DIREITO DO TRABALHO EXERCICIOS COMENTADOS PRINCÍPIOS TRABALHO DO DIREITO

DO

01- (MPT XIII CONCURSO – 2007) Em relação aos princípios do Direito do Trabalho, é INCORRETO afirmar que: a) o princípio da irrenunciabilidade vem sendo afetado pela tese da flexibilização; b) o princípio da norma mais favorável significa aplicar, em cada caso, a norma jurídica mais favorável ao trabalhador, independentemente de sua colocação na escala hierárquica das fontes do direito; c) o princípio da continuidade da relação de emprego confere suporte teórico ao instituto da sucessão de empregadores; d) a adoção de medidas tendentes a facilitar o acesso ao mercado de trabalho dos negros constitui violação ao princípio da não discriminação, que proíbe diferença de critério de admissão por motivo de raça; 02- (MPT XI CONCURSO – 2004) Sob o prisma da Teoria Geral do Direito do Trabalho é CORRETO afirmar: a) em função do princípio da norma mais favorável, a lei ordinária trabalhista, mesmo em questões de ordem pública, não está hierarquicamente submetida à Constituição; b) na interpretação e aplicação das regras da CLT, apenas excepcionalmente algum interesse de classe ou particular poderá prevalecer sobre o interesse público;

c) no conflito entre normas de convenção coletiva e normas de acordo coletivo, segundo estabelece, expressamente, a CLT, prevalecem as normas do acordo coletivo em detrimento das normas da convenção coletiva, eis que o acordo coletivo traz normas específicas enquanto as da convenção são gerais; d) do princípio protetor, que é fundamento da autonomia científica do Direito do Trabalho, extrai-se, dentre outras proposições, a de que às normas jurídicas, quando dúbias, deve-se atribuir o sentido que for mais benéfico ao trabalhador; 03- (ANALISTA – TRT DA 9ª REGIÃO – 2007 – CESPE) O Direito do Trabalho tem princípios próprios, resultantes da especificidade do trabalho humano e da evolução socioeconômica, na busca de maior dignidade para o trabalhador e para o resultado da mão-de-obra empregada. Com relação a esse assunto, julgue os itens seguintes. 51 O princípio do protecionismo e o princípio da primazia da realidade são inerentes ao Direito do Trabalho. 52 Vigora, no Direito do Trabalho, o princípio do ato jurídico perfeito para preservar o contrato firmado entre o trabalhador e o empregador, não resultando força normativa de alteração posterior do contrato, que é, assim, mantido incólume. 04) (JUIZ DO TRABALHO – TRT DA 1ª REGIÃO – 2006) O caput do art. 7º da Lei Maior estatui: “”São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros que visem à melhoria de sua condição social...” Este dispositivo consagra um princípio cardeal no Direito do Trabalho, assegurando um mínimo de garantias sociais para o empregado, passível de tratamento

1

mais benéfico pela vontade das partes ou outra fonte do Direito. Trata-se de qual princípio? a) Princípio da indisponibilidade dos direitos trabalhistas; b) Princípio da proteção; c) Princípio da irredutibilidade salarial; d) Princípio do in dubio pro operario; e) Princípio da isonomia. 05) (JUIZ DO TRABALHO – TRT DA 1ª REGIÃO – 2006) Determinado princípio geral do direito do trabalho prioriza a verdade real diante da verdade formal. Assim, entre os documentos que disponham sobre a relação de emprego e o modo efetivo como, concretamente, os fatos ocorreram, deve-se reconhecer estes em detrimento daqueles. Trata-se do princípio: a) da razoabilidade; b) da irrenunciabilidade dos direitos trabalhistas; c) da primazia da realidade; d) da prevalência do legislado sobre o negociado; e) da condição mais benéfica.

ERRADO. Fontes materiais, no âmbito do Direito do Trabalho, representam o momento pré-jurídico, razão pela qual é incorreto classificar a lei como fonte material. Ao contrário, a lei é a fonte formal por excelência no direito laboral. Item 2 – Desde que resultante de amplo processo de negociação entre os vários atores sociais interessados, como no caso da recente lei que definiu o pagamento das perdas do FGTS, a norma jurídica correspondente pode ser qualificada, em relação à sua origem, como autônoma. ERRADO. Fontes formais autônomas são aquelas que emanam da participação direta dos atores sociais interessados, como p. ex. a convenção coletiva de trabalho e o acordo coletivo de trabalho. A lei é fonte heterônoma, posto que emana de ente externo, no caso o Estado. Neste sentido, a simples participação dos atores sociais nas discussões que deram origem a determinada lei não tem o condão de qualificar esta mesma lei como fonte formal autônoma. Item 3 – O regulamento da empresa constitui fonte formal do direito do trabalho. CERTO. Em primeiro lugar, cumpre observar que esta questão não deveria ser objeto de prova objetiva, muito menos de questão para julgar “certo” ou “errado”. Isto porque há grande controvérsia, tanto na doutrina quanto na jurisprudência, no sentido de se considerar ou não o regulamento de empresa como fonte do Direito do Trabalho. A jurisprudência, inclusive, se inclina majoritariamente no sentido de negar ao regulamento de empresa a natureza de fonte, atribuindo-lhe

QUESTOES CESPE TRT 01 – (CONSULTOR LEGISLATIVO – ÁREA 7 – SENADO FEDERAL – 2002 – CESPE) Acerca das fontes do direito do trabalho, julgue os itens seguintes. Item 1 – A fonte material por excelência do direito do trabalho é a lei, expressão da soberania do Estado e que é editada por representantes a tanto legitimados.

2

apenas a feição de cláusula contratual, que como tal adere ao contrato de trabalho. Os que negam a natureza de fonte formal ao regulamento de empresa o fazem diante de um argumento relevante: não há como enquadrar o regulamento de empresa como lei em sentido material dado seu processo unilateral de criação. Alice Monteiro de Barros, por sua vez, entende que o regulamento de empresa é fonte formal, sendo “considerado pela doutrina como fonte formal heterônoma, quando elaborado exclusivamente pelo empregador”, ou fonte formal autônoma, quando o empregado participa de sua construção”. Item 4 – As cláusulas contratuais de trabalho, previstas em norma coletiva celebrada para encerrar movimento paredista, são reputadas fontes formais do direito do trabalho. CERTO. Sem problemas. São fontes formais autônomas, pois emanam dos próprios interessados. Item 5 – As pressões realizadas pelos empregados, com vistas à melhoria das condições sociais, constituem fontes materiais do direito do trabalho. CERTO. A formação da consciência crítica e do pensamento coletivo da massa de trabalhadores, consubstanciados nas pressões realizadas pelos empregados tanto sobre os empregadores quanto (e principalmente) sobre o Estado, deu origem ao Direito do Trabalho como hoje o conhecemos, dotado de mecanismos jurídico-normativos destinados à proteção do empregado e à busca do reequilíbrio das relações entre capital e trabalho. Dessa forma, tais pressões são a fonte material por excelência do Direito do Trabalho. Lembre-se, a propósito, que são consideradas fontes materiais aquelas

relacionadas ao momento pré-jurídico inspirador da norma.

02 – (ANALISTA JUD. – TRT9 – 2007 – CESPE) O Direito do Trabalho tem princípios próprios, resultantes da especificidade do trabalho humano e da evolução socioeconômica, na busca de maior dignidade para o trabalhador e para o resultado da mão-de-obra empregada. Com relação a este assunto, julgue os itens seguintes. Item 1 – O princípio do protecionismo e o princípio da primazia da realidade são inerentes ao Direito do Trabalho. CERTO. O princípio do protecionismo é princípio peculiar do Direito do Trabalho, e é a partir dele que surgem os demais. Também chamado de princípio da proteção ou tutelar, consiste na utilização da norma e da condição mais favorável ao trabalhador, de forma a tentar compensar juridicamente a condição de hipossuficiente do empregado. O princípio da primazia da realidade, por sua vez, também informa o Direito do Trabalho, impondo a premissa de que, no ramo justrabalhista, os fatos são mais importantes que os ajustes formais, razão pela qual a realidade prevalecerá sobre a forma atribuída a determinado ato jurídico, sempre que esta não corresponda àquela. Item 2 – Vigora, no Direito do Trabalho, o princípio do ato jurídico perfeito para preservar o contrato firmado entre o trabalhador e o empregador, não resultando força normativa de alteração posterior do contrato, que é, assim, mantido incólume. ERRADO. A partir de sua principiologia peculiar, podemos dizer que no Direito do Trabalho são vedadas as alterações prejudiciais ao empregado.

3

É bom lembrar. 3º. em razão da situação de militar de Amarildo. assalaria e dirige a prestação pessoal de serviços. nãoeventualidade. A – Existe vínculo empregatício entre a empresa Boliche & Cia e Amarildo. já que o trabalho prestado por Amarildo para essa empresa constitui trabalho eventual autônomo. individual ou coletiva. que. 3º é incompleto quanto à conceituação de empregado. policial militar. C – Não existe vínculo empregatício entre Amarildo e a empresa Boliche & Cia. já que Amarildo é policial militar. pessoalidade e alteridade. independentemente do eventual cabimento de penalidade disciplinar prevista no estatuto do policial militar. sob subordinação e mediante salário. admite. a critério da corporação. CERTO. e trabalhava de forma contínua e 4 . julgue os itens subseqüentes: Item 1 – considera-se empregador a empresa. 2º. Neste sentido. a Súmula 386 do TST. Quanto à questão da proibição de exercício de atividade privada por policial militar. caput. da CLT.Entretanto. D – A justiça do trabalho não pode reconhecer nenhuma espécie de vínculo empregatício entre Amarildo e a empresa Boliche & Cia. Considerando a situação apresentada. 22 e 25. assumindo os riscos da atividade econômica. Item 2 – considera-se empregado toda pessoa física que prestar serviços de natureza não-eventual a empregador. 03 – (TEC JUD – ÁREA ADM – TRT9) Acerca da relação de emprego. ininterrupta. caput. Amarildo cumpria expressamente as ordens emanadas da direção. da CLT. Literalidade do art. todas as vezes que não estava escalado na corporação. de forma que no Direito do Trabalho o princípio civilista do pacta sunt servanda (segundo o qual os contratos devem ser cumpridos) se apresenta enfraquecido e devidamente adaptado. presentes os requisitos da relação de emprego. RECONHECIMENTO DE VÍNCULO EMPREGATÍCIO COM EMPRESA PRIVADA (conversão da Orientação Jurisprudencial nº 167 da SBDI-1) Res. é possível seja reconhecido o vínculo empregatício de policial militar com empresa privada. o TST entende que se trata de questão interna corporis. 129/2005.04. dos quais se extraem os requisitos caracterizadores da relação de emprego. assinale a opção correta. trabalhava para a empresa Boliche & Cia como agente de segurança. CERTO. recebia um salário mensal. que deve ser resolvida através de eventual penalidade disciplinar. são lícitas as alterações contratuais benéficas ao empregado. Literalidade do art. nos horários em que não estava a serviço da corporação militar. O TST firmou entendimento no sentido de que. B – É legítimo o reconhecimento da relação de trabalho entre Amarildo e a empresa Boliche & Cia. que assim dispõe: Nº 386 POLICIAL MILITAR. conforme previsto nos respectivos Estatutos. entretanto. a saber: onerosidade. Na referida empresa.2005 04 – (EXAME OAB NACIONAL – 2007 – CESPE) Amarildo. DJ 20. RESPOSTA: B. subordinação. porém esse vínculo jamais poderá ser reconhecido. que o art. que tecnicamente é feita pela conjugação dos artigos 3º e 2º da CLT.

da CLT). sob pena de autuação pela fiscalização trabalhista. para anotar o contrato de trabalho na CTPS do empregado.1999) 05 (ADVOGADO PETROBRÁS – 2007) JÚNIOR – A respeito da relação de emprego e da sucessão de empregador. Nessa situação. ERRADO. e como tal se sujeita às normas de proteção ao trabalhador empregado. Assim. da despersonalização do empregador (o contrato de emprego é intuitu personae em relação ao empregado. alínea “b”. sendo o empregado obrigado a assinar a carteira de trabalho do empregado. 3º da CLT. Alfa estará isenta em relação aos débitos trabalhistas existentes quando a titular do empreendimento era Bravo. mas não o é em relação ao empregador). razão por que será considerada parte ilegítima em reclamação trabalhista ajuizada para reivindicar o pagamento dos referidos débitos. CERTO. 445 da CLT. em razão dos princípios da intangibilidade contratual. Na formalização da transação. mesmo que estejam presentes os elementos caracterizadores da relação de emprego.03. 443. será impossível o reconhecimento. nos termos dos artigos 10 e 448 da CLT. Neste caso ocorreu fraude. é a transferência do passivo trabalhista (responsabilidade) para o sucessor. em homenagem ao princípio da primazia da realidade.inserida em 26. nesse caso. dentre as quais a anotação do contrato de trabalho em CTPS (art. posto que é elemento caracterizador da relação de emprego a prestação de serviços por pessoa física. correspondente à relação de emprego” (art. 29. e do princípio da continuidade da relação de emprego. o contrato de experiência também é contrato de emprego. (ex-OJ nº 167 da SBDI-1 . Com efeito. dever-se-á. Item 2 – No contrato de experiência previsto na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) estão presentes todos os elementos caracterizadores da relação de emprego. contados do início da prestação laboral. O contrato de experiência é previsto no art. §2º. Assim.Preenchidos os requisitos do art. pelo Poder Judiciário. a figura em análise não pode ser pessoa jurídica. razão pela qual é possível o reconhecimento do vínculo empregatício pelo Poder Judiciário. Observe-se que para a CLT “o contrato individual de trabalho é o acordo tácito ou expresso. de vínculo empregatício entre a empresa e o prestador dos serviços. privilegiando a realidade fática da prestação laboral. Item 3 – Considere a seguinte situação hipotética: A sociedade Alfa adquiriu empreendimento da sociedade Bravo e decidiu manter a mesma atividade e os mesmos empregados. afastar a forma dada ao negócio jurídico. e o limite de sua duração (90 dias) é estabelecido pelo parágrafo único do art. ERRADO. 442 da CLT). A regra da sucessão de empregadores. 5 . da CLT. independentemente do eventual cabimento de penalidade disciplinar prevista no Estatuto do Policial Militar. Alfa e Bravo inseriram no contrato cláusula que estabeleceu a responsabilidade de Bravo pelos encargos trabalhistas existentes antes da sua aquisição pela empresa Alfa. o empregador tem o prazo de 48 (quarenta e oito) horas. é legítimo o reconhecimento de relação de emprego entre policial militar e empresa privada. caput. Se estão presentes os requisitos da relação de emprego. julgue os itens que se seguem: Item 1 – Se uma empresa contratar a prestação de serviços mediante uma pessoa jurídica unipessoal.

por exemplo. (b) subordinação e alteridade. mediante diversos contratos distintos. o que pagou por esta. às quartas em outro e de quinta a domingo em outro. mas traz um enunciado truncado que dificulta a interpretação pelo candidato. no tocante à relação de emprego.Excepcionalmente. nos casos em que se comprova a existência de fraude no processo de sucessão (alteração societária) a doutrina e a jurisprudência têm admitido a responsabilização subsidiária da empresa sucedida. não operam efeitos em relação aos direitos dos empregados. É possível inclusive que o empregado tenha dois ou mais empregos. bem como condicionar o tipo de raciocínio que leva a um bom aproveitamento em prova. a regra é a responsabilidade da sucessora. Neste sentido. o artigo 9º da CLT. segundo o qual "serão nulos de pleno direito os atos praticados com o objetivo de desvirtuar. Percebam que a questão solicita do candidato a distinção entre autônomo e empregado. (c) subordinação e exclusividade. frise-se. Dessa forma. que passa a integrar em litisconsórcio o pólo passivo da reclamação trabalhista. Imagine-se. a única responsável pelos créditos trabalhistas dos empregados que continuaram a prestar serviços após a sucessão. Gabarito: C da 6 . (d) subordinação e onerosidade.EVP 01 – NÃO são características relação de emprego: (a) subordinação e pessoalidade. servindo apenas como elemento para que a sucessora cobre da sucedida. Gabarito: D Comentário: o principal objetivo dos exercícios de resolução de questões é familiarizar o candidato com as estratégias usadas pelas bancas de concurso. impedir ou fraudar a aplicação dos preceitos contidos na presente Consolidação". Também é importante reforçar que é lícito que cláusula de exclusividade integre o contrato de trabalho. (e) subordinação e não-eventualidade. em princípio. RELAÇÃO EMPREGO DE TRABALHO E Comentário: não se exige exclusividade para configuração da relação de emprego. (b) prestação de trabalho por pessoa jurídica. A questão acima é tecnicamente fácil. futuramente.Auditor Fiscal Ricardo Rezende . (c) autonomia serviços. 2 – A relação de trabalho autônomo se diferencia da relação de emprego basicamente pela presença. (e) onerosidade. do requisito da: (a) prestação de trabalho por pessoa física. Entretanto. o caso de um garçom que trabalha às terças-feiras em um restaurante. mas pode ser ajustada entre as partes como cláusula contratual. tendo apenas o direito de regresso contra a Bravo (sucedida). a empresa Alfa (sucessora) será. porém pede que a distinção seja estabelecida a partir do Questões elaboradas . Neste sentido. a exclusividade não é intrínseca à relação de emprego. como a firmada na hipótese em estudo. na prestação dos (d) subordinação na prestação dos serviços. Assim. as chamadas cláusulas de não responsabilização.

relação de emprego. No caso. Esse tipo de questão é comum em concursos. independentemente da presença de quaisquer outros elementos fáticos. não obstante se ative repetidamente em 7 . também o representante comercial poderá ser considerado empregado. como um dos requisitos para configuração da relação de emprego. subordinação e alteridade). (e) a pessoalidade. pois presta serviço de forma repetida. não tendo importância em relação ao empregador. mas ainda assim é atividade permanente na empresa) e a trabalhadora se fixa juridicamente ao tomador dos serviços. 4 – Julgue as assertivas abaixo: (certa ou errada) (a) Pode-se considerar não-eventual aquele trabalhador que preste serviços ininterruptamente a um tomador de serviços. se refere à pessoa do empregado. a) o trabalho prestado por voluntário a instituição religiosa não forma vínculo de emprego. bem como ressalta o princípio da despersonalização do empregador. que não se exige a continuidade da prestação de trabalho para configuração da não eventualidade. ainda que presente a subordinação jurídica. (c) é eventual a faxineira que presta serviços duas vezes por semana a uma loja de utilidades domésticas. (b) presente no caso concreto ao menos um dos chamados requisitos da relação de emprego a mesma restará configurada. d) está incorreta porque. A pessoalidade ocorre somente em relação ao empregado. mas mera relação de trabalho. uma leitura apressada levaria o candidato a marcar a letra “C”. Faltando qualquer deles. 3 – Assinale a alternativa correta quanto à caracterização da relação de emprego: (a) o trabalho prestado por voluntário a instituição religiosa é considerado.requisito da relação de emprego e não a característica da relação de trabalho autônomo. pelo que se impõe a prevalência do princípio da primazia da realidade. inexistindo tal requisito em relação à pessoa do empregador. ocorrendo os demais requisitos. Assim. pois lhe falta onerosidade (intenção onerosa). não- eventualidade. a relação não será de emprego. a atividade é normal no cotidiano da empresa (é atividade-meio. para os efeitos da CLT. devido à “maldade” da questão quanto à interpretação. (b) Não será considerado nãoeventual o trabalhador que. além da subordinação jurídica. Gabarito: E Comentários: a questão não apresenta maiores problemas. há fraude. c) no exemplo a faxineira é não-eventual. b) não basta esteja presente um dos requisitos da relação de emprego para que se reconheça o vínculo empregatício. (d) não pode ser considerado empregado um representante comercial. Lembremos. onerosidade. exceto no caso específico do empregado doméstico. repetível futuramente (espera-se que seja necessário fazer faxina na empresa futuramente). principalmente naqueles organizados pela ESAF. durante dois meses. Ao contrário. e) define corretamente a pessoalidade como requisito da relação de emprego. em relação a quem a regra é a despersonalização. neste ponto. é indispensável a ocorrência de todos os requisitos (pessoalidade.

uma empresa, preste serviços atividade-meio da mesma;

na

(c) Um encanador contratado para trocar a rede de esgoto de uma padaria será não-eventual se trabalhar três ou mais vezes por semana, durante ao menos um mês, nesta mesma empresa; (d) A regra para que se reconheça a relação de emprego é que, além de presentes os demais requisitos dos artigos 2º e 3º da CLT, o trabalhador seja não eventual. Para o doméstico, entretanto, não basta a nãoeventualidade, exigindo-se a continuidade da prestação dos serviços; (e) A onerosidade independe do pagamento ou não de salários, bastando que o pacto laboral tenha sido firmado com intenção econômica (onerosa) pelo empregado. Grau de dificuldade: médio Gabarito e comentários: a) Errado. A não-eventualidade dependerá também da previsão de repetibilidade, da circunstância de ser a atividade permanente da empresa (tanto atividade-fim quanto atividade-meio) e da fixação jurídica do trabalhador ao tomador dos serviços. Logo, depende de outros elementos fáticos além da simples repetição; b) Errado. O texto desta assertiva é traiçoeiro. As bancas costumam inserir vários “nãos” em uma assertiva, a fim de confundir o candidato. Foi o que procurei fazer na letra B. Para facilitar a interpretação, sugiro seja usada uma regra simples: dois “nãos”, como no caso, podem ser “anulados” quando da leitura. Tentem ler assim: “será considerado eventual o trabalhador que”... A idéia é a mesma, porém elimina a confusão. Pois bem, está errada a assertiva porque o fato de a atividade não estar inserida na atividade-fim da empresa não afasta a possibilidade de que seja

não eventual, desde que repetida, repetível, permanente na empresa e conduza à fixação jurídica do trabalhador; c) Errado. Ainda que este encanador trabalhe todos os dias durante determinado lapso de tempo, no caso será eventual, pois só está presente a repetição. Falta previsão de repetibilidade (provavelmente a padaria não mais contratará serviços de encanador), atividade permanente da empresa (serviços de encanador definitivamente não são permanentes no objeto social de uma padaria) e fixação jurídica do trabalhador ao tomador dos serviços (tão logo terminado o serviço o encanador colocará seus serviços à disposição de outros tomadores, não se fixando a nenhum deles); d) Certo. No sentido de tudo que estudamos, a questão aborda a pessoalidade como requisito da relação de emprego, e a continuidade como exigência específica para a configuração da relação de emprego doméstico; e) Certo. Não interessa se o pagamento pactuado foi efetivamente realizado para que se configure a onerosidade. Basta a intenção declinada quando do ajuste de vontades entre trabalhador e tomador dos serviços. Se o trabalhador se vinculou com aninus contrahendi, presente estará a onerosidade. 5 – Em relação ao conceito de empregado, é correto dizer que, para a doutrina moderna, a subordinação é: (a) técnica (b) econômica (c) jurídica (d) funcional (e) pessoal Gabarito: C

8

Comentários: a doutrina já elaborou diversas teses sobre a natureza da subordinação, sendo que a mesma já foi considerada técnica, econômica e funcional. Atualmente, entretanto, a doutrina e a jurisprudência pacificaram a questão: a subordinação do empregado ao empregador é jurídica, decorrendo do contrato de trabalho. Em outras palavras, ao passo que o empregado se submete ao poder diretivo do empregador (poder de dar ordens, poder de fiscalização e poder disciplinar), subordina-se ao mesmo. Por fim, importante salientar que a subordinação nunca poderá ser pessoal, pois tal sujeição feriria o princípio da dignidade humana (pelo qual, em apertada síntese, o ser humano é um fim em si mesmo, não sendo admitida sua utilização como simples meio para atingir determinado fim). A “dependência” a que alude a CLT diz respeito ao serviço prestado, e não à pessoa do empregado. 6 – São requisitos para que caracterize a relação de emprego: (a) autonomia e pessoalidade; (b) habitualidade e infungibilidade em relação ao trabalhador; (c) subordinação e eventualidade; (d) onerosidade e exclusividade; (e) subordinação e exclusividade. Gabarito: B Comentários: lembram-se que no material eu mencionei que o concurso público cobra o que você sabe com o nome que você não sabe? É exatamente este o caso. Com efeito, é comum encontrarmos em prova “habitualidade” como sinônimo de “não eventualidade”. Da mesma forma, também é possível, embora seja de ocorrência mais rara, a se

substituição do termo “pessoalidade” por “infungibilidade em relação ao empregado”. Infungível é, grosso modo, aquilo que não pode ser trocado por outro da mesma espécie. 7 – Acerca das relações de trabalho pode-se dizer que: I – o trabalhador avulso de distingue do eventual especificamente pelo fato de que põe sua energia de trabalho à disposição de diversos tomadores no setor portuário, sempre mediante um intermediário; II – o estágio lícito não cria vínculo de emprego em nenhuma hipótese; III – um garçom que trabalha apenas aos sábados em uma churrascaria será empregado se estiverem presentes os demais requisitos da relação de emprego; IV – o trabalho institucional é aquele prestado a instituição de caridade, e como tal não forma vínculo empregatício, dado seu caráter gracioso; V – pode-se dizer que relação de emprego é gênero, do qual a relação de trabalho é espécie. Estão corretas somente as assertivas: (a) I e III; (b) I, II, III e V; (c) I, III, IV e V; (d) I, II e III; (e) II, III e V. Gabarito: D Comentários: esta questão eu elaborei para gerar polêmica. A assertiva do item I é correta, mas leva a crer que é incorreta. Pode-se dizer até mesmo que é apenas parcialmente correta. A questão é de interpretação. Sabemos que os avulsos não são apenas os

9

portuários, embora sejam estes últimos os maiores expoentes da categoria, sob o aspecto jurídico1. A assertiva talvez não esteja corretamente contextualizada, porém isso é comum em provas de concurso. Em diversas bancas, e notadamente na ESAF, é comum a elaboração de questões nas quais se espera que o candidato escolha “a menos errada” ou “a mais correta”. Esta questão foi elaborada a fim de treiná-los para encarar tranqüilamente este tipo de questão. Vejamos as possibilidades de resolução, sem enfrentar a polêmica. Comecemos a análise a partir da última assertiva. A assertiva V é flagrantemente incorreta, pois inverte a ordem de idéias. A relação de trabalho é gênero, do qual é espécie a relação de emprego, e não o contrário. A assertiva IV também é flagrantemente incorreta, pelo mesmo motivo. A hipótese aventada é de trabalho voluntário, e não de trabalho institucional, que como vimos é aquele trabalho prestado à Administração Pública, mediante relação de direito administrativo. Bom, com estas conclusões, podemos excluir todas as respostas que contenham como certas as assertivas IV e V. Logo, excluímos as letras “b”, “c” e “e”. Restam, por óbvio, apenas as letras “a” e “d”. Desse ponto, podemos extrair duas conclusões imediatas: a assertiva I está correta, pois está presente em ambas as alternativas restantes; a resposta dependerá da análise da assertiva II que, por sua vez, é simples. O art. 4º da Lei 6494/1977 exclui expressamente a possibilidade de reconhecimento de relação de emprego com o estagiário (lembremse que isso vale para o estágio lícito; se for ilícito, prima-se pela realidade, sempre). Diante de todo o exposto, a alternativa “mais correta” dentre as oferecidas é a da letra D. Questões de concurso (nível igual ou superior ao exigido para AFT): 1 O avulso tanto

pode ser portuário como nãoportuário. Poucos autores, entretanto, enfrentam o tema, dada a maior incidência do avulso portuário. A Prof. Vólia Bomfim Cassar ensina que “nãoportuário é o avulso que trabalha para diversos tomadores, sem vínculo de emprego, obrigatoriamente intermediado pelo sindicato da categoria. Pode executar seus serviços na área portuária ou não. O que o diferencia do avulso portuário é, na verdade, que ele (não-portuário) é intermediado pelo sindicato e não é regido pela Lei nº 8.630/1993, enquanto o portuário é regido pela referida lei e intermediado necessariamente pelo OGMO. Vulgarmente é o chamado chapa, por prestar serviços em carregamento e descarregamento de carga, sem habitualidade ou repetição. Ressaltese que o verdadeiro chapa tem que ser intermediado pelo sindicado.” (CASSAR, Vólia Bomfim. Direito do Trabalho. – 2ª ed. – Niterói : Impetus, 2008, p. 300) Ressalte-se, por fim, que existe ainda, paralela à figura que a Prof. Vólia Bomfim denomina “verdadeiro chapa”, o chapa que chamamos de “genérico”, qual seja, aquele que fica na entrada das cidades à espera de caminhões carregados para oferecerem seus serviços de descarregamento. Este não é considerado trabalhador avulso pois oferece diretamente seus serviços, sem intermediação do sindicato. 8 – (PROCURADOR DO TRABALHO/MPT – XI CONCURSO – 2004) A relação de emprego é o vínculo jurídico sobre o qual incide o Direito Individual do Trabalho. A respeito desta relação jurídica, pode-se dizer: I – a exploração econômica do serviço prestado pelo trabalhador é essencial para a configuração da relação de emprego;

10

obstando a formação do vínculo de emprego. há que ser avaliada sob a óptica do prestador dos serviços. a subordinação é jurídica. quanto ao serviço realizado. cozinheira. superior ao daquele que lhe contrata. II – não há subordinação quando o trabalhador possui conhecimento técnico ou científico. é bastante comum. tem sido mitigado o requisito da pessoalidade em relação ao empregado em domicílio. a continuidade. e não técnica. II. a) apenas a afirmação I está correta. Em tal circunstância. instituição sem fins lucrativos que contrata empregados para realização de atividades de apoio (faxineira. III – não se forma vínculo de emprego. podendo o mesmo se limitar ao consumo do tomador. médico. afigurase relevante investigar a real intenção das partes. Errado. e) não respondida. Logo. 6º da CLT: não se distingue entre o trabalho realizado no estabelecimento do empregador e o executado no domicílio do empregado. A onerosidade. desde que haja repetição. c) todas estão erradas. estará reconhecida a existência de eventualidade. basta o trabalho intermitente. a exploração econômica do serviço. Como estudamos. etc). em absoluto. Assim. A partir responda: das afirmações supra. especialmente do trabalhador. mas permanente. Resp.Errado. para configuração da não-eventualidade. para a configuração da relação de emprego. previsão de repetibilidade. Havendo prestação laboral intermitente. a atividade seja permanente da empresa e haja fixação jurídica do trabalhador ao tomador dos serviços. Dois exemplos indicam a incorreção da assertiva: empregado doméstico. enquanto requisito imprescindível à configuração da relação de emprego. não interessa. Basta imaginar o exemplo de um médico contratado por uma indústria metalúrgica. por construção doutrinária e jurisprudencial. cuja prestação de serviço deve se limitar ao consumo imediato do tomador. Sabe-se que um dos elementos caracterizadores da relação de emprego responde pela nãoeventualidade na prestação dos serviços. admitindo-se seja o mesmo auxiliado por membros da família. por ausência de subordinação. exceto para o doméstico. quando o trabalhador presta serviço em sua própria residência. que o obreiro detenha conhecimentos técnicos superiores aos daquele que o emprega. d) apenas a afirmação II está correta. Muito provavelmente o empregador não terá qualquer conhecimento técnico da área médica. I. desde que esteja caracterizada a relação de emprego. 11 . Aliás. b) estão corretas as afirmações II e III. Errado. Errado. que este médico seja seu empregado. secretária.: c 9 – (JUIZ DO TRABALHO – 7ª REGIÃO – ESAF – 2005) Analise as proposições a seguir e assinale a opção correta. Art. para verificar se a onerosidade que permeou o vínculo objetivou a percepção de contraprestação. Não se exige. e para a execução das tarefas é auxiliado por membros de sua família. não produzindo valores de troca. porém isso não impede. notadamente nas funções intelectuais. Por sua vez.

até porque. também não interessará o resultado (finalidade) que se espera do mesmo. O caráter de infungibilidade em relação ao empregado é sinônimo de pessoalidade. Correto. exceto a segunda. o que caracteriza a alheiabilidade da prestação dos serviços pelo empregado (alteridade). como também já estudamos. a) Todas são verdadeiras. para caracterização da relação de emprego. só a banca poderia responder a esta questão. a onerosidade e a subordinação jurídica. exceto a quarta e a quinta. Analise as 12 . Como vimos alhures. Ocorre que também vimos que a assertiva II é correta. poderíamos extrair duas finalidades possíveis: fruto do trabalho auferido diretamente pelo trabalhador (autônomo). como vimos. Apura-se a onerosidade a partir da intenção econômica do empregado quando da contratação. Pela doutrina atual. exceto a primeira. sendo essencial à configuração dessa relação jurídica que a prestação de serviços tenha um caráter de infungibilidade em relação à aludida pessoa.Correto. c) Todas são verdadeiras. se o tipo de trabalho não interessa. Resp. que o contrato de trabalho é concluído intuitu personae. e) Todas são verdadeiras. isto é. em relação ao empregado. E por que a assertiva V estaria correta? A rigor. Entretanto. III. exceto a primeira e a segunda. Todas as relações de trabalho (e não só a de emprego) têm como prestador de serviços pessoa física. a subordinação é jurídica e se liga à prestação. Resolvi a questão a partir das alternativas. Ao menos essa é a minha opinião. Correto. Ora. exceto a terceira. Presentes a pessoalidade. e não à pessoa do empregado. pelo que a resposta só pode ser a letra “a”. e sim o modo de prestação. o tipo de trabalho prestado não interessa à caracterização da relação de emprego. Esta assertiva é duvidosa.: a 10 – (JUIZ DO TRABALHO – 1ª REGIÃO – 2005) Diz-se. que o trabalho é prestado por conta alheia. da lição inclusive de Maurício Godinho Delgado. a nãoeventualidade. Correto. em exercício parecido com o mencionado no comentário da questão 7 supra. IV. na relação de emprego. V. atuando sobre o modo da realização da prestação e não sobre a pessoa do prestador de serviços. Como a primeira assertiva está flagrantemente errada. a finalidade atribuída à realização de determinado serviço. é qualificado como sendo uma subordinação jurídica. Nesta linha de pensamento. só servem as alternativas “a” e “d”. fruto do trabalho explorado pelo tomador dos serviços. Somente a pessoa natural pode ocupar o espaço reservado ao prestador do serviço na relação de emprego. b) Todas são verdadeiras. possui relevância. O vínculo subordinante que se estabelece entre o prestador de serviços e seu tomador. d) Todas são verdadeiras. suponho que a expressão “a finalidade atribuída a determinado serviço” se refira à alteridade. essa subordinação é avaliada sob uma perspectiva objetiva. Não consegui vislumbrar outra solução possível para esta questão.

pois se somente o empregado pode. Correto. é correto afirmar que a) ele tem o tempo de serviço atinente ao período de exercício na função de diretor computado para todos os efeitos legais.proposições abaixo.Em relação ao empregado eleito para ocupar cargo de diretor de sociedade anônima.salvo se o empregador consente. intransmissível.A pessoalidade é uma das notas típicas da relação de emprego. isto é.A obrigação de prestar o serviço é personalíssima e. exceto esporadicamente. sem maiores problemas. c) ele tem seu contrato de trabalho interrompido. V . o empregado não pode se fazer substituir por outrem. 13 . e) apenas incorreta. e se esta obrigação é intransmissível. Correto. não se computando o tempo de serviço do período em que exerceu a função de diretor. acima. portanto.A morte do empregado dissolve. não se computando o tempo de serviço do período pertinente ao exercício da função de diretor. d) ele tem seu contrato de trabalho suspenso. logo não pode transmitir a outrem a obrigação de prestar serviços. pois na relação de emprego a prestação é infungível. Resp. Na mesma linha do item anterior. com a aquiescência do empregador. d) apenas as alternativas II e V estão corretas. pessoalmente. Todas as assertivas estão corretas e apresentam facetas da pessoalidade. II . b) ele tem seu contrato de trabalho automaticamente rescindido na medida em que não pode ostentar a condição simultânea de empregado e empregador. pelo que extingue-se automaticamente o contrato de trabalho. relaciona-se à característica de infungibilidade do trabalho do empregado. com a sua morte a prestação torna-se impossível. III . prestar serviços. b) todas incorretas. a) todas corretas.: a ANALISTA ÁREA PROCESSUAL MPU – ESAF – 2004 – a alternativa II está 78. Correto. IV . ipso facto.O empregado não pode fazer-se substituir na empresa em que trabalha . resposta correta: assinalando a A questão não apresenta maiores dificuldades. Correto. mesmo diante da presença da subordinação jurídica atinente ao liame empregatício. No mesmo sentido visto as alternativas estão c) apenas as alternativas I e IV estão corretas. ainda que presente a subordinação jurídica imanente ao vínculo empregatício.O pacto de trabalho origina para o empregado uma obrigação de fazer que não é fungível. as alternativas estão I . o contrato. A pessoalidade como requisito da relação de emprego. Se o obreiro não pode se fazer substituir. Correto.

desde 1994. c) O empregado candidato ao cargo de dirigente sindical tem direito à estabilidade provisória mesmo que o registro de candidatura tenha ocorrido durante o período do aviso prévio. Correta. pois neste caso não é contrato de trabalho anterior. 79. o item II da Súmula 244 do TST. notadamente prestação de serviços. Correta. letra “E”. A hipótese de previsão contrária em norma coletiva era prevista expressamente na época do concurso. Correta. Assim. já existia. pois neste caso a jurisprudência confere apenas a indenização. não se aplicando àquele trabalhador contratado especificamente para a função de diretor. a) Admite-se a reintegração de empregado detentor de estabilidade provisória ainda que esgotado o período estabilitário. FIGURA JURIDICA DO EMPREGADO Questões elaboradas – Auditor Fiscal Ricardo Resende .e) ele tem seu contrato de trabalho suspenso. a jurisprudência consolidada do TST rejeita a possibilidade de reconhecimento da estabilidade provisória do dirigente sindical quando o registro da candidatura se dá durante o aviso prévio. porque não tive acesso ao gabarito definitivo. com exceção da estabilidade provisória. conforme redação original da OJ nº 88. embora o gabarito oficial seja letra “A”. razão pela qual a questão deveria ter sido anulada. Obviamente a hipótese somente se aplica ao trabalhador que já era empregado na “companhia” e veio a ser eleito diretor da mesma. razão pela qual a questão tinha duas respostas! Com efeito. Lembrem-se que a suspensão contratual implica na sustação temporária dos principais efeitos do contrato de trabalho. Neste sentido. reflexos e parcelas rescisórias). b) O desconhecimento do empregador da gravidez da empregada não inibe o direito ao pagamento da indenização defluente da estabilidade. nos termos do item I da Súmula 244 do TST. o item V da Súmula 369. portanto depois do concurso em questão. com a mesma redação. Não sei se efetivamente o foi. é obtida a partir da Súmula nº 269 do TST. nos termos do item IV da Súmula 369 do TST. a letra “C” também atende ao comando do enunciado (opção incorreta). Observe-se que. conforme Súmula 371 do TST. e não a possibilidade de reintegração. pagamento de salários e contagem do tempo de serviço. Também está errada. não se computando o tempo de serviço do período em que exerceu a função de diretor.EVP 14 .No que tange aos efeitos pertinentes à estabilidade. Neste sentido. salvo na hipótese de permanência da subordinação jurídica própria do vínculo empregatício. d) Os efeitos da projeção do contrato de trabalho para o futuro em decorrência da concessão de aviso prévio alcançam as vantagens econômicas conquistadas durante o aviso prévio (salários. não obstante a referida Súmula tenha sido editada e publicada apenas em 2005. salvo na hipótese de previsão contrária em norma coletiva. Está errada. aponte a opção incorreta. a OJ nº 35. e) A extinção do estabelecimento comercial na área de abrangência da base territorial do sindicato prejudica o direito do dirigente sindical à estabilidade provisória. Comentário: a resposta. bem como o item I da Súmula 396 do TST.

só por este fato. 3º da CLT. a qualidade de empregado. a subordinação jurídica também não é tão rigorosa. não-eventualidade. quanto ao horário de trabalho. pois não é possível que alguém seja empregado de si mesmo. O art. desde que presentes os requisitos dos artigos 2º e 3º da CLT. Errado. não importando a natureza (tipo) do trabalho prestado. Com efeito. onerosidade. em regra. pode ser revertido ao antigo posto de trabalho (alteração contratual lesiva ao empregado expressamente prevista em lei) e pode ser transferido para outra localidade independentemente da sua anuência. em princípio. técnico e intelectual. (b) a eventual existência de estatutos profissionais dispondo sobre categorias diferenciadas. fato este de difícil fiscalização pelo empregador. pois não se 15 . (e) pode-se dizer que. Errado. Também é verdade que no trabalho em domicílio a pessoalidade se apresenta de forma mitigada. não faz jus ao pagamento das horas extraordinárias). 2) Considere as seguintes assertivas: I – a figura do sócio é incompatível com a figura do empregado.01) Assinale a alternativa INCORRETA: (a) a natureza do trabalho prestado não é determinante para a caracterização da relação de emprego. qualquer incompatibilidade entre as figuras do sócio e do empregado. a subordinação e a pessoalidade. de acordo com as peculiaridades de determinada categoria profissional. subordinação e alteridade). (c) é perfeitamente possível que o trabalhador em domicílio seja empregado. o empregado detentor de cargo de confiança sofre restrições. geralmente categorias de trabalhadores intelectuais. Correto. até porque o empregado em domicílio tem certa liberdade. Não há. (d) consoante a jurisprudência dominante do Tribunal Superior do Trabalho a eleição de empregado para o cargo de diretor implica na suspensão do contrato de trabalho. não obstante reduzido o grau de subordinação jurídica. o empregado detentor de cargo de confiança não perde. Neste caso. não apresentam tanto rigor em sua caracterização. pois para a caracterização da relação de emprego basta a presença dos requisitos caracterizadores (pessoalidade. por exemplo. e sim limita alguns direitos típicos dos empregados. desde que por real necessidade de serviço. por exemplo. exceto se permanecer a subordinação jurídica. Correto. A redução do grau de subordinação jurídica não implica no não reconhecimento da qualidade de empregado. razão pela qual não constituem discriminação ou afronta ao princípio constante do parágrafo único do art. bastando para tal que se verifiquem os requisitos dos artigos 2º e 3º da CLT. Correto. Literalidade da Súmula nº 269 do TST. constitui afronta ao dispositivo consolidado que proíbe a distinção entre trabalho manual. quanto à proteção da jornada de trabalho (não tem. Por sua vez. posto que é relativamente comum que o empregado seja auxiliado por pessoas da família. embora existentes. Os estatutos profissionais regulam situações jurídicas diferenciadas. 6º da CLT iguala o trabalho em domicílio ao trabalho do empregado que exerce suas atividade na empresa. controle de jornada e. por conseqüência. Correto.

2º). prestar serviços não qualificados a pessoa física. de emprego (não doméstico). Errado. e sim sociedade de fato. Entretanto. por exemplo. Dessa forma. Como já estudamos. sendo que presume-se a subordinação do cônjuge que não trabalhe fora. desde que evidenciados os requisitos legais. quando é sócio majoritário e/ou possui o controle da empresa. Nestes casos deve ser aplicado o regime jurídico que seja mais favorável ao empregado. mas somente na definição do empregador (art. não da prestação. e a concomitante prestação de serviços de limpeza a empresa da mesma família configura o fenômeno da promiscuidade contratual. II e IV (d) II. No caso em tela. Também está errada a assertiva pelo fato de que não existe prestação de serviço doméstico a pessoa jurídica. pode ser doméstico!). II – será doméstico o empregado que. temos uma relação de emprego doméstico e outra. laborando com continuidade. é importante reiterar que é comum aparecer em questões de concurso estes três requisitos como os necessários à caracterização da relação de emprego. V – a prestação de serviços à pessoa ou à família. Quanto a esta assertiva. 3º). substituída a nãoeventualidade pela continuidade. IV – a partir do advento das premissas do chamado Novo Direito tem sido admitida a relação de emprego doméstico entre cônjuges. Estão incorretas as assertivas: (a) I e II (b) I. e pelo fato de prestar serviços a pessoa física ou a grupo familiar. primeiro pela fantasiosa idéia da suposta corrente do “Novo Direito”. a onerosidade e a não-eventualidade. há outros requisitos essenciais (pessoalidade e alteridade). Literalidade do art. Errado. III – são requisitos caracterizadores da relação de emprego a subordinação. serão incompatíveis as figuras sempre que o sócio detenha intensa participação na sociedade. exceto: assertivas estão (a) são direitos constitucionalmente estendidos ao doméstico. mas somente a pessoa física ou grupo familiar. II e III 03 – Todas as corretas. depois porque a presunção é no sentido que não há subordinação entre cônjuges. onerosidade e subordinação. Dessa forma. sem finalidade lucrativa (dos serviços.confundem a pessoa física do sócio e a pessoa jurídica da sociedade. em face da atecnia da CLT ao não mencionar a pessoalidade e a alteridade na definição de empregado (art. 3º da CLT. O empregado será doméstico sempre que presentes os requisitos caracterizadores da relação de emprego. é estranho à caracterização do doméstico que os serviços sejam ou não qualificados (lembremos que um piloto de avião. jurídica ou grupo familiar. mas a presença destes três torna a resposta correta. 16 . por exemplo. IV e V (e) I. que tem intenção onerosa). dentre outros. em face do qual deve prevalecer o regime jurídico mais favorável ao empregado. Correto. o décimo terceiro salário. A assertiva é absurda. sendo que os serviços não podem ter finalidade lucrativa (sob o ponto de vista do empregador). Correto. os tribunais têm entendido que em regra não há que se falar em relação de emprego entre cônjuges. concomitante. II e V (c) I.

será rural o empregado de empregador rural. Correto. o aprendiz se diferencia pela determinação de prazo do contrato de trabalho (até dois anos). e sim enquadrado na atividade preponderante da empresa. Errado.irredutibilidade do salário. como o próprio nome indica. aviso parágrafo (b) a relação de emprego rural difere da relação de emprego pela natureza dos serviços prestados pelo obreiro. Não obstante. Literalidade do único do art. da Lei nº 605/1949. 7º da CRFB. Assim. isto é. pela restrição da idade (poderão ser aprendizes os maiores de quatorze anos e os menores de vinte e quatro anos. A relação de emprego rural difere da relação de emprego comum pela qualidade do empregador. pois este direito era negado expressamente ao doméstico pelo art. Correto. que devem ser aqueles tipicamente rurais. aspirante à condição de empregado. tratoristas. por força do disposto no art. prévio e aposentadoria. a Lei nº 11. ainda que este forneça à professora moradia e gratificação pecuniária. 7º. OJ 315 da SBDI-I do TST. Errado. No caso do empregado de indústria rural a regra é oposta àquela do empregado vinculado a empregador rural que explora atividade agrícola. a professora que ministra aulas em escola rural não se vincula empregaticiamente ao dono da fazenda onde está situada a escola. (e) não será rurícola o empregado da indústria do açúcar e do álcool que não realize atividades tipicamente rurais. (d) ao doméstico são garantidos tanto o descanso semanal remunerado quanto os feriados civis previstos em lei. que poderá ou não ser confirmada depois de concluído o programa de aprendizagem. Este é o entendimento dominante na jurisprudência. da CRFB. para quem não existe limite máximo de idade). o trabalhador de indústria rural será rurícola apenas quando suas atividades forem tipicamente rurais. Também é rurícola o empregado de indústria que explora suas atividades em estabelecimento agrário. Ressalte-se que não necessariamente o empregado rural prestará serviços tipicamente rurais. Neste sentido. O aprendiz é um empregado cujo regime jurídico é especial. Em relação aos demais empregados. Basta que o tomador dos serviços seja empregador rural para que o empregado seja rurícola. alínea “a”. pelo recolhimento do FGTS em alíquota diferenciada 17 . 5º da Lei nº 605/1949. exceto portadores de necessidades especiais. não tinha direito. não obstante suas atividades não sejam tipicamente rurais. os motoristas. Em atividades tipicamente industriais o obreiro não será rurícola. são rurícolas. 4 – Julgue os seguintes itens (Certo ou Errado): a) o aprendiz não é empregado e sim. parágrafo único. 5º. empregados de escritório de empresa agropecuária. Quanto aos feriados. assim considerado aquele que exerce atividade agroeconômica. Correto. entre outros. O doméstico tinha direito somente ao descanso semanal remunerado. Correto. (c) conforme a jurisprudência dominante.324/2006 revogou esta alínea “a” do art. também chamada de agroindústria. razão pela qual o doméstico passou a fazer jus também aos feriados.

por sua vez. dentre eles escolhendo os substitutos. e) a existência de relação de parentesco até o terceiro grau entre prestador e tomador dos serviços afasta a relação de emprego. Correto. e pela necessidade de matrícula do aprendiz em programa de aprendizagem. são regidos por estatutos próprios. bastando para tal que estejam presentes os requisitos legais (art. O parentesco não afasta o vínculo empregatício. b) não se aplicam aos empregados públicos as disposições celetistas. contratar escreventes. Literalidade do art. os direitos trabalhistas constantes da CLT. 28 da Lei nº 7. 20 da Lei nº 8. pois se presume o conluio entre as partes para fraudar o sistema do FGTS e do Seguro-Desemprego. c) o trabalho do preso não forma vínculo de emprego com o Estado. 2º e 3º da CLT). etc. Tanto a secretária da instituição sem fins lucrativos quanto o trabalhador em serviços gerais na igreja são empregados. corretamente. Errado. 05 – (TÉCNICO – ÁREA ADMINISTRATIVA – TRT19 – FCC – 2003) NÃO há relação de emprego entre: A – a instituição sem fins lucrativos e a respectiva secretária B – a igreja e o respectivo encarregado de serviços gerais C – a dona de casa e a empregada doméstica D – a instituição de beneficência e o voluntário E – o titular de Cartório oficializado e o serventuário não A resposta é a letra D. Mévio procurou um advogado para “saber de seus direitos”. para o desempenho de suas funções. firmando com a Administração Pública relação jurídica administrativa e não trabalhista. contra 8% dos empregados “normais”). Errado. nos termos 18 . É importante ressaltar que a qualificação do tomador dos serviços (“sem fins lucrativos”) não lhe retira a qualidade de empregador. Nos termos da CRFB. pelo pagamento do salário-mínimo hora. sendo exigida a anotação do contrato de trabalho em CTPS. d) Mévio foi admitido em março de 2006 como escrevente em um cartório (tabelionato) de notas nãooficializado na cidade de Cartolândia do Norte. Os servidores públicos. nos termos do art.(2%. e auxiliares como empregados. o registro. e sim o estatuto próprio fixado em lei. pois no caso do voluntário falta para caracterização da relação de emprego o requisito da onerosidade. a realização dos exames de saúde ocupacional conforme NR-7. o qual dispõe que: “os notários e os oficiais de registro poderão. oportunidade na qual o causídico. salvo disposição mais benéfica em instrumento coletivo. os serviços notariais são exercidos por delegação do Poder Público. Aplica-se aos empregados públicos a CLT. o aprendiz é empregado como qualquer outro.210/1984 (Lei de Execuções Penais).935/1994. lhe informou que seus direitos são os direitos de qualquer empregado. desde que presentes os requisitos caracterizadores da relação de emprego. com remuneração livremente ajustada e sob o regime da legislação do trabalho”. O regime jurídico dos trabalhadores em cartórios extrajudiciais é o celetista. Correto. Demitido em dezembro de 2007. Exceto por estas regras especiais. ou seja.

o serventuário do cartório não oficializado é empregado. previsão de repetibilidade. pois o empregado só poderá ser pessoa física. A letra B também está incorreta porque a habitualidade não exige a prestação de serviços diária. pode perfeitamente ocorrer fora do estabelecimento fabril ou comercial como. nada impede que o empregado tenha mais de um vínculo 19 .do art. 06 – (ANALISTA – EXECUÇÃO DE MANDADOS – TRT17 – FCC) Na relação de emprego A – o empregado pode ser pessoa física ou jurídica B – configura-se a habitualidade somente se a prestação de serviços é diária C – a prestação de serviços pode ocorrer fora do estabelecimento fabril ou comercial D – exige-se trabalhador exclusividade do de emprego com empregadores diversos. Entre o dono da obra e o pedreiro não há relação de emprego. C – o dono da obra e o pedreiro. pois há vínculo de emprego entre o titular de cartório não oficializado e seus serventuários. tendo em vista que não há que se falar em não-eventualidade nesta hipótese (não há previsão de repetibilidade e a atividade não é normal na dinâmica do tomador dos serviços). da CLT. na relação de emprego. não B – a instituição de beneficência e os voluntários. D – a noiva e a costureira. 20 da Lei nº 8. 2º da CLT. Com efeito. razão pela qual não há relação de emprego. 20 da Lei nº 8. A letra D está errada porque não se exige. A dona de casa e a empregada doméstica formam a relação de emprego tipicamente doméstica. no caso do empregado em domicílio. Nos casos das letras B e E falta o requisito da onerosidade. pois a prestação de serviços. seja na atividade-meio) e que haja fixação jurídica do obreiro ao tomador dos serviços. Finalmente. nos termos do art. A resposta é a letra A. Por fim. Neste sentido. não há relação de emprego entre a noiva e a costureira. E – a igreja e o religioso. 2º.935/1994. A letra A está errada. o art. §1º. nos termos do art. a exclusividade. 07 – (ANALISTA – ÁREA ADMINISTRATIVA – TRT9 – FCC – 2004) Há relação de emprego entre: A – o titular de cartório oficializado e os serventuários. 08 – (TÉCNICO JUDICIÁRIO – TRT22 – 2004 – FCC) É correto afirmar que: E – os riscos da atividade econômica são suportados pelo empregador ou pelo empregado A resposta é a letra C.935/1994. por exemplo. que o serviço seja permanente na atividade da empresa (seja na atividade-fim. Percebam a recorrência desta temática em provas da FCC (!). bem como este não assumiria os riscos da atividade econômica. consoante o art. regido pela CLT. nunca pessoa jurídica. a letra E está incorreta porque os riscos da atividade econômica cabem exclusivamente ao empregador. 6º da CLT. para caracterização da relação de emprego. desde que compatíveis os horários. Finalmente. pois não haveria finalidade econômica para o dono da obra. bastando que haja repetição. ao menos para a jurisprudência dominante.

