DIREITO DO TRABALHO EXERCICIOS COMENTADOS PRINCÍPIOS TRABALHO DO DIREITO

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01- (MPT XIII CONCURSO – 2007) Em relação aos princípios do Direito do Trabalho, é INCORRETO afirmar que: a) o princípio da irrenunciabilidade vem sendo afetado pela tese da flexibilização; b) o princípio da norma mais favorável significa aplicar, em cada caso, a norma jurídica mais favorável ao trabalhador, independentemente de sua colocação na escala hierárquica das fontes do direito; c) o princípio da continuidade da relação de emprego confere suporte teórico ao instituto da sucessão de empregadores; d) a adoção de medidas tendentes a facilitar o acesso ao mercado de trabalho dos negros constitui violação ao princípio da não discriminação, que proíbe diferença de critério de admissão por motivo de raça; 02- (MPT XI CONCURSO – 2004) Sob o prisma da Teoria Geral do Direito do Trabalho é CORRETO afirmar: a) em função do princípio da norma mais favorável, a lei ordinária trabalhista, mesmo em questões de ordem pública, não está hierarquicamente submetida à Constituição; b) na interpretação e aplicação das regras da CLT, apenas excepcionalmente algum interesse de classe ou particular poderá prevalecer sobre o interesse público;

c) no conflito entre normas de convenção coletiva e normas de acordo coletivo, segundo estabelece, expressamente, a CLT, prevalecem as normas do acordo coletivo em detrimento das normas da convenção coletiva, eis que o acordo coletivo traz normas específicas enquanto as da convenção são gerais; d) do princípio protetor, que é fundamento da autonomia científica do Direito do Trabalho, extrai-se, dentre outras proposições, a de que às normas jurídicas, quando dúbias, deve-se atribuir o sentido que for mais benéfico ao trabalhador; 03- (ANALISTA – TRT DA 9ª REGIÃO – 2007 – CESPE) O Direito do Trabalho tem princípios próprios, resultantes da especificidade do trabalho humano e da evolução socioeconômica, na busca de maior dignidade para o trabalhador e para o resultado da mão-de-obra empregada. Com relação a esse assunto, julgue os itens seguintes. 51 O princípio do protecionismo e o princípio da primazia da realidade são inerentes ao Direito do Trabalho. 52 Vigora, no Direito do Trabalho, o princípio do ato jurídico perfeito para preservar o contrato firmado entre o trabalhador e o empregador, não resultando força normativa de alteração posterior do contrato, que é, assim, mantido incólume. 04) (JUIZ DO TRABALHO – TRT DA 1ª REGIÃO – 2006) O caput do art. 7º da Lei Maior estatui: “”São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros que visem à melhoria de sua condição social...” Este dispositivo consagra um princípio cardeal no Direito do Trabalho, assegurando um mínimo de garantias sociais para o empregado, passível de tratamento

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mais benéfico pela vontade das partes ou outra fonte do Direito. Trata-se de qual princípio? a) Princípio da indisponibilidade dos direitos trabalhistas; b) Princípio da proteção; c) Princípio da irredutibilidade salarial; d) Princípio do in dubio pro operario; e) Princípio da isonomia. 05) (JUIZ DO TRABALHO – TRT DA 1ª REGIÃO – 2006) Determinado princípio geral do direito do trabalho prioriza a verdade real diante da verdade formal. Assim, entre os documentos que disponham sobre a relação de emprego e o modo efetivo como, concretamente, os fatos ocorreram, deve-se reconhecer estes em detrimento daqueles. Trata-se do princípio: a) da razoabilidade; b) da irrenunciabilidade dos direitos trabalhistas; c) da primazia da realidade; d) da prevalência do legislado sobre o negociado; e) da condição mais benéfica.

ERRADO. Fontes materiais, no âmbito do Direito do Trabalho, representam o momento pré-jurídico, razão pela qual é incorreto classificar a lei como fonte material. Ao contrário, a lei é a fonte formal por excelência no direito laboral. Item 2 – Desde que resultante de amplo processo de negociação entre os vários atores sociais interessados, como no caso da recente lei que definiu o pagamento das perdas do FGTS, a norma jurídica correspondente pode ser qualificada, em relação à sua origem, como autônoma. ERRADO. Fontes formais autônomas são aquelas que emanam da participação direta dos atores sociais interessados, como p. ex. a convenção coletiva de trabalho e o acordo coletivo de trabalho. A lei é fonte heterônoma, posto que emana de ente externo, no caso o Estado. Neste sentido, a simples participação dos atores sociais nas discussões que deram origem a determinada lei não tem o condão de qualificar esta mesma lei como fonte formal autônoma. Item 3 – O regulamento da empresa constitui fonte formal do direito do trabalho. CERTO. Em primeiro lugar, cumpre observar que esta questão não deveria ser objeto de prova objetiva, muito menos de questão para julgar “certo” ou “errado”. Isto porque há grande controvérsia, tanto na doutrina quanto na jurisprudência, no sentido de se considerar ou não o regulamento de empresa como fonte do Direito do Trabalho. A jurisprudência, inclusive, se inclina majoritariamente no sentido de negar ao regulamento de empresa a natureza de fonte, atribuindo-lhe

QUESTOES CESPE TRT 01 – (CONSULTOR LEGISLATIVO – ÁREA 7 – SENADO FEDERAL – 2002 – CESPE) Acerca das fontes do direito do trabalho, julgue os itens seguintes. Item 1 – A fonte material por excelência do direito do trabalho é a lei, expressão da soberania do Estado e que é editada por representantes a tanto legitimados.

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apenas a feição de cláusula contratual, que como tal adere ao contrato de trabalho. Os que negam a natureza de fonte formal ao regulamento de empresa o fazem diante de um argumento relevante: não há como enquadrar o regulamento de empresa como lei em sentido material dado seu processo unilateral de criação. Alice Monteiro de Barros, por sua vez, entende que o regulamento de empresa é fonte formal, sendo “considerado pela doutrina como fonte formal heterônoma, quando elaborado exclusivamente pelo empregador”, ou fonte formal autônoma, quando o empregado participa de sua construção”. Item 4 – As cláusulas contratuais de trabalho, previstas em norma coletiva celebrada para encerrar movimento paredista, são reputadas fontes formais do direito do trabalho. CERTO. Sem problemas. São fontes formais autônomas, pois emanam dos próprios interessados. Item 5 – As pressões realizadas pelos empregados, com vistas à melhoria das condições sociais, constituem fontes materiais do direito do trabalho. CERTO. A formação da consciência crítica e do pensamento coletivo da massa de trabalhadores, consubstanciados nas pressões realizadas pelos empregados tanto sobre os empregadores quanto (e principalmente) sobre o Estado, deu origem ao Direito do Trabalho como hoje o conhecemos, dotado de mecanismos jurídico-normativos destinados à proteção do empregado e à busca do reequilíbrio das relações entre capital e trabalho. Dessa forma, tais pressões são a fonte material por excelência do Direito do Trabalho. Lembre-se, a propósito, que são consideradas fontes materiais aquelas

relacionadas ao momento pré-jurídico inspirador da norma.

02 – (ANALISTA JUD. – TRT9 – 2007 – CESPE) O Direito do Trabalho tem princípios próprios, resultantes da especificidade do trabalho humano e da evolução socioeconômica, na busca de maior dignidade para o trabalhador e para o resultado da mão-de-obra empregada. Com relação a este assunto, julgue os itens seguintes. Item 1 – O princípio do protecionismo e o princípio da primazia da realidade são inerentes ao Direito do Trabalho. CERTO. O princípio do protecionismo é princípio peculiar do Direito do Trabalho, e é a partir dele que surgem os demais. Também chamado de princípio da proteção ou tutelar, consiste na utilização da norma e da condição mais favorável ao trabalhador, de forma a tentar compensar juridicamente a condição de hipossuficiente do empregado. O princípio da primazia da realidade, por sua vez, também informa o Direito do Trabalho, impondo a premissa de que, no ramo justrabalhista, os fatos são mais importantes que os ajustes formais, razão pela qual a realidade prevalecerá sobre a forma atribuída a determinado ato jurídico, sempre que esta não corresponda àquela. Item 2 – Vigora, no Direito do Trabalho, o princípio do ato jurídico perfeito para preservar o contrato firmado entre o trabalhador e o empregador, não resultando força normativa de alteração posterior do contrato, que é, assim, mantido incólume. ERRADO. A partir de sua principiologia peculiar, podemos dizer que no Direito do Trabalho são vedadas as alterações prejudiciais ao empregado.

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porém esse vínculo jamais poderá ser reconhecido. CERTO. admite. D – A justiça do trabalho não pode reconhecer nenhuma espécie de vínculo empregatício entre Amarildo e a empresa Boliche & Cia. em razão da situação de militar de Amarildo. O TST firmou entendimento no sentido de que. RESPOSTA: B. assinale a opção correta. todas as vezes que não estava escalado na corporação.Entretanto. de forma que no Direito do Trabalho o princípio civilista do pacta sunt servanda (segundo o qual os contratos devem ser cumpridos) se apresenta enfraquecido e devidamente adaptado. 03 – (TEC JUD – ÁREA ADM – TRT9) Acerca da relação de emprego. já que Amarildo é policial militar. trabalhava para a empresa Boliche & Cia como agente de segurança. já que o trabalho prestado por Amarildo para essa empresa constitui trabalho eventual autônomo. que deve ser resolvida através de eventual penalidade disciplinar. Amarildo cumpria expressamente as ordens emanadas da direção. independentemente do eventual cabimento de penalidade disciplinar prevista no estatuto do policial militar. Considerando a situação apresentada. CERTO. assalaria e dirige a prestação pessoal de serviços. É bom lembrar. ininterrupta.04. Literalidade do art. que o art. DJ 20. a saber: onerosidade.2005 04 – (EXAME OAB NACIONAL – 2007 – CESPE) Amarildo. presentes os requisitos da relação de emprego. recebia um salário mensal. Na referida empresa. Literalidade do art. a critério da corporação. entretanto. pessoalidade e alteridade. assumindo os riscos da atividade econômica. policial militar. que. que tecnicamente é feita pela conjugação dos artigos 3º e 2º da CLT. da CLT. julgue os itens subseqüentes: Item 1 – considera-se empregador a empresa. caput. Neste sentido. e trabalhava de forma contínua e 4 . 22 e 25. a Súmula 386 do TST. 3º. 3º é incompleto quanto à conceituação de empregado. sob subordinação e mediante salário. nos horários em que não estava a serviço da corporação militar. caput. A – Existe vínculo empregatício entre a empresa Boliche & Cia e Amarildo. 129/2005. individual ou coletiva. RECONHECIMENTO DE VÍNCULO EMPREGATÍCIO COM EMPRESA PRIVADA (conversão da Orientação Jurisprudencial nº 167 da SBDI-1) Res. Quanto à questão da proibição de exercício de atividade privada por policial militar. são lícitas as alterações contratuais benéficas ao empregado. C – Não existe vínculo empregatício entre Amarildo e a empresa Boliche & Cia. B – É legítimo o reconhecimento da relação de trabalho entre Amarildo e a empresa Boliche & Cia. da CLT. o TST entende que se trata de questão interna corporis. Item 2 – considera-se empregado toda pessoa física que prestar serviços de natureza não-eventual a empregador. 2º. dos quais se extraem os requisitos caracterizadores da relação de emprego. subordinação. que assim dispõe: Nº 386 POLICIAL MILITAR. é possível seja reconhecido o vínculo empregatício de policial militar com empresa privada. conforme previsto nos respectivos Estatutos. nãoeventualidade.

O contrato de experiência é previsto no art. é legítimo o reconhecimento de relação de emprego entre policial militar e empresa privada. alínea “b”. sendo o empregado obrigado a assinar a carteira de trabalho do empregado. será impossível o reconhecimento. Observe-se que para a CLT “o contrato individual de trabalho é o acordo tácito ou expresso. em razão dos princípios da intangibilidade contratual. é a transferência do passivo trabalhista (responsabilidade) para o sucessor. Alfa estará isenta em relação aos débitos trabalhistas existentes quando a titular do empreendimento era Bravo. posto que é elemento caracterizador da relação de emprego a prestação de serviços por pessoa física. de vínculo empregatício entre a empresa e o prestador dos serviços. da CLT).1999) 05 (ADVOGADO PETROBRÁS – 2007) JÚNIOR – A respeito da relação de emprego e da sucessão de empregador. e o limite de sua duração (90 dias) é estabelecido pelo parágrafo único do art. Se estão presentes os requisitos da relação de emprego. Item 2 – No contrato de experiência previsto na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) estão presentes todos os elementos caracterizadores da relação de emprego. contados do início da prestação laboral. 29.03. Alfa e Bravo inseriram no contrato cláusula que estabeleceu a responsabilidade de Bravo pelos encargos trabalhistas existentes antes da sua aquisição pela empresa Alfa. 3º da CLT. privilegiando a realidade fática da prestação laboral. razão pela qual é possível o reconhecimento do vínculo empregatício pelo Poder Judiciário. a figura em análise não pode ser pessoa jurídica. §2º. afastar a forma dada ao negócio jurídico. e do princípio da continuidade da relação de emprego. Item 3 – Considere a seguinte situação hipotética: A sociedade Alfa adquiriu empreendimento da sociedade Bravo e decidiu manter a mesma atividade e os mesmos empregados. Nessa situação. independentemente do eventual cabimento de penalidade disciplinar prevista no Estatuto do Policial Militar. da CLT. em homenagem ao princípio da primazia da realidade. dentre as quais a anotação do contrato de trabalho em CTPS (art. Com efeito. (ex-OJ nº 167 da SBDI-1 . mas não o é em relação ao empregador). nesse caso. da despersonalização do empregador (o contrato de emprego é intuitu personae em relação ao empregado. 443. nos termos dos artigos 10 e 448 da CLT. Assim. caput. razão por que será considerada parte ilegítima em reclamação trabalhista ajuizada para reivindicar o pagamento dos referidos débitos. pelo Poder Judiciário. Neste caso ocorreu fraude. e como tal se sujeita às normas de proteção ao trabalhador empregado. o contrato de experiência também é contrato de emprego. Na formalização da transação.Preenchidos os requisitos do art. 5 . sob pena de autuação pela fiscalização trabalhista. Assim. A regra da sucessão de empregadores. dever-se-á. mesmo que estejam presentes os elementos caracterizadores da relação de emprego. CERTO. o empregador tem o prazo de 48 (quarenta e oito) horas. correspondente à relação de emprego” (art. para anotar o contrato de trabalho na CTPS do empregado. 445 da CLT. julgue os itens que se seguem: Item 1 – Se uma empresa contratar a prestação de serviços mediante uma pessoa jurídica unipessoal.inserida em 26. ERRADO. 442 da CLT). ERRADO.

Imagine-se. por exemplo.Auditor Fiscal Ricardo Rezende . A questão acima é tecnicamente fácil. do requisito da: (a) prestação de trabalho por pessoa física.Excepcionalmente. (e) subordinação e não-eventualidade. não operam efeitos em relação aos direitos dos empregados. como a firmada na hipótese em estudo. a única responsável pelos créditos trabalhistas dos empregados que continuaram a prestar serviços após a sucessão. na prestação dos (d) subordinação na prestação dos serviços. Gabarito: C da 6 . mas pode ser ajustada entre as partes como cláusula contratual. (b) subordinação e alteridade. em princípio. Dessa forma. às quartas em outro e de quinta a domingo em outro.EVP 01 – NÃO são características relação de emprego: (a) subordinação e pessoalidade. o caso de um garçom que trabalha às terças-feiras em um restaurante. Percebam que a questão solicita do candidato a distinção entre autônomo e empregado. a empresa Alfa (sucessora) será. no tocante à relação de emprego. Gabarito: D Comentário: o principal objetivo dos exercícios de resolução de questões é familiarizar o candidato com as estratégias usadas pelas bancas de concurso. impedir ou fraudar a aplicação dos preceitos contidos na presente Consolidação". (c) autonomia serviços. RELAÇÃO EMPREGO DE TRABALHO E Comentário: não se exige exclusividade para configuração da relação de emprego. Assim. o que pagou por esta. 2 – A relação de trabalho autônomo se diferencia da relação de emprego basicamente pela presença. nos casos em que se comprova a existência de fraude no processo de sucessão (alteração societária) a doutrina e a jurisprudência têm admitido a responsabilização subsidiária da empresa sucedida. a exclusividade não é intrínseca à relação de emprego. a regra é a responsabilidade da sucessora. o artigo 9º da CLT. Também é importante reforçar que é lícito que cláusula de exclusividade integre o contrato de trabalho. servindo apenas como elemento para que a sucessora cobre da sucedida. (b) prestação de trabalho por pessoa jurídica. Neste sentido. mediante diversos contratos distintos. que passa a integrar em litisconsórcio o pólo passivo da reclamação trabalhista. Neste sentido. futuramente. tendo apenas o direito de regresso contra a Bravo (sucedida). (d) subordinação e onerosidade. segundo o qual "serão nulos de pleno direito os atos praticados com o objetivo de desvirtuar. bem como condicionar o tipo de raciocínio que leva a um bom aproveitamento em prova. (c) subordinação e exclusividade. (e) onerosidade. mas traz um enunciado truncado que dificulta a interpretação pelo candidato. É possível inclusive que o empregado tenha dois ou mais empregos. Entretanto. frise-se. as chamadas cláusulas de não responsabilização. porém pede que a distinção seja estabelecida a partir do Questões elaboradas .

é indispensável a ocorrência de todos os requisitos (pessoalidade. Assim. que não se exige a continuidade da prestação de trabalho para configuração da não eventualidade. pois lhe falta onerosidade (intenção onerosa). (e) a pessoalidade.requisito da relação de emprego e não a característica da relação de trabalho autônomo. b) não basta esteja presente um dos requisitos da relação de emprego para que se reconheça o vínculo empregatício. neste ponto. a relação não será de emprego. repetível futuramente (espera-se que seja necessário fazer faxina na empresa futuramente). d) está incorreta porque. em relação a quem a regra é a despersonalização. Esse tipo de questão é comum em concursos. c) no exemplo a faxineira é não-eventual. No caso. Faltando qualquer deles. devido à “maldade” da questão quanto à interpretação. a atividade é normal no cotidiano da empresa (é atividade-meio. A pessoalidade ocorre somente em relação ao empregado. (b) Não será considerado nãoeventual o trabalhador que. relação de emprego. inexistindo tal requisito em relação à pessoa do empregador. onerosidade. pois presta serviço de forma repetida. não obstante se ative repetidamente em 7 . para os efeitos da CLT. também o representante comercial poderá ser considerado empregado. mas ainda assim é atividade permanente na empresa) e a trabalhadora se fixa juridicamente ao tomador dos serviços. uma leitura apressada levaria o candidato a marcar a letra “C”. Gabarito: E Comentários: a questão não apresenta maiores problemas. há fraude. (c) é eventual a faxineira que presta serviços duas vezes por semana a uma loja de utilidades domésticas. independentemente da presença de quaisquer outros elementos fáticos. bem como ressalta o princípio da despersonalização do empregador. a) o trabalho prestado por voluntário a instituição religiosa não forma vínculo de emprego. 3 – Assinale a alternativa correta quanto à caracterização da relação de emprego: (a) o trabalho prestado por voluntário a instituição religiosa é considerado. Ao contrário. durante dois meses. principalmente naqueles organizados pela ESAF. Lembremos. ocorrendo os demais requisitos. não tendo importância em relação ao empregador. (b) presente no caso concreto ao menos um dos chamados requisitos da relação de emprego a mesma restará configurada. mas mera relação de trabalho. ainda que presente a subordinação jurídica. exceto no caso específico do empregado doméstico. além da subordinação jurídica. se refere à pessoa do empregado. pelo que se impõe a prevalência do princípio da primazia da realidade. não- eventualidade. subordinação e alteridade). como um dos requisitos para configuração da relação de emprego. 4 – Julgue as assertivas abaixo: (certa ou errada) (a) Pode-se considerar não-eventual aquele trabalhador que preste serviços ininterruptamente a um tomador de serviços. (d) não pode ser considerado empregado um representante comercial. e) define corretamente a pessoalidade como requisito da relação de emprego.

uma empresa, preste serviços atividade-meio da mesma;

na

(c) Um encanador contratado para trocar a rede de esgoto de uma padaria será não-eventual se trabalhar três ou mais vezes por semana, durante ao menos um mês, nesta mesma empresa; (d) A regra para que se reconheça a relação de emprego é que, além de presentes os demais requisitos dos artigos 2º e 3º da CLT, o trabalhador seja não eventual. Para o doméstico, entretanto, não basta a nãoeventualidade, exigindo-se a continuidade da prestação dos serviços; (e) A onerosidade independe do pagamento ou não de salários, bastando que o pacto laboral tenha sido firmado com intenção econômica (onerosa) pelo empregado. Grau de dificuldade: médio Gabarito e comentários: a) Errado. A não-eventualidade dependerá também da previsão de repetibilidade, da circunstância de ser a atividade permanente da empresa (tanto atividade-fim quanto atividade-meio) e da fixação jurídica do trabalhador ao tomador dos serviços. Logo, depende de outros elementos fáticos além da simples repetição; b) Errado. O texto desta assertiva é traiçoeiro. As bancas costumam inserir vários “nãos” em uma assertiva, a fim de confundir o candidato. Foi o que procurei fazer na letra B. Para facilitar a interpretação, sugiro seja usada uma regra simples: dois “nãos”, como no caso, podem ser “anulados” quando da leitura. Tentem ler assim: “será considerado eventual o trabalhador que”... A idéia é a mesma, porém elimina a confusão. Pois bem, está errada a assertiva porque o fato de a atividade não estar inserida na atividade-fim da empresa não afasta a possibilidade de que seja

não eventual, desde que repetida, repetível, permanente na empresa e conduza à fixação jurídica do trabalhador; c) Errado. Ainda que este encanador trabalhe todos os dias durante determinado lapso de tempo, no caso será eventual, pois só está presente a repetição. Falta previsão de repetibilidade (provavelmente a padaria não mais contratará serviços de encanador), atividade permanente da empresa (serviços de encanador definitivamente não são permanentes no objeto social de uma padaria) e fixação jurídica do trabalhador ao tomador dos serviços (tão logo terminado o serviço o encanador colocará seus serviços à disposição de outros tomadores, não se fixando a nenhum deles); d) Certo. No sentido de tudo que estudamos, a questão aborda a pessoalidade como requisito da relação de emprego, e a continuidade como exigência específica para a configuração da relação de emprego doméstico; e) Certo. Não interessa se o pagamento pactuado foi efetivamente realizado para que se configure a onerosidade. Basta a intenção declinada quando do ajuste de vontades entre trabalhador e tomador dos serviços. Se o trabalhador se vinculou com aninus contrahendi, presente estará a onerosidade. 5 – Em relação ao conceito de empregado, é correto dizer que, para a doutrina moderna, a subordinação é: (a) técnica (b) econômica (c) jurídica (d) funcional (e) pessoal Gabarito: C

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Comentários: a doutrina já elaborou diversas teses sobre a natureza da subordinação, sendo que a mesma já foi considerada técnica, econômica e funcional. Atualmente, entretanto, a doutrina e a jurisprudência pacificaram a questão: a subordinação do empregado ao empregador é jurídica, decorrendo do contrato de trabalho. Em outras palavras, ao passo que o empregado se submete ao poder diretivo do empregador (poder de dar ordens, poder de fiscalização e poder disciplinar), subordina-se ao mesmo. Por fim, importante salientar que a subordinação nunca poderá ser pessoal, pois tal sujeição feriria o princípio da dignidade humana (pelo qual, em apertada síntese, o ser humano é um fim em si mesmo, não sendo admitida sua utilização como simples meio para atingir determinado fim). A “dependência” a que alude a CLT diz respeito ao serviço prestado, e não à pessoa do empregado. 6 – São requisitos para que caracterize a relação de emprego: (a) autonomia e pessoalidade; (b) habitualidade e infungibilidade em relação ao trabalhador; (c) subordinação e eventualidade; (d) onerosidade e exclusividade; (e) subordinação e exclusividade. Gabarito: B Comentários: lembram-se que no material eu mencionei que o concurso público cobra o que você sabe com o nome que você não sabe? É exatamente este o caso. Com efeito, é comum encontrarmos em prova “habitualidade” como sinônimo de “não eventualidade”. Da mesma forma, também é possível, embora seja de ocorrência mais rara, a se

substituição do termo “pessoalidade” por “infungibilidade em relação ao empregado”. Infungível é, grosso modo, aquilo que não pode ser trocado por outro da mesma espécie. 7 – Acerca das relações de trabalho pode-se dizer que: I – o trabalhador avulso de distingue do eventual especificamente pelo fato de que põe sua energia de trabalho à disposição de diversos tomadores no setor portuário, sempre mediante um intermediário; II – o estágio lícito não cria vínculo de emprego em nenhuma hipótese; III – um garçom que trabalha apenas aos sábados em uma churrascaria será empregado se estiverem presentes os demais requisitos da relação de emprego; IV – o trabalho institucional é aquele prestado a instituição de caridade, e como tal não forma vínculo empregatício, dado seu caráter gracioso; V – pode-se dizer que relação de emprego é gênero, do qual a relação de trabalho é espécie. Estão corretas somente as assertivas: (a) I e III; (b) I, II, III e V; (c) I, III, IV e V; (d) I, II e III; (e) II, III e V. Gabarito: D Comentários: esta questão eu elaborei para gerar polêmica. A assertiva do item I é correta, mas leva a crer que é incorreta. Pode-se dizer até mesmo que é apenas parcialmente correta. A questão é de interpretação. Sabemos que os avulsos não são apenas os

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portuários, embora sejam estes últimos os maiores expoentes da categoria, sob o aspecto jurídico1. A assertiva talvez não esteja corretamente contextualizada, porém isso é comum em provas de concurso. Em diversas bancas, e notadamente na ESAF, é comum a elaboração de questões nas quais se espera que o candidato escolha “a menos errada” ou “a mais correta”. Esta questão foi elaborada a fim de treiná-los para encarar tranqüilamente este tipo de questão. Vejamos as possibilidades de resolução, sem enfrentar a polêmica. Comecemos a análise a partir da última assertiva. A assertiva V é flagrantemente incorreta, pois inverte a ordem de idéias. A relação de trabalho é gênero, do qual é espécie a relação de emprego, e não o contrário. A assertiva IV também é flagrantemente incorreta, pelo mesmo motivo. A hipótese aventada é de trabalho voluntário, e não de trabalho institucional, que como vimos é aquele trabalho prestado à Administração Pública, mediante relação de direito administrativo. Bom, com estas conclusões, podemos excluir todas as respostas que contenham como certas as assertivas IV e V. Logo, excluímos as letras “b”, “c” e “e”. Restam, por óbvio, apenas as letras “a” e “d”. Desse ponto, podemos extrair duas conclusões imediatas: a assertiva I está correta, pois está presente em ambas as alternativas restantes; a resposta dependerá da análise da assertiva II que, por sua vez, é simples. O art. 4º da Lei 6494/1977 exclui expressamente a possibilidade de reconhecimento de relação de emprego com o estagiário (lembremse que isso vale para o estágio lícito; se for ilícito, prima-se pela realidade, sempre). Diante de todo o exposto, a alternativa “mais correta” dentre as oferecidas é a da letra D. Questões de concurso (nível igual ou superior ao exigido para AFT): 1 O avulso tanto

pode ser portuário como nãoportuário. Poucos autores, entretanto, enfrentam o tema, dada a maior incidência do avulso portuário. A Prof. Vólia Bomfim Cassar ensina que “nãoportuário é o avulso que trabalha para diversos tomadores, sem vínculo de emprego, obrigatoriamente intermediado pelo sindicato da categoria. Pode executar seus serviços na área portuária ou não. O que o diferencia do avulso portuário é, na verdade, que ele (não-portuário) é intermediado pelo sindicato e não é regido pela Lei nº 8.630/1993, enquanto o portuário é regido pela referida lei e intermediado necessariamente pelo OGMO. Vulgarmente é o chamado chapa, por prestar serviços em carregamento e descarregamento de carga, sem habitualidade ou repetição. Ressaltese que o verdadeiro chapa tem que ser intermediado pelo sindicado.” (CASSAR, Vólia Bomfim. Direito do Trabalho. – 2ª ed. – Niterói : Impetus, 2008, p. 300) Ressalte-se, por fim, que existe ainda, paralela à figura que a Prof. Vólia Bomfim denomina “verdadeiro chapa”, o chapa que chamamos de “genérico”, qual seja, aquele que fica na entrada das cidades à espera de caminhões carregados para oferecerem seus serviços de descarregamento. Este não é considerado trabalhador avulso pois oferece diretamente seus serviços, sem intermediação do sindicato. 8 – (PROCURADOR DO TRABALHO/MPT – XI CONCURSO – 2004) A relação de emprego é o vínculo jurídico sobre o qual incide o Direito Individual do Trabalho. A respeito desta relação jurídica, pode-se dizer: I – a exploração econômica do serviço prestado pelo trabalhador é essencial para a configuração da relação de emprego;

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Errado. superior ao daquele que lhe contrata. desde que haja repetição. a atividade seja permanente da empresa e haja fixação jurídica do trabalhador ao tomador dos serviços. cuja prestação de serviço deve se limitar ao consumo imediato do tomador. mas permanente. Assim. porém isso não impede. Dois exemplos indicam a incorreção da assertiva: empregado doméstico. exceto para o doméstico. Sabe-se que um dos elementos caracterizadores da relação de emprego responde pela nãoeventualidade na prestação dos serviços. Errado. por ausência de subordinação. Errado. enquanto requisito imprescindível à configuração da relação de emprego. a subordinação é jurídica. admitindo-se seja o mesmo auxiliado por membros da família. é bastante comum. Aliás. a continuidade. d) apenas a afirmação II está correta. Em tal circunstância. Art. notadamente nas funções intelectuais. por construção doutrinária e jurisprudencial. Havendo prestação laboral intermitente. I. Logo. secretária.: c 9 – (JUIZ DO TRABALHO – 7ª REGIÃO – ESAF – 2005) Analise as proposições a seguir e assinale a opção correta. obstando a formação do vínculo de emprego. quanto ao serviço realizado. e para a execução das tarefas é auxiliado por membros de sua família. II – não há subordinação quando o trabalhador possui conhecimento técnico ou científico. que o obreiro detenha conhecimentos técnicos superiores aos daquele que o emprega. não interessa. Muito provavelmente o empregador não terá qualquer conhecimento técnico da área médica. médico. c) todas estão erradas. quando o trabalhador presta serviço em sua própria residência. para a configuração da relação de emprego. A onerosidade. a exploração econômica do serviço. 6º da CLT: não se distingue entre o trabalho realizado no estabelecimento do empregador e o executado no domicílio do empregado. cozinheira. estará reconhecida a existência de eventualidade. que este médico seja seu empregado. afigurase relevante investigar a real intenção das partes. III – não se forma vínculo de emprego. Não se exige. desde que esteja caracterizada a relação de emprego. b) estão corretas as afirmações II e III. não produzindo valores de troca. previsão de repetibilidade. 11 . e não técnica. a) apenas a afirmação I está correta. Resp. Basta imaginar o exemplo de um médico contratado por uma indústria metalúrgica. e) não respondida. etc). para verificar se a onerosidade que permeou o vínculo objetivou a percepção de contraprestação. tem sido mitigado o requisito da pessoalidade em relação ao empregado em domicílio. para configuração da não-eventualidade. A partir responda: das afirmações supra. basta o trabalho intermitente. Errado. há que ser avaliada sob a óptica do prestador dos serviços. Por sua vez. podendo o mesmo se limitar ao consumo do tomador. Como estudamos. instituição sem fins lucrativos que contrata empregados para realização de atividades de apoio (faxineira. em absoluto. especialmente do trabalhador. II.

e sim o modo de prestação. Somente a pessoa natural pode ocupar o espaço reservado ao prestador do serviço na relação de emprego. a onerosidade e a subordinação jurídica. Correto. só servem as alternativas “a” e “d”. isto é. também não interessará o resultado (finalidade) que se espera do mesmo. Resolvi a questão a partir das alternativas. exceto a terceira. da lição inclusive de Maurício Godinho Delgado. é qualificado como sendo uma subordinação jurídica. Como a primeira assertiva está flagrantemente errada. Como vimos alhures. possui relevância. como vimos. Correto. que o trabalho é prestado por conta alheia. Resp. Esta assertiva é duvidosa. Nesta linha de pensamento. Pela doutrina atual. a subordinação é jurídica e se liga à prestação. d) Todas são verdadeiras. até porque. Presentes a pessoalidade. Entretanto. a nãoeventualidade. para caracterização da relação de emprego. Ao menos essa é a minha opinião. o tipo de trabalho prestado não interessa à caracterização da relação de emprego. exceto a quarta e a quinta. Todas as relações de trabalho (e não só a de emprego) têm como prestador de serviços pessoa física. exceto a primeira. exceto a primeira e a segunda. pelo que a resposta só pode ser a letra “a”. III. em relação ao empregado. atuando sobre o modo da realização da prestação e não sobre a pessoa do prestador de serviços. na relação de emprego. a finalidade atribuída à realização de determinado serviço.: a 10 – (JUIZ DO TRABALHO – 1ª REGIÃO – 2005) Diz-se. IV. c) Todas são verdadeiras. a) Todas são verdadeiras. exceto a segunda. que o contrato de trabalho é concluído intuitu personae. Analise as 12 . sendo essencial à configuração dessa relação jurídica que a prestação de serviços tenha um caráter de infungibilidade em relação à aludida pessoa. e) Todas são verdadeiras. se o tipo de trabalho não interessa. O caráter de infungibilidade em relação ao empregado é sinônimo de pessoalidade. Correto. e não à pessoa do empregado. essa subordinação é avaliada sob uma perspectiva objetiva. V. Apura-se a onerosidade a partir da intenção econômica do empregado quando da contratação. como também já estudamos. O vínculo subordinante que se estabelece entre o prestador de serviços e seu tomador. o que caracteriza a alheiabilidade da prestação dos serviços pelo empregado (alteridade). fruto do trabalho explorado pelo tomador dos serviços. Não consegui vislumbrar outra solução possível para esta questão. Ora. b) Todas são verdadeiras. só a banca poderia responder a esta questão. poderíamos extrair duas finalidades possíveis: fruto do trabalho auferido diretamente pelo trabalhador (autônomo). Ocorre que também vimos que a assertiva II é correta. em exercício parecido com o mencionado no comentário da questão 7 supra.Correto. suponho que a expressão “a finalidade atribuída a determinado serviço” se refira à alteridade. E por que a assertiva V estaria correta? A rigor.

isto é. b) todas incorretas. ipso facto. acima. o contrato. a) todas corretas. as alternativas estão I . mesmo diante da presença da subordinação jurídica atinente ao liame empregatício. portanto.Em relação ao empregado eleito para ocupar cargo de diretor de sociedade anônima. e se esta obrigação é intransmissível. é correto afirmar que a) ele tem o tempo de serviço atinente ao período de exercício na função de diretor computado para todos os efeitos legais. Resp. A pessoalidade como requisito da relação de emprego. não se computando o tempo de serviço do período em que exerceu a função de diretor. 13 . sem maiores problemas. b) ele tem seu contrato de trabalho automaticamente rescindido na medida em que não pode ostentar a condição simultânea de empregado e empregador. Se o obreiro não pode se fazer substituir. e) apenas incorreta. não se computando o tempo de serviço do período pertinente ao exercício da função de diretor. V . o empregado não pode se fazer substituir por outrem. pois se somente o empregado pode. pelo que extingue-se automaticamente o contrato de trabalho.proposições abaixo. intransmissível. d) ele tem seu contrato de trabalho suspenso. Correto. d) apenas as alternativas II e V estão corretas. logo não pode transmitir a outrem a obrigação de prestar serviços. Na mesma linha do item anterior. exceto esporadicamente. Correto. com a aquiescência do empregador. Todas as assertivas estão corretas e apresentam facetas da pessoalidade. Correto. pois na relação de emprego a prestação é infungível. II . prestar serviços. III .O pacto de trabalho origina para o empregado uma obrigação de fazer que não é fungível. relaciona-se à característica de infungibilidade do trabalho do empregado. Correto. pessoalmente.A pessoalidade é uma das notas típicas da relação de emprego.A obrigação de prestar o serviço é personalíssima e.salvo se o empregador consente. IV .A morte do empregado dissolve.: a ANALISTA ÁREA PROCESSUAL MPU – ESAF – 2004 – a alternativa II está 78. ainda que presente a subordinação jurídica imanente ao vínculo empregatício. c) ele tem seu contrato de trabalho interrompido. Correto. resposta correta: assinalando a A questão não apresenta maiores dificuldades. com a sua morte a prestação torna-se impossível. No mesmo sentido visto as alternativas estão c) apenas as alternativas I e IV estão corretas.O empregado não pode fazer-se substituir na empresa em que trabalha .

Obviamente a hipótese somente se aplica ao trabalhador que já era empregado na “companhia” e veio a ser eleito diretor da mesma.No que tange aos efeitos pertinentes à estabilidade. com a mesma redação. a jurisprudência consolidada do TST rejeita a possibilidade de reconhecimento da estabilidade provisória do dirigente sindical quando o registro da candidatura se dá durante o aviso prévio. com exceção da estabilidade provisória. embora o gabarito oficial seja letra “A”. Neste sentido. o item II da Súmula 244 do TST. Correta. o item V da Súmula 369. não se computando o tempo de serviço do período em que exerceu a função de diretor. a OJ nº 35. pois neste caso não é contrato de trabalho anterior. b) O desconhecimento do empregador da gravidez da empregada não inibe o direito ao pagamento da indenização defluente da estabilidade. FIGURA JURIDICA DO EMPREGADO Questões elaboradas – Auditor Fiscal Ricardo Resende . A hipótese de previsão contrária em norma coletiva era prevista expressamente na época do concurso.EVP 14 . é obtida a partir da Súmula nº 269 do TST. d) Os efeitos da projeção do contrato de trabalho para o futuro em decorrência da concessão de aviso prévio alcançam as vantagens econômicas conquistadas durante o aviso prévio (salários. Neste sentido. nos termos do item I da Súmula 244 do TST. não se aplicando àquele trabalhador contratado especificamente para a função de diretor. bem como o item I da Súmula 396 do TST. conforme Súmula 371 do TST. pagamento de salários e contagem do tempo de serviço. já existia. Lembrem-se que a suspensão contratual implica na sustação temporária dos principais efeitos do contrato de trabalho. razão pela qual a questão tinha duas respostas! Com efeito. a letra “C” também atende ao comando do enunciado (opção incorreta). Não sei se efetivamente o foi. pois neste caso a jurisprudência confere apenas a indenização. Também está errada. e) A extinção do estabelecimento comercial na área de abrangência da base territorial do sindicato prejudica o direito do dirigente sindical à estabilidade provisória. não obstante a referida Súmula tenha sido editada e publicada apenas em 2005. a) Admite-se a reintegração de empregado detentor de estabilidade provisória ainda que esgotado o período estabilitário. Assim. reflexos e parcelas rescisórias). Correta. salvo na hipótese de previsão contrária em norma coletiva. Comentário: a resposta. aponte a opção incorreta. portanto depois do concurso em questão. conforme redação original da OJ nº 88. letra “E”. Está errada. Observe-se que. salvo na hipótese de permanência da subordinação jurídica própria do vínculo empregatício. razão pela qual a questão deveria ter sido anulada. nos termos do item IV da Súmula 369 do TST. desde 1994. notadamente prestação de serviços. c) O empregado candidato ao cargo de dirigente sindical tem direito à estabilidade provisória mesmo que o registro de candidatura tenha ocorrido durante o período do aviso prévio. Correta.e) ele tem seu contrato de trabalho suspenso. e não a possibilidade de reintegração. 79. porque não tive acesso ao gabarito definitivo.

controle de jornada e. Os estatutos profissionais regulam situações jurídicas diferenciadas. bastando para tal que se verifiquem os requisitos dos artigos 2º e 3º da CLT. não-eventualidade. o empregado detentor de cargo de confiança não perde. desde que por real necessidade de serviço. em regra. desde que presentes os requisitos dos artigos 2º e 3º da CLT. onerosidade. subordinação e alteridade). técnico e intelectual. por exemplo. Não há. a subordinação e a pessoalidade. a qualidade de empregado. não apresentam tanto rigor em sua caracterização. Neste caso. por exemplo. pois não é possível que alguém seja empregado de si mesmo. Correto. até porque o empregado em domicílio tem certa liberdade. a subordinação jurídica também não é tão rigorosa. só por este fato. qualquer incompatibilidade entre as figuras do sócio e do empregado. não importando a natureza (tipo) do trabalho prestado. (d) consoante a jurisprudência dominante do Tribunal Superior do Trabalho a eleição de empregado para o cargo de diretor implica na suspensão do contrato de trabalho. A redução do grau de subordinação jurídica não implica no não reconhecimento da qualidade de empregado. (b) a eventual existência de estatutos profissionais dispondo sobre categorias diferenciadas. 6º da CLT iguala o trabalho em domicílio ao trabalho do empregado que exerce suas atividade na empresa. Correto. exceto se permanecer a subordinação jurídica. Por sua vez. Literalidade da Súmula nº 269 do TST. por conseqüência. (e) pode-se dizer que. fato este de difícil fiscalização pelo empregador. embora existentes. pode ser revertido ao antigo posto de trabalho (alteração contratual lesiva ao empregado expressamente prevista em lei) e pode ser transferido para outra localidade independentemente da sua anuência. pois para a caracterização da relação de emprego basta a presença dos requisitos caracterizadores (pessoalidade. Correto. 2) Considere as seguintes assertivas: I – a figura do sócio é incompatível com a figura do empregado. e sim limita alguns direitos típicos dos empregados. constitui afronta ao dispositivo consolidado que proíbe a distinção entre trabalho manual. Errado. de acordo com as peculiaridades de determinada categoria profissional. Também é verdade que no trabalho em domicílio a pessoalidade se apresenta de forma mitigada. em princípio. quanto à proteção da jornada de trabalho (não tem. geralmente categorias de trabalhadores intelectuais. posto que é relativamente comum que o empregado seja auxiliado por pessoas da família. razão pela qual não constituem discriminação ou afronta ao princípio constante do parágrafo único do art. não obstante reduzido o grau de subordinação jurídica. O art. 3º da CLT. Com efeito.01) Assinale a alternativa INCORRETA: (a) a natureza do trabalho prestado não é determinante para a caracterização da relação de emprego. (c) é perfeitamente possível que o trabalhador em domicílio seja empregado. pois não se 15 . o empregado detentor de cargo de confiança sofre restrições. quanto ao horário de trabalho. Errado. Correto. não faz jus ao pagamento das horas extraordinárias).

dentre outros. No caso em tela. Quanto a esta assertiva. os tribunais têm entendido que em regra não há que se falar em relação de emprego entre cônjuges. Como já estudamos. exceto: assertivas estão (a) são direitos constitucionalmente estendidos ao doméstico. em face do qual deve prevalecer o regime jurídico mais favorável ao empregado. e sim sociedade de fato. há outros requisitos essenciais (pessoalidade e alteridade). que tem intenção onerosa). Também está errada a assertiva pelo fato de que não existe prestação de serviço doméstico a pessoa jurídica. II e IV (d) II. temos uma relação de emprego doméstico e outra. onerosidade e subordinação. desde que evidenciados os requisitos legais. Errado. e pelo fato de prestar serviços a pessoa física ou a grupo familiar. Correto. mas somente a pessoa física ou grupo familiar. mas somente na definição do empregador (art. II e V (c) I. depois porque a presunção é no sentido que não há subordinação entre cônjuges. serão incompatíveis as figuras sempre que o sócio detenha intensa participação na sociedade. 16 . sendo que os serviços não podem ter finalidade lucrativa (sob o ponto de vista do empregador). quando é sócio majoritário e/ou possui o controle da empresa. V – a prestação de serviços à pessoa ou à família. substituída a nãoeventualidade pela continuidade. prestar serviços não qualificados a pessoa física. jurídica ou grupo familiar. Correto. não da prestação. Dessa forma. A assertiva é absurda. e a concomitante prestação de serviços de limpeza a empresa da mesma família configura o fenômeno da promiscuidade contratual. mas a presença destes três torna a resposta correta. II e III 03 – Todas as corretas. Entretanto. Dessa forma. IV e V (e) I. por exemplo. de emprego (não doméstico). 2º). pode ser doméstico!). é importante reiterar que é comum aparecer em questões de concurso estes três requisitos como os necessários à caracterização da relação de emprego. Errado. por exemplo. O empregado será doméstico sempre que presentes os requisitos caracterizadores da relação de emprego. Estão incorretas as assertivas: (a) I e II (b) I. a onerosidade e a não-eventualidade. em face da atecnia da CLT ao não mencionar a pessoalidade e a alteridade na definição de empregado (art. Literalidade do art. o décimo terceiro salário. laborando com continuidade. sendo que presume-se a subordinação do cônjuge que não trabalhe fora.confundem a pessoa física do sócio e a pessoa jurídica da sociedade. é estranho à caracterização do doméstico que os serviços sejam ou não qualificados (lembremos que um piloto de avião. 3º). concomitante. II – será doméstico o empregado que. 3º da CLT. III – são requisitos caracterizadores da relação de emprego a subordinação. primeiro pela fantasiosa idéia da suposta corrente do “Novo Direito”. sem finalidade lucrativa (dos serviços. IV – a partir do advento das premissas do chamado Novo Direito tem sido admitida a relação de emprego doméstico entre cônjuges. Nestes casos deve ser aplicado o regime jurídico que seja mais favorável ao empregado.

