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QUINZENÁRIO INDEPENDENTE AO SERVIÇO DAS COMUNIDADES DE LÍNGUA PORTUGUESA

AO SERVIÇO DAS COMUNIDADES DE LÍNGUA PORTUGUESA 1 a Quinzena de Abril de 2010 Ano XXX

1 a Quinzena de Abril de 2010 Ano XXX - No. 1083 Modesto, California $1.50 / $40.00 Anual

Ano XXX - No. 1083 Modesto, California $1.50 / $40.00 Anual Semana Feliz Santa Páscoa E
Semana Feliz Santa Páscoa E a Morte tornou-se Vida
Semana
Feliz
Santa
Páscoa
E a Morte tornou-se Vida

El Descendimiento, pintado em 1443 por Rogier van der Weyden. Museu do Prado, Madrid

CARNAVAL

Carnaval vai à Austrália

Depois do sucesso na California e na Costa Leste, o Gru- po Artesia Carnaval em Acção, com o José Enes e amigos, vai este verão actuar várias vezes na Austrália e possível- mente em Timor. As conversações estão a progredir positivamente e a Co- munidade Portuguesa da Austrália quer mesmo ver esta Comédia carnavalesca do Hélio Costa. Por sua vez o Bailinho da Banda Portuguesa de San José, de Daniel Arruda, vai ao Canadá muito em breve.

ARTE

Hélia e João na Terceira

Os pintores Hélia Sousa e João de Brito vão expor algumas das suas obras nas Sanjoaninas deste ano. Este convite partiu da Câmara Municipal de Angra do Heroismo, que deseja que todos os anos haja um intenso intercâmbio de artistas residen- tes na California nas festas tradicionais açorianas.

tes na California nas festas tradicionais açorianas. ENSINO Elmano Costa Elmano Costa, State University,

ENSINO

tes na California nas festas tradicionais açorianas. ENSINO Elmano Costa Elmano Costa, State University, Stanislaus,

Elmano Costa

Elmano Costa, State University, Stanislaus, professor, has been appointed to endowed professor- ship in Education. Elmano Costa will be the Christie Sue Whalen- Saxten Professor of Teacher Edu- cation. This endowment was es- tablished to support and enhance teacher-training programs.

tablished to support and enhance teacher-training programs. www.portuguesetribune.com www.tribunaportuguesa.com

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SEGUNDA PÁGINA

1 de Abril de 2010

Olhos de águia e baleia à vista   Crónicas do Perrexil

Olhos de águia e baleia à vista

Olhos de águia e baleia à vista   Crónicas do Perrexil
 

Crónicas do Perrexil

 
 

EDITORIAL

 

J. B. Castro Avila

Por favor, deixem o vosso orgulho em casa!

   

Quando éramos pequenos, meus avós alugavam todos os anos uma casa no Monte da Ajuda, mesmo por cima de Santa Cruz, onde pas- sávamos um mês de férias. As casas pertenciam à Igreja. Era uma ma- neira sui generis de passar uns dias num ambiente bonito e com vista de primeira classe para o mar. Até me lembro que um ano fizemos uma festa do Espirito Santo e até tivemos um bezerro enfeitado e com muitos amigos à volta. Haviam dois entre- tinimentos para nós - caçar coelhos de laço e vigiar baleias. O mestre Chico, amigo da familia, deixava- nos vigiar baleias quando ele queria descansar um pouco. E foi num dia de baleação, num fim de semana e com alguns visitantes ao Monte da Ajuda, que eu descobri que tinha os olhos diferentes de muita gente. Po- dia ver mais longe que todos. Estávamos sentados no muro em frente à Igreja da Nossa Senhora da Ajuda a tentar ver o que se passava lá longe, com os nossos botes baleeiros, quando eu, talvez com 6 ou 7 anos de idade, disse em bom som: "Os botes vão todos à vela atrás da baleia". O que eu fui dizer. Todos olharam para mim e disseram: "Eh rapaz, t'ás tolo o quê? Como é que podes ver os bo- tes à vela se ninguém de nós os vê?

Eu só disse, baixinho, quase enver- gonhado: "Perguntem ao Tio Chico". Algumas das pessoas dirigiram-se à vigia e viu-os a gesticular com o vi- gia. Vieram para trás e confirmaram aquilo que eu tinha dito. Então, de um momento para o outro, passei a ser o "vigia" deles". "O que é que eles estão a fazer ago- ra? E eu dizia-lhes: "Agora eles estão a virar para a esquerda, talvez a ba- leia se tenha desviado. E por aí fora. Foi uma tarde inesquecível, onde descobri que via mais ao longe do que toda a gente. Quando viemos para a America, eu, para gáudio dos meus amigos e fa- miliares, conseguia ler os letreiros das auto-estradas muito antes que toda a gente. Hoje, passados estes anos todos, os meus olhos já não são os mesmos.

sim e eu corri com todas as minhas

forças desde a Calheta até à Barra, onde pedi ao mestre Pedro Alcânta-

Um pedido aos homens de boa vontade da minha idade e mais velhos:

Deixem que os vossos filhos tomem as rédeas desta co- munidade, da mesma maneira que vós a tomastes há 30 ou 40 anos atrás.

ra

para ir na lancha dele (Estefânia

Correia). E assim foi. Já levávamos cerca de 4 horas de viagem e a ver o Faial à nossa es- querda. Era hora de almoço. Come- mos chicarros, pão de milho e um copinho de vinho de cheiro. À uma hora da tarde mestre Pedro entrou em contacto, como era da norma, com a Rádio Naval da Horta. A ba- leia seguia à nossa frente a cerca de meia milha. As notícias da Rádio Naval eram mui- to más. Aproximava-se um "rabo"

Por favor não aceitem cargos que hoje são devidos a ou- tros mais novos e com uma diferente visão do que quere- mos que seja a nossa comunidade no futuro. Tenham or- gulho de dizer NÃO. Trabalhem na rectaguarda, ajudando aqueles que mais precisam. E a vossa ajuda vai ser sem- pre muito preciosa. Sintam orgulho de os ver caminhar no bom sentido.

Por favor deixem o vosso orgulho em casa, gozem a vida que bem a merecem, brinquem com os vossos netos, na certeza que os vossos filhos/filhas tratarão tão bem esta comunidade como vós a tratastes estes anos todos.

de um furacão e pediam às embar- cações todas para regressar a terra. Era 1 hora da tarde. Dissemos adeus à baleia, e começámos a regressar à Graciosa. Deixo os pormenores do nosso regresso à vossa imaginação.

Se o não fizermos agora, NOW, estaremos a afastar o me- lhor da nossa juventude, que tem o dever de tomar as ré- deas do futuro.

Para bom entendedor, não precisamos dizer mais nada. Agora que disse o que sinto na alma, vou fechar esta edi- ção e brincar com os meus oito netos.

Deveríamos ter uns 15 anos, estava de férias com a minha avó na Gracio- sa, quando num belo dia de Agosto, ouvi tocar para a baleia. Para alguém ir à baleia tinha que ter autorização do Delegado Marítimo. Corri à Ca- lheta, bati à porta dele e expliquei- lhe que era um amante da baleação e gostava de ir à baleia. Ele disse que

A

ida para lá tinha levado 4 horas e o

regresso levou mais de 8.

Calculem a pancadaria que nós apa- nhámos e a rebocar dois botes. Um dia louco, mesmo louco, que não me assustou tanto como as viagens de avião.

 

O

cais estava cheio de gente à nossa

FELIZ PÁSCOA

jose avila

 

espera. Um dia para não esquecer.

 
FELIZ PÁSCOA jose avila   espera. Um dia para não esquecer.   Year XXX, Number 1083,
COLABORAÇÃO 3 Tribuna da Saudade História de um Romeiro Ferreira Moreno tre, enquanto este “debulha”
COLABORAÇÃO 3 Tribuna da Saudade História de um Romeiro Ferreira Moreno tre, enquanto este “debulha”

COLABORAÇÃO

3

Tribuna da Saudade História de um Romeiro Ferreira Moreno
Tribuna da Saudade
História de um Romeiro
Ferreira Moreno
Tribuna da Saudade História de um Romeiro Ferreira Moreno tre, enquanto este “debulha” a tradicional saudação,

tre, enquanto este “debulha” a tradicional saudação, ou SALVÉ, pedindo licença p’ra

entrar. Em sinal de respeito, os romeiros deixam os bordões estendidos no adro, ingressan- do na igreja. A portas-adentro fazem as suas preces e peditório, incluindo as ben- ditas almas do purgatório, os enfermos e aflitos, bem como todo esse rosário de in- tenções e pedidos, formulados ao longo da caminhada.

F indas as suas preces, os romeiros

empunham de novo os bordões. É

então que o pessoal da freguesia

se acerca prestando acolhimento

p’rà pernoitada. O mestre e contramestre, seguidamente, vão dividindo e distribuin- do os “irmãos” (romeiros), começando com os mais novos e os mais velhos do rancho. Nas casas, onde ficam i n s t a l a d o s , os romeiros lavam os pés em água bem quente com sal, e partilham na refeição que

lhes foi pre- parada. Após uns momentos de amena ca-

vaqueira, despedem-se p’ra se irem deitar, pois que, às três horas de manhã, lá toca

a sineta pelas ruas desertas e silenciosas

da freguesia, recordando aos romeiros ser tempo p’ra se prepararem p’rà missa, antes de prosseguirem na romaria. Cansado, mas com a alma rejuvenescida, o

nosso Tibério continuou a palmilhar a ilha, integrado no pano fundo da paisagem, ora alagada por chuvas impertinentes, ora ilu- minada pela Primavera a desabrochar em flores e fragrâncias.

E assim, durante uma semana, o Tibério

comungou com os restantes “irmãos” o mesmo sentimento de penitência e oração, vibrando numa fé ardente, herança precio- sa acumulada por gerações sucessivas no inviolável cofre da religiosa

Alma Micaelense!

Como é linda a Romaria, Como é lindo ser Romeiro; Pedir à Virgem Maria P’la paz no mundo inteiro.

Todos juntos caminhando, Do mais velho ao mais novo; Na Romaria mostrando Como é a fé dum povo.

foto de duarte verissimo

P resentemente, em S. Miguel, estão

a realizar-se as tradicionais roma-

rias quaresmais. O meu estimado

conterrâneo Tibério Oliveira, re-

fazer o anúncio na igreja. Imediatamente,

o Tibério foi procurar o Manuel Penacho

p’ra ser o Mestre do Rancho. A notícia espalhou-se vertiginosamente, e um mês antes da Quaresma o número de romeiros inscritos elevava-se a 147.

Os ensaios tiveram lugar à noite na igreja paroquial, até que finalmente chegou o dia marcado p’rà saída da Romaria. Manhã cedo, com as estrelas a piscar nas alturas, qual rosário de contas acesas, e com o manto da noite esfarrapando-se pelo lombo cinzento dos montes, já a Matriz regurgitava de povo. Um cheiro a incen-

so e cera a arder evolava o ar, enquanto as badaladas do sino grande, manejado pelo sineiro Zé Custódio Pombinho, plangiam

o seu chamamento p’rà Missa, acompa-

nhada a cânticos pelos Romeiros. Após a homilia do sacerdote, o mestre do rancho fez a invocação à padroeira e lá se foram os romeiros, dois a dois, lenço amar-

rado à cabeça, xaile aos ombros, sacola a tiracolo e bordão na mão, numa jornada

de

penitência e oração, de visita às “Casas

da

Senhora”, espalhadas pela verdejante e

perfumada ilha, entoando a magoada, en- ternecedora e característica Avé-Maria! Por uma semana inteira, desde o nascer ao pôr-do-sol, o rancho ribeiragrandense percorreu e trilhou caminhos e atalhos,

estradas e várzeas, em busca das igrejas e ermidas que a devoção do nosso povo há erguido a Nossa Senhora.

E uma vez chegados à igreja escolhida

como termo da jornada desse dia, os ro- meiros fazem um círculo à volta do mes-

sidente na Califórnia desde 1967, partici- pou numa romaria que divulguei através duma crónica, publicada em 1987, e que agora passo a transcrever parcialmente

Ao cair duma tarde de Dezembro, quan- do o lusco-fusco se confundia com o to- que manso das “Trindades”, ecoando em nostalgia pela viçosa planície ribeiragran- dense, ouviram-se as passadas largas e pausadas dum rapaz forte e seguro de si, dirigindo-se p’rà igreja Matriz de Nossa Senhora da Estrela. Tratava-se do Tibério, há pouco vindo do Ultramar Português, aonde estivera em missão de soberania com um destaca- mento expedicionário das Forças Arma- das. Entrando pela porta do guarda-vento, persignou-se com água benta e, após uma curta oração diante do Santíssimo Sacra- mento, sentou-se no banco da frente, mes- mo diante do altar-mór da santa padroeira, e ali se ficou, olhar fixo na Senhora, perdi- do em contemplativa meditação. Quando finalmente acordou do seu reco- lhimento, encaminhou-se p’rà residência do padre Manuel Sousa, que o acolheu num misto de intriga e curiosidade. Palava puxa palavra, o Tibério “botou os trunfos na mesa”. Porque é que a Ribeira Grande não “punha na rua” o seu Rancho de Romeiros?! Uma a uma o Tibério “desbaratou” as ob- jecções do padre Manuel e combinaram

na rua” o seu Rancho de Romeiros?! Uma a uma o Tibério “desbaratou” as ob- jecções
na rua” o seu Rancho de Romeiros?! Uma a uma o Tibério “desbaratou” as ob- jecções
na rua” o seu Rancho de Romeiros?! Uma a uma o Tibério “desbaratou” as ob- jecções

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COMUNIDADE

1 de Abril de 2010

4 C O M U N I D A D E 1 de Abril de 2010
4 C O M U N I D A D E 1 de Abril de 2010
4 C O M U N I D A D E 1 de Abril de 2010
4 C O M U N I D A D E 1 de Abril de 2010

Não perca a oportunidade de participar e discutir o fenómeno Espírito Santo

COLABORAÇÃO 5 Muito Bons Somos Nós Até que enfim é Páscoa Joel Neto neto.joel@gmail.com Todos
COLABORAÇÃO 5 Muito Bons Somos Nós Até que enfim é Páscoa Joel Neto neto.joel@gmail.com Todos

COLABORAÇÃO

5

Muito Bons Somos Nós Até que enfim é Páscoa Joel Neto neto.joel@gmail.com Todos os anos
Muito Bons Somos Nós
Até que enfim é Páscoa
Joel Neto
neto.joel@gmail.com
Todos os anos é assim: chegam estes primeiros sóis do ano, rescendendo a coisas antigas – e logo me
apetece fazer uma fogueira, saltar uma catarata, caçar um kudu, bailar um chorinho. Desta vez, e
por alguma razão, mal posso esperar pela minha primeira tourada da época (cuja versão lusa, de
resto, começa precisamente amanhã, em Santarém, com “6 Terroríficos Toiros Guardiola”)

A primeira vez que fui

para o caminho, tinha

talvez uns doze anos.

