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Lázio Delfim da Cruz Lino Movira

O Papel do Gestor Escolar na Promoção da Melhoria da Qualidade de Ensino na Cidade de Nampula: Caso da Escola Secundaria 12 de Outubro 2013-2015

(Licenciatura em Historia Politica e Gestão Publica com Habilitações em Gestão)

Territorial

Universidade Pedagógica

Nampula

2017

2 II
2
II

Lázio Delfim da Cruz Lino Movira

O

Papel do Gestor Escolar na Promoção da Melhoria da Qualidade de Ensino na Cidade

de

Nampula: caso da Escola Secundaria 12 de Outubro 2013-2015.

Monografia científica apresentada ao Departamento de Ciências Sociais e Filosóficas, para a aquisição do título de Licenciatura em História Politica e Gestão Publica com Habilitações em Gestão Territorial:

Supervisora. Msc. Ernestina João João Paulo

Universidade Pedagógica

Nampula

2017

 

III

3

Índice

Listas de siglas e abreviaturas

VI

Lista de Tabelas

VII

Declaração de Honra

VIII

Dedicatória

IX

Agradecimento

X

Resumo

XI

Introdução

12

CAPITULO I : CARACTERÍSTICAS GERAIS DA CIDADE DE NAMPULA

16

1.1.

Localização geográfica da Cidade de Nampula

16

1.2.Localização Cósmica da Cidade de Nampula

16

1.3.Breve historial da Cidade de

17

1.4. Divisão Administrativa

18

1.5. Características das Zona Urbana e Suburbana

19

1.5.1.

Zonas Urbanas

20

1.5.2.

Zonas Suburbanas

20

1.6.

20

1.7.

Localização geográfica da Escola Secundaria 12 de

21

1.7.1.Breve historial da Escola Secundaria 12 de Outubro

21

1.7.2.Organização da Direcção da Escola

22

1.7.3.

Descrição da escola

22

1.7.4.Organização da Área Pedagógica

23

CAPITULO II. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

24

2.Conceptualização

24

2.1.

Conceitos básicos

24

2.1.

1.Gestão

24

 

IV

4

2.1.3.Gestor escolar

25

2.1.4.

Educação

26

2.1.5.Promoção

26

2.1.6.

Escola

26

2.2.

O papel do gestor escolar

27

2.2.1.Características do Gestor escolar

28

2.2.2.Responsabilidade e funções de um gestor

28

2.3.Politicas educacionais em Moçambique

30

2.3.1.Objectivos das politicas educacionais

31

2.4.

Educação em Moçambique após a independência

31

2.4.1.Educação em Moçambique no período de 1975 à 1986

31

2.4.2.Educação em Moçambique no período de 1983 a 1990

34

2.4.2.1.Os objectivos SNE

35

2.4.3.Educação em Moçambique no período de 1992 ate

36

2.5.Divisão do sistema nacional em Moçambique

37

2.6.Qualidade de Educação

38

2.7.Factores que favorecem uma boa gestão de qualidade de educação

40

2.8.Desafios da qualidade de ensino

40

2.9.Os indicadores da qualidade na educação

41

CAPITULO III: APRESENTAÇÃO, ANALISE E INTERPRETAÇÃO DE

43

3.1.

Caracterização da pesquisa

43

3.2.Resultados da pesquisa

44

3.3.

Promoção da Qualidade de ensino

44

3.4 Factores da promoção da qualidade de ensino

46

3.5.

Iniciativas para melhoria da qualidade de ensino

48

3.6.Desafios das organizações na melhoria da qualidade de

49

 

5

V

3.7.1.Descusão e comprovação da hipótese 1

50

3.7.2. Discussão e comprovação da hipótese 1

50

3.7.3.Descusao e comprovação da hipótese 3

51

Conclusão

52

Bibliografia

54

Apêndice

60

Listas de siglas e abreviaturas

AA

VV vários autores

6

IXVI

COCAMO Cooperação Canada Moçambique

CMCN Conselho Municipal da Cidade de Nampula

E

EDM

Entrevista

Electricidade de Moçambique

EP1

EP2

FIPAG Fundo de Investimento e Património do Abastecimento de Água

FRELIMO Frente de Libertação de Moçambique

Ensino Primário 2ºGrau

Ensino Primário 2ºGrau

H

I

Homem

Inquérito

Mulher

M

MICOA

MEC

MMS Ministério da Mulher e Acção Social

PEC

PEEC Plano Estratégico de Educação e Cultura

PEE

PDE

PCESG Plano curricular do ensino secundário geral

PPI

PRE

UP

SNE

UNESCO Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e

Ministério para a coordenação para acção Ambiental

Ministério da Educação e Cultura

Plano Estratégico Central

Plano Estratégico de Educação

Plano de Desenvolvimento Escolar

O Plano prospectivo Indicativo

programa de reabilitação Económica

Universidade Pedagógica

Sistema Nacional de Educação

Cultura.

Lista de Tabelas

VII 7
VII
7

Tabela 2: A divisão administrativa postos e bairros

19

Tabela 2: Superfície, População e Densidade Populacional por Km² - 2007

21

Declaração de Honra

8 VII
8
VII

Declaro que esta monografia é o resultado da minha investigação pessoal e das orientações da minha supervisora, o seu conteúdo é original e todas as fontes consultadas estão devidamente mencionada nas notas e na bibliografia final. Declaro ainda que ainda este trabalho nãos foi apresentado em nenhuma outra instituição para obtenção de qualquer grau académico.

Nampula aos

de Abril de 2017

(Lázio Delfim da Cruz Lino Movira)

Dedicatória

IX 9
IX
9

Em memória do meu irmão: Orestes da Maia Movira, aos meus pais, irmãos e sobrinhos.

Agradecimento

X

10

Agradeço em primeiro lugar a Deus todo-poderoso criador do Céu e da terra e das todas as coisas visíveis e invisíveis pela graça que me deu durante o meu curso na Universidade pedagógica de Nampula, pela protecção que tem cedido o seu acompanhamento a todos os momentos do sofrimento e da alegria.

Um especial agradecimento vai para os meus pais, Alfredo Lino Movira e Maria de Lurdes Mário Movira, ao meus irmãos, estes que sempre colaboraram em vários aspectos como por exemplo o pagamento das propinas, facto este que contribuiu cada vês mais para o meu empenho ate chegar a esta fase.

Para a concretização da monografia, endereço um especial agradecimento a Msc. Ernestina João João Paulo, pelo incansável acompanhamento deste trabalho. Aos docentes da UP delegação de Nampula em particular do curso de Licenciatura em HIPOGEP, pelo longo e paciente acompanhamento durante os anos do processo de ensino e aprendizagem.

A terminar, agradeço aos caros colegas, em particular os que faziam parte do meu grupo de estudo, nomeadamente Luís Jamissone Agostinho, Ernesto Nhaueleque júnior, João Muchunja Lucas, Sónia de Fátima, Eva Violeta e Rabia Jones Alpaca, grupo estes que sempre criaram fóruns de discussão e interacção no processo de ensino e aprendizagem.

As instituições e as pessoas que forneceram informações durante a pesquisa tais como. Escola secundária 12 de Outubro, direcção provincial da educação, Professores, encarregados de educação, secretários dos bairros, munícipes da cidade de Nampula

Para terminar agradeço a todos aqueles que directa ou indirectamente contribuíram positivamente para que esta monografia torna-se uma realidade e o sucesso gradual da minha vida.

XI

11

Resumo

Apresente monografia cientifica é intitulada: O papel do gestor escolar na promoção da melhoria da qualidade de ensino na cidade de Nampula: caso da Escola Secundaria 12 de Outubro, 2013-2015 este surge no período em que a ma qualidade de ensino e os gestores escolares tendem cada vez mais a consolidar a promoção e melhoria da qualidade de ensino no sentido de erradicar o analfabetismo, a combater o pobreza urbana, de maneira que os objectivos das politicas implementadas sejam alcançadas assim o contributo do gestor escolar da cidade de Nampula é de forma anormal, dentro dos padrões do seu desempenho para com as instituições com vista a minimizar as varias

dificuldades enfrentadas no seu dia-a-dia. No entanto, surge o interesse deste tema que afligir os gestores escolares.

A motivação da realização desta pesquisa apareceu numa altura em que o proponente viveu certas reclamações por

parte de alguns encarregados de educação sobre o desempenho dos gestores escolares na promoção e melhoria da qualidade de ensino na Escola Secundaria 12 de Outubro. Tendo em conta as constatações do fenómeno em caso surgiu a seguinte inquietação: Qual é o Papel do Gestor Escalar na Promoção da Melhoria da Qualidade de ensino na

Cidade de Nampula? Como problema propor-se como hipóteses os gestores jogão o papel importante na promoção da melhoria da qualidade de ensino visto que realizam encontros dentro das instituições de ensino, Os gestores escolares promovem aos alunos em várias áreas de acção de modo a impedirem os elevados números de reprovação aliados a falta de interesse dos alunos e empenho dos profissionais com formação psicopedagogicas e Definem o

papel dos gestores segundo as necessidades e realidades administrativas na sociedade em referência. Comprovadas

as hipóteses conclui-se, os gestores escolares jogam um papel importante na promoção da melhoria da qualidade de

ensino e que no entanto promovem encontros nas instituições de ensino de modo a orientar os professores advirem

os novos tendência educacionais, a pesquisa proporcionara melhores formas de gestão nas instituições de ensino em particular na cidade de Nampula.

Palavra - chave: Gestor, Promoção, Qualidade, Ensino e Papel.

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Introdução

O trabalho em alusão subordina-se ao tema: O Papel do Gestor Escolar na Promoção da

Melhoria da Qualidade de Ensino na Cidade de Nampula: caso da Escola Secundaria 12 de Outubro 2013-2015.

Esta pesquisa surge numa altura em que o papel do gestor escolar na cidade de Nampula em particular na Escola Secundaria 12 de Outubro é vista de forma não satisfatória e que muitas vezes os alunos e encarregados de educação clamam pela ma qualidade de ensino, acesso ao emprego e mau empenho dos gestores na promoção da qualidade de ensino. No entanto o papel do gestor escolar é tida de forma anormal para a sociedade Moçambicana e devido as políticas implementada a quem de direito, falta de melhores condições de trabalho, infra-estrutura, professores qualificados, a super lotação das salas de aula.

O trabalho tem como objectivo geral analisar o papel do gestor escolar na promoção da melhoria

da

qualidade de ensino. Objectivos especificos identificar o papel do gestor escolar na promoção

da

melhoria da qualidade de ensino, explicar o papel do gestor escolar na promoção e melhoria

da qualidade de ensino e sugerir soluções aos gestores escolares com vista a promoção e

melhoria da qualidade de ensino.

Neste contexto, seria aéreo desenvolver o tema sem conhecer o problema que é uma dificuldade que nos defrontamos e que pretendemos resolver, limitando o seu campo e apresentando as suas características. Assim sendo aprestando-se como problema a seguinte inquietação: Qual é o Papel do Gestor Escolar na Promoção da Melhoria da Qualidade de Ensino na Cidade de Nampula?

Dada natureza do problema a ser estudado as hipóteses levantadas e que se queira confirmar, distinguem-se três hipóteses a saber: Os gestores jogão o papel importante na promoção da melhoria da qualidade de ensino visto que realizam encontros dentro das instituições de ensino, Os gestores escolares promovem aos alunos em várias áreas de acção de modo a impedirem os elevados números de reprovação aliados a falta de interesse dos alunos e empenho dos profissionais com formação psicopedagogicase

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Definir o papel dos gestores segundo as necessidades e realidades administrativas na sociedade em referência. De referir que a pesquisa é de extrema importância pelo facto que ira constituir um extrumentos útil para os estudos científicos, visto que o Papel do Gestor Escolar na Promoção da Melhoria da Qualidade de Ensino proporcionara melhores formas de mudanças do cenário. No entanto este estudo permitira alcançar os objectivos preconizados pelo pesquisador com vista a elevar o desenvolvimento de Moçambique, em particular na cidade de a Nampula.

