 da CLT. d) A remuneração percebida pelo empregado à época da propositura da ação na Justiça do Trabalho serve de base de cálculo para as férias não concedidas no tempo oportuno. Ver deixadinha nº 29 e vídeo aulas nº 252/253. o empregado poderá optar. dada a indisponibilidade preconizada pelo art. De qualquer forma. por um deles. Uma das possibilidades é considerar que a opção pelo regulamento menos favorável é ilícita. na hipótese de coexistência de dois regulamentos da empresa. Correta. conforme art. posto que o ato corresponderia à renúncia do empregado às regras do sistema do outro regulamento (Súmula 51. ainda que contratados informalmente. à luz o princípio da primazia da realidade. Correta. 24. c/c o art. seria a possibilidade de opção por um dos dois regulamentos apenas para os empregados admitidos quando os dois já existiam. 131. a) O trabalhador transferido. dependendo da interpretação que se dê à Súmula 51. pela literalidade da Súmula 29 do TST. Para quem já tinha contrato em vigor quando do segundo regulamento (que veio suprimir direitos anteriormente deferidos) nada muda. Outra possibilidade. é correto afirmar: 113 . A solução está na interpretação da Súmula nº 51 do TST. não seria caso de retratação.Acerca do instituto das férias. b) Observado o princípio protetivo. 130. cujas cláusulas revoguem ou alterem vantagens deferidas. nos termos da Súmula 7 do TST. por ato unilateral do empregador. 15 da Lei nº 8. seria que a escolha por um dos regulamentos seria irretratável. Nesta assertiva a banca fez uma grande confusão com a matéria. mas sua desistência será retratável. sob nenhum ponto de vista a assertiva pode ser considerada correta. 133. em caso de culpa recíproca é devido o décimo terceiro salário proporcional. conforme art. com efeitos ex nunc.Assinale a opção incorreta. Ver vídeo aula nº 275. Ver deixadinha nº 50 e vídeo aula nº 324. embora descontínuos. salvo se o trabalhador tiver percebido da Previdência Social prestações de acidente do trabalho ou de auxílio doença por mais de seis meses. Correta. mas de qualquer forma não há como considerá-la correta. todos da CLT. acaso se comprove que a escolha ocorreu sobre normas menos favoráveis. Correta. O décimo terceiro salário é devido aos safristas. III. Pensamos que a melhor interpretação da Súmula. 25. Ver deixadinha nº 38 e videoaula nº 202. IV. c) As faltas ou ausências decorrentes de acidente do trabalho não são consideradas para os efeitos de duração de férias. c/c o art. mas a opção seria nula de pleno direito. Errada. para local mais distante de sua residência. e) A contribuição para o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) incide sobre a remuneração mensal devida ao empregado.036/1990. reduzido à metade (Súmula 14 do TST). tem direito a suplemento salarial correspondente ao acréscimo da despesa de transporte. Ver vídeo aula nº 268.contratados e na hipótese de rescisão contratual por culpa recíproca. Da mesma forma. II). inclusive adicionais eventuais.

nas hipóteses em que a cessação do contrato de trabalho se dá antes do fim do período d) a concessão das férias suspende o contrato de trabalho. a) a depender da livre conveniência do empregador e da necessidade do trabalho. de convenção ou acordo coletivo de trabalho integrarão a remuneração do empregado. pois as férias somente são devidas em dobro quando vencidas. porque as férias devem ser concedidas. Ver videoaulas nº 249/150. desde que limitado ao valor correspondente a vinte dias do salário. Este cômputo do período destinado ao gozo de férias como tempo de serviço é expressamente previsto no art. 130. porque o abono de férias (conversão de parte das férias em pecúnia) tem natureza indenizatória. o que não existe até os dias atuais. Ver videoaula nº 267. há necessidade. foi superada. Ver videoaula nº 255. 26. qualquer que seja sua causa. pois a proteção contra a dispensa arbitrária prevista no art. 146 da CLT. da CRFB/88. I. Errada. 134 da CLT. Art. ainda é admitida no Brasil a denúncia vazia do contrato de trabalho. em regra. então. Errada. nos casos de contratos de duração indeterminada. com ruptura de iniciativa do empregador. férias proporcionais. iniciando-se. e) poderão ser concedidas férias coletivas a todos os empregados de uma empresa ou de determinados estabelecimentos ou setores. 114 . depende de lei complementar que a regulamente. independentemente do valor e para todos os fins. do regulamento empresarial. 7º. quando então é correto dizer que um deles não poderá ser inferior a 10 dias corridos. será devido ao empregado a remuneração em dobro correspondente ao período de férias cujo direito tenha adquirido. razão pela qual não integra a remuneração do empregado para quaisquer fins. em que não há prestação de serviço mas há remuneração e contagem do tempo de serviço. porque as férias configuram hipótese típica de interrupção contratual. conforme art. novo período aquisitivo. Errada. Ver videoaulas nº 265/266. em um único período. Por esta razão. da indicação dos motivos que a ensejaram. no Direito do Trabalho. um dos quais não poderá ser inferior a 10 (dez) dias corridos. de forma que o período respectivo não é computado como tempo de serviço. Apenas excepcionalmente admite-se a concessão em dois períodos. e não quando simplesmente adquiridas mas ainda não gozadas. Ver videoaulas nº 259/260. b) o abono de férias concedido na forma da lei. Errada. bem como o decorrente de cláusula do contrato de trabalho. o art. Errada. a regra geral baseada no critério da dispensa imotivada. Ver videoaula nº 288. da CLT. na oportunidade. conforme combinação dos artigos 139/141 da CLT. Neste sentido. e os empregados contratados há menos de 12 (doze) meses gozarão. Correta. havendo cessação do contrato de trabalho. motivo pelo qual.Marque a opção correta. serão as férias concedidas em dois períodos. para a sua validação. 144 da CLT. §2º. c) independentemente do tempo de serviço.concessivo. a) Após o advento da Constituição de 1988.

b) No caso dos trabalhadores rurais. 7º. dispõe o art. como. quando há pedido de demissão do contratado. não são devidas parcelas trabalhistas remanescentes do período. Correta. das garantias de emprego. Logo. 7º. porém a CRFB/88 (art. e ainda deve conceder aviso prévio de 30 (trinta) dias ao empregador. na pecuária. mas o trabalhador perde a proteção. respectivamente. o saldo de salários. Ver videoaula nº 146. e) Nos contratos a prazo determinado. não incidindo. e 20h e 4h. se a extinção se deu por iniciativa do empregador ou do empregado. 481 da CLT que existente a “cláusula assecuratória” aplicam-se as mesmas regras cabíveis na extinção do contrato a prazo indeterminado. devem ser pagos o décimo terceiro salário proporcional e as férias proporcionais. pois a cláusula assecuratória do direito recíproco de rescisão do contrato por prazo determinado tem como objetivo exatamente liberar as partes da multa dos artigos 479 e 480. é devido adicional noturno definido em 25%. na agricultura. acrescidas do 1/3 constitucional. de que eventualmente fosse destinatário. Neste sentido. é obrigação do empregado e direito do empregador.Marque a opção incorreta. havendo pedido de demissão do empregado. Ver videoaula nº 289. “b”) excluía de sua proteção o rurícola. Ver videoaula nº 298. embora sejam devidas férias proporcionais. o trabalhador indenizará o empregador dos prejuízos decorrentes do rompimento. caput) igualou trabalhadores urbanos e rurais quanto aos direitos trabalhistas. embora algumas especificidades ainda remanesçam. não há direito ao levantamento do FGTS. nos casos em que houver labor no horário compreendido entre 21h e 5h. ocorrendo a chamada extinção anormal. e décimo terceiro também proporcional ao período. d) Nos contratos a prazo determinado. por óbvio. pois se a extinção antecipada do contrato a termo ocorre por iniciativa do empregador terá o empregado direito ao saque do FGTS. com cláusula assecuratória do direito recíproco de rescisão. acrescidas do 1/3 constitucional. Continuam. 27. a) Havia exclusão dos trabalhadores rurais do tratamento geral da CLT. Ver videoaula nº 287. pois as garantias de emprego protegem o empregado contra despedida arbitrária. o aviso prévio. por exemplo. Errada. quando a extinção contratual se dá pela vontade do empregado. isto é. 115 . se a extinção antecipada se deu por iniciativa do empregado. os efeitos serão idênticos ao de um pedido de demissão. Correta. até porque o trabalho é livre. o intervalo intrajornada concedido conforme os usos da região. Por sua vez. na dispensa por iniciativa do empregado. especificidades no tratamento do trabalhador rural. entretanto. c) Nos contratos a prazo indeterminado. pois continuam devidas as parcelas já adquiridas como. mas no sistema constitucional atual há plena paridade jurídica entre os trabalhadores urbanos e os rurais. por exemplo. quando há antecipação por vontade do empregador ou do empregado. a deixadinha nº 36. Errada. Errada. Assim. Ver videoaula nº 287.b) Nos contratos a prazo determinado sem cláusula assecuratória do direito recíproco de rescisão. na hipótese de antecipação empresarial em razão de justa causa do trabalhador. A CLT (art.

