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PORTAL F3 – FOCO, FORÇA E FÉ

2ª FASE DIREITO CONSTITUCIONAL


Prof. PEDRO BARRETTO - Prof. RAFAEL BARRETTO
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TDP – MÓDULO 1V
TREINAMENTO DIÁRIO DE PEÇAS

CASO 1 – Segunda Feira, 14/05/2018


O Partido Político "Z", que possui apenas três representantes na Câmara dos Deputados,
por entender presente a violação de regras da CRFB, o procura para que, na qualidade de
advogado especialista em Direito Constitucional, se posicione sobre a possibilidade de ser obtida
alguma medida judicial em face da Lei Estadual "Y", de janeiro de 2015, que contém 3 (três)
artigos. De acordo com a exposição de motivos do projeto que culminou na Lei Estadual “Y”, o
seu objetivo é criar, no âmbito estadual, ambiente propício às discussões políticas de âmbito
nacional, e, para alcançar esse objetivo, estabelece, em sua parte dispositiva, novas regras
eleitorais, sendo estabelecidas, em seu artigo 1º, regras temporais sobre a criação de partidos
políticos; em seu artigo 2º fica retirada a autorização para que partidos políticos com menos de
cinco Deputados Federais possam ter acesso gratuito ao rádio e à televisão na circunscrição do
Estado; e, por fim, em seu artigo 3º fica estabelecida a vigência imediata da referida legislação.
Elabore a peça adequada, considerando a narrativa acima.

GABARITO:
O examinando deverá elaborar uma petição inicial de Ação Direta de
Inconstitucionalidade (Lei nº 9868/1999).
A petição deve ser direcionada ao Presidente do Supremo Tribunal Federal.
A ação deve ser ajuizada pelo Partido Político “Z”, representado pelo presidente de sua
Comissão Executiva Nacional. A legitimidade ativa decorre do fato de o Partido Político
“Z” possuir representação no Congresso Nacional. O examinando deverá argumentar que
a Lei Estadual “Y” afronta o disposto no Art. 22, I e IV, da Constituição da República
Federativa do Brasil, Art. 22.
Compete privativamente à União legislar sobre: I - direito civil, comercial, penal,
processual, eleitoral, agrário, marítimo, aeronáutico, espacial e do trabalho (...) IV - águas,
energia, informática, telecomunicações e radiodifusão; (grifos). Em relação à
inconstitucionalidade material, o examinando deverá demonstrar a afronta ao princípio

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da proporcionalidade ou razoabilidade, como também ao Art. 1º, V (pluralismo político)
e ao Art. 17, caput e § 3º, da Constituição da República Federativa do Brasil de 1988 (Art.
17. É livre a criação, fusão, incorporação e extinção de partidos políticos, resguardados a
soberania nacional, o regime democrático, o pluripartidarismo, (...) § 3º Os partidos
políticos têm direito a recursos do fundo partidário e acesso gratuito ao rádio e à televisão,
na forma da lei (grifos).
Deve ser pedida a medida cautelar, de modo a suspender a eficácia da Lei até que seja
definitivamente julgada a presente Ação Direta de Inconstitucionalidade. O examinando
deve demonstrar que a tutela jurisdicional cautelar se faz necessária, pois estão
suficientemente demonstrados os requisitos do fumus boni iuris, pela clareza dos vícios
de inconstitucionalidade apontados, e do periculum in mora, isso em razão do
constrangimento decorrente do impedimento ao exercício de atividade lícita e
constitucional dos partidos políticos.
Deve ser formulado o pedido de declaração de inconstitucionalidade da Lei Estadual “Y”.
Devem ser solicitadas informações ao Governador e à Assembleia Legislativa do Estado,
órgãos responsáveis pela edição do ato normativo e ouvidos o Advogado Geral da União
e o Procurador Geral da República.
A petição deve ser datada e assinada pelo advogado.

