DIREITO DO TRABALHO EXERCICIOS COMENTADOS PRINCÍPIOS TRABALHO DO DIREITO

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01- (MPT XIII CONCURSO – 2007) Em relação aos princípios do Direito do Trabalho, é INCORRETO afirmar que: a) o princípio da irrenunciabilidade vem sendo afetado pela tese da flexibilização; b) o princípio da norma mais favorável significa aplicar, em cada caso, a norma jurídica mais favorável ao trabalhador, independentemente de sua colocação na escala hierárquica das fontes do direito; c) o princípio da continuidade da relação de emprego confere suporte teórico ao instituto da sucessão de empregadores; d) a adoção de medidas tendentes a facilitar o acesso ao mercado de trabalho dos negros constitui violação ao princípio da não discriminação, que proíbe diferença de critério de admissão por motivo de raça; 02- (MPT XI CONCURSO – 2004) Sob o prisma da Teoria Geral do Direito do Trabalho é CORRETO afirmar: a) em função do princípio da norma mais favorável, a lei ordinária trabalhista, mesmo em questões de ordem pública, não está hierarquicamente submetida à Constituição; b) na interpretação e aplicação das regras da CLT, apenas excepcionalmente algum interesse de classe ou particular poderá prevalecer sobre o interesse público;

c) no conflito entre normas de convenção coletiva e normas de acordo coletivo, segundo estabelece, expressamente, a CLT, prevalecem as normas do acordo coletivo em detrimento das normas da convenção coletiva, eis que o acordo coletivo traz normas específicas enquanto as da convenção são gerais; d) do princípio protetor, que é fundamento da autonomia científica do Direito do Trabalho, extrai-se, dentre outras proposições, a de que às normas jurídicas, quando dúbias, deve-se atribuir o sentido que for mais benéfico ao trabalhador; 03- (ANALISTA – TRT DA 9ª REGIÃO – 2007 – CESPE) O Direito do Trabalho tem princípios próprios, resultantes da especificidade do trabalho humano e da evolução socioeconômica, na busca de maior dignidade para o trabalhador e para o resultado da mão-de-obra empregada. Com relação a esse assunto, julgue os itens seguintes. 51 O princípio do protecionismo e o princípio da primazia da realidade são inerentes ao Direito do Trabalho. 52 Vigora, no Direito do Trabalho, o princípio do ato jurídico perfeito para preservar o contrato firmado entre o trabalhador e o empregador, não resultando força normativa de alteração posterior do contrato, que é, assim, mantido incólume. 04) (JUIZ DO TRABALHO – TRT DA 1ª REGIÃO – 2006) O caput do art. 7º da Lei Maior estatui: “”São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros que visem à melhoria de sua condição social...” Este dispositivo consagra um princípio cardeal no Direito do Trabalho, assegurando um mínimo de garantias sociais para o empregado, passível de tratamento

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mais benéfico pela vontade das partes ou outra fonte do Direito. Trata-se de qual princípio? a) Princípio da indisponibilidade dos direitos trabalhistas; b) Princípio da proteção; c) Princípio da irredutibilidade salarial; d) Princípio do in dubio pro operario; e) Princípio da isonomia. 05) (JUIZ DO TRABALHO – TRT DA 1ª REGIÃO – 2006) Determinado princípio geral do direito do trabalho prioriza a verdade real diante da verdade formal. Assim, entre os documentos que disponham sobre a relação de emprego e o modo efetivo como, concretamente, os fatos ocorreram, deve-se reconhecer estes em detrimento daqueles. Trata-se do princípio: a) da razoabilidade; b) da irrenunciabilidade dos direitos trabalhistas; c) da primazia da realidade; d) da prevalência do legislado sobre o negociado; e) da condição mais benéfica.

ERRADO. Fontes materiais, no âmbito do Direito do Trabalho, representam o momento pré-jurídico, razão pela qual é incorreto classificar a lei como fonte material. Ao contrário, a lei é a fonte formal por excelência no direito laboral. Item 2 – Desde que resultante de amplo processo de negociação entre os vários atores sociais interessados, como no caso da recente lei que definiu o pagamento das perdas do FGTS, a norma jurídica correspondente pode ser qualificada, em relação à sua origem, como autônoma. ERRADO. Fontes formais autônomas são aquelas que emanam da participação direta dos atores sociais interessados, como p. ex. a convenção coletiva de trabalho e o acordo coletivo de trabalho. A lei é fonte heterônoma, posto que emana de ente externo, no caso o Estado. Neste sentido, a simples participação dos atores sociais nas discussões que deram origem a determinada lei não tem o condão de qualificar esta mesma lei como fonte formal autônoma. Item 3 – O regulamento da empresa constitui fonte formal do direito do trabalho. CERTO. Em primeiro lugar, cumpre observar que esta questão não deveria ser objeto de prova objetiva, muito menos de questão para julgar “certo” ou “errado”. Isto porque há grande controvérsia, tanto na doutrina quanto na jurisprudência, no sentido de se considerar ou não o regulamento de empresa como fonte do Direito do Trabalho. A jurisprudência, inclusive, se inclina majoritariamente no sentido de negar ao regulamento de empresa a natureza de fonte, atribuindo-lhe

QUESTOES CESPE TRT 01 – (CONSULTOR LEGISLATIVO – ÁREA 7 – SENADO FEDERAL – 2002 – CESPE) Acerca das fontes do direito do trabalho, julgue os itens seguintes. Item 1 – A fonte material por excelência do direito do trabalho é a lei, expressão da soberania do Estado e que é editada por representantes a tanto legitimados.

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apenas a feição de cláusula contratual, que como tal adere ao contrato de trabalho. Os que negam a natureza de fonte formal ao regulamento de empresa o fazem diante de um argumento relevante: não há como enquadrar o regulamento de empresa como lei em sentido material dado seu processo unilateral de criação. Alice Monteiro de Barros, por sua vez, entende que o regulamento de empresa é fonte formal, sendo “considerado pela doutrina como fonte formal heterônoma, quando elaborado exclusivamente pelo empregador”, ou fonte formal autônoma, quando o empregado participa de sua construção”. Item 4 – As cláusulas contratuais de trabalho, previstas em norma coletiva celebrada para encerrar movimento paredista, são reputadas fontes formais do direito do trabalho. CERTO. Sem problemas. São fontes formais autônomas, pois emanam dos próprios interessados. Item 5 – As pressões realizadas pelos empregados, com vistas à melhoria das condições sociais, constituem fontes materiais do direito do trabalho. CERTO. A formação da consciência crítica e do pensamento coletivo da massa de trabalhadores, consubstanciados nas pressões realizadas pelos empregados tanto sobre os empregadores quanto (e principalmente) sobre o Estado, deu origem ao Direito do Trabalho como hoje o conhecemos, dotado de mecanismos jurídico-normativos destinados à proteção do empregado e à busca do reequilíbrio das relações entre capital e trabalho. Dessa forma, tais pressões são a fonte material por excelência do Direito do Trabalho. Lembre-se, a propósito, que são consideradas fontes materiais aquelas

relacionadas ao momento pré-jurídico inspirador da norma.

02 – (ANALISTA JUD. – TRT9 – 2007 – CESPE) O Direito do Trabalho tem princípios próprios, resultantes da especificidade do trabalho humano e da evolução socioeconômica, na busca de maior dignidade para o trabalhador e para o resultado da mão-de-obra empregada. Com relação a este assunto, julgue os itens seguintes. Item 1 – O princípio do protecionismo e o princípio da primazia da realidade são inerentes ao Direito do Trabalho. CERTO. O princípio do protecionismo é princípio peculiar do Direito do Trabalho, e é a partir dele que surgem os demais. Também chamado de princípio da proteção ou tutelar, consiste na utilização da norma e da condição mais favorável ao trabalhador, de forma a tentar compensar juridicamente a condição de hipossuficiente do empregado. O princípio da primazia da realidade, por sua vez, também informa o Direito do Trabalho, impondo a premissa de que, no ramo justrabalhista, os fatos são mais importantes que os ajustes formais, razão pela qual a realidade prevalecerá sobre a forma atribuída a determinado ato jurídico, sempre que esta não corresponda àquela. Item 2 – Vigora, no Direito do Trabalho, o princípio do ato jurídico perfeito para preservar o contrato firmado entre o trabalhador e o empregador, não resultando força normativa de alteração posterior do contrato, que é, assim, mantido incólume. ERRADO. A partir de sua principiologia peculiar, podemos dizer que no Direito do Trabalho são vedadas as alterações prejudiciais ao empregado.

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Na referida empresa. CERTO. RECONHECIMENTO DE VÍNCULO EMPREGATÍCIO COM EMPRESA PRIVADA (conversão da Orientação Jurisprudencial nº 167 da SBDI-1) Res. Considerando a situação apresentada. assalaria e dirige a prestação pessoal de serviços. pessoalidade e alteridade. a critério da corporação. Item 2 – considera-se empregado toda pessoa física que prestar serviços de natureza não-eventual a empregador. de forma que no Direito do Trabalho o princípio civilista do pacta sunt servanda (segundo o qual os contratos devem ser cumpridos) se apresenta enfraquecido e devidamente adaptado. assinale a opção correta. ininterrupta. trabalhava para a empresa Boliche & Cia como agente de segurança. já que o trabalho prestado por Amarildo para essa empresa constitui trabalho eventual autônomo. da CLT. A – Existe vínculo empregatício entre a empresa Boliche & Cia e Amarildo. 3º. que deve ser resolvida através de eventual penalidade disciplinar. C – Não existe vínculo empregatício entre Amarildo e a empresa Boliche & Cia. DJ 20. a saber: onerosidade. 22 e 25. a Súmula 386 do TST. que o art. 3º é incompleto quanto à conceituação de empregado. porém esse vínculo jamais poderá ser reconhecido. sob subordinação e mediante salário.Entretanto. da CLT. é possível seja reconhecido o vínculo empregatício de policial militar com empresa privada. CERTO. individual ou coletiva. Amarildo cumpria expressamente as ordens emanadas da direção. caput. todas as vezes que não estava escalado na corporação. em razão da situação de militar de Amarildo. nos horários em que não estava a serviço da corporação militar. independentemente do eventual cabimento de penalidade disciplinar prevista no estatuto do policial militar. que tecnicamente é feita pela conjugação dos artigos 3º e 2º da CLT. entretanto. caput. que. 129/2005. B – É legítimo o reconhecimento da relação de trabalho entre Amarildo e a empresa Boliche & Cia. 03 – (TEC JUD – ÁREA ADM – TRT9) Acerca da relação de emprego. dos quais se extraem os requisitos caracterizadores da relação de emprego. RESPOSTA: B. admite.04. presentes os requisitos da relação de emprego. que assim dispõe: Nº 386 POLICIAL MILITAR. nãoeventualidade. Neste sentido. Literalidade do art. D – A justiça do trabalho não pode reconhecer nenhuma espécie de vínculo empregatício entre Amarildo e a empresa Boliche & Cia. recebia um salário mensal. Quanto à questão da proibição de exercício de atividade privada por policial militar. conforme previsto nos respectivos Estatutos. É bom lembrar. julgue os itens subseqüentes: Item 1 – considera-se empregador a empresa. 2º. Literalidade do art. O TST firmou entendimento no sentido de que. policial militar.2005 04 – (EXAME OAB NACIONAL – 2007 – CESPE) Amarildo. já que Amarildo é policial militar. assumindo os riscos da atividade econômica. subordinação. o TST entende que se trata de questão interna corporis. e trabalhava de forma contínua e 4 . são lícitas as alterações contratuais benéficas ao empregado.

ERRADO. 3º da CLT. para anotar o contrato de trabalho na CTPS do empregado. sob pena de autuação pela fiscalização trabalhista. da CLT. 442 da CLT). Observe-se que para a CLT “o contrato individual de trabalho é o acordo tácito ou expresso. afastar a forma dada ao negócio jurídico. sendo o empregado obrigado a assinar a carteira de trabalho do empregado. Item 2 – No contrato de experiência previsto na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) estão presentes todos os elementos caracterizadores da relação de emprego. contados do início da prestação laboral. Se estão presentes os requisitos da relação de emprego. Item 3 – Considere a seguinte situação hipotética: A sociedade Alfa adquiriu empreendimento da sociedade Bravo e decidiu manter a mesma atividade e os mesmos empregados. dever-se-á. Na formalização da transação. de vínculo empregatício entre a empresa e o prestador dos serviços. em razão dos princípios da intangibilidade contratual. nos termos dos artigos 10 e 448 da CLT. O contrato de experiência é previsto no art. Neste caso ocorreu fraude. posto que é elemento caracterizador da relação de emprego a prestação de serviços por pessoa física. privilegiando a realidade fática da prestação laboral. pelo Poder Judiciário. nesse caso. julgue os itens que se seguem: Item 1 – Se uma empresa contratar a prestação de serviços mediante uma pessoa jurídica unipessoal. mesmo que estejam presentes os elementos caracterizadores da relação de emprego. mas não o é em relação ao empregador). 445 da CLT. da CLT). e do princípio da continuidade da relação de emprego. A regra da sucessão de empregadores. caput. da despersonalização do empregador (o contrato de emprego é intuitu personae em relação ao empregado. CERTO. é a transferência do passivo trabalhista (responsabilidade) para o sucessor. Assim. é legítimo o reconhecimento de relação de emprego entre policial militar e empresa privada. correspondente à relação de emprego” (art. dentre as quais a anotação do contrato de trabalho em CTPS (art. ERRADO. Assim. razão por que será considerada parte ilegítima em reclamação trabalhista ajuizada para reivindicar o pagamento dos referidos débitos. alínea “b”. e como tal se sujeita às normas de proteção ao trabalhador empregado. será impossível o reconhecimento. 29. em homenagem ao princípio da primazia da realidade. Nessa situação. o empregador tem o prazo de 48 (quarenta e oito) horas. 443. a figura em análise não pode ser pessoa jurídica. o contrato de experiência também é contrato de emprego. e o limite de sua duração (90 dias) é estabelecido pelo parágrafo único do art. (ex-OJ nº 167 da SBDI-1 . Com efeito. independentemente do eventual cabimento de penalidade disciplinar prevista no Estatuto do Policial Militar.1999) 05 (ADVOGADO PETROBRÁS – 2007) JÚNIOR – A respeito da relação de emprego e da sucessão de empregador. Alfa estará isenta em relação aos débitos trabalhistas existentes quando a titular do empreendimento era Bravo. §2º.inserida em 26. razão pela qual é possível o reconhecimento do vínculo empregatício pelo Poder Judiciário.Preenchidos os requisitos do art.03. 5 . Alfa e Bravo inseriram no contrato cláusula que estabeleceu a responsabilidade de Bravo pelos encargos trabalhistas existentes antes da sua aquisição pela empresa Alfa.

Assim. Gabarito: C da 6 . segundo o qual "serão nulos de pleno direito os atos praticados com o objetivo de desvirtuar. o que pagou por esta. (d) subordinação e onerosidade. (b) prestação de trabalho por pessoa jurídica. mas pode ser ajustada entre as partes como cláusula contratual. do requisito da: (a) prestação de trabalho por pessoa física. (c) autonomia serviços. A questão acima é tecnicamente fácil. Neste sentido. Neste sentido. (c) subordinação e exclusividade. porém pede que a distinção seja estabelecida a partir do Questões elaboradas . Também é importante reforçar que é lícito que cláusula de exclusividade integre o contrato de trabalho. É possível inclusive que o empregado tenha dois ou mais empregos. por exemplo. Percebam que a questão solicita do candidato a distinção entre autônomo e empregado. Gabarito: D Comentário: o principal objetivo dos exercícios de resolução de questões é familiarizar o candidato com as estratégias usadas pelas bancas de concurso. RELAÇÃO EMPREGO DE TRABALHO E Comentário: não se exige exclusividade para configuração da relação de emprego. às quartas em outro e de quinta a domingo em outro. o artigo 9º da CLT. nos casos em que se comprova a existência de fraude no processo de sucessão (alteração societária) a doutrina e a jurisprudência têm admitido a responsabilização subsidiária da empresa sucedida. Imagine-se.EVP 01 – NÃO são características relação de emprego: (a) subordinação e pessoalidade. a empresa Alfa (sucessora) será. (e) onerosidade. que passa a integrar em litisconsórcio o pólo passivo da reclamação trabalhista. servindo apenas como elemento para que a sucessora cobre da sucedida. a exclusividade não é intrínseca à relação de emprego. no tocante à relação de emprego. mas traz um enunciado truncado que dificulta a interpretação pelo candidato. tendo apenas o direito de regresso contra a Bravo (sucedida). em princípio. a única responsável pelos créditos trabalhistas dos empregados que continuaram a prestar serviços após a sucessão. o caso de um garçom que trabalha às terças-feiras em um restaurante. frise-se. não operam efeitos em relação aos direitos dos empregados. mediante diversos contratos distintos. na prestação dos (d) subordinação na prestação dos serviços. como a firmada na hipótese em estudo. bem como condicionar o tipo de raciocínio que leva a um bom aproveitamento em prova. Entretanto.Auditor Fiscal Ricardo Rezende . a regra é a responsabilidade da sucessora.Excepcionalmente. futuramente. (e) subordinação e não-eventualidade. as chamadas cláusulas de não responsabilização. Dessa forma. (b) subordinação e alteridade. 2 – A relação de trabalho autônomo se diferencia da relação de emprego basicamente pela presença. impedir ou fraudar a aplicação dos preceitos contidos na presente Consolidação".

bem como ressalta o princípio da despersonalização do empregador. relação de emprego. uma leitura apressada levaria o candidato a marcar a letra “C”. (b) presente no caso concreto ao menos um dos chamados requisitos da relação de emprego a mesma restará configurada. 3 – Assinale a alternativa correta quanto à caracterização da relação de emprego: (a) o trabalho prestado por voluntário a instituição religiosa é considerado. além da subordinação jurídica. (d) não pode ser considerado empregado um representante comercial. (b) Não será considerado nãoeventual o trabalhador que. b) não basta esteja presente um dos requisitos da relação de emprego para que se reconheça o vínculo empregatício. não- eventualidade. A pessoalidade ocorre somente em relação ao empregado. ainda que presente a subordinação jurídica. repetível futuramente (espera-se que seja necessário fazer faxina na empresa futuramente). onerosidade. também o representante comercial poderá ser considerado empregado. ocorrendo os demais requisitos. a) o trabalho prestado por voluntário a instituição religiosa não forma vínculo de emprego. se refere à pessoa do empregado. durante dois meses. em relação a quem a regra é a despersonalização. principalmente naqueles organizados pela ESAF. devido à “maldade” da questão quanto à interpretação. exceto no caso específico do empregado doméstico. que não se exige a continuidade da prestação de trabalho para configuração da não eventualidade. pois presta serviço de forma repetida. como um dos requisitos para configuração da relação de emprego. 4 – Julgue as assertivas abaixo: (certa ou errada) (a) Pode-se considerar não-eventual aquele trabalhador que preste serviços ininterruptamente a um tomador de serviços. Lembremos. mas mera relação de trabalho. c) no exemplo a faxineira é não-eventual. d) está incorreta porque. Ao contrário. mas ainda assim é atividade permanente na empresa) e a trabalhadora se fixa juridicamente ao tomador dos serviços. No caso. Esse tipo de questão é comum em concursos. é indispensável a ocorrência de todos os requisitos (pessoalidade. inexistindo tal requisito em relação à pessoa do empregador. e) define corretamente a pessoalidade como requisito da relação de emprego. a atividade é normal no cotidiano da empresa (é atividade-meio. há fraude. independentemente da presença de quaisquer outros elementos fáticos. não obstante se ative repetidamente em 7 . para os efeitos da CLT. subordinação e alteridade). (e) a pessoalidade. pelo que se impõe a prevalência do princípio da primazia da realidade. neste ponto. pois lhe falta onerosidade (intenção onerosa). não tendo importância em relação ao empregador. Faltando qualquer deles.requisito da relação de emprego e não a característica da relação de trabalho autônomo. a relação não será de emprego. (c) é eventual a faxineira que presta serviços duas vezes por semana a uma loja de utilidades domésticas. Gabarito: E Comentários: a questão não apresenta maiores problemas. Assim.

uma empresa, preste serviços atividade-meio da mesma;

na

(c) Um encanador contratado para trocar a rede de esgoto de uma padaria será não-eventual se trabalhar três ou mais vezes por semana, durante ao menos um mês, nesta mesma empresa; (d) A regra para que se reconheça a relação de emprego é que, além de presentes os demais requisitos dos artigos 2º e 3º da CLT, o trabalhador seja não eventual. Para o doméstico, entretanto, não basta a nãoeventualidade, exigindo-se a continuidade da prestação dos serviços; (e) A onerosidade independe do pagamento ou não de salários, bastando que o pacto laboral tenha sido firmado com intenção econômica (onerosa) pelo empregado. Grau de dificuldade: médio Gabarito e comentários: a) Errado. A não-eventualidade dependerá também da previsão de repetibilidade, da circunstância de ser a atividade permanente da empresa (tanto atividade-fim quanto atividade-meio) e da fixação jurídica do trabalhador ao tomador dos serviços. Logo, depende de outros elementos fáticos além da simples repetição; b) Errado. O texto desta assertiva é traiçoeiro. As bancas costumam inserir vários “nãos” em uma assertiva, a fim de confundir o candidato. Foi o que procurei fazer na letra B. Para facilitar a interpretação, sugiro seja usada uma regra simples: dois “nãos”, como no caso, podem ser “anulados” quando da leitura. Tentem ler assim: “será considerado eventual o trabalhador que”... A idéia é a mesma, porém elimina a confusão. Pois bem, está errada a assertiva porque o fato de a atividade não estar inserida na atividade-fim da empresa não afasta a possibilidade de que seja

não eventual, desde que repetida, repetível, permanente na empresa e conduza à fixação jurídica do trabalhador; c) Errado. Ainda que este encanador trabalhe todos os dias durante determinado lapso de tempo, no caso será eventual, pois só está presente a repetição. Falta previsão de repetibilidade (provavelmente a padaria não mais contratará serviços de encanador), atividade permanente da empresa (serviços de encanador definitivamente não são permanentes no objeto social de uma padaria) e fixação jurídica do trabalhador ao tomador dos serviços (tão logo terminado o serviço o encanador colocará seus serviços à disposição de outros tomadores, não se fixando a nenhum deles); d) Certo. No sentido de tudo que estudamos, a questão aborda a pessoalidade como requisito da relação de emprego, e a continuidade como exigência específica para a configuração da relação de emprego doméstico; e) Certo. Não interessa se o pagamento pactuado foi efetivamente realizado para que se configure a onerosidade. Basta a intenção declinada quando do ajuste de vontades entre trabalhador e tomador dos serviços. Se o trabalhador se vinculou com aninus contrahendi, presente estará a onerosidade. 5 – Em relação ao conceito de empregado, é correto dizer que, para a doutrina moderna, a subordinação é: (a) técnica (b) econômica (c) jurídica (d) funcional (e) pessoal Gabarito: C

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Comentários: a doutrina já elaborou diversas teses sobre a natureza da subordinação, sendo que a mesma já foi considerada técnica, econômica e funcional. Atualmente, entretanto, a doutrina e a jurisprudência pacificaram a questão: a subordinação do empregado ao empregador é jurídica, decorrendo do contrato de trabalho. Em outras palavras, ao passo que o empregado se submete ao poder diretivo do empregador (poder de dar ordens, poder de fiscalização e poder disciplinar), subordina-se ao mesmo. Por fim, importante salientar que a subordinação nunca poderá ser pessoal, pois tal sujeição feriria o princípio da dignidade humana (pelo qual, em apertada síntese, o ser humano é um fim em si mesmo, não sendo admitida sua utilização como simples meio para atingir determinado fim). A “dependência” a que alude a CLT diz respeito ao serviço prestado, e não à pessoa do empregado. 6 – São requisitos para que caracterize a relação de emprego: (a) autonomia e pessoalidade; (b) habitualidade e infungibilidade em relação ao trabalhador; (c) subordinação e eventualidade; (d) onerosidade e exclusividade; (e) subordinação e exclusividade. Gabarito: B Comentários: lembram-se que no material eu mencionei que o concurso público cobra o que você sabe com o nome que você não sabe? É exatamente este o caso. Com efeito, é comum encontrarmos em prova “habitualidade” como sinônimo de “não eventualidade”. Da mesma forma, também é possível, embora seja de ocorrência mais rara, a se

substituição do termo “pessoalidade” por “infungibilidade em relação ao empregado”. Infungível é, grosso modo, aquilo que não pode ser trocado por outro da mesma espécie. 7 – Acerca das relações de trabalho pode-se dizer que: I – o trabalhador avulso de distingue do eventual especificamente pelo fato de que põe sua energia de trabalho à disposição de diversos tomadores no setor portuário, sempre mediante um intermediário; II – o estágio lícito não cria vínculo de emprego em nenhuma hipótese; III – um garçom que trabalha apenas aos sábados em uma churrascaria será empregado se estiverem presentes os demais requisitos da relação de emprego; IV – o trabalho institucional é aquele prestado a instituição de caridade, e como tal não forma vínculo empregatício, dado seu caráter gracioso; V – pode-se dizer que relação de emprego é gênero, do qual a relação de trabalho é espécie. Estão corretas somente as assertivas: (a) I e III; (b) I, II, III e V; (c) I, III, IV e V; (d) I, II e III; (e) II, III e V. Gabarito: D Comentários: esta questão eu elaborei para gerar polêmica. A assertiva do item I é correta, mas leva a crer que é incorreta. Pode-se dizer até mesmo que é apenas parcialmente correta. A questão é de interpretação. Sabemos que os avulsos não são apenas os

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portuários, embora sejam estes últimos os maiores expoentes da categoria, sob o aspecto jurídico1. A assertiva talvez não esteja corretamente contextualizada, porém isso é comum em provas de concurso. Em diversas bancas, e notadamente na ESAF, é comum a elaboração de questões nas quais se espera que o candidato escolha “a menos errada” ou “a mais correta”. Esta questão foi elaborada a fim de treiná-los para encarar tranqüilamente este tipo de questão. Vejamos as possibilidades de resolução, sem enfrentar a polêmica. Comecemos a análise a partir da última assertiva. A assertiva V é flagrantemente incorreta, pois inverte a ordem de idéias. A relação de trabalho é gênero, do qual é espécie a relação de emprego, e não o contrário. A assertiva IV também é flagrantemente incorreta, pelo mesmo motivo. A hipótese aventada é de trabalho voluntário, e não de trabalho institucional, que como vimos é aquele trabalho prestado à Administração Pública, mediante relação de direito administrativo. Bom, com estas conclusões, podemos excluir todas as respostas que contenham como certas as assertivas IV e V. Logo, excluímos as letras “b”, “c” e “e”. Restam, por óbvio, apenas as letras “a” e “d”. Desse ponto, podemos extrair duas conclusões imediatas: a assertiva I está correta, pois está presente em ambas as alternativas restantes; a resposta dependerá da análise da assertiva II que, por sua vez, é simples. O art. 4º da Lei 6494/1977 exclui expressamente a possibilidade de reconhecimento de relação de emprego com o estagiário (lembremse que isso vale para o estágio lícito; se for ilícito, prima-se pela realidade, sempre). Diante de todo o exposto, a alternativa “mais correta” dentre as oferecidas é a da letra D. Questões de concurso (nível igual ou superior ao exigido para AFT): 1 O avulso tanto

pode ser portuário como nãoportuário. Poucos autores, entretanto, enfrentam o tema, dada a maior incidência do avulso portuário. A Prof. Vólia Bomfim Cassar ensina que “nãoportuário é o avulso que trabalha para diversos tomadores, sem vínculo de emprego, obrigatoriamente intermediado pelo sindicato da categoria. Pode executar seus serviços na área portuária ou não. O que o diferencia do avulso portuário é, na verdade, que ele (não-portuário) é intermediado pelo sindicato e não é regido pela Lei nº 8.630/1993, enquanto o portuário é regido pela referida lei e intermediado necessariamente pelo OGMO. Vulgarmente é o chamado chapa, por prestar serviços em carregamento e descarregamento de carga, sem habitualidade ou repetição. Ressaltese que o verdadeiro chapa tem que ser intermediado pelo sindicado.” (CASSAR, Vólia Bomfim. Direito do Trabalho. – 2ª ed. – Niterói : Impetus, 2008, p. 300) Ressalte-se, por fim, que existe ainda, paralela à figura que a Prof. Vólia Bomfim denomina “verdadeiro chapa”, o chapa que chamamos de “genérico”, qual seja, aquele que fica na entrada das cidades à espera de caminhões carregados para oferecerem seus serviços de descarregamento. Este não é considerado trabalhador avulso pois oferece diretamente seus serviços, sem intermediação do sindicato. 8 – (PROCURADOR DO TRABALHO/MPT – XI CONCURSO – 2004) A relação de emprego é o vínculo jurídico sobre o qual incide o Direito Individual do Trabalho. A respeito desta relação jurídica, pode-se dizer: I – a exploração econômica do serviço prestado pelo trabalhador é essencial para a configuração da relação de emprego;

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a exploração econômica do serviço. 11 . quando o trabalhador presta serviço em sua própria residência. III – não se forma vínculo de emprego. não produzindo valores de troca. tem sido mitigado o requisito da pessoalidade em relação ao empregado em domicílio. que o obreiro detenha conhecimentos técnicos superiores aos daquele que o emprega. Basta imaginar o exemplo de um médico contratado por uma indústria metalúrgica. estará reconhecida a existência de eventualidade. b) estão corretas as afirmações II e III. a subordinação é jurídica. exceto para o doméstico. médico.: c 9 – (JUIZ DO TRABALHO – 7ª REGIÃO – ESAF – 2005) Analise as proposições a seguir e assinale a opção correta. 6º da CLT: não se distingue entre o trabalho realizado no estabelecimento do empregador e o executado no domicílio do empregado. A partir responda: das afirmações supra. admitindo-se seja o mesmo auxiliado por membros da família. Art. a atividade seja permanente da empresa e haja fixação jurídica do trabalhador ao tomador dos serviços. superior ao daquele que lhe contrata. e) não respondida. por ausência de subordinação. e não técnica. notadamente nas funções intelectuais. por construção doutrinária e jurisprudencial. secretária. em absoluto. Errado. cuja prestação de serviço deve se limitar ao consumo imediato do tomador.Errado. enquanto requisito imprescindível à configuração da relação de emprego. para verificar se a onerosidade que permeou o vínculo objetivou a percepção de contraprestação. etc). I. Como estudamos. Errado. afigurase relevante investigar a real intenção das partes. Muito provavelmente o empregador não terá qualquer conhecimento técnico da área médica. a continuidade. para configuração da não-eventualidade. Assim. Resp. A onerosidade. podendo o mesmo se limitar ao consumo do tomador. e para a execução das tarefas é auxiliado por membros de sua família. a) apenas a afirmação I está correta. especialmente do trabalhador. obstando a formação do vínculo de emprego. mas permanente. há que ser avaliada sob a óptica do prestador dos serviços. Sabe-se que um dos elementos caracterizadores da relação de emprego responde pela nãoeventualidade na prestação dos serviços. Dois exemplos indicam a incorreção da assertiva: empregado doméstico. instituição sem fins lucrativos que contrata empregados para realização de atividades de apoio (faxineira. não interessa. II. Aliás. Em tal circunstância. c) todas estão erradas. que este médico seja seu empregado. Não se exige. previsão de repetibilidade. cozinheira. desde que haja repetição. desde que esteja caracterizada a relação de emprego. para a configuração da relação de emprego. Logo. II – não há subordinação quando o trabalhador possui conhecimento técnico ou científico. Por sua vez. porém isso não impede. quanto ao serviço realizado. d) apenas a afirmação II está correta. Havendo prestação laboral intermitente. é bastante comum. basta o trabalho intermitente. Errado.

poderíamos extrair duas finalidades possíveis: fruto do trabalho auferido diretamente pelo trabalhador (autônomo). exceto a quarta e a quinta. Correto. isto é. o que caracteriza a alheiabilidade da prestação dos serviços pelo empregado (alteridade). Ocorre que também vimos que a assertiva II é correta. a nãoeventualidade. Ao menos essa é a minha opinião. a) Todas são verdadeiras. suponho que a expressão “a finalidade atribuída a determinado serviço” se refira à alteridade. que o contrato de trabalho é concluído intuitu personae.: a 10 – (JUIZ DO TRABALHO – 1ª REGIÃO – 2005) Diz-se. exceto a terceira. como também já estudamos. III. Entretanto. em relação ao empregado. a finalidade atribuída à realização de determinado serviço. a onerosidade e a subordinação jurídica. só a banca poderia responder a esta questão. se o tipo de trabalho não interessa. Pela doutrina atual.Correto. essa subordinação é avaliada sob uma perspectiva objetiva. sendo essencial à configuração dessa relação jurídica que a prestação de serviços tenha um caráter de infungibilidade em relação à aludida pessoa. possui relevância. exceto a primeira e a segunda. Como vimos alhures. Resp. e) Todas são verdadeiras. Correto. é qualificado como sendo uma subordinação jurídica. na relação de emprego. pelo que a resposta só pode ser a letra “a”. Ora. b) Todas são verdadeiras. d) Todas são verdadeiras. para caracterização da relação de emprego. Presentes a pessoalidade. c) Todas são verdadeiras. E por que a assertiva V estaria correta? A rigor. da lição inclusive de Maurício Godinho Delgado. Analise as 12 . só servem as alternativas “a” e “d”. Somente a pessoa natural pode ocupar o espaço reservado ao prestador do serviço na relação de emprego. fruto do trabalho explorado pelo tomador dos serviços. Esta assertiva é duvidosa. IV. O vínculo subordinante que se estabelece entre o prestador de serviços e seu tomador. o tipo de trabalho prestado não interessa à caracterização da relação de emprego. que o trabalho é prestado por conta alheia. Todas as relações de trabalho (e não só a de emprego) têm como prestador de serviços pessoa física. Não consegui vislumbrar outra solução possível para esta questão. V. e não à pessoa do empregado. Correto. Como a primeira assertiva está flagrantemente errada. Nesta linha de pensamento. também não interessará o resultado (finalidade) que se espera do mesmo. Resolvi a questão a partir das alternativas. em exercício parecido com o mencionado no comentário da questão 7 supra. atuando sobre o modo da realização da prestação e não sobre a pessoa do prestador de serviços. exceto a primeira. exceto a segunda. Apura-se a onerosidade a partir da intenção econômica do empregado quando da contratação. até porque. O caráter de infungibilidade em relação ao empregado é sinônimo de pessoalidade. e sim o modo de prestação. como vimos. a subordinação é jurídica e se liga à prestação.

III .salvo se o empregador consente.A pessoalidade é uma das notas típicas da relação de emprego. b) ele tem seu contrato de trabalho automaticamente rescindido na medida em que não pode ostentar a condição simultânea de empregado e empregador. logo não pode transmitir a outrem a obrigação de prestar serviços. resposta correta: assinalando a A questão não apresenta maiores dificuldades. e) apenas incorreta.A morte do empregado dissolve. Na mesma linha do item anterior. d) apenas as alternativas II e V estão corretas. pois na relação de emprego a prestação é infungível.: a ANALISTA ÁREA PROCESSUAL MPU – ESAF – 2004 – a alternativa II está 78. pelo que extingue-se automaticamente o contrato de trabalho. Todas as assertivas estão corretas e apresentam facetas da pessoalidade. não se computando o tempo de serviço do período em que exerceu a função de diretor.A obrigação de prestar o serviço é personalíssima e. sem maiores problemas. com a sua morte a prestação torna-se impossível.Em relação ao empregado eleito para ocupar cargo de diretor de sociedade anônima. Correto. exceto esporadicamente. portanto. mesmo diante da presença da subordinação jurídica atinente ao liame empregatício. e se esta obrigação é intransmissível. Correto. No mesmo sentido visto as alternativas estão c) apenas as alternativas I e IV estão corretas. não se computando o tempo de serviço do período pertinente ao exercício da função de diretor. as alternativas estão I .proposições abaixo. Correto. Se o obreiro não pode se fazer substituir. acima. ainda que presente a subordinação jurídica imanente ao vínculo empregatício. A pessoalidade como requisito da relação de emprego. Correto.O empregado não pode fazer-se substituir na empresa em que trabalha . Resp. a) todas corretas. o empregado não pode se fazer substituir por outrem. pessoalmente. II . pois se somente o empregado pode. o contrato. prestar serviços. Correto. ipso facto. com a aquiescência do empregador. 13 . intransmissível. c) ele tem seu contrato de trabalho interrompido. relaciona-se à característica de infungibilidade do trabalho do empregado. d) ele tem seu contrato de trabalho suspenso. é correto afirmar que a) ele tem o tempo de serviço atinente ao período de exercício na função de diretor computado para todos os efeitos legais. V . IV .O pacto de trabalho origina para o empregado uma obrigação de fazer que não é fungível. b) todas incorretas. isto é.

b) O desconhecimento do empregador da gravidez da empregada não inibe o direito ao pagamento da indenização defluente da estabilidade. salvo na hipótese de previsão contrária em norma coletiva. desde 1994. não se computando o tempo de serviço do período em que exerceu a função de diretor. Neste sentido. Comentário: a resposta. 79. letra “E”. pois neste caso a jurisprudência confere apenas a indenização. já existia. nos termos do item I da Súmula 244 do TST. Está errada. pois neste caso não é contrato de trabalho anterior. porque não tive acesso ao gabarito definitivo. razão pela qual a questão tinha duas respostas! Com efeito. não se aplicando àquele trabalhador contratado especificamente para a função de diretor. conforme redação original da OJ nº 88. portanto depois do concurso em questão. Também está errada.No que tange aos efeitos pertinentes à estabilidade. aponte a opção incorreta. Correta. A hipótese de previsão contrária em norma coletiva era prevista expressamente na época do concurso. o item II da Súmula 244 do TST. reflexos e parcelas rescisórias). não obstante a referida Súmula tenha sido editada e publicada apenas em 2005. Não sei se efetivamente o foi. o item V da Súmula 369. pagamento de salários e contagem do tempo de serviço. é obtida a partir da Súmula nº 269 do TST. d) Os efeitos da projeção do contrato de trabalho para o futuro em decorrência da concessão de aviso prévio alcançam as vantagens econômicas conquistadas durante o aviso prévio (salários. a) Admite-se a reintegração de empregado detentor de estabilidade provisória ainda que esgotado o período estabilitário. c) O empregado candidato ao cargo de dirigente sindical tem direito à estabilidade provisória mesmo que o registro de candidatura tenha ocorrido durante o período do aviso prévio. conforme Súmula 371 do TST. e não a possibilidade de reintegração. Observe-se que.EVP 14 . Assim. Neste sentido. a letra “C” também atende ao comando do enunciado (opção incorreta). com exceção da estabilidade provisória. e) A extinção do estabelecimento comercial na área de abrangência da base territorial do sindicato prejudica o direito do dirigente sindical à estabilidade provisória. razão pela qual a questão deveria ter sido anulada. Correta. Obviamente a hipótese somente se aplica ao trabalhador que já era empregado na “companhia” e veio a ser eleito diretor da mesma. embora o gabarito oficial seja letra “A”. a jurisprudência consolidada do TST rejeita a possibilidade de reconhecimento da estabilidade provisória do dirigente sindical quando o registro da candidatura se dá durante o aviso prévio. bem como o item I da Súmula 396 do TST. a OJ nº 35. notadamente prestação de serviços. nos termos do item IV da Súmula 369 do TST.e) ele tem seu contrato de trabalho suspenso. salvo na hipótese de permanência da subordinação jurídica própria do vínculo empregatício. Lembrem-se que a suspensão contratual implica na sustação temporária dos principais efeitos do contrato de trabalho. com a mesma redação. Correta. FIGURA JURIDICA DO EMPREGADO Questões elaboradas – Auditor Fiscal Ricardo Resende .

Correto. constitui afronta ao dispositivo consolidado que proíbe a distinção entre trabalho manual. razão pela qual não constituem discriminação ou afronta ao princípio constante do parágrafo único do art. técnico e intelectual. (c) é perfeitamente possível que o trabalhador em domicílio seja empregado. qualquer incompatibilidade entre as figuras do sócio e do empregado. Não há. fato este de difícil fiscalização pelo empregador. Correto. exceto se permanecer a subordinação jurídica. Neste caso. Correto. não faz jus ao pagamento das horas extraordinárias). desde que por real necessidade de serviço. e sim limita alguns direitos típicos dos empregados. pode ser revertido ao antigo posto de trabalho (alteração contratual lesiva ao empregado expressamente prevista em lei) e pode ser transferido para outra localidade independentemente da sua anuência. não-eventualidade. por exemplo. só por este fato. pois para a caracterização da relação de emprego basta a presença dos requisitos caracterizadores (pessoalidade. em regra. quanto ao horário de trabalho. 2) Considere as seguintes assertivas: I – a figura do sócio é incompatível com a figura do empregado. (d) consoante a jurisprudência dominante do Tribunal Superior do Trabalho a eleição de empregado para o cargo de diretor implica na suspensão do contrato de trabalho. Errado. Correto. embora existentes. pois não se 15 . pois não é possível que alguém seja empregado de si mesmo. posto que é relativamente comum que o empregado seja auxiliado por pessoas da família. não apresentam tanto rigor em sua caracterização. Com efeito. a subordinação jurídica também não é tão rigorosa.01) Assinale a alternativa INCORRETA: (a) a natureza do trabalho prestado não é determinante para a caracterização da relação de emprego. Também é verdade que no trabalho em domicílio a pessoalidade se apresenta de forma mitigada. por exemplo. O art. até porque o empregado em domicílio tem certa liberdade. Os estatutos profissionais regulam situações jurídicas diferenciadas. geralmente categorias de trabalhadores intelectuais. em princípio. Por sua vez. desde que presentes os requisitos dos artigos 2º e 3º da CLT. 3º da CLT. o empregado detentor de cargo de confiança sofre restrições. a subordinação e a pessoalidade. por conseqüência. (b) a eventual existência de estatutos profissionais dispondo sobre categorias diferenciadas. bastando para tal que se verifiquem os requisitos dos artigos 2º e 3º da CLT. 6º da CLT iguala o trabalho em domicílio ao trabalho do empregado que exerce suas atividade na empresa. não obstante reduzido o grau de subordinação jurídica. subordinação e alteridade). A redução do grau de subordinação jurídica não implica no não reconhecimento da qualidade de empregado. de acordo com as peculiaridades de determinada categoria profissional. o empregado detentor de cargo de confiança não perde. a qualidade de empregado. controle de jornada e. (e) pode-se dizer que. Literalidade da Súmula nº 269 do TST. quanto à proteção da jornada de trabalho (não tem. não importando a natureza (tipo) do trabalho prestado. Errado. onerosidade.

há outros requisitos essenciais (pessoalidade e alteridade).confundem a pessoa física do sócio e a pessoa jurídica da sociedade. IV – a partir do advento das premissas do chamado Novo Direito tem sido admitida a relação de emprego doméstico entre cônjuges. O empregado será doméstico sempre que presentes os requisitos caracterizadores da relação de emprego. que tem intenção onerosa). o décimo terceiro salário. e a concomitante prestação de serviços de limpeza a empresa da mesma família configura o fenômeno da promiscuidade contratual. laborando com continuidade. II – será doméstico o empregado que. 3º). os tribunais têm entendido que em regra não há que se falar em relação de emprego entre cônjuges. Estão incorretas as assertivas: (a) I e II (b) I. é importante reiterar que é comum aparecer em questões de concurso estes três requisitos como os necessários à caracterização da relação de emprego. serão incompatíveis as figuras sempre que o sócio detenha intensa participação na sociedade. depois porque a presunção é no sentido que não há subordinação entre cônjuges. mas a presença destes três torna a resposta correta. Dessa forma. mas somente na definição do empregador (art. sendo que os serviços não podem ter finalidade lucrativa (sob o ponto de vista do empregador). em face da atecnia da CLT ao não mencionar a pessoalidade e a alteridade na definição de empregado (art. temos uma relação de emprego doméstico e outra. A assertiva é absurda. por exemplo. prestar serviços não qualificados a pessoa física. sendo que presume-se a subordinação do cônjuge que não trabalhe fora. não da prestação. IV e V (e) I. Quanto a esta assertiva. Correto. concomitante. mas somente a pessoa física ou grupo familiar. Errado. por exemplo. Literalidade do art. Nestes casos deve ser aplicado o regime jurídico que seja mais favorável ao empregado. primeiro pela fantasiosa idéia da suposta corrente do “Novo Direito”. II e III 03 – Todas as corretas. sem finalidade lucrativa (dos serviços. em face do qual deve prevalecer o regime jurídico mais favorável ao empregado. substituída a nãoeventualidade pela continuidade. Errado. 16 . desde que evidenciados os requisitos legais. é estranho à caracterização do doméstico que os serviços sejam ou não qualificados (lembremos que um piloto de avião. 2º). No caso em tela. III – são requisitos caracterizadores da relação de emprego a subordinação. jurídica ou grupo familiar. dentre outros. e pelo fato de prestar serviços a pessoa física ou a grupo familiar. pode ser doméstico!). II e IV (d) II. II e V (c) I. onerosidade e subordinação. 3º da CLT. Como já estudamos. Também está errada a assertiva pelo fato de que não existe prestação de serviço doméstico a pessoa jurídica. de emprego (não doméstico). exceto: assertivas estão (a) são direitos constitucionalmente estendidos ao doméstico. a onerosidade e a não-eventualidade. Dessa forma. e sim sociedade de fato. quando é sócio majoritário e/ou possui o controle da empresa. Entretanto. Correto. V – a prestação de serviços à pessoa ou à família.

aspirante à condição de empregado. Este é o entendimento dominante na jurisprudência. Correto.irredutibilidade do salário. 5º. que poderá ou não ser confirmada depois de concluído o programa de aprendizagem. (e) não será rurícola o empregado da indústria do açúcar e do álcool que não realize atividades tipicamente rurais. como o próprio nome indica. entre outros. ainda que este forneça à professora moradia e gratificação pecuniária. razão pela qual o doméstico passou a fazer jus também aos feriados. pois este direito era negado expressamente ao doméstico pelo art. Não obstante. prévio e aposentadoria. 5º da Lei nº 605/1949. (d) ao doméstico são garantidos tanto o descanso semanal remunerado quanto os feriados civis previstos em lei. são rurícolas. também chamada de agroindústria. 7º da CRFB. O doméstico tinha direito somente ao descanso semanal remunerado. OJ 315 da SBDI-I do TST. o aprendiz se diferencia pela determinação de prazo do contrato de trabalho (até dois anos). A relação de emprego rural difere da relação de emprego comum pela qualidade do empregador. por força do disposto no art. empregados de escritório de empresa agropecuária. Assim. No caso do empregado de indústria rural a regra é oposta àquela do empregado vinculado a empregador rural que explora atividade agrícola. aviso parágrafo (b) a relação de emprego rural difere da relação de emprego pela natureza dos serviços prestados pelo obreiro. Neste sentido. isto é. assim considerado aquele que exerce atividade agroeconômica. Correto. Também é rurícola o empregado de indústria que explora suas atividades em estabelecimento agrário. e sim enquadrado na atividade preponderante da empresa. Em atividades tipicamente industriais o obreiro não será rurícola. exceto portadores de necessidades especiais. da Lei nº 605/1949. a Lei nº 11. Quanto aos feriados. da CRFB. (c) conforme a jurisprudência dominante. o trabalhador de indústria rural será rurícola apenas quando suas atividades forem tipicamente rurais. Correto. não obstante suas atividades não sejam tipicamente rurais. Correto. Errado. Literalidade do único do art. Em relação aos demais empregados. Ressalte-se que não necessariamente o empregado rural prestará serviços tipicamente rurais. será rural o empregado de empregador rural. para quem não existe limite máximo de idade). parágrafo único. Errado. a professora que ministra aulas em escola rural não se vincula empregaticiamente ao dono da fazenda onde está situada a escola. os motoristas. 4 – Julgue os seguintes itens (Certo ou Errado): a) o aprendiz não é empregado e sim. alínea “a”. pela restrição da idade (poderão ser aprendizes os maiores de quatorze anos e os menores de vinte e quatro anos. Basta que o tomador dos serviços seja empregador rural para que o empregado seja rurícola. tratoristas. 7º. pelo recolhimento do FGTS em alíquota diferenciada 17 . não tinha direito.324/2006 revogou esta alínea “a” do art. que devem ser aqueles tipicamente rurais. O aprendiz é um empregado cujo regime jurídico é especial.

bastando para tal que estejam presentes os requisitos legais (art. contratar escreventes. Nos termos da CRFB. Aplica-se aos empregados públicos a CLT. o aprendiz é empregado como qualquer outro. por sua vez. d) Mévio foi admitido em março de 2006 como escrevente em um cartório (tabelionato) de notas nãooficializado na cidade de Cartolândia do Norte. são regidos por estatutos próprios. b) não se aplicam aos empregados públicos as disposições celetistas.935/1994. corretamente. ou seja. Errado. pois se presume o conluio entre as partes para fraudar o sistema do FGTS e do Seguro-Desemprego. Correto.(2%. o qual dispõe que: “os notários e os oficiais de registro poderão. Demitido em dezembro de 2007. e) a existência de relação de parentesco até o terceiro grau entre prestador e tomador dos serviços afasta a relação de emprego. para o desempenho de suas funções. contra 8% dos empregados “normais”). É importante ressaltar que a qualificação do tomador dos serviços (“sem fins lucrativos”) não lhe retira a qualidade de empregador. nos termos 18 . 2º e 3º da CLT). os direitos trabalhistas constantes da CLT. Tanto a secretária da instituição sem fins lucrativos quanto o trabalhador em serviços gerais na igreja são empregados. Mévio procurou um advogado para “saber de seus direitos”. o registro. O regime jurídico dos trabalhadores em cartórios extrajudiciais é o celetista. a realização dos exames de saúde ocupacional conforme NR-7. Correto. e auxiliares como empregados. pois no caso do voluntário falta para caracterização da relação de emprego o requisito da onerosidade. e pela necessidade de matrícula do aprendiz em programa de aprendizagem. desde que presentes os requisitos caracterizadores da relação de emprego. Literalidade do art. nos termos do art. 28 da Lei nº 7. O parentesco não afasta o vínculo empregatício. 05 – (TÉCNICO – ÁREA ADMINISTRATIVA – TRT19 – FCC – 2003) NÃO há relação de emprego entre: A – a instituição sem fins lucrativos e a respectiva secretária B – a igreja e o respectivo encarregado de serviços gerais C – a dona de casa e a empregada doméstica D – a instituição de beneficência e o voluntário E – o titular de Cartório oficializado e o serventuário não A resposta é a letra D. Os servidores públicos. firmando com a Administração Pública relação jurídica administrativa e não trabalhista. e sim o estatuto próprio fixado em lei.210/1984 (Lei de Execuções Penais). os serviços notariais são exercidos por delegação do Poder Público. Exceto por estas regras especiais. Errado. pelo pagamento do salário-mínimo hora. dentre eles escolhendo os substitutos. oportunidade na qual o causídico. salvo disposição mais benéfica em instrumento coletivo. etc. com remuneração livremente ajustada e sob o regime da legislação do trabalho”. 20 da Lei nº 8. sendo exigida a anotação do contrato de trabalho em CTPS. c) o trabalho do preso não forma vínculo de emprego com o Estado. lhe informou que seus direitos são os direitos de qualquer empregado.

