DIREITO DO TRABALHO EXERCICIOS COMENTADOS PRINCÍPIOS TRABALHO DO DIREITO

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01- (MPT XIII CONCURSO – 2007) Em relação aos princípios do Direito do Trabalho, é INCORRETO afirmar que: a) o princípio da irrenunciabilidade vem sendo afetado pela tese da flexibilização; b) o princípio da norma mais favorável significa aplicar, em cada caso, a norma jurídica mais favorável ao trabalhador, independentemente de sua colocação na escala hierárquica das fontes do direito; c) o princípio da continuidade da relação de emprego confere suporte teórico ao instituto da sucessão de empregadores; d) a adoção de medidas tendentes a facilitar o acesso ao mercado de trabalho dos negros constitui violação ao princípio da não discriminação, que proíbe diferença de critério de admissão por motivo de raça; 02- (MPT XI CONCURSO – 2004) Sob o prisma da Teoria Geral do Direito do Trabalho é CORRETO afirmar: a) em função do princípio da norma mais favorável, a lei ordinária trabalhista, mesmo em questões de ordem pública, não está hierarquicamente submetida à Constituição; b) na interpretação e aplicação das regras da CLT, apenas excepcionalmente algum interesse de classe ou particular poderá prevalecer sobre o interesse público;

c) no conflito entre normas de convenção coletiva e normas de acordo coletivo, segundo estabelece, expressamente, a CLT, prevalecem as normas do acordo coletivo em detrimento das normas da convenção coletiva, eis que o acordo coletivo traz normas específicas enquanto as da convenção são gerais; d) do princípio protetor, que é fundamento da autonomia científica do Direito do Trabalho, extrai-se, dentre outras proposições, a de que às normas jurídicas, quando dúbias, deve-se atribuir o sentido que for mais benéfico ao trabalhador; 03- (ANALISTA – TRT DA 9ª REGIÃO – 2007 – CESPE) O Direito do Trabalho tem princípios próprios, resultantes da especificidade do trabalho humano e da evolução socioeconômica, na busca de maior dignidade para o trabalhador e para o resultado da mão-de-obra empregada. Com relação a esse assunto, julgue os itens seguintes. 51 O princípio do protecionismo e o princípio da primazia da realidade são inerentes ao Direito do Trabalho. 52 Vigora, no Direito do Trabalho, o princípio do ato jurídico perfeito para preservar o contrato firmado entre o trabalhador e o empregador, não resultando força normativa de alteração posterior do contrato, que é, assim, mantido incólume. 04) (JUIZ DO TRABALHO – TRT DA 1ª REGIÃO – 2006) O caput do art. 7º da Lei Maior estatui: “”São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros que visem à melhoria de sua condição social...” Este dispositivo consagra um princípio cardeal no Direito do Trabalho, assegurando um mínimo de garantias sociais para o empregado, passível de tratamento

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mais benéfico pela vontade das partes ou outra fonte do Direito. Trata-se de qual princípio? a) Princípio da indisponibilidade dos direitos trabalhistas; b) Princípio da proteção; c) Princípio da irredutibilidade salarial; d) Princípio do in dubio pro operario; e) Princípio da isonomia. 05) (JUIZ DO TRABALHO – TRT DA 1ª REGIÃO – 2006) Determinado princípio geral do direito do trabalho prioriza a verdade real diante da verdade formal. Assim, entre os documentos que disponham sobre a relação de emprego e o modo efetivo como, concretamente, os fatos ocorreram, deve-se reconhecer estes em detrimento daqueles. Trata-se do princípio: a) da razoabilidade; b) da irrenunciabilidade dos direitos trabalhistas; c) da primazia da realidade; d) da prevalência do legislado sobre o negociado; e) da condição mais benéfica.

ERRADO. Fontes materiais, no âmbito do Direito do Trabalho, representam o momento pré-jurídico, razão pela qual é incorreto classificar a lei como fonte material. Ao contrário, a lei é a fonte formal por excelência no direito laboral. Item 2 – Desde que resultante de amplo processo de negociação entre os vários atores sociais interessados, como no caso da recente lei que definiu o pagamento das perdas do FGTS, a norma jurídica correspondente pode ser qualificada, em relação à sua origem, como autônoma. ERRADO. Fontes formais autônomas são aquelas que emanam da participação direta dos atores sociais interessados, como p. ex. a convenção coletiva de trabalho e o acordo coletivo de trabalho. A lei é fonte heterônoma, posto que emana de ente externo, no caso o Estado. Neste sentido, a simples participação dos atores sociais nas discussões que deram origem a determinada lei não tem o condão de qualificar esta mesma lei como fonte formal autônoma. Item 3 – O regulamento da empresa constitui fonte formal do direito do trabalho. CERTO. Em primeiro lugar, cumpre observar que esta questão não deveria ser objeto de prova objetiva, muito menos de questão para julgar “certo” ou “errado”. Isto porque há grande controvérsia, tanto na doutrina quanto na jurisprudência, no sentido de se considerar ou não o regulamento de empresa como fonte do Direito do Trabalho. A jurisprudência, inclusive, se inclina majoritariamente no sentido de negar ao regulamento de empresa a natureza de fonte, atribuindo-lhe

QUESTOES CESPE TRT 01 – (CONSULTOR LEGISLATIVO – ÁREA 7 – SENADO FEDERAL – 2002 – CESPE) Acerca das fontes do direito do trabalho, julgue os itens seguintes. Item 1 – A fonte material por excelência do direito do trabalho é a lei, expressão da soberania do Estado e que é editada por representantes a tanto legitimados.

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apenas a feição de cláusula contratual, que como tal adere ao contrato de trabalho. Os que negam a natureza de fonte formal ao regulamento de empresa o fazem diante de um argumento relevante: não há como enquadrar o regulamento de empresa como lei em sentido material dado seu processo unilateral de criação. Alice Monteiro de Barros, por sua vez, entende que o regulamento de empresa é fonte formal, sendo “considerado pela doutrina como fonte formal heterônoma, quando elaborado exclusivamente pelo empregador”, ou fonte formal autônoma, quando o empregado participa de sua construção”. Item 4 – As cláusulas contratuais de trabalho, previstas em norma coletiva celebrada para encerrar movimento paredista, são reputadas fontes formais do direito do trabalho. CERTO. Sem problemas. São fontes formais autônomas, pois emanam dos próprios interessados. Item 5 – As pressões realizadas pelos empregados, com vistas à melhoria das condições sociais, constituem fontes materiais do direito do trabalho. CERTO. A formação da consciência crítica e do pensamento coletivo da massa de trabalhadores, consubstanciados nas pressões realizadas pelos empregados tanto sobre os empregadores quanto (e principalmente) sobre o Estado, deu origem ao Direito do Trabalho como hoje o conhecemos, dotado de mecanismos jurídico-normativos destinados à proteção do empregado e à busca do reequilíbrio das relações entre capital e trabalho. Dessa forma, tais pressões são a fonte material por excelência do Direito do Trabalho. Lembre-se, a propósito, que são consideradas fontes materiais aquelas

relacionadas ao momento pré-jurídico inspirador da norma.

02 – (ANALISTA JUD. – TRT9 – 2007 – CESPE) O Direito do Trabalho tem princípios próprios, resultantes da especificidade do trabalho humano e da evolução socioeconômica, na busca de maior dignidade para o trabalhador e para o resultado da mão-de-obra empregada. Com relação a este assunto, julgue os itens seguintes. Item 1 – O princípio do protecionismo e o princípio da primazia da realidade são inerentes ao Direito do Trabalho. CERTO. O princípio do protecionismo é princípio peculiar do Direito do Trabalho, e é a partir dele que surgem os demais. Também chamado de princípio da proteção ou tutelar, consiste na utilização da norma e da condição mais favorável ao trabalhador, de forma a tentar compensar juridicamente a condição de hipossuficiente do empregado. O princípio da primazia da realidade, por sua vez, também informa o Direito do Trabalho, impondo a premissa de que, no ramo justrabalhista, os fatos são mais importantes que os ajustes formais, razão pela qual a realidade prevalecerá sobre a forma atribuída a determinado ato jurídico, sempre que esta não corresponda àquela. Item 2 – Vigora, no Direito do Trabalho, o princípio do ato jurídico perfeito para preservar o contrato firmado entre o trabalhador e o empregador, não resultando força normativa de alteração posterior do contrato, que é, assim, mantido incólume. ERRADO. A partir de sua principiologia peculiar, podemos dizer que no Direito do Trabalho são vedadas as alterações prejudiciais ao empregado.

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que. nãoeventualidade. 3º é incompleto quanto à conceituação de empregado. o TST entende que se trata de questão interna corporis. ininterrupta. já que Amarildo é policial militar. da CLT. julgue os itens subseqüentes: Item 1 – considera-se empregador a empresa. independentemente do eventual cabimento de penalidade disciplinar prevista no estatuto do policial militar. presentes os requisitos da relação de emprego.Entretanto. policial militar. porém esse vínculo jamais poderá ser reconhecido. RESPOSTA: B. 22 e 25. todas as vezes que não estava escalado na corporação. Na referida empresa. admite. É bom lembrar. sob subordinação e mediante salário. recebia um salário mensal. e trabalhava de forma contínua e 4 . caput. 2º. Literalidade do art. Neste sentido. RECONHECIMENTO DE VÍNCULO EMPREGATÍCIO COM EMPRESA PRIVADA (conversão da Orientação Jurisprudencial nº 167 da SBDI-1) Res. é possível seja reconhecido o vínculo empregatício de policial militar com empresa privada. 129/2005. assinale a opção correta. nos horários em que não estava a serviço da corporação militar. que tecnicamente é feita pela conjugação dos artigos 3º e 2º da CLT. CERTO. Quanto à questão da proibição de exercício de atividade privada por policial militar. individual ou coletiva. a saber: onerosidade. Item 2 – considera-se empregado toda pessoa física que prestar serviços de natureza não-eventual a empregador. DJ 20. B – É legítimo o reconhecimento da relação de trabalho entre Amarildo e a empresa Boliche & Cia. que deve ser resolvida através de eventual penalidade disciplinar. entretanto. 3º. que o art. a critério da corporação. Amarildo cumpria expressamente as ordens emanadas da direção. conforme previsto nos respectivos Estatutos. Considerando a situação apresentada. da CLT. C – Não existe vínculo empregatício entre Amarildo e a empresa Boliche & Cia. D – A justiça do trabalho não pode reconhecer nenhuma espécie de vínculo empregatício entre Amarildo e a empresa Boliche & Cia. CERTO. A – Existe vínculo empregatício entre a empresa Boliche & Cia e Amarildo. são lícitas as alterações contratuais benéficas ao empregado. Literalidade do art. a Súmula 386 do TST. pessoalidade e alteridade. assumindo os riscos da atividade econômica. trabalhava para a empresa Boliche & Cia como agente de segurança. caput. de forma que no Direito do Trabalho o princípio civilista do pacta sunt servanda (segundo o qual os contratos devem ser cumpridos) se apresenta enfraquecido e devidamente adaptado. dos quais se extraem os requisitos caracterizadores da relação de emprego. que assim dispõe: Nº 386 POLICIAL MILITAR. O TST firmou entendimento no sentido de que. subordinação. em razão da situação de militar de Amarildo.2005 04 – (EXAME OAB NACIONAL – 2007 – CESPE) Amarildo. assalaria e dirige a prestação pessoal de serviços. já que o trabalho prestado por Amarildo para essa empresa constitui trabalho eventual autônomo.04. 03 – (TEC JUD – ÁREA ADM – TRT9) Acerca da relação de emprego.

a figura em análise não pode ser pessoa jurídica. da CLT. ERRADO. em razão dos princípios da intangibilidade contratual. nesse caso. (ex-OJ nº 167 da SBDI-1 . sendo o empregado obrigado a assinar a carteira de trabalho do empregado. Nessa situação. pelo Poder Judiciário. CERTO. Item 2 – No contrato de experiência previsto na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) estão presentes todos os elementos caracterizadores da relação de emprego. Com efeito. privilegiando a realidade fática da prestação laboral. nos termos dos artigos 10 e 448 da CLT. dever-se-á. ERRADO. Na formalização da transação. é legítimo o reconhecimento de relação de emprego entre policial militar e empresa privada. 442 da CLT). independentemente do eventual cabimento de penalidade disciplinar prevista no Estatuto do Policial Militar. em homenagem ao princípio da primazia da realidade. Assim. caput. 3º da CLT. Se estão presentes os requisitos da relação de emprego. Item 3 – Considere a seguinte situação hipotética: A sociedade Alfa adquiriu empreendimento da sociedade Bravo e decidiu manter a mesma atividade e os mesmos empregados. mesmo que estejam presentes os elementos caracterizadores da relação de emprego. Alfa e Bravo inseriram no contrato cláusula que estabeleceu a responsabilidade de Bravo pelos encargos trabalhistas existentes antes da sua aquisição pela empresa Alfa. correspondente à relação de emprego” (art. é a transferência do passivo trabalhista (responsabilidade) para o sucessor. contados do início da prestação laboral. 5 . o empregador tem o prazo de 48 (quarenta e oito) horas. e do princípio da continuidade da relação de emprego. Observe-se que para a CLT “o contrato individual de trabalho é o acordo tácito ou expresso. 29. mas não o é em relação ao empregador). 443. Alfa estará isenta em relação aos débitos trabalhistas existentes quando a titular do empreendimento era Bravo.Preenchidos os requisitos do art. Neste caso ocorreu fraude. §2º. dentre as quais a anotação do contrato de trabalho em CTPS (art. Assim. sob pena de autuação pela fiscalização trabalhista. 445 da CLT.inserida em 26. de vínculo empregatício entre a empresa e o prestador dos serviços. razão por que será considerada parte ilegítima em reclamação trabalhista ajuizada para reivindicar o pagamento dos referidos débitos. e como tal se sujeita às normas de proteção ao trabalhador empregado. A regra da sucessão de empregadores. será impossível o reconhecimento. posto que é elemento caracterizador da relação de emprego a prestação de serviços por pessoa física. O contrato de experiência é previsto no art. julgue os itens que se seguem: Item 1 – Se uma empresa contratar a prestação de serviços mediante uma pessoa jurídica unipessoal.1999) 05 (ADVOGADO PETROBRÁS – 2007) JÚNIOR – A respeito da relação de emprego e da sucessão de empregador. da CLT). razão pela qual é possível o reconhecimento do vínculo empregatício pelo Poder Judiciário. o contrato de experiência também é contrato de emprego. da despersonalização do empregador (o contrato de emprego é intuitu personae em relação ao empregado. para anotar o contrato de trabalho na CTPS do empregado. alínea “b”.03. afastar a forma dada ao negócio jurídico. e o limite de sua duração (90 dias) é estabelecido pelo parágrafo único do art.

Neste sentido. às quartas em outro e de quinta a domingo em outro.Auditor Fiscal Ricardo Rezende . o que pagou por esta. Gabarito: D Comentário: o principal objetivo dos exercícios de resolução de questões é familiarizar o candidato com as estratégias usadas pelas bancas de concurso. não operam efeitos em relação aos direitos dos empregados. frise-se. (d) subordinação e onerosidade. Assim.EVP 01 – NÃO são características relação de emprego: (a) subordinação e pessoalidade. a empresa Alfa (sucessora) será. a única responsável pelos créditos trabalhistas dos empregados que continuaram a prestar serviços após a sucessão. a regra é a responsabilidade da sucessora. impedir ou fraudar a aplicação dos preceitos contidos na presente Consolidação". segundo o qual "serão nulos de pleno direito os atos praticados com o objetivo de desvirtuar. o caso de um garçom que trabalha às terças-feiras em um restaurante. 2 – A relação de trabalho autônomo se diferencia da relação de emprego basicamente pela presença. porém pede que a distinção seja estabelecida a partir do Questões elaboradas . É possível inclusive que o empregado tenha dois ou mais empregos. mas traz um enunciado truncado que dificulta a interpretação pelo candidato. a exclusividade não é intrínseca à relação de emprego. Entretanto. Também é importante reforçar que é lícito que cláusula de exclusividade integre o contrato de trabalho. mediante diversos contratos distintos. A questão acima é tecnicamente fácil. (b) subordinação e alteridade. as chamadas cláusulas de não responsabilização. (c) subordinação e exclusividade. mas pode ser ajustada entre as partes como cláusula contratual. Imagine-se. o artigo 9º da CLT. como a firmada na hipótese em estudo. (e) onerosidade. futuramente. Dessa forma. (e) subordinação e não-eventualidade. bem como condicionar o tipo de raciocínio que leva a um bom aproveitamento em prova. no tocante à relação de emprego. em princípio. (c) autonomia serviços. que passa a integrar em litisconsórcio o pólo passivo da reclamação trabalhista. Neste sentido. na prestação dos (d) subordinação na prestação dos serviços. RELAÇÃO EMPREGO DE TRABALHO E Comentário: não se exige exclusividade para configuração da relação de emprego. nos casos em que se comprova a existência de fraude no processo de sucessão (alteração societária) a doutrina e a jurisprudência têm admitido a responsabilização subsidiária da empresa sucedida. do requisito da: (a) prestação de trabalho por pessoa física.Excepcionalmente. por exemplo. Gabarito: C da 6 . tendo apenas o direito de regresso contra a Bravo (sucedida). (b) prestação de trabalho por pessoa jurídica. servindo apenas como elemento para que a sucessora cobre da sucedida. Percebam que a questão solicita do candidato a distinção entre autônomo e empregado.

4 – Julgue as assertivas abaixo: (certa ou errada) (a) Pode-se considerar não-eventual aquele trabalhador que preste serviços ininterruptamente a um tomador de serviços. a) o trabalho prestado por voluntário a instituição religiosa não forma vínculo de emprego. como um dos requisitos para configuração da relação de emprego. a atividade é normal no cotidiano da empresa (é atividade-meio. (b) Não será considerado nãoeventual o trabalhador que. a relação não será de emprego. c) no exemplo a faxineira é não-eventual. que não se exige a continuidade da prestação de trabalho para configuração da não eventualidade. não tendo importância em relação ao empregador. Gabarito: E Comentários: a questão não apresenta maiores problemas. se refere à pessoa do empregado. inexistindo tal requisito em relação à pessoa do empregador. também o representante comercial poderá ser considerado empregado. pelo que se impõe a prevalência do princípio da primazia da realidade. principalmente naqueles organizados pela ESAF. relação de emprego. e) define corretamente a pessoalidade como requisito da relação de emprego. devido à “maldade” da questão quanto à interpretação. (d) não pode ser considerado empregado um representante comercial. b) não basta esteja presente um dos requisitos da relação de emprego para que se reconheça o vínculo empregatício. subordinação e alteridade). durante dois meses. onerosidade. além da subordinação jurídica. mas ainda assim é atividade permanente na empresa) e a trabalhadora se fixa juridicamente ao tomador dos serviços. em relação a quem a regra é a despersonalização. há fraude. uma leitura apressada levaria o candidato a marcar a letra “C”. para os efeitos da CLT. Faltando qualquer deles. (b) presente no caso concreto ao menos um dos chamados requisitos da relação de emprego a mesma restará configurada. No caso. pois lhe falta onerosidade (intenção onerosa). 3 – Assinale a alternativa correta quanto à caracterização da relação de emprego: (a) o trabalho prestado por voluntário a instituição religiosa é considerado. d) está incorreta porque. neste ponto. ainda que presente a subordinação jurídica. Lembremos. ocorrendo os demais requisitos. repetível futuramente (espera-se que seja necessário fazer faxina na empresa futuramente). é indispensável a ocorrência de todos os requisitos (pessoalidade. (c) é eventual a faxineira que presta serviços duas vezes por semana a uma loja de utilidades domésticas. Ao contrário. mas mera relação de trabalho. A pessoalidade ocorre somente em relação ao empregado. Assim. não- eventualidade. (e) a pessoalidade. independentemente da presença de quaisquer outros elementos fáticos.requisito da relação de emprego e não a característica da relação de trabalho autônomo. Esse tipo de questão é comum em concursos. pois presta serviço de forma repetida. exceto no caso específico do empregado doméstico. bem como ressalta o princípio da despersonalização do empregador. não obstante se ative repetidamente em 7 .

uma empresa, preste serviços atividade-meio da mesma;

na

(c) Um encanador contratado para trocar a rede de esgoto de uma padaria será não-eventual se trabalhar três ou mais vezes por semana, durante ao menos um mês, nesta mesma empresa; (d) A regra para que se reconheça a relação de emprego é que, além de presentes os demais requisitos dos artigos 2º e 3º da CLT, o trabalhador seja não eventual. Para o doméstico, entretanto, não basta a nãoeventualidade, exigindo-se a continuidade da prestação dos serviços; (e) A onerosidade independe do pagamento ou não de salários, bastando que o pacto laboral tenha sido firmado com intenção econômica (onerosa) pelo empregado. Grau de dificuldade: médio Gabarito e comentários: a) Errado. A não-eventualidade dependerá também da previsão de repetibilidade, da circunstância de ser a atividade permanente da empresa (tanto atividade-fim quanto atividade-meio) e da fixação jurídica do trabalhador ao tomador dos serviços. Logo, depende de outros elementos fáticos além da simples repetição; b) Errado. O texto desta assertiva é traiçoeiro. As bancas costumam inserir vários “nãos” em uma assertiva, a fim de confundir o candidato. Foi o que procurei fazer na letra B. Para facilitar a interpretação, sugiro seja usada uma regra simples: dois “nãos”, como no caso, podem ser “anulados” quando da leitura. Tentem ler assim: “será considerado eventual o trabalhador que”... A idéia é a mesma, porém elimina a confusão. Pois bem, está errada a assertiva porque o fato de a atividade não estar inserida na atividade-fim da empresa não afasta a possibilidade de que seja

não eventual, desde que repetida, repetível, permanente na empresa e conduza à fixação jurídica do trabalhador; c) Errado. Ainda que este encanador trabalhe todos os dias durante determinado lapso de tempo, no caso será eventual, pois só está presente a repetição. Falta previsão de repetibilidade (provavelmente a padaria não mais contratará serviços de encanador), atividade permanente da empresa (serviços de encanador definitivamente não são permanentes no objeto social de uma padaria) e fixação jurídica do trabalhador ao tomador dos serviços (tão logo terminado o serviço o encanador colocará seus serviços à disposição de outros tomadores, não se fixando a nenhum deles); d) Certo. No sentido de tudo que estudamos, a questão aborda a pessoalidade como requisito da relação de emprego, e a continuidade como exigência específica para a configuração da relação de emprego doméstico; e) Certo. Não interessa se o pagamento pactuado foi efetivamente realizado para que se configure a onerosidade. Basta a intenção declinada quando do ajuste de vontades entre trabalhador e tomador dos serviços. Se o trabalhador se vinculou com aninus contrahendi, presente estará a onerosidade. 5 – Em relação ao conceito de empregado, é correto dizer que, para a doutrina moderna, a subordinação é: (a) técnica (b) econômica (c) jurídica (d) funcional (e) pessoal Gabarito: C

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Comentários: a doutrina já elaborou diversas teses sobre a natureza da subordinação, sendo que a mesma já foi considerada técnica, econômica e funcional. Atualmente, entretanto, a doutrina e a jurisprudência pacificaram a questão: a subordinação do empregado ao empregador é jurídica, decorrendo do contrato de trabalho. Em outras palavras, ao passo que o empregado se submete ao poder diretivo do empregador (poder de dar ordens, poder de fiscalização e poder disciplinar), subordina-se ao mesmo. Por fim, importante salientar que a subordinação nunca poderá ser pessoal, pois tal sujeição feriria o princípio da dignidade humana (pelo qual, em apertada síntese, o ser humano é um fim em si mesmo, não sendo admitida sua utilização como simples meio para atingir determinado fim). A “dependência” a que alude a CLT diz respeito ao serviço prestado, e não à pessoa do empregado. 6 – São requisitos para que caracterize a relação de emprego: (a) autonomia e pessoalidade; (b) habitualidade e infungibilidade em relação ao trabalhador; (c) subordinação e eventualidade; (d) onerosidade e exclusividade; (e) subordinação e exclusividade. Gabarito: B Comentários: lembram-se que no material eu mencionei que o concurso público cobra o que você sabe com o nome que você não sabe? É exatamente este o caso. Com efeito, é comum encontrarmos em prova “habitualidade” como sinônimo de “não eventualidade”. Da mesma forma, também é possível, embora seja de ocorrência mais rara, a se

substituição do termo “pessoalidade” por “infungibilidade em relação ao empregado”. Infungível é, grosso modo, aquilo que não pode ser trocado por outro da mesma espécie. 7 – Acerca das relações de trabalho pode-se dizer que: I – o trabalhador avulso de distingue do eventual especificamente pelo fato de que põe sua energia de trabalho à disposição de diversos tomadores no setor portuário, sempre mediante um intermediário; II – o estágio lícito não cria vínculo de emprego em nenhuma hipótese; III – um garçom que trabalha apenas aos sábados em uma churrascaria será empregado se estiverem presentes os demais requisitos da relação de emprego; IV – o trabalho institucional é aquele prestado a instituição de caridade, e como tal não forma vínculo empregatício, dado seu caráter gracioso; V – pode-se dizer que relação de emprego é gênero, do qual a relação de trabalho é espécie. Estão corretas somente as assertivas: (a) I e III; (b) I, II, III e V; (c) I, III, IV e V; (d) I, II e III; (e) II, III e V. Gabarito: D Comentários: esta questão eu elaborei para gerar polêmica. A assertiva do item I é correta, mas leva a crer que é incorreta. Pode-se dizer até mesmo que é apenas parcialmente correta. A questão é de interpretação. Sabemos que os avulsos não são apenas os

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portuários, embora sejam estes últimos os maiores expoentes da categoria, sob o aspecto jurídico1. A assertiva talvez não esteja corretamente contextualizada, porém isso é comum em provas de concurso. Em diversas bancas, e notadamente na ESAF, é comum a elaboração de questões nas quais se espera que o candidato escolha “a menos errada” ou “a mais correta”. Esta questão foi elaborada a fim de treiná-los para encarar tranqüilamente este tipo de questão. Vejamos as possibilidades de resolução, sem enfrentar a polêmica. Comecemos a análise a partir da última assertiva. A assertiva V é flagrantemente incorreta, pois inverte a ordem de idéias. A relação de trabalho é gênero, do qual é espécie a relação de emprego, e não o contrário. A assertiva IV também é flagrantemente incorreta, pelo mesmo motivo. A hipótese aventada é de trabalho voluntário, e não de trabalho institucional, que como vimos é aquele trabalho prestado à Administração Pública, mediante relação de direito administrativo. Bom, com estas conclusões, podemos excluir todas as respostas que contenham como certas as assertivas IV e V. Logo, excluímos as letras “b”, “c” e “e”. Restam, por óbvio, apenas as letras “a” e “d”. Desse ponto, podemos extrair duas conclusões imediatas: a assertiva I está correta, pois está presente em ambas as alternativas restantes; a resposta dependerá da análise da assertiva II que, por sua vez, é simples. O art. 4º da Lei 6494/1977 exclui expressamente a possibilidade de reconhecimento de relação de emprego com o estagiário (lembremse que isso vale para o estágio lícito; se for ilícito, prima-se pela realidade, sempre). Diante de todo o exposto, a alternativa “mais correta” dentre as oferecidas é a da letra D. Questões de concurso (nível igual ou superior ao exigido para AFT): 1 O avulso tanto

pode ser portuário como nãoportuário. Poucos autores, entretanto, enfrentam o tema, dada a maior incidência do avulso portuário. A Prof. Vólia Bomfim Cassar ensina que “nãoportuário é o avulso que trabalha para diversos tomadores, sem vínculo de emprego, obrigatoriamente intermediado pelo sindicato da categoria. Pode executar seus serviços na área portuária ou não. O que o diferencia do avulso portuário é, na verdade, que ele (não-portuário) é intermediado pelo sindicato e não é regido pela Lei nº 8.630/1993, enquanto o portuário é regido pela referida lei e intermediado necessariamente pelo OGMO. Vulgarmente é o chamado chapa, por prestar serviços em carregamento e descarregamento de carga, sem habitualidade ou repetição. Ressaltese que o verdadeiro chapa tem que ser intermediado pelo sindicado.” (CASSAR, Vólia Bomfim. Direito do Trabalho. – 2ª ed. – Niterói : Impetus, 2008, p. 300) Ressalte-se, por fim, que existe ainda, paralela à figura que a Prof. Vólia Bomfim denomina “verdadeiro chapa”, o chapa que chamamos de “genérico”, qual seja, aquele que fica na entrada das cidades à espera de caminhões carregados para oferecerem seus serviços de descarregamento. Este não é considerado trabalhador avulso pois oferece diretamente seus serviços, sem intermediação do sindicato. 8 – (PROCURADOR DO TRABALHO/MPT – XI CONCURSO – 2004) A relação de emprego é o vínculo jurídico sobre o qual incide o Direito Individual do Trabalho. A respeito desta relação jurídica, pode-se dizer: I – a exploração econômica do serviço prestado pelo trabalhador é essencial para a configuração da relação de emprego;

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porém isso não impede. tem sido mitigado o requisito da pessoalidade em relação ao empregado em domicílio. III – não se forma vínculo de emprego. a subordinação é jurídica. Dois exemplos indicam a incorreção da assertiva: empregado doméstico. A partir responda: das afirmações supra. podendo o mesmo se limitar ao consumo do tomador. secretária. superior ao daquele que lhe contrata. Aliás. para verificar se a onerosidade que permeou o vínculo objetivou a percepção de contraprestação. que este médico seja seu empregado. não interessa. desde que haja repetição. Basta imaginar o exemplo de um médico contratado por uma indústria metalúrgica. Errado. etc). a exploração econômica do serviço.: c 9 – (JUIZ DO TRABALHO – 7ª REGIÃO – ESAF – 2005) Analise as proposições a seguir e assinale a opção correta. mas permanente. exceto para o doméstico. estará reconhecida a existência de eventualidade. por ausência de subordinação. notadamente nas funções intelectuais. Logo. Em tal circunstância. afigurase relevante investigar a real intenção das partes. Por sua vez. e para a execução das tarefas é auxiliado por membros de sua família. I. a atividade seja permanente da empresa e haja fixação jurídica do trabalhador ao tomador dos serviços. a) apenas a afirmação I está correta. Assim. e) não respondida. para a configuração da relação de emprego.Errado. Não se exige. admitindo-se seja o mesmo auxiliado por membros da família. médico. Havendo prestação laboral intermitente. Errado. que o obreiro detenha conhecimentos técnicos superiores aos daquele que o emprega. Art. desde que esteja caracterizada a relação de emprego. c) todas estão erradas. II – não há subordinação quando o trabalhador possui conhecimento técnico ou científico. Resp. 11 . há que ser avaliada sob a óptica do prestador dos serviços. 6º da CLT: não se distingue entre o trabalho realizado no estabelecimento do empregador e o executado no domicílio do empregado. Muito provavelmente o empregador não terá qualquer conhecimento técnico da área médica. obstando a formação do vínculo de emprego. não produzindo valores de troca. enquanto requisito imprescindível à configuração da relação de emprego. quanto ao serviço realizado. cozinheira. e não técnica. por construção doutrinária e jurisprudencial. em absoluto. basta o trabalho intermitente. cuja prestação de serviço deve se limitar ao consumo imediato do tomador. II. Como estudamos. a continuidade. Errado. para configuração da não-eventualidade. instituição sem fins lucrativos que contrata empregados para realização de atividades de apoio (faxineira. d) apenas a afirmação II está correta. previsão de repetibilidade. b) estão corretas as afirmações II e III. especialmente do trabalhador. Sabe-se que um dos elementos caracterizadores da relação de emprego responde pela nãoeventualidade na prestação dos serviços. é bastante comum. quando o trabalhador presta serviço em sua própria residência. A onerosidade.

na relação de emprego. que o trabalho é prestado por conta alheia. Resp. Como a primeira assertiva está flagrantemente errada. Resolvi a questão a partir das alternativas. em relação ao empregado. isto é. a subordinação é jurídica e se liga à prestação. Como vimos alhures. suponho que a expressão “a finalidade atribuída a determinado serviço” se refira à alteridade. Correto. que o contrato de trabalho é concluído intuitu personae. da lição inclusive de Maurício Godinho Delgado. O caráter de infungibilidade em relação ao empregado é sinônimo de pessoalidade. pelo que a resposta só pode ser a letra “a”. o que caracteriza a alheiabilidade da prestação dos serviços pelo empregado (alteridade).Correto. essa subordinação é avaliada sob uma perspectiva objetiva. para caracterização da relação de emprego.: a 10 – (JUIZ DO TRABALHO – 1ª REGIÃO – 2005) Diz-se. exceto a primeira e a segunda. Não consegui vislumbrar outra solução possível para esta questão. Presentes a pessoalidade. V. IV. também não interessará o resultado (finalidade) que se espera do mesmo. Entretanto. Analise as 12 . Pela doutrina atual. atuando sobre o modo da realização da prestação e não sobre a pessoa do prestador de serviços. Correto. Esta assertiva é duvidosa. Correto. a) Todas são verdadeiras. só servem as alternativas “a” e “d”. a finalidade atribuída à realização de determinado serviço. Nesta linha de pensamento. Ora. e sim o modo de prestação. Apura-se a onerosidade a partir da intenção econômica do empregado quando da contratação. se o tipo de trabalho não interessa. e) Todas são verdadeiras. até porque. Ocorre que também vimos que a assertiva II é correta. poderíamos extrair duas finalidades possíveis: fruto do trabalho auferido diretamente pelo trabalhador (autônomo). O vínculo subordinante que se estabelece entre o prestador de serviços e seu tomador. exceto a primeira. Todas as relações de trabalho (e não só a de emprego) têm como prestador de serviços pessoa física. sendo essencial à configuração dessa relação jurídica que a prestação de serviços tenha um caráter de infungibilidade em relação à aludida pessoa. Somente a pessoa natural pode ocupar o espaço reservado ao prestador do serviço na relação de emprego. b) Todas são verdadeiras. a onerosidade e a subordinação jurídica. III. exceto a quarta e a quinta. Ao menos essa é a minha opinião. fruto do trabalho explorado pelo tomador dos serviços. o tipo de trabalho prestado não interessa à caracterização da relação de emprego. como vimos. E por que a assertiva V estaria correta? A rigor. só a banca poderia responder a esta questão. a nãoeventualidade. possui relevância. exceto a segunda. e não à pessoa do empregado. d) Todas são verdadeiras. em exercício parecido com o mencionado no comentário da questão 7 supra. como também já estudamos. c) Todas são verdadeiras. exceto a terceira. é qualificado como sendo uma subordinação jurídica.

acima. ainda que presente a subordinação jurídica imanente ao vínculo empregatício. logo não pode transmitir a outrem a obrigação de prestar serviços. intransmissível. Na mesma linha do item anterior.A morte do empregado dissolve. as alternativas estão I . d) ele tem seu contrato de trabalho suspenso. prestar serviços. não se computando o tempo de serviço do período pertinente ao exercício da função de diretor. A pessoalidade como requisito da relação de emprego. Resp. Correto. exceto esporadicamente. relaciona-se à característica de infungibilidade do trabalho do empregado. e) apenas incorreta. Correto. No mesmo sentido visto as alternativas estão c) apenas as alternativas I e IV estão corretas. pois na relação de emprego a prestação é infungível. é correto afirmar que a) ele tem o tempo de serviço atinente ao período de exercício na função de diretor computado para todos os efeitos legais.Em relação ao empregado eleito para ocupar cargo de diretor de sociedade anônima.O pacto de trabalho origina para o empregado uma obrigação de fazer que não é fungível. portanto.A obrigação de prestar o serviço é personalíssima e. com a aquiescência do empregador. 13 . pessoalmente. pois se somente o empregado pode. Todas as assertivas estão corretas e apresentam facetas da pessoalidade.A pessoalidade é uma das notas típicas da relação de emprego. mesmo diante da presença da subordinação jurídica atinente ao liame empregatício.salvo se o empregador consente. c) ele tem seu contrato de trabalho interrompido.: a ANALISTA ÁREA PROCESSUAL MPU – ESAF – 2004 – a alternativa II está 78. V . Se o obreiro não pode se fazer substituir. b) todas incorretas. sem maiores problemas. isto é. III . IV . Correto. pelo que extingue-se automaticamente o contrato de trabalho. Correto. o contrato.O empregado não pode fazer-se substituir na empresa em que trabalha . ipso facto. II . a) todas corretas.proposições abaixo. d) apenas as alternativas II e V estão corretas. o empregado não pode se fazer substituir por outrem. resposta correta: assinalando a A questão não apresenta maiores dificuldades. com a sua morte a prestação torna-se impossível. Correto. e se esta obrigação é intransmissível. b) ele tem seu contrato de trabalho automaticamente rescindido na medida em que não pode ostentar a condição simultânea de empregado e empregador. não se computando o tempo de serviço do período em que exerceu a função de diretor.

Lembrem-se que a suspensão contratual implica na sustação temporária dos principais efeitos do contrato de trabalho. o item V da Súmula 369. a OJ nº 35. aponte a opção incorreta. e) A extinção do estabelecimento comercial na área de abrangência da base territorial do sindicato prejudica o direito do dirigente sindical à estabilidade provisória. conforme redação original da OJ nº 88. com a mesma redação. Correta. Assim. Não sei se efetivamente o foi. bem como o item I da Súmula 396 do TST. letra “E”. notadamente prestação de serviços. e não a possibilidade de reintegração. pois neste caso não é contrato de trabalho anterior. não se aplicando àquele trabalhador contratado especificamente para a função de diretor. b) O desconhecimento do empregador da gravidez da empregada não inibe o direito ao pagamento da indenização defluente da estabilidade. já existia. reflexos e parcelas rescisórias). conforme Súmula 371 do TST. pois neste caso a jurisprudência confere apenas a indenização.e) ele tem seu contrato de trabalho suspenso. nos termos do item IV da Súmula 369 do TST. razão pela qual a questão tinha duas respostas! Com efeito. a jurisprudência consolidada do TST rejeita a possibilidade de reconhecimento da estabilidade provisória do dirigente sindical quando o registro da candidatura se dá durante o aviso prévio. Correta. portanto depois do concurso em questão.No que tange aos efeitos pertinentes à estabilidade. nos termos do item I da Súmula 244 do TST. Neste sentido. FIGURA JURIDICA DO EMPREGADO Questões elaboradas – Auditor Fiscal Ricardo Resende .EVP 14 . d) Os efeitos da projeção do contrato de trabalho para o futuro em decorrência da concessão de aviso prévio alcançam as vantagens econômicas conquistadas durante o aviso prévio (salários. salvo na hipótese de previsão contrária em norma coletiva. razão pela qual a questão deveria ter sido anulada. Comentário: a resposta. 79. Também está errada. o item II da Súmula 244 do TST. porque não tive acesso ao gabarito definitivo. desde 1994. pagamento de salários e contagem do tempo de serviço. é obtida a partir da Súmula nº 269 do TST. Neste sentido. com exceção da estabilidade provisória. embora o gabarito oficial seja letra “A”. Está errada. não se computando o tempo de serviço do período em que exerceu a função de diretor. a) Admite-se a reintegração de empregado detentor de estabilidade provisória ainda que esgotado o período estabilitário. salvo na hipótese de permanência da subordinação jurídica própria do vínculo empregatício. não obstante a referida Súmula tenha sido editada e publicada apenas em 2005. a letra “C” também atende ao comando do enunciado (opção incorreta). Obviamente a hipótese somente se aplica ao trabalhador que já era empregado na “companhia” e veio a ser eleito diretor da mesma. Observe-se que. A hipótese de previsão contrária em norma coletiva era prevista expressamente na época do concurso. c) O empregado candidato ao cargo de dirigente sindical tem direito à estabilidade provisória mesmo que o registro de candidatura tenha ocorrido durante o período do aviso prévio. Correta.

pois não é possível que alguém seja empregado de si mesmo.01) Assinale a alternativa INCORRETA: (a) a natureza do trabalho prestado não é determinante para a caracterização da relação de emprego. (e) pode-se dizer que. a subordinação e a pessoalidade. por exemplo. quanto à proteção da jornada de trabalho (não tem. subordinação e alteridade). controle de jornada e. razão pela qual não constituem discriminação ou afronta ao princípio constante do parágrafo único do art. em princípio. em regra. desde que presentes os requisitos dos artigos 2º e 3º da CLT. Neste caso. posto que é relativamente comum que o empregado seja auxiliado por pessoas da família. e sim limita alguns direitos típicos dos empregados. não-eventualidade. Com efeito. de acordo com as peculiaridades de determinada categoria profissional. 2) Considere as seguintes assertivas: I – a figura do sócio é incompatível com a figura do empregado. Também é verdade que no trabalho em domicílio a pessoalidade se apresenta de forma mitigada. constitui afronta ao dispositivo consolidado que proíbe a distinção entre trabalho manual. pode ser revertido ao antigo posto de trabalho (alteração contratual lesiva ao empregado expressamente prevista em lei) e pode ser transferido para outra localidade independentemente da sua anuência. fato este de difícil fiscalização pelo empregador. não faz jus ao pagamento das horas extraordinárias). Correto. Errado. O art. Correto. o empregado detentor de cargo de confiança sofre restrições. geralmente categorias de trabalhadores intelectuais. por conseqüência. quanto ao horário de trabalho. Errado. exceto se permanecer a subordinação jurídica. só por este fato. técnico e intelectual. (c) é perfeitamente possível que o trabalhador em domicílio seja empregado. onerosidade. A redução do grau de subordinação jurídica não implica no não reconhecimento da qualidade de empregado. a subordinação jurídica também não é tão rigorosa. (d) consoante a jurisprudência dominante do Tribunal Superior do Trabalho a eleição de empregado para o cargo de diretor implica na suspensão do contrato de trabalho. bastando para tal que se verifiquem os requisitos dos artigos 2º e 3º da CLT. Correto. embora existentes. 6º da CLT iguala o trabalho em domicílio ao trabalho do empregado que exerce suas atividade na empresa. Não há. Por sua vez. até porque o empregado em domicílio tem certa liberdade. qualquer incompatibilidade entre as figuras do sócio e do empregado. o empregado detentor de cargo de confiança não perde. não importando a natureza (tipo) do trabalho prestado. por exemplo. Os estatutos profissionais regulam situações jurídicas diferenciadas. (b) a eventual existência de estatutos profissionais dispondo sobre categorias diferenciadas. desde que por real necessidade de serviço. Correto. não obstante reduzido o grau de subordinação jurídica. Literalidade da Súmula nº 269 do TST. pois para a caracterização da relação de emprego basta a presença dos requisitos caracterizadores (pessoalidade. pois não se 15 . 3º da CLT. a qualidade de empregado. não apresentam tanto rigor em sua caracterização.

exceto: assertivas estão (a) são direitos constitucionalmente estendidos ao doméstico. não da prestação. concomitante. Errado. desde que evidenciados os requisitos legais. Errado. Nestes casos deve ser aplicado o regime jurídico que seja mais favorável ao empregado. Estão incorretas as assertivas: (a) I e II (b) I. II – será doméstico o empregado que. é estranho à caracterização do doméstico que os serviços sejam ou não qualificados (lembremos que um piloto de avião. Dessa forma. mas somente na definição do empregador (art. Como já estudamos. A assertiva é absurda. 16 . mas somente a pessoa física ou grupo familiar. II e IV (d) II. V – a prestação de serviços à pessoa ou à família. Correto. e a concomitante prestação de serviços de limpeza a empresa da mesma família configura o fenômeno da promiscuidade contratual. que tem intenção onerosa). Também está errada a assertiva pelo fato de que não existe prestação de serviço doméstico a pessoa jurídica. sendo que os serviços não podem ter finalidade lucrativa (sob o ponto de vista do empregador). IV e V (e) I. é importante reiterar que é comum aparecer em questões de concurso estes três requisitos como os necessários à caracterização da relação de emprego. o décimo terceiro salário. jurídica ou grupo familiar. dentre outros. II e III 03 – Todas as corretas. e pelo fato de prestar serviços a pessoa física ou a grupo familiar. prestar serviços não qualificados a pessoa física. III – são requisitos caracterizadores da relação de emprego a subordinação. pode ser doméstico!).confundem a pessoa física do sócio e a pessoa jurídica da sociedade. em face do qual deve prevalecer o regime jurídico mais favorável ao empregado. os tribunais têm entendido que em regra não há que se falar em relação de emprego entre cônjuges. depois porque a presunção é no sentido que não há subordinação entre cônjuges. onerosidade e subordinação. Quanto a esta assertiva. Literalidade do art. por exemplo. temos uma relação de emprego doméstico e outra. primeiro pela fantasiosa idéia da suposta corrente do “Novo Direito”. sem finalidade lucrativa (dos serviços. Entretanto. Correto. a onerosidade e a não-eventualidade. 3º). e sim sociedade de fato. em face da atecnia da CLT ao não mencionar a pessoalidade e a alteridade na definição de empregado (art. Dessa forma. II e V (c) I. laborando com continuidade. por exemplo. IV – a partir do advento das premissas do chamado Novo Direito tem sido admitida a relação de emprego doméstico entre cônjuges. quando é sócio majoritário e/ou possui o controle da empresa. mas a presença destes três torna a resposta correta. serão incompatíveis as figuras sempre que o sócio detenha intensa participação na sociedade. sendo que presume-se a subordinação do cônjuge que não trabalhe fora. O empregado será doméstico sempre que presentes os requisitos caracterizadores da relação de emprego. de emprego (não doméstico). há outros requisitos essenciais (pessoalidade e alteridade). No caso em tela. 3º da CLT. substituída a nãoeventualidade pela continuidade. 2º).

da Lei nº 605/1949. 5º. 4 – Julgue os seguintes itens (Certo ou Errado): a) o aprendiz não é empregado e sim. Este é o entendimento dominante na jurisprudência. Errado. da CRFB. prévio e aposentadoria.irredutibilidade do salário. Correto. Correto. OJ 315 da SBDI-I do TST. tratoristas. que poderá ou não ser confirmada depois de concluído o programa de aprendizagem. Assim. exceto portadores de necessidades especiais. será rural o empregado de empregador rural. O doméstico tinha direito somente ao descanso semanal remunerado. O aprendiz é um empregado cujo regime jurídico é especial. pelo recolhimento do FGTS em alíquota diferenciada 17 . 5º da Lei nº 605/1949. Ressalte-se que não necessariamente o empregado rural prestará serviços tipicamente rurais. para quem não existe limite máximo de idade). (d) ao doméstico são garantidos tanto o descanso semanal remunerado quanto os feriados civis previstos em lei. 7º da CRFB. alínea “a”. o trabalhador de indústria rural será rurícola apenas quando suas atividades forem tipicamente rurais. Também é rurícola o empregado de indústria que explora suas atividades em estabelecimento agrário. Quanto aos feriados. parágrafo único. ainda que este forneça à professora moradia e gratificação pecuniária. a professora que ministra aulas em escola rural não se vincula empregaticiamente ao dono da fazenda onde está situada a escola. entre outros. Correto. Basta que o tomador dos serviços seja empregador rural para que o empregado seja rurícola. (c) conforme a jurisprudência dominante. Errado. empregados de escritório de empresa agropecuária. os motoristas. assim considerado aquele que exerce atividade agroeconômica. o aprendiz se diferencia pela determinação de prazo do contrato de trabalho (até dois anos). também chamada de agroindústria. por força do disposto no art. 7º. Literalidade do único do art. A relação de emprego rural difere da relação de emprego comum pela qualidade do empregador. aviso parágrafo (b) a relação de emprego rural difere da relação de emprego pela natureza dos serviços prestados pelo obreiro. não tinha direito. não obstante suas atividades não sejam tipicamente rurais. Não obstante.324/2006 revogou esta alínea “a” do art. Em relação aos demais empregados. como o próprio nome indica. são rurícolas. Correto. e sim enquadrado na atividade preponderante da empresa. pela restrição da idade (poderão ser aprendizes os maiores de quatorze anos e os menores de vinte e quatro anos. Neste sentido. aspirante à condição de empregado. a Lei nº 11. que devem ser aqueles tipicamente rurais. isto é. No caso do empregado de indústria rural a regra é oposta àquela do empregado vinculado a empregador rural que explora atividade agrícola. razão pela qual o doméstico passou a fazer jus também aos feriados. Em atividades tipicamente industriais o obreiro não será rurícola. pois este direito era negado expressamente ao doméstico pelo art. (e) não será rurícola o empregado da indústria do açúcar e do álcool que não realize atividades tipicamente rurais.