Já não ia cedo. Embo-

ra não houvesse uma idade oficial para um miúdo da Terceira come- çar a ir para o caminho, muitos dos meus amigos o faziam já há vários Verões – e os outros, se se haviam deixado fulminar pelo medo, tinham pelo menos uma boa desculpa para se ocuparem de outra coisa qualquer após o primeiro foguete. Eu não tinha desculpa. Não era filho do dono da venda, como o Roberto – e portanto não podia passar a tar- de a vender frescas através dos barrotes verticais que nesse dia substituíam a porta do estabele- cimento. Não era da confiança dos mordomos, como o Jorge António – e portanto não podia ficar em cima das gaiolas, ao pé do senhor polícia, a ver os toi- ros por um buraquinho e a fazer músculos à Popeye. Não estava com um braço engessado, como

o Marco – e portanto não podia

pôr-me à janela, dando o gesso a assinar às raparigas que aprovei- tavam o intervalo para mudar de varanda. Quando muito, eu era protestante, como o Rúben e o Ismael – e, sendo-o, podia talvez

arguir estar moralmente compro- metido com uma visão do mun- do que não se compadecia com celebrações de tal mundanidade. Mas isso seria ainda pior – ainda mais miúfa, ainda mais menina. De forma que, no fundo, eu era como o Aurora: um rapaz sem um desculpa condigna para es- capar a ir para o caminho. Com uma diferença fundamental: ele ia para o caminho há que tempos, cheio de valentia – e eu, ainda an- tes do primeiro foguete, já estava gelado de pânico. Não vale a pena relatar aqui o fracasso por que se saldou esse primeiro dia em que, havendo tourada à corda na minha rua, eu fui para o caminho e corri à frente do toiro. Direi apenas que, desde então, até com o bicho den- tro da gaiola sou tomado por um calafrio – e que, se efectivamente acabei por reconciliar-me com a tourada terceirense, foi porque, zé-esperto, me investi a mim pró- prio no papel de churrasqueiro

oficial lá de casa, por onde sem- pre passam amigos e conhecidos quando a corrida da Terra Chã coincide com a minha presença na ilha. Quanto ao resto, nunca mais deixei de olhar com admi- ração quem quer que se disponha

a enfrentar os galhos de um toiro. Falo dos rapazes que, com samar- ras e guarda-sóis, abrilhantam as corridas da Terceira cirandando

quilos, armados às vezes de um par de bandarilhas e outras de uma capa de pano apenas, para oferecer-nos um dos mais belos, corajosos, cultu- ralmente distin- tivos e mesmo filosóficos es- pectáculos a que ainda temos acesso nos países latinos. Todos os anos é assim: chegam estes primei- ros sóis do ano, rescendendo a coisas antigas – e logo me ape- tece fazer uma fogueira, saltar uma catarata, ca- çar um kudu, bai- lar um chorinho. Desta vez, e por alguma razão, mal posso esperar pela minha primeira tourada da época (cuja versão lusa, de resto, começa precisamente amanhã, em San- tarém, com “6 Terroríficos Toi- ros Guardiola”). Talvez seja das saudades da terra, onde não volto há meses. Talvez seja da exaus- tão do Inverno, que este ano nos brindou com essa reforçadíssima

Inverno, que este ano nos brindou com essa reforçadíssima em torno do bicho, seja este bra-

em torno do bicho, seja este bra- vo ou malão, ágil ou meio manco, com um belíssimo par de cornos ou uma única e triste haste des- caída sobre o focinho. E falo, na- turalmente, dos toureiros a sério, bandarilheiros ou forcados, ma- tadores ou cavaleiros, que todas as semanas, a partir deste domin- go de Páscoa, dançarão à volta de descomunais bisarmas de 600

conjugação de chuva e de crise,

de gripe e de vitórias do Benfica. Mas o mais provável é que seja mesmo por causa do próprio bai- lado entre um homem e um ani- mal que se olham nos olhos, que

a qualquer momento se podem

matar um ao outro e que apenas triunfarão em absoluto se o públi- co os mandar a ambos viver para sempre. De resto, não espero per- suadir os senhores da associação ANIMAL, os tais que arranja- ram maneira de a tourada levar bolinha vermelha, das razões por que a tourada me vai encantando cada vez mais. Eles nunca perce-

berão a diferença entre braveza e bravura – e, aliás, não se explica

o que é a galhardia a cavalheiros

para quem a igualdade é único valor. Quanto ao mais, já se sabe:

eu como bifes, tenho estofos de cabedal no carro e pelo-me por um bom foie gras, apesar de la- mentar que os patinhos tenham de ser alimentados por um funil até ficarem com o fígado sufi- cientemente gordo para a degola. Bem vistas as coisas, assistir a uma tourada ainda é a coisa mais

mariquinhas que eu faço.

in NS', 20 de Março de 2010

Quando as gaiolas se abriam

Quando as gaiolas se abriam Crónicas Terceirenses

Crónicas Terceirenses

Victor Rui Dores

victor.dores@sapo.pt

C ontinuo aqui a escrever o tempo perdido e irrecuperável da mi- nha adolescência terceirense. Era nos anos 70 do século pas-

sado e o Domingos, vendedor ambulante, tinha grande habilidade para o negócio. Corpulento e obeso, óculos largos, lentes grossas, sempre a queixar-se das varizes, era um homem astuto, prudente e descon- fiado… Estou a vê-lo a transportar malas com os mostruários… Apoitava nos degraus in- feriores da escadaria da Sé: espalhava, à laia de exposição, pequenas estatuetas do padre Cruz, estampas de Nossa Senhora do Carmo, medalhinhas de S. Francisco de Assis, terços de Fátima, Almanaques do Camponês… Em segundo plano, co- locava calendários, baralhos de cartas, porta-chaves, postais, corta-unhas, pentes,

esferográficas, pilhas, isqueiros, canivetes, agendas e, por debaixo de todos estes arte- factos, lá estavam exemplares das revistas “Playboy” e “Gaiola Aberta”.

A rapaziada do Liceu metia-se com ele:

-Oh, Domingos, que revistas são aquelas? Ele verberava com ar carrancudo:

-Ah, pequenos, vocês vão mamar p´ra casa e não me chateiem…

Quando a clientela era adulta, o Domin-

gos, retirava, à socapa, uma das referidas revistas e tinha assomos lúbricos:

-Ah, meu rico senhor, a gente vê, nestas revistas, mulheres todas em “coiro”, como Nosso Senhor as botou no mundo… A des-

te mês traz uma chinesa de olhos em bico,

com a boca aberta que até um homem con- ta três vezes os barrotes do tecto… Repentinamente, o Domingos mudava de assunto e falava da excelência das estatue- tas do bondoso padre Cruz… Pela sua irreverência, a “Gaiola Aberta”, de José Vilhena, gozava então de grande popularidade. O primeiro número havia

saído no dia 15 de Maio de 1974. Nessa

época agitada, a revista reflectia os aconte- cimentos políticos e sociais que abanavam o país em turbulência. Aquele autor intro- duzia, em Portugal, uma nova técnica: a fotomontagem (ficou famosa a pose pouco digna da princesa Carolina de Mónaco)…

A “Gaiola Aberta”, “quinzenário de mau

humor”, vendia-se muito bem e o Domin- gos não regateava esforços. Eu, adolescen-

debaixo da mesa, os livros do Vilhena (há um que não esquecerei: “O Canal Zero”), alguns dos quais haviam sido, anos antes, alvo da censura e apreendidos pela PIDE. Antes de estudar Eça de Queiroz, foi com José Vilhena que aprendi a paródia, o eu- femismo, a ironia mordaz, o humor satíri- co… Apreciava a mira certeira e mortífera daquele humorista. E era um regalo para

os meus olhos aquelas caricaturas libidi-

era um regalo para os meus olhos aquelas caricaturas libidi- te, dado a preconceitos e puritanismos,

te, dado a preconceitos e puritanismos, comprava a revista à socapa e lia-a, sofre- gamente, às escondidas de meus pais…

O fruto proibido é sempre o mais dese-

jado, já se sabe. E o meu saudoso amigo Manuel Aguiar, então presidente de “Os Montanheiros”, lá me ia emprestando, por

nosas, aquelas ilustrações libertinas, de carácter sexual… De maneira que “O Cri- me do Padre Amaro” não causou em mim grande escândalo quando tive que o ler…

O Domingos manifestava desprezo pela

qualidade do ensino liceal de então:

-Vocês lá no Liceu não aprendem nada.

Aprende-se é com a escola da vida. E, no entanto, este simples vendedor am- bulante nutria uma grande curiosidade pela ciência e uma profunda admiração pelo tenente-coronel José Agostinho. Ali- ás, aprendi com o Domingos coisas que não me ensinaram no Liceu. Por exemplo:

que fora o referido cientista o inventor do nefoscópio, aparelho que serve para medir

a velocidade das nuvens.

L eôncio, também figura incon- fundível, desdenhava do Liceu. Quando eu buscava refúgio no Pátio da Alfândega, era certo

e sabido lá encontrá-lo, sentado num dos

bancos, a filosofar a pardacenta rotina:

-Estamos neste marasmo, vamos caindo neste embrutecimento… - dizia, fumando um cigarro “Santa Justa”, com as rugas a engelhar-lhe a testa. Eu ficava a olhar o Leôncio, a sua auste-

ridade do porte, a nobreza viril dos traços fisionómicos… Eu perseguia então um objectivo: terminar os estudos liceais e ir para Lisboa, tirar um curso superior, ser alguém… Já me via na capital, arrastando a minha existência entre a Faculdade de Letras e o Parque Mayer, entregue a tertúlias no Odeon e no Palladium… Almejava o epíteto de Dr. – para ascender socialmente, impressionar

a família e “as raparigas lá de casa” (olá, Emanuel Félix!).… -Estamos neste marasmo, vamos caindo neste embrutecimento… Quatro décadas depois, estas palavras do insubmisso e desassombrado Leôncio ain- da me ecoam nos gonzos da memória e, hèlas, fazem hoje todo o sentido.

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COLABORAÇÃO

1 de Abril de 2010

Conselho Consultivo da área consular do Consulado-Geral de Portugal em San Francisco

A constituição do Conselho Consultivo é a seguinte:

Cônsul-Geral, António Costa Moura Directora da AICEP em São Francisco, Maria João Bonifácio Coordenadora do Ensino do Português na Costa Oeste, Ana Cristina Sousa Vice-Cônsul, Manuela Ávila Silveira

Manuel do Bem Barroca Rodrigo Leal Alvernaz Batista Vieira Elmano Costa Manuel Eduardo Vieira Manuel Bettencourt Idalmiro da Rosa Deolinda Adão António Goulart

Aprovado pelo Decreto-Lei n° 71/2009, de 31 de Março, o Conselho Consultivo da área consular funciona junto de cada posto, devendo ser nomeado pelo titular do posto até 180 dias após a entrada em funções de cada novo titular.

Definição: Conselho Consultivo da área consular

1 — Junto de cada posto ou secção con-

sular funciona um conselho consultivo da área consular, sempre que na área consu-

lar respectiva existam, pelo menos, 1000 cidadãos portugueses inscritos.

2 — O conselho é composto pelos seguin- tes elementos:

a) O titular do posto ou secção consular,

que preside;

b) O assessor consular, adido ou conse-

lheiro social ou cultural, quando exis-

tam;

c) De 2 a 12 elementos representativos

da comunidade portuguesa, residentes na área de jurisdição deste, a indicar de entre as associações de portugueses e nomea- dos pelo titular do posto ou secção consu- lar, de acordo com o número de inscritos nos registos consulares, na seguinte pro- porcionalidade:

i) Até 5000 inscritos, 2 representantes;

ii) Entre 5000 e 10 000 inscritos, 4 repre-

sentantes;

iii) Entre 10 000 e 25 000 inscritos, 6 re-

presentantes;

iv) Entre 25 000 e 75 000 inscritos, 8 re-

presentantes;

v) Entre 75 000 e 150 000 inscritos, 10 re-

presentantes;

vi) Mais de 150 000 inscritos, 12 repre-

sentantes;

d) O coordenador do ensino português

no estrangeiro da respectiva área de ju-

risdição, ou na inexistência deste, por um professor de português ou encarregado

de educação inscrito no posto ou secção

consular.

3 — Os membros do conselho são nomea-

dos até 180 dias após entrada em funções

de cada novo titular do posto, cessando a

sua nomeação com a substituição do refe- rido titular.

4 — Compete ao conselho produzir

informações e pareceres sobre as ma- térias que afectem os portugueses resi- dentes na respectiva área de jurisdição consular, assim como elaborar e propor recomendações respeitantes à aplicação das políticas dirigidas às comunidades portuguesas.

5 — O conselho reúne ordinariamente

três vezes por ano, em data a convocar pelo presidente, e extraordinariamente por iniciativa do seu presidente ou a re- querimento de, pelo menos, um terço dos seus membros.

COMUNICADO

O Consulado Geral de Portugal em San

Francisco apresenta os seus melhores cumprimentos e à semelhança dos ante- riores certames, tem a honra de comuni- car que a Secretaria de Estado das Comu- nidades Portuguesas vai levar a efeito os "Prémios Talento 2009", que visam ho- menagear os portugueses e luso-descen- dentes residentes no Estrangeiro, que se distinguem em diferentes áreas. Mais tem a honra de comunicar que ape- nas serão admitidas as candidaturas re- cebidas pela DGACCP até ao dia 14 de Junho de 2010, inclusivé. Para tomarem conhecimento do regula- mento dos "Prémios Talento 2009", acon- selha-se que entrem em contacto com o Consulado Geral, com morada em

3298 Washington St., SanFrancisco, California 94115; Telefone: (415) 346 3400 ou Telefax: (415) 346-1440. San Francisco, aos 11 de Março de 2010.

A Foto da Quinzena Carlos César olha para a obra mais controversa do seu Governo
A Foto da Quinzena
Carlos César olha para a obra mais controversa do seu Governo
em terras de São Jorge. Uma marina imprópria para cardíacos

José Luís da Silva na apresentação do livro: " Açores: Nove Ilhas"

A çores: Nove Ilhas, Uma His- tória/Azores: Nine Islands, One History, da autoria da Dra. Susana Goulart Costa, da

Universidade dos Açores, nasceu de um

sonho da Dra. Deolinda Adão, Directora

do Portuguese Studies Program da Univer-

sidade da Califórnia, Berkeley, de publicar nos Estados Unidos, em inglês, um livro de história dos Açores que, segundo ela,

"tinha que ser claro, conciso, representati-

vo de todas as ilhas do arquipélago, e prin-

cipalmente com rigor científico". Ao não deparar com uma obra que já existisse em português que cumprisse tais requisitos, a Dra. Deolinda Adão conseguiu, através de contactos com a Universidade dos Açores, encontrar quem levasse a cabo tão arroja- do e prometedor projecto convencendo a autora a lançar-se na árdua tarefa de nos dar a história de quase 600 anos de nove ilhas no meio do Atlântico que tanto con- tribuiram para a expansão do velho con- tinente por esse mundo fora. Seguiu-se o

processo de tradução para inglês que ficou

a cargo da Dra. Rosa Maria Neves Simas,

também da Universidade dos Açores que, nascida no Pico e tendo emigrado com três anos de idade para a Califórnia, onde cres- ceu e se formou, conseguiu, com a sua ex-

periência e saber linguístico, um trabalho "que melhor universaliza o conhecimento das ilhas", como afirma o Dr. Avelino de Freitas de Menezes, reitor da Universidade dos Açores, no seu prefácio.

A tarefa a que se propôs a autora não era

nada fácil. Cada ilha dos Açores tem as suas experiências próprias, desde o po- voamento ao desenvolvimento linguísti- co, cultural, económico e social. Porém, no seu conjunto, o arquipélago e os seus habitantes também têm uma identidade colectiva, constantemente banhada pelas marés da emigração que levaram e trouxe- ram vivências e conhecimentos. Dar uma

imagem da história da totalidade do povo açoriano, tendo sempre em mente os factos mais relevantes de cada ilha, é um traba- lho do maior malabarismo intelectual que requer uma enorme capacidade de pesqui-

sa e síntese. A Dra. Susana Goulart Costa

teve a coragem de empreender tal tarefa

- sabendo muito bem que nunca poderia

contentar a todos - e o talento de criar uma obra que não só vai marcar um lugar na historiografia açoriana como também, ao ser traduzida, preencherá uma lacuna que existia em obras sobre os Açores na língua inglesa.

O livro tem seis capítulos temáticos, que se

debruçam sobre tópicos tão variados como

o descobrimento e povoamento, a admi-

nistração e política, o valor estratégico do arquipélago, a economia, as estruturas sociais e a religiosidade. Contém também uma pequena parte de reflexões finais, e uma extensa cronologia de nove páginas que são uma excelente fonte de referên- cia rápida. Encontra-se também recheado de quadros cronológicos e estatísticos que ilustram claramente os pontos desenvolvi- dos no texto. Vem ainda acompanhado por uma série de fotografias de muito interes- se.

A çores: Nove Ilhas, Uma Histó- ria/Azores: Nine Islands, One History proporciona a quem o abre e gosta de história uma

leitura agradável e enriquecedora. A auto-

ra consegue ir pintando o painel geral da

história do arquipélago, ao mesmo tempo que vai dando informação episódica que cativa quem se debruça sobre o texto. É um instrumento para ser usado não só pe- los curiosos pela história, mas também por todos os que quiserem fazer um trabalho académico sobre os Açores que o utiliza- rão como ponto de partida imprescindível.