§1º. Errada. para as hipóteses anteriores à referida Emenda. sabemos que não mais existe. 28. somente se poderia falar em contagem diferenciada do prazo prescricional como regra de transição. classifica a hipótese como de interrupção do contrato de trabalho. e) No caso dos trabalhadores domésticos. a doutrina dominante. Portanto.889/1973.213/91). pois se trata de hipótese de suspensão contratual (art. c) Aposentadoria provisória. como o pagamento do salário (salário-maternidade) a cargo da Previdência. quando se ativarem no campo. motivo pelo qual dependem de ato voluntário do empregador. É a regra. que a alegação de que será interrupção se houver previsão contratual ou em norma coletiva de pagamento dos salários e demais verbas ao empregado não tem o condão de colocar em dúvida a assertiva. Errada. sendo que somente os empregados domésticos vinculados ao regime do FGTS (portanto. Embora a licençamaternidade tenha algumas peculiaridades. c/c os arts. sendo o trabalhador considerado incapaz para trabalhar. por oportuno. conforme artigos 3º-A e 6º-A da Lei 5. foi inclusive mencionada na videoaula nº 68 uma questão anterior da ESAF. 5º da Lei nº 5. inclusive para eventual contagem diferenciada do prazo prescricional. embora a OJ nº 38 da SBDI-1 do TST se refira à prescrição do rurícola. da CLT). 475. Observe-se.Assinale a única opção que enseja a interrupção do contrato de trabalho. 5º.626/1974. 43 e 47 da Lei 8. Ver videoaula nº 15. os trabalhadores serão considerados rurais. c/c o art. observados os usos e costumes da região. do Decreto nº 73. Com efeito. o FGTS é facultativo para o empregador doméstico.Correta. 68 e 149. b) Eleição para cargo de direção sindical. conforme art. da Correta. Neste sentido. Correta. c/c a Súmula 160 do TST. Ademais. a partir de liberalidade do empregador) fazem jus ao benefício do segurodesemprego. 7º da Lei nº 5. 116 . a) Licença-maternidade empregada gestante. §2º. conforme art.859/1972. e no caso não comporta este tipo de ilação. Ver videoaulas nº 65. diferença de tratamento entre o empregado urbano e o rurícola em relação à prescrição. 543. exercendo tarefas próprias aos rurícolas. Ver videoaula nº 20. Ver videoaula nº 14.889/1973. Ver videoaula nº 148. da CLT. tendo em vista que os trabalhadores em empresas de florestamento e reflorestamento são tidos como rurícolas ainda que se ativem em área urbana. c) Em se considerando as empresas de reflorestamento. d) Também aos trabalhadores rurais é obrigatória a concessão de um intervalo mínimo de 1 (uma) hora para repouso e alimentação. em caso de trabalho contínuo de duração superior a 6 (seis) horas. caput. pois se trata de hipótese de suspensão contratual (art. Errada. Correta. desde a EC 28/2000. Ver videoaula nº 154. o FGTS e o segurodesemprego estão previstos em norma de caráter dispositivo. Quem assistiu às aulas do Curso Completo (videoaulas 14 e 15) ou ao menos se preocupou em dar uma lidinha na Deixadinha nº 35 acertou a questão sem maiores problemas. seguida pela ESAF desde sempre.

483. 477.Marque a opção correta. Ver videoaula nº 304. como regra. 472 da CLT). tendo em vista que o dispositivo aplicável (art. na hipótese de cumprimento de mandato político eletivo. firmado por empregado com mais de 1 (um) ano de serviço. 117 . e) Prisão provisória do empregado. §8º. pois na hipótese de pedido de demissão com dispensa do aviso prévio o empregador terá até o décimo dia. Ver videoaula nº 15. Errada. inclusive na dispensa por justa causa. nos termos do disposto no art. constatando o trabalhador. Ver videoaula nº 15. Errada. CLT) não faz qualquer distinção relativa à modalidade de rescisão contratual operada. notadamente mediante os famosos recibos de quitação “plena e irrestrita” dos direitos trabalhistas. a) Em face do princípio da autonomia da vontade. 30. §8º. e formada por representantes dos trabalhadores e da empregadora. Dessa forma. as normas trabalhistas. a comissão de conciliação prévia não tem atribuição para prestar assistência à homologação da rescisão do contrato de trabalho (art.d) Atendimento a encargo público. porque é hipótese de suspensão contratual (não há pagamento de salários nem contagem do tempo de serviço). CLT). “a” e “b”. Errada. Ver videoaula nº 303. Com efeito. d) O pagamento das parcelas constante do instrumento de rescisão ou recibo de quitação deverá ser efetuado em até um dia útil nas hipóteses de término do contrato a prazo e de pedido de demissão. não é permitido ao trabalhador renunciar a direitos trabalhistas no âmbito extrajudicial. pelo que se aplicam os mesmos efeitos da dispensa imotivada. b) O pedido de demissão ou recibo de quitação de rescisão. Errado. c) A multa por atraso no pagamento das verbas rescisórias incide mesmo nos casos em que a rescisão contratual tenha-se operado por prática de justa causa pelo trabalhador. acaso tenha conferido ao empregador ampla quitação na transação extrajudicial realizada para adesão ao plano de demissão voluntária. §6º. 477. o plano de adesão voluntária não tem o condão de substituir a gama de direitos conferidos ao trabalhador. em razão de depósitos insuficientes do período contratual. §1º. para proceder ao pagamento das verbas rescisórias devidas. pois é outra hipótese de suspensão contratual (art. Errada. tendo em vista a parte final da assertiva. 477. pelo que deve-se interpretar que a multa é cabível em todos os casos. c/c o art. salvo no caso em que o documento seja confeccionado e assinado perante comissão instituída pela empresa. só será válido quando feito com a assistência do respectivo Sindicato ou perante a autoridade do Ministério do Trabalho e Previdência Social. Correta. após a homologação da rescisão contratual. contado da comunicação do pedido de demissão. a existência de diferenças da indenização compensatória de 40% sobre o FGTS. do contrato de trabalho. estará impedido de postulá-las. somados a eventuais benefícios normalmente oferecidos pelo empregador para que o empregado se interesse pela adesão. Ver videoaula nº 304. com dispensa do aviso prévio. da CLT. Dada a indisponibilidade que caracteriza.

c) Cabe ao operador portuário efetuar o pagamento da remuneração pelos serviços executados e das parcelas referentes a décimo terceiro salário e férias. o pagamento das verbas rescisórias poderá ser realizado em dinheiro ou cheque. §2º. na condição de aprendiz. 8º da Lei nº 9. d) É proibido qualquer trabalho a menores de 14 (quatorze) anos de idade. no curso de programa social sob responsabilidade de entidade governamental ou não governamental sem fins lucrativos. Ver texto-resumo do Capítulo 28 do Curso Completo. do ECA. a) O operador portuário é o responsável principal pelo pagamento dos encargos trabalhistas. pois o operador portuário e o OGMO são solidariamente responsáveis pelo pagamento dos encargos trabalhistas e das contribuições previdenciárias. Correta. hipótese em que serão assegurados ao adolescente apenas os direitos trabalhistas. salvo na condição de aprendiz. pois o trabalhador analfabeto deverá receber o seu salário necessariamente em dinheiro. Ver videoaula nº 159. João e Joana.719/1998. ao trabalhador Errada. diretamente portuário avulso.Assinale a opção correta.719/1998. é descaracterizado quando há participação na venda dos produtos da atividade exercida. Além disso. 7º. respectivamente. 68. porque o trabalho é proibido aos menores de 14 anos mesmo na condição de aprendiz. sendo lícito o trabalho aos maiores de 16 anos. 2º. da CRFB/88). no caso de trabalhador analfabeto. Ver videoaula nº 159. da CLT. e aos maiores de 14 anos. e não do operador portuário. conforme art.e) Conforme previsão legal pertinente ao tema. da Lei nº 9. enquanto o órgão gestor de mão-de-obra detém responsabilidade subsidiária por tais encargos. conforme art. 477. Ver texto-resumo do Capítulo 28 do Curso Completo. Ver videoaula nº 159. constantes de acordo ou convenção coletiva de trabalho. II. da Lei nº 9. acaso o ato seja acompanhado por duas testemunhas. e) Salvo em situações excepcionais. caso contrário. por contrariar a literalidade do art. Errada. pois a atribuição em referência é do OGMO. 31. deverá ser feito apenas em espécie. Nesses casos. Mário falsificou certidão de nascimento de filho para receber salário-família. na escalação diária do trabalhador portuário avulso deverá sempre ser observado um intervalo mínimo de onze horas consecutivas entre duas jornadas. conforme a literalidade do art. b) O caráter educativo do trabalho desenvolvido pelo adolescente. 2º. nos termos do art. João utilizou-se do email corporativo da empresa empregadora para enviar material pornográfico. Mário. II. Joana desobedeceu norma de caráter geral da empresa. poderão ser dispensados com justa causa pela prática. 4º. das contribuições previdenciárias e demais obrigações devidas ao trabalhador portuário. Errada. XXXIII. asseguramse ao aprendiz não só os direitos trabalhistas. Ver videoaula nº 304. de ato de 118 . §4º. TRT/ALAGOAS TÉCNICO – 2008 – FCC – 31.719/1998. como também os direitos previdenciários (art. Errada. Errada.