(2%. Os servidores públicos. bastando para tal que estejam presentes os requisitos legais (art. O parentesco não afasta o vínculo empregatício. para o desempenho de suas funções. nos termos 18 . os direitos trabalhistas constantes da CLT. com remuneração livremente ajustada e sob o regime da legislação do trabalho”. 28 da Lei nº 7. oportunidade na qual o causídico. nos termos do art. sendo exigida a anotação do contrato de trabalho em CTPS. são regidos por estatutos próprios. ou seja. a realização dos exames de saúde ocupacional conforme NR-7. pois se presume o conluio entre as partes para fraudar o sistema do FGTS e do Seguro-Desemprego. 2º e 3º da CLT). Errado. c) o trabalho do preso não forma vínculo de emprego com o Estado. Mévio procurou um advogado para “saber de seus direitos”. O regime jurídico dos trabalhadores em cartórios extrajudiciais é o celetista. dentre eles escolhendo os substitutos. Aplica-se aos empregados públicos a CLT. o registro. desde que presentes os requisitos caracterizadores da relação de emprego. e sim o estatuto próprio fixado em lei. Exceto por estas regras especiais. os serviços notariais são exercidos por delegação do Poder Público. 05 – (TÉCNICO – ÁREA ADMINISTRATIVA – TRT19 – FCC – 2003) NÃO há relação de emprego entre: A – a instituição sem fins lucrativos e a respectiva secretária B – a igreja e o respectivo encarregado de serviços gerais C – a dona de casa e a empregada doméstica D – a instituição de beneficência e o voluntário E – o titular de Cartório oficializado e o serventuário não A resposta é a letra D. e) a existência de relação de parentesco até o terceiro grau entre prestador e tomador dos serviços afasta a relação de emprego. e auxiliares como empregados. Correto. pelo pagamento do salário-mínimo hora. o aprendiz é empregado como qualquer outro. pois no caso do voluntário falta para caracterização da relação de emprego o requisito da onerosidade. Nos termos da CRFB. firmando com a Administração Pública relação jurídica administrativa e não trabalhista. salvo disposição mais benéfica em instrumento coletivo. corretamente. etc. Tanto a secretária da instituição sem fins lucrativos quanto o trabalhador em serviços gerais na igreja são empregados. por sua vez. o qual dispõe que: “os notários e os oficiais de registro poderão. Literalidade do art. lhe informou que seus direitos são os direitos de qualquer empregado. Errado. b) não se aplicam aos empregados públicos as disposições celetistas.935/1994. contra 8% dos empregados “normais”). d) Mévio foi admitido em março de 2006 como escrevente em um cartório (tabelionato) de notas nãooficializado na cidade de Cartolândia do Norte. contratar escreventes. É importante ressaltar que a qualificação do tomador dos serviços (“sem fins lucrativos”) não lhe retira a qualidade de empregador.210/1984 (Lei de Execuções Penais). Demitido em dezembro de 2007. Correto. e pela necessidade de matrícula do aprendiz em programa de aprendizagem. 20 da Lei nº 8.

6º da CLT. Entre o dono da obra e o pedreiro não há relação de emprego. Percebam a recorrência desta temática em provas da FCC (!).935/1994. na relação de emprego. E – a igreja e o religioso. pode perfeitamente ocorrer fora do estabelecimento fabril ou comercial como. A letra A está errada. desde que compatíveis os horários. bastando que haja repetição. ao menos para a jurisprudência dominante. pois não haveria finalidade econômica para o dono da obra. que o serviço seja permanente na atividade da empresa (seja na atividade-fim. a exclusividade. Por fim. pois há vínculo de emprego entre o titular de cartório não oficializado e seus serventuários. não há relação de emprego entre a noiva e a costureira. Finalmente. tendo em vista que não há que se falar em não-eventualidade nesta hipótese (não há previsão de repetibilidade e a atividade não é normal na dinâmica do tomador dos serviços). C – o dono da obra e o pedreiro. nos termos do art. da CLT. Finalmente. 20 da Lei nº 8. nos termos do art. bem como este não assumiria os riscos da atividade econômica.935/1994. Nos casos das letras B e E falta o requisito da onerosidade. por exemplo. nunca pessoa jurídica. o serventuário do cartório não oficializado é empregado. 2º da CLT. 20 da Lei nº 8. nada impede que o empregado tenha mais de um vínculo 19 . razão pela qual não há relação de emprego. 08 – (TÉCNICO JUDICIÁRIO – TRT22 – 2004 – FCC) É correto afirmar que: E – os riscos da atividade econômica são suportados pelo empregador ou pelo empregado A resposta é a letra C. no caso do empregado em domicílio. previsão de repetibilidade. Neste sentido. A letra D está errada porque não se exige. o art. para caracterização da relação de emprego. pois o empregado só poderá ser pessoa física. 07 – (ANALISTA – ÁREA ADMINISTRATIVA – TRT9 – FCC – 2004) Há relação de emprego entre: A – o titular de cartório oficializado e os serventuários. D – a noiva e a costureira. 2º.do art. consoante o art. não B – a instituição de beneficência e os voluntários. §1º. Com efeito. seja na atividade-meio) e que haja fixação jurídica do obreiro ao tomador dos serviços. 06 – (ANALISTA – EXECUÇÃO DE MANDADOS – TRT17 – FCC) Na relação de emprego A – o empregado pode ser pessoa física ou jurídica B – configura-se a habitualidade somente se a prestação de serviços é diária C – a prestação de serviços pode ocorrer fora do estabelecimento fabril ou comercial D – exige-se trabalhador exclusividade do de emprego com empregadores diversos. A letra B também está incorreta porque a habitualidade não exige a prestação de serviços diária. regido pela CLT. A resposta é a letra A. a letra E está incorreta porque os riscos da atividade econômica cabem exclusivamente ao empregador. pois a prestação de serviços. A dona de casa e a empregada doméstica formam a relação de emprego tipicamente doméstica.

pois configura mercantilização do trabalho humano. que em regra caracteriza relação de emprego. Correta a letra A. o modo e o local da prestação dos serviços. B – não se distingue entre o trabalho realizado no estabelecimento do empregador e o executado no domicílio do empregado. E – o trabalho executado no domicílio do empregado será sempre considerado eventual. complementando-a ou suplementando-a. modo e local de trabalho. que é conferida. Intermediário. praticando atos jurídicos em seu nome. a figura do intermediário é repelida pelo sistema legal de proteção ao trabalho. da forma que melhor lhe convier. 09 – (JUIZ DO REGIÃO – 1998) TRABALHO – 12ª A – são trabalhadores autônomos aqueles que possuem a discricionariedade do tempo. Errado. pela literalidade do art. C – apenas o trabalho realizado no estabelecimento do empregador caracteriza a relação de emprego. O trabalho autônomo é marcado pela ausência de subordinação. As letras D e E também estão erradas porque será considerado relação de emprego o trabalho executado do domicílio do empregado. A letra B está errada porque se não há relação de emprego no trabalho executado no domicílio do empregado. definindo o tempo. 6º da CLT. modo e local da prestação. desde que esteja caracterizada a relação de emprego. em curtos períodos de tempo. ainda que não esteja caracterizada a relação de emprego. D – o trabalho executado no domicílio do empregado sempre será considerado autônomo. figura muito comum principalmente no meio rural. Errado. 6º da CLT). o tempo. a quem cabe definir. Correto. sem se fixar juridicamente a nenhum deles. sempre que presentes os requisitos caracterizadores da relação de emprego. A distinção surge da proteção legal trabalhista. B – são trabalhadores avulsos aqueles que prestam serviços a outrem. no trabalho autônomo predomina a liberdade do trabalhador. em regra. A letra C está errada pois é possível que exista relação de emprego fora do estabelecimento do empregador. é aquele trabalhador que se coloca como elo de ligação entre um trabalhador e o tomador de seus serviços. Em outras palavras. D – são trabalhadores domésticos aqueles que prestam serviços a pessoa física ou grupo familiar. somente aos empregados. C – são trabalhadores intermediários aqueles que compõem a própria atividade da empresa. em afronta ao princípio da dignidade humana. ainda Aponte a alternativa correta: 20 . distinguir-se-á este do trabalho executado no estabelecimento do empregador. conferindo a este o poder de dirigir o trabalho. O que caracteriza o trabalho avulso é o fato de o trabalhador avulso colocar sua energia de trabalho à disposição de distintos tomadores.A – não se distingue entre o trabalho realizado no estabelecimento do empregador e o executado no domicílio do empregado. no trabalho em domicílio (art. ao passo que na relação de emprego o trabalhador se subordina juridicamente ao empregador. por exemplo. Também chamado “gato”. no âmbito do Direito do Trabalho. integrando-a.

E – são trabalhadores rurais aqueles que desenvolvem atividades. e sim pela Lei nº 5859/1972. d) ser pessoa física. trabalhar mediante dependência. trabalhar mediante a inexistência de dependência. Errado. FIGURA JURIDICA EMPREGADOR DO Questões Elaboradas – Auditor Fiscal Ricardo Rezende – EVP 21 . trabalhar gratuitamente e prestar o trabalho pessoalmente são requisitos que configuram o empregado e que todo empregado é regido pela CLT. sentido do c) ser pessoa física. relação de dependência e) ser pessoa física. e nem todo empregado é regido pela CLT. conforme exposto no comentário da letra A. prédio rústico é a propriedade localizada em perímetro urbano onde se desenvolve atividade agroeconômica. 2º da Lei 5. O que caracteriza o empregado rural não é o local da prestação dos serviços. para caracterização do rurícola. trabalhar de forma não eventual. Correto.que em atividade lucrativa. é regido pela Lei nº 5889/1973. pois também será empregado rural o trabalhador que prestar serviços em prédio rústico a empregador rural (art. Não existe emprego sem (subordinação). trabalhar de forma não eventual. O doméstico. Errado. se o mesmo presta serviços em zona urbana ou não. O doméstico não pode prestar serviços em atividade lucrativa. trabalhar de forma eventual. Nem todo empregado é regido pela CLT. não é regido pela CLT. assim considerado aquele que desenvolve atividade agroeconômica. A relação de emprego exige trabalho não-eventual e nem todo empregado é regido pela CLT. trabalhar mediante o pagamento de salário e prestar o trabalho pessoalmente são requisitos que configuram o empregado e que todo e qualquer empregado é regido pela CLT. trabalhar de forma não eventual.889/1973). Não existe relação de emprego sem onerosidade. Errado. ainda que industriais. trabalhar mediante o pagamento de salário e prestar o trabalho pessoalmente são requisitos que configuram o empregado e que nem todo empregado é regido pela CLT. b) ser pessoa física. trabalhar mediante dependência. trabalhar mediante dependência. trabalhar mediante dependência. em áreas distantes das zonas urbanas. mediante o pagamento de salário e prestar o trabalho pessoalmente são requisitos que configuram o empregado e que nem todo empregado é regido pela CLT. por exemplo. e não pela CLT. Com efeito. Errado. Pouco importa. O empregado rural. por sua vez. que deve ser o empregador rural. Errado. e sim a qualidade do empregador. No mesmo comentário à letra A. mas no âmbito residencial da mesma pessoa ou grupo familiar. 10 – (PROCURADOR DO ESTADO/RN – FCC – 2001) É correto afirmar que: a) ser pessoa física. Errado. trabalhar de forma não eventual. trabalhar mediante o pagamento de salário e prestar o trabalho pessoalmente são requisitos que configuram o empregado e que todo empregado é regido pela CLT.

porém nunca recebeu o adicional de horas extras. denominadas “Farmácia Gerais”. salvo ajuste em contrário”. sendo que constou em sua CTPS o salário mensal de R$700. e desde que respeitadas as formalidades previstas na legislação comercial. da CLT. Constantino ingressou com reclamação trabalhista pleiteando diferenças salariais (adicionais de horas extras devidos e reflexos) e o FGTS incidente sobre tais diferenças (inclusive multa compensatória devida em função da demissão imotivada). julgue os seguintes itens (certo ou errado): a) As empresas “Farmácia Gerais”. na hipótese mencionada. “Agência de Turismo Ouro Preto” e “Lotérica Boa Esperança” não formam grupo econômico. não caracteriza a coexistência de mais de um contrato de trabalho. 2º. nos termos do art. apenas se Constantino conseguir comprovar que as empresas constituem grupo empresarial. bastando para tal a relação de subordinação ou ao menos de coordenação empresas. entre duas ou mais b) No caso. a configuração do grupo econômico trabalhista não depende sequer de consórcio formal entre as empresas envolvidas. Ao longo do contrato de trabalho Constantino laborou em sobrejornada de 45 minutos diários. §2º. Cada um dos irmãos é sócio majoritário em uma das empresas e minoritário nas outras duas. d) Caso Constantino tenha prestado serviços à “Agência de Turismo Ouro Preto” durante o tempo em que tinha contrato de trabalho com a “Lotérica Boa Esperança”. durante a mesma jornada de trabalho. Ao contrário. Comentário: a formação do grupo econômico para fins trabalhistas não se liga à idéia de grupo empresarial extraída da legislação comercial. A partir do caso acima. deverá ser reconhecida em juízo a duplicidade de contratos de trabalho. a mera relação de coordenação entre as três empresas é suficiente para a caracterização do grupo econômico para fins trabalhistas.00 (setecentos reais). Demitido sem justa causa depois de três anos prestando serviços à “Lotérica Boa Esperança”. Constantino foi admitido pela “Lotérica Boa Esperança” para exercer a função de atendente. bem como os reflexos respectivos.Questão 1 – Considere-se a seguinte hipótese: Três irmãos detém a propriedade de três empresas. Comentário: Nos termos da Súmula 129 do TST “ a prestação de serviços a mais de uma empresa do mesmo grupo econômico. Não obstante não exista subordinação de uma empresa às outras. tendo em vista que exercem atividades econômicas diversas. Comentário: a identidade da atividade econômica não é requisito para a formação de grupo econômico. pelo que o obreiro poderá exigir as verbas trabalhistas relativas aos dois vínculos. 22 . há inegável relação de coordenação administrativa entre elas. c) Há de se reconhecer o grupo econômico. Comentário: a maioria da doutrina e da jurisprudência tem admitido a formação do grupo econômico ante a simples relação de coordenação entre as empresas. “Agência de Turismo Ouro Preto” e “Lotérica Boa Esperança”. o que por si só afasta a hipótese legal de formação de grupo econômico.

Assim. o caso é de solidariedade e não de mera subsidiariedade. forma-se o grupo econômico vertical se existe relação de subordinação entre as empresas integrantes. sem que com isso restasse configurado mais de um contrato de trabalho. “Agência de Turismo Ouro Preto” e “Lotérica Boa Esperança”. considerado configurada a 23 . serão acionadas a pagar o quantum devido no caso de a “Lotérica Boa Esperança” não arcar com seu débito trabalhista em relação ao mencionado obreiro. as duas primeiras serão subsidiariamente responsáveis pelo adimplemento dos créditos trabalhistas de Constantino. Comentário: segundo classificação corrente na doutrina. mas mera relação de coordenação entre as empresas integrantes do grupo. em eventual fase de execução do julgado. o enunciado da questão esclarece que há “inegável relação de coordenação administrativa entre elas” (as empresas). isto é. Comentário: Consoante o art. No caso em análise. não poderá.e) Configurado o grupo econômico entre as empresas “Farmácia Gerais”. poderiam as três empresas ser consideradas um único empregador em relação a Constantino. 2º da CLT as empresas integrantes do grupo econômico são solidariamente responsáveis pelos créditos trabalhistas dos empregados de qualquer uma delas. razão pela qual cada uma das empresas poderia exigir que Constantino lhe colocasse à disposição sua energia de trabalho. tendo em vista que não restou configurada a sucessão trabalhista porque não houve alteração na propriedade ou na estrutura jurídica da empresa “Lotérica Boa Esperança”. ao passo que forma-se o grupo econômico horizontal se não existe subordinação. ( E ) f) Caso Constantino tenha ingressado com a reclamação trabalhista apenas em face da “Lotérica Boa Esperança”. tendo em vista que as mesmas não teriam participado do processo de conhecimento. em nenhuma hipótese o adquirente responderia pelos créditos trabalhistas deste obreiro. Comentário: Hodiernamente o entendimento predominante na doutrina e na jurisprudência é no sentido de que as empresas integrantes do grupo econômico podem ser acionadas diretamente no processo de execução. Comentário: a doutrina mais moderna e a jurisprudência tem. exigir o pagamento das empresas “Farmácia Gerais” e “Agência de Turismo Ouro Preto”. efetiva empregadora de Constantino. em alguns casos. ( E ) j) Caso a propriedade das empresas “Farmácia Gerais” e “Agência de Turismo Ouro Preto” tivesse sido transferida a terceiro durante a vigência do contrato de trabalho de Constantino. Comentário: literalidade da Súmula 129 do TST. e logo não lhes teria sido garantido o direito constitucional ao contraditório e à ampla defesa. já transcrita no comentário da alínea “d” supra. dada a inexistência de relação de subordinação entre as mesmas. desde que respeitada a compatibilidade de horários. g) Ante a inexistência de cláusula contratual dispondo em contrário. i) Tecnicamente pode-se dizer que as empresas mencionadas formam grupo econômico horizontal. razão pela qual não restam maiores dúvidas a respeito da configuração do grupo econômico. desde que não pairem dúvidas a respeito da existência do grupo econômico.

mas as outras duas empresas como garantes de seus créditos. pois há certa presunção de menor idoneidade econômica do arrendatário. um modelo situado entre o trabalho subordinado e o autônomo: o trabalho parassubordinado. ao menos em tese. a responsabilização dos adquirentes como sucessores. Algumas vezes evidente e em outras apresentando-se como leve traço. “nunca”. a alienação das outras duas empresas que formavam com a “Lotérica Boa esperança” o grupo econômico provocaria inequívoco enfraquecimento das garantias creditícias de Constantino. Um dos elementos caracterizadores da relação de emprego. “sempre”. QUESTÕES ANTERIORES: DE CONCURSOS QUESTÃO 2 – (JUIZ DO TRABALHO – 5ª REGIÃO – CESPE – 2006) A subordinação jurídica apresenta-se. então todo cuidado é pouco com este tipo de afirmação. nos termos dos artigos 10 e 448 da CLT. vigindo o arrendamento quando de sua demissão. Afora o debate meramente didático. posto que este. na prática judicial. a responsabilidade subsidiária do sucedido. o responsável pelos créditos trabalhistas de Constantino seria exclusivamente o sucessor (arrendatário). in concreto. como “em nenhuma hipótese”. tinha não só seu empregador direto.sucessão de empregadores sempre que a alteração intra ou interempresarial resulte no enfraquecimento das garantias do crédito trabalhista do empregado. para prestação de serviços de programador. antes da alteração. A hipótese é interessante para fins de concurso público porque ressalta a atenção que o candidato deve ter diante de expressões que denotem regras absolutas. seria possível. a transferência da empresa a título provisório para um arrendatário muito provavelmente provocará o enfraquecimento das garantidas creditícias de Constantino. Comentário: não obstante a regra seja a isenção de responsabilidade do sucedido pelos créditos constituídos antes da transferência (sucessão). muitas vezes. a doutrina italiana chegou a considerar a existência de um terceiro gênero. tanto na doutrina quanto na jurisprudência. No desempenho de suas funções. a jurisprudência tem reconhecido a responsabilidade subsidiária do sucedido nos casos em que a sucessão tenha provocado considerável redução das garantias de adimplemento dos créditos trabalhistas dos empregados. Como exemplo. Dessa forma. Na hipótese. que dificultam a constatação da relação empregatícia. poderia o juiz determinar. Caso confirmada em juízo esta presunção. o magistrado depara-se com situações incomuns. na classificação de Von Tuhr. ( E ) k) Na hipótese de a “Lotérica Boa Esperança” ter sido arrendada a terceiro durante a vigência do contrato de trabalho de Constantino. José foi contratado pela pessoa jurídica Aga. José tem a incumbência de desenvolver programa que será parte integrante de um software criado para sistema 24 . No caso em análise. a subordinação é considerada pela doutrina prevalecente como uma situação jurídica. como uma obrigação patrimonial de prestação pessoal. É importante lembrar que a regra jurídica quase sempre comporta exceções. que atua na área de desenvolvimento de software para instituições financeiras. considere a seguinte situação hipotética. como forma de garantir efetivamente o recebimento dos créditos do trabalhador. Observe-se que a questão é polêmica e está longe de pacificação.

Comentário: assertiva correta. 241. Com base nessas informações e acerca dessa situação hipotética. em síntese. em relação aos trabalhadores intelectuais.maior. Alice Monteiro de. O importante é que haja a possibilidade de o empregador dar ordens. expressamente. a subordinação do trabalhador ao tomador dos seus serviços no tocante ao modo de prestação do trabalho. pelo que aplicável a regra 25 . desde que mantenha contato direto com os supervisores. mesmo porque. Curso de Direito do Trabalho. B A subordinação jurídica é fonte de direitos e deveres para as partes da relação de emprego. que deve apenas cumprir o prazo definido. controle e disciplinar e ao empregado os deveres de obediência. desde que presentes os pressupostos da relação de emprego. 6º da CLT. São Paulo : LTr. José tem de portar. telefone celular exclusivo. Literalidade do art. (BARROS.) D Se determinada instituição financeira possuísse o controle acionário de Aga. ambos. ela é difícil de ocorrer. conectado à Internet. e que forem relativos à sua parte da programação. A jornada de trabalho também pode ser definida por José. Comentário: assertiva correta. Comentário: assertiva correta. atribuindo ao empregador os poderes de direção. pois no caso estaria caracterizado o grupo econômico. 2005. mas o que interessa é a possibilidade de o empregador intervir nas atividades do empregado. Mencionamos mais uma vez a esclarecedora lição da Profª. Por isso. pois a subordinação jurídica decorre do contrato de trabalho e representa. Em linhas gerais. comandar. José participa de todas as fases do processo de criação do software e. diferenças entre o trabalho realizado no estabelecimento empresarial e o desempenhado no domicílio do empregado. Se precisar sair de sua residência. diligência e fidelidade. seriam considerados empregadores de José. O trabalho de José pode ser desempenhado em sua própria residência. o que interessa é a possibilidade que assiste ao empregador de intervir na atividade do empregado. durante este período. quando este passa a ser utilizado no mercado. normalmente um home banking ou para centrais de autoatendimento bancário. A A CLT não estabelece. nem sempre a subordinação jurídica se manifesta pela submissão a horário ou pelo controle direto do cumprimento de ordens”. dirigir e fiscalizar a atividade do empregado. do que decorre o poder empregatício (poder diretivo) e o dever de obediência do empregado. tampouco torna-se necessária a vigilância técnica contínua dos trabalhos efetuados. p. por intermédio de um programa de transferência eletrônica de mensagens. bip e laptop. assinale a opção incorreta. para os fins da legislação trabalhista. relação norteada pela idéia civilista de boa-fé objetiva. Comentário: assertiva correta. dirigindo e administrando os bens de Aga para a consecução de seus objetivos empresariais. Alice Monteiro de Barros: “Esse poder de comando do empregador não precisa ser exercido de forma constante. permanece conectado à Internet e com uma linha telefônica exclusiva em sua residência para contatos a qualquer momento para resolver problemas que surgirem na execução do software. C Para a caracterização da subordinação jurídica não é necessária supervisão técnica contínua.

os riscos do empreendimento devem ser suportados exclusivamente pelo empregador. 1 A empresa. definição de prazos pela empresa. Alice Monteiro de. Assim. a direção e a fiscalização exercidas por Aga sobre as atividades de José. era perfeitamente possível resolver a questão por eliminação. não se confunde com o estabelecimento. à qual é facultado. o legislador celetista (art. mediante acordo ou convenção coletiva. 26 . p. ou por sociedade empresária”) do Código Civil. são devidos ao empregado os salários contratualmente ajustados. com o conseqüente dever de obediência pleo empregado. 242). no caso hipotético apresentado. visto como uma universalidade de bens corpóreos e incorpóreos ou unidade de produção voltada à concretização dos fins sociais do empreendimento. Dessa forma. Comentário: item correto. posto que as demais assertivas (“a” a “d”) não apresentam maiores dificuldades. qualquer que seja a situação da empresa. disponibilidade para manutenção dos sistemas). acerca da figura jurídica do empregador. concebida como atividade econômica organizada. da CLT. Dessa forma. Conforme o disposto no art. Comentário: item errado. 3º da CLT). para exercício da empresa. Curso de Direito do Trabalho. Sobre esta questão é importante verificar que. das modalides de prestação do trabalho” (BARROS. partilhar os riscos da atividade econômica com seus empregados. seriam elementos caracterizadores da subordinação jurídica pelo critério subjetivista.do art. pelo critério objetivista a subordinação “consiste na integração da atividade do trabalhador na organização da empresa mediante um vínculo contratualmente estabelecido. remunerando-os exclusivamente com participação nos lucros e resultados. A direção e a fiscalização exercida por Aga sobre as atividades de José. c/c a Súmula nº 129 do TST. §2º. QUESTÃO 3 – (CONSULTOR LEGISLATIVO DO SENADO – CESPE – 2002) Julgue os itens seguintes. 2005. não obstante a assertiva da letra “E” demande conhecimentos técnicos mais profundos. no caso acima apresentado. o critério subjetivista reforça a idéia de dependência. 2 De acordo com a legislação vigente. E Pelo critério objetivista. no caso hipotético apresentado a subordinação estaria caracterizada. por empresário. vedada a transferência de eventuais custos ou prejuízos aos empregados. São Paulo : LTr. bem como pela possibilidade de o tomador dos serviços determinar o modo de prestação do trabalho (contato direto com supervisores. na qual se inspirou. Literalidade dos artigos 966 (“empresa é a atividade econômica organizada para a produção ou a circulação de bens ou serviços”) e 1142 (“considera-se estabelecimento todo complexo de bens organizados. Por sua vez. o qual considera a subordinação sob o prisma da direção e da fiscalização pelo empregador. pelo critério objetivista. pelo empregador. 2º da CLT. Comentário: assertiva incorreta. considera-se empregador a empresa individual ou coletiva que assalaria e dirige a prestação pessoal de serviços. 2º. são elementos caracterizadores da subordinação jurídica. inclusive. pela inserção dos serviços prestados por José na organização da empresa Aga (e notadamente em seu objetivo social). em virtude do qual o empregado aceita a determinação.

verificandose quando a atividade comercial explorada for assumida por pessoa natural ou jurídica distinta. Comentário: item errado. ao passo que outros acabaram sendo absorvidos pela nova empresa titular do empreendimento. todas as regras aplicáveis ao contrato (cláusulas contratuais. não exige solenidade especial. nos termos dos artigos 10 e 448 da CLT. instrumentos coletivos de trabalho. A alteração na propriedade da empresa não altera os contratos de trabalho. QUESTÃO 4 – (AUDITOR DO ESTADO ES – CESPE – 2004) Julgue o item a seguir: Por não conseguir honrar os compromissos assumidos com alguns bancos. a sucessão de empregadores terá sido claramente configurada. com o aproveitamento total ou parcial dos trabalhadores contratados. como horizontal (se existe mera relação de coordenação administrativa entre as empresas integrantes). Comentário: item errado. com os efeitos daí advindos (responsabilização do sucessor).3 No âmbito do direito do trabalho. Como vimos. Comentário: item correto. 5 A sucessão de empregadores. Comentário: item correto.) permanecem incólumes frente à alteração subjetiva do empregador. etc. o grupo econômico tanto pode ser vertical (se existe relação de subordinação entre as empresas integrantes). e o novo titular do negócio deverá responder pelos débitos trabalhistas relativos ao período anterior à modificação na propriedade da empresa. Nessa situação. Com efeito. 4 A alteração na propriedade da empresa faculta ao empresário adquirente a renegociação de todas as cláusulas coletivas eventualmente pactuadas em acordo coletivo com o sindicato profissional correspondente. Diversos empregados foram por ele dispensados. bem como não depende da manutenção de todos os empregados em atividade. regulamento de empresa. pelo que é vedada a renegociação das cláusulas de acordo coletivo anteriormente pactuadas. se operarem no mesmo segmento comercial ou se suas atividades não estiverem horizontalmente integradas no mesmo processo produtivo ou comercial. inclusive daqueles demitidos antes da sucessão. o proprietário de uma empresa do setor de turismo foi obrigado a transferir o empreendimento a uma empresa concorrente. sem o pagamento das indenizações devidas. Assim. as empresas reunidas em grupo econômico apenas serão solidariamente responsáveis pelos créditos trabalhistas devidos aos empregados de cada uma delas. QUESTÃO 5 – (JUIZ DO TRABALHO – 9ª REGIÃO – 2007) Considere as seguintes assertivas: 27 . ao passo que a transferência do empreendimento afetou diretamente a garantia de adimplemento dos créditos trabalhistas dos empregados. Da mesma forma. Hipótese típica de sucessão de empregadores. não restam dúvidas de que o sucessor responde por todos os débitos trabalhistas relativos ao período anterior à modificação na propriedade da empresa. para os fins do direito do trabalho. a sucessão de empregadores resta configurada independentemente do título jurídico da alteração subjetiva do empregador. Para configuração do grupo econômico para fins trabalhistas não é necessário que as empresas atuem na mesma atividade econômica.

responderá o sucessor inclusive pelos créditos dos empregados demitidos antes da transferência. III – Consoante o entendimento dominante do Tribunal Superior do Trabalho. a prestação de serviços pelo empregado. Assinale a alternativa correta: a) Todas verdadeiras. IV – Para que se configure a sucessão de empregadores é imprescindível que haja a transferência da propriedade da unidade econômicojurídica. ainda que não haja transferência da totalidade dos bens materiais e imateriais. que não participou da relação processual como reclamada. Comentário: assertiva verdadeira. se a sucessão provocou redução das garantias dos créditos trabalhistas de determinado empregado. Comentário: assertiva falsa. a mais de uma empresa do mesmo grupo econômico.: C 28 . a empresa integrante do mesmo grupo econômico. independentemente de o mesmo ter participado do processo desde a fase de conhecimento. Comentário: assertiva falsa. a referida Súmula foi cancelada em 2003. e a partir daí observa-se uma tendência a se admitir a possibilidade de o empregado acionar. na fase de execução. e) As assertivas IV e V são falsas. Como mencionado no comentário da questão 4. V – Para que se configure a sucessão de empregadores é suficiente a transferência de parte significativa do complexo empresarial. Vide comentário o item anterior. Consoante a moderna doutrina justrabalhista tem ganhado força a tese de que opera-se a sucessão de empregadores sempre que haja “alienação ou transferência de parte significativa do(s) estabelecimento(s) ou da empresa de modo a afetar significativamente os contratos de trabalho” (DELGADO. não pode ser sujeito passivo da execução. caracteriza. Comentário: assertiva correta. não caracteriza a coexistência de mais de um contrato de trabalho. não consta no título executivo como devedora. qualquer um dos integrantes do grupo econômico. II. Comentário: assertiva falsa. durante a mesma jornada de trabalho. durante a mesma jornada de trabalho. II – Segundo o entendimento dominante no Tribunal Superior do Trabalho. c) Somente as assertivas I e V são verdadeiras. Resp. a coexistência de mais de um contrato de trabalho. consubstanciado na Súmula nº 129. e que. as assertivas são b) Somente as assertivas I e II são falsas. Entretanto. salvo ajuste em contrário”. III e IV são verdadeiras. é no sentido de que “ a prestação de serviços a mais de uma empresa do mesmo grupo econômico. O entedimento dominante no TST. em qualquer hipótese. Maurício Godinho. Este foi o entendimento dominante no TST enquanto vigorou a antiga Súmula nº 205. portanto.I – A sucessão de empregadores pode se configurar mesmo que não haja continuidade na prestação de serviços pelo empregado que persegue seus créditos. d) As assertivas I.

B o labor desenvolvido por Artur equipara-se ao do trabalhador doméstico. Artur faz jus ao registro do pacto em sua CTPS e às verbas não-pagas. não há qualquer previsão de “repetibilidade” futura. C houve uma relação de trabalho. bem como o trabalhador não se fixa juridicamente ao tomador (ele trabalha sabendo que não formará qualquer vínculo jurídico com o tomador de seus serviços). pelo que há mera relação de trabalho. o que não foi mencionado no enunciado da questão. a resposta correta é a letra C. qual seja. Outras alternativas: A – incorreta. dado que não houve registro na CTPS. pois o contrato de experiência é contrato de emprego. por força de convenção coletiva. A Dada a mencionada extensão da estabilidade no emprego. com o advento da alterações promovidas pela EC 45/2004 no art.TÉCNICO ÁREA ADMINISTRATIVA – TRT 1ª REGIÃO – CESPE – 2008 – CADERNO A Questão 46 Artur desenvolveu atividade de pedreiro em obra residencial ao longo de três meses ininterruptos. não há um dos requisitos caracterizadores da relação de emprego. visto que o período de execução do trabalho não ultrapassou o limite de noventa dias. segundo emenda constitucional. portanto. conforme o enunciado da questão. Por todo o exposto. o contrato de experiência deve ser ajustado pelas partes como tal. assinale a opção correta. segundo avençado pelas partes e mediante paga. a atividade é eventual. pois não houve vínculo laboral. ter sido feito registro em sua CTPS. tendo em vista que. D – incorreta. a licença-maternidade assegurada às gestantes da referida categoria profissional restou fixada em cinco meses. gênero do qual é espécie a relação de emprego. B Diante do benefício atribuído. a não- eventualidade. E qualquer questionamento judicial acerca do pacto deverá. D houve contrato de trabalho de experiência. Assim. tendo em vista que ausente o requisito da não-eventualidade. A houve vínculo laboral e. Comentários: Ainda que a atividade de Artur tenha sido desenvolvida de forma contínua durante três meses. o período assegurado à gestante passou a ser de cinco meses a partir do parto. e não mais somente das relações de emprego. Além disso. 114 da CRFB a Justiça do Trabalho passou a ser competente para julgar as lides decorrentes de qualquer relação de trabalho. uma vez que a convenção coletiva não tem o 29 . posto que não se insere nas atividades normalmente desenvolvidas pelo tomador dos serviços. B – incorreta. contudo. a categoria profissional não obteve nenhum benefício. E – incorreta. sem. porque não há sequer relação de emprego. De acordo com a CLT e os princípios do direito do trabalho. na situação descrita. C De fato. Questão 47 Considerando que determinada categoria profissional tem assegurada à gestante. estabilidade no emprego por mais um mês além do período fixado na CF. ser realizado na esfera cível.

Com efeito. e no caso o termo seria seis meses após o parto. nos termos do art.incorreta. ex. pois a negociação coletiva (seja celebrada por acordo coletivo de trabalho ou convenção coletiva de trabalho) sempre pode ampliar a proteção ao trabalhador. B . Questão 49 Assinale a opção correta com referência à situação de trabalhador que recebe mensalmente uma quantia fixa e outra variável. A Para efeitos legais. C Legalmente. 73 da CLT. B de 22 h às 6 h. É vedada à negociação coletiva a redução de direitos constitucionalmente assegurados. ao passo que o acordo coletivo de trabalho é firmado entre sindicato (dos trabalhadores) e empresa. a convenção coletiva de trabalho é considerada fonte autônoma do Direito do Trabalho porque as normas por ela definidas são estabelecidas a partir dos próprios atores da relação de emprego. Questão 48 Segundo o art. do ADCT/CRFB. D de 22 h às 5 h. pode assegurar a extensão do benefício. sendo esta resultante de gorjetas. 30 . Comentários: A – incorreta. 10. XIII e XIV). como. cumpre jornada de trabalho noturno o trabalhador urbano que labora no período A de 20 h às 5 h. p. emendas do Estado. 73 da CLT. pela literalidade do §2º do art. Comentário: a resposta é letra D. a quantia variável nunca poderá ser inferior ao salário mínimo.. D – incorreta. B Como há uma quantia fixa e outra variável. pois a garantia de emprego conferida à gestante já tem seu termo final cinco meses após o parto.poder de prorrogar constitucional. são fontes heterônomas do Direito do Trabalho. as regras advindas de terceiros estranhos à relação de emprego. benefício D A convenção coletiva. a remuneração corresponde ao somatório de ambas. por ser firmada entre sindicato e empresa. incisos VI. “b”. pois a convenção coletiva é firmada entre sindicatos (patronal e obreiro). à luz do princípio da proteção (norma mais favorável e condição mais benéfica). E A convenção coletiva é considerada uma fonte autônoma do direito do trabalho. pois a garantia de emprego (ou estabilidade) da gestante não se confunde com a licença-maternidade. E – correta. o gabarito é letra E. 7º. exceto nos casos em que a própria CRFB excepciona (art. Em contraposição. Assim. Por óbvio convenção coletiva não pode estender benefício de natureza tipicamente previdenciária. E de 23 h às 5 h. as leis. sem maiores problemas. quais sejam. C – incorreta. como remuneração será considerada somente a quantia fixa. C de 21 h às 5 h. II. D A quantia variável paga mensalmente é considerada prestação in natura. empregado e empregador.

correta a letra A.. neste caso. assinale a opção correta. Assim. a de vendedor. A Irregularidade inexiste na mencionada reversão ao cargo anteriormente ocupado. cargo de confiança que lhe assegurou aumento na remuneração. comissões. e sim salário propriamente dito. Vejamos as incorreções das demais assertivas: 31 .E O pagamento mensal do trabalhador deverá ocorrer até o quinto dia do mês subseqüente ao vencido. foi nula. C Com base no princípio da continuidade do contrato de trabalho. 459 da CLT. Comentários: Consoante o disposto no parágrafo único do art. gorjetas. a quantia variável paga mensalmente não configura salário-utilidade (ou prestação in natura). Questão 50 Um vendedor. D Trata-se de situação que configura rescisão indireta. segundo o prescrito no art. “não se considera alteração unilateral a determinação do empregador para que o respectivo empregado reverta ao cargo efetivo. desde que tenha sido assegurado ao trabalhador o pagamento da gratificação de gerente. anteriormente ocupado. portanto. o empregador concluiu que as expectativas de desempenho no cargo não tinham sido atendidas e determinou-lhe o retorno à função anterior. Após ele ocupar a nova função por seis meses. etc). Imagine-se que em determinado mês ele vende pouco. p. desde que seja paga PELO trabalho e não PARA o trabalho. conforme comentário à assertiva “a”. nos termos do parágrafo único do art. E – incorreta. mas sim em utilidade. Assim. Como exemplo. E A situação descrita constituiu alteração unilateral do contrato de trabalho e. Nestes termos. após determinado tempo. ex. D – incorreta. pois considera-se remuneração a soma da quantia fixa à quantia variável recebida pelo empregado (como. Comentários: A – incorreta. 468 da CLT. Ainda assim ser-lhe-á garantido o salário mínimo de R$415. B A referida alteração atende ao prescrito no art.00 fixos mais comissões por venda. este será garantido.00. Ex. pois o pagamento do salário do trabalhador deverá ocorrer até o quinto dia útil do mês subseqüente ao vencido. a CLT permite a reversão do empregado ao cargo efetivo ocupado antes da assunção do cargo de confiança. mencione-se o caso do empregador que concede moradia (habitação) ao empregado como parte da contraprestação a este devida pelos serviços prestados. Observe-se que. e não à parcela fixa da remuneração. não há que se falar em retorno ao cargo anteriormente ocupado. Acerca dessa situação. 483 da CLT. C – incorreta. auferindo apenas R$100.00 de comissões. 468 da CLT. independentemente de que se consiga obter resultados suficientes para “completar” o salário mínimo. B – correta. 468 da CLT. Considera-se prestação in natura a parcela do salário que não é paga em dinheiro. foi promovido a gerente de vendas. nos termos do art. deixando o exercício de função de confiança”. pois a vedação é à remuneração inferior ao salário mínimo.: um vendedor recebe R$300.

isto é. no tempo de serviço. nos termos do supramencionado parágrafo único ao art. o benefício correspondente. Não obstante a infelicidade da redação da assertiva. No caso específico do acidente de trabalho a contagem do tempo de serviço e o recolhimento do FGTS 32 . e tem como defensores. com salário = interrupção. percebendo. como as obrigações decorrentes do princípio da boa-fé objetiva). D – incorreta. 468 da CLT. tendo em vista que a CLT prevê expressamente a hipótese de reversão.B – incorreta. no tempo de serviço. que continua normalmente no cargo efetivo do empregado. Godinho. em geral. que não é suficientemente clara na expressão “desde que tenha sido assegurado”. C – incorreta. bem como no art. Vólia Bomfim e Valentim Carrion. D o contrato de trabalho é considerado suspenso e há cômputo. Na situação acima descrita. até porque. o empregado sofreu acidente de trabalho e ficou afastado de suas funções por mais de oito meses. reverteria ao cargo de origem porém com a incorporação da gratificação recebida. pois não há relação entre o princípio da continuidade e o instituto da reversão. a reversão não constitui alteração unilateral do contrato de trabalho. do período do afastamento. o que quis dizer foi que a reversão seria lícita desde que o trabalhador continuasse recebendo a gratificação de gerente. no tempo de serviço. entre outros. 476 da CLT. o que costuma determinar o enquadramento é o pagamento ou não de salário pelo empregador. grosso modo poderíamos dizer que sem salário = suspensão. cômputo do período do afastamento. Está incorreta pois não existe qualquer previsão legal neste sentido. em última análise. pois os casos de rescisão indireta pressupõe. do período do afastamento. B ocorre a suspensão do contrato de trabalho porque não haverá. C o período aquisitivo de férias não será alterado porque houve acidente de trabalho. a reversão não ataca o vínculo de emprego em si. Neste sentido. Questão 51 No decorrer de determinado contrato de trabalho. de forma que o empregado revertido ao cargo efetivo perde a gratificação de gerente. o descumprimento de obrigação contratual por parte do empregador (tanto as obrigações expressamente decorrentes do contrato. Este entendimento se baseia na interpretação dos artigos 59 e 60 da Lei nº 8. Comentários: O entendimento doutrinário predominante é no sentido de que o afastamento do empregado em decorrência de acidente de trabalho suspende o contrato de trabalho. No caso não há qualquer descumprimento de obrigação pelo empregador. cômputo do período do afastamento. no tempo de serviço. E verifica-se interrupção do contrato de trabalho e não há cômputo. a exemplo do que acontecia antigamente no serviço público com o chamado “apostilamento”. E – incorreta. A tem-se um caso de interrupção do contrato de trabalho porque haverá.213/91. pois. Em que pese a existência de situações controvertidas acerca da configuração como suspensão ou interrupção. mensalmente. como é o caso.

vamos às alternativas. e na jornada o aprendizagem CLT). perante a justiça do trabalho. D O adolescente poderá desenvolver trabalho no turno noturno. Logo. é a justa causa. Literalidade do art.. o empregador esteja descumprindo suas obrigações contratuais. E O trabalho do menor somente poderá ser considerado como de aprendizagem até que o adolescente complete dezoito anos de idade. e do art. a hipótese aventada é de contrato de aprendizagem. 482 da CLT. podendo ser de oito horas se o aprendiz tiver fundamental. que passou a permitir a aprendizagem até os 24 anos. Assim. Comentários: Esta questão induz o candidato a erro. D – incorreta. A A rescisão cabível. aos quais não se aplica o limite de idade. a regra tem a ressalva expressa “salvo na condição de aprendiz. não obstante o caráter de suspensão do contrato de trabalho. pois contra o menor de idade não corre prescrição.durante o período de afastamento são determinados pela legislação (respectivamente pelo art. o termo inicial do prazo prescricional só começa a contar. quando o trabalhador completar dezoito anos. tendo em vista a nova redação dada ao art. terá este quatro anos (dois até completar a maioridade e mais dois do prazo legal de prescrição) para propor ação trabalhista. Questão 53 Considerando que. pela literalidade do art. A O limite diário de labor do adolescente não poderá superar quatro horas. Exemplo: caso seu contrato de trabalho seja extinto quando o trabalhador tenha completado 16 anos. completado o ensino desde que computado tempo destinado à teórica (art. no decorrer de um contrato de trabalho. consoante estipulado no art. 432 da B – incorreta. da CRFB. se quiser vindicar. XXXIII. C – correta. assinale a opção correta. Assim. nesse caso. 4º da CLT e pelo art.”). a partir dos 14 anos”. Porém. B Deverá o trabalhador permanecer no serviço até que seja rescindido o contrato. ressalvada a hipótese do aprendizes portadores de necessidades especiais.684/1990). assinale a opção correta. 439 da CLT (“é licito ao menor firmar recibo pelo pagamento dos salários. C A situação considerada caracteriza culpa recíproca para a rescisão 33 . C O adolescente poderá. A – incorreta. 428 da CLT pela Lei nº 11. firmar recibo de pagamento dos salários. Isso porque o candidato desavisado pode ter chegado a pensar que o contrato seria nulo.180/2005. só poderá fazê-lo dois anos após a extinção do seu contrato de trabalho. 7º.. direitos desrespeitados. independentemente de seus responsáveis legais. o gabarito é letra D. pois ao menor de 16 anos é vedado o trabalho. 404 da CLT. E – incorreta. Pois bem. pois o limite diário de labor do aprendiz é de seis horas. Questão 52 Com relação ao caso de um adolescente que complete quinze anos e comece a laborar. B O menor. o qual não está vedado a menor de dezoito anos. 28 do Decreto nº 99. no caso.

pois a dispensa por justa causa é forma de despedida pelo empregador. bem como da Súmula nº 14 do TST. C – incorreta. 483 da CLT. ainda que com pouca profundidade. 484 da CLT para todas as demais verbas resilitórias. cabe rescisão indireta do contrato de trabalho. é fundamental conhecer bem (decorar mesmo) a “lei seca”. Observem que eu nunca disse isso! Sempre alerto para o fato de que. B – incorreta. D Independentemente da forma de rompimento contratual. será devido o aviso prévio. pois conforme o §3º do art. Vejamos as alternativas: A – incorreta. 482) não é devido o aviso prévio. ou seja. E – correta. a resolução da questão exige o conhecimento do art. apenas. Comentários: Ante o descumprimento das obrigações contratuais pelo empregador. pois no caso a culpa é integral do empregador. pode escolher entre continuar prestando serviços ou não. será devido o aviso prévio. D – incorreta. (ANALISTA – ÁREA JUDICIÁRIA – TRT DA 23ª REGIÃO – FCC – 2007) Reconhecida a culpa recíproca na rescisão do contrato de trabalho o empregado (A) terá direito a 50% do valor do aviso prévio. mas isso não quer dizer que se possa dispensar o estudo da doutrina e da jurisprudência. (E) terá direito a integralidade do décimo terceiro salário e das férias proporcionais. o empregado terá direito inclusive ao aviso prévio. Comentário: Esta questão é um bom exemplo para desmistificar a história de que a FCC cobra só “lei seca”. por falta grave do empregado. 484 da CLT (segundo o qual havendo culpa recíproca a indenização devida ao empregado o é pela metade). forte no art. pois se rompimento contratual por justa causa (art. do décimo terceiro salário e das férias proporcionais. (D) terá direito a integralidade do valor do aviso prévio e a 50% do décimo terceiro salário e das férias proporcionais. Pois bem. que indica o entendimento consolidado do TST no sentido de que aplica-se analogicamente o art.contratual. assegurando indenização por metade ao obreiro. (B) não terá direito a qualquer verba rescisória por ter contribuído para a rescisão de seu contrato de trabalho. a questão não encontra resposta em literalidade de nenhum dispositivo legal. o empregado. por si só. havendo culpa QUESTOES FCC 34 . Ao contrário. pelo que a rescisão do contrato opera os mesmos efeitos da rescisão sem justa causa pelo empregador. especialmente para concursos da FCC. inclusive com o pagamento da multa compensatória do FGTS na proporção de 40% dos depósitos fundiários. (C) terá direito a 50% do valor do aviso prévio e a integralidade do décimo terceiro salário e das férias proporcionais. Se os efeitos da despedida indireta são os mesmos da rescisão sem justa causa pelo empregador. ao pleitear a rescisão indireta de seu contrato de trabalho por descumprimento de obrigações pelo empregador. E Findo o contrato de trabalho por despedida indireta. 483 da CLT.

não se aplicando a redução aos descansos trabalhistas. conforme art. (C) 08h00min. caput. Devese lembrar. o que afasta. da CLT. por força da exceção legal prevista no art. da CLT. o gabarito é letra E. as férias proporcionais e o décimo terceiro proporcional. a consideração de tempo ficto. que as férias vencidas são devidas integralmente em qualquer hipótese de extinção do contrato de trabalho. em determinado dia da semana. da CLT. 62. poderá reiniciar os serviços no dia seguinte a partir de (A) 06h00min. poderá reiniciar os serviços no dia seguinte a partir das 35 . o gabarito é letra A. B – incorreta. C – incorreta. §2º. conforme art. (E) Considera-se trabalho em regime de tempo parcial aquele cuja duração não exceda a vinte e cinco horas semanais. em número não excedente de três. 73. assim considerados os exercentes de cargos de gestão. não excedentes de três minutos. por óbvio. (B) 07h00min. Logo. cobrou a literalidade de diversos dispositivos legais relativos à jornada de trabalho. E – correta. §1º. encerra a prestação de serviços às 23h00min. caput. mediante acordo escrito entre empregador e empregado. da CLT) é hora de trabalho. 59. observado o limite máximo de 20 minutos diários. que é o chamado intervalo interjornadas. Dessa forma. II. conforme art. (B) Serão computadas como jornada extraordinária as variações de horário de ponto. Nesta questão o único detalhe a observar é que a hora reduzida noturna (art. Comentários: Esta questão. conforme art. por qualquer meio de transporte será computado como jornada de trabalho. 58. 58-A. (C) Em regra. senão vejamos: A – incorreta. até porque estes configuram dispositivos de proteção à higidez física do trabalhador. da CLT. o aviso prévio. (TÉCNICO – ÁREA ADMINISTRATIVA – TRT DA 23ª REGIÃO – FCC – 2007) Com relação a jornada de trabalho é correto afirmar: (A) Os gerentes.recíproca serão devidas pela metade a multa compensatória do FGTS. deverão observar a jornada de trabalho não excedente de oito horas diárias ou quarenta e quatro horas semanais. (E) 10h00min. D – incorreta. por sua vez. se o empregado parou de trabalhar em um dia às 23h00min. “entre duas jornadas de trabalho haverá um período mínimo de onze horas consecutivas para descanso”. (D) 09h00min. Portanto. o tempo despendido pelo empregado até o local do trabalho e para seu retorno. §1º. (ANALISTA – EXECUÇÃO DE MANDADOS – TRT DA 4ª REGIÃO – FCC – 2006) O empregado que. (D) A duração normal de trabalho poderá ser acrescida de horas suplementares. por oportuno. 66 da CLT. Comentário: Consoante o disposto no art. da CLT. 58.

