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CURSO DE

REFRIGERAÇÃO E AR CONDICIONADO

9

ENVIO 10

CURSO DE REFRIGERAÇÃO E AR CONDICIONADO 9 ENVIO 10 PROIBIDA A REPRODUÇAO, TOTAL OU PARCIAL DESTA
CURSO DE REFRIGERAÇÃO E AR CONDICIONADO 9 ENVIO 10 PROIBIDA A REPRODUÇAO, TOTAL OU PARCIAL DESTA

PROIBIDA A REPRODUÇAO, TOTAL OU PARCIAL DESTA OBRA, POR QUALQUER MEIO OU METODO SEM AUTORIZAÇÃO POR ESCRITO DO EDITOR © TODOS OS DIREITOS FICAM RESERVADOS.

CURSOCURSOCURSOCURSOCURSO DEDEDEDEDE REFRIGERAÇÃOREFRIGERAÇÃOREFRIGERAÇÃOREFRIGERAÇÃOREFRIGERAÇÃO EEEEE ARARARARAR CONDICIONADOCONDICIONADOCONDICIONADOCONDICIONADOCONDICIONADO

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AR CONDICIONADO PARA AUTOMÓVEIS

O sistema de ar condicionado básico para o uso nos automóveis tem quatro funções básicas:

esfriar, retirar a umidade, limpar e circular o ar no interior do carro. Geralmente, todo o sistema de ar condicionado incorpora os componentes que aparecem na foto. Com a finalidade de poder estudar este sistema, podemos dividi-lo em dois grandes grupos: circuito de alta e circuito de

baixa, e está diretamente relacionado com as mu- danças de estado do refrigerante ao longo do sis- tema. O circuito de alta ou descarga, está compreen- dido entre a saída do compresso r e a válvula de controle do fluxo. O circuito de baixa ou de sucção, está compre- endido entre a referida válvul a e a entrada do compressor.

EVAPORADOR AR CONDICIONADO TUBO CAPILAR VÁLVULA DE EXPANSÃO TERMOSTA- TO AR AR QUENTE QUENTE FILTRO
EVAPORADOR
AR
CONDICIONADO
TUBO CAPILAR
VÁLVULA DE
EXPANSÃO
TERMOSTA-
TO
AR
AR
QUENTE
QUENTE
FILTRO
VENTILADOR
BULBO
BAIXA
SENSITIVO
PRESSÃO
ALTA
PRESSÃO
CONDENSADOR
AR
COMPRESSOR
EMBREAGEM
EXTERIOR
MAGNÉTICA

SISTEMA BÁSICO DE AR CONDICIONADO PARA CARRO

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3

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COMPRESSOR

Este componente está localizado na parte fron-

tal do motor e articulado no bloco do mesmo. Uma polia, na ponta do virabrequim, transmite o movi- mento rotativo por meio de uma correia tipo V a outra polia localizada na embreagem do compres- sor. Existem dois tipos de compressores: de pistão

e rotativo. Tipo pistão: pode ter um ou dois pistões e é semelhante aos que foram estudados anterior- mente. Durante o seu movimento alternativo, abre uma válvula tipo lâmina e produz a sucção ou baixa pressão. Quando sobe o pistão, é aberta outra válvula, chamada de descarga.

O pistão está ligado a uma biela, e esta, ao vi-

rabrequim montado sobre rolamentos.

O extremo que aparece no corpo do compres-

sor tem ligado a ele a embreagem magnética. Este component e é o encarregado de ligar e desligar

o compressor. Ele está formado por uma bobina, uma polia e uma placa frontal.

O extremo livre do virabrequim passa pelo cen-

tro da bobina e está ligado mecanicamente à pla- ca frontal. Concentricamente à bobina e girando de forma livre, está a polia e como já foi dito an- teriormente, ela é girada pelo motor.

MOTOR CORREIA EMBREAGEM COMPRESSOR MAGNÉTICA
MOTOR
CORREIA
EMBREAGEM
COMPRESSOR
MAGNÉTICA

POLIA DO

VIRABREQUIM

LOCALIZAÇÃO CLÁSSICA DO COMPRESSOR

CONDENSADOR RECEPTOR DESCARGA ALTA PRESSÃO COMPRES- VÁLVULA SOR BAIXA DE PRESSÃO EXPANSÃO SUCÇÃO
CONDENSADOR
RECEPTOR
DESCARGA
ALTA
PRESSÃO
COMPRES-
VÁLVULA
SOR
BAIXA
DE
PRESSÃO
EXPANSÃO
SUCÇÃO
EVAPORADOR

CIRCUITO DE ALTA E DE BAIXA PRESSÃO

SERVIÇO CABEÇOTE SUPORTE DAS VÁLVULAS BLOCO DO COMPRES- SOR PISTÃO BIELA CÁRTER
SERVIÇO
CABEÇOTE
SUPORTE
DAS
VÁLVULAS
BLOCO DO
COMPRES-
SOR
PISTÃO
BIELA
CÁRTER

VÁLVULA DE

VIRABREQUIM

CORTE DE UM COMPRESSOR

4
4

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Quando a bobina é alimentada eletrica- mente, é produzido um forte campo mag- nético, que atrai para si a placa frontal con- tra a polia do compressor. Isso faz que o motor do carro impulsione o compressor do sistema de ar condicionado e este ini- cie o seu trabalho. Quando a voltagem da bobina é desliga- da, a embreagem fica livr e e o compres- sor, pára. O compressor do tipo rotativo consiste de um eixo, um platô inclinado e uma sé- rie de pequenos pistões ou válvulas que são movidas pelo platô. O ângulo do platô modifica o curso dos pistões e isso permi- te que a sucçã o e a descarga seja gerada no interior do compressor.