É que, como o que vai no texto está base-

ado em factos profundamente pesquisados

e apresentados com o maior rigor académi-

co, a sua consulta pode ser feita com con- fiança. O livro tem ainda o condão de ter sido escrito de uma forma concisa, directa, fluida e interessante, que irá atrair o leitor, qualquer que seja a sua razão para o abrir. Gostaria de me debruçar sobre a importân- cia deste livro para as comunidades aço- rianas na Califórnia, desde os emigrantes até aos descendentes de terceira, quarta ou mais gerações, todos os quais poderão ter acesso ao texto já que está publicado nas duas línguas do nosso panorama co- munitário. Para aqueles que nasceram cá, esta obra abrir-lhes-á novas perspectivas sobre o percurso histórico dos seus ante- passados. Os que para cá vieram, na sua maioria irão encontrar uma visão do seu passado colectivo que transcende a memó- ria popular que trouxeram na bagagem de emigrante. E a leitura deste livro será, com certeza, uma experiência de crescimento do seu saber ancestral. Há mais de dois mil anos, Cícero, o grande escritor, político e orador romano, afirmou que "Não saber

o que aconteceu em tempos transactos é

manter-se para sempre criança. Se não uti-

lizar as experiências do passado, o mundo permanecerá para sempre na infância do conhecimento." Ora, como a maior parte dos emigrantes que para cá vieram dos Açores trouxeram quatro anos de escola- ridade, a famosa quarta-classe, é de crer que os seus conhecimentos da história geral dos Açores quando cá chegaram se

restringia a pouco mais do que aparecia na famosa História de Portugal de Tomás de Barros. Um olhar atento a esse livro esco- lar escrito no tempo de Salazar - que não parecia muito interessado em que os por- tugueses soubessem muito de umas ilhas com algumas décadas de desejo de autono- mia - mostra só três referências aos Aço- res. Sobre o descobrimento e povoamento dessas ilhas afirma: "Por alturas de 1431, Gonçalo Velho Cabral chegou à ilha de Santa Maria (Açores)." Encontramos outra referência no século 17, em relação a D.

Afonso VI: "

preso o infeliz D. Afon-

so e desterrado para o Castelo de Angra (Açores) onde esteve cinco anos." (Os Aço- res parece que só deveriam servir para o

desterro de infelizes.) É preciso esperar até ao século 19, durante a guerra civil entre

D. Pedro e o seu irmão D. Miguel, para se

lerem algumas linhas sobre a ilha Terceira

e o combate de Vila da Praia, e a partida de

D. Pedro da ilha de S. Miguel à frente da

expedição dos 7.500 Bravos do Mindelo.

E é tudo. Com essa escacez de informa-

ção sobre os Açores, não será de admirar se toda uma geração de emigrantes tenha muito a descobrir da história colectiva da sua gente. Dar a conhecer à maioria do nosso povo essa história submersa no des- conhecimento é, portanto, um dos grandes valores do livro que hoje apresentamos e que poderá ser lido, consultado e passado verticalmente às próximas gerações atra-

vés da transversalidade da tradução.

foi

Since this is a bilingual book, let me just say a few words in English. Azores: Nine Islands, One History is a well researched, reliable, well written, precise, concise, to the point book, containing a wealth of in- formation. Its style is fluid and the messa-

ge is very interesting. Buy it, read it, sha-

re it, pass it on to your descendents as an

heirloom of the collective memory of the Azorean people.

José Luís N. P. da Silva San Jose, Califórnia (PAC) 14 de Março de 2010

COLABORAÇÃO 7 Ceia Grande Rasgos d’Alma Luciano Cardoso lucianoac@comcast.net 1 de Abril. Parece mentira mas
COLABORAÇÃO 7 Ceia Grande Rasgos d’Alma Luciano Cardoso lucianoac@comcast.net 1 de Abril. Parece mentira mas

COLABORAÇÃO

7

Ceia Grande

Rasgos d’Alma Luciano Cardoso lucianoac@comcast.net
Rasgos d’Alma
Luciano Cardoso
lucianoac@comcast.net

1 de Abril. Parece mentira mas não é. Não ajustem as lentes nem esfreguem os olhos. A pin-

tura não foi adulterada. Nem se trata de nenhuma brincadeira de mau gosto. Cada um gosta daqui- lo que gosta, já dizia Monsieur La Palisse na sua ingénua filoso- fia de meia tigela. Francamente, gostei. A tigela es- tava cheia e não deixei nada no fundo. Estavam mesmo bem sa-

borosas as apetitosas papas grossas.

É noite de Ceia Grande. A sobre-

mesa já lá vai. Tenho agora à mão

o café e a Macieira para me ama-

ciarem a digestão. A imaginação pede-me um gole e a criatividade sugere-me umas linhas. À baila vem-me o inspirante banquete

que o prodigioso Leonardo Da Vinci imortalizou em tela magní- fica. Não resisto e rendo-me sem reservas ao teor (re)criativo das inevitáveis comparações. Já lá vão quase dois mil anos so- bre o acontecido. Pressentindo a seriedade do mo- mento, Jesus reune à mesa o seu “onze” predilecto para lhes de- linear com afecto e ambição a arrojada estratégia a seguir para

a posteridade. Não lhes promete

conquistas fáceis nem contratos garantidos. Muito menos os ludi- bria com milionárias ilusões. Pelo

contrário, alerta-os para o peri- goso cinismo dos milhões e para

o cálice da esperança, a taça do

amor que remove montanhas e ressuscita ideais. Ensina-lhes, em suma, que o segredo do sucesso humano reside na humildade sã, no trabalho sério e no esmerado espírito de sacrificio, capaz de operar autênticos milagres. Há quem queira insinuar que se trata mesmo dum milagre espan- toso esta impressionante revira- volta encarnada a impor-se por mérito próprio no famigerado futebolzinho nacional.

Eu não diria tanto. Não sou dos que acreditam cegamente que as

coisas acontecem por acaso. Mas,

tambem não admito virem dizer- me que, no momento actual, a li- derança não nos fica bem. Que Benfica a Portugal, ter de novo a águia no topo e o Glorioso de volta! Embora em crise profunda, o país na sua vasta maioria e a diáspora quase em pleno consenso vibram de rubro contentamento. É certo que a procissão ainda vai no adro

e a festa nem nos preparativos

sequer entrou. No entanto, os nu- meros não mentem e, contra fac- tos não há argumentos. “Et Pluribus Unum” – a emble-

mática mística do lendário dísti-

co voltou e, desnecessários fana- tismos à parte, acho que já toda

a gente sabe: não é preciso ser-se

cristão para se ter fé em Jesus. De vários credos, religiões, ideo-

se ter fé em Jesus. De vários credos, religiões, ideo- novo e magnífico redentor. Não tem

novo e magnífico redentor. Não tem o poder divino do virtuo- so Messias de há dois mil anos, que morreu cá na Terra para que pudessemos subir ao Céu. Nada disso. Tampouco lembra Cristo nem se apelida Emanuel ou outro qualquer nome de raiz hebraica.

Chama-se Jorge e incarna com ri- gor uma missão bem mais terrena,

de índole restritamente temporal.

Lidera um grupo talentoso de de- dicados discípulos provenientes de diversas nacionalidades e de diferentes continentes. Não tem papas na língua nem disfarça as emoções. Prega a doutrina que emprega como táctica defenida

num objectivo único, que dis-

pensa mais comentários: ganhar

os jogos, os troféus e as simpatias dos adeptos.

agora. O resto são cantigas. Pre- ferivelmente, de Aleluia e louvor a esse carismático Jesus, nosso brioso salvador. Ressuscitou-nos as expectativas e inspira-nos a sonhar com mais. Merece perfeitamente a brinca- deira de bom gosto que os dotes artisticos da tecnologia moderna

lhe dedicam ao reencenarem-lhe graciosamente a Última Ceia com os rostos mais proeminentes do seu radiante grupo de trabalho. Uma obra prima retocada com primor e com o humor adequado a uma simpática homenagem que até fica bem ao “milagreiro” téc- nico do Benfica.

até fica bem ao “milagreiro” téc - nico do Benfica. o fanático delírio das multidões. logias

o

fanático delírio das multidões.

logias e idiomanias, vários são os

E

tem-no con-

Previne-os dos enormes obstácu-

milhões, finalmente a renderem-

seguido ple-

los a transpor e partilha com eles

se em massa à fabulosa magia do

namente. Até

a renderem- seguido ple- los a transpor e partilha com eles se em massa à fabulosa
a renderem- seguido ple- los a transpor e partilha com eles se em massa à fabulosa
a renderem- seguido ple- los a transpor e partilha com eles se em massa à fabulosa
a renderem- seguido ple- los a transpor e partilha com eles se em massa à fabulosa
a renderem- seguido ple- los a transpor e partilha com eles se em massa à fabulosa

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COLABORAÇÃO

1 de Abril de 2010

Sabor Tropical Elen de Moraes O túmulo está vazio elendemoraes_rj@globo.com
Sabor Tropical
Elen de Moraes
O túmulo está vazio
elendemoraes_rj@globo.com

E sta semana é chamada Santa por nos trazer à memória a Morte e a Ressurreição de Jesus

Cristo. As comemorações acon- tecem na semana que vai do Do- mingo de Ramos, quando Jesus entrou em Jerusalém para cele-

brar a Páscoa Judaica com Seus discípulos e foi aclamado pelo povo que enxergava Nele um enviado de Deus, até o domingo seguinte, Domingo de Páscoa - quando se deu a Ressurreição.

A data celebra um dos três mais

importantes acontecimentos para

os que professam a fé cristã (Ca-

tólicos, Ortodoxos e Protestan- tes). Ao efetivar-se a promessa do Pai através do cumprimento do

vaticínio do Profeta Isaias, Jesus Cristo enfrentando a vergonha

e o peso da cruz, foi martiriza-

do e deu Sua vida em sacrifício, para que “todo aquele que Nele

crê, não pereça, mas tenha a vida eterna”.

O profeta Isaias, que teve seu mi-

nistério datado de, aproximada- mente, 740 a 700 a.C., transmitia

a mensagem de Deus para o povo

de Judá. Profetizou o nascimento

e a morte do Messias. Ele O des-

creve como uma figura majestosa, que reina com justiça, e também

O retrata como servo sofredor,

que padece, não por algum mal que tenha feito, mas pelos peca- dos dos povos. Sobre o nascimento, Isaias escre- ve: “Então disse o profeta: ouví agora ó casa de Davi, acaso não vos basta fatigardes os homens,

mas ainda fatigais também ao meu Deus? Portanto, o Senhor mesmo vos dará um sinal: eis que a virgem conceberá e dará a luz a um filho e lhe chamará Emanuel (Deus conosco). Ele comerá man- teiga e mel quando souber des- prezar o mal e escolher o bem”. Sobre a morte, Isaias mostra o servo carregando sobre si as do- res e as doenças daqueles que O consideram rejeitado de Deus. Para o povo hebreu todo indi- viduo enfermo ou aflito estava

sofrendo as conseqüências de algum pecado e Jesus não sofreu por algum mal que tenha pratica- do e sim pelas transgressões dos outros. A Sua morte não resulta- ria em derrota, mas em vitória, porque Ele voltaria a viver. Por certo, somente Jesus cum-

priu, em tudo, as palavras proféti- cas de Isaias: Ele foi desprezado, rejeitado e Dele não fizeram caso. Tomou sobre Si as nossas dores e enfermidades, foi traspassado

pelas nossas transgressões, mo- ído pelas nossas iniqüidades e pelas Suas pisaduras fomos sa-

rados. E porque andávamos des-

garrados como ovelhas, cada um

por um caminho, o SENHOR fez cair sobre Ele a nossa iniqüidade. Ele foi oprimido e humilhado e,

como cordeiro, foi levado ao ma- tadouro, como ovelha muda dian- te dos seus tosquiadores, e em nenhum momento abriu a boca para reclamar. Foi arrebatado da Sua linhagem, cortado da terra dos viventes, ferido pelos nossos pecados. Designaram-Lhe sepul-

tura com os perversos, mas com

o rico esteve na Sua morte. Sobre

Si levou o pecado de muitos e pe-

los transgressores intercedeu. Realmente, Ele é o Caminho, a Verdade e a Vida e ninguém vai

ao Pai a não ser por Seu intermé- dio. Ao relembrarmos a morte de

Cristo (Messias) nos emociona- mos às lágrimas com as dores

e as injustiças contra o Mestre, com a traição do Judas, com o

distanciamento dos Seus discípu- los, com a omissão do povo que

O seguia - e que a poucos dias

daquela data O recebia com hon- ras e glórias - e dos Seus próprios irmãos de sangue que haviam pe- dido a Sua condenação e morte. No entanto, nos conformamos e agradecemos todo Seu sofrimen- to, pois dele herdamos a nossa salvação e a vida eterna, se O aceitarmos como único Filho de Deus e Salvador.

Cristãos e muitos não-cristãos ao

estudarem sobre a vida de Jesus,

Sua filosofia e ensinamentos, se rendem à personalidade do ho- mem pacato, simples, humilde, mas brilhante e inteligente, que não fazia acepção de pessoas, de pensamentos elevados mes- mo que incompreensíveis para muitos, que ensinava o perdão,

o amor pelo semelhante e a orar

pelos inimigos, mas demonstra-

va autoridade nas palavras, que discutia com os Doutores das Leis em condições de igualdade

e ao mesmo tempo se misturava

à multidão que o acompanhava,

que curava os enfermos e dava atenção às mulheres que Dele se acercavam, numa época que eram tidas como impuras, quan- do sequer podiam tocar as Suas vestes.

De todas as pessoas notáveis que passaram pela terra, Jesus

Cristo foi o que mais influen-

ciou a sociedade moderna. Seus pensamentos e ensinamentos são

de dois mil anos atrás, mas con-

tinuam em sintonia com os dias atuais. Como somos seres emblemáti- cos, trago sempre comigo uma cruz como símbolo do Cristianis- mo, porém ela está sem o corpo

de Cristo crucificado, o que não quer dizer que esteja vazia de

significados. A ausência do corpo

de Jesus tem, para mim, o mara-

vilhoso sentido da Ressurreição,

mostra que Ele venceu a morte,

transformando-a em vida. O tú- mulo está vazio!

Pesquisas:

Bíblia Sagrada – Almeida, revis-

ta e atualizada. -

A Bíblia da Mulher – Leitura -

Devocional – Estudo – (João 3.16), (João 14.6), (Is 7.13- 14-15), (Isaias 53.1 a 12).

da Mulher – Leitura - Devocional – Estudo – (João 3.16), (João 14.6), (Is 7.13- 14-15),
da Mulher – Leitura - Devocional – Estudo – (João 3.16), (João 14.6), (Is 7.13- 14-15),
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1 de Abril de 2010

Reflexos do Dia–a–Dia Diniz Borges d.borges@comcast.net

Reflexos do Dia–a–Dia

Diniz Borges

d.borges@comcast.net

P ublicar um jornal em lín-

gua portuguesa nos EUA

não é tarefa fácil. As no-

vas tecnologias vieram

mudar o rosto da comunicação social de língua portuguesa em terras americanas. Somos uma comunidade a envelhecer, com cada vez menos gente nova que

queira (ou que necessite) ler, ver

e ouvira língua portuguesa. Tal

realidade afecta a nossa comuni- cação social, particularmente os jornais que, infelizmente, sem- pre tiverem vida difícil. Daí que através dos anos tenha escrito e falado sobre a minha contínua admiração por aqueles homens e mulheres que se têm dedicado ao jornalismo português em terras americanas. As páginas dos jor- nais de língua portuguesa são os repositórios da história dos por- tugueses neste grande país. As nossas vivências estão retratadas nos jornais e revistas das nossas comunidades. Esse retrato é fei- to, não só com as imagens e as notícias das comunidades, mas também com as crónicas, as mais variadas, que reflectem o pensa- mento das comunidades. E o Tri- buna Portuguesa não foge à regra. Nestas páginas têm aparecido múltiplas crónicas expressando uma amalgama de opiniões que vão desde a religião ao desporto, do saudosismo duma geração à integração de outra, de análises a eventos comunitários a reflexões do mundo político, cultural, eco- nómico e social nos Açores, em, Portugal e nos Estados Unidos. Tudo isto a propósito duma car- ta publicada pelo editor/director deste jornal na secção Tribuna dos Leitores, na página 6 da edi- ção de 15 de Março de 2010. A carta, como os leitores se recor- darão, era assinada pelo Senhor José Pereira de San José, que acusava este jornal da comuni- dade portuguesa da Califórnia de "servir as ideias e política da ex- trema esquerda." Reflicto sobre

esta carta por duas razões: Pri- meiro, e sobretudo, porque acre- dito, veementemente, no debate

de ideias, na troca de opiniões,

numa imprensa livre e despejada

de conceitos. Acho que a comu-

nidade peca por ter poucos espa-

ços de debate, por ser carente em fóruns onde se discuta as mais diversas opiniões, porque apesar

de se querer dar uma imagem de

uma comunidade única em que todos se comportam e pensam da mesma forma, não somos assim.