o gabarito é letra “E”. inclusive aqueles empregados em bancos “públicos”. Isso porque o art. pelo que o gabarito é letra “B”. o gabarito seria letra “B”. são trabalhadores estatutários. Não obstante. por exemplo. Logo. e neste caso têm os mesmos direitos destes. Assim. XXI. Logo. (B) 8 dias. se o pagamento for efetuado por semana ou tempo inferior. 487. 487. (B) os militares. 7º. (TÉCNICO – TRT DA 4ª REGIÃO – FCC – 2006) 43 – Estão excluídos da proteção legal da Consolidação das Leis do Trabalho: (A) os empregados essenciais. (C) os professores. I. c) os professores podem ser tanto estatutários como empregados. em geral. Vejamos as alternativas: a) empregados em serviços essenciais podem perfeitamente ser empregados. em nenhuma hipótese.10h00min. (ANALISTA – EXECUÇÃO DE MANDADOS – TRT DA 4ª REGIÃO – FCC – 2006) O empregado que recebe pagamento semanal tem direito ao aviso prévio de (A) 7 dias. em serviços (E) os trabalhadores em domicílio. por isso achei interessante comentar esta questão. Basta imaginar o caso de um professor de escola particular. Comentário: questão semelhante me foi perguntada semana passada por email. sendo no mínimo de trinta dias. os trabalhadores não empregados (aqueles que mantém mera relação de trabalho com o tomador de seus serviços). a CLT tem vários dispositivos não recepcionados pela CRFB/1988. Comentário: estarão excluídos da proteção legal da CLT. que o aviso prévio é de oito dias. 36 . Logo. há que se ter em mente que o estudo do Direito do Trabalho (e dos outros “direitos” também) deve ser feito sempre a partir da legislação. b) os militares são sempre servidores públicos e mantém relação de direito administrativo com os entes públicos. não sendo necessário conhecer sequer as exceções. 6º da CLT. d) os bancários são sempre celetistas (empregados). não estão incluídos na proteção legal da CLT. da CRFB. Esta noção é suficiente para resolver a questão. Imagine-se o exemplo de uma enfermeira empregada em um hospital particular. por força do disposto no art. da CLT. Dispõe o art. pela literalidade do artigo. Em razão de todo o exposto. (C) 10 dias. a partir da CRFB/1988 não há mais aviso prévio inferior a trinta dias. ou de um coletor de lixo empregado de uma empresa prestadora de serviços de limpeza pública. os professores das Universidades Federais. (D) 15 dias. (D) os bancários. dentre os quais este inciso I do art. nos termos da lei”. isto é. Com efeito. o gabarito é letra “E”. São estatutários. porém em consonância com a Constituição de 1988. dispõe que é direito dos trabalhadores urbanos e rurais o “aviso prévio proporcional ao tempo de serviço. (E) 30 dias. e) os trabalhadores em domicílio podem perfeitamente ser empregados.

abstrato. pois é pessoal. e é considerado fonte formal autônoma (criada pelos próprios agentes sociais envolvidos. D – correta. (E) a Justiça do Trabalho. não é considerado fonte formal do Direito do Trabalho. conforme o caso. (D) a sentença normativa em dissídio coletivo terá efeito erga omnes. bem como as disposições contratuais em um contrato de trabalho não podem ser consideradas como fontes do Direito do Trabalho. valendo para todas as pessoas integrantes das categorias econômica e profissional envolvidas no dissídio coletivo. Por oportuno. por sua vez. observe-se que tanto as CCT quanto os ACT são fontes formais do Direito do Trabalho. pela jurisprudência e pelos princípios e normas do direito do trabalho. sendo fonte heterônoma porque derivada de terceiro não integrante da relação empregatícia (no caso. C – incorreta. mais uma vez. bem como do disposto no art. é correto afirmar que (A) os acordos coletivos são os pactos firmados entre dois ou mais sindicatos estando de um lado o sindicato patronal e do outro o sindicato dos trabalhadores. por determinado grupo social e em determinada época. Por este motivo.FONTES DO TRABALHO DIREITO DO (ADVOGADO – MUNICÍPIO DE SANTOS – FCC – 2006) Com relação às fontes do Direito do Trabalho. o Estado-Juiz). sem a participação do sindicato representativo da categoria econômica. 468 da CLT. concreto e específico. pois os usos e os costumes são tidos pela doutrina majoritária como fontes do Direito do Trabalho. O contrato de trabalho. Os usos e costumes são guindados à condição de fontes formais pois sempre que a conduta habitual do empregador seja mais benéfica ao empregado que o patamar mínimo contido na legislação protetiva trabalhista. na falta de disposições legais ou contratuais. pelo seu caráter geral. O pacto firmado entre sindicatos (patronal e dos trabalhadores) é a convenção coletiva de trabalho (CCT). pois os acordos coletivos de trabalho (ACT) são pactos firmados entre o sindicato dos trabalhadores e uma ou mais empresas. esta conduta se torna obrigatória. pois realmente a sentença normativa tem eficácia erga omnes em relação à categoria representada pelo sindicato suscitante. impessoal e imperativo a sentença normativa é considerada fonte formal do Direito do Trabalho. ao passo que a fonte formal tem como requisitos a generalidade. Mencione-se que o costume é a adoção reiterada de uma determinada conduta jurídica. decidirá. B – incorreta. a abstratividade. Vide comentário à letra “A”. sem a interferência estatal). a impessoalidade e a imperatividade. pois inverte. (B) as convenções coletivas de trabalho são pactos celebrados entre uma ou mais pessoas de uma empresa e o sindicato da categoria profissional a respeito de condições de trabalho. (C) os usos e costumes. o conceito de CCT e ACT. Comentários: A – incorreta. por força do princípio da condição mais benéfica. sendo vedado o uso da analogia e da eqüidade. 37 .

além dos usos e costumes e do direito comparado. mencione-se o direito ao décimo terceiro salário. conforme o caso. em razão da natureza humanitária inerente da relação própria de emprego. de acordo com a melhor doutrina. a eqüidade e o direito comparado. (C) é defeso. Neste sentido. a jurisprudência (exceto as súmulas vinculantes. muitas vezes. ao menos em tese. D – incorreta. por analogia. (B) os usos e costumes são uma importante fonte do Direito do Trabalho sendo que. 8º da CLT (vide comentário à letra “E” da questão anterior). em razão da incompatibilidade com os princípios fundamentais deste. de força normativa. naquilo que não for incompatível com os princípios fundamentais deste”. (D) é defeso. que são fontes formais).incorreta. é que se origina a norma legal. 8º da CLT (idem anterior). (ANALISTA – ÁREA ADMINISTRATIVA – TRT24 – FCC – 2006) Com relação às fontes do Direito do Trabalho. dos métodos integrativos mencionados pelo art. 8º da CLT seriam fontes formais apenas os usos e costumes. como regra. a doutrina majoritária considera que simples métodos de interpretação e de integração jurídica não constituem fontes formais do direito. nos termos do art. (E) o interesse de classe ou particular deve prevalecer sobre o interesse público. B – correta. as autoridades administrativas e a Justiça do Trabalho. sendo também verdade que muitas vezes a reiterada aplicação de determinada conduta dá origem à normal jurídica escrita (positivação). as autoridades administrativas e a Justiça do Trabalho. não constituindo fontes formais. pois a afirmativa inverte os valores constitucionais de um Estado de Direito. cuja lei instituidora surgiu a partir do costume consagrado pelos empregadores no sentido do pagamento de gratificação natalina aos empregados. como o é. pois os usos e costumes são realmente arrolados com fontes formais autônomas do Direito do Trabalho. o interesse público sempre se sobreporá a interesses individuais ou classistas. C . decidirem. a analogia. por eqüidade. pelas razões expostas acima. conforme o caso. o parágrafo único do art. o regime constitucional brasileiro. como regra. Comentários: A – incorreta. Como exemplo. bem como os princípios. da sua reiterada aplicação pela sociedade. pois a incompatibilidade principiológica entre o direito comum e o direito do trabalho não é a regra. QUESTÕES TRT DA 19ª REGIÃO 38 . os quais gozam. Seriam métodos de integração de lacunas. 8º da CLT fixa como métodos de interpretação e integração de lacunas a jurisprudência. a eqüidade e outros princípios e normas gerais de direito. Não obstante o tema não seja pacífico. 8º da CLT dispõe que “o direito comum será fonte subsidiária do direito do trabalho. decidirem. é certo que (A) o direito comum não será fonte subsidiária do direito do trabalho. a analogia. também nos termos do art. Assim. E – incorreta. na falta de disposições legais ou contratuais.E – incorreta. pois o art. na falta de disposições legais ou contratuais. Em um modelo democrático e que preza pela dignidade da pessoa humana. e sim a exceção.

(B) a alimentação fornecida respeita o limite máximo permitido. sua empregada.11. (D) deverá pagar a Marta uma indenização correspondente a seis vezes o valor da média das horas extras efetivamente trabalhadas nos últimos doze meses. Sua empregadora pretende suprimir as horas extras prestadas habitualmente por Marta. da CLT. Comentário: dispõe o art. 38. pelo empregador. mas a habitação ultrapassa o limite legal. (C) deverá pagar a Marta uma indenização correspondente a seis vezes o valor do último salário percebido. seu empregado. (B) não poderá suprimir tais horas. prestando há 3 anos horas extras habituais. (C) ambas as utilidades respeitam o limite máximo permitido. (E) deverá pagar a Marta uma indenização correspondente ao valor do último salário recebido multiplicado por trinta e seis. Neste caso. multiplicado pelo valor da hora extra do dia da supressão. 121/2003. Logo. pelo que a resposta é a assertiva contida na letra “E”. tendo em vista que já se encontravam incorporadas no salário de Marta. mas a alimentação ultrapassa o limite legal. A habitação fornecida pela empresa equivale a 15% de seu salário contratual. Comentário: gabarito letra “A”. (D) ambas as utilidades ultrapassam o limite máximo permitido. DJ 19. 458. a 25% (vinte e cinco por cento) e 20% (vinte por cento) do salário contratual”. de acordo com a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). §3º. que “a habitação e a alimentação fornecidas como salário-utilidade deverão atender aos fins a que se destinam e não poderão exceder. 20 e 21. durante pelo menos 1 (um) ano. multiplicada pelo 39 . multiplicado pelo número de anos que prestou este serviço extraordinário. Marta labora para a empresa HUJ. a empresa (A) deverá pagar a Marta uma indenização correspondente ao valor de um mês de horas extras suprimidas. assegura ao empregado o direito à indenização correspondente ao valor de 1 (um) mês das horas suprimidas para cada ano ou fração igual ou superior a seis meses de prestação de serviço acima da jornada normal. Neste caso. (E) a habitação fornecida respeita o limite máximo permitido.2003 A supressão. Essa alimentação equivale a 25% de seu salário contratual. O cálculo observará a média das horas suplementares efetivamente trabalhadas nos últimos 12 (doze) meses. do serviço suplementar prestado com habitualidade. A empresa urbana X fornece habitação como salário utilidade para Denise. podemos constatar que a utilidade (habitação) fornecida a Denise pela empresa X respeita o limite legal.ANALISTA – ÁREA ADMINISTRATIVA – TRT DA 19ª REGIÃO – FCC – 2008 37. seja qual for o percentual. enquanto a utilidade (alimentação) fornecida a Joaquim pela empresa Y excede o limite legal. (A) é vedada a concessão de habitação e alimentação como utilidade. respectivamente. com fundamento na Súmula 291 do TST: “Nº 291 HORAS EXTRAS (mantida) Res. A empresa urbana Y fornece alimentação como salário utilidade para Joaquim.

(D) terá direito a 18 dias corridos de férias. 7º da CRFB. a suspensão do contrato de trabalho. Comentário: a questão exigia o conhecimento da literalidade do art. Maria recebeu auxílio doença por sete meses descontínuos. pelo que o gabarito é letra “C”. “VI”. respectivamente com fundamento no disposto nos incisos II e VIII do art. “não terá direito a férias o empregado que. no curso do período aquisitivo tiver percebido da Previdência Social prestações de acidente de trabalho ou de auxíliodoença por mais de 6 (seis) meses. 473 da CLT. Neste caso. Comentário: nos termos do art. pois a eleição para cargo de Diretor de Sociedade Anônima tem como resultado. (C) II e III. (B) terá direito normalmente ao gozo de 30 dias de férias. Maria não terá direito a férias. Com efeito. IV. 41. (C) o décimo terceiro salário com base na remuneração integral ou no valor da aposentadoria. o item II também trata de suspensão. Maria (A) terá direito a 24 dias corridos de férias. (E) o aviso prévio proporcional ao tempo de serviço. qualificação prevista em Trabalho e formal do Caracterizam interrupção do contrato de trabalho as hipóteses indicadas APENAS em (A) III e IV. Logo. ao 40 . (D) I. de acordo com a CLT. os direitos elencados nas letras “A” a “E” são previstos. 476-A da CLT. (B) a irredutibilidade do salário. Eleição para o cargo de Diretor de Sociedade Anônima. Afastamento para profissional do obreiro Convenção Coletiva de com a aquiescência empregado. mediante previsão expressa do art. sem prejuízo do emprego e do salário e licençapaternidade. pelos incisos “XVIII”. 40. II. (B) I e II. (E) terá direito a 15 dias corridos de férias. Comparecimento judicial Tribunal do Júri como jurado. “VIII”. No que diz respeito à suspensão e interrupção do contrato de trabalho. IV. (C) não terá direito a férias. Deixar de comparecer ao trabalho por três dias consecutivos em virtude de casamento. NÃO é assegurado à categoria dos trabalhadores domésticos (A) a licença à gestante. em regra. da CLT. III e IV. Gabarito letra “A”. (D) a garantia de salário. No curso do período aquisitivo de férias. nos termos da lei. sendo no mínimo de trinta dias. Os itens III e IV estão corretos. 473 da CLT. embora descontínuos”.valor da hora supressão.” extra do dia da 39. O item I está incorreto. literalmente. para os que percebem remuneração variável. 133. considere: I. Comentário: a questão se resolve pela literalidade do art. (E) II e IV. “VII” e “XXI” do III. Por sua vez. nunca inferior ao mínimo.

7º. não tem natureza salarial. (D) a educação. Natal e Ano Novo. No Carnaval seguinte. por sua vez. pelo que o gabarito é letra “D”. é salário in natura. (B) inválida tendo em vista que entre a celebração dos contratos não tinha decorrido mais de 6 meses do término do primeiro contrato. e como tal tem natureza salarial (salário-utilidade). tendo em vista que é fornecido para o trabalho. 7º. incluindo. (C) a assistência médica. livros e material didático. VI. compreendendo os valores relativos a matrícula. 39. Comentário: os benefícios mencionados nas opções “A”. ao inciso VII. Não obstante. entre outros. bem como a previdência privada. relaciona os direitos assegurados à categoria dos trabalhadores domésticos. fora do horário de serviço. neste caso. “C” e “D” não são considerados salárioutilidade por força do disposto no art. o veículo fornecido pelo empregador e utilizado pelo empregado somente em serviço não é considerado salárioutilidade. hipótese em que o veículo fornecido pelo empregador é utilizado também nos momentos de lazer do empregado. 458. Cumpre lembrar a regra básica para diferenciar estas figuras: se a concessão se dá para o trabalho. também em razão da necessidade temporária de maior número de empregados.ANALISTA . “B”. (C) inválida em razão da celebração de dois contratos com prazo determinado com o mesmo empregado dentro do período de um ano. (B) a assistência médica. hospitalar e odontológica.art. hospitalar e odontológica. em estabelecimento de ensino de terceiros. §2º. a sucessão de contratos de trabalho com prazo determinado é (A) inválida tendo em vista que os dois contratos de trabalho ultrapassaram o prazo máximo de 60 dias permitidos pela legislação. a alternativa “E” traz a 41 . prestada diretamente pelo empregador. Considera-se salário in natura (salário utilidade) (A) seguros de vida e de acidentes pessoais. mensalidade. o hotel celebrou outro contrato de trabalho com prazo determinado com Denise pelo prazo de 1 mês (Março). prestada mediante seguro-saúde. o gabarito é letra “E”. Por sua vez. anuidade. prazo legal previsto na legislação. VIII e XXI. Portanto. os incisos XVIII. O Hotel Fazenda Água da Chuva celebrou contrato de trabalho por tempo determinado com Denise pelo prazo de 2 meses (Dezembro e Janeiro).ÁREA JUDICIÁRIA 2008 38. O parágrafo único do art. tendo em vista a necessidade de um número maior de empregados em razão das férias escolares. Não faz menção. da CLT. De acordo com a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). logo é uma forma de contraprestação. QUESTÕES TRT19 TRT19 . por sua vez. se ocorre pelo trabalho (= contraprestação). (E) o veículo fornecido pelo empregador e utilizado pelo empregado também em finais de semana e em férias.

pela literalidade da Súmula 276 do TST. (C) pagará multa de 20% do valor dos depósitos e o empregado sacará a conta vinculada. É correto o que se afirma APENAS em (A) I e II.(D) válida tendo em vista que a contratação ocorreu em razão da realização de certos acontecimentos. é correto afirmar: 42 . (B) pagará multa de 30% do valor dos depósitos e o empregado sacará a conta vinculada. 487. II – correto. o gabarito é letra “A”. (D) não pagará multa sobre o valor dos depósitos. pois não é permitida a supressão da redução da jornada durante o aviso prévio. §6º. das duas horas legais de redução diária da jornada. Considere as assertivas abaixo a respeito do aviso prévio. pelo empregador. sequer mediante pagamento das horas como extraordinárias. da Lei nº8. da CLT. 41. III. I. Comentário: gabarito letra “D”. 452 da CLT. O direito ao aviso prévio é irrenunciável pelo empregado. Comentário: a alternativa correta é a letra “C”. da CLT. pela literalidade do art. Eventual reajuste normativo concedido no período de fluência do aviso prévio não se incorpora no patrimônio trabalhista do empregado. II e III. 18. Logo. §5º. 40. IV – incorreto. (E) não pagará multa sobre o valor dos depósitos e o empregado também não poderá sacar a conta vinculada. Com relação às Convenções Coletivas de Trabalho. durante o prazo do aviso prévio trabalhado pelo correspondente pagamento de duas horas extras. Em regra. c/c o art. (D) I e IV. da mesma Lei. salvo comprovação de haver o prestador dos serviços obtido novo emprego. 468. §2º. I – correto. mas o empregado poderá sacar a conta vinculada. É válida a substituição. (E) III e IV. (B) II e III. I. II. 42. A Justiça do Trabalho reconheceu culpa recíproca na rescisão do contrato de trabalho de Maria. com fundamento no art. 20. III – incorreto. o empregador (A) pagará multa de 40% do valor dos depósitos e o empregado sacará a conta vinculada. (C) I. O pedido de dispensa do seu cumprimento não exime o empregador de pagar o valor respectivo. (E) inválida tendo em vista que é vedada a celebração de mais de um contrato de trabalho com prazo determinado com a mesma pessoa. pela literalidade do art.036/1990. Neste sentido. a Súmula nº 230 do TST. Comentário: analisemos os itens um a um. o valor das horas extraordinárias habituais integra o aviso prévio indenizado. tendo em vista os termos do art. Neste caso. IV.

(D) João e Joana. (B) Joana.889/1973. Gabarito letra “A”. de 2/3 dos associados da entidade em primeira convocação e 1/3 em segunda. conforme o art. consoante o art. João é empregado urbano. o horário noturno de estende de 22h às 5h. Assim. Assim.889/1973. da CLT). c) no meio rural. pois o prazo máximo de duração da CCT ou do ACT é de dois anos (art. 612 da CLT. a estipulação contratual de claúsula de não-responsabilização (A) exclui a responsabilidade trabalhista do sucedido uma vez que o 43 . bastando a comunicação escrita direcionada a todas as categorias de empregados e empregadores abrangidas pelo respectivo instrumento. apenas. (B) O quorum de comparecimento e votação na Assembléia Geral convocada para celebrar Convenção Coletiva de Trabalho é. C) incorreta. na pecuária. VI. b) no meio rural. 7º da Lei nº 5. Comentário: A) incorreta. o horário noturno se estende de 21h às 5h. empregado na lavoura. André é empregado rural e trabalha na lavoura. Comentário: rememorando o período de trabalho noturno. nos termos do art. 613. apenas. o horário noturno se estende de 20h às 4h. Na sucessão de empresas. pois é obrigatória a inclusão na CCT de disposições sobre o processo de revisão total ou parcial de seus dispositivos (art. 613. apenas. 73 da CLT. (C) João. tem trabalho noturno de 21h às 5h.(A) Não é permitido estipular duração de Convenção Coletiva de Trabalho superior a três anos. por força do art. 614. (D) Qualquer uma das partes poderá denunciar Convenção Coletiva de trabalho. E) incorreta. na agricultura. B) correta. VIII. o gabarito é letra “B”. da CLT). dentre as alternativas oferecidas pela questão podemos concluir que apenas André. 43. da CLT. (C) As Convenções Coletivas de Trabalho poderão conter de forma facultativa penalidades para os Sindicatos convenentes em caso de violação de seus dispositivos. conforme a literalidade do art. Em regra. (E) As Convenções Coletivas de Trabalho poderão conter de forma facultativa disposições sobre o processo de revisão total ou parcial de seus dispositivos. Joana é empregada rural e trabalha na pecuária. 7º da Lei nº 5. (E) André e Joana. 615 da CLT. pois a estipulação de penalidades para os sindicatos convenentes em caso de violação dos dispositivos da CCT é obrigatória. temos que a) no meio urbano. 44. em regra. a jornada de trabalho noturno será das 21:00 às 5:00 para (A) André. pois o processo de denúncia da CCT exige o atendimento de requisitos específicos constantes do art. §3º. tais quais a aprovação por Assembléia Geral. D) incorreta.

incontinência conduta e indisciplina. Com efeito. (B) subsidiariamente responsáveis a empresa principal e cada uma das subordinadas. personalidade jurídica própria. respondendo a empresa sucedida subsidiariamente. (A) solidariamente responsáveis a empresa principal e subsidiariamente cada uma das subordinadas. João e Joana. respondendo a empresa sucedida solidariamente. tendo. (E) limita a responsabilidade trabalhista do sucedido até seis meses após a efetivação da sucessão das empresas. diante de casos concretos a jurisprudência tem se inclinado no sentido de reconhecer a responsabilidade subsidiária do sucedido. recaindo a responsabilidade por créditos trabalhistas (pretéritos. respectivamente. de de 45. Mário falsificou certidão de nascimento de filho para receber salário-família. poderão ser dispensados com justa causa pela prática. incontinência conduta e insubordinação. A existência de tal cláusula gera efeitos somente entre as partes (sucessor e sucedido). 44 . João utilizou-se do email corporativo da empresa empregadora para enviar material pornográfico. (C) incontinência de conduta. Resta esclarecer que a cláusula de não-responsabilização não opera qualquer efeito no âmbito trabalhista. em caso de sucessão trabalhista a regra é a desoneração da responsabilidade do sucedido. da CLT. presentes ou futuros) sobre o sucessor. De acordo com a CLT. Não obstante. embora. mau procedimento e insubordinação. (B) improbidade. isto é. com fulcro nos artigos 10 e 448 da CLT. o sucedido não teria qualquer responsabilidade (seja solidária ou mesmo subsidiária) em relação aos créditos trabalhistas constituídos antes da sucessão. (E) apenas solidariamente responsáveis a empresa principal. (C) limita a responsabilidade trabalhista do sucedido até o valor da integralização de suas cotas sociais. (D) não possui qualquer valor para o Direito do Trabalho. serão. estiverem sob a direção de outra. de ato de (A) improbidade. para os efeitos da relação de emprego. pela literalidade do art. Mário. (B) não possui qualquer valor para o Direito do Trabalho. no sentido de que confere ao sucessor o direito de regresso em face do sucedido. (D) subsidiariamente responsáveis a empresa principal e solidariamente cada uma das subordinadas. Nesses casos. constituindo grupo econômico. Comentário: gabarito letra “C”. TÉCNICO – TRT DA 19ª REGIÃO – FCC – SETEMBRO/2008 31. tributários e trabalhistas. Joana desobedeceu norma de caráter geral da empresa. Comentário: esta é a única questão da prova que exigia algum conhecimento doutrinário. cada uma delas. 2º. §2º. sempre que uma ou mais empresas.sucessor assume na integralidade os débitos cíveis. (C) solidariamente responsáveis a empresa principal e cada uma das subordinadas.

a natureza jurídica do salário-família é benefício previdenciário. sendo beneficiários dele os segurados empregados. (D) Daniela e Ana. das empregadas da empresa XXCC mencionadas no enunciado da questão apenas Diana. Nesses casos. um dos autores mais indicados para concursos para analista e técnico dos TRT. a insubordinação consiste no descumprimento de ordens pessoais de serviço. Não obstante. 32. Diana. Daniela e Dora. pois a rigor não é matéria trabalhista. (E) indisciplina. Daniela e Dora.. e sim previdenciária. 2005. pg. Diana. direcionadas a todos os empregados (. urbanos ou rurais.. mau procedimento e indisciplina. Aline possui um casal de gêmeos com 14 anos de idade. (A) Aline e Dora. com o objetivo de alcançar vantagem para si ou para outrem. (E) Aline e Diana.. pois a doutrina é extremamente oscilante no tocante à caracterização das hipóteses legais de falta grave. como a prática de obscenidades e pornografia nas dependências da empresa”. Por sua vez. sendo inclusive previsto na lei de benefícios da Previdência Social (Lei nº 8.) a falsificação de documentos para obter vantagem ilícita na empresa. dadas diretamente pelo empregador ou pelo superior hierárquico ao obreiro”. terão direito ao saláriofamília apenas. (. Renato. percebe-se que a banca seguiu exatamente o entendimento do Prof. Ana possui um filho com 17 anos de idade. má-fé do obreiro. fraude. 3ª Ed.. ato lesivo da honra praticado em serviço e insubordinação.” “Incontinência de conduta é o desregramento ligado à vida sexual do indivíduo. Ana. (SARAIVA. Comentário: outra questão estranha. Com efeito. o gabarito é letra “B”. Comentário: esta questão poderia dar “pano para manga”. o salário-família está previsto nos artigos 65 a 70 da Lei nº 8. bem como o trabalhador avulso. que tenham filhos menores de 14 anos ou inválidos de qualquer idade. Daniela e Dora terão direito ao salário-família (gabarito letra “C”). “A indisciplina no serviço consiste no descumprimento de ordens emanadas em caráter geral. Assim. Pois bem. São Paulo : Editora Método... Direito do Trabalho Para Concursos Públicos.. a banca desconsiderou tal fato e incluiu o salário-família no conteúdo programático de Direito do Trabalho. Daniela possui uma filha de 11 anos de idade e Dora possui um filho inválido com 33 anos de idade. Renato Saraiva.213/1991.). Não sei se por conveniência ou por falta de rigor técnico. exceto o doméstico. Isso posto. que leva à perturbação do ambiente de trabalho ou mesmo prejudica suas obrigações contratuais.. 45 . que provoque risco ou prejuízo à integridade patrimonial do empregador ou de terceiro.(D) incontinência de conduta. (B) Ana. 254/258). Daniela e Dora são empregadas da empresa XXCC. Aline.213/1991).) Podemos citar como exemplo (. (C) Diana. Diana possui uma filha de 13 anos de idade. Peço licença então para citar o ilustre professor: “Consiste o ato de improbidade na desonestidade.

§3º. 543. Nesses casos. salvo se cometer falta grave. salvo se cometer falta grave. É correto o que se afirma. o gabarito é letra “B”. César e Cícero terão direito. Passadas as eleições. mandato. APENAS. Mário. 18 e 12 dias de férias. César possuiu 12 faltas injustificadas e Cícero possuiu 8 faltas injustificadas. (D) terá vedada a sua dispensa a partir do registro de sua candidatura até seis meses após o final do seu 35. a partir do momento do registro de sua candidatura a cargo de direção ou representação de entidade sindical ou de associação profissional. empregado da empresa KILO. César e Cícero trabalham na empresa DDAA. (E) 30. salvo se cometer falta grave devidamente apurada nos termos desta Consolidação. Em regra. (C) terá vedada a sua dispensa a partir do resultado oficial das eleições até um ano após o final do seu mandato. Considere as assertivas abaixo a respeito da jornada de trabalho. o tempo despendido pelo empregado até o local de trabalho e para o seu retorno. Não serão descontadas nem computadas como jornada extraordinária as variações de horário no registro de ponto não excedentes de cinco minutos. em (A) I. (C) 24. a (A) 24. 24 e 24 dias de férias. (B) terá vedada a sua dispensa a partir do registro de sua candidatura até um ano após o final do seu mandato. 130 da CLT. de acordo com a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). (D) 30. uma vez que se equiparam aos gerentes. A limitação legal da jornada suplementar a duas horas diárias não exime o empregador de pagar todas as horas trabalhadas. Gabarito letra “D”. respectivamente. tendo em vista que foi eleito como diretor suplente de sindicato. 34. Carlos. por qualquer meio de transporte.” Logo. salvo se cometer falta (E) terá vedada a sua dispensa a partir do resultado oficial das eleições até seis meses após o final do seu mandato. Mário recebeu a boa notícia de que havia sido eleito.33. IV. II e III. (B) 30. observado o limite máximo de dez minutos diários. dispõe que “Fica vedada a dispensa do empregado sindicalizado ou associado. Durante o período aquisitivo de férias Carlos possuiu 5 faltas injustificadas. III. Os chefes de departamento não possuem direito ao pagamento de horas extras. 24 e 15 dias de férias. Comentário: o art. I. salvo se cometer falta grave. Carlos. será computado na jornada de trabalho. Comentário: aplicação literal do art. Mário (A) poderá ser dispensado a qualquer momento. da CLT. 46 . até 1 (um) ano após o final do seu mandato. II. registrou sua candidatura como diretor suplente do sindicato de sua categoria de trabalho. grave. 24 e 18 dias de férias. Neste caso. 18 e 18 dias de férias. caso seja eleito inclusive como suplente.

nos termos do art. o gabarito é letra “A”. tendo em vista em regra o tempo de deslocamento do trabalhador não é computado em sua jornada de trabalho. Eduardo (A) só poderá deixar de cumprir o aviso prévio se a empresa empregadora autorizar expressamente. IV – incorreto. não podendo sofrer qualquer desconto no pagamento de suas verbas rescisórias. visto tratar-se de um benefício para a higidez física e mental do trabalhador. da CLT. (D) II e III. pela literalidade do art. uma vez que este já se encontrava integralizado no salário do reclamante. (B) não poderá deixar de cumprir o aviso prévio. por aplicação de princípio geral do direito (vedação ao enriquecimento ilícito – no caso. do empregador) e pelo teor da Súmula 376 do TST. (B) não implicará na perda do direito ao adicional noturno. Comentário: vejamos os itens um a um. (C) implicará na perda do direito ao adicional noturno. 58. tendo em vista que o empregador necessita deste prazo para recompor o quadro de funcionários da empresa. mas o não cumprimento pode ensejar o desconto de até 30% do salário recebido pelo reclamante. da CLT. A transferência do empregado que labora no período noturno para o período diurno de trabalho (A) não implicará na perda do direito ao adicional noturno. III – correto. (C) III e IV. 37. Gabarito letra “D”. Assim. não cabendo qualquer tipo de indenização. §1º. Comentário: o trabalho noturno é considerado prejudicial à saúde e à higidez física do trabalhador. (E) I e II. mas fará jus o reclamante ao pagamento de multa no valor de três salários mínimos. 47 . III e IV. pela literalidade do art. II – correto. §2º. (D) implicará na perda do direito ao adicional noturno. razão pela qual a transferência do horário noturno para o horário diurno é benéfica ao empregado. mas fará jus o reclamante ao pagamento de multa no valor dos últimos cinco salários recebidos. tal transferência implica na perda do adicional noturno. tendo em vista que lhe foi oferecida outra oportunidade de trabalho com salário superior ao que está recebendo.(B) II. 36. I – correto. uma vez que a CLT veda a redução salarial. Assim. II. 58. 62. Neste sentido. (E) implicará na perda do direito ao adicional noturno. a Súmula 265 do TST. mas não poderá sofrer qualquer desconto no pagamento de suas verbas rescisórias. (D) poderá deixar de cumprir o aviso prévio. Eduardo solicitou a sua demissão da empresa XCV. da CLT. Neste caso. sendo garantia social prevista na Carta Magna. (C) poderá deixar de cumprir o aviso prévio.

Comentário: o trabalho humano é livre. da CLT. Porém. Neste caso. §1º. 473. de cinco dias. A empresa FIGA celebrou contrato de experiência com Ana pelo prazo de 30 dias. 487. Resta esclarecer. temos que o contrato de Ana pode ser prorrogado uma única vez. do ADCT. Comentário: a redação original do art. por 38. (B) não poderá prorrogar o contrato sob pena de ser considerado o contrato por prazo indeterminado. Mário. tal dispositivo foi alterado tacitamente pelo art. 39. Assim. 451 da CLT) e o contrato de experiência tem duração máxima de 90 dias (art. os quais prevêem o prazo de cinco dias para a licençapaternidade. Neste caso. sem prejuízo do salário. até que “a lei venha a disciplinar o disposto no art. empregado da empresa TITO. (D) não terá direito a licença paternidade uma vez que a licença paternidade só é devida no nascimento do primeiro filho. Mário (A) terá direito a licença paternidade. 445. pelo que ninguém é obrigado a trabalhar (ou a continuar trabalhando) para quem quer que seja. no decorrer da primeira semana”. (D) poderá prorrogar o contrato uma única vez pelo prazo máximo de 90 dias. o gabarito é letra “E”. 10. parágrafo único. Entretanto. §2º. III. Entretanto. Logo. qual seja. inciso XIX”. a empresa (A) poderá prorrogar o contrato uma única vez pelo prazo máximo de 60 dias. Como ainda não existe lei regulamentando a matéria. vale o prazo previsto no ADCT. prevê que o empregado pode deixar de comparecer ao serviço. podendo não comparecer ao serviço pelo prazo de três dias. (E) terá direito a licença paternidade. podendo não comparecer ao serviço pelo prazo de cinco dias. em caso de nascimento de filho. combinação dos dois dispositivos. da CRFB/88. 7º. da CLT). será pai pela segunda vez. XIX. da CLT. “por um dia. Quando terminar o prazo contratado a empresa pretende prorrogar o referido contrato. podendo não comparecer ao serviço pelo prazo de sete dias. pelo prazo máximo de 60 dias (de forma que a soma do contrato e da prorrogação não ultrapasse 90 dias). (C) terá direito a licença paternidade. (E) poderá prorrogar o contrato quantas vezes forem necessárias desde que obedeça o prazo máximo total de 90 dias. (B) não terá direito a licença paternidade uma vez que não é casado legalmente com Joana. 7º. c/c o art. seu segundo filho nascerá da união estável que mantém com Joana. Comentário: os contratos a prazo determinado podem ser prorrogados uma única vez (art.(E) poderá deixar de cumprir o aviso prévio. Gabarito letra “A”. mas o não cumprimento pode ensejar o desconto dos salários correspondentes ao prazo respectivo. (C) poderá prorrogar o contrato quantas vezes forem necessárias desde que obedeça o prazo máximo total de 120 dias. nos termos do art. da 48 . se o empregador pede demissão e não cumpre o aviso prévio o empregador pode descontar das verbas rescisórias os salários correspondentes ao prazo do aviso prévio.

39. de vinte horas. 457. (E) as comissões. Comentário: literalidade do art. caso queira. Mariana. dentre outras verbas. João e Diego são empregados da empresa GGG na modalidade de regime de tempo parcial com jornada semanal. que a chamada “licençapaternidade” nada mais é que um caso de interrupção do contrato de trabalho. o gozo de dezoito dias de férias caberá legalmente apenas a (A) Diego e Samanta. percentagens. 40. (C) as comissões. podendo a família Demóstenes. Comentário: letra “D”. inciso I. (D) Diego. pela literalidade do art. Nenhuma dificuldade para quem decorou a CLT. da CLT. Samanta. Gabarito letra “E”. ajudas de custo e diárias para viagens que excedam 50% do salário percebido pelo empregado. A família Sócrates vendeu sua mansão para a família Demóstenes com toda a mobília e utensílios domésticos. diárias para viagens que excedam 50% do salário percebido pelo empregado e abonos pagos pelo empregador. (C) João. celebrar novo contrato de trabalho. da CLT. gratificações ajustadas. percentagens. Mariana (A) terá rescindido o seu contrato de trabalho com a família Sócrates sem justa causa. (C) não terá rescindido o seu contrato de trabalho. Gabarito letra “C”. percentagens. percentagens. De acordo com a CLT. labora para a família Sócrates. gratificações ajustadas. não só a importância fixa estipulada. abonos pagos pelo empregador e as ajudas de custo. oito horas e vinte e cinco horas. integram o salário. empregada doméstica. percentagens. Neste caso. licença remunerada concedida por lei ao empregado que. após cada período de doze meses de vigência do contrato de trabalho. (D) as comissões. respondendo a família Demóstenes subsidiariamente pelas obrigações trabalhistas.oportuno. (E) Diego e João. Questão pobrezinha. De acordo com a Consolidação das Leis do Trabalho. isto é. preencha a condição estipulada. no curso do contrato de trabalho. havendo sucessão de QUESTOES TRT DA 18ª REGIÃO TRT DA 18ª REGIÃO – GOIÁS – ANALISTA ÁREA ADMINISTRATIVA – FCC – 2008 49 . (B) as comissões. diárias para viagens que não excedam 50% do salário percebido pelo empregado e abonos pagos pelo empregador. (B) Samanta. ajudas de custo e diárias para viagens que não excedam 50% do salário percebido pelo empregado. que está se mudando para os Estados Unidos. respectivamente. como também (A) as comissões. (B) não terá rescindido o seu contrato de trabalho. 130-A. não é?! 40. gratificações ajustadas. §1º. havendo sucessão de empregadores.

por mudança. 11 da CLT. até porque as alternativas “B”. caso queira. não se aplicando ao doméstico por dois motivos. Diferentemente. contados desde a propositura da ação (!). XXIX. somente poderá reclamar os últimos 3 anos do contrato de trabalho (3 anos de 41. e sim os cinco anos que antecedem a data da propositura da ação. (C) dois anos para ingressar com reclamação trabalhista em face de sua ex-empregadora. Trocando em miúdos. da CRFB/88 e do art. ao empregado doméstico. Comentário: a sucessão de empregadores está prevista nos artigos 10 e 448 da CLT. havendo sucessão de empregadores. (E) um ano para ingressar com reclamação trabalhista em face de sua ex-empregadora. se muda todo o núcleo familiar o contrato do doméstico é extinto. 7º. se o empregado deixa para ajuizar a ação exatamente dois anos depois da extinção de seu vínculo (portanto no último dia do prazo). ele terá mais (A) um ano para ingressar com reclamação trabalhista em face de sua ex-empregadora. (B) um ano para ingressar com reclamação trabalhista em face de sua ex-empregadora. deve-se reclamar até dois anos depois de extinto o contrato de trabalho. da CLT. podendo pleitear os últimos cinco anos de seu contrato de trabalho. família Demóstenes e Mariana. a assertiva correta é a da letra “A”. podendo pleitear os últimos cinco anos de seu contrato de trabalho. e como tal a falta de um dos familiares (seja por morte. “C” e “E” não se aplicam porque não existe sucessão trabalhista para o doméstico. (E) não terá rescindido o seu contrato de trabalho. porque o empregador doméstico não é empresário. sendo que podem ser pleiteados os créditos constituídos nos últimos cinco anos. nos termos do art. Considerando que Tício laborava para a empresa há dez anos. e segundo porque a CLT não se aplica. celebrar novo contrato de trabalho” deve ser interpretada como “podendo as partes. etc) não extingue o contrato. e a alternativa “D” é absurda. respondendo a família Demóstenes solidariamente pelas obrigações trabalhistas. Observe-se que o empregador doméstico é a família. com a empresa GUKO. podendo pleitear os dez anos de seu contrato de trabalho. celebrar novo contrato de trabalho”. nos termos do art. Dessa forma. mas nada que invalide a questão. Comentário: para resolver esta questão bastava saber qual é o prazo prescricional trabalhista. Há uma pequena inadequação na assertiva. Faz um ano que Tício teve rescindido o seu contrato de trabalho 50 . a expressão “podendo a família Demóstenes. em regra. em regra. Para não deixar qualquer dúvida. Primeiro.empregadores. 7º. completamente fora de propósito. a. mas a família Demóstenes não responderá pelas obrigações trabalhistas até a sucessão. podendo pleitear os últimos quatro anos de seu contrato de trabalho. Assim. podendo pleitear os últimos quatro anos de seu contrato de trabalho. Atenção: não se reclama os cinco últimos anos do contrato. (D) terá o seu contrato de trabalho suspenso por expressa determinação legal neste sentido. caso queiram. (D) dois anos para ingressar com reclamação trabalhista em face de sua ex-empregadora.

pois a localidade influi no patamar salarial conforme se alteram as condições de custo de vida. 461. pois esta se dá. para efeitos de equiparação salarial. (E) I e IV. mesma localidade significa mesmo estabelecimento. A respeito da equiparação salarial. estão corretos os itens I e IV apenas. no interior mineiro. tomando por paradigma um outro motorista. Comentário: vejamos item por item: I – correto. Dessa forma. O trabalhador readaptado em nova função por motivo de deficiência física atestada pelo órgão competente da Previdência Social poderá servir de paradigma para fins de equiparação salarial. III – incorreto. pois a isonomia salarial se dá na função e não na empresa (ou no “emprego”). ganhar mais que um outro padeiro que trabalha em Araxá. Em seu primeiro ano na função de motorista ele pretende a equiparação salarial. Está correto o que consta APENAS em (A) I e III. Para efeitos da equiparação salarial. por lógica. (B) I. a resposta é letra “B”. no caso. a empresa 51 . não guardando qualquer relação com outra(s) função(ões) anteriormente desempenhada(s) na empresa. O contrato de trabalho de João foi extinto por força maior. analise: I. IV. (D) II e IV. pois são imensamente diversos os custos de moradia. 43. por força do §4º do art. na função de motorista. por exemplo. pela literalidade do art. municípios distintos que pertençam à mesma região metropolitana. pois o sentido de “mesma localidade”. pois o trabalhador readaptado não será paradigma. sob o argumento de que ambos não tem mais de dois anos de diferença de tempo de serviço. Imagine-se que um empregado é admitido como “faxineiro” em uma empresa. IV – correto. 461 da CLT. da CLT. alimentação. Nesses casos. será o que for feito com igual produtividade e com a mesma perfeição técnica. e depois de três anos na função é promovido a motorista. II – incorreto. Trabalho de igual valor. no caso. também reconhecida pela Justiça do Trabalho. 42. etc nas duas cidades. Para efeito de equiparação de salários em caso de trabalho igual. III. entre pessoas cuja diferença de tempo de serviço não for superior a dois anos. um padeiro que trabalha em São Paulo deve.contrato + 2 de inércia = 5 anos). com relação ao FGTS. Este é o teor da Súmula 6. o qual exerce a mesma função na empresa há quatro anos. Obviamente este empregado não terá direito à equiparação. O contrato de trabalho de Ana foi extinto com o reconhecimento da culpa recíproca entre as partes pela Justiça do Trabalho. Logo. ainda. (C) II e III. item II. é mesmo município ou. II. pelo que a resposta é letra “E”. §1º. item X. do TST. conta-se o tempo de serviço na função e não no emprego. Mesmo não conhecendo a súmula dava para “matar” a questão usando a lógica. Assim. II e IV. A regra também consta da Súmula 6 do TST.

mas será vedada a sua dispensa sem justa causa. Comentário: letra “D”.empregadora de Ana e a de João pagarão multa de (A) 40% do valor dos depósitos.859/1972. mas somente Ana poderá sacar a conta vinculada. Comentário: na minha modesta opinião esta era a questão mais difícil da prova. pela literalidade dos artigos 18. razão pela qual recomendo que vocês não deixem de estudá-la. respectivamente. respectivamente. (B) não é considerada empregada doméstica por se tratar de residência consular.. sendo permitido que ambos saquem a conta vinculada. que não é nem um pouco pacífica na doutrina nem na jurisprudência. (D) é considerada empregada doméstica e será vedada a sua dispensa sem justa causa. E acertou! (ao menos o “pensamento” da banca. (C) 40% e 20%. 4º-A da Lei nº 5. respectivamente. sendo permitido que ambos saquem a conta vinculada. (C) não é considerada empregada doméstica. Maria trabalha na residência consular do Cônsul da África do Sul.036/1990. vamos à solução “direta” da questão. despropositada. (E) 20% e 40%. portanto. É o tipo de questão que quem sabe mais corre mais risco de errar. O candidato que tinha o conhecimento desta súmula e não se perdeu na questão da residência consular (colocada “só pra complicar”) certamente concluiu que Maria é empregada doméstica. Maria (A) é considerada empregada doméstica. Convenção Coletiva de Trabalho de determinada categoria aumentou o adicional noturno para 50% sobre a 52 . não havendo qualquer estabilidade de emprego. Isto porque esta matéria envolve a teoria da imunidade de jurisdição (e de legislação). De útil nesta questão fica apenas a constatação de que a FCC (assim como o CESPE) tem cobrado a Lei do FGTS. ANALISTA – EXECUÇÃO DE MANDADOS – TRT DA 18ª REGIÃO (GO) – FCC – 2008 38. (B) 20% e 40%. desempenhando serviços domésticos no âmbito familiar e está grávida de dois meses. e como tal faz jus à garantia de emprego conferida à gestante. desde a confirmação da gravidez até seis meses após o parto.) A resposta é a letra “D”. Neste caso. 39. da Lei nº 8. o que é conhecido como princípio da “lex loci executionis”. desde a confirmação da gravidez até cinco meses após o parto. Como a discussão a respeito da matéria é cansativa e. sendo permitido que ambos saquem a conta vinculada.. mas somente João poderá sacar a conta vinculada. mas não há qualquer espécie de estabilidade de empregado garantida aos empregados domésticos. §2º e 20. Pela Súmula 207 do TST aplica-se a lei trabalhista do local da execução dos serviços. por força do disposto no art. I. neste espaço. desde a confirmação da gravidez até cinco meses após o parto. (E) não é considerada empregada doméstica. (D) 20% do valor dos depósitos. mas será vedada a sua dispensa sem justa causa.

que direitos os sindicatos podem flexibilizar (= reduzir)? Resposta = Art. sequer quando as mesmas são representadas coletivamente. em regra. apenas. (E) Maria e Joana. analise: I. da CLT. (E) inválido. (C) Joana e Diana. atuando as três na função de auxiliar administrativo. aumento é Neste caso. Joana possui a jornada de trabalho diária de cinco horas e Diana possui jornada de trabalho diária de quatro horas. ser derrogadas pela vontade das partes. Lembre-se também que as normas atinentes a jornada e descansos trabalhistas são normas cogentes. uma vez que Convenção Coletiva de Trabalho não é instrumento hábil para aumentar adicional noturno. o tempo despendido pelo empregado até o local de trabalho e para o seu retorno. o aumento do adicional noturno decorrente de CCT é perfeitamente válido. Só!!! b) que direitos os sindicatos podem ampliar? Resposta = TODOS. não sendo aplicada às empresas públicas e às sociedades de economia mista.hora diurna. apenas. 40. 71. 73. Maria. observado o limite máximo de dez minutos diários. III. XIII (compensação de horários e redução de jornada) e XIV (jornada para o trabalho em turnos ininterruptos de revezamento). uma vez que o limite legal máximo para o adicional noturno é de 20% sobre a hora diurna. 41. sendo vedada qualquer estipulação em contrário. o que em nada interfere na hora reduzida noturna. portanto. sendo vedada qualquer estipulação em contrário. de acordo com a Consolidação das Leis do Trabalho. da CRFB. Não se esqueçam: a) em regra. mas dispensa o empregador de considerar a hora noturna reduzida de 52’e 30’’. razão pela qual não podem. 7º. de ordem pública. da CLT. Em regra. é letra “C”. imperativas. Joana e Diana são empregadas da empresa ÁGUA. (B) Maria. por 53 . pela literalidade do art. não dispensando o empregador de considerar a hora noturna reduzida de 52’e 30’’. Maria possui jornada de trabalho diária de seis horas. Logo. igualmente. Comentário: letra “E”. A resposta. Joana e Diana. será obrigatório um intervalo intrajornada de quinze minutos para (A) Diana. obrigatória por força do art. (B) válido. §1º. incisos VI (possibilidade de redução de salários). (C) válido. esse (A) inválido. A jornada de trabalho de oito horas diárias prevista na Consolidação das Leis do Trabalho é observada apenas para as atividades privadas. §1º. (D) inválido. Não serão descontadas nem computadas como jornada extraordinária as variações de horário no registro de ponto não excedentes de cinco minutos. Neste caso. II. No que diz respeito à jornada de trabalho. tendo em vista o princípio da condição mais benéfica ao trabalhador. (D) Maria. uma vez que o limite legal máximo para o adicional noturno é de 30% sobre a hora diurna. Comentário: o raciocínio neste tipo de questão deve ser objetivo. é claro.