CONEXÕES PARA O SISTEMA PISTÃO PLATÔ INCLINADO POLIA
CONEXÕES PARA O SISTEMA
PISTÃO
PLATÔ
INCLINADO
POLIA

EMBREAGEM

CORTE DE UM COMPRESSOR ROTATIVO

CABEÇOTE JUNTAS BUJÃO DO ÓLEO COMPRESSOR SUPORTE DAS VÁLVULAS CHAVETA RETENTOR ALOJAMENTO DO RETENTOR
CABEÇOTE
JUNTAS
BUJÃO
DO ÓLEO
COMPRESSOR
SUPORTE
DAS
VÁLVULAS
CHAVETA
RETENTOR ALOJAMENTO
DO
RETENTOR
BOBINA
POLIA
TRAVA
PLACA
TRAVA
FRONTAL
CALÇOS
VISTA EXPLODIDA DE UM
COMPRESSOR ROTATIVO
5
5

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EVAPORADOR CONTROLES DO AR CONDICIONADO VENTILADOR RADIADOR AQUECEDOR MOTOR COMPORESSOR CORREIA CONDENSADOR ALTA
EVAPORADOR
CONTROLES DO AR
CONDICIONADO
VENTILADOR
RADIADOR
AQUECEDOR
MOTOR
COMPORESSOR
CORREIA
CONDENSADOR
ALTA PRESSÃO
RECEPTOR

CONEXÕES DE UM SISTEMA DE AR CONDICIONADO

VISOR À VÁLVULA DO DE EXPANSÃO VAPOR MALHA OU FILTRO SECADOR
VISOR
À VÁLVULA
DO
DE
EXPANSÃO
VAPOR
MALHA OU
FILTRO
SECADOR

CONDENSADOR

RECEPTOR

CONDENSADOR

Este componente já é velho conhecido do leitor. Ele está localizado na parte frontal do radiador do motor e sua função é trocar o calor do refrigerante ao meio ambiente.

RECEPTOR

Como já foi visto anteriormente, este com- ponente tem a finalidade de retirar a umi- dade do sistema e também, estocar uma parte do refrigerante. Ele está ligado no circuito de alta pressão e a foto mostra um corte do mesmo. Nele pode ser visto a exis- tência de um elemento secador para afas- tar água do refrigerante. Na parte superior do receptor encontra-se um visor e sua fi- nalidade é verificar as condições do refri- gerante no interior do mesmo.

ACUMULADOR

Este componente tem a mesma finalida- de que o receptor, porém sua localização no sistema determina o nome. Ele sempre encontra-se no circuito de baixa ou de suc- ção e assim evita a entrada de refrigeran-

INTERRUPTOR CÍCLICO DA EMBREAGEM CONEXÃO À SUCÇÃO DO COMPRESSOR CONEXÃO DO EVAPORA- COM O DOR
INTERRUPTOR
CÍCLICO DA
EMBREAGEM
CONEXÃO À
SUCÇÃO DO
COMPRESSOR
CONEXÃO
DO EVAPORA-
COM O
DOR
INTERRUPTOR
CÍCLICO
TUBO DE
RETORNO
SECADOR
DO VAPOR
ORIFÍCIO DE
SANGRIA
ACUMULA- FILTRO

DOR

te no estado líquido ao compressor. Lembre que é impossível comprimir um líquido. Geral- mente encontra-se na saída do acumulador um interruptor, que controla a alimentação elétri- ca da embreagem do compressor em função da pressão que há neste ponto.

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6

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EVAPORADOR

Construído da mesma forma que o condensa- dor, ou seja, é um tubo contínuo e rodeado de aletas. Em sua parte inferior entra o refrigerante em estado líquido e sai pela parte superior, de- pois de ter absorvido o calor do compartimento interno. Geralmente é localizado na parte frontal direita do compartimento do motor do carro e ao lado dele é instalado um ventilador.

SILENCIADOROUABAFADOR

Alguns sistemas incorporam este componente que é um recipiente cilíndrico oco conectado à saída do compressor. Sua finalidade é a de amor- tecer o som originado pelo bombeamento do re- frigerante.

EVAPORADOR SUCÇÃO DE GÁS COM BAIXA PRESSÃO INTERRUPTOR CÍCLICO VÁLVULA DE SERVIÇO TUBO DE EXPANSÃO
EVAPORADOR
SUCÇÃO DE
GÁS COM BAIXA
PRESSÃO
INTERRUPTOR
CÍCLICO
VÁLVULA
DE SERVIÇO
TUBO DE
EXPANSÃO
VÁLVULA
DE SERVIÇO
COMPRESSOR
ACUMULADOR
DESCARGA DE GÁS
COM ALTA PRESSÃO
FRENTE DO
LÍQUIDO COM
CARRO
ALTA PRESSÃO
CONDENSADOR

COMPONENTES

7
7

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VÁLVULADESERVIÇO

Geralmente são duas, uma localizada na saída do compresso r e a outra, na entrada.

