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Imunoprofilaxia: soros e vacinas PROF. RODRIGO FELICIANO DO CARMO

Imunoprofilaxia:

soros e vacinas

PROF. RODRIGO FELICIANO DO CARMO

Imunoprofilaxia: soros e vacinas PROF. RODRIGO FELICIANO DO CARMO
Imunoprofilaxia: soros e vacinas PROF. RODRIGO FELICIANO DO CARMO
Imunoprofilaxia: soros e vacinas PROF. RODRIGO FELICIANO DO CARMO

Imunoprofilaxia

Imunoprofilaxia  Conjunto de métodos terapêuticos preventivos e curativos utilizando a resposta imune como mecanismo

Imunoprofilaxia  Conjunto de métodos terapêuticos preventivos e curativos utilizando a resposta imune como mecanismo
Imunoprofilaxia  Conjunto de métodos terapêuticos preventivos e curativos utilizando a resposta imune como mecanismo

Conjunto de métodos terapêuticos preventivos e curativos

utilizando a resposta imune como mecanismo de ação na

produção dos produtos terapêuticos;

preventivos e curativos utilizando a resposta imune como mecanismo de ação na produção dos produtos terapêuticos;
preventivos e curativos utilizando a resposta imune como mecanismo de ação na produção dos produtos terapêuticos;
preventivos e curativos utilizando a resposta imune como mecanismo de ação na produção dos produtos terapêuticos;

Imunidade ativa e passiva

Imunidade ativa e passiva Tipo Aquisição através de Imunidade passiva Anticorpo materno Imunoglobulinas

Tipo

Aquisição através de

Imunidade passiva

Anticorpo materno

Imunoglobulinas

Antitoxinas

de Imunidade passiva Anticorpo materno Imunoglobulinas Antitoxinas Imunidade ativa Infecção natural Vacinas

Imunidade ativa

Infecção natural

Vacinas

Organismos atenuados

ativa Infecção natural Vacinas Organismos atenuados Organismos inativados Macromoléculas microbianas

Organismos inativados

Macromoléculas microbianas purificadas

Antígenos microbianos clonados

Complexos multivalentes

Toxoide

Imunização passiva

Imunização passiva  Natural :  O feto recebe IgG materno através da placenta;  Transferência
Imunização passiva  Natural :  O feto recebe IgG materno através da placenta;  Transferência

Natural:

O feto recebe IgG materno através da placenta;

Transferência de IgA materno durante a amamentação;

Artificial:

Transferência de anticorpos: comumente utilizada em doenças fatais causadas

por toxinas, tais como o tétano;

Anticorpos contra veneno de serpente podem ser salvadores quando administrados após a picada;

Desvantagens: transmissão de doenças, reação contra Ig (doença do soro);

A imunidade passiva tem vida curta porque o hospedeiro não responde à

imunização, e a proteção dura apenas o tempo em que os anticorpos injetados persistem.

Não induz memória.

à imunização, e a proteção dura apenas o tempo em que os anticorpos injetados persistem. 

Uso de imunização passiva

Uso de imunização passiva
Uso de imunização passiva
Uso de imunização passiva

Agentes comumente utilizados na imunização passiva

Doença Agente Picada de aranha viúva-negra Antivenina de cavalo Botulismo Antitoxina de cavalo Difteria
Doença
Agente
Picada de aranha viúva-negra
Antivenina de cavalo
Botulismo
Antitoxina de cavalo
Difteria
Antitoxina de cavalo
Hepatites A e B
IgG humana combinada
Sarampo
IgG humana combinada
Raiva
IgG humana combinada
Picada de cobra
Antivenina de cavalo
Tétano
IgG humana combinada ou
antitoxina de cavalo
Raiva IgG humana combinada Picada de cobra Antivenina de cavalo Tétano IgG humana combinada ou antitoxina
Histórico  Edward Jenner (Século XVIII)  Varíola bovina (vacínia) conferia proteção contra a varíola

Histórico

Edward Jenner (Século XVIII)

Histórico  Edward Jenner (Século XVIII)  Varíola bovina (vacínia) conferia proteção contra a varíola