173. III – correto. da CRFB.qualquer meio de transporte. Com relação ao aviso prévio. O macete. II. da CLT. II. (D) I e II. Empregado eleito para o cargo de diretoria. IV – correto. não obstante não esteja prestando serviços. 473. III e IV. Está correto o que consta APENAS em (A) I. III e IV. IV – incorreto. (C) II. por força do disposto no art. §2º. da CLT. 62. é certo que 42. Comentário: item por item também: I – correto. pela literalidade do art. de suspensão. II e III. Se a resposta for positiva. 473. IV. Empregado urbano que deixa seu trabalho duas horas mais cedo para procurar novo emprego durante o período do aviso prévio. 58. (B) II. pela literalidade do art. da CLT. da CLT. Comentário: vejamos os itens um a um: I – incorreto. tendo em vista o disposto no art. 54 . II – correto. (E) I e III. e não interrompido. Empregado que falta dois dias em razão do falecimento de ascendente. II. a jornada normal limitada a oito horas também se aplica aos empregados de empresas públicas e sociedades de economia mista. III e IV. (B) I. da CLT. pela literalidade do art. Observe-se que o art. será caso de interrupção. IV. III. a súmula 269 do TST. Logo. os diretores e chefes de departamento ou filial não possuem duração máxima de jornada de trabalho. Logo. I. 58. Resposta letra “A”. II – correto. não permanecendo a subordinação jurídica inerente à relação de emprego. nestes casos não expressos. III – correto. 488 da CLT. 43. Os gerentes. tendo em vista que as empresas públicas e as sociedades de economia mista sujeitam-se ao regime trabalhista das empresas privadas. tendo em vista que o empregado eleito para cargo de diretoria tem seu contrato suspenso. São consideradas hipóteses de interrupção do contrato de trabalho as situações indicadas APENAS em (A) I. Se negativa. é verificar se o empregado continua recebendo salário. (D) II e IV. Neste sentido. 488 da CLT menciona “sem prejuízo do salário integral”. desde que não permaneça a subordinação. II e III. §1º. §1º. (C) III e IV. Considere: I. IV. por se tratar de hipótese prevista expressamente pelo art. Empregado que falta um dia em cada doze meses de trabalho para doação de sangue. (E) I e IV. não será computado na jornada de trabalho. conforme literalidade do art. a resposta é a letra “C”.

por contrariar o disposto no art. literalidade da D – incorreta. portanto. Observação: comentário editado após observação pertinente enviada por uma aluna. 487. As Convenções Coletivas de Trabalho serão celebradas por escrito.. IV. com o pagamento da indenização.(A) a parte que. por e-mail. II e III. é letra “C”. está correto o que consta APENAS em (A) II. simples ou em dobro. Obrigado. Fátima! Resolvi esta prova de madrugada. §4º. pois nos contratos a prazo determinado não é devido. quiser rescindir contrato individual de trabalho. por si só. c/c a Súmula 163 do TST). 7º. conforme a alternativa. o prazo seria de 8 dias. II. (B) I. O processo de prorrogação. à aprovação de Assembléia Geral dos Sindicatos convenentes. :-P . em qualquer caso. (B) o aviso prévio. da CLT (não recepcionado pela CRFB). pois o prazo do aviso prévio é de. Caso ainda em vigor o art. 30 dias. A resposta. analise: I. I. sem emendas nem rasuras. (D) não é devido o aviso prévio. (E) o empregado que. 44. As Convenções Coletivas de Trabalho deverão conter obrigatoriamente normas para a conciliação das divergências sugeridas entre os convenentes por motivos da aplicação de seus dispositivos. nos contratos de trabalho com prazo determinado. revisão. Comentário: A – incorreta. pois é devido o aviso prévio. deverá avisar a outra da sua resolução com a antecedência mínima de dez dias. E – incorreta. qualquer aviso prévio. por força do art. Quanto às Convenções Coletivas de Trabalho. De acordo com a Consolidação das Leis do Trabalho. 55 . caso em que será devido o aviso prévio (art. no mínimo. com o sono apertando. II. III. contados a partir do último dia contratual pré-fixado. exceto se o contrato contiver cláusula assecuratória do direito de rescisão antecipada. durante o prazo do aviso prévio. III e IV. (C) a cessação da atividade da empresa. e a esta hora o tico e o teco já não ajudam muito. o direito do empregado ao aviso prévio. 487. pela Súmula 44 do TST. 481 da CLT. cometer falta considerada pela lei como justa para a rescisão. em tantas vias quantos forem os Sindicatos convenentes ou as empresas acordantes. da CLT. por expressa disposição legal. não perde o direito ao restante do respectivo prazo. e não de dez. em regra. B – incorreta.. C – correta. XXI. além de uma destinada a registro. Os Sindicatos poderão celebrar Convenções Coletivas de Trabalho independentemente de deliberação em Assembléia Geral especialmente convocada para esse fim. se o pagamento for efetuado semanalmente. da CRFB. sem justo motivo. no caso. não exclui. 491 da CLT. denúncia ou revogação total ou parcial de Convenção Coletiva de Trabalho ficará subordinado. na despedida indireta. nos termos do art. será de dez dias corridos.

(D) I e IV. III – correto. nos termos do art. d) Apenas os itens I. pois todos os itens estão corretos.Julgue os itens seguintes. e) Todos os itens estão certos. em prejuízos ao empregado. II A mudança na propriedade ou na estrutura jurídica da empresa não afetará os contratos de trabalho dos respectivos empregados. 613 da CLT. caso tal direito seja exercido por qualquer das partes. II – correto. c) Apenas os itens III e IV estão certos. 612 da CLT. Comentário: I – incorreto. sem nenhuma criatividade. 468 da CLT. I Contrato individual de trabalho é o acordo. podendo estabelecer-se por prazo determinado ou indeterminado. V – correto. apenas é lícita a alteração das respectivas condições de trabalho quando decorram de mútuo consentimento e. aplicam-se. ajustado. 615 da CLT. IV – correto. o gabarito é letra “E”. 448 da CLT. pela literalidade do art. que se referem ao contrato individual de trabalho. os princípios que regem a rescisão dos contratos por prazo indeterminado. estadual ou federal. tácito ou expresso. Aliás. da CLT. conforme parágrafo único. PROCURADOR PB 2008 TEMA I – CONTRATO DE TRABALHO 58 . conforme art. (E) II e IV. que ficará a cargo do governo responsável. 481 da CLT. ainda assim. Logo. b) Apenas os itens II e V estão certos. que corresponde à relação de emprego. pela literalidade do art. IV Aos contratos por prazo determinado que contiverem cláusula assecuratória do direito recíproco de rescisão antes de expirado o termo a) Apenas os itens I e III estão certos. II e V estão certos. pela literalidade do art. III Nos contratos individuais de trabalho. II – correto. prevalecerá o pagamento da indenização. conforme art. Assinale a opção correta. direta ou indiretamente. pela combinação do disposto nos artigos 442 e 443 da CLT.(C) I e III. Comentário: I – correto. pela literalidade do art. resposta letra “A”. 486 da CLT. sob pena de nulidade da cláusula infringente dessa garantia. Portanto. 613. em todos eles a banca se limitou a transcrever dispositivos legais. art. III – correto. ou pela promulgação de lei ou resolução que impossibilite a continuação da atividade. desde que não resultem. A análise da questão é relevante a fim de 56 . se assim chamado à autoria pelo empregador quando de sua defesa perante a justiça do trabalho. V No caso de paralisação temporária ou definitiva do trabalho motivada por ato de autoridade municipal. IV – correto.

da CRFB). tendo em vista que a pretensão quanto a créditos decorrentes da relação de trabalho prescreve. trabalho. pois o prazo qüinqüenal é contado a partir da lesão ao direito. c) O direito de ação quanto aos créditos resultantes das relações de trabalho prescreve em cinco anos para os trabalhadores urbanos e rurais. Caso o FGTS seja pedido apenas como acessório (por exemplo. 23. como visto. 7º. Neste sentido. em geral. entretanto.036/90 que é trintenária (30 anos) a prescrição do FGTS. a Súmula nº 206 do TST. §5º. assinale a opção correta. TEMA II – PRESCRIÇÃO 60 . Incorreta. em dois anos. 57 . que a prescrição do FGTS é trintenária quando o pedido principal é o FGTS. 7º. dispõe o art. Neste sentido. seguindo a regra segundo a qual “o acessório segue o principal”. o FGTS. e não da extinção do contrato de TEMA III – FÉRIAS 61 . em uma ação em que se postulam diferenças de FGTS incidente sobre horas extras não pagas). observado o prazo de dois anos após o término do contrato de trabalho. posto que não se pode admitir a imprescritibilidade de nenhum direito patrimonial.Acerca da prescrição de direitos do trabalhador. XXIX. ao contrário do prazo bienal. Incorreta. contados. Lei 8. A prescrição do FGTS constitui exceção à regra geral da prescrição trabalhista. Aplica-se. Incorreta. da lesão ao direito (nascimento da pretensão).demonstrar que também para as provas do Cespe é necessário memorizar a legislação. a prescrição bienal. este sim contado a partir da extinção do contrato de trabalho. sobre o qual. ainda. quanto para os trabalhadores rurais. pois atualmente (desde a EC 28/2000) não há distinção entre a prescrição aplicável aos trabalhadores urbanos e aos trabalhadores rurais (art. da CRFB). e. aplica-se a prescrição trintenária. até o limite de dois anos após a extinção do contrato de trabalho. assinale a opção correta. Incorreta. pois inclui. observado o prazo de dois anos após a extinção do contrato de trabalho. tanto para os trabalhadores urbanos. a) O direito de ação quanto a créditos resultantes das relações de trabalho prescreve em cinco anos para o trabalhador urbano. em cinco anos. a partir da extinção do contrato de trabalho. a Súmula 362 do TST. e limitados a dois anos após a extinção do contrato de trabalho. Observe-se. b) O direito de ação quanto a créditos decorrentes das relações de trabalho prescreve em dois anos para os trabalhadores urbanos e rurais. a partir do respectivo fato que o enseja. Correta. após a extinção do contrato de trabalho.No que se refere ao direito a férias. XXIX. d) O direito de ação quanto ao nãorecolhimento da contribuição para o FGTS prescreve em trinta anos para os trabalhadores urbanos e rurais. e) O direito de ação quanto a créditos resultantes das relações de trabalho e quanto ao não-recolhimento da contribuição para o FGTS prescreve em cinco anos para os trabalhadores urbanos e rurais. a prescrição é a qüinqüenal. para o trabalhador rural. Com efeito. na regra geral da prescrição trabalhista (art.

se for o caso. Correta. multiplicada pelo valor da tarefa na data da concessão. Incorreta. b) O período das férias será computado como tempo de serviço acrescido de um terço. porém o valor da média deve ser atualizado monetariamente.a) Após cada período de 12 meses de vigência do contrato de trabalho. 130 com o art.). o art. Incorreta. p. aplica-se à médias das horas trabalhadas no período aquisitivo o valor da hora apurada na data da concessão (art. Entretanto. No caso de remuneração por hora. aliás. durante as férias. pela combinação do art. 142. que se aplica à remuneração das férias. em qualquer caso a escolha da época continua sendo prerrogativa do empregador (por exemplo: o estudante menor de 18 anos tem férias em dezembro. ex. “o empregado perceberá. por força do art. caput. janeiro e julho. logo. mas o empregador paga salários e o período é computado como tempo de serviço. os quais prevêem a possibilidade de fazer coincidir as férias dos membros de uma mesma família que trabalhem no mesmo estabelecimento ou empresa (§1º) bem como o direito de o empregado estudante. Caso o empregado perceba remuneração variável (comissões. que pode fazê-lo de acordo com seus interesses. A regra do supramencionado caput do art. da CLT. c) A época da concessão das férias será a que melhor atenda aos interesses do empregado. quando for estudante. pois a escolha da época de concessão das férias é prerrogativa do empregador. 136. a empregada terá direito a férias em proporção conforme a quantidade de faltas que haja tido no período. e) A prescrição do direito de o empregado reclamar a concessão das férias ou o pagamento da respectiva remuneração é contado do término do período aquisitivo ou. 142. 130. a remuneração que lhe for devida na data da sua concessão”. não se considerando falta ao serviço a ausência da empregada durante o período de licença-maternidade. Exatamente por este motivo. d) O empregado deve perceber. as férias são o exemplo típico de interrupção do contrato de trabalho. cabe ao empregador decidir em qual destes meses concederá as férias a este estudante). caput. A assertiva mistura a idéia do cômputo do período de férias como tempo de serviço com a regra do terço de férias. para fazê-las coincidir com férias da família ou com as férias escolares. para todos os efeitos. II. pois o período de férias é computado. porém não existe cômputo a maior. da CLT. inclusive. 136 é relativizada pelos seus parágrafos. 131. da CLT. 58 . de forma que trinta dias de férias correspondem a 30 dias de tempo de serviço. Neste sentido. §2º. de fazer coincidir suas férias com as férias escolares (§2º). o valor das férias será obtido a partir da média de produção apurada ao longo do período aquisitivo. computar-se-á a média dos últimos doze meses anteriores à concessão. e não do período aquisitivo. menor de 18 anos. durante as férias. Se o empregado é remunerado por peça ou tarefa. da cessação do contrato de trabalho. pois não há prestação de serviços. e não ao tempo de serviço. como tempo de serviço (art. Incorreta. a remuneração média que lhe houver sido paga durante o período aquisitivo pertinente. da CLT). §1º). tendo em vista que. com jornadas variáveis.

estando subordinação e a 59 . assinale a opção correta. se o empregado foi demitido antes do final do período concessivo. 449 da CLT). portanto. Neste sentido. com mais de 32 faltas. mas estará fora do regime celetista. estas não são devidas (exigíveis) senão ao final do período concessivo. (PROCURADOR DO ESTADO PGE/AL – CESPE – 2009) TEMA: RELAÇÃO DE EMPREGO Questão 66 – Considerando que um trabalhador tenha sua contratação efetivada por determinada pessoa jurídica e desenvolva suas atividades laborais na própria residência. 2) Incide FGTS sobre as férias proporcionais pagas na rescisão do contrato de trabalho? Resposta: não. 148. a remuneração das férias indenizadas tem natureza indenizatória. a fim de proteger o crédito trabalhista do empregado. Neste sentido. 149 da CLT. E) No caso presente a em apreço. nesta hipótese o trabalhador perde o direito às férias. Maurício Godinho Delgado. quando houver tido de 24 a 32 faltas. Logo. Como cabe ao empregador fixar a época de concessão das férias. Obviamente. A) O desenvolvimento das atividades laborais na própria residência não configura relação de emprego. perderá o direito às férias? Resposta: sim! A doutrina entende que o silêncio da CLT em relação a esta hipótese significa que o legislador teria considerado que. em seu inciso IV. com o aviso prévio indenizado. especificamente no caso de falência do empregador (para fins do art. dispõe que após cada período de 12 meses o empregado terá direito a 12 dias corridos de férias. Vólia Bomfim Cassar. a OJ 195 do TST. a correr o prazo prescricional. 3) O artigo 130 da CLT. pois como vimos a natureza desta remuneração é indenizatória. B) Há distinção entre o trabalho realizado no estabelecimento do contratante e o executado no domicílio do empregado. o prazo prescricional (neste caso. o bienal) terá início a partir da extinção do contrato. dentre outros. e o FGTS incide sobre parcelas de natureza salarial (cuidado. segundo prescrição consolidada. o trabalhador em questão é considerado doméstico. o art. pois a prescrição das férias tem início no momento da lesão. Agora pergunto: e se o empregado tiver mais de 32 faltas. Logo.Incorreta. Gustavo Filipe Barbosa Garcia. C) Por efetivar seu labor em residência. que sofre incidência de FGTS! – Súmula 305 do TST). e com ela a pretensão à reparação judicial. entretanto. D) Dito trabalhador não poderá receber menos que o salário mínimo. Aproveitando o link com esta questão das férias. a partir daí nascerá eventual lesão ao direito. Neste sentido. que confere natureza salarial à remuneração das férias indenizadas. Chega a ser até bem óbvio. o final do período concessivo. torno públicas outras dúvidas: 1) A remuneração das férias indenizadas tem natureza salarial ou indenizatória? Resposta: em regra. né?! A exceção fica por conta do art. Começa daí (final do período concessivo). o empregado já teria descansado o suficiente. qual seja.

no caso do trabalho do motorista da família).pessoalidade. casa de veraneio. “B”. e sim a prestação de serviços contínuos. de finalidade não lucrativa. nos termos consolidados. C) Havendo demanda pleiteando o vínculo e o respectivo registro na CTPS obreira. no âmbito residencial destas (art. que são os requisitos constantes do art. 1º da Lei nº 5. sem o devido registro em sua CTPS. para ambos os sexos. pessoalidade. B) Não tendo havido recolhimento fundiário. estará limitado aos últimos cinco anos. Âmbito residencial. não haverá distinção entre trabalhador menor ou maior de 18 anos de idade. E) Na aplicação dos efeitos da prescrição. Quanto à resposta correta. as alternativas “A”. qual seja. 60 . “C” e “D”. Sobre a letra “C” é imperioso observar que o local de trabalho não interfere na caracterização do vínculo de emprego do doméstico.g. onerosidade. segundo o qual “não se distingue entre o trabalho realizado no estabelecimento do empregador e o executado no domicílio do empregado. D) Caso o trabalhador tenha laborado em determinado período como menor. no caso. de plano. e mesmo as vias públicas. nãoeventualidade. razão pela qual. a onerosidade está plenamente subentendida no enunciado da questão. Não obstante sejam seis os requisitos caracterizadores da relação de emprego (trabalho prestado por pessoa física. o crédito deste. Os demais são extraídos. desde que esteja caracterizada a relação de emprego”. diretamente. a letra “E”. contados do ajuizamento da ação. somente quanto ao reconhecimento de vínculo. mas ajuizada após dois anos do término contratual. somente essa parte do contrato de trabalho será imprescrita. não é raro que as bancas mencionem apenas subordinação. na minha opinião. subordinação e alteridade). No caso. 3º com o art. mediante exercício interpretativo. Respeito a tese. mas a todos os locais onde a pessoa ou a família desenvolvem sua vida privada e suas atividades não lucrativas (v. caracteriza-se relação de emprego. a alternativa veiculada pela letra “E” encontra-se perfeitamente válida. da combinação do art. que impedirá o intento. sem a declaração de vínculo. TEMA: PRESCRIÇÃO Questão 67 Determinado trabalhador manteve relação de emprego com certa empresa por mais de dez anos. se discutido em eventual demanda. razão pela qual a questão não teria resposta. O candidato que conhecia este importante dispositivo eliminou. A) Poderá o trabalhador ingressar em juízo para pleitear os recolhimentos previdenciários. vi alguns comentários no sentido de que a questão deveria ser anulada tendo em vista que a alternativa dada como correta pela banca não contemplaria todos os requisitos caracterizadores da relação de emprego (artigos 2º e 3º da CLT). Com referência a essa situação.859/1972). 6º da CLT. 3º da CLT (que define “empregado”). estará a pretensão atacada pela prescrição. 2º da CLT. mas não concordo. pessoalidade e onerosidade. só restando a resposta correta. a pessoa ou família. Comentário: a questão gravita em torno do disposto no art. assinale a opção correta. rancho. se refere não só à casa.

pois não é necessariamente verdadeira a afirmação. Vamos às alternativas: A) Incorreta. de forma nenhuma. pois as ações meramente declaratórias são imprescritíveis. Quanto às demais hipóteses. frise-se). ainda que originadas quando o trabalhador tinha menos de 18 anos. contar com fará ele jus a dezoito férias. nos termos do art. como tal. o art. da CLT. logo imprescindível a declaração do vínculo. que o trabalhador do exemplo foi admitido aos 17 anos. há que se considerar que não corre contra o menor prazo prescricional. a Súmula 362 do TST. pois se. Neste caso. Imagine-se. da Lei nº 8. o qual dispõe que a prescrição em cinco anos. B) Incorreta. também estas pretensões relativas ao primeiro ano estarão prescritas. TEMA: INTERRUPÇÃO DO CONTRATO DE TRABALHO E FÉRIAS Questão 69 Considere que Lucas tenha sido contratado por entidade bancária para exercer a função de contínuo. não dependendo da intervenção do empregador. ao passo que não incidirá. D) Se Lucas. 11. como o contrato perdurou “por mais de dez anos”. Isso porque a anotação da CTPS. a respeito. a distinção será relevante. não interessa se o trabalhador é menor ou maior de 18 anos. §5º. Neste sentido. dias corridos de de Lucas. o prazo prescricional referente às lesões sofridas neste primeiro ano do contrato somente começa a correr quando o menor tenha completado 18 anos.Comentário: a questão versa sobre prescrição. sendo cinco delas decorrentes de alistamento eleitoral e casamento. entretanto. sujeitar-se-ia à prescrição. Uma vez mais não concordo com a tese do recurso. 23. Em face dessa situação hipotética. §1º. não se aplica “às ações que tenham por objeto anotações para fins de prova junto à Previdência Social”. C) Incorreta. pode ser efetuada pela própria secretaria da Vara do Trabalho. tiver dez faltas.036/1990. não haverá redução no total de dias de férias a serem gozados. sob o argumento de que a anotação em CTPS seria obrigação de fazer e. no período férias. a prescrição. 61 . 440 da CLT). assinale a opção correta. E) Correta. tendo em vista que a prescrição do FGTS (como parcela principal. No mesmo sentido. 440 da CLT. A) Somente no caso de o regime de trabalho de Lucas exceder quarenta e quatro horas semanais deverá ele receber pagamento suplementar. da CLT. §1º. C) Na hipótese aquisitivo das quatorze faltas. como vimos. D) Incorreta. Logo. B) Devido ao limite da jornada atinente à categoria de Lucas. a assertiva não é verdadeira. limitados a dois após a extinção do contrato de trabalho. excepcionando a regra geral da prescrição trabalhista. Entretanto. é de 30 anos. no caso de reconhecimento de vínculo. no período aquisitivo das férias. por força do art. pois só haveria que se falar em recolhimentos previdenciários obrigatórios se comprovada a existência da relação de emprego. terá ele direito a menos de trinta dias de férias. tendo em vista a regra do art. a pretensão ao reconhecimento do vínculo é imprescritível. então. Ver. 11. Registre-se que também em relação a esta alternativa surgiram vozes defendendo a anulação da questão. até que o mesmo complete 18 anos (art.

58-A da CLT como aquele cujo módulo semanal não exceda de vinte e cinco horas. não é considerado falta justificada. neste caso. da CLT. ou ainda tutelar) se desdobra. dispõe que não será considerada falta ao serviço. Importante lembrar ainda que o princípio da proteção (ou princípio protetor. Com base nisso. pois é devido o pagamento suplementar se excedida a 30ª hora na semana. vejamos as alternativas: A) incorreta. 224. Dessa forma. parágrafo único. o prazo prescricional para que o trabalhador ingresse com ação trabalhista cobrando eventuais créditos. 226. definido pelo art. Logo. da CLT. 473 (art. da CLT. no caso. razão pela qual faria jus a 30 dias corridos de férias. pois o art. pois com 14 faltas Lucas faria jus a 24 dias corridos de férias (art. julgue as seguintes afirmações: 1 – O princípio da proteção é aquele princípio peculiar ao Direito do Trabalho segundo o qual se garante às partes a igualdade formal. CLT). pois o princípio da proteção tem por escopo o reequilíbrio de forças entre capital (empregador) e trabalho (empregado). e não somente da igualdade formal (que constitui a simples estipulação de direitos rigorosamente iguais às partes). 62 . 130. portanto) por até três dias consecutivos em virtude de casamento (inciso II) e por até dois dias consecutivos para se alistar eleitor (inciso V). razão pela qual o terceiro dia. no caso Lucas teria apenas cinco faltas ao longo do período aquisitivo. 131. Assim. pois o art. D) correta. para os efeitos do art. o princípio da proteção visa à garantia da igualdade substancial entre as partes da relação de emprego. Errado. Comentário: a jornada do empregado em estabelecimentos bancários. princípio in dubio pro operario (este último bastante criticado por parcela significativa da doutrina). na classificação de Américo Pla Rodriguez. c/c o art. é de 6 horas (e o módulo semanal de 30 horas). princípio da condição mais benéfica. I. E) incorreta. 131. não se aplica ao bancário o art. C) incorreta. 2 – À luz do princípio da condição mais benéfica podemos dizer que é lícito ao empregador majorar. dispõe que o empregado pode faltar por até dois dias consecutivos em razão de falecimento de ascendente.E) Caso Lucas falte três dias em decorrência do falecimento de ascendente. inclusive o contínuo. I. isso caracterizará falta justificada para os fins legais. da CLT). 473 dispõe que o empregado pode faltar. por sua vez. a condição é inequivocamente mais vantajosa ao obreiro. I. em três dimensões: princípio da norma mais favorável. sem prejuízo do salário (hipóteses de interrupção contratual. por força do art. por força do art. a ausência do empregado nos casos do art. pois a jornada do bancário não se enquadra no regime de tempo parcial. como forma de compensar sua hipossuficiência. mediante a estipulação de vantagens ao empregado. 130. tendo em vista que. II. 130-A da CLT. 130. EXERCICIOS TIPO CESPE TEMA 1 – PRINCÍPIOS E FONTES DO DIREITO DO TRABALHO A respeito dos princípios e fontes do Direito do Trabalho. através de cláusula contratual ou regulamento de empresa. 473. sendo que dele decorrem todos os demais princípios trabalhistas. B) incorreta. O art.

no sentido da desregulamentação trabalhista e da flexibilização das normas trabalhistas constituem fonte material do Direito do Trabalho.Errado. mencionem-se questões cobradas no concurso para Consultor Legislativo do Senado (2002) e para Juiz do Trabalho da 5ª Região (2006).por todos. o regulamento como sendo fonte formal. sociológicos e filosóficos que levam à alteração ou criação de normas jurídicas. o interesse coletivo (pacificação social. Neste sentido. econômicos. ainda que em benefício do trabalhador. da possibilidade de compensação além da semana (“banco de horas”). Não obstante exista grande controvérsia quanto à classificação ou não do regulamento de empresa como fonte formal (vários nomes de peso . Por sua vez. logo as convenções coletivas constituem fontes formais autônomas do Direito do Trabalho. suprimir ou alterar as regras relativas à prescrição trabalhista. o que culminou na flexibilização da legislação. 4 – O regulamento de empresa pode ser considerado fonte formal do Direito do Trabalho. não podendo as partes inovar. ao menos para o Cespe. estabilização das relações jurídicas) se sobrepõe ao interesse individual do trabalhador. fatos sociais estes que representam o momento pré-jurídico necessário à posterior positivação do direito. por mais de uma vez. que tanto as hipóteses quanto os prazos prescricionais são aqueles previstos em lei. constituem fontes materiais do Direito do Trabalho. respectivamente se decorrentes da vontade das partes destinatárias da norma. Dessa forma. 63 . no parágrafo 2º. Certo. 3 – São fontes materiais do Direito do Trabalho as transformações sociais e as pressões exercidas pelos agentes da relação de emprego. sucedendo logicamente as fontes materiais. 59 da CLT. notadamente através dos sindicatos. julgue os itens seguintes: 6 – A Constituição de 1988 trata igualmente trabalhadores urbanos. aderindo ao contrato de trabalho. portanto. o Cespe já considerou. Neste caso. ou se decorrentes da imposição de terceiro estranho à relação jurídica. Assim. com a inclusão. as convenções coletivas são classificadas como fontes formais heterônomas. Certo. por exemplo. tendo em vista que a prescrição é norma de ordem pública. em provas anteriores. por exemplo. foi precedida por intensas pressões por parte do empresariado. razão pela qual não se aplica o princípio da condição mais benéfica. Errado. Também as pressões dos empregadores. certamente a alteração do art. mas que não constitui fonte formal). Observe-se que não só as pressões levadas a efeito pelo empregados. aí incluídas aquelas levadas a efeito pelo empregador. são fontes materiais do trabalho o conjunto de fatores políticos. TEMA 2 TRABALHADORES DIREITOS DOS A respeito dos direitos dos trabalhadores assegurados pela CRFB/1988. as fontes formais são classificadas em autônomas e heterônomas. Lembrem-se. pelo que é inderrogável pela vontade das partes. Maurício Godinho Delgado defendem a tese segundo a qual o regulamento de empresa tem força de mera cláusula contratual. 5 – Fontes formais representam a exteriorização da norma jurídica. A título de exemplo. pois os sindicatos agem representando (e substituindo) os trabalhadores.

sendo que a expressão “nos termos da lei” se refere à previsão de proporcionalidade do aviso prévio. Faltando qualquer um destes requisitos. os sindicatos não poderão reduzir direitos trabalhistas assegurados pela lei! Assim. seja em contrato de trabalho ou regulamento empresarial. estipula o aviso prévio de no mínimo 30 dias. do TST. a Súmula nº 308 do TST. independentemente de quando se deu a extinção do contrato. dispensa do controle de ponto. e alteração da jornada para o trabalho realizado em turnos ininterruptos de revezamento. inciso XXIX. pela combinação do art. pois o art. de forma não eventual. neste ponto. pessoal. seja em instrumento coletivo (ACT ou CCT). da CRFB. cláusulas de redução de intervalo intrajornada. é contada a partir da data da extinção do contrato de trabalho. fora estes casos. podendo ser reivindicadas as lesões sofridas nos cinco anos anteriores a tal data. parágrafo único. normas relativas à admissão. Observe-se. Certo. dentre os quais não se inclui a remuneração do trabalho noturno superior à do diurno. a teor dos incisos VI. julgue os seguintes itens: 11 – São requisitos para caracterização da relação de emprego a prestação de serviço por pessoa física. e rurais. Errado. do ADCT. garantindo a todos a remuneração do trabalho noturno superior à do diurno. 7º da CRFB. TEMA 3 – RELAÇÃO DE TRABALHO E EMPREGO No tocante à relação de trabalho e à relação de emprego. 7º. que o doméstico ainda não goza de proteção relativa à duração do trabalho. Errado. XIII e XIV do art. Certo. não há que se falar em relação de emprego. XXI. Errado. 64 . 7º. compensação de horários ou redução de jornada. registro e anotação do contrato em CTPS. II. há jurisprudência no sentido de que não há direito da empregada gestante à estabilidade provisória na hipótese de admissão mediante contrato de experiência. nada impede seja estipulado o aviso prévio proporcional. da CRFB. Não obstante. “a”. 7º. tendo em vista que o art. 10 – A Constituição confere aos sindicatos das categorias profissionais a prerrogativa de negociar a redução de direitos trabalhistas apenas nas hipóteses de redução salarial. elenca os direitos conferidos aos trabalhadores urbanos e rurais que são estendidos também aos domésticos. A questão é importante porque. pois o prazo qüinqüenal é contado a partir da data do ajuizamento da ação. prevista no inciso IX do art. Não obstante. Neste sentido. 9 – A prescrição qüinqüenal trabalhista prevista no art. 7º. são inválidas. mas em mera relação de trabalho. sendo que somente lei pode alterar tal prazo. visto que a extinção da relação de emprego. por exemplo. não constitui dispensa arbitrária ou sem justa causa. em face do término do prazo. 8 – Fica assegurado o direito ao aviso prévio de no mínimo trinta dias. da CRFB. 7 – A Constituição veda a dispensa arbitrária ou sem justa causa da empregada gestante desde a confirmação da gravidez até cinco meses após o parto. onerosa e sob subordinação jurídica.inclusive domésticos. 10. item III. e da Súmula nº 244. ou mesmo superior a 30 dias de forma fixa.

filosóficos ou religiosos. 13 – O garçom que trabalha dois dias por semana em uma pizzaria não pode ser considerado empregado. seja atividade-fim (ligada ao objeto social da empresa). posto que se exige. normalmente ligada a ideais humanitários. perfeitamente caracterizado o vínculo empregatício. A não eventualidade. se a atividade está inserida na rotina da empresa. aplica-se o princípio da primazia da realidade. Isso posto. cujo prestador de serviços é movido por intenção graciosa ou benevolente. Assim. Obviamente o garçom desenvolve atividade permanente da empresa. o art. entretanto. a ausência de qualquer dos outros requisitos obsta a caracterização do vínculo empregatício. normalmente estará configurada a não eventualidade. 15 – A subordinação que caracteriza a relação de emprego é a jurídica. impedir ou fraudar a aplicação dos preceitos contidos na presente Consolidação”. atualmente é pacífico que se trata de subordinação jurídica. Errado. presentes os requisitos da relação de emprego configurar-se-á fraude na roupagem de pessoa jurídica dada ao empregado. assim. logo não interessa quantos dias por semana ele trabalhe para que se possa falar em não eventualidade. o trabalho prestado por pessoa física. 14 – A onerosidade não se caracteriza pelo efetivo pagamento dos serviços prestados. No caso. também denominada habitualidade. Ressalte-se. 9º da CLT. Os requisitos caracterizadores da relação de emprego são extraídos dos artigos 2º e 3º da CLT. que lhe confere a prerrogativa de dirigir a prestação de serviços conforme suas conveniências. e significa que o empregado presta serviços com vistas a ser remunerado por isso. O contraponto da onerosidade é a prestação de trabalho voluntário. Não obstante a subordinação já tenha sido entendida como sendo técnica e econômica. segundo o qual “serão nulos de pleno direito os atos praticados com o objetivo de desvirtuar. o que em última análise obstaria o reconhecimento do vínculo de emprego. bem como nasce 65 . ainda que apenas uma vez por semana. No mesmo sentido. a qual deve ser afastada e. e sim pela intenção onerosa presente no ajuste de vontades entre empregado e empregador. Certo. mitigada quando o trabalho é executado no domicílio do empregado). decorrente do contrato estabelecido entre empregador e empregado. seja atividade-meio (atividade de apoio). pois decorre do contrato de trabalho o poder diretivo do empregador. Em que pese ser a subordinação o traço distintivo mais importante entre a relação de emprego e a mera relação de trabalho. Basta que trabalhe nesta atividade de forma repetida (e “repetível” futuramente). Logicamente se o empregador não paga o quanto combinado não pode ser premiado com o não reconhecimento da onerosidade. a pessoalidade. para caracterização de empregado. A intenção onerosa mencionada é também denominada animus contrahendi. Errado. 12 – Se o trabalho é prestado por pessoa jurídica unipessoal não há que se falar em relação de emprego.Certo. é circunstância ligada não à continuidade do trabalho. mas ao caráter permanente da atividade na rotina da empresa. posto que ausente a habitualidade. que em determinadas situações as características apresentam variações quanto à intensidade (por exemplo. Certo.

qualquer tipo de lucro. XXXII. a presença de todos os requisitos caracterizadores da relação de emprego (pessoalidade. b) deve o doméstico prestar serviços à pessoa ou família. sem a presença de onerosidade. 7º. sendo que o empregador não deve auferir. A presença da onerosidade (animus contrahendi) é fundamental também para a caracterização do vínculo doméstico. tais riscos excluem os riscos decorrentes do próprio contrato de trabalho. o artigo 3º da CLT. individual ou coletiva. pela literalidade da Súmula 269 do TST. e não ao empregado. exclusivamente. para caracterização do vínculo de emprego. com duas especificidades: a) os serviços prestados pelo doméstico devem ter natureza contínua. o risco do empreendimento deve ser suportado somente pelo empregador. 17 – O empregado eleito para ocupar cargo de diretor tem o respectivo contrato de trabalho suspenso.859/1972. a partir da relação de emprego. isso sim. pelo que é lícito ao empregador descontar dos salários do empregado o valor referente ao tempo em que o empregado não laborou efetivamente ao longo da jornada de trabalho. o tipo de trabalho desenvolvido. Dispõe o art. para caracterização da figura do empregado. vedada a transferência 66 . que. Logo. Errado. que proíbe a distinção entre trabalho manual. Certo. Errado. a assunção dos riscos do empreendimento. Neste sentido. Errado. a consideração a respeito do tipo de trabalho prestado. Dessa forma. TEMA 4 – CONTRATO DE TRABALHO Sobre os sujeitos do contrato de trabalho. salvo se permanecer a subordinação jurídica inerente à relação de emprego. 2º da CLT que “considera-se empregador a empresa. se técnico. assalaria e dirige a prestação pessoal de serviços”. doméstico é “aquele que presta serviços de natureza contínua e de finalidade não lucrativa a pessoa ou família no âmbito residencial destas”. Assim. O que a lei veda é que o trabalho doméstico seja utilizado pelo tomador dos serviços com fins de obter vantagem econômica (lucro). exclusivamente. bem como o art. isto é. Nos termos do art. eventuais prejuízos. que veda distinções relativas à espécie de emprego e à condição do trabalhador. não se computando o tempo de serviço desse período. a “finalidade não lucrativa” do trabalho doméstico diz respeito ao empregador. 1º da Lei nº 5. Entretanto. É absolutamente irrelevante. da CRFB. assumindo os riscos da atividade econômica. manual ou intelectual. A rigor a caracterização do vínculo de emprego doméstico em muito se assemelha à caracterização do vínculo empregatício de um empregado comum. se por um lado cabem ao empregador eventuais lucros do empreendimento. não eventualidade. também cabe a este suportar. 18 – É considerado doméstico aquele trabalhador que presta serviços contínuos e sem qualquer finalidade lucrativa.também do contrato a sujeição do empregado a estas ordens do empregador. julgue os itens seguintes: 16 – É fundamental. Interessa. admite. A ausência de subordinação jurídica caracteriza a autonomia (relação de trabalho autônomo). onerosidade e subordinação). técnico e intelectual ou entre os profissionais respectivos. o que pressupõe freqüência maior que a exigida para caracterização da não eventualidade. 19 – Cabe ao empregador.

que por sua vez dirige a prestação de serviços conforme suas conveniências. exceto em casos especialíssimos). É importante observar que o poder empregatício decorre da relação de emprego (e caracteriza. etc). Pelo poder diretivo o empregador organiza a estrutura e o espaço interno da empresa.de tais riscos aos empregado. fiscalização acerca do uso de equipamentos de proteção individual. tem poderes de fiscalização e poderes disciplinares. SUCESSÃO DE EMPREGADORES. salvo previsão em contrário em negociação coletiva. circulares e regulamentos internos). Naturalmente o poder fiscalizatório é limitado pelos princípios constitucionais. por exemplo. à empresa “Beta”. por exemplo. se o empregador dirige a prestação pessoal de serviços do trabalhador da forma que bem entende. 20 – O poder empregatício é o conjunto de prerrogativas conferidas ao empregador no âmbito da relação de emprego. à empresa “Alfa”. a partir da existência do contrato de trabalho. da sucessão de empregadores e da responsabilidade solidária. é devido integralmente o salário contratualmente fixado. Certo. isto é. e sim um contrato de atividade. julgue os seguintes itens: 21 – Imagine-se que Acácio preste serviços. notadamente pelo princípio da dignidade humana (é vedada. exigência do uso de uniforme. o empregador assume exclusivamente inclusive os riscos decorrentes do próprio contrato de trabalho como. suspensão ou mesmo demissão por justa causa. conforme visto no item anterior. e a ausência de produtividade decorrente de “falta de serviço” na empresa (hipótese em que. o poder fiscalizatório e o poder disciplinar. como contraponto. e engloba o poder diretivo. Maurício Godinho Delgado. RESPONSABILIDADE A respeito do grupo econômico trabalhista. O poder regulamentar é exercido no sentido da exteriorização das regras impostas pelo empregador quanto ao modo de organização e execução dos serviços (por exemplo. nada mais justo que arque sozinho com os resultados de sua administração. o que significa que o empregador não contrata um determinado resultado específico esperado em relação à atividade laboral do empregado. etc). Por fim. tendo em vista que o obreiro permaneceu à disposição do empregador). com exclusividade. TEMA 5 – GRUPO ECONÔMICO. os riscos da atividade econômica. O contrato de trabalho não é um contrato de resultado. a produtividade do empregado abaixo do esperado (hipótese em que é devido integralmente o salário contratualmente fixado). notadamente sob a forma de desconto salarial. pela expedição de ordens de serviço. atribui ao empregador. a revista íntima do empregado. o poder regulamentar. sendo “Alfa” e 67 . Neste sentido. Ora. Dessa forma. mediante a aplicação de advertência. e no turno da tarde. o poder disciplinar confere ao empregador a possibilidade de punir o empregado por uma falta cometida. O poder fiscalizatório constitui a prerrogativa do empregador de controlar a atividade de seus empregados. bem como estabelece as rotinas relativas à prestação de serviço (modo de prestação dos serviços. no turno da manhã. insofismavelmente. sejam eles positivos (lucros) ou negativos (prejuízos). verificando o efetivo cumprimento das ordens emanadas (controle de horário e frequência. e sim a colocação da força de trabalho deste empregado que é colocada à disposição do empregador. a subordinação jurídica) e.

23 – A alteração na estrutura jurídica da empresa não afeta os contratos de trabalho. Literalidade da Súmula nº 239 do TST. respondendo cada qual pelos direitos trabalhistas do período em que figuraram como reais empregadores. sendo que. ocorre a sucessão trabalhista. 22 – É bancário o empregado de empresa de processamento de dados que presta serviço a banco integrante do mesmo grupo econômico. a chamada cláusula de não responsabilização não é oponível ao empregado detentor do crédito. assegurada pelo art. mas tão somente ao sucedido. o empregado pode cobrar do sucessor inclusive os créditos consolidados antes da transferência (sucessão). 2º da CLT. Neste sentido. Nos termos do art. em sede da relação jurídica estabelecida entre sucessor e sucedido. da CRFB. Certo. arcando assim com todos os débitos trabalhistas dos empregados remanescentes. Neste sentido. salvo ajuste em contrário não haverá se falar em mais de um contrato de trabalho. as empresas pertencentes a um grupo econômico são solidariamente responsáveis pelos créditos trabalhistas dos empregados de qualquer das empresas integrantes do grupo. a Súmula nº 129 do TST. isto é. 18. 25 – As demais empresas integrantes de um mesmo grupo econômico são subsidiariamente responsáveis pelos créditos trabalhistas dos empregados de uma outra empresa do mesmo grupo. No mesmo sentido. Errado. Certo. a OJ nº 261 da SBDI-1 do TST. ocorrendo a sucessão. Errado.“Beta” pertencentes a um mesmo grupo econômico. geralmente é inserida no título jurídico (contrato) que transfere a universalidade do sucedido para o sucessor. inclusive aqueles contraídos antes da sucessão. O TST entende que no caso do desmembramento de municípios não ocorre sucessão de empregadores. Os artigos 10 e 448 da CLT asseguram que a alteração na estrutura jurídica da empresa não afeta os contratos de trabalho e os direitos adquiridos pelos empregados. a teor do disposto nos artigos 10 e 448 da CLT esta chamada cláusula de não responsabilização não produz qualquer efeito no âmbito trabalhista. que é denominada real empregadora. com a finalidade de limitar a responsabilidade do sucessor apenas aos débitos contraídos após a sucessão. a OJ nº 92 da SBDI-1 do TST. sendo que os municípios criados a partir do desmembramento são considerados sucessores trabalhistas para todos os efeitos. inclusive aqueles consolidados antes do desmembramento. Neste caso. sendo que o sucessor passa a ser responsável por todos os débitos trabalhistas da empresa. Obviamente. exceto quando a empresa de processamento de dados presta serviços a banco e a empresas não bancárias do mesmo grupo econômico ou a terceiros. Neste sentido. O fundamento de tal entendimento é a autonomia políticoadministrativa dos municípios. e se houver cláusula de não responsabilização. 24 – No caso de desmembramento de municípios. neste caso. caput. Lembrando a distinção básica entre solidariedade e subsidiariedade: 68 . caberá ação de regresso do sucessor em relação ao sucedido. Assim. Quanto à cláusula de não responsabilização. não é oponível ao empregado credor de determinada parcela. Certo. mas vale tão somente no âmbito civil.

