DIREITO DO TRABALHO EXERCICIOS COMENTADOS PRINCÍPIOS TRABALHO DO DIREITO

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01- (MPT XIII CONCURSO – 2007) Em relação aos princípios do Direito do Trabalho, é INCORRETO afirmar que: a) o princípio da irrenunciabilidade vem sendo afetado pela tese da flexibilização; b) o princípio da norma mais favorável significa aplicar, em cada caso, a norma jurídica mais favorável ao trabalhador, independentemente de sua colocação na escala hierárquica das fontes do direito; c) o princípio da continuidade da relação de emprego confere suporte teórico ao instituto da sucessão de empregadores; d) a adoção de medidas tendentes a facilitar o acesso ao mercado de trabalho dos negros constitui violação ao princípio da não discriminação, que proíbe diferença de critério de admissão por motivo de raça; 02- (MPT XI CONCURSO – 2004) Sob o prisma da Teoria Geral do Direito do Trabalho é CORRETO afirmar: a) em função do princípio da norma mais favorável, a lei ordinária trabalhista, mesmo em questões de ordem pública, não está hierarquicamente submetida à Constituição; b) na interpretação e aplicação das regras da CLT, apenas excepcionalmente algum interesse de classe ou particular poderá prevalecer sobre o interesse público;

c) no conflito entre normas de convenção coletiva e normas de acordo coletivo, segundo estabelece, expressamente, a CLT, prevalecem as normas do acordo coletivo em detrimento das normas da convenção coletiva, eis que o acordo coletivo traz normas específicas enquanto as da convenção são gerais; d) do princípio protetor, que é fundamento da autonomia científica do Direito do Trabalho, extrai-se, dentre outras proposições, a de que às normas jurídicas, quando dúbias, deve-se atribuir o sentido que for mais benéfico ao trabalhador; 03- (ANALISTA – TRT DA 9ª REGIÃO – 2007 – CESPE) O Direito do Trabalho tem princípios próprios, resultantes da especificidade do trabalho humano e da evolução socioeconômica, na busca de maior dignidade para o trabalhador e para o resultado da mão-de-obra empregada. Com relação a esse assunto, julgue os itens seguintes. 51 O princípio do protecionismo e o princípio da primazia da realidade são inerentes ao Direito do Trabalho. 52 Vigora, no Direito do Trabalho, o princípio do ato jurídico perfeito para preservar o contrato firmado entre o trabalhador e o empregador, não resultando força normativa de alteração posterior do contrato, que é, assim, mantido incólume. 04) (JUIZ DO TRABALHO – TRT DA 1ª REGIÃO – 2006) O caput do art. 7º da Lei Maior estatui: “”São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros que visem à melhoria de sua condição social...” Este dispositivo consagra um princípio cardeal no Direito do Trabalho, assegurando um mínimo de garantias sociais para o empregado, passível de tratamento

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mais benéfico pela vontade das partes ou outra fonte do Direito. Trata-se de qual princípio? a) Princípio da indisponibilidade dos direitos trabalhistas; b) Princípio da proteção; c) Princípio da irredutibilidade salarial; d) Princípio do in dubio pro operario; e) Princípio da isonomia. 05) (JUIZ DO TRABALHO – TRT DA 1ª REGIÃO – 2006) Determinado princípio geral do direito do trabalho prioriza a verdade real diante da verdade formal. Assim, entre os documentos que disponham sobre a relação de emprego e o modo efetivo como, concretamente, os fatos ocorreram, deve-se reconhecer estes em detrimento daqueles. Trata-se do princípio: a) da razoabilidade; b) da irrenunciabilidade dos direitos trabalhistas; c) da primazia da realidade; d) da prevalência do legislado sobre o negociado; e) da condição mais benéfica.

ERRADO. Fontes materiais, no âmbito do Direito do Trabalho, representam o momento pré-jurídico, razão pela qual é incorreto classificar a lei como fonte material. Ao contrário, a lei é a fonte formal por excelência no direito laboral. Item 2 – Desde que resultante de amplo processo de negociação entre os vários atores sociais interessados, como no caso da recente lei que definiu o pagamento das perdas do FGTS, a norma jurídica correspondente pode ser qualificada, em relação à sua origem, como autônoma. ERRADO. Fontes formais autônomas são aquelas que emanam da participação direta dos atores sociais interessados, como p. ex. a convenção coletiva de trabalho e o acordo coletivo de trabalho. A lei é fonte heterônoma, posto que emana de ente externo, no caso o Estado. Neste sentido, a simples participação dos atores sociais nas discussões que deram origem a determinada lei não tem o condão de qualificar esta mesma lei como fonte formal autônoma. Item 3 – O regulamento da empresa constitui fonte formal do direito do trabalho. CERTO. Em primeiro lugar, cumpre observar que esta questão não deveria ser objeto de prova objetiva, muito menos de questão para julgar “certo” ou “errado”. Isto porque há grande controvérsia, tanto na doutrina quanto na jurisprudência, no sentido de se considerar ou não o regulamento de empresa como fonte do Direito do Trabalho. A jurisprudência, inclusive, se inclina majoritariamente no sentido de negar ao regulamento de empresa a natureza de fonte, atribuindo-lhe

QUESTOES CESPE TRT 01 – (CONSULTOR LEGISLATIVO – ÁREA 7 – SENADO FEDERAL – 2002 – CESPE) Acerca das fontes do direito do trabalho, julgue os itens seguintes. Item 1 – A fonte material por excelência do direito do trabalho é a lei, expressão da soberania do Estado e que é editada por representantes a tanto legitimados.

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apenas a feição de cláusula contratual, que como tal adere ao contrato de trabalho. Os que negam a natureza de fonte formal ao regulamento de empresa o fazem diante de um argumento relevante: não há como enquadrar o regulamento de empresa como lei em sentido material dado seu processo unilateral de criação. Alice Monteiro de Barros, por sua vez, entende que o regulamento de empresa é fonte formal, sendo “considerado pela doutrina como fonte formal heterônoma, quando elaborado exclusivamente pelo empregador”, ou fonte formal autônoma, quando o empregado participa de sua construção”. Item 4 – As cláusulas contratuais de trabalho, previstas em norma coletiva celebrada para encerrar movimento paredista, são reputadas fontes formais do direito do trabalho. CERTO. Sem problemas. São fontes formais autônomas, pois emanam dos próprios interessados. Item 5 – As pressões realizadas pelos empregados, com vistas à melhoria das condições sociais, constituem fontes materiais do direito do trabalho. CERTO. A formação da consciência crítica e do pensamento coletivo da massa de trabalhadores, consubstanciados nas pressões realizadas pelos empregados tanto sobre os empregadores quanto (e principalmente) sobre o Estado, deu origem ao Direito do Trabalho como hoje o conhecemos, dotado de mecanismos jurídico-normativos destinados à proteção do empregado e à busca do reequilíbrio das relações entre capital e trabalho. Dessa forma, tais pressões são a fonte material por excelência do Direito do Trabalho. Lembre-se, a propósito, que são consideradas fontes materiais aquelas

relacionadas ao momento pré-jurídico inspirador da norma.

02 – (ANALISTA JUD. – TRT9 – 2007 – CESPE) O Direito do Trabalho tem princípios próprios, resultantes da especificidade do trabalho humano e da evolução socioeconômica, na busca de maior dignidade para o trabalhador e para o resultado da mão-de-obra empregada. Com relação a este assunto, julgue os itens seguintes. Item 1 – O princípio do protecionismo e o princípio da primazia da realidade são inerentes ao Direito do Trabalho. CERTO. O princípio do protecionismo é princípio peculiar do Direito do Trabalho, e é a partir dele que surgem os demais. Também chamado de princípio da proteção ou tutelar, consiste na utilização da norma e da condição mais favorável ao trabalhador, de forma a tentar compensar juridicamente a condição de hipossuficiente do empregado. O princípio da primazia da realidade, por sua vez, também informa o Direito do Trabalho, impondo a premissa de que, no ramo justrabalhista, os fatos são mais importantes que os ajustes formais, razão pela qual a realidade prevalecerá sobre a forma atribuída a determinado ato jurídico, sempre que esta não corresponda àquela. Item 2 – Vigora, no Direito do Trabalho, o princípio do ato jurídico perfeito para preservar o contrato firmado entre o trabalhador e o empregador, não resultando força normativa de alteração posterior do contrato, que é, assim, mantido incólume. ERRADO. A partir de sua principiologia peculiar, podemos dizer que no Direito do Trabalho são vedadas as alterações prejudiciais ao empregado.

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A – Existe vínculo empregatício entre a empresa Boliche & Cia e Amarildo. 22 e 25. Quanto à questão da proibição de exercício de atividade privada por policial militar. independentemente do eventual cabimento de penalidade disciplinar prevista no estatuto do policial militar. que assim dispõe: Nº 386 POLICIAL MILITAR. pessoalidade e alteridade. CERTO. que o art. 3º é incompleto quanto à conceituação de empregado. já que Amarildo é policial militar. que deve ser resolvida através de eventual penalidade disciplinar. que. B – É legítimo o reconhecimento da relação de trabalho entre Amarildo e a empresa Boliche & Cia. CERTO. o TST entende que se trata de questão interna corporis. presentes os requisitos da relação de emprego. caput. 3º. é possível seja reconhecido o vínculo empregatício de policial militar com empresa privada. policial militar. assalaria e dirige a prestação pessoal de serviços. RECONHECIMENTO DE VÍNCULO EMPREGATÍCIO COM EMPRESA PRIVADA (conversão da Orientação Jurisprudencial nº 167 da SBDI-1) Res. e trabalhava de forma contínua e 4 . Literalidade do art. porém esse vínculo jamais poderá ser reconhecido.Entretanto. em razão da situação de militar de Amarildo. O TST firmou entendimento no sentido de que. 129/2005. 2º. a critério da corporação. recebia um salário mensal. Item 2 – considera-se empregado toda pessoa física que prestar serviços de natureza não-eventual a empregador. caput. C – Não existe vínculo empregatício entre Amarildo e a empresa Boliche & Cia. nos horários em que não estava a serviço da corporação militar. de forma que no Direito do Trabalho o princípio civilista do pacta sunt servanda (segundo o qual os contratos devem ser cumpridos) se apresenta enfraquecido e devidamente adaptado. RESPOSTA: B. Considerando a situação apresentada. entretanto. já que o trabalho prestado por Amarildo para essa empresa constitui trabalho eventual autônomo. da CLT.04. assumindo os riscos da atividade econômica. Literalidade do art. todas as vezes que não estava escalado na corporação.2005 04 – (EXAME OAB NACIONAL – 2007 – CESPE) Amarildo. Amarildo cumpria expressamente as ordens emanadas da direção. da CLT. DJ 20. É bom lembrar. que tecnicamente é feita pela conjugação dos artigos 3º e 2º da CLT. assinale a opção correta. a Súmula 386 do TST. a saber: onerosidade. ininterrupta. Na referida empresa. sob subordinação e mediante salário. dos quais se extraem os requisitos caracterizadores da relação de emprego. são lícitas as alterações contratuais benéficas ao empregado. D – A justiça do trabalho não pode reconhecer nenhuma espécie de vínculo empregatício entre Amarildo e a empresa Boliche & Cia. individual ou coletiva. 03 – (TEC JUD – ÁREA ADM – TRT9) Acerca da relação de emprego. trabalhava para a empresa Boliche & Cia como agente de segurança. admite. conforme previsto nos respectivos Estatutos. Neste sentido. julgue os itens subseqüentes: Item 1 – considera-se empregador a empresa. subordinação. nãoeventualidade.

o empregador tem o prazo de 48 (quarenta e oito) horas. sob pena de autuação pela fiscalização trabalhista. para anotar o contrato de trabalho na CTPS do empregado. correspondente à relação de emprego” (art.03. 29. privilegiando a realidade fática da prestação laboral. independentemente do eventual cabimento de penalidade disciplinar prevista no Estatuto do Policial Militar. ERRADO. é a transferência do passivo trabalhista (responsabilidade) para o sucessor. 3º da CLT. alínea “b”. ERRADO. dentre as quais a anotação do contrato de trabalho em CTPS (art. sendo o empregado obrigado a assinar a carteira de trabalho do empregado. Nessa situação. Na formalização da transação.1999) 05 (ADVOGADO PETROBRÁS – 2007) JÚNIOR – A respeito da relação de emprego e da sucessão de empregador. Alfa e Bravo inseriram no contrato cláusula que estabeleceu a responsabilidade de Bravo pelos encargos trabalhistas existentes antes da sua aquisição pela empresa Alfa. mas não o é em relação ao empregador). contados do início da prestação laboral. Item 2 – No contrato de experiência previsto na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) estão presentes todos os elementos caracterizadores da relação de emprego. Observe-se que para a CLT “o contrato individual de trabalho é o acordo tácito ou expresso. e como tal se sujeita às normas de proteção ao trabalhador empregado. pelo Poder Judiciário. será impossível o reconhecimento. Assim. 442 da CLT). posto que é elemento caracterizador da relação de emprego a prestação de serviços por pessoa física. caput. nesse caso. em razão dos princípios da intangibilidade contratual. a figura em análise não pode ser pessoa jurídica. 445 da CLT. Se estão presentes os requisitos da relação de emprego. o contrato de experiência também é contrato de emprego. julgue os itens que se seguem: Item 1 – Se uma empresa contratar a prestação de serviços mediante uma pessoa jurídica unipessoal. CERTO. Neste caso ocorreu fraude. é legítimo o reconhecimento de relação de emprego entre policial militar e empresa privada. §2º. da CLT). de vínculo empregatício entre a empresa e o prestador dos serviços. Assim. 443. afastar a forma dada ao negócio jurídico. da CLT. Item 3 – Considere a seguinte situação hipotética: A sociedade Alfa adquiriu empreendimento da sociedade Bravo e decidiu manter a mesma atividade e os mesmos empregados. O contrato de experiência é previsto no art. e o limite de sua duração (90 dias) é estabelecido pelo parágrafo único do art. razão por que será considerada parte ilegítima em reclamação trabalhista ajuizada para reivindicar o pagamento dos referidos débitos. Com efeito. em homenagem ao princípio da primazia da realidade. A regra da sucessão de empregadores. dever-se-á. Alfa estará isenta em relação aos débitos trabalhistas existentes quando a titular do empreendimento era Bravo.inserida em 26. mesmo que estejam presentes os elementos caracterizadores da relação de emprego. da despersonalização do empregador (o contrato de emprego é intuitu personae em relação ao empregado.Preenchidos os requisitos do art. nos termos dos artigos 10 e 448 da CLT. 5 . e do princípio da continuidade da relação de emprego. (ex-OJ nº 167 da SBDI-1 . razão pela qual é possível o reconhecimento do vínculo empregatício pelo Poder Judiciário.

mediante diversos contratos distintos. mas traz um enunciado truncado que dificulta a interpretação pelo candidato. (d) subordinação e onerosidade. impedir ou fraudar a aplicação dos preceitos contidos na presente Consolidação". Dessa forma. do requisito da: (a) prestação de trabalho por pessoa física. (b) prestação de trabalho por pessoa jurídica.EVP 01 – NÃO são características relação de emprego: (a) subordinação e pessoalidade. A questão acima é tecnicamente fácil. Imagine-se. no tocante à relação de emprego. o que pagou por esta. segundo o qual "serão nulos de pleno direito os atos praticados com o objetivo de desvirtuar. (e) onerosidade. porém pede que a distinção seja estabelecida a partir do Questões elaboradas . futuramente. (c) autonomia serviços. na prestação dos (d) subordinação na prestação dos serviços. RELAÇÃO EMPREGO DE TRABALHO E Comentário: não se exige exclusividade para configuração da relação de emprego. a exclusividade não é intrínseca à relação de emprego. a única responsável pelos créditos trabalhistas dos empregados que continuaram a prestar serviços após a sucessão. Percebam que a questão solicita do candidato a distinção entre autônomo e empregado. que passa a integrar em litisconsórcio o pólo passivo da reclamação trabalhista.Auditor Fiscal Ricardo Rezende . 2 – A relação de trabalho autônomo se diferencia da relação de emprego basicamente pela presença. (e) subordinação e não-eventualidade. Também é importante reforçar que é lícito que cláusula de exclusividade integre o contrato de trabalho. Neste sentido. como a firmada na hipótese em estudo. (b) subordinação e alteridade. a regra é a responsabilidade da sucessora. frise-se. Neste sentido. por exemplo. às quartas em outro e de quinta a domingo em outro. em princípio. as chamadas cláusulas de não responsabilização. bem como condicionar o tipo de raciocínio que leva a um bom aproveitamento em prova. o caso de um garçom que trabalha às terças-feiras em um restaurante. É possível inclusive que o empregado tenha dois ou mais empregos. nos casos em que se comprova a existência de fraude no processo de sucessão (alteração societária) a doutrina e a jurisprudência têm admitido a responsabilização subsidiária da empresa sucedida. Assim. Gabarito: D Comentário: o principal objetivo dos exercícios de resolução de questões é familiarizar o candidato com as estratégias usadas pelas bancas de concurso. Entretanto. Gabarito: C da 6 .Excepcionalmente. mas pode ser ajustada entre as partes como cláusula contratual. tendo apenas o direito de regresso contra a Bravo (sucedida). o artigo 9º da CLT. servindo apenas como elemento para que a sucessora cobre da sucedida. a empresa Alfa (sucessora) será. (c) subordinação e exclusividade. não operam efeitos em relação aos direitos dos empregados.

mas mera relação de trabalho. (e) a pessoalidade. pois presta serviço de forma repetida. (b) presente no caso concreto ao menos um dos chamados requisitos da relação de emprego a mesma restará configurada. há fraude. a) o trabalho prestado por voluntário a instituição religiosa não forma vínculo de emprego. ainda que presente a subordinação jurídica. b) não basta esteja presente um dos requisitos da relação de emprego para que se reconheça o vínculo empregatício. e) define corretamente a pessoalidade como requisito da relação de emprego. subordinação e alteridade). Lembremos. c) no exemplo a faxineira é não-eventual. a relação não será de emprego. se refere à pessoa do empregado. principalmente naqueles organizados pela ESAF. No caso. (c) é eventual a faxineira que presta serviços duas vezes por semana a uma loja de utilidades domésticas. (b) Não será considerado nãoeventual o trabalhador que. inexistindo tal requisito em relação à pessoa do empregador. além da subordinação jurídica. A pessoalidade ocorre somente em relação ao empregado. Esse tipo de questão é comum em concursos. também o representante comercial poderá ser considerado empregado. uma leitura apressada levaria o candidato a marcar a letra “C”. onerosidade. não tendo importância em relação ao empregador. Assim. bem como ressalta o princípio da despersonalização do empregador. Ao contrário. como um dos requisitos para configuração da relação de emprego. (d) não pode ser considerado empregado um representante comercial. devido à “maldade” da questão quanto à interpretação. Gabarito: E Comentários: a questão não apresenta maiores problemas. que não se exige a continuidade da prestação de trabalho para configuração da não eventualidade. não- eventualidade. neste ponto. relação de emprego. ocorrendo os demais requisitos.requisito da relação de emprego e não a característica da relação de trabalho autônomo. a atividade é normal no cotidiano da empresa (é atividade-meio. não obstante se ative repetidamente em 7 . independentemente da presença de quaisquer outros elementos fáticos. repetível futuramente (espera-se que seja necessário fazer faxina na empresa futuramente). durante dois meses. pois lhe falta onerosidade (intenção onerosa). d) está incorreta porque. mas ainda assim é atividade permanente na empresa) e a trabalhadora se fixa juridicamente ao tomador dos serviços. exceto no caso específico do empregado doméstico. 3 – Assinale a alternativa correta quanto à caracterização da relação de emprego: (a) o trabalho prestado por voluntário a instituição religiosa é considerado. para os efeitos da CLT. pelo que se impõe a prevalência do princípio da primazia da realidade. 4 – Julgue as assertivas abaixo: (certa ou errada) (a) Pode-se considerar não-eventual aquele trabalhador que preste serviços ininterruptamente a um tomador de serviços. Faltando qualquer deles. em relação a quem a regra é a despersonalização. é indispensável a ocorrência de todos os requisitos (pessoalidade.

uma empresa, preste serviços atividade-meio da mesma;

na

(c) Um encanador contratado para trocar a rede de esgoto de uma padaria será não-eventual se trabalhar três ou mais vezes por semana, durante ao menos um mês, nesta mesma empresa; (d) A regra para que se reconheça a relação de emprego é que, além de presentes os demais requisitos dos artigos 2º e 3º da CLT, o trabalhador seja não eventual. Para o doméstico, entretanto, não basta a nãoeventualidade, exigindo-se a continuidade da prestação dos serviços; (e) A onerosidade independe do pagamento ou não de salários, bastando que o pacto laboral tenha sido firmado com intenção econômica (onerosa) pelo empregado. Grau de dificuldade: médio Gabarito e comentários: a) Errado. A não-eventualidade dependerá também da previsão de repetibilidade, da circunstância de ser a atividade permanente da empresa (tanto atividade-fim quanto atividade-meio) e da fixação jurídica do trabalhador ao tomador dos serviços. Logo, depende de outros elementos fáticos além da simples repetição; b) Errado. O texto desta assertiva é traiçoeiro. As bancas costumam inserir vários “nãos” em uma assertiva, a fim de confundir o candidato. Foi o que procurei fazer na letra B. Para facilitar a interpretação, sugiro seja usada uma regra simples: dois “nãos”, como no caso, podem ser “anulados” quando da leitura. Tentem ler assim: “será considerado eventual o trabalhador que”... A idéia é a mesma, porém elimina a confusão. Pois bem, está errada a assertiva porque o fato de a atividade não estar inserida na atividade-fim da empresa não afasta a possibilidade de que seja

não eventual, desde que repetida, repetível, permanente na empresa e conduza à fixação jurídica do trabalhador; c) Errado. Ainda que este encanador trabalhe todos os dias durante determinado lapso de tempo, no caso será eventual, pois só está presente a repetição. Falta previsão de repetibilidade (provavelmente a padaria não mais contratará serviços de encanador), atividade permanente da empresa (serviços de encanador definitivamente não são permanentes no objeto social de uma padaria) e fixação jurídica do trabalhador ao tomador dos serviços (tão logo terminado o serviço o encanador colocará seus serviços à disposição de outros tomadores, não se fixando a nenhum deles); d) Certo. No sentido de tudo que estudamos, a questão aborda a pessoalidade como requisito da relação de emprego, e a continuidade como exigência específica para a configuração da relação de emprego doméstico; e) Certo. Não interessa se o pagamento pactuado foi efetivamente realizado para que se configure a onerosidade. Basta a intenção declinada quando do ajuste de vontades entre trabalhador e tomador dos serviços. Se o trabalhador se vinculou com aninus contrahendi, presente estará a onerosidade. 5 – Em relação ao conceito de empregado, é correto dizer que, para a doutrina moderna, a subordinação é: (a) técnica (b) econômica (c) jurídica (d) funcional (e) pessoal Gabarito: C

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Comentários: a doutrina já elaborou diversas teses sobre a natureza da subordinação, sendo que a mesma já foi considerada técnica, econômica e funcional. Atualmente, entretanto, a doutrina e a jurisprudência pacificaram a questão: a subordinação do empregado ao empregador é jurídica, decorrendo do contrato de trabalho. Em outras palavras, ao passo que o empregado se submete ao poder diretivo do empregador (poder de dar ordens, poder de fiscalização e poder disciplinar), subordina-se ao mesmo. Por fim, importante salientar que a subordinação nunca poderá ser pessoal, pois tal sujeição feriria o princípio da dignidade humana (pelo qual, em apertada síntese, o ser humano é um fim em si mesmo, não sendo admitida sua utilização como simples meio para atingir determinado fim). A “dependência” a que alude a CLT diz respeito ao serviço prestado, e não à pessoa do empregado. 6 – São requisitos para que caracterize a relação de emprego: (a) autonomia e pessoalidade; (b) habitualidade e infungibilidade em relação ao trabalhador; (c) subordinação e eventualidade; (d) onerosidade e exclusividade; (e) subordinação e exclusividade. Gabarito: B Comentários: lembram-se que no material eu mencionei que o concurso público cobra o que você sabe com o nome que você não sabe? É exatamente este o caso. Com efeito, é comum encontrarmos em prova “habitualidade” como sinônimo de “não eventualidade”. Da mesma forma, também é possível, embora seja de ocorrência mais rara, a se

substituição do termo “pessoalidade” por “infungibilidade em relação ao empregado”. Infungível é, grosso modo, aquilo que não pode ser trocado por outro da mesma espécie. 7 – Acerca das relações de trabalho pode-se dizer que: I – o trabalhador avulso de distingue do eventual especificamente pelo fato de que põe sua energia de trabalho à disposição de diversos tomadores no setor portuário, sempre mediante um intermediário; II – o estágio lícito não cria vínculo de emprego em nenhuma hipótese; III – um garçom que trabalha apenas aos sábados em uma churrascaria será empregado se estiverem presentes os demais requisitos da relação de emprego; IV – o trabalho institucional é aquele prestado a instituição de caridade, e como tal não forma vínculo empregatício, dado seu caráter gracioso; V – pode-se dizer que relação de emprego é gênero, do qual a relação de trabalho é espécie. Estão corretas somente as assertivas: (a) I e III; (b) I, II, III e V; (c) I, III, IV e V; (d) I, II e III; (e) II, III e V. Gabarito: D Comentários: esta questão eu elaborei para gerar polêmica. A assertiva do item I é correta, mas leva a crer que é incorreta. Pode-se dizer até mesmo que é apenas parcialmente correta. A questão é de interpretação. Sabemos que os avulsos não são apenas os

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portuários, embora sejam estes últimos os maiores expoentes da categoria, sob o aspecto jurídico1. A assertiva talvez não esteja corretamente contextualizada, porém isso é comum em provas de concurso. Em diversas bancas, e notadamente na ESAF, é comum a elaboração de questões nas quais se espera que o candidato escolha “a menos errada” ou “a mais correta”. Esta questão foi elaborada a fim de treiná-los para encarar tranqüilamente este tipo de questão. Vejamos as possibilidades de resolução, sem enfrentar a polêmica. Comecemos a análise a partir da última assertiva. A assertiva V é flagrantemente incorreta, pois inverte a ordem de idéias. A relação de trabalho é gênero, do qual é espécie a relação de emprego, e não o contrário. A assertiva IV também é flagrantemente incorreta, pelo mesmo motivo. A hipótese aventada é de trabalho voluntário, e não de trabalho institucional, que como vimos é aquele trabalho prestado à Administração Pública, mediante relação de direito administrativo. Bom, com estas conclusões, podemos excluir todas as respostas que contenham como certas as assertivas IV e V. Logo, excluímos as letras “b”, “c” e “e”. Restam, por óbvio, apenas as letras “a” e “d”. Desse ponto, podemos extrair duas conclusões imediatas: a assertiva I está correta, pois está presente em ambas as alternativas restantes; a resposta dependerá da análise da assertiva II que, por sua vez, é simples. O art. 4º da Lei 6494/1977 exclui expressamente a possibilidade de reconhecimento de relação de emprego com o estagiário (lembremse que isso vale para o estágio lícito; se for ilícito, prima-se pela realidade, sempre). Diante de todo o exposto, a alternativa “mais correta” dentre as oferecidas é a da letra D. Questões de concurso (nível igual ou superior ao exigido para AFT): 1 O avulso tanto

pode ser portuário como nãoportuário. Poucos autores, entretanto, enfrentam o tema, dada a maior incidência do avulso portuário. A Prof. Vólia Bomfim Cassar ensina que “nãoportuário é o avulso que trabalha para diversos tomadores, sem vínculo de emprego, obrigatoriamente intermediado pelo sindicato da categoria. Pode executar seus serviços na área portuária ou não. O que o diferencia do avulso portuário é, na verdade, que ele (não-portuário) é intermediado pelo sindicato e não é regido pela Lei nº 8.630/1993, enquanto o portuário é regido pela referida lei e intermediado necessariamente pelo OGMO. Vulgarmente é o chamado chapa, por prestar serviços em carregamento e descarregamento de carga, sem habitualidade ou repetição. Ressaltese que o verdadeiro chapa tem que ser intermediado pelo sindicado.” (CASSAR, Vólia Bomfim. Direito do Trabalho. – 2ª ed. – Niterói : Impetus, 2008, p. 300) Ressalte-se, por fim, que existe ainda, paralela à figura que a Prof. Vólia Bomfim denomina “verdadeiro chapa”, o chapa que chamamos de “genérico”, qual seja, aquele que fica na entrada das cidades à espera de caminhões carregados para oferecerem seus serviços de descarregamento. Este não é considerado trabalhador avulso pois oferece diretamente seus serviços, sem intermediação do sindicato. 8 – (PROCURADOR DO TRABALHO/MPT – XI CONCURSO – 2004) A relação de emprego é o vínculo jurídico sobre o qual incide o Direito Individual do Trabalho. A respeito desta relação jurídica, pode-se dizer: I – a exploração econômica do serviço prestado pelo trabalhador é essencial para a configuração da relação de emprego;

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a subordinação é jurídica. Em tal circunstância. Não se exige. não interessa. Aliás.Errado. 11 . d) apenas a afirmação II está correta. etc). I. a exploração econômica do serviço. é bastante comum. Dois exemplos indicam a incorreção da assertiva: empregado doméstico. exceto para o doméstico. II – não há subordinação quando o trabalhador possui conhecimento técnico ou científico. Errado. para configuração da não-eventualidade. que este médico seja seu empregado. III – não se forma vínculo de emprego. Basta imaginar o exemplo de um médico contratado por uma indústria metalúrgica. que o obreiro detenha conhecimentos técnicos superiores aos daquele que o emprega. cuja prestação de serviço deve se limitar ao consumo imediato do tomador.: c 9 – (JUIZ DO TRABALHO – 7ª REGIÃO – ESAF – 2005) Analise as proposições a seguir e assinale a opção correta. para a configuração da relação de emprego. Errado. instituição sem fins lucrativos que contrata empregados para realização de atividades de apoio (faxineira. Assim. Errado. notadamente nas funções intelectuais. desde que esteja caracterizada a relação de emprego. e) não respondida. por construção doutrinária e jurisprudencial. Logo. mas permanente. há que ser avaliada sob a óptica do prestador dos serviços. podendo o mesmo se limitar ao consumo do tomador. por ausência de subordinação. Como estudamos. cozinheira. Por sua vez. c) todas estão erradas. especialmente do trabalhador. II. a continuidade. afigurase relevante investigar a real intenção das partes. tem sido mitigado o requisito da pessoalidade em relação ao empregado em domicílio. Muito provavelmente o empregador não terá qualquer conhecimento técnico da área médica. A partir responda: das afirmações supra. Resp. em absoluto. quando o trabalhador presta serviço em sua própria residência. basta o trabalho intermitente. Sabe-se que um dos elementos caracterizadores da relação de emprego responde pela nãoeventualidade na prestação dos serviços. Art. quanto ao serviço realizado. 6º da CLT: não se distingue entre o trabalho realizado no estabelecimento do empregador e o executado no domicílio do empregado. previsão de repetibilidade. enquanto requisito imprescindível à configuração da relação de emprego. admitindo-se seja o mesmo auxiliado por membros da família. a atividade seja permanente da empresa e haja fixação jurídica do trabalhador ao tomador dos serviços. b) estão corretas as afirmações II e III. Havendo prestação laboral intermitente. para verificar se a onerosidade que permeou o vínculo objetivou a percepção de contraprestação. estará reconhecida a existência de eventualidade. e não técnica. A onerosidade. e para a execução das tarefas é auxiliado por membros de sua família. médico. desde que haja repetição. não produzindo valores de troca. obstando a formação do vínculo de emprego. superior ao daquele que lhe contrata. a) apenas a afirmação I está correta. secretária. porém isso não impede.

o tipo de trabalho prestado não interessa à caracterização da relação de emprego. e sim o modo de prestação. atuando sobre o modo da realização da prestação e não sobre a pessoa do prestador de serviços. Resolvi a questão a partir das alternativas. Pela doutrina atual. que o trabalho é prestado por conta alheia. como vimos. o que caracteriza a alheiabilidade da prestação dos serviços pelo empregado (alteridade). Apura-se a onerosidade a partir da intenção econômica do empregado quando da contratação. a nãoeventualidade. Esta assertiva é duvidosa. a finalidade atribuída à realização de determinado serviço. c) Todas são verdadeiras. sendo essencial à configuração dessa relação jurídica que a prestação de serviços tenha um caráter de infungibilidade em relação à aludida pessoa. exceto a primeira. em exercício parecido com o mencionado no comentário da questão 7 supra. III. se o tipo de trabalho não interessa. Presentes a pessoalidade. na relação de emprego. Ocorre que também vimos que a assertiva II é correta. como também já estudamos. Como a primeira assertiva está flagrantemente errada. O vínculo subordinante que se estabelece entre o prestador de serviços e seu tomador. Somente a pessoa natural pode ocupar o espaço reservado ao prestador do serviço na relação de emprego. Correto. essa subordinação é avaliada sob uma perspectiva objetiva. Como vimos alhures. E por que a assertiva V estaria correta? A rigor. O caráter de infungibilidade em relação ao empregado é sinônimo de pessoalidade. b) Todas são verdadeiras. é qualificado como sendo uma subordinação jurídica. Correto. Não consegui vislumbrar outra solução possível para esta questão. da lição inclusive de Maurício Godinho Delgado.Correto. fruto do trabalho explorado pelo tomador dos serviços. Todas as relações de trabalho (e não só a de emprego) têm como prestador de serviços pessoa física. Nesta linha de pensamento. Resp. exceto a primeira e a segunda. só servem as alternativas “a” e “d”. Ao menos essa é a minha opinião. em relação ao empregado. poderíamos extrair duas finalidades possíveis: fruto do trabalho auferido diretamente pelo trabalhador (autônomo). Entretanto.: a 10 – (JUIZ DO TRABALHO – 1ª REGIÃO – 2005) Diz-se. suponho que a expressão “a finalidade atribuída a determinado serviço” se refira à alteridade. exceto a terceira. e não à pessoa do empregado. Ora. exceto a quarta e a quinta. que o contrato de trabalho é concluído intuitu personae. também não interessará o resultado (finalidade) que se espera do mesmo. Analise as 12 . para caracterização da relação de emprego. Correto. até porque. possui relevância. pelo que a resposta só pode ser a letra “a”. isto é. só a banca poderia responder a esta questão. d) Todas são verdadeiras. a) Todas são verdadeiras. e) Todas são verdadeiras. exceto a segunda. a subordinação é jurídica e se liga à prestação. IV. a onerosidade e a subordinação jurídica. V.

portanto. Correto.A pessoalidade é uma das notas típicas da relação de emprego.O empregado não pode fazer-se substituir na empresa em que trabalha .Em relação ao empregado eleito para ocupar cargo de diretor de sociedade anônima.A obrigação de prestar o serviço é personalíssima e. com a sua morte a prestação torna-se impossível. prestar serviços. Correto.proposições abaixo. Correto. pessoalmente. Todas as assertivas estão corretas e apresentam facetas da pessoalidade. V . sem maiores problemas. b) todas incorretas. logo não pode transmitir a outrem a obrigação de prestar serviços. mesmo diante da presença da subordinação jurídica atinente ao liame empregatício. acima. não se computando o tempo de serviço do período pertinente ao exercício da função de diretor. III . b) ele tem seu contrato de trabalho automaticamente rescindido na medida em que não pode ostentar a condição simultânea de empregado e empregador. Se o obreiro não pode se fazer substituir. pois se somente o empregado pode. ainda que presente a subordinação jurídica imanente ao vínculo empregatício. Correto. a) todas corretas. d) ele tem seu contrato de trabalho suspenso.salvo se o empregador consente. com a aquiescência do empregador. intransmissível. IV . Correto. o contrato. Na mesma linha do item anterior. as alternativas estão I . isto é. é correto afirmar que a) ele tem o tempo de serviço atinente ao período de exercício na função de diretor computado para todos os efeitos legais. exceto esporadicamente.A morte do empregado dissolve. Resp. pelo que extingue-se automaticamente o contrato de trabalho. relaciona-se à característica de infungibilidade do trabalho do empregado. 13 . não se computando o tempo de serviço do período em que exerceu a função de diretor. ipso facto. pois na relação de emprego a prestação é infungível. d) apenas as alternativas II e V estão corretas. o empregado não pode se fazer substituir por outrem. c) ele tem seu contrato de trabalho interrompido. II .: a ANALISTA ÁREA PROCESSUAL MPU – ESAF – 2004 – a alternativa II está 78. A pessoalidade como requisito da relação de emprego. resposta correta: assinalando a A questão não apresenta maiores dificuldades. No mesmo sentido visto as alternativas estão c) apenas as alternativas I e IV estão corretas. e) apenas incorreta.O pacto de trabalho origina para o empregado uma obrigação de fazer que não é fungível. e se esta obrigação é intransmissível.

não obstante a referida Súmula tenha sido editada e publicada apenas em 2005. portanto depois do concurso em questão. Também está errada. a) Admite-se a reintegração de empregado detentor de estabilidade provisória ainda que esgotado o período estabilitário. bem como o item I da Súmula 396 do TST. pagamento de salários e contagem do tempo de serviço. Está errada. com exceção da estabilidade provisória. Lembrem-se que a suspensão contratual implica na sustação temporária dos principais efeitos do contrato de trabalho. salvo na hipótese de previsão contrária em norma coletiva. Obviamente a hipótese somente se aplica ao trabalhador que já era empregado na “companhia” e veio a ser eleito diretor da mesma. conforme Súmula 371 do TST. A hipótese de previsão contrária em norma coletiva era prevista expressamente na época do concurso. com a mesma redação. a jurisprudência consolidada do TST rejeita a possibilidade de reconhecimento da estabilidade provisória do dirigente sindical quando o registro da candidatura se dá durante o aviso prévio.e) ele tem seu contrato de trabalho suspenso. pois neste caso não é contrato de trabalho anterior. Correta.No que tange aos efeitos pertinentes à estabilidade. reflexos e parcelas rescisórias). c) O empregado candidato ao cargo de dirigente sindical tem direito à estabilidade provisória mesmo que o registro de candidatura tenha ocorrido durante o período do aviso prévio. porque não tive acesso ao gabarito definitivo. Correta. desde 1994. letra “E”. Neste sentido. razão pela qual a questão deveria ter sido anulada. pois neste caso a jurisprudência confere apenas a indenização. notadamente prestação de serviços. não se computando o tempo de serviço do período em que exerceu a função de diretor. salvo na hipótese de permanência da subordinação jurídica própria do vínculo empregatício. nos termos do item I da Súmula 244 do TST. o item II da Súmula 244 do TST. aponte a opção incorreta. FIGURA JURIDICA DO EMPREGADO Questões elaboradas – Auditor Fiscal Ricardo Resende . e) A extinção do estabelecimento comercial na área de abrangência da base territorial do sindicato prejudica o direito do dirigente sindical à estabilidade provisória. Observe-se que.EVP 14 . Correta. embora o gabarito oficial seja letra “A”. já existia. 79. a letra “C” também atende ao comando do enunciado (opção incorreta). não se aplicando àquele trabalhador contratado especificamente para a função de diretor. Comentário: a resposta. conforme redação original da OJ nº 88. d) Os efeitos da projeção do contrato de trabalho para o futuro em decorrência da concessão de aviso prévio alcançam as vantagens econômicas conquistadas durante o aviso prévio (salários. b) O desconhecimento do empregador da gravidez da empregada não inibe o direito ao pagamento da indenização defluente da estabilidade. razão pela qual a questão tinha duas respostas! Com efeito. Assim. e não a possibilidade de reintegração. nos termos do item IV da Súmula 369 do TST. Neste sentido. Não sei se efetivamente o foi. o item V da Súmula 369. a OJ nº 35. é obtida a partir da Súmula nº 269 do TST.

técnico e intelectual. Os estatutos profissionais regulam situações jurídicas diferenciadas. geralmente categorias de trabalhadores intelectuais. por conseqüência. pois para a caracterização da relação de emprego basta a presença dos requisitos caracterizadores (pessoalidade. pois não se 15 . desde que por real necessidade de serviço. a subordinação e a pessoalidade. a subordinação jurídica também não é tão rigorosa. qualquer incompatibilidade entre as figuras do sócio e do empregado. Correto. o empregado detentor de cargo de confiança sofre restrições. em princípio. o empregado detentor de cargo de confiança não perde. Literalidade da Súmula nº 269 do TST. subordinação e alteridade). Correto. (c) é perfeitamente possível que o trabalhador em domicílio seja empregado. Correto. a qualidade de empregado. embora existentes. por exemplo. não apresentam tanto rigor em sua caracterização. pode ser revertido ao antigo posto de trabalho (alteração contratual lesiva ao empregado expressamente prevista em lei) e pode ser transferido para outra localidade independentemente da sua anuência. (b) a eventual existência de estatutos profissionais dispondo sobre categorias diferenciadas. desde que presentes os requisitos dos artigos 2º e 3º da CLT. Por sua vez. 2) Considere as seguintes assertivas: I – a figura do sócio é incompatível com a figura do empregado. e sim limita alguns direitos típicos dos empregados. de acordo com as peculiaridades de determinada categoria profissional. 6º da CLT iguala o trabalho em domicílio ao trabalho do empregado que exerce suas atividade na empresa. 3º da CLT. Não há. por exemplo. controle de jornada e. (e) pode-se dizer que. Correto. Neste caso. até porque o empregado em domicílio tem certa liberdade. posto que é relativamente comum que o empregado seja auxiliado por pessoas da família. Também é verdade que no trabalho em domicílio a pessoalidade se apresenta de forma mitigada. razão pela qual não constituem discriminação ou afronta ao princípio constante do parágrafo único do art.01) Assinale a alternativa INCORRETA: (a) a natureza do trabalho prestado não é determinante para a caracterização da relação de emprego. fato este de difícil fiscalização pelo empregador. Errado. não faz jus ao pagamento das horas extraordinárias). (d) consoante a jurisprudência dominante do Tribunal Superior do Trabalho a eleição de empregado para o cargo de diretor implica na suspensão do contrato de trabalho. quanto ao horário de trabalho. não obstante reduzido o grau de subordinação jurídica. Com efeito. Errado. constitui afronta ao dispositivo consolidado que proíbe a distinção entre trabalho manual. não importando a natureza (tipo) do trabalho prestado. bastando para tal que se verifiquem os requisitos dos artigos 2º e 3º da CLT. O art. não-eventualidade. quanto à proteção da jornada de trabalho (não tem. em regra. só por este fato. A redução do grau de subordinação jurídica não implica no não reconhecimento da qualidade de empregado. pois não é possível que alguém seja empregado de si mesmo. exceto se permanecer a subordinação jurídica. onerosidade.

16 . Também está errada a assertiva pelo fato de que não existe prestação de serviço doméstico a pessoa jurídica. em face do qual deve prevalecer o regime jurídico mais favorável ao empregado. depois porque a presunção é no sentido que não há subordinação entre cônjuges. e sim sociedade de fato. jurídica ou grupo familiar. dentre outros. Dessa forma. O empregado será doméstico sempre que presentes os requisitos caracterizadores da relação de emprego. III – são requisitos caracterizadores da relação de emprego a subordinação. sem finalidade lucrativa (dos serviços. mas somente na definição do empregador (art. mas somente a pessoa física ou grupo familiar. mas a presença destes três torna a resposta correta. que tem intenção onerosa). é importante reiterar que é comum aparecer em questões de concurso estes três requisitos como os necessários à caracterização da relação de emprego. e a concomitante prestação de serviços de limpeza a empresa da mesma família configura o fenômeno da promiscuidade contratual. Quanto a esta assertiva. Literalidade do art. A assertiva é absurda. Errado. em face da atecnia da CLT ao não mencionar a pessoalidade e a alteridade na definição de empregado (art. prestar serviços não qualificados a pessoa física. primeiro pela fantasiosa idéia da suposta corrente do “Novo Direito”. Correto. Entretanto. a onerosidade e a não-eventualidade. os tribunais têm entendido que em regra não há que se falar em relação de emprego entre cônjuges. exceto: assertivas estão (a) são direitos constitucionalmente estendidos ao doméstico. onerosidade e subordinação. e pelo fato de prestar serviços a pessoa física ou a grupo familiar. 3º da CLT. II e V (c) I.confundem a pessoa física do sócio e a pessoa jurídica da sociedade. No caso em tela. quando é sócio majoritário e/ou possui o controle da empresa. IV e V (e) I. Dessa forma. é estranho à caracterização do doméstico que os serviços sejam ou não qualificados (lembremos que um piloto de avião. por exemplo. sendo que presume-se a subordinação do cônjuge que não trabalhe fora. II e III 03 – Todas as corretas. sendo que os serviços não podem ter finalidade lucrativa (sob o ponto de vista do empregador). Estão incorretas as assertivas: (a) I e II (b) I. Nestes casos deve ser aplicado o regime jurídico que seja mais favorável ao empregado. concomitante. o décimo terceiro salário. 2º). não da prestação. desde que evidenciados os requisitos legais. pode ser doméstico!). IV – a partir do advento das premissas do chamado Novo Direito tem sido admitida a relação de emprego doméstico entre cônjuges. 3º). por exemplo. temos uma relação de emprego doméstico e outra. Como já estudamos. II – será doméstico o empregado que. serão incompatíveis as figuras sempre que o sócio detenha intensa participação na sociedade. de emprego (não doméstico). há outros requisitos essenciais (pessoalidade e alteridade). substituída a nãoeventualidade pela continuidade. Correto. Errado. II e IV (d) II. V – a prestação de serviços à pessoa ou à família. laborando com continuidade.

A relação de emprego rural difere da relação de emprego comum pela qualidade do empregador. tratoristas. Literalidade do único do art. No caso do empregado de indústria rural a regra é oposta àquela do empregado vinculado a empregador rural que explora atividade agrícola. também chamada de agroindústria. aspirante à condição de empregado. 7º. razão pela qual o doméstico passou a fazer jus também aos feriados. da Lei nº 605/1949. Ressalte-se que não necessariamente o empregado rural prestará serviços tipicamente rurais. OJ 315 da SBDI-I do TST. Correto. da CRFB. empregados de escritório de empresa agropecuária. 5º da Lei nº 605/1949. que poderá ou não ser confirmada depois de concluído o programa de aprendizagem. Assim. a Lei nº 11. aviso parágrafo (b) a relação de emprego rural difere da relação de emprego pela natureza dos serviços prestados pelo obreiro. parágrafo único. 7º da CRFB. que devem ser aqueles tipicamente rurais. O aprendiz é um empregado cujo regime jurídico é especial. 5º. 4 – Julgue os seguintes itens (Certo ou Errado): a) o aprendiz não é empregado e sim. Correto. ainda que este forneça à professora moradia e gratificação pecuniária. a professora que ministra aulas em escola rural não se vincula empregaticiamente ao dono da fazenda onde está situada a escola. Errado. Basta que o tomador dos serviços seja empregador rural para que o empregado seja rurícola. e sim enquadrado na atividade preponderante da empresa. (c) conforme a jurisprudência dominante. Correto. pela restrição da idade (poderão ser aprendizes os maiores de quatorze anos e os menores de vinte e quatro anos. o aprendiz se diferencia pela determinação de prazo do contrato de trabalho (até dois anos). O doméstico tinha direito somente ao descanso semanal remunerado. Quanto aos feriados. Este é o entendimento dominante na jurisprudência. será rural o empregado de empregador rural. não tinha direito. pelo recolhimento do FGTS em alíquota diferenciada 17 . Errado. entre outros. alínea “a”.irredutibilidade do salário. para quem não existe limite máximo de idade). (e) não será rurícola o empregado da indústria do açúcar e do álcool que não realize atividades tipicamente rurais.324/2006 revogou esta alínea “a” do art. Em atividades tipicamente industriais o obreiro não será rurícola. assim considerado aquele que exerce atividade agroeconômica. como o próprio nome indica. são rurícolas. Correto. os motoristas. (d) ao doméstico são garantidos tanto o descanso semanal remunerado quanto os feriados civis previstos em lei. isto é. Neste sentido. não obstante suas atividades não sejam tipicamente rurais. exceto portadores de necessidades especiais. pois este direito era negado expressamente ao doméstico pelo art. prévio e aposentadoria. Em relação aos demais empregados. Também é rurícola o empregado de indústria que explora suas atividades em estabelecimento agrário. Não obstante. por força do disposto no art. o trabalhador de indústria rural será rurícola apenas quando suas atividades forem tipicamente rurais.