No que diz respeito a metodologia da pesquisa usa-se métodos de abordagem e de procedimento. No que toca ao método de abordagem confere uma análise mais ampla o geral a nível de abstracção mais elevados dos fenómenos da natureza e da sociedade e finalmente para as metodologias procedimentos são concebidos como etapas mais concretas de pesquisa com finalidade em termos de explicação geral dos fenómenos abstractos.

Para os métodos de abordagem como a própria termo indica são usados para explicar como a pesquisa vai abordar os fenómenos que vai pesquisar e servir de uma abordagem fenomenológico para analisar o fenómeno em causam problema gestor da ma qualidade de ensino na cidade de Nampula em particular na escola secundaria 12 de Outubro em combinação com o método indutivo, sendo um método que ajudou o pesquisador analisar os fenómenos do mais geral para mais particular das analises em alusão.

Quanto a utilização dos métodos de procedimentos a pesquisa basear-se-á nos métodos históricos e monográficos ao estudo de caso. No que concerne, ao método histórico acredita-se que o papel do gestor escolar na cidade de Nampula tem suas raízes a partir das sociedades tradicionais. Em seguida o método monográfico, estudo de caso consiste no estudo de determinados indivíduos, professores, instituições, grupos ou comunidades. Assim sendo método monográfico focara sobre o papel do gestor escolar na promoção da melhoria da qualidade de ensino, na escola Secundaria 12 de Outubro na qualidade de ensino, visto que os alunos são afectados pela problemática de maior índice de reprovações.

Ainda em termos metodológicos far-se-á uso da abordagem qualitativa, em termos de procedimentos técnicos usar-se-á a entrevista, inquérito, ficha de observação e o levantamento bibliográfico. Em termo de técnicas de colecta de dados basear – sê-a na pesquisa documental. A

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metodologia utilizada para monografia consiste basicamente no emprego de uma abordagem qualitativa quanto aos objectivos do tipo explicativo e aos procedimentos técnicos usaram-se a entrevista, Inquérito, a ficha de observação e o levantamento bibliográfico. Deste modo é instrumento de colecta de dados e de exploração que serão usadas nesta pesquisa baseando-se na pesquisa documental, através da recolha e verificação de dados usados as técnicas de observação, entrevistas e questionários e pesquisa bibliográficas aos quais permitiram colher opiniões dos vários intervenientes na cidade de Nampula.

Nesta técnica de entrevista será usada uma entrevista estruturada, esta técnica será destinada a director da escola, professores, alunos, encarregados da educação e gestores da educação, que lutam em prol da melhoria da qualidade de ensino, portanto, foi uma década, de forma usada que facilitara a recolha de dados com muita abrangência pouco tempo.

No que toca ao questionário serão feitas as perguntas abertas, com objectivos de recolher informações sobre o seu nível de preparação psicopedagogicas e de conhecimento relativo ao papel do gestor escolar na promoção da melhoria da qualidade de ensino na cidade de Nampula na Escola Secundaria 12 de Outubro através de “uma serie de perguntas ordenadas a ser respondidas por escrito pelo informante, meramente serão destinadas aos gestores escolares de varias áreas de acção em relação a promoção e qualidade de ensino na cidade de Nampula pelo facto de todos terem o domínio na leitura e escrita, o que facilita o prendimento dos formulários isoladamente da pesquisa.

No que diz respeito a técnica de observação será participativa em que o investigador participa nas actividades do grupo como qualquer membro (Observação activa), com a finalidade de obtenção de dados de determinados aspectos da realidade. Esta observação será feita na base de uma grelha de observação dos aspectos ligados com a promoção da qualidade de ensino na cidade de Nampula. Durante a pesquisa constituíra análise de observação dos projectos que têm sido levados a cabos pelos gestores escolares na promoção da qualidade de ensino.

Quanto o universo e amostra para materialização da presente pesquisa o autor contactou 30 indivíduos residentes na cidade de Nampula equivalente a 0.013% num universo de 20130.972 habitantes, segundo o Sinopse dos resultados definitivos do 3º recenseamento da população do censo de 2007.

15

Deste 20 foram do sexo masculino e 10 do sexo feminino, obedecendo a faixa etária dos 20 a 50 anos de idade.

Em termos da estrutura, o trabalho apresenta três capítulos nomeadamente: No primeiro capitulo faz se a Características gerais da Cidade de Nampula, a localização cósmica, breve historial da cidade, divisão administrativa, características das zonas Urbanas e suburbanas, Localização da Escola Secundaria 12 de Outubro, breve historial e a descrição da escola. No segundo capítulo é intitulado a apresentação da fundamentação teórica é onde faz-se a revisão bibliográfica sobre o tema em análise dentre vários aspectos na prespectiva de vários autores. No terceiro capítulo faz-se apresentação, analise e interpretação de dados e os resultados do estudo baseado nos objectivos e hipóteses. Por ultimo apresentação da conclusão do trabalho sem esquecer dos apêndices, fontes orais e a bibliografia final.

16

CAPITULO I : CARACTERÍSTICAS GERAIS DA CIDADE DE NAMPULA

Este capitulo abordara sobre a localização geográfica, breve historia, divisão administrativa os aspectos que caracterizam as zonas urbanas e suburbana ou seja e, por ultimo o numero do habitantes vivendo dentro da Cidade Nampula.

Nesta ordem de ideia, na visão LOPES et all citado por CHAMANE, (2004: 27), sublinha que,

No período de 1907 a 1935, o embrião da Cidade de Nampula não passava de uma pequena aldeia habitada por uma população de origem Europeia, trabalhando nos serviços públicos e no comércio. Em redor desse núcleo podia – se encontrar habitações subalternas nos serviços e comércio. As grandes maiorias da população nativa encontravam-se enquadradas nas povoações e regulados tradicionalmente preenchendo os espaços circunvizinhos.

1.1. Localização geográfica da Cidade de Nampula

A Cidade de Nampula localiza-se no centro da província 1 do mesmo nome, ao longo do principal corredor que do acesso ao oceano indico. Portanto, ela esta toda rodeada pelos Distritos de Nampula e tem como as seguintes delimitações:

Norte – Rio Monapo, que separa do posto Administrativo de Rapale;

Sul – posto Administrativo de Anchilo;

Este – Posto Administrativo de Anchilo e;

Oeste – Posto Administrativo de Rapale, Posto Administrativo de Namaita e Chilo.

1.2.Localização Cósmica da Cidade de Nampula

Através do nosso mapa, pode-se observar que a Cidade de Nampula localiza-se, sensivelmente no centro da província do mesmo nome de que é a capital. Ela situa-se no entroncamento da via férrea, com o eixo rodoviário Centro/Nordeste, entre 15o 01’ 35” e 15o 13’ 15” de latitude Sul e entre 39o 10’ 00” e 39o 23’ 28” de Longitude Este.

1 A província de Nampula tem uma área de 81.66 e cerca de 2.975.747 de habitantes, na sua maioria falantes da língua emakhuwa. ( instituto nacional de estatística, II Recenseamento Geral da população e Habitação, 1997 – Resultados Definitivos, Maputo, 1999). E de acordo com a sinopse dos resultados definitivos do 3°recenseamento geral da população e habitação de 2007, aponta que, o número da população do distrito de Cidade de Nampula é de 2230.972 habitantes.

17

1.3.Breve historial da Cidade de Nampula.

A cidade de Nampula foi implantada no coração do antigo Distrito de Moçambique, construída

na encruzilhada de todos os caminhos desse mesmo Distrito no tempo colonial, no qual foi considerada como a capital militar e aumentou substancialmente as actividades do interior, cujas acções se reflectia directamente na sua capital, funcionando como centro social e urbano de maiores recursos.

A fundação povoação do território desse ponto da província de Nampula, que tarde viria a

transformar – se em uma Cidade de Nampula é atribuída a Nautel de Abreu, expoente máximo

da ocupação do interior da Nampula.

Segundo a visão do CHEREWA (1996:10), a vança que :

Foi português Neutel de Abreu que em 1907, entre taludes de terra rodeados de arame protegendo barracas, no meio das quais se erguia a bandeira no topo de um mastro improvisado lhe deu a origem…. No quadro das tentativas de conquistar à macua, designado porque era tão conhecido o interior da actual província de Nampula em 7 de Fevereiro de 1907, acompanhado de um cabo, um intérprete e cinco sipaios.

No entanto Neutel de Abreu foi bem concebida e tendo reconhecido a região, identificou o sítio onde em 22 de Outubro de 1907, se iniciou a construção de um posto militar, e seda a capitania da macuana foi transferida de Ituculo para Nampula. O posto que se refere actualmente é onde fica situada hoje Academial Militar Samora Machel, e que no tempo fará Quartel-general, defronte do qual o ministro colonial Sarmento Rodrigues Mandra, em 1955 ergueu uma estatua 2 em memoria de Neutel de Abreu. Porem, foi a partir do Posto Militar de Nampula que o exercício colonial Português de ocupação, penetrou em toda macuana alcançando do Ribaue em1908, Malema em 1912, Mutuali em 1913 e Umpunhaua eram 1916. Entretanto, partiram militares de perseguição ao resistente Napua e para

as terras de altas de Muecate e Mecuburi.

Em 21 de Junho de 1917, foram extintas as três capitanias – Mores então existentes em macuana (Mossuril, Angoche e Memba), e, em substituição foram criados comandos militares, entre os

2 É de sublinhar que até então pode se ver a estátua em memória de Neutel de Abreu, ao pé da Academia Militar Marchal Samora Machel de Nampula

18

quais os da macuana com sede em Nampula, ao 7 de Dezembro de 1919. Nampula dispõe de uma delegação de Fazenda.

Em 1935 veio fixar a sua residência, o primeiro governador e com ele vieram os serviços de administração civis, Fazenda, obras Publicas, Agricultura. Indústria de Geologias, Saúde, Instrução, Educação, veterinária, correios e Telegrafo. Entre os meados dos anos 30 ate aos anos 50, vida de Nampula desempenhava função do então Distrito de Niassa, que abrangia as actuais áreas de Cabo Delgado e Nampula. Assim aumento o número de funcionários, comerciantes e operários da Industrias que levou ao derrube da floresta e a consequente construção de ruas e avenidas, ao plantio de árvores, construção de prédios, jardins, clubes e de toda a sorte de infra - estrutura urbana. O caminho-de-ferro 3 na vila de Nampula, imprimiu uma nova dinâmica das actividades sócio - económicas.

As infra - estruturas montadas foram basicamente de prestação de serviços, a antiga Cidade colonial surgiu e devolveu - se como entreposto de transição de mercadorias e riquezas para atender as necessidades de desenvolvimento da metrópole colonial.

A 4 de Setembro de 1940, foi criado a diocese de Nampula, que fundou e promoveu o ensino Secundário, criaram bases de expansão das missões, surgiram os primeiros colégios liceus e Escola Técnica Elementar. Assim sendo, no dia 22 de Agosto de 1956, a vila, de Nampula, foi elevada à categoria de Cidade de Nampula. No dia 23 de Agosto do mesmo ano, foi inaugurada n a Catedral e, igualmente foi inaugurado no mesmo dia o Estádio Municipal e o Museu Regional (CHEREWA, op cit: 10).

1.4. Divisão Administrativa

A cidade de Nampula (situada no norte do pais), é a terceira maior de Moçambique, depois de Maputo e Beira, localizada respectivamente no sul e Centro do país. A sua divisão administrativa remota do tempo colonial, ela compreende uma divisão de seis postos administrativo a evitar:

3 Em 1924, no Norte de Moçambique fez-se a ligação ferroviária entre o porto de Lumbo (Ilha de Moçambique), e o interior do então Distrito de Nampula.