É intuitu personae em relação ao empregado. o empregado pode firmar contrato de trabalho antes de completar dezesseis anos. Nos termos da Súmula 386 do TST. Ante o exposto. desde que conte com quatorze anos e o faça na condição de aprendiz. é correto dizer que não é possível o reconhecimento do vínculo TEMA 6 26 – É correto dizer que o contrato de trabalho é um contrato sinalagmático. “preenchidos os requisitos do art. pois uma coisa não depende da outra. de trato sucessivo. e sim a disponibilização da energia de trabalho. caso não receba seu crédito. constitui elemento essencial do contrato de trabalho. durante seis meses. inclusive). Errado. Entretanto. 28 – Tendo em vista o estatuto próprio aplicável ao Policial Militar. não é possível o reconhecimento do vínculo de emprego entre Policial Militar e uma empresa privada. dia. Sua função era higienizar o local sempre antes da chegada dos clientes. da CRFB/88. em uma casa de jogos de azar. de atividade e oneroso. receber 27 – É elemento essencial do contrato de trabalho a capacidade do empregado. etc). Não é intuitu personae em relação ao empregador. ou até mesmo todos ao mesmo tempo. isto é.na obrigação subsidiária o credor deve acionar primeiro o devedor principal. conforme a modalidade ajustada (mês. o credor pode acionar diretamente. É consensual pois depende da vontade das partes. Correto. O contrato é sinalagmático porque dele resultam obrigações recíprocas. interessa à relação jurídica a pessoa do empregado (característica da pessoalidade). pode acionar o devedor subsidiário. é legítimo o reconhecimento de relação de emprego entre policial militar e empresa privada. isto é. em qualquer hipótese. para que incida a obrigação de contraprestação (pagamento de salário) o resultado do trabalho prestado. na obrigação solidária. Finalmente. consensual. não só do empregado. e então. XXXIII. 7º. Observese que o contrato de aprendizagem é uma modalidade especial de contrato de trabalho (leia-se contrato de emprego). é um contrato oneroso pois pressupõe a intenção onerosa da relação firmada (o empregado trabalha com a 69 . A capacidade.” 29 – Maria da Silva trabalhou como faxineira. independentemente do eventual cabimento de penalidade disciplinar prevista no Estatuto do Policial Militar. nos termos do art. obrigações contrárias e contrapostas. qualquer um dos devedores solidários. semana. por sua vez. por exemplo). 3º da CLT. que se considera apto a firmar contrato de trabalho. Errado. prescindindo entretanto de forma solene (pode o contrato de trabalho ser ajustado tacitamente. É de trato sucessivo porque as principais prestações decorrentes do contrato de trabalho (prestar serviços e pagar salários) renovamse no tempo. É um contrato de atividade (em contraposição ao contrato de resultado) porque não interessa. entre as partes (empregado presta serviços e o empregador paga os salários. de forma que Maria não tinha conhecimento da atividade ilícita desenvolvida no local. sem qualquer benefício de ordem. intuitu personae. como também do empregador. somente a partir dos dezesseis anos. finalidade de contraprestação).

não produz qualquer efeito sobre as cláusulas dos contratos de trabalho em vigor. é permitida. como verdadeiro empregado. alterado o pólo passivo da relação de emprego. Assim. Errado. No caso. o trabalho de Maria da Silva (faxina). 32 .empregatício de Maria da Silva. ainda assim. Entretanto. 30 – Mazinho começou a trabalhar na Fazenda Águas Claras no dia 1º de junho. TEMA 7 31 – A alteração subjetiva do contrato de trabalho. qualquer ajuste de vontade expresso entre Mazinho e o proprietário da Fazenda. pois alteração subjetiva é o mesmo que alteração de sujeito. 70 . quanto ao pólo passivo. Realmente o trabalho cujo objeto é ilícito enseja a nulidade absoluta da contratação. Decorrência do princípio da inalterabilidade contratual lesiva. em si. e não se opôs a tal prática ao longo de um mês. em princípio. entretanto. 33 – Hélton foi contratado como vendedor em uma loja de departamentos. sob pena de nulidade da cláusula infringente dessa garantia. pois o contrato de trabalho não chegou a ser firmado entre as partes. seu contrato de trabalho é plenamente válido. Dessa forma. carpia a lavoura. Assim. “contrato individual de trabalho é o acordo tácito ou expresso. sem sequer informar o empregado sobre o motivo da destituição do cargo de confiança. os artigos 10 e 448 da CLT. assegurados todos os seus direitos. Mazinho se dirigiu ao proprietário da Fazenda inquirindo-lhe sobre quando seria efetuado o pagamento do salário. tem razão o empregador. 442 da CLT. pelo que. pois o empregador tinha conhecimento de que Mazinho lhe prestava serviços. foi promovido ao cargo de confiança de gerente. direta ou indiretamente. não é ilícito. roçava pastos. Na hipótese mencionada na questão. correspondente à relação de emprego”. Conforme o disposto no art. Neste sentido. sendo que a alteração contratual. permanecem inalteradas as cláusulas dos contratos de trabalho dos respectivos empregados. pois não havia lhe prometido nada. (Procurador do Estado da Paraíba – 2008) Certo. Neste caso. ao que este lhe respondeu que não lhe devia salários. e ademais a trabalhadora não tinha conhecimento acerca da atividade ilícita desenvolvida no local. entretanto. entre outras atividades ligadas à atividade normal do empreendimento. Ao final do primeiro mês de trabalho. sendo que este último tinha ciência de que Mazinho ordenhava o gado. e como sabemos o sujeito passivo da relação de emprego é o empregador. dada a ilicitude do objeto de seu trabalho. em prejuízos ao empregado. Não houve. desde que não resultem. pode-se dizer que o empregador agiu regularmente. recebendo por isso remuneração bastante superior à do cargo que ocupava originalmente. Depois de trabalhar na função de vendedor durante três anos. Com base na legislação trabalhista. Certo. neste caso. o trabalhador não faz jus sequer aos salários. sem dúvida houve o ajuste tácito entre as partes.Nos contratos individuais de trabalho. apenas é lícita a alteração das respectivas condições de trabalho quando decorram de mútuo consentimento e. Na verdade trata-se a hipótese de sucessão de empregadores. após um ano no cargo de gerente. Errado. o empregador resolveu determinar o retorno de Hélton à função de vendedor. a lei não exige seja o contrato de trabalho firmado expressamente.

casos da suspensão por afastamento em decorrência de acidente de trabalho e por afastamento para cumprimento do serviço militar obrigatório. Errado. Trata-se a reversão. pelo empregador. 469 da CLT). depois do que ou é tornada definitiva e o contrato. entre outras possibilidades. Neste sentido. é encerrado. Depois de aposentado por invalidez o 71 . excepcionalmente. em nenhuma hipótese. não constitui alteração contratual. 468 da CLT.A redução da carga horária do professor. é importante lembrar que se o empregado exerceu a função de confiança (e recebeu a respectiva gratificação) por dez anos ou mais. o tempo de suspensão não é computado como tempo de serviço. tendo em vista que na suspensão contratual as principais cláusulas do contrato de trabalho permanecem sustadas temporariamente. fará jus à incorporação da gratificação. Errado. A aposentadoria por invalidez suspende o contrato de trabalho por prazo indeterminado. “não se considera alteração unilateral a determinação do empregador para que o respectivo empregado reverta ao cargo efetivo. nos termos da Súmula 372 do TST. em virtude da diminuição do número de alunos. TEMA 8 36 – Caracteriza-se a suspensão do contrato de trabalho pela sustação das principais cláusulas do contrato de trabalho.Certo. portanto. deixando o exercício de função de confiança”. o empregado não presta serviços. é lícito ao empregador alterar o horário de trabalho do empregado. Também há que se esclarecer que a reversão constitui direito potestativo do empregador. mudar o nome do cargo (desde que disso não resulte prejuízo ao empregado). pois tal medida caracterizaria alteração prejudicial. Dessa forma. pode o empregador transferir o local da prestação de serviços (desde que observados os limites impostos pelo art. não se exigindo sequer a motivação de tal decisão. Certo. Por fim. além da alteração do horário de trabalho mencionada na questão. Algumas cláusulas contratuais inserem-se no chamado jus variandi empregatício exatamente em decorrência da assunção dos riscos do empreendimento pelo empregador (art. então. há hipóteses suspensivas em que. Dessa forma. se recuperada a capacidade laboral. desde que não aumente a jornada e desde que não altere o horário de trabalho do turno diurno para o noturno. o tempo de cessação provisória da prestação de serviços é computado como tempo de serviço. o empregador não paga salários e. sem que isso constitua irregularidade trabalhista. 34 . como tempo de serviço. anteriormente ocupado. uma vez que não implica redução do valor da hora-aula. de alteração contratual lesiva autorizada pela legislação trabalhista. A primeira parte da afirmação é verdadeira. de algumas cláusulas contratuais. Literalidade da OJ 244 da SBDI1 do TST. ou o empregado volta às suas atividades. 35 – Denomina-se jus variandi a possibilidade de alteração unilateral. vedada pelo ordenamento jurídico brasileiro. Certo. em regra. 37 – A aposentadoria por invalidez suspende o contrato de trabalho. Nos termos do parágrafo único do art. pelo prazo máximo de cinco anos. 2º da CLT). Não obstante. com destaque para o fato de que o tempo de suspensão contratual não é computado.

todas as vantagens que. constatada a recuperação da capacidade laboral. da CLT. 483. Certo. 471 da CLT. a doutrina amplamente majoritária considera se tratar de hipótese de interrupção contratual. o empregado retorna à atividade no seu emprego de origem. contados da data em que se verificar a respectiva baixa ou a terminação do encargo a que estava obrigado. Neste sentido. houve rescisão indireta do contrato de trabalho. sendo que. o trabalhador terá direito de retornar ao emprego. mesmo após cinco anos. razão pela qual são devidos o aviso prévio e a “multa” do 72 . indenizá-lo na forma da lei (exPrejulgado nº 37). da CLT). passada em julgado. Consoante o disposto no art. “d”. Literalidade do parágrafo 1º do art.trabalhador é submetido periodicamente a exames médico periciais junto ao INSS. Certo. mediante abatimento no total das contribuições sociais devidas.” 38 – A licença garantida à gestante configura hipótese de interrupção do contrato de trabalho. Neste caso. Errado. 42 – Depois de seis meses sem receber os salários que lhe eram devidos por seu empregador. facultado. Se pagar salários é a principal obrigação do empregador. “d”. conseqüentemente. Donizete ingressou com ação na Justiça do Trabalho requerendo o reconhecimento da rescisão indireta de seu contrato de trabalho. Certo. Quanto à compensação futura pelo INSS. tendo em vista que o empregador é quem paga diretamente os salários durante o afastamento. décimo terceiro proporcional e férias proporcionais. caso não tenha havido suspensão da execução da pena” (art. considera-se que é medida de política legislativa. 39 – Para que o empregado tenha direito a voltar a exercer o cargo do qual se afastou em virtude de exigências do serviço militar ou de encargo público. quando de seu retorno ao trabalho. tenham sido atribuídas à categoria a que pertencia na empresa. A prisão provisória do empregado é hipótese de suspensão do contrato de trabalho. a Súmula 160 do TST: “cancelada a aposentadoria por invalidez. saldo de salários. Em que pese a existência de corrente minoritária no sentido de que a licença-gestante seria caso de suspensão contratual. A rescisão indireta importa no pagamento das mesmas verbas que seriam devidas na rescisão sem justa causa. Somente configura motivo para despedida por justa causa “a condenação criminal do empregado. Certo. no caso. não restam dúvidas que. porém.. a fim de evitar o encarecimento da mão-deobra feminina e. dentre outras parcelas eventualmente devidas. conforme art. 40 – Ao empregado que teve o contrato de trabalho suspenso ou interrompido são garantidas. aviso prévio. 472 da CLT. “o empregado poderá considerar rescindido o contrato de trabalho (. por telegrama ou carta registrada. TEMA 9 41 – A prisão provisória do empregado constitui justo motivo para rescisão do contrato de trabalho..) quando não cumprir o empregador as obrigações do contrato”. dentro do prazo máximo de 30 (trinta) dias. o aumento da discriminação por gênero no mercado de trabalho. 482. ao empregador. em sua ausência. é indispensável que notifique o empregador dessa intenção. Donizete tem direito à indenização compensatória do FGTS (40%).

c/c a Súmula 14 do TST. 477. §6º. Certo. 477 da CLT. alínea “b”. Errado. 44 – Nos contratos a prazo determinado que não contenham cláusula assecuratória do direito recíproco de rescisão. os princípios que regem a rescisão dos contratos por prazo indeterminado. enseja apenas a administrativa. Nos termos do §7º do art. Quando da comunicação da demissão. do décimo terceiro salário e das férias. Nesta hipótese. parcelas 43 – Na hipótese de culpa recíproca. Certo. a OJ nº 14 da SBDI-1 do TST. além da multa administrativa aplicável pela fiscalização do trabalho. Nos contratos a prazo determinado. aplicamse. Certo. da CLT. o pagamento das referidas parcelas rescisórias no prazo estipulado pelo empregador foi feito no prazo legal (art. bem como metade da multa compensatória do FGTS (20%. §2º. da CLT. §6º. parcelas 477. 481 da CLT. por sua vez. para fins de receber as parcelas que lhe eram devidas em decorrência da rescisão contratual. dentre os quais a concessão do aviso prévio. pelo que o trabalhador deveria comparecer 73 . no valor correspondente ao salário deste. qual seja. 484 da CLT. tal dispositivo não foi recepcionado Errado. nos termos do art. até o décimo dia contado da notificação da demissão. 45 – O não pagamento das rescisórias nos prazos do art. §6º da CLT). 47 – O aviso prévio é. obrigatório na ruptura imotivada de contrato a prazo indeterminado. da Lei nº 8. A jurisprudência é pacífica no sentido de que o chamado aviso prévio “cumprido em casa” equivale ao aviso prévio indenizado.036/1990. 481 da CLT. Neste sentido. 48 – O prazo do aviso prévio é de 8 (oito) dias no caso dos contratos em que o pagamento for efetuado por semana ou por tempo inferior. 487 da CLT.FGTS. consoante disposto nos artigos 479 e 480 da CLT. infração aplicável ao departamento de pessoal da empresa somente no primeiro dia útil seguinte ao final do prazo do aviso prévio. o prazo do art. aplicar-se-ia. c/c o art. Inteligência do art. 18. Errado. c/c o art. além das demais normalmente devidas. 479 da CLT. ao pagamento de indenização ao empregado. 477. o empregador que rescindir o contrato antecipadamente deverá pagar ao empregado indenização no valor da metade das remunerações a que o empregado teria direito até o final do contrato. Não obstante seja esta a redação do inciso I do art. são devidos ao empregado metade do aviso prévio. no caso em referência. somente será cabível o aviso prévio se prevista cláusula assecuratória do direito recíproco de antecipação do término contratual. Entretanto. portanto). TEMA 10 46 – Evair trabalhava na empresa Metalúrgica Mão de Ferro e foi demitido sem justa causa. se for o caso. o empregador disse a Evair que o aviso prévio seria cumprido em casa. Em regra a ruptura antecipada dos contratos a termo ensejam a indenização da parte contrária. o não pagamento das parcelas rescisórias nos prazos do §6º do mesmo artigo sujeita o empregador. cuja multa é pela fiscalização do trabalho. se existente a cláusula assecuratória do direito recíproco de rescisão antes de expirado o termo ajustado. Art. em regra. Dessa forma.

Neste sentido. tendo em vista o princípio da boa-fé que norteia o Direito do Trabalho.pela Constituição de 1988. Neste caso. XXI. se o empregador não concedeu a redução de jornada. em sentido contrário ao interesse do empregador. ainda que o registro da candidatura tenha ocorrido no curso do aviso prévio. o art. devendo ser considerado o aviso prévio como não concedido. tendo em vista que o aviso prévio é tempo de serviço para todos os efeitos. nos termos previstos no art. A razão de ser da redução da jornada de trabalho ao longo do aviso prévio. §3º. 488 da CLT. A CRFB (art. não poderia prescindir dos serviços prestados pelo obreiro durante as duas horas diárias. ainda que suplente. Não obstante. Sorato está com a razão.O direito ao aviso prévio é irrenunciável pelo empregado. 543. sendo que optou por sair do trabalho duas horas mais cedo todos os dias. muitas vezes. no mínimo. pelo que não poderia ter o mesmo ameaçado pelo empregador. o direito ao aviso prévio de. que prevê. inciso VIII) veda a dispensa do “empregado sindicalizado a partir do registro da candidatura a cargo de direção ou representação sindical e. 8º. Sorato ingressou com reclamação trabalhista perante a Justiça do Trabalho requerendo a indenização do aviso prévio. 74 . Literalidade da Súmula 276 do TST. a garantia constitucional perde completamente o objeto. a garantia de emprego é conferida ao dirigente sindical exatamente para que este não sofra intimidação e coação no exercício de suas funções junto ao sindicato. é exatamente garantir ao empregado a possibilidade de procurar um novo emprego. Entretanto. a não concessão pelo empregador da redução estipulada frustra a intenção legal. 30 dias. tendo em vista a não concessão da redução diária pelo empregador. Dessa forma. Ao término do aviso prévio. em seu art. 7º. 50 – Sorato cumpria jornada de oito horas e foi demitido sem justa causa. O pedido de dispensa de cumprimento não exime o empregador de pagar o respectivo valor. Isso posto. se o empregado já estava pré-avisado de sua demissão. Certo. nos termos da lei”. empregadora de Sorato. Além da questão da boa-fé. Certo. posto que o mesmo já sabia que não continuaria no emprego. Neste sentido. não é reconhecida a garantia de emprego se o empregado somente registrou sua candidatura quando já estava préavisado de sua demissão. agindo sempre no interesse de sua categoria e. salvo se cometer falta grave. No mesmo sentido. da CLT. 49 . 488 da CLT. de forma que Sorato laborou por oito horas diárias durante todo o aviso prévio. independentemente do pagamento das horas como extraordinárias. salvo comprovação de haver o prestador dos serviços obtido novo emprego. Errado. se eleito. Entretanto. como a “Expresso Encomendas”. o empregador resolveu então remunerar como extraordinárias as referidas duas horas. nos termos do art. não fazendo qualquer distinção acerca da modalidade de contratação. a Súmula 369 do TST. a Súmula nº 230 do TST. TEMA 11 26 – O dirigente sindical tem garantido o emprego desde o registro da candidatura até um ano após o término do mandato. é devido novo aviso prévio. até um ano após o final do mandato.

isto é. no curso do mandato a empresa foi extinta. Tereza Herrera tem direito à indenização pelo tempo da garantia de emprego. ao final do prazo inicialmente estipulado o empregador procedeu à rescisão do contrato da empregada tendo por motivo “término de contrato”. Errado. estendendo à doméstica a mesma garantia de emprego conferida à gestante pelo ADCT. desde o conhecimento do estado gravídico até o termo final do contrato. pois depende da concordância expressa do empregador. desde a confirmação da gravidez até cinco meses após o parto. a Súmula 339 do TST. “não há direito da empregada gestante à estabilidade provisória na hipótese de admissão mediante contrato de experiência. entretanto. tendo em vista a extinção da própria empresa.A garantia de emprego à gestante só autoriza a reintegração se esta se der durante o período de estabilidade. descobriu seu estado gravídico em 15.03. Dulce Rosalina terá direito à reintegração ao emprego. Neste caso. Certo. Certo. do ADCT da CRFB/88. 4º-A à Lei nº 5. Do contrário. tendo sido imediatamente demitida. item II da correto dizer que Evair não terá a estabilidade no emprego. tendo em vista que tal dispositivo regulamentou provisoriamente o inciso I do art. é 75 .08.2007. por sua vez. o qual. que a questão da reintegração da gestante imotivadamente demitida é peculiar no caso da doméstica. Certo. Dessa forma. a garantia restringe-se aos salários e demais direitos correspondentes ao período de estabilidade. 7º.27 – Dulce Rosalina foi admitida mediante contrato de experiência de 90 dias em 01. Não obstante. não se aplica à doméstica por disposição expressa do parágrafo único do supramencionado art. Dulce Rosalina descobriu que estava grávida. “b”. item III). quando eventualmente venha a contrariar interesses deste. Entretanto. II. Neste caso. por oportuno. 10. não constitui dispensa arbitrária ou sem justa causa. Segundo entendimento sumulado do TST (Súmula 244. extinta a própria empresa não subsiste qualquer razão de ser à garantia de emprego. tendo em vista que o 29 – Evair foi eleito suplente do representante dos empregados na CIPA da empresa “Balança Mas Não Cai”. A garantia de emprego assegurada ao cipeiro tem por finalidade garantir a participação efetiva do representante dos empregados na CIPA. 28 . a Lei nº 11. pois o empregador não poderia tê-la demitido em virtude da garantia de emprego assegurada à gestante. visto que a extinção da relação de emprego. Em princípio não se aplicava à doméstica a garantia de emprego conferida à gestante pelo art.2004. por sua empregadora. com a qual nos alinhamos. qual seja.2007 para trabalhar como doméstica em uma residência. 30 – Tereza Herrera. Observe-se. 7º da CRFB/88. entende cabível a garantia de emprego durante o prazo do contrato a termo. pelo que seria vedado ao empregador rescindir antecipadamente o contrato a termo. contratada em 01.858/1972 (Lei do Doméstico). Neste caso. arbitrariamente e sem justa causa. sem que sofra coação ou ameaça de represálias por parte do empregador. Entretanto. Depois de um mês trabalhando na empresa. que boa parte da doutrina.01.324/2006 acrescentou o art. Neste sentido. Literalidade do Súmula 244 do TST.” Observe-se. em face do término do prazo. pelo que acreditava que teria garantido o emprego até cinco meses após o parto.

e esta é asilo inviolável. a melhor solução é sempre a conversão da estabilidade em indenização (pagamento dos salários e demais direitos do período da estabilidade). 76 . ou seja. e no mesmo sentido o Ministério do Trabalho. Errado. Entendemos que. Neste sentido. que diz que o acordo individual é admitido tanto para pactuar a prorrogação quanto a compensação de jornada. da mesma forma. não recebe o valor da hora normal pois ele deixou de trabalhar no sábado. não é assim que tem se posicionado de forma mais ou menos uniforme o TST. de segunda a sexta-feira. esta corrente. mais o adicional de 50% em relação às outras quatro horas trabalhadas além da jornada legal diária (em relação a estas. em provas do Cespe. Com efeito. o módulo semanal). pois a prorrogação habitual acabará por extrapolar os próprios módulos legais (que no caso da semana é de 44 horas). as horas que ultrapassarem a jornada semanal normal deverão ser pagas como horas extraordinárias e. portanto. a prestação habitual (constante) de horas extraordinárias é incompatível com o instituto de compensação de jornada. Quanto ao final da questão. e não a compensação além da semana. TEMA 12 31 – Donizete foi contratado como mensalista para trabalhar na fábrica de chapéus “Pantera Negra”. quanto àquelas destinadas à compensação. Nesta hipótese. Na hipótese em análise. mediante compensação. o TST entende que “o acordo individual para compensação de horas é válido. com o adicional de 50% sobre o valor da hora normal. entendem que o acordo individual seria suficiente apenas para pactuar a compensação semanal. admite-se o acordo individual tanto para pactuar tanto a prorrogação quanto a compensação de jornada. parte expressiva da doutrina trabalhista.” (Súmula 85. A idéia da compensação de jornada liga-se à preservação do módulo legal (no caso. já considerou correta esta assertiva em prova recente. Entretanto. portanto estas 4h já foram remuneradas no salário mensal). nos termos do item II da Súmula 85. sendo que não trabalharia no sábado.serviço é prestado na casa do empregador. sem problemas. é necessário tecer alguns comentários. também conhecida como “banco de horas”. Assim. Donizete deveria receber seis horas extraordinárias (hora normal + adicional de 50%). deveria constar de acordo coletivo de trabalho ou convenção coletiva de trabalho a possibilidade de instituição do banco de horas. O acordo de prorrogação pode ser individual. em número de 06 (seis) semanais. item IV). seria imprescindível a participação do sindicato. Nesta hipótese. sugiro seja adotada. pois. quanto ao acordo de compensação. de forma que deveria trabalhar dez horas diárias. afinal. Quanto às demais horas suplementares trabalhadas. O Cespe. Neste caso (“banco de horas”). Não obstante. mediante a majoração da jornada em determinado dia. no caso específico da doméstica. salvo se houver norma coletiva em sentido contrário”. as receberia como horas extraordinárias. o TST considera que “a prestação de horas extras habituais descaracteriza o acordo de compensação de jornada. com a redução proporcional em outro dia em determinado período de tempo. são válidos os acordos firmados. oportunidade na qual firmou com o empregador acordos individuais de compensação e prorrogação da jornada de trabalho. deverá ser pago a mais apenas o adicional por trabalho extraordinário. Assim.

pelo menos uma vez no período máximo de três semanas. o item IV da Súmula 90 do TST. respeitadas as demais normas de proteção ao trabalho e outras a serem estipuladas em negociação coletiva”. de um descanso semanal coincidindo com o domingo a cada quatro semanas trabalhadas. e o empregador fornece a condução. o tempo despendido até aí não será computado na jornada. tem razão o empregado. Neste caso. sendo que ao longo de todo o período cumpriu jornada de oito horas. do TST. uma hora diária. sendo que deve. o tempo despendido pelo empregado até o local de trabalho.603/2007. tem estas horas laboradas em horário diurno remuneradas como noturnas. em contestação. 77 . pois o intervalo intrajornada gozado a menor é considerado pela jurisprudência majoritária como não gozado. Para fins de concurso. era a regra na redação original do parágrafo único do art. tendo em vista que o empregado havia gozado efetivamente os outros 20 minutos.101/2000. com o domingo. item II. alega que seria devido como tempo extraordinário apenas 40 minutos diários. a OJ nº 307 da SBDI-1 do TST. 58 da CLT. Errado. nos termos do art. coincidir com o domingo uma vez a cada quatro semanas trabalhadas.32 – O repouso semanal remunerado deve ser concedido preferencialmente aos domingos. prefiram sempre o posicionamento majoritário. entretanto. Neste sentido. obrigatoriamente. tanto na ida quanto na volta. atualmente o descanso semanal deve coincidir com o domingo no mínimo a cada três semanas. o pagamento de horas extraordinárias correspondentes à totalidade do intervalo intrajornada devido. 6º da Lei nº 10. se o local de trabalho fica em local de difícil acesso ou não servido por transporte público. 35 – O empregado que trabalha em horário noturno e tem a jornada prorrogada (avançando assim no horário diurno). qualquer que seja o ponto de partida da condução. o referido dispositivo foi alterado pela Lei nº 11. Esta proporção. Se parte do trecho é servida por transporte público regular. Errado. desde que o empregador forneça a condução. As chamadas horas in itinere (também chamadas de jornada de percurso ou horas itinerárias) são devidas. pela literalidade da Súmula 60. Ao ser demitido Luís Carlos postulou. razão pela qual é devido integralmente como hora extraordinária. Certo. Portanto. Neste sentido. sob o argumento de que a uma irregularidade mais grave (não concessão de nenhum intervalo) é imputada a mesma pena que a uma irregularidade menos grave (concessão parcial do intervalo). na Justiça do Trabalho. porém lhe foi concedido intervalo para descanso ou refeição de apenas 20 minutos. Certo. será computado integralmente na jornada de trabalho. Daí se extrai que só são devidas as horas in itinere no trecho não servido por transporte público regular. Entretanto. isto é. A posição é. especialmente do TST. passando a dispor que “o repouso semanal remunerado deverá coincidir. ao passo que o empregador. 34 – Luís Carlos laborou durante dois anos na empresa “Winck Publicidade e Propaganda”. criticada por parte da doutrina. 33 – Se o local de trabalho fica em local de difícil acesso e não servido por transporte público coletivo. Esta matéria já foi objeto de várias questões do Cespe.

No caso. 7º. 37 – Em nenhuma hipótese o salário mínimo pode ser usado como indexador de base de cálculo de vantagem de servidor público ou de empregado. IV. Neste sentido. Errado. em que os empregados recebem salário mínimo. mediante o cálculo do salário mínimo/hora. que é também o piso da categoria estipulado pela convenção coletiva de trabalho. a redução salarial admitida no art. Errado. nem ser substituído por decisão judicial. Como a última faixa prevista é do direito de 12 dias corridos de férias para os empregados que tiverem faltado de 24 a 32 vezes (inciso IV).TEMA 13 36 – Não viola a Constituição o estabelecimento de remuneração inferior ao salário mínimo para as praças prestadoras de serviço militar inicial. Na verdade. a fim de preservar os empregos. somente será possível a redução dos salários com a correspondente redução da jornada. 40 – No caso de um empregado público. O art. Literalidade da OJ nº 272 da SBDI-1 do TST. como forma de se garantir o salário mínimo hora a todos os empregados. VI. Súmula prevista em instrumento coletivo). eventual redução salarial somente seria possível com a correspondente redução da jornada. Literalidade da Vinculante nº 6. Neste caso. é garantido o salário mínimo. 39 – Imagine-se a hipótese em que os empregados de determinada empresa recebam salário mínimo. da CRFB sempre pressupõe redução correspondente da jornada. se o empregado é contratado para prestar serviços em tempo menor que o módulo mensal de 220 horas. a doutrina entende que o 78 . desde que a soma de todas as parcelas de natureza salarial não seja inferior ao salário mínimo. pois do contrário a redução teria por objetivo enriquecer ilicitamente o empregador. 38 – Ao empregado contratado para trabalhar em meio período (22 horas semanais). O salário mínimo é estipulado para o módulo mensal de trabalho de 220 horas (22h semanais). a Súmula Vinculante nº 4 do STF. Ainda mais neste caso. Certo. Assim. Certo. Certo. a partir do permissivo do art. é correto dizer que Evair perdeu o direito às férias relativas a tal período. tendo em vista ser este o patamar remuneratório mínimo admissível no direito brasileiro. o empregado que trabalha meio período terá assegurado o recebimento de meio salário mínimo. a redução temporária dos salários. e não preservar os postos de trabalho. da CRFB (redução salarial TEMA 14 41 – Evair faltou ao trabalho injustificadamente 35 vezes durante o seu primeiro período aquisitivo de férias. Neste caso. do STF. 7º. Certo. tendo em vista a garantia do salário mínimo como direito do trabalhador (art. O salário mínimo pode ser utilizado como indexador em uma única hipótese: nos casos previstos na Constituição. determinado empregador procura o sindicato e propõe. 7º. Com a crise econômica que assola o país. da CRFB). 130 da CLT dispõe sobre a repercussão das faltas no número de dias de férias a que o empregado tem direito. é lícito que o salário-base seja fixado em valor inferior ao do salário mínimo. VI. deve ser remunerado proporcionalmente.

negou o pedido de Marco Antonio. bem como pelo fato de que os períodos de afastamento foram descontínuos. Nos termos do art. embora descontínuos. Marco Antonio solicitou ao dono da lanchonete que também lhe concedesse férias no mesmo período. pois no período de verão o movimento do estabelecimento é maior. em virtude do que o trabalhador voltou a se afastar. tendo retornado ao trabalho em 05.2007 a 04. Certo. sob o argumento de que a lei vedaria qualquer trabalho durante o período destinado ao gozo de férias. Pedro terá contado. com uma hora de intervalo para repouso ou alimentação. No período de 02.07. O dono da lanchonete. Pedro não terá direito às férias referentes ao período mencionado. tendo em vista o afastamento ter sido provocado por acidente de trabalho. conforme sua conveniência. desta vez no período de 15. pelo mesmo motivo.05. dispõe que “durante as férias. por sua vez. Errado. sendo que. salvo se o empregado tiver percebido da Previdência Social prestações de acidente de trabalho ou de auxílio doença pro mais de 6 meses. para fins de aquisição de férias. Nos termos do art.” Outra particularidade importante do enunciado é a prestação de serviços a mais de um empregador. a exclusividade não é característica da relação de emprego. na oportunidade (da concessão das férias 79 . por sua vez. pois cabe ao empregador fixar o período de gozo das férias. ainda que os períodos de afastamento sejam descontínuos o empregado perde o direito às férias se permaneceu afastado por mais de 6 meses. Neste caso. Marco Antonio não tem razão. Logo. No caso.07. III.2007 a 30. Na segunda.2007. Dessa forma.01. trabalha como motorista de caminhão boiadeiro das 8h às 17h. 42 – Pedro foi admitido na empresa “Carrinhos Azul Celeste” em 01. as lesões sofridas voltaram a acarretar a Pedro a incapacidade temporária para o exercício de suas funções. “a época da concessão das férias será a que melhor consulte aos interesses do empregador. Errado. Como a empresa de transporte lhe avisou que suas férias seriam concedidas no mês de dezembro/2008. todo o período desde a sua admissão. a ausência do empregado por motivo de acidente de trabalho ou de enfermidade. 140 da CLT. desde que o empregado esteja obrigado por contrato. por sua vez.09. O art. Não obstante.2007.” O art. 136 da CLT. na primeira. 138 da CLT. da CLT. salvo se estiver obrigado a fazê-lo em virtude de contrato de trabalho regularmente mantido com aquele. Convém sempre lembrar que a lei não veda tal prática! Com efeito. os empregados contratados há menos de doze meses gozarão. o empregado não poderá prestar serviços a outro empregador. para o efeito da aquisição de férias.2007. alegando que seu trabalho era imprescindível para a empresa nesta época do ano.03.número de faltas superior a 32 implica na perda do direito às férias. 131. 43 – Marco Antonio mantém contrato de trabalho com duas empresas simultaneamente. das 19h às 23h. e não há vedação legal ao trabalho durante as férias. trabalha como segurança em uma lanchonete.2008. 44 – Se a empresa concede férias coletivas a todos os seus empregados. dispõe que não será considerada falta ao serviço. em relação àqueles que ainda não completaram o período aquisitivo de férias ela pode compensar os dias gozados a mais no próximo período de férias. Pedro esteve afastado da empresa em decorrência de acidente de trabalho.

novo período aquisitivo. Neste sentido.600. desde que tenha agido dolosamente ou. como o prazo prescricional tem início. portanto.000. faz jus aos referidos salários. Lembre-se ainda que. Não interessa.00. em uma única verba. valor excedente de 50% do salário contratual do empregado. terá natureza salarial o valor mensal de R$200. pode-se admitir a compensação destes períodos de gozo. em regra. várias rubricas distintas. Certo. se a possibilidade do desconto foi expressamente prevista no contrato de trabalho. então. o art. férias proporcionais. mais R$1. com duração de 3 meses. Entende-se por salário complessivo aquele que engloba. ou no curso dessas férias. por exemplo. iniciando-se. somente a partir do final do prazo concessivo começa a correr o prazo prescricional para reclamar a não concessão de férias. nos termos da Súmula 318 do TST. Art. 49 – Acácio recebe salário de R$1. Acácio recebeu. o valor de uma diária em relação ao salário/dia. elas passam a integrar o salário em sua totalidade. Nesta hipótese. 48 – O direito brasileiro veda a estipulação do chamado salário complessivo. no exemplo. Errado. Se despedido sem justa causa ao terminar o ano letivo 80 . deve-se somar o total de diárias recebidas no mês e. Em nenhuma hipótese. Neste sentido. adicional noturno. a jurisprudência é remansosa. somente após este prazo pode-se dizer que existe lesão pela não concessão das férias.00 pagos a título de diária para viagem passam a integrar o salário do empregado enquanto dure a viagem. Como as férias podem ser concedidas nos doze meses subseqüentes ao período aquisitivo. Errado. a partir da lesão. salário. da CLT. Assim. recebendo para tal diárias de viagem. 462.00 a título de diárias de viagem. e não somente aquele quantum que excedeu de 50%. Certo. No sentido da impossibilidade de estipulação do salário complessivo. a integração das diárias no salário deve ser apurada mensalmente. Assim. etc. como. conforme a Súmula 91 do TST. verificar se excederam ou não de 50% do salário. isto é. horas extras. Assim.000. 149 da CLT. e normalmente viaja a serviço. ainda que uma TEMA 15 46 – É permitido o desconto do salário do empregado do valor relativo ao dano por este provocado. por mês. os R$1. então. Certo. Caso as diárias para viagem ultrapassem o limite de 50% do salário do empregado. Assim.00. a Súmula 101 do TST. 45 – O marco inicial da contagem da prescrição do direito às férias coincide com o último dia dos doze meses do período aquisitivo. no caso de culpa. das duas. uma: ou o empregador concede a parcela proporcional de férias devida e determina o retorno antecipado do empregado ao trabalho (antes do término das férias dos demais). ou estes dias gozados a mais são considerados como licençaremunerada (tempo à disposição do empregador). Em uma viagem a serviço pelo interior do país. além de seu salário. qual seja. entretanto. §1º. Literalidade da Súmula 10 do TST. 47 – É assegurado aos professores o pagamento dos salários no período de férias escolares.coletivas).

R$1. e não no emprego.09.500. tendo sido admitida na empresa aos 15.O vale para refeição e o plano de saúde fornecidos pelo empregador por força do contrato de trabalho. reclamante e paradigma estejam a serviço do estabelecimento.2009.05.diária corresponda a R$200. Neste sentido. §2º. nos termos do art. Tomem cuidado com o item III da Súmula 6 do TST. item II. no mínimo.00 (metade do salário do empregado) a título de diárias. Para que se configure a hipótese de equiparação salarial. da CLT.2005. da CLT. a Súmula nº 06. respectivamente). ao tempo da reclamação sobre equiparação salarial. Em 18. deixava dúvidas quanto a se referir ao tempo de serviço no emprego ou na função. portanto. Dessa forma. adotando-se como paradigma o salário de Ana para a função de supervisora de estoque. conforme a Súmula 241 do TST.00. IV. no mês. Beatriz. Se é certo que há algum tempo a expressão “tempo de serviço”. O vale refeição fornecido por força do contrato de trabalho tem realmente natureza salarial. é correto dizer que. o plano de saúde concedido pelo empregador não tem natureza salarial. 77 – Na hipótese anterior.03. ainda assim não terá natureza salarial se. Errado. 458. Atualmente é pacífico que. há que se aplicar a isonomia salarial.03. é requisito da equiparação salarial que paradigma e paragonado (que é o empregado que requer a equiparação) não tenham diferença de “tempo de serviço” superior a dois anos. hoje tal dúvida não mais subsiste.03. Dispõe o art. do TST.2009 e 09. neste caso.09. por sua vez. na mesma localidade. sendo incabível a equiparação em relação a cargo vago. O salário de Ana é atualmente de R$1. atualmente. cargo que ocupa até hoje recebendo.2009.2005. O objetivo da regra é óbvio: incentivar a concessão de benefícios pelo empregador. conta-se o tempo de serviço na função. que além dos requisitos de idêntica função. §1º. ao passo que não há diferença de tempo de serviço de mais de dois anos entre as duas. trabalho de igual valor. dispõe o referido item que “é desnecessário que. respectivamente aos 02. sendo. foi admitida na mesma empresa “Alfa” em 01. Errado.2008 Beatriz foi promovida à função de supervisora de estoque. integrando a remuneração do empregado para todos os efeitos legais. Neste caso.00. não há se falar em direito a equiparação de Beatriz a Ana. tem caráter salarial. 50 . como Ana e Beatriz tem mais de dois anos de diferença de tempo de serviço na mesma função (desde 15. é correto dizer que o salário de Luiza deverá ser de. quase quatro vezes maior que o salário/dia. Entretanto. com igual produtividade e mesma perfeição técnica. se o trabalho de Ana e de Beatriz apresenta a mesma perfeição técnica e a mesma produtividade. Se a empresa contratou Luiza para exercer a função de supervisora de estoque aos 23. Com efeito. já na referida função. na função de auxiliar de estoque. tendo em vista que a Luiza terá direito à equiparação com Beatriz. Errado. desde que o pedido TEMA 16 76 – Ana trabalha como supervisora de estoque na empresa “Alfa”.500.03.00.05. 461.2005 e desde 18. para fins de equiparação salarial. não for pago mais de R$800.2008. devem o paradigma e o paragonado exercerem a mesma função simultaneamente. imagine-se que Ana e Beatriz tenham sido demitidas. 81 .00. prestado ao mesmo empregador. salário de R$1.800.

esta vedação deve ser entendida com ressalvas. ao contratar empregados sob o regime da CLT. foi designado para exercer a função de motorista sem. § 1º. 461 da CLT refere-se. Depois de um ano na função. da CRFB/88. conforme disposto no art. ao mesmo município. 80 – Gabriel foi contratado como vendedor em uma pequena loja de materiais de construção. pertençam à mesma região metropolitana. Em segundo lugar. pois isto feriria de morte o princípio da igualdade. há que se ter em mente que esta vedação se refere somente aos servidores públicos da administração direta. Considerando que Gabriel trabalha na empresa há dez anos. Em primeiro lugar é importante ressaltar que. Certo. “na ação que objetive corrigir desvio funcional. pois já se passaram mais de cinco anos desde a ocorrência do desvio. contados do ajuizamento da ação. Obviamente seria inconstitucional defender que servidores que estão em situações idênticas pudessem ser tratados de forma diferente. Errado. comprovadamente. 79 – A vedação da equiparação salarial entre servidores públicos não alcança os empregados de sociedade de economia mista. Dessa forma. ou a municípios distintos que. Nos termos do item I da Súmula 275 do TST. a prescrição da pretensão às diferenças salariais decorrentes de desvio de função é parcial. é correto dizer que estará prescrita toda e qualquer pretensão às diferenças salariais decorrentes do desvio de função. XIII. autárquica e fundacional. Depois de um ano 82 . também se aplica aos empregados de empresa pública. Em relação aos empregados das sociedades de economia mista. equipara-se a empregador privado. Literalidade da OJ nº 252 da SBDI-1 do TST. TEMA 17 81 – Márcia foi contratada como doméstica para cuidar dos jardins de uma mansão. 37. 78 . 173. para fins de concurso público. dispõe a OJ nº 353 da SBDI-1 do TST que “não se aplica a vedação à equiparação prevista no art. experimentar qualquer alteração salarial. pois ali estão compilados quase todos os detalhes a respeito do instituto da equiparação salarial. O objetivo da OJ é vedar a equiparação salarial entre servidores que ocupam carreiras distintas ou cargos diferentes. Observe-se que. Isso quer dizer que se reclamante (paragonado) e paradigma trabalharam em algum momento na mesma função (“situação pretérita”). II.O conceito de "mesma localidade" de que trata o art. e tendo em vista ter adquirido a confiança do gerente do estabelecimento. e por fundamento idêntico. a prescrição só alcança as diferenças salariais vencidas no período de 5 (cinco) anos que precedeu o ajuizamento”. alcançando apenas as diferenças vencidas há mais de cinco anos. A OJ nº 297 da SBDI-1 do TST veda a equiparação salarial entre servidores públicos com base no disposto no art. da CF/1988”. Quando da contratação ficou acertado que o empregador recolheria o FGTS. em princípio. Certo. não importa que um deles (ou os dois) não esteja mais em atividade na empresa no momento da propositura da ação. e cumpridos os demais requisitos do art. XIII. 461. a memorização da Súmula nº 06 do TST é imprescindível. 37. entretanto. pois. consoante a melhor doutrina. da CF/1988.se relacione com situação pretérita”. O mesmo raciocínio.

036/1990 e a Súmula 362 do TST. durante quinze meses dos últimos vinte e quatro meses anteriores à dispensa sem justa causa (art. sendo que ao longo de todo o período em que prestou serviços laborou em sobrejornada. 3º-A da Lei nº 5. da Lei nº 8. a babá. §5º. §1º. da Lei nº 5. o art. Se o empregador doméstico opta pela inclusão do empregado no regime do FGTS.É trintenária a prescrição do direito de reclamar contra o não recolhimento da contribuição para o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço. Ao ser demitido.036/1990. nunca remunerada pelo empregador. Dessa forma. o empregador deixou de fazê-lo.859/1972). E a possibilidade é contrária ao próprio sentido do Fundo. Quanto ao FGTS. como de fato o é.859/1972). Errado. bem como todos aqueles que prestem serviço de natureza contínua e de finalidade não lucrativa à pessoa ou à família no âmbito residencial destas (art. A questão aborda três informações distintas. 23. o recolhimento pelo empregador doméstico é facultativo art. que é exatamente garantir a subsistência do empregado que perde inesperadamente seu emprego. aplicam-se todas as regras deste regime. se for demitida sem justa causa Márcia fará jus aos recolhimentos em atraso do FGTS. bem como o valor relativo ao recolhimento de FGTS de todo o período laboral. 84 – Andrade laborou para empresa “Volante de Ouro” durante 20 anos. Literalidade da Súmula nº 95 do TST. o pleito de Andrade deve ser integralmente deferido. 6º-A. se o empregado pede demissão por livre e espontânea vontade. notadamente do Cespe. o qual não contempla a despedida a pedido. No mesmo sentido. à multa compensatória do tempo de serviço e ao seguro-desemprego. 1º da Lei nº 5. o empregado doméstico faz jus ao benefício do seguro-desemprego. porém uma vez que o empregado é inscrito no regime do FGTS e um recolhimento é efetuado. razão pela qual não será lícito ao empregador deixar de efetuar os recolhimentos. 83 . no regime do FGTS. como o pode o motorista. este último benefício desde que inscrita no regime do FGTS em quinze dos vinte e quatro últimos meses anteriores à despedida. esta opção torna-se irretratável. Neste caso. Andrade ingressa imediatamente com ação trabalhista cobrando o pagamento das horas extraordinárias dos últimos cinco anos. sob o argumento de que o recolhimento de FGTS é facultativo ao empregador doméstico. Por fim. desde que o empregador tenha feito a opção pela inclusão do empregado no regime do FGTS e desde que este empregado tenha trabalhado como doméstico. Apesar de parecer simples. 83 . As hipóteses de movimentação da conta vinculada do FGTS (saque) estão expressamente previstas no art.859/1972). Certo. 20 da Lei nº 8. o caseiro do sítio. 82 – O empregado que pede demissão pode sacar o FGTS. até que o mesmo possa se reinserir no mercado de trabalho. não há que se falar em saque do FGTS. inclusive a relativa à indenização compensatória (40%) devida no caso de dispensa sem justa causa.efetuando os recolhimentos mensais de FGTS regularmente. sob o argumento de que a prescrição do FGTS é trintenária. Neste caso. Certo. esta questão normalmente é bastante explorada em concursos. Em primeiro lugar é importante ressaltar que o jardineiro pode sim ser empregado doméstico.

Errado. Em que pese ser trintenária a prescrição do FGTS, conforme estudado na questão anterior, tal regra não se aplica nos casos em que o pleito de FGTS é acessório, isto é, baseia-se no deferimento de outra parcela, a qual se sujeita à prescrição geral trabalhista (cinco anos). No caso, somente há que se falar em FGTS (conforme o enunciado da questão), se for deferido o pleito referente às horas extraordinárias trabalhadas e não pagas. Nesta hipótese, o acessório segue o principal, e não haverá que se deferir o FGTS incidente sobre as horas extras já prescritas. Neste sentido, a Súmula 206 do TST. 85 – Considere a seguinte situação hipotética. André continuou prestando serviço à empresa mesmo depois de aposentar-se espontaneamente. Sob esse argumento, ao ser demitido sem justa causa, algum tempo depois, requereu de seu empregador o pagamento da multa de 40% do FGTS relativamente a todo o período trabalhado, inclusive aquele período anterior à aposentadoria. Nessa situação, a argumentação para sua pretensão revela-se improcedente, razão por que o empregador deve negar o pleito de André, pagando ao empregado a multa de 40% somente sobre os depósitos posteriores à aposentadoria. Errado. Esta questão foi adaptada de uma questão cobrada pelo Cespe na prova para Analista de Assuntos Jurídicos do SERPRO, em 2004. Na época, o gabarito era “certo”. Porém, atenção: mudou o entendimento!!! Até bem pouco tempo o entendimento uniforme era no sentido de que a aposentadoria espontânea extinguia o contrato de trabalho, razão pela qual, no caso, o empregado não teria direito à indenização compensatória (multa de 40%) sobre o período anterior à aposentadoria. Entretanto, o STF alterou este entendimento,

passando a julgar que a aposentadoria espontânea não extingue o contrato de emprego. Logo, mudou também a solução da questão. Com base neste novo entendimento, o TST editou recentemente a OJ nº 361 da SBDI-1 do TST.

TEMA 18 86 – A lei assegura ao trabalhador o direito de ação quanto a créditos resultantes da relação de trabalho no prazo de dois anos contados da extinção do contrato, quando então poderá reclamar os créditos referentes aos últimos cincos anos do contrato. Errado. O prazo prescricional trabalhista (regra geral) é de “cinco anos para os trabalhadores urbanos e rurais, até o limite de dois anos após a extinção do contrato” (art. 7º, XXIX, da CRFB). Entretanto, os cinco anos não são contados desde a extinção do contrato (ou seja, os cinco últimos anos do contrato de trabalho), e sim desde o ajuizamento da ação. Dessa forma, se a ação for ajuizada no último dia do prazo bienal, o empregado só poderá reclamar os últimos três anos do contrato de trabalho. 87 – Lucas foi admitido na condição de aprendiz, logo que completou 14 anos, em uma empresa de assessoria contábil. Lucas trabalhou um ano para a empresa, mas como não recebeu o décimo terceiro salário, não recebia vale-transporte e não tinha o FGTS regularmente recolhido, resolveu pedir demissão. Ao completar 19 anos Lucas resolveu ajuizar ação reclamando os créditos decorrentes da referida relação de emprego. Neste caso, a pretensão de Lucas está prescrita, posto que passados mais de

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dois anos da extinção do contrato de trabalho. Errado. Nos termos do disposto no art. 440 da CLT, não corre prescrição contra o menor de 18 anos. A menoridade é uma das causas impeditivas do curso da prescrição. Dessa forma, o prazo prescricional somente começa a contar, para Lucas, quando o mesmo completou 18 anos, razão pela qual a pretensão não se encontra prescrita. 88 – Tratando-se de ação que envolva pedido de prestações sucessivas decorrente de alteração do pactuado, a prescrição é total, exceto quando o direito à parcela esteja também assegurado por preceito de lei. Certo. Literalidade da Súmula 294 do TST. 89 – O prazo prescricional das férias tem seu termo inicial no final do período concessivo de férias. Certo. O marco inicial do prazo prescricional é, em regra, o momento da lesão ao direito. Dessa forma, como as férias são adquiridas ao longo de 12 meses de trabalho, porém devem ser concedidas nos 12 meses subseqüentes (período concessivo), somente ao final deste período concessivo pode-se falar em lesão ao direito, razão pela qual começa aí a contagem do prazo prescricional. Neste sentido o art. 149 da CLT. 90 – O prazo prescricional para ajuizamento do inquérito para apuração de falta grave é de 30 dias. Errado. O prazo de 30 dias para ajuizamento do inquérito para apuração de falta grave a que alude o art. 853 da CLT é decadencial, e não prescricional. Neste sentido, a Súmula 62 do TST e a Súmula 403 do STF.

TEMA 19 91 – Os titulares da representação dos empregados nas CIPA(s) não poderão sofrer despedida arbitrária, entendendo-se como tal a que não se fundar em motivo disciplinar, técnico, econômico ou financeiro. Certo. Literalidade do art. 165, caput, da CLT. A “estabilidade” conferida ao cipeiro é classificada como relativa, tendo em vista que a lei veda a despedida arbitrária, somente. Se ocorrer motivo disciplinar, técnico, econômico ou financeiro, pode o empregador demitir o cipeiro. Neste caso, se o empregado demitido ajuizar reclamação trabalhista questionando a demissão, cabe ao empregador comprovar a real ocorrência do motivo, sob pena de ser condenado à reintegração do empregado (art. 165, parágrafo único, da CLT). 92 – Na eleição para representante dos empregados na CIPA poderão participar somente os empregados regularmente filiados ao sindicato da categoria profissional. Errado. O art. 164, §2º, da CLT, dispõe que “os representantes dos empregados, titulares e suplentes, serão eleitos em escrutínio secreto, do qual participem, independentemente de filiação sindical, exclusivamente os empregados interessados”. 93 – Fernando trabalhava em condições insalubres e percebia o adicional de insalubridade. Após inspeção do Ministério do Trabalho, o empregador adotou diversas medidas no sentido da melhoria das condições de trabalho, dentre as quais a elaboração e implementação do Programa de Prevenção de Riscos Ambientais - PPRA, a partir do qual o agente insalubre foi eliminado pela utilização de sistema de proteção coletiva e pela utilização de equipamentos de proteção individual pelos empregados. Neste caso, é lícito

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ao empregador deixar de pagar a Fernando o adicional de insalubridade, não configurando tal prática alteração lesiva do contrato de trabalho ou redução salarial. Certo. A função do adicional de insalubridade é, por um lado, compensar o trabalhador por laborar em condições mais adversas a sua saúde, e por outro lado estimular o empregador, mediante o aumento do custo da mão-de-obra, a adotar medidas que melhorem o ambiente de trabalho. Dessa forma, o pagamento do adicional de insalubridade não é um fim em si mesmo, ou seja, a questão não é econômica. Ainda que, pela realidade de baixos salários vivenciada no Brasil, muitas vezes o adicional acabe por “complementar a renda” do trabalhador, não é esta a sua função e o seu objetivo. Dessa forma, é lícito (e desejável) que o empregador deixe de pagar o adicional, bastando para tal que o agente insalubre seja eliminado. Neste sentido, o artigo 194 da CLT, e as Súmulas nº 80 e 248 do TST. 94 – Adhemir laborou durante vários anos em uma indústria, sem nunca ter recebido o adicional de insalubridade. Ao ser demitido, ajuizou reclamação trabalhista postulando o recebimento do adicional de insalubridade, alegando na inicial que o ambiente de trabalho era insalubre em face do excesso de ruído. Realizada a perícia, constatou-se que o ambiente de trabalho em que Adhemir trabalhava era realmente insalubre, mas não pelo agente ruído, e sim pela presença de agente químico decorrente do desprendimento de gases de solventes utilizados na cadeia produtiva. Neste caso, o Juiz deve julgar improcedente o pedido de pagamento do adicional de insalubridade, tendo em vista que o empregado indicou agente diverso daquele efetivamente existente.

Errado. Nos termos da Súmula nº 293 do TST, “a verificação mediante perícia de prestação de serviços em condições nocivas, considerado agente insalubre diverso do apontado na inicial, não prejudica o pedido de adicional de insalubridade”. 95 - São consideradas atividades ou operações perigosas, na forma da regulamentação aprovada pelo Ministério do Trabalho, aquelas que, por sua natureza ou métodos de trabalho, impliquem o contato permanente com inflamáveis ou explosivos em condições de risco acentuado. Dessa forma, Acácio, frentista de posto de gasolina, tem direito ao adicional de periculosidade. Certo. A primeira parte é a transcrição literal do art. 193, caput, da CLT. A regulamentação aprovada pelo Ministério do Trabalho e Emprego é a NR-16, que indica as atividades e operações perigosas. O Anexo II, Quadro 3, da NR-16, faz referência à atividade de “operação em postos de serviço e bombas de abastecimento de inflamáveis líquidos” como sendo atividade perigosa. A periculosidade da atividade do frentista encontra-se ainda pacificada na jurisprudência, conforme Súmula nº 39 do TST.