CASO 2 – Terça-feira, 15/05/2018

Tício, brasileiro, casado, engenheiro, foi aprovado em 12º lugar no concurso


público realizado pela Prefeitura do Município X. No edital do concurso constava a
existência de 15 vagas e sua validade era de 02 anos. Foram chamados para posse os 10
primeiros colocados. Dois meses antes do fim da vigência do concurso, o Prefeito
publicou novo edital para realização do concurso público para preenchimento de 05 novas
vagas para o mesmo cargo. Inconformado, Tício requereu ao Prefeito sua nomeação, o
que foi negado em ofício datado há 05 dias, sob a alegação da discricionariedade para
chamamento de aprovados em concurso e que a mera aprovação não gera à nomeação
para o cargo. Na qualidade de advogado contratado por Tício, redija a peça mais célere
cabível ao caso.

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RESOLUÇÃO

Medida judicial cabível: Mandado de Segurança Individual (artigo 5º, LXIX, da CF e


Lei 12.016/09/ artigo 319 do CPC)

Endereçamento: Excelentíssimo Senhor Doutor Juiz de Direito da... Vara da Fazenda


Pública do Município X.

Legitimidade ativa: Ticio

Legitimidade passiva: Autoridade coatora é o Prefeito (artigo 6º, §3º da Lei 12.016/09).
A pessoa jurídica interessada é o Município X (artigo 6º da Lei 12.016/09)

Do cabimento.
Da tempestividade
Da desnecessidade de dilação probatória

Fundamentos Jurídicos: Violação ao artigo 37, caput e I, da CF. Direito líquido e certo
a nomeação. Ofensa aos princípios da legalidade, moralidade e eficiência.

Medida Liminar: Desnecessidade de Fiança, caução ou depósito. Demonstração do


fumus boni iuris e do periculum in mora. (Artigo 7º, III, da Lei 12.016/09)

Requerimentos/Pedidos:
– A concessão da medida liminar para que o Estado nomeie o impetrante ao cargo
para o qual foi aprovado em concurso público (artigo 7º, III da Lei 12.016/09)
– Notificação da autoridade coatora para prestar informações no prazo de 10 dias
(artigo 7º, I, da Lei 12.016/09
– Requer se der ciência ao órgão de representação judicial da pessoa jurídica a que
se vincula a autoridade (artigo 7º, II, da Lei 12.016/09)
– Intimação do Ministério Público para oferecer parecer no prazo de dez dias (artigo
12 da Lei 12.016/09.
– A concessão da segurança para condenar o Estado a obrigação de fazer, isto é,
nomear o impetrante ao cargo para o qual foi aprovado em concurso público.
– Requer a condenação ao pagamento das custas processuais, únicas verbas
sucumbenciais cabíveis.

Valor da causa (Dá-se a causa o valor de R$.....)

Confiante na tutela jurisdicional

DATA.... LOCAL

ADVOGADO.. OAB

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CASO 03 – Quarta-feira, 16/05/2018

João e José são pessoas com deficiência física, tendo concluído curso de nível
superior. Diante da abertura de vagas para preenchimento de cargos vinculados ao
Ministério da Agricultura, postularam a sua inscrição no número que deveria ser
reservado, por força de disposição em lei federal, aos deficientes físicos com o grau de
deficiência de João e José, o que restou indeferido por ato do próprio Ministro de Estado,
aduzindo que a citada lei, apesar de vigente há 2 (dois) anos e com plena eficácia, não se
aplicaria àquele concurso, pois não houve previsão no seu edital. Irresignados, os
candidatos apresentaram Mandado de Segurança originariamente no âmbito do Superior
Tribunal de Justiça, tendo a seção competente, por maioria de votos, denegado a
segurança, dando razão ao Ministro de Estado. Houve embargos de declaração,
improvidos. Ainda inconformados, apresentaram o recurso cabível contra a decisão do
colendo Superior Tribunal de Justiça. Redigir o recurso cabível contra a decisão da Corte
Especial.

