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Universidade Federal do Piauí

Campus de Parnaíba

Genética bacteriana

Genética bacteriana

Prof. Kassianne de Almeida Chirol

Introdução

Genética: ciência da hereditariedade, que inclue o estudo dos genes, como esses carregam informações, são replicados e transmitidos para outras gerações de células ou entre organismos, e como a expressão dessas informações determinam as características do organismo.

Gene: unidade da hereditariedade; sequência de nucleotídeos do DNA

que é expresso em um produto funcional, ou seja, molécula de RNA e proteína conhecida.

Genoma: informação genética/sequência completa de DNA;

Sequências não-codificadoras: íntrons (bactérias não possuem)

Sequências codificadoras: éxons.

Genoma bacteriano: as informações genéticas estão contidas

principalmente no cromossomo, plasmídios e transposons.

Introdução

Integrons: segmentos de DNA fita dupla, menores que os tranposons, móveis, relacionados a captura de genes de resistência a drogas antimicrobianas; não possuem replicação autônoma.

Ilhas de patogenicidade: constituem segmentos de DNA inseridos no

cromossomo bacteriano, que atribuem uma variedade de características de virulência aos microrganismos que a possuem.

Cromossomo

Fita de DNA dupla hélice e circular, não associado a histonas, não forma nucleossomo;

Condensado pela topoisomerase e girase;

Organizado no nucleóide; não delimitado por membrana nuclear;

Informacão genética essencial;

Capaz de autoduplicação;

Geralmente haplóide;

Replicação semiconservativa;

Não contém íntrons.

de autoduplicação; • Geralmente haplóide; • Replicação semiconservativa; • Não contém íntrons.

Cromossomo

Cromossomo
Cromossomo

Funções:

Replicação: o DNA cromossômico precisa duplicar-se antes do

processo de divisão

celular, para que todas as

células da progênie

bacteriana recebam uma cópia do cromossomo (transferência vertical de genes); a partir de

uma molécula de DNA, é

replicada nova molécula;

é semi-conservativa,

simétrica e bidirecional;

Cromossomo

de uma molécula de DNA, é replicada nova molécula; é semi-conservativa, simétrica e bidirecional; Cromossomo

Cromossomo

Transcrição: informação genética do DNA transcrita em RNA fita simples com diferentes funções:

mRNA (RNA mensageiro): sequência de bases codifica a sequência de aminoácidos nas proteínas;

tRNA (RNA de transferência): liga-se aos aminoácidos

presentes no citoplasma, levando-os ao local de síntese

protéica;

rRNA (RNA ribossômico): forma os ribossomos responsáveis pela tradução do RNA em proteínas que serão transcritas em

mRNA.

ribossômico): forma os ribossomos responsáveis pela tradução do RNA em proteínas que serão transcritas em mRNA.

Tradução: representa o conjunto de mecanismos que apresentam a finalidade de

realizar a leitura da mensagem enviada pelo

DNA, resultando na síntese protéica;

A síntese protéica começa começa com a

ligação da subunidade ribossomal 30S a um tRNA iniciador, para formar o complexo de

iniciação (Sitio E-estrutural; Sitio P-

peptídico; Sitio A-aminoacil);

A subunidade 50S se liga ao complexo

para iniciar a síntese de proteína;

Ocorre o processo de transpeptidação e o

ribossomo se move ao longo do mRNA,

transferindo o tRNA ligado até que a proteína seja liberada para o citoplasma e

o complexo de tradução pode ser

desmontado ou o ribossomo desliza para o

próximo códon de iniciação e inicia uma nova proteína.

Cromossomo

ser desmontado ou o ribossomo desliza para o próximo códon de iniciação e inicia uma nova

Cromossomo

Cromossomo

Material genético extra-cromossômico

Plasmídios

Segmentos circulares e fechados de DNA de fita dupla;

Replicação autônoma (réplicon);

Tamanho e número de cópias variáveis;

Transferíveis de uma bactéria para outra;

Os plasmídios podem ser integrados no

cromossomo, sendo este processo mediado por pequenas sequências de DNA denominadas IS (insertion sequences) (elementos transponíveis);

As células apresentando tais plasmídios

integrados são denominadas Hfr (high frequency

of recombination)/epissomos;