Elas podem ser de dois tipos: Schrader e manu- al. Sua função é permitir a instalação de manô- metros para verificar ou testar, descarregar, reti- rar e carregar o sistema de ar condicionado. A primeira delas é idêntica à utilizada na câmara de ar dos pneus dos carros, É mantida fechada por ação de uma mola e aberta pela ação da pres- são do ar que entra. A válvula manual tem uma pequena haste com rosca. Para abri-la ou fechá- la é necessário afrouxar um botão que controla a posição da haste.

ABERTURA DE SERVIÇO AO SISTE- MA SISTEMA FECHADO AO COMPRESSOR ABERTURA DE SERVIÇO AO SISTE-
ABERTURA
DE SERVIÇO
AO SISTE-
MA
SISTEMA FECHADO
AO COMPRESSOR
ABERTURA
DE SERVIÇO
AO SISTE-
MA
SISTEMA ABERTO
AO COMPRESSOR
ABERTO
AO SISTE-
MA
POSIÇÃO
INTERMEDIÁ- ABERTO

RIA

VÁLVULA MANUAL DE TRÊS VIAS

CONEXÃO COM ADAPTADOR O SISTEMA MIOLO DA VÁLVULA DE TESTE HASTE DE OU PARA O
CONEXÃO COM
ADAPTADOR
O SISTEMA
MIOLO DA VÁLVULA
DE TESTE
HASTE
DE OU PARA O COMPRESSOR
PINO PARA
ABRIR A VÁLVU-
LA

VÁLVULA TIPO SCHRADER

DISPOSITIVOSDECONTROLE

Todos os sistemas de ar condicionado têm os mesmos componentes, e eles se dividem em dois grupos: controle do fluxo do refrigerante e con- trole da operação do compressor.

O controle da operação do compressor pode ser feito por meio de um tubo de expansão ou por interruptores.

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TUBO DE EXPANSÃO

Controla o fluxo do refrigerant e e a tem- peratura do evaporador, ligando ou desli- gando o compressor. Este sistema é o mais simples e mais utilizado.

O tubo de expansão é também chama- do de tubo calibrado, tem uma abertura fixa que controla a passagem do refrige- rante para o evaporador. Este tubo encon- tra-se perto da entrada do evaporador e é geralmente, feito com material plástico ou metálico.

FILTRO DE SAÍDA FILTRO DE ENTRADA ENTRADA ORIFÍCIO SAÍDA ORIFÍCIO
FILTRO DE SAÍDA
FILTRO DE ENTRADA
ENTRADA
ORIFÍCIO
SAÍDA
ORIFÍCIO

TUBO DE EXPANSÃO

TERMOSTATO AO VENTILADOR CAPILAR BULBO VÁLVULA DE EXPANSÃO CONEXÃO DO MANÔMETRO EVAPORA- EMBREAGEM VÁLVULA
TERMOSTATO
AO VENTILADOR
CAPILAR
BULBO
VÁLVULA DE
EXPANSÃO
CONEXÃO DO MANÔMETRO
EVAPORA-
EMBREAGEM
VÁLVULA
MAGNÉTICA
DOR
CONDENSADOR
MANÔMETRO
VISOR
DE BAIXA
PRESSÃO
MANÔMETRO
CONEXÃO DO
MANÔMETRO
VÁLVULA DE
DESCARGA
SERVIÇO DE
RECEPTOR
SUCÇÃO
COMPRESSOR
FILTRO

SISTEMA USANDO O INTERRUPTOR TERMOSTÁTICO

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INTERRUPTORES

Com relação à operação do compressor exis- tem dois tipos de interruptores: termostático e de pressão.

Interruptor termostático

Liga a embreagem do compressor para manter

a temperatura correta do evaporador, ou seja, per- to do 0º C (32º F). Quando o evaporador esquen- ta, o interruptor fecha o circuito da bobina da embreagem para o compressor começar a funci- onar. Quando o evaporador diminui sua tempera- tura, perto do ponto de congelamento, o inter- ruptor abre o circuito da bobina da embreagem e

o compressor deixa de bombear refrigerante.

Interruptor de pressão

Do mesmo jeito que a pressão determina a tem- peratura do evaporador, o interruptor de pressão pode ser utilizado em vez do termostático.

Válvula de expansão

Controla o fluxo do refrigerant e e a temperatu- ra do evaporador, pois ela é do tipo sensível a temperatura. Em vez de estar constantemente controlando a bobina da embreagem do compres- sor, fechando ou abrindo o circuito, esta válvula controla a quantidade de refrigerante que entra no evaporador.

Quando a temperatura do evaporador é muito alta, a expansão gerada no interior do bulbo gera um aumento de pressão na parte superior do dia- fragma da válvula. Esta força comprime a mola que matém a válvu- la contra sua sede, fazendo que ela abra e au- mente o fluxo do refrigerante. A conseqüência diret a é a queda de temperatura desse compo- nente. Da mesma maneira, quando a temperatu- ra no evaporador é muito baixa, a pressão no in- terior do bulbo ca i e a válvula fecha por força da mola. O fluxo do refrigerante ca i e a temperatura do evaporador aumenta.

