Você está na página 1de 4

Escola Secundária Homem Cristo

Aveiro

Hemisférios Cerebrais

Psicologia B
12º ano 2009/2010
Grupo 3:

Maria Inês Vieira

Patrícia Peixinho

Sara Cerdeira
Hemisférios Cerebrais
Pelo conhecimento recolhido ao realizar este trabalho, podemos considerar
que o cérebro divide-se em 2 hemisférios: o esquerdo e o direito, que tratam
diferentes tipos de informação. No entanto, estas complementam-se, uma vez
que nenhum dos hemisférios trabalha isoladamente. Este transporte de
informação é assegurado pelo corpo caloso, que conecta os 2 hemisférios.
Unifica o estado de consciência e atenção, permitindo que ambos os
hemisférios partilhem a responsabilidade em funções complexas como as de
aprendizagem e memória.

O hemisfério esquerdo é responsável pelo pensamento lógico, analítico (separa


as ideias), linear, sequencial e verbal. Constrói frases e resolve equações.

O hemisfério direito encarrega-se de tarefas como a exploração visual e


espacial, empenhando-se na percepção do todo (é mais sintético, associando as
ideias). É intuitivo e responsável pela arte e imaginação.

Enquanto o hemisfério esquerdo fornece ao Homem a ciência e a tecnologia, o


direito ouve música e apercebe-se da tridimensionalidade dos objectos e a
expressão das emoções, sendo mais orientado à fantasia do que o esquerdo,
que se baseia na realidade.

O hemisfério dominante em 98% dos humanos é o esquerdo. Tal acontece nas


pessoas dextras, enquanto que nos esquerdinos as funções estão invertidas.

Não existe dominância cerebral para funções elementares (sensibilidade e


motricidade) - cada hemisfério encarrega-se dos acontecimentos motores e
sensoriais que ocorrem na metade oposta do corpo.

A informação que chega ao cérebro é sentida como estímulo sensorial de igual


forma dos dois lados do cérebro, mas é interpretada de forma diferente em
cada um dos hemisférios, dominantes para um conjunto de informações
distintas.

Nos anos 60, no Instituto de Neurologia da Califórnia, a epilepsia era tratada


procedendo a intervenções cirúrgicas: para impedir que a actividade eléctrica
passasse de um hemisfério para outro, seccionaram o corpo caloso conseguindo
até que as crises desaparecessem.

No entanto, houve consequências imprevistas: por exemplo, se um doente


pegava numa esferográfica com a mão direita, sem a estar a ver, era capaz

2
de reconhecer e descrever. Se a segurasse com a mão esquerda, declarava não
ter nada na mão.

O resultado foram os “doentes do cérebro dividido” que têm dois cérebros


independentes aos quais podem ser dadas tarefas diferentes. Deste modo, por
exemplo, mostrar imagens a um hemisfério que o outro não vê.

Desta forma foi descoberto que o hemisfério esquerdo prefere tarefas


relacionadas com a função e a lógica enquanto que o direito prefere a forma e
a unidade.

Esta foi das experiências mais relevantes no campo do funcionamento dos


hemisférios. Contudo, a sua fiabilidade deve ser questionada, pois os indivíduos
epilépticos apresentavam uma estrutura cerebral bastante alterada. Na
actualidade, o desenvolvimento de novas tecnologias (tais como a ressonância
magnética) permite o estudo, em tempo real e com observação quase directa,
do funcionamento cerebral durante a realização de tarefas cognitivas de
indivíduos com características normais ou patológicas. Assim, podem ser
estudadas as capacidades específicas de cada um dos hemisférios para que não
sejam feitas inferências cuja fundamentação é deficitária.

No decurso da investigação, deparámo-nos com barreiras ao seu


desenvolvimento, tais como a existência de informação contraditória por parte
de diversos autores, cuja opinião sobre os estudos e experiências realizados (e
posteriores conclusões acerca dos mesmos) divergia. Devido a esse facto,
tivemos que seleccionar a informação que nos parecia mais credível e fiável,
principalmente a nível científico, face às fontes de onde provinha.

Com esta investigação, foi possível ao grupo compreender um pouco mais da


máquina única e complexa que é o cérebro humano.

3
Bibliografia/ Netgrafia
MONTEIRO, Manuela Matos, FERREIRA, Pedro Tavares, Ser Humano (1ª Parte) –
Psicologia B - 12º ano, 1ª edição, Porto Editora, Porto, 2009
ANCONA, Leonardo, Enciclopédia Temática da Psicologia, HERDER, 1980

WOLFE, Patricia, Compreender o Funcionamento do Cérebro, Colecção Educação e


Diversidade, Porto Editora, 2007
http://www.slideshare.net/teresacondeixa/04-sn-treina-os-teus-hemisfrios-cerebrais-
tc-0809-presentation

http://pt.wikipedia.org/wiki/C%C3%A9rebro_humano

http://www.enciclopedia.com.pt/print.php?type=A&item_id=730

http://www.ced.ufsc.br/yoga/hemisferios.html