O que caracteriza o trabalho avulso é o fato de o trabalhador avulso colocar sua energia de trabalho à disposição de distintos tomadores. definindo o tempo. C – apenas o trabalho realizado no estabelecimento do empregador caracteriza a relação de emprego. 6º da CLT. é aquele trabalhador que se coloca como elo de ligação entre um trabalhador e o tomador de seus serviços. por exemplo. A distinção surge da proteção legal trabalhista. modo e local da prestação. E – o trabalho executado no domicílio do empregado será sempre considerado eventual. sempre que presentes os requisitos caracterizadores da relação de emprego.A – não se distingue entre o trabalho realizado no estabelecimento do empregador e o executado no domicílio do empregado. a quem cabe definir. ainda que não esteja caracterizada a relação de emprego. complementando-a ou suplementando-a. em regra. Errado. sem se fixar juridicamente a nenhum deles. Correta a letra A. conferindo a este o poder de dirigir o trabalho. 09 – (JUIZ DO REGIÃO – 1998) TRABALHO – 12ª A – são trabalhadores autônomos aqueles que possuem a discricionariedade do tempo. o modo e o local da prestação dos serviços. As letras D e E também estão erradas porque será considerado relação de emprego o trabalho executado do domicílio do empregado. B – não se distingue entre o trabalho realizado no estabelecimento do empregador e o executado no domicílio do empregado. O trabalho autônomo é marcado pela ausência de subordinação. D – o trabalho executado no domicílio do empregado sempre será considerado autônomo. figura muito comum principalmente no meio rural. que em regra caracteriza relação de emprego. Correto. Errado. integrando-a. em afronta ao princípio da dignidade humana. C – são trabalhadores intermediários aqueles que compõem a própria atividade da empresa. no âmbito do Direito do Trabalho. a figura do intermediário é repelida pelo sistema legal de proteção ao trabalho. pela literalidade do art. da forma que melhor lhe convier. no trabalho em domicílio (art. que é conferida. em curtos períodos de tempo. Em outras palavras. desde que esteja caracterizada a relação de emprego. D – são trabalhadores domésticos aqueles que prestam serviços a pessoa física ou grupo familiar. praticando atos jurídicos em seu nome. ainda Aponte a alternativa correta: 20 . somente aos empregados. ao passo que na relação de emprego o trabalhador se subordina juridicamente ao empregador. A letra B está errada porque se não há relação de emprego no trabalho executado no domicílio do empregado. modo e local de trabalho. B – são trabalhadores avulsos aqueles que prestam serviços a outrem. pois configura mercantilização do trabalho humano. A letra C está errada pois é possível que exista relação de emprego fora do estabelecimento do empregador. 6º da CLT). Intermediário. o tempo. Também chamado “gato”. no trabalho autônomo predomina a liberdade do trabalhador. distinguir-se-á este do trabalho executado no estabelecimento do empregador.

Não existe relação de emprego sem onerosidade. 2º da Lei 5. é regido pela Lei nº 5889/1973. 10 – (PROCURADOR DO ESTADO/RN – FCC – 2001) É correto afirmar que: a) ser pessoa física. trabalhar mediante dependência. No mesmo comentário à letra A. O doméstico não pode prestar serviços em atividade lucrativa. Errado. trabalhar de forma não eventual. se o mesmo presta serviços em zona urbana ou não. trabalhar de forma não eventual. mas no âmbito residencial da mesma pessoa ou grupo familiar. trabalhar de forma eventual. Errado. trabalhar mediante o pagamento de salário e prestar o trabalho pessoalmente são requisitos que configuram o empregado e que todo empregado é regido pela CLT. trabalhar mediante dependência. conforme exposto no comentário da letra A. Errado. O doméstico. prédio rústico é a propriedade localizada em perímetro urbano onde se desenvolve atividade agroeconômica. e não pela CLT. assim considerado aquele que desenvolve atividade agroeconômica. por sua vez. pois também será empregado rural o trabalhador que prestar serviços em prédio rústico a empregador rural (art. E – são trabalhadores rurais aqueles que desenvolvem atividades. Errado. trabalhar mediante dependência.que em atividade lucrativa. A relação de emprego exige trabalho não-eventual e nem todo empregado é regido pela CLT. trabalhar mediante o pagamento de salário e prestar o trabalho pessoalmente são requisitos que configuram o empregado e que nem todo empregado é regido pela CLT. trabalhar de forma não eventual. FIGURA JURIDICA EMPREGADOR DO Questões Elaboradas – Auditor Fiscal Ricardo Rezende – EVP 21 . e nem todo empregado é regido pela CLT. trabalhar mediante a inexistência de dependência. Não existe emprego sem (subordinação). Nem todo empregado é regido pela CLT. sentido do c) ser pessoa física. d) ser pessoa física. que deve ser o empregador rural. para caracterização do rurícola.889/1973). não é regido pela CLT. Com efeito. b) ser pessoa física. trabalhar gratuitamente e prestar o trabalho pessoalmente são requisitos que configuram o empregado e que todo empregado é regido pela CLT. por exemplo. em áreas distantes das zonas urbanas. trabalhar de forma não eventual. O que caracteriza o empregado rural não é o local da prestação dos serviços. Pouco importa. ainda que industriais. trabalhar mediante dependência. O empregado rural. Errado. mediante o pagamento de salário e prestar o trabalho pessoalmente são requisitos que configuram o empregado e que nem todo empregado é regido pela CLT. trabalhar mediante o pagamento de salário e prestar o trabalho pessoalmente são requisitos que configuram o empregado e que todo e qualquer empregado é regido pela CLT. e sim pela Lei nº 5859/1972. Correto. Errado. relação de dependência e) ser pessoa física. e sim a qualidade do empregador.

julgue os seguintes itens (certo ou errado): a) As empresas “Farmácia Gerais”. da CLT. durante a mesma jornada de trabalho. bem como os reflexos respectivos. a configuração do grupo econômico trabalhista não depende sequer de consórcio formal entre as empresas envolvidas. §2º. entre duas ou mais b) No caso. 2º. apenas se Constantino conseguir comprovar que as empresas constituem grupo empresarial. sendo que constou em sua CTPS o salário mensal de R$700. c) Há de se reconhecer o grupo econômico. porém nunca recebeu o adicional de horas extras. Comentário: a identidade da atividade econômica não é requisito para a formação de grupo econômico. denominadas “Farmácia Gerais”. 22 . e desde que respeitadas as formalidades previstas na legislação comercial. tendo em vista que exercem atividades econômicas diversas. Comentário: Nos termos da Súmula 129 do TST “ a prestação de serviços a mais de uma empresa do mesmo grupo econômico. Ao longo do contrato de trabalho Constantino laborou em sobrejornada de 45 minutos diários. não caracteriza a coexistência de mais de um contrato de trabalho. a mera relação de coordenação entre as três empresas é suficiente para a caracterização do grupo econômico para fins trabalhistas.Questão 1 – Considere-se a seguinte hipótese: Três irmãos detém a propriedade de três empresas. “Agência de Turismo Ouro Preto” e “Lotérica Boa Esperança” não formam grupo econômico. Constantino foi admitido pela “Lotérica Boa Esperança” para exercer a função de atendente. Cada um dos irmãos é sócio majoritário em uma das empresas e minoritário nas outras duas. o que por si só afasta a hipótese legal de formação de grupo econômico. d) Caso Constantino tenha prestado serviços à “Agência de Turismo Ouro Preto” durante o tempo em que tinha contrato de trabalho com a “Lotérica Boa Esperança”. bastando para tal a relação de subordinação ou ao menos de coordenação empresas. pelo que o obreiro poderá exigir as verbas trabalhistas relativas aos dois vínculos. A partir do caso acima. Constantino ingressou com reclamação trabalhista pleiteando diferenças salariais (adicionais de horas extras devidos e reflexos) e o FGTS incidente sobre tais diferenças (inclusive multa compensatória devida em função da demissão imotivada). Não obstante não exista subordinação de uma empresa às outras. Demitido sem justa causa depois de três anos prestando serviços à “Lotérica Boa Esperança”. nos termos do art. Ao contrário. salvo ajuste em contrário”. “Agência de Turismo Ouro Preto” e “Lotérica Boa Esperança”. há inegável relação de coordenação administrativa entre elas. Comentário: a maioria da doutrina e da jurisprudência tem admitido a formação do grupo econômico ante a simples relação de coordenação entre as empresas. deverá ser reconhecida em juízo a duplicidade de contratos de trabalho. na hipótese mencionada.00 (setecentos reais). Comentário: a formação do grupo econômico para fins trabalhistas não se liga à idéia de grupo empresarial extraída da legislação comercial.

em alguns casos. considerado configurada a 23 . isto é. sem que com isso restasse configurado mais de um contrato de trabalho. serão acionadas a pagar o quantum devido no caso de a “Lotérica Boa Esperança” não arcar com seu débito trabalhista em relação ao mencionado obreiro. Assim. o caso é de solidariedade e não de mera subsidiariedade. 2º da CLT as empresas integrantes do grupo econômico são solidariamente responsáveis pelos créditos trabalhistas dos empregados de qualquer uma delas. o enunciado da questão esclarece que há “inegável relação de coordenação administrativa entre elas” (as empresas). i) Tecnicamente pode-se dizer que as empresas mencionadas formam grupo econômico horizontal. Comentário: segundo classificação corrente na doutrina. desde que não pairem dúvidas a respeito da existência do grupo econômico. forma-se o grupo econômico vertical se existe relação de subordinação entre as empresas integrantes. as duas primeiras serão subsidiariamente responsáveis pelo adimplemento dos créditos trabalhistas de Constantino. dada a inexistência de relação de subordinação entre as mesmas. em eventual fase de execução do julgado.e) Configurado o grupo econômico entre as empresas “Farmácia Gerais”. Comentário: literalidade da Súmula 129 do TST. não poderá. razão pela qual não restam maiores dúvidas a respeito da configuração do grupo econômico. Comentário: Hodiernamente o entendimento predominante na doutrina e na jurisprudência é no sentido de que as empresas integrantes do grupo econômico podem ser acionadas diretamente no processo de execução. e logo não lhes teria sido garantido o direito constitucional ao contraditório e à ampla defesa. tendo em vista que as mesmas não teriam participado do processo de conhecimento. No caso em análise. em nenhuma hipótese o adquirente responderia pelos créditos trabalhistas deste obreiro. “Agência de Turismo Ouro Preto” e “Lotérica Boa Esperança”. poderiam as três empresas ser consideradas um único empregador em relação a Constantino. já transcrita no comentário da alínea “d” supra. efetiva empregadora de Constantino. razão pela qual cada uma das empresas poderia exigir que Constantino lhe colocasse à disposição sua energia de trabalho. g) Ante a inexistência de cláusula contratual dispondo em contrário. desde que respeitada a compatibilidade de horários. ( E ) j) Caso a propriedade das empresas “Farmácia Gerais” e “Agência de Turismo Ouro Preto” tivesse sido transferida a terceiro durante a vigência do contrato de trabalho de Constantino. mas mera relação de coordenação entre as empresas integrantes do grupo. Comentário: Consoante o art. ao passo que forma-se o grupo econômico horizontal se não existe subordinação. tendo em vista que não restou configurada a sucessão trabalhista porque não houve alteração na propriedade ou na estrutura jurídica da empresa “Lotérica Boa Esperança”. exigir o pagamento das empresas “Farmácia Gerais” e “Agência de Turismo Ouro Preto”. Comentário: a doutrina mais moderna e a jurisprudência tem. ( E ) f) Caso Constantino tenha ingressado com a reclamação trabalhista apenas em face da “Lotérica Boa Esperança”.

sucessão de empregadores sempre que a alteração intra ou interempresarial resulte no enfraquecimento das garantias do crédito trabalhista do empregado. Comentário: não obstante a regra seja a isenção de responsabilidade do sucedido pelos créditos constituídos antes da transferência (sucessão). poderia o juiz determinar. um modelo situado entre o trabalho subordinado e o autônomo: o trabalho parassubordinado. a alienação das outras duas empresas que formavam com a “Lotérica Boa esperança” o grupo econômico provocaria inequívoco enfraquecimento das garantias creditícias de Constantino. o responsável pelos créditos trabalhistas de Constantino seria exclusivamente o sucessor (arrendatário). Observe-se que a questão é polêmica e está longe de pacificação. a doutrina italiana chegou a considerar a existência de um terceiro gênero. na classificação de Von Tuhr. pois há certa presunção de menor idoneidade econômica do arrendatário. então todo cuidado é pouco com este tipo de afirmação. a transferência da empresa a título provisório para um arrendatário muito provavelmente provocará o enfraquecimento das garantidas creditícias de Constantino. É importante lembrar que a regra jurídica quase sempre comporta exceções. Na hipótese. “nunca”. Caso confirmada em juízo esta presunção. Como exemplo. No desempenho de suas funções. Algumas vezes evidente e em outras apresentando-se como leve traço. a responsabilização dos adquirentes como sucessores. como “em nenhuma hipótese”. a responsabilidade subsidiária do sucedido. ( E ) k) Na hipótese de a “Lotérica Boa Esperança” ter sido arrendada a terceiro durante a vigência do contrato de trabalho de Constantino. que atua na área de desenvolvimento de software para instituições financeiras. na prática judicial. nos termos dos artigos 10 e 448 da CLT. como uma obrigação patrimonial de prestação pessoal. in concreto. A hipótese é interessante para fins de concurso público porque ressalta a atenção que o candidato deve ter diante de expressões que denotem regras absolutas. para prestação de serviços de programador. considere a seguinte situação hipotética. tanto na doutrina quanto na jurisprudência. a subordinação é considerada pela doutrina prevalecente como uma situação jurídica. QUESTÕES ANTERIORES: DE CONCURSOS QUESTÃO 2 – (JUIZ DO TRABALHO – 5ª REGIÃO – CESPE – 2006) A subordinação jurídica apresenta-se. ao menos em tese. mas as outras duas empresas como garantes de seus créditos. Um dos elementos caracterizadores da relação de emprego. a jurisprudência tem reconhecido a responsabilidade subsidiária do sucedido nos casos em que a sucessão tenha provocado considerável redução das garantias de adimplemento dos créditos trabalhistas dos empregados. como forma de garantir efetivamente o recebimento dos créditos do trabalhador. antes da alteração. José foi contratado pela pessoa jurídica Aga. o magistrado depara-se com situações incomuns. que dificultam a constatação da relação empregatícia. No caso em análise. José tem a incumbência de desenvolver programa que será parte integrante de um software criado para sistema 24 . muitas vezes. Dessa forma. posto que este. “sempre”. tinha não só seu empregador direto. seria possível. vigindo o arrendamento quando de sua demissão. Afora o debate meramente didático.

Alice Monteiro de Barros: “Esse poder de comando do empregador não precisa ser exercido de forma constante. pelo que aplicável a regra 25 . Se precisar sair de sua residência. desde que mantenha contato direto com os supervisores. 241. e que forem relativos à sua parte da programação. bip e laptop. José participa de todas as fases do processo de criação do software e. relação norteada pela idéia civilista de boa-fé objetiva. Por isso. nem sempre a subordinação jurídica se manifesta pela submissão a horário ou pelo controle direto do cumprimento de ordens”. o que interessa é a possibilidade que assiste ao empregador de intervir na atividade do empregado. José tem de portar. seriam considerados empregadores de José. em síntese. permanece conectado à Internet e com uma linha telefônica exclusiva em sua residência para contatos a qualquer momento para resolver problemas que surgirem na execução do software. Com base nessas informações e acerca dessa situação hipotética. a subordinação do trabalhador ao tomador dos seus serviços no tocante ao modo de prestação do trabalho. desde que presentes os pressupostos da relação de emprego. O importante é que haja a possibilidade de o empregador dar ordens. comandar. assinale a opção incorreta. expressamente. pois no caso estaria caracterizado o grupo econômico. ela é difícil de ocorrer. que deve apenas cumprir o prazo definido. do que decorre o poder empregatício (poder diretivo) e o dever de obediência do empregado. atribuindo ao empregador os poderes de direção. telefone celular exclusivo. tampouco torna-se necessária a vigilância técnica contínua dos trabalhos efetuados. durante este período. dirigir e fiscalizar a atividade do empregado. A A CLT não estabelece. p. mesmo porque. diligência e fidelidade. O trabalho de José pode ser desempenhado em sua própria residência. conectado à Internet.) D Se determinada instituição financeira possuísse o controle acionário de Aga. Comentário: assertiva correta. Em linhas gerais. diferenças entre o trabalho realizado no estabelecimento empresarial e o desempenhado no domicílio do empregado. São Paulo : LTr. quando este passa a ser utilizado no mercado. normalmente um home banking ou para centrais de autoatendimento bancário. pois a subordinação jurídica decorre do contrato de trabalho e representa. B A subordinação jurídica é fonte de direitos e deveres para as partes da relação de emprego. C Para a caracterização da subordinação jurídica não é necessária supervisão técnica contínua. em relação aos trabalhadores intelectuais. Comentário: assertiva correta. Mencionamos mais uma vez a esclarecedora lição da Profª. (BARROS. mas o que interessa é a possibilidade de o empregador intervir nas atividades do empregado.maior. Curso de Direito do Trabalho. por intermédio de um programa de transferência eletrônica de mensagens. A jornada de trabalho também pode ser definida por José. Literalidade do art. 2005. ambos. dirigindo e administrando os bens de Aga para a consecução de seus objetivos empresariais. controle e disciplinar e ao empregado os deveres de obediência. Comentário: assertiva correta. Comentário: assertiva correta. Alice Monteiro de. para os fins da legislação trabalhista. 6º da CLT.

são elementos caracterizadores da subordinação jurídica. da CLT. inclusive. o critério subjetivista reforça a idéia de dependência. no caso hipotético apresentado. no caso hipotético apresentado a subordinação estaria caracterizada. ou por sociedade empresária”) do Código Civil. era perfeitamente possível resolver a questão por eliminação. não se confunde com o estabelecimento. remunerando-os exclusivamente com participação nos lucros e resultados. visto como uma universalidade de bens corpóreos e incorpóreos ou unidade de produção voltada à concretização dos fins sociais do empreendimento. São Paulo : LTr. Sobre esta questão é importante verificar que. 2005. Curso de Direito do Trabalho. c/c a Súmula nº 129 do TST. partilhar os riscos da atividade econômica com seus empregados. Dessa forma. posto que as demais assertivas (“a” a “d”) não apresentam maiores dificuldades.do art. 1 A empresa. Alice Monteiro de. vedada a transferência de eventuais custos ou prejuízos aos empregados. §2º. definição de prazos pela empresa. a direção e a fiscalização exercidas por Aga sobre as atividades de José. pelo critério objetivista. considera-se empregador a empresa individual ou coletiva que assalaria e dirige a prestação pessoal de serviços. Conforme o disposto no art. o legislador celetista (art. Assim. Por sua vez. por empresário. para exercício da empresa. p. 3º da CLT). 2º da CLT. pelo empregador. qualquer que seja a situação da empresa. A direção e a fiscalização exercida por Aga sobre as atividades de José. no caso acima apresentado. E Pelo critério objetivista. 2º. o qual considera a subordinação sob o prisma da direção e da fiscalização pelo empregador. pelo critério objetivista a subordinação “consiste na integração da atividade do trabalhador na organização da empresa mediante um vínculo contratualmente estabelecido. acerca da figura jurídica do empregador. das modalides de prestação do trabalho” (BARROS. Literalidade dos artigos 966 (“empresa é a atividade econômica organizada para a produção ou a circulação de bens ou serviços”) e 1142 (“considera-se estabelecimento todo complexo de bens organizados. na qual se inspirou. Comentário: item errado. com o conseqüente dever de obediência pleo empregado. à qual é facultado. QUESTÃO 3 – (CONSULTOR LEGISLATIVO DO SENADO – CESPE – 2002) Julgue os itens seguintes. mediante acordo ou convenção coletiva. não obstante a assertiva da letra “E” demande conhecimentos técnicos mais profundos. Comentário: assertiva incorreta. bem como pela possibilidade de o tomador dos serviços determinar o modo de prestação do trabalho (contato direto com supervisores. 242). 2 De acordo com a legislação vigente. concebida como atividade econômica organizada. Dessa forma. 26 . disponibilidade para manutenção dos sistemas). em virtude do qual o empregado aceita a determinação. seriam elementos caracterizadores da subordinação jurídica pelo critério subjetivista. Comentário: item correto. pela inserção dos serviços prestados por José na organização da empresa Aga (e notadamente em seu objetivo social). os riscos do empreendimento devem ser suportados exclusivamente pelo empregador. são devidos ao empregado os salários contratualmente ajustados.

Assim.3 No âmbito do direito do trabalho. 5 A sucessão de empregadores. Da mesma forma. se operarem no mesmo segmento comercial ou se suas atividades não estiverem horizontalmente integradas no mesmo processo produtivo ou comercial. bem como não depende da manutenção de todos os empregados em atividade. e o novo titular do negócio deverá responder pelos débitos trabalhistas relativos ao período anterior à modificação na propriedade da empresa. a sucessão de empregadores terá sido claramente configurada. A alteração na propriedade da empresa não altera os contratos de trabalho. Nessa situação. sem o pagamento das indenizações devidas. com o aproveitamento total ou parcial dos trabalhadores contratados. Para configuração do grupo econômico para fins trabalhistas não é necessário que as empresas atuem na mesma atividade econômica. Diversos empregados foram por ele dispensados. pelo que é vedada a renegociação das cláusulas de acordo coletivo anteriormente pactuadas. instrumentos coletivos de trabalho. 4 A alteração na propriedade da empresa faculta ao empresário adquirente a renegociação de todas as cláusulas coletivas eventualmente pactuadas em acordo coletivo com o sindicato profissional correspondente. Como vimos. Comentário: item errado. Comentário: item correto. ao passo que a transferência do empreendimento afetou diretamente a garantia de adimplemento dos créditos trabalhistas dos empregados. não exige solenidade especial. regulamento de empresa. QUESTÃO 5 – (JUIZ DO TRABALHO – 9ª REGIÃO – 2007) Considere as seguintes assertivas: 27 . nos termos dos artigos 10 e 448 da CLT. não restam dúvidas de que o sucessor responde por todos os débitos trabalhistas relativos ao período anterior à modificação na propriedade da empresa. ao passo que outros acabaram sendo absorvidos pela nova empresa titular do empreendimento. Comentário: item errado. com os efeitos daí advindos (responsabilização do sucessor). para os fins do direito do trabalho. as empresas reunidas em grupo econômico apenas serão solidariamente responsáveis pelos créditos trabalhistas devidos aos empregados de cada uma delas. Comentário: item correto. a sucessão de empregadores resta configurada independentemente do título jurídico da alteração subjetiva do empregador. Hipótese típica de sucessão de empregadores. o grupo econômico tanto pode ser vertical (se existe relação de subordinação entre as empresas integrantes). Com efeito. QUESTÃO 4 – (AUDITOR DO ESTADO ES – CESPE – 2004) Julgue o item a seguir: Por não conseguir honrar os compromissos assumidos com alguns bancos. o proprietário de uma empresa do setor de turismo foi obrigado a transferir o empreendimento a uma empresa concorrente. inclusive daqueles demitidos antes da sucessão. todas as regras aplicáveis ao contrato (cláusulas contratuais.) permanecem incólumes frente à alteração subjetiva do empregador. verificandose quando a atividade comercial explorada for assumida por pessoa natural ou jurídica distinta. como horizontal (se existe mera relação de coordenação administrativa entre as empresas integrantes). etc.

e que. Comentário: assertiva falsa. Comentário: assertiva falsa. Vide comentário o item anterior. em qualquer hipótese. é no sentido de que “ a prestação de serviços a mais de uma empresa do mesmo grupo econômico. e) As assertivas IV e V são falsas. Resp.I – A sucessão de empregadores pode se configurar mesmo que não haja continuidade na prestação de serviços pelo empregado que persegue seus créditos. não pode ser sujeito passivo da execução. Assinale a alternativa correta: a) Todas verdadeiras. Comentário: assertiva correta. as assertivas são b) Somente as assertivas I e II são falsas. portanto. Comentário: assertiva verdadeira. e a partir daí observa-se uma tendência a se admitir a possibilidade de o empregado acionar. II – Segundo o entendimento dominante no Tribunal Superior do Trabalho. qualquer um dos integrantes do grupo econômico. durante a mesma jornada de trabalho. Maurício Godinho. se a sucessão provocou redução das garantias dos créditos trabalhistas de determinado empregado. salvo ajuste em contrário”. a coexistência de mais de um contrato de trabalho. Como mencionado no comentário da questão 4. O entedimento dominante no TST. II. consubstanciado na Súmula nº 129. c) Somente as assertivas I e V são verdadeiras. III e IV são verdadeiras. a empresa integrante do mesmo grupo econômico. não consta no título executivo como devedora. a prestação de serviços pelo empregado. que não participou da relação processual como reclamada. Consoante a moderna doutrina justrabalhista tem ganhado força a tese de que opera-se a sucessão de empregadores sempre que haja “alienação ou transferência de parte significativa do(s) estabelecimento(s) ou da empresa de modo a afetar significativamente os contratos de trabalho” (DELGADO. ainda que não haja transferência da totalidade dos bens materiais e imateriais. não caracteriza a coexistência de mais de um contrato de trabalho. Este foi o entendimento dominante no TST enquanto vigorou a antiga Súmula nº 205. V – Para que se configure a sucessão de empregadores é suficiente a transferência de parte significativa do complexo empresarial. durante a mesma jornada de trabalho.: C 28 . III – Consoante o entendimento dominante do Tribunal Superior do Trabalho. caracteriza. na fase de execução. independentemente de o mesmo ter participado do processo desde a fase de conhecimento. a mais de uma empresa do mesmo grupo econômico. a referida Súmula foi cancelada em 2003. Entretanto. d) As assertivas I. responderá o sucessor inclusive pelos créditos dos empregados demitidos antes da transferência. IV – Para que se configure a sucessão de empregadores é imprescindível que haja a transferência da propriedade da unidade econômicojurídica. Comentário: assertiva falsa.

D houve contrato de trabalho de experiência. o período assegurado à gestante passou a ser de cinco meses a partir do parto. ser realizado na esfera cível. conforme o enunciado da questão. porque não há sequer relação de emprego.TÉCNICO ÁREA ADMINISTRATIVA – TRT 1ª REGIÃO – CESPE – 2008 – CADERNO A Questão 46 Artur desenvolveu atividade de pedreiro em obra residencial ao longo de três meses ininterruptos. segundo avençado pelas partes e mediante paga. e não mais somente das relações de emprego. 114 da CRFB a Justiça do Trabalho passou a ser competente para julgar as lides decorrentes de qualquer relação de trabalho. sem. B Diante do benefício atribuído. estabilidade no emprego por mais um mês além do período fixado na CF. pelo que há mera relação de trabalho. A Dada a mencionada extensão da estabilidade no emprego. ter sido feito registro em sua CTPS. Além disso. a categoria profissional não obteve nenhum benefício. a resposta correta é a letra C. portanto. Artur faz jus ao registro do pacto em sua CTPS e às verbas não-pagas. não há um dos requisitos caracterizadores da relação de emprego. contudo. dado que não houve registro na CTPS. bem como o trabalhador não se fixa juridicamente ao tomador (ele trabalha sabendo que não formará qualquer vínculo jurídico com o tomador de seus serviços). na situação descrita. a atividade é eventual. pois não houve vínculo laboral. posto que não se insere nas atividades normalmente desenvolvidas pelo tomador dos serviços. Outras alternativas: A – incorreta. não há qualquer previsão de “repetibilidade” futura. E – incorreta. a licença-maternidade assegurada às gestantes da referida categoria profissional restou fixada em cinco meses. qual seja. B – incorreta. assinale a opção correta. De acordo com a CLT e os princípios do direito do trabalho. C De fato. B o labor desenvolvido por Artur equipara-se ao do trabalhador doméstico. E qualquer questionamento judicial acerca do pacto deverá. por força de convenção coletiva. o que não foi mencionado no enunciado da questão. o contrato de experiência deve ser ajustado pelas partes como tal. pois o contrato de experiência é contrato de emprego. Assim. tendo em vista que ausente o requisito da não-eventualidade. D – incorreta. visto que o período de execução do trabalho não ultrapassou o limite de noventa dias. com o advento da alterações promovidas pela EC 45/2004 no art. Por todo o exposto. uma vez que a convenção coletiva não tem o 29 . gênero do qual é espécie a relação de emprego. Questão 47 Considerando que determinada categoria profissional tem assegurada à gestante. A houve vínculo laboral e. C houve uma relação de trabalho. segundo emenda constitucional. Comentários: Ainda que a atividade de Artur tenha sido desenvolvida de forma contínua durante três meses. tendo em vista que. a não- eventualidade.

Com efeito. do ADCT/CRFB. quais sejam. o gabarito é letra E. 10. C – incorreta. benefício D A convenção coletiva. pois a convenção coletiva é firmada entre sindicatos (patronal e obreiro). D – incorreta.poder de prorrogar constitucional. pois a garantia de emprego conferida à gestante já tem seu termo final cinco meses após o parto. as regras advindas de terceiros estranhos à relação de emprego. incisos VI. Comentário: a resposta é letra D. empregado e empregador. D de 22 h às 5 h. XIII e XIV). 73 da CLT. Por óbvio convenção coletiva não pode estender benefício de natureza tipicamente previdenciária. É vedada à negociação coletiva a redução de direitos constitucionalmente assegurados. B . a convenção coletiva de trabalho é considerada fonte autônoma do Direito do Trabalho porque as normas por ela definidas são estabelecidas a partir dos próprios atores da relação de emprego.incorreta. como remuneração será considerada somente a quantia fixa. C de 21 h às 5 h. a quantia variável nunca poderá ser inferior ao salário mínimo. ex. p. nos termos do art. 30 .. pode assegurar a extensão do benefício. E – correta. como. E de 23 h às 5 h. Assim. 73 da CLT. por ser firmada entre sindicato e empresa. pois a negociação coletiva (seja celebrada por acordo coletivo de trabalho ou convenção coletiva de trabalho) sempre pode ampliar a proteção ao trabalhador. Questão 48 Segundo o art. Questão 49 Assinale a opção correta com referência à situação de trabalhador que recebe mensalmente uma quantia fixa e outra variável. a remuneração corresponde ao somatório de ambas. B Como há uma quantia fixa e outra variável. pela literalidade do §2º do art. são fontes heterônomas do Direito do Trabalho. cumpre jornada de trabalho noturno o trabalhador urbano que labora no período A de 20 h às 5 h. sendo esta resultante de gorjetas. à luz do princípio da proteção (norma mais favorável e condição mais benéfica). pois a garantia de emprego (ou estabilidade) da gestante não se confunde com a licença-maternidade. e no caso o termo seria seis meses após o parto. “b”. Comentários: A – incorreta. E A convenção coletiva é considerada uma fonte autônoma do direito do trabalho. A Para efeitos legais. B de 22 h às 6 h. II. C Legalmente. as leis. ao passo que o acordo coletivo de trabalho é firmado entre sindicato (dos trabalhadores) e empresa. 7º. emendas do Estado. Em contraposição. D A quantia variável paga mensalmente é considerada prestação in natura. exceto nos casos em que a própria CRFB excepciona (art. sem maiores problemas.

Questão 50 Um vendedor. Vejamos as incorreções das demais assertivas: 31 .00 fixos mais comissões por venda. Considera-se prestação in natura a parcela do salário que não é paga em dinheiro. este será garantido. 459 da CLT. A Irregularidade inexiste na mencionada reversão ao cargo anteriormente ocupado. neste caso. independentemente de que se consiga obter resultados suficientes para “completar” o salário mínimo. Após ele ocupar a nova função por seis meses. correta a letra A.00. 468 da CLT. “não se considera alteração unilateral a determinação do empregador para que o respectivo empregado reverta ao cargo efetivo.E O pagamento mensal do trabalhador deverá ocorrer até o quinto dia do mês subseqüente ao vencido. desde que seja paga PELO trabalho e não PARA o trabalho. E – incorreta. Comentários: Consoante o disposto no parágrafo único do art. conforme comentário à assertiva “a”. E A situação descrita constituiu alteração unilateral do contrato de trabalho e. Acerca dessa situação. pois o pagamento do salário do trabalhador deverá ocorrer até o quinto dia útil do mês subseqüente ao vencido. D Trata-se de situação que configura rescisão indireta. o empregador concluiu que as expectativas de desempenho no cargo não tinham sido atendidas e determinou-lhe o retorno à função anterior. Nestes termos. 468 da CLT. p. 468 da CLT. e sim salário propriamente dito. mas sim em utilidade. 483 da CLT. B A referida alteração atende ao prescrito no art. anteriormente ocupado. desde que tenha sido assegurado ao trabalhador o pagamento da gratificação de gerente. mencione-se o caso do empregador que concede moradia (habitação) ao empregado como parte da contraprestação a este devida pelos serviços prestados. nos termos do art. a de vendedor. D – incorreta. pois considera-se remuneração a soma da quantia fixa à quantia variável recebida pelo empregado (como. assinale a opção correta. foi promovido a gerente de vendas. nos termos do parágrafo único do art. comissões. após determinado tempo. etc). Como exemplo. Ainda assim ser-lhe-á garantido o salário mínimo de R$415. gorjetas. Ex. Observe-se que. segundo o prescrito no art. deixando o exercício de função de confiança”. Imagine-se que em determinado mês ele vende pouco. portanto. a CLT permite a reversão do empregado ao cargo efetivo ocupado antes da assunção do cargo de confiança. cargo de confiança que lhe assegurou aumento na remuneração. C – incorreta. pois a vedação é à remuneração inferior ao salário mínimo.. ex. foi nula. Comentários: A – incorreta. B – correta. C Com base no princípio da continuidade do contrato de trabalho. auferindo apenas R$100. e não à parcela fixa da remuneração. Assim.: um vendedor recebe R$300. a quantia variável paga mensalmente não configura salário-utilidade (ou prestação in natura). Assim. não há que se falar em retorno ao cargo anteriormente ocupado.00 de comissões.

cômputo do período do afastamento. a reversão não constitui alteração unilateral do contrato de trabalho. A tem-se um caso de interrupção do contrato de trabalho porque haverá. Este entendimento se baseia na interpretação dos artigos 59 e 60 da Lei nº 8. o empregado sofreu acidente de trabalho e ficou afastado de suas funções por mais de oito meses. Questão 51 No decorrer de determinado contrato de trabalho. pois não há relação entre o princípio da continuidade e o instituto da reversão. B ocorre a suspensão do contrato de trabalho porque não haverá. Em que pese a existência de situações controvertidas acerca da configuração como suspensão ou interrupção. o descumprimento de obrigação contratual por parte do empregador (tanto as obrigações expressamente decorrentes do contrato. D – incorreta. Vólia Bomfim e Valentim Carrion. a exemplo do que acontecia antigamente no serviço público com o chamado “apostilamento”. até porque.B – incorreta. em última análise. E verifica-se interrupção do contrato de trabalho e não há cômputo. C o período aquisitivo de férias não será alterado porque houve acidente de trabalho. no tempo de serviço. No caso não há qualquer descumprimento de obrigação pelo empregador. no tempo de serviço. No caso específico do acidente de trabalho a contagem do tempo de serviço e o recolhimento do FGTS 32 . pois os casos de rescisão indireta pressupõe. o benefício correspondente. isto é. com salário = interrupção. em geral. como é o caso. Comentários: O entendimento doutrinário predominante é no sentido de que o afastamento do empregado em decorrência de acidente de trabalho suspende o contrato de trabalho. 468 da CLT. a reversão não ataca o vínculo de emprego em si. no tempo de serviço. C – incorreta. Está incorreta pois não existe qualquer previsão legal neste sentido. do período do afastamento. o que costuma determinar o enquadramento é o pagamento ou não de salário pelo empregador. entre outros. bem como no art. tendo em vista que a CLT prevê expressamente a hipótese de reversão. pois. de forma que o empregado revertido ao cargo efetivo perde a gratificação de gerente. o que quis dizer foi que a reversão seria lícita desde que o trabalhador continuasse recebendo a gratificação de gerente. nos termos do supramencionado parágrafo único ao art. Na situação acima descrita. Neste sentido. Godinho. mensalmente. do período do afastamento. Não obstante a infelicidade da redação da assertiva. E – incorreta. percebendo. 476 da CLT. que continua normalmente no cargo efetivo do empregado. cômputo do período do afastamento. que não é suficientemente clara na expressão “desde que tenha sido assegurado”. D o contrato de trabalho é considerado suspenso e há cômputo. como as obrigações decorrentes do princípio da boa-fé objetiva). e tem como defensores. grosso modo poderíamos dizer que sem salário = suspensão. reverteria ao cargo de origem porém com a incorporação da gratificação recebida. no tempo de serviço.213/91.

Questão 53 Considerando que. 404 da CLT. 28 do Decreto nº 99. C A situação considerada caracteriza culpa recíproca para a rescisão 33 . A – incorreta. B Deverá o trabalhador permanecer no serviço até que seja rescindido o contrato.180/2005. não obstante o caráter de suspensão do contrato de trabalho. C – correta. Comentários: Esta questão induz o candidato a erro. E O trabalho do menor somente poderá ser considerado como de aprendizagem até que o adolescente complete dezoito anos de idade.684/1990). pois ao menor de 16 anos é vedado o trabalho. só poderá fazê-lo dois anos após a extinção do seu contrato de trabalho. e na jornada o aprendizagem CLT). C O adolescente poderá. no decorrer de um contrato de trabalho. nesse caso. quando o trabalhador completar dezoito anos. vamos às alternativas. Literalidade do art. o gabarito é letra D. que passou a permitir a aprendizagem até os 24 anos.durante o período de afastamento são determinados pela legislação (respectivamente pelo art. D O adolescente poderá desenvolver trabalho no turno noturno. perante a justiça do trabalho. pela literalidade do art. 439 da CLT (“é licito ao menor firmar recibo pelo pagamento dos salários. e do art. independentemente de seus responsáveis legais. 428 da CLT pela Lei nº 11. XXXIII. Exemplo: caso seu contrato de trabalho seja extinto quando o trabalhador tenha completado 16 anos. é a justa causa.. 482 da CLT. pois o limite diário de labor do aprendiz é de seis horas. o empregador esteja descumprindo suas obrigações contratuais. E – incorreta. a regra tem a ressalva expressa “salvo na condição de aprendiz. Pois bem. da CRFB. no caso. a hipótese aventada é de contrato de aprendizagem. A O limite diário de labor do adolescente não poderá superar quatro horas. Assim. completado o ensino desde que computado tempo destinado à teórica (art. direitos desrespeitados. B O menor.”). o termo inicial do prazo prescricional só começa a contar. tendo em vista a nova redação dada ao art. Logo. se quiser vindicar. consoante estipulado no art. a partir dos 14 anos”. Isso porque o candidato desavisado pode ter chegado a pensar que o contrato seria nulo. A A rescisão cabível.. assinale a opção correta. Assim. firmar recibo de pagamento dos salários. terá este quatro anos (dois até completar a maioridade e mais dois do prazo legal de prescrição) para propor ação trabalhista. assinale a opção correta. podendo ser de oito horas se o aprendiz tiver fundamental. aos quais não se aplica o limite de idade. Questão 52 Com relação ao caso de um adolescente que complete quinze anos e comece a laborar. 432 da B – incorreta. pois contra o menor de idade não corre prescrição. ressalvada a hipótese do aprendizes portadores de necessidades especiais. 4º da CLT e pelo art. Porém. o qual não está vedado a menor de dezoito anos. D – incorreta. 7º.

será devido o aviso prévio. 483 da CLT. Comentário: Esta questão é um bom exemplo para desmistificar a história de que a FCC cobra só “lei seca”. Observem que eu nunca disse isso! Sempre alerto para o fato de que. por falta grave do empregado. que indica o entendimento consolidado do TST no sentido de que aplica-se analogicamente o art. (B) não terá direito a qualquer verba rescisória por ter contribuído para a rescisão de seu contrato de trabalho. 484 da CLT para todas as demais verbas resilitórias. apenas. (D) terá direito a integralidade do valor do aviso prévio e a 50% do décimo terceiro salário e das férias proporcionais. cabe rescisão indireta do contrato de trabalho. Ao contrário. B – incorreta. (E) terá direito a integralidade do décimo terceiro salário e das férias proporcionais. pode escolher entre continuar prestando serviços ou não. Se os efeitos da despedida indireta são os mesmos da rescisão sem justa causa pelo empregador. será devido o aviso prévio. ainda que com pouca profundidade. a questão não encontra resposta em literalidade de nenhum dispositivo legal. mas isso não quer dizer que se possa dispensar o estudo da doutrina e da jurisprudência. assegurando indenização por metade ao obreiro. é fundamental conhecer bem (decorar mesmo) a “lei seca”. forte no art. E Findo o contrato de trabalho por despedida indireta. pelo que a rescisão do contrato opera os mesmos efeitos da rescisão sem justa causa pelo empregador. E – correta. o empregado. ao pleitear a rescisão indireta de seu contrato de trabalho por descumprimento de obrigações pelo empregador. (C) terá direito a 50% do valor do aviso prévio e a integralidade do décimo terceiro salário e das férias proporcionais. D – incorreta. (ANALISTA – ÁREA JUDICIÁRIA – TRT DA 23ª REGIÃO – FCC – 2007) Reconhecida a culpa recíproca na rescisão do contrato de trabalho o empregado (A) terá direito a 50% do valor do aviso prévio. 482) não é devido o aviso prévio. havendo culpa QUESTOES FCC 34 . a resolução da questão exige o conhecimento do art. inclusive com o pagamento da multa compensatória do FGTS na proporção de 40% dos depósitos fundiários. o empregado terá direito inclusive ao aviso prévio. pois no caso a culpa é integral do empregador. Comentários: Ante o descumprimento das obrigações contratuais pelo empregador.contratual. por si só. Vejamos as alternativas: A – incorreta. 484 da CLT (segundo o qual havendo culpa recíproca a indenização devida ao empregado o é pela metade). Pois bem. bem como da Súmula nº 14 do TST. 483 da CLT. D Independentemente da forma de rompimento contratual. especialmente para concursos da FCC. pois se rompimento contratual por justa causa (art. pois a dispensa por justa causa é forma de despedida pelo empregador. pois conforme o §3º do art. ou seja. do décimo terceiro salário e das férias proporcionais. C – incorreta.

a consideração de tempo ficto. não se aplicando a redução aos descansos trabalhistas. cobrou a literalidade de diversos dispositivos legais relativos à jornada de trabalho. observado o limite máximo de 20 minutos diários. por óbvio. poderá reiniciar os serviços no dia seguinte a partir das 35 . C – incorreta. II. E – correta. poderá reiniciar os serviços no dia seguinte a partir de (A) 06h00min. encerra a prestação de serviços às 23h00min. conforme art. deverão observar a jornada de trabalho não excedente de oito horas diárias ou quarenta e quatro horas semanais. se o empregado parou de trabalhar em um dia às 23h00min. §1º. (C) Em regra. (B) 07h00min. senão vejamos: A – incorreta. o que afasta. por qualquer meio de transporte será computado como jornada de trabalho. §1º. Comentário: Consoante o disposto no art. da CLT. 58. não excedentes de três minutos. em determinado dia da semana. que é o chamado intervalo interjornadas. da CLT) é hora de trabalho. Portanto. “entre duas jornadas de trabalho haverá um período mínimo de onze horas consecutivas para descanso”. 66 da CLT. por oportuno. por sua vez. da CLT. mediante acordo escrito entre empregador e empregado. 58-A. as férias proporcionais e o décimo terceiro proporcional. 58. da CLT.recíproca serão devidas pela metade a multa compensatória do FGTS. conforme art. assim considerados os exercentes de cargos de gestão. B – incorreta. que as férias vencidas são devidas integralmente em qualquer hipótese de extinção do contrato de trabalho. 73. caput. por força da exceção legal prevista no art. (E) Considera-se trabalho em regime de tempo parcial aquele cuja duração não exceda a vinte e cinco horas semanais. conforme art. Logo. (D) 09h00min. conforme art. 62. até porque estes configuram dispositivos de proteção à higidez física do trabalhador. o gabarito é letra A. o aviso prévio. (C) 08h00min. (ANALISTA – EXECUÇÃO DE MANDADOS – TRT DA 4ª REGIÃO – FCC – 2006) O empregado que. Nesta questão o único detalhe a observar é que a hora reduzida noturna (art. o gabarito é letra E. Comentários: Esta questão. Devese lembrar. (D) A duração normal de trabalho poderá ser acrescida de horas suplementares. D – incorreta. (E) 10h00min. §2º. da CLT. Dessa forma. caput. (B) Serão computadas como jornada extraordinária as variações de horário de ponto. 59. em número não excedente de três. da CLT. o tempo despendido pelo empregado até o local do trabalho e para seu retorno. (TÉCNICO – ÁREA ADMINISTRATIVA – TRT DA 23ª REGIÃO – FCC – 2007) Com relação a jornada de trabalho é correto afirmar: (A) Os gerentes.

por exemplo. 6º da CLT. (C) 10 dias. a CLT tem vários dispositivos não recepcionados pela CRFB/1988. I. isto é. há que se ter em mente que o estudo do Direito do Trabalho (e dos outros “direitos” também) deve ser feito sempre a partir da legislação. (D) 15 dias. por isso achei interessante comentar esta questão. inclusive aqueles empregados em bancos “públicos”. não estão incluídos na proteção legal da CLT. 487. d) os bancários são sempre celetistas (empregados). (TÉCNICO – TRT DA 4ª REGIÃO – FCC – 2006) 43 – Estão excluídos da proteção legal da Consolidação das Leis do Trabalho: (A) os empregados essenciais. dispõe que é direito dos trabalhadores urbanos e rurais o “aviso prévio proporcional ao tempo de serviço. Logo. a partir da CRFB/1988 não há mais aviso prévio inferior a trinta dias.10h00min. porém em consonância com a Constituição de 1988. e) os trabalhadores em domicílio podem perfeitamente ser empregados. 7º. (E) 30 dias. em geral. Com efeito. Assim. o gabarito seria letra “B”. Logo. pelo que o gabarito é letra “B”. se o pagamento for efetuado por semana ou tempo inferior. ou de um coletor de lixo empregado de uma empresa prestadora de serviços de limpeza pública. Não obstante. que o aviso prévio é de oito dias. Comentário: questão semelhante me foi perguntada semana passada por email. da CLT. Em razão de todo o exposto. pela literalidade do artigo. os professores das Universidades Federais. b) os militares são sempre servidores públicos e mantém relação de direito administrativo com os entes públicos. (C) os professores. Isso porque o art. (B) os militares. XXI. os trabalhadores não empregados (aqueles que mantém mera relação de trabalho com o tomador de seus serviços). Vejamos as alternativas: a) empregados em serviços essenciais podem perfeitamente ser empregados. por força do disposto no art. 36 . (D) os bancários. nos termos da lei”. (ANALISTA – EXECUÇÃO DE MANDADOS – TRT DA 4ª REGIÃO – FCC – 2006) O empregado que recebe pagamento semanal tem direito ao aviso prévio de (A) 7 dias. 487. são trabalhadores estatutários. Basta imaginar o caso de um professor de escola particular. Dispõe o art. não sendo necessário conhecer sequer as exceções. (B) 8 dias. em nenhuma hipótese. e neste caso têm os mesmos direitos destes. Esta noção é suficiente para resolver a questão. da CRFB. dentre os quais este inciso I do art. o gabarito é letra “E”. em serviços (E) os trabalhadores em domicílio. Imagine-se o exemplo de uma enfermeira empregada em um hospital particular. São estatutários. c) os professores podem ser tanto estatutários como empregados. Comentário: estarão excluídos da proteção legal da CLT. o gabarito é letra “E”. Logo. sendo no mínimo de trinta dias.

não é considerado fonte formal do Direito do Trabalho. pois os usos e os costumes são tidos pela doutrina majoritária como fontes do Direito do Trabalho. conforme o caso. Os usos e costumes são guindados à condição de fontes formais pois sempre que a conduta habitual do empregador seja mais benéfica ao empregado que o patamar mínimo contido na legislação protetiva trabalhista. decidirá. pois inverte. Por este motivo. O contrato de trabalho. sem a participação do sindicato representativo da categoria econômica. bem como as disposições contratuais em um contrato de trabalho não podem ser consideradas como fontes do Direito do Trabalho. concreto e específico. (C) os usos e costumes. por força do princípio da condição mais benéfica. observe-se que tanto as CCT quanto os ACT são fontes formais do Direito do Trabalho. na falta de disposições legais ou contratuais. por determinado grupo social e em determinada época. por sua vez. D – correta. a impessoalidade e a imperatividade. sendo vedado o uso da analogia e da eqüidade. esta conduta se torna obrigatória. 468 da CLT. bem como do disposto no art. O pacto firmado entre sindicatos (patronal e dos trabalhadores) é a convenção coletiva de trabalho (CCT). mais uma vez. o Estado-Juiz).FONTES DO TRABALHO DIREITO DO (ADVOGADO – MUNICÍPIO DE SANTOS – FCC – 2006) Com relação às fontes do Direito do Trabalho. pelo seu caráter geral. pois é pessoal. B – incorreta. 37 . valendo para todas as pessoas integrantes das categorias econômica e profissional envolvidas no dissídio coletivo. a abstratividade. Por oportuno. Mencione-se que o costume é a adoção reiterada de uma determinada conduta jurídica. (D) a sentença normativa em dissídio coletivo terá efeito erga omnes. pois realmente a sentença normativa tem eficácia erga omnes em relação à categoria representada pelo sindicato suscitante. ao passo que a fonte formal tem como requisitos a generalidade. é correto afirmar que (A) os acordos coletivos são os pactos firmados entre dois ou mais sindicatos estando de um lado o sindicato patronal e do outro o sindicato dos trabalhadores. sem a interferência estatal). o conceito de CCT e ACT. Vide comentário à letra “A”. pois os acordos coletivos de trabalho (ACT) são pactos firmados entre o sindicato dos trabalhadores e uma ou mais empresas. abstrato. pela jurisprudência e pelos princípios e normas do direito do trabalho. impessoal e imperativo a sentença normativa é considerada fonte formal do Direito do Trabalho. sendo fonte heterônoma porque derivada de terceiro não integrante da relação empregatícia (no caso. (B) as convenções coletivas de trabalho são pactos celebrados entre uma ou mais pessoas de uma empresa e o sindicato da categoria profissional a respeito de condições de trabalho. C – incorreta. (E) a Justiça do Trabalho. e é considerado fonte formal autônoma (criada pelos próprios agentes sociais envolvidos. Comentários: A – incorreta.