2º.935/1994. previsão de repetibilidade. 6º da CLT. Nos casos das letras B e E falta o requisito da onerosidade. razão pela qual não há relação de emprego. C – o dono da obra e o pedreiro. 2º da CLT. D – a noiva e a costureira. consoante o art. §1º.935/1994. 20 da Lei nº 8. que o serviço seja permanente na atividade da empresa (seja na atividade-fim. o art. bem como este não assumiria os riscos da atividade econômica. A letra B também está incorreta porque a habitualidade não exige a prestação de serviços diária. a exclusividade. Finalmente. nos termos do art. A dona de casa e a empregada doméstica formam a relação de emprego tipicamente doméstica. a letra E está incorreta porque os riscos da atividade econômica cabem exclusivamente ao empregador. desde que compatíveis os horários. pois a prestação de serviços. A letra D está errada porque não se exige. bastando que haja repetição. o serventuário do cartório não oficializado é empregado. pois o empregado só poderá ser pessoa física. A letra A está errada. nos termos do art. tendo em vista que não há que se falar em não-eventualidade nesta hipótese (não há previsão de repetibilidade e a atividade não é normal na dinâmica do tomador dos serviços).do art. por exemplo. não B – a instituição de beneficência e os voluntários. Percebam a recorrência desta temática em provas da FCC (!). pois não haveria finalidade econômica para o dono da obra. E – a igreja e o religioso. nada impede que o empregado tenha mais de um vínculo 19 . Entre o dono da obra e o pedreiro não há relação de emprego. para caracterização da relação de emprego. Por fim. A resposta é a letra A. na relação de emprego. 08 – (TÉCNICO JUDICIÁRIO – TRT22 – 2004 – FCC) É correto afirmar que: E – os riscos da atividade econômica são suportados pelo empregador ou pelo empregado A resposta é a letra C. ao menos para a jurisprudência dominante. Neste sentido. 06 – (ANALISTA – EXECUÇÃO DE MANDADOS – TRT17 – FCC) Na relação de emprego A – o empregado pode ser pessoa física ou jurídica B – configura-se a habitualidade somente se a prestação de serviços é diária C – a prestação de serviços pode ocorrer fora do estabelecimento fabril ou comercial D – exige-se trabalhador exclusividade do de emprego com empregadores diversos. pode perfeitamente ocorrer fora do estabelecimento fabril ou comercial como. seja na atividade-meio) e que haja fixação jurídica do obreiro ao tomador dos serviços. 07 – (ANALISTA – ÁREA ADMINISTRATIVA – TRT9 – FCC – 2004) Há relação de emprego entre: A – o titular de cartório oficializado e os serventuários. da CLT. nunca pessoa jurídica. Finalmente. não há relação de emprego entre a noiva e a costureira. Com efeito. 20 da Lei nº 8. pois há vínculo de emprego entre o titular de cartório não oficializado e seus serventuários. no caso do empregado em domicílio. regido pela CLT.

praticando atos jurídicos em seu nome. no trabalho em domicílio (art. no âmbito do Direito do Trabalho. O trabalho autônomo é marcado pela ausência de subordinação. Correta a letra A. por exemplo. E – o trabalho executado no domicílio do empregado será sempre considerado eventual. modo e local da prestação. B – são trabalhadores avulsos aqueles que prestam serviços a outrem. 6º da CLT. em curtos períodos de tempo. somente aos empregados. O que caracteriza o trabalho avulso é o fato de o trabalhador avulso colocar sua energia de trabalho à disposição de distintos tomadores. da forma que melhor lhe convier. que em regra caracteriza relação de emprego. ao passo que na relação de emprego o trabalhador se subordina juridicamente ao empregador. ainda que não esteja caracterizada a relação de emprego. em afronta ao princípio da dignidade humana. figura muito comum principalmente no meio rural. D – o trabalho executado no domicílio do empregado sempre será considerado autônomo. conferindo a este o poder de dirigir o trabalho. Também chamado “gato”. C – são trabalhadores intermediários aqueles que compõem a própria atividade da empresa. C – apenas o trabalho realizado no estabelecimento do empregador caracteriza a relação de emprego. definindo o tempo. distinguir-se-á este do trabalho executado no estabelecimento do empregador.A – não se distingue entre o trabalho realizado no estabelecimento do empregador e o executado no domicílio do empregado. 09 – (JUIZ DO REGIÃO – 1998) TRABALHO – 12ª A – são trabalhadores autônomos aqueles que possuem a discricionariedade do tempo. A letra B está errada porque se não há relação de emprego no trabalho executado no domicílio do empregado. As letras D e E também estão erradas porque será considerado relação de emprego o trabalho executado do domicílio do empregado. modo e local de trabalho. A distinção surge da proteção legal trabalhista. complementando-a ou suplementando-a. Correto. pela literalidade do art. o modo e o local da prestação dos serviços. a figura do intermediário é repelida pelo sistema legal de proteção ao trabalho. é aquele trabalhador que se coloca como elo de ligação entre um trabalhador e o tomador de seus serviços. em regra. B – não se distingue entre o trabalho realizado no estabelecimento do empregador e o executado no domicílio do empregado. Errado. integrando-a. Errado. 6º da CLT). A letra C está errada pois é possível que exista relação de emprego fora do estabelecimento do empregador. o tempo. ainda Aponte a alternativa correta: 20 . Em outras palavras. desde que esteja caracterizada a relação de emprego. D – são trabalhadores domésticos aqueles que prestam serviços a pessoa física ou grupo familiar. sempre que presentes os requisitos caracterizadores da relação de emprego. Intermediário. sem se fixar juridicamente a nenhum deles. pois configura mercantilização do trabalho humano. no trabalho autônomo predomina a liberdade do trabalhador. a quem cabe definir. que é conferida.

conforme exposto no comentário da letra A. O empregado rural. Não existe relação de emprego sem onerosidade. trabalhar mediante a inexistência de dependência. O doméstico não pode prestar serviços em atividade lucrativa. assim considerado aquele que desenvolve atividade agroeconômica. trabalhar mediante dependência. e sim a qualidade do empregador. Errado. para caracterização do rurícola. Errado. No mesmo comentário à letra A.889/1973). não é regido pela CLT. A relação de emprego exige trabalho não-eventual e nem todo empregado é regido pela CLT. Não existe emprego sem (subordinação). trabalhar de forma não eventual. por sua vez. d) ser pessoa física. prédio rústico é a propriedade localizada em perímetro urbano onde se desenvolve atividade agroeconômica. em áreas distantes das zonas urbanas. O doméstico. trabalhar mediante o pagamento de salário e prestar o trabalho pessoalmente são requisitos que configuram o empregado e que todo empregado é regido pela CLT. trabalhar de forma eventual. 2º da Lei 5.que em atividade lucrativa. trabalhar de forma não eventual. e sim pela Lei nº 5859/1972. que deve ser o empregador rural. Nem todo empregado é regido pela CLT. mediante o pagamento de salário e prestar o trabalho pessoalmente são requisitos que configuram o empregado e que nem todo empregado é regido pela CLT. trabalhar mediante dependência. é regido pela Lei nº 5889/1973. trabalhar de forma não eventual. se o mesmo presta serviços em zona urbana ou não. Errado. por exemplo. FIGURA JURIDICA EMPREGADOR DO Questões Elaboradas – Auditor Fiscal Ricardo Rezende – EVP 21 . Errado. e nem todo empregado é regido pela CLT. trabalhar mediante dependência. Errado. pois também será empregado rural o trabalhador que prestar serviços em prédio rústico a empregador rural (art. relação de dependência e) ser pessoa física. trabalhar gratuitamente e prestar o trabalho pessoalmente são requisitos que configuram o empregado e que todo empregado é regido pela CLT. trabalhar de forma não eventual. e não pela CLT. Com efeito. Pouco importa. ainda que industriais. 10 – (PROCURADOR DO ESTADO/RN – FCC – 2001) É correto afirmar que: a) ser pessoa física. E – são trabalhadores rurais aqueles que desenvolvem atividades. trabalhar mediante o pagamento de salário e prestar o trabalho pessoalmente são requisitos que configuram o empregado e que todo e qualquer empregado é regido pela CLT. trabalhar mediante o pagamento de salário e prestar o trabalho pessoalmente são requisitos que configuram o empregado e que nem todo empregado é regido pela CLT. Errado. b) ser pessoa física. mas no âmbito residencial da mesma pessoa ou grupo familiar. trabalhar mediante dependência. O que caracteriza o empregado rural não é o local da prestação dos serviços. Correto. sentido do c) ser pessoa física.

há inegável relação de coordenação administrativa entre elas. Ao contrário. na hipótese mencionada. nos termos do art. Comentário: a formação do grupo econômico para fins trabalhistas não se liga à idéia de grupo empresarial extraída da legislação comercial.00 (setecentos reais). Comentário: Nos termos da Súmula 129 do TST “ a prestação de serviços a mais de uma empresa do mesmo grupo econômico. Ao longo do contrato de trabalho Constantino laborou em sobrejornada de 45 minutos diários. A partir do caso acima. julgue os seguintes itens (certo ou errado): a) As empresas “Farmácia Gerais”. denominadas “Farmácia Gerais”. bastando para tal a relação de subordinação ou ao menos de coordenação empresas. 2º. Comentário: a identidade da atividade econômica não é requisito para a formação de grupo econômico. Constantino foi admitido pela “Lotérica Boa Esperança” para exercer a função de atendente. Cada um dos irmãos é sócio majoritário em uma das empresas e minoritário nas outras duas. durante a mesma jornada de trabalho. bem como os reflexos respectivos. c) Há de se reconhecer o grupo econômico. Constantino ingressou com reclamação trabalhista pleiteando diferenças salariais (adicionais de horas extras devidos e reflexos) e o FGTS incidente sobre tais diferenças (inclusive multa compensatória devida em função da demissão imotivada). apenas se Constantino conseguir comprovar que as empresas constituem grupo empresarial. d) Caso Constantino tenha prestado serviços à “Agência de Turismo Ouro Preto” durante o tempo em que tinha contrato de trabalho com a “Lotérica Boa Esperança”. 22 . salvo ajuste em contrário”. deverá ser reconhecida em juízo a duplicidade de contratos de trabalho. §2º. da CLT. sendo que constou em sua CTPS o salário mensal de R$700. tendo em vista que exercem atividades econômicas diversas. o que por si só afasta a hipótese legal de formação de grupo econômico.Questão 1 – Considere-se a seguinte hipótese: Três irmãos detém a propriedade de três empresas. não caracteriza a coexistência de mais de um contrato de trabalho. entre duas ou mais b) No caso. Comentário: a maioria da doutrina e da jurisprudência tem admitido a formação do grupo econômico ante a simples relação de coordenação entre as empresas. a mera relação de coordenação entre as três empresas é suficiente para a caracterização do grupo econômico para fins trabalhistas. e desde que respeitadas as formalidades previstas na legislação comercial. Demitido sem justa causa depois de três anos prestando serviços à “Lotérica Boa Esperança”. “Agência de Turismo Ouro Preto” e “Lotérica Boa Esperança” não formam grupo econômico. pelo que o obreiro poderá exigir as verbas trabalhistas relativas aos dois vínculos. a configuração do grupo econômico trabalhista não depende sequer de consórcio formal entre as empresas envolvidas. porém nunca recebeu o adicional de horas extras. “Agência de Turismo Ouro Preto” e “Lotérica Boa Esperança”. Não obstante não exista subordinação de uma empresa às outras.

desde que respeitada a compatibilidade de horários. razão pela qual cada uma das empresas poderia exigir que Constantino lhe colocasse à disposição sua energia de trabalho. mas mera relação de coordenação entre as empresas integrantes do grupo. Comentário: literalidade da Súmula 129 do TST. as duas primeiras serão subsidiariamente responsáveis pelo adimplemento dos créditos trabalhistas de Constantino.e) Configurado o grupo econômico entre as empresas “Farmácia Gerais”. ( E ) j) Caso a propriedade das empresas “Farmácia Gerais” e “Agência de Turismo Ouro Preto” tivesse sido transferida a terceiro durante a vigência do contrato de trabalho de Constantino. exigir o pagamento das empresas “Farmácia Gerais” e “Agência de Turismo Ouro Preto”. No caso em análise. forma-se o grupo econômico vertical se existe relação de subordinação entre as empresas integrantes. isto é. Comentário: Consoante o art. efetiva empregadora de Constantino. i) Tecnicamente pode-se dizer que as empresas mencionadas formam grupo econômico horizontal. razão pela qual não restam maiores dúvidas a respeito da configuração do grupo econômico. ( E ) f) Caso Constantino tenha ingressado com a reclamação trabalhista apenas em face da “Lotérica Boa Esperança”. poderiam as três empresas ser consideradas um único empregador em relação a Constantino. sem que com isso restasse configurado mais de um contrato de trabalho. em nenhuma hipótese o adquirente responderia pelos créditos trabalhistas deste obreiro. 2º da CLT as empresas integrantes do grupo econômico são solidariamente responsáveis pelos créditos trabalhistas dos empregados de qualquer uma delas. o enunciado da questão esclarece que há “inegável relação de coordenação administrativa entre elas” (as empresas). desde que não pairem dúvidas a respeito da existência do grupo econômico. em eventual fase de execução do julgado. considerado configurada a 23 . serão acionadas a pagar o quantum devido no caso de a “Lotérica Boa Esperança” não arcar com seu débito trabalhista em relação ao mencionado obreiro. Comentário: a doutrina mais moderna e a jurisprudência tem. Comentário: Hodiernamente o entendimento predominante na doutrina e na jurisprudência é no sentido de que as empresas integrantes do grupo econômico podem ser acionadas diretamente no processo de execução. ao passo que forma-se o grupo econômico horizontal se não existe subordinação. tendo em vista que as mesmas não teriam participado do processo de conhecimento. não poderá. g) Ante a inexistência de cláusula contratual dispondo em contrário. tendo em vista que não restou configurada a sucessão trabalhista porque não houve alteração na propriedade ou na estrutura jurídica da empresa “Lotérica Boa Esperança”. Comentário: segundo classificação corrente na doutrina. Assim. e logo não lhes teria sido garantido o direito constitucional ao contraditório e à ampla defesa. “Agência de Turismo Ouro Preto” e “Lotérica Boa Esperança”. já transcrita no comentário da alínea “d” supra. o caso é de solidariedade e não de mera subsidiariedade. dada a inexistência de relação de subordinação entre as mesmas. em alguns casos.

nos termos dos artigos 10 e 448 da CLT. A hipótese é interessante para fins de concurso público porque ressalta a atenção que o candidato deve ter diante de expressões que denotem regras absolutas. José foi contratado pela pessoa jurídica Aga. QUESTÕES ANTERIORES: DE CONCURSOS QUESTÃO 2 – (JUIZ DO TRABALHO – 5ª REGIÃO – CESPE – 2006) A subordinação jurídica apresenta-se. Dessa forma. ( E ) k) Na hipótese de a “Lotérica Boa Esperança” ter sido arrendada a terceiro durante a vigência do contrato de trabalho de Constantino. Na hipótese. tanto na doutrina quanto na jurisprudência. a jurisprudência tem reconhecido a responsabilidade subsidiária do sucedido nos casos em que a sucessão tenha provocado considerável redução das garantias de adimplemento dos créditos trabalhistas dos empregados. mas as outras duas empresas como garantes de seus créditos. que atua na área de desenvolvimento de software para instituições financeiras. para prestação de serviços de programador. No caso em análise. Caso confirmada em juízo esta presunção. Algumas vezes evidente e em outras apresentando-se como leve traço. No desempenho de suas funções. tinha não só seu empregador direto. um modelo situado entre o trabalho subordinado e o autônomo: o trabalho parassubordinado. muitas vezes. o responsável pelos créditos trabalhistas de Constantino seria exclusivamente o sucessor (arrendatário). na prática judicial. considere a seguinte situação hipotética. Observe-se que a questão é polêmica e está longe de pacificação. seria possível. in concreto. Um dos elementos caracterizadores da relação de emprego. a responsabilização dos adquirentes como sucessores. o magistrado depara-se com situações incomuns. que dificultam a constatação da relação empregatícia. “nunca”. como forma de garantir efetivamente o recebimento dos créditos do trabalhador. poderia o juiz determinar. Como exemplo. “sempre”. a responsabilidade subsidiária do sucedido. como “em nenhuma hipótese”. vigindo o arrendamento quando de sua demissão. pois há certa presunção de menor idoneidade econômica do arrendatário.sucessão de empregadores sempre que a alteração intra ou interempresarial resulte no enfraquecimento das garantias do crédito trabalhista do empregado. a subordinação é considerada pela doutrina prevalecente como uma situação jurídica. José tem a incumbência de desenvolver programa que será parte integrante de um software criado para sistema 24 . antes da alteração. a alienação das outras duas empresas que formavam com a “Lotérica Boa esperança” o grupo econômico provocaria inequívoco enfraquecimento das garantias creditícias de Constantino. É importante lembrar que a regra jurídica quase sempre comporta exceções. então todo cuidado é pouco com este tipo de afirmação. posto que este. Afora o debate meramente didático. Comentário: não obstante a regra seja a isenção de responsabilidade do sucedido pelos créditos constituídos antes da transferência (sucessão). a doutrina italiana chegou a considerar a existência de um terceiro gênero. como uma obrigação patrimonial de prestação pessoal. na classificação de Von Tuhr. a transferência da empresa a título provisório para um arrendatário muito provavelmente provocará o enfraquecimento das garantidas creditícias de Constantino. ao menos em tese.

Comentário: assertiva correta. O trabalho de José pode ser desempenhado em sua própria residência. mesmo porque. telefone celular exclusivo. O importante é que haja a possibilidade de o empregador dar ordens. bip e laptop. (BARROS. para os fins da legislação trabalhista. C Para a caracterização da subordinação jurídica não é necessária supervisão técnica contínua. Se precisar sair de sua residência.) D Se determinada instituição financeira possuísse o controle acionário de Aga. por intermédio de um programa de transferência eletrônica de mensagens. dirigir e fiscalizar a atividade do empregado. mas o que interessa é a possibilidade de o empregador intervir nas atividades do empregado. Comentário: assertiva correta. do que decorre o poder empregatício (poder diretivo) e o dever de obediência do empregado. o que interessa é a possibilidade que assiste ao empregador de intervir na atividade do empregado. que deve apenas cumprir o prazo definido. Mencionamos mais uma vez a esclarecedora lição da Profª. diferenças entre o trabalho realizado no estabelecimento empresarial e o desempenhado no domicílio do empregado. São Paulo : LTr. A A CLT não estabelece. a subordinação do trabalhador ao tomador dos seus serviços no tocante ao modo de prestação do trabalho. 6º da CLT. B A subordinação jurídica é fonte de direitos e deveres para as partes da relação de emprego. nem sempre a subordinação jurídica se manifesta pela submissão a horário ou pelo controle direto do cumprimento de ordens”. dirigindo e administrando os bens de Aga para a consecução de seus objetivos empresariais. tampouco torna-se necessária a vigilância técnica contínua dos trabalhos efetuados. atribuindo ao empregador os poderes de direção. pelo que aplicável a regra 25 . Em linhas gerais. conectado à Internet. ambos. expressamente. e que forem relativos à sua parte da programação. 241. pois a subordinação jurídica decorre do contrato de trabalho e representa. Alice Monteiro de Barros: “Esse poder de comando do empregador não precisa ser exercido de forma constante. comandar. em relação aos trabalhadores intelectuais. ela é difícil de ocorrer. Curso de Direito do Trabalho. Comentário: assertiva correta. diligência e fidelidade.maior. Comentário: assertiva correta. Com base nessas informações e acerca dessa situação hipotética. Alice Monteiro de. p. desde que mantenha contato direto com os supervisores. seriam considerados empregadores de José. relação norteada pela idéia civilista de boa-fé objetiva. José tem de portar. A jornada de trabalho também pode ser definida por José. José participa de todas as fases do processo de criação do software e. controle e disciplinar e ao empregado os deveres de obediência. assinale a opção incorreta. Literalidade do art. desde que presentes os pressupostos da relação de emprego. em síntese. quando este passa a ser utilizado no mercado. pois no caso estaria caracterizado o grupo econômico. normalmente um home banking ou para centrais de autoatendimento bancário. durante este período. Por isso. 2005. permanece conectado à Internet e com uma linha telefônica exclusiva em sua residência para contatos a qualquer momento para resolver problemas que surgirem na execução do software.

à qual é facultado. Dessa forma. São Paulo : LTr. pelo critério objetivista. Comentário: assertiva incorreta. Comentário: item errado. 2 De acordo com a legislação vigente. no caso acima apresentado. A direção e a fiscalização exercida por Aga sobre as atividades de José. no caso hipotético apresentado. na qual se inspirou. Sobre esta questão é importante verificar que. por empresário. vedada a transferência de eventuais custos ou prejuízos aos empregados. acerca da figura jurídica do empregador. inclusive. 2º da CLT. remunerando-os exclusivamente com participação nos lucros e resultados. Conforme o disposto no art. não obstante a assertiva da letra “E” demande conhecimentos técnicos mais profundos. era perfeitamente possível resolver a questão por eliminação. concebida como atividade econômica organizada. visto como uma universalidade de bens corpóreos e incorpóreos ou unidade de produção voltada à concretização dos fins sociais do empreendimento. Curso de Direito do Trabalho. são devidos ao empregado os salários contratualmente ajustados. o qual considera a subordinação sob o prisma da direção e da fiscalização pelo empregador. disponibilidade para manutenção dos sistemas). Por sua vez. definição de prazos pela empresa. pelo critério objetivista a subordinação “consiste na integração da atividade do trabalhador na organização da empresa mediante um vínculo contratualmente estabelecido. QUESTÃO 3 – (CONSULTOR LEGISLATIVO DO SENADO – CESPE – 2002) Julgue os itens seguintes. Alice Monteiro de. §2º. qualquer que seja a situação da empresa. Assim. E Pelo critério objetivista.do art. partilhar os riscos da atividade econômica com seus empregados. o critério subjetivista reforça a idéia de dependência. 242). não se confunde com o estabelecimento. 26 . ou por sociedade empresária”) do Código Civil. Dessa forma. da CLT. 2005. 1 A empresa. no caso hipotético apresentado a subordinação estaria caracterizada. com o conseqüente dever de obediência pleo empregado. pelo empregador. das modalides de prestação do trabalho” (BARROS. são elementos caracterizadores da subordinação jurídica. p. mediante acordo ou convenção coletiva. pela inserção dos serviços prestados por José na organização da empresa Aga (e notadamente em seu objetivo social). c/c a Súmula nº 129 do TST. Literalidade dos artigos 966 (“empresa é a atividade econômica organizada para a produção ou a circulação de bens ou serviços”) e 1142 (“considera-se estabelecimento todo complexo de bens organizados. em virtude do qual o empregado aceita a determinação. os riscos do empreendimento devem ser suportados exclusivamente pelo empregador. 2º. 3º da CLT). Comentário: item correto. posto que as demais assertivas (“a” a “d”) não apresentam maiores dificuldades. seriam elementos caracterizadores da subordinação jurídica pelo critério subjetivista. bem como pela possibilidade de o tomador dos serviços determinar o modo de prestação do trabalho (contato direto com supervisores. a direção e a fiscalização exercidas por Aga sobre as atividades de José. considera-se empregador a empresa individual ou coletiva que assalaria e dirige a prestação pessoal de serviços. para exercício da empresa. o legislador celetista (art.

com os efeitos daí advindos (responsabilização do sucessor). Assim. o proprietário de uma empresa do setor de turismo foi obrigado a transferir o empreendimento a uma empresa concorrente. 5 A sucessão de empregadores. a sucessão de empregadores resta configurada independentemente do título jurídico da alteração subjetiva do empregador. ao passo que outros acabaram sendo absorvidos pela nova empresa titular do empreendimento. regulamento de empresa. Como vimos. as empresas reunidas em grupo econômico apenas serão solidariamente responsáveis pelos créditos trabalhistas devidos aos empregados de cada uma delas. se operarem no mesmo segmento comercial ou se suas atividades não estiverem horizontalmente integradas no mesmo processo produtivo ou comercial. Da mesma forma. Com efeito. inclusive daqueles demitidos antes da sucessão. para os fins do direito do trabalho. Comentário: item correto. a sucessão de empregadores terá sido claramente configurada. sem o pagamento das indenizações devidas. não restam dúvidas de que o sucessor responde por todos os débitos trabalhistas relativos ao período anterior à modificação na propriedade da empresa. bem como não depende da manutenção de todos os empregados em atividade. todas as regras aplicáveis ao contrato (cláusulas contratuais. Hipótese típica de sucessão de empregadores. como horizontal (se existe mera relação de coordenação administrativa entre as empresas integrantes). Comentário: item correto. Para configuração do grupo econômico para fins trabalhistas não é necessário que as empresas atuem na mesma atividade econômica. ao passo que a transferência do empreendimento afetou diretamente a garantia de adimplemento dos créditos trabalhistas dos empregados.) permanecem incólumes frente à alteração subjetiva do empregador. Comentário: item errado.3 No âmbito do direito do trabalho. Nessa situação. A alteração na propriedade da empresa não altera os contratos de trabalho. pelo que é vedada a renegociação das cláusulas de acordo coletivo anteriormente pactuadas. QUESTÃO 5 – (JUIZ DO TRABALHO – 9ª REGIÃO – 2007) Considere as seguintes assertivas: 27 . o grupo econômico tanto pode ser vertical (se existe relação de subordinação entre as empresas integrantes). Diversos empregados foram por ele dispensados. verificandose quando a atividade comercial explorada for assumida por pessoa natural ou jurídica distinta. nos termos dos artigos 10 e 448 da CLT. Comentário: item errado. com o aproveitamento total ou parcial dos trabalhadores contratados. 4 A alteração na propriedade da empresa faculta ao empresário adquirente a renegociação de todas as cláusulas coletivas eventualmente pactuadas em acordo coletivo com o sindicato profissional correspondente. e o novo titular do negócio deverá responder pelos débitos trabalhistas relativos ao período anterior à modificação na propriedade da empresa. QUESTÃO 4 – (AUDITOR DO ESTADO ES – CESPE – 2004) Julgue o item a seguir: Por não conseguir honrar os compromissos assumidos com alguns bancos. não exige solenidade especial. etc. instrumentos coletivos de trabalho.

é no sentido de que “ a prestação de serviços a mais de uma empresa do mesmo grupo econômico. c) Somente as assertivas I e V são verdadeiras. portanto. na fase de execução. a empresa integrante do mesmo grupo econômico. Comentário: assertiva falsa. Entretanto. e) As assertivas IV e V são falsas.I – A sucessão de empregadores pode se configurar mesmo que não haja continuidade na prestação de serviços pelo empregado que persegue seus créditos. a prestação de serviços pelo empregado. IV – Para que se configure a sucessão de empregadores é imprescindível que haja a transferência da propriedade da unidade econômicojurídica. Maurício Godinho. salvo ajuste em contrário”. e que. em qualquer hipótese. d) As assertivas I. II. Resp.: C 28 . não pode ser sujeito passivo da execução. a coexistência de mais de um contrato de trabalho. Comentário: assertiva falsa. consubstanciado na Súmula nº 129. durante a mesma jornada de trabalho. Este foi o entendimento dominante no TST enquanto vigorou a antiga Súmula nº 205. Assinale a alternativa correta: a) Todas verdadeiras. a referida Súmula foi cancelada em 2003. Comentário: assertiva correta. as assertivas são b) Somente as assertivas I e II são falsas. III e IV são verdadeiras. independentemente de o mesmo ter participado do processo desde a fase de conhecimento. II – Segundo o entendimento dominante no Tribunal Superior do Trabalho. não caracteriza a coexistência de mais de um contrato de trabalho. que não participou da relação processual como reclamada. qualquer um dos integrantes do grupo econômico. e a partir daí observa-se uma tendência a se admitir a possibilidade de o empregado acionar. responderá o sucessor inclusive pelos créditos dos empregados demitidos antes da transferência. V – Para que se configure a sucessão de empregadores é suficiente a transferência de parte significativa do complexo empresarial. ainda que não haja transferência da totalidade dos bens materiais e imateriais. Comentário: assertiva verdadeira. Consoante a moderna doutrina justrabalhista tem ganhado força a tese de que opera-se a sucessão de empregadores sempre que haja “alienação ou transferência de parte significativa do(s) estabelecimento(s) ou da empresa de modo a afetar significativamente os contratos de trabalho” (DELGADO. caracteriza. durante a mesma jornada de trabalho. Comentário: assertiva falsa. se a sucessão provocou redução das garantias dos créditos trabalhistas de determinado empregado. Como mencionado no comentário da questão 4. O entedimento dominante no TST. não consta no título executivo como devedora. III – Consoante o entendimento dominante do Tribunal Superior do Trabalho. a mais de uma empresa do mesmo grupo econômico. Vide comentário o item anterior.

segundo avençado pelas partes e mediante paga. Outras alternativas: A – incorreta. tendo em vista que. uma vez que a convenção coletiva não tem o 29 . De acordo com a CLT e os princípios do direito do trabalho. Por todo o exposto. não há qualquer previsão de “repetibilidade” futura. dado que não houve registro na CTPS. tendo em vista que ausente o requisito da não-eventualidade. posto que não se insere nas atividades normalmente desenvolvidas pelo tomador dos serviços. A Dada a mencionada extensão da estabilidade no emprego. C De fato. pois não houve vínculo laboral. porque não há sequer relação de emprego. e não mais somente das relações de emprego. a licença-maternidade assegurada às gestantes da referida categoria profissional restou fixada em cinco meses. a categoria profissional não obteve nenhum benefício. pelo que há mera relação de trabalho. visto que o período de execução do trabalho não ultrapassou o limite de noventa dias. na situação descrita. assinale a opção correta. C houve uma relação de trabalho. contudo. B Diante do benefício atribuído. D houve contrato de trabalho de experiência. a atividade é eventual. qual seja. conforme o enunciado da questão. portanto. por força de convenção coletiva. não há um dos requisitos caracterizadores da relação de emprego.TÉCNICO ÁREA ADMINISTRATIVA – TRT 1ª REGIÃO – CESPE – 2008 – CADERNO A Questão 46 Artur desenvolveu atividade de pedreiro em obra residencial ao longo de três meses ininterruptos. com o advento da alterações promovidas pela EC 45/2004 no art. Comentários: Ainda que a atividade de Artur tenha sido desenvolvida de forma contínua durante três meses. o contrato de experiência deve ser ajustado pelas partes como tal. ter sido feito registro em sua CTPS. a resposta correta é a letra C. B – incorreta. E – incorreta. o período assegurado à gestante passou a ser de cinco meses a partir do parto. A houve vínculo laboral e. gênero do qual é espécie a relação de emprego. a não- eventualidade. segundo emenda constitucional. ser realizado na esfera cível. E qualquer questionamento judicial acerca do pacto deverá. estabilidade no emprego por mais um mês além do período fixado na CF. Além disso. sem. D – incorreta. Artur faz jus ao registro do pacto em sua CTPS e às verbas não-pagas. o que não foi mencionado no enunciado da questão. B o labor desenvolvido por Artur equipara-se ao do trabalhador doméstico. bem como o trabalhador não se fixa juridicamente ao tomador (ele trabalha sabendo que não formará qualquer vínculo jurídico com o tomador de seus serviços). Questão 47 Considerando que determinada categoria profissional tem assegurada à gestante. 114 da CRFB a Justiça do Trabalho passou a ser competente para julgar as lides decorrentes de qualquer relação de trabalho. pois o contrato de experiência é contrato de emprego. Assim.

Por óbvio convenção coletiva não pode estender benefício de natureza tipicamente previdenciária. pois a garantia de emprego (ou estabilidade) da gestante não se confunde com a licença-maternidade. É vedada à negociação coletiva a redução de direitos constitucionalmente assegurados. Questão 48 Segundo o art. E de 23 h às 5 h. como remuneração será considerada somente a quantia fixa. cumpre jornada de trabalho noturno o trabalhador urbano que labora no período A de 20 h às 5 h. nos termos do art. pois a negociação coletiva (seja celebrada por acordo coletivo de trabalho ou convenção coletiva de trabalho) sempre pode ampliar a proteção ao trabalhador. empregado e empregador.. Com efeito. são fontes heterônomas do Direito do Trabalho. exceto nos casos em que a própria CRFB excepciona (art. p. ao passo que o acordo coletivo de trabalho é firmado entre sindicato (dos trabalhadores) e empresa. à luz do princípio da proteção (norma mais favorável e condição mais benéfica). Comentário: a resposta é letra D. a remuneração corresponde ao somatório de ambas. D A quantia variável paga mensalmente é considerada prestação in natura.poder de prorrogar constitucional. o gabarito é letra E. XIII e XIV). C de 21 h às 5 h. 10. incisos VI. II. benefício D A convenção coletiva. as leis. Em contraposição. A Para efeitos legais. D – incorreta. E – correta. pois a convenção coletiva é firmada entre sindicatos (patronal e obreiro). quais sejam. sem maiores problemas. sendo esta resultante de gorjetas. Assim. D de 22 h às 5 h. C Legalmente. B . a quantia variável nunca poderá ser inferior ao salário mínimo. do ADCT/CRFB. as regras advindas de terceiros estranhos à relação de emprego. B Como há uma quantia fixa e outra variável. pois a garantia de emprego conferida à gestante já tem seu termo final cinco meses após o parto. e no caso o termo seria seis meses após o parto. como. 73 da CLT. Questão 49 Assinale a opção correta com referência à situação de trabalhador que recebe mensalmente uma quantia fixa e outra variável. pode assegurar a extensão do benefício.incorreta. C – incorreta. Comentários: A – incorreta. 30 . 73 da CLT. ex. por ser firmada entre sindicato e empresa. pela literalidade do §2º do art. a convenção coletiva de trabalho é considerada fonte autônoma do Direito do Trabalho porque as normas por ela definidas são estabelecidas a partir dos próprios atores da relação de emprego. emendas do Estado. E A convenção coletiva é considerada uma fonte autônoma do direito do trabalho. 7º. “b”. B de 22 h às 6 h.

etc). mencione-se o caso do empregador que concede moradia (habitação) ao empregado como parte da contraprestação a este devida pelos serviços prestados. Comentários: A – incorreta. anteriormente ocupado. nos termos do art. e sim salário propriamente dito. Assim. Considera-se prestação in natura a parcela do salário que não é paga em dinheiro. C – incorreta. não há que se falar em retorno ao cargo anteriormente ocupado. auferindo apenas R$100. neste caso. e não à parcela fixa da remuneração. cargo de confiança que lhe assegurou aumento na remuneração. segundo o prescrito no art. comissões. 459 da CLT. A Irregularidade inexiste na mencionada reversão ao cargo anteriormente ocupado. desde que seja paga PELO trabalho e não PARA o trabalho. E A situação descrita constituiu alteração unilateral do contrato de trabalho e. Imagine-se que em determinado mês ele vende pouco.00 de comissões. independentemente de que se consiga obter resultados suficientes para “completar” o salário mínimo. Após ele ocupar a nova função por seis meses. Como exemplo. Nestes termos. deixando o exercício de função de confiança”. 483 da CLT. pois considera-se remuneração a soma da quantia fixa à quantia variável recebida pelo empregado (como. Assim. Ainda assim ser-lhe-á garantido o salário mínimo de R$415. Observe-se que. este será garantido. conforme comentário à assertiva “a”. assinale a opção correta. D Trata-se de situação que configura rescisão indireta. D – incorreta.00 fixos mais comissões por venda. ex. Acerca dessa situação. gorjetas.E O pagamento mensal do trabalhador deverá ocorrer até o quinto dia do mês subseqüente ao vencido. desde que tenha sido assegurado ao trabalhador o pagamento da gratificação de gerente. correta a letra A. “não se considera alteração unilateral a determinação do empregador para que o respectivo empregado reverta ao cargo efetivo. mas sim em utilidade. 468 da CLT. nos termos do parágrafo único do art.: um vendedor recebe R$300. portanto. após determinado tempo. p. a quantia variável paga mensalmente não configura salário-utilidade (ou prestação in natura). C Com base no princípio da continuidade do contrato de trabalho. a CLT permite a reversão do empregado ao cargo efetivo ocupado antes da assunção do cargo de confiança. Ex. o empregador concluiu que as expectativas de desempenho no cargo não tinham sido atendidas e determinou-lhe o retorno à função anterior. B A referida alteração atende ao prescrito no art. foi nula. pois a vedação é à remuneração inferior ao salário mínimo. pois o pagamento do salário do trabalhador deverá ocorrer até o quinto dia útil do mês subseqüente ao vencido. Comentários: Consoante o disposto no parágrafo único do art. Questão 50 Um vendedor. Vejamos as incorreções das demais assertivas: 31 . B – correta.. 468 da CLT. a de vendedor.00. foi promovido a gerente de vendas. 468 da CLT. E – incorreta.

Na situação acima descrita. Não obstante a infelicidade da redação da assertiva. em geral. pois os casos de rescisão indireta pressupõe. Vólia Bomfim e Valentim Carrion. com salário = interrupção. isto é. C o período aquisitivo de férias não será alterado porque houve acidente de trabalho. o descumprimento de obrigação contratual por parte do empregador (tanto as obrigações expressamente decorrentes do contrato. pois não há relação entre o princípio da continuidade e o instituto da reversão. percebendo. nos termos do supramencionado parágrafo único ao art. mensalmente. cômputo do período do afastamento. Questão 51 No decorrer de determinado contrato de trabalho. do período do afastamento. 476 da CLT. o benefício correspondente. pois. Comentários: O entendimento doutrinário predominante é no sentido de que o afastamento do empregado em decorrência de acidente de trabalho suspende o contrato de trabalho. No caso não há qualquer descumprimento de obrigação pelo empregador.B – incorreta. D – incorreta. em última análise. como é o caso. Neste sentido. grosso modo poderíamos dizer que sem salário = suspensão. que continua normalmente no cargo efetivo do empregado. e tem como defensores. 468 da CLT. a exemplo do que acontecia antigamente no serviço público com o chamado “apostilamento”. bem como no art. como as obrigações decorrentes do princípio da boa-fé objetiva). No caso específico do acidente de trabalho a contagem do tempo de serviço e o recolhimento do FGTS 32 . Godinho. de forma que o empregado revertido ao cargo efetivo perde a gratificação de gerente. B ocorre a suspensão do contrato de trabalho porque não haverá. do período do afastamento. tendo em vista que a CLT prevê expressamente a hipótese de reversão. no tempo de serviço. Este entendimento se baseia na interpretação dos artigos 59 e 60 da Lei nº 8. E verifica-se interrupção do contrato de trabalho e não há cômputo. no tempo de serviço. A tem-se um caso de interrupção do contrato de trabalho porque haverá. cômputo do período do afastamento. que não é suficientemente clara na expressão “desde que tenha sido assegurado”. no tempo de serviço. o que costuma determinar o enquadramento é o pagamento ou não de salário pelo empregador. no tempo de serviço. C – incorreta. entre outros. até porque. Está incorreta pois não existe qualquer previsão legal neste sentido. a reversão não constitui alteração unilateral do contrato de trabalho. a reversão não ataca o vínculo de emprego em si. reverteria ao cargo de origem porém com a incorporação da gratificação recebida.213/91. o que quis dizer foi que a reversão seria lícita desde que o trabalhador continuasse recebendo a gratificação de gerente. E – incorreta. o empregado sofreu acidente de trabalho e ficou afastado de suas funções por mais de oito meses. Em que pese a existência de situações controvertidas acerca da configuração como suspensão ou interrupção. D o contrato de trabalho é considerado suspenso e há cômputo.

quando o trabalhador completar dezoito anos. Pois bem. e na jornada o aprendizagem CLT).. aos quais não se aplica o limite de idade. 432 da B – incorreta. A – incorreta. 4º da CLT e pelo art. B Deverá o trabalhador permanecer no serviço até que seja rescindido o contrato. a hipótese aventada é de contrato de aprendizagem. 28 do Decreto nº 99. 404 da CLT. Questão 53 Considerando que. 428 da CLT pela Lei nº 11. completado o ensino desde que computado tempo destinado à teórica (art. perante a justiça do trabalho. só poderá fazê-lo dois anos após a extinção do seu contrato de trabalho. podendo ser de oito horas se o aprendiz tiver fundamental. da CRFB. pela literalidade do art. o termo inicial do prazo prescricional só começa a contar. 482 da CLT.684/1990). XXXIII. firmar recibo de pagamento dos salários. assinale a opção correta. terá este quatro anos (dois até completar a maioridade e mais dois do prazo legal de prescrição) para propor ação trabalhista. o empregador esteja descumprindo suas obrigações contratuais. pois contra o menor de idade não corre prescrição. pois o limite diário de labor do aprendiz é de seis horas. pois ao menor de 16 anos é vedado o trabalho. Logo. se quiser vindicar. e do art. A A rescisão cabível. é a justa causa. ressalvada a hipótese do aprendizes portadores de necessidades especiais. 439 da CLT (“é licito ao menor firmar recibo pelo pagamento dos salários. E O trabalho do menor somente poderá ser considerado como de aprendizagem até que o adolescente complete dezoito anos de idade. Literalidade do art. Assim. B O menor. assinale a opção correta. C O adolescente poderá. a regra tem a ressalva expressa “salvo na condição de aprendiz. o gabarito é letra D. E – incorreta. no caso. C – correta. D – incorreta. D O adolescente poderá desenvolver trabalho no turno noturno.. Porém. vamos às alternativas.durante o período de afastamento são determinados pela legislação (respectivamente pelo art. independentemente de seus responsáveis legais. direitos desrespeitados. 7º. nesse caso. que passou a permitir a aprendizagem até os 24 anos. Assim. a partir dos 14 anos”. no decorrer de um contrato de trabalho. Isso porque o candidato desavisado pode ter chegado a pensar que o contrato seria nulo. o qual não está vedado a menor de dezoito anos.”). Questão 52 Com relação ao caso de um adolescente que complete quinze anos e comece a laborar. C A situação considerada caracteriza culpa recíproca para a rescisão 33 . A O limite diário de labor do adolescente não poderá superar quatro horas. Comentários: Esta questão induz o candidato a erro. não obstante o caráter de suspensão do contrato de trabalho. tendo em vista a nova redação dada ao art. Exemplo: caso seu contrato de trabalho seja extinto quando o trabalhador tenha completado 16 anos.180/2005. consoante estipulado no art.

forte no art. por falta grave do empregado. (B) não terá direito a qualquer verba rescisória por ter contribuído para a rescisão de seu contrato de trabalho. especialmente para concursos da FCC. pois se rompimento contratual por justa causa (art. a questão não encontra resposta em literalidade de nenhum dispositivo legal. inclusive com o pagamento da multa compensatória do FGTS na proporção de 40% dos depósitos fundiários. apenas. pois no caso a culpa é integral do empregador. Vejamos as alternativas: A – incorreta. ou seja. 483 da CLT. pois conforme o §3º do art. 484 da CLT (segundo o qual havendo culpa recíproca a indenização devida ao empregado o é pela metade). D – incorreta. pode escolher entre continuar prestando serviços ou não. Observem que eu nunca disse isso! Sempre alerto para o fato de que. 484 da CLT para todas as demais verbas resilitórias. pelo que a rescisão do contrato opera os mesmos efeitos da rescisão sem justa causa pelo empregador. assegurando indenização por metade ao obreiro. do décimo terceiro salário e das férias proporcionais. 482) não é devido o aviso prévio. será devido o aviso prévio. 483 da CLT. bem como da Súmula nº 14 do TST. (E) terá direito a integralidade do décimo terceiro salário e das férias proporcionais. Comentário: Esta questão é um bom exemplo para desmistificar a história de que a FCC cobra só “lei seca”. (C) terá direito a 50% do valor do aviso prévio e a integralidade do décimo terceiro salário e das férias proporcionais. pois a dispensa por justa causa é forma de despedida pelo empregador. Comentários: Ante o descumprimento das obrigações contratuais pelo empregador. (ANALISTA – ÁREA JUDICIÁRIA – TRT DA 23ª REGIÃO – FCC – 2007) Reconhecida a culpa recíproca na rescisão do contrato de trabalho o empregado (A) terá direito a 50% do valor do aviso prévio. B – incorreta. por si só. ao pleitear a rescisão indireta de seu contrato de trabalho por descumprimento de obrigações pelo empregador. mas isso não quer dizer que se possa dispensar o estudo da doutrina e da jurisprudência. ainda que com pouca profundidade. será devido o aviso prévio. C – incorreta. Se os efeitos da despedida indireta são os mesmos da rescisão sem justa causa pelo empregador. o empregado. que indica o entendimento consolidado do TST no sentido de que aplica-se analogicamente o art. D Independentemente da forma de rompimento contratual. a resolução da questão exige o conhecimento do art.contratual. havendo culpa QUESTOES FCC 34 . Pois bem. E Findo o contrato de trabalho por despedida indireta. E – correta. cabe rescisão indireta do contrato de trabalho. Ao contrário. (D) terá direito a integralidade do valor do aviso prévio e a 50% do décimo terceiro salário e das férias proporcionais. é fundamental conhecer bem (decorar mesmo) a “lei seca”. o empregado terá direito inclusive ao aviso prévio.

cobrou a literalidade de diversos dispositivos legais relativos à jornada de trabalho. conforme art. o que afasta. em número não excedente de três. da CLT. (D) 09h00min. B – incorreta. (C) 08h00min. o tempo despendido pelo empregado até o local do trabalho e para seu retorno. 73. por óbvio. o gabarito é letra A. por qualquer meio de transporte será computado como jornada de trabalho. poderá reiniciar os serviços no dia seguinte a partir de (A) 06h00min. Logo. senão vejamos: A – incorreta. (D) A duração normal de trabalho poderá ser acrescida de horas suplementares. caput. (E) 10h00min. E – correta. Dessa forma.recíproca serão devidas pela metade a multa compensatória do FGTS. conforme art. que as férias vencidas são devidas integralmente em qualquer hipótese de extinção do contrato de trabalho. §1º. Nesta questão o único detalhe a observar é que a hora reduzida noturna (art. (TÉCNICO – ÁREA ADMINISTRATIVA – TRT DA 23ª REGIÃO – FCC – 2007) Com relação a jornada de trabalho é correto afirmar: (A) Os gerentes. da CLT. conforme art. conforme art. encerra a prestação de serviços às 23h00min. §2º. o gabarito é letra E. da CLT. 59. o aviso prévio. em determinado dia da semana. caput. deverão observar a jornada de trabalho não excedente de oito horas diárias ou quarenta e quatro horas semanais. (E) Considera-se trabalho em regime de tempo parcial aquele cuja duração não exceda a vinte e cinco horas semanais. que é o chamado intervalo interjornadas. Devese lembrar. C – incorreta. não se aplicando a redução aos descansos trabalhistas. Comentário: Consoante o disposto no art. assim considerados os exercentes de cargos de gestão. II. (C) Em regra. até porque estes configuram dispositivos de proteção à higidez física do trabalhador. 66 da CLT. observado o limite máximo de 20 minutos diários. (B) 07h00min. da CLT. da CLT) é hora de trabalho. Portanto. a consideração de tempo ficto. por força da exceção legal prevista no art. da CLT. por oportuno. se o empregado parou de trabalhar em um dia às 23h00min. §1º. (B) Serão computadas como jornada extraordinária as variações de horário de ponto. por sua vez. 58. Comentários: Esta questão. 58. D – incorreta. as férias proporcionais e o décimo terceiro proporcional. (ANALISTA – EXECUÇÃO DE MANDADOS – TRT DA 4ª REGIÃO – FCC – 2006) O empregado que. não excedentes de três minutos. 58-A. poderá reiniciar os serviços no dia seguinte a partir das 35 . 62. mediante acordo escrito entre empregador e empregado. “entre duas jornadas de trabalho haverá um período mínimo de onze horas consecutivas para descanso”.