19

Tabela 2: A divisão Administrativa posta e bairros

Posto administrativo

 

Bairros

Posto administrativo Urbano Central

Bombeiros, Liberdade, Militar, 1° de Maio e 25 de Setembro

Posto

administrativo

Urbano

de

Muatala e Mutauanha

Muatala

Posto

administrativo

Urbano

Namicopo e Mutava Rex

Namicopo

Posto

administrativo

Urbano

Napipine e Carupeia

Napipine

Posto

administrativo

Urbano

de

Marrere e Murapaniua.

Natikiri

Posto

administrativo

Urbano

de

Muhala, Namutequeliua e Muahivire.

Muhala

Fonte: (CHEMANE, Ibid:23).

De referir que a divisão administrativa da Cidade de Nampula é de forma radical e cada bairro estende-se do limite do posto administrativo central ate ao limite com o Distrito de Nampula. Sendo assim cada bairro tem uma característica, sendo urbana e sob urbana.

1.5. Características das Zona Urbana e Suburbana

No que tange a esta parte serão caracterizadas as duas zonas principais da Cidade de Nampula, Partindo da Zona Cimento sua característica Física, com a composição de edifício, avenidas, instituições governamentais entre outras e para a zona Suburbana caracterizada de maior numero de população, construção de habitantes desordenadas sem urbanização e arruamento.

20

1.5.1. Zonas Urbanas

Segundo PENGA (200) citado por CHEMANE (2004:25), avança que toda a parte da zona Cimento da Cidade de Nampula esta circunscrita do posto Administrativo Central, onde pode-se encontrar uma gama de Infra-estrutura, que caracteriza uma Cidade, edifício de betão, Ruas, Avenidas, Jardins, Iluminação Publica, agua canalizada, canais de drenagem, Bancos, Hospitais, Instituição governamentais, estabelecimento educacionais, centros sociais, estabelecimentos comerciais, militares e religiosos, estradas pavimentadas, clubes desportivos, hotéis, serviços de telefonias móveis e fixa, entre outros típicos de uma Cidade.

1.5.2. Zonas Suburbanas

A parte suburbana da Cidade de Nampula é a mais extensa e populosa, compreende seis postos

administrativos: Central, Muatala, Muhala, Namicopo, Napipine e Natikiri. Apresenta habitação de construção precária e em muitos casos as construções dessa habitação não obedecem quais quer normas de urbanização, isto é, as habitações são construídas desordenadas sem arruamento.

Nas pertinentes palavras de CHAME (2004:25), as zonas suburbanas compreendem as áreas circundantes da Cidade de Cimento constituído por bairro suburbanos, nomeadamente de:

Marrere, Natikiri, Murapaniua, Napipine, Carupeia, Namicopo, Mutava – Rex, Namutequeliua, Muhala e Muahivire. Quanto ao ordenamento é do tipo construção, estas zonas se apresentam de forma homogénea. Nelas podemos identificar zonas estruturadas, semi-estruturadas e não estruturadas.

1.6. Habitantes.

A cidade de Nampula é o terceiro maior centro urbano do País, com uma superfície total de cerca

de 404 km², com uma população estimada em cerca de 471.717 habitantes, com uma densidade populacional de 1.414,26 habitantes por km ² com um agregado.

Familiar de 101.484. A tabela 1 mostra a superfície, população e densidade populacional por Km².

21

Tabela 2: Superfície, População e Densidade Populacional por Km² - 2007

Cidade de Nampula

Superfície total em km²

Total

da

Densidade

Número de agregados familiares

população

populacional

em

km²

 

404

471.717

1.414.26

101.484

Fonte: INE- 2007.

1.7. Localização geográfica da Escola Secundaria 12 de Outubro.

Conforme Plano de Desenvolvimento Escolar PDE (2015-2019:2), a Escola Secundária 12 de Outubro, situado na Cidade de Nampula, no posto administrativo de Muhala, Bairro de Muhala, Unidade comunal 25 de Junho a três quilómetros do centro da Cidade de Nampula.

A Norte encontra-se Avenida Eduardo Mondlane;

A Este a montanha Serra da Mesa;

Oeste o Bairro dos Belenenses e

A Sul a Avenida das Forcas Populares de Libertação de Moçambique (FPLM).

1.7.1. Breve historial da Escola Secundaria 12 de Outubro

No local onde se localiza a Escola Secundaria 12 de Outubro de Nampula, existiu desde a década de oitenta, a então a Escola Primaria Paulo Samuel KanKhomba que servia para acolher as crianças deslocadas de guerra dos 16 anos. Ele não era oficialmente apenas tinha missão de acolher essas crianças.

Em 1989, foram construídas as primeiras sala de aula com o material precário com o nome de EP1 de Muhala Expansão.

22

Em 1989, a COCAMO construiu dois edifícios com materiais convencionais (os cobertos de losalite) com apenas sete salas de aulas.

Em 1991, a instituição passou a designar-se Escola Primaria do Segundo grau de Muhala - Expansão com a introdução da 6ªclasse com turmas anexas à escola Secundaria de Nampula.

Em 1997, a CETA construiu três pavilhões com materiais convencionais para salas de aula, balneários, um centro social e um bloco administrativo.

Em 1998, a instituição ascendeu ao nível secundário com as turmas da 8ªclasse e turmas única da 9ªclasse, simultaneamente. No ano seguinte, foram graduados os primeiros alunos da 10ª classe.

Em 2004, introduziu-se o segundo ciclo do ensino secundário geral com a 11ªclasse, e em 2005 são graduados os primeiros estudantes da 12ªclasse. (Idem:3)

1.7.2. Organização da Direcção da Escola.

A Escola Secundaria 12 de Outubro é composta por um colectivo de direcção formado pelo

director da escola, director pedagógico, director administrativo, director de classe formado pelo

directo da turma e chefe de turmas. No que diz respeito a organização pedagógica a Escola Secundaria 12 de Outubro, esta organizada da seguinte maneira, primeiro encontro-se se director

da escola, seguido o director pedagógico, director administrativo, director de classe, delegado de

disciplina, director de turmas e o chefe de turma.

1.7.3. Descrição da escola

Actualmente a escola secundária 12 de Outubro funciona com 8 blocos dos quais 5 são composto por 17 salas de aulas, o 1º bloco tem comprimento onde funciona a direcção de classe.

O segundo tem um cumprimento para a emissão do certificados para os Alunos e terceiro e

ultimo é reservado ao sector administrativo, composto por secretaria, gabinete da directora da escola, gabinete para o chefe da secretaria e uma sala de espera para audiência para o gabinete do

director.

23

O bloco do sector Pedagógico é dividido em duas partes a saber:

uma sala Para professores;

dois gabinetes para os quartos directores pedagógicos adjuntos e

em cumprimentos onde são guardados os processos dos alunos e professores.

A escola possui 10 casas de banho para os alunos e funcionários, um pátio de recreio, um campo

misto de futebol salão e basquetebol, um centro social, um centro de cópias e uma sala de

reuniões.

Quanto a fonte de energia é abastecido pela empresa EDM, e a FIPAG na componente de água, a escola possui um muro de vedação na parte traseira é de arame farpado na frontal. (Idem:8)

1.7.4.Organização da Área Pedagógica

Esta área responsabiliza-se fundamentalmente em cumprir as leis aprovadas no âmbito curricular. Portanto o director adjunto pedagógico é a figura responsável por esta área, é coordena todas actividades curriculares conforme o preceito no regulamento interno da escola em coordenação com os outros membros do colectivo de direcção. Os Directores adjuntos dos dois turnos e todo elenco da escola garantem a realização de tarefas igualmente indispensável para o inicio das aulas na data estabelecida. As actividades desenvolvidas são:

Formação de turmas em conta a idade e equidade da escola;

Estruturação dos órgãos pedagógicos e administrativos da escola;

Aquisição e distribuição racional do material escolar básico, entre outros;

Planificação das aulas considerando a distribuição do programa por trimestre e a elaboração dos planos de lição

Informação pela direcção da escola com todos professores sobre o trabalho a realizar se nas duas semanas de preparação do ano lectivo.

A Escola Secundária 12 de Outubro possui actualmente um total geral de 105 professores (67

homens e 38 mulheres) e 28 não docentes (9 homens e 19 mulheres), (Idem:12).

24

CAPITULO II. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

De acordo com a organização estrutural do trabalho, este capítulo trata sobre a definição dos conceitos que abordara sobre o tema, bem como a interpretação e análise das diferentes linhas de pensamento dos autores que abordam sobre a temática do Papel do Gestor Escolar na Promoção da Melhoria da Qualidade de Ensino.

2.Conceptualização

É neste momento que se torna importante contextualizar esta profunda analise sobre o papel do gestor escolar na promoção da melhoria da qualidade de ensino, torna-se imperioso neste presente capítulo fazer uma breve apresentação destes conceitos de acordo com abordagens de vários autores de modo a facilitar a compreensão da temática.

2.1.

Conceitos básicos

2.1.

1.Gestão

Gestão, relaciona-se com a administração, ou seja administrar uma organização conduzida para a concretização de objectivos.

Nas pertinentes palavras de LIBÂNEO (2001), “a gestão é a actividade pela qual são mobilizadas meios para atingir os objectivos da organização, envolvendo basicamente aspectos gerências e técnico-administrativo”.

De acordo com WITTMAN e FRANCO (1998: 27), compreendem” a gestão como uma parte da administração que engloba as políticas, planeamento, a gestão e avaliação da educação. Enquanto a gestão é entendida como a coordenação dos esforços individuais e colectivos de implementação das políticas e planos.

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Neste sentido conciliando as duas posições a gestão é um acto de gerir, ou seja realizar sertãs

acções que conduzam à realização dos objectivos e metas propostas numa determinada

organização.

2.1.2.Gestão escolar

A gestão escolar não surgiu para substituir a administração escolar mais sim para completa-la em

aspectos ate então não contemplados.

Na visão de RUMBLE (2003:12), avança que “a gestão escolar é o processo que deve permitir o

desenvolvimento de actividades com eficiência e eficácia, a tomada de decisão com respeito às

acções que se fizeram necessárias, a escolha e verificação da melhor forma de executa-las”.

Segundo LUCK (2009:23), avança que a gestão escolar constitui uma das áreas de actuação profissional na educação destinada a realizar o planeamento, a organização, a liderança, a orientação, a mediação, coordenação, o monitorizando a avaliação dos processos necessários à efectivação das acções educacionais orientadas para a promoção da aprendizagem formação dos alunos.

Nesta perspectiva organizacional para que haja a gestão escolar é necessários os diferentes

segmentos escolares, nomeadamente: directores, professores, alunos encarregados de educação e

mais, visto que são considerados sujeitos do processo, de forma que a sua participação no

processo de gestão deve acontecer de forma clara e com responsabilidade.

2.1.3.Gestor escolar

No ambiente escolar o gestor escolar é visto como o responsável pela instituição escolar, pelas

acções e pelos profissionais que actuam na mesma.

Nas pertinentes palavras de LUCK (2004:32), o gestor escolar é tido como responsável máximo quanto a consecução eficaz da política educacional do sistema e desenvolvimento pleno dos objectivos educacionais, organizando, dinamizando e coordenando todos os esforços nesse sentido e controlando todos os esforços nesse sentidos e controlando todos os recursos. Devida sua posição central na escola, o desempenho de seu papel exerce forte influência (tanto positiva, como negativa) sobre todos os sectores pessoais da escola.

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2.1.4. Educação

Para Golias (1993), “a educação é um processo pela qual forma seus valores, membros, imagens em função dos seus interesses”.

Portanto a educação deve ser entendida como toda a influência que o ser humano recebe do meio ambiente, durante a sua existência no sentido, de se adaptar as normas, valores sociais vigentes e aceites.