O parentesco não afasta o vínculo empregatício. para o desempenho de suas funções. Demitido em dezembro de 2007. 2º e 3º da CLT). o registro. Errado. c) o trabalho do preso não forma vínculo de emprego com o Estado. salvo disposição mais benéfica em instrumento coletivo. o qual dispõe que: “os notários e os oficiais de registro poderão. pelo pagamento do salário-mínimo hora. Correto. oportunidade na qual o causídico. Tanto a secretária da instituição sem fins lucrativos quanto o trabalhador em serviços gerais na igreja são empregados. pois se presume o conluio entre as partes para fraudar o sistema do FGTS e do Seguro-Desemprego. Literalidade do art. e) a existência de relação de parentesco até o terceiro grau entre prestador e tomador dos serviços afasta a relação de emprego. e pela necessidade de matrícula do aprendiz em programa de aprendizagem. Correto. com remuneração livremente ajustada e sob o regime da legislação do trabalho”.935/1994. o aprendiz é empregado como qualquer outro. O regime jurídico dos trabalhadores em cartórios extrajudiciais é o celetista. ou seja. nos termos 18 . pois no caso do voluntário falta para caracterização da relação de emprego o requisito da onerosidade. Aplica-se aos empregados públicos a CLT. Errado. Nos termos da CRFB. firmando com a Administração Pública relação jurídica administrativa e não trabalhista. b) não se aplicam aos empregados públicos as disposições celetistas. contratar escreventes. É importante ressaltar que a qualificação do tomador dos serviços (“sem fins lucrativos”) não lhe retira a qualidade de empregador.(2%. sendo exigida a anotação do contrato de trabalho em CTPS. por sua vez. Mévio procurou um advogado para “saber de seus direitos”. os serviços notariais são exercidos por delegação do Poder Público. corretamente. a realização dos exames de saúde ocupacional conforme NR-7. 05 – (TÉCNICO – ÁREA ADMINISTRATIVA – TRT19 – FCC – 2003) NÃO há relação de emprego entre: A – a instituição sem fins lucrativos e a respectiva secretária B – a igreja e o respectivo encarregado de serviços gerais C – a dona de casa e a empregada doméstica D – a instituição de beneficência e o voluntário E – o titular de Cartório oficializado e o serventuário não A resposta é a letra D. e auxiliares como empregados. desde que presentes os requisitos caracterizadores da relação de emprego. são regidos por estatutos próprios. os direitos trabalhistas constantes da CLT. contra 8% dos empregados “normais”). 28 da Lei nº 7. Exceto por estas regras especiais. bastando para tal que estejam presentes os requisitos legais (art. d) Mévio foi admitido em março de 2006 como escrevente em um cartório (tabelionato) de notas nãooficializado na cidade de Cartolândia do Norte. Os servidores públicos. dentre eles escolhendo os substitutos.210/1984 (Lei de Execuções Penais). nos termos do art. lhe informou que seus direitos são os direitos de qualquer empregado. e sim o estatuto próprio fixado em lei. 20 da Lei nº 8. etc.

consoante o art. bastando que haja repetição. 08 – (TÉCNICO JUDICIÁRIO – TRT22 – 2004 – FCC) É correto afirmar que: E – os riscos da atividade econômica são suportados pelo empregador ou pelo empregado A resposta é a letra C. previsão de repetibilidade. o serventuário do cartório não oficializado é empregado. E – a igreja e o religioso. para caracterização da relação de emprego. Com efeito. seja na atividade-meio) e que haja fixação jurídica do obreiro ao tomador dos serviços. 20 da Lei nº 8. A resposta é a letra A. A letra D está errada porque não se exige. 6º da CLT. Percebam a recorrência desta temática em provas da FCC (!). §1º. nada impede que o empregado tenha mais de um vínculo 19 . 2º. tendo em vista que não há que se falar em não-eventualidade nesta hipótese (não há previsão de repetibilidade e a atividade não é normal na dinâmica do tomador dos serviços). nos termos do art. no caso do empregado em domicílio. Nos casos das letras B e E falta o requisito da onerosidade. nos termos do art. na relação de emprego. 07 – (ANALISTA – ÁREA ADMINISTRATIVA – TRT9 – FCC – 2004) Há relação de emprego entre: A – o titular de cartório oficializado e os serventuários. pois o empregado só poderá ser pessoa física. desde que compatíveis os horários. 06 – (ANALISTA – EXECUÇÃO DE MANDADOS – TRT17 – FCC) Na relação de emprego A – o empregado pode ser pessoa física ou jurídica B – configura-se a habitualidade somente se a prestação de serviços é diária C – a prestação de serviços pode ocorrer fora do estabelecimento fabril ou comercial D – exige-se trabalhador exclusividade do de emprego com empregadores diversos. C – o dono da obra e o pedreiro. da CLT. 2º da CLT. por exemplo. a letra E está incorreta porque os riscos da atividade econômica cabem exclusivamente ao empregador. A letra B também está incorreta porque a habitualidade não exige a prestação de serviços diária. pois não haveria finalidade econômica para o dono da obra. que o serviço seja permanente na atividade da empresa (seja na atividade-fim. o art. regido pela CLT. 20 da Lei nº 8. pois a prestação de serviços. não há relação de emprego entre a noiva e a costureira. razão pela qual não há relação de emprego.do art. pois há vínculo de emprego entre o titular de cartório não oficializado e seus serventuários. A dona de casa e a empregada doméstica formam a relação de emprego tipicamente doméstica. Entre o dono da obra e o pedreiro não há relação de emprego. a exclusividade.935/1994. ao menos para a jurisprudência dominante. Finalmente. pode perfeitamente ocorrer fora do estabelecimento fabril ou comercial como. Por fim. D – a noiva e a costureira. não B – a instituição de beneficência e os voluntários.935/1994. Finalmente. Neste sentido. bem como este não assumiria os riscos da atividade econômica. A letra A está errada. nunca pessoa jurídica.

Errado. a quem cabe definir. sempre que presentes os requisitos caracterizadores da relação de emprego. da forma que melhor lhe convier. desde que esteja caracterizada a relação de emprego. distinguir-se-á este do trabalho executado no estabelecimento do empregador. A letra B está errada porque se não há relação de emprego no trabalho executado no domicílio do empregado. conferindo a este o poder de dirigir o trabalho. sem se fixar juridicamente a nenhum deles. Correta a letra A. 09 – (JUIZ DO REGIÃO – 1998) TRABALHO – 12ª A – são trabalhadores autônomos aqueles que possuem a discricionariedade do tempo. C – são trabalhadores intermediários aqueles que compõem a própria atividade da empresa. D – o trabalho executado no domicílio do empregado sempre será considerado autônomo. Errado. 6º da CLT. a figura do intermediário é repelida pelo sistema legal de proteção ao trabalho. pela literalidade do art. B – são trabalhadores avulsos aqueles que prestam serviços a outrem. A letra C está errada pois é possível que exista relação de emprego fora do estabelecimento do empregador. integrando-a. modo e local de trabalho. definindo o tempo. em afronta ao princípio da dignidade humana. As letras D e E também estão erradas porque será considerado relação de emprego o trabalho executado do domicílio do empregado. D – são trabalhadores domésticos aqueles que prestam serviços a pessoa física ou grupo familiar. modo e local da prestação. ao passo que na relação de emprego o trabalhador se subordina juridicamente ao empregador. no âmbito do Direito do Trabalho. Correto. ainda que não esteja caracterizada a relação de emprego. é aquele trabalhador que se coloca como elo de ligação entre um trabalhador e o tomador de seus serviços. B – não se distingue entre o trabalho realizado no estabelecimento do empregador e o executado no domicílio do empregado. praticando atos jurídicos em seu nome. C – apenas o trabalho realizado no estabelecimento do empregador caracteriza a relação de emprego. 6º da CLT). em regra. E – o trabalho executado no domicílio do empregado será sempre considerado eventual. o modo e o local da prestação dos serviços.A – não se distingue entre o trabalho realizado no estabelecimento do empregador e o executado no domicílio do empregado. no trabalho em domicílio (art. A distinção surge da proteção legal trabalhista. somente aos empregados. o tempo. Também chamado “gato”. no trabalho autônomo predomina a liberdade do trabalhador. em curtos períodos de tempo. Em outras palavras. figura muito comum principalmente no meio rural. O que caracteriza o trabalho avulso é o fato de o trabalhador avulso colocar sua energia de trabalho à disposição de distintos tomadores. O trabalho autônomo é marcado pela ausência de subordinação. ainda Aponte a alternativa correta: 20 . por exemplo. que é conferida. pois configura mercantilização do trabalho humano. Intermediário. complementando-a ou suplementando-a. que em regra caracteriza relação de emprego.

que em atividade lucrativa. 2º da Lei 5.889/1973). A relação de emprego exige trabalho não-eventual e nem todo empregado é regido pela CLT. Errado. trabalhar mediante o pagamento de salário e prestar o trabalho pessoalmente são requisitos que configuram o empregado e que todo empregado é regido pela CLT. Errado. Não existe relação de emprego sem onerosidade. trabalhar de forma não eventual. Pouco importa. trabalhar mediante dependência. por exemplo. O que caracteriza o empregado rural não é o local da prestação dos serviços. b) ser pessoa física. e sim a qualidade do empregador. conforme exposto no comentário da letra A. No mesmo comentário à letra A. d) ser pessoa física. que deve ser o empregador rural. trabalhar mediante dependência. Errado. Correto. e não pela CLT. FIGURA JURIDICA EMPREGADOR DO Questões Elaboradas – Auditor Fiscal Ricardo Rezende – EVP 21 . O doméstico. em áreas distantes das zonas urbanas. pois também será empregado rural o trabalhador que prestar serviços em prédio rústico a empregador rural (art. O doméstico não pode prestar serviços em atividade lucrativa. prédio rústico é a propriedade localizada em perímetro urbano onde se desenvolve atividade agroeconômica. trabalhar de forma não eventual. 10 – (PROCURADOR DO ESTADO/RN – FCC – 2001) É correto afirmar que: a) ser pessoa física. e nem todo empregado é regido pela CLT. mas no âmbito residencial da mesma pessoa ou grupo familiar. trabalhar de forma não eventual. mediante o pagamento de salário e prestar o trabalho pessoalmente são requisitos que configuram o empregado e que nem todo empregado é regido pela CLT. trabalhar mediante a inexistência de dependência. por sua vez. é regido pela Lei nº 5889/1973. trabalhar mediante o pagamento de salário e prestar o trabalho pessoalmente são requisitos que configuram o empregado e que nem todo empregado é regido pela CLT. relação de dependência e) ser pessoa física. e sim pela Lei nº 5859/1972. trabalhar gratuitamente e prestar o trabalho pessoalmente são requisitos que configuram o empregado e que todo empregado é regido pela CLT. assim considerado aquele que desenvolve atividade agroeconômica. se o mesmo presta serviços em zona urbana ou não. não é regido pela CLT. E – são trabalhadores rurais aqueles que desenvolvem atividades. Errado. trabalhar mediante dependência. Com efeito. para caracterização do rurícola. trabalhar mediante o pagamento de salário e prestar o trabalho pessoalmente são requisitos que configuram o empregado e que todo e qualquer empregado é regido pela CLT. trabalhar de forma eventual. Errado. trabalhar de forma não eventual. sentido do c) ser pessoa física. Errado. Não existe emprego sem (subordinação). ainda que industriais. O empregado rural. trabalhar mediante dependência. Nem todo empregado é regido pela CLT.

§2º. não caracteriza a coexistência de mais de um contrato de trabalho. a configuração do grupo econômico trabalhista não depende sequer de consórcio formal entre as empresas envolvidas.00 (setecentos reais). bem como os reflexos respectivos. 22 . Ao contrário. Cada um dos irmãos é sócio majoritário em uma das empresas e minoritário nas outras duas. “Agência de Turismo Ouro Preto” e “Lotérica Boa Esperança”. deverá ser reconhecida em juízo a duplicidade de contratos de trabalho. A partir do caso acima. 2º. apenas se Constantino conseguir comprovar que as empresas constituem grupo empresarial. denominadas “Farmácia Gerais”. nos termos do art. porém nunca recebeu o adicional de horas extras. Demitido sem justa causa depois de três anos prestando serviços à “Lotérica Boa Esperança”. Comentário: a identidade da atividade econômica não é requisito para a formação de grupo econômico. entre duas ou mais b) No caso. tendo em vista que exercem atividades econômicas diversas. bastando para tal a relação de subordinação ou ao menos de coordenação empresas. d) Caso Constantino tenha prestado serviços à “Agência de Turismo Ouro Preto” durante o tempo em que tinha contrato de trabalho com a “Lotérica Boa Esperança”. Comentário: a maioria da doutrina e da jurisprudência tem admitido a formação do grupo econômico ante a simples relação de coordenação entre as empresas. o que por si só afasta a hipótese legal de formação de grupo econômico. durante a mesma jornada de trabalho. da CLT. Comentário: a formação do grupo econômico para fins trabalhistas não se liga à idéia de grupo empresarial extraída da legislação comercial. e desde que respeitadas as formalidades previstas na legislação comercial. “Agência de Turismo Ouro Preto” e “Lotérica Boa Esperança” não formam grupo econômico. Constantino ingressou com reclamação trabalhista pleiteando diferenças salariais (adicionais de horas extras devidos e reflexos) e o FGTS incidente sobre tais diferenças (inclusive multa compensatória devida em função da demissão imotivada). salvo ajuste em contrário”. Constantino foi admitido pela “Lotérica Boa Esperança” para exercer a função de atendente. há inegável relação de coordenação administrativa entre elas. c) Há de se reconhecer o grupo econômico. Não obstante não exista subordinação de uma empresa às outras. Comentário: Nos termos da Súmula 129 do TST “ a prestação de serviços a mais de uma empresa do mesmo grupo econômico. a mera relação de coordenação entre as três empresas é suficiente para a caracterização do grupo econômico para fins trabalhistas.Questão 1 – Considere-se a seguinte hipótese: Três irmãos detém a propriedade de três empresas. sendo que constou em sua CTPS o salário mensal de R$700. pelo que o obreiro poderá exigir as verbas trabalhistas relativas aos dois vínculos. na hipótese mencionada. Ao longo do contrato de trabalho Constantino laborou em sobrejornada de 45 minutos diários. julgue os seguintes itens (certo ou errado): a) As empresas “Farmácia Gerais”.

Comentário: Hodiernamente o entendimento predominante na doutrina e na jurisprudência é no sentido de que as empresas integrantes do grupo econômico podem ser acionadas diretamente no processo de execução. não poderá. dada a inexistência de relação de subordinação entre as mesmas. em nenhuma hipótese o adquirente responderia pelos créditos trabalhistas deste obreiro. forma-se o grupo econômico vertical se existe relação de subordinação entre as empresas integrantes. tendo em vista que não restou configurada a sucessão trabalhista porque não houve alteração na propriedade ou na estrutura jurídica da empresa “Lotérica Boa Esperança”. exigir o pagamento das empresas “Farmácia Gerais” e “Agência de Turismo Ouro Preto”. Comentário: literalidade da Súmula 129 do TST. poderiam as três empresas ser consideradas um único empregador em relação a Constantino. Comentário: a doutrina mais moderna e a jurisprudência tem. já transcrita no comentário da alínea “d” supra. razão pela qual não restam maiores dúvidas a respeito da configuração do grupo econômico. razão pela qual cada uma das empresas poderia exigir que Constantino lhe colocasse à disposição sua energia de trabalho. as duas primeiras serão subsidiariamente responsáveis pelo adimplemento dos créditos trabalhistas de Constantino. em eventual fase de execução do julgado. i) Tecnicamente pode-se dizer que as empresas mencionadas formam grupo econômico horizontal. Comentário: Consoante o art. Comentário: segundo classificação corrente na doutrina. g) Ante a inexistência de cláusula contratual dispondo em contrário. ( E ) j) Caso a propriedade das empresas “Farmácia Gerais” e “Agência de Turismo Ouro Preto” tivesse sido transferida a terceiro durante a vigência do contrato de trabalho de Constantino. 2º da CLT as empresas integrantes do grupo econômico são solidariamente responsáveis pelos créditos trabalhistas dos empregados de qualquer uma delas. ao passo que forma-se o grupo econômico horizontal se não existe subordinação. mas mera relação de coordenação entre as empresas integrantes do grupo. efetiva empregadora de Constantino. o caso é de solidariedade e não de mera subsidiariedade. serão acionadas a pagar o quantum devido no caso de a “Lotérica Boa Esperança” não arcar com seu débito trabalhista em relação ao mencionado obreiro. considerado configurada a 23 . No caso em análise. desde que respeitada a compatibilidade de horários. desde que não pairem dúvidas a respeito da existência do grupo econômico. “Agência de Turismo Ouro Preto” e “Lotérica Boa Esperança”. em alguns casos. tendo em vista que as mesmas não teriam participado do processo de conhecimento. o enunciado da questão esclarece que há “inegável relação de coordenação administrativa entre elas” (as empresas). Assim. isto é. sem que com isso restasse configurado mais de um contrato de trabalho. e logo não lhes teria sido garantido o direito constitucional ao contraditório e à ampla defesa.e) Configurado o grupo econômico entre as empresas “Farmácia Gerais”. ( E ) f) Caso Constantino tenha ingressado com a reclamação trabalhista apenas em face da “Lotérica Boa Esperança”.

a alienação das outras duas empresas que formavam com a “Lotérica Boa esperança” o grupo econômico provocaria inequívoco enfraquecimento das garantias creditícias de Constantino. a responsabilidade subsidiária do sucedido. Na hipótese. a transferência da empresa a título provisório para um arrendatário muito provavelmente provocará o enfraquecimento das garantidas creditícias de Constantino. Algumas vezes evidente e em outras apresentando-se como leve traço. a doutrina italiana chegou a considerar a existência de um terceiro gênero. No caso em análise. poderia o juiz determinar. posto que este. como forma de garantir efetivamente o recebimento dos créditos do trabalhador. No desempenho de suas funções. ( E ) k) Na hipótese de a “Lotérica Boa Esperança” ter sido arrendada a terceiro durante a vigência do contrato de trabalho de Constantino. Afora o debate meramente didático. José foi contratado pela pessoa jurídica Aga. José tem a incumbência de desenvolver programa que será parte integrante de um software criado para sistema 24 . como uma obrigação patrimonial de prestação pessoal. É importante lembrar que a regra jurídica quase sempre comporta exceções. a jurisprudência tem reconhecido a responsabilidade subsidiária do sucedido nos casos em que a sucessão tenha provocado considerável redução das garantias de adimplemento dos créditos trabalhistas dos empregados. Observe-se que a questão é polêmica e está longe de pacificação. Comentário: não obstante a regra seja a isenção de responsabilidade do sucedido pelos créditos constituídos antes da transferência (sucessão).sucessão de empregadores sempre que a alteração intra ou interempresarial resulte no enfraquecimento das garantias do crédito trabalhista do empregado. “nunca”. pois há certa presunção de menor idoneidade econômica do arrendatário. ao menos em tese. Dessa forma. considere a seguinte situação hipotética. a subordinação é considerada pela doutrina prevalecente como uma situação jurídica. muitas vezes. então todo cuidado é pouco com este tipo de afirmação. Um dos elementos caracterizadores da relação de emprego. como “em nenhuma hipótese”. na classificação de Von Tuhr. que atua na área de desenvolvimento de software para instituições financeiras. o magistrado depara-se com situações incomuns. um modelo situado entre o trabalho subordinado e o autônomo: o trabalho parassubordinado. a responsabilização dos adquirentes como sucessores. Caso confirmada em juízo esta presunção. que dificultam a constatação da relação empregatícia. vigindo o arrendamento quando de sua demissão. nos termos dos artigos 10 e 448 da CLT. antes da alteração. in concreto. o responsável pelos créditos trabalhistas de Constantino seria exclusivamente o sucessor (arrendatário). seria possível. “sempre”. A hipótese é interessante para fins de concurso público porque ressalta a atenção que o candidato deve ter diante de expressões que denotem regras absolutas. tanto na doutrina quanto na jurisprudência. para prestação de serviços de programador. mas as outras duas empresas como garantes de seus créditos. tinha não só seu empregador direto. Como exemplo. na prática judicial. QUESTÕES ANTERIORES: DE CONCURSOS QUESTÃO 2 – (JUIZ DO TRABALHO – 5ª REGIÃO – CESPE – 2006) A subordinação jurídica apresenta-se.

conectado à Internet. expressamente. Comentário: assertiva correta. em síntese. desde que presentes os pressupostos da relação de emprego. comandar. assinale a opção incorreta. pois no caso estaria caracterizado o grupo econômico. A jornada de trabalho também pode ser definida por José. permanece conectado à Internet e com uma linha telefônica exclusiva em sua residência para contatos a qualquer momento para resolver problemas que surgirem na execução do software. atribuindo ao empregador os poderes de direção. Curso de Direito do Trabalho. em relação aos trabalhadores intelectuais. diligência e fidelidade. Mencionamos mais uma vez a esclarecedora lição da Profª. telefone celular exclusivo. São Paulo : LTr. por intermédio de um programa de transferência eletrônica de mensagens. p. A A CLT não estabelece. diferenças entre o trabalho realizado no estabelecimento empresarial e o desempenhado no domicílio do empregado. ela é difícil de ocorrer. Com base nessas informações e acerca dessa situação hipotética. B A subordinação jurídica é fonte de direitos e deveres para as partes da relação de emprego. (BARROS.) D Se determinada instituição financeira possuísse o controle acionário de Aga. Em linhas gerais. Alice Monteiro de Barros: “Esse poder de comando do empregador não precisa ser exercido de forma constante. José tem de portar. Alice Monteiro de. Por isso. dirigir e fiscalizar a atividade do empregado. desde que mantenha contato direto com os supervisores. Literalidade do art. O trabalho de José pode ser desempenhado em sua própria residência. C Para a caracterização da subordinação jurídica não é necessária supervisão técnica contínua. 6º da CLT. dirigindo e administrando os bens de Aga para a consecução de seus objetivos empresariais. 241. pois a subordinação jurídica decorre do contrato de trabalho e representa. José participa de todas as fases do processo de criação do software e. do que decorre o poder empregatício (poder diretivo) e o dever de obediência do empregado. Comentário: assertiva correta. Comentário: assertiva correta. seriam considerados empregadores de José. quando este passa a ser utilizado no mercado.maior. bip e laptop. 2005. mesmo porque. durante este período. para os fins da legislação trabalhista. O importante é que haja a possibilidade de o empregador dar ordens. mas o que interessa é a possibilidade de o empregador intervir nas atividades do empregado. que deve apenas cumprir o prazo definido. e que forem relativos à sua parte da programação. Se precisar sair de sua residência. tampouco torna-se necessária a vigilância técnica contínua dos trabalhos efetuados. normalmente um home banking ou para centrais de autoatendimento bancário. pelo que aplicável a regra 25 . ambos. o que interessa é a possibilidade que assiste ao empregador de intervir na atividade do empregado. a subordinação do trabalhador ao tomador dos seus serviços no tocante ao modo de prestação do trabalho. nem sempre a subordinação jurídica se manifesta pela submissão a horário ou pelo controle direto do cumprimento de ordens”. relação norteada pela idéia civilista de boa-fé objetiva. Comentário: assertiva correta. controle e disciplinar e ao empregado os deveres de obediência.

pelo critério objetivista. Dessa forma. à qual é facultado. era perfeitamente possível resolver a questão por eliminação. Comentário: assertiva incorreta. por empresário. na qual se inspirou. em virtude do qual o empregado aceita a determinação. seriam elementos caracterizadores da subordinação jurídica pelo critério subjetivista. não obstante a assertiva da letra “E” demande conhecimentos técnicos mais profundos. bem como pela possibilidade de o tomador dos serviços determinar o modo de prestação do trabalho (contato direto com supervisores. são devidos ao empregado os salários contratualmente ajustados. Assim. da CLT. c/c a Súmula nº 129 do TST. Por sua vez. 26 .do art. pela inserção dos serviços prestados por José na organização da empresa Aga (e notadamente em seu objetivo social). para exercício da empresa. acerca da figura jurídica do empregador. inclusive. qualquer que seja a situação da empresa. Sobre esta questão é importante verificar que. pelo critério objetivista a subordinação “consiste na integração da atividade do trabalhador na organização da empresa mediante um vínculo contratualmente estabelecido. §2º. Literalidade dos artigos 966 (“empresa é a atividade econômica organizada para a produção ou a circulação de bens ou serviços”) e 1142 (“considera-se estabelecimento todo complexo de bens organizados. partilhar os riscos da atividade econômica com seus empregados. São Paulo : LTr. os riscos do empreendimento devem ser suportados exclusivamente pelo empregador. Comentário: item errado. no caso hipotético apresentado. a direção e a fiscalização exercidas por Aga sobre as atividades de José. o critério subjetivista reforça a idéia de dependência. Dessa forma. com o conseqüente dever de obediência pleo empregado. das modalides de prestação do trabalho” (BARROS. 1 A empresa. 242). Alice Monteiro de. 2 De acordo com a legislação vigente. no caso hipotético apresentado a subordinação estaria caracterizada. 3º da CLT). visto como uma universalidade de bens corpóreos e incorpóreos ou unidade de produção voltada à concretização dos fins sociais do empreendimento. mediante acordo ou convenção coletiva. não se confunde com o estabelecimento. Comentário: item correto. Conforme o disposto no art. Curso de Direito do Trabalho. definição de prazos pela empresa. o qual considera a subordinação sob o prisma da direção e da fiscalização pelo empregador. disponibilidade para manutenção dos sistemas). 2º da CLT. 2º. remunerando-os exclusivamente com participação nos lucros e resultados. pelo empregador. ou por sociedade empresária”) do Código Civil. A direção e a fiscalização exercida por Aga sobre as atividades de José. E Pelo critério objetivista. o legislador celetista (art. 2005. posto que as demais assertivas (“a” a “d”) não apresentam maiores dificuldades. são elementos caracterizadores da subordinação jurídica. considera-se empregador a empresa individual ou coletiva que assalaria e dirige a prestação pessoal de serviços. vedada a transferência de eventuais custos ou prejuízos aos empregados. QUESTÃO 3 – (CONSULTOR LEGISLATIVO DO SENADO – CESPE – 2002) Julgue os itens seguintes. p. concebida como atividade econômica organizada. no caso acima apresentado.

Com efeito. não restam dúvidas de que o sucessor responde por todos os débitos trabalhistas relativos ao período anterior à modificação na propriedade da empresa. o grupo econômico tanto pode ser vertical (se existe relação de subordinação entre as empresas integrantes). Comentário: item errado. Da mesma forma. Como vimos. instrumentos coletivos de trabalho.3 No âmbito do direito do trabalho.) permanecem incólumes frente à alteração subjetiva do empregador. A alteração na propriedade da empresa não altera os contratos de trabalho. Nessa situação. regulamento de empresa. 5 A sucessão de empregadores. se operarem no mesmo segmento comercial ou se suas atividades não estiverem horizontalmente integradas no mesmo processo produtivo ou comercial. ao passo que outros acabaram sendo absorvidos pela nova empresa titular do empreendimento. etc. QUESTÃO 5 – (JUIZ DO TRABALHO – 9ª REGIÃO – 2007) Considere as seguintes assertivas: 27 . o proprietário de uma empresa do setor de turismo foi obrigado a transferir o empreendimento a uma empresa concorrente. nos termos dos artigos 10 e 448 da CLT. como horizontal (se existe mera relação de coordenação administrativa entre as empresas integrantes). pelo que é vedada a renegociação das cláusulas de acordo coletivo anteriormente pactuadas. Assim. sem o pagamento das indenizações devidas. bem como não depende da manutenção de todos os empregados em atividade. inclusive daqueles demitidos antes da sucessão. as empresas reunidas em grupo econômico apenas serão solidariamente responsáveis pelos créditos trabalhistas devidos aos empregados de cada uma delas. QUESTÃO 4 – (AUDITOR DO ESTADO ES – CESPE – 2004) Julgue o item a seguir: Por não conseguir honrar os compromissos assumidos com alguns bancos. a sucessão de empregadores terá sido claramente configurada. Comentário: item correto. Hipótese típica de sucessão de empregadores. verificandose quando a atividade comercial explorada for assumida por pessoa natural ou jurídica distinta. Diversos empregados foram por ele dispensados. 4 A alteração na propriedade da empresa faculta ao empresário adquirente a renegociação de todas as cláusulas coletivas eventualmente pactuadas em acordo coletivo com o sindicato profissional correspondente. não exige solenidade especial. todas as regras aplicáveis ao contrato (cláusulas contratuais. Para configuração do grupo econômico para fins trabalhistas não é necessário que as empresas atuem na mesma atividade econômica. ao passo que a transferência do empreendimento afetou diretamente a garantia de adimplemento dos créditos trabalhistas dos empregados. e o novo titular do negócio deverá responder pelos débitos trabalhistas relativos ao período anterior à modificação na propriedade da empresa. a sucessão de empregadores resta configurada independentemente do título jurídico da alteração subjetiva do empregador. Comentário: item correto. com o aproveitamento total ou parcial dos trabalhadores contratados. Comentário: item errado. para os fins do direito do trabalho. com os efeitos daí advindos (responsabilização do sucessor).

III e IV são verdadeiras. durante a mesma jornada de trabalho. V – Para que se configure a sucessão de empregadores é suficiente a transferência de parte significativa do complexo empresarial. Comentário: assertiva falsa. ainda que não haja transferência da totalidade dos bens materiais e imateriais. em qualquer hipótese.: C 28 . consubstanciado na Súmula nº 129. Vide comentário o item anterior. não consta no título executivo como devedora. salvo ajuste em contrário”. c) Somente as assertivas I e V são verdadeiras. Comentário: assertiva falsa. O entedimento dominante no TST. qualquer um dos integrantes do grupo econômico. e) As assertivas IV e V são falsas. III – Consoante o entendimento dominante do Tribunal Superior do Trabalho. Resp. independentemente de o mesmo ter participado do processo desde a fase de conhecimento. a referida Súmula foi cancelada em 2003. Comentário: assertiva verdadeira. se a sucessão provocou redução das garantias dos créditos trabalhistas de determinado empregado. responderá o sucessor inclusive pelos créditos dos empregados demitidos antes da transferência. na fase de execução. as assertivas são b) Somente as assertivas I e II são falsas. Comentário: assertiva correta.I – A sucessão de empregadores pode se configurar mesmo que não haja continuidade na prestação de serviços pelo empregado que persegue seus créditos. Este foi o entendimento dominante no TST enquanto vigorou a antiga Súmula nº 205. Assinale a alternativa correta: a) Todas verdadeiras. IV – Para que se configure a sucessão de empregadores é imprescindível que haja a transferência da propriedade da unidade econômicojurídica. que não participou da relação processual como reclamada. Entretanto. Comentário: assertiva falsa. a coexistência de mais de um contrato de trabalho. e a partir daí observa-se uma tendência a se admitir a possibilidade de o empregado acionar. d) As assertivas I. Maurício Godinho. não pode ser sujeito passivo da execução. e que. é no sentido de que “ a prestação de serviços a mais de uma empresa do mesmo grupo econômico. a prestação de serviços pelo empregado. não caracteriza a coexistência de mais de um contrato de trabalho. caracteriza. II – Segundo o entendimento dominante no Tribunal Superior do Trabalho. durante a mesma jornada de trabalho. Consoante a moderna doutrina justrabalhista tem ganhado força a tese de que opera-se a sucessão de empregadores sempre que haja “alienação ou transferência de parte significativa do(s) estabelecimento(s) ou da empresa de modo a afetar significativamente os contratos de trabalho” (DELGADO. portanto. Como mencionado no comentário da questão 4. a empresa integrante do mesmo grupo econômico. a mais de uma empresa do mesmo grupo econômico. II.

assinale a opção correta. e não mais somente das relações de emprego. com o advento da alterações promovidas pela EC 45/2004 no art. 114 da CRFB a Justiça do Trabalho passou a ser competente para julgar as lides decorrentes de qualquer relação de trabalho. não há qualquer previsão de “repetibilidade” futura. B Diante do benefício atribuído. Por todo o exposto. B o labor desenvolvido por Artur equipara-se ao do trabalhador doméstico. portanto. pois não houve vínculo laboral. Além disso. D – incorreta. E – incorreta. qual seja. conforme o enunciado da questão. o período assegurado à gestante passou a ser de cinco meses a partir do parto. uma vez que a convenção coletiva não tem o 29 . a licença-maternidade assegurada às gestantes da referida categoria profissional restou fixada em cinco meses. por força de convenção coletiva. segundo emenda constitucional. sem. Assim. o contrato de experiência deve ser ajustado pelas partes como tal. Artur faz jus ao registro do pacto em sua CTPS e às verbas não-pagas. Outras alternativas: A – incorreta. tendo em vista que. pois o contrato de experiência é contrato de emprego. bem como o trabalhador não se fixa juridicamente ao tomador (ele trabalha sabendo que não formará qualquer vínculo jurídico com o tomador de seus serviços). a não- eventualidade. A Dada a mencionada extensão da estabilidade no emprego. Questão 47 Considerando que determinada categoria profissional tem assegurada à gestante. segundo avençado pelas partes e mediante paga. Comentários: Ainda que a atividade de Artur tenha sido desenvolvida de forma contínua durante três meses. C houve uma relação de trabalho. tendo em vista que ausente o requisito da não-eventualidade. a resposta correta é a letra C. porque não há sequer relação de emprego. De acordo com a CLT e os princípios do direito do trabalho. gênero do qual é espécie a relação de emprego. B – incorreta. estabilidade no emprego por mais um mês além do período fixado na CF.TÉCNICO ÁREA ADMINISTRATIVA – TRT 1ª REGIÃO – CESPE – 2008 – CADERNO A Questão 46 Artur desenvolveu atividade de pedreiro em obra residencial ao longo de três meses ininterruptos. ser realizado na esfera cível. dado que não houve registro na CTPS. a atividade é eventual. pelo que há mera relação de trabalho. ter sido feito registro em sua CTPS. A houve vínculo laboral e. a categoria profissional não obteve nenhum benefício. visto que o período de execução do trabalho não ultrapassou o limite de noventa dias. contudo. E qualquer questionamento judicial acerca do pacto deverá. posto que não se insere nas atividades normalmente desenvolvidas pelo tomador dos serviços. o que não foi mencionado no enunciado da questão. na situação descrita. não há um dos requisitos caracterizadores da relação de emprego. C De fato. D houve contrato de trabalho de experiência.

quais sejam. “b”. Assim. E A convenção coletiva é considerada uma fonte autônoma do direito do trabalho. cumpre jornada de trabalho noturno o trabalhador urbano que labora no período A de 20 h às 5 h. B . 73 da CLT. p. XIII e XIV). Questão 48 Segundo o art. II. Comentários: A – incorreta. ao passo que o acordo coletivo de trabalho é firmado entre sindicato (dos trabalhadores) e empresa. exceto nos casos em que a própria CRFB excepciona (art. pois a garantia de emprego (ou estabilidade) da gestante não se confunde com a licença-maternidade. C – incorreta. como. D de 22 h às 5 h. 73 da CLT. pode assegurar a extensão do benefício. empregado e empregador. ex. B de 22 h às 6 h.poder de prorrogar constitucional. à luz do princípio da proteção (norma mais favorável e condição mais benéfica). D – incorreta. por ser firmada entre sindicato e empresa. como remuneração será considerada somente a quantia fixa. A Para efeitos legais. incisos VI. sendo esta resultante de gorjetas. Por óbvio convenção coletiva não pode estender benefício de natureza tipicamente previdenciária. Com efeito. pela literalidade do §2º do art. são fontes heterônomas do Direito do Trabalho. a remuneração corresponde ao somatório de ambas. e no caso o termo seria seis meses após o parto. C Legalmente. C de 21 h às 5 h. Questão 49 Assinale a opção correta com referência à situação de trabalhador que recebe mensalmente uma quantia fixa e outra variável. E de 23 h às 5 h. as regras advindas de terceiros estranhos à relação de emprego. o gabarito é letra E. benefício D A convenção coletiva. emendas do Estado.incorreta. pois a garantia de emprego conferida à gestante já tem seu termo final cinco meses após o parto. Comentário: a resposta é letra D. do ADCT/CRFB.. pois a convenção coletiva é firmada entre sindicatos (patronal e obreiro). pois a negociação coletiva (seja celebrada por acordo coletivo de trabalho ou convenção coletiva de trabalho) sempre pode ampliar a proteção ao trabalhador. Em contraposição. sem maiores problemas. 30 . as leis. B Como há uma quantia fixa e outra variável. 7º. nos termos do art. D A quantia variável paga mensalmente é considerada prestação in natura. É vedada à negociação coletiva a redução de direitos constitucionalmente assegurados. a convenção coletiva de trabalho é considerada fonte autônoma do Direito do Trabalho porque as normas por ela definidas são estabelecidas a partir dos próprios atores da relação de emprego. a quantia variável nunca poderá ser inferior ao salário mínimo. E – correta. 10.

segundo o prescrito no art. anteriormente ocupado. 459 da CLT. D Trata-se de situação que configura rescisão indireta. gorjetas. cargo de confiança que lhe assegurou aumento na remuneração. foi nula. Como exemplo. este será garantido. p. 468 da CLT. a CLT permite a reversão do empregado ao cargo efetivo ocupado antes da assunção do cargo de confiança. nos termos do art. deixando o exercício de função de confiança”. Ex. A Irregularidade inexiste na mencionada reversão ao cargo anteriormente ocupado. C Com base no princípio da continuidade do contrato de trabalho. Assim. Comentários: A – incorreta. B A referida alteração atende ao prescrito no art.. e não à parcela fixa da remuneração. auferindo apenas R$100. Nestes termos. Após ele ocupar a nova função por seis meses. Questão 50 Um vendedor. mencione-se o caso do empregador que concede moradia (habitação) ao empregado como parte da contraprestação a este devida pelos serviços prestados. B – correta. 468 da CLT. Comentários: Consoante o disposto no parágrafo único do art. assinale a opção correta. Ainda assim ser-lhe-á garantido o salário mínimo de R$415. Imagine-se que em determinado mês ele vende pouco.00. mas sim em utilidade.E O pagamento mensal do trabalhador deverá ocorrer até o quinto dia do mês subseqüente ao vencido. Assim. após determinado tempo. conforme comentário à assertiva “a”. e sim salário propriamente dito. comissões. Vejamos as incorreções das demais assertivas: 31 .00 de comissões. nos termos do parágrafo único do art. Observe-se que. pois considera-se remuneração a soma da quantia fixa à quantia variável recebida pelo empregado (como. etc). o empregador concluiu que as expectativas de desempenho no cargo não tinham sido atendidas e determinou-lhe o retorno à função anterior. D – incorreta. portanto. não há que se falar em retorno ao cargo anteriormente ocupado. “não se considera alteração unilateral a determinação do empregador para que o respectivo empregado reverta ao cargo efetivo. Acerca dessa situação. desde que tenha sido assegurado ao trabalhador o pagamento da gratificação de gerente. C – incorreta. pois a vedação é à remuneração inferior ao salário mínimo.00 fixos mais comissões por venda. desde que seja paga PELO trabalho e não PARA o trabalho. 468 da CLT. Considera-se prestação in natura a parcela do salário que não é paga em dinheiro. a quantia variável paga mensalmente não configura salário-utilidade (ou prestação in natura). foi promovido a gerente de vendas. neste caso. ex. 483 da CLT. pois o pagamento do salário do trabalhador deverá ocorrer até o quinto dia útil do mês subseqüente ao vencido.: um vendedor recebe R$300. E A situação descrita constituiu alteração unilateral do contrato de trabalho e. a de vendedor. E – incorreta. correta a letra A. independentemente de que se consiga obter resultados suficientes para “completar” o salário mínimo.

do período do afastamento. em geral. como é o caso. Na situação acima descrita. o benefício correspondente. Vólia Bomfim e Valentim Carrion. pois. a reversão não ataca o vínculo de emprego em si. tendo em vista que a CLT prevê expressamente a hipótese de reversão. E – incorreta. grosso modo poderíamos dizer que sem salário = suspensão. no tempo de serviço. 468 da CLT. C o período aquisitivo de férias não será alterado porque houve acidente de trabalho. no tempo de serviço. C – incorreta. pois os casos de rescisão indireta pressupõe. em última análise. cômputo do período do afastamento. Neste sentido. Godinho. o descumprimento de obrigação contratual por parte do empregador (tanto as obrigações expressamente decorrentes do contrato. reverteria ao cargo de origem porém com a incorporação da gratificação recebida. como as obrigações decorrentes do princípio da boa-fé objetiva). com salário = interrupção. e tem como defensores. a reversão não constitui alteração unilateral do contrato de trabalho. do período do afastamento. 476 da CLT. E verifica-se interrupção do contrato de trabalho e não há cômputo. entre outros. no tempo de serviço. D – incorreta. que não é suficientemente clara na expressão “desde que tenha sido assegurado”. A tem-se um caso de interrupção do contrato de trabalho porque haverá. no tempo de serviço.B – incorreta. o que quis dizer foi que a reversão seria lícita desde que o trabalhador continuasse recebendo a gratificação de gerente. Questão 51 No decorrer de determinado contrato de trabalho. até porque. D o contrato de trabalho é considerado suspenso e há cômputo. percebendo. pois não há relação entre o princípio da continuidade e o instituto da reversão. Não obstante a infelicidade da redação da assertiva. cômputo do período do afastamento. de forma que o empregado revertido ao cargo efetivo perde a gratificação de gerente. mensalmente. nos termos do supramencionado parágrafo único ao art. isto é. Este entendimento se baseia na interpretação dos artigos 59 e 60 da Lei nº 8. bem como no art. a exemplo do que acontecia antigamente no serviço público com o chamado “apostilamento”. B ocorre a suspensão do contrato de trabalho porque não haverá. o que costuma determinar o enquadramento é o pagamento ou não de salário pelo empregador. No caso não há qualquer descumprimento de obrigação pelo empregador. Está incorreta pois não existe qualquer previsão legal neste sentido. Em que pese a existência de situações controvertidas acerca da configuração como suspensão ou interrupção.213/91. Comentários: O entendimento doutrinário predominante é no sentido de que o afastamento do empregado em decorrência de acidente de trabalho suspende o contrato de trabalho. que continua normalmente no cargo efetivo do empregado. o empregado sofreu acidente de trabalho e ficou afastado de suas funções por mais de oito meses. No caso específico do acidente de trabalho a contagem do tempo de serviço e o recolhimento do FGTS 32 .

no decorrer de um contrato de trabalho. 482 da CLT. C – correta. B O menor. XXXIII. quando o trabalhador completar dezoito anos.684/1990). C O adolescente poderá. o termo inicial do prazo prescricional só começa a contar. aos quais não se aplica o limite de idade. terá este quatro anos (dois até completar a maioridade e mais dois do prazo legal de prescrição) para propor ação trabalhista. E – incorreta. não obstante o caráter de suspensão do contrato de trabalho. ressalvada a hipótese do aprendizes portadores de necessidades especiais. Comentários: Esta questão induz o candidato a erro. Assim. Questão 53 Considerando que. nesse caso.180/2005. B Deverá o trabalhador permanecer no serviço até que seja rescindido o contrato..”).. pois ao menor de 16 anos é vedado o trabalho.durante o período de afastamento são determinados pela legislação (respectivamente pelo art. direitos desrespeitados. Assim. independentemente de seus responsáveis legais. Isso porque o candidato desavisado pode ter chegado a pensar que o contrato seria nulo. Logo. Questão 52 Com relação ao caso de um adolescente que complete quinze anos e comece a laborar. Literalidade do art. perante a justiça do trabalho. A A rescisão cabível. completado o ensino desde que computado tempo destinado à teórica (art. só poderá fazê-lo dois anos após a extinção do seu contrato de trabalho. assinale a opção correta. 404 da CLT. vamos às alternativas. tendo em vista a nova redação dada ao art. D – incorreta. Porém. 7º. pela literalidade do art. a hipótese aventada é de contrato de aprendizagem. assinale a opção correta. a partir dos 14 anos”. é a justa causa. 439 da CLT (“é licito ao menor firmar recibo pelo pagamento dos salários. A O limite diário de labor do adolescente não poderá superar quatro horas. a regra tem a ressalva expressa “salvo na condição de aprendiz. e do art. o empregador esteja descumprindo suas obrigações contratuais. Pois bem. Exemplo: caso seu contrato de trabalho seja extinto quando o trabalhador tenha completado 16 anos. 428 da CLT pela Lei nº 11. no caso. 4º da CLT e pelo art. e na jornada o aprendizagem CLT). consoante estipulado no art. se quiser vindicar. que passou a permitir a aprendizagem até os 24 anos. da CRFB. 432 da B – incorreta. o gabarito é letra D. 28 do Decreto nº 99. A – incorreta. pois contra o menor de idade não corre prescrição. C A situação considerada caracteriza culpa recíproca para a rescisão 33 . o qual não está vedado a menor de dezoito anos. podendo ser de oito horas se o aprendiz tiver fundamental. E O trabalho do menor somente poderá ser considerado como de aprendizagem até que o adolescente complete dezoito anos de idade. pois o limite diário de labor do aprendiz é de seis horas. D O adolescente poderá desenvolver trabalho no turno noturno. firmar recibo de pagamento dos salários.

Comentário: Esta questão é um bom exemplo para desmistificar a história de que a FCC cobra só “lei seca”. mas isso não quer dizer que se possa dispensar o estudo da doutrina e da jurisprudência. (C) terá direito a 50% do valor do aviso prévio e a integralidade do décimo terceiro salário e das férias proporcionais. o empregado terá direito inclusive ao aviso prévio. (E) terá direito a integralidade do décimo terceiro salário e das férias proporcionais. por falta grave do empregado. assegurando indenização por metade ao obreiro. D – incorreta. cabe rescisão indireta do contrato de trabalho. 483 da CLT. E – correta. Ao contrário. pois conforme o §3º do art. do décimo terceiro salário e das férias proporcionais. C – incorreta. apenas. 484 da CLT (segundo o qual havendo culpa recíproca a indenização devida ao empregado o é pela metade). bem como da Súmula nº 14 do TST. pois a dispensa por justa causa é forma de despedida pelo empregador. B – incorreta. (B) não terá direito a qualquer verba rescisória por ter contribuído para a rescisão de seu contrato de trabalho. Pois bem. 483 da CLT. forte no art. (ANALISTA – ÁREA JUDICIÁRIA – TRT DA 23ª REGIÃO – FCC – 2007) Reconhecida a culpa recíproca na rescisão do contrato de trabalho o empregado (A) terá direito a 50% do valor do aviso prévio. Observem que eu nunca disse isso! Sempre alerto para o fato de que. 484 da CLT para todas as demais verbas resilitórias. será devido o aviso prévio. pois no caso a culpa é integral do empregador. ao pleitear a rescisão indireta de seu contrato de trabalho por descumprimento de obrigações pelo empregador. havendo culpa QUESTOES FCC 34 . (D) terá direito a integralidade do valor do aviso prévio e a 50% do décimo terceiro salário e das férias proporcionais. Vejamos as alternativas: A – incorreta. Se os efeitos da despedida indireta são os mesmos da rescisão sem justa causa pelo empregador. a resolução da questão exige o conhecimento do art. por si só. 482) não é devido o aviso prévio. pode escolher entre continuar prestando serviços ou não. será devido o aviso prévio. pelo que a rescisão do contrato opera os mesmos efeitos da rescisão sem justa causa pelo empregador. pois se rompimento contratual por justa causa (art. inclusive com o pagamento da multa compensatória do FGTS na proporção de 40% dos depósitos fundiários. é fundamental conhecer bem (decorar mesmo) a “lei seca”. o empregado. especialmente para concursos da FCC. D Independentemente da forma de rompimento contratual. que indica o entendimento consolidado do TST no sentido de que aplica-se analogicamente o art.contratual. ou seja. a questão não encontra resposta em literalidade de nenhum dispositivo legal. Comentários: Ante o descumprimento das obrigações contratuais pelo empregador. ainda que com pouca profundidade. E Findo o contrato de trabalho por despedida indireta.

a consideração de tempo ficto. 58. conforme art. que é o chamado intervalo interjornadas. por óbvio. (B) 07h00min. da CLT) é hora de trabalho. 66 da CLT. da CLT. por oportuno. conforme art. E – correta. o gabarito é letra A. (E) Considera-se trabalho em regime de tempo parcial aquele cuja duração não exceda a vinte e cinco horas semanais. (C) Em regra. observado o limite máximo de 20 minutos diários. não se aplicando a redução aos descansos trabalhistas. (C) 08h00min. (D) A duração normal de trabalho poderá ser acrescida de horas suplementares. 58. B – incorreta. (ANALISTA – EXECUÇÃO DE MANDADOS – TRT DA 4ª REGIÃO – FCC – 2006) O empregado que. até porque estes configuram dispositivos de proteção à higidez física do trabalhador. conforme art. o que afasta. §1º. “entre duas jornadas de trabalho haverá um período mínimo de onze horas consecutivas para descanso”. assim considerados os exercentes de cargos de gestão. por sua vez. da CLT. por força da exceção legal prevista no art. que as férias vencidas são devidas integralmente em qualquer hipótese de extinção do contrato de trabalho. deverão observar a jornada de trabalho não excedente de oito horas diárias ou quarenta e quatro horas semanais. Nesta questão o único detalhe a observar é que a hora reduzida noturna (art. poderá reiniciar os serviços no dia seguinte a partir das 35 . da CLT. C – incorreta. §1º. em número não excedente de três. 73. se o empregado parou de trabalhar em um dia às 23h00min. por qualquer meio de transporte será computado como jornada de trabalho. II. poderá reiniciar os serviços no dia seguinte a partir de (A) 06h00min. 59. Comentário: Consoante o disposto no art. Dessa forma. Portanto. o aviso prévio. (D) 09h00min. D – incorreta. caput. 58-A. Devese lembrar. Logo. cobrou a literalidade de diversos dispositivos legais relativos à jornada de trabalho. (TÉCNICO – ÁREA ADMINISTRATIVA – TRT DA 23ª REGIÃO – FCC – 2007) Com relação a jornada de trabalho é correto afirmar: (A) Os gerentes. as férias proporcionais e o décimo terceiro proporcional. o gabarito é letra E. não excedentes de três minutos. da CLT. em determinado dia da semana. 62. mediante acordo escrito entre empregador e empregado. conforme art. da CLT. senão vejamos: A – incorreta.recíproca serão devidas pela metade a multa compensatória do FGTS. encerra a prestação de serviços às 23h00min. (E) 10h00min. (B) Serão computadas como jornada extraordinária as variações de horário de ponto. o tempo despendido pelo empregado até o local do trabalho e para seu retorno. caput. §2º. Comentários: Esta questão.

a CLT tem vários dispositivos não recepcionados pela CRFB/1988. Comentário: questão semelhante me foi perguntada semana passada por email. Comentário: estarão excluídos da proteção legal da CLT. nos termos da lei”. em geral. pela literalidade do artigo. d) os bancários são sempre celetistas (empregados). (B) 8 dias. Logo. o gabarito é letra “E”. São estatutários. se o pagamento for efetuado por semana ou tempo inferior. por isso achei interessante comentar esta questão. que o aviso prévio é de oito dias. sendo no mínimo de trinta dias. da CRFB. Esta noção é suficiente para resolver a questão. da CLT. Basta imaginar o caso de um professor de escola particular. Dispõe o art. e) os trabalhadores em domicílio podem perfeitamente ser empregados. há que se ter em mente que o estudo do Direito do Trabalho (e dos outros “direitos” também) deve ser feito sempre a partir da legislação. (D) os bancários. (C) os professores. porém em consonância com a Constituição de 1988. Com efeito. o gabarito é letra “E”. 6º da CLT. não estão incluídos na proteção legal da CLT. 487. (B) os militares. os trabalhadores não empregados (aqueles que mantém mera relação de trabalho com o tomador de seus serviços). Não obstante. por força do disposto no art. por exemplo. Em razão de todo o exposto.10h00min. (E) 30 dias. Vejamos as alternativas: a) empregados em serviços essenciais podem perfeitamente ser empregados. ou de um coletor de lixo empregado de uma empresa prestadora de serviços de limpeza pública. não sendo necessário conhecer sequer as exceções. 487. dentre os quais este inciso I do art. são trabalhadores estatutários. (D) 15 dias. b) os militares são sempre servidores públicos e mantém relação de direito administrativo com os entes públicos. (TÉCNICO – TRT DA 4ª REGIÃO – FCC – 2006) 43 – Estão excluídos da proteção legal da Consolidação das Leis do Trabalho: (A) os empregados essenciais. (C) 10 dias. Logo. dispõe que é direito dos trabalhadores urbanos e rurais o “aviso prévio proporcional ao tempo de serviço. 36 . c) os professores podem ser tanto estatutários como empregados. em nenhuma hipótese. inclusive aqueles empregados em bancos “públicos”. pelo que o gabarito é letra “B”. em serviços (E) os trabalhadores em domicílio. isto é. Imagine-se o exemplo de uma enfermeira empregada em um hospital particular. e neste caso têm os mesmos direitos destes. o gabarito seria letra “B”. XXI. a partir da CRFB/1988 não há mais aviso prévio inferior a trinta dias. 7º. Logo. os professores das Universidades Federais. Assim. Isso porque o art. (ANALISTA – EXECUÇÃO DE MANDADOS – TRT DA 4ª REGIÃO – FCC – 2006) O empregado que recebe pagamento semanal tem direito ao aviso prévio de (A) 7 dias. I.