TEMA 20 96 – Ao menor é vedado o trabalho em locais insalubres e/ou perigosos, bem como o trabalho noturno e a realização de horas extraordinárias, exceto, neste último caso, na hipótese de compensação de horas ou por motivo de força maior, quando o trabalho do menor for imprescindível ao funcionamento do estabelecimento. Certo. O art. 405, I, da CLT, veda o trabalho do menor em atividades insalubres ou perigosas. O art. 404, por sua vez, veda o trabalho noturno,

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podemos dizer que o trabalho ilícito. Errado. Neste caso. salvo na condição de aprendiz. Assim. trabalho ilícito) produz efeitos ex tunc. obteve a emancipação. não recebeu o valor prometido pelo empregador a seus pais. Literalidade do art. desde que o serviço possa acarretar para ele prejuízos de ordem física ou moral. foi contratado para trabalhar na colheita do feijão em uma propriedade rural no norte de Minas Gerais. desde que o trabalho do menor seja imprescindível ao funcionamento do estabelecimento. o negócio é anulado a partir da sentença. 7º. o negócio é anulado desde a sua constituição. 97 – Pedro Henrique. Isto posto. Certo. Por fim. Errado.g. 99 – Ao responsável legal do menor é facultado pleitear a extinção do contrato de trabalho. ou seja. das 87 . recorrer à Justiça do Trabalho pleiteando “seus direitos”.g. posto que esta somente se aplica no âmbito trabalhista subsidiariamente. o empregador se beneficiaria da própria torpeza ao contratar menores. Com efeito. o art. ou seja. tendo em vista a impossibilidade de devolver a energia de trabalho despendida. não se aplica a legislação comum. Em uma passagem rápida. Da mesma forma. exceto nos casos de compensação de horas e. Ao contrário. a partir dos 14 anos. Ao final da safra. 100 – Rafael tem 16 anos e foi contratado como atendente em uma lan house para trabalhar quatro horas por dia. insalubre ou perigoso aos menores de dezoito anos. veda o trabalho noturno. excepcionalmente. de segunda a sábado. trabalho proibido). não importando se o menor tenha eventualmente se emancipado. o art. 408 da CLT. a fim de garantir o crescimento saudável e equilibrado do trabalhador.assim considerado aquele executado no período compreendido entre as 22h e as 5h. Ao contrário. se a nulidade é relativa (v. como a CLT tem regra expressa sobre a menoridade. tendo em vista que é proibido o trabalho de menores de 16 anos. Dessa forma. da CLT. 98 – Lucas se casou aos dezesseis anos e. de forma a protegê-lo de condições mais adversas de trabalho. dele não decorrendo nenhum efeito entre as partes. em regra. A solução da questão se dá pela noção da repercussão financeira da execução do trabalho ilícito e do trabalho proibido. da CRFB. posto que a própria atividade é ilegal. podemos dizer que a decisão que anula o negócio jurídico eivado por nulidade absoluta (v. e como tal não pode merecer a proteção da lei. nos termos da lei civil. a decisão que anula o negócio jurídico produz efeitos ex nunc. o critério da CLT é cronológico. não gera direitos ao obreiro. no caso do trabalho proibido a regra é a garantia de todos os direitos trabalhistas ao obreiro. as normas de proteção ao trabalho do menor levam em consideração as condições físicas e psíquicas do menor. XXXIII. surtindo os efeitos normais em relação ao período anterior. nos termos do disposto no art. Ademais. um matador de aluguel não pode. ainda que não tenha completado dezoito anos. por motivo de força maior. 5º do Código Civil Brasileiro) com a menoridade trabalhista. Não fosse assim. é correto dizer que Pedro Henrique não tem direito a qualquer verba. 8º. 413 da CLT dispõe que é vedado prorrogar a duração normal do trabalho do menor. Não se confunde a capacidade civil (art. é correto dizer que Lucas pode trabalhar em horário noturno. parágrafo único. Neste caso. obviamente. que contava com 12 anos de idade.

Assim. Certo. será admissível a conduta do empregador desde que a revista seja feita por pessoa do sexo feminino e que sejam adotados procedimentos com vistas a minimizar o constrangimento do ato. segundo nosso entendimento) ser estendido. e tendo em vista a atividade desenvolvida pela empresa. desde que haja compatibilidade de horários. Dessa forma. No caso. trabalhar em um supermercado. poderia ele. tendo em vista que a CRFB protege igualmente homens e mulheres. Nos termos do art. “quando o menor de 18 (dezoito) anos for empregado em mais de um estabelecimento. V. a conduta do empregador não pode ser considerada discriminatória. 483) e a eventual 88 . Certo. 102 – É nula a cláusula que estabelece a possibilidade de renúncia à garantia de emprego conferida à gestante. Nesta hipótese. 414 da CLT. de 7h às 12h. à idade. estabelecendo como condição para contratação que o candidato fosse do sexo feminino. no caso. as horas de trabalho em cada um serão totalizadas”. O art. assim como as demais colegas de trabalho. não podendo ser afastada pela vontade das partes ou por previsão em norma coletiva. Neste caso. I. independentemente do número de horas resultante da soma entre as horas trabalhadas em cada estabelecimento. Isto quer dizer que a soma das jornadas de trabalho do menor em cada estabelecimento não podem ultrapassar o máximo diário. como Rafael estuda à noite. 373-A. sempre ao final da jornada. garantia constitucional inclusive. sua observância é obrigatória (norma imperativa ou cogente). Errado. não obstante seja dirigido apenas às mulheres. que é de oito horas. por analogia. salvo quando a natureza da atividade a ser exercida. Errado. da CLT. A revista íntima constitui afronta à dignidade da trabalhadora e não se compatibiliza os direitos fundamentais garantidos constitucionalmente. a regra é a vedação TEMA 21 101 – Ana Carolina trabalha em uma indústria de jóias semipreciosas e é submetida. assim o exigir”. um empregado maior pode ter dois (ou mais) empregos. pública e notoriamente. A revista íntima das empregadas é expressamente vedada pelo art. 373-A. 103 . anúncio de emprego para a função de faxineira. Ademais. Ana Carolina tem direito à rescisão indireta do contrato de trabalho (art. à cor ou situação familiar.13h às 17h. Ao contrário. tendo em vista que a vaga seria para manutenção da higienização dos banheiros femininos do shopping. o objeto de proteção da lei é. de segunda a sábado. da CLT. dispõe que “é vedado publicar ou fazer publicar anúncio de emprego no qual haja referência ao sexo. indenização por dano moral. a revista íntima no local de trabalho. da CLT. Neste sentido. V. aos homens. Neste caso. a OJ nº 30 da SDC do TST. como norma de ordem pública. pode (e deve. o nascituro. e garante a ambos o direito à intimidade.Determinado shopping center fez publicar. A garantia de emprego conferida à gestante é norma de ordem pública. Importante ressaltar ainda que tal dispositivo celetista (art. em jornal de grande circulação. antes de sair do prédio da empresa. a fim de que lhe seja assegurada condição adequada de nutrição e desenvolvimento (subsistência) durante os primeiros meses de vida. 373-A. de acordo com a legislação em vigor.

“b”. O acordo coletivo de trabalho é firmado entre sindicato dos trabalhadores (cuja participação é obrigatória nas negociações coletivas) e uma ou mais empresas.aos anúncios discriminatórios. 105 – Regina trabalhava em uma indústria de confecções e. Dois meses antes do parto Regina foi demitida sem justa causa. Bares e Restaurantes. Pousadas. na vigência do contrato de trabalho. A garantia de emprego. Não fosse esta a solução. distrito de 89 . Não obstante. do ADCT da CRFB. maliciosamente. tendo em vista que fazia jus à garantia de emprego prevista no art. cuja base territorial é apenas a vila de Porto de Galinhas. 107 – Imagine-se a seguinte hipótese: há vários anos existe em Ipojuca/PE o Sindicato dos Trabalhadores nos Hotéis. abrirse-ia espaço para a empregada. Regina não tem direito à reintegração no emprego. assim considerados aqueles que contenham alusões ao sexo. do TST. quando a situação assim o exigir. como regra. Nesta hipótese. Regina ingressou com reclamação trabalhista requerendo a reintegração ao emprego e o pagamento de salários e demais direitos do período em que permaneceu afastada de suas atividades. cor. Neste sentido. descobriu que havia engravidado. Isso porque no caso dos contratos a termo o empregado já sabe. obedecidos os parâmetros da razoabilidade. com vistas a receber salários de longo período não trabalhado. do termo final do contrato. Sílvia terá direito à reintegração ao emprego ou indenização equivalente. item II. sem a participação do sindicato da categoria econômica. mas tão somente à indenização do período compreendido entre a demissão e o final do período de estabilidade. 104 – Sílvia foi admitida mediante contrato de experiência pelo prazo de 90 (noventa dias). No caso em tela. comunicando imediatamente tal fato ao empregador. excepcionalmente admite-se a inclusão de circunstâncias especiais. Decorridos onze meses desde a data do parto. Não obstante a comunicação de Sílvia. Neste sentido. Certo. Errado. 10. situação familiar. a Súmula nº 244. etc. devidamente constituído. O instrumento coletivo firmado entre sindicatos é a convenção coletiva de trabalho. o empregador efetuou o desligamento de Sílvia ao final do prazo previamente fixado para duração do contrato. TEMA 22 106 – Acordo coletivo de trabalho é o instrumento oriundo da negociação coletiva mediante o qual os sindicatos representativos das partes envolvidas (empregadores e empregados) estabelecem condições de trabalho para a respectiva categoria. Neste caso. a Súmula 244. o que não ocorre na extinção do vínculo por término de contrato. por razões óbvias. idade. a lei veda a dispensa arbitrária ou sem justa causa. No 60º dia do contrato Sílvia descobriu que estava grávida de três semanas. item III. Errado. II. nos termos da lei. pelo que a “estabilidade” não se justifica. Da mesma forma. não é compatível com os contratos a prazo determinado. a contratação de carcereira de presídio feminino é outro exemplo típico de aplicação da exceção legal. do TST. É criado então um novo sindicato da mesma categoria profissional. ao ser contratado. atrasar a propositura da ação judicial. é razoável que a pessoa responsável pela limpeza dos banheiros femininos de um shopping seja mulher. A rigor.

balconistas. 614. “é vedada a criação de mais de uma organização sindical. por exemplo. aplicar-se-á o instrumento coletivo de trabalho da categoria preponderante. Nos termos do art. constituindo abuso de seu exercício a continuação do 90 . a Súmula nº 374 do TST.Ipojuca/PE. Neste sentido. por exemplo. não podendo ser criados sindicatos específicos para subdivisões administrativas dos municípios. entre outros. §3º. a empresa onde Samuel trabalha e o sindicato patronal do comércio. não obstante Samuel pertença a categoria diferenciada. a categoria preponderante é comércio. da CRFB. Na hipótese de não existir acordo coletivo de trabalho ou convenção coletiva de trabalho entre o sindicato dos motoristas e. Logo. Certo. 108 – Samuel é motorista de um supermercado na cidade de Barbacena/MG. São categorias diferenciadas. de várias categorias profissionais distintas. como sendo a que “se forma dos empregados que exerçam profissões ou funções diferenciadas por força de estatuto profissional especial ou em conseqüência de condições de vida singulares”. gráficos. O conceito de categoria profissional diferenciada é dado pelo art. jornalistas. não podendo ser inferior à área de um Município”. Neste sentido. em qualquer grau. radialistas. Errado. exceto em relação aos trabalhadores de categoria diferenciada. Errado. motoristas. cuja abrangência territorial será do novo sindicato.O direito de greve corresponde à legítima suspensão coletiva. mas Samuel pertence à categoria diferenciada dos motoristas. exceto Porto de Galinhas. temporária e pacífica. A regra é a aplicação das normas coletivas da categoria preponderante. de prestação de serviços a empregador. respectivamente. em uma mesma empresa. 511. trabalhadores na indústria de alimentação (setor de padaria) e motoristas (responsáveis pelas entregas). Geralmente as categorias diferenciadas são regidas por lei própria. Entretanto. Neste caso. representativa de categoria profissional ou econômica. total ou parcial. 8º. só há que se aplicar instrumento coletivo em que participaram os sindicatos interessados. tendo em vista que não as bases territoriais de cada um serão diferentes. TEMA 23 111 . na mesma base territorial. 109 – O prazo máximo para estipulação de duração da convenção coletiva de trabalho ou do acordo coletivo de trabalho é de dois anos. da CLT. da CLT. professores. caixas. Literalidade do art. Certo. as seguintes: aeronautas. etc). II. cada uma destas categorias é considerada diferenciada. é correto afirmar que a criação do novo sindicato é lícita. não resta qualquer dúvida de que a área mínima de atuação de um sindicato é a do Município. ficando o mais antigo com a representatividade do Município de Ipojuca. que será definida pelos trabalhadores ou empregadores interessados. em um supermercado. que tem comerciários (vendedores. 110 – Considera-se como categoria profissional diferenciada a coexistência. aplicar-se-á a norma coletiva da categoria preponderante. No caso em análise. §3º. Se não há ACT ou CCT entre comércio e sindicato dos motoristas.

No mesmo sentido. 115 . que considera “abusiva a greve levada a efeito sem que as partes hajam tentado.783/1989). São considerados essenciais. Errado.783/1989. a lei prevê exceções nos artigos 9º e 14 da Lei de Greve. bem como prevê a notificação do empregador (ou do respectivo sindicato) acerca da paralisação. entretanto. a prestação dos serviços indispensáveis ao atendimento das necessidades inadiáveis da comunidade. independentemente de negociação prévia com o empregador. entre outros. a garantir. seja pactuado entre as partes interessadas. A greve é um direito assegurado constitucionalmente (art. 114 – Deflagrada a greve dos metalúrgicos da região metropolitana de Belo Horizonte. 112 – A greve. a OJ nº 11 da SDC do TST. observados os limites legais. de comum acordo. porém possibilita ao empregador descontar dos salários dos empregados os dias parados. os empregadores e os trabalhadores ficam obrigados. Certo. respectivamente no caso de prejuízo irreparável (conforme mencionado no enunciado da questão) e no caso de abusividade do movimento grevista. a conduta do empregador é lícita. 7º da Lei nº 7. direta e pacificamente. 113 – Como direito assegurado que é. quais sejam. da Lei de Greve). parágrafo único. Não obstante a regra seja a impossibilidade de contratação de trabalhadores substitutos durante o movimento grevista (art. 9º da CRFB) e constitui causa de suspensão do contrato de trabalho (art. máquinas e equipamentos. sob o argumento de que não teria havido acordo com a entidade sindical representante dos trabalhadores para manutenção de equipe de empregados que permanecesse em atividade para este fim específico. Certo. solucionar o conflito que lhe constitui o objeto”. 91 . O art. Neste caso. a greve pode ser deflagrada sempre que os trabalhadores considerem injustas as condições de trabalho que lhes são impostas. pois a suspensão do contrato de trabalho implica na sustação das principais obrigações decorrentes do contrato de trabalho. hipótese em que a suspensão seria convertida em interrupção contratual. Certo. o pagamento de salários dos dias parados. a prestação de serviços e o pagamento de salários. até mesmo como forma de encerrar o movimento grevista. convenção ou decisão da justiça do trabalho. em princípio pode o empregador descontar dos salários dos empregados os dias em que estes permaneceram em greve. os sindicatos. durante a greve. com antecedência mínima de 48 horas (parágrafo único). 3º da Lei de Greve prevê a licitude do movimento grevista desde que “frustradas a negociação ou verificada a impossibilidade de recursos via arbitral”. Nada impede. Esta assertiva constou literalmente de um item de prova anterior do Cespe (Consultor Legislativo do Senado – 2002). uma das indústrias em que todos os trabalhadores aderiram ao movimento contratou outros trabalhadores com o propósito de assegurar os serviços cuja paralisação pudesse resultar em prejuízo irreparável. Dessa forma. é um direito do empregado. e reuniu a literalidade dos artigos 2º e 14 da Lei de Greve (Lei nº 7.Nos serviços ou atividades essenciais. 7º.movimento após a celebração de acordo. pela deterioração irreversível de bens. não constituindo falta grave.

e tem sido convalidado pelas bancas de concurso. menciono questão anterior do Cespe: ADVOGADO DA UNIÃO – CESPE – 2006 152 .João provocou a comissão de conciliação prévia do sindicato de sua categoria. Marco Antonio não poderá ser despedido em nenhuma hipótese. sem quaisquer ressalvas. da CLT. podendo ser constituídas por grupos de empresas ou ter caráter intersindical. exceto quanto às parcelas expressamente ressalvadas. Nessa situação. caput.783/1989. 117 – Marco Antonio foi eleito representante dos empregados na comissão de conciliação prévia instituída no âmbito de sua empresa. 625-B. Não obstante eu defenda a inconstitucionalidade de tal dispositivo.os serviços funerários. Neste sentido. da CLT.O termo de conciliação é título executivo extrajudicial e terá eficácia liberatória geral. §1º. V e XI. da CLT. caput. pelo que resolveu recorrer à comissão de conciliação prévia pleiteando o pagamento de valores que entende devidos. incisos IV. João não poderá pleitear mais nenhum direito trabalhista oriundo do referido contrato de trabalho. O representante eleito dos empregados na comissão de conciliação prévia tem garantido o emprego até um ano após o final do mandato. através do qual ela se despoja de um direito de que é titular. foi celebrado acordo. para dirimir demanda trabalhista que possuía com seu antigo empregador. mas pode ser demitido por justa causa (art. sem correspondente concessão pela 92 . cujo termo foi assinado tanto por João quanto por Alfa. 625-D. 120 . Certo. “renúncia é o ato unilateral da parte. §4º. na categoria profissional e na localidade onde Josué prestava serviços existe CCP de empresa e CCP sindical. CCP de empresa e CCP sindical. e 10. havendo o cumprimento integral do acordo por parte de Alfa. de transporte coletivo e de compensação bancária. o empregado pode escolher pela que mais lhe convenha. da CLT). 625-A da CLT. 118 – Josué foi demitido e acredita ter sido lesado em seus direitos. nos termos do art. Literalidade do art. na mesma localidade e para a mesma categoria. Certo. Neste sentido. Certo. Dessa forma. Neste caso. O limite é de dez membros. Na comissão. Errado. 625-B. Literalidade do art. o art. da Lei nº 7. o fato é que o mesmo não foi declarado inconstitucional até então. 119 – A comissão de conciliação prévia instituída no âmbito da empresa não poderá ser composta por mais de oito membros. Combinação dos artigos 11. Errado. Errado. a demanda deverá ser submetida à CCP mais antiga. parágrafo único. 625-E. Gabarito: Certo TEMA 24 116 – As comissões de conciliação prévia não são de instituição obrigatória. a pessoa jurídica Alfa. sendo competente a primeira que conhecer do pedido. Existindo. TEMA 25 121 – Segundo Maurício Godinho Delgado. durante a audiência de conciliação. até um ano após o final do mandato. Entretanto.

conforme visto. 74 Empregado eleito como suplente para cargo de direção da comissão interna de prevenção de acidentes (CIPA) goza da estabilidade provisória desde o registro de sua candidatura até um ano após o final de seu mandato. O pedido de dispensa de cumprimento não exime o empregador de pagar o respectivo valor. e ainda assim desde que não resulte prejuízos ao trabalhador (art. Quanto à possibilidade de renúncia dos direitos trabalhistas. podemos dizer que a renúncia é incompatível com o caráter imperativo das normas trabalhistas. A irrenunciabilidade dos direitos trabalhistas é praticamente absoluta. 73 Os empregados de empresas distribuidoras e corretoras de títulos e valores mobiliários têm direito à jornada de trabalho especial dos bancários. Súmula 276 do TST. 122 – A transação se diferencia da renúncia porque pressupõe concessões recíprocas entre as partes. 71 O trabalho executado em condições insalubres. ERRADO. Dado este conceito. mas apenas em relação àqueles direitos cuja indisponibilidade é relativa. não existe. CERTO. se realizado em caráter intermitente. a mesma não é admitida como regra no direito individual do trabalho. Errado. salvo comprovação de haver o prestador dos serviços obtido novo emprego. que é o despojamento unilateral de determinado direito. c/c a Súmula 339 do TST. Ao contrário da renúncia. 125 . tendo em vista a controvérsia acerca do mesmo. sem qualquer contrapartida. Súmula 47 do TST. na transação cada uma das partes abre mão de parte de seu suposto direito. Literalidade do art. 93 . 10. os artigos 9º e 444 da CLT. afasta o direito de recebimento do adicional de insalubridade. “a”. mas a transação é admitida como regra no direito individual do trabalho. 124 . ERRADO. assim considerados aqueles que não constituem o núcleo básico de direitos conferidos ao trabalhador (patamar civilizatório mínimo). Quanto à transação. 72 O acordo individual pactuado entre um empregado e o empregador com o objetivo de compensação de horas não possui qualquer validade. Súmula 119 do TST. Súmula 85 do TST. 123 – A renúncia não é admitida no Direito do Trabalho. normalmente envolvendo questões duvidosas. aos contratos coletivos que lhes sejam aplicáveis e às decisões das autoridades competentes. 468 da CLT). julgue os itens a seguir. Certo. ERRADO. II. 444 da CLT. Certo.parte beneficiária da renúncia”. O conceito de renúncia é exatamente o mencionado.O direito ao aviso prévio é irrenunciável pelo empregado. dado o caráter cogente das normas trabalhistas.2009 ANALISTA – ÁREA JUDICIÁRIA – TRT 17 – CESPE – 2009 A respeito do direito do trabalho. Certo. do ADCT da CRFB/88. QUESTOES TRT 17 REGIAO . Neste sentido. Certo. Art.As relações contratuais de trabalho podem ser objeto de livre estipulação das partes interessadas em tudo quanto não contravenha às disposições de proteção ao trabalho.

Assim. j. salvo se cometerem falta grave. Neste sentido. Como a lei não faz tal exigência (art. (grifos meus) 78 O falecimento do empregado extingue automaticamente o contrato de trabalho. Basta que o empregado comunique a intenção. 77 A improbidade é motivo para a demissão do empregado por justa causa. ERRADO. ERRADO. o art. Assim. por sua vez. 143 da CLT. CERTO. Como o contrato de trabalho é um acordo de vontades. 94 . para os fins da demissão por justa causa. da CLT). o concedido pelo empregador) é permitir que o trabalhador encontre um novo emprego. CERTO. porém em razão do trabalho. “ato de improbidade trata-se de conduta faltosa obreira que provoque dano ao patrimônio empresarial ou de terceiro. 2º da CLT). 81 A totalidade do salário pode ser paga em utilidades. bem como porque a finalidade do aviso prévio (no caso. 82. ERRADO. o aviso prévio não é devido aos herdeiros do trabalhador. parágrafo único. Nessa situação. g. Segundo Maurício Godinho Delgado. 482. Constitui improbidade o ato lesivo contra o patrimônio da empresa. 76 Considere que. até 15 dias antes do período aquisitivo. §1º. que são prestações in natura que a empresa fornece habitualmente aos empregados por força do contrato de trabalho. Não cabe o aviso prévio. Art. 80 A conversão de um terço do período de férias em dinheiro depende da concordância expressa do empregador. até um ano após o final do mandato. não cabe ao intérprete fazêlo. da CLT. Art. Art. por meio de testemunhas do ocorrido). 79 Inadmite-se o fracionamento das férias aos menores de 18 anos e aos maiores de 50 anos de idade. desde que o empregador consiga provar futuramente a agressão (v. 625-B. um empregado tenha agredido fisicamente um colega de trabalho. §2º. com o objetivo de alcançar vantagem para si ou para outrem”1. o ato do praticado pelo empregado que seja lesivo ao patrimônio do empregador ou de terceiro. CERTO. deve providenciar a ocorrência policial do fato na delegacia de polícia competente. em determinada empresa. Somente será considerado ato de improbidade. tendo em vista que a morte é evento imprevisível. 134. da CLT. ou de terceiro.75 É vedada a dispensa dos representantes dos empregados membros das comissões de conciliação prévia. da CLT. ERRADO. e como tal pode-se considerar um direito intransferível. e tendo em vista a pessoalidade em relação à pessoa do empregado (art. de “vender” um terço das férias. a morte do empregado inviabiliza a continuidade da execução do contrato. A conversão de um terço do período de férias em dinheiro (o chamado “abono pecuniário”) é faculdade do empregado. e como tal independe da vontade do empregador. em função de comportamento vinculado ao contrato de trabalho. titulares e suplentes. no horário normal de expediente. relacionado ou não com o trabalho. O aviso prévio é exemplo de direito intransferível aos herdeiros. parece-nos dispensável a ocorrência policial. para que o empregador possa aplicar a justa causa.

§2º. Neste sentido. ou seja. X. 84 O serviço de compensação bancária é considerado como essencial para efeitos de greve. 1193. 2008. I). Não obstante a vedação à intervenção estatal pela CRFB/1988 (art. exige-se.” ANALISTA – EXECUÇÃO DE MANDADOS – TRT 17 – CESPE – 2009 Julgue os próximos itens. 7. 8º. p. Neste sentido. 85 O registro do sindicato no cartório de registro das pessoas jurídicas é suficiente para conferir a personalidade jurídica à entidade sindical. 95 . a Súmula nº 677 do STF. Se não há prestação de serviços. a respeito do direito do trabalho. sendo contado o tempo de serviço como se houvesse sido efetivamente prestado. a OJ 15 da SDC do TST e a Portaria MTE nº 343/2000. – São Paulo: LTr. 73 Ocorre a suspensão do contrato de trabalho quando o empregado fica afastado e não recebe o salário. caracterizam interrupção do contrato de trabalho. é pacífica a doutrina. normalmente sem que seja contado o período de afastamento como tempo 1 DELGADO. Se não há prestação de serviços. CERTO. desde que os salários continuem a ser pagos. CF/1988). inciso I. um empregado que trabalha durante o dia e estuda à noite e tem seu horário de trabalho alterado para o turno da noite). 457. tem-se interrupção contratual. Orientação Jurisprudencial 15 da SDC do TST e Portaria MTE 343/2000. e os salários não são pagos.82 A ajuda de custo paga ao empregado para a cobertura de despesas na sua transferência para outra localidade integra o seu salário para todos os efeitos. CERTO. 71 A mudança de horário de trabalho de um empregado pode ser justificada pelo princípio do jus variandi. deva ser remunerado normalmente. 10. como já estudado. Transcrevo a esclarecedora lição de Gustavo Filipe Barbosa Garcia: “A aquisição da personalidade jurídica sindical. Esta última exigência faz-se necessária para que se tenha algum controle sobre a unicidade sindical em uma dada base territorial. Uma hipótese de interrupção é o repouso semanal remunerado. além do registro no cartório de registro das pessoas jurídicas. Art. da Lei nº ocorre com o registro no órgão competente (art. da CLT. ERRADO. Maurício Godinho. o registro sindical no Ministério do Trabalho e Emprego. Em geral a mudança de horário de trabalho insere-se no jus variandi empregatício. CERTO. O registro no Cartório de (Títulos e Documentos e de) Pessoas Jurídicas apenas confere personalidade jurídica de associação. sabendo-se que o sindicato é uma pessoa jurídica de direito privado com diversas funções especiais e peculiaridades.783/1989. 8º. exceto se tal mudança causar efetivo prejuízo ao empregado (por exemplo. tem-se suspensão contratual. ERRADO. no Ministério do Trabalho e Emprego. não sendo suficiente para a aquisição da personalidade sindical. Curso de Direito do Trabalho – 7ª Ed. 83 Os dias de paralisação da prestação dos serviços em razão de greve. conforme Súmula 677 do STF. embora sem prestar serviço. mas os salários são pagos. CERTO. 72 A interrupção do contrato de trabalho ocorre nas hipóteses em que o empregado. Art.

horas extraordinárias. nos termos do art. ERRADO. prestar serviços a mais de um empregador concomitantemente. CERTO. Pode o empregado. na linguagem técnico-legal) apenas um terço do período de férias a que tem direito. e art. Há julgados em sentidos diversos. em posição isolada. 75 Quando o empregador cobra importância pelo transporte fornecido pela empresa. O empregado doméstico não tem jornada regulamentada. 138 da CLT. logo não lhe são devidas. 74. 473. da CLT. pela impossibilidade de controle das mesmas. III. da CLT. em princípio. dizer que o do doméstico tem direito ao pagamento das horas extraordinárias. Súmula 320 do TST. 404 da CLT.de serviço. 76 Empregadores que possuam mais de dez empregados arcam com o ônus da prova da jornada de trabalho. conforme art. Um exemplo de suspensão do contrato de trabalho é a licença paternidade. O empregado pode “vender” (converter em pecúnia. Aos particulares é lícito fazer tudo aquilo que a lei não proíba. desde que obrigado a tal por outro contrato de trabalho regularmente mantido. §2º. 7º. Sérgio Pinto Martins. ERRADO. 77 É vedada a realização de horas extras fundamentadas na celebração de acordo de prorrogação de horas no caso de atividades perigosas. Art. Não é possível. mas a licençapaternidade é. III. defende que a licençapaternidade seria hipótese de suspensão contratual e não se confundiria com o afastamento previsto no supramencionado art. 96 . Pode. hipótese de interrupção contratual. ERRADO. assim. até o pagamento das horas extraordinárias com o respectivo adicional. ERRADO. XXXIII. O conceito de suspensão está correto. ERRADO. afasta do empregado o direito à percepção do pagamento das horas in itinere. para a doutrina amplamente majoritária. 143 da CLT. desde nenhum pagamento de horas extras. passando pelo pagamento das horas além da jornada “normal” padrão (8 horas) como horas simples. e a assertiva não é neste sentido. 80 O empregado não pode prestar serviços com registro na carteira de trabalho a outro empregador durante o período de gozo das férias. razão pela qual é perfeitamente lícita a prorrogação de jornada em atividades perigosas. 473. assim. o art. da CLT. mediante a apresentação dos controles de frequência. 74 Um empregado com 17 anos de idade pode desenvolver sua jornada de trabalho no período noturno. A exclusividade não é característica do contrato de trabalho. 79 O empregado pode vender o período integral de férias e receber o valor correspondente. desde que não exista prejuízo para suas atividades escolares. da CRFB. ERRADO. ERRADO. Não existe previsão legal neste sentido. 81 O período de concessão das férias é um ato exclusivo do empregador. O trabalho noturno é vedado aos menores de 18 anos. pois veio substituir o disposto no art. Neste sentido. O que não pode é arranjar outro emprego novo somente para o período de férias. 78 O empregado doméstico tem direito ao pagamento das horas extraordinárias trabalhadas. para local de difícil acesso.

Nenhum princípio jurídico é. Para quem pretende recorrer. que trouxe a igualdade jurídica a homens e mulheres. entretanto. Exemplo: prazo prescricional. 9º da CLT. CERTO. 136 da CLT.213/1991 (Lei de Benefícios da Previdência Social). da Lei nº 7. 7º. absoluto. 72 O princípio da norma mais favorável ao trabalhador não deve ser entendido como absoluto. afinal. Art. 74 A idade mínima para a celebração do contrato de trabalho é de 18 anos de idade. na 82 Entende-se como salário o conjunto de pagamentos provenientes do empregador ou de terceiros. 83 O vale-transporte tem natureza salarial. Art. ERRADO. 65 também dispõe no sentido de que o saláriofamília não se aplica ao doméstico. 7º. benefício previdenciário. mas não é estendido aos domésticos. ou 71 O salário-família é um direito assegurado na CF aos trabalhadores. Pela enésima vez deixo registrada minha indignação com a cobrança pelo Cespe de matéria previdenciária na prova de Direito do Trabalho. mas é. recebidos em decorrência da prestação de serviços subordinados. 15 da Lei nº 8.036/1990. A idade mínima é de 16 anos. Art. ANALISTA – ÁREA ADMINISTRATIVA – TRT 17 – CESPE – 2009 Julgue os itens a seguir. na verdade. nunca de objetiva. “a”. 457 da CLT.418/1985. 85 Na hipótese de trabalho da mulher aos domingos. e o princípio da norma mais favorável encontra seu limite exatamente na existência de normas de ordem pública. CERTO. Art. CERTO. a questão de recepção ou não de determinado dispositivo legal é sempre matéria de prova subjetiva. garantindo à mulher pelo menos uma folga aos domingos a cada 15 dias. o fato é que o artigo continua em vigor e. Art. ERRADO. 97 . De uma vez por todas. XII. o salário-família só tem um nome parecido com verba trabalhista. da CRFB. inclusive à categoria dos empregados domésticos. 386 da CLT. CERTO. Art. salvo na condição de aprendiz. o argumento seria este da nãorecepção. ERRADO. conforme art. da CRFB. que concede aos fatos um valor maior que aos documentos. parágrafo único. 65 e seguintes da Lei nº 8. O direito ao salário família é previsto no art. 84 Os valores mensais correspondentes ao FGTS não podem ser pagos diretamente ao empregado.independendo de pedido concordância do empregado. aplica-se o princípio da primazia da realidade. por exemplo. Em que pese o respeitável entendimento de parte da doutrina no sentido da não recepção deste artigo pela CRFB. CERTO. quando existirem leis de ordem pública a respeito da matéria. é obrigatória uma escala de revezamento quinzenal que favoreça o repouso dominical. a partir dos 14 anos de idade. a respeito do direito do trabalho. como costumamos sempre enfatizar. 2º. não sendo aplicado. salvo a partir dos 14. regulado pelo art. O caput do mencionado art. 73 No direito do trabalho. ERRADO.

condição de aprendiz. 7º. XXXIII. 81 As férias são exemplo típico de suspensão do contrato de trabalho. ERRADO. é necessária a existência da natureza econômica do grupo de empresas. 98 . da CLT. por sua vez. seja ela subordinada (relação de emprego) ou não (mera relação de trabalho) é sempre efetuada por pessoa natural (pessoa física). ERRADO. Art. 59. 2º. constitui posição isolada. CERTO. 83 O acordo de prorrogação de horas pode ser celebrado de forma verbal. A prestação de serviços. entretanto. Para a maioria expressiva da doutrina somente empresas com finalidade econômica podem formar grupo econômico. da CLT. da CLT. 75 Os contratos de trabalho têm prazo indeterminado ou determinado. ou contrato de experiência. 80 Para que se possa executar uma das empresas de um grupo econômico. Há corrente minoritária na doutrina que defende a possibilidade de reconhecimento do grupo econômico entre empresas sem fins econômicos. Ainda que uma pessoa jurídica seja contratada por empreitada. 445. Art. 82 O empregado eleito para o cargo de diretor e que não permaneça subordinado a nenhum outro cargo tem o seu contrato de trabalho suspenso. caput. §2º. ERRADO. na empreitada. CERTO. atividades empresariais de caráter transitório. o dispêndio de energia será sempre de um ser humano contratado por esta pessoa jurídica. assumindo os riscos da atividade econômica que desenvolve. porém o empregado continua recebendo salários no período de inatividade. ERRADO. o que. por exemplo. pois há paralisação temporária da prestação de serviços. pelo que não assume os riscos da atividade econômica (artigos 3º e 2º da CLT). trabalha por conta própria. 79 A CLT instituiu a responsabilidade solidária entre as empresas pertencentes a um mesmo grupo econômico. 77 Existe a possibilidade de uma pessoa jurídica figurar como empregada em um contrato de trabalho. Para que se possa caracterizar o grupo econômico. CERTO. O autônomo. O empregado trabalha por conta alheia e se subordina ao seu empregador. Art. Art. 76 O limite máximo para a duração de um contrato de experiência é de 90 dias. entretanto. Com o cancelamento da Súmula 205 do TST a doutrina majoritária passou a admitir a execução de uma das empresas do grupo econômico mesmo que a mesma não tenha participado da fase de conhecimento do processo. observam-se os seguintes requisitos: serviço cuja natureza ou transitoriedade justifique a determinação do prazo. da CLT. parágrafo único. Súmula 269 do TST. As férias são exemplo típico de interrupção do contrato de trabalho. Para este. Não se subordina a ninguém. da CRFB. é necessário que ela tenha sido parte na fase de conhecimento do processo. CERTO. CERTO. 443. 78 O elemento diferenciador entre o empregado e o trabalhador autônomo é a subordinação. §2º. Art.

a obrigatoriedade de fazer horas extras quando requisitado. 82 A comunicação do aviso prévio pode ser feita verbalmente. ERRADO.84 O acordo de prorrogação de horas implica. Entretanto. julgue os itens seguintes. da CLT. nada impede seja feita a comunicação verbalmente. 80 Entende-se como rescisão indireta a cessação do contrato de trabalho por iniciativa do empregado. 78 A condenação criminal do empregado configura justa causa para sua dispensa. Art. É claro que o aviso prévio verbal é de difícil comprovação. as gorjetas integram a remuneração para todos os efeitos legais. ainda que exista recurso pendente da condenação. que sempre terá a possibilidade de formalizá-lo por escrito a fim de evitar dissabores. por até duas horas diárias. 87 O período de gozo de férias pode ser fracionado. não é possível que as gorjetas integrem o salário. Logo. da CLT. 85 Entre duas jornadas de trabalho. ERRADO. ERRADO. caput. 66 da CLT. 457. questão. e o saldo de salários. CERTO. para os efeitos da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). mas o fracionamento não pode ser inferior a 15 dias corridos. “d”. caput. que a remuneração é exatamente a soma do salário + gorjetas. 86 O serviço militar obrigatório pode ser remunerado com valor abaixo do salário mínimo. ERRADO. 79 Na despedida por justa causa. e não o salário. 483 da CLT. da CLT. CERTO.º salário é devido pela metade. Consoante o art. da CLT. Súmula Vinculante nº 6 do STF. Art. 77 As gorjetas pagas por clientes a um garçom em um restaurante integram o seu salário para todos os efeitos legais. CERTO. 83 A mulher gestante adquire estabilidade a partir do momento em que comunicar ao seu empregador o estado gravídico. para o empregado. Art. 402. tendo por base alguma ação considerada justa causa praticada pelo empregador. portanto. CERTO. se houver. 59. Art. o 13. 481 da CLT. 482. CERTO. 81 A concessão do aviso prévio somente é cabível nos contratos a prazo indeterminado. caput. Considera-se. A capciosa. o empregado recebe apenas as férias vencidas. Art. 134. TÉCNICO – TRT 17 – CESPE – 2009 No que se refere ao direito do trabalho. é CERTO. o trabalhador com idade entre 14 e 18 anos. Súmula 14 do TST. 85 Havendo culpa recíproca na rescisão do contrato de trabalho. da CLT. A lei não exige a forma escrita (artigos 487 e seguintes da CLT). Art. 99 . Súmula 244 do TST. CERTO. entretanto. 84 Considera-se menor. Art. CERTO. então não cabe ao intérprete fazê-lo. §1º. deve haver intervalo mínimo de 11 horas consecutivas. ERRADO. mas isso é ônus de quem deve prová-lo.

Marta e Joana estão grávidas de dois meses. Errada. da CLT. (B) As gratificações anuais. a Lei nº 11. Súmula 253 do TST. Não é o caso de autorização prévia. da CLT. Certa. 139. deve solicitar a autorização prévia do sindicado dos trabalhadores e da Superintendência Regional do Trabalho.324/2006 acrescentou o art. mas ambas possuem o direito de gozar trinta dias corridos de férias. da CLT.859/1972. exercendo a função de secretária executiva. ERRADO. II. Com efeito. Joana é empregada na empresa X há dezesseis meses. quando houver tido de seis a catorze faltas injustificadas. (D) apenas de Joana. Art. Literalidade do art. §2º. da CLT. desde a confirmação da gravidez até cinco meses após o parto. (C) apenas de Joana. 51. tanto ao sindicato da categoria profissional quanto ao Ministério do Trabalho e Emprego. 100 . devem estas fazer parte da remuneração das férias. Comentário: Resposta letra “A”. com relação à Joana e Marta. (D) Quando o salário for pago por tarefa tomar-se-á por base a média da produção no período aquisitivo do direito a férias. semestrais. desde a confirmação da gravidez até seis meses após o parto. desde a confirmação da gravidez até seis meses após o parto. ou trimestrais integram o cálculo da remuneração das férias. Certa. (E) de ambas as empregadas. Certa. da CLT. estendendo à doméstico QUESTOES TRT 7 REGIAO (ANALISTA – ÁREA JUDICIÁRIA – TRT 7ª REGIÃO – FCC – 2009) 50. (E) Em regra. se o empregado recebe utilidades. Em regra. Literalidade do art. um dos quais não poderá ser inferior a dez dias corridos. 142. Art. bem como que elas possuem o direito de gozar trinta dias corridos de férias. (C) Somente em casos excepcionais serão as férias concedidas em dois períodos. mas sim de mera comunicação. o empregado terá direito a vinte e quatro dias corridos de férias. desde a confirmação da gravidez até cinco meses após o parto. 142. é correto afirmar que é vedada a dispensa sem justa causa (A) de ambas as empregadas. desde a confirmação da gravidez até cinco meses após o parto. (B) de ambas as empregadas. Certa. Com relação INCORRETO afirmar: às férias é (A) Após cada período de doze meses de vigência do contrato de trabalho. 130. 4º-A à Lei nº 5. §§ 2º e 3º.88 Para que uma empresa possa conceder aos seus empregados férias coletivas. mas Joana possui o direito de gozar trinta dias corridos de férias e Marta 20 dias úteis. Marta é empregada doméstica e trabalha na residência de Joana há quinze meses. e Joana possui o direito de gozar trinta dias corridos de férias e Marta 20 dias úteis. Art. aplicando-se o valor da remuneração da tarefa na data da concessão das férias. §4º. bem como que elas possuem o direito de gozar trinta dias corridos de férias. 134. §1º.

o art. 469. “desde a confirmação da gravidez até cinco meses após o parto”. no mínimo. o adicional de transferência será de.859/1972 foi alterado pela Lei nº 11. Maurício Godinho. (D) as horas in itinere remuneradas abrangem a totalidade do trajeto percorrido pelo empregado. o valor do salário utilidade a ela correspondente será 53. De acordo com a Consolidação das Leis do Trabalho. a resposta é letra “E”. OJ 113 da SDI-1 do TST. nos mesmos termos até então garantidos às demais trabalhadoras.. O adicional de transferência é devido tanto na transferência provisória como na transferência definitiva. Certo. da CLT.São Paulo : LTr. – 7ª Ed. Errado. Em regra. (E) não é devido qualquer valor a título de horas in itinere. tendo em vista a existência de transporte público regular em parte do trajeto percorrido pelo empregado. mas serão pagas com acréscimo de 25% sobre a hora normal de trabalho. do TST. §3º. III. Por todos. quando a transferência for provisória. Tem o adicional de transferência natureza salarial e não indenizatória. Art. Neste sentido. da CLT. Certo. III e IV. 1045) IV. Certo. integra-se à remuneração dos trabalhador para todos os fins. a doutrina amplamente majoritária. nos termos do art. tanto assim que é considerado para o cálculo de outras verbas. p. II. II e IV. I. II e III. (C) as horas in itinere remuneradas abrangem a totalidade do trajeto percorrido pelo empregado. 2008. inclusive cálculo das demais verbas que incidam sobre o salário do contrato (efeito expansionista circular dos salários” (DELGADO. de forma que ao doméstico também foi estendido o direito a férias anuais de 30 dias corridos (contra 20 dias úteis da redação anterior). (A) não é devido qualquer valor a título de horas in itinere. Com relação a jornada de trabalho.324/2006. 101 . Quanto às férias. 54. 469.se de habitação coletiva. IV. O adicional é devido somente na transferência provisória. (C) II e III. Curso de Direito do Trabalho. 52. Maurício Godinho Delgado: “tratandose de parcela salarial. §3º. tendo em vista o fornecimento da condução pelo empregador. tratando. (D) I e II. quais sejam. Considere as assertivas abaixo a respeito do adicional de transferência. (E) I. O fato do empregado exercer cargo de confiança ou a existência de previsão de transferência no contrato de trabalho não exclui o direito ao adicional. (B) as horas in itinere remuneradas limitam-se ao trecho não alcançado pelo transporte público. Portanto. “B”. se houver transporte público regular em parte do trajeto percorrido em condução da empresa. 3º da Lei nº 5.a “estabilidade-gestante”. Comentário: Resposta letra conforme Súmula 90. É correto o que se afirma APENAS em (A) I. (B) II. 25% sobre o salário que o empregado percebia na localidade.

o requisito da não eventualidade. em qualquer hipótese. Comentário: Resposta letra “C”. 13 da Lei 7. (D) famílias. por ele próprio remunerados. a utilização da mesma unidade residencial por mais de duas famílias. vedada. por exemplo. (B) 48 horas. da Lei nº 7. (E) 72 horas respectivamente. arrolando dentre elas a atividade de telecomunicações. a utilização da mesma unidade residencial por mais de uma família. MPU – ESAF (TÉCNICO ADMINISTRATIVO – MPU – ESAF – 2004) A propósito dos sujeitos da relação de emprego. §4º. (D) 48 horas respectivamente. Mário labora em empresa de telecomunicações e Joana labora em empresa de transporte de valores. parágrafo único. 3º. onerosidade e subordinação jurídica a um mesmo tomador de seus serviços. assinale a opção correta. deve ser considerado empregado. somente para os casos de unidade habitacional de até dois dormitórios. em qualquer hipótese. (E) ocupantes. em qualquer hipótese.obtido mediante a divisão do justo valor da habitação pelo número de (A) famílias. 10 da Lei nº 7. a utilização da mesma unidade residencial por mais de uma família. Errado. da CLT. vedada. logo a roupagem de cooperativa não passa de tentativa de fraude à relação de emprego. a utilização da mesma unidade residencial por mais de uma família. porque a hipótese indica a presença dos requisitos caracterizadores da relação de emprego. 458. vedada. (C) 24 horas. Logo. a) O trabalhador que se filia por livre e espontânea vontade a uma cooperativa de mão-de-obra não pode ser considerado empregado. pela literalidade do art. Errado. b) O trabalhador contratado por uma clínica médica para a execução de serviços certos e específicos de marcenaria e que conta com o auxílio de até dois outros trabalhadores. vedada. somente para os casos de unidade habitacional de um dormitório. vedada. Comentário: e 24 horas. pois neste caso falta.783/1989 define as atividades essenciais. (B) ocupantes. Para que a categoria de Mário e Joana exerçam o direito de greve. mas não a de transporte de valores. O prazo de comunicação acerca da deflagração da greve (paralisação) é de 48 horas de antecedência para os serviços e atividades não-essenciais (art. a resposta é letra “E”. a utilização da mesma unidade residencial por mais de três famílias. (C) ocupantes. ainda que preste serviços pessoais com habitualidade.783/1989). 55. 102 . O contrato tem muito e 48 horas. O art. deverá o sindicato patronal ou o empregador ser comunicado com antecedência mínima de (A) 72 horas.783/1989) e de 72 horas de antecedência para os serviços e atividades essenciais (art.

Correto. o prazo prescricional aplicável ao empregador seria o do Código Civil. 9º da CLT). quando prestados com pessoalidade e subordinação jurídica. em princípio. A caracterização da relação de emprego é objetiva. sendo responsável. a partir da realidade fática. predomina o entendimento de que o prazo prescricional aplicável ao empregador é o mesmo aplicável ao empregado. 7º. d) O trabalhador que presta serviços voluntários a determinada instituição de beneficência. pois será empregado se presentes os requisitos caracterizadores da relação de emprego. reduzindo-se a dois após a extinção do contrato de trabalho. c) O tomador de serviços terceirizados. a Súmula 331. deve ser considerado empregador subsidiário dos trabalhadores. pois ao rurícola também se aplica a prescrição qüinqüenal trabalhista. será viável a discussão dos créditos oriundos de toda a relação de emprego. XXIX. pouco importando o nome que se deu ao contrato firmado. independentemente do seu período de duração. subordinação jurídica e onerosidade deve ser considerado empregado. recebendo auxílio financeiro mensal. Errado. pois neste caso o tomador dos serviços é o próprio empregador. Correta. ainda que o art. neste caso. segundo o qual não seria coerente tratar empregador e empregado de forma diversa. com vantagem para o empregador (prazo prescricional maior. por eventuais débitos trabalhistas inadimplidos pelo empregador principal.mais a característica de empreitada que de relação de emprego. com habitualidade. o prazo de prescrição é de dois anos após a extinção do contrato. se aplique. direto e não subsidiário. Porém. deve ser aplicado ao empregador o mesmo prazo prescricional previsto para o empregado. é forçoso reconhecer a relação de emprego. três anos. Isso porque. onerosidade e subordinação). Errado. apenas ao empregado. ainda que tenha firmado contrato revelando a condição de autônomo. independentemente da roupagem que se tenha dado à relação. A propósito da prescrição no âmbito do Direito do Trabalho. pela aplicação do princípio da primazia da realidade (art. por força de alteração da CRFB levada a efeito pela EC nº 28/2000. e) O corretor de seguros que presta serviços pessoais. qual seja. presentes os requisitos caracterizadores da relação empregatícia (arts. nessa condição. I e III. Errado. Assim. Embora a questão seja um tanto polêmica na doutrina e mesmo na jurisprudência (e talvez por isso não encontramos a solução em quase nenhum livro). a) O prazo de prescrição para o empregador ingressar em juízo para cobrar valor devido pelo empregado é de cinco anos. c) O prazo de prescrição das pretensões alusivas aos dois primeiros 103 . Neste sentido. observado esse prazo. não fossem equiparados os prazos. entra em cena o princípio da proteção ao hipossuficiente. portanto mais benéfico). não eventualidade ou habitualidade. do TST. Assim. da CRFB. b) Para o trabalhador rural. em nenhuma hipótese poderá ser considerado empregado. 3º e 2º da CLT – pessoalidade. aponte a opção correta.