2.1.5.Promoção

Acto ou efeito de promover, acesso, elevação a cargo ou categorias superiores, requerentes de propostas do ministério público para que se proceda a certos actos judiciais. (AA, VV, 1998:

1170).

2.1.6.

Escola

Segundo ALONSO (2004:19) ”a Escola é uma organização social e complexa. Para a sua gestão é importante a existência de um corpo directivo que passa garantir o cumprimento dos fins sociais e pedagógicos”.

Para METEY (1976:21) escola é uma instituição social. É uma instituição de ensino, constituída por professores, aluna e programas de ensino.

Para LIBÃNEO (1986) apud FERREIRA e AGUIAR (2004:132), avançam que a escola é uma instituição orientada para a preparação do aluno para o mundo adulto e suas contradições, fornecendo-lhe instrumentos por meio da aquisição de conteúdos e da socialização, para uma participação organizada e activa na democratização da sociedade

Em função dos conceitos acima apresentados, compreende-se que a escola é um estabelecimento de ensino onde há interacções e o educando, busca-se conhecimento cientifico e revitalização do saber mutuo.

27

2.2. O papel do gestor escolar

Um director da escola é um gestor da dinâmica social, um mobilizador e orquestrador de actores, um articulador da diversidade para dar-lhe unidade e consistência, na construção do ambiente educacional e promoção segura da formação de seus alunos. Para tanto, em seu trabalho, presta atenção a cada circunstância e actos, considerando-os de modo a interactivo e dinâmico. (LUK

200:16).

É visto que as actividades do gestor ampliaram significativamente ele hoje esta focado em manter a organização e funcionamento da instituição em todos os aspectos: físico, social, politico, racional, material, financeiro e sobre tudo pedagógico visando a qualidade de ensino oferecido na sua instituição de ensino. Portanto os gestores deparam se no seu dia-a-dia com diversas situações, devendo ser capazes de soluciona-las em diversos níveis e planos.

O gestor educacional é o principal articulador na construção do ambiente de diálogo e de participação favorável para o melhoramento e desenvolvimento do trabalho dos profissionais, e consequentemente, para o sucesso do processo educativo - pedagógico. Todavia é importante que seja um líder audacioso com a visão de conjunto, unido e integrando sectores, vislumbrando resultados para a instituição educativa que passam a ser obtidos se embaçados em um bom planeamento, alinhando a um próprio bem definido, alem de ter uma comunicação eficaz com sua equipe de trabalho, (SILVA 2009).

Nas pertinentes palavras LIBÃNEO (2004: 2017) sublinha que:

Muitos dirigentes escolares foram alvos de críticas por práticas excessivamente burocráticas, conservadoras, autoritárias, centralizadoras. Embora aqui e ali continuem existindo profissionais com esse perfil, hoje estão disseminados as práticas de gestão participativa, liderança participativa, atitudes flexíveis e compromisso com as necessárias mudanças na educação.

Como avança o autor acima citado é do suma importância para o gestor educacional administrar suas próprias acções, respeitando as diferenças, pesquisando, analisando, dialogando, cedendo, ouvindo e aceitando opiniões divergentes. Deste modo, ele poderá “construir” a escola em conjunto com a comunidade, buscando atender seus anseios, e, principalmente, suas necessidades. Por isso deve ter a disciplina para integrar, aliando esforços necessários para a realizar a acções determinadas para melhoria da qualidade de ensino, tendo coragem de agir com a razão e liderança para as situações mais adversa do quotidiano

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No que toca ao SILVA (2009), avança que :

O gestor educacional, deve ter disponibilidade para superar os desafios que são encontrados nas funções de sua responsabilidade. Ao realizar seu papel, deve manter em evidência a necessidade da valorização da escola, dos funcionários e, principalmente, de seus alunos, para que os mesmos se sintam estimulados e incentivados para aprender e assimilar novos conhecimento.

2.2.1.Características do Gestor escolar

Na visão de Silva (2009), são características ligadas com o papel do gestor escolar:

Autoridade

Decisão

Disciplina

Iniciativa

Estas acima mencionadas apontam que a escola precisa de ser um ambiente que envolve a

aprendizagem, contributo para a formação de cidadania e a humanização do indivíduo. Nesta

ordem de ideia o gestor educacional tem a tarefa de buscar o equilíbrio entre os aspectos

pedagógicos e administrativos, com a percepção que o primeiro constitui-se como essencial e

deve privilegiar a qualidade por referir directamente no resultado da informação dos alunos e o

segundo deve dar as condições necessárias para o desenvolvimento pedagógico.

Assim a gestão constitui-se como um processo mais abrangente que a administração, portanto,

para MARTINS (1999:165), “ administrar é o processo racial de organização, comando e

controlo”, enquanto a gestão caracteriza-se pelo reconhecimento da importância da participação

consciente e esclarecida das pessoas nas decisões sobre a orientação e execução dos trabalhos”.

2.2.2.Responsabilidade e funções de um gestor

Para LUCK (2004:23), é o director da escola que tem a responsabilidade máxima quanto a sua

execução eficaz da política educacional do sistema e desenvolvimento plenos dos objectivos

educacionais, organizando, dinamizando e coordenando todos os esforços nesse sentido e

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controlando todos os recursos para tal. Devido a sua posição central na escola, o desempenho de seu papel exerce forte influência sobre todos os sectores pessoais da escola.

As funções do trabalho do gestor estão directamente relacionadas a organização e gestão da escola. O processo de organização da escola dispõe portanto de funções, propriedade comuns ao sistema organizacionais de uma instituição, com base nos quais se definem acções e operações necessárias ao funcionamento institucional, São quatro as funções constitutivas desse sistema:

Planeamento

Organização – racionalização de recursos humanos, físicos materiais, financeiras, criando e viabilizando as condições e modos para a realizar o que foi planeado.

Direcção/ coordenação – coordenação de esforço Humano colectivo do pessoal da escola.

Avaliação - comprovação do funcionamento.

Portanto o gestor escolar, como director tem a função de organizar e gerências a escola, juntamente com os que fazem parte do sector administrativo e Pedagógico. Estes profissionais exercem uma forte influência não só no local escolar, como também dentro da comunidade, por isso deve ter uma pratica de actuação democrática, que permite e incentive a participação de todos os pais, alunos e a comunidade, e funcionários de vários sectores de trabalho na efectivação de acções que preconizem pela busca de uma educação de qualidade na educação. Portanto estes profissionais tem alem da responsabilidade de estarem sempre interagido com a sociedade, o desafio compromete o sistema de ensino do qual a escola faz parte, na busca por melhorias de educação, nas condições de trabalho dos profissionais e da vida da comunidade onde a instituição esta inserida.

Cabe ao gestor a articulação do trabalho entre os sectores administrativo e pedagógico, alem de influenciar de forma positiva o grupo e promover uma ambiente bastante favorável na conquista dos objectivos. O número do grupo e a disponibilidade de materiais para as realizações das actividades planificadas, a disposições dos recursos financeiros suficientes para a consecução do trabalho são factores para o sucesso do trabalho do director. Por todavia sem as condições financeiras, com a falta de professores, escassez de materiais adequado para ministrar aulas, com espaços insuficiente para a realização das actividades e com um numero elevado de alunos, fica difícil o cumprimento das suas tarefas. Uma vez que o sucesso da educação depende do seu

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pleno funcionamento. Dai é visto que todos os alunos devem estar sendo atendidos de maneiras adequadas, com boas condições criadas para o processo de ensino de qualidade. (Idem)

2.3.Politicas educacionais em Moçambique

Para AKKARI (2001:12), “as políticas educacionais é um conjunto de decisões tomadas antecipadamente para indicar expectativas e orientações da sociedade em relação a educação escolar”.

Na visão de TEODORO (2002:14),” Politicas educacionais é construção, e não como uma simples dedução, em resultado de um trabalho de ajustamento ou adequação das estruturas e dos meios de educação as evoluções demográficas”.

As políticas de educação nas sociedades contemporâneas, são construídas em meios marcados pela heterogeneidade e pela complexidade, sujeita a procuras sociais nem sempre competitivos e muitas vezes contraditórias, e que obrigam a definir prioridades, excluir caminhos e ultrapassar compromissos (Idem).

Já na visão de AFONSO (2001:38) sublinha que:

há perspectiva analítica que tem vindo a ganhar uma presença crescente, sobretudo na literatura que tem origem ou influência francófona, e que procuram equacionar as políticas educativas actuais essencialmente por referência a ideia de bem comum local que se traduziria na conciliação entre interesse público, representado pelo estado, e os interesses privados, representados pelas famílias e outras instituições, serviços e actores.

No que toca a Moçambique, a conciliação dos interesses dos vários sectores envolvido com a educação é visto que tem sido impedido pela exclusão das famílias, professores, alunos e da sociedade civil tomada de decisão em relação as politicas educacionais. É visto que sempre que se faz o reajuste dos currículos escolares, as contribuições da sociedade civil não são levadas acabo. Desta forma a diferença entre a política educacional e de outras políticas é o conjunto dos objectivos estabelecidos e a população alvo dessas políticas para as quais foram direccionadas o seu foco.

As políticas educacionais são aquelas que regulam e orientam os sistemas de ensino. É visto que cada país formula as próprias políticas com base na constituição e nos instrumentos orientadores

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dessas politicas, identificados. No caso de Moçambique as políticas educacionais estão relacionadas ao sistema de governo.

Em conformidades com as diversas abordagens conclui-se que as politicas educacionais diz respeito à educação escolar, portanto é um processo que só pode existir quando a educação assume de forma organizada, sequencial, ditada e definida de acordo com as finalidades e interesses que se tem em relações aos aprendizes envolvidos nesse processo.

2.3.1.Objectivos das politicas educacionais

Todavia, as políticas educacionais são constantemente avaliadas e discutidas.

Para DEMAILY (2001), Um dos objectivos mais citados na avaliação das políticas educacionais é de :

verificar a adequação entre os elementos de uma política educacional e as necessidades socioculturais encontradas. As avaliações fornecem sobre a eficácia dos investimentos em educação e confirmação a dominação do conceito de rentabilidade nos sistemas educacionais. Outro objectivo das políticas educacionais é fornecer os argumentos para o debate sobre a educação. Nos debates entre os autores do sistema educacional, afirma que é necessário argumentar e representar provas dos avanços sob a forma de elementos concretos destinados a convencer, impressionar, envolver seus interlocutores.

2.4. Educação em Moçambique após a independência

De forma a facilitar a analise deste período da historia em Moçambique, e pondo em consideração, a evolução da historia dos acontecimentos que marcaram o fim da dominação colonial portuguesa em Moçambique, optou-se por dividi-los por três grandes momentos: 1975 à 1982, 1983-1990 e 1992 aos dias de hoje.

2.4.1.Educação em Moçambique no período de 1975 à 1986

Com a proclamação da independência em 25 de Junho de 1975, inaugurava-se uma nova era histórica de Moçambique. O novo governo formado sob a direcção da FRELIMO, com a orientação socialista que tratou de empreender profundas mudanças no seu funcionamento. No

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período posterior à independência, a FRELIMO, como único representante do povo Moçambique, lançou bases para a consolidação do novo Estado dirigido por sistemas político de partido único, partindo de vanguarda do povo moçambicano.

As s primeiras decisões que o governo da FRELIMO, tomou após a independência, caracterizam a sua intenção de construir uma democracia social e política. As nacionalizações foram um sinal claro desta tendência, visando a transformação estrutural da sociedade moçambicana e definido o carácter desse novo poder (GOMES 1999:208).

Para SANTOS (1991), “a falta dos professores, recorreu-se a professores com a baixa formação

e, em muitos casos à incorporação de alunos que frequentando classes avançadas, leccionavam

nas classes inferiores, o que multiplicou no país a existência de professores sem formação”.