CÂMARA DO DIAFRAGMA DIAFRAGMA BULBO ORIFÍCIO MOLA AO EVAPORADOR DO RECEPTOR
CÂMARA DO
DIAFRAGMA
DIAFRAGMA
BULBO
ORIFÍCIO
MOLA
AO
EVAPORADOR
DO RECEPTOR

VÁLVULA DE EXPANSÃO

10
10

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OUTROSCONTROLES

É evidente que para manter o sistema

de ar condicionado sob controle, outros dispositivos são utilizados para poder au- mentar sua proteção.

A válvula POA (Pilot Operated Absolute)

ou a STC (Suction Throttling) podem ser utilizadas junto com a válvula de expan- são e assim controlar a temperatura do evaporador. Sua finalidade é controlar a pressão do evaporador, adicionando uma segurança que evita o congelamento do mesmo.

VÁLVULA FECHADA PRESSÃO DO EVAPORA- DA DOR MOLA PISTÃO AO COMPRESSOR VÁLVULA ABERTA PRESSÃO PRESSÃO
VÁLVULA FECHADA
PRESSÃO
DO EVAPORA-
DA
DOR
MOLA
PISTÃO
AO COMPRESSOR
VÁLVULA ABERTA
PRESSÃO
PRESSÃO DO
DA
EVAPORADOR
MOLA
PISTÃO
AO COMPRESSOR

VÁLVULA DE CONTROLE DE SUCÇÃO

VÁLVULA DE CONTROLE DE SUCÇÃO LÍQUIDO SOB ALTA PRESSÃO LÍQUIDO SOB BAIXA PRESSÃO EVAPORADOR GÁS
VÁLVULA DE CONTROLE
DE SUCÇÃO
LÍQUIDO SOB ALTA PRESSÃO
LÍQUIDO SOB BAIXA PRESSÃO
EVAPORADOR
GÁS SOB ALTA PRESSÃO
VÁLVULA DE EXPANSÃO
TUBO
GÁS SOB BAIXA PRESSÃO
CAPILAR
VÁLVULA DE SERVIÇO
DE ALTA PRESSÃO
COMPRESSOR
ROTATIVO
CONDENSA-
DOR
GÁS SOB
ACUMULADOR
RECEPTOR
LÍQUIDO
SOB BAIXA
PRESSÃO

BAIXA PRESSÃO

COMPONENTES

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11

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A válvula VIR (Valve In Receiver ) é a união de

uma válvula de expansã o e a POA instaladas ambas no interior do receptor.

O interruptor de temperatura ambiente, pode ser

usado para manter o compressor funcionando quando a temperatura externa é muito baixa. Este

arranjo evita que os retentores, juntas, válvulas e até o próprio óleo, sejam afetados pela tempe- ratura ambiente.

O interruptor de corte de baixa pressão, evita

que o compressor esquente quando a pressão do sistema é muito baixa. Ela pode ser causada pela

fuga de refrigerante, e como o interruptor, é liga- do no circuito que alimenta a bobina da embrea- gem do compressor.

O interruptor de corte de alta pressão é utiliza-

do para desligar o compressor se a pressão de descarga é muito alta. Seu ponto de atuação é

próximo aos 375 p.s.i. (2.584 kPa) e sua localiza- ção é na própria válvula de serviço, na linha de alta pressão. Um limitador térmico e um interruptor de supe- raquecimento podem ser utilizados para evitar que o compressor seja danificado pela queda da quantidade de refrigerante ou óleo.

O interruptor de superaquecimento, diante de

uma situação de baixa pressão ou de alta tempe- ratura no compressor, gera um fluxo de corrente

INTERRUPTOR DE AMBIENTE INTERRUPTOR WOT FUSÍVEL AQUECEDOR BOBINA DA EMBREAGEM
INTERRUPTOR DE AMBIENTE
INTERRUPTOR
WOT
FUSÍVEL
AQUECEDOR
BOBINA DA
EMBREAGEM

DISJUNTOR

INTERRUPTOR DE

SUPERAQUECIMENTO

CONEXÃO DOS INTERRUPTORES ELÉTRICOS

no limitador térmico. Esse fluxo de corrente fun- de o fusível do limitador térmico, cortando as- sim, a corrente para a embreagem do compressor. Uma válvula de alívio desvia o excesso de pres- são que possa danificar o compressor.

HIDROVÁCUO MANGUEIRA DESEMBAÇADOR MANGUEIRA DO MOTOR TUBO CABO DE CONTROLE DESEMBAÇADOR MOTOR MOTOR
HIDROVÁCUO
MANGUEIRA
DESEMBAÇADOR MANGUEIRA
DO MOTOR
TUBO
CABO DE
CONTROLE
DESEMBAÇADOR
MOTOR
MOTOR
VENTILADOR
JUNTA
RADIADOR
AQUECEDOR DO
MOTOR DE
DESEMBAÇADOR
VÁCUO
DUTOS DE PLÁSTICO

SISTEMA TÍPICO DE AQUECIMENTO

12
12

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O interruptor WOT (Wide Open Throttle) é usa-

do em carros com motor de baixa cilindrada, seja ele alimentado com gasolina ou diesel, e sua fi- nalidad e é a de desligar o compressor durante uma ultrapassagem, e dessa maneira, evitar a queda de potência nessa situação. Este disposi- tivo é ligado, geralmente, ao mecanismo de con- trole do acelerador.