7º. em geral. Com efeito. são trabalhadores estatutários. (ANALISTA – EXECUÇÃO DE MANDADOS – TRT DA 4ª REGIÃO – FCC – 2006) O empregado que recebe pagamento semanal tem direito ao aviso prévio de (A) 7 dias. a CLT tem vários dispositivos não recepcionados pela CRFB/1988. nos termos da lei”. Comentário: questão semelhante me foi perguntada semana passada por email. Assim. isto é. em nenhuma hipótese. (TÉCNICO – TRT DA 4ª REGIÃO – FCC – 2006) 43 – Estão excluídos da proteção legal da Consolidação das Leis do Trabalho: (A) os empregados essenciais. sendo no mínimo de trinta dias. ou de um coletor de lixo empregado de uma empresa prestadora de serviços de limpeza pública. (D) os bancários. Logo. o gabarito é letra “E”. 6º da CLT. que o aviso prévio é de oito dias. São estatutários. 487. c) os professores podem ser tanto estatutários como empregados. por força do disposto no art. XXI. Dispõe o art. d) os bancários são sempre celetistas (empregados). por exemplo. I. em serviços (E) os trabalhadores em domicílio. (B) 8 dias. os trabalhadores não empregados (aqueles que mantém mera relação de trabalho com o tomador de seus serviços). Logo. Não obstante. 36 . (E) 30 dias. inclusive aqueles empregados em bancos “públicos”. o gabarito é letra “E”. se o pagamento for efetuado por semana ou tempo inferior. há que se ter em mente que o estudo do Direito do Trabalho (e dos outros “direitos” também) deve ser feito sempre a partir da legislação. e) os trabalhadores em domicílio podem perfeitamente ser empregados. pelo que o gabarito é letra “B”. a partir da CRFB/1988 não há mais aviso prévio inferior a trinta dias. não sendo necessário conhecer sequer as exceções. b) os militares são sempre servidores públicos e mantém relação de direito administrativo com os entes públicos. não estão incluídos na proteção legal da CLT. dispõe que é direito dos trabalhadores urbanos e rurais o “aviso prévio proporcional ao tempo de serviço. Esta noção é suficiente para resolver a questão. Em razão de todo o exposto.10h00min. os professores das Universidades Federais. Isso porque o art. porém em consonância com a Constituição de 1988. e neste caso têm os mesmos direitos destes. por isso achei interessante comentar esta questão. (C) os professores. pela literalidade do artigo. (C) 10 dias. Vejamos as alternativas: a) empregados em serviços essenciais podem perfeitamente ser empregados. Imagine-se o exemplo de uma enfermeira empregada em um hospital particular. 487. da CLT. dentre os quais este inciso I do art. o gabarito seria letra “B”. da CRFB. (B) os militares. Comentário: estarão excluídos da proteção legal da CLT. (D) 15 dias. Logo. Basta imaginar o caso de um professor de escola particular.

(D) a sentença normativa em dissídio coletivo terá efeito erga omnes. concreto e específico. O pacto firmado entre sindicatos (patronal e dos trabalhadores) é a convenção coletiva de trabalho (CCT). pelo seu caráter geral. o conceito de CCT e ACT. (E) a Justiça do Trabalho. C – incorreta. conforme o caso. a abstratividade. Por este motivo. decidirá. (B) as convenções coletivas de trabalho são pactos celebrados entre uma ou mais pessoas de uma empresa e o sindicato da categoria profissional a respeito de condições de trabalho. O contrato de trabalho. pois inverte. Por oportuno. Mencione-se que o costume é a adoção reiterada de uma determinada conduta jurídica. impessoal e imperativo a sentença normativa é considerada fonte formal do Direito do Trabalho. pela jurisprudência e pelos princípios e normas do direito do trabalho. sem a participação do sindicato representativo da categoria econômica. mais uma vez. por sua vez. sendo vedado o uso da analogia e da eqüidade. Comentários: A – incorreta.FONTES DO TRABALHO DIREITO DO (ADVOGADO – MUNICÍPIO DE SANTOS – FCC – 2006) Com relação às fontes do Direito do Trabalho. a impessoalidade e a imperatividade. pois realmente a sentença normativa tem eficácia erga omnes em relação à categoria representada pelo sindicato suscitante. sem a interferência estatal). não é considerado fonte formal do Direito do Trabalho. 468 da CLT. na falta de disposições legais ou contratuais. D – correta. B – incorreta. esta conduta se torna obrigatória. e é considerado fonte formal autônoma (criada pelos próprios agentes sociais envolvidos. por determinado grupo social e em determinada época. 37 . abstrato. bem como do disposto no art. sendo fonte heterônoma porque derivada de terceiro não integrante da relação empregatícia (no caso. bem como as disposições contratuais em um contrato de trabalho não podem ser consideradas como fontes do Direito do Trabalho. observe-se que tanto as CCT quanto os ACT são fontes formais do Direito do Trabalho. pois os usos e os costumes são tidos pela doutrina majoritária como fontes do Direito do Trabalho. o Estado-Juiz). valendo para todas as pessoas integrantes das categorias econômica e profissional envolvidas no dissídio coletivo. Os usos e costumes são guindados à condição de fontes formais pois sempre que a conduta habitual do empregador seja mais benéfica ao empregado que o patamar mínimo contido na legislação protetiva trabalhista. é correto afirmar que (A) os acordos coletivos são os pactos firmados entre dois ou mais sindicatos estando de um lado o sindicato patronal e do outro o sindicato dos trabalhadores. por força do princípio da condição mais benéfica. (C) os usos e costumes. ao passo que a fonte formal tem como requisitos a generalidade. Vide comentário à letra “A”. pois é pessoal. pois os acordos coletivos de trabalho (ACT) são pactos firmados entre o sindicato dos trabalhadores e uma ou mais empresas.

e sim a exceção. 8º da CLT seriam fontes formais apenas os usos e costumes. bem como os princípios. nos termos do art. a eqüidade e outros princípios e normas gerais de direito. na falta de disposições legais ou contratuais. a analogia. como regra. pelas razões expostas acima. da sua reiterada aplicação pela sociedade. em razão da natureza humanitária inerente da relação própria de emprego. Em um modelo democrático e que preza pela dignidade da pessoa humana. Comentários: A – incorreta. de acordo com a melhor doutrina. sendo também verdade que muitas vezes a reiterada aplicação de determinada conduta dá origem à normal jurídica escrita (positivação). decidirem. Assim. decidirem. mencione-se o direito ao décimo terceiro salário. em razão da incompatibilidade com os princípios fundamentais deste.E – incorreta. muitas vezes. 8º da CLT (idem anterior). (E) o interesse de classe ou particular deve prevalecer sobre o interesse público. E – incorreta. o interesse público sempre se sobreporá a interesses individuais ou classistas. 8º da CLT (vide comentário à letra “E” da questão anterior). também nos termos do art. o parágrafo único do art. além dos usos e costumes e do direito comparado. D – incorreta. pois os usos e costumes são realmente arrolados com fontes formais autônomas do Direito do Trabalho. Como exemplo. como o é. que são fontes formais). pois a afirmativa inverte os valores constitucionais de um Estado de Direito. os quais gozam. dos métodos integrativos mencionados pelo art. naquilo que não for incompatível com os princípios fundamentais deste”. as autoridades administrativas e a Justiça do Trabalho. conforme o caso. é que se origina a norma legal. Neste sentido. de força normativa. pois a incompatibilidade principiológica entre o direito comum e o direito do trabalho não é a regra. a doutrina majoritária considera que simples métodos de interpretação e de integração jurídica não constituem fontes formais do direito. a analogia. 8º da CLT fixa como métodos de interpretação e integração de lacunas a jurisprudência. não constituindo fontes formais.incorreta. na falta de disposições legais ou contratuais. QUESTÕES TRT DA 19ª REGIÃO 38 . pois o art. Não obstante o tema não seja pacífico. o regime constitucional brasileiro. (B) os usos e costumes são uma importante fonte do Direito do Trabalho sendo que. (ANALISTA – ÁREA ADMINISTRATIVA – TRT24 – FCC – 2006) Com relação às fontes do Direito do Trabalho. (D) é defeso. a eqüidade e o direito comparado. Seriam métodos de integração de lacunas. ao menos em tese. as autoridades administrativas e a Justiça do Trabalho. C . como regra. B – correta. cuja lei instituidora surgiu a partir do costume consagrado pelos empregadores no sentido do pagamento de gratificação natalina aos empregados. 8º da CLT dispõe que “o direito comum será fonte subsidiária do direito do trabalho. a jurisprudência (exceto as súmulas vinculantes. por eqüidade. conforme o caso. (C) é defeso. é certo que (A) o direito comum não será fonte subsidiária do direito do trabalho. por analogia.

podemos constatar que a utilidade (habitação) fornecida a Denise pela empresa X respeita o limite legal. mas a habitação ultrapassa o limite legal. Sua empregadora pretende suprimir as horas extras prestadas habitualmente por Marta. Neste caso. §3º. multiplicada pelo 39 . a empresa (A) deverá pagar a Marta uma indenização correspondente ao valor de um mês de horas extras suprimidas. A empresa urbana Y fornece alimentação como salário utilidade para Joaquim. seja qual for o percentual. (E) deverá pagar a Marta uma indenização correspondente ao valor do último salário recebido multiplicado por trinta e seis. Comentário: gabarito letra “A”.ANALISTA – ÁREA ADMINISTRATIVA – TRT DA 19ª REGIÃO – FCC – 2008 37. Essa alimentação equivale a 25% de seu salário contratual. Marta labora para a empresa HUJ. tendo em vista que já se encontravam incorporadas no salário de Marta. pelo que a resposta é a assertiva contida na letra “E”. Logo. assegura ao empregado o direito à indenização correspondente ao valor de 1 (um) mês das horas suprimidas para cada ano ou fração igual ou superior a seis meses de prestação de serviço acima da jornada normal. multiplicado pelo valor da hora extra do dia da supressão. Neste caso. enquanto a utilidade (alimentação) fornecida a Joaquim pela empresa Y excede o limite legal. DJ 19. (C) deverá pagar a Marta uma indenização correspondente a seis vezes o valor do último salário percebido. prestando há 3 anos horas extras habituais. (C) ambas as utilidades respeitam o limite máximo permitido. da CLT. (B) a alimentação fornecida respeita o limite máximo permitido. (E) a habitação fornecida respeita o limite máximo permitido. 20 e 21. (B) não poderá suprimir tais horas. mas a alimentação ultrapassa o limite legal. 38. que “a habitação e a alimentação fornecidas como salário-utilidade deverão atender aos fins a que se destinam e não poderão exceder. respectivamente. sua empregada. seu empregado.11. Comentário: dispõe o art. O cálculo observará a média das horas suplementares efetivamente trabalhadas nos últimos 12 (doze) meses. (D) deverá pagar a Marta uma indenização correspondente a seis vezes o valor da média das horas extras efetivamente trabalhadas nos últimos doze meses. pelo empregador. (A) é vedada a concessão de habitação e alimentação como utilidade. do serviço suplementar prestado com habitualidade. A empresa urbana X fornece habitação como salário utilidade para Denise. multiplicado pelo número de anos que prestou este serviço extraordinário. com fundamento na Súmula 291 do TST: “Nº 291 HORAS EXTRAS (mantida) Res. a 25% (vinte e cinco por cento) e 20% (vinte por cento) do salário contratual”. (D) ambas as utilidades ultrapassam o limite máximo permitido. 121/2003. durante pelo menos 1 (um) ano. de acordo com a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). 458.2003 A supressão. A habitação fornecida pela empresa equivale a 15% de seu salário contratual.

da CLT. (D) I. Logo. 473 da CLT. nos termos da lei. embora descontínuos”. Comparecimento judicial Tribunal do Júri como jurado. “VIII”. 133. (E) II e IV. “VI”. 7º da CRFB. II. NÃO é assegurado à categoria dos trabalhadores domésticos (A) a licença à gestante. (E) o aviso prévio proporcional ao tempo de serviço. literalmente. Afastamento para profissional do obreiro Convenção Coletiva de com a aquiescência empregado. Por sua vez. em regra. (E) terá direito a 15 dias corridos de férias. “não terá direito a férias o empregado que. 473 da CLT. No curso do período aquisitivo de férias. os direitos elencados nas letras “A” a “E” são previstos. IV. Comentário: a questão se resolve pela literalidade do art. (B) a irredutibilidade do salário. de acordo com a CLT. ao 40 . (C) o décimo terceiro salário com base na remuneração integral ou no valor da aposentadoria. o item II também trata de suspensão.valor da hora supressão. para os que percebem remuneração variável. (C) II e III. Maria recebeu auxílio doença por sete meses descontínuos. Neste caso. (B) terá direito normalmente ao gozo de 30 dias de férias. pelos incisos “XVIII”. Maria (A) terá direito a 24 dias corridos de férias. Gabarito letra “A”. Os itens III e IV estão corretos. O item I está incorreto. considere: I. Eleição para o cargo de Diretor de Sociedade Anônima. (D) terá direito a 18 dias corridos de férias. qualificação prevista em Trabalho e formal do Caracterizam interrupção do contrato de trabalho as hipóteses indicadas APENAS em (A) III e IV. (B) I e II. Com efeito. “VII” e “XXI” do III. pois a eleição para cargo de Diretor de Sociedade Anônima tem como resultado. pelo que o gabarito é letra “C”. (D) a garantia de salário. (C) não terá direito a férias. 40. IV. sem prejuízo do emprego e do salário e licençapaternidade. No que diz respeito à suspensão e interrupção do contrato de trabalho. 476-A da CLT. nunca inferior ao mínimo. Deixar de comparecer ao trabalho por três dias consecutivos em virtude de casamento. Comentário: a questão exigia o conhecimento da literalidade do art.” extra do dia da 39. 41. no curso do período aquisitivo tiver percebido da Previdência Social prestações de acidente de trabalho ou de auxíliodoença por mais de 6 (seis) meses. Comentário: nos termos do art. sendo no mínimo de trinta dias. respectivamente com fundamento no disposto nos incisos II e VIII do art. III e IV. a suspensão do contrato de trabalho. mediante previsão expressa do art. Maria não terá direito a férias.

Por sua vez. “C” e “D” não são considerados salárioutilidade por força do disposto no art. (C) a assistência médica. prestada diretamente pelo empregador. entre outros. prazo legal previsto na legislação. 458. hospitalar e odontológica. (C) inválida em razão da celebração de dois contratos com prazo determinado com o mesmo empregado dentro do período de um ano. tendo em vista a necessidade de um número maior de empregados em razão das férias escolares.art. livros e material didático. pelo que o gabarito é letra “D”. §2º. 7º. prestada mediante seguro-saúde. (D) a educação. compreendendo os valores relativos a matrícula. Cumpre lembrar a regra básica para diferenciar estas figuras: se a concessão se dá para o trabalho. Comentário: os benefícios mencionados nas opções “A”. O parágrafo único do art. por sua vez. (B) a assistência médica. a alternativa “E” traz a 41 . Não obstante. ao inciso VII. se ocorre pelo trabalho (= contraprestação). Não faz menção.ÁREA JUDICIÁRIA 2008 38. em estabelecimento de ensino de terceiros. O Hotel Fazenda Água da Chuva celebrou contrato de trabalho por tempo determinado com Denise pelo prazo de 2 meses (Dezembro e Janeiro). Portanto. o hotel celebrou outro contrato de trabalho com prazo determinado com Denise pelo prazo de 1 mês (Março). 7º. fora do horário de serviço. neste caso. VIII e XXI.ANALISTA . também em razão da necessidade temporária de maior número de empregados. é salário in natura. QUESTÕES TRT19 TRT19 . 39. anuidade. o gabarito é letra “E”. Considera-se salário in natura (salário utilidade) (A) seguros de vida e de acidentes pessoais. tendo em vista que é fornecido para o trabalho. incluindo. (E) o veículo fornecido pelo empregador e utilizado pelo empregado também em finais de semana e em férias. “B”. Natal e Ano Novo. VI. relaciona os direitos assegurados à categoria dos trabalhadores domésticos. hospitalar e odontológica. De acordo com a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). e como tal tem natureza salarial (salário-utilidade). mensalidade. bem como a previdência privada. da CLT. hipótese em que o veículo fornecido pelo empregador é utilizado também nos momentos de lazer do empregado. No Carnaval seguinte. a sucessão de contratos de trabalho com prazo determinado é (A) inválida tendo em vista que os dois contratos de trabalho ultrapassaram o prazo máximo de 60 dias permitidos pela legislação. os incisos XVIII. por sua vez. logo é uma forma de contraprestação. o veículo fornecido pelo empregador e utilizado pelo empregado somente em serviço não é considerado salárioutilidade. (B) inválida tendo em vista que entre a celebração dos contratos não tinha decorrido mais de 6 meses do término do primeiro contrato. não tem natureza salarial.

o valor das horas extraordinárias habituais integra o aviso prévio indenizado. da mesma Lei. Comentário: analisemos os itens um a um. pela literalidade do art. Em regra. II. mas o empregado poderá sacar a conta vinculada. 18. tendo em vista os termos do art. (D) não pagará multa sobre o valor dos depósitos. com fundamento no art. (B) II e III. pela literalidade da Súmula 276 do TST. O direito ao aviso prévio é irrenunciável pelo empregado. Neste caso. §2º. o empregador (A) pagará multa de 40% do valor dos depósitos e o empregado sacará a conta vinculada. da CLT. (C) I. I – correto. durante o prazo do aviso prévio trabalhado pelo correspondente pagamento de duas horas extras. (E) inválida tendo em vista que é vedada a celebração de mais de um contrato de trabalho com prazo determinado com a mesma pessoa. pois não é permitida a supressão da redução da jornada durante o aviso prévio. da Lei nº8. §5º. salvo comprovação de haver o prestador dos serviços obtido novo emprego. das duas horas legais de redução diária da jornada. Comentário: a alternativa correta é a letra “C”. Eventual reajuste normativo concedido no período de fluência do aviso prévio não se incorpora no patrimônio trabalhista do empregado. (E) não pagará multa sobre o valor dos depósitos e o empregado também não poderá sacar a conta vinculada. 487. (E) III e IV. §6º. É correto o que se afirma APENAS em (A) I e II. I. 40. 452 da CLT. I. o gabarito é letra “A”. É válida a substituição. da CLT. a Súmula nº 230 do TST. pela literalidade do art. é correto afirmar: 42 . IV – incorreto. (C) pagará multa de 20% do valor dos depósitos e o empregado sacará a conta vinculada. 42. sequer mediante pagamento das horas como extraordinárias. c/c o art. (D) I e IV. III – incorreto. (B) pagará multa de 30% do valor dos depósitos e o empregado sacará a conta vinculada. II – correto. Considere as assertivas abaixo a respeito do aviso prévio. A Justiça do Trabalho reconheceu culpa recíproca na rescisão do contrato de trabalho de Maria. Comentário: gabarito letra “D”. Neste sentido. II e III. 20. O pedido de dispensa do seu cumprimento não exime o empregador de pagar o valor respectivo.(D) válida tendo em vista que a contratação ocorreu em razão da realização de certos acontecimentos. 41.036/1990. Logo. III. IV. 468. Com relação às Convenções Coletivas de Trabalho. pelo empregador.

889/1973. 7º da Lei nº 5. pois é obrigatória a inclusão na CCT de disposições sobre o processo de revisão total ou parcial de seus dispositivos (art. por força do art. Em regra. (C) João. 44. apenas. (D) João e Joana. 613. André é empregado rural e trabalha na lavoura. tais quais a aprovação por Assembléia Geral. VIII. pois o prazo máximo de duração da CCT ou do ACT é de dois anos (art. (D) Qualquer uma das partes poderá denunciar Convenção Coletiva de trabalho. dentre as alternativas oferecidas pela questão podemos concluir que apenas André. a jornada de trabalho noturno será das 21:00 às 5:00 para (A) André. na agricultura. pois o processo de denúncia da CCT exige o atendimento de requisitos específicos constantes do art. 613. da CLT). c) no meio rural.(A) Não é permitido estipular duração de Convenção Coletiva de Trabalho superior a três anos. consoante o art. E) incorreta. D) incorreta. 614. pois a estipulação de penalidades para os sindicatos convenentes em caso de violação dos dispositivos da CCT é obrigatória. o horário noturno de estende de 22h às 5h. 43. B) correta. de 2/3 dos associados da entidade em primeira convocação e 1/3 em segunda. (C) As Convenções Coletivas de Trabalho poderão conter de forma facultativa penalidades para os Sindicatos convenentes em caso de violação de seus dispositivos. 73 da CLT. b) no meio rural. conforme a literalidade do art. C) incorreta. §3º. tem trabalho noturno de 21h às 5h. em regra. Joana é empregada rural e trabalha na pecuária. empregado na lavoura. o horário noturno se estende de 20h às 4h. a estipulação contratual de claúsula de não-responsabilização (A) exclui a responsabilidade trabalhista do sucedido uma vez que o 43 . Assim. apenas. João é empregado urbano. (B) O quorum de comparecimento e votação na Assembléia Geral convocada para celebrar Convenção Coletiva de Trabalho é. Gabarito letra “A”. (B) Joana. o gabarito é letra “B”. Comentário: A) incorreta. 7º da Lei nº 5. Assim. da CLT. (E) André e Joana. Comentário: rememorando o período de trabalho noturno. conforme o art. 615 da CLT. VI.889/1973. nos termos do art. temos que a) no meio urbano. bastando a comunicação escrita direcionada a todas as categorias de empregados e empregadores abrangidas pelo respectivo instrumento. da CLT). (E) As Convenções Coletivas de Trabalho poderão conter de forma facultativa disposições sobre o processo de revisão total ou parcial de seus dispositivos. o horário noturno se estende de 21h às 5h. apenas. na pecuária. Na sucessão de empresas. 612 da CLT.

2º. serão. Mário. diante de casos concretos a jurisprudência tem se inclinado no sentido de reconhecer a responsabilidade subsidiária do sucedido. (C) limita a responsabilidade trabalhista do sucedido até o valor da integralização de suas cotas sociais. §2º.sucessor assume na integralidade os débitos cíveis. em caso de sucessão trabalhista a regra é a desoneração da responsabilidade do sucedido. Joana desobedeceu norma de caráter geral da empresa. (D) não possui qualquer valor para o Direito do Trabalho. embora. personalidade jurídica própria. (B) não possui qualquer valor para o Direito do Trabalho. De acordo com a CLT. (E) limita a responsabilidade trabalhista do sucedido até seis meses após a efetivação da sucessão das empresas. recaindo a responsabilidade por créditos trabalhistas (pretéritos. tendo. Comentário: gabarito letra “C”. João e Joana. (A) solidariamente responsáveis a empresa principal e subsidiariamente cada uma das subordinadas. incontinência conduta e indisciplina. respectivamente. TÉCNICO – TRT DA 19ª REGIÃO – FCC – SETEMBRO/2008 31. cada uma delas. presentes ou futuros) sobre o sucessor. (B) subsidiariamente responsáveis a empresa principal e cada uma das subordinadas. sempre que uma ou mais empresas. 44 . para os efeitos da relação de emprego. incontinência conduta e insubordinação. da CLT. Nesses casos. (C) incontinência de conduta. pela literalidade do art. Resta esclarecer que a cláusula de não-responsabilização não opera qualquer efeito no âmbito trabalhista. isto é. Comentário: esta é a única questão da prova que exigia algum conhecimento doutrinário. João utilizou-se do email corporativo da empresa empregadora para enviar material pornográfico. (C) solidariamente responsáveis a empresa principal e cada uma das subordinadas. constituindo grupo econômico. no sentido de que confere ao sucessor o direito de regresso em face do sucedido. estiverem sob a direção de outra. (B) improbidade. A existência de tal cláusula gera efeitos somente entre as partes (sucessor e sucedido). poderão ser dispensados com justa causa pela prática. de ato de (A) improbidade. o sucedido não teria qualquer responsabilidade (seja solidária ou mesmo subsidiária) em relação aos créditos trabalhistas constituídos antes da sucessão. respondendo a empresa sucedida solidariamente. (D) subsidiariamente responsáveis a empresa principal e solidariamente cada uma das subordinadas. Com efeito. mau procedimento e insubordinação. Não obstante. respondendo a empresa sucedida subsidiariamente. com fulcro nos artigos 10 e 448 da CLT. tributários e trabalhistas. Mário falsificou certidão de nascimento de filho para receber salário-família. de de 45. (E) apenas solidariamente responsáveis a empresa principal.

das empregadas da empresa XXCC mencionadas no enunciado da questão apenas Diana.213/1991.. direcionadas a todos os empregados (. com o objetivo de alcançar vantagem para si ou para outrem. Não sei se por conveniência ou por falta de rigor técnico. o gabarito é letra “B”. Não obstante. dadas diretamente pelo empregador ou pelo superior hierárquico ao obreiro”. Por sua vez. Aline. Daniela e Dora.. 45 . “A indisciplina no serviço consiste no descumprimento de ordens emanadas em caráter geral. Diana.(D) incontinência de conduta. (. a natureza jurídica do salário-família é benefício previdenciário. Renato. o salário-família está previsto nos artigos 65 a 70 da Lei nº 8. pois a doutrina é extremamente oscilante no tocante à caracterização das hipóteses legais de falta grave. sendo beneficiários dele os segurados empregados. Aline possui um casal de gêmeos com 14 anos de idade. Ana..” “Incontinência de conduta é o desregramento ligado à vida sexual do indivíduo. ato lesivo da honra praticado em serviço e insubordinação. 3ª Ed. Daniela possui uma filha de 11 anos de idade e Dora possui um filho inválido com 33 anos de idade. Peço licença então para citar o ilustre professor: “Consiste o ato de improbidade na desonestidade. que tenham filhos menores de 14 anos ou inválidos de qualquer idade. (SARAIVA. pois a rigor não é matéria trabalhista. exceto o doméstico. (E) indisciplina. (C) Diana.) a falsificação de documentos para obter vantagem ilícita na empresa. Pois bem. que provoque risco ou prejuízo à integridade patrimonial do empregador ou de terceiro. um dos autores mais indicados para concursos para analista e técnico dos TRT. a insubordinação consiste no descumprimento de ordens pessoais de serviço.). sendo inclusive previsto na lei de benefícios da Previdência Social (Lei nº 8. que leva à perturbação do ambiente de trabalho ou mesmo prejudica suas obrigações contratuais. Daniela e Dora são empregadas da empresa XXCC. 2005.) Podemos citar como exemplo (. 32.213/1991). (D) Daniela e Ana. terão direito ao saláriofamília apenas. Diana possui uma filha de 13 anos de idade. pg. mau procedimento e indisciplina. a banca desconsiderou tal fato e incluiu o salário-família no conteúdo programático de Direito do Trabalho. Comentário: esta questão poderia dar “pano para manga”. Renato Saraiva. São Paulo : Editora Método. 254/258). urbanos ou rurais. (E) Aline e Diana.. má-fé do obreiro. Daniela e Dora. Daniela e Dora terão direito ao salário-família (gabarito letra “C”). Isso posto.. bem como o trabalhador avulso. fraude. Direito do Trabalho Para Concursos Públicos. Comentário: outra questão estranha.. (B) Ana.. como a prática de obscenidades e pornografia nas dependências da empresa”. Com efeito. Assim. Diana. (A) Aline e Dora.. percebe-se que a banca seguiu exatamente o entendimento do Prof. Ana possui um filho com 17 anos de idade. e sim previdenciária. Nesses casos.

§3º. mandato. em (A) I. 24 e 15 dias de férias. salvo se cometer falta grave. (C) terá vedada a sua dispensa a partir do resultado oficial das eleições até um ano após o final do seu mandato. respectivamente. salvo se cometer falta (E) terá vedada a sua dispensa a partir do resultado oficial das eleições até seis meses após o final do seu mandato. será computado na jornada de trabalho. Em regra. É correto o que se afirma. (B) 30. Mário.” Logo. salvo se cometer falta grave. salvo se cometer falta grave devidamente apurada nos termos desta Consolidação. Carlos. Considere as assertivas abaixo a respeito da jornada de trabalho. Comentário: aplicação literal do art. observado o limite máximo de dez minutos diários. da CLT. 24 e 18 dias de férias. A limitação legal da jornada suplementar a duas horas diárias não exime o empregador de pagar todas as horas trabalhadas. Gabarito letra “D”. 18 e 12 dias de férias. o gabarito é letra “B”. IV. registrou sua candidatura como diretor suplente do sindicato de sua categoria de trabalho. Mário recebeu a boa notícia de que havia sido eleito. Nesses casos. por qualquer meio de transporte. César e Cícero trabalham na empresa DDAA. Carlos. a partir do momento do registro de sua candidatura a cargo de direção ou representação de entidade sindical ou de associação profissional. salvo se cometer falta grave. 18 e 18 dias de férias. (D) 30. Os chefes de departamento não possuem direito ao pagamento de horas extras. Mário (A) poderá ser dispensado a qualquer momento. tendo em vista que foi eleito como diretor suplente de sindicato. Comentário: o art. II. Passadas as eleições. Não serão descontadas nem computadas como jornada extraordinária as variações de horário no registro de ponto não excedentes de cinco minutos. (E) 30. Durante o período aquisitivo de férias Carlos possuiu 5 faltas injustificadas. 34. 543. de acordo com a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). (B) terá vedada a sua dispensa a partir do registro de sua candidatura até um ano após o final do seu mandato.33. César possuiu 12 faltas injustificadas e Cícero possuiu 8 faltas injustificadas. 46 . até 1 (um) ano após o final do seu mandato. 24 e 24 dias de férias. I. empregado da empresa KILO. a (A) 24. grave. César e Cícero terão direito. dispõe que “Fica vedada a dispensa do empregado sindicalizado ou associado. APENAS. o tempo despendido pelo empregado até o local de trabalho e para o seu retorno. (D) terá vedada a sua dispensa a partir do registro de sua candidatura até seis meses após o final do seu 35. (C) 24. caso seja eleito inclusive como suplente. II e III. uma vez que se equiparam aos gerentes. 130 da CLT. Neste caso. III.

tendo em vista que lhe foi oferecida outra oportunidade de trabalho com salário superior ao que está recebendo. razão pela qual a transferência do horário noturno para o horário diurno é benéfica ao empregado. (D) II e III. (B) não implicará na perda do direito ao adicional noturno. Comentário: vejamos os itens um a um. mas fará jus o reclamante ao pagamento de multa no valor de três salários mínimos. (D) implicará na perda do direito ao adicional noturno. o gabarito é letra “A”. §1º. 62. 58. tal transferência implica na perda do adicional noturno. 58. por aplicação de princípio geral do direito (vedação ao enriquecimento ilícito – no caso. 37. III – correto. I – correto. sendo garantia social prevista na Carta Magna. visto tratar-se de um benefício para a higidez física e mental do trabalhador. uma vez que este já se encontrava integralizado no salário do reclamante. nos termos do art. não cabendo qualquer tipo de indenização. pela literalidade do art. (E) implicará na perda do direito ao adicional noturno. A transferência do empregado que labora no período noturno para o período diurno de trabalho (A) não implicará na perda do direito ao adicional noturno. §2º. tendo em vista em regra o tempo de deslocamento do trabalhador não é computado em sua jornada de trabalho. da CLT. (C) implicará na perda do direito ao adicional noturno. mas o não cumprimento pode ensejar o desconto de até 30% do salário recebido pelo reclamante. II. 36. a Súmula 265 do TST. Comentário: o trabalho noturno é considerado prejudicial à saúde e à higidez física do trabalhador. pela literalidade do art. (D) poderá deixar de cumprir o aviso prévio. (E) I e II. (C) III e IV. mas fará jus o reclamante ao pagamento de multa no valor dos últimos cinco salários recebidos. 47 . não podendo sofrer qualquer desconto no pagamento de suas verbas rescisórias. Eduardo (A) só poderá deixar de cumprir o aviso prévio se a empresa empregadora autorizar expressamente. III e IV. da CLT. Assim. Neste caso. II – correto. da CLT. mas não poderá sofrer qualquer desconto no pagamento de suas verbas rescisórias. (C) poderá deixar de cumprir o aviso prévio. do empregador) e pelo teor da Súmula 376 do TST.(B) II. Neste sentido. (B) não poderá deixar de cumprir o aviso prévio. tendo em vista que o empregador necessita deste prazo para recompor o quadro de funcionários da empresa. IV – incorreto. uma vez que a CLT veda a redução salarial. Assim. Eduardo solicitou a sua demissão da empresa XCV. Gabarito letra “D”.

(C) terá direito a licença paternidade. Assim. 7º. III. tal dispositivo foi alterado tacitamente pelo art. Porém. temos que o contrato de Ana pode ser prorrogado uma única vez. Comentário: a redação original do art. da CLT). 473. prevê que o empregado pode deixar de comparecer ao serviço. c/c o art. Resta esclarecer. A empresa FIGA celebrou contrato de experiência com Ana pelo prazo de 30 dias. até que “a lei venha a disciplinar o disposto no art. parágrafo único. podendo não comparecer ao serviço pelo prazo de três dias. Entretanto. sem prejuízo do salário. em caso de nascimento de filho.(E) poderá deixar de cumprir o aviso prévio. XIX. os quais prevêem o prazo de cinco dias para a licençapaternidade. o gabarito é letra “E”. de cinco dias. (D) não terá direito a licença paternidade uma vez que a licença paternidade só é devida no nascimento do primeiro filho. Mário. Mário (A) terá direito a licença paternidade. “por um dia. seu segundo filho nascerá da união estável que mantém com Joana. Quando terminar o prazo contratado a empresa pretende prorrogar o referido contrato. do ADCT. combinação dos dois dispositivos. vale o prazo previsto no ADCT. 10. (E) terá direito a licença paternidade. pelo prazo máximo de 60 dias (de forma que a soma do contrato e da prorrogação não ultrapasse 90 dias). empregado da empresa TITO. Neste caso. (E) poderá prorrogar o contrato quantas vezes forem necessárias desde que obedeça o prazo máximo total de 90 dias. 487. pelo que ninguém é obrigado a trabalhar (ou a continuar trabalhando) para quem quer que seja. a empresa (A) poderá prorrogar o contrato uma única vez pelo prazo máximo de 60 dias. (D) poderá prorrogar o contrato uma única vez pelo prazo máximo de 90 dias. podendo não comparecer ao serviço pelo prazo de cinco dias. por 38. será pai pela segunda vez. (C) poderá prorrogar o contrato quantas vezes forem necessárias desde que obedeça o prazo máximo total de 120 dias. podendo não comparecer ao serviço pelo prazo de sete dias. 451 da CLT) e o contrato de experiência tem duração máxima de 90 dias (art. (B) não poderá prorrogar o contrato sob pena de ser considerado o contrato por prazo indeterminado. Entretanto. §2º. da CLT. Logo. da 48 . da CRFB/88. Gabarito letra “A”. nos termos do art. §1º. da CLT. Neste caso. inciso XIX”. Comentário: o trabalho humano é livre. qual seja. 445. no decorrer da primeira semana”. Comentário: os contratos a prazo determinado podem ser prorrogados uma única vez (art. (B) não terá direito a licença paternidade uma vez que não é casado legalmente com Joana. mas o não cumprimento pode ensejar o desconto dos salários correspondentes ao prazo respectivo. 7º. Como ainda não existe lei regulamentando a matéria. 39. se o empregador pede demissão e não cumpre o aviso prévio o empregador pode descontar das verbas rescisórias os salários correspondentes ao prazo do aviso prévio.

457. não só a importância fixa estipulada. como também (A) as comissões. ajudas de custo e diárias para viagens que excedam 50% do salário percebido pelo empregado. 39. celebrar novo contrato de trabalho. de vinte horas. percentagens. De acordo com a Consolidação das Leis do Trabalho. (B) Samanta. gratificações ajustadas. 40. podendo a família Demóstenes. (D) Diego. Comentário: literalidade do art. De acordo com a CLT. Neste caso. (C) não terá rescindido o seu contrato de trabalho. Mariana. que está se mudando para os Estados Unidos. (D) as comissões. havendo sucessão de empregadores. (E) as comissões. isto é. percentagens. percentagens. (E) Diego e João. da CLT. dentre outras verbas. (C) João. no curso do contrato de trabalho. preencha a condição estipulada. respondendo a família Demóstenes subsidiariamente pelas obrigações trabalhistas.oportuno. que a chamada “licençapaternidade” nada mais é que um caso de interrupção do contrato de trabalho. caso queira. respectivamente. Nenhuma dificuldade para quem decorou a CLT. inciso I. não é?! 40. percentagens. (B) as comissões. percentagens. labora para a família Sócrates. oito horas e vinte e cinco horas. diárias para viagens que não excedam 50% do salário percebido pelo empregado e abonos pagos pelo empregador. Comentário: letra “D”. Gabarito letra “E”. após cada período de doze meses de vigência do contrato de trabalho. ajudas de custo e diárias para viagens que não excedam 50% do salário percebido pelo empregado. havendo sucessão de QUESTOES TRT DA 18ª REGIÃO TRT DA 18ª REGIÃO – GOIÁS – ANALISTA ÁREA ADMINISTRATIVA – FCC – 2008 49 . empregada doméstica. §1º. integram o salário. Gabarito letra “C”. licença remunerada concedida por lei ao empregado que. Mariana (A) terá rescindido o seu contrato de trabalho com a família Sócrates sem justa causa. 130-A. gratificações ajustadas. A família Sócrates vendeu sua mansão para a família Demóstenes com toda a mobília e utensílios domésticos. Questão pobrezinha. Samanta. diárias para viagens que excedam 50% do salário percebido pelo empregado e abonos pagos pelo empregador. (B) não terá rescindido o seu contrato de trabalho. abonos pagos pelo empregador e as ajudas de custo. pela literalidade do art. (C) as comissões. João e Diego são empregados da empresa GGG na modalidade de regime de tempo parcial com jornada semanal. o gozo de dezoito dias de férias caberá legalmente apenas a (A) Diego e Samanta. da CLT. gratificações ajustadas.

podendo pleitear os últimos cinco anos de seu contrato de trabalho. caso queiram. Há uma pequena inadequação na assertiva. sendo que podem ser pleiteados os créditos constituídos nos últimos cinco anos. mas a família Demóstenes não responderá pelas obrigações trabalhistas até a sucessão. Atenção: não se reclama os cinco últimos anos do contrato. (B) um ano para ingressar com reclamação trabalhista em face de sua ex-empregadora. porque o empregador doméstico não é empresário. completamente fora de propósito. com a empresa GUKO. em regra. (D) dois anos para ingressar com reclamação trabalhista em face de sua ex-empregadora. Comentário: a sucessão de empregadores está prevista nos artigos 10 e 448 da CLT. podendo pleitear os dez anos de seu contrato de trabalho. a. mas nada que invalide a questão. e segundo porque a CLT não se aplica. nos termos do art. respondendo a família Demóstenes solidariamente pelas obrigações trabalhistas. Dessa forma. até porque as alternativas “B”. se muda todo o núcleo familiar o contrato do doméstico é extinto. celebrar novo contrato de trabalho”. 7º. XXIX. deve-se reclamar até dois anos depois de extinto o contrato de trabalho. família Demóstenes e Mariana. nos termos do art. Para não deixar qualquer dúvida. (E) um ano para ingressar com reclamação trabalhista em face de sua ex-empregadora. Considerando que Tício laborava para a empresa há dez anos. e a alternativa “D” é absurda. podendo pleitear os últimos cinco anos de seu contrato de trabalho. Primeiro. caso queira. “C” e “E” não se aplicam porque não existe sucessão trabalhista para o doméstico. e como tal a falta de um dos familiares (seja por morte. havendo sucessão de empregadores. e sim os cinco anos que antecedem a data da propositura da ação. Observe-se que o empregador doméstico é a família. se o empregado deixa para ajuizar a ação exatamente dois anos depois da extinção de seu vínculo (portanto no último dia do prazo). Trocando em miúdos. Faz um ano que Tício teve rescindido o seu contrato de trabalho 50 . não se aplicando ao doméstico por dois motivos. Diferentemente. somente poderá reclamar os últimos 3 anos do contrato de trabalho (3 anos de 41. Assim. 11 da CLT. ao empregado doméstico. ele terá mais (A) um ano para ingressar com reclamação trabalhista em face de sua ex-empregadora. a expressão “podendo a família Demóstenes. podendo pleitear os últimos quatro anos de seu contrato de trabalho. contados desde a propositura da ação (!). da CRFB/88 e do art. a assertiva correta é a da letra “A”. (C) dois anos para ingressar com reclamação trabalhista em face de sua ex-empregadora. (D) terá o seu contrato de trabalho suspenso por expressa determinação legal neste sentido. 7º. (E) não terá rescindido o seu contrato de trabalho. em regra.empregadores. por mudança. Comentário: para resolver esta questão bastava saber qual é o prazo prescricional trabalhista. celebrar novo contrato de trabalho” deve ser interpretada como “podendo as partes. podendo pleitear os últimos quatro anos de seu contrato de trabalho. da CLT. etc) não extingue o contrato.

não guardando qualquer relação com outra(s) função(ões) anteriormente desempenhada(s) na empresa. Para efeitos da equiparação salarial. conta-se o tempo de serviço na função e não no emprego. será o que for feito com igual produtividade e com a mesma perfeição técnica. (D) II e IV. para efeitos de equiparação salarial. alimentação. Dessa forma. com relação ao FGTS. II. no interior mineiro. a empresa 51 . 43. também reconhecida pela Justiça do Trabalho. um padeiro que trabalha em São Paulo deve. 42. O contrato de trabalho de Ana foi extinto com o reconhecimento da culpa recíproca entre as partes pela Justiça do Trabalho. por exemplo.contrato + 2 de inércia = 5 anos). (B) I. (E) I e IV. Em seu primeiro ano na função de motorista ele pretende a equiparação salarial. III – incorreto. Comentário: vejamos item por item: I – correto. pois o sentido de “mesma localidade”. pela literalidade do art. do TST. pois a localidade influi no patamar salarial conforme se alteram as condições de custo de vida. III. 461 da CLT. da CLT. por força do §4º do art. O contrato de trabalho de João foi extinto por força maior. Obviamente este empregado não terá direito à equiparação. item II. Este é o teor da Súmula 6. analise: I. pois o trabalhador readaptado não será paradigma. o qual exerce a mesma função na empresa há quatro anos. II e IV. Logo. municípios distintos que pertençam à mesma região metropolitana. mesma localidade significa mesmo estabelecimento. IV – correto. ganhar mais que um outro padeiro que trabalha em Araxá. a resposta é letra “B”. ainda. A regra também consta da Súmula 6 do TST. estão corretos os itens I e IV apenas. etc nas duas cidades. na função de motorista. 461. A respeito da equiparação salarial. é mesmo município ou. Mesmo não conhecendo a súmula dava para “matar” a questão usando a lógica. Imagine-se que um empregado é admitido como “faxineiro” em uma empresa. pois esta se dá. entre pessoas cuja diferença de tempo de serviço não for superior a dois anos. Trabalho de igual valor. por lógica. pois são imensamente diversos os custos de moradia. no caso. Nesses casos. Está correto o que consta APENAS em (A) I e III. IV. Assim. pelo que a resposta é letra “E”. II – incorreto. O trabalhador readaptado em nova função por motivo de deficiência física atestada pelo órgão competente da Previdência Social poderá servir de paradigma para fins de equiparação salarial. item X. Para efeito de equiparação de salários em caso de trabalho igual. no caso. e depois de três anos na função é promovido a motorista. pois a isonomia salarial se dá na função e não na empresa (ou no “emprego”). (C) II e III. tomando por paradigma um outro motorista. §1º. sob o argumento de que ambos não tem mais de dois anos de diferença de tempo de serviço.

Comentário: letra “D”.) A resposta é a letra “D”.036/1990. neste espaço. não havendo qualquer estabilidade de emprego. por força do disposto no art. É o tipo de questão que quem sabe mais corre mais risco de errar. que não é nem um pouco pacífica na doutrina nem na jurisprudência. sendo permitido que ambos saquem a conta vinculada. ANALISTA – EXECUÇÃO DE MANDADOS – TRT DA 18ª REGIÃO (GO) – FCC – 2008 38. Comentário: na minha modesta opinião esta era a questão mais difícil da prova. Convenção Coletiva de Trabalho de determinada categoria aumentou o adicional noturno para 50% sobre a 52 . §2º e 20. mas será vedada a sua dispensa sem justa causa. O candidato que tinha o conhecimento desta súmula e não se perdeu na questão da residência consular (colocada “só pra complicar”) certamente concluiu que Maria é empregada doméstica. sendo permitido que ambos saquem a conta vinculada. Maria (A) é considerada empregada doméstica. mas não há qualquer espécie de estabilidade de empregado garantida aos empregados domésticos. (E) não é considerada empregada doméstica. I. desempenhando serviços domésticos no âmbito familiar e está grávida de dois meses. (C) não é considerada empregada doméstica. E acertou! (ao menos o “pensamento” da banca. sendo permitido que ambos saquem a conta vinculada. (E) 20% e 40%. pela literalidade dos artigos 18. respectivamente. mas somente Ana poderá sacar a conta vinculada. (B) 20% e 40%. razão pela qual recomendo que vocês não deixem de estudá-la. respectivamente. portanto. da Lei nº 8. desde a confirmação da gravidez até cinco meses após o parto. mas será vedada a sua dispensa sem justa causa. (D) 20% do valor dos depósitos. (B) não é considerada empregada doméstica por se tratar de residência consular.empregadora de Ana e a de João pagarão multa de (A) 40% do valor dos depósitos. desde a confirmação da gravidez até cinco meses após o parto. (C) 40% e 20%. respectivamente. vamos à solução “direta” da questão. mas somente João poderá sacar a conta vinculada.. e como tal faz jus à garantia de emprego conferida à gestante. Como a discussão a respeito da matéria é cansativa e. Pela Súmula 207 do TST aplica-se a lei trabalhista do local da execução dos serviços. (D) é considerada empregada doméstica e será vedada a sua dispensa sem justa causa. Isto porque esta matéria envolve a teoria da imunidade de jurisdição (e de legislação). Maria trabalha na residência consular do Cônsul da África do Sul. Neste caso. despropositada. 4º-A da Lei nº 5.859/1972. desde a confirmação da gravidez até seis meses após o parto. 39.. o que é conhecido como princípio da “lex loci executionis”. De útil nesta questão fica apenas a constatação de que a FCC (assim como o CESPE) tem cobrado a Lei do FGTS.

por 53 . de ordem pública. III. (D) Maria. em regra. Joana e Diana são empregadas da empresa ÁGUA. Comentário: letra “E”. é claro. Em regra. sequer quando as mesmas são representadas coletivamente. aumento é Neste caso. (B) válido. 7º. atuando as três na função de auxiliar administrativo. XIII (compensação de horários e redução de jornada) e XIV (jornada para o trabalho em turnos ininterruptos de revezamento). portanto. uma vez que o limite legal máximo para o adicional noturno é de 30% sobre a hora diurna. da CLT. Joana e Diana. imperativas. esse (A) inválido. razão pela qual não podem. não sendo aplicada às empresas públicas e às sociedades de economia mista. Logo. da CRFB. será obrigatório um intervalo intrajornada de quinze minutos para (A) Diana. igualmente. (B) Maria. o tempo despendido pelo empregado até o local de trabalho e para o seu retorno. II. §1º. (C) Joana e Diana. Não se esqueçam: a) em regra. sendo vedada qualquer estipulação em contrário. 40. Comentário: o raciocínio neste tipo de questão deve ser objetivo. mas dispensa o empregador de considerar a hora noturna reduzida de 52’e 30’’. incisos VI (possibilidade de redução de salários). Neste caso. Maria. A resposta. Maria possui jornada de trabalho diária de seis horas. que direitos os sindicatos podem flexibilizar (= reduzir)? Resposta = Art. não dispensando o empregador de considerar a hora noturna reduzida de 52’e 30’’. tendo em vista o princípio da condição mais benéfica ao trabalhador. (E) inválido. obrigatória por força do art. uma vez que Convenção Coletiva de Trabalho não é instrumento hábil para aumentar adicional noturno. 71. Só!!! b) que direitos os sindicatos podem ampliar? Resposta = TODOS. §1º. de acordo com a Consolidação das Leis do Trabalho. (C) válido. apenas. (E) Maria e Joana. 41. Não serão descontadas nem computadas como jornada extraordinária as variações de horário no registro de ponto não excedentes de cinco minutos. o que em nada interfere na hora reduzida noturna. sendo vedada qualquer estipulação em contrário. ser derrogadas pela vontade das partes. Joana possui a jornada de trabalho diária de cinco horas e Diana possui jornada de trabalho diária de quatro horas. da CLT. o aumento do adicional noturno decorrente de CCT é perfeitamente válido.hora diurna. pela literalidade do art. A jornada de trabalho de oito horas diárias prevista na Consolidação das Leis do Trabalho é observada apenas para as atividades privadas. No que diz respeito à jornada de trabalho. uma vez que o limite legal máximo para o adicional noturno é de 20% sobre a hora diurna. observado o limite máximo de dez minutos diários. é letra “C”. Lembre-se também que as normas atinentes a jornada e descansos trabalhistas são normas cogentes. 73. (D) inválido. analise: I. apenas.