FONTES DO TRABALHO DIREITO DO (ADVOGADO – MUNICÍPIO DE SANTOS – FCC – 2006) Com relação às fontes do Direito do Trabalho. 468 da CLT. esta conduta se torna obrigatória. pela jurisprudência e pelos princípios e normas do direito do trabalho. (D) a sentença normativa em dissídio coletivo terá efeito erga omnes. decidirá. a impessoalidade e a imperatividade. Mencione-se que o costume é a adoção reiterada de uma determinada conduta jurídica. pelo seu caráter geral. é correto afirmar que (A) os acordos coletivos são os pactos firmados entre dois ou mais sindicatos estando de um lado o sindicato patronal e do outro o sindicato dos trabalhadores. impessoal e imperativo a sentença normativa é considerada fonte formal do Direito do Trabalho. concreto e específico. bem como as disposições contratuais em um contrato de trabalho não podem ser consideradas como fontes do Direito do Trabalho. pois é pessoal. B – incorreta. o Estado-Juiz). sendo fonte heterônoma porque derivada de terceiro não integrante da relação empregatícia (no caso. C – incorreta. Vide comentário à letra “A”. não é considerado fonte formal do Direito do Trabalho. a abstratividade. (E) a Justiça do Trabalho. Comentários: A – incorreta. Por oportuno. por determinado grupo social e em determinada época. mais uma vez. conforme o caso. pois inverte. (C) os usos e costumes. observe-se que tanto as CCT quanto os ACT são fontes formais do Direito do Trabalho. na falta de disposições legais ou contratuais. Por este motivo. 37 . pois os usos e os costumes são tidos pela doutrina majoritária como fontes do Direito do Trabalho. o conceito de CCT e ACT. sem a participação do sindicato representativo da categoria econômica. valendo para todas as pessoas integrantes das categorias econômica e profissional envolvidas no dissídio coletivo. por força do princípio da condição mais benéfica. O contrato de trabalho. D – correta. sendo vedado o uso da analogia e da eqüidade. pois realmente a sentença normativa tem eficácia erga omnes em relação à categoria representada pelo sindicato suscitante. pois os acordos coletivos de trabalho (ACT) são pactos firmados entre o sindicato dos trabalhadores e uma ou mais empresas. e é considerado fonte formal autônoma (criada pelos próprios agentes sociais envolvidos. O pacto firmado entre sindicatos (patronal e dos trabalhadores) é a convenção coletiva de trabalho (CCT). por sua vez. ao passo que a fonte formal tem como requisitos a generalidade. (B) as convenções coletivas de trabalho são pactos celebrados entre uma ou mais pessoas de uma empresa e o sindicato da categoria profissional a respeito de condições de trabalho. sem a interferência estatal). bem como do disposto no art. Os usos e costumes são guindados à condição de fontes formais pois sempre que a conduta habitual do empregador seja mais benéfica ao empregado que o patamar mínimo contido na legislação protetiva trabalhista. abstrato.

que são fontes formais). as autoridades administrativas e a Justiça do Trabalho. QUESTÕES TRT DA 19ª REGIÃO 38 . da sua reiterada aplicação pela sociedade. naquilo que não for incompatível com os princípios fundamentais deste”.incorreta. pelas razões expostas acima. Em um modelo democrático e que preza pela dignidade da pessoa humana. como regra. a analogia. pois a afirmativa inverte os valores constitucionais de um Estado de Direito. dos métodos integrativos mencionados pelo art. (B) os usos e costumes são uma importante fonte do Direito do Trabalho sendo que. (ANALISTA – ÁREA ADMINISTRATIVA – TRT24 – FCC – 2006) Com relação às fontes do Direito do Trabalho. mencione-se o direito ao décimo terceiro salário. 8º da CLT seriam fontes formais apenas os usos e costumes. de acordo com a melhor doutrina. e sim a exceção. (E) o interesse de classe ou particular deve prevalecer sobre o interesse público. decidirem. em razão da natureza humanitária inerente da relação própria de emprego. muitas vezes. Seriam métodos de integração de lacunas. conforme o caso. pois os usos e costumes são realmente arrolados com fontes formais autônomas do Direito do Trabalho. como o é. por analogia. de força normativa. a analogia. 8º da CLT (idem anterior). E – incorreta. B – correta. conforme o caso. além dos usos e costumes e do direito comparado. sendo também verdade que muitas vezes a reiterada aplicação de determinada conduta dá origem à normal jurídica escrita (positivação). C . 8º da CLT dispõe que “o direito comum será fonte subsidiária do direito do trabalho. em razão da incompatibilidade com os princípios fundamentais deste. o regime constitucional brasileiro. o parágrafo único do art. é que se origina a norma legal. Comentários: A – incorreta. na falta de disposições legais ou contratuais. pois o art. Neste sentido. os quais gozam. a eqüidade e outros princípios e normas gerais de direito. Como exemplo. por eqüidade. também nos termos do art. é certo que (A) o direito comum não será fonte subsidiária do direito do trabalho. pois a incompatibilidade principiológica entre o direito comum e o direito do trabalho não é a regra. Não obstante o tema não seja pacífico. 8º da CLT fixa como métodos de interpretação e integração de lacunas a jurisprudência. as autoridades administrativas e a Justiça do Trabalho. (C) é defeso. ao menos em tese. nos termos do art. bem como os princípios. como regra. na falta de disposições legais ou contratuais. o interesse público sempre se sobreporá a interesses individuais ou classistas. decidirem. D – incorreta. 8º da CLT (vide comentário à letra “E” da questão anterior). a doutrina majoritária considera que simples métodos de interpretação e de integração jurídica não constituem fontes formais do direito. cuja lei instituidora surgiu a partir do costume consagrado pelos empregadores no sentido do pagamento de gratificação natalina aos empregados. a eqüidade e o direito comparado. a jurisprudência (exceto as súmulas vinculantes. (D) é defeso. não constituindo fontes formais. Assim.E – incorreta.

(E) deverá pagar a Marta uma indenização correspondente ao valor do último salário recebido multiplicado por trinta e seis. seja qual for o percentual. 121/2003. Sua empregadora pretende suprimir as horas extras prestadas habitualmente por Marta. com fundamento na Súmula 291 do TST: “Nº 291 HORAS EXTRAS (mantida) Res. Comentário: gabarito letra “A”. A empresa urbana Y fornece alimentação como salário utilidade para Joaquim. durante pelo menos 1 (um) ano. do serviço suplementar prestado com habitualidade. mas a alimentação ultrapassa o limite legal. 20 e 21. DJ 19. A habitação fornecida pela empresa equivale a 15% de seu salário contratual. da CLT. Neste caso. Neste caso. multiplicado pelo valor da hora extra do dia da supressão. (B) não poderá suprimir tais horas. prestando há 3 anos horas extras habituais. §3º. assegura ao empregado o direito à indenização correspondente ao valor de 1 (um) mês das horas suprimidas para cada ano ou fração igual ou superior a seis meses de prestação de serviço acima da jornada normal. respectivamente.2003 A supressão. pelo que a resposta é a assertiva contida na letra “E”. Essa alimentação equivale a 25% de seu salário contratual. tendo em vista que já se encontravam incorporadas no salário de Marta. Comentário: dispõe o art. (E) a habitação fornecida respeita o limite máximo permitido. O cálculo observará a média das horas suplementares efetivamente trabalhadas nos últimos 12 (doze) meses. Marta labora para a empresa HUJ. enquanto a utilidade (alimentação) fornecida a Joaquim pela empresa Y excede o limite legal. a empresa (A) deverá pagar a Marta uma indenização correspondente ao valor de um mês de horas extras suprimidas. A empresa urbana X fornece habitação como salário utilidade para Denise. de acordo com a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Logo. que “a habitação e a alimentação fornecidas como salário-utilidade deverão atender aos fins a que se destinam e não poderão exceder. podemos constatar que a utilidade (habitação) fornecida a Denise pela empresa X respeita o limite legal.ANALISTA – ÁREA ADMINISTRATIVA – TRT DA 19ª REGIÃO – FCC – 2008 37. seu empregado. multiplicado pelo número de anos que prestou este serviço extraordinário. (C) ambas as utilidades respeitam o limite máximo permitido. multiplicada pelo 39 . a 25% (vinte e cinco por cento) e 20% (vinte por cento) do salário contratual”. (C) deverá pagar a Marta uma indenização correspondente a seis vezes o valor do último salário percebido. pelo empregador. (B) a alimentação fornecida respeita o limite máximo permitido. 38. 458. (D) ambas as utilidades ultrapassam o limite máximo permitido. (D) deverá pagar a Marta uma indenização correspondente a seis vezes o valor da média das horas extras efetivamente trabalhadas nos últimos doze meses. mas a habitação ultrapassa o limite legal. (A) é vedada a concessão de habitação e alimentação como utilidade. sua empregada.11.

sem prejuízo do emprego e do salário e licençapaternidade. para os que percebem remuneração variável. mediante previsão expressa do art. Maria não terá direito a férias. 41. “VII” e “XXI” do III. Eleição para o cargo de Diretor de Sociedade Anônima. Comentário: nos termos do art. 40. No que diz respeito à suspensão e interrupção do contrato de trabalho. II. Comentário: a questão exigia o conhecimento da literalidade do art. Comentário: a questão se resolve pela literalidade do art. considere: I. “VI”. nos termos da lei. (E) terá direito a 15 dias corridos de férias. IV. Logo. Afastamento para profissional do obreiro Convenção Coletiva de com a aquiescência empregado. III e IV.valor da hora supressão. Os itens III e IV estão corretos. Comparecimento judicial Tribunal do Júri como jurado. 473 da CLT. “VIII”. (E) II e IV. ao 40 . respectivamente com fundamento no disposto nos incisos II e VIII do art. O item I está incorreto. (C) não terá direito a férias. literalmente. (B) I e II. a suspensão do contrato de trabalho. IV. o item II também trata de suspensão. Com efeito. (D) terá direito a 18 dias corridos de férias. pelos incisos “XVIII”. Maria (A) terá direito a 24 dias corridos de férias. qualificação prevista em Trabalho e formal do Caracterizam interrupção do contrato de trabalho as hipóteses indicadas APENAS em (A) III e IV. pelo que o gabarito é letra “C”. 473 da CLT. nunca inferior ao mínimo.” extra do dia da 39. 476-A da CLT. pois a eleição para cargo de Diretor de Sociedade Anônima tem como resultado. Neste caso. embora descontínuos”. sendo no mínimo de trinta dias. 133. de acordo com a CLT. Gabarito letra “A”. (C) o décimo terceiro salário com base na remuneração integral ou no valor da aposentadoria. (D) I. Por sua vez. (B) terá direito normalmente ao gozo de 30 dias de férias. 7º da CRFB. Deixar de comparecer ao trabalho por três dias consecutivos em virtude de casamento. NÃO é assegurado à categoria dos trabalhadores domésticos (A) a licença à gestante. da CLT. (E) o aviso prévio proporcional ao tempo de serviço. No curso do período aquisitivo de férias. os direitos elencados nas letras “A” a “E” são previstos. (B) a irredutibilidade do salário. (C) II e III. Maria recebeu auxílio doença por sete meses descontínuos. “não terá direito a férias o empregado que. no curso do período aquisitivo tiver percebido da Previdência Social prestações de acidente de trabalho ou de auxíliodoença por mais de 6 (seis) meses. em regra. (D) a garantia de salário.

a sucessão de contratos de trabalho com prazo determinado é (A) inválida tendo em vista que os dois contratos de trabalho ultrapassaram o prazo máximo de 60 dias permitidos pela legislação. compreendendo os valores relativos a matrícula. os incisos XVIII. por sua vez. VIII e XXI. (C) a assistência médica. Considera-se salário in natura (salário utilidade) (A) seguros de vida e de acidentes pessoais. não tem natureza salarial.art. (B) a assistência médica. prestada mediante seguro-saúde. entre outros. é salário in natura. hospitalar e odontológica. 7º. O parágrafo único do art. hospitalar e odontológica. anuidade. logo é uma forma de contraprestação. também em razão da necessidade temporária de maior número de empregados. se ocorre pelo trabalho (= contraprestação). tendo em vista a necessidade de um número maior de empregados em razão das férias escolares. bem como a previdência privada. §2º. prestada diretamente pelo empregador. o hotel celebrou outro contrato de trabalho com prazo determinado com Denise pelo prazo de 1 mês (Março). neste caso. (C) inválida em razão da celebração de dois contratos com prazo determinado com o mesmo empregado dentro do período de um ano. 458.ÁREA JUDICIÁRIA 2008 38. “B”. hipótese em que o veículo fornecido pelo empregador é utilizado também nos momentos de lazer do empregado. mensalidade. Comentário: os benefícios mencionados nas opções “A”. QUESTÕES TRT19 TRT19 . No Carnaval seguinte. o veículo fornecido pelo empregador e utilizado pelo empregado somente em serviço não é considerado salárioutilidade. e como tal tem natureza salarial (salário-utilidade). 7º. Não obstante. tendo em vista que é fornecido para o trabalho. (E) o veículo fornecido pelo empregador e utilizado pelo empregado também em finais de semana e em férias. prazo legal previsto na legislação. 39. livros e material didático. Não faz menção. Cumpre lembrar a regra básica para diferenciar estas figuras: se a concessão se dá para o trabalho. “C” e “D” não são considerados salárioutilidade por força do disposto no art. pelo que o gabarito é letra “D”. em estabelecimento de ensino de terceiros. da CLT. Natal e Ano Novo. VI. relaciona os direitos assegurados à categoria dos trabalhadores domésticos. (B) inválida tendo em vista que entre a celebração dos contratos não tinha decorrido mais de 6 meses do término do primeiro contrato. fora do horário de serviço. ao inciso VII. Portanto. De acordo com a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Por sua vez. O Hotel Fazenda Água da Chuva celebrou contrato de trabalho por tempo determinado com Denise pelo prazo de 2 meses (Dezembro e Janeiro). incluindo. (D) a educação. o gabarito é letra “E”. a alternativa “E” traz a 41 .ANALISTA . por sua vez.

(E) não pagará multa sobre o valor dos depósitos e o empregado também não poderá sacar a conta vinculada. III. II e III. 18. Comentário: analisemos os itens um a um. durante o prazo do aviso prévio trabalhado pelo correspondente pagamento de duas horas extras. (B) II e III. (E) inválida tendo em vista que é vedada a celebração de mais de um contrato de trabalho com prazo determinado com a mesma pessoa. É correto o que se afirma APENAS em (A) I e II. o valor das horas extraordinárias habituais integra o aviso prévio indenizado. IV – incorreto. É válida a substituição. Comentário: gabarito letra “D”. da CLT. §6º. é correto afirmar: 42 . Em regra. Eventual reajuste normativo concedido no período de fluência do aviso prévio não se incorpora no patrimônio trabalhista do empregado. Com relação às Convenções Coletivas de Trabalho. com fundamento no art. I. 468. (C) I. pela literalidade do art. O pedido de dispensa do seu cumprimento não exime o empregador de pagar o valor respectivo. II. I. (B) pagará multa de 30% do valor dos depósitos e o empregado sacará a conta vinculada. pela literalidade da Súmula 276 do TST. o empregador (A) pagará multa de 40% do valor dos depósitos e o empregado sacará a conta vinculada. (D) não pagará multa sobre o valor dos depósitos. a Súmula nº 230 do TST. I – correto. (E) III e IV. tendo em vista os termos do art. das duas horas legais de redução diária da jornada. §2º. A Justiça do Trabalho reconheceu culpa recíproca na rescisão do contrato de trabalho de Maria. (D) I e IV. Neste caso. 42. III – incorreto. Considere as assertivas abaixo a respeito do aviso prévio. 41. 20.(D) válida tendo em vista que a contratação ocorreu em razão da realização de certos acontecimentos. 487. IV. da CLT. Logo. II – correto. salvo comprovação de haver o prestador dos serviços obtido novo emprego. 40. (C) pagará multa de 20% do valor dos depósitos e o empregado sacará a conta vinculada. 452 da CLT. sequer mediante pagamento das horas como extraordinárias. da Lei nº8. c/c o art. pela literalidade do art. Comentário: a alternativa correta é a letra “C”. da mesma Lei. mas o empregado poderá sacar a conta vinculada. §5º. pelo empregador. O direito ao aviso prévio é irrenunciável pelo empregado.036/1990. o gabarito é letra “A”. pois não é permitida a supressão da redução da jornada durante o aviso prévio. Neste sentido.

da CLT. o horário noturno se estende de 20h às 4h. 7º da Lei nº 5. 613. nos termos do art. 43. bastando a comunicação escrita direcionada a todas as categorias de empregados e empregadores abrangidas pelo respectivo instrumento. conforme a literalidade do art. Gabarito letra “A”. apenas. por força do art. o horário noturno de estende de 22h às 5h.889/1973. Joana é empregada rural e trabalha na pecuária. conforme o art. a estipulação contratual de claúsula de não-responsabilização (A) exclui a responsabilidade trabalhista do sucedido uma vez que o 43 . da CLT). dentre as alternativas oferecidas pela questão podemos concluir que apenas André. em regra. tais quais a aprovação por Assembléia Geral. Assim. pois o prazo máximo de duração da CCT ou do ACT é de dois anos (art. 73 da CLT. da CLT).889/1973. tem trabalho noturno de 21h às 5h. apenas. Comentário: A) incorreta. (E) As Convenções Coletivas de Trabalho poderão conter de forma facultativa disposições sobre o processo de revisão total ou parcial de seus dispositivos. apenas. de 2/3 dos associados da entidade em primeira convocação e 1/3 em segunda. pois a estipulação de penalidades para os sindicatos convenentes em caso de violação dos dispositivos da CCT é obrigatória. na agricultura. 612 da CLT. (C) João. pois o processo de denúncia da CCT exige o atendimento de requisitos específicos constantes do art. c) no meio rural. o gabarito é letra “B”.(A) Não é permitido estipular duração de Convenção Coletiva de Trabalho superior a três anos. (C) As Convenções Coletivas de Trabalho poderão conter de forma facultativa penalidades para os Sindicatos convenentes em caso de violação de seus dispositivos. Assim. empregado na lavoura. (D) João e Joana. o horário noturno se estende de 21h às 5h. 614. Em regra. B) correta. 7º da Lei nº 5. VIII. (B) Joana. Na sucessão de empresas. C) incorreta. Comentário: rememorando o período de trabalho noturno. 613. E) incorreta. §3º. João é empregado urbano. (B) O quorum de comparecimento e votação na Assembléia Geral convocada para celebrar Convenção Coletiva de Trabalho é. b) no meio rural. (D) Qualquer uma das partes poderá denunciar Convenção Coletiva de trabalho. D) incorreta. André é empregado rural e trabalha na lavoura. na pecuária. consoante o art. (E) André e Joana. 615 da CLT. a jornada de trabalho noturno será das 21:00 às 5:00 para (A) André. pois é obrigatória a inclusão na CCT de disposições sobre o processo de revisão total ou parcial de seus dispositivos (art. VI. temos que a) no meio urbano. 44.

(D) não possui qualquer valor para o Direito do Trabalho. presentes ou futuros) sobre o sucessor. Não obstante. personalidade jurídica própria. de de 45. no sentido de que confere ao sucessor o direito de regresso em face do sucedido. João utilizou-se do email corporativo da empresa empregadora para enviar material pornográfico. (C) incontinência de conduta. poderão ser dispensados com justa causa pela prática. sempre que uma ou mais empresas. Resta esclarecer que a cláusula de não-responsabilização não opera qualquer efeito no âmbito trabalhista. isto é. §2º. TÉCNICO – TRT DA 19ª REGIÃO – FCC – SETEMBRO/2008 31. de ato de (A) improbidade.sucessor assume na integralidade os débitos cíveis. (C) solidariamente responsáveis a empresa principal e cada uma das subordinadas. Comentário: gabarito letra “C”. (E) apenas solidariamente responsáveis a empresa principal. 2º. (B) não possui qualquer valor para o Direito do Trabalho. mau procedimento e insubordinação. estiverem sob a direção de outra. embora. pela literalidade do art. De acordo com a CLT. Nesses casos. (B) improbidade. A existência de tal cláusula gera efeitos somente entre as partes (sucessor e sucedido). tendo. tributários e trabalhistas. Com efeito. diante de casos concretos a jurisprudência tem se inclinado no sentido de reconhecer a responsabilidade subsidiária do sucedido. (A) solidariamente responsáveis a empresa principal e subsidiariamente cada uma das subordinadas. incontinência conduta e indisciplina. João e Joana. (D) subsidiariamente responsáveis a empresa principal e solidariamente cada uma das subordinadas. da CLT. cada uma delas. 44 . Comentário: esta é a única questão da prova que exigia algum conhecimento doutrinário. Mário. constituindo grupo econômico. Joana desobedeceu norma de caráter geral da empresa. em caso de sucessão trabalhista a regra é a desoneração da responsabilidade do sucedido. respondendo a empresa sucedida subsidiariamente. para os efeitos da relação de emprego. Mário falsificou certidão de nascimento de filho para receber salário-família. (E) limita a responsabilidade trabalhista do sucedido até seis meses após a efetivação da sucessão das empresas. com fulcro nos artigos 10 e 448 da CLT. (C) limita a responsabilidade trabalhista do sucedido até o valor da integralização de suas cotas sociais. recaindo a responsabilidade por créditos trabalhistas (pretéritos. (B) subsidiariamente responsáveis a empresa principal e cada uma das subordinadas. respondendo a empresa sucedida solidariamente. serão. incontinência conduta e insubordinação. respectivamente. o sucedido não teria qualquer responsabilidade (seja solidária ou mesmo subsidiária) em relação aos créditos trabalhistas constituídos antes da sucessão.

Direito do Trabalho Para Concursos Públicos. Comentário: esta questão poderia dar “pano para manga”. Aline.. exceto o doméstico. São Paulo : Editora Método. (SARAIVA. Daniela possui uma filha de 11 anos de idade e Dora possui um filho inválido com 33 anos de idade. (D) Daniela e Ana. (A) Aline e Dora. 2005.). bem como o trabalhador avulso. Ana possui um filho com 17 anos de idade. 3ª Ed. (E) indisciplina. que tenham filhos menores de 14 anos ou inválidos de qualquer idade. Renato Saraiva. pois a doutrina é extremamente oscilante no tocante à caracterização das hipóteses legais de falta grave. pois a rigor não é matéria trabalhista. Daniela e Dora. 254/258). Renato.. Com efeito. Nesses casos. Diana. Diana possui uma filha de 13 anos de idade. Ana. Diana. (C) Diana.. 45 . “A indisciplina no serviço consiste no descumprimento de ordens emanadas em caráter geral. (. e sim previdenciária. das empregadas da empresa XXCC mencionadas no enunciado da questão apenas Diana. Aline possui um casal de gêmeos com 14 anos de idade.) a falsificação de documentos para obter vantagem ilícita na empresa. fraude. Pois bem.. que leva à perturbação do ambiente de trabalho ou mesmo prejudica suas obrigações contratuais. como a prática de obscenidades e pornografia nas dependências da empresa”.. percebe-se que a banca seguiu exatamente o entendimento do Prof.. Daniela e Dora são empregadas da empresa XXCC. a banca desconsiderou tal fato e incluiu o salário-família no conteúdo programático de Direito do Trabalho. o gabarito é letra “B”. Comentário: outra questão estranha. um dos autores mais indicados para concursos para analista e técnico dos TRT. Assim. terão direito ao saláriofamília apenas.213/1991. a insubordinação consiste no descumprimento de ordens pessoais de serviço. com o objetivo de alcançar vantagem para si ou para outrem.. Por sua vez. mau procedimento e indisciplina. a natureza jurídica do salário-família é benefício previdenciário. sendo beneficiários dele os segurados empregados. Não sei se por conveniência ou por falta de rigor técnico. dadas diretamente pelo empregador ou pelo superior hierárquico ao obreiro”. Isso posto. (B) Ana. Daniela e Dora terão direito ao salário-família (gabarito letra “C”). ato lesivo da honra praticado em serviço e insubordinação.) Podemos citar como exemplo (. sendo inclusive previsto na lei de benefícios da Previdência Social (Lei nº 8.” “Incontinência de conduta é o desregramento ligado à vida sexual do indivíduo.213/1991). Daniela e Dora. urbanos ou rurais. pg. 32. que provoque risco ou prejuízo à integridade patrimonial do empregador ou de terceiro. Não obstante. má-fé do obreiro. Peço licença então para citar o ilustre professor: “Consiste o ato de improbidade na desonestidade..(D) incontinência de conduta. o salário-família está previsto nos artigos 65 a 70 da Lei nº 8. direcionadas a todos os empregados (. (E) Aline e Diana.

da CLT. tendo em vista que foi eleito como diretor suplente de sindicato. César possuiu 12 faltas injustificadas e Cícero possuiu 8 faltas injustificadas. será computado na jornada de trabalho. É correto o que se afirma. (C) terá vedada a sua dispensa a partir do resultado oficial das eleições até um ano após o final do seu mandato. (B) 30. (B) terá vedada a sua dispensa a partir do registro de sua candidatura até um ano após o final do seu mandato. César e Cícero trabalham na empresa DDAA. II. §3º.” Logo. (E) 30. Gabarito letra “D”. 130 da CLT. II e III. (D) 30. Mário. Os chefes de departamento não possuem direito ao pagamento de horas extras.33. Nesses casos. observado o limite máximo de dez minutos diários. 18 e 12 dias de férias. o gabarito é letra “B”. César e Cícero terão direito. salvo se cometer falta grave. o tempo despendido pelo empregado até o local de trabalho e para o seu retorno. empregado da empresa KILO. por qualquer meio de transporte. respectivamente. salvo se cometer falta (E) terá vedada a sua dispensa a partir do resultado oficial das eleições até seis meses após o final do seu mandato. 543. Comentário: o art. 34. até 1 (um) ano após o final do seu mandato. Neste caso. Em regra. III. Mário (A) poderá ser dispensado a qualquer momento. Passadas as eleições. Carlos. salvo se cometer falta grave devidamente apurada nos termos desta Consolidação. registrou sua candidatura como diretor suplente do sindicato de sua categoria de trabalho. A limitação legal da jornada suplementar a duas horas diárias não exime o empregador de pagar todas as horas trabalhadas. Durante o período aquisitivo de férias Carlos possuiu 5 faltas injustificadas. Comentário: aplicação literal do art. Carlos. mandato. salvo se cometer falta grave. 18 e 18 dias de férias. (D) terá vedada a sua dispensa a partir do registro de sua candidatura até seis meses após o final do seu 35. IV. (C) 24. 24 e 24 dias de férias. Considere as assertivas abaixo a respeito da jornada de trabalho. 24 e 18 dias de férias. Mário recebeu a boa notícia de que havia sido eleito. APENAS. a partir do momento do registro de sua candidatura a cargo de direção ou representação de entidade sindical ou de associação profissional. 46 . de acordo com a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). salvo se cometer falta grave. em (A) I. caso seja eleito inclusive como suplente. 24 e 15 dias de férias. dispõe que “Fica vedada a dispensa do empregado sindicalizado ou associado. grave. Não serão descontadas nem computadas como jornada extraordinária as variações de horário no registro de ponto não excedentes de cinco minutos. a (A) 24. I. uma vez que se equiparam aos gerentes.

A transferência do empregado que labora no período noturno para o período diurno de trabalho (A) não implicará na perda do direito ao adicional noturno. mas o não cumprimento pode ensejar o desconto de até 30% do salário recebido pelo reclamante. (D) implicará na perda do direito ao adicional noturno.(B) II. mas fará jus o reclamante ao pagamento de multa no valor de três salários mínimos. 37. Assim. não cabendo qualquer tipo de indenização. (B) não implicará na perda do direito ao adicional noturno. Neste sentido. IV – incorreto. Eduardo solicitou a sua demissão da empresa XCV. visto tratar-se de um benefício para a higidez física e mental do trabalhador. sendo garantia social prevista na Carta Magna. Comentário: o trabalho noturno é considerado prejudicial à saúde e à higidez física do trabalhador. 62. tendo em vista em regra o tempo de deslocamento do trabalhador não é computado em sua jornada de trabalho. 36. §1º. por aplicação de princípio geral do direito (vedação ao enriquecimento ilícito – no caso. uma vez que a CLT veda a redução salarial. II. da CLT. nos termos do art. 58. (E) I e II. pela literalidade do art. Neste caso. (D) poderá deixar de cumprir o aviso prévio. (B) não poderá deixar de cumprir o aviso prévio. Eduardo (A) só poderá deixar de cumprir o aviso prévio se a empresa empregadora autorizar expressamente. 58. tal transferência implica na perda do adicional noturno. o gabarito é letra “A”. (D) II e III. a Súmula 265 do TST. III e IV. tendo em vista que lhe foi oferecida outra oportunidade de trabalho com salário superior ao que está recebendo. III – correto. (C) poderá deixar de cumprir o aviso prévio. pela literalidade do art. do empregador) e pelo teor da Súmula 376 do TST. não podendo sofrer qualquer desconto no pagamento de suas verbas rescisórias. §2º. Comentário: vejamos os itens um a um. tendo em vista que o empregador necessita deste prazo para recompor o quadro de funcionários da empresa. II – correto. razão pela qual a transferência do horário noturno para o horário diurno é benéfica ao empregado. 47 . (C) implicará na perda do direito ao adicional noturno. Gabarito letra “D”. I – correto. (C) III e IV. (E) implicará na perda do direito ao adicional noturno. uma vez que este já se encontrava integralizado no salário do reclamante. mas não poderá sofrer qualquer desconto no pagamento de suas verbas rescisórias. Assim. da CLT. da CLT. mas fará jus o reclamante ao pagamento de multa no valor dos últimos cinco salários recebidos.

(E) terá direito a licença paternidade. da CLT). do ADCT. Porém. da CRFB/88. Neste caso. §2º. (B) não terá direito a licença paternidade uma vez que não é casado legalmente com Joana. combinação dos dois dispositivos. podendo não comparecer ao serviço pelo prazo de cinco dias. (E) poderá prorrogar o contrato quantas vezes forem necessárias desde que obedeça o prazo máximo total de 90 dias. Logo. c/c o art. empregado da empresa TITO. a empresa (A) poderá prorrogar o contrato uma única vez pelo prazo máximo de 60 dias.(E) poderá deixar de cumprir o aviso prévio. Mário (A) terá direito a licença paternidade. seu segundo filho nascerá da união estável que mantém com Joana. vale o prazo previsto no ADCT. pelo prazo máximo de 60 dias (de forma que a soma do contrato e da prorrogação não ultrapasse 90 dias). Comentário: o trabalho humano é livre. Resta esclarecer. Comentário: os contratos a prazo determinado podem ser prorrogados uma única vez (art. §1º. 487. “por um dia. (D) não terá direito a licença paternidade uma vez que a licença paternidade só é devida no nascimento do primeiro filho. Gabarito letra “A”. Mário. inciso XIX”. 451 da CLT) e o contrato de experiência tem duração máxima de 90 dias (art. (C) poderá prorrogar o contrato quantas vezes forem necessárias desde que obedeça o prazo máximo total de 120 dias. 445. 39. Neste caso. A empresa FIGA celebrou contrato de experiência com Ana pelo prazo de 30 dias. podendo não comparecer ao serviço pelo prazo de três dias. podendo não comparecer ao serviço pelo prazo de sete dias. temos que o contrato de Ana pode ser prorrogado uma única vez. Como ainda não existe lei regulamentando a matéria. da CLT. 473. sem prejuízo do salário. no decorrer da primeira semana”. (D) poderá prorrogar o contrato uma única vez pelo prazo máximo de 90 dias. prevê que o empregado pode deixar de comparecer ao serviço. da CLT. parágrafo único. o gabarito é letra “E”. Entretanto. até que “a lei venha a disciplinar o disposto no art. 7º. qual seja. se o empregador pede demissão e não cumpre o aviso prévio o empregador pode descontar das verbas rescisórias os salários correspondentes ao prazo do aviso prévio. Quando terminar o prazo contratado a empresa pretende prorrogar o referido contrato. Entretanto. III. nos termos do art. 7º. por 38. (C) terá direito a licença paternidade. Comentário: a redação original do art. tal dispositivo foi alterado tacitamente pelo art. em caso de nascimento de filho. XIX. os quais prevêem o prazo de cinco dias para a licençapaternidade. mas o não cumprimento pode ensejar o desconto dos salários correspondentes ao prazo respectivo. da 48 . 10. de cinco dias. pelo que ninguém é obrigado a trabalhar (ou a continuar trabalhando) para quem quer que seja. (B) não poderá prorrogar o contrato sob pena de ser considerado o contrato por prazo indeterminado. será pai pela segunda vez. Assim.

o gozo de dezoito dias de férias caberá legalmente apenas a (A) Diego e Samanta. celebrar novo contrato de trabalho. (E) as comissões. (B) as comissões. João e Diego são empregados da empresa GGG na modalidade de regime de tempo parcial com jornada semanal. licença remunerada concedida por lei ao empregado que. Neste caso. isto é. integram o salário. (D) Diego. percentagens. gratificações ajustadas. (B) Samanta. Mariana (A) terá rescindido o seu contrato de trabalho com a família Sócrates sem justa causa. percentagens. Mariana. percentagens. Gabarito letra “E”. Questão pobrezinha. Comentário: literalidade do art. no curso do contrato de trabalho. como também (A) as comissões. inciso I. Samanta. ajudas de custo e diárias para viagens que não excedam 50% do salário percebido pelo empregado. gratificações ajustadas. A família Sócrates vendeu sua mansão para a família Demóstenes com toda a mobília e utensílios domésticos. 457. (C) João. percentagens. 40. que a chamada “licençapaternidade” nada mais é que um caso de interrupção do contrato de trabalho. empregada doméstica. havendo sucessão de QUESTOES TRT DA 18ª REGIÃO TRT DA 18ª REGIÃO – GOIÁS – ANALISTA ÁREA ADMINISTRATIVA – FCC – 2008 49 . De acordo com a CLT. de vinte horas. ajudas de custo e diárias para viagens que excedam 50% do salário percebido pelo empregado. havendo sucessão de empregadores. oito horas e vinte e cinco horas. abonos pagos pelo empregador e as ajudas de custo. 130-A. Gabarito letra “C”. diárias para viagens que excedam 50% do salário percebido pelo empregado e abonos pagos pelo empregador. dentre outras verbas. diárias para viagens que não excedam 50% do salário percebido pelo empregado e abonos pagos pelo empregador. percentagens. podendo a família Demóstenes.oportuno. §1º. De acordo com a Consolidação das Leis do Trabalho. (D) as comissões. que está se mudando para os Estados Unidos. gratificações ajustadas. após cada período de doze meses de vigência do contrato de trabalho. não só a importância fixa estipulada. respondendo a família Demóstenes subsidiariamente pelas obrigações trabalhistas. pela literalidade do art. 39. (C) as comissões. (C) não terá rescindido o seu contrato de trabalho. da CLT. caso queira. Comentário: letra “D”. preencha a condição estipulada. respectivamente. Nenhuma dificuldade para quem decorou a CLT. não é?! 40. labora para a família Sócrates. da CLT. (E) Diego e João. (B) não terá rescindido o seu contrato de trabalho.

podendo pleitear os últimos quatro anos de seu contrato de trabalho. a. Comentário: para resolver esta questão bastava saber qual é o prazo prescricional trabalhista. e sim os cinco anos que antecedem a data da propositura da ação. (D) terá o seu contrato de trabalho suspenso por expressa determinação legal neste sentido. Comentário: a sucessão de empregadores está prevista nos artigos 10 e 448 da CLT. celebrar novo contrato de trabalho”. Observe-se que o empregador doméstico é a família. podendo pleitear os últimos cinco anos de seu contrato de trabalho. contados desde a propositura da ação (!). e a alternativa “D” é absurda. Para não deixar qualquer dúvida. Considerando que Tício laborava para a empresa há dez anos. nos termos do art. em regra. nos termos do art. da CLT. respondendo a família Demóstenes solidariamente pelas obrigações trabalhistas. caso queira. celebrar novo contrato de trabalho” deve ser interpretada como “podendo as partes. ao empregado doméstico. (B) um ano para ingressar com reclamação trabalhista em face de sua ex-empregadora. etc) não extingue o contrato. (E) um ano para ingressar com reclamação trabalhista em face de sua ex-empregadora. ele terá mais (A) um ano para ingressar com reclamação trabalhista em face de sua ex-empregadora. se muda todo o núcleo familiar o contrato do doméstico é extinto. mas a família Demóstenes não responderá pelas obrigações trabalhistas até a sucessão. porque o empregador doméstico não é empresário. caso queiram. Trocando em miúdos. podendo pleitear os dez anos de seu contrato de trabalho. a assertiva correta é a da letra “A”. completamente fora de propósito. (E) não terá rescindido o seu contrato de trabalho. 7º. Há uma pequena inadequação na assertiva. (D) dois anos para ingressar com reclamação trabalhista em face de sua ex-empregadora. havendo sucessão de empregadores. por mudança. em regra.empregadores. e segundo porque a CLT não se aplica. podendo pleitear os últimos quatro anos de seu contrato de trabalho. até porque as alternativas “B”. Assim. família Demóstenes e Mariana. 7º. da CRFB/88 e do art. Faz um ano que Tício teve rescindido o seu contrato de trabalho 50 . Primeiro. somente poderá reclamar os últimos 3 anos do contrato de trabalho (3 anos de 41. Atenção: não se reclama os cinco últimos anos do contrato. a expressão “podendo a família Demóstenes. se o empregado deixa para ajuizar a ação exatamente dois anos depois da extinção de seu vínculo (portanto no último dia do prazo). Dessa forma. deve-se reclamar até dois anos depois de extinto o contrato de trabalho. sendo que podem ser pleiteados os créditos constituídos nos últimos cinco anos. XXIX. e como tal a falta de um dos familiares (seja por morte. “C” e “E” não se aplicam porque não existe sucessão trabalhista para o doméstico. não se aplicando ao doméstico por dois motivos. (C) dois anos para ingressar com reclamação trabalhista em face de sua ex-empregadora. 11 da CLT. com a empresa GUKO. Diferentemente. mas nada que invalide a questão. podendo pleitear os últimos cinco anos de seu contrato de trabalho.

etc nas duas cidades. pois o sentido de “mesma localidade”. Em seu primeiro ano na função de motorista ele pretende a equiparação salarial. no interior mineiro. com relação ao FGTS. analise: I. (E) I e IV. Dessa forma. e depois de três anos na função é promovido a motorista. Trabalho de igual valor. a empresa 51 . IV – correto. pois a localidade influi no patamar salarial conforme se alteram as condições de custo de vida. pelo que a resposta é letra “E”. entre pessoas cuja diferença de tempo de serviço não for superior a dois anos. conta-se o tempo de serviço na função e não no emprego. pois são imensamente diversos os custos de moradia. também reconhecida pela Justiça do Trabalho. é mesmo município ou. (C) II e III. Imagine-se que um empregado é admitido como “faxineiro” em uma empresa. do TST. O trabalhador readaptado em nova função por motivo de deficiência física atestada pelo órgão competente da Previdência Social poderá servir de paradigma para fins de equiparação salarial. II e IV. 461 da CLT. II – incorreto.contrato + 2 de inércia = 5 anos). da CLT. um padeiro que trabalha em São Paulo deve. III – incorreto. municípios distintos que pertençam à mesma região metropolitana. A respeito da equiparação salarial. será o que for feito com igual produtividade e com a mesma perfeição técnica. Para efeito de equiparação de salários em caso de trabalho igual. pois a isonomia salarial se dá na função e não na empresa (ou no “emprego”). 43. pela literalidade do art. tomando por paradigma um outro motorista. alimentação. pois esta se dá. item II. o qual exerce a mesma função na empresa há quatro anos. mesma localidade significa mesmo estabelecimento. §1º. por força do §4º do art. não guardando qualquer relação com outra(s) função(ões) anteriormente desempenhada(s) na empresa. III. Comentário: vejamos item por item: I – correto. Logo. Para efeitos da equiparação salarial. pois o trabalhador readaptado não será paradigma. estão corretos os itens I e IV apenas. item X. Obviamente este empregado não terá direito à equiparação. no caso. Este é o teor da Súmula 6. a resposta é letra “B”. 42. sob o argumento de que ambos não tem mais de dois anos de diferença de tempo de serviço. (B) I. Assim. (D) II e IV. por lógica. ganhar mais que um outro padeiro que trabalha em Araxá. Está correto o que consta APENAS em (A) I e III. O contrato de trabalho de Ana foi extinto com o reconhecimento da culpa recíproca entre as partes pela Justiça do Trabalho. Nesses casos. por exemplo. IV. A regra também consta da Súmula 6 do TST. para efeitos de equiparação salarial. O contrato de trabalho de João foi extinto por força maior. II. na função de motorista. Mesmo não conhecendo a súmula dava para “matar” a questão usando a lógica. ainda. 461. no caso.

39. que não é nem um pouco pacífica na doutrina nem na jurisprudência. desde a confirmação da gravidez até cinco meses após o parto. Comentário: letra “D”. De útil nesta questão fica apenas a constatação de que a FCC (assim como o CESPE) tem cobrado a Lei do FGTS. E acertou! (ao menos o “pensamento” da banca. (D) 20% do valor dos depósitos. sendo permitido que ambos saquem a conta vinculada. desde a confirmação da gravidez até seis meses após o parto. Como a discussão a respeito da matéria é cansativa e. portanto. (B) não é considerada empregada doméstica por se tratar de residência consular. Isto porque esta matéria envolve a teoria da imunidade de jurisdição (e de legislação). respectivamente. despropositada. Convenção Coletiva de Trabalho de determinada categoria aumentou o adicional noturno para 50% sobre a 52 . mas será vedada a sua dispensa sem justa causa. neste espaço. mas não há qualquer espécie de estabilidade de empregado garantida aos empregados domésticos. desde a confirmação da gravidez até cinco meses após o parto. Maria trabalha na residência consular do Cônsul da África do Sul. Comentário: na minha modesta opinião esta era a questão mais difícil da prova. por força do disposto no art. (C) 40% e 20%.empregadora de Ana e a de João pagarão multa de (A) 40% do valor dos depósitos. 4º-A da Lei nº 5. respectivamente. (B) 20% e 40%. §2º e 20.. (D) é considerada empregada doméstica e será vedada a sua dispensa sem justa causa. e como tal faz jus à garantia de emprego conferida à gestante. mas será vedada a sua dispensa sem justa causa. sendo permitido que ambos saquem a conta vinculada. (C) não é considerada empregada doméstica. É o tipo de questão que quem sabe mais corre mais risco de errar. Maria (A) é considerada empregada doméstica. pela literalidade dos artigos 18. Pela Súmula 207 do TST aplica-se a lei trabalhista do local da execução dos serviços. ANALISTA – EXECUÇÃO DE MANDADOS – TRT DA 18ª REGIÃO (GO) – FCC – 2008 38. I. desempenhando serviços domésticos no âmbito familiar e está grávida de dois meses.859/1972.. o que é conhecido como princípio da “lex loci executionis”. não havendo qualquer estabilidade de emprego. O candidato que tinha o conhecimento desta súmula e não se perdeu na questão da residência consular (colocada “só pra complicar”) certamente concluiu que Maria é empregada doméstica.) A resposta é a letra “D”. (E) 20% e 40%. mas somente João poderá sacar a conta vinculada. Neste caso. sendo permitido que ambos saquem a conta vinculada.036/1990. vamos à solução “direta” da questão. (E) não é considerada empregada doméstica. mas somente Ana poderá sacar a conta vinculada. respectivamente. da Lei nº 8. razão pela qual recomendo que vocês não deixem de estudá-la.

Joana possui a jornada de trabalho diária de cinco horas e Diana possui jornada de trabalho diária de quatro horas. Em regra. Neste caso. apenas. o tempo despendido pelo empregado até o local de trabalho e para o seu retorno. Joana e Diana são empregadas da empresa ÁGUA. obrigatória por força do art. III. analise: I. não dispensando o empregador de considerar a hora noturna reduzida de 52’e 30’’. será obrigatório um intervalo intrajornada de quinze minutos para (A) Diana. (D) inválido. pela literalidade do art. ser derrogadas pela vontade das partes. (C) válido. Lembre-se também que as normas atinentes a jornada e descansos trabalhistas são normas cogentes. (C) Joana e Diana. portanto. da CRFB. (B) válido. 71. 73. 41. Comentário: o raciocínio neste tipo de questão deve ser objetivo. XIII (compensação de horários e redução de jornada) e XIV (jornada para o trabalho em turnos ininterruptos de revezamento). §1º. Joana e Diana. aumento é Neste caso. (B) Maria. A jornada de trabalho de oito horas diárias prevista na Consolidação das Leis do Trabalho é observada apenas para as atividades privadas. Logo. da CLT. de ordem pública. (D) Maria. uma vez que o limite legal máximo para o adicional noturno é de 20% sobre a hora diurna. (E) Maria e Joana.hora diurna. Não serão descontadas nem computadas como jornada extraordinária as variações de horário no registro de ponto não excedentes de cinco minutos. sequer quando as mesmas são representadas coletivamente. razão pela qual não podem. Só!!! b) que direitos os sindicatos podem ampliar? Resposta = TODOS. esse (A) inválido. uma vez que Convenção Coletiva de Trabalho não é instrumento hábil para aumentar adicional noturno. 40. o que em nada interfere na hora reduzida noturna. Não se esqueçam: a) em regra. No que diz respeito à jornada de trabalho. sendo vedada qualquer estipulação em contrário. observado o limite máximo de dez minutos diários. atuando as três na função de auxiliar administrativo. que direitos os sindicatos podem flexibilizar (= reduzir)? Resposta = Art. incisos VI (possibilidade de redução de salários). A resposta. o aumento do adicional noturno decorrente de CCT é perfeitamente válido. II. tendo em vista o princípio da condição mais benéfica ao trabalhador. é claro. igualmente. em regra. apenas. sendo vedada qualquer estipulação em contrário. (E) inválido. é letra “C”. da CLT. 7º. uma vez que o limite legal máximo para o adicional noturno é de 30% sobre a hora diurna. não sendo aplicada às empresas públicas e às sociedades de economia mista. Maria possui jornada de trabalho diária de seis horas. Comentário: letra “E”. de acordo com a Consolidação das Leis do Trabalho. §1º. mas dispensa o empregador de considerar a hora noturna reduzida de 52’e 30’’. imperativas. Maria. por 53 .