O instrumento de rescisão ou recibo de quitação. ou seja. Esta é a alternativa que derrubou muitos candidatos.períodos de férias de trabalhador que laborou por cinco anos tem início no instante em que extinto o contrato de trabalho.2003 A quitação passada pelo empregado. No mesmo sentido. salvo se oposta ressalva expressa e especificada ao valor dado à parcela ou parcelas impugnadas. e) Processada alteração contratual ilícita pelo empregador. da CLT. porque a ação que visa a anotação da CTPS é imprescritível. o art. 477 da CLT. a quitação se dá.A quitação não abrange parcelas não consignadas no recibo de quitação e. Com efeito. 149). consoante dispõe o art. da CLT: § 2º . 4º. exceto se a parcela suprimida também esteja assegurado por preceito de lei. deve ser proposta em dois anos após a extinção do contrato de trabalho. Vejamos o que dispõe o art. do CPC. seus reflexos em outras parcelas. a prescrição será total (será “completa” se decorridos cinco anos da alteração). ao empregador. Assim. e não aos valores indicados.Res. §2º. a ação que tenha por objeto a anotação da CTPS para fins de prova junto à Previdência Social. §1º. 121/2003. a) O instrumento de rescisão do contrato de trabalho ou recibo de quitação deve ter especificada a natureza de cada parcela paga ao empregado e discriminado o seu 104 . com observância dos requisitos exigidos nos parágrafos do art. A diferença é sutil.Assinale a opção incorreta. Errado. qualquer que seja a causa ou forma de dissolução do contrato. E. conseqüentemente. No caso o início da prescrição coincide com a lesão. nos termos da Súmula 294 do TST. Engraçado que vários alunos me mandaram e-mails indicando exatamente o dispositivo legal em face do qual a alternativa mostra-se errada. 477. tem eficácia liberatória em relação às parcelas expressamente consignadas no recibo. no caso. a Súmula 330 do TST: SUM-330 QUITAÇÃO. valor. I. No mesmo sentido. relativamente às mesmas parcelas. 11. sendo válida a quitação. a quitação é AFT – 2010 29. DJ 19. somente se ainda não transcorrido todo o período concessivo o marco inicial da prescrição das férias será a extinção do contrato. Errado. o prazo de prescrição para revertê-la apenas terá início após a extinção do contrato. II . Errado. apenas. em relação às parcelas constantes do TRCT. tendo em vista que o início da prescrição das férias coincide com o final do período concessivo (art. pela literalidade da CLT.11. VALIDADE (mantida) . I . d) Sob pena de incidir a prescrição. deve ter especificada a natureza de cada parcela paga ao empregado e discriminado o seu valor. com assistência de entidade sindical de sua categoria. ainda que estas constem desse recibo. 20 e 21.Quanto a direitos que deveriam ter sido satisfeitos durante a vigência do contrato de trabalho. sendo válida a quitação apenas relativamente aos valores indicados. mas relevante. contase a partir da alteração ilícita.

477. Recebi e-mail de aluno defendendo que. 1055). A hipótese de rescisão indireta do contrato de trabalho pelo não cumprimento de obrigações contratuais é prevista pelo art. que não é a melhor interpretação do §2º do artigo 477 da CLT. 14ª Ed. Porém. que trata de parcelas. 8ª edição. 483 prevê a possibilidade de permanência ou não do empregado no serviço somente nas alíneas “d” e “g” do art. É verdade que eu comentei. Ora. que se refere também a “parcelas”. A questão é polêmica na doutrina. conforme dispõe o §3º do mesmo artigo.válida em relação ao período expressamente consignado no recibo de quitação. 483. seria possível entender que “o direito à compensação seria do empregado”. A Súmula 41 do TST referia-se aos valores expressos na quitação. O TST já se inclinou no sentido da primeira corrente. Logo. pela redação da alternativa. mas do Prof. o que estaria incorreto. §5º. mas posteriormente cancelou a Súmula 41 e editou a 330. Esse ensinamento não é meu. da CLT. como parcelas e não como valores. nos “comentários à CLT”. então o candidato 105 . Ora. Já vi gente sugerindo a anulação desta questão porque o art. na assertiva. 2009. se refere a “pagamento”. notadamente quanto às parcelas que também vencem ao longo do contrato de trabalho”. e a segunda. c) Caso o empregador não cumpra as suas obrigações contratuais. da CLT. Literalidade do art. Pelo pouco que sei da nossa língua. que “embora a lei se refira à quitação das parcelas. a jurisprudência tende a considerar a quitação somente em relação aos valores especificados. b) Qualquer compensação no pagamento a que tiver direito o empregado no ato da homologação da rescisão do contrato de trabalho não poderá exceder o equivalente a um mês de remuneração. como a Lei. 2010. não contem comigo. explica: seus deveria. então a assertiva está plenamente compatível com o texto celetista. “direito”. a meu ver. interpretar a alternativa “a” também nos termos literais da CLT. Correta. e não de Direito do Trabalho. embora na redação do citado dispositivo legal nada se fale sobre eficácia liberatória. Se quiserem procurar pelo em ovo. p. 489). a questão trouxe outras quatro alternativas cobrando pontos literais da CLT. alínea “d”. a sua interpretação era contrária ou oposta à lei”. Comentários à CLT. e não a “compensação”. poderá o empregado pleitear em juízo a rescisão do contrato de trabalho e o pagamento das verbas respectivas. – São Paulo : Atlas. aí é questão de Português. a hipótese aventada pelo examinador é exatamente a da alínea “d”. que interpreta o dispositivo (art. §2º) como se referindo a valores. Sérgio Pinto. permanecendo ou não no serviço até decisão final do processo. Desculpemme. que interpreta pela literalidade do dispositivo. apresentando basicamente duas correntes: a primeira. pois é o que está escrito no referido mandamento legal. Correta. Sérgio Pinto Martins. mas considero que insistir em outra leitura é muita “forçação de barra”. 483. na aula 304 do Curso Completo. Maurício Godinho Delgado (Curso de Direito do Trabalho. p. (MARTINS. “É possível afirmar que a Súmula 330 do TST interpretou corretamente o §2º do artigo 477 da CLT quando não se refere a parcelas e não a valores. 477.

477. conforme previsto na Constituição. 16 . §7º. a despeito da nova posição ocupada na estrutura hierárquica da empresa. No mesmo sentido. 7º. com isso. e) Para a configuração do grupo econômico. consensual e não solene para a formação do contrato de emprego. XXXIII). em razão da sua incapacidade. da CLT. Embora a questão da natureza jurídica do contrato de trabalho apresente. da CLT. com cômputo do tempo de serviço. Tratase de atribuir a hipóteses específicas tratamento legal condizente. a nulidade opera efeitos ex nunca. Certa. Questão explicada na videoaula nº 122. nos formatos 106 . conforme dispõe a Lei nº 9. ou do chamado “empregador único”. A assertiva trata da noção de trabalho proibido e seus efeitos. é verdade que sobressai a natureza privada. porém se descumprido o preceito. Inteligência da Súmula nº 269 do TST. ou em circunstâncias insalubres ou perigosas. salvo quando o Estado é um dos sujeitos pactuantes. e respectiva projeção dos seus efeitos. Errada. O trabalho noturno. hoje. alínea “b”. pela literalidade do art. que deve ser necessariamente escrito. Ver videoaula nº 126. nem receber por eles. em face das prerrogativas processuais que lhe confere a legislação brasileira. Correta. não pode. d) É possível reconhecer-se a condição de empregado. 477. b) O contrato de trabalho tem natureza jurídica essencialmente privada. ao eleito para ocupar cargo de diretor quando. §6º. a possibilidade de ajuste tácito. contado da data da notificação da demissão. Correta. é necessária a prova do nexo relacional entre as empresas. em caso de trabalho proibido. ou seja. hipótese em que se sujeitará às mesmas obrigações conferidas aos particulares. Ver vídeoaulas 58 e 128. pouca relevância. Por isso diz-se que. a “deixadinha” nº 01. prestar serviços. a) Em face da cláusula constitucional da não-discriminação. estende-se a todos os ofícios e profissões. c) O menor de 18 anos. que atrai a hipótese de responsabilidade solidária pelos créditos trabalhistas. obviamente o menor receberá pelos serviços prestados. as parcelas constantes do instrumento de rescisão ou recibo de quitação devem ser pagas até o décimo dia. a partir do pronunciamento judicial. dada a impossibilidade de se restituir ao obreiro a energia de trabalho despendida. pois é lícita a previsão de determinada forma solene para pactuação de determinados contratos de trabalho especiais. ainda se fizerem presentes os traços característicos da subordinação jurídica. seja violado o princípio da isonomia (não-discriminação). inclusive quando o Estado é o empregador. Errada. sem que.Marque a opção correta.615/1998. Mencione-se como exemplo o contrato do atleta profissional. Errada. é realmente vedado ao menor de 18 anos pela CRFB (art. em período noturno ou em circunstâncias perigosas ou insalubres. pela literalidade do art.d) Quando o aviso prévio for indenizado pelo empregador. Ver videoaulas nº 59 e 60. e) O ato da assistência pelo sindicato respectivo na rescisão contratual deve ocorrer sem ônus para o trabalhador e empregador.

473. nos termos do disposto no art. o empregado tem o respectivo contrato de trabalho suspenso. o empregado pode prestar serviços a mais de um empregador. fundada no reconhecimento jurídico-institucional da hipossuficiência material do trabalhador. da Lei nº 8. d) A subordinação que define e caracteriza a existência da relação de emprego é a econômica. Errada. em caráter profissional. incisos VII e VIII. Ver deixadinha nº 16 e videoaulas nº 46/50. c) A partir do afastamento do serviço para tratamento de saúde. como no caso dos consórcios. porque em caso de afastamento por doença e/ou acidente os primeiros quinze dias configuram hipótese de interrupção contratual. fundamentada em punição disciplinar. não prejudica a fluência do contrato de trabalho. superada na doutrina. nos termos do art.Assinale a opção correta. execute serviços de natureza agrária. Atualmente é pacífico o entendimento no sentido de que a subordinação existente entre empregado e empregador é jurídica. mas a exclusividade não o é.213/1991. Errada. Com efeito. Sem problemas. 4º da Lei nº 5. nos termos dos artigos 59 e 60.Assinale a opção correta. de forma habitual. portanto. a pessoa física ou jurídica que. Correta. e) A suspensão do empregado por prazo superior a 30 dias consecutivos. b) O afastamento do empregado nos dias em que estiver comprovadamente realizando provas de exame vestibular para ingresso em estabelecimento de ensino superior ou quando tiver que comparecer em juízo gera a interrupção do contrato de trabalho. Somente depois. Ver videoaula nº 18. a partir do 16º dia. pois a doutrina entende que a configuração do grupo econômico trabalhista independe da ligação entre as empresas na forma do direito comum e/ou empresarial. Errada. bastando para tal que fique demonstrada a relação de subordinação ou mesmo de coordenação entre duas ou mais empresas.889/1973. 17. Ver videoaula nº 49. 3º e 2º da CLT). §3º. A pessoalidade é um dos requisitos da relação de emprego (arts. conforme art. a) É equiparada ao empregador rural. e por conta de terceiros. 18. Errada. Ver videoaula nº 72. o gabarito da questão. porque a teoria da subordinação econômica já se encontra. holdings e pool de empresas. a) Constituem requisitos para a caracterização da relação de emprego a pessoalidade e a exclusividade na prestação dos serviços. Ver videoaula nº 85. da CLT. há muito. pois a suspensão disciplinar do empregado por prazo superior a 30 dias consecutivos configura rescisão indireta do contrato de trabalho. Correta e. decorrente do contrato de trabalho. Ver videoaulas nº 15 e 18. 107 . independentemente de guardar relação de causalidade com os serviços prestados. desde que os horários de trabalho sejam compatíveis. 474 da CLT. em face de doença ou de acidente.previstos pelo Direito Comercial e pelo Direito Empresarial. mediante utilização do trabalho de outrem. trata-se de suspensão contratual. Errada.

pois. Ver videoaula nº 63. 6º da Lei nº 605/1949. técnico e manual. em razão de cumprirem turnos ininterruptos de revezamento. e) Não se equipara ao empregador rural a pessoa física ou jurídica. por iniciar ou terminar o expediente fora do horário estabelecido. referente à devolução de cheques sem fundos. c) De acordo com a jurisprudência do Tribunal Superior do Trabalho. tendo em vista que o desconto descaracterizaria a alteridade própria da figura do empregador. Além disso.889/1973). Errada. perde o direito à remuneração do DSR. Há duas possibilidades de interpretação da assertiva. durante a mesma jornada de trabalho. que arrola verdadeiros empregadores como “equiparados a empregadores”). perderá o direito ao descanso semanal e à sua respectiva remuneração.Marque a opção correta. e da pontualidade. e. pois se o empregado não é freqüente ou é impontual durante a semana. 73. deverão ser computadas a partir de 5 horas. da CRFB/88. caracteriza a coexistência de mais de um contrato de trabalho. b) Na hipótese de empregados com jornada de seis horas. Ver videoaula nº 57. 7º. sob uma análise mais técnica. d) De acordo com a jurisprudência do Tribunal Superior do Trabalho. XXXII. Errada. o direito ao adicional noturno se circunscreve ao período compreendido entre 22h e 5h. faltando injustificadamente ao serviço. Neste sentido. a prestação de serviços a mais de uma empresa do mesmo grupo econômico. art. Errada. da Lei nº 5. não observe os requisitos da frequência. Em primeiro lugar. Ver videoaula nº 244. em face da hora noturna reduzida a jornada 108 . pois contraria o disposto na OJ nº 251 da SBDI-1 do TST. proprietária ou não. caput e §1º. porém em ambas a afirmação é incorreta. Ver videoaula nº 193 e deixadinha nº 44. mas não a folga. que explore atividade industrial em estabelecimento agrário não compreendido na Consolidação das Leis do Trabalho. e partindo-se da premissa de que o legislador trabalhista não prima pelo rigor técnico (vide a confusão do art. §1º. Errada. Em uma segunda linha de raciocínio. bem como entendimento jurisprudencial consolidado na Súmula nº 60 do TST. Errada. iniciado o expediente às 23h e encerrado às 7h30min. ao contrário. a) Acaso o trabalhador. a legislação veda tais distinções (art. 3º.b) A legislação trabalhista estabelece expressamente a possibilidade de distinções relativas à espécie de emprego e à condição de trabalhador e entre o trabalho intelectual. o art. consoante art. da CLT. poder-se-ia afirmar que o erro da questão seria o “não” do início da assertiva. durante a semana. ainda quando deixa de observar as recomendações previstas em instrumento coletivo. da CLT. 2º. Ver videoaula nº 72. A questão constava da deixadinha nº 25. poder-se-ia dizer que a pessoa descrita pela assertiva não é equiparada ao empregador rural porque é o próprio empregador rural (art. bem como a deixadinha nº 15. é ilícito o desconto salarial do trabalhador frentista. 19. 6º da CLT). quanto às horas extras. §5º. pois contraria o disposto na Súmula nº 129 do TST. Errada. pois o adicional noturno é aplicável às prorrogações do horário noturno.

a) A duração normal do trabalho poderá ser acrescida de horas suplementares. motivo pelo qual as horas extras só poderão ser computadas a partir da 8ª (oitava diária) e 44ª (quadragésima quarta) semanal. não mais se considera requisito essencial à configuração do exercício de gerência a prova do encargo de gestão. não tem direito à jornada reduzida de 6 (seis) horas. Ver videoaula nº 233. para enquadramento na hipótese de turno ininterrupto de revezamento. Não obstante. o poder de representação. em princípio. I. basta que tenha poderes de gestão. Ver videoaula nº 213. pois os empregados sob o regime de tempo parcial (art. do controle de jornada. para que o empregado se enquadre na exceção do art. Neste sentido. da CLT. Errada.966/1994 alterou o art. 62. Errada. Errada. mesmo que trabalhe em vários turnos durante a semana. a OJ nº 360 do TST. da CLT). da CLT. Correta. 62 da CLT). Ver videoaula nº 220. porque não interessa. 58-A da CLT) jamais poderão prestar horas extras (art. A Lei nº 8. isso porque a natureza do seu serviço não equivale ao conceito de turno ininterrupto de revezamento. 59. nesse caso. o qual é formalizado pelo instrumento de mandato. dispensado. com investidura por meio de mandato legal. caput. Atualmente. sendo que inexiste a possibilidade de autorização do MTE para tal. 62. a partir do que a doutrina passou a entender que a exceção legal veiculada pelo dispositivo passou a prescindir do poder de representação. e) Observando a alteração legislativa promovida em 1994 (Lei n. c) Quando o empregado exerce a função de vigilante. Errada. Neste sentido. razão pela qual tudo que for trabalhado a mais deverá ser remunerado como hora extra. há apenas a adoção de postura discricionária por parte do contratante dos serviços. d) O motorista de caminhão que cumpre jornada predominantemente externa não é destinatário das regras pertinentes à limitação da jornada de trabalho. 20. II. versando sobre os empregados que não estão abrangidos pelas normas de limitação da jornada de trabalho (art. §4º. a natureza da atividade em si. Ver videoaula nº 230. II. ininterrupta. c) Os estabelecimentos com mais de dez trabalhadores terão 109 . obviamente que este controle também deverá ser documentado mediante controle de ponto. nem se esta atividade é.966). mediante acordo escrito ou tácito entre empregador e empregado. 8. 59. pois o acordo de prorrogação de jornada deve ser necessariamente escrito. o art. dada a dificuldade de controle do horário de trabalho. nos termos do art. 62. por sua natureza. da CLT. porque.Assinale a opção correta. pois o motorista somente é dispensado. com jornada normal de 6 horas. e muito menos tácito. da CLT. ou por contrato coletivo de trabalho. Ver videoaula nº 213. se existe efetivamente tal controle pelo empregador. b) Os empregados sob o regime de tempo parcial poderão prestar horas extras desde que haja prévia autorização do Ministério do Trabalho. jamais podendo verbal. entretanto. em número não excedente de duas. ainda que sofra rígido controle de horário pelo empregador. na condição de “folguista”. Ver videoaulas nº 218 e 219.normal do empregado termina antes das 5h.

Correta. Considerando as normas relativas à jornada de trabalho. tendo o empregado direito ao pagamento como horas extraordinárias das que ultrapassarem a duração semanal normal. 74. Correta. devendo haver diariamente assinalação do período de repouso. Errada.obrigatoriamente sistema de anotação da hora de entrada e de saída. a situação hipotética descrita e a jurisprudência do Tribunal Superior do Trabalho. não havendo necessidade de assinalação diária pelo empregado. exigindo a legislação pertinente a celebração via convenção ou acordo coletivo de trabalho. de 50%. 58.Certo empregado celebrou. Ver videoaula nº 225. por ausência de previsão legal no sentido do adicional mínimo de 75%. 59. o empregado terá direito a percebê-las com o adicional de no mínimo 75% (setenta e cinco por cento) do valor da hora normal de trabalho. ou o intervalo para descanso semanal. c) É requisito de validade do acordo de compensação de jornada a previsão de que. no sentido de que a concessão de intervalo dentro de cada turno. inclusive acima do limite previsto no acordo. pois o acordo de compensação de jornada deve ser firmado expressamente. d) O acordo individual de compensação de horário é inválido. da CLT. não descaracteriza o sistema de turnos ininterruptos de revezamento. descaracteriza o sistema de turnos ininterruptos de revezamento previsto na Constituição. e) De acordo com a jurisprudência do Tribunal Superior do Trabalho. mas não há menção a adicional superior ao mínimo legal. Ver deixadinha nº 22 e videoaula nº 227. diante da prestação habitual de horas extras. em caso de nãocompensação das horas excedentes. ou descanso semanal. Errada. o acordo foi reiteradamente descumprido. nos termos da literalidade do art. Ver videoaula nº 210. b) A prestação habitual de horas extras descaracteriza o acordo de compensação de horário. porque contraria o disposto na Súmula nº 360 do TST. §§ 2º e 3º. o que não afetaria sua validade. 59. observado o limite máximo de dez minutos diários. que as horas não compensadas deverão ser pagas como extraordinárias. Errada. após a pactuação. em registro manual. acordo escrito de compensação de jornada. com o respectivo empregador. a concessão do intervalo para repouso e alimentação. da CLT. Ver deixadinha nº 20 e videoaula nº 209. nos termos da Súmula 85. Ver videoaula nº 225. dispõe o art. Errada. assinale a opção correta. Ver deixadinha nº 21 e videoaula nº 219. §2º. do TST. a) O acordo de compensação de jornada poderia ter sido firmado tacitamente entre empregado e empregador. §1º. 110 . conforme art. conforme dispõe o art. Entretanto. da CLT. pois o horário de repouso (intervalo intrajornada) deve ser apenas pré-assinalado. sem que houvesse qualquer compensação de horário. a cargo do trabalhador. dentro de cada turno. IV. e por escrito. 21. da CLT. §2º. Com efeito. qual seja. mecânico ou eletrônico. d) Não serão descontadas nem computadas como jornada extraordinária as variações de horário no registro de ponto não excedentes de cinco minutos.

deve ser considerada a média dos salários fixos apurada durante o período aquisitivo. de forma pacífica. pois o artigo 58-A da CLT define o trabalho como tempo parcial como sendo aquele cuja duração não exceda a 25 horas semanais. da CLT. “a”. não será computado na jornada de trabalho. pois é válido. d) O tempo despendido pelo empregado até o local de trabalho e para o seu retorno. salvo quando. Para o cabimento das horas in itinere não basta mera insuficiência de transporte público. 22. da Lei nº 605/1949. a questão é polêmica. Neste sentido. quinzena ou mês. Ver videoaula nº 222. a Súmula nº 85 do TST. a Súmula 60 do TST. independentemente de qualquer acordo prévio ou previsão em norma coletiva. pois no caso as horas extras podem ser compulsoriamente exigidas pelo empregador. desde que haja previsão nesse sentido em convenção ou acordo coletivo de trabalho. a) Para o cálculo das férias. pela literalidade do art. a) A legislação considera trabalho em regime de tempo parcial aquele cuja duração não exceda a vinte horas semanais. Errada. Quanto ao acordo para implantação da compensação além da semana (“banco de horas”). 23. por afrontar o entendimento dominante no TST. Errada. Ver videoaula nº 245. inexistindo instrumento coletivo fixando jornada diferente. além do limite legal. e) Para os empregados que trabalham por dia.Errada. Errada. considera-se de difícil acesso o local de trabalho quando há mera insuficiência de transporte público. caput. o acordo individual para compensação intrasemanal. poderá o empregador exigir horas extras do empregado. Ver videoaula nº 220. nos termos do art. a remuneração do repouso semanal corresponderá à de um dia de serviço. as videoaulas nº 225/227. b) De acordo com a jurisprudência do Tribunal Superior do Trabalho. computadas as horas extraordinárias habitualmente prestadas. Correta. 61. Ver. inclusive quando pago com habitualidade. 111 . Errada.Assinale a opção correta. por qualquer meio de transporte. Errado. consubstanciado na OJ nº 275 da SBDI-1. detém natureza indenizatória. Neste sentido. por afrontar o disposto na Súmula nº 90 do TST. Para esse fim. semana. Ver videoaula nº 233. e) Em caso de força maior para atender à realização ou conclusão de serviços inadiáveis. o empregado horista submetido a turno ininterrupto de revezamento tem jus ao pagamento apenas do adicional das horas extraordinárias trabalhadas além da 6ª diária. o empregador fornecer a condução.Assinale a opção correta. 7º. tendo em vista que tem por objetivo compensar o desgaste do trabalhador que se ativa em horário biologicamente destinado a descanso. Ver videoaulas nº 205/206. tratando-se de local de difícil acesso ou não servido por transporte público. a respeito. contratual ou convencional. No mesmo sentido. pois o adicional noturno tem natureza salarial (salário-condição). a Súmula 172 do TST. Ver videoaula nº 230. c) O adicional noturno.

a periodicidade. de forma que sequer o próprio trabalhador pode dispor de seu direito ao salário. porque são características do salário o caráter alimentar e forfetário. embora pagas por terceiros. na prática. a tendência à determinação autônoma e a pósnumeração. a tendência à determinação heterônoma e a pós-numeração. 658/661). d) Tanto no cálculo das férias como da gratificação natalina. por meio de sentença normativa ou de convenção ou de acordo coletivo de trabalho. das gorjetas. Errada. O “salário normativo” seria. porque tanto as férias quanto o décimo terceiro são calculados sobre a remuneração. e não sobre o salário do empregado. O salário tem como característica a persistência ou continuidade dado o fato de que o contrato de trabalho é de trato sucessivo. Errada. a irrenunciabilidade. tendo em vista que a equivalência da remuneração entre o trabalhador temporário e os empregados da mesma categoria da empresa tomadora dos serviços temporários é denominada “salário equitativo”. Correta. Por fim. de outras parcelas de caráter salarial recebidas habitualmente. de forma contínua. e) O décimo terceiro salário é direito de todo empregado. persistência ou continuidade.090/1962. por afronta ao disposto no art. Observe-se que este rol de características foi visivelmente retirado do “Curso de Direito do Trabalho” do Min. p. compõem a remuneração do trabalhador. o art. pelo que as obrigações (dentre as quais a obrigação patronal de pagar o salário) renovam-se periodicamente. Com efeito.com integração. a lei estabelece mecanismos de proteção ao salário. em princípio. Neste sentido. Ver videoaulas nº 168/169. também. a tendência à determinação heterônoma significa que na maioria dos casos não são as partes contratuais que fixam o salário. Ver videoaula nº 167. a periodicidade. Maurício Godinho Delgado (8ª ed. a irrenunciabilidade. a intermitência. a disponibilidade relativa. 142 da CLT e o art. 142 da CLT. Ver videoaulas nº 262/263. deve ser considerada a integração. mas não é devido no caso dos safristas informalmente 112 . em geral o Estado (mediante a fixação do salário mínimo) ou os sindicatos. Entretanto. Errada. porquanto. assim considerado aquele menor parâmetro definido em instrumetno coletivo de trabalho (ACT ou CCT). §1º. e sim agentes externos. A incorreção da assertiva encontra-se em sua parte final. como a equivalência de remuneração entre o trabalhador temporário e os empregados da mesma categoria da empresa tomadora dos serviços temporários. expressão consagrada pelo Min. a expressão tornou-se. mediante negociação coletiva. da Lei nº 4. c) São características do salário o caráter alimentar e forfetário. pela média. Ver videoaulas nº 156 e 190. 1º. Godinho Delgado. aquele menor parâmetro definido por sentença normativa para determinada categoria profissional. 2009. pela média duodecimal. b) Pode-se considerar “salário normativo” tanto o menor parâmetro (valor) definido para certa categoria profissional. valendo para determinada categoria profissional. consagrada também como sinônimo de “salário convencional”. a indisponibilidade. incluindo os trabalhadores domésticos e os rurícolas.

Para quem já tinha contrato em vigor quando do segundo regulamento (que veio suprimir direitos anteriormente deferidos) nada muda.036/1990. embora descontínuos. c) As faltas ou ausências decorrentes de acidente do trabalho não são consideradas para os efeitos de duração de férias. dependendo da interpretação que se dê à Súmula 51. Ver vídeo aula nº 268. reduzido à metade (Súmula 14 do TST). conforme art. dada a indisponibilidade preconizada pelo art. com efeitos ex nunc. cujas cláusulas revoguem ou alterem vantagens deferidas. acaso se comprove que a escolha ocorreu sobre normas menos favoráveis. A solução está na interpretação da Súmula nº 51 do TST. à luz o princípio da primazia da realidade. Ver vídeo aula nº 275. d) A remuneração percebida pelo empregado à época da propositura da ação na Justiça do Trabalho serve de base de cálculo para as férias não concedidas no tempo oportuno. 25. Da mesma forma. 468 da CLT. Uma das possibilidades é considerar que a opção pelo regulamento menos favorável é ilícita. tem direito a suplemento salarial correspondente ao acréscimo da despesa de transporte. mas sua desistência será retratável. 131. c/c o art. Correta. todos da CLT. por ato unilateral do empregador. sob nenhum ponto de vista a assertiva pode ser considerada correta. Ver deixadinha nº 50 e vídeo aula nº 324. Ver deixadinha nº 29 e vídeo aulas nº 252/253. na hipótese de coexistência de dois regulamentos da empresa. mas de qualquer forma não há como considerá-la correta. posto que o ato corresponderia à renúncia do empregado às regras do sistema do outro regulamento (Súmula 51. inclusive adicionais eventuais. seria que a escolha por um dos regulamentos seria irretratável. Correta. c/c o art. ainda que contratados informalmente. nos termos da Súmula 7 do TST. Ver deixadinha nº 38 e videoaula nº 202. dado o princípio da irrenunciabilidade. conforme art. III.Assinale a opção incorreta. 133. Correta. 24. Outra possibilidade. é correto afirmar: 113 . Nesta assertiva a banca fez uma grande confusão com a matéria. Errada. seria a possibilidade de opção por um dos dois regulamentos apenas para os empregados admitidos quando os dois já existiam. 15 da Lei nº 8. Correta. salvo se o trabalhador tiver percebido da Previdência Social prestações de acidente do trabalho ou de auxílio doença por mais de seis meses. por um deles. pela literalidade da Súmula 29 do TST. Logo. o empregado poderá optar. O décimo terceiro salário é devido aos safristas. IV. em caso de culpa recíproca é devido o décimo terceiro salário proporcional. para local mais distante de sua residência. não seria caso de retratação. Pensamos que a melhor interpretação da Súmula. mas a opção seria nula de pleno direito. II).contratados e na hipótese de rescisão contratual por culpa recíproca. De qualquer forma. 130. e) A contribuição para o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) incide sobre a remuneração mensal devida ao empregado. b) Observado o princípio protetivo.Acerca do instituto das férias. a) O trabalhador transferido.

e) poderão ser concedidas férias coletivas a todos os empregados de uma empresa ou de determinados estabelecimentos ou setores. Este cômputo do período destinado ao gozo de férias como tempo de serviço é expressamente previsto no art. porque o abono de férias (conversão de parte das férias em pecúnia) tem natureza indenizatória. férias proporcionais. a regra geral baseada no critério da dispensa imotivada. I. conforme art. em um único período. porque as férias configuram hipótese típica de interrupção contratual. 130. e não quando simplesmente adquiridas mas ainda não gozadas. 134 da CLT. Ver videoaula nº 267. do regulamento empresarial. foi superada. em regra. na oportunidade. qualquer que seja sua causa. razão pela qual não integra a remuneração do empregado para quaisquer fins. Art. a) a depender da livre conveniência do empregador e da necessidade do trabalho. ainda é admitida no Brasil a denúncia vazia do contrato de trabalho. porque as férias devem ser concedidas. 144 da CLT. nos casos de contratos de duração indeterminada. Errada. b) o abono de férias concedido na forma da lei. será devido ao empregado a remuneração em dobro correspondente ao período de férias cujo direito tenha adquirido. iniciando-se. nas hipóteses em que a cessação do contrato de trabalho se dá antes do fim do período d) a concessão das férias suspende o contrato de trabalho. no Direito do Trabalho. independentemente do valor e para todos os fins. quando então é correto dizer que um deles não poderá ser inferior a 10 dias corridos. Ver videoaula nº 255. de convenção ou acordo coletivo de trabalho integrarão a remuneração do empregado. havendo cessação do contrato de trabalho. Neste sentido. da indicação dos motivos que a ensejaram. 114 . Por esta razão. motivo pelo qual.Marque a opção correta. 26. da CLT. Ver videoaula nº 288. Errada. §2º. pois as férias somente são devidas em dobro quando vencidas. Errada. bem como o decorrente de cláusula do contrato de trabalho. novo período aquisitivo. da CRFB/88. conforme combinação dos artigos 139/141 da CLT. o art. serão as férias concedidas em dois períodos. c) independentemente do tempo de serviço. para a sua validação. com ruptura de iniciativa do empregador.concessivo. pois a proteção contra a dispensa arbitrária prevista no art. em que não há prestação de serviço mas há remuneração e contagem do tempo de serviço. 146 da CLT. Ver videoaulas nº 259/260. Errada. a) Após o advento da Constituição de 1988. então. depende de lei complementar que a regulamente. desde que limitado ao valor correspondente a vinte dias do salário. Ver videoaulas nº 249/150. Errada. Apenas excepcionalmente admite-se a concessão em dois períodos. 7º. o que não existe até os dias atuais. e os empregados contratados há menos de 12 (doze) meses gozarão. um dos quais não poderá ser inferior a 10 (dez) dias corridos. há necessidade. Ver videoaulas nº 265/266. Correta. de forma que o período respectivo não é computado como tempo de serviço.

respectivamente. A CLT (art. pois as garantias de emprego protegem o empregado contra despedida arbitrária. mas o trabalhador perde a proteção. acrescidas do 1/3 constitucional. e) Nos contratos a prazo determinado. Logo. d) Nos contratos a prazo determinado. das garantias de emprego. não há direito ao levantamento do FGTS. é devido adicional noturno definido em 25%. Errada. 7º. quando a extinção contratual se dá pela vontade do empregado. o aviso prévio. pois continuam devidas as parcelas já adquiridas como. Ver videoaula nº 287. Assim. quando há antecipação por vontade do empregador ou do empregado. Ver videoaula nº 289. na dispensa por iniciativa do empregado. é obrigação do empregado e direito do empregador. na pecuária. pois se a extinção antecipada do contrato a termo ocorre por iniciativa do empregador terá o empregado direito ao saque do FGTS. porém a CRFB/88 (art. Errada. b) No caso dos trabalhadores rurais. o saldo de salários. como. o trabalhador indenizará o empregador dos prejuízos decorrentes do rompimento. os efeitos serão idênticos ao de um pedido de demissão. e ainda deve conceder aviso prévio de 30 (trinta) dias ao empregador. Continuam. na hipótese de antecipação empresarial em razão de justa causa do trabalhador. até porque o trabalho é livre. Ver videoaula nº 298. com cláusula assecuratória do direito recíproco de rescisão. nos casos em que houver labor no horário compreendido entre 21h e 5h. “b”) excluía de sua proteção o rurícola. de que eventualmente fosse destinatário. quando há pedido de demissão do contratado. 7º. havendo pedido de demissão do empregado. isto é. não são devidas parcelas trabalhistas remanescentes do período. na agricultura. mas no sistema constitucional atual há plena paridade jurídica entre os trabalhadores urbanos e os rurais. não incidindo.Marque a opção incorreta. 115 .b) Nos contratos a prazo determinado sem cláusula assecuratória do direito recíproco de rescisão. se a extinção se deu por iniciativa do empregador ou do empregado. se a extinção antecipada se deu por iniciativa do empregado. por exemplo. Correta. 27. por exemplo. e décimo terceiro também proporcional ao período. pois a cláusula assecuratória do direito recíproco de rescisão do contrato por prazo determinado tem como objetivo exatamente liberar as partes da multa dos artigos 479 e 480. Por sua vez. 481 da CLT que existente a “cláusula assecuratória” aplicam-se as mesmas regras cabíveis na extinção do contrato a prazo indeterminado. embora algumas especificidades ainda remanesçam. c) Nos contratos a prazo indeterminado. e 20h e 4h. acrescidas do 1/3 constitucional. ocorrendo a chamada extinção anormal. Ver videoaula nº 146. Correta. por óbvio. o intervalo intrajornada concedido conforme os usos da região. embora sejam devidas férias proporcionais. caput) igualou trabalhadores urbanos e rurais quanto aos direitos trabalhistas. devem ser pagos o décimo terceiro salário proporcional e as férias proporcionais. a deixadinha nº 36. Neste sentido. entretanto. Ver videoaula nº 287. Errada. dispõe o art. a) Havia exclusão dos trabalhadores rurais do tratamento geral da CLT. especificidades no tratamento do trabalhador rural.

caput. Embora a licençamaternidade tenha algumas peculiaridades.626/1974. o FGTS é facultativo para o empregador doméstico. conforme art. Ver videoaula nº 154. classifica a hipótese como de interrupção do contrato de trabalho. que a alegação de que será interrupção se houver previsão contratual ou em norma coletiva de pagamento dos salários e demais verbas ao empregado não tem o condão de colocar em dúvida a assertiva. por oportuno. a) Licença-maternidade empregada gestante. Com efeito. d) Também aos trabalhadores rurais é obrigatória a concessão de um intervalo mínimo de 1 (uma) hora para repouso e alimentação. como o pagamento do salário (salário-maternidade) a cargo da Previdência. Ver videoaulas nº 65. e) No caso dos trabalhadores domésticos. seguida pela ESAF desde sempre. 543. Correta. sabemos que não mais existe. §1º. c) Em se considerando as empresas de reflorestamento. 5º.Correta. Ver videoaula nº 148. c) Aposentadoria provisória. para as hipóteses anteriores à referida Emenda. em caso de trabalho contínuo de duração superior a 6 (seis) horas.Assinale a única opção que enseja a interrupção do contrato de trabalho. motivo pelo qual dependem de ato voluntário do empregador.859/1972. o FGTS e o segurodesemprego estão previstos em norma de caráter dispositivo. É a regra. diferença de tratamento entre o empregado urbano e o rurícola em relação à prescrição. c/c a Súmula 160 do TST. desde a EC 28/2000. 68 e 149. conforme art. 7º da Lei nº 5.213/91). foi inclusive mencionada na videoaula nº 68 uma questão anterior da ESAF. 28. Neste sentido. 116 . e no caso não comporta este tipo de ilação. a doutrina dominante. conforme artigos 3º-A e 6º-A da Lei 5. Observe-se. 5º da Lei nº 5.889/1973. c/c o art. quando se ativarem no campo.889/1973. Quem assistiu às aulas do Curso Completo (videoaulas 14 e 15) ou ao menos se preocupou em dar uma lidinha na Deixadinha nº 35 acertou a questão sem maiores problemas. Ademais. a partir de liberalidade do empregador) fazem jus ao benefício do segurodesemprego. Correta. Ver videoaula nº 15. observados os usos e costumes da região. 43 e 47 da Lei 8. da Correta. do Decreto nº 73. Errada. somente se poderia falar em contagem diferenciada do prazo prescricional como regra de transição. Ver videoaula nº 14. sendo o trabalhador considerado incapaz para trabalhar. §2º. tendo em vista que os trabalhadores em empresas de florestamento e reflorestamento são tidos como rurícolas ainda que se ativem em área urbana. c/c os arts. Errada. da CLT. pois se trata de hipótese de suspensão contratual (art. pois se trata de hipótese de suspensão contratual (art. sendo que somente os empregados domésticos vinculados ao regime do FGTS (portanto. os trabalhadores serão considerados rurais. Ver videoaula nº 20. Errada. exercendo tarefas próprias aos rurícolas. Portanto. inclusive para eventual contagem diferenciada do prazo prescricional. b) Eleição para cargo de direção sindical. embora a OJ nº 38 da SBDI-1 do TST se refira à prescrição do rurícola. da CLT). 475.

e formada por representantes dos trabalhadores e da empregadora. Ver videoaula nº 303. não é permitido ao trabalhador renunciar a direitos trabalhistas no âmbito extrajudicial.Marque a opção correta. 477. Dada a indisponibilidade que caracteriza. do contrato de trabalho. o plano de adesão voluntária não tem o condão de substituir a gama de direitos conferidos ao trabalhador. 117 . pois é outra hipótese de suspensão contratual (art. a existência de diferenças da indenização compensatória de 40% sobre o FGTS. 477. Errada. tendo em vista a parte final da assertiva. na hipótese de cumprimento de mandato político eletivo. notadamente mediante os famosos recibos de quitação “plena e irrestrita” dos direitos trabalhistas. nos termos do disposto no art. a) Em face do princípio da autonomia da vontade. Com efeito. pelo que deve-se interpretar que a multa é cabível em todos os casos. 483. c/c o art. c) A multa por atraso no pagamento das verbas rescisórias incide mesmo nos casos em que a rescisão contratual tenha-se operado por prática de justa causa pelo trabalhador. CLT). §8º. Dessa forma. d) O pagamento das parcelas constante do instrumento de rescisão ou recibo de quitação deverá ser efetuado em até um dia útil nas hipóteses de término do contrato a prazo e de pedido de demissão. pelo que se aplicam os mesmos efeitos da dispensa imotivada. CLT) não faz qualquer distinção relativa à modalidade de rescisão contratual operada. constatando o trabalhador. com dispensa do aviso prévio. porque é hipótese de suspensão contratual (não há pagamento de salários nem contagem do tempo de serviço). as normas trabalhistas. e) Prisão provisória do empregado. para proceder ao pagamento das verbas rescisórias devidas. em razão de depósitos insuficientes do período contratual. “a” e “b”. da CLT. salvo no caso em que o documento seja confeccionado e assinado perante comissão instituída pela empresa. a comissão de conciliação prévia não tem atribuição para prestar assistência à homologação da rescisão do contrato de trabalho (art. Correta. 30. §6º. 477. como regra. firmado por empregado com mais de 1 (um) ano de serviço. pois na hipótese de pedido de demissão com dispensa do aviso prévio o empregador terá até o décimo dia. estará impedido de postulá-las. Ver videoaula nº 304. acaso tenha conferido ao empregador ampla quitação na transação extrajudicial realizada para adesão ao plano de demissão voluntária. §8º. contado da comunicação do pedido de demissão. §1º. Errada. só será válido quando feito com a assistência do respectivo Sindicato ou perante a autoridade do Ministério do Trabalho e Previdência Social. somados a eventuais benefícios normalmente oferecidos pelo empregador para que o empregado se interesse pela adesão. Ver videoaula nº 15. Ver videoaula nº 304. Errada. inclusive na dispensa por justa causa. após a homologação da rescisão contratual.d) Atendimento a encargo público. tendo em vista que o dispositivo aplicável (art. Errada. b) O pedido de demissão ou recibo de quitação de rescisão. Errado. Ver videoaula nº 15. 472 da CLT).

Ver videoaula nº 159. acaso o ato seja acompanhado por duas testemunhas. porque o trabalho é proibido aos menores de 14 anos mesmo na condição de aprendiz. constantes de acordo ou convenção coletiva de trabalho. e) Salvo em situações excepcionais. XXXIII. Ver texto-resumo do Capítulo 28 do Curso Completo. é descaracterizado quando há participação na venda dos produtos da atividade exercida. 31.719/1998. diretamente portuário avulso. Errada. do ECA. Joana desobedeceu norma de caráter geral da empresa. c) Cabe ao operador portuário efetuar o pagamento da remuneração pelos serviços executados e das parcelas referentes a décimo terceiro salário e férias. Mário. de ato de 118 . Mário falsificou certidão de nascimento de filho para receber salário-família. Ver videoaula nº 159. da CLT. salvo na condição de aprendiz. Ver videoaula nº 304. a) O operador portuário é o responsável principal pelo pagamento dos encargos trabalhistas. Errada. b) O caráter educativo do trabalho desenvolvido pelo adolescente. da CRFB/88). deverá ser feito apenas em espécie. sendo lícito o trabalho aos maiores de 16 anos. João e Joana. Ver texto-resumo do Capítulo 28 do Curso Completo. Errada.719/1998. 4º. TRT/ALAGOAS TÉCNICO – 2008 – FCC – 31. §2º. hipótese em que serão assegurados ao adolescente apenas os direitos trabalhistas. pois o trabalhador analfabeto deverá receber o seu salário necessariamente em dinheiro. d) É proibido qualquer trabalho a menores de 14 (quatorze) anos de idade. poderão ser dispensados com justa causa pela prática. como também os direitos previdenciários (art. na condição de aprendiz. da Lei nº 9. no caso de trabalhador analfabeto. na escalação diária do trabalhador portuário avulso deverá sempre ser observado um intervalo mínimo de onze horas consecutivas entre duas jornadas.e) Conforme previsão legal pertinente ao tema. asseguramse ao aprendiz não só os direitos trabalhistas. Errada. Correta. II. das contribuições previdenciárias e demais obrigações devidas ao trabalhador portuário. o pagamento das verbas rescisórias poderá ser realizado em dinheiro ou cheque. da Lei nº 9. II. no curso de programa social sob responsabilidade de entidade governamental ou não governamental sem fins lucrativos. conforme art. pois o operador portuário e o OGMO são solidariamente responsáveis pelo pagamento dos encargos trabalhistas e das contribuições previdenciárias. por contrariar a literalidade do art. e aos maiores de 14 anos.719/1998. Ver videoaula nº 159. 2º. ao trabalhador Errada. caso contrário. enquanto o órgão gestor de mão-de-obra detém responsabilidade subsidiária por tais encargos. pois a atribuição em referência é do OGMO. respectivamente. 7º. conforme art. 2º.Assinale a opção correta. e não do operador portuário. 477. 8º da Lei nº 9. Além disso. 68. Nesses casos. nos termos do art. §4º. João utilizou-se do email corporativo da empresa empregadora para enviar material pornográfico. conforme a literalidade do art.

pg. Daniela e Dora são empregadas da empresa XXCC. 2005. dadas diretamente pelo empregador ou pelo superior hierárquico ao obreiro”. percebe-se que a banca seguiu exatamente o entendimento do Prof. que provoque risco ou prejuízo à integridade patrimonial do empregador ou de terceiro. um dos autores mais indicados para concursos para analista e técnico dos TRT. terão direito ao saláriofamília apenas. (…) Podemos citar como exemplo (…) a falsificação de documentos para obter vantagem ilícita na empresa…” “Incontinência de conduta é o desregramento ligado à vida sexual do indivíduo. mau procedimento e insubordinação. fraude. como a prática de obscenidades e pornografia nas dependências da empresa”. o salário-família está previsto nos artigos 65 a 70 da Lei nº 8. Renato. exceto o doméstico. Pois bem. com o objetivo de alcançar vantagem para si ou para outrem. Não sei se por conveniência ou por falta de rigor técnico. Aline possui um casal de gêmeos com 14 anos de idade. (E) Aline e Diana. Diana possui uma filha de 13 anos de idade. Peço licença então para citar o ilustre professor: “Consiste o ato de improbidade na desonestidade. Daniela e Dora.(A) improbidade. (B) Ana.213/1991. e sim previdenciária. Assim. a natureza jurídica do salário-família é benefício previdenciário. “A indisciplina no serviço consiste no descumprimento de ordens emanadas em caráter geral. Com efeito. de de insubordinação consiste no descumprimento de ordens pessoais de serviço. incontinência conduta e indisciplina. Diana. Ana possui um filho com 17 anos de idade.213/1991). (C) Diana. que leva à perturbação do ambiente de trabalho ou mesmo prejudica suas obrigações contratuais. o gabarito é letra “B”. (A) Aline e Dora. Diana. (D) incontinência de conduta. Daniela possui uma filha de 11 anos de idade e Dora possui um filho inválido com 33 anos de idade. incontinência conduta e insubordinação. Direito do Trabalho Para Concursos Públicos. São Paulo : Editora Método. (E) indisciplina. sendo beneficiários dele os segurados empregados. direcionadas a todos os empregados (…). Comentário: Esta questão poderia dar “pano para manga”. Por sua vez. 32. bem como (C) incontinência de conduta. má-fé do obreiro. ato lesivo da honra praticado em serviço e insubordinação. mau procedimento e indisciplina. urbanos ou rurais. pois a rigor não é matéria trabalhista. (SARAIVA. sendo inclusive previsto na lei de benefícios da Previdência Social (Lei nº 8. Aline. 254/258). a 119 . Renato Saraiva. Ana. a banca desconsiderou tal fato e incluiu o salário-família no conteúdo programático de Direito do Trabalho. pois a doutrina é extremamente oscilante no tocante à caracterização das hipóteses legais de falta grave. Nesses casos. 3ª Ed. Comentário: Outra questão estranha. Não obstante. (D) Daniela e Ana. (B) improbidade. Daniela e Dora.

o trabalhador avulso, que tenham filhos menores de 14 anos ou inválidos de qualquer idade. Isso posto, das empregadas da empresa XXCC mencionadas no enunciado da questão apenas Diana, Daniela e Dora terão direito ao salário-família (gabarito letra “C”). 33. Carlos, César e Cícero trabalham na empresa DDAA. Durante o período aquisitivo de férias Carlos possuiu 5 faltas injustificadas, César possuiu 12 faltas injustificadas e Cícero possuiu 8 faltas injustificadas. Nesses casos, de acordo com a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), Carlos, César e Cícero terão direito, respectivamente, a (A) 24, 18 e 12 dias de férias. (B) 30, 24 e 18 dias de férias. (C) 24, 18 e 18 dias de férias. (D) 30, 24 e 24 dias de férias. (E) 30, 24 e 15 dias de férias. Comentário: Aplicação literal do art. 130 da CLT. Gabarito letra “D”. 34. Mário, empregado da empresa KILO, registrou sua candidatura como diretor suplente do sindicato de sua categoria de trabalho. Passadas as eleições, Mário recebeu a boa notícia de que havia sido eleito. Neste caso, Mário (A) poderá ser dispensado a qualquer momento, tendo em vista que foi eleito como diretor suplente de sindicato. (B) terá vedada a sua dispensa a partir do registro de sua candidatura até um ano após o final do seu mandato, salvo se cometer falta grave.

(C) terá vedada a sua dispensa a partir do resultado oficial das eleições até um ano após o final do seu mandato, salvo se cometer falta grave. (D) terá vedada a sua dispensa a partir do registro de sua candidatura até seis meses após o final do seu mandato, salvo se cometer falta grave. (E) terá vedada a sua dispensa a partir do resultado oficial das eleições até seis meses após o final do seu mandato, salvo se cometer falta grave. Comentário: O art. 543, §3º, da CLT, dispõe que “Fica vedada a dispensa do empregado sindicalizado ou associado, a partir do momento do registro de sua candidatura a cargo de direção ou representação de entidade sindical ou de associação profissional, até 1 (um) ano após o final do seu mandato, caso seja eleito inclusive como suplente, salvo se cometer falta grave devidamente apurada nos termos desta Consolidação.” Logo, o gabarito é letra “B”. 35. Considere as assertivas abaixo a respeito da jornada de trabalho. I. Não serão descontadas nem computadas como jornada extraordinária as variações de horário no registro de ponto não excedentes de cinco minutos, observado o limite máximo de dez minutos diários. II. A limitação legal da jornada suplementar a duas horas diárias não exime o empregador de pagar todas as horas trabalhadas. III. Os chefes de departamento não possuem direito ao pagamento de horas extras, uma vez que se equiparam aos gerentes.