Varíola bovina (vacínia) conferia proteção contra a varíola humana;

(vacínia) conferia proteção contra a varíola humana;  1796: Inoculação com a varíola bovina protegia

1796: Inoculação com a varíola bovina protegia contra a varíola humana

surgimento do termo “Vacinação”;

1979: Uso da vacinação contra a varíola de forma universal pela OMS - Erradicação da varíola;

Robert Koch (Século XIX)

Microrganismos causavam doenças infecciosas;

Louis Pasteur

1880: vacina contra cólera aviária e vacina antirrábica;

estoriasdahistoria12.blogspot.com
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http://www.biography.com
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Introdução

Funções da resposta imune

Introdução  Funções da resposta imune  Reconhecimento;  Funções efetoras;  Regulação imune; 

Reconhecimento;

Funções efetoras;

Regulação imune;

Memória imunológica;

da resposta imune  Reconhecimento;  Funções efetoras;  Regulação imune;  Memória imunológica ;
da resposta imune  Reconhecimento;  Funções efetoras;  Regulação imune;  Memória imunológica ;
da resposta imune  Reconhecimento;  Funções efetoras;  Regulação imune;  Memória imunológica ;
da resposta imune  Reconhecimento;  Funções efetoras;  Regulação imune;  Memória imunológica ;

Exigências para uma vacina efetiva

Exigências para uma vacina efetiva  Varia de acordo com a natureza do organismo infectante: 

Varia de acordo com a natureza do organismo infectante:

Extracelulares: anticorpos;

Intracelulares: resposta T CD8+;

Defesa ao ponto de entrada do organismo: estímulo da imunidade mucosa;

As respostas imunes geralmente envolvem anticorpos dirigidos contra múltiplos epítopos, e apenas alguns desses anticorpos conferem proteção;

As vacinas são eficazes se o agente infeccioso não estabelecer latência, se não sofrer variação antigênica e se não interferir na resposta imune do hospedeiro (caso do HIV);

As vacinas são mais eficazes contra infecções que são limitadas aos hospedeiros humanos e não apresentam reservatórios animais;

Características de vacinas efetivas

Segurança

A vacina não deve causar doença ou

morte

Proteção

A vacina deve proteger contra a doença resultante da exposição ao patógeno vivo

contra a doença resultante da exposição ao patógeno vivo Fornecer proteção prolongada Proteção contra a doença

Fornecer proteção prolongada

Proteção contra a doença deve durar

muitos anos

Induzir anticorpos neutralizantes

Alguns patógenos (como o vírus da pólio) infectam células que não podem ser substituídas (Ex: neurônios). O anticorpo

neutralizante é essencial para prevenir a

infecção de tais células

Induzir células T protetoras

Alguns patógenos, particularmente os intracelulares, são mais efetivamente atacados por meio de respostas mediadas

por células

Considerações práticas

Baixo custo por dose Estabilidade biológica Fácil administração Poucos efeitos colaterais

A via de vacinação é um importante determinante de sucesso  Subcutânea>intraperitoneal>intravenosa ou

A via de vacinação é um importante

determinante de sucesso

A via de vacinação é um importante determinante de sucesso  Subcutânea>intraperitoneal>intravenosa ou

Subcutânea>intraperitoneal>intravenosa ou intragástrica

Subcutânea: antígenos são capturados pelas células de Langerhans;

Injeção

Desvantagens:

Dolorosas, caras, requerem agulhas, seringas e um aplicador treinado;

Impopulares junto ao receptor, reduzindo a aceitação;

Vacinação em massa é trabalhosa;

Problema imunológico: não é a via mais eficaz, uma vez que não imita a via usual de entrada da maioria dos patógenos;

A vacina Sabin de vírus da poliomielite é administrado por via oral (Zé Gotinha);

da maioria dos patógenos;  A vacina Sabin de vírus da poliomielite é administrado por via
Efeitos da dose do antígeno  Tolerância de zona baixa ou de zona alta 

Efeitos da dose do antígeno

Efeitos da dose do antígeno  Tolerância de zona baixa ou de zona alta  Abaixo

Tolerância de zona baixa ou de zona alta

Abaixo de uma dose limítrofe, a maioria das proteínas não desencadeia qualquer resposta imune;

Em doses muito altas, a resposta imune é inibida (importante na manutenção da tolerância às proteínas próprias);

Imunogenicidade aumentada: doses intermediárias.

na manutenção da tolerância às proteínas próprias);  Imunogenicidade aumentada: doses intermediárias.