O enunciado indica a competência originária do Superior Tribunal de Justiça para


julgamento dos Mandados de Segurança impetrados contra atos de Ministro de
Estado, a teor do Art. 105, I, b) da CRFB (Art. 105. Compete ao Superior Tribunal
de Justiça: I - processar e julgar, originariamente: b) os mandados de segurança e
os habeas data contra ato de Ministro de Estado, dos Comandantes da Marinha, do
Exército e da Aeronáutica ou do próprio Tribunal; (Redação dada pela Emenda
Constitucional n. 23, de 1999).
Ocorrendo a denegação da segurança, como afirmado, por unanimidade ou por
maioria, cabe a apresentação de recurso ordinário ao Supremo Tribunal Federal,
consoante o Art. 102, II, a), da CRFB (II - julgar, em recurso ordinário: a) o habeas-
corpus, o mandado de segurança, o habeas-data e o mandado de injunção decididos
em única instância pelos Tribunais Superiores, se denegatória a decisão;) Essa regra
é replicada no Art. 539, do CPC.
O recurso deve ser dirigido ao Presidente do STJ para encaminhamento ao STF
para julgamento.
Os fundamentos do recurso devem ser:
a) reserva de vagas para os portadores de deficiência – Art. 37, VIII, da CRFB (VIII
- a lei reservará percentual dos cargos e empregos públicos para as pessoas
portadoras de deficiência e definirá os critérios de sua admissão); ou Art. 2º, III, c,
da Lei 7.853/1989 ou Art. 5º, §2º da Lei 8.112/1990 ou Convenção Internacional
sobre os direitos das pessoas com deficiência, Art. 27, 1, g.

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b) preservação do principio da legalidade, CRFB, Art. 5º, II: “ninguém será
obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei”;
c) principio da isonomia, CRFB, Art. 5º, caput (Todos são iguais perante a lei, sem
distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros
residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à
segurança e à propriedade, ...).
Aplicam-se ao Recurso Ordinário as regras de procedimento previstas no CPC.
Assim, devem ser apresentadas razões. Os recorrentes são os impetrantes, no caso
os portadores de necessidades especiais e o recorrido o Ministro de Estado. Deve
haver pedido de reforma da decisão atacada.
Deve ser requerida a intervenção do Ministério Público e a remessa do autos ao STF.

CASO 04 – Quinta-feira, 17/05/2018

A constituição federal instituiu, no art. 18, § 4º, a possibilidade criação de novos


Municípios. Ocorre que, a partir da redação dada ao dispositivo pela EC 15/96, a criação
de um Município deve observar o período determinado por Lei Complementar Federal, a
qual, ainda hoje, não foi editada pelo Congresso Nacional.
A falta da lei complementar está inviabilizando a criação regular de novos
Municípios, fato que incomodou a direção da Assembleia Legislativa do Estado do Mato
Grosso.
Segundo o Presidente da Assembleia Legislativa, vários estados estariam sofrendo
prejuízos pela falta da Lei Complementar, uma vez que muitas de suas comunidades
locais estariam impossibilitadas de se emanciparem e constituírem em município.
Nessa esteira, decidiu contratar um advogado especialista em Direito
Constitucional para, em nome da Casa Parlamentar, adotar medida objetiva que
permitisse suprir a omissão legislativa.

RESOLUÇÃO
Endereçamento da petição Supremo Tribunal Federal.
Qualificação da parte Requerente: Assembleia Legislativa do Estado do Mato Grosso
Requerido: Congresso Nacional e do Presidente da República
Indicação da Ação proposta: ADO
Legitimidade 1. Mesa da Assembleia Legislativa, na forma do Art. 103, inciso IV e §2º,
da CRFB/88, art. 12-A ao 12-H da Lei 9868/99 e arts. 319 e ss do CPC e a não exigência
da pertinência temática.

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Cabimento da ADO: O objeto da ação é omissão de natureza legislativa total, que
compromete a aplicação do art. no art. 18, § 4º da CF.
Da Norma Constitucional de eficácia limitada.
Da omissão constitucional
Pedido final: o julgamento pela procedência da declaração de inconstitucionalidade por
omissão a fim de dar ciência ao poder competente para adoção das providências
necessárias; intimação do Congresso Nacional e da Presidência da República, na pessoa
de seus responsáveis legal; a notificação da PGR para emitir parecer no prazo de 15 dias.
Valor da causa
Fechamento da peça: Local..., Data..., Advogado... e OAB...