473. São consideradas hipóteses de interrupção do contrato de trabalho as situações indicadas APENAS em (A) I. III. 488 da CLT menciona “sem prejuízo do salário integral”. 62. desde que não permaneça a subordinação. da CRFB. II e III. (E) I e IV. pela literalidade do art. Observe-se que o art. (D) I e II. Se negativa. IV. II. II – correto. tendo em vista que as empresas públicas e as sociedades de economia mista sujeitam-se ao regime trabalhista das empresas privadas. pela literalidade do art. II e III. 58. conforme literalidade do art. Os gerentes. da CLT. (B) II. IV. 488 da CLT. não será computado na jornada de trabalho. tendo em vista que o empregado eleito para cargo de diretoria tem seu contrato suspenso. II – correto. Está correto o que consta APENAS em (A) I. Considere: I. Empregado eleito para o cargo de diretoria. da CLT. é verificar se o empregado continua recebendo salário. (D) II e IV. III e IV. Neste sentido. IV. Empregado urbano que deixa seu trabalho duas horas mais cedo para procurar novo emprego durante o período do aviso prévio. Com relação ao aviso prévio. IV – incorreto. da CLT. por se tratar de hipótese prevista expressamente pelo art. pela literalidade do art. Logo. §1º. (C) II. III e IV. II. 43. (C) III e IV. a súmula 269 do TST. IV – correto. nestes casos não expressos. Comentário: vejamos os itens um a um: I – incorreto. 58. 54 .qualquer meio de transporte. I. Resposta letra “A”. Empregado que falta um dia em cada doze meses de trabalho para doação de sangue. 173. Logo. O macete. III – correto. os diretores e chefes de departamento ou filial não possuem duração máxima de jornada de trabalho. da CLT. de suspensão. Empregado que falta dois dias em razão do falecimento de ascendente. §1º. a jornada normal limitada a oito horas também se aplica aos empregados de empresas públicas e sociedades de economia mista. III – correto. a resposta é a letra “C”. 473. (B) I. III e IV. Comentário: item por item também: I – correto. por força do disposto no art. II. é certo que 42. Se a resposta for positiva. e não interrompido. tendo em vista o disposto no art. (E) I e III. não obstante não esteja prestando serviços. §2º. será caso de interrupção. da CLT. não permanecendo a subordinação jurídica inerente à relação de emprego.

Comentário: A – incorreta. à aprovação de Assembléia Geral dos Sindicatos convenentes. em regra. e a esta hora o tico e o teco já não ajudam muito. por si só. não perde o direito ao restante do respectivo prazo.(A) a parte que. 55 . e não de dez. O processo de prorrogação. portanto. na despedida indireta.. por força do art. por e-mail. :-P . além de uma destinada a registro. Caso ainda em vigor o art. será de dez dias corridos. IV. II e III. III e IV. está correto o que consta APENAS em (A) II. A resposta. nos termos do art. pois nos contratos a prazo determinado não é devido. (C) a cessação da atividade da empresa. As Convenções Coletivas de Trabalho deverão conter obrigatoriamente normas para a conciliação das divergências sugeridas entre os convenentes por motivos da aplicação de seus dispositivos. nos contratos de trabalho com prazo determinado. quiser rescindir contrato individual de trabalho. contados a partir do último dia contratual pré-fixado. E – incorreta. analise: I. no mínimo. por contrariar o disposto no art. pois é devido o aviso prévio. As Convenções Coletivas de Trabalho serão celebradas por escrito. pela Súmula 44 do TST. C – correta. o direito do empregado ao aviso prévio. caso em que será devido o aviso prévio (art. com o sono apertando. por expressa disposição legal. Fátima! Resolvi esta prova de madrugada. (E) o empregado que. da CLT (não recepcionado pela CRFB). 7º. I. II. (B) o aviso prévio. 491 da CLT. pois o prazo do aviso prévio é de. Obrigado. Quanto às Convenções Coletivas de Trabalho. Observação: comentário editado após observação pertinente enviada por uma aluna. 487. no caso. da CLT. conforme a alternativa. em qualquer caso. qualquer aviso prévio. com o pagamento da indenização.. sem justo motivo. Os Sindicatos poderão celebrar Convenções Coletivas de Trabalho independentemente de deliberação em Assembléia Geral especialmente convocada para esse fim. sem emendas nem rasuras. literalidade da D – incorreta. 44. deverá avisar a outra da sua resolução com a antecedência mínima de dez dias. não exclui. 487. (B) I. B – incorreta. cometer falta considerada pela lei como justa para a rescisão. denúncia ou revogação total ou parcial de Convenção Coletiva de Trabalho ficará subordinado. o prazo seria de 8 dias. em tantas vias quantos forem os Sindicatos convenentes ou as empresas acordantes. 481 da CLT. 30 dias. da CRFB. II. é letra “C”. De acordo com a Consolidação das Leis do Trabalho. se o pagamento for efetuado semanalmente. XXI. simples ou em dobro. revisão. (D) não é devido o aviso prévio. c/c a Súmula 163 do TST). §4º. III. durante o prazo do aviso prévio. exceto se o contrato contiver cláusula assecuratória do direito de rescisão antecipada.

em prejuízos ao empregado. 481 da CLT. II e V estão certos. (D) I e IV. I Contrato individual de trabalho é o acordo. ajustado. IV Aos contratos por prazo determinado que contiverem cláusula assecuratória do direito recíproco de rescisão antes de expirado o termo a) Apenas os itens I e III estão certos. podendo estabelecer-se por prazo determinado ou indeterminado. desde que não resultem. resposta letra “A”. PROCURADOR PB 2008 TEMA I – CONTRATO DE TRABALHO 58 . II A mudança na propriedade ou na estrutura jurídica da empresa não afetará os contratos de trabalho dos respectivos empregados. II – correto. Assinale a opção correta. se assim chamado à autoria pelo empregador quando de sua defesa perante a justiça do trabalho. 468 da CLT. d) Apenas os itens I. V – correto. tácito ou expresso. os princípios que regem a rescisão dos contratos por prazo indeterminado. pela combinação do disposto nos artigos 442 e 443 da CLT. III – correto. apenas é lícita a alteração das respectivas condições de trabalho quando decorram de mútuo consentimento e. Comentário: I – incorreto. aplicam-se. sob pena de nulidade da cláusula infringente dessa garantia. da CLT. conforme art. nos termos do art. V No caso de paralisação temporária ou definitiva do trabalho motivada por ato de autoridade municipal. que ficará a cargo do governo responsável. Comentário: I – correto. III – correto. 448 da CLT. Aliás. pela literalidade do art.Julgue os itens seguintes. b) Apenas os itens II e V estão certos. IV – correto. IV – correto. 615 da CLT. pela literalidade do art. em todos eles a banca se limitou a transcrever dispositivos legais. que se referem ao contrato individual de trabalho. estadual ou federal. 613 da CLT. art. Portanto. sem nenhuma criatividade. pela literalidade do art. ainda assim. 486 da CLT. conforme parágrafo único. direta ou indiretamente. caso tal direito seja exercido por qualquer das partes. o gabarito é letra “E”. prevalecerá o pagamento da indenização. que corresponde à relação de emprego. III Nos contratos individuais de trabalho. Logo. c) Apenas os itens III e IV estão certos. e) Todos os itens estão certos. ou pela promulgação de lei ou resolução que impossibilite a continuação da atividade. (E) II e IV. II – correto. pela literalidade do art. 613. conforme art. pois todos os itens estão corretos. 612 da CLT.(C) I e III. A análise da questão é relevante a fim de 56 .

observado o prazo de dois anos após a extinção do contrato de trabalho. 23. a partir do respectivo fato que o enseja. observado o prazo de dois anos após o término do contrato de trabalho. pois inclui. Incorreta. Incorreta. a prescrição é a qüinqüenal. A prescrição do FGTS constitui exceção à regra geral da prescrição trabalhista. a partir da extinção do contrato de trabalho. 7º.No que se refere ao direito a férias. §5º. posto que não se pode admitir a imprescritibilidade de nenhum direito patrimonial. ao contrário do prazo bienal. XXIX. assinale a opção correta. a prescrição bienal.036/90 que é trintenária (30 anos) a prescrição do FGTS. Neste sentido. e. contados. seguindo a regra segundo a qual “o acessório segue o principal”. sobre o qual. em dois anos. da lesão ao direito (nascimento da pretensão). e limitados a dois anos após a extinção do contrato de trabalho. tendo em vista que a pretensão quanto a créditos decorrentes da relação de trabalho prescreve. aplica-se a prescrição trintenária. em geral. a Súmula 362 do TST. Observe-se. pois o prazo qüinqüenal é contado a partir da lesão ao direito. Com efeito. XXIX.Acerca da prescrição de direitos do trabalhador. trabalho. TEMA II – PRESCRIÇÃO 60 . este sim contado a partir da extinção do contrato de trabalho. 7º. assinale a opção correta. da CRFB). na regra geral da prescrição trabalhista (art. Incorreta. dispõe o art. Lei 8. Caso o FGTS seja pedido apenas como acessório (por exemplo. d) O direito de ação quanto ao nãorecolhimento da contribuição para o FGTS prescreve em trinta anos para os trabalhadores urbanos e rurais. a Súmula nº 206 do TST. como visto. c) O direito de ação quanto aos créditos resultantes das relações de trabalho prescreve em cinco anos para os trabalhadores urbanos e rurais. pois atualmente (desde a EC 28/2000) não há distinção entre a prescrição aplicável aos trabalhadores urbanos e aos trabalhadores rurais (art.demonstrar que também para as provas do Cespe é necessário memorizar a legislação. após a extinção do contrato de trabalho. a) O direito de ação quanto a créditos resultantes das relações de trabalho prescreve em cinco anos para o trabalhador urbano. e) O direito de ação quanto a créditos resultantes das relações de trabalho e quanto ao não-recolhimento da contribuição para o FGTS prescreve em cinco anos para os trabalhadores urbanos e rurais. Correta. entretanto. Neste sentido. b) O direito de ação quanto a créditos decorrentes das relações de trabalho prescreve em dois anos para os trabalhadores urbanos e rurais. até o limite de dois anos após a extinção do contrato de trabalho. Aplica-se. em cinco anos. tanto para os trabalhadores urbanos. da CRFB). Incorreta. o FGTS. 57 . em uma ação em que se postulam diferenças de FGTS incidente sobre horas extras não pagas). que a prescrição do FGTS é trintenária quando o pedido principal é o FGTS. para o trabalhador rural. ainda. e não da extinção do contrato de TEMA III – FÉRIAS 61 . quanto para os trabalhadores rurais.

No caso de remuneração por hora. que se aplica à remuneração das férias. da CLT. e) A prescrição do direito de o empregado reclamar a concessão das férias ou o pagamento da respectiva remuneração é contado do término do período aquisitivo ou. §2º. o valor das férias será obtido a partir da média de produção apurada ao longo do período aquisitivo. A assertiva mistura a idéia do cômputo do período de férias como tempo de serviço com a regra do terço de férias. Exatamente por este motivo. os quais prevêem a possibilidade de fazer coincidir as férias dos membros de uma mesma família que trabalhem no mesmo estabelecimento ou empresa (§1º) bem como o direito de o empregado estudante. inclusive. Incorreta. durante as férias. e não ao tempo de serviço. caput. não se considerando falta ao serviço a ausência da empregada durante o período de licença-maternidade. as férias são o exemplo típico de interrupção do contrato de trabalho. cabe ao empregador decidir em qual destes meses concederá as férias a este estudante). pela combinação do art. caput. janeiro e julho. que pode fazê-lo de acordo com seus interesses. c) A época da concessão das férias será a que melhor atenda aos interesses do empregado. menor de 18 anos. pois a escolha da época de concessão das férias é prerrogativa do empregador. mas o empregador paga salários e o período é computado como tempo de serviço. tendo em vista que. a empregada terá direito a férias em proporção conforme a quantidade de faltas que haja tido no período. II. 130.a) Após cada período de 12 meses de vigência do contrato de trabalho. da CLT). 131. a remuneração que lhe for devida na data da sua concessão”. ex. 130 com o art. da cessação do contrato de trabalho. 58 . aliás. aplica-se à médias das horas trabalhadas no período aquisitivo o valor da hora apurada na data da concessão (art. se for o caso.). em qualquer caso a escolha da época continua sendo prerrogativa do empregador (por exemplo: o estudante menor de 18 anos tem férias em dezembro. porém não existe cômputo a maior. da CLT. d) O empregado deve perceber. e não do período aquisitivo. multiplicada pelo valor da tarefa na data da concessão. 142. Se o empregado é remunerado por peça ou tarefa. para fazê-las coincidir com férias da família ou com as férias escolares. Caso o empregado perceba remuneração variável (comissões. 142. como tempo de serviço (art. p. §1º). o art. de fazer coincidir suas férias com as férias escolares (§2º). quando for estudante. 136 é relativizada pelos seus parágrafos. com jornadas variáveis. de forma que trinta dias de férias correspondem a 30 dias de tempo de serviço. por força do art. durante as férias. da CLT. Neste sentido. pois o período de férias é computado. 136. Entretanto. b) O período das férias será computado como tempo de serviço acrescido de um terço. “o empregado perceberá. pois não há prestação de serviços. computar-se-á a média dos últimos doze meses anteriores à concessão. Incorreta. Incorreta. porém o valor da média deve ser atualizado monetariamente. Correta. logo. a remuneração média que lhe houver sido paga durante o período aquisitivo pertinente. para todos os efeitos. A regra do supramencionado caput do art.

Maurício Godinho Delgado. com mais de 32 faltas. quando houver tido de 24 a 32 faltas. perderá o direito às férias? Resposta: sim! A doutrina entende que o silêncio da CLT em relação a esta hipótese significa que o legislador teria considerado que. qual seja. segundo prescrição consolidada. a OJ 195 do TST. se o empregado foi demitido antes do final do período concessivo. que sofre incidência de FGTS! – Súmula 305 do TST). Logo. a correr o prazo prescricional. Aproveitando o link com esta questão das férias. D) Dito trabalhador não poderá receber menos que o salário mínimo. 148. assinale a opção correta. o empregado já teria descansado o suficiente. torno públicas outras dúvidas: 1) A remuneração das férias indenizadas tem natureza salarial ou indenizatória? Resposta: em regra. Como cabe ao empregador fixar a época de concessão das férias. nesta hipótese o trabalhador perde o direito às férias. dentre outros. dispõe que após cada período de 12 meses o empregado terá direito a 12 dias corridos de férias. né?! A exceção fica por conta do art.Incorreta. C) Por efetivar seu labor em residência. o bienal) terá início a partir da extinção do contrato. o final do período concessivo. B) Há distinção entre o trabalho realizado no estabelecimento do contratante e o executado no domicílio do empregado. a remuneração das férias indenizadas tem natureza indenizatória. estas não são devidas (exigíveis) senão ao final do período concessivo. que confere natureza salarial à remuneração das férias indenizadas. com o aviso prévio indenizado. e com ela a pretensão à reparação judicial. 2) Incide FGTS sobre as férias proporcionais pagas na rescisão do contrato de trabalho? Resposta: não. Obviamente. entretanto. Gustavo Filipe Barbosa Garcia. E) No caso presente a em apreço. 3) O artigo 130 da CLT. A) O desenvolvimento das atividades laborais na própria residência não configura relação de emprego. pois como vimos a natureza desta remuneração é indenizatória. 449 da CLT). a partir daí nascerá eventual lesão ao direito. especificamente no caso de falência do empregador (para fins do art. Logo. Agora pergunto: e se o empregado tiver mais de 32 faltas. Chega a ser até bem óbvio. Começa daí (final do período concessivo). Neste sentido. 149 da CLT. em seu inciso IV. (PROCURADOR DO ESTADO PGE/AL – CESPE – 2009) TEMA: RELAÇÃO DE EMPREGO Questão 66 – Considerando que um trabalhador tenha sua contratação efetivada por determinada pessoa jurídica e desenvolva suas atividades laborais na própria residência. Vólia Bomfim Cassar. a fim de proteger o crédito trabalhista do empregado. portanto. Neste sentido. mas estará fora do regime celetista. e o FGTS incide sobre parcelas de natureza salarial (cuidado. o art. Neste sentido. o prazo prescricional (neste caso. pois a prescrição das férias tem início no momento da lesão. estando subordinação e a 59 . o trabalhador em questão é considerado doméstico.

se discutido em eventual demanda. Respeito a tese. de finalidade não lucrativa. 3º com o art. e sim a prestação de serviços contínuos. 3º da CLT (que define “empregado”). mediante exercício interpretativo. razão pela qual. 6º da CLT.pessoalidade. casa de veraneio. que são os requisitos constantes do art. E) Na aplicação dos efeitos da prescrição. no caso do trabalho do motorista da família). B) Não tendo havido recolhimento fundiário. D) Caso o trabalhador tenha laborado em determinado período como menor. no caso. 2º da CLT. não haverá distinção entre trabalhador menor ou maior de 18 anos de idade. contados do ajuizamento da ação. onerosidade. 1º da Lei nº 5. o crédito deste. TEMA: PRESCRIÇÃO Questão 67 Determinado trabalhador manteve relação de emprego com certa empresa por mais de dez anos.859/1972). razão pela qual a questão não teria resposta. pessoalidade. 60 . nos termos consolidados. e mesmo as vias públicas. sem o devido registro em sua CTPS. para ambos os sexos. Comentário: a questão gravita em torno do disposto no art. a onerosidade está plenamente subentendida no enunciado da questão. Quanto à resposta correta. que impedirá o intento. subordinação e alteridade). rancho. Com referência a essa situação. qual seja. Os demais são extraídos. não é raro que as bancas mencionem apenas subordinação. se refere não só à casa. A) Poderá o trabalhador ingressar em juízo para pleitear os recolhimentos previdenciários. assinale a opção correta. no âmbito residencial destas (art. “B”. segundo o qual “não se distingue entre o trabalho realizado no estabelecimento do empregador e o executado no domicílio do empregado. Sobre a letra “C” é imperioso observar que o local de trabalho não interfere na caracterização do vínculo de emprego do doméstico. da combinação do art. na minha opinião. só restando a resposta correta. somente quanto ao reconhecimento de vínculo. somente essa parte do contrato de trabalho será imprescrita. a alternativa veiculada pela letra “E” encontra-se perfeitamente válida. desde que esteja caracterizada a relação de emprego”. de plano. Âmbito residencial. mas a todos os locais onde a pessoa ou a família desenvolvem sua vida privada e suas atividades não lucrativas (v. mas ajuizada após dois anos do término contratual. sem a declaração de vínculo. estará limitado aos últimos cinco anos.g. caracteriza-se relação de emprego. a pessoa ou família. nãoeventualidade. “C” e “D”. vi alguns comentários no sentido de que a questão deveria ser anulada tendo em vista que a alternativa dada como correta pela banca não contemplaria todos os requisitos caracterizadores da relação de emprego (artigos 2º e 3º da CLT). pessoalidade e onerosidade. Não obstante sejam seis os requisitos caracterizadores da relação de emprego (trabalho prestado por pessoa física. C) Havendo demanda pleiteando o vínculo e o respectivo registro na CTPS obreira. estará a pretensão atacada pela prescrição. a letra “E”. O candidato que conhecia este importante dispositivo eliminou. mas não concordo. diretamente. No caso. as alternativas “A”.

como tal. Neste caso. sendo cinco delas decorrentes de alistamento eleitoral e casamento. até que o mesmo complete 18 anos (art. o qual dispõe que a prescrição em cinco anos. sob o argumento de que a anotação em CTPS seria obrigação de fazer e. C) Na hipótese aquisitivo das quatorze faltas.036/1990. logo imprescindível a declaração do vínculo. no período férias. dias corridos de de Lucas. D) Incorreta. E) Correta. assinale a opção correta. limitados a dois após a extinção do contrato de trabalho. Logo. a distinção será relevante. não haverá redução no total de dias de férias a serem gozados. no caso de reconhecimento de vínculo. não dependendo da intervenção do empregador. Vamos às alternativas: A) Incorreta. Neste sentido. pode ser efetuada pela própria secretaria da Vara do Trabalho. 23. 440 da CLT. não interessa se o trabalhador é menor ou maior de 18 anos. a pretensão ao reconhecimento do vínculo é imprescritível. §1º. pois não é necessariamente verdadeira a afirmação. frise-se). 440 da CLT). a Súmula 362 do TST.Comentário: a questão versa sobre prescrição. pois se. o art. §5º. da CLT. a respeito. sujeitar-se-ia à prescrição. pois as ações meramente declaratórias são imprescritíveis. §1º. contar com fará ele jus a dezoito férias. tendo em vista a regra do art. como o contrato perdurou “por mais de dez anos”. entretanto. da CLT. Quanto às demais hipóteses. Isso porque a anotação da CTPS. D) Se Lucas. por força do art. a prescrição. pois só haveria que se falar em recolhimentos previdenciários obrigatórios se comprovada a existência da relação de emprego. C) Incorreta. como vimos. Imagine-se. nos termos do art. Uma vez mais não concordo com a tese do recurso. o prazo prescricional referente às lesões sofridas neste primeiro ano do contrato somente começa a correr quando o menor tenha completado 18 anos. da Lei nº 8. Em face dessa situação hipotética. TEMA: INTERRUPÇÃO DO CONTRATO DE TRABALHO E FÉRIAS Questão 69 Considere que Lucas tenha sido contratado por entidade bancária para exercer a função de contínuo. não se aplica “às ações que tenham por objeto anotações para fins de prova junto à Previdência Social”. a assertiva não é verdadeira. excepcionando a regra geral da prescrição trabalhista. 11. Ver. 11. é de 30 anos. A) Somente no caso de o regime de trabalho de Lucas exceder quarenta e quatro horas semanais deverá ele receber pagamento suplementar. 61 . há que se considerar que não corre contra o menor prazo prescricional. então. terá ele direito a menos de trinta dias de férias. tiver dez faltas. de forma nenhuma. também estas pretensões relativas ao primeiro ano estarão prescritas. Registre-se que também em relação a esta alternativa surgiram vozes defendendo a anulação da questão. no período aquisitivo das férias. ainda que originadas quando o trabalhador tinha menos de 18 anos. tendo em vista que a prescrição do FGTS (como parcela principal. ao passo que não incidirá. que o trabalhador do exemplo foi admitido aos 17 anos. B) Devido ao limite da jornada atinente à categoria de Lucas. Entretanto. No mesmo sentido. B) Incorreta.

Logo. princípio da condição mais benéfica. B) incorreta. o princípio da proteção visa à garantia da igualdade substancial entre as partes da relação de emprego. Importante lembrar ainda que o princípio da proteção (ou princípio protetor. ou ainda tutelar) se desdobra. I. II. mediante a estipulação de vantagens ao empregado. 130-A da CLT. como forma de compensar sua hipossuficiência. é de 6 horas (e o módulo semanal de 30 horas). c/c o art. por força do art. sendo que dele decorrem todos os demais princípios trabalhistas. no caso. a condição é inequivocamente mais vantajosa ao obreiro. pois o art. I. na classificação de Américo Pla Rodriguez. sem prejuízo do salário (hipóteses de interrupção contratual. 131. não é considerado falta justificada. dispõe que o empregado pode faltar por até dois dias consecutivos em razão de falecimento de ascendente. CLT). 58-A da CLT como aquele cujo módulo semanal não exceda de vinte e cinco horas. não se aplica ao bancário o art. Dessa forma. pois o art. E) incorreta. o prazo prescricional para que o trabalhador ingresse com ação trabalhista cobrando eventuais créditos. O art. da CLT. da CLT. pois o princípio da proteção tem por escopo o reequilíbrio de forças entre capital (empregador) e trabalho (empregado).E) Caso Lucas falte três dias em decorrência do falecimento de ascendente. portanto) por até três dias consecutivos em virtude de casamento (inciso II) e por até dois dias consecutivos para se alistar eleitor (inciso V). a ausência do empregado nos casos do art. 226. pois é devido o pagamento suplementar se excedida a 30ª hora na semana. dispõe que não será considerada falta ao serviço. EXERCICIOS TIPO CESPE TEMA 1 – PRINCÍPIOS E FONTES DO DIREITO DO TRABALHO A respeito dos princípios e fontes do Direito do Trabalho. neste caso. 473 dispõe que o empregado pode faltar. 473. julgue as seguintes afirmações: 1 – O princípio da proteção é aquele princípio peculiar ao Direito do Trabalho segundo o qual se garante às partes a igualdade formal. 130. através de cláusula contratual ou regulamento de empresa. por sua vez. razão pela qual faria jus a 30 dias corridos de férias. 130. parágrafo único. princípio in dubio pro operario (este último bastante criticado por parcela significativa da doutrina). em três dimensões: princípio da norma mais favorável. 62 . vejamos as alternativas: A) incorreta. no caso Lucas teria apenas cinco faltas ao longo do período aquisitivo. inclusive o contínuo. 224. isso caracterizará falta justificada para os fins legais. e não somente da igualdade formal (que constitui a simples estipulação de direitos rigorosamente iguais às partes). tendo em vista que. Assim. 473 (art. 131. I. pois com 14 faltas Lucas faria jus a 24 dias corridos de férias (art. razão pela qual o terceiro dia. por força do art. Comentário: a jornada do empregado em estabelecimentos bancários. Com base nisso. pois a jornada do bancário não se enquadra no regime de tempo parcial. definido pelo art. para os efeitos do art. C) incorreta. da CLT. Errado. da CLT). 130. D) correta. 2 – À luz do princípio da condição mais benéfica podemos dizer que é lícito ao empregador majorar.

mas que não constitui fonte formal). Certo. Assim. suprimir ou alterar as regras relativas à prescrição trabalhista. Errado. no sentido da desregulamentação trabalhista e da flexibilização das normas trabalhistas constituem fonte material do Direito do Trabalho. Por sua vez. 3 – São fontes materiais do Direito do Trabalho as transformações sociais e as pressões exercidas pelos agentes da relação de emprego. as convenções coletivas são classificadas como fontes formais heterônomas. o regulamento como sendo fonte formal. não podendo as partes inovar. mencionem-se questões cobradas no concurso para Consultor Legislativo do Senado (2002) e para Juiz do Trabalho da 5ª Região (2006). 4 – O regulamento de empresa pode ser considerado fonte formal do Direito do Trabalho. tendo em vista que a prescrição é norma de ordem pública. Certo. portanto. ainda que em benefício do trabalhador. são fontes materiais do trabalho o conjunto de fatores políticos. Neste sentido. as fontes formais são classificadas em autônomas e heterônomas. por mais de uma vez. 59 da CLT. foi precedida por intensas pressões por parte do empresariado. sociológicos e filosóficos que levam à alteração ou criação de normas jurídicas. o que culminou na flexibilização da legislação. com a inclusão. o Cespe já considerou. o interesse coletivo (pacificação social. constituem fontes materiais do Direito do Trabalho. aderindo ao contrato de trabalho. notadamente através dos sindicatos. respectivamente se decorrentes da vontade das partes destinatárias da norma. Também as pressões dos empregadores. Maurício Godinho Delgado defendem a tese segundo a qual o regulamento de empresa tem força de mera cláusula contratual. Neste caso. ou se decorrentes da imposição de terceiro estranho à relação jurídica. certamente a alteração do art. que tanto as hipóteses quanto os prazos prescricionais são aqueles previstos em lei. A título de exemplo. pelo que é inderrogável pela vontade das partes. ao menos para o Cespe. econômicos. da possibilidade de compensação além da semana (“banco de horas”). Lembrem-se. 63 . fatos sociais estes que representam o momento pré-jurídico necessário à posterior positivação do direito. sucedendo logicamente as fontes materiais.Errado. Dessa forma. aí incluídas aquelas levadas a efeito pelo empregador. estabilização das relações jurídicas) se sobrepõe ao interesse individual do trabalhador. Não obstante exista grande controvérsia quanto à classificação ou não do regulamento de empresa como fonte formal (vários nomes de peso . no parágrafo 2º.por todos. logo as convenções coletivas constituem fontes formais autônomas do Direito do Trabalho. TEMA 2 TRABALHADORES DIREITOS DOS A respeito dos direitos dos trabalhadores assegurados pela CRFB/1988. pois os sindicatos agem representando (e substituindo) os trabalhadores. por exemplo. em provas anteriores. julgue os itens seguintes: 6 – A Constituição de 1988 trata igualmente trabalhadores urbanos. por exemplo. razão pela qual não se aplica o princípio da condição mais benéfica. 5 – Fontes formais representam a exteriorização da norma jurídica. Observe-se que não só as pressões levadas a efeito pelo empregados.

7º. há jurisprudência no sentido de que não há direito da empregada gestante à estabilidade provisória na hipótese de admissão mediante contrato de experiência. estipula o aviso prévio de no mínimo 30 dias. do TST. parágrafo único. da CRFB. do ADCT. seja em instrumento coletivo (ACT ou CCT). inciso XXIX. neste ponto. garantindo a todos a remuneração do trabalho noturno superior à do diurno. XXI. é contada a partir da data da extinção do contrato de trabalho. que o doméstico ainda não goza de proteção relativa à duração do trabalho. item III. por exemplo. mas em mera relação de trabalho. onerosa e sob subordinação jurídica. são inválidas. tendo em vista que o art. 9 – A prescrição qüinqüenal trabalhista prevista no art. dispensa do controle de ponto. II. podendo ser reivindicadas as lesões sofridas nos cinco anos anteriores a tal data. 7º. Certo. Não obstante. Observe-se. 7 – A Constituição veda a dispensa arbitrária ou sem justa causa da empregada gestante desde a confirmação da gravidez até cinco meses após o parto. Errado. Errado. “a”. 7º da CRFB. não há que se falar em relação de emprego. da CRFB. 10 – A Constituição confere aos sindicatos das categorias profissionais a prerrogativa de negociar a redução de direitos trabalhistas apenas nas hipóteses de redução salarial. elenca os direitos conferidos aos trabalhadores urbanos e rurais que são estendidos também aos domésticos. julgue os seguintes itens: 11 – São requisitos para caracterização da relação de emprego a prestação de serviço por pessoa física. a Súmula nº 308 do TST. em face do término do prazo. fora estes casos. e rurais. A questão é importante porque. seja em contrato de trabalho ou regulamento empresarial. 64 . sendo que somente lei pode alterar tal prazo. pela combinação do art. prevista no inciso IX do art. compensação de horários ou redução de jornada.inclusive domésticos. os sindicatos não poderão reduzir direitos trabalhistas assegurados pela lei! Assim. e alteração da jornada para o trabalho realizado em turnos ininterruptos de revezamento. normas relativas à admissão. dentre os quais não se inclui a remuneração do trabalho noturno superior à do diurno. ou mesmo superior a 30 dias de forma fixa. pois o art. Neste sentido. independentemente de quando se deu a extinção do contrato. pois o prazo qüinqüenal é contado a partir da data do ajuizamento da ação. XIII e XIV do art. visto que a extinção da relação de emprego. 8 – Fica assegurado o direito ao aviso prévio de no mínimo trinta dias. 7º. e da Súmula nº 244. TEMA 3 – RELAÇÃO DE TRABALHO E EMPREGO No tocante à relação de trabalho e à relação de emprego. Faltando qualquer um destes requisitos. a teor dos incisos VI. Não obstante. de forma não eventual. nada impede seja estipulado o aviso prévio proporcional. Certo. não constitui dispensa arbitrária ou sem justa causa. Errado. cláusulas de redução de intervalo intrajornada. sendo que a expressão “nos termos da lei” se refere à previsão de proporcionalidade do aviso prévio. 10. 7º. registro e anotação do contrato em CTPS. da CRFB. pessoal.

presentes os requisitos da relação de emprego configurar-se-á fraude na roupagem de pessoa jurídica dada ao empregado. assim. seja atividade-meio (atividade de apoio). Assim. atualmente é pacífico que se trata de subordinação jurídica. normalmente estará configurada a não eventualidade. e significa que o empregado presta serviços com vistas a ser remunerado por isso. a pessoalidade. Certo. e sim pela intenção onerosa presente no ajuste de vontades entre empregado e empregador. entretanto. que em determinadas situações as características apresentam variações quanto à intensidade (por exemplo. ainda que apenas uma vez por semana. 15 – A subordinação que caracteriza a relação de emprego é a jurídica.Certo. bem como nasce 65 . impedir ou fraudar a aplicação dos preceitos contidos na presente Consolidação”. que lhe confere a prerrogativa de dirigir a prestação de serviços conforme suas conveniências. Em que pese ser a subordinação o traço distintivo mais importante entre a relação de emprego e a mera relação de trabalho. mas ao caráter permanente da atividade na rotina da empresa. 13 – O garçom que trabalha dois dias por semana em uma pizzaria não pode ser considerado empregado. Não obstante a subordinação já tenha sido entendida como sendo técnica e econômica. Os requisitos caracterizadores da relação de emprego são extraídos dos artigos 2º e 3º da CLT. pois decorre do contrato de trabalho o poder diretivo do empregador. 14 – A onerosidade não se caracteriza pelo efetivo pagamento dos serviços prestados. A não eventualidade. o art. Certo. Errado. aplica-se o princípio da primazia da realidade. posto que se exige. No caso. O contraponto da onerosidade é a prestação de trabalho voluntário. cujo prestador de serviços é movido por intenção graciosa ou benevolente. logo não interessa quantos dias por semana ele trabalhe para que se possa falar em não eventualidade. No mesmo sentido. Basta que trabalhe nesta atividade de forma repetida (e “repetível” futuramente). 12 – Se o trabalho é prestado por pessoa jurídica unipessoal não há que se falar em relação de emprego. Obviamente o garçom desenvolve atividade permanente da empresa. Errado. a ausência de qualquer dos outros requisitos obsta a caracterização do vínculo empregatício. 9º da CLT. A intenção onerosa mencionada é também denominada animus contrahendi. é circunstância ligada não à continuidade do trabalho. Ressalte-se. se a atividade está inserida na rotina da empresa. mitigada quando o trabalho é executado no domicílio do empregado). segundo o qual “serão nulos de pleno direito os atos praticados com o objetivo de desvirtuar. Isso posto. o trabalho prestado por pessoa física. perfeitamente caracterizado o vínculo empregatício. seja atividade-fim (ligada ao objeto social da empresa). a qual deve ser afastada e. posto que ausente a habitualidade. decorrente do contrato estabelecido entre empregador e empregado. também denominada habitualidade. filosóficos ou religiosos. o que em última análise obstaria o reconhecimento do vínculo de emprego. normalmente ligada a ideais humanitários. Logicamente se o empregador não paga o quanto combinado não pode ser premiado com o não reconhecimento da onerosidade. para caracterização de empregado.

a “finalidade não lucrativa” do trabalho doméstico diz respeito ao empregador. TEMA 4 – CONTRATO DE TRABALHO Sobre os sujeitos do contrato de trabalho. da CRFB. Neste sentido. se técnico. assalaria e dirige a prestação pessoal de serviços”. Nos termos do art. onerosidade e subordinação). a presença de todos os requisitos caracterizadores da relação de emprego (pessoalidade. para caracterização do vínculo de emprego. manual ou intelectual. 1º da Lei nº 5. o risco do empreendimento deve ser suportado somente pelo empregador. Certo. exclusivamente. doméstico é “aquele que presta serviços de natureza contínua e de finalidade não lucrativa a pessoa ou família no âmbito residencial destas”. não se computando o tempo de serviço desse período. com duas especificidades: a) os serviços prestados pelo doméstico devem ter natureza contínua. qualquer tipo de lucro. A rigor a caracterização do vínculo de emprego doméstico em muito se assemelha à caracterização do vínculo empregatício de um empregado comum. vedada a transferência 66 . técnico e intelectual ou entre os profissionais respectivos. b) deve o doméstico prestar serviços à pessoa ou família.859/1972. Dessa forma. também cabe a este suportar. a consideração a respeito do tipo de trabalho prestado. 2º da CLT que “considera-se empregador a empresa. admite. Errado. XXXII. assumindo os riscos da atividade econômica. eventuais prejuízos. A presença da onerosidade (animus contrahendi) é fundamental também para a caracterização do vínculo doméstico. Dispõe o art. tais riscos excluem os riscos decorrentes do próprio contrato de trabalho. 18 – É considerado doméstico aquele trabalhador que presta serviços contínuos e sem qualquer finalidade lucrativa. 17 – O empregado eleito para ocupar cargo de diretor tem o respectivo contrato de trabalho suspenso. Errado. Errado. e não ao empregado. pelo que é lícito ao empregador descontar dos salários do empregado o valor referente ao tempo em que o empregado não laborou efetivamente ao longo da jornada de trabalho. exclusivamente. individual ou coletiva. salvo se permanecer a subordinação jurídica inerente à relação de emprego. É absolutamente irrelevante. 7º. A ausência de subordinação jurídica caracteriza a autonomia (relação de trabalho autônomo). Assim. Interessa. a assunção dos riscos do empreendimento. não eventualidade. o tipo de trabalho desenvolvido. se por um lado cabem ao empregador eventuais lucros do empreendimento. que proíbe a distinção entre trabalho manual. sendo que o empregador não deve auferir. para caracterização da figura do empregado. o que pressupõe freqüência maior que a exigida para caracterização da não eventualidade. pela literalidade da Súmula 269 do TST. O que a lei veda é que o trabalho doméstico seja utilizado pelo tomador dos serviços com fins de obter vantagem econômica (lucro). a partir da relação de emprego. bem como o art. isso sim. que veda distinções relativas à espécie de emprego e à condição do trabalhador. que. Entretanto.também do contrato a sujeição do empregado a estas ordens do empregador. 19 – Cabe ao empregador. Logo. sem a presença de onerosidade. o artigo 3º da CLT. julgue os itens seguintes: 16 – É fundamental. isto é.

Naturalmente o poder fiscalizatório é limitado pelos princípios constitucionais. fiscalização acerca do uso de equipamentos de proteção individual. nada mais justo que arque sozinho com os resultados de sua administração. o poder regulamentar. sendo “Alfa” e 67 . Maurício Godinho Delgado. tendo em vista que o obreiro permaneceu à disposição do empregador). Por fim. isto é. O poder regulamentar é exercido no sentido da exteriorização das regras impostas pelo empregador quanto ao modo de organização e execução dos serviços (por exemplo. à empresa “Alfa”. a partir da existência do contrato de trabalho. e a ausência de produtividade decorrente de “falta de serviço” na empresa (hipótese em que. Certo. atribui ao empregador. por exemplo. suspensão ou mesmo demissão por justa causa. etc). insofismavelmente. se o empregador dirige a prestação pessoal de serviços do trabalhador da forma que bem entende. É importante observar que o poder empregatício decorre da relação de emprego (e caracteriza. e engloba o poder diretivo. com exclusividade. exceto em casos especialíssimos). os riscos da atividade econômica. notadamente sob a forma de desconto salarial. da sucessão de empregadores e da responsabilidade solidária. o poder fiscalizatório e o poder disciplinar. que por sua vez dirige a prestação de serviços conforme suas conveniências. O contrato de trabalho não é um contrato de resultado. é devido integralmente o salário contratualmente fixado. notadamente pelo princípio da dignidade humana (é vedada. O poder fiscalizatório constitui a prerrogativa do empregador de controlar a atividade de seus empregados. como contraponto. etc). no turno da manhã. pela expedição de ordens de serviço. julgue os seguintes itens: 21 – Imagine-se que Acácio preste serviços. e sim um contrato de atividade. 20 – O poder empregatício é o conjunto de prerrogativas conferidas ao empregador no âmbito da relação de emprego. mediante a aplicação de advertência. o empregador assume exclusivamente inclusive os riscos decorrentes do próprio contrato de trabalho como. SUCESSÃO DE EMPREGADORES. Pelo poder diretivo o empregador organiza a estrutura e o espaço interno da empresa. a produtividade do empregado abaixo do esperado (hipótese em que é devido integralmente o salário contratualmente fixado). o poder disciplinar confere ao empregador a possibilidade de punir o empregado por uma falta cometida. RESPONSABILIDADE A respeito do grupo econômico trabalhista. Dessa forma. e no turno da tarde. e sim a colocação da força de trabalho deste empregado que é colocada à disposição do empregador. TEMA 5 – GRUPO ECONÔMICO.de tais riscos aos empregado. à empresa “Beta”. salvo previsão em contrário em negociação coletiva. Ora. circulares e regulamentos internos). a subordinação jurídica) e. verificando o efetivo cumprimento das ordens emanadas (controle de horário e frequência. tem poderes de fiscalização e poderes disciplinares. bem como estabelece as rotinas relativas à prestação de serviço (modo de prestação dos serviços. a revista íntima do empregado. sejam eles positivos (lucros) ou negativos (prejuízos). exigência do uso de uniforme. conforme visto no item anterior. por exemplo. o que significa que o empregador não contrata um determinado resultado específico esperado em relação à atividade laboral do empregado. Neste sentido.

geralmente é inserida no título jurídico (contrato) que transfere a universalidade do sucedido para o sucessor. O TST entende que no caso do desmembramento de municípios não ocorre sucessão de empregadores.“Beta” pertencentes a um mesmo grupo econômico. a Súmula nº 129 do TST. a OJ nº 261 da SBDI-1 do TST. isto é. caput. não é oponível ao empregado credor de determinada parcela. arcando assim com todos os débitos trabalhistas dos empregados remanescentes. as empresas pertencentes a um grupo econômico são solidariamente responsáveis pelos créditos trabalhistas dos empregados de qualquer das empresas integrantes do grupo. respondendo cada qual pelos direitos trabalhistas do período em que figuraram como reais empregadores. Neste caso. Certo. inclusive aqueles consolidados antes do desmembramento. Literalidade da Súmula nº 239 do TST. caberá ação de regresso do sucessor em relação ao sucedido. neste caso. Neste sentido. o empregado pode cobrar do sucessor inclusive os créditos consolidados antes da transferência (sucessão). Obviamente. sendo que os municípios criados a partir do desmembramento são considerados sucessores trabalhistas para todos os efeitos. sendo que o sucessor passa a ser responsável por todos os débitos trabalhistas da empresa. Assim. que é denominada real empregadora. salvo ajuste em contrário não haverá se falar em mais de um contrato de trabalho. Neste sentido. a OJ nº 92 da SBDI-1 do TST. O fundamento de tal entendimento é a autonomia políticoadministrativa dos municípios. 2º da CLT. inclusive aqueles contraídos antes da sucessão. e se houver cláusula de não responsabilização. mas vale tão somente no âmbito civil. Quanto à cláusula de não responsabilização. exceto quando a empresa de processamento de dados presta serviços a banco e a empresas não bancárias do mesmo grupo econômico ou a terceiros. mas tão somente ao sucedido. em sede da relação jurídica estabelecida entre sucessor e sucedido. ocorrendo a sucessão. Nos termos do art. 24 – No caso de desmembramento de municípios. a chamada cláusula de não responsabilização não é oponível ao empregado detentor do crédito. Lembrando a distinção básica entre solidariedade e subsidiariedade: 68 . 18. No mesmo sentido. 23 – A alteração na estrutura jurídica da empresa não afeta os contratos de trabalho. assegurada pelo art. Neste sentido. Errado. Os artigos 10 e 448 da CLT asseguram que a alteração na estrutura jurídica da empresa não afeta os contratos de trabalho e os direitos adquiridos pelos empregados. 22 – É bancário o empregado de empresa de processamento de dados que presta serviço a banco integrante do mesmo grupo econômico. Errado. Certo. Certo. a teor do disposto nos artigos 10 e 448 da CLT esta chamada cláusula de não responsabilização não produz qualquer efeito no âmbito trabalhista. com a finalidade de limitar a responsabilidade do sucessor apenas aos débitos contraídos após a sucessão. da CRFB. 25 – As demais empresas integrantes de um mesmo grupo econômico são subsidiariamente responsáveis pelos créditos trabalhistas dos empregados de uma outra empresa do mesmo grupo. ocorre a sucessão trabalhista. sendo que.