Propriedades intrínsecas e fatores extrínsecos que afetam a

imunogenicidade das proteínas

Parâmetro Imunogenicidade aumentada Imunogenicidade reduzida Tamanho Grande Pequena Dose Intermediária Alta ou
Parâmetro
Imunogenicidade aumentada
Imunogenicidade reduzida
Tamanho
Grande
Pequena
Dose
Intermediária
Alta ou baixa
Via de administração
Subcutânea>intraperitoneal>intravenosa ou intragástrica
Composição
Complexa
Simples
Forma
Particulada
Solúvel
Desnaturada
Original
Semelhança com proteínas próprias
Muitas diferenças
Poucas diferenças
Adjuvantes
Liberação lenta
Liberação rápida
Bactéria
Sem bactéria
Interação com MHC do indivíduo
Eficaz
Ineficaz
Liberação lenta Liberação rápida Bactéria Sem bactéria Interação com MHC do indivíduo Eficaz Ineficaz

A eficácia de uma vacina pode ser aumentada

dirigindo-a para os locais de apresentação de

antígenos

dirigindo-a para os locais de apresentação de antígenos  Estratégias para o aumento da eficácia na

Estratégias para o aumento da eficácia na apresentação de

antígenos:

Impedir a proteólise do antígeno quando está se dirigindo para as APCs (por isso muitas vacinas são injetáveis, pois por via oral, são digeridas);

Dirigir seletivamente a vacina para as APCs

digeridas);  Dirigir seletivamente a vacina para as APCs  Revestimento com manose (para aumentar a

Revestimento com manose (para aumentar a captura com receptores de manose);

Antígenos ligados a proteínas de membrana associados aos lisossomas e

endossomas;

Antígeno acoplado com anticorpos (opsonização);

Desenvolver métodos de Engenharia Genética para a captação seletiva de antígeno dentro das células;

 Desenvolver métodos de Engenharia Genética para a captação seletiva de antígeno dentro das células;
TIPOS DE VACINAS Organismos inteiros Macromoléculas purificadas

TIPOS DE VACINAS

Organismos inteiros

TIPOS DE VACINAS Organismos inteiros Macromoléculas purificadas
TIPOS DE VACINAS Organismos inteiros Macromoléculas purificadas

Macromoléculas purificadas

TIPOS DE VACINAS Organismos inteiros Macromoléculas purificadas
TIPOS DE VACINAS Organismos inteiros Atenuadas Inativadas

TIPOS DE VACINAS

Organismos inteiros

TIPOS DE VACINAS Organismos inteiros Atenuadas Inativadas

Atenuadas

Inativadas

TIPOS DE VACINAS Organismos inteiros Atenuadas Inativadas

As vacinas de vírus vivos atenuados normalmente são mais potentes do que as vacinas “mortas” e podem ser mais seguras com o emprego da tecnologia do DNA recombinante

seguras com o emprego da tecnologia do DNA recombinante  Vacinas com vírus atenuado são mais

Vacinas com vírus atenuado são mais potentes pois podem produzir proteínas no citosol, que podem ser apresentados ao MHC I, gerando células T CD8;

Vacinas virais atenuadas: poliomielite, sarampo, caxumba, rubéola e varicela.