Assim. 8º da CLT seriam fontes formais apenas os usos e costumes. de força normativa. ao menos em tese. E – incorreta. Em um modelo democrático e que preza pela dignidade da pessoa humana. é que se origina a norma legal. na falta de disposições legais ou contratuais. a analogia. bem como os princípios. além dos usos e costumes e do direito comparado. a analogia. de acordo com a melhor doutrina. pelas razões expostas acima. Seriam métodos de integração de lacunas. D – incorreta. pois os usos e costumes são realmente arrolados com fontes formais autônomas do Direito do Trabalho. em razão da incompatibilidade com os princípios fundamentais deste. (ANALISTA – ÁREA ADMINISTRATIVA – TRT24 – FCC – 2006) Com relação às fontes do Direito do Trabalho. como o é. muitas vezes. mencione-se o direito ao décimo terceiro salário.E – incorreta. B – correta. o regime constitucional brasileiro. Não obstante o tema não seja pacífico. a jurisprudência (exceto as súmulas vinculantes. 8º da CLT fixa como métodos de interpretação e integração de lacunas a jurisprudência. como regra. por analogia.incorreta. 8º da CLT (idem anterior). a eqüidade e o direito comparado. na falta de disposições legais ou contratuais. (B) os usos e costumes são uma importante fonte do Direito do Trabalho sendo que. nos termos do art. pois a incompatibilidade principiológica entre o direito comum e o direito do trabalho não é a regra. pois a afirmativa inverte os valores constitucionais de um Estado de Direito. Comentários: A – incorreta. cuja lei instituidora surgiu a partir do costume consagrado pelos empregadores no sentido do pagamento de gratificação natalina aos empregados. (C) é defeso. também nos termos do art. as autoridades administrativas e a Justiça do Trabalho. pois o art. não constituindo fontes formais. naquilo que não for incompatível com os princípios fundamentais deste”. que são fontes formais). C . as autoridades administrativas e a Justiça do Trabalho. dos métodos integrativos mencionados pelo art. o parágrafo único do art. decidirem. Neste sentido. 8º da CLT (vide comentário à letra “E” da questão anterior). da sua reiterada aplicação pela sociedade. conforme o caso. (E) o interesse de classe ou particular deve prevalecer sobre o interesse público. sendo também verdade que muitas vezes a reiterada aplicação de determinada conduta dá origem à normal jurídica escrita (positivação). (D) é defeso. QUESTÕES TRT DA 19ª REGIÃO 38 . conforme o caso. Como exemplo. como regra. por eqüidade. a doutrina majoritária considera que simples métodos de interpretação e de integração jurídica não constituem fontes formais do direito. em razão da natureza humanitária inerente da relação própria de emprego. a eqüidade e outros princípios e normas gerais de direito. o interesse público sempre se sobreporá a interesses individuais ou classistas. decidirem. 8º da CLT dispõe que “o direito comum será fonte subsidiária do direito do trabalho. os quais gozam. e sim a exceção. é certo que (A) o direito comum não será fonte subsidiária do direito do trabalho.

(B) a alimentação fornecida respeita o limite máximo permitido. podemos constatar que a utilidade (habitação) fornecida a Denise pela empresa X respeita o limite legal. Comentário: gabarito letra “A”. enquanto a utilidade (alimentação) fornecida a Joaquim pela empresa Y excede o limite legal. da CLT. sua empregada.11. §3º. respectivamente. A empresa urbana Y fornece alimentação como salário utilidade para Joaquim. A habitação fornecida pela empresa equivale a 15% de seu salário contratual. prestando há 3 anos horas extras habituais. Marta labora para a empresa HUJ. Neste caso. multiplicado pelo valor da hora extra do dia da supressão. tendo em vista que já se encontravam incorporadas no salário de Marta. Sua empregadora pretende suprimir as horas extras prestadas habitualmente por Marta. (D) deverá pagar a Marta uma indenização correspondente a seis vezes o valor da média das horas extras efetivamente trabalhadas nos últimos doze meses. de acordo com a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). (C) deverá pagar a Marta uma indenização correspondente a seis vezes o valor do último salário percebido. durante pelo menos 1 (um) ano. mas a alimentação ultrapassa o limite legal. Logo. a 25% (vinte e cinco por cento) e 20% (vinte por cento) do salário contratual”. 121/2003. O cálculo observará a média das horas suplementares efetivamente trabalhadas nos últimos 12 (doze) meses. pelo que a resposta é a assertiva contida na letra “E”. mas a habitação ultrapassa o limite legal. do serviço suplementar prestado com habitualidade. seja qual for o percentual. DJ 19. (A) é vedada a concessão de habitação e alimentação como utilidade.2003 A supressão. seu empregado. a empresa (A) deverá pagar a Marta uma indenização correspondente ao valor de um mês de horas extras suprimidas. Comentário: dispõe o art. assegura ao empregado o direito à indenização correspondente ao valor de 1 (um) mês das horas suprimidas para cada ano ou fração igual ou superior a seis meses de prestação de serviço acima da jornada normal. que “a habitação e a alimentação fornecidas como salário-utilidade deverão atender aos fins a que se destinam e não poderão exceder. pelo empregador. (E) a habitação fornecida respeita o limite máximo permitido. multiplicado pelo número de anos que prestou este serviço extraordinário. com fundamento na Súmula 291 do TST: “Nº 291 HORAS EXTRAS (mantida) Res. Essa alimentação equivale a 25% de seu salário contratual. (B) não poderá suprimir tais horas. A empresa urbana X fornece habitação como salário utilidade para Denise. 20 e 21. 458. (C) ambas as utilidades respeitam o limite máximo permitido. (E) deverá pagar a Marta uma indenização correspondente ao valor do último salário recebido multiplicado por trinta e seis. multiplicada pelo 39 . Neste caso. (D) ambas as utilidades ultrapassam o limite máximo permitido. 38.ANALISTA – ÁREA ADMINISTRATIVA – TRT DA 19ª REGIÃO – FCC – 2008 37.

(C) não terá direito a férias. (B) a irredutibilidade do salário.” extra do dia da 39. Os itens III e IV estão corretos. pelos incisos “XVIII”. (E) o aviso prévio proporcional ao tempo de serviço. 476-A da CLT. pelo que o gabarito é letra “C”. respectivamente com fundamento no disposto nos incisos II e VIII do art. NÃO é assegurado à categoria dos trabalhadores domésticos (A) a licença à gestante. 473 da CLT. Comparecimento judicial Tribunal do Júri como jurado. Comentário: nos termos do art. “VII” e “XXI” do III. para os que percebem remuneração variável. “VI”. em regra. 40. (D) a garantia de salário. No curso do período aquisitivo de férias. 133. Logo. da CLT. Eleição para o cargo de Diretor de Sociedade Anônima. (C) II e III. (D) terá direito a 18 dias corridos de férias. nunca inferior ao mínimo. mediante previsão expressa do art. sendo no mínimo de trinta dias. IV. Comentário: a questão exigia o conhecimento da literalidade do art. (C) o décimo terceiro salário com base na remuneração integral ou no valor da aposentadoria. nos termos da lei. ao 40 . (E) II e IV. sem prejuízo do emprego e do salário e licençapaternidade. Com efeito. 473 da CLT. “não terá direito a férias o empregado que. “VIII”. os direitos elencados nas letras “A” a “E” são previstos. Afastamento para profissional do obreiro Convenção Coletiva de com a aquiescência empregado. Maria (A) terá direito a 24 dias corridos de férias. 41. (D) I. a suspensão do contrato de trabalho. considere: I. O item I está incorreto. III e IV. Por sua vez. no curso do período aquisitivo tiver percebido da Previdência Social prestações de acidente de trabalho ou de auxíliodoença por mais de 6 (seis) meses. No que diz respeito à suspensão e interrupção do contrato de trabalho. II. Deixar de comparecer ao trabalho por três dias consecutivos em virtude de casamento. o item II também trata de suspensão. literalmente. Comentário: a questão se resolve pela literalidade do art. Neste caso. (E) terá direito a 15 dias corridos de férias. Maria não terá direito a férias. embora descontínuos”. (B) terá direito normalmente ao gozo de 30 dias de férias. (B) I e II. Maria recebeu auxílio doença por sete meses descontínuos. Gabarito letra “A”. 7º da CRFB.valor da hora supressão. qualificação prevista em Trabalho e formal do Caracterizam interrupção do contrato de trabalho as hipóteses indicadas APENAS em (A) III e IV. pois a eleição para cargo de Diretor de Sociedade Anônima tem como resultado. de acordo com a CLT. IV.

entre outros. por sua vez. No Carnaval seguinte. livros e material didático. não tem natureza salarial. Comentário: os benefícios mencionados nas opções “A”. em estabelecimento de ensino de terceiros. relaciona os direitos assegurados à categoria dos trabalhadores domésticos. mensalidade. Cumpre lembrar a regra básica para diferenciar estas figuras: se a concessão se dá para o trabalho.art. o veículo fornecido pelo empregador e utilizado pelo empregado somente em serviço não é considerado salárioutilidade. hospitalar e odontológica. Natal e Ano Novo. ao inciso VII. O Hotel Fazenda Água da Chuva celebrou contrato de trabalho por tempo determinado com Denise pelo prazo de 2 meses (Dezembro e Janeiro). a alternativa “E” traz a 41 . (C) inválida em razão da celebração de dois contratos com prazo determinado com o mesmo empregado dentro do período de um ano. logo é uma forma de contraprestação. 458. “C” e “D” não são considerados salárioutilidade por força do disposto no art. 7º. se ocorre pelo trabalho (= contraprestação). e como tal tem natureza salarial (salário-utilidade). por sua vez. é salário in natura. bem como a previdência privada. fora do horário de serviço. §2º. VI. hipótese em que o veículo fornecido pelo empregador é utilizado também nos momentos de lazer do empregado. o gabarito é letra “E”. O parágrafo único do art. também em razão da necessidade temporária de maior número de empregados. incluindo. Considera-se salário in natura (salário utilidade) (A) seguros de vida e de acidentes pessoais. tendo em vista que é fornecido para o trabalho. o hotel celebrou outro contrato de trabalho com prazo determinado com Denise pelo prazo de 1 mês (Março). (C) a assistência médica. “B”. prestada mediante seguro-saúde. Portanto. (E) o veículo fornecido pelo empregador e utilizado pelo empregado também em finais de semana e em férias. (D) a educação. Não faz menção. Por sua vez. (B) a assistência médica. da CLT. 7º. prazo legal previsto na legislação. 39. (B) inválida tendo em vista que entre a celebração dos contratos não tinha decorrido mais de 6 meses do término do primeiro contrato. hospitalar e odontológica. Não obstante. tendo em vista a necessidade de um número maior de empregados em razão das férias escolares. anuidade. neste caso.ANALISTA . De acordo com a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). compreendendo os valores relativos a matrícula. VIII e XXI. a sucessão de contratos de trabalho com prazo determinado é (A) inválida tendo em vista que os dois contratos de trabalho ultrapassaram o prazo máximo de 60 dias permitidos pela legislação. os incisos XVIII. pelo que o gabarito é letra “D”.ÁREA JUDICIÁRIA 2008 38. QUESTÕES TRT19 TRT19 . prestada diretamente pelo empregador.

pela literalidade do art. O direito ao aviso prévio é irrenunciável pelo empregado. o valor das horas extraordinárias habituais integra o aviso prévio indenizado. 20. durante o prazo do aviso prévio trabalhado pelo correspondente pagamento de duas horas extras. pela literalidade da Súmula 276 do TST. da Lei nº8. a Súmula nº 230 do TST. 468. tendo em vista os termos do art. com fundamento no art. Eventual reajuste normativo concedido no período de fluência do aviso prévio não se incorpora no patrimônio trabalhista do empregado. §6º. IV – incorreto. (B) pagará multa de 30% do valor dos depósitos e o empregado sacará a conta vinculada. II e III. 452 da CLT. pela literalidade do art. É válida a substituição. III – incorreto. Comentário: analisemos os itens um a um. pelo empregador. Com relação às Convenções Coletivas de Trabalho. da CLT. (C) I. II.(D) válida tendo em vista que a contratação ocorreu em razão da realização de certos acontecimentos. (D) I e IV. 18. pois não é permitida a supressão da redução da jornada durante o aviso prévio. Comentário: a alternativa correta é a letra “C”. 487. é correto afirmar: 42 . Comentário: gabarito letra “D”. (B) II e III. o empregador (A) pagará multa de 40% do valor dos depósitos e o empregado sacará a conta vinculada. da mesma Lei. II – correto. I. o gabarito é letra “A”. sequer mediante pagamento das horas como extraordinárias. Considere as assertivas abaixo a respeito do aviso prévio. 42. 40. salvo comprovação de haver o prestador dos serviços obtido novo emprego. I – correto.036/1990. I. das duas horas legais de redução diária da jornada. III. IV. da CLT. O pedido de dispensa do seu cumprimento não exime o empregador de pagar o valor respectivo. (D) não pagará multa sobre o valor dos depósitos. §5º. §2º. (E) III e IV. 41. (C) pagará multa de 20% do valor dos depósitos e o empregado sacará a conta vinculada. Neste sentido. (E) não pagará multa sobre o valor dos depósitos e o empregado também não poderá sacar a conta vinculada. mas o empregado poderá sacar a conta vinculada. (E) inválida tendo em vista que é vedada a celebração de mais de um contrato de trabalho com prazo determinado com a mesma pessoa. Em regra. c/c o art. A Justiça do Trabalho reconheceu culpa recíproca na rescisão do contrato de trabalho de Maria. Logo. É correto o que se afirma APENAS em (A) I e II. Neste caso.

a estipulação contratual de claúsula de não-responsabilização (A) exclui a responsabilidade trabalhista do sucedido uma vez que o 43 . (B) Joana.889/1973. da CLT). pois o processo de denúncia da CCT exige o atendimento de requisitos específicos constantes do art. Em regra. empregado na lavoura. a jornada de trabalho noturno será das 21:00 às 5:00 para (A) André. 613. VI. (E) As Convenções Coletivas de Trabalho poderão conter de forma facultativa disposições sobre o processo de revisão total ou parcial de seus dispositivos. pois é obrigatória a inclusão na CCT de disposições sobre o processo de revisão total ou parcial de seus dispositivos (art. apenas. (D) Qualquer uma das partes poderá denunciar Convenção Coletiva de trabalho. o horário noturno de estende de 22h às 5h. apenas. B) correta. §3º. tem trabalho noturno de 21h às 5h. apenas. pois o prazo máximo de duração da CCT ou do ACT é de dois anos (art. 615 da CLT. na pecuária. Gabarito letra “A”. (C) João. Joana é empregada rural e trabalha na pecuária. em regra. tais quais a aprovação por Assembléia Geral. C) incorreta. (E) André e Joana. por força do art. André é empregado rural e trabalha na lavoura. pois a estipulação de penalidades para os sindicatos convenentes em caso de violação dos dispositivos da CCT é obrigatória. Assim. o gabarito é letra “B”. João é empregado urbano. de 2/3 dos associados da entidade em primeira convocação e 1/3 em segunda. b) no meio rural. o horário noturno se estende de 20h às 4h. Comentário: rememorando o período de trabalho noturno. 612 da CLT. 44. o horário noturno se estende de 21h às 5h. da CLT. 43. nos termos do art. 7º da Lei nº 5. c) no meio rural. Assim.(A) Não é permitido estipular duração de Convenção Coletiva de Trabalho superior a três anos. 614. Na sucessão de empresas. 613. na agricultura. (D) João e Joana. 73 da CLT. consoante o art. dentre as alternativas oferecidas pela questão podemos concluir que apenas André. VIII. bastando a comunicação escrita direcionada a todas as categorias de empregados e empregadores abrangidas pelo respectivo instrumento. conforme o art. D) incorreta. (C) As Convenções Coletivas de Trabalho poderão conter de forma facultativa penalidades para os Sindicatos convenentes em caso de violação de seus dispositivos. conforme a literalidade do art.889/1973. 7º da Lei nº 5. Comentário: A) incorreta. (B) O quorum de comparecimento e votação na Assembléia Geral convocada para celebrar Convenção Coletiva de Trabalho é. temos que a) no meio urbano. da CLT). E) incorreta.

no sentido de que confere ao sucessor o direito de regresso em face do sucedido. 2º. João utilizou-se do email corporativo da empresa empregadora para enviar material pornográfico. o sucedido não teria qualquer responsabilidade (seja solidária ou mesmo subsidiária) em relação aos créditos trabalhistas constituídos antes da sucessão. para os efeitos da relação de emprego. embora. diante de casos concretos a jurisprudência tem se inclinado no sentido de reconhecer a responsabilidade subsidiária do sucedido. da CLT. personalidade jurídica própria. Nesses casos. A existência de tal cláusula gera efeitos somente entre as partes (sucessor e sucedido). pela literalidade do art. Resta esclarecer que a cláusula de não-responsabilização não opera qualquer efeito no âmbito trabalhista. (C) incontinência de conduta.sucessor assume na integralidade os débitos cíveis. Mário. Mário falsificou certidão de nascimento de filho para receber salário-família. (E) limita a responsabilidade trabalhista do sucedido até seis meses após a efetivação da sucessão das empresas. tendo. recaindo a responsabilidade por créditos trabalhistas (pretéritos. serão. TÉCNICO – TRT DA 19ª REGIÃO – FCC – SETEMBRO/2008 31. Não obstante. (C) limita a responsabilidade trabalhista do sucedido até o valor da integralização de suas cotas sociais. com fulcro nos artigos 10 e 448 da CLT. presentes ou futuros) sobre o sucessor. constituindo grupo econômico. incontinência conduta e insubordinação. estiverem sob a direção de outra. (D) subsidiariamente responsáveis a empresa principal e solidariamente cada uma das subordinadas. poderão ser dispensados com justa causa pela prática. (E) apenas solidariamente responsáveis a empresa principal. Comentário: esta é a única questão da prova que exigia algum conhecimento doutrinário. (B) subsidiariamente responsáveis a empresa principal e cada uma das subordinadas. sempre que uma ou mais empresas. Joana desobedeceu norma de caráter geral da empresa. de ato de (A) improbidade. (B) não possui qualquer valor para o Direito do Trabalho. Com efeito. respectivamente. de de 45. De acordo com a CLT. respondendo a empresa sucedida solidariamente. respondendo a empresa sucedida subsidiariamente. mau procedimento e insubordinação. incontinência conduta e indisciplina. §2º. (D) não possui qualquer valor para o Direito do Trabalho. cada uma delas. (C) solidariamente responsáveis a empresa principal e cada uma das subordinadas. Comentário: gabarito letra “C”. 44 . (B) improbidade. tributários e trabalhistas. em caso de sucessão trabalhista a regra é a desoneração da responsabilidade do sucedido. João e Joana. (A) solidariamente responsáveis a empresa principal e subsidiariamente cada uma das subordinadas. isto é.

. Daniela e Dora. Pois bem. (. Não sei se por conveniência ou por falta de rigor técnico. bem como o trabalhador avulso. Isso posto. sendo beneficiários dele os segurados empregados. que leva à perturbação do ambiente de trabalho ou mesmo prejudica suas obrigações contratuais.” “Incontinência de conduta é o desregramento ligado à vida sexual do indivíduo. que provoque risco ou prejuízo à integridade patrimonial do empregador ou de terceiro. Renato Saraiva. Diana. Por sua vez.) Podemos citar como exemplo (. com o objetivo de alcançar vantagem para si ou para outrem.). (SARAIVA. fraude. Com efeito. direcionadas a todos os empregados (.. o gabarito é letra “B”. como a prática de obscenidades e pornografia nas dependências da empresa”. Aline. a insubordinação consiste no descumprimento de ordens pessoais de serviço. 32. 3ª Ed. Comentário: outra questão estranha.. Daniela e Dora terão direito ao salário-família (gabarito letra “C”)... São Paulo : Editora Método. que tenham filhos menores de 14 anos ou inválidos de qualquer idade. urbanos ou rurais. 2005. Não obstante. sendo inclusive previsto na lei de benefícios da Previdência Social (Lei nº 8. Daniela e Dora. Aline possui um casal de gêmeos com 14 anos de idade. Daniela possui uma filha de 11 anos de idade e Dora possui um filho inválido com 33 anos de idade. Assim. Comentário: esta questão poderia dar “pano para manga”. (E) indisciplina. (D) Daniela e Ana. Nesses casos. mau procedimento e indisciplina.(D) incontinência de conduta. pois a rigor não é matéria trabalhista.213/1991. o salário-família está previsto nos artigos 65 a 70 da Lei nº 8.213/1991). 45 . exceto o doméstico. Direito do Trabalho Para Concursos Públicos. terão direito ao saláriofamília apenas. ato lesivo da honra praticado em serviço e insubordinação. Diana. Diana possui uma filha de 13 anos de idade. má-fé do obreiro. Peço licença então para citar o ilustre professor: “Consiste o ato de improbidade na desonestidade. a natureza jurídica do salário-família é benefício previdenciário.) a falsificação de documentos para obter vantagem ilícita na empresa. pois a doutrina é extremamente oscilante no tocante à caracterização das hipóteses legais de falta grave. (C) Diana. (B) Ana. 254/258). e sim previdenciária. (E) Aline e Diana. dadas diretamente pelo empregador ou pelo superior hierárquico ao obreiro”. Renato.. Daniela e Dora são empregadas da empresa XXCC. (A) Aline e Dora. a banca desconsiderou tal fato e incluiu o salário-família no conteúdo programático de Direito do Trabalho. um dos autores mais indicados para concursos para analista e técnico dos TRT. “A indisciplina no serviço consiste no descumprimento de ordens emanadas em caráter geral.. percebe-se que a banca seguiu exatamente o entendimento do Prof. pg. Ana possui um filho com 17 anos de idade. Ana.. das empregadas da empresa XXCC mencionadas no enunciado da questão apenas Diana.

(B) terá vedada a sua dispensa a partir do registro de sua candidatura até um ano após o final do seu mandato. respectivamente. o gabarito é letra “B”. Não serão descontadas nem computadas como jornada extraordinária as variações de horário no registro de ponto não excedentes de cinco minutos. dispõe que “Fica vedada a dispensa do empregado sindicalizado ou associado. Em regra. 18 e 18 dias de férias. I. A limitação legal da jornada suplementar a duas horas diárias não exime o empregador de pagar todas as horas trabalhadas. até 1 (um) ano após o final do seu mandato. da CLT. salvo se cometer falta grave. salvo se cometer falta grave. Gabarito letra “D”. será computado na jornada de trabalho. Carlos. grave. (D) 30. salvo se cometer falta grave. Mário (A) poderá ser dispensado a qualquer momento. Comentário: aplicação literal do art. Nesses casos. de acordo com a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Mário recebeu a boa notícia de que havia sido eleito. III. tendo em vista que foi eleito como diretor suplente de sindicato. empregado da empresa KILO. Durante o período aquisitivo de férias Carlos possuiu 5 faltas injustificadas. César e Cícero terão direito. 24 e 24 dias de férias. (B) 30. Passadas as eleições. 34. por qualquer meio de transporte. É correto o que se afirma. 46 . Considere as assertivas abaixo a respeito da jornada de trabalho. caso seja eleito inclusive como suplente. 24 e 15 dias de férias. 543. salvo se cometer falta (E) terá vedada a sua dispensa a partir do resultado oficial das eleições até seis meses após o final do seu mandato. §3º. Comentário: o art. registrou sua candidatura como diretor suplente do sindicato de sua categoria de trabalho. mandato. Mário. César e Cícero trabalham na empresa DDAA. César possuiu 12 faltas injustificadas e Cícero possuiu 8 faltas injustificadas. a partir do momento do registro de sua candidatura a cargo de direção ou representação de entidade sindical ou de associação profissional. o tempo despendido pelo empregado até o local de trabalho e para o seu retorno. (D) terá vedada a sua dispensa a partir do registro de sua candidatura até seis meses após o final do seu 35. uma vez que se equiparam aos gerentes.33. Carlos. 24 e 18 dias de férias. salvo se cometer falta grave devidamente apurada nos termos desta Consolidação. (C) 24. 18 e 12 dias de férias. observado o limite máximo de dez minutos diários. IV. 130 da CLT. II.” Logo. APENAS. a (A) 24. Neste caso. (C) terá vedada a sua dispensa a partir do resultado oficial das eleições até um ano após o final do seu mandato. (E) 30. II e III. em (A) I. Os chefes de departamento não possuem direito ao pagamento de horas extras.

47 . da CLT. do empregador) e pelo teor da Súmula 376 do TST. da CLT. Assim. (D) poderá deixar de cumprir o aviso prévio. uma vez que este já se encontrava integralizado no salário do reclamante. não podendo sofrer qualquer desconto no pagamento de suas verbas rescisórias. uma vez que a CLT veda a redução salarial. 37. tal transferência implica na perda do adicional noturno. 62. II – correto. (D) implicará na perda do direito ao adicional noturno. mas não poderá sofrer qualquer desconto no pagamento de suas verbas rescisórias. visto tratar-se de um benefício para a higidez física e mental do trabalhador. Eduardo solicitou a sua demissão da empresa XCV. 36. tendo em vista que o empregador necessita deste prazo para recompor o quadro de funcionários da empresa. III e IV. IV – incorreto. §2º. razão pela qual a transferência do horário noturno para o horário diurno é benéfica ao empregado. (B) não implicará na perda do direito ao adicional noturno. Neste sentido. (C) III e IV. A transferência do empregado que labora no período noturno para o período diurno de trabalho (A) não implicará na perda do direito ao adicional noturno. (C) implicará na perda do direito ao adicional noturno. Comentário: o trabalho noturno é considerado prejudicial à saúde e à higidez física do trabalhador. pela literalidade do art. §1º. III – correto.(B) II. por aplicação de princípio geral do direito (vedação ao enriquecimento ilícito – no caso. (D) II e III. Gabarito letra “D”. II. (C) poderá deixar de cumprir o aviso prévio. Comentário: vejamos os itens um a um. o gabarito é letra “A”. mas fará jus o reclamante ao pagamento de multa no valor de três salários mínimos. I – correto. (E) implicará na perda do direito ao adicional noturno. mas fará jus o reclamante ao pagamento de multa no valor dos últimos cinco salários recebidos. Eduardo (A) só poderá deixar de cumprir o aviso prévio se a empresa empregadora autorizar expressamente. 58. não cabendo qualquer tipo de indenização. pela literalidade do art. 58. tendo em vista em regra o tempo de deslocamento do trabalhador não é computado em sua jornada de trabalho. nos termos do art. mas o não cumprimento pode ensejar o desconto de até 30% do salário recebido pelo reclamante. (B) não poderá deixar de cumprir o aviso prévio. tendo em vista que lhe foi oferecida outra oportunidade de trabalho com salário superior ao que está recebendo. a Súmula 265 do TST. da CLT. Assim. sendo garantia social prevista na Carta Magna. (E) I e II. Neste caso.

mas o não cumprimento pode ensejar o desconto dos salários correspondentes ao prazo respectivo. 7º. da CRFB/88. Entretanto. podendo não comparecer ao serviço pelo prazo de sete dias. Comentário: o trabalho humano é livre. em caso de nascimento de filho. A empresa FIGA celebrou contrato de experiência com Ana pelo prazo de 30 dias. Comentário: a redação original do art. Assim. da CLT). da CLT. nos termos do art. temos que o contrato de Ana pode ser prorrogado uma única vez. (C) poderá prorrogar o contrato quantas vezes forem necessárias desde que obedeça o prazo máximo total de 120 dias. §2º. (C) terá direito a licença paternidade. §1º.(E) poderá deixar de cumprir o aviso prévio. Neste caso. Mário. da 48 . (E) poderá prorrogar o contrato quantas vezes forem necessárias desde que obedeça o prazo máximo total de 90 dias. Entretanto. 10. será pai pela segunda vez. da CLT. o gabarito é letra “E”. Comentário: os contratos a prazo determinado podem ser prorrogados uma única vez (art. por 38. 473. parágrafo único. Gabarito letra “A”. “por um dia. do ADCT. podendo não comparecer ao serviço pelo prazo de três dias. 7º. se o empregador pede demissão e não cumpre o aviso prévio o empregador pode descontar das verbas rescisórias os salários correspondentes ao prazo do aviso prévio. pelo prazo máximo de 60 dias (de forma que a soma do contrato e da prorrogação não ultrapasse 90 dias). no decorrer da primeira semana”. os quais prevêem o prazo de cinco dias para a licençapaternidade. vale o prazo previsto no ADCT. (E) terá direito a licença paternidade. combinação dos dois dispositivos. (B) não poderá prorrogar o contrato sob pena de ser considerado o contrato por prazo indeterminado. a empresa (A) poderá prorrogar o contrato uma única vez pelo prazo máximo de 60 dias. até que “a lei venha a disciplinar o disposto no art. Porém. qual seja. Neste caso. 451 da CLT) e o contrato de experiência tem duração máxima de 90 dias (art. sem prejuízo do salário. Mário (A) terá direito a licença paternidade. Logo. (D) poderá prorrogar o contrato uma única vez pelo prazo máximo de 90 dias. empregado da empresa TITO. 445. (D) não terá direito a licença paternidade uma vez que a licença paternidade só é devida no nascimento do primeiro filho. 39. (B) não terá direito a licença paternidade uma vez que não é casado legalmente com Joana. c/c o art. podendo não comparecer ao serviço pelo prazo de cinco dias. tal dispositivo foi alterado tacitamente pelo art. XIX. pelo que ninguém é obrigado a trabalhar (ou a continuar trabalhando) para quem quer que seja. 487. Resta esclarecer. Quando terminar o prazo contratado a empresa pretende prorrogar o referido contrato. Como ainda não existe lei regulamentando a matéria. prevê que o empregado pode deixar de comparecer ao serviço. inciso XIX”. de cinco dias. seu segundo filho nascerá da união estável que mantém com Joana. III.

Samanta. havendo sucessão de empregadores. integram o salário. diárias para viagens que excedam 50% do salário percebido pelo empregado e abonos pagos pelo empregador. diárias para viagens que não excedam 50% do salário percebido pelo empregado e abonos pagos pelo empregador. percentagens. percentagens. que a chamada “licençapaternidade” nada mais é que um caso de interrupção do contrato de trabalho. 39. (E) as comissões. empregada doméstica. De acordo com a CLT. de vinte horas. A família Sócrates vendeu sua mansão para a família Demóstenes com toda a mobília e utensílios domésticos. caso queira. Gabarito letra “E”. labora para a família Sócrates. (C) não terá rescindido o seu contrato de trabalho. (B) as comissões. De acordo com a Consolidação das Leis do Trabalho. §1º. (E) Diego e João. Comentário: letra “D”. percentagens. Comentário: literalidade do art. que está se mudando para os Estados Unidos. isto é. inciso I. (C) João. dentre outras verbas. da CLT. no curso do contrato de trabalho. gratificações ajustadas. (D) as comissões. preencha a condição estipulada. respectivamente.oportuno. ajudas de custo e diárias para viagens que não excedam 50% do salário percebido pelo empregado. havendo sucessão de QUESTOES TRT DA 18ª REGIÃO TRT DA 18ª REGIÃO – GOIÁS – ANALISTA ÁREA ADMINISTRATIVA – FCC – 2008 49 . 457. podendo a família Demóstenes. Neste caso. João e Diego são empregados da empresa GGG na modalidade de regime de tempo parcial com jornada semanal. após cada período de doze meses de vigência do contrato de trabalho. (C) as comissões. (D) Diego. não só a importância fixa estipulada. Nenhuma dificuldade para quem decorou a CLT. respondendo a família Demóstenes subsidiariamente pelas obrigações trabalhistas. 40. ajudas de custo e diárias para viagens que excedam 50% do salário percebido pelo empregado. (B) não terá rescindido o seu contrato de trabalho. da CLT. Questão pobrezinha. abonos pagos pelo empregador e as ajudas de custo. (B) Samanta. o gozo de dezoito dias de férias caberá legalmente apenas a (A) Diego e Samanta. 130-A. oito horas e vinte e cinco horas. gratificações ajustadas. como também (A) as comissões. Mariana. percentagens. pela literalidade do art. celebrar novo contrato de trabalho. gratificações ajustadas. percentagens. licença remunerada concedida por lei ao empregado que. não é?! 40. Mariana (A) terá rescindido o seu contrato de trabalho com a família Sócrates sem justa causa. Gabarito letra “C”.

da CRFB/88 e do art. Diferentemente. Assim. Faz um ano que Tício teve rescindido o seu contrato de trabalho 50 . (C) dois anos para ingressar com reclamação trabalhista em face de sua ex-empregadora. mas a família Demóstenes não responderá pelas obrigações trabalhistas até a sucessão. e como tal a falta de um dos familiares (seja por morte. 7º. caso queira. Comentário: a sucessão de empregadores está prevista nos artigos 10 e 448 da CLT. XXIX. podendo pleitear os últimos cinco anos de seu contrato de trabalho. havendo sucessão de empregadores. 7º. se muda todo o núcleo familiar o contrato do doméstico é extinto. sendo que podem ser pleiteados os créditos constituídos nos últimos cinco anos. a expressão “podendo a família Demóstenes. em regra. Dessa forma. podendo pleitear os últimos cinco anos de seu contrato de trabalho. por mudança. Observe-se que o empregador doméstico é a família. Primeiro. (E) um ano para ingressar com reclamação trabalhista em face de sua ex-empregadora. (D) terá o seu contrato de trabalho suspenso por expressa determinação legal neste sentido. somente poderá reclamar os últimos 3 anos do contrato de trabalho (3 anos de 41. (B) um ano para ingressar com reclamação trabalhista em face de sua ex-empregadora. contados desde a propositura da ação (!). se o empregado deixa para ajuizar a ação exatamente dois anos depois da extinção de seu vínculo (portanto no último dia do prazo). Trocando em miúdos. Considerando que Tício laborava para a empresa há dez anos. com a empresa GUKO. ao empregado doméstico. Comentário: para resolver esta questão bastava saber qual é o prazo prescricional trabalhista. (E) não terá rescindido o seu contrato de trabalho. deve-se reclamar até dois anos depois de extinto o contrato de trabalho. Atenção: não se reclama os cinco últimos anos do contrato.empregadores. a. ele terá mais (A) um ano para ingressar com reclamação trabalhista em face de sua ex-empregadora. podendo pleitear os últimos quatro anos de seu contrato de trabalho. celebrar novo contrato de trabalho” deve ser interpretada como “podendo as partes. Para não deixar qualquer dúvida. caso queiram. completamente fora de propósito. 11 da CLT. e sim os cinco anos que antecedem a data da propositura da ação. nos termos do art. podendo pleitear os últimos quatro anos de seu contrato de trabalho. (D) dois anos para ingressar com reclamação trabalhista em face de sua ex-empregadora. “C” e “E” não se aplicam porque não existe sucessão trabalhista para o doméstico. e segundo porque a CLT não se aplica. respondendo a família Demóstenes solidariamente pelas obrigações trabalhistas. mas nada que invalide a questão. não se aplicando ao doméstico por dois motivos. a assertiva correta é a da letra “A”. até porque as alternativas “B”. etc) não extingue o contrato. e a alternativa “D” é absurda. da CLT. família Demóstenes e Mariana. Há uma pequena inadequação na assertiva. celebrar novo contrato de trabalho”. porque o empregador doméstico não é empresário. nos termos do art. em regra. podendo pleitear os dez anos de seu contrato de trabalho.

entre pessoas cuja diferença de tempo de serviço não for superior a dois anos. 43. II e IV. Este é o teor da Súmula 6. Mesmo não conhecendo a súmula dava para “matar” a questão usando a lógica. pois esta se dá. O contrato de trabalho de Ana foi extinto com o reconhecimento da culpa recíproca entre as partes pela Justiça do Trabalho. Dessa forma. tomando por paradigma um outro motorista. Imagine-se que um empregado é admitido como “faxineiro” em uma empresa. analise: I. III. 461. sob o argumento de que ambos não tem mais de dois anos de diferença de tempo de serviço. pois a localidade influi no patamar salarial conforme se alteram as condições de custo de vida. IV – correto. (D) II e IV. no caso. pela literalidade do art. pois o trabalhador readaptado não será paradigma. será o que for feito com igual produtividade e com a mesma perfeição técnica. estão corretos os itens I e IV apenas. por exemplo. Assim. conta-se o tempo de serviço na função e não no emprego. pois são imensamente diversos os custos de moradia. Comentário: vejamos item por item: I – correto. Em seu primeiro ano na função de motorista ele pretende a equiparação salarial. O contrato de trabalho de João foi extinto por força maior. §1º. não guardando qualquer relação com outra(s) função(ões) anteriormente desempenhada(s) na empresa. 42. no interior mineiro. III – incorreto. também reconhecida pela Justiça do Trabalho. Para efeitos da equiparação salarial. a resposta é letra “B”. Para efeito de equiparação de salários em caso de trabalho igual. Logo. para efeitos de equiparação salarial. e depois de três anos na função é promovido a motorista. item II. etc nas duas cidades. do TST. II – incorreto. (C) II e III. por lógica. pelo que a resposta é letra “E”. Obviamente este empregado não terá direito à equiparação. 461 da CLT. Está correto o que consta APENAS em (A) I e III. (E) I e IV. O trabalhador readaptado em nova função por motivo de deficiência física atestada pelo órgão competente da Previdência Social poderá servir de paradigma para fins de equiparação salarial. na função de motorista. A respeito da equiparação salarial. um padeiro que trabalha em São Paulo deve. (B) I. Nesses casos. IV. II. municípios distintos que pertençam à mesma região metropolitana. no caso. ainda.contrato + 2 de inércia = 5 anos). o qual exerce a mesma função na empresa há quatro anos. ganhar mais que um outro padeiro que trabalha em Araxá. pois o sentido de “mesma localidade”. alimentação. a empresa 51 . mesma localidade significa mesmo estabelecimento. A regra também consta da Súmula 6 do TST. é mesmo município ou. por força do §4º do art. pois a isonomia salarial se dá na função e não na empresa (ou no “emprego”). com relação ao FGTS. Trabalho de igual valor. da CLT. item X.

Pela Súmula 207 do TST aplica-se a lei trabalhista do local da execução dos serviços. sendo permitido que ambos saquem a conta vinculada. desde a confirmação da gravidez até cinco meses após o parto. 4º-A da Lei nº 5. O candidato que tinha o conhecimento desta súmula e não se perdeu na questão da residência consular (colocada “só pra complicar”) certamente concluiu que Maria é empregada doméstica. Neste caso. da Lei nº 8. (B) não é considerada empregada doméstica por se tratar de residência consular. por força do disposto no art. mas não há qualquer espécie de estabilidade de empregado garantida aos empregados domésticos. razão pela qual recomendo que vocês não deixem de estudá-la. mas somente Ana poderá sacar a conta vinculada.036/1990. (C) não é considerada empregada doméstica. sendo permitido que ambos saquem a conta vinculada. ANALISTA – EXECUÇÃO DE MANDADOS – TRT DA 18ª REGIÃO (GO) – FCC – 2008 38. o que é conhecido como princípio da “lex loci executionis”. (B) 20% e 40%. É o tipo de questão que quem sabe mais corre mais risco de errar. desempenhando serviços domésticos no âmbito familiar e está grávida de dois meses. Maria trabalha na residência consular do Cônsul da África do Sul. (D) é considerada empregada doméstica e será vedada a sua dispensa sem justa causa. Como a discussão a respeito da matéria é cansativa e. respectivamente.. mas será vedada a sua dispensa sem justa causa.. portanto. neste espaço. mas somente João poderá sacar a conta vinculada.empregadora de Ana e a de João pagarão multa de (A) 40% do valor dos depósitos. que não é nem um pouco pacífica na doutrina nem na jurisprudência.) A resposta é a letra “D”. pela literalidade dos artigos 18. mas será vedada a sua dispensa sem justa causa. Maria (A) é considerada empregada doméstica. Comentário: na minha modesta opinião esta era a questão mais difícil da prova. E acertou! (ao menos o “pensamento” da banca. desde a confirmação da gravidez até seis meses após o parto. sendo permitido que ambos saquem a conta vinculada. 39. Convenção Coletiva de Trabalho de determinada categoria aumentou o adicional noturno para 50% sobre a 52 . despropositada. (C) 40% e 20%. Isto porque esta matéria envolve a teoria da imunidade de jurisdição (e de legislação). (E) não é considerada empregada doméstica. I. Comentário: letra “D”. (E) 20% e 40%. e como tal faz jus à garantia de emprego conferida à gestante. não havendo qualquer estabilidade de emprego. De útil nesta questão fica apenas a constatação de que a FCC (assim como o CESPE) tem cobrado a Lei do FGTS.859/1972. (D) 20% do valor dos depósitos. §2º e 20. vamos à solução “direta” da questão. desde a confirmação da gravidez até cinco meses após o parto. respectivamente. respectivamente.

§1º. portanto. (D) Maria. Maria possui jornada de trabalho diária de seis horas. Lembre-se também que as normas atinentes a jornada e descansos trabalhistas são normas cogentes. 73. (E) Maria e Joana. uma vez que o limite legal máximo para o adicional noturno é de 30% sobre a hora diurna. o tempo despendido pelo empregado até o local de trabalho e para o seu retorno. 71. de ordem pública. Comentário: letra “E”. da CRFB. sendo vedada qualquer estipulação em contrário. da CLT. é claro. A resposta.hora diurna. o aumento do adicional noturno decorrente de CCT é perfeitamente válido. por 53 . XIII (compensação de horários e redução de jornada) e XIV (jornada para o trabalho em turnos ininterruptos de revezamento). não sendo aplicada às empresas públicas e às sociedades de economia mista. Neste caso. é letra “C”. imperativas. obrigatória por força do art. razão pela qual não podem. Maria. 40. Só!!! b) que direitos os sindicatos podem ampliar? Resposta = TODOS. Não serão descontadas nem computadas como jornada extraordinária as variações de horário no registro de ponto não excedentes de cinco minutos. (E) inválido. (B) Maria. A jornada de trabalho de oito horas diárias prevista na Consolidação das Leis do Trabalho é observada apenas para as atividades privadas. apenas. incisos VI (possibilidade de redução de salários). Não se esqueçam: a) em regra. III. Em regra. No que diz respeito à jornada de trabalho. Joana e Diana são empregadas da empresa ÁGUA. pela literalidade do art. sequer quando as mesmas são representadas coletivamente. (D) inválido. Joana e Diana. (C) válido. (C) Joana e Diana. §1º. II. Joana possui a jornada de trabalho diária de cinco horas e Diana possui jornada de trabalho diária de quatro horas. 7º. ser derrogadas pela vontade das partes. uma vez que o limite legal máximo para o adicional noturno é de 20% sobre a hora diurna. Logo. sendo vedada qualquer estipulação em contrário. de acordo com a Consolidação das Leis do Trabalho. em regra. apenas. observado o limite máximo de dez minutos diários. analise: I. tendo em vista o princípio da condição mais benéfica ao trabalhador. atuando as três na função de auxiliar administrativo. Comentário: o raciocínio neste tipo de questão deve ser objetivo. aumento é Neste caso. que direitos os sindicatos podem flexibilizar (= reduzir)? Resposta = Art. da CLT. esse (A) inválido. não dispensando o empregador de considerar a hora noturna reduzida de 52’e 30’’. o que em nada interfere na hora reduzida noturna. será obrigatório um intervalo intrajornada de quinze minutos para (A) Diana. (B) válido. 41. mas dispensa o empregador de considerar a hora noturna reduzida de 52’e 30’’. igualmente. uma vez que Convenção Coletiva de Trabalho não é instrumento hábil para aumentar adicional noturno.