CASO 05 – Sexta Feira, 18/05/2018

Tio Patinhas decidiu abrir uma farmácia e, após uma pesquisa de mercado, definiu
que instalaria o empreendimento em uma determinada via de grande circulação, na qual
já funcionava outra farmácia.
Obteve autorização municipal para desenvolver a atividade econômica e começou
a montar o estabelecimento.
Ocorre que, poucos dias antes de iniciar as atividades, recebeu uma visita de um
agente da Prefeitura informando que a autorização para funcionar estava revogada porque
o Prefeito tinha baixado um Decreto proibindo a abertura de estabelecimentos comerciais
do mesmo ramo num perímetro urbano de 500 metros e que, como já havia uma farmácia
funcionando naquela região, ele não poderia abrir outra.
Considerando a situação absurda procurou um advogado para conseguir
judicialmente iniciar suas atividades, explorando a atividade econômica.
Na qualidade de advogado de tio Patinhas ingresse com a medida judicial
adequada junto à justiça local, de modo a permitir inclusive que ele inicie as atividades
de imediato.
Leve em consideração que, conforme previsão da Constituição Estadual, não
compete ao Tribunal de Justiça julgar mandado de segurança em face de ato de Prefeito.

RESOLUÇÃO

Medida judicial cabível: Mandado de Segurança Individual (artigo 5º, LXIX, da CF e

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Lei 12.016/09/ artigo 319 do CPC)

Endereçamento: Excelentíssimo Senhor Doutor Juiz de Direito da... Vara Civil/ da


Fazenda Pública do Município....

Legitimidade ativa: Tio Patinhas

Legitimidade passiva: Autoridade coatora é o Prefeito (artigo 6º, §3º da Lei 12.016/09).
A pessoa jurídica interessada é o Município X (artigo 6º da Lei 12.016/09)

Do cabimento.
Da tempestividade
Da desnecessidade de dilação probatória

Fundamentos Jurídicos: Violação ao valor social da livre iniciativa (art 1º, IV, da CF) e
ao Princípio da livre concorrência (art. 170, IV,CF).

Medida Liminar: Deve ser requerida a tutela provisória em caráter de urgência nos
termos do art. 989, II do CPC para determinar a expedição do Alvará ainda que de forma
provisória legitimando a instalação imediata do empreendimento, com base nos arts. 294
à 302 do CPC.

Requerimentos/Pedidos:
– A concessão da medida liminar para que o Estado nomeie o impetrante ao cargo
para o qual foi aprovado em concurso público (artigo 7º, III da Lei 12.016/09)
– Notificação da autoridade coatora para prestar informações no prazo de 10 dias
(artigo 7º, I, da Lei 12.016/09
– Requer se der ciência ao órgão de representação judicial da pessoa jurídica a que
se vincula a autoridade (artigo 7º, II, da Lei 12.016/09)
– Intimação do Ministério Público para oferecer parecer no prazo de dez dias (artigo
12 da Lei 12.016/09.
– A concessão da segurança para condenar o Estado a obrigação de fazer, isto é,
nomear o impetrante ao cargo para o qual foi aprovado em concurso público.
– Requer a condenação ao pagamento das custas processuais, únicas verbas
sucumbenciais cabíveis.

Valor da causa (Dá-se a causa o valor de R$.....)