Ante o exposto. que se considera apto a firmar contrato de trabalho. independentemente do eventual cabimento de penalidade disciplinar prevista no Estatuto do Policial Militar. para que incida a obrigação de contraprestação (pagamento de salário) o resultado do trabalho prestado. Não é intuitu personae em relação ao empregador. é um contrato oneroso pois pressupõe a intenção onerosa da relação firmada (o empregado trabalha com a 69 . obrigações contrárias e contrapostas. de trato sucessivo. semana. e sim a disponibilização da energia de trabalho. em qualquer hipótese. etc).na obrigação subsidiária o credor deve acionar primeiro o devedor principal. Errado. pois uma coisa não depende da outra. de atividade e oneroso. É de trato sucessivo porque as principais prestações decorrentes do contrato de trabalho (prestar serviços e pagar salários) renovamse no tempo. inclusive). durante seis meses. sem qualquer benefício de ordem. constitui elemento essencial do contrato de trabalho. de forma que Maria não tinha conhecimento da atividade ilícita desenvolvida no local. 28 – Tendo em vista o estatuto próprio aplicável ao Policial Militar. finalidade de contraprestação). nos termos do art. 7º. Observese que o contrato de aprendizagem é uma modalidade especial de contrato de trabalho (leia-se contrato de emprego). ou até mesmo todos ao mesmo tempo. XXXIII. conforme a modalidade ajustada (mês.” 29 – Maria da Silva trabalhou como faxineira. consensual. na obrigação solidária. prescindindo entretanto de forma solene (pode o contrato de trabalho ser ajustado tacitamente. O contrato é sinalagmático porque dele resultam obrigações recíprocas. qualquer um dos devedores solidários. em uma casa de jogos de azar. somente a partir dos dezesseis anos. Entretanto. Nos termos da Súmula 386 do TST. interessa à relação jurídica a pessoa do empregado (característica da pessoalidade). por sua vez. Errado. É um contrato de atividade (em contraposição ao contrato de resultado) porque não interessa. É intuitu personae em relação ao empregado. dia. pode acionar o devedor subsidiário. por exemplo). desde que conte com quatorze anos e o faça na condição de aprendiz. da CRFB/88. É consensual pois depende da vontade das partes. receber 27 – É elemento essencial do contrato de trabalho a capacidade do empregado. o empregado pode firmar contrato de trabalho antes de completar dezesseis anos. o credor pode acionar diretamente. Finalmente. como também do empregador. e então. entre as partes (empregado presta serviços e o empregador paga os salários. é correto dizer que não é possível o reconhecimento do vínculo TEMA 6 26 – É correto dizer que o contrato de trabalho é um contrato sinalagmático. isto é. não só do empregado. Correto. intuitu personae. é legítimo o reconhecimento de relação de emprego entre policial militar e empresa privada. Sua função era higienizar o local sempre antes da chegada dos clientes. “preenchidos os requisitos do art. caso não receba seu crédito. não é possível o reconhecimento do vínculo de emprego entre Policial Militar e uma empresa privada. isto é. 3º da CLT. A capacidade.

não produz qualquer efeito sobre as cláusulas dos contratos de trabalho em vigor. sem sequer informar o empregado sobre o motivo da destituição do cargo de confiança. pois o empregador tinha conhecimento de que Mazinho lhe prestava serviços. o trabalhador não faz jus sequer aos salários. os artigos 10 e 448 da CLT. Realmente o trabalho cujo objeto é ilícito enseja a nulidade absoluta da contratação. e como sabemos o sujeito passivo da relação de emprego é o empregador. 32 . alterado o pólo passivo da relação de emprego. Assim. como verdadeiro empregado. sendo que este último tinha ciência de que Mazinho ordenhava o gado. Neste sentido. “contrato individual de trabalho é o acordo tácito ou expresso. 33 – Hélton foi contratado como vendedor em uma loja de departamentos. sendo que a alteração contratual. tem razão o empregador. o empregador resolveu determinar o retorno de Hélton à função de vendedor. pois alteração subjetiva é o mesmo que alteração de sujeito. em princípio. pode-se dizer que o empregador agiu regularmente. o trabalho de Maria da Silva (faxina). a lei não exige seja o contrato de trabalho firmado expressamente. direta ou indiretamente. qualquer ajuste de vontade expresso entre Mazinho e o proprietário da Fazenda. neste caso. Errado. Conforme o disposto no art. permanecem inalteradas as cláusulas dos contratos de trabalho dos respectivos empregados. correspondente à relação de emprego”. No caso. (Procurador do Estado da Paraíba – 2008) Certo. após um ano no cargo de gerente. pois não havia lhe prometido nada. 70 . Dessa forma. foi promovido ao cargo de confiança de gerente. em prejuízos ao empregado. recebendo por isso remuneração bastante superior à do cargo que ocupava originalmente. quanto ao pólo passivo. Ao final do primeiro mês de trabalho. Não houve. Depois de trabalhar na função de vendedor durante três anos. entre outras atividades ligadas à atividade normal do empreendimento. Assim. ao que este lhe respondeu que não lhe devia salários. dada a ilicitude do objeto de seu trabalho. pois o contrato de trabalho não chegou a ser firmado entre as partes. assegurados todos os seus direitos. desde que não resultem. Com base na legislação trabalhista. seu contrato de trabalho é plenamente válido. em si. 442 da CLT. pelo que. Na hipótese mencionada na questão. roçava pastos. e ademais a trabalhadora não tinha conhecimento acerca da atividade ilícita desenvolvida no local. não é ilícito. ainda assim. entretanto. sem dúvida houve o ajuste tácito entre as partes. Neste caso. Certo. e não se opôs a tal prática ao longo de um mês. carpia a lavoura. Errado. Na verdade trata-se a hipótese de sucessão de empregadores. Mazinho se dirigiu ao proprietário da Fazenda inquirindo-lhe sobre quando seria efetuado o pagamento do salário. TEMA 7 31 – A alteração subjetiva do contrato de trabalho.empregatício de Maria da Silva. entretanto. Entretanto. é permitida. sob pena de nulidade da cláusula infringente dessa garantia. Decorrência do princípio da inalterabilidade contratual lesiva.Nos contratos individuais de trabalho. 30 – Mazinho começou a trabalhar na Fazenda Águas Claras no dia 1º de junho. apenas é lícita a alteração das respectivas condições de trabalho quando decorram de mútuo consentimento e.

uma vez que não implica redução do valor da hora-aula. Também há que se esclarecer que a reversão constitui direito potestativo do empregador. em regra. o empregador não paga salários e. Depois de aposentado por invalidez o 71 . entre outras possibilidades. Trata-se a reversão. mudar o nome do cargo (desde que disso não resulte prejuízo ao empregado). então. nos termos da Súmula 372 do TST. Não obstante. de algumas cláusulas contratuais. com destaque para o fato de que o tempo de suspensão contratual não é computado. Certo. depois do que ou é tornada definitiva e o contrato. TEMA 8 36 – Caracteriza-se a suspensão do contrato de trabalho pela sustação das principais cláusulas do contrato de trabalho. A primeira parte da afirmação é verdadeira. pelo empregador. “não se considera alteração unilateral a determinação do empregador para que o respectivo empregado reverta ao cargo efetivo. Certo. vedada pelo ordenamento jurídico brasileiro. ou o empregado volta às suas atividades.Certo. é importante lembrar que se o empregado exerceu a função de confiança (e recebeu a respectiva gratificação) por dez anos ou mais. Errado. anteriormente ocupado.A redução da carga horária do professor. Neste sentido. 468 da CLT. 469 da CLT). em virtude da diminuição do número de alunos. como tempo de serviço. é encerrado. Errado. Dessa forma. Por fim. fará jus à incorporação da gratificação. se recuperada a capacidade laboral. Dessa forma. 2º da CLT). além da alteração do horário de trabalho mencionada na questão. Nos termos do parágrafo único do art. pelo prazo máximo de cinco anos. 35 – Denomina-se jus variandi a possibilidade de alteração unilateral. não se exigindo sequer a motivação de tal decisão. sem que isso constitua irregularidade trabalhista. o tempo de suspensão não é computado como tempo de serviço. 34 . pode o empregador transferir o local da prestação de serviços (desde que observados os limites impostos pelo art. casos da suspensão por afastamento em decorrência de acidente de trabalho e por afastamento para cumprimento do serviço militar obrigatório. pois tal medida caracterizaria alteração prejudicial. Literalidade da OJ 244 da SBDI1 do TST. portanto. em nenhuma hipótese. Algumas cláusulas contratuais inserem-se no chamado jus variandi empregatício exatamente em decorrência da assunção dos riscos do empreendimento pelo empregador (art. o tempo de cessação provisória da prestação de serviços é computado como tempo de serviço. desde que não aumente a jornada e desde que não altere o horário de trabalho do turno diurno para o noturno. de alteração contratual lesiva autorizada pela legislação trabalhista. não constitui alteração contratual. tendo em vista que na suspensão contratual as principais cláusulas do contrato de trabalho permanecem sustadas temporariamente. é lícito ao empregador alterar o horário de trabalho do empregado. deixando o exercício de função de confiança”. há hipóteses suspensivas em que. o empregado não presta serviços. 37 – A aposentadoria por invalidez suspende o contrato de trabalho. excepcionalmente. A aposentadoria por invalidez suspende o contrato de trabalho por prazo indeterminado.

facultado. razão pela qual são devidos o aviso prévio e a “multa” do 72 . 40 – Ao empregado que teve o contrato de trabalho suspenso ou interrompido são garantidas. Consoante o disposto no art. Se pagar salários é a principal obrigação do empregador. Errado. Certo. conforme art. décimo terceiro proporcional e férias proporcionais. houve rescisão indireta do contrato de trabalho. A rescisão indireta importa no pagamento das mesmas verbas que seriam devidas na rescisão sem justa causa. 42 – Depois de seis meses sem receber os salários que lhe eram devidos por seu empregador. ao empregador. sendo que. “d”. da CLT). dentro do prazo máximo de 30 (trinta) dias. no caso. Somente configura motivo para despedida por justa causa “a condenação criminal do empregado. a Súmula 160 do TST: “cancelada a aposentadoria por invalidez. Certo.” 38 – A licença garantida à gestante configura hipótese de interrupção do contrato de trabalho. da CLT.) quando não cumprir o empregador as obrigações do contrato”. Neste caso. o trabalhador terá direito de retornar ao emprego. mesmo após cinco anos. quando de seu retorno ao trabalho. TEMA 9 41 – A prisão provisória do empregado constitui justo motivo para rescisão do contrato de trabalho.. porém. conseqüentemente. em sua ausência. Donizete ingressou com ação na Justiça do Trabalho requerendo o reconhecimento da rescisão indireta de seu contrato de trabalho. 472 da CLT. dentre outras parcelas eventualmente devidas. considera-se que é medida de política legislativa. o empregado retorna à atividade no seu emprego de origem. Neste sentido. tenham sido atribuídas à categoria a que pertencia na empresa. tendo em vista que o empregador é quem paga diretamente os salários durante o afastamento. mediante abatimento no total das contribuições sociais devidas. “d”. A prisão provisória do empregado é hipótese de suspensão do contrato de trabalho. 471 da CLT. constatada a recuperação da capacidade laboral. Certo. Certo. por telegrama ou carta registrada. aviso prévio. 483. caso não tenha havido suspensão da execução da pena” (art. a fim de evitar o encarecimento da mão-deobra feminina e. “o empregado poderá considerar rescindido o contrato de trabalho (. 482. 39 – Para que o empregado tenha direito a voltar a exercer o cargo do qual se afastou em virtude de exigências do serviço militar ou de encargo público. contados da data em que se verificar a respectiva baixa ou a terminação do encargo a que estava obrigado. indenizá-lo na forma da lei (exPrejulgado nº 37). não restam dúvidas que. é indispensável que notifique o empregador dessa intenção. a doutrina amplamente majoritária considera se tratar de hipótese de interrupção contratual. passada em julgado. Literalidade do parágrafo 1º do art. Donizete tem direito à indenização compensatória do FGTS (40%). Em que pese a existência de corrente minoritária no sentido de que a licença-gestante seria caso de suspensão contratual. saldo de salários. todas as vantagens que. Quanto à compensação futura pelo INSS.trabalhador é submetido periodicamente a exames médico periciais junto ao INSS. o aumento da discriminação por gênero no mercado de trabalho..

além das demais normalmente devidas. da CLT. 481 da CLT. 48 – O prazo do aviso prévio é de 8 (oito) dias no caso dos contratos em que o pagamento for efetuado por semana ou por tempo inferior. o não pagamento das parcelas rescisórias nos prazos do §6º do mesmo artigo sujeita o empregador. §6º da CLT). Certo. qual seja. Neste sentido. §6º. Entretanto. 477 da CLT. alínea “b”. portanto). tal dispositivo não foi recepcionado Errado. no valor correspondente ao salário deste. a OJ nº 14 da SBDI-1 do TST. c/c o art. no caso em referência. Art. 479 da CLT. para fins de receber as parcelas que lhe eram devidas em decorrência da rescisão contratual. 44 – Nos contratos a prazo determinado que não contenham cláusula assecuratória do direito recíproco de rescisão. Nos termos do §7º do art. se for o caso. 47 – O aviso prévio é. Não obstante seja esta a redação do inciso I do art. o pagamento das referidas parcelas rescisórias no prazo estipulado pelo empregador foi feito no prazo legal (art.036/1990. enseja apenas a administrativa. o empregador disse a Evair que o aviso prévio seria cumprido em casa. TEMA 10 46 – Evair trabalhava na empresa Metalúrgica Mão de Ferro e foi demitido sem justa causa.FGTS. Errado. c/c o art. Nesta hipótese. 45 – O não pagamento das rescisórias nos prazos do art. Certo. os princípios que regem a rescisão dos contratos por prazo indeterminado. Inteligência do art. infração aplicável ao departamento de pessoal da empresa somente no primeiro dia útil seguinte ao final do prazo do aviso prévio. ao pagamento de indenização ao empregado. 487 da CLT. da Lei nº 8. 18. Dessa forma. 477. 477. do décimo terceiro salário e das férias. 481 da CLT. §2º. o prazo do art. consoante disposto nos artigos 479 e 480 da CLT. parcelas 477. dentre os quais a concessão do aviso prévio. nos termos do art. c/c a Súmula 14 do TST. da CLT. cuja multa é pela fiscalização do trabalho. somente será cabível o aviso prévio se prevista cláusula assecuratória do direito recíproco de antecipação do término contratual. parcelas 43 – Na hipótese de culpa recíproca. Quando da comunicação da demissão. 484 da CLT. são devidos ao empregado metade do aviso prévio. por sua vez. além da multa administrativa aplicável pela fiscalização do trabalho. até o décimo dia contado da notificação da demissão. Errado. pelo que o trabalhador deveria comparecer 73 . Certo. obrigatório na ruptura imotivada de contrato a prazo indeterminado. aplicar-se-ia. Em regra a ruptura antecipada dos contratos a termo ensejam a indenização da parte contrária. Nos contratos a prazo determinado. o empregador que rescindir o contrato antecipadamente deverá pagar ao empregado indenização no valor da metade das remunerações a que o empregado teria direito até o final do contrato. bem como metade da multa compensatória do FGTS (20%. §6º. A jurisprudência é pacífica no sentido de que o chamado aviso prévio “cumprido em casa” equivale ao aviso prévio indenizado. em regra. se existente a cláusula assecuratória do direito recíproco de rescisão antes de expirado o termo ajustado. aplicamse.

O pedido de dispensa de cumprimento não exime o empregador de pagar o respectivo valor. Sorato ingressou com reclamação trabalhista perante a Justiça do Trabalho requerendo a indenização do aviso prévio. 543. no mínimo. é exatamente garantir ao empregado a possibilidade de procurar um novo emprego. salvo se cometer falta grave. Dessa forma. 49 . Neste sentido. se eleito. nos termos do art. não fazendo qualquer distinção acerca da modalidade de contratação. Certo. pelo que não poderia ter o mesmo ameaçado pelo empregador. que prevê. Literalidade da Súmula 276 do TST. é devido novo aviso prévio. A CRFB (art. Além da questão da boa-fé. a Súmula 369 do TST. de forma que Sorato laborou por oito horas diárias durante todo o aviso prévio. ainda que o registro da candidatura tenha ocorrido no curso do aviso prévio. da CLT. o direito ao aviso prévio de. 50 – Sorato cumpria jornada de oito horas e foi demitido sem justa causa. o empregador resolveu então remunerar como extraordinárias as referidas duas horas. XXI. A razão de ser da redução da jornada de trabalho ao longo do aviso prévio. 488 da CLT. o art. não poderia prescindir dos serviços prestados pelo obreiro durante as duas horas diárias. Neste sentido. 30 dias. nos termos previstos no art. independentemente do pagamento das horas como extraordinárias. se o empregado já estava pré-avisado de sua demissão. tendo em vista que o aviso prévio é tempo de serviço para todos os efeitos.pela Constituição de 1988. Sorato está com a razão. agindo sempre no interesse de sua categoria e. a Súmula nº 230 do TST. 488 da CLT. No mesmo sentido. 8º. sendo que optou por sair do trabalho duas horas mais cedo todos os dias. Neste caso. salvo comprovação de haver o prestador dos serviços obtido novo emprego. se o empregador não concedeu a redução de jornada. devendo ser considerado o aviso prévio como não concedido. Ao término do aviso prévio. Entretanto. Errado. tendo em vista a não concessão da redução diária pelo empregador. Certo. Entretanto. a não concessão pelo empregador da redução estipulada frustra a intenção legal. Isso posto. posto que o mesmo já sabia que não continuaria no emprego. muitas vezes. ainda que suplente. a garantia constitucional perde completamente o objeto. empregadora de Sorato. 74 . a garantia de emprego é conferida ao dirigente sindical exatamente para que este não sofra intimidação e coação no exercício de suas funções junto ao sindicato. nos termos da lei”. inciso VIII) veda a dispensa do “empregado sindicalizado a partir do registro da candidatura a cargo de direção ou representação sindical e. §3º. não é reconhecida a garantia de emprego se o empregado somente registrou sua candidatura quando já estava préavisado de sua demissão. TEMA 11 26 – O dirigente sindical tem garantido o emprego desde o registro da candidatura até um ano após o término do mandato. tendo em vista o princípio da boa-fé que norteia o Direito do Trabalho.O direito ao aviso prévio é irrenunciável pelo empregado. 7º. até um ano após o final do mandato. em sentido contrário ao interesse do empregador. em seu art. como a “Expresso Encomendas”. Não obstante.

7º da CRFB/88. item III). “b”. com a qual nos alinhamos. por sua empregadora. o qual. em face do término do prazo. tendo sido imediatamente demitida. Observe-se. Dessa forma. II.324/2006 acrescentou o art. Tereza Herrera tem direito à indenização pelo tempo da garantia de emprego.27 – Dulce Rosalina foi admitida mediante contrato de experiência de 90 dias em 01. item II da correto dizer que Evair não terá a estabilidade no emprego. a Lei nº 11. não constitui dispensa arbitrária ou sem justa causa. Certo.03. 4º-A à Lei nº 5.” Observe-se. Não obstante. Errado. A garantia de emprego assegurada ao cipeiro tem por finalidade garantir a participação efetiva do representante dos empregados na CIPA. Dulce Rosalina descobriu que estava grávida. Segundo entendimento sumulado do TST (Súmula 244. Dulce Rosalina terá direito à reintegração ao emprego. Certo. 10. pelo que acreditava que teria garantido o emprego até cinco meses após o parto. entretanto. que boa parte da doutrina.2007. Entretanto. qual seja. Neste sentido. 30 – Tereza Herrera.858/1972 (Lei do Doméstico). sem que sofra coação ou ameaça de represálias por parte do empregador. tendo em vista que o 29 – Evair foi eleito suplente do representante dos empregados na CIPA da empresa “Balança Mas Não Cai”. 7º. descobriu seu estado gravídico em 15.A garantia de emprego à gestante só autoriza a reintegração se esta se der durante o período de estabilidade. por sua vez. Neste caso.08. Neste caso. arbitrariamente e sem justa causa. contratada em 01. por oportuno. quando eventualmente venha a contrariar interesses deste. a garantia restringe-se aos salários e demais direitos correspondentes ao período de estabilidade. Entretanto. isto é. não se aplica à doméstica por disposição expressa do parágrafo único do supramencionado art. estendendo à doméstica a mesma garantia de emprego conferida à gestante pelo ADCT. que a questão da reintegração da gestante imotivadamente demitida é peculiar no caso da doméstica. extinta a própria empresa não subsiste qualquer razão de ser à garantia de emprego. Literalidade do Súmula 244 do TST. tendo em vista a extinção da própria empresa. é 75 . visto que a extinção da relação de emprego. desde a confirmação da gravidez até cinco meses após o parto. entende cabível a garantia de emprego durante o prazo do contrato a termo. a Súmula 339 do TST. “não há direito da empregada gestante à estabilidade provisória na hipótese de admissão mediante contrato de experiência. ao final do prazo inicialmente estipulado o empregador procedeu à rescisão do contrato da empregada tendo por motivo “término de contrato”. pelo que seria vedado ao empregador rescindir antecipadamente o contrato a termo. Do contrário. Em princípio não se aplicava à doméstica a garantia de emprego conferida à gestante pelo art. tendo em vista que tal dispositivo regulamentou provisoriamente o inciso I do art. Depois de um mês trabalhando na empresa. pois o empregador não poderia tê-la demitido em virtude da garantia de emprego assegurada à gestante. pois depende da concordância expressa do empregador. do ADCT da CRFB/88. no curso do mandato a empresa foi extinta. 28 .2004. Certo.2007 para trabalhar como doméstica em uma residência.01. Neste caso. desde o conhecimento do estado gravídico até o termo final do contrato.

que diz que o acordo individual é admitido tanto para pactuar a prorrogação quanto a compensação de jornada. quanto àquelas destinadas à compensação. ou seja. deveria constar de acordo coletivo de trabalho ou convenção coletiva de trabalho a possibilidade de instituição do banco de horas. em provas do Cespe. o módulo semanal). a melhor solução é sempre a conversão da estabilidade em indenização (pagamento dos salários e demais direitos do período da estabilidade). deverá ser pago a mais apenas o adicional por trabalho extraordinário. da mesma forma. O Cespe. o TST considera que “a prestação de horas extras habituais descaracteriza o acordo de compensação de jornada. A idéia da compensação de jornada liga-se à preservação do módulo legal (no caso. Quanto ao final da questão. em número de 06 (seis) semanais. são válidos os acordos firmados. de forma que deveria trabalhar dez horas diárias. as receberia como horas extraordinárias. as horas que ultrapassarem a jornada semanal normal deverão ser pagas como horas extraordinárias e. portanto. sem problemas. entendem que o acordo individual seria suficiente apenas para pactuar a compensação semanal. admite-se o acordo individual tanto para pactuar tanto a prorrogação quanto a compensação de jornada. já considerou correta esta assertiva em prova recente. Entendemos que. portanto estas 4h já foram remuneradas no salário mensal). afinal. não recebe o valor da hora normal pois ele deixou de trabalhar no sábado. O acordo de prorrogação pode ser individual. a prestação habitual (constante) de horas extraordinárias é incompatível com o instituto de compensação de jornada. Assim. Na hipótese em análise. Nesta hipótese. Neste caso (“banco de horas”).serviço é prestado na casa do empregador. e esta é asilo inviolável. mediante a majoração da jornada em determinado dia. Assim. Nesta hipótese. sendo que não trabalharia no sábado. e não a compensação além da semana. sugiro seja adotada. mediante compensação. mais o adicional de 50% em relação às outras quatro horas trabalhadas além da jornada legal diária (em relação a estas. é necessário tecer alguns comentários. de segunda a sexta-feira. oportunidade na qual firmou com o empregador acordos individuais de compensação e prorrogação da jornada de trabalho. Com efeito. nos termos do item II da Súmula 85. Quanto às demais horas suplementares trabalhadas. e no mesmo sentido o Ministério do Trabalho. parte expressiva da doutrina trabalhista. pois a prorrogação habitual acabará por extrapolar os próprios módulos legais (que no caso da semana é de 44 horas). esta corrente. não é assim que tem se posicionado de forma mais ou menos uniforme o TST. pois. também conhecida como “banco de horas”. com a redução proporcional em outro dia em determinado período de tempo. Entretanto. Donizete deveria receber seis horas extraordinárias (hora normal + adicional de 50%). 76 . item IV). quanto ao acordo de compensação. Neste sentido.” (Súmula 85. salvo se houver norma coletiva em sentido contrário”. Não obstante. TEMA 12 31 – Donizete foi contratado como mensalista para trabalhar na fábrica de chapéus “Pantera Negra”. com o adicional de 50% sobre o valor da hora normal. Errado. no caso específico da doméstica. o TST entende que “o acordo individual para compensação de horas é válido. seria imprescindível a participação do sindicato.

o tempo despendido até aí não será computado na jornada. pela literalidade da Súmula 60. ao passo que o empregador. do TST. Neste sentido. especialmente do TST. o pagamento de horas extraordinárias correspondentes à totalidade do intervalo intrajornada devido. coincidir com o domingo uma vez a cada quatro semanas trabalhadas. entretanto.101/2000. tem razão o empregado. pois o intervalo intrajornada gozado a menor é considerado pela jurisprudência majoritária como não gozado. 34 – Luís Carlos laborou durante dois anos na empresa “Winck Publicidade e Propaganda”. Certo. isto é.603/2007. Errado. desde que o empregador forneça a condução. Para fins de concurso. Esta proporção. As chamadas horas in itinere (também chamadas de jornada de percurso ou horas itinerárias) são devidas. razão pela qual é devido integralmente como hora extraordinária. obrigatoriamente. a OJ nº 307 da SBDI-1 do TST. pelo menos uma vez no período máximo de três semanas. 35 – O empregado que trabalha em horário noturno e tem a jornada prorrogada (avançando assim no horário diurno). Entretanto. tem estas horas laboradas em horário diurno remuneradas como noturnas. 77 . 6º da Lei nº 10. prefiram sempre o posicionamento majoritário.32 – O repouso semanal remunerado deve ser concedido preferencialmente aos domingos. 33 – Se o local de trabalho fica em local de difícil acesso e não servido por transporte público coletivo. A posição é. de um descanso semanal coincidindo com o domingo a cada quatro semanas trabalhadas. o tempo despendido pelo empregado até o local de trabalho. se o local de trabalho fica em local de difícil acesso ou não servido por transporte público. item II. e o empregador fornece a condução. Daí se extrai que só são devidas as horas in itinere no trecho não servido por transporte público regular. respeitadas as demais normas de proteção ao trabalho e outras a serem estipuladas em negociação coletiva”. em contestação. Neste sentido. Neste caso. Errado. o referido dispositivo foi alterado pela Lei nº 11. porém lhe foi concedido intervalo para descanso ou refeição de apenas 20 minutos. uma hora diária. na Justiça do Trabalho. será computado integralmente na jornada de trabalho. Ao ser demitido Luís Carlos postulou. tendo em vista que o empregado havia gozado efetivamente os outros 20 minutos. 58 da CLT. atualmente o descanso semanal deve coincidir com o domingo no mínimo a cada três semanas. era a regra na redação original do parágrafo único do art. nos termos do art. Certo. sendo que deve. qualquer que seja o ponto de partida da condução. sob o argumento de que a uma irregularidade mais grave (não concessão de nenhum intervalo) é imputada a mesma pena que a uma irregularidade menos grave (concessão parcial do intervalo). passando a dispor que “o repouso semanal remunerado deverá coincidir. sendo que ao longo de todo o período cumpriu jornada de oito horas. Se parte do trecho é servida por transporte público regular. Esta matéria já foi objeto de várias questões do Cespe. criticada por parte da doutrina. o item IV da Súmula 90 do TST. com o domingo. tanto na ida quanto na volta. Portanto. alega que seria devido como tempo extraordinário apenas 40 minutos diários.

37 – Em nenhuma hipótese o salário mínimo pode ser usado como indexador de base de cálculo de vantagem de servidor público ou de empregado. VI. Na verdade. 7º. 7º. pois do contrário a redução teria por objetivo enriquecer ilicitamente o empregador. O art. é correto dizer que Evair perdeu o direito às férias relativas a tal período. em que os empregados recebem salário mínimo. Assim. Ainda mais neste caso. nem ser substituído por decisão judicial. somente será possível a redução dos salários com a correspondente redução da jornada. eventual redução salarial somente seria possível com a correspondente redução da jornada. o empregado que trabalha meio período terá assegurado o recebimento de meio salário mínimo. O salário mínimo é estipulado para o módulo mensal de trabalho de 220 horas (22h semanais). 130 da CLT dispõe sobre a repercussão das faltas no número de dias de férias a que o empregado tem direito. a redução temporária dos salários. 38 – Ao empregado contratado para trabalhar em meio período (22 horas semanais). Errado. Literalidade da OJ nº 272 da SBDI-1 do TST. se o empregado é contratado para prestar serviços em tempo menor que o módulo mensal de 220 horas. é lícito que o salário-base seja fixado em valor inferior ao do salário mínimo. como forma de se garantir o salário mínimo hora a todos os empregados. Neste sentido. é garantido o salário mínimo. Certo. Súmula prevista em instrumento coletivo). No caso. do STF. 39 – Imagine-se a hipótese em que os empregados de determinada empresa recebam salário mínimo. 7º. Neste caso. VI. e não preservar os postos de trabalho. tendo em vista ser este o patamar remuneratório mínimo admissível no direito brasileiro. da CRFB). a Súmula Vinculante nº 4 do STF. O salário mínimo pode ser utilizado como indexador em uma única hipótese: nos casos previstos na Constituição. determinado empregador procura o sindicato e propõe. deve ser remunerado proporcionalmente. desde que a soma de todas as parcelas de natureza salarial não seja inferior ao salário mínimo. Certo. Neste caso. 40 – No caso de um empregado público.TEMA 13 36 – Não viola a Constituição o estabelecimento de remuneração inferior ao salário mínimo para as praças prestadoras de serviço militar inicial. que é também o piso da categoria estipulado pela convenção coletiva de trabalho. Como a última faixa prevista é do direito de 12 dias corridos de férias para os empregados que tiverem faltado de 24 a 32 vezes (inciso IV). Certo. da CRFB (redução salarial TEMA 14 41 – Evair faltou ao trabalho injustificadamente 35 vezes durante o seu primeiro período aquisitivo de férias. a partir do permissivo do art. da CRFB sempre pressupõe redução correspondente da jornada. a doutrina entende que o 78 . a redução salarial admitida no art. tendo em vista a garantia do salário mínimo como direito do trabalhador (art. IV. mediante o cálculo do salário mínimo/hora. Certo. a fim de preservar os empregos. Literalidade da Vinculante nº 6. Errado. Com a crise econômica que assola o país.

da CLT. em relação àqueles que ainda não completaram o período aquisitivo de férias ela pode compensar os dias gozados a mais no próximo período de férias.” Outra particularidade importante do enunciado é a prestação de serviços a mais de um empregador. conforme sua conveniência. dispõe que não será considerada falta ao serviço. Pedro esteve afastado da empresa em decorrência de acidente de trabalho. e não há vedação legal ao trabalho durante as férias. em virtude do que o trabalhador voltou a se afastar. pois cabe ao empregador fixar o período de gozo das férias. No caso.2007 a 30. na primeira. Nos termos do art. 43 – Marco Antonio mantém contrato de trabalho com duas empresas simultaneamente. tendo retornado ao trabalho em 05. Não obstante. pelo mesmo motivo. alegando que seu trabalho era imprescindível para a empresa nesta época do ano. 131. “a época da concessão das férias será a que melhor consulte aos interesses do empregador. bem como pelo fato de que os períodos de afastamento foram descontínuos. Pedro não terá direito às férias referentes ao período mencionado. para o efeito da aquisição de férias. ainda que os períodos de afastamento sejam descontínuos o empregado perde o direito às férias se permaneceu afastado por mais de 6 meses. as lesões sofridas voltaram a acarretar a Pedro a incapacidade temporária para o exercício de suas funções. salvo se estiver obrigado a fazê-lo em virtude de contrato de trabalho regularmente mantido com aquele. Errado. salvo se o empregado tiver percebido da Previdência Social prestações de acidente de trabalho ou de auxílio doença pro mais de 6 meses. Pedro terá contado. na oportunidade (da concessão das férias 79 . Marco Antonio não tem razão. Nos termos do art.2007 a 04.05.2007. das 19h às 23h. todo o período desde a sua admissão. a ausência do empregado por motivo de acidente de trabalho ou de enfermidade. embora descontínuos. sendo que. os empregados contratados há menos de doze meses gozarão. Certo.2008.2007. por sua vez. por sua vez. dispõe que “durante as férias. 42 – Pedro foi admitido na empresa “Carrinhos Azul Celeste” em 01. 140 da CLT. Neste caso. desta vez no período de 15. pois no período de verão o movimento do estabelecimento é maior. 136 da CLT. III.número de faltas superior a 32 implica na perda do direito às férias. 44 – Se a empresa concede férias coletivas a todos os seus empregados. tendo em vista o afastamento ter sido provocado por acidente de trabalho. Como a empresa de transporte lhe avisou que suas férias seriam concedidas no mês de dezembro/2008.07. O dono da lanchonete. sob o argumento de que a lei vedaria qualquer trabalho durante o período destinado ao gozo de férias. com uma hora de intervalo para repouso ou alimentação.2007.01. para fins de aquisição de férias. desde que o empregado esteja obrigado por contrato. Marco Antonio solicitou ao dono da lanchonete que também lhe concedesse férias no mesmo período. por sua vez. trabalha como motorista de caminhão boiadeiro das 8h às 17h. o empregado não poderá prestar serviços a outro empregador. Na segunda. Dessa forma.” O art. Errado.07. 138 da CLT. negou o pedido de Marco Antonio. trabalha como segurança em uma lanchonete. Logo.03. No período de 02.09. a exclusividade não é característica da relação de emprego. O art. Convém sempre lembrar que a lei não veda tal prática! Com efeito.

Certo. além de seu salário. Se despedido sem justa causa ao terminar o ano letivo 80 . várias rubricas distintas. Lembre-se ainda que. o art. então. se a possibilidade do desconto foi expressamente prevista no contrato de trabalho. no caso de culpa. com duração de 3 meses. e não somente aquele quantum que excedeu de 50%. Em uma viagem a serviço pelo interior do país. Assim.00 a título de diárias de viagem. Neste sentido. então.00. etc. e normalmente viaja a serviço.000. Errado. em uma única verba. férias proporcionais. adicional noturno. iniciando-se. a integração das diárias no salário deve ser apurada mensalmente. Art. Nesta hipótese. nos termos da Súmula 318 do TST. desde que tenha agido dolosamente ou. §1º. horas extras. ainda que uma TEMA 15 46 – É permitido o desconto do salário do empregado do valor relativo ao dano por este provocado. Acácio recebeu. pode-se admitir a compensação destes períodos de gozo. como o prazo prescricional tem início. isto é. Certo.600. no exemplo. entretanto. novo período aquisitivo. ou estes dias gozados a mais são considerados como licençaremunerada (tempo à disposição do empregador). verificar se excederam ou não de 50% do salário. 462.00. os R$1. por exemplo.coletivas). elas passam a integrar o salário em sua totalidade. ou no curso dessas férias. faz jus aos referidos salários. 149 da CLT. da CLT. Assim. conforme a Súmula 91 do TST. Literalidade da Súmula 10 do TST. No sentido da impossibilidade de estipulação do salário complessivo.00 pagos a título de diária para viagem passam a integrar o salário do empregado enquanto dure a viagem. mais R$1. 47 – É assegurado aos professores o pagamento dos salários no período de férias escolares. recebendo para tal diárias de viagem. 45 – O marco inicial da contagem da prescrição do direito às férias coincide com o último dia dos doze meses do período aquisitivo. portanto. somente a partir do final do prazo concessivo começa a correr o prazo prescricional para reclamar a não concessão de férias. deve-se somar o total de diárias recebidas no mês e. Em nenhuma hipótese. Caso as diárias para viagem ultrapassem o limite de 50% do salário do empregado. Assim. a Súmula 101 do TST.000. Certo. das duas. qual seja. Entende-se por salário complessivo aquele que engloba. a partir da lesão. Neste sentido. somente após este prazo pode-se dizer que existe lesão pela não concessão das férias. 48 – O direito brasileiro veda a estipulação do chamado salário complessivo. salário. 49 – Acácio recebe salário de R$1. por mês. Errado. o valor de uma diária em relação ao salário/dia. em regra. a jurisprudência é remansosa. terá natureza salarial o valor mensal de R$200. valor excedente de 50% do salário contratual do empregado. uma: ou o empregador concede a parcela proporcional de férias devida e determina o retorno antecipado do empregado ao trabalho (antes do término das férias dos demais). como. Como as férias podem ser concedidas nos doze meses subseqüentes ao período aquisitivo. Assim. Não interessa.

respectivamente). nos termos do art. para fins de equiparação salarial.00. no mínimo. imagine-se que Ana e Beatriz tenham sido demitidas. 77 – Na hipótese anterior. reclamante e paradigma estejam a serviço do estabelecimento.O vale para refeição e o plano de saúde fornecidos pelo empregador por força do contrato de trabalho. hoje tal dúvida não mais subsiste. é correto dizer que. ao passo que não há diferença de tempo de serviço de mais de dois anos entre as duas. do TST. cargo que ocupa até hoje recebendo. item II.2008 Beatriz foi promovida à função de supervisora de estoque. O vale refeição fornecido por força do contrato de trabalho tem realmente natureza salarial. quase quatro vezes maior que o salário/dia. e não no emprego. §2º. Beatriz. o plano de saúde concedido pelo empregador não tem natureza salarial.00. IV.2009 e 09. ao tempo da reclamação sobre equiparação salarial. se o trabalho de Ana e de Beatriz apresenta a mesma perfeição técnica e a mesma produtividade. Neste caso. adotando-se como paradigma o salário de Ana para a função de supervisora de estoque.03. conforme a Súmula 241 do TST. da CLT. Dispõe o art. como Ana e Beatriz tem mais de dois anos de diferença de tempo de serviço na mesma função (desde 15. Entretanto. R$1.2009.09. tendo sido admitida na empresa aos 15.09. O salário de Ana é atualmente de R$1. não há se falar em direito a equiparação de Beatriz a Ana. Se a empresa contratou Luiza para exercer a função de supervisora de estoque aos 23. trabalho de igual valor. a Súmula nº 06.05. Se é certo que há algum tempo a expressão “tempo de serviço”. com igual produtividade e mesma perfeição técnica. que além dos requisitos de idêntica função. respectivamente aos 02.500. O objetivo da regra é óbvio: incentivar a concessão de benefícios pelo empregador. da CLT. integrando a remuneração do empregado para todos os efeitos legais. tendo em vista que a Luiza terá direito à equiparação com Beatriz. sendo incabível a equiparação em relação a cargo vago. Errado. 461. Tomem cuidado com o item III da Súmula 6 do TST. não for pago mais de R$800. Atualmente é pacífico que. salário de R$1.00.05. dispõe o referido item que “é desnecessário que. é requisito da equiparação salarial que paradigma e paragonado (que é o empregado que requer a equiparação) não tenham diferença de “tempo de serviço” superior a dois anos. Em 18. na mesma localidade. Para que se configure a hipótese de equiparação salarial. no mês. Errado.2009. ainda assim não terá natureza salarial se. devem o paradigma e o paragonado exercerem a mesma função simultaneamente. Dessa forma.03. 458. é correto dizer que o salário de Luiza deverá ser de.2005. 81 . neste caso. 50 .03. deixava dúvidas quanto a se referir ao tempo de serviço no emprego ou na função. há que se aplicar a isonomia salarial. atualmente.500.00 (metade do salário do empregado) a título de diárias. na função de auxiliar de estoque. §1º.00. tem caráter salarial.diária corresponda a R$200. por sua vez.800.2008. foi admitida na mesma empresa “Alfa” em 01. Neste sentido. conta-se o tempo de serviço na função. prestado ao mesmo empregador. desde que o pedido TEMA 16 76 – Ana trabalha como supervisora de estoque na empresa “Alfa”.2005 e desde 18. Errado. portanto.2005. já na referida função. sendo. Com efeito.03.

“na ação que objetive corrigir desvio funcional. da CF/1988. dispõe a OJ nº 353 da SBDI-1 do TST que “não se aplica a vedação à equiparação prevista no art. experimentar qualquer alteração salarial. em princípio. da CF/1988”. 37. pertençam à mesma região metropolitana. alcançando apenas as diferenças vencidas há mais de cinco anos. é correto dizer que estará prescrita toda e qualquer pretensão às diferenças salariais decorrentes do desvio de função. esta vedação deve ser entendida com ressalvas. para fins de concurso público. Nos termos do item I da Súmula 275 do TST. pois. Depois de um ano 82 . Em segundo lugar. comprovadamente. Literalidade da OJ nº 252 da SBDI-1 do TST. e tendo em vista ter adquirido a confiança do gerente do estabelecimento. A OJ nº 297 da SBDI-1 do TST veda a equiparação salarial entre servidores públicos com base no disposto no art. O mesmo raciocínio. 78 . XIII. também se aplica aos empregados de empresa pública.O conceito de "mesma localidade" de que trata o art. contados do ajuizamento da ação. Obviamente seria inconstitucional defender que servidores que estão em situações idênticas pudessem ser tratados de forma diferente. Em relação aos empregados das sociedades de economia mista. foi designado para exercer a função de motorista sem. Certo. conforme disposto no art. Certo. Isso quer dizer que se reclamante (paragonado) e paradigma trabalharam em algum momento na mesma função (“situação pretérita”). TEMA 17 81 – Márcia foi contratada como doméstica para cuidar dos jardins de uma mansão. entretanto. 79 – A vedação da equiparação salarial entre servidores públicos não alcança os empregados de sociedade de economia mista. 461 da CLT refere-se. pois isto feriria de morte o princípio da igualdade. autárquica e fundacional. e cumpridos os demais requisitos do art. ao contratar empregados sob o regime da CLT. não importa que um deles (ou os dois) não esteja mais em atividade na empresa no momento da propositura da ação. Errado. a prescrição da pretensão às diferenças salariais decorrentes de desvio de função é parcial. ou a municípios distintos que. XIII. a memorização da Súmula nº 06 do TST é imprescindível. 461. equipara-se a empregador privado. consoante a melhor doutrina.se relacione com situação pretérita”. Quando da contratação ficou acertado que o empregador recolheria o FGTS. pois ali estão compilados quase todos os detalhes a respeito do instituto da equiparação salarial. há que se ter em mente que esta vedação se refere somente aos servidores públicos da administração direta. pois já se passaram mais de cinco anos desde a ocorrência do desvio. a prescrição só alcança as diferenças salariais vencidas no período de 5 (cinco) anos que precedeu o ajuizamento”. 173. da CRFB/88. 80 – Gabriel foi contratado como vendedor em uma pequena loja de materiais de construção. Considerando que Gabriel trabalha na empresa há dez anos. Em primeiro lugar é importante ressaltar que. Dessa forma. II. Observe-se que. O objetivo da OJ é vedar a equiparação salarial entre servidores que ocupam carreiras distintas ou cargos diferentes. 37. § 1º. e por fundamento idêntico. ao mesmo município. Depois de um ano na função.

Neste caso. se o empregado pede demissão por livre e espontânea vontade. Neste caso. Ao ser demitido. Certo. não há que se falar em saque do FGTS. 23. a babá. As hipóteses de movimentação da conta vinculada do FGTS (saque) estão expressamente previstas no art. Quanto ao FGTS. à multa compensatória do tempo de serviço e ao seguro-desemprego. Literalidade da Súmula nº 95 do TST.É trintenária a prescrição do direito de reclamar contra o não recolhimento da contribuição para o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço. aplicam-se todas as regras deste regime. §5º.859/1972). razão pela qual não será lícito ao empregador deixar de efetuar os recolhimentos. Andrade ingressa imediatamente com ação trabalhista cobrando o pagamento das horas extraordinárias dos últimos cinco anos. Por fim. da Lei nº 5.036/1990 e a Súmula 362 do TST. Certo. inclusive a relativa à indenização compensatória (40%) devida no caso de dispensa sem justa causa. nunca remunerada pelo empregador. 83 . o qual não contempla a despedida a pedido. durante quinze meses dos últimos vinte e quatro meses anteriores à dispensa sem justa causa (art. sob o argumento de que o recolhimento de FGTS é facultativo ao empregador doméstico.efetuando os recolhimentos mensais de FGTS regularmente. o caseiro do sítio. o recolhimento pelo empregador doméstico é facultativo art. 83 .859/1972). 84 – Andrade laborou para empresa “Volante de Ouro” durante 20 anos. No mesmo sentido. A questão aborda três informações distintas. esta questão normalmente é bastante explorada em concursos.036/1990. Em primeiro lugar é importante ressaltar que o jardineiro pode sim ser empregado doméstico. como o pode o motorista. notadamente do Cespe. Dessa forma. esta opção torna-se irretratável. até que o mesmo possa se reinserir no mercado de trabalho. 20 da Lei nº 8. o empregado doméstico faz jus ao benefício do seguro-desemprego. 3º-A da Lei nº 5. Errado. Se o empregador doméstico opta pela inclusão do empregado no regime do FGTS. E a possibilidade é contrária ao próprio sentido do Fundo. no regime do FGTS. 1º da Lei nº 5. sendo que ao longo de todo o período em que prestou serviços laborou em sobrejornada. porém uma vez que o empregado é inscrito no regime do FGTS e um recolhimento é efetuado. desde que o empregador tenha feito a opção pela inclusão do empregado no regime do FGTS e desde que este empregado tenha trabalhado como doméstico. 6º-A. o pleito de Andrade deve ser integralmente deferido. se for demitida sem justa causa Márcia fará jus aos recolhimentos em atraso do FGTS. o empregador deixou de fazê-lo. que é exatamente garantir a subsistência do empregado que perde inesperadamente seu emprego.859/1972). como de fato o é. bem como todos aqueles que prestem serviço de natureza contínua e de finalidade não lucrativa à pessoa ou à família no âmbito residencial destas (art. 82 – O empregado que pede demissão pode sacar o FGTS. bem como o valor relativo ao recolhimento de FGTS de todo o período laboral. da Lei nº 8. este último benefício desde que inscrita no regime do FGTS em quinze dos vinte e quatro últimos meses anteriores à despedida. Apesar de parecer simples. sob o argumento de que a prescrição do FGTS é trintenária. §1º. o art.

Errado. Em que pese ser trintenária a prescrição do FGTS, conforme estudado na questão anterior, tal regra não se aplica nos casos em que o pleito de FGTS é acessório, isto é, baseia-se no deferimento de outra parcela, a qual se sujeita à prescrição geral trabalhista (cinco anos). No caso, somente há que se falar em FGTS (conforme o enunciado da questão), se for deferido o pleito referente às horas extraordinárias trabalhadas e não pagas. Nesta hipótese, o acessório segue o principal, e não haverá que se deferir o FGTS incidente sobre as horas extras já prescritas. Neste sentido, a Súmula 206 do TST. 85 – Considere a seguinte situação hipotética. André continuou prestando serviço à empresa mesmo depois de aposentar-se espontaneamente. Sob esse argumento, ao ser demitido sem justa causa, algum tempo depois, requereu de seu empregador o pagamento da multa de 40% do FGTS relativamente a todo o período trabalhado, inclusive aquele período anterior à aposentadoria. Nessa situação, a argumentação para sua pretensão revela-se improcedente, razão por que o empregador deve negar o pleito de André, pagando ao empregado a multa de 40% somente sobre os depósitos posteriores à aposentadoria. Errado. Esta questão foi adaptada de uma questão cobrada pelo Cespe na prova para Analista de Assuntos Jurídicos do SERPRO, em 2004. Na época, o gabarito era “certo”. Porém, atenção: mudou o entendimento!!! Até bem pouco tempo o entendimento uniforme era no sentido de que a aposentadoria espontânea extinguia o contrato de trabalho, razão pela qual, no caso, o empregado não teria direito à indenização compensatória (multa de 40%) sobre o período anterior à aposentadoria. Entretanto, o STF alterou este entendimento,

passando a julgar que a aposentadoria espontânea não extingue o contrato de emprego. Logo, mudou também a solução da questão. Com base neste novo entendimento, o TST editou recentemente a OJ nº 361 da SBDI-1 do TST.

TEMA 18 86 – A lei assegura ao trabalhador o direito de ação quanto a créditos resultantes da relação de trabalho no prazo de dois anos contados da extinção do contrato, quando então poderá reclamar os créditos referentes aos últimos cincos anos do contrato. Errado. O prazo prescricional trabalhista (regra geral) é de “cinco anos para os trabalhadores urbanos e rurais, até o limite de dois anos após a extinção do contrato” (art. 7º, XXIX, da CRFB). Entretanto, os cinco anos não são contados desde a extinção do contrato (ou seja, os cinco últimos anos do contrato de trabalho), e sim desde o ajuizamento da ação. Dessa forma, se a ação for ajuizada no último dia do prazo bienal, o empregado só poderá reclamar os últimos três anos do contrato de trabalho. 87 – Lucas foi admitido na condição de aprendiz, logo que completou 14 anos, em uma empresa de assessoria contábil. Lucas trabalhou um ano para a empresa, mas como não recebeu o décimo terceiro salário, não recebia vale-transporte e não tinha o FGTS regularmente recolhido, resolveu pedir demissão. Ao completar 19 anos Lucas resolveu ajuizar ação reclamando os créditos decorrentes da referida relação de emprego. Neste caso, a pretensão de Lucas está prescrita, posto que passados mais de

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dois anos da extinção do contrato de trabalho. Errado. Nos termos do disposto no art. 440 da CLT, não corre prescrição contra o menor de 18 anos. A menoridade é uma das causas impeditivas do curso da prescrição. Dessa forma, o prazo prescricional somente começa a contar, para Lucas, quando o mesmo completou 18 anos, razão pela qual a pretensão não se encontra prescrita. 88 – Tratando-se de ação que envolva pedido de prestações sucessivas decorrente de alteração do pactuado, a prescrição é total, exceto quando o direito à parcela esteja também assegurado por preceito de lei. Certo. Literalidade da Súmula 294 do TST. 89 – O prazo prescricional das férias tem seu termo inicial no final do período concessivo de férias. Certo. O marco inicial do prazo prescricional é, em regra, o momento da lesão ao direito. Dessa forma, como as férias são adquiridas ao longo de 12 meses de trabalho, porém devem ser concedidas nos 12 meses subseqüentes (período concessivo), somente ao final deste período concessivo pode-se falar em lesão ao direito, razão pela qual começa aí a contagem do prazo prescricional. Neste sentido o art. 149 da CLT. 90 – O prazo prescricional para ajuizamento do inquérito para apuração de falta grave é de 30 dias. Errado. O prazo de 30 dias para ajuizamento do inquérito para apuração de falta grave a que alude o art. 853 da CLT é decadencial, e não prescricional. Neste sentido, a Súmula 62 do TST e a Súmula 403 do STF.

TEMA 19 91 – Os titulares da representação dos empregados nas CIPA(s) não poderão sofrer despedida arbitrária, entendendo-se como tal a que não se fundar em motivo disciplinar, técnico, econômico ou financeiro. Certo. Literalidade do art. 165, caput, da CLT. A “estabilidade” conferida ao cipeiro é classificada como relativa, tendo em vista que a lei veda a despedida arbitrária, somente. Se ocorrer motivo disciplinar, técnico, econômico ou financeiro, pode o empregador demitir o cipeiro. Neste caso, se o empregado demitido ajuizar reclamação trabalhista questionando a demissão, cabe ao empregador comprovar a real ocorrência do motivo, sob pena de ser condenado à reintegração do empregado (art. 165, parágrafo único, da CLT). 92 – Na eleição para representante dos empregados na CIPA poderão participar somente os empregados regularmente filiados ao sindicato da categoria profissional. Errado. O art. 164, §2º, da CLT, dispõe que “os representantes dos empregados, titulares e suplentes, serão eleitos em escrutínio secreto, do qual participem, independentemente de filiação sindical, exclusivamente os empregados interessados”. 93 – Fernando trabalhava em condições insalubres e percebia o adicional de insalubridade. Após inspeção do Ministério do Trabalho, o empregador adotou diversas medidas no sentido da melhoria das condições de trabalho, dentre as quais a elaboração e implementação do Programa de Prevenção de Riscos Ambientais - PPRA, a partir do qual o agente insalubre foi eliminado pela utilização de sistema de proteção coletiva e pela utilização de equipamentos de proteção individual pelos empregados. Neste caso, é lícito

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ao empregador deixar de pagar a Fernando o adicional de insalubridade, não configurando tal prática alteração lesiva do contrato de trabalho ou redução salarial. Certo. A função do adicional de insalubridade é, por um lado, compensar o trabalhador por laborar em condições mais adversas a sua saúde, e por outro lado estimular o empregador, mediante o aumento do custo da mão-de-obra, a adotar medidas que melhorem o ambiente de trabalho. Dessa forma, o pagamento do adicional de insalubridade não é um fim em si mesmo, ou seja, a questão não é econômica. Ainda que, pela realidade de baixos salários vivenciada no Brasil, muitas vezes o adicional acabe por “complementar a renda” do trabalhador, não é esta a sua função e o seu objetivo. Dessa forma, é lícito (e desejável) que o empregador deixe de pagar o adicional, bastando para tal que o agente insalubre seja eliminado. Neste sentido, o artigo 194 da CLT, e as Súmulas nº 80 e 248 do TST. 94 – Adhemir laborou durante vários anos em uma indústria, sem nunca ter recebido o adicional de insalubridade. Ao ser demitido, ajuizou reclamação trabalhista postulando o recebimento do adicional de insalubridade, alegando na inicial que o ambiente de trabalho era insalubre em face do excesso de ruído. Realizada a perícia, constatou-se que o ambiente de trabalho em que Adhemir trabalhava era realmente insalubre, mas não pelo agente ruído, e sim pela presença de agente químico decorrente do desprendimento de gases de solventes utilizados na cadeia produtiva. Neste caso, o Juiz deve julgar improcedente o pedido de pagamento do adicional de insalubridade, tendo em vista que o empregado indicou agente diverso daquele efetivamente existente.

Errado. Nos termos da Súmula nº 293 do TST, “a verificação mediante perícia de prestação de serviços em condições nocivas, considerado agente insalubre diverso do apontado na inicial, não prejudica o pedido de adicional de insalubridade”. 95 - São consideradas atividades ou operações perigosas, na forma da regulamentação aprovada pelo Ministério do Trabalho, aquelas que, por sua natureza ou métodos de trabalho, impliquem o contato permanente com inflamáveis ou explosivos em condições de risco acentuado. Dessa forma, Acácio, frentista de posto de gasolina, tem direito ao adicional de periculosidade. Certo. A primeira parte é a transcrição literal do art. 193, caput, da CLT. A regulamentação aprovada pelo Ministério do Trabalho e Emprego é a NR-16, que indica as atividades e operações perigosas. O Anexo II, Quadro 3, da NR-16, faz referência à atividade de “operação em postos de serviço e bombas de abastecimento de inflamáveis líquidos” como sendo atividade perigosa. A periculosidade da atividade do frentista encontra-se ainda pacificada na jurisprudência, conforme Súmula nº 39 do TST.