324/2006 revogou esta alínea “a” do art. Correto. Errado. exceto portadores de necessidades especiais. e sim enquadrado na atividade preponderante da empresa. não tinha direito. será rural o empregado de empregador rural. entre outros. 7º. Neste sentido. alínea “a”. tratoristas. também chamada de agroindústria. O aprendiz é um empregado cujo regime jurídico é especial. que poderá ou não ser confirmada depois de concluído o programa de aprendizagem. que devem ser aqueles tipicamente rurais. Em atividades tipicamente industriais o obreiro não será rurícola. razão pela qual o doméstico passou a fazer jus também aos feriados. não obstante suas atividades não sejam tipicamente rurais. para quem não existe limite máximo de idade). os motoristas. (d) ao doméstico são garantidos tanto o descanso semanal remunerado quanto os feriados civis previstos em lei. Basta que o tomador dos serviços seja empregador rural para que o empregado seja rurícola. o aprendiz se diferencia pela determinação de prazo do contrato de trabalho (até dois anos). (c) conforme a jurisprudência dominante. (e) não será rurícola o empregado da indústria do açúcar e do álcool que não realize atividades tipicamente rurais. pela restrição da idade (poderão ser aprendizes os maiores de quatorze anos e os menores de vinte e quatro anos. Ressalte-se que não necessariamente o empregado rural prestará serviços tipicamente rurais. 7º da CRFB. a professora que ministra aulas em escola rural não se vincula empregaticiamente ao dono da fazenda onde está situada a escola. 5º da Lei nº 605/1949. Não obstante. A relação de emprego rural difere da relação de emprego comum pela qualidade do empregador. aspirante à condição de empregado. assim considerado aquele que exerce atividade agroeconômica. Errado. prévio e aposentadoria. ainda que este forneça à professora moradia e gratificação pecuniária. Literalidade do único do art. aviso parágrafo (b) a relação de emprego rural difere da relação de emprego pela natureza dos serviços prestados pelo obreiro. Correto. Em relação aos demais empregados. empregados de escritório de empresa agropecuária. Correto. Assim. 4 – Julgue os seguintes itens (Certo ou Errado): a) o aprendiz não é empregado e sim.irredutibilidade do salário. da CRFB. 5º. da Lei nº 605/1949. No caso do empregado de indústria rural a regra é oposta àquela do empregado vinculado a empregador rural que explora atividade agrícola. isto é. o trabalhador de indústria rural será rurícola apenas quando suas atividades forem tipicamente rurais. como o próprio nome indica. por força do disposto no art. Este é o entendimento dominante na jurisprudência. pelo recolhimento do FGTS em alíquota diferenciada 17 . a Lei nº 11. pois este direito era negado expressamente ao doméstico pelo art. OJ 315 da SBDI-I do TST. O doméstico tinha direito somente ao descanso semanal remunerado. Também é rurícola o empregado de indústria que explora suas atividades em estabelecimento agrário. parágrafo único. são rurícolas. Correto. Quanto aos feriados.

oportunidade na qual o causídico. pelo pagamento do salário-mínimo hora. Mévio procurou um advogado para “saber de seus direitos”. Errado. o registro.210/1984 (Lei de Execuções Penais). o qual dispõe que: “os notários e os oficiais de registro poderão. c) o trabalho do preso não forma vínculo de emprego com o Estado. lhe informou que seus direitos são os direitos de qualquer empregado. são regidos por estatutos próprios. a realização dos exames de saúde ocupacional conforme NR-7. ou seja. com remuneração livremente ajustada e sob o regime da legislação do trabalho”. por sua vez. 28 da Lei nº 7. e pela necessidade de matrícula do aprendiz em programa de aprendizagem. os direitos trabalhistas constantes da CLT. Demitido em dezembro de 2007. bastando para tal que estejam presentes os requisitos legais (art. pois no caso do voluntário falta para caracterização da relação de emprego o requisito da onerosidade. nos termos do art. Nos termos da CRFB. Os servidores públicos.935/1994. Correto. pois se presume o conluio entre as partes para fraudar o sistema do FGTS e do Seguro-Desemprego.(2%. Errado. É importante ressaltar que a qualificação do tomador dos serviços (“sem fins lucrativos”) não lhe retira a qualidade de empregador. 20 da Lei nº 8. contratar escreventes. e auxiliares como empregados. sendo exigida a anotação do contrato de trabalho em CTPS. salvo disposição mais benéfica em instrumento coletivo. e) a existência de relação de parentesco até o terceiro grau entre prestador e tomador dos serviços afasta a relação de emprego. Tanto a secretária da instituição sem fins lucrativos quanto o trabalhador em serviços gerais na igreja são empregados. 2º e 3º da CLT). 05 – (TÉCNICO – ÁREA ADMINISTRATIVA – TRT19 – FCC – 2003) NÃO há relação de emprego entre: A – a instituição sem fins lucrativos e a respectiva secretária B – a igreja e o respectivo encarregado de serviços gerais C – a dona de casa e a empregada doméstica D – a instituição de beneficência e o voluntário E – o titular de Cartório oficializado e o serventuário não A resposta é a letra D. O parentesco não afasta o vínculo empregatício. d) Mévio foi admitido em março de 2006 como escrevente em um cartório (tabelionato) de notas nãooficializado na cidade de Cartolândia do Norte. O regime jurídico dos trabalhadores em cartórios extrajudiciais é o celetista. b) não se aplicam aos empregados públicos as disposições celetistas. Correto. contra 8% dos empregados “normais”). Exceto por estas regras especiais. etc. Literalidade do art. desde que presentes os requisitos caracterizadores da relação de emprego. para o desempenho de suas funções. nos termos 18 . o aprendiz é empregado como qualquer outro. os serviços notariais são exercidos por delegação do Poder Público. e sim o estatuto próprio fixado em lei. corretamente. firmando com a Administração Pública relação jurídica administrativa e não trabalhista. Aplica-se aos empregados públicos a CLT. dentre eles escolhendo os substitutos.

por exemplo. tendo em vista que não há que se falar em não-eventualidade nesta hipótese (não há previsão de repetibilidade e a atividade não é normal na dinâmica do tomador dos serviços). Com efeito. pois o empregado só poderá ser pessoa física. 2º da CLT. 6º da CLT. pois a prestação de serviços. C – o dono da obra e o pedreiro. no caso do empregado em domicílio. 2º.935/1994. Por fim. bem como este não assumiria os riscos da atividade econômica. E – a igreja e o religioso. a exclusividade. Neste sentido. a letra E está incorreta porque os riscos da atividade econômica cabem exclusivamente ao empregador.do art. pois há vínculo de emprego entre o titular de cartório não oficializado e seus serventuários. D – a noiva e a costureira. Nos casos das letras B e E falta o requisito da onerosidade. 07 – (ANALISTA – ÁREA ADMINISTRATIVA – TRT9 – FCC – 2004) Há relação de emprego entre: A – o titular de cartório oficializado e os serventuários. nos termos do art. desde que compatíveis os horários. 06 – (ANALISTA – EXECUÇÃO DE MANDADOS – TRT17 – FCC) Na relação de emprego A – o empregado pode ser pessoa física ou jurídica B – configura-se a habitualidade somente se a prestação de serviços é diária C – a prestação de serviços pode ocorrer fora do estabelecimento fabril ou comercial D – exige-se trabalhador exclusividade do de emprego com empregadores diversos. A dona de casa e a empregada doméstica formam a relação de emprego tipicamente doméstica. pois não haveria finalidade econômica para o dono da obra. 08 – (TÉCNICO JUDICIÁRIO – TRT22 – 2004 – FCC) É correto afirmar que: E – os riscos da atividade econômica são suportados pelo empregador ou pelo empregado A resposta é a letra C. Entre o dono da obra e o pedreiro não há relação de emprego. A letra D está errada porque não se exige. nos termos do art. não B – a instituição de beneficência e os voluntários. não há relação de emprego entre a noiva e a costureira. o art. na relação de emprego. A letra A está errada. bastando que haja repetição. previsão de repetibilidade. razão pela qual não há relação de emprego. o serventuário do cartório não oficializado é empregado. Finalmente. regido pela CLT. nunca pessoa jurídica. Percebam a recorrência desta temática em provas da FCC (!). 20 da Lei nº 8. consoante o art. ao menos para a jurisprudência dominante. nada impede que o empregado tenha mais de um vínculo 19 . para caracterização da relação de emprego. §1º. seja na atividade-meio) e que haja fixação jurídica do obreiro ao tomador dos serviços. A letra B também está incorreta porque a habitualidade não exige a prestação de serviços diária. 20 da Lei nº 8.935/1994. pode perfeitamente ocorrer fora do estabelecimento fabril ou comercial como. Finalmente. que o serviço seja permanente na atividade da empresa (seja na atividade-fim. A resposta é a letra A. da CLT.

B – não se distingue entre o trabalho realizado no estabelecimento do empregador e o executado no domicílio do empregado. As letras D e E também estão erradas porque será considerado relação de emprego o trabalho executado do domicílio do empregado. Correto. Correta a letra A. complementando-a ou suplementando-a. por exemplo. O trabalho autônomo é marcado pela ausência de subordinação. O que caracteriza o trabalho avulso é o fato de o trabalhador avulso colocar sua energia de trabalho à disposição de distintos tomadores. da forma que melhor lhe convier. sem se fixar juridicamente a nenhum deles. 09 – (JUIZ DO REGIÃO – 1998) TRABALHO – 12ª A – são trabalhadores autônomos aqueles que possuem a discricionariedade do tempo. modo e local de trabalho. a figura do intermediário é repelida pelo sistema legal de proteção ao trabalho.A – não se distingue entre o trabalho realizado no estabelecimento do empregador e o executado no domicílio do empregado. C – apenas o trabalho realizado no estabelecimento do empregador caracteriza a relação de emprego. no trabalho em domicílio (art. ainda Aponte a alternativa correta: 20 . o tempo. é aquele trabalhador que se coloca como elo de ligação entre um trabalhador e o tomador de seus serviços. E – o trabalho executado no domicílio do empregado será sempre considerado eventual. ao passo que na relação de emprego o trabalhador se subordina juridicamente ao empregador. conferindo a este o poder de dirigir o trabalho. integrando-a. pela literalidade do art. o modo e o local da prestação dos serviços. definindo o tempo. que é conferida. desde que esteja caracterizada a relação de emprego. em afronta ao princípio da dignidade humana. C – são trabalhadores intermediários aqueles que compõem a própria atividade da empresa. no trabalho autônomo predomina a liberdade do trabalhador. A letra B está errada porque se não há relação de emprego no trabalho executado no domicílio do empregado. distinguir-se-á este do trabalho executado no estabelecimento do empregador. Em outras palavras. pois configura mercantilização do trabalho humano. B – são trabalhadores avulsos aqueles que prestam serviços a outrem. modo e local da prestação. Errado. A distinção surge da proteção legal trabalhista. figura muito comum principalmente no meio rural. A letra C está errada pois é possível que exista relação de emprego fora do estabelecimento do empregador. sempre que presentes os requisitos caracterizadores da relação de emprego. no âmbito do Direito do Trabalho. a quem cabe definir. D – são trabalhadores domésticos aqueles que prestam serviços a pessoa física ou grupo familiar. somente aos empregados. Errado. que em regra caracteriza relação de emprego. em regra. D – o trabalho executado no domicílio do empregado sempre será considerado autônomo. Intermediário. 6º da CLT. ainda que não esteja caracterizada a relação de emprego. Também chamado “gato”. em curtos períodos de tempo. 6º da CLT). praticando atos jurídicos em seu nome.

por exemplo. trabalhar de forma eventual. não é regido pela CLT. Não existe emprego sem (subordinação). Errado. Com efeito. Errado. 10 – (PROCURADOR DO ESTADO/RN – FCC – 2001) É correto afirmar que: a) ser pessoa física. Errado. Nem todo empregado é regido pela CLT. trabalhar mediante dependência. trabalhar mediante a inexistência de dependência. relação de dependência e) ser pessoa física. O doméstico não pode prestar serviços em atividade lucrativa. trabalhar de forma não eventual. b) ser pessoa física. O empregado rural. Pouco importa. trabalhar mediante dependência. Correto. Errado. d) ser pessoa física. A relação de emprego exige trabalho não-eventual e nem todo empregado é regido pela CLT.889/1973). e nem todo empregado é regido pela CLT. trabalhar mediante o pagamento de salário e prestar o trabalho pessoalmente são requisitos que configuram o empregado e que nem todo empregado é regido pela CLT. trabalhar mediante o pagamento de salário e prestar o trabalho pessoalmente são requisitos que configuram o empregado e que todo e qualquer empregado é regido pela CLT. Não existe relação de emprego sem onerosidade. prédio rústico é a propriedade localizada em perímetro urbano onde se desenvolve atividade agroeconômica. O que caracteriza o empregado rural não é o local da prestação dos serviços.que em atividade lucrativa. e sim pela Lei nº 5859/1972. se o mesmo presta serviços em zona urbana ou não. E – são trabalhadores rurais aqueles que desenvolvem atividades. trabalhar mediante dependência. assim considerado aquele que desenvolve atividade agroeconômica. trabalhar de forma não eventual. 2º da Lei 5. em áreas distantes das zonas urbanas. trabalhar de forma não eventual. O doméstico. FIGURA JURIDICA EMPREGADOR DO Questões Elaboradas – Auditor Fiscal Ricardo Rezende – EVP 21 . para caracterização do rurícola. sentido do c) ser pessoa física. trabalhar gratuitamente e prestar o trabalho pessoalmente são requisitos que configuram o empregado e que todo empregado é regido pela CLT. mediante o pagamento de salário e prestar o trabalho pessoalmente são requisitos que configuram o empregado e que nem todo empregado é regido pela CLT. No mesmo comentário à letra A. e não pela CLT. mas no âmbito residencial da mesma pessoa ou grupo familiar. trabalhar mediante o pagamento de salário e prestar o trabalho pessoalmente são requisitos que configuram o empregado e que todo empregado é regido pela CLT. trabalhar mediante dependência. pois também será empregado rural o trabalhador que prestar serviços em prédio rústico a empregador rural (art. Errado. por sua vez. que deve ser o empregador rural. é regido pela Lei nº 5889/1973. e sim a qualidade do empregador. Errado. ainda que industriais. conforme exposto no comentário da letra A. trabalhar de forma não eventual.

Comentário: Nos termos da Súmula 129 do TST “ a prestação de serviços a mais de uma empresa do mesmo grupo econômico. denominadas “Farmácia Gerais”. d) Caso Constantino tenha prestado serviços à “Agência de Turismo Ouro Preto” durante o tempo em que tinha contrato de trabalho com a “Lotérica Boa Esperança”. da CLT. entre duas ou mais b) No caso. bastando para tal a relação de subordinação ou ao menos de coordenação empresas. tendo em vista que exercem atividades econômicas diversas. Comentário: a identidade da atividade econômica não é requisito para a formação de grupo econômico. Comentário: a formação do grupo econômico para fins trabalhistas não se liga à idéia de grupo empresarial extraída da legislação comercial. Constantino foi admitido pela “Lotérica Boa Esperança” para exercer a função de atendente.Questão 1 – Considere-se a seguinte hipótese: Três irmãos detém a propriedade de três empresas. bem como os reflexos respectivos. e desde que respeitadas as formalidades previstas na legislação comercial. nos termos do art. “Agência de Turismo Ouro Preto” e “Lotérica Boa Esperança” não formam grupo econômico. Constantino ingressou com reclamação trabalhista pleiteando diferenças salariais (adicionais de horas extras devidos e reflexos) e o FGTS incidente sobre tais diferenças (inclusive multa compensatória devida em função da demissão imotivada). Ao longo do contrato de trabalho Constantino laborou em sobrejornada de 45 minutos diários. apenas se Constantino conseguir comprovar que as empresas constituem grupo empresarial. Não obstante não exista subordinação de uma empresa às outras. salvo ajuste em contrário”. porém nunca recebeu o adicional de horas extras. pelo que o obreiro poderá exigir as verbas trabalhistas relativas aos dois vínculos. não caracteriza a coexistência de mais de um contrato de trabalho. há inegável relação de coordenação administrativa entre elas. c) Há de se reconhecer o grupo econômico. Demitido sem justa causa depois de três anos prestando serviços à “Lotérica Boa Esperança”. durante a mesma jornada de trabalho. a configuração do grupo econômico trabalhista não depende sequer de consórcio formal entre as empresas envolvidas. sendo que constou em sua CTPS o salário mensal de R$700. Ao contrário. §2º. Comentário: a maioria da doutrina e da jurisprudência tem admitido a formação do grupo econômico ante a simples relação de coordenação entre as empresas. julgue os seguintes itens (certo ou errado): a) As empresas “Farmácia Gerais”. na hipótese mencionada. o que por si só afasta a hipótese legal de formação de grupo econômico. “Agência de Turismo Ouro Preto” e “Lotérica Boa Esperança”.00 (setecentos reais). deverá ser reconhecida em juízo a duplicidade de contratos de trabalho. Cada um dos irmãos é sócio majoritário em uma das empresas e minoritário nas outras duas. 2º. a mera relação de coordenação entre as três empresas é suficiente para a caracterização do grupo econômico para fins trabalhistas. 22 . A partir do caso acima.

poderiam as três empresas ser consideradas um único empregador em relação a Constantino.e) Configurado o grupo econômico entre as empresas “Farmácia Gerais”. o enunciado da questão esclarece que há “inegável relação de coordenação administrativa entre elas” (as empresas). sem que com isso restasse configurado mais de um contrato de trabalho. razão pela qual não restam maiores dúvidas a respeito da configuração do grupo econômico. ao passo que forma-se o grupo econômico horizontal se não existe subordinação. não poderá. dada a inexistência de relação de subordinação entre as mesmas. desde que respeitada a compatibilidade de horários. “Agência de Turismo Ouro Preto” e “Lotérica Boa Esperança”. já transcrita no comentário da alínea “d” supra. em eventual fase de execução do julgado. e logo não lhes teria sido garantido o direito constitucional ao contraditório e à ampla defesa. considerado configurada a 23 . efetiva empregadora de Constantino. Comentário: Hodiernamente o entendimento predominante na doutrina e na jurisprudência é no sentido de que as empresas integrantes do grupo econômico podem ser acionadas diretamente no processo de execução. serão acionadas a pagar o quantum devido no caso de a “Lotérica Boa Esperança” não arcar com seu débito trabalhista em relação ao mencionado obreiro. em alguns casos. em nenhuma hipótese o adquirente responderia pelos créditos trabalhistas deste obreiro. Comentário: a doutrina mais moderna e a jurisprudência tem. desde que não pairem dúvidas a respeito da existência do grupo econômico. forma-se o grupo econômico vertical se existe relação de subordinação entre as empresas integrantes. tendo em vista que não restou configurada a sucessão trabalhista porque não houve alteração na propriedade ou na estrutura jurídica da empresa “Lotérica Boa Esperança”. Comentário: segundo classificação corrente na doutrina. g) Ante a inexistência de cláusula contratual dispondo em contrário. Assim. mas mera relação de coordenação entre as empresas integrantes do grupo. razão pela qual cada uma das empresas poderia exigir que Constantino lhe colocasse à disposição sua energia de trabalho. ( E ) j) Caso a propriedade das empresas “Farmácia Gerais” e “Agência de Turismo Ouro Preto” tivesse sido transferida a terceiro durante a vigência do contrato de trabalho de Constantino. isto é. Comentário: literalidade da Súmula 129 do TST. ( E ) f) Caso Constantino tenha ingressado com a reclamação trabalhista apenas em face da “Lotérica Boa Esperança”. as duas primeiras serão subsidiariamente responsáveis pelo adimplemento dos créditos trabalhistas de Constantino. 2º da CLT as empresas integrantes do grupo econômico são solidariamente responsáveis pelos créditos trabalhistas dos empregados de qualquer uma delas. Comentário: Consoante o art. tendo em vista que as mesmas não teriam participado do processo de conhecimento. No caso em análise. exigir o pagamento das empresas “Farmácia Gerais” e “Agência de Turismo Ouro Preto”. o caso é de solidariedade e não de mera subsidiariedade. i) Tecnicamente pode-se dizer que as empresas mencionadas formam grupo econômico horizontal.

QUESTÕES ANTERIORES: DE CONCURSOS QUESTÃO 2 – (JUIZ DO TRABALHO – 5ª REGIÃO – CESPE – 2006) A subordinação jurídica apresenta-se. Comentário: não obstante a regra seja a isenção de responsabilidade do sucedido pelos créditos constituídos antes da transferência (sucessão). tinha não só seu empregador direto. mas as outras duas empresas como garantes de seus créditos. Como exemplo. um modelo situado entre o trabalho subordinado e o autônomo: o trabalho parassubordinado. Dessa forma. o responsável pelos créditos trabalhistas de Constantino seria exclusivamente o sucessor (arrendatário). “nunca”. a doutrina italiana chegou a considerar a existência de um terceiro gênero. in concreto. como “em nenhuma hipótese”. então todo cuidado é pouco com este tipo de afirmação. antes da alteração. ao menos em tese. que dificultam a constatação da relação empregatícia. Afora o debate meramente didático. na classificação de Von Tuhr. a responsabilidade subsidiária do sucedido. pois há certa presunção de menor idoneidade econômica do arrendatário. José foi contratado pela pessoa jurídica Aga. considere a seguinte situação hipotética. A hipótese é interessante para fins de concurso público porque ressalta a atenção que o candidato deve ter diante de expressões que denotem regras absolutas. nos termos dos artigos 10 e 448 da CLT. José tem a incumbência de desenvolver programa que será parte integrante de um software criado para sistema 24 . na prática judicial. ( E ) k) Na hipótese de a “Lotérica Boa Esperança” ter sido arrendada a terceiro durante a vigência do contrato de trabalho de Constantino. posto que este. a subordinação é considerada pela doutrina prevalecente como uma situação jurídica. “sempre”. Caso confirmada em juízo esta presunção. tanto na doutrina quanto na jurisprudência. como uma obrigação patrimonial de prestação pessoal. Um dos elementos caracterizadores da relação de emprego. Na hipótese. a jurisprudência tem reconhecido a responsabilidade subsidiária do sucedido nos casos em que a sucessão tenha provocado considerável redução das garantias de adimplemento dos créditos trabalhistas dos empregados. o magistrado depara-se com situações incomuns. Algumas vezes evidente e em outras apresentando-se como leve traço. a responsabilização dos adquirentes como sucessores. a alienação das outras duas empresas que formavam com a “Lotérica Boa esperança” o grupo econômico provocaria inequívoco enfraquecimento das garantias creditícias de Constantino. É importante lembrar que a regra jurídica quase sempre comporta exceções. poderia o juiz determinar. para prestação de serviços de programador. seria possível. a transferência da empresa a título provisório para um arrendatário muito provavelmente provocará o enfraquecimento das garantidas creditícias de Constantino. No desempenho de suas funções. No caso em análise. muitas vezes.sucessão de empregadores sempre que a alteração intra ou interempresarial resulte no enfraquecimento das garantias do crédito trabalhista do empregado. vigindo o arrendamento quando de sua demissão. como forma de garantir efetivamente o recebimento dos créditos do trabalhador. Observe-se que a questão é polêmica e está longe de pacificação. que atua na área de desenvolvimento de software para instituições financeiras.

Com base nessas informações e acerca dessa situação hipotética. O importante é que haja a possibilidade de o empregador dar ordens. para os fins da legislação trabalhista. que deve apenas cumprir o prazo definido. comandar.) D Se determinada instituição financeira possuísse o controle acionário de Aga. 6º da CLT. durante este período. diligência e fidelidade. do que decorre o poder empregatício (poder diretivo) e o dever de obediência do empregado. conectado à Internet. normalmente um home banking ou para centrais de autoatendimento bancário. expressamente. controle e disciplinar e ao empregado os deveres de obediência. quando este passa a ser utilizado no mercado. O trabalho de José pode ser desempenhado em sua própria residência. mas o que interessa é a possibilidade de o empregador intervir nas atividades do empregado. tampouco torna-se necessária a vigilância técnica contínua dos trabalhos efetuados. pois no caso estaria caracterizado o grupo econômico. Curso de Direito do Trabalho. ela é difícil de ocorrer. ambos. em síntese. José tem de portar. Alice Monteiro de Barros: “Esse poder de comando do empregador não precisa ser exercido de forma constante. dirigindo e administrando os bens de Aga para a consecução de seus objetivos empresariais. 2005. Comentário: assertiva correta. dirigir e fiscalizar a atividade do empregado. A A CLT não estabelece. seriam considerados empregadores de José. Se precisar sair de sua residência. pois a subordinação jurídica decorre do contrato de trabalho e representa. Mencionamos mais uma vez a esclarecedora lição da Profª. Comentário: assertiva correta. C Para a caracterização da subordinação jurídica não é necessária supervisão técnica contínua. telefone celular exclusivo. nem sempre a subordinação jurídica se manifesta pela submissão a horário ou pelo controle direto do cumprimento de ordens”. Literalidade do art. por intermédio de um programa de transferência eletrônica de mensagens. desde que presentes os pressupostos da relação de emprego. (BARROS. e que forem relativos à sua parte da programação. 241. Comentário: assertiva correta.maior. Comentário: assertiva correta. B A subordinação jurídica é fonte de direitos e deveres para as partes da relação de emprego. permanece conectado à Internet e com uma linha telefônica exclusiva em sua residência para contatos a qualquer momento para resolver problemas que surgirem na execução do software. atribuindo ao empregador os poderes de direção. Em linhas gerais. a subordinação do trabalhador ao tomador dos seus serviços no tocante ao modo de prestação do trabalho. diferenças entre o trabalho realizado no estabelecimento empresarial e o desempenhado no domicílio do empregado. Por isso. José participa de todas as fases do processo de criação do software e. mesmo porque. São Paulo : LTr. pelo que aplicável a regra 25 . Alice Monteiro de. relação norteada pela idéia civilista de boa-fé objetiva. bip e laptop. A jornada de trabalho também pode ser definida por José. o que interessa é a possibilidade que assiste ao empregador de intervir na atividade do empregado. p. em relação aos trabalhadores intelectuais. desde que mantenha contato direto com os supervisores. assinale a opção incorreta.

1 A empresa. pela inserção dos serviços prestados por José na organização da empresa Aga (e notadamente em seu objetivo social). c/c a Súmula nº 129 do TST. 3º da CLT). pelo critério objetivista a subordinação “consiste na integração da atividade do trabalhador na organização da empresa mediante um vínculo contratualmente estabelecido. vedada a transferência de eventuais custos ou prejuízos aos empregados. pelo empregador. 242). 26 . p. era perfeitamente possível resolver a questão por eliminação. não se confunde com o estabelecimento. para exercício da empresa. considera-se empregador a empresa individual ou coletiva que assalaria e dirige a prestação pessoal de serviços. em virtude do qual o empregado aceita a determinação. ou por sociedade empresária”) do Código Civil. Comentário: item errado. 2º da CLT. 2º. pelo critério objetivista. Assim. 2005. o legislador celetista (art. disponibilidade para manutenção dos sistemas). §2º. E Pelo critério objetivista. são elementos caracterizadores da subordinação jurídica. da CLT. bem como pela possibilidade de o tomador dos serviços determinar o modo de prestação do trabalho (contato direto com supervisores. Por sua vez. posto que as demais assertivas (“a” a “d”) não apresentam maiores dificuldades. partilhar os riscos da atividade econômica com seus empregados. qualquer que seja a situação da empresa. Alice Monteiro de. definição de prazos pela empresa. por empresário. das modalides de prestação do trabalho” (BARROS. Literalidade dos artigos 966 (“empresa é a atividade econômica organizada para a produção ou a circulação de bens ou serviços”) e 1142 (“considera-se estabelecimento todo complexo de bens organizados. inclusive. o critério subjetivista reforça a idéia de dependência. seriam elementos caracterizadores da subordinação jurídica pelo critério subjetivista. no caso hipotético apresentado a subordinação estaria caracterizada. Sobre esta questão é importante verificar que. Dessa forma. com o conseqüente dever de obediência pleo empregado. A direção e a fiscalização exercida por Aga sobre as atividades de José. a direção e a fiscalização exercidas por Aga sobre as atividades de José. no caso hipotético apresentado. São Paulo : LTr. os riscos do empreendimento devem ser suportados exclusivamente pelo empregador.do art. Comentário: assertiva incorreta. na qual se inspirou. Comentário: item correto. 2 De acordo com a legislação vigente. Dessa forma. à qual é facultado. o qual considera a subordinação sob o prisma da direção e da fiscalização pelo empregador. remunerando-os exclusivamente com participação nos lucros e resultados. Curso de Direito do Trabalho. acerca da figura jurídica do empregador. no caso acima apresentado. Conforme o disposto no art. são devidos ao empregado os salários contratualmente ajustados. concebida como atividade econômica organizada. não obstante a assertiva da letra “E” demande conhecimentos técnicos mais profundos. QUESTÃO 3 – (CONSULTOR LEGISLATIVO DO SENADO – CESPE – 2002) Julgue os itens seguintes. mediante acordo ou convenção coletiva. visto como uma universalidade de bens corpóreos e incorpóreos ou unidade de produção voltada à concretização dos fins sociais do empreendimento.

etc. Comentário: item errado.3 No âmbito do direito do trabalho. instrumentos coletivos de trabalho. a sucessão de empregadores resta configurada independentemente do título jurídico da alteração subjetiva do empregador. e o novo titular do negócio deverá responder pelos débitos trabalhistas relativos ao período anterior à modificação na propriedade da empresa. Para configuração do grupo econômico para fins trabalhistas não é necessário que as empresas atuem na mesma atividade econômica. A alteração na propriedade da empresa não altera os contratos de trabalho. 4 A alteração na propriedade da empresa faculta ao empresário adquirente a renegociação de todas as cláusulas coletivas eventualmente pactuadas em acordo coletivo com o sindicato profissional correspondente. Como vimos. Com efeito. sem o pagamento das indenizações devidas. não exige solenidade especial. Comentário: item errado. se operarem no mesmo segmento comercial ou se suas atividades não estiverem horizontalmente integradas no mesmo processo produtivo ou comercial. Comentário: item correto. inclusive daqueles demitidos antes da sucessão. as empresas reunidas em grupo econômico apenas serão solidariamente responsáveis pelos créditos trabalhistas devidos aos empregados de cada uma delas. pelo que é vedada a renegociação das cláusulas de acordo coletivo anteriormente pactuadas. Da mesma forma. o grupo econômico tanto pode ser vertical (se existe relação de subordinação entre as empresas integrantes). com os efeitos daí advindos (responsabilização do sucessor). Comentário: item correto. 5 A sucessão de empregadores. a sucessão de empregadores terá sido claramente configurada. com o aproveitamento total ou parcial dos trabalhadores contratados. Hipótese típica de sucessão de empregadores. Diversos empregados foram por ele dispensados. como horizontal (se existe mera relação de coordenação administrativa entre as empresas integrantes). o proprietário de uma empresa do setor de turismo foi obrigado a transferir o empreendimento a uma empresa concorrente. ao passo que outros acabaram sendo absorvidos pela nova empresa titular do empreendimento. regulamento de empresa. não restam dúvidas de que o sucessor responde por todos os débitos trabalhistas relativos ao período anterior à modificação na propriedade da empresa. QUESTÃO 4 – (AUDITOR DO ESTADO ES – CESPE – 2004) Julgue o item a seguir: Por não conseguir honrar os compromissos assumidos com alguns bancos. Assim. ao passo que a transferência do empreendimento afetou diretamente a garantia de adimplemento dos créditos trabalhistas dos empregados. para os fins do direito do trabalho. nos termos dos artigos 10 e 448 da CLT. QUESTÃO 5 – (JUIZ DO TRABALHO – 9ª REGIÃO – 2007) Considere as seguintes assertivas: 27 .) permanecem incólumes frente à alteração subjetiva do empregador. Nessa situação. todas as regras aplicáveis ao contrato (cláusulas contratuais. verificandose quando a atividade comercial explorada for assumida por pessoa natural ou jurídica distinta. bem como não depende da manutenção de todos os empregados em atividade.

d) As assertivas I. c) Somente as assertivas I e V são verdadeiras.: C 28 . caracteriza. responderá o sucessor inclusive pelos créditos dos empregados demitidos antes da transferência. a prestação de serviços pelo empregado. a referida Súmula foi cancelada em 2003. II – Segundo o entendimento dominante no Tribunal Superior do Trabalho. III – Consoante o entendimento dominante do Tribunal Superior do Trabalho. e a partir daí observa-se uma tendência a se admitir a possibilidade de o empregado acionar. durante a mesma jornada de trabalho. as assertivas são b) Somente as assertivas I e II são falsas. salvo ajuste em contrário”. Resp. Comentário: assertiva falsa.I – A sucessão de empregadores pode se configurar mesmo que não haja continuidade na prestação de serviços pelo empregado que persegue seus créditos. se a sucessão provocou redução das garantias dos créditos trabalhistas de determinado empregado. O entedimento dominante no TST. e que. na fase de execução. não caracteriza a coexistência de mais de um contrato de trabalho. III e IV são verdadeiras. Vide comentário o item anterior. V – Para que se configure a sucessão de empregadores é suficiente a transferência de parte significativa do complexo empresarial. portanto. não consta no título executivo como devedora. Maurício Godinho. Comentário: assertiva falsa. Comentário: assertiva verdadeira. durante a mesma jornada de trabalho. e) As assertivas IV e V são falsas. ainda que não haja transferência da totalidade dos bens materiais e imateriais. não pode ser sujeito passivo da execução. Assinale a alternativa correta: a) Todas verdadeiras. Comentário: assertiva falsa. em qualquer hipótese. a mais de uma empresa do mesmo grupo econômico. consubstanciado na Súmula nº 129. IV – Para que se configure a sucessão de empregadores é imprescindível que haja a transferência da propriedade da unidade econômicojurídica. independentemente de o mesmo ter participado do processo desde a fase de conhecimento. é no sentido de que “ a prestação de serviços a mais de uma empresa do mesmo grupo econômico. II. a empresa integrante do mesmo grupo econômico. Entretanto. Como mencionado no comentário da questão 4. Este foi o entendimento dominante no TST enquanto vigorou a antiga Súmula nº 205. que não participou da relação processual como reclamada. a coexistência de mais de um contrato de trabalho. Comentário: assertiva correta. Consoante a moderna doutrina justrabalhista tem ganhado força a tese de que opera-se a sucessão de empregadores sempre que haja “alienação ou transferência de parte significativa do(s) estabelecimento(s) ou da empresa de modo a afetar significativamente os contratos de trabalho” (DELGADO. qualquer um dos integrantes do grupo econômico.

E qualquer questionamento judicial acerca do pacto deverá. Por todo o exposto. o contrato de experiência deve ser ajustado pelas partes como tal. tendo em vista que ausente o requisito da não-eventualidade. assinale a opção correta. Artur faz jus ao registro do pacto em sua CTPS e às verbas não-pagas. dado que não houve registro na CTPS. ter sido feito registro em sua CTPS. gênero do qual é espécie a relação de emprego. pelo que há mera relação de trabalho. a resposta correta é a letra C. sem. visto que o período de execução do trabalho não ultrapassou o limite de noventa dias. 114 da CRFB a Justiça do Trabalho passou a ser competente para julgar as lides decorrentes de qualquer relação de trabalho. porque não há sequer relação de emprego. a não- eventualidade. a categoria profissional não obteve nenhum benefício. Outras alternativas: A – incorreta. De acordo com a CLT e os princípios do direito do trabalho. uma vez que a convenção coletiva não tem o 29 . bem como o trabalhador não se fixa juridicamente ao tomador (ele trabalha sabendo que não formará qualquer vínculo jurídico com o tomador de seus serviços). portanto. pois não houve vínculo laboral. segundo avençado pelas partes e mediante paga. estabilidade no emprego por mais um mês além do período fixado na CF. C De fato. contudo. não há qualquer previsão de “repetibilidade” futura. a licença-maternidade assegurada às gestantes da referida categoria profissional restou fixada em cinco meses. Assim. conforme o enunciado da questão. B – incorreta. tendo em vista que.TÉCNICO ÁREA ADMINISTRATIVA – TRT 1ª REGIÃO – CESPE – 2008 – CADERNO A Questão 46 Artur desenvolveu atividade de pedreiro em obra residencial ao longo de três meses ininterruptos. pois o contrato de experiência é contrato de emprego. B o labor desenvolvido por Artur equipara-se ao do trabalhador doméstico. o período assegurado à gestante passou a ser de cinco meses a partir do parto. a atividade é eventual. E – incorreta. na situação descrita. o que não foi mencionado no enunciado da questão. A Dada a mencionada extensão da estabilidade no emprego. por força de convenção coletiva. D houve contrato de trabalho de experiência. posto que não se insere nas atividades normalmente desenvolvidas pelo tomador dos serviços. e não mais somente das relações de emprego. Comentários: Ainda que a atividade de Artur tenha sido desenvolvida de forma contínua durante três meses. não há um dos requisitos caracterizadores da relação de emprego. C houve uma relação de trabalho. B Diante do benefício atribuído. qual seja. com o advento da alterações promovidas pela EC 45/2004 no art. segundo emenda constitucional. D – incorreta. A houve vínculo laboral e. ser realizado na esfera cível. Questão 47 Considerando que determinada categoria profissional tem assegurada à gestante. Além disso.

10. as leis.incorreta. pode assegurar a extensão do benefício. pois a negociação coletiva (seja celebrada por acordo coletivo de trabalho ou convenção coletiva de trabalho) sempre pode ampliar a proteção ao trabalhador. C Legalmente. 73 da CLT. a convenção coletiva de trabalho é considerada fonte autônoma do Direito do Trabalho porque as normas por ela definidas são estabelecidas a partir dos próprios atores da relação de emprego. empregado e empregador. à luz do princípio da proteção (norma mais favorável e condição mais benéfica). B . a quantia variável nunca poderá ser inferior ao salário mínimo. Por óbvio convenção coletiva não pode estender benefício de natureza tipicamente previdenciária. o gabarito é letra E. cumpre jornada de trabalho noturno o trabalhador urbano que labora no período A de 20 h às 5 h. benefício D A convenção coletiva.poder de prorrogar constitucional. II. C – incorreta. quais sejam. sem maiores problemas. incisos VI. Em contraposição. Assim. ao passo que o acordo coletivo de trabalho é firmado entre sindicato (dos trabalhadores) e empresa. do ADCT/CRFB. emendas do Estado. 30 . ex. e no caso o termo seria seis meses após o parto. D – incorreta. são fontes heterônomas do Direito do Trabalho. 7º. D A quantia variável paga mensalmente é considerada prestação in natura. como. a remuneração corresponde ao somatório de ambas. Questão 48 Segundo o art. 73 da CLT. pela literalidade do §2º do art. sendo esta resultante de gorjetas. Comentário: a resposta é letra D. p. D de 22 h às 5 h. Comentários: A – incorreta. as regras advindas de terceiros estranhos à relação de emprego. A Para efeitos legais. exceto nos casos em que a própria CRFB excepciona (art. É vedada à negociação coletiva a redução de direitos constitucionalmente assegurados. E – correta. B Como há uma quantia fixa e outra variável. C de 21 h às 5 h. Questão 49 Assinale a opção correta com referência à situação de trabalhador que recebe mensalmente uma quantia fixa e outra variável. nos termos do art. pois a garantia de emprego conferida à gestante já tem seu termo final cinco meses após o parto. “b”. B de 22 h às 6 h. Com efeito. XIII e XIV). por ser firmada entre sindicato e empresa. E de 23 h às 5 h. pois a convenção coletiva é firmada entre sindicatos (patronal e obreiro). como remuneração será considerada somente a quantia fixa.. pois a garantia de emprego (ou estabilidade) da gestante não se confunde com a licença-maternidade. E A convenção coletiva é considerada uma fonte autônoma do direito do trabalho.

468 da CLT. a quantia variável paga mensalmente não configura salário-utilidade (ou prestação in natura). foi promovido a gerente de vendas. Como exemplo. deixando o exercício de função de confiança”. 468 da CLT. Assim.E O pagamento mensal do trabalhador deverá ocorrer até o quinto dia do mês subseqüente ao vencido. anteriormente ocupado. Assim. ex. “não se considera alteração unilateral a determinação do empregador para que o respectivo empregado reverta ao cargo efetivo. 459 da CLT. pois a vedação é à remuneração inferior ao salário mínimo. 468 da CLT. C Com base no princípio da continuidade do contrato de trabalho. Comentários: Consoante o disposto no parágrafo único do art. correta a letra A. cargo de confiança que lhe assegurou aumento na remuneração. Observe-se que.00 fixos mais comissões por venda. E A situação descrita constituiu alteração unilateral do contrato de trabalho e. a CLT permite a reversão do empregado ao cargo efetivo ocupado antes da assunção do cargo de confiança. mencione-se o caso do empregador que concede moradia (habitação) ao empregado como parte da contraprestação a este devida pelos serviços prestados. comissões.00 de comissões. Nestes termos. após determinado tempo. mas sim em utilidade. C – incorreta. e não à parcela fixa da remuneração. portanto. auferindo apenas R$100. Imagine-se que em determinado mês ele vende pouco. este será garantido. Comentários: A – incorreta. Acerca dessa situação. não há que se falar em retorno ao cargo anteriormente ocupado. gorjetas. E – incorreta. independentemente de que se consiga obter resultados suficientes para “completar” o salário mínimo. D – incorreta. B – correta. a de vendedor. desde que seja paga PELO trabalho e não PARA o trabalho. o empregador concluiu que as expectativas de desempenho no cargo não tinham sido atendidas e determinou-lhe o retorno à função anterior. conforme comentário à assertiva “a”. p. pois considera-se remuneração a soma da quantia fixa à quantia variável recebida pelo empregado (como. nos termos do art. Questão 50 Um vendedor. 483 da CLT. pois o pagamento do salário do trabalhador deverá ocorrer até o quinto dia útil do mês subseqüente ao vencido.00.: um vendedor recebe R$300. D Trata-se de situação que configura rescisão indireta. foi nula. A Irregularidade inexiste na mencionada reversão ao cargo anteriormente ocupado. Após ele ocupar a nova função por seis meses. desde que tenha sido assegurado ao trabalhador o pagamento da gratificação de gerente.. neste caso. e sim salário propriamente dito. assinale a opção correta. Ex. B A referida alteração atende ao prescrito no art. Vejamos as incorreções das demais assertivas: 31 . segundo o prescrito no art. Considera-se prestação in natura a parcela do salário que não é paga em dinheiro. Ainda assim ser-lhe-á garantido o salário mínimo de R$415. etc). nos termos do parágrafo único do art.

e tem como defensores. como as obrigações decorrentes do princípio da boa-fé objetiva). Neste sentido. B ocorre a suspensão do contrato de trabalho porque não haverá. 468 da CLT. Em que pese a existência de situações controvertidas acerca da configuração como suspensão ou interrupção. pois os casos de rescisão indireta pressupõe. a reversão não constitui alteração unilateral do contrato de trabalho. cômputo do período do afastamento. pois. o que costuma determinar o enquadramento é o pagamento ou não de salário pelo empregador. D o contrato de trabalho é considerado suspenso e há cômputo. percebendo. cômputo do período do afastamento. no tempo de serviço. bem como no art. o benefício correspondente. Na situação acima descrita. que continua normalmente no cargo efetivo do empregado. isto é. Questão 51 No decorrer de determinado contrato de trabalho. C o período aquisitivo de férias não será alterado porque houve acidente de trabalho. pois não há relação entre o princípio da continuidade e o instituto da reversão. o empregado sofreu acidente de trabalho e ficou afastado de suas funções por mais de oito meses. de forma que o empregado revertido ao cargo efetivo perde a gratificação de gerente. grosso modo poderíamos dizer que sem salário = suspensão. Comentários: O entendimento doutrinário predominante é no sentido de que o afastamento do empregado em decorrência de acidente de trabalho suspende o contrato de trabalho. no tempo de serviço. reverteria ao cargo de origem porém com a incorporação da gratificação recebida. em geral. 476 da CLT. C – incorreta. a exemplo do que acontecia antigamente no serviço público com o chamado “apostilamento”. do período do afastamento. tendo em vista que a CLT prevê expressamente a hipótese de reversão. E – incorreta. a reversão não ataca o vínculo de emprego em si. Vólia Bomfim e Valentim Carrion. Godinho.213/91. até porque. em última análise. entre outros. do período do afastamento. no tempo de serviço. Este entendimento se baseia na interpretação dos artigos 59 e 60 da Lei nº 8. o que quis dizer foi que a reversão seria lícita desde que o trabalhador continuasse recebendo a gratificação de gerente. nos termos do supramencionado parágrafo único ao art. A tem-se um caso de interrupção do contrato de trabalho porque haverá. mensalmente.B – incorreta. que não é suficientemente clara na expressão “desde que tenha sido assegurado”. D – incorreta. No caso específico do acidente de trabalho a contagem do tempo de serviço e o recolhimento do FGTS 32 . Está incorreta pois não existe qualquer previsão legal neste sentido. o descumprimento de obrigação contratual por parte do empregador (tanto as obrigações expressamente decorrentes do contrato. como é o caso. com salário = interrupção. no tempo de serviço. No caso não há qualquer descumprimento de obrigação pelo empregador. E verifica-se interrupção do contrato de trabalho e não há cômputo. Não obstante a infelicidade da redação da assertiva.

quando o trabalhador completar dezoito anos. Porém. D – incorreta. vamos às alternativas. assinale a opção correta. Comentários: Esta questão induz o candidato a erro. 482 da CLT. aos quais não se aplica o limite de idade. pois o limite diário de labor do aprendiz é de seis horas. C A situação considerada caracteriza culpa recíproca para a rescisão 33 . A A rescisão cabível. E – incorreta. perante a justiça do trabalho. tendo em vista a nova redação dada ao art. Exemplo: caso seu contrato de trabalho seja extinto quando o trabalhador tenha completado 16 anos. o gabarito é letra D.684/1990). só poderá fazê-lo dois anos após a extinção do seu contrato de trabalho. A O limite diário de labor do adolescente não poderá superar quatro horas. B Deverá o trabalhador permanecer no serviço até que seja rescindido o contrato. Assim. 28 do Decreto nº 99. C O adolescente poderá. o termo inicial do prazo prescricional só começa a contar. XXXIII. firmar recibo de pagamento dos salários. 432 da B – incorreta. Isso porque o candidato desavisado pode ter chegado a pensar que o contrato seria nulo. Questão 53 Considerando que.180/2005. da CRFB. o qual não está vedado a menor de dezoito anos. consoante estipulado no art. assinale a opção correta. e do art. Literalidade do art. B O menor.”). pela literalidade do art. Logo. terá este quatro anos (dois até completar a maioridade e mais dois do prazo legal de prescrição) para propor ação trabalhista.durante o período de afastamento são determinados pela legislação (respectivamente pelo art. direitos desrespeitados. é a justa causa. no decorrer de um contrato de trabalho. C – correta. A – incorreta. 4º da CLT e pelo art. Questão 52 Com relação ao caso de um adolescente que complete quinze anos e comece a laborar. nesse caso. no caso. 404 da CLT. a partir dos 14 anos”. não obstante o caráter de suspensão do contrato de trabalho. 439 da CLT (“é licito ao menor firmar recibo pelo pagamento dos salários. E O trabalho do menor somente poderá ser considerado como de aprendizagem até que o adolescente complete dezoito anos de idade. pois contra o menor de idade não corre prescrição. o empregador esteja descumprindo suas obrigações contratuais. e na jornada o aprendizagem CLT). a regra tem a ressalva expressa “salvo na condição de aprendiz.. se quiser vindicar. pois ao menor de 16 anos é vedado o trabalho. a hipótese aventada é de contrato de aprendizagem.. completado o ensino desde que computado tempo destinado à teórica (art. que passou a permitir a aprendizagem até os 24 anos. podendo ser de oito horas se o aprendiz tiver fundamental. independentemente de seus responsáveis legais. Pois bem. ressalvada a hipótese do aprendizes portadores de necessidades especiais. 7º. D O adolescente poderá desenvolver trabalho no turno noturno. Assim. 428 da CLT pela Lei nº 11.