IV. 173. 473. (D) II e IV. não obstante não esteja prestando serviços. Neste sentido. é verificar se o empregado continua recebendo salário. Comentário: item por item também: I – correto. IV. tendo em vista que o empregado eleito para cargo de diretoria tem seu contrato suspenso. 488 da CLT menciona “sem prejuízo do salário integral”. conforme literalidade do art. os diretores e chefes de departamento ou filial não possuem duração máxima de jornada de trabalho. III e IV. Os gerentes. Se a resposta for positiva. 58. III. Empregado eleito para o cargo de diretoria. por força do disposto no art. será caso de interrupção. II. da CLT. III – correto. (B) I. Se negativa. pela literalidade do art. da CLT. II – correto. 62. Logo. 54 . por se tratar de hipótese prevista expressamente pelo art. (C) II. Logo. Empregado urbano que deixa seu trabalho duas horas mais cedo para procurar novo emprego durante o período do aviso prévio. IV – correto. Empregado que falta um dia em cada doze meses de trabalho para doação de sangue. (C) III e IV. I. não permanecendo a subordinação jurídica inerente à relação de emprego. 473. desde que não permaneça a subordinação. (D) I e II. São consideradas hipóteses de interrupção do contrato de trabalho as situações indicadas APENAS em (A) I. e não interrompido. (E) I e IV. II e III. III e IV. §1º. Está correto o que consta APENAS em (A) I. 488 da CLT. 58. Com relação ao aviso prévio. II. Resposta letra “A”. II – correto. §1º. não será computado na jornada de trabalho. (E) I e III. nestes casos não expressos. 43. III e IV. III – correto. da CLT. a súmula 269 do TST. IV. Observe-se que o art. a jornada normal limitada a oito horas também se aplica aos empregados de empresas públicas e sociedades de economia mista. pela literalidade do art. II e III. é certo que 42. Comentário: vejamos os itens um a um: I – incorreto. pela literalidade do art. da CLT.qualquer meio de transporte. tendo em vista o disposto no art. Empregado que falta dois dias em razão do falecimento de ascendente. (B) II. da CLT. IV – incorreto. Considere: I. da CRFB. II. a resposta é a letra “C”. de suspensão. §2º. tendo em vista que as empresas públicas e as sociedades de economia mista sujeitam-se ao regime trabalhista das empresas privadas. O macete.

c/c a Súmula 163 do TST). Caso ainda em vigor o art. qualquer aviso prévio. se o pagamento for efetuado semanalmente. II. Quanto às Convenções Coletivas de Trabalho. 487. (B) o aviso prévio. o direito do empregado ao aviso prévio. por expressa disposição legal. por e-mail. E – incorreta. sem justo motivo. (C) a cessação da atividade da empresa. II e III. nos termos do art. é letra “C”. o prazo seria de 8 dias. 55 . da CRFB. e a esta hora o tico e o teco já não ajudam muito. C – correta. Fátima! Resolvi esta prova de madrugada. literalidade da D – incorreta. As Convenções Coletivas de Trabalho deverão conter obrigatoriamente normas para a conciliação das divergências sugeridas entre os convenentes por motivos da aplicação de seus dispositivos.. no mínimo. pois o prazo do aviso prévio é de. 481 da CLT. pela Súmula 44 do TST. A resposta. IV. por si só. simples ou em dobro. denúncia ou revogação total ou parcial de Convenção Coletiva de Trabalho ficará subordinado. III e IV. no caso. As Convenções Coletivas de Trabalho serão celebradas por escrito. com o pagamento da indenização. revisão. contados a partir do último dia contratual pré-fixado. pois nos contratos a prazo determinado não é devido. nos contratos de trabalho com prazo determinado. (B) I. 487. 491 da CLT. em qualquer caso. e não de dez. O processo de prorrogação. I. não perde o direito ao restante do respectivo prazo. §4º. Os Sindicatos poderão celebrar Convenções Coletivas de Trabalho independentemente de deliberação em Assembléia Geral especialmente convocada para esse fim. será de dez dias corridos. (D) não é devido o aviso prévio. caso em que será devido o aviso prévio (art. 7º. Observação: comentário editado após observação pertinente enviada por uma aluna. :-P . da CLT (não recepcionado pela CRFB). quiser rescindir contrato individual de trabalho. por força do art.(A) a parte que. III. na despedida indireta. 44. 30 dias. Comentário: A – incorreta. está correto o que consta APENAS em (A) II. com o sono apertando. II. em regra. por contrariar o disposto no art. (E) o empregado que. portanto. à aprovação de Assembléia Geral dos Sindicatos convenentes.. exceto se o contrato contiver cláusula assecuratória do direito de rescisão antecipada. B – incorreta. deverá avisar a outra da sua resolução com a antecedência mínima de dez dias. analise: I. Obrigado. da CLT. conforme a alternativa. além de uma destinada a registro. XXI. cometer falta considerada pela lei como justa para a rescisão. não exclui. durante o prazo do aviso prévio. em tantas vias quantos forem os Sindicatos convenentes ou as empresas acordantes. De acordo com a Consolidação das Leis do Trabalho. pois é devido o aviso prévio. sem emendas nem rasuras.

IV – correto. Assinale a opção correta. sem nenhuma criatividade. 468 da CLT. Portanto. prevalecerá o pagamento da indenização. tácito ou expresso.(C) I e III. II e V estão certos. 613 da CLT. V No caso de paralisação temporária ou definitiva do trabalho motivada por ato de autoridade municipal. em todos eles a banca se limitou a transcrever dispositivos legais. conforme parágrafo único. 481 da CLT.Julgue os itens seguintes. desde que não resultem. Aliás. apenas é lícita a alteração das respectivas condições de trabalho quando decorram de mútuo consentimento e. Comentário: I – correto. ajustado. ainda assim. d) Apenas os itens I. que ficará a cargo do governo responsável. podendo estabelecer-se por prazo determinado ou indeterminado. que corresponde à relação de emprego. Logo. em prejuízos ao empregado. conforme art. conforme art. 612 da CLT. pela literalidade do art. V – correto. II – correto. caso tal direito seja exercido por qualquer das partes. estadual ou federal. IV – correto. pela literalidade do art. sob pena de nulidade da cláusula infringente dessa garantia. se assim chamado à autoria pelo empregador quando de sua defesa perante a justiça do trabalho. ou pela promulgação de lei ou resolução que impossibilite a continuação da atividade. III Nos contratos individuais de trabalho. II – correto. pela combinação do disposto nos artigos 442 e 443 da CLT. e) Todos os itens estão certos. pela literalidade do art. resposta letra “A”. c) Apenas os itens III e IV estão certos. aplicam-se. 448 da CLT. (E) II e IV. (D) I e IV. Comentário: I – incorreto. pela literalidade do art. IV Aos contratos por prazo determinado que contiverem cláusula assecuratória do direito recíproco de rescisão antes de expirado o termo a) Apenas os itens I e III estão certos. b) Apenas os itens II e V estão certos. que se referem ao contrato individual de trabalho. PROCURADOR PB 2008 TEMA I – CONTRATO DE TRABALHO 58 . o gabarito é letra “E”. pois todos os itens estão corretos. A análise da questão é relevante a fim de 56 . III – correto. os princípios que regem a rescisão dos contratos por prazo indeterminado. I Contrato individual de trabalho é o acordo. II A mudança na propriedade ou na estrutura jurídica da empresa não afetará os contratos de trabalho dos respectivos empregados. direta ou indiretamente. 613. nos termos do art. III – correto. 615 da CLT. 486 da CLT. art. da CLT.

Lei 8. aplica-se a prescrição trintenária. A prescrição do FGTS constitui exceção à regra geral da prescrição trabalhista. pois atualmente (desde a EC 28/2000) não há distinção entre a prescrição aplicável aos trabalhadores urbanos e aos trabalhadores rurais (art. XXIX.No que se refere ao direito a férias. em cinco anos. em geral. na regra geral da prescrição trabalhista (art. este sim contado a partir da extinção do contrato de trabalho. Caso o FGTS seja pedido apenas como acessório (por exemplo. observado o prazo de dois anos após o término do contrato de trabalho.demonstrar que também para as provas do Cespe é necessário memorizar a legislação. assinale a opção correta. TEMA II – PRESCRIÇÃO 60 . da lesão ao direito (nascimento da pretensão). trabalho.036/90 que é trintenária (30 anos) a prescrição do FGTS. a Súmula 362 do TST. da CRFB). Incorreta. que a prescrição do FGTS é trintenária quando o pedido principal é o FGTS. e. a partir da extinção do contrato de trabalho. c) O direito de ação quanto aos créditos resultantes das relações de trabalho prescreve em cinco anos para os trabalhadores urbanos e rurais. posto que não se pode admitir a imprescritibilidade de nenhum direito patrimonial. pois o prazo qüinqüenal é contado a partir da lesão ao direito. Incorreta. 23. Incorreta. 7º. sobre o qual. ainda. assinale a opção correta. contados. dispõe o art. da CRFB). 57 . observado o prazo de dois anos após a extinção do contrato de trabalho. tanto para os trabalhadores urbanos. o FGTS. e) O direito de ação quanto a créditos resultantes das relações de trabalho e quanto ao não-recolhimento da contribuição para o FGTS prescreve em cinco anos para os trabalhadores urbanos e rurais. ao contrário do prazo bienal. a partir do respectivo fato que o enseja. em dois anos. 7º. em uma ação em que se postulam diferenças de FGTS incidente sobre horas extras não pagas). Observe-se. tendo em vista que a pretensão quanto a créditos decorrentes da relação de trabalho prescreve. d) O direito de ação quanto ao nãorecolhimento da contribuição para o FGTS prescreve em trinta anos para os trabalhadores urbanos e rurais. após a extinção do contrato de trabalho. quanto para os trabalhadores rurais. XXIX. pois inclui.Acerca da prescrição de direitos do trabalhador. e não da extinção do contrato de TEMA III – FÉRIAS 61 . para o trabalhador rural. a) O direito de ação quanto a créditos resultantes das relações de trabalho prescreve em cinco anos para o trabalhador urbano. Correta. até o limite de dois anos após a extinção do contrato de trabalho. Com efeito. Neste sentido. §5º. como visto. seguindo a regra segundo a qual “o acessório segue o principal”. entretanto. a Súmula nº 206 do TST. b) O direito de ação quanto a créditos decorrentes das relações de trabalho prescreve em dois anos para os trabalhadores urbanos e rurais. Incorreta. Neste sentido. Aplica-se. a prescrição é a qüinqüenal. a prescrição bienal. e limitados a dois anos após a extinção do contrato de trabalho.

b) O período das férias será computado como tempo de serviço acrescido de um terço. 131. durante as férias. ex. “o empregado perceberá. 130 com o art. de forma que trinta dias de férias correspondem a 30 dias de tempo de serviço. da CLT). que pode fazê-lo de acordo com seus interesses. p. da cessação do contrato de trabalho. os quais prevêem a possibilidade de fazer coincidir as férias dos membros de uma mesma família que trabalhem no mesmo estabelecimento ou empresa (§1º) bem como o direito de o empregado estudante. §2º. que se aplica à remuneração das férias. por força do art. computar-se-á a média dos últimos doze meses anteriores à concessão. II. da CLT. a remuneração média que lhe houver sido paga durante o período aquisitivo pertinente. a remuneração que lhe for devida na data da sua concessão”. Exatamente por este motivo. durante as férias. mas o empregador paga salários e o período é computado como tempo de serviço. aplica-se à médias das horas trabalhadas no período aquisitivo o valor da hora apurada na data da concessão (art. 136. em qualquer caso a escolha da época continua sendo prerrogativa do empregador (por exemplo: o estudante menor de 18 anos tem férias em dezembro. menor de 18 anos. pela combinação do art. e não do período aquisitivo. as férias são o exemplo típico de interrupção do contrato de trabalho. a empregada terá direito a férias em proporção conforme a quantidade de faltas que haja tido no período. o valor das férias será obtido a partir da média de produção apurada ao longo do período aquisitivo. se for o caso. como tempo de serviço (art. de fazer coincidir suas férias com as férias escolares (§2º). não se considerando falta ao serviço a ausência da empregada durante o período de licença-maternidade. inclusive. §1º). Caso o empregado perceba remuneração variável (comissões. Incorreta. caput. pois não há prestação de serviços. Neste sentido. pois o período de férias é computado. Incorreta. da CLT. e) A prescrição do direito de o empregado reclamar a concessão das férias ou o pagamento da respectiva remuneração é contado do término do período aquisitivo ou. para todos os efeitos. e não ao tempo de serviço. c) A época da concessão das férias será a que melhor atenda aos interesses do empregado. No caso de remuneração por hora. da CLT. Correta. janeiro e julho. cabe ao empregador decidir em qual destes meses concederá as férias a este estudante). 58 . caput. o art.a) Após cada período de 12 meses de vigência do contrato de trabalho. quando for estudante.). Entretanto. 130. d) O empregado deve perceber. multiplicada pelo valor da tarefa na data da concessão. porém o valor da média deve ser atualizado monetariamente. para fazê-las coincidir com férias da família ou com as férias escolares. A regra do supramencionado caput do art. logo. com jornadas variáveis. aliás. pois a escolha da época de concessão das férias é prerrogativa do empregador. tendo em vista que. 142. 136 é relativizada pelos seus parágrafos. porém não existe cômputo a maior. Incorreta. Se o empregado é remunerado por peça ou tarefa. A assertiva mistura a idéia do cômputo do período de férias como tempo de serviço com a regra do terço de férias. 142.

Incorreta. Aproveitando o link com esta questão das férias. perderá o direito às férias? Resposta: sim! A doutrina entende que o silêncio da CLT em relação a esta hipótese significa que o legislador teria considerado que. e o FGTS incide sobre parcelas de natureza salarial (cuidado. Neste sentido. e com ela a pretensão à reparação judicial. assinale a opção correta. que confere natureza salarial à remuneração das férias indenizadas. 3) O artigo 130 da CLT. torno públicas outras dúvidas: 1) A remuneração das férias indenizadas tem natureza salarial ou indenizatória? Resposta: em regra. com o aviso prévio indenizado. dentre outros. qual seja. nesta hipótese o trabalhador perde o direito às férias. (PROCURADOR DO ESTADO PGE/AL – CESPE – 2009) TEMA: RELAÇÃO DE EMPREGO Questão 66 – Considerando que um trabalhador tenha sua contratação efetivada por determinada pessoa jurídica e desenvolva suas atividades laborais na própria residência. que sofre incidência de FGTS! – Súmula 305 do TST). pois a prescrição das férias tem início no momento da lesão. Maurício Godinho Delgado. E) No caso presente a em apreço. 148. portanto. pois como vimos a natureza desta remuneração é indenizatória. se o empregado foi demitido antes do final do período concessivo. segundo prescrição consolidada. Gustavo Filipe Barbosa Garcia. 449 da CLT). Neste sentido. o bienal) terá início a partir da extinção do contrato. mas estará fora do regime celetista. o final do período concessivo. a partir daí nascerá eventual lesão ao direito. a correr o prazo prescricional. Obviamente. o art. em seu inciso IV. o trabalhador em questão é considerado doméstico. o empregado já teria descansado o suficiente. C) Por efetivar seu labor em residência. D) Dito trabalhador não poderá receber menos que o salário mínimo. Como cabe ao empregador fixar a época de concessão das férias. a remuneração das férias indenizadas tem natureza indenizatória. a fim de proteger o crédito trabalhista do empregado. 149 da CLT. Começa daí (final do período concessivo). estando subordinação e a 59 . dispõe que após cada período de 12 meses o empregado terá direito a 12 dias corridos de férias. a OJ 195 do TST. Vólia Bomfim Cassar. né?! A exceção fica por conta do art. Agora pergunto: e se o empregado tiver mais de 32 faltas. Logo. entretanto. Neste sentido. quando houver tido de 24 a 32 faltas. A) O desenvolvimento das atividades laborais na própria residência não configura relação de emprego. Logo. B) Há distinção entre o trabalho realizado no estabelecimento do contratante e o executado no domicílio do empregado. 2) Incide FGTS sobre as férias proporcionais pagas na rescisão do contrato de trabalho? Resposta: não. estas não são devidas (exigíveis) senão ao final do período concessivo. especificamente no caso de falência do empregador (para fins do art. o prazo prescricional (neste caso. com mais de 32 faltas. Chega a ser até bem óbvio.

diretamente. A) Poderá o trabalhador ingressar em juízo para pleitear os recolhimentos previdenciários. razão pela qual. Âmbito residencial. Respeito a tese. desde que esteja caracterizada a relação de emprego”. somente quanto ao reconhecimento de vínculo. razão pela qual a questão não teria resposta. mas ajuizada após dois anos do término contratual. 60 . Com referência a essa situação. sem o devido registro em sua CTPS. a letra “E”. a alternativa veiculada pela letra “E” encontra-se perfeitamente válida. Quanto à resposta correta. as alternativas “A”. estará a pretensão atacada pela prescrição. Sobre a letra “C” é imperioso observar que o local de trabalho não interfere na caracterização do vínculo de emprego do doméstico. mas não concordo. No caso. estará limitado aos últimos cinco anos. contados do ajuizamento da ação. de plano. a onerosidade está plenamente subentendida no enunciado da questão. no caso. O candidato que conhecia este importante dispositivo eliminou. a pessoa ou família.g. 3º da CLT (que define “empregado”). 3º com o art. mediante exercício interpretativo.859/1972). subordinação e alteridade). caracteriza-se relação de emprego. Comentário: a questão gravita em torno do disposto no art. C) Havendo demanda pleiteando o vínculo e o respectivo registro na CTPS obreira. pessoalidade. mas a todos os locais onde a pessoa ou a família desenvolvem sua vida privada e suas atividades não lucrativas (v. o crédito deste. nãoeventualidade. segundo o qual “não se distingue entre o trabalho realizado no estabelecimento do empregador e o executado no domicílio do empregado. para ambos os sexos. sem a declaração de vínculo. só restando a resposta correta. Os demais são extraídos. 1º da Lei nº 5. e sim a prestação de serviços contínuos. nos termos consolidados. 6º da CLT. no caso do trabalho do motorista da família). vi alguns comentários no sentido de que a questão deveria ser anulada tendo em vista que a alternativa dada como correta pela banca não contemplaria todos os requisitos caracterizadores da relação de emprego (artigos 2º e 3º da CLT). qual seja. e mesmo as vias públicas. se refere não só à casa. onerosidade. D) Caso o trabalhador tenha laborado em determinado período como menor. B) Não tendo havido recolhimento fundiário. que impedirá o intento. TEMA: PRESCRIÇÃO Questão 67 Determinado trabalhador manteve relação de emprego com certa empresa por mais de dez anos. não é raro que as bancas mencionem apenas subordinação. não haverá distinção entre trabalhador menor ou maior de 18 anos de idade. no âmbito residencial destas (art. Não obstante sejam seis os requisitos caracterizadores da relação de emprego (trabalho prestado por pessoa física. 2º da CLT. “C” e “D”. pessoalidade e onerosidade. assinale a opção correta. rancho. se discutido em eventual demanda. que são os requisitos constantes do art. na minha opinião. de finalidade não lucrativa. E) Na aplicação dos efeitos da prescrição.pessoalidade. “B”. somente essa parte do contrato de trabalho será imprescrita. casa de veraneio. da combinação do art.

o qual dispõe que a prescrição em cinco anos. não haverá redução no total de dias de férias a serem gozados. TEMA: INTERRUPÇÃO DO CONTRATO DE TRABALHO E FÉRIAS Questão 69 Considere que Lucas tenha sido contratado por entidade bancária para exercer a função de contínuo. Neste sentido. B) Incorreta. Imagine-se. 61 . pois se. por força do art. ainda que originadas quando o trabalhador tinha menos de 18 anos. ao passo que não incidirá. então. no caso de reconhecimento de vínculo. frise-se). assinale a opção correta. sujeitar-se-ia à prescrição. tiver dez faltas. nos termos do art. pode ser efetuada pela própria secretaria da Vara do Trabalho. Isso porque a anotação da CTPS. E) Correta. C) Na hipótese aquisitivo das quatorze faltas. logo imprescindível a declaração do vínculo. o art. B) Devido ao limite da jornada atinente à categoria de Lucas. pois as ações meramente declaratórias são imprescritíveis. não se aplica “às ações que tenham por objeto anotações para fins de prova junto à Previdência Social”. a distinção será relevante. também estas pretensões relativas ao primeiro ano estarão prescritas. como o contrato perdurou “por mais de dez anos”. Vamos às alternativas: A) Incorreta. da Lei nº 8.Comentário: a questão versa sobre prescrição. o prazo prescricional referente às lesões sofridas neste primeiro ano do contrato somente começa a correr quando o menor tenha completado 18 anos. Entretanto. há que se considerar que não corre contra o menor prazo prescricional. sob o argumento de que a anotação em CTPS seria obrigação de fazer e. §5º. não interessa se o trabalhador é menor ou maior de 18 anos. 23.036/1990. Registre-se que também em relação a esta alternativa surgiram vozes defendendo a anulação da questão. no período férias. excepcionando a regra geral da prescrição trabalhista. da CLT. entretanto. No mesmo sentido. como tal. 11. 11. Ver. dias corridos de de Lucas. D) Incorreta. tendo em vista a regra do art. é de 30 anos. §1º. a pretensão ao reconhecimento do vínculo é imprescritível. de forma nenhuma. no período aquisitivo das férias. 440 da CLT. limitados a dois após a extinção do contrato de trabalho. Uma vez mais não concordo com a tese do recurso. A) Somente no caso de o regime de trabalho de Lucas exceder quarenta e quatro horas semanais deverá ele receber pagamento suplementar. tendo em vista que a prescrição do FGTS (como parcela principal. pois não é necessariamente verdadeira a afirmação. D) Se Lucas. 440 da CLT). terá ele direito a menos de trinta dias de férias. Quanto às demais hipóteses. a respeito. da CLT. a prescrição. §1º. contar com fará ele jus a dezoito férias. Neste caso. que o trabalhador do exemplo foi admitido aos 17 anos. sendo cinco delas decorrentes de alistamento eleitoral e casamento. pois só haveria que se falar em recolhimentos previdenciários obrigatórios se comprovada a existência da relação de emprego. até que o mesmo complete 18 anos (art. não dependendo da intervenção do empregador. Logo. como vimos. Em face dessa situação hipotética. a assertiva não é verdadeira. C) Incorreta. a Súmula 362 do TST.

razão pela qual faria jus a 30 dias corridos de férias. 130. I. isso caracterizará falta justificada para os fins legais. o prazo prescricional para que o trabalhador ingresse com ação trabalhista cobrando eventuais créditos. tendo em vista que. no caso Lucas teria apenas cinco faltas ao longo do período aquisitivo. I. em três dimensões: princípio da norma mais favorável. D) correta. o princípio da proteção visa à garantia da igualdade substancial entre as partes da relação de emprego. O art. razão pela qual o terceiro dia. 226. 58-A da CLT como aquele cujo módulo semanal não exceda de vinte e cinco horas. 2 – À luz do princípio da condição mais benéfica podemos dizer que é lícito ao empregador majorar. pois o art. dispõe que não será considerada falta ao serviço. Comentário: a jornada do empregado em estabelecimentos bancários. para os efeitos do art. e não somente da igualdade formal (que constitui a simples estipulação de direitos rigorosamente iguais às partes). princípio in dubio pro operario (este último bastante criticado por parcela significativa da doutrina). pois o princípio da proteção tem por escopo o reequilíbrio de forças entre capital (empregador) e trabalho (empregado).E) Caso Lucas falte três dias em decorrência do falecimento de ascendente. dispõe que o empregado pode faltar por até dois dias consecutivos em razão de falecimento de ascendente. B) incorreta. na classificação de Américo Pla Rodriguez. definido pelo art. 130. da CLT). mediante a estipulação de vantagens ao empregado. por força do art. II. Dessa forma. a condição é inequivocamente mais vantajosa ao obreiro. a ausência do empregado nos casos do art. Importante lembrar ainda que o princípio da proteção (ou princípio protetor. vejamos as alternativas: A) incorreta. princípio da condição mais benéfica. sendo que dele decorrem todos os demais princípios trabalhistas. da CLT. sem prejuízo do salário (hipóteses de interrupção contratual. pois a jornada do bancário não se enquadra no regime de tempo parcial. 62 . 131. 473 (art. da CLT. não é considerado falta justificada. julgue as seguintes afirmações: 1 – O princípio da proteção é aquele princípio peculiar ao Direito do Trabalho segundo o qual se garante às partes a igualdade formal. neste caso. c/c o art. E) incorreta. Logo. EXERCICIOS TIPO CESPE TEMA 1 – PRINCÍPIOS E FONTES DO DIREITO DO TRABALHO A respeito dos princípios e fontes do Direito do Trabalho. CLT). C) incorreta. I. portanto) por até três dias consecutivos em virtude de casamento (inciso II) e por até dois dias consecutivos para se alistar eleitor (inciso V). 130-A da CLT. 473 dispõe que o empregado pode faltar. inclusive o contínuo. parágrafo único. no caso. é de 6 horas (e o módulo semanal de 30 horas). 131. 473. Assim. 224. Errado. através de cláusula contratual ou regulamento de empresa. pois o art. 130. por sua vez. como forma de compensar sua hipossuficiência. Com base nisso. pois é devido o pagamento suplementar se excedida a 30ª hora na semana. ou ainda tutelar) se desdobra. não se aplica ao bancário o art. da CLT. por força do art. pois com 14 faltas Lucas faria jus a 24 dias corridos de férias (art.

ainda que em benefício do trabalhador. Errado. aderindo ao contrato de trabalho. 5 – Fontes formais representam a exteriorização da norma jurídica. o que culminou na flexibilização da legislação. 4 – O regulamento de empresa pode ser considerado fonte formal do Direito do Trabalho. o interesse coletivo (pacificação social. notadamente através dos sindicatos. Maurício Godinho Delgado defendem a tese segundo a qual o regulamento de empresa tem força de mera cláusula contratual. Neste caso. tendo em vista que a prescrição é norma de ordem pública. constituem fontes materiais do Direito do Trabalho. Por sua vez. Observe-se que não só as pressões levadas a efeito pelo empregados. o Cespe já considerou. foi precedida por intensas pressões por parte do empresariado. sucedendo logicamente as fontes materiais. Assim. estabilização das relações jurídicas) se sobrepõe ao interesse individual do trabalhador. fatos sociais estes que representam o momento pré-jurídico necessário à posterior positivação do direito. por exemplo. pelo que é inderrogável pela vontade das partes. em provas anteriores. pois os sindicatos agem representando (e substituindo) os trabalhadores. suprimir ou alterar as regras relativas à prescrição trabalhista. julgue os itens seguintes: 6 – A Constituição de 1988 trata igualmente trabalhadores urbanos. são fontes materiais do trabalho o conjunto de fatores políticos. 3 – São fontes materiais do Direito do Trabalho as transformações sociais e as pressões exercidas pelos agentes da relação de emprego. A título de exemplo. ao menos para o Cespe. Certo. 63 . com a inclusão. Também as pressões dos empregadores. respectivamente se decorrentes da vontade das partes destinatárias da norma. Não obstante exista grande controvérsia quanto à classificação ou não do regulamento de empresa como fonte formal (vários nomes de peso . 59 da CLT.Errado. por exemplo. ou se decorrentes da imposição de terceiro estranho à relação jurídica. mencionem-se questões cobradas no concurso para Consultor Legislativo do Senado (2002) e para Juiz do Trabalho da 5ª Região (2006). logo as convenções coletivas constituem fontes formais autônomas do Direito do Trabalho. que tanto as hipóteses quanto os prazos prescricionais são aqueles previstos em lei. sociológicos e filosóficos que levam à alteração ou criação de normas jurídicas. no sentido da desregulamentação trabalhista e da flexibilização das normas trabalhistas constituem fonte material do Direito do Trabalho. no parágrafo 2º.por todos. Neste sentido. não podendo as partes inovar. econômicos. as fontes formais são classificadas em autônomas e heterônomas. mas que não constitui fonte formal). certamente a alteração do art. Certo. Dessa forma. portanto. as convenções coletivas são classificadas como fontes formais heterônomas. Lembrem-se. da possibilidade de compensação além da semana (“banco de horas”). TEMA 2 TRABALHADORES DIREITOS DOS A respeito dos direitos dos trabalhadores assegurados pela CRFB/1988. razão pela qual não se aplica o princípio da condição mais benéfica. aí incluídas aquelas levadas a efeito pelo empregador. por mais de uma vez. o regulamento como sendo fonte formal.

Neste sentido. registro e anotação do contrato em CTPS. 7º. fora estes casos. XXI. Certo. 7º. de forma não eventual. dentre os quais não se inclui a remuneração do trabalho noturno superior à do diurno. da CRFB. 7º. do ADCT. a Súmula nº 308 do TST. item III. seja em contrato de trabalho ou regulamento empresarial. inciso XXIX. elenca os direitos conferidos aos trabalhadores urbanos e rurais que são estendidos também aos domésticos. 10 – A Constituição confere aos sindicatos das categorias profissionais a prerrogativa de negociar a redução de direitos trabalhistas apenas nas hipóteses de redução salarial. tendo em vista que o art. da CRFB. a teor dos incisos VI. sendo que a expressão “nos termos da lei” se refere à previsão de proporcionalidade do aviso prévio.inclusive domésticos. 7 – A Constituição veda a dispensa arbitrária ou sem justa causa da empregada gestante desde a confirmação da gravidez até cinco meses após o parto. Não obstante. e da Súmula nº 244. II. garantindo a todos a remuneração do trabalho noturno superior à do diurno. pois o prazo qüinqüenal é contado a partir da data do ajuizamento da ação. normas relativas à admissão. Errado. seja em instrumento coletivo (ACT ou CCT). podendo ser reivindicadas as lesões sofridas nos cinco anos anteriores a tal data. que o doméstico ainda não goza de proteção relativa à duração do trabalho. da CRFB. em face do término do prazo. neste ponto. XIII e XIV do art. “a”. cláusulas de redução de intervalo intrajornada. não há que se falar em relação de emprego. 7º da CRFB. os sindicatos não poderão reduzir direitos trabalhistas assegurados pela lei! Assim. TEMA 3 – RELAÇÃO DE TRABALHO E EMPREGO No tocante à relação de trabalho e à relação de emprego. 64 . 8 – Fica assegurado o direito ao aviso prévio de no mínimo trinta dias. parágrafo único. A questão é importante porque. 9 – A prescrição qüinqüenal trabalhista prevista no art. compensação de horários ou redução de jornada. sendo que somente lei pode alterar tal prazo. dispensa do controle de ponto. nada impede seja estipulado o aviso prévio proporcional. Errado. ou mesmo superior a 30 dias de forma fixa. por exemplo. do TST. prevista no inciso IX do art. onerosa e sob subordinação jurídica. 7º. Errado. 10. independentemente de quando se deu a extinção do contrato. pela combinação do art. Não obstante. e alteração da jornada para o trabalho realizado em turnos ininterruptos de revezamento. há jurisprudência no sentido de que não há direito da empregada gestante à estabilidade provisória na hipótese de admissão mediante contrato de experiência. e rurais. Certo. estipula o aviso prévio de no mínimo 30 dias. visto que a extinção da relação de emprego. Faltando qualquer um destes requisitos. julgue os seguintes itens: 11 – São requisitos para caracterização da relação de emprego a prestação de serviço por pessoa física. pois o art. pessoal. não constitui dispensa arbitrária ou sem justa causa. mas em mera relação de trabalho. são inválidas. é contada a partir da data da extinção do contrato de trabalho. Observe-se.

presentes os requisitos da relação de emprego configurar-se-á fraude na roupagem de pessoa jurídica dada ao empregado. atualmente é pacífico que se trata de subordinação jurídica. normalmente estará configurada a não eventualidade. decorrente do contrato estabelecido entre empregador e empregado. o trabalho prestado por pessoa física. filosóficos ou religiosos. Assim. ainda que apenas uma vez por semana. para caracterização de empregado. Errado. seja atividade-meio (atividade de apoio). impedir ou fraudar a aplicação dos preceitos contidos na presente Consolidação”. se a atividade está inserida na rotina da empresa. bem como nasce 65 . 9º da CLT. normalmente ligada a ideais humanitários. e sim pela intenção onerosa presente no ajuste de vontades entre empregado e empregador. 15 – A subordinação que caracteriza a relação de emprego é a jurídica. assim. 13 – O garçom que trabalha dois dias por semana em uma pizzaria não pode ser considerado empregado.Certo. A não eventualidade. o art. O contraponto da onerosidade é a prestação de trabalho voluntário. pois decorre do contrato de trabalho o poder diretivo do empregador. Certo. seja atividade-fim (ligada ao objeto social da empresa). a qual deve ser afastada e. Ressalte-se. e significa que o empregado presta serviços com vistas a ser remunerado por isso. Os requisitos caracterizadores da relação de emprego são extraídos dos artigos 2º e 3º da CLT. o que em última análise obstaria o reconhecimento do vínculo de emprego. 12 – Se o trabalho é prestado por pessoa jurídica unipessoal não há que se falar em relação de emprego. Certo. que em determinadas situações as características apresentam variações quanto à intensidade (por exemplo. posto que se exige. Obviamente o garçom desenvolve atividade permanente da empresa. também denominada habitualidade. que lhe confere a prerrogativa de dirigir a prestação de serviços conforme suas conveniências. Errado. a ausência de qualquer dos outros requisitos obsta a caracterização do vínculo empregatício. cujo prestador de serviços é movido por intenção graciosa ou benevolente. logo não interessa quantos dias por semana ele trabalhe para que se possa falar em não eventualidade. Não obstante a subordinação já tenha sido entendida como sendo técnica e econômica. mitigada quando o trabalho é executado no domicílio do empregado). Isso posto. A intenção onerosa mencionada é também denominada animus contrahendi. é circunstância ligada não à continuidade do trabalho. Basta que trabalhe nesta atividade de forma repetida (e “repetível” futuramente). segundo o qual “serão nulos de pleno direito os atos praticados com o objetivo de desvirtuar. perfeitamente caracterizado o vínculo empregatício. Em que pese ser a subordinação o traço distintivo mais importante entre a relação de emprego e a mera relação de trabalho. No mesmo sentido. posto que ausente a habitualidade. 14 – A onerosidade não se caracteriza pelo efetivo pagamento dos serviços prestados. mas ao caráter permanente da atividade na rotina da empresa. aplica-se o princípio da primazia da realidade. Logicamente se o empregador não paga o quanto combinado não pode ser premiado com o não reconhecimento da onerosidade. a pessoalidade. entretanto. No caso.

se por um lado cabem ao empregador eventuais lucros do empreendimento. da CRFB. a consideração a respeito do tipo de trabalho prestado. Nos termos do art. admite. bem como o art. Assim. a partir da relação de emprego. 19 – Cabe ao empregador. que. exclusivamente. pelo que é lícito ao empregador descontar dos salários do empregado o valor referente ao tempo em que o empregado não laborou efetivamente ao longo da jornada de trabalho. para caracterização da figura do empregado. Certo. Neste sentido. também cabe a este suportar. o que pressupõe freqüência maior que a exigida para caracterização da não eventualidade. a “finalidade não lucrativa” do trabalho doméstico diz respeito ao empregador. 17 – O empregado eleito para ocupar cargo de diretor tem o respectivo contrato de trabalho suspenso. eventuais prejuízos. Dessa forma. assumindo os riscos da atividade econômica. Logo. 7º. 1º da Lei nº 5. não eventualidade. com duas especificidades: a) os serviços prestados pelo doméstico devem ter natureza contínua.859/1972. não se computando o tempo de serviço desse período. sendo que o empregador não deve auferir. pela literalidade da Súmula 269 do TST. 2º da CLT que “considera-se empregador a empresa. para caracterização do vínculo de emprego. o artigo 3º da CLT. O que a lei veda é que o trabalho doméstico seja utilizado pelo tomador dos serviços com fins de obter vantagem econômica (lucro). Interessa. individual ou coletiva. Errado. A rigor a caracterização do vínculo de emprego doméstico em muito se assemelha à caracterização do vínculo empregatício de um empregado comum. a assunção dos riscos do empreendimento. tais riscos excluem os riscos decorrentes do próprio contrato de trabalho. que proíbe a distinção entre trabalho manual. TEMA 4 – CONTRATO DE TRABALHO Sobre os sujeitos do contrato de trabalho.também do contrato a sujeição do empregado a estas ordens do empregador. Dispõe o art. Errado. que veda distinções relativas à espécie de emprego e à condição do trabalhador. 18 – É considerado doméstico aquele trabalhador que presta serviços contínuos e sem qualquer finalidade lucrativa. se técnico. o risco do empreendimento deve ser suportado somente pelo empregador. e não ao empregado. A ausência de subordinação jurídica caracteriza a autonomia (relação de trabalho autônomo). Entretanto. o tipo de trabalho desenvolvido. manual ou intelectual. assalaria e dirige a prestação pessoal de serviços”. vedada a transferência 66 . isto é. b) deve o doméstico prestar serviços à pessoa ou família. Errado. técnico e intelectual ou entre os profissionais respectivos. onerosidade e subordinação). a presença de todos os requisitos caracterizadores da relação de emprego (pessoalidade. julgue os itens seguintes: 16 – É fundamental. isso sim. É absolutamente irrelevante. exclusivamente. A presença da onerosidade (animus contrahendi) é fundamental também para a caracterização do vínculo doméstico. XXXII. salvo se permanecer a subordinação jurídica inerente à relação de emprego. sem a presença de onerosidade. doméstico é “aquele que presta serviços de natureza contínua e de finalidade não lucrativa a pessoa ou família no âmbito residencial destas”. qualquer tipo de lucro.

de tais riscos aos empregado. isto é. a produtividade do empregado abaixo do esperado (hipótese em que é devido integralmente o salário contratualmente fixado). no turno da manhã. a partir da existência do contrato de trabalho. conforme visto no item anterior. por exemplo. por exemplo. O poder regulamentar é exercido no sentido da exteriorização das regras impostas pelo empregador quanto ao modo de organização e execução dos serviços (por exemplo. 20 – O poder empregatício é o conjunto de prerrogativas conferidas ao empregador no âmbito da relação de emprego. SUCESSÃO DE EMPREGADORES. Neste sentido. o poder regulamentar. Ora. Maurício Godinho Delgado. bem como estabelece as rotinas relativas à prestação de serviço (modo de prestação dos serviços. notadamente pelo princípio da dignidade humana (é vedada. e sim um contrato de atividade. suspensão ou mesmo demissão por justa causa. com exclusividade. o que significa que o empregador não contrata um determinado resultado específico esperado em relação à atividade laboral do empregado. RESPONSABILIDADE A respeito do grupo econômico trabalhista. O poder fiscalizatório constitui a prerrogativa do empregador de controlar a atividade de seus empregados. atribui ao empregador. julgue os seguintes itens: 21 – Imagine-se que Acácio preste serviços. notadamente sob a forma de desconto salarial. a subordinação jurídica) e. da sucessão de empregadores e da responsabilidade solidária. o poder fiscalizatório e o poder disciplinar. tem poderes de fiscalização e poderes disciplinares. fiscalização acerca do uso de equipamentos de proteção individual. como contraponto. mediante a aplicação de advertência. É importante observar que o poder empregatício decorre da relação de emprego (e caracteriza. o poder disciplinar confere ao empregador a possibilidade de punir o empregado por uma falta cometida. e engloba o poder diretivo. sendo “Alfa” e 67 . à empresa “Beta”. pela expedição de ordens de serviço. à empresa “Alfa”. insofismavelmente. o empregador assume exclusivamente inclusive os riscos decorrentes do próprio contrato de trabalho como. etc). Pelo poder diretivo o empregador organiza a estrutura e o espaço interno da empresa. e sim a colocação da força de trabalho deste empregado que é colocada à disposição do empregador. e no turno da tarde. verificando o efetivo cumprimento das ordens emanadas (controle de horário e frequência. tendo em vista que o obreiro permaneceu à disposição do empregador). exigência do uso de uniforme. circulares e regulamentos internos). Dessa forma. os riscos da atividade econômica. Certo. se o empregador dirige a prestação pessoal de serviços do trabalhador da forma que bem entende. Naturalmente o poder fiscalizatório é limitado pelos princípios constitucionais. é devido integralmente o salário contratualmente fixado. etc). O contrato de trabalho não é um contrato de resultado. exceto em casos especialíssimos). e a ausência de produtividade decorrente de “falta de serviço” na empresa (hipótese em que. Por fim. sejam eles positivos (lucros) ou negativos (prejuízos). a revista íntima do empregado. que por sua vez dirige a prestação de serviços conforme suas conveniências. salvo previsão em contrário em negociação coletiva. TEMA 5 – GRUPO ECONÔMICO. nada mais justo que arque sozinho com os resultados de sua administração.

isto é. neste caso. mas vale tão somente no âmbito civil. não é oponível ao empregado credor de determinada parcela. inclusive aqueles contraídos antes da sucessão. caberá ação de regresso do sucessor em relação ao sucedido. arcando assim com todos os débitos trabalhistas dos empregados remanescentes. Certo. caput. Obviamente. O TST entende que no caso do desmembramento de municípios não ocorre sucessão de empregadores. Neste sentido. que é denominada real empregadora. 22 – É bancário o empregado de empresa de processamento de dados que presta serviço a banco integrante do mesmo grupo econômico. 24 – No caso de desmembramento de municípios. sendo que o sucessor passa a ser responsável por todos os débitos trabalhistas da empresa. Literalidade da Súmula nº 239 do TST. em sede da relação jurídica estabelecida entre sucessor e sucedido. Errado. Nos termos do art. assegurada pelo art. geralmente é inserida no título jurídico (contrato) que transfere a universalidade do sucedido para o sucessor. ocorre a sucessão trabalhista. mas tão somente ao sucedido. 23 – A alteração na estrutura jurídica da empresa não afeta os contratos de trabalho. No mesmo sentido. Errado. a OJ nº 261 da SBDI-1 do TST. Neste sentido. a chamada cláusula de não responsabilização não é oponível ao empregado detentor do crédito. com a finalidade de limitar a responsabilidade do sucessor apenas aos débitos contraídos após a sucessão. Quanto à cláusula de não responsabilização. da CRFB. as empresas pertencentes a um grupo econômico são solidariamente responsáveis pelos créditos trabalhistas dos empregados de qualquer das empresas integrantes do grupo. Neste sentido. 18. Certo. 25 – As demais empresas integrantes de um mesmo grupo econômico são subsidiariamente responsáveis pelos créditos trabalhistas dos empregados de uma outra empresa do mesmo grupo. Lembrando a distinção básica entre solidariedade e subsidiariedade: 68 . O fundamento de tal entendimento é a autonomia políticoadministrativa dos municípios. 2º da CLT. salvo ajuste em contrário não haverá se falar em mais de um contrato de trabalho. ocorrendo a sucessão. exceto quando a empresa de processamento de dados presta serviços a banco e a empresas não bancárias do mesmo grupo econômico ou a terceiros.“Beta” pertencentes a um mesmo grupo econômico. Os artigos 10 e 448 da CLT asseguram que a alteração na estrutura jurídica da empresa não afeta os contratos de trabalho e os direitos adquiridos pelos empregados. e se houver cláusula de não responsabilização. Assim. a Súmula nº 129 do TST. inclusive aqueles consolidados antes do desmembramento. Neste caso. a OJ nº 92 da SBDI-1 do TST. a teor do disposto nos artigos 10 e 448 da CLT esta chamada cláusula de não responsabilização não produz qualquer efeito no âmbito trabalhista. respondendo cada qual pelos direitos trabalhistas do período em que figuraram como reais empregadores. sendo que os municípios criados a partir do desmembramento são considerados sucessores trabalhistas para todos os efeitos. Certo. sendo que. o empregado pode cobrar do sucessor inclusive os créditos consolidados antes da transferência (sucessão).

finalidade de contraprestação). e sim a disponibilização da energia de trabalho. isto é. 3º da CLT. não é possível o reconhecimento do vínculo de emprego entre Policial Militar e uma empresa privada. A capacidade. para que incida a obrigação de contraprestação (pagamento de salário) o resultado do trabalho prestado. qualquer um dos devedores solidários. Finalmente. receber 27 – É elemento essencial do contrato de trabalho a capacidade do empregado. dia. Entretanto. durante seis meses. Sua função era higienizar o local sempre antes da chegada dos clientes. etc). é correto dizer que não é possível o reconhecimento do vínculo TEMA 6 26 – É correto dizer que o contrato de trabalho é um contrato sinalagmático. interessa à relação jurídica a pessoa do empregado (característica da pessoalidade). o empregado pode firmar contrato de trabalho antes de completar dezesseis anos. é um contrato oneroso pois pressupõe a intenção onerosa da relação firmada (o empregado trabalha com a 69 . Correto. de trato sucessivo. É intuitu personae em relação ao empregado. O contrato é sinalagmático porque dele resultam obrigações recíprocas. não só do empregado. consensual. É um contrato de atividade (em contraposição ao contrato de resultado) porque não interessa. pois uma coisa não depende da outra. É de trato sucessivo porque as principais prestações decorrentes do contrato de trabalho (prestar serviços e pagar salários) renovamse no tempo. em qualquer hipótese. ou até mesmo todos ao mesmo tempo. que se considera apto a firmar contrato de trabalho. nos termos do art. semana. Nos termos da Súmula 386 do TST. 7º. isto é. como também do empregador. intuitu personae. entre as partes (empregado presta serviços e o empregador paga os salários. desde que conte com quatorze anos e o faça na condição de aprendiz. independentemente do eventual cabimento de penalidade disciplinar prevista no Estatuto do Policial Militar. prescindindo entretanto de forma solene (pode o contrato de trabalho ser ajustado tacitamente. Errado. por exemplo). 28 – Tendo em vista o estatuto próprio aplicável ao Policial Militar. XXXIII. por sua vez. de forma que Maria não tinha conhecimento da atividade ilícita desenvolvida no local. É consensual pois depende da vontade das partes. em uma casa de jogos de azar. é legítimo o reconhecimento de relação de emprego entre policial militar e empresa privada. sem qualquer benefício de ordem. obrigações contrárias e contrapostas. na obrigação solidária. o credor pode acionar diretamente. e então. da CRFB/88. conforme a modalidade ajustada (mês.” 29 – Maria da Silva trabalhou como faxineira. Observese que o contrato de aprendizagem é uma modalidade especial de contrato de trabalho (leia-se contrato de emprego). “preenchidos os requisitos do art.na obrigação subsidiária o credor deve acionar primeiro o devedor principal. Não é intuitu personae em relação ao empregador. pode acionar o devedor subsidiário. inclusive). Ante o exposto. somente a partir dos dezesseis anos. de atividade e oneroso. Errado. constitui elemento essencial do contrato de trabalho. caso não receba seu crédito.

como verdadeiro empregado. seu contrato de trabalho é plenamente válido. 70 . após um ano no cargo de gerente. 32 . correspondente à relação de emprego”. “contrato individual de trabalho é o acordo tácito ou expresso. pelo que. e ademais a trabalhadora não tinha conhecimento acerca da atividade ilícita desenvolvida no local. qualquer ajuste de vontade expresso entre Mazinho e o proprietário da Fazenda. Na hipótese mencionada na questão. 30 – Mazinho começou a trabalhar na Fazenda Águas Claras no dia 1º de junho. Neste caso. Na verdade trata-se a hipótese de sucessão de empregadores. Entretanto. (Procurador do Estado da Paraíba – 2008) Certo. entretanto. ao que este lhe respondeu que não lhe devia salários. sendo que a alteração contratual. 442 da CLT. entretanto. desde que não resultem. Depois de trabalhar na função de vendedor durante três anos. carpia a lavoura. assegurados todos os seus direitos. pode-se dizer que o empregador agiu regularmente. sendo que este último tinha ciência de que Mazinho ordenhava o gado. Errado. Não houve. entre outras atividades ligadas à atividade normal do empreendimento. pois alteração subjetiva é o mesmo que alteração de sujeito. direta ou indiretamente. recebendo por isso remuneração bastante superior à do cargo que ocupava originalmente. pois o empregador tinha conhecimento de que Mazinho lhe prestava serviços. Errado. em princípio. alterado o pólo passivo da relação de emprego. sem sequer informar o empregado sobre o motivo da destituição do cargo de confiança. Decorrência do princípio da inalterabilidade contratual lesiva. em si. foi promovido ao cargo de confiança de gerente. roçava pastos. Conforme o disposto no art. permanecem inalteradas as cláusulas dos contratos de trabalho dos respectivos empregados.empregatício de Maria da Silva. pois não havia lhe prometido nada. Assim. Neste sentido. o trabalhador não faz jus sequer aos salários. dada a ilicitude do objeto de seu trabalho. não produz qualquer efeito sobre as cláusulas dos contratos de trabalho em vigor. e não se opôs a tal prática ao longo de um mês. pois o contrato de trabalho não chegou a ser firmado entre as partes. o trabalho de Maria da Silva (faxina). sem dúvida houve o ajuste tácito entre as partes. No caso. neste caso. quanto ao pólo passivo. é permitida.Nos contratos individuais de trabalho. apenas é lícita a alteração das respectivas condições de trabalho quando decorram de mútuo consentimento e. Certo. os artigos 10 e 448 da CLT. Com base na legislação trabalhista. Realmente o trabalho cujo objeto é ilícito enseja a nulidade absoluta da contratação. tem razão o empregador. ainda assim. 33 – Hélton foi contratado como vendedor em uma loja de departamentos. Ao final do primeiro mês de trabalho. Mazinho se dirigiu ao proprietário da Fazenda inquirindo-lhe sobre quando seria efetuado o pagamento do salário. sob pena de nulidade da cláusula infringente dessa garantia. o empregador resolveu determinar o retorno de Hélton à função de vendedor. não é ilícito. TEMA 7 31 – A alteração subjetiva do contrato de trabalho. Dessa forma. a lei não exige seja o contrato de trabalho firmado expressamente. em prejuízos ao empregado. e como sabemos o sujeito passivo da relação de emprego é o empregador. Assim.