Com a necessidade de assegurar a direcção do projecto educativo obrigou a FRELIMO a distribuir por todo o país os poucos quadros disponíveis que ate ai dirigiam os Centros piloto e as escolas das zonas libertadas. Após a independência foram marcadas por grande entusiasmo, voluntarismo e alto níveis de apoio populares as iniciativas do governo.

A primeira medida que o governo tomou no campo do ensino foi a nacionalização de todos os

sectores, incluindo a de educação na base do decreto de n 12/75. Segundo o discurso do presidente Samora Machel “ a nacionalização abrange as escolas provadas principalmente as escolas missionarias e católicas”.

O objectivo da nacionalização foi de romper com os elementos de desigualdade social perpetuados pelo sistema de educação possibilitando a planificação da acção educativa com vista a criação de um sistema de educação ao serviço de interesses das massas, (FRELIMO, 1997, apud MAZULA 1995.

Para GOMES (1999:181), avança que “a nacionalização do património escolar das igrejas católica e protestantes criou dificuldades ao governo que passou a contestar pelas mesmas. Por todavia em anos subsequentes a intervenção do estado foi bastante tímida e praticamente ineficaz”.

Para CASTIANO e NGUENHA (2013:57), em Fevereiro de 1979 foi pela primeira vez na história de Moçambique, formado um Ministério de Educação e Cultura (MEC). Os desafios que então se colocaram como urgente foram:

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A reestruturação da administração da educação

A construção de estabelecimentos para o ensino técnico – profissional

A formação e contratação de novos professores,

A extensão de oportunidades para os adultos e trabalhadores que haviam sido excluídos do sistema e

O desenvolvimento de novos programas de ensino.

Entre 1975 a 1976 foram transformados alguns programas de ensino e introduzidas novas disciplinas da 1ª à 11 classe (series). Os programas alteradores foram de Historia e Geografia de Portugal, substituindo pelas mesmas disciplinas na versão de matérias sobre o continente africano. Foram introduzidas as disciplinas de: educação Politica, Actividade Cultural e Produção escolar.

Com o apoio da UNESCO, Moçambique começou a criar a infra-estrutura/ instituições e conceber um sistema de educação capaz de gradualmente reduzir o analfabetismo e preparar o homem novo. Entre 1975 a 1977 Moçambique enfrentou a primeira expansão escolar que sobre carregou a rede escolar.

Com a independência em 1975, a dinâmica da politica Moçambicana pauto se uma educação Socialista Moderna que rompia com as praticas e saberes locais por caracteriza-los com obscuros, eliminando os aspectos negativos da cultura, por todavia com o fim do sistema colonial houve um corte radical com as praticas do colono, mas o novo projecto ideológico educativo do pais continuava a não dar um lugar de destaque as praticas e saberes locais. (BASILIO, 2006; GONCALVES 2009; MAZULA 1995).

Para CASTIANO e NGUENHA (2013:62), “Com o carácter socialista da educação em Moçambique pôs - independência levou o país a participar num seminário realizado em 1978 com o tema: A alternativa para o sistema de educação para os países da África Austral”.

Neste seminário a Graça Machel dizia: existem duas alternativas para o sistema de edução: uma concepção capitalista ou socialista. Para nos não se coloca a questão de alternativas. Em Moçambique, o único caminho através do qual podemos alcançar os nossos objectivos é o da concepção socialista da educação.

Em conformidade com os comprimentos do 3º congresso do partido FRELIMO, realizado em 1977 e em conformidade com o centralismo democrático a partir de 1980 o partido FRELIMO e o estado Moçambicano introduziram o plano

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Estatal Central (PEC) e o Plano prospectivo Indicativo (PPI), com a estratégia de desenvolvimento do país. (GOMES, 1999:279).

O PEC apresentou-se como plano de ajuste da situação económica e de modernização da sociedade. Definia metas, idealizava grandes projectos económicos pela indústria pesada que aceleraria a socialização.

Quando a PPI, foi concebido e aprovado com vista a vencer a batalha contra o subdesenvolvimento num espaço de 10 anos. Não obstante os primeiros esforços de reformulação dos programas, dando-lhes um conteúdo de classe. (MACHEL, 1979, apud BASILIO 2010), e da planificação da educação visando também estabilizar o funcionamento das escolas, estrutura do sistema educativo permaneceu inalterado no essencial, subsistindo a contradição entre o tipo de formação social do sistema antes em vigor e a sua contribuição para o desenvolvimento global do país.

2.4.2.Educação em Moçambique no período de 1983 a 1990

Em conformidade com as respostas determinadas no 3º congresso, em 1981, o Ministério da Educação e Cultura apresentou à Assembleia Popular na sua 9ª sessão, um documento a concepção de novo sistema de educação, conhecida por linhas gerais do sistema Nacional de Educação (SNE), que foi aprovada pela resolução nº 11/81 de 17 de Dezembro. Aquela que assembleia considera de um sistema capaz de responder as exigências do crescimento planificado do pais, e aponta com o seu objectivo central, a criação do homem Novo, construtor da Pátria Social, onde um da o melhor do seu trabalho e onde cada um encontra a sua realidade e afirmação pessoal (SNE, 1985:5).

O sistema tinha sido concebido de modo a tentar corrigir os vícios do sistema educativo colonial, livra-se dos princípios e objectivos, e introduzir mudanças radicais em termos da concepção pelágica e organizacional. O SNE ficou estruturado em cinco subsistemas e previa também o ensino especial a distância.

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2.4.2.1.Os objectivos SNE

Formar cidadãos com uma sólida Preparação Politica, ideológica, cientifica cultural e física e uma elevada educação patriótica;

Erradicar o analfabetismo de modo a proporcionar todo o povo o acesso ao conhecimento cientifico e desenvolver pleno das suas capacidades;

Introduzir a escolaridade obrigatória e universalidade acordo com o desenvolvimento do país, como meio de garantir a educação básica a todos os jovens moçambicanos

Assegurar a todos os Moçambicanos o acesso à educação profissional

Formar o professor como educador e profissional consciente com profunda preparação política, científica e pedagógica, capaz de educar os jovens e adultos nos valores da sociedade socialista.

Formar cientistas e especialistas altamente qualificados que permitam o desenvolvimento da investigação cientifica,

Difundir através do ensino, a utilização da língua portuguesa contribuindo para a consolidação da unidade nacional

Desenvolver a sensibilidade estética e capacidade artística nas crianças, jovens e adultos, educando os no amor pelas artes e no gosto pelo belo.

Fazer das instituições de ensino bases revolucionárias para a consolidação do poder popular, profundamente inseridas na comunidade. (SNE 1985:19)

A política educacional desse período em abordagem concentrou-se na formação do Homem novo. Que recebia do estado uma formação profissional no quadre o do ideal económico pré estabelecido. Para além disso, seria necessário tornar a escola uma base para o povo tomar o poder.

Foi no decorrer das decisões da saída do IVº Congresso do partido FRELIMO, em 1983 que Moçambique abriu as portas para a economia de mercado em 1987, substituindo os PPI porem programa de reabilitação Económica (PRE).

Com aprovação da constituição de 1990, os principais filósofos que orientaram o sector da educação passaram a estabelecer que:

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A educação é um direito e dever de todos os cidadãos.

O estado, no quadro da lei, a participação de outras entidades, incluindo comunitárias, cooperativas, empresariais e provadas no processo educativo.

O Estado organiza e promove o ensino, como parte integrante da acção educativa, nos termos definidos na Constituição da Republica, o ensino público laico (SNE, 1992:104).

2.4.3.Educação em Moçambique no período de 1992 ate actualidade

Com a aprovação da lei 6/92 sobre o sistema de educação em Moçambique, revogando a lei 4/83. Na nova lei como politicas educacionais, a educação continuo a ser considerada com um direito e dever de todos os moçambicanos.

Com a introdução da segunda lei 6/92, o Estado permite a participação de outras entidades, incluindo comunitárias, cooperativa, empresariais e privadas no processo. Portanto foi neste contexto que o estado abriu para que o sector privado participasse nas actividades de educação no país. E foi registado numa primeira fase na capital, Maputo nos anos de 1990 e deste então foram se expandido para as outras províncias de Moçambique.

O Estado Moçambicano optou por abrir a gestão da educação à iniciativa como forma de se livrar da demanda provocada pelo crescimento populacional e diminuir os encargos financeiros com a educação. Uma outra razão foi devido à imposição ou influência das políticas neoliberais capitalista focadas na economia de mercado. Portanto, a internacionalização das politicas educacionais presenciou o nascimento e a ascensão de novos atores públicos e privados, com e sem fins lucrativos, (AKKARI, 2011).

Com o movimento da descentralização surgida na década de 1990, as escolas públicas em Moçambique são geridas pelo estado e as particulares pelos sectores privados. Por todavia os programas usados pelo ensino público em Moçambique são também usadas nas escolas privadas. Quem paga os salários dos professores nas escolas é o estado e nas escolas privadas e particulares é são as próprias instituições de ensino, mas existem algumas escolas geridas por entidades religiosa e nestes casos quem paga o salário dos respectivos professores é o Estado. Nas escolas particulares as mensalidades variam de acordo com a instituição e a localização da própria escola, visto que os valores podem ser bem altos. Por exemplo para educar uma criança

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de 6 anos chega a cobrar o equivalente a cinco mil meticais e para o ensino superior as

mensalidades podem chegar o equivalente a oito mil meticais (Idem).

2.5.Divisão do sistema nacional em Moçambique

Na luz do Decreto-lei 6/92 o sistema nacional em Moçambique esta dividido em: pré-escolar,

escolar e extra-escolar.

No

que toca o ensino pré-escolar é actualmente oferecido por creches e escolinhas do Ministério

da

Mulher e Acção Social (MMAS), das organizações não - governamentais ou comunitárias e

pelo sector privado. Este subsistema coordena (MMAS), divide-se em dois níveis:

O nível das creches, que cobre as crianças de 0 aos 2 anos

O nível dos jardins – de - infância que atendem as crianças entre 2 e aos 5 anos.

O ensino em Moçambique compreende em: ensino geral, ensino técnico - Professional e ensino

superior

O ensino extra - escalar engloba actividades de alfabetização e de aperfeiçoamento e

actualização cultural e cientifica realizadas fora do sistema regular do ensino. (PEE 2012-2016:

12).

O Ensino primário público é gratuito e esta dividida em dois graus: o Ensino primário do 1º grau

(EP1, da 1ª à 5ª classe) e o Ensino do 2ºgrau (EP2 6ª e 7ª classes). Com a introdução do novo currículo em 2004, este ensino foi estruturado em três ciclos de aprendizagem numa perspectiva

de oferecer um ensino básico de sete anos para todos:

1º Ciclo (1ª e 2 ª classe),

O 2º Ciclo (3ª e 7ª classe).

A idade oficial de ingresso na 1ª classe é de seis anos, completando no ano de ingresso. As

escolas primarias funcionam normalmente em dois turnos de seis tempos lectivo 45 minutos por tempos lectivos, um no período da manha e outro à de tarde. Para acomodar a expansão do

sistema, algumas escolas primárias, principalmente nas cidades, funcionam em três turnos de cinco tempos lectivos " 40 minutos". Algumas escolas leccionam também o EP2 no turno

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nocturno, mas esta situação tende diminuir. Menos de 2% dos alunos frequentam o ensino primário em escolas privadas ou comunitárias. Depois de concluir o Ensino primário, os alunos podem continuar os seus estudos no Ensino Secundaria Geral ou no Técnico profissional de nível básico.

O Ensino Secundário Geral tem dois Ciclos: O primeiro compreende a 8ª, 9ª e 10ª classe. Depois de completar este nível de ensino, o aluno pode continuar os seus estudos no segundo ciclo de ensino geral (11ª e 12ª classe) que antecede a entrada no Ensino superior. Todas as disciplinas leccionadas no 1º e 2º ciclo também têm a duração de 45 minutos, intercalados com um intervalo de cinco minutos e um intervalo maior de 15 minutos a partir do terceiro tempo em todos os períodos das aulas (manha, tarde e noite).