D – incorreta. que indica o entendimento consolidado do TST no sentido de que aplica-se analogicamente o art. 484 da CLT para todas as demais verbas resilitórias.contratual. Comentários: Ante o descumprimento das obrigações contratuais pelo empregador. Comentário: Esta questão é um bom exemplo para desmistificar a história de que a FCC cobra só “lei seca”. Se os efeitos da despedida indireta são os mesmos da rescisão sem justa causa pelo empregador. (ANALISTA – ÁREA JUDICIÁRIA – TRT DA 23ª REGIÃO – FCC – 2007) Reconhecida a culpa recíproca na rescisão do contrato de trabalho o empregado (A) terá direito a 50% do valor do aviso prévio. a resolução da questão exige o conhecimento do art. havendo culpa QUESTOES FCC 34 . C – incorreta. Observem que eu nunca disse isso! Sempre alerto para o fato de que. E – correta. Vejamos as alternativas: A – incorreta. ou seja. por falta grave do empregado. especialmente para concursos da FCC. pelo que a rescisão do contrato opera os mesmos efeitos da rescisão sem justa causa pelo empregador. o empregado terá direito inclusive ao aviso prévio. pode escolher entre continuar prestando serviços ou não. 483 da CLT. E Findo o contrato de trabalho por despedida indireta. será devido o aviso prévio. a questão não encontra resposta em literalidade de nenhum dispositivo legal. (D) terá direito a integralidade do valor do aviso prévio e a 50% do décimo terceiro salário e das férias proporcionais. apenas. forte no art. 482) não é devido o aviso prévio. é fundamental conhecer bem (decorar mesmo) a “lei seca”. inclusive com o pagamento da multa compensatória do FGTS na proporção de 40% dos depósitos fundiários. por si só. mas isso não quer dizer que se possa dispensar o estudo da doutrina e da jurisprudência. B – incorreta. pois a dispensa por justa causa é forma de despedida pelo empregador. o empregado. D Independentemente da forma de rompimento contratual. assegurando indenização por metade ao obreiro. será devido o aviso prévio. (E) terá direito a integralidade do décimo terceiro salário e das férias proporcionais. pois se rompimento contratual por justa causa (art. ainda que com pouca profundidade. pois conforme o §3º do art. bem como da Súmula nº 14 do TST. cabe rescisão indireta do contrato de trabalho. do décimo terceiro salário e das férias proporcionais. Ao contrário. ao pleitear a rescisão indireta de seu contrato de trabalho por descumprimento de obrigações pelo empregador. (B) não terá direito a qualquer verba rescisória por ter contribuído para a rescisão de seu contrato de trabalho. 484 da CLT (segundo o qual havendo culpa recíproca a indenização devida ao empregado o é pela metade). pois no caso a culpa é integral do empregador. 483 da CLT. (C) terá direito a 50% do valor do aviso prévio e a integralidade do décimo terceiro salário e das férias proporcionais. Pois bem.

a consideração de tempo ficto. da CLT. (B) 07h00min.recíproca serão devidas pela metade a multa compensatória do FGTS. 62. em determinado dia da semana. Comentário: Consoante o disposto no art. o gabarito é letra A. o que afasta. o aviso prévio. Nesta questão o único detalhe a observar é que a hora reduzida noturna (art. (ANALISTA – EXECUÇÃO DE MANDADOS – TRT DA 4ª REGIÃO – FCC – 2006) O empregado que. por força da exceção legal prevista no art. poderá reiniciar os serviços no dia seguinte a partir de (A) 06h00min. §1º. por oportuno. 58. D – incorreta. conforme art. 73. caput. (D) A duração normal de trabalho poderá ser acrescida de horas suplementares. conforme art. 59. 58-A. B – incorreta. II. §1º. (D) 09h00min. da CLT. (E) Considera-se trabalho em regime de tempo parcial aquele cuja duração não exceda a vinte e cinco horas semanais. por qualquer meio de transporte será computado como jornada de trabalho. assim considerados os exercentes de cargos de gestão. por sua vez. observado o limite máximo de 20 minutos diários. não excedentes de três minutos. Dessa forma. C – incorreta. conforme art. “entre duas jornadas de trabalho haverá um período mínimo de onze horas consecutivas para descanso”. deverão observar a jornada de trabalho não excedente de oito horas diárias ou quarenta e quatro horas semanais. o tempo despendido pelo empregado até o local do trabalho e para seu retorno. não se aplicando a redução aos descansos trabalhistas. (C) 08h00min. §2º. poderá reiniciar os serviços no dia seguinte a partir das 35 . E – correta. da CLT. conforme art. encerra a prestação de serviços às 23h00min. caput. Devese lembrar. (C) Em regra. Comentários: Esta questão. senão vejamos: A – incorreta. até porque estes configuram dispositivos de proteção à higidez física do trabalhador. (E) 10h00min. as férias proporcionais e o décimo terceiro proporcional. cobrou a literalidade de diversos dispositivos legais relativos à jornada de trabalho. se o empregado parou de trabalhar em um dia às 23h00min. 66 da CLT. (B) Serão computadas como jornada extraordinária as variações de horário de ponto. em número não excedente de três. mediante acordo escrito entre empregador e empregado. por óbvio. da CLT) é hora de trabalho. Portanto. que é o chamado intervalo interjornadas. o gabarito é letra E. 58. (TÉCNICO – ÁREA ADMINISTRATIVA – TRT DA 23ª REGIÃO – FCC – 2007) Com relação a jornada de trabalho é correto afirmar: (A) Os gerentes. que as férias vencidas são devidas integralmente em qualquer hipótese de extinção do contrato de trabalho. da CLT. Logo. da CLT.

os professores das Universidades Federais. Logo. b) os militares são sempre servidores públicos e mantém relação de direito administrativo com os entes públicos. dentre os quais este inciso I do art. Em razão de todo o exposto. Logo. 36 . (ANALISTA – EXECUÇÃO DE MANDADOS – TRT DA 4ª REGIÃO – FCC – 2006) O empregado que recebe pagamento semanal tem direito ao aviso prévio de (A) 7 dias. Logo. (TÉCNICO – TRT DA 4ª REGIÃO – FCC – 2006) 43 – Estão excluídos da proteção legal da Consolidação das Leis do Trabalho: (A) os empregados essenciais. dispõe que é direito dos trabalhadores urbanos e rurais o “aviso prévio proporcional ao tempo de serviço. (D) os bancários. Isso porque o art. Dispõe o art. por exemplo. d) os bancários são sempre celetistas (empregados). (D) 15 dias. Assim. Não obstante. os trabalhadores não empregados (aqueles que mantém mera relação de trabalho com o tomador de seus serviços). (B) os militares. o gabarito seria letra “B”. e) os trabalhadores em domicílio podem perfeitamente ser empregados. Basta imaginar o caso de um professor de escola particular. inclusive aqueles empregados em bancos “públicos”. da CLT. c) os professores podem ser tanto estatutários como empregados. se o pagamento for efetuado por semana ou tempo inferior. 487. em serviços (E) os trabalhadores em domicílio. não sendo necessário conhecer sequer as exceções. XXI. pelo que o gabarito é letra “B”. 6º da CLT. em nenhuma hipótese. o gabarito é letra “E”. (C) 10 dias. 487. Esta noção é suficiente para resolver a questão. que o aviso prévio é de oito dias. porém em consonância com a Constituição de 1988. (E) 30 dias. sendo no mínimo de trinta dias. Comentário: estarão excluídos da proteção legal da CLT. não estão incluídos na proteção legal da CLT. I. por força do disposto no art. ou de um coletor de lixo empregado de uma empresa prestadora de serviços de limpeza pública. isto é. da CRFB. por isso achei interessante comentar esta questão.10h00min. são trabalhadores estatutários. nos termos da lei”. Com efeito. pela literalidade do artigo. Comentário: questão semelhante me foi perguntada semana passada por email. São estatutários. 7º. o gabarito é letra “E”. em geral. Imagine-se o exemplo de uma enfermeira empregada em um hospital particular. a CLT tem vários dispositivos não recepcionados pela CRFB/1988. a partir da CRFB/1988 não há mais aviso prévio inferior a trinta dias. Vejamos as alternativas: a) empregados em serviços essenciais podem perfeitamente ser empregados. (C) os professores. há que se ter em mente que o estudo do Direito do Trabalho (e dos outros “direitos” também) deve ser feito sempre a partir da legislação. (B) 8 dias. e neste caso têm os mesmos direitos destes.

concreto e específico. Por este motivo. Vide comentário à letra “A”. impessoal e imperativo a sentença normativa é considerada fonte formal do Direito do Trabalho. o conceito de CCT e ACT. B – incorreta. sendo fonte heterônoma porque derivada de terceiro não integrante da relação empregatícia (no caso. pois é pessoal. bem como as disposições contratuais em um contrato de trabalho não podem ser consideradas como fontes do Direito do Trabalho. C – incorreta. ao passo que a fonte formal tem como requisitos a generalidade. pela jurisprudência e pelos princípios e normas do direito do trabalho. pois os acordos coletivos de trabalho (ACT) são pactos firmados entre o sindicato dos trabalhadores e uma ou mais empresas. (D) a sentença normativa em dissídio coletivo terá efeito erga omnes. pois inverte. mais uma vez. Comentários: A – incorreta. D – correta. na falta de disposições legais ou contratuais. esta conduta se torna obrigatória. a abstratividade. sendo vedado o uso da analogia e da eqüidade. observe-se que tanto as CCT quanto os ACT são fontes formais do Direito do Trabalho. O contrato de trabalho. O pacto firmado entre sindicatos (patronal e dos trabalhadores) é a convenção coletiva de trabalho (CCT). não é considerado fonte formal do Direito do Trabalho. Por oportuno. (C) os usos e costumes. e é considerado fonte formal autônoma (criada pelos próprios agentes sociais envolvidos. Os usos e costumes são guindados à condição de fontes formais pois sempre que a conduta habitual do empregador seja mais benéfica ao empregado que o patamar mínimo contido na legislação protetiva trabalhista. 468 da CLT. conforme o caso. é correto afirmar que (A) os acordos coletivos são os pactos firmados entre dois ou mais sindicatos estando de um lado o sindicato patronal e do outro o sindicato dos trabalhadores. pois os usos e os costumes são tidos pela doutrina majoritária como fontes do Direito do Trabalho. valendo para todas as pessoas integrantes das categorias econômica e profissional envolvidas no dissídio coletivo. (E) a Justiça do Trabalho. decidirá. Mencione-se que o costume é a adoção reiterada de uma determinada conduta jurídica. pelo seu caráter geral. a impessoalidade e a imperatividade. pois realmente a sentença normativa tem eficácia erga omnes em relação à categoria representada pelo sindicato suscitante. abstrato. por força do princípio da condição mais benéfica. (B) as convenções coletivas de trabalho são pactos celebrados entre uma ou mais pessoas de uma empresa e o sindicato da categoria profissional a respeito de condições de trabalho.FONTES DO TRABALHO DIREITO DO (ADVOGADO – MUNICÍPIO DE SANTOS – FCC – 2006) Com relação às fontes do Direito do Trabalho. por sua vez. o Estado-Juiz). sem a participação do sindicato representativo da categoria econômica. sem a interferência estatal). bem como do disposto no art. 37 . por determinado grupo social e em determinada época.

como regra. a jurisprudência (exceto as súmulas vinculantes. também nos termos do art. conforme o caso. o interesse público sempre se sobreporá a interesses individuais ou classistas. pois o art. ao menos em tese. (ANALISTA – ÁREA ADMINISTRATIVA – TRT24 – FCC – 2006) Com relação às fontes do Direito do Trabalho. como o é. pelas razões expostas acima. naquilo que não for incompatível com os princípios fundamentais deste”. 8º da CLT (vide comentário à letra “E” da questão anterior). e sim a exceção. pois os usos e costumes são realmente arrolados com fontes formais autônomas do Direito do Trabalho. as autoridades administrativas e a Justiça do Trabalho. (E) o interesse de classe ou particular deve prevalecer sobre o interesse público. a eqüidade e o direito comparado. sendo também verdade que muitas vezes a reiterada aplicação de determinada conduta dá origem à normal jurídica escrita (positivação). E – incorreta. o regime constitucional brasileiro. por eqüidade. em razão da natureza humanitária inerente da relação própria de emprego. de acordo com a melhor doutrina. QUESTÕES TRT DA 19ª REGIÃO 38 . por analogia. Comentários: A – incorreta. (C) é defeso. D – incorreta. cuja lei instituidora surgiu a partir do costume consagrado pelos empregadores no sentido do pagamento de gratificação natalina aos empregados. conforme o caso. B – correta. decidirem. 8º da CLT seriam fontes formais apenas os usos e costumes. (D) é defeso. (B) os usos e costumes são uma importante fonte do Direito do Trabalho sendo que. como regra. Assim. o parágrafo único do art. na falta de disposições legais ou contratuais. pois a incompatibilidade principiológica entre o direito comum e o direito do trabalho não é a regra. que são fontes formais). 8º da CLT fixa como métodos de interpretação e integração de lacunas a jurisprudência. além dos usos e costumes e do direito comparado. a eqüidade e outros princípios e normas gerais de direito. Neste sentido. na falta de disposições legais ou contratuais. as autoridades administrativas e a Justiça do Trabalho. dos métodos integrativos mencionados pelo art. C . mencione-se o direito ao décimo terceiro salário. muitas vezes. a analogia. Seriam métodos de integração de lacunas.incorreta. a analogia. é certo que (A) o direito comum não será fonte subsidiária do direito do trabalho. em razão da incompatibilidade com os princípios fundamentais deste. da sua reiterada aplicação pela sociedade. 8º da CLT (idem anterior). pois a afirmativa inverte os valores constitucionais de um Estado de Direito.E – incorreta. não constituindo fontes formais. os quais gozam. a doutrina majoritária considera que simples métodos de interpretação e de integração jurídica não constituem fontes formais do direito. é que se origina a norma legal. de força normativa. Como exemplo. Em um modelo democrático e que preza pela dignidade da pessoa humana. bem como os princípios. nos termos do art. 8º da CLT dispõe que “o direito comum será fonte subsidiária do direito do trabalho. decidirem. Não obstante o tema não seja pacífico.

Comentário: dispõe o art. pelo que a resposta é a assertiva contida na letra “E”. 121/2003. com fundamento na Súmula 291 do TST: “Nº 291 HORAS EXTRAS (mantida) Res. multiplicada pelo 39 .ANALISTA – ÁREA ADMINISTRATIVA – TRT DA 19ª REGIÃO – FCC – 2008 37. podemos constatar que a utilidade (habitação) fornecida a Denise pela empresa X respeita o limite legal.2003 A supressão.11. pelo empregador. mas a alimentação ultrapassa o limite legal. (C) ambas as utilidades respeitam o limite máximo permitido. a empresa (A) deverá pagar a Marta uma indenização correspondente ao valor de um mês de horas extras suprimidas. Neste caso. (B) a alimentação fornecida respeita o limite máximo permitido. do serviço suplementar prestado com habitualidade. O cálculo observará a média das horas suplementares efetivamente trabalhadas nos últimos 12 (doze) meses. (B) não poderá suprimir tais horas. A empresa urbana X fornece habitação como salário utilidade para Denise. tendo em vista que já se encontravam incorporadas no salário de Marta. enquanto a utilidade (alimentação) fornecida a Joaquim pela empresa Y excede o limite legal. Neste caso. sua empregada. (A) é vedada a concessão de habitação e alimentação como utilidade. A habitação fornecida pela empresa equivale a 15% de seu salário contratual. respectivamente. durante pelo menos 1 (um) ano. A empresa urbana Y fornece alimentação como salário utilidade para Joaquim. da CLT. que “a habitação e a alimentação fornecidas como salário-utilidade deverão atender aos fins a que se destinam e não poderão exceder. Essa alimentação equivale a 25% de seu salário contratual. Comentário: gabarito letra “A”. (D) deverá pagar a Marta uma indenização correspondente a seis vezes o valor da média das horas extras efetivamente trabalhadas nos últimos doze meses. (E) a habitação fornecida respeita o limite máximo permitido. seja qual for o percentual. §3º. mas a habitação ultrapassa o limite legal. (C) deverá pagar a Marta uma indenização correspondente a seis vezes o valor do último salário percebido. multiplicado pelo valor da hora extra do dia da supressão. 38. (D) ambas as utilidades ultrapassam o limite máximo permitido. 458. 20 e 21. seu empregado. prestando há 3 anos horas extras habituais. de acordo com a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Marta labora para a empresa HUJ. Sua empregadora pretende suprimir as horas extras prestadas habitualmente por Marta. a 25% (vinte e cinco por cento) e 20% (vinte por cento) do salário contratual”. Logo. assegura ao empregado o direito à indenização correspondente ao valor de 1 (um) mês das horas suprimidas para cada ano ou fração igual ou superior a seis meses de prestação de serviço acima da jornada normal. DJ 19. multiplicado pelo número de anos que prestou este serviço extraordinário. (E) deverá pagar a Marta uma indenização correspondente ao valor do último salário recebido multiplicado por trinta e seis.

(D) terá direito a 18 dias corridos de férias. embora descontínuos”. 7º da CRFB. Maria não terá direito a férias. sem prejuízo do emprego e do salário e licençapaternidade. (C) não terá direito a férias. 473 da CLT. qualificação prevista em Trabalho e formal do Caracterizam interrupção do contrato de trabalho as hipóteses indicadas APENAS em (A) III e IV. Com efeito. No curso do período aquisitivo de férias.valor da hora supressão. pois a eleição para cargo de Diretor de Sociedade Anônima tem como resultado. os direitos elencados nas letras “A” a “E” são previstos. (E) II e IV. literalmente. nos termos da lei. Maria (A) terá direito a 24 dias corridos de férias. Os itens III e IV estão corretos. II. Neste caso. respectivamente com fundamento no disposto nos incisos II e VIII do art. nunca inferior ao mínimo. o item II também trata de suspensão. sendo no mínimo de trinta dias. 133. Deixar de comparecer ao trabalho por três dias consecutivos em virtude de casamento. 476-A da CLT. da CLT. Por sua vez. IV. (D) a garantia de salário. no curso do período aquisitivo tiver percebido da Previdência Social prestações de acidente de trabalho ou de auxíliodoença por mais de 6 (seis) meses. 41. “VII” e “XXI” do III. Logo. Comentário: a questão se resolve pela literalidade do art. para os que percebem remuneração variável. Comparecimento judicial Tribunal do Júri como jurado. 40. pelos incisos “XVIII”. 473 da CLT. “VIII”. NÃO é assegurado à categoria dos trabalhadores domésticos (A) a licença à gestante. Eleição para o cargo de Diretor de Sociedade Anônima. “não terá direito a férias o empregado que. IV. (D) I. em regra.” extra do dia da 39. de acordo com a CLT. Comentário: nos termos do art. pelo que o gabarito é letra “C”. (E) o aviso prévio proporcional ao tempo de serviço. ao 40 . Afastamento para profissional do obreiro Convenção Coletiva de com a aquiescência empregado. (C) o décimo terceiro salário com base na remuneração integral ou no valor da aposentadoria. Maria recebeu auxílio doença por sete meses descontínuos. (B) I e II. Comentário: a questão exigia o conhecimento da literalidade do art. mediante previsão expressa do art. (E) terá direito a 15 dias corridos de férias. O item I está incorreto. (B) terá direito normalmente ao gozo de 30 dias de férias. a suspensão do contrato de trabalho. Gabarito letra “A”. No que diz respeito à suspensão e interrupção do contrato de trabalho. (B) a irredutibilidade do salário. considere: I. III e IV. (C) II e III. “VI”.

é salário in natura. O parágrafo único do art.ÁREA JUDICIÁRIA 2008 38. entre outros.art. também em razão da necessidade temporária de maior número de empregados. logo é uma forma de contraprestação. 7º. o hotel celebrou outro contrato de trabalho com prazo determinado com Denise pelo prazo de 1 mês (Março). “C” e “D” não são considerados salárioutilidade por força do disposto no art. e como tal tem natureza salarial (salário-utilidade). (B) inválida tendo em vista que entre a celebração dos contratos não tinha decorrido mais de 6 meses do término do primeiro contrato. Comentário: os benefícios mencionados nas opções “A”. a sucessão de contratos de trabalho com prazo determinado é (A) inválida tendo em vista que os dois contratos de trabalho ultrapassaram o prazo máximo de 60 dias permitidos pela legislação. (C) inválida em razão da celebração de dois contratos com prazo determinado com o mesmo empregado dentro do período de um ano. prestada mediante seguro-saúde. (C) a assistência médica. pelo que o gabarito é letra “D”. Cumpre lembrar a regra básica para diferenciar estas figuras: se a concessão se dá para o trabalho. Não faz menção. (E) o veículo fornecido pelo empregador e utilizado pelo empregado também em finais de semana e em férias. Portanto. hipótese em que o veículo fornecido pelo empregador é utilizado também nos momentos de lazer do empregado. o gabarito é letra “E”. VI. relaciona os direitos assegurados à categoria dos trabalhadores domésticos. (D) a educação. O Hotel Fazenda Água da Chuva celebrou contrato de trabalho por tempo determinado com Denise pelo prazo de 2 meses (Dezembro e Janeiro). bem como a previdência privada. os incisos XVIII. não tem natureza salarial. livros e material didático. fora do horário de serviço. por sua vez. 458. anuidade. mensalidade. “B”. QUESTÕES TRT19 TRT19 . Não obstante.ANALISTA . prestada diretamente pelo empregador. ao inciso VII. 7º. §2º. hospitalar e odontológica. prazo legal previsto na legislação. o veículo fornecido pelo empregador e utilizado pelo empregado somente em serviço não é considerado salárioutilidade. da CLT. 39. De acordo com a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). (B) a assistência médica. a alternativa “E” traz a 41 . Por sua vez. tendo em vista que é fornecido para o trabalho. se ocorre pelo trabalho (= contraprestação). tendo em vista a necessidade de um número maior de empregados em razão das férias escolares. neste caso. compreendendo os valores relativos a matrícula. hospitalar e odontológica. incluindo. Natal e Ano Novo. VIII e XXI. Considera-se salário in natura (salário utilidade) (A) seguros de vida e de acidentes pessoais. em estabelecimento de ensino de terceiros. No Carnaval seguinte. por sua vez.

(C) I. da mesma Lei. Eventual reajuste normativo concedido no período de fluência do aviso prévio não se incorpora no patrimônio trabalhista do empregado. 41. 468. tendo em vista os termos do art. o gabarito é letra “A”. III. II. c/c o art. durante o prazo do aviso prévio trabalhado pelo correspondente pagamento de duas horas extras. (B) pagará multa de 30% do valor dos depósitos e o empregado sacará a conta vinculada.036/1990. pois não é permitida a supressão da redução da jornada durante o aviso prévio. 452 da CLT. IV – incorreto. II e III.(D) válida tendo em vista que a contratação ocorreu em razão da realização de certos acontecimentos. da CLT. das duas horas legais de redução diária da jornada. A Justiça do Trabalho reconheceu culpa recíproca na rescisão do contrato de trabalho de Maria. Comentário: analisemos os itens um a um. (D) não pagará multa sobre o valor dos depósitos. 20. com fundamento no art. 487. §5º. I. (E) III e IV. É válida a substituição. pela literalidade do art. 18. II – correto. O pedido de dispensa do seu cumprimento não exime o empregador de pagar o valor respectivo. pela literalidade do art. da CLT. IV. o empregador (A) pagará multa de 40% do valor dos depósitos e o empregado sacará a conta vinculada. o valor das horas extraordinárias habituais integra o aviso prévio indenizado. (D) I e IV. Considere as assertivas abaixo a respeito do aviso prévio. III – incorreto. pela literalidade da Súmula 276 do TST. (C) pagará multa de 20% do valor dos depósitos e o empregado sacará a conta vinculada. §2º. O direito ao aviso prévio é irrenunciável pelo empregado. Neste caso. (B) II e III. da Lei nº8. Logo. salvo comprovação de haver o prestador dos serviços obtido novo emprego. sequer mediante pagamento das horas como extraordinárias. mas o empregado poderá sacar a conta vinculada. (E) não pagará multa sobre o valor dos depósitos e o empregado também não poderá sacar a conta vinculada. 40. I – correto. Neste sentido. Comentário: a alternativa correta é a letra “C”. a Súmula nº 230 do TST. É correto o que se afirma APENAS em (A) I e II. (E) inválida tendo em vista que é vedada a celebração de mais de um contrato de trabalho com prazo determinado com a mesma pessoa. Comentário: gabarito letra “D”. pelo empregador. I. Em regra. Com relação às Convenções Coletivas de Trabalho. §6º. 42. é correto afirmar: 42 .

apenas. B) correta. VIII. (D) Qualquer uma das partes poderá denunciar Convenção Coletiva de trabalho. C) incorreta. na pecuária. bastando a comunicação escrita direcionada a todas as categorias de empregados e empregadores abrangidas pelo respectivo instrumento. (B) Joana. (C) João. (D) João e Joana. tem trabalho noturno de 21h às 5h. 73 da CLT. pois o processo de denúncia da CCT exige o atendimento de requisitos específicos constantes do art. c) no meio rural. 614. André é empregado rural e trabalha na lavoura. §3º.(A) Não é permitido estipular duração de Convenção Coletiva de Trabalho superior a três anos. pois a estipulação de penalidades para os sindicatos convenentes em caso de violação dos dispositivos da CCT é obrigatória. 612 da CLT. da CLT). (C) As Convenções Coletivas de Trabalho poderão conter de forma facultativa penalidades para os Sindicatos convenentes em caso de violação de seus dispositivos. dentre as alternativas oferecidas pela questão podemos concluir que apenas André. 613. 7º da Lei nº 5. pois o prazo máximo de duração da CCT ou do ACT é de dois anos (art. empregado na lavoura. temos que a) no meio urbano. (B) O quorum de comparecimento e votação na Assembléia Geral convocada para celebrar Convenção Coletiva de Trabalho é. (E) André e Joana. VI. 43. 613. Em regra. a estipulação contratual de claúsula de não-responsabilização (A) exclui a responsabilidade trabalhista do sucedido uma vez que o 43 . E) incorreta. Assim. conforme a literalidade do art. 615 da CLT. 44. D) incorreta. da CLT. em regra. (E) As Convenções Coletivas de Trabalho poderão conter de forma facultativa disposições sobre o processo de revisão total ou parcial de seus dispositivos. apenas. o horário noturno de estende de 22h às 5h. o horário noturno se estende de 20h às 4h. nos termos do art. Na sucessão de empresas. o gabarito é letra “B”. tais quais a aprovação por Assembléia Geral. conforme o art. a jornada de trabalho noturno será das 21:00 às 5:00 para (A) André. apenas. por força do art. Joana é empregada rural e trabalha na pecuária. Comentário: rememorando o período de trabalho noturno. 7º da Lei nº 5. João é empregado urbano. da CLT). de 2/3 dos associados da entidade em primeira convocação e 1/3 em segunda. Gabarito letra “A”. o horário noturno se estende de 21h às 5h.889/1973. Assim.889/1973. consoante o art. pois é obrigatória a inclusão na CCT de disposições sobre o processo de revisão total ou parcial de seus dispositivos (art. b) no meio rural. Comentário: A) incorreta. na agricultura.

respondendo a empresa sucedida subsidiariamente. respondendo a empresa sucedida solidariamente. 2º. Joana desobedeceu norma de caráter geral da empresa. de de 45. sempre que uma ou mais empresas. Não obstante. 44 . (E) limita a responsabilidade trabalhista do sucedido até seis meses após a efetivação da sucessão das empresas. mau procedimento e insubordinação. TÉCNICO – TRT DA 19ª REGIÃO – FCC – SETEMBRO/2008 31. Comentário: esta é a única questão da prova que exigia algum conhecimento doutrinário. A existência de tal cláusula gera efeitos somente entre as partes (sucessor e sucedido). (B) subsidiariamente responsáveis a empresa principal e cada uma das subordinadas. (D) subsidiariamente responsáveis a empresa principal e solidariamente cada uma das subordinadas. incontinência conduta e insubordinação. diante de casos concretos a jurisprudência tem se inclinado no sentido de reconhecer a responsabilidade subsidiária do sucedido. João e Joana. de ato de (A) improbidade. (C) limita a responsabilidade trabalhista do sucedido até o valor da integralização de suas cotas sociais. estiverem sob a direção de outra. isto é. (E) apenas solidariamente responsáveis a empresa principal. embora. presentes ou futuros) sobre o sucessor. Com efeito. Mário. incontinência conduta e indisciplina.sucessor assume na integralidade os débitos cíveis. personalidade jurídica própria. o sucedido não teria qualquer responsabilidade (seja solidária ou mesmo subsidiária) em relação aos créditos trabalhistas constituídos antes da sucessão. tendo. Nesses casos. De acordo com a CLT. Comentário: gabarito letra “C”. pela literalidade do art. (A) solidariamente responsáveis a empresa principal e subsidiariamente cada uma das subordinadas. (D) não possui qualquer valor para o Direito do Trabalho. cada uma delas. recaindo a responsabilidade por créditos trabalhistas (pretéritos. da CLT. para os efeitos da relação de emprego. (C) incontinência de conduta. Resta esclarecer que a cláusula de não-responsabilização não opera qualquer efeito no âmbito trabalhista. em caso de sucessão trabalhista a regra é a desoneração da responsabilidade do sucedido. serão. §2º. Mário falsificou certidão de nascimento de filho para receber salário-família. respectivamente. constituindo grupo econômico. no sentido de que confere ao sucessor o direito de regresso em face do sucedido. com fulcro nos artigos 10 e 448 da CLT. João utilizou-se do email corporativo da empresa empregadora para enviar material pornográfico. tributários e trabalhistas. (B) improbidade. (B) não possui qualquer valor para o Direito do Trabalho. poderão ser dispensados com justa causa pela prática. (C) solidariamente responsáveis a empresa principal e cada uma das subordinadas.

. o gabarito é letra “B”. que provoque risco ou prejuízo à integridade patrimonial do empregador ou de terceiro. com o objetivo de alcançar vantagem para si ou para outrem.213/1991). que leva à perturbação do ambiente de trabalho ou mesmo prejudica suas obrigações contratuais. Daniela e Dora terão direito ao salário-família (gabarito letra “C”). “A indisciplina no serviço consiste no descumprimento de ordens emanadas em caráter geral. sendo beneficiários dele os segurados empregados. Daniela e Dora são empregadas da empresa XXCC.. urbanos ou rurais. e sim previdenciária. 32. Isso posto. 45 .. Diana possui uma filha de 13 anos de idade.. Pois bem. (D) Daniela e Ana. má-fé do obreiro. a banca desconsiderou tal fato e incluiu o salário-família no conteúdo programático de Direito do Trabalho. Não sei se por conveniência ou por falta de rigor técnico. (. bem como o trabalhador avulso. São Paulo : Editora Método. Daniela e Dora. exceto o doméstico.. um dos autores mais indicados para concursos para analista e técnico dos TRT.). (B) Ana.. mau procedimento e indisciplina. pois a rigor não é matéria trabalhista. Direito do Trabalho Para Concursos Públicos. Renato. Renato Saraiva. 254/258). a insubordinação consiste no descumprimento de ordens pessoais de serviço. fraude. Nesses casos. (A) Aline e Dora. Aline possui um casal de gêmeos com 14 anos de idade. percebe-se que a banca seguiu exatamente o entendimento do Prof..) a falsificação de documentos para obter vantagem ilícita na empresa.. Peço licença então para citar o ilustre professor: “Consiste o ato de improbidade na desonestidade. (E) indisciplina.” “Incontinência de conduta é o desregramento ligado à vida sexual do indivíduo. Com efeito. ato lesivo da honra praticado em serviço e insubordinação. Não obstante.213/1991. (C) Diana. Comentário: outra questão estranha. direcionadas a todos os empregados (. (E) Aline e Diana. 3ª Ed.) Podemos citar como exemplo (. Comentário: esta questão poderia dar “pano para manga”.(D) incontinência de conduta. pg. Diana. que tenham filhos menores de 14 anos ou inválidos de qualquer idade. Daniela e Dora. Daniela possui uma filha de 11 anos de idade e Dora possui um filho inválido com 33 anos de idade. Assim. das empregadas da empresa XXCC mencionadas no enunciado da questão apenas Diana. Ana possui um filho com 17 anos de idade. pois a doutrina é extremamente oscilante no tocante à caracterização das hipóteses legais de falta grave. Ana. terão direito ao saláriofamília apenas. o salário-família está previsto nos artigos 65 a 70 da Lei nº 8. a natureza jurídica do salário-família é benefício previdenciário. Diana. Por sua vez. dadas diretamente pelo empregador ou pelo superior hierárquico ao obreiro”. (SARAIVA. como a prática de obscenidades e pornografia nas dependências da empresa”. 2005. sendo inclusive previsto na lei de benefícios da Previdência Social (Lei nº 8. Aline.

salvo se cometer falta grave. 46 . de acordo com a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). será computado na jornada de trabalho. salvo se cometer falta (E) terá vedada a sua dispensa a partir do resultado oficial das eleições até seis meses após o final do seu mandato. Carlos. salvo se cometer falta grave. registrou sua candidatura como diretor suplente do sindicato de sua categoria de trabalho. Passadas as eleições. 24 e 18 dias de férias. observado o limite máximo de dez minutos diários. salvo se cometer falta grave. César e Cícero terão direito. A limitação legal da jornada suplementar a duas horas diárias não exime o empregador de pagar todas as horas trabalhadas. grave. uma vez que se equiparam aos gerentes. IV. caso seja eleito inclusive como suplente. até 1 (um) ano após o final do seu mandato. Mário recebeu a boa notícia de que havia sido eleito. (B) terá vedada a sua dispensa a partir do registro de sua candidatura até um ano após o final do seu mandato. I. a (A) 24. III.” Logo. Mário. Não serão descontadas nem computadas como jornada extraordinária as variações de horário no registro de ponto não excedentes de cinco minutos. 18 e 12 dias de férias. Neste caso. (D) 30. (B) 30. salvo se cometer falta grave devidamente apurada nos termos desta Consolidação. dispõe que “Fica vedada a dispensa do empregado sindicalizado ou associado. 130 da CLT. Gabarito letra “D”. Comentário: o art. a partir do momento do registro de sua candidatura a cargo de direção ou representação de entidade sindical ou de associação profissional. empregado da empresa KILO. É correto o que se afirma. por qualquer meio de transporte. Carlos. Considere as assertivas abaixo a respeito da jornada de trabalho. da CLT. o gabarito é letra “B”. Comentário: aplicação literal do art. APENAS. 18 e 18 dias de férias. 543. §3º. II e III. Durante o período aquisitivo de férias Carlos possuiu 5 faltas injustificadas. Em regra. (C) 24. Os chefes de departamento não possuem direito ao pagamento de horas extras. II. (E) 30. 24 e 24 dias de férias. tendo em vista que foi eleito como diretor suplente de sindicato. mandato. (D) terá vedada a sua dispensa a partir do registro de sua candidatura até seis meses após o final do seu 35. Mário (A) poderá ser dispensado a qualquer momento. 24 e 15 dias de férias. o tempo despendido pelo empregado até o local de trabalho e para o seu retorno. César e Cícero trabalham na empresa DDAA. César possuiu 12 faltas injustificadas e Cícero possuiu 8 faltas injustificadas. 34. em (A) I.33. (C) terá vedada a sua dispensa a partir do resultado oficial das eleições até um ano após o final do seu mandato. respectivamente. Nesses casos.

(E) implicará na perda do direito ao adicional noturno. mas fará jus o reclamante ao pagamento de multa no valor dos últimos cinco salários recebidos. II – correto. do empregador) e pelo teor da Súmula 376 do TST. (C) implicará na perda do direito ao adicional noturno. pela literalidade do art. tal transferência implica na perda do adicional noturno. por aplicação de princípio geral do direito (vedação ao enriquecimento ilícito – no caso. nos termos do art. da CLT. Comentário: o trabalho noturno é considerado prejudicial à saúde e à higidez física do trabalhador. IV – incorreto. tendo em vista que o empregador necessita deste prazo para recompor o quadro de funcionários da empresa. 58. sendo garantia social prevista na Carta Magna. III – correto. mas não poderá sofrer qualquer desconto no pagamento de suas verbas rescisórias. tendo em vista que lhe foi oferecida outra oportunidade de trabalho com salário superior ao que está recebendo. III e IV. Neste caso. Eduardo (A) só poderá deixar de cumprir o aviso prévio se a empresa empregadora autorizar expressamente. II. pela literalidade do art. 47 . da CLT. 37. Assim. não podendo sofrer qualquer desconto no pagamento de suas verbas rescisórias. não cabendo qualquer tipo de indenização. mas o não cumprimento pode ensejar o desconto de até 30% do salário recebido pelo reclamante. (D) poderá deixar de cumprir o aviso prévio. 58. (B) não implicará na perda do direito ao adicional noturno. (D) II e III. 62. tendo em vista em regra o tempo de deslocamento do trabalhador não é computado em sua jornada de trabalho. 36. (C) poderá deixar de cumprir o aviso prévio. Comentário: vejamos os itens um a um. a Súmula 265 do TST. razão pela qual a transferência do horário noturno para o horário diurno é benéfica ao empregado. I – correto. Gabarito letra “D”. Eduardo solicitou a sua demissão da empresa XCV. Neste sentido. uma vez que este já se encontrava integralizado no salário do reclamante. visto tratar-se de um benefício para a higidez física e mental do trabalhador. (D) implicará na perda do direito ao adicional noturno. (E) I e II. (C) III e IV. uma vez que a CLT veda a redução salarial. §2º. (B) não poderá deixar de cumprir o aviso prévio. da CLT. A transferência do empregado que labora no período noturno para o período diurno de trabalho (A) não implicará na perda do direito ao adicional noturno. §1º. mas fará jus o reclamante ao pagamento de multa no valor de três salários mínimos. o gabarito é letra “A”. Assim.(B) II.

vale o prazo previsto no ADCT. Entretanto. (E) terá direito a licença paternidade. da CLT. 473. 39. Porém. sem prejuízo do salário. 7º. (C) terá direito a licença paternidade. 487. pelo prazo máximo de 60 dias (de forma que a soma do contrato e da prorrogação não ultrapasse 90 dias). (B) não poderá prorrogar o contrato sob pena de ser considerado o contrato por prazo indeterminado. Comentário: o trabalho humano é livre. Resta esclarecer. temos que o contrato de Ana pode ser prorrogado uma única vez. III. do ADCT. podendo não comparecer ao serviço pelo prazo de cinco dias. de cinco dias. Comentário: os contratos a prazo determinado podem ser prorrogados uma única vez (art. 451 da CLT) e o contrato de experiência tem duração máxima de 90 dias (art. será pai pela segunda vez. parágrafo único.(E) poderá deixar de cumprir o aviso prévio. seu segundo filho nascerá da união estável que mantém com Joana. se o empregador pede demissão e não cumpre o aviso prévio o empregador pode descontar das verbas rescisórias os salários correspondentes ao prazo do aviso prévio. 10. podendo não comparecer ao serviço pelo prazo de sete dias. Assim. os quais prevêem o prazo de cinco dias para a licençapaternidade. A empresa FIGA celebrou contrato de experiência com Ana pelo prazo de 30 dias. Entretanto. 445. “por um dia. Neste caso. (D) poderá prorrogar o contrato uma única vez pelo prazo máximo de 90 dias. c/c o art. até que “a lei venha a disciplinar o disposto no art. da CRFB/88. nos termos do art. mas o não cumprimento pode ensejar o desconto dos salários correspondentes ao prazo respectivo. Mário (A) terá direito a licença paternidade. (D) não terá direito a licença paternidade uma vez que a licença paternidade só é devida no nascimento do primeiro filho. Neste caso. Comentário: a redação original do art. o gabarito é letra “E”. da CLT. no decorrer da primeira semana”. XIX. combinação dos dois dispositivos. prevê que o empregado pode deixar de comparecer ao serviço. Mário. §1º. em caso de nascimento de filho. Como ainda não existe lei regulamentando a matéria. (B) não terá direito a licença paternidade uma vez que não é casado legalmente com Joana. por 38. Gabarito letra “A”. Quando terminar o prazo contratado a empresa pretende prorrogar o referido contrato. (C) poderá prorrogar o contrato quantas vezes forem necessárias desde que obedeça o prazo máximo total de 120 dias. (E) poderá prorrogar o contrato quantas vezes forem necessárias desde que obedeça o prazo máximo total de 90 dias. pelo que ninguém é obrigado a trabalhar (ou a continuar trabalhando) para quem quer que seja. a empresa (A) poderá prorrogar o contrato uma única vez pelo prazo máximo de 60 dias. tal dispositivo foi alterado tacitamente pelo art. podendo não comparecer ao serviço pelo prazo de três dias. qual seja. da 48 . 7º. §2º. da CLT). Logo. empregado da empresa TITO. inciso XIX”.

podendo a família Demóstenes. percentagens. percentagens. Neste caso. percentagens. (B) as comissões. que a chamada “licençapaternidade” nada mais é que um caso de interrupção do contrato de trabalho. respondendo a família Demóstenes subsidiariamente pelas obrigações trabalhistas. integram o salário. percentagens. A família Sócrates vendeu sua mansão para a família Demóstenes com toda a mobília e utensílios domésticos. Comentário: literalidade do art. Gabarito letra “C”. pela literalidade do art. isto é. havendo sucessão de QUESTOES TRT DA 18ª REGIÃO TRT DA 18ª REGIÃO – GOIÁS – ANALISTA ÁREA ADMINISTRATIVA – FCC – 2008 49 . (C) as comissões.oportuno. de vinte horas. da CLT. (B) não terá rescindido o seu contrato de trabalho. Gabarito letra “E”. celebrar novo contrato de trabalho. diárias para viagens que excedam 50% do salário percebido pelo empregado e abonos pagos pelo empregador. (C) João. Comentário: letra “D”. (D) as comissões. 457. diárias para viagens que não excedam 50% do salário percebido pelo empregado e abonos pagos pelo empregador. gratificações ajustadas. após cada período de doze meses de vigência do contrato de trabalho. (D) Diego. Samanta. De acordo com a CLT. respectivamente. ajudas de custo e diárias para viagens que excedam 50% do salário percebido pelo empregado. §1º. ajudas de custo e diárias para viagens que não excedam 50% do salário percebido pelo empregado. empregada doméstica. labora para a família Sócrates. abonos pagos pelo empregador e as ajudas de custo. gratificações ajustadas. (E) as comissões. João e Diego são empregados da empresa GGG na modalidade de regime de tempo parcial com jornada semanal. havendo sucessão de empregadores. (B) Samanta. não só a importância fixa estipulada. da CLT. gratificações ajustadas. o gozo de dezoito dias de férias caberá legalmente apenas a (A) Diego e Samanta. 130-A. caso queira. licença remunerada concedida por lei ao empregado que. não é?! 40. De acordo com a Consolidação das Leis do Trabalho. Nenhuma dificuldade para quem decorou a CLT. no curso do contrato de trabalho. como também (A) as comissões. Mariana (A) terá rescindido o seu contrato de trabalho com a família Sócrates sem justa causa. que está se mudando para os Estados Unidos. 39. (E) Diego e João. Questão pobrezinha. (C) não terá rescindido o seu contrato de trabalho. oito horas e vinte e cinco horas. inciso I. dentre outras verbas. percentagens. Mariana. preencha a condição estipulada. 40.

da CLT. Faz um ano que Tício teve rescindido o seu contrato de trabalho 50 . (E) não terá rescindido o seu contrato de trabalho. completamente fora de propósito. sendo que podem ser pleiteados os créditos constituídos nos últimos cinco anos. etc) não extingue o contrato. celebrar novo contrato de trabalho” deve ser interpretada como “podendo as partes. celebrar novo contrato de trabalho”. mas a família Demóstenes não responderá pelas obrigações trabalhistas até a sucessão. somente poderá reclamar os últimos 3 anos do contrato de trabalho (3 anos de 41. em regra.empregadores. não se aplicando ao doméstico por dois motivos. “C” e “E” não se aplicam porque não existe sucessão trabalhista para o doméstico. a assertiva correta é a da letra “A”. até porque as alternativas “B”. nos termos do art. (B) um ano para ingressar com reclamação trabalhista em face de sua ex-empregadora. e segundo porque a CLT não se aplica. Comentário: a sucessão de empregadores está prevista nos artigos 10 e 448 da CLT. Primeiro. por mudança. (E) um ano para ingressar com reclamação trabalhista em face de sua ex-empregadora. a expressão “podendo a família Demóstenes. e sim os cinco anos que antecedem a data da propositura da ação. família Demóstenes e Mariana. respondendo a família Demóstenes solidariamente pelas obrigações trabalhistas. caso queira. podendo pleitear os dez anos de seu contrato de trabalho. Assim. caso queiram. e a alternativa “D” é absurda. podendo pleitear os últimos cinco anos de seu contrato de trabalho. contados desde a propositura da ação (!). deve-se reclamar até dois anos depois de extinto o contrato de trabalho. Comentário: para resolver esta questão bastava saber qual é o prazo prescricional trabalhista. com a empresa GUKO. e como tal a falta de um dos familiares (seja por morte. XXIX. porque o empregador doméstico não é empresário. 7º. Diferentemente. Observe-se que o empregador doméstico é a família. (D) terá o seu contrato de trabalho suspenso por expressa determinação legal neste sentido. Há uma pequena inadequação na assertiva. (C) dois anos para ingressar com reclamação trabalhista em face de sua ex-empregadora. havendo sucessão de empregadores. da CRFB/88 e do art. a. Para não deixar qualquer dúvida. Dessa forma. se o empregado deixa para ajuizar a ação exatamente dois anos depois da extinção de seu vínculo (portanto no último dia do prazo). Considerando que Tício laborava para a empresa há dez anos. em regra. (D) dois anos para ingressar com reclamação trabalhista em face de sua ex-empregadora. nos termos do art. ao empregado doméstico. podendo pleitear os últimos quatro anos de seu contrato de trabalho. se muda todo o núcleo familiar o contrato do doméstico é extinto. podendo pleitear os últimos cinco anos de seu contrato de trabalho. podendo pleitear os últimos quatro anos de seu contrato de trabalho. mas nada que invalide a questão. 11 da CLT. ele terá mais (A) um ano para ingressar com reclamação trabalhista em face de sua ex-empregadora. 7º. Atenção: não se reclama os cinco últimos anos do contrato. Trocando em miúdos.

pois o trabalhador readaptado não será paradigma. Para efeitos da equiparação salarial. (B) I. IV – correto. 43. ainda.contrato + 2 de inércia = 5 anos). mesma localidade significa mesmo estabelecimento. municípios distintos que pertençam à mesma região metropolitana. não guardando qualquer relação com outra(s) função(ões) anteriormente desempenhada(s) na empresa. II e IV. pois esta se dá. pelo que a resposta é letra “E”. §1º. sob o argumento de que ambos não tem mais de dois anos de diferença de tempo de serviço. no caso. 461 da CLT. entre pessoas cuja diferença de tempo de serviço não for superior a dois anos. Está correto o que consta APENAS em (A) I e III. a resposta é letra “B”. analise: I. pois são imensamente diversos os custos de moradia. O trabalhador readaptado em nova função por motivo de deficiência física atestada pelo órgão competente da Previdência Social poderá servir de paradigma para fins de equiparação salarial. Em seu primeiro ano na função de motorista ele pretende a equiparação salarial. com relação ao FGTS. por exemplo. é mesmo município ou. do TST. conta-se o tempo de serviço na função e não no emprego. Comentário: vejamos item por item: I – correto. (C) II e III. (D) II e IV. Trabalho de igual valor. etc nas duas cidades. (E) I e IV. Imagine-se que um empregado é admitido como “faxineiro” em uma empresa. Logo. II – incorreto. e depois de três anos na função é promovido a motorista. item X. A respeito da equiparação salarial. tomando por paradigma um outro motorista. por lógica. Assim. Dessa forma. pois a isonomia salarial se dá na função e não na empresa (ou no “emprego”). Nesses casos. 461. pois o sentido de “mesma localidade”. III – incorreto. a empresa 51 . ganhar mais que um outro padeiro que trabalha em Araxá. item II. da CLT. pela literalidade do art. O contrato de trabalho de Ana foi extinto com o reconhecimento da culpa recíproca entre as partes pela Justiça do Trabalho. III. Para efeito de equiparação de salários em caso de trabalho igual. para efeitos de equiparação salarial. Obviamente este empregado não terá direito à equiparação. A regra também consta da Súmula 6 do TST. o qual exerce a mesma função na empresa há quatro anos. na função de motorista. IV. por força do §4º do art. no caso. será o que for feito com igual produtividade e com a mesma perfeição técnica. estão corretos os itens I e IV apenas. no interior mineiro. Este é o teor da Súmula 6. 42. II. alimentação. Mesmo não conhecendo a súmula dava para “matar” a questão usando a lógica. pois a localidade influi no patamar salarial conforme se alteram as condições de custo de vida. O contrato de trabalho de João foi extinto por força maior. um padeiro que trabalha em São Paulo deve. também reconhecida pela Justiça do Trabalho.

4º-A da Lei nº 5. despropositada. O candidato que tinha o conhecimento desta súmula e não se perdeu na questão da residência consular (colocada “só pra complicar”) certamente concluiu que Maria é empregada doméstica. que não é nem um pouco pacífica na doutrina nem na jurisprudência. Neste caso.. (D) é considerada empregada doméstica e será vedada a sua dispensa sem justa causa. neste espaço. ANALISTA – EXECUÇÃO DE MANDADOS – TRT DA 18ª REGIÃO (GO) – FCC – 2008 38. Comentário: na minha modesta opinião esta era a questão mais difícil da prova.empregadora de Ana e a de João pagarão multa de (A) 40% do valor dos depósitos. 39. Comentário: letra “D”. É o tipo de questão que quem sabe mais corre mais risco de errar. Pela Súmula 207 do TST aplica-se a lei trabalhista do local da execução dos serviços. sendo permitido que ambos saquem a conta vinculada. (B) 20% e 40%. da Lei nº 8. o que é conhecido como princípio da “lex loci executionis”. I. razão pela qual recomendo que vocês não deixem de estudá-la. mas não há qualquer espécie de estabilidade de empregado garantida aos empregados domésticos. respectivamente. respectivamente. não havendo qualquer estabilidade de emprego. sendo permitido que ambos saquem a conta vinculada. mas somente João poderá sacar a conta vinculada. Isto porque esta matéria envolve a teoria da imunidade de jurisdição (e de legislação).) A resposta é a letra “D”. e como tal faz jus à garantia de emprego conferida à gestante. portanto. Como a discussão a respeito da matéria é cansativa e. vamos à solução “direta” da questão. Maria trabalha na residência consular do Cônsul da África do Sul. Convenção Coletiva de Trabalho de determinada categoria aumentou o adicional noturno para 50% sobre a 52 . (E) não é considerada empregada doméstica. por força do disposto no art. mas somente Ana poderá sacar a conta vinculada. mas será vedada a sua dispensa sem justa causa. (C) não é considerada empregada doméstica.859/1972. desde a confirmação da gravidez até seis meses após o parto. desde a confirmação da gravidez até cinco meses após o parto. desempenhando serviços domésticos no âmbito familiar e está grávida de dois meses. sendo permitido que ambos saquem a conta vinculada. mas será vedada a sua dispensa sem justa causa. desde a confirmação da gravidez até cinco meses após o parto. (D) 20% do valor dos depósitos. §2º e 20. De útil nesta questão fica apenas a constatação de que a FCC (assim como o CESPE) tem cobrado a Lei do FGTS. E acertou! (ao menos o “pensamento” da banca. respectivamente. Maria (A) é considerada empregada doméstica. (E) 20% e 40%.. pela literalidade dos artigos 18.036/1990. (C) 40% e 20%. (B) não é considerada empregada doméstica por se tratar de residência consular.

hora diurna. tendo em vista o princípio da condição mais benéfica ao trabalhador. atuando as três na função de auxiliar administrativo. No que diz respeito à jornada de trabalho. Comentário: letra “E”. não dispensando o empregador de considerar a hora noturna reduzida de 52’e 30’’. III. 40. por 53 . Joana possui a jornada de trabalho diária de cinco horas e Diana possui jornada de trabalho diária de quatro horas. ser derrogadas pela vontade das partes. da CLT. Logo. §1º. apenas. aumento é Neste caso. não sendo aplicada às empresas públicas e às sociedades de economia mista. portanto. é letra “C”. pela literalidade do art. Maria possui jornada de trabalho diária de seis horas. Só!!! b) que direitos os sindicatos podem ampliar? Resposta = TODOS. (D) Maria. esse (A) inválido. imperativas. sequer quando as mesmas são representadas coletivamente. de acordo com a Consolidação das Leis do Trabalho. Não se esqueçam: a) em regra. Não serão descontadas nem computadas como jornada extraordinária as variações de horário no registro de ponto não excedentes de cinco minutos. da CLT. sendo vedada qualquer estipulação em contrário. 7º. mas dispensa o empregador de considerar a hora noturna reduzida de 52’e 30’’. 41. Joana e Diana. Em regra. será obrigatório um intervalo intrajornada de quinze minutos para (A) Diana. (E) inválido. apenas. Neste caso. analise: I. em regra. 71. Maria. (B) válido. A resposta. (C) válido. II. o aumento do adicional noturno decorrente de CCT é perfeitamente válido. observado o limite máximo de dez minutos diários. incisos VI (possibilidade de redução de salários). (B) Maria. que direitos os sindicatos podem flexibilizar (= reduzir)? Resposta = Art. (C) Joana e Diana. Comentário: o raciocínio neste tipo de questão deve ser objetivo. da CRFB. uma vez que Convenção Coletiva de Trabalho não é instrumento hábil para aumentar adicional noturno. o tempo despendido pelo empregado até o local de trabalho e para o seu retorno. de ordem pública. obrigatória por força do art. Joana e Diana são empregadas da empresa ÁGUA. Lembre-se também que as normas atinentes a jornada e descansos trabalhistas são normas cogentes. razão pela qual não podem. (D) inválido. 73. uma vez que o limite legal máximo para o adicional noturno é de 30% sobre a hora diurna. o que em nada interfere na hora reduzida noturna. sendo vedada qualquer estipulação em contrário. XIII (compensação de horários e redução de jornada) e XIV (jornada para o trabalho em turnos ininterruptos de revezamento). A jornada de trabalho de oito horas diárias prevista na Consolidação das Leis do Trabalho é observada apenas para as atividades privadas. §1º. é claro. (E) Maria e Joana. uma vez que o limite legal máximo para o adicional noturno é de 20% sobre a hora diurna. igualmente.