A comunidade, ou melhor, as vá-

rias comunidades da Califórnia, são diversificadas e temos uma mescla de opiniões. Segundo, porque o Sr. José Pereira nas vá-

rias afirmações que fez para anu-

lar a sua assinatura, mencionou o

meu nome. Daí que permitam-me os leitores

que diga ao Sr. José Pereira e a quem mais pense como ele, que

já por várias vezes disse ao edi-

tor deste jornal, que se as minhas

crónicas fossem "inconvenientes" para este órgão da comunicação social, não as mandaria. Tenho imenso respeito por este jornal, por este sonho do meu amigo João Brum, que outros, como no

caso actual editor/director, o meu amigo José Ávila, souberam dar corpo, continuidade e progresso, para querer ser um estorvo. Ali-

ás, prezo-me de não ser obstáculo

para ninguém, muito menos para uma instituição. Escrevo quase

todos os dias. Para mim a escrita

é uma forma de estar na vida. A

maioria das vezes o que escrevo fica na gaveta (agora electróni-

ca), ou vai para o lixo. Publico em vários jornais dos Açores e das comunidades da Costa Leste

e do Canadá. Sei que as minhas

análises e opiniões progressistas

são verdades inconvenientes (uti-

lizando o título do documentário

do antigo vice-presidente ameri-

cano Al Gore) para muita gente, particularmente para os elemen- tos mais conservadores e retró-

Tem direito à opinião

grados das nossas comunidades, mas também sei que a liberdade de expressão é o bem mais pre- cioso da constituição deste meu país. Daí que este espaço que aqui ocupo está, permanente- mente, à disposição, ou seja: a qualquer momento em que o edi- tor/director deste jornal queira suspender as minhas crónicas, poderá fazê-lo. A minha amiza- de e a minha admiração perma- necerão intactas. Não estou aqui para alimentar qualquer ego, nem para vender qualquer produto. Permitam-me porém alguns bre- ves comentários às afirmações do

Sr. Pereira e as repercussões que

as mesmas possam ter. Quando

escreve que "vocês parecem mais interessados em dar opiniões po-

líticas do que divulgar a cultura

e as notícias da nossa comunida-

de", acho que está a cometer uma

grande injustiça. E desculpe, mas

que se olharmos, mesmo somente para as manchetes e as primeiras páginas deste bimensal, verifica- remos, sem muito esforço, que tal afirmação é falaciosa. Diria que o José Ávila faz mais reporta- gens de procissões, missas e ou- tros eventos religiosos do que o L'osservatore Romano. Quando o Senhor Pereira escre-

ve: "vejo o Sr. Borges atacar a ca- deira de noticiário que (a)presen-

ta as notícias de ambos os lados",

penso que tem que ser um pouco mais objectivo. Primeiro, nunca ataquei ninguém. Prefiro a paz e não a guerra. Opto pela troca de

ideias, pela discussão ideológica,

pelo debate civilizado. Segun- do, qualquer grupo independente dirá que a FOX News, apesar do seu lema "fair and balanced" é

tudo menos isso. Não fique pela minha palavra, leia as centenas de estudos feitos pelos mais dis-

não estou em idade de aceitar

similares grupos independentes.

injustiças. Se o Sr. Pereira quiser ser honesto e se quiser tirar um pouco do seu tempo folheando

Sabe Sr. Pereira, não sou um grande consumidor de televisão, mas vejo alguns programas de

as

edições dos últimos anos des-

notícias, de análise e opiniões

te

jornal chegará, facilmente, à

políticas. Vejo alguns na FOX e

conclusão que são minúsculas as

vejo outros na CNN, na MSNBC,

análises e opiniões políticas aqui expressas. A vastíssima maioria das páginas deste quinzenário são preenchidas com notícias e reportagens fotográficas de even- tos comunitários. Parafraseando

na C-SPAN e em outros canais. Como se sabe a MSNBC tem tendências liberais, mas nunca a vejo com o zelo que muitas pes- soas que conheço vêem a FOX. Mais, a grande diferença entre os

o

Presidente Barack Obama na

chamados canais, mais liberais

cimeira com membros do Con-

e

a FOX, é que os mais liberais

gresso sobre o tema da reforma

não têm problema, nos seus pro-

para o sector da saúde nos EUA:

gramas de análise, em criticarem

o

Senhor tem direito à sua opi-

o

centro e a esquerda, enquanto

nião (todos temos) mas não tem

que para a FOX a direita, e par-

direito aos seus factos (ninguém

ticularmente a extrema-direita,

tem).

É que nestas mesmas páginas, já

há tempos "os muitos outros", os dois -como comentou o editor na sua resposta à carta -foi citado que o jornal não servia os inte-

resses religiosos das nossas co- munidades. Independentemente de pessoalmente pensar que um jornal não está ao serviço duma religião e de um grupo não reli- gioso, penso que essa também foi mais uma grande injustiça. É

é sacrossanta. Não tem defeitos,

como dizia a minha santa avó. Infelizmente, a realidade é que todo o mundo tem "defeitos" e há

que discernir-se entre o que é no- tícia e o que é comentário. É uma linha bastante ténue que todos os estudos indicam que a FOX atra- vessa incessantemente. Por último gostaria de comentar

a citação de "extrema esquerda."

Fiquei surpreendido por não ter utilizado a palavra que tão livre-

mente se circula "socialista" ou aquela que as elites conservado- ras das nossas comunidades da década de 1980 (o que se inclui uns anitos antes e outros depois) adorava cognominar aqueles com quem não concordavam ou que desejariam eliminar da pra- ça publica: "comunista." Sabe Sr. Pereira, foi uma época muito triste nas nossas vivências co- munitárias. Quem não seguia

uma linha conservadora, quem não ia à missa todos os domin- gos, quem não pactuava com o que era popular, quem tentava ir além do banal, quem apreciava a arte e a literatura, era rotulado de "comunista". Ao ponto de um membro dessas elites me dizer um dia que quem não pensava como o Salazar (o nosso ditador português) era mesmo comunis- ta. Pessoalmente nada tenho a ver com a "extrema esquerda", mas não deixa de ser interessan- te que cada vez que advogo pe- las liberdades de todos os seres humanos, independentemente da sua cor, raça, credo religioso ou orientação sexual sou, em alguns segmentos da nossa comunida- de, estampado com esse rótulo. Cada vez que pugno pela justiça social, pelos mais marginaliza- dos da sociedade, pela educação publica de todas as crianças, pela separação da igreja e do estado, pelo direito das pessoas serem re-

ligiosas ou viverem sem religião, pelo direito da mulher governar o seu corpo, pelos direitos cívi-

cos dos homossexuais, por mais igualdade de oportunidades para todos os jovens, pela abolição do

racismo e da discriminação étni- ca, entre outras causas da minha vida, ou da minha forma de estar na vida, atiram-me com essa da "extrema esquerda." Tenho pena que ainda se pense assim mas tenham paciência, porque independentemente do rótulo que me queiram imprimir, nunca me farão desistir do que é

justo.

Memorandum João-Luís de Medeiros jlmedeiros@aol.com

Memorandum

João-Luís de Medeiros

jlmedeiros@aol.com

P ara os cristãos católicos, o período quaresmal ser- ve de “siesta” religiosa para conjugar o ‘futuro

perfeito’ do verbo morrer. No pri- meiro degrau da alvorada do sé- culo XXI, penso não ser necessá-

rio insistir no estilo manipulativo dos sermonários da praxe, para realçar o tradicional sentimento de religiosidade dos ilhéus. Antes da era da televisão internacional,

a linguagem radiofónica era uma

espécie de cafeína emocional para os ilhéus que permaneciam geograficamente distantes do santuário da Esperança. (Os imi- grantes da minha geração certa-

mente recordam a voz do saudoso Sílvio do Couto, a relatar a saída da procissão do S.S.Cristo, aos microfones do antigo Emissor Regional dos Açores).

A herança que trazemos no cofre

da nossa ancestralidade insular continua a merecer a minha mais subida consideração psico-cultu-

ral. Mas não é isso que nos traz

à baila. A mensagem de fidelida-

de às nossas tradições precisa de

inaugurar uma nova linguagem para harmonizar religião e espiri- tualidade – duas expressões subs-

tantivas que não merecem ser

confundidas. Por outro lado, por- que vivemos numa comunidade democrática, vale a pena lembrar que não seria legítimo condenar

às labaredas eternas aqueles que

sabem transformar as devoções

e as tradições étnicas num cartaz

turístico-religioso, na mira de ar- recadar umas patacas.

O santuário da Esperança faz

parte da fisionomia religiosa do campo de S. Francisco, que conti- nua a ser o rosto micaelense da fé

cristã. A propósito, creio não fal-

tar muito tempo para que a está-

tua de madreTeresa d’Anunciada

seja finalmente ‘recolhida’ ao interior do convento, evitando assim amedrontar (esteticamen- te) os que gostariam de preser-

Devoções & Tradições

var aquele recinto como praça da “Reconciliação” das gerações que ficaram na Ilha com os con- terrâneos que um dia tiveram de

partir, quase sem tempo de dizer adeus ao senhor santo Cristo

Já que viemos à fala neste tema,

não queremos ignorar o Santo

Cristo da Misericórdia de Angra do Heroísmo; o Santo Cristo da Caldeira, em São Jorge; o Santo Cristo da Praia do Almoxarife,

no Faial

versa ajuda a esquecer os efeitos

mas esta breve con-

do anti-ciclone político açoriano:

infelizmente, a crise corrente da

sociedade portuguesa não é ex- clusivamente de cariz financeiro.

A maioria dos imigrantes açoria-

nos que escolheu os EUA para viver, tem acesso às estatísticas

oficiais: apenas 22% da sua po- pulação é católica; na costa leste (por exemplo em Massachusetts, devido à forte presença irlande-

sa, italiana e portuguesa) cerca

de 40% da população é católica.

E não deixa de ser curioso no-

tar que é no pequeno Estado de Rhode Island que existe a mais elevada percentagem de católicos (mais de 60% )

Ao contrário do que se verifica na costa Leste, aqui, na California, a presença do emigrante micaelen- se é mais escassa; as comunida- des são integradas, maioritaria- mente, por emigrantes oriundos

de S.Jorge, Pico, Graciosa, Ter- ceira: ilhéus mais extrovertidos nas suas manifestações recreati- vas e culturais, devido talvez ao policroísmo temperamental das suas origens. Não admira que as festas alusivas ao S.S.Cristo dos Milagres ostentam uma aderên- cia popular mais reduzida do que aquela verificada em relação às festividades do Espírito Santo.

N a costa leste, mais precisamente na ci- dade de Fall River, há cerca de 20 anos, um

pequeno mas dinâmico grupo de micaelenses (mais tarde acrescido por alguns terceirenses) lançou uma cruzada de cariz populista que resultou nas Grandes Festas do Espírito Santo da Nova Ingla-

terra. O sucesso popular da ini- ciativa já atravessou fronteiras. Se o evento foi ou não depressa ‘integrado’ no calendário político

da diaspora, seria tema porven-

fica para

outra ocasião. Este ano, é de es- perar que os organizadores não esqueçam o primeiro centenário da implantação da República (1910), nomeadamente, o perfil do dr. Manuel de Arriaga, adep-

to fervoroso das boas relações do

tura interessante mas

catolicismo com a república

O que sabemos é que desde 1986,

as festas do Senhor Santo Cris- to, em Fall River, ficaram redu- zidas ao limite do seu ‘magoa- do’ paroquialismo da Columbia Street. Mesmo assim, restam

as‘cantorias-ao-desafio’ para es- vaecer o balão dos recalques e gerar um recalmão de concórdia antes da chegada do próximo pa- quete com a euforia do ‘bodo de leite’.

(

que alguém bateu à porta.- Diga:

amo tá me chemândo

obedêço com rigô

já m’isqueci do recáde

quem

é, quem é? espera aí

de que vim enviáde é pr’a sinhára ou sinhô

?

(*)

(*) - episódio extraído duma comédia popular (1913)

COLABORAÇÃO 11 Temas de Agropecuária Egídio Almeida Afinal quem é que ganha com os preços
COLABORAÇÃO 11 Temas de Agropecuária Egídio Almeida Afinal quem é que ganha com os preços

COLABORAÇÃO

11

Temas de Agropecuária Egídio Almeida Afinal quem é que ganha com os preços altos? egidioisilda@charter.net
Temas de Agropecuária
Egídio Almeida
Afinal quem é que ganha
com os preços altos?
egidioisilda@charter.net

S egundo a história de um reconhecido in- vestigador, os preços pagos aos produtores

de leite são excessivamente baixos, mas aqueles pagos

aos retalhistas são uma his- toria diferente

O que despertou a curiosida-

dedeste investigador foi depa- rar com a oferta de um galão

de leite por $1.75, não obstante

o conteudo de solidez do mes-

mo, num Supermercado em Toledo, Ohio. Se este super- mercado o vende a este preço

porque não os outros? Pensou. Daí por diante obteve preços

a retalho em 27 cidades e vi-

las, em 17 Estados da União, encontrando o leite conven-

cional de 2% gordo em jarros

plásticos de galão, a $4.36 em Shreveport, La., e a 99 cênti- mos em Chicago. Desta sondagem em 27 Esta- dos foram incluídos três pro- dutores que processaram o seu próprio leite. Destes produto-

gens pequenas (pint) vendem entre 88 cêntimos e $l.79 por embalagem. Nestes três mer- cados, quem compra um leva dois à escolha. De acordo com

estes números os lucros de al- guns retalhistas podem oscilar

produção, baixou 40% entre Março 2008 e Janeiro 2009,

mas os preços a retalho falha- ram, para refletir essa baixa, mantendo-se firmes mesmo perdendo vendas. Muitos produtores perguntam

res-processadores duas coisas

entre os 50 e 80 por cento, em

a

si próprios qual seria o esta-

eram bem visíveis - o seu es-

muitos dos produtos do leite.

do financeiro desta industria se

paço nas prateleiras era muito

É

particularmente difícil para

o

mercado a retalho realmente

limitado mas os preços eram

o

produtor aceitar as diferen-

refletisse os preços actuais por

mais baixos.

ças de preços pagos à produ-

atacado.

Os preços oscilaram entre 99 cêntimos por galão pelo leite convencional em Chicago. Ill., e $6.49 por orgânico em Mi-

ção e aqueles pagos pelo con- sumidor. Em Julho de 2009, o leite na classe III baixou quase 50%

Infelizmente, processadores, distribuidores e retalhistas não são organizações carita- tivas, todos estão em negócio

e

ao mesmo tempo o queijo

por dinheiro.

lwaukee, Wis. Num mercado em Houston,

Texas, leite gordo, 2% ou or- gânico estava à escolha por $5.49 por galão, nesta sonda- gem leite vendido em embala-

Cheddar, fabricado do mesmo leite subiu a retalho. Outro exemplo - no CME o queijo em Bloco, principal indicador do preço pago à

Cabe a vez aos produtores e cooperativas dos mesmos, co- locarem-se em posição de cap- turar uma maior fatia do dólar pago pelo consumidor.

cap- turar uma maior fatia do dólar pago pelo consumidor. Participe nesta Festa e ajude a
cap- turar uma maior fatia do dólar pago pelo consumidor. Participe nesta Festa e ajude a
cap- turar uma maior fatia do dólar pago pelo consumidor. Participe nesta Festa e ajude a

Participe nesta Festa e ajude a MADEIRA

pelo consumidor. Participe nesta Festa e ajude a MADEIRA Dear Donor, On behalf of the Newark

Dear Donor,

On behalf of the Newark Pavillion, a Non-profit Fraternal Organization, Tax ID

#94045079, we would like to thank you for your generous donation to aid the victims

of the Cyclone that occurred February 20, 2010 on the Island of Madeira.