Atenuação: cultivo de vírus em células não-humanas (tornando-se menos aptos a crescerem em células humanas) o vírus adquire mutações para crescer em células não-humanas. OBS: é possível que uma cepa patogênica reapareça por

uma nova série de mutações;

crescer em células não-humanas. OBS: é possível que uma cepa patogênica reapareça por uma nova série

As vacinas de vírus vivos atenuados normalmente são mais potentes do que as vacinas “mortas” e podem ser mais seguras com o emprego da

tecnologia do DNA recombinante

Vacinas virais atenuadas apresentam risco

em imunodeficientes;

Estratégias de superação DNA recombinante:

Isolamento e a mutagênese in vitro de

genes virais específicos

de superação – DNA recombinante:  Isolamento e a mutagênese in vitro de genes virais específicos

As vacinas bacterianas vivas atenuadas podem ser

desenvolvidas pela seleção de mutantes

incapacitados ou não-patogênicos

seleção de mutantes incapacitados ou não-patogênicos  BCG – contra tuberculose;  Obtida a partir de

BCG contra tuberculose;

Obtida a partir de um isolado patogênico de Mycobacterium bovis no século XX;

Vantagens:

Induz resposta mais eficiente

Memória mais duradoura

Desvantagens:

Risco de reversão da atenuação

Infecção pela própria vacina

Memória mais duradoura  Desvantagens:  Risco de reversão da atenuação  Infecção pela própria vacina

Diferenças entre vacinas atenuadas e inativadas

Diferenças entre vacinas atenuadas e inativadas
Diferenças entre vacinas atenuadas e inativadas

Vacinas atenuadas X Vacinas inativadas

Vacinas atenuadas X Vacinas inativadas
Vacinas atenuadas X Vacinas inativadas
Vacinas atenuadas X Vacinas inativadas
Vacinas atenuadas X Vacinas inativadas
VACINAS ATENUADAS Vacina contra a tuberculose (BCG) Vacina oral contra a poliomielite (tipo Sabin) Vacina

VACINAS ATENUADAS

VACINAS ATENUADAS Vacina contra a tuberculose (BCG) Vacina oral contra a poliomielite (tipo Sabin) Vacina contra

Vacina contra a tuberculose (BCG)

Vacina oral contra a poliomielite (tipo Sabin)

Vacina contra o sarampo Vacina contra a rubéola

Vacina contra a caxumba

Vacina tríplice viral (contra sarampo/ caxumba/ rubéola) Vacina dupla viral (contra sarampo/ rubéola) Vacina contra a catapora (varicela) Vacina contra a varíola

Vacina contra a febre amarela

(contra sarampo/ rubéola) Vacina contra a catapora (varicela) Vacina contra a varíola Vacina contra a febre

BCG

Bacilo de Calmete-Guérin (M. bovis)

13 anos de atenuação, através de 231 passagens em meio de cultura.

1921 início dos ensaios clínicos

1927 liberado para uso humano

1929 72 crianças mortas após vacinação

Contaminação com cepa virulenta de M.tuberculosis

Vacina humana mais antiga em uso

mortas após vacinação • Contaminação com cepa virulenta de M.tuberculosis Vacina humana mais antiga em uso
mortas após vacinação • Contaminação com cepa virulenta de M.tuberculosis Vacina humana mais antiga em uso
mortas após vacinação • Contaminação com cepa virulenta de M.tuberculosis Vacina humana mais antiga em uso

BCG

Composição:

- Bacilos vivos atenuados de Mycobacterium bovis

e glutamato de sódio.

Aplicação intradérmica

Músculo deltoide, braço direito

Formação de pápula pústula úlcera (3

meses)

Dose única ao nascer

Músculo deltoide, braço direito Formação de pápula  pústula  úlcera (3 meses) Dose única ao
Músculo deltoide, braço direito Formação de pápula  pústula  úlcera (3 meses) Dose única ao
Músculo deltoide, braço direito Formação de pápula  pústula  úlcera (3 meses) Dose única ao

Contra-indicações

Imunodeficientes e imunocomprometidos;

Crianças com peso inferior a 2 kg;

Lesões ativas extensas na pele.

Imunodeficientes e imunocomprometidos; Crianças com peso inferior a 2 kg; Lesões ativas extensas na pele.
Imunodeficientes e imunocomprometidos; Crianças com peso inferior a 2 kg; Lesões ativas extensas na pele.
Imunodeficientes e imunocomprometidos; Crianças com peso inferior a 2 kg; Lesões ativas extensas na pele.

