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Os 5 domínios da inteligência emocional

A inteligência emocional, na sua definição básica, comporta cinco domínios


principais (Salovey & Mayer, 2000):

- Conhecer as próprias emoções. A autoconsciência, o reconhecimento de um


sentimento enquanto ele está a acontecer, é a pedra base da inteligência emocional.
Sermos capazes de controlar as emoções momento a momento é determinante para a
instrospeção psicológica e autoconhecimento. A incapacidade de reconhecermos as
nossas sensações deixa-nos à mercê delas. As pessoas que têm uma certeza maior a
respeito dos seus sentimentos têm um maior controlo sobre as suas vidas, têm uma noção
mais segura daquilo que realmente sentem a respeito das decisões que são obrigadas a
tomar – desde com quem casar a que emprego aceitar.

- Gerir as emoções. Lidar com as sensações de modo apropriado é uma competência


que nasce do autoconhecimento. A capacidade de nos tranquilizarmos a nós próprios, de
afastar a ansiedade, a tristeza ou a irritabilidade ajuda-nos a uma maior estabilidade
emocional e a um maior domínio sobre as situações. As pessoas a quem falta esta
competência estão constantemente em luta com sensações de angústia, enquanto
aquelas que a possuem recuperam muito mais depressa dos tombos que a vida nos obriga
a dar.

- Motivarmo-nos a nós próprios. Mobilizar as emoções ao serviço de um objetivo é


essencial para concentrar a atenção, para a automotivação, a competência e para a
criatividade. O autocontrolo emocional (adiar a recompensa e dominar a impulsividade)
está subjacente a todo o tipo de realizações. E ser capaz de entrar em estado de “fluidez”
permite desempenhos de grande qualidade em todas as áreas. As pessoas que têm esta
aptidão tendem a ser mais produtivas e eficazes em tudo o que fazem.

- Reconhecer as emoções dos outros. A empatia é a mais fundamental das aptidões


pessoais. As pessoas empáticas são mais sensíveis aos subtis sinais sociais que indicam
aquilo que os outros necessitam ou desejam. Isto torna-as particularmente aptas em
profissões que envolvam a prestação de cuidados, o ensino, as vendas e a gestão.

- Gerir relacionamentos. A arte de nos relacionarmos é em grande medida a


competência para gerir as emoções dos outros. A competência social está na base da
popularidade, da liderança e da eficácia interpessoal. As pessoas que com esta
capacidade bem desenvolvida têm um bom desempenho em tudo o que tenha a ver com a
interação com terceiros.

As pessoas diferem nas suas capacidades em cada um destes domínios. Alguns de


nós podem ser particularmente hábeis a controlar a sua ansiedade, mas
perfeitamente incapazes de acalmar a de terceiros, por exemplo. Em suma, podemos
sempre melhorar cada um dos domínios da nossa inteligência emocional, numa
perspetiva de desenvolvimento pessoal e melhoria da qualidade de vida.