Assim. Comentário: Esta questão poderia dar “pano para manga”. Ana. Ana possui um filho com 17 anos de idade. (E) indisciplina. exceto o doméstico. e sim previdenciária. Aline possui um casal de gêmeos com 14 anos de idade.213/1991). sendo inclusive previsto na lei de benefícios da Previdência Social (Lei nº 8. Diana possui uma filha de 13 anos de idade.(A) improbidade. o gabarito é letra “B”. 3ª Ed. que leva à perturbação do ambiente de trabalho ou mesmo prejudica suas obrigações contratuais. (SARAIVA. percebe-se que a banca seguiu exatamente o entendimento do Prof. (B) Ana. um dos autores mais indicados para concursos para analista e técnico dos TRT. 32. 254/258). (D) Daniela e Ana. incontinência conduta e indisciplina. como a prática de obscenidades e pornografia nas dependências da empresa”. direcionadas a todos os empregados (…). a natureza jurídica do salário-família é benefício previdenciário. Peço licença então para citar o ilustre professor: “Consiste o ato de improbidade na desonestidade. (D) incontinência de conduta. (A) Aline e Dora. Comentário: Outra questão estranha. mau procedimento e indisciplina. pois a rigor não é matéria trabalhista. Com efeito. urbanos ou rurais. (E) Aline e Diana. a 119 . ato lesivo da honra praticado em serviço e insubordinação. Renato Saraiva. terão direito ao saláriofamília apenas. a banca desconsiderou tal fato e incluiu o salário-família no conteúdo programático de Direito do Trabalho. dadas diretamente pelo empregador ou pelo superior hierárquico ao obreiro”. Daniela e Dora. má-fé do obreiro. Aline. 2005. de de insubordinação consiste no descumprimento de ordens pessoais de serviço. Direito do Trabalho Para Concursos Públicos. (C) Diana. bem como (C) incontinência de conduta. o salário-família está previsto nos artigos 65 a 70 da Lei nº 8. Nesses casos. Daniela e Dora são empregadas da empresa XXCC. Não sei se por conveniência ou por falta de rigor técnico. Renato. Não obstante. que provoque risco ou prejuízo à integridade patrimonial do empregador ou de terceiro. pg. Diana. Daniela possui uma filha de 11 anos de idade e Dora possui um filho inválido com 33 anos de idade. fraude. sendo beneficiários dele os segurados empregados. São Paulo : Editora Método. Daniela e Dora.213/1991. (B) improbidade. (…) Podemos citar como exemplo (…) a falsificação de documentos para obter vantagem ilícita na empresa…” “Incontinência de conduta é o desregramento ligado à vida sexual do indivíduo. com o objetivo de alcançar vantagem para si ou para outrem. pois a doutrina é extremamente oscilante no tocante à caracterização das hipóteses legais de falta grave. “A indisciplina no serviço consiste no descumprimento de ordens emanadas em caráter geral. incontinência conduta e insubordinação. Diana. Pois bem. mau procedimento e insubordinação. Por sua vez.

o trabalhador avulso, que tenham filhos menores de 14 anos ou inválidos de qualquer idade. Isso posto, das empregadas da empresa XXCC mencionadas no enunciado da questão apenas Diana, Daniela e Dora terão direito ao salário-família (gabarito letra “C”). 33. Carlos, César e Cícero trabalham na empresa DDAA. Durante o período aquisitivo de férias Carlos possuiu 5 faltas injustificadas, César possuiu 12 faltas injustificadas e Cícero possuiu 8 faltas injustificadas. Nesses casos, de acordo com a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), Carlos, César e Cícero terão direito, respectivamente, a (A) 24, 18 e 12 dias de férias. (B) 30, 24 e 18 dias de férias. (C) 24, 18 e 18 dias de férias. (D) 30, 24 e 24 dias de férias. (E) 30, 24 e 15 dias de férias. Comentário: Aplicação literal do art. 130 da CLT. Gabarito letra “D”. 34. Mário, empregado da empresa KILO, registrou sua candidatura como diretor suplente do sindicato de sua categoria de trabalho. Passadas as eleições, Mário recebeu a boa notícia de que havia sido eleito. Neste caso, Mário (A) poderá ser dispensado a qualquer momento, tendo em vista que foi eleito como diretor suplente de sindicato. (B) terá vedada a sua dispensa a partir do registro de sua candidatura até um ano após o final do seu mandato, salvo se cometer falta grave.

(C) terá vedada a sua dispensa a partir do resultado oficial das eleições até um ano após o final do seu mandato, salvo se cometer falta grave. (D) terá vedada a sua dispensa a partir do registro de sua candidatura até seis meses após o final do seu mandato, salvo se cometer falta grave. (E) terá vedada a sua dispensa a partir do resultado oficial das eleições até seis meses após o final do seu mandato, salvo se cometer falta grave. Comentário: O art. 543, §3º, da CLT, dispõe que “Fica vedada a dispensa do empregado sindicalizado ou associado, a partir do momento do registro de sua candidatura a cargo de direção ou representação de entidade sindical ou de associação profissional, até 1 (um) ano após o final do seu mandato, caso seja eleito inclusive como suplente, salvo se cometer falta grave devidamente apurada nos termos desta Consolidação.” Logo, o gabarito é letra “B”. 35. Considere as assertivas abaixo a respeito da jornada de trabalho. I. Não serão descontadas nem computadas como jornada extraordinária as variações de horário no registro de ponto não excedentes de cinco minutos, observado o limite máximo de dez minutos diários. II. A limitação legal da jornada suplementar a duas horas diárias não exime o empregador de pagar todas as horas trabalhadas. III. Os chefes de departamento não possuem direito ao pagamento de horas extras, uma vez que se equiparam aos gerentes.

120

IV. Em regra, o tempo despendido pelo empregado até o local de trabalho e para o seu retorno, por qualquer meio de transporte, será computado na jornada de trabalho. É correto o que se afirma, APENAS, em (A) I, II e III. (B) II, III e IV. (C) III e IV. (D) II e III. (E) I e II. Comentário: Vejamos os itens um a um. I – correto, pela literalidade do art. 58, §1º, da CLT; II – correto, por aplicação de princípio geral do direito (vedação ao enriquecimento ilícito – no caso, do empregador) e pelo teor da Súmula 376 do TST; III – correto, pela literalidade do art. 62, II, da CLT; IV – incorreto, tendo em vista em regra o tempo de deslocamento do trabalhador não é computado em sua jornada de trabalho, nos termos do art. 58, §2º, da CLT. Assim, o gabarito é letra “A”. 36. A transferência do empregado que labora no período noturno para o período diurno de trabalho (A) não implicará na perda do direito ao adicional noturno, uma vez que a CLT veda a redução salarial. (B) não implicará na perda do direito ao adicional noturno, uma vez que este já se encontrava integralizado no salário do reclamante.

(C) implicará na perda do direito ao adicional noturno, mas fará jus o reclamante ao pagamento de multa no valor de três salários mínimos. (D) implicará na perda do direito ao adicional noturno, visto tratar-se de um benefício para a higidez física e mental do trabalhador. (E) implicará na perda do direito ao adicional noturno, mas fará jus o reclamante ao pagamento de multa no valor dos últimos cinco salários recebidos. Comentário: O trabalho noturno é considerado prejudicial à saúde e à higidez física do trabalhador, razão pela qual a transferência do horário noturno para o horário diurno é benéfica ao empregado. Assim, tal transferência implica na perda do adicional noturno, não cabendo qualquer tipo de indenização. Neste sentido, a Súmula 265 do TST. Gabarito letra “D”. 37. Eduardo solicitou a sua demissão da empresa XCV, tendo em vista que lhe foi oferecida outra oportunidade de trabalho com salário superior ao que está recebendo. Neste caso, Eduardo (A) só poderá deixar de cumprir o aviso prévio se a empresa empregadora autorizar expressamente, não podendo sofrer qualquer desconto no pagamento de suas verbas rescisórias. (B) não poderá deixar de cumprir o aviso prévio, tendo em vista que o empregador necessita deste prazo para recompor o quadro de funcionários da empresa. (C) poderá deixar de cumprir o aviso prévio, mas não poderá sofrer qualquer desconto no pagamento de suas verbas rescisórias, sendo

121

garantia Magna.

social

prevista

na

Carta

desde que obedeça o prazo máximo total de 90 dias. Comentário: Os contratos a prazo determinado podem ser prorrogados uma única vez (art. 451 da CLT) e o contrato de experiência tem duração máxima de 90 dias (art. 445, parágrafo único, da CLT). Assim, da combinação dos dois dispositivos, temos que o contrato de Ana pode ser prorrogado uma única vez, pelo prazo máximo de 60 dias (de forma que a soma do contrato e da prorrogação não ultrapasse 90 dias). Gabarito letra “A”. 39. Mário, empregado da empresa TITO, será pai pela segunda vez. Porém, seu segundo filho nascerá da união estável que mantém com Joana. Neste caso, Mário (A) terá direito a licença paternidade, podendo não comparecer ao serviço pelo prazo de sete dias. (B) não terá direito a licença paternidade uma vez que não é casado legalmente com Joana. (C) terá direito a licença paternidade, podendo não comparecer ao serviço pelo prazo de três dias. (D) não terá direito a licença paternidade uma vez que a licença paternidade só é devida no nascimento do primeiro filho. (E) terá direito a licença paternidade, podendo não comparecer ao serviço pelo prazo de cinco dias. Comentário: A redação original do art. 473, III, da CLT, prevê que o empregado pode deixar de comparecer ao serviço, sem prejuízo do salário, “por um dia, em caso de nascimento de filho, no decorrer da primeira semana”. Entretanto, tal dispositivo foi alterado tacitamente pelo art. 7º, XIX, da