POLIOMIELITE OU PARALISIA INFANTIL

Enterovírus (RNA) 3 sorotipos;

Infecção fecal-oral ou oral-oral;

Faringe Intestino Vasos linfáticos e sanguíneos Sistema nervoso central (3%);

Destruição de neurônios motores paralisia

flácida em membros inferiores (1%);

Infecção em células nervosas que controlam músculos respiratórios e da deglutição Morte

inferiores (1%); • Infecção em células nervosas que controlam músculos respiratórios e da deglutição  Morte
inferiores (1%); • Infecção em células nervosas que controlam músculos respiratórios e da deglutição  Morte

VACINAS

VACINAS  Vacina oral de vírus atenuado (VOP ou vacina Sabin);  Vacina inativada de poliovírus
VACINAS  Vacina oral de vírus atenuado (VOP ou vacina Sabin);  Vacina inativada de poliovírus

Vacina oral de vírus atenuado (VOP ou vacina Sabin);

Vacina inativada de poliovírus (VIP ou vacina Salk) intramuscular;

ou vacina Sabin);  Vacina inativada de poliovírus (VIP ou vacina Salk) – intramuscular; Jonas Salk
ou vacina Sabin);  Vacina inativada de poliovírus (VIP ou vacina Salk) – intramuscular; Jonas Salk
ou vacina Sabin);  Vacina inativada de poliovírus (VIP ou vacina Salk) – intramuscular; Jonas Salk

Jonas Salk

Albert Sabin

Vacina oral atenuada

Vacina oral atenuada • Contém os 3 sorotipos • Cultivada em células Vero • Contém neomicina
Vacina oral atenuada • Contém os 3 sorotipos • Cultivada em células Vero • Contém neomicina

Contém os 3 sorotipos

Cultivada em células Vero

Contém neomicina e estreptomicina

Vírus vacinal liberado nas fezes por até 6 semanas

Esquema vacinação:

nas fezes por até 6 semanas • Esquema vacinação: • 1ª dose: VIP (2º mês) •

1ª dose: VIP (2º mês)

2ª dose: VIP (4º mês)

3ª dose: VOP (6º mês)

Reforço: VOP (15 meses)

• 3ª dose: VOP (6º mês) • Reforço: VOP (15 meses) Eficaz em induzir imunidade: 50%

Eficaz em induzir imunidade:

50% imune após 1 dose

95% imune após 3 doses

VOP (6º mês) • Reforço: VOP (15 meses) Eficaz em induzir imunidade: 50% imune após 1

VACINA ORAL ATENUADA

Vantagens:

1. Facilidade de administração;

2. Imunidade no sangue e no intestino;

3. Dispersão do vírus vacinal na natureza

4. Imunidade de longa duração

(provavelmente vida toda);

Desvantagens:

1. Reversão do vírus para a forma selvagem (1 caso para cada 750.000 doses);

2. Infecção em imunodeficientes;

1. Reversão do vírus para a forma selvagem (1 caso para cada 750.000 doses); 2. Infecção
1. Reversão do vírus para a forma selvagem (1 caso para cada 750.000 doses); 2. Infecção

Contra indicações

Contra indicações a) adquirida) b) crianças filhas de mãe HIV+ antes da definição diagnóstica. crianças
Contra indicações a) adquirida) b) crianças filhas de mãe HIV+ antes da definição diagnóstica. crianças

a)

adquirida)

b) crianças filhas de mãe HIV+ antes da definição diagnóstica.

crianças imunodeprimidas (com deficiência imunológica congênita ou

c)

ocasião de idade de vacinação.

d)

imunodeprimida.

e)

f) história de complicação paralítica (paralisia flácida) após dose anterior de vacina oral contra poliomielite - VOP.

recém nascidos que permaneçam internados em unidade neonatal por

crianças que estejam em contato domiciliar ou hospitalar com pessoa

pessoas submetidas a transplante de medula óssea ou órgãos sólidos.

em contato domiciliar ou hospitalar com pessoa pessoas submetidas a transplante de medula óssea ou órgãos

Tríplice viral

Tríplice viral  Sarampo, caxumba (papeira) e rubéola;  Doenças de transmissão respiratória;  Rubéola
Tríplice viral  Sarampo, caxumba (papeira) e rubéola;  Doenças de transmissão respiratória;  Rubéola