O interruptor de controle do ar condicionado

(A/C Switch) é controlado pelo condutor do car- ro e permite conectar a embreagem do compres- sor e os outros componentes elétricos do siste- ma.

SISTEMADEAQUECIMENTO

Este sistema, utiliza água do sistema de arrefe- cimento do motor para aquecer o compartimento dos passageiros quando as condições atmosféri- cas são extremas.

O típico sistema de aquecimento consiste de

mangueiras flexíveis, um radiador, um ventilador

e um mecanismo de controle. As mangueiras são de pequeno diâmetro e dirigem a água do motor ao radiador e dele, retorna ao motor.

O ventilador é girado por um motor elétrico e sua velocidade pode ser selecionada pelo pró- prio condutor.

CABO DE CONTROLE CABO DE PORTA DO CONTROLE RADIADOR ENTRADA DO AR EXTERIOR PORTA PARA
CABO DE
CONTROLE
CABO DE
PORTA DO
CONTROLE
RADIADOR
ENTRADA DO
AR EXTERIOR
PORTA PARA
MISTURAR O AR
RADIADOR
CAIXA
INTERRUPTOR
DO
DO VENTILA-
VENTILA-
DOR
DOR
CABO DE
CONTROLE
CABO DE CONTROLE
CONTROLE DE
TEMPERATURA
AR QUENTE
CONTROLE DE
CONTROLE DAS OPERAÇÕES
RECIRCU-

LAÇÃO

CONTROLE TÍPICO DO AQUECIMENTO

13
13

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MANUTENÇÃODOSISTEMADEAR

CONDICIONADO

A foto mostra os principais problemas que pode apresentar o sistema de ar condicionado básico de um carro. Outros parâmetros poderão dar uma

idéia da situação do sistema. Por exemplo, ligue o moto r e o ar condicionado, na máxima tempe- ratura. Deixe que funcione uns 10 minutos. To- que as mangueiras do sistema e verifique que:

- a linha de alta pressão ou de descarga, deve- rá estar entre morna para quente.

- a linha de baixa pressão ou de sucção, deve-

rá estar fria. Tudo isso determina que o refrigerante está passando pelo interior do sistema. Quando o sis- tema de baixa pressão está frio, mas o ar não esfria, isso deve ser considerado um problema, ou com as portas de controle do ar ou com os

controles do sistema. Se a linha de alta pressão não está morna e a linha de baixa pressão não está fria, existe um problema no sistema de esfriamento. Cheque o visor do receptor, pois ele nos pode dar uma idéia do que está acontecendo com o refrigerante e com o sistema em geral. Se o visor apresenta um aspecto esbranquiça- do é sinal de que a bolsa do agente secador está rompida , e o seu conteúdo está circulando pelo sistema. Se aparecem gotas de óleo, é sinal de que a pouca quantidade de refrigerante, permite que o óleo circule livremente pelo interior do sistema. Se são verificadas bolhas, isso é sinal de que o conteúdo do refrigerante é muito baixo. Isto não pode ser confundido com a presença da bolha de ar que se forma quando o compressor é ligado ou quando o sistema inicia o seu funcionamento.

PROBLEMAS ALETAS DO INTERNOS NO CONDENSADOR COMPRESSOR SUJAS MANGUEIRAS FUGAS PELO DEFEITUOSAS CONDENSADOR
PROBLEMAS
ALETAS DO
INTERNOS NO
CONDENSADOR
COMPRESSOR
SUJAS
MANGUEIRAS
FUGAS PELO
DEFEITUOSAS
CONDENSADOR
CORREIA FOUXA
OU ESTRAGADA
EMBREAGEM DO
COMPRESSOR
INOPERANTE
MOTOR
INOPERANTE
FUGA PELO
EVAPORADOR
RECEPTOR
SUJO
FUGAS PELAS
CONEXÕES
VÁLVULA DE
EXPANSÃO
TRAVADA
TERMOSTATO
ESTRAGADO
DRENAGEM ENTUPIDA

PROBLEMAS COMUNS NO SISTEMA DO AR CONDICIONADO

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14

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Se o visor tem uma aparência cristalina é

sinal de que a quantidade de refrigerante está certa. É evidente que também pode ser con- siderado que o sistema possa estar comple- tamente vazio. Para tirar a dúvida, se a linha de baixa pressão está fria, deve-se conside- rar que o sistema está carregado. Se o visor está limp o e a linha de baixa pressão está morna, com certeza há um vazamento no sis- tema. Outra forma de detectar problemas no sis- tema, é ligar os manômetros nas válvulas de serviço do compressor. Eles devem ser usa- dos da seguinte maneira:

- com as válvulas de serviço fechadas, li-

gue a mangueira do manômetro de baixa (ge-

ralmente azul ) e o manômetro de alta (man- gueira vermelha) na correspondente válvula de serviço.

- Com o motor desligado, abra as válvulas e

verifique a leitura dos instrumentos. O siste- ma de alta deverá indicar 50 p.s.i. (345 kPa). Isso significa que o sistema está devidamente car- regado. Se a leitura é inferior, há pouca carga e a causa pode ser uma fuga.