(D) poderá deixar de cumprir o aviso prévio, mas o não cumprimento pode ensejar o desconto de até 30% do salário recebido pelo reclamante. (E) poderá deixar de cumprir o aviso prévio, mas o não cumprimento pode ensejar o desconto dos salários correspondentes ao prazo respectivo. Comentário: O trabalho humano é livre, pelo que ninguém é obrigado a trabalhar (ou a continuar trabalhando) para quem quer que seja. Entretanto, se o empregador pede demissão e não cumpre o aviso prévio o empregador pode descontar das verbas rescisórias os salários correspondentes ao prazo do aviso prévio, nos termos do art. 487, §2º, da CLT. Logo, o gabarito é letra “E”. 38. A empresa FIGA celebrou contrato de experiência com Ana pelo prazo de 30 dias. Quando terminar o prazo contratado a empresa pretende prorrogar o referido contrato. Neste caso, a empresa (A) poderá prorrogar o contrato uma única vez pelo prazo máximo de 60 dias. (B) não poderá prorrogar o contrato sob pena de ser considerado o contrato por prazo indeterminado. (C) poderá prorrogar o contrato quantas vezes forem necessárias desde que obedeça o prazo máximo total de 120 dias. (D) poderá prorrogar o contrato uma única vez pelo prazo máximo de 90 dias. (E) poderá prorrogar quantas vezes forem o contrato necessárias

122

ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA. de cinco dias.CRFB/88. Como ainda não existe lei regulamentando a matéria. os quais prevêem o prazo de cinco dias para a licença-paternidade. (E) as comissões. a afirmativa está 2 . 625-B. 2009. Comentários: De acordo com o art. CESPE. no curso do contrato de trabalho. De acordo com a CLT. gratificações ajustadas. TRT/ES. não só a importância fixa estipulada. Os livros e as apostilas conceituam improbidade como a conduta do empregado que lesa o patrimônio da empresa ou mesmo de terceiro. ou de terceiro. inciso XIX”. Constitui improbidade o ato lesivo contra o patrimônio da empresa. 482 da CLT como motivo de justa causa que justifica a rescisão do contrato de trabalho por parte do empregador. ajudas de custo e diárias para viagens que não excedam 50% do salário percebido pelo empregado. Resta esclarecer. por oportuno. “é vedada a dispensa dos representantes dos empregados membros da Comissão de Conciliação Prévia. Gabarito letra “E”. 1 . Comentários: A improbidade está arrolada no art. (C) as comissões. até que “a lei venha a disciplinar o disposto no art. isto é. que a chamada “licença-paternidade” nada mais é que um caso de interrupção do contrato de trabalho. vale o prazo previsto no ADCT. diárias para viagens que excedam 50% do salário percebido pelo empregado e abonos pagos pelo empregador. §1º. titulares e suplentes. a extorsão. §1º. qual seja. até um ano após o final do mandato. c/c o art. titulares e suplentes. a apropriação indébita etc. ajudas de custo e diárias para viagens que excedam 50% do salário percebido pelo empregado. como também (A) as comissões. percentagens. Comentário: Literalidade do art. preencha a condição estipulada. relacionada ou não com o trabalho. até 1 (um) ano após o final do mandato. diárias para viagens que não excedam 50% do salário percebido pelo empregado e abonos pagos pelo empregador. percentagens. §1º da CLT. Gabarito letra “C”.A improbidade é motivo para a demissão do empregado por justa causa. correta. salvo se cometerem falta grave. nos termos da lei”. 40. o furto. abonos pagos pelo empregador e as ajudas de custo. licença remunerada concedida por lei ao empregado que. 10. (D) as comissões. dentre outras verbas. (B) as comissões. A afirmativa está correta. percentagens. gratificações ajustadas. 457. 123 . da CLT. 7º. salvo se cometerem falta grave. integram o salário.É vedada a dispensa dos representantes dos empregados membros das comissões de conciliação prévia. percentagens. gratificações ajustadas. percentagens. Como exemplo de improbidade temos o roubo. Dessa forma. do ADCT. relacionado ou não com o trabalho.

“a”. 4 . isso. por isso a afirmativa está errada. no horário normal de expediente. Tal documento não é fundamental para a caracterização da justa causa. desde a candidatura até 1 ano após o final do mandato. (TRT 2ª R. Comentários: Conforme o §2º do art. o empregado eleito para cargo de direção da comissão interna de prevenção de acidentes (CIPA). Dessa forma. Boletim de ocorrência é elemento meramente informativo à autoridade policial para que tome as providências que entender cabíveis. A decisão a seguir mostra bem o entendimento do TST a respeito da ocorrência policial: JUSTA CAUSA CONFIGURAÇÃO JUSTA CAUSA – Necessidade de boletim de ocorrência. zona ou subzona”. o suplente da CIPA goza da garantia de emprego prevista no art.2002). constituem justa causa para rescisão do contrato de trabalho pelo empregador. 6 . salvo em legítima defesa própria ou de outrem. um empregado tenha agredido fisicamente um colega de trabalho. “O salário mínimo pago em dinheiro não será inferior a 30% (trinta por cento) do salário mínimo fixado para a região. do ADCT. goza de estabilidade provisória. não há tal exigência na lei. alínea “j”.Empregado eleito como suplente para cargo de direção da comissão interna de prevenção de acidentes (CIPA) goza da estabilidade provisória desde o registro de sua candidatura até um ano após o final de seu mandato. 82 da CLT.A ajuda de custo paga ao empregado para a cobertura de despesas na sua transferência para outra localidade integra o seu salário para todos os efeitos. ofensas físicas praticadas contra qualquer pessoa. 482. Juiz Sérgio Pinto Martins – DOESP 15. que são prestações in natura que a empresa fornece habitualmente aos empregados por força do contrato de trabalho. II. Pelo fato da ajuda de custo ter natureza indenizatória não integra o salário. 7 . o salário pago em utilidades não deve ser mais que 70% do salário contratual do empregado. como por tetemunhas.Os empregados de empresas distribuidoras e corretoras de títulos e valores mobiliários têm direito à 124 . – Rel. A afirmativa está correta. – RO 20010184818 – (20020067717) – 3ª T. "não se incluem nos salários as ajudas de custo.Considere que. Dessa forma. Por tudo errada. para que o empregador possa aplicar a justa causa. a afirmativa está Comentários: Conforme a súmula 339 do TST. assim como as diárias para viagem que não excedam de 50% (cinqüenta por cento) do salário percebido pelo empregado" (grifei). Quanto à necessidade de providenciar a ocorrência policial do fato.3 . em determinada empresa. a afirmativa está errada. Ainda que suplente. 457 da CLT. 5 . Comentários: Conforme o parágrafo único do art. Nessa situação. que pode ser provada por outros meios de prova. 10. deve providenciar a ocorrência policial do fato na delegacia de polícia competente.A totalidade do salário pode ser paga em utilidades. Comentários: Segundo o art.02.

Portanto. II . na forma da lei. está errada. a afirmativa está errada.” Poderia surgir a seguinte dúvida: Se o empregado não trabalha continuamente em condições insalubres ainda assim tem direito a esse adicional? A súmula 47 do TST responde a esse questionamento: “O trabalho executado em condições insalubres. não afasta. A alternativa. se não dilatada a jornada máxima semanal. acordo coletivo ou convenção coletiva. Comentários: Conforme o art.jornada de bancários. Comentários: Essa afirmativa poderia ser resolvida com o conhecimento da respeito da súmula 85 do TST: I . o empregado trabalha parte da sua jornada com ruídos considerados insalubres. Comentários: trabalho especial dos Conforme a súmula 119 do TST: Os empregados de empresas distribuidoras e corretoras de títulos e valores mobiliários não têm direito à jornada especial dos bancários. Nesta hipótese. o adicional é devido. só por essa circunstância. se por exemplo. portanto. IV . 189 da CLT. inclusive quando encetada mediante acordo tácito. condições ou métodos de trabalho. em caráter intermitente. III . o direito à percepção do respectivo adicional”. Assim.O trabalho executado em condições insalubres. por sua natureza. afasta o direito de recebimento do adicional de insalubridade. se realizado em caráter intermitente. acima dos limites de tolerância fixados em razão da natureza e da intensidade do agente e do tempo de exposição aos seus efeitos”. de forma proporcional ao tempo de exposição.A prestação de horas extras habituais descaracteriza o acordo de compensação de jornada.A compensação de jornada de trabalho deve ser ajustada por acordo individual escrito. insalubres ou perigosas. da CF/1988 estabelece que o empregado tem direito ao “adicional de remuneração para as atividades penosas.O mero não-atendimento das exigências legais para a compensação de jornada. 8 . deverá ser pago a mais apenas o adicional por trabalho extraordinário.O acordo individual pactuado entre um empregado e o empregador com o objetivo de compensação de horas não possui qualquer validade. as horas que ultrapassarem a jornada semanal normal deverão ser pagas como horas extraordinárias e. O art. quanto àquelas destinadas à compensação. é perfeitamente possível que a compensação de horas possa ser ajustada por acordo individual de trabalho desde que seja feito por escrito e não haja acordo coletivo ou convenção coletiva em sentido contrário. XXIII. salvo se houver norma coletiva em sentido contrário. Assim. 7º.O acordo individual para compensação de horas é válido. 125 . 9 . exponham os empregados a agentes nocivos à saúde. não implica a repetição do pagamento das horas excedentes à jornada normal diária. “serão consideradas atividades ou operações insalubres aquelas que. sendo devido apenas o respectivo adicional.