Empregado eleito para o cargo de diretoria. da CLT. de suspensão. 173. Comentário: vejamos os itens um a um: I – incorreto. III e IV. 488 da CLT. 58. (E) I e IV. Considere: I. III. é certo que 42. (D) II e IV. da CLT. III e IV. 473. tendo em vista que as empresas públicas e as sociedades de economia mista sujeitam-se ao regime trabalhista das empresas privadas. da CLT. Está correto o que consta APENAS em (A) I. pela literalidade do art. §1º. IV.qualquer meio de transporte. pela literalidade do art. a súmula 269 do TST. Empregado que falta dois dias em razão do falecimento de ascendente. II. 488 da CLT menciona “sem prejuízo do salário integral”. O macete. Empregado que falta um dia em cada doze meses de trabalho para doação de sangue. Neste sentido. IV. desde que não permaneça a subordinação. 43. será caso de interrupção. II e III. tendo em vista o disposto no art. os diretores e chefes de departamento ou filial não possuem duração máxima de jornada de trabalho. não obstante não esteja prestando serviços. Empregado urbano que deixa seu trabalho duas horas mais cedo para procurar novo emprego durante o período do aviso prévio. (B) II. da CLT. Resposta letra “A”. Com relação ao aviso prévio. (D) I e II. §1º. III – correto. Logo. não será computado na jornada de trabalho. Se a resposta for positiva. a resposta é a letra “C”. III – correto. Comentário: item por item também: I – correto. III e IV. (C) II. II – correto. da CRFB. São consideradas hipóteses de interrupção do contrato de trabalho as situações indicadas APENAS em (A) I. (E) I e III. 473. II. II – correto. por força do disposto no art. (B) I. II. pela literalidade do art. Observe-se que o art. Logo. por se tratar de hipótese prevista expressamente pelo art. IV – correto. e não interrompido. tendo em vista que o empregado eleito para cargo de diretoria tem seu contrato suspenso. nestes casos não expressos. a jornada normal limitada a oito horas também se aplica aos empregados de empresas públicas e sociedades de economia mista. (C) III e IV. conforme literalidade do art. não permanecendo a subordinação jurídica inerente à relação de emprego. da CLT. é verificar se o empregado continua recebendo salário. IV. Se negativa. 58. Os gerentes. 62. IV – incorreto. II e III. I. 54 . §2º.

55 . da CRFB. na despedida indireta.. pela Súmula 44 do TST. e a esta hora o tico e o teco já não ajudam muito. De acordo com a Consolidação das Leis do Trabalho. não exclui. se o pagamento for efetuado semanalmente. o prazo seria de 8 dias. nos termos do art. sem justo motivo. da CLT (não recepcionado pela CRFB). não perde o direito ao restante do respectivo prazo. qualquer aviso prévio. com o pagamento da indenização. no caso. por e-mail. 7º. é letra “C”. no mínimo.(A) a parte que. contados a partir do último dia contratual pré-fixado. pois nos contratos a prazo determinado não é devido. As Convenções Coletivas de Trabalho deverão conter obrigatoriamente normas para a conciliação das divergências sugeridas entre os convenentes por motivos da aplicação de seus dispositivos. revisão. 481 da CLT. (B) o aviso prévio. por si só. literalidade da D – incorreta. portanto. o direito do empregado ao aviso prévio. Os Sindicatos poderão celebrar Convenções Coletivas de Trabalho independentemente de deliberação em Assembléia Geral especialmente convocada para esse fim. Quanto às Convenções Coletivas de Trabalho. Caso ainda em vigor o art. exceto se o contrato contiver cláusula assecuratória do direito de rescisão antecipada. será de dez dias corridos. está correto o que consta APENAS em (A) II. (C) a cessação da atividade da empresa. XXI. II. Fátima! Resolvi esta prova de madrugada. E – incorreta. Obrigado. (D) não é devido o aviso prévio. 491 da CLT. As Convenções Coletivas de Trabalho serão celebradas por escrito. III e IV. O processo de prorrogação. II. por força do art. deverá avisar a outra da sua resolução com a antecedência mínima de dez dias. C – correta. sem emendas nem rasuras.. IV. e não de dez. A resposta. I. §4º. cometer falta considerada pela lei como justa para a rescisão. analise: I. quiser rescindir contrato individual de trabalho. II e III. pois o prazo do aviso prévio é de. :-P . c/c a Súmula 163 do TST). à aprovação de Assembléia Geral dos Sindicatos convenentes. por expressa disposição legal. (E) o empregado que. 487. Observação: comentário editado após observação pertinente enviada por uma aluna. B – incorreta. durante o prazo do aviso prévio. pois é devido o aviso prévio. além de uma destinada a registro. conforme a alternativa. denúncia ou revogação total ou parcial de Convenção Coletiva de Trabalho ficará subordinado. III. 487. da CLT. caso em que será devido o aviso prévio (art. Comentário: A – incorreta. em regra. 44. nos contratos de trabalho com prazo determinado. 30 dias. em qualquer caso. (B) I. simples ou em dobro. em tantas vias quantos forem os Sindicatos convenentes ou as empresas acordantes. por contrariar o disposto no art. com o sono apertando.

d) Apenas os itens I. tácito ou expresso. pela literalidade do art.Julgue os itens seguintes. II A mudança na propriedade ou na estrutura jurídica da empresa não afetará os contratos de trabalho dos respectivos empregados. Comentário: I – correto. c) Apenas os itens III e IV estão certos. (D) I e IV. 613. 612 da CLT. que ficará a cargo do governo responsável. apenas é lícita a alteração das respectivas condições de trabalho quando decorram de mútuo consentimento e. os princípios que regem a rescisão dos contratos por prazo indeterminado. conforme parágrafo único. pois todos os itens estão corretos. II – correto. caso tal direito seja exercido por qualquer das partes. A análise da questão é relevante a fim de 56 . PROCURADOR PB 2008 TEMA I – CONTRATO DE TRABALHO 58 . da CLT. III – correto. 613 da CLT. nos termos do art. em prejuízos ao empregado. 481 da CLT. que corresponde à relação de emprego. art. que se referem ao contrato individual de trabalho. conforme art. V – correto. I Contrato individual de trabalho é o acordo. pela combinação do disposto nos artigos 442 e 443 da CLT. aplicam-se. o gabarito é letra “E”. ainda assim. e) Todos os itens estão certos. ajustado. Comentário: I – incorreto. IV – correto. b) Apenas os itens II e V estão certos. conforme art. (E) II e IV. pela literalidade do art. 448 da CLT. III – correto. IV – correto. sob pena de nulidade da cláusula infringente dessa garantia. Assinale a opção correta. estadual ou federal. Aliás. pela literalidade do art. 468 da CLT. ou pela promulgação de lei ou resolução que impossibilite a continuação da atividade. 486 da CLT. III Nos contratos individuais de trabalho.(C) I e III. V No caso de paralisação temporária ou definitiva do trabalho motivada por ato de autoridade municipal. II e V estão certos. resposta letra “A”. pela literalidade do art. desde que não resultem. sem nenhuma criatividade. em todos eles a banca se limitou a transcrever dispositivos legais. II – correto. podendo estabelecer-se por prazo determinado ou indeterminado. direta ou indiretamente. IV Aos contratos por prazo determinado que contiverem cláusula assecuratória do direito recíproco de rescisão antes de expirado o termo a) Apenas os itens I e III estão certos. prevalecerá o pagamento da indenização. 615 da CLT. se assim chamado à autoria pelo empregador quando de sua defesa perante a justiça do trabalho. Logo. Portanto.

Lei 8. posto que não se pode admitir a imprescritibilidade de nenhum direito patrimonial. Com efeito. a) O direito de ação quanto a créditos resultantes das relações de trabalho prescreve em cinco anos para o trabalhador urbano. TEMA II – PRESCRIÇÃO 60 . em cinco anos. 7º. d) O direito de ação quanto ao nãorecolhimento da contribuição para o FGTS prescreve em trinta anos para os trabalhadores urbanos e rurais. seguindo a regra segundo a qual “o acessório segue o principal”. na regra geral da prescrição trabalhista (art. quanto para os trabalhadores rurais. a prescrição é a qüinqüenal. em dois anos. XXIX. dispõe o art. sobre o qual. assinale a opção correta. a partir da extinção do contrato de trabalho. o FGTS. 23. em geral. Incorreta.036/90 que é trintenária (30 anos) a prescrição do FGTS. pois o prazo qüinqüenal é contado a partir da lesão ao direito. a Súmula 362 do TST. e. Caso o FGTS seja pedido apenas como acessório (por exemplo. como visto. trabalho. pois atualmente (desde a EC 28/2000) não há distinção entre a prescrição aplicável aos trabalhadores urbanos e aos trabalhadores rurais (art. 7º. da CRFB). Incorreta.No que se refere ao direito a férias. observado o prazo de dois anos após o término do contrato de trabalho. XXIX.demonstrar que também para as provas do Cespe é necessário memorizar a legislação. ao contrário do prazo bienal. até o limite de dois anos após a extinção do contrato de trabalho. a partir do respectivo fato que o enseja. para o trabalhador rural. após a extinção do contrato de trabalho. e limitados a dois anos após a extinção do contrato de trabalho. entretanto. tanto para os trabalhadores urbanos. Incorreta. Neste sentido. a Súmula nº 206 do TST. ainda. e) O direito de ação quanto a créditos resultantes das relações de trabalho e quanto ao não-recolhimento da contribuição para o FGTS prescreve em cinco anos para os trabalhadores urbanos e rurais. em uma ação em que se postulam diferenças de FGTS incidente sobre horas extras não pagas). este sim contado a partir da extinção do contrato de trabalho. 57 . e não da extinção do contrato de TEMA III – FÉRIAS 61 . A prescrição do FGTS constitui exceção à regra geral da prescrição trabalhista. Correta. tendo em vista que a pretensão quanto a créditos decorrentes da relação de trabalho prescreve. b) O direito de ação quanto a créditos decorrentes das relações de trabalho prescreve em dois anos para os trabalhadores urbanos e rurais. Neste sentido. contados. que a prescrição do FGTS é trintenária quando o pedido principal é o FGTS. a prescrição bienal. pois inclui. §5º. Aplica-se. observado o prazo de dois anos após a extinção do contrato de trabalho. Incorreta. Observe-se. aplica-se a prescrição trintenária. c) O direito de ação quanto aos créditos resultantes das relações de trabalho prescreve em cinco anos para os trabalhadores urbanos e rurais. da lesão ao direito (nascimento da pretensão). assinale a opção correta. da CRFB).Acerca da prescrição de direitos do trabalhador.

p. não se considerando falta ao serviço a ausência da empregada durante o período de licença-maternidade. que pode fazê-lo de acordo com seus interesses. e não ao tempo de serviço. II. A regra do supramencionado caput do art. c) A época da concessão das férias será a que melhor atenda aos interesses do empregado. d) O empregado deve perceber. se for o caso. de fazer coincidir suas férias com as férias escolares (§2º). 130. Incorreta. da CLT). “o empregado perceberá. os quais prevêem a possibilidade de fazer coincidir as férias dos membros de uma mesma família que trabalhem no mesmo estabelecimento ou empresa (§1º) bem como o direito de o empregado estudante. Caso o empregado perceba remuneração variável (comissões. a remuneração média que lhe houver sido paga durante o período aquisitivo pertinente. caput. 136 é relativizada pelos seus parágrafos. 58 . pois o período de férias é computado. Incorreta. as férias são o exemplo típico de interrupção do contrato de trabalho. Exatamente por este motivo. tendo em vista que. §1º). quando for estudante. Correta. computar-se-á a média dos últimos doze meses anteriores à concessão. pois não há prestação de serviços. mas o empregador paga salários e o período é computado como tempo de serviço. e não do período aquisitivo. porém o valor da média deve ser atualizado monetariamente. o valor das férias será obtido a partir da média de produção apurada ao longo do período aquisitivo. aliás. durante as férias. 142. a remuneração que lhe for devida na data da sua concessão”. como tempo de serviço (art. 131. pela combinação do art. Se o empregado é remunerado por peça ou tarefa. a empregada terá direito a férias em proporção conforme a quantidade de faltas que haja tido no período. Entretanto. menor de 18 anos. 142. porém não existe cômputo a maior. da CLT.a) Após cada período de 12 meses de vigência do contrato de trabalho. para fazê-las coincidir com férias da família ou com as férias escolares. 136. com jornadas variáveis. Incorreta.). A assertiva mistura a idéia do cômputo do período de férias como tempo de serviço com a regra do terço de férias. pois a escolha da época de concessão das férias é prerrogativa do empregador. ex. que se aplica à remuneração das férias. 130 com o art. janeiro e julho. por força do art. b) O período das férias será computado como tempo de serviço acrescido de um terço. da cessação do contrato de trabalho. para todos os efeitos. da CLT. da CLT. §2º. aplica-se à médias das horas trabalhadas no período aquisitivo o valor da hora apurada na data da concessão (art. caput. multiplicada pelo valor da tarefa na data da concessão. cabe ao empregador decidir em qual destes meses concederá as férias a este estudante). Neste sentido. durante as férias. o art. inclusive. No caso de remuneração por hora. de forma que trinta dias de férias correspondem a 30 dias de tempo de serviço. e) A prescrição do direito de o empregado reclamar a concessão das férias ou o pagamento da respectiva remuneração é contado do término do período aquisitivo ou. logo. em qualquer caso a escolha da época continua sendo prerrogativa do empregador (por exemplo: o estudante menor de 18 anos tem férias em dezembro.

o empregado já teria descansado o suficiente. Começa daí (final do período concessivo). o prazo prescricional (neste caso. Logo. especificamente no caso de falência do empregador (para fins do art. a correr o prazo prescricional. estando subordinação e a 59 . a remuneração das férias indenizadas tem natureza indenizatória. que confere natureza salarial à remuneração das férias indenizadas. a fim de proteger o crédito trabalhista do empregado. A) O desenvolvimento das atividades laborais na própria residência não configura relação de emprego. o bienal) terá início a partir da extinção do contrato. 148. E) No caso presente a em apreço. Logo. e com ela a pretensão à reparação judicial. nesta hipótese o trabalhador perde o direito às férias. a OJ 195 do TST. 149 da CLT. Neste sentido.Incorreta. pois a prescrição das férias tem início no momento da lesão. em seu inciso IV. C) Por efetivar seu labor em residência. qual seja. portanto. o final do período concessivo. quando houver tido de 24 a 32 faltas. entretanto. o art. né?! A exceção fica por conta do art. mas estará fora do regime celetista. Vólia Bomfim Cassar. Como cabe ao empregador fixar a época de concessão das férias. 3) O artigo 130 da CLT. estas não são devidas (exigíveis) senão ao final do período concessivo. pois como vimos a natureza desta remuneração é indenizatória. 449 da CLT). perderá o direito às férias? Resposta: sim! A doutrina entende que o silêncio da CLT em relação a esta hipótese significa que o legislador teria considerado que. Chega a ser até bem óbvio. 2) Incide FGTS sobre as férias proporcionais pagas na rescisão do contrato de trabalho? Resposta: não. com mais de 32 faltas. a partir daí nascerá eventual lesão ao direito. que sofre incidência de FGTS! – Súmula 305 do TST). Neste sentido. B) Há distinção entre o trabalho realizado no estabelecimento do contratante e o executado no domicílio do empregado. D) Dito trabalhador não poderá receber menos que o salário mínimo. Maurício Godinho Delgado. com o aviso prévio indenizado. segundo prescrição consolidada. Neste sentido. Aproveitando o link com esta questão das férias. e o FGTS incide sobre parcelas de natureza salarial (cuidado. (PROCURADOR DO ESTADO PGE/AL – CESPE – 2009) TEMA: RELAÇÃO DE EMPREGO Questão 66 – Considerando que um trabalhador tenha sua contratação efetivada por determinada pessoa jurídica e desenvolva suas atividades laborais na própria residência. Obviamente. Agora pergunto: e se o empregado tiver mais de 32 faltas. torno públicas outras dúvidas: 1) A remuneração das férias indenizadas tem natureza salarial ou indenizatória? Resposta: em regra. Gustavo Filipe Barbosa Garcia. dispõe que após cada período de 12 meses o empregado terá direito a 12 dias corridos de férias. assinale a opção correta. se o empregado foi demitido antes do final do período concessivo. dentre outros. o trabalhador em questão é considerado doméstico.

mas ajuizada após dois anos do término contratual. sem a declaração de vínculo. e mesmo as vias públicas. Com referência a essa situação. desde que esteja caracterizada a relação de emprego”. Não obstante sejam seis os requisitos caracterizadores da relação de emprego (trabalho prestado por pessoa física. 3º da CLT (que define “empregado”). subordinação e alteridade). “C” e “D”. só restando a resposta correta. casa de veraneio. mediante exercício interpretativo. 60 . caracteriza-se relação de emprego. 1º da Lei nº 5. segundo o qual “não se distingue entre o trabalho realizado no estabelecimento do empregador e o executado no domicílio do empregado. Respeito a tese. e sim a prestação de serviços contínuos. sem o devido registro em sua CTPS. que são os requisitos constantes do art. razão pela qual a questão não teria resposta. E) Na aplicação dos efeitos da prescrição. estará limitado aos últimos cinco anos. nos termos consolidados. estará a pretensão atacada pela prescrição. não é raro que as bancas mencionem apenas subordinação. diretamente. Comentário: a questão gravita em torno do disposto no art. Sobre a letra “C” é imperioso observar que o local de trabalho não interfere na caracterização do vínculo de emprego do doméstico. TEMA: PRESCRIÇÃO Questão 67 Determinado trabalhador manteve relação de emprego com certa empresa por mais de dez anos. as alternativas “A”. mas a todos os locais onde a pessoa ou a família desenvolvem sua vida privada e suas atividades não lucrativas (v. da combinação do art. contados do ajuizamento da ação. no caso. não haverá distinção entre trabalhador menor ou maior de 18 anos de idade. A) Poderá o trabalhador ingressar em juízo para pleitear os recolhimentos previdenciários.859/1972).g. 3º com o art. se refere não só à casa. 2º da CLT. pessoalidade. C) Havendo demanda pleiteando o vínculo e o respectivo registro na CTPS obreira. somente quanto ao reconhecimento de vínculo. razão pela qual. O candidato que conhecia este importante dispositivo eliminou. a alternativa veiculada pela letra “E” encontra-se perfeitamente válida. D) Caso o trabalhador tenha laborado em determinado período como menor. rancho. vi alguns comentários no sentido de que a questão deveria ser anulada tendo em vista que a alternativa dada como correta pela banca não contemplaria todos os requisitos caracterizadores da relação de emprego (artigos 2º e 3º da CLT). qual seja. no caso do trabalho do motorista da família). “B”. a letra “E”. na minha opinião. assinale a opção correta.pessoalidade. mas não concordo. somente essa parte do contrato de trabalho será imprescrita. No caso. Âmbito residencial. Os demais são extraídos. nãoeventualidade. a pessoa ou família. onerosidade. Quanto à resposta correta. 6º da CLT. no âmbito residencial destas (art. pessoalidade e onerosidade. B) Não tendo havido recolhimento fundiário. que impedirá o intento. para ambos os sexos. a onerosidade está plenamente subentendida no enunciado da questão. de finalidade não lucrativa. de plano. se discutido em eventual demanda. o crédito deste.

§1º. a pretensão ao reconhecimento do vínculo é imprescritível. há que se considerar que não corre contra o menor prazo prescricional. sujeitar-se-ia à prescrição. C) Na hipótese aquisitivo das quatorze faltas. a Súmula 362 do TST. o art. 61 . E) Correta. a assertiva não é verdadeira. no período aquisitivo das férias. ainda que originadas quando o trabalhador tinha menos de 18 anos. TEMA: INTERRUPÇÃO DO CONTRATO DE TRABALHO E FÉRIAS Questão 69 Considere que Lucas tenha sido contratado por entidade bancária para exercer a função de contínuo. A) Somente no caso de o regime de trabalho de Lucas exceder quarenta e quatro horas semanais deverá ele receber pagamento suplementar. B) Incorreta. a distinção será relevante. §5º. pois se. Isso porque a anotação da CTPS. o prazo prescricional referente às lesões sofridas neste primeiro ano do contrato somente começa a correr quando o menor tenha completado 18 anos. também estas pretensões relativas ao primeiro ano estarão prescritas. Ver. Uma vez mais não concordo com a tese do recurso.Comentário: a questão versa sobre prescrição. tendo em vista a regra do art. 23. Registre-se que também em relação a esta alternativa surgiram vozes defendendo a anulação da questão. B) Devido ao limite da jornada atinente à categoria de Lucas. de forma nenhuma. pois as ações meramente declaratórias são imprescritíveis. é de 30 anos. tendo em vista que a prescrição do FGTS (como parcela principal. como o contrato perdurou “por mais de dez anos”. nos termos do art. não dependendo da intervenção do empregador.036/1990. da CLT. excepcionando a regra geral da prescrição trabalhista. pois só haveria que se falar em recolhimentos previdenciários obrigatórios se comprovada a existência da relação de emprego. No mesmo sentido. Neste caso. no caso de reconhecimento de vínculo. como tal. contar com fará ele jus a dezoito férias. o qual dispõe que a prescrição em cinco anos. C) Incorreta. Quanto às demais hipóteses. Vamos às alternativas: A) Incorreta. Logo. não haverá redução no total de dias de férias a serem gozados. 440 da CLT). até que o mesmo complete 18 anos (art. frise-se). Em face dessa situação hipotética. limitados a dois após a extinção do contrato de trabalho. logo imprescindível a declaração do vínculo. sob o argumento de que a anotação em CTPS seria obrigação de fazer e. ao passo que não incidirá. pois não é necessariamente verdadeira a afirmação. da Lei nº 8. a prescrição. 440 da CLT. D) Incorreta. como vimos. que o trabalhador do exemplo foi admitido aos 17 anos. terá ele direito a menos de trinta dias de férias. então. §1º. Entretanto. dias corridos de de Lucas. 11. entretanto. por força do art. não interessa se o trabalhador é menor ou maior de 18 anos. no período férias. sendo cinco delas decorrentes de alistamento eleitoral e casamento. tiver dez faltas. D) Se Lucas. Imagine-se. Neste sentido. assinale a opção correta. não se aplica “às ações que tenham por objeto anotações para fins de prova junto à Previdência Social”. pode ser efetuada pela própria secretaria da Vara do Trabalho. a respeito. 11. da CLT.

por força do art. princípio da condição mais benéfica. como forma de compensar sua hipossuficiência. sem prejuízo do salário (hipóteses de interrupção contratual. para os efeitos do art. pois o art. da CLT). vejamos as alternativas: A) incorreta. a condição é inequivocamente mais vantajosa ao obreiro. o princípio da proteção visa à garantia da igualdade substancial entre as partes da relação de emprego. CLT). I. pois é devido o pagamento suplementar se excedida a 30ª hora na semana. 130. razão pela qual faria jus a 30 dias corridos de férias. razão pela qual o terceiro dia. portanto) por até três dias consecutivos em virtude de casamento (inciso II) e por até dois dias consecutivos para se alistar eleitor (inciso V). em três dimensões: princípio da norma mais favorável. I. julgue as seguintes afirmações: 1 – O princípio da proteção é aquele princípio peculiar ao Direito do Trabalho segundo o qual se garante às partes a igualdade formal. através de cláusula contratual ou regulamento de empresa. mediante a estipulação de vantagens ao empregado. 224. 226. no caso. 473 dispõe que o empregado pode faltar. 131. E) incorreta. ou ainda tutelar) se desdobra. c/c o art. dispõe que o empregado pode faltar por até dois dias consecutivos em razão de falecimento de ascendente. 62 . não se aplica ao bancário o art. I. pois o art. a ausência do empregado nos casos do art. 473. 473 (art. por sua vez. O art. o prazo prescricional para que o trabalhador ingresse com ação trabalhista cobrando eventuais créditos. dispõe que não será considerada falta ao serviço. e não somente da igualdade formal (que constitui a simples estipulação de direitos rigorosamente iguais às partes). no caso Lucas teria apenas cinco faltas ao longo do período aquisitivo. B) incorreta. sendo que dele decorrem todos os demais princípios trabalhistas. EXERCICIOS TIPO CESPE TEMA 1 – PRINCÍPIOS E FONTES DO DIREITO DO TRABALHO A respeito dos princípios e fontes do Direito do Trabalho. pois com 14 faltas Lucas faria jus a 24 dias corridos de férias (art. parágrafo único. 130. Dessa forma. Assim. D) correta.E) Caso Lucas falte três dias em decorrência do falecimento de ascendente. tendo em vista que. pois o princípio da proteção tem por escopo o reequilíbrio de forças entre capital (empregador) e trabalho (empregado). neste caso. é de 6 horas (e o módulo semanal de 30 horas). pois a jornada do bancário não se enquadra no regime de tempo parcial. Logo. inclusive o contínuo. princípio in dubio pro operario (este último bastante criticado por parcela significativa da doutrina). na classificação de Américo Pla Rodriguez. 131. definido pelo art. Errado. 130. II. C) incorreta. Comentário: a jornada do empregado em estabelecimentos bancários. 130-A da CLT. 58-A da CLT como aquele cujo módulo semanal não exceda de vinte e cinco horas. da CLT. Com base nisso. da CLT. Importante lembrar ainda que o princípio da proteção (ou princípio protetor. 2 – À luz do princípio da condição mais benéfica podemos dizer que é lícito ao empregador majorar. não é considerado falta justificada. por força do art. da CLT. isso caracterizará falta justificada para os fins legais.

Errado. Também as pressões dos empregadores. portanto. notadamente através dos sindicatos. 4 – O regulamento de empresa pode ser considerado fonte formal do Direito do Trabalho. Neste sentido. Observe-se que não só as pressões levadas a efeito pelo empregados. em provas anteriores. tendo em vista que a prescrição é norma de ordem pública. Assim. o que culminou na flexibilização da legislação. aderindo ao contrato de trabalho. foi precedida por intensas pressões por parte do empresariado. Certo. ao menos para o Cespe. respectivamente se decorrentes da vontade das partes destinatárias da norma. por exemplo. suprimir ou alterar as regras relativas à prescrição trabalhista. que tanto as hipóteses quanto os prazos prescricionais são aqueles previstos em lei.Errado. mas que não constitui fonte formal). pelo que é inderrogável pela vontade das partes. mencionem-se questões cobradas no concurso para Consultor Legislativo do Senado (2002) e para Juiz do Trabalho da 5ª Região (2006). por exemplo. Não obstante exista grande controvérsia quanto à classificação ou não do regulamento de empresa como fonte formal (vários nomes de peso . Certo. econômicos. pois os sindicatos agem representando (e substituindo) os trabalhadores. razão pela qual não se aplica o princípio da condição mais benéfica. 63 . Lembrem-se. as convenções coletivas são classificadas como fontes formais heterônomas. as fontes formais são classificadas em autônomas e heterônomas. o regulamento como sendo fonte formal. o Cespe já considerou. 5 – Fontes formais representam a exteriorização da norma jurídica. aí incluídas aquelas levadas a efeito pelo empregador. ou se decorrentes da imposição de terceiro estranho à relação jurídica. Neste caso. constituem fontes materiais do Direito do Trabalho. com a inclusão. sucedendo logicamente as fontes materiais. por mais de uma vez. 3 – São fontes materiais do Direito do Trabalho as transformações sociais e as pressões exercidas pelos agentes da relação de emprego. não podendo as partes inovar. Maurício Godinho Delgado defendem a tese segundo a qual o regulamento de empresa tem força de mera cláusula contratual. o interesse coletivo (pacificação social. 59 da CLT. A título de exemplo. julgue os itens seguintes: 6 – A Constituição de 1988 trata igualmente trabalhadores urbanos. estabilização das relações jurídicas) se sobrepõe ao interesse individual do trabalhador. logo as convenções coletivas constituem fontes formais autônomas do Direito do Trabalho.por todos. no sentido da desregulamentação trabalhista e da flexibilização das normas trabalhistas constituem fonte material do Direito do Trabalho. ainda que em benefício do trabalhador. no parágrafo 2º. certamente a alteração do art. são fontes materiais do trabalho o conjunto de fatores políticos. fatos sociais estes que representam o momento pré-jurídico necessário à posterior positivação do direito. da possibilidade de compensação além da semana (“banco de horas”). sociológicos e filosóficos que levam à alteração ou criação de normas jurídicas. TEMA 2 TRABALHADORES DIREITOS DOS A respeito dos direitos dos trabalhadores assegurados pela CRFB/1988. Por sua vez. Dessa forma.

seja em contrato de trabalho ou regulamento empresarial. podendo ser reivindicadas as lesões sofridas nos cinco anos anteriores a tal data. da CRFB. dentre os quais não se inclui a remuneração do trabalho noturno superior à do diurno. em face do término do prazo. do ADCT. seja em instrumento coletivo (ACT ou CCT). há jurisprudência no sentido de que não há direito da empregada gestante à estabilidade provisória na hipótese de admissão mediante contrato de experiência. estipula o aviso prévio de no mínimo 30 dias. dispensa do controle de ponto. pois o prazo qüinqüenal é contado a partir da data do ajuizamento da ação. 7º. 9 – A prescrição qüinqüenal trabalhista prevista no art. XXI. mas em mera relação de trabalho. do TST. garantindo a todos a remuneração do trabalho noturno superior à do diurno. normas relativas à admissão. TEMA 3 – RELAÇÃO DE TRABALHO E EMPREGO No tocante à relação de trabalho e à relação de emprego. Não obstante. elenca os direitos conferidos aos trabalhadores urbanos e rurais que são estendidos também aos domésticos. “a”. os sindicatos não poderão reduzir direitos trabalhistas assegurados pela lei! Assim. item III. tendo em vista que o art. pois o art. e da Súmula nº 244. 7º da CRFB. julgue os seguintes itens: 11 – São requisitos para caracterização da relação de emprego a prestação de serviço por pessoa física.inclusive domésticos. 64 . sendo que a expressão “nos termos da lei” se refere à previsão de proporcionalidade do aviso prévio. 7º. da CRFB. da CRFB. pela combinação do art. registro e anotação do contrato em CTPS. independentemente de quando se deu a extinção do contrato. Não obstante. é contada a partir da data da extinção do contrato de trabalho. parágrafo único. neste ponto. Errado. XIII e XIV do art. de forma não eventual. ou mesmo superior a 30 dias de forma fixa. Certo. pessoal. a teor dos incisos VI. visto que a extinção da relação de emprego. por exemplo. sendo que somente lei pode alterar tal prazo. compensação de horários ou redução de jornada. a Súmula nº 308 do TST. onerosa e sob subordinação jurídica. não há que se falar em relação de emprego. prevista no inciso IX do art. que o doméstico ainda não goza de proteção relativa à duração do trabalho. 7 – A Constituição veda a dispensa arbitrária ou sem justa causa da empregada gestante desde a confirmação da gravidez até cinco meses após o parto. Neste sentido. não constitui dispensa arbitrária ou sem justa causa. são inválidas. 7º. inciso XXIX. Errado. Observe-se. 10 – A Constituição confere aos sindicatos das categorias profissionais a prerrogativa de negociar a redução de direitos trabalhistas apenas nas hipóteses de redução salarial. Errado. Faltando qualquer um destes requisitos. 10. 7º. nada impede seja estipulado o aviso prévio proporcional. Certo. fora estes casos. e rurais. 8 – Fica assegurado o direito ao aviso prévio de no mínimo trinta dias. II. cláusulas de redução de intervalo intrajornada. e alteração da jornada para o trabalho realizado em turnos ininterruptos de revezamento. A questão é importante porque.

a qual deve ser afastada e. filosóficos ou religiosos. é circunstância ligada não à continuidade do trabalho. normalmente ligada a ideais humanitários. No mesmo sentido. e sim pela intenção onerosa presente no ajuste de vontades entre empregado e empregador. logo não interessa quantos dias por semana ele trabalhe para que se possa falar em não eventualidade. Isso posto. Errado. para caracterização de empregado. Certo. atualmente é pacífico que se trata de subordinação jurídica. que em determinadas situações as características apresentam variações quanto à intensidade (por exemplo. que lhe confere a prerrogativa de dirigir a prestação de serviços conforme suas conveniências. impedir ou fraudar a aplicação dos preceitos contidos na presente Consolidação”. se a atividade está inserida na rotina da empresa. posto que se exige. Ressalte-se. entretanto. o art. Assim. posto que ausente a habitualidade. No caso. pois decorre do contrato de trabalho o poder diretivo do empregador. O contraponto da onerosidade é a prestação de trabalho voluntário. mitigada quando o trabalho é executado no domicílio do empregado). aplica-se o princípio da primazia da realidade. Basta que trabalhe nesta atividade de forma repetida (e “repetível” futuramente). A intenção onerosa mencionada é também denominada animus contrahendi. Não obstante a subordinação já tenha sido entendida como sendo técnica e econômica. ainda que apenas uma vez por semana. 15 – A subordinação que caracteriza a relação de emprego é a jurídica.Certo. presentes os requisitos da relação de emprego configurar-se-á fraude na roupagem de pessoa jurídica dada ao empregado. 14 – A onerosidade não se caracteriza pelo efetivo pagamento dos serviços prestados. o que em última análise obstaria o reconhecimento do vínculo de emprego. também denominada habitualidade. a pessoalidade. o trabalho prestado por pessoa física. Obviamente o garçom desenvolve atividade permanente da empresa. Os requisitos caracterizadores da relação de emprego são extraídos dos artigos 2º e 3º da CLT. A não eventualidade. mas ao caráter permanente da atividade na rotina da empresa. seja atividade-fim (ligada ao objeto social da empresa). Logicamente se o empregador não paga o quanto combinado não pode ser premiado com o não reconhecimento da onerosidade. Certo. assim. 12 – Se o trabalho é prestado por pessoa jurídica unipessoal não há que se falar em relação de emprego. bem como nasce 65 . e significa que o empregado presta serviços com vistas a ser remunerado por isso. normalmente estará configurada a não eventualidade. Errado. segundo o qual “serão nulos de pleno direito os atos praticados com o objetivo de desvirtuar. 9º da CLT. cujo prestador de serviços é movido por intenção graciosa ou benevolente. a ausência de qualquer dos outros requisitos obsta a caracterização do vínculo empregatício. perfeitamente caracterizado o vínculo empregatício. 13 – O garçom que trabalha dois dias por semana em uma pizzaria não pode ser considerado empregado. Em que pese ser a subordinação o traço distintivo mais importante entre a relação de emprego e a mera relação de trabalho. seja atividade-meio (atividade de apoio). decorrente do contrato estabelecido entre empregador e empregado.

pelo que é lícito ao empregador descontar dos salários do empregado o valor referente ao tempo em que o empregado não laborou efetivamente ao longo da jornada de trabalho. com duas especificidades: a) os serviços prestados pelo doméstico devem ter natureza contínua. Assim. para caracterização da figura do empregado. vedada a transferência 66 . O que a lei veda é que o trabalho doméstico seja utilizado pelo tomador dos serviços com fins de obter vantagem econômica (lucro). isto é. Errado. onerosidade e subordinação). assalaria e dirige a prestação pessoal de serviços”. se por um lado cabem ao empregador eventuais lucros do empreendimento. o que pressupõe freqüência maior que a exigida para caracterização da não eventualidade. a consideração a respeito do tipo de trabalho prestado. a assunção dos riscos do empreendimento. manual ou intelectual. A presença da onerosidade (animus contrahendi) é fundamental também para a caracterização do vínculo doméstico. 2º da CLT que “considera-se empregador a empresa. a “finalidade não lucrativa” do trabalho doméstico diz respeito ao empregador.também do contrato a sujeição do empregado a estas ordens do empregador. 17 – O empregado eleito para ocupar cargo de diretor tem o respectivo contrato de trabalho suspenso. TEMA 4 – CONTRATO DE TRABALHO Sobre os sujeitos do contrato de trabalho. da CRFB. admite. o risco do empreendimento deve ser suportado somente pelo empregador. qualquer tipo de lucro. Certo. tais riscos excluem os riscos decorrentes do próprio contrato de trabalho. se técnico. 7º. A ausência de subordinação jurídica caracteriza a autonomia (relação de trabalho autônomo). e não ao empregado. que. Dispõe o art. 1º da Lei nº 5. a partir da relação de emprego. julgue os itens seguintes: 16 – É fundamental. Errado. sendo que o empregador não deve auferir. isso sim. individual ou coletiva. não eventualidade. bem como o art. exclusivamente. 19 – Cabe ao empregador. Errado. a presença de todos os requisitos caracterizadores da relação de emprego (pessoalidade. Dessa forma.859/1972. que proíbe a distinção entre trabalho manual. XXXII. Nos termos do art. Entretanto. técnico e intelectual ou entre os profissionais respectivos. para caracterização do vínculo de emprego. pela literalidade da Súmula 269 do TST. eventuais prejuízos. b) deve o doméstico prestar serviços à pessoa ou família. Neste sentido. o tipo de trabalho desenvolvido. salvo se permanecer a subordinação jurídica inerente à relação de emprego. É absolutamente irrelevante. A rigor a caracterização do vínculo de emprego doméstico em muito se assemelha à caracterização do vínculo empregatício de um empregado comum. não se computando o tempo de serviço desse período. doméstico é “aquele que presta serviços de natureza contínua e de finalidade não lucrativa a pessoa ou família no âmbito residencial destas”. sem a presença de onerosidade. Logo. 18 – É considerado doméstico aquele trabalhador que presta serviços contínuos e sem qualquer finalidade lucrativa. Interessa. que veda distinções relativas à espécie de emprego e à condição do trabalhador. exclusivamente. o artigo 3º da CLT. também cabe a este suportar. assumindo os riscos da atividade econômica.

e engloba o poder diretivo. circulares e regulamentos internos). bem como estabelece as rotinas relativas à prestação de serviço (modo de prestação dos serviços. notadamente sob a forma de desconto salarial. verificando o efetivo cumprimento das ordens emanadas (controle de horário e frequência. exigência do uso de uniforme. o poder regulamentar. 20 – O poder empregatício é o conjunto de prerrogativas conferidas ao empregador no âmbito da relação de emprego. no turno da manhã. etc). Ora. sendo “Alfa” e 67 . TEMA 5 – GRUPO ECONÔMICO. tendo em vista que o obreiro permaneceu à disposição do empregador). da sucessão de empregadores e da responsabilidade solidária. os riscos da atividade econômica. a produtividade do empregado abaixo do esperado (hipótese em que é devido integralmente o salário contratualmente fixado). o poder fiscalizatório e o poder disciplinar. Certo. à empresa “Beta”. e a ausência de produtividade decorrente de “falta de serviço” na empresa (hipótese em que. sejam eles positivos (lucros) ou negativos (prejuízos). a partir da existência do contrato de trabalho. insofismavelmente. se o empregador dirige a prestação pessoal de serviços do trabalhador da forma que bem entende. notadamente pelo princípio da dignidade humana (é vedada. isto é. à empresa “Alfa”. nada mais justo que arque sozinho com os resultados de sua administração. mediante a aplicação de advertência. Por fim. e sim um contrato de atividade. é devido integralmente o salário contratualmente fixado.de tais riscos aos empregado. o que significa que o empregador não contrata um determinado resultado específico esperado em relação à atividade laboral do empregado. tem poderes de fiscalização e poderes disciplinares. a revista íntima do empregado. e no turno da tarde. como contraponto. exceto em casos especialíssimos). O contrato de trabalho não é um contrato de resultado. É importante observar que o poder empregatício decorre da relação de emprego (e caracteriza. por exemplo. suspensão ou mesmo demissão por justa causa. Neste sentido. o poder disciplinar confere ao empregador a possibilidade de punir o empregado por uma falta cometida. Dessa forma. pela expedição de ordens de serviço. Naturalmente o poder fiscalizatório é limitado pelos princípios constitucionais. Maurício Godinho Delgado. julgue os seguintes itens: 21 – Imagine-se que Acácio preste serviços. a subordinação jurídica) e. conforme visto no item anterior. com exclusividade. o empregador assume exclusivamente inclusive os riscos decorrentes do próprio contrato de trabalho como. e sim a colocação da força de trabalho deste empregado que é colocada à disposição do empregador. SUCESSÃO DE EMPREGADORES. O poder fiscalizatório constitui a prerrogativa do empregador de controlar a atividade de seus empregados. salvo previsão em contrário em negociação coletiva. Pelo poder diretivo o empregador organiza a estrutura e o espaço interno da empresa. que por sua vez dirige a prestação de serviços conforme suas conveniências. atribui ao empregador. RESPONSABILIDADE A respeito do grupo econômico trabalhista. fiscalização acerca do uso de equipamentos de proteção individual. por exemplo. O poder regulamentar é exercido no sentido da exteriorização das regras impostas pelo empregador quanto ao modo de organização e execução dos serviços (por exemplo. etc).

Quanto à cláusula de não responsabilização. em sede da relação jurídica estabelecida entre sucessor e sucedido. 2º da CLT. Errado. salvo ajuste em contrário não haverá se falar em mais de um contrato de trabalho. inclusive aqueles consolidados antes do desmembramento. inclusive aqueles contraídos antes da sucessão. Literalidade da Súmula nº 239 do TST. Lembrando a distinção básica entre solidariedade e subsidiariedade: 68 . Nos termos do art. Certo. exceto quando a empresa de processamento de dados presta serviços a banco e a empresas não bancárias do mesmo grupo econômico ou a terceiros. neste caso. sendo que o sucessor passa a ser responsável por todos os débitos trabalhistas da empresa. Errado. mas vale tão somente no âmbito civil. sendo que. o empregado pode cobrar do sucessor inclusive os créditos consolidados antes da transferência (sucessão). sendo que os municípios criados a partir do desmembramento são considerados sucessores trabalhistas para todos os efeitos. a OJ nº 261 da SBDI-1 do TST. ocorre a sucessão trabalhista. O TST entende que no caso do desmembramento de municípios não ocorre sucessão de empregadores. Certo. assegurada pelo art. a OJ nº 92 da SBDI-1 do TST. isto é. Os artigos 10 e 448 da CLT asseguram que a alteração na estrutura jurídica da empresa não afeta os contratos de trabalho e os direitos adquiridos pelos empregados.“Beta” pertencentes a um mesmo grupo econômico. Neste caso. arcando assim com todos os débitos trabalhistas dos empregados remanescentes. ocorrendo a sucessão. não é oponível ao empregado credor de determinada parcela. a chamada cláusula de não responsabilização não é oponível ao empregado detentor do crédito. O fundamento de tal entendimento é a autonomia políticoadministrativa dos municípios. Neste sentido. geralmente é inserida no título jurídico (contrato) que transfere a universalidade do sucedido para o sucessor. Certo. 22 – É bancário o empregado de empresa de processamento de dados que presta serviço a banco integrante do mesmo grupo econômico. Assim. a teor do disposto nos artigos 10 e 448 da CLT esta chamada cláusula de não responsabilização não produz qualquer efeito no âmbito trabalhista. com a finalidade de limitar a responsabilidade do sucessor apenas aos débitos contraídos após a sucessão. que é denominada real empregadora. Neste sentido. caberá ação de regresso do sucessor em relação ao sucedido. respondendo cada qual pelos direitos trabalhistas do período em que figuraram como reais empregadores. mas tão somente ao sucedido. Neste sentido. e se houver cláusula de não responsabilização. No mesmo sentido. caput. a Súmula nº 129 do TST. 24 – No caso de desmembramento de municípios. as empresas pertencentes a um grupo econômico são solidariamente responsáveis pelos créditos trabalhistas dos empregados de qualquer das empresas integrantes do grupo. 23 – A alteração na estrutura jurídica da empresa não afeta os contratos de trabalho. 25 – As demais empresas integrantes de um mesmo grupo econômico são subsidiariamente responsáveis pelos créditos trabalhistas dos empregados de uma outra empresa do mesmo grupo. 18. da CRFB. Obviamente.

É um contrato de atividade (em contraposição ao contrato de resultado) porque não interessa. Não é intuitu personae em relação ao empregador. Errado. inclusive). isto é. Ante o exposto. Nos termos da Súmula 386 do TST. é um contrato oneroso pois pressupõe a intenção onerosa da relação firmada (o empregado trabalha com a 69 . interessa à relação jurídica a pessoa do empregado (característica da pessoalidade). pode acionar o devedor subsidiário. isto é. somente a partir dos dezesseis anos. de forma que Maria não tinha conhecimento da atividade ilícita desenvolvida no local. entre as partes (empregado presta serviços e o empregador paga os salários. sem qualquer benefício de ordem. conforme a modalidade ajustada (mês. independentemente do eventual cabimento de penalidade disciplinar prevista no Estatuto do Policial Militar. é legítimo o reconhecimento de relação de emprego entre policial militar e empresa privada. É consensual pois depende da vontade das partes. durante seis meses. “preenchidos os requisitos do art. obrigações contrárias e contrapostas. desde que conte com quatorze anos e o faça na condição de aprendiz. 28 – Tendo em vista o estatuto próprio aplicável ao Policial Militar. não é possível o reconhecimento do vínculo de emprego entre Policial Militar e uma empresa privada. por sua vez. Sua função era higienizar o local sempre antes da chegada dos clientes. Finalmente. de atividade e oneroso. por exemplo). ou até mesmo todos ao mesmo tempo. O contrato é sinalagmático porque dele resultam obrigações recíprocas. pois uma coisa não depende da outra. o credor pode acionar diretamente. Errado. não só do empregado. em qualquer hipótese. da CRFB/88. para que incida a obrigação de contraprestação (pagamento de salário) o resultado do trabalho prestado. constitui elemento essencial do contrato de trabalho. 7º. de trato sucessivo. na obrigação solidária. é correto dizer que não é possível o reconhecimento do vínculo TEMA 6 26 – É correto dizer que o contrato de trabalho é um contrato sinalagmático. prescindindo entretanto de forma solene (pode o contrato de trabalho ser ajustado tacitamente. 3º da CLT. consensual. etc). É de trato sucessivo porque as principais prestações decorrentes do contrato de trabalho (prestar serviços e pagar salários) renovamse no tempo. caso não receba seu crédito. receber 27 – É elemento essencial do contrato de trabalho a capacidade do empregado. e sim a disponibilização da energia de trabalho. finalidade de contraprestação). A capacidade. Observese que o contrato de aprendizagem é uma modalidade especial de contrato de trabalho (leia-se contrato de emprego). XXXIII. Entretanto. em uma casa de jogos de azar. dia. Correto.” 29 – Maria da Silva trabalhou como faxineira. qualquer um dos devedores solidários. intuitu personae. É intuitu personae em relação ao empregado. o empregado pode firmar contrato de trabalho antes de completar dezesseis anos. que se considera apto a firmar contrato de trabalho.na obrigação subsidiária o credor deve acionar primeiro o devedor principal. e então. semana. como também do empregador. nos termos do art.

neste caso. tem razão o empregador. é permitida. pois o empregador tinha conhecimento de que Mazinho lhe prestava serviços. correspondente à relação de emprego”. Na verdade trata-se a hipótese de sucessão de empregadores. Errado. recebendo por isso remuneração bastante superior à do cargo que ocupava originalmente. Realmente o trabalho cujo objeto é ilícito enseja a nulidade absoluta da contratação. pois alteração subjetiva é o mesmo que alteração de sujeito. 33 – Hélton foi contratado como vendedor em uma loja de departamentos. Depois de trabalhar na função de vendedor durante três anos. alterado o pólo passivo da relação de emprego. Neste sentido. e como sabemos o sujeito passivo da relação de emprego é o empregador. assegurados todos os seus direitos. ainda assim. 32 . permanecem inalteradas as cláusulas dos contratos de trabalho dos respectivos empregados. Na hipótese mencionada na questão. carpia a lavoura. Neste caso. pode-se dizer que o empregador agiu regularmente. Conforme o disposto no art. após um ano no cargo de gerente. TEMA 7 31 – A alteração subjetiva do contrato de trabalho. foi promovido ao cargo de confiança de gerente. em prejuízos ao empregado. Entretanto. entretanto. No caso. apenas é lícita a alteração das respectivas condições de trabalho quando decorram de mútuo consentimento e.empregatício de Maria da Silva. sem sequer informar o empregado sobre o motivo da destituição do cargo de confiança. pois o contrato de trabalho não chegou a ser firmado entre as partes. “contrato individual de trabalho é o acordo tácito ou expresso. entretanto. ao que este lhe respondeu que não lhe devia salários. pois não havia lhe prometido nada. em princípio. qualquer ajuste de vontade expresso entre Mazinho e o proprietário da Fazenda. 30 – Mazinho começou a trabalhar na Fazenda Águas Claras no dia 1º de junho. Mazinho se dirigiu ao proprietário da Fazenda inquirindo-lhe sobre quando seria efetuado o pagamento do salário. sendo que a alteração contratual. os artigos 10 e 448 da CLT. desde que não resultem. Decorrência do princípio da inalterabilidade contratual lesiva. seu contrato de trabalho é plenamente válido. Assim. o trabalho de Maria da Silva (faxina). direta ou indiretamente. 70 . não é ilícito. (Procurador do Estado da Paraíba – 2008) Certo. sob pena de nulidade da cláusula infringente dessa garantia. Assim. o empregador resolveu determinar o retorno de Hélton à função de vendedor. sem dúvida houve o ajuste tácito entre as partes. Certo.Nos contratos individuais de trabalho. em si. e ademais a trabalhadora não tinha conhecimento acerca da atividade ilícita desenvolvida no local. Não houve. a lei não exige seja o contrato de trabalho firmado expressamente. Errado. pelo que. sendo que este último tinha ciência de que Mazinho ordenhava o gado. como verdadeiro empregado. quanto ao pólo passivo. roçava pastos. entre outras atividades ligadas à atividade normal do empreendimento. não produz qualquer efeito sobre as cláusulas dos contratos de trabalho em vigor. Com base na legislação trabalhista. e não se opôs a tal prática ao longo de um mês. Dessa forma. dada a ilicitude do objeto de seu trabalho. 442 da CLT. o trabalhador não faz jus sequer aos salários. Ao final do primeiro mês de trabalho.