Na alínea (a) do ponto 3.3, o plano curricular do Ensino Secundário geral (PCESG-2007) define que, à luz dos objectivos gerais do sistema nacional de educação, o ensino secundário Geral visa" proporcionar ao jovem um desenvolvimento integral e harmonioso, através de um conjunto de competências: conhecimento, habilidades, atitudes e valores articulados em todas as áreas de aprendizagem" (MARELINO, 2013: 1).

2.6.Qualidade de Educação

Na visão de DUARTE et ALI (2012:18), a questão da qualidade de educação tem sido um grande objecto de abordagem, discussão e análise desde antiguidade. Por isso o seu significado deve ser contextualizado, tendo em conta os processos de desenvolvimento social, económico, cultural, político e mais, não existem um entendimento comum acerca do que é qualidade de educação.

Para HOBSBAWN (1995), o conceito “qualidade” é aplicado à educação em geral, e ao ensino em particular, é desde algum tempo uma preocupação nível mundial, visto que transformou numa questão de debate a partir de 1940, quando surgiram oportunidades para a expansão da escolarização da população.

Para GUSMÃO (2010), sublinha que “a crescente incidência da questão de qualidade nas discussões e políticas educacionais é um fenómeno de escala mundial. Visto que o problema da qualidade de ensino ocorreu também no reino unido, na Franca e outras nações desenvolvidas.”

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Na visão de JULIANO (2005), “a qualidade de educação é um conceito complexo e muitas vezes obscuro, que inclui algumas inelutáveis conotações subjectivas”.

UNESCO (2008:32), o acesso é um primeiro passo no direito à educação, mas pleno exercício exige que seja de qualidade promovendo o pleno desenvolvimento das múltiplas potencialidades de cada pessoa com aprendizagens sociais relevantes e experiencias educacionais pertinentes as necessidades e características dos indivíduos e dos contextos nos quais se desenvolve.

O sucesso da educação pode ser definido partir da realização devido à direito a educação previsto

constitucionalmente. A realização desse direito compreende o acesso à educação de qualidade, que permite o desenvolvimento de habilidades e competências para a vida plena da sociedade no informe de monetariamente da educação para todos no mundo, (Idem).

UNESCO, (2005), abordou se que uma educação de qualidade deveria abarcar três dimensões

fundamentais:

O respeito aos direitos humanos,

A equidade e

A pertinência.

A qualidade de ensino tem que ser entendida como satisfazendo critérios bem definidos que

expressam:

A definição de critérios pedagógicos e sócias;

Explicação de indicadores;

Planificação e execução de estratégias de avaliação mais amplas para a validação ou não da qualidade desejada.

Nesta ordem de ideia é visto que com a introdução do curriculum no ensino básico em Moçambique em 2004, incorporou como grande política educativa. A passagem – automática, atiçou ainda mais o debate da qualidade de ensino em Moçambique, visto que as crianças passaram a ser deixadas a transitar para a classe seguinte sem habilidades e competências na leitura, escrita e cálculos. Com esta situação chamou atenção aos pais e encarregados de educação a nível nacional, a partir dessa consternação passou a se fazer de bates em todos órgãos informativos, televisão, rádio, e outros sobre a questão da passagem automática. Portanto a

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questão sobre a qualidade de ensino em Moçambique passou a incomodar os campos políticos moçambicano e tem estado a ser debatido na Assembleia da Republica.

2.7.Factores que favorecem uma boa gestão de qualidade de educação

E tido como os factores que determinam a efectividade da escola como as complexas e dinâmicas intimamente interligados a factores contextuais, como sendo difícil de generalizar a respeito de determinantes objectivos e precisamente o seu efectivo papel na qualidade de ensino.

As escolas de sucessos são aquelas cujos alunos tem melhor desempenho académico, e que transformam continuamente para acompanhar as mudanças do mundo tecnológico e científico, actualizando o seu curriculum.

Para a melhoria da qualidade de educação em Moçambique, deve-se orientar por estratégia que estabeleçam metas de desempenho, diminuição de números de alunos nos estágios muito críticos de aprendizagem, alcance de medidas mínimas satisfatórias na avaliação externa e regularização de fluxos escolares, Por outro lado a melhoria da qualidade de educação é preciso melhorar a gestão, isto é, por intervenção pública estruturada para os resultados claros, longe do voluntarismo pedagógico que pouco tem contribuído para solucionar os principais dilemas de educação. (ARAUJO e LUZIO, 2006: 69).

2.8.Desafios da qualidade de ensino

Quando pretendemos aplicar o conceito de qualidade à educação essas três qualidades se complementam: podemos dizer que estamos diante de uma escola ou diante de um programa educativo de qualidade quando podemos reconhecer nelas três componentes citados:

Uma identidade com valores chave formativo – que esteja comprometido com valores educativos que fazem parte do que a educação (da forma como concebemos neste final de século) pretende oferecer para o desenvolvimento integral das crianças e da sociedade em seu conjunto.

Alguns resultados de alto nível: pareceria absurdo pensar que algo poderia ser valorizado com a qualidade se os resultados obtidos fossem pequenos ou pobres. O tema dos padrões de qualidade faz parte do debate actual sobre a educação no mundo inteiro.

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Um clima de trabalho satisfatório para todos aqueles que participam na situação ou no processo avaliativo como veremos em um ponto posterior, somente a satisfação de agentes e usuários garante que as actuações que desenvolvem e resultados obtidos sejam do alto nível. Afinal de contas a qualidade deve-se referir tanto as pessoas que participam nos processos educativos como aquelas que se beneficiam dos mesmos (pais), comunidade, sociedade). (ZABALZA, 1998:33)

2.9.Os indicadores da qualidade na educação

Os indicadores utilizados basearam-se no documento Indicadores da qualidade na educação, coordenado pelas instituições: Acção Educativa, Unicef, Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), Esses indicadores são sinais que revelam aspectos de determinada realidade e que qualificam algo. São sete dimensões: ambiente educativo, prática pedagógica, avaliação, gestão escolar democrática, formação e condições de trabalho dos profissionais da escola, espaço físico escolar e, por fim, acesso, permanência e sucesso na escola. Ou seja, a qualidade da escola envolve essas dimensões. Segundo o documento, os indicadores da qualidade na educação têm o objectivo de ajudar a comunidade escolar na avaliação e na melhoria da qualidade da escola. Seu pressuposto se baseia na escola e no seu poder de intervenção para melhorar sua qualidade de acordo com seus próprios critérios e prioridades. As dimensões segundo o documento são:

Ambiente educativo - a escola é um espaço de ensino, aprendizagem e vivência de valores. É na escola onde os indivíduos se socializam e experimentam a convivência com a diversidade humana e desenvolvem e fortalecem a noção de cidadania e de igualdade entre todos.

Prática pedagógica - através da acção planejada e reflectida do professor no dia-a-dia da sala de aula, a escola realiza seu maior objectivo: a aprendizagem do aluno com autonomia. Para atingir esse objectivo, é preciso focar a prática pedagógica no desenvolvimento dos alunos.

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Avaliação - a avaliação é parte integrante e fundamental do processo educativo. A avaliação deve ser um processo. A auto-avaliação do aluno e do professor também é muito importante

Gestão escolar democrática - algumas características da gestão escolar democrática são:

o compartilhamento de decisões e informações, a preocupação com a qualidade da educação e com a relação custa benefício, a transparência. Compartilhar as decisões significa envolver pais, alunos, professores, funcionários e outras pessoas da comunidade na administração escolar. Os conselhos escolares, por exemplo, são mecanismos de participação da comunidade na escola.

Formação e condição de trabalho dos profissionais da escola - Todos os profissionais da escola têm um papel fundamental no processo educativo, cujo resultado não depende apenas da sala de aula, mas também da vivência e da observação de atitudes correctas e respeitosas no quotidiano da escola. Isto exige boas condições de trabalho, preparo e equilíbrio. Para tanto, é importante que se garanta formação continuada aos profissionais

e também outras condições, tais como estabilidade do corpo docente, o que incide sobre a consolidação dos vínculos e dos processos de aprendizagem, uma adequada relação entre

o número de professores e o número de alunos, salários condizentes com a importância

do trabalho.

Ambiente físico escolar – os ambientes físicos escolares de qualidade são espaços educativos organizados, limpos, arejados, agradáveis, com móveis, equipamentos e materiais didácticos adequados à realidade da escola, com recursos que permitam a prestação de serviços de qualidade aos alunos, aos pais e à comunidade, além de boas condições de trabalho aos professores, directores e funcionários em geral.

Acesso, permanência e sucesso na escola - um dos principais desafios actuais de nossas escolas é fazer com que crianças e adolescentes nela permaneçam e consigam concluir os níveis de ensino em idade adequada, e que jovens e adultos também tenham os seus direitos educativos atendidos.

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CAPITULO III: APRESENTAÇÃO, ANALISE E INTERPRETAÇÃO DE DADOS.

Este capítulo, esta destinada aos aspectos com a apresentação, a análise e interpretação de dados recolhidos na Cidade de Nampula caso da Escola Secundaria 12 de Outubro. Esta apresentação inclui os discursos dos gestores escolar, professores, encarregados de educação, os representantes da educação, os alunos e os munícipes, como forma de mostrar os resultados da entrevista, questionário seguindo as perguntas formuladas nos apêndices. E posteriormente faz se interpretação de dados em subtítulos.

3.1. Caracterização da pesquisa

Feita apresentação dos fundamentos teóricos no papel do gestor escolar na promoção da qualidade de ensino da cidade de Nampula: caso da escola secundária 12 de Outubro. Nesta parte far-se-á analise relacionada com a qualidade de ensino a partir dos dados recolhidos. O objectivo é de analisar o papel do gestor escolar na promoção da melhoria da qualidade de ensino na escola Secundaria 12 de Outubro na Cidade de Nampula. Neste contexto tomou-se em consideração o sujeito da pesquisa, os extrumentos da pesquisa e os procedimentos utilizados.

Neste contexto a pesquisa teve lugar no mês de Janeiro 2017 a Abril do mesmo ano. A mesma foi realizada em três fases

1ª Dedicada a elaboração do projecto de pesquisa como guião rumo ao trabalho,

2ª Fase da colecta de dados.

3ª Fase de análise e interpretação dos dados obtidos ou colectados e a respectiva elaboração do relatório final.

Para materialização da presente pesquisa o autor contactou 30 indivíduos residentes na cidade de num universo de 20130.972 habitantes, segundo o Sinopse dos resultados definitivos do 3º recenseamento da população do censo de 2007. Deste 20 foram do sexo masculino e 10 do sexo feminino, obedecendo a faixa etária dos 20 a 50 anos de idade.

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Entretanto para uma melhor apresentação de análise e interpretação de dados foi usada o recurso da técnica de codificação aplicada tanto para os inquéritos assim como para as entrevistas. Assim o processo de codificação dos entrevistados e dos inqueridos obedeceu a seguinte simbologia:

E 1,2,3 até 10: E – entrevistados, 1,2,3, são a ordem numérica dos entrevistados.

I 1,2,3 ate 20: I – Inqueridos, 1,2,3, é a ordem numérica dos inqueridos.

O processo de atribuição dos respectivos símbolos aos entrevistados em 1,2,3 foi feita mediante a ordem cronológica da realização da entrevista, enquanto a numeração dos inqueridos foi em função da recolha dos dados aos inqueridos.