Trata-se a reversão. 34 . Neste sentido. pelo empregador. em virtude da diminuição do número de alunos. 469 da CLT).A redução da carga horária do professor. 2º da CLT).Certo. portanto. uma vez que não implica redução do valor da hora-aula. é lícito ao empregador alterar o horário de trabalho do empregado. 37 – A aposentadoria por invalidez suspende o contrato de trabalho. anteriormente ocupado. não constitui alteração contratual. além da alteração do horário de trabalho mencionada na questão. Certo. fará jus à incorporação da gratificação. é importante lembrar que se o empregado exerceu a função de confiança (e recebeu a respectiva gratificação) por dez anos ou mais. o tempo de suspensão não é computado como tempo de serviço. ou o empregado volta às suas atividades. com destaque para o fato de que o tempo de suspensão contratual não é computado. mudar o nome do cargo (desde que disso não resulte prejuízo ao empregado). o tempo de cessação provisória da prestação de serviços é computado como tempo de serviço. é encerrado. Nos termos do parágrafo único do art. Errado. nos termos da Súmula 372 do TST. A primeira parte da afirmação é verdadeira. pelo prazo máximo de cinco anos. não se exigindo sequer a motivação de tal decisão. Certo. sem que isso constitua irregularidade trabalhista. 35 – Denomina-se jus variandi a possibilidade de alteração unilateral. então. o empregador não paga salários e. de alteração contratual lesiva autorizada pela legislação trabalhista. casos da suspensão por afastamento em decorrência de acidente de trabalho e por afastamento para cumprimento do serviço militar obrigatório. em regra. desde que não aumente a jornada e desde que não altere o horário de trabalho do turno diurno para o noturno. Não obstante. A aposentadoria por invalidez suspende o contrato de trabalho por prazo indeterminado. pode o empregador transferir o local da prestação de serviços (desde que observados os limites impostos pelo art. há hipóteses suspensivas em que. de algumas cláusulas contratuais. Errado. entre outras possibilidades. Depois de aposentado por invalidez o 71 . como tempo de serviço. em nenhuma hipótese. Dessa forma. Algumas cláusulas contratuais inserem-se no chamado jus variandi empregatício exatamente em decorrência da assunção dos riscos do empreendimento pelo empregador (art. 468 da CLT. depois do que ou é tornada definitiva e o contrato. Também há que se esclarecer que a reversão constitui direito potestativo do empregador. tendo em vista que na suspensão contratual as principais cláusulas do contrato de trabalho permanecem sustadas temporariamente. o empregado não presta serviços. deixando o exercício de função de confiança”. pois tal medida caracterizaria alteração prejudicial. excepcionalmente. Por fim. TEMA 8 36 – Caracteriza-se a suspensão do contrato de trabalho pela sustação das principais cláusulas do contrato de trabalho. Dessa forma. vedada pelo ordenamento jurídico brasileiro. se recuperada a capacidade laboral. Literalidade da OJ 244 da SBDI1 do TST. “não se considera alteração unilateral a determinação do empregador para que o respectivo empregado reverta ao cargo efetivo.

no caso. TEMA 9 41 – A prisão provisória do empregado constitui justo motivo para rescisão do contrato de trabalho. passada em julgado. ao empregador. Quanto à compensação futura pelo INSS. 482.) quando não cumprir o empregador as obrigações do contrato”. Certo. Neste sentido. Certo. da CLT. quando de seu retorno ao trabalho. caso não tenha havido suspensão da execução da pena” (art.trabalhador é submetido periodicamente a exames médico periciais junto ao INSS. “d”. 40 – Ao empregado que teve o contrato de trabalho suspenso ou interrompido são garantidas. 483. razão pela qual são devidos o aviso prévio e a “multa” do 72 . todas as vantagens que. sendo que. o empregado retorna à atividade no seu emprego de origem. “d”. Literalidade do parágrafo 1º do art. em sua ausência. não restam dúvidas que. por telegrama ou carta registrada. 471 da CLT. A rescisão indireta importa no pagamento das mesmas verbas que seriam devidas na rescisão sem justa causa. tendo em vista que o empregador é quem paga diretamente os salários durante o afastamento. “o empregado poderá considerar rescindido o contrato de trabalho (. mediante abatimento no total das contribuições sociais devidas. considera-se que é medida de política legislativa. da CLT). é indispensável que notifique o empregador dessa intenção. dentro do prazo máximo de 30 (trinta) dias. dentre outras parcelas eventualmente devidas. 39 – Para que o empregado tenha direito a voltar a exercer o cargo do qual se afastou em virtude de exigências do serviço militar ou de encargo público.” 38 – A licença garantida à gestante configura hipótese de interrupção do contrato de trabalho. Donizete ingressou com ação na Justiça do Trabalho requerendo o reconhecimento da rescisão indireta de seu contrato de trabalho. Consoante o disposto no art. Neste caso. conforme art. Donizete tem direito à indenização compensatória do FGTS (40%). o aumento da discriminação por gênero no mercado de trabalho. conseqüentemente. mesmo após cinco anos. Somente configura motivo para despedida por justa causa “a condenação criminal do empregado. Certo. A prisão provisória do empregado é hipótese de suspensão do contrato de trabalho. contados da data em que se verificar a respectiva baixa ou a terminação do encargo a que estava obrigado. saldo de salários. Certo. Se pagar salários é a principal obrigação do empregador. aviso prévio. constatada a recuperação da capacidade laboral. a fim de evitar o encarecimento da mão-deobra feminina e. Em que pese a existência de corrente minoritária no sentido de que a licença-gestante seria caso de suspensão contratual. Errado.. décimo terceiro proporcional e férias proporcionais. 472 da CLT.. 42 – Depois de seis meses sem receber os salários que lhe eram devidos por seu empregador. porém. a doutrina amplamente majoritária considera se tratar de hipótese de interrupção contratual. houve rescisão indireta do contrato de trabalho. a Súmula 160 do TST: “cancelada a aposentadoria por invalidez. facultado. indenizá-lo na forma da lei (exPrejulgado nº 37). o trabalhador terá direito de retornar ao emprego. tenham sido atribuídas à categoria a que pertencia na empresa.

477. alínea “b”. se existente a cláusula assecuratória do direito recíproco de rescisão antes de expirado o termo ajustado. Nos termos do §7º do art. aplicamse. tal dispositivo não foi recepcionado Errado. 479 da CLT. infração aplicável ao departamento de pessoal da empresa somente no primeiro dia útil seguinte ao final do prazo do aviso prévio. consoante disposto nos artigos 479 e 480 da CLT. 481 da CLT. da CLT. Nos contratos a prazo determinado. Errado. Entretanto. o empregador disse a Evair que o aviso prévio seria cumprido em casa. 477. o não pagamento das parcelas rescisórias nos prazos do §6º do mesmo artigo sujeita o empregador. Dessa forma. o prazo do art. Art. 481 da CLT.036/1990. 477 da CLT. até o décimo dia contado da notificação da demissão. 484 da CLT. por sua vez. Quando da comunicação da demissão. Inteligência do art. ao pagamento de indenização ao empregado. os princípios que regem a rescisão dos contratos por prazo indeterminado. §6º. Não obstante seja esta a redação do inciso I do art. pelo que o trabalhador deveria comparecer 73 . 48 – O prazo do aviso prévio é de 8 (oito) dias no caso dos contratos em que o pagamento for efetuado por semana ou por tempo inferior. enseja apenas a administrativa. aplicar-se-ia. somente será cabível o aviso prévio se prevista cláusula assecuratória do direito recíproco de antecipação do término contratual. A jurisprudência é pacífica no sentido de que o chamado aviso prévio “cumprido em casa” equivale ao aviso prévio indenizado. em regra. 18. Certo. para fins de receber as parcelas que lhe eram devidas em decorrência da rescisão contratual. nos termos do art. c/c o art. Certo. no valor correspondente ao salário deste. bem como metade da multa compensatória do FGTS (20%. o empregador que rescindir o contrato antecipadamente deverá pagar ao empregado indenização no valor da metade das remunerações a que o empregado teria direito até o final do contrato. são devidos ao empregado metade do aviso prévio. portanto). 45 – O não pagamento das rescisórias nos prazos do art. §6º. Nesta hipótese. se for o caso. §2º. Certo.FGTS. da CLT. Neste sentido. parcelas 43 – Na hipótese de culpa recíproca. Errado. além da multa administrativa aplicável pela fiscalização do trabalho. 47 – O aviso prévio é. §6º da CLT). 487 da CLT. TEMA 10 46 – Evair trabalhava na empresa Metalúrgica Mão de Ferro e foi demitido sem justa causa. c/c a Súmula 14 do TST. da Lei nº 8. a OJ nº 14 da SBDI-1 do TST. 44 – Nos contratos a prazo determinado que não contenham cláusula assecuratória do direito recíproco de rescisão. obrigatório na ruptura imotivada de contrato a prazo indeterminado. além das demais normalmente devidas. no caso em referência. dentre os quais a concessão do aviso prévio. Em regra a ruptura antecipada dos contratos a termo ensejam a indenização da parte contrária. o pagamento das referidas parcelas rescisórias no prazo estipulado pelo empregador foi feito no prazo legal (art. qual seja. do décimo terceiro salário e das férias. parcelas 477. c/c o art. cuja multa é pela fiscalização do trabalho.

posto que o mesmo já sabia que não continuaria no emprego. tendo em vista o princípio da boa-fé que norteia o Direito do Trabalho. se eleito. a garantia de emprego é conferida ao dirigente sindical exatamente para que este não sofra intimidação e coação no exercício de suas funções junto ao sindicato. 74 . 30 dias.O direito ao aviso prévio é irrenunciável pelo empregado. Entretanto. 488 da CLT. Literalidade da Súmula 276 do TST. nos termos previstos no art. empregadora de Sorato. Neste sentido. é devido novo aviso prévio. o direito ao aviso prévio de. salvo se cometer falta grave. se o empregador não concedeu a redução de jornada. Além da questão da boa-fé. independentemente do pagamento das horas como extraordinárias. Certo. sendo que optou por sair do trabalho duas horas mais cedo todos os dias. como a “Expresso Encomendas”. não fazendo qualquer distinção acerca da modalidade de contratação. ainda que suplente. em sentido contrário ao interesse do empregador. No mesmo sentido. não é reconhecida a garantia de emprego se o empregado somente registrou sua candidatura quando já estava préavisado de sua demissão. Isso posto. Dessa forma. que prevê. nos termos do art. pelo que não poderia ter o mesmo ameaçado pelo empregador. A CRFB (art. no mínimo. a Súmula nº 230 do TST. da CLT. o empregador resolveu então remunerar como extraordinárias as referidas duas horas. não poderia prescindir dos serviços prestados pelo obreiro durante as duas horas diárias. Neste sentido. devendo ser considerado o aviso prévio como não concedido. muitas vezes. 8º. de forma que Sorato laborou por oito horas diárias durante todo o aviso prévio. ainda que o registro da candidatura tenha ocorrido no curso do aviso prévio. Certo. Sorato ingressou com reclamação trabalhista perante a Justiça do Trabalho requerendo a indenização do aviso prévio. a Súmula 369 do TST. 50 – Sorato cumpria jornada de oito horas e foi demitido sem justa causa. nos termos da lei”. §3º. Neste caso. agindo sempre no interesse de sua categoria e. O pedido de dispensa de cumprimento não exime o empregador de pagar o respectivo valor. 7º. 543. Não obstante. o art. tendo em vista que o aviso prévio é tempo de serviço para todos os efeitos. Entretanto. se o empregado já estava pré-avisado de sua demissão. Sorato está com a razão. a garantia constitucional perde completamente o objeto. a não concessão pelo empregador da redução estipulada frustra a intenção legal. inciso VIII) veda a dispensa do “empregado sindicalizado a partir do registro da candidatura a cargo de direção ou representação sindical e. Errado. tendo em vista a não concessão da redução diária pelo empregador. A razão de ser da redução da jornada de trabalho ao longo do aviso prévio. salvo comprovação de haver o prestador dos serviços obtido novo emprego. XXI. Ao término do aviso prévio. em seu art. até um ano após o final do mandato. TEMA 11 26 – O dirigente sindical tem garantido o emprego desde o registro da candidatura até um ano após o término do mandato. 49 . é exatamente garantir ao empregado a possibilidade de procurar um novo emprego. 488 da CLT.pela Constituição de 1988.

“não há direito da empregada gestante à estabilidade provisória na hipótese de admissão mediante contrato de experiência. Dulce Rosalina terá direito à reintegração ao emprego. pelo que seria vedado ao empregador rescindir antecipadamente o contrato a termo. tendo em vista que tal dispositivo regulamentou provisoriamente o inciso I do art. desde o conhecimento do estado gravídico até o termo final do contrato. Literalidade do Súmula 244 do TST. por sua empregadora.03. é 75 . tendo em vista que o 29 – Evair foi eleito suplente do representante dos empregados na CIPA da empresa “Balança Mas Não Cai”.01. arbitrariamente e sem justa causa. 7º. contratada em 01. desde a confirmação da gravidez até cinco meses após o parto. qual seja. quando eventualmente venha a contrariar interesses deste. o qual. item II da correto dizer que Evair não terá a estabilidade no emprego. pelo que acreditava que teria garantido o emprego até cinco meses após o parto. 4º-A à Lei nº 5. entretanto. 10. Certo. em face do término do prazo.324/2006 acrescentou o art. descobriu seu estado gravídico em 15.” Observe-se. Segundo entendimento sumulado do TST (Súmula 244. Observe-se. pois o empregador não poderia tê-la demitido em virtude da garantia de emprego assegurada à gestante.27 – Dulce Rosalina foi admitida mediante contrato de experiência de 90 dias em 01.2004. não constitui dispensa arbitrária ou sem justa causa. que boa parte da doutrina. tendo em vista a extinção da própria empresa. por oportuno. não se aplica à doméstica por disposição expressa do parágrafo único do supramencionado art. Depois de um mês trabalhando na empresa. a garantia restringe-se aos salários e demais direitos correspondentes ao período de estabilidade. sem que sofra coação ou ameaça de represálias por parte do empregador. visto que a extinção da relação de emprego. com a qual nos alinhamos. Entretanto.A garantia de emprego à gestante só autoriza a reintegração se esta se der durante o período de estabilidade. estendendo à doméstica a mesma garantia de emprego conferida à gestante pelo ADCT. Não obstante. a Súmula 339 do TST. no curso do mandato a empresa foi extinta. que a questão da reintegração da gestante imotivadamente demitida é peculiar no caso da doméstica. Neste caso. Em princípio não se aplicava à doméstica a garantia de emprego conferida à gestante pelo art. isto é. tendo sido imediatamente demitida. Do contrário. item III). A garantia de emprego assegurada ao cipeiro tem por finalidade garantir a participação efetiva do representante dos empregados na CIPA. entende cabível a garantia de emprego durante o prazo do contrato a termo. Entretanto. ao final do prazo inicialmente estipulado o empregador procedeu à rescisão do contrato da empregada tendo por motivo “término de contrato”. II. 7º da CRFB/88.2007.2007 para trabalhar como doméstica em uma residência. do ADCT da CRFB/88. “b”. Certo. por sua vez.858/1972 (Lei do Doméstico). Dulce Rosalina descobriu que estava grávida. a Lei nº 11. Neste sentido. extinta a própria empresa não subsiste qualquer razão de ser à garantia de emprego.08. Dessa forma. 28 . 30 – Tereza Herrera. Tereza Herrera tem direito à indenização pelo tempo da garantia de emprego. Neste caso. Errado. pois depende da concordância expressa do empregador. Neste caso. Certo.

entendem que o acordo individual seria suficiente apenas para pactuar a compensação semanal. mais o adicional de 50% em relação às outras quatro horas trabalhadas além da jornada legal diária (em relação a estas. e não a compensação além da semana. A idéia da compensação de jornada liga-se à preservação do módulo legal (no caso. seria imprescindível a participação do sindicato. em número de 06 (seis) semanais. nos termos do item II da Súmula 85. esta corrente. Entretanto. da mesma forma. não é assim que tem se posicionado de forma mais ou menos uniforme o TST. com a redução proporcional em outro dia em determinado período de tempo. já considerou correta esta assertiva em prova recente. deveria constar de acordo coletivo de trabalho ou convenção coletiva de trabalho a possibilidade de instituição do banco de horas. Entendemos que. mediante a majoração da jornada em determinado dia.” (Súmula 85. no caso específico da doméstica. Neste caso (“banco de horas”). a prestação habitual (constante) de horas extraordinárias é incompatível com o instituto de compensação de jornada. não recebe o valor da hora normal pois ele deixou de trabalhar no sábado. sugiro seja adotada. Nesta hipótese. Com efeito. Assim. com o adicional de 50% sobre o valor da hora normal. Na hipótese em análise. é necessário tecer alguns comentários. quanto àquelas destinadas à compensação. Quanto ao final da questão. deverá ser pago a mais apenas o adicional por trabalho extraordinário. O acordo de prorrogação pode ser individual. admite-se o acordo individual tanto para pactuar tanto a prorrogação quanto a compensação de jornada. Errado. pois a prorrogação habitual acabará por extrapolar os próprios módulos legais (que no caso da semana é de 44 horas). sem problemas. mediante compensação. o TST considera que “a prestação de horas extras habituais descaracteriza o acordo de compensação de jornada. 76 . portanto. as receberia como horas extraordinárias. Nesta hipótese. Não obstante. de segunda a sexta-feira. sendo que não trabalharia no sábado. são válidos os acordos firmados. Donizete deveria receber seis horas extraordinárias (hora normal + adicional de 50%). oportunidade na qual firmou com o empregador acordos individuais de compensação e prorrogação da jornada de trabalho. Neste sentido. em provas do Cespe. quanto ao acordo de compensação. Quanto às demais horas suplementares trabalhadas. item IV). O Cespe. portanto estas 4h já foram remuneradas no salário mensal). que diz que o acordo individual é admitido tanto para pactuar a prorrogação quanto a compensação de jornada. e esta é asilo inviolável. de forma que deveria trabalhar dez horas diárias. parte expressiva da doutrina trabalhista. afinal. ou seja. o TST entende que “o acordo individual para compensação de horas é válido. as horas que ultrapassarem a jornada semanal normal deverão ser pagas como horas extraordinárias e. salvo se houver norma coletiva em sentido contrário”. o módulo semanal). e no mesmo sentido o Ministério do Trabalho. a melhor solução é sempre a conversão da estabilidade em indenização (pagamento dos salários e demais direitos do período da estabilidade). Assim. também conhecida como “banco de horas”. TEMA 12 31 – Donizete foi contratado como mensalista para trabalhar na fábrica de chapéus “Pantera Negra”.serviço é prestado na casa do empregador. pois.

o tempo despendido pelo empregado até o local de trabalho. o tempo despendido até aí não será computado na jornada. Neste sentido. sendo que ao longo de todo o período cumpriu jornada de oito horas. Para fins de concurso. era a regra na redação original do parágrafo único do art. Neste caso. 58 da CLT. se o local de trabalho fica em local de difícil acesso ou não servido por transporte público. atualmente o descanso semanal deve coincidir com o domingo no mínimo a cada três semanas. do TST. Portanto. 6º da Lei nº 10. Certo. o item IV da Súmula 90 do TST. item II. 35 – O empregado que trabalha em horário noturno e tem a jornada prorrogada (avançando assim no horário diurno). respeitadas as demais normas de proteção ao trabalho e outras a serem estipuladas em negociação coletiva”. razão pela qual é devido integralmente como hora extraordinária. passando a dispor que “o repouso semanal remunerado deverá coincidir. Daí se extrai que só são devidas as horas in itinere no trecho não servido por transporte público regular. Errado. o referido dispositivo foi alterado pela Lei nº 11. em contestação. prefiram sempre o posicionamento majoritário. na Justiça do Trabalho. porém lhe foi concedido intervalo para descanso ou refeição de apenas 20 minutos. com o domingo. isto é. nos termos do art. Esta proporção. o pagamento de horas extraordinárias correspondentes à totalidade do intervalo intrajornada devido. pela literalidade da Súmula 60. tem razão o empregado. entretanto. pelo menos uma vez no período máximo de três semanas. obrigatoriamente. 77 . Ao ser demitido Luís Carlos postulou. pois o intervalo intrajornada gozado a menor é considerado pela jurisprudência majoritária como não gozado. Errado. tendo em vista que o empregado havia gozado efetivamente os outros 20 minutos. As chamadas horas in itinere (também chamadas de jornada de percurso ou horas itinerárias) são devidas. Esta matéria já foi objeto de várias questões do Cespe. desde que o empregador forneça a condução. 34 – Luís Carlos laborou durante dois anos na empresa “Winck Publicidade e Propaganda”. sob o argumento de que a uma irregularidade mais grave (não concessão de nenhum intervalo) é imputada a mesma pena que a uma irregularidade menos grave (concessão parcial do intervalo). Se parte do trecho é servida por transporte público regular. e o empregador fornece a condução. tanto na ida quanto na volta. uma hora diária. será computado integralmente na jornada de trabalho. 33 – Se o local de trabalho fica em local de difícil acesso e não servido por transporte público coletivo. de um descanso semanal coincidindo com o domingo a cada quatro semanas trabalhadas. Certo. ao passo que o empregador. alega que seria devido como tempo extraordinário apenas 40 minutos diários. criticada por parte da doutrina. especialmente do TST. Entretanto.101/2000. Neste sentido. coincidir com o domingo uma vez a cada quatro semanas trabalhadas. A posição é. a OJ nº 307 da SBDI-1 do TST.32 – O repouso semanal remunerado deve ser concedido preferencialmente aos domingos.603/2007. sendo que deve. qualquer que seja o ponto de partida da condução. tem estas horas laboradas em horário diurno remuneradas como noturnas.

tendo em vista ser este o patamar remuneratório mínimo admissível no direito brasileiro. Neste caso. Certo. Com a crise econômica que assola o país. 7º. O salário mínimo pode ser utilizado como indexador em uma única hipótese: nos casos previstos na Constituição. somente será possível a redução dos salários com a correspondente redução da jornada. 37 – Em nenhuma hipótese o salário mínimo pode ser usado como indexador de base de cálculo de vantagem de servidor público ou de empregado. Neste caso. a partir do permissivo do art. em que os empregados recebem salário mínimo. Certo. Errado. Certo. se o empregado é contratado para prestar serviços em tempo menor que o módulo mensal de 220 horas. da CRFB sempre pressupõe redução correspondente da jornada. Súmula prevista em instrumento coletivo). IV. O art. VI. Assim. o empregado que trabalha meio período terá assegurado o recebimento de meio salário mínimo. e não preservar os postos de trabalho. No caso. Ainda mais neste caso. 130 da CLT dispõe sobre a repercussão das faltas no número de dias de férias a que o empregado tem direito. 39 – Imagine-se a hipótese em que os empregados de determinada empresa recebam salário mínimo. é garantido o salário mínimo. da CRFB (redução salarial TEMA 14 41 – Evair faltou ao trabalho injustificadamente 35 vezes durante o seu primeiro período aquisitivo de férias. desde que a soma de todas as parcelas de natureza salarial não seja inferior ao salário mínimo. pois do contrário a redução teria por objetivo enriquecer ilicitamente o empregador. Literalidade da OJ nº 272 da SBDI-1 do TST. é correto dizer que Evair perdeu o direito às férias relativas a tal período. Errado. mediante o cálculo do salário mínimo/hora. Neste sentido.TEMA 13 36 – Não viola a Constituição o estabelecimento de remuneração inferior ao salário mínimo para as praças prestadoras de serviço militar inicial. deve ser remunerado proporcionalmente. 7º. é lícito que o salário-base seja fixado em valor inferior ao do salário mínimo. a redução temporária dos salários. a Súmula Vinculante nº 4 do STF. Na verdade. como forma de se garantir o salário mínimo hora a todos os empregados. da CRFB). a fim de preservar os empregos. nem ser substituído por decisão judicial. a redução salarial admitida no art. 7º. Como a última faixa prevista é do direito de 12 dias corridos de férias para os empregados que tiverem faltado de 24 a 32 vezes (inciso IV). O salário mínimo é estipulado para o módulo mensal de trabalho de 220 horas (22h semanais). Certo. determinado empregador procura o sindicato e propõe. 40 – No caso de um empregado público. eventual redução salarial somente seria possível com a correspondente redução da jornada. que é também o piso da categoria estipulado pela convenção coletiva de trabalho. 38 – Ao empregado contratado para trabalhar em meio período (22 horas semanais). a doutrina entende que o 78 . do STF. VI. Literalidade da Vinculante nº 6. tendo em vista a garantia do salário mínimo como direito do trabalhador (art.

138 da CLT. negou o pedido de Marco Antonio. Como a empresa de transporte lhe avisou que suas férias seriam concedidas no mês de dezembro/2008. dispõe que “durante as férias. pelo mesmo motivo. por sua vez. 136 da CLT. No caso.07. O art. ainda que os períodos de afastamento sejam descontínuos o empregado perde o direito às férias se permaneceu afastado por mais de 6 meses. Neste caso.2008. Dessa forma. 44 – Se a empresa concede férias coletivas a todos os seus empregados. por sua vez.03. tendo em vista o afastamento ter sido provocado por acidente de trabalho. Marco Antonio não tem razão. 43 – Marco Antonio mantém contrato de trabalho com duas empresas simultaneamente.2007 a 04. Nos termos do art. sendo que. conforme sua conveniência.” O art. Certo. as lesões sofridas voltaram a acarretar a Pedro a incapacidade temporária para o exercício de suas funções.2007. desta vez no período de 15. Pedro não terá direito às férias referentes ao período mencionado. da CLT.número de faltas superior a 32 implica na perda do direito às férias. O dono da lanchonete. 140 da CLT. com uma hora de intervalo para repouso ou alimentação.2007. desde que o empregado esteja obrigado por contrato. Pedro terá contado. No período de 02. Na segunda.01. Não obstante. Errado. pois no período de verão o movimento do estabelecimento é maior. Marco Antonio solicitou ao dono da lanchonete que também lhe concedesse férias no mesmo período. a exclusividade não é característica da relação de emprego. o empregado não poderá prestar serviços a outro empregador. embora descontínuos. todo o período desde a sua admissão. para fins de aquisição de férias. “a época da concessão das férias será a que melhor consulte aos interesses do empregador. bem como pelo fato de que os períodos de afastamento foram descontínuos. sob o argumento de que a lei vedaria qualquer trabalho durante o período destinado ao gozo de férias. para o efeito da aquisição de férias. das 19h às 23h. 131. em virtude do que o trabalhador voltou a se afastar. os empregados contratados há menos de doze meses gozarão. a ausência do empregado por motivo de acidente de trabalho ou de enfermidade. na oportunidade (da concessão das férias 79 . por sua vez. III. salvo se estiver obrigado a fazê-lo em virtude de contrato de trabalho regularmente mantido com aquele. Convém sempre lembrar que a lei não veda tal prática! Com efeito.2007 a 30. trabalha como segurança em uma lanchonete. salvo se o empregado tiver percebido da Previdência Social prestações de acidente de trabalho ou de auxílio doença pro mais de 6 meses. dispõe que não será considerada falta ao serviço. Logo. alegando que seu trabalho era imprescindível para a empresa nesta época do ano. 42 – Pedro foi admitido na empresa “Carrinhos Azul Celeste” em 01. tendo retornado ao trabalho em 05.09. em relação àqueles que ainda não completaram o período aquisitivo de férias ela pode compensar os dias gozados a mais no próximo período de férias. Pedro esteve afastado da empresa em decorrência de acidente de trabalho.05. na primeira. trabalha como motorista de caminhão boiadeiro das 8h às 17h. Nos termos do art. pois cabe ao empregador fixar o período de gozo das férias.2007.” Outra particularidade importante do enunciado é a prestação de serviços a mais de um empregador. Errado. e não há vedação legal ao trabalho durante as férias.07.

Errado. como o prazo prescricional tem início.000. isto é.00 a título de diárias de viagem. a integração das diárias no salário deve ser apurada mensalmente. Entende-se por salário complessivo aquele que engloba. nos termos da Súmula 318 do TST. somente a partir do final do prazo concessivo começa a correr o prazo prescricional para reclamar a não concessão de férias. conforme a Súmula 91 do TST. Se despedido sem justa causa ao terminar o ano letivo 80 . 47 – É assegurado aos professores o pagamento dos salários no período de férias escolares. 49 – Acácio recebe salário de R$1. 149 da CLT. Neste sentido.000.coletivas). portanto. entretanto. Neste sentido. novo período aquisitivo. o art. se a possibilidade do desconto foi expressamente prevista no contrato de trabalho. 462. como. Literalidade da Súmula 10 do TST. 48 – O direito brasileiro veda a estipulação do chamado salário complessivo. Certo. etc. terá natureza salarial o valor mensal de R$200. Em nenhuma hipótese. faz jus aos referidos salários. mais R$1. Assim. Errado. ou no curso dessas férias. a partir da lesão. o valor de uma diária em relação ao salário/dia. no caso de culpa. por exemplo. Nesta hipótese. qual seja. Lembre-se ainda que. pode-se admitir a compensação destes períodos de gozo. salário. 45 – O marco inicial da contagem da prescrição do direito às férias coincide com o último dia dos doze meses do período aquisitivo. com duração de 3 meses. a Súmula 101 do TST. Como as férias podem ser concedidas nos doze meses subseqüentes ao período aquisitivo. Assim.00. Em uma viagem a serviço pelo interior do país. Caso as diárias para viagem ultrapassem o limite de 50% do salário do empregado. por mês. recebendo para tal diárias de viagem. em uma única verba. os R$1. adicional noturno. a jurisprudência é remansosa.00 pagos a título de diária para viagem passam a integrar o salário do empregado enquanto dure a viagem. verificar se excederam ou não de 50% do salário. desde que tenha agido dolosamente ou. Certo. Certo. deve-se somar o total de diárias recebidas no mês e. da CLT.600. no exemplo. várias rubricas distintas. Não interessa. e normalmente viaja a serviço. §1º. e não somente aquele quantum que excedeu de 50%. No sentido da impossibilidade de estipulação do salário complessivo. em regra. uma: ou o empregador concede a parcela proporcional de férias devida e determina o retorno antecipado do empregado ao trabalho (antes do término das férias dos demais). horas extras. então. das duas. férias proporcionais. ou estes dias gozados a mais são considerados como licençaremunerada (tempo à disposição do empregador). Art. elas passam a integrar o salário em sua totalidade.00. Acácio recebeu. Assim. Assim. ainda que uma TEMA 15 46 – É permitido o desconto do salário do empregado do valor relativo ao dano por este provocado. então. somente após este prazo pode-se dizer que existe lesão pela não concessão das férias. iniciando-se. valor excedente de 50% do salário contratual do empregado. além de seu salário.

Dessa forma. Entretanto. sendo incabível a equiparação em relação a cargo vago. IV. é correto dizer que o salário de Luiza deverá ser de. é correto dizer que. neste caso. salário de R$1.O vale para refeição e o plano de saúde fornecidos pelo empregador por força do contrato de trabalho. §2º. Se a empresa contratou Luiza para exercer a função de supervisora de estoque aos 23.500. hoje tal dúvida não mais subsiste. trabalho de igual valor.09. 50 .03. já na referida função.2009.2005 e desde 18. e não no emprego. respectivamente).00. ao tempo da reclamação sobre equiparação salarial. 458. respectivamente aos 02. tendo sido admitida na empresa aos 15. O vale refeição fornecido por força do contrato de trabalho tem realmente natureza salarial. deixava dúvidas quanto a se referir ao tempo de serviço no emprego ou na função. Neste caso. Errado. a Súmula nº 06.2008 Beatriz foi promovida à função de supervisora de estoque. ao passo que não há diferença de tempo de serviço de mais de dois anos entre as duas. Em 18.00 (metade do salário do empregado) a título de diárias.2005. integrando a remuneração do empregado para todos os efeitos legais. prestado ao mesmo empregador. tendo em vista que a Luiza terá direito à equiparação com Beatriz. com igual produtividade e mesma perfeição técnica. Tomem cuidado com o item III da Súmula 6 do TST.00.800.2008.03. da CLT. que além dos requisitos de idêntica função. foi admitida na mesma empresa “Alfa” em 01. no mínimo.03. 81 . do TST. não for pago mais de R$800. Dispõe o art. ainda assim não terá natureza salarial se. como Ana e Beatriz tem mais de dois anos de diferença de tempo de serviço na mesma função (desde 15. na mesma localidade.diária corresponda a R$200. sendo. desde que o pedido TEMA 16 76 – Ana trabalha como supervisora de estoque na empresa “Alfa”. quase quatro vezes maior que o salário/dia. portanto. para fins de equiparação salarial. Errado.2009.500.00.00. se o trabalho de Ana e de Beatriz apresenta a mesma perfeição técnica e a mesma produtividade. Atualmente é pacífico que. Se é certo que há algum tempo a expressão “tempo de serviço”. nos termos do art. da CLT. o plano de saúde concedido pelo empregador não tem natureza salarial. atualmente. conforme a Súmula 241 do TST. Errado. no mês. 77 – Na hipótese anterior. Com efeito.2009 e 09.05. por sua vez.09. Neste sentido. dispõe o referido item que “é desnecessário que. imagine-se que Ana e Beatriz tenham sido demitidas. R$1. tem caráter salarial. §1º. reclamante e paradigma estejam a serviço do estabelecimento. item II. devem o paradigma e o paragonado exercerem a mesma função simultaneamente. O objetivo da regra é óbvio: incentivar a concessão de benefícios pelo empregador.03. 461. cargo que ocupa até hoje recebendo. na função de auxiliar de estoque. há que se aplicar a isonomia salarial. adotando-se como paradigma o salário de Ana para a função de supervisora de estoque. conta-se o tempo de serviço na função. é requisito da equiparação salarial que paradigma e paragonado (que é o empregado que requer a equiparação) não tenham diferença de “tempo de serviço” superior a dois anos. O salário de Ana é atualmente de R$1. Beatriz. Para que se configure a hipótese de equiparação salarial. não há se falar em direito a equiparação de Beatriz a Ana.05.2005.

foi designado para exercer a função de motorista sem. “na ação que objetive corrigir desvio funcional. autárquica e fundacional. 461.se relacione com situação pretérita”. e cumpridos os demais requisitos do art. Em primeiro lugar é importante ressaltar que. Depois de um ano na função. Errado. entretanto. O mesmo raciocínio. não importa que um deles (ou os dois) não esteja mais em atividade na empresa no momento da propositura da ação. dispõe a OJ nº 353 da SBDI-1 do TST que “não se aplica a vedação à equiparação prevista no art. 80 – Gabriel foi contratado como vendedor em uma pequena loja de materiais de construção. pois já se passaram mais de cinco anos desde a ocorrência do desvio. 37. XIII. e por fundamento idêntico. pois isto feriria de morte o princípio da igualdade. a prescrição só alcança as diferenças salariais vencidas no período de 5 (cinco) anos que precedeu o ajuizamento”. da CRFB/88. Dessa forma. O objetivo da OJ é vedar a equiparação salarial entre servidores que ocupam carreiras distintas ou cargos diferentes. Em relação aos empregados das sociedades de economia mista. 173. pois ali estão compilados quase todos os detalhes a respeito do instituto da equiparação salarial. em princípio. contados do ajuizamento da ação. comprovadamente. também se aplica aos empregados de empresa pública. Considerando que Gabriel trabalha na empresa há dez anos. Nos termos do item I da Súmula 275 do TST. para fins de concurso público. 461 da CLT refere-se. pertençam à mesma região metropolitana. II. ao contratar empregados sob o regime da CLT. XIII. consoante a melhor doutrina. é correto dizer que estará prescrita toda e qualquer pretensão às diferenças salariais decorrentes do desvio de função. a memorização da Súmula nº 06 do TST é imprescindível. Em segundo lugar. Certo. pois. da CF/1988. Isso quer dizer que se reclamante (paragonado) e paradigma trabalharam em algum momento na mesma função (“situação pretérita”). Obviamente seria inconstitucional defender que servidores que estão em situações idênticas pudessem ser tratados de forma diferente. Depois de um ano 82 . da CF/1988”. conforme disposto no art. experimentar qualquer alteração salarial. ou a municípios distintos que. a prescrição da pretensão às diferenças salariais decorrentes de desvio de função é parcial. Literalidade da OJ nº 252 da SBDI-1 do TST. há que se ter em mente que esta vedação se refere somente aos servidores públicos da administração direta. § 1º. Quando da contratação ficou acertado que o empregador recolheria o FGTS. 37. A OJ nº 297 da SBDI-1 do TST veda a equiparação salarial entre servidores públicos com base no disposto no art. TEMA 17 81 – Márcia foi contratada como doméstica para cuidar dos jardins de uma mansão. 79 – A vedação da equiparação salarial entre servidores públicos não alcança os empregados de sociedade de economia mista. equipara-se a empregador privado. ao mesmo município.O conceito de "mesma localidade" de que trata o art. Observe-se que. alcançando apenas as diferenças vencidas há mais de cinco anos. e tendo em vista ter adquirido a confiança do gerente do estabelecimento. 78 . esta vedação deve ser entendida com ressalvas. Certo.

da Lei nº 8. como de fato o é. esta questão normalmente é bastante explorada em concursos. Por fim. Neste caso. Neste caso. 1º da Lei nº 5.859/1972).036/1990 e a Súmula 362 do TST.036/1990.efetuando os recolhimentos mensais de FGTS regularmente. notadamente do Cespe. 83 . Literalidade da Súmula nº 95 do TST. à multa compensatória do tempo de serviço e ao seguro-desemprego. 6º-A. esta opção torna-se irretratável. Ao ser demitido. 83 . Apesar de parecer simples. desde que o empregador tenha feito a opção pela inclusão do empregado no regime do FGTS e desde que este empregado tenha trabalhado como doméstico. nunca remunerada pelo empregador. sob o argumento de que a prescrição do FGTS é trintenária. o recolhimento pelo empregador doméstico é facultativo art. 23. da Lei nº 5. durante quinze meses dos últimos vinte e quatro meses anteriores à dispensa sem justa causa (art. sob o argumento de que o recolhimento de FGTS é facultativo ao empregador doméstico.859/1972). 20 da Lei nº 8. como o pode o motorista. aplicam-se todas as regras deste regime. Andrade ingressa imediatamente com ação trabalhista cobrando o pagamento das horas extraordinárias dos últimos cinco anos.859/1972). este último benefício desde que inscrita no regime do FGTS em quinze dos vinte e quatro últimos meses anteriores à despedida. Dessa forma. bem como todos aqueles que prestem serviço de natureza contínua e de finalidade não lucrativa à pessoa ou à família no âmbito residencial destas (art. Se o empregador doméstico opta pela inclusão do empregado no regime do FGTS. a babá. o art. Em primeiro lugar é importante ressaltar que o jardineiro pode sim ser empregado doméstico. As hipóteses de movimentação da conta vinculada do FGTS (saque) estão expressamente previstas no art. A questão aborda três informações distintas. não há que se falar em saque do FGTS. Errado. Quanto ao FGTS. o qual não contempla a despedida a pedido. 84 – Andrade laborou para empresa “Volante de Ouro” durante 20 anos. inclusive a relativa à indenização compensatória (40%) devida no caso de dispensa sem justa causa. o empregado doméstico faz jus ao benefício do seguro-desemprego. No mesmo sentido. o caseiro do sítio. Certo. se for demitida sem justa causa Márcia fará jus aos recolhimentos em atraso do FGTS. 82 – O empregado que pede demissão pode sacar o FGTS. se o empregado pede demissão por livre e espontânea vontade.É trintenária a prescrição do direito de reclamar contra o não recolhimento da contribuição para o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço. bem como o valor relativo ao recolhimento de FGTS de todo o período laboral. que é exatamente garantir a subsistência do empregado que perde inesperadamente seu emprego. sendo que ao longo de todo o período em que prestou serviços laborou em sobrejornada. o empregador deixou de fazê-lo. no regime do FGTS. até que o mesmo possa se reinserir no mercado de trabalho. §5º. porém uma vez que o empregado é inscrito no regime do FGTS e um recolhimento é efetuado. E a possibilidade é contrária ao próprio sentido do Fundo. 3º-A da Lei nº 5. o pleito de Andrade deve ser integralmente deferido. razão pela qual não será lícito ao empregador deixar de efetuar os recolhimentos. Certo. §1º.

Errado. Em que pese ser trintenária a prescrição do FGTS, conforme estudado na questão anterior, tal regra não se aplica nos casos em que o pleito de FGTS é acessório, isto é, baseia-se no deferimento de outra parcela, a qual se sujeita à prescrição geral trabalhista (cinco anos). No caso, somente há que se falar em FGTS (conforme o enunciado da questão), se for deferido o pleito referente às horas extraordinárias trabalhadas e não pagas. Nesta hipótese, o acessório segue o principal, e não haverá que se deferir o FGTS incidente sobre as horas extras já prescritas. Neste sentido, a Súmula 206 do TST. 85 – Considere a seguinte situação hipotética. André continuou prestando serviço à empresa mesmo depois de aposentar-se espontaneamente. Sob esse argumento, ao ser demitido sem justa causa, algum tempo depois, requereu de seu empregador o pagamento da multa de 40% do FGTS relativamente a todo o período trabalhado, inclusive aquele período anterior à aposentadoria. Nessa situação, a argumentação para sua pretensão revela-se improcedente, razão por que o empregador deve negar o pleito de André, pagando ao empregado a multa de 40% somente sobre os depósitos posteriores à aposentadoria. Errado. Esta questão foi adaptada de uma questão cobrada pelo Cespe na prova para Analista de Assuntos Jurídicos do SERPRO, em 2004. Na época, o gabarito era “certo”. Porém, atenção: mudou o entendimento!!! Até bem pouco tempo o entendimento uniforme era no sentido de que a aposentadoria espontânea extinguia o contrato de trabalho, razão pela qual, no caso, o empregado não teria direito à indenização compensatória (multa de 40%) sobre o período anterior à aposentadoria. Entretanto, o STF alterou este entendimento,

passando a julgar que a aposentadoria espontânea não extingue o contrato de emprego. Logo, mudou também a solução da questão. Com base neste novo entendimento, o TST editou recentemente a OJ nº 361 da SBDI-1 do TST.

TEMA 18 86 – A lei assegura ao trabalhador o direito de ação quanto a créditos resultantes da relação de trabalho no prazo de dois anos contados da extinção do contrato, quando então poderá reclamar os créditos referentes aos últimos cincos anos do contrato. Errado. O prazo prescricional trabalhista (regra geral) é de “cinco anos para os trabalhadores urbanos e rurais, até o limite de dois anos após a extinção do contrato” (art. 7º, XXIX, da CRFB). Entretanto, os cinco anos não são contados desde a extinção do contrato (ou seja, os cinco últimos anos do contrato de trabalho), e sim desde o ajuizamento da ação. Dessa forma, se a ação for ajuizada no último dia do prazo bienal, o empregado só poderá reclamar os últimos três anos do contrato de trabalho. 87 – Lucas foi admitido na condição de aprendiz, logo que completou 14 anos, em uma empresa de assessoria contábil. Lucas trabalhou um ano para a empresa, mas como não recebeu o décimo terceiro salário, não recebia vale-transporte e não tinha o FGTS regularmente recolhido, resolveu pedir demissão. Ao completar 19 anos Lucas resolveu ajuizar ação reclamando os créditos decorrentes da referida relação de emprego. Neste caso, a pretensão de Lucas está prescrita, posto que passados mais de

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dois anos da extinção do contrato de trabalho. Errado. Nos termos do disposto no art. 440 da CLT, não corre prescrição contra o menor de 18 anos. A menoridade é uma das causas impeditivas do curso da prescrição. Dessa forma, o prazo prescricional somente começa a contar, para Lucas, quando o mesmo completou 18 anos, razão pela qual a pretensão não se encontra prescrita. 88 – Tratando-se de ação que envolva pedido de prestações sucessivas decorrente de alteração do pactuado, a prescrição é total, exceto quando o direito à parcela esteja também assegurado por preceito de lei. Certo. Literalidade da Súmula 294 do TST. 89 – O prazo prescricional das férias tem seu termo inicial no final do período concessivo de férias. Certo. O marco inicial do prazo prescricional é, em regra, o momento da lesão ao direito. Dessa forma, como as férias são adquiridas ao longo de 12 meses de trabalho, porém devem ser concedidas nos 12 meses subseqüentes (período concessivo), somente ao final deste período concessivo pode-se falar em lesão ao direito, razão pela qual começa aí a contagem do prazo prescricional. Neste sentido o art. 149 da CLT. 90 – O prazo prescricional para ajuizamento do inquérito para apuração de falta grave é de 30 dias. Errado. O prazo de 30 dias para ajuizamento do inquérito para apuração de falta grave a que alude o art. 853 da CLT é decadencial, e não prescricional. Neste sentido, a Súmula 62 do TST e a Súmula 403 do STF.

TEMA 19 91 – Os titulares da representação dos empregados nas CIPA(s) não poderão sofrer despedida arbitrária, entendendo-se como tal a que não se fundar em motivo disciplinar, técnico, econômico ou financeiro. Certo. Literalidade do art. 165, caput, da CLT. A “estabilidade” conferida ao cipeiro é classificada como relativa, tendo em vista que a lei veda a despedida arbitrária, somente. Se ocorrer motivo disciplinar, técnico, econômico ou financeiro, pode o empregador demitir o cipeiro. Neste caso, se o empregado demitido ajuizar reclamação trabalhista questionando a demissão, cabe ao empregador comprovar a real ocorrência do motivo, sob pena de ser condenado à reintegração do empregado (art. 165, parágrafo único, da CLT). 92 – Na eleição para representante dos empregados na CIPA poderão participar somente os empregados regularmente filiados ao sindicato da categoria profissional. Errado. O art. 164, §2º, da CLT, dispõe que “os representantes dos empregados, titulares e suplentes, serão eleitos em escrutínio secreto, do qual participem, independentemente de filiação sindical, exclusivamente os empregados interessados”. 93 – Fernando trabalhava em condições insalubres e percebia o adicional de insalubridade. Após inspeção do Ministério do Trabalho, o empregador adotou diversas medidas no sentido da melhoria das condições de trabalho, dentre as quais a elaboração e implementação do Programa de Prevenção de Riscos Ambientais - PPRA, a partir do qual o agente insalubre foi eliminado pela utilização de sistema de proteção coletiva e pela utilização de equipamentos de proteção individual pelos empregados. Neste caso, é lícito

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ao empregador deixar de pagar a Fernando o adicional de insalubridade, não configurando tal prática alteração lesiva do contrato de trabalho ou redução salarial. Certo. A função do adicional de insalubridade é, por um lado, compensar o trabalhador por laborar em condições mais adversas a sua saúde, e por outro lado estimular o empregador, mediante o aumento do custo da mão-de-obra, a adotar medidas que melhorem o ambiente de trabalho. Dessa forma, o pagamento do adicional de insalubridade não é um fim em si mesmo, ou seja, a questão não é econômica. Ainda que, pela realidade de baixos salários vivenciada no Brasil, muitas vezes o adicional acabe por “complementar a renda” do trabalhador, não é esta a sua função e o seu objetivo. Dessa forma, é lícito (e desejável) que o empregador deixe de pagar o adicional, bastando para tal que o agente insalubre seja eliminado. Neste sentido, o artigo 194 da CLT, e as Súmulas nº 80 e 248 do TST. 94 – Adhemir laborou durante vários anos em uma indústria, sem nunca ter recebido o adicional de insalubridade. Ao ser demitido, ajuizou reclamação trabalhista postulando o recebimento do adicional de insalubridade, alegando na inicial que o ambiente de trabalho era insalubre em face do excesso de ruído. Realizada a perícia, constatou-se que o ambiente de trabalho em que Adhemir trabalhava era realmente insalubre, mas não pelo agente ruído, e sim pela presença de agente químico decorrente do desprendimento de gases de solventes utilizados na cadeia produtiva. Neste caso, o Juiz deve julgar improcedente o pedido de pagamento do adicional de insalubridade, tendo em vista que o empregado indicou agente diverso daquele efetivamente existente.

Errado. Nos termos da Súmula nº 293 do TST, “a verificação mediante perícia de prestação de serviços em condições nocivas, considerado agente insalubre diverso do apontado na inicial, não prejudica o pedido de adicional de insalubridade”. 95 - São consideradas atividades ou operações perigosas, na forma da regulamentação aprovada pelo Ministério do Trabalho, aquelas que, por sua natureza ou métodos de trabalho, impliquem o contato permanente com inflamáveis ou explosivos em condições de risco acentuado. Dessa forma, Acácio, frentista de posto de gasolina, tem direito ao adicional de periculosidade. Certo. A primeira parte é a transcrição literal do art. 193, caput, da CLT. A regulamentação aprovada pelo Ministério do Trabalho e Emprego é a NR-16, que indica as atividades e operações perigosas. O Anexo II, Quadro 3, da NR-16, faz referência à atividade de “operação em postos de serviço e bombas de abastecimento de inflamáveis líquidos” como sendo atividade perigosa. A periculosidade da atividade do frentista encontra-se ainda pacificada na jurisprudência, conforme Súmula nº 39 do TST.