A primeira parte da afirmação é verdadeira. fará jus à incorporação da gratificação. Errado. TEMA 8 36 – Caracteriza-se a suspensão do contrato de trabalho pela sustação das principais cláusulas do contrato de trabalho. nos termos da Súmula 372 do TST. o tempo de suspensão não é computado como tempo de serviço. pode o empregador transferir o local da prestação de serviços (desde que observados os limites impostos pelo art. o empregador não paga salários e. 34 . ou o empregado volta às suas atividades. casos da suspensão por afastamento em decorrência de acidente de trabalho e por afastamento para cumprimento do serviço militar obrigatório. não constitui alteração contratual. “não se considera alteração unilateral a determinação do empregador para que o respectivo empregado reverta ao cargo efetivo. anteriormente ocupado. pelo empregador.Certo. mudar o nome do cargo (desde que disso não resulte prejuízo ao empregado). então. se recuperada a capacidade laboral. Nos termos do parágrafo único do art. A aposentadoria por invalidez suspende o contrato de trabalho por prazo indeterminado. pelo prazo máximo de cinco anos. não se exigindo sequer a motivação de tal decisão. Por fim. em virtude da diminuição do número de alunos. vedada pelo ordenamento jurídico brasileiro. pois tal medida caracterizaria alteração prejudicial. em regra. deixando o exercício de função de confiança”. entre outras possibilidades. há hipóteses suspensivas em que. 469 da CLT). portanto. com destaque para o fato de que o tempo de suspensão contratual não é computado. Neste sentido. é lícito ao empregador alterar o horário de trabalho do empregado. é importante lembrar que se o empregado exerceu a função de confiança (e recebeu a respectiva gratificação) por dez anos ou mais. excepcionalmente. Dessa forma. Errado. Algumas cláusulas contratuais inserem-se no chamado jus variandi empregatício exatamente em decorrência da assunção dos riscos do empreendimento pelo empregador (art. além da alteração do horário de trabalho mencionada na questão. sem que isso constitua irregularidade trabalhista. 2º da CLT). de algumas cláusulas contratuais. Não obstante. 468 da CLT. de alteração contratual lesiva autorizada pela legislação trabalhista. em nenhuma hipótese. depois do que ou é tornada definitiva e o contrato. Também há que se esclarecer que a reversão constitui direito potestativo do empregador. uma vez que não implica redução do valor da hora-aula. Depois de aposentado por invalidez o 71 . o tempo de cessação provisória da prestação de serviços é computado como tempo de serviço. Trata-se a reversão. o empregado não presta serviços. desde que não aumente a jornada e desde que não altere o horário de trabalho do turno diurno para o noturno.A redução da carga horária do professor. 37 – A aposentadoria por invalidez suspende o contrato de trabalho. tendo em vista que na suspensão contratual as principais cláusulas do contrato de trabalho permanecem sustadas temporariamente. 35 – Denomina-se jus variandi a possibilidade de alteração unilateral. Dessa forma. é encerrado. Literalidade da OJ 244 da SBDI1 do TST. Certo. Certo. como tempo de serviço.

“d”. da CLT). Se pagar salários é a principal obrigação do empregador. indenizá-lo na forma da lei (exPrejulgado nº 37). A rescisão indireta importa no pagamento das mesmas verbas que seriam devidas na rescisão sem justa causa. 483. em sua ausência. é indispensável que notifique o empregador dessa intenção.trabalhador é submetido periodicamente a exames médico periciais junto ao INSS. Neste caso. conseqüentemente. por telegrama ou carta registrada. passada em julgado. saldo de salários. porém. da CLT. ao empregador.. Certo. mediante abatimento no total das contribuições sociais devidas. Certo. aviso prévio. Errado.” 38 – A licença garantida à gestante configura hipótese de interrupção do contrato de trabalho. 42 – Depois de seis meses sem receber os salários que lhe eram devidos por seu empregador. dentre outras parcelas eventualmente devidas. a fim de evitar o encarecimento da mão-deobra feminina e. tendo em vista que o empregador é quem paga diretamente os salários durante o afastamento. 471 da CLT. Em que pese a existência de corrente minoritária no sentido de que a licença-gestante seria caso de suspensão contratual. Certo. quando de seu retorno ao trabalho. o aumento da discriminação por gênero no mercado de trabalho. 40 – Ao empregado que teve o contrato de trabalho suspenso ou interrompido são garantidas. o trabalhador terá direito de retornar ao emprego. não restam dúvidas que. constatada a recuperação da capacidade laboral. dentro do prazo máximo de 30 (trinta) dias. a Súmula 160 do TST: “cancelada a aposentadoria por invalidez. 482. no caso. A prisão provisória do empregado é hipótese de suspensão do contrato de trabalho. 472 da CLT.) quando não cumprir o empregador as obrigações do contrato”. TEMA 9 41 – A prisão provisória do empregado constitui justo motivo para rescisão do contrato de trabalho. Literalidade do parágrafo 1º do art. Donizete ingressou com ação na Justiça do Trabalho requerendo o reconhecimento da rescisão indireta de seu contrato de trabalho. 39 – Para que o empregado tenha direito a voltar a exercer o cargo do qual se afastou em virtude de exigências do serviço militar ou de encargo público. tenham sido atribuídas à categoria a que pertencia na empresa. caso não tenha havido suspensão da execução da pena” (art. “d”. todas as vantagens que. razão pela qual são devidos o aviso prévio e a “multa” do 72 . houve rescisão indireta do contrato de trabalho. a doutrina amplamente majoritária considera se tratar de hipótese de interrupção contratual. Consoante o disposto no art. contados da data em que se verificar a respectiva baixa ou a terminação do encargo a que estava obrigado. Somente configura motivo para despedida por justa causa “a condenação criminal do empregado. o empregado retorna à atividade no seu emprego de origem. décimo terceiro proporcional e férias proporcionais. considera-se que é medida de política legislativa. Donizete tem direito à indenização compensatória do FGTS (40%). Quanto à compensação futura pelo INSS.. Neste sentido. “o empregado poderá considerar rescindido o contrato de trabalho (. facultado. Certo. sendo que. mesmo após cinco anos. conforme art.

Nos contratos a prazo determinado. §6º. nos termos do art. Em regra a ruptura antecipada dos contratos a termo ensejam a indenização da parte contrária. portanto). em regra. além da multa administrativa aplicável pela fiscalização do trabalho. o empregador disse a Evair que o aviso prévio seria cumprido em casa. 45 – O não pagamento das rescisórias nos prazos do art. 477. se for o caso. Art. 487 da CLT. Errado. enseja apenas a administrativa. os princípios que regem a rescisão dos contratos por prazo indeterminado. por sua vez. se existente a cláusula assecuratória do direito recíproco de rescisão antes de expirado o termo ajustado. tal dispositivo não foi recepcionado Errado. no valor correspondente ao salário deste. c/c a Súmula 14 do TST. somente será cabível o aviso prévio se prevista cláusula assecuratória do direito recíproco de antecipação do término contratual. Não obstante seja esta a redação do inciso I do art. da Lei nº 8. Dessa forma. 477 da CLT. o empregador que rescindir o contrato antecipadamente deverá pagar ao empregado indenização no valor da metade das remunerações a que o empregado teria direito até o final do contrato. bem como metade da multa compensatória do FGTS (20%. dentre os quais a concessão do aviso prévio. infração aplicável ao departamento de pessoal da empresa somente no primeiro dia útil seguinte ao final do prazo do aviso prévio. Quando da comunicação da demissão. da CLT. para fins de receber as parcelas que lhe eram devidas em decorrência da rescisão contratual. pelo que o trabalhador deveria comparecer 73 . aplicamse. Nos termos do §7º do art. c/c o art. §2º. 481 da CLT. Inteligência do art. cuja multa é pela fiscalização do trabalho. no caso em referência. §6º da CLT). 44 – Nos contratos a prazo determinado que não contenham cláusula assecuratória do direito recíproco de rescisão. o pagamento das referidas parcelas rescisórias no prazo estipulado pelo empregador foi feito no prazo legal (art. alínea “b”.036/1990. são devidos ao empregado metade do aviso prévio. 484 da CLT. 477. §6º. consoante disposto nos artigos 479 e 480 da CLT. Certo. qual seja. 18. obrigatório na ruptura imotivada de contrato a prazo indeterminado. Certo. aplicar-se-ia. ao pagamento de indenização ao empregado. do décimo terceiro salário e das férias. Entretanto. parcelas 43 – Na hipótese de culpa recíproca. a OJ nº 14 da SBDI-1 do TST. 48 – O prazo do aviso prévio é de 8 (oito) dias no caso dos contratos em que o pagamento for efetuado por semana ou por tempo inferior. c/c o art. Neste sentido. Errado. da CLT. 481 da CLT. 479 da CLT. A jurisprudência é pacífica no sentido de que o chamado aviso prévio “cumprido em casa” equivale ao aviso prévio indenizado. TEMA 10 46 – Evair trabalhava na empresa Metalúrgica Mão de Ferro e foi demitido sem justa causa. 47 – O aviso prévio é.FGTS. o não pagamento das parcelas rescisórias nos prazos do §6º do mesmo artigo sujeita o empregador. Certo. o prazo do art. parcelas 477. além das demais normalmente devidas. até o décimo dia contado da notificação da demissão. Nesta hipótese.

de forma que Sorato laborou por oito horas diárias durante todo o aviso prévio. Certo. A razão de ser da redução da jornada de trabalho ao longo do aviso prévio. 30 dias. 543. se eleito. da CLT. empregadora de Sorato. 488 da CLT. Além da questão da boa-fé. Certo. em sentido contrário ao interesse do empregador. Neste sentido. Ao término do aviso prévio. como a “Expresso Encomendas”. nos termos da lei”. ainda que o registro da candidatura tenha ocorrido no curso do aviso prévio. Neste caso. a Súmula 369 do TST. Isso posto. independentemente do pagamento das horas como extraordinárias. No mesmo sentido. 49 . em seu art. A CRFB (art. 7º. pelo que não poderia ter o mesmo ameaçado pelo empregador. sendo que optou por sair do trabalho duas horas mais cedo todos os dias. o art. devendo ser considerado o aviso prévio como não concedido. salvo se cometer falta grave. muitas vezes. Sorato está com a razão. o empregador resolveu então remunerar como extraordinárias as referidas duas horas. é exatamente garantir ao empregado a possibilidade de procurar um novo emprego. nos termos do art. Sorato ingressou com reclamação trabalhista perante a Justiça do Trabalho requerendo a indenização do aviso prévio. no mínimo. Literalidade da Súmula 276 do TST. a garantia constitucional perde completamente o objeto. TEMA 11 26 – O dirigente sindical tem garantido o emprego desde o registro da candidatura até um ano após o término do mandato. posto que o mesmo já sabia que não continuaria no emprego. não poderia prescindir dos serviços prestados pelo obreiro durante as duas horas diárias. Neste sentido. 50 – Sorato cumpria jornada de oito horas e foi demitido sem justa causa. não fazendo qualquer distinção acerca da modalidade de contratação. §3º. O pedido de dispensa de cumprimento não exime o empregador de pagar o respectivo valor. o direito ao aviso prévio de. inciso VIII) veda a dispensa do “empregado sindicalizado a partir do registro da candidatura a cargo de direção ou representação sindical e. 488 da CLT. agindo sempre no interesse de sua categoria e. tendo em vista a não concessão da redução diária pelo empregador. nos termos previstos no art. que prevê. Dessa forma.O direito ao aviso prévio é irrenunciável pelo empregado. a garantia de emprego é conferida ao dirigente sindical exatamente para que este não sofra intimidação e coação no exercício de suas funções junto ao sindicato. 74 . a Súmula nº 230 do TST. se o empregador não concedeu a redução de jornada. XXI. a não concessão pelo empregador da redução estipulada frustra a intenção legal. salvo comprovação de haver o prestador dos serviços obtido novo emprego. se o empregado já estava pré-avisado de sua demissão. 8º. tendo em vista que o aviso prévio é tempo de serviço para todos os efeitos. tendo em vista o princípio da boa-fé que norteia o Direito do Trabalho. Entretanto. é devido novo aviso prévio. ainda que suplente. Não obstante. Entretanto. Errado.pela Constituição de 1988. até um ano após o final do mandato. não é reconhecida a garantia de emprego se o empregado somente registrou sua candidatura quando já estava préavisado de sua demissão.

por sua vez. Neste caso. isto é. que a questão da reintegração da gestante imotivadamente demitida é peculiar no caso da doméstica. pois depende da concordância expressa do empregador. contratada em 01. Certo. item II da correto dizer que Evair não terá a estabilidade no emprego. Depois de um mês trabalhando na empresa. com a qual nos alinhamos. no curso do mandato a empresa foi extinta. Entretanto. sem que sofra coação ou ameaça de represálias por parte do empregador. “b”. Certo. A garantia de emprego assegurada ao cipeiro tem por finalidade garantir a participação efetiva do representante dos empregados na CIPA. Dulce Rosalina descobriu que estava grávida. Errado. “não há direito da empregada gestante à estabilidade provisória na hipótese de admissão mediante contrato de experiência. entretanto. ao final do prazo inicialmente estipulado o empregador procedeu à rescisão do contrato da empregada tendo por motivo “término de contrato”. tendo em vista a extinção da própria empresa. Segundo entendimento sumulado do TST (Súmula 244. desde o conhecimento do estado gravídico até o termo final do contrato. descobriu seu estado gravídico em 15.03. 7º da CRFB/88. tendo sido imediatamente demitida. pelo que acreditava que teria garantido o emprego até cinco meses após o parto. a Súmula 339 do TST. Neste sentido.08. não constitui dispensa arbitrária ou sem justa causa.01. pelo que seria vedado ao empregador rescindir antecipadamente o contrato a termo. 30 – Tereza Herrera. não se aplica à doméstica por disposição expressa do parágrafo único do supramencionado art. Neste caso. 10. qual seja.2007 para trabalhar como doméstica em uma residência. 4º-A à Lei nº 5. Dulce Rosalina terá direito à reintegração ao emprego. 7º.2004. Não obstante. Certo.” Observe-se. 28 . visto que a extinção da relação de emprego. entende cabível a garantia de emprego durante o prazo do contrato a termo.2007. II. em face do término do prazo.27 – Dulce Rosalina foi admitida mediante contrato de experiência de 90 dias em 01. pois o empregador não poderia tê-la demitido em virtude da garantia de emprego assegurada à gestante.A garantia de emprego à gestante só autoriza a reintegração se esta se der durante o período de estabilidade. o qual. a garantia restringe-se aos salários e demais direitos correspondentes ao período de estabilidade. quando eventualmente venha a contrariar interesses deste. Dessa forma. que boa parte da doutrina. Literalidade do Súmula 244 do TST. Observe-se.324/2006 acrescentou o art. por sua empregadora. a Lei nº 11. tendo em vista que tal dispositivo regulamentou provisoriamente o inciso I do art. Do contrário. é 75 . do ADCT da CRFB/88. item III). Tereza Herrera tem direito à indenização pelo tempo da garantia de emprego. por oportuno. tendo em vista que o 29 – Evair foi eleito suplente do representante dos empregados na CIPA da empresa “Balança Mas Não Cai”. extinta a própria empresa não subsiste qualquer razão de ser à garantia de emprego. arbitrariamente e sem justa causa. desde a confirmação da gravidez até cinco meses após o parto. Neste caso.858/1972 (Lei do Doméstico). Entretanto. estendendo à doméstica a mesma garantia de emprego conferida à gestante pelo ADCT. Em princípio não se aplicava à doméstica a garantia de emprego conferida à gestante pelo art.

com o adicional de 50% sobre o valor da hora normal. admite-se o acordo individual tanto para pactuar tanto a prorrogação quanto a compensação de jornada.serviço é prestado na casa do empregador. item IV). Entendemos que. no caso específico da doméstica. TEMA 12 31 – Donizete foi contratado como mensalista para trabalhar na fábrica de chapéus “Pantera Negra”. seria imprescindível a participação do sindicato. que diz que o acordo individual é admitido tanto para pactuar a prorrogação quanto a compensação de jornada.” (Súmula 85. O Cespe. sem problemas. e no mesmo sentido o Ministério do Trabalho. Nesta hipótese. não é assim que tem se posicionado de forma mais ou menos uniforme o TST. Na hipótese em análise. 76 . mais o adicional de 50% em relação às outras quatro horas trabalhadas além da jornada legal diária (em relação a estas. Não obstante. é necessário tecer alguns comentários. Neste sentido. Quanto às demais horas suplementares trabalhadas. deveria constar de acordo coletivo de trabalho ou convenção coletiva de trabalho a possibilidade de instituição do banco de horas. sugiro seja adotada. já considerou correta esta assertiva em prova recente. em provas do Cespe. as horas que ultrapassarem a jornada semanal normal deverão ser pagas como horas extraordinárias e. afinal. A idéia da compensação de jornada liga-se à preservação do módulo legal (no caso. Entretanto. em número de 06 (seis) semanais. mediante compensação. de forma que deveria trabalhar dez horas diárias. nos termos do item II da Súmula 85. Donizete deveria receber seis horas extraordinárias (hora normal + adicional de 50%). parte expressiva da doutrina trabalhista. portanto estas 4h já foram remuneradas no salário mensal). com a redução proporcional em outro dia em determinado período de tempo. sendo que não trabalharia no sábado. Assim. a prestação habitual (constante) de horas extraordinárias é incompatível com o instituto de compensação de jornada. também conhecida como “banco de horas”. entendem que o acordo individual seria suficiente apenas para pactuar a compensação semanal. quanto ao acordo de compensação. O acordo de prorrogação pode ser individual. a melhor solução é sempre a conversão da estabilidade em indenização (pagamento dos salários e demais direitos do período da estabilidade). as receberia como horas extraordinárias. mediante a majoração da jornada em determinado dia. Quanto ao final da questão. o TST entende que “o acordo individual para compensação de horas é válido. pois. salvo se houver norma coletiva em sentido contrário”. de segunda a sexta-feira. deverá ser pago a mais apenas o adicional por trabalho extraordinário. e não a compensação além da semana. Errado. Neste caso (“banco de horas”). da mesma forma. não recebe o valor da hora normal pois ele deixou de trabalhar no sábado. portanto. esta corrente. Assim. o TST considera que “a prestação de horas extras habituais descaracteriza o acordo de compensação de jornada. pois a prorrogação habitual acabará por extrapolar os próprios módulos legais (que no caso da semana é de 44 horas). quanto àquelas destinadas à compensação. e esta é asilo inviolável. são válidos os acordos firmados. ou seja. Com efeito. Nesta hipótese. oportunidade na qual firmou com o empregador acordos individuais de compensação e prorrogação da jornada de trabalho. o módulo semanal).

Ao ser demitido Luís Carlos postulou. nos termos do art. Neste sentido. Neste sentido. passando a dispor que “o repouso semanal remunerado deverá coincidir. em contestação. o referido dispositivo foi alterado pela Lei nº 11. pois o intervalo intrajornada gozado a menor é considerado pela jurisprudência majoritária como não gozado. atualmente o descanso semanal deve coincidir com o domingo no mínimo a cada três semanas. 34 – Luís Carlos laborou durante dois anos na empresa “Winck Publicidade e Propaganda”. uma hora diária. alega que seria devido como tempo extraordinário apenas 40 minutos diários. o tempo despendido até aí não será computado na jornada.101/2000. o pagamento de horas extraordinárias correspondentes à totalidade do intervalo intrajornada devido. Se parte do trecho é servida por transporte público regular. de um descanso semanal coincidindo com o domingo a cada quatro semanas trabalhadas. Certo. pelo menos uma vez no período máximo de três semanas. Errado. tem estas horas laboradas em horário diurno remuneradas como noturnas. sendo que ao longo de todo o período cumpriu jornada de oito horas. Errado. 77 . desde que o empregador forneça a condução. item II. 35 – O empregado que trabalha em horário noturno e tem a jornada prorrogada (avançando assim no horário diurno). A posição é. na Justiça do Trabalho. Daí se extrai que só são devidas as horas in itinere no trecho não servido por transporte público regular. especialmente do TST. tem razão o empregado.32 – O repouso semanal remunerado deve ser concedido preferencialmente aos domingos. se o local de trabalho fica em local de difícil acesso ou não servido por transporte público. sob o argumento de que a uma irregularidade mais grave (não concessão de nenhum intervalo) é imputada a mesma pena que a uma irregularidade menos grave (concessão parcial do intervalo). As chamadas horas in itinere (também chamadas de jornada de percurso ou horas itinerárias) são devidas. Esta matéria já foi objeto de várias questões do Cespe. será computado integralmente na jornada de trabalho. tanto na ida quanto na volta.603/2007. 6º da Lei nº 10. o item IV da Súmula 90 do TST. razão pela qual é devido integralmente como hora extraordinária. prefiram sempre o posicionamento majoritário. criticada por parte da doutrina. porém lhe foi concedido intervalo para descanso ou refeição de apenas 20 minutos. entretanto. 58 da CLT. Entretanto. tendo em vista que o empregado havia gozado efetivamente os outros 20 minutos. 33 – Se o local de trabalho fica em local de difícil acesso e não servido por transporte público coletivo. Neste caso. e o empregador fornece a condução. era a regra na redação original do parágrafo único do art. do TST. Certo. respeitadas as demais normas de proteção ao trabalho e outras a serem estipuladas em negociação coletiva”. Portanto. Esta proporção. o tempo despendido pelo empregado até o local de trabalho. qualquer que seja o ponto de partida da condução. com o domingo. obrigatoriamente. sendo que deve. coincidir com o domingo uma vez a cada quatro semanas trabalhadas. ao passo que o empregador. Para fins de concurso. pela literalidade da Súmula 60. a OJ nº 307 da SBDI-1 do TST. isto é.

a doutrina entende que o 78 . 37 – Em nenhuma hipótese o salário mínimo pode ser usado como indexador de base de cálculo de vantagem de servidor público ou de empregado. somente será possível a redução dos salários com a correspondente redução da jornada. VI. O salário mínimo pode ser utilizado como indexador em uma única hipótese: nos casos previstos na Constituição. da CRFB sempre pressupõe redução correspondente da jornada. como forma de se garantir o salário mínimo hora a todos os empregados. No caso. IV. O art. a Súmula Vinculante nº 4 do STF. deve ser remunerado proporcionalmente. se o empregado é contratado para prestar serviços em tempo menor que o módulo mensal de 220 horas. do STF. o empregado que trabalha meio período terá assegurado o recebimento de meio salário mínimo. pois do contrário a redução teria por objetivo enriquecer ilicitamente o empregador. Neste caso. 39 – Imagine-se a hipótese em que os empregados de determinada empresa recebam salário mínimo. da CRFB). determinado empregador procura o sindicato e propõe. O salário mínimo é estipulado para o módulo mensal de trabalho de 220 horas (22h semanais). Súmula prevista em instrumento coletivo). da CRFB (redução salarial TEMA 14 41 – Evair faltou ao trabalho injustificadamente 35 vezes durante o seu primeiro período aquisitivo de férias. tendo em vista ser este o patamar remuneratório mínimo admissível no direito brasileiro.TEMA 13 36 – Não viola a Constituição o estabelecimento de remuneração inferior ao salário mínimo para as praças prestadoras de serviço militar inicial. Com a crise econômica que assola o país. Literalidade da OJ nº 272 da SBDI-1 do TST. Certo. Ainda mais neste caso. 7º. é garantido o salário mínimo. Certo. é lícito que o salário-base seja fixado em valor inferior ao do salário mínimo. é correto dizer que Evair perdeu o direito às férias relativas a tal período. mediante o cálculo do salário mínimo/hora. Errado. Literalidade da Vinculante nº 6. 38 – Ao empregado contratado para trabalhar em meio período (22 horas semanais). Certo. Neste caso. eventual redução salarial somente seria possível com a correspondente redução da jornada. Errado. a redução salarial admitida no art. e não preservar os postos de trabalho. VI. Neste sentido. desde que a soma de todas as parcelas de natureza salarial não seja inferior ao salário mínimo. que é também o piso da categoria estipulado pela convenção coletiva de trabalho. tendo em vista a garantia do salário mínimo como direito do trabalhador (art. Assim. a fim de preservar os empregos. Como a última faixa prevista é do direito de 12 dias corridos de férias para os empregados que tiverem faltado de 24 a 32 vezes (inciso IV). 130 da CLT dispõe sobre a repercussão das faltas no número de dias de férias a que o empregado tem direito. Certo. nem ser substituído por decisão judicial. a redução temporária dos salários. em que os empregados recebem salário mínimo. 7º. a partir do permissivo do art. 7º. 40 – No caso de um empregado público. Na verdade.

2007 a 04.2007. bem como pelo fato de que os períodos de afastamento foram descontínuos. desde que o empregado esteja obrigado por contrato. Marco Antonio não tem razão. Errado. dispõe que “durante as férias. Como a empresa de transporte lhe avisou que suas férias seriam concedidas no mês de dezembro/2008. tendo retornado ao trabalho em 05. Na segunda. para fins de aquisição de férias. Errado. para o efeito da aquisição de férias. ainda que os períodos de afastamento sejam descontínuos o empregado perde o direito às férias se permaneceu afastado por mais de 6 meses.01. por sua vez. 44 – Se a empresa concede férias coletivas a todos os seus empregados. “a época da concessão das férias será a que melhor consulte aos interesses do empregador. pois cabe ao empregador fixar o período de gozo das férias.2008. em relação àqueles que ainda não completaram o período aquisitivo de férias ela pode compensar os dias gozados a mais no próximo período de férias. em virtude do que o trabalhador voltou a se afastar. dispõe que não será considerada falta ao serviço. O art. todo o período desde a sua admissão. Pedro esteve afastado da empresa em decorrência de acidente de trabalho. alegando que seu trabalho era imprescindível para a empresa nesta época do ano. No caso. com uma hora de intervalo para repouso ou alimentação. pois no período de verão o movimento do estabelecimento é maior. 42 – Pedro foi admitido na empresa “Carrinhos Azul Celeste” em 01. Convém sempre lembrar que a lei não veda tal prática! Com efeito. pelo mesmo motivo. trabalha como segurança em uma lanchonete.05.2007. 138 da CLT. das 19h às 23h. Nos termos do art. Pedro terá contado. conforme sua conveniência.2007 a 30.2007.07.” Outra particularidade importante do enunciado é a prestação de serviços a mais de um empregador. negou o pedido de Marco Antonio. por sua vez. as lesões sofridas voltaram a acarretar a Pedro a incapacidade temporária para o exercício de suas funções. salvo se o empregado tiver percebido da Previdência Social prestações de acidente de trabalho ou de auxílio doença pro mais de 6 meses. Certo. salvo se estiver obrigado a fazê-lo em virtude de contrato de trabalho regularmente mantido com aquele. os empregados contratados há menos de doze meses gozarão. trabalha como motorista de caminhão boiadeiro das 8h às 17h.número de faltas superior a 32 implica na perda do direito às férias. No período de 02. a ausência do empregado por motivo de acidente de trabalho ou de enfermidade. Marco Antonio solicitou ao dono da lanchonete que também lhe concedesse férias no mesmo período. e não há vedação legal ao trabalho durante as férias. por sua vez. 136 da CLT. a exclusividade não é característica da relação de emprego.07. sob o argumento de que a lei vedaria qualquer trabalho durante o período destinado ao gozo de férias. Neste caso. desta vez no período de 15. Não obstante.” O art. da CLT. sendo que. III. o empregado não poderá prestar serviços a outro empregador. Nos termos do art. O dono da lanchonete. tendo em vista o afastamento ter sido provocado por acidente de trabalho. 140 da CLT.09. na primeira. na oportunidade (da concessão das férias 79 . Dessa forma. embora descontínuos. Logo. Pedro não terá direito às férias referentes ao período mencionado. 131.03. 43 – Marco Antonio mantém contrato de trabalho com duas empresas simultaneamente.

então. no caso de culpa. Art. 149 da CLT.coletivas). por mês. Entende-se por salário complessivo aquele que engloba. 462. o art. Errado. ou no curso dessas férias. 48 – O direito brasileiro veda a estipulação do chamado salário complessivo. então. Se despedido sem justa causa ao terminar o ano letivo 80 . a partir da lesão. Neste sentido. como. deve-se somar o total de diárias recebidas no mês e. horas extras. ou estes dias gozados a mais são considerados como licençaremunerada (tempo à disposição do empregador). No sentido da impossibilidade de estipulação do salário complessivo.600. Errado. 45 – O marco inicial da contagem da prescrição do direito às férias coincide com o último dia dos doze meses do período aquisitivo. em regra. Caso as diárias para viagem ultrapassem o limite de 50% do salário do empregado. qual seja. Assim. entretanto. ainda que uma TEMA 15 46 – É permitido o desconto do salário do empregado do valor relativo ao dano por este provocado. em uma única verba. Como as férias podem ser concedidas nos doze meses subseqüentes ao período aquisitivo. Neste sentido.000. e normalmente viaja a serviço. somente a partir do final do prazo concessivo começa a correr o prazo prescricional para reclamar a não concessão de férias. conforme a Súmula 91 do TST. a jurisprudência é remansosa. como o prazo prescricional tem início. os R$1. a integração das diárias no salário deve ser apurada mensalmente.00 pagos a título de diária para viagem passam a integrar o salário do empregado enquanto dure a viagem. nos termos da Súmula 318 do TST. isto é. 47 – É assegurado aos professores o pagamento dos salários no período de férias escolares. Assim. Não interessa. com duração de 3 meses. recebendo para tal diárias de viagem.00. valor excedente de 50% do salário contratual do empregado.00. adicional noturno. etc. terá natureza salarial o valor mensal de R$200. somente após este prazo pode-se dizer que existe lesão pela não concessão das férias. faz jus aos referidos salários. Acácio recebeu.000. portanto. novo período aquisitivo. Nesta hipótese. iniciando-se. e não somente aquele quantum que excedeu de 50%. por exemplo. Lembre-se ainda que. pode-se admitir a compensação destes períodos de gozo. Assim. salário. se a possibilidade do desconto foi expressamente prevista no contrato de trabalho. Em uma viagem a serviço pelo interior do país. Certo. elas passam a integrar o salário em sua totalidade. Literalidade da Súmula 10 do TST. mais R$1. §1º. 49 – Acácio recebe salário de R$1. uma: ou o empregador concede a parcela proporcional de férias devida e determina o retorno antecipado do empregado ao trabalho (antes do término das férias dos demais). verificar se excederam ou não de 50% do salário.00 a título de diárias de viagem. o valor de uma diária em relação ao salário/dia. no exemplo. férias proporcionais. a Súmula 101 do TST. Certo. além de seu salário. Certo. desde que tenha agido dolosamente ou. várias rubricas distintas. das duas. da CLT. Assim. Em nenhuma hipótese.

no mínimo. Com efeito. é requisito da equiparação salarial que paradigma e paragonado (que é o empregado que requer a equiparação) não tenham diferença de “tempo de serviço” superior a dois anos. 81 . deixava dúvidas quanto a se referir ao tempo de serviço no emprego ou na função. respectivamente).05. Para que se configure a hipótese de equiparação salarial.2008. hoje tal dúvida não mais subsiste.03. não há se falar em direito a equiparação de Beatriz a Ana.diária corresponda a R$200. 458.00. §1º. Neste sentido. sendo incabível a equiparação em relação a cargo vago. imagine-se que Ana e Beatriz tenham sido demitidas.2008 Beatriz foi promovida à função de supervisora de estoque. tendo sido admitida na empresa aos 15. foi admitida na mesma empresa “Alfa” em 01. como Ana e Beatriz tem mais de dois anos de diferença de tempo de serviço na mesma função (desde 15. é correto dizer que. integrando a remuneração do empregado para todos os efeitos legais. conforme a Súmula 241 do TST. Dispõe o art. neste caso. há que se aplicar a isonomia salarial. portanto.05. por sua vez. Neste caso. na mesma localidade. é correto dizer que o salário de Luiza deverá ser de. Atualmente é pacífico que.O vale para refeição e o plano de saúde fornecidos pelo empregador por força do contrato de trabalho. sendo. nos termos do art. trabalho de igual valor.2005. 461. Errado. prestado ao mesmo empregador.03.2009. Errado. com igual produtividade e mesma perfeição técnica. 50 . O salário de Ana é atualmente de R$1. conta-se o tempo de serviço na função.00. tendo em vista que a Luiza terá direito à equiparação com Beatriz. para fins de equiparação salarial. item II.00 (metade do salário do empregado) a título de diárias. não for pago mais de R$800. Se a empresa contratou Luiza para exercer a função de supervisora de estoque aos 23.2009 e 09. O vale refeição fornecido por força do contrato de trabalho tem realmente natureza salarial. adotando-se como paradigma o salário de Ana para a função de supervisora de estoque. que além dos requisitos de idêntica função. Em 18. O objetivo da regra é óbvio: incentivar a concessão de benefícios pelo empregador. salário de R$1. se o trabalho de Ana e de Beatriz apresenta a mesma perfeição técnica e a mesma produtividade.03. Dessa forma.2005 e desde 18. Beatriz.03. da CLT. devem o paradigma e o paragonado exercerem a mesma função simultaneamente. dispõe o referido item que “é desnecessário que.09. Errado. IV. reclamante e paradigma estejam a serviço do estabelecimento. ainda assim não terá natureza salarial se.500.800. o plano de saúde concedido pelo empregador não tem natureza salarial. a Súmula nº 06. atualmente. na função de auxiliar de estoque. do TST. no mês.500. ao passo que não há diferença de tempo de serviço de mais de dois anos entre as duas.2009. respectivamente aos 02. tem caráter salarial. e não no emprego. quase quatro vezes maior que o salário/dia.00.09. Tomem cuidado com o item III da Súmula 6 do TST. 77 – Na hipótese anterior. desde que o pedido TEMA 16 76 – Ana trabalha como supervisora de estoque na empresa “Alfa”. da CLT. R$1.00. Se é certo que há algum tempo a expressão “tempo de serviço”. §2º. Entretanto. ao tempo da reclamação sobre equiparação salarial. cargo que ocupa até hoje recebendo. já na referida função.2005.

e por fundamento idêntico. XIII. também se aplica aos empregados de empresa pública. Em relação aos empregados das sociedades de economia mista. experimentar qualquer alteração salarial. é correto dizer que estará prescrita toda e qualquer pretensão às diferenças salariais decorrentes do desvio de função. A OJ nº 297 da SBDI-1 do TST veda a equiparação salarial entre servidores públicos com base no disposto no art. comprovadamente. Considerando que Gabriel trabalha na empresa há dez anos. Nos termos do item I da Súmula 275 do TST. autárquica e fundacional. 80 – Gabriel foi contratado como vendedor em uma pequena loja de materiais de construção. Dessa forma. Em segundo lugar. a prescrição da pretensão às diferenças salariais decorrentes de desvio de função é parcial. e tendo em vista ter adquirido a confiança do gerente do estabelecimento. da CF/1988. a prescrição só alcança as diferenças salariais vencidas no período de 5 (cinco) anos que precedeu o ajuizamento”. Certo. ao contratar empregados sob o regime da CLT. Errado. 461. Quando da contratação ficou acertado que o empregador recolheria o FGTS. 37. Certo. 173.O conceito de "mesma localidade" de que trata o art. para fins de concurso público. pois. 37. entretanto. da CRFB/88. TEMA 17 81 – Márcia foi contratada como doméstica para cuidar dos jardins de uma mansão. Depois de um ano na função. ou a municípios distintos que. O objetivo da OJ é vedar a equiparação salarial entre servidores que ocupam carreiras distintas ou cargos diferentes. 78 . alcançando apenas as diferenças vencidas há mais de cinco anos. § 1º. em princípio. XIII. conforme disposto no art. Em primeiro lugar é importante ressaltar que. consoante a melhor doutrina. Obviamente seria inconstitucional defender que servidores que estão em situações idênticas pudessem ser tratados de forma diferente. 79 – A vedação da equiparação salarial entre servidores públicos não alcança os empregados de sociedade de economia mista. há que se ter em mente que esta vedação se refere somente aos servidores públicos da administração direta. pertençam à mesma região metropolitana. O mesmo raciocínio. dispõe a OJ nº 353 da SBDI-1 do TST que “não se aplica a vedação à equiparação prevista no art. pois isto feriria de morte o princípio da igualdade. e cumpridos os demais requisitos do art. da CF/1988”. esta vedação deve ser entendida com ressalvas. II. pois já se passaram mais de cinco anos desde a ocorrência do desvio. 461 da CLT refere-se. “na ação que objetive corrigir desvio funcional. pois ali estão compilados quase todos os detalhes a respeito do instituto da equiparação salarial. foi designado para exercer a função de motorista sem. ao mesmo município. contados do ajuizamento da ação. a memorização da Súmula nº 06 do TST é imprescindível.se relacione com situação pretérita”. Isso quer dizer que se reclamante (paragonado) e paradigma trabalharam em algum momento na mesma função (“situação pretérita”). não importa que um deles (ou os dois) não esteja mais em atividade na empresa no momento da propositura da ação. Observe-se que. Depois de um ano 82 . equipara-se a empregador privado. Literalidade da OJ nº 252 da SBDI-1 do TST.

este último benefício desde que inscrita no regime do FGTS em quinze dos vinte e quatro últimos meses anteriores à despedida.036/1990. razão pela qual não será lícito ao empregador deixar de efetuar os recolhimentos. 84 – Andrade laborou para empresa “Volante de Ouro” durante 20 anos. bem como o valor relativo ao recolhimento de FGTS de todo o período laboral. sob o argumento de que a prescrição do FGTS é trintenária. Dessa forma. se for demitida sem justa causa Márcia fará jus aos recolhimentos em atraso do FGTS. 3º-A da Lei nº 5. durante quinze meses dos últimos vinte e quatro meses anteriores à dispensa sem justa causa (art. Por fim. Ao ser demitido. Literalidade da Súmula nº 95 do TST. 23. bem como todos aqueles que prestem serviço de natureza contínua e de finalidade não lucrativa à pessoa ou à família no âmbito residencial destas (art. esta questão normalmente é bastante explorada em concursos. como de fato o é.859/1972).É trintenária a prescrição do direito de reclamar contra o não recolhimento da contribuição para o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço. a babá. inclusive a relativa à indenização compensatória (40%) devida no caso de dispensa sem justa causa. Neste caso. no regime do FGTS. 20 da Lei nº 8. Neste caso. desde que o empregador tenha feito a opção pela inclusão do empregado no regime do FGTS e desde que este empregado tenha trabalhado como doméstico. Andrade ingressa imediatamente com ação trabalhista cobrando o pagamento das horas extraordinárias dos últimos cinco anos. Apesar de parecer simples. o qual não contempla a despedida a pedido. §5º. 83 . da Lei nº 5. à multa compensatória do tempo de serviço e ao seguro-desemprego. o empregador deixou de fazê-lo. até que o mesmo possa se reinserir no mercado de trabalho. como o pode o motorista.859/1972). §1º.efetuando os recolhimentos mensais de FGTS regularmente.859/1972). sendo que ao longo de todo o período em que prestou serviços laborou em sobrejornada. porém uma vez que o empregado é inscrito no regime do FGTS e um recolhimento é efetuado. 1º da Lei nº 5. No mesmo sentido. 82 – O empregado que pede demissão pode sacar o FGTS. o pleito de Andrade deve ser integralmente deferido. nunca remunerada pelo empregador. o art.036/1990 e a Súmula 362 do TST. o caseiro do sítio. A questão aborda três informações distintas. que é exatamente garantir a subsistência do empregado que perde inesperadamente seu emprego. da Lei nº 8. o empregado doméstico faz jus ao benefício do seguro-desemprego. Certo. aplicam-se todas as regras deste regime. E a possibilidade é contrária ao próprio sentido do Fundo. As hipóteses de movimentação da conta vinculada do FGTS (saque) estão expressamente previstas no art. 6º-A. Se o empregador doméstico opta pela inclusão do empregado no regime do FGTS. o recolhimento pelo empregador doméstico é facultativo art. não há que se falar em saque do FGTS. Errado. se o empregado pede demissão por livre e espontânea vontade. 83 . notadamente do Cespe. esta opção torna-se irretratável. Quanto ao FGTS. Em primeiro lugar é importante ressaltar que o jardineiro pode sim ser empregado doméstico. Certo. sob o argumento de que o recolhimento de FGTS é facultativo ao empregador doméstico.

Errado. Em que pese ser trintenária a prescrição do FGTS, conforme estudado na questão anterior, tal regra não se aplica nos casos em que o pleito de FGTS é acessório, isto é, baseia-se no deferimento de outra parcela, a qual se sujeita à prescrição geral trabalhista (cinco anos). No caso, somente há que se falar em FGTS (conforme o enunciado da questão), se for deferido o pleito referente às horas extraordinárias trabalhadas e não pagas. Nesta hipótese, o acessório segue o principal, e não haverá que se deferir o FGTS incidente sobre as horas extras já prescritas. Neste sentido, a Súmula 206 do TST. 85 – Considere a seguinte situação hipotética. André continuou prestando serviço à empresa mesmo depois de aposentar-se espontaneamente. Sob esse argumento, ao ser demitido sem justa causa, algum tempo depois, requereu de seu empregador o pagamento da multa de 40% do FGTS relativamente a todo o período trabalhado, inclusive aquele período anterior à aposentadoria. Nessa situação, a argumentação para sua pretensão revela-se improcedente, razão por que o empregador deve negar o pleito de André, pagando ao empregado a multa de 40% somente sobre os depósitos posteriores à aposentadoria. Errado. Esta questão foi adaptada de uma questão cobrada pelo Cespe na prova para Analista de Assuntos Jurídicos do SERPRO, em 2004. Na época, o gabarito era “certo”. Porém, atenção: mudou o entendimento!!! Até bem pouco tempo o entendimento uniforme era no sentido de que a aposentadoria espontânea extinguia o contrato de trabalho, razão pela qual, no caso, o empregado não teria direito à indenização compensatória (multa de 40%) sobre o período anterior à aposentadoria. Entretanto, o STF alterou este entendimento,

passando a julgar que a aposentadoria espontânea não extingue o contrato de emprego. Logo, mudou também a solução da questão. Com base neste novo entendimento, o TST editou recentemente a OJ nº 361 da SBDI-1 do TST.

TEMA 18 86 – A lei assegura ao trabalhador o direito de ação quanto a créditos resultantes da relação de trabalho no prazo de dois anos contados da extinção do contrato, quando então poderá reclamar os créditos referentes aos últimos cincos anos do contrato. Errado. O prazo prescricional trabalhista (regra geral) é de “cinco anos para os trabalhadores urbanos e rurais, até o limite de dois anos após a extinção do contrato” (art. 7º, XXIX, da CRFB). Entretanto, os cinco anos não são contados desde a extinção do contrato (ou seja, os cinco últimos anos do contrato de trabalho), e sim desde o ajuizamento da ação. Dessa forma, se a ação for ajuizada no último dia do prazo bienal, o empregado só poderá reclamar os últimos três anos do contrato de trabalho. 87 – Lucas foi admitido na condição de aprendiz, logo que completou 14 anos, em uma empresa de assessoria contábil. Lucas trabalhou um ano para a empresa, mas como não recebeu o décimo terceiro salário, não recebia vale-transporte e não tinha o FGTS regularmente recolhido, resolveu pedir demissão. Ao completar 19 anos Lucas resolveu ajuizar ação reclamando os créditos decorrentes da referida relação de emprego. Neste caso, a pretensão de Lucas está prescrita, posto que passados mais de

84

dois anos da extinção do contrato de trabalho. Errado. Nos termos do disposto no art. 440 da CLT, não corre prescrição contra o menor de 18 anos. A menoridade é uma das causas impeditivas do curso da prescrição. Dessa forma, o prazo prescricional somente começa a contar, para Lucas, quando o mesmo completou 18 anos, razão pela qual a pretensão não se encontra prescrita. 88 – Tratando-se de ação que envolva pedido de prestações sucessivas decorrente de alteração do pactuado, a prescrição é total, exceto quando o direito à parcela esteja também assegurado por preceito de lei. Certo. Literalidade da Súmula 294 do TST. 89 – O prazo prescricional das férias tem seu termo inicial no final do período concessivo de férias. Certo. O marco inicial do prazo prescricional é, em regra, o momento da lesão ao direito. Dessa forma, como as férias são adquiridas ao longo de 12 meses de trabalho, porém devem ser concedidas nos 12 meses subseqüentes (período concessivo), somente ao final deste período concessivo pode-se falar em lesão ao direito, razão pela qual começa aí a contagem do prazo prescricional. Neste sentido o art. 149 da CLT. 90 – O prazo prescricional para ajuizamento do inquérito para apuração de falta grave é de 30 dias. Errado. O prazo de 30 dias para ajuizamento do inquérito para apuração de falta grave a que alude o art. 853 da CLT é decadencial, e não prescricional. Neste sentido, a Súmula 62 do TST e a Súmula 403 do STF.

TEMA 19 91 – Os titulares da representação dos empregados nas CIPA(s) não poderão sofrer despedida arbitrária, entendendo-se como tal a que não se fundar em motivo disciplinar, técnico, econômico ou financeiro. Certo. Literalidade do art. 165, caput, da CLT. A “estabilidade” conferida ao cipeiro é classificada como relativa, tendo em vista que a lei veda a despedida arbitrária, somente. Se ocorrer motivo disciplinar, técnico, econômico ou financeiro, pode o empregador demitir o cipeiro. Neste caso, se o empregado demitido ajuizar reclamação trabalhista questionando a demissão, cabe ao empregador comprovar a real ocorrência do motivo, sob pena de ser condenado à reintegração do empregado (art. 165, parágrafo único, da CLT). 92 – Na eleição para representante dos empregados na CIPA poderão participar somente os empregados regularmente filiados ao sindicato da categoria profissional. Errado. O art. 164, §2º, da CLT, dispõe que “os representantes dos empregados, titulares e suplentes, serão eleitos em escrutínio secreto, do qual participem, independentemente de filiação sindical, exclusivamente os empregados interessados”. 93 – Fernando trabalhava em condições insalubres e percebia o adicional de insalubridade. Após inspeção do Ministério do Trabalho, o empregador adotou diversas medidas no sentido da melhoria das condições de trabalho, dentre as quais a elaboração e implementação do Programa de Prevenção de Riscos Ambientais - PPRA, a partir do qual o agente insalubre foi eliminado pela utilização de sistema de proteção coletiva e pela utilização de equipamentos de proteção individual pelos empregados. Neste caso, é lícito

85

ao empregador deixar de pagar a Fernando o adicional de insalubridade, não configurando tal prática alteração lesiva do contrato de trabalho ou redução salarial. Certo. A função do adicional de insalubridade é, por um lado, compensar o trabalhador por laborar em condições mais adversas a sua saúde, e por outro lado estimular o empregador, mediante o aumento do custo da mão-de-obra, a adotar medidas que melhorem o ambiente de trabalho. Dessa forma, o pagamento do adicional de insalubridade não é um fim em si mesmo, ou seja, a questão não é econômica. Ainda que, pela realidade de baixos salários vivenciada no Brasil, muitas vezes o adicional acabe por “complementar a renda” do trabalhador, não é esta a sua função e o seu objetivo. Dessa forma, é lícito (e desejável) que o empregador deixe de pagar o adicional, bastando para tal que o agente insalubre seja eliminado. Neste sentido, o artigo 194 da CLT, e as Súmulas nº 80 e 248 do TST. 94 – Adhemir laborou durante vários anos em uma indústria, sem nunca ter recebido o adicional de insalubridade. Ao ser demitido, ajuizou reclamação trabalhista postulando o recebimento do adicional de insalubridade, alegando na inicial que o ambiente de trabalho era insalubre em face do excesso de ruído. Realizada a perícia, constatou-se que o ambiente de trabalho em que Adhemir trabalhava era realmente insalubre, mas não pelo agente ruído, e sim pela presença de agente químico decorrente do desprendimento de gases de solventes utilizados na cadeia produtiva. Neste caso, o Juiz deve julgar improcedente o pedido de pagamento do adicional de insalubridade, tendo em vista que o empregado indicou agente diverso daquele efetivamente existente.

Errado. Nos termos da Súmula nº 293 do TST, “a verificação mediante perícia de prestação de serviços em condições nocivas, considerado agente insalubre diverso do apontado na inicial, não prejudica o pedido de adicional de insalubridade”. 95 - São consideradas atividades ou operações perigosas, na forma da regulamentação aprovada pelo Ministério do Trabalho, aquelas que, por sua natureza ou métodos de trabalho, impliquem o contato permanente com inflamáveis ou explosivos em condições de risco acentuado. Dessa forma, Acácio, frentista de posto de gasolina, tem direito ao adicional de periculosidade. Certo. A primeira parte é a transcrição literal do art. 193, caput, da CLT. A regulamentação aprovada pelo Ministério do Trabalho e Emprego é a NR-16, que indica as atividades e operações perigosas. O Anexo II, Quadro 3, da NR-16, faz referência à atividade de “operação em postos de serviço e bombas de abastecimento de inflamáveis líquidos” como sendo atividade perigosa. A periculosidade da atividade do frentista encontra-se ainda pacificada na jurisprudência, conforme Súmula nº 39 do TST.