VISOR CONDIÇÕES BRANCO RECEPTOR MANCHAS DE ÓLEO BOLHAS DE AR VÁLVULA DE ALTA LIMPO PRESSÃO
VISOR
CONDIÇÕES
BRANCO
RECEPTOR
MANCHAS
DE ÓLEO
BOLHAS
DE AR
VÁLVULA DE
ALTA
LIMPO
PRESSÃO

LEITURA DO VISOR DO RECEPTOR

MANÔMETRO DE LEITURA DOS ALTA PRESSÃO MANÔMETROS MANÔMETROS MANÔMETRO DE BAIXA PRESSÃO LINHA ISOLADA COM
MANÔMETRO DE
LEITURA DOS
ALTA PRESSÃO
MANÔMETROS
MANÔMETROS
MANÔMETRO
DE BAIXA
PRESSÃO
LINHA ISOLADA
COM VÁLVULAS
FECHADAS
VÁLVULA
VÁLVULA DE
FECHADA
SERVIÇO
VÁLVULA DE
VÁLVULA
FECHADA
SERVIÇO
SUCÇÃO DO
COMPRESSOR
VÁLVULA DE
DESCARGA
SERVIÇO DE
SUCÇÃO
ABAFADOR
VÁLVULA DE
SERVIÇO DE
DESCARGA
DESCARGA
DESCARGA
ABAFADOR

CONEXÕES DOS MANÔMETROS

15
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A outra verificação deve ser feita com o motor

ligado e girando a 1.500 r.p.m.

Ligue o ar condicionado à máxima temperatura

e aguarde 10 minutos.

Lembre-se de manter as portas e janelas do carro fechada s e o capô do motor aberto.

Coloque um termômetro numa das saídas de ar

e outro na parte dianteira do condensador. Isso

poderá determinar a diferença de temperaturas entre o interio r e o exterior do carro. Ao mesmo tempo, verifique as pressões que são lidas nos manômetros.

LOCALIZE O TERMÔMETRO NA SAÍDA DO AR CONDICIONADO
LOCALIZE O TERMÔMETRO NA
SAÍDA DO AR CONDICIONADO

ANALIZE DO SISTEMA

 

A

tabela que aparece nes-

ta página permite ter uma idéia de relação dos valores.

 

PRESSÃO COM SISTEMA NORMAL

 

TEMPERATURA

PRESSÃO

 

PRESSÃO DE BAIXA (P.S.I.)

 

Por exemplo, se a tempe- ratura do ambiente é 21º C

EXTERNA

 
         

(70º F) e o sistema é do tipo de orifício calibrado e com interruptor de controle do compressor, a pressão de alta deverá estar entre 150

NA FRENTE

(P.S.I.)

COM STV, POA OU VIR

COM

COM TUBO

DO

NA VÁLVULA

VÁLVULA DE

DE

CONDENSADOR

DE DESCARGA

 

EXPANSÃO

EXPANSÃO

60º F

120

- 170

28

- 31

7

- 15

 

-

250 p.s.i . e o de baixa, en- tre 24 e 31 p.s.i.

a

70º F

150

- 250

28

- 31

7

- 15

24

- 31

80º F

180

- 275

28

- 31

7

- 15

24

- 31

 

90º F

200

- 310

28

- 31

7

- 15

24

- 32

100º F

230

- 330

28

- 35

10

- 30

24

- 32

110º F

270

- 360

28

- 38

10

- 35

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- 32

ALTA ALTA BAIXA BAIXA BAIXA ALTA PRESSÃO PRESSÃO PRESSÃO PRESSÃO PRESSÃO PRESSÃO SOBRECARGA, MUITO
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PRESSÃO
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SOBRECARGA, MUITO ÓLEO,
CONDENSADOR SUJO.
MOTOR SUPERAQUECIDO.
VÁLVULA DE EXPANSÃO ABERTA.
FUGA NO INTERIOR DO COMPRESSOR.
RESTRIÇÃO NO CIRCUITO DE BAIXA.

FUGA, POUCA CARGA, PRESSOSTATO, TERMOSTATO OU VÁLVULA DE EXPANSÃO EM CONDIÇÕES. RESTRIÇÃO NO CIRCUITO DE ALTA PRESSÃO.

ANÁLISE DO SISTEMA

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CURSOCURSOCURSOCURSOCURSO DEDEDEDEDE REFRIGERAÇÃOREFRIGERAÇÃOREFRIGERAÇÃOREFRIGERAÇÃOREFRIGERAÇÃO EEEEE ARARARARAR CONDICIONADOCONDICIONADOCONDICIONADOCONDICIONADOCONDICIONADO

REFRIGERANTE

R134a

GENERALIDADES

De acordo com a última revisão em novembro de 1992, das normas estabelecidas na Conven- ção de Montreal, o plano para retirar de forma

progressiva os refrigerantes com CF C é o seguin-

te:

O ano básico de 1986 não foi modificado. O

consumo fica reduzido num 25% a partir de 1994

e tem que desaparecer completamente em 2006.