devemos ter o seguinte raciocínio numa prova do Cespe: a venda de um terço das férias é faculdade do empregado e independe de concordância do empregador. em casos excepcionais. Analista Judiciário – Área Judiciária. poderá haver fracionamento em dois períodos. sem motivo justificado. 139. O período de gozo de férias pode ser fracionado. uma vez que o §2º do art. a afirmativa do Cespe está errada 1) TRT/ES. 134. A segunda afirmação “A conversão de um terço do período de férias em dinheiro depende da concordância expressa do empregador” é um pouco polêmica. mas o fracionamento não pode ser inferior a 15 dias corridos. Comentários: A afirmativa cobra o conhecimento literal do parágrado único do art. sem motivo justificado. Analista Judiciário – Área Judiciária. 126 . serão descontados em seus vencimentos. A afirmativa “Para que uma empresa possa conceder aos seus empregados férias coletivas. Cespe. Para que uma empresa possa conceder aos seus empregados férias coletivas. Cespe.Dessa forma. CLT). Inadmite-se o fracionamento das férias aos menores de 18 anos e aos maiores de 50 anos de idade. 2009. CLT). 2009. Assim. Comentários: A afirmativa “O período de gozo de férias pode ser fracionado. mas o fracionamento não pode ser inferior a 15 dias corridos” está errada. não realizarem os atos. CLT). “caput”. Se no gabarito definitivo essa resposta for mantida. as férias serão sempre concedidas de uma só vez”. não realizarem os atos dentro dos prazos fixados serão descontados em seus vencimentos. mas um deles não pode ser inferior a 10 dias corridos (§1º do art. CESPE. em tantos dias quantos os do excesso". 134 da CLT é claro ao estabelecer que “aos menores de 18 (dezoito) anos e aos menores de 50 (cinquenta) anos de idade. Se as férias fossem coletivas. pois há um entendimento recente que defende que o empregador compra se quiser. Técnico Judiciário – Área Administrativa. 134. A afirmação “Inadmite-se o fracionamento das férias aos menores de 18 anos e aos maiores de 50 anos de idade” está certa. 2009. em tantos dias quantos os do excesso. o Cespe considerou a afirmação errada. no gabarito provisório. 2009. nenhum dos dois períodos poderá ser inferior a 10 dias corridos (§1º do art. dentro dos prazos fixados. devendo ser concedidas em um só período (art. Técnico Judiciário – Área Administrativa.Os serventuários que. 2) TRT/ES. 2) TRT/ES. Cespe. A conversão de um terço do período de férias em dinheiro depende da concordância expressa do empregador. deve solicitar a autorização prévia do sindicato dos trabalhadores e da Superintendência Regional do Trabalho. pois a regra é que as férias não podem ser fracionadas. 712 da CLT do candidato: "Os serventuários que. deve solicitar a autorização prévia do sindicato dos TRT/ES. Cespe. 1 . TÉCNICO JUDICIÁRIO – ÁREA ADMINISTRATIVA. 1) TRT/ES. Todavia. a afirmativa está correta. mas. 2009.

uma vez mantido o direito ao salário. Comentários: Como já disse anteriormente. A letra D é a correta. 1 . TRT/ 5ª REGIÃO/ FCC/ ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA ADMINISTRATIVA. (E) Os empregados atuais poderão optar pelo regime em tempo parcial. Segundo o §2º do art. A alternativa correta. § 2o da Constituição Federal). a nãoobservância do concurso público para investidura em cargo ou emprego público implica em nulidade do ato e na punição da autoridade da responsável. desde que pactuado individualmente com o empregador. Comentários: O art. portanto.036/90. 19-A da Lei nº 8. o órgão local do Ministério do Trabalho (e Emprego) que era denominado Delegacia Regional do Trabalho.No trabalho em regime de tempo parcial. (D) aos depósitos do FGTS na conta vinculada. sob pena de caracterizar enriquecimento sem causa do empregador. 1 . como a lei que dispõe sobre o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS). é devido o salário e o depósito do FGTS na conta vinculada do empregado. Todavia. 37 da CR/88. (B) à gratificação de natal. (C) ao aviso prévio. não é necessário solicitar autorização. Só a título de curiosidade. já que não há como voltar à situação anterior. 2003. 127 . no Direito do de TRT-PI/ FCC/ ANALISTA – ÁREA JUDICIÁRIA/ 2004. Assim. o ato. 139 da CLT. apesar de nulo. faz jus.036/90. não há como o empregador devolver a mão-de-obra do empregado. é a D. é correto afirmar: (A) Deve ser necessariamente cumprido entre 25 e 44 horas semanais. (B) Os atuais empregados não podem optar pelo regime de trabalho em tempo parcial. conforme o art. (D) Trabalho em regime de tempo parcial é aquele cuja duração não exceda a 25 horas semanais. o empregador deverá simplesmente comunicar ao órgão local do Ministério do Trabalho. (E) à estabilidade decorrente acidente de trabalho. Lei nº 8. é importante lermos leis esparsas. agora passou a ser Superintendência Regional do Trabalho (e Emprego) pelo Decreto autônomo nº 6.341/2008 Trabalho. (C) Os empregados admitidos sob o regime de tempo parcial receberão o mesmo salário nominal que aqueles que cumprem as mesmas funções em tempo integral.58-A da CLT determina que “considera-se trabalho em tempo parcial aquele cuja duração não exceda a 25 (vinte e cinco) horas semanais”. também (A) ao seguro desemprego.O trabalhador cujo contrato de trabalho tenha sido declarado nulo por ter sido admitido no serviço público sem concurso público (artigo 37. se a prestação de serviços foi realizada.trabalhadores e da Superintendência Regional do Trabalho” está errada. Conforme o §2º do Art. produz ainda alguns efeitos.

59. (D) os princípios gerais de direito. §2º da CLT. salvo se preceitos Comentários: Conforme o art. exclusivamente. exceto naquilo em que for incompatível com as normas deste título”. preferencialmente. (A) sempre no mês de dezembro. (E) no mês de dezembro. ser parcelado em até duas vezes. (B) trinta dias. (E) dois anos. (D) entre os meses de fevereiro a novembro a antecipação da metade do valor devido a todos os empregados. 3 .O pagamento do décimo terceiro salário (gratificação de natal).Na hipótese de excesso de horas de trabalho em um dia. a todos os empregados. a alternativa correta é a D. ou analogia. Comentários: De acordo com o “caput” do art. o excesso de horas em um dia for compensado pela correspondente diminuição em outro dia. poderá ser dispensado o acréscimo de salário ao empregado desde que ajustada compensação pela correspondente diminuição em outro dia. poderá ser dispensado o acréscimo de salário se. 2º da Lei 4. pelo empregador aos empregados.749/65. Dessa forma. 4 . O ajuste deverá ser feito por acordo ou convenção coletiva. (E) o direito comum como fonte subsidiária obrigatória em todos os casos. no período máximo de 1 (um) ano. (C) entre os meses de fevereiro a novembro.2 . 769 da CLT estabelece que “nos casos omissos. (C) cento e vinte dias. e até o dia vinte de dezembro a metade restante. Comentários: O art. o direito processual comum será fonte subsidiária do direito processual do trabalho. a todos os empregados. de uma só vez. incompatível com os trabalhistas. obrigatoriamente. a alternativa correta é a A. a todos os empregados. exclusivamente. (C) a jurisprudência exclusivamente.Não existindo disposição legal trabalhista. de maneira que não exceda. nem seja ultrapassado o limite máximo de 10 (dez) horas diárias. as decisões da Justiça do Trabalho e das autoridades administrativas deverão considerar (A) o direito comum. e até o final do mês de dezembro a metade restante. o adiantamento da gratificação natalina (ou décimo terceiro) deverá acontecer entre os meses de fevereiro a novembro de 128 . (B) entre os meses de fevereiro a novembro a antecipação da metade do valor devido a todos os empregados. prevendo a compensação no período máximo de (A) sete dias. deverá ser efetivado: (B) a analogia e os usos e costumes. a critério do empregador. de uma só vez. Cabe ressaltar ainda que o título em que esse artigo está inserido é “Do processo judiciário do trabalho”. de uma só vez. à soma das jornadas. podendo. por força do acordo ou convenção coletiva de trabalho. (D)) um ano. Assim.