TEMA 20 96 – Ao menor é vedado o trabalho em locais insalubres e/ou perigosos, bem como o trabalho noturno e a realização de horas extraordinárias, exceto, neste último caso, na hipótese de compensação de horas ou por motivo de força maior, quando o trabalho do menor for imprescindível ao funcionamento do estabelecimento. Certo. O art. 405, I, da CLT, veda o trabalho do menor em atividades insalubres ou perigosas. O art. 404, por sua vez, veda o trabalho noturno,

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em regra. ou seja. da CLT. 98 – Lucas se casou aos dezesseis anos e. a decisão que anula o negócio jurídico produz efeitos ex nunc. no caso do trabalho proibido a regra é a garantia de todos os direitos trabalhistas ao obreiro. e como tal não pode merecer a proteção da lei. desde que o trabalho do menor seja imprescindível ao funcionamento do estabelecimento. é correto dizer que Lucas pode trabalhar em horário noturno. de forma a protegê-lo de condições mais adversas de trabalho. obviamente. trabalho proibido). 7º. veda o trabalho noturno. a fim de garantir o crescimento saudável e equilibrado do trabalhador. não recebeu o valor prometido pelo empregador a seus pais. das 87 . como a CLT tem regra expressa sobre a menoridade. não gera direitos ao obreiro. Assim. A solução da questão se dá pela noção da repercussão financeira da execução do trabalho ilícito e do trabalho proibido. Por fim. é correto dizer que Pedro Henrique não tem direito a qualquer verba. um matador de aluguel não pode. surtindo os efeitos normais em relação ao período anterior. insalubre ou perigoso aos menores de dezoito anos. Literalidade do art. Neste caso. Isto posto. ainda que não tenha completado dezoito anos. nos termos da lei civil. da CRFB. ou seja. parágrafo único. Certo. por motivo de força maior. trabalho ilícito) produz efeitos ex tunc. 413 da CLT dispõe que é vedado prorrogar a duração normal do trabalho do menor. não se aplica a legislação comum. Errado. se a nulidade é relativa (v. salvo na condição de aprendiz.assim considerado aquele executado no período compreendido entre as 22h e as 5h. não importando se o menor tenha eventualmente se emancipado. 99 – Ao responsável legal do menor é facultado pleitear a extinção do contrato de trabalho. Dessa forma. o art. o negócio é anulado a partir da sentença. 5º do Código Civil Brasileiro) com a menoridade trabalhista. excepcionalmente. 8º. tendo em vista que é proibido o trabalho de menores de 16 anos. 408 da CLT. que contava com 12 anos de idade. recorrer à Justiça do Trabalho pleiteando “seus direitos”. obteve a emancipação. Não fosse assim. posto que esta somente se aplica no âmbito trabalhista subsidiariamente. podemos dizer que o trabalho ilícito. o critério da CLT é cronológico. Em uma passagem rápida. de segunda a sábado. a partir dos 14 anos. o art. 100 – Rafael tem 16 anos e foi contratado como atendente em uma lan house para trabalhar quatro horas por dia. tendo em vista a impossibilidade de devolver a energia de trabalho despendida. podemos dizer que a decisão que anula o negócio jurídico eivado por nulidade absoluta (v. Da mesma forma. Ao contrário.g. nos termos do disposto no art. Não se confunde a capacidade civil (art. Neste caso. Errado. XXXIII. desde que o serviço possa acarretar para ele prejuízos de ordem física ou moral. exceto nos casos de compensação de horas e. Ao contrário. o empregador se beneficiaria da própria torpeza ao contratar menores. Com efeito. 97 – Pedro Henrique.g. as normas de proteção ao trabalho do menor levam em consideração as condições físicas e psíquicas do menor. posto que a própria atividade é ilegal. Ademais. dele não decorrendo nenhum efeito entre as partes. o negócio é anulado desde a sua constituição. Ao final da safra. foi contratado para trabalhar na colheita do feijão em uma propriedade rural no norte de Minas Gerais.

da CLT. sempre ao final da jornada.Determinado shopping center fez publicar. de 7h às 12h. 102 – É nula a cláusula que estabelece a possibilidade de renúncia à garantia de emprego conferida à gestante. independentemente do número de horas resultante da soma entre as horas trabalhadas em cada estabelecimento. assim como as demais colegas de trabalho. Errado. como norma de ordem pública. da CLT. estabelecendo como condição para contratação que o candidato fosse do sexo feminino. 483) e a eventual 88 . não podendo ser afastada pela vontade das partes ou por previsão em norma coletiva. por analogia. indenização por dano moral. Dessa forma. Nesta hipótese. A revista íntima das empregadas é expressamente vedada pelo art. trabalhar em um supermercado. Nos termos do art.13h às 17h. No caso. que é de oito horas. poderia ele. a revista íntima no local de trabalho. tendo em vista que a vaga seria para manutenção da higienização dos banheiros femininos do shopping. 373-A. da CLT. 373-A. Isto quer dizer que a soma das jornadas de trabalho do menor em cada estabelecimento não podem ultrapassar o máximo diário. o nascituro. em jornal de grande circulação. as horas de trabalho em cada um serão totalizadas”. a conduta do empregador não pode ser considerada discriminatória. Neste sentido. 103 . Neste caso. de acordo com a legislação em vigor. Neste caso. anúncio de emprego para a função de faxineira. assim o exigir”. segundo nosso entendimento) ser estendido. e garante a ambos o direito à intimidade. V. a regra é a vedação TEMA 21 101 – Ana Carolina trabalha em uma indústria de jóias semipreciosas e é submetida. O art. como Rafael estuda à noite. a fim de que lhe seja assegurada condição adequada de nutrição e desenvolvimento (subsistência) durante os primeiros meses de vida. um empregado maior pode ter dois (ou mais) empregos. à idade. antes de sair do prédio da empresa. garantia constitucional inclusive. Importante ressaltar ainda que tal dispositivo celetista (art. tendo em vista que a CRFB protege igualmente homens e mulheres. pode (e deve. 414 da CLT. sua observância é obrigatória (norma imperativa ou cogente). A garantia de emprego conferida à gestante é norma de ordem pública. Certo. V. Ana Carolina tem direito à rescisão indireta do contrato de trabalho (art. desde que haja compatibilidade de horários. o objeto de proteção da lei é. “quando o menor de 18 (dezoito) anos for empregado em mais de um estabelecimento. Ademais. 373-A. não obstante seja dirigido apenas às mulheres. I. no caso. a OJ nº 30 da SDC do TST. e tendo em vista a atividade desenvolvida pela empresa. Errado. pública e notoriamente. de segunda a sábado. salvo quando a natureza da atividade a ser exercida. dispõe que “é vedado publicar ou fazer publicar anúncio de emprego no qual haja referência ao sexo. Certo. à cor ou situação familiar. Assim. Ao contrário. A revista íntima constitui afronta à dignidade da trabalhadora e não se compatibiliza os direitos fundamentais garantidos constitucionalmente. será admissível a conduta do empregador desde que a revista seja feita por pessoa do sexo feminino e que sejam adotados procedimentos com vistas a minimizar o constrangimento do ato. aos homens.

do ADCT da CRFB. mas tão somente à indenização do período compreendido entre a demissão e o final do período de estabilidade. Pousadas. “b”. II. Dois meses antes do parto Regina foi demitida sem justa causa. na vigência do contrato de trabalho. Errado. Não obstante a comunicação de Sílvia. Nesta hipótese. TEMA 22 106 – Acordo coletivo de trabalho é o instrumento oriundo da negociação coletiva mediante o qual os sindicatos representativos das partes envolvidas (empregadores e empregados) estabelecem condições de trabalho para a respectiva categoria. idade. pelo que a “estabilidade” não se justifica. A garantia de emprego. a Súmula nº 244. 105 – Regina trabalhava em uma indústria de confecções e. No caso em tela. é razoável que a pessoa responsável pela limpeza dos banheiros femininos de um shopping seja mulher. Neste sentido. nos termos da lei. atrasar a propositura da ação judicial. Neste sentido. a contratação de carcereira de presídio feminino é outro exemplo típico de aplicação da exceção legal. excepcionalmente admite-se a inclusão de circunstâncias especiais. Decorridos onze meses desde a data do parto. descobriu que havia engravidado. Bares e Restaurantes. como regra. tendo em vista que fazia jus à garantia de emprego prevista no art. Não fosse esta a solução. Não obstante. 10. por razões óbvias. maliciosamente. Da mesma forma. devidamente constituído. item II. sem a participação do sindicato da categoria econômica. cor. Regina não tem direito à reintegração no emprego.aos anúncios discriminatórios. O instrumento coletivo firmado entre sindicatos é a convenção coletiva de trabalho. ao ser contratado. O acordo coletivo de trabalho é firmado entre sindicato dos trabalhadores (cuja participação é obrigatória nas negociações coletivas) e uma ou mais empresas. abrirse-ia espaço para a empregada. não é compatível com os contratos a prazo determinado. 104 – Sílvia foi admitida mediante contrato de experiência pelo prazo de 90 (noventa dias). Sílvia terá direito à reintegração ao emprego ou indenização equivalente. Isso porque no caso dos contratos a termo o empregado já sabe. a Súmula 244. comunicando imediatamente tal fato ao empregador. A rigor. item III. do TST. É criado então um novo sindicato da mesma categoria profissional. com vistas a receber salários de longo período não trabalhado. 107 – Imagine-se a seguinte hipótese: há vários anos existe em Ipojuca/PE o Sindicato dos Trabalhadores nos Hotéis. o empregador efetuou o desligamento de Sílvia ao final do prazo previamente fixado para duração do contrato. a lei veda a dispensa arbitrária ou sem justa causa. Errado. Regina ingressou com reclamação trabalhista requerendo a reintegração ao emprego e o pagamento de salários e demais direitos do período em que permaneceu afastada de suas atividades. Certo. assim considerados aqueles que contenham alusões ao sexo. No 60º dia do contrato Sílvia descobriu que estava grávida de três semanas. etc. situação familiar. do TST. do termo final do contrato. obedecidos os parâmetros da razoabilidade. cuja base territorial é apenas a vila de Porto de Galinhas. distrito de 89 . Neste caso. o que não ocorre na extinção do vínculo por término de contrato. quando a situação assim o exigir.

só há que se aplicar instrumento coletivo em que participaram os sindicatos interessados. Nos termos do art. as seguintes: aeronautas. aplicar-se-á o instrumento coletivo de trabalho da categoria preponderante. 8º. Logo. constituindo abuso de seu exercício a continuação do 90 . Neste sentido.O direito de greve corresponde à legítima suspensão coletiva. por exemplo. A regra é a aplicação das normas coletivas da categoria preponderante. total ou parcial. respectivamente. exceto em relação aos trabalhadores de categoria diferenciada. caixas. não resta qualquer dúvida de que a área mínima de atuação de um sindicato é a do Município. cada uma destas categorias é considerada diferenciada. da CLT. da CRFB. 109 – O prazo máximo para estipulação de duração da convenção coletiva de trabalho ou do acordo coletivo de trabalho é de dois anos. jornalistas. “é vedada a criação de mais de uma organização sindical. que será definida pelos trabalhadores ou empregadores interessados. Neste sentido. §3º. aplicar-se-á a norma coletiva da categoria preponderante. §3º. Se não há ACT ou CCT entre comércio e sindicato dos motoristas. em uma mesma empresa. a empresa onde Samuel trabalha e o sindicato patronal do comércio.Ipojuca/PE. representativa de categoria profissional ou econômica. que tem comerciários (vendedores. de prestação de serviços a empregador. não podendo ser criados sindicatos específicos para subdivisões administrativas dos municípios. Certo. temporária e pacífica. a Súmula nº 374 do TST. professores. cuja abrangência territorial será do novo sindicato. TEMA 23 111 . II. de várias categorias profissionais distintas. 108 – Samuel é motorista de um supermercado na cidade de Barbacena/MG. exceto Porto de Galinhas. No caso em análise. não podendo ser inferior à área de um Município”. Certo. entre outros. ficando o mais antigo com a representatividade do Município de Ipojuca. em qualquer grau. da CLT. 110 – Considera-se como categoria profissional diferenciada a coexistência. motoristas. Literalidade do art. não obstante Samuel pertença a categoria diferenciada. em um supermercado. 511. Errado. é correto afirmar que a criação do novo sindicato é lícita. radialistas. a categoria preponderante é comércio. Neste caso. balconistas. São categorias diferenciadas. na mesma base territorial. trabalhadores na indústria de alimentação (setor de padaria) e motoristas (responsáveis pelas entregas). mas Samuel pertence à categoria diferenciada dos motoristas. gráficos. O conceito de categoria profissional diferenciada é dado pelo art. como sendo a que “se forma dos empregados que exerçam profissões ou funções diferenciadas por força de estatuto profissional especial ou em conseqüência de condições de vida singulares”. tendo em vista que não as bases territoriais de cada um serão diferentes. Errado. 614. Entretanto. Na hipótese de não existir acordo coletivo de trabalho ou convenção coletiva de trabalho entre o sindicato dos motoristas e. por exemplo. etc). Geralmente as categorias diferenciadas são regidas por lei própria.

que considera “abusiva a greve levada a efeito sem que as partes hajam tentado. e reuniu a literalidade dos artigos 2º e 14 da Lei de Greve (Lei nº 7. a conduta do empregador é lícita. a prestação de serviços e o pagamento de salários. bem como prevê a notificação do empregador (ou do respectivo sindicato) acerca da paralisação. Esta assertiva constou literalmente de um item de prova anterior do Cespe (Consultor Legislativo do Senado – 2002). em princípio pode o empregador descontar dos salários dos empregados os dias em que estes permaneceram em greve. a garantir. de comum acordo. sob o argumento de que não teria havido acordo com a entidade sindical representante dos trabalhadores para manutenção de equipe de empregados que permanecesse em atividade para este fim específico. 3º da Lei de Greve prevê a licitude do movimento grevista desde que “frustradas a negociação ou verificada a impossibilidade de recursos via arbitral”. solucionar o conflito que lhe constitui o objeto”. é um direito do empregado. 91 . pois a suspensão do contrato de trabalho implica na sustação das principais obrigações decorrentes do contrato de trabalho. convenção ou decisão da justiça do trabalho. 113 – Como direito assegurado que é. Nada impede. porém possibilita ao empregador descontar dos salários dos empregados os dias parados. durante a greve. os empregadores e os trabalhadores ficam obrigados. uma das indústrias em que todos os trabalhadores aderiram ao movimento contratou outros trabalhadores com o propósito de assegurar os serviços cuja paralisação pudesse resultar em prejuízo irreparável. observados os limites legais. o pagamento de salários dos dias parados. parágrafo único. Certo. direta e pacificamente. Certo.movimento após a celebração de acordo. Neste caso. São considerados essenciais. a prestação dos serviços indispensáveis ao atendimento das necessidades inadiáveis da comunidade. independentemente de negociação prévia com o empregador.Nos serviços ou atividades essenciais. O art.783/1989). A greve é um direito assegurado constitucionalmente (art. máquinas e equipamentos. com antecedência mínima de 48 horas (parágrafo único). respectivamente no caso de prejuízo irreparável (conforme mencionado no enunciado da questão) e no caso de abusividade do movimento grevista. Dessa forma. seja pactuado entre as partes interessadas.783/1989. hipótese em que a suspensão seria convertida em interrupção contratual. os sindicatos. Errado. 112 – A greve. Certo. Não obstante a regra seja a impossibilidade de contratação de trabalhadores substitutos durante o movimento grevista (art. 114 – Deflagrada a greve dos metalúrgicos da região metropolitana de Belo Horizonte. entretanto. a lei prevê exceções nos artigos 9º e 14 da Lei de Greve. entre outros. 115 . 7º da Lei nº 7. da Lei de Greve). pela deterioração irreversível de bens. a OJ nº 11 da SDC do TST. 9º da CRFB) e constitui causa de suspensão do contrato de trabalho (art. a greve pode ser deflagrada sempre que os trabalhadores considerem injustas as condições de trabalho que lhes são impostas. até mesmo como forma de encerrar o movimento grevista. 7º. não constituindo falta grave. No mesmo sentido. quais sejam.

119 – A comissão de conciliação prévia instituída no âmbito da empresa não poderá ser composta por mais de oito membros. Neste sentido. o fato é que o mesmo não foi declarado inconstitucional até então. mas pode ser demitido por justa causa (art. O representante eleito dos empregados na comissão de conciliação prévia tem garantido o emprego até um ano após o final do mandato. Combinação dos artigos 11. 117 – Marco Antonio foi eleito representante dos empregados na comissão de conciliação prévia instituída no âmbito de sua empresa. incisos IV. foi celebrado acordo. menciono questão anterior do Cespe: ADVOGADO DA UNIÃO – CESPE – 2006 152 . Certo. a demanda deverá ser submetida à CCP mais antiga.O termo de conciliação é título executivo extrajudicial e terá eficácia liberatória geral. TEMA 25 121 – Segundo Maurício Godinho Delgado. Gabarito: Certo TEMA 24 116 – As comissões de conciliação prévia não são de instituição obrigatória. Neste sentido. e tem sido convalidado pelas bancas de concurso. sendo competente a primeira que conhecer do pedido. a pessoa jurídica Alfa. cujo termo foi assinado tanto por João quanto por Alfa. da CLT. exceto quanto às parcelas expressamente ressalvadas. Errado. O limite é de dez membros. 625-A da CLT. havendo o cumprimento integral do acordo por parte de Alfa. Nessa situação. da CLT).os serviços funerários. §4º. CCP de empresa e CCP sindical. 625-B. parágrafo único. da Lei nº 7. o empregado pode escolher pela que mais lhe convenha. na mesma localidade e para a mesma categoria. V e XI. Existindo. durante a audiência de conciliação. através do qual ela se despoja de um direito de que é titular. sem correspondente concessão pela 92 . 118 – Josué foi demitido e acredita ter sido lesado em seus direitos. caput. Certo. 625-B. pelo que resolveu recorrer à comissão de conciliação prévia pleiteando o pagamento de valores que entende devidos. Literalidade do art. Não obstante eu defenda a inconstitucionalidade de tal dispositivo. Neste caso. Marco Antonio não poderá ser despedido em nenhuma hipótese. até um ano após o final do mandato. podendo ser constituídas por grupos de empresas ou ter caráter intersindical. o art. 625-E. João não poderá pleitear mais nenhum direito trabalhista oriundo do referido contrato de trabalho. caput. nos termos do art. da CLT. da CLT. Certo. sem quaisquer ressalvas. de transporte coletivo e de compensação bancária. Dessa forma. na categoria profissional e na localidade onde Josué prestava serviços existe CCP de empresa e CCP sindical. Errado.783/1989. Entretanto.João provocou a comissão de conciliação prévia do sindicato de sua categoria. Errado. e 10. 120 . Literalidade do art. para dirimir demanda trabalhista que possuía com seu antigo empregador. 625-D. “renúncia é o ato unilateral da parte. §1º. Na comissão.

10. mas apenas em relação àqueles direitos cuja indisponibilidade é relativa. assim considerados aqueles que não constituem o núcleo básico de direitos conferidos ao trabalhador (patamar civilizatório mínimo). Ao contrário da renúncia. ERRADO. Dado este conceito. não existe. Art. QUESTOES TRT 17 REGIAO . 125 . 74 Empregado eleito como suplente para cargo de direção da comissão interna de prevenção de acidentes (CIPA) goza da estabilidade provisória desde o registro de sua candidatura até um ano após o final de seu mandato. Certo. podemos dizer que a renúncia é incompatível com o caráter imperativo das normas trabalhistas. Errado. os artigos 9º e 444 da CLT. mas a transação é admitida como regra no direito individual do trabalho. Súmula 47 do TST. 93 .O direito ao aviso prévio é irrenunciável pelo empregado. 122 – A transação se diferencia da renúncia porque pressupõe concessões recíprocas entre as partes. a mesma não é admitida como regra no direito individual do trabalho. dado o caráter cogente das normas trabalhistas. se realizado em caráter intermitente. aos contratos coletivos que lhes sejam aplicáveis e às decisões das autoridades competentes. e ainda assim desde que não resulte prejuízos ao trabalhador (art. A irrenunciabilidade dos direitos trabalhistas é praticamente absoluta. CERTO. 444 da CLT. Certo. 123 – A renúncia não é admitida no Direito do Trabalho. Certo. Súmula 85 do TST. sem qualquer contrapartida. ERRADO. 468 da CLT). Literalidade do art. julgue os itens a seguir. 72 O acordo individual pactuado entre um empregado e o empregador com o objetivo de compensação de horas não possui qualquer validade. Súmula 276 do TST. Quanto à possibilidade de renúncia dos direitos trabalhistas. ERRADO.2009 ANALISTA – ÁREA JUDICIÁRIA – TRT 17 – CESPE – 2009 A respeito do direito do trabalho.As relações contratuais de trabalho podem ser objeto de livre estipulação das partes interessadas em tudo quanto não contravenha às disposições de proteção ao trabalho. “a”.parte beneficiária da renúncia”. Súmula 119 do TST. O pedido de dispensa de cumprimento não exime o empregador de pagar o respectivo valor. 73 Os empregados de empresas distribuidoras e corretoras de títulos e valores mobiliários têm direito à jornada de trabalho especial dos bancários. afasta o direito de recebimento do adicional de insalubridade. na transação cada uma das partes abre mão de parte de seu suposto direito. conforme visto. 71 O trabalho executado em condições insalubres. O conceito de renúncia é exatamente o mencionado. tendo em vista a controvérsia acerca do mesmo. normalmente envolvendo questões duvidosas. Certo. do ADCT da CRFB/88. II. que é o despojamento unilateral de determinado direito. Quanto à transação. c/c a Súmula 339 do TST. 124 . Neste sentido. salvo comprovação de haver o prestador dos serviços obtido novo emprego.

2º da CLT). 76 Considere que. parágrafo único. de “vender” um terço das férias. que são prestações in natura que a empresa fornece habitualmente aos empregados por força do contrato de trabalho. em determinada empresa. A conversão de um terço do período de férias em dinheiro (o chamado “abono pecuniário”) é faculdade do empregado. o aviso prévio não é devido aos herdeiros do trabalhador. para que o empregador possa aplicar a justa causa. Art. ERRADO. da CLT).75 É vedada a dispensa dos representantes dos empregados membros das comissões de conciliação prévia. O aviso prévio é exemplo de direito intransferível aos herdeiros. um empregado tenha agredido fisicamente um colega de trabalho. até um ano após o final do mandato. porém em razão do trabalho. “ato de improbidade trata-se de conduta faltosa obreira que provoque dano ao patrimônio empresarial ou de terceiro. 81 A totalidade do salário pode ser paga em utilidades. Constitui improbidade o ato lesivo contra o patrimônio da empresa. o concedido pelo empregador) é permitir que o trabalhador encontre um novo emprego. CERTO. ou de terceiro. 134. desde que o empregador consiga provar futuramente a agressão (v. Como o contrato de trabalho é um acordo de vontades. 79 Inadmite-se o fracionamento das férias aos menores de 18 anos e aos maiores de 50 anos de idade. Somente será considerado ato de improbidade. relacionado ou não com o trabalho. da CLT. §2º. Segundo Maurício Godinho Delgado. ERRADO. 143 da CLT. Nessa situação. Neste sentido. e tendo em vista a pessoalidade em relação à pessoa do empregado (art. 80 A conversão de um terço do período de férias em dinheiro depende da concordância expressa do empregador. a morte do empregado inviabiliza a continuidade da execução do contrato. Art. com o objetivo de alcançar vantagem para si ou para outrem”1. Art. no horário normal de expediente. em função de comportamento vinculado ao contrato de trabalho. parece-nos dispensável a ocorrência policial. o art. por meio de testemunhas do ocorrido). 82. Não cabe o aviso prévio. o ato do praticado pelo empregado que seja lesivo ao patrimônio do empregador ou de terceiro. 77 A improbidade é motivo para a demissão do empregado por justa causa. para os fins da demissão por justa causa. 482. não cabe ao intérprete fazêlo. por sua vez. (grifos meus) 78 O falecimento do empregado extingue automaticamente o contrato de trabalho. deve providenciar a ocorrência policial do fato na delegacia de polícia competente. ERRADO. Assim. da CLT. Assim. CERTO. §1º. 625-B. e como tal independe da vontade do empregador. CERTO. e como tal pode-se considerar um direito intransferível. Basta que o empregado comunique a intenção. bem como porque a finalidade do aviso prévio (no caso. salvo se cometerem falta grave. Como a lei não faz tal exigência (art. da CLT. até 15 dias antes do período aquisitivo. tendo em vista que a morte é evento imprevisível. 94 . ERRADO. j. g. titulares e suplentes.

ERRADO. – São Paulo: LTr. desde que os salários continuem a ser pagos. 7. 85 O registro do sindicato no cartório de registro das pessoas jurídicas é suficiente para conferir a personalidade jurídica à entidade sindical. tem-se interrupção contratual. 8º. embora sem prestar serviço. 10. da CLT. Não obstante a vedação à intervenção estatal pela CRFB/1988 (art. exige-se. Em geral a mudança de horário de trabalho insere-se no jus variandi empregatício. inciso I. deva ser remunerado normalmente. não sendo suficiente para a aquisição da personalidade sindical. Uma hipótese de interrupção é o repouso semanal remunerado. ou seja. exceto se tal mudança causar efetivo prejuízo ao empregado (por exemplo. 457. CERTO. Se não há prestação de serviços. 83 Os dias de paralisação da prestação dos serviços em razão de greve. p. 2008. CF/1988). normalmente sem que seja contado o período de afastamento como tempo 1 DELGADO. além do registro no cartório de registro das pessoas jurídicas. um empregado que trabalha durante o dia e estuda à noite e tem seu horário de trabalho alterado para o turno da noite). Transcrevo a esclarecedora lição de Gustavo Filipe Barbosa Garcia: “A aquisição da personalidade jurídica sindical. Neste sentido. Curso de Direito do Trabalho – 7ª Ed. tem-se suspensão contratual.” ANALISTA – EXECUÇÃO DE MANDADOS – TRT 17 – CESPE – 2009 Julgue os próximos itens. Maurício Godinho. I). O registro no Cartório de (Títulos e Documentos e de) Pessoas Jurídicas apenas confere personalidade jurídica de associação. 84 O serviço de compensação bancária é considerado como essencial para efeitos de greve. X. como já estudado. Esta última exigência faz-se necessária para que se tenha algum controle sobre a unicidade sindical em uma dada base territorial. 71 A mudança de horário de trabalho de um empregado pode ser justificada pelo princípio do jus variandi. Art. 73 Ocorre a suspensão do contrato de trabalho quando o empregado fica afastado e não recebe o salário. caracterizam interrupção do contrato de trabalho. CERTO. 8º.783/1989. 72 A interrupção do contrato de trabalho ocorre nas hipóteses em que o empregado. da Lei nº ocorre com o registro no órgão competente (art. a respeito do direito do trabalho. CERTO. CERTO.82 A ajuda de custo paga ao empregado para a cobertura de despesas na sua transferência para outra localidade integra o seu salário para todos os efeitos. o registro sindical no Ministério do Trabalho e Emprego. Art. a Súmula nº 677 do STF. sabendo-se que o sindicato é uma pessoa jurídica de direito privado com diversas funções especiais e peculiaridades. e os salários não são pagos. conforme Súmula 677 do STF. §2º. é pacífica a doutrina. a OJ 15 da SDC do TST e a Portaria MTE nº 343/2000. 95 . sendo contado o tempo de serviço como se houvesse sido efetivamente prestado. Se não há prestação de serviços. 1193. mas os salários são pagos. Orientação Jurisprudencial 15 da SDC do TST e Portaria MTE 343/2000. ERRADO. no Ministério do Trabalho e Emprego. Neste sentido.

até o pagamento das horas extraordinárias com o respectivo adicional. 80 O empregado não pode prestar serviços com registro na carteira de trabalho a outro empregador durante o período de gozo das férias. nos termos do art. Neste sentido. ERRADO. horas extraordinárias. mediante a apresentação dos controles de frequência. logo não lhe são devidas. CERTO. o art. Não existe previsão legal neste sentido. defende que a licençapaternidade seria hipótese de suspensão contratual e não se confundiria com o afastamento previsto no supramencionado art. III. ERRADO. Aos particulares é lícito fazer tudo aquilo que a lei não proíba. Súmula 320 do TST. desde que obrigado a tal por outro contrato de trabalho regularmente mantido. 79 O empregado pode vender o período integral de férias e receber o valor correspondente. da CLT. O que não pode é arranjar outro emprego novo somente para o período de férias. da CLT. dizer que o do doméstico tem direito ao pagamento das horas extraordinárias. afasta do empregado o direito à percepção do pagamento das horas in itinere. desde que não exista prejuízo para suas atividades escolares. 75 Quando o empregador cobra importância pelo transporte fornecido pela empresa. 473. na linguagem técnico-legal) apenas um terço do período de férias a que tem direito. Não é possível. A exclusividade não é característica do contrato de trabalho. 78 O empregado doméstico tem direito ao pagamento das horas extraordinárias trabalhadas. da CRFB. e art. pois veio substituir o disposto no art. Pode. 74. hipótese de interrupção contratual. 143 da CLT. Um exemplo de suspensão do contrato de trabalho é a licença paternidade. Há julgados em sentidos diversos. conforme art. O conceito de suspensão está correto. ERRADO. em posição isolada. 7º. 74 Um empregado com 17 anos de idade pode desenvolver sua jornada de trabalho no período noturno.de serviço. XXXIII. 76 Empregadores que possuam mais de dez empregados arcam com o ônus da prova da jornada de trabalho. ERRADO. passando pelo pagamento das horas além da jornada “normal” padrão (8 horas) como horas simples. 404 da CLT. prestar serviços a mais de um empregador concomitantemente. ERRADO. III. pela impossibilidade de controle das mesmas. ERRADO. e a assertiva não é neste sentido. O empregado pode “vender” (converter em pecúnia. assim. O trabalho noturno é vedado aos menores de 18 anos. 77 É vedada a realização de horas extras fundamentadas na celebração de acordo de prorrogação de horas no caso de atividades perigosas. Sérgio Pinto Martins. 138 da CLT. em princípio. O empregado doméstico não tem jornada regulamentada. da CLT. Art. desde nenhum pagamento de horas extras. para a doutrina amplamente majoritária. Pode o empregado. para local de difícil acesso. 473. 81 O período de concessão das férias é um ato exclusivo do empregador. §2º. mas a licençapaternidade é. assim. razão pela qual é perfeitamente lícita a prorrogação de jornada em atividades perigosas. ERRADO. 96 .

De uma vez por todas. da Lei nº 7. o salário-família só tem um nome parecido com verba trabalhista.036/1990. CERTO. 65 e seguintes da Lei nº 8.418/1985. como costumamos sempre enfatizar. Nenhum princípio jurídico é. a questão de recepção ou não de determinado dispositivo legal é sempre matéria de prova subjetiva. ERRADO. absoluto. salvo na condição de aprendiz. salvo a partir dos 14. Art. mas não é estendido aos domésticos. Em que pese o respeitável entendimento de parte da doutrina no sentido da não recepção deste artigo pela CRFB. 72 O princípio da norma mais favorável ao trabalhador não deve ser entendido como absoluto. ERRADO. 9º da CLT.213/1991 (Lei de Benefícios da Previdência Social). que concede aos fatos um valor maior que aos documentos. CERTO. 15 da Lei nº 8. 7º. CERTO. inclusive à categoria dos empregados domésticos. o argumento seria este da nãorecepção. A idade mínima é de 16 anos. quando existirem leis de ordem pública a respeito da matéria. é obrigatória uma escala de revezamento quinzenal que favoreça o repouso dominical. entretanto. 2º. recebidos em decorrência da prestação de serviços subordinados. mas é. Pela enésima vez deixo registrada minha indignação com a cobrança pelo Cespe de matéria previdenciária na prova de Direito do Trabalho. CERTO. 7º. Art. da CRFB. 386 da CLT. ERRADO. benefício previdenciário. aplica-se o princípio da primazia da realidade. ANALISTA – ÁREA ADMINISTRATIVA – TRT 17 – CESPE – 2009 Julgue os itens a seguir. CERTO. ou 71 O salário-família é um direito assegurado na CF aos trabalhadores. o fato é que o artigo continua em vigor e. afinal. Art. conforme art. XII. regulado pelo art. parágrafo único. 85 Na hipótese de trabalho da mulher aos domingos. 457 da CLT. Art. O direito ao salário família é previsto no art. O caput do mencionado art. nunca de objetiva. Art. 73 No direito do trabalho. “a”. da CRFB. Art. Para quem pretende recorrer. e o princípio da norma mais favorável encontra seu limite exatamente na existência de normas de ordem pública. não sendo aplicado. Exemplo: prazo prescricional. na 82 Entende-se como salário o conjunto de pagamentos provenientes do empregador ou de terceiros.independendo de pedido concordância do empregado. a respeito do direito do trabalho. 83 O vale-transporte tem natureza salarial. 97 . na verdade. por exemplo. 136 da CLT. garantindo à mulher pelo menos uma folga aos domingos a cada 15 dias. 65 também dispõe no sentido de que o saláriofamília não se aplica ao doméstico. 74 A idade mínima para a celebração do contrato de trabalho é de 18 anos de idade. que trouxe a igualdade jurídica a homens e mulheres. a partir dos 14 anos de idade. 84 Os valores mensais correspondentes ao FGTS não podem ser pagos diretamente ao empregado. ERRADO.

CERTO. 76 O limite máximo para a duração de um contrato de experiência é de 90 dias. por sua vez. CERTO. observam-se os seguintes requisitos: serviço cuja natureza ou transitoriedade justifique a determinação do prazo. Há corrente minoritária na doutrina que defende a possibilidade de reconhecimento do grupo econômico entre empresas sem fins econômicos. 83 O acordo de prorrogação de horas pode ser celebrado de forma verbal. constitui posição isolada. Ainda que uma pessoa jurídica seja contratada por empreitada. 77 Existe a possibilidade de uma pessoa jurídica figurar como empregada em um contrato de trabalho. Para a maioria expressiva da doutrina somente empresas com finalidade econômica podem formar grupo econômico. da CRFB. Com o cancelamento da Súmula 205 do TST a doutrina majoritária passou a admitir a execução de uma das empresas do grupo econômico mesmo que a mesma não tenha participado da fase de conhecimento do processo. Art. da CLT. ERRADO. Para que se possa caracterizar o grupo econômico. Súmula 269 do TST. 2º. Art. Art. é necessário que ela tenha sido parte na fase de conhecimento do processo. trabalha por conta própria. §2º. 98 . 82 O empregado eleito para o cargo de diretor e que não permaneça subordinado a nenhum outro cargo tem o seu contrato de trabalho suspenso. §2º. 7º. O empregado trabalha por conta alheia e se subordina ao seu empregador. O autônomo. ERRADO. ERRADO. 443. Art. CERTO. ou contrato de experiência. Art. Para este. na empreitada. seja ela subordinada (relação de emprego) ou não (mera relação de trabalho) é sempre efetuada por pessoa natural (pessoa física). porém o empregado continua recebendo salários no período de inatividade. pelo que não assume os riscos da atividade econômica (artigos 3º e 2º da CLT). 79 A CLT instituiu a responsabilidade solidária entre as empresas pertencentes a um mesmo grupo econômico. atividades empresariais de caráter transitório. da CLT. entretanto. o dispêndio de energia será sempre de um ser humano contratado por esta pessoa jurídica. 59. ERRADO. pois há paralisação temporária da prestação de serviços. caput. CERTO. assumindo os riscos da atividade econômica que desenvolve. 75 Os contratos de trabalho têm prazo indeterminado ou determinado. A prestação de serviços. 80 Para que se possa executar uma das empresas de um grupo econômico. da CLT. parágrafo único. o que. entretanto. 81 As férias são exemplo típico de suspensão do contrato de trabalho.condição de aprendiz. por exemplo. As férias são exemplo típico de interrupção do contrato de trabalho. da CLT. 78 O elemento diferenciador entre o empregado e o trabalhador autônomo é a subordinação. é necessária a existência da natureza econômica do grupo de empresas. Não se subordina a ninguém. XXXIII. 445. CERTO.

457. 482. TÉCNICO – TRT 17 – CESPE – 2009 No que se refere ao direito do trabalho. ERRADO. 82 A comunicação do aviso prévio pode ser feita verbalmente. deve haver intervalo mínimo de 11 horas consecutivas. A capciosa. Consoante o art. 80 Entende-se como rescisão indireta a cessação do contrato de trabalho por iniciativa do empregado. da CLT. 481 da CLT. CERTO. as gorjetas integram a remuneração para todos os efeitos legais.84 O acordo de prorrogação de horas implica. que a remuneração é exatamente a soma do salário + gorjetas. 81 A concessão do aviso prévio somente é cabível nos contratos a prazo indeterminado. É claro que o aviso prévio verbal é de difícil comprovação. por até duas horas diárias. da CLT. que sempre terá a possibilidade de formalizá-lo por escrito a fim de evitar dissabores. Logo. CERTO. caput. 84 Considera-se menor. Art. portanto. Art. mas isso é ônus de quem deve prová-lo. caput. Considera-se. 79 Na despedida por justa causa. não é possível que as gorjetas integrem o salário. Art.º salário é devido pela metade. então não cabe ao intérprete fazê-lo. Art. CERTO. para os efeitos da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). ERRADO. CERTO. e o saldo de salários. 66 da CLT. ainda que exista recurso pendente da condenação. questão. 78 A condenação criminal do empregado configura justa causa para sua dispensa. 59. 77 As gorjetas pagas por clientes a um garçom em um restaurante integram o seu salário para todos os efeitos legais. 85 Entre duas jornadas de trabalho. da CLT. Entretanto. Art. para o empregado. CERTO. CERTO. é CERTO. Art. nada impede seja feita a comunicação verbalmente. mas o fracionamento não pode ser inferior a 15 dias corridos. CERTO. entretanto. Súmula Vinculante nº 6 do STF. da CLT. §1º. 87 O período de gozo de férias pode ser fracionado. Súmula 244 do TST. a obrigatoriedade de fazer horas extras quando requisitado. “d”. 83 A mulher gestante adquire estabilidade a partir do momento em que comunicar ao seu empregador o estado gravídico. o trabalhador com idade entre 14 e 18 anos. caput. 85 Havendo culpa recíproca na rescisão do contrato de trabalho. ERRADO. A lei não exige a forma escrita (artigos 487 e seguintes da CLT). da CLT. o 13. e não o salário. 99 . 402. Súmula 14 do TST. 483 da CLT. 86 O serviço militar obrigatório pode ser remunerado com valor abaixo do salário mínimo. ERRADO. o empregado recebe apenas as férias vencidas. tendo por base alguma ação considerada justa causa praticada pelo empregador. 134. julgue os itens seguintes. se houver. ERRADO. Art.

da CLT. Marta é empregada doméstica e trabalha na residência de Joana há quinze meses.324/2006 acrescentou o art. um dos quais não poderá ser inferior a dez dias corridos. é correto afirmar que é vedada a dispensa sem justa causa (A) de ambas as empregadas. (E) de ambas as empregadas. Certa. Certa. Marta e Joana estão grávidas de dois meses. se o empregado recebe utilidades. Literalidade do art. deve solicitar a autorização prévia do sindicado dos trabalhadores e da Superintendência Regional do Trabalho. ou trimestrais integram o cálculo da remuneração das férias. (B) As gratificações anuais. 51. desde a confirmação da gravidez até seis meses após o parto. com relação à Joana e Marta. semestrais. desde a confirmação da gravidez até cinco meses após o parto. Art. da CLT. exercendo a função de secretária executiva. §2º. Em regra. 130. da CLT. da CLT. Com relação INCORRETO afirmar: às férias é (A) Após cada período de doze meses de vigência do contrato de trabalho. 142. Com efeito.859/1972. desde a confirmação da gravidez até cinco meses após o parto. Súmula 253 do TST. Errada. bem como que elas possuem o direito de gozar trinta dias corridos de férias. (E) Em regra. desde a confirmação da gravidez até cinco meses após o parto. bem como que elas possuem o direito de gozar trinta dias corridos de férias. 100 . II. a Lei nº 11. (C) apenas de Joana. 4º-A à Lei nº 5. Art. Certa. mas ambas possuem o direito de gozar trinta dias corridos de férias. Literalidade do art. estendendo à doméstico QUESTOES TRT 7 REGIAO (ANALISTA – ÁREA JUDICIÁRIA – TRT 7ª REGIÃO – FCC – 2009) 50. §4º. Certa. (C) Somente em casos excepcionais serão as férias concedidas em dois períodos. Não é o caso de autorização prévia. §1º. desde a confirmação da gravidez até seis meses após o parto. 134. Joana é empregada na empresa X há dezesseis meses. mas Joana possui o direito de gozar trinta dias corridos de férias e Marta 20 dias úteis. aplicando-se o valor da remuneração da tarefa na data da concessão das férias. e Joana possui o direito de gozar trinta dias corridos de férias e Marta 20 dias úteis.88 Para que uma empresa possa conceder aos seus empregados férias coletivas. §§ 2º e 3º. (D) apenas de Joana. (D) Quando o salário for pago por tarefa tomar-se-á por base a média da produção no período aquisitivo do direito a férias. Comentário: Resposta letra “A”. devem estas fazer parte da remuneração das férias. Art. (B) de ambas as empregadas. mas sim de mera comunicação. o empregado terá direito a vinte e quatro dias corridos de férias. quando houver tido de seis a catorze faltas injustificadas. 139. tanto ao sindicato da categoria profissional quanto ao Ministério do Trabalho e Emprego. ERRADO. 142. da CLT.

São Paulo : LTr. O adicional é devido somente na transferência provisória. do TST. (A) não é devido qualquer valor a título de horas in itinere. (E) não é devido qualquer valor a título de horas in itinere. Errado. nos mesmos termos até então garantidos às demais trabalhadoras. IV. Portanto. mas serão pagas com acréscimo de 25% sobre a hora normal de trabalho. (C) as horas in itinere remuneradas abrangem a totalidade do trajeto percorrido pelo empregado. o valor do salário utilidade a ela correspondente será 53. Com relação a jornada de trabalho. Maurício Godinho Delgado: “tratandose de parcela salarial. “B”. Curso de Direito do Trabalho. Comentário: Resposta letra conforme Súmula 90. (C) II e III. Certo. Maurício Godinho. O fato do empregado exercer cargo de confiança ou a existência de previsão de transferência no contrato de trabalho não exclui o direito ao adicional. (D) as horas in itinere remuneradas abrangem a totalidade do trajeto percorrido pelo empregado. (B) as horas in itinere remuneradas limitam-se ao trecho não alcançado pelo transporte público. tendo em vista o fornecimento da condução pelo empregador. Certo. inclusive cálculo das demais verbas que incidam sobre o salário do contrato (efeito expansionista circular dos salários” (DELGADO. “desde a confirmação da gravidez até cinco meses após o parto”. quando a transferência for provisória. quais sejam. Considere as assertivas abaixo a respeito do adicional de transferência. I. Quanto às férias. É correto o que se afirma APENAS em (A) I. tendo em vista a existência de transporte público regular em parte do trajeto percorrido pelo empregado. a doutrina amplamente majoritária. da CLT. – 7ª Ed. III e IV. Tem o adicional de transferência natureza salarial e não indenizatória. (E) I. Neste sentido. (D) I e II. II. 3º da Lei nº 5. (B) II. p. de forma que ao doméstico também foi estendido o direito a férias anuais de 30 dias corridos (contra 20 dias úteis da redação anterior). o art. a resposta é letra “E”.. II e IV. 469. Art. 469.se de habitação coletiva. integra-se à remuneração dos trabalhador para todos os fins. 1045) IV. 52. tanto assim que é considerado para o cálculo de outras verbas. 101 . II e III. no mínimo. Certo. III. De acordo com a Consolidação das Leis do Trabalho. da CLT.324/2006. Por todos. tratando. o adicional de transferência será de. 25% sobre o salário que o empregado percebia na localidade.859/1972 foi alterado pela Lei nº 11. 54. Em regra. O adicional de transferência é devido tanto na transferência provisória como na transferência definitiva. §3º. se houver transporte público regular em parte do trajeto percorrido em condução da empresa. OJ 113 da SDI-1 do TST. 2008. nos termos do art. §3º.a “estabilidade-gestante”.

(C) ocupantes. (D) 48 horas respectivamente. §4º. deverá o sindicato patronal ou o empregador ser comunicado com antecedência mínima de (A) 72 horas. porque a hipótese indica a presença dos requisitos caracterizadores da relação de emprego. (E) ocupantes. da Lei nº 7. a utilização da mesma unidade residencial por mais de uma família.783/1989 define as atividades essenciais. 102 . Logo. a) O trabalhador que se filia por livre e espontânea vontade a uma cooperativa de mão-de-obra não pode ser considerado empregado. somente para os casos de unidade habitacional de um dormitório. a utilização da mesma unidade residencial por mais de uma família. O art. 458. (C) 24 horas. da CLT. em qualquer hipótese. (D) famílias. somente para os casos de unidade habitacional de até dois dormitórios. O prazo de comunicação acerca da deflagração da greve (paralisação) é de 48 horas de antecedência para os serviços e atividades não-essenciais (art. pois neste caso falta. vedada. Comentário: Resposta letra “C”.783/1989). por ele próprio remunerados. em qualquer hipótese. por exemplo. onerosidade e subordinação jurídica a um mesmo tomador de seus serviços.obtido mediante a divisão do justo valor da habitação pelo número de (A) famílias. Comentário: e 24 horas. 13 da Lei 7. (B) ocupantes. o requisito da não eventualidade. a utilização da mesma unidade residencial por mais de três famílias. vedada. Errado. Mário labora em empresa de telecomunicações e Joana labora em empresa de transporte de valores.783/1989) e de 72 horas de antecedência para os serviços e atividades essenciais (art. Errado. 3º. MPU – ESAF (TÉCNICO ADMINISTRATIVO – MPU – ESAF – 2004) A propósito dos sujeitos da relação de emprego. b) O trabalhador contratado por uma clínica médica para a execução de serviços certos e específicos de marcenaria e que conta com o auxílio de até dois outros trabalhadores. logo a roupagem de cooperativa não passa de tentativa de fraude à relação de emprego. ainda que preste serviços pessoais com habitualidade. (B) 48 horas. em qualquer hipótese. assinale a opção correta. mas não a de transporte de valores. 10 da Lei nº 7. pela literalidade do art. Para que a categoria de Mário e Joana exerçam o direito de greve. 55. vedada. vedada. a utilização da mesma unidade residencial por mais de uma família. (E) 72 horas respectivamente. vedada. deve ser considerado empregado. a resposta é letra “E”. arrolando dentre elas a atividade de telecomunicações. O contrato tem muito e 48 horas. parágrafo único. a utilização da mesma unidade residencial por mais de duas famílias.

com vantagem para o empregador (prazo prescricional maior. Assim. deve ser considerado empregador subsidiário dos trabalhadores.mais a característica de empreitada que de relação de emprego. Porém. apenas ao empregado. da CRFB. I e III. Errado. se aplique. Correto. Errado. XXIX. deve ser aplicado ao empregador o mesmo prazo prescricional previsto para o empregado. a partir da realidade fática. não eventualidade ou habitualidade. observado esse prazo. ainda que tenha firmado contrato revelando a condição de autônomo. independentemente da roupagem que se tenha dado à relação. c) O prazo de prescrição das pretensões alusivas aos dois primeiros 103 . portanto mais benéfico). pois ao rurícola também se aplica a prescrição qüinqüenal trabalhista. será viável a discussão dos créditos oriundos de toda a relação de emprego. Assim. pela aplicação do princípio da primazia da realidade (art. c) O tomador de serviços terceirizados. com habitualidade. 7º. o prazo de prescrição é de dois anos após a extinção do contrato. a Súmula 331. a) O prazo de prescrição para o empregador ingressar em juízo para cobrar valor devido pelo empregado é de cinco anos. em princípio. pois será empregado se presentes os requisitos caracterizadores da relação de emprego. por eventuais débitos trabalhistas inadimplidos pelo empregador principal. presentes os requisitos caracterizadores da relação empregatícia (arts. Correta. 3º e 2º da CLT – pessoalidade. b) Para o trabalhador rural. ainda que o art. A caracterização da relação de emprego é objetiva. e) O corretor de seguros que presta serviços pessoais. Errado. entra em cena o princípio da proteção ao hipossuficiente. três anos. predomina o entendimento de que o prazo prescricional aplicável ao empregador é o mesmo aplicável ao empregado. subordinação jurídica e onerosidade deve ser considerado empregado. do TST. reduzindo-se a dois após a extinção do contrato de trabalho. não fossem equiparados os prazos. independentemente do seu período de duração. recebendo auxílio financeiro mensal. quando prestados com pessoalidade e subordinação jurídica. neste caso. qual seja. A propósito da prescrição no âmbito do Direito do Trabalho. aponte a opção correta. sendo responsável. em nenhuma hipótese poderá ser considerado empregado. por força de alteração da CRFB levada a efeito pela EC nº 28/2000. Isso porque. o prazo prescricional aplicável ao empregador seria o do Código Civil. onerosidade e subordinação). pouco importando o nome que se deu ao contrato firmado. pois neste caso o tomador dos serviços é o próprio empregador. é forçoso reconhecer a relação de emprego. d) O trabalhador que presta serviços voluntários a determinada instituição de beneficência. 9º da CLT). direto e não subsidiário. Embora a questão seja um tanto polêmica na doutrina e mesmo na jurisprudência (e talvez por isso não encontramos a solução em quase nenhum livro). segundo o qual não seria coerente tratar empregador e empregado de forma diversa. Neste sentido. nessa condição.