473. por se tratar de hipótese prevista expressamente pelo art. Logo. §1º. (B) II. (C) III e IV. II. é verificar se o empregado continua recebendo salário. Empregado que falta um dia em cada doze meses de trabalho para doação de sangue. I. Empregado urbano que deixa seu trabalho duas horas mais cedo para procurar novo emprego durante o período do aviso prévio. Resposta letra “A”. III e IV. pela literalidade do art. III. 43. conforme literalidade do art. 488 da CLT. São consideradas hipóteses de interrupção do contrato de trabalho as situações indicadas APENAS em (A) I. IV – correto. III – correto. §1º. tendo em vista que o empregado eleito para cargo de diretoria tem seu contrato suspenso. IV – incorreto. da CLT. II e III. (D) II e IV. II. (E) I e IV. Considere: I. IV. da CRFB. por força do disposto no art. da CLT. a resposta é a letra “C”. e não interrompido. 488 da CLT menciona “sem prejuízo do salário integral”. os diretores e chefes de departamento ou filial não possuem duração máxima de jornada de trabalho. Empregado eleito para o cargo de diretoria. tendo em vista que as empresas públicas e as sociedades de economia mista sujeitam-se ao regime trabalhista das empresas privadas. 54 .qualquer meio de transporte. (E) I e III. III e IV. II. da CLT. II – correto. é certo que 42. a súmula 269 do TST. II – correto. Está correto o que consta APENAS em (A) I. (D) I e II. 58. da CLT. §2º. será caso de interrupção. pela literalidade do art. (B) I. O macete. 58. IV. de suspensão. desde que não permaneça a subordinação. Observe-se que o art. da CLT. pela literalidade do art. Os gerentes. Com relação ao aviso prévio. tendo em vista o disposto no art. II e III. Neste sentido. III e IV. Se a resposta for positiva. IV. não permanecendo a subordinação jurídica inerente à relação de emprego. nestes casos não expressos. 473. Logo. 62. Empregado que falta dois dias em razão do falecimento de ascendente. 173. (C) II. Comentário: vejamos os itens um a um: I – incorreto. não será computado na jornada de trabalho. não obstante não esteja prestando serviços. a jornada normal limitada a oito horas também se aplica aos empregados de empresas públicas e sociedades de economia mista. Se negativa. Comentário: item por item também: I – correto. III – correto.

caso em que será devido o aviso prévio (art. I. no caso. 30 dias. sem justo motivo. contados a partir do último dia contratual pré-fixado. portanto. à aprovação de Assembléia Geral dos Sindicatos convenentes. com o pagamento da indenização. III e IV. 481 da CLT. pois o prazo do aviso prévio é de. por contrariar o disposto no art. conforme a alternativa. além de uma destinada a registro. da CLT. não exclui. A resposta. 487. (D) não é devido o aviso prévio.(A) a parte que. revisão. (C) a cessação da atividade da empresa. é letra “C”. 491 da CLT. E – incorreta. Os Sindicatos poderão celebrar Convenções Coletivas de Trabalho independentemente de deliberação em Assembléia Geral especialmente convocada para esse fim. III. em tantas vias quantos forem os Sindicatos convenentes ou as empresas acordantes. na despedida indireta. por si só. :-P . O processo de prorrogação. De acordo com a Consolidação das Leis do Trabalho. literalidade da D – incorreta. por e-mail. e a esta hora o tico e o teco já não ajudam muito. IV. o direito do empregado ao aviso prévio. 487. em qualquer caso. quiser rescindir contrato individual de trabalho. pois é devido o aviso prévio. cometer falta considerada pela lei como justa para a rescisão. 44. (B) o aviso prévio. qualquer aviso prévio. simples ou em dobro. nos contratos de trabalho com prazo determinado. c/c a Súmula 163 do TST). com o sono apertando. está correto o que consta APENAS em (A) II. XXI. não perde o direito ao restante do respectivo prazo.. As Convenções Coletivas de Trabalho serão celebradas por escrito. deverá avisar a outra da sua resolução com a antecedência mínima de dez dias. pela Súmula 44 do TST. sem emendas nem rasuras. Caso ainda em vigor o art. B – incorreta. da CRFB. Fátima! Resolvi esta prova de madrugada. no mínimo. Comentário: A – incorreta. e não de dez.. pois nos contratos a prazo determinado não é devido. será de dez dias corridos. durante o prazo do aviso prévio. nos termos do art. §4º. (B) I. Observação: comentário editado após observação pertinente enviada por uma aluna. 55 . por força do art. II e III. denúncia ou revogação total ou parcial de Convenção Coletiva de Trabalho ficará subordinado. As Convenções Coletivas de Trabalho deverão conter obrigatoriamente normas para a conciliação das divergências sugeridas entre os convenentes por motivos da aplicação de seus dispositivos. Obrigado. (E) o empregado que. Quanto às Convenções Coletivas de Trabalho. em regra. II. se o pagamento for efetuado semanalmente. exceto se o contrato contiver cláusula assecuratória do direito de rescisão antecipada. analise: I. por expressa disposição legal. C – correta. II. o prazo seria de 8 dias. da CLT (não recepcionado pela CRFB). 7º.

conforme art. A análise da questão é relevante a fim de 56 . Assinale a opção correta. art. II e V estão certos. prevalecerá o pagamento da indenização. ajustado. pela literalidade do art. e) Todos os itens estão certos. IV – correto. III – correto. 486 da CLT. que corresponde à relação de emprego. sem nenhuma criatividade.(C) I e III. o gabarito é letra “E”. podendo estabelecer-se por prazo determinado ou indeterminado. 613 da CLT. (D) I e IV. tácito ou expresso. II A mudança na propriedade ou na estrutura jurídica da empresa não afetará os contratos de trabalho dos respectivos empregados. conforme art. estadual ou federal. V No caso de paralisação temporária ou definitiva do trabalho motivada por ato de autoridade municipal. d) Apenas os itens I. Aliás. direta ou indiretamente. 481 da CLT. aplicam-se. III – correto. que se referem ao contrato individual de trabalho. 448 da CLT. ou pela promulgação de lei ou resolução que impossibilite a continuação da atividade. caso tal direito seja exercido por qualquer das partes. Comentário: I – correto. ainda assim. que ficará a cargo do governo responsável. 612 da CLT. PROCURADOR PB 2008 TEMA I – CONTRATO DE TRABALHO 58 . resposta letra “A”. b) Apenas os itens II e V estão certos. pela literalidade do art. pela combinação do disposto nos artigos 442 e 443 da CLT. II – correto. se assim chamado à autoria pelo empregador quando de sua defesa perante a justiça do trabalho. IV – correto. V – correto. 615 da CLT. 613. da CLT. II – correto. (E) II e IV. 468 da CLT. I Contrato individual de trabalho é o acordo. Portanto. os princípios que regem a rescisão dos contratos por prazo indeterminado. IV Aos contratos por prazo determinado que contiverem cláusula assecuratória do direito recíproco de rescisão antes de expirado o termo a) Apenas os itens I e III estão certos. pela literalidade do art. Comentário: I – incorreto. pois todos os itens estão corretos. nos termos do art. sob pena de nulidade da cláusula infringente dessa garantia. pela literalidade do art. desde que não resultem. Logo. apenas é lícita a alteração das respectivas condições de trabalho quando decorram de mútuo consentimento e. em todos eles a banca se limitou a transcrever dispositivos legais. III Nos contratos individuais de trabalho.Julgue os itens seguintes. em prejuízos ao empregado. c) Apenas os itens III e IV estão certos. conforme parágrafo único.

Acerca da prescrição de direitos do trabalhador. Incorreta. até o limite de dois anos após a extinção do contrato de trabalho. pois atualmente (desde a EC 28/2000) não há distinção entre a prescrição aplicável aos trabalhadores urbanos e aos trabalhadores rurais (art. 7º. 57 . quanto para os trabalhadores rurais. assinale a opção correta. em geral. pois inclui. d) O direito de ação quanto ao nãorecolhimento da contribuição para o FGTS prescreve em trinta anos para os trabalhadores urbanos e rurais. observado o prazo de dois anos após o término do contrato de trabalho. e limitados a dois anos após a extinção do contrato de trabalho. dispõe o art. assinale a opção correta. b) O direito de ação quanto a créditos decorrentes das relações de trabalho prescreve em dois anos para os trabalhadores urbanos e rurais. a prescrição é a qüinqüenal. trabalho. ainda. tanto para os trabalhadores urbanos.036/90 que é trintenária (30 anos) a prescrição do FGTS. a) O direito de ação quanto a créditos resultantes das relações de trabalho prescreve em cinco anos para o trabalhador urbano. a Súmula nº 206 do TST. na regra geral da prescrição trabalhista (art. contados. e) O direito de ação quanto a créditos resultantes das relações de trabalho e quanto ao não-recolhimento da contribuição para o FGTS prescreve em cinco anos para os trabalhadores urbanos e rurais. XXIX. Incorreta. TEMA II – PRESCRIÇÃO 60 . em cinco anos. e não da extinção do contrato de TEMA III – FÉRIAS 61 . em uma ação em que se postulam diferenças de FGTS incidente sobre horas extras não pagas). Aplica-se. em dois anos. tendo em vista que a pretensão quanto a créditos decorrentes da relação de trabalho prescreve. Incorreta. Observe-se. o FGTS. 23. e. após a extinção do contrato de trabalho. c) O direito de ação quanto aos créditos resultantes das relações de trabalho prescreve em cinco anos para os trabalhadores urbanos e rurais. da lesão ao direito (nascimento da pretensão). sobre o qual. pois o prazo qüinqüenal é contado a partir da lesão ao direito. observado o prazo de dois anos após a extinção do contrato de trabalho. Caso o FGTS seja pedido apenas como acessório (por exemplo. ao contrário do prazo bienal. a Súmula 362 do TST. A prescrição do FGTS constitui exceção à regra geral da prescrição trabalhista.No que se refere ao direito a férias. a prescrição bienal. Correta. como visto.demonstrar que também para as provas do Cespe é necessário memorizar a legislação. XXIX. Com efeito. Incorreta. 7º. Lei 8. entretanto. da CRFB). a partir da extinção do contrato de trabalho. que a prescrição do FGTS é trintenária quando o pedido principal é o FGTS. da CRFB). §5º. Neste sentido. para o trabalhador rural. posto que não se pode admitir a imprescritibilidade de nenhum direito patrimonial. a partir do respectivo fato que o enseja. este sim contado a partir da extinção do contrato de trabalho. aplica-se a prescrição trintenária. Neste sentido. seguindo a regra segundo a qual “o acessório segue o principal”.

Incorreta. janeiro e julho.a) Após cada período de 12 meses de vigência do contrato de trabalho. aplica-se à médias das horas trabalhadas no período aquisitivo o valor da hora apurada na data da concessão (art. Entretanto. pois o período de férias é computado. Incorreta. o art. que pode fazê-lo de acordo com seus interesses. §2º. a remuneração que lhe for devida na data da sua concessão”. 130. No caso de remuneração por hora. multiplicada pelo valor da tarefa na data da concessão. se for o caso. “o empregado perceberá. da CLT. o valor das férias será obtido a partir da média de produção apurada ao longo do período aquisitivo. porém o valor da média deve ser atualizado monetariamente. da cessação do contrato de trabalho. e) A prescrição do direito de o empregado reclamar a concessão das férias ou o pagamento da respectiva remuneração é contado do término do período aquisitivo ou. inclusive. em qualquer caso a escolha da época continua sendo prerrogativa do empregador (por exemplo: o estudante menor de 18 anos tem férias em dezembro. A regra do supramencionado caput do art. pois não há prestação de serviços. c) A época da concessão das férias será a que melhor atenda aos interesses do empregado. Caso o empregado perceba remuneração variável (comissões. 58 . computar-se-á a média dos últimos doze meses anteriores à concessão. para todos os efeitos. caput. com jornadas variáveis. para fazê-las coincidir com férias da família ou com as férias escolares. a remuneração média que lhe houver sido paga durante o período aquisitivo pertinente. e não do período aquisitivo. cabe ao empregador decidir em qual destes meses concederá as férias a este estudante). por força do art. pois a escolha da época de concessão das férias é prerrogativa do empregador. 142. os quais prevêem a possibilidade de fazer coincidir as férias dos membros de uma mesma família que trabalhem no mesmo estabelecimento ou empresa (§1º) bem como o direito de o empregado estudante. Neste sentido.). a empregada terá direito a férias em proporção conforme a quantidade de faltas que haja tido no período. logo. caput. quando for estudante. A assertiva mistura a idéia do cômputo do período de férias como tempo de serviço com a regra do terço de férias. da CLT. de fazer coincidir suas férias com as férias escolares (§2º). 136. mas o empregador paga salários e o período é computado como tempo de serviço. aliás. Exatamente por este motivo. durante as férias. §1º). tendo em vista que. não se considerando falta ao serviço a ausência da empregada durante o período de licença-maternidade. 131. que se aplica à remuneração das férias. de forma que trinta dias de férias correspondem a 30 dias de tempo de serviço. da CLT. Incorreta. 130 com o art. ex. b) O período das férias será computado como tempo de serviço acrescido de um terço. Correta. durante as férias. menor de 18 anos. Se o empregado é remunerado por peça ou tarefa. II. da CLT). 136 é relativizada pelos seus parágrafos. porém não existe cômputo a maior. e não ao tempo de serviço. como tempo de serviço (art. 142. as férias são o exemplo típico de interrupção do contrato de trabalho. p. pela combinação do art. d) O empregado deve perceber.

Agora pergunto: e se o empregado tiver mais de 32 faltas. a partir daí nascerá eventual lesão ao direito. que sofre incidência de FGTS! – Súmula 305 do TST).Incorreta. Gustavo Filipe Barbosa Garcia. C) Por efetivar seu labor em residência. em seu inciso IV. Como cabe ao empregador fixar a época de concessão das férias. Chega a ser até bem óbvio. quando houver tido de 24 a 32 faltas. o final do período concessivo. torno públicas outras dúvidas: 1) A remuneração das férias indenizadas tem natureza salarial ou indenizatória? Resposta: em regra. especificamente no caso de falência do empregador (para fins do art. 148. Neste sentido. o art. a remuneração das férias indenizadas tem natureza indenizatória. né?! A exceção fica por conta do art. mas estará fora do regime celetista. a fim de proteger o crédito trabalhista do empregado. assinale a opção correta. se o empregado foi demitido antes do final do período concessivo. segundo prescrição consolidada. estando subordinação e a 59 . Aproveitando o link com esta questão das férias. o bienal) terá início a partir da extinção do contrato. Obviamente. com o aviso prévio indenizado. a correr o prazo prescricional. que confere natureza salarial à remuneração das férias indenizadas. com mais de 32 faltas. estas não são devidas (exigíveis) senão ao final do período concessivo. 3) O artigo 130 da CLT. 149 da CLT. entretanto. dispõe que após cada período de 12 meses o empregado terá direito a 12 dias corridos de férias. a OJ 195 do TST. 449 da CLT). portanto. Neste sentido. o trabalhador em questão é considerado doméstico. nesta hipótese o trabalhador perde o direito às férias. D) Dito trabalhador não poderá receber menos que o salário mínimo. e com ela a pretensão à reparação judicial. A) O desenvolvimento das atividades laborais na própria residência não configura relação de emprego. o empregado já teria descansado o suficiente. Começa daí (final do período concessivo). o prazo prescricional (neste caso. Maurício Godinho Delgado. pois a prescrição das férias tem início no momento da lesão. Logo. E) No caso presente a em apreço. qual seja. Logo. Vólia Bomfim Cassar. dentre outros. e o FGTS incide sobre parcelas de natureza salarial (cuidado. Neste sentido. perderá o direito às férias? Resposta: sim! A doutrina entende que o silêncio da CLT em relação a esta hipótese significa que o legislador teria considerado que. pois como vimos a natureza desta remuneração é indenizatória. 2) Incide FGTS sobre as férias proporcionais pagas na rescisão do contrato de trabalho? Resposta: não. B) Há distinção entre o trabalho realizado no estabelecimento do contratante e o executado no domicílio do empregado. (PROCURADOR DO ESTADO PGE/AL – CESPE – 2009) TEMA: RELAÇÃO DE EMPREGO Questão 66 – Considerando que um trabalhador tenha sua contratação efetivada por determinada pessoa jurídica e desenvolva suas atividades laborais na própria residência.

e sim a prestação de serviços contínuos. E) Na aplicação dos efeitos da prescrição. 6º da CLT. as alternativas “A”. pessoalidade. no âmbito residencial destas (art. nos termos consolidados. 60 . que impedirá o intento. O candidato que conhecia este importante dispositivo eliminou. mas a todos os locais onde a pessoa ou a família desenvolvem sua vida privada e suas atividades não lucrativas (v. estará limitado aos últimos cinco anos. e mesmo as vias públicas. caracteriza-se relação de emprego. da combinação do art. assinale a opção correta. 1º da Lei nº 5. diretamente. sem o devido registro em sua CTPS. vi alguns comentários no sentido de que a questão deveria ser anulada tendo em vista que a alternativa dada como correta pela banca não contemplaria todos os requisitos caracterizadores da relação de emprego (artigos 2º e 3º da CLT). a onerosidade está plenamente subentendida no enunciado da questão. estará a pretensão atacada pela prescrição. se discutido em eventual demanda. casa de veraneio. a alternativa veiculada pela letra “E” encontra-se perfeitamente válida. onerosidade. qual seja. só restando a resposta correta. razão pela qual. não é raro que as bancas mencionem apenas subordinação. desde que esteja caracterizada a relação de emprego”. que são os requisitos constantes do art. Comentário: a questão gravita em torno do disposto no art. somente essa parte do contrato de trabalho será imprescrita. No caso. somente quanto ao reconhecimento de vínculo. no caso do trabalho do motorista da família). Respeito a tese. Os demais são extraídos. Quanto à resposta correta. C) Havendo demanda pleiteando o vínculo e o respectivo registro na CTPS obreira. 2º da CLT. a letra “E”. mediante exercício interpretativo. contados do ajuizamento da ação. não haverá distinção entre trabalhador menor ou maior de 18 anos de idade. Âmbito residencial. Sobre a letra “C” é imperioso observar que o local de trabalho não interfere na caracterização do vínculo de emprego do doméstico.859/1972).pessoalidade. 3º da CLT (que define “empregado”). segundo o qual “não se distingue entre o trabalho realizado no estabelecimento do empregador e o executado no domicílio do empregado. razão pela qual a questão não teria resposta. nãoeventualidade. B) Não tendo havido recolhimento fundiário.g. D) Caso o trabalhador tenha laborado em determinado período como menor. A) Poderá o trabalhador ingressar em juízo para pleitear os recolhimentos previdenciários. para ambos os sexos. subordinação e alteridade). no caso. mas não concordo. na minha opinião. rancho. mas ajuizada após dois anos do término contratual. de plano. o crédito deste. de finalidade não lucrativa. a pessoa ou família. Com referência a essa situação. “C” e “D”. sem a declaração de vínculo. se refere não só à casa. “B”. TEMA: PRESCRIÇÃO Questão 67 Determinado trabalhador manteve relação de emprego com certa empresa por mais de dez anos. Não obstante sejam seis os requisitos caracterizadores da relação de emprego (trabalho prestado por pessoa física. 3º com o art. pessoalidade e onerosidade.

B) Devido ao limite da jornada atinente à categoria de Lucas. não haverá redução no total de dias de férias a serem gozados. a respeito. ao passo que não incidirá. sendo cinco delas decorrentes de alistamento eleitoral e casamento. 11. §5º. então. tiver dez faltas. A) Somente no caso de o regime de trabalho de Lucas exceder quarenta e quatro horas semanais deverá ele receber pagamento suplementar. 23. sob o argumento de que a anotação em CTPS seria obrigação de fazer e. Ver. pois as ações meramente declaratórias são imprescritíveis. logo imprescindível a declaração do vínculo. Em face dessa situação hipotética. ainda que originadas quando o trabalhador tinha menos de 18 anos. Neste caso. Isso porque a anotação da CTPS. pode ser efetuada pela própria secretaria da Vara do Trabalho. também estas pretensões relativas ao primeiro ano estarão prescritas. o art.036/1990. limitados a dois após a extinção do contrato de trabalho. C) Na hipótese aquisitivo das quatorze faltas. entretanto. a distinção será relevante. pois se. 440 da CLT). contar com fará ele jus a dezoito férias. não interessa se o trabalhador é menor ou maior de 18 anos. 440 da CLT. Imagine-se. D) Incorreta. a Súmula 362 do TST. a assertiva não é verdadeira.Comentário: a questão versa sobre prescrição. frise-se). como o contrato perdurou “por mais de dez anos”. de forma nenhuma. no período férias. no período aquisitivo das férias. assinale a opção correta. a prescrição. excepcionando a regra geral da prescrição trabalhista. B) Incorreta. Logo. pois só haveria que se falar em recolhimentos previdenciários obrigatórios se comprovada a existência da relação de emprego. §1º. Neste sentido. não se aplica “às ações que tenham por objeto anotações para fins de prova junto à Previdência Social”. no caso de reconhecimento de vínculo. da CLT. nos termos do art. que o trabalhador do exemplo foi admitido aos 17 anos. §1º. 61 . Registre-se que também em relação a esta alternativa surgiram vozes defendendo a anulação da questão. há que se considerar que não corre contra o menor prazo prescricional. Vamos às alternativas: A) Incorreta. C) Incorreta. D) Se Lucas. a pretensão ao reconhecimento do vínculo é imprescritível. pois não é necessariamente verdadeira a afirmação. 11. é de 30 anos. Uma vez mais não concordo com a tese do recurso. por força do art. tendo em vista que a prescrição do FGTS (como parcela principal. No mesmo sentido. dias corridos de de Lucas. terá ele direito a menos de trinta dias de férias. até que o mesmo complete 18 anos (art. E) Correta. não dependendo da intervenção do empregador. Quanto às demais hipóteses. o qual dispõe que a prescrição em cinco anos. Entretanto. da Lei nº 8. como vimos. TEMA: INTERRUPÇÃO DO CONTRATO DE TRABALHO E FÉRIAS Questão 69 Considere que Lucas tenha sido contratado por entidade bancária para exercer a função de contínuo. tendo em vista a regra do art. o prazo prescricional referente às lesões sofridas neste primeiro ano do contrato somente começa a correr quando o menor tenha completado 18 anos. sujeitar-se-ia à prescrição. da CLT. como tal.

isso caracterizará falta justificada para os fins legais. não se aplica ao bancário o art. portanto) por até três dias consecutivos em virtude de casamento (inciso II) e por até dois dias consecutivos para se alistar eleitor (inciso V). da CLT). 131. da CLT. 131. por força do art. não é considerado falta justificada. O art. tendo em vista que. inclusive o contínuo. CLT). princípio da condição mais benéfica. 130-A da CLT. como forma de compensar sua hipossuficiência. pois o art. pois o princípio da proteção tem por escopo o reequilíbrio de forças entre capital (empregador) e trabalho (empregado). sendo que dele decorrem todos os demais princípios trabalhistas. em três dimensões: princípio da norma mais favorável. mediante a estipulação de vantagens ao empregado. é de 6 horas (e o módulo semanal de 30 horas). 130. II. 130. 224. julgue as seguintes afirmações: 1 – O princípio da proteção é aquele princípio peculiar ao Direito do Trabalho segundo o qual se garante às partes a igualdade formal. pois com 14 faltas Lucas faria jus a 24 dias corridos de férias (art. 473 (art. pois o art. 58-A da CLT como aquele cujo módulo semanal não exceda de vinte e cinco horas. razão pela qual o terceiro dia. o prazo prescricional para que o trabalhador ingresse com ação trabalhista cobrando eventuais créditos.E) Caso Lucas falte três dias em decorrência do falecimento de ascendente. Comentário: a jornada do empregado em estabelecimentos bancários. da CLT. pois é devido o pagamento suplementar se excedida a 30ª hora na semana. I. Assim. por força do art. 62 . no caso Lucas teria apenas cinco faltas ao longo do período aquisitivo. I. E) incorreta. da CLT. EXERCICIOS TIPO CESPE TEMA 1 – PRINCÍPIOS E FONTES DO DIREITO DO TRABALHO A respeito dos princípios e fontes do Direito do Trabalho. a ausência do empregado nos casos do art. c/c o art. I. por sua vez. definido pelo art. princípio in dubio pro operario (este último bastante criticado por parcela significativa da doutrina). ou ainda tutelar) se desdobra. vejamos as alternativas: A) incorreta. no caso. 2 – À luz do princípio da condição mais benéfica podemos dizer que é lícito ao empregador majorar. 473 dispõe que o empregado pode faltar. através de cláusula contratual ou regulamento de empresa. dispõe que o empregado pode faltar por até dois dias consecutivos em razão de falecimento de ascendente. Logo. para os efeitos do art. parágrafo único. C) incorreta. Dessa forma. na classificação de Américo Pla Rodriguez. pois a jornada do bancário não se enquadra no regime de tempo parcial. 226. razão pela qual faria jus a 30 dias corridos de férias. o princípio da proteção visa à garantia da igualdade substancial entre as partes da relação de emprego. e não somente da igualdade formal (que constitui a simples estipulação de direitos rigorosamente iguais às partes). 130. a condição é inequivocamente mais vantajosa ao obreiro. Errado. dispõe que não será considerada falta ao serviço. D) correta. sem prejuízo do salário (hipóteses de interrupção contratual. 473. Importante lembrar ainda que o princípio da proteção (ou princípio protetor. B) incorreta. neste caso. Com base nisso.

o Cespe já considerou. foi precedida por intensas pressões por parte do empresariado. Maurício Godinho Delgado defendem a tese segundo a qual o regulamento de empresa tem força de mera cláusula contratual. mencionem-se questões cobradas no concurso para Consultor Legislativo do Senado (2002) e para Juiz do Trabalho da 5ª Região (2006). 3 – São fontes materiais do Direito do Trabalho as transformações sociais e as pressões exercidas pelos agentes da relação de emprego. TEMA 2 TRABALHADORES DIREITOS DOS A respeito dos direitos dos trabalhadores assegurados pela CRFB/1988. Dessa forma. estabilização das relações jurídicas) se sobrepõe ao interesse individual do trabalhador. por exemplo. julgue os itens seguintes: 6 – A Constituição de 1988 trata igualmente trabalhadores urbanos. pois os sindicatos agem representando (e substituindo) os trabalhadores. aí incluídas aquelas levadas a efeito pelo empregador. Lembrem-se. ou se decorrentes da imposição de terceiro estranho à relação jurídica. Não obstante exista grande controvérsia quanto à classificação ou não do regulamento de empresa como fonte formal (vários nomes de peso . Certo. as fontes formais são classificadas em autônomas e heterônomas. Neste sentido. ainda que em benefício do trabalhador. logo as convenções coletivas constituem fontes formais autônomas do Direito do Trabalho. no parágrafo 2º. Observe-se que não só as pressões levadas a efeito pelo empregados.Errado. notadamente através dos sindicatos. respectivamente se decorrentes da vontade das partes destinatárias da norma. portanto. as convenções coletivas são classificadas como fontes formais heterônomas. 5 – Fontes formais representam a exteriorização da norma jurídica. sucedendo logicamente as fontes materiais. aderindo ao contrato de trabalho. Certo. por mais de uma vez. 63 .por todos. tendo em vista que a prescrição é norma de ordem pública. com a inclusão. ao menos para o Cespe. mas que não constitui fonte formal). constituem fontes materiais do Direito do Trabalho. sociológicos e filosóficos que levam à alteração ou criação de normas jurídicas. razão pela qual não se aplica o princípio da condição mais benéfica. Também as pressões dos empregadores. o que culminou na flexibilização da legislação. são fontes materiais do trabalho o conjunto de fatores políticos. A título de exemplo. pelo que é inderrogável pela vontade das partes. não podendo as partes inovar. Errado. Por sua vez. o regulamento como sendo fonte formal. que tanto as hipóteses quanto os prazos prescricionais são aqueles previstos em lei. em provas anteriores. Assim. 59 da CLT. fatos sociais estes que representam o momento pré-jurídico necessário à posterior positivação do direito. 4 – O regulamento de empresa pode ser considerado fonte formal do Direito do Trabalho. suprimir ou alterar as regras relativas à prescrição trabalhista. no sentido da desregulamentação trabalhista e da flexibilização das normas trabalhistas constituem fonte material do Direito do Trabalho. Neste caso. por exemplo. certamente a alteração do art. econômicos. o interesse coletivo (pacificação social. da possibilidade de compensação além da semana (“banco de horas”).

Errado. independentemente de quando se deu a extinção do contrato. item III. fora estes casos. pessoal. pois o prazo qüinqüenal é contado a partir da data do ajuizamento da ação. Não obstante. 7º da CRFB. da CRFB. 9 – A prescrição qüinqüenal trabalhista prevista no art. Neste sentido. 7º. A questão é importante porque. 7º. XIII e XIV do art. seja em contrato de trabalho ou regulamento empresarial. onerosa e sob subordinação jurídica. elenca os direitos conferidos aos trabalhadores urbanos e rurais que são estendidos também aos domésticos. XXI. pela combinação do art. inciso XXIX. do TST. Certo. e alteração da jornada para o trabalho realizado em turnos ininterruptos de revezamento. 7 – A Constituição veda a dispensa arbitrária ou sem justa causa da empregada gestante desde a confirmação da gravidez até cinco meses após o parto. Errado. da CRFB. neste ponto. registro e anotação do contrato em CTPS. sendo que somente lei pode alterar tal prazo. seja em instrumento coletivo (ACT ou CCT). parágrafo único. 10. 10 – A Constituição confere aos sindicatos das categorias profissionais a prerrogativa de negociar a redução de direitos trabalhistas apenas nas hipóteses de redução salarial. compensação de horários ou redução de jornada. por exemplo. “a”. são inválidas. que o doméstico ainda não goza de proteção relativa à duração do trabalho. Certo. cláusulas de redução de intervalo intrajornada. Observe-se. nada impede seja estipulado o aviso prévio proporcional. da CRFB. e rurais. normas relativas à admissão. estipula o aviso prévio de no mínimo 30 dias. pois o art. os sindicatos não poderão reduzir direitos trabalhistas assegurados pela lei! Assim. 8 – Fica assegurado o direito ao aviso prévio de no mínimo trinta dias. dispensa do controle de ponto. visto que a extinção da relação de emprego. Faltando qualquer um destes requisitos. mas em mera relação de trabalho. não constitui dispensa arbitrária ou sem justa causa. garantindo a todos a remuneração do trabalho noturno superior à do diurno. do ADCT. sendo que a expressão “nos termos da lei” se refere à previsão de proporcionalidade do aviso prévio. II. julgue os seguintes itens: 11 – São requisitos para caracterização da relação de emprego a prestação de serviço por pessoa física. a teor dos incisos VI. ou mesmo superior a 30 dias de forma fixa. 7º. de forma não eventual. tendo em vista que o art. não há que se falar em relação de emprego. podendo ser reivindicadas as lesões sofridas nos cinco anos anteriores a tal data. em face do término do prazo. a Súmula nº 308 do TST. é contada a partir da data da extinção do contrato de trabalho. e da Súmula nº 244. há jurisprudência no sentido de que não há direito da empregada gestante à estabilidade provisória na hipótese de admissão mediante contrato de experiência. Errado. TEMA 3 – RELAÇÃO DE TRABALHO E EMPREGO No tocante à relação de trabalho e à relação de emprego. 7º.inclusive domésticos. 64 . prevista no inciso IX do art. dentre os quais não se inclui a remuneração do trabalho noturno superior à do diurno. Não obstante.

Logicamente se o empregador não paga o quanto combinado não pode ser premiado com o não reconhecimento da onerosidade. seja atividade-meio (atividade de apoio). e sim pela intenção onerosa presente no ajuste de vontades entre empregado e empregador. atualmente é pacífico que se trata de subordinação jurídica. Assim. a ausência de qualquer dos outros requisitos obsta a caracterização do vínculo empregatício. que lhe confere a prerrogativa de dirigir a prestação de serviços conforme suas conveniências. ainda que apenas uma vez por semana. o art. 12 – Se o trabalho é prestado por pessoa jurídica unipessoal não há que se falar em relação de emprego. posto que ausente a habitualidade. impedir ou fraudar a aplicação dos preceitos contidos na presente Consolidação”. Em que pese ser a subordinação o traço distintivo mais importante entre a relação de emprego e a mera relação de trabalho. O contraponto da onerosidade é a prestação de trabalho voluntário. Não obstante a subordinação já tenha sido entendida como sendo técnica e econômica. A intenção onerosa mencionada é também denominada animus contrahendi. entretanto. Isso posto. que em determinadas situações as características apresentam variações quanto à intensidade (por exemplo. mitigada quando o trabalho é executado no domicílio do empregado). e significa que o empregado presta serviços com vistas a ser remunerado por isso. normalmente estará configurada a não eventualidade. assim. bem como nasce 65 . A não eventualidade. pois decorre do contrato de trabalho o poder diretivo do empregador. aplica-se o princípio da primazia da realidade. 13 – O garçom que trabalha dois dias por semana em uma pizzaria não pode ser considerado empregado. presentes os requisitos da relação de emprego configurar-se-á fraude na roupagem de pessoa jurídica dada ao empregado. Errado. se a atividade está inserida na rotina da empresa. o que em última análise obstaria o reconhecimento do vínculo de emprego. perfeitamente caracterizado o vínculo empregatício. o trabalho prestado por pessoa física. seja atividade-fim (ligada ao objeto social da empresa). 14 – A onerosidade não se caracteriza pelo efetivo pagamento dos serviços prestados. cujo prestador de serviços é movido por intenção graciosa ou benevolente. a pessoalidade. No caso. logo não interessa quantos dias por semana ele trabalhe para que se possa falar em não eventualidade. 15 – A subordinação que caracteriza a relação de emprego é a jurídica. decorrente do contrato estabelecido entre empregador e empregado. normalmente ligada a ideais humanitários. Certo. No mesmo sentido. segundo o qual “serão nulos de pleno direito os atos praticados com o objetivo de desvirtuar. para caracterização de empregado. posto que se exige. 9º da CLT. Basta que trabalhe nesta atividade de forma repetida (e “repetível” futuramente). filosóficos ou religiosos. Ressalte-se. Certo. a qual deve ser afastada e. Errado.Certo. Obviamente o garçom desenvolve atividade permanente da empresa. mas ao caráter permanente da atividade na rotina da empresa. Os requisitos caracterizadores da relação de emprego são extraídos dos artigos 2º e 3º da CLT. é circunstância ligada não à continuidade do trabalho. também denominada habitualidade.

1º da Lei nº 5. vedada a transferência 66 . que. isto é. tais riscos excluem os riscos decorrentes do próprio contrato de trabalho. para caracterização da figura do empregado. manual ou intelectual. 17 – O empregado eleito para ocupar cargo de diretor tem o respectivo contrato de trabalho suspenso. se por um lado cabem ao empregador eventuais lucros do empreendimento. pelo que é lícito ao empregador descontar dos salários do empregado o valor referente ao tempo em que o empregado não laborou efetivamente ao longo da jornada de trabalho. A ausência de subordinação jurídica caracteriza a autonomia (relação de trabalho autônomo). se técnico. doméstico é “aquele que presta serviços de natureza contínua e de finalidade não lucrativa a pessoa ou família no âmbito residencial destas”. julgue os itens seguintes: 16 – É fundamental. Neste sentido. a “finalidade não lucrativa” do trabalho doméstico diz respeito ao empregador. Entretanto. O que a lei veda é que o trabalho doméstico seja utilizado pelo tomador dos serviços com fins de obter vantagem econômica (lucro). pela literalidade da Súmula 269 do TST. da CRFB. técnico e intelectual ou entre os profissionais respectivos. não eventualidade. a consideração a respeito do tipo de trabalho prestado. a partir da relação de emprego. que veda distinções relativas à espécie de emprego e à condição do trabalhador. eventuais prejuízos. 19 – Cabe ao empregador. Assim. o artigo 3º da CLT. Interessa. Errado. exclusivamente.859/1972. não se computando o tempo de serviço desse período. a presença de todos os requisitos caracterizadores da relação de emprego (pessoalidade. 18 – É considerado doméstico aquele trabalhador que presta serviços contínuos e sem qualquer finalidade lucrativa. b) deve o doméstico prestar serviços à pessoa ou família. sem a presença de onerosidade. que proíbe a distinção entre trabalho manual. também cabe a este suportar. TEMA 4 – CONTRATO DE TRABALHO Sobre os sujeitos do contrato de trabalho.também do contrato a sujeição do empregado a estas ordens do empregador. Certo. o que pressupõe freqüência maior que a exigida para caracterização da não eventualidade. a assunção dos riscos do empreendimento. o tipo de trabalho desenvolvido. XXXII. Errado. Dispõe o art. A rigor a caracterização do vínculo de emprego doméstico em muito se assemelha à caracterização do vínculo empregatício de um empregado comum. 2º da CLT que “considera-se empregador a empresa. É absolutamente irrelevante. 7º. assumindo os riscos da atividade econômica. Dessa forma. A presença da onerosidade (animus contrahendi) é fundamental também para a caracterização do vínculo doméstico. para caracterização do vínculo de emprego. isso sim. o risco do empreendimento deve ser suportado somente pelo empregador. Errado. Nos termos do art. assalaria e dirige a prestação pessoal de serviços”. individual ou coletiva. onerosidade e subordinação). sendo que o empregador não deve auferir. com duas especificidades: a) os serviços prestados pelo doméstico devem ter natureza contínua. Logo. exclusivamente. bem como o art. salvo se permanecer a subordinação jurídica inerente à relação de emprego. admite. qualquer tipo de lucro. e não ao empregado.

que por sua vez dirige a prestação de serviços conforme suas conveniências. tem poderes de fiscalização e poderes disciplinares. no turno da manhã. é devido integralmente o salário contratualmente fixado. Pelo poder diretivo o empregador organiza a estrutura e o espaço interno da empresa. por exemplo. É importante observar que o poder empregatício decorre da relação de emprego (e caracteriza. Dessa forma. notadamente sob a forma de desconto salarial. Naturalmente o poder fiscalizatório é limitado pelos princípios constitucionais. o poder fiscalizatório e o poder disciplinar. o poder regulamentar. etc). Ora. nada mais justo que arque sozinho com os resultados de sua administração. como contraponto. exceto em casos especialíssimos). O poder fiscalizatório constitui a prerrogativa do empregador de controlar a atividade de seus empregados. sendo “Alfa” e 67 . e a ausência de produtividade decorrente de “falta de serviço” na empresa (hipótese em que. à empresa “Beta”. a subordinação jurídica) e. Por fim. Maurício Godinho Delgado. os riscos da atividade econômica. a partir da existência do contrato de trabalho. e no turno da tarde. da sucessão de empregadores e da responsabilidade solidária. Neste sentido. exigência do uso de uniforme. etc). o poder disciplinar confere ao empregador a possibilidade de punir o empregado por uma falta cometida. circulares e regulamentos internos). e engloba o poder diretivo. RESPONSABILIDADE A respeito do grupo econômico trabalhista. à empresa “Alfa”. Certo. TEMA 5 – GRUPO ECONÔMICO. salvo previsão em contrário em negociação coletiva. tendo em vista que o obreiro permaneceu à disposição do empregador). a revista íntima do empregado. e sim um contrato de atividade. conforme visto no item anterior. verificando o efetivo cumprimento das ordens emanadas (controle de horário e frequência. SUCESSÃO DE EMPREGADORES. julgue os seguintes itens: 21 – Imagine-se que Acácio preste serviços. suspensão ou mesmo demissão por justa causa. isto é. pela expedição de ordens de serviço. 20 – O poder empregatício é o conjunto de prerrogativas conferidas ao empregador no âmbito da relação de emprego. O poder regulamentar é exercido no sentido da exteriorização das regras impostas pelo empregador quanto ao modo de organização e execução dos serviços (por exemplo. sejam eles positivos (lucros) ou negativos (prejuízos). e sim a colocação da força de trabalho deste empregado que é colocada à disposição do empregador.de tais riscos aos empregado. atribui ao empregador. mediante a aplicação de advertência. insofismavelmente. fiscalização acerca do uso de equipamentos de proteção individual. a produtividade do empregado abaixo do esperado (hipótese em que é devido integralmente o salário contratualmente fixado). por exemplo. com exclusividade. bem como estabelece as rotinas relativas à prestação de serviço (modo de prestação dos serviços. O contrato de trabalho não é um contrato de resultado. o que significa que o empregador não contrata um determinado resultado específico esperado em relação à atividade laboral do empregado. notadamente pelo princípio da dignidade humana (é vedada. se o empregador dirige a prestação pessoal de serviços do trabalhador da forma que bem entende. o empregador assume exclusivamente inclusive os riscos decorrentes do próprio contrato de trabalho como.

neste caso. em sede da relação jurídica estabelecida entre sucessor e sucedido. 25 – As demais empresas integrantes de um mesmo grupo econômico são subsidiariamente responsáveis pelos créditos trabalhistas dos empregados de uma outra empresa do mesmo grupo. Neste sentido. Os artigos 10 e 448 da CLT asseguram que a alteração na estrutura jurídica da empresa não afeta os contratos de trabalho e os direitos adquiridos pelos empregados. ocorrendo a sucessão. exceto quando a empresa de processamento de dados presta serviços a banco e a empresas não bancárias do mesmo grupo econômico ou a terceiros. 2º da CLT. Obviamente. Errado. Literalidade da Súmula nº 239 do TST. salvo ajuste em contrário não haverá se falar em mais de um contrato de trabalho. mas tão somente ao sucedido. Neste caso. e se houver cláusula de não responsabilização. Assim. a Súmula nº 129 do TST.“Beta” pertencentes a um mesmo grupo econômico. 23 – A alteração na estrutura jurídica da empresa não afeta os contratos de trabalho. respondendo cada qual pelos direitos trabalhistas do período em que figuraram como reais empregadores. 22 – É bancário o empregado de empresa de processamento de dados que presta serviço a banco integrante do mesmo grupo econômico. Neste sentido. O fundamento de tal entendimento é a autonomia políticoadministrativa dos municípios. 24 – No caso de desmembramento de municípios. inclusive aqueles consolidados antes do desmembramento. Quanto à cláusula de não responsabilização. sendo que. a OJ nº 92 da SBDI-1 do TST. assegurada pelo art. a OJ nº 261 da SBDI-1 do TST. com a finalidade de limitar a responsabilidade do sucessor apenas aos débitos contraídos após a sucessão. Certo. mas vale tão somente no âmbito civil. caput. No mesmo sentido. 18. a chamada cláusula de não responsabilização não é oponível ao empregado detentor do crédito. Errado. isto é. Nos termos do art. ocorre a sucessão trabalhista. Neste sentido. Lembrando a distinção básica entre solidariedade e subsidiariedade: 68 . arcando assim com todos os débitos trabalhistas dos empregados remanescentes. sendo que os municípios criados a partir do desmembramento são considerados sucessores trabalhistas para todos os efeitos. da CRFB. O TST entende que no caso do desmembramento de municípios não ocorre sucessão de empregadores. não é oponível ao empregado credor de determinada parcela. caberá ação de regresso do sucessor em relação ao sucedido. Certo. Certo. inclusive aqueles contraídos antes da sucessão. sendo que o sucessor passa a ser responsável por todos os débitos trabalhistas da empresa. as empresas pertencentes a um grupo econômico são solidariamente responsáveis pelos créditos trabalhistas dos empregados de qualquer das empresas integrantes do grupo. o empregado pode cobrar do sucessor inclusive os créditos consolidados antes da transferência (sucessão). geralmente é inserida no título jurídico (contrato) que transfere a universalidade do sucedido para o sucessor. a teor do disposto nos artigos 10 e 448 da CLT esta chamada cláusula de não responsabilização não produz qualquer efeito no âmbito trabalhista. que é denominada real empregadora.