TEMA 20 96 – Ao menor é vedado o trabalho em locais insalubres e/ou perigosos, bem como o trabalho noturno e a realização de horas extraordinárias, exceto, neste último caso, na hipótese de compensação de horas ou por motivo de força maior, quando o trabalho do menor for imprescindível ao funcionamento do estabelecimento. Certo. O art. 405, I, da CLT, veda o trabalho do menor em atividades insalubres ou perigosas. O art. 404, por sua vez, veda o trabalho noturno,

86

como a CLT tem regra expressa sobre a menoridade. o empregador se beneficiaria da própria torpeza ao contratar menores. Literalidade do art.assim considerado aquele executado no período compreendido entre as 22h e as 5h. 413 da CLT dispõe que é vedado prorrogar a duração normal do trabalho do menor. a decisão que anula o negócio jurídico produz efeitos ex nunc. trabalho ilícito) produz efeitos ex tunc. 99 – Ao responsável legal do menor é facultado pleitear a extinção do contrato de trabalho. posto que a própria atividade é ilegal. 97 – Pedro Henrique. 100 – Rafael tem 16 anos e foi contratado como atendente em uma lan house para trabalhar quatro horas por dia. podemos dizer que o trabalho ilícito. Não se confunde a capacidade civil (art. obviamente. nos termos do disposto no art. veda o trabalho noturno. parágrafo único. se a nulidade é relativa (v. A solução da questão se dá pela noção da repercussão financeira da execução do trabalho ilícito e do trabalho proibido. não recebeu o valor prometido pelo empregador a seus pais. as normas de proteção ao trabalho do menor levam em consideração as condições físicas e psíquicas do menor. desde que o trabalho do menor seja imprescindível ao funcionamento do estabelecimento. que contava com 12 anos de idade. da CRFB. excepcionalmente. é correto dizer que Pedro Henrique não tem direito a qualquer verba. de segunda a sábado. tendo em vista que é proibido o trabalho de menores de 16 anos. Dessa forma. das 87 . não gera direitos ao obreiro. Com efeito. posto que esta somente se aplica no âmbito trabalhista subsidiariamente. Ao final da safra. Ademais. não se aplica a legislação comum. exceto nos casos de compensação de horas e. o negócio é anulado a partir da sentença. ou seja. é correto dizer que Lucas pode trabalhar em horário noturno. Em uma passagem rápida. Não fosse assim. ainda que não tenha completado dezoito anos. de forma a protegê-lo de condições mais adversas de trabalho. salvo na condição de aprendiz. Assim. 5º do Código Civil Brasileiro) com a menoridade trabalhista. 408 da CLT. em regra. o critério da CLT é cronológico. Por fim. surtindo os efeitos normais em relação ao período anterior. recorrer à Justiça do Trabalho pleiteando “seus direitos”. da CLT. podemos dizer que a decisão que anula o negócio jurídico eivado por nulidade absoluta (v. 98 – Lucas se casou aos dezesseis anos e. Ao contrário. Ao contrário. desde que o serviço possa acarretar para ele prejuízos de ordem física ou moral. Isto posto. a partir dos 14 anos. tendo em vista a impossibilidade de devolver a energia de trabalho despendida. nos termos da lei civil. Da mesma forma. o art. ou seja. no caso do trabalho proibido a regra é a garantia de todos os direitos trabalhistas ao obreiro.g. Errado. dele não decorrendo nenhum efeito entre as partes. Certo. 8º. Neste caso. XXXIII. um matador de aluguel não pode. 7º. foi contratado para trabalhar na colheita do feijão em uma propriedade rural no norte de Minas Gerais. e como tal não pode merecer a proteção da lei. obteve a emancipação. Errado. o art. o negócio é anulado desde a sua constituição. insalubre ou perigoso aos menores de dezoito anos. Neste caso. a fim de garantir o crescimento saudável e equilibrado do trabalhador. trabalho proibido). por motivo de força maior. não importando se o menor tenha eventualmente se emancipado.g.

sempre ao final da jornada. I. indenização por dano moral. 414 da CLT. Isto quer dizer que a soma das jornadas de trabalho do menor em cada estabelecimento não podem ultrapassar o máximo diário. como Rafael estuda à noite. Ao contrário. anúncio de emprego para a função de faxineira. 373-A. pode (e deve. e garante a ambos o direito à intimidade. o nascituro. a fim de que lhe seja assegurada condição adequada de nutrição e desenvolvimento (subsistência) durante os primeiros meses de vida. Dessa forma. trabalhar em um supermercado. Nesta hipótese.13h às 17h. Errado. 102 – É nula a cláusula que estabelece a possibilidade de renúncia à garantia de emprego conferida à gestante. segundo nosso entendimento) ser estendido. Certo. poderia ele. V. o objeto de proteção da lei é. da CLT. assim como as demais colegas de trabalho. salvo quando a natureza da atividade a ser exercida. à cor ou situação familiar. A revista íntima constitui afronta à dignidade da trabalhadora e não se compatibiliza os direitos fundamentais garantidos constitucionalmente. 373-A. tendo em vista que a CRFB protege igualmente homens e mulheres.Determinado shopping center fez publicar. sua observância é obrigatória (norma imperativa ou cogente). por analogia. de acordo com a legislação em vigor. O art. A garantia de emprego conferida à gestante é norma de ordem pública. Nos termos do art. será admissível a conduta do empregador desde que a revista seja feita por pessoa do sexo feminino e que sejam adotados procedimentos com vistas a minimizar o constrangimento do ato. 483) e a eventual 88 . desde que haja compatibilidade de horários. não obstante seja dirigido apenas às mulheres. não podendo ser afastada pela vontade das partes ou por previsão em norma coletiva. e tendo em vista a atividade desenvolvida pela empresa. Importante ressaltar ainda que tal dispositivo celetista (art. de segunda a sábado. no caso. 103 . antes de sair do prédio da empresa. independentemente do número de horas resultante da soma entre as horas trabalhadas em cada estabelecimento. garantia constitucional inclusive. a OJ nº 30 da SDC do TST. a regra é a vedação TEMA 21 101 – Ana Carolina trabalha em uma indústria de jóias semipreciosas e é submetida. como norma de ordem pública. Neste caso. a revista íntima no local de trabalho. pública e notoriamente. Certo. Ana Carolina tem direito à rescisão indireta do contrato de trabalho (art. Ademais. “quando o menor de 18 (dezoito) anos for empregado em mais de um estabelecimento. Assim. da CLT. à idade. tendo em vista que a vaga seria para manutenção da higienização dos banheiros femininos do shopping. Neste sentido. assim o exigir”. estabelecendo como condição para contratação que o candidato fosse do sexo feminino. que é de oito horas. No caso. em jornal de grande circulação. dispõe que “é vedado publicar ou fazer publicar anúncio de emprego no qual haja referência ao sexo. a conduta do empregador não pode ser considerada discriminatória. as horas de trabalho em cada um serão totalizadas”. de 7h às 12h. A revista íntima das empregadas é expressamente vedada pelo art. Errado. Neste caso. da CLT. um empregado maior pode ter dois (ou mais) empregos. 373-A. aos homens. V.

104 – Sílvia foi admitida mediante contrato de experiência pelo prazo de 90 (noventa dias). atrasar a propositura da ação judicial. Não fosse esta a solução. Neste sentido. 105 – Regina trabalhava em uma indústria de confecções e. No 60º dia do contrato Sílvia descobriu que estava grávida de três semanas. com vistas a receber salários de longo período não trabalhado. comunicando imediatamente tal fato ao empregador. A garantia de emprego. devidamente constituído. pelo que a “estabilidade” não se justifica. do TST. Regina ingressou com reclamação trabalhista requerendo a reintegração ao emprego e o pagamento de salários e demais direitos do período em que permaneceu afastada de suas atividades. é razoável que a pessoa responsável pela limpeza dos banheiros femininos de um shopping seja mulher. assim considerados aqueles que contenham alusões ao sexo. cuja base territorial é apenas a vila de Porto de Galinhas. Neste sentido. Pousadas. idade. sem a participação do sindicato da categoria econômica. Não obstante. tendo em vista que fazia jus à garantia de emprego prevista no art. a lei veda a dispensa arbitrária ou sem justa causa. na vigência do contrato de trabalho. quando a situação assim o exigir. Da mesma forma. Não obstante a comunicação de Sílvia. O acordo coletivo de trabalho é firmado entre sindicato dos trabalhadores (cuja participação é obrigatória nas negociações coletivas) e uma ou mais empresas. mas tão somente à indenização do período compreendido entre a demissão e o final do período de estabilidade. como regra. TEMA 22 106 – Acordo coletivo de trabalho é o instrumento oriundo da negociação coletiva mediante o qual os sindicatos representativos das partes envolvidas (empregadores e empregados) estabelecem condições de trabalho para a respectiva categoria. II. cor. por razões óbvias.aos anúncios discriminatórios. Regina não tem direito à reintegração no emprego. É criado então um novo sindicato da mesma categoria profissional. Errado. situação familiar. a Súmula nº 244. do ADCT da CRFB. Bares e Restaurantes. 107 – Imagine-se a seguinte hipótese: há vários anos existe em Ipojuca/PE o Sindicato dos Trabalhadores nos Hotéis. Nesta hipótese. Errado. distrito de 89 . obedecidos os parâmetros da razoabilidade. abrirse-ia espaço para a empregada. descobriu que havia engravidado. do termo final do contrato. nos termos da lei. não é compatível com os contratos a prazo determinado. a Súmula 244. Dois meses antes do parto Regina foi demitida sem justa causa. Sílvia terá direito à reintegração ao emprego ou indenização equivalente. Isso porque no caso dos contratos a termo o empregado já sabe. etc. O instrumento coletivo firmado entre sindicatos é a convenção coletiva de trabalho. do TST. maliciosamente. No caso em tela. “b”. excepcionalmente admite-se a inclusão de circunstâncias especiais. o empregador efetuou o desligamento de Sílvia ao final do prazo previamente fixado para duração do contrato. Neste caso. a contratação de carcereira de presídio feminino é outro exemplo típico de aplicação da exceção legal. Certo. A rigor. o que não ocorre na extinção do vínculo por término de contrato. item II. 10. Decorridos onze meses desde a data do parto. item III. ao ser contratado.

Se não há ACT ou CCT entre comércio e sindicato dos motoristas. 511. Nos termos do art. 614. radialistas. 109 – O prazo máximo para estipulação de duração da convenção coletiva de trabalho ou do acordo coletivo de trabalho é de dois anos. Errado. Errado. a Súmula nº 374 do TST. professores. em uma mesma empresa. Certo. motoristas. a empresa onde Samuel trabalha e o sindicato patronal do comércio. exceto Porto de Galinhas.O direito de greve corresponde à legítima suspensão coletiva. aplicar-se-á a norma coletiva da categoria preponderante. não podendo ser criados sindicatos específicos para subdivisões administrativas dos municípios. total ou parcial. O conceito de categoria profissional diferenciada é dado pelo art. que tem comerciários (vendedores. por exemplo. só há que se aplicar instrumento coletivo em que participaram os sindicatos interessados. 110 – Considera-se como categoria profissional diferenciada a coexistência. cuja abrangência territorial será do novo sindicato. da CLT. de prestação de serviços a empregador. na mesma base territorial. Neste caso. por exemplo. Entretanto. trabalhadores na indústria de alimentação (setor de padaria) e motoristas (responsáveis pelas entregas). mas Samuel pertence à categoria diferenciada dos motoristas. §3º. da CRFB. gráficos.Ipojuca/PE. II. não podendo ser inferior à área de um Município”. etc). de várias categorias profissionais distintas. entre outros. a categoria preponderante é comércio. TEMA 23 111 . cada uma destas categorias é considerada diferenciada. 8º. A regra é a aplicação das normas coletivas da categoria preponderante. aplicar-se-á o instrumento coletivo de trabalho da categoria preponderante. §3º. No caso em análise. em qualquer grau. da CLT. é correto afirmar que a criação do novo sindicato é lícita. Na hipótese de não existir acordo coletivo de trabalho ou convenção coletiva de trabalho entre o sindicato dos motoristas e. representativa de categoria profissional ou econômica. em um supermercado. não resta qualquer dúvida de que a área mínima de atuação de um sindicato é a do Município. São categorias diferenciadas. tendo em vista que não as bases territoriais de cada um serão diferentes. ficando o mais antigo com a representatividade do Município de Ipojuca. “é vedada a criação de mais de uma organização sindical. Neste sentido. constituindo abuso de seu exercício a continuação do 90 . como sendo a que “se forma dos empregados que exerçam profissões ou funções diferenciadas por força de estatuto profissional especial ou em conseqüência de condições de vida singulares”. temporária e pacífica. não obstante Samuel pertença a categoria diferenciada. caixas. Literalidade do art. Certo. Neste sentido. as seguintes: aeronautas. que será definida pelos trabalhadores ou empregadores interessados. Geralmente as categorias diferenciadas são regidas por lei própria. exceto em relação aos trabalhadores de categoria diferenciada. balconistas. jornalistas. 108 – Samuel é motorista de um supermercado na cidade de Barbacena/MG. respectivamente. Logo.

a prestação dos serviços indispensáveis ao atendimento das necessidades inadiáveis da comunidade. o pagamento de salários dos dias parados. é um direito do empregado. porém possibilita ao empregador descontar dos salários dos empregados os dias parados. Certo. máquinas e equipamentos. solucionar o conflito que lhe constitui o objeto”. a greve pode ser deflagrada sempre que os trabalhadores considerem injustas as condições de trabalho que lhes são impostas. Neste caso. Errado. Certo. seja pactuado entre as partes interessadas. 7º da Lei nº 7. a lei prevê exceções nos artigos 9º e 14 da Lei de Greve. No mesmo sentido. com antecedência mínima de 48 horas (parágrafo único). 3º da Lei de Greve prevê a licitude do movimento grevista desde que “frustradas a negociação ou verificada a impossibilidade de recursos via arbitral”. uma das indústrias em que todos os trabalhadores aderiram ao movimento contratou outros trabalhadores com o propósito de assegurar os serviços cuja paralisação pudesse resultar em prejuízo irreparável. quais sejam. Certo. que considera “abusiva a greve levada a efeito sem que as partes hajam tentado. 115 . sob o argumento de que não teria havido acordo com a entidade sindical representante dos trabalhadores para manutenção de equipe de empregados que permanecesse em atividade para este fim específico. bem como prevê a notificação do empregador (ou do respectivo sindicato) acerca da paralisação. O art. a garantir. 114 – Deflagrada a greve dos metalúrgicos da região metropolitana de Belo Horizonte. de comum acordo. hipótese em que a suspensão seria convertida em interrupção contratual.Nos serviços ou atividades essenciais. a conduta do empregador é lícita. durante a greve. entre outros. observados os limites legais. independentemente de negociação prévia com o empregador. 7º. os sindicatos. 9º da CRFB) e constitui causa de suspensão do contrato de trabalho (art. Esta assertiva constou literalmente de um item de prova anterior do Cespe (Consultor Legislativo do Senado – 2002). A greve é um direito assegurado constitucionalmente (art. pois a suspensão do contrato de trabalho implica na sustação das principais obrigações decorrentes do contrato de trabalho. São considerados essenciais. pela deterioração irreversível de bens. Dessa forma. a OJ nº 11 da SDC do TST. 113 – Como direito assegurado que é. da Lei de Greve). respectivamente no caso de prejuízo irreparável (conforme mencionado no enunciado da questão) e no caso de abusividade do movimento grevista. 91 . não constituindo falta grave.movimento após a celebração de acordo.783/1989.783/1989). convenção ou decisão da justiça do trabalho. Nada impede. até mesmo como forma de encerrar o movimento grevista. em princípio pode o empregador descontar dos salários dos empregados os dias em que estes permaneceram em greve. 112 – A greve. direta e pacificamente. os empregadores e os trabalhadores ficam obrigados. e reuniu a literalidade dos artigos 2º e 14 da Lei de Greve (Lei nº 7. Não obstante a regra seja a impossibilidade de contratação de trabalhadores substitutos durante o movimento grevista (art. entretanto. parágrafo único. a prestação de serviços e o pagamento de salários.

da CLT. TEMA 25 121 – Segundo Maurício Godinho Delgado. Entretanto. Existindo. o art. o fato é que o mesmo não foi declarado inconstitucional até então. Nessa situação. cujo termo foi assinado tanto por João quanto por Alfa. 117 – Marco Antonio foi eleito representante dos empregados na comissão de conciliação prévia instituída no âmbito de sua empresa. incisos IV. Gabarito: Certo TEMA 24 116 – As comissões de conciliação prévia não são de instituição obrigatória. na categoria profissional e na localidade onde Josué prestava serviços existe CCP de empresa e CCP sindical.os serviços funerários. pelo que resolveu recorrer à comissão de conciliação prévia pleiteando o pagamento de valores que entende devidos. 625-A da CLT. Não obstante eu defenda a inconstitucionalidade de tal dispositivo. Literalidade do art. Neste sentido. da CLT. Errado.O termo de conciliação é título executivo extrajudicial e terá eficácia liberatória geral. exceto quanto às parcelas expressamente ressalvadas. da CLT). Marco Antonio não poderá ser despedido em nenhuma hipótese. V e XI. sem correspondente concessão pela 92 . CCP de empresa e CCP sindical. para dirimir demanda trabalhista que possuía com seu antigo empregador.João provocou a comissão de conciliação prévia do sindicato de sua categoria. O representante eleito dos empregados na comissão de conciliação prévia tem garantido o emprego até um ano após o final do mandato. Na comissão. durante a audiência de conciliação. João não poderá pleitear mais nenhum direito trabalhista oriundo do referido contrato de trabalho. Errado. Certo. caput. O limite é de dez membros. podendo ser constituídas por grupos de empresas ou ter caráter intersindical. 120 . da CLT. 625-B.783/1989. Neste caso. Errado. havendo o cumprimento integral do acordo por parte de Alfa. mas pode ser demitido por justa causa (art. Combinação dos artigos 11. §1º. Dessa forma. nos termos do art. a demanda deverá ser submetida à CCP mais antiga. até um ano após o final do mandato. a pessoa jurídica Alfa. da Lei nº 7. parágrafo único. caput. Certo. 118 – Josué foi demitido e acredita ter sido lesado em seus direitos. menciono questão anterior do Cespe: ADVOGADO DA UNIÃO – CESPE – 2006 152 . e 10. 625-E. 625-D. Literalidade do art. “renúncia é o ato unilateral da parte. Certo. foi celebrado acordo. 119 – A comissão de conciliação prévia instituída no âmbito da empresa não poderá ser composta por mais de oito membros. sendo competente a primeira que conhecer do pedido. na mesma localidade e para a mesma categoria. sem quaisquer ressalvas. 625-B. Neste sentido. de transporte coletivo e de compensação bancária. através do qual ela se despoja de um direito de que é titular. o empregado pode escolher pela que mais lhe convenha. §4º. e tem sido convalidado pelas bancas de concurso.

O direito ao aviso prévio é irrenunciável pelo empregado. 122 – A transação se diferencia da renúncia porque pressupõe concessões recíprocas entre as partes. salvo comprovação de haver o prestador dos serviços obtido novo emprego. aos contratos coletivos que lhes sejam aplicáveis e às decisões das autoridades competentes. ERRADO. na transação cada uma das partes abre mão de parte de seu suposto direito. Súmula 119 do TST. mas apenas em relação àqueles direitos cuja indisponibilidade é relativa. c/c a Súmula 339 do TST. conforme visto. 10. os artigos 9º e 444 da CLT. normalmente envolvendo questões duvidosas. O pedido de dispensa de cumprimento não exime o empregador de pagar o respectivo valor. assim considerados aqueles que não constituem o núcleo básico de direitos conferidos ao trabalhador (patamar civilizatório mínimo). tendo em vista a controvérsia acerca do mesmo. Errado.2009 ANALISTA – ÁREA JUDICIÁRIA – TRT 17 – CESPE – 2009 A respeito do direito do trabalho. julgue os itens a seguir. afasta o direito de recebimento do adicional de insalubridade. II. Súmula 85 do TST. Certo. 71 O trabalho executado em condições insalubres. Literalidade do art. 444 da CLT. e ainda assim desde que não resulte prejuízos ao trabalhador (art. 123 – A renúncia não é admitida no Direito do Trabalho. 468 da CLT). Certo. CERTO. “a”. A irrenunciabilidade dos direitos trabalhistas é praticamente absoluta. do ADCT da CRFB/88. 125 . sem qualquer contrapartida. 73 Os empregados de empresas distribuidoras e corretoras de títulos e valores mobiliários têm direito à jornada de trabalho especial dos bancários.parte beneficiária da renúncia”. podemos dizer que a renúncia é incompatível com o caráter imperativo das normas trabalhistas. ERRADO. Certo. 72 O acordo individual pactuado entre um empregado e o empregador com o objetivo de compensação de horas não possui qualquer validade. Quanto à transação. Certo. dado o caráter cogente das normas trabalhistas. Dado este conceito. Ao contrário da renúncia. Quanto à possibilidade de renúncia dos direitos trabalhistas. Art. que é o despojamento unilateral de determinado direito.As relações contratuais de trabalho podem ser objeto de livre estipulação das partes interessadas em tudo quanto não contravenha às disposições de proteção ao trabalho. Neste sentido. 124 . ERRADO. não existe. O conceito de renúncia é exatamente o mencionado. Súmula 47 do TST. a mesma não é admitida como regra no direito individual do trabalho. se realizado em caráter intermitente. 93 . Súmula 276 do TST. QUESTOES TRT 17 REGIAO . 74 Empregado eleito como suplente para cargo de direção da comissão interna de prevenção de acidentes (CIPA) goza da estabilidade provisória desde o registro de sua candidatura até um ano após o final de seu mandato. mas a transação é admitida como regra no direito individual do trabalho.

parágrafo único. Nessa situação. 82. CERTO. um empregado tenha agredido fisicamente um colega de trabalho. Assim. o art. por meio de testemunhas do ocorrido). não cabe ao intérprete fazêlo. 482. relacionado ou não com o trabalho. para que o empregador possa aplicar a justa causa. Como a lei não faz tal exigência (art. Como o contrato de trabalho é um acordo de vontades. Art. ERRADO. tendo em vista que a morte é evento imprevisível. que são prestações in natura que a empresa fornece habitualmente aos empregados por força do contrato de trabalho. Não cabe o aviso prévio. 94 . desde que o empregador consiga provar futuramente a agressão (v. 79 Inadmite-se o fracionamento das férias aos menores de 18 anos e aos maiores de 50 anos de idade. até 15 dias antes do período aquisitivo. de “vender” um terço das férias. da CLT. com o objetivo de alcançar vantagem para si ou para outrem”1. Constitui improbidade o ato lesivo contra o patrimônio da empresa. por sua vez. porém em razão do trabalho. ERRADO. CERTO. 76 Considere que. Segundo Maurício Godinho Delgado. da CLT. §2º. e como tal pode-se considerar um direito intransferível. j. o ato do praticado pelo empregado que seja lesivo ao patrimônio do empregador ou de terceiro.75 É vedada a dispensa dos representantes dos empregados membros das comissões de conciliação prévia. O aviso prévio é exemplo de direito intransferível aos herdeiros. bem como porque a finalidade do aviso prévio (no caso. A conversão de um terço do período de férias em dinheiro (o chamado “abono pecuniário”) é faculdade do empregado. ERRADO. CERTO. da CLT). 81 A totalidade do salário pode ser paga em utilidades. ERRADO. 625-B. salvo se cometerem falta grave. o aviso prévio não é devido aos herdeiros do trabalhador. “ato de improbidade trata-se de conduta faltosa obreira que provoque dano ao patrimônio empresarial ou de terceiro. a morte do empregado inviabiliza a continuidade da execução do contrato. 77 A improbidade é motivo para a demissão do empregado por justa causa. em determinada empresa. ou de terceiro. 2º da CLT). §1º. 134. (grifos meus) 78 O falecimento do empregado extingue automaticamente o contrato de trabalho. Basta que o empregado comunique a intenção. parece-nos dispensável a ocorrência policial. 80 A conversão de um terço do período de férias em dinheiro depende da concordância expressa do empregador. em função de comportamento vinculado ao contrato de trabalho. titulares e suplentes. Art. no horário normal de expediente. para os fins da demissão por justa causa. Art. até um ano após o final do mandato. Somente será considerado ato de improbidade. Assim. o concedido pelo empregador) é permitir que o trabalhador encontre um novo emprego. da CLT. g. e como tal independe da vontade do empregador. e tendo em vista a pessoalidade em relação à pessoa do empregado (art. deve providenciar a ocorrência policial do fato na delegacia de polícia competente. Neste sentido. 143 da CLT.

mas os salários são pagos.82 A ajuda de custo paga ao empregado para a cobertura de despesas na sua transferência para outra localidade integra o seu salário para todos os efeitos. Em geral a mudança de horário de trabalho insere-se no jus variandi empregatício. no Ministério do Trabalho e Emprego. Neste sentido. da Lei nº ocorre com o registro no órgão competente (art. 71 A mudança de horário de trabalho de um empregado pode ser justificada pelo princípio do jus variandi. não sendo suficiente para a aquisição da personalidade sindical. 85 O registro do sindicato no cartório de registro das pessoas jurídicas é suficiente para conferir a personalidade jurídica à entidade sindical. CERTO. I). ERRADO. 10. Transcrevo a esclarecedora lição de Gustavo Filipe Barbosa Garcia: “A aquisição da personalidade jurídica sindical. Se não há prestação de serviços. 73 Ocorre a suspensão do contrato de trabalho quando o empregado fica afastado e não recebe o salário. 72 A interrupção do contrato de trabalho ocorre nas hipóteses em que o empregado. a Súmula nº 677 do STF. como já estudado. normalmente sem que seja contado o período de afastamento como tempo 1 DELGADO.783/1989. exige-se. Uma hipótese de interrupção é o repouso semanal remunerado. Maurício Godinho. Se não há prestação de serviços. 84 O serviço de compensação bancária é considerado como essencial para efeitos de greve. Não obstante a vedação à intervenção estatal pela CRFB/1988 (art. 8º. 457. X. sabendo-se que o sindicato é uma pessoa jurídica de direito privado com diversas funções especiais e peculiaridades. Esta última exigência faz-se necessária para que se tenha algum controle sobre a unicidade sindical em uma dada base territorial. CERTO. Art. O registro no Cartório de (Títulos e Documentos e de) Pessoas Jurídicas apenas confere personalidade jurídica de associação. a OJ 15 da SDC do TST e a Portaria MTE nº 343/2000. sendo contado o tempo de serviço como se houvesse sido efetivamente prestado. Art. caracterizam interrupção do contrato de trabalho. 8º. p. 7. CERTO. §2º. 2008. CF/1988). 1193. o registro sindical no Ministério do Trabalho e Emprego. – São Paulo: LTr. além do registro no cartório de registro das pessoas jurídicas. Neste sentido. 95 . desde que os salários continuem a ser pagos. um empregado que trabalha durante o dia e estuda à noite e tem seu horário de trabalho alterado para o turno da noite). tem-se interrupção contratual. e os salários não são pagos. exceto se tal mudança causar efetivo prejuízo ao empregado (por exemplo. é pacífica a doutrina. embora sem prestar serviço.” ANALISTA – EXECUÇÃO DE MANDADOS – TRT 17 – CESPE – 2009 Julgue os próximos itens. conforme Súmula 677 do STF. tem-se suspensão contratual. CERTO. 83 Os dias de paralisação da prestação dos serviços em razão de greve. Orientação Jurisprudencial 15 da SDC do TST e Portaria MTE 343/2000. a respeito do direito do trabalho. ERRADO. inciso I. ou seja. Curso de Direito do Trabalho – 7ª Ed. deva ser remunerado normalmente. da CLT.

ERRADO. desde nenhum pagamento de horas extras. em princípio. prestar serviços a mais de um empregador concomitantemente. Pode o empregado. defende que a licençapaternidade seria hipótese de suspensão contratual e não se confundiria com o afastamento previsto no supramencionado art. desde que não exista prejuízo para suas atividades escolares. 143 da CLT. da CLT. conforme art. 74 Um empregado com 17 anos de idade pode desenvolver sua jornada de trabalho no período noturno. desde que obrigado a tal por outro contrato de trabalho regularmente mantido. III. Pode. Súmula 320 do TST. ERRADO. ERRADO. ERRADO. 138 da CLT. da CLT. ERRADO. Não existe previsão legal neste sentido. Art. O que não pode é arranjar outro emprego novo somente para o período de férias. 473. logo não lhe são devidas. ERRADO. 74. Neste sentido. razão pela qual é perfeitamente lícita a prorrogação de jornada em atividades perigosas. o art. 76 Empregadores que possuam mais de dez empregados arcam com o ônus da prova da jornada de trabalho. CERTO. para local de difícil acesso. assim. da CLT. para a doutrina amplamente majoritária. mas a licençapaternidade é. O trabalho noturno é vedado aos menores de 18 anos. Aos particulares é lícito fazer tudo aquilo que a lei não proíba. 96 . até o pagamento das horas extraordinárias com o respectivo adicional. 80 O empregado não pode prestar serviços com registro na carteira de trabalho a outro empregador durante o período de gozo das férias. pois veio substituir o disposto no art. 79 O empregado pode vender o período integral de férias e receber o valor correspondente. 7º. Não é possível. A exclusividade não é característica do contrato de trabalho. Sérgio Pinto Martins. Há julgados em sentidos diversos. ERRADO. XXXIII. §2º. e art. 77 É vedada a realização de horas extras fundamentadas na celebração de acordo de prorrogação de horas no caso de atividades perigosas. da CRFB. O empregado pode “vender” (converter em pecúnia. mediante a apresentação dos controles de frequência. 78 O empregado doméstico tem direito ao pagamento das horas extraordinárias trabalhadas. passando pelo pagamento das horas além da jornada “normal” padrão (8 horas) como horas simples. O empregado doméstico não tem jornada regulamentada. em posição isolada. nos termos do art.de serviço. na linguagem técnico-legal) apenas um terço do período de férias a que tem direito. afasta do empregado o direito à percepção do pagamento das horas in itinere. III. dizer que o do doméstico tem direito ao pagamento das horas extraordinárias. 75 Quando o empregador cobra importância pelo transporte fornecido pela empresa. assim. e a assertiva não é neste sentido. 81 O período de concessão das férias é um ato exclusivo do empregador. hipótese de interrupção contratual. O conceito de suspensão está correto. Um exemplo de suspensão do contrato de trabalho é a licença paternidade. 473. 404 da CLT. horas extraordinárias. pela impossibilidade de controle das mesmas.

não sendo aplicado.independendo de pedido concordância do empregado. 136 da CLT. 73 No direito do trabalho. entretanto. CERTO. e o princípio da norma mais favorável encontra seu limite exatamente na existência de normas de ordem pública. ERRADO. da CRFB. salvo na condição de aprendiz. afinal. salvo a partir dos 14. Pela enésima vez deixo registrada minha indignação com a cobrança pelo Cespe de matéria previdenciária na prova de Direito do Trabalho. CERTO. quando existirem leis de ordem pública a respeito da matéria. como costumamos sempre enfatizar. o argumento seria este da nãorecepção. ou 71 O salário-família é um direito assegurado na CF aos trabalhadores. mas é. Art. Art. garantindo à mulher pelo menos uma folga aos domingos a cada 15 dias. Art. a partir dos 14 anos de idade. recebidos em decorrência da prestação de serviços subordinados. da Lei nº 7. Art.036/1990. O caput do mencionado art. parágrafo único. 83 O vale-transporte tem natureza salarial. ERRADO. mas não é estendido aos domésticos. Art. 15 da Lei nº 8. Em que pese o respeitável entendimento de parte da doutrina no sentido da não recepção deste artigo pela CRFB. na 82 Entende-se como salário o conjunto de pagamentos provenientes do empregador ou de terceiros. Art. o fato é que o artigo continua em vigor e. CERTO. “a”. 65 e seguintes da Lei nº 8. O direito ao salário família é previsto no art. CERTO. De uma vez por todas. aplica-se o princípio da primazia da realidade. A idade mínima é de 16 anos.418/1985. 386 da CLT. conforme art. da CRFB. Nenhum princípio jurídico é. 74 A idade mínima para a celebração do contrato de trabalho é de 18 anos de idade. é obrigatória uma escala de revezamento quinzenal que favoreça o repouso dominical. a questão de recepção ou não de determinado dispositivo legal é sempre matéria de prova subjetiva. 7º.213/1991 (Lei de Benefícios da Previdência Social). Para quem pretende recorrer. por exemplo. XII. CERTO. nunca de objetiva. 72 O princípio da norma mais favorável ao trabalhador não deve ser entendido como absoluto. 85 Na hipótese de trabalho da mulher aos domingos. na verdade. 65 também dispõe no sentido de que o saláriofamília não se aplica ao doméstico. inclusive à categoria dos empregados domésticos. 9º da CLT. regulado pelo art. 2º. ANALISTA – ÁREA ADMINISTRATIVA – TRT 17 – CESPE – 2009 Julgue os itens a seguir. 7º. que concede aos fatos um valor maior que aos documentos. a respeito do direito do trabalho. ERRADO. Exemplo: prazo prescricional. 97 . ERRADO. absoluto. benefício previdenciário. 84 Os valores mensais correspondentes ao FGTS não podem ser pagos diretamente ao empregado. 457 da CLT. que trouxe a igualdade jurídica a homens e mulheres. o salário-família só tem um nome parecido com verba trabalhista.

CERTO. parágrafo único. pelo que não assume os riscos da atividade econômica (artigos 3º e 2º da CLT). 445.condição de aprendiz. 76 O limite máximo para a duração de um contrato de experiência é de 90 dias. ERRADO. 59. 77 Existe a possibilidade de uma pessoa jurídica figurar como empregada em um contrato de trabalho. é necessária a existência da natureza econômica do grupo de empresas. Com o cancelamento da Súmula 205 do TST a doutrina majoritária passou a admitir a execução de uma das empresas do grupo econômico mesmo que a mesma não tenha participado da fase de conhecimento do processo. da CLT. constitui posição isolada. §2º. Para este. A prestação de serviços. trabalha por conta própria. 82 O empregado eleito para o cargo de diretor e que não permaneça subordinado a nenhum outro cargo tem o seu contrato de trabalho suspenso. por exemplo. O empregado trabalha por conta alheia e se subordina ao seu empregador. As férias são exemplo típico de interrupção do contrato de trabalho. na empreitada. Art. ou contrato de experiência. 98 . Para que se possa caracterizar o grupo econômico. 80 Para que se possa executar uma das empresas de um grupo econômico. 81 As férias são exemplo típico de suspensão do contrato de trabalho. Ainda que uma pessoa jurídica seja contratada por empreitada. ERRADO. da CLT. entretanto. o dispêndio de energia será sempre de um ser humano contratado por esta pessoa jurídica. é necessário que ela tenha sido parte na fase de conhecimento do processo. Art. por sua vez. CERTO. §2º. Art. observam-se os seguintes requisitos: serviço cuja natureza ou transitoriedade justifique a determinação do prazo. 7º. Para a maioria expressiva da doutrina somente empresas com finalidade econômica podem formar grupo econômico. Art. 83 O acordo de prorrogação de horas pode ser celebrado de forma verbal. atividades empresariais de caráter transitório. CERTO. pois há paralisação temporária da prestação de serviços. Há corrente minoritária na doutrina que defende a possibilidade de reconhecimento do grupo econômico entre empresas sem fins econômicos. o que. entretanto. XXXIII. da CLT. 443. assumindo os riscos da atividade econômica que desenvolve. CERTO. da CLT. Não se subordina a ninguém. Súmula 269 do TST. 79 A CLT instituiu a responsabilidade solidária entre as empresas pertencentes a um mesmo grupo econômico. seja ela subordinada (relação de emprego) ou não (mera relação de trabalho) é sempre efetuada por pessoa natural (pessoa física). Art. CERTO. O autônomo. 78 O elemento diferenciador entre o empregado e o trabalhador autônomo é a subordinação. ERRADO. ERRADO. caput. da CRFB. 75 Os contratos de trabalho têm prazo indeterminado ou determinado. porém o empregado continua recebendo salários no período de inatividade. 2º.

ERRADO. CERTO. 87 O período de gozo de férias pode ser fracionado. entretanto. É claro que o aviso prévio verbal é de difícil comprovação. 99 . Art. da CLT. e o saldo de salários. ERRADO. Art. da CLT. 82 A comunicação do aviso prévio pode ser feita verbalmente. Entretanto. mas isso é ônus de quem deve prová-lo. ERRADO. portanto. 80 Entende-se como rescisão indireta a cessação do contrato de trabalho por iniciativa do empregado. que sempre terá a possibilidade de formalizá-lo por escrito a fim de evitar dissabores. as gorjetas integram a remuneração para todos os efeitos legais. 77 As gorjetas pagas por clientes a um garçom em um restaurante integram o seu salário para todos os efeitos legais. ainda que exista recurso pendente da condenação. que a remuneração é exatamente a soma do salário + gorjetas. deve haver intervalo mínimo de 11 horas consecutivas. 78 A condenação criminal do empregado configura justa causa para sua dispensa. 481 da CLT. Súmula 244 do TST. da CLT. para o empregado. e não o salário. 81 A concessão do aviso prévio somente é cabível nos contratos a prazo indeterminado. julgue os itens seguintes. Art. CERTO. caput. CERTO. 483 da CLT. nada impede seja feita a comunicação verbalmente. 85 Havendo culpa recíproca na rescisão do contrato de trabalho. Art.84 O acordo de prorrogação de horas implica. §1º. caput. questão. 66 da CLT. 86 O serviço militar obrigatório pode ser remunerado com valor abaixo do salário mínimo. Logo. TÉCNICO – TRT 17 – CESPE – 2009 No que se refere ao direito do trabalho. “d”. para os efeitos da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Súmula 14 do TST. CERTO.º salário é devido pela metade. Súmula Vinculante nº 6 do STF. Art. ERRADO. tendo por base alguma ação considerada justa causa praticada pelo empregador. 83 A mulher gestante adquire estabilidade a partir do momento em que comunicar ao seu empregador o estado gravídico. Art. por até duas horas diárias. mas o fracionamento não pode ser inferior a 15 dias corridos. o empregado recebe apenas as férias vencidas. 85 Entre duas jornadas de trabalho. 84 Considera-se menor. 59. da CLT. então não cabe ao intérprete fazê-lo. 482. a obrigatoriedade de fazer horas extras quando requisitado. 79 Na despedida por justa causa. da CLT. o trabalhador com idade entre 14 e 18 anos. A capciosa. Consoante o art. CERTO. não é possível que as gorjetas integrem o salário. CERTO. 457. caput. se houver. ERRADO. Considera-se. o 13. A lei não exige a forma escrita (artigos 487 e seguintes da CLT). 134. CERTO. Art. é CERTO. 402.

Certa. 134.88 Para que uma empresa possa conceder aos seus empregados férias coletivas. 4º-A à Lei nº 5. (E) de ambas as empregadas. (E) Em regra. ou trimestrais integram o cálculo da remuneração das férias.324/2006 acrescentou o art. (B) As gratificações anuais. um dos quais não poderá ser inferior a dez dias corridos. Não é o caso de autorização prévia. (C) Somente em casos excepcionais serão as férias concedidas em dois períodos. desde a confirmação da gravidez até seis meses após o parto. Marta e Joana estão grávidas de dois meses. 139. aplicando-se o valor da remuneração da tarefa na data da concessão das férias. tanto ao sindicato da categoria profissional quanto ao Ministério do Trabalho e Emprego. desde a confirmação da gravidez até cinco meses após o parto. Literalidade do art. da CLT. da CLT. a Lei nº 11. Literalidade do art. estendendo à doméstico QUESTOES TRT 7 REGIAO (ANALISTA – ÁREA JUDICIÁRIA – TRT 7ª REGIÃO – FCC – 2009) 50. Art. exercendo a função de secretária executiva. da CLT. desde a confirmação da gravidez até cinco meses após o parto. bem como que elas possuem o direito de gozar trinta dias corridos de férias. o empregado terá direito a vinte e quatro dias corridos de férias. mas Joana possui o direito de gozar trinta dias corridos de férias e Marta 20 dias úteis. §1º. Art. §4º. Art. com relação à Joana e Marta. desde a confirmação da gravidez até seis meses após o parto. 130. (B) de ambas as empregadas. desde a confirmação da gravidez até cinco meses após o parto. (D) apenas de Joana. Comentário: Resposta letra “A”. Em regra. Certa. §2º. Marta é empregada doméstica e trabalha na residência de Joana há quinze meses. 142. bem como que elas possuem o direito de gozar trinta dias corridos de férias.859/1972. Joana é empregada na empresa X há dezesseis meses. 100 . Certa. mas sim de mera comunicação. quando houver tido de seis a catorze faltas injustificadas. 51. se o empregado recebe utilidades. §§ 2º e 3º. da CLT. Com relação INCORRETO afirmar: às férias é (A) Após cada período de doze meses de vigência do contrato de trabalho. mas ambas possuem o direito de gozar trinta dias corridos de férias. (D) Quando o salário for pago por tarefa tomar-se-á por base a média da produção no período aquisitivo do direito a férias. e Joana possui o direito de gozar trinta dias corridos de férias e Marta 20 dias úteis. semestrais. Certa. (C) apenas de Joana. ERRADO. Com efeito. 142. II. da CLT. devem estas fazer parte da remuneração das férias. é correto afirmar que é vedada a dispensa sem justa causa (A) de ambas as empregadas. deve solicitar a autorização prévia do sindicado dos trabalhadores e da Superintendência Regional do Trabalho. Errada. Súmula 253 do TST.

Tem o adicional de transferência natureza salarial e não indenizatória. 52. quais sejam. nos mesmos termos até então garantidos às demais trabalhadoras. 3º da Lei nº 5.São Paulo : LTr. II e III. Em regra.se de habitação coletiva. 1045) IV. tanto assim que é considerado para o cálculo de outras verbas. a resposta é letra “E”. (B) as horas in itinere remuneradas limitam-se ao trecho não alcançado pelo transporte público. Neste sentido. Quanto às férias. O adicional é devido somente na transferência provisória. II. Art. Com relação a jornada de trabalho. IV. III e IV.324/2006. II e IV. (A) não é devido qualquer valor a título de horas in itinere. Errado. 54. (C) as horas in itinere remuneradas abrangem a totalidade do trajeto percorrido pelo empregado. 2008. do TST. OJ 113 da SDI-1 do TST. (E) não é devido qualquer valor a título de horas in itinere. Certo. da CLT. 469. no mínimo. §3º. Comentário: Resposta letra conforme Súmula 90. quando a transferência for provisória. Por todos. (B) II. Maurício Godinho Delgado: “tratandose de parcela salarial. Maurício Godinho.a “estabilidade-gestante”. (D) I e II. 101 . “B”. §3º. O fato do empregado exercer cargo de confiança ou a existência de previsão de transferência no contrato de trabalho não exclui o direito ao adicional. – 7ª Ed. (C) II e III. (D) as horas in itinere remuneradas abrangem a totalidade do trajeto percorrido pelo empregado. Certo. inclusive cálculo das demais verbas que incidam sobre o salário do contrato (efeito expansionista circular dos salários” (DELGADO. É correto o que se afirma APENAS em (A) I. mas serão pagas com acréscimo de 25% sobre a hora normal de trabalho. de forma que ao doméstico também foi estendido o direito a férias anuais de 30 dias corridos (contra 20 dias úteis da redação anterior). De acordo com a Consolidação das Leis do Trabalho. “desde a confirmação da gravidez até cinco meses após o parto”. se houver transporte público regular em parte do trajeto percorrido em condução da empresa. o adicional de transferência será de. 25% sobre o salário que o empregado percebia na localidade. p. (E) I. nos termos do art. Portanto. 469. da CLT. tendo em vista a existência de transporte público regular em parte do trajeto percorrido pelo empregado. integra-se à remuneração dos trabalhador para todos os fins. Curso de Direito do Trabalho.. Certo. O adicional de transferência é devido tanto na transferência provisória como na transferência definitiva.859/1972 foi alterado pela Lei nº 11. o art. o valor do salário utilidade a ela correspondente será 53. a doutrina amplamente majoritária. tratando. tendo em vista o fornecimento da condução pelo empregador. Considere as assertivas abaixo a respeito do adicional de transferência. III. I.

pois neste caso falta. em qualquer hipótese. (D) 48 horas respectivamente. a utilização da mesma unidade residencial por mais de uma família. a utilização da mesma unidade residencial por mais de três famílias. a utilização da mesma unidade residencial por mais de uma família. vedada. O contrato tem muito e 48 horas. parágrafo único. Errado. 102 . Errado. vedada. Comentário: e 24 horas. por ele próprio remunerados. a resposta é letra “E”. O prazo de comunicação acerca da deflagração da greve (paralisação) é de 48 horas de antecedência para os serviços e atividades não-essenciais (art. arrolando dentre elas a atividade de telecomunicações. em qualquer hipótese. logo a roupagem de cooperativa não passa de tentativa de fraude à relação de emprego. b) O trabalhador contratado por uma clínica médica para a execução de serviços certos e específicos de marcenaria e que conta com o auxílio de até dois outros trabalhadores. vedada. por exemplo. somente para os casos de unidade habitacional de um dormitório. a utilização da mesma unidade residencial por mais de duas famílias. (B) ocupantes. 458. 3º. 10 da Lei nº 7. Comentário: Resposta letra “C”. deve ser considerado empregado. assinale a opção correta. ainda que preste serviços pessoais com habitualidade. da Lei nº 7.783/1989) e de 72 horas de antecedência para os serviços e atividades essenciais (art. (C) ocupantes. pela literalidade do art. onerosidade e subordinação jurídica a um mesmo tomador de seus serviços. 13 da Lei 7. (E) 72 horas respectivamente. 55. §4º. (D) famílias. (E) ocupantes. Logo. O art. a) O trabalhador que se filia por livre e espontânea vontade a uma cooperativa de mão-de-obra não pode ser considerado empregado. Para que a categoria de Mário e Joana exerçam o direito de greve. MPU – ESAF (TÉCNICO ADMINISTRATIVO – MPU – ESAF – 2004) A propósito dos sujeitos da relação de emprego. o requisito da não eventualidade.783/1989). somente para os casos de unidade habitacional de até dois dormitórios. a utilização da mesma unidade residencial por mais de uma família. porque a hipótese indica a presença dos requisitos caracterizadores da relação de emprego. (C) 24 horas. mas não a de transporte de valores. vedada. deverá o sindicato patronal ou o empregador ser comunicado com antecedência mínima de (A) 72 horas.obtido mediante a divisão do justo valor da habitação pelo número de (A) famílias. Mário labora em empresa de telecomunicações e Joana labora em empresa de transporte de valores. em qualquer hipótese. da CLT.783/1989 define as atividades essenciais. vedada. (B) 48 horas.

observado esse prazo. portanto mais benéfico). segundo o qual não seria coerente tratar empregador e empregado de forma diversa. subordinação jurídica e onerosidade deve ser considerado empregado. o prazo prescricional aplicável ao empregador seria o do Código Civil. recebendo auxílio financeiro mensal. deve ser considerado empregador subsidiário dos trabalhadores. independentemente do seu período de duração. não eventualidade ou habitualidade. em princípio. se aplique. Assim. independentemente da roupagem que se tenha dado à relação. onerosidade e subordinação). não fossem equiparados os prazos. Isso porque. do TST. direto e não subsidiário. apenas ao empregado. XXIX. a) O prazo de prescrição para o empregador ingressar em juízo para cobrar valor devido pelo empregado é de cinco anos. ainda que o art. Errado. neste caso. b) Para o trabalhador rural. a partir da realidade fática. 3º e 2º da CLT – pessoalidade. Assim. 9º da CLT). Correta. três anos. será viável a discussão dos créditos oriundos de toda a relação de emprego. sendo responsável. o prazo de prescrição é de dois anos após a extinção do contrato. d) O trabalhador que presta serviços voluntários a determinada instituição de beneficência. Porém. entra em cena o princípio da proteção ao hipossuficiente. reduzindo-se a dois após a extinção do contrato de trabalho. pois neste caso o tomador dos serviços é o próprio empregador. Errado. Correto. aponte a opção correta. c) O prazo de prescrição das pretensões alusivas aos dois primeiros 103 . pois será empregado se presentes os requisitos caracterizadores da relação de emprego.mais a característica de empreitada que de relação de emprego. por eventuais débitos trabalhistas inadimplidos pelo empregador principal. c) O tomador de serviços terceirizados. com habitualidade. qual seja. e) O corretor de seguros que presta serviços pessoais. da CRFB. Neste sentido. 7º. pela aplicação do princípio da primazia da realidade (art. Embora a questão seja um tanto polêmica na doutrina e mesmo na jurisprudência (e talvez por isso não encontramos a solução em quase nenhum livro). em nenhuma hipótese poderá ser considerado empregado. é forçoso reconhecer a relação de emprego. por força de alteração da CRFB levada a efeito pela EC nº 28/2000. I e III. com vantagem para o empregador (prazo prescricional maior. nessa condição. A propósito da prescrição no âmbito do Direito do Trabalho. Errado. A caracterização da relação de emprego é objetiva. deve ser aplicado ao empregador o mesmo prazo prescricional previsto para o empregado. presentes os requisitos caracterizadores da relação empregatícia (arts. predomina o entendimento de que o prazo prescricional aplicável ao empregador é o mesmo aplicável ao empregado. pois ao rurícola também se aplica a prescrição qüinqüenal trabalhista. ainda que tenha firmado contrato revelando a condição de autônomo. pouco importando o nome que se deu ao contrato firmado. a Súmula 331. quando prestados com pessoalidade e subordinação jurídica.