149). seus reflexos em outras parcelas. Errado. nos termos da Súmula 294 do TST.Res. Engraçado que vários alunos me mandaram e-mails indicando exatamente o dispositivo legal em face do qual a alternativa mostra-se errada. a quitação se dá. tem eficácia liberatória em relação às parcelas expressamente consignadas no recibo.Quanto a direitos que deveriam ter sido satisfeitos durante a vigência do contrato de trabalho. sendo válida a quitação. ao empregador.Assinale a opção incorreta. No caso o início da prescrição coincide com a lesão. o art. DJ 19. 477. 121/2003. Errado. salvo se oposta ressalva expressa e especificada ao valor dado à parcela ou parcelas impugnadas. A diferença é sutil.períodos de férias de trabalhador que laborou por cinco anos tem início no instante em que extinto o contrato de trabalho. no caso. II . ou seja. porque a ação que visa a anotação da CTPS é imprescritível. Com efeito. sendo válida a quitação apenas relativamente aos valores indicados. 4º. a ação que tenha por objeto a anotação da CTPS para fins de prova junto à Previdência Social.O instrumento de rescisão ou recibo de quitação. Assim. Errado. e) Processada alteração contratual ilícita pelo empregador. com observância dos requisitos exigidos nos parágrafos do art. do CPC. consoante dispõe o art. §1º. d) Sob pena de incidir a prescrição. I . o prazo de prescrição para revertê-la apenas terá início após a extinção do contrato. exceto se a parcela suprimida também esteja assegurado por preceito de lei. da CLT: § 2º . apenas. pela literalidade da CLT. deve ser proposta em dois anos após a extinção do contrato de trabalho. I. VALIDADE (mantida) . Vejamos o que dispõe o art. 11. §2º. Esta é a alternativa que derrubou muitos candidatos. relativamente às mesmas parcelas. somente se ainda não transcorrido todo o período concessivo o marco inicial da prescrição das férias será a extinção do contrato. deve ter especificada a natureza de cada parcela paga ao empregado e discriminado o seu valor. da CLT. conseqüentemente. contase a partir da alteração ilícita. a prescrição será total (será “completa” se decorridos cinco anos da alteração). No mesmo sentido. tendo em vista que o início da prescrição das férias coincide com o final do período concessivo (art. com assistência de entidade sindical de sua categoria. 477 da CLT.11. No mesmo sentido. a) O instrumento de rescisão do contrato de trabalho ou recibo de quitação deve ter especificada a natureza de cada parcela paga ao empregado e discriminado o seu 104 . a quitação é AFT – 2010 29. valor. E.A quitação não abrange parcelas não consignadas no recibo de quitação e. a Súmula 330 do TST: SUM-330 QUITAÇÃO. 20 e 21.2003 A quitação passada pelo empregado. ainda que estas constem desse recibo. em relação às parcelas constantes do TRCT. e não aos valores indicados. mas relevante. qualquer que seja a causa ou forma de dissolução do contrato.

A hipótese de rescisão indireta do contrato de trabalho pelo não cumprimento de obrigações contratuais é prevista pelo art. b) Qualquer compensação no pagamento a que tiver direito o empregado no ato da homologação da rescisão do contrato de trabalho não poderá exceder o equivalente a um mês de remuneração. e a segunda. Ora. 477. que interpreta pela literalidade do dispositivo. Sérgio Pinto Martins. a questão trouxe outras quatro alternativas cobrando pontos literais da CLT. 483. É verdade que eu comentei. Desculpemme. “É possível afirmar que a Súmula 330 do TST interpretou corretamente o §2º do artigo 477 da CLT quando não se refere a parcelas e não a valores. Comentários à CLT. na aula 304 do Curso Completo. Correta.válida em relação ao período expressamente consignado no recibo de quitação. então a assertiva está plenamente compatível com o texto celetista. não contem comigo. a meu ver. O TST já se inclinou no sentido da primeira corrente. e não a “compensação”. Esse ensinamento não é meu. então o candidato 105 . Maurício Godinho Delgado (Curso de Direito do Trabalho. Pelo pouco que sei da nossa língua. (MARTINS. que se refere também a “parcelas”. Recebi e-mail de aluno defendendo que. como a Lei. mas do Prof. poderá o empregado pleitear em juízo a rescisão do contrato de trabalho e o pagamento das verbas respectivas. explica: seus deveria. a jurisprudência tende a considerar a quitação somente em relação aos valores especificados. que trata de parcelas. 483. – São Paulo : Atlas. A questão é polêmica na doutrina. que interpreta o dispositivo (art. que não é a melhor interpretação do §2º do artigo 477 da CLT. conforme dispõe o §3º do mesmo artigo. A Súmula 41 do TST referia-se aos valores expressos na quitação. Literalidade do art. 1055). embora na redação do citado dispositivo legal nada se fale sobre eficácia liberatória. o que estaria incorreto. p. Correta. p. 477. permanecendo ou não no serviço até decisão final do processo. 483 prevê a possibilidade de permanência ou não do empregado no serviço somente nas alíneas “d” e “g” do art. “direito”. da CLT. mas posteriormente cancelou a Súmula 41 e editou a 330. 489). interpretar a alternativa “a” também nos termos literais da CLT. §5º. aí é questão de Português. como parcelas e não como valores. a sua interpretação era contrária ou oposta à lei”. pela redação da alternativa. c) Caso o empregador não cumpra as suas obrigações contratuais. Já vi gente sugerindo a anulação desta questão porque o art. que “embora a lei se refira à quitação das parcelas. 14ª Ed. Sérgio Pinto. seria possível entender que “o direito à compensação seria do empregado”. se refere a “pagamento”. 2009. a hipótese aventada pelo examinador é exatamente a da alínea “d”. Porém. Ora. da CLT. Se quiserem procurar pelo em ovo. alínea “d”. §2º) como se referindo a valores. nos “comentários à CLT”. 8ª edição. Logo. mas considero que insistir em outra leitura é muita “forçação de barra”. e não de Direito do Trabalho. apresentando basicamente duas correntes: a primeira. notadamente quanto às parcelas que também vencem ao longo do contrato de trabalho”. 2010. na assertiva. pois é o que está escrito no referido mandamento legal.

não pode. hoje. da CLT.Marque a opção correta. pela literalidade do art. pela literalidade do art. da CLT. Ver videoaula nº 126. Errada. §6º. que atrai a hipótese de responsabilidade solidária pelos créditos trabalhistas. Ver vídeoaulas 58 e 128. pois é lícita a previsão de determinada forma solene para pactuação de determinados contratos de trabalho especiais. 7º. a possibilidade de ajuste tácito. é realmente vedado ao menor de 18 anos pela CRFB (art. 477. alínea “b”. nem receber por eles. inclusive quando o Estado é o empregador. pouca relevância. que deve ser necessariamente escrito. Embora a questão da natureza jurídica do contrato de trabalho apresente. a nulidade opera efeitos ex nunca.615/1998. d) É possível reconhecer-se a condição de empregado. Correta. 477. e respectiva projeção dos seus efeitos. prestar serviços. com isso. com cômputo do tempo de serviço. estende-se a todos os ofícios e profissões. b) O contrato de trabalho tem natureza jurídica essencialmente privada. consensual e não solene para a formação do contrato de emprego. a “deixadinha” nº 01. c) O menor de 18 anos. e) Para a configuração do grupo econômico. Tratase de atribuir a hipóteses específicas tratamento legal condizente. contado da data da notificação da demissão. conforme dispõe a Lei nº 9. ou em circunstâncias insalubres ou perigosas. Mencione-se como exemplo o contrato do atleta profissional. Questão explicada na videoaula nº 122. ou do chamado “empregador único”. Errada. ao eleito para ocupar cargo de diretor quando. é verdade que sobressai a natureza privada. 16 . em período noturno ou em circunstâncias perigosas ou insalubres. Ver videoaulas nº 59 e 60. XXXIII). No mesmo sentido. a despeito da nova posição ocupada na estrutura hierárquica da empresa. §7º. sem que. obviamente o menor receberá pelos serviços prestados. Por isso diz-se que. Inteligência da Súmula nº 269 do TST. ainda se fizerem presentes os traços característicos da subordinação jurídica. ou seja. as parcelas constantes do instrumento de rescisão ou recibo de quitação devem ser pagas até o décimo dia. Certa. em face das prerrogativas processuais que lhe confere a legislação brasileira. é necessária a prova do nexo relacional entre as empresas. Errada. a partir do pronunciamento judicial. A assertiva trata da noção de trabalho proibido e seus efeitos. O trabalho noturno. e) O ato da assistência pelo sindicato respectivo na rescisão contratual deve ocorrer sem ônus para o trabalhador e empregador. dada a impossibilidade de se restituir ao obreiro a energia de trabalho despendida. nos formatos 106 . salvo quando o Estado é um dos sujeitos pactuantes. seja violado o princípio da isonomia (não-discriminação).d) Quando o aviso prévio for indenizado pelo empregador. conforme previsto na Constituição. porém se descumprido o preceito. Correta. hipótese em que se sujeitará às mesmas obrigações conferidas aos particulares. em caso de trabalho proibido. a) Em face da cláusula constitucional da não-discriminação. em razão da sua incapacidade.

Ver videoaula nº 85. holdings e pool de empresas. incisos VII e VIII. a) Constituem requisitos para a caracterização da relação de emprego a pessoalidade e a exclusividade na prestação dos serviços. o empregado pode prestar serviços a mais de um empregador. Com efeito. portanto. Errada. mediante utilização do trabalho de outrem. mas a exclusividade não o é. e por conta de terceiros. pois a doutrina entende que a configuração do grupo econômico trabalhista independe da ligação entre as empresas na forma do direito comum e/ou empresarial. 4º da Lei nº 5. pois a suspensão disciplinar do empregado por prazo superior a 30 dias consecutivos configura rescisão indireta do contrato de trabalho. 107 . 3º e 2º da CLT). Ver videoaulas nº 15 e 18. nos termos do disposto no art. Ver videoaula nº 72.Assinale a opção correta. Correta.Assinale a opção correta. a pessoa física ou jurídica que. 473. conforme art. Ver videoaula nº 49. da CLT. bastando para tal que fique demonstrada a relação de subordinação ou mesmo de coordenação entre duas ou mais empresas. não prejudica a fluência do contrato de trabalho. de forma habitual. fundamentada em punição disciplinar. A pessoalidade é um dos requisitos da relação de emprego (arts. Sem problemas. da Lei nº 8. o empregado tem o respectivo contrato de trabalho suspenso. porque em caso de afastamento por doença e/ou acidente os primeiros quinze dias configuram hipótese de interrupção contratual. nos termos dos artigos 59 e 60. há muito. independentemente de guardar relação de causalidade com os serviços prestados. nos termos do art. Errada. Errada. Ver videoaula nº 18. em caráter profissional. decorrente do contrato de trabalho. Somente depois. Atualmente é pacífico o entendimento no sentido de que a subordinação existente entre empregado e empregador é jurídica. o gabarito da questão. 18. superada na doutrina. §3º. como no caso dos consórcios. b) O afastamento do empregado nos dias em que estiver comprovadamente realizando provas de exame vestibular para ingresso em estabelecimento de ensino superior ou quando tiver que comparecer em juízo gera a interrupção do contrato de trabalho. 474 da CLT. e) A suspensão do empregado por prazo superior a 30 dias consecutivos. trata-se de suspensão contratual. em face de doença ou de acidente. Errada. c) A partir do afastamento do serviço para tratamento de saúde. d) A subordinação que define e caracteriza a existência da relação de emprego é a econômica. Errada. fundada no reconhecimento jurídico-institucional da hipossuficiência material do trabalhador.previstos pelo Direito Comercial e pelo Direito Empresarial. 17. desde que os horários de trabalho sejam compatíveis. Ver deixadinha nº 16 e videoaulas nº 46/50. execute serviços de natureza agrária.889/1973. porque a teoria da subordinação econômica já se encontra.213/1991. a partir do 16º dia. Correta e. a) É equiparada ao empregador rural.

tendo em vista que o desconto descaracterizaria a alteridade própria da figura do empregador. Ver videoaula nº 72. por iniciar ou terminar o expediente fora do horário estabelecido. durante a semana. Há duas possibilidades de interpretação da assertiva. §5º. porém em ambas a afirmação é incorreta. bem como a deixadinha nº 15. referente à devolução de cheques sem fundos. técnico e manual. e da pontualidade. caput e §1º. é ilícito o desconto salarial do trabalhador frentista. Errada. em razão de cumprirem turnos ininterruptos de revezamento. e) Não se equipara ao empregador rural a pessoa física ou jurídica. o art. deverão ser computadas a partir de 5 horas. b) Na hipótese de empregados com jornada de seis horas. Ver videoaula nº 244. Além disso. faltando injustificadamente ao serviço. consoante art. Errada. Errada. Em uma segunda linha de raciocínio. ao contrário. 2º. iniciado o expediente às 23h e encerrado às 7h30min. Errada.889/1973). pois se o empregado não é freqüente ou é impontual durante a semana. pois contraria o disposto na Súmula nº 129 do TST. caracteriza a coexistência de mais de um contrato de trabalho. Em primeiro lugar. da Lei nº 5. pois o adicional noturno é aplicável às prorrogações do horário noturno. a) Acaso o trabalhador. sob uma análise mais técnica. A questão constava da deixadinha nº 25. que arrola verdadeiros empregadores como “equiparados a empregadores”). Errada.Marque a opção correta. perderá o direito ao descanso semanal e à sua respectiva remuneração. 6º da CLT). a prestação de serviços a mais de uma empresa do mesmo grupo econômico. 3º. e partindo-se da premissa de que o legislador trabalhista não prima pelo rigor técnico (vide a confusão do art. quanto às horas extras. durante a mesma jornada de trabalho. perde o direito à remuneração do DSR. 7º. o direito ao adicional noturno se circunscreve ao período compreendido entre 22h e 5h. 19. §1º. em face da hora noturna reduzida a jornada 108 . Errada. Ver videoaula nº 193 e deixadinha nº 44. a legislação veda tais distinções (art. não observe os requisitos da frequência. XXXII. art. Ver videoaula nº 57. 6º da Lei nº 605/1949. Neste sentido. e. poder-se-ia dizer que a pessoa descrita pela assertiva não é equiparada ao empregador rural porque é o próprio empregador rural (art. d) De acordo com a jurisprudência do Tribunal Superior do Trabalho. ainda quando deixa de observar as recomendações previstas em instrumento coletivo. da CRFB/88. poder-se-ia afirmar que o erro da questão seria o “não” do início da assertiva. proprietária ou não. Ver videoaula nº 63. pois. c) De acordo com a jurisprudência do Tribunal Superior do Trabalho. pois contraria o disposto na OJ nº 251 da SBDI-1 do TST. da CLT. bem como entendimento jurisprudencial consolidado na Súmula nº 60 do TST. mas não a folga. da CLT. 73. que explore atividade industrial em estabelecimento agrário não compreendido na Consolidação das Leis do Trabalho.b) A legislação trabalhista estabelece expressamente a possibilidade de distinções relativas à espécie de emprego e à condição de trabalhador e entre o trabalho intelectual.

motivo pelo qual as horas extras só poderão ser computadas a partir da 8ª (oitava diária) e 44ª (quadragésima quarta) semanal. 62 da CLT). em número não excedente de duas. porque. da CLT. c) Os estabelecimentos com mais de dez trabalhadores terão 109 . 8. jamais podendo verbal. Errada. em princípio. caput. 62.normal do empregado termina antes das 5h. b) Os empregados sob o regime de tempo parcial poderão prestar horas extras desde que haja prévia autorização do Ministério do Trabalho. razão pela qual tudo que for trabalhado a mais deverá ser remunerado como hora extra. o poder de representação. da CLT. para que o empregado se enquadre na exceção do art. isso porque a natureza do seu serviço não equivale ao conceito de turno ininterrupto de revezamento. nesse caso. com jornada normal de 6 horas. obviamente que este controle também deverá ser documentado mediante controle de ponto. sendo que inexiste a possibilidade de autorização do MTE para tal. ainda que sofra rígido controle de horário pelo empregador.966/1994 alterou o art. por sua natureza. da CLT. Neste sentido. da CLT. entretanto. versando sobre os empregados que não estão abrangidos pelas normas de limitação da jornada de trabalho (art. Ver videoaula nº 233. da CLT). a OJ nº 360 do TST. Ver videoaula nº 220. Não obstante. Errada. d) O motorista de caminhão que cumpre jornada predominantemente externa não é destinatário das regras pertinentes à limitação da jornada de trabalho. a) A duração normal do trabalho poderá ser acrescida de horas suplementares. na condição de “folguista”. mediante acordo escrito ou tácito entre empregador e empregado. pois o acordo de prorrogação de jornada deve ser necessariamente escrito. I. II. Ver videoaula nº 230. Correta. se existe efetivamente tal controle pelo empregador.966). A Lei nº 8. do controle de jornada. 59. 20. pois os empregados sob o regime de tempo parcial (art. 58-A da CLT) jamais poderão prestar horas extras (art. dada a dificuldade de controle do horário de trabalho. 62. com investidura por meio de mandato legal. c) Quando o empregado exerce a função de vigilante. II. ou por contrato coletivo de trabalho. basta que tenha poderes de gestão. e muito menos tácito. o art. Errada. o qual é formalizado pelo instrumento de mandato. a natureza da atividade em si. §4º. para enquadramento na hipótese de turno ininterrupto de revezamento. 59. Ver videoaula nº 213. Atualmente. Errada. nem se esta atividade é. ininterrupta. dispensado. porque não interessa. pois o motorista somente é dispensado.Assinale a opção correta. não mais se considera requisito essencial à configuração do exercício de gerência a prova do encargo de gestão. Neste sentido. mesmo que trabalhe em vários turnos durante a semana. não tem direito à jornada reduzida de 6 (seis) horas. nos termos do art. Ver videoaula nº 213. há apenas a adoção de postura discricionária por parte do contratante dos serviços. 62. Ver videoaulas nº 218 e 219. a partir do que a doutrina passou a entender que a exceção legal veiculada pelo dispositivo passou a prescindir do poder de representação. e) Observando a alteração legislativa promovida em 1994 (Lei n.

pois o acordo de compensação de jornada deve ser firmado expressamente. conforme art. inclusive acima do limite previsto no acordo. Ver deixadinha nº 21 e videoaula nº 219. sem que houvesse qualquer compensação de horário. 110 . o acordo foi reiteradamente descumprido. da CLT. diante da prestação habitual de horas extras. em registro manual. Errada. Correta. Errada. do TST. pois o horário de repouso (intervalo intrajornada) deve ser apenas pré-assinalado. IV. porque contraria o disposto na Súmula nº 360 do TST. assinale a opção correta. Ver deixadinha nº 20 e videoaula nº 209. a cargo do trabalhador. Ver videoaula nº 225. com o respectivo empregador. e) De acordo com a jurisprudência do Tribunal Superior do Trabalho. por ausência de previsão legal no sentido do adicional mínimo de 75%. b) A prestação habitual de horas extras descaracteriza o acordo de compensação de horário. observado o limite máximo de dez minutos diários. mecânico ou eletrônico. §2º. Errada. que as horas não compensadas deverão ser pagas como extraordinárias. Ver deixadinha nº 22 e videoaula nº 227. §1º. 59. exigindo a legislação pertinente a celebração via convenção ou acordo coletivo de trabalho. ou o intervalo para descanso semanal.Certo empregado celebrou. mas não há menção a adicional superior ao mínimo legal. §2º. da CLT. ou descanso semanal. 59. de 50%. c) É requisito de validade do acordo de compensação de jornada a previsão de que. não havendo necessidade de assinalação diária pelo empregado. a concessão do intervalo para repouso e alimentação. tendo o empregado direito ao pagamento como horas extraordinárias das que ultrapassarem a duração semanal normal. Ver videoaula nº 210. no sentido de que a concessão de intervalo dentro de cada turno. §§ 2º e 3º. a) O acordo de compensação de jornada poderia ter sido firmado tacitamente entre empregado e empregador. nos termos da Súmula 85. Com efeito. Correta. 74. conforme dispõe o art. em caso de nãocompensação das horas excedentes. dentro de cada turno. da CLT.obrigatoriamente sistema de anotação da hora de entrada e de saída. o que não afetaria sua validade. da CLT. após a pactuação. qual seja. Considerando as normas relativas à jornada de trabalho. dispõe o art. 21. 58. descaracteriza o sistema de turnos ininterruptos de revezamento previsto na Constituição. Errada. não descaracteriza o sistema de turnos ininterruptos de revezamento. Ver videoaula nº 225. o empregado terá direito a percebê-las com o adicional de no mínimo 75% (setenta e cinco por cento) do valor da hora normal de trabalho. a situação hipotética descrita e a jurisprudência do Tribunal Superior do Trabalho. Entretanto. e por escrito. d) Não serão descontadas nem computadas como jornada extraordinária as variações de horário no registro de ponto não excedentes de cinco minutos. nos termos da literalidade do art. d) O acordo individual de compensação de horário é inválido. acordo escrito de compensação de jornada. devendo haver diariamente assinalação do período de repouso.

tratando-se de local de difícil acesso ou não servido por transporte público. nos termos do art. No mesmo sentido. 23. independentemente de qualquer acordo prévio ou previsão em norma coletiva. a Súmula 172 do TST. por afrontar o entendimento dominante no TST. Para o cabimento das horas in itinere não basta mera insuficiência de transporte público. quinzena ou mês. Para esse fim. salvo quando. Ver. desde que haja previsão nesse sentido em convenção ou acordo coletivo de trabalho. “a”. e) Em caso de força maior para atender à realização ou conclusão de serviços inadiáveis. Ver videoaula nº 233. não será computado na jornada de trabalho. Ver videoaula nº 222. Errada.Assinale a opção correta. por qualquer meio de transporte. Quanto ao acordo para implantação da compensação além da semana (“banco de horas”). a questão é polêmica. considera-se de difícil acesso o local de trabalho quando há mera insuficiência de transporte público. 111 . por afrontar o disposto na Súmula nº 90 do TST. pois é válido. pela literalidade do art. Errada. a Súmula nº 85 do TST. a remuneração do repouso semanal corresponderá à de um dia de serviço. Neste sentido. Errado. d) O tempo despendido pelo empregado até o local de trabalho e para o seu retorno. pois no caso as horas extras podem ser compulsoriamente exigidas pelo empregador. o empregador fornecer a condução. além do limite legal. da Lei nº 605/1949. as videoaulas nº 225/227. a Súmula 60 do TST.Errada. a respeito. contratual ou convencional. e) Para os empregados que trabalham por dia. Errada. tendo em vista que tem por objetivo compensar o desgaste do trabalhador que se ativa em horário biologicamente destinado a descanso. deve ser considerada a média dos salários fixos apurada durante o período aquisitivo. Errada. detém natureza indenizatória. poderá o empregador exigir horas extras do empregado. 61. a) Para o cálculo das férias. b) De acordo com a jurisprudência do Tribunal Superior do Trabalho. caput. o empregado horista submetido a turno ininterrupto de revezamento tem jus ao pagamento apenas do adicional das horas extraordinárias trabalhadas além da 6ª diária. c) O adicional noturno. Neste sentido. da CLT. computadas as horas extraordinárias habitualmente prestadas. inexistindo instrumento coletivo fixando jornada diferente. Ver videoaula nº 245.Assinale a opção correta. pois o artigo 58-A da CLT define o trabalho como tempo parcial como sendo aquele cuja duração não exceda a 25 horas semanais. consubstanciado na OJ nº 275 da SBDI-1. o acordo individual para compensação intrasemanal. inclusive quando pago com habitualidade. Ver videoaula nº 230. Ver videoaula nº 220. semana. Correta. Ver videoaulas nº 205/206. a) A legislação considera trabalho em regime de tempo parcial aquele cuja duração não exceda a vinte horas semanais. 22. 7º. pois o adicional noturno tem natureza salarial (salário-condição). de forma pacífica.

142 da CLT e o art. mas não é devido no caso dos safristas informalmente 112 . O salário tem como característica a persistência ou continuidade dado o fato de que o contrato de trabalho é de trato sucessivo. Ver videoaula nº 167. a lei estabelece mecanismos de proteção ao salário. Entretanto. 658/661). Godinho Delgado. persistência ou continuidade. b) Pode-se considerar “salário normativo” tanto o menor parâmetro (valor) definido para certa categoria profissional. mediante negociação coletiva. 2009. das gorjetas. expressão consagrada pelo Min.090/1962. Errada. a tendência à determinação heterônoma e a pós-numeração. Correta. como a equivalência de remuneração entre o trabalhador temporário e os empregados da mesma categoria da empresa tomadora dos serviços temporários. deve ser considerada a integração.com integração. o art. a tendência à determinação heterônoma significa que na maioria dos casos não são as partes contratuais que fixam o salário. a expressão tornou-se. pela média. na prática. Observe-se que este rol de características foi visivelmente retirado do “Curso de Direito do Trabalho” do Min. também. Errada. pela média duodecimal. Errada. de forma contínua. de outras parcelas de caráter salarial recebidas habitualmente. e) O décimo terceiro salário é direito de todo empregado. a tendência à determinação autônoma e a pósnumeração. compõem a remuneração do trabalhador. e sim agentes externos. Ver videoaulas nº 262/263. O “salário normativo” seria. da Lei nº 4. A incorreção da assertiva encontra-se em sua parte final. 1º. §1º. valendo para determinada categoria profissional. por meio de sentença normativa ou de convenção ou de acordo coletivo de trabalho. Maurício Godinho Delgado (8ª ed. embora pagas por terceiros. Ver videoaulas nº 156 e 190. a irrenunciabilidade. p. assim considerado aquele menor parâmetro definido em instrumetno coletivo de trabalho (ACT ou CCT). c) São características do salário o caráter alimentar e forfetário. em geral o Estado (mediante a fixação do salário mínimo) ou os sindicatos. consagrada também como sinônimo de “salário convencional”. a periodicidade. a intermitência. tendo em vista que a equivalência da remuneração entre o trabalhador temporário e os empregados da mesma categoria da empresa tomadora dos serviços temporários é denominada “salário equitativo”. a indisponibilidade. pelo que as obrigações (dentre as quais a obrigação patronal de pagar o salário) renovam-se periodicamente. em princípio. e não sobre o salário do empregado. Por fim. incluindo os trabalhadores domésticos e os rurícolas. por afronta ao disposto no art. porquanto. Neste sentido. a periodicidade. 142 da CLT. Ver videoaulas nº 168/169. d) Tanto no cálculo das férias como da gratificação natalina. porque são características do salário o caráter alimentar e forfetário. aquele menor parâmetro definido por sentença normativa para determinada categoria profissional. porque tanto as férias quanto o décimo terceiro são calculados sobre a remuneração. Com efeito. a irrenunciabilidade. de forma que sequer o próprio trabalhador pode dispor de seu direito ao salário. a disponibilidade relativa.

é correto afirmar: 113 . todos da CLT. c/c o art. 24. c) As faltas ou ausências decorrentes de acidente do trabalho não são consideradas para os efeitos de duração de férias. por ato unilateral do empregador. Correta. salvo se o trabalhador tiver percebido da Previdência Social prestações de acidente do trabalho ou de auxílio doença por mais de seis meses. IV. Correta. Correta. não seria caso de retratação.036/1990. ainda que contratados informalmente. e) A contribuição para o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) incide sobre a remuneração mensal devida ao empregado. seria a possibilidade de opção por um dos dois regulamentos apenas para os empregados admitidos quando os dois já existiam. por um deles. tem direito a suplemento salarial correspondente ao acréscimo da despesa de transporte. embora descontínuos. cujas cláusulas revoguem ou alterem vantagens deferidas. Para quem já tinha contrato em vigor quando do segundo regulamento (que veio suprimir direitos anteriormente deferidos) nada muda. 133. posto que o ato corresponderia à renúncia do empregado às regras do sistema do outro regulamento (Súmula 51. o empregado poderá optar. O décimo terceiro salário é devido aos safristas. Ver deixadinha nº 29 e vídeo aulas nº 252/253. 25. dada a indisponibilidade preconizada pelo art. b) Observado o princípio protetivo. Logo. III. inclusive adicionais eventuais. 130. sob nenhum ponto de vista a assertiva pode ser considerada correta. Correta. à luz o princípio da primazia da realidade. mas a opção seria nula de pleno direito. II). 468 da CLT. acaso se comprove que a escolha ocorreu sobre normas menos favoráveis. Nesta assertiva a banca fez uma grande confusão com a matéria. 131. mas de qualquer forma não há como considerá-la correta. c/c o art. conforme art. dado o princípio da irrenunciabilidade. Ver vídeo aula nº 275. Ver vídeo aula nº 268. 15 da Lei nº 8.Assinale a opção incorreta. conforme art. para local mais distante de sua residência. Ver deixadinha nº 50 e vídeo aula nº 324.Acerca do instituto das férias. seria que a escolha por um dos regulamentos seria irretratável. em caso de culpa recíproca é devido o décimo terceiro salário proporcional. d) A remuneração percebida pelo empregado à época da propositura da ação na Justiça do Trabalho serve de base de cálculo para as férias não concedidas no tempo oportuno. Uma das possibilidades é considerar que a opção pelo regulamento menos favorável é ilícita. dependendo da interpretação que se dê à Súmula 51.contratados e na hipótese de rescisão contratual por culpa recíproca. nos termos da Súmula 7 do TST. a) O trabalhador transferido. na hipótese de coexistência de dois regulamentos da empresa. com efeitos ex nunc. Pensamos que a melhor interpretação da Súmula. pela literalidade da Súmula 29 do TST. Da mesma forma. Ver deixadinha nº 38 e videoaula nº 202. reduzido à metade (Súmula 14 do TST). Outra possibilidade. Errada. De qualquer forma. A solução está na interpretação da Súmula nº 51 do TST. mas sua desistência será retratável.

Errada. no Direito do Trabalho. 130. da CRFB/88. pois as férias somente são devidas em dobro quando vencidas. com ruptura de iniciativa do empregador. I. c) independentemente do tempo de serviço. Ver videoaulas nº 259/260. para a sua validação. iniciando-se. de convenção ou acordo coletivo de trabalho integrarão a remuneração do empregado. em regra. Errada. do regulamento empresarial. pois a proteção contra a dispensa arbitrária prevista no art. Por esta razão.Marque a opção correta. e) poderão ser concedidas férias coletivas a todos os empregados de uma empresa ou de determinados estabelecimentos ou setores. Correta. Ver videoaula nº 267. b) o abono de férias concedido na forma da lei. ainda é admitida no Brasil a denúncia vazia do contrato de trabalho. bem como o decorrente de cláusula do contrato de trabalho. 146 da CLT. Este cômputo do período destinado ao gozo de férias como tempo de serviço é expressamente previsto no art. o que não existe até os dias atuais. e não quando simplesmente adquiridas mas ainda não gozadas. e os empregados contratados há menos de 12 (doze) meses gozarão. Ver videoaula nº 288. nos casos de contratos de duração indeterminada.concessivo. foi superada. Neste sentido. Errada. Ver videoaulas nº 249/150. 26. qualquer que seja sua causa. porque as férias devem ser concedidas. porque o abono de férias (conversão de parte das férias em pecúnia) tem natureza indenizatória. férias proporcionais. a) a depender da livre conveniência do empregador e da necessidade do trabalho. da CLT. 144 da CLT. serão as férias concedidas em dois períodos. de forma que o período respectivo não é computado como tempo de serviço. quando então é correto dizer que um deles não poderá ser inferior a 10 dias corridos. Art. a regra geral baseada no critério da dispensa imotivada. em um único período. há necessidade. a) Após o advento da Constituição de 1988. Errada. desde que limitado ao valor correspondente a vinte dias do salário. será devido ao empregado a remuneração em dobro correspondente ao período de férias cujo direito tenha adquirido. em que não há prestação de serviço mas há remuneração e contagem do tempo de serviço. depende de lei complementar que a regulamente. Ver videoaulas nº 265/266. porque as férias configuram hipótese típica de interrupção contratual. 7º. um dos quais não poderá ser inferior a 10 (dez) dias corridos. o art. 134 da CLT. novo período aquisitivo. §2º. conforme art. Ver videoaula nº 255. independentemente do valor e para todos os fins. na oportunidade. então. da indicação dos motivos que a ensejaram. razão pela qual não integra a remuneração do empregado para quaisquer fins. 114 . motivo pelo qual. nas hipóteses em que a cessação do contrato de trabalho se dá antes do fim do período d) a concessão das férias suspende o contrato de trabalho. Errada. havendo cessação do contrato de trabalho. conforme combinação dos artigos 139/141 da CLT. Apenas excepcionalmente admite-se a concessão em dois períodos.

havendo pedido de demissão do empregado. na dispensa por iniciativa do empregado. a deixadinha nº 36. com cláusula assecuratória do direito recíproco de rescisão. embora sejam devidas férias proporcionais. Ver videoaula nº 298. se a extinção se deu por iniciativa do empregador ou do empregado. o aviso prévio. o trabalhador indenizará o empregador dos prejuízos decorrentes do rompimento. na hipótese de antecipação empresarial em razão de justa causa do trabalhador. é devido adicional noturno definido em 25%. isto é. e ainda deve conceder aviso prévio de 30 (trinta) dias ao empregador. 7º. é obrigação do empregado e direito do empregador. e) Nos contratos a prazo determinado. 27. Ver videoaula nº 287. mas no sistema constitucional atual há plena paridade jurídica entre os trabalhadores urbanos e os rurais. embora algumas especificidades ainda remanesçam. mas o trabalhador perde a proteção. até porque o trabalho é livre.Marque a opção incorreta. de que eventualmente fosse destinatário. Neste sentido. quando há antecipação por vontade do empregador ou do empregado. Por sua vez. 481 da CLT que existente a “cláusula assecuratória” aplicam-se as mesmas regras cabíveis na extinção do contrato a prazo indeterminado. c) Nos contratos a prazo indeterminado. “b”) excluía de sua proteção o rurícola. Correta. pois as garantias de emprego protegem o empregado contra despedida arbitrária. como. não incidindo. quando a extinção contratual se dá pela vontade do empregado. e décimo terceiro também proporcional ao período. Errada. respectivamente. acrescidas do 1/3 constitucional. das garantias de emprego. por óbvio. Logo. Continuam. acrescidas do 1/3 constitucional. Errada. Errada. pois a cláusula assecuratória do direito recíproco de rescisão do contrato por prazo determinado tem como objetivo exatamente liberar as partes da multa dos artigos 479 e 480. Ver videoaula nº 146. não são devidas parcelas trabalhistas remanescentes do período. se a extinção antecipada se deu por iniciativa do empregado. não há direito ao levantamento do FGTS. b) No caso dos trabalhadores rurais. e 20h e 4h. 115 . 7º. Ver videoaula nº 289. Ver videoaula nº 287. na agricultura. por exemplo.b) Nos contratos a prazo determinado sem cláusula assecuratória do direito recíproco de rescisão. d) Nos contratos a prazo determinado. pois continuam devidas as parcelas já adquiridas como. na pecuária. Correta. especificidades no tratamento do trabalhador rural. ocorrendo a chamada extinção anormal. a) Havia exclusão dos trabalhadores rurais do tratamento geral da CLT. entretanto. os efeitos serão idênticos ao de um pedido de demissão. dispõe o art. o intervalo intrajornada concedido conforme os usos da região. nos casos em que houver labor no horário compreendido entre 21h e 5h. quando há pedido de demissão do contratado. A CLT (art. pois se a extinção antecipada do contrato a termo ocorre por iniciativa do empregador terá o empregado direito ao saque do FGTS. o saldo de salários. Assim. por exemplo. porém a CRFB/88 (art. caput) igualou trabalhadores urbanos e rurais quanto aos direitos trabalhistas. devem ser pagos o décimo terceiro salário proporcional e as férias proporcionais.

Errada. c) Aposentadoria provisória. c/c os arts. Embora a licençamaternidade tenha algumas peculiaridades. d) Também aos trabalhadores rurais é obrigatória a concessão de um intervalo mínimo de 1 (uma) hora para repouso e alimentação. desde a EC 28/2000. sabemos que não mais existe. e) No caso dos trabalhadores domésticos. inclusive para eventual contagem diferenciada do prazo prescricional. É a regra. a partir de liberalidade do empregador) fazem jus ao benefício do segurodesemprego. Ver videoaula nº 20. 68 e 149. Ver videoaula nº 154. Correta. da CLT. por oportuno. c) Em se considerando as empresas de reflorestamento. Errada. Quem assistiu às aulas do Curso Completo (videoaulas 14 e 15) ou ao menos se preocupou em dar uma lidinha na Deixadinha nº 35 acertou a questão sem maiores problemas. §2º.626/1974. motivo pelo qual dependem de ato voluntário do empregador. §1º. 475. somente se poderia falar em contagem diferenciada do prazo prescricional como regra de transição. pois se trata de hipótese de suspensão contratual (art. 5º da Lei nº 5. pois se trata de hipótese de suspensão contratual (art. Neste sentido. 543. Errada. caput. conforme art. que a alegação de que será interrupção se houver previsão contratual ou em norma coletiva de pagamento dos salários e demais verbas ao empregado não tem o condão de colocar em dúvida a assertiva. da CLT). o FGTS é facultativo para o empregador doméstico. a) Licença-maternidade empregada gestante. seguida pela ESAF desde sempre. c/c a Súmula 160 do TST. quando se ativarem no campo.213/91). conforme art. embora a OJ nº 38 da SBDI-1 do TST se refira à prescrição do rurícola.889/1973. para as hipóteses anteriores à referida Emenda. os trabalhadores serão considerados rurais. c/c o art.859/1972. b) Eleição para cargo de direção sindical. 43 e 47 da Lei 8. 7º da Lei nº 5. em caso de trabalho contínuo de duração superior a 6 (seis) horas. sendo o trabalhador considerado incapaz para trabalhar. 28.Correta. 116 . conforme artigos 3º-A e 6º-A da Lei 5. diferença de tratamento entre o empregado urbano e o rurícola em relação à prescrição. classifica a hipótese como de interrupção do contrato de trabalho. 5º. exercendo tarefas próprias aos rurícolas. observados os usos e costumes da região. tendo em vista que os trabalhadores em empresas de florestamento e reflorestamento são tidos como rurícolas ainda que se ativem em área urbana. Com efeito. como o pagamento do salário (salário-maternidade) a cargo da Previdência. e no caso não comporta este tipo de ilação. Correta. Observe-se. Ver videoaulas nº 65. sendo que somente os empregados domésticos vinculados ao regime do FGTS (portanto. da Correta.889/1973. o FGTS e o segurodesemprego estão previstos em norma de caráter dispositivo.Assinale a única opção que enseja a interrupção do contrato de trabalho. a doutrina dominante. Portanto. foi inclusive mencionada na videoaula nº 68 uma questão anterior da ESAF. Ver videoaula nº 15. Ver videoaula nº 14. Ademais. Ver videoaula nº 148. do Decreto nº 73.

a existência de diferenças da indenização compensatória de 40% sobre o FGTS. Correta. b) O pedido de demissão ou recibo de quitação de rescisão. “a” e “b”. pois na hipótese de pedido de demissão com dispensa do aviso prévio o empregador terá até o décimo dia. 30. como regra. pelo que deve-se interpretar que a multa é cabível em todos os casos. CLT). notadamente mediante os famosos recibos de quitação “plena e irrestrita” dos direitos trabalhistas. Dessa forma. pois é outra hipótese de suspensão contratual (art. só será válido quando feito com a assistência do respectivo Sindicato ou perante a autoridade do Ministério do Trabalho e Previdência Social. o plano de adesão voluntária não tem o condão de substituir a gama de direitos conferidos ao trabalhador. c/c o art. Errada. da CLT. e formada por representantes dos trabalhadores e da empregadora. nos termos do disposto no art. Ver videoaula nº 15. do contrato de trabalho. CLT) não faz qualquer distinção relativa à modalidade de rescisão contratual operada. constatando o trabalhador. para proceder ao pagamento das verbas rescisórias devidas. não é permitido ao trabalhador renunciar a direitos trabalhistas no âmbito extrajudicial. contado da comunicação do pedido de demissão. tendo em vista a parte final da assertiva. d) O pagamento das parcelas constante do instrumento de rescisão ou recibo de quitação deverá ser efetuado em até um dia útil nas hipóteses de término do contrato a prazo e de pedido de demissão. §6º. a) Em face do princípio da autonomia da vontade. 477. Errado. Errada. pelo que se aplicam os mesmos efeitos da dispensa imotivada. após a homologação da rescisão contratual. firmado por empregado com mais de 1 (um) ano de serviço. a comissão de conciliação prévia não tem atribuição para prestar assistência à homologação da rescisão do contrato de trabalho (art.Marque a opção correta. §8º. Ver videoaula nº 303. Errada. salvo no caso em que o documento seja confeccionado e assinado perante comissão instituída pela empresa.d) Atendimento a encargo público. e) Prisão provisória do empregado. 472 da CLT). na hipótese de cumprimento de mandato político eletivo. porque é hipótese de suspensão contratual (não há pagamento de salários nem contagem do tempo de serviço). 477. acaso tenha conferido ao empregador ampla quitação na transação extrajudicial realizada para adesão ao plano de demissão voluntária. 483. em razão de depósitos insuficientes do período contratual. somados a eventuais benefícios normalmente oferecidos pelo empregador para que o empregado se interesse pela adesão. Errada. inclusive na dispensa por justa causa. §1º. 477. 117 . Dada a indisponibilidade que caracteriza. Ver videoaula nº 15. Ver videoaula nº 304. as normas trabalhistas. tendo em vista que o dispositivo aplicável (art. Ver videoaula nº 304. c) A multa por atraso no pagamento das verbas rescisórias incide mesmo nos casos em que a rescisão contratual tenha-se operado por prática de justa causa pelo trabalhador. com dispensa do aviso prévio. estará impedido de postulá-las. Com efeito. §8º.

Ver videoaula nº 304.Assinale a opção correta. como também os direitos previdenciários (art. II. XXXIII. no curso de programa social sob responsabilidade de entidade governamental ou não governamental sem fins lucrativos. Ver videoaula nº 159.e) Conforme previsão legal pertinente ao tema. §2º. Nesses casos. no caso de trabalhador analfabeto. Errada. da CRFB/88). de ato de 118 . 2º. da CLT. 2º. enquanto o órgão gestor de mão-de-obra detém responsabilidade subsidiária por tais encargos. Correta. 31. acaso o ato seja acompanhado por duas testemunhas. pois o operador portuário e o OGMO são solidariamente responsáveis pelo pagamento dos encargos trabalhistas e das contribuições previdenciárias. por contrariar a literalidade do art. §4º. 477. Joana desobedeceu norma de caráter geral da empresa. conforme art. João e Joana. poderão ser dispensados com justa causa pela prática. conforme a literalidade do art. Errada.719/1998. b) O caráter educativo do trabalho desenvolvido pelo adolescente. Mário. Ver texto-resumo do Capítulo 28 do Curso Completo. o pagamento das verbas rescisórias poderá ser realizado em dinheiro ou cheque. porque o trabalho é proibido aos menores de 14 anos mesmo na condição de aprendiz. diretamente portuário avulso. da Lei nº 9. do ECA. na escalação diária do trabalhador portuário avulso deverá sempre ser observado um intervalo mínimo de onze horas consecutivas entre duas jornadas. a) O operador portuário é o responsável principal pelo pagamento dos encargos trabalhistas. sendo lícito o trabalho aos maiores de 16 anos. das contribuições previdenciárias e demais obrigações devidas ao trabalhador portuário. pois o trabalhador analfabeto deverá receber o seu salário necessariamente em dinheiro. TRT/ALAGOAS TÉCNICO – 2008 – FCC – 31. João utilizou-se do email corporativo da empresa empregadora para enviar material pornográfico. respectivamente. nos termos do art.719/1998. deverá ser feito apenas em espécie. pois a atribuição em referência é do OGMO. e aos maiores de 14 anos. ao trabalhador Errada. conforme art. d) É proibido qualquer trabalho a menores de 14 (quatorze) anos de idade. e não do operador portuário. na condição de aprendiz. 4º. hipótese em que serão assegurados ao adolescente apenas os direitos trabalhistas. 8º da Lei nº 9. asseguramse ao aprendiz não só os direitos trabalhistas. II. Além disso. constantes de acordo ou convenção coletiva de trabalho. 7º. da Lei nº 9. e) Salvo em situações excepcionais. é descaracterizado quando há participação na venda dos produtos da atividade exercida. 68. Mário falsificou certidão de nascimento de filho para receber salário-família. Ver texto-resumo do Capítulo 28 do Curso Completo. Ver videoaula nº 159. caso contrário.719/1998. salvo na condição de aprendiz. Errada. Errada. Ver videoaula nº 159. c) Cabe ao operador portuário efetuar o pagamento da remuneração pelos serviços executados e das parcelas referentes a décimo terceiro salário e férias.

“A indisciplina no serviço consiste no descumprimento de ordens emanadas em caráter geral. 3ª Ed. (D) incontinência de conduta. pois a rigor não é matéria trabalhista. Daniela e Dora são empregadas da empresa XXCC. que leva à perturbação do ambiente de trabalho ou mesmo prejudica suas obrigações contratuais. incontinência conduta e insubordinação. percebe-se que a banca seguiu exatamente o entendimento do Prof.(A) improbidade. (D) Daniela e Ana. como a prática de obscenidades e pornografia nas dependências da empresa”. e sim previdenciária. Por sua vez. Diana. Peço licença então para citar o ilustre professor: “Consiste o ato de improbidade na desonestidade. dadas diretamente pelo empregador ou pelo superior hierárquico ao obreiro”. Assim. 2005. (E) Aline e Diana. (A) Aline e Dora. Comentário: Outra questão estranha. Aline. 254/258). (SARAIVA. a banca desconsiderou tal fato e incluiu o salário-família no conteúdo programático de Direito do Trabalho. (E) indisciplina. Renato Saraiva. que provoque risco ou prejuízo à integridade patrimonial do empregador ou de terceiro. 32. sendo inclusive previsto na lei de benefícios da Previdência Social (Lei nº 8. Aline possui um casal de gêmeos com 14 anos de idade. Não obstante. ato lesivo da honra praticado em serviço e insubordinação. direcionadas a todos os empregados (…). (B) Ana. Ana. fraude.213/1991. Não sei se por conveniência ou por falta de rigor técnico. de de insubordinação consiste no descumprimento de ordens pessoais de serviço. Com efeito. a 119 . bem como (C) incontinência de conduta. Daniela e Dora. Diana. pg. exceto o doméstico. má-fé do obreiro. (…) Podemos citar como exemplo (…) a falsificação de documentos para obter vantagem ilícita na empresa…” “Incontinência de conduta é o desregramento ligado à vida sexual do indivíduo. o salário-família está previsto nos artigos 65 a 70 da Lei nº 8. mau procedimento e indisciplina. sendo beneficiários dele os segurados empregados. incontinência conduta e indisciplina. Pois bem. Diana possui uma filha de 13 anos de idade. com o objetivo de alcançar vantagem para si ou para outrem. Daniela possui uma filha de 11 anos de idade e Dora possui um filho inválido com 33 anos de idade. a natureza jurídica do salário-família é benefício previdenciário. o gabarito é letra “B”. urbanos ou rurais. Daniela e Dora. (B) improbidade. Renato. terão direito ao saláriofamília apenas. um dos autores mais indicados para concursos para analista e técnico dos TRT. Nesses casos. Direito do Trabalho Para Concursos Públicos.213/1991). mau procedimento e insubordinação. pois a doutrina é extremamente oscilante no tocante à caracterização das hipóteses legais de falta grave. Comentário: Esta questão poderia dar “pano para manga”. São Paulo : Editora Método. Ana possui um filho com 17 anos de idade. (C) Diana.

o trabalhador avulso, que tenham filhos menores de 14 anos ou inválidos de qualquer idade. Isso posto, das empregadas da empresa XXCC mencionadas no enunciado da questão apenas Diana, Daniela e Dora terão direito ao salário-família (gabarito letra “C”). 33. Carlos, César e Cícero trabalham na empresa DDAA. Durante o período aquisitivo de férias Carlos possuiu 5 faltas injustificadas, César possuiu 12 faltas injustificadas e Cícero possuiu 8 faltas injustificadas. Nesses casos, de acordo com a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), Carlos, César e Cícero terão direito, respectivamente, a (A) 24, 18 e 12 dias de férias. (B) 30, 24 e 18 dias de férias. (C) 24, 18 e 18 dias de férias. (D) 30, 24 e 24 dias de férias. (E) 30, 24 e 15 dias de férias. Comentário: Aplicação literal do art. 130 da CLT. Gabarito letra “D”. 34. Mário, empregado da empresa KILO, registrou sua candidatura como diretor suplente do sindicato de sua categoria de trabalho. Passadas as eleições, Mário recebeu a boa notícia de que havia sido eleito. Neste caso, Mário (A) poderá ser dispensado a qualquer momento, tendo em vista que foi eleito como diretor suplente de sindicato. (B) terá vedada a sua dispensa a partir do registro de sua candidatura até um ano após o final do seu mandato, salvo se cometer falta grave.

(C) terá vedada a sua dispensa a partir do resultado oficial das eleições até um ano após o final do seu mandato, salvo se cometer falta grave. (D) terá vedada a sua dispensa a partir do registro de sua candidatura até seis meses após o final do seu mandato, salvo se cometer falta grave. (E) terá vedada a sua dispensa a partir do resultado oficial das eleições até seis meses após o final do seu mandato, salvo se cometer falta grave. Comentário: O art. 543, §3º, da CLT, dispõe que “Fica vedada a dispensa do empregado sindicalizado ou associado, a partir do momento do registro de sua candidatura a cargo de direção ou representação de entidade sindical ou de associação profissional, até 1 (um) ano após o final do seu mandato, caso seja eleito inclusive como suplente, salvo se cometer falta grave devidamente apurada nos termos desta Consolidação.” Logo, o gabarito é letra “B”. 35. Considere as assertivas abaixo a respeito da jornada de trabalho. I. Não serão descontadas nem computadas como jornada extraordinária as variações de horário no registro de ponto não excedentes de cinco minutos, observado o limite máximo de dez minutos diários. II. A limitação legal da jornada suplementar a duas horas diárias não exime o empregador de pagar todas as horas trabalhadas. III. Os chefes de departamento não possuem direito ao pagamento de horas extras, uma vez que se equiparam aos gerentes.