A capacidade. não só do empregado. não é possível o reconhecimento do vínculo de emprego entre Policial Militar e uma empresa privada. Não é intuitu personae em relação ao empregador. 28 – Tendo em vista o estatuto próprio aplicável ao Policial Militar. interessa à relação jurídica a pessoa do empregado (característica da pessoalidade). 3º da CLT.” 29 – Maria da Silva trabalhou como faxineira. entre as partes (empregado presta serviços e o empregador paga os salários. XXXIII. da CRFB/88. conforme a modalidade ajustada (mês. inclusive). na obrigação solidária. intuitu personae. isto é. pois uma coisa não depende da outra. de atividade e oneroso. independentemente do eventual cabimento de penalidade disciplinar prevista no Estatuto do Policial Militar. o credor pode acionar diretamente. e então. de trato sucessivo. por sua vez. durante seis meses. prescindindo entretanto de forma solene (pode o contrato de trabalho ser ajustado tacitamente. que se considera apto a firmar contrato de trabalho. consensual. por exemplo). é correto dizer que não é possível o reconhecimento do vínculo TEMA 6 26 – É correto dizer que o contrato de trabalho é um contrato sinalagmático. para que incida a obrigação de contraprestação (pagamento de salário) o resultado do trabalho prestado. pode acionar o devedor subsidiário. Correto.na obrigação subsidiária o credor deve acionar primeiro o devedor principal. Entretanto. É de trato sucessivo porque as principais prestações decorrentes do contrato de trabalho (prestar serviços e pagar salários) renovamse no tempo. ou até mesmo todos ao mesmo tempo. é legítimo o reconhecimento de relação de emprego entre policial militar e empresa privada. obrigações contrárias e contrapostas. em uma casa de jogos de azar. receber 27 – É elemento essencial do contrato de trabalho a capacidade do empregado. isto é. etc). dia. como também do empregador. Nos termos da Súmula 386 do TST. nos termos do art. 7º. em qualquer hipótese. Errado. caso não receba seu crédito. desde que conte com quatorze anos e o faça na condição de aprendiz. É consensual pois depende da vontade das partes. qualquer um dos devedores solidários. É intuitu personae em relação ao empregado. é um contrato oneroso pois pressupõe a intenção onerosa da relação firmada (o empregado trabalha com a 69 . “preenchidos os requisitos do art. O contrato é sinalagmático porque dele resultam obrigações recíprocas. Sua função era higienizar o local sempre antes da chegada dos clientes. Ante o exposto. É um contrato de atividade (em contraposição ao contrato de resultado) porque não interessa. somente a partir dos dezesseis anos. de forma que Maria não tinha conhecimento da atividade ilícita desenvolvida no local. sem qualquer benefício de ordem. constitui elemento essencial do contrato de trabalho. Finalmente. Errado. o empregado pode firmar contrato de trabalho antes de completar dezesseis anos. finalidade de contraprestação). Observese que o contrato de aprendizagem é uma modalidade especial de contrato de trabalho (leia-se contrato de emprego). e sim a disponibilização da energia de trabalho. semana.

empregatício de Maria da Silva. ao que este lhe respondeu que não lhe devia salários. 30 – Mazinho começou a trabalhar na Fazenda Águas Claras no dia 1º de junho. Certo. em prejuízos ao empregado. não é ilícito. e ademais a trabalhadora não tinha conhecimento acerca da atividade ilícita desenvolvida no local. No caso. pelo que. Decorrência do princípio da inalterabilidade contratual lesiva. e como sabemos o sujeito passivo da relação de emprego é o empregador. 32 . Com base na legislação trabalhista. em princípio. Errado. Entretanto. correspondente à relação de emprego”. Conforme o disposto no art. entretanto. pode-se dizer que o empregador agiu regularmente. ainda assim. Mazinho se dirigiu ao proprietário da Fazenda inquirindo-lhe sobre quando seria efetuado o pagamento do salário. pois alteração subjetiva é o mesmo que alteração de sujeito. qualquer ajuste de vontade expresso entre Mazinho e o proprietário da Fazenda. o trabalhador não faz jus sequer aos salários. pois o empregador tinha conhecimento de que Mazinho lhe prestava serviços. como verdadeiro empregado. Assim. Depois de trabalhar na função de vendedor durante três anos. assegurados todos os seus direitos. sob pena de nulidade da cláusula infringente dessa garantia. roçava pastos. e não se opôs a tal prática ao longo de um mês. permanecem inalteradas as cláusulas dos contratos de trabalho dos respectivos empregados. o trabalho de Maria da Silva (faxina). neste caso. Realmente o trabalho cujo objeto é ilícito enseja a nulidade absoluta da contratação. (Procurador do Estado da Paraíba – 2008) Certo. direta ou indiretamente. sem sequer informar o empregado sobre o motivo da destituição do cargo de confiança. carpia a lavoura. 70 . pois não havia lhe prometido nada. Neste sentido. foi promovido ao cargo de confiança de gerente. 442 da CLT.Nos contratos individuais de trabalho. “contrato individual de trabalho é o acordo tácito ou expresso. pois o contrato de trabalho não chegou a ser firmado entre as partes. alterado o pólo passivo da relação de emprego. recebendo por isso remuneração bastante superior à do cargo que ocupava originalmente. o empregador resolveu determinar o retorno de Hélton à função de vendedor. dada a ilicitude do objeto de seu trabalho. Na verdade trata-se a hipótese de sucessão de empregadores. sendo que a alteração contratual. Não houve. Neste caso. após um ano no cargo de gerente. os artigos 10 e 448 da CLT. Dessa forma. Errado. 33 – Hélton foi contratado como vendedor em uma loja de departamentos. entre outras atividades ligadas à atividade normal do empreendimento. seu contrato de trabalho é plenamente válido. Na hipótese mencionada na questão. em si. é permitida. desde que não resultem. tem razão o empregador. sendo que este último tinha ciência de que Mazinho ordenhava o gado. sem dúvida houve o ajuste tácito entre as partes. não produz qualquer efeito sobre as cláusulas dos contratos de trabalho em vigor. Assim. Ao final do primeiro mês de trabalho. quanto ao pólo passivo. a lei não exige seja o contrato de trabalho firmado expressamente. entretanto. TEMA 7 31 – A alteração subjetiva do contrato de trabalho. apenas é lícita a alteração das respectivas condições de trabalho quando decorram de mútuo consentimento e.

depois do que ou é tornada definitiva e o contrato. com destaque para o fato de que o tempo de suspensão contratual não é computado. em nenhuma hipótese. Certo. de algumas cláusulas contratuais.A redução da carga horária do professor. Também há que se esclarecer que a reversão constitui direito potestativo do empregador. há hipóteses suspensivas em que. Nos termos do parágrafo único do art. Depois de aposentado por invalidez o 71 . 34 . então. é lícito ao empregador alterar o horário de trabalho do empregado. tendo em vista que na suspensão contratual as principais cláusulas do contrato de trabalho permanecem sustadas temporariamente. Dessa forma. não constitui alteração contratual. 37 – A aposentadoria por invalidez suspende o contrato de trabalho. 2º da CLT). como tempo de serviço. uma vez que não implica redução do valor da hora-aula. Trata-se a reversão. nos termos da Súmula 372 do TST. é importante lembrar que se o empregado exerceu a função de confiança (e recebeu a respectiva gratificação) por dez anos ou mais. Errado. em regra. fará jus à incorporação da gratificação. Errado. pelo prazo máximo de cinco anos. TEMA 8 36 – Caracteriza-se a suspensão do contrato de trabalho pela sustação das principais cláusulas do contrato de trabalho. pelo empregador. o tempo de cessação provisória da prestação de serviços é computado como tempo de serviço. Não obstante. não se exigindo sequer a motivação de tal decisão. excepcionalmente. Certo. Dessa forma. além da alteração do horário de trabalho mencionada na questão. o tempo de suspensão não é computado como tempo de serviço. o empregador não paga salários e. de alteração contratual lesiva autorizada pela legislação trabalhista. deixando o exercício de função de confiança”.Certo. A aposentadoria por invalidez suspende o contrato de trabalho por prazo indeterminado. vedada pelo ordenamento jurídico brasileiro. em virtude da diminuição do número de alunos. sem que isso constitua irregularidade trabalhista. 469 da CLT). ou o empregado volta às suas atividades. Neste sentido. entre outras possibilidades. é encerrado. “não se considera alteração unilateral a determinação do empregador para que o respectivo empregado reverta ao cargo efetivo. Literalidade da OJ 244 da SBDI1 do TST. portanto. o empregado não presta serviços. Algumas cláusulas contratuais inserem-se no chamado jus variandi empregatício exatamente em decorrência da assunção dos riscos do empreendimento pelo empregador (art. desde que não aumente a jornada e desde que não altere o horário de trabalho do turno diurno para o noturno. mudar o nome do cargo (desde que disso não resulte prejuízo ao empregado). anteriormente ocupado. 468 da CLT. pois tal medida caracterizaria alteração prejudicial. se recuperada a capacidade laboral. pode o empregador transferir o local da prestação de serviços (desde que observados os limites impostos pelo art. A primeira parte da afirmação é verdadeira. Por fim. casos da suspensão por afastamento em decorrência de acidente de trabalho e por afastamento para cumprimento do serviço militar obrigatório. 35 – Denomina-se jus variandi a possibilidade de alteração unilateral.

constatada a recuperação da capacidade laboral. ao empregador. Literalidade do parágrafo 1º do art.. Donizete tem direito à indenização compensatória do FGTS (40%). A prisão provisória do empregado é hipótese de suspensão do contrato de trabalho. a Súmula 160 do TST: “cancelada a aposentadoria por invalidez. o empregado retorna à atividade no seu emprego de origem. considera-se que é medida de política legislativa. a fim de evitar o encarecimento da mão-deobra feminina e. Neste caso. “d”. razão pela qual são devidos o aviso prévio e a “multa” do 72 . tendo em vista que o empregador é quem paga diretamente os salários durante o afastamento. conforme art. Somente configura motivo para despedida por justa causa “a condenação criminal do empregado. 471 da CLT. Quanto à compensação futura pelo INSS. Se pagar salários é a principal obrigação do empregador. Certo. o trabalhador terá direito de retornar ao emprego. Consoante o disposto no art. 482. Neste sentido.trabalhador é submetido periodicamente a exames médico periciais junto ao INSS. 472 da CLT. porém. passada em julgado. quando de seu retorno ao trabalho. mesmo após cinco anos. Certo. todas as vantagens que. dentre outras parcelas eventualmente devidas. 483. Certo. facultado. da CLT. conseqüentemente. aviso prévio. não restam dúvidas que.. “o empregado poderá considerar rescindido o contrato de trabalho (. sendo que. é indispensável que notifique o empregador dessa intenção. da CLT). 39 – Para que o empregado tenha direito a voltar a exercer o cargo do qual se afastou em virtude de exigências do serviço militar ou de encargo público. a doutrina amplamente majoritária considera se tratar de hipótese de interrupção contratual. em sua ausência. Em que pese a existência de corrente minoritária no sentido de que a licença-gestante seria caso de suspensão contratual. mediante abatimento no total das contribuições sociais devidas. 42 – Depois de seis meses sem receber os salários que lhe eram devidos por seu empregador. Donizete ingressou com ação na Justiça do Trabalho requerendo o reconhecimento da rescisão indireta de seu contrato de trabalho. indenizá-lo na forma da lei (exPrejulgado nº 37).) quando não cumprir o empregador as obrigações do contrato”. contados da data em que se verificar a respectiva baixa ou a terminação do encargo a que estava obrigado. TEMA 9 41 – A prisão provisória do empregado constitui justo motivo para rescisão do contrato de trabalho. Errado. dentro do prazo máximo de 30 (trinta) dias. Certo.” 38 – A licença garantida à gestante configura hipótese de interrupção do contrato de trabalho. A rescisão indireta importa no pagamento das mesmas verbas que seriam devidas na rescisão sem justa causa. tenham sido atribuídas à categoria a que pertencia na empresa. por telegrama ou carta registrada. no caso. décimo terceiro proporcional e férias proporcionais. “d”. o aumento da discriminação por gênero no mercado de trabalho. saldo de salários. houve rescisão indireta do contrato de trabalho. caso não tenha havido suspensão da execução da pena” (art. 40 – Ao empregado que teve o contrato de trabalho suspenso ou interrompido são garantidas.

para fins de receber as parcelas que lhe eram devidas em decorrência da rescisão contratual. em regra. da Lei nº 8. os princípios que regem a rescisão dos contratos por prazo indeterminado. da CLT. 45 – O não pagamento das rescisórias nos prazos do art. Quando da comunicação da demissão. ao pagamento de indenização ao empregado. Entretanto. Errado. infração aplicável ao departamento de pessoal da empresa somente no primeiro dia útil seguinte ao final do prazo do aviso prévio. aplicamse. o prazo do art. Errado. Nesta hipótese. Art. Certo. enseja apenas a administrativa. se for o caso. somente será cabível o aviso prévio se prevista cláusula assecuratória do direito recíproco de antecipação do término contratual. 484 da CLT. 479 da CLT. até o décimo dia contado da notificação da demissão. Em regra a ruptura antecipada dos contratos a termo ensejam a indenização da parte contrária. 487 da CLT. portanto). 481 da CLT.036/1990. alínea “b”. parcelas 43 – Na hipótese de culpa recíproca. Certo. Não obstante seja esta a redação do inciso I do art. dentre os quais a concessão do aviso prévio. no valor correspondente ao salário deste. do décimo terceiro salário e das férias. 477. cuja multa é pela fiscalização do trabalho. além da multa administrativa aplicável pela fiscalização do trabalho. 44 – Nos contratos a prazo determinado que não contenham cláusula assecuratória do direito recíproco de rescisão. além das demais normalmente devidas. Nos contratos a prazo determinado.FGTS. se existente a cláusula assecuratória do direito recíproco de rescisão antes de expirado o termo ajustado. parcelas 477. A jurisprudência é pacífica no sentido de que o chamado aviso prévio “cumprido em casa” equivale ao aviso prévio indenizado. nos termos do art. o empregador que rescindir o contrato antecipadamente deverá pagar ao empregado indenização no valor da metade das remunerações a que o empregado teria direito até o final do contrato. tal dispositivo não foi recepcionado Errado. a OJ nº 14 da SBDI-1 do TST. 47 – O aviso prévio é. §6º. 477 da CLT. o empregador disse a Evair que o aviso prévio seria cumprido em casa. 18. Dessa forma. 477. 481 da CLT. consoante disposto nos artigos 479 e 480 da CLT. §2º. 48 – O prazo do aviso prévio é de 8 (oito) dias no caso dos contratos em que o pagamento for efetuado por semana ou por tempo inferior. bem como metade da multa compensatória do FGTS (20%. por sua vez. Neste sentido. TEMA 10 46 – Evair trabalhava na empresa Metalúrgica Mão de Ferro e foi demitido sem justa causa. Nos termos do §7º do art. aplicar-se-ia. da CLT. são devidos ao empregado metade do aviso prévio. §6º da CLT). o pagamento das referidas parcelas rescisórias no prazo estipulado pelo empregador foi feito no prazo legal (art. o não pagamento das parcelas rescisórias nos prazos do §6º do mesmo artigo sujeita o empregador. §6º. pelo que o trabalhador deveria comparecer 73 . obrigatório na ruptura imotivada de contrato a prazo indeterminado. c/c a Súmula 14 do TST. Inteligência do art. c/c o art. c/c o art. qual seja. no caso em referência. Certo.

543. muitas vezes. pelo que não poderia ter o mesmo ameaçado pelo empregador. nos termos da lei”. o empregador resolveu então remunerar como extraordinárias as referidas duas horas. em seu art. Errado. se eleito. se o empregador não concedeu a redução de jornada. agindo sempre no interesse de sua categoria e. Além da questão da boa-fé. 7º. a não concessão pelo empregador da redução estipulada frustra a intenção legal. não poderia prescindir dos serviços prestados pelo obreiro durante as duas horas diárias. 30 dias. empregadora de Sorato. Literalidade da Súmula 276 do TST. é devido novo aviso prévio. a Súmula nº 230 do TST. tendo em vista a não concessão da redução diária pelo empregador. sendo que optou por sair do trabalho duas horas mais cedo todos os dias. como a “Expresso Encomendas”. 50 – Sorato cumpria jornada de oito horas e foi demitido sem justa causa. a garantia de emprego é conferida ao dirigente sindical exatamente para que este não sofra intimidação e coação no exercício de suas funções junto ao sindicato. da CLT. ainda que suplente. salvo se cometer falta grave. o direito ao aviso prévio de. inciso VIII) veda a dispensa do “empregado sindicalizado a partir do registro da candidatura a cargo de direção ou representação sindical e. A CRFB (art. nos termos do art.O direito ao aviso prévio é irrenunciável pelo empregado. o art. tendo em vista que o aviso prévio é tempo de serviço para todos os efeitos. salvo comprovação de haver o prestador dos serviços obtido novo emprego. devendo ser considerado o aviso prévio como não concedido. Entretanto. é exatamente garantir ao empregado a possibilidade de procurar um novo emprego. a Súmula 369 do TST. Entretanto. Certo. Ao término do aviso prévio. 74 . tendo em vista o princípio da boa-fé que norteia o Direito do Trabalho. não é reconhecida a garantia de emprego se o empregado somente registrou sua candidatura quando já estava préavisado de sua demissão. se o empregado já estava pré-avisado de sua demissão. Não obstante. ainda que o registro da candidatura tenha ocorrido no curso do aviso prévio. de forma que Sorato laborou por oito horas diárias durante todo o aviso prévio. Sorato ingressou com reclamação trabalhista perante a Justiça do Trabalho requerendo a indenização do aviso prévio. XXI. Sorato está com a razão. Neste sentido. posto que o mesmo já sabia que não continuaria no emprego. §3º. até um ano após o final do mandato. não fazendo qualquer distinção acerca da modalidade de contratação. A razão de ser da redução da jornada de trabalho ao longo do aviso prévio. nos termos previstos no art. Certo.pela Constituição de 1988. 488 da CLT. 49 . Neste sentido. que prevê. no mínimo. O pedido de dispensa de cumprimento não exime o empregador de pagar o respectivo valor. Neste caso. independentemente do pagamento das horas como extraordinárias. Dessa forma. No mesmo sentido. em sentido contrário ao interesse do empregador. TEMA 11 26 – O dirigente sindical tem garantido o emprego desde o registro da candidatura até um ano após o término do mandato. 8º. 488 da CLT. a garantia constitucional perde completamente o objeto. Isso posto.

isto é. item III). não constitui dispensa arbitrária ou sem justa causa. 7º da CRFB/88. pelo que acreditava que teria garantido o emprego até cinco meses após o parto. Dessa forma.01. Neste caso.858/1972 (Lei do Doméstico). Certo. que boa parte da doutrina. tendo em vista que o 29 – Evair foi eleito suplente do representante dos empregados na CIPA da empresa “Balança Mas Não Cai”. Entretanto. Neste caso. Do contrário. pelo que seria vedado ao empregador rescindir antecipadamente o contrato a termo. a Lei nº 11. 30 – Tereza Herrera. Tereza Herrera tem direito à indenização pelo tempo da garantia de emprego. 4º-A à Lei nº 5. desde a confirmação da gravidez até cinco meses após o parto. entende cabível a garantia de emprego durante o prazo do contrato a termo. 7º. Literalidade do Súmula 244 do TST. 10.” Observe-se. tendo em vista que tal dispositivo regulamentou provisoriamente o inciso I do art. é 75 . Observe-se. Neste sentido. pois depende da concordância expressa do empregador. quando eventualmente venha a contrariar interesses deste. extinta a própria empresa não subsiste qualquer razão de ser à garantia de emprego. por sua empregadora. o qual. por oportuno. a garantia restringe-se aos salários e demais direitos correspondentes ao período de estabilidade.A garantia de emprego à gestante só autoriza a reintegração se esta se der durante o período de estabilidade. ao final do prazo inicialmente estipulado o empregador procedeu à rescisão do contrato da empregada tendo por motivo “término de contrato”. tendo sido imediatamente demitida. “não há direito da empregada gestante à estabilidade provisória na hipótese de admissão mediante contrato de experiência. não se aplica à doméstica por disposição expressa do parágrafo único do supramencionado art. Errado. do ADCT da CRFB/88. a Súmula 339 do TST. Certo.27 – Dulce Rosalina foi admitida mediante contrato de experiência de 90 dias em 01. Neste caso. entretanto. “b”. Não obstante. desde o conhecimento do estado gravídico até o termo final do contrato. Entretanto. sem que sofra coação ou ameaça de represálias por parte do empregador. que a questão da reintegração da gestante imotivadamente demitida é peculiar no caso da doméstica. em face do término do prazo. Dulce Rosalina terá direito à reintegração ao emprego. item II da correto dizer que Evair não terá a estabilidade no emprego. Segundo entendimento sumulado do TST (Súmula 244.324/2006 acrescentou o art. Depois de um mês trabalhando na empresa. estendendo à doméstica a mesma garantia de emprego conferida à gestante pelo ADCT.2004. no curso do mandato a empresa foi extinta. arbitrariamente e sem justa causa. Em princípio não se aplicava à doméstica a garantia de emprego conferida à gestante pelo art. Dulce Rosalina descobriu que estava grávida. 28 . por sua vez. tendo em vista a extinção da própria empresa. Certo. qual seja. descobriu seu estado gravídico em 15.03. II.2007 para trabalhar como doméstica em uma residência.2007. visto que a extinção da relação de emprego. contratada em 01. com a qual nos alinhamos. pois o empregador não poderia tê-la demitido em virtude da garantia de emprego assegurada à gestante. A garantia de emprego assegurada ao cipeiro tem por finalidade garantir a participação efetiva do representante dos empregados na CIPA.08.

A idéia da compensação de jornada liga-se à preservação do módulo legal (no caso. e esta é asilo inviolável. oportunidade na qual firmou com o empregador acordos individuais de compensação e prorrogação da jornada de trabalho. afinal. O acordo de prorrogação pode ser individual. Com efeito. deverá ser pago a mais apenas o adicional por trabalho extraordinário. sem problemas. a melhor solução é sempre a conversão da estabilidade em indenização (pagamento dos salários e demais direitos do período da estabilidade). Nesta hipótese. quanto ao acordo de compensação. são válidos os acordos firmados. Quanto ao final da questão. Neste sentido. O Cespe. as horas que ultrapassarem a jornada semanal normal deverão ser pagas como horas extraordinárias e. de forma que deveria trabalhar dez horas diárias. TEMA 12 31 – Donizete foi contratado como mensalista para trabalhar na fábrica de chapéus “Pantera Negra”. deveria constar de acordo coletivo de trabalho ou convenção coletiva de trabalho a possibilidade de instituição do banco de horas. Entretanto. quanto àquelas destinadas à compensação. já considerou correta esta assertiva em prova recente. Assim. Assim. e no mesmo sentido o Ministério do Trabalho. em número de 06 (seis) semanais. item IV). Quanto às demais horas suplementares trabalhadas. Nesta hipótese. Neste caso (“banco de horas”). as receberia como horas extraordinárias. é necessário tecer alguns comentários. Errado. admite-se o acordo individual tanto para pactuar tanto a prorrogação quanto a compensação de jornada. portanto estas 4h já foram remuneradas no salário mensal). também conhecida como “banco de horas”. esta corrente. não recebe o valor da hora normal pois ele deixou de trabalhar no sábado. Entendemos que. com a redução proporcional em outro dia em determinado período de tempo.serviço é prestado na casa do empregador. a prestação habitual (constante) de horas extraordinárias é incompatível com o instituto de compensação de jornada. entendem que o acordo individual seria suficiente apenas para pactuar a compensação semanal. portanto. sugiro seja adotada. pois. o TST entende que “o acordo individual para compensação de horas é válido. mediante a majoração da jornada em determinado dia. e não a compensação além da semana. salvo se houver norma coletiva em sentido contrário”. mediante compensação. com o adicional de 50% sobre o valor da hora normal. que diz que o acordo individual é admitido tanto para pactuar a prorrogação quanto a compensação de jornada. parte expressiva da doutrina trabalhista. pois a prorrogação habitual acabará por extrapolar os próprios módulos legais (que no caso da semana é de 44 horas).” (Súmula 85. não é assim que tem se posicionado de forma mais ou menos uniforme o TST. ou seja. o módulo semanal). Na hipótese em análise. seria imprescindível a participação do sindicato. em provas do Cespe. 76 . Donizete deveria receber seis horas extraordinárias (hora normal + adicional de 50%). Não obstante. mais o adicional de 50% em relação às outras quatro horas trabalhadas além da jornada legal diária (em relação a estas. da mesma forma. o TST considera que “a prestação de horas extras habituais descaracteriza o acordo de compensação de jornada. no caso específico da doméstica. nos termos do item II da Súmula 85. sendo que não trabalharia no sábado. de segunda a sexta-feira.

Neste sentido. passando a dispor que “o repouso semanal remunerado deverá coincidir. Certo.32 – O repouso semanal remunerado deve ser concedido preferencialmente aos domingos. a OJ nº 307 da SBDI-1 do TST. desde que o empregador forneça a condução. será computado integralmente na jornada de trabalho. Para fins de concurso. pelo menos uma vez no período máximo de três semanas. ao passo que o empregador. 58 da CLT. entretanto. obrigatoriamente. isto é. As chamadas horas in itinere (também chamadas de jornada de percurso ou horas itinerárias) são devidas. 33 – Se o local de trabalho fica em local de difícil acesso e não servido por transporte público coletivo.101/2000. Ao ser demitido Luís Carlos postulou. uma hora diária. Errado. qualquer que seja o ponto de partida da condução. nos termos do art. sob o argumento de que a uma irregularidade mais grave (não concessão de nenhum intervalo) é imputada a mesma pena que a uma irregularidade menos grave (concessão parcial do intervalo). 35 – O empregado que trabalha em horário noturno e tem a jornada prorrogada (avançando assim no horário diurno). na Justiça do Trabalho. pois o intervalo intrajornada gozado a menor é considerado pela jurisprudência majoritária como não gozado. tem estas horas laboradas em horário diurno remuneradas como noturnas. Portanto. criticada por parte da doutrina. o tempo despendido até aí não será computado na jornada. de um descanso semanal coincidindo com o domingo a cada quatro semanas trabalhadas. tem razão o empregado. se o local de trabalho fica em local de difícil acesso ou não servido por transporte público. pela literalidade da Súmula 60. o tempo despendido pelo empregado até o local de trabalho. prefiram sempre o posicionamento majoritário. o item IV da Súmula 90 do TST. coincidir com o domingo uma vez a cada quatro semanas trabalhadas. 6º da Lei nº 10. 77 . Esta proporção. tanto na ida quanto na volta. era a regra na redação original do parágrafo único do art. Daí se extrai que só são devidas as horas in itinere no trecho não servido por transporte público regular. em contestação. o pagamento de horas extraordinárias correspondentes à totalidade do intervalo intrajornada devido. Errado. Certo. Se parte do trecho é servida por transporte público regular. item II.603/2007. sendo que ao longo de todo o período cumpriu jornada de oito horas. sendo que deve. atualmente o descanso semanal deve coincidir com o domingo no mínimo a cada três semanas. A posição é. alega que seria devido como tempo extraordinário apenas 40 minutos diários. com o domingo. respeitadas as demais normas de proteção ao trabalho e outras a serem estipuladas em negociação coletiva”. o referido dispositivo foi alterado pela Lei nº 11. do TST. Neste caso. razão pela qual é devido integralmente como hora extraordinária. 34 – Luís Carlos laborou durante dois anos na empresa “Winck Publicidade e Propaganda”. porém lhe foi concedido intervalo para descanso ou refeição de apenas 20 minutos. Entretanto. Neste sentido. tendo em vista que o empregado havia gozado efetivamente os outros 20 minutos. Esta matéria já foi objeto de várias questões do Cespe. e o empregador fornece a condução. especialmente do TST.

deve ser remunerado proporcionalmente. 7º. 39 – Imagine-se a hipótese em que os empregados de determinada empresa recebam salário mínimo. Assim. tendo em vista a garantia do salário mínimo como direito do trabalhador (art. O art. do STF.TEMA 13 36 – Não viola a Constituição o estabelecimento de remuneração inferior ao salário mínimo para as praças prestadoras de serviço militar inicial. mediante o cálculo do salário mínimo/hora. a Súmula Vinculante nº 4 do STF. é garantido o salário mínimo. 40 – No caso de um empregado público. da CRFB sempre pressupõe redução correspondente da jornada. 7º. da CRFB (redução salarial TEMA 14 41 – Evair faltou ao trabalho injustificadamente 35 vezes durante o seu primeiro período aquisitivo de férias. o empregado que trabalha meio período terá assegurado o recebimento de meio salário mínimo. 130 da CLT dispõe sobre a repercussão das faltas no número de dias de férias a que o empregado tem direito. VI. VI. Certo. 38 – Ao empregado contratado para trabalhar em meio período (22 horas semanais). Neste caso. Ainda mais neste caso. O salário mínimo é estipulado para o módulo mensal de trabalho de 220 horas (22h semanais). Certo. nem ser substituído por decisão judicial. Certo. Com a crise econômica que assola o país. da CRFB). é lícito que o salário-base seja fixado em valor inferior ao do salário mínimo. O salário mínimo pode ser utilizado como indexador em uma única hipótese: nos casos previstos na Constituição. Literalidade da Vinculante nº 6. Súmula prevista em instrumento coletivo). somente será possível a redução dos salários com a correspondente redução da jornada. Na verdade. a redução temporária dos salários. desde que a soma de todas as parcelas de natureza salarial não seja inferior ao salário mínimo. Certo. Neste sentido. a redução salarial admitida no art. se o empregado é contratado para prestar serviços em tempo menor que o módulo mensal de 220 horas. a partir do permissivo do art. é correto dizer que Evair perdeu o direito às férias relativas a tal período. que é também o piso da categoria estipulado pela convenção coletiva de trabalho. 37 – Em nenhuma hipótese o salário mínimo pode ser usado como indexador de base de cálculo de vantagem de servidor público ou de empregado. em que os empregados recebem salário mínimo. Neste caso. e não preservar os postos de trabalho. a doutrina entende que o 78 . Como a última faixa prevista é do direito de 12 dias corridos de férias para os empregados que tiverem faltado de 24 a 32 vezes (inciso IV). Errado. a fim de preservar os empregos. como forma de se garantir o salário mínimo hora a todos os empregados. Literalidade da OJ nº 272 da SBDI-1 do TST. IV. tendo em vista ser este o patamar remuneratório mínimo admissível no direito brasileiro. 7º. determinado empregador procura o sindicato e propõe. pois do contrário a redução teria por objetivo enriquecer ilicitamente o empregador. eventual redução salarial somente seria possível com a correspondente redução da jornada. Errado. No caso.

e não há vedação legal ao trabalho durante as férias. por sua vez. pois cabe ao empregador fixar o período de gozo das férias. trabalha como segurança em uma lanchonete. Na segunda. Marco Antonio não tem razão. a exclusividade não é característica da relação de emprego. das 19h às 23h. os empregados contratados há menos de doze meses gozarão.” O art. por sua vez. trabalha como motorista de caminhão boiadeiro das 8h às 17h.2007.03. Pedro esteve afastado da empresa em decorrência de acidente de trabalho.01. pelo mesmo motivo. Como a empresa de transporte lhe avisou que suas férias seriam concedidas no mês de dezembro/2008. Não obstante. desde que o empregado esteja obrigado por contrato.” Outra particularidade importante do enunciado é a prestação de serviços a mais de um empregador. tendo em vista o afastamento ter sido provocado por acidente de trabalho.2007. em relação àqueles que ainda não completaram o período aquisitivo de férias ela pode compensar os dias gozados a mais no próximo período de férias. 42 – Pedro foi admitido na empresa “Carrinhos Azul Celeste” em 01.número de faltas superior a 32 implica na perda do direito às férias. Neste caso. para fins de aquisição de férias. ainda que os períodos de afastamento sejam descontínuos o empregado perde o direito às férias se permaneceu afastado por mais de 6 meses. na primeira. bem como pelo fato de que os períodos de afastamento foram descontínuos. sob o argumento de que a lei vedaria qualquer trabalho durante o período destinado ao gozo de férias. pois no período de verão o movimento do estabelecimento é maior. em virtude do que o trabalhador voltou a se afastar. 44 – Se a empresa concede férias coletivas a todos os seus empregados.09. negou o pedido de Marco Antonio.2007 a 30. Logo. salvo se o empregado tiver percebido da Previdência Social prestações de acidente de trabalho ou de auxílio doença pro mais de 6 meses. a ausência do empregado por motivo de acidente de trabalho ou de enfermidade. por sua vez. salvo se estiver obrigado a fazê-lo em virtude de contrato de trabalho regularmente mantido com aquele. alegando que seu trabalho era imprescindível para a empresa nesta época do ano. O dono da lanchonete.2008. Pedro terá contado. embora descontínuos. com uma hora de intervalo para repouso ou alimentação. 43 – Marco Antonio mantém contrato de trabalho com duas empresas simultaneamente. Errado. No período de 02. Certo. Marco Antonio solicitou ao dono da lanchonete que também lhe concedesse férias no mesmo período. “a época da concessão das férias será a que melhor consulte aos interesses do empregador. dispõe que não será considerada falta ao serviço. da CLT. Nos termos do art. Pedro não terá direito às férias referentes ao período mencionado. o empregado não poderá prestar serviços a outro empregador. desta vez no período de 15.07. as lesões sofridas voltaram a acarretar a Pedro a incapacidade temporária para o exercício de suas funções. dispõe que “durante as férias. 131. No caso. sendo que. Convém sempre lembrar que a lei não veda tal prática! Com efeito. tendo retornado ao trabalho em 05. Dessa forma. 138 da CLT. Nos termos do art. 136 da CLT. O art. conforme sua conveniência.2007 a 04. Errado. na oportunidade (da concessão das férias 79 .05. para o efeito da aquisição de férias. III. 140 da CLT.2007. todo o período desde a sua admissão.07.

a jurisprudência é remansosa. mais R$1. Acácio recebeu. iniciando-se. uma: ou o empregador concede a parcela proporcional de férias devida e determina o retorno antecipado do empregado ao trabalho (antes do término das férias dos demais). o art. pode-se admitir a compensação destes períodos de gozo.00. portanto. Assim. 49 – Acácio recebe salário de R$1. terá natureza salarial o valor mensal de R$200. recebendo para tal diárias de viagem. das duas. etc. em regra. a Súmula 101 do TST. 45 – O marco inicial da contagem da prescrição do direito às férias coincide com o último dia dos doze meses do período aquisitivo. qual seja. então. Lembre-se ainda que. 48 – O direito brasileiro veda a estipulação do chamado salário complessivo.00 pagos a título de diária para viagem passam a integrar o salário do empregado enquanto dure a viagem. como. valor excedente de 50% do salário contratual do empregado. Literalidade da Súmula 10 do TST. somente a partir do final do prazo concessivo começa a correr o prazo prescricional para reclamar a não concessão de férias. Não interessa. somente após este prazo pode-se dizer que existe lesão pela não concessão das férias. os R$1. nos termos da Súmula 318 do TST. verificar se excederam ou não de 50% do salário. além de seu salário. a partir da lesão. entretanto. e não somente aquele quantum que excedeu de 50%.000. Certo. elas passam a integrar o salário em sua totalidade. §1º. horas extras. Em nenhuma hipótese. o valor de uma diária em relação ao salário/dia. por exemplo. Nesta hipótese.00. da CLT. Assim. férias proporcionais.000. faz jus aos referidos salários. por mês. como o prazo prescricional tem início.600. No sentido da impossibilidade de estipulação do salário complessivo. Assim. com duração de 3 meses. ou estes dias gozados a mais são considerados como licençaremunerada (tempo à disposição do empregador). novo período aquisitivo. Art. ou no curso dessas férias. conforme a Súmula 91 do TST. Como as férias podem ser concedidas nos doze meses subseqüentes ao período aquisitivo. no exemplo. 462. ainda que uma TEMA 15 46 – É permitido o desconto do salário do empregado do valor relativo ao dano por este provocado. Certo. então. adicional noturno. Caso as diárias para viagem ultrapassem o limite de 50% do salário do empregado. isto é. Em uma viagem a serviço pelo interior do país. deve-se somar o total de diárias recebidas no mês e. desde que tenha agido dolosamente ou.00 a título de diárias de viagem. a integração das diárias no salário deve ser apurada mensalmente. Errado. várias rubricas distintas. e normalmente viaja a serviço. Certo. Neste sentido. Se despedido sem justa causa ao terminar o ano letivo 80 . no caso de culpa. 47 – É assegurado aos professores o pagamento dos salários no período de férias escolares. Assim. se a possibilidade do desconto foi expressamente prevista no contrato de trabalho. Entende-se por salário complessivo aquele que engloba. 149 da CLT. em uma única verba. salário.coletivas). Neste sentido. Errado.

atualmente. é correto dizer que o salário de Luiza deverá ser de. na mesma localidade.00.05. cargo que ocupa até hoje recebendo.diária corresponda a R$200. sendo. sendo incabível a equiparação em relação a cargo vago. a Súmula nº 06. deixava dúvidas quanto a se referir ao tempo de serviço no emprego ou na função. devem o paradigma e o paragonado exercerem a mesma função simultaneamente.00 (metade do salário do empregado) a título de diárias. com igual produtividade e mesma perfeição técnica.2008 Beatriz foi promovida à função de supervisora de estoque. Dispõe o art. 81 . da CLT. não há se falar em direito a equiparação de Beatriz a Ana.2005. que além dos requisitos de idêntica função. salário de R$1. há que se aplicar a isonomia salarial. e não no emprego.00. ainda assim não terá natureza salarial se.2008.05.03.03. Beatriz.2009 e 09. tem caráter salarial.03. dispõe o referido item que “é desnecessário que. Em 18. foi admitida na mesma empresa “Alfa” em 01. no mínimo. conforme a Súmula 241 do TST.00. prestado ao mesmo empregador. Para que se configure a hipótese de equiparação salarial. tendo sido admitida na empresa aos 15. respectivamente). portanto. é correto dizer que. integrando a remuneração do empregado para todos os efeitos legais. Tomem cuidado com o item III da Súmula 6 do TST.09. Se é certo que há algum tempo a expressão “tempo de serviço”. quase quatro vezes maior que o salário/dia. reclamante e paradigma estejam a serviço do estabelecimento. conta-se o tempo de serviço na função. Neste sentido. é requisito da equiparação salarial que paradigma e paragonado (que é o empregado que requer a equiparação) não tenham diferença de “tempo de serviço” superior a dois anos. nos termos do art. hoje tal dúvida não mais subsiste. Errado. O salário de Ana é atualmente de R$1.500. item II. §1º. O objetivo da regra é óbvio: incentivar a concessão de benefícios pelo empregador. ao passo que não há diferença de tempo de serviço de mais de dois anos entre as duas.09. para fins de equiparação salarial. 461. Dessa forma. Atualmente é pacífico que. Neste caso.2005.800. Se a empresa contratou Luiza para exercer a função de supervisora de estoque aos 23. respectivamente aos 02. O vale refeição fornecido por força do contrato de trabalho tem realmente natureza salarial. R$1. o plano de saúde concedido pelo empregador não tem natureza salarial. Com efeito. na função de auxiliar de estoque.2005 e desde 18. Entretanto. tendo em vista que a Luiza terá direito à equiparação com Beatriz. não for pago mais de R$800. desde que o pedido TEMA 16 76 – Ana trabalha como supervisora de estoque na empresa “Alfa”. 50 . como Ana e Beatriz tem mais de dois anos de diferença de tempo de serviço na mesma função (desde 15.O vale para refeição e o plano de saúde fornecidos pelo empregador por força do contrato de trabalho. ao tempo da reclamação sobre equiparação salarial.00. se o trabalho de Ana e de Beatriz apresenta a mesma perfeição técnica e a mesma produtividade.2009. no mês. 458.500. trabalho de igual valor. Errado. IV.2009. Errado. neste caso. do TST.03. da CLT. por sua vez. já na referida função. §2º. adotando-se como paradigma o salário de Ana para a função de supervisora de estoque. imagine-se que Ana e Beatriz tenham sido demitidas. 77 – Na hipótese anterior.

e tendo em vista ter adquirido a confiança do gerente do estabelecimento. em princípio. Quando da contratação ficou acertado que o empregador recolheria o FGTS. Certo. Em primeiro lugar é importante ressaltar que. entretanto. e por fundamento idêntico. pois ali estão compilados quase todos os detalhes a respeito do instituto da equiparação salarial. ou a municípios distintos que. Depois de um ano 82 . TEMA 17 81 – Márcia foi contratada como doméstica para cuidar dos jardins de uma mansão. pertençam à mesma região metropolitana. da CF/1988”. “na ação que objetive corrigir desvio funcional. pois. da CF/1988. da CRFB/88. alcançando apenas as diferenças vencidas há mais de cinco anos. II. Observe-se que. Em segundo lugar. Isso quer dizer que se reclamante (paragonado) e paradigma trabalharam em algum momento na mesma função (“situação pretérita”). também se aplica aos empregados de empresa pública. conforme disposto no art. experimentar qualquer alteração salarial. Certo. autárquica e fundacional. 80 – Gabriel foi contratado como vendedor em uma pequena loja de materiais de construção. O objetivo da OJ é vedar a equiparação salarial entre servidores que ocupam carreiras distintas ou cargos diferentes. é correto dizer que estará prescrita toda e qualquer pretensão às diferenças salariais decorrentes do desvio de função. para fins de concurso público. § 1º.O conceito de "mesma localidade" de que trata o art. Em relação aos empregados das sociedades de economia mista. Nos termos do item I da Súmula 275 do TST. Depois de um ano na função. equipara-se a empregador privado. dispõe a OJ nº 353 da SBDI-1 do TST que “não se aplica a vedação à equiparação prevista no art. comprovadamente. pois isto feriria de morte o princípio da igualdade. 461. ao mesmo município. há que se ter em mente que esta vedação se refere somente aos servidores públicos da administração direta.se relacione com situação pretérita”. 173. Dessa forma. 79 – A vedação da equiparação salarial entre servidores públicos não alcança os empregados de sociedade de economia mista. Considerando que Gabriel trabalha na empresa há dez anos. O mesmo raciocínio. 37. XIII. a prescrição só alcança as diferenças salariais vencidas no período de 5 (cinco) anos que precedeu o ajuizamento”. 37. a prescrição da pretensão às diferenças salariais decorrentes de desvio de função é parcial. Obviamente seria inconstitucional defender que servidores que estão em situações idênticas pudessem ser tratados de forma diferente. foi designado para exercer a função de motorista sem. contados do ajuizamento da ação. Literalidade da OJ nº 252 da SBDI-1 do TST. A OJ nº 297 da SBDI-1 do TST veda a equiparação salarial entre servidores públicos com base no disposto no art. consoante a melhor doutrina. a memorização da Súmula nº 06 do TST é imprescindível. ao contratar empregados sob o regime da CLT. Errado. XIII. 78 . não importa que um deles (ou os dois) não esteja mais em atividade na empresa no momento da propositura da ação. 461 da CLT refere-se. e cumpridos os demais requisitos do art. pois já se passaram mais de cinco anos desde a ocorrência do desvio. esta vedação deve ser entendida com ressalvas.

o caseiro do sítio. até que o mesmo possa se reinserir no mercado de trabalho. o art. como de fato o é. Andrade ingressa imediatamente com ação trabalhista cobrando o pagamento das horas extraordinárias dos últimos cinco anos. da Lei nº 8. no regime do FGTS. desde que o empregador tenha feito a opção pela inclusão do empregado no regime do FGTS e desde que este empregado tenha trabalhado como doméstico. 6º-A.036/1990. E a possibilidade é contrária ao próprio sentido do Fundo. Ao ser demitido. durante quinze meses dos últimos vinte e quatro meses anteriores à dispensa sem justa causa (art. §1º. Apesar de parecer simples. 82 – O empregado que pede demissão pode sacar o FGTS. o qual não contempla a despedida a pedido. 3º-A da Lei nº 5. Dessa forma. como o pode o motorista. esta questão normalmente é bastante explorada em concursos. o empregado doméstico faz jus ao benefício do seguro-desemprego. Literalidade da Súmula nº 95 do TST. bem como o valor relativo ao recolhimento de FGTS de todo o período laboral. nunca remunerada pelo empregador. Por fim.859/1972). se for demitida sem justa causa Márcia fará jus aos recolhimentos em atraso do FGTS. aplicam-se todas as regras deste regime. Quanto ao FGTS.efetuando os recolhimentos mensais de FGTS regularmente. notadamente do Cespe. As hipóteses de movimentação da conta vinculada do FGTS (saque) estão expressamente previstas no art. 20 da Lei nº 8. da Lei nº 5.859/1972). Se o empregador doméstico opta pela inclusão do empregado no regime do FGTS. a babá. à multa compensatória do tempo de serviço e ao seguro-desemprego. 1º da Lei nº 5. 83 . bem como todos aqueles que prestem serviço de natureza contínua e de finalidade não lucrativa à pessoa ou à família no âmbito residencial destas (art. sendo que ao longo de todo o período em que prestou serviços laborou em sobrejornada. Certo. não há que se falar em saque do FGTS. sob o argumento de que o recolhimento de FGTS é facultativo ao empregador doméstico. Errado. o pleito de Andrade deve ser integralmente deferido.É trintenária a prescrição do direito de reclamar contra o não recolhimento da contribuição para o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço. sob o argumento de que a prescrição do FGTS é trintenária. Neste caso. 83 . 84 – Andrade laborou para empresa “Volante de Ouro” durante 20 anos. inclusive a relativa à indenização compensatória (40%) devida no caso de dispensa sem justa causa.036/1990 e a Súmula 362 do TST. §5º. porém uma vez que o empregado é inscrito no regime do FGTS e um recolhimento é efetuado. Certo. que é exatamente garantir a subsistência do empregado que perde inesperadamente seu emprego.859/1972). o recolhimento pelo empregador doméstico é facultativo art. Em primeiro lugar é importante ressaltar que o jardineiro pode sim ser empregado doméstico. A questão aborda três informações distintas. No mesmo sentido. Neste caso. se o empregado pede demissão por livre e espontânea vontade. este último benefício desde que inscrita no regime do FGTS em quinze dos vinte e quatro últimos meses anteriores à despedida. o empregador deixou de fazê-lo. esta opção torna-se irretratável. razão pela qual não será lícito ao empregador deixar de efetuar os recolhimentos. 23.

Errado. Em que pese ser trintenária a prescrição do FGTS, conforme estudado na questão anterior, tal regra não se aplica nos casos em que o pleito de FGTS é acessório, isto é, baseia-se no deferimento de outra parcela, a qual se sujeita à prescrição geral trabalhista (cinco anos). No caso, somente há que se falar em FGTS (conforme o enunciado da questão), se for deferido o pleito referente às horas extraordinárias trabalhadas e não pagas. Nesta hipótese, o acessório segue o principal, e não haverá que se deferir o FGTS incidente sobre as horas extras já prescritas. Neste sentido, a Súmula 206 do TST. 85 – Considere a seguinte situação hipotética. André continuou prestando serviço à empresa mesmo depois de aposentar-se espontaneamente. Sob esse argumento, ao ser demitido sem justa causa, algum tempo depois, requereu de seu empregador o pagamento da multa de 40% do FGTS relativamente a todo o período trabalhado, inclusive aquele período anterior à aposentadoria. Nessa situação, a argumentação para sua pretensão revela-se improcedente, razão por que o empregador deve negar o pleito de André, pagando ao empregado a multa de 40% somente sobre os depósitos posteriores à aposentadoria. Errado. Esta questão foi adaptada de uma questão cobrada pelo Cespe na prova para Analista de Assuntos Jurídicos do SERPRO, em 2004. Na época, o gabarito era “certo”. Porém, atenção: mudou o entendimento!!! Até bem pouco tempo o entendimento uniforme era no sentido de que a aposentadoria espontânea extinguia o contrato de trabalho, razão pela qual, no caso, o empregado não teria direito à indenização compensatória (multa de 40%) sobre o período anterior à aposentadoria. Entretanto, o STF alterou este entendimento,

passando a julgar que a aposentadoria espontânea não extingue o contrato de emprego. Logo, mudou também a solução da questão. Com base neste novo entendimento, o TST editou recentemente a OJ nº 361 da SBDI-1 do TST.

TEMA 18 86 – A lei assegura ao trabalhador o direito de ação quanto a créditos resultantes da relação de trabalho no prazo de dois anos contados da extinção do contrato, quando então poderá reclamar os créditos referentes aos últimos cincos anos do contrato. Errado. O prazo prescricional trabalhista (regra geral) é de “cinco anos para os trabalhadores urbanos e rurais, até o limite de dois anos após a extinção do contrato” (art. 7º, XXIX, da CRFB). Entretanto, os cinco anos não são contados desde a extinção do contrato (ou seja, os cinco últimos anos do contrato de trabalho), e sim desde o ajuizamento da ação. Dessa forma, se a ação for ajuizada no último dia do prazo bienal, o empregado só poderá reclamar os últimos três anos do contrato de trabalho. 87 – Lucas foi admitido na condição de aprendiz, logo que completou 14 anos, em uma empresa de assessoria contábil. Lucas trabalhou um ano para a empresa, mas como não recebeu o décimo terceiro salário, não recebia vale-transporte e não tinha o FGTS regularmente recolhido, resolveu pedir demissão. Ao completar 19 anos Lucas resolveu ajuizar ação reclamando os créditos decorrentes da referida relação de emprego. Neste caso, a pretensão de Lucas está prescrita, posto que passados mais de

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dois anos da extinção do contrato de trabalho. Errado. Nos termos do disposto no art. 440 da CLT, não corre prescrição contra o menor de 18 anos. A menoridade é uma das causas impeditivas do curso da prescrição. Dessa forma, o prazo prescricional somente começa a contar, para Lucas, quando o mesmo completou 18 anos, razão pela qual a pretensão não se encontra prescrita. 88 – Tratando-se de ação que envolva pedido de prestações sucessivas decorrente de alteração do pactuado, a prescrição é total, exceto quando o direito à parcela esteja também assegurado por preceito de lei. Certo. Literalidade da Súmula 294 do TST. 89 – O prazo prescricional das férias tem seu termo inicial no final do período concessivo de férias. Certo. O marco inicial do prazo prescricional é, em regra, o momento da lesão ao direito. Dessa forma, como as férias são adquiridas ao longo de 12 meses de trabalho, porém devem ser concedidas nos 12 meses subseqüentes (período concessivo), somente ao final deste período concessivo pode-se falar em lesão ao direito, razão pela qual começa aí a contagem do prazo prescricional. Neste sentido o art. 149 da CLT. 90 – O prazo prescricional para ajuizamento do inquérito para apuração de falta grave é de 30 dias. Errado. O prazo de 30 dias para ajuizamento do inquérito para apuração de falta grave a que alude o art. 853 da CLT é decadencial, e não prescricional. Neste sentido, a Súmula 62 do TST e a Súmula 403 do STF.

TEMA 19 91 – Os titulares da representação dos empregados nas CIPA(s) não poderão sofrer despedida arbitrária, entendendo-se como tal a que não se fundar em motivo disciplinar, técnico, econômico ou financeiro. Certo. Literalidade do art. 165, caput, da CLT. A “estabilidade” conferida ao cipeiro é classificada como relativa, tendo em vista que a lei veda a despedida arbitrária, somente. Se ocorrer motivo disciplinar, técnico, econômico ou financeiro, pode o empregador demitir o cipeiro. Neste caso, se o empregado demitido ajuizar reclamação trabalhista questionando a demissão, cabe ao empregador comprovar a real ocorrência do motivo, sob pena de ser condenado à reintegração do empregado (art. 165, parágrafo único, da CLT). 92 – Na eleição para representante dos empregados na CIPA poderão participar somente os empregados regularmente filiados ao sindicato da categoria profissional. Errado. O art. 164, §2º, da CLT, dispõe que “os representantes dos empregados, titulares e suplentes, serão eleitos em escrutínio secreto, do qual participem, independentemente de filiação sindical, exclusivamente os empregados interessados”. 93 – Fernando trabalhava em condições insalubres e percebia o adicional de insalubridade. Após inspeção do Ministério do Trabalho, o empregador adotou diversas medidas no sentido da melhoria das condições de trabalho, dentre as quais a elaboração e implementação do Programa de Prevenção de Riscos Ambientais - PPRA, a partir do qual o agente insalubre foi eliminado pela utilização de sistema de proteção coletiva e pela utilização de equipamentos de proteção individual pelos empregados. Neste caso, é lícito

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ao empregador deixar de pagar a Fernando o adicional de insalubridade, não configurando tal prática alteração lesiva do contrato de trabalho ou redução salarial. Certo. A função do adicional de insalubridade é, por um lado, compensar o trabalhador por laborar em condições mais adversas a sua saúde, e por outro lado estimular o empregador, mediante o aumento do custo da mão-de-obra, a adotar medidas que melhorem o ambiente de trabalho. Dessa forma, o pagamento do adicional de insalubridade não é um fim em si mesmo, ou seja, a questão não é econômica. Ainda que, pela realidade de baixos salários vivenciada no Brasil, muitas vezes o adicional acabe por “complementar a renda” do trabalhador, não é esta a sua função e o seu objetivo. Dessa forma, é lícito (e desejável) que o empregador deixe de pagar o adicional, bastando para tal que o agente insalubre seja eliminado. Neste sentido, o artigo 194 da CLT, e as Súmulas nº 80 e 248 do TST. 94 – Adhemir laborou durante vários anos em uma indústria, sem nunca ter recebido o adicional de insalubridade. Ao ser demitido, ajuizou reclamação trabalhista postulando o recebimento do adicional de insalubridade, alegando na inicial que o ambiente de trabalho era insalubre em face do excesso de ruído. Realizada a perícia, constatou-se que o ambiente de trabalho em que Adhemir trabalhava era realmente insalubre, mas não pelo agente ruído, e sim pela presença de agente químico decorrente do desprendimento de gases de solventes utilizados na cadeia produtiva. Neste caso, o Juiz deve julgar improcedente o pedido de pagamento do adicional de insalubridade, tendo em vista que o empregado indicou agente diverso daquele efetivamente existente.

Errado. Nos termos da Súmula nº 293 do TST, “a verificação mediante perícia de prestação de serviços em condições nocivas, considerado agente insalubre diverso do apontado na inicial, não prejudica o pedido de adicional de insalubridade”. 95 - São consideradas atividades ou operações perigosas, na forma da regulamentação aprovada pelo Ministério do Trabalho, aquelas que, por sua natureza ou métodos de trabalho, impliquem o contato permanente com inflamáveis ou explosivos em condições de risco acentuado. Dessa forma, Acácio, frentista de posto de gasolina, tem direito ao adicional de periculosidade. Certo. A primeira parte é a transcrição literal do art. 193, caput, da CLT. A regulamentação aprovada pelo Ministério do Trabalho e Emprego é a NR-16, que indica as atividades e operações perigosas. O Anexo II, Quadro 3, da NR-16, faz referência à atividade de “operação em postos de serviço e bombas de abastecimento de inflamáveis líquidos” como sendo atividade perigosa. A periculosidade da atividade do frentista encontra-se ainda pacificada na jurisprudência, conforme Súmula nº 39 do TST.