deve ter especificada a natureza de cada parcela paga ao empregado e discriminado o seu valor. No mesmo sentido. d) Sob pena de incidir a prescrição. I . contase a partir da alteração ilícita. Vejamos o que dispõe o art. 4º. nos termos da Súmula 294 do TST. o prazo de prescrição para revertê-la apenas terá início após a extinção do contrato. apenas. valor.Assinale a opção incorreta.Quanto a direitos que deveriam ter sido satisfeitos durante a vigência do contrato de trabalho. em relação às parcelas constantes do TRCT. do CPC. ao empregador.Res. 20 e 21. e não aos valores indicados. tendo em vista que o início da prescrição das férias coincide com o final do período concessivo (art. mas relevante. a quitação se dá.períodos de férias de trabalhador que laborou por cinco anos tem início no instante em que extinto o contrato de trabalho. Errado. sendo válida a quitação. a) O instrumento de rescisão do contrato de trabalho ou recibo de quitação deve ter especificada a natureza de cada parcela paga ao empregado e discriminado o seu 104 . E.11. com observância dos requisitos exigidos nos parágrafos do art. 477 da CLT. VALIDADE (mantida) . salvo se oposta ressalva expressa e especificada ao valor dado à parcela ou parcelas impugnadas. porque a ação que visa a anotação da CTPS é imprescritível. 149). com assistência de entidade sindical de sua categoria. a ação que tenha por objeto a anotação da CTPS para fins de prova junto à Previdência Social. somente se ainda não transcorrido todo o período concessivo o marco inicial da prescrição das férias será a extinção do contrato.2003 A quitação passada pelo empregado. da CLT: § 2º . pela literalidade da CLT.A quitação não abrange parcelas não consignadas no recibo de quitação e. exceto se a parcela suprimida também esteja assegurado por preceito de lei. Esta é a alternativa que derrubou muitos candidatos. a prescrição será total (será “completa” se decorridos cinco anos da alteração). Errado. 121/2003. da CLT. relativamente às mesmas parcelas. II . a Súmula 330 do TST: SUM-330 QUITAÇÃO. a quitação é AFT – 2010 29. DJ 19. A diferença é sutil. qualquer que seja a causa ou forma de dissolução do contrato. ainda que estas constem desse recibo. no caso. I. No caso o início da prescrição coincide com a lesão. e) Processada alteração contratual ilícita pelo empregador. sendo válida a quitação apenas relativamente aos valores indicados. consoante dispõe o art. Errado. 11. conseqüentemente. Engraçado que vários alunos me mandaram e-mails indicando exatamente o dispositivo legal em face do qual a alternativa mostra-se errada. Com efeito. seus reflexos em outras parcelas. §1º. tem eficácia liberatória em relação às parcelas expressamente consignadas no recibo. ou seja. §2º. o art. No mesmo sentido. 477.O instrumento de rescisão ou recibo de quitação. deve ser proposta em dois anos após a extinção do contrato de trabalho. Assim.

então a assertiva está plenamente compatível com o texto celetista. o que estaria incorreto. e a segunda. A Súmula 41 do TST referia-se aos valores expressos na quitação. “É possível afirmar que a Súmula 330 do TST interpretou corretamente o §2º do artigo 477 da CLT quando não se refere a parcelas e não a valores. apresentando basicamente duas correntes: a primeira. mas do Prof. 483. na assertiva. interpretar a alternativa “a” também nos termos literais da CLT. como a Lei. Pelo pouco que sei da nossa língua. permanecendo ou não no serviço até decisão final do processo. Já vi gente sugerindo a anulação desta questão porque o art. “direito”. que se refere também a “parcelas”. pois é o que está escrito no referido mandamento legal. que trata de parcelas. 477. nos “comentários à CLT”. – São Paulo : Atlas. Ora. b) Qualquer compensação no pagamento a que tiver direito o empregado no ato da homologação da rescisão do contrato de trabalho não poderá exceder o equivalente a um mês de remuneração. a questão trouxe outras quatro alternativas cobrando pontos literais da CLT. conforme dispõe o §3º do mesmo artigo. 483 prevê a possibilidade de permanência ou não do empregado no serviço somente nas alíneas “d” e “g” do art. Esse ensinamento não é meu. 483. mas considero que insistir em outra leitura é muita “forçação de barra”. Sérgio Pinto Martins. da CLT. que “embora a lei se refira à quitação das parcelas. a hipótese aventada pelo examinador é exatamente a da alínea “d”. Literalidade do art. Comentários à CLT. p. na aula 304 do Curso Completo. mas posteriormente cancelou a Súmula 41 e editou a 330. Se quiserem procurar pelo em ovo. 1055). 477. Maurício Godinho Delgado (Curso de Direito do Trabalho. p. pela redação da alternativa. A hipótese de rescisão indireta do contrato de trabalho pelo não cumprimento de obrigações contratuais é prevista pelo art. (MARTINS. alínea “d”. como parcelas e não como valores. A questão é polêmica na doutrina. e não a “compensação”. explica: seus deveria. Sérgio Pinto. a meu ver. da CLT. 8ª edição. Ora. Porém. a sua interpretação era contrária ou oposta à lei”. Recebi e-mail de aluno defendendo que. poderá o empregado pleitear em juízo a rescisão do contrato de trabalho e o pagamento das verbas respectivas. se refere a “pagamento”. Correta. 489). Logo. Correta. c) Caso o empregador não cumpra as suas obrigações contratuais. e não de Direito do Trabalho. É verdade que eu comentei. a jurisprudência tende a considerar a quitação somente em relação aos valores especificados. §5º. 2010. que interpreta pela literalidade do dispositivo. que não é a melhor interpretação do §2º do artigo 477 da CLT. Desculpemme. O TST já se inclinou no sentido da primeira corrente. 2009. que interpreta o dispositivo (art. não contem comigo. §2º) como se referindo a valores. seria possível entender que “o direito à compensação seria do empregado”. notadamente quanto às parcelas que também vencem ao longo do contrato de trabalho”. embora na redação do citado dispositivo legal nada se fale sobre eficácia liberatória. 14ª Ed. aí é questão de Português. então o candidato 105 .válida em relação ao período expressamente consignado no recibo de quitação.

a) Em face da cláusula constitucional da não-discriminação. Ver videoaulas nº 59 e 60. nem receber por eles. pouca relevância. §7º. inclusive quando o Estado é o empregador. e respectiva projeção dos seus efeitos. que atrai a hipótese de responsabilidade solidária pelos créditos trabalhistas. No mesmo sentido. porém se descumprido o preceito. ao eleito para ocupar cargo de diretor quando.615/1998. em razão da sua incapacidade. e) Para a configuração do grupo econômico. a despeito da nova posição ocupada na estrutura hierárquica da empresa. 477. salvo quando o Estado é um dos sujeitos pactuantes. em caso de trabalho proibido. com isso. a partir do pronunciamento judicial.Marque a opção correta. é necessária a prova do nexo relacional entre as empresas. pela literalidade do art. §6º. 7º. com cômputo do tempo de serviço. a possibilidade de ajuste tácito. Por isso diz-se que. c) O menor de 18 anos. Ver videoaula nº 126. Errada.d) Quando o aviso prévio for indenizado pelo empregador. em face das prerrogativas processuais que lhe confere a legislação brasileira. Embora a questão da natureza jurídica do contrato de trabalho apresente. não pode. 477. da CLT. conforme previsto na Constituição. Errada. estende-se a todos os ofícios e profissões. é verdade que sobressai a natureza privada. hipótese em que se sujeitará às mesmas obrigações conferidas aos particulares. hoje. contado da data da notificação da demissão. Inteligência da Súmula nº 269 do TST. Errada. sem que. obviamente o menor receberá pelos serviços prestados. 16 . O trabalho noturno. as parcelas constantes do instrumento de rescisão ou recibo de quitação devem ser pagas até o décimo dia. ou seja. Mencione-se como exemplo o contrato do atleta profissional. ou do chamado “empregador único”. b) O contrato de trabalho tem natureza jurídica essencialmente privada. pela literalidade do art. a nulidade opera efeitos ex nunca. alínea “b”. nos formatos 106 . a “deixadinha” nº 01. que deve ser necessariamente escrito. d) É possível reconhecer-se a condição de empregado. pois é lícita a previsão de determinada forma solene para pactuação de determinados contratos de trabalho especiais. XXXIII). Ver vídeoaulas 58 e 128. Questão explicada na videoaula nº 122. conforme dispõe a Lei nº 9. Certa. em período noturno ou em circunstâncias perigosas ou insalubres. Correta. Correta. ainda se fizerem presentes os traços característicos da subordinação jurídica. Tratase de atribuir a hipóteses específicas tratamento legal condizente. ou em circunstâncias insalubres ou perigosas. e) O ato da assistência pelo sindicato respectivo na rescisão contratual deve ocorrer sem ônus para o trabalhador e empregador. A assertiva trata da noção de trabalho proibido e seus efeitos. prestar serviços. consensual e não solene para a formação do contrato de emprego. da CLT. dada a impossibilidade de se restituir ao obreiro a energia de trabalho despendida. é realmente vedado ao menor de 18 anos pela CRFB (art. seja violado o princípio da isonomia (não-discriminação).

mediante utilização do trabalho de outrem. Ver videoaula nº 85. e) A suspensão do empregado por prazo superior a 30 dias consecutivos. não prejudica a fluência do contrato de trabalho. a partir do 16º dia. incisos VII e VIII. porque a teoria da subordinação econômica já se encontra. pois a suspensão disciplinar do empregado por prazo superior a 30 dias consecutivos configura rescisão indireta do contrato de trabalho. c) A partir do afastamento do serviço para tratamento de saúde. Ver videoaula nº 18. decorrente do contrato de trabalho. o gabarito da questão.Assinale a opção correta.previstos pelo Direito Comercial e pelo Direito Empresarial. A pessoalidade é um dos requisitos da relação de emprego (arts. nos termos do art. independentemente de guardar relação de causalidade com os serviços prestados. fundamentada em punição disciplinar. Errada. 4º da Lei nº 5.213/1991. como no caso dos consórcios. 17. em caráter profissional. a) Constituem requisitos para a caracterização da relação de emprego a pessoalidade e a exclusividade na prestação dos serviços. desde que os horários de trabalho sejam compatíveis. a pessoa física ou jurídica que. Correta. Errada. da CLT. Atualmente é pacífico o entendimento no sentido de que a subordinação existente entre empregado e empregador é jurídica. nos termos dos artigos 59 e 60. em face de doença ou de acidente. superada na doutrina. Errada. Com efeito. e por conta de terceiros. fundada no reconhecimento jurídico-institucional da hipossuficiência material do trabalhador. execute serviços de natureza agrária. portanto. a) É equiparada ao empregador rural. pois a doutrina entende que a configuração do grupo econômico trabalhista independe da ligação entre as empresas na forma do direito comum e/ou empresarial. da Lei nº 8. 18. holdings e pool de empresas. Ver videoaula nº 49. Ver deixadinha nº 16 e videoaulas nº 46/50. há muito. o empregado pode prestar serviços a mais de um empregador. mas a exclusividade não o é. Errada. §3º. 474 da CLT.Assinale a opção correta. porque em caso de afastamento por doença e/ou acidente os primeiros quinze dias configuram hipótese de interrupção contratual. nos termos do disposto no art. 473. d) A subordinação que define e caracteriza a existência da relação de emprego é a econômica. Ver videoaulas nº 15 e 18. 3º e 2º da CLT). b) O afastamento do empregado nos dias em que estiver comprovadamente realizando provas de exame vestibular para ingresso em estabelecimento de ensino superior ou quando tiver que comparecer em juízo gera a interrupção do contrato de trabalho. trata-se de suspensão contratual. conforme art. o empregado tem o respectivo contrato de trabalho suspenso. Errada.889/1973. Sem problemas. Somente depois. Correta e. 107 . bastando para tal que fique demonstrada a relação de subordinação ou mesmo de coordenação entre duas ou mais empresas. Ver videoaula nº 72. de forma habitual.

Neste sentido. bem como a deixadinha nº 15. que explore atividade industrial em estabelecimento agrário não compreendido na Consolidação das Leis do Trabalho.b) A legislação trabalhista estabelece expressamente a possibilidade de distinções relativas à espécie de emprego e à condição de trabalhador e entre o trabalho intelectual. bem como entendimento jurisprudencial consolidado na Súmula nº 60 do TST. e partindo-se da premissa de que o legislador trabalhista não prima pelo rigor técnico (vide a confusão do art. pois. ainda quando deixa de observar as recomendações previstas em instrumento coletivo. não observe os requisitos da frequência. a prestação de serviços a mais de uma empresa do mesmo grupo econômico. a legislação veda tais distinções (art. 3º. que arrola verdadeiros empregadores como “equiparados a empregadores”). d) De acordo com a jurisprudência do Tribunal Superior do Trabalho. §5º.Marque a opção correta. técnico e manual. Há duas possibilidades de interpretação da assertiva. sob uma análise mais técnica. Errada. em razão de cumprirem turnos ininterruptos de revezamento.889/1973). em face da hora noturna reduzida a jornada 108 . e) Não se equipara ao empregador rural a pessoa física ou jurídica. art. Em primeiro lugar. iniciado o expediente às 23h e encerrado às 7h30min. Ver videoaula nº 244. pois o adicional noturno é aplicável às prorrogações do horário noturno. pois contraria o disposto na Súmula nº 129 do TST. caracteriza a coexistência de mais de um contrato de trabalho. consoante art. Errada. Além disso. b) Na hipótese de empregados com jornada de seis horas. da CLT. perderá o direito ao descanso semanal e à sua respectiva remuneração. faltando injustificadamente ao serviço. Em uma segunda linha de raciocínio. ao contrário. Ver videoaula nº 63. a) Acaso o trabalhador. da Lei nº 5. Errada. 19. poder-se-ia afirmar que o erro da questão seria o “não” do início da assertiva. e. da CRFB/88. 6º da Lei nº 605/1949. §1º. deverão ser computadas a partir de 5 horas. por iniciar ou terminar o expediente fora do horário estabelecido. poder-se-ia dizer que a pessoa descrita pela assertiva não é equiparada ao empregador rural porque é o próprio empregador rural (art. o direito ao adicional noturno se circunscreve ao período compreendido entre 22h e 5h. durante a mesma jornada de trabalho. porém em ambas a afirmação é incorreta. da CLT. Ver videoaula nº 193 e deixadinha nº 44. e da pontualidade. pois contraria o disposto na OJ nº 251 da SBDI-1 do TST. XXXII. Ver videoaula nº 57. 7º. 6º da CLT). c) De acordo com a jurisprudência do Tribunal Superior do Trabalho. Errada. caput e §1º. 2º. mas não a folga. Errada. pois se o empregado não é freqüente ou é impontual durante a semana. A questão constava da deixadinha nº 25. é ilícito o desconto salarial do trabalhador frentista. tendo em vista que o desconto descaracterizaria a alteridade própria da figura do empregador. Errada. proprietária ou não. Ver videoaula nº 72. quanto às horas extras. durante a semana. referente à devolução de cheques sem fundos. 73. perde o direito à remuneração do DSR. o art.

966). Não obstante. a) A duração normal do trabalho poderá ser acrescida de horas suplementares. o qual é formalizado pelo instrumento de mandato. isso porque a natureza do seu serviço não equivale ao conceito de turno ininterrupto de revezamento. Errada. da CLT. Ver videoaula nº 233. versando sobre os empregados que não estão abrangidos pelas normas de limitação da jornada de trabalho (art. Ver videoaula nº 220. b) Os empregados sob o regime de tempo parcial poderão prestar horas extras desde que haja prévia autorização do Ministério do Trabalho. entretanto. razão pela qual tudo que for trabalhado a mais deverá ser remunerado como hora extra. mediante acordo escrito ou tácito entre empregador e empregado. em número não excedente de duas. se existe efetivamente tal controle pelo empregador. Errada. porque. porque não interessa. 58-A da CLT) jamais poderão prestar horas extras (art. ou por contrato coletivo de trabalho. Ver videoaulas nº 218 e 219. 62. Ver videoaula nº 213. A Lei nº 8. 20. nem se esta atividade é. 62. motivo pelo qual as horas extras só poderão ser computadas a partir da 8ª (oitava diária) e 44ª (quadragésima quarta) semanal. ainda que sofra rígido controle de horário pelo empregador. 59. d) O motorista de caminhão que cumpre jornada predominantemente externa não é destinatário das regras pertinentes à limitação da jornada de trabalho. e) Observando a alteração legislativa promovida em 1994 (Lei n. pois o motorista somente é dispensado.normal do empregado termina antes das 5h. mesmo que trabalhe em vários turnos durante a semana. a OJ nº 360 do TST. a natureza da atividade em si. ininterrupta. Ver videoaula nº 213. II. jamais podendo verbal. nos termos do art. nesse caso. §4º. I. Neste sentido. c) Os estabelecimentos com mais de dez trabalhadores terão 109 . Neste sentido. basta que tenha poderes de gestão. a partir do que a doutrina passou a entender que a exceção legal veiculada pelo dispositivo passou a prescindir do poder de representação. da CLT. para que o empregado se enquadre na exceção do art. na condição de “folguista”. 8. da CLT. pois os empregados sob o regime de tempo parcial (art. 62. Errada. há apenas a adoção de postura discricionária por parte do contratante dos serviços. por sua natureza. e muito menos tácito. dada a dificuldade de controle do horário de trabalho. obviamente que este controle também deverá ser documentado mediante controle de ponto. II. para enquadramento na hipótese de turno ininterrupto de revezamento. do controle de jornada. Atualmente. Ver videoaula nº 230. o art. com jornada normal de 6 horas. em princípio. o poder de representação. 59. Errada. da CLT.966/1994 alterou o art. não tem direito à jornada reduzida de 6 (seis) horas. c) Quando o empregado exerce a função de vigilante. sendo que inexiste a possibilidade de autorização do MTE para tal. pois o acordo de prorrogação de jornada deve ser necessariamente escrito. caput. Correta. não mais se considera requisito essencial à configuração do exercício de gerência a prova do encargo de gestão. da CLT). dispensado.Assinale a opção correta. com investidura por meio de mandato legal. 62 da CLT).

tendo o empregado direito ao pagamento como horas extraordinárias das que ultrapassarem a duração semanal normal. Correta. em registro manual. sem que houvesse qualquer compensação de horário.Certo empregado celebrou. do TST. o acordo foi reiteradamente descumprido. conforme art. por ausência de previsão legal no sentido do adicional mínimo de 75%. 58. pois o horário de repouso (intervalo intrajornada) deve ser apenas pré-assinalado. observado o limite máximo de dez minutos diários. §§ 2º e 3º. c) É requisito de validade do acordo de compensação de jornada a previsão de que. porque contraria o disposto na Súmula nº 360 do TST. §1º. Errada. Ver videoaula nº 210. nos termos da Súmula 85. com o respectivo empregador. diante da prestação habitual de horas extras. mas não há menção a adicional superior ao mínimo legal. Errada. b) A prestação habitual de horas extras descaracteriza o acordo de compensação de horário. Ver deixadinha nº 22 e videoaula nº 227. d) O acordo individual de compensação de horário é inválido. Errada. a cargo do trabalhador. nos termos da literalidade do art. pois o acordo de compensação de jornada deve ser firmado expressamente. a situação hipotética descrita e a jurisprudência do Tribunal Superior do Trabalho. qual seja. de 50%. o empregado terá direito a percebê-las com o adicional de no mínimo 75% (setenta e cinco por cento) do valor da hora normal de trabalho. da CLT. mecânico ou eletrônico. IV. d) Não serão descontadas nem computadas como jornada extraordinária as variações de horário no registro de ponto não excedentes de cinco minutos. dispõe o art. Ver deixadinha nº 20 e videoaula nº 209. Entretanto. exigindo a legislação pertinente a celebração via convenção ou acordo coletivo de trabalho. Considerando as normas relativas à jornada de trabalho. Errada. acordo escrito de compensação de jornada. não descaracteriza o sistema de turnos ininterruptos de revezamento. §2º. ou o intervalo para descanso semanal. conforme dispõe o art. 59. da CLT. Ver videoaula nº 225. e por escrito. da CLT. no sentido de que a concessão de intervalo dentro de cada turno. a concessão do intervalo para repouso e alimentação. em caso de nãocompensação das horas excedentes. da CLT. e) De acordo com a jurisprudência do Tribunal Superior do Trabalho. assinale a opção correta. Correta. 74. descaracteriza o sistema de turnos ininterruptos de revezamento previsto na Constituição. dentro de cada turno. 110 . §2º. inclusive acima do limite previsto no acordo. que as horas não compensadas deverão ser pagas como extraordinárias. o que não afetaria sua validade. 21. ou descanso semanal.obrigatoriamente sistema de anotação da hora de entrada e de saída. após a pactuação. devendo haver diariamente assinalação do período de repouso. a) O acordo de compensação de jornada poderia ter sido firmado tacitamente entre empregado e empregador. Ver deixadinha nº 21 e videoaula nº 219. não havendo necessidade de assinalação diária pelo empregado. 59. Ver videoaula nº 225. Com efeito.

“a”. caput. b) De acordo com a jurisprudência do Tribunal Superior do Trabalho. inexistindo instrumento coletivo fixando jornada diferente.Errada. a Súmula 60 do TST. independentemente de qualquer acordo prévio ou previsão em norma coletiva. salvo quando. 23. 111 . o acordo individual para compensação intrasemanal. Errado. pois no caso as horas extras podem ser compulsoriamente exigidas pelo empregador. c) O adicional noturno. No mesmo sentido. Ver videoaula nº 222. detém natureza indenizatória. a questão é polêmica. Errada. a) A legislação considera trabalho em regime de tempo parcial aquele cuja duração não exceda a vinte horas semanais. por afrontar o entendimento dominante no TST. pois o adicional noturno tem natureza salarial (salário-condição). Quanto ao acordo para implantação da compensação além da semana (“banco de horas”). pois o artigo 58-A da CLT define o trabalho como tempo parcial como sendo aquele cuja duração não exceda a 25 horas semanais. 61. nos termos do art. tendo em vista que tem por objetivo compensar o desgaste do trabalhador que se ativa em horário biologicamente destinado a descanso. Para o cabimento das horas in itinere não basta mera insuficiência de transporte público. o empregado horista submetido a turno ininterrupto de revezamento tem jus ao pagamento apenas do adicional das horas extraordinárias trabalhadas além da 6ª diária. deve ser considerada a média dos salários fixos apurada durante o período aquisitivo. a remuneração do repouso semanal corresponderá à de um dia de serviço. além do limite legal. Ver videoaula nº 245. considera-se de difícil acesso o local de trabalho quando há mera insuficiência de transporte público. de forma pacífica. 22. as videoaulas nº 225/227. não será computado na jornada de trabalho. pois é válido. Ver videoaula nº 220. e) Para os empregados que trabalham por dia. Neste sentido. Errada. d) O tempo despendido pelo empregado até o local de trabalho e para o seu retorno. Ver.Assinale a opção correta. tratando-se de local de difícil acesso ou não servido por transporte público. contratual ou convencional. da CLT. a respeito. quinzena ou mês. inclusive quando pago com habitualidade. Neste sentido. Correta. computadas as horas extraordinárias habitualmente prestadas. Ver videoaula nº 230. Errada.Assinale a opção correta. Para esse fim. desde que haja previsão nesse sentido em convenção ou acordo coletivo de trabalho. consubstanciado na OJ nº 275 da SBDI-1. poderá o empregador exigir horas extras do empregado. e) Em caso de força maior para atender à realização ou conclusão de serviços inadiáveis. a) Para o cálculo das férias. a Súmula 172 do TST. Ver videoaula nº 233. semana. a Súmula nº 85 do TST. Ver videoaulas nº 205/206. 7º. por qualquer meio de transporte. o empregador fornecer a condução. Errada. pela literalidade do art. por afrontar o disposto na Súmula nº 90 do TST. da Lei nº 605/1949.

deve ser considerada a integração. como a equivalência de remuneração entre o trabalhador temporário e os empregados da mesma categoria da empresa tomadora dos serviços temporários. porque são características do salário o caráter alimentar e forfetário. Ver videoaulas nº 156 e 190. a disponibilidade relativa. c) São características do salário o caráter alimentar e forfetário. mediante negociação coletiva. 142 da CLT. e sim agentes externos. a periodicidade. A incorreção da assertiva encontra-se em sua parte final. por meio de sentença normativa ou de convenção ou de acordo coletivo de trabalho. de outras parcelas de caráter salarial recebidas habitualmente. Ver videoaula nº 167. a irrenunciabilidade. a tendência à determinação heterônoma e a pós-numeração. d) Tanto no cálculo das férias como da gratificação natalina. embora pagas por terceiros. tendo em vista que a equivalência da remuneração entre o trabalhador temporário e os empregados da mesma categoria da empresa tomadora dos serviços temporários é denominada “salário equitativo”. §1º. a intermitência. Errada. e) O décimo terceiro salário é direito de todo empregado. das gorjetas. 1º. porque tanto as férias quanto o décimo terceiro são calculados sobre a remuneração. Correta. também. a indisponibilidade. a tendência à determinação autônoma e a pósnumeração. em princípio. Maurício Godinho Delgado (8ª ed. pelo que as obrigações (dentre as quais a obrigação patronal de pagar o salário) renovam-se periodicamente. Observe-se que este rol de características foi visivelmente retirado do “Curso de Direito do Trabalho” do Min. 658/661). em geral o Estado (mediante a fixação do salário mínimo) ou os sindicatos. o art. e não sobre o salário do empregado. b) Pode-se considerar “salário normativo” tanto o menor parâmetro (valor) definido para certa categoria profissional. a irrenunciabilidade. 2009. valendo para determinada categoria profissional.090/1962. O salário tem como característica a persistência ou continuidade dado o fato de que o contrato de trabalho é de trato sucessivo.com integração. a tendência à determinação heterônoma significa que na maioria dos casos não são as partes contratuais que fixam o salário. persistência ou continuidade. compõem a remuneração do trabalhador. consagrada também como sinônimo de “salário convencional”. na prática. Godinho Delgado. Com efeito. incluindo os trabalhadores domésticos e os rurícolas. mas não é devido no caso dos safristas informalmente 112 . pela média. pela média duodecimal. Ver videoaulas nº 262/263. a periodicidade. Errada. de forma que sequer o próprio trabalhador pode dispor de seu direito ao salário. expressão consagrada pelo Min. Ver videoaulas nº 168/169. Entretanto. da Lei nº 4. Errada. por afronta ao disposto no art. O “salário normativo” seria. de forma contínua. a lei estabelece mecanismos de proteção ao salário. assim considerado aquele menor parâmetro definido em instrumetno coletivo de trabalho (ACT ou CCT). p. 142 da CLT e o art. porquanto. a expressão tornou-se. Neste sentido. Por fim. aquele menor parâmetro definido por sentença normativa para determinada categoria profissional.

mas a opção seria nula de pleno direito. 130. tem direito a suplemento salarial correspondente ao acréscimo da despesa de transporte. dada a indisponibilidade preconizada pelo art. com efeitos ex nunc.contratados e na hipótese de rescisão contratual por culpa recíproca. b) Observado o princípio protetivo. Ver deixadinha nº 38 e videoaula nº 202. é correto afirmar: 113 . salvo se o trabalhador tiver percebido da Previdência Social prestações de acidente do trabalho ou de auxílio doença por mais de seis meses.036/1990. seria que a escolha por um dos regulamentos seria irretratável. Pensamos que a melhor interpretação da Súmula. dado o princípio da irrenunciabilidade. todos da CLT. Correta. sob nenhum ponto de vista a assertiva pode ser considerada correta. Logo. O décimo terceiro salário é devido aos safristas. 133. não seria caso de retratação. posto que o ato corresponderia à renúncia do empregado às regras do sistema do outro regulamento (Súmula 51.Acerca do instituto das férias. Para quem já tinha contrato em vigor quando do segundo regulamento (que veio suprimir direitos anteriormente deferidos) nada muda. c) As faltas ou ausências decorrentes de acidente do trabalho não são consideradas para os efeitos de duração de férias. 15 da Lei nº 8. II). conforme art. Errada. 468 da CLT. c/c o art. Nesta assertiva a banca fez uma grande confusão com a matéria. mas de qualquer forma não há como considerá-la correta. a) O trabalhador transferido. seria a possibilidade de opção por um dos dois regulamentos apenas para os empregados admitidos quando os dois já existiam.Assinale a opção incorreta. A solução está na interpretação da Súmula nº 51 do TST. Ver deixadinha nº 50 e vídeo aula nº 324. 131. Ver deixadinha nº 29 e vídeo aulas nº 252/253. na hipótese de coexistência de dois regulamentos da empresa. por ato unilateral do empregador. e) A contribuição para o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) incide sobre a remuneração mensal devida ao empregado. inclusive adicionais eventuais. d) A remuneração percebida pelo empregado à época da propositura da ação na Justiça do Trabalho serve de base de cálculo para as férias não concedidas no tempo oportuno. Correta. Ver vídeo aula nº 268. nos termos da Súmula 7 do TST. Da mesma forma. reduzido à metade (Súmula 14 do TST). Outra possibilidade. cujas cláusulas revoguem ou alterem vantagens deferidas. Ver vídeo aula nº 275. Uma das possibilidades é considerar que a opção pelo regulamento menos favorável é ilícita. c/c o art. ainda que contratados informalmente. De qualquer forma. IV. III. conforme art. embora descontínuos. acaso se comprove que a escolha ocorreu sobre normas menos favoráveis. à luz o princípio da primazia da realidade. dependendo da interpretação que se dê à Súmula 51. por um deles. 25. mas sua desistência será retratável. para local mais distante de sua residência. em caso de culpa recíproca é devido o décimo terceiro salário proporcional. Correta. Correta. pela literalidade da Súmula 29 do TST. 24. o empregado poderá optar.

114 . de forma que o período respectivo não é computado como tempo de serviço. 130. Ver videoaula nº 267. c) independentemente do tempo de serviço. em um único período. e os empregados contratados há menos de 12 (doze) meses gozarão. da CLT. Correta. um dos quais não poderá ser inferior a 10 (dez) dias corridos. 146 da CLT. nas hipóteses em que a cessação do contrato de trabalho se dá antes do fim do período d) a concessão das férias suspende o contrato de trabalho. então. Ver videoaulas nº 249/150. 26. em que não há prestação de serviço mas há remuneração e contagem do tempo de serviço. a) a depender da livre conveniência do empregador e da necessidade do trabalho. ainda é admitida no Brasil a denúncia vazia do contrato de trabalho. desde que limitado ao valor correspondente a vinte dias do salário. Ver videoaulas nº 259/260. a regra geral baseada no critério da dispensa imotivada. pois a proteção contra a dispensa arbitrária prevista no art. do regulamento empresarial. quando então é correto dizer que um deles não poderá ser inferior a 10 dias corridos. Neste sentido. Errada. a) Após o advento da Constituição de 1988. I. Ver videoaulas nº 265/266. há necessidade. Por esta razão. havendo cessação do contrato de trabalho. 144 da CLT. porque o abono de férias (conversão de parte das férias em pecúnia) tem natureza indenizatória. Errada. Este cômputo do período destinado ao gozo de férias como tempo de serviço é expressamente previsto no art. independentemente do valor e para todos os fins. conforme art. Errada. com ruptura de iniciativa do empregador. no Direito do Trabalho. o art. porque as férias configuram hipótese típica de interrupção contratual. Art. Errada. razão pela qual não integra a remuneração do empregado para quaisquer fins. §2º. porque as férias devem ser concedidas. qualquer que seja sua causa. 134 da CLT. Apenas excepcionalmente admite-se a concessão em dois períodos. Ver videoaula nº 288. e não quando simplesmente adquiridas mas ainda não gozadas. será devido ao empregado a remuneração em dobro correspondente ao período de férias cujo direito tenha adquirido. na oportunidade. de convenção ou acordo coletivo de trabalho integrarão a remuneração do empregado. da indicação dos motivos que a ensejaram. foi superada. depende de lei complementar que a regulamente. em regra. Errada. e) poderão ser concedidas férias coletivas a todos os empregados de uma empresa ou de determinados estabelecimentos ou setores. da CRFB/88. serão as férias concedidas em dois períodos. pois as férias somente são devidas em dobro quando vencidas. o que não existe até os dias atuais. novo período aquisitivo. nos casos de contratos de duração indeterminada. 7º. motivo pelo qual. bem como o decorrente de cláusula do contrato de trabalho.concessivo. b) o abono de férias concedido na forma da lei. férias proporcionais. Ver videoaula nº 255. conforme combinação dos artigos 139/141 da CLT. iniciando-se.Marque a opção correta. para a sua validação.

é obrigação do empregado e direito do empregador. Ver videoaula nº 287. pois se a extinção antecipada do contrato a termo ocorre por iniciativa do empregador terá o empregado direito ao saque do FGTS.Marque a opção incorreta. mas o trabalhador perde a proteção. é devido adicional noturno definido em 25%. Neste sentido. Errada. se a extinção se deu por iniciativa do empregador ou do empregado. não há direito ao levantamento do FGTS. Errada. na agricultura. Ver videoaula nº 298. não são devidas parcelas trabalhistas remanescentes do período. 7º. Assim. os efeitos serão idênticos ao de um pedido de demissão. quando há antecipação por vontade do empregador ou do empregado. Errada. entretanto. não incidindo. com cláusula assecuratória do direito recíproco de rescisão. quando a extinção contratual se dá pela vontade do empregado. respectivamente. das garantias de emprego. especificidades no tratamento do trabalhador rural. Logo. 27. nos casos em que houver labor no horário compreendido entre 21h e 5h. e décimo terceiro também proporcional ao período. a deixadinha nº 36. c) Nos contratos a prazo indeterminado. mas no sistema constitucional atual há plena paridade jurídica entre os trabalhadores urbanos e os rurais. Ver videoaula nº 146. como. caput) igualou trabalhadores urbanos e rurais quanto aos direitos trabalhistas. Continuam. acrescidas do 1/3 constitucional. d) Nos contratos a prazo determinado. na hipótese de antecipação empresarial em razão de justa causa do trabalhador. A CLT (art. “b”) excluía de sua proteção o rurícola. o aviso prévio. a) Havia exclusão dos trabalhadores rurais do tratamento geral da CLT. havendo pedido de demissão do empregado. por óbvio. de que eventualmente fosse destinatário. e) Nos contratos a prazo determinado. o intervalo intrajornada concedido conforme os usos da região. dispõe o art. devem ser pagos o décimo terceiro salário proporcional e as férias proporcionais. pois as garantias de emprego protegem o empregado contra despedida arbitrária. e ainda deve conceder aviso prévio de 30 (trinta) dias ao empregador. acrescidas do 1/3 constitucional. ocorrendo a chamada extinção anormal. Correta. pois a cláusula assecuratória do direito recíproco de rescisão do contrato por prazo determinado tem como objetivo exatamente liberar as partes da multa dos artigos 479 e 480. Ver videoaula nº 287. embora algumas especificidades ainda remanesçam. embora sejam devidas férias proporcionais. quando há pedido de demissão do contratado. 481 da CLT que existente a “cláusula assecuratória” aplicam-se as mesmas regras cabíveis na extinção do contrato a prazo indeterminado. por exemplo. na dispensa por iniciativa do empregado. pois continuam devidas as parcelas já adquiridas como. 115 . Ver videoaula nº 289. e 20h e 4h. o saldo de salários. se a extinção antecipada se deu por iniciativa do empregado.b) Nos contratos a prazo determinado sem cláusula assecuratória do direito recíproco de rescisão. isto é. porém a CRFB/88 (art. o trabalhador indenizará o empregador dos prejuízos decorrentes do rompimento. Por sua vez. na pecuária. Correta. até porque o trabalho é livre. por exemplo. 7º. b) No caso dos trabalhadores rurais.

como o pagamento do salário (salário-maternidade) a cargo da Previdência. a) Licença-maternidade empregada gestante. c/c a Súmula 160 do TST. Ver videoaulas nº 65. da Correta. sabemos que não mais existe. Errada. conforme art. o FGTS é facultativo para o empregador doméstico. e) No caso dos trabalhadores domésticos. Quem assistiu às aulas do Curso Completo (videoaulas 14 e 15) ou ao menos se preocupou em dar uma lidinha na Deixadinha nº 35 acertou a questão sem maiores problemas. b) Eleição para cargo de direção sindical. d) Também aos trabalhadores rurais é obrigatória a concessão de um intervalo mínimo de 1 (uma) hora para repouso e alimentação. motivo pelo qual dependem de ato voluntário do empregador. pois se trata de hipótese de suspensão contratual (art. o FGTS e o segurodesemprego estão previstos em norma de caráter dispositivo. conforme artigos 3º-A e 6º-A da Lei 5. 43 e 47 da Lei 8. e no caso não comporta este tipo de ilação. a partir de liberalidade do empregador) fazem jus ao benefício do segurodesemprego.859/1972. inclusive para eventual contagem diferenciada do prazo prescricional. Neste sentido. 475. a doutrina dominante. da CLT. 543. do Decreto nº 73. Ver videoaula nº 154. Com efeito. c) Em se considerando as empresas de reflorestamento.626/1974. tendo em vista que os trabalhadores em empresas de florestamento e reflorestamento são tidos como rurícolas ainda que se ativem em área urbana. da CLT). c) Aposentadoria provisória.Correta. seguida pela ESAF desde sempre. conforme art. 7º da Lei nº 5. 68 e 149. que a alegação de que será interrupção se houver previsão contratual ou em norma coletiva de pagamento dos salários e demais verbas ao empregado não tem o condão de colocar em dúvida a assertiva. classifica a hipótese como de interrupção do contrato de trabalho. 5º da Lei nº 5. pois se trata de hipótese de suspensão contratual (art. Embora a licençamaternidade tenha algumas peculiaridades. 116 . Ver videoaula nº 15.889/1973. Errada. 5º. sendo que somente os empregados domésticos vinculados ao regime do FGTS (portanto. para as hipóteses anteriores à referida Emenda. Errada. desde a EC 28/2000.889/1973. Correta. foi inclusive mencionada na videoaula nº 68 uma questão anterior da ESAF. somente se poderia falar em contagem diferenciada do prazo prescricional como regra de transição. Correta. quando se ativarem no campo. c/c o art. observados os usos e costumes da região. embora a OJ nº 38 da SBDI-1 do TST se refira à prescrição do rurícola. Ver videoaula nº 14. Ver videoaula nº 148. exercendo tarefas próprias aos rurícolas. os trabalhadores serão considerados rurais.Assinale a única opção que enseja a interrupção do contrato de trabalho. É a regra. Portanto. diferença de tratamento entre o empregado urbano e o rurícola em relação à prescrição. sendo o trabalhador considerado incapaz para trabalhar. §2º. por oportuno. Observe-se. c/c os arts. Ver videoaula nº 20.213/91). caput. §1º. em caso de trabalho contínuo de duração superior a 6 (seis) horas. Ademais. 28.

a existência de diferenças da indenização compensatória de 40% sobre o FGTS. com dispensa do aviso prévio. para proceder ao pagamento das verbas rescisórias devidas. b) O pedido de demissão ou recibo de quitação de rescisão. em razão de depósitos insuficientes do período contratual. como regra. inclusive na dispensa por justa causa. 477. Dessa forma. a) Em face do princípio da autonomia da vontade. Errada. 477. notadamente mediante os famosos recibos de quitação “plena e irrestrita” dos direitos trabalhistas.Marque a opção correta. constatando o trabalhador. porque é hipótese de suspensão contratual (não há pagamento de salários nem contagem do tempo de serviço). §6º. 477. as normas trabalhistas. tendo em vista a parte final da assertiva. 472 da CLT). a comissão de conciliação prévia não tem atribuição para prestar assistência à homologação da rescisão do contrato de trabalho (art. só será válido quando feito com a assistência do respectivo Sindicato ou perante a autoridade do Ministério do Trabalho e Previdência Social. nos termos do disposto no art. CLT) não faz qualquer distinção relativa à modalidade de rescisão contratual operada. do contrato de trabalho. Ver videoaula nº 304. e formada por representantes dos trabalhadores e da empregadora. pois é outra hipótese de suspensão contratual (art. da CLT. pelo que deve-se interpretar que a multa é cabível em todos os casos. CLT). somados a eventuais benefícios normalmente oferecidos pelo empregador para que o empregado se interesse pela adesão. “a” e “b”. salvo no caso em que o documento seja confeccionado e assinado perante comissão instituída pela empresa. d) O pagamento das parcelas constante do instrumento de rescisão ou recibo de quitação deverá ser efetuado em até um dia útil nas hipóteses de término do contrato a prazo e de pedido de demissão. o plano de adesão voluntária não tem o condão de substituir a gama de direitos conferidos ao trabalhador. c) A multa por atraso no pagamento das verbas rescisórias incide mesmo nos casos em que a rescisão contratual tenha-se operado por prática de justa causa pelo trabalhador. c/c o art. 117 . após a homologação da rescisão contratual. Errada. pois na hipótese de pedido de demissão com dispensa do aviso prévio o empregador terá até o décimo dia. acaso tenha conferido ao empregador ampla quitação na transação extrajudicial realizada para adesão ao plano de demissão voluntária. Errada. Ver videoaula nº 303. Ver videoaula nº 15. Com efeito. estará impedido de postulá-las. pelo que se aplicam os mesmos efeitos da dispensa imotivada. firmado por empregado com mais de 1 (um) ano de serviço. 483. e) Prisão provisória do empregado. contado da comunicação do pedido de demissão. na hipótese de cumprimento de mandato político eletivo. 30. Dada a indisponibilidade que caracteriza. não é permitido ao trabalhador renunciar a direitos trabalhistas no âmbito extrajudicial.d) Atendimento a encargo público. §8º. §1º. Ver videoaula nº 304. tendo em vista que o dispositivo aplicável (art. §8º. Errada. Errado. Correta. Ver videoaula nº 15.

e não do operador portuário. ao trabalhador Errada. XXXIII. Nesses casos. Errada. Mário falsificou certidão de nascimento de filho para receber salário-família. Ver texto-resumo do Capítulo 28 do Curso Completo. de ato de 118 . d) É proibido qualquer trabalho a menores de 14 (quatorze) anos de idade. João e Joana. na escalação diária do trabalhador portuário avulso deverá sempre ser observado um intervalo mínimo de onze horas consecutivas entre duas jornadas. TRT/ALAGOAS TÉCNICO – 2008 – FCC – 31. do ECA. da Lei nº 9. poderão ser dispensados com justa causa pela prática. a) O operador portuário é o responsável principal pelo pagamento dos encargos trabalhistas. conforme a literalidade do art. constantes de acordo ou convenção coletiva de trabalho. Ver videoaula nº 159. diretamente portuário avulso. Errada. Correta. enquanto o órgão gestor de mão-de-obra detém responsabilidade subsidiária por tais encargos.719/1998. no caso de trabalhador analfabeto. Ver texto-resumo do Capítulo 28 do Curso Completo. da CLT. Além disso. §4º. acaso o ato seja acompanhado por duas testemunhas. como também os direitos previdenciários (art. conforme art. e) Salvo em situações excepcionais. Errada. o pagamento das verbas rescisórias poderá ser realizado em dinheiro ou cheque. respectivamente. 477. caso contrário. conforme art. João utilizou-se do email corporativo da empresa empregadora para enviar material pornográfico. Ver videoaula nº 304. Mário. pois o operador portuário e o OGMO são solidariamente responsáveis pelo pagamento dos encargos trabalhistas e das contribuições previdenciárias. Errada.719/1998.Assinale a opção correta. 8º da Lei nº 9. Joana desobedeceu norma de caráter geral da empresa. Ver videoaula nº 159. das contribuições previdenciárias e demais obrigações devidas ao trabalhador portuário. sendo lícito o trabalho aos maiores de 16 anos. é descaracterizado quando há participação na venda dos produtos da atividade exercida. 2º. da CRFB/88). pois o trabalhador analfabeto deverá receber o seu salário necessariamente em dinheiro. nos termos do art. e aos maiores de 14 anos. no curso de programa social sob responsabilidade de entidade governamental ou não governamental sem fins lucrativos. asseguramse ao aprendiz não só os direitos trabalhistas. II. 7º. c) Cabe ao operador portuário efetuar o pagamento da remuneração pelos serviços executados e das parcelas referentes a décimo terceiro salário e férias. hipótese em que serão assegurados ao adolescente apenas os direitos trabalhistas. 4º. II. salvo na condição de aprendiz. pois a atribuição em referência é do OGMO. por contrariar a literalidade do art. §2º. 31.719/1998. na condição de aprendiz. b) O caráter educativo do trabalho desenvolvido pelo adolescente. deverá ser feito apenas em espécie. porque o trabalho é proibido aos menores de 14 anos mesmo na condição de aprendiz. 68. da Lei nº 9.e) Conforme previsão legal pertinente ao tema. 2º. Ver videoaula nº 159.

que provoque risco ou prejuízo à integridade patrimonial do empregador ou de terceiro. Não obstante. (A) Aline e Dora. Com efeito. a banca desconsiderou tal fato e incluiu o salário-família no conteúdo programático de Direito do Trabalho. mau procedimento e insubordinação. e sim previdenciária. Nesses casos. como a prática de obscenidades e pornografia nas dependências da empresa”. (D) incontinência de conduta. pois a rigor não é matéria trabalhista. 254/258). Diana. Aline. fraude. o salário-família está previsto nos artigos 65 a 70 da Lei nº 8.(A) improbidade. Ana. Assim. direcionadas a todos os empregados (…). Peço licença então para citar o ilustre professor: “Consiste o ato de improbidade na desonestidade. ato lesivo da honra praticado em serviço e insubordinação. 2005. um dos autores mais indicados para concursos para analista e técnico dos TRT. (D) Daniela e Ana. percebe-se que a banca seguiu exatamente o entendimento do Prof. Daniela possui uma filha de 11 anos de idade e Dora possui um filho inválido com 33 anos de idade. Comentário: Esta questão poderia dar “pano para manga”. pg. (B) improbidade. Direito do Trabalho Para Concursos Públicos. terão direito ao saláriofamília apenas. sendo beneficiários dele os segurados empregados. com o objetivo de alcançar vantagem para si ou para outrem. (C) Diana. de de insubordinação consiste no descumprimento de ordens pessoais de serviço. (B) Ana. 3ª Ed. Daniela e Dora são empregadas da empresa XXCC. (SARAIVA. a 119 . Daniela e Dora. pois a doutrina é extremamente oscilante no tocante à caracterização das hipóteses legais de falta grave. incontinência conduta e indisciplina. Pois bem. Não sei se por conveniência ou por falta de rigor técnico. Diana. São Paulo : Editora Método. Daniela e Dora. (E) indisciplina. sendo inclusive previsto na lei de benefícios da Previdência Social (Lei nº 8. “A indisciplina no serviço consiste no descumprimento de ordens emanadas em caráter geral. dadas diretamente pelo empregador ou pelo superior hierárquico ao obreiro”. exceto o doméstico. má-fé do obreiro. Comentário: Outra questão estranha. bem como (C) incontinência de conduta.213/1991. Aline possui um casal de gêmeos com 14 anos de idade. 32.213/1991). incontinência conduta e insubordinação. Diana possui uma filha de 13 anos de idade. Ana possui um filho com 17 anos de idade. (…) Podemos citar como exemplo (…) a falsificação de documentos para obter vantagem ilícita na empresa…” “Incontinência de conduta é o desregramento ligado à vida sexual do indivíduo. Renato Saraiva. a natureza jurídica do salário-família é benefício previdenciário. mau procedimento e indisciplina. urbanos ou rurais. que leva à perturbação do ambiente de trabalho ou mesmo prejudica suas obrigações contratuais. (E) Aline e Diana. o gabarito é letra “B”. Por sua vez. Renato.

o trabalhador avulso, que tenham filhos menores de 14 anos ou inválidos de qualquer idade. Isso posto, das empregadas da empresa XXCC mencionadas no enunciado da questão apenas Diana, Daniela e Dora terão direito ao salário-família (gabarito letra “C”). 33. Carlos, César e Cícero trabalham na empresa DDAA. Durante o período aquisitivo de férias Carlos possuiu 5 faltas injustificadas, César possuiu 12 faltas injustificadas e Cícero possuiu 8 faltas injustificadas. Nesses casos, de acordo com a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), Carlos, César e Cícero terão direito, respectivamente, a (A) 24, 18 e 12 dias de férias. (B) 30, 24 e 18 dias de férias. (C) 24, 18 e 18 dias de férias. (D) 30, 24 e 24 dias de férias. (E) 30, 24 e 15 dias de férias. Comentário: Aplicação literal do art. 130 da CLT. Gabarito letra “D”. 34. Mário, empregado da empresa KILO, registrou sua candidatura como diretor suplente do sindicato de sua categoria de trabalho. Passadas as eleições, Mário recebeu a boa notícia de que havia sido eleito. Neste caso, Mário (A) poderá ser dispensado a qualquer momento, tendo em vista que foi eleito como diretor suplente de sindicato. (B) terá vedada a sua dispensa a partir do registro de sua candidatura até um ano após o final do seu mandato, salvo se cometer falta grave.

(C) terá vedada a sua dispensa a partir do resultado oficial das eleições até um ano após o final do seu mandato, salvo se cometer falta grave. (D) terá vedada a sua dispensa a partir do registro de sua candidatura até seis meses após o final do seu mandato, salvo se cometer falta grave. (E) terá vedada a sua dispensa a partir do resultado oficial das eleições até seis meses após o final do seu mandato, salvo se cometer falta grave. Comentário: O art. 543, §3º, da CLT, dispõe que “Fica vedada a dispensa do empregado sindicalizado ou associado, a partir do momento do registro de sua candidatura a cargo de direção ou representação de entidade sindical ou de associação profissional, até 1 (um) ano após o final do seu mandato, caso seja eleito inclusive como suplente, salvo se cometer falta grave devidamente apurada nos termos desta Consolidação.” Logo, o gabarito é letra “B”. 35. Considere as assertivas abaixo a respeito da jornada de trabalho. I. Não serão descontadas nem computadas como jornada extraordinária as variações de horário no registro de ponto não excedentes de cinco minutos, observado o limite máximo de dez minutos diários. II. A limitação legal da jornada suplementar a duas horas diárias não exime o empregador de pagar todas as horas trabalhadas. III. Os chefes de departamento não possuem direito ao pagamento de horas extras, uma vez que se equiparam aos gerentes.