Embora sua produção poderá ficar reduzida en- tre um 10 ao 15% nos países em desenvolvimen- to. O uso do CFC reciclado não foi modificado. É necessário considerar a possibilidade de que cada país tenha legalizado normas mais rigoro- sas que as estabelecidas na Convenção de Mon- treal. As normas estabelecidas na Convenção de Montreal devem ser tidas em consideração, como

a mínima exigência para a produção e uso de

líquidos refrigerantes com CFC em instalações frigoríficas. É um fato que essas normas de fabri- cação de refrigerantes sem CFC, como o R134a levará à falta do R12. Por isso, qualquer empresa com responsabilidade, passará desde agora a usar o R134a e recomendará o uso para seus clientes. O R134a é um refrigerante não prejudicial para

o meio ambiente e cumpre com as normas que

garantem a proteção da camada de ozônio. Jun- to com os componentes e dispositivos adequa- dos, tais como, o compressor, válvula de expan- são termostática e filtro, o R134 a é o refrigeran- te ideal para substituir ao R12, que é prejudicial para a camada de ozônio. As propriedades do R134a são semelhantes às do R12. Sua capacidade de refrigeração é 6% inferior a -18ºC. Sob altas temperaturas de eva- poração, como 10º C, a capacidade de refrigera- ção do R 134a é 6% superior. A temperatura do gás quente é entr e 8 a 10 kcal inferior ao R12.

do gás quente é entr e 8 a 10 kcal inferior ao R12. O R134a tem
do gás quente é entr e 8 a 10 kcal inferior ao R12. O R134a tem

O R134a tem uma estrutura molecular diferen- te à do R12. Isto significa que o R134a pode es- capar muito facilmente por pequenos pontos do sistema de refrigeração. O R134a é um refrige- rante que foi submetido a rigorosos teste seéo elemento mais utilizado no sistema de ar condi- cionado de veículos. Ele não é inflamável nem tóxico.

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TROCADOREFRIGERANTER12PARA

R134A

Tem sido demonstrada a possibilidade de tro- car o R12 por o R134a em sistemas de ar condi- cionado já em operação, e sem necessidade de ter que trocar os componentes originais, tais como, o compressor, o condensador e o evaporador.

Como procedimento fundamental, é necessá- rio trocar junto com o refrigerante, o óleo, além da válvula de expansã o e o filtro. Este processo pode ser feito da seguinte maneira: retirar todo

o óleo mineral do sistema com um elemento ou

líquido limpador e encher o compressor com óleo compatível com o novo refrigerante. Lembre-se que cerca do 15% de óleo ainda fica no interior do compressor depois de ter sido retirado o óleo do sistema.

O sistema de refrigeração deixa de funcionar por certo tempo com R12, ao mesmo tempo que

é trocado o óleo atingindo um máximo aceitável

de 1% do óleo mineral. Depois disso, pode ser

feita a troca total do refrigerante R12.

atingindo um máximo aceitável de 1% do óleo mineral. Depois disso, pode ser feita a troca
atingindo um máximo aceitável de 1% do óleo mineral. Depois disso, pode ser feita a troca
atingindo um máximo aceitável de 1% do óleo mineral. Depois disso, pode ser feita a troca
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A válvula de expansã o e o filtro podem ser tro-

cados por componentes adaptados e compatíveis com o novo refrigerante. Eles sempre deverão estar marcados para R 134a.

O sistema deverá atingir um valor de vácuo de

0,03 a 0,04 mbar de pressão absoluta e depois deve ser feita a troca do óleo e refrigerante cor- reto. Depois, é ligado o sistema de refrigeração. Um residual de R12 menor que 200 p.p.m. não pode ser considerado prejudicial.

Não é aconselhável a troca de refrigerante com CFC por R134a em instalações frigoríficas total- mente herméticas com tubo capilar. No caso de compressores herméticos de grande tamanho e com válvula de expansão, a troca do refrigerante com CFC para R134a somente deverá ser feito com o consentimento do fabricante do compres- sor.

A entrada em vigor do desaparecimento pro-

gressivo dos líquidos refrigerantes com CFC teve como data de início o dia 11 de julho de 1995.

desaparecimento pro- gressivo dos líquidos refrigerantes com CFC teve como data de início o dia 11
desaparecimento pro- gressivo dos líquidos refrigerantes com CFC teve como data de início o dia 11
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CARGACOMR134A

Antes de começar a carregar o sistema com o refrigerante, e como foi dito anteriormente, o sis- tema tem que ser secado, por vácuo, com uma pressão de 0,03 a 0,04 mbar de pressão abso- luta. O melhor resultado é obtido com uma bomba de vácuo de dois estágios e ela também deve ser compatível com o novo refrigerante, não po- dendo ter sido usada, anteriormente, com outros refrigerantes.

Somente podem ser usados cilindros de arma- zenamento e unidades de vácuo limpos e novos para o uso do R134a. Não pode ter sido usado refrigerante do tipo R12 nem óleo mineral. Se são empregadas mangueiras, elas têm que ser do tipo blindadas, e utilizar dispositivos de engate rápido para permitir que o novo refrigerante permaneça na tubulação durante o liga-desliga. Todas as ferramentas que serão utilizadas na manutenção com o novo refrigerante deverão estar marcadas com R134a.

Todas as ferramentas que serão utilizadas na manutenção com o novo refrigerante deverão estar marcadas com
Todas as ferramentas que serão utilizadas na manutenção com o novo refrigerante deverão estar marcadas com
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O R134a exige requisitos mais rigorosos do cir-

cuito frigorífico, de seus componente s e a limpe- za de sua instalação.