Through your generosity we will be able to assist those who have lost their homes, their possessions and most importantly their loved ones, and hopefully return their lives back to normal. With our sincere appreciation,

Abe and Albert Sousa and the Madeira Relief Fund Committee 510-915-2930

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SJGI tem o prazer de apresentar Eduardo da Silveira, M.D. Diplomado em Gastroenterologia. Especialista em

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12

COLABORAÇÃO

1 de Abril de 2010

Perspectivas Quem inventou a Rádio? (2) Fernando M. Soares Silva fmssilva@yahoo.com
Perspectivas
Quem inventou a Rádio? (2)
Fernando M. Soares Silva
fmssilva@yahoo.com

H EINRICH RUDOLF HERTZ

--- (1857-1894) --- Enquanto

Thomas Edison se ocupava

com práticos aspectos da rádio,

este cientista e fisicista alemão preferia concentrar a sua atenção em aspectos te- óricos relacionados com metodologia da formulação e da emissão de ondas radiais. Ele foi o primeiro a demonstrar que rápi-

das variações de correntes eléctricas pode- riam ser projectadas através do espaço em forma de ondas radiais. Em homenagem à sua muito importante descoberta e a outros estudos seus sobre diversos tipos de electromagnetismo, es- sas ondas são actualmente denominadas “ondas hertzianas”.

A primeira compilação dos seus estudos

foi publicada em 1887. NIKOLA TESLA --- (1856-1943) --- Nos anos iniciais da década de 1890. este cien-

tista e fisicista sérvio-norteamericano, rival e grande competidor de Thomas Edison, obteve várias patentes por impor- tantes inovações em radiotecnologia. No- táveis entre as suas invenções apontam-se os seus aparelhos geradores de sinais de radiodifusão e de radiofrequências. Em várias das suas conferências, em 1891, so- bre altas frequências, Tescla demonstrou- as em transmissões sem fios. Após repetidos experimentos, Tesla apre-

sentou os princípios basilares do seu rádio em 1893, numa conferência efectuada na cidade de St. Louis, em Missouri, nos EUA. Esses princípios incluíam todos os elemen- tos subsequentemente incorporados em sistemas radiais antes do desenvolvimento do “vacuum tube”. Inicialmente, Nikola Tesla havia experimentado com receptores magnéticos, diferentes dos “coherers”, isto

é, aparelhos de detecção que consistiam de

tubos recheados de filamentos de aço. Os “coherers” foram inventados em 1884 por Temistocle Calzecchi-Onesti, em Fermo, na Itália, e foram também utilizados por Guglielmo Marconi e outros cientistas nas suas experiências e versões radiais. Tescla elaborou planos para a primeira transmissão radiofónica através do Ocea- no Atlântico, mas, por carência de apoio

financeiro, desistiu do seu pioneiro empre- endimento. JOHN AMBROSE FLEMING (1849-

(1873-

1945)--- e ---LEE DE FOREST

1961)

Trabalhando conjuntamente, estes dois cientistas, respectivamente britânico e norte-americano, criaram o “vaccum

tube” e os díodos que permitiram o fabrico

de receptores da rádio para uso doméstico,

social e pessoal. Devido essencialmente à utilização destes dois inventos, a produção dos novos aparelhos da rádio tornou-se económica e acessível. Assim, a radiodi- fusão rapidamente se expandiu por todo o mundo. A maior expansão da rádio acon- teceu durante e depois da Primeira Guerra Mundial. O lançamento e a popularidade

da emissora BBC de Londres em 1922 so-

lidificou a manifesta importância da radio-

difusão. GUGLIELMO MARCONI --- (1874-1937) Este genial cientista e empresário ita- liano, nascido na cidade de Bologna, na Itália, distinguiu-se pelos seus inventos e inovações em telegrafia, e também por experimentos e diversas realizações em radiocomunicações fundamentadas nos estudos de Heinrich Hertz. Os seus feitos mereceram-lhe a atribuição do Prémio Nobel de Ciências Físicas (conjuntamente com Karl Ferdinand Braun) em 1909. É especialmente conhecido pelo seu contri- buto na implementação de sistemas de Ra- diotelegrafia por todo o mundo. REGINALD FESSENDEN --- (1866- 1932) --- Este cientista canadiano distin-

guiu-se pela utilização, em 1906, de uma inovação produzida pelos engenheiros de Westinghouse, isto é, pela experimenta- ção de um transmissor síncrono de faísca

(“spark”) rotativa que permitiu a emissão do primeiro programa radiofónico emiti- do em amplitude modulada, ou AM. Esta radiotransmissão, efectuada em Ocean Bluff-Brant Rock, em Massachusetts, foi captada por vários navios que navegavam pelos mares vizinhos. O próprio cientista acompanhava a violino o hino “O Holy Nighton”, enquanto lia uma passagem da Bíblia. Esta transmissão é considerada a primeira radiotransmissão em amplitude modulada ou AM. ALEXANDER STEPANOVIC POPOV --- (1859-1906)--- Natural de Rússia, este fisi- cista foi o primeiro a demonstrar a prática aplicação do uso das ondas electromagné- ticas (radiais), no prosseguimento de ante- riores de outros cientistas, tais como Hen- rich Hertz em 1894. Ele construiu o seu primeiro radio receptor com uma versão

de coherer, mais tarde, em 1895, aperfei-

çoada como detector de “lightning”.

a introdução e enorme popularidade de

aparelhos receptores (rádios) em especial na Europa e nos EUA. O primeiro programa radiofónico de notí- cias foi emitido pela estação 8MK, no dia 31 de Agosto de 1920, em Detroit, Michi- gan. Esta estação ainda existe com o for- mato de “all-news”, e com a designação de

WWJ, afiliada à rede radiofónica nacional CBS.

O primeiro programa de radio universitá-

rio foi transmitido em 14 de Outubro de 1920, por Union College, em Schenectady,

no Estado de New York, sob a direcção de Wendel King, estudante afro-americano. No mesmo mês, a estação 2ADD, mais tarde denominada WRUC, radiodifundiu

o primeiro programa de entretenimento

nos EUA, uma série de concertos musicais noturnos. A mesma estação em Novembro de 1920 também difundiu um relato de um evento desportivo. Saliente-se que no mesmo ano, no dia 27 de Agosto, a Sociedad Radio Argentina transmitiu a opera Percival de Richard Wagner directamente do Teatro Coliseu de Buenos Aires. Nessa altura, somente cerca de 20 receptores da radio existiam naquela cidade. No entretanto, programas radiofó- nicos já eram emitidos regularmente do Marconi Research Center, em Writtle, na Inglaterra. Rapidamente, a radiodifusão tornou-se mundial, variada, muito mais engloba- lizante, mais sofisticada, visando muito

Ao completarmos esta lista dos mais notá- veis pioneiros inventores e inovadores da radiotransmissão do século XIX, saliente-

se que a rádio continua a aperfeiçoar-se e a evoluir de maneiras e formas previamente inconcebíveis. Este ponto será ilustrado nas subsequentes secções deste estudo.

RÁPIDA EXPANSÃO GLOBAL

A rápida expansão da rádio

através do mundo foi impul-

sionada e incrementada pelas diversas marinhas mercantes

e bélicas de vários países

que a consideraram muito

útil e vantajosa para os seus objectivos. As primeiras mensagens foram telegráfi- cas e em código Morse. Os historiadores revelam que a Marinha de Guerra japone-

sa seguia e espiava a Armada

Russa durante a batalha de Tsushima, em 1905, transmi- tindo oportunos relatos entre navios nipónicos e respecti- vos quartéis generais. Durante o horrendo naufrágio do enorme navio transatlântico TITANIC, em 1912, vários navios próxi- mos acorreram a prestar socorro às muitas centenas de aflitos e desesperados passa- geiros, enquanto em terra muitos opera- dores e dezenas de estações radiofónicas transmitiam ao mundo a trágica ocorrên- cia. Durante a Primeira Grande Guerra mun- dial, estratégias, segredos e ordens entre exércitos, armadas e respectivos quartéis

generais e governos, passaram a ser trans- mitidos pelos vigentes serviços da rádio. Sabe-se que a Alemanha cedo adoptou a radiotransmissão entre os seus serviços secretos e diplomáticos quando descobriu que as mensagens enviadas pelos seus ca- bos submarinos haviam sido detectadas e captadas pelos rivais serviços de contra- espionagem britânicos.

A expansão da Rádio assumiu proporções

verdadeiramente globais durante e logo após a eclosão da Segunda Guerra Mun- dial. Durante estes períodos cronológicos, houve muitas inovações radiais. Algumas delas serão apontadas aqui Apontam os historiadores (“The History of KQW Radio-KCBS”) . (Broadcasting.org.) que a radiodifusão (broadcasting) teve o seu início em 1909 na cidade de San José,

na Califórnia, e manifestou-se realizável e

praticável na décadas de 1920 e 1930 com

realizável e praticável na décadas de 1920 e 1930 com mais o entretenimento e os aspectos

mais o entretenimento e os aspectos cul- turais.

PRODIGIOSA EVOLUÇÃO DA RÁDIO

Através dos anos, a Rádio evoluiu de va- rias maneiras e formas, e expandiu-se numa larga profusão de aplicações que muito têm beneficiado a Humanidade. Hoje, há pequenas e gigantescas redes radiofónicas e inúmeros bem como om- nímodos centros de rádio-comunicações

espalhados por todo o mundo. A evolução da Rádio não foi exclusiva; pelo contrário,

a sua inquisitiva pesquisa produziu uma

evolução que, directa ou indirectamente,

gerou e motivou vários derivativos que muito têm contribuído para o bem-estar humano.

Este artigo limitar-se-á a apontar resumi- damente alguns dos mais conhecidos deri- vativos da Rádio.

RADAR --- O Radar (RAdio Detection And Ranging) detecta objectos à distância mediante a projecção reflexível de ondas electromagnéticas. A distância é calcula- da pela demora do eco recebido do objecto detectado, sendo a direcção do raio lumi- noso emitido pelo aparelho de radar deter- minada pela reflexão captada. A polariza- ção e a frequência do retorno indicam o

tipo e a natureza da superfície do objecto detectado.

O RADAR tornou-se absolutamente in-

dispensável na navegação aérea, na nave-

gação marítima, e na navegação especial, bem como em relacionadas ciências. Os mais sofisticados sistemas de RA- DAR são rapidíssimos, cobrem enormes extensões, e até distinguem não só com- plicadas condições atmosféricas, como também podem mapear dados de posições

de GPS.

GPS (Sistemas de Posição Global) ---- Originalmente desenhado para uso mili-

tar em sistemas de pesquisa e localização posicional via satélite de determinadas pontos de interesse especial, o moderno aparelho de GPS começou a ser utilizado comercialmente desde a década de 1980. Tem recebido crescente aceitação sobretu-

do nos países industrializados, e tende a

generalizar-se em diversas aplicações tec- nológicas.

A demanda popular é bem evidente, como

indica, por exemplo, o incrementado fabri-

co de pluriforme aparelhagem de GPS em

novos modelos de automóveis e em outras, e ainda mais sofisticadas, instrumentações usadas em diversos sistemass navegacio- nais. Os melhores e mais recentes aparelhos de GPS são de alta sofisticação que inclui pormenorizada programação ilustrada com dados fotográficos, demográficos, topográficos, geográficos e sócioeconómi- cos de especifica relevância.

TELEFONES CELULARES --- Também chamados TELEMÓVEIS, estes novos instrumentos de comunicação radiofónica têm atingido popularidade ubíqua e abso- luta por todo o mundo.

Saliente-se que estes tipos de radiocomu- nicação têm as suas raízes em duas rela- cionadas invenções nas derradeiras déca- das do século XIX. Mais especificamente,

no invento do TELEFONE por Alexandre

Graham Bell, in 1876, e na realização do RÁDIO de Nikola Tesla formalmnte apre-

sentado em 1894 pelo fisicista italiano Guiglelmo Marconi. Os rádios celulares nasceram da eventual combinação destas duas tecnologias

Os telefones celulares foram precedidos de

“autotelefones” instalados em automóveis

ou escritórios com potentes transmissores

que os ligavam a altas torres numa coor-

denada série de várias cidades. O alcance dessas transmissões era de 30 a 50 milhas (cerca de 70 km.) e, muitas vezes, em mo- mentos de volumoso uso, as comunicações

--- que não permitiam mais de uma pessoa

falar ao mesmo tempo --- não eram efectu- adas devido à incapacidade das antenas.

A genial descoberta dos sistemas celula-

res e a consequente divisão de cada cida-

de ou região em varias pequenas células

permitem o acesso de inúmeros utentes que podem usar as novas e extensivas fre- quências simultaneamente. As comunica- ções feitas em rádios celulares são todas feitas em sistemas “full-duplex”. Usando diferentes “frequências”, esses sistemas permitem transmissões ou conversas entre duas pessoas ao mesmo tempo. Os telefones que operam via satélites não utilizam torres celulares nas suas comu-

nicações.

E que mais nos trará o futuro? Oxalá que

seja tudo para o bem geral da Humanida-

de e, potencialmente, para o benefício de

todos

PATROCINADORES 1 3 Leia e veja na nossa próxima Edição: Festa da POSSO Padaria Silva,
PATROCINADORES 1 3 Leia e veja na nossa próxima Edição: Festa da POSSO Padaria Silva,

PATROCINADORES

13

Leia e veja na nossa próxima Edição: Festa da POSSO Padaria Silva, de Hayward Festa
Leia e veja na nossa próxima Edição:
Festa da POSSO
Padaria Silva, de Hayward
Festa de Santo Antão, de Stevinson
Entrevista de Elmano Costa àcerca do Advisory Board for the Center
for Portuguese Studies.
Lisa Vaz e a sua "Holistic Xchange"
Visita da Organização das Festas da Cidade da Praia da Vitória 2010
Aniversário da Rádio Televisão Artesia
Crónica da 1ª Corrida de Toiros da Temporada
e
muito mais

Falecimento João Espínola Bettencourt

Faleceu em Hil- mar no dia 15 de Março de 2010, João Espíno- la Bettencourt, com a idade de 86 anos. Era membro da Igreja do Santo Rosário da Hil- mar, Socieda- de Filarmónica União Popular. Deixa de luto sua esposa Maria S. Bettencourt, residente em Hilmar; filha Terry Espínola e marido Manuel, de Hilmar; filho Isalino Bettencourt e esposa Luzia, de San José; irmã Tina Sousa, de San José; irmão Anibal Bettencourt, de San José; cunhada Arlinda Bettencourt, três netos, Car- los Espínola e esposa Candace, John Betten- court e esposa Theresa e Michael Bettencourt e noiva Leighan. Também deixa a chorar a sua morte cinco bis- netos, Tyler, Makaila, Sean Bettencourt, Kai- tlyn e Landon Espinola. Tribuna Portuguesa envia sentidas condolên- cias a toda a famila Bettencourt.

envia sentidas condolên- cias a toda a famila Bettencourt. Celebração do Dia da Liber- dade--25 de

Celebração do Dia da Liber- dade--25 de Abril--em Tulare

A Fundação das cidades irmãs, Tulare-Angra

do Heroísmo Sister City Foundation, celebrará

o Dia da Liberdade, o trigésimo sexto aniversá- rio da Revolução dos Cravos com um jantar e

noite de música portuguesa, na sexta-feira, 23

de baril de 2010, na sala Heritage Room do Mu-

seu Histórico da cidade de Tulare. As portas abrem-se às 6 da tarde, o jantar—uma emen-

ta tipicamente portuguesa a cargo de Daniel e

Margarida Costa do Costa’s Catering— será servido pelas 7 da tarde, seguindo-se uma noite

de música portuguesa com Nelson Ponta-Garça

e Roberto Lino--uma retrospectiva da música

portuguesa e algumas das mais famosas can-

ções de Abril. Os bilhetes para esta noite custam $45 por pes- soa e os lugares são limitados. Podem comprar

os bilhetes até ao dia 15 de Abril. Para mais

informações podem contactar com a Presiden-

te da Fundação Cármen Pinheiro pelo telefone

559-686-9208 ou com o Vice-Presidente Diniz

Borges pelo 559-686-7611.

te da Fundação Cármen Pinheiro pelo telefone 559-686-9208 ou com o Vice-Presidente Diniz Borges pelo 559-686-7611.

14 PATROCINADORES

1 de Abril de 2010

14 PATROCINADORES 1 de Abril de 2010
COMUNIDADE 1 5 Conferência da LAEF Ana Cristina Sousa, Coordenadora do Programa de Português Debbie
COMUNIDADE 1 5 Conferência da LAEF Ana Cristina Sousa, Coordenadora do Programa de Português Debbie

COMUNIDADE

15

Conferência da LAEF

COMUNIDADE 1 5 Conferência da LAEF Ana Cristina Sousa, Coordenadora do Programa de Português Debbie Borges,

Ana Cristina Sousa, Coordenadora do Programa de Português

Ana Cristina Sousa, Coordenadora do Programa de Português Debbie Borges, Director Portuguese Club, UCB Tim Borges,

Debbie Borges, Director Portuguese Club, UCB

de Português Debbie Borges, Director Portuguese Club, UCB Tim Borges, CEO do PFSA, e a J.A.