120

IV. Em regra, o tempo despendido pelo empregado até o local de trabalho e para o seu retorno, por qualquer meio de transporte, será computado na jornada de trabalho. É correto o que se afirma, APENAS, em (A) I, II e III. (B) II, III e IV. (C) III e IV. (D) II e III. (E) I e II. Comentário: Vejamos os itens um a um. I – correto, pela literalidade do art. 58, §1º, da CLT; II – correto, por aplicação de princípio geral do direito (vedação ao enriquecimento ilícito – no caso, do empregador) e pelo teor da Súmula 376 do TST; III – correto, pela literalidade do art. 62, II, da CLT; IV – incorreto, tendo em vista em regra o tempo de deslocamento do trabalhador não é computado em sua jornada de trabalho, nos termos do art. 58, §2º, da CLT. Assim, o gabarito é letra “A”. 36. A transferência do empregado que labora no período noturno para o período diurno de trabalho (A) não implicará na perda do direito ao adicional noturno, uma vez que a CLT veda a redução salarial. (B) não implicará na perda do direito ao adicional noturno, uma vez que este já se encontrava integralizado no salário do reclamante.

(C) implicará na perda do direito ao adicional noturno, mas fará jus o reclamante ao pagamento de multa no valor de três salários mínimos. (D) implicará na perda do direito ao adicional noturno, visto tratar-se de um benefício para a higidez física e mental do trabalhador. (E) implicará na perda do direito ao adicional noturno, mas fará jus o reclamante ao pagamento de multa no valor dos últimos cinco salários recebidos. Comentário: O trabalho noturno é considerado prejudicial à saúde e à higidez física do trabalhador, razão pela qual a transferência do horário noturno para o horário diurno é benéfica ao empregado. Assim, tal transferência implica na perda do adicional noturno, não cabendo qualquer tipo de indenização. Neste sentido, a Súmula 265 do TST. Gabarito letra “D”. 37. Eduardo solicitou a sua demissão da empresa XCV, tendo em vista que lhe foi oferecida outra oportunidade de trabalho com salário superior ao que está recebendo. Neste caso, Eduardo (A) só poderá deixar de cumprir o aviso prévio se a empresa empregadora autorizar expressamente, não podendo sofrer qualquer desconto no pagamento de suas verbas rescisórias. (B) não poderá deixar de cumprir o aviso prévio, tendo em vista que o empregador necessita deste prazo para recompor o quadro de funcionários da empresa. (C) poderá deixar de cumprir o aviso prévio, mas não poderá sofrer qualquer desconto no pagamento de suas verbas rescisórias, sendo

121

garantia Magna.

social

prevista

na

Carta

desde que obedeça o prazo máximo total de 90 dias. Comentário: Os contratos a prazo determinado podem ser prorrogados uma única vez (art. 451 da CLT) e o contrato de experiência tem duração máxima de 90 dias (art. 445, parágrafo único, da CLT). Assim, da combinação dos dois dispositivos, temos que o contrato de Ana pode ser prorrogado uma única vez, pelo prazo máximo de 60 dias (de forma que a soma do contrato e da prorrogação não ultrapasse 90 dias). Gabarito letra “A”. 39. Mário, empregado da empresa TITO, será pai pela segunda vez. Porém, seu segundo filho nascerá da união estável que mantém com Joana. Neste caso, Mário (A) terá direito a licença paternidade, podendo não comparecer ao serviço pelo prazo de sete dias. (B) não terá direito a licença paternidade uma vez que não é casado legalmente com Joana. (C) terá direito a licença paternidade, podendo não comparecer ao serviço pelo prazo de três dias. (D) não terá direito a licença paternidade uma vez que a licença paternidade só é devida no nascimento do primeiro filho. (E) terá direito a licença paternidade, podendo não comparecer ao serviço pelo prazo de cinco dias. Comentário: A redação original do art. 473, III, da CLT, prevê que o empregado pode deixar de comparecer ao serviço, sem prejuízo do salário, “por um dia, em caso de nascimento de filho, no decorrer da primeira semana”. Entretanto, tal dispositivo foi alterado tacitamente pelo art. 7º, XIX, da

(D) poderá deixar de cumprir o aviso prévio, mas o não cumprimento pode ensejar o desconto de até 30% do salário recebido pelo reclamante. (E) poderá deixar de cumprir o aviso prévio, mas o não cumprimento pode ensejar o desconto dos salários correspondentes ao prazo respectivo. Comentário: O trabalho humano é livre, pelo que ninguém é obrigado a trabalhar (ou a continuar trabalhando) para quem quer que seja. Entretanto, se o empregador pede demissão e não cumpre o aviso prévio o empregador pode descontar das verbas rescisórias os salários correspondentes ao prazo do aviso prévio, nos termos do art. 487, §2º, da CLT. Logo, o gabarito é letra “E”. 38. A empresa FIGA celebrou contrato de experiência com Ana pelo prazo de 30 dias. Quando terminar o prazo contratado a empresa pretende prorrogar o referido contrato. Neste caso, a empresa (A) poderá prorrogar o contrato uma única vez pelo prazo máximo de 60 dias. (B) não poderá prorrogar o contrato sob pena de ser considerado o contrato por prazo indeterminado. (C) poderá prorrogar o contrato quantas vezes forem necessárias desde que obedeça o prazo máximo total de 120 dias. (D) poderá prorrogar o contrato uma única vez pelo prazo máximo de 90 dias. (E) poderá prorrogar quantas vezes forem o contrato necessárias

122

a apropriação indébita etc. da CLT. §1º. relacionado ou não com o trabalho. A afirmativa está correta. até 1 (um) ano após o final do mandato. 1 . percentagens. Comentários: De acordo com o art. percentagens. ou de terceiro. diárias para viagens que excedam 50% do salário percebido pelo empregado e abonos pagos pelo empregador. CESPE. abonos pagos pelo empregador e as ajudas de custo. preencha a condição estipulada. (C) as comissões. qual seja. vale o prazo previsto no ADCT. ajudas de custo e diárias para viagens que excedam 50% do salário percebido pelo empregado. 457.CRFB/88. não só a importância fixa estipulada. Comentários: A improbidade está arrolada no art. De acordo com a CLT. por oportuno. 10. no curso do contrato de trabalho. a extorsão. integram o salário. nos termos da lei”. o furto. Gabarito letra “C”. TRT/ES. Constitui improbidade o ato lesivo contra o patrimônio da empresa. até que “a lei venha a disciplinar o disposto no art. (B) as comissões. percentagens. do ADCT. salvo se cometerem falta grave. titulares e suplentes. §1º. Como ainda não existe lei regulamentando a matéria. ajudas de custo e diárias para viagens que não excedam 50% do salário percebido pelo empregado. 482 da CLT como motivo de justa causa que justifica a rescisão do contrato de trabalho por parte do empregador.A improbidade é motivo para a demissão do empregado por justa causa. 625-B. ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA. percentagens.É vedada a dispensa dos representantes dos empregados membros das comissões de conciliação prévia. Os livros e as apostilas conceituam improbidade como a conduta do empregado que lesa o patrimônio da empresa ou mesmo de terceiro. dentre outras verbas. como também (A) as comissões. a afirmativa está 2 . salvo se cometerem falta grave. “é vedada a dispensa dos representantes dos empregados membros da Comissão de Conciliação Prévia. §1º da CLT. gratificações ajustadas. Como exemplo de improbidade temos o roubo. que a chamada “licença-paternidade” nada mais é que um caso de interrupção do contrato de trabalho. gratificações ajustadas. Gabarito letra “E”. titulares e suplentes. inciso XIX”. (D) as comissões. 2009. de cinco dias. isto é. 40. Comentário: Literalidade do art. (E) as comissões. Dessa forma. percentagens. 7º. c/c o art. até um ano após o final do mandato. licença remunerada concedida por lei ao empregado que. correta. gratificações ajustadas. Resta esclarecer. diárias para viagens que não excedam 50% do salário percebido pelo empregado e abonos pagos pelo empregador. os quais prevêem o prazo de cinco dias para a licença-paternidade. relacionada ou não com o trabalho. 123 .

desde a candidatura até 1 ano após o final do mandato. a afirmativa está Comentários: Conforme a súmula 339 do TST. II. 5 . que são prestações in natura que a empresa fornece habitualmente aos empregados por força do contrato de trabalho. constituem justa causa para rescisão do contrato de trabalho pelo empregador. zona ou subzona”. salvo em legítima defesa própria ou de outrem. “a”.Empregado eleito como suplente para cargo de direção da comissão interna de prevenção de acidentes (CIPA) goza da estabilidade provisória desde o registro de sua candidatura até um ano após o final de seu mandato.02. para que o empregador possa aplicar a justa causa.A ajuda de custo paga ao empregado para a cobertura de despesas na sua transferência para outra localidade integra o seu salário para todos os efeitos. em determinada empresa. 82 da CLT. Tal documento não é fundamental para a caracterização da justa causa. 7 . como por tetemunhas. 482. goza de estabilidade provisória. 4 . isso. Ainda que suplente. ofensas físicas praticadas contra qualquer pessoa. o empregado eleito para cargo de direção da comissão interna de prevenção de acidentes (CIPA). Pelo fato da ajuda de custo ter natureza indenizatória não integra o salário. no horário normal de expediente. “O salário mínimo pago em dinheiro não será inferior a 30% (trinta por cento) do salário mínimo fixado para a região. 6 . A decisão a seguir mostra bem o entendimento do TST a respeito da ocorrência policial: JUSTA CAUSA CONFIGURAÇÃO JUSTA CAUSA – Necessidade de boletim de ocorrência. Quanto à necessidade de providenciar a ocorrência policial do fato. Comentários: Segundo o art. Comentários: Conforme o parágrafo único do art. Juiz Sérgio Pinto Martins – DOESP 15. 457 da CLT. A afirmativa está correta. Boletim de ocorrência é elemento meramente informativo à autoridade policial para que tome as providências que entender cabíveis. não há tal exigência na lei. assim como as diárias para viagem que não excedam de 50% (cinqüenta por cento) do salário percebido pelo empregado" (grifei). o suplente da CIPA goza da garantia de emprego prevista no art. Dessa forma. 10.A totalidade do salário pode ser paga em utilidades.2002). por isso a afirmativa está errada. Por tudo errada. a afirmativa está errada.Os empregados de empresas distribuidoras e corretoras de títulos e valores mobiliários têm direito à 124 .Considere que. "não se incluem nos salários as ajudas de custo. deve providenciar a ocorrência policial do fato na delegacia de polícia competente. alínea “j”. do ADCT. – Rel. Dessa forma. Nessa situação. – RO 20010184818 – (20020067717) – 3ª T. Comentários: Conforme o §2º do art. um empregado tenha agredido fisicamente um colega de trabalho. que pode ser provada por outros meios de prova. (TRT 2ª R. o salário pago em utilidades não deve ser mais que 70% do salário contratual do empregado.3 .

O acordo individual pactuado entre um empregado e o empregador com o objetivo de compensação de horas não possui qualquer validade. não implica a repetição do pagamento das horas excedentes à jornada normal diária. II . 189 da CLT. sendo devido apenas o respectivo adicional. Comentários: Essa afirmativa poderia ser resolvida com o conhecimento da respeito da súmula 85 do TST: I . deverá ser pago a mais apenas o adicional por trabalho extraordinário. na forma da lei. Portanto. insalubres ou perigosas.O trabalho executado em condições insalubres. 7º. a afirmativa está errada. 8 .” Poderia surgir a seguinte dúvida: Se o empregado não trabalha continuamente em condições insalubres ainda assim tem direito a esse adicional? A súmula 47 do TST responde a esse questionamento: “O trabalho executado em condições insalubres. da CF/1988 estabelece que o empregado tem direito ao “adicional de remuneração para as atividades penosas. as horas que ultrapassarem a jornada semanal normal deverão ser pagas como horas extraordinárias e. Assim. o direito à percepção do respectivo adicional”. Comentários: trabalho especial dos Conforme a súmula 119 do TST: Os empregados de empresas distribuidoras e corretoras de títulos e valores mobiliários não têm direito à jornada especial dos bancários. quanto àquelas destinadas à compensação.jornada de bancários.A compensação de jornada de trabalho deve ser ajustada por acordo individual escrito. O art. Nesta hipótese. 125 . salvo se houver norma coletiva em sentido contrário. afasta o direito de recebimento do adicional de insalubridade. o empregado trabalha parte da sua jornada com ruídos considerados insalubres. Comentários: Conforme o art. Assim. “serão consideradas atividades ou operações insalubres aquelas que. só por essa circunstância. 9 . se por exemplo. condições ou métodos de trabalho. por sua natureza. XXIII. portanto. A alternativa. se realizado em caráter intermitente. acima dos limites de tolerância fixados em razão da natureza e da intensidade do agente e do tempo de exposição aos seus efeitos”. é perfeitamente possível que a compensação de horas possa ser ajustada por acordo individual de trabalho desde que seja feito por escrito e não haja acordo coletivo ou convenção coletiva em sentido contrário. acordo coletivo ou convenção coletiva. IV . está errada.A prestação de horas extras habituais descaracteriza o acordo de compensação de jornada.O acordo individual para compensação de horas é válido. em caráter intermitente. não afasta.O mero não-atendimento das exigências legais para a compensação de jornada. o adicional é devido. de forma proporcional ao tempo de exposição. inclusive quando encetada mediante acordo tácito. se não dilatada a jornada máxima semanal. exponham os empregados a agentes nocivos à saúde. III .

dentro dos prazos fixados. sem motivo justificado. em tantos dias quantos os do excesso". CLT). o Cespe considerou a afirmação errada. 712 da CLT do candidato: "Os serventuários que. 139. não realizarem os atos.Os serventuários que. CLT). Cespe. A segunda afirmação “A conversão de um terço do período de férias em dinheiro depende da concordância expressa do empregador” é um pouco polêmica. em tantos dias quantos os do excesso. 1 . 2) TRT/ES. mas o fracionamento não pode ser inferior a 15 dias corridos. mas o fracionamento não pode ser inferior a 15 dias corridos” está errada. Se as férias fossem coletivas. a afirmativa está correta. Comentários: A afirmativa “O período de gozo de férias pode ser fracionado. 2009. 2) TRT/ES. poderá haver fracionamento em dois períodos. 134. em casos excepcionais. Para que uma empresa possa conceder aos seus empregados férias coletivas. CLT). devendo ser concedidas em um só período (art. 1) TRT/ES. mas. serão descontados em seus vencimentos. deve solicitar a autorização prévia do sindicato dos TRT/ES. O período de gozo de férias pode ser fracionado. não realizarem os atos dentro dos prazos fixados serão descontados em seus vencimentos. a afirmativa do Cespe está errada 1) TRT/ES. 134. Todavia. 2009. Cespe. “caput”. A conversão de um terço do período de férias em dinheiro depende da concordância expressa do empregador. no gabarito provisório. Analista Judiciário – Área Judiciária. mas um deles não pode ser inferior a 10 dias corridos (§1º do art. pois há um entendimento recente que defende que o empregador compra se quiser. pois a regra é que as férias não podem ser fracionadas. 2009. sem motivo justificado. Técnico Judiciário – Área Administrativa. Se no gabarito definitivo essa resposta for mantida. Técnico Judiciário – Área Administrativa. Cespe. deve solicitar a autorização prévia do sindicato dos trabalhadores e da Superintendência Regional do Trabalho. CESPE. 134 da CLT é claro ao estabelecer que “aos menores de 18 (dezoito) anos e aos menores de 50 (cinquenta) anos de idade. uma vez que o §2º do art. Assim. A afirmativa “Para que uma empresa possa conceder aos seus empregados férias coletivas. Analista Judiciário – Área Judiciária. as férias serão sempre concedidas de uma só vez”. nenhum dos dois períodos poderá ser inferior a 10 dias corridos (§1º do art. TÉCNICO JUDICIÁRIO – ÁREA ADMINISTRATIVA. Comentários: A afirmativa cobra o conhecimento literal do parágrado único do art. Inadmite-se o fracionamento das férias aos menores de 18 anos e aos maiores de 50 anos de idade. 2009. Cespe.Dessa forma. 126 . devemos ter o seguinte raciocínio numa prova do Cespe: a venda de um terço das férias é faculdade do empregado e independe de concordância do empregador. 2009. A afirmação “Inadmite-se o fracionamento das férias aos menores de 18 anos e aos maiores de 50 anos de idade” está certa.

não é necessário solicitar autorização. (D) aos depósitos do FGTS na conta vinculada. sob pena de caracterizar enriquecimento sem causa do empregador.O trabalhador cujo contrato de trabalho tenha sido declarado nulo por ter sido admitido no serviço público sem concurso público (artigo 37. 1 . produz ainda alguns efeitos. 139 da CLT.036/90. (C) ao aviso prévio. conforme o art. no Direito do de TRT-PI/ FCC/ ANALISTA – ÁREA JUDICIÁRIA/ 2004. é correto afirmar: (A) Deve ser necessariamente cumprido entre 25 e 44 horas semanais. a nãoobservância do concurso público para investidura em cargo ou emprego público implica em nulidade do ato e na punição da autoridade da responsável. desde que pactuado individualmente com o empregador. portanto. 1 . Segundo o §2º do art. 37 da CR/88. Só a título de curiosidade. o empregador deverá simplesmente comunicar ao órgão local do Ministério do Trabalho. (D) Trabalho em regime de tempo parcial é aquele cuja duração não exceda a 25 horas semanais. § 2o da Constituição Federal). 19-A da Lei nº 8. (B) à gratificação de natal. como a lei que dispõe sobre o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS). Conforme o §2º do Art. (B) Os atuais empregados não podem optar pelo regime de trabalho em tempo parcial. o órgão local do Ministério do Trabalho (e Emprego) que era denominado Delegacia Regional do Trabalho. o ato. TRT/ 5ª REGIÃO/ FCC/ ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA ADMINISTRATIVA. 127 . faz jus. apesar de nulo. uma vez mantido o direito ao salário. A letra D é a correta. (E) à estabilidade decorrente acidente de trabalho. Todavia.trabalhadores e da Superintendência Regional do Trabalho” está errada. não há como o empregador devolver a mão-de-obra do empregado. já que não há como voltar à situação anterior. (E) Os empregados atuais poderão optar pelo regime em tempo parcial. Comentários: O art. se a prestação de serviços foi realizada. Assim. 2003.341/2008 Trabalho. Comentários: Como já disse anteriormente. agora passou a ser Superintendência Regional do Trabalho (e Emprego) pelo Decreto autônomo nº 6.036/90. A alternativa correta. também (A) ao seguro desemprego.No trabalho em regime de tempo parcial. é importante lermos leis esparsas. é devido o salário e o depósito do FGTS na conta vinculada do empregado. é a D. (C) Os empregados admitidos sob o regime de tempo parcial receberão o mesmo salário nominal que aqueles que cumprem as mesmas funções em tempo integral.58-A da CLT determina que “considera-se trabalho em tempo parcial aquele cuja duração não exceda a 25 (vinte e cinco) horas semanais”. Lei nº 8.

exclusivamente. (E) dois anos. exclusivamente. 769 da CLT estabelece que “nos casos omissos. (A) sempre no mês de dezembro. Assim. 2º da Lei 4. a critério do empregador. preferencialmente. (D) entre os meses de fevereiro a novembro a antecipação da metade do valor devido a todos os empregados. no período máximo de 1 (um) ano. de maneira que não exceda.O pagamento do décimo terceiro salário (gratificação de natal). deverá ser efetivado: (B) a analogia e os usos e costumes. ser parcelado em até duas vezes. a todos os empregados. nem seja ultrapassado o limite máximo de 10 (dez) horas diárias.2 . a todos os empregados. podendo. de uma só vez. o direito processual comum será fonte subsidiária do direito processual do trabalho. (D)) um ano. o adiantamento da gratificação natalina (ou décimo terceiro) deverá acontecer entre os meses de fevereiro a novembro de 128 . (C) a jurisprudência exclusivamente. Comentários: O art. 59.749/65.Na hipótese de excesso de horas de trabalho em um dia. salvo se preceitos Comentários: Conforme o art. obrigatoriamente. 3 . 4 . Dessa forma. Comentários: De acordo com o “caput” do art. Cabe ressaltar ainda que o título em que esse artigo está inserido é “Do processo judiciário do trabalho”. (C) entre os meses de fevereiro a novembro. de uma só vez. a alternativa correta é a D. exceto naquilo em que for incompatível com as normas deste título”. à soma das jornadas. (B) entre os meses de fevereiro a novembro a antecipação da metade do valor devido a todos os empregados. (B) trinta dias.Não existindo disposição legal trabalhista. ou analogia. poderá ser dispensado o acréscimo de salário ao empregado desde que ajustada compensação pela correspondente diminuição em outro dia. pelo empregador aos empregados. de uma só vez. poderá ser dispensado o acréscimo de salário se. a todos os empregados. e até o final do mês de dezembro a metade restante. (C) cento e vinte dias. por força do acordo ou convenção coletiva de trabalho. (E) no mês de dezembro. §2º da CLT. e até o dia vinte de dezembro a metade restante. (E) o direito comum como fonte subsidiária obrigatória em todos os casos. prevendo a compensação no período máximo de (A) sete dias. as decisões da Justiça do Trabalho e das autoridades administrativas deverão considerar (A) o direito comum. a alternativa correta é a A. (D) os princípios gerais de direito. o excesso de horas em um dia for compensado pela correspondente diminuição em outro dia. O ajuste deverá ser feito por acordo ou convenção coletiva. incompatível com os trabalhistas.

443 da CLT estabelece que: “O contrato individual de trabalho poderá ser acordado tácita ou expressamente. o trabalho noturno terá remuneração superior à do diurno e. c) a contagem do tempo de serviço. Comentários: A CLT. 73 da CLT. diferente da hora noturna rural que é 60 minutos. Dessa forma. pelo menos. tanto para a pecuária quanto para a agricultura. Comentários: Como já tivemos a oportunidade de ver. 2º da Lei 4. O §1º do art. TRT-ES/ 17ª REGIÃO/ÁREA ADMINISTRATIVA/JUDICIÁRIA/2004 . (D) jornada limitada a 6 (seis) horas diárias. (C) proibição do trabalho extraordinário e remuneração acrescida de 50% sobre a hora diurna. ESPECIALIDADE EXECUÇÃO DE MANDADOS/ 2006. no art. Só devemos aplicar os horários do trabalho rural se a questão expressamente se referir a esse tipo de trabalho. conforme o §1º do art. não estará obrigado a pagar esse adiantamento a todos os seus empregados de uma só vez. sobre a hora diurna”. Se a questão se referir a trabalho urbano ou for omissa. Há incompatibilidade entre o contrato de trabalho por prazo determinado e a) a prestação de serviços de caráter transitório. TRT 6ª REGIÃO/ FCC/ ANALISTA JUDICIÁRIO . b) o contrato de experiência.ÁREA JUDICIÁRIA.749/65. sua remuneração terá um acréscimo de 20% (vinte por cento). a alternativa correta é a letra B. verbalmente ou por 129 . como a questão acima apresentada. aquele executado entre as 22 horas de um dia e as 5 horas do dia seguinte. trabalho urbano. 73 da CLT estabelece que a hora noturna deverá ser computada como de 52 minutos e 30 segundos.Sendo o trabalho noturno mais penoso ao trabalhador. já que o trabalho rural possui dois horários: uma para a pecuária (ente as 20 e as 4 horas) e uma para a agricultura (entre as 21 as 5 horas). Essa é a hora noturna do trabalho urbano. 1 . Até o dia 20 de dezembro de cada ano deverá ser pago o restante da gratificação. e) a garantia de emprego. (E) período mínimo de 15 (quinze) horas de descanso entre uma jornada e outra.cada ano. determina que “salvo em casos de revezamento semanal ou quinzenal. d) a forma não escrita. a alternativa correta é a letra A “Sendo o trabalho noturno mais penoso ao trabalhador. segundo o §2º do art. devemos usar a regra geral. merece proteção especial consistente em cômputo da hora noturna reduzida (52 minutos e 30 segundos) e remuneração acrescida de 20% sobre a hora diurna”. É considerado trabalho noturno. (B) repouso obrigatório de 10 (dez) minutos a cada 90 (noventa) minutos trabalhados. O empregador. Assim. o art. merece proteção especial consistente em (A) cômputo da hora noturna reduzida (52 minutos e 30 segundos) e remuneração acrescida de 20% sobre a hora diurna. 73. “caput”. para esse efeito.

. a) incontinência indisciplina. se não terá de observar a garantia de emprego. O contrato por prazo determinado só necessariamente deverá ser escrito nos contratos de experiência. a retenção de valores que pertencem à empresa. respectivamente.escrito e por prazo determinado ou indeterminado” (grifamos).Para efeito de justa causa de rescisão do contrato de trabalho pelo empregador. de conduta e habitual e mau c) improbidade e desídia. “b” da CLT. Nos por motivo de transitoriedade da atividade ou do serviço. mesmo se a empregada ficar grávida. caráter TRT-SP/ 2ª REGIÃO/ÁREA ADMINISTRATIVA/2004. o empregador não está impedindo o empregado de trabalhar. o termo pode ser certo ou incerto. pouco importando se a pessoa tem ou não garantia de emprego.. já que há termo certo para o contrato ser extinto. Se houver mais de uma prorrogação o contrato transforma-se em indeterminado desde o início. o contrato será considerado indeterminado desde o início. conforme a alínea “a”. d) improbidade e indisciplina. bem como o descumprimento de ordens gerais configuram. pelo empregado. Segundo a lição de Sérgio Pinto Martins. Alcançado o termo certo. exceto o que diz respeito à extinção. A prestação de serviços de caráter transitório é plenamente compatível com o contrato de trabalho por prazo determinado. fica claro que há incompatibilidade entre o contrato de trabalho por prazo determinado e a garantia de emprego. Assim. Isto é. mas se extrapolado o prazo máximo de 2 anos. o contrato a prazo determinado tem um termo. Atividade empresarial transitório. Por tudo isso. Assim. uma data certa para a expirar. Assim. e) mau insubordinação. § 2º do art. b) negociação procedimento. Somente é aceita uma única prorrogação durante o prazo máximo de vigência. a letra correta é a E. procedimento e 130 . Tanto o empregador como o empregado sabiam desde o primeiro dia do pacto quando este terminaria. suspensão ou interrupção do contrato de trabalho.) as partes já sabiam desde o início quando terminaria o pacto laboral. o contrato termina de forma natural. 443. nem violando a lei. apenas há a cessação do contrato de trabalho no último dia acordado”. de ou a Dessa forma. não há prorrogação. O contrato de experiência também é uma das causas que autorizam a contratação por prazo determinado de acordo com o art. CLT. 1 . 443. os motivos para a contratação por prazo determinado são os seguintes: Serviço cuja natureza transitoriedade justifique predeterminação de prazo. mas no último dia termina o pacto laboral. pois as partes sabiam que o contrato de trabalho terminaria no último dia acordado. Segundo o § 2º do art. “(. §2º. já que é uma das causas que permitem a contratação por prazo determinado. Contrato de experiência. Cabe ressaltar que o contrato por prazo determinado possui todas as garantias do contrato por prazo indeterminado. 443. CLT.

das Para esse autor. Mas afirma que “o mau procedimento vem a ser um ato faltoso que não pode ser enquadrado nas demais alíneas do art. A improbidade revela mau caráter. o empregado justificar suas faltas com atestados médicos falsos etc. própria ou de outrem. h) ato de indisciplina insubordinação. d) condenação criminal do empregado. São obscenidades praticadas a libertinagem. dispensa-se comentários. passada em julgado. caso não tenha havido suspensão da execução da pena.Comentários: O art. 482 da CLT. e) desídia no desempenho respectivas funções. nas mesmas condições. inclusive. a pornografia. i) abandono de emprego. Não há necessidade de ser feito boletim de ocorrência para a caracterização da falta. que. a apropriação indébita de importância da empresa. O autor já referido afirma que a negociação habitual diz respeito à negociação praticada pelo empregado sem permissão do empregador e com habitualidade. a justa causa não será caracterizada. b) incontinência de conduta ou mau procedimento. ato de improbidade “significa má qualidade. Quanto à condenação criminal. Já que caso houver permissão do empregador. Para Pinto Martins “o empregado labora com desídia no desempenho de suas f) embriaguez habitual ou em serviço. que configuram a incontinência de conduta”. perversidade. O ato ensejador da falta grave pode ocorrer com furto ou roubo de materiais da empresa. pois a lei é bem clara. malícia. as 131 . desonestidade. g) violação de segredo da empresa. Como exemplo o assédio sexual. Conceitua também incontinência de conduta ligando-a “ao desregramento do empregado no tocante à vida sexual. própria ou de outrem. Mas devemos nos ater ao fato de haver necessidade de sentença transitada em julgado. O mesmo ocorre se não houver habitualidade. 482 da CLT dispõe o seguinte: “Constituem justa causa para rescisão de contrato de trabalho pelo empregador: a) ato de improbidade. a falsificação de documentos para obtenção de horas extras não prestadas. imoralidade. ou de Sérgio Pinto Martins conceitua justas causas já referidas. salvo em caso de legítima defesa. ou ofensas físicas. Tudo o que não possa ser encaixado em outras faltas será classificado no mau procedimento”. maldade. k) ato lesivo da honra ou da boa fama ou ofensas físicas praticadas contra o empregador e superiores hierárquicos. Como exemplo o empregado surpreendido nas proximidades do local de trabalho sem permissão para sua retirada. e quando constituir ato de concorrência à empresa para a qual trabalha o empregado. l) prática constante de jogos de azar”. j) ato lesivo da honra dou da boa fama praticado no serviço contra qualquer pessoa. salvo em caso de legítima defesa. ímproba é uma pessoa que não é honrada. ou for prejudicial ao serviço. independe do valor da coisa subtraída”. c) negociação habitual por conta própria ou alheia sem permissão do empregador.

como o fato de um empregado esmurrar outro”. A jurisprudência. Para a caracterização da embriaguez habitual há necessidade de sua repetição. desleixo. o empregado trabalhar externamente. descumpre as ordens gerais dadas pelo empregador. uma única vez. displicência. Pinto Martins defende que “comete falta grave de violação de segredo da empresa o empregado que divulga marcas e patentes. mas poderá (correr fora do local de trabalho se. ligadas ao serviço. bastando apenas a ofensa física. a embriaguez no serviço pode ser caracterizada apenas por uma falta”. bacará. bingo. rifas não autorizadas 132 . roleta. por conseguinte. É importante destacar que a indisciplina diferencia da insubordinação pelo fato de a insubordinação estar “ligada ao descumprimento de ordens pessoais de serviço. Quanto à indisciplina assegura que essa “diz respeito ao descumprimento de ordens gerais de serviço. Pinto Martins assevera que para que o abandono de emprego seja caracterizado é preciso que tenha havido faltas durante certo período no serviço e esteja clara a intenção do empregado de não retornar ao emprego. salvo em caso de legítima defesa. o empregador e superiores hierárquicos. própria ou de outrem. g. A falta grave independerá da existência de lesão corporal ou ferimento. Pinto Martins assegura que ocorre “a ofensa física com a agressão do empregado contra qualquer pessoa. Se a ordem do superior é imoral ou ilegal não se configura a insubordinação” (Sérgio Pinto Martins). como as contidas no regulamento da empresa. indolência. dominó. desinteresse. fixa o período de 30 dias para caracterizar esse abandono. se o jogo é ou não a dinheiro. porém. como o fato de o empregado não fazer serviço que lhe foi determinado no dia. no serviço. Ele afirma ainda que “a lei trabalhista tipifica como justa causa embriaguez e não o ato de beber. do encarregado. A ofensa física ocorre no local de trabalho. loterias. sem seu consentimento. ou poucas vezes. em alguns casos. O empregado. desde que agindo o empregador moderadamente”. Como calúnia.. Os jogos de azar podem ser: jogo do bicho. v. de cartas. fórmulas do empregador. o que não deveria ser tornado público. Não são ordens gerais do próprio empregador. indiferença. não há a justa causa. configurando prejuízo àquele”. circulares. Afirma que a embriaguez ”é proveniente de álcool ou de drogas. má vontade. em ordens de serviço. Se o empregado ferir a honra ou boa fama do empregador ou superiores hierárquicos. por exemplo. Há. No entanto. Configura-se indisciplina se o empregado se recusa a ser revistado na saída do serviço.funções quando o faz com negligência. somente o empregado embriagado será demitido e não aquele que vez ou outra toma um aperitivo e não fica embriagado. portarias. preguiça. Configura-se de duas maneiras a embriaguez: habitual ou em serviço”. Se a prática é isolada. injúria e difamação. mas ordens do chefe. relaxamento”. a necessidade da habitualidade para a confirmação da falta grave em comentário. desatenção. A embriaguez em serviço não precisa ser habitual. Mas aceita também prazos menores se puder comprovar que o empregado não mais quis retornar ao trabalho. Para esse mesmo autor “a falta grave ocorre quando o empregado continuamente pratica jogos de azar. estará caracterizada a justa causa por motivo de ato lesivo à honra e à boa fama. Pouco importa. omissão.

habitualmente pratica jogos de azar. Abandono de emprego . Podemos afirmar que a retenção de valores pertencentes à empresa caracteriza improbidade e que descumprimento de ordens gerais caracteriza indisciplina. Desídia à negligência.etc”. relaxamento etc. Prática de jogos de azar . fizemos o seguinte esquema: Ato de improbidade .proveniente de álcool ou de drogas e configura-se de duas maneiras a embriaguez: habitual ou em serviço. maldade. Na questão da FCC. portanto.ÁREA JUDICIÁRIA) Considere as seguintes assertivas a respeito do repouso semanal remunerado: I – De acordo com a jurisprudência sumulada do TST.com sentença transitada em julgado. indolência. má vontade. IV – O adicional de periculosidade não incide no cálculo do repouso semanal remunerado. II – Computam-se no cálculo do repouso semanal remunerado as horas extras habitualmente prestadas. desonestidade etc. salvo em caso de legítima defesa. o empregador e superiores hierárquicos. mau caráter. configurando prejuízo àquele.FCC/2009 ANALISTA JUDICIÁRIO . desinteresse. Ofensa física agressão do empregado contra qualquer pessoa.ocorre quando o empregado continuamente. exceto se pracista. omissão. 133 . pediu para marcar que tipos de faltas seriam retenção por parte do empregado de valores que pertencem à empresa e também do descumprimento de ordens gerais por parte do empregado. (TRT-16ª REGIÃO .faltas durante certo período no serviço e esteja clara a intenção do empregado de não retornar ao emprego. é devida a remuneração do repouso semanal dos dias feriados ao empregado comissionista. fórmulas do empregador. Violação de segredo da empresa divulgação por parte do empregado de marcas e patentes. É correto o que se afirma APENAS em: a) III e IV Ato lesivo à honra ou à boa fama do empregador ou superiores hierárquicos .má qualidade. sem seu consentimento. Embriaguez . indiferença. 482 da CLT. injúria e difamação. displicência. o que não deveria ser tornado público. desatenção. própria ou de outrem.como calúnia. Condenação criminal .descumprimento de ordens pessoais de serviço. desleixo. Para memorização. Letra “d”. Incontinência de conduta desregramento do empregado no tocante à vida sexual. Mau procedimento à ato faltoso que não pode ser enquadrado nas demais alíneas do art. III – Os empregados que recebem um salário fixo mensal já têm incluído nesse valor a remuneração do repouso semanal. preguiça. imoralidade. Insubordinação . Negociação habitual à negociação praticada pelo empregado sem permissão do empregador e com habitualidade. Indisciplina à descumprimento de ordens gerais de serviço. malícia. perversidade.

entretanto. III e IV c) I. tendo em vista que. b) Para a celebração de Convenção Coletiva de Trabalho é necessário o comparecimento e votação.2002). o empregado não está submetido a situação que enseje perigo.Res. nos dias feriados civis e religiosos. de 05 de Janeiro de 1949. DJ 19. de 2/3 dos associados da entidade em Assembléia especialmente convocada para esse fim. INTEGRAÇÃO (incorporadas as Orientações Jurisprudenciaisnºs 174 e 267 da SBDI-1) . 20 e 21. DJ 19. determina que se consideram já remunerados os dias de repouso semanal do empregado mensalista ou quinzenalista. 121/2003. CÁLCULO (mantida) .b) II.11.10. em primeira convocação. porém a Lei 605. 134 .e ex-OJ nº 267 da SBDI-1 .10. GABARITO: B Fundamentos: Súmula Nº 27 do TST: COMISSIONISTA (mantida) . 121/2003. razão pela qual é incabível a integração do adicional de periculosidade sobre as mencionadas horas. ainda que pracista.2000). que dispõe sobre o repouso semanal remunerado e o pagamento de salário. Súmula Nº 172 do TST: REPOUSO REMUNERADO. 7º. integra o cálculo de indenização e de horas extras (ex-Prejulgado nº 3).04. c) As partes convenentes poderão revogar parcialmente a convenção antes do termo final estipulado. pago em caráter permanente.09.Durante as horas de sobreaviso. 20 e 21.inserida em 27. 22 e 25. III e IV adicional de periculosidade no cálculo do repouso semanal.FCC/2009 . II e III d) II e IV e) I.O adicional de periculosidade. tomei por base o texto da súmula abaixo colacionada: Súmula Nº 132 do TST: ADICIONAL DE PERICULOSIDADE. (alguém pode ajudar?). II . HORAS EXTRAS.(exPrejulgado nº 52). A assertiva IV está correta. DJ 20. no gozo do repouso semanal remunerado.Área Judiciária) – Em relação às Convenções Coletivas de Trabalho.11.2003: Computam-se no cálculo do repouso remunerado as horas extras habitualmente prestadas. é certo que a) O prazo máximo de vigência da norma coletiva é de três anos. 129/2005. Também não encontrei a súmula ou orientação jurisprudencial que trate especificamente sobre a incidência do (TRT-16ª Região . (exSúmula nº 132 . havendo expressa determinação legal neste sentido.Res.1982 .2003: É devida a remuneração do repouso semanal e dos dias feriados ao empregado comissionista.RA 102/1982. o empregado não se encontra em condições de risco. DJ 11. em seu art.11.1982/ DJ 15. (ex-OJ nº 174 da SBDI-1 inserida em 08.Res. não encontrei súmula ou orientação jurisprudencial a respeito.2005: I .Analista Judiciário . Quanto à assertiva III. § 2º.

III – É obrigatório empregar e matricular nos cursos dos Serviços Nacionais de Aprendizagem número de aprendizes equivalentes a no mínimo dez por cento dos trabalhadores existentes em cada estabelecimento.FCC/2009 . de 1/3 (um terço) dos membros". que tratam do contrato de aprendizagem. b) I e III c) I. consoante o disposto nos respectivos Estatutos. por motivo de acidente do trabalho. e) Segundo a CLT é facultado as Convenções Coletivas de Trabalho conter penalidades para os sindicatos convenentes em caso de violação de seus dispositivos.Analista Judiciário . III – Mário faltou ao serviço para realizar prova de exame de vestibular para ingresso em estabelecimento de ensino superior. IV – Núbia está afastada de seu emprego uma vez que é membro do órgão paritário da Previdência Social. formação técnicoprofissional metódica.Área Judiciária) – Considere as seguintes hipóteses: I – Os 15 primeiros dias de afastamento.Analista Judiciário . por deliberação de Assembléia Geral especialmente convocada para esse fim.independentemente por Assembléia. IV – A duração do trabalho do aprendiz não excederá de seis horas diárias. Conforme arts. da CLT. exceto quando se tratar de aprendiz portador de deficiência. II e III d) II e IV e) II. 135 . II – Marta encontra-se sem laborar porque não há serviço na empresa empregadora em razão da modificação do maquinário de seu setor. sendo vedadas a prorrogação e a compensação de jornada. 428 a 433 da CLT. de autorizadas d) As Convenções Coletivas de Trabalho não poderão ser revistas antes do prazo pré-estipulado. (TRT-16ª Região . em primeira convocação.FCC/2009 . que assim dispõe: “Os Sindicatos só poderão celebrar Convenções ou Acordos Coletivos de Trabalho. III e IV . se se tratar de Convenção. (TRT-16ª Região . inclusive o décimo quinto dia. caput. É correto o que se afirma APENAS em: a) I e IV GABARITO: B Conforme art. GABARITO: A. 612. de 2/3 (dois terços) dos associados da entidade. em segunda. podendo apenas ocorrer revogação parcial. e dos interessados. no caso de Acordo e.Área Judiciária) – Considere as seguintes assertivas a respeito do contrato de aprendizagem: I – No contrato de aprendizagem o empregador se compromete a assegurar ao maior de 14 e menor de 24 anos inscrito em programa de aprendizagem. dependendo a validade da mesma do comparecimento e votação. II – O contrato de aprendizagem não poderá ser estipulado por mais de três anos.

São eles: Resolução CC/FGTS nº 28. além de outros que visem à melhoria de sua condição social: I .” Já no Art. assim dispõe: “Art. para quatro vezes. III e IV c) I e II d) I. 473. 7. contando-se também seu tempo de serviço. 6º. 10 do ADCT. dispõe: “Art. A CF assegura garantia contra a despedida sem justa causa do empregado. na conta vinculada do trabalhador no FGTS importância igual a 40% do montante dos depósitos realizados na conta vinculada durante a vigência do contrato de trabalho. a título de multa rescisória. muitos direitos trabalhistas foram elevados ao plano constitucional ou tiveram sua disciplina alterada.relação de emprego protegida contra despedida arbitrária ou sem justa causa. 136 . a título de esclarecimento. 10. 18.São hipóteses de interrupção do contrato de trabalho as indicadas APENAS em: a) I e III e IV b) II. 06/02/91 DOU de 13/02/91: (TRT DA 9ª REGIÃO/CESPE/2007 – ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA) – A partir da Constituição Federal de 1988 (CF). Assertiva III – CLT. “haverá interrupção quando o empregado for remunerado normalmente. julgue os próximos itens.” Importa destacar que a Lei acima mencionada foi revogada pela de Nº." Além desses fundamentos. atualizados monetariamente e acrescidos dos respectivos juros. de 13 de setembro de 1966. Até que seja promulgada a lei complementar a que se refere o art.fica limitada a proteção nele referida ao aumento. estando provisoriamente prevista indenização compensatória de 40% do valor do saldo fundiário. trechos de outros diplomas legais que ratificam o gabarito.107. que dispõe sobre o FGTS. em seu Art. da Lei nº 5. dentre outros direitos. 7º. depositará este. I. 7º. VII.213/91.839/89. A Constituição Federal. Fundamento para a assertiva I – Acidente de trabalho ou doença (primeiros 15 dias): Lei 8. GABARITO: D Nas palavras do mestre Sérgio Pinto Martins. art. enquanto outra base indenizatória não for fixada por lei complementar própria. que preverá indenização compensatória. § 1° dispõe que “na hipótese de despedida pelo empregador sem justa causa.036/90. 7º São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais. II e III e) II e III . da Constituição:I . embora não preste serviços. Acerca desse tema. Esta. por sua vez revogada pela Lei 8. nos termos de lei complementar. ITEM CORRETO. inciso I. da porcentagem prevista no art. mostrando a existência de uma cessação provisória e parcial dos efeitos do contrato de trabalho”. "caput" e § 1º. . colacionamos. em seu Art.

1. o domingo. importância igual a 40% sobre o (TRT da 9ª Região/CESPE/2007 Analista Judiciário .3. “ Circular nº 31/12/97): 116. em caso de despedida sem justa causa. Acerca desse tema. ainda que indireta. ocorrendo a dispensa sem justa causa.BACEN.da CEF (DOU de montante de todos os depósitos devidos na conta vinculada do FGTS. muitos direitos trabalhistas foram elevados ao plano constitucional ou tiveram sua disciplina alterada. 1.“(. Os recolhimentos. 1.Área Judiciária ) A partir da Constituição Federal de 1988 (CF). o empregador deve pagar diretamente ao trabalhador importância igual a 40% do montante de todos os depósitos realizados na conta vinculada durante a vigência do contrato de trabalho.Reiterar que. o empregador fica obrigado a efetuar no 1º dia útil subsequente à data do efetivo desligamento do trabalhador. e. Nos termos da nova redação dada ao art.. são devidos aos trabalhadores cuja data do efetivo desligamento tenha ocorrido a partir de 16/02/98. por culpa recíproca.. pelo Decreto nº 2. que passam a incidir sobre esses depósitos e a multa rescisória. de que trata esta Circular.684. não sendo permitida a dedução dos saques ocorridos. obrigatoriamente nas agências da CAIXA. os seguintes depósitos rescisórios: a) Valores relativos aos depósitos referentes ao mês da rescisão e ao mês imediatamente anterior. e no art. 30 do Regulamento Consolidado do FGTS. O descumprimento do prazo de recolhimento sujeita o empregador às cominações previstas no art. 9º do Decreto nº 99. reconhecida por sentença transitada em julgado. multiplicado pelo número de meses em que perdurou o contrato de trabalho. a base de cálculo para efeito de aplicação dos percentuais de 40 e 20% devidos. II . e despedida por culpa recíproca ou força maior será o equivalente a 8% da última remuneração. quando poderá ser recolhido em banco conveniado 1.1. quando não for possível atualizar os valores de todos os depósitos efetuados. c) Nos casos de rescisão de contrato de trabalho decorrente de culpa recíproca ou de força maior. segundo o disposto no art.036.)I . no caso de despedida sem justa causa. por força maior ou extinção normal do contrato a termo. divulgado pelo Banco Central do Brasil . de 11/05/90.2. inclusive a indireta. 18 da Lei nº 8. de 08/11/90. inclusive a indireta. julgue os próximos itens. Para efeito de vencimento. que ainda não houver sido recolhido. Para os recolhimentos em atraso.430/97. inclusive a do trabalhador temporário. exceto nas localidade onde esta não possuir agência. 137 . durante a vigência do contrato de trabalho atualizados monetariamente e acrescidos dos respectivos juros. e todo aquele constante do calendário nacional de feriados bancários. em Edital publicado mensalmente no DOU. respectivamente. devem ser observados os procedimentos divulgados pela CAIXA. inclusive. considera-se como dia não útil o sábado.Esclarecer que. ainda que indireta. 9º do Regulamento Consolidado do FGTS. b) Nos casos de dispensa sem justa causa. inclusive. atualizados monetariamente e acrescidos dos respectivos juros. 2. importância igual a 20% sobe o mesmo montante.

lazer. nacionalmente unificado. ITEM CORRETO Conforme art. sendo vedada sua vinculação para qualquer fim. o contrato de trabalho de Maria (A) e de João não poderão estipulados por mais de 90 dias. segundo o qual “o contrato de experiência não poderá exceder de 90 (noventa) dias”. fixado em lei. observada a regra do art. será regido pelo parágrafo único do mesmo artigo. (C) não poderá ser estipulado por mais de 2 anos e o de João por mais de 60 dias. do prazo e João celebrou contrato de experiência com a empresa Y. logo. Neste caso. de forma que não se pode falar em salário mínimo estadual. um “piso salarial proporcional à extensão e à complexidade do trabalho”. dispõe que a referida lei terá caráter nacional e unificado. que assim dispõe: Art.salário mínimo . . das alternativas apresentadas." Embora a Constituição não mencione o termo "federal" ao determinar que o salário mínimo será fixado por lei. 7º. ALTERNATIVA CORRETA: D Maria foi contratada por tempo determinado. Ressaltamos que esta questão foi retirada do livro Direito do Trabalho e Processo do Trabalho – Questões comentadas e organizadas por ser (TRT DA 23ª REGIÃO/FCC/2007 TÉCNICO JUDICIÁRIO ÁREA ADMINISTRATIVA) Maria celebrou contrato de trabalho por prazo determinado com a empresa X uma vez que a natureza do serviço justificava a predeterminação 138 . 451*. saúde. (D) não poderá ser estipulado por mais de 2 anos e o de João por mais de 90 dias.. em cada estado e no Distrito Federal.O salário mínimo é fixado por lei federal. caput.Art. que assim dispõe: "CF/88 . ser instituído por cada um dos Estados. uma vez que os prazos máximos para estipulação dos contratos serão de 2 (dois) anos para Maria e de 90 (noventa) dias para João. por ser de experiência. da CLT. a que responde corretamente à questão é a D. (E) e de João não poderão estipulados por mais de 1 ano. vestuário. o pacto laboral observará o disposto no Art. higiene. com reajustes periódicos que lhe preservem o poder aquisitivo. podendo haver. Por outro lado é bom não esquecer que a Constituição assegura aos trabalhadores. respeitando-se o valor do salário mínimo. também. 7º: IV . ser (B) não poderá ser estipulado por mais de 1 ano e o de João por mais de 90 dias. educação. Assim sendo. . 445 – O contrato de trabalho por prazo determinado não poderá ser estipulado por mais de 2(dois) anos. alimentação. pisos salariais próprios. transporte e previdência social. capaz de atender a suas necessidades vitais básicas e às de sua família com moradia. em caráter nacional e unificado. o qual pode sim. 445. inc IV da Constituição Federal. desde que observada a fixação federal como parâmetro mínimo para a remuneração dos trabalhadores. Já o contrato de João.

pág. de autoria de Maria da Graça Manhães Barreto. Editora Ferreira – Série Concursos. 451 – O contrato de trabalho por prazo determinado que. * CLT. for prorrogado mais de uma vez. passará a vigorar sem determinação de prazo. 22.assunto. Art. tácita ou expressamente. 139 .

Sign up to vote on this title
UsefulNot useful