TEMA 20 96 – Ao menor é vedado o trabalho em locais insalubres e/ou perigosos, bem como o trabalho noturno e a realização de horas extraordinárias, exceto, neste último caso, na hipótese de compensação de horas ou por motivo de força maior, quando o trabalho do menor for imprescindível ao funcionamento do estabelecimento. Certo. O art. 405, I, da CLT, veda o trabalho do menor em atividades insalubres ou perigosas. O art. 404, por sua vez, veda o trabalho noturno,

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Ao final da safra. Não fosse assim. o empregador se beneficiaria da própria torpeza ao contratar menores. Em uma passagem rápida. não se aplica a legislação comum. um matador de aluguel não pode.assim considerado aquele executado no período compreendido entre as 22h e as 5h. a fim de garantir o crescimento saudável e equilibrado do trabalhador. se a nulidade é relativa (v. obviamente. Neste caso. é correto dizer que Lucas pode trabalhar em horário noturno. tendo em vista que é proibido o trabalho de menores de 16 anos. o negócio é anulado a partir da sentença. é correto dizer que Pedro Henrique não tem direito a qualquer verba. por motivo de força maior. 97 – Pedro Henrique. a partir dos 14 anos. no caso do trabalho proibido a regra é a garantia de todos os direitos trabalhistas ao obreiro. exceto nos casos de compensação de horas e. surtindo os efeitos normais em relação ao período anterior. a decisão que anula o negócio jurídico produz efeitos ex nunc. tendo em vista a impossibilidade de devolver a energia de trabalho despendida. Isto posto. foi contratado para trabalhar na colheita do feijão em uma propriedade rural no norte de Minas Gerais. 5º do Código Civil Brasileiro) com a menoridade trabalhista. dele não decorrendo nenhum efeito entre as partes. veda o trabalho noturno. desde que o trabalho do menor seja imprescindível ao funcionamento do estabelecimento. Não se confunde a capacidade civil (art. ou seja. Ao contrário. excepcionalmente. o art.g. podemos dizer que a decisão que anula o negócio jurídico eivado por nulidade absoluta (v. insalubre ou perigoso aos menores de dezoito anos. parágrafo único. recorrer à Justiça do Trabalho pleiteando “seus direitos”. Certo. Errado. de forma a protegê-lo de condições mais adversas de trabalho. Ao contrário. como a CLT tem regra expressa sobre a menoridade. A solução da questão se dá pela noção da repercussão financeira da execução do trabalho ilícito e do trabalho proibido. salvo na condição de aprendiz. nos termos da lei civil. o critério da CLT é cronológico. que contava com 12 anos de idade. posto que a própria atividade é ilegal. desde que o serviço possa acarretar para ele prejuízos de ordem física ou moral. Ademais. o negócio é anulado desde a sua constituição. podemos dizer que o trabalho ilícito. não importando se o menor tenha eventualmente se emancipado. Literalidade do art. da CLT. o art. Neste caso. obteve a emancipação. ainda que não tenha completado dezoito anos. 98 – Lucas se casou aos dezesseis anos e. da CRFB. 8º. não recebeu o valor prometido pelo empregador a seus pais.g. trabalho proibido). Assim. as normas de proteção ao trabalho do menor levam em consideração as condições físicas e psíquicas do menor. 7º. em regra. posto que esta somente se aplica no âmbito trabalhista subsidiariamente. 100 – Rafael tem 16 anos e foi contratado como atendente em uma lan house para trabalhar quatro horas por dia. das 87 . XXXIII. 99 – Ao responsável legal do menor é facultado pleitear a extinção do contrato de trabalho. e como tal não pode merecer a proteção da lei. 413 da CLT dispõe que é vedado prorrogar a duração normal do trabalho do menor. nos termos do disposto no art. 408 da CLT. Por fim. Errado. ou seja. Com efeito. não gera direitos ao obreiro. Dessa forma. trabalho ilícito) produz efeitos ex tunc. de segunda a sábado. Da mesma forma.

e garante a ambos o direito à intimidade. o objeto de proteção da lei é. Errado. a revista íntima no local de trabalho. salvo quando a natureza da atividade a ser exercida. 373-A. antes de sair do prédio da empresa. de 7h às 12h. como Rafael estuda à noite. que é de oito horas. não obstante seja dirigido apenas às mulheres. pública e notoriamente. Isto quer dizer que a soma das jornadas de trabalho do menor em cada estabelecimento não podem ultrapassar o máximo diário. no caso. um empregado maior pode ter dois (ou mais) empregos. por analogia. tendo em vista que a CRFB protege igualmente homens e mulheres. Importante ressaltar ainda que tal dispositivo celetista (art. não podendo ser afastada pela vontade das partes ou por previsão em norma coletiva. a fim de que lhe seja assegurada condição adequada de nutrição e desenvolvimento (subsistência) durante os primeiros meses de vida. assim como as demais colegas de trabalho. sua observância é obrigatória (norma imperativa ou cogente). à cor ou situação familiar. desde que haja compatibilidade de horários. Ao contrário. de acordo com a legislação em vigor. trabalhar em um supermercado. dispõe que “é vedado publicar ou fazer publicar anúncio de emprego no qual haja referência ao sexo. segundo nosso entendimento) ser estendido. 373-A. Nesta hipótese. a regra é a vedação TEMA 21 101 – Ana Carolina trabalha em uma indústria de jóias semipreciosas e é submetida. A garantia de emprego conferida à gestante é norma de ordem pública. 103 . garantia constitucional inclusive. da CLT. sempre ao final da jornada. I. Certo. O art. de segunda a sábado. Errado. A revista íntima das empregadas é expressamente vedada pelo art. tendo em vista que a vaga seria para manutenção da higienização dos banheiros femininos do shopping. a OJ nº 30 da SDC do TST. como norma de ordem pública. o nascituro. 373-A. aos homens. Neste caso. 414 da CLT. Dessa forma. será admissível a conduta do empregador desde que a revista seja feita por pessoa do sexo feminino e que sejam adotados procedimentos com vistas a minimizar o constrangimento do ato. assim o exigir”. estabelecendo como condição para contratação que o candidato fosse do sexo feminino. as horas de trabalho em cada um serão totalizadas”. Assim. poderia ele. A revista íntima constitui afronta à dignidade da trabalhadora e não se compatibiliza os direitos fundamentais garantidos constitucionalmente. 483) e a eventual 88 . V. Ademais. “quando o menor de 18 (dezoito) anos for empregado em mais de um estabelecimento. em jornal de grande circulação.Determinado shopping center fez publicar. V. Ana Carolina tem direito à rescisão indireta do contrato de trabalho (art. da CLT. indenização por dano moral. independentemente do número de horas resultante da soma entre as horas trabalhadas em cada estabelecimento. a conduta do empregador não pode ser considerada discriminatória. No caso. Neste caso. Neste sentido. Nos termos do art. da CLT. Certo. 102 – É nula a cláusula que estabelece a possibilidade de renúncia à garantia de emprego conferida à gestante. pode (e deve. e tendo em vista a atividade desenvolvida pela empresa. à idade. anúncio de emprego para a função de faxineira.13h às 17h.

Nesta hipótese. No 60º dia do contrato Sílvia descobriu que estava grávida de três semanas. 10. obedecidos os parâmetros da razoabilidade. do TST. a Súmula nº 244. É criado então um novo sindicato da mesma categoria profissional. O instrumento coletivo firmado entre sindicatos é a convenção coletiva de trabalho. Não fosse esta a solução. a contratação de carcereira de presídio feminino é outro exemplo típico de aplicação da exceção legal. Neste sentido. Não obstante a comunicação de Sílvia. sem a participação do sindicato da categoria econômica. assim considerados aqueles que contenham alusões ao sexo. na vigência do contrato de trabalho. Não obstante. Neste sentido. cuja base territorial é apenas a vila de Porto de Galinhas. Bares e Restaurantes. ao ser contratado. pelo que a “estabilidade” não se justifica. nos termos da lei. “b”. Neste caso. é razoável que a pessoa responsável pela limpeza dos banheiros femininos de um shopping seja mulher. TEMA 22 106 – Acordo coletivo de trabalho é o instrumento oriundo da negociação coletiva mediante o qual os sindicatos representativos das partes envolvidas (empregadores e empregados) estabelecem condições de trabalho para a respectiva categoria. II. devidamente constituído. Isso porque no caso dos contratos a termo o empregado já sabe. etc. item III. Da mesma forma. o que não ocorre na extinção do vínculo por término de contrato. cor. distrito de 89 . Certo. do ADCT da CRFB. do termo final do contrato. item II. A rigor. quando a situação assim o exigir. descobriu que havia engravidado. Errado. Decorridos onze meses desde a data do parto. a lei veda a dispensa arbitrária ou sem justa causa. Errado. 107 – Imagine-se a seguinte hipótese: há vários anos existe em Ipojuca/PE o Sindicato dos Trabalhadores nos Hotéis. idade. situação familiar. Sílvia terá direito à reintegração ao emprego ou indenização equivalente. tendo em vista que fazia jus à garantia de emprego prevista no art. O acordo coletivo de trabalho é firmado entre sindicato dos trabalhadores (cuja participação é obrigatória nas negociações coletivas) e uma ou mais empresas. 105 – Regina trabalhava em uma indústria de confecções e. comunicando imediatamente tal fato ao empregador. com vistas a receber salários de longo período não trabalhado. não é compatível com os contratos a prazo determinado. 104 – Sílvia foi admitida mediante contrato de experiência pelo prazo de 90 (noventa dias). excepcionalmente admite-se a inclusão de circunstâncias especiais. Dois meses antes do parto Regina foi demitida sem justa causa. a Súmula 244. mas tão somente à indenização do período compreendido entre a demissão e o final do período de estabilidade. No caso em tela. o empregador efetuou o desligamento de Sílvia ao final do prazo previamente fixado para duração do contrato.aos anúncios discriminatórios. A garantia de emprego. Regina ingressou com reclamação trabalhista requerendo a reintegração ao emprego e o pagamento de salários e demais direitos do período em que permaneceu afastada de suas atividades. atrasar a propositura da ação judicial. como regra. Pousadas. maliciosamente. por razões óbvias. do TST. Regina não tem direito à reintegração no emprego. abrirse-ia espaço para a empregada.

entre outros. No caso em análise. jornalistas. que tem comerciários (vendedores. Certo. §3º. ficando o mais antigo com a representatividade do Município de Ipojuca. as seguintes: aeronautas. Errado. São categorias diferenciadas. mas Samuel pertence à categoria diferenciada dos motoristas. exceto Porto de Galinhas. aplicar-se-á a norma coletiva da categoria preponderante. em um supermercado. da CRFB. Certo. II. não podendo ser inferior à área de um Município”. cuja abrangência territorial será do novo sindicato. por exemplo. não obstante Samuel pertença a categoria diferenciada. 108 – Samuel é motorista de um supermercado na cidade de Barbacena/MG. aplicar-se-á o instrumento coletivo de trabalho da categoria preponderante. Entretanto.O direito de greve corresponde à legítima suspensão coletiva. gráficos. a categoria preponderante é comércio. caixas. respectivamente. motoristas. Neste sentido.Ipojuca/PE. temporária e pacífica. não podendo ser criados sindicatos específicos para subdivisões administrativas dos municípios. Logo. Errado. O conceito de categoria profissional diferenciada é dado pelo art. Geralmente as categorias diferenciadas são regidas por lei própria. em uma mesma empresa. Literalidade do art. exceto em relação aos trabalhadores de categoria diferenciada. Nos termos do art. só há que se aplicar instrumento coletivo em que participaram os sindicatos interessados. 110 – Considera-se como categoria profissional diferenciada a coexistência. na mesma base territorial. 511. é correto afirmar que a criação do novo sindicato é lícita. 109 – O prazo máximo para estipulação de duração da convenção coletiva de trabalho ou do acordo coletivo de trabalho é de dois anos. não resta qualquer dúvida de que a área mínima de atuação de um sindicato é a do Município. da CLT. radialistas. professores. TEMA 23 111 . A regra é a aplicação das normas coletivas da categoria preponderante. 8º. etc). por exemplo. a Súmula nº 374 do TST. Neste sentido. “é vedada a criação de mais de uma organização sindical. balconistas. de prestação de serviços a empregador. a empresa onde Samuel trabalha e o sindicato patronal do comércio. que será definida pelos trabalhadores ou empregadores interessados. Se não há ACT ou CCT entre comércio e sindicato dos motoristas. Na hipótese de não existir acordo coletivo de trabalho ou convenção coletiva de trabalho entre o sindicato dos motoristas e. §3º. constituindo abuso de seu exercício a continuação do 90 . em qualquer grau. da CLT. 614. Neste caso. tendo em vista que não as bases territoriais de cada um serão diferentes. cada uma destas categorias é considerada diferenciada. como sendo a que “se forma dos empregados que exerçam profissões ou funções diferenciadas por força de estatuto profissional especial ou em conseqüência de condições de vida singulares”. representativa de categoria profissional ou econômica. trabalhadores na indústria de alimentação (setor de padaria) e motoristas (responsáveis pelas entregas). total ou parcial. de várias categorias profissionais distintas.

sob o argumento de que não teria havido acordo com a entidade sindical representante dos trabalhadores para manutenção de equipe de empregados que permanecesse em atividade para este fim específico. da Lei de Greve). Nada impede. a prestação de serviços e o pagamento de salários. pela deterioração irreversível de bens. direta e pacificamente. 9º da CRFB) e constitui causa de suspensão do contrato de trabalho (art. O art. pois a suspensão do contrato de trabalho implica na sustação das principais obrigações decorrentes do contrato de trabalho. Não obstante a regra seja a impossibilidade de contratação de trabalhadores substitutos durante o movimento grevista (art. Certo.783/1989. 91 .Nos serviços ou atividades essenciais. de comum acordo. No mesmo sentido. em princípio pode o empregador descontar dos salários dos empregados os dias em que estes permaneceram em greve. 3º da Lei de Greve prevê a licitude do movimento grevista desde que “frustradas a negociação ou verificada a impossibilidade de recursos via arbitral”. 115 . Errado. bem como prevê a notificação do empregador (ou do respectivo sindicato) acerca da paralisação. 7º. a lei prevê exceções nos artigos 9º e 14 da Lei de Greve. observados os limites legais. 7º da Lei nº 7. entre outros. convenção ou decisão da justiça do trabalho. a garantir. respectivamente no caso de prejuízo irreparável (conforme mencionado no enunciado da questão) e no caso de abusividade do movimento grevista. não constituindo falta grave. independentemente de negociação prévia com o empregador. os empregadores e os trabalhadores ficam obrigados. porém possibilita ao empregador descontar dos salários dos empregados os dias parados. Neste caso. seja pactuado entre as partes interessadas. São considerados essenciais. 114 – Deflagrada a greve dos metalúrgicos da região metropolitana de Belo Horizonte. entretanto. Dessa forma. hipótese em que a suspensão seria convertida em interrupção contratual. e reuniu a literalidade dos artigos 2º e 14 da Lei de Greve (Lei nº 7. máquinas e equipamentos. solucionar o conflito que lhe constitui o objeto”. Certo. a conduta do empregador é lícita. a greve pode ser deflagrada sempre que os trabalhadores considerem injustas as condições de trabalho que lhes são impostas. a OJ nº 11 da SDC do TST. 112 – A greve. o pagamento de salários dos dias parados. parágrafo único.783/1989). é um direito do empregado. uma das indústrias em que todos os trabalhadores aderiram ao movimento contratou outros trabalhadores com o propósito de assegurar os serviços cuja paralisação pudesse resultar em prejuízo irreparável.movimento após a celebração de acordo. A greve é um direito assegurado constitucionalmente (art. Certo. os sindicatos. que considera “abusiva a greve levada a efeito sem que as partes hajam tentado. 113 – Como direito assegurado que é. Esta assertiva constou literalmente de um item de prova anterior do Cespe (Consultor Legislativo do Senado – 2002). até mesmo como forma de encerrar o movimento grevista. durante a greve. a prestação dos serviços indispensáveis ao atendimento das necessidades inadiáveis da comunidade. quais sejam. com antecedência mínima de 48 horas (parágrafo único).

625-A da CLT. Literalidade do art. cujo termo foi assinado tanto por João quanto por Alfa. e tem sido convalidado pelas bancas de concurso. Errado.783/1989. Existindo. da CLT. Combinação dos artigos 11. da CLT). Na comissão. 625-B. Certo. Marco Antonio não poderá ser despedido em nenhuma hipótese. menciono questão anterior do Cespe: ADVOGADO DA UNIÃO – CESPE – 2006 152 . pelo que resolveu recorrer à comissão de conciliação prévia pleiteando o pagamento de valores que entende devidos. §1º. parágrafo único. a demanda deverá ser submetida à CCP mais antiga. sem quaisquer ressalvas. Neste sentido. da CLT. de transporte coletivo e de compensação bancária. Neste sentido. Errado. Errado. Não obstante eu defenda a inconstitucionalidade de tal dispositivo. O representante eleito dos empregados na comissão de conciliação prévia tem garantido o emprego até um ano após o final do mandato.O termo de conciliação é título executivo extrajudicial e terá eficácia liberatória geral. Literalidade do art. sendo competente a primeira que conhecer do pedido. na mesma localidade e para a mesma categoria. TEMA 25 121 – Segundo Maurício Godinho Delgado. o art. e 10. exceto quanto às parcelas expressamente ressalvadas. Dessa forma.João provocou a comissão de conciliação prévia do sindicato de sua categoria. 120 . para dirimir demanda trabalhista que possuía com seu antigo empregador. sem correspondente concessão pela 92 . a pessoa jurídica Alfa. 118 – Josué foi demitido e acredita ter sido lesado em seus direitos. da Lei nº 7. 625-B. Certo. 625-D. 117 – Marco Antonio foi eleito representante dos empregados na comissão de conciliação prévia instituída no âmbito de sua empresa. “renúncia é o ato unilateral da parte. caput. foi celebrado acordo. Certo. da CLT. na categoria profissional e na localidade onde Josué prestava serviços existe CCP de empresa e CCP sindical. 119 – A comissão de conciliação prévia instituída no âmbito da empresa não poderá ser composta por mais de oito membros. podendo ser constituídas por grupos de empresas ou ter caráter intersindical. havendo o cumprimento integral do acordo por parte de Alfa. Neste caso. o empregado pode escolher pela que mais lhe convenha. incisos IV. Nessa situação. até um ano após o final do mandato. caput. 625-E. o fato é que o mesmo não foi declarado inconstitucional até então. durante a audiência de conciliação. O limite é de dez membros. Gabarito: Certo TEMA 24 116 – As comissões de conciliação prévia não são de instituição obrigatória. §4º. através do qual ela se despoja de um direito de que é titular. V e XI. CCP de empresa e CCP sindical. mas pode ser demitido por justa causa (art. nos termos do art. João não poderá pleitear mais nenhum direito trabalhista oriundo do referido contrato de trabalho. Entretanto.os serviços funerários.

Súmula 47 do TST. Art. 123 – A renúncia não é admitida no Direito do Trabalho. conforme visto. se realizado em caráter intermitente. 72 O acordo individual pactuado entre um empregado e o empregador com o objetivo de compensação de horas não possui qualquer validade. Errado. do ADCT da CRFB/88. O pedido de dispensa de cumprimento não exime o empregador de pagar o respectivo valor. “a”. que é o despojamento unilateral de determinado direito. ERRADO. e ainda assim desde que não resulte prejuízos ao trabalhador (art. Quanto à possibilidade de renúncia dos direitos trabalhistas. 125 . mas a transação é admitida como regra no direito individual do trabalho. A irrenunciabilidade dos direitos trabalhistas é praticamente absoluta. ERRADO. 10. 122 – A transação se diferencia da renúncia porque pressupõe concessões recíprocas entre as partes. 124 . 71 O trabalho executado em condições insalubres. 444 da CLT. podemos dizer que a renúncia é incompatível com o caráter imperativo das normas trabalhistas. os artigos 9º e 444 da CLT. sem qualquer contrapartida. a mesma não é admitida como regra no direito individual do trabalho. salvo comprovação de haver o prestador dos serviços obtido novo emprego. ERRADO. Dado este conceito.O direito ao aviso prévio é irrenunciável pelo empregado. mas apenas em relação àqueles direitos cuja indisponibilidade é relativa. 468 da CLT). aos contratos coletivos que lhes sejam aplicáveis e às decisões das autoridades competentes. II. dado o caráter cogente das normas trabalhistas.parte beneficiária da renúncia”. Ao contrário da renúncia. assim considerados aqueles que não constituem o núcleo básico de direitos conferidos ao trabalhador (patamar civilizatório mínimo). Súmula 85 do TST. CERTO. Súmula 119 do TST.2009 ANALISTA – ÁREA JUDICIÁRIA – TRT 17 – CESPE – 2009 A respeito do direito do trabalho. tendo em vista a controvérsia acerca do mesmo. Certo. julgue os itens a seguir. 93 .As relações contratuais de trabalho podem ser objeto de livre estipulação das partes interessadas em tudo quanto não contravenha às disposições de proteção ao trabalho. Neste sentido. Certo. não existe. 73 Os empregados de empresas distribuidoras e corretoras de títulos e valores mobiliários têm direito à jornada de trabalho especial dos bancários. c/c a Súmula 339 do TST. Certo. Quanto à transação. afasta o direito de recebimento do adicional de insalubridade. normalmente envolvendo questões duvidosas. Literalidade do art. 74 Empregado eleito como suplente para cargo de direção da comissão interna de prevenção de acidentes (CIPA) goza da estabilidade provisória desde o registro de sua candidatura até um ano após o final de seu mandato. QUESTOES TRT 17 REGIAO . Súmula 276 do TST. O conceito de renúncia é exatamente o mencionado. Certo. na transação cada uma das partes abre mão de parte de seu suposto direito.

2º da CLT). tendo em vista que a morte é evento imprevisível. Art. 82. A conversão de um terço do período de férias em dinheiro (o chamado “abono pecuniário”) é faculdade do empregado. ou de terceiro. da CLT. ERRADO. a morte do empregado inviabiliza a continuidade da execução do contrato. Basta que o empregado comunique a intenção. em função de comportamento vinculado ao contrato de trabalho. ERRADO. Não cabe o aviso prévio. com o objetivo de alcançar vantagem para si ou para outrem”1. por meio de testemunhas do ocorrido). g. 76 Considere que. no horário normal de expediente. o concedido pelo empregador) é permitir que o trabalhador encontre um novo emprego. §1º. titulares e suplentes. 80 A conversão de um terço do período de férias em dinheiro depende da concordância expressa do empregador. CERTO. o art. para os fins da demissão por justa causa. da CLT. não cabe ao intérprete fazêlo.75 É vedada a dispensa dos representantes dos empregados membros das comissões de conciliação prévia. Como a lei não faz tal exigência (art. por sua vez. e como tal pode-se considerar um direito intransferível. 79 Inadmite-se o fracionamento das férias aos menores de 18 anos e aos maiores de 50 anos de idade. deve providenciar a ocorrência policial do fato na delegacia de polícia competente. relacionado ou não com o trabalho. 94 . Como o contrato de trabalho é um acordo de vontades. 81 A totalidade do salário pode ser paga em utilidades. “ato de improbidade trata-se de conduta faltosa obreira que provoque dano ao patrimônio empresarial ou de terceiro. da CLT). Art. desde que o empregador consiga provar futuramente a agressão (v. Constitui improbidade o ato lesivo contra o patrimônio da empresa. Nessa situação. de “vender” um terço das férias. em determinada empresa. 143 da CLT. o aviso prévio não é devido aos herdeiros do trabalhador. 482. ERRADO. 77 A improbidade é motivo para a demissão do empregado por justa causa. Segundo Maurício Godinho Delgado. ERRADO. até um ano após o final do mandato. porém em razão do trabalho. Art. §2º. parece-nos dispensável a ocorrência policial. CERTO. j. O aviso prévio é exemplo de direito intransferível aos herdeiros. até 15 dias antes do período aquisitivo. Assim. e tendo em vista a pessoalidade em relação à pessoa do empregado (art. para que o empregador possa aplicar a justa causa. (grifos meus) 78 O falecimento do empregado extingue automaticamente o contrato de trabalho. Somente será considerado ato de improbidade. Neste sentido. o ato do praticado pelo empregado que seja lesivo ao patrimônio do empregador ou de terceiro. CERTO. salvo se cometerem falta grave. um empregado tenha agredido fisicamente um colega de trabalho. parágrafo único. 134. que são prestações in natura que a empresa fornece habitualmente aos empregados por força do contrato de trabalho. e como tal independe da vontade do empregador. 625-B. da CLT. bem como porque a finalidade do aviso prévio (no caso. Assim.

desde que os salários continuem a ser pagos. Neste sentido. a OJ 15 da SDC do TST e a Portaria MTE nº 343/2000. 457.” ANALISTA – EXECUÇÃO DE MANDADOS – TRT 17 – CESPE – 2009 Julgue os próximos itens. Art. deva ser remunerado normalmente. Uma hipótese de interrupção é o repouso semanal remunerado. é pacífica a doutrina. 73 Ocorre a suspensão do contrato de trabalho quando o empregado fica afastado e não recebe o salário. Maurício Godinho. 10. como já estudado. embora sem prestar serviço. CERTO. normalmente sem que seja contado o período de afastamento como tempo 1 DELGADO. ERRADO. CERTO. sendo contado o tempo de serviço como se houvesse sido efetivamente prestado. da CLT. CERTO. Transcrevo a esclarecedora lição de Gustavo Filipe Barbosa Garcia: “A aquisição da personalidade jurídica sindical. inciso I. não sendo suficiente para a aquisição da personalidade sindical. além do registro no cartório de registro das pessoas jurídicas. 7. Orientação Jurisprudencial 15 da SDC do TST e Portaria MTE 343/2000. Neste sentido. CF/1988).82 A ajuda de custo paga ao empregado para a cobertura de despesas na sua transferência para outra localidade integra o seu salário para todos os efeitos. I). 2008. exceto se tal mudança causar efetivo prejuízo ao empregado (por exemplo. conforme Súmula 677 do STF. tem-se suspensão contratual. e os salários não são pagos. 1193. p. sabendo-se que o sindicato é uma pessoa jurídica de direito privado com diversas funções especiais e peculiaridades. um empregado que trabalha durante o dia e estuda à noite e tem seu horário de trabalho alterado para o turno da noite). 8º. 85 O registro do sindicato no cartório de registro das pessoas jurídicas é suficiente para conferir a personalidade jurídica à entidade sindical. 72 A interrupção do contrato de trabalho ocorre nas hipóteses em que o empregado. 95 . Art. §2º. ou seja. Em geral a mudança de horário de trabalho insere-se no jus variandi empregatício. 8º. Se não há prestação de serviços. CERTO. ERRADO. no Ministério do Trabalho e Emprego. exige-se. o registro sindical no Ministério do Trabalho e Emprego. X. da Lei nº ocorre com o registro no órgão competente (art. mas os salários são pagos. 83 Os dias de paralisação da prestação dos serviços em razão de greve. Esta última exigência faz-se necessária para que se tenha algum controle sobre a unicidade sindical em uma dada base territorial.783/1989. 84 O serviço de compensação bancária é considerado como essencial para efeitos de greve. Curso de Direito do Trabalho – 7ª Ed. a respeito do direito do trabalho. – São Paulo: LTr. tem-se interrupção contratual. a Súmula nº 677 do STF. caracterizam interrupção do contrato de trabalho. Se não há prestação de serviços. O registro no Cartório de (Títulos e Documentos e de) Pessoas Jurídicas apenas confere personalidade jurídica de associação. 71 A mudança de horário de trabalho de um empregado pode ser justificada pelo princípio do jus variandi. Não obstante a vedação à intervenção estatal pela CRFB/1988 (art.

O empregado pode “vender” (converter em pecúnia. XXXIII. 404 da CLT. da CLT. 473. O trabalho noturno é vedado aos menores de 18 anos. defende que a licençapaternidade seria hipótese de suspensão contratual e não se confundiria com o afastamento previsto no supramencionado art. Sérgio Pinto Martins. pois veio substituir o disposto no art. 81 O período de concessão das férias é um ato exclusivo do empregador. O empregado doméstico não tem jornada regulamentada. logo não lhe são devidas. III. da CRFB. mas a licençapaternidade é. em princípio. ERRADO. ERRADO. A exclusividade não é característica do contrato de trabalho. assim. Neste sentido. horas extraordinárias. CERTO. dizer que o do doméstico tem direito ao pagamento das horas extraordinárias. na linguagem técnico-legal) apenas um terço do período de férias a que tem direito. prestar serviços a mais de um empregador concomitantemente. da CLT. conforme art. desde que obrigado a tal por outro contrato de trabalho regularmente mantido. O que não pode é arranjar outro emprego novo somente para o período de férias. 80 O empregado não pode prestar serviços com registro na carteira de trabalho a outro empregador durante o período de gozo das férias. para local de difícil acesso. 77 É vedada a realização de horas extras fundamentadas na celebração de acordo de prorrogação de horas no caso de atividades perigosas.de serviço. afasta do empregado o direito à percepção do pagamento das horas in itinere. Há julgados em sentidos diversos. Um exemplo de suspensão do contrato de trabalho é a licença paternidade. 78 O empregado doméstico tem direito ao pagamento das horas extraordinárias trabalhadas. mediante a apresentação dos controles de frequência. Não é possível. pela impossibilidade de controle das mesmas. razão pela qual é perfeitamente lícita a prorrogação de jornada em atividades perigosas. 74. 79 O empregado pode vender o período integral de férias e receber o valor correspondente. ERRADO. O conceito de suspensão está correto. da CLT. assim. 138 da CLT. III. ERRADO. ERRADO. 74 Um empregado com 17 anos de idade pode desenvolver sua jornada de trabalho no período noturno. desde nenhum pagamento de horas extras. nos termos do art. 7º. ERRADO. Pode. 96 . até o pagamento das horas extraordinárias com o respectivo adicional. 473. Art. Não existe previsão legal neste sentido. hipótese de interrupção contratual. o art. Súmula 320 do TST. ERRADO. 143 da CLT. e art. 76 Empregadores que possuam mais de dez empregados arcam com o ônus da prova da jornada de trabalho. desde que não exista prejuízo para suas atividades escolares. e a assertiva não é neste sentido. para a doutrina amplamente majoritária. §2º. passando pelo pagamento das horas além da jornada “normal” padrão (8 horas) como horas simples. Aos particulares é lícito fazer tudo aquilo que a lei não proíba. 75 Quando o empregador cobra importância pelo transporte fornecido pela empresa. em posição isolada. Pode o empregado.

9º da CLT. Art. que concede aos fatos um valor maior que aos documentos. 74 A idade mínima para a celebração do contrato de trabalho é de 18 anos de idade. por exemplo. 72 O princípio da norma mais favorável ao trabalhador não deve ser entendido como absoluto. Art. salvo na condição de aprendiz. “a”.independendo de pedido concordância do empregado. 386 da CLT. e o princípio da norma mais favorável encontra seu limite exatamente na existência de normas de ordem pública. ANALISTA – ÁREA ADMINISTRATIVA – TRT 17 – CESPE – 2009 Julgue os itens a seguir. Art. absoluto. Nenhum princípio jurídico é. ERRADO. 65 e seguintes da Lei nº 8. Exemplo: prazo prescricional. Art. Pela enésima vez deixo registrada minha indignação com a cobrança pelo Cespe de matéria previdenciária na prova de Direito do Trabalho. 7º.213/1991 (Lei de Benefícios da Previdência Social). 97 . 7º. 136 da CLT. 84 Os valores mensais correspondentes ao FGTS não podem ser pagos diretamente ao empregado. 15 da Lei nº 8. A idade mínima é de 16 anos. a partir dos 14 anos de idade. Para quem pretende recorrer. mas não é estendido aos domésticos. benefício previdenciário. que trouxe a igualdade jurídica a homens e mulheres. 83 O vale-transporte tem natureza salarial. ERRADO. ERRADO. CERTO. 73 No direito do trabalho. recebidos em decorrência da prestação de serviços subordinados. quando existirem leis de ordem pública a respeito da matéria. regulado pelo art. 457 da CLT. Art. Art. conforme art. na verdade.036/1990. é obrigatória uma escala de revezamento quinzenal que favoreça o repouso dominical. nunca de objetiva.418/1985. 2º. como costumamos sempre enfatizar. a respeito do direito do trabalho. O caput do mencionado art. da CRFB. O direito ao salário família é previsto no art. CERTO. CERTO. XII. CERTO. da Lei nº 7. entretanto. afinal. 85 Na hipótese de trabalho da mulher aos domingos. ERRADO. ou 71 O salário-família é um direito assegurado na CF aos trabalhadores. o argumento seria este da nãorecepção. salvo a partir dos 14. parágrafo único. 65 também dispõe no sentido de que o saláriofamília não se aplica ao doméstico. CERTO. a questão de recepção ou não de determinado dispositivo legal é sempre matéria de prova subjetiva. não sendo aplicado. inclusive à categoria dos empregados domésticos. garantindo à mulher pelo menos uma folga aos domingos a cada 15 dias. o salário-família só tem um nome parecido com verba trabalhista. De uma vez por todas. da CRFB. Em que pese o respeitável entendimento de parte da doutrina no sentido da não recepção deste artigo pela CRFB. na 82 Entende-se como salário o conjunto de pagamentos provenientes do empregador ou de terceiros. mas é. aplica-se o princípio da primazia da realidade. o fato é que o artigo continua em vigor e.

atividades empresariais de caráter transitório. entretanto. Art. trabalha por conta própria. pelo que não assume os riscos da atividade econômica (artigos 3º e 2º da CLT). 83 O acordo de prorrogação de horas pode ser celebrado de forma verbal. seja ela subordinada (relação de emprego) ou não (mera relação de trabalho) é sempre efetuada por pessoa natural (pessoa física). 443. 81 As férias são exemplo típico de suspensão do contrato de trabalho. por exemplo. Art. porém o empregado continua recebendo salários no período de inatividade. 7º. Súmula 269 do TST. da CLT. 76 O limite máximo para a duração de um contrato de experiência é de 90 dias. A prestação de serviços. entretanto. 59. CERTO. é necessário que ela tenha sido parte na fase de conhecimento do processo. ou contrato de experiência. 98 . As férias são exemplo típico de interrupção do contrato de trabalho. Há corrente minoritária na doutrina que defende a possibilidade de reconhecimento do grupo econômico entre empresas sem fins econômicos. Para que se possa caracterizar o grupo econômico. assumindo os riscos da atividade econômica que desenvolve. O autônomo. constitui posição isolada. §2º. na empreitada. ERRADO. 75 Os contratos de trabalho têm prazo indeterminado ou determinado. Art. ERRADO. Art. §2º. o dispêndio de energia será sempre de um ser humano contratado por esta pessoa jurídica.condição de aprendiz. o que. CERTO. é necessária a existência da natureza econômica do grupo de empresas. Para a maioria expressiva da doutrina somente empresas com finalidade econômica podem formar grupo econômico. Com o cancelamento da Súmula 205 do TST a doutrina majoritária passou a admitir a execução de uma das empresas do grupo econômico mesmo que a mesma não tenha participado da fase de conhecimento do processo. da CLT. Ainda que uma pessoa jurídica seja contratada por empreitada. CERTO. CERTO. Para este. 82 O empregado eleito para o cargo de diretor e que não permaneça subordinado a nenhum outro cargo tem o seu contrato de trabalho suspenso. 77 Existe a possibilidade de uma pessoa jurídica figurar como empregada em um contrato de trabalho. da CLT. 79 A CLT instituiu a responsabilidade solidária entre as empresas pertencentes a um mesmo grupo econômico. CERTO. 2º. 445. ERRADO. Art. parágrafo único. por sua vez. Não se subordina a ninguém. ERRADO. da CLT. da CRFB. 80 Para que se possa executar uma das empresas de um grupo econômico. observam-se os seguintes requisitos: serviço cuja natureza ou transitoriedade justifique a determinação do prazo. pois há paralisação temporária da prestação de serviços. caput. 78 O elemento diferenciador entre o empregado e o trabalhador autônomo é a subordinação. O empregado trabalha por conta alheia e se subordina ao seu empregador. XXXIII.

tendo por base alguma ação considerada justa causa praticada pelo empregador. caput. CERTO. as gorjetas integram a remuneração para todos os efeitos legais. Súmula Vinculante nº 6 do STF. a obrigatoriedade de fazer horas extras quando requisitado. Súmula 14 do TST. É claro que o aviso prévio verbal é de difícil comprovação. da CLT. 482. Art. e o saldo de salários. é CERTO. Art. questão. “d”. Art. da CLT. 80 Entende-se como rescisão indireta a cessação do contrato de trabalho por iniciativa do empregado. ERRADO. §1º. 66 da CLT. 82 A comunicação do aviso prévio pode ser feita verbalmente.º salário é devido pela metade. 481 da CLT. CERTO. Logo. nada impede seja feita a comunicação verbalmente. 99 . CERTO. Consoante o art. CERTO. o trabalhador com idade entre 14 e 18 anos. 77 As gorjetas pagas por clientes a um garçom em um restaurante integram o seu salário para todos os efeitos legais. CERTO. Entretanto. ERRADO. o 13. 83 A mulher gestante adquire estabilidade a partir do momento em que comunicar ao seu empregador o estado gravídico. se houver. que sempre terá a possibilidade de formalizá-lo por escrito a fim de evitar dissabores. Art. Art. ERRADO. 84 Considera-se menor. Súmula 244 do TST. 85 Havendo culpa recíproca na rescisão do contrato de trabalho. caput. julgue os itens seguintes. TÉCNICO – TRT 17 – CESPE – 2009 No que se refere ao direito do trabalho. CERTO. ainda que exista recurso pendente da condenação. A capciosa. mas o fracionamento não pode ser inferior a 15 dias corridos. deve haver intervalo mínimo de 11 horas consecutivas. A lei não exige a forma escrita (artigos 487 e seguintes da CLT). 86 O serviço militar obrigatório pode ser remunerado com valor abaixo do salário mínimo. 59. e não o salário. 85 Entre duas jornadas de trabalho. 483 da CLT. 79 Na despedida por justa causa. para os efeitos da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). da CLT. o empregado recebe apenas as férias vencidas. Art. que a remuneração é exatamente a soma do salário + gorjetas. portanto. então não cabe ao intérprete fazê-lo. entretanto. para o empregado. 402. da CLT. ERRADO. por até duas horas diárias. 81 A concessão do aviso prévio somente é cabível nos contratos a prazo indeterminado. da CLT. ERRADO. 87 O período de gozo de férias pode ser fracionado. 134.84 O acordo de prorrogação de horas implica. Considera-se. 457. CERTO. Art. 78 A condenação criminal do empregado configura justa causa para sua dispensa. caput. não é possível que as gorjetas integrem o salário. mas isso é ônus de quem deve prová-lo.

Art. Com relação INCORRETO afirmar: às férias é (A) Após cada período de doze meses de vigência do contrato de trabalho. (C) Somente em casos excepcionais serão as férias concedidas em dois períodos. exercendo a função de secretária executiva. 51. a Lei nº 11. §4º. Art. Joana é empregada na empresa X há dezesseis meses. (B) de ambas as empregadas. 100 .324/2006 acrescentou o art. semestrais.88 Para que uma empresa possa conceder aos seus empregados férias coletivas. Com efeito. Marta e Joana estão grávidas de dois meses. Certa. ERRADO. §§ 2º e 3º. da CLT. (E) de ambas as empregadas. aplicando-se o valor da remuneração da tarefa na data da concessão das férias. (D) apenas de Joana. 142. é correto afirmar que é vedada a dispensa sem justa causa (A) de ambas as empregadas. bem como que elas possuem o direito de gozar trinta dias corridos de férias. §1º. desde a confirmação da gravidez até cinco meses após o parto. deve solicitar a autorização prévia do sindicado dos trabalhadores e da Superintendência Regional do Trabalho. Súmula 253 do TST. II. se o empregado recebe utilidades. e Joana possui o direito de gozar trinta dias corridos de férias e Marta 20 dias úteis. Errada. desde a confirmação da gravidez até seis meses após o parto. Art. Literalidade do art. ou trimestrais integram o cálculo da remuneração das férias. 130. Certa. um dos quais não poderá ser inferior a dez dias corridos. desde a confirmação da gravidez até seis meses após o parto. mas Joana possui o direito de gozar trinta dias corridos de férias e Marta 20 dias úteis. da CLT. quando houver tido de seis a catorze faltas injustificadas. (D) Quando o salário for pago por tarefa tomar-se-á por base a média da produção no período aquisitivo do direito a férias. (E) Em regra. da CLT. com relação à Joana e Marta. Literalidade do art. desde a confirmação da gravidez até cinco meses após o parto. mas ambas possuem o direito de gozar trinta dias corridos de férias. 4º-A à Lei nº 5. mas sim de mera comunicação. desde a confirmação da gravidez até cinco meses após o parto. Comentário: Resposta letra “A”. devem estas fazer parte da remuneração das férias. Marta é empregada doméstica e trabalha na residência de Joana há quinze meses. Em regra. Certa. o empregado terá direito a vinte e quatro dias corridos de férias. (B) As gratificações anuais. da CLT. tanto ao sindicato da categoria profissional quanto ao Ministério do Trabalho e Emprego. 134. Não é o caso de autorização prévia. estendendo à doméstico QUESTOES TRT 7 REGIAO (ANALISTA – ÁREA JUDICIÁRIA – TRT 7ª REGIÃO – FCC – 2009) 50.859/1972. 142. (C) apenas de Joana. Certa. da CLT. 139. §2º. bem como que elas possuem o direito de gozar trinta dias corridos de férias.

324/2006. o valor do salário utilidade a ela correspondente será 53. tendo em vista a existência de transporte público regular em parte do trajeto percorrido pelo empregado. p.859/1972 foi alterado pela Lei nº 11. Por todos. no mínimo. 101 . 469.a “estabilidade-gestante”. a doutrina amplamente majoritária. 2008. OJ 113 da SDI-1 do TST. II e IV. III e IV. O adicional de transferência é devido tanto na transferência provisória como na transferência definitiva. IV. quais sejam. quando a transferência for provisória. 54. (E) não é devido qualquer valor a título de horas in itinere. Considere as assertivas abaixo a respeito do adicional de transferência. o art. III. Neste sentido. Art. nos termos do art. O fato do empregado exercer cargo de confiança ou a existência de previsão de transferência no contrato de trabalho não exclui o direito ao adicional. tanto assim que é considerado para o cálculo de outras verbas. Em regra. “B”. Maurício Godinho. 52. “desde a confirmação da gravidez até cinco meses após o parto”. II. da CLT. (B) as horas in itinere remuneradas limitam-se ao trecho não alcançado pelo transporte público. Quanto às férias. (D) as horas in itinere remuneradas abrangem a totalidade do trajeto percorrido pelo empregado. integra-se à remuneração dos trabalhador para todos os fins.São Paulo : LTr. 3º da Lei nº 5. nos mesmos termos até então garantidos às demais trabalhadoras. tendo em vista o fornecimento da condução pelo empregador. Maurício Godinho Delgado: “tratandose de parcela salarial. Tem o adicional de transferência natureza salarial e não indenizatória. a resposta é letra “E”. É correto o que se afirma APENAS em (A) I. Portanto. Curso de Direito do Trabalho. (D) I e II. (A) não é devido qualquer valor a título de horas in itinere. da CLT. do TST. se houver transporte público regular em parte do trajeto percorrido em condução da empresa. (B) II. Certo. 1045) IV. Certo. 25% sobre o salário que o empregado percebia na localidade. de forma que ao doméstico também foi estendido o direito a férias anuais de 30 dias corridos (contra 20 dias úteis da redação anterior). (C) II e III. I. tratando. 469. Certo.se de habitação coletiva. Errado. (C) as horas in itinere remuneradas abrangem a totalidade do trajeto percorrido pelo empregado. Comentário: Resposta letra conforme Súmula 90. O adicional é devido somente na transferência provisória. De acordo com a Consolidação das Leis do Trabalho. Com relação a jornada de trabalho. II e III. mas serão pagas com acréscimo de 25% sobre a hora normal de trabalho. o adicional de transferência será de. inclusive cálculo das demais verbas que incidam sobre o salário do contrato (efeito expansionista circular dos salários” (DELGADO. §3º. – 7ª Ed. §3º.. (E) I.

somente para os casos de unidade habitacional de um dormitório. por ele próprio remunerados. MPU – ESAF (TÉCNICO ADMINISTRATIVO – MPU – ESAF – 2004) A propósito dos sujeitos da relação de emprego. 458. O prazo de comunicação acerca da deflagração da greve (paralisação) é de 48 horas de antecedência para os serviços e atividades não-essenciais (art. 102 . pela literalidade do art. em qualquer hipótese. vedada. o requisito da não eventualidade. 10 da Lei nº 7. vedada. a utilização da mesma unidade residencial por mais de uma família.783/1989). §4º.783/1989) e de 72 horas de antecedência para os serviços e atividades essenciais (art. Errado. a resposta é letra “E”. (B) 48 horas. pois neste caso falta. em qualquer hipótese. b) O trabalhador contratado por uma clínica médica para a execução de serviços certos e específicos de marcenaria e que conta com o auxílio de até dois outros trabalhadores. 3º. O art. a utilização da mesma unidade residencial por mais de uma família. somente para os casos de unidade habitacional de até dois dormitórios. (D) 48 horas respectivamente. parágrafo único. mas não a de transporte de valores. (B) ocupantes. Errado. a utilização da mesma unidade residencial por mais de três famílias. Logo. a utilização da mesma unidade residencial por mais de duas famílias. (E) ocupantes.obtido mediante a divisão do justo valor da habitação pelo número de (A) famílias. deve ser considerado empregado. Comentário: Resposta letra “C”. Mário labora em empresa de telecomunicações e Joana labora em empresa de transporte de valores. (D) famílias. vedada. por exemplo. Comentário: e 24 horas. 55. a utilização da mesma unidade residencial por mais de uma família. assinale a opção correta. vedada. (E) 72 horas respectivamente. arrolando dentre elas a atividade de telecomunicações. da CLT. (C) 24 horas. onerosidade e subordinação jurídica a um mesmo tomador de seus serviços. em qualquer hipótese. da Lei nº 7. logo a roupagem de cooperativa não passa de tentativa de fraude à relação de emprego. 13 da Lei 7.783/1989 define as atividades essenciais. a) O trabalhador que se filia por livre e espontânea vontade a uma cooperativa de mão-de-obra não pode ser considerado empregado. ainda que preste serviços pessoais com habitualidade. (C) ocupantes. deverá o sindicato patronal ou o empregador ser comunicado com antecedência mínima de (A) 72 horas. O contrato tem muito e 48 horas. vedada. porque a hipótese indica a presença dos requisitos caracterizadores da relação de emprego. Para que a categoria de Mário e Joana exerçam o direito de greve.

qual seja. do TST. segundo o qual não seria coerente tratar empregador e empregado de forma diversa. Assim. e) O corretor de seguros que presta serviços pessoais. Neste sentido. portanto mais benéfico). entra em cena o princípio da proteção ao hipossuficiente. sendo responsável. pouco importando o nome que se deu ao contrato firmado. em princípio. ainda que tenha firmado contrato revelando a condição de autônomo. aponte a opção correta. em nenhuma hipótese poderá ser considerado empregado. Correto. é forçoso reconhecer a relação de emprego. pois será empregado se presentes os requisitos caracterizadores da relação de emprego. Errado. Embora a questão seja um tanto polêmica na doutrina e mesmo na jurisprudência (e talvez por isso não encontramos a solução em quase nenhum livro). Isso porque. três anos. predomina o entendimento de que o prazo prescricional aplicável ao empregador é o mesmo aplicável ao empregado. pela aplicação do princípio da primazia da realidade (art. c) O prazo de prescrição das pretensões alusivas aos dois primeiros 103 . 9º da CLT). observado esse prazo. Errado. com habitualidade. a Súmula 331. com vantagem para o empregador (prazo prescricional maior. A propósito da prescrição no âmbito do Direito do Trabalho. presentes os requisitos caracterizadores da relação empregatícia (arts. independentemente da roupagem que se tenha dado à relação. reduzindo-se a dois após a extinção do contrato de trabalho. subordinação jurídica e onerosidade deve ser considerado empregado. deve ser aplicado ao empregador o mesmo prazo prescricional previsto para o empregado. c) O tomador de serviços terceirizados. nessa condição. não eventualidade ou habitualidade. deve ser considerado empregador subsidiário dos trabalhadores. XXIX. da CRFB. Assim. pois ao rurícola também se aplica a prescrição qüinqüenal trabalhista.mais a característica de empreitada que de relação de emprego. se aplique. a) O prazo de prescrição para o empregador ingressar em juízo para cobrar valor devido pelo empregado é de cinco anos. d) O trabalhador que presta serviços voluntários a determinada instituição de beneficência. por eventuais débitos trabalhistas inadimplidos pelo empregador principal. quando prestados com pessoalidade e subordinação jurídica. apenas ao empregado. I e III. recebendo auxílio financeiro mensal. direto e não subsidiário. será viável a discussão dos créditos oriundos de toda a relação de emprego. Correta. Porém. onerosidade e subordinação). a partir da realidade fática. não fossem equiparados os prazos. o prazo de prescrição é de dois anos após a extinção do contrato. A caracterização da relação de emprego é objetiva. 3º e 2º da CLT – pessoalidade. independentemente do seu período de duração. pois neste caso o tomador dos serviços é o próprio empregador. neste caso. b) Para o trabalhador rural. ainda que o art. Errado. por força de alteração da CRFB levada a efeito pela EC nº 28/2000. 7º. o prazo prescricional aplicável ao empregador seria o do Código Civil.