É bom levar isto em consideração desde o iní-

cio dos trabalhos com este refrigerante. A seguir,

alguns dados importantes que ajudarão a evitar problemas co m o R 134a.

- Conhecer mediante informações técnicas o

máximo de dados sobre o tipo de refrigerante.

- Verificar o fornecimento de componentes e lí-

quido refrigerante em quantidade e qualidade cer- tas.

- Usar compressores e dispositivos apropriados para o novo refrigerante.

- Exigir a máxima limpeza durante os trabalhos de montagem e manutenção.

- Começar com pequenas unidades de refrige- ração com o novo refrigerante.

- Organizar a oficina, o estoque e o veículo para que não exista mistura de componentes e ferra- mentas de diferentes refrigerantes.

O novo refrigerante exige um número muito pe-

queno de componentes e ferramentas especiais,

e o mais important e é o compressor com o óleo

lubrificante. Foi selecionado o óleo com base no

Éster, pois ele se mistura muito bem com o

R134a. A combinação do R134 a e o óleo com base Éster absorve água de forma mais fácil que

o R12 e o óleo mineral. Por isso é necessária a

troca do filtro compatível com a estrutura mole- cular do novo refrigerante. Para sistemas de refrigeração com compressor hermético pequeno, o tubo capilar deve ser 10 a 15% mais comprido que para o R12. Também há uma série de componentes que têm que ser adaptados em razão do novo refrigeran- te. As válvulas solenóide e as de retenção e os reguladores de pressão têm que ser adaptados aos novos valores de fluxo, massa e queda de pressão.

retenção e os reguladores de pressão têm que ser adaptados aos novos valores de fluxo, massa
retenção e os reguladores de pressão têm que ser adaptados aos novos valores de fluxo, massa
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CURSOCURSOCURSOCURSOCURSO DEDEDEDEDE REFRIGERAÇÃOREFRIGERAÇÃOREFRIGERAÇÃOREFRIGERAÇÃOREFRIGERAÇÃO EEEEE ARARARARAR CONDICIONADOCONDICIONADOCONDICIONADOCONDICIONADOCONDICIONADO

Na figura desta página aparece um gráfico que ilustra a diferença de uma válvula solenóide tipo ERV 6 instalada em uma tubulação com refrige- rante R134a e R12, respectivamente.

Grande quantidade de dispositivos de controle do sistema de refrigeração podem ser utilizados nos sistemas que serão usados com o novo re- frigerante, tais como, pressostatos, termostatos, etc. Geralmente é bom utilizar dispositivos de con- trole que devem ser soldados e não utilizar co- nexões do tipo removível. Isto evita os vazamentos que possam contaminar o meio ambiente e reduzem as despesas.

Quando é feita a solda dos dispositivos, devem ser levados em consideração alguns fatores que não influem quando são usadas conexões, como evitar incrustações e restos de solda. Para isso é necessário pressurizar a tubulação com nitro- gênio durante as soldas, e manter as aberturas fechadas até a hora da instalação. Lembre-se de utilizar manômetros para o uso exclusivo de R

134a.

as aberturas fechadas até a hora da instalação. Lembre-se de utilizar manômetros para o uso exclusivo
as aberturas fechadas até a hora da instalação. Lembre-se de utilizar manômetros para o uso exclusivo
as aberturas fechadas até a hora da instalação. Lembre-se de utilizar manômetros para o uso exclusivo
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MANUTENÇÃO

A seguir apresentamos as regras mais impor-

tantes para ser utilizadas na instalação dos com- ponentes que usarão o novo refrigerante.

- Limpeza absoluta.

- A solda dos componentes deverá ser feita sob

uma atmosfera de nitrogênio.

- Usar ferramentas identificadas para cada tipo

de refrigerante. Existem diferentes métodos para detectar va- zamentos do novo gás refrigerante, como por exemplo, detectores eletrônicos, sendo que nes- te caso, a fuga será identificada por um alarme sonoro. Outra maneira de determinar o ponto da fuga é o uso de uma lâmpada fluorescente. Para isso, no líquido refrigerante é adicionado um adi- tivo que invade o sistema junto com o óleo a base de Éster. No caso de existir um vazamento, esta mistura produz uma luz que pode ser detectada usando uma lâmpada ultravioleta. O antigo mé- todo detector com a lâmpada não é mais compa- tível como o R 134a pois ele não tem mais cloro.

Desde o ponto de vista econômico e ecológico pode ser importante recuperar e reutilizar o R134a, pois existem aparelhos que permitem re- cuperar, reciclar, drenar e encher os sistemas de refrigeração com o R134a. A bomba de vácuo gera a depressão necessária para secar o siste- ma de refrigeração. Estes aparelhos são especi- almente feitos para o novo refrigerante e somen- te deverão ser utilizados com este refrigerante. Se ele é contaminado com refrigerantes que con- tenham cloro ou produtos químicos utilizados na limpeza, ele deverá ser trocado de forma definiti- va.

que con- tenham cloro ou produtos químicos utilizados na limpeza, ele deverá ser trocado de forma
que con- tenham cloro ou produtos químicos utilizados na limpeza, ele deverá ser trocado de forma
que con- tenham cloro ou produtos químicos utilizados na limpeza, ele deverá ser trocado de forma
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