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CLASSIFICAÇÃO DOS CONTRATOS

UNILATERAL, BILATERAL E PLURILATERAL

Unilateral  é aquele que gera obrigações para apenas uma das partes.
Ex: doação pura e simples, mútuo, comodato.

Bilateral  é aquele que gera obrigações para ambas as partes. É também denominado
contrato sinalagmático, pela presença de sinalagma (proporcionalidade das prestações).
Ex: contrato de compra e venda.

Plurilateral  é aquele que envolve várias pessoas, trazendo direito e deveres para
todos os envolvidos na mesma proporção.
Ex: seguro de vida em grupo e o contrato de consórcio.

*Contrato unilateral imperfeito  doação modal ou com encargo.

GRATUITO E ONEROSO

Gratuito  é aquele que gera vantagens para apenas uma das partes, enquanto a outra
arcará com toda obrigação. (benéfico)
Ex: doação pura (sem encargo), comodato, o mútuo sem pagamento de juros, o depósito
e o mandato gratuitos.

Oneroso  é aquele que gera vantagens para ambas as partes, pois sofrem o
mencionado sacrifício patrimonial (ideia de proveito alcançado).
Ex: contrato de compra e venda.

*Art. 114. Os negócios jurídicos benéficos e a renúncia interpretam-se estritamente.

REAL E CONSENSUAL

Real  é aquele que se aperfeiçoa pela tradição do bem. Exigem a entrega da coisa para
que se reputem existentes.
Ex: mútuo, comodato, depósito, estimatório e penhor.

Consensual  é aquele que se aperfeiçoa pelo encontro de vontades. São todos aqueles
não solenes, ou seja, que a ordem jurídica não exige nenhuma forma especial para sua
celebração.
Ex: compra e venda de bem móvel, locação, parceria rural, mandato, transporte e
emprego.

ALEATÓRIO E COMUTATIVO

Aleatório  é aquele que gera risco para alguma das partes, ou seja, uma delas não tem
a certeza que poderá cumprir com a prestação que lhe cabe.
Ex: contrato de coisa futura, contrato de coisa existente sujeita a risco, jogo, aposta e
seguro.

 Contrato de compra e venda de coisa futura


O contrato de compra e venda de coisa futura com assunção de risco pela
existência (emptio spei): o contratante assume o risco de não vir a ganhar coisa alguma,
deixando à sorte propriamente dita o resultado da sua contratação (art. 458).
Ex: máquina de pegar bichos de pelúcia nos parques infantis.
O contrato de compra e venda de coisa futura sem assunção de risco pela
existência (emptio rei speratae): o contratante não assume todos os riscos, tendo em
vista que o alienante se comprometeu a que alguma coisa fosse entregue (art. 459).
Ex: máquinas de brinquedos em que há “prêmio” de consolação.

 Contrato de compra e venda de coisa existente sujeita a risco (art. 460)


Ex: produto produzido em área de guerra.
*Alienação aleatória dolosa (art. 461).

Comutativo  é aquele que ambas as partes têm a certeza que poderão cumprir com as
prestações que lhe cabem.

FORMAL E INFORMAL

Formal  é aquele que a lei impõe uma forma ou procedimento para sua celebração.
Ex: compra e venda de imóvel acima do valor legal (art. 108), permuta, doação.
Formalidade ad solemnitatem: quando a formalidade é exigida como condição de
validade do negócio. Não observada, o contrato é nulo (art. 166, IV).
Ex: escritura na alienação de imóveis, pacto antenupcial, testamento público (negócio
jurídico unilateral).
Formalidade ad probationem tanum: quando a formalidade é exigida não como
condição de validade, mas apenas para facilitar a prova do negócio.

Não solene  é aquele contrato livre, as partes podem celebrá-lo na forma que acharem
melhor.
Ex: locação e comodato.

TÍPICO E ATÍPICO

Típico  tem disciplina na lei.


Atípico  não tem disciplina legal. É a regra geral (art. 425)

CONTRATO DE ADESÃO

Contrato de adesão  é aquele cujas cláusulas tenham sido aprovadas pela autoridade
competente ou estabelecidas unilateralmente pelo fornecedor de produtos ou serviços,
sem que o consumidor possa discutir ou modificar substancialmente seu conteúdo (art.
54, do CDC).
Contrato paritário  é uma espécie de contrato em que as partes encontram-se em pé
de igualdade de condições para discutir os termos do ato do negócio e fixar cláusulas e
condições contratuais.
PESSOAL E IMPESSOAL

Pessoal  também chamado de personalíssimo (intuitu personae), é celebrado em


função da pessoa do contratante, que tem influência decisiva para o consentimento do
outro. A pessoa do contratante torna-se um elemento causal do contrato.
Ex: contrato de emprego, contrato de prestação de serviços em que se pactue uma
obrigação infungível.

Impessoal  só interessa o resultado da atividade contratada, independentemente de


quem seja a pessoa que irá realizar.