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IV. Em regra, o tempo despendido pelo empregado até o local de trabalho e para o seu retorno, por qualquer meio de transporte, será computado na jornada de trabalho. É correto o que se afirma, APENAS, em (A) I, II e III. (B) II, III e IV. (C) III e IV. (D) II e III. (E) I e II. Comentário: Vejamos os itens um a um. I – correto, pela literalidade do art. 58, §1º, da CLT; II – correto, por aplicação de princípio geral do direito (vedação ao enriquecimento ilícito – no caso, do empregador) e pelo teor da Súmula 376 do TST; III – correto, pela literalidade do art. 62, II, da CLT; IV – incorreto, tendo em vista em regra o tempo de deslocamento do trabalhador não é computado em sua jornada de trabalho, nos termos do art. 58, §2º, da CLT. Assim, o gabarito é letra “A”. 36. A transferência do empregado que labora no período noturno para o período diurno de trabalho (A) não implicará na perda do direito ao adicional noturno, uma vez que a CLT veda a redução salarial. (B) não implicará na perda do direito ao adicional noturno, uma vez que este já se encontrava integralizado no salário do reclamante.

(C) implicará na perda do direito ao adicional noturno, mas fará jus o reclamante ao pagamento de multa no valor de três salários mínimos. (D) implicará na perda do direito ao adicional noturno, visto tratar-se de um benefício para a higidez física e mental do trabalhador. (E) implicará na perda do direito ao adicional noturno, mas fará jus o reclamante ao pagamento de multa no valor dos últimos cinco salários recebidos. Comentário: O trabalho noturno é considerado prejudicial à saúde e à higidez física do trabalhador, razão pela qual a transferência do horário noturno para o horário diurno é benéfica ao empregado. Assim, tal transferência implica na perda do adicional noturno, não cabendo qualquer tipo de indenização. Neste sentido, a Súmula 265 do TST. Gabarito letra “D”. 37. Eduardo solicitou a sua demissão da empresa XCV, tendo em vista que lhe foi oferecida outra oportunidade de trabalho com salário superior ao que está recebendo. Neste caso, Eduardo (A) só poderá deixar de cumprir o aviso prévio se a empresa empregadora autorizar expressamente, não podendo sofrer qualquer desconto no pagamento de suas verbas rescisórias. (B) não poderá deixar de cumprir o aviso prévio, tendo em vista que o empregador necessita deste prazo para recompor o quadro de funcionários da empresa. (C) poderá deixar de cumprir o aviso prévio, mas não poderá sofrer qualquer desconto no pagamento de suas verbas rescisórias, sendo

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garantia Magna.

social

prevista

na

Carta

desde que obedeça o prazo máximo total de 90 dias. Comentário: Os contratos a prazo determinado podem ser prorrogados uma única vez (art. 451 da CLT) e o contrato de experiência tem duração máxima de 90 dias (art. 445, parágrafo único, da CLT). Assim, da combinação dos dois dispositivos, temos que o contrato de Ana pode ser prorrogado uma única vez, pelo prazo máximo de 60 dias (de forma que a soma do contrato e da prorrogação não ultrapasse 90 dias). Gabarito letra “A”. 39. Mário, empregado da empresa TITO, será pai pela segunda vez. Porém, seu segundo filho nascerá da união estável que mantém com Joana. Neste caso, Mário (A) terá direito a licença paternidade, podendo não comparecer ao serviço pelo prazo de sete dias. (B) não terá direito a licença paternidade uma vez que não é casado legalmente com Joana. (C) terá direito a licença paternidade, podendo não comparecer ao serviço pelo prazo de três dias. (D) não terá direito a licença paternidade uma vez que a licença paternidade só é devida no nascimento do primeiro filho. (E) terá direito a licença paternidade, podendo não comparecer ao serviço pelo prazo de cinco dias. Comentário: A redação original do art. 473, III, da CLT, prevê que o empregado pode deixar de comparecer ao serviço, sem prejuízo do salário, “por um dia, em caso de nascimento de filho, no decorrer da primeira semana”. Entretanto, tal dispositivo foi alterado tacitamente pelo art. 7º, XIX, da

(D) poderá deixar de cumprir o aviso prévio, mas o não cumprimento pode ensejar o desconto de até 30% do salário recebido pelo reclamante. (E) poderá deixar de cumprir o aviso prévio, mas o não cumprimento pode ensejar o desconto dos salários correspondentes ao prazo respectivo. Comentário: O trabalho humano é livre, pelo que ninguém é obrigado a trabalhar (ou a continuar trabalhando) para quem quer que seja. Entretanto, se o empregador pede demissão e não cumpre o aviso prévio o empregador pode descontar das verbas rescisórias os salários correspondentes ao prazo do aviso prévio, nos termos do art. 487, §2º, da CLT. Logo, o gabarito é letra “E”. 38. A empresa FIGA celebrou contrato de experiência com Ana pelo prazo de 30 dias. Quando terminar o prazo contratado a empresa pretende prorrogar o referido contrato. Neste caso, a empresa (A) poderá prorrogar o contrato uma única vez pelo prazo máximo de 60 dias. (B) não poderá prorrogar o contrato sob pena de ser considerado o contrato por prazo indeterminado. (C) poderá prorrogar o contrato quantas vezes forem necessárias desde que obedeça o prazo máximo total de 120 dias. (D) poderá prorrogar o contrato uma única vez pelo prazo máximo de 90 dias. (E) poderá prorrogar quantas vezes forem o contrato necessárias

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TRT/ES. até que “a lei venha a disciplinar o disposto no art. no curso do contrato de trabalho. §1º. percentagens. ou de terceiro. a extorsão. Comentários: De acordo com o art. §1º da CLT. licença remunerada concedida por lei ao empregado que. ajudas de custo e diárias para viagens que não excedam 50% do salário percebido pelo empregado. titulares e suplentes. Comentário: Literalidade do art. preencha a condição estipulada. A afirmativa está correta. c/c o art. Dessa forma. relacionada ou não com o trabalho. Constitui improbidade o ato lesivo contra o patrimônio da empresa. correta. até um ano após o final do mandato.É vedada a dispensa dos representantes dos empregados membros das comissões de conciliação prévia. 457. 482 da CLT como motivo de justa causa que justifica a rescisão do contrato de trabalho por parte do empregador. ajudas de custo e diárias para viagens que excedam 50% do salário percebido pelo empregado. percentagens. 625-B. os quais prevêem o prazo de cinco dias para a licença-paternidade. (C) as comissões. gratificações ajustadas. integram o salário. “é vedada a dispensa dos representantes dos empregados membros da Comissão de Conciliação Prévia. §1º. abonos pagos pelo empregador e as ajudas de custo. CESPE. inciso XIX”. relacionado ou não com o trabalho. qual seja. 123 . vale o prazo previsto no ADCT. não só a importância fixa estipulada. titulares e suplentes. Comentários: A improbidade está arrolada no art. percentagens. que a chamada “licença-paternidade” nada mais é que um caso de interrupção do contrato de trabalho. 40. (B) as comissões. diárias para viagens que não excedam 50% do salário percebido pelo empregado e abonos pagos pelo empregador. (E) as comissões. 1 . 10. percentagens. dentre outras verbas. salvo se cometerem falta grave. diárias para viagens que excedam 50% do salário percebido pelo empregado e abonos pagos pelo empregador. por oportuno. a afirmativa está 2 . percentagens. da CLT. ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA. o furto. Os livros e as apostilas conceituam improbidade como a conduta do empregado que lesa o patrimônio da empresa ou mesmo de terceiro. Gabarito letra “E”. de cinco dias. até 1 (um) ano após o final do mandato. nos termos da lei”. gratificações ajustadas. (D) as comissões.CRFB/88. 7º. 2009. como também (A) as comissões. a apropriação indébita etc. salvo se cometerem falta grave.A improbidade é motivo para a demissão do empregado por justa causa. do ADCT. Como ainda não existe lei regulamentando a matéria. Gabarito letra “C”. isto é. De acordo com a CLT. gratificações ajustadas. Como exemplo de improbidade temos o roubo. Resta esclarecer.

o empregado eleito para cargo de direção da comissão interna de prevenção de acidentes (CIPA). desde a candidatura até 1 ano após o final do mandato. Pelo fato da ajuda de custo ter natureza indenizatória não integra o salário. Ainda que suplente. Dessa forma. não há tal exigência na lei. ofensas físicas praticadas contra qualquer pessoa. que são prestações in natura que a empresa fornece habitualmente aos empregados por força do contrato de trabalho. 82 da CLT. para que o empregador possa aplicar a justa causa. (TRT 2ª R. do ADCT. 5 .02. deve providenciar a ocorrência policial do fato na delegacia de polícia competente. – Rel. Por tudo errada. 7 . Comentários: Conforme o §2º do art. o suplente da CIPA goza da garantia de emprego prevista no art. um empregado tenha agredido fisicamente um colega de trabalho. em determinada empresa. a afirmativa está Comentários: Conforme a súmula 339 do TST. 457 da CLT. Comentários: Segundo o art. 4 .Considere que. assim como as diárias para viagem que não excedam de 50% (cinqüenta por cento) do salário percebido pelo empregado" (grifei). Juiz Sérgio Pinto Martins – DOESP 15. 10. Boletim de ocorrência é elemento meramente informativo à autoridade policial para que tome as providências que entender cabíveis.A ajuda de custo paga ao empregado para a cobertura de despesas na sua transferência para outra localidade integra o seu salário para todos os efeitos. como por tetemunhas. no horário normal de expediente. que pode ser provada por outros meios de prova. “a”. a afirmativa está errada.Os empregados de empresas distribuidoras e corretoras de títulos e valores mobiliários têm direito à 124 . A afirmativa está correta. Tal documento não é fundamental para a caracterização da justa causa. A decisão a seguir mostra bem o entendimento do TST a respeito da ocorrência policial: JUSTA CAUSA CONFIGURAÇÃO JUSTA CAUSA – Necessidade de boletim de ocorrência. zona ou subzona”. Quanto à necessidade de providenciar a ocorrência policial do fato. “O salário mínimo pago em dinheiro não será inferior a 30% (trinta por cento) do salário mínimo fixado para a região. 6 .3 . II. por isso a afirmativa está errada. "não se incluem nos salários as ajudas de custo. alínea “j”. goza de estabilidade provisória. o salário pago em utilidades não deve ser mais que 70% do salário contratual do empregado.Empregado eleito como suplente para cargo de direção da comissão interna de prevenção de acidentes (CIPA) goza da estabilidade provisória desde o registro de sua candidatura até um ano após o final de seu mandato. Nessa situação. constituem justa causa para rescisão do contrato de trabalho pelo empregador. – RO 20010184818 – (20020067717) – 3ª T.A totalidade do salário pode ser paga em utilidades.2002). Dessa forma. 482. salvo em legítima defesa própria ou de outrem. Comentários: Conforme o parágrafo único do art. isso.

salvo se houver norma coletiva em sentido contrário. acordo coletivo ou convenção coletiva. só por essa circunstância. inclusive quando encetada mediante acordo tácito. XXIII. exponham os empregados a agentes nocivos à saúde. Comentários: trabalho especial dos Conforme a súmula 119 do TST: Os empregados de empresas distribuidoras e corretoras de títulos e valores mobiliários não têm direito à jornada especial dos bancários. IV . “serão consideradas atividades ou operações insalubres aquelas que. se realizado em caráter intermitente. Comentários: Essa afirmativa poderia ser resolvida com o conhecimento da respeito da súmula 85 do TST: I .A compensação de jornada de trabalho deve ser ajustada por acordo individual escrito.O acordo individual para compensação de horas é válido. não implica a repetição do pagamento das horas excedentes à jornada normal diária. 9 . 189 da CLT. Portanto. 7º. deverá ser pago a mais apenas o adicional por trabalho extraordinário. a afirmativa está errada. em caráter intermitente.O acordo individual pactuado entre um empregado e o empregador com o objetivo de compensação de horas não possui qualquer validade.A prestação de horas extras habituais descaracteriza o acordo de compensação de jornada.O mero não-atendimento das exigências legais para a compensação de jornada. de forma proporcional ao tempo de exposição. insalubres ou perigosas. da CF/1988 estabelece que o empregado tem direito ao “adicional de remuneração para as atividades penosas. afasta o direito de recebimento do adicional de insalubridade. sendo devido apenas o respectivo adicional. se não dilatada a jornada máxima semanal. por sua natureza. condições ou métodos de trabalho.” Poderia surgir a seguinte dúvida: Se o empregado não trabalha continuamente em condições insalubres ainda assim tem direito a esse adicional? A súmula 47 do TST responde a esse questionamento: “O trabalho executado em condições insalubres. 8 . quanto àquelas destinadas à compensação. o empregado trabalha parte da sua jornada com ruídos considerados insalubres. na forma da lei. se por exemplo. Comentários: Conforme o art. II . A alternativa. III . portanto. Assim. as horas que ultrapassarem a jornada semanal normal deverão ser pagas como horas extraordinárias e.O trabalho executado em condições insalubres. 125 . está errada. O art. não afasta. acima dos limites de tolerância fixados em razão da natureza e da intensidade do agente e do tempo de exposição aos seus efeitos”. o adicional é devido. é perfeitamente possível que a compensação de horas possa ser ajustada por acordo individual de trabalho desde que seja feito por escrito e não haja acordo coletivo ou convenção coletiva em sentido contrário.jornada de bancários. Nesta hipótese. o direito à percepção do respectivo adicional”. Assim.

2009. Assim.Dessa forma. pois há um entendimento recente que defende que o empregador compra se quiser. Cespe. o Cespe considerou a afirmação errada. Analista Judiciário – Área Judiciária. serão descontados em seus vencimentos. Se no gabarito definitivo essa resposta for mantida. A afirmação “Inadmite-se o fracionamento das férias aos menores de 18 anos e aos maiores de 50 anos de idade” está certa. 2009. pois a regra é que as férias não podem ser fracionadas. Cespe. 126 . 1) TRT/ES. em tantos dias quantos os do excesso". no gabarito provisório. mas. 1 . Inadmite-se o fracionamento das férias aos menores de 18 anos e aos maiores de 50 anos de idade. 134. a afirmativa está correta. sem motivo justificado. “caput”. mas um deles não pode ser inferior a 10 dias corridos (§1º do art. mas o fracionamento não pode ser inferior a 15 dias corridos. Técnico Judiciário – Área Administrativa. A segunda afirmação “A conversão de um terço do período de férias em dinheiro depende da concordância expressa do empregador” é um pouco polêmica. dentro dos prazos fixados. em tantos dias quantos os do excesso. as férias serão sempre concedidas de uma só vez”. 2) TRT/ES. CLT). A conversão de um terço do período de férias em dinheiro depende da concordância expressa do empregador. Cespe. nenhum dos dois períodos poderá ser inferior a 10 dias corridos (§1º do art. A afirmativa “Para que uma empresa possa conceder aos seus empregados férias coletivas. 139. 2009. sem motivo justificado. Comentários: A afirmativa cobra o conhecimento literal do parágrado único do art. O período de gozo de férias pode ser fracionado.Os serventuários que. Analista Judiciário – Área Judiciária. 134 da CLT é claro ao estabelecer que “aos menores de 18 (dezoito) anos e aos menores de 50 (cinquenta) anos de idade. CESPE. em casos excepcionais. deve solicitar a autorização prévia do sindicato dos TRT/ES. deve solicitar a autorização prévia do sindicato dos trabalhadores e da Superintendência Regional do Trabalho. devemos ter o seguinte raciocínio numa prova do Cespe: a venda de um terço das férias é faculdade do empregado e independe de concordância do empregador. uma vez que o §2º do art. 2) TRT/ES. poderá haver fracionamento em dois períodos. CLT). não realizarem os atos. CLT). a afirmativa do Cespe está errada 1) TRT/ES. Cespe. Para que uma empresa possa conceder aos seus empregados férias coletivas. Comentários: A afirmativa “O período de gozo de férias pode ser fracionado. TÉCNICO JUDICIÁRIO – ÁREA ADMINISTRATIVA. mas o fracionamento não pode ser inferior a 15 dias corridos” está errada. 712 da CLT do candidato: "Os serventuários que. 2009. 134. 2009. Se as férias fossem coletivas. Todavia. não realizarem os atos dentro dos prazos fixados serão descontados em seus vencimentos. Técnico Judiciário – Área Administrativa. devendo ser concedidas em um só período (art.

(B) à gratificação de natal. Conforme o §2º do Art. o órgão local do Ministério do Trabalho (e Emprego) que era denominado Delegacia Regional do Trabalho. Assim. Lei nº 8. agora passou a ser Superintendência Regional do Trabalho (e Emprego) pelo Decreto autônomo nº 6. é devido o salário e o depósito do FGTS na conta vinculada do empregado. portanto. Comentários: O art. (D) Trabalho em regime de tempo parcial é aquele cuja duração não exceda a 25 horas semanais. A alternativa correta. Comentários: Como já disse anteriormente. como a lei que dispõe sobre o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS).036/90. 1 . Todavia. § 2o da Constituição Federal).trabalhadores e da Superintendência Regional do Trabalho” está errada. 1 . é correto afirmar: (A) Deve ser necessariamente cumprido entre 25 e 44 horas semanais.036/90. (D) aos depósitos do FGTS na conta vinculada. (E) Os empregados atuais poderão optar pelo regime em tempo parcial. o empregador deverá simplesmente comunicar ao órgão local do Ministério do Trabalho. não há como o empregador devolver a mão-de-obra do empregado. Só a título de curiosidade. 127 . uma vez mantido o direito ao salário. conforme o art. não é necessário solicitar autorização. é importante lermos leis esparsas. 2003. (C) Os empregados admitidos sob o regime de tempo parcial receberão o mesmo salário nominal que aqueles que cumprem as mesmas funções em tempo integral. (E) à estabilidade decorrente acidente de trabalho.O trabalhador cujo contrato de trabalho tenha sido declarado nulo por ter sido admitido no serviço público sem concurso público (artigo 37. Segundo o §2º do art. o ato. desde que pactuado individualmente com o empregador. se a prestação de serviços foi realizada. a nãoobservância do concurso público para investidura em cargo ou emprego público implica em nulidade do ato e na punição da autoridade da responsável. 19-A da Lei nº 8. no Direito do de TRT-PI/ FCC/ ANALISTA – ÁREA JUDICIÁRIA/ 2004. TRT/ 5ª REGIÃO/ FCC/ ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA ADMINISTRATIVA. sob pena de caracterizar enriquecimento sem causa do empregador. produz ainda alguns efeitos. já que não há como voltar à situação anterior.341/2008 Trabalho. também (A) ao seguro desemprego. faz jus. (C) ao aviso prévio.58-A da CLT determina que “considera-se trabalho em tempo parcial aquele cuja duração não exceda a 25 (vinte e cinco) horas semanais”. 139 da CLT. é a D. 37 da CR/88.No trabalho em regime de tempo parcial. (B) Os atuais empregados não podem optar pelo regime de trabalho em tempo parcial. A letra D é a correta. apesar de nulo.

o excesso de horas em um dia for compensado pela correspondente diminuição em outro dia. prevendo a compensação no período máximo de (A) sete dias. a todos os empregados.749/65. Assim. §2º da CLT. Cabe ressaltar ainda que o título em que esse artigo está inserido é “Do processo judiciário do trabalho”. 769 da CLT estabelece que “nos casos omissos. salvo se preceitos Comentários: Conforme o art. Dessa forma. ser parcelado em até duas vezes. (C) cento e vinte dias. (E) dois anos. de uma só vez. 2º da Lei 4. preferencialmente. (C) entre os meses de fevereiro a novembro. (A) sempre no mês de dezembro. no período máximo de 1 (um) ano. e até o final do mês de dezembro a metade restante. (D)) um ano. (E) no mês de dezembro. de uma só vez. as decisões da Justiça do Trabalho e das autoridades administrativas deverão considerar (A) o direito comum.Não existindo disposição legal trabalhista. (D) os princípios gerais de direito. 59.O pagamento do décimo terceiro salário (gratificação de natal). de maneira que não exceda.2 . por força do acordo ou convenção coletiva de trabalho. (D) entre os meses de fevereiro a novembro a antecipação da metade do valor devido a todos os empregados. a critério do empregador. (B) trinta dias. a todos os empregados. deverá ser efetivado: (B) a analogia e os usos e costumes. ou analogia. a todos os empregados. a alternativa correta é a D. Comentários: O art. 4 . incompatível com os trabalhistas. podendo. o direito processual comum será fonte subsidiária do direito processual do trabalho. obrigatoriamente. 3 . o adiantamento da gratificação natalina (ou décimo terceiro) deverá acontecer entre os meses de fevereiro a novembro de 128 . pelo empregador aos empregados. a alternativa correta é a A. e até o dia vinte de dezembro a metade restante. O ajuste deverá ser feito por acordo ou convenção coletiva. (B) entre os meses de fevereiro a novembro a antecipação da metade do valor devido a todos os empregados. (E) o direito comum como fonte subsidiária obrigatória em todos os casos. exceto naquilo em que for incompatível com as normas deste título”. Comentários: De acordo com o “caput” do art. exclusivamente. à soma das jornadas. exclusivamente.Na hipótese de excesso de horas de trabalho em um dia. de uma só vez. nem seja ultrapassado o limite máximo de 10 (dez) horas diárias. (C) a jurisprudência exclusivamente. poderá ser dispensado o acréscimo de salário ao empregado desde que ajustada compensação pela correspondente diminuição em outro dia. poderá ser dispensado o acréscimo de salário se.

Até o dia 20 de dezembro de cada ano deverá ser pago o restante da gratificação. “caput”. Comentários: A CLT. e) a garantia de emprego. não estará obrigado a pagar esse adiantamento a todos os seus empregados de uma só vez. merece proteção especial consistente em cômputo da hora noturna reduzida (52 minutos e 30 segundos) e remuneração acrescida de 20% sobre a hora diurna”. já que o trabalho rural possui dois horários: uma para a pecuária (ente as 20 e as 4 horas) e uma para a agricultura (entre as 21 as 5 horas). aquele executado entre as 22 horas de um dia e as 5 horas do dia seguinte. sobre a hora diurna”. Dessa forma. O empregador. TRT 6ª REGIÃO/ FCC/ ANALISTA JUDICIÁRIO .749/65. determina que “salvo em casos de revezamento semanal ou quinzenal. verbalmente ou por 129 . diferente da hora noturna rural que é 60 minutos. O §1º do art. 73. Comentários: Como já tivemos a oportunidade de ver. (B) repouso obrigatório de 10 (dez) minutos a cada 90 (noventa) minutos trabalhados. 443 da CLT estabelece que: “O contrato individual de trabalho poderá ser acordado tácita ou expressamente. sua remuneração terá um acréscimo de 20% (vinte por cento). 73 da CLT. 73 da CLT estabelece que a hora noturna deverá ser computada como de 52 minutos e 30 segundos. ESPECIALIDADE EXECUÇÃO DE MANDADOS/ 2006. conforme o §1º do art.ÁREA JUDICIÁRIA. no art. Só devemos aplicar os horários do trabalho rural se a questão expressamente se referir a esse tipo de trabalho. Essa é a hora noturna do trabalho urbano. 1 .Sendo o trabalho noturno mais penoso ao trabalhador. b) o contrato de experiência. devemos usar a regra geral. 2º da Lei 4. a alternativa correta é a letra B. (D) jornada limitada a 6 (seis) horas diárias. TRT-ES/ 17ª REGIÃO/ÁREA ADMINISTRATIVA/JUDICIÁRIA/2004 .cada ano. Assim. para esse efeito. o trabalho noturno terá remuneração superior à do diurno e. (E) período mínimo de 15 (quinze) horas de descanso entre uma jornada e outra. o art. pelo menos. trabalho urbano. merece proteção especial consistente em (A) cômputo da hora noturna reduzida (52 minutos e 30 segundos) e remuneração acrescida de 20% sobre a hora diurna. tanto para a pecuária quanto para a agricultura. d) a forma não escrita. a alternativa correta é a letra A “Sendo o trabalho noturno mais penoso ao trabalhador. Se a questão se referir a trabalho urbano ou for omissa. (C) proibição do trabalho extraordinário e remuneração acrescida de 50% sobre a hora diurna. Há incompatibilidade entre o contrato de trabalho por prazo determinado e a) a prestação de serviços de caráter transitório. como a questão acima apresentada. É considerado trabalho noturno. c) a contagem do tempo de serviço. segundo o §2º do art.

de conduta e habitual e mau c) improbidade e desídia. não há prorrogação. CLT. A prestação de serviços de caráter transitório é plenamente compatível com o contrato de trabalho por prazo determinado. mas no último dia termina o pacto laboral. o contrato será considerado indeterminado desde o início. o contrato a prazo determinado tem um termo.. Se houver mais de uma prorrogação o contrato transforma-se em indeterminado desde o início. exceto o que diz respeito à extinção.) as partes já sabiam desde o início quando terminaria o pacto laboral. uma data certa para a expirar.Para efeito de justa causa de rescisão do contrato de trabalho pelo empregador. Por tudo isso. de ou a Dessa forma. conforme a alínea “a”. Isto é. os motivos para a contratação por prazo determinado são os seguintes: Serviço cuja natureza transitoriedade justifique predeterminação de prazo.escrito e por prazo determinado ou indeterminado” (grifamos). pois as partes sabiam que o contrato de trabalho terminaria no último dia acordado. o empregador não está impedindo o empregado de trabalhar. 443. Somente é aceita uma única prorrogação durante o prazo máximo de vigência. Assim. Alcançado o termo certo. 443. bem como o descumprimento de ordens gerais configuram. “b” da CLT. pelo empregado. Atividade empresarial transitório. o contrato termina de forma natural. caráter TRT-SP/ 2ª REGIÃO/ÁREA ADMINISTRATIVA/2004. Assim. a letra correta é a E. a) incontinência indisciplina. Cabe ressaltar que o contrato por prazo determinado possui todas as garantias do contrato por prazo indeterminado. Tanto o empregador como o empregado sabiam desde o primeiro dia do pacto quando este terminaria. O contrato por prazo determinado só necessariamente deverá ser escrito nos contratos de experiência. respectivamente. procedimento e 130 . O contrato de experiência também é uma das causas que autorizam a contratação por prazo determinado de acordo com o art. já que é uma das causas que permitem a contratação por prazo determinado. 1 . o termo pode ser certo ou incerto. já que há termo certo para o contrato ser extinto. mas se extrapolado o prazo máximo de 2 anos. fica claro que há incompatibilidade entre o contrato de trabalho por prazo determinado e a garantia de emprego. CLT. Segundo o § 2º do art. 443. se não terá de observar a garantia de emprego. e) mau insubordinação. § 2º do art. nem violando a lei. Contrato de experiência. b) negociação procedimento. suspensão ou interrupção do contrato de trabalho.. Nos por motivo de transitoriedade da atividade ou do serviço. Assim. §2º. d) improbidade e indisciplina. mesmo se a empregada ficar grávida. Segundo a lição de Sérgio Pinto Martins. apenas há a cessação do contrato de trabalho no último dia acordado”. pouco importando se a pessoa tem ou não garantia de emprego. “(. a retenção de valores que pertencem à empresa.

malícia. 482 da CLT dispõe o seguinte: “Constituem justa causa para rescisão de contrato de trabalho pelo empregador: a) ato de improbidade. b) incontinência de conduta ou mau procedimento. Tudo o que não possa ser encaixado em outras faltas será classificado no mau procedimento”. O ato ensejador da falta grave pode ocorrer com furto ou roubo de materiais da empresa. e quando constituir ato de concorrência à empresa para a qual trabalha o empregado. a apropriação indébita de importância da empresa. c) negociação habitual por conta própria ou alheia sem permissão do empregador. inclusive. ou for prejudicial ao serviço. h) ato de indisciplina insubordinação. ímproba é uma pessoa que não é honrada. Quanto à condenação criminal. e) desídia no desempenho respectivas funções. Conceitua também incontinência de conduta ligando-a “ao desregramento do empregado no tocante à vida sexual. O mesmo ocorre se não houver habitualidade. ou de Sérgio Pinto Martins conceitua justas causas já referidas. das Para esse autor. ato de improbidade “significa má qualidade. perversidade. São obscenidades praticadas a libertinagem. Mas afirma que “o mau procedimento vem a ser um ato faltoso que não pode ser enquadrado nas demais alíneas do art. a pornografia. d) condenação criminal do empregado. Como exemplo o empregado surpreendido nas proximidades do local de trabalho sem permissão para sua retirada. k) ato lesivo da honra ou da boa fama ou ofensas físicas praticadas contra o empregador e superiores hierárquicos. própria ou de outrem. independe do valor da coisa subtraída”. Para Pinto Martins “o empregado labora com desídia no desempenho de suas f) embriaguez habitual ou em serviço. caso não tenha havido suspensão da execução da pena. própria ou de outrem. 482 da CLT. dispensa-se comentários. imoralidade. que. i) abandono de emprego. as 131 . a falsificação de documentos para obtenção de horas extras não prestadas.Comentários: O art. nas mesmas condições. desonestidade. salvo em caso de legítima defesa. j) ato lesivo da honra dou da boa fama praticado no serviço contra qualquer pessoa. g) violação de segredo da empresa. pois a lei é bem clara. salvo em caso de legítima defesa. Como exemplo o assédio sexual. Não há necessidade de ser feito boletim de ocorrência para a caracterização da falta. que configuram a incontinência de conduta”. O autor já referido afirma que a negociação habitual diz respeito à negociação praticada pelo empregado sem permissão do empregador e com habitualidade. passada em julgado. ou ofensas físicas. o empregado justificar suas faltas com atestados médicos falsos etc. A improbidade revela mau caráter. l) prática constante de jogos de azar”. Mas devemos nos ater ao fato de haver necessidade de sentença transitada em julgado. Já que caso houver permissão do empregador. maldade. a justa causa não será caracterizada.

em alguns casos. Para esse mesmo autor “a falta grave ocorre quando o empregado continuamente pratica jogos de azar. uma única vez. própria ou de outrem.funções quando o faz com negligência. do encarregado. relaxamento”. roleta. descumpre as ordens gerais dadas pelo empregador. Para a caracterização da embriaguez habitual há necessidade de sua repetição. indiferença. como o fato de o empregado não fazer serviço que lhe foi determinado no dia. Se a ordem do superior é imoral ou ilegal não se configura a insubordinação” (Sérgio Pinto Martins). A embriaguez em serviço não precisa ser habitual. omissão. O empregado. dominó. como as contidas no regulamento da empresa. indolência. porém. por conseguinte. se o jogo é ou não a dinheiro. Pouco importa. como o fato de um empregado esmurrar outro”. Os jogos de azar podem ser: jogo do bicho. de cartas. o empregado trabalhar externamente. circulares. por exemplo. Há. A falta grave independerá da existência de lesão corporal ou ferimento. fixa o período de 30 dias para caracterizar esse abandono. portarias. É importante destacar que a indisciplina diferencia da insubordinação pelo fato de a insubordinação estar “ligada ao descumprimento de ordens pessoais de serviço. a embriaguez no serviço pode ser caracterizada apenas por uma falta”. sem seu consentimento. Configura-se de duas maneiras a embriaguez: habitual ou em serviço”. Configura-se indisciplina se o empregado se recusa a ser revistado na saída do serviço. Pinto Martins assevera que para que o abandono de emprego seja caracterizado é preciso que tenha havido faltas durante certo período no serviço e esteja clara a intenção do empregado de não retornar ao emprego. configurando prejuízo àquele”. No entanto.. desinteresse. no serviço. Afirma que a embriaguez ”é proveniente de álcool ou de drogas. estará caracterizada a justa causa por motivo de ato lesivo à honra e à boa fama. desleixo. em ordens de serviço. A ofensa física ocorre no local de trabalho. Quanto à indisciplina assegura que essa “diz respeito ao descumprimento de ordens gerais de serviço. v. Pinto Martins defende que “comete falta grave de violação de segredo da empresa o empregado que divulga marcas e patentes. Pinto Martins assegura que ocorre “a ofensa física com a agressão do empregado contra qualquer pessoa. Se a prática é isolada. desde que agindo o empregador moderadamente”. o que não deveria ser tornado público. Não são ordens gerais do próprio empregador. g. Se o empregado ferir a honra ou boa fama do empregador ou superiores hierárquicos. bacará. não há a justa causa. bastando apenas a ofensa física. ou poucas vezes. displicência. somente o empregado embriagado será demitido e não aquele que vez ou outra toma um aperitivo e não fica embriagado. A jurisprudência. ligadas ao serviço. bingo. preguiça. Mas aceita também prazos menores se puder comprovar que o empregado não mais quis retornar ao trabalho. mas ordens do chefe. injúria e difamação. a necessidade da habitualidade para a confirmação da falta grave em comentário. Como calúnia. salvo em caso de legítima defesa. o empregador e superiores hierárquicos. mas poderá (correr fora do local de trabalho se. desatenção. má vontade. rifas não autorizadas 132 . loterias. Ele afirma ainda que “a lei trabalhista tipifica como justa causa embriaguez e não o ato de beber. fórmulas do empregador.

o que não deveria ser tornado público. indolência. fizemos o seguinte esquema: Ato de improbidade . salvo em caso de legítima defesa.ÁREA JUDICIÁRIA) Considere as seguintes assertivas a respeito do repouso semanal remunerado: I – De acordo com a jurisprudência sumulada do TST.ocorre quando o empregado continuamente. exceto se pracista. Negociação habitual à negociação praticada pelo empregado sem permissão do empregador e com habitualidade. maldade. imoralidade. desonestidade etc. Embriaguez . 482 da CLT. configurando prejuízo àquele. Mau procedimento à ato faltoso que não pode ser enquadrado nas demais alíneas do art. (TRT-16ª REGIÃO . Ofensa física agressão do empregado contra qualquer pessoa. Condenação criminal . relaxamento etc.como calúnia. Insubordinação . displicência. própria ou de outrem. desatenção.faltas durante certo período no serviço e esteja clara a intenção do empregado de não retornar ao emprego. perversidade. indiferença. sem seu consentimento. Letra “d”. Incontinência de conduta desregramento do empregado no tocante à vida sexual. Violação de segredo da empresa divulgação por parte do empregado de marcas e patentes.com sentença transitada em julgado. Indisciplina à descumprimento de ordens gerais de serviço. habitualmente pratica jogos de azar.etc”. preguiça.má qualidade. Para memorização. Abandono de emprego . fórmulas do empregador. é devida a remuneração do repouso semanal dos dias feriados ao empregado comissionista.proveniente de álcool ou de drogas e configura-se de duas maneiras a embriaguez: habitual ou em serviço. desinteresse. pediu para marcar que tipos de faltas seriam retenção por parte do empregado de valores que pertencem à empresa e também do descumprimento de ordens gerais por parte do empregado. Na questão da FCC. Podemos afirmar que a retenção de valores pertencentes à empresa caracteriza improbidade e que descumprimento de ordens gerais caracteriza indisciplina. omissão. má vontade. mau caráter. IV – O adicional de periculosidade não incide no cálculo do repouso semanal remunerado.descumprimento de ordens pessoais de serviço. malícia. É correto o que se afirma APENAS em: a) III e IV Ato lesivo à honra ou à boa fama do empregador ou superiores hierárquicos . III – Os empregados que recebem um salário fixo mensal já têm incluído nesse valor a remuneração do repouso semanal. o empregador e superiores hierárquicos. portanto. 133 . injúria e difamação. Desídia à negligência.FCC/2009 ANALISTA JUDICIÁRIO . desleixo. II – Computam-se no cálculo do repouso semanal remunerado as horas extras habitualmente prestadas. Prática de jogos de azar .

DJ 19. 129/2005. em primeira convocação. de 05 de Janeiro de 1949. no gozo do repouso semanal remunerado.Durante as horas de sobreaviso.11. II e III d) II e IV e) I. 20 e 21.2003: Computam-se no cálculo do repouso remunerado as horas extras habitualmente prestadas. GABARITO: B Fundamentos: Súmula Nº 27 do TST: COMISSIONISTA (mantida) .2003: É devida a remuneração do repouso semanal e dos dias feriados ao empregado comissionista. § 2º. tendo em vista que. Súmula Nº 172 do TST: REPOUSO REMUNERADO.inserida em 27. que dispõe sobre o repouso semanal remunerado e o pagamento de salário.RA 102/1982. b) Para a celebração de Convenção Coletiva de Trabalho é necessário o comparecimento e votação.Área Judiciária) – Em relação às Convenções Coletivas de Trabalho. o empregado não se encontra em condições de risco.FCC/2009 . II .1982 .e ex-OJ nº 267 da SBDI-1 . III e IV adicional de periculosidade no cálculo do repouso semanal. porém a Lei 605. DJ 20. (alguém pode ajudar?). Quanto à assertiva III. tomei por base o texto da súmula abaixo colacionada: Súmula Nº 132 do TST: ADICIONAL DE PERICULOSIDADE. A assertiva IV está correta. 7º. CÁLCULO (mantida) . entretanto. o empregado não está submetido a situação que enseje perigo.2000). 20 e 21.2002). c) As partes convenentes poderão revogar parcialmente a convenção antes do termo final estipulado. 121/2003. III e IV c) I. HORAS EXTRAS. pago em caráter permanente.Res.Analista Judiciário . DJ 11.10.11.b) II. não encontrei súmula ou orientação jurisprudencial a respeito. determina que se consideram já remunerados os dias de repouso semanal do empregado mensalista ou quinzenalista. INTEGRAÇÃO (incorporadas as Orientações Jurisprudenciaisnºs 174 e 267 da SBDI-1) . razão pela qual é incabível a integração do adicional de periculosidade sobre as mencionadas horas. nos dias feriados civis e religiosos.11.Res.04. 134 .1982/ DJ 15.Res. 121/2003. havendo expressa determinação legal neste sentido.O adicional de periculosidade.(exPrejulgado nº 52). é certo que a) O prazo máximo de vigência da norma coletiva é de três anos. (exSúmula nº 132 . (ex-OJ nº 174 da SBDI-1 inserida em 08. em seu art.10.09. 22 e 25. ainda que pracista.2005: I . DJ 19. Também não encontrei a súmula ou orientação jurisprudencial que trate especificamente sobre a incidência do (TRT-16ª Região . integra o cálculo de indenização e de horas extras (ex-Prejulgado nº 3). de 2/3 dos associados da entidade em Assembléia especialmente convocada para esse fim.

dependendo a validade da mesma do comparecimento e votação. Conforme arts. 135 . 428 a 433 da CLT. caput.independentemente por Assembléia.FCC/2009 . inclusive o décimo quinto dia. formação técnicoprofissional metódica. II – O contrato de aprendizagem não poderá ser estipulado por mais de três anos. GABARITO: A. que assim dispõe: “Os Sindicatos só poderão celebrar Convenções ou Acordos Coletivos de Trabalho. exceto quando se tratar de aprendiz portador de deficiência. de 2/3 (dois terços) dos associados da entidade. (TRT-16ª Região . 612.Analista Judiciário . III – Mário faltou ao serviço para realizar prova de exame de vestibular para ingresso em estabelecimento de ensino superior.Área Judiciária) – Considere as seguintes hipóteses: I – Os 15 primeiros dias de afastamento. em primeira convocação. III – É obrigatório empregar e matricular nos cursos dos Serviços Nacionais de Aprendizagem número de aprendizes equivalentes a no mínimo dez por cento dos trabalhadores existentes em cada estabelecimento. (TRT-16ª Região . por motivo de acidente do trabalho. II – Marta encontra-se sem laborar porque não há serviço na empresa empregadora em razão da modificação do maquinário de seu setor.Analista Judiciário . consoante o disposto nos respectivos Estatutos. que tratam do contrato de aprendizagem.FCC/2009 . podendo apenas ocorrer revogação parcial.Área Judiciária) – Considere as seguintes assertivas a respeito do contrato de aprendizagem: I – No contrato de aprendizagem o empregador se compromete a assegurar ao maior de 14 e menor de 24 anos inscrito em programa de aprendizagem. por deliberação de Assembléia Geral especialmente convocada para esse fim. É correto o que se afirma APENAS em: a) I e IV GABARITO: B Conforme art. e) Segundo a CLT é facultado as Convenções Coletivas de Trabalho conter penalidades para os sindicatos convenentes em caso de violação de seus dispositivos. de autorizadas d) As Convenções Coletivas de Trabalho não poderão ser revistas antes do prazo pré-estipulado. em segunda. de 1/3 (um terço) dos membros". da CLT. se se tratar de Convenção. III e IV . IV – A duração do trabalho do aprendiz não excederá de seis horas diárias. no caso de Acordo e. b) I e III c) I. sendo vedadas a prorrogação e a compensação de jornada. II e III d) II e IV e) II. e dos interessados. IV – Núbia está afastada de seu emprego uma vez que é membro do órgão paritário da Previdência Social.

relação de emprego protegida contra despedida arbitrária ou sem justa causa. GABARITO: D Nas palavras do mestre Sérgio Pinto Martins. por sua vez revogada pela Lei 8. 7º.” Importa destacar que a Lei acima mencionada foi revogada pela de Nº. São eles: Resolução CC/FGTS nº 28. atualizados monetariamente e acrescidos dos respectivos juros. além de outros que visem à melhoria de sua condição social: I . a título de multa rescisória. ITEM CORRETO. “haverá interrupção quando o empregado for remunerado normalmente. embora não preste serviços. em seu Art.839/89. assim dispõe: “Art. da porcentagem prevista no art. na conta vinculada do trabalhador no FGTS importância igual a 40% do montante dos depósitos realizados na conta vinculada durante a vigência do contrato de trabalho. 7º. § 1° dispõe que “na hipótese de despedida pelo empregador sem justa causa. mostrando a existência de uma cessação provisória e parcial dos efeitos do contrato de trabalho”. 6º. da Constituição:I .036/90. a título de esclarecimento. que dispõe sobre o FGTS. A Constituição Federal. 10 do ADCT. para quatro vezes. II e III e) II e III . 136 . trechos de outros diplomas legais que ratificam o gabarito. colacionamos.São hipóteses de interrupção do contrato de trabalho as indicadas APENAS em: a) I e III e IV b) II. Assertiva III – CLT. depositará este.fica limitada a proteção nele referida ao aumento. I. 473.107.213/91. da Lei nº 5. 18. 7º São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais. Acerca desse tema. "caput" e § 1º. . A CF assegura garantia contra a despedida sem justa causa do empregado." Além desses fundamentos. enquanto outra base indenizatória não for fixada por lei complementar própria. de 13 de setembro de 1966. dentre outros direitos. 10. muitos direitos trabalhistas foram elevados ao plano constitucional ou tiveram sua disciplina alterada. inciso I. que preverá indenização compensatória. Esta. em seu Art. 06/02/91 DOU de 13/02/91: (TRT DA 9ª REGIÃO/CESPE/2007 – ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA) – A partir da Constituição Federal de 1988 (CF).” Já no Art. art. contando-se também seu tempo de serviço. Fundamento para a assertiva I – Acidente de trabalho ou doença (primeiros 15 dias): Lei 8. dispõe: “Art. III e IV c) I e II d) I. VII. julgue os próximos itens. estando provisoriamente prevista indenização compensatória de 40% do valor do saldo fundiário. Até que seja promulgada a lei complementar a que se refere o art. 7. nos termos de lei complementar.

e. 9º do Decreto nº 99. o empregador fica obrigado a efetuar no 1º dia útil subsequente à data do efetivo desligamento do trabalhador. a base de cálculo para efeito de aplicação dos percentuais de 40 e 20% devidos. multiplicado pelo número de meses em que perdurou o contrato de trabalho. que ainda não houver sido recolhido. atualizados monetariamente e acrescidos dos respectivos juros. de 11/05/90. 2. c) Nos casos de rescisão de contrato de trabalho decorrente de culpa recíproca ou de força maior. inclusive a do trabalhador temporário. segundo o disposto no art. 1. o empregador deve pagar diretamente ao trabalhador importância igual a 40% do montante de todos os depósitos realizados na conta vinculada durante a vigência do contrato de trabalho. o domingo.036. Os recolhimentos. considera-se como dia não útil o sábado. e despedida por culpa recíproca ou força maior será o equivalente a 8% da última remuneração. Acerca desse tema. por força maior ou extinção normal do contrato a termo. os seguintes depósitos rescisórios: a) Valores relativos aos depósitos referentes ao mês da rescisão e ao mês imediatamente anterior. divulgado pelo Banco Central do Brasil . 1. que passam a incidir sobre esses depósitos e a multa rescisória. ainda que indireta. b) Nos casos de dispensa sem justa causa. pelo Decreto nº 2.1. importância igual a 20% sobe o mesmo montante.2. são devidos aos trabalhadores cuja data do efetivo desligamento tenha ocorrido a partir de 16/02/98.da CEF (DOU de montante de todos os depósitos devidos na conta vinculada do FGTS.Esclarecer que. e todo aquele constante do calendário nacional de feriados bancários. inclusive. ainda que indireta. O descumprimento do prazo de recolhimento sujeita o empregador às cominações previstas no art. e no art. 18 da Lei nº 8. “ Circular nº 31/12/97): 116. exceto nas localidade onde esta não possuir agência. 9º do Regulamento Consolidado do FGTS. inclusive. inclusive a indireta. quando poderá ser recolhido em banco conveniado 1. não sendo permitida a dedução dos saques ocorridos.684. durante a vigência do contrato de trabalho atualizados monetariamente e acrescidos dos respectivos juros. obrigatoriamente nas agências da CAIXA. muitos direitos trabalhistas foram elevados ao plano constitucional ou tiveram sua disciplina alterada.. inclusive a indireta. em Edital publicado mensalmente no DOU. importância igual a 40% sobre o (TRT da 9ª Região/CESPE/2007 Analista Judiciário . quando não for possível atualizar os valores de todos os depósitos efetuados. de 08/11/90. devem ser observados os procedimentos divulgados pela CAIXA.Reiterar que.BACEN. 137 .)I . de que trata esta Circular. Nos termos da nova redação dada ao art. 30 do Regulamento Consolidado do FGTS.“(. em caso de despedida sem justa causa.Área Judiciária ) A partir da Constituição Federal de 1988 (CF). no caso de despedida sem justa causa.430/97. ocorrendo a dispensa sem justa causa.. por culpa recíproca. Para efeito de vencimento. Para os recolhimentos em atraso. II . julgue os próximos itens. respectivamente.3. 1. reconhecida por sentença transitada em julgado.

Já o contrato de João. o contrato de trabalho de Maria (A) e de João não poderão estipulados por mais de 90 dias. capaz de atender a suas necessidades vitais básicas e às de sua família com moradia. fixado em lei. ALTERNATIVA CORRETA: D Maria foi contratada por tempo determinado. 7º. uma vez que os prazos máximos para estipulação dos contratos serão de 2 (dois) anos para Maria e de 90 (noventa) dias para João.Art. (E) e de João não poderão estipulados por mais de 1 ano. (C) não poderá ser estipulado por mais de 2 anos e o de João por mais de 60 dias. ITEM CORRETO Conforme art.salário mínimo .. logo. do prazo e João celebrou contrato de experiência com a empresa Y.O salário mínimo é fixado por lei federal. Por outro lado é bom não esquecer que a Constituição assegura aos trabalhadores. saúde. lazer. nacionalmente unificado. sendo vedada sua vinculação para qualquer fim. (D) não poderá ser estipulado por mais de 2 anos e o de João por mais de 90 dias. será regido pelo parágrafo único do mesmo artigo. 451*. alimentação. da CLT. observada a regra do art. 7º: IV . que assim dispõe: Art." Embora a Constituição não mencione o termo "federal" ao determinar que o salário mínimo será fixado por lei. Neste caso. em cada estado e no Distrito Federal. higiene. Ressaltamos que esta questão foi retirada do livro Direito do Trabalho e Processo do Trabalho – Questões comentadas e organizadas por ser (TRT DA 23ª REGIÃO/FCC/2007 TÉCNICO JUDICIÁRIO ÁREA ADMINISTRATIVA) Maria celebrou contrato de trabalho por prazo determinado com a empresa X uma vez que a natureza do serviço justificava a predeterminação 138 . 445 – O contrato de trabalho por prazo determinado não poderá ser estipulado por mais de 2(dois) anos. a que responde corretamente à questão é a D. inc IV da Constituição Federal. transporte e previdência social. em caráter nacional e unificado. ser (B) não poderá ser estipulado por mais de 1 ano e o de João por mais de 90 dias. 445. . dispõe que a referida lei terá caráter nacional e unificado. também. o qual pode sim. vestuário. caput. Assim sendo. podendo haver. segundo o qual “o contrato de experiência não poderá exceder de 90 (noventa) dias”. das alternativas apresentadas. por ser de experiência. ser instituído por cada um dos Estados. educação. respeitando-se o valor do salário mínimo. . de forma que não se pode falar em salário mínimo estadual. desde que observada a fixação federal como parâmetro mínimo para a remuneração dos trabalhadores. com reajustes periódicos que lhe preservem o poder aquisitivo. o pacto laboral observará o disposto no Art. um “piso salarial proporcional à extensão e à complexidade do trabalho”. que assim dispõe: "CF/88 . pisos salariais próprios.

451 – O contrato de trabalho por prazo determinado que. de autoria de Maria da Graça Manhães Barreto. for prorrogado mais de uma vez. 139 . Editora Ferreira – Série Concursos. 22. tácita ou expressamente.assunto. Art. passará a vigorar sem determinação de prazo. pág. * CLT.

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