Confiante na tutela jurisdicional

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CASO 05 – Sábado, 19/05/2018

Após anos de defasagem salarial, milhares de trabalhadores que integravam o


mesmo segmento profissional reuniram-se na sede do Sindicato W, legalmente
constituído e em funcionamento há vinte anos, que representava os interesses da
categoria, em assembleia geral convocada especialmente para deliberar a respeito das
medidas a serem adotadas pelos sindicalizados.
Ao fim de ampla discussão, decidiram que, em vez da greve, que causaria grande
prejuízo à população e à economia do país, iriam se encontrar nas praças da capital do
Estado Alfa, com o objetivo de debater publicamente os interesses da categoria de forma
organizada e ordeira, e ainda fariam passeatas semanais pelas principais ruas da capital.
Em situações dessa natureza, a lei dispõe que seria necessária a prévia comunicação ao
comandante da Polícia Militar.
No mesmo dia em que recebeu a comunicação dos encontros e das passeatas
semanais, que teriam início em dez dias, o comandante da Polícia Militar, em decisão
formalmente comunicada ao Sindicato W, decidiu indeferi-los, sob o argumento de que
atrapalhariam o direito ao lazer nas praças e a tranquilidade das pessoas, os quais são
protegidos pela ordem jurídica.
Inconformado com a decisão do comandante da Polícia Militar, o Sindicato W
procurou um advogado e solicitou o manejo da ação judicial cabível, que dispensasse
instrução probatória, considerando a farta prova documental existente, para que os
trabalhadores pudessem cumprir o que foi deliberado na assembleia da categoria, no prazo
inicialmente fixado, sob pena de esvaziamento da força do movimento.

ESPELHO

Endereçamento: a petição deve ser endereçada ao Juízo Cível OU ao Juízo de


Fazenda Pública da Comarca X OU da Capital do Estado Alfa.

Partes:
Impetrante: Sindicato W.
Autoridade coatora: comandante da Polícia Militar.
Pessoa jurídica interessada (art. 7º, II, da Lei nº 12.016/09): Estado Alfa.

Legitimidade ativa do Sindicato W: organização sindical legalmente constituída e em


funcionalmente há mais de um ano, estando em defesa de direitos líquidos e certos de

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parte dos trabalhadores da categoria, tal qual autorizado pelo Art. 21 da Lei nº
12.016/2009 OU Art. 5º, inciso LXX, alínea b, da CRFB/88.

Legitimidade passiva do comandante da Polícia Militar: exarou decisão impedindo a


realização das reuniões e das passeatas.

Fundamentos de mérito:
1 - Os trabalhadores têm o direito fundamental à livre manifestação do pensamento,
conforme Art. 5º, inciso IV, da CRFB/88).
2 - Os trabalhadores têm o direito fundamental à liberdade de expressão, conforme Art.
5º, inciso IX, da CRFB/88.
3 - Os trabalhadores têm o direito fundamental à reunião pacífica, conforme Art. 5º, inciso
XVI, da CRFB/88.
4 – A comunicação ao comandante da Polícia Militar visava apenas a evitar a frustração
de reunião anteriormente convocada para o mesmo local, o que não era o caso. Como a
reunião independe de autorização, o indeferimento violou os direitos de parte dos
associados do Sindicato W OU o direito líquido e certo, sendo cabível a medida nos
termos do Art. 1º da Lei nº 12.016/09
5 - Na medida em que estamos perante direitos coletivos é cabível a Impetração de
Mandado de Segurança Coletivo, nos termos do Art. 21, parágrafo único, da Lei nº
12.016/09.
6 - Há prova pré-constituída, consistente na decisão proferida pela autoridade coatora e
formalmente comunicada ao Sindicato W.

Fundamentos da liminar:
1 - A relevância da argumentação está expressa nos fundamentos de mérito (violação a
direitos fundamentais).
2 - Há o risco de ineficácia da medida final se a liminar não for deferida, tendo em vista
a urgência da situação, já que as reuniões nas praças e as passeatas começariam em poucos
dias.

Pedidos:
1 - Concessão da medida liminar, para que a autoridade coatora se abstenha de adotar
qualquer medida que impeça a realização das reuniões e das passeatas.
2 - Ao final, procedência do pedido, com confirmação da concessão da ordem, atribuindo-
se caráter definitivo à tutela liminar.

Valor da causa
Fechamento: local, data, assinatura, OAB

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