3.2.Resultados da pesquisa

Para esta categorização dos dados da presente pesquisa recolhidos mediantes aplicação de inquérito e entrevistas permitiu obter seis (6) categorias a saber: sexo predominante, idade predominante, desenvolvimento económico – social, nível de formação dos professores, as condições de vida e o papel do gestor. É portanto, em volta destas categorias que se vão apresentar os resultados da presente da pesquisa. No que tange ao sexo, Idade dos 10 entrevistados e 20 inqueridos, apenas 10 foram do sexo feminino e 20 do sexo masculino que corresponde 67% (H) e 33% (M), assim sendo serão apresentados o subtítulos com as respectivas perguntas abaixo descritas.

3.3. Promoção da Qualidade de ensino

Esta apresentação inclui os dados colectados aos gestores escolares, professores, encarregados de educação, gestores da educação e alunos de Nampula, através de entrevista e questionário. Assim esta parte teve como objectivo de analisar o nível de promoção de qualidade de ensino e identificar o número de entrevistado e inqueridos se alguma vez já tinha ouvido falar da promoção qualidade de ensino, com vista a demonstrar se a escola da na cidade de Nampula há ou não promoção.

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Nesta parte apresenta-se os dados colectados aos sujeitos de pesquisa, através de entrevista. Inquéritos efectuados aos 30 indivíduos com base as perguntas (vide os apêndices I – II, pag).

Assim surgira m as seguintes perguntas:

Já ouvido falar da promoção qualidade de ensino.

Assim dos 10 (100%) dos entrevistados tanto os 20 (100%) dos inqueridos responderam positivamente que sim já ouviram falar da promoção da qualidade de ensino. E cada um respondia com noção sobre o assunto, e para complementai a resposta fez-se a segunda pergunta:

Para o senhor ou (a), o que entende por promoção de qualidade de ensino.

As respostas foram várias que no entender do autor, cada resposta exprimia a experiencia social de cada um dos entrevistados e inqueridos, assim sendo os E(3,4,5…10); I (2,4,6,8,10 e 20) disseram que a promoção da qualidade de ensino tema ver com uma boa formação dos alunos, melhorando as capacidades de aprendizagem,

Por sua vez os outros E, (2,5,6,7, 9) e o I (11,12,13,14,15) afirmaram que, a promoção da qualidade de ensino depende de mudanças no âmbito da organização escolar, envolvendo a estrutura física e as condições de bom funcionamento com a estrutura organizacional, as praticas colaborativas e participativas entre os alunos, professores funcionários. A escola como um todo deve responsabilizar-se pela aprendizagem dos aluno os, especialmente em face dos problemas sociais, culturais, económicos, enfrentados actualmente.

E por último E (8) e os I (16,17,18,19), sublinharam que a promoção da qualidade de ensino depende do exercício eficaz da direcção e da coordenação pedagógica. Há boas razoes para crer que as instituições escolares não podem prescindir de acções básicas que garantem o seu funcionamento:

Formular planos, estabelecer objectivos, metas e acções;

Estabelecer normas e rotinas em relação a recursos físicos, materiais e financeiros;

Ter uma estrutura de funcionamento e definição clara de responsabilidades dos integrantes da equipe escolar;

Exercer liderança;

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Organizar e controlar as actividades de apoio técnico-administrativo; cuidar das questões da legislação e das directrizes pedagógicas e curriculares;

Cobrar responsabilidades das pessoas;

Organizar horários, rotinas, procedimentos;

Estabelecer formas de relacionamento entre a escola e a comunidade, especialmente com as famílias;

Efectivações de avaliação do currículo e dos professores; cuidar das condições do edifício escolar e de todo o espaço físico da escola;

Assegurar materiais didácticos e livros na biblioteca.

Em conformidade com estas diferentes opiniões apresentadas constituem todas formas de contribuições teóricas a definição da promoção da qualidade de ensino portanto 40% dos entrevistados e 60% dos perceberam sobre o conceito sobre a promoção da qualidade de ensino.

Qual tem sido o desempenho dos gestores escolares na instituição, para a promoção da qualidade de ensino.

De acordo com os E (8,10), I (7,8,9,10) salientaram que o desempenho dos gestores escolares na Instituição é de demonstram as politicas escolares (educacionais) seguindo os parâmetros estabelecidos pelo SNE como forma de promover a qualidade de ensino, desempenhando um papel de promotor de modo a transmitir o cumprimento com a qualidade de ensino.

3.4 Factores da promoção da qualidade de ensino.

Nesta apresentam - se os dados colectados aos representantes das organizações que trabalham na luta contra a promoção da qualidade de ensino através de entrevista e questionário. Neste ponto pretende - se conhecer os factores que dificultam os gestores na promoção da qualidade de ensino em prol do desenvolvimento do país de acordo com os dados colectados com base as técnicas aos 30 indivíduos num total de (2) perguntas com efeito surgiram as seguintes perguntas a baixo.

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No actual cenário da gestão pública Moçambicana, vários são os factores que ditam para um fracasso na promoção das políticas para a melhoria da prestação de serviços públicos. Neste computo, quais são as maiores dificuldades que a instituição tem enfrentado na prestação de serviços educacionais?

Nesta pergunta requeri – se conhecer os factores que dificultam os gestores escolares a não aderirem em massa a melhoria da qualidade de ensino em conformidade com os E (2,4,6,8 e 10) I (11,13,15,19,20), disseram que os factores que dificultam os gestores na melhoria da qualidade de ensino são devido:

Fraca qualidade de ensino

Elevado número de alunos por turmas

Insegurança no curso nocturno no qual leva o aluno a desistência

Falta de espaços para a construção de novas salas de aulas de forma horizontal

Exiguidade de fundos para o funcionamento da escola

Insuficiência de material informático

Irregularidade de abastecimento de água potável

Falta de meios circulantes

Cortes constantes da corrente eléctrica no curso nocturno

Falta de posto médico para os primeiros socorros

Assiduidade e pontualidade irregulares por parte de alguns docentes não docentes e alunos

Achas que os gestores escolares participam de forma active na promoção da qualidade de ensino? Se participam qual é o impacto que pode trazer para o país.

Esta questão teve como finalidade de perceber se os gestores escolares participam de forma activa na promoção da qualidade de ensino em varias áreas de actividades, tendo em conta que o governo esta preocupado com o baixo índice de promoção da qualidade de ensino. De acordo com os E (2,4,6,8 e 10), referiram que os gestores não participam de forma activa na promoção da qualidade de ensino porque verifica-se o baixo nível de escolaridade dos alunos um pouco por todo país sobretudo nas zonas suburbanas e distritos. Logo o impacto é negativo na medida em

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que com a falta do pessoal qualificado o pais não poderá desenvolver e continuara como um país em via de desenvolvimento.

3.5. Iniciativas para melhoria da qualidade de ensino

Neste item apresenta-se os dados colectados aos representantes das organizações que lutam em prol da promoção de qualidade de ensino na cidade de Nampula, através de entrevista e questionário. Neste ponto pretendes se conhecer as iniciativas locais da organização que lutam na promoção da qualidade de ensino.

Em conformidade com os dados colectados com base as técnicas aos 30 indivíduos num total de 2 perguntas com o efeito sugeriram as seguintes perguntas a baixo citadas:

O que deve ser feito as para que os alunos adiram em massa nos projectos da melhoria da qualidade do ensino?

Dadas as resposta pelos I (3,5,7,8 e 9), disseram que, o que esta sendo feito para os alunos aderirem em massa nos projectos da melhoria de qualidade de ensino promover palestras nas comunidades é escolas de modo a mobilizar os alunos é pais no combate ao analfabetismo facilitando o mercado de emprego a falta de sensibilização feita através de encontros, formação em matéria de gestão, promover a participação dos alunos no quadro de desenvolvimento nacional desenhar estratégias de solidariedade para com os alunos é a introdução de tecnologias apropriadas para o ensino.

1. Será que com a existência de várias organizações que lutam em prol da melhoria da qualidade de ensino nota-se alguma mudança?

Partindo das respostas colocadas aos I (2,4,6,8, e 9), Salientaram que com a existência de varias organizações que lutam em prol da melhoria da qualidade de ensino nota-se alguma mudança na medida em que há existências de programas para erradicação ao analfabetismo no combate a pobreza é notável a participação dos género em varias áreas de acção no caso do processo de ensino aprendizagem (professores), enfermeiros, policias, cargos políticos e a criação de espírito de empreendedor.

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3.6.Desafios das organizações na melhoria da qualidade de ensino.

Nesta parte apresenta-se dado colectados aos representantes das organizações que trabalham na luta com a melhoria da qualidade de ensino na Cidade de Nampula através de entrevista e questionário. Pretendem conhecer os desafios das organizações, em conformidade com estes dados colectados com base as técnicas aos 30 indivíduos num total de 2 perguntas com efeitos surgiram as seguintes perguntas a baixo citam:

2. Achas que os gestores escolares nas organizações promovem ou não a qualidade de ensino?

Com esta pergunta o autor pretende saber dentre as organizações existente na cidade de Nampula que lutam em beneficio na qualidade de ensino promovem ou não a qualidade. 50%dos entrevistados responderam positivamente acerca do assunto dizendo que as organizações têm promovido a melhoria da qualidade de ensino em diferentes áreas em destaque, a educação, saúde e agricultura e participações políticas. Com relação aos inqueridos 60% responderam negativamente porque a maior parte da população não tem aderido em massa no ensino, nota-se as existências de poucas mulheres devido aos casamentos prematuras e falta de oportunidades para a sua progressão, falta de sensibilização nas comunidades.

3. Quais são os desafios das organizações na melhoria da qualidade de ensino.

No entanto pretende se com esta pergunta saber os entrevistados e inqueridos dos desafios das organizações que lutam pela melhoria da qualidade de ensino.

Os I (17,18 e 20), e E (2,4,6) referiram que os desafios são enormes, promoverem assistência dos grupos alvos dando oportunidade de enquadramento aos alunos em varias áreas, desenhar programas de desenvolvimento baseando - se nas necessidades na esfera publica e domestica. Outro lado gostara-se de se ver o espírito empreendedor dos alunos.

50

3.7. Confrontações da Hipótese (confirmação e não confirmação)

Na concepção do projecto deste trabalho de pesquisa, foram levantadas três (3) hipóteses sobre a problemática do papel do gestor escolar na promoção da melhoria da qualidade de ensino na Cidade de Nampula, caso da escola secundária 12 de Outubro 2013-1015. Sendo assim nesta parte pretende-se confirmar e refutar as hipóteses levantadas de acordo com a realidade vivida no campo, durante o processo de recolha de dados com base a analise e interpretação dos dados anterior.

3.7.1.Descusão e comprovação da hipótese 1

Nesta parte partindo do problema, dos objectivos indicadores das hipóteses pretende-se explicar os resultados obtidos a partir das técnicas de recolhas de dados dirigidos no que tange ao Inquérito e entrevista ao grupo alvo da pesquisa. Depois da recolha de dados sobre o gestor escolar joga um papel importante na melhoria da qualidade de ensino e que no entanto não realiza palestra a nível das escolas e bairros da cidade de Nampula, constatou-se que as palestras são feitas quando se aproxima o período da campanha eleitoral ou visitas do governo na área de educação o que não é suficiente para a promoção da qualidade de ensino, visto que as palestra devem ser feitas de forma contínuas na medida em que a governo esta preocupado com a promoção da igualdade de oportunidades a educação. Os gestores na melhoria da qualidade de ensino devem criar iniciativas de mobilização e sensibilização de todos. Em jeito de reflexão tudo mostrou que, os gestores escolares estão a fazer esforços no sentido de que os alunos sejam cada vez mais promovidos em diferentes áreas de acção. Assim fica refutada a hipótese de que os gestores escolares jogão um papel importante na promoção da melhoria da qualidade de ensino e que no entanto não realizam palestras ao nível da escolas e bairros da cidade de Nampula.