Sarampo, caxumba (papeira) e rubéola;

Doenças de transmissão respiratória;

Rubéola associada a malformações do feto em mulheres grávidas

Microencefalia, catarata, malformações cardíacas;

Caxumba
Caxumba
Sarampo
Sarampo
Rubéola
Rubéola

Tríplice viral

Aplicação subcutânea;

1ª dose: 12 meses;

2º dose: 15 meses;

Efeitos colaterais: febre e coriza;

Contra-indicações:

Hipersensibilidade a neomicina;

Imunodeficientes;

Gestantes;

febre e coriza;  Contra-indicações:  Hipersensibilidade a neomicina;  Imunodeficientes;  Gestantes;
febre e coriza;  Contra-indicações:  Hipersensibilidade a neomicina;  Imunodeficientes;  Gestantes;
febre e coriza;  Contra-indicações:  Hipersensibilidade a neomicina;  Imunodeficientes;  Gestantes;
febre e coriza;  Contra-indicações:  Hipersensibilidade a neomicina;  Imunodeficientes;  Gestantes;

Febre amarela

Febre amarela  Vírus atenuado (cepa 17D), cultivada em ovos embrionados de galinha, produzida no Brasil;
Febre amarela  Vírus atenuado (cepa 17D), cultivada em ovos embrionados de galinha, produzida no Brasil;

Vírus atenuado (cepa 17D), cultivada em ovos embrionados de

galinha, produzida no Brasil;

Indicado a partir dos 9 meses em indivíduos que residam ou viajarem para áreas endêmicas (1 dose a cada 10 anos);

Aplicação por via subcutânea;

Contra-indicações:

Aplicação por via subcutânea;  Contra-indicações:  Crianças menores que 6 meses  Encefalite; 

Crianças menores que 6 meses Encefalite;

Gestantes;

Imunodeficientes;

Hipersensibilidade a ovo;

Aedes aegypti

VACINAS INATIVADAS 1. Microorganismos inteiros e inativados por meios físicos ou químicos, geralmente o formaldeído,

VACINAS INATIVADAS

VACINAS INATIVADAS 1. Microorganismos inteiros e inativados por meios físicos ou químicos, geralmente o formaldeído, de

1.

Microorganismos inteiros e inativados por meios físicos ou químicos,

geralmente o formaldeído, de tal modo que perdem sua capacidade infecciosa, mas mantêm suas propriedades protetoras.

2. Produtos tóxicos dos microrganismos inativados.

3. Vacinas de Subunidades ou de fragmentos de microorganismos.

4. Vacinas obtidas por engenharia genética.

5. Vacinas glico-conjugadas, em que os componentes polissacarídeos

citados são conjugados a proteínas (toxóides) criando-se um complexo capaz de provocar resposta imunológica.

citados são conjugados a proteínas (toxóides) criando-se um complexo capaz de provocar resposta imunológica.

VACINAS INATIVADAS

VACINAS INATIVADAS • Vantagens: • Não oferece risco de infecção • Desvantagem: • Risco de

Vantagens:

Não oferece risco de infecção

Desvantagem:

Risco de seleção negativa de Ag relevantes;

Indução de resposta inadequada;

Memória de curta duração;

Risco de seleção negativa de Ag relevantes; • Indução de resposta inadequada; • Memória de curta
Risco de seleção negativa de Ag relevantes; • Indução de resposta inadequada; • Memória de curta
VACINAS INATIVADAS Vacina contra polio (tipo Salk) Vacina tríplice bacteriana (Difteria, Tétano e Coqueluche) Vacina

VACINAS INATIVADAS

VACINAS INATIVADAS Vacina contra polio (tipo Salk) Vacina tríplice bacteriana (Difteria, Tétano e Coqueluche) Vacina

Vacina contra polio (tipo Salk)

Vacina tríplice bacteriana (Difteria, Tétano e Coqueluche) Vacina Dupla (contra Difteria, Tétano)

Vacina contra hepatite A

Vacina contra hepatite B Vacina combinada contra as hepatites A e B Vacina contra o Haemophilus influenza b