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IV. Em regra, o tempo despendido pelo empregado até o local de trabalho e para o seu retorno, por qualquer meio de transporte, será computado na jornada de trabalho. É correto o que se afirma, APENAS, em (A) I, II e III. (B) II, III e IV. (C) III e IV. (D) II e III. (E) I e II. Comentário: Vejamos os itens um a um. I – correto, pela literalidade do art. 58, §1º, da CLT; II – correto, por aplicação de princípio geral do direito (vedação ao enriquecimento ilícito – no caso, do empregador) e pelo teor da Súmula 376 do TST; III – correto, pela literalidade do art. 62, II, da CLT; IV – incorreto, tendo em vista em regra o tempo de deslocamento do trabalhador não é computado em sua jornada de trabalho, nos termos do art. 58, §2º, da CLT. Assim, o gabarito é letra “A”. 36. A transferência do empregado que labora no período noturno para o período diurno de trabalho (A) não implicará na perda do direito ao adicional noturno, uma vez que a CLT veda a redução salarial. (B) não implicará na perda do direito ao adicional noturno, uma vez que este já se encontrava integralizado no salário do reclamante.

(C) implicará na perda do direito ao adicional noturno, mas fará jus o reclamante ao pagamento de multa no valor de três salários mínimos. (D) implicará na perda do direito ao adicional noturno, visto tratar-se de um benefício para a higidez física e mental do trabalhador. (E) implicará na perda do direito ao adicional noturno, mas fará jus o reclamante ao pagamento de multa no valor dos últimos cinco salários recebidos. Comentário: O trabalho noturno é considerado prejudicial à saúde e à higidez física do trabalhador, razão pela qual a transferência do horário noturno para o horário diurno é benéfica ao empregado. Assim, tal transferência implica na perda do adicional noturno, não cabendo qualquer tipo de indenização. Neste sentido, a Súmula 265 do TST. Gabarito letra “D”. 37. Eduardo solicitou a sua demissão da empresa XCV, tendo em vista que lhe foi oferecida outra oportunidade de trabalho com salário superior ao que está recebendo. Neste caso, Eduardo (A) só poderá deixar de cumprir o aviso prévio se a empresa empregadora autorizar expressamente, não podendo sofrer qualquer desconto no pagamento de suas verbas rescisórias. (B) não poderá deixar de cumprir o aviso prévio, tendo em vista que o empregador necessita deste prazo para recompor o quadro de funcionários da empresa. (C) poderá deixar de cumprir o aviso prévio, mas não poderá sofrer qualquer desconto no pagamento de suas verbas rescisórias, sendo

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garantia Magna.

social

prevista

na

Carta

desde que obedeça o prazo máximo total de 90 dias. Comentário: Os contratos a prazo determinado podem ser prorrogados uma única vez (art. 451 da CLT) e o contrato de experiência tem duração máxima de 90 dias (art. 445, parágrafo único, da CLT). Assim, da combinação dos dois dispositivos, temos que o contrato de Ana pode ser prorrogado uma única vez, pelo prazo máximo de 60 dias (de forma que a soma do contrato e da prorrogação não ultrapasse 90 dias). Gabarito letra “A”. 39. Mário, empregado da empresa TITO, será pai pela segunda vez. Porém, seu segundo filho nascerá da união estável que mantém com Joana. Neste caso, Mário (A) terá direito a licença paternidade, podendo não comparecer ao serviço pelo prazo de sete dias. (B) não terá direito a licença paternidade uma vez que não é casado legalmente com Joana. (C) terá direito a licença paternidade, podendo não comparecer ao serviço pelo prazo de três dias. (D) não terá direito a licença paternidade uma vez que a licença paternidade só é devida no nascimento do primeiro filho. (E) terá direito a licença paternidade, podendo não comparecer ao serviço pelo prazo de cinco dias. Comentário: A redação original do art. 473, III, da CLT, prevê que o empregado pode deixar de comparecer ao serviço, sem prejuízo do salário, “por um dia, em caso de nascimento de filho, no decorrer da primeira semana”. Entretanto, tal dispositivo foi alterado tacitamente pelo art. 7º, XIX, da

(D) poderá deixar de cumprir o aviso prévio, mas o não cumprimento pode ensejar o desconto de até 30% do salário recebido pelo reclamante. (E) poderá deixar de cumprir o aviso prévio, mas o não cumprimento pode ensejar o desconto dos salários correspondentes ao prazo respectivo. Comentário: O trabalho humano é livre, pelo que ninguém é obrigado a trabalhar (ou a continuar trabalhando) para quem quer que seja. Entretanto, se o empregador pede demissão e não cumpre o aviso prévio o empregador pode descontar das verbas rescisórias os salários correspondentes ao prazo do aviso prévio, nos termos do art. 487, §2º, da CLT. Logo, o gabarito é letra “E”. 38. A empresa FIGA celebrou contrato de experiência com Ana pelo prazo de 30 dias. Quando terminar o prazo contratado a empresa pretende prorrogar o referido contrato. Neste caso, a empresa (A) poderá prorrogar o contrato uma única vez pelo prazo máximo de 60 dias. (B) não poderá prorrogar o contrato sob pena de ser considerado o contrato por prazo indeterminado. (C) poderá prorrogar o contrato quantas vezes forem necessárias desde que obedeça o prazo máximo total de 120 dias. (D) poderá prorrogar o contrato uma única vez pelo prazo máximo de 90 dias. (E) poderá prorrogar quantas vezes forem o contrato necessárias

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De acordo com a CLT. gratificações ajustadas. abonos pagos pelo empregador e as ajudas de custo. percentagens. integram o salário. de cinco dias.A improbidade é motivo para a demissão do empregado por justa causa. Resta esclarecer. relacionada ou não com o trabalho. A afirmativa está correta. 457. 482 da CLT como motivo de justa causa que justifica a rescisão do contrato de trabalho por parte do empregador. Gabarito letra “E”. inciso XIX”. dentre outras verbas. salvo se cometerem falta grave. qual seja. ajudas de custo e diárias para viagens que não excedam 50% do salário percebido pelo empregado. diárias para viagens que excedam 50% do salário percebido pelo empregado e abonos pagos pelo empregador. §1º da CLT. titulares e suplentes. 123 . TRT/ES. Constitui improbidade o ato lesivo contra o patrimônio da empresa. 7º. correta. Comentários: De acordo com o art. Os livros e as apostilas conceituam improbidade como a conduta do empregado que lesa o patrimônio da empresa ou mesmo de terceiro. licença remunerada concedida por lei ao empregado que. até 1 (um) ano após o final do mandato. a extorsão. do ADCT. Como ainda não existe lei regulamentando a matéria. percentagens. ajudas de custo e diárias para viagens que excedam 50% do salário percebido pelo empregado. os quais prevêem o prazo de cinco dias para a licença-paternidade. §1º. a afirmativa está 2 . até que “a lei venha a disciplinar o disposto no art. gratificações ajustadas. (C) as comissões. Como exemplo de improbidade temos o roubo.É vedada a dispensa dos representantes dos empregados membros das comissões de conciliação prévia. a apropriação indébita etc. CESPE. por oportuno. 40. §1º. 10. (D) as comissões. (B) as comissões. Gabarito letra “C”. diárias para viagens que não excedam 50% do salário percebido pelo empregado e abonos pagos pelo empregador. não só a importância fixa estipulada. Comentário: Literalidade do art. até um ano após o final do mandato. percentagens. 1 . vale o prazo previsto no ADCT. 2009. o furto. nos termos da lei”. 625-B. “é vedada a dispensa dos representantes dos empregados membros da Comissão de Conciliação Prévia. Dessa forma. que a chamada “licença-paternidade” nada mais é que um caso de interrupção do contrato de trabalho. percentagens. salvo se cometerem falta grave. ou de terceiro. da CLT.CRFB/88. como também (A) as comissões. percentagens. relacionado ou não com o trabalho. isto é. (E) as comissões. Comentários: A improbidade está arrolada no art. titulares e suplentes. preencha a condição estipulada. no curso do contrato de trabalho. c/c o art. gratificações ajustadas. ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA.

Comentários: Conforme o §2º do art. desde a candidatura até 1 ano após o final do mandato.Considere que. “a”. a afirmativa está errada. “O salário mínimo pago em dinheiro não será inferior a 30% (trinta por cento) do salário mínimo fixado para a região. que pode ser provada por outros meios de prova. Dessa forma. zona ou subzona”. o suplente da CIPA goza da garantia de emprego prevista no art. 4 .2002). a afirmativa está Comentários: Conforme a súmula 339 do TST. A decisão a seguir mostra bem o entendimento do TST a respeito da ocorrência policial: JUSTA CAUSA CONFIGURAÇÃO JUSTA CAUSA – Necessidade de boletim de ocorrência.02.3 . não há tal exigência na lei. isso. Por tudo errada. por isso a afirmativa está errada. do ADCT. (TRT 2ª R. 457 da CLT. Quanto à necessidade de providenciar a ocorrência policial do fato.A ajuda de custo paga ao empregado para a cobertura de despesas na sua transferência para outra localidade integra o seu salário para todos os efeitos. "não se incluem nos salários as ajudas de custo. Pelo fato da ajuda de custo ter natureza indenizatória não integra o salário. o empregado eleito para cargo de direção da comissão interna de prevenção de acidentes (CIPA). constituem justa causa para rescisão do contrato de trabalho pelo empregador. Boletim de ocorrência é elemento meramente informativo à autoridade policial para que tome as providências que entender cabíveis.Empregado eleito como suplente para cargo de direção da comissão interna de prevenção de acidentes (CIPA) goza da estabilidade provisória desde o registro de sua candidatura até um ano após o final de seu mandato. goza de estabilidade provisória. o salário pago em utilidades não deve ser mais que 70% do salário contratual do empregado. Comentários: Conforme o parágrafo único do art. alínea “j”. para que o empregador possa aplicar a justa causa. – RO 20010184818 – (20020067717) – 3ª T. 82 da CLT. como por tetemunhas. no horário normal de expediente.Os empregados de empresas distribuidoras e corretoras de títulos e valores mobiliários têm direito à 124 . – Rel. salvo em legítima defesa própria ou de outrem.A totalidade do salário pode ser paga em utilidades. em determinada empresa. que são prestações in natura que a empresa fornece habitualmente aos empregados por força do contrato de trabalho. 482. Comentários: Segundo o art. ofensas físicas praticadas contra qualquer pessoa. um empregado tenha agredido fisicamente um colega de trabalho. A afirmativa está correta. Juiz Sérgio Pinto Martins – DOESP 15. Ainda que suplente. 6 . 10. assim como as diárias para viagem que não excedam de 50% (cinqüenta por cento) do salário percebido pelo empregado" (grifei). deve providenciar a ocorrência policial do fato na delegacia de polícia competente. 5 . Dessa forma. II. Nessa situação. 7 . Tal documento não é fundamental para a caracterização da justa causa.

Assim. deverá ser pago a mais apenas o adicional por trabalho extraordinário. na forma da lei. o adicional é devido. condições ou métodos de trabalho. 189 da CLT. está errada. não implica a repetição do pagamento das horas excedentes à jornada normal diária.O trabalho executado em condições insalubres. salvo se houver norma coletiva em sentido contrário. em caráter intermitente.O acordo individual pactuado entre um empregado e o empregador com o objetivo de compensação de horas não possui qualquer validade. 9 .O acordo individual para compensação de horas é válido. XXIII. inclusive quando encetada mediante acordo tácito. é perfeitamente possível que a compensação de horas possa ser ajustada por acordo individual de trabalho desde que seja feito por escrito e não haja acordo coletivo ou convenção coletiva em sentido contrário. insalubres ou perigosas. Nesta hipótese. A alternativa. II . a afirmativa está errada. de forma proporcional ao tempo de exposição. da CF/1988 estabelece que o empregado tem direito ao “adicional de remuneração para as atividades penosas. portanto. por sua natureza. Portanto. as horas que ultrapassarem a jornada semanal normal deverão ser pagas como horas extraordinárias e. 125 . Comentários: trabalho especial dos Conforme a súmula 119 do TST: Os empregados de empresas distribuidoras e corretoras de títulos e valores mobiliários não têm direito à jornada especial dos bancários. o direito à percepção do respectivo adicional”. IV . Comentários: Conforme o art. Comentários: Essa afirmativa poderia ser resolvida com o conhecimento da respeito da súmula 85 do TST: I . não afasta. O art.” Poderia surgir a seguinte dúvida: Se o empregado não trabalha continuamente em condições insalubres ainda assim tem direito a esse adicional? A súmula 47 do TST responde a esse questionamento: “O trabalho executado em condições insalubres.jornada de bancários. se não dilatada a jornada máxima semanal. “serão consideradas atividades ou operações insalubres aquelas que. 8 .A compensação de jornada de trabalho deve ser ajustada por acordo individual escrito. quanto àquelas destinadas à compensação. exponham os empregados a agentes nocivos à saúde.O mero não-atendimento das exigências legais para a compensação de jornada. se por exemplo. acima dos limites de tolerância fixados em razão da natureza e da intensidade do agente e do tempo de exposição aos seus efeitos”. só por essa circunstância. afasta o direito de recebimento do adicional de insalubridade. sendo devido apenas o respectivo adicional. o empregado trabalha parte da sua jornada com ruídos considerados insalubres.A prestação de horas extras habituais descaracteriza o acordo de compensação de jornada. Assim. 7º. III . se realizado em caráter intermitente. acordo coletivo ou convenção coletiva.

2009. em tantos dias quantos os do excesso. Para que uma empresa possa conceder aos seus empregados férias coletivas. não realizarem os atos dentro dos prazos fixados serão descontados em seus vencimentos. 712 da CLT do candidato: "Os serventuários que. CLT). Analista Judiciário – Área Judiciária. o Cespe considerou a afirmação errada. Cespe. Técnico Judiciário – Área Administrativa. 2) TRT/ES. a afirmativa do Cespe está errada 1) TRT/ES. Técnico Judiciário – Área Administrativa. A afirmativa “Para que uma empresa possa conceder aos seus empregados férias coletivas. Se as férias fossem coletivas. 2009. em tantos dias quantos os do excesso". 1) TRT/ES. dentro dos prazos fixados.Os serventuários que. a afirmativa está correta. “caput”. mas um deles não pode ser inferior a 10 dias corridos (§1º do art. pois a regra é que as férias não podem ser fracionadas. A segunda afirmação “A conversão de um terço do período de férias em dinheiro depende da concordância expressa do empregador” é um pouco polêmica. 2009. mas o fracionamento não pode ser inferior a 15 dias corridos” está errada. não realizarem os atos. 134.Dessa forma. Cespe. deve solicitar a autorização prévia do sindicato dos TRT/ES. no gabarito provisório. as férias serão sempre concedidas de uma só vez”. 134 da CLT é claro ao estabelecer que “aos menores de 18 (dezoito) anos e aos menores de 50 (cinquenta) anos de idade. devendo ser concedidas em um só período (art. A afirmação “Inadmite-se o fracionamento das férias aos menores de 18 anos e aos maiores de 50 anos de idade” está certa. sem motivo justificado. Assim. 134. deve solicitar a autorização prévia do sindicato dos trabalhadores e da Superintendência Regional do Trabalho. Inadmite-se o fracionamento das férias aos menores de 18 anos e aos maiores de 50 anos de idade. CESPE. Analista Judiciário – Área Judiciária. Todavia. O período de gozo de férias pode ser fracionado. A conversão de um terço do período de férias em dinheiro depende da concordância expressa do empregador. 126 . Cespe. pois há um entendimento recente que defende que o empregador compra se quiser. mas. sem motivo justificado. em casos excepcionais. TÉCNICO JUDICIÁRIO – ÁREA ADMINISTRATIVA. CLT). Comentários: A afirmativa cobra o conhecimento literal do parágrado único do art. 2009. Cespe. Comentários: A afirmativa “O período de gozo de férias pode ser fracionado. 1 . mas o fracionamento não pode ser inferior a 15 dias corridos. nenhum dos dois períodos poderá ser inferior a 10 dias corridos (§1º do art. 2009. poderá haver fracionamento em dois períodos. 2) TRT/ES. serão descontados em seus vencimentos. devemos ter o seguinte raciocínio numa prova do Cespe: a venda de um terço das férias é faculdade do empregado e independe de concordância do empregador. CLT). 139. uma vez que o §2º do art. Se no gabarito definitivo essa resposta for mantida.

é correto afirmar: (A) Deve ser necessariamente cumprido entre 25 e 44 horas semanais. se a prestação de serviços foi realizada. Lei nº 8.036/90. 139 da CLT. Comentários: Como já disse anteriormente. no Direito do de TRT-PI/ FCC/ ANALISTA – ÁREA JUDICIÁRIA/ 2004.O trabalhador cujo contrato de trabalho tenha sido declarado nulo por ter sido admitido no serviço público sem concurso público (artigo 37. (C) ao aviso prévio. conforme o art. 1 . (D) Trabalho em regime de tempo parcial é aquele cuja duração não exceda a 25 horas semanais. (C) Os empregados admitidos sob o regime de tempo parcial receberão o mesmo salário nominal que aqueles que cumprem as mesmas funções em tempo integral. (B) à gratificação de natal.58-A da CLT determina que “considera-se trabalho em tempo parcial aquele cuja duração não exceda a 25 (vinte e cinco) horas semanais”. também (A) ao seguro desemprego. Assim. Comentários: O art. portanto. Segundo o §2º do art. desde que pactuado individualmente com o empregador. (B) Os atuais empregados não podem optar pelo regime de trabalho em tempo parcial. A alternativa correta.036/90. 37 da CR/88. Todavia.No trabalho em regime de tempo parcial. sob pena de caracterizar enriquecimento sem causa do empregador. TRT/ 5ª REGIÃO/ FCC/ ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA ADMINISTRATIVA. o órgão local do Ministério do Trabalho (e Emprego) que era denominado Delegacia Regional do Trabalho. (D) aos depósitos do FGTS na conta vinculada. agora passou a ser Superintendência Regional do Trabalho (e Emprego) pelo Decreto autônomo nº 6. § 2o da Constituição Federal). já que não há como voltar à situação anterior.trabalhadores e da Superintendência Regional do Trabalho” está errada. não há como o empregador devolver a mão-de-obra do empregado. produz ainda alguns efeitos. (E) à estabilidade decorrente acidente de trabalho. Conforme o §2º do Art. é a D. (E) Os empregados atuais poderão optar pelo regime em tempo parcial. a nãoobservância do concurso público para investidura em cargo ou emprego público implica em nulidade do ato e na punição da autoridade da responsável.341/2008 Trabalho. como a lei que dispõe sobre o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS). Só a título de curiosidade. A letra D é a correta. o ato. o empregador deverá simplesmente comunicar ao órgão local do Ministério do Trabalho. uma vez mantido o direito ao salário. 19-A da Lei nº 8. é devido o salário e o depósito do FGTS na conta vinculada do empregado. não é necessário solicitar autorização. faz jus. apesar de nulo. 127 . é importante lermos leis esparsas. 1 . 2003.

(D) os princípios gerais de direito. a alternativa correta é a A. Comentários: De acordo com o “caput” do art. (B) trinta dias. (B) entre os meses de fevereiro a novembro a antecipação da metade do valor devido a todos os empregados. deverá ser efetivado: (B) a analogia e os usos e costumes. Dessa forma.2 . a todos os empregados. e até o final do mês de dezembro a metade restante. pelo empregador aos empregados. incompatível com os trabalhistas. Comentários: O art. (A) sempre no mês de dezembro. (C) entre os meses de fevereiro a novembro. 59. 3 . as decisões da Justiça do Trabalho e das autoridades administrativas deverão considerar (A) o direito comum. exceto naquilo em que for incompatível com as normas deste título”. obrigatoriamente. no período máximo de 1 (um) ano. exclusivamente. preferencialmente. (C) cento e vinte dias. e até o dia vinte de dezembro a metade restante.Não existindo disposição legal trabalhista. (C) a jurisprudência exclusivamente. prevendo a compensação no período máximo de (A) sete dias. a todos os empregados. ou analogia. à soma das jornadas. O ajuste deverá ser feito por acordo ou convenção coletiva. o direito processual comum será fonte subsidiária do direito processual do trabalho. o excesso de horas em um dia for compensado pela correspondente diminuição em outro dia.Na hipótese de excesso de horas de trabalho em um dia. (E) no mês de dezembro. poderá ser dispensado o acréscimo de salário ao empregado desde que ajustada compensação pela correspondente diminuição em outro dia. salvo se preceitos Comentários: Conforme o art. (D) entre os meses de fevereiro a novembro a antecipação da metade do valor devido a todos os empregados. de maneira que não exceda. nem seja ultrapassado o limite máximo de 10 (dez) horas diárias. de uma só vez. de uma só vez. Assim. a todos os empregados. 769 da CLT estabelece que “nos casos omissos. 4 . poderá ser dispensado o acréscimo de salário se. de uma só vez.749/65. 2º da Lei 4. por força do acordo ou convenção coletiva de trabalho. exclusivamente. o adiantamento da gratificação natalina (ou décimo terceiro) deverá acontecer entre os meses de fevereiro a novembro de 128 . Cabe ressaltar ainda que o título em que esse artigo está inserido é “Do processo judiciário do trabalho”. podendo.O pagamento do décimo terceiro salário (gratificação de natal). a alternativa correta é a D. (D)) um ano. ser parcelado em até duas vezes. §2º da CLT. (E) o direito comum como fonte subsidiária obrigatória em todos os casos. a critério do empregador. (E) dois anos.

tanto para a pecuária quanto para a agricultura. Assim. o art. TRT 6ª REGIÃO/ FCC/ ANALISTA JUDICIÁRIO . sua remuneração terá um acréscimo de 20% (vinte por cento). 73 da CLT estabelece que a hora noturna deverá ser computada como de 52 minutos e 30 segundos. diferente da hora noturna rural que é 60 minutos. pelo menos. no art. já que o trabalho rural possui dois horários: uma para a pecuária (ente as 20 e as 4 horas) e uma para a agricultura (entre as 21 as 5 horas). como a questão acima apresentada. Comentários: A CLT. devemos usar a regra geral. o trabalho noturno terá remuneração superior à do diurno e. trabalho urbano. aquele executado entre as 22 horas de um dia e as 5 horas do dia seguinte. c) a contagem do tempo de serviço. não estará obrigado a pagar esse adiantamento a todos os seus empregados de uma só vez. (D) jornada limitada a 6 (seis) horas diárias. Dessa forma. merece proteção especial consistente em (A) cômputo da hora noturna reduzida (52 minutos e 30 segundos) e remuneração acrescida de 20% sobre a hora diurna. 73 da CLT. Se a questão se referir a trabalho urbano ou for omissa. e) a garantia de emprego. determina que “salvo em casos de revezamento semanal ou quinzenal. Comentários: Como já tivemos a oportunidade de ver. Essa é a hora noturna do trabalho urbano. Há incompatibilidade entre o contrato de trabalho por prazo determinado e a) a prestação de serviços de caráter transitório. É considerado trabalho noturno. segundo o §2º do art. “caput”. TRT-ES/ 17ª REGIÃO/ÁREA ADMINISTRATIVA/JUDICIÁRIA/2004 . 73.cada ano. a alternativa correta é a letra B. (C) proibição do trabalho extraordinário e remuneração acrescida de 50% sobre a hora diurna. a alternativa correta é a letra A “Sendo o trabalho noturno mais penoso ao trabalhador. merece proteção especial consistente em cômputo da hora noturna reduzida (52 minutos e 30 segundos) e remuneração acrescida de 20% sobre a hora diurna”. b) o contrato de experiência. O §1º do art.ÁREA JUDICIÁRIA. 443 da CLT estabelece que: “O contrato individual de trabalho poderá ser acordado tácita ou expressamente.749/65. d) a forma não escrita. para esse efeito. Até o dia 20 de dezembro de cada ano deverá ser pago o restante da gratificação. ESPECIALIDADE EXECUÇÃO DE MANDADOS/ 2006. 1 . verbalmente ou por 129 . (E) período mínimo de 15 (quinze) horas de descanso entre uma jornada e outra. O empregador. conforme o §1º do art. 2º da Lei 4. Só devemos aplicar os horários do trabalho rural se a questão expressamente se referir a esse tipo de trabalho. sobre a hora diurna”. (B) repouso obrigatório de 10 (dez) minutos a cada 90 (noventa) minutos trabalhados.Sendo o trabalho noturno mais penoso ao trabalhador.

443. 443. e) mau insubordinação. CLT. se não terá de observar a garantia de emprego. Segundo o § 2º do art. Cabe ressaltar que o contrato por prazo determinado possui todas as garantias do contrato por prazo indeterminado. exceto o que diz respeito à extinção. 443. Atividade empresarial transitório.. mesmo se a empregada ficar grávida. O contrato por prazo determinado só necessariamente deverá ser escrito nos contratos de experiência. CLT. o termo pode ser certo ou incerto. uma data certa para a expirar. mas no último dia termina o pacto laboral. Se houver mais de uma prorrogação o contrato transforma-se em indeterminado desde o início. Por tudo isso. a retenção de valores que pertencem à empresa.) as partes já sabiam desde o início quando terminaria o pacto laboral. bem como o descumprimento de ordens gerais configuram. O contrato de experiência também é uma das causas que autorizam a contratação por prazo determinado de acordo com o art. Contrato de experiência. 1 . o contrato termina de forma natural. pois as partes sabiam que o contrato de trabalho terminaria no último dia acordado. a letra correta é a E.. “b” da CLT. Assim.Para efeito de justa causa de rescisão do contrato de trabalho pelo empregador. Assim. não há prorrogação. o contrato será considerado indeterminado desde o início. de conduta e habitual e mau c) improbidade e desídia. Nos por motivo de transitoriedade da atividade ou do serviço. d) improbidade e indisciplina. já que há termo certo para o contrato ser extinto. já que é uma das causas que permitem a contratação por prazo determinado. suspensão ou interrupção do contrato de trabalho. Somente é aceita uma única prorrogação durante o prazo máximo de vigência. pouco importando se a pessoa tem ou não garantia de emprego. §2º. a) incontinência indisciplina. b) negociação procedimento. conforme a alínea “a”. o contrato a prazo determinado tem um termo. procedimento e 130 . fica claro que há incompatibilidade entre o contrato de trabalho por prazo determinado e a garantia de emprego. Alcançado o termo certo. pelo empregado. Tanto o empregador como o empregado sabiam desde o primeiro dia do pacto quando este terminaria.escrito e por prazo determinado ou indeterminado” (grifamos). apenas há a cessação do contrato de trabalho no último dia acordado”. respectivamente. Segundo a lição de Sérgio Pinto Martins. de ou a Dessa forma. os motivos para a contratação por prazo determinado são os seguintes: Serviço cuja natureza transitoriedade justifique predeterminação de prazo. nem violando a lei. o empregador não está impedindo o empregado de trabalhar. Isto é. § 2º do art. mas se extrapolado o prazo máximo de 2 anos. A prestação de serviços de caráter transitório é plenamente compatível com o contrato de trabalho por prazo determinado. caráter TRT-SP/ 2ª REGIÃO/ÁREA ADMINISTRATIVA/2004. “(. Assim.

Como exemplo o assédio sexual. d) condenação criminal do empregado. c) negociação habitual por conta própria ou alheia sem permissão do empregador. que configuram a incontinência de conduta”. e quando constituir ato de concorrência à empresa para a qual trabalha o empregado. malícia. passada em julgado. ou de Sérgio Pinto Martins conceitua justas causas já referidas. caso não tenha havido suspensão da execução da pena. nas mesmas condições. própria ou de outrem. O autor já referido afirma que a negociação habitual diz respeito à negociação praticada pelo empregado sem permissão do empregador e com habitualidade. l) prática constante de jogos de azar”. j) ato lesivo da honra dou da boa fama praticado no serviço contra qualquer pessoa. a pornografia. A improbidade revela mau caráter. São obscenidades praticadas a libertinagem. independe do valor da coisa subtraída”. Tudo o que não possa ser encaixado em outras faltas será classificado no mau procedimento”. Já que caso houver permissão do empregador. imoralidade. e) desídia no desempenho respectivas funções. k) ato lesivo da honra ou da boa fama ou ofensas físicas praticadas contra o empregador e superiores hierárquicos. maldade. salvo em caso de legítima defesa. Quanto à condenação criminal. ou ofensas físicas. perversidade. Mas devemos nos ater ao fato de haver necessidade de sentença transitada em julgado. h) ato de indisciplina insubordinação. própria ou de outrem. as 131 . Não há necessidade de ser feito boletim de ocorrência para a caracterização da falta. Como exemplo o empregado surpreendido nas proximidades do local de trabalho sem permissão para sua retirada. pois a lei é bem clara. i) abandono de emprego. dispensa-se comentários. salvo em caso de legítima defesa. g) violação de segredo da empresa. Conceitua também incontinência de conduta ligando-a “ao desregramento do empregado no tocante à vida sexual. 482 da CLT. desonestidade. Mas afirma que “o mau procedimento vem a ser um ato faltoso que não pode ser enquadrado nas demais alíneas do art. ímproba é uma pessoa que não é honrada. b) incontinência de conduta ou mau procedimento. ato de improbidade “significa má qualidade. que. O mesmo ocorre se não houver habitualidade.Comentários: O art. a apropriação indébita de importância da empresa. ou for prejudicial ao serviço. o empregado justificar suas faltas com atestados médicos falsos etc. Para Pinto Martins “o empregado labora com desídia no desempenho de suas f) embriaguez habitual ou em serviço. inclusive. a falsificação de documentos para obtenção de horas extras não prestadas. a justa causa não será caracterizada. das Para esse autor. O ato ensejador da falta grave pode ocorrer com furto ou roubo de materiais da empresa. 482 da CLT dispõe o seguinte: “Constituem justa causa para rescisão de contrato de trabalho pelo empregador: a) ato de improbidade.

desinteresse. Se a prática é isolada. Não são ordens gerais do próprio empregador. fórmulas do empregador. do encarregado. relaxamento”. v. no serviço. loterias. por exemplo. mas ordens do chefe. em ordens de serviço. por conseguinte. o empregador e superiores hierárquicos. indiferença. Afirma que a embriaguez ”é proveniente de álcool ou de drogas. Como calúnia. omissão. bastando apenas a ofensa física. não há a justa causa. o empregado trabalhar externamente. É importante destacar que a indisciplina diferencia da insubordinação pelo fato de a insubordinação estar “ligada ao descumprimento de ordens pessoais de serviço. preguiça. como o fato de o empregado não fazer serviço que lhe foi determinado no dia. A falta grave independerá da existência de lesão corporal ou ferimento. circulares. má vontade. A embriaguez em serviço não precisa ser habitual. dominó. injúria e difamação. Se o empregado ferir a honra ou boa fama do empregador ou superiores hierárquicos. indolência. em alguns casos. portarias. sem seu consentimento. descumpre as ordens gerais dadas pelo empregador. Mas aceita também prazos menores se puder comprovar que o empregado não mais quis retornar ao trabalho. configurando prejuízo àquele”. Para esse mesmo autor “a falta grave ocorre quando o empregado continuamente pratica jogos de azar. Se a ordem do superior é imoral ou ilegal não se configura a insubordinação” (Sérgio Pinto Martins). A jurisprudência. somente o empregado embriagado será demitido e não aquele que vez ou outra toma um aperitivo e não fica embriagado. estará caracterizada a justa causa por motivo de ato lesivo à honra e à boa fama. Para a caracterização da embriaguez habitual há necessidade de sua repetição.. desleixo. A ofensa física ocorre no local de trabalho. O empregado.funções quando o faz com negligência. própria ou de outrem. porém. bingo. se o jogo é ou não a dinheiro. g. desde que agindo o empregador moderadamente”. desatenção. Há. displicência. a embriaguez no serviço pode ser caracterizada apenas por uma falta”. ligadas ao serviço. o que não deveria ser tornado público. Configura-se indisciplina se o empregado se recusa a ser revistado na saída do serviço. ou poucas vezes. Quanto à indisciplina assegura que essa “diz respeito ao descumprimento de ordens gerais de serviço. No entanto. uma única vez. Ele afirma ainda que “a lei trabalhista tipifica como justa causa embriaguez e não o ato de beber. Pinto Martins defende que “comete falta grave de violação de segredo da empresa o empregado que divulga marcas e patentes. como o fato de um empregado esmurrar outro”. salvo em caso de legítima defesa. como as contidas no regulamento da empresa. roleta. fixa o período de 30 dias para caracterizar esse abandono. Pinto Martins assegura que ocorre “a ofensa física com a agressão do empregado contra qualquer pessoa. mas poderá (correr fora do local de trabalho se. de cartas. Pinto Martins assevera que para que o abandono de emprego seja caracterizado é preciso que tenha havido faltas durante certo período no serviço e esteja clara a intenção do empregado de não retornar ao emprego. rifas não autorizadas 132 . bacará. Os jogos de azar podem ser: jogo do bicho. Configura-se de duas maneiras a embriaguez: habitual ou em serviço”. Pouco importa. a necessidade da habitualidade para a confirmação da falta grave em comentário.

desonestidade etc. indolência. Negociação habitual à negociação praticada pelo empregado sem permissão do empregador e com habitualidade. salvo em caso de legítima defesa. IV – O adicional de periculosidade não incide no cálculo do repouso semanal remunerado. portanto. Incontinência de conduta desregramento do empregado no tocante à vida sexual. exceto se pracista. maldade. sem seu consentimento. perversidade.como calúnia.ocorre quando o empregado continuamente. relaxamento etc. má vontade. fórmulas do empregador. o que não deveria ser tornado público. III – Os empregados que recebem um salário fixo mensal já têm incluído nesse valor a remuneração do repouso semanal. II – Computam-se no cálculo do repouso semanal remunerado as horas extras habitualmente prestadas. desatenção. fizemos o seguinte esquema: Ato de improbidade . imoralidade. 482 da CLT.descumprimento de ordens pessoais de serviço. preguiça. Letra “d”. própria ou de outrem. (TRT-16ª REGIÃO . indiferença. Condenação criminal . omissão. habitualmente pratica jogos de azar. Desídia à negligência.ÁREA JUDICIÁRIA) Considere as seguintes assertivas a respeito do repouso semanal remunerado: I – De acordo com a jurisprudência sumulada do TST. injúria e difamação. desinteresse. Podemos afirmar que a retenção de valores pertencentes à empresa caracteriza improbidade e que descumprimento de ordens gerais caracteriza indisciplina.proveniente de álcool ou de drogas e configura-se de duas maneiras a embriaguez: habitual ou em serviço. desleixo. o empregador e superiores hierárquicos. Ofensa física agressão do empregado contra qualquer pessoa. pediu para marcar que tipos de faltas seriam retenção por parte do empregado de valores que pertencem à empresa e também do descumprimento de ordens gerais por parte do empregado. Prática de jogos de azar . é devida a remuneração do repouso semanal dos dias feriados ao empregado comissionista.má qualidade.com sentença transitada em julgado. Embriaguez . mau caráter. Indisciplina à descumprimento de ordens gerais de serviço. 133 . É correto o que se afirma APENAS em: a) III e IV Ato lesivo à honra ou à boa fama do empregador ou superiores hierárquicos . Na questão da FCC. malícia.etc”.FCC/2009 ANALISTA JUDICIÁRIO . configurando prejuízo àquele. Violação de segredo da empresa divulgação por parte do empregado de marcas e patentes. Abandono de emprego .faltas durante certo período no serviço e esteja clara a intenção do empregado de não retornar ao emprego. displicência. Para memorização. Insubordinação . Mau procedimento à ato faltoso que não pode ser enquadrado nas demais alíneas do art.

RA 102/1982. DJ 20. 134 . DJ 11.b) II. A assertiva IV está correta. 121/2003. II e III d) II e IV e) I. (exSúmula nº 132 .e ex-OJ nº 267 da SBDI-1 . GABARITO: B Fundamentos: Súmula Nº 27 do TST: COMISSIONISTA (mantida) . havendo expressa determinação legal neste sentido.1982/ DJ 15.inserida em 27. tomei por base o texto da súmula abaixo colacionada: Súmula Nº 132 do TST: ADICIONAL DE PERICULOSIDADE. 7º.10. em primeira convocação. DJ 19. c) As partes convenentes poderão revogar parcialmente a convenção antes do termo final estipulado. tendo em vista que. III e IV adicional de periculosidade no cálculo do repouso semanal. 22 e 25. de 05 de Janeiro de 1949. de 2/3 dos associados da entidade em Assembléia especialmente convocada para esse fim.FCC/2009 .11.2002).Área Judiciária) – Em relação às Convenções Coletivas de Trabalho. III e IV c) I. porém a Lei 605. nos dias feriados civis e religiosos. razão pela qual é incabível a integração do adicional de periculosidade sobre as mencionadas horas. é certo que a) O prazo máximo de vigência da norma coletiva é de três anos. 121/2003.2003: Computam-se no cálculo do repouso remunerado as horas extras habitualmente prestadas. o empregado não se encontra em condições de risco. CÁLCULO (mantida) .2000).(exPrejulgado nº 52).Res. integra o cálculo de indenização e de horas extras (ex-Prejulgado nº 3). Quanto à assertiva III.Res. § 2º.11. 20 e 21.2005: I . (alguém pode ajudar?). que dispõe sobre o repouso semanal remunerado e o pagamento de salário. 20 e 21. INTEGRAÇÃO (incorporadas as Orientações Jurisprudenciaisnºs 174 e 267 da SBDI-1) . não encontrei súmula ou orientação jurisprudencial a respeito.1982 . (ex-OJ nº 174 da SBDI-1 inserida em 08.04.O adicional de periculosidade.Res. Também não encontrei a súmula ou orientação jurisprudencial que trate especificamente sobre a incidência do (TRT-16ª Região . b) Para a celebração de Convenção Coletiva de Trabalho é necessário o comparecimento e votação.09. Súmula Nº 172 do TST: REPOUSO REMUNERADO.2003: É devida a remuneração do repouso semanal e dos dias feriados ao empregado comissionista.Analista Judiciário . o empregado não está submetido a situação que enseje perigo. II .Durante as horas de sobreaviso. em seu art. pago em caráter permanente. determina que se consideram já remunerados os dias de repouso semanal do empregado mensalista ou quinzenalista.10. entretanto. 129/2005. HORAS EXTRAS.11. ainda que pracista. DJ 19. no gozo do repouso semanal remunerado.

da CLT. (TRT-16ª Região . sendo vedadas a prorrogação e a compensação de jornada. II – O contrato de aprendizagem não poderá ser estipulado por mais de três anos. III e IV .independentemente por Assembléia. exceto quando se tratar de aprendiz portador de deficiência.FCC/2009 . IV – Núbia está afastada de seu emprego uma vez que é membro do órgão paritário da Previdência Social. que assim dispõe: “Os Sindicatos só poderão celebrar Convenções ou Acordos Coletivos de Trabalho. IV – A duração do trabalho do aprendiz não excederá de seis horas diárias. 135 . em segunda. b) I e III c) I.Área Judiciária) – Considere as seguintes hipóteses: I – Os 15 primeiros dias de afastamento. III – É obrigatório empregar e matricular nos cursos dos Serviços Nacionais de Aprendizagem número de aprendizes equivalentes a no mínimo dez por cento dos trabalhadores existentes em cada estabelecimento. por motivo de acidente do trabalho. 612. no caso de Acordo e. caput. II e III d) II e IV e) II. e dos interessados. podendo apenas ocorrer revogação parcial.FCC/2009 . de 1/3 (um terço) dos membros".Analista Judiciário . inclusive o décimo quinto dia. formação técnicoprofissional metódica. II – Marta encontra-se sem laborar porque não há serviço na empresa empregadora em razão da modificação do maquinário de seu setor. consoante o disposto nos respectivos Estatutos. em primeira convocação.Analista Judiciário . GABARITO: A. se se tratar de Convenção. de 2/3 (dois terços) dos associados da entidade. por deliberação de Assembléia Geral especialmente convocada para esse fim. 428 a 433 da CLT.Área Judiciária) – Considere as seguintes assertivas a respeito do contrato de aprendizagem: I – No contrato de aprendizagem o empregador se compromete a assegurar ao maior de 14 e menor de 24 anos inscrito em programa de aprendizagem. dependendo a validade da mesma do comparecimento e votação. É correto o que se afirma APENAS em: a) I e IV GABARITO: B Conforme art. (TRT-16ª Região . que tratam do contrato de aprendizagem. de autorizadas d) As Convenções Coletivas de Trabalho não poderão ser revistas antes do prazo pré-estipulado. e) Segundo a CLT é facultado as Convenções Coletivas de Trabalho conter penalidades para os sindicatos convenentes em caso de violação de seus dispositivos. III – Mário faltou ao serviço para realizar prova de exame de vestibular para ingresso em estabelecimento de ensino superior. Conforme arts.

por sua vez revogada pela Lei 8. trechos de outros diplomas legais que ratificam o gabarito. . estando provisoriamente prevista indenização compensatória de 40% do valor do saldo fundiário.relação de emprego protegida contra despedida arbitrária ou sem justa causa. 7º São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais. A Constituição Federal. 136 . da Lei nº 5. em seu Art. 18. Até que seja promulgada a lei complementar a que se refere o art." Além desses fundamentos. 06/02/91 DOU de 13/02/91: (TRT DA 9ª REGIÃO/CESPE/2007 – ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA) – A partir da Constituição Federal de 1988 (CF).213/91. VII. colacionamos.fica limitada a proteção nele referida ao aumento.107. inciso I. dentre outros direitos. São eles: Resolução CC/FGTS nº 28. embora não preste serviços. Assertiva III – CLT.036/90. GABARITO: D Nas palavras do mestre Sérgio Pinto Martins. Fundamento para a assertiva I – Acidente de trabalho ou doença (primeiros 15 dias): Lei 8. mostrando a existência de uma cessação provisória e parcial dos efeitos do contrato de trabalho”. dispõe: “Art. enquanto outra base indenizatória não for fixada por lei complementar própria. "caput" e § 1º. III e IV c) I e II d) I. 10. A CF assegura garantia contra a despedida sem justa causa do empregado. da porcentagem prevista no art. julgue os próximos itens. muitos direitos trabalhistas foram elevados ao plano constitucional ou tiveram sua disciplina alterada. atualizados monetariamente e acrescidos dos respectivos juros. 473.” Importa destacar que a Lei acima mencionada foi revogada pela de Nº. além de outros que visem à melhoria de sua condição social: I . contando-se também seu tempo de serviço.” Já no Art. da Constituição:I . assim dispõe: “Art. I. a título de esclarecimento. 6º. § 1° dispõe que “na hipótese de despedida pelo empregador sem justa causa. 10 do ADCT. “haverá interrupção quando o empregado for remunerado normalmente. que preverá indenização compensatória. a título de multa rescisória. ITEM CORRETO. 7º. nos termos de lei complementar. Acerca desse tema. depositará este. de 13 de setembro de 1966. para quatro vezes.São hipóteses de interrupção do contrato de trabalho as indicadas APENAS em: a) I e III e IV b) II.839/89. na conta vinculada do trabalhador no FGTS importância igual a 40% do montante dos depósitos realizados na conta vinculada durante a vigência do contrato de trabalho. que dispõe sobre o FGTS. 7. II e III e) II e III . Esta. art. em seu Art. 7º.

137 . de 11/05/90. “ Circular nº 31/12/97): 116. e no art. de que trata esta Circular. 18 da Lei nº 8. no caso de despedida sem justa causa. divulgado pelo Banco Central do Brasil . pelo Decreto nº 2.. em Edital publicado mensalmente no DOU. 9º do Decreto nº 99. multiplicado pelo número de meses em que perdurou o contrato de trabalho. obrigatoriamente nas agências da CAIXA. julgue os próximos itens. exceto nas localidade onde esta não possuir agência. b) Nos casos de dispensa sem justa causa. Os recolhimentos. II . Nos termos da nova redação dada ao art. o empregador fica obrigado a efetuar no 1º dia útil subsequente à data do efetivo desligamento do trabalhador. inclusive.684. em caso de despedida sem justa causa. ainda que indireta. os seguintes depósitos rescisórios: a) Valores relativos aos depósitos referentes ao mês da rescisão e ao mês imediatamente anterior. Para efeito de vencimento. que passam a incidir sobre esses depósitos e a multa rescisória. importância igual a 40% sobre o (TRT da 9ª Região/CESPE/2007 Analista Judiciário .Esclarecer que. Para os recolhimentos em atraso.. que ainda não houver sido recolhido.3. 30 do Regulamento Consolidado do FGTS. o domingo. inclusive a indireta. 9º do Regulamento Consolidado do FGTS. ocorrendo a dispensa sem justa causa. de 08/11/90. c) Nos casos de rescisão de contrato de trabalho decorrente de culpa recíproca ou de força maior. devem ser observados os procedimentos divulgados pela CAIXA. reconhecida por sentença transitada em julgado. respectivamente. Acerca desse tema. O descumprimento do prazo de recolhimento sujeita o empregador às cominações previstas no art. inclusive a indireta.1. e todo aquele constante do calendário nacional de feriados bancários. muitos direitos trabalhistas foram elevados ao plano constitucional ou tiveram sua disciplina alterada.036. são devidos aos trabalhadores cuja data do efetivo desligamento tenha ocorrido a partir de 16/02/98. durante a vigência do contrato de trabalho atualizados monetariamente e acrescidos dos respectivos juros. quando poderá ser recolhido em banco conveniado 1.)I . por culpa recíproca. e despedida por culpa recíproca ou força maior será o equivalente a 8% da última remuneração. ainda que indireta. 1. 1. não sendo permitida a dedução dos saques ocorridos. importância igual a 20% sobe o mesmo montante. quando não for possível atualizar os valores de todos os depósitos efetuados.BACEN.2.430/97. inclusive. e. atualizados monetariamente e acrescidos dos respectivos juros. considera-se como dia não útil o sábado.“(. inclusive a do trabalhador temporário. 2.Reiterar que.Área Judiciária ) A partir da Constituição Federal de 1988 (CF).da CEF (DOU de montante de todos os depósitos devidos na conta vinculada do FGTS. 1. segundo o disposto no art. o empregador deve pagar diretamente ao trabalhador importância igual a 40% do montante de todos os depósitos realizados na conta vinculada durante a vigência do contrato de trabalho. a base de cálculo para efeito de aplicação dos percentuais de 40 e 20% devidos. por força maior ou extinção normal do contrato a termo.

será regido pelo parágrafo único do mesmo artigo. ITEM CORRETO Conforme art. lazer. 445 – O contrato de trabalho por prazo determinado não poderá ser estipulado por mais de 2(dois) anos. Por outro lado é bom não esquecer que a Constituição assegura aos trabalhadores. uma vez que os prazos máximos para estipulação dos contratos serão de 2 (dois) anos para Maria e de 90 (noventa) dias para João. transporte e previdência social. inc IV da Constituição Federal. (D) não poderá ser estipulado por mais de 2 anos e o de João por mais de 90 dias. educação. saúde. alimentação. em caráter nacional e unificado." Embora a Constituição não mencione o termo "federal" ao determinar que o salário mínimo será fixado por lei. o contrato de trabalho de Maria (A) e de João não poderão estipulados por mais de 90 dias. 7º: IV . Neste caso. ALTERNATIVA CORRETA: D Maria foi contratada por tempo determinado. o qual pode sim.. a que responde corretamente à questão é a D. 451*. Já o contrato de João. .O salário mínimo é fixado por lei federal. higiene. . um “piso salarial proporcional à extensão e à complexidade do trabalho”. observada a regra do art. podendo haver. fixado em lei. 7º. com reajustes periódicos que lhe preservem o poder aquisitivo. do prazo e João celebrou contrato de experiência com a empresa Y. sendo vedada sua vinculação para qualquer fim. dispõe que a referida lei terá caráter nacional e unificado. o pacto laboral observará o disposto no Art.salário mínimo . que assim dispõe: Art. logo. por ser de experiência. também. vestuário. capaz de atender a suas necessidades vitais básicas e às de sua família com moradia. nacionalmente unificado. (E) e de João não poderão estipulados por mais de 1 ano. caput. 445. que assim dispõe: "CF/88 . Assim sendo. da CLT. segundo o qual “o contrato de experiência não poderá exceder de 90 (noventa) dias”. ser instituído por cada um dos Estados. em cada estado e no Distrito Federal. desde que observada a fixação federal como parâmetro mínimo para a remuneração dos trabalhadores. das alternativas apresentadas.Art. ser (B) não poderá ser estipulado por mais de 1 ano e o de João por mais de 90 dias. de forma que não se pode falar em salário mínimo estadual. Ressaltamos que esta questão foi retirada do livro Direito do Trabalho e Processo do Trabalho – Questões comentadas e organizadas por ser (TRT DA 23ª REGIÃO/FCC/2007 TÉCNICO JUDICIÁRIO ÁREA ADMINISTRATIVA) Maria celebrou contrato de trabalho por prazo determinado com a empresa X uma vez que a natureza do serviço justificava a predeterminação 138 . respeitando-se o valor do salário mínimo. (C) não poderá ser estipulado por mais de 2 anos e o de João por mais de 60 dias. pisos salariais próprios.

for prorrogado mais de uma vez. pág. 451 – O contrato de trabalho por prazo determinado que.assunto. tácita ou expressamente. Art. 139 . Editora Ferreira – Série Concursos. passará a vigorar sem determinação de prazo. * CLT. 22. de autoria de Maria da Graça Manhães Barreto.

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