Tim Borges, CEO do PFSA, e a J.A. Freitas Library

Club, UCB Tim Borges, CEO do PFSA, e a J.A. Freitas Library Maria João Bonifácio, IICEP,

Maria João Bonifácio, IICEP, falou sobre o Portugal Moderno

João Bonifácio, IICEP, falou sobre o Portugal Moderno Christina Avila e a "Portuguese Female Identity in

Christina Avila e a "Portuguese Female Identity in the Silicon Valley Diapora"

Female Identity in the Silicon Valley Diapora" Tony Santos, Mayor de San Leandro, falou sobre as

Tony Santos, Mayor de San Leandro, falou sobre as Cidades Irmãs San Leandro-Ponta Delgada

falou sobre as Cidades Irmãs San Leandro-Ponta Delgada Continuamos nesta edição a falar sobre a XXXIV

Continuamos nesta edição a falar sobre a XXXIV Conferência da Luso-American Education Foundation, realizada na Universida- de da California, Berkeley, nos dias 11,12 e 13 de Março de 1910. Um evento importante que no futuro vai tomar outra forma, para que prossiga cada vez com maior interesse e participação.

que prossiga cada vez com maior interesse e participação. Carmen Pinheiro, Cidade Irmãs Tulare-Angra do Heroísmo

Carmen Pinheiro, Cidade Irmãs Tulare-Angra do Heroísmo

Carmen Pinheiro, Cidade Irmãs Tulare-Angra do Heroísmo Lionel Goulart, sobre o programa das Cidades Irmãs

Lionel Goulart, sobre o programa das Cidades Irmãs Fremont-Horta

Lionel Goulart, sobre o programa das Cidades Irmãs Fremont-Horta John Figueira, Cidade Irmãs Santa Clara -

John Figueira, Cidade Irmãs Santa Clara - Coimbra

16

COMUNIDADE

1 de Abril de 2010

O adeus a Berkeley

1 6 COMUNIDADE 1 de Abril de 2010 O adeus a Berkeley C a r l

Carlos Rocha

de 2010 O adeus a Berkeley C a r l o s R o c h

José Rodrigues

a Berkeley C a r l o s R o c h a José Rodrigues Nelson

Nelson Ponta-Garça e Miguel Ávila (embaixo)

Para que fique registado para os vindou- ros, aqui deixamos uma amostra do que

se passou na Universidade da California,

Berkeley, nos dias 11,12 e 13 de Março de

2010.

O dia 11 foi totalmente dedicado à Juven-

tude. Houve visitas de Estudo à Universi-

dade, celebrou-se o 25 de Abril, dançou-se folclore, visitou-se a Exposição Comemo- rativa do Centésimo Aniversário da Repú- blica Portuguesa e no fim, os jovens pre- sentes, cerca de 200 (de San José, Hilmar e Tulare) participaram no workshop e nos Encontros entre Clubes Portugueses. Foi um dia importante para eles e para todos

os presentes.

No dia 12 de Março, houve as Boas-Vindas

dadas por George W. Breslauer (Executive Vice Chancellor and Provost), seguindo-

se no uso da palavra Matt Kondolf (Chair,

Portuguese Studies Program) e Manuel Bettencourt (Presidente da Luso-Ameri- can Education Foundation). A finalizar a

sessão de abertura, falou Rodrigo Olivei-

ra (Under-Secretary for European Affairs

and External Cooperation of the Autono-

mous Region of the Azores).

O primeiro painel sobre o Centenário da

República teve como moderador Don Warrin, da Universidade da California, Berkeley. Richard Herr (Universidade da California, Berkeley) falou sobre "What was Meant by a Republic", seguindo-se Susana Goulart Costa (Universidade dos Açores) sobre "Politics and Azorean Church under the First Republic". Pedro Tavares de Almeida (Universidade Nova de Lisboa) dissertou sobre "Electoral Politics and Elite Recruitment in the First Portuguese Republic". Para finalizar a ses- são da manhã, Stanley Payne (Universida- de de Wisconsin) falou sobre "Portugal's First Republic in the Perspective of World War I and Interwar Europe". Durante o almoço, o novo Cônsul-Geral de Portugal em San Francisco, António Costa Moura, teceu considerações sobre o Portu- gal de hoje e as relações entre os Estados Unidos e Portugal. Depois, seguiu-se uma visita à Bancroft Library, onde foi aprecia- da uma exposição sobre o Centenário da

República. Na sessão da tarde, moderada por Can- dace Slater, ouviu-se Douglas Wheeler (Universidade de New Hampshire) sobre "Whose Republic was it? A Meditation on

Historical Interpretations of Portugal's First Republic since 1974-75 Revolution". Seguiu-se Rui Feijó (Universidade Aberta

de Lisboa) em "Representation, Participa-

tion, and the Resilience of Political Institu- tions in the First and Second Republics". Na outra sala, Deolinda Adão moderou um painel baseado em "Preserving and Buil- ding/Preservar e Construir", onde Do- nald Warrin (Universidade da California, Berkeley" falou sobre "Portuguese Oral

History Project"; Tim Borges (PFSA) em "J.A.Freitas Library" e José Rodrigues (Portuguese Heritage Publications of Ca- lifornia) em "Representations of the Por- tuguese Presence in California". Maria Inácia Rezola (Universidade Nova de Lisboa) falou sobre o "The Portugue- se Transition to Democracy" e António

Costa Pinto (Instituto de Ciências Sociais, Universidade de Lisboa) em "The Making of Contenporary Portuguese Democracy"

e Maria João Bonifacio (AICEP) sobre

"Portugal within the Global Market".

À noite e durante o jantar, a Fundação ho-

menageou Candace Slater e Charles Fau- lhaber.

No Sábado, dia 12, seguiram-se temas sobre "Women's Movements and Female Representation" por Manuela Aguiar (Di- rectora da Associação da Mulher Migran- te" em "Republic Women 1910 - out of the shadows" e Deolinda Adão (Portuguese Studies Program, UC Berkeley) em "Por- tuguese Women Writers: controlled, silen- ced, or otherwise ignored voices". Em outra sala, falou Manuel Bettencourt sobre a "POSSO, San José"; Zulmira Sou-

sa e Mary Freitas, sobre o "VALER, Turlo-

ck", e Irmã Teresa Costa sobre "St. Isabel's Kitchen, Five Wounds Church". Goretti Silveira, Lucia Salvidar, Ana Cris- tina Sousa e Janel Inderbitzen falaram so-

bre diversos assuntos relacionados sobre a Educação de Português. Orlanda Azevedo moderou um painel onde Miguel Glatzer (Universidade de Massachusetts-Dartmouth) falou sobre "The Development of the Portuguese Wel- fare State" e Luis Campos e Cunha (Uni- versidade Nova de Lisboa) em "An Island returns to the shore". No painel "Sister Cities Project" falaram John Figueira, Lionel Goulart, Carmen Pi- nheiro, Tony Santos. Durante o almoço deste ultimo dia, Carlos Rocha (Vice Director da Elim Elementa- ry School, Hilmar) e Ana Cristina Sousa, falaram sobre Educação do Português e o seu futuro. Dana Redford (Portuguese Studies Pro- gram, UC Berkeley) em "Business and Commerce in Portugal Today" e Matt Kondolf (Environmental Planning, Uni- versidade da California, Berkeley) em "The Environment".

A seguir a todas estas dissertações houve

sempre animadas discussões.

Para terminar o dia e numa outra sala, a juventude comunitária falou sobre o fu- turo, num painel chamado "Communities 21" e moderado por Joann Malta Weingard

- Christina Avila, Miguel Avila, Debbie Borges, Nelson Ponta-Garça.

À noite e na Rotunda da Câmara Muni-

cipal de San José, realizou-se o jantar ce-

lebrando o Centenário da República Por- tuguesa. Aproveitou-se para homenagear Dinis Borges com o "Language and Cul-

para homenagear Dinis Borges com o "Language and Cul- comunidade não gosta de ir lá. Sendo

comunidade não gosta de ir lá. Sendo as- sim, o futuro destas conferências far-se-á mais longe de Berkeley, onde possamos ter centenas de pessoas a participarem nestes importantes eventos.

Uma Oportunidade Perdida

Há dois anos, em 2008, e em Berkeley, a Luso-American Education Foundation homenageou Dinis Borges com uma "Re-

solution" "for his valuable contribution in promoting the Portuguese Language and Culture worldwide". Dois anos depois, em 2010, a mesma Fun- dação premiou o mesmo professor com o "Language and Cultural Award". Pergunta - faz isto algum sentido? Não, não faz mesmo. Num universo de 38 milhões de pessoas residentes na Califor- nia, como é que é possível que se escolha

a mesma pessoa para o mesmo tipo de

homenagem. O extraordinário e rico cur- rículo de Dinis Borges não precisava dis- to. A Fundação, se quer ser respeitada por todos os intervenientes da Educação neste

Estado, tem de sair fora do seu casulo de amigos e conhecidos e procurar incentivar outros que há por aí e que merecem rece- ber este tipo de reconhecimento. Estamos

a afastar muito boa gente com este tipo de acção. A rever no futuro.

jose avila

tural Award". Durante o jantar falaram Rodrigo Oliveira, Antó- nio Costa Moura, António

Costa Pinto, Richard Herr

e Douglas Wheeler, que

falou no lugar de Mário Soares, que não pode estar presente. Este professor de New Hampshire falou da Repu- blica, através de caricatu- ras da época. Uma grande ideia.

E agora?

Diga-se desde já que esta Conferência foi muito bem organizada e só

tivemos pena de não ter tido tempo de ver

o "workshop" dos professores que costuma

ser sempre de muita qualidade. A culpada foi a Republica, tema deveras apaixonante para não se perder. Se os académicos vindos de Portugal ti- nham a categoria que todos lhe reconhe- cem, os grandes "heróis" de Berkeley foram os conferencistas americanos pela paixão, pela dedicação, pelo profundo co- nhecimento que tinham da nossa Revolu- ção de 1910. Mais parecia que essa revolu- ção tinha acontecido aqui na America, tal foi a paixão e o amor que mostaram àcerca desse importante evento. Foi mesmo incrí- vel de observar.

Um pormenor a rectificar - quando se lêem dissertações com esta importância histórica, tem de se dar tempo e não ler

o texto com muita velocidade, perdendo

assim alguma compreensão. Interessante que isto aconteceu com algumas professo-

ras portuguesas. Penso que isto foi devido

à extensão do texto e à necessidade de se cumprirem horários. E agora, Berkeley?

Já disse muitas vezes que adoro ir a Berke-

ley, adoro passar dois dias lá, não só en- volvido a assistir às conferências, mas apreciando toda aquela movimentação estudantil. O problema é que só eu é que gosto de ir a Berkeley - 99.99% da nossa

toda aquela movimentação estudantil. O problema é que só eu é que gosto de ir a
COMUNIDADE 1 7 Comunidades do Sul PFSA de visita a Artesia Fernando Dutra Fotos de
COMUNIDADE 1 7 Comunidades do Sul PFSA de visita a Artesia Fernando Dutra Fotos de

COMUNIDADE

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Comunidades do Sul PFSA de visita a Artesia Fernando Dutra Fotos de José Enes
Comunidades do Sul
PFSA de visita a Artesia
Fernando Dutra
Fotos de José Enes

A té ao presente, Artesia recebia visitas anuais dos Presidentes Supremos e respectivas co- mitivas, das quatro companhias fraternais de seguros de vida, todas com as suas sedes no

Norte do Estado. Após um respeitável acordo, juntaram

as quatro em apenas uma, Sociedade Portuguesa Frater-

nal da America. É caso inedito, pela primeira e ultima vez. No dia sete do corrente pelas 12:00 horas, estiveram presentes os representantes de todas as companhias e os quatro concelhos locais, cada qual com a sua definição:

I.D.E.S.- General Carmona n° 170, S.E.S. - Flor da Tercei-

ra n° 33, U.P.E.C. - Dr. Oliveira Salazar n° 167, U.P.P.E.C. - Sagrada Familia n°104. O presente concelho ficou com

o n° 55, mas ainda não foi baptizado. Alguem sugeriu que

Já no próxi-

mo ano será apenas um Presidente a visitar Artesia, em consequencia do sucedido. Também em Artesia passará

a existir apenas um Presidente de Concelho, sendo elimi- nados três postos.

A comunidade de Artesia recebeu com sumptuosidade os

ilustres visitantes e cerca das 12:30 horas a Filarmónica

da Sociedade de Artesia D.E.S., perante oficiais e mem-

bros em geral, no interior do salão pequeno, interpretou

os Hinos Nacionais, Americano e Português, seguidos do

Hino do Espírito Santo, terminando com uma marcha. Esta foi uma louvável ideia que trouxe mais realce ao evento. Seguiu-se o delicioso lanche, confeccionado e ser- vido por pessoas de bom gosto, o qual agradou a todos os presentes. Moisés Lourenço, como mestre de cerimónias, deu início às apresentações da praxe, que realmente foram muitas, mais alguns convidades, novos membros e óbviamente a comunicacao social. Também foram entregues algumas placas e diplomas a certos membros, que mais se tem evi- denciado nos respectivos concelhos. Ao novo Presidente da nova Sociedade Fraternal, Duarte T. Teixeira, desejamos-lhe as maiores felicidades e pros- peridades durante o seu mandato.

poderia ser: José Sócrates ou Cavaco Silva

seu mandato. poderia ser: José Sócrates ou Cavaco Silva Duarte e Mary Fatima Teixeira António Neves

Duarte e Mary Fatima Teixeira

Sócrates ou Cavaco Silva Duarte e Mary Fatima Teixeira António Neves (Presidente do Conselho da PFSA
Sócrates ou Cavaco Silva Duarte e Mary Fatima Teixeira António Neves (Presidente do Conselho da PFSA

António Neves (Presidente do Conselho da PFSA de Artesia), António Coelho (Oficial Supremo Honorário da ex-S.E.S.) e esposa Maria Ire- ne, Mary Lou Laranjo (ex-Presidente Suprema da ex-S.E.S.)

- ne, Mary Lou Laranjo (ex-Presidente Suprema da ex-S.E.S.) Marie B. Kelly e Jonine Barreiro Anthony

Marie B. Kelly e Jonine Barreiro

Suprema da ex-S.E.S.) Marie B. Kelly e Jonine Barreiro Anthony W. Coelho Acima: Jacqueline R. Hood

Anthony W. Coelho

Marie B. Kelly e Jonine Barreiro Anthony W. Coelho Acima: Jacqueline R. Hood Embaixo: Moisés Lourenço

Acima: Jacqueline R. Hood Embaixo: Moisés Lourenço e Monique M. Vallance

R. Hood Embaixo: Moisés Lourenço e Monique M. Vallance Youth President Desarae Teixeira, Moisés Lourenço, State
R. Hood Embaixo: Moisés Lourenço e Monique M. Vallance Youth President Desarae Teixeira, Moisés Lourenço, State

Youth President Desarae Teixeira, Moisés Lourenço, State Youth Ambassador Elizabeth Cardoso, State Youth Ambassador Ashley DaSilva

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COMUNIDADE

1 de Abril de 2010

1 8 COMUNIDADE 1 de Abril de 2010 Participe, não fique em casa
Participe, não fique em casa
Participe, não fique em casa
COLABORAÇÃO 19 Agua Viva Filomena Rocha filomenarocha@sbcglobal.net Páscoa é flor em vez de espinhos E
COLABORAÇÃO 19 Agua Viva Filomena Rocha filomenarocha@sbcglobal.net Páscoa é flor em vez de espinhos E

COLABORAÇÃO

19

Agua Viva Filomena Rocha filomenarocha@sbcglobal.net

Agua Viva

Filomena Rocha

filomenarocha@sbcglobal.net

Páscoa é flor em vez de espinhos

E is-nos de novo no tempo de Páscoa, a Passagem da Morte para a Vida! Feliz será aquele que a tiver sem tormentos e sacrifícios penosos. Nem Cristo teve essa Sorte,

pois Ele teve que provar de todos os cálices desagradáveis para merecer ser Quem é, aos olhos do Pai. Ao mesmo tempo dar-nos exemplos de vivência que só Ele foi capaz de levar a cabo, em todos os aspectos: no Amor, na Ami- zade, no perdão, na obediência, no respeito, na rectidão, na firmeza de carácter, mesmo quando os seus amigos

o negaram, abandonaram, e os seus verdugos lançaram

sortes sobre as suas vestes, o único que possuía. E mesmo assim, todos os reis do mundo o invejaram, desejaram ter

o seu poder, porque ainda hoje, apesar de vinte séculos terem passado, nenhum homem conseguiu mudar tanto a vida de todos como Ele.