Vacina contra a doença meningocócica

Vacinas contra a doença pneumocócica Vacina contra a Gripe (vírus influenza)

b Vacina contra a doença meningocócica Vacinas contra a doença pneumocócica Vacina contra a Gripe (vírus
VACINAS INATIVADAS Organismos inteiros Macromoléculas purificadas -Toxóides -Polissacarídeos capsulares -Antígenos

VACINAS INATIVADAS

VACINAS INATIVADAS Organismos inteiros Macromoléculas purificadas -Toxóides -Polissacarídeos capsulares -Antígenos

Organismos inteiros

Macromoléculas purificadas

-Toxóides

-Polissacarídeos capsulares

-Antígenos recombinantes

Organismos inteiros Macromoléculas purificadas -Toxóides -Polissacarídeos capsulares -Antígenos recombinantes

Vacina inativada de poliovirus (VIP)

Contém os 3 sorotipos

do vírus

Cultivada em células Vero

Inativada com

formaldeído

Administrada pela via intramuscular.

do vírus • Cultivada em células Vero • Inativada com formaldeído • Administrada pela via intramuscular.

INFLUENZA

Três tipos: A, B, C;

Subtipos variantes de acordo com os principais antígenos de superfície: Hamaglutinina (H) e Neuraminidase (N)

B, C;  Subtipos variantes de acordo com os principais antígenos de superfície: Hamaglutinina (H) e
B, C;  Subtipos variantes de acordo com os principais antígenos de superfície: Hamaglutinina (H) e
B, C;  Subtipos variantes de acordo com os principais antígenos de superfície: Hamaglutinina (H) e
VACINA CONTRA INFLUENZA  Antígenos de superfície purificados;  Vacina trivalente: cepas de maior circulação;

VACINA CONTRA INFLUENZA

Antígenos de superfície purificados;

Vacina trivalente: cepas de maior circulação;

Indicação:

Crianças maiores que 6 meses ou maiores de 60 anos;

Doenças crônicas (asma, diabetes, imunodeficientes);

Imunidade confere proteção em até 1 ano;

Aplicação intramuscular;

(asma, diabetes, imunodeficientes);  Imunidade confere proteção em até 1 ano;  Aplicação intramuscular;
(asma, diabetes, imunodeficientes);  Imunidade confere proteção em até 1 ano;  Aplicação intramuscular;
(asma, diabetes, imunodeficientes);  Imunidade confere proteção em até 1 ano;  Aplicação intramuscular;

Tríplice bacteriana (DTP)

Tríplice bacteriana (DTP)  Vacina produzida a partir de toxinas bacterianas;  Difteria ( Corynebacterium

Vacina produzida a partir de toxinas bacterianas;

Difteria (Corynebacterium diphtheriae);

Tétano (Clostridium tetani);

Coqueluche (Bordetella pertussis);

Aplicação intramuscular;

1ª dose: 2 meses;

2ª dose: 4 meses;

3ª dose: 6 meses;

1º reforço: 15 meses;

2º reforço: 4 anos;

 1º reforço: 15 meses;  2º reforço: 4 anos;  Pode ser ministrada combinada com

Pode ser ministrada combinada com a vacina para Haemophilus inluenzae tipo B (tetravalente) e a Hepatite B (pentavalente);

ser ministrada combinada com a vacina para Haemophilus inluenzae tipo B (tetravalente) e a Hepatite B
ESQUEMA DE PRODUÇÃO DE TOXÓIDES Crescimento da bactéria em meio de cultura Isolamento e purificação

ESQUEMA DE PRODUÇÃO DE TOXÓIDES

ESQUEMA DE PRODUÇÃO DE TOXÓIDES Crescimento da bactéria em meio de cultura Isolamento e purificação das

Crescimento da bactéria em meio de cultura

ESQUEMA DE PRODUÇÃO DE TOXÓIDES Crescimento da bactéria em meio de cultura Isolamento e purificação das

Isolamento e purificação

das toxinas

ESQUEMA DE PRODUÇÃO DE TOXÓIDES Crescimento da bactéria em meio de cultura Isolamento e purificação das
Adição de adjuvantes  Antígenos purificados em geral não são fortemente imunogênicos;  Adjuvantes:
Adição de adjuvantes  Antígenos purificados em geral não são fortemente imunogênicos;  Adjuvantes:

Adição de adjuvantes

Adição de adjuvantes  Antígenos purificados em geral não são fortemente imunogênicos;  Adjuvantes:
Adição de adjuvantes  Antígenos purificados em geral não são fortemente imunogênicos;  Adjuvantes:

Antígenos purificados em geral não são fortemente imunogênicos;

Adjuvantes: substâncias que aumentam a imunogenicidade de antígenos (geralmente constituintes estéreis de paredes de bactérias);

A toxina pertussis possui propriedades adjuvantes intrínsecas, e quando

administradas junto com os toxoides do tétano e da difteria, não apenas vacina contra a coqueluche, também atua como adjuvante para os outros dois toxoides (Vacina tríplice DPT dada no primeiro ano de vida);

também atua como adjuvante para os outros dois toxoides (Vacina tríplice DPT – dada no primeiro
Contra-indicações : 1. 2. Idade acima de 7 anos; Ocorrência de manifestações neurológicas (convulsão, no
Contra-indicações : 1. 2. Idade acima de 7 anos; Ocorrência de manifestações neurológicas (convulsão, no

Contra-indicações:

1.

2.

Idade acima de 7 anos;

Ocorrência de manifestações neurológicas (convulsão, no

Ocorrência de manifestações neurológicas (convulsão, no prazo de 3 dias, ou encefalopatia, até 7 dias após

prazo de 3 dias, ou encefalopatia, até 7 dias após a vacinação) - esses eventos são muito raros e devem ser excluídas outras causas;

Colapso ou choque (quadro em que a criança fica muito pálida, perde a consciência e não reage a estímulos, que geralmente ocorre em crianças que têm febre alta após a vacina DPT; apesar de assustador, o quadro tem evolução benigna e não deixa sequelas) dentro de 48 horas após a administração da vacina contra a coqueluche.

3.

tem evolução benigna e não deixa sequelas) dentro de 48 horas após a administração da vacina

Hepatite B

Vacina recombinante

HBsAg em leveduras

Dose ao nascer ou em qualquer idade (esquema 0,1,6 meses)

Aplicação intramuscular;

 HBsAg em leveduras  Dose ao nascer ou em qualquer idade (esquema 0,1,6 meses) 
 HBsAg em leveduras  Dose ao nascer ou em qualquer idade (esquema 0,1,6 meses) 

As vacinas conjugadas foram desenvolvidas como resultado

da compreensão de como as células T e B colaboram em

uma resposta imune

de como as células T e B colaboram em uma resposta imune  Necessidade de ativação

Necessidade de ativação de mais de um tipo celular;

Desenvolvimento de vacinas conjugadas com polissacarídeos bacterianos;

Opsonização da capa polissacarídica pelo anticorpo;

Neisseria meningitidis (Meningococo), Streptococcus pneumoniae (Pneumococo) e Haemophilus influenzae;

Os anticorpos constituem o único mecanismo que previne

infecções através da neutralização e eliminação dos

microrganismos antes que consigam se estabelecer no hospedeiro;

As melhores vacinas são aquelas que estimulam o desenvolvimento de plasmócitos de vida longa;

no hospedeiro;  As melhores vacinas são aquelas que estimulam o desenvolvimento de plasmócitos de vida

Haemophilus influenzae tipo B (Hib)

Antes da vacinação, Hib era o agente que mais comumente causava meningite bacteriana (600 mortes ano/EUA), além de outras seqüelas como surdez, retardo mental e ataque epilético.

Vacina liofilizada do polissacarídeo capsular poliribosil- ribitol fosfato (PRP) purificado de Hib, covalentemente ligado ao toxóide tetânico.

Esquema de vacinação ministrado junto com a DTP a

partir dos 2 meses

covalentemente ligado ao toxóide tetânico.  Esquema de vacinação ministrado junto com a DTP a partir
covalentemente ligado ao toxóide tetânico.  Esquema de vacinação ministrado junto com a DTP a partir
covalentemente ligado ao toxóide tetânico.  Esquema de vacinação ministrado junto com a DTP a partir