TEMA 20 96 – Ao menor é vedado o trabalho em locais insalubres e/ou perigosos, bem como o trabalho noturno e a realização de horas extraordinárias, exceto, neste último caso, na hipótese de compensação de horas ou por motivo de força maior, quando o trabalho do menor for imprescindível ao funcionamento do estabelecimento. Certo. O art. 405, I, da CLT, veda o trabalho do menor em atividades insalubres ou perigosas. O art. 404, por sua vez, veda o trabalho noturno,

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Literalidade do art. Não se confunde a capacidade civil (art. 99 – Ao responsável legal do menor é facultado pleitear a extinção do contrato de trabalho. Isto posto. Em uma passagem rápida. dele não decorrendo nenhum efeito entre as partes. não recebeu o valor prometido pelo empregador a seus pais. exceto nos casos de compensação de horas e. salvo na condição de aprendiz. não gera direitos ao obreiro. o art. ou seja. insalubre ou perigoso aos menores de dezoito anos. no caso do trabalho proibido a regra é a garantia de todos os direitos trabalhistas ao obreiro. Assim. e como tal não pode merecer a proteção da lei. obteve a emancipação. excepcionalmente. tendo em vista que é proibido o trabalho de menores de 16 anos. o negócio é anulado desde a sua constituição. 408 da CLT. A solução da questão se dá pela noção da repercussão financeira da execução do trabalho ilícito e do trabalho proibido. ou seja. é correto dizer que Pedro Henrique não tem direito a qualquer verba. se a nulidade é relativa (v. um matador de aluguel não pode. Neste caso. o critério da CLT é cronológico. o negócio é anulado a partir da sentença. como a CLT tem regra expressa sobre a menoridade. posto que esta somente se aplica no âmbito trabalhista subsidiariamente. Ao contrário. nos termos do disposto no art. a decisão que anula o negócio jurídico produz efeitos ex nunc.assim considerado aquele executado no período compreendido entre as 22h e as 5h. XXXIII. surtindo os efeitos normais em relação ao período anterior. ainda que não tenha completado dezoito anos. Por fim. Errado. da CLT. Ao contrário. Não fosse assim. Dessa forma.g. nos termos da lei civil. Ao final da safra. o art. obviamente. 8º. não se aplica a legislação comum. Neste caso. não importando se o menor tenha eventualmente se emancipado. podemos dizer que a decisão que anula o negócio jurídico eivado por nulidade absoluta (v. em regra. Errado. das 87 . o empregador se beneficiaria da própria torpeza ao contratar menores. tendo em vista a impossibilidade de devolver a energia de trabalho despendida. Ademais. parágrafo único. as normas de proteção ao trabalho do menor levam em consideração as condições físicas e psíquicas do menor. podemos dizer que o trabalho ilícito. 413 da CLT dispõe que é vedado prorrogar a duração normal do trabalho do menor. 97 – Pedro Henrique. de forma a protegê-lo de condições mais adversas de trabalho. Certo. 98 – Lucas se casou aos dezesseis anos e. desde que o serviço possa acarretar para ele prejuízos de ordem física ou moral. recorrer à Justiça do Trabalho pleiteando “seus direitos”. é correto dizer que Lucas pode trabalhar em horário noturno. 100 – Rafael tem 16 anos e foi contratado como atendente em uma lan house para trabalhar quatro horas por dia. trabalho proibido). Com efeito. Da mesma forma. desde que o trabalho do menor seja imprescindível ao funcionamento do estabelecimento. trabalho ilícito) produz efeitos ex tunc. 7º. que contava com 12 anos de idade. por motivo de força maior.g. veda o trabalho noturno. a partir dos 14 anos. posto que a própria atividade é ilegal. de segunda a sábado. foi contratado para trabalhar na colheita do feijão em uma propriedade rural no norte de Minas Gerais. da CRFB. a fim de garantir o crescimento saudável e equilibrado do trabalhador. 5º do Código Civil Brasileiro) com a menoridade trabalhista.

Ao contrário. Isto quer dizer que a soma das jornadas de trabalho do menor em cada estabelecimento não podem ultrapassar o máximo diário. assim como as demais colegas de trabalho. de acordo com a legislação em vigor. a revista íntima no local de trabalho. garantia constitucional inclusive. não podendo ser afastada pela vontade das partes ou por previsão em norma coletiva. que é de oito horas. desde que haja compatibilidade de horários. e tendo em vista a atividade desenvolvida pela empresa. aos homens. A revista íntima das empregadas é expressamente vedada pelo art. Neste caso. poderia ele. Nos termos do art. pode (e deve. Dessa forma. Ademais. 373-A. V. segundo nosso entendimento) ser estendido. 373-A. a regra é a vedação TEMA 21 101 – Ana Carolina trabalha em uma indústria de jóias semipreciosas e é submetida. as horas de trabalho em cada um serão totalizadas”. 102 – É nula a cláusula que estabelece a possibilidade de renúncia à garantia de emprego conferida à gestante. anúncio de emprego para a função de faxineira. I. Assim. Certo. Neste sentido. o objeto de proteção da lei é. em jornal de grande circulação. a fim de que lhe seja assegurada condição adequada de nutrição e desenvolvimento (subsistência) durante os primeiros meses de vida. Errado. no caso. não obstante seja dirigido apenas às mulheres. de 7h às 12h. tendo em vista que a CRFB protege igualmente homens e mulheres. de segunda a sábado. à cor ou situação familiar. Certo. por analogia. o nascituro. Ana Carolina tem direito à rescisão indireta do contrato de trabalho (art. No caso. será admissível a conduta do empregador desde que a revista seja feita por pessoa do sexo feminino e que sejam adotados procedimentos com vistas a minimizar o constrangimento do ato.13h às 17h. a conduta do empregador não pode ser considerada discriminatória. V. como Rafael estuda à noite. à idade. independentemente do número de horas resultante da soma entre as horas trabalhadas em cada estabelecimento. A revista íntima constitui afronta à dignidade da trabalhadora e não se compatibiliza os direitos fundamentais garantidos constitucionalmente. sua observância é obrigatória (norma imperativa ou cogente). 103 . e garante a ambos o direito à intimidade. Neste caso. da CLT. da CLT. Errado. indenização por dano moral. O art. 373-A. assim o exigir”. A garantia de emprego conferida à gestante é norma de ordem pública. trabalhar em um supermercado. sempre ao final da jornada. tendo em vista que a vaga seria para manutenção da higienização dos banheiros femininos do shopping.Determinado shopping center fez publicar. pública e notoriamente. estabelecendo como condição para contratação que o candidato fosse do sexo feminino. antes de sair do prédio da empresa. um empregado maior pode ter dois (ou mais) empregos. Importante ressaltar ainda que tal dispositivo celetista (art. da CLT. dispõe que “é vedado publicar ou fazer publicar anúncio de emprego no qual haja referência ao sexo. salvo quando a natureza da atividade a ser exercida. como norma de ordem pública. a OJ nº 30 da SDC do TST. Nesta hipótese. 483) e a eventual 88 . “quando o menor de 18 (dezoito) anos for empregado em mais de um estabelecimento. 414 da CLT.

o que não ocorre na extinção do vínculo por término de contrato. o empregador efetuou o desligamento de Sílvia ao final do prazo previamente fixado para duração do contrato. é razoável que a pessoa responsável pela limpeza dos banheiros femininos de um shopping seja mulher. item III. A rigor. não é compatível com os contratos a prazo determinado. No caso em tela. O acordo coletivo de trabalho é firmado entre sindicato dos trabalhadores (cuja participação é obrigatória nas negociações coletivas) e uma ou mais empresas. item II. como regra. etc. pelo que a “estabilidade” não se justifica. cuja base territorial é apenas a vila de Porto de Galinhas. do termo final do contrato. mas tão somente à indenização do período compreendido entre a demissão e o final do período de estabilidade. distrito de 89 . excepcionalmente admite-se a inclusão de circunstâncias especiais. comunicando imediatamente tal fato ao empregador. na vigência do contrato de trabalho. quando a situação assim o exigir. a Súmula 244. II. Dois meses antes do parto Regina foi demitida sem justa causa. a Súmula nº 244. Da mesma forma. TEMA 22 106 – Acordo coletivo de trabalho é o instrumento oriundo da negociação coletiva mediante o qual os sindicatos representativos das partes envolvidas (empregadores e empregados) estabelecem condições de trabalho para a respectiva categoria. situação familiar. Errado. tendo em vista que fazia jus à garantia de emprego prevista no art. 104 – Sílvia foi admitida mediante contrato de experiência pelo prazo de 90 (noventa dias). Errado. No 60º dia do contrato Sílvia descobriu que estava grávida de três semanas. Neste caso. Nesta hipótese. Neste sentido. Isso porque no caso dos contratos a termo o empregado já sabe. Neste sentido. ao ser contratado. abrirse-ia espaço para a empregada. Pousadas. É criado então um novo sindicato da mesma categoria profissional. Não obstante a comunicação de Sílvia. Bares e Restaurantes. Regina não tem direito à reintegração no emprego. Decorridos onze meses desde a data do parto. do ADCT da CRFB. 10.aos anúncios discriminatórios. obedecidos os parâmetros da razoabilidade. maliciosamente. idade. a lei veda a dispensa arbitrária ou sem justa causa. “b”. 107 – Imagine-se a seguinte hipótese: há vários anos existe em Ipojuca/PE o Sindicato dos Trabalhadores nos Hotéis. nos termos da lei. atrasar a propositura da ação judicial. 105 – Regina trabalhava em uma indústria de confecções e. descobriu que havia engravidado. sem a participação do sindicato da categoria econômica. com vistas a receber salários de longo período não trabalhado. A garantia de emprego. Sílvia terá direito à reintegração ao emprego ou indenização equivalente. do TST. assim considerados aqueles que contenham alusões ao sexo. cor. Não obstante. por razões óbvias. a contratação de carcereira de presídio feminino é outro exemplo típico de aplicação da exceção legal. Regina ingressou com reclamação trabalhista requerendo a reintegração ao emprego e o pagamento de salários e demais direitos do período em que permaneceu afastada de suas atividades. O instrumento coletivo firmado entre sindicatos é a convenção coletiva de trabalho. do TST. Não fosse esta a solução. Certo. devidamente constituído.

da CRFB. TEMA 23 111 . a Súmula nº 374 do TST. respectivamente.Ipojuca/PE. Nos termos do art. Neste sentido. cada uma destas categorias é considerada diferenciada. 511. por exemplo. §3º. Certo. aplicar-se-á o instrumento coletivo de trabalho da categoria preponderante. aplicar-se-á a norma coletiva da categoria preponderante. professores. temporária e pacífica. Errado. cuja abrangência territorial será do novo sindicato. de várias categorias profissionais distintas. Errado. não podendo ser inferior à área de um Município”. §3º. Entretanto. Se não há ACT ou CCT entre comércio e sindicato dos motoristas. de prestação de serviços a empregador. da CLT. No caso em análise. em um supermercado. 109 – O prazo máximo para estipulação de duração da convenção coletiva de trabalho ou do acordo coletivo de trabalho é de dois anos. balconistas. 614. em qualquer grau. Logo. que será definida pelos trabalhadores ou empregadores interessados. é correto afirmar que a criação do novo sindicato é lícita. não resta qualquer dúvida de que a área mínima de atuação de um sindicato é a do Município. em uma mesma empresa. Certo. mas Samuel pertence à categoria diferenciada dos motoristas. a empresa onde Samuel trabalha e o sindicato patronal do comércio. Neste sentido. como sendo a que “se forma dos empregados que exerçam profissões ou funções diferenciadas por força de estatuto profissional especial ou em conseqüência de condições de vida singulares”.O direito de greve corresponde à legítima suspensão coletiva. Geralmente as categorias diferenciadas são regidas por lei própria. 8º. A regra é a aplicação das normas coletivas da categoria preponderante. constituindo abuso de seu exercício a continuação do 90 . Neste caso. São categorias diferenciadas. representativa de categoria profissional ou econômica. que tem comerciários (vendedores. não obstante Samuel pertença a categoria diferenciada. só há que se aplicar instrumento coletivo em que participaram os sindicatos interessados. motoristas. gráficos. 108 – Samuel é motorista de um supermercado na cidade de Barbacena/MG. a categoria preponderante é comércio. “é vedada a criação de mais de uma organização sindical. entre outros. as seguintes: aeronautas. Literalidade do art. trabalhadores na indústria de alimentação (setor de padaria) e motoristas (responsáveis pelas entregas). exceto Porto de Galinhas. jornalistas. caixas. ficando o mais antigo com a representatividade do Município de Ipojuca. II. etc). O conceito de categoria profissional diferenciada é dado pelo art. da CLT. 110 – Considera-se como categoria profissional diferenciada a coexistência. Na hipótese de não existir acordo coletivo de trabalho ou convenção coletiva de trabalho entre o sindicato dos motoristas e. exceto em relação aos trabalhadores de categoria diferenciada. não podendo ser criados sindicatos específicos para subdivisões administrativas dos municípios. total ou parcial. na mesma base territorial. tendo em vista que não as bases territoriais de cada um serão diferentes. por exemplo. radialistas.

a OJ nº 11 da SDC do TST. observados os limites legais. 9º da CRFB) e constitui causa de suspensão do contrato de trabalho (art.783/1989. Neste caso. respectivamente no caso de prejuízo irreparável (conforme mencionado no enunciado da questão) e no caso de abusividade do movimento grevista. 113 – Como direito assegurado que é. Esta assertiva constou literalmente de um item de prova anterior do Cespe (Consultor Legislativo do Senado – 2002). 7º. sob o argumento de que não teria havido acordo com a entidade sindical representante dos trabalhadores para manutenção de equipe de empregados que permanecesse em atividade para este fim específico. No mesmo sentido. Dessa forma. direta e pacificamente. a garantir. convenção ou decisão da justiça do trabalho. bem como prevê a notificação do empregador (ou do respectivo sindicato) acerca da paralisação. O art. independentemente de negociação prévia com o empregador. com antecedência mínima de 48 horas (parágrafo único). entre outros. os empregadores e os trabalhadores ficam obrigados.783/1989).Nos serviços ou atividades essenciais. seja pactuado entre as partes interessadas. 112 – A greve. da Lei de Greve). A greve é um direito assegurado constitucionalmente (art. pela deterioração irreversível de bens. a lei prevê exceções nos artigos 9º e 14 da Lei de Greve. Nada impede. a conduta do empregador é lícita. uma das indústrias em que todos os trabalhadores aderiram ao movimento contratou outros trabalhadores com o propósito de assegurar os serviços cuja paralisação pudesse resultar em prejuízo irreparável. entretanto. é um direito do empregado. durante a greve. a prestação dos serviços indispensáveis ao atendimento das necessidades inadiáveis da comunidade. a prestação de serviços e o pagamento de salários. máquinas e equipamentos.movimento após a celebração de acordo. 91 . pois a suspensão do contrato de trabalho implica na sustação das principais obrigações decorrentes do contrato de trabalho. São considerados essenciais. os sindicatos. de comum acordo. até mesmo como forma de encerrar o movimento grevista. Não obstante a regra seja a impossibilidade de contratação de trabalhadores substitutos durante o movimento grevista (art. que considera “abusiva a greve levada a efeito sem que as partes hajam tentado. o pagamento de salários dos dias parados. porém possibilita ao empregador descontar dos salários dos empregados os dias parados. em princípio pode o empregador descontar dos salários dos empregados os dias em que estes permaneceram em greve. 115 . Certo. 114 – Deflagrada a greve dos metalúrgicos da região metropolitana de Belo Horizonte. Certo. a greve pode ser deflagrada sempre que os trabalhadores considerem injustas as condições de trabalho que lhes são impostas. 7º da Lei nº 7. 3º da Lei de Greve prevê a licitude do movimento grevista desde que “frustradas a negociação ou verificada a impossibilidade de recursos via arbitral”. solucionar o conflito que lhe constitui o objeto”. e reuniu a literalidade dos artigos 2º e 14 da Lei de Greve (Lei nº 7. parágrafo único. Certo. Errado. hipótese em que a suspensão seria convertida em interrupção contratual. não constituindo falta grave. quais sejam.

119 – A comissão de conciliação prévia instituída no âmbito da empresa não poderá ser composta por mais de oito membros. o empregado pode escolher pela que mais lhe convenha. na mesma localidade e para a mesma categoria. caput. através do qual ela se despoja de um direito de que é titular. 120 . O limite é de dez membros.João provocou a comissão de conciliação prévia do sindicato de sua categoria. João não poderá pleitear mais nenhum direito trabalhista oriundo do referido contrato de trabalho.O termo de conciliação é título executivo extrajudicial e terá eficácia liberatória geral. a demanda deverá ser submetida à CCP mais antiga. Combinação dos artigos 11. Na comissão. Certo. Errado. Errado. V e XI. 625-A da CLT. e 10. de transporte coletivo e de compensação bancária. e tem sido convalidado pelas bancas de concurso. Entretanto. Marco Antonio não poderá ser despedido em nenhuma hipótese. Literalidade do art. Nessa situação. Neste caso. sem quaisquer ressalvas. a pessoa jurídica Alfa. foi celebrado acordo. Certo. da CLT. mas pode ser demitido por justa causa (art. sem correspondente concessão pela 92 . Literalidade do art. CCP de empresa e CCP sindical. da Lei nº 7. §1º. da CLT). 118 – Josué foi demitido e acredita ter sido lesado em seus direitos. sendo competente a primeira que conhecer do pedido.783/1989. caput. parágrafo único. 117 – Marco Antonio foi eleito representante dos empregados na comissão de conciliação prévia instituída no âmbito de sua empresa. menciono questão anterior do Cespe: ADVOGADO DA UNIÃO – CESPE – 2006 152 . para dirimir demanda trabalhista que possuía com seu antigo empregador. Gabarito: Certo TEMA 24 116 – As comissões de conciliação prévia não são de instituição obrigatória. o fato é que o mesmo não foi declarado inconstitucional até então. até um ano após o final do mandato. durante a audiência de conciliação. 625-D. da CLT. O representante eleito dos empregados na comissão de conciliação prévia tem garantido o emprego até um ano após o final do mandato. da CLT. Neste sentido. Errado. podendo ser constituídas por grupos de empresas ou ter caráter intersindical. TEMA 25 121 – Segundo Maurício Godinho Delgado. exceto quanto às parcelas expressamente ressalvadas. nos termos do art. pelo que resolveu recorrer à comissão de conciliação prévia pleiteando o pagamento de valores que entende devidos.os serviços funerários. §4º. 625-B. na categoria profissional e na localidade onde Josué prestava serviços existe CCP de empresa e CCP sindical. o art. Não obstante eu defenda a inconstitucionalidade de tal dispositivo. havendo o cumprimento integral do acordo por parte de Alfa. cujo termo foi assinado tanto por João quanto por Alfa. 625-B. Existindo. Dessa forma. Neste sentido. Certo. incisos IV. 625-E. “renúncia é o ato unilateral da parte.

se realizado em caráter intermitente. aos contratos coletivos que lhes sejam aplicáveis e às decisões das autoridades competentes. salvo comprovação de haver o prestador dos serviços obtido novo emprego. A irrenunciabilidade dos direitos trabalhistas é praticamente absoluta. 125 . 71 O trabalho executado em condições insalubres. sem qualquer contrapartida.parte beneficiária da renúncia”. 10. os artigos 9º e 444 da CLT. normalmente envolvendo questões duvidosas. a mesma não é admitida como regra no direito individual do trabalho. O conceito de renúncia é exatamente o mencionado. do ADCT da CRFB/88. Art. Certo. Súmula 119 do TST. Súmula 47 do TST. ERRADO. Ao contrário da renúncia. 444 da CLT. dado o caráter cogente das normas trabalhistas. 468 da CLT). Certo.O direito ao aviso prévio é irrenunciável pelo empregado. Errado. mas apenas em relação àqueles direitos cuja indisponibilidade é relativa. ERRADO. CERTO.2009 ANALISTA – ÁREA JUDICIÁRIA – TRT 17 – CESPE – 2009 A respeito do direito do trabalho. Dado este conceito. 124 . na transação cada uma das partes abre mão de parte de seu suposto direito. 122 – A transação se diferencia da renúncia porque pressupõe concessões recíprocas entre as partes. O pedido de dispensa de cumprimento não exime o empregador de pagar o respectivo valor. c/c a Súmula 339 do TST. assim considerados aqueles que não constituem o núcleo básico de direitos conferidos ao trabalhador (patamar civilizatório mínimo). 93 . Quanto à transação. Literalidade do art. Súmula 276 do TST. mas a transação é admitida como regra no direito individual do trabalho. ERRADO. Certo. afasta o direito de recebimento do adicional de insalubridade. 74 Empregado eleito como suplente para cargo de direção da comissão interna de prevenção de acidentes (CIPA) goza da estabilidade provisória desde o registro de sua candidatura até um ano após o final de seu mandato. Súmula 85 do TST. Neste sentido. QUESTOES TRT 17 REGIAO . conforme visto. Quanto à possibilidade de renúncia dos direitos trabalhistas. e ainda assim desde que não resulte prejuízos ao trabalhador (art. julgue os itens a seguir. podemos dizer que a renúncia é incompatível com o caráter imperativo das normas trabalhistas. II. não existe. que é o despojamento unilateral de determinado direito. 123 – A renúncia não é admitida no Direito do Trabalho. “a”.As relações contratuais de trabalho podem ser objeto de livre estipulação das partes interessadas em tudo quanto não contravenha às disposições de proteção ao trabalho. Certo. 73 Os empregados de empresas distribuidoras e corretoras de títulos e valores mobiliários têm direito à jornada de trabalho especial dos bancários. 72 O acordo individual pactuado entre um empregado e o empregador com o objetivo de compensação de horas não possui qualquer validade. tendo em vista a controvérsia acerca do mesmo.

para os fins da demissão por justa causa. ERRADO. 81 A totalidade do salário pode ser paga em utilidades. 482. O aviso prévio é exemplo de direito intransferível aos herdeiros. da CLT. Assim. A conversão de um terço do período de férias em dinheiro (o chamado “abono pecuniário”) é faculdade do empregado. Art. CERTO. Basta que o empregado comunique a intenção. 77 A improbidade é motivo para a demissão do empregado por justa causa. 82. salvo se cometerem falta grave. Nessa situação. da CLT). Constitui improbidade o ato lesivo contra o patrimônio da empresa. §1º. CERTO. e tendo em vista a pessoalidade em relação à pessoa do empregado (art. Não cabe o aviso prévio. 134. Como o contrato de trabalho é um acordo de vontades. Somente será considerado ato de improbidade. com o objetivo de alcançar vantagem para si ou para outrem”1. Art. em determinada empresa. CERTO. §2º. um empregado tenha agredido fisicamente um colega de trabalho. até um ano após o final do mandato. deve providenciar a ocorrência policial do fato na delegacia de polícia competente. ERRADO. ERRADO.75 É vedada a dispensa dos representantes dos empregados membros das comissões de conciliação prévia. bem como porque a finalidade do aviso prévio (no caso. 80 A conversão de um terço do período de férias em dinheiro depende da concordância expressa do empregador. que são prestações in natura que a empresa fornece habitualmente aos empregados por força do contrato de trabalho. Neste sentido. para que o empregador possa aplicar a justa causa. “ato de improbidade trata-se de conduta faltosa obreira que provoque dano ao patrimônio empresarial ou de terceiro. ou de terceiro. não cabe ao intérprete fazêlo. até 15 dias antes do período aquisitivo. parágrafo único. tendo em vista que a morte é evento imprevisível. Art. o concedido pelo empregador) é permitir que o trabalhador encontre um novo emprego. (grifos meus) 78 O falecimento do empregado extingue automaticamente o contrato de trabalho. Como a lei não faz tal exigência (art. 2º da CLT). 79 Inadmite-se o fracionamento das férias aos menores de 18 anos e aos maiores de 50 anos de idade. desde que o empregador consiga provar futuramente a agressão (v. a morte do empregado inviabiliza a continuidade da execução do contrato. no horário normal de expediente. ERRADO. Segundo Maurício Godinho Delgado. em função de comportamento vinculado ao contrato de trabalho. por sua vez. Assim. 143 da CLT. parece-nos dispensável a ocorrência policial. e como tal pode-se considerar um direito intransferível. 94 . de “vender” um terço das férias. g. titulares e suplentes. da CLT. da CLT. o art. j. 625-B. 76 Considere que. o aviso prévio não é devido aos herdeiros do trabalhador. porém em razão do trabalho. relacionado ou não com o trabalho. por meio de testemunhas do ocorrido). o ato do praticado pelo empregado que seja lesivo ao patrimônio do empregador ou de terceiro. e como tal independe da vontade do empregador.

exige-se. Não obstante a vedação à intervenção estatal pela CRFB/1988 (art. Esta última exigência faz-se necessária para que se tenha algum controle sobre a unicidade sindical em uma dada base territorial. sendo contado o tempo de serviço como se houvesse sido efetivamente prestado. exceto se tal mudança causar efetivo prejuízo ao empregado (por exemplo.82 A ajuda de custo paga ao empregado para a cobertura de despesas na sua transferência para outra localidade integra o seu salário para todos os efeitos. 7. 10. CERTO. 84 O serviço de compensação bancária é considerado como essencial para efeitos de greve. X. O registro no Cartório de (Títulos e Documentos e de) Pessoas Jurídicas apenas confere personalidade jurídica de associação.” ANALISTA – EXECUÇÃO DE MANDADOS – TRT 17 – CESPE – 2009 Julgue os próximos itens. Uma hipótese de interrupção é o repouso semanal remunerado. Se não há prestação de serviços. Se não há prestação de serviços. um empregado que trabalha durante o dia e estuda à noite e tem seu horário de trabalho alterado para o turno da noite). §2º. CF/1988). tem-se suspensão contratual. além do registro no cartório de registro das pessoas jurídicas. – São Paulo: LTr. Art. tem-se interrupção contratual. ERRADO. 2008. Transcrevo a esclarecedora lição de Gustavo Filipe Barbosa Garcia: “A aquisição da personalidade jurídica sindical. ou seja. inciso I. sabendo-se que o sindicato é uma pessoa jurídica de direito privado com diversas funções especiais e peculiaridades. Art. caracterizam interrupção do contrato de trabalho.783/1989. 95 . normalmente sem que seja contado o período de afastamento como tempo 1 DELGADO. mas os salários são pagos. é pacífica a doutrina. deva ser remunerado normalmente. e os salários não são pagos. da CLT. Curso de Direito do Trabalho – 7ª Ed. p. 1193. embora sem prestar serviço. não sendo suficiente para a aquisição da personalidade sindical. no Ministério do Trabalho e Emprego. desde que os salários continuem a ser pagos. 8º. como já estudado. ERRADO. 83 Os dias de paralisação da prestação dos serviços em razão de greve. CERTO. 8º. I). Em geral a mudança de horário de trabalho insere-se no jus variandi empregatício. Neste sentido. CERTO. Neste sentido. Maurício Godinho. Orientação Jurisprudencial 15 da SDC do TST e Portaria MTE 343/2000. a OJ 15 da SDC do TST e a Portaria MTE nº 343/2000. 73 Ocorre a suspensão do contrato de trabalho quando o empregado fica afastado e não recebe o salário. CERTO. 72 A interrupção do contrato de trabalho ocorre nas hipóteses em que o empregado. 71 A mudança de horário de trabalho de um empregado pode ser justificada pelo princípio do jus variandi. da Lei nº ocorre com o registro no órgão competente (art. 85 O registro do sindicato no cartório de registro das pessoas jurídicas é suficiente para conferir a personalidade jurídica à entidade sindical. o registro sindical no Ministério do Trabalho e Emprego. a respeito do direito do trabalho. conforme Súmula 677 do STF. a Súmula nº 677 do STF. 457.

ERRADO. prestar serviços a mais de um empregador concomitantemente. O trabalho noturno é vedado aos menores de 18 anos. razão pela qual é perfeitamente lícita a prorrogação de jornada em atividades perigosas. mediante a apresentação dos controles de frequência. ERRADO. o art. 76 Empregadores que possuam mais de dez empregados arcam com o ônus da prova da jornada de trabalho. O empregado pode “vender” (converter em pecúnia. Pode o empregado. assim. Art. O que não pode é arranjar outro emprego novo somente para o período de férias. e art. Não existe previsão legal neste sentido. A exclusividade não é característica do contrato de trabalho. dizer que o do doméstico tem direito ao pagamento das horas extraordinárias. Um exemplo de suspensão do contrato de trabalho é a licença paternidade. logo não lhe são devidas.de serviço. §2º. hipótese de interrupção contratual. 473. III. em posição isolada. Neste sentido. ERRADO. Pode. na linguagem técnico-legal) apenas um terço do período de férias a que tem direito. passando pelo pagamento das horas além da jornada “normal” padrão (8 horas) como horas simples. ERRADO. Aos particulares é lícito fazer tudo aquilo que a lei não proíba. O empregado doméstico não tem jornada regulamentada. da CRFB. para local de difícil acesso. da CLT. 96 . ERRADO. horas extraordinárias. assim. para a doutrina amplamente majoritária. da CLT. 143 da CLT. e a assertiva não é neste sentido. O conceito de suspensão está correto. da CLT. defende que a licençapaternidade seria hipótese de suspensão contratual e não se confundiria com o afastamento previsto no supramencionado art. desde que obrigado a tal por outro contrato de trabalho regularmente mantido. 7º. 404 da CLT. Não é possível. mas a licençapaternidade é. 74 Um empregado com 17 anos de idade pode desenvolver sua jornada de trabalho no período noturno. 473. Há julgados em sentidos diversos. 78 O empregado doméstico tem direito ao pagamento das horas extraordinárias trabalhadas. Súmula 320 do TST. conforme art. 138 da CLT. Sérgio Pinto Martins. ERRADO. afasta do empregado o direito à percepção do pagamento das horas in itinere. desde que não exista prejuízo para suas atividades escolares. III. 81 O período de concessão das férias é um ato exclusivo do empregador. XXXIII. 80 O empregado não pode prestar serviços com registro na carteira de trabalho a outro empregador durante o período de gozo das férias. 79 O empregado pode vender o período integral de férias e receber o valor correspondente. ERRADO. CERTO. desde nenhum pagamento de horas extras. 74. em princípio. nos termos do art. até o pagamento das horas extraordinárias com o respectivo adicional. 77 É vedada a realização de horas extras fundamentadas na celebração de acordo de prorrogação de horas no caso de atividades perigosas. pela impossibilidade de controle das mesmas. 75 Quando o empregador cobra importância pelo transporte fornecido pela empresa. pois veio substituir o disposto no art.

nunca de objetiva. da CRFB. 136 da CLT. Art. CERTO. 7º. o salário-família só tem um nome parecido com verba trabalhista. Art. ou 71 O salário-família é um direito assegurado na CF aos trabalhadores. absoluto. mas é. Em que pese o respeitável entendimento de parte da doutrina no sentido da não recepção deste artigo pela CRFB. CERTO. recebidos em decorrência da prestação de serviços subordinados. da CRFB. Nenhum princípio jurídico é. O caput do mencionado art. mas não é estendido aos domésticos. na 82 Entende-se como salário o conjunto de pagamentos provenientes do empregador ou de terceiros. da Lei nº 7.independendo de pedido concordância do empregado. o fato é que o artigo continua em vigor e. Pela enésima vez deixo registrada minha indignação com a cobrança pelo Cespe de matéria previdenciária na prova de Direito do Trabalho.036/1990. 73 No direito do trabalho. ERRADO. XII. 72 O princípio da norma mais favorável ao trabalhador não deve ser entendido como absoluto. que concede aos fatos um valor maior que aos documentos. CERTO. Art. Art. parágrafo único. 84 Os valores mensais correspondentes ao FGTS não podem ser pagos diretamente ao empregado. que trouxe a igualdade jurídica a homens e mulheres.418/1985. por exemplo. na verdade. A idade mínima é de 16 anos. 2º. é obrigatória uma escala de revezamento quinzenal que favoreça o repouso dominical. benefício previdenciário. ERRADO. ANALISTA – ÁREA ADMINISTRATIVA – TRT 17 – CESPE – 2009 Julgue os itens a seguir. a respeito do direito do trabalho. “a”. O direito ao salário família é previsto no art. 9º da CLT. a partir dos 14 anos de idade. De uma vez por todas. 85 Na hipótese de trabalho da mulher aos domingos. regulado pelo art. salvo na condição de aprendiz. CERTO. salvo a partir dos 14. 386 da CLT. aplica-se o princípio da primazia da realidade. 65 e seguintes da Lei nº 8. 83 O vale-transporte tem natureza salarial. a questão de recepção ou não de determinado dispositivo legal é sempre matéria de prova subjetiva. Art. CERTO. como costumamos sempre enfatizar. 65 também dispõe no sentido de que o saláriofamília não se aplica ao doméstico. 457 da CLT. garantindo à mulher pelo menos uma folga aos domingos a cada 15 dias. afinal. Exemplo: prazo prescricional. Art. ERRADO. ERRADO.213/1991 (Lei de Benefícios da Previdência Social). 15 da Lei nº 8. não sendo aplicado. 7º. quando existirem leis de ordem pública a respeito da matéria. conforme art. Para quem pretende recorrer. 97 . o argumento seria este da nãorecepção. inclusive à categoria dos empregados domésticos. entretanto. 74 A idade mínima para a celebração do contrato de trabalho é de 18 anos de idade. e o princípio da norma mais favorável encontra seu limite exatamente na existência de normas de ordem pública.

por exemplo. CERTO. CERTO. observam-se os seguintes requisitos: serviço cuja natureza ou transitoriedade justifique a determinação do prazo. 445. 7º. Não se subordina a ninguém. XXXIII. por sua vez. pelo que não assume os riscos da atividade econômica (artigos 3º e 2º da CLT). Para que se possa caracterizar o grupo econômico. da CLT. o que. porém o empregado continua recebendo salários no período de inatividade. Art. Art. 83 O acordo de prorrogação de horas pode ser celebrado de forma verbal. Súmula 269 do TST. As férias são exemplo típico de interrupção do contrato de trabalho. trabalha por conta própria. O empregado trabalha por conta alheia e se subordina ao seu empregador. 2º. 59. 82 O empregado eleito para o cargo de diretor e que não permaneça subordinado a nenhum outro cargo tem o seu contrato de trabalho suspenso. ERRADO. da CLT. Ainda que uma pessoa jurídica seja contratada por empreitada. 443. §2º. Para a maioria expressiva da doutrina somente empresas com finalidade econômica podem formar grupo econômico. O autônomo. ERRADO. é necessário que ela tenha sido parte na fase de conhecimento do processo. CERTO. na empreitada.condição de aprendiz. 78 O elemento diferenciador entre o empregado e o trabalhador autônomo é a subordinação. é necessária a existência da natureza econômica do grupo de empresas. A prestação de serviços. CERTO. 79 A CLT instituiu a responsabilidade solidária entre as empresas pertencentes a um mesmo grupo econômico. entretanto. assumindo os riscos da atividade econômica que desenvolve. pois há paralisação temporária da prestação de serviços. da CLT. CERTO. 80 Para que se possa executar uma das empresas de um grupo econômico. 98 . entretanto. Há corrente minoritária na doutrina que defende a possibilidade de reconhecimento do grupo econômico entre empresas sem fins econômicos. seja ela subordinada (relação de emprego) ou não (mera relação de trabalho) é sempre efetuada por pessoa natural (pessoa física). 75 Os contratos de trabalho têm prazo indeterminado ou determinado. Art. caput. Para este. da CLT. parágrafo único. ou contrato de experiência. Art. §2º. atividades empresariais de caráter transitório. 76 O limite máximo para a duração de um contrato de experiência é de 90 dias. Art. ERRADO. o dispêndio de energia será sempre de um ser humano contratado por esta pessoa jurídica. Com o cancelamento da Súmula 205 do TST a doutrina majoritária passou a admitir a execução de uma das empresas do grupo econômico mesmo que a mesma não tenha participado da fase de conhecimento do processo. constitui posição isolada. 77 Existe a possibilidade de uma pessoa jurídica figurar como empregada em um contrato de trabalho. 81 As férias são exemplo típico de suspensão do contrato de trabalho. da CRFB. ERRADO.

deve haver intervalo mínimo de 11 horas consecutivas. 82 A comunicação do aviso prévio pode ser feita verbalmente. É claro que o aviso prévio verbal é de difícil comprovação. 85 Entre duas jornadas de trabalho. 83 A mulher gestante adquire estabilidade a partir do momento em que comunicar ao seu empregador o estado gravídico. ERRADO. e não o salário. A capciosa. então não cabe ao intérprete fazê-lo. Art. mas o fracionamento não pode ser inferior a 15 dias corridos. da CLT. se houver. da CLT. CERTO. Art. nada impede seja feita a comunicação verbalmente. Súmula Vinculante nº 6 do STF. que sempre terá a possibilidade de formalizá-lo por escrito a fim de evitar dissabores. Art. é CERTO. Consoante o art. não é possível que as gorjetas integrem o salário. e o saldo de salários. 87 O período de gozo de férias pode ser fracionado. 66 da CLT. CERTO. Logo. ERRADO. 79 Na despedida por justa causa. mas isso é ônus de quem deve prová-lo. 81 A concessão do aviso prévio somente é cabível nos contratos a prazo indeterminado. TÉCNICO – TRT 17 – CESPE – 2009 No que se refere ao direito do trabalho. Art. 457. 84 Considera-se menor. ERRADO. para os efeitos da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). A lei não exige a forma escrita (artigos 487 e seguintes da CLT). o 13. 77 As gorjetas pagas por clientes a um garçom em um restaurante integram o seu salário para todos os efeitos legais. Considera-se. ainda que exista recurso pendente da condenação. Art. §1º. 483 da CLT. 481 da CLT. Súmula 14 do TST. CERTO. Art. que a remuneração é exatamente a soma do salário + gorjetas. caput. ERRADO. 402. CERTO.º salário é devido pela metade. 134. o empregado recebe apenas as férias vencidas. as gorjetas integram a remuneração para todos os efeitos legais. entretanto. 99 . CERTO. 59. caput. 482. da CLT. 85 Havendo culpa recíproca na rescisão do contrato de trabalho. caput. o trabalhador com idade entre 14 e 18 anos. julgue os itens seguintes. da CLT.84 O acordo de prorrogação de horas implica. 86 O serviço militar obrigatório pode ser remunerado com valor abaixo do salário mínimo. 78 A condenação criminal do empregado configura justa causa para sua dispensa. Entretanto. da CLT. tendo por base alguma ação considerada justa causa praticada pelo empregador. por até duas horas diárias. Súmula 244 do TST. portanto. “d”. Art. 80 Entende-se como rescisão indireta a cessação do contrato de trabalho por iniciativa do empregado. a obrigatoriedade de fazer horas extras quando requisitado. CERTO. questão. CERTO. para o empregado. ERRADO.

134. Marta e Joana estão grávidas de dois meses. mas sim de mera comunicação. e Joana possui o direito de gozar trinta dias corridos de férias e Marta 20 dias úteis. §4º. (C) apenas de Joana. (C) Somente em casos excepcionais serão as férias concedidas em dois períodos. Errada. tanto ao sindicato da categoria profissional quanto ao Ministério do Trabalho e Emprego. da CLT. Súmula 253 do TST. um dos quais não poderá ser inferior a dez dias corridos. 4º-A à Lei nº 5. com relação à Joana e Marta. §2º. Marta é empregada doméstica e trabalha na residência de Joana há quinze meses. devem estas fazer parte da remuneração das férias. bem como que elas possuem o direito de gozar trinta dias corridos de férias. exercendo a função de secretária executiva. Art.324/2006 acrescentou o art. (E) de ambas as empregadas. Certa. 51. §1º. Não é o caso de autorização prévia. 142. mas Joana possui o direito de gozar trinta dias corridos de férias e Marta 20 dias úteis. Certa. (E) Em regra. desde a confirmação da gravidez até cinco meses após o parto. se o empregado recebe utilidades. Joana é empregada na empresa X há dezesseis meses. Art.859/1972. (B) de ambas as empregadas. ERRADO. bem como que elas possuem o direito de gozar trinta dias corridos de férias. desde a confirmação da gravidez até cinco meses após o parto. Literalidade do art. desde a confirmação da gravidez até seis meses após o parto. Comentário: Resposta letra “A”. aplicando-se o valor da remuneração da tarefa na data da concessão das férias. Literalidade do art. deve solicitar a autorização prévia do sindicado dos trabalhadores e da Superintendência Regional do Trabalho. II. desde a confirmação da gravidez até cinco meses após o parto. (B) As gratificações anuais. (D) apenas de Joana. o empregado terá direito a vinte e quatro dias corridos de férias. é correto afirmar que é vedada a dispensa sem justa causa (A) de ambas as empregadas. 139. da CLT. semestrais. Em regra. a Lei nº 11. mas ambas possuem o direito de gozar trinta dias corridos de férias. desde a confirmação da gravidez até seis meses após o parto. quando houver tido de seis a catorze faltas injustificadas. Com efeito. da CLT. da CLT. da CLT. 100 . (D) Quando o salário for pago por tarefa tomar-se-á por base a média da produção no período aquisitivo do direito a férias. ou trimestrais integram o cálculo da remuneração das férias. Certa.88 Para que uma empresa possa conceder aos seus empregados férias coletivas. Certa. Art. 130. estendendo à doméstico QUESTOES TRT 7 REGIAO (ANALISTA – ÁREA JUDICIÁRIA – TRT 7ª REGIÃO – FCC – 2009) 50. 142. §§ 2º e 3º. Com relação INCORRETO afirmar: às férias é (A) Após cada período de doze meses de vigência do contrato de trabalho.

Comentário: Resposta letra conforme Súmula 90. (A) não é devido qualquer valor a título de horas in itinere.se de habitação coletiva. (C) as horas in itinere remuneradas abrangem a totalidade do trajeto percorrido pelo empregado. I. Certo. Curso de Direito do Trabalho. nos termos do art. De acordo com a Consolidação das Leis do Trabalho. (E) não é devido qualquer valor a título de horas in itinere. Considere as assertivas abaixo a respeito do adicional de transferência. IV. II e IV. Maurício Godinho.São Paulo : LTr. tendo em vista o fornecimento da condução pelo empregador. §3º. (D) I e II. de forma que ao doméstico também foi estendido o direito a férias anuais de 30 dias corridos (contra 20 dias úteis da redação anterior). se houver transporte público regular em parte do trajeto percorrido em condução da empresa. da CLT. o adicional de transferência será de. integra-se à remuneração dos trabalhador para todos os fins. o art. tratando. nos mesmos termos até então garantidos às demais trabalhadoras. Tem o adicional de transferência natureza salarial e não indenizatória.324/2006. II. Em regra. (C) II e III. III e IV. tanto assim que é considerado para o cálculo de outras verbas. 469. É correto o que se afirma APENAS em (A) I. II e III. III. p. 1045) IV. 52. “B”. O adicional é devido somente na transferência provisória. – 7ª Ed. mas serão pagas com acréscimo de 25% sobre a hora normal de trabalho. 469. no mínimo. Art. (E) I. o valor do salário utilidade a ela correspondente será 53. Neste sentido. 25% sobre o salário que o empregado percebia na localidade. a doutrina amplamente majoritária. §3º.a “estabilidade-gestante”.859/1972 foi alterado pela Lei nº 11. 3º da Lei nº 5. “desde a confirmação da gravidez até cinco meses após o parto”. Certo. quando a transferência for provisória.. O adicional de transferência é devido tanto na transferência provisória como na transferência definitiva. tendo em vista a existência de transporte público regular em parte do trajeto percorrido pelo empregado. Errado. (B) as horas in itinere remuneradas limitam-se ao trecho não alcançado pelo transporte público. Por todos. Com relação a jornada de trabalho. O fato do empregado exercer cargo de confiança ou a existência de previsão de transferência no contrato de trabalho não exclui o direito ao adicional. do TST. Maurício Godinho Delgado: “tratandose de parcela salarial. (D) as horas in itinere remuneradas abrangem a totalidade do trajeto percorrido pelo empregado. Certo. da CLT. quais sejam. 54. a resposta é letra “E”. 2008. inclusive cálculo das demais verbas que incidam sobre o salário do contrato (efeito expansionista circular dos salários” (DELGADO. (B) II. OJ 113 da SDI-1 do TST. 101 . Portanto. Quanto às férias.

da Lei nº 7. somente para os casos de unidade habitacional de até dois dormitórios. Errado. O prazo de comunicação acerca da deflagração da greve (paralisação) é de 48 horas de antecedência para os serviços e atividades não-essenciais (art. Errado. a) O trabalhador que se filia por livre e espontânea vontade a uma cooperativa de mão-de-obra não pode ser considerado empregado. Comentário: e 24 horas. em qualquer hipótese. b) O trabalhador contratado por uma clínica médica para a execução de serviços certos e específicos de marcenaria e que conta com o auxílio de até dois outros trabalhadores. a utilização da mesma unidade residencial por mais de uma família. 3º. vedada. a utilização da mesma unidade residencial por mais de uma família. arrolando dentre elas a atividade de telecomunicações. MPU – ESAF (TÉCNICO ADMINISTRATIVO – MPU – ESAF – 2004) A propósito dos sujeitos da relação de emprego. assinale a opção correta. (C) 24 horas.783/1989) e de 72 horas de antecedência para os serviços e atividades essenciais (art. porque a hipótese indica a presença dos requisitos caracterizadores da relação de emprego. Comentário: Resposta letra “C”. parágrafo único. 102 .783/1989). (E) 72 horas respectivamente. a utilização da mesma unidade residencial por mais de uma família.783/1989 define as atividades essenciais. O art. por ele próprio remunerados. pela literalidade do art. §4º. deve ser considerado empregado. (D) famílias. (C) ocupantes. a resposta é letra “E”. Logo. da CLT. somente para os casos de unidade habitacional de um dormitório. por exemplo. (B) ocupantes. 55. (B) 48 horas. 10 da Lei nº 7. vedada. 13 da Lei 7. deverá o sindicato patronal ou o empregador ser comunicado com antecedência mínima de (A) 72 horas. O contrato tem muito e 48 horas. Mário labora em empresa de telecomunicações e Joana labora em empresa de transporte de valores. em qualquer hipótese. vedada. Para que a categoria de Mário e Joana exerçam o direito de greve. onerosidade e subordinação jurídica a um mesmo tomador de seus serviços.obtido mediante a divisão do justo valor da habitação pelo número de (A) famílias. a utilização da mesma unidade residencial por mais de duas famílias. 458. (D) 48 horas respectivamente. em qualquer hipótese. logo a roupagem de cooperativa não passa de tentativa de fraude à relação de emprego. o requisito da não eventualidade. vedada. mas não a de transporte de valores. ainda que preste serviços pessoais com habitualidade. vedada. a utilização da mesma unidade residencial por mais de três famílias. (E) ocupantes. pois neste caso falta.

3º e 2º da CLT – pessoalidade. a) O prazo de prescrição para o empregador ingressar em juízo para cobrar valor devido pelo empregado é de cinco anos. Correto. d) O trabalhador que presta serviços voluntários a determinada instituição de beneficência. 9º da CLT). 7º. Errado. presentes os requisitos caracterizadores da relação empregatícia (arts. com vantagem para o empregador (prazo prescricional maior. e) O corretor de seguros que presta serviços pessoais. segundo o qual não seria coerente tratar empregador e empregado de forma diversa. predomina o entendimento de que o prazo prescricional aplicável ao empregador é o mesmo aplicável ao empregado. o prazo de prescrição é de dois anos após a extinção do contrato. a Súmula 331. recebendo auxílio financeiro mensal. entra em cena o princípio da proteção ao hipossuficiente. Isso porque. pois neste caso o tomador dos serviços é o próprio empregador. b) Para o trabalhador rural. ainda que o art. neste caso. XXIX. apenas ao empregado. em nenhuma hipótese poderá ser considerado empregado. Correta. qual seja. direto e não subsidiário. subordinação jurídica e onerosidade deve ser considerado empregado. três anos. aponte a opção correta. Assim. quando prestados com pessoalidade e subordinação jurídica. com habitualidade. será viável a discussão dos créditos oriundos de toda a relação de emprego. Errado. A caracterização da relação de emprego é objetiva. pouco importando o nome que se deu ao contrato firmado. não fossem equiparados os prazos. Neste sentido.mais a característica de empreitada que de relação de emprego. não eventualidade ou habitualidade. deve ser aplicado ao empregador o mesmo prazo prescricional previsto para o empregado. o prazo prescricional aplicável ao empregador seria o do Código Civil. reduzindo-se a dois após a extinção do contrato de trabalho. da CRFB. Errado. nessa condição. independentemente da roupagem que se tenha dado à relação. pela aplicação do princípio da primazia da realidade (art. se aplique. por força de alteração da CRFB levada a efeito pela EC nº 28/2000. deve ser considerado empregador subsidiário dos trabalhadores. do TST. c) O tomador de serviços terceirizados. observado esse prazo. onerosidade e subordinação). A propósito da prescrição no âmbito do Direito do Trabalho. portanto mais benéfico). pois ao rurícola também se aplica a prescrição qüinqüenal trabalhista. é forçoso reconhecer a relação de emprego. Porém. a partir da realidade fática. I e III. pois será empregado se presentes os requisitos caracterizadores da relação de emprego. c) O prazo de prescrição das pretensões alusivas aos dois primeiros 103 . independentemente do seu período de duração. por eventuais débitos trabalhistas inadimplidos pelo empregador principal. ainda que tenha firmado contrato revelando a condição de autônomo. em princípio. sendo responsável. Assim. Embora a questão seja um tanto polêmica na doutrina e mesmo na jurisprudência (e talvez por isso não encontramos a solução em quase nenhum livro).