3.7.2. Discussão e comprovação da hipótese 2

De acordo com os dados recolhidos sobre os gestores escolares promovem aos alunos em varias áreas de acção de modo a impedir os elevados números de reprovação aliados a falta de enterres dos alunos e empenho dos profissionais com formação psico pedagógicas, chegou-se ao ponto de que os gestores escolares promovem aos alunos na medida em que nota-se a existência de

51

desenvolvimento de estratégias de acompanhamento e avaliação dos alunos de modo a implantar um sistema continuo, realização de reuniões mensais com os professores para discutirem e analisar o desempenho dos alunos, encontros trimestrais com as famílias dos alunos com baixa frequência de rendimento, implementação de sistema de recuperação de alunos com baixo desempenho nas turmas de modo a reduzir a taxa de reprovação e dinamizar as praticas pedagógicas da escola para combater com a pobreza em Moçambique. É nesta perspectiva que se pode tirar a conclusão de que foi confirmada a hipótese de que os gestores escolares promovem aos alunos na melhoria da qualidade de ensino em varias áreas de acção impedindo a falta de interesse dos alunos orientando lhes - a ter um espírito de querer aprender.

3.7.3.Descusao e comprovação da hipótese 3

Respondida as perguntas que abordam sobre a definição do papel dos gestores segundo as necessidades e realidade na sociedade em referência conclui-se que as actividades do gestor ampliaram significativamente hoje este focado em manter a organização e funcionamento da instituição em todos os aspectos: físico, social, politico, racional, material, financeiro e sobre tudo pedagógico visando a qualidade de ensino oferecido na sua instituição de ensino. Portanto os gestores deparam se no seu dia-a-dia com diversas situações, devendo ser capazes de soluciona-las em diversos níveis e planos. Assim sendo fica provada a hipótese de que os gestores escolares promovem a melhoria da qualidade de ensino em diferentes áreas de acção segundo as necessidades e realidades administrativas da sociedade.

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Conclusão

Após de ter feito a confrontação do problema de forma cuidadosa e profunda em relação ao tema, O papel do gestor escolar na promoção da melhoria da qualidade de ensino na cidade de Nampula em particular na escola secundaria 12 de Outubro a que concluir no entanto que os gestores escolares são vistos como os responsáveis pela instituição escolar, pelas acções e pelos profissionais que actuam mesma. A questão da qualidade de ensino na educação tem sido um grande problema de abordagem de discussão e analise desde antiguidade por isso o seu significado deve ser contextualizado tendo em conta o desenvolvimento social, económico, cultural e politico e não existem um entendimento comum acerca da qualidade de ensino devido as questões politicas que somos impostos com outros países economicamente estáveis. O sistema traçado mostra capaz de responder as exigências do crescimento planificados do pais conjugando de forma harmoniosa os desejos e necessidades com capacidade efectiva existente a criação do homem novo onde cada um daria melhor do seu trabalho onde cada um podia encontrar a sua realização e afirmação pessoal, visto que existem algumas politicas que não ajudam na qualidade de ensino no caso das passagens automáticas e as crianças já estão mentalizados que no final de cada ano lectivo elas vão passar e o professor acaba atribuindo uma nota administrativa, as salas são superlotados em que o professor não consegue controlar e fazer acompanhamento adequado aos alunos no sentido de dar algumas ideologias cientificas, técnicas culturais preparando o aluno a realizar as tarefas de desenvolvimento social.

Portanto para a melhoria da qualidade de Educação em Moçambique e preciso que todos nos estejamos presente para dar face na selecção e implementação de desempenho tendo em conta o nível de desenvolvimento do nosso pais, o tipo de população que temos visto que neste momento estamos preocupados para a erradicação do analfabetismo de modo a alcançar medidas mínimas de satisfação dos objectivos.

No entanto é preciso melhorar a gestão isto é por intervenção publica estruturada para os resultados claros, longos do voluntarismo pedagógico que pouco contribui para solucionar os dilemas de educação.

Os gestores Escolares devem empenhar-se na tarefa em que lhe foi certificado fazendo com que os professores como educadores e profissionais conscientes cumpram com a sua actividade de

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leccionação segundo os princípios e os objectivos educacionais usando as técnicas, métodos, meios de ensino e sem deixar a parte aquilo que é a planificação das suas actividades de forma clara e sem si esquecer naquilo que a didáctica moderna recomenda em que o professor não deve ser o detentor do saber deve dar uma oportunidade a aluno a falar sobre o que ele sabe em relação ao tema que se pretende abordar.

Em jeito de conclusão é de sublinhar a monografia científica foi um sucesso na medida em que alcançou-se alguns objectivos e experiencias que ponderam servir no futuro, embora que enfrentou-se dificuldade na sua realização.

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Bibliografia

Fontes orais

 

Nome completo

Ocupação

   

Local de entrevista

1

Barbara Avelino

Pedagógica do curso diurno

 

Escola secundária 12 de Outubro

2

Pedro Salvador

Pedagógico do curso nocturno

 

Escola secundária 12 de Outubro

3

Paulina Casicase

Chefe

do

departamento

Direcção Provincial da Educação

direcção Pedagógica

 

e

desenvolvimento humano

4

Alfredo Nicurupo

Director

Distrital

da

Serviço Distrital de Educação e Tecnologia de Lalaua

Educação

e

Desenvolvimento

 

Humano

5

Paulo Alberto Guambe

Chefe de Departamento de Administração e Gestão do Pessoal

Comando provincial de Nampula

6

Ancha Amade

Secretaria do Bairro das 10 casas dos professores

 

Escola Secundária 22 de Agosto

7

Aquilino da Silva

Professor

 

Escola secundária 12 de Outubro

8

João Lucas

Professor

 

Escola secundária 12 de Outubro

9

Bernardo Rajabo

Assistente Social

 

Direcção Provincial da Educação

 

e

desenvolvimento humano

10

Fernando Júnior

Farmacêutico

 

Hospital Central de Nampula

55

11

Sónia das Dores

Professora

 

Escola Primaria Serra da Mesa

 

12

Onesimo Fernando

Estudante

Universidade Pedagógica de Nampula

 

13

Nucha Sululu

Estudante

Universidade Pedagógica de Nampula

 

14

Cândida Pereira

Professora

 

Escola Secundaria 22 de Agosto

15

Lígia Manuel João

Aluna

Escola secundária 12 de Outubro

16

Nicholson Maia

Aluno

Escola secundária 12 de Outubro

17

Luís Pondja

Aluno

Escola secundária 12 de Outubro

18

Teresa Jorge

Aluna

Escola secundária 12 de Outubro

19

Margarida Vicente

Aluna

Escola secundária 12 de Outubro

20

Adolfo Passone Havara

Chefe

de

Localidade

Governo Distrital da Cidade de Nampula

 

Administrativas

21

Luis Jamisone

Estudante

Universidade Pedagógica de Nampula

 

22

Cármen Mabote

Estudante

Universidade Pedagógica de Nampula

 

23

Jorge Amade

Estudante

Instituto politécnico de Nampula

24

Plácido Gabriel

Contabilista

 

OLAM - Moçambique

 

25

Acxon Agostinho

Estudante

Universidade

Católica

de

Nampula

56

26

Jorge Jaime

Professor

Universidade católica de Nampula

27

Manuel voloia

Chefes das Repartições

Governo do Distrito de Nampula

28

Emerson Aquilino

Jornalista

Wamphula-Fax

29

Afonso José

Enfermeiro

Hospital Central de Nampula

30

Jonas pereira

Professor

Escola Secundária de Nampula

Fonte: adaptado pelo autor

57

Fontes escritas

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Acção

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administração,

supervisão

e

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REPUBLICA POPULAR DE MOÇAMBIQUE (RPM). Sistema nacional de Educação - linhas Gerais e lei nº4/83, RPM, Minerva Central, Maputo, Novembro de 1985

60

Apêndice

61

Guia de Entrevista

Universidade pedagógica delegação de Nampula

Apêndice II: Inquérito sobre o Papel do Gestor Escolar na Promoção da Melhoria da Qualidade de Ensino na Cidade de 2013-2015.

Entrevista a Directora da Escola

Ex.mo/a Senhores/as Esta entrevista faz parte dum estudo que pretende-se realizar no âmbito da conclusão da etapa de Licenciatura, do curso de Historia Politica e Gestão Publica (HIPOGEP). Na universidade pedagógica e delegação de Nampula. O objectivo principal do desta entrevista é de explicar o papel do gestor escolar na promoção da melhoria da qualidade de ensino na Cidade de Nampula Caso da Escola Secundaria 12 de Outubro

2013-2015

Eis, a seguir as questões por responder

1.Já ouvido falar da promoção qualidade de ensino.

2.Para o senhor ou (a), o que entende por promoção de qualidade de ensino.

3.Qual tem sido o desempenho dos gestores escolares na instituição, para a promoção da qualidade de ensino.

4.No actual cenário da gestão pública Moçambicana, vários são os factores que ditam para um fracasso na promoção das políticas para a melhoria da prestação de serviços públicos. Neste computo, quais são as maiores dificuldades que a instituição tem enfrentado na prestação de serviços educacionais?

5.Achas que os gestores escolares participam de forma activem na promoção da qualidade de ensino? Se participam qual é o impacto que pode trazer para o país

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6.O que deve ser feito as para que os alunos adiram em massa nos projectos da melhoria da qualidade do ensino?

7.Será que com a existência de várias organizações que lutam em prol da melhoria da qualidade de ensino nota-se alguma mudança?

8.Achas que os gestores escolares nas organizações promovem ou não a qualidade de ensino?

9.Quais são os desafios das organizações na melhoria da qualidade de ensino.

Obrigado pela participação

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Guia de inquérito

Universidade pedagógica delegação de Nampula

Apêndice II: Inquérito sobre o Papel do Gestor Escolar na Promoção da Melhoria da Qualidade

de Ensino na Cidade de 2013-2015.

Questionário aos professores, encarregados de educação, alunos e representantes das organizações.

Ex.mo/a Senhores/as Este questionário faz parte dum estudo que pretende-se realizar no âmbito da conclusão da etapa de Licenciatura, do curso de Historia Politica e Gestão Publica (HIPOGEP). Na universidade pedagógica e delegação de Nampula. O objectivo principal do questionário e de explicar o papel do gestor escolar na promoção da melhoria da qualidade de ensino na Cidade de Nampula Caso da Escola Secundaria 12 de Outubro

2013-2015

A agradecíamos que colaborasse, respondendo as perguntas porque as suas respostas

são de extremamente importância. Não há respostas certas nem erradas. O que importante é que garantimos a confidencialidade das suas opiniões e respostas. Obrigado pela colaboração.

Dados do inquérito

I.

Sexo:

II.

Idade (anos)

 

III.

Escolaridade: Básico

Médio

Superior

 

1.

Já ouviu falar da promoção da qualidade de ensino?

Sim

Sim Não

Não

Sim Não

64

2. Para o senhor ou (a), o que entende por promoção de qualidade de ensino.

3. Qual tem sido o desempenho dos gestores escolares na instituição, para a promoção da qualidade de ensino.

4. No actual cenário da gestão pública Moçambicana, vários são os factores que ditam para um fracasso na promoção das políticas para a melhoria da prestação de serviços públicos. Neste computo, quais são as maiores dificuldades que a instituição tem enfrentado na prestação de serviços educacionais?

5. Achas que os gestores escolares participam de forma activa na promoção da qualidade de ensino? Se participam qual é o impacto que pode trazer para o país.

65

6. O que deve ser feito as para que os alunos adiram em massa nos projectos da melhoria da qualidade do ensino?

7. Será que com a existência de várias organizações que lutam em prol da melhoria da qualidade de ensino nota-se alguma mudança?

8. Achas que os gestores escolares nas organizações promovem ou não a qualidade de ensino?

9. Quais são os desafios das organizações na melhoria da qualidade de ensino.

Obrigado pela participação.