ESPECIALIDADE EXECUÇÃO DE MANDADOS/ 2006. 1 . pelo menos. (D) jornada limitada a 6 (seis) horas diárias. merece proteção especial consistente em (A) cômputo da hora noturna reduzida (52 minutos e 30 segundos) e remuneração acrescida de 20% sobre a hora diurna. Se a questão se referir a trabalho urbano ou for omissa. para esse efeito. TRT-ES/ 17ª REGIÃO/ÁREA ADMINISTRATIVA/JUDICIÁRIA/2004 . devemos usar a regra geral. no art. determina que “salvo em casos de revezamento semanal ou quinzenal. (C) proibição do trabalho extraordinário e remuneração acrescida de 50% sobre a hora diurna. Dessa forma. b) o contrato de experiência. (E) período mínimo de 15 (quinze) horas de descanso entre uma jornada e outra. É considerado trabalho noturno. 73 da CLT. e) a garantia de emprego. conforme o §1º do art. TRT 6ª REGIÃO/ FCC/ ANALISTA JUDICIÁRIO . verbalmente ou por 129 . O §1º do art. 2º da Lei 4. o trabalho noturno terá remuneração superior à do diurno e. a alternativa correta é a letra B. como a questão acima apresentada. Até o dia 20 de dezembro de cada ano deverá ser pago o restante da gratificação. 443 da CLT estabelece que: “O contrato individual de trabalho poderá ser acordado tácita ou expressamente. a alternativa correta é a letra A “Sendo o trabalho noturno mais penoso ao trabalhador.cada ano. sua remuneração terá um acréscimo de 20% (vinte por cento). o art. merece proteção especial consistente em cômputo da hora noturna reduzida (52 minutos e 30 segundos) e remuneração acrescida de 20% sobre a hora diurna”.Sendo o trabalho noturno mais penoso ao trabalhador. Comentários: Como já tivemos a oportunidade de ver. c) a contagem do tempo de serviço. tanto para a pecuária quanto para a agricultura. diferente da hora noturna rural que é 60 minutos. não estará obrigado a pagar esse adiantamento a todos os seus empregados de uma só vez.749/65. segundo o §2º do art. “caput”. 73. sobre a hora diurna”. Comentários: A CLT. (B) repouso obrigatório de 10 (dez) minutos a cada 90 (noventa) minutos trabalhados. Essa é a hora noturna do trabalho urbano. trabalho urbano. Só devemos aplicar os horários do trabalho rural se a questão expressamente se referir a esse tipo de trabalho. Há incompatibilidade entre o contrato de trabalho por prazo determinado e a) a prestação de serviços de caráter transitório. 73 da CLT estabelece que a hora noturna deverá ser computada como de 52 minutos e 30 segundos. Assim. já que o trabalho rural possui dois horários: uma para a pecuária (ente as 20 e as 4 horas) e uma para a agricultura (entre as 21 as 5 horas). aquele executado entre as 22 horas de um dia e as 5 horas do dia seguinte. O empregador. d) a forma não escrita.ÁREA JUDICIÁRIA.

a) incontinência indisciplina. caráter TRT-SP/ 2ª REGIÃO/ÁREA ADMINISTRATIVA/2004. Se houver mais de uma prorrogação o contrato transforma-se em indeterminado desde o início. 1 . fica claro que há incompatibilidade entre o contrato de trabalho por prazo determinado e a garantia de emprego. e) mau insubordinação. apenas há a cessação do contrato de trabalho no último dia acordado”. a retenção de valores que pertencem à empresa. respectivamente. CLT. mas se extrapolado o prazo máximo de 2 anos. uma data certa para a expirar. procedimento e 130 . não há prorrogação. se não terá de observar a garantia de emprego. já que é uma das causas que permitem a contratação por prazo determinado. CLT. Segundo a lição de Sérgio Pinto Martins. mesmo se a empregada ficar grávida. nem violando a lei. Por tudo isso. Assim. o contrato será considerado indeterminado desde o início. pois as partes sabiam que o contrato de trabalho terminaria no último dia acordado. pouco importando se a pessoa tem ou não garantia de emprego. a letra correta é a E. de conduta e habitual e mau c) improbidade e desídia. os motivos para a contratação por prazo determinado são os seguintes: Serviço cuja natureza transitoriedade justifique predeterminação de prazo. Cabe ressaltar que o contrato por prazo determinado possui todas as garantias do contrato por prazo indeterminado. o contrato termina de forma natural. § 2º do art. pelo empregado. o contrato a prazo determinado tem um termo. O contrato de experiência também é uma das causas que autorizam a contratação por prazo determinado de acordo com o art. A prestação de serviços de caráter transitório é plenamente compatível com o contrato de trabalho por prazo determinado. §2º. Tanto o empregador como o empregado sabiam desde o primeiro dia do pacto quando este terminaria.) as partes já sabiam desde o início quando terminaria o pacto laboral. já que há termo certo para o contrato ser extinto. o termo pode ser certo ou incerto. 443. de ou a Dessa forma. suspensão ou interrupção do contrato de trabalho. “(. o empregador não está impedindo o empregado de trabalhar. O contrato por prazo determinado só necessariamente deverá ser escrito nos contratos de experiência. “b” da CLT. exceto o que diz respeito à extinção. 443. Contrato de experiência. Somente é aceita uma única prorrogação durante o prazo máximo de vigência. Isto é. conforme a alínea “a”. Segundo o § 2º do art. Assim.escrito e por prazo determinado ou indeterminado” (grifamos).Para efeito de justa causa de rescisão do contrato de trabalho pelo empregador. bem como o descumprimento de ordens gerais configuram. Nos por motivo de transitoriedade da atividade ou do serviço. b) negociação procedimento.. 443.. Assim. Alcançado o termo certo. Atividade empresarial transitório. d) improbidade e indisciplina. mas no último dia termina o pacto laboral.

que. j) ato lesivo da honra dou da boa fama praticado no serviço contra qualquer pessoa. e quando constituir ato de concorrência à empresa para a qual trabalha o empregado. Como exemplo o empregado surpreendido nas proximidades do local de trabalho sem permissão para sua retirada. a falsificação de documentos para obtenção de horas extras não prestadas. d) condenação criminal do empregado. salvo em caso de legítima defesa. nas mesmas condições. maldade. Não há necessidade de ser feito boletim de ocorrência para a caracterização da falta. Quanto à condenação criminal. i) abandono de emprego. Mas devemos nos ater ao fato de haver necessidade de sentença transitada em julgado. ou de Sérgio Pinto Martins conceitua justas causas já referidas. passada em julgado. perversidade. ímproba é uma pessoa que não é honrada. A improbidade revela mau caráter. malícia. São obscenidades praticadas a libertinagem. independe do valor da coisa subtraída”. Mas afirma que “o mau procedimento vem a ser um ato faltoso que não pode ser enquadrado nas demais alíneas do art. dispensa-se comentários. ou for prejudicial ao serviço. das Para esse autor. k) ato lesivo da honra ou da boa fama ou ofensas físicas praticadas contra o empregador e superiores hierárquicos. própria ou de outrem. g) violação de segredo da empresa. inclusive. Conceitua também incontinência de conduta ligando-a “ao desregramento do empregado no tocante à vida sexual. Como exemplo o assédio sexual. que configuram a incontinência de conduta”. c) negociação habitual por conta própria ou alheia sem permissão do empregador. o empregado justificar suas faltas com atestados médicos falsos etc. 482 da CLT. ato de improbidade “significa má qualidade. as 131 . 482 da CLT dispõe o seguinte: “Constituem justa causa para rescisão de contrato de trabalho pelo empregador: a) ato de improbidade. própria ou de outrem. O autor já referido afirma que a negociação habitual diz respeito à negociação praticada pelo empregado sem permissão do empregador e com habitualidade. O mesmo ocorre se não houver habitualidade. a pornografia. Já que caso houver permissão do empregador. h) ato de indisciplina insubordinação. a apropriação indébita de importância da empresa. ou ofensas físicas.Comentários: O art. Tudo o que não possa ser encaixado em outras faltas será classificado no mau procedimento”. Para Pinto Martins “o empregado labora com desídia no desempenho de suas f) embriaguez habitual ou em serviço. pois a lei é bem clara. O ato ensejador da falta grave pode ocorrer com furto ou roubo de materiais da empresa. desonestidade. b) incontinência de conduta ou mau procedimento. e) desídia no desempenho respectivas funções. imoralidade. l) prática constante de jogos de azar”. salvo em caso de legítima defesa. caso não tenha havido suspensão da execução da pena. a justa causa não será caracterizada.