Quanto a direitos que deveriam ter sido satisfeitos durante a vigência do contrato de trabalho. Vejamos o que dispõe o art. a quitação se dá. E. a Súmula 330 do TST: SUM-330 QUITAÇÃO. sendo válida a quitação. 11. 149). 477.Assinale a opção incorreta. com assistência de entidade sindical de sua categoria. A diferença é sutil. 4º.11. qualquer que seja a causa ou forma de dissolução do contrato. I. da CLT. a) O instrumento de rescisão do contrato de trabalho ou recibo de quitação deve ter especificada a natureza de cada parcela paga ao empregado e discriminado o seu 104 . contase a partir da alteração ilícita. e não aos valores indicados. tem eficácia liberatória em relação às parcelas expressamente consignadas no recibo.Res. apenas. Assim. o art. ou seja. pela literalidade da CLT. No caso o início da prescrição coincide com a lesão. ainda que estas constem desse recibo.2003 A quitação passada pelo empregado. §1º. ao empregador. 477 da CLT. com observância dos requisitos exigidos nos parágrafos do art. d) Sob pena de incidir a prescrição. Errado. deve ter especificada a natureza de cada parcela paga ao empregado e discriminado o seu valor.A quitação não abrange parcelas não consignadas no recibo de quitação e. VALIDADE (mantida) . o prazo de prescrição para revertê-la apenas terá início após a extinção do contrato. valor. No mesmo sentido. consoante dispõe o art. §2º. Com efeito. a prescrição será total (será “completa” se decorridos cinco anos da alteração). 20 e 21. No mesmo sentido. salvo se oposta ressalva expressa e especificada ao valor dado à parcela ou parcelas impugnadas. relativamente às mesmas parcelas. seus reflexos em outras parcelas. do CPC. a quitação é AFT – 2010 29. Esta é a alternativa que derrubou muitos candidatos. Errado. porque a ação que visa a anotação da CTPS é imprescritível. no caso. da CLT: § 2º . sendo válida a quitação apenas relativamente aos valores indicados. exceto se a parcela suprimida também esteja assegurado por preceito de lei. conseqüentemente. em relação às parcelas constantes do TRCT. a ação que tenha por objeto a anotação da CTPS para fins de prova junto à Previdência Social. I . deve ser proposta em dois anos após a extinção do contrato de trabalho. mas relevante.O instrumento de rescisão ou recibo de quitação. somente se ainda não transcorrido todo o período concessivo o marco inicial da prescrição das férias será a extinção do contrato. Engraçado que vários alunos me mandaram e-mails indicando exatamente o dispositivo legal em face do qual a alternativa mostra-se errada. II . nos termos da Súmula 294 do TST. Errado. tendo em vista que o início da prescrição das férias coincide com o final do período concessivo (art. e) Processada alteração contratual ilícita pelo empregador. DJ 19.períodos de férias de trabalhador que laborou por cinco anos tem início no instante em que extinto o contrato de trabalho. 121/2003.

na assertiva. 483 prevê a possibilidade de permanência ou não do empregado no serviço somente nas alíneas “d” e “g” do art. “É possível afirmar que a Súmula 330 do TST interpretou corretamente o §2º do artigo 477 da CLT quando não se refere a parcelas e não a valores. 477. como parcelas e não como valores. Logo. 483. mas posteriormente cancelou a Súmula 41 e editou a 330. pela redação da alternativa.válida em relação ao período expressamente consignado no recibo de quitação. apresentando basicamente duas correntes: a primeira. interpretar a alternativa “a” também nos termos literais da CLT. explica: seus deveria. que não é a melhor interpretação do §2º do artigo 477 da CLT. alínea “d”. Pelo pouco que sei da nossa língua. 1055). conforme dispõe o §3º do mesmo artigo. É verdade que eu comentei. c) Caso o empregador não cumpra as suas obrigações contratuais. Porém. O TST já se inclinou no sentido da primeira corrente. que “embora a lei se refira à quitação das parcelas. Recebi e-mail de aluno defendendo que. permanecendo ou não no serviço até decisão final do processo. nos “comentários à CLT”. Se quiserem procurar pelo em ovo. 2009. Comentários à CLT. então o candidato 105 . Sérgio Pinto Martins. pois é o que está escrito no referido mandamento legal. 489). A hipótese de rescisão indireta do contrato de trabalho pelo não cumprimento de obrigações contratuais é prevista pelo art. §2º) como se referindo a valores. Ora. A Súmula 41 do TST referia-se aos valores expressos na quitação. a jurisprudência tende a considerar a quitação somente em relação aos valores especificados. seria possível entender que “o direito à compensação seria do empregado”. que trata de parcelas. Sérgio Pinto. a hipótese aventada pelo examinador é exatamente a da alínea “d”. Correta. Literalidade do art. (MARTINS. como a Lei. a questão trouxe outras quatro alternativas cobrando pontos literais da CLT. que interpreta o dispositivo (art. aí é questão de Português. Correta. p. p. notadamente quanto às parcelas que também vencem ao longo do contrato de trabalho”. então a assertiva está plenamente compatível com o texto celetista. a meu ver. Já vi gente sugerindo a anulação desta questão porque o art. “direito”. Maurício Godinho Delgado (Curso de Direito do Trabalho. a sua interpretação era contrária ou oposta à lei”. da CLT. não contem comigo. §5º. poderá o empregado pleitear em juízo a rescisão do contrato de trabalho e o pagamento das verbas respectivas. da CLT. Desculpemme. e a segunda. mas do Prof. Ora. que se refere também a “parcelas”. Esse ensinamento não é meu. e não a “compensação”. na aula 304 do Curso Completo. 477. 8ª edição. – São Paulo : Atlas. se refere a “pagamento”. 2010. que interpreta pela literalidade do dispositivo. b) Qualquer compensação no pagamento a que tiver direito o empregado no ato da homologação da rescisão do contrato de trabalho não poderá exceder o equivalente a um mês de remuneração. mas considero que insistir em outra leitura é muita “forçação de barra”. embora na redação do citado dispositivo legal nada se fale sobre eficácia liberatória. e não de Direito do Trabalho. 14ª Ed. 483. o que estaria incorreto. A questão é polêmica na doutrina.

com cômputo do tempo de serviço. hipótese em que se sujeitará às mesmas obrigações conferidas aos particulares. sem que. que atrai a hipótese de responsabilidade solidária pelos créditos trabalhistas.Marque a opção correta. conforme dispõe a Lei nº 9. salvo quando o Estado é um dos sujeitos pactuantes.d) Quando o aviso prévio for indenizado pelo empregador. seja violado o princípio da isonomia (não-discriminação). Por isso diz-se que. Errada. a despeito da nova posição ocupada na estrutura hierárquica da empresa. Certa. Ver videoaula nº 126. b) O contrato de trabalho tem natureza jurídica essencialmente privada. dada a impossibilidade de se restituir ao obreiro a energia de trabalho despendida. Inteligência da Súmula nº 269 do TST. pela literalidade do art. Ver vídeoaulas 58 e 128. e) Para a configuração do grupo econômico. da CLT. A assertiva trata da noção de trabalho proibido e seus efeitos. em face das prerrogativas processuais que lhe confere a legislação brasileira. as parcelas constantes do instrumento de rescisão ou recibo de quitação devem ser pagas até o décimo dia. ao eleito para ocupar cargo de diretor quando. inclusive quando o Estado é o empregador. §7º. Correta. e respectiva projeção dos seus efeitos. consensual e não solene para a formação do contrato de emprego. No mesmo sentido. não pode. ou do chamado “empregador único”. estende-se a todos os ofícios e profissões. Ver videoaulas nº 59 e 60. Mencione-se como exemplo o contrato do atleta profissional. é verdade que sobressai a natureza privada. prestar serviços. 477. XXXIII). nos formatos 106 . contado da data da notificação da demissão. pouca relevância. 16 . a “deixadinha” nº 01. é realmente vedado ao menor de 18 anos pela CRFB (art. §6º. porém se descumprido o preceito. Questão explicada na videoaula nº 122. c) O menor de 18 anos. Correta. d) É possível reconhecer-se a condição de empregado. conforme previsto na Constituição. hoje. ainda se fizerem presentes os traços característicos da subordinação jurídica. em caso de trabalho proibido. Embora a questão da natureza jurídica do contrato de trabalho apresente. ou em circunstâncias insalubres ou perigosas. com isso. da CLT. Errada. Tratase de atribuir a hipóteses específicas tratamento legal condizente. 477. ou seja. a partir do pronunciamento judicial. a possibilidade de ajuste tácito. nem receber por eles. a) Em face da cláusula constitucional da não-discriminação.615/1998. a nulidade opera efeitos ex nunca. pois é lícita a previsão de determinada forma solene para pactuação de determinados contratos de trabalho especiais. 7º. e) O ato da assistência pelo sindicato respectivo na rescisão contratual deve ocorrer sem ônus para o trabalhador e empregador. em razão da sua incapacidade. Errada. que deve ser necessariamente escrito. O trabalho noturno. é necessária a prova do nexo relacional entre as empresas. em período noturno ou em circunstâncias perigosas ou insalubres. pela literalidade do art. alínea “b”. obviamente o menor receberá pelos serviços prestados.

como no caso dos consórcios. a pessoa física ou jurídica que. c) A partir do afastamento do serviço para tratamento de saúde. 474 da CLT. da Lei nº 8. o empregado pode prestar serviços a mais de um empregador. da CLT. 18. b) O afastamento do empregado nos dias em que estiver comprovadamente realizando provas de exame vestibular para ingresso em estabelecimento de ensino superior ou quando tiver que comparecer em juízo gera a interrupção do contrato de trabalho. a) É equiparada ao empregador rural. o gabarito da questão. execute serviços de natureza agrária. incisos VII e VIII. desde que os horários de trabalho sejam compatíveis. Ver videoaula nº 49. superada na doutrina. Errada. fundada no reconhecimento jurídico-institucional da hipossuficiência material do trabalhador. 4º da Lei nº 5. independentemente de guardar relação de causalidade com os serviços prestados. 17. Somente depois. porque a teoria da subordinação econômica já se encontra. a partir do 16º dia. de forma habitual. em caráter profissional. trata-se de suspensão contratual.Assinale a opção correta. bastando para tal que fique demonstrada a relação de subordinação ou mesmo de coordenação entre duas ou mais empresas. holdings e pool de empresas. Ver videoaula nº 85. Sem problemas. decorrente do contrato de trabalho. 107 . Correta e. §3º. nos termos dos artigos 59 e 60. 473. Ver videoaulas nº 15 e 18. Ver videoaula nº 18. mediante utilização do trabalho de outrem. Correta. a) Constituem requisitos para a caracterização da relação de emprego a pessoalidade e a exclusividade na prestação dos serviços.889/1973. conforme art. pois a doutrina entende que a configuração do grupo econômico trabalhista independe da ligação entre as empresas na forma do direito comum e/ou empresarial.213/1991. A pessoalidade é um dos requisitos da relação de emprego (arts. porque em caso de afastamento por doença e/ou acidente os primeiros quinze dias configuram hipótese de interrupção contratual. Ver deixadinha nº 16 e videoaulas nº 46/50. portanto. 3º e 2º da CLT). Errada. d) A subordinação que define e caracteriza a existência da relação de emprego é a econômica. Errada. pois a suspensão disciplinar do empregado por prazo superior a 30 dias consecutivos configura rescisão indireta do contrato de trabalho. Atualmente é pacífico o entendimento no sentido de que a subordinação existente entre empregado e empregador é jurídica. há muito. o empregado tem o respectivo contrato de trabalho suspenso. e) A suspensão do empregado por prazo superior a 30 dias consecutivos. Ver videoaula nº 72. mas a exclusividade não o é.Assinale a opção correta. nos termos do art. Errada. e por conta de terceiros. não prejudica a fluência do contrato de trabalho. Com efeito. em face de doença ou de acidente. nos termos do disposto no art.previstos pelo Direito Comercial e pelo Direito Empresarial. fundamentada em punição disciplinar. Errada.

b) A legislação trabalhista estabelece expressamente a possibilidade de distinções relativas à espécie de emprego e à condição de trabalhador e entre o trabalho intelectual. faltando injustificadamente ao serviço. Em primeiro lugar. Ver videoaula nº 244. referente à devolução de cheques sem fundos. poder-se-ia afirmar que o erro da questão seria o “não” do início da assertiva. 19. c) De acordo com a jurisprudência do Tribunal Superior do Trabalho. que arrola verdadeiros empregadores como “equiparados a empregadores”). Errada. tendo em vista que o desconto descaracterizaria a alteridade própria da figura do empregador. ao contrário. 73. 6º da Lei nº 605/1949. e) Não se equipara ao empregador rural a pessoa física ou jurídica. poder-se-ia dizer que a pessoa descrita pela assertiva não é equiparada ao empregador rural porque é o próprio empregador rural (art. perderá o direito ao descanso semanal e à sua respectiva remuneração. d) De acordo com a jurisprudência do Tribunal Superior do Trabalho. 2º. mas não a folga. não observe os requisitos da frequência.Marque a opção correta. caput e §1º. Ver videoaula nº 193 e deixadinha nº 44. o direito ao adicional noturno se circunscreve ao período compreendido entre 22h e 5h. pois o adicional noturno é aplicável às prorrogações do horário noturno. Errada. Ver videoaula nº 57. bem como entendimento jurisprudencial consolidado na Súmula nº 60 do TST. quanto às horas extras. e. Errada. XXXII. pois. proprietária ou não. e partindo-se da premissa de que o legislador trabalhista não prima pelo rigor técnico (vide a confusão do art. pois contraria o disposto na Súmula nº 129 do TST. deverão ser computadas a partir de 5 horas. art. da CRFB/88. o art. técnico e manual.889/1973). Em uma segunda linha de raciocínio. Além disso. a prestação de serviços a mais de uma empresa do mesmo grupo econômico. da Lei nº 5. ainda quando deixa de observar as recomendações previstas em instrumento coletivo. consoante art. da CLT. 3º. a) Acaso o trabalhador. em razão de cumprirem turnos ininterruptos de revezamento. a legislação veda tais distinções (art. b) Na hipótese de empregados com jornada de seis horas. Errada. e da pontualidade. sob uma análise mais técnica. bem como a deixadinha nº 15. caracteriza a coexistência de mais de um contrato de trabalho. durante a mesma jornada de trabalho. durante a semana. 6º da CLT). porém em ambas a afirmação é incorreta. Há duas possibilidades de interpretação da assertiva. Ver videoaula nº 63. Errada. §1º. Ver videoaula nº 72. por iniciar ou terminar o expediente fora do horário estabelecido. pois contraria o disposto na OJ nº 251 da SBDI-1 do TST. em face da hora noturna reduzida a jornada 108 . que explore atividade industrial em estabelecimento agrário não compreendido na Consolidação das Leis do Trabalho. perde o direito à remuneração do DSR. Neste sentido. 7º. §5º. Errada. da CLT. é ilícito o desconto salarial do trabalhador frentista. iniciado o expediente às 23h e encerrado às 7h30min. A questão constava da deixadinha nº 25. pois se o empregado não é freqüente ou é impontual durante a semana.

e muito menos tácito. isso porque a natureza do seu serviço não equivale ao conceito de turno ininterrupto de revezamento. da CLT). Errada. c) Quando o empregado exerce a função de vigilante. pois o motorista somente é dispensado. A Lei nº 8. b) Os empregados sob o regime de tempo parcial poderão prestar horas extras desde que haja prévia autorização do Ministério do Trabalho. §4º. 62. Ver videoaula nº 213. Atualmente. c) Os estabelecimentos com mais de dez trabalhadores terão 109 . Ver videoaula nº 220. pois os empregados sob o regime de tempo parcial (art. na condição de “folguista”. nos termos do art. 59. versando sobre os empregados que não estão abrangidos pelas normas de limitação da jornada de trabalho (art. da CLT. 20. jamais podendo verbal. da CLT. Ver videoaula nº 233. não mais se considera requisito essencial à configuração do exercício de gerência a prova do encargo de gestão. II.966). motivo pelo qual as horas extras só poderão ser computadas a partir da 8ª (oitava diária) e 44ª (quadragésima quarta) semanal. por sua natureza. dispensado. 62. Neste sentido. Errada. sendo que inexiste a possibilidade de autorização do MTE para tal. nem se esta atividade é. dada a dificuldade de controle do horário de trabalho. obviamente que este controle também deverá ser documentado mediante controle de ponto. há apenas a adoção de postura discricionária por parte do contratante dos serviços.normal do empregado termina antes das 5h. e) Observando a alteração legislativa promovida em 1994 (Lei n. para que o empregado se enquadre na exceção do art. não tem direito à jornada reduzida de 6 (seis) horas. Não obstante.966/1994 alterou o art. 8. Errada. Ver videoaula nº 213. d) O motorista de caminhão que cumpre jornada predominantemente externa não é destinatário das regras pertinentes à limitação da jornada de trabalho. I. Ver videoaula nº 230. com jornada normal de 6 horas. 62. da CLT. ininterrupta. basta que tenha poderes de gestão. a) A duração normal do trabalho poderá ser acrescida de horas suplementares. porque não interessa. para enquadramento na hipótese de turno ininterrupto de revezamento. entretanto. Errada. mesmo que trabalhe em vários turnos durante a semana. em número não excedente de duas. Correta. porque. pois o acordo de prorrogação de jornada deve ser necessariamente escrito. 58-A da CLT) jamais poderão prestar horas extras (art. 62 da CLT). o poder de representação. caput. 59. Neste sentido. II.Assinale a opção correta. em princípio. Ver videoaulas nº 218 e 219. o qual é formalizado pelo instrumento de mandato. a natureza da atividade em si. do controle de jornada. a OJ nº 360 do TST. nesse caso. razão pela qual tudo que for trabalhado a mais deverá ser remunerado como hora extra. mediante acordo escrito ou tácito entre empregador e empregado. da CLT. a partir do que a doutrina passou a entender que a exceção legal veiculada pelo dispositivo passou a prescindir do poder de representação. o art. se existe efetivamente tal controle pelo empregador. ou por contrato coletivo de trabalho. ainda que sofra rígido controle de horário pelo empregador. com investidura por meio de mandato legal.

nos termos da Súmula 85. Ver videoaula nº 210. no sentido de que a concessão de intervalo dentro de cada turno. d) O acordo individual de compensação de horário é inválido. a) O acordo de compensação de jornada poderia ter sido firmado tacitamente entre empregado e empregador. em caso de nãocompensação das horas excedentes. Entretanto. 74. §§ 2º e 3º. qual seja. 21. Com efeito. ou o intervalo para descanso semanal. conforme art. nos termos da literalidade do art. Ver deixadinha nº 22 e videoaula nº 227. dentro de cada turno.Certo empregado celebrou. acordo escrito de compensação de jornada. Ver videoaula nº 225. b) A prestação habitual de horas extras descaracteriza o acordo de compensação de horário. porque contraria o disposto na Súmula nº 360 do TST. e) De acordo com a jurisprudência do Tribunal Superior do Trabalho. sem que houvesse qualquer compensação de horário. o empregado terá direito a percebê-las com o adicional de no mínimo 75% (setenta e cinco por cento) do valor da hora normal de trabalho. Errada. descaracteriza o sistema de turnos ininterruptos de revezamento previsto na Constituição. Ver deixadinha nº 20 e videoaula nº 209. tendo o empregado direito ao pagamento como horas extraordinárias das que ultrapassarem a duração semanal normal. inclusive acima do limite previsto no acordo. a situação hipotética descrita e a jurisprudência do Tribunal Superior do Trabalho. §2º. com o respectivo empregador. 58. Considerando as normas relativas à jornada de trabalho. 110 . c) É requisito de validade do acordo de compensação de jornada a previsão de que. devendo haver diariamente assinalação do período de repouso. por ausência de previsão legal no sentido do adicional mínimo de 75%. a concessão do intervalo para repouso e alimentação.obrigatoriamente sistema de anotação da hora de entrada e de saída. a cargo do trabalhador. §2º. ou descanso semanal. Ver videoaula nº 225. IV. Ver deixadinha nº 21 e videoaula nº 219. conforme dispõe o art. exigindo a legislação pertinente a celebração via convenção ou acordo coletivo de trabalho. §1º. do TST. da CLT. observado o limite máximo de dez minutos diários. pois o acordo de compensação de jornada deve ser firmado expressamente. Correta. dispõe o art. assinale a opção correta. o acordo foi reiteradamente descumprido. 59. 59. mas não há menção a adicional superior ao mínimo legal. d) Não serão descontadas nem computadas como jornada extraordinária as variações de horário no registro de ponto não excedentes de cinco minutos. após a pactuação. Errada. que as horas não compensadas deverão ser pagas como extraordinárias. não havendo necessidade de assinalação diária pelo empregado. mecânico ou eletrônico. o que não afetaria sua validade. de 50%. em registro manual. Errada. da CLT. diante da prestação habitual de horas extras. da CLT. da CLT. Errada. pois o horário de repouso (intervalo intrajornada) deve ser apenas pré-assinalado. Correta. não descaracteriza o sistema de turnos ininterruptos de revezamento. e por escrito.

da Lei nº 605/1949. poderá o empregador exigir horas extras do empregado. pois no caso as horas extras podem ser compulsoriamente exigidas pelo empregador. Ver videoaula nº 222. a) Para o cálculo das férias. Errada. nos termos do art. consubstanciado na OJ nº 275 da SBDI-1. além do limite legal. Ver videoaula nº 230. No mesmo sentido. Neste sentido. d) O tempo despendido pelo empregado até o local de trabalho e para o seu retorno. Ver videoaulas nº 205/206. o empregado horista submetido a turno ininterrupto de revezamento tem jus ao pagamento apenas do adicional das horas extraordinárias trabalhadas além da 6ª diária. 61. 7º. c) O adicional noturno. a Súmula 60 do TST. quinzena ou mês. independentemente de qualquer acordo prévio ou previsão em norma coletiva. b) De acordo com a jurisprudência do Tribunal Superior do Trabalho. Ver videoaula nº 233. deve ser considerada a média dos salários fixos apurada durante o período aquisitivo. Para o cabimento das horas in itinere não basta mera insuficiência de transporte público. Ver videoaula nº 220. a Súmula 172 do TST. 111 . pois o artigo 58-A da CLT define o trabalho como tempo parcial como sendo aquele cuja duração não exceda a 25 horas semanais. tratando-se de local de difícil acesso ou não servido por transporte público. Ver videoaula nº 245. Errada. a remuneração do repouso semanal corresponderá à de um dia de serviço. Errada. por afrontar o disposto na Súmula nº 90 do TST. 23. a) A legislação considera trabalho em regime de tempo parcial aquele cuja duração não exceda a vinte horas semanais. de forma pacífica. tendo em vista que tem por objetivo compensar o desgaste do trabalhador que se ativa em horário biologicamente destinado a descanso. desde que haja previsão nesse sentido em convenção ou acordo coletivo de trabalho. “a”. as videoaulas nº 225/227. 22. não será computado na jornada de trabalho. detém natureza indenizatória. considera-se de difícil acesso o local de trabalho quando há mera insuficiência de transporte público. Errado. pois o adicional noturno tem natureza salarial (salário-condição). Errada. pela literalidade do art. computadas as horas extraordinárias habitualmente prestadas. Quanto ao acordo para implantação da compensação além da semana (“banco de horas”). pois é válido. o empregador fornecer a condução. e) Em caso de força maior para atender à realização ou conclusão de serviços inadiáveis. e) Para os empregados que trabalham por dia. caput. Correta. contratual ou convencional. semana. por afrontar o entendimento dominante no TST. Para esse fim. o acordo individual para compensação intrasemanal. Ver. por qualquer meio de transporte. inclusive quando pago com habitualidade. a questão é polêmica. salvo quando.Assinale a opção correta. a respeito.Errada. inexistindo instrumento coletivo fixando jornada diferente. da CLT.Assinale a opção correta. Neste sentido. a Súmula nº 85 do TST.

a disponibilidade relativa.090/1962. Por fim. a periodicidade. Ver videoaulas nº 156 e 190. valendo para determinada categoria profissional. de forma que sequer o próprio trabalhador pode dispor de seu direito ao salário. porque são características do salário o caráter alimentar e forfetário. a irrenunciabilidade. Ver videoaulas nº 168/169. a indisponibilidade. e) O décimo terceiro salário é direito de todo empregado. a tendência à determinação heterônoma significa que na maioria dos casos não são as partes contratuais que fixam o salário. compõem a remuneração do trabalhador. Observe-se que este rol de características foi visivelmente retirado do “Curso de Direito do Trabalho” do Min. deve ser considerada a integração. a irrenunciabilidade. expressão consagrada pelo Min. p. a lei estabelece mecanismos de proteção ao salário. em princípio. A incorreção da assertiva encontra-se em sua parte final. Errada. também. Neste sentido. §1º. Correta. pela média. e não sobre o salário do empregado. por afronta ao disposto no art. mediante negociação coletiva. Errada. pelo que as obrigações (dentre as quais a obrigação patronal de pagar o salário) renovam-se periodicamente. 658/661). a tendência à determinação heterônoma e a pós-numeração. b) Pode-se considerar “salário normativo” tanto o menor parâmetro (valor) definido para certa categoria profissional. da Lei nº 4. na prática. mas não é devido no caso dos safristas informalmente 112 . e sim agentes externos. das gorjetas. persistência ou continuidade. Ver videoaula nº 167. porque tanto as férias quanto o décimo terceiro são calculados sobre a remuneração. de forma contínua. Godinho Delgado. consagrada também como sinônimo de “salário convencional”. em geral o Estado (mediante a fixação do salário mínimo) ou os sindicatos. porquanto. d) Tanto no cálculo das férias como da gratificação natalina. 142 da CLT e o art. assim considerado aquele menor parâmetro definido em instrumetno coletivo de trabalho (ACT ou CCT). por meio de sentença normativa ou de convenção ou de acordo coletivo de trabalho. a expressão tornou-se. incluindo os trabalhadores domésticos e os rurícolas. 1º. c) São características do salário o caráter alimentar e forfetário. Ver videoaulas nº 262/263. 2009. como a equivalência de remuneração entre o trabalhador temporário e os empregados da mesma categoria da empresa tomadora dos serviços temporários.com integração. Com efeito. a intermitência. 142 da CLT. embora pagas por terceiros. o art. Errada. de outras parcelas de caráter salarial recebidas habitualmente. aquele menor parâmetro definido por sentença normativa para determinada categoria profissional. pela média duodecimal. O “salário normativo” seria. Maurício Godinho Delgado (8ª ed. a tendência à determinação autônoma e a pósnumeração. a periodicidade. Entretanto. tendo em vista que a equivalência da remuneração entre o trabalhador temporário e os empregados da mesma categoria da empresa tomadora dos serviços temporários é denominada “salário equitativo”. O salário tem como característica a persistência ou continuidade dado o fato de que o contrato de trabalho é de trato sucessivo.

Ver deixadinha nº 38 e videoaula nº 202. conforme art. Logo.contratados e na hipótese de rescisão contratual por culpa recíproca. sob nenhum ponto de vista a assertiva pode ser considerada correta. 133. com efeitos ex nunc. Da mesma forma. c/c o art. pela literalidade da Súmula 29 do TST. ainda que contratados informalmente. conforme art. em caso de culpa recíproca é devido o décimo terceiro salário proporcional. todos da CLT. salvo se o trabalhador tiver percebido da Previdência Social prestações de acidente do trabalho ou de auxílio doença por mais de seis meses. A solução está na interpretação da Súmula nº 51 do TST. seria que a escolha por um dos regulamentos seria irretratável. 15 da Lei nº 8. 468 da CLT. dado o princípio da irrenunciabilidade. 131. Pensamos que a melhor interpretação da Súmula. cujas cláusulas revoguem ou alterem vantagens deferidas. c/c o art. Outra possibilidade. tem direito a suplemento salarial correspondente ao acréscimo da despesa de transporte. Correta.Acerca do instituto das férias. mas a opção seria nula de pleno direito. De qualquer forma. Errada. Para quem já tinha contrato em vigor quando do segundo regulamento (que veio suprimir direitos anteriormente deferidos) nada muda.036/1990. o empregado poderá optar. Ver deixadinha nº 29 e vídeo aulas nº 252/253. Correta. reduzido à metade (Súmula 14 do TST). 25. mas sua desistência será retratável. na hipótese de coexistência de dois regulamentos da empresa. é correto afirmar: 113 . 130. seria a possibilidade de opção por um dos dois regulamentos apenas para os empregados admitidos quando os dois já existiam. Correta. embora descontínuos. Ver deixadinha nº 50 e vídeo aula nº 324. d) A remuneração percebida pelo empregado à época da propositura da ação na Justiça do Trabalho serve de base de cálculo para as férias não concedidas no tempo oportuno. inclusive adicionais eventuais. III. por um deles. mas de qualquer forma não há como considerá-la correta. Correta. nos termos da Súmula 7 do TST. não seria caso de retratação. posto que o ato corresponderia à renúncia do empregado às regras do sistema do outro regulamento (Súmula 51. II). por ato unilateral do empregador. dependendo da interpretação que se dê à Súmula 51. Nesta assertiva a banca fez uma grande confusão com a matéria. dada a indisponibilidade preconizada pelo art. O décimo terceiro salário é devido aos safristas. 24. para local mais distante de sua residência.Assinale a opção incorreta. Ver vídeo aula nº 275. IV. a) O trabalhador transferido. Ver vídeo aula nº 268. acaso se comprove que a escolha ocorreu sobre normas menos favoráveis. b) Observado o princípio protetivo. à luz o princípio da primazia da realidade. Uma das possibilidades é considerar que a opção pelo regulamento menos favorável é ilícita. c) As faltas ou ausências decorrentes de acidente do trabalho não são consideradas para os efeitos de duração de férias. e) A contribuição para o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) incide sobre a remuneração mensal devida ao empregado.

para a sua validação. Ver videoaulas nº 265/266. da CLT. na oportunidade. em que não há prestação de serviço mas há remuneração e contagem do tempo de serviço. a) a depender da livre conveniência do empregador e da necessidade do trabalho. Ver videoaulas nº 259/260. Art. motivo pelo qual. o art. desde que limitado ao valor correspondente a vinte dias do salário. Errada. o que não existe até os dias atuais. porque o abono de férias (conversão de parte das férias em pecúnia) tem natureza indenizatória. depende de lei complementar que a regulamente. 130. nos casos de contratos de duração indeterminada. Errada. há necessidade. conforme combinação dos artigos 139/141 da CLT. 7º. no Direito do Trabalho. §2º. da indicação dos motivos que a ensejaram. Por esta razão. b) o abono de férias concedido na forma da lei. de forma que o período respectivo não é computado como tempo de serviço. 144 da CLT. Errada. nas hipóteses em que a cessação do contrato de trabalho se dá antes do fim do período d) a concessão das férias suspende o contrato de trabalho. Neste sentido. havendo cessação do contrato de trabalho. será devido ao empregado a remuneração em dobro correspondente ao período de férias cujo direito tenha adquirido. Ver videoaula nº 288. a) Após o advento da Constituição de 1988. porque as férias devem ser concedidas. bem como o decorrente de cláusula do contrato de trabalho. um dos quais não poderá ser inferior a 10 (dez) dias corridos. 146 da CLT. conforme art. Este cômputo do período destinado ao gozo de férias como tempo de serviço é expressamente previsto no art. 134 da CLT. I. em regra. porque as férias configuram hipótese típica de interrupção contratual. 114 . e não quando simplesmente adquiridas mas ainda não gozadas. com ruptura de iniciativa do empregador. c) independentemente do tempo de serviço. qualquer que seja sua causa. Errada. então. ainda é admitida no Brasil a denúncia vazia do contrato de trabalho. razão pela qual não integra a remuneração do empregado para quaisquer fins. Ver videoaula nº 255. e os empregados contratados há menos de 12 (doze) meses gozarão. serão as férias concedidas em dois períodos. novo período aquisitivo. 26. do regulamento empresarial. da CRFB/88.Marque a opção correta. pois as férias somente são devidas em dobro quando vencidas. a regra geral baseada no critério da dispensa imotivada. Errada. quando então é correto dizer que um deles não poderá ser inferior a 10 dias corridos. em um único período. férias proporcionais. iniciando-se. de convenção ou acordo coletivo de trabalho integrarão a remuneração do empregado.concessivo. Ver videoaula nº 267. pois a proteção contra a dispensa arbitrária prevista no art. Ver videoaulas nº 249/150. e) poderão ser concedidas férias coletivas a todos os empregados de uma empresa ou de determinados estabelecimentos ou setores. Correta. independentemente do valor e para todos os fins. foi superada. Apenas excepcionalmente admite-se a concessão em dois períodos.

e) Nos contratos a prazo determinado. a deixadinha nº 36. Errada. Ver videoaula nº 289. nos casos em que houver labor no horário compreendido entre 21h e 5h. d) Nos contratos a prazo determinado. não há direito ao levantamento do FGTS. respectivamente. e ainda deve conceder aviso prévio de 30 (trinta) dias ao empregador. embora algumas especificidades ainda remanesçam. Ver videoaula nº 298. com cláusula assecuratória do direito recíproco de rescisão. especificidades no tratamento do trabalhador rural. pois a cláusula assecuratória do direito recíproco de rescisão do contrato por prazo determinado tem como objetivo exatamente liberar as partes da multa dos artigos 479 e 480. 481 da CLT que existente a “cláusula assecuratória” aplicam-se as mesmas regras cabíveis na extinção do contrato a prazo indeterminado. c) Nos contratos a prazo indeterminado. devem ser pagos o décimo terceiro salário proporcional e as férias proporcionais. entretanto. porém a CRFB/88 (art. o aviso prévio. o intervalo intrajornada concedido conforme os usos da região. pois se a extinção antecipada do contrato a termo ocorre por iniciativa do empregador terá o empregado direito ao saque do FGTS. na hipótese de antecipação empresarial em razão de justa causa do trabalhador. o saldo de salários.b) Nos contratos a prazo determinado sem cláusula assecuratória do direito recíproco de rescisão. os efeitos serão idênticos ao de um pedido de demissão. embora sejam devidas férias proporcionais. por exemplo. ocorrendo a chamada extinção anormal. Errada. até porque o trabalho é livre. é devido adicional noturno definido em 25%. 7º. b) No caso dos trabalhadores rurais. não são devidas parcelas trabalhistas remanescentes do período. como. na dispensa por iniciativa do empregado. se a extinção se deu por iniciativa do empregador ou do empregado. não incidindo. acrescidas do 1/3 constitucional. a) Havia exclusão dos trabalhadores rurais do tratamento geral da CLT. Assim. Correta. 27. pois as garantias de emprego protegem o empregado contra despedida arbitrária. quando há pedido de demissão do contratado. Correta. 115 . pois continuam devidas as parcelas já adquiridas como. quando há antecipação por vontade do empregador ou do empregado. das garantias de emprego. havendo pedido de demissão do empregado. é obrigação do empregado e direito do empregador. Ver videoaula nº 287.Marque a opção incorreta. na pecuária. por exemplo. Ver videoaula nº 287. “b”) excluía de sua proteção o rurícola. Errada. de que eventualmente fosse destinatário. e décimo terceiro também proporcional ao período. isto é. Continuam. Por sua vez. Ver videoaula nº 146. o trabalhador indenizará o empregador dos prejuízos decorrentes do rompimento. Neste sentido. por óbvio. mas o trabalhador perde a proteção. caput) igualou trabalhadores urbanos e rurais quanto aos direitos trabalhistas. 7º. A CLT (art. se a extinção antecipada se deu por iniciativa do empregado. acrescidas do 1/3 constitucional. dispõe o art. mas no sistema constitucional atual há plena paridade jurídica entre os trabalhadores urbanos e os rurais. e 20h e 4h. na agricultura. Logo. quando a extinção contratual se dá pela vontade do empregado.

626/1974. Ver videoaula nº 148. conforme artigos 3º-A e 6º-A da Lei 5. classifica a hipótese como de interrupção do contrato de trabalho. Embora a licençamaternidade tenha algumas peculiaridades. e no caso não comporta este tipo de ilação. 43 e 47 da Lei 8. d) Também aos trabalhadores rurais é obrigatória a concessão de um intervalo mínimo de 1 (uma) hora para repouso e alimentação. 543. embora a OJ nº 38 da SBDI-1 do TST se refira à prescrição do rurícola. Errada. 7º da Lei nº 5. do Decreto nº 73. b) Eleição para cargo de direção sindical. a) Licença-maternidade empregada gestante. a partir de liberalidade do empregador) fazem jus ao benefício do segurodesemprego. Portanto. tendo em vista que os trabalhadores em empresas de florestamento e reflorestamento são tidos como rurícolas ainda que se ativem em área urbana. desde a EC 28/2000. o FGTS é facultativo para o empregador doméstico. para as hipóteses anteriores à referida Emenda. 5º. É a regra. foi inclusive mencionada na videoaula nº 68 uma questão anterior da ESAF. como o pagamento do salário (salário-maternidade) a cargo da Previdência. conforme art. Errada. Com efeito. em caso de trabalho contínuo de duração superior a 6 (seis) horas. pois se trata de hipótese de suspensão contratual (art. diferença de tratamento entre o empregado urbano e o rurícola em relação à prescrição. Errada. Ver videoaula nº 154. somente se poderia falar em contagem diferenciada do prazo prescricional como regra de transição. 116 . o FGTS e o segurodesemprego estão previstos em norma de caráter dispositivo. §1º. §2º. Neste sentido. Ver videoaula nº 20. Ademais. 5º da Lei nº 5. 68 e 149. sendo que somente os empregados domésticos vinculados ao regime do FGTS (portanto. 475. por oportuno.213/91).889/1973. quando se ativarem no campo. c) Aposentadoria provisória. seguida pela ESAF desde sempre.889/1973. da CLT). Correta. c/c os arts. c/c o art. pois se trata de hipótese de suspensão contratual (art. Ver videoaulas nº 65. que a alegação de que será interrupção se houver previsão contratual ou em norma coletiva de pagamento dos salários e demais verbas ao empregado não tem o condão de colocar em dúvida a assertiva.859/1972.Correta. c/c a Súmula 160 do TST. Ver videoaula nº 15. sabemos que não mais existe. exercendo tarefas próprias aos rurícolas. Correta. da CLT. Quem assistiu às aulas do Curso Completo (videoaulas 14 e 15) ou ao menos se preocupou em dar uma lidinha na Deixadinha nº 35 acertou a questão sem maiores problemas. Ver videoaula nº 14. conforme art. 28. da Correta. inclusive para eventual contagem diferenciada do prazo prescricional. caput. observados os usos e costumes da região. Observe-se. c) Em se considerando as empresas de reflorestamento. motivo pelo qual dependem de ato voluntário do empregador.Assinale a única opção que enseja a interrupção do contrato de trabalho. e) No caso dos trabalhadores domésticos. a doutrina dominante. sendo o trabalhador considerado incapaz para trabalhar. os trabalhadores serão considerados rurais.

d) Atendimento a encargo público. Ver videoaula nº 304. as normas trabalhistas. e formada por representantes dos trabalhadores e da empregadora. Ver videoaula nº 15. CLT). 30. tendo em vista que o dispositivo aplicável (art. salvo no caso em que o documento seja confeccionado e assinado perante comissão instituída pela empresa. em razão de depósitos insuficientes do período contratual. 117 . Ver videoaula nº 304. firmado por empregado com mais de 1 (um) ano de serviço. Errada. Dessa forma. nos termos do disposto no art. a existência de diferenças da indenização compensatória de 40% sobre o FGTS. CLT) não faz qualquer distinção relativa à modalidade de rescisão contratual operada. §6º. na hipótese de cumprimento de mandato político eletivo. para proceder ao pagamento das verbas rescisórias devidas. Errada. Dada a indisponibilidade que caracteriza. pois é outra hipótese de suspensão contratual (art. somados a eventuais benefícios normalmente oferecidos pelo empregador para que o empregado se interesse pela adesão. 483. Errada. estará impedido de postulá-las. do contrato de trabalho. c/c o art. com dispensa do aviso prévio. como regra. Errado. só será válido quando feito com a assistência do respectivo Sindicato ou perante a autoridade do Ministério do Trabalho e Previdência Social. 477. 472 da CLT). constatando o trabalhador. porque é hipótese de suspensão contratual (não há pagamento de salários nem contagem do tempo de serviço). §8º. não é permitido ao trabalhador renunciar a direitos trabalhistas no âmbito extrajudicial. tendo em vista a parte final da assertiva. “a” e “b”. contado da comunicação do pedido de demissão. e) Prisão provisória do empregado. d) O pagamento das parcelas constante do instrumento de rescisão ou recibo de quitação deverá ser efetuado em até um dia útil nas hipóteses de término do contrato a prazo e de pedido de demissão. inclusive na dispensa por justa causa. o plano de adesão voluntária não tem o condão de substituir a gama de direitos conferidos ao trabalhador. §1º. pelo que deve-se interpretar que a multa é cabível em todos os casos. notadamente mediante os famosos recibos de quitação “plena e irrestrita” dos direitos trabalhistas. 477. b) O pedido de demissão ou recibo de quitação de rescisão. da CLT. Errada. Com efeito. Correta. c) A multa por atraso no pagamento das verbas rescisórias incide mesmo nos casos em que a rescisão contratual tenha-se operado por prática de justa causa pelo trabalhador. §8º. pois na hipótese de pedido de demissão com dispensa do aviso prévio o empregador terá até o décimo dia. a comissão de conciliação prévia não tem atribuição para prestar assistência à homologação da rescisão do contrato de trabalho (art. acaso tenha conferido ao empregador ampla quitação na transação extrajudicial realizada para adesão ao plano de demissão voluntária. a) Em face do princípio da autonomia da vontade. Ver videoaula nº 15.Marque a opção correta. após a homologação da rescisão contratual. 477. Ver videoaula nº 303. pelo que se aplicam os mesmos efeitos da dispensa imotivada.

caso contrário. por contrariar a literalidade do art. das contribuições previdenciárias e demais obrigações devidas ao trabalhador portuário. é descaracterizado quando há participação na venda dos produtos da atividade exercida. nos termos do art. o pagamento das verbas rescisórias poderá ser realizado em dinheiro ou cheque.Assinale a opção correta. da Lei nº 9. 2º. porque o trabalho é proibido aos menores de 14 anos mesmo na condição de aprendiz. hipótese em que serão assegurados ao adolescente apenas os direitos trabalhistas. 477. d) É proibido qualquer trabalho a menores de 14 (quatorze) anos de idade. Ver videoaula nº 304. e) Salvo em situações excepcionais. enquanto o órgão gestor de mão-de-obra detém responsabilidade subsidiária por tais encargos. II. TRT/ALAGOAS TÉCNICO – 2008 – FCC – 31. §4º. Correta. conforme a literalidade do art. Mário. pois a atribuição em referência é do OGMO. 2º. e aos maiores de 14 anos. salvo na condição de aprendiz. XXXIII. Ver texto-resumo do Capítulo 28 do Curso Completo. pois o operador portuário e o OGMO são solidariamente responsáveis pelo pagamento dos encargos trabalhistas e das contribuições previdenciárias. Ver videoaula nº 159. Mário falsificou certidão de nascimento de filho para receber salário-família. na condição de aprendiz. c) Cabe ao operador portuário efetuar o pagamento da remuneração pelos serviços executados e das parcelas referentes a décimo terceiro salário e férias. Ver texto-resumo do Capítulo 28 do Curso Completo. Errada. Ver videoaula nº 159. asseguramse ao aprendiz não só os direitos trabalhistas. II. deverá ser feito apenas em espécie. §2º.719/1998. João utilizou-se do email corporativo da empresa empregadora para enviar material pornográfico. Nesses casos. respectivamente. Além disso. 7º. da CRFB/88). e não do operador portuário. poderão ser dispensados com justa causa pela prática. ao trabalhador Errada. pois o trabalhador analfabeto deverá receber o seu salário necessariamente em dinheiro. Errada. Joana desobedeceu norma de caráter geral da empresa. Errada. no curso de programa social sob responsabilidade de entidade governamental ou não governamental sem fins lucrativos. conforme art. do ECA. como também os direitos previdenciários (art. no caso de trabalhador analfabeto. 31. Ver videoaula nº 159. 8º da Lei nº 9.e) Conforme previsão legal pertinente ao tema. sendo lícito o trabalho aos maiores de 16 anos. João e Joana. acaso o ato seja acompanhado por duas testemunhas. na escalação diária do trabalhador portuário avulso deverá sempre ser observado um intervalo mínimo de onze horas consecutivas entre duas jornadas.719/1998. da Lei nº 9. a) O operador portuário é o responsável principal pelo pagamento dos encargos trabalhistas. 4º. da CLT. 68. de ato de 118 . conforme art. diretamente portuário avulso. b) O caráter educativo do trabalho desenvolvido pelo adolescente. Errada. constantes de acordo ou convenção coletiva de trabalho.719/1998.

(E) indisciplina. Peço licença então para citar o ilustre professor: “Consiste o ato de improbidade na desonestidade. Não obstante. mau procedimento e indisciplina. percebe-se que a banca seguiu exatamente o entendimento do Prof. terão direito ao saláriofamília apenas. a 119 . incontinência conduta e indisciplina.(A) improbidade. um dos autores mais indicados para concursos para analista e técnico dos TRT. Daniela possui uma filha de 11 anos de idade e Dora possui um filho inválido com 33 anos de idade. Diana possui uma filha de 13 anos de idade. sendo inclusive previsto na lei de benefícios da Previdência Social (Lei nº 8. Daniela e Dora são empregadas da empresa XXCC. (SARAIVA. direcionadas a todos os empregados (…). (D) Daniela e Ana. bem como (C) incontinência de conduta. 3ª Ed. Pois bem. sendo beneficiários dele os segurados empregados. (D) incontinência de conduta. (E) Aline e Diana. de de insubordinação consiste no descumprimento de ordens pessoais de serviço. São Paulo : Editora Método. (B) improbidade. Renato Saraiva. Por sua vez. que leva à perturbação do ambiente de trabalho ou mesmo prejudica suas obrigações contratuais. Direito do Trabalho Para Concursos Públicos. como a prática de obscenidades e pornografia nas dependências da empresa”. dadas diretamente pelo empregador ou pelo superior hierárquico ao obreiro”. o salário-família está previsto nos artigos 65 a 70 da Lei nº 8. Daniela e Dora. 254/258). Não sei se por conveniência ou por falta de rigor técnico. urbanos ou rurais. incontinência conduta e insubordinação. fraude. com o objetivo de alcançar vantagem para si ou para outrem. exceto o doméstico. Com efeito. mau procedimento e insubordinação. pois a doutrina é extremamente oscilante no tocante à caracterização das hipóteses legais de falta grave. Daniela e Dora.213/1991). “A indisciplina no serviço consiste no descumprimento de ordens emanadas em caráter geral. pois a rigor não é matéria trabalhista. 32. Ana possui um filho com 17 anos de idade. o gabarito é letra “B”. Diana. e sim previdenciária. Aline possui um casal de gêmeos com 14 anos de idade. Comentário: Esta questão poderia dar “pano para manga”. Ana. 2005. (…) Podemos citar como exemplo (…) a falsificação de documentos para obter vantagem ilícita na empresa…” “Incontinência de conduta é o desregramento ligado à vida sexual do indivíduo. (A) Aline e Dora. ato lesivo da honra praticado em serviço e insubordinação. Renato. (C) Diana. que provoque risco ou prejuízo à integridade patrimonial do empregador ou de terceiro. a natureza jurídica do salário-família é benefício previdenciário.213/1991. pg. Comentário: Outra questão estranha. má-fé do obreiro. Nesses casos. Aline. a banca desconsiderou tal fato e incluiu o salário-família no conteúdo programático de Direito do Trabalho. Diana. (B) Ana. Assim.

o trabalhador avulso, que tenham filhos menores de 14 anos ou inválidos de qualquer idade. Isso posto, das empregadas da empresa XXCC mencionadas no enunciado da questão apenas Diana, Daniela e Dora terão direito ao salário-família (gabarito letra “C”). 33. Carlos, César e Cícero trabalham na empresa DDAA. Durante o período aquisitivo de férias Carlos possuiu 5 faltas injustificadas, César possuiu 12 faltas injustificadas e Cícero possuiu 8 faltas injustificadas. Nesses casos, de acordo com a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), Carlos, César e Cícero terão direito, respectivamente, a (A) 24, 18 e 12 dias de férias. (B) 30, 24 e 18 dias de férias. (C) 24, 18 e 18 dias de férias. (D) 30, 24 e 24 dias de férias. (E) 30, 24 e 15 dias de férias. Comentário: Aplicação literal do art. 130 da CLT. Gabarito letra “D”. 34. Mário, empregado da empresa KILO, registrou sua candidatura como diretor suplente do sindicato de sua categoria de trabalho. Passadas as eleições, Mário recebeu a boa notícia de que havia sido eleito. Neste caso, Mário (A) poderá ser dispensado a qualquer momento, tendo em vista que foi eleito como diretor suplente de sindicato. (B) terá vedada a sua dispensa a partir do registro de sua candidatura até um ano após o final do seu mandato, salvo se cometer falta grave.

(C) terá vedada a sua dispensa a partir do resultado oficial das eleições até um ano após o final do seu mandato, salvo se cometer falta grave. (D) terá vedada a sua dispensa a partir do registro de sua candidatura até seis meses após o final do seu mandato, salvo se cometer falta grave. (E) terá vedada a sua dispensa a partir do resultado oficial das eleições até seis meses após o final do seu mandato, salvo se cometer falta grave. Comentário: O art. 543, §3º, da CLT, dispõe que “Fica vedada a dispensa do empregado sindicalizado ou associado, a partir do momento do registro de sua candidatura a cargo de direção ou representação de entidade sindical ou de associação profissional, até 1 (um) ano após o final do seu mandato, caso seja eleito inclusive como suplente, salvo se cometer falta grave devidamente apurada nos termos desta Consolidação.” Logo, o gabarito é letra “B”. 35. Considere as assertivas abaixo a respeito da jornada de trabalho. I. Não serão descontadas nem computadas como jornada extraordinária as variações de horário no registro de ponto não excedentes de cinco minutos, observado o limite máximo de dez minutos diários. II. A limitação legal da jornada suplementar a duas horas diárias não exime o empregador de pagar todas as horas trabalhadas. III. Os chefes de departamento não possuem direito ao pagamento de horas extras, uma vez que se equiparam aos gerentes.