E não teve escola, não foi à universidade, nunca lhe cha-

maram doutor sem diploma, mas aprendeu da casa dos pais a sabedoria, o bom exemplo, que é uma coisa que hoje em dia faz muita falta nas famílias e daí nas escolas, no contacto com os outros em qualquer lugar, nos campos

de futebol, no emprego com os colegas, no convívio com os amigos e depois pela vida fora. Páscoa é renovação, é libertação, perdão que nem sempre chega a tempo e horas e que nem todos conhecem, num mundo cada vez mais materializado. Páscoa, é paz inte- rior, embora nunca tenha existido paz na Terra, porque toda a história do homem é feita de lutas, civis e entre povos, guerras mundiais, sempre pela cobiça e inveja económicas, exploração dos recursos naturais, diferenças de cultura, ambição pelo poder que é capaz de tudo para ocupar o lugar dos outros sem um mínimo de escrúpu- los ou remorso, um turbilhão de assuntos a todos os ní- veis que não deixam assentar a Paz, porque esta só o será quando todos a quiserem em conjunto como quem tem um ideal.

Páscoa, é Flor em vez de espinhos, com que coroaram

a cabeça de Jesus. Há gente da mais tenra idade a sofrer

com o espinho do abuso de toda a espécie, e abusadores que nunca receberam o castigo pelas feridas que deixa- ram no corpo e na alma de inocentes vítimas. Páscoa, é justiça ganha ou recebida, baseada na verdade sem condições. Infelizmente, o homem vive condiciona- do em muitos aspectos, e na maioria das situações não sabe reagir a nenhum deles, sem pôr em causa a sua so- brevivência, porque os peixes grandes comem sempre os mais pequenos. Páscoa, é sair das trevas da ignorância para a luz da sa- bedoria, o querer aprender mais para ensinar sem ferir os que nunca tiveram antes a oportunidade de descobrir o conhecimento. Páscoa, é também tomarmos conta do Tempo, antes que o Tempo tome conta de nós. Páscoa é humildade, é reflexão, interiorização com Deus,

estar alerta para quando chegar a nossa Hora, que nunca sabemos quando chega. Páscoa Feliz para todos, com Cristo vivo no coração!

José Enes

Tivemos muito sucesso na Costa Leste

Como é que decorreu a vossa esta- dia na Costa Leste?

Muito boa, no dia 16 de Janeiro, reu- niram-se todos os líderes das danças daquela área da Costa Leste para organizarem o programa e saberem quais os participantes. Abertos estavam 18 salões, os quais foram divididos em zonas Norte e Sul. A zona Norte tinha 8 salões. A zona Sul tinha 10. Todos os salões estavam preparados com aparelhagem sonora, comida e um donativo para cada grupo após o espectáculo. Todos os grupos foram a sortes, para saber onde dançavam. Nós começa-

mos nos Salões do Sul.

Quantas espectáculos é que fize- ram?

No primeiro dia, Sábado dia 13 de Fevereiro, começámos ás 4:00 da tarde no Sul, em Fall River, Mass. e actuámos em 8 salões. A última ac- tuação foi perto das 6 da manhã. No Domingo começámos á 1:00 da tarde no Norte, em Hudson, Mass. Actuámos em 7 salões.

Os salões eram grandes?

Alguns eram bastante grandes e ou- tros mais pequenos. Mas todos eles

com muita gente e muita alegria.

Quais foram as impressões das pessoas àcerca da vossa comédia?

Foi impressionante, aplaudiam-nos de pé aos gritos como se fossemos movie stars… Levámos uma boa quantidade de DVD’s e a meio das nossas actuações já não tínhamos nenhum.

E para o ano? Já há assunto?

Já temos algumas ideias, e estamos todos muito contentes e com ganas de começar o Carnaval 2011.

Artesia Carnaval em Acção 2010 - DVD à Venda

2011. Artesia Carnaval em Acção 2010 - DVD à Venda Uma Tourada á Corda em São

Uma Tourada á Corda em São Miguel Heroínas Part 2 “Foram num Cruise”

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1600 Colorado Avenue
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COLABORAÇÃO

1 de Abril de 2010

Ao Sabor do Vento José Raposo Nem só de bunda vive o homem raposo5@comcast.net
Ao Sabor do Vento
José Raposo
Nem só de bunda
vive o homem
raposo5@comcast.net

U m dos sonhos de minha mulher

foi sempre ir a Nova York. Eu

como nunca me importei mui-

to e como salvo erro em 1986

quando fui à Terceira à reunião do con- selho das Comunidades, por e por via do avião da America Airlines ter avariado duas vezes depois da saída de San Francis-

York, minha mulher foi mais o nosso filho

e por minha sogra ter ido passar a noite

em casa de minha cunhada Margarida eu fiquei sozinho com os cães. Eram 4:45 da manhã e o maroto veio la- drar ao pé de minha cama. Lá me levantei

e fui com os cães lá fora. Ao chegar, não ti-

nha sono e lembrei-me de ligar a televisão.

Liguei para o canal 7, es- tava a dar notícias. Fui mudando os canais e nem estava a prestar muita atenção quando ouço uma voz dizer:

- Bràzil butt lift.

Estava então um ins- tructor acompanhado de umas quantas mulheres com corpos daqueles que parecem feitos a torno e moviam o seu corpo, dan- do enfase ao rabichel, ou

o padeiro, ou o trazeiro ou

como lhe queiram chamar acompanhado de outros movimentos.

O instructor Leandro Carvalho, criador do

Bràzil butt lift, lá fazia a sua propaganda

e por 19.95 dolares o espectador, ou espec- tadora poderia encomendar o programa, que valia 380.00 dolares e que mágica- mente lhe daria uma bunda redondinha e bem formada.

mágica- mente lhe daria uma bunda redondinha e bem formada. co o que fez com que

co o que fez com que não chegassemos a Nova York a tempo de apanhar a TAP, fi- camos três dias naquela cidade, esperando voo para Portugal.

Foi uma viagem inesquecivel na compa- nhia de pessoas como o José João, o Dr. Heraldo Silva, o Eusébio e mais outros. Por não me importar muito de ir a Nova

e mais outros. Por não me importar muito de ir a Nova Lá depois desses movimentos
e mais outros. Por não me importar muito de ir a Nova Lá depois desses movimentos

Lá depois desses movimentos todos apre- sentavam uns clips dos famosos modelos

tais como; Allesandra Ambrósio, Carolina Brandão, Alina Puscau, não sei quê Chi- minazo e outras mais.

F rancamente que os modelos em

questão, têm um corpo esbelto e uma bunda capaz de fazer inveja a muita mulher e de por muitos

homens boquiabertos.

E se bem que que meus olhos se delicia-

vam ao verem tais maravilhas da natureza,

o cansaço acabou por vencer e peguei no

sono na cadeira com a televisão acesa. Não

sei quanto tempo depois acordo com a voz do homen outra vez a dizer:

- Bràzil butt lift.

E eu pensei. Há por aí mulheres e homens,

incluindo alguns brazileiros, que poderão fazer a ginástica que quizerem, correrem

os kilómetros das estradas todas, fazer as

dietas todas e mais alguma e vão ter sem-

pre a bunda que Deus lhes deu (?), fora ao que cresceu. Ainda meio tonto do sono li- guei o computador e escrevi.

Quando na praia, o corpo rebolavas, Cabeças de homens em rodopios, De cujas bocas vinham assobios, Somente a mim querias e tentavas. Nem eu próprio sei bem o que pensavas E para quê esses teus desvarios. Eu me esquivava dos teus olhos frios, Porque neles a alma não mostravas.

Fome de corpo é breve, passageira As entranhas reviram e consomem, Mas, a da alma, é bela e verdadeira.

Olhares extasiados te comem, Mas, te asseguro, oh mulher feiticeira, Nem só de bunda vive o homem.

é bela e verdadeira. Olhares extasiados te comem, Mas, te asseguro, oh mulher feiticeira, Nem só
é bela e verdadeira. Olhares extasiados te comem, Mas, te asseguro, oh mulher feiticeira, Nem só
PATROCINADORES 2 1 Cães de Fila para Venda P'ra uma casa guardar, não há nada
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Cães de Fila para Venda

P'ra uma casa guardar, não há nada como um cão só precisa ele ladrar para fugir o ladrão.

como um cão só precisa ele ladrar para fugir o ladrão. Para mais informações contactar António

Para mais informações contactar António Carvalho

559-351-2181

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DESPORTO

1 de Abril de 2010

LIGA SAGRES Benfica soma e segue
LIGA SAGRES
Benfica soma e segue
1 de Abril de 2010 LIGA SAGRES Benfica soma e segue André Vila- Boas no Sporting

André Vila- Boas no Sporting

A RTP adiantou na sua emissão da ma-

drugada desta 3ªfeira 30, que o Sporting terá já garantido a contratação de André Villas-Boas para treinador dos leões na próxima época.

Segundo a RTP, o acordo entre a direcção

do

clube de Alvalade e o actual treinador

da

Académica já está acertado, ainda que

ambas as partes tenham acordado que apenas o tornariam público após o final da presente época. A confirmar-se a notícia, Villas-Boas che- ga finalmente ao Sporting, depois de ter sido dado como certo em Alvalade após a

saída de Paulo Bento e no mesmo ano em que se estreou como treinador principal na Académica.

Hulk - Porto reclama

como treinador principal na Académica. Hulk - Porto reclama cimeira da Luz trouxe algo de novo

cimeira da Luz trouxe algo

de novo à frente da Liga: o Benfica venceu, aumentou para seis os pontos a vantagem so-

A

bém o risco de ultrapassagem do F.C. Porto.

Até porque a jornada 24 pre-

Fechadas as contas do pódio,

Mossoró e a frase da

fundamental. A vitória capi-

talizou a derrota do Sporting perante um Marítimo de má memória: despediu Paulo Ben-

Atípica porque trouxe três vi- tórias de três aflitos: Olhanen- se, V. Setúbal e Leixões. A for- mação de Jorge Costa terá sido

bre o Sp. Braga e anunciou-se

nunciou um novo F.C. Porto.

to

na primeira volta, devolveu

a mais feliz, goleou em Vila do

como provável novo campeão

Nome do responsável: Hulk. O

a

equipa às derrotas agora.

Conde (5-1), conseguiu a pri-

Os mesmos, curiosamente, que

nacional. Com seis jogos para o fim da Liga, três dos quais em casa, os encarnados estão muito bem posicionados para recuperar o título.

avançado regressou quase cem dias depois do último jogo na Liga e regressou cheio de for- ça. Encheu o Restelo, marcou o melhor golo da jornada e fez

Ainda no degrau europeu, des- taque para a vitória da U. Leiria sobre o P. Ferreira, que permi - tiu à formação de Lito Vidigal

Ora por falar em V. Setúbal,

meira vitória fora e conservou cinco pontos de vantagem so- bre o penúltimo lugar.

Para já, é seguro que este ano o

duas assistências para a vitória

ultrapassar o adversário, trepar

o

V. Setúbal mantém sobre a

Benfica, de Jesus, não chega à Páscoa crucificado. Já a forma- ção de Domingos somou a se- gunda derrota em pouco mais de um mês, o dobro das que tinha sofrido durante o resto do campeonato, e lançou dú- vidas sobre a real capacidade para fazer história no futebol

mais gorda da equipa de Jesu- aldo no último mês.

segue-se o degrau europeu. Nesta luta a jornada 24 trou- xe um vencedor claro: o V. Guima-rães. A formação vi- maranense bateu a Académica,

até ao sexto lugar e alimentar a ilusão de ainda chegar ao quin- to lugar. Uma ilusão menos viva para o Nacional, depois da derrota perante o V. Setúbal.

introduz-se agora da luta pela permanência. Nesse aspecto,

linha de água. A formação de Manuel Fernandes voltou a fazer das tripas coração e ar- rancou uma vitória do fundo

da alma, com um golo de Keita em período de descontos. Um triunfo alcançado no limite do sofrimento, como é nota domi- nante no Bonfim.

português.

aproximou-se do quarto lugar do Sporting e aproveitou a der-

tratou-se de uma jornada atípi- ca, que praticamente condenou

Abaixo da linha de água con-

Hulk, a figura da

rota do P. Ferreira para ganhar

o

Belenenses: a derrota perante

tinua por isso o Leixões, uma

jornada 24

pontos na vantagem sobre o

o

F.C. Porto deixou a equipa

equipa que apesar de tudo saiu

Curiosamente as duas derrotas deixaram o Sp. Braga no meio

sexto classificado.

de António Conceição a nove pontos da linha de água, quan- do há dezoito para disputar.

do fim-de-semana também com razões para sorrir. É ver- dade que continua com a corda

da

ponte, tão longe da luta pelo

jornada 24

Muito difícil.

no pescoço, mas já sabe ganhar

título como da queda para fora de um lugar que dê acesso à Liga dos Campeões. Ora por isso, se o sonho de chegar ao primeiro lugar ainda é legíti- mo, não deixa de ser real tam-

Foi um fim-de-semana cheio, portanto, que sublinhou a vi- são de Paulo Sérgio: lançou Rui Miguel no momento certo, para um golo aos 85 minutos

Luisão no momento da jornada 24

Mas voltando atrás, falava-se de uma jornada atípica, sim.

sob a orientação de Castro San- tos. O espanhol conseguiu pelo menos ultrapassar essa barrei-

ra psicológica.

In Maisfutebol

O FC Porto instruiu o seu departamento

jurídico para "promover o ressarcimento dos danos, patrimoniais e não patrimo-

niais, sofridos" pela suspensão inicial de quatro meses imposta ao futebolista bra- sileiro Hulk.

O avançado internacional brasileiro foi

suspenso por quatro meses pela Comissão Disciplinar da Liga Portuguesa de Futebol Profissional, na sequência dos incidentes no túnel do estádio da Luz, mas o Con- selho de Justiça da Fede-ração reduziu a pena para apenas três jogos. Em comunicado à Comissão do Mercado dos Valores Mobiliários, a SAD para o fu- tebol do FC Porto anunciou a redução da suspensão e explicou estar disposta a ser ressarcida dos danos. "Mais se informa que o Conselho de Ad-

ministração deu as instruções necessárias para o Departamento Jurídico promover o ressarcimento dos danos, patrimoniais e não patrimoniais, sofridos", refere o comunicado.

O jogador do FC Porto, que regressou domin- go à competição, com um golo e duas assis- tências na vitória por 3-0 no reduto do “lan- terna vermelha” Belenenses, falhou 15 jogos

na sequência desse castigo.

Por Sapo Desporto c/Lusa

no reduto do “lan- terna vermelha” Belenenses, falhou 15 jogos na sequência desse castigo. Por Sapo
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TAUROMAQUIA

1 de Abril de 2010

Uma Grande Honra Quarto Tércio José Ávila Franklin Oliveira no "Hall of Fame" josebavila@gmail.com Não
Uma Grande Honra
Quarto Tércio
José Ávila
Franklin Oliveira no "Hall of Fame"
josebavila@gmail.com
Não é todos os dias que temos um português seleccionado
para o "Hall of Fame". Frankin Oliveira, o eclético quasi-
matador de toiros, excelente jogador de futebol (esteve a
um passo de ingressar no Real Madrid antes de vir para
a America), famoso industrial de restauração e exímio
campeão de golfe, foi o escolhido, numa galeria de mais
de 350 possíveis candidatos. Além destes atributos, o júri
do "Hall of Fame" mencionou e muito bem, que Franklin
foi o maior Embaixador de Portugal nas Costas do Pací-
fico. Estão de parabéns, a sua terra natal, a pequena mas
airosa Ilha Graciosa, a Universidade do Cantagalo, onde
adquiriu toda a forte personalidade reconhecida por to-
dos, a California, sua terra adoptiva e Monterey, o lugar
dos seus sonhos.
A
entrega da medalha comemorativa desta importante
distinção terá lugar na Sede do "Hall of Fame" em Wa-
Todos os meus
chapéus e dos
meus vizinhos
shington D.C., muito perto da Casa Branca, no dia 31 de
Setembro de 2010.
Amigos do Franklin pensam acompanhá-lo nesta glorio-
sa
jornada à Capital desta grande America.
O
"Quarto Tércio" sauda efusivamente o amigo Franklin
Oliveira e toda a sua familia.
Aqui deixamos alguns momentos da vida deste grande
português.
estão no ar, saudan-
do o amigo Franklin
Oliveira pela honra
que teve em ser dis-
tinguido pela mais
prestigiante "Hall of
Fame" dos Estados
Unidos.
Quantos mais Franklin's haverá por aí, para no futuro
terem a mesma honra?
O meu chapéu já treme de emoção, porque já
não faltam muitos dias para enchermos a bonita Praça
de Stevinson, na primeira Corrida do Ano, celebrando
Santo Antão. A não faltar
A Ilha Terceira irá receber no próximo mês
de Outubro a 9ª edição do Congresso Mun-
dial de Ganaderos, uma organização da Tertúlia
Tauromáquica Terceirense em conjunto com a Associa-
ção Regional dos Criadores da Tourada à Corda.
Este encontro, um dos maiores a nível mundial no que à
festa brava diz respeito, irá reunir cerca de 300 pessoas
entre ganaderos e outras personalidades vindas dos oito
países taurinos do mundo.
De acordo com Arlindo Teles, Presidente da Tertúlia, o
Congresso irá decorrer em diversos locais espalhados
pela ilha, estando ainda por acertar as datas definitivas.