exceto se a parcela suprimida também esteja assegurado por preceito de lei. 149). d) Sob pena de incidir a prescrição.Res. 11. A diferença é sutil. qualquer que seja a causa ou forma de dissolução do contrato. tem eficácia liberatória em relação às parcelas expressamente consignadas no recibo. no caso. tendo em vista que o início da prescrição das férias coincide com o final do período concessivo (art. I . deve ser proposta em dois anos após a extinção do contrato de trabalho. Errado. VALIDADE (mantida) . E. o prazo de prescrição para revertê-la apenas terá início após a extinção do contrato. Assim. sendo válida a quitação. a) O instrumento de rescisão do contrato de trabalho ou recibo de quitação deve ter especificada a natureza de cada parcela paga ao empregado e discriminado o seu 104 . I. 477 da CLT. do CPC. salvo se oposta ressalva expressa e especificada ao valor dado à parcela ou parcelas impugnadas. o art. com observância dos requisitos exigidos nos parágrafos do art. conseqüentemente. ao empregador. consoante dispõe o art. 4º. da CLT: § 2º .11.Quanto a direitos que deveriam ter sido satisfeitos durante a vigência do contrato de trabalho. deve ter especificada a natureza de cada parcela paga ao empregado e discriminado o seu valor. e não aos valores indicados. e) Processada alteração contratual ilícita pelo empregador. Esta é a alternativa que derrubou muitos candidatos. §2º. somente se ainda não transcorrido todo o período concessivo o marco inicial da prescrição das férias será a extinção do contrato. apenas. 121/2003. Com efeito. DJ 19. §1º. a Súmula 330 do TST: SUM-330 QUITAÇÃO.O instrumento de rescisão ou recibo de quitação. porque a ação que visa a anotação da CTPS é imprescritível. valor. relativamente às mesmas parcelas. com assistência de entidade sindical de sua categoria. mas relevante. ou seja. No mesmo sentido. sendo válida a quitação apenas relativamente aos valores indicados. da CLT. No caso o início da prescrição coincide com a lesão. contase a partir da alteração ilícita. a quitação é AFT – 2010 29. 477. No mesmo sentido. Errado.períodos de férias de trabalhador que laborou por cinco anos tem início no instante em que extinto o contrato de trabalho. a prescrição será total (será “completa” se decorridos cinco anos da alteração). II . em relação às parcelas constantes do TRCT.Assinale a opção incorreta. 20 e 21. seus reflexos em outras parcelas.2003 A quitação passada pelo empregado. Vejamos o que dispõe o art. Errado. nos termos da Súmula 294 do TST. a ação que tenha por objeto a anotação da CTPS para fins de prova junto à Previdência Social. Engraçado que vários alunos me mandaram e-mails indicando exatamente o dispositivo legal em face do qual a alternativa mostra-se errada. pela literalidade da CLT.A quitação não abrange parcelas não consignadas no recibo de quitação e. ainda que estas constem desse recibo. a quitação se dá.

permanecendo ou não no serviço até decisão final do processo. a hipótese aventada pelo examinador é exatamente a da alínea “d”. e não de Direito do Trabalho. a jurisprudência tende a considerar a quitação somente em relação aos valores especificados. p. na assertiva. Comentários à CLT. mas do Prof. A Súmula 41 do TST referia-se aos valores expressos na quitação. não contem comigo. alínea “d”. 483. o que estaria incorreto. pois é o que está escrito no referido mandamento legal. Correta. Recebi e-mail de aluno defendendo que. 2009. 477. que interpreta o dispositivo (art. aí é questão de Português. que trata de parcelas. Porém. da CLT. que se refere também a “parcelas”. e a segunda. 477. na aula 304 do Curso Completo. conforme dispõe o §3º do mesmo artigo. Se quiserem procurar pelo em ovo.válida em relação ao período expressamente consignado no recibo de quitação. Maurício Godinho Delgado (Curso de Direito do Trabalho. Ora. – São Paulo : Atlas. da CLT. p. Literalidade do art. interpretar a alternativa “a” também nos termos literais da CLT. 483. “direito”. notadamente quanto às parcelas que também vencem ao longo do contrato de trabalho”. mas considero que insistir em outra leitura é muita “forçação de barra”. então a assertiva está plenamente compatível com o texto celetista. A questão é polêmica na doutrina. b) Qualquer compensação no pagamento a que tiver direito o empregado no ato da homologação da rescisão do contrato de trabalho não poderá exceder o equivalente a um mês de remuneração. Correta. embora na redação do citado dispositivo legal nada se fale sobre eficácia liberatória. Sérgio Pinto. Ora. como parcelas e não como valores. mas posteriormente cancelou a Súmula 41 e editou a 330. nos “comentários à CLT”. que interpreta pela literalidade do dispositivo. e não a “compensação”. 489). como a Lei. explica: seus deveria. É verdade que eu comentei. 483 prevê a possibilidade de permanência ou não do empregado no serviço somente nas alíneas “d” e “g” do art. 1055). §2º) como se referindo a valores. (MARTINS. A hipótese de rescisão indireta do contrato de trabalho pelo não cumprimento de obrigações contratuais é prevista pelo art. §5º. 2010. Logo. apresentando basicamente duas correntes: a primeira. a sua interpretação era contrária ou oposta à lei”. Pelo pouco que sei da nossa língua. 8ª edição. O TST já se inclinou no sentido da primeira corrente. Sérgio Pinto Martins. seria possível entender que “o direito à compensação seria do empregado”. 14ª Ed. a meu ver. Desculpemme. a questão trouxe outras quatro alternativas cobrando pontos literais da CLT. que não é a melhor interpretação do §2º do artigo 477 da CLT. então o candidato 105 . que “embora a lei se refira à quitação das parcelas. se refere a “pagamento”. pela redação da alternativa. “É possível afirmar que a Súmula 330 do TST interpretou corretamente o §2º do artigo 477 da CLT quando não se refere a parcelas e não a valores. c) Caso o empregador não cumpra as suas obrigações contratuais. Já vi gente sugerindo a anulação desta questão porque o art. poderá o empregado pleitear em juízo a rescisão do contrato de trabalho e o pagamento das verbas respectivas. Esse ensinamento não é meu.

com cômputo do tempo de serviço. Errada. pouca relevância. inclusive quando o Estado é o empregador. em razão da sua incapacidade. Mencione-se como exemplo o contrato do atleta profissional.d) Quando o aviso prévio for indenizado pelo empregador. conforme previsto na Constituição. b) O contrato de trabalho tem natureza jurídica essencialmente privada. em caso de trabalho proibido. e) O ato da assistência pelo sindicato respectivo na rescisão contratual deve ocorrer sem ônus para o trabalhador e empregador. conforme dispõe a Lei nº 9.615/1998. com isso. dada a impossibilidade de se restituir ao obreiro a energia de trabalho despendida. Ver vídeoaulas 58 e 128. Errada. contado da data da notificação da demissão. No mesmo sentido. e respectiva projeção dos seus efeitos. pois é lícita a previsão de determinada forma solene para pactuação de determinados contratos de trabalho especiais. Por isso diz-se que. salvo quando o Estado é um dos sujeitos pactuantes. §7º. hipótese em que se sujeitará às mesmas obrigações conferidas aos particulares. Certa. a “deixadinha” nº 01. consensual e não solene para a formação do contrato de emprego. não pode. Embora a questão da natureza jurídica do contrato de trabalho apresente. a partir do pronunciamento judicial.Marque a opção correta. em período noturno ou em circunstâncias perigosas ou insalubres. nem receber por eles. ou seja. Correta. as parcelas constantes do instrumento de rescisão ou recibo de quitação devem ser pagas até o décimo dia. hoje. 477. é realmente vedado ao menor de 18 anos pela CRFB (art. nos formatos 106 . §6º. Inteligência da Súmula nº 269 do TST. Ver videoaula nº 126. ou do chamado “empregador único”. seja violado o princípio da isonomia (não-discriminação). a despeito da nova posição ocupada na estrutura hierárquica da empresa. sem que. Errada. c) O menor de 18 anos. que atrai a hipótese de responsabilidade solidária pelos créditos trabalhistas. 477. alínea “b”. e) Para a configuração do grupo econômico. a possibilidade de ajuste tácito. ainda se fizerem presentes os traços característicos da subordinação jurídica. pela literalidade do art. que deve ser necessariamente escrito. obviamente o menor receberá pelos serviços prestados. 7º. d) É possível reconhecer-se a condição de empregado. prestar serviços. a nulidade opera efeitos ex nunca. é verdade que sobressai a natureza privada. a) Em face da cláusula constitucional da não-discriminação. ou em circunstâncias insalubres ou perigosas. XXXIII). estende-se a todos os ofícios e profissões. pela literalidade do art. Ver videoaulas nº 59 e 60. Questão explicada na videoaula nº 122. em face das prerrogativas processuais que lhe confere a legislação brasileira. é necessária a prova do nexo relacional entre as empresas. da CLT. Tratase de atribuir a hipóteses específicas tratamento legal condizente. porém se descumprido o preceito. O trabalho noturno. A assertiva trata da noção de trabalho proibido e seus efeitos. ao eleito para ocupar cargo de diretor quando. da CLT. 16 . Correta.

213/1991. há muito. Ver deixadinha nº 16 e videoaulas nº 46/50. superada na doutrina. Ver videoaulas nº 15 e 18. c) A partir do afastamento do serviço para tratamento de saúde. da CLT. b) O afastamento do empregado nos dias em que estiver comprovadamente realizando provas de exame vestibular para ingresso em estabelecimento de ensino superior ou quando tiver que comparecer em juízo gera a interrupção do contrato de trabalho. Correta. Ver videoaula nº 85. a) É equiparada ao empregador rural. como no caso dos consórcios. d) A subordinação que define e caracteriza a existência da relação de emprego é a econômica. porque em caso de afastamento por doença e/ou acidente os primeiros quinze dias configuram hipótese de interrupção contratual. nos termos dos artigos 59 e 60. Errada. em face de doença ou de acidente. porque a teoria da subordinação econômica já se encontra. nos termos do art.Assinale a opção correta. Errada. pois a doutrina entende que a configuração do grupo econômico trabalhista independe da ligação entre as empresas na forma do direito comum e/ou empresarial. fundamentada em punição disciplinar.889/1973. 473. A pessoalidade é um dos requisitos da relação de emprego (arts.previstos pelo Direito Comercial e pelo Direito Empresarial. trata-se de suspensão contratual. portanto. incisos VII e VIII. Errada. holdings e pool de empresas. pois a suspensão disciplinar do empregado por prazo superior a 30 dias consecutivos configura rescisão indireta do contrato de trabalho. 17. e) A suspensão do empregado por prazo superior a 30 dias consecutivos. em caráter profissional. 474 da CLT. a) Constituem requisitos para a caracterização da relação de emprego a pessoalidade e a exclusividade na prestação dos serviços. bastando para tal que fique demonstrada a relação de subordinação ou mesmo de coordenação entre duas ou mais empresas.Assinale a opção correta. Ver videoaula nº 72. Errada. Errada. decorrente do contrato de trabalho. Somente depois. e por conta de terceiros. Ver videoaula nº 18. o empregado tem o respectivo contrato de trabalho suspenso. 4º da Lei nº 5. o gabarito da questão. Ver videoaula nº 49. a pessoa física ou jurídica que. mas a exclusividade não o é. nos termos do disposto no art. fundada no reconhecimento jurídico-institucional da hipossuficiência material do trabalhador. da Lei nº 8. 3º e 2º da CLT). mediante utilização do trabalho de outrem. de forma habitual. Sem problemas. desde que os horários de trabalho sejam compatíveis. o empregado pode prestar serviços a mais de um empregador. independentemente de guardar relação de causalidade com os serviços prestados. Atualmente é pacífico o entendimento no sentido de que a subordinação existente entre empregado e empregador é jurídica. 18. a partir do 16º dia. não prejudica a fluência do contrato de trabalho. 107 . execute serviços de natureza agrária. Com efeito. Correta e. conforme art. §3º.

889/1973). Errada. em face da hora noturna reduzida a jornada 108 . Errada. não observe os requisitos da frequência. Em primeiro lugar. iniciado o expediente às 23h e encerrado às 7h30min. 6º da Lei nº 605/1949. Neste sentido. XXXII. e. bem como a deixadinha nº 15. Ver videoaula nº 244. pois. a prestação de serviços a mais de uma empresa do mesmo grupo econômico. 6º da CLT). perderá o direito ao descanso semanal e à sua respectiva remuneração. 2º. deverão ser computadas a partir de 5 horas. Ver videoaula nº 72. da Lei nº 5. caput e §1º. bem como entendimento jurisprudencial consolidado na Súmula nº 60 do TST. da CLT. da CRFB/88. Errada. 3º. e da pontualidade. d) De acordo com a jurisprudência do Tribunal Superior do Trabalho. 73. da CLT. pois contraria o disposto na OJ nº 251 da SBDI-1 do TST. durante a mesma jornada de trabalho. consoante art. §5º. Ver videoaula nº 57. o art. Ver videoaula nº 63. b) Na hipótese de empregados com jornada de seis horas. que arrola verdadeiros empregadores como “equiparados a empregadores”). em razão de cumprirem turnos ininterruptos de revezamento. porém em ambas a afirmação é incorreta. poder-se-ia afirmar que o erro da questão seria o “não” do início da assertiva. a legislação veda tais distinções (art. Errada. c) De acordo com a jurisprudência do Tribunal Superior do Trabalho. §1º. Em uma segunda linha de raciocínio. 7º. por iniciar ou terminar o expediente fora do horário estabelecido. art. pois contraria o disposto na Súmula nº 129 do TST. mas não a folga. A questão constava da deixadinha nº 25. pois se o empregado não é freqüente ou é impontual durante a semana. técnico e manual. proprietária ou não. Além disso. e) Não se equipara ao empregador rural a pessoa física ou jurídica.Marque a opção correta. é ilícito o desconto salarial do trabalhador frentista. poder-se-ia dizer que a pessoa descrita pela assertiva não é equiparada ao empregador rural porque é o próprio empregador rural (art. ainda quando deixa de observar as recomendações previstas em instrumento coletivo. referente à devolução de cheques sem fundos. Ver videoaula nº 193 e deixadinha nº 44. perde o direito à remuneração do DSR. que explore atividade industrial em estabelecimento agrário não compreendido na Consolidação das Leis do Trabalho. quanto às horas extras.b) A legislação trabalhista estabelece expressamente a possibilidade de distinções relativas à espécie de emprego e à condição de trabalhador e entre o trabalho intelectual. sob uma análise mais técnica. 19. Errada. tendo em vista que o desconto descaracterizaria a alteridade própria da figura do empregador. Errada. Há duas possibilidades de interpretação da assertiva. ao contrário. caracteriza a coexistência de mais de um contrato de trabalho. e partindo-se da premissa de que o legislador trabalhista não prima pelo rigor técnico (vide a confusão do art. faltando injustificadamente ao serviço. pois o adicional noturno é aplicável às prorrogações do horário noturno. durante a semana. a) Acaso o trabalhador. o direito ao adicional noturno se circunscreve ao período compreendido entre 22h e 5h.

versando sobre os empregados que não estão abrangidos pelas normas de limitação da jornada de trabalho (art. do controle de jornada. da CLT). II. o qual é formalizado pelo instrumento de mandato. Ver videoaula nº 213. por sua natureza. Não obstante. da CLT.966/1994 alterou o art. a OJ nº 360 do TST. A Lei nº 8. 59. não mais se considera requisito essencial à configuração do exercício de gerência a prova do encargo de gestão. em princípio. caput. obviamente que este controle também deverá ser documentado mediante controle de ponto. o poder de representação. d) O motorista de caminhão que cumpre jornada predominantemente externa não é destinatário das regras pertinentes à limitação da jornada de trabalho. mediante acordo escrito ou tácito entre empregador e empregado. Neste sentido. 62. c) Os estabelecimentos com mais de dez trabalhadores terão 109 . e muito menos tácito. porque não interessa. 8.Assinale a opção correta.normal do empregado termina antes das 5h. Errada. Errada. em número não excedente de duas. ou por contrato coletivo de trabalho. não tem direito à jornada reduzida de 6 (seis) horas. isso porque a natureza do seu serviço não equivale ao conceito de turno ininterrupto de revezamento. a) A duração normal do trabalho poderá ser acrescida de horas suplementares. Ver videoaula nº 230. b) Os empregados sob o regime de tempo parcial poderão prestar horas extras desde que haja prévia autorização do Ministério do Trabalho. Neste sentido. mesmo que trabalhe em vários turnos durante a semana. Atualmente. 62. da CLT. pois o motorista somente é dispensado. Ver videoaula nº 220. basta que tenha poderes de gestão. motivo pelo qual as horas extras só poderão ser computadas a partir da 8ª (oitava diária) e 44ª (quadragésima quarta) semanal. na condição de “folguista”. Errada. se existe efetivamente tal controle pelo empregador. e) Observando a alteração legislativa promovida em 1994 (Lei n. para enquadramento na hipótese de turno ininterrupto de revezamento. sendo que inexiste a possibilidade de autorização do MTE para tal. para que o empregado se enquadre na exceção do art.966). nem se esta atividade é. a partir do que a doutrina passou a entender que a exceção legal veiculada pelo dispositivo passou a prescindir do poder de representação. porque. entretanto. há apenas a adoção de postura discricionária por parte do contratante dos serviços. 20. 58-A da CLT) jamais poderão prestar horas extras (art. 62 da CLT). com investidura por meio de mandato legal. da CLT. da CLT. 62. dispensado. Correta. nesse caso. I. dada a dificuldade de controle do horário de trabalho. nos termos do art. Errada. a natureza da atividade em si. pois os empregados sob o regime de tempo parcial (art. razão pela qual tudo que for trabalhado a mais deverá ser remunerado como hora extra. Ver videoaulas nº 218 e 219. ainda que sofra rígido controle de horário pelo empregador. com jornada normal de 6 horas. §4º. II. c) Quando o empregado exerce a função de vigilante. pois o acordo de prorrogação de jornada deve ser necessariamente escrito. Ver videoaula nº 233. 59. jamais podendo verbal. o art. ininterrupta. Ver videoaula nº 213.

o empregado terá direito a percebê-las com o adicional de no mínimo 75% (setenta e cinco por cento) do valor da hora normal de trabalho. ou descanso semanal. no sentido de que a concessão de intervalo dentro de cada turno. qual seja.obrigatoriamente sistema de anotação da hora de entrada e de saída. pois o acordo de compensação de jornada deve ser firmado expressamente. acordo escrito de compensação de jornada. §2º. e por escrito. conforme art. a situação hipotética descrita e a jurisprudência do Tribunal Superior do Trabalho. Considerando as normas relativas à jornada de trabalho. em registro manual. Correta. exigindo a legislação pertinente a celebração via convenção ou acordo coletivo de trabalho. 58. da CLT. §1º. d) Não serão descontadas nem computadas como jornada extraordinária as variações de horário no registro de ponto não excedentes de cinco minutos. d) O acordo individual de compensação de horário é inválido. do TST. a) O acordo de compensação de jornada poderia ter sido firmado tacitamente entre empregado e empregador. mecânico ou eletrônico. 59. sem que houvesse qualquer compensação de horário. Errada. observado o limite máximo de dez minutos diários. que as horas não compensadas deverão ser pagas como extraordinárias. dentro de cada turno. por ausência de previsão legal no sentido do adicional mínimo de 75%. descaracteriza o sistema de turnos ininterruptos de revezamento previsto na Constituição. assinale a opção correta. 59.Certo empregado celebrou. Errada. não havendo necessidade de assinalação diária pelo empregado. b) A prestação habitual de horas extras descaracteriza o acordo de compensação de horário. após a pactuação. 110 . em caso de nãocompensação das horas excedentes. o que não afetaria sua validade. dispõe o art. c) É requisito de validade do acordo de compensação de jornada a previsão de que. §2º. porque contraria o disposto na Súmula nº 360 do TST. a cargo do trabalhador. e) De acordo com a jurisprudência do Tribunal Superior do Trabalho. Com efeito. Ver videoaula nº 225. não descaracteriza o sistema de turnos ininterruptos de revezamento. nos termos da literalidade do art. Errada. Ver videoaula nº 225. conforme dispõe o art. da CLT. nos termos da Súmula 85. Errada. diante da prestação habitual de horas extras. Entretanto. Ver deixadinha nº 20 e videoaula nº 209. inclusive acima do limite previsto no acordo. da CLT. devendo haver diariamente assinalação do período de repouso. Ver deixadinha nº 21 e videoaula nº 219. Correta. a concessão do intervalo para repouso e alimentação. Ver videoaula nº 210. ou o intervalo para descanso semanal. 74. o acordo foi reiteradamente descumprido. com o respectivo empregador. de 50%. §§ 2º e 3º. 21. da CLT. IV. tendo o empregado direito ao pagamento como horas extraordinárias das que ultrapassarem a duração semanal normal. pois o horário de repouso (intervalo intrajornada) deve ser apenas pré-assinalado. mas não há menção a adicional superior ao mínimo legal. Ver deixadinha nº 22 e videoaula nº 227.

22. a respeito. poderá o empregador exigir horas extras do empregado. Errada. Correta. o empregado horista submetido a turno ininterrupto de revezamento tem jus ao pagamento apenas do adicional das horas extraordinárias trabalhadas além da 6ª diária. Para o cabimento das horas in itinere não basta mera insuficiência de transporte público. por afrontar o disposto na Súmula nº 90 do TST. inexistindo instrumento coletivo fixando jornada diferente. Para esse fim. “a”. consubstanciado na OJ nº 275 da SBDI-1. quinzena ou mês. 61. pela literalidade do art. considera-se de difícil acesso o local de trabalho quando há mera insuficiência de transporte público. a remuneração do repouso semanal corresponderá à de um dia de serviço. nos termos do art. contratual ou convencional. deve ser considerada a média dos salários fixos apurada durante o período aquisitivo. Ver videoaula nº 245. a Súmula 60 do TST. semana. d) O tempo despendido pelo empregado até o local de trabalho e para o seu retorno. tendo em vista que tem por objetivo compensar o desgaste do trabalhador que se ativa em horário biologicamente destinado a descanso. Neste sentido. Ver videoaula nº 230. pois o adicional noturno tem natureza salarial (salário-condição). a Súmula 172 do TST. No mesmo sentido. Errada. a) A legislação considera trabalho em regime de tempo parcial aquele cuja duração não exceda a vinte horas semanais. Ver videoaula nº 233. b) De acordo com a jurisprudência do Tribunal Superior do Trabalho. 23. a Súmula nº 85 do TST. e) Em caso de força maior para atender à realização ou conclusão de serviços inadiáveis.Errada. Errada. as videoaulas nº 225/227. da Lei nº 605/1949.Assinale a opção correta. Ver. e) Para os empregados que trabalham por dia. inclusive quando pago com habitualidade. Errado. Quanto ao acordo para implantação da compensação além da semana (“banco de horas”). o empregador fornecer a condução. tratando-se de local de difícil acesso ou não servido por transporte público. pois no caso as horas extras podem ser compulsoriamente exigidas pelo empregador. não será computado na jornada de trabalho. a questão é polêmica. detém natureza indenizatória. 7º. caput.Assinale a opção correta. c) O adicional noturno. pois o artigo 58-A da CLT define o trabalho como tempo parcial como sendo aquele cuja duração não exceda a 25 horas semanais. a) Para o cálculo das férias. Errada. além do limite legal. por qualquer meio de transporte. Ver videoaula nº 220. o acordo individual para compensação intrasemanal. de forma pacífica. computadas as horas extraordinárias habitualmente prestadas. Ver videoaula nº 222. por afrontar o entendimento dominante no TST. Ver videoaulas nº 205/206. 111 . Neste sentido. salvo quando. da CLT. independentemente de qualquer acordo prévio ou previsão em norma coletiva. desde que haja previsão nesse sentido em convenção ou acordo coletivo de trabalho. pois é válido.

tendo em vista que a equivalência da remuneração entre o trabalhador temporário e os empregados da mesma categoria da empresa tomadora dos serviços temporários é denominada “salário equitativo”. como a equivalência de remuneração entre o trabalhador temporário e os empregados da mesma categoria da empresa tomadora dos serviços temporários. a intermitência. Errada. a expressão tornou-se. porque tanto as férias quanto o décimo terceiro são calculados sobre a remuneração. Por fim. compõem a remuneração do trabalhador. de forma que sequer o próprio trabalhador pode dispor de seu direito ao salário. Com efeito. Correta. embora pagas por terceiros. em princípio. Godinho Delgado. por afronta ao disposto no art. pela média duodecimal. porquanto. mas não é devido no caso dos safristas informalmente 112 . deve ser considerada a integração. c) São características do salário o caráter alimentar e forfetário. a tendência à determinação heterônoma significa que na maioria dos casos não são as partes contratuais que fixam o salário. A incorreção da assertiva encontra-se em sua parte final. a periodicidade. a irrenunciabilidade. O “salário normativo” seria. Ver videoaulas nº 262/263. mediante negociação coletiva. em geral o Estado (mediante a fixação do salário mínimo) ou os sindicatos. a irrenunciabilidade. persistência ou continuidade. Errada. incluindo os trabalhadores domésticos e os rurícolas. da Lei nº 4. consagrada também como sinônimo de “salário convencional”. assim considerado aquele menor parâmetro definido em instrumetno coletivo de trabalho (ACT ou CCT). Entretanto. 1º. §1º. Maurício Godinho Delgado (8ª ed. aquele menor parâmetro definido por sentença normativa para determinada categoria profissional. o art. das gorjetas. Ver videoaula nº 167. a tendência à determinação autônoma e a pósnumeração. na prática.090/1962. p. d) Tanto no cálculo das férias como da gratificação natalina. de forma contínua. porque são características do salário o caráter alimentar e forfetário. de outras parcelas de caráter salarial recebidas habitualmente. 142 da CLT. Ver videoaulas nº 156 e 190. pelo que as obrigações (dentre as quais a obrigação patronal de pagar o salário) renovam-se periodicamente.com integração. b) Pode-se considerar “salário normativo” tanto o menor parâmetro (valor) definido para certa categoria profissional. a disponibilidade relativa. valendo para determinada categoria profissional. a lei estabelece mecanismos de proteção ao salário. e sim agentes externos. Ver videoaulas nº 168/169. a tendência à determinação heterônoma e a pós-numeração. pela média. Errada. O salário tem como característica a persistência ou continuidade dado o fato de que o contrato de trabalho é de trato sucessivo. também. a indisponibilidade. e não sobre o salário do empregado. 658/661). Observe-se que este rol de características foi visivelmente retirado do “Curso de Direito do Trabalho” do Min. por meio de sentença normativa ou de convenção ou de acordo coletivo de trabalho. e) O décimo terceiro salário é direito de todo empregado. Neste sentido. 2009. expressão consagrada pelo Min. a periodicidade. 142 da CLT e o art.

por ato unilateral do empregador. Pensamos que a melhor interpretação da Súmula. sob nenhum ponto de vista a assertiva pode ser considerada correta. Correta. 24. O décimo terceiro salário é devido aos safristas. seria a possibilidade de opção por um dos dois regulamentos apenas para os empregados admitidos quando os dois já existiam. Nesta assertiva a banca fez uma grande confusão com a matéria. A solução está na interpretação da Súmula nº 51 do TST. embora descontínuos. ainda que contratados informalmente. posto que o ato corresponderia à renúncia do empregado às regras do sistema do outro regulamento (Súmula 51.Acerca do instituto das férias. o empregado poderá optar. dada a indisponibilidade preconizada pelo art. Ver deixadinha nº 50 e vídeo aula nº 324. à luz o princípio da primazia da realidade. pela literalidade da Súmula 29 do TST. conforme art. II).036/1990. III. Errada. Logo. seria que a escolha por um dos regulamentos seria irretratável. não seria caso de retratação. IV. 15 da Lei nº 8. c) As faltas ou ausências decorrentes de acidente do trabalho não são consideradas para os efeitos de duração de férias. por um deles. a) O trabalhador transferido. c/c o art. Uma das possibilidades é considerar que a opção pelo regulamento menos favorável é ilícita. nos termos da Súmula 7 do TST. 130. para local mais distante de sua residência.Assinale a opção incorreta. Ver deixadinha nº 29 e vídeo aulas nº 252/253. é correto afirmar: 113 . com efeitos ex nunc. Correta. Da mesma forma. Ver deixadinha nº 38 e videoaula nº 202. 131. Correta. b) Observado o princípio protetivo.contratados e na hipótese de rescisão contratual por culpa recíproca. mas de qualquer forma não há como considerá-la correta. tem direito a suplemento salarial correspondente ao acréscimo da despesa de transporte. e) A contribuição para o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) incide sobre a remuneração mensal devida ao empregado. mas sua desistência será retratável. 25. c/c o art. dado o princípio da irrenunciabilidade. Outra possibilidade. salvo se o trabalhador tiver percebido da Previdência Social prestações de acidente do trabalho ou de auxílio doença por mais de seis meses. Correta. 133. mas a opção seria nula de pleno direito. Para quem já tinha contrato em vigor quando do segundo regulamento (que veio suprimir direitos anteriormente deferidos) nada muda. inclusive adicionais eventuais. conforme art. na hipótese de coexistência de dois regulamentos da empresa. acaso se comprove que a escolha ocorreu sobre normas menos favoráveis. Ver vídeo aula nº 268. De qualquer forma. cujas cláusulas revoguem ou alterem vantagens deferidas. todos da CLT. Ver vídeo aula nº 275. 468 da CLT. d) A remuneração percebida pelo empregado à época da propositura da ação na Justiça do Trabalho serve de base de cálculo para as férias não concedidas no tempo oportuno. dependendo da interpretação que se dê à Súmula 51. reduzido à metade (Súmula 14 do TST). em caso de culpa recíproca é devido o décimo terceiro salário proporcional.

novo período aquisitivo. a regra geral baseada no critério da dispensa imotivada. 114 . Ver videoaula nº 267. c) independentemente do tempo de serviço. Por esta razão. porque as férias configuram hipótese típica de interrupção contratual. e não quando simplesmente adquiridas mas ainda não gozadas. pois as férias somente são devidas em dobro quando vencidas. porque o abono de férias (conversão de parte das férias em pecúnia) tem natureza indenizatória. a) a depender da livre conveniência do empregador e da necessidade do trabalho. de convenção ou acordo coletivo de trabalho integrarão a remuneração do empregado. depende de lei complementar que a regulamente. há necessidade. conforme combinação dos artigos 139/141 da CLT. e) poderão ser concedidas férias coletivas a todos os empregados de uma empresa ou de determinados estabelecimentos ou setores. Ver videoaulas nº 259/260. um dos quais não poderá ser inferior a 10 (dez) dias corridos. qualquer que seja sua causa. Apenas excepcionalmente admite-se a concessão em dois períodos. 134 da CLT. Errada. Errada. Ver videoaulas nº 249/150. 130. Este cômputo do período destinado ao gozo de férias como tempo de serviço é expressamente previsto no art. Ver videoaula nº 255. §2º. iniciando-se. razão pela qual não integra a remuneração do empregado para quaisquer fins. ainda é admitida no Brasil a denúncia vazia do contrato de trabalho. da indicação dos motivos que a ensejaram. havendo cessação do contrato de trabalho. bem como o decorrente de cláusula do contrato de trabalho. Art. com ruptura de iniciativa do empregador. I. quando então é correto dizer que um deles não poderá ser inferior a 10 dias corridos. b) o abono de férias concedido na forma da lei. será devido ao empregado a remuneração em dobro correspondente ao período de férias cujo direito tenha adquirido. nos casos de contratos de duração indeterminada. foi superada. o art. pois a proteção contra a dispensa arbitrária prevista no art. Neste sentido. da CRFB/88. então. o que não existe até os dias atuais. motivo pelo qual. para a sua validação. a) Após o advento da Constituição de 1988.concessivo. Ver videoaula nº 288. nas hipóteses em que a cessação do contrato de trabalho se dá antes do fim do período d) a concessão das férias suspende o contrato de trabalho. em que não há prestação de serviço mas há remuneração e contagem do tempo de serviço. no Direito do Trabalho. 26. Correta. Errada.Marque a opção correta. 144 da CLT. serão as férias concedidas em dois períodos. e os empregados contratados há menos de 12 (doze) meses gozarão. Ver videoaulas nº 265/266. 146 da CLT. do regulamento empresarial. porque as férias devem ser concedidas. de forma que o período respectivo não é computado como tempo de serviço. 7º. da CLT. desde que limitado ao valor correspondente a vinte dias do salário. na oportunidade. Errada. conforme art. férias proporcionais. em regra. em um único período. independentemente do valor e para todos os fins. Errada.

b) No caso dos trabalhadores rurais. embora algumas especificidades ainda remanesçam. das garantias de emprego. nos casos em que houver labor no horário compreendido entre 21h e 5h. pois as garantias de emprego protegem o empregado contra despedida arbitrária. Errada. Logo. na hipótese de antecipação empresarial em razão de justa causa do trabalhador. pois se a extinção antecipada do contrato a termo ocorre por iniciativa do empregador terá o empregado direito ao saque do FGTS. na dispensa por iniciativa do empregado. Continuam. 27. o trabalhador indenizará o empregador dos prejuízos decorrentes do rompimento. o intervalo intrajornada concedido conforme os usos da região. Neste sentido. acrescidas do 1/3 constitucional. não são devidas parcelas trabalhistas remanescentes do período. Ver videoaula nº 289. por exemplo. entretanto. e décimo terceiro também proporcional ao período. não incidindo. especificidades no tratamento do trabalhador rural. respectivamente. c) Nos contratos a prazo indeterminado. d) Nos contratos a prazo determinado. 481 da CLT que existente a “cláusula assecuratória” aplicam-se as mesmas regras cabíveis na extinção do contrato a prazo indeterminado. pois continuam devidas as parcelas já adquiridas como. quando há antecipação por vontade do empregador ou do empregado. caput) igualou trabalhadores urbanos e rurais quanto aos direitos trabalhistas. Errada.b) Nos contratos a prazo determinado sem cláusula assecuratória do direito recíproco de rescisão. o saldo de salários. Assim. e) Nos contratos a prazo determinado. a deixadinha nº 36. pois a cláusula assecuratória do direito recíproco de rescisão do contrato por prazo determinado tem como objetivo exatamente liberar as partes da multa dos artigos 479 e 480. e 20h e 4h. devem ser pagos o décimo terceiro salário proporcional e as férias proporcionais. “b”) excluía de sua proteção o rurícola. se a extinção antecipada se deu por iniciativa do empregado.Marque a opção incorreta. Ver videoaula nº 287. ocorrendo a chamada extinção anormal. dispõe o art. por óbvio. Correta. Errada. Correta. por exemplo. até porque o trabalho é livre. na pecuária. e ainda deve conceder aviso prévio de 30 (trinta) dias ao empregador. 7º. como. porém a CRFB/88 (art. com cláusula assecuratória do direito recíproco de rescisão. de que eventualmente fosse destinatário. havendo pedido de demissão do empregado. embora sejam devidas férias proporcionais. Ver videoaula nº 287. 115 . a) Havia exclusão dos trabalhadores rurais do tratamento geral da CLT. é obrigação do empregado e direito do empregador. o aviso prévio. os efeitos serão idênticos ao de um pedido de demissão. A CLT (art. Por sua vez. Ver videoaula nº 298. se a extinção se deu por iniciativa do empregador ou do empregado. acrescidas do 1/3 constitucional. na agricultura. mas no sistema constitucional atual há plena paridade jurídica entre os trabalhadores urbanos e os rurais. 7º. mas o trabalhador perde a proteção. Ver videoaula nº 146. isto é. é devido adicional noturno definido em 25%. quando há pedido de demissão do contratado. não há direito ao levantamento do FGTS. quando a extinção contratual se dá pela vontade do empregado.

sabemos que não mais existe. d) Também aos trabalhadores rurais é obrigatória a concessão de um intervalo mínimo de 1 (uma) hora para repouso e alimentação. 7º da Lei nº 5. e no caso não comporta este tipo de ilação. somente se poderia falar em contagem diferenciada do prazo prescricional como regra de transição. 43 e 47 da Lei 8. Ademais. da CLT). Ver videoaula nº 14. c/c o art. 116 . É a regra. conforme art.Assinale a única opção que enseja a interrupção do contrato de trabalho. pois se trata de hipótese de suspensão contratual (art. sendo o trabalhador considerado incapaz para trabalhar. exercendo tarefas próprias aos rurícolas. classifica a hipótese como de interrupção do contrato de trabalho. o FGTS e o segurodesemprego estão previstos em norma de caráter dispositivo. inclusive para eventual contagem diferenciada do prazo prescricional. Neste sentido. tendo em vista que os trabalhadores em empresas de florestamento e reflorestamento são tidos como rurícolas ainda que se ativem em área urbana. Errada. motivo pelo qual dependem de ato voluntário do empregador. pois se trata de hipótese de suspensão contratual (art. quando se ativarem no campo. o FGTS é facultativo para o empregador doméstico. Errada. c) Em se considerando as empresas de reflorestamento. Correta. 28. da Correta.889/1973. 68 e 149. Ver videoaula nº 15. por oportuno. Embora a licençamaternidade tenha algumas peculiaridades. conforme art. caput. Correta. a) Licença-maternidade empregada gestante. embora a OJ nº 38 da SBDI-1 do TST se refira à prescrição do rurícola. os trabalhadores serão considerados rurais. Quem assistiu às aulas do Curso Completo (videoaulas 14 e 15) ou ao menos se preocupou em dar uma lidinha na Deixadinha nº 35 acertou a questão sem maiores problemas. em caso de trabalho contínuo de duração superior a 6 (seis) horas. diferença de tratamento entre o empregado urbano e o rurícola em relação à prescrição. Errada. Ver videoaulas nº 65. Ver videoaula nº 148. foi inclusive mencionada na videoaula nº 68 uma questão anterior da ESAF. Portanto. Ver videoaula nº 154. 5º da Lei nº 5. c/c a Súmula 160 do TST. da CLT. sendo que somente os empregados domésticos vinculados ao regime do FGTS (portanto. 543.889/1973. como o pagamento do salário (salário-maternidade) a cargo da Previdência. Ver videoaula nº 20. do Decreto nº 73. conforme artigos 3º-A e 6º-A da Lei 5. desde a EC 28/2000.626/1974. que a alegação de que será interrupção se houver previsão contratual ou em norma coletiva de pagamento dos salários e demais verbas ao empregado não tem o condão de colocar em dúvida a assertiva. 5º. c) Aposentadoria provisória. §1º.213/91). §2º. seguida pela ESAF desde sempre. para as hipóteses anteriores à referida Emenda. 475. a doutrina dominante. b) Eleição para cargo de direção sindical.Correta. Com efeito. a partir de liberalidade do empregador) fazem jus ao benefício do segurodesemprego.859/1972. e) No caso dos trabalhadores domésticos. observados os usos e costumes da região. c/c os arts. Observe-se.

estará impedido de postulá-las. nos termos do disposto no art. tendo em vista que o dispositivo aplicável (art. Correta. da CLT. c/c o art. e) Prisão provisória do empregado. c) A multa por atraso no pagamento das verbas rescisórias incide mesmo nos casos em que a rescisão contratual tenha-se operado por prática de justa causa pelo trabalhador. §1º. Ver videoaula nº 15. o plano de adesão voluntária não tem o condão de substituir a gama de direitos conferidos ao trabalhador. Dessa forma. Errada. 117 . d) O pagamento das parcelas constante do instrumento de rescisão ou recibo de quitação deverá ser efetuado em até um dia útil nas hipóteses de término do contrato a prazo e de pedido de demissão. “a” e “b”. Com efeito. a) Em face do princípio da autonomia da vontade. com dispensa do aviso prévio.Marque a opção correta. Errada. firmado por empregado com mais de 1 (um) ano de serviço. CLT). pois é outra hipótese de suspensão contratual (art. Ver videoaula nº 304. Dada a indisponibilidade que caracteriza. §8º. porque é hipótese de suspensão contratual (não há pagamento de salários nem contagem do tempo de serviço). inclusive na dispensa por justa causa. para proceder ao pagamento das verbas rescisórias devidas. 477. Errada. constatando o trabalhador. 30. §6º. CLT) não faz qualquer distinção relativa à modalidade de rescisão contratual operada. em razão de depósitos insuficientes do período contratual. 477. §8º. salvo no caso em que o documento seja confeccionado e assinado perante comissão instituída pela empresa. a existência de diferenças da indenização compensatória de 40% sobre o FGTS. a comissão de conciliação prévia não tem atribuição para prestar assistência à homologação da rescisão do contrato de trabalho (art. e formada por representantes dos trabalhadores e da empregadora. b) O pedido de demissão ou recibo de quitação de rescisão. Ver videoaula nº 304. Ver videoaula nº 303. só será válido quando feito com a assistência do respectivo Sindicato ou perante a autoridade do Ministério do Trabalho e Previdência Social. notadamente mediante os famosos recibos de quitação “plena e irrestrita” dos direitos trabalhistas.d) Atendimento a encargo público. na hipótese de cumprimento de mandato político eletivo. Errado. como regra. as normas trabalhistas. 477. 483. do contrato de trabalho. somados a eventuais benefícios normalmente oferecidos pelo empregador para que o empregado se interesse pela adesão. Ver videoaula nº 15. pelo que se aplicam os mesmos efeitos da dispensa imotivada. acaso tenha conferido ao empregador ampla quitação na transação extrajudicial realizada para adesão ao plano de demissão voluntária. não é permitido ao trabalhador renunciar a direitos trabalhistas no âmbito extrajudicial. contado da comunicação do pedido de demissão. pois na hipótese de pedido de demissão com dispensa do aviso prévio o empregador terá até o décimo dia. Errada. 472 da CLT). tendo em vista a parte final da assertiva. após a homologação da rescisão contratual. pelo que deve-se interpretar que a multa é cabível em todos os casos.

da CLT.e) Conforme previsão legal pertinente ao tema. da Lei nº 9. Ver videoaula nº 159. Ver texto-resumo do Capítulo 28 do Curso Completo. c) Cabe ao operador portuário efetuar o pagamento da remuneração pelos serviços executados e das parcelas referentes a décimo terceiro salário e férias.Assinale a opção correta. §4º. 7º. caso contrário. deverá ser feito apenas em espécie. Correta. 2º. 2º. do ECA. 31. pois o operador portuário e o OGMO são solidariamente responsáveis pelo pagamento dos encargos trabalhistas e das contribuições previdenciárias. Ver videoaula nº 159. Ver texto-resumo do Capítulo 28 do Curso Completo. na condição de aprendiz. conforme a literalidade do art. pois o trabalhador analfabeto deverá receber o seu salário necessariamente em dinheiro. Mário falsificou certidão de nascimento de filho para receber salário-família. d) É proibido qualquer trabalho a menores de 14 (quatorze) anos de idade. ao trabalhador Errada. asseguramse ao aprendiz não só os direitos trabalhistas. conforme art. é descaracterizado quando há participação na venda dos produtos da atividade exercida. e) Salvo em situações excepcionais.719/1998. 4º. Além disso. de ato de 118 . e aos maiores de 14 anos. João utilizou-se do email corporativo da empresa empregadora para enviar material pornográfico. no curso de programa social sob responsabilidade de entidade governamental ou não governamental sem fins lucrativos. pois a atribuição em referência é do OGMO. conforme art. Joana desobedeceu norma de caráter geral da empresa. Errada. das contribuições previdenciárias e demais obrigações devidas ao trabalhador portuário. 8º da Lei nº 9. porque o trabalho é proibido aos menores de 14 anos mesmo na condição de aprendiz. Errada. diretamente portuário avulso. Errada. respectivamente. sendo lícito o trabalho aos maiores de 16 anos. na escalação diária do trabalhador portuário avulso deverá sempre ser observado um intervalo mínimo de onze horas consecutivas entre duas jornadas. salvo na condição de aprendiz. TRT/ALAGOAS TÉCNICO – 2008 – FCC – 31. da Lei nº 9. a) O operador portuário é o responsável principal pelo pagamento dos encargos trabalhistas. João e Joana. nos termos do art.719/1998. enquanto o órgão gestor de mão-de-obra detém responsabilidade subsidiária por tais encargos. como também os direitos previdenciários (art. hipótese em que serão assegurados ao adolescente apenas os direitos trabalhistas. II. constantes de acordo ou convenção coletiva de trabalho. §2º. Ver videoaula nº 159. acaso o ato seja acompanhado por duas testemunhas. Nesses casos. por contrariar a literalidade do art. XXXIII. Errada. da CRFB/88).719/1998. 68. 477. Ver videoaula nº 304. o pagamento das verbas rescisórias poderá ser realizado em dinheiro ou cheque. poderão ser dispensados com justa causa pela prática. b) O caráter educativo do trabalho desenvolvido pelo adolescente. II. Mário. e não do operador portuário. no caso de trabalhador analfabeto.

má-fé do obreiro. um dos autores mais indicados para concursos para analista e técnico dos TRT. Não sei se por conveniência ou por falta de rigor técnico. pois a rigor não é matéria trabalhista. Aline. Comentário: Outra questão estranha. (A) Aline e Dora. Diana. que leva à perturbação do ambiente de trabalho ou mesmo prejudica suas obrigações contratuais. sendo beneficiários dele os segurados empregados.(A) improbidade. Renato Saraiva. (C) Diana. de de insubordinação consiste no descumprimento de ordens pessoais de serviço. Renato. São Paulo : Editora Método.213/1991. Daniela e Dora. dadas diretamente pelo empregador ou pelo superior hierárquico ao obreiro”. Ana. “A indisciplina no serviço consiste no descumprimento de ordens emanadas em caráter geral. 254/258). incontinência conduta e insubordinação. a banca desconsiderou tal fato e incluiu o salário-família no conteúdo programático de Direito do Trabalho. Assim. percebe-se que a banca seguiu exatamente o entendimento do Prof. Não obstante. 2005. bem como (C) incontinência de conduta. 3ª Ed. (E) indisciplina. mau procedimento e insubordinação. pois a doutrina é extremamente oscilante no tocante à caracterização das hipóteses legais de falta grave.213/1991). direcionadas a todos os empregados (…). Direito do Trabalho Para Concursos Públicos. Peço licença então para citar o ilustre professor: “Consiste o ato de improbidade na desonestidade. Daniela e Dora são empregadas da empresa XXCC. (D) Daniela e Ana. terão direito ao saláriofamília apenas. Comentário: Esta questão poderia dar “pano para manga”. Aline possui um casal de gêmeos com 14 anos de idade. que provoque risco ou prejuízo à integridade patrimonial do empregador ou de terceiro. (E) Aline e Diana. (D) incontinência de conduta. 32. mau procedimento e indisciplina. o gabarito é letra “B”. urbanos ou rurais. (…) Podemos citar como exemplo (…) a falsificação de documentos para obter vantagem ilícita na empresa…” “Incontinência de conduta é o desregramento ligado à vida sexual do indivíduo. Diana possui uma filha de 13 anos de idade. exceto o doméstico. Com efeito. a 119 . Nesses casos. Ana possui um filho com 17 anos de idade. pg. a natureza jurídica do salário-família é benefício previdenciário. ato lesivo da honra praticado em serviço e insubordinação. o salário-família está previsto nos artigos 65 a 70 da Lei nº 8. sendo inclusive previsto na lei de benefícios da Previdência Social (Lei nº 8. com o objetivo de alcançar vantagem para si ou para outrem. Daniela possui uma filha de 11 anos de idade e Dora possui um filho inválido com 33 anos de idade. (SARAIVA. Daniela e Dora. (B) Ana. Pois bem. e sim previdenciária. fraude. Diana. como a prática de obscenidades e pornografia nas dependências da empresa”. Por sua vez. incontinência conduta e indisciplina. (B) improbidade.

o trabalhador avulso, que tenham filhos menores de 14 anos ou inválidos de qualquer idade. Isso posto, das empregadas da empresa XXCC mencionadas no enunciado da questão apenas Diana, Daniela e Dora terão direito ao salário-família (gabarito letra “C”). 33. Carlos, César e Cícero trabalham na empresa DDAA. Durante o período aquisitivo de férias Carlos possuiu 5 faltas injustificadas, César possuiu 12 faltas injustificadas e Cícero possuiu 8 faltas injustificadas. Nesses casos, de acordo com a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), Carlos, César e Cícero terão direito, respectivamente, a (A) 24, 18 e 12 dias de férias. (B) 30, 24 e 18 dias de férias. (C) 24, 18 e 18 dias de férias. (D) 30, 24 e 24 dias de férias. (E) 30, 24 e 15 dias de férias. Comentário: Aplicação literal do art. 130 da CLT. Gabarito letra “D”. 34. Mário, empregado da empresa KILO, registrou sua candidatura como diretor suplente do sindicato de sua categoria de trabalho. Passadas as eleições, Mário recebeu a boa notícia de que havia sido eleito. Neste caso, Mário (A) poderá ser dispensado a qualquer momento, tendo em vista que foi eleito como diretor suplente de sindicato. (B) terá vedada a sua dispensa a partir do registro de sua candidatura até um ano após o final do seu mandato, salvo se cometer falta grave.

(C) terá vedada a sua dispensa a partir do resultado oficial das eleições até um ano após o final do seu mandato, salvo se cometer falta grave. (D) terá vedada a sua dispensa a partir do registro de sua candidatura até seis meses após o final do seu mandato, salvo se cometer falta grave. (E) terá vedada a sua dispensa a partir do resultado oficial das eleições até seis meses após o final do seu mandato, salvo se cometer falta grave. Comentário: O art. 543, §3º, da CLT, dispõe que “Fica vedada a dispensa do empregado sindicalizado ou associado, a partir do momento do registro de sua candidatura a cargo de direção ou representação de entidade sindical ou de associação profissional, até 1 (um) ano após o final do seu mandato, caso seja eleito inclusive como suplente, salvo se cometer falta grave devidamente apurada nos termos desta Consolidação.” Logo, o gabarito é letra “B”. 35. Considere as assertivas abaixo a respeito da jornada de trabalho. I. Não serão descontadas nem computadas como jornada extraordinária as variações de horário no registro de ponto não excedentes de cinco minutos, observado o limite máximo de dez minutos diários. II. A limitação legal da jornada suplementar a duas horas diárias não exime o empregador de pagar todas as horas trabalhadas. III. Os chefes de departamento não possuem direito ao pagamento de horas extras, uma vez que se equiparam aos gerentes.