má vontade. rifas não autorizadas 132 . Pinto Martins assegura que ocorre “a ofensa física com a agressão do empregado contra qualquer pessoa. Se o empregado ferir a honra ou boa fama do empregador ou superiores hierárquicos. Há. Afirma que a embriaguez ”é proveniente de álcool ou de drogas. a necessidade da habitualidade para a confirmação da falta grave em comentário. A jurisprudência. Configura-se indisciplina se o empregado se recusa a ser revistado na saída do serviço. Pinto Martins defende que “comete falta grave de violação de segredo da empresa o empregado que divulga marcas e patentes. descumpre as ordens gerais dadas pelo empregador. roleta. configurando prejuízo àquele”. indolência. Pouco importa. A embriaguez em serviço não precisa ser habitual. desinteresse. não há a justa causa. indiferença. Os jogos de azar podem ser: jogo do bicho. relaxamento”. no serviço. preguiça. Pinto Martins assevera que para que o abandono de emprego seja caracterizado é preciso que tenha havido faltas durante certo período no serviço e esteja clara a intenção do empregado de não retornar ao emprego. Como calúnia. do encarregado. fixa o período de 30 dias para caracterizar esse abandono. somente o empregado embriagado será demitido e não aquele que vez ou outra toma um aperitivo e não fica embriagado. o empregado trabalhar externamente. displicência. mas poderá (correr fora do local de trabalho se.funções quando o faz com negligência. injúria e difamação. omissão.. Quanto à indisciplina assegura que essa “diz respeito ao descumprimento de ordens gerais de serviço. v. Se a prática é isolada. porém. em alguns casos. Para a caracterização da embriaguez habitual há necessidade de sua repetição. Configura-se de duas maneiras a embriaguez: habitual ou em serviço”. o empregador e superiores hierárquicos. O empregado. mas ordens do chefe. estará caracterizada a justa causa por motivo de ato lesivo à honra e à boa fama. bastando apenas a ofensa física. por conseguinte. como o fato de o empregado não fazer serviço que lhe foi determinado no dia. ligadas ao serviço. por exemplo. bingo. g. A ofensa física ocorre no local de trabalho. Mas aceita também prazos menores se puder comprovar que o empregado não mais quis retornar ao trabalho. circulares. A falta grave independerá da existência de lesão corporal ou ferimento. Para esse mesmo autor “a falta grave ocorre quando o empregado continuamente pratica jogos de azar. como o fato de um empregado esmurrar outro”. É importante destacar que a indisciplina diferencia da insubordinação pelo fato de a insubordinação estar “ligada ao descumprimento de ordens pessoais de serviço. o que não deveria ser tornado público. fórmulas do empregador. própria ou de outrem. Ele afirma ainda que “a lei trabalhista tipifica como justa causa embriaguez e não o ato de beber. ou poucas vezes. salvo em caso de legítima defesa. como as contidas no regulamento da empresa. a embriaguez no serviço pode ser caracterizada apenas por uma falta”. desleixo. uma única vez. No entanto. dominó. Não são ordens gerais do próprio empregador. desatenção. se o jogo é ou não a dinheiro. loterias. sem seu consentimento. de cartas. desde que agindo o empregador moderadamente”. Se a ordem do superior é imoral ou ilegal não se configura a insubordinação” (Sérgio Pinto Martins). portarias. bacará. em ordens de serviço.

é devida a remuneração do repouso semanal dos dias feriados ao empregado comissionista. Mau procedimento à ato faltoso que não pode ser enquadrado nas demais alíneas do art. sem seu consentimento.faltas durante certo período no serviço e esteja clara a intenção do empregado de não retornar ao emprego. 133 . Desídia à negligência. Letra “d”. maldade. malícia. Indisciplina à descumprimento de ordens gerais de serviço.etc”. exceto se pracista. IV – O adicional de periculosidade não incide no cálculo do repouso semanal remunerado. Para memorização. fórmulas do empregador. má vontade. mau caráter.descumprimento de ordens pessoais de serviço.má qualidade. portanto. indiferença. É correto o que se afirma APENAS em: a) III e IV Ato lesivo à honra ou à boa fama do empregador ou superiores hierárquicos . salvo em caso de legítima defesa. omissão.ocorre quando o empregado continuamente.FCC/2009 ANALISTA JUDICIÁRIO . (TRT-16ª REGIÃO . Violação de segredo da empresa divulgação por parte do empregado de marcas e patentes.ÁREA JUDICIÁRIA) Considere as seguintes assertivas a respeito do repouso semanal remunerado: I – De acordo com a jurisprudência sumulada do TST. desleixo. o empregador e superiores hierárquicos. Abandono de emprego . II – Computam-se no cálculo do repouso semanal remunerado as horas extras habitualmente prestadas. imoralidade. desatenção. configurando prejuízo àquele.como calúnia. habitualmente pratica jogos de azar. Podemos afirmar que a retenção de valores pertencentes à empresa caracteriza improbidade e que descumprimento de ordens gerais caracteriza indisciplina. relaxamento etc. desinteresse. preguiça. pediu para marcar que tipos de faltas seriam retenção por parte do empregado de valores que pertencem à empresa e também do descumprimento de ordens gerais por parte do empregado. Condenação criminal . perversidade. III – Os empregados que recebem um salário fixo mensal já têm incluído nesse valor a remuneração do repouso semanal. o que não deveria ser tornado público. Ofensa física agressão do empregado contra qualquer pessoa. indolência. desonestidade etc. injúria e difamação. 482 da CLT. Negociação habitual à negociação praticada pelo empregado sem permissão do empregador e com habitualidade. Incontinência de conduta desregramento do empregado no tocante à vida sexual. fizemos o seguinte esquema: Ato de improbidade .proveniente de álcool ou de drogas e configura-se de duas maneiras a embriaguez: habitual ou em serviço. Na questão da FCC. Prática de jogos de azar . Embriaguez . displicência. própria ou de outrem.com sentença transitada em julgado. Insubordinação .

11. é certo que a) O prazo máximo de vigência da norma coletiva é de três anos. 121/2003. em primeira convocação. nos dias feriados civis e religiosos.2000). c) As partes convenentes poderão revogar parcialmente a convenção antes do termo final estipulado. 20 e 21. havendo expressa determinação legal neste sentido. 129/2005. § 2º. III e IV adicional de periculosidade no cálculo do repouso semanal.2003: Computam-se no cálculo do repouso remunerado as horas extras habitualmente prestadas.Res.b) II.1982/ DJ 15. DJ 19.2002). 121/2003. entretanto. ainda que pracista. integra o cálculo de indenização e de horas extras (ex-Prejulgado nº 3). DJ 11. Quanto à assertiva III. razão pela qual é incabível a integração do adicional de periculosidade sobre as mencionadas horas.Res. de 05 de Janeiro de 1949.Durante as horas de sobreaviso.11.2005: I . o empregado não se encontra em condições de risco. determina que se consideram já remunerados os dias de repouso semanal do empregado mensalista ou quinzenalista.inserida em 27.O adicional de periculosidade. Súmula Nº 172 do TST: REPOUSO REMUNERADO. (ex-OJ nº 174 da SBDI-1 inserida em 08.10. 22 e 25. 134 . II . Também não encontrei a súmula ou orientação jurisprudencial que trate especificamente sobre a incidência do (TRT-16ª Região .09. A assertiva IV está correta. (exSúmula nº 132 .(exPrejulgado nº 52).e ex-OJ nº 267 da SBDI-1 . (alguém pode ajudar?). HORAS EXTRAS. em seu art.Analista Judiciário . o empregado não está submetido a situação que enseje perigo. no gozo do repouso semanal remunerado.FCC/2009 . 20 e 21. porém a Lei 605. DJ 19. não encontrei súmula ou orientação jurisprudencial a respeito.Área Judiciária) – Em relação às Convenções Coletivas de Trabalho. de 2/3 dos associados da entidade em Assembléia especialmente convocada para esse fim.11. b) Para a celebração de Convenção Coletiva de Trabalho é necessário o comparecimento e votação. 7º.10. INTEGRAÇÃO (incorporadas as Orientações Jurisprudenciaisnºs 174 e 267 da SBDI-1) . III e IV c) I. que dispõe sobre o repouso semanal remunerado e o pagamento de salário. DJ 20. tendo em vista que. GABARITO: B Fundamentos: Súmula Nº 27 do TST: COMISSIONISTA (mantida) . CÁLCULO (mantida) . II e III d) II e IV e) I. pago em caráter permanente.RA 102/1982.04.Res. tomei por base o texto da súmula abaixo colacionada: Súmula Nº 132 do TST: ADICIONAL DE PERICULOSIDADE.1982 .2003: É devida a remuneração do repouso semanal e dos dias feriados ao empregado comissionista.

(TRT-16ª Região .Área Judiciária) – Considere as seguintes assertivas a respeito do contrato de aprendizagem: I – No contrato de aprendizagem o empregador se compromete a assegurar ao maior de 14 e menor de 24 anos inscrito em programa de aprendizagem. II e III d) II e IV e) II.independentemente por Assembléia. III e IV . 612. por motivo de acidente do trabalho. em segunda. formação técnicoprofissional metódica. de autorizadas d) As Convenções Coletivas de Trabalho não poderão ser revistas antes do prazo pré-estipulado.Analista Judiciário . inclusive o décimo quinto dia. 428 a 433 da CLT. Conforme arts. em primeira convocação. III – Mário faltou ao serviço para realizar prova de exame de vestibular para ingresso em estabelecimento de ensino superior. podendo apenas ocorrer revogação parcial. dependendo a validade da mesma do comparecimento e votação. de 2/3 (dois terços) dos associados da entidade. e) Segundo a CLT é facultado as Convenções Coletivas de Trabalho conter penalidades para os sindicatos convenentes em caso de violação de seus dispositivos. e dos interessados.Área Judiciária) – Considere as seguintes hipóteses: I – Os 15 primeiros dias de afastamento. É correto o que se afirma APENAS em: a) I e IV GABARITO: B Conforme art. que assim dispõe: “Os Sindicatos só poderão celebrar Convenções ou Acordos Coletivos de Trabalho. II – Marta encontra-se sem laborar porque não há serviço na empresa empregadora em razão da modificação do maquinário de seu setor. no caso de Acordo e. IV – Núbia está afastada de seu emprego uma vez que é membro do órgão paritário da Previdência Social. que tratam do contrato de aprendizagem. b) I e III c) I. IV – A duração do trabalho do aprendiz não excederá de seis horas diárias. sendo vedadas a prorrogação e a compensação de jornada.FCC/2009 . II – O contrato de aprendizagem não poderá ser estipulado por mais de três anos. caput. III – É obrigatório empregar e matricular nos cursos dos Serviços Nacionais de Aprendizagem número de aprendizes equivalentes a no mínimo dez por cento dos trabalhadores existentes em cada estabelecimento. se se tratar de Convenção.Analista Judiciário . consoante o disposto nos respectivos Estatutos. GABARITO: A. exceto quando se tratar de aprendiz portador de deficiência.FCC/2009 . da CLT. 135 . por deliberação de Assembléia Geral especialmente convocada para esse fim. de 1/3 (um terço) dos membros". (TRT-16ª Região .