Esq/dir: Victor, António Galvão, João dos Ovos, José Parreira. Jorge Parreira, José Albino, Valdemar Tarrafeiro, Miguel Parreira e Franklin Oliveira

Valdemar Tarrafeiro, Miguel Parreira e Franklin Oliveira A equipa dos Milionários numa Excursão à Graciosa no

A equipa dos Milionários numa Excursão à Graciosa no século passado. Reconhecem-se (em pé) Ruivo, Liberal, Serra, Macoco, Vasco, Hélio Freitas. Embaixo da esq. Franklin, Trovão, Mokuna, Aníbal e Manuelzino.

Entrada dos artistas (os mesmos da figura acima) na Praça de São João em Angra do Heroísmo.

figura acima) na Praça de São João em Angra do Heroísmo. Praça de Toiros de São
figura acima) na Praça de São João em Angra do Heroísmo. Praça de Toiros de São

Praça de Toiros de São João, Angra do Heroismo Franklin com Tomás de Borba, Armando Soares e o banda- rilheiro do matador

de Borba, Armando Soares e o banda- rilheiro do matador Pebble Beach Golf Course em 1996

Pebble Beach Golf Course em 1996 Franklin com o Embaixador de Portugal em Washington D.C., Fernando Andresen Guimarães

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ARTES & LETRAS

1 de Abril de 2010

2 6 ARTES & LETRAS 1 de Abril de 2010 Tertúlia Açoriana Entrevista ao escritor Daniel

Tertúlia Açoriana

Entrevista ao escritor Daniel de Sá

Nome, naturalidade, onde reside?

Fui baptizado pelo vigário João Borges como Daniel Augusto, recebendo o Rapo- so de minha mãe e o de Sá de meu pai. Apelidos com séculos de presença na Maia, onde nasci, na rua dos Foros, bem

perto do mar, no sítio chamado o Castelo,

na casa ao lado de baixo da que foi de meu avô materno, mestre António Ganilha. E

é na Maia que resido. Não será o melhor

lugar do Mundo, mas é uma excelente op- ção.

O primeiro livro que leu?

O

livro de leitura da 1ª classe, obviamen-

te.

Quando sentiu o chamamento para a es- crita?

Ainda antes de ir para a escola já sonhava com isso. Via que minha irmã se deliciava com romances, e pensava que seria inte- ressante escrever alguns. O pior, julgava eu, era saber de histórias que valessem a pena ser contadas. É que, nesse tempo, eu acreditava que tudo o que se escrevia era verdade. Só mais tarde percebi que não era nada disso, tal como não era verdade

o que eu pensava dos padres e dos médi-

cos: que aqueles não pecavam e estes não morriam.

Qual é o seu género literário?

Tenho escrito de tudo um pouco, o que é um mau sinal, eu sei. Mas dedico-me so- bretudo ao conto, à novela e ao romance. Na escola primária era habitual ter boas classificações nas redacções? Penso que sim. Dava poucos erros, sabia por experiência própria que as vacas da- vam leite, que os cães eram fidelíssimos, que na Primavera as aves faziam os ninhos … E isto era meio caminho andado para uma boa redacção.

Há algum livro dos seus que gostaria de reescrever?

Não costumo reler nem reescrever. A vida

é demasiado breve para termos tempo de

fazer as coisas duas vezes. No entanto há excepções. O meu livro E Deus Teve Medo

de Ser Homem é o desenvolvimento de Um

Deus à Beira da Loucura. Mas, neste caso, quando escrevi a novela já pensava fazer dela um romance ou novela maior, porque tinha escrito à pressa para o concurso lite- rário da Secretaria Regional da Cultura.

Quais os livros que publicou e o mais recente?

Vou fintar a pergunta… Pelo menos no

que se refere à lista de livros publicados. O mais recente foi um sobre São Miguel, da editora Ver Açor. Veio na sequência de ou- tro sobre Santa Maria, e sairá na Primave-

ra um terceiro, sobre a Terceira. E de ilhas

estamos conversados, embora eu gostasse de ser capaz de escrever sobre todas elas.

Elas, as nossas, entenda-se. Indique-me um livro de um escritor aço- riano de que gostaria de ter sido o autor.

um escritor aço- riano de que gostaria de ter sido o autor. Afonso Quental e Daniel

Afonso Quental e Daniel de Sá

Eu sei que aqui ficaria bem era dizer Mau Tempo no Canal ou Gente Feliz com Lágri- mas, por exemplo. O primeiro porque, logo que publicado, foi considerado por David Mourão Ferreira o melhor romance portu- guês do século XX; o outro porque ganhou

o Grande Prémio da APE. E ambos porque

são dois dos nossos mais belos romances de sempre. Mas também sei que não pode- ria escrevê-los, porque não é aquele o meu estilo. Fico-me por duas obras que, com licença dos seus autores que muito estimo, talvez eu fosse capaz de ter escrito porque poderia tê-las sentido: Herdar Estrelas, de Tomaz Vieira, e Um Sorriso por Dentro da

Noite, de Adelaide Freitas.

Como se relaciona com outros escrito- res?

Graças a Deus, e também a eles, muito bem.

Pensa enriquecer como escritor?

Se essa pergunta se refere a dinheiro só pode ser piada. Olha, penso enriquecer tanto quanto enriqueceste, ou enriquece- mos, com os três Encontros de Escritores da Maia. Além de outras despesas que nós sabemos, tinhas o bar aberto à disposição

de todos, com o José Francisco incansável

a servir de graça. Não levaste nem uma pa-

taca a nenhum de nós. Isto durante os três dias de cada encontro. E o pior nem eram

os dias, eram as noites…

Que livro nunca recomendaria a um amigo?

Tantos, meu Caro Afonso! Se eu referisse alguns deles, poderia soar a escândalo. E, para escândalo cultural, histórico, ético ou moral bastam aqueles em que estou pen- sando neste momento.

Que livro gostaria de deixar e que ainda não escreveu?

Talvez um romance que tivesse a vida de Cristo como tema principal, de uma ma- neira muito mais aprofundada do que o que deixei escrito em E Deus Teve Medo de Ser Homem.

Entrevistador

Afonso Quental afonsoquental@hotmail.com

Apenas

Apenas

Duas

Palavras

 

Diniz Borges

d.borges@comcast.net

Graças à colaboração do jornalista Afonso Quental e do jornal Correio dos Açores, vamos começar a publicar nesta página de artes e letras uma série de entrevistas com gente que Açores ou nas comunidades, mas ligadas aos Aço-

res, está ligada às artes. Nesta edição, a primeira desde que a primavera de 2010 chegou, e à Califórnia, uma primave- ra cheia de sol para arejar o corpo e a alma, vamos ficar duas entrevistas de dois grandes nomes da literatura aço- riana, das letras da língua portuguesa

e

dois nomes extremamente conhecidos

nas nossas comunidades: Marcolino Candeias (my Angra Brother), um gran- de poeta das nossas ilhas e dos nossos mundos além arquipélago e Daniel de Sá, cujo romance Ilha Grande Fechada, foi um dos livros de autores açorianos contemporâneos que mais tivesse gosta- do. Um livro para se ler e reler. Os meus sinceros agradecimentos a Afonso Quental pelo seu trabalho e por partilhá-lo com os nosso leitores. A nossa gratidão ao Correio dos Açores por autorizar esta republicação. Estes intercâmbios jornalísticos entre os Aço- res e as Comunidades são extremamente importantes.

abraços

 

diniz

Nasceu em São Miguel a 2 de Março de 1944

OBRA:

Ensaio

* A Criação do Tempo, do Bem e do

Mal

Teatro

* Bartolomeu

Ficção

* Ilha Grande Fechada (a emigração

vista por quem ainda não partiu).

* E Deus Teve Medo de Ser Homem

(paralelo entre a vida de Jesus Cristo

e o extermínio dos judeus em Aus-

chwitz)

* As Duas Cruzes do Império (roman-

ce sobre a Inquisição, em que uma das personagens é o Padre António Vieira)

* A Terra Permitida (sobre uma aldeia

rural micaelense nas primeiras déca- das do século XX).

* Crónicas históricas

* Crónica do Despovoamento das Ilhas.

PATROCINADORES 27
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28 ENGLISH SECTION

1 de Abril de 2010

28 ENGLISH SECTION 1 de Abril de 2010
ENGLISH SECTION 2 9
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ENGLISH SECTION

1 de Abril de 2010

California Chronicles Ferreira Moreno

California Chronicles

Ferreira Moreno

The Legendary Good Thief

I n the 23rd chapter of St. Luke's Gos- pel we read, "When they came to the place that is called The Skull, they crucified Jesus there with the crimi-

nals, one on his right and one on his left." While one of the criminals kept deriding Jesus, the other rebuked him and then he said, "Jesus, remember me when you come into your kingdom." Jesus replied, "Truly,

I tell you, today you will be with me in Pa- radise." However, this passage of the gospel nar-

rative does not reveal the true identity of the criminal to whom Jesus promised en- try into Paradise. Throughout the ages, as

a result of various legends and apocryphal

stories, the criminal crucified on Jesus' ri- ght became popularly known as Dismas, surnamed The Good Thief. Curiously, in Los Angeles County, there is

a town called San Dimas (Spanish for Saint

Dismas), established in 1887 at the site for-

merly known as Mud Springs. Apparently, the name Dismas derived from the Greek dysme (dying). Another curiosity can be found in the Ro- man Martyrology. On the supposition that Christ was crucified on March 25, the Mar- tyrology for this day contains the follo- wing entry, "At Jerusalem the commemo- ration of the holy thief who confessed to Christ upon the cross and deserved to hear from him the words; This day shalt thou be with me in paradise." Dismas came to be regarded in the Middle Ages as the special patron of prisoners and thieves. With the exception of what St. Luke wrote, we have positively nothing else on the life history of the alluded Good Thief. Simi- larly, with the cases of several individuals mentioned in the Gospels (Pilate, Joseph of Arimathea, Lazarus, Marta), soon and rapidly many stories were fabricated about the repentant thief, who was given a pro- minent place in apocryphal publications of the early centuries. For instance, the Arabic "Gospel of the In- fancy" described that, on the Flight into Egypt, the Holy Family (Joseph, Mary and Baby Jesus) was ambushed by a band of highwaymen, whose leaders were Titus and Dumachus. Moved by pity, Titus bri- bed Dumachus with forty dracmas to let the travelers go free. The story goes on to say how Mary had promised Titus that he would be placed at God's right hand and have all his crimes forgiven. The baby Jesus intervened, saying to his Mother, "After thirty years, the Jews will crucify me in Jerusalem, and these two men will be crucified with me,

Titus on my right and Dumachus on my left, and after that day Titus will enter into paradise together with me." This fabulous tale, like many others, was accepted with extraordinary popularity, even though the names commonly given to the thieves were those of Dismas and Gestas. There are other accounts calling them Zoa- than and Chammatha, and other variants. As a youngster in the Azores Islands, I lo- ved listening to the legendary stories about the Good Thief. I still recall that episode when the Holy Family took shelter in a cave of robbers, and one of them was com- pletely charmed by the Baby Jesus. As the travelers were about to depart, the robber named Dismas not only put the Infant Je- sus on his Mother's lap, as she mounted the donkey, but also presented the God Child with a white lamb. With a grateful smile, the Baby Jesus assured Dismas that they would meet again, which allegedly happe- ned at the time of the crucifixion. I heard another episode that said thirty ye- ars before the crucifixion, as the Holy Fa- mily was crossing the desert on the Flight into Egypt, Dismas jumped upon two of his companions, who had assaulted Joseph and stolen his purse and donkey. Dismas demanded restitution, which the Baby Je- sus duly thanked and promised to repay at the proper time. Still in another episode, also associated with the Flight into Egypt, I learned how the Holy Family had lodged for the night at an inn. The owners of the inn had a son of tender age, suffering from leprosy. Mary took her own child and the innkeepers' child and bathed them together. The innke- epers' little boy was miraculously cured of the disease, but as he grew older he abandoned his parents and began a life of crime, until he was apprehended and con- demned to be crucified. As he was agonizing on the cross, Dismas proved to be an exceptional thief. He not only became Jesus' escort into Heaven, but on his very last thievery he also stole Paradise.

but on his very last thievery he also stole Paradise. O Consulado-Geral de San Francisco estava
but on his very last thievery he also stole Paradise. O Consulado-Geral de San Francisco estava
but on his very last thievery he also stole Paradise. O Consulado-Geral de San Francisco estava

O Consulado-Geral de San Francisco estava em força Elementos da Ex-S.E.S e UPEC, agora PFSA, quiseram também estar presentes

CAVALHEIRO

Cavalheiro de 40 anos, residente na Cos- ta Leste, pretende conhecer Senhora até aos 35 anos para efeitos de casamento.

Por favor telefone para O. Oliveira

978-667-0576

efeitos de casamento. Por favor telefone para O. Oliveira 978-667-0576 Assine este jornal e partilhe-o com

Assine este jornal e partilhe-o com a família

COMUNIDADE 31
COMUNIDADE 31

COMUNIDADE

31

Jantar de Boas-vindas ao novo Cônsul-Geral

COMUNIDADE 31 Jantar de Boas-vindas ao novo Cônsul-Geral Todas as vezes que temos um novo Cônsul
COMUNIDADE 31 Jantar de Boas-vindas ao novo Cônsul-Geral Todas as vezes que temos um novo Cônsul

Todas as vezes que temos um novo Cônsul em San Francisco, a Liga das Fraternais é a primeira a dar-lhe as Boas-Vindas num jantar que reune representantes de todas elas. Desta vez o acontecimetno teve lugar em Castro Valley. Este encontro serviu para o novo Cônsul se relacionar com muitos daqueles que lideraram esta Comunidade durante muitos anos.

daqueles que lideraram esta Comunidade durante muitos anos. Sonia Costa Moura e uma das filhas Luis
daqueles que lideraram esta Comunidade durante muitos anos. Sonia Costa Moura e uma das filhas Luis
daqueles que lideraram esta Comunidade durante muitos anos. Sonia Costa Moura e uma das filhas Luis

Sonia Costa Moura e uma das filhas

Luis Freitas, Vereador da Câmara de Newark. Também Tony Santos, Mayor de San Leandro, deu as boas-vindas

Joanna Câmara historiou a vida da Liga e da SPRSI

Joanna Câmara historiou a vida da Liga e da SPRSI Elementos da antiga UPEC e S.P.R.S.I.
Joanna Câmara historiou a vida da Liga e da SPRSI Elementos da antiga UPEC e S.P.R.S.I.

Elementos da antiga UPEC e S.P.R.S.I.

Aspecto parcial da sala onde se realizou o jantar de boas-vindas

parcial da sala onde se realizou o jantar de boas-vindas A Lusa-American Fraternal Federation estava muito

A Lusa-American Fraternal Federation estava muito bem representada

Fraternal Federation estava muito bem representada E l e m e n t o s d

Elementos da antiga I.D.E.S. presentes no jantar

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ÚLTIMA PÁGINA

1 de Abril de 2010

Portuguese Fraternal Society of America

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