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IV. Em regra, o tempo despendido pelo empregado até o local de trabalho e para o seu retorno, por qualquer meio de transporte, será computado na jornada de trabalho. É correto o que se afirma, APENAS, em (A) I, II e III. (B) II, III e IV. (C) III e IV. (D) II e III. (E) I e II. Comentário: Vejamos os itens um a um. I – correto, pela literalidade do art. 58, §1º, da CLT; II – correto, por aplicação de princípio geral do direito (vedação ao enriquecimento ilícito – no caso, do empregador) e pelo teor da Súmula 376 do TST; III – correto, pela literalidade do art. 62, II, da CLT; IV – incorreto, tendo em vista em regra o tempo de deslocamento do trabalhador não é computado em sua jornada de trabalho, nos termos do art. 58, §2º, da CLT. Assim, o gabarito é letra “A”. 36. A transferência do empregado que labora no período noturno para o período diurno de trabalho (A) não implicará na perda do direito ao adicional noturno, uma vez que a CLT veda a redução salarial. (B) não implicará na perda do direito ao adicional noturno, uma vez que este já se encontrava integralizado no salário do reclamante.

(C) implicará na perda do direito ao adicional noturno, mas fará jus o reclamante ao pagamento de multa no valor de três salários mínimos. (D) implicará na perda do direito ao adicional noturno, visto tratar-se de um benefício para a higidez física e mental do trabalhador. (E) implicará na perda do direito ao adicional noturno, mas fará jus o reclamante ao pagamento de multa no valor dos últimos cinco salários recebidos. Comentário: O trabalho noturno é considerado prejudicial à saúde e à higidez física do trabalhador, razão pela qual a transferência do horário noturno para o horário diurno é benéfica ao empregado. Assim, tal transferência implica na perda do adicional noturno, não cabendo qualquer tipo de indenização. Neste sentido, a Súmula 265 do TST. Gabarito letra “D”. 37. Eduardo solicitou a sua demissão da empresa XCV, tendo em vista que lhe foi oferecida outra oportunidade de trabalho com salário superior ao que está recebendo. Neste caso, Eduardo (A) só poderá deixar de cumprir o aviso prévio se a empresa empregadora autorizar expressamente, não podendo sofrer qualquer desconto no pagamento de suas verbas rescisórias. (B) não poderá deixar de cumprir o aviso prévio, tendo em vista que o empregador necessita deste prazo para recompor o quadro de funcionários da empresa. (C) poderá deixar de cumprir o aviso prévio, mas não poderá sofrer qualquer desconto no pagamento de suas verbas rescisórias, sendo

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garantia Magna.

social

prevista

na

Carta

desde que obedeça o prazo máximo total de 90 dias. Comentário: Os contratos a prazo determinado podem ser prorrogados uma única vez (art. 451 da CLT) e o contrato de experiência tem duração máxima de 90 dias (art. 445, parágrafo único, da CLT). Assim, da combinação dos dois dispositivos, temos que o contrato de Ana pode ser prorrogado uma única vez, pelo prazo máximo de 60 dias (de forma que a soma do contrato e da prorrogação não ultrapasse 90 dias). Gabarito letra “A”. 39. Mário, empregado da empresa TITO, será pai pela segunda vez. Porém, seu segundo filho nascerá da união estável que mantém com Joana. Neste caso, Mário (A) terá direito a licença paternidade, podendo não comparecer ao serviço pelo prazo de sete dias. (B) não terá direito a licença paternidade uma vez que não é casado legalmente com Joana. (C) terá direito a licença paternidade, podendo não comparecer ao serviço pelo prazo de três dias. (D) não terá direito a licença paternidade uma vez que a licença paternidade só é devida no nascimento do primeiro filho. (E) terá direito a licença paternidade, podendo não comparecer ao serviço pelo prazo de cinco dias. Comentário: A redação original do art. 473, III, da CLT, prevê que o empregado pode deixar de comparecer ao serviço, sem prejuízo do salário, “por um dia, em caso de nascimento de filho, no decorrer da primeira semana”. Entretanto, tal dispositivo foi alterado tacitamente pelo art. 7º, XIX, da

(D) poderá deixar de cumprir o aviso prévio, mas o não cumprimento pode ensejar o desconto de até 30% do salário recebido pelo reclamante. (E) poderá deixar de cumprir o aviso prévio, mas o não cumprimento pode ensejar o desconto dos salários correspondentes ao prazo respectivo. Comentário: O trabalho humano é livre, pelo que ninguém é obrigado a trabalhar (ou a continuar trabalhando) para quem quer que seja. Entretanto, se o empregador pede demissão e não cumpre o aviso prévio o empregador pode descontar das verbas rescisórias os salários correspondentes ao prazo do aviso prévio, nos termos do art. 487, §2º, da CLT. Logo, o gabarito é letra “E”. 38. A empresa FIGA celebrou contrato de experiência com Ana pelo prazo de 30 dias. Quando terminar o prazo contratado a empresa pretende prorrogar o referido contrato. Neste caso, a empresa (A) poderá prorrogar o contrato uma única vez pelo prazo máximo de 60 dias. (B) não poderá prorrogar o contrato sob pena de ser considerado o contrato por prazo indeterminado. (C) poderá prorrogar o contrato quantas vezes forem necessárias desde que obedeça o prazo máximo total de 120 dias. (D) poderá prorrogar o contrato uma única vez pelo prazo máximo de 90 dias. (E) poderá prorrogar quantas vezes forem o contrato necessárias

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inciso XIX”. 482 da CLT como motivo de justa causa que justifica a rescisão do contrato de trabalho por parte do empregador. Gabarito letra “E”. vale o prazo previsto no ADCT. correta. a afirmativa está 2 . Resta esclarecer. nos termos da lei”. ajudas de custo e diárias para viagens que não excedam 50% do salário percebido pelo empregado. dentre outras verbas. relacionado ou não com o trabalho. 10. de cinco dias. a apropriação indébita etc. Comentários: A improbidade está arrolada no art. CESPE. preencha a condição estipulada. Como exemplo de improbidade temos o roubo. diárias para viagens que não excedam 50% do salário percebido pelo empregado e abonos pagos pelo empregador. relacionada ou não com o trabalho. gratificações ajustadas. do ADCT. A afirmativa está correta. diárias para viagens que excedam 50% do salário percebido pelo empregado e abonos pagos pelo empregador. “é vedada a dispensa dos representantes dos empregados membros da Comissão de Conciliação Prévia. Dessa forma. Gabarito letra “C”. TRT/ES. isto é. 123 . 457.CRFB/88. c/c o art. a extorsão. 2009. os quais prevêem o prazo de cinco dias para a licença-paternidade.A improbidade é motivo para a demissão do empregado por justa causa. salvo se cometerem falta grave. percentagens. abonos pagos pelo empregador e as ajudas de custo. Comentário: Literalidade do art. §1º. Os livros e as apostilas conceituam improbidade como a conduta do empregado que lesa o patrimônio da empresa ou mesmo de terceiro. percentagens. (C) as comissões. até que “a lei venha a disciplinar o disposto no art. como também (A) as comissões. gratificações ajustadas. titulares e suplentes. §1º da CLT. 7º. ou de terceiro. percentagens. Como ainda não existe lei regulamentando a matéria. que a chamada “licença-paternidade” nada mais é que um caso de interrupção do contrato de trabalho.É vedada a dispensa dos representantes dos empregados membros das comissões de conciliação prévia. ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA. §1º. (D) as comissões. qual seja. até um ano após o final do mandato. titulares e suplentes. Comentários: De acordo com o art. integram o salário. no curso do contrato de trabalho. licença remunerada concedida por lei ao empregado que. percentagens. Constitui improbidade o ato lesivo contra o patrimônio da empresa. percentagens. ajudas de custo e diárias para viagens que excedam 50% do salário percebido pelo empregado. da CLT. gratificações ajustadas. (E) as comissões. por oportuno. 625-B. De acordo com a CLT. 1 . o furto. 40. (B) as comissões. até 1 (um) ano após o final do mandato. salvo se cometerem falta grave. não só a importância fixa estipulada.

isso. (TRT 2ª R. zona ou subzona”. no horário normal de expediente.3 . Ainda que suplente. Pelo fato da ajuda de custo ter natureza indenizatória não integra o salário. como por tetemunhas. por isso a afirmativa está errada. Boletim de ocorrência é elemento meramente informativo à autoridade policial para que tome as providências que entender cabíveis. a afirmativa está errada. que pode ser provada por outros meios de prova. que são prestações in natura que a empresa fornece habitualmente aos empregados por força do contrato de trabalho. 5 . a afirmativa está Comentários: Conforme a súmula 339 do TST. 4 .Empregado eleito como suplente para cargo de direção da comissão interna de prevenção de acidentes (CIPA) goza da estabilidade provisória desde o registro de sua candidatura até um ano após o final de seu mandato. Quanto à necessidade de providenciar a ocorrência policial do fato. salvo em legítima defesa própria ou de outrem. não há tal exigência na lei. Comentários: Conforme o parágrafo único do art. Comentários: Conforme o §2º do art. “O salário mínimo pago em dinheiro não será inferior a 30% (trinta por cento) do salário mínimo fixado para a região. Nessa situação.02. em determinada empresa. Dessa forma. desde a candidatura até 1 ano após o final do mandato. 482. Comentários: Segundo o art. A decisão a seguir mostra bem o entendimento do TST a respeito da ocorrência policial: JUSTA CAUSA CONFIGURAÇÃO JUSTA CAUSA – Necessidade de boletim de ocorrência. A afirmativa está correta. 82 da CLT. – Rel. o empregado eleito para cargo de direção da comissão interna de prevenção de acidentes (CIPA).Considere que.Os empregados de empresas distribuidoras e corretoras de títulos e valores mobiliários têm direito à 124 . do ADCT. Tal documento não é fundamental para a caracterização da justa causa. Juiz Sérgio Pinto Martins – DOESP 15. goza de estabilidade provisória. II. deve providenciar a ocorrência policial do fato na delegacia de polícia competente. “a”. ofensas físicas praticadas contra qualquer pessoa.A ajuda de custo paga ao empregado para a cobertura de despesas na sua transferência para outra localidade integra o seu salário para todos os efeitos. "não se incluem nos salários as ajudas de custo. constituem justa causa para rescisão do contrato de trabalho pelo empregador. alínea “j”. 6 . o suplente da CIPA goza da garantia de emprego prevista no art. o salário pago em utilidades não deve ser mais que 70% do salário contratual do empregado. 7 . para que o empregador possa aplicar a justa causa. Por tudo errada. Dessa forma. 457 da CLT. 10. um empregado tenha agredido fisicamente um colega de trabalho.A totalidade do salário pode ser paga em utilidades. assim como as diárias para viagem que não excedam de 50% (cinqüenta por cento) do salário percebido pelo empregado" (grifei). – RO 20010184818 – (20020067717) – 3ª T.2002).

O acordo individual pactuado entre um empregado e o empregador com o objetivo de compensação de horas não possui qualquer validade.O trabalho executado em condições insalubres.” Poderia surgir a seguinte dúvida: Se o empregado não trabalha continuamente em condições insalubres ainda assim tem direito a esse adicional? A súmula 47 do TST responde a esse questionamento: “O trabalho executado em condições insalubres. por sua natureza. o adicional é devido. Comentários: trabalho especial dos Conforme a súmula 119 do TST: Os empregados de empresas distribuidoras e corretoras de títulos e valores mobiliários não têm direito à jornada especial dos bancários. só por essa circunstância. de forma proporcional ao tempo de exposição. sendo devido apenas o respectivo adicional. Nesta hipótese.jornada de bancários. insalubres ou perigosas. 8 . inclusive quando encetada mediante acordo tácito. exponham os empregados a agentes nocivos à saúde.O mero não-atendimento das exigências legais para a compensação de jornada. se por exemplo.A compensação de jornada de trabalho deve ser ajustada por acordo individual escrito. portanto.O acordo individual para compensação de horas é válido. na forma da lei. é perfeitamente possível que a compensação de horas possa ser ajustada por acordo individual de trabalho desde que seja feito por escrito e não haja acordo coletivo ou convenção coletiva em sentido contrário. não implica a repetição do pagamento das horas excedentes à jornada normal diária. está errada. salvo se houver norma coletiva em sentido contrário. 7º. 9 . quanto àquelas destinadas à compensação. 189 da CLT. da CF/1988 estabelece que o empregado tem direito ao “adicional de remuneração para as atividades penosas. Comentários: Essa afirmativa poderia ser resolvida com o conhecimento da respeito da súmula 85 do TST: I . II . o direito à percepção do respectivo adicional”. acima dos limites de tolerância fixados em razão da natureza e da intensidade do agente e do tempo de exposição aos seus efeitos”. deverá ser pago a mais apenas o adicional por trabalho extraordinário. em caráter intermitente. Assim. Assim. IV . as horas que ultrapassarem a jornada semanal normal deverão ser pagas como horas extraordinárias e. a afirmativa está errada. o empregado trabalha parte da sua jornada com ruídos considerados insalubres. 125 . se realizado em caráter intermitente. Portanto. III . não afasta.A prestação de horas extras habituais descaracteriza o acordo de compensação de jornada. afasta o direito de recebimento do adicional de insalubridade. XXIII. Comentários: Conforme o art. se não dilatada a jornada máxima semanal. “serão consideradas atividades ou operações insalubres aquelas que. acordo coletivo ou convenção coletiva. A alternativa. O art. condições ou métodos de trabalho.

Dessa forma. 2009. CLT). Técnico Judiciário – Área Administrativa. a afirmativa está correta. as férias serão sempre concedidas de uma só vez”. Comentários: A afirmativa “O período de gozo de férias pode ser fracionado. nenhum dos dois períodos poderá ser inferior a 10 dias corridos (§1º do art. 2) TRT/ES. Comentários: A afirmativa cobra o conhecimento literal do parágrado único do art. TÉCNICO JUDICIÁRIO – ÁREA ADMINISTRATIVA. em tantos dias quantos os do excesso. 139. 134 da CLT é claro ao estabelecer que “aos menores de 18 (dezoito) anos e aos menores de 50 (cinquenta) anos de idade. 126 . pois a regra é que as férias não podem ser fracionadas. não realizarem os atos dentro dos prazos fixados serão descontados em seus vencimentos. 134. a afirmativa do Cespe está errada 1) TRT/ES. Técnico Judiciário – Área Administrativa. Analista Judiciário – Área Judiciária. poderá haver fracionamento em dois períodos. A segunda afirmação “A conversão de um terço do período de férias em dinheiro depende da concordância expressa do empregador” é um pouco polêmica. serão descontados em seus vencimentos. “caput”. não realizarem os atos. pois há um entendimento recente que defende que o empregador compra se quiser. sem motivo justificado. deve solicitar a autorização prévia do sindicato dos TRT/ES. CLT). 2009. sem motivo justificado. Inadmite-se o fracionamento das férias aos menores de 18 anos e aos maiores de 50 anos de idade. mas. A afirmativa “Para que uma empresa possa conceder aos seus empregados férias coletivas. Analista Judiciário – Área Judiciária. O período de gozo de férias pode ser fracionado. Cespe. A afirmação “Inadmite-se o fracionamento das férias aos menores de 18 anos e aos maiores de 50 anos de idade” está certa. o Cespe considerou a afirmação errada. 1) TRT/ES. Cespe.Os serventuários que. 2009. Se as férias fossem coletivas. CESPE. CLT). Para que uma empresa possa conceder aos seus empregados férias coletivas. Cespe. devemos ter o seguinte raciocínio numa prova do Cespe: a venda de um terço das férias é faculdade do empregado e independe de concordância do empregador. devendo ser concedidas em um só período (art. mas o fracionamento não pode ser inferior a 15 dias corridos” está errada. uma vez que o §2º do art. deve solicitar a autorização prévia do sindicato dos trabalhadores e da Superintendência Regional do Trabalho. 2009. 712 da CLT do candidato: "Os serventuários que. Cespe. mas um deles não pode ser inferior a 10 dias corridos (§1º do art. A conversão de um terço do período de férias em dinheiro depende da concordância expressa do empregador. mas o fracionamento não pode ser inferior a 15 dias corridos. 1 . dentro dos prazos fixados. Todavia. no gabarito provisório. Assim. 2) TRT/ES. 134. 2009. em tantos dias quantos os do excesso". em casos excepcionais. Se no gabarito definitivo essa resposta for mantida.

Comentários: Como já disse anteriormente. (D) aos depósitos do FGTS na conta vinculada. o empregador deverá simplesmente comunicar ao órgão local do Ministério do Trabalho. faz jus. Lei nº 8. produz ainda alguns efeitos. se a prestação de serviços foi realizada. agora passou a ser Superintendência Regional do Trabalho (e Emprego) pelo Decreto autônomo nº 6. 139 da CLT. § 2o da Constituição Federal). sob pena de caracterizar enriquecimento sem causa do empregador. é a D. é correto afirmar: (A) Deve ser necessariamente cumprido entre 25 e 44 horas semanais. Assim. uma vez mantido o direito ao salário.58-A da CLT determina que “considera-se trabalho em tempo parcial aquele cuja duração não exceda a 25 (vinte e cinco) horas semanais”. 37 da CR/88. o ato. Conforme o §2º do Art.036/90.341/2008 Trabalho. (C) ao aviso prévio. o órgão local do Ministério do Trabalho (e Emprego) que era denominado Delegacia Regional do Trabalho.O trabalhador cujo contrato de trabalho tenha sido declarado nulo por ter sido admitido no serviço público sem concurso público (artigo 37. (C) Os empregados admitidos sob o regime de tempo parcial receberão o mesmo salário nominal que aqueles que cumprem as mesmas funções em tempo integral. é importante lermos leis esparsas. também (A) ao seguro desemprego. Só a título de curiosidade. (D) Trabalho em regime de tempo parcial é aquele cuja duração não exceda a 25 horas semanais. A letra D é a correta. TRT/ 5ª REGIÃO/ FCC/ ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA ADMINISTRATIVA. conforme o art. a nãoobservância do concurso público para investidura em cargo ou emprego público implica em nulidade do ato e na punição da autoridade da responsável. 1 . 2003. como a lei que dispõe sobre o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS). 19-A da Lei nº 8. Todavia. Segundo o §2º do art.036/90. (E) Os empregados atuais poderão optar pelo regime em tempo parcial. (B) à gratificação de natal. não é necessário solicitar autorização. já que não há como voltar à situação anterior. (B) Os atuais empregados não podem optar pelo regime de trabalho em tempo parcial.No trabalho em regime de tempo parcial. portanto. desde que pactuado individualmente com o empregador. é devido o salário e o depósito do FGTS na conta vinculada do empregado. 1 .trabalhadores e da Superintendência Regional do Trabalho” está errada. no Direito do de TRT-PI/ FCC/ ANALISTA – ÁREA JUDICIÁRIA/ 2004. não há como o empregador devolver a mão-de-obra do empregado. (E) à estabilidade decorrente acidente de trabalho. Comentários: O art. A alternativa correta. apesar de nulo. 127 .

as decisões da Justiça do Trabalho e das autoridades administrativas deverão considerar (A) o direito comum. (D) os princípios gerais de direito. obrigatoriamente. exclusivamente. poderá ser dispensado o acréscimo de salário ao empregado desde que ajustada compensação pela correspondente diminuição em outro dia. o direito processual comum será fonte subsidiária do direito processual do trabalho. ou analogia. a alternativa correta é a D. (D) entre os meses de fevereiro a novembro a antecipação da metade do valor devido a todos os empregados.2 . poderá ser dispensado o acréscimo de salário se. podendo.O pagamento do décimo terceiro salário (gratificação de natal). o adiantamento da gratificação natalina (ou décimo terceiro) deverá acontecer entre os meses de fevereiro a novembro de 128 . (B) entre os meses de fevereiro a novembro a antecipação da metade do valor devido a todos os empregados. (A) sempre no mês de dezembro. incompatível com os trabalhistas. preferencialmente. à soma das jornadas. a critério do empregador. de uma só vez. O ajuste deverá ser feito por acordo ou convenção coletiva. por força do acordo ou convenção coletiva de trabalho. a todos os empregados. prevendo a compensação no período máximo de (A) sete dias. exceto naquilo em que for incompatível com as normas deste título”. 769 da CLT estabelece que “nos casos omissos. nem seja ultrapassado o limite máximo de 10 (dez) horas diárias.Não existindo disposição legal trabalhista. o excesso de horas em um dia for compensado pela correspondente diminuição em outro dia. e até o final do mês de dezembro a metade restante. (C) a jurisprudência exclusivamente. Assim. (B) trinta dias. Comentários: O art. de uma só vez. ser parcelado em até duas vezes. de uma só vez. salvo se preceitos Comentários: Conforme o art.Na hipótese de excesso de horas de trabalho em um dia. (C) cento e vinte dias. §2º da CLT. Comentários: De acordo com o “caput” do art. de maneira que não exceda. 2º da Lei 4. deverá ser efetivado: (B) a analogia e os usos e costumes. (E) dois anos. 3 . exclusivamente. 4 . a todos os empregados. e até o dia vinte de dezembro a metade restante. Cabe ressaltar ainda que o título em que esse artigo está inserido é “Do processo judiciário do trabalho”. no período máximo de 1 (um) ano. (D)) um ano. a alternativa correta é a A. Dessa forma. (C) entre os meses de fevereiro a novembro. pelo empregador aos empregados. (E) no mês de dezembro. (E) o direito comum como fonte subsidiária obrigatória em todos os casos. 59.749/65. a todos os empregados.

devemos usar a regra geral. conforme o §1º do art. trabalho urbano. Até o dia 20 de dezembro de cada ano deverá ser pago o restante da gratificação. não estará obrigado a pagar esse adiantamento a todos os seus empregados de uma só vez. 1 . 73 da CLT. (B) repouso obrigatório de 10 (dez) minutos a cada 90 (noventa) minutos trabalhados. já que o trabalho rural possui dois horários: uma para a pecuária (ente as 20 e as 4 horas) e uma para a agricultura (entre as 21 as 5 horas). e) a garantia de emprego. O §1º do art. Se a questão se referir a trabalho urbano ou for omissa. tanto para a pecuária quanto para a agricultura. TRT 6ª REGIÃO/ FCC/ ANALISTA JUDICIÁRIO .749/65. Dessa forma. aquele executado entre as 22 horas de um dia e as 5 horas do dia seguinte. É considerado trabalho noturno. diferente da hora noturna rural que é 60 minutos.cada ano. o trabalho noturno terá remuneração superior à do diurno e. (D) jornada limitada a 6 (seis) horas diárias. 73 da CLT estabelece que a hora noturna deverá ser computada como de 52 minutos e 30 segundos. sua remuneração terá um acréscimo de 20% (vinte por cento). pelo menos. a alternativa correta é a letra A “Sendo o trabalho noturno mais penoso ao trabalhador. c) a contagem do tempo de serviço. TRT-ES/ 17ª REGIÃO/ÁREA ADMINISTRATIVA/JUDICIÁRIA/2004 . Comentários: A CLT. merece proteção especial consistente em cômputo da hora noturna reduzida (52 minutos e 30 segundos) e remuneração acrescida de 20% sobre a hora diurna”. b) o contrato de experiência. verbalmente ou por 129 . d) a forma não escrita. no art. 73. sobre a hora diurna”. Essa é a hora noturna do trabalho urbano. para esse efeito. 443 da CLT estabelece que: “O contrato individual de trabalho poderá ser acordado tácita ou expressamente. Comentários: Como já tivemos a oportunidade de ver. merece proteção especial consistente em (A) cômputo da hora noturna reduzida (52 minutos e 30 segundos) e remuneração acrescida de 20% sobre a hora diurna. (C) proibição do trabalho extraordinário e remuneração acrescida de 50% sobre a hora diurna. segundo o §2º do art. o art. ESPECIALIDADE EXECUÇÃO DE MANDADOS/ 2006.ÁREA JUDICIÁRIA. Há incompatibilidade entre o contrato de trabalho por prazo determinado e a) a prestação de serviços de caráter transitório. Só devemos aplicar os horários do trabalho rural se a questão expressamente se referir a esse tipo de trabalho. como a questão acima apresentada. “caput”. (E) período mínimo de 15 (quinze) horas de descanso entre uma jornada e outra. 2º da Lei 4. a alternativa correta é a letra B. determina que “salvo em casos de revezamento semanal ou quinzenal. O empregador.Sendo o trabalho noturno mais penoso ao trabalhador. Assim.

suspensão ou interrupção do contrato de trabalho. pelo empregado. § 2º do art. o termo pode ser certo ou incerto. de ou a Dessa forma. não há prorrogação. fica claro que há incompatibilidade entre o contrato de trabalho por prazo determinado e a garantia de emprego. o contrato termina de forma natural.. CLT. caráter TRT-SP/ 2ª REGIÃO/ÁREA ADMINISTRATIVA/2004. 443. os motivos para a contratação por prazo determinado são os seguintes: Serviço cuja natureza transitoriedade justifique predeterminação de prazo. já que há termo certo para o contrato ser extinto.. uma data certa para a expirar.escrito e por prazo determinado ou indeterminado” (grifamos). 443. mas no último dia termina o pacto laboral. conforme a alínea “a”. se não terá de observar a garantia de emprego. Contrato de experiência. Assim. a retenção de valores que pertencem à empresa. §2º. “b” da CLT. o empregador não está impedindo o empregado de trabalhar. O contrato de experiência também é uma das causas que autorizam a contratação por prazo determinado de acordo com o art. respectivamente. Alcançado o termo certo. CLT. Cabe ressaltar que o contrato por prazo determinado possui todas as garantias do contrato por prazo indeterminado. Nos por motivo de transitoriedade da atividade ou do serviço. 1 . Atividade empresarial transitório. procedimento e 130 . Isto é. Segundo a lição de Sérgio Pinto Martins. a letra correta é a E. já que é uma das causas que permitem a contratação por prazo determinado. Assim. Se houver mais de uma prorrogação o contrato transforma-se em indeterminado desde o início. mas se extrapolado o prazo máximo de 2 anos. Tanto o empregador como o empregado sabiam desde o primeiro dia do pacto quando este terminaria. nem violando a lei. pois as partes sabiam que o contrato de trabalho terminaria no último dia acordado. O contrato por prazo determinado só necessariamente deverá ser escrito nos contratos de experiência. o contrato a prazo determinado tem um termo. e) mau insubordinação. mesmo se a empregada ficar grávida. exceto o que diz respeito à extinção. “(. Segundo o § 2º do art. Assim. apenas há a cessação do contrato de trabalho no último dia acordado”. bem como o descumprimento de ordens gerais configuram. b) negociação procedimento.Para efeito de justa causa de rescisão do contrato de trabalho pelo empregador. 443. pouco importando se a pessoa tem ou não garantia de emprego. de conduta e habitual e mau c) improbidade e desídia. o contrato será considerado indeterminado desde o início. A prestação de serviços de caráter transitório é plenamente compatível com o contrato de trabalho por prazo determinado. d) improbidade e indisciplina. a) incontinência indisciplina. Somente é aceita uma única prorrogação durante o prazo máximo de vigência. Por tudo isso.) as partes já sabiam desde o início quando terminaria o pacto laboral.

São obscenidades praticadas a libertinagem. Para Pinto Martins “o empregado labora com desídia no desempenho de suas f) embriaguez habitual ou em serviço. dispensa-se comentários. e quando constituir ato de concorrência à empresa para a qual trabalha o empregado. i) abandono de emprego. d) condenação criminal do empregado. independe do valor da coisa subtraída”. pois a lei é bem clara. Mas afirma que “o mau procedimento vem a ser um ato faltoso que não pode ser enquadrado nas demais alíneas do art. Como exemplo o assédio sexual. ou de Sérgio Pinto Martins conceitua justas causas já referidas. a falsificação de documentos para obtenção de horas extras não prestadas. própria ou de outrem. a apropriação indébita de importância da empresa.Comentários: O art. a justa causa não será caracterizada. malícia. que configuram a incontinência de conduta”. j) ato lesivo da honra dou da boa fama praticado no serviço contra qualquer pessoa. O ato ensejador da falta grave pode ocorrer com furto ou roubo de materiais da empresa. que. a pornografia. nas mesmas condições. Mas devemos nos ater ao fato de haver necessidade de sentença transitada em julgado. l) prática constante de jogos de azar”. as 131 . salvo em caso de legítima defesa. Quanto à condenação criminal. c) negociação habitual por conta própria ou alheia sem permissão do empregador. caso não tenha havido suspensão da execução da pena. g) violação de segredo da empresa. o empregado justificar suas faltas com atestados médicos falsos etc. ato de improbidade “significa má qualidade. Não há necessidade de ser feito boletim de ocorrência para a caracterização da falta. desonestidade. ou for prejudicial ao serviço. Conceitua também incontinência de conduta ligando-a “ao desregramento do empregado no tocante à vida sexual. 482 da CLT dispõe o seguinte: “Constituem justa causa para rescisão de contrato de trabalho pelo empregador: a) ato de improbidade. b) incontinência de conduta ou mau procedimento. inclusive. Como exemplo o empregado surpreendido nas proximidades do local de trabalho sem permissão para sua retirada. Tudo o que não possa ser encaixado em outras faltas será classificado no mau procedimento”. maldade. salvo em caso de legítima defesa. passada em julgado. 482 da CLT. k) ato lesivo da honra ou da boa fama ou ofensas físicas praticadas contra o empregador e superiores hierárquicos. ímproba é uma pessoa que não é honrada. A improbidade revela mau caráter. das Para esse autor. h) ato de indisciplina insubordinação. perversidade. ou ofensas físicas. própria ou de outrem. e) desídia no desempenho respectivas funções. imoralidade. Já que caso houver permissão do empregador. O autor já referido afirma que a negociação habitual diz respeito à negociação praticada pelo empregado sem permissão do empregador e com habitualidade. O mesmo ocorre se não houver habitualidade.

Configura-se indisciplina se o empregado se recusa a ser revistado na saída do serviço. bastando apenas a ofensa física. uma única vez. se o jogo é ou não a dinheiro. configurando prejuízo àquele”. o empregador e superiores hierárquicos. Pinto Martins assegura que ocorre “a ofensa física com a agressão do empregado contra qualquer pessoa. relaxamento”. Afirma que a embriaguez ”é proveniente de álcool ou de drogas. v. O empregado. circulares. salvo em caso de legítima defesa. dominó. por conseguinte. rifas não autorizadas 132 . mas ordens do chefe. a embriaguez no serviço pode ser caracterizada apenas por uma falta”. omissão. A jurisprudência. de cartas. Os jogos de azar podem ser: jogo do bicho. mas poderá (correr fora do local de trabalho se. Pouco importa. Mas aceita também prazos menores se puder comprovar que o empregado não mais quis retornar ao trabalho.funções quando o faz com negligência. A falta grave independerá da existência de lesão corporal ou ferimento. displicência. a necessidade da habitualidade para a confirmação da falta grave em comentário. loterias. Quanto à indisciplina assegura que essa “diz respeito ao descumprimento de ordens gerais de serviço. desatenção. descumpre as ordens gerais dadas pelo empregador. como o fato de um empregado esmurrar outro”. fórmulas do empregador. roleta. A embriaguez em serviço não precisa ser habitual. Não são ordens gerais do próprio empregador. Configura-se de duas maneiras a embriaguez: habitual ou em serviço”. do encarregado. Pinto Martins defende que “comete falta grave de violação de segredo da empresa o empregado que divulga marcas e patentes. fixa o período de 30 dias para caracterizar esse abandono. preguiça. em ordens de serviço. indiferença. Para a caracterização da embriaguez habitual há necessidade de sua repetição. somente o empregado embriagado será demitido e não aquele que vez ou outra toma um aperitivo e não fica embriagado. indolência. desleixo. não há a justa causa. É importante destacar que a indisciplina diferencia da insubordinação pelo fato de a insubordinação estar “ligada ao descumprimento de ordens pessoais de serviço. desde que agindo o empregador moderadamente”. em alguns casos. o que não deveria ser tornado público. portarias. bingo. A ofensa física ocorre no local de trabalho. Se a prática é isolada. porém. Se a ordem do superior é imoral ou ilegal não se configura a insubordinação” (Sérgio Pinto Martins). Ele afirma ainda que “a lei trabalhista tipifica como justa causa embriaguez e não o ato de beber. ligadas ao serviço. Se o empregado ferir a honra ou boa fama do empregador ou superiores hierárquicos. no serviço. Como calúnia. g. Para esse mesmo autor “a falta grave ocorre quando o empregado continuamente pratica jogos de azar. própria ou de outrem. sem seu consentimento. estará caracterizada a justa causa por motivo de ato lesivo à honra e à boa fama. injúria e difamação. Há. No entanto. desinteresse. por exemplo.. Pinto Martins assevera que para que o abandono de emprego seja caracterizado é preciso que tenha havido faltas durante certo período no serviço e esteja clara a intenção do empregado de não retornar ao emprego. o empregado trabalhar externamente. ou poucas vezes. má vontade. como o fato de o empregado não fazer serviço que lhe foi determinado no dia. como as contidas no regulamento da empresa. bacará.

desinteresse. desonestidade etc. é devida a remuneração do repouso semanal dos dias feriados ao empregado comissionista. Ofensa física agressão do empregado contra qualquer pessoa. sem seu consentimento.faltas durante certo período no serviço e esteja clara a intenção do empregado de não retornar ao emprego. Abandono de emprego .como calúnia. II – Computam-se no cálculo do repouso semanal remunerado as horas extras habitualmente prestadas. Na questão da FCC. preguiça. omissão. desatenção. má vontade. Incontinência de conduta desregramento do empregado no tocante à vida sexual. Violação de segredo da empresa divulgação por parte do empregado de marcas e patentes. Podemos afirmar que a retenção de valores pertencentes à empresa caracteriza improbidade e que descumprimento de ordens gerais caracteriza indisciplina. própria ou de outrem. maldade. IV – O adicional de periculosidade não incide no cálculo do repouso semanal remunerado.ÁREA JUDICIÁRIA) Considere as seguintes assertivas a respeito do repouso semanal remunerado: I – De acordo com a jurisprudência sumulada do TST. configurando prejuízo àquele. indolência.proveniente de álcool ou de drogas e configura-se de duas maneiras a embriaguez: habitual ou em serviço. Mau procedimento à ato faltoso que não pode ser enquadrado nas demais alíneas do art. (TRT-16ª REGIÃO . o empregador e superiores hierárquicos. Indisciplina à descumprimento de ordens gerais de serviço. perversidade.FCC/2009 ANALISTA JUDICIÁRIO . Desídia à negligência. 133 . Condenação criminal .ocorre quando o empregado continuamente. pediu para marcar que tipos de faltas seriam retenção por parte do empregado de valores que pertencem à empresa e também do descumprimento de ordens gerais por parte do empregado. malícia. Insubordinação . displicência. injúria e difamação.etc”. Embriaguez . habitualmente pratica jogos de azar. 482 da CLT. fórmulas do empregador. exceto se pracista. portanto.com sentença transitada em julgado. Letra “d”. imoralidade. o que não deveria ser tornado público. III – Os empregados que recebem um salário fixo mensal já têm incluído nesse valor a remuneração do repouso semanal. desleixo. indiferença.descumprimento de ordens pessoais de serviço.má qualidade. Prática de jogos de azar . É correto o que se afirma APENAS em: a) III e IV Ato lesivo à honra ou à boa fama do empregador ou superiores hierárquicos . fizemos o seguinte esquema: Ato de improbidade . salvo em caso de legítima defesa. relaxamento etc. Negociação habitual à negociação praticada pelo empregado sem permissão do empregador e com habitualidade. mau caráter. Para memorização.

em primeira convocação. III e IV adicional de periculosidade no cálculo do repouso semanal. (ex-OJ nº 174 da SBDI-1 inserida em 08. II . tomei por base o texto da súmula abaixo colacionada: Súmula Nº 132 do TST: ADICIONAL DE PERICULOSIDADE.09.Res. Quanto à assertiva III. nos dias feriados civis e religiosos. 121/2003. que dispõe sobre o repouso semanal remunerado e o pagamento de salário. razão pela qual é incabível a integração do adicional de periculosidade sobre as mencionadas horas. GABARITO: B Fundamentos: Súmula Nº 27 do TST: COMISSIONISTA (mantida) . 129/2005. § 2º. (alguém pode ajudar?). tendo em vista que. DJ 19. Súmula Nº 172 do TST: REPOUSO REMUNERADO. (exSúmula nº 132 . de 2/3 dos associados da entidade em Assembléia especialmente convocada para esse fim. b) Para a celebração de Convenção Coletiva de Trabalho é necessário o comparecimento e votação.RA 102/1982. INTEGRAÇÃO (incorporadas as Orientações Jurisprudenciaisnºs 174 e 267 da SBDI-1) . 20 e 21. III e IV c) I. havendo expressa determinação legal neste sentido.2003: É devida a remuneração do repouso semanal e dos dias feriados ao empregado comissionista. c) As partes convenentes poderão revogar parcialmente a convenção antes do termo final estipulado.2002).2003: Computam-se no cálculo do repouso remunerado as horas extras habitualmente prestadas.1982 . A assertiva IV está correta.Durante as horas de sobreaviso. entretanto. não encontrei súmula ou orientação jurisprudencial a respeito.2005: I .11. 7º. determina que se consideram já remunerados os dias de repouso semanal do empregado mensalista ou quinzenalista. CÁLCULO (mantida) . o empregado não se encontra em condições de risco. pago em caráter permanente.e ex-OJ nº 267 da SBDI-1 .1982/ DJ 15.04. no gozo do repouso semanal remunerado.(exPrejulgado nº 52).Res. DJ 20.10. integra o cálculo de indenização e de horas extras (ex-Prejulgado nº 3). DJ 19. 134 .Res. DJ 11.O adicional de periculosidade.Área Judiciária) – Em relação às Convenções Coletivas de Trabalho.Analista Judiciário . 20 e 21.inserida em 27. o empregado não está submetido a situação que enseje perigo. em seu art.2000).b) II. de 05 de Janeiro de 1949. é certo que a) O prazo máximo de vigência da norma coletiva é de três anos.11.10.11. ainda que pracista. II e III d) II e IV e) I. HORAS EXTRAS.FCC/2009 . 121/2003. Também não encontrei a súmula ou orientação jurisprudencial que trate especificamente sobre a incidência do (TRT-16ª Região . 22 e 25. porém a Lei 605.

por deliberação de Assembléia Geral especialmente convocada para esse fim. 135 .Analista Judiciário . Conforme arts. II e III d) II e IV e) II. em primeira convocação. formação técnicoprofissional metódica. e) Segundo a CLT é facultado as Convenções Coletivas de Trabalho conter penalidades para os sindicatos convenentes em caso de violação de seus dispositivos.FCC/2009 .Analista Judiciário . GABARITO: A. 428 a 433 da CLT.independentemente por Assembléia. IV – Núbia está afastada de seu emprego uma vez que é membro do órgão paritário da Previdência Social.Área Judiciária) – Considere as seguintes hipóteses: I – Os 15 primeiros dias de afastamento. e dos interessados. III e IV . da CLT. de 2/3 (dois terços) dos associados da entidade. que tratam do contrato de aprendizagem. por motivo de acidente do trabalho. inclusive o décimo quinto dia.Área Judiciária) – Considere as seguintes assertivas a respeito do contrato de aprendizagem: I – No contrato de aprendizagem o empregador se compromete a assegurar ao maior de 14 e menor de 24 anos inscrito em programa de aprendizagem. dependendo a validade da mesma do comparecimento e votação. se se tratar de Convenção. III – É obrigatório empregar e matricular nos cursos dos Serviços Nacionais de Aprendizagem número de aprendizes equivalentes a no mínimo dez por cento dos trabalhadores existentes em cada estabelecimento. sendo vedadas a prorrogação e a compensação de jornada.FCC/2009 . no caso de Acordo e. exceto quando se tratar de aprendiz portador de deficiência. b) I e III c) I. II – Marta encontra-se sem laborar porque não há serviço na empresa empregadora em razão da modificação do maquinário de seu setor. É correto o que se afirma APENAS em: a) I e IV GABARITO: B Conforme art. em segunda. consoante o disposto nos respectivos Estatutos. III – Mário faltou ao serviço para realizar prova de exame de vestibular para ingresso em estabelecimento de ensino superior. de 1/3 (um terço) dos membros". II – O contrato de aprendizagem não poderá ser estipulado por mais de três anos. 612. (TRT-16ª Região . de autorizadas d) As Convenções Coletivas de Trabalho não poderão ser revistas antes do prazo pré-estipulado. (TRT-16ª Região . que assim dispõe: “Os Sindicatos só poderão celebrar Convenções ou Acordos Coletivos de Trabalho. podendo apenas ocorrer revogação parcial. caput. IV – A duração do trabalho do aprendiz não excederá de seis horas diárias.

136 .839/89. 10 do ADCT. Esta. para quatro vezes. Assertiva III – CLT. 7º. . depositará este. 10.” Importa destacar que a Lei acima mencionada foi revogada pela de Nº. 7º. 473. atualizados monetariamente e acrescidos dos respectivos juros. contando-se também seu tempo de serviço. por sua vez revogada pela Lei 8.São hipóteses de interrupção do contrato de trabalho as indicadas APENAS em: a) I e III e IV b) II. mostrando a existência de uma cessação provisória e parcial dos efeitos do contrato de trabalho”. A CF assegura garantia contra a despedida sem justa causa do empregado. estando provisoriamente prevista indenização compensatória de 40% do valor do saldo fundiário. Acerca desse tema. muitos direitos trabalhistas foram elevados ao plano constitucional ou tiveram sua disciplina alterada. da Lei nº 5. Fundamento para a assertiva I – Acidente de trabalho ou doença (primeiros 15 dias): Lei 8. § 1° dispõe que “na hipótese de despedida pelo empregador sem justa causa. "caput" e § 1º. da Constituição:I . A Constituição Federal." Além desses fundamentos. de 13 de setembro de 1966. colacionamos. III e IV c) I e II d) I. I.fica limitada a proteção nele referida ao aumento. 18.relação de emprego protegida contra despedida arbitrária ou sem justa causa. 7. “haverá interrupção quando o empregado for remunerado normalmente. julgue os próximos itens. inciso I. trechos de outros diplomas legais que ratificam o gabarito. a título de multa rescisória. 06/02/91 DOU de 13/02/91: (TRT DA 9ª REGIÃO/CESPE/2007 – ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA) – A partir da Constituição Federal de 1988 (CF). em seu Art. que preverá indenização compensatória. dentre outros direitos. embora não preste serviços.036/90.” Já no Art. na conta vinculada do trabalhador no FGTS importância igual a 40% do montante dos depósitos realizados na conta vinculada durante a vigência do contrato de trabalho. ITEM CORRETO.213/91. enquanto outra base indenizatória não for fixada por lei complementar própria. GABARITO: D Nas palavras do mestre Sérgio Pinto Martins.107. 7º São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais. 6º. em seu Art. VII. além de outros que visem à melhoria de sua condição social: I . a título de esclarecimento. art. nos termos de lei complementar. II e III e) II e III . São eles: Resolução CC/FGTS nº 28. dispõe: “Art. que dispõe sobre o FGTS. Até que seja promulgada a lei complementar a que se refere o art. da porcentagem prevista no art. assim dispõe: “Art.

segundo o disposto no art. 1. 2. 9º do Regulamento Consolidado do FGTS. II .3. 1.Reiterar que.. inclusive a indireta. por força maior ou extinção normal do contrato a termo.)I . ocorrendo a dispensa sem justa causa. O descumprimento do prazo de recolhimento sujeita o empregador às cominações previstas no art. em caso de despedida sem justa causa. multiplicado pelo número de meses em que perdurou o contrato de trabalho. que passam a incidir sobre esses depósitos e a multa rescisória. de 08/11/90. Acerca desse tema. pelo Decreto nº 2. ainda que indireta. no caso de despedida sem justa causa. Para os recolhimentos em atraso. divulgado pelo Banco Central do Brasil . inclusive. quando não for possível atualizar os valores de todos os depósitos efetuados. considera-se como dia não útil o sábado.. 1. importância igual a 40% sobre o (TRT da 9ª Região/CESPE/2007 Analista Judiciário . importância igual a 20% sobe o mesmo montante. que ainda não houver sido recolhido. o domingo. obrigatoriamente nas agências da CAIXA.“(. o empregador fica obrigado a efetuar no 1º dia útil subsequente à data do efetivo desligamento do trabalhador. o empregador deve pagar diretamente ao trabalhador importância igual a 40% do montante de todos os depósitos realizados na conta vinculada durante a vigência do contrato de trabalho. exceto nas localidade onde esta não possuir agência. inclusive a do trabalhador temporário.2.BACEN.Área Judiciária ) A partir da Constituição Federal de 1988 (CF). b) Nos casos de dispensa sem justa causa. inclusive a indireta. julgue os próximos itens. por culpa recíproca. os seguintes depósitos rescisórios: a) Valores relativos aos depósitos referentes ao mês da rescisão e ao mês imediatamente anterior. 137 .036. 18 da Lei nº 8.da CEF (DOU de montante de todos os depósitos devidos na conta vinculada do FGTS. inclusive. durante a vigência do contrato de trabalho atualizados monetariamente e acrescidos dos respectivos juros. são devidos aos trabalhadores cuja data do efetivo desligamento tenha ocorrido a partir de 16/02/98.684. e.430/97. 9º do Decreto nº 99. e no art. 30 do Regulamento Consolidado do FGTS. não sendo permitida a dedução dos saques ocorridos. ainda que indireta. em Edital publicado mensalmente no DOU. “ Circular nº 31/12/97): 116. atualizados monetariamente e acrescidos dos respectivos juros. a base de cálculo para efeito de aplicação dos percentuais de 40 e 20% devidos. Nos termos da nova redação dada ao art.Esclarecer que. de 11/05/90. muitos direitos trabalhistas foram elevados ao plano constitucional ou tiveram sua disciplina alterada. c) Nos casos de rescisão de contrato de trabalho decorrente de culpa recíproca ou de força maior. quando poderá ser recolhido em banco conveniado 1. Para efeito de vencimento. respectivamente. e todo aquele constante do calendário nacional de feriados bancários. reconhecida por sentença transitada em julgado. de que trata esta Circular.1. devem ser observados os procedimentos divulgados pela CAIXA. Os recolhimentos. e despedida por culpa recíproca ou força maior será o equivalente a 8% da última remuneração.

salário mínimo . da CLT. uma vez que os prazos máximos para estipulação dos contratos serão de 2 (dois) anos para Maria e de 90 (noventa) dias para João. por ser de experiência. a que responde corretamente à questão é a D. . (C) não poderá ser estipulado por mais de 2 anos e o de João por mais de 60 dias. ALTERNATIVA CORRETA: D Maria foi contratada por tempo determinado. transporte e previdência social. 7º: IV .. das alternativas apresentadas. o qual pode sim. o contrato de trabalho de Maria (A) e de João não poderão estipulados por mais de 90 dias. 451*. Ressaltamos que esta questão foi retirada do livro Direito do Trabalho e Processo do Trabalho – Questões comentadas e organizadas por ser (TRT DA 23ª REGIÃO/FCC/2007 TÉCNICO JUDICIÁRIO ÁREA ADMINISTRATIVA) Maria celebrou contrato de trabalho por prazo determinado com a empresa X uma vez que a natureza do serviço justificava a predeterminação 138 . também. que assim dispõe: "CF/88 . pisos salariais próprios. ser (B) não poderá ser estipulado por mais de 1 ano e o de João por mais de 90 dias. em cada estado e no Distrito Federal. ser instituído por cada um dos Estados. fixado em lei. alimentação. capaz de atender a suas necessidades vitais básicas e às de sua família com moradia. nacionalmente unificado. observada a regra do art." Embora a Constituição não mencione o termo "federal" ao determinar que o salário mínimo será fixado por lei. que assim dispõe: Art. podendo haver. segundo o qual “o contrato de experiência não poderá exceder de 90 (noventa) dias”. o pacto laboral observará o disposto no Art. do prazo e João celebrou contrato de experiência com a empresa Y. higiene. sendo vedada sua vinculação para qualquer fim. dispõe que a referida lei terá caráter nacional e unificado. 445. 445 – O contrato de trabalho por prazo determinado não poderá ser estipulado por mais de 2(dois) anos. um “piso salarial proporcional à extensão e à complexidade do trabalho”. com reajustes periódicos que lhe preservem o poder aquisitivo. Assim sendo. em caráter nacional e unificado. saúde. ITEM CORRETO Conforme art. .O salário mínimo é fixado por lei federal. desde que observada a fixação federal como parâmetro mínimo para a remuneração dos trabalhadores. lazer. (E) e de João não poderão estipulados por mais de 1 ano. de forma que não se pode falar em salário mínimo estadual. (D) não poderá ser estipulado por mais de 2 anos e o de João por mais de 90 dias. educação. vestuário. será regido pelo parágrafo único do mesmo artigo. respeitando-se o valor do salário mínimo. logo. Neste caso. 7º. caput. inc IV da Constituição Federal.Art. Por outro lado é bom não esquecer que a Constituição assegura aos trabalhadores. Já o contrato de João.

Art. de autoria de Maria da Graça Manhães Barreto. for prorrogado mais de uma vez. passará a vigorar sem determinação de prazo. Editora Ferreira – Série Concursos. 139 . tácita ou expressamente. 22. * CLT. pág. 451 – O contrato de trabalho por prazo determinado que.assunto.

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