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IV. Em regra, o tempo despendido pelo empregado até o local de trabalho e para o seu retorno, por qualquer meio de transporte, será computado na jornada de trabalho. É correto o que se afirma, APENAS, em (A) I, II e III. (B) II, III e IV. (C) III e IV. (D) II e III. (E) I e II. Comentário: Vejamos os itens um a um. I – correto, pela literalidade do art. 58, §1º, da CLT; II – correto, por aplicação de princípio geral do direito (vedação ao enriquecimento ilícito – no caso, do empregador) e pelo teor da Súmula 376 do TST; III – correto, pela literalidade do art. 62, II, da CLT; IV – incorreto, tendo em vista em regra o tempo de deslocamento do trabalhador não é computado em sua jornada de trabalho, nos termos do art. 58, §2º, da CLT. Assim, o gabarito é letra “A”. 36. A transferência do empregado que labora no período noturno para o período diurno de trabalho (A) não implicará na perda do direito ao adicional noturno, uma vez que a CLT veda a redução salarial. (B) não implicará na perda do direito ao adicional noturno, uma vez que este já se encontrava integralizado no salário do reclamante.

(C) implicará na perda do direito ao adicional noturno, mas fará jus o reclamante ao pagamento de multa no valor de três salários mínimos. (D) implicará na perda do direito ao adicional noturno, visto tratar-se de um benefício para a higidez física e mental do trabalhador. (E) implicará na perda do direito ao adicional noturno, mas fará jus o reclamante ao pagamento de multa no valor dos últimos cinco salários recebidos. Comentário: O trabalho noturno é considerado prejudicial à saúde e à higidez física do trabalhador, razão pela qual a transferência do horário noturno para o horário diurno é benéfica ao empregado. Assim, tal transferência implica na perda do adicional noturno, não cabendo qualquer tipo de indenização. Neste sentido, a Súmula 265 do TST. Gabarito letra “D”. 37. Eduardo solicitou a sua demissão da empresa XCV, tendo em vista que lhe foi oferecida outra oportunidade de trabalho com salário superior ao que está recebendo. Neste caso, Eduardo (A) só poderá deixar de cumprir o aviso prévio se a empresa empregadora autorizar expressamente, não podendo sofrer qualquer desconto no pagamento de suas verbas rescisórias. (B) não poderá deixar de cumprir o aviso prévio, tendo em vista que o empregador necessita deste prazo para recompor o quadro de funcionários da empresa. (C) poderá deixar de cumprir o aviso prévio, mas não poderá sofrer qualquer desconto no pagamento de suas verbas rescisórias, sendo

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garantia Magna.

social

prevista

na

Carta

desde que obedeça o prazo máximo total de 90 dias. Comentário: Os contratos a prazo determinado podem ser prorrogados uma única vez (art. 451 da CLT) e o contrato de experiência tem duração máxima de 90 dias (art. 445, parágrafo único, da CLT). Assim, da combinação dos dois dispositivos, temos que o contrato de Ana pode ser prorrogado uma única vez, pelo prazo máximo de 60 dias (de forma que a soma do contrato e da prorrogação não ultrapasse 90 dias). Gabarito letra “A”. 39. Mário, empregado da empresa TITO, será pai pela segunda vez. Porém, seu segundo filho nascerá da união estável que mantém com Joana. Neste caso, Mário (A) terá direito a licença paternidade, podendo não comparecer ao serviço pelo prazo de sete dias. (B) não terá direito a licença paternidade uma vez que não é casado legalmente com Joana. (C) terá direito a licença paternidade, podendo não comparecer ao serviço pelo prazo de três dias. (D) não terá direito a licença paternidade uma vez que a licença paternidade só é devida no nascimento do primeiro filho. (E) terá direito a licença paternidade, podendo não comparecer ao serviço pelo prazo de cinco dias. Comentário: A redação original do art. 473, III, da CLT, prevê que o empregado pode deixar de comparecer ao serviço, sem prejuízo do salário, “por um dia, em caso de nascimento de filho, no decorrer da primeira semana”. Entretanto, tal dispositivo foi alterado tacitamente pelo art. 7º, XIX, da

(D) poderá deixar de cumprir o aviso prévio, mas o não cumprimento pode ensejar o desconto de até 30% do salário recebido pelo reclamante. (E) poderá deixar de cumprir o aviso prévio, mas o não cumprimento pode ensejar o desconto dos salários correspondentes ao prazo respectivo. Comentário: O trabalho humano é livre, pelo que ninguém é obrigado a trabalhar (ou a continuar trabalhando) para quem quer que seja. Entretanto, se o empregador pede demissão e não cumpre o aviso prévio o empregador pode descontar das verbas rescisórias os salários correspondentes ao prazo do aviso prévio, nos termos do art. 487, §2º, da CLT. Logo, o gabarito é letra “E”. 38. A empresa FIGA celebrou contrato de experiência com Ana pelo prazo de 30 dias. Quando terminar o prazo contratado a empresa pretende prorrogar o referido contrato. Neste caso, a empresa (A) poderá prorrogar o contrato uma única vez pelo prazo máximo de 60 dias. (B) não poderá prorrogar o contrato sob pena de ser considerado o contrato por prazo indeterminado. (C) poderá prorrogar o contrato quantas vezes forem necessárias desde que obedeça o prazo máximo total de 120 dias. (D) poderá prorrogar o contrato uma única vez pelo prazo máximo de 90 dias. (E) poderá prorrogar quantas vezes forem o contrato necessárias

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ou de terceiro. gratificações ajustadas. Gabarito letra “C”. 40. (D) as comissões. até um ano após o final do mandato. nos termos da lei”. como também (A) as comissões. de cinco dias. TRT/ES. c/c o art. gratificações ajustadas.A improbidade é motivo para a demissão do empregado por justa causa. Como ainda não existe lei regulamentando a matéria. 457. relacionado ou não com o trabalho. o furto. salvo se cometerem falta grave. da CLT. §1º. §1º da CLT. relacionada ou não com o trabalho. Comentário: Literalidade do art. Dessa forma. 7º. até 1 (um) ano após o final do mandato. percentagens. até que “a lei venha a disciplinar o disposto no art. a extorsão. Comentários: A improbidade está arrolada no art. percentagens. “é vedada a dispensa dos representantes dos empregados membros da Comissão de Conciliação Prévia. vale o prazo previsto no ADCT. Constitui improbidade o ato lesivo contra o patrimônio da empresa. 482 da CLT como motivo de justa causa que justifica a rescisão do contrato de trabalho por parte do empregador. 10.É vedada a dispensa dos representantes dos empregados membros das comissões de conciliação prévia. (B) as comissões. salvo se cometerem falta grave. a afirmativa está 2 . isto é. inciso XIX”. qual seja. CESPE. Os livros e as apostilas conceituam improbidade como a conduta do empregado que lesa o patrimônio da empresa ou mesmo de terceiro. diárias para viagens que excedam 50% do salário percebido pelo empregado e abonos pagos pelo empregador. De acordo com a CLT. que a chamada “licença-paternidade” nada mais é que um caso de interrupção do contrato de trabalho. integram o salário. 123 . ajudas de custo e diárias para viagens que não excedam 50% do salário percebido pelo empregado. (E) as comissões. §1º. Comentários: De acordo com o art. por oportuno. preencha a condição estipulada. (C) as comissões. do ADCT. A afirmativa está correta. a apropriação indébita etc. diárias para viagens que não excedam 50% do salário percebido pelo empregado e abonos pagos pelo empregador. Gabarito letra “E”. percentagens. 625-B. ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA. Como exemplo de improbidade temos o roubo. 2009. correta. no curso do contrato de trabalho. percentagens. gratificações ajustadas. licença remunerada concedida por lei ao empregado que. abonos pagos pelo empregador e as ajudas de custo.CRFB/88. ajudas de custo e diárias para viagens que excedam 50% do salário percebido pelo empregado. percentagens. titulares e suplentes. titulares e suplentes. os quais prevêem o prazo de cinco dias para a licença-paternidade. 1 . dentre outras verbas. não só a importância fixa estipulada. Resta esclarecer.

Dessa forma. A afirmativa está correta. que são prestações in natura que a empresa fornece habitualmente aos empregados por força do contrato de trabalho. para que o empregador possa aplicar a justa causa. Dessa forma. A decisão a seguir mostra bem o entendimento do TST a respeito da ocorrência policial: JUSTA CAUSA CONFIGURAÇÃO JUSTA CAUSA – Necessidade de boletim de ocorrência. 82 da CLT. a afirmativa está errada. um empregado tenha agredido fisicamente um colega de trabalho. como por tetemunhas. alínea “j”. deve providenciar a ocorrência policial do fato na delegacia de polícia competente. II. assim como as diárias para viagem que não excedam de 50% (cinqüenta por cento) do salário percebido pelo empregado" (grifei). a afirmativa está Comentários: Conforme a súmula 339 do TST. 7 . por isso a afirmativa está errada. Comentários: Segundo o art. Pelo fato da ajuda de custo ter natureza indenizatória não integra o salário. Juiz Sérgio Pinto Martins – DOESP 15. do ADCT. em determinada empresa. “O salário mínimo pago em dinheiro não será inferior a 30% (trinta por cento) do salário mínimo fixado para a região.Empregado eleito como suplente para cargo de direção da comissão interna de prevenção de acidentes (CIPA) goza da estabilidade provisória desde o registro de sua candidatura até um ano após o final de seu mandato. salvo em legítima defesa própria ou de outrem. que pode ser provada por outros meios de prova. 5 . 4 . ofensas físicas praticadas contra qualquer pessoa. 6 . constituem justa causa para rescisão do contrato de trabalho pelo empregador. zona ou subzona”.Os empregados de empresas distribuidoras e corretoras de títulos e valores mobiliários têm direito à 124 . goza de estabilidade provisória. 10. “a”. o suplente da CIPA goza da garantia de emprego prevista no art. o empregado eleito para cargo de direção da comissão interna de prevenção de acidentes (CIPA). no horário normal de expediente.A ajuda de custo paga ao empregado para a cobertura de despesas na sua transferência para outra localidade integra o seu salário para todos os efeitos. Comentários: Conforme o §2º do art.02. não há tal exigência na lei. Tal documento não é fundamental para a caracterização da justa causa. Comentários: Conforme o parágrafo único do art. 482.2002). (TRT 2ª R. o salário pago em utilidades não deve ser mais que 70% do salário contratual do empregado. Boletim de ocorrência é elemento meramente informativo à autoridade policial para que tome as providências que entender cabíveis. – Rel. Nessa situação. desde a candidatura até 1 ano após o final do mandato.3 . Por tudo errada. "não se incluem nos salários as ajudas de custo. isso.Considere que.A totalidade do salário pode ser paga em utilidades. Quanto à necessidade de providenciar a ocorrência policial do fato. Ainda que suplente. – RO 20010184818 – (20020067717) – 3ª T. 457 da CLT.

Comentários: Essa afirmativa poderia ser resolvida com o conhecimento da respeito da súmula 85 do TST: I . se realizado em caráter intermitente. condições ou métodos de trabalho. portanto. sendo devido apenas o respectivo adicional. 7º. XXIII.O acordo individual para compensação de horas é válido. insalubres ou perigosas. 189 da CLT. IV . acima dos limites de tolerância fixados em razão da natureza e da intensidade do agente e do tempo de exposição aos seus efeitos”. Portanto.O trabalho executado em condições insalubres. se não dilatada a jornada máxima semanal.O acordo individual pactuado entre um empregado e o empregador com o objetivo de compensação de horas não possui qualquer validade. 8 .A compensação de jornada de trabalho deve ser ajustada por acordo individual escrito. deverá ser pago a mais apenas o adicional por trabalho extraordinário. só por essa circunstância. 9 . o empregado trabalha parte da sua jornada com ruídos considerados insalubres.O mero não-atendimento das exigências legais para a compensação de jornada. 125 . acordo coletivo ou convenção coletiva. Nesta hipótese. salvo se houver norma coletiva em sentido contrário. III . Comentários: trabalho especial dos Conforme a súmula 119 do TST: Os empregados de empresas distribuidoras e corretoras de títulos e valores mobiliários não têm direito à jornada especial dos bancários. II . por sua natureza. Comentários: Conforme o art. A alternativa. o adicional é devido.A prestação de horas extras habituais descaracteriza o acordo de compensação de jornada. Assim.jornada de bancários. está errada. na forma da lei. o direito à percepção do respectivo adicional”. se por exemplo. não implica a repetição do pagamento das horas excedentes à jornada normal diária. não afasta. exponham os empregados a agentes nocivos à saúde. “serão consideradas atividades ou operações insalubres aquelas que. inclusive quando encetada mediante acordo tácito. afasta o direito de recebimento do adicional de insalubridade. da CF/1988 estabelece que o empregado tem direito ao “adicional de remuneração para as atividades penosas. a afirmativa está errada.” Poderia surgir a seguinte dúvida: Se o empregado não trabalha continuamente em condições insalubres ainda assim tem direito a esse adicional? A súmula 47 do TST responde a esse questionamento: “O trabalho executado em condições insalubres. Assim. é perfeitamente possível que a compensação de horas possa ser ajustada por acordo individual de trabalho desde que seja feito por escrito e não haja acordo coletivo ou convenção coletiva em sentido contrário. O art. as horas que ultrapassarem a jornada semanal normal deverão ser pagas como horas extraordinárias e. de forma proporcional ao tempo de exposição. quanto àquelas destinadas à compensação. em caráter intermitente.

134. CLT). 2009. Para que uma empresa possa conceder aos seus empregados férias coletivas. devendo ser concedidas em um só período (art. pois a regra é que as férias não podem ser fracionadas. “caput”. Cespe. não realizarem os atos dentro dos prazos fixados serão descontados em seus vencimentos. mas um deles não pode ser inferior a 10 dias corridos (§1º do art. A afirmativa “Para que uma empresa possa conceder aos seus empregados férias coletivas. Se as férias fossem coletivas. pois há um entendimento recente que defende que o empregador compra se quiser. sem motivo justificado. em tantos dias quantos os do excesso". Inadmite-se o fracionamento das férias aos menores de 18 anos e aos maiores de 50 anos de idade. 2009. Cespe. o Cespe considerou a afirmação errada. em tantos dias quantos os do excesso. Todavia. CESPE. uma vez que o §2º do art. não realizarem os atos. Técnico Judiciário – Área Administrativa. a afirmativa do Cespe está errada 1) TRT/ES. 1 . 139. 2009. 2009. dentro dos prazos fixados. serão descontados em seus vencimentos.Os serventuários que. Comentários: A afirmativa “O período de gozo de férias pode ser fracionado. Se no gabarito definitivo essa resposta for mantida. CLT). mas o fracionamento não pode ser inferior a 15 dias corridos” está errada. 134 da CLT é claro ao estabelecer que “aos menores de 18 (dezoito) anos e aos menores de 50 (cinquenta) anos de idade. 134. TÉCNICO JUDICIÁRIO – ÁREA ADMINISTRATIVA. as férias serão sempre concedidas de uma só vez”. CLT). em casos excepcionais. mas. deve solicitar a autorização prévia do sindicato dos trabalhadores e da Superintendência Regional do Trabalho. nenhum dos dois períodos poderá ser inferior a 10 dias corridos (§1º do art. 2009. Cespe. Analista Judiciário – Área Judiciária. sem motivo justificado. devemos ter o seguinte raciocínio numa prova do Cespe: a venda de um terço das férias é faculdade do empregado e independe de concordância do empregador. 2) TRT/ES. 126 . mas o fracionamento não pode ser inferior a 15 dias corridos. a afirmativa está correta. 712 da CLT do candidato: "Os serventuários que. O período de gozo de férias pode ser fracionado. no gabarito provisório. A afirmação “Inadmite-se o fracionamento das férias aos menores de 18 anos e aos maiores de 50 anos de idade” está certa. Assim. poderá haver fracionamento em dois períodos. Analista Judiciário – Área Judiciária. Comentários: A afirmativa cobra o conhecimento literal do parágrado único do art. Técnico Judiciário – Área Administrativa. A segunda afirmação “A conversão de um terço do período de férias em dinheiro depende da concordância expressa do empregador” é um pouco polêmica. 1) TRT/ES. deve solicitar a autorização prévia do sindicato dos TRT/ES. 2) TRT/ES. A conversão de um terço do período de férias em dinheiro depende da concordância expressa do empregador. Cespe.Dessa forma.

é devido o salário e o depósito do FGTS na conta vinculada do empregado. (C) ao aviso prévio. não é necessário solicitar autorização. sob pena de caracterizar enriquecimento sem causa do empregador. A alternativa correta. é importante lermos leis esparsas.No trabalho em regime de tempo parcial. Comentários: Como já disse anteriormente. se a prestação de serviços foi realizada. 37 da CR/88. uma vez mantido o direito ao salário. Comentários: O art. a nãoobservância do concurso público para investidura em cargo ou emprego público implica em nulidade do ato e na punição da autoridade da responsável. como a lei que dispõe sobre o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS). Só a título de curiosidade. produz ainda alguns efeitos.036/90. Segundo o §2º do art. 19-A da Lei nº 8.O trabalhador cujo contrato de trabalho tenha sido declarado nulo por ter sido admitido no serviço público sem concurso público (artigo 37.58-A da CLT determina que “considera-se trabalho em tempo parcial aquele cuja duração não exceda a 25 (vinte e cinco) horas semanais”. Assim.trabalhadores e da Superintendência Regional do Trabalho” está errada. conforme o art. § 2o da Constituição Federal). (E) à estabilidade decorrente acidente de trabalho. não há como o empregador devolver a mão-de-obra do empregado. é a D. é correto afirmar: (A) Deve ser necessariamente cumprido entre 25 e 44 horas semanais. o empregador deverá simplesmente comunicar ao órgão local do Ministério do Trabalho. TRT/ 5ª REGIÃO/ FCC/ ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA ADMINISTRATIVA. 2003. desde que pactuado individualmente com o empregador. apesar de nulo. também (A) ao seguro desemprego. 1 . já que não há como voltar à situação anterior. A letra D é a correta. (D) Trabalho em regime de tempo parcial é aquele cuja duração não exceda a 25 horas semanais. (E) Os empregados atuais poderão optar pelo regime em tempo parcial. (D) aos depósitos do FGTS na conta vinculada. Lei nº 8. faz jus. o órgão local do Ministério do Trabalho (e Emprego) que era denominado Delegacia Regional do Trabalho. o ato.036/90. agora passou a ser Superintendência Regional do Trabalho (e Emprego) pelo Decreto autônomo nº 6. 139 da CLT. (C) Os empregados admitidos sob o regime de tempo parcial receberão o mesmo salário nominal que aqueles que cumprem as mesmas funções em tempo integral. portanto.341/2008 Trabalho. 127 . 1 . (B) Os atuais empregados não podem optar pelo regime de trabalho em tempo parcial. Todavia. no Direito do de TRT-PI/ FCC/ ANALISTA – ÁREA JUDICIÁRIA/ 2004. (B) à gratificação de natal. Conforme o §2º do Art.

4 . (D) os princípios gerais de direito. (B) trinta dias. e até o dia vinte de dezembro a metade restante. Comentários: O art. exclusivamente. 59. (C) entre os meses de fevereiro a novembro. o adiantamento da gratificação natalina (ou décimo terceiro) deverá acontecer entre os meses de fevereiro a novembro de 128 . incompatível com os trabalhistas. preferencialmente. de maneira que não exceda. a critério do empregador. §2º da CLT. o direito processual comum será fonte subsidiária do direito processual do trabalho. (B) entre os meses de fevereiro a novembro a antecipação da metade do valor devido a todos os empregados. exceto naquilo em que for incompatível com as normas deste título”. exclusivamente. de uma só vez. (E) o direito comum como fonte subsidiária obrigatória em todos os casos.Não existindo disposição legal trabalhista. ou analogia. (A) sempre no mês de dezembro.749/65. as decisões da Justiça do Trabalho e das autoridades administrativas deverão considerar (A) o direito comum.Na hipótese de excesso de horas de trabalho em um dia. podendo. e até o final do mês de dezembro a metade restante. Dessa forma. (E) no mês de dezembro. (C) a jurisprudência exclusivamente. Cabe ressaltar ainda que o título em que esse artigo está inserido é “Do processo judiciário do trabalho”. de uma só vez. pelo empregador aos empregados. por força do acordo ou convenção coletiva de trabalho. no período máximo de 1 (um) ano. o excesso de horas em um dia for compensado pela correspondente diminuição em outro dia. (D)) um ano. a alternativa correta é a A. ser parcelado em até duas vezes. a todos os empregados. prevendo a compensação no período máximo de (A) sete dias.O pagamento do décimo terceiro salário (gratificação de natal). salvo se preceitos Comentários: Conforme o art. Comentários: De acordo com o “caput” do art. O ajuste deverá ser feito por acordo ou convenção coletiva. 2º da Lei 4.2 . poderá ser dispensado o acréscimo de salário ao empregado desde que ajustada compensação pela correspondente diminuição em outro dia. Assim. poderá ser dispensado o acréscimo de salário se. 3 . de uma só vez. à soma das jornadas. nem seja ultrapassado o limite máximo de 10 (dez) horas diárias. 769 da CLT estabelece que “nos casos omissos. (E) dois anos. a todos os empregados. deverá ser efetivado: (B) a analogia e os usos e costumes. (D) entre os meses de fevereiro a novembro a antecipação da metade do valor devido a todos os empregados. (C) cento e vinte dias. a todos os empregados. a alternativa correta é a D. obrigatoriamente.

É considerado trabalho noturno. c) a contagem do tempo de serviço. o trabalho noturno terá remuneração superior à do diurno e. 73 da CLT estabelece que a hora noturna deverá ser computada como de 52 minutos e 30 segundos. O §1º do art. 2º da Lei 4. a alternativa correta é a letra B. Até o dia 20 de dezembro de cada ano deverá ser pago o restante da gratificação. sobre a hora diurna”. Comentários: A CLT. conforme o §1º do art. (B) repouso obrigatório de 10 (dez) minutos a cada 90 (noventa) minutos trabalhados. TRT-ES/ 17ª REGIÃO/ÁREA ADMINISTRATIVA/JUDICIÁRIA/2004 . pelo menos. (D) jornada limitada a 6 (seis) horas diárias. O empregador. o art.Sendo o trabalho noturno mais penoso ao trabalhador. (E) período mínimo de 15 (quinze) horas de descanso entre uma jornada e outra. Essa é a hora noturna do trabalho urbano. 1 . para esse efeito. segundo o §2º do art. 73 da CLT.cada ano. Há incompatibilidade entre o contrato de trabalho por prazo determinado e a) a prestação de serviços de caráter transitório. não estará obrigado a pagar esse adiantamento a todos os seus empregados de uma só vez. Se a questão se referir a trabalho urbano ou for omissa. (C) proibição do trabalho extraordinário e remuneração acrescida de 50% sobre a hora diurna. sua remuneração terá um acréscimo de 20% (vinte por cento). Só devemos aplicar os horários do trabalho rural se a questão expressamente se referir a esse tipo de trabalho. como a questão acima apresentada. aquele executado entre as 22 horas de um dia e as 5 horas do dia seguinte. Assim. trabalho urbano. d) a forma não escrita. ESPECIALIDADE EXECUÇÃO DE MANDADOS/ 2006. já que o trabalho rural possui dois horários: uma para a pecuária (ente as 20 e as 4 horas) e uma para a agricultura (entre as 21 as 5 horas).ÁREA JUDICIÁRIA. merece proteção especial consistente em cômputo da hora noturna reduzida (52 minutos e 30 segundos) e remuneração acrescida de 20% sobre a hora diurna”. TRT 6ª REGIÃO/ FCC/ ANALISTA JUDICIÁRIO . b) o contrato de experiência. 73. diferente da hora noturna rural que é 60 minutos. “caput”. a alternativa correta é a letra A “Sendo o trabalho noturno mais penoso ao trabalhador. Dessa forma. devemos usar a regra geral. determina que “salvo em casos de revezamento semanal ou quinzenal. e) a garantia de emprego. tanto para a pecuária quanto para a agricultura.749/65. verbalmente ou por 129 . 443 da CLT estabelece que: “O contrato individual de trabalho poderá ser acordado tácita ou expressamente. Comentários: Como já tivemos a oportunidade de ver. no art. merece proteção especial consistente em (A) cômputo da hora noturna reduzida (52 minutos e 30 segundos) e remuneração acrescida de 20% sobre a hora diurna.

) as partes já sabiam desde o início quando terminaria o pacto laboral.escrito e por prazo determinado ou indeterminado” (grifamos). bem como o descumprimento de ordens gerais configuram.. o contrato a prazo determinado tem um termo. CLT.Para efeito de justa causa de rescisão do contrato de trabalho pelo empregador. O contrato por prazo determinado só necessariamente deverá ser escrito nos contratos de experiência. mesmo se a empregada ficar grávida. Se houver mais de uma prorrogação o contrato transforma-se em indeterminado desde o início. Segundo o § 2º do art. Contrato de experiência. a letra correta é a E. 1 . Tanto o empregador como o empregado sabiam desde o primeiro dia do pacto quando este terminaria. Assim. respectivamente. d) improbidade e indisciplina. § 2º do art. exceto o que diz respeito à extinção. Assim. os motivos para a contratação por prazo determinado são os seguintes: Serviço cuja natureza transitoriedade justifique predeterminação de prazo. pois as partes sabiam que o contrato de trabalho terminaria no último dia acordado. Alcançado o termo certo. Por tudo isso. nem violando a lei. não há prorrogação. mas se extrapolado o prazo máximo de 2 anos. procedimento e 130 . 443. uma data certa para a expirar. 443. Assim. b) negociação procedimento. suspensão ou interrupção do contrato de trabalho. o empregador não está impedindo o empregado de trabalhar. conforme a alínea “a”. já que há termo certo para o contrato ser extinto. pouco importando se a pessoa tem ou não garantia de emprego. O contrato de experiência também é uma das causas que autorizam a contratação por prazo determinado de acordo com o art. se não terá de observar a garantia de emprego.. Atividade empresarial transitório. “b” da CLT. A prestação de serviços de caráter transitório é plenamente compatível com o contrato de trabalho por prazo determinado. Somente é aceita uma única prorrogação durante o prazo máximo de vigência. e) mau insubordinação. Segundo a lição de Sérgio Pinto Martins. §2º. CLT. Cabe ressaltar que o contrato por prazo determinado possui todas as garantias do contrato por prazo indeterminado. apenas há a cessação do contrato de trabalho no último dia acordado”. pelo empregado. de ou a Dessa forma. “(. o contrato será considerado indeterminado desde o início. a) incontinência indisciplina. a retenção de valores que pertencem à empresa. Isto é. mas no último dia termina o pacto laboral. o termo pode ser certo ou incerto. já que é uma das causas que permitem a contratação por prazo determinado. Nos por motivo de transitoriedade da atividade ou do serviço. 443. de conduta e habitual e mau c) improbidade e desídia. fica claro que há incompatibilidade entre o contrato de trabalho por prazo determinado e a garantia de emprego. caráter TRT-SP/ 2ª REGIÃO/ÁREA ADMINISTRATIVA/2004. o contrato termina de forma natural.

Já que caso houver permissão do empregador. i) abandono de emprego. l) prática constante de jogos de azar”. Como exemplo o empregado surpreendido nas proximidades do local de trabalho sem permissão para sua retirada. a justa causa não será caracterizada. b) incontinência de conduta ou mau procedimento.Comentários: O art. perversidade. São obscenidades praticadas a libertinagem. Como exemplo o assédio sexual. imoralidade. pois a lei é bem clara. que configuram a incontinência de conduta”. própria ou de outrem. o empregado justificar suas faltas com atestados médicos falsos etc. salvo em caso de legítima defesa. ou for prejudicial ao serviço. Mas afirma que “o mau procedimento vem a ser um ato faltoso que não pode ser enquadrado nas demais alíneas do art. ato de improbidade “significa má qualidade. e) desídia no desempenho respectivas funções. j) ato lesivo da honra dou da boa fama praticado no serviço contra qualquer pessoa. h) ato de indisciplina insubordinação. a apropriação indébita de importância da empresa. ou ofensas físicas. Conceitua também incontinência de conduta ligando-a “ao desregramento do empregado no tocante à vida sexual. a falsificação de documentos para obtenção de horas extras não prestadas. c) negociação habitual por conta própria ou alheia sem permissão do empregador. A improbidade revela mau caráter. 482 da CLT dispõe o seguinte: “Constituem justa causa para rescisão de contrato de trabalho pelo empregador: a) ato de improbidade. 482 da CLT. Tudo o que não possa ser encaixado em outras faltas será classificado no mau procedimento”. Mas devemos nos ater ao fato de haver necessidade de sentença transitada em julgado. salvo em caso de legítima defesa. que. Não há necessidade de ser feito boletim de ocorrência para a caracterização da falta. O ato ensejador da falta grave pode ocorrer com furto ou roubo de materiais da empresa. O mesmo ocorre se não houver habitualidade. malícia. própria ou de outrem. a pornografia. das Para esse autor. Quanto à condenação criminal. desonestidade. O autor já referido afirma que a negociação habitual diz respeito à negociação praticada pelo empregado sem permissão do empregador e com habitualidade. k) ato lesivo da honra ou da boa fama ou ofensas físicas praticadas contra o empregador e superiores hierárquicos. as 131 . nas mesmas condições. caso não tenha havido suspensão da execução da pena. ímproba é uma pessoa que não é honrada. dispensa-se comentários. e quando constituir ato de concorrência à empresa para a qual trabalha o empregado. d) condenação criminal do empregado. Para Pinto Martins “o empregado labora com desídia no desempenho de suas f) embriaguez habitual ou em serviço. g) violação de segredo da empresa. ou de Sérgio Pinto Martins conceitua justas causas já referidas. independe do valor da coisa subtraída”. maldade. inclusive. passada em julgado.

O empregado. indiferença. v. porém. loterias. no serviço. a necessidade da habitualidade para a confirmação da falta grave em comentário. desleixo. ou poucas vezes. salvo em caso de legítima defesa. desinteresse.funções quando o faz com negligência. fórmulas do empregador. portarias. não há a justa causa. Para esse mesmo autor “a falta grave ocorre quando o empregado continuamente pratica jogos de azar. bastando apenas a ofensa física. mas poderá (correr fora do local de trabalho se. do encarregado. roleta. fixa o período de 30 dias para caracterizar esse abandono. Os jogos de azar podem ser: jogo do bicho. preguiça. Se o empregado ferir a honra ou boa fama do empregador ou superiores hierárquicos. própria ou de outrem. bacará. a embriaguez no serviço pode ser caracterizada apenas por uma falta”. o que não deveria ser tornado público. displicência. configurando prejuízo àquele”. Configura-se indisciplina se o empregado se recusa a ser revistado na saída do serviço. como o fato de um empregado esmurrar outro”. ligadas ao serviço. A falta grave independerá da existência de lesão corporal ou ferimento. de cartas. Pinto Martins assevera que para que o abandono de emprego seja caracterizado é preciso que tenha havido faltas durante certo período no serviço e esteja clara a intenção do empregado de não retornar ao emprego. Ele afirma ainda que “a lei trabalhista tipifica como justa causa embriaguez e não o ato de beber. desatenção. Afirma que a embriaguez ”é proveniente de álcool ou de drogas. bingo. relaxamento”. Configura-se de duas maneiras a embriaguez: habitual ou em serviço”. dominó. se o jogo é ou não a dinheiro. Há. rifas não autorizadas 132 . sem seu consentimento. A ofensa física ocorre no local de trabalho. Quanto à indisciplina assegura que essa “diz respeito ao descumprimento de ordens gerais de serviço. desde que agindo o empregador moderadamente”. má vontade. g. A jurisprudência. somente o empregado embriagado será demitido e não aquele que vez ou outra toma um aperitivo e não fica embriagado. em alguns casos. por exemplo. indolência. o empregador e superiores hierárquicos. No entanto. Como calúnia. o empregado trabalhar externamente. É importante destacar que a indisciplina diferencia da insubordinação pelo fato de a insubordinação estar “ligada ao descumprimento de ordens pessoais de serviço. circulares. por conseguinte. Pouco importa.. Pinto Martins defende que “comete falta grave de violação de segredo da empresa o empregado que divulga marcas e patentes. Se a prática é isolada. A embriaguez em serviço não precisa ser habitual. mas ordens do chefe. omissão. Pinto Martins assegura que ocorre “a ofensa física com a agressão do empregado contra qualquer pessoa. como o fato de o empregado não fazer serviço que lhe foi determinado no dia. injúria e difamação. como as contidas no regulamento da empresa. uma única vez. Para a caracterização da embriaguez habitual há necessidade de sua repetição. em ordens de serviço. Não são ordens gerais do próprio empregador. descumpre as ordens gerais dadas pelo empregador. estará caracterizada a justa causa por motivo de ato lesivo à honra e à boa fama. Mas aceita também prazos menores se puder comprovar que o empregado não mais quis retornar ao trabalho. Se a ordem do superior é imoral ou ilegal não se configura a insubordinação” (Sérgio Pinto Martins).

habitualmente pratica jogos de azar. displicência. o que não deveria ser tornado público. Negociação habitual à negociação praticada pelo empregado sem permissão do empregador e com habitualidade.ÁREA JUDICIÁRIA) Considere as seguintes assertivas a respeito do repouso semanal remunerado: I – De acordo com a jurisprudência sumulada do TST. Ofensa física agressão do empregado contra qualquer pessoa. Insubordinação . Na questão da FCC. injúria e difamação. relaxamento etc. configurando prejuízo àquele. imoralidade. fórmulas do empregador. desonestidade etc. É correto o que se afirma APENAS em: a) III e IV Ato lesivo à honra ou à boa fama do empregador ou superiores hierárquicos . própria ou de outrem. Desídia à negligência. desatenção.descumprimento de ordens pessoais de serviço. Para memorização. sem seu consentimento. 482 da CLT. pediu para marcar que tipos de faltas seriam retenção por parte do empregado de valores que pertencem à empresa e também do descumprimento de ordens gerais por parte do empregado. salvo em caso de legítima defesa. é devida a remuneração do repouso semanal dos dias feriados ao empregado comissionista.FCC/2009 ANALISTA JUDICIÁRIO . IV – O adicional de periculosidade não incide no cálculo do repouso semanal remunerado. exceto se pracista. II – Computam-se no cálculo do repouso semanal remunerado as horas extras habitualmente prestadas. desinteresse. má vontade. perversidade. Mau procedimento à ato faltoso que não pode ser enquadrado nas demais alíneas do art. Prática de jogos de azar . Embriaguez . o empregador e superiores hierárquicos. indolência. Abandono de emprego . 133 .como calúnia.com sentença transitada em julgado.etc”. malícia. Condenação criminal .proveniente de álcool ou de drogas e configura-se de duas maneiras a embriaguez: habitual ou em serviço.má qualidade. desleixo. maldade. Letra “d”. fizemos o seguinte esquema: Ato de improbidade . mau caráter. Podemos afirmar que a retenção de valores pertencentes à empresa caracteriza improbidade e que descumprimento de ordens gerais caracteriza indisciplina. Incontinência de conduta desregramento do empregado no tocante à vida sexual. Indisciplina à descumprimento de ordens gerais de serviço. (TRT-16ª REGIÃO . preguiça. Violação de segredo da empresa divulgação por parte do empregado de marcas e patentes.ocorre quando o empregado continuamente. portanto.faltas durante certo período no serviço e esteja clara a intenção do empregado de não retornar ao emprego. indiferença. omissão. III – Os empregados que recebem um salário fixo mensal já têm incluído nesse valor a remuneração do repouso semanal.

DJ 11.RA 102/1982. de 2/3 dos associados da entidade em Assembléia especialmente convocada para esse fim.Res. CÁLCULO (mantida) . DJ 19.FCC/2009 . 129/2005. HORAS EXTRAS.04.inserida em 27. Quanto à assertiva III. b) Para a celebração de Convenção Coletiva de Trabalho é necessário o comparecimento e votação. tendo em vista que. em primeira convocação. 20 e 21. 134 . II .O adicional de periculosidade. entretanto. 121/2003. porém a Lei 605. DJ 20. nos dias feriados civis e religiosos. Também não encontrei a súmula ou orientação jurisprudencial que trate especificamente sobre a incidência do (TRT-16ª Região .Área Judiciária) – Em relação às Convenções Coletivas de Trabalho. 22 e 25. pago em caráter permanente. 7º.10. III e IV adicional de periculosidade no cálculo do repouso semanal.11. Súmula Nº 172 do TST: REPOUSO REMUNERADO. tomei por base o texto da súmula abaixo colacionada: Súmula Nº 132 do TST: ADICIONAL DE PERICULOSIDADE. no gozo do repouso semanal remunerado. 20 e 21.2003: É devida a remuneração do repouso semanal e dos dias feriados ao empregado comissionista.09.1982/ DJ 15. INTEGRAÇÃO (incorporadas as Orientações Jurisprudenciaisnºs 174 e 267 da SBDI-1) .2005: I .10. (exSúmula nº 132 . determina que se consideram já remunerados os dias de repouso semanal do empregado mensalista ou quinzenalista.Res.2002).e ex-OJ nº 267 da SBDI-1 . II e III d) II e IV e) I. o empregado não está submetido a situação que enseje perigo. § 2º. que dispõe sobre o repouso semanal remunerado e o pagamento de salário. (alguém pode ajudar?).Analista Judiciário .(exPrejulgado nº 52).11. GABARITO: B Fundamentos: Súmula Nº 27 do TST: COMISSIONISTA (mantida) .Res. o empregado não se encontra em condições de risco. (ex-OJ nº 174 da SBDI-1 inserida em 08. A assertiva IV está correta. integra o cálculo de indenização e de horas extras (ex-Prejulgado nº 3).b) II. ainda que pracista. em seu art. é certo que a) O prazo máximo de vigência da norma coletiva é de três anos.Durante as horas de sobreaviso. havendo expressa determinação legal neste sentido.2003: Computam-se no cálculo do repouso remunerado as horas extras habitualmente prestadas. de 05 de Janeiro de 1949.2000).11. c) As partes convenentes poderão revogar parcialmente a convenção antes do termo final estipulado. 121/2003. DJ 19. não encontrei súmula ou orientação jurisprudencial a respeito. razão pela qual é incabível a integração do adicional de periculosidade sobre as mencionadas horas. III e IV c) I.1982 .

de 1/3 (um terço) dos membros". caput. GABARITO: A. que assim dispõe: “Os Sindicatos só poderão celebrar Convenções ou Acordos Coletivos de Trabalho. que tratam do contrato de aprendizagem. (TRT-16ª Região . (TRT-16ª Região . em segunda. III – Mário faltou ao serviço para realizar prova de exame de vestibular para ingresso em estabelecimento de ensino superior. sendo vedadas a prorrogação e a compensação de jornada. inclusive o décimo quinto dia. II – O contrato de aprendizagem não poderá ser estipulado por mais de três anos. de 2/3 (dois terços) dos associados da entidade. consoante o disposto nos respectivos Estatutos. III e IV . em primeira convocação.Analista Judiciário . de autorizadas d) As Convenções Coletivas de Trabalho não poderão ser revistas antes do prazo pré-estipulado. 135 . podendo apenas ocorrer revogação parcial. se se tratar de Convenção.Área Judiciária) – Considere as seguintes hipóteses: I – Os 15 primeiros dias de afastamento. dependendo a validade da mesma do comparecimento e votação. II e III d) II e IV e) II. b) I e III c) I. da CLT. 428 a 433 da CLT. e dos interessados. e) Segundo a CLT é facultado as Convenções Coletivas de Trabalho conter penalidades para os sindicatos convenentes em caso de violação de seus dispositivos. por motivo de acidente do trabalho.FCC/2009 .Analista Judiciário . IV – A duração do trabalho do aprendiz não excederá de seis horas diárias.Área Judiciária) – Considere as seguintes assertivas a respeito do contrato de aprendizagem: I – No contrato de aprendizagem o empregador se compromete a assegurar ao maior de 14 e menor de 24 anos inscrito em programa de aprendizagem. IV – Núbia está afastada de seu emprego uma vez que é membro do órgão paritário da Previdência Social. exceto quando se tratar de aprendiz portador de deficiência. É correto o que se afirma APENAS em: a) I e IV GABARITO: B Conforme art. por deliberação de Assembléia Geral especialmente convocada para esse fim. 612. Conforme arts. formação técnicoprofissional metódica. no caso de Acordo e.independentemente por Assembléia. II – Marta encontra-se sem laborar porque não há serviço na empresa empregadora em razão da modificação do maquinário de seu setor.FCC/2009 . III – É obrigatório empregar e matricular nos cursos dos Serviços Nacionais de Aprendizagem número de aprendizes equivalentes a no mínimo dez por cento dos trabalhadores existentes em cada estabelecimento.

a título de esclarecimento.São hipóteses de interrupção do contrato de trabalho as indicadas APENAS em: a) I e III e IV b) II. além de outros que visem à melhoria de sua condição social: I . 473. 7º São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais. depositará este. . 7º. Acerca desse tema. III e IV c) I e II d) I. “haverá interrupção quando o empregado for remunerado normalmente. dispõe: “Art. São eles: Resolução CC/FGTS nº 28. que dispõe sobre o FGTS. da Lei nº 5. que preverá indenização compensatória. estando provisoriamente prevista indenização compensatória de 40% do valor do saldo fundiário.213/91. da porcentagem prevista no art. art. nos termos de lei complementar. 6º. a título de multa rescisória. § 1° dispõe que “na hipótese de despedida pelo empregador sem justa causa.036/90. na conta vinculada do trabalhador no FGTS importância igual a 40% do montante dos depósitos realizados na conta vinculada durante a vigência do contrato de trabalho. por sua vez revogada pela Lei 8. ITEM CORRETO. Esta. contando-se também seu tempo de serviço. 10 do ADCT. assim dispõe: “Art. 10. colacionamos.” Importa destacar que a Lei acima mencionada foi revogada pela de Nº. Até que seja promulgada a lei complementar a que se refere o art.107. de 13 de setembro de 1966. enquanto outra base indenizatória não for fixada por lei complementar própria. A CF assegura garantia contra a despedida sem justa causa do empregado. 18. 136 . 06/02/91 DOU de 13/02/91: (TRT DA 9ª REGIÃO/CESPE/2007 – ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA) – A partir da Constituição Federal de 1988 (CF). VII. Assertiva III – CLT. para quatro vezes. muitos direitos trabalhistas foram elevados ao plano constitucional ou tiveram sua disciplina alterada.fica limitada a proteção nele referida ao aumento. embora não preste serviços. atualizados monetariamente e acrescidos dos respectivos juros. 7º." Além desses fundamentos. em seu Art. I. em seu Art. trechos de outros diplomas legais que ratificam o gabarito. A Constituição Federal. mostrando a existência de uma cessação provisória e parcial dos efeitos do contrato de trabalho”. Fundamento para a assertiva I – Acidente de trabalho ou doença (primeiros 15 dias): Lei 8. inciso I. julgue os próximos itens. da Constituição:I .relação de emprego protegida contra despedida arbitrária ou sem justa causa. GABARITO: D Nas palavras do mestre Sérgio Pinto Martins. 7.839/89. "caput" e § 1º. II e III e) II e III . dentre outros direitos.” Já no Art.

1.684. atualizados monetariamente e acrescidos dos respectivos juros. que passam a incidir sobre esses depósitos e a multa rescisória. Para efeito de vencimento. Os recolhimentos. devem ser observados os procedimentos divulgados pela CAIXA.Esclarecer que. Acerca desse tema. Para os recolhimentos em atraso. e despedida por culpa recíproca ou força maior será o equivalente a 8% da última remuneração. 1.036. inclusive. 1. divulgado pelo Banco Central do Brasil . inclusive a do trabalhador temporário. O descumprimento do prazo de recolhimento sujeita o empregador às cominações previstas no art. c) Nos casos de rescisão de contrato de trabalho decorrente de culpa recíproca ou de força maior. multiplicado pelo número de meses em que perdurou o contrato de trabalho. 9º do Regulamento Consolidado do FGTS. muitos direitos trabalhistas foram elevados ao plano constitucional ou tiveram sua disciplina alterada. durante a vigência do contrato de trabalho atualizados monetariamente e acrescidos dos respectivos juros. ocorrendo a dispensa sem justa causa. 137 . o empregador fica obrigado a efetuar no 1º dia útil subsequente à data do efetivo desligamento do trabalhador. de que trata esta Circular. ainda que indireta. o domingo. 1. que ainda não houver sido recolhido. Nos termos da nova redação dada ao art.. inclusive.430/97. em Edital publicado mensalmente no DOU. 30 do Regulamento Consolidado do FGTS.3. em caso de despedida sem justa causa. segundo o disposto no art.Área Judiciária ) A partir da Constituição Federal de 1988 (CF). ainda que indireta. e no art. reconhecida por sentença transitada em julgado. e todo aquele constante do calendário nacional de feriados bancários. pelo Decreto nº 2. no caso de despedida sem justa causa. b) Nos casos de dispensa sem justa causa.BACEN. 9º do Decreto nº 99. II . a base de cálculo para efeito de aplicação dos percentuais de 40 e 20% devidos. são devidos aos trabalhadores cuja data do efetivo desligamento tenha ocorrido a partir de 16/02/98. os seguintes depósitos rescisórios: a) Valores relativos aos depósitos referentes ao mês da rescisão e ao mês imediatamente anterior. quando poderá ser recolhido em banco conveniado 1. por culpa recíproca.2. de 11/05/90.. o empregador deve pagar diretamente ao trabalhador importância igual a 40% do montante de todos os depósitos realizados na conta vinculada durante a vigência do contrato de trabalho. obrigatoriamente nas agências da CAIXA. considera-se como dia não útil o sábado. inclusive a indireta. exceto nas localidade onde esta não possuir agência. de 08/11/90. respectivamente. não sendo permitida a dedução dos saques ocorridos. importância igual a 40% sobre o (TRT da 9ª Região/CESPE/2007 Analista Judiciário . “ Circular nº 31/12/97): 116. importância igual a 20% sobe o mesmo montante.“(. 2.Reiterar que. julgue os próximos itens. por força maior ou extinção normal do contrato a termo. e. inclusive a indireta.da CEF (DOU de montante de todos os depósitos devidos na conta vinculada do FGTS. quando não for possível atualizar os valores de todos os depósitos efetuados.)I . 18 da Lei nº 8.

" Embora a Constituição não mencione o termo "federal" ao determinar que o salário mínimo será fixado por lei. o qual pode sim. 451*. higiene. Já o contrato de João. capaz de atender a suas necessidades vitais básicas e às de sua família com moradia. logo. saúde. ser instituído por cada um dos Estados. observada a regra do art. 445 – O contrato de trabalho por prazo determinado não poderá ser estipulado por mais de 2(dois) anos. (C) não poderá ser estipulado por mais de 2 anos e o de João por mais de 60 dias. . . inc IV da Constituição Federal. um “piso salarial proporcional à extensão e à complexidade do trabalho”. lazer. transporte e previdência social. Neste caso. será regido pelo parágrafo único do mesmo artigo. que assim dispõe: "CF/88 . Assim sendo. (D) não poderá ser estipulado por mais de 2 anos e o de João por mais de 90 dias. respeitando-se o valor do salário mínimo. ITEM CORRETO Conforme art. fixado em lei.O salário mínimo é fixado por lei federal.. educação. ser (B) não poderá ser estipulado por mais de 1 ano e o de João por mais de 90 dias. pisos salariais próprios. o pacto laboral observará o disposto no Art. desde que observada a fixação federal como parâmetro mínimo para a remuneração dos trabalhadores. em cada estado e no Distrito Federal. das alternativas apresentadas. a que responde corretamente à questão é a D. também. uma vez que os prazos máximos para estipulação dos contratos serão de 2 (dois) anos para Maria e de 90 (noventa) dias para João. que assim dispõe: Art. por ser de experiência. 7º: IV . da CLT. vestuário. do prazo e João celebrou contrato de experiência com a empresa Y. nacionalmente unificado. 7º. caput. com reajustes periódicos que lhe preservem o poder aquisitivo. Ressaltamos que esta questão foi retirada do livro Direito do Trabalho e Processo do Trabalho – Questões comentadas e organizadas por ser (TRT DA 23ª REGIÃO/FCC/2007 TÉCNICO JUDICIÁRIO ÁREA ADMINISTRATIVA) Maria celebrou contrato de trabalho por prazo determinado com a empresa X uma vez que a natureza do serviço justificava a predeterminação 138 . Por outro lado é bom não esquecer que a Constituição assegura aos trabalhadores.Art. podendo haver. alimentação.salário mínimo . 445. o contrato de trabalho de Maria (A) e de João não poderão estipulados por mais de 90 dias. segundo o qual “o contrato de experiência não poderá exceder de 90 (noventa) dias”. de forma que não se pode falar em salário mínimo estadual. (E) e de João não poderão estipulados por mais de 1 ano. dispõe que a referida lei terá caráter nacional e unificado. sendo vedada sua vinculação para qualquer fim. ALTERNATIVA CORRETA: D Maria foi contratada por tempo determinado. em caráter nacional e unificado.

451 – O contrato de trabalho por prazo determinado que. pág. * CLT. Art. tácita ou expressamente.assunto. Editora Ferreira – Série Concursos. de autoria de Maria da Graça Manhães Barreto. 22. 139 . passará a vigorar sem determinação de prazo. for prorrogado mais de uma vez.