10. que dispõe sobre o FGTS. 10 do ADCT. da Constituição:I .036/90. muitos direitos trabalhistas foram elevados ao plano constitucional ou tiveram sua disciplina alterada. estando provisoriamente prevista indenização compensatória de 40% do valor do saldo fundiário. 7º. GABARITO: D Nas palavras do mestre Sérgio Pinto Martins. III e IV c) I e II d) I. 06/02/91 DOU de 13/02/91: (TRT DA 9ª REGIÃO/CESPE/2007 – ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA) – A partir da Constituição Federal de 1988 (CF). 7. trechos de outros diplomas legais que ratificam o gabarito. II e III e) II e III . 136 . mostrando a existência de uma cessação provisória e parcial dos efeitos do contrato de trabalho”. contando-se também seu tempo de serviço. julgue os próximos itens. a título de multa rescisória. . para quatro vezes." Além desses fundamentos. da Lei nº 5. 7º. dispõe: “Art. art.839/89. além de outros que visem à melhoria de sua condição social: I . nos termos de lei complementar. 473. depositará este. embora não preste serviços. “haverá interrupção quando o empregado for remunerado normalmente. 6º. da porcentagem prevista no art. ITEM CORRETO. de 13 de setembro de 1966. na conta vinculada do trabalhador no FGTS importância igual a 40% do montante dos depósitos realizados na conta vinculada durante a vigência do contrato de trabalho. São eles: Resolução CC/FGTS nº 28. enquanto outra base indenizatória não for fixada por lei complementar própria. I. A CF assegura garantia contra a despedida sem justa causa do empregado. por sua vez revogada pela Lei 8. Assertiva III – CLT. a título de esclarecimento. inciso I. dentre outros direitos.213/91. 7º São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais.fica limitada a proteção nele referida ao aumento. § 1° dispõe que “na hipótese de despedida pelo empregador sem justa causa. 18.São hipóteses de interrupção do contrato de trabalho as indicadas APENAS em: a) I e III e IV b) II. em seu Art. Até que seja promulgada a lei complementar a que se refere o art.relação de emprego protegida contra despedida arbitrária ou sem justa causa.107. "caput" e § 1º. A Constituição Federal. que preverá indenização compensatória.” Já no Art. em seu Art. Esta. Acerca desse tema. colacionamos. Fundamento para a assertiva I – Acidente de trabalho ou doença (primeiros 15 dias): Lei 8. atualizados monetariamente e acrescidos dos respectivos juros. VII.” Importa destacar que a Lei acima mencionada foi revogada pela de Nº. assim dispõe: “Art.

inclusive. Os recolhimentos. são devidos aos trabalhadores cuja data do efetivo desligamento tenha ocorrido a partir de 16/02/98. Nos termos da nova redação dada ao art.. 1. atualizados monetariamente e acrescidos dos respectivos juros.“(.684.da CEF (DOU de montante de todos os depósitos devidos na conta vinculada do FGTS. e todo aquele constante do calendário nacional de feriados bancários. b) Nos casos de dispensa sem justa causa. julgue os próximos itens. Para efeito de vencimento.430/97. em caso de despedida sem justa causa. e no art. os seguintes depósitos rescisórios: a) Valores relativos aos depósitos referentes ao mês da rescisão e ao mês imediatamente anterior. inclusive a do trabalhador temporário.036. durante a vigência do contrato de trabalho atualizados monetariamente e acrescidos dos respectivos juros. a base de cálculo para efeito de aplicação dos percentuais de 40 e 20% devidos. ainda que indireta. divulgado pelo Banco Central do Brasil . e despedida por culpa recíproca ou força maior será o equivalente a 8% da última remuneração. “ Circular nº 31/12/97): 116. por culpa recíproca. 2. respectivamente. pelo Decreto nº 2. reconhecida por sentença transitada em julgado.2. que passam a incidir sobre esses depósitos e a multa rescisória. 30 do Regulamento Consolidado do FGTS. Para os recolhimentos em atraso. 9º do Regulamento Consolidado do FGTS. e. obrigatoriamente nas agências da CAIXA. não sendo permitida a dedução dos saques ocorridos. considera-se como dia não útil o sábado. por força maior ou extinção normal do contrato a termo. inclusive a indireta.. importância igual a 40% sobre o (TRT da 9ª Região/CESPE/2007 Analista Judiciário . importância igual a 20% sobe o mesmo montante. no caso de despedida sem justa causa. 1. o empregador fica obrigado a efetuar no 1º dia útil subsequente à data do efetivo desligamento do trabalhador. ainda que indireta.3. quando poderá ser recolhido em banco conveniado 1. de 11/05/90. de que trata esta Circular. que ainda não houver sido recolhido. o empregador deve pagar diretamente ao trabalhador importância igual a 40% do montante de todos os depósitos realizados na conta vinculada durante a vigência do contrato de trabalho. segundo o disposto no art. em Edital publicado mensalmente no DOU. de 08/11/90. 1.Esclarecer que. c) Nos casos de rescisão de contrato de trabalho decorrente de culpa recíproca ou de força maior.Reiterar que. quando não for possível atualizar os valores de todos os depósitos efetuados. muitos direitos trabalhistas foram elevados ao plano constitucional ou tiveram sua disciplina alterada.Área Judiciária ) A partir da Constituição Federal de 1988 (CF).)I . devem ser observados os procedimentos divulgados pela CAIXA. 9º do Decreto nº 99. multiplicado pelo número de meses em que perdurou o contrato de trabalho. II . inclusive. 137 . O descumprimento do prazo de recolhimento sujeita o empregador às cominações previstas no art. inclusive a indireta. 18 da Lei nº 8. ocorrendo a dispensa sem justa causa. o domingo.BACEN.1. exceto nas localidade onde esta não possuir agência. Acerca desse tema.

o contrato de trabalho de Maria (A) e de João não poderão estipulados por mais de 90 dias. uma vez que os prazos máximos para estipulação dos contratos serão de 2 (dois) anos para Maria e de 90 (noventa) dias para João. nacionalmente unificado. vestuário. de forma que não se pode falar em salário mínimo estadual. 445.. da CLT. desde que observada a fixação federal como parâmetro mínimo para a remuneração dos trabalhadores. podendo haver. (D) não poderá ser estipulado por mais de 2 anos e o de João por mais de 90 dias. respeitando-se o valor do salário mínimo. . fixado em lei. a que responde corretamente à questão é a D. (C) não poderá ser estipulado por mais de 2 anos e o de João por mais de 60 dias. o pacto laboral observará o disposto no Art. 7º: IV . ser instituído por cada um dos Estados. dispõe que a referida lei terá caráter nacional e unificado. inc IV da Constituição Federal. Ressaltamos que esta questão foi retirada do livro Direito do Trabalho e Processo do Trabalho – Questões comentadas e organizadas por ser (TRT DA 23ª REGIÃO/FCC/2007 TÉCNICO JUDICIÁRIO ÁREA ADMINISTRATIVA) Maria celebrou contrato de trabalho por prazo determinado com a empresa X uma vez que a natureza do serviço justificava a predeterminação 138 . higiene. capaz de atender a suas necessidades vitais básicas e às de sua família com moradia. logo. Já o contrato de João. 451*.salário mínimo . Neste caso. em cada estado e no Distrito Federal. . com reajustes periódicos que lhe preservem o poder aquisitivo. será regido pelo parágrafo único do mesmo artigo. que assim dispõe: Art. em caráter nacional e unificado.O salário mínimo é fixado por lei federal. 7º. ALTERNATIVA CORRETA: D Maria foi contratada por tempo determinado." Embora a Constituição não mencione o termo "federal" ao determinar que o salário mínimo será fixado por lei. 445 – O contrato de trabalho por prazo determinado não poderá ser estipulado por mais de 2(dois) anos. caput. Assim sendo. observada a regra do art. Por outro lado é bom não esquecer que a Constituição assegura aos trabalhadores. do prazo e João celebrou contrato de experiência com a empresa Y. alimentação. segundo o qual “o contrato de experiência não poderá exceder de 90 (noventa) dias”. pisos salariais próprios. ser (B) não poderá ser estipulado por mais de 1 ano e o de João por mais de 90 dias. por ser de experiência. um “piso salarial proporcional à extensão e à complexidade do trabalho”. educação. transporte e previdência social. das alternativas apresentadas. o qual pode sim. ITEM CORRETO Conforme art. lazer. (E) e de João não poderão estipulados por mais de 1 ano. também. sendo vedada sua vinculação para qualquer fim. que assim dispõe: "CF/88 . saúde.Art.

pág. tácita ou expressamente. * CLT. Art. 451 – O contrato de trabalho por prazo determinado que.assunto. Editora Ferreira – Série Concursos. de autoria de Maria da Graça Manhães Barreto. 22. passará a vigorar sem determinação de prazo. 139 . for prorrogado mais de uma vez.