Grupo de incompatibilidade (Inc):

incompatibilidade de plasmídios, interferência

na replicação de outro tipo de plasmídio;

incompatibilidade (Inc): incompatibilidade de plasmídios, interferência na replicação de outro tipo de plasmídio;
incompatibilidade (Inc): incompatibilidade de plasmídios, interferência na replicação de outro tipo de plasmídio;

Codificam informações genéticas adicionais, conferindo vantagens seletivas:

Fatores sexuais, de

fertilidade ou fator

F/plasmídio F: célula macho

F+ (doadora), célula fêmea

F- (receptora). Genes responsáveis pela síntese de pili protéicos especiais longos, finos e tubulares,

que possuem receptores

que ligam-se firmemente às

paredes de células F-;

Plasmídios

longos, finos e tubulares, que possuem receptores que ligam-se firmemente às paredes de células F-; Plasmídios

Fatores de resistência/ plasmídios R: resistência a antibacterianos, metais pesados e toxinas. Diferentes fatores R quando presentes na mesma

célula, podem recombinar e produzir

fatores R com novas combinações de

genes;

Plasmídios

presentes na mesma célula, podem recombinar e produzir fatores R com novas combinações de genes; Plasmídios

Plasmídios

Fatores de virulência: genes de virulência (ex.: toxinas, enzimas e proteínas de superficie); verotoxina de E. coli (Síndrome Urêmico-hemolítica); toxina esfoliativa de S. aureus, neurotoxina de C. tetani e toxina de B. anthracis; alguns plasmídios contêm genes para a síntese de bacteriocinas, ex.: fator col (produção de

colicinas, letais para coliformes).

contêm genes para a síntese de bacteriocinas, ex.: fator col (produção de colicinas, letais para coliformes).

Transposons

São elementos genéticos móveis que podem

transferir DNA aleatoriamente dentro de uma

célula, de uma posição para outra no genoma ou

entre diferentes moléculas de DNA (plasmídio-

plasmídio ou plasmídio-cromossomo);

Contêm sequências de inserção (IS) com

informação para sua transposição com gene

codificador da transposase;

Não se autoduplicam;

São elementos que não existem

independentemente, mas apenas integrados no DNA cromossomal ou plasmidial;

Transposons complexos também carregam genes

não relacionados à transposição; seus genes codificam para proteínas estruturais, toxinas e

enzimas relacionadas à resistência de

antimicrobianos;

seus genes codificam para proteínas estruturais, toxinas e enzimas relacionadas à resistência de antimicrobianos;

Transposons

Podem ser transferidos entre um organismo (ou de espécies diferentes) para outro, ex.: a resistência à vancomicina transferida do E. faecalis a S. aureus via transposon Tn1546; Podem gerar mutações quando um dos elementos transpõe para

sequências de DNA codificadoras de genes, interrompendo a

sequência de bases do gene, ou quando eles se integram dentro de

sequências reguladoras.

de genes, interrompendo a sequência de bases do gene, ou quando eles se integram dentro de

Variações fenotípicas em bactérias

Fenótipo: propriedades estruturais e fisiológicas; características observadas no nível do organismo; porção expressa do genótipo; Variações fenotípicas: resultam das adaptações das bactérias ao ambiente. São reversíveis, sem comprometimento genético; Modificações morfológicas: Bacillus sphaericus, quando cultivado em meio com 2% de peptona apresenta apenas células

vegetativas, em meio com 0,1% de peptona, todas esporulam; a

apresentação de organelas como cápsulas, flagelos e fímbrias pode variar de acordo com o meio de cultura ou condições

ambientais; Modificações culturais: Serratia marcescens (37 ºC sem

pigmentação; 25 ºC vermelhas) / Gram positivos (cultura nova

células azuis; cultura velha células vermelhas); em meios com

sacarose pode-se observar diferenças de colônias lisas e

mucóides de acordo com a produção de cápsula; gênero Proteus formam véu em meio sólido, com fenol perdem flagelo e crescem

em colônias isoladas;

Variações fenotípicas em bactérias

Modificações de características fisiológicas e bioquímicas:

maior ou menor sensibilidade a agentes químicos de acordo com a fase de crescimento; produção de determinadas enzimas necessárias ao metabolismo de diferentes substratos do meio de

cultura.

Variabilidade genética

Genótipo: base para a variação fenotípica; a nível de gene, do DNA; potencial total herdado; Variações genotípicas: alterações na sequência de nucleotídeos. São irreversíveis. As bactérias podem apresentar variações que conduzem

à formação de clones com propriedades distintas do clone “selvagem”

original. Ocorre através de mutação ou recombinação.

Variabilidade genética

Mutação

Alteração irreversível na sequência de nucleotídeos da molécula do DNA cromossômico, geralmente

resultante de deleção, inserção ou substituição de

um ou mais nucleotídeos, que pode modificar o produto (proteína). As mutações podem ser neutras, desvantajosas ou benéficas. Processo vertical.

Recombinação

Processo de variabilidade genética que envolve transferência de material genético entre duas

células.

Ocorre durante os processos de conjugação, transformação ou transdução.

Os genes transferidos podem se integrar ao

cromossomo da bactéria ou persistir como um elemento citoplasmático autônomo. Resulta das adaptações das bactérias ao ambiente.

Processo horizontal .

Alteração na sequência de nucleotídeos de um gene; resultando na formação de uma proteína alterada, mesmo que não tenha efeito

detectável no fenótipo;

Pode levar ao estabelecimento de uma

subpopulação;

Origem:

Espontânea: aleatória, determinada por

fatores endógenos, promovidas por

modificações químicas das bases; erros na replicação do DNA; Induzida: desenvolvem-se após exposição a um agente mutagênico, que aumenta a

frequência de mutação:

Químicos:ex.: análogos de bases;

Físicos: ex.: radiações ionizantes

(raios X,

(raios ultravioleta);

Biológicos : ex.: transposons.

,
,

, ) e não-ionizantes

Mutação

(raios X, (raios ultravioleta); • Biológicos : ex.: transposons. , , ) e não-ionizantes Mutação
(raios X, (raios ultravioleta); • Biológicos : ex.: transposons. , , ) e não-ionizantes Mutação
(raios X, (raios ultravioleta); • Biológicos : ex.: transposons. , , ) e não-ionizantes Mutação

Mutação

Diferentes tipos:

Substituição; deleção; inserção/ proteínas não funcionais;

Supressão: corrigem mutações; alteração compensatória; podem restabelecer o fenótipo original; Sem sentido (nonsense): gera um dos códons de parada da tradução; somente um fragmento é sintetizado;

Silenciosas: substituição de uma base do DNA por outra, mas

que resulta num codon que codifica o mesmo aminoácido; não é expressa fenotipicamente;

Mutação

Algumas mutações resultam em resistência a antibióticos ou patogenicidade alterada. A mutação num gene codificador da

membrana externa pode aumentar a patogenicidade, ex.: Salmonella spp. pode sobreviver em fagócitos; a mutação num gene codificador de cápsula pode diminuir a patogenicidade e permitir a destruição por

fagócitos, ex.: S. pneumoniae, H. influenzae e N. meningitidis.

Substituição de bases

Substituição de bases Mutação Serratia marcescens : vermelho normal, cinza mutantes

Mutação

Substituição de bases Mutação Serratia marcescens : vermelho normal, cinza mutantes

Serratia marcescens: vermelho normal, cinza mutantes

Mecanismos de recombinação genética bacteriana

Embora as mutações sejam responsáveis pela expressão de várias novas características por uma célula, muitos fenótipos procarióticos são decorrentes da aquisição de novos fragmentos

de DNA, por meio de processos de

transferência horizontal de genes.

Conjugação

Transdução

Transformação

de DNA, por meio de processos de transferência horizontal de genes. Conjugação Transdução Transformação

Processo de transferência de DNA de uma bactéria para outra, envolvendo o contato “quase sexual” entre as duas células;

Apenas uma fita de DNA é transferida;

síntese da fita complementar pelo receptor;

Associada à presença de plasmídios F que

contêm genes que permitem a capacidade conjugativa; A capacidade conjugativa está associada à presença de genes que conferem

características envolvidas na conjugação como a síntese do pili F, responsável pelo

reconhecimento, contato entre as células e a

transferência do DNA plasmidial.

Conjugação

F, responsável pelo reconhecimento, contato entre as células e a transferência do DNA plasmidial. Conjugação
F, responsável pelo reconhecimento, contato entre as células e a transferência do DNA plasmidial. Conjugação

Conjugação

Ocorre geralmente em bactérias Gram negativas; nas Gram positivas, não ocorre por pili sexual, se dá através de moléculas de adesão, contato direto;

Escherichia, Salmonella, Pseudomonas, Serratia, Shigella e Streptococcus.

moléculas de adesão, contato direto; • Escherichia, Salmonella, Pseudomonas, Serratia, Shigella e Streptococcus.
moléculas de adesão, contato direto; • Escherichia, Salmonella, Pseudomonas, Serratia, Shigella e Streptococcus.

A conjugação pode ser de dois tipos: entre

células F+ e F-, resultando em duas células F+, e entre células Hfr e F-, resultando em

uma célula Hfr e outra F- (Alguns

plasmídios F+ conseguem incorporar-se no

DNA genômico da célula receptora

transformando essa numa célula Hfr);

No caso da célula Hfr, ocorre a

transferência de genes cromossomais. Há

passagem passagem de grandes blocos de DNA da célula Hfr para a receptora,

promovendo extensas recombinações;

Nos dois processos, acredita-se que o

mecanismo provável de transferência do

DNA seja pelo círculo rolante, onde apenas uma das fitas é transferida, sendo a fita

complementar sintetizada pela célula

receptora.

Conjugação

onde apenas uma das fitas é transferida, sendo a fita complementar sintetizada pela célula receptora. Conjugação
onde apenas uma das fitas é transferida, sendo a fita complementar sintetizada pela célula receptora. Conjugação

A conjugação inicia pela fixação do pili sexual

da bactéria doadora à receptores específicos na

parede da bactéria receptora. Assim são estabelecidas conexões citoplasmáticas entre as

bactérias conjugantes unidas por meio de uma

ponte conjugativa que passa a permitir a

continuidade do conteúdo citoplasmático nessas

duas células;

Uma enzima especial cliva uma das fitas do

DNA do doador F+ em um único sítio e uma

recém-sintetizada fita de DNA passa através da

ponte conjugativa para o interior da célula receptora F-;

Essa fita é convertida numa forma de fita

dupla que esta apta a sofrer permuta com

regiões de homologia no DNA da célula F-, por

recombinação;

A bactéria receptora passa a expressar as

características codificadas no plasmídio

recebido, o qual é transferido pelas novas

gerações de bactérias.

Conjugação

codificadas no plasmídio recebido, o qual é transferido pelas novas gerações de bactérias. Conjugação

Conjugação

Conjugação

Transdução

Transferência do material genético do cromossomo ou do plasmídio de uma bactéria para outra mediada por vírus: bacteriófagos, ou fagos; Tipos de fagos:

Virulentos (ciclo lítico): infecção, replicação e liberação das

partículas virais após lise celular;

Temperados (ciclo lisogênico): integração do fago ao

cromossomo da célula hospedeira (pró-fago).

celular; • Temperados (ciclo lisogênico): integração do fago ao cromossomo da célula hospedeira (pró-fago).
celular; • Temperados (ciclo lisogênico): integração do fago ao cromossomo da célula hospedeira (pró-fago).

Bacteriófago = comedor de bactérias;

São parasitas intracelulares obrigatórios;

Estruturalmente se assemelham aos demais vírus, sendo constituídos por:

Cabeça icosaédrica ou filamentosa:

Cerne de ácido nucléico (DNA ou RNA);

Capsídeo com capsômeros. Cauda:

Tubo oco;

Bainha contrátil;

Placa basal com fibras protéicas.

capsômeros. • Cauda: • Tubo oco; • Bainha contrátil; • Placa basal com fibras protéicas. Transdução

Transdução

capsômeros. • Cauda: • Tubo oco; • Bainha contrátil; • Placa basal com fibras protéicas. Transdução

Transdução generalizada: este tipo

de processo requer a ocorrência de um ciclo lítico, onde eventualmente

pode haver o empacotamento de

fragmentos de DNA da célula

hospedeira, gerando partículas

transdutoras, que correspondem ao

capsídeo viral contendo em seu interior DNA bacteriano;

partículas transdutoras, que correspondem ao capsídeo viral contendo em seu interior DNA bacteriano; Transdução

Transdução

partículas transdutoras, que correspondem ao capsídeo viral contendo em seu interior DNA bacteriano; Transdução

Período de eclipse: o ácido nucléico do fago se apossa da maquinária biossintética do

hospedeiro e RNAm e proteínas

especificadas pelo fago são produzidas. Os

primeiros RNAm codificam para as primeiras

proteínas que são necessárias para a síntese

de DNA do fago e para desligar o DNA, o RNA e a biossíntese protéica do hospedeiro.

Depois que o DNA do fago é feito, novos

mRNA e novas proteínas são feitas (estruturais e para lise bacteriana);

Fase de acúmulo intracelular: nesta fase o

ácido nucléico e proteínas estruturais que foram feitas são montadas e partículas de

fago infecciosas se acumulam dentro da

célula; Lise e liberação do fago: após certo tempo

a bactéria começa a lisar devido ao acúmulo da proteína de lise do fago e fagos intracelulares são liberados no meio.

Transdução

a lisar devido ao acúmulo da proteína de lise do fago e fagos intracelulares são liberados

Transdução especializada: evento raro, embora bastante eficiente.

A etapa inicial corresponde à infecção e

lisogenização do fago, que ocorre em sítios

específicos do genoma;

O ácido nucléico do fago lisogênico (ou

temperado) incorpora-se num locus definido

do cromossomo bacteriano, tornando-se um gene nesse cromossomo na forma de

profago;

A bactéria metaboliza e se reproduz

normalmente, transmitindo o material

genético viral;

Pela ação de algum indutor (ex: UV) há a separação do fago do genoma (integração

reversa), que normalmente ocorre

perfeitamente. Entretanto, em alguns casos, essa separação é defeituosa, promovendo a

remoção de genes bacterianos e deixando

parte do genoma viral na célula.

Transdução

é defeituosa, promovendo a remoção de genes bacterianos e deixando parte do genoma viral na célula.

Transdução

Certas propriedades da célula bacteriana são controladas unicamente pelo DNA fágico, ex.: Corynebacterium diphtheriae só produz toxina se estiver infectado por certa linhagem de fagos.

Transformação

Incorporação do DNA solúvel liberado por uma célula doadora no meio ambiente espontaneamente, por morte e lise. O DNA livre no meio é tomado por uma receptora, resultando em alterações genotípicas nessa. O DNA adere-se à face externa da membrana celular bacteriana, quando DNA binding proteins e endonucleases clivam esse DNA em fragmentos; Uma vez no citoplasma, o DNA alienígena ligado às DNA binding proteins (que evitam a digestão pelas DNAses) encontra o cromossomo da célula receptora ou um plasmídeo e ocorre a recombinação em sítios de homologia;

DNAses) encontra o cromossomo da célula receptora ou um plasmídeo e ocorre a recombinação em sítios

Quando uma célula receptora está em um estado fisiológico em que pode captar o DNA doador, é descrita como competente;

Apresenta sítios de superfície para a ligação

do DNA da célula doadora e membrana em uma condição que permita a passagem deste DNA. Várias bactérias são naturalmente transformáveis, entretanto, dentro de um

gênero, nem todas as espécies o são

(Streptococcus, Neisseria, Haemophilus, Bacillus subtilis).

O estabelecimento da competência envolve a

participação de diferentes proteínas (ligação ao

DNA, autolisinas, nucleases), e depende de

fatores distintos como fase de crescimento, condições ambientais, temperatura e a

concentração de cátions.

Transformação

distintos como fase de crescimento, condições ambientais, temperatura e a concentração de cátions. Transformação

Transformação

Experimento de Griffith - Frederick Griffith, 1928: evidência da transformação bacteriana; As bactérias não-encapsuladas vivas absorveram material genético das encapsuladas mortas pelo calor e passaram a produzir cápsula, o

que lhes conferiu a capacidade de causar doença. Experimentos

subsequentes comprovaram que o fator de transformação era DNA.

conferiu a capacidade de causar doença. Experimentos subsequentes comprovaram